DILMA APRESENTA A ANGELA MERKEL POSSIBILIDADES DE INVESTIMENTOS NO BRASIL
Publicado em 08/19/2015 as 02:33 PM

A presidenta Dilma Rousseff recebe hoje (19) e amanhã (20) a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em uma extensa agenda com foco na atração de investimentos para o Brasil. Segundo assessores do governo, Dilma vai apresentar a Merkel possibilidades de investimentos em infraestrutura no âmbito da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística, lançado em junho, para chamar a atenção de empresas alemãs aos projetos.

O plano estima R$ 198 bilhões em investimentos na infraestrutura do país nos próximos anos, em projetos de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Na visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao Brasil e no encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Dilma também apresentou o programa aos líderes e destacou os projetos de infraestrutura, durante as discussão de investimentos.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a Alemanha é o quarto parceiro comercial do Brasil. Em 2014, o comércio entre os dois países chegou a US$ 20,47 bilhões.

O encontro entre Dilma e Merkel, que começa com um jantar de trabalho esta noite no Palácio da Alvorada, envolve a participação de diversos ministros dos dois países. Além de negociações bilaterais, a pauta envolve discussões sobre importantes temas internacionais, como acordos climáticos e a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o diretor do Departamento da Europa do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Oswaldo Biato Júnior, compõem a delegação alemã os ministros de Relações Exteriores, Agricultura, Saúde, Transportes, Meio Ambiente, Cooperação Econômica e desenvolvimento, Cultura, além de cinco vice-ministros: Economia e Energia, Defesa, Educação, Finanças, Trabalho e Assuntos Sociais.

“A expectativa é muito positiva. É uma oportunidade muito importante para criarmos um diálogo muito mais intenso entre os dois governos, muito mais amplo sobre uma série de temas”, disse o embaixador. Para ele, a visita é uma oportunidade também de firmar parcerias em diferentes áreas. “Vemos isso com o uma oportunidade para criar uma parceria estratégica entre os dois países tratando de temas que vão desde a área econômica, financeira, de investimentos, passando pela área de pesquisa, educação, ciência e tecnologia.”

No campo global, além da reforma do Conselho de Segurança da ONU, os dois países devem se pronunciar sobre a mudança no clima tendo em vista a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21). Este ano, o Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou uma resolução proposta pelo Brasil e Alemanha que cria a relatoria especial sobre o direito à privacidade na era digital. A parceria dos dois países na área se iniciou após virem à tona, em 2013, denúncias de espionagem envolvendo o governo dos Estados Unidos a cidadãos alemães e brasileiros, incluindo Dilma e Merkel.

O encontro vai inaugurar o sistema de Consultas de Alto Nível Brasil-Alemanha, mecanismo que o país europeu desenvolve com outros países, sendo o Brasil o único da América Latina a participar.

Na quinta-feira, ministros brasileiros têm reuniões temáticas com ministros alemães. “A partir desses contatos bilaterais, [os ministros] vão ter uma grande reunião e vão passar em revista sob a coordenação das duas mandatárias todos os resultados iniciais dessa visita, e a nossa expectativa é que, com isso, consigamos começar uma cooperação, um diálogo muito mais avançado do que tínhamos”, disse Biato.

Pela manhã, a presidenta Dilma tem encontro particular com a chanceler Merkel no Palácio do Planalto. Segundo o embaixador Oswaldo Biato Júnior, os ministros presentes, brasileiros e alemães, vão debater intenções em comum sobre cooperação em pesquisa na área de biotecnologia e energia renovável, em pesquisas marinhas, estrutura portuária, em questões que envolvem as chamadas terras raras, entre outras. “Temos também uma declaração conjunta de intenções entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Educação e pesquisa que tem um intuito muito interessante que é o de viabilizar a cooperação nas chamadas terras raras que são matérias-primas estratégicas necessárias para produtos de alta tecnologia como smartphones.”

Para Biato, os alemães reconhecem a importância do Brasil. “Os alemães identificam no Brasil aquele país entre os emergentes que estaria mais próximo dos valores europeus, então há um interesse particularmente grande de cultivar o Brasil”. O embaixador afirma que o país tem se destacado com um ator importante em assuntos de relevância internacional, como as negociações que envolvem meio ambiente e aquelas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A agenda termina com um almoço oferecido por Dilma à mandatária alemã no Palácio Itamaraty.
Fonte : JB OnLine
Data : 19/08/2015

EUNÍCIO EMPLACA O SEXTO ALIADO EM CARGOS FEDERAIS
Publicado em 08/19/2015 as 02:32 PM

Otávio Luís Rodrigo Júnior foi nomeado para o conselho diretor da Anatel. O senador cearense foi um dos articuladores da "Agenda Brasil", esperança do governo para recompor a base aliada e debelar a crise  

O advogado cearense Otávio Luís Rodrigo Júnior é o novo membro do conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A nomeação foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Ele foi uma indicação do senador Eunício Oliveira (PMDB) e a sexta que o peemedebista consegue emplacar neste segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). Além do advogado, o ex-senador pelo Acre, Aníbal Diniz (PT), também foi nomeado para o conselho pelo Planalto.

Anteriormente, Eunício já havia indicado o presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, o novo desembargador do Tribunal Regional da 5ª Região, Cid Marconi, e o superintendente federal de Pesca, Aquicultura e Pesca no Ceará, Aloisio Carvalho.

No fim de julho, foi a vez do ex-secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro. Ele foi escolhido como o novo responsável pela Companhia Docas do Ceará, órgão federal ligado a Secretaria de Portos da Presidência da República. A vaga também era disputada pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), que tentava emplacar Ilário Marques (PT), ex-prefeito de Quixadá.

Eunício vem sendo peça importante na articulação da base governista no Senado. Líder do PMDB na Câmara Alta, o cearense estaria desempenhando papel central no recrutamento de seus colegas para a base aliada. Ele também foi um dos responsáveis pela confecção da "Agenda Brasil", plataforma de propostas apresentada pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB), ao Palácio do Planalto e é apontado como esperança para o governo conseguir recompor sua base política e sair das cordas. Procurado pelo O POVO, Eunício não atendeu aos telefonemas.

Ontem, outro dos autores da plataforma, Renan Calheiros, viu um aliado seu, o desembargador Marcelo Navarro, ser escolhido para ocupar cadeira no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), apesar de ter sido o segundo colocado na votação para o posto. O presidente do Congresso negou ter influenciado na decisão. “Compete privativamente ao presidente da República a indicação de autoridades para compor os Tribunais Superiores”, disse em nota.

Fenelon

A indicação que mais provocou polêmicas foi a de seu genro, o advogado Ricardo Fenelon Júnior, escolhido para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Formado em Direito e especialista em arbitragem internacional, sua única experiência com aviação foi como estagiário do órgão regulador.

Os nomes

Cid Marcoini - TRF da 5ª Região
Otávio Luís Rodrigo Jr - Anatel
Marcos Holanda - Banco do Nordeste
Aloisio Carvalho - Superintendência Federal de Aquicultura e Pesca
César Pinheiro - Docas do Ceará
Ricardo Fenelon Júnior – Anac
Fonte : O Povo – CE
Data : 19/08/2015

CRISE DESEMBARCA NOS PORTOS E MOVIMENTO FRACO CAUSA DEMISSÕES
Publicado em 08/19/2015 as 02:32 PM

Movimentação menor de cargas este ano causa demissões de portuários na Bahia
Por Adilson Fonseca

A movimentação na parte final da Via Expressa Baía de Todos os santos (a via exclusiva para o Porto de Salvador) não é tão intensa como se deveria. E não é pra menos. O movimento de embarque e desembarque está em queda e reflete uma situação de crise na economia de uma forma geral, que afeta também os trabalhadores.

Em um ano, dos cerca de 500 funcionários que trabalham no Tecon, o terminal de contêineres do Porto de Salvador, pelo menos 100 já perderam o emprego e não houve reposição no quadro. O porto de Salvador, o maior dos três existentes no Estado – Aratu e Ilhéus – movimentou, até o último dia 31 de julho, 2.279.905 toneladas de cargas, um pouco mais de 50% da movimentação total registrada em todo o ano passado, que foi de 4.340.745 toneladas, e menor que em igual período de 2014, que foi de 2.342.585 toneladas.

Para o presidente da Codeba – Companhia das Docas do Estado da Bahia, José Muniz Rebouças, a situação é o espelho do atual quadro da economia brasileira. “O porto é o retrato da economia do país e no nosso caso reflete uma crise conjuntural, com, menos carga para exportar e importar”, disse. Ele admite o que chama de desequilíbrio econômico o fato de que tanto no que se refere ao número de navios que atracam nos três portos baianos – Salvador, Aratu e Ilhéus – como no volume de cargas a uma situação conjuntural que acredita vá melhorar em futuro próximo.

Essa situação, contudo, não tem o mesmo grau de avaliação no Sindicato dos Portuários de Salvador, onde o vice-presidente da entidade, Ulisses Souza Oliveira Junior disse que mais de 100 funcionários que trabalham no Terminal de Conteiner já foram demitidos em um ano. Ulisses lembra que por causa da retração no volume de cargas, os trabalhadores tentam negociar redução da jornada de trabalho e, conseqüentemente dos salários, como forma de manter o emprego, mas não tem otimismo em relação a um futuro próximo.

Demissões
No Brasil, segundo informações do Sindicato Nacional dos Empregados na Administração Portuária, mais de três mil trabalhadores já foram demitidos dos portos brasileiros este ano. Quase a metade no Porto de Santos, que é o maior terminal do país. E não há perspectivas de que estes postos de trabalho venham a ser reabertos nos próximos meses.

Conforme informou o presidente nacional da entidade, Everandy Cirino dos Santos, sem melhores perspectivas pára reverter a situação, a categoria pretende entregar ao Ministério dos Portos documento em que propõe que os trabalhadores portuários sejam integrados ao Programa de Proteção ao Emprego, em que uma das cláusulas é a redução da jornada de trabalho e dos salários. Outra proposta a ser apresentada é o cadastro nacional dos demitidos, para que, numa mudança da economia, eles tenham preferência em caso de recontratação da mão de obra.

Na Bahia, o vice-presidente do Sindicato dos portuários diz que a situação é grave e que as negociações com o setor privado, que administra o terminal de contêiner é difícil. “Tudo decorre da diminuição da atividade portuária, decorrente da crise econômica e nessas condições alguns setores tem optado pela demissão pura e simples dos empregados”, disse. Dos três portos baianos, apenas o de Salvador tem um terminal específico para contêineres, administrado há mais de 15 anos pela iniciativa privada. A área do Tecon possui 118 mil metros
quadrados e capacidade para movimentar 530 mil toneladas por ano.

Situação vai ser debatida em Brasília

Os principais entraves à navegação de cabotagem no país e a proposta de soluções que assegurem menor custo e maior eficiência ao segmento serão apresentadas pela Usuport, em palestra do diretor executivo Paulo Villa, durante 1º Workshop sobre Cabotagem, nesta quarta-feira em Brasília. O evento é promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlog) do Congresso Nacional, comissão integrada por senadores e deputados estaduais de diversas siglas partidárias. Serão quatro painéis que abordarão a regulação, operação e planejamento, pela iniciativa privada e pelo Governo Federal.

Na contramão da crise e diferenciando-se do conjunto da movimentação de cargas, o primeiro semestre de 2015 as operações de cabotagem do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador atingiu um crescimento de 12%, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O novo recorde foi impulsionado pela movimentação de 24.016 TEUs, tendo como principal destino o Porto de Santos, para o qual foram embarcados produtos químicos e petroquímicos.

Segundo Demir Lourenço, diretor executivo do Tecon Salvador, as descargas de arroz provenientes do sul do país, polímeros e outros alimentos também contribuíram para o crescimento nestes seis primeiros meses do ano. Estes produtos tiveram um aumento de movimentação de 1%, 150% e 189%, respectivamente. Outro destaque é o embarque de bebidas da Heineken, antes realizado pelo porto de Pecém (CE) e, atualmente, representa 7% do total movimentado na cabotagem neste primeiro semestre.

Para o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), José Muniz Rebouças, os dados apresentados demonstram o acerto do Tecon em investir na construção de um berço para preferencialmente servir à navegação de cabotagem. O Porto de Salvador é é o único do país a dispor no seu Terminal de Contêineres de um berço com prioridade para o comércio de navegação interna.

50% da movimentação de 2014 em 7 meses

De janeiro a julho deste ano a movimentação de cargas nos três portos baianos – Salvador, Aratu e Ilhéus – equivale a pouco mais de 50% do total de cargas movimentada em todo o ano passado. Este ano, até 31 de julho, conforme os dados da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) foram 2.279.905 toneladas entre importação e exportação. No ano passado esse número foi de 2.342.585 toneladas no período de janeiro a julho.

Salvador (2015)
Janeiro - 331.440 ton.
Fevereiro – 299.106 ton.
Março – 312.546 ton.
Abril – 337.404 ton.
Maio – 344.895 ton.
Junho – 287.684 ton.
Julho – 367.830 ton.

* Total em 2015 – 2.279.905 ton.
* Total em 2014 (igual período) – 2.342.585 ton.
* Total em 2014 (12 meses) – 4.340.745

Aratu
2015 (jan/jul) – 3.349.758 ton.
2014 (12 meses) - 6.498.198 ton.

Ilhéus
2015 (jan/jul) – 261.266 ton.
2014 (12 meses) - 506.143 ton..
Fonte : Tribuna da Bahia – BA
Data : 19/08/2015

ENTREGA DE MORADIAS SERÁ ANTECIPADA
Publicado em 08/19/2015 as 02:32 PM

A Prefeitura de Natal pretende antecipar em três meses a entrega do Residencial Maruim.

Com 68% das obras executadas, os 200 apartamentos deverão ser concluídos até dezembro deste ano. A nova data foi dada pelo secretário Municipal de Habitação, Getúlio Batista da Silva Neto. O secretário e o prefeito Carlos Eduardo visitaram ontem as obras do Residencial. A previsão inicial era março de 2016. O residencial vai abrigar as 170 famílias da comunidade do Maruim que serão relocadas para a expansão do Porto de Natal, além de outras 12 da Comunidade Jacó. O custo total do projeto é de R$ 12,2 milhões.

“Não tivemos problemas com as obras em andamento, que estão bastante avançadas e conseguiremos entregar antes do prazo”, disse. As casas construídas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, não sofreram com a redução ou atrasos de repasses de recursos – a exemplo do que aconteceu com Construtoras do RN. Mas o secretário adiantou que não há previsão de liberação de recursos para a terceira etapa do programa.

O projeto prevê ainda a construção de um Centro, destinado as atividades econômicas das famílias residentes no Maruim, que será dividida em três blocos: de oficinas e sucatas; peixes, camarões e mariscos e lan-house, salão de beleza e outros negócios. Um investimento de R$ 3,5 milhões destinados a mais.

As 200 famílias foram selecionadas, após cadastro da Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharp).

As obras foram iniciadas em agosto do ano passado e sofreu atraso de dois meses nas obras das fundações, a cargo da empresa Certa Construções e Engenharia, devido a irregularidade do terreno, que precisou ser aterrado, e da demolição do prédio da antiga Cisaf.

Incluídos no PAC e nas obras de ampliação do porto e da urbanização da comunidade homônima nas Rocas, não será cobrada nenhuma prestação mensal aos moradores. O presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Emerson Fernandes, lembra que 50% da área hoje ocupada pela favela do Maruim será destinada as obras de ampliação do Porto. A outra metade passará por um processo de reurbanização feito pela Prefeitura.

“A área do Maruim é absolutamente necessária para as atividades do Porto de Natal, para termos uma área de estocagem de conteinners e produtos a granel, além de ser essencial para as linhas de cabotagem”, afirma. O minério de ferro que chegou a ser exportado via Porto de Natal, em 2013, passou a ser escoado por portos vizinhos. São aproximadamente 7 mil metros quadrados que serão desocupados com a relocação das famílias da Comunidade do Maruim. Com as obras de expansão do Porto de Natal, a expectativa é ampliar a área útil em 18 mil metros quadrados.
Fonte : Tribuna do Norte – RN
Data : 19/08/2015

LICITAÇÃO PARA EXPANSÃO DO PORTO DE NATAL FICA PARA 2016
Publicado em 08/19/2015 as 02:31 PM

As obras de expansão do Porto deverão ser iniciadas em 2016.

A adequação aos recursos do Governo Federal, via Secretaria dos Portos, levou a Companhia Docas do Rio Grande do Norte a rever a licitação para a ampliação do cais do Berço 4, em mais 220 metros, a retroárea, além das obras do sistema de defensas da Ponte Newton Navarro. O edital chegou a ser publicado em abril deste ano, mas devido a questões financeiras, a Codern recuou do processo.

“Devido aos cortes do ajuste fiscal, a Secretaria Nacional dos Portos sinalizou que só poderia liberar dos recursos aprovados pelo PAC, R$ 11 milhões. O mais sensato é aguardar a liberação do montante em 2016”, afirmou o diretor-presidente da Codern, Emerson Fernandes. A previsão de dispêndio para o início das obras era de R$ 60 a R$ 70 milhões este ano, segundo estima Fernandes.

Os serviços que permitirão ao porto aumentar a movimentação de cargas estão orçados em R$ 275 milhões. E serão executados em 32 meses. Emerson Fernandes antecipou que o anteprojeto das obras está pronto, o que deverá dar celeridade à contratação da empresa que executará o serviço. “Os recursos estão assegurados, os projetos e orçamentos revistos, mas a previsão da Secretaria dos Portos é apenas no início de 2016”, disse ele.

A Codern deverá adotar Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que é diferente das licitações usuais por ser um processo menos burocrático e que prioriza a abertura das propostas técnicas e de preços.

A licitação do Berço 4 e das defensas dos pilares da Ponte Newton Navarro deveria ter sido aberta ano passado. Mas as obras do Terminal de Passageiros do Porto de Natal, que atrasaram e não ficaram prontas em tempo hábil para a Copa do Mundo em Natal, além de outras dificuldades, impediram o processo ser deflagrado.
Fonte : Tribuna do Norte – RN
Data : 19/08/2015

CRISE NO BRASIL LEVA INVESTIDOR A PAÍSES VIZINHOS
Publicado em 08/19/2015 as 02:31 PM

Infraestrutura. Potencial da região ainda atrai estrangeiros em concessões, mas ambiente econômico e atrasos nas licitações no País dão vantagens a outras nações latino-americanas

São Paulo - A busca por aprimorar a estrutura portuária não acontece apenas no Brasil. Na América Latina, países como Colômbia, Peru, Chile e México brigam por atenção de investidores internacionais, em um processo que, nos últimos 20 anos, elevaram os aportes em portos em 68%, segundo números do Cepal.

Na disputa por direcionar aportes, o atraso nas concessões dos portos brasileiros, a instabilidade econômica e a crise política têm levado potenciais investidores a baterem na porta dos países vizinhos. Apesar da estrutura continental da demografia, que caracterizaria o País como o principal ativo na América Latina, o Brasil perde espaço para economias e contratos mais liberais e flexíveis com investidores, além de volatilidade na comunicação com os governos. "Por mais atraente que seja investir no País, muitas vezes uma operação de menor porte no Peru passa a ser mais atraente", explica o professor de macroeconomia, especialista em infraestrutura portuária e marco regulatório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Carlos Piola.

Com atuação no Brasil, a APM Terminals é um exemplo de investimento massivo na América Latina. Em entrevista exclusiva ao DCI, o chefe de novos negócios da empresa para a América Latina, Julian Fernandez, revelou que a companhia fará um aporte de até US$ 240 milhões no porto de Cartagena, na Colômbia, em uma ação que faz parte dos US$ 2,5 bilhões previstos para investimentos em terminais em todo o mundo.

Ambiente econômico
Com relação ao Brasil, explicou o executivo, a previsão de aportes ainda está intimamente ligada a evolução das concessões portuárias. O projeto de licitar os espaços, apresentado pela presidente Dilma Rousseff este ano, ainda estão travadas no Tribunal de Contas da União (TCU). "Vamos considerar entrar nas concessões de portos, mas estamos de olho na atual situação do Brasil, atento as movimentações para pensarmos no nosso caminho para consolidação no País", explicou.

O aporte na Colômbia - que poderia ter vindo para o Brasil caso as concessões do Bloco 1 do Programa de Investimento em Logística (PIL) tivesse saído - se deu, segundo Fernandez pela necessidade da empresa em pisar no acelerador nos terminais da região. "A Colômbia tinha contratos de concessão que foram realizados em 1990 e precisavam ser renovados, foi essa oportunidade que aproveitamos", explicou.

A perspectiva do empresário é que o porto triplique a capacidade de TEUs (quantidade equivalente a um contêiner de 20 metros) em um ano, passando dos atuais 250 mil TEUs para 750 mil. "Estamos em fase de finalização de contrato, esperamos em dois meses já iniciar operação, com investimento em novas tecnologias e otimização dos processos portuários."

Entre os itens mais transportados no porto de Cartagena estão líquidos, carvão, derivados de petróleo, além de máquinas e equipamentos e alimentos.

Além da Colômbia, a empresa tem ativos no México, Peru, Chile, Argentina e está em um processo de concessão no Panamá. "A América Latina tem uma demanda enorme de infraestrutura e queremos fazer parte desse processo. Além dessa Região, o continente africano também interessa." No Brasil, a APM opera nos portos de Santos (SP), Pecém (CE) e Itajaí (SC).

China quer países liberais
Para Piola, o potencial de investimento chinês que o Brasil tem perdido em portos é bem alto. Apesar do acordo bilateral, que envolve aportes de US$ 53 bilhões de capital chinês no País, a burocracia dos nossos modelos de concessão intimidam. "A China, apesar de ser nominalmente comunista, procura parceiros latino-americanos liberais. Nessa perspectiva, apesar de adotar o modelo de privatizações, a burocracia é fator determinante para pisada no freio quando tema é Brasil."

Segundo Chen Taotao, do Centro de Estudos Administrativos China-América Latina da Universidade de Tsinghua, o Brasil e a China já possuem o contato comercial, mas falta investimentos para elevar essa relação. "As companhias chinesas estão cada vez mais interessadas, mas é preciso articular os laços", explicou a acadêmica.

Hoje, o Brasil é um dos maiores fornecedores de matérias-primas para a China, ao lado do Peru. "Os chineses têm interesse em levar essa relação para além do contrato comercial. Mas o Peru é muito mais atrativo economicamente pelas facilidades de diálogo com o governo e perspectiva de avanço econômico", disse Piola.

Este ano o governo chinês fez acordo de US$ 19 bilhões em investimentos em um terço dos novos projetos de mineração do Peru, incluindo as minas de cobre de Toromocho e Las Bambas. "Os contratos estão muito mais avançados que os do Brasil", argumenta Pioli.

Com relação às empresas que poderiam concorrer em obras de infraestrutura chinesa, o acadêmico cita. "A Xinwei é a maior empresa de telecomunicações da China queria ativos na América Latina. Sem encontrar o que queria no Brasil, a empresa está na disputa por um projeto de infraestrutura na Nicarágua", revelou.

Ascensão latina
Segundo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), criado em 1948 pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU), na década de 1980, o investimento em portos na Região somava 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 1990 essa fatia caiu para 2%, subindo para 3,7% ao final do século 20. "Nesse momento, o pensamento era que a privatização era a solução", dizia o relatório. Só que essa substituição não ocorreu na medida em que se esperava e, atualmente, a demanda de transporte é maior do que a oferta.

Os números mostram ainda que houve, na América Latina, de 2000 a 2013, um crescimento de 68% na construção de cais nos portos, passando de 13.600 metros para 22 mil metros. E que, em termos de volumes, no mesmo período passou-se a movimentar de 4,39 milhões de TEUs para 24 milhões, com um aumento de 460% na produtividade. Na comparação com 1990, a produtividade cresceu 770%. "Hoje, porém, diante da economia, duvida-se que seja possível crescer nesse ritmo por falta de infraestrutura portuária suficiente para a demanda de comércio", dizia o Relatório.
Fonte : DCI – Diário Comércio & Indústria
Data : 19/08/2015

CÂMARA APROVA PROPOSTA QUE MUDA A CORREÇÃO DO FGTS
Publicado em 08/19/2015 as 02:31 PM

A primeira votação na Câmara dos Deputados após a terceira onda de protestos de rua contra o governo federal foi de derrota parcial para a presidente Dilma Rousseff (PT). Os deputados aprovaram substitutivo do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o projeto que aumenta o reajuste do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o texto, os depósitos feitos a partir de 1º de janeiro de 2016 serão reajustados, a partir de 2019, pelo mesmo índice da poupança,que equivale a cerca de 6% ao ano. De 2016 a 2018, haverá uma transição. Inicialmente o governo não queria o aumento da correção do FGTS, mas acabou aceitando negociar o escalonamento.

O governo era contra a proposta inicial de vincular o reajuste do FGTS ao rendimento da caderneta de poupança, por avaliar que prejudicaria a retomada da economia e aumentaria a taxa de financiamento de imóveis nos programas habitacionais de baixa renda.

Uma reunião na manhã de terça-feira (18) no gabinete do vice-presidente Michel Temer (PMDB) abriu a negociação e possibilitou aliviar a derrota do governo na votação, com a equiparação progressiva da correção ao reajuste da caderneta de poupança.

O projeto faz parte da pauta-bomba preparada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com despesas extras ao governo. A correção do FGTS interessa a milhões de trabalhadores com carteira assinada, que têm 8% dos seus salários destinados ao fundo. No ano passado, o FGTS recolheu R$ 105 bilhões.

Antes de ler o relatório, o deputado federal Rodrigo Maia, disse que de 2004 a 2014 os trabalhadores cotistas do FGTS perderam R$ 38 bilhões com a correção abaixo da inflação. Com isso, o patrimônio do trabalhador se desvaloriza para ajudar o governo a financiar projetos, especialmente na área de habitação, como o Minha Casa, Minha Vida. Entre 1998 e 2013, a perda real foi de 19,5%. “Com essa proposta poderemos chegar, em quatro anos, de forma escalonada, pelo menos ao rendimento da poupança”, defendeu.

O texto aprovado prevê a mudança a partir de 1º de janeiro de 2016 com um reajuste escalonado nos próximos quatro. O porcentual iria de 4% a 6,17% mais a TR de 2016 a 2018. O governo queria esticar o escalonamento até 2023.

O FGTS tem hoje R$ 410 bilhões de ativos totais. O patrimônio líquido é de R$ 77,5 bilhões, pouco menos de 20% dos ativos totais. No ano passado, o fundo investiu R$ 6,7 bilhões para saneamento básico, R$ 3,1 bilhões em energia, rodovia, hidrovia, porto e saneamento e R$ 43,1 bilhões do fundo foram destinados a financiamentos habitacionais.

Em 2016, deverá ser usada parte do lucro do FGTS para remunerar as contas individuais dos trabalhadores em montante equivalente a 4% ao ano. Em 2017, o reajuste deverá ser de 4,75%; e, em 2018, de 5,5%.Em 20019 a correção será equiparada a da caderneta de poupança (6,15% ao ano).
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 19/08/2015

EM VISITA AO BRASIL, MERKEL DEVE FECHAR ACORDOS E ANUNCIAR INVESTIMENTO
Publicado em 08/19/2015 as 02:31 PM

Além da cooperação na área ambiental, onde deve fazer um investimento de R$ 52 milhões, e na de energia, o foco alemão é tentar ampliar a presença de empresas no mercado brasileiro

BRASÍLIA - A chanceler alemã, Angela Merkel, chega nesta quarta-feira, 19, ao Brasil acompanhada de 12 ministros para uma reunião que seu governo trata como um diálogo estratégico, mas que Berlim precisou defender o encontro para seu público interno. Enquanto do lado brasileiro a esperança é ver a Alemanha ampliar os investimentos em infraestrutura, especialmente no Programa de Investimento em Logística, o governo alemão defende a visita como uma relação de longo prazo que deve focar em desenvolvimento tecnológico e parcerias na área de meio ambiente - especialmente na área de mudanças climáticas.

Logo depois dos protestos de domingo, o porta-voz do governo alemão,Steffen Seibert, foi questionado pela imprensa local se seria uma boa ideia a viagem ao Brasil em um momento em que a presidente Dilma Rousseff vem sendo severamente criticada e corre o risco de perder o cargo em um processo de impeachment. A resposta foi que as "questões internas" do governo brasileiro não definem a agenda de visitas da chanceler e que as relações com o Brasil são "de primeiro nível" e importantes para o País.

O encontro entre as duas chefes de governo - que não é uma visita de Estado, mas uma reunião bilateral de alto nível, no jargão diplomático - é a primeira de uma sequência de reuniões que devem acontecer a cada dois anos entre os dois governos para tratar de temas importantes para os dois lados e foi acertada durante a visita de Merkel ao Brasil no ano passado, durante a copa do mundo. A Alemanha só mantém esse tipo de diálogo com alguns países europeus - França, Espanha, Itália, Polônia e Holanda -, além de Estados Unidos, China, Israel, Índia e Rússia. O Brasil foi incluído na lista no ano passado.

Investimentos. O foco alemão no Brasil, além da cooperação na área ambiental – o país deve fazer um investimento de R$ 52 milhões em programas nessa área - e na área de energia, é tentar ampliar a presença de empresas no mercado brasileiro e garantir espaço em um a concorrência com a China. A aproximação do Brasil com o país asiático, por intermédio dos BRICS. Em entrevista ao canal alemão Deustch Welle, Reinhold Festge, presidente da Associação dos Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais, destacou a necessidade dos produtos alemães "marcarem presença" no Brasil.

Do lado brasileiro, a presidente pretende vender o plano de concessões para Merkel e tentar atrair investimentos, especialmente na área de portos. O Plano de Logística, que prevê a necessidade de R$ 198,4 bilhões para obras de infraestrutura, vem sendo vendido pela presidente em suas viagens ao exterior e nas visitas presidenciais que acontecem no Brasil - o governo vê como essencial a entrada de recursos estrangeiros para garantir que o plano saia do papel.

Merkel chega no início da noite de quarta-feira a Brasília e janta com Dilma no Palácio do Alvorada. Na quinta-feira, tem reunião privada no Palácio do Planalto, depois ampliada, incluindo os ministros, e almoço no Itamaraty. A chanceler alemã embarca de volta para Berlim às 16h.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 19/08/2015

METADE DO PAC NÃO TEVE DESEMBOLSO NESTE ANO
Publicado em 08/19/2015 as 02:31 PM

Os números são uma amostra da dificuldade do governo para executar o ajuste fiscal, que visa equilibrar as contas do País

Quase metade dos empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal bandeira eleitoral da presidente Dilma Rousseff, não teve nenhum desembolso até julho. Levantamento da ONG Contas Abertas mostra que de um total de 629 obras/programas, com orçamento autorizado para este ano, 310 delas não tiveram pagamentos, seja de restos a pagar ou dos recursos de 2015.

Os números são uma amostra da dificuldade do governo para executar o ajuste fiscal que visa equilibrar as contas nacionais. Até agora, porém, o corte de gastos tem atingido de forma mais pesada os investimentos - essenciais para a geração de emprego e renda no País. Exemplo disso é que os desembolsos para investimentos caíram 40%, segundo os dados da Contas Abertas. Na média, os pagamentos recuaram 31% neste ano. "A única coisa que o governo consegue cortar é investimento, e investimento é PAC", afirma o economista, Mansueto Almeida, especialista em contas públicas.

Além dos pagamentos, os empenhos - primeira fase da execução orçamentária, que é o compromisso de que a obra será paga - também estão bem abaixo dos níveis de 2014. No ano passado, nessa época, os ministérios já haviam empenhado R$ 36 bilhões de um total de R$ 68 bilhões. Neste ano, a execução ainda está em R$ 18 bilhões de um orçamento de R$ 65 bilhões.

Obras. Os problemas estão espalhados por todas as áreas e incluem obras significativas para a vida da população. Entre elas as de manutenção e adequação de estradas. Há vários trechos de rodovias no Nordeste, por exemplo, que não tiveram nem empenho nem pagamento até o mês passado. Ou seja, estão paradas. É o caso da BR-415, entre Ilhéus e Itabuna, e a construção de trecho rodoviário no entroncamento com a RN-078, no Rio Grande do Norte.

No trecho rodoviário entre a divisa de Pernambuco e Bahia até Feira de Santana, na BR-116, o governo empenhou R$ 4 milhões de R$ 104 milhões, mas até agora não fez nenhum pagamento. O Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit) tem sido um dos mais afetados pelo corte de gastos. No total, o departamento tem 134 obras no PAC sem nenhum pagamento neste ano.

As empresas do setor reclamam de atrasos de até 120 dias para pagamentos do governo federal. Pelo último levantamento da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), o Dnit devia R$ 1,8 bilhão para as empresas contratadas para fazer as obras. Segundo a Aneor, do total de 475 contratos em andamento (incluindo PAC e não PAC), sequer os de manutenção, que deveriam manter as rodovias federais trafegáveis, estão sendo cumpridos como deveriam.

A dificuldade de levar adiante os investimentos, no entanto, não se resume às obras rodoviárias. Inclui também empreendimentos na área de recursos hídricos, projetos ferroviários e de portos. Há uma série de obras de dragagem e infraestrutura portuária que continuam no papel, atrapalhando a vida do setor produtivo, que importa ou exporta. Outro programa bastante afetado pelas restrições do PAC é o de construção de escolas para educação infantil. Do orçamento de R$ 3,8 bilhões, o governo empenhou apenas R$ 1,1 milhão até julho.

Na opinião do economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, o PAC virou segundo plano. "O próprio governo federal tem evitado falar do programa. O último balanço é de outubro do ano passado." Segundo ele, um dos desafios tem sido adequar o cronograma de obras com o de pagamentos.

Enquanto isso, o setor de construção está parado, o presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj), Luiz Fernando dos Santos Reis. "Está tudo parado. Falta dinheiro e falta projetos. Estamos vivendo um contexto complicado. O setor está travado."
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 19/08/2015

GRUPO DE 432 IMIGRANTES É RESGATADO PELA GUARDA COSTEIRA ITALIANA
Publicado em 08/19/2015 as 02:30 PM

Nos últimos dias, Itália recebeu centenas de estrangeiros; dados da ONU apontam que mais de 264 mil refugiados cruzaram o Mediterrâneo em 2015

ROMA - Um grupo de 432 imigrantes foi resgatado nesta quarta-feira, 19, pela Guarda Costeira italiana quando estava a bordo de uma precária embarcação que navegava a 240 km do sudeste da Sicília, segundo um dos membros da equipe de resgate.

A ação aconteceu com a ajuda do navio Diciotti, onde agora os estrangeiros viajam com destino a um dos portos italianos que ainda será determinado. Também participaram do resgate o Triton, uma embarcação da Croácia, e a Finanza, da Itália.

Nos últimas semanas, a Itália recebeu diariamente em seus portos centenas de imigrantes, principalmente vindos do norte da África e que foram resgatados no Mediterrâneo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu ontem que o número de imigrantes e refugiados que chegaram à Europa por rotas do Mediterrâneo já é superior a 264 mil em 2015, com uma alarmante aceleração desta crise na Grécia.

Com relação à Itália, 104 mil imigrantes conseguiram chegar ao país desde o início do ano, segundo estatísticas fornecidas pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

"Trata-se de uma situação de emergência para a Europa que requer que todos os Estados-membros da União Europeia prestem apoio às autoridades dos países que recebem imigrantes em massa", disse o diretor-executivo da Frontex, Fabrice Leggeri. /EFE
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 19/08/2015

METADE DO PAC NÃO TEVE DESEMBOLSO NESTE ANO
Publicado em 08/19/2015 as 02:29 PM

Quase metade dos empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal bandeira eleitoral da presidente Dilma Rousseff, não teve nenhum desembolso até julho.

Levantamento da ONG Contas Abertas mostra que de um total de 629 obras/programas, com orçamento autorizado para este ano, 310 delas não tiveram pagamentos, seja de restos a pagar ou dos recursos de 2015.

Os números são uma amostra da dificuldade do governo para executar o ajuste fiscal que visa equilibrar as contas nacionais. Até agora, porém, o corte de gastos tem atingido de forma mais pesada os investimentos - essenciais para a geração de emprego e renda no País. Exemplo disso é que os desembolsos para investimentos caíram 40%, segundo os dados da Contas Abertas. Na média, os pagamentos recuaram 31% neste ano. "A única coisa que o governo consegue cortar é investimento, e investimento é PAC", afirma o economista, Mansueto Almeida, especialista em contas públicas.

Além dos pagamentos, os empenhos - primeira fase da execução orçamentária, que é o compromisso de que a obra será paga - também estão bem abaixo dos níveis de 2014. No ano passado, nessa época, os ministérios já haviam empenhado R$ 36 bilhões de um total de R$ 68 bilhões. Neste ano, a execução ainda está em R$ 18 bilhões de um orçamento de R$ 65 bilhões.

Obras
Os problemas estão espalhados por todas as áreas e incluem obras significativas para a vida da população. Entre elas as de manutenção e adequação de estradas. Há vários trechos de rodovias no Nordeste, por exemplo, que não tiveram nem empenho nem pagamento até o mês passado. Ou seja, estão paradas. É o caso da BR-415, entre Ilhéus e Itabuna, e a construção de trecho rodoviário no entroncamento com a RN-078, no Rio Grande do Norte.

No trecho rodoviário entre a divisa de Pernambuco e Bahia até Feira de Santana, na BR-116, o governo empenhou R$ 4 milhões de R$ 104 milhões, mas até agora não fez nenhum pagamento. O Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit) tem sido um dos mais afetados pelo corte de gastos. No total, o departamento tem 134 obras no PAC sem nenhum pagamento neste ano.

As empresas do setor reclamam de atrasos de até 120 dias para pagamentos do governo federal. Pelo último levantamento da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), o Dnit devia R$ 1,8 bilhão para as empresas contratadas para fazer as obras. Segundo a Aneor, do total de 475 contratos em andamento (incluindo PAC e não PAC), sequer os de manutenção, que deveriam manter as rodovias federais trafegáveis, estão sendo cumpridos como deveriam.

A dificuldade de levar adiante os investimentos, no entanto, não se resume às obras rodoviárias. Inclui também empreendimentos na área de recursos hídricos, projetos ferroviários e de portos. Há uma série de obras de dragagem e infraestrutura portuária que continuam no papel, atrapalhando a vida do setor produtivo, que importa ou exporta. Outro programa bastante afetado pelas restrições do PAC é o de construção de escolas para educação infantil. Do orçamento de R$ 3,8 bilhões, o governo empenhou apenas R$ 1,1 milhão até julho.

Na opinião do economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, o PAC virou segundo plano. "O próprio governo federal tem evitado falar do programa. O último balanço é de outubro do ano passado." Segundo ele, um dos desafios tem sido adequar o cronograma de obras com o de pagamentos.

Enquanto isso, o setor de construção está parado, o presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj), Luiz Fernando dos Santos Reis. "Está tudo parado. Falta dinheiro e falta projetos. Estamos vivendo um contexto complicado. O setor está travado."
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 19/08/2015

TRANSFORMANDO PROBLEMAS EM OPORTUNIDADES
Publicado em 08/19/2015 as 02:29 PM

As notícias nos cadernos de economia do Brasil e do mundo não estão em alinhamento com as expectativas de crescimento e desenvolvimento. Inflação, retração, desemprego estão presentes no dia a dia do cidadão brasileiro desde o início de 2015 e, segundo especialistas, podem ficar por mais tempo do que se deseja. Tudo isso, acreditem, poderia ser ainda pior. Estados como Mato Grosso, produtores de riquezas que alimentam o mundo e seguram o saldo da balança comercial, se destacam em meio ao caos.

Não podemos dizer que o ritmo de crescimento no Estado é o mesmo de antes, mas os números avançam positivamente. Mais uma vez Mato Grosso baterá recordes na produção de commodities com 52 milhões de toneladas de grãos, possui o maior rebanho comercial de gado, está entre os três Estados que mantêm o saldo de empregos no azul e, acima de tudo, atrai investimentos.

E o que por muito tempo foi motivo de preocupação, agora é força-motriz. A carência de infraestrutura faz com que grandes obras estejam em andamento ou nos planos de investidores nacionais e internacionais. Rodovias, ferrovias, hidrovias, usinas hidrelétricas e termelétricas movimentam o mercado local juntamente com o agronegócio.

Estão previstos nos próximos 30 anos mais de R$ 25 bilhões em investimentos no Estado. Isso somente em logística, como a concessão da BR-163 que contará com um aporte de R$ 5,5 bilhões e demais licitações anunciadas recentemente pelo governo federal. Em ferrovias, o novo pacote do Programa de Investimentos em Logísticas (PIL) anunciou investimentos de R$ 9,9 bilhões para a construção de trilhos entre o município de Lucas do Rio Verde, no médio norte mato-grossense, e Miritituba, no Pará.

O movimento é impulsionado pela necessidade que vem do campo de produzir mais, com menores custos. Logística é atualmente o principal gargalo em Mato Grosso, onera a produção e compromete a competitividade da produção. Um produtor de soja de Sorriso, em Mato Grosso, recebe até 30% a menos do que o produtor no Paraná devido aos descontos no valor do produto para compensar o custo do frete.

Para reduzir esta desigualdade, produtores, tradings, empresários e indústrias apostam em alternativas para o escoamento da produção. Estradas, portos, armazéns. Construir todos estes recursos representa mais que valores em cifras, são empregos, desenvolvimento, economia, competitividade e crescimento.

Todos estes investimentos não podem ser travados por falta de políticas públicas e econômicas que os viabilizem. Por isso, é responsabilidade de cada empresário, cada empresa e também dos governos, sejam municipais, estaduais ou federal, manter os investimentos. É tempo de mostrar solidez e honrar os acordos. É tempo de evitar a letargia econômica e social para a qual nos encaminhamos nos últimos meses. Por fim, é tempo de mostrar que temos as ferramentas necessárias para enfrentar a crise sem alimentá-la com uma possível retração dos recentes avanços.

Eficiência econômica não pode ser confundida com enrijecimento financeiro. É preciso cautela e competência na hora de avaliar a viabilidade dos negócios para possibilitar a continuidade de projetos de desenvolvimento para o país. O cronograma de investimentos da BR-163, um dos principais projetos de infraestrutura em andamento no país, na casa dos R$ 600 milhões por ano, está mantido, bem como os cerca de R$ 700 milhões já investidos até aqui.

* PAULO MEIRA LINS, diretor-geral da Concessionária Rota do Oeste, é advogado formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito Econômico Internacional e Regulação (LLM) pela Stanford University
Fonte : Diário de Cuiabá - MT
Data : 19/08/2015

HIDROVIAS COMO ALTERNATIVA
Publicado em 08/19/2015 as 02:27 PM

As hidrovias, no Rio Grande do Sul, sempre foram muito importantes, como se verifica ao longo da história no fluxo de riquezas a partir da produção colonial dos imigrantes alemães e italianos.

Contudo, ao longo do tempo, foram perdendo espaço e hoje a malha rodoviária se tornou a modalidade majoritariamente empregada.

Com duas bacias hidrográficas bastante importantes e disponíveis, a Bacia da Lagoa dos Patos (Bacia do Sudeste) e a Bacia do Rio Uruguai, o Estado tem condições de realizar o escoamento de sua produção até os pontos de embarques de forma mais econômica, permitindo que nossos produtos ganhem em competitividade.

Além disso, a falta de investimentos para manutenção das estradas faz com que esse meio de transporte se torne mais oneroso, sem falar do aumento dos riscos de acidentes, os quais constituem causa de mortes e de mutilações cotidianas. Para que os rios se tornem alternativas reais, é preciso investir em infraestrutura de integração entre as empresas e os lugares onde será feito o direcionamento das cargas.

Essa logística exige ainda um gerenciamento estatal em perfeita sintonia com o setor privado, atraindo empreendimentos para as áreas hidrográficas. Também há que se pensar no fomento ao turismo, com a instalação de novas linhas, propiciando deslocamentos pelos nossos rios, que ajudam a contar a história do Estado. Numa época em que a malha rodoviária parece saturada, as hidrovias podem ser uma alternativa sustentável e inovadora.

A malha hidroviária do Estado tem um potencial pouco explorado pela economia gaúcha.
Fonte : Correio do Povo  - SC
Data : 19/08/2015

TAXA DE RETORNO COMPATÍVEL COM RISCOS NA INFRAESTRUTURA
Publicado em 08/19/2015 as 02:24 PM

Em julho, o Ministério da Fazenda atualizou parâmetros balizadores de cálculo da Taxa Interna de Retorno (TIR) para próximos leilões de arrendamentos portuários, de rodovias e aeroportos, previstos para 2015, no âmbito da nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL).

Com base nessas atualizações, obtiveram-se novos valores para o custo médio ponderado de capital (Weighted Average Cost of Capital, WACC) de 10% ao ano, 9,2% e 8,5% para, respectivamente, portos, rodovias e aeroportos. Na etapa anterior do programa, o WACC definido era de 8% ao ano para portos, 7,2% para rodovias e 6,3% para os aeroportos.

O novo WACC será utilizado como a taxa de desconto para o cálculo da tarifa máxima ou valor mínimo de outorga dos próximos leilões. O valor não corresponde à taxa efetiva de retorno do investimento - que depende, em última instância, das características intrínsecas à concessão, ao acionista e à estrutura de capital. O resultado mais provável será uma taxa interna de retorno efetiva do projeto diferente do valor acima apresentado. Ou seja, o valor da TIR divulgada não corresponde à taxa efetiva de retorno do investimento das empresas. Isso vai depender dos cálculos de cada investidor, o que envolve condições de financiamento, por exemplo.

A segunda fase do programa em logística prevê investimentos de R$ 198,4 bilhões. Com isso, é preciso tornar o país mais atraente a novos investimentos, sobretudo no atual cenário econômico. Sendo assim, os novos valores do WACC deixam clara a intenção do governo em reduzir obstáculos para atrair novos investidores diante de um fraco desempenho da economia.

Nesse sentido, a mesma atitude deve ser pensada nos demais setores de infraestrutura, a exemplo do setor elétrico. No anúncio do novo programa, ficou a promessa do governo de iniciativa de investimento em energia elétrica, aos moldes do Programa de Investimento em Logística (PIL).

No setor elétrico, as mudanças regulatórias impostas pela Medida Provisória 579, de setembro de 2012, em conjunto com as adversidades hidrológicas, contribuíram para reduzir significativamente a capacidade de investimento das companhias. Além disso, a confiança na estrutura regulatória do setor foi abalada.

No caso das concessionárias de distribuição os problemas se iniciaram com as mudanças no 3º Ciclo de Revisão Tarifária Periódica de 2011. Durante esse ciclo, a Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, reduziu a taxa de remuneração do capital investido pelas distribuidoras de energia (WACC) de 9,95% para 7,5%. Por isso, o 4º ciclo de revisões tarifárias (2015-2018) foi aguardado com ansiedade pelas distribuidoras de energia elétrica, que esperavam conseguir recompor seus caixas com a aprovação das novas regras e retomar o nível de investimentos.

Em junho de 2014, proposta inicial da Aneel para o custo de capital do 4º Ciclo de Revisão Tarifária Periódica das distribuidoras foi de 7,16% ao ano. Tal valor desagradou o mercado, por ser inferior ao do ciclo anterior, levando as distribuidoras a pressionar a agência pela melhoria da taxa. Atendendo às distribuidoras de eletricidade, a Aneel resolveu considerar a revisão, elevando o custo médio ponderado de capital (WACC) de 7,16% ao ano para 8,09%. Cabe lembrar que o WACC de 9,95% ao ano, do 2º Ciclo de Revisões Tarifárias (2007-2010), já havia sido reduzido para 7,5% no período seguinte (2011-2014).

O WACC proposto pela Aneel para este ciclo ainda está aquém do necessário para esse tipo de negócio. Deve-se considerar que as distribuidoras perderam valor de mercado após o plano de renovação das concessões de geração hidrelétrica e linhas de transmissão implantado pelo governo, no final de 2012, e precisaram de financiamentos bilionários, devido ao acionamento permanente das usinas termelétricas e da exposição involuntária aos preços recordes do mercado de curto prazo. Sem falar no impasse acerca da renovação das concessões das próprias distribuidoras de energia elétrica (já em 7 de julho de 2015 venceram os contratos de concessão de 36 distribuidoras, de um total de 42 que estão com as concessões por vencer entre 2015 e 2017).

Além disso, houve deterioração do cenário macroeconômico, com desvalorização do real e aumento das taxas de juros. Tais indicadores são importantes na equação que define a rentabilidade das empresas.

A atividade de distribuição de gás canalizado também possui particularidades que recomendam um olhar diferenciado das agências reguladoras, uma vez que tem condições específicas do mercado, pois o gás natural enfrenta a concorrência de combustíveis substitutos que, além de estabelecidos e instalados nas unidades de consumo, muitas vezes têm seus preços subsidiados, impedindo uma concorrência leal.

Por conta de tal assimetria, as concessionárias de distribuição de gás natural são obrigadas a conceder descontos para enfrentar a concorrência desleal. Cabe ressaltar que as distribuidoras atuam como "price taker" na aquisição do gás natural, visto que não há concorrência no provimento do insumo, restando à empresa se sujeitar às regras contratuais estabelecidas pela única vendedora, a Petrobras.

A definição de um WACC baixo cria um círculo vicioso. Com um WACC mais baixo, a empresa investe menos, pratica volumes menores e acaba auferindo uma rentabilidade menor do que a autorizada, produzindo um efeito contrário ao desejado. No caso do gás natural, um WACC abaixo do necessário impede a universalização do serviço e o desenvolvimento da infraestrutura futura para escoamento da oferta de gás natural proveniente do pré-sal.

O processo de definição e execução de uma adequada metodologia de revisão tarifária/retorno dos investimentos é de extrema importância, uma vez que seus resultados refletem-se na sociedade. Se por um lado uma elevação de tarifas pode onerar, injustamente, o consumidor final, por outro, a aplicação de tarifas reduzidas podem comprometer a capacidade de investimentos das empresas e a qualidade/segurança dos serviços prestados.

Uma taxa de retorno que garanta uma remuneração de capital compatível com o risco do setor atrai a participação de investimentos privados nas outorgas de concessões e assegura a continuidade e expansão dos serviços à sociedade.

Uma taxa de retorno que garanta uma remuneração de capital compatível assegura a expansão dos serviços

Adriano Pires é diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/08/2015

PAINEL - MEDIAÇÃO PRIVADA
Publicado em 08/19/2015 as 02:23 PM

Apesar de já não alimentar expectativa de recompor boas relações com a Câmara, o governo acredita que uma pauta focada na melhoria do ambiente de investimento empresarial no país é a única que pode permitir ao Planalto sobreviver até o fim do ano legislativo sem derrotas mais significativas.

A articulação política de Dilma Rousseff conta com a ascendência do setor privado sobre o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para estabelecer pontos mínimos de convergência.
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Favorito 1 Enquanto o governo assopra, o PT morde: Cunha será alvo dos atos de quinta, organizados por movimentos sociais e sindicatos, com o apoio do partido.

Favorito 2 Em contraponto às manifestações de domingo, que pediram a saída de Dilma, os militantes levarão cartazes de "fora Cunha".

Corta pra ele Querem mostrar que, dia 16, "quando bradavam contra a corrupção, as pessoas se esqueceram do presidente da Câmara, que já apareceu nas investigações da Lava Jato", diz um dos organizadores.

Line up Antes de definir o roteiro do ato em São Paulo, que sai do Largo da Batata rumo à avenida Paulista, a organização cogitou terminar a manifestação em frente à sede da Rede Globo. Pesou a visibilidade e a menor distância do percurso escolhido.

Bate-cabeça O tom dos atos tem rendido discussões entre os organizadores. Enquanto parte dos movimentos defende que se saia às ruas em defesa de Dilma, o MTST quer se descolar do apoio ao governo, batendo no ajuste fiscal de Joaquim Levy (Fazenda) e na Agenda Brasil de Renan Calheiros.

Vizinho Empresários que se reuniram com Renan para pedir mudanças na reoneração deixaram o encontro dizendo que o peemedebista até aceitaria alterar o projeto, mas, assim como o Planalto, teme sua volta à Câmara.

Solista A um deputado aliado, Cunha disse que não está disposto a "secundar" o presidente do Senado na tarefa de blindar Dilma.

Minions em ação Líderes de partidos aliados a Cunha se dispuseram a também assinar o recurso que deve ser apresentado ao STF nesta quarta-feira contra a decisão de anular o julgamento das contas presidenciais na Casa.

Luz do sol Deputados tucanos entusiastas da saída de Dilma viram a declaração de Fernando Henrique Cardoso como uma tentativa de melar a aproximação de Renan Calheiros com o governo.

Entrelinhas O ex-presidente também teria como alvo sinalizar a Cunha que o PSDB está disposto a defender o impeachment na Câmara.

Melhor assim Integrantes do TCU passaram a defender uma alteração na análise das contas presidenciais daqui para a frente: querem que o Palácio do Planalto seja escutado na fase inicial, antes de manifestação do tribunal.

É pouco? Ricardo Lewandowski foi vítima de protestos no voo entre São Paulo e Brasília e no desembarque nesta terça. Servidores do Judiciário insatisfeitos com reajuste de 40% escalonado esperavam o presidente do STF com faixas, cartazes e megafones.

Top 10 Na reunião com Dilma e ministros na segunda, no Alvorada, Antonio Bulhões (PRB-SP), um dos vice-líderes do governo, entregou à presidente lista com dez justificativas para o descontrole da base no Congresso.

Bic Referindo-se ao ministério do Esporte, que está com o partido, disse que a presidente deu a caneta a George Hilton, mas não tinta.

Alô A senadora Marta Suplicy ligou para Gabriel Chalita nesta terça-feira, três dias depois de selar com Michel Temer sua filiação ao PMDB, partido do secretário de Educação de Haddad. Devem se encontrar nos próximos dias.
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TIROTEIO

'Outra pérola da arrogância higienopolista de FHC. Quem é ele para sugerir que alguém peça desculpas ao país, ou que renuncie?'
DE ALEXANDRE PADILHA (PT), secretário de Relações Governamentais da Prefeitura de SP, sobre o ex-presidente ter defendido a renúncia de Dilma.
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CONTRAPONTO

Embargos familiares
Em palestra no iFHC nesta segunda, o ministro do Supremo Luís Roberto Barroso comentava sua posição no julgamento dos embargos infringentes do mensalão.

– O crime de quadrilha ou bando estava prescrito, era preciso fazer um malabarismo jurídico de majoração da pena que eu teria vergonha de justificar.

Em seguida, começou a falar sobre as pressões que sofreu para votar contra a sua consciência.

– A opinião pública cobrava? Cobrava. A imprensa cobrava? Cobrava.

E em seguida completou, para gargalhada geral:

–Minha sogra cobrava. É muito pior que a imprensa!

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 19/08/2015

MERCADO ABERTO - EM MEIO À CRISE, UM GRUPO DIFERENTE DE PERSONAGENS ESTÁ DE VOLTA À CENA.
Publicado em 08/19/2015 as 02:21 PM

Itaú vê vinda de novo investidor direto, atrás de câmbio e ativos mais baratos

"Tem chegado muito, mas muito investidor estrangeiro direto aqui", observa Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.

Por outro lado, investidores que já estavam no Brasil há tempos querem ficar menos investidos do que estavam anos atrás, dado o risco de que o país venha a perder o grau de investimento.

"É gente nova, de investimento direto, que acredita que investir no Brasil a um câmbio a R$ 3,45 está começando a valer a pena e que os ativos do país estão mais baratos", diz Goldfajn.

Entre os novatos há pessoas que pretendem comprar empresas ou participar das concessões de infraestrutura do governo que chegam bem mais exigentes.

"São investidores que vêm atrás de taxas de retorno mais altas. O governo terá de ver se vai aceitar oferecer taxas [a esse nível] –quão mais altas, só saberemos nos leilões", acrescenta.

O economista está convencido de que serão pedidos retornos mais elevados do que os que foram oferecidos há dois ou três anos.

"Estamos vendo uma troca de mão interessante, entre os que já estavam no país, cansados das incertezas e querendo sair, e os que estão achando graça, avaliando que talvez seja um bom momento de entrar."

O mesmo raciocínio vale para investidores de renda fixa, com a oferta de juros a 14% no Brasil e ainda perto de zero no exterior, segundo o economista.

"Se o câmbio se estabiliza, fica parado a R$3,50 durante um ano, esses investidores obviamente vão achar interessantes [as aplicações disponíveis]", afirma.

"E está entrando dinheiro aí também no Brasil", completa Goldfajn.
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RODANDO CARECA

As produtoras de pneus venderam cerca de 20% menos para as montadoras entre janeiro e julho deste ano do que no mesmo período de 2014, diz a Anip, a associação que representa o setor.

As perdas foram parcialmente compensadas por reposições. As vendas de pneus de passeio, por exemplo, subiram 6,2%, mesmo com queda de 15,3% no volume destinado aos novos carros.

Há uma chance de melhora das exportações com a desvalorização do real, mas isso demora para ser sentido pela indústria, diz Alberto Mayer, presidente da Anip.

"Ainda não houve demissões, mas como a perspectiva não é boa, pode ser que se tenha que chegar a isso."
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RECORDE NEGATIVO

A confiança do consumidor paulista teve novo recorde de baixa e chegou a 79 pontos em julho, segundo índice da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Esse foi o pior resultado desde a primeira edição da pesquisa, em 2005.

O indicador nacional ficou em 84 pontos no mês. O índice vai de 0 a 200, sendo abaixo de 100 considerado pessimista e acima, otimista.

"Por ser o Estado com o maior PIB, São Paulo é mais sensível à crise", diz Alencar Burti, presidente da ACSP.

Foram entrevistados 1.200 consumidores no país.
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CAFÉ MINEIRO

A Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do país, vai investir neste ano cerca de R$ 40 milhões para ampliar a sua estrutura de armazenagem.

O valor inclui aportes no complexo de Guaxupé (MG), sede do grupo, e em novo silos e galpões nas filiais de Monte Carmelo, Rio Paranaíba, Nova Resende e Serra do Salitre, todos municípios do interior mineiro.

"É um investimento contínuo para acompanhar o crescimento da produção", afirma o presidente, Carlos Alberto Paulino da Costa.

Neste ano, por questões climáticas, o setor cafeeiro projeta uma safra menor.

A Cooxupé, no entanto, deverá conseguir ampliar o volume por causa da abertura de cinco escritórios em Minas e São Paulo. "A expansão da área vai compensar a quebra de safra."

A cooperativa exporta 80% de sua produção, o que a torna menos suscetível às variações do mercado interno em períodos de crise, de acordo com o executivo.

R$ 2,6 bilhões foi o faturamento da cooperativa no ano passado

11.500 é o número de cooperados

2.100 são os funcionários
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Mordida A Alibra, grupo paulista de produtos lácteos em pó e insumos para alimentos e bebidas, comprou a Genkor, do mesmo segmento. O valor do negócio não foi informado. A empresa projeta faturar R$ 150 milhões neste ano.

Controle A Serasa Experian fechou um contrato com a Multiplus, da área de fidelização, para fornecer serviços de verificação e validação de identidade de consumidores. O objetivo é evitar perdas com cadastros falsos.

Pá de cal As Indústrias Nucleares do Brasil vão gastar R$ 5 milhões para repor o sistema de tratamento de resíduos retirados há mais de 20 anos de uma mina de urânio que está sem atividades desde 1995, em Caldas (MG).

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e FELIPE GUTIERREZ
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 19/08/2015

TUCANOS SOB OBSERVAÇÃO
Publicado em 08/19/2015 as 02:20 PM

O governo da presidente Dilma Rousseff não tira os olhos dos movimentos do PSDB.

Esta semana, os petistas registraram o seguinte: Aécio Neves foi às ruas em prol do impeachment, de olho em nova eleição. José Serra falou na tevê em apoio ao vice-presidente Michel Temer. Fernando Henrique Cardoso pregou a renúncia de Dilma. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mais silencioso, torce para que o governo continue em frangalhos até 2018. Moral da história: enquanto os tucanos não se acertarem nem se sentarem a sério para conversar com o PMDB, Dilma continuará respirando.

Por falar em PMDB...
Na ala de Michel Temer, o desconforto é cada vez maior, mas ele não admite conversar sobre o tema. Ontem, ele e Dilma foram, juntos, ao almoço do aniversário de Gilberto Kassab para mostrar unidade. Essa unidade, porém, está longe, e as desconfianças mútuas continuam.

Corrida maluca
Eduardo Cunha não vê a hora de ter motivos para colocar um processo de impeachment em pauta e deixar todos os holofotes sobre o Planalto. Pessoas próximas a ele veem uma corrida para saber o que chega primeiro à presidência da Câmara: o impeachment ou a Lava-Jato.

Agora é que não sai
Quem conhece bem a presidente Dilma Rousseff avisa: “Se ela não tirava ministro quando alguém dizia na imprensa que ela deveria trocar, imagina se vai renunciar porque Fernando Henrique Cardoso pregou o afastamento. Nem pensar”.

Para esvaziar a rua
Dilma Rousseff vem sendo aconselhada a dar um jeito de escalonar algum reajuste ao Poder Judiciário, como forma de reduzir a pressão contra o governo e, ao mesmo tempo, mostrar que está permitindo que o país seja passado a limpo. Quanto ao FGTS, Dilma foi avisada que, ou negociava esta pauta-bomba colocada por Eduardo Cunha, ou o risco de derrota seria grande no plenário.

“Este PMDB está no baile da hipocrisia. De noite, todo mundo trama. De dia, banca o solidário. Temos agora o ideólogo econômico, Romero Jucá, e o executor, Renan Calheiros”
Do ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)

PCdoB na defesa
Os defensores de Dilma Rousseff no Congresso são cada vez mais escassos. Ontem, quem partiu pra cima de Fernando Henrique no Senado foi Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM): “FHC é quem deveria fazer autocrítica: mudou a regra do jogo no meio em benefício próprio. E que, aliás, para ser aprovada, precisou comprar muito voto”.

Tribuna de impropérios
O palavreado usado pelas excelências na tribuna da Casa está a cada dia mais coloquial, para não dizer outra coisa. Ontem, por exemplo, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) soltou um “comandamento” e, em seguida, mencionou “bundão”, numa referência ao presidente da CUT. “Comandamento” até existe em português, mas no jargão da engenharia, para designar a crista de uma obra acima do solo.

Assunto proibido

Na reunião de Michel Temer (foto) com empresários pela manhã, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, comentou: “O país está unido”. Eis que alguém soltou: “É, mas não quer que seja sob o comando dela (Dilma)”. Michel Temer ouviu e, na hora, interveio, num tom de quem passava uma descompostura: “Vamos falar disso em outra hora?”.

Constrangimento I
No almoço para comemorar o aniversário do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, deixou alguns deputados da oposição pra lá de constrangidos. O tucano Marcos Montes tentou, a todo custo, escapar do clique dos fotógrafos ao lado da presidente Dilma Rousseff. Não conseguiu.

Constrangimento II
A confraternização foi na casa do líder do PSD, Rogério Rosso (DF). Na hora em que Marcos Montes foi se servir, Dilma chegou à mesa do bufê. Foi aquela saia justa: “Por favor, presidente, sirva-se”, e ela, “que é isso, pode se servir”. Quanto aos fotógrafos... Era um flash atrás do outro.
Fonte : Correio de Braziliense – DF
Data : 19/08/2015

NAS ENTRELINHAS - RISCO DE ENCALHE
Publicado em 08/19/2015 as 02:16 PM

O PT parece desarvorado. Mantém-se coeso contra o impeachment, mas se opõe às propostas do ajuste fiscal.

O acordão da presidente Dilma Rousseff com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai de vento em popa quanto à blindagem da recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas a Agenda Brasil corre o risco de encalhar no mar encapelado do Congresso. Renan já recebeu Janot; o líder do PMDB, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), indicou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) para relator da indicação; e a Comissão de Constituição de Justiça agendou a sua sabatina para a próxima semana. Seu nome deve ser aprovado pelo Senado sem muitas delongas. Mas a Agenda Brasil não saiu da gaveta.

Ontem, estava tudo certo para entrar em votação o projeto que acaba com a desonerações tributárias — que mantém benefícios para alguns setores —, mas a sua apreciação acabou suspensa depois de um encontro do presidente do Senado com o lobby das indústrias, capitaneado por Paulo Skaf, o presidente da poderosa Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que passou o dia em Brasília. O relator do texto no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi convencido a adotar um modelo de alíquotas lineares para todo empresariado, diferentemente do projeto da Câmara, que privilegiou apenas quatro setores.

A estratégia acertada com o governo por Renan era votar o projeto e aprová-lo sem emendas, para que não voltasse para a Câmara, onde poderia novamente ser modificado. Com o argumento de que isso representaria a demissão de 240 mil trabalhadores e mais recessão, Skaf embargou a votação. Desde ontem tenta convencer o relator na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a concordarem com a mudança.

Do outro lado do Congresso, a governo esperneia por causa da votação do novo índice de correção das contas dos trabalhadores no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que passariam a ser o mesmo da poupança, ou seja, de 3% ao ano mais a TR para 6% mais TR, a ser aplicada apenas nos depósitos feitos a partir de 2016. Segundo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), o projeto inviabilizaria o programa Minha Casa Minha Vida, grande aposta de Dilma para percorrer o país e recuperar parte da popularidade perdida.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), relator do projeto, depois de longas negociações com o Ministério da Fazenda, apresentou uma proposta alternativa escalonando em quatro anos o reajuste proposto por Cunha. O governo, porém, não aceitou e propôs um escalonamento maior: parcelar o reajuste até 2025. Pressionados por sindicalistas, deputados da oposição e da própria base se mobilizaram para derrotar o Planalto.

Blindagem
Enquanto a pauta econômica não avança, as articulações políticas no Congresso se intensificam. Há pressa do governo para o projeto, que é uma dos pilares do ajuste fiscal, mas o PT parece desarvorado. Mantém-se coeso contra o impeachment, mas se opõe às propostas de Renan e ao próprio ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O PSDB, sob a liderança do ex-presidente Fernando Henrique Cardozo, tenta capitalizar os protestos de domingo passado e começa a se coesionar em torno da tese do impeachment de Dilma, por crime de responsabilidade. Há na Câmara mais de 10 pedidos de afastamento de Dilma, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não hesitaria em tirar um deles da gaveta se o procurador-geral Rodrigo Janot decidir denunciá-lo na Operação Lava-Jato, deixando de fora outros citados nas “delações premiadas”, como Renan Calheiros.

O espectro do escândalo da Petrobras ronda a Praça dos Três Poderes, pois a blindagem de Dilma Rousseff passa também pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal de Contas da União (TCU), além do Palácio do Planalto e do Congresso.

A blindagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começa a se sentir ameaçado pelas investigações da Operação Lava Jato, também está em curso. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou uma sindicância interna para apurar o vazamento das informações sobre os contratos de empresas investigadas pela Lava-Jato com a LILS, de propriedade de Lula. Houve também uma tentativa de afastar do caso o delegado responsável pelas investigações do escândalo da Petrobras, Eduardo Mauat, que tirou 15 dias de férias em agosto e até agora não reassumiu o posto em Curitiba, o que deveria ter ocorrido ontem.

A noite dos generais
Decano da crônica política, o jornalista Carlos Chagas lança hoje o livro A ditadura militar e a longa noite dos generais (Record), no restaurante Carpe Diem, na 104 Sul. Mostra a trajetória do movimento militar de 1970 a 1985, com o poder exercido pelo general Garrastazu Médici, passando pelo período do general Ernesto Geisel até o último dia de governo de João Baptista Figueiredo. Completa, assim, a narrativa de A ditadura militar e os golpes dentro do golpe: 1964-1969, seu livro anterior.
Fonte : Correio de Braziliense – DF
Data : 19/08/2015

NEGÓCIOS & CIA - ERA UMA VEZ, EM IRAJÁ
Publicado em 08/19/2015 as 02:15 PM

FLÁVIA OLIVEIRA - flo@oglobo.com.br

A recomendação de uma professora mudou o destino de uma aluna promissora, num ensino público desigual desde sempre

A vida toda, estudei em escola pública. Primeiro, municipais ( Ensino Fundamental); depois, federais ( níveis médio e superior). Sou, portanto, produto da educação que governos foram capazes de oferecer. Cresci em Irajá, subúrbio do Rio. Era filha única por parte de mãe. Ela trabalhava fora, no Centro da cidade, a meia Avenida Brasil de distância. Quando meu pai ainda morava conosco e tinha emprego, eu tive uma cuidadora. Ela era solteira e não tinha filhos; morava na Pavuna com uma sobrinha; falava com sotaque do interior. Tia Palmira, era assim que a chamávamos, era uma idosa analfabeta, a quem tentei ensinar o beabá com uma cartilha amassada. Muito mais tarde, descobri que, nos anos 1970, seis em cada dez mulheres pretas do Brasil não sabiam ler nem escrever.

TIA PALMIRA MORRIA DE MEDO de assombração; quando trovejava, cobria os espelhos. Mas o pior pavor dela era me perder. Por isso, um dia escondeu a chave dentro da lata de arroz. E esqueceu. Meu pai chegou e não conseguia entrar em casa. Quando o enredo acabou, Tia Palmira estava demitida. Ele, furioso, justificava: “Minha filha não é prisioneira”. Até hoje, lembro dela caminhando pela Rua Jaçanã e eu chorando na janela da sala, vendo minha companheira se afastar. ( Só a reencontrei anos depois, em visitas esporádicas.)

Não tardou muito para o meu pai também ir embora. Tornei- me, então, filha única de mãe largada do marido, cochichavam as línguas maldosas. Minha mãe acordava às 4h da manhã para cozinhar e lavar roupa. Saía para o trabalho antes das 7h. Aos 9 anos, eu ia e voltava sozinha da Escola Municipal Francisco Sertório Portinho, a uns 300 metros de casa. Saía do conjunto habitacional, atravessava uma rua calma e outra movimentada e sem semáforo. Muitos anos depois, soube que, em 1980, 4.782 crianças e adolescentes morreram no Brasil por acidentes de trânsito.

No fim da aula, voltava para casa. Já tinha a chave. Entrava, esquentava a comida, almoçava, saía para brincar, voltava e fazia o dever de casa. Minha mãe chegava na hora do “Jornal Nacional”. Quem me guardava eram Deus, os orixás e minha madrinha Gueli, moradora do quarto andar. Ela acompanhava da janela meu vaivém. Às vezes, tocava a campainha para bisbilhotar se eu estava sozinha, a casa em ordem. Tudo sempre deu certo. Décadas depois, aprendi que um acidente tornaria minha mãe ré por negligência ou abandono de incapaz. E descobri que a ajuda da madrinha era o que os estudiosos chamam de redes de solidariedade, prática corriqueira nos subúrbios da vida.

Tinha uns 10 anos e cursava a 4 ª série do antigo primário, quando a tia Maria Lúcia, minha professora havia três anos, chamou minha mãe para uma reunião. Soube que ela disse que eu era muito inteligente e não podia fazer o ginásio ali. Minha mãe procurou vaga em duas unidades perto da Estação de Irajá ( antes de trem, hoje de metrô), área mais valorizada do bairro, longe dos conjuntos. Conseguiu me matricular na Escola Municipal Mato Grosso, onde estudei da 5 ªà 8 ª série. Ia e voltada de ônibus. Eu, Deus e os orixás.

Todos esses episódios vieram à memória depois de ler a coluna do amigo Antônio Gois, anteontem, neste mesmo espaço. Ele escreveu sobre segregação no ensino público e contou como alguns alunos são condenados à educação pior, por morarem em favelas ou áreas pobres dos bairros. Então eu entendi o significado daquela troca de escola. A tia Maria Lúcia me catou como a um grãozinho de ouro na bateia. Fui salva; outros, não.
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

PANORAMA POLÍTICO - O PSDB FAZ AUTOCRÍTICA
Publicado em 08/19/2015 as 02:04 PM

Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

Após ter votado várias propostas que ampliam gastos do governo federal, a bancada tucana na Câmara vai pôr um pé no freio.

Reunidos ontem, definiram que não vão mais votar "cegamente". A postura anterior gerou desgaste. Concluíram que não podiam mais se manter em contradição com sua história. Fiel aliado do senador José Serra, o deputado Jutahy Magalhães foi o mais enfático defensor do realinhamento.

O PMDB do Michel

Ministros do PMDB, alinhados com o vice Michel Temer, fazem avaliação informal do protesto. Partem da premissa de que a situação econômica é grave e que a Operação Lava-Jato (corrupção) é uma fonte constante de desgaste do governo. A sigla, diz um ministro, vai "tocar o barco", e o protesto não mudou seu rumo. Outro ministro avalia que a manifestação não foi tão grande quanto se esperava, nem deu certo a tentativa do PSDB de partidarizá-la. Mas não a subestimam: "Foi muita gente para as ruas". Mas lembram que a situação da economia piorou desde abril e que o normal era que o protesto fosse muito maior.

“Espero que no futuro possamos ter uma Procuradoria Nacional Anticorrupção. Precisamos convencer legisladores e juízes do perigo real que representam corruptos e corruptores”
Rodrigo Janot, PGR, no discurso de posse no dia 13/9/13

Adivinha quem veio para almoçar

Surpresa ontem no almoço de aniversário do ministro Gilberto Kassab. Estavam reunidas cerca de 80 pessoas quando a presidente Dilma chegou. Contam que ela não falou de política. Apenas fez o social.

O conselho

A ala do PMDB que faz oposição almoçou ontem. Acha que a situação do governo é insustentável. Defende a criação de uma frente suprapartidária contra a presidente Dilma. Mas criticou Aécio Neves por seu personalismo. "O Aécio foi candidato. Se ele ficar obcecado, ele não será", resume Geddel Vieira Lima (foto). O grupo não apoia eleições já.

Agora é com ela

A coordenação política deu por encerrada sua missão de distribuir o poder entre os aliados. As encrencas terão agora que ser arbitradas pela presidente Dilma. A maior delas é a da CBTU do Rio. O PSD e o PT estão pintados para a guerra.

Missão impossível

Senadores governistas estão atrás de deputados para convencê-los a manter o veto ao projeto de aumento ao Poder Judiciário. São conversas individuais, e o argumento é o de que "o Congresso precisa salvar o Brasil". Não tem funcionado. Os servidores do Judiciário fazem intenso corpo a corpo pelos corredores do Congresso.

Claque

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi recebido com gritos de "Eduardo, guerreiro do povo brasileiro" ao entrar no plenário ontem. O coro, da Força Sindical, foi ensaiado pelo fundador da central, o deputado Paulinho da Força.

O bombeiro

O ministro Eliseu Padilha foi às pressas à Câmara ontem à noite. Os deputados novatos da base ameaçam o governo. Suas emendas não foram liberadas. Contam que já fizeram eventos em suas cidades para anunciar os recursos.

SAINDO DA CASCA. A presidente Dilma vai sexta-feira a Cobrobó (PE). Lá, inaugura um trecho de 40 kms das obras da Transposição do rio São Francisco.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes
panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

FH ORGANIZA O PSDB
Publicado em 08/19/2015 as 02:03 PM

MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

Renúncia é modo sutil de tratar impeachment. Com a clareada dada pela declaração do ex- presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB tomou uma posição unificada em favor da saída da presidente Dilma diante da crise política que vivemos.


O partido não reivindica para si o protagonismo para uma eventual ação de impeachment contra a presidente Dilma, mas se declara disposto a apoiar tal medida e, mais que isso, garante respaldo político ao sucessor caso o impeachment seja aprovado.

Oque estava travando as negociações políticas no Congresso em torno de Michel Temer era a insistência de um grupo de tucanos, comandados pelo presidente do partido, o senador Aécio Neves, em que a melhor solução estava na impugnação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE), o que levaria à convocação de uma nova eleição direta para presidente.

Além de fazer perder o apoio do PMDB, essa solução teria um inconveniente gravíssimo: durante 90 dias presidiria o país o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, o que inviabilizava qualquer tipo de acordo político sério, no mínimo devido à incerteza que tal situação provocaria.

Também o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, amenizou sua posição, que era a favor da manutenção da presidente Dilma no posto até 2018, quando ele se considera um candidato com potencial para ser indicado pelo PSDB para disputar a Presidência da República.

Alckmin, diante do apelo de Fernando Henrique para que os líderes tucanos uniformizassem o discurso, agora defende que é preciso aguardar as investigações do TCU para tomar uma posição sobre o impeachment. O senador José Serra já havia até mesmo se antecipado a FH na proposta de renúncia como a solução menos traumática para o país.

Na verdade, a proposta de renúncia é uma maneira sutil de tratar o impeachment enquanto não estão colocadas as premissas necessárias para sua concretização. Uma maneira também de marcar a evolução da posição do PSDB em apoio a Michel Temer, que seria o sucessor nesse caso, assim como se a presidente for impedida pelo Congresso.

As manifestações de domingo passado, expressivas em número, mas sobretudo em símbolos políticos, deram o tom dessa mudança de patamar na discussão do impeachment da presidente Dilma, que ainda é um processo em curso, mas que vai ganhando substância a cada movimento de unificação da ação da oposição e, por enquanto, dos dissidentes do PMDB.
O tempo político tem suas peculiaridades, ainda mais num governo de coalizão que não se faz por programas, mas por interesses de cada grupo político. O governo tem certamente seus argumentos, políticos e fisiológicos, para se manter no poder, embora a cada dia fique mais claro para os de Brasília que a capacidade de governar da presidente Dilma se esvai, pelas dificuldades próprias das crises, e a que vivemos é das maiores, mas principalmente pela incapacidade pessoal de fazer política.

O presidente do PSDB, Aécio Neves, com a reunião que pretende realizar na próxima semana com Miguel Reale Júnior e outros juristas, quer que os partidos, inclusive o PMDB, comecem a discutir objetivamente as ações políticas para viabilizar o impeachment, a começar pelo que chama de “blindagem” dos tribunais superiores de controle.

Essa blindagem contará também com manifestações das organizações da sociedade civil que convocaram os protestos, e todos estarão dando respaldo político ao TCU e ao TSE contra ingerências do governo, mas ao mesmo tempo estarão também demonstrando aos ministros que a sociedade não aceitará acordos por baixo do pano.

Os pontos- chave

1 - Com a clareada dada pela declaração de FH, o PSDB tomou posição unificada a favor da saída de Dilma, diante da crise que vivemos.

2 - proposta de renúncia é modo sutil de tratar o impeachment enquanto não estão postas as premissas necessárias para sua concretização.
Também marca evolução da posição do PSDB em apoio a Temer.

3 - Partidos de oposição movimentos da sociedade civil estarão dando respaldo político a TCU e TSE contra ingerências do governo, mas ao mesmo tempo estarão também demonstrando que a sociedade não aceitará acordos por baixo do pano.
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

PANORAMA ECONÔMICO - A TERCEIRA RECESSÃO
Publicado em 08/19/2015 as 02:02 PM

Míriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br

O governo está tentando de novo fazer mágica, usando os bancos públicos para reativar a economia.

Anunciou ontem linhas de crédito da Caixa Econômica para setores que estão com queda nas vendas. Foi exatamente por executar essas manobras mirabolantes que a crise se aprofundou e o país está agora numa recessão comparável às duas piores que tivemos na história recente.

A economia brasileira tem uma resiliência que a protege de períodos prolongados de recessão. Desta vez, porém, o país está atravessando dois anos seguidos de queda. É o que apareceu no Focus do Banco Central eé o que se ouve nas conversas com economistas. O que está se projetando só é comparável a dois períodos mais difíceis da economia brasileira: as recessões de Delfim e Collor.

Ao longo das crises que começaram nos anos 1980, o Brasil foi perdendo capacidade de crescer durante muito tempo em ritmo forte. Mesmo após a estabilização, a sina de prosperidade interrompida tem nos perseguido. No primeiro governo Dilma, o crescimento médio ficou muito baixo, 2,1%, menor do que o do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, que começou fraco em 1999 ( 0,5%), após a desvalorização brusca do real, teve um forte crescimento em 2000 ( 4,4%), e em 2001 desacelerou com o apagão ( 1,3%), para voltar a acelerar em 2002 ( 3,1%).

O segundo mandato de Dilma será pior do que o primeiro. Economistas acham que, ao fim de quatro anos, o país terá tido em média crescimento zero: dois anos recessivos e dois anos de crescimento muito baixo, que significará não sair do lugar.

A diferença desta vez é que o período de queda do PIB será mais longo. A recessão dos anos 1980 se seguiu à crise da dívida dos países latino- americanos. O Brasil teve uma contração de 4,3% em 1981, fez um esforço de recuperação em 1982, fechando em 0,8% positivo, para nova queda de 2,9%. Os dois resultados negativos foram em anos em que houve maxidesvalorizações do cruzeiro, moeda brasileira de então.

No Plano Collor, com o sequestro das aplicações financeiras, o país teve novo tombo de 4,3% em 1990. Houve ligeira recuperação no ano seguinte, de 1%, mas voltou a ficar negativo em 1992, em - 0,5%.

Esses dois períodos foram muito difíceis para a economia brasileira, com empobrecimento e desemprego. Deixaram cicatrizes que são reavivadas quando o país entra de novo em um período de recessão longa. Exceto estes momentos de queda da economia, de 1981 e de 1990, o país teve apenas um outro número negativo, mas muito pequeno, de - 0,2%, em 2009, no auge da crise internacional. No governo FHC não chegou a haver recessão, apenas dois anos de baixo crescimento: 0,4% em 1998 e 0,5% em 1999.

O mais estranho agora é o fator detonador de um período tão negativo. O mundo sempre será uma fonte de incertezas, ainda mais tão globalizado, mas não chega a ter problema agudo como foi a crise de 2008. Nas outras recessões houve um evento forte. Na dos anos 1980 a crise da dívida externa paralisou os países da região. No governo Collor, a atividade econômica despencou como resultado da violência do plano econômico que, além de tudo, era tão mal feito que não debelou a inflação, e o ano terminou com o índice em 1.600%.

Por tudo o que ocorreu no infeliz mandato presidencial, felizmente curto, de Fernando Collor, ele continuará sendo o pior momento da história recente do país. Mas agora, com a presidente Dilma neste começo do segundo mandato, haverá dois anos consecutivos de queda do PIB e a esperança de começar a melhorar apenas em 2017. Desta vez, a recessão se explica como resultado da má administração da política econômica.

Esta recessão foi plantada no primeiro mandato e está sendo colhida no segundo. O governo Dilma I achou que estava driblando a crise, mas a estava aprofundando, com seus gastos excessivos, política industrial equivocada, inflação reprimida. Sair desta crise é difícil porque a arrecadação tem caído, tornando o ajuste mais difícil, e ele é necessário para se começar a construir a confiança dos investidores.

Com a decisão de ontem de escalar a Caixa Econômica para dar empréstimos subsidiados para a indústria automobilística, o segundo mandato começa a repetir os erros do primeiro. O país não pode mais ter remendos, precisa de uma política econômica que crie as condições para a retomada do crescimento.

Os pontos- chave

1 - País enfrentará, sob governo Dilma, o terceiro período de recessão prolongada, desde 1980

2 - Conceder crédito público subsidiado a empresas é repetir os erros do primeiro mandato

3 - Dilma I criou a crise com gastos excessivos, política industrial equivocada e inflação reprimida
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

TRAVESSIA SALVADOR- MAR GRANDE OPERA SEM RESTRIÇÕES NESTA QUARTA-FEIRA
Publicado em 08/19/2015 as 02:01 PM

Segundo Astramab, oito embarcações estão em tráfego nesta manhã.

Último horário saindo da capital será às 20h; no sentido inverso até as 18h30.

A travessia marítima de Salvador para Mar Grande opera sem restrições na manhã desta quarta-feira (19). Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), oito embarcações estão em tráfego, e as saídas ocorrem a cada 30 minutos.

Conforme a empresa que administra o sistema, o movimento é moderado nos terminais hidroviários de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, e no Náutico da Bahia, no Comércio.

De acordo com a Astramab, o último horário saindo de Salvador ocorrerá às 20h. E no sentido inverso, de Mar Grande para a capital, será até as 18h30.

Morro de São Paulo
As lanchas rápidas e os catamarãs da linha Salvador-Morro também operam normalmente e com movimento regular, o mesmo acontecendo com as escunas que fazem o tradicional passeio pelas Ilhas da Baía-de-Todos-os-Santos.

Os próximos horários oferecidos saindo de Salvador são: às 10h30, 13h e 14h30. Já as saídas de Morro de São Paulo ocorrem às 9h, 9h30, 11h30, 12h30 e 15h. A viagem para o Morro dura em média 2h20. O retorno a Salvador do "Passeio pelas Ilhas" ocorre às 17h30.

Ferry
Segundo informações da Internacional Travessias, o fluxo de pedestres e veículos é tranquilo nos terminais São Joaquim e Bom Despacho, na manhã desta quarta- feira. Estão em tráfego, os ferries Ivete Sangalo, Juracy Magalhães Júnior, Maria Betânia e Rio Paraguaçu. As embarcações Agenor Gordilho, Zumbi dos Palmares e Dorival Cayme estão na reserva. As saídas ocorrem de hora em hora.
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

BRASILEIROS TIRAM VISTO PROVISÓRIO NO PARAGUAI E MAIORIA SÃO ESTUDANTES
Publicado em 08/19/2015 as 02:01 PM

Jornada para regularização acontece próximo à Ponta Porã.

Cerca de 5 mil brasileiros estudam em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Órgãos oficiais paraguaios responsáveis por conceder visto provisório começaram nesta semana a jornada da imigração em Pedro Juan Caballero, próximo a Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande. De acordo com os organizadores, de 100 imigrantes brasileiros atendidos, 80 são estudantes.

As universidades exigem o documento de imigração para entregarem o diploma após a formatura. Atualmente em Pedro Juan Caballero, são em média 5 mil brasileiros que estudam nas seis faculdades de medicina.

Os documentos necessários para conseguir o visto provisório são cópia do RG, cópia da Certidão de Nascimento, de estado civil e um comprovante de antecedentes criminais emitido pela Polícia Federal (PF) no Brasil. Todos precisam ser autenticados no consulado do Brasil no Paraguai. O visto vale por 2 anos.

A jornada de imigração vai até o dia 22 de agosto, no prédio do Departamento Nacional de Navegação e Portos, na cidade paraguaia. Para a emissão do documento é cobrado uma taxa de aproximadamente R$ 850.
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

CONSULTA A EMPRESAS NÃO GARANTE FERROVIAS ENTRE DF E GO, DIZ ANTT
Publicado em 08/19/2015 as 02:00 PM

Estudos podem mostrar que obras não são viáveis, diz diretor da agência.

Linhas devem ligar Brasília e Goiânia com estações em cidades do Entorno.

A consulta a empresários sobre a construção de ferrovias entre Brasília e Goiânia, anunciada na última segunda-feira (17) pelos governos do Distrito Federal e de Goiás, não garante a execução das obras. O diretor de Ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Carlos Nascimento, explicou ao G1 nesta terça (18) que a continuidade do projeto vai depender dos resultados desse "primeiro passo".

"Os estudos vão indicar para a gente qual será o modelo de viabilidade principal para os trens. Respondidas essas questões, teremos bases para uma licitação. Se o governo entender que não há viabilidade e não lançar a licitação, essas empresas perdem o investimento. É um risco que elas assumem", afirma Nascimento.

A retomada dos projetos foi anunciada após reunião dos governadores do DF, Rodrigo Rollemberg, e de GO, Marconi Perillo, com a ANTT e o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. Um dos projetos deve adaptar a linha férrea que já existe entre Brasília e Luziânia para o transporte de passageiros. Há mais de 25 anos ela só é usada para cargas.

Os estudos vão indicar para a gente qual será o modelo de viabilidade principal para os trens. Respondidas essas questões, teremos bases para uma licitação. Se o governo entender que não há viabilidade e não lançar a licitação, essas empresas perdem o investimento. É um risco que elas assumem"

Carlos Nascimento,
diretor de Ferrovias da ANTT

Também será estudada a possibilidade de uso de um trem de média velocidade, com trilhos novos, para fazer a ligação direta entre Brasília e Goiânia, com estações em cidades intermediárias, como Águas Lindas e Anápolis. As convocações para o setor privado devem ser lançadas até os dias 17 de setembro e 30 de outubro, respectivamente.

Não há prazo, orçamento e fonte de recursos definidos para nenhuma dessas obras. Ao anunciar as datas, Rollemberg disse que a retomada marcava um "dia histórico" para essa região. Segundo ele, 15% das pessoas que trabalham no DF moram no Entorno e seriam beneficiadas por essa opção de transporte.

"É um dia histórico para essa região. O anúncio do governo federal para lançar o PMI [Procedimento de Manifestação de Interesse] vai atender a uma população muito grande que mora em Luziânia, Valparaíso, Cidade Ocidental, Novo Gama e se desloca diariamente para trabalhar em Brasília", declarou Rollemberg.

O G1 fez novo contato com os governos do DF e de GO após a entrevista com o diretor da ANTT para questionar as certezas dadas no anúncio. Por meio das assessorias de imprensa, os governadores disseram que as únicas datas prometidas após a reunião foram garantidas pela própria agência reguladora.

Novo modelo
As empresas serão consultadas em Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs), modalidade criada em abril deste ano por um decreto da presidente Dilma Rousseff. Nesse sistema, os empresários são convidados a elaborar estudos de viabilidade técnica e econômica para obras de infraestrutura, antes mesmo da
elaboração de um edital.

O procedimento tem uma série de vantagens. Primeiro, funciona como termômetro do interesse privado nesse empreendimento, porque as empresas não vão fazer estudo de um projeto onde não há expectativas. Segundo, porque o governo não gasta recursos públicos para realizar os estudos. É tudo privado"

Carlos Nascimento,
diretor de Ferrovias da ANTT

"O procedimento tem uma série de vantagens. Primeiro, funciona como termômetro do interesse privado nesse empreendimento, porque as empresas não vão fazer estudo de um projeto onde não há expectativas. Segundo, porque o governo não gasta recursos públicos para realizar os estudos. É tudo privado", diz Nascimento.

O decreto presidencial determina que, se a obra for tocada, a empresa vencedora da licitação é obrigada a ressarcir, em parte ou na íntegra, os autores desses estudos. Em caso de abandono do projeto, no entanto, o dinheiro é "jogado fora", e o Estado não tem qualquer obrigação com os empresários.

Segundo Nascimento, as rodovias entre DF e GO marcam a "estreia" da ANTT nessa modalidade de consulta. Até esta segunda, o site do Programa de Investimentos em Logística (PMI) do governo federal listava seis PMIs de ferrovias e quatro de rodovias em andamento, sob responsabilidade do Ministério dos Transportes.

Mais estudos
A construção da nova ferrovia entre Brasília e Goiânia já foi alvo de estudos de viabilidade técnica – estes, com dinheiro público. Em maio de 2013, a ANTT contratou consórcio de quatro empresas para elaborar documentos que subsidiariam essa licitação.

O contrato custou R$ 3,2 milhões e foi pago com verbas de um convênio da agência com o Banco Mundial, no valor total de R$ 5,5 milhões. O estudo foi entregue à ANTT em agosto e, segundo Nascimento, está em "fase de análise". Ele afirma que o esforço e o dinheiro não serão desperdiçados.

"A diferença é o grau de profundidade. Os termos são confusos até do ponto de vista técnico, mas isso que foi feito é um estudo de 'pré-viabilidade', uma primeira avaliação. Ele está nos indicando que vale a pena aprofundar os estudos e servirá de base para esses novos documentos", afirma o diretor.

No outro PMI, relacionado aos trilhos existentes entre Brasília e Luziânia, as empresas terão que se lançar "às cegas", já que não há estudo prévio. Nascimento diz se lembrar de "tratativas iniciais" entre a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e uma empresa, abandonada posteriormente.

O G1 pediu acesso ao estudo elaborado pelo consórcio empresarial sobre a ferrovia Brasília-Goiânia, mas a ANTT informou que o documento ainda não foi aprovado e, por isso, não está disponível ao público. A reportagem não conseguiu contato com a Sudeco na noite desta terça para questionar a inexistência de estudos da linha Brasília-Luziânia.

Debate antigo
Em novembro de 2014, Rollemberg e Perillo se reuniram como governadores eleito e reeleito para "conversar sobre questões do Entorno". Após o encontro, ambos citaram a necessidade de melhorar o transporte entre DF e Goiás e anunciaram reunião com a ANTT para discutir o problema.

A discussão sobre a retomada do trecho Brasília-Luziânia como rota de passageiros é antiga. Em 2012, reportagem da TV Globo mostrava uma das promessas de tirar o projeto do papel, feita pela Sudeco.

"A cidade está num processo de estrangulamento de suas vias de mobilidade. O que pode salvar essa cidade não são os pneus, mas os trilhos", afirma na reportagem o então diretor da Sudeco e atual diretor do Metrô do DF, Marcelo Dourado. A previsão, na época, era de que as obras começassem no fim de 2014.

Na reunião desta segunda, Liliane Roriz afirmou que a ligação entre Brasília e Goiânia era um sonho do pai, Joaquim Roriz, que governou o DF até 2006. "Para mim, representa muita coisa. É fabuloso pensar que o sonho dele vai ser realizado", diz.
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

MONTADORAS GLOBAIS DESVIAM REMESSAS DO PORTO CHINÊS DE TIANJIN APÓS EXPLOSÕES
Publicado em 08/19/2015 as 02:00 PM

PEQUIM (Reuters) - A Toyota Motor e montadoras globais rivais estão procurando desviar os carregamentos de Tianjin para Xangai e outros portos após fortes explosões na semana passada terem interrompido por tempo indeterminado as operações no maior polo de importação de automóveis da China.

As autoridades restringiram o acesso às áreas afetadas pelas explosões de 12 de agosto em um armazém de produtos químicos perigosos, que deixaram pelo menos 114 mortos. As montadoras estão se esforçando para chegar aos armazéns e terrenos para avaliar os danos e remover milhares de carros carbonizados, de modo a tornar as instalações próprias para uso. O porto continua em operação.

Nesta quarta-feira, a Renault e a Fuji Heavy Industries, proprietária da Subaru, disseram que iriam redirecionar as importações para Xangai, enquanto a Hyundai Motor afirmou que enviaria mais remessas para Xangai e Guangzhou.

A Toyota está estudando encaminhar as importações para Xangai e Dalian, que têm capacidade suficiente para evitar quaisquer problemas logísticos significativos, disse um executivo sênior em Pequim.

"O porto de Tianjin provavelmente ficará inutilizado por um longo tempo, embora eu não tenha nenhuma ideia no momento de quanto tempo irá durar essa ruptura", disse o executivo, que não estava autorizado a falar com a mídia sobre o assunto e, por isso, não quis ser identificado.

A Toyota suspendeu suas duas linhas de montagem final localizadas perto do porto de Tianjin de segunda a esta quarta-feira, em parte para avaliar os danos. A empresa fabricou 432.340 carros nessas unidades no ano passado, e é provável que deixe de produzir 2.200 por dia por causa das explosões, disse a empresa de pesquisa IHS Automotive.

Um porta-voz da Toyota no Japão informou, sem entrar em detalhes, que a montadora estava estudando redirecionar os embarques para outros portos.
(Por Norihiko Shirouzu e Jake Primavera)
Fonte : O Globo
Data : 19/08/2015

MÁRIO POVIA PARTICIPA DE EVENTO SOBRE CABOTAGEM PROMOVIDO PELA FRENLOG
Publicado em 08/19/2015 as 02:00 PM

Mário Povia (D): apoio à desburocratização
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O diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, participou, nesta quarta-feira (19), do 1º Workshop sobre Cabotagem – Entradas e Soluções, em Brasília. O evento é promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlog) do Congresso Nacional.

Para o desenvolvimento da cabotagem, Povia defendeu uma série de medidas, entre elas a desoneração do combustível, a flexibilização da legislação trabalhista para os marítimos tripulantes, redução de custos ou isenção da praticagem em determinadas situações, funcionamento de portos e terminais dedicados à cabotagem e a desburocratização.

Povia destacou outra medida que já repercute de forma favorável à navegação de cabotagem: devido ao novo marco regulatório, o incremento de capacidade nos terminais localizados nos principais portos brasileiros. “Chamo a atenção para Santos e Rio de Janeiro, e a entrada em operação de diversos terminais privados, que já estão permitindo infraestrutura portuária adicional para atendimento da cabotagem”, afirmou.

O diretor-geral da ANTAQ ressaltou que a Agência está tomando uma série de medidas regulatórias e fiscalizatórias no sentido de coibir práticas nocivas ao desenvolvimento da cabotagem no Brasil. “O combate à chamada venda de bandeira e às empresas de papel vem sendo empreendido sistematicamente pela Agência”, destacou.

Mário Povia propôs, ainda, que “1º Workshop sobre Cabotagem – Entradas e Soluções seja concluído com um plano de ação identificando os responsáveis e fixando um cronograma objetivo para avançarmos no enfrentamento dos entraves ao desenvolvimento da cabotagem nacional”.

O diretor-geral da ANTAQ esteve na mesa de abertura do evento. Compuseram também o início dos trabalhos o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, o presidente da Frenlog, senador Wellington Fagundes (PR-MT), entre outras autoridades.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 19/08/2015

CALADO OPERACIONAL DO PORTO DE SANTOS EM DEBATE
Publicado em 08/19/2015 as 01:59 PM

A fim de deliberar sobre o calado máximo praticado no canal do Porto de Santos (SP), representantes da Autoridade Marítima, da Autoridade Portuária e membros da Praticagem do Porto de Santos reuniram-se na sede da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), no Cais da Marinha, no dia 13 de agosto.

Durante a reunião, foram analisados os atuais levantamentos hidrográficos e avaliada a necessidade de dragagem do canal de navegação e dos berços de atracação. O acompanhamento constante das profundidades existentes permite direcionar os esforços de dragagem, o que contribui para a garantia da segurança da navegação.

Além de representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e da Praticagem de Santos, participaram da reunião o Capitão dos Portos de São Paulo, Capitão-de-Mar-e-Guerra Ricardo Fernandes Gomes, e o Chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da CPSP, Capitão-de-Fragata Rômulo de Souza Santos Junior.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  19/08/2015

PARA MELHORAR A CABOTAGEM
Publicado em 08/19/2015 as 01:59 PM

Nesta quarta-feira (19/8), a cabotagem brasileira pode ter uma nova e boa chance. No dia, o diretor executivo da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa, apresenta palestra sobre os principais entraves à navegação de cabotagem no País e a proposta de soluções que assegurem menor custo e maior eficiência ao segmento durante o 1º Workshop sobre Cabotagem, em Brasília. O evento é promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlog) do Congresso Nacional, comissão integrada por senadores e deputados estaduais de diversas siglas partidárias. Serão quatro painéis que abordarão temas como: Usuários; Portos e Armadores; Governo: Regulação, Operação e Planejamento; e Governo e Fiscalização.

Importante lembrar advertência do professor da Universidade Estadual de Campinas, o engenheiro eletrônico Mauro Lourenço Dias, de que o governo até parece disposto a encontrar saídas para reduzir os custos logísticos da cabotagem, o transporte de carga de porto para o porto por via marítima dentro do próprio país. Todavia, existem dois grupos de trabalho preparando propostas para o setor, um no Ministério da Agricultura e outro na Secretaria de Portos (SEP). "Ambos enfrentam um problema comum: na maioria das vezes, as propostas criam custos ou sugerem cortes que diminuem a arrecadação de impostos. E os cofres públicos andam com o caixa baixo", adverte.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  19/08/2015

DOIS NOVOS BARCOS PARA APOIO A OPERAÇÕES OFFSHORE DA PETROBRAS
Publicado em 08/19/2015 as 01:59 PM

A BS Jericoacoara, segundo barco do tipo PSV (Platform Supply Vessel) da Brasil Supply, foi lançado, em 18 de agosto, no Estaleiro EISA, localizado na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. A embarcação foi concebida com 4.500 deadweight tonnage (DWT), o que significa que poderá transportar até 4,5 mil toneladas de cargas, combustível, água potável, provisionamentos e tripulação. Sua principal utilização será no transporte de fluidos de completação e perfuração para poços de petróleo, atividades nas quais a companhia já possui expertise.

A outra embarcação com as mesmas características é a BS Itamaracá, lançada em 2014 no mesmo estaleiro EISA, que entrará em operação no final deste ano. A BS Jericoacoara deverá entrar em operação a partir de meados de 2016. Ambas terão como base Macaé e atuarão na Bacia de Santos. Esses barcos são importantes para a distribuição de fluidos e granéis líquidos, contribuindo para o desenvolvimento da exploração e produção petrolífera na Bacia de Santos. Com tripulação de 16 marítimos, têm capacidade extra para seis passageiros cada.

O presidente da Brasil Supply, José Ricardo Roriz Coelho, salienta que o diferencial desses dois barcos, considerados oestado da arte no que se refere à tecnologia e sistemas de navegação e comunicação, é sua capacidade de transportar grandes volumes de carga líquida, com quatro tipos de segregação: lama sintética; lama à base de óleo; lama à base de água; e salmoura.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  19/08/2015

RUBENS OMETTO DESTACA A NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS EM ACESSOS
Publicado em 08/19/2015 as 01:59 PM

Presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan segue confiante nas medidas do Governo



Rubens Ometto em palestra no Santos Export

Com planos de investir R$ 9 bilhões na malha ferroviária, inclusive nas linhas do Porto de Santos, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan, Rubens Ometto, segue confiante, principalmente nas medidas que o Governo Federal pretende implantar para estimular o setor. Sobre a infraestrutura do cais santista, ele destaca a necessidade de investimentos nos acessos ferroviários e aquaviários. E afirma que a companhia poderá disputar as licitações de terminais portuários previstas para este ano, segundo a Secretaria de Portos (SEP). Confira a entrevista com o executivo a seguir.

Qual sua avaliação sobre o Porto de Santos? Quais suas maiores necessidades?

O Porto de Santos precisa de investimentos para fazer jus ao merecido título de um dos mais importantes portos do mundo. O seu acesso está estrangulado tanto pela via marítima quanto pela terrestre. A principal vítima disso são os produtos brasileiros, que ficam mais caros e menos competitivos. Há soluções? Claro que há. E são conhecidas. Mas é preciso um esforço coletivo, do Governo e da iniciativa privada, para superarmos as barreiras burocráticas e avançarmos.

Quais os desafios para fazer com que o Porto possa crescer ainda mais?

A demanda por cargas deve crescer e, certamente, haverá uma grande expansão do pré-sal na Bacia de Campos. O volume do Porto será duplicado em dez anos ou menos. E ele tem que estar preparado para receber navios maiores com o aprofundamento do calado. O acesso terrestre também precisa de muito investimento. Com a fusão entre a Rumo e a (concessionária ferroviária) ALL, o objetivo é que os investimentos sejam acelerados no modal ferroviário. Vejo com otimismo as oportunidades de crescimento da ferrovia no acesso ao Porto.

Por que, apesar de necessários, esses investimentos públicos ainda não foram realizados?

Eu acho que é um negócio que o usuário tem que pressionar. As empresas envolvidas têm que pressionar. Mas acho que, por parte do Governo, eles estão bem convencidos dessa necessidade. Precisamos redobrar esforços para não perder oportunidades que tragam desenvolvimento para o Brasil. É necessário ter mais agilidade para resolver os problemas que impedem as melhorias da infraestrutura, reduzir as barreiras da burocracia e alavancar investimentos. Assim, será possível gerar novos empregos e riquezas para o País, com benefícios para todos. Acho que agora compete à gente. Nunca houve uma iniciativa, um empreendimento tão focado como é o que nós estamos fazendo na ALL. A Rumo, junto com a ALL.

No que ele consiste?

Tem todo um projeto enorme de aumento da malha, duplicação de algumas linhas, investimento em locomotivas, vagões, melhorias dos terminais. É um projeto completo e vai variar entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões, em cinco anos. Em três anos, queremos mudar a cara da antiga malha da ALL para uma ferrovia de ponta.Além disso, a Rumo ALL está trabalhando ao lado de outros concessionários ferroviários, com o objetivo de  dobrar a capacidade de transporte ferroviário em  Santos. Temos planos para duplicar os acessos a terminais das margens Direita e Esquerda, tornando o Porto mais competitivo.

Qual a avaliação sobre o pacote de concessões do Governo?

Vamos ver as condições que vão vir nesse novo edital. A gente fez estudos profundos no primeiro plano, na outra regra. E a gente quer olhar com bastante carinho. Tem algumas áreas em que temos bastante interesse em olhar, sim. Ainda não está claro o que vai vir. Se for outorga (o critério para a licitação), muda completamente o cenário que a gente tinha no passado. Então, a gente vai ter que refazer todas as contas. A gente precisa entender exatamente como vai ser. No modelo anterior, estava ficando difícil para a conta ficar em pé.

E quais as prioridades do País?

Cada vez mais é a prioridade do escoamento, do investimento em infraestrutura para reduzir o Custo Brasil. Porque o que segura mesmo o Brasil, o que alimenta o Brasil é o agronegócio. E para o agronegócio, o melhor caminho ainda é o Porto de Santos. Então, cada vez mais o pessoal está acordando para a necessidade de fazer esses investimentos.

Sobre a crise pela qual passa o País, qual sua avaliação?

As dificuldades são muitas e não podemos negligenciá-las. Mas penso que é possível superar qualquer crise com muito trabalho, seriedade e objetivos bem definidos.

E como sair dela?

O País está em uma desaceleração grande, um começo de recessão. Todo mundo está sentindo. Eu acho que as medidas econômicas dos ministros Levy e Nelson Barbosa estão na direção certa, só precisa fazer um acerto melhor com a classe política para que seja aprovado o que se tem que fazer, independente se é uma iniciativa de um partido ou de outro. Precisa ver o que é melhor para o Pais. Acho que precisa ter a grandiosidade para poder diferenciar uma coisa da outra.  

E como alavancar os investimentos públicos em infraestrutura?  

É fundamental um empenho coletivo de todos. Há avanços por parte do Governo. Podemos citar a nova Lei dos Portos e também o trabalho da Codesp e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Mas há ainda muita coisa a ser feita. Os desafios da burocracia são muito grandes. As licitações portuárias em Santos não podem demorar um ano e meio para serem concluídas, como já ocorreu. Para isso é preciso eliminar as barreiras burocráticas. É complexo realizar os investimentos necessários se os processos de aprovação levarem quatro anos para sua conclusão, como por vezes acontece.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/08/2015

AUDIÊNCIA VAI DEBATER IMPACTOS DA DRAGAGEM NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 08/19/2015 as 01:58 PM

Reunião ocorrerá nesta quarta-feira(19), na sede da 3ª Vara Federal de Santos



A draga Lelystad chegou ao porto no último sábado
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O pedido do Ministério Público Federal (MPF), de restringir a dragagem do Porto de Santos, será novamente discutido nesta quarta-feira(19). Mas, desta vez, todos os envolvidos na ação que aponta a obra como a principal causa da erosão na Ponta da Praia estarão presentes em uma audiência. A ideia é firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes.

A audiência será realizada às 15 horas dessa quarta-feira, na sede da 3ª Vara Federal em Santos, na Praça Barão do Rio Branco, no Centro. Será permitida a entrada de ouvintes na sala, mas apenas os representantes de órgãos convocados poderão se manifestar.

Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), Prefeitura de Santos, Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o MPF estão entre os convocados. A audiência foi proposta pela juíza federal substituta Lidiane Maria Oliva Cardoso para ouvir as partes e, assim, chegar a uma decisão.

Segundo o MPF, a dragagem do Porto é a principal causa da erosão na Ponta da Praia. Para provar o contrário, a Docas enviará quatro representantes, entre eles, suas superintendentes Bernadete Mercier (jurídica) e Alexandra Grota (Saúde, Segurança e Meio Ambiente).

Ação

O MPF pede a suspensão do alargamento do Trecho 1 do canal de navegação do Porto, que vai da Barra até o Entreposto de Pesca. O pedido é para que a Docas seja autorizada apenas a manter a largura da via por onde passam os navios em 170 metros naquela região.

Para isso, além da ação, o procurador da República Antonio José Molina Daloia ingressou com um agravo de instrumento no Tribunal Regional Federal (TRF). Isso ocorreu após a Justiça negar o primeiro pedido de restrição da dragagem. Ele defende que as obras fazem com que as correntes gerem ondas maiores e mais velozes, que impactam a faixa de areia.

O MPF pediu também a anulação parcial da licença ambiental concedida para o alargamento do Trecho 1 do canal. Ao apreciar inicialmente o caso, a juíza Lidiane Cardoso decidiu que o pleito do MPF só seria acatado após manifestação das partes. A defesa da Codesp, do Ibama e da União ainda estão em análise.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/08/2015

ARMADOR, O RESPONSÁVEL POR GERENCIAR AS EMBARCAÇÕES
Publicado em 08/19/2015 as 01:58 PM

Operação pode ser realizada por empresas ou pessoas físicas



Armadores podem ter, gerenciar ou fretar os navios

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Realizar o transporte marítimo de cargas em rotas locais ou internacionais, operando embarcações e movimentando vários tipos de mercadorias entre os portos. Estes são os serviços feitos pelos armadores, empresas que devem equipar e manter comercialmente os cargueiros – que podem ou não ser de sua propriedade. Pessoas físicas também podem exercer a atividade.

Existem três tipos de armadores: o proprietário, que é o dono e explora diretamente o navio; o gerente, que opera uma embarcação que pertence a vários proprietários; e o locatário, que recebe o poder de administrar um navio que não é de sua propriedade.

Desde o momento em que os armadores recebem as mercadorias para realizar o serviço de transporte, eles se tornam responsáveis e respondem juridicamente por todos os problemas, ou efeitos, sobre elas. Cabe a eles emitirem, em até 24 horas, contadas a partir da entrega da carga, o Conhecimento de Embarque (em inglês, Bill of Loading ou B/L), que é um documento onde se atesta os artigos embarcados, o consignatário, os portos de embarque e desembarque e o nome da embarcação, além dos valores da operação.

O armador deve registrar sua frota em um país de sua escolha. Com isso, as embarcações assumem a bandeira daquela nação. Este é um fator importante no transporte marítimo, uma vez que cada estado tem uma exigência específica para a operação de cargueiros de outras nacionalidades. Mas os navios não precisam estar cadastrados com a mesma bandeira do armador. Tais decisões envolvem principalmente a política tributária de cada país.

Para representar os armadores em operação no Brasil, foi criado, em 1907, o Centro Nacional de Navegação (Centronave), uma associação sem fins lucrativos que atua para o desenvolvimento do setor marítimo e o comércio exterior brasileiro. Atualmente, segundo o site do Centronave, a entidade tem 24 empresas associadas. Entre elas, estão alguns dos principais armadores do mundo em relação a movimentação de cargas, como a dinamarquesa Maersk Line, a suíça MSC, a alemã Aliança-Hamburg Sud e a francesa CMA CGM.

No Brasil, os armadores ainda enfrentam algumas dificuldades em suas operações. As embarcações de grande porte nem sempre podem escalar nos portos do País utilizando toda a sua capacidade de carga, pois a maioria dos complexos não têm infraestrutura para essa operação.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/08/2015

SISTEMA ANTECIPA CONDIÇÕES DE NAVEGAÇÃO DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 08/19/2015 as 01:58 PM

Projeto é desenvolvido por professores e aluno do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH), da Unisanta

Prever, com até sete dias de antecedência, as condições de navegação do Estuário de Santos – como a direção e a velocidade de suas correntes, a altura das ondas e a variação do nível do mar – é o objetivo do projeto que está sendo desenvolvido por professores e aluno do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) da Universidade Santa Cecília, de Santos. O sistema indicando como vão estar as águas da baía e do canal do Porto já está operacional. Falta apenas adequá-lo melhor às demandas dos órgãos conveniados ao NPH, como a Praticagem de São Paulo e a Prefeitura de Santos.

A princípio, a ferramenta poderá ser acessada apenas pelas entidades conveniadas. Mas já se estuda disponibilizar o sistema na internet, permitindo que toda a comunidade possa consultá-lo, explica a coordenadora do NPH, a engenheira civil e professora universitária Alexandra Sampaio.

“Esta é uma ferramenta muito versátil, de grande importância para a sociedade. É estratégica para o Porto, devido ao tráfego marítimo ou a algum acidente ambiental. Também pode ajudar a Prefeitura, a Cetesb e até o Corpo de Bombeiros, em caso de alguma emergência”, diz Alexandra.

Segundo a pesquisadora, o sistema pode auxiliar no planejamento do tráfego do Porto, indicando, até uma semana antes, como estarão as condições de navegação no momento de atracação ou desatracação de um navio. Pode, por exemplo, indicar a altura do nível do mar quando o cargueiro estiver para zarpar, o que possibilitará saber qual deve ser seu calado máximo (a altura máxima de sua parte submersa) para deixar o complexo. A informação é importante pois, quanto mais pesada a embarcação estiver, devido a suas cargas, mais “afundada” ela estará. Se ela precisar navegar com um calado maior, terá de aguardar o período de maré alta.

Ao prever a direção e a velocidade das correntes marítimas, a altura das ondas e a variação da maré, o sistema também pode ajudar a controlar derramamentos de óleo no estuário. “Saberemos para onde aquele produto irá e, assim, será mais fácil controlá-lo”, afirma a coordenadora.



Sistema desenvolvido por Alexandra, Matheus e Renan pode ser acessado pela Praticagem
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O registro desses dados ainda pode auxiliar na determinação da origem de algum vazamento. Segundo o biólogo e professor da Unisanta Renan Braga Ribeiro, pesquisador do NPH, “sabendo como estavam as correntes no momento de um derramamento, podemos fazer o backtracking, ou seja, rastrear o poluente até sua possível origem”.

De acordo com Ribeiro, o sistema ainda pode ser utilizado para ajudar o Corpo de Bombeiros no resgate de embarcações (ao se analisar as correntes marítimas, é possível estimar para onde foi um navio à deriva), a Cetesb, em relação à qualidade da água do estuário, e a Prefeitura de Santos, na gestão das comportas dos canais e na previsão de ressacas na orla.

Praticagem

Das entidades que já utilizam o sistema de previsão, a Praticagem de São Paulo foi a que desempenhou um papel estratégico no desenvolvimento do projeto, segundo a coordenadora Alexandra Sampaio.

Desde 1992, o NPH realiza estudos na zona costeira do Estado. Segundo a pesquisadora, o órgão foi o primeiro a criar um modelo numérico do estuário do Porto de Santos, recriando, a partir de programas de computador e funções matemáticas desenvolvidas pelos pesquisadores, simulações do movimento de suas correntes e a variação da maré.

“Sempre fizemos a modelagem de eventos ocorridos. Analisávamos o que havia acontecido e buscávamos criar um modelo que repetisse o evento. Com os sensores da Praticagem, que nos enviavam dados em tempo real, foi possível ver se nossas simulações e, depois, nossas projeções estavam de acordo”, explicou Alexandra.

A pesquisadora se refere aos equipamentos instalados pela Praticagem no canal e na baía de Santos, que captam as condições de navegação do estuário. Essa infraestrutura é estratégica para as atividades dos práticos, profissionais responsáveis por orientar a navegação de navios no complexo marítimo santista,

Com a utilização dos dados, o NPH começou a criar seu modelo de previsão em julho do ano passado. As informações fornecidas pelos sensores foram essenciais para calibrar os modelos matemáticos do sistema de previsão, que atualmente trabalha com uma confiabilidade de 90% a 95%.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/08/2015

GOVERNADOR DO RIO DIZ QUE CONCLUIR COMPERJ E INDÚSTRIA NAVAL SÃO PRIORIDADES
Publicado em 08/18/2015 as 01:56 PM

Terminar as obras do Comperj, em Itaboraí, é o principal projeto do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Para isso, ele tem conversado muito com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e com o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, para encontrar meios de criar parcerias, arranjar parceiros para que a obra seja terminada.

“Só está faltando 16%. É muito pouco. E essa obra é vital para o Rio, como forma de retomar o crescimento da economia. Então, estou focado, procurando, ajudando, sempre falo com a presidente Dilma Rousseff sobre investidores com quem converso e que mostram de vontade de ver o projeto terminado”.

Pezão, que participou do seminário A Retomada do Desenvolvimento do RJ, as PPPs e as Olímpiadas no Contexto de 2016, na última sexta-feira no Centro de Convenções da Bolsa do Rio, fez questão de frisar que a mesma atitude está sendo tomada em relação à indústria naval. Ressaltou que está também procurando parceiros e encomendas. Afirmou que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marco Capute, tem discutido esse assunto com empresários e sindicatos.

Já o secretário estadual de Fazenda, Júlio Bueno, que também participou do seminário, afirmou que a Operação Lava Jato implicou uma queda da atividade econômica do setor petróleo que é, segundo ele, muito importante para o Rio de Janeiro. “Isso tem implicado uma queda de arrecadação real, estimada até o final do ano em cerca de R$ 1,5 bilhão”.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 18/08/2015

EM DEFESA DA INDÚSTRIA NAVAL
Publicado em 08/18/2015 as 01:56 PM

Prefeito de Niterói quer união entre governos para evitar que a região ‘que gerou empregos vire um cemitério de empresas’

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou ontem o Estaleiro Brasa, na Ilha da Conceição. Durante a ação, ele reiterou a importância da indústria naval para a cidade e reforçou a necessidade de uma união entre as três esferas de governo para ajudar o setor. “Niterói tem o principal polo naval e offshore do país, que gera mais de 30 mil empregos diretos e indiretos, além das empresas que atuam na área de logística e na construção de plataformas e módulos de plataformas, e firmas que constroem grandes embarcações, petroleiros e embarcações de apoio.

Há 15 anos isso aqui não existia e o objetivo de nossa visita é ver o trabalho do estaleiro e sobretudo ressaltar a necessidade de se retomar os investimentos na cadeia produtiva do óleo e gás. É fundamental que os governos federal e estadual atuem conjuntamente com os municípios para retomar rapidamente o ciclo de investimento para o desenvolvimento do setor. Há o risco de vermos essa região que prosperou e gerou empregos virar um cemitério de empresas. Isso não pode acontecer, nem vai acontecer.

Vamos trabalhar junto às outras esferas de governo em iniciativas para que as empresas desta cadeia produtiva possam manter seus investimentos e a geração de emprego e renda”, analisou. Segundo o prefeito, a Petrobras e outras empresas internacionais lançaram um plano de investimentos entre 2015 e 2020 e é importante que esse programa seja implantado rapidamente.

De acordo com ele, encomendas importantes estão sendo feitas com outros países, como Coreia, Cingapura, Tailândia e China, e é preciso que fiquem no Brasil porque aqui há mão de obra e empresas qualificadas. Rodrigo Neves elogiou o trabalho dos estaleiros Brasa e Mauá. Segundo ele, as empresas têm qualidade e excelência, atitude idônea e compromisso no que diz respeito ao meio ambiente, segurança no trabalho e envolvimento com o entorno, com as comunidades locais.

Os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Fabiano Gonçalves, e de Indústria Naval, Petróleo e Gás, Luiz Paulino Moreira, acompanharam o prefeito na visita. Luiz Paulino disse que o município está preocupado com o atual quadro do segmento e que outros setores da economia estão sendo afetados. “A Prefeitura criou uma Secretaria para ajudar o setor naval pois é uma das atividades mais importantes do setor econômico do município.

O atual quadro do segmento repercute na cidade na arrecadação, mas também na geração de empregos, comércio, empreendimentos hoteleiros e em vários outros. Vamos com o apoio o prefeito marcar algumas reuniões para os próximos dias para tomar algumas decisões, inclusive junto aos funcionários, empresários e sindicato, para que eles façam uma mobilização para realmente chegar nas autoridades federais e estaduais essa preocupação que ele tem”, salientou. O gerente-geral do Brasa, Ivan Fonseca, disse ter sido muito importante a visita do prefeito. “É fundamental o apoio do prefeito e que ele nos ajude a destravar essa situação.

Temos hoje Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, cidades que concentram o maior número de pessoas trabalhando em alguns estaleiros, como o nosso. É fundamental a união de todos para retomar o desenvolvimento do nosso setor”, resumiu.

Ato – No dia 24 haverá uma manifestação dos municípios do Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste) pela retomadas dos investimentos na região. A previsão é de reunir cerca de três mil pessoas num abraço simbólico ao prédio da Petrobras no Centro do Rio.
Fonte : O Fluminense – RJ
Data : 18/08/2015

ARMAZÉM QUE EXPLODIU NA CHINA TINHA 3 MIL TONELADAS DE PRODUTOS PERIGOSOS
Publicado em 08/18/2015 as 01:55 PM

O Ministério de Segurança Pública da China confirmou nesta terça-feira (18) que o armazém no porto da cidade de Tianjin, onde na última quarta-feira (12) explosões deixaram mais de 100 mortos, continha pelo menos 3 mil toneladas de cerca de 40 produtos químicos perigosos.

Em declarações reproduzidas pela emissora pública CCTV, o subdiretor do departamento de bombeiros do ministério, Niu Yueguang, explicou que, como o armazém ficou destruído, ainda não foi possível averiguar as quantidades exatas de produtos. Entre estas 3 mil toneladas, 800 eram de nitrato de amônio, 700 de cianeto de sódio e outras 500 de nitrato de potássio, detalhou Niu.

O chefe do grupo de emergência do gabinete de proteção do meio ambiente de Tianjin, Bao Jingling, disse que os restos de cianeto podem ter chegado aos edifícios residenciais próximos do porto, onde se deram as explosões. Bao anunciou que vão ser enviados especialistas para limpar a zona e alertou para a toxicidade destes resíduos.

O funcionário explicou também que os pontos de controle da qualidade do ar não detectaram nenhum novo poluente desde segunda-feira (17) e que os que existem se encontram dentro dos níveis considerados seguros.

As chuvas que aconteceram em Tianjin nas últimas horas acentuaram a preocupação em relação a uma possível contaminação da zona, diante da possibilidade de a água da chuva provocar uma reação química com o cianeto – que se encontra na área onde se deram as explosões – ou que este se disperse. Bao ressaltou que as equipes de limpeza vão reforçar o isolamento da zona do porto e que vão tratar a água da chuva com produtos químicos para neutralizar as reações.

As autoridades municipais disseram ainda que estão estabelecendo diferentes categorias entre as pessoas afetadas para, assim, poderem compensá-los de acordo com os danos que sofreram.

Na última quarta-feira à noite uma enorme explosão em contêineres de armazenamento de químicos, incluindo cianeto de sódio, abalou a cidade, causando, até agora 114 mortos, 70 desaparecidos e 700 feridos. Parte da cidade foi evacuada devido ao perigo de propagação de químicos.

O Tribunal Supremo Chinês já anunciou investigação para apurar possível negligência da Ruhai International Logistics, empresa detentora dos contêineres. Ainda não se sabe o que causou as explosões mas a hipótese mais forte é o contato dos produtos químicos com a água usada pelos bombeiros para apagar um incêndio que havia começado anteriormente.

Também não se sabe se a Ruhai International Logistics detinha licença para armazenar estes químicos perigosos, já que a autorização de 2012 não contemplava esta opção, ainda que fontes do governo local tenham dito na sexta-feira (14) que a licença foi redefinida mais tarde.

O presidente e o vice-presidente da empresa foram detidos nesta terça-feira.
Fonte : JB OnLine
Data : 18/08/2015

GOVERNO DE SÃO PAULO VAI AO STJ POR OBRAS DE PORTO
Publicado em 08/18/2015 as 01:55 PM

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para prosseguir com o projeto de ampliação do Porto de São Sebastião, bloqueado desde julho de 2014 por uma liminar. O Estado de São Paulo e a Companhia Docas de São Sebastião encaminharam ao presidente do STJ, Francisco Falcão, o pedido, dizendo que a liminar causa "grave lesão" à ordem e à economia pública.
Fonte : Jornal de Tocantins (TO)
Data : 18/08/2015

GOIÂNIA A BRASÍLIA POR TREM
Publicado em 08/18/2015 as 01:55 PM

Promessa do ministro dos Transportes é que, entre 17 de setembro e 30 de outubro, Brasília comece a ser ligada a Luziânia e a Goiânia por meio de ferrovias.

O Distrito Federal ganhará, nos próximos anos, o transporte ferroviário de cargas e de passageiros tão sonhado e prometido. Após longas rodadas de conversas com os governadores do DF. Rodrigo Rollemberg, e de Goiás, Marconi Perillo, a vice-presidente da Câmara Legislativa, deputada distrital Liliane Roriz, conseguiu avançar com o assunto que chegou, na tarde de ontem, no Ministério dos Transportes. De lá, saiu a decisão: até o dia 17 de setembro. a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) que viabiliza o trem Brasília-Luziânia será lançada. Já o chamado Expresso Pequitrem que ligará Brasília a Goiânia terá o mandado a partir de 30 de outubro. As datas foram oficializadas na reunião pelo próprio ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

A ideia de construir o transporte ferroviário que liga a capital do País à capital goiana e a de adaptar a ferrovia Brasília-Luziânia para o transporte de passageiros não são novas e nasceram ainda no governo de Joaquim Boriz. Liliane resgatou o sonho do pai, aliando à necessidade de melhorias para o transporte na região do Distrito Federal e do Entorno, para então buscar com os governos urna forma de viabilizar os projetos.

Em março, a deputada deu o pontapé inicial levando uma comitiva de italianos interessados em firmar uma Parceria Público Privada (PPP) com o governo local para a adaptação do Brasília-Luziânia. Posteriormente, a vice-presidente da Câmara Legislativa conseguiu reunir também o governador de Goiás para o projeto, reforçando a idealização de unirem que ligue Brasília a Goiânia, o Expresso Pequi.

Na semana passada, Liliane reuniu Rollemberg e Perfilo no Palácio do Buriti para ouvirem a proposta dos italianos de uma PPP para tirar os projetos do papel. De lá, saiu a proposta de levarem o assunto ao conhecimento do ministro dos Transportes, que também se tomou um entusiasta dos projetos. “O mais complicado é encontrar interessados em realizar as obras. Nós já temos isso. Então temos que agilizar agora", declarou Rodrigues.

Para Perillo, a união entre os governos do DF e GO mostra que o objetivo de ambos os governadores é destravar burocraticamente todos os procedimentos e dar andamento aos projetos que contribuam para a melhoria da vida das pessoas. "E o melhor: estamos buscando investimentos do setor privado, ressaltou o governador de Goiás. Segundo Rollemberg. as obras atenderão diretamente a população do Entorno. "Cerca de 15% das pessoas que trabalham no DF moram no Entorno e esses trens representam uma grande mudança na qualidade de vida desses trabalhadores".

Liliane não escondeu a emoção de conseguir datas marcadas para que os projetos saiam do papel. "Sempre foi um sonho do meu pai tirar esses trens do papel e colocá-los nos trilhos. Além disso, não podemos esquecer que mais de 200 mil pessoas serão beneficiadas, diariamente, com esses projetos. Vitória para a união entre os governos federal, de Goiás e do DF que entenderam a grandeza da idealização de Joaquim Roriz", disse a parlamentar.
Fonte : Diário da Manhã – GO
Data : 18/08/2015

BUROCRACIA "EMPERRA" A ESTAÇÃO DE TRANSBORDO DA AMAGGI NO MADEIRA
Publicado em 08/18/2015 as 01:54 PM

Considerada inovadora no tráfego de commodities agrícolas no país, a estação de transbordo flutuante construída pela Amaggi no rio Madeira, no Amazonas, está parada por falta de um entendimento no governo federal sobre como licenciá-la. O empreendimento, idealizado para elevar a capacidade de escoamento de grãos do Centro-Oeste, deveria ter entrado em operação em maio deste ano.

Segundo Jorge Zanatta, diretor da Amaggi Navegação, a estação aguarda o aval de operação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pela regulamentação do uso do espelho d'água - o uso das águas superficiais brasileiras. Sem isso, a companhia também não pode ter liberado o alfandegamento por parte da Receita Federal. "Estávamos otimistas com a celeridade da obra, mas o otimismo foi tomado pela burocracia", disse o executivo.

Conforme Zanatta, a entrada com a documentação no órgão ocorreu em março de 2014. Desde então, já foram feitos 12 protocolos com informações adicionais. "Por ser um empreendimento novo, ainda há dúvidas entre os técnicos sobre como atuar", afirmou. Procurada, a SPU disse não ter porta-voz disponível na semana passada.

O que estaria causando a demora seria a forma adequada de regulamentar um porto que, ao contrário dos terminais tradicionais, não está fincado em terra. Por ser flutuante, a nova estação de transbordo da Amaggi está fundeada em pleno rio. De um lado atracam as barcaças, e do outro os navios exportadores. Um guindaste acoplado à estação irá fazer a transferência direta dos grãos, sem a necessidade de armazenamento da carga.

O atraso já provocou prejuízos. "Deixamos de embarcar três navios, cada um carregado com 55 mil toneladas de soja", disse Zanatta. A companhia afirma também estar perdendo a janela de nível mais baixo do Madeira - iniciada este mês - para realizar ajustes operacionais e treinamentos, preparando-se para a próxima safra.

O terminal flutuante está em Itacoatiara (AM), onde a Amaggi já está posicionada com outro terminal portuário. O empreendimento faz parte de um pacote de R$ 1 bilhão em aportes em logística, aquisição de terras, estrutura para originação e beneficiamento de grãos - boa parte destinado ao corredor Madeira.

A construção do terminal flutuante foi a opção da Amaggi para ganhar capacidade de escoamento de forma rápida e sem gastar grandes somas. Um terminal convencional, construído à margem do rio ao custo de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões, levaria no mínimo quatro anos para entrar em operação, entre construção e liberação de licenças estaduais e federais. Já o flutuante custa R$ 50 milhões e fica pronto em 18 meses. "Seria mais rápido justamente porque não envolver questões como desmatamento, titularidade da terra e outros processos", lamentou Zanatta.
Fonte: Valor Econômico/Bettina Barros | De São Paulo
Data : 18/08/2015

ECOPORTO NEGOCIA PARA ATRAIR MAIS CARGA
Publicado em 08/18/2015 as 01:54 PM

A EcoRodovias vem discutindo com armadores - os donos de navios clientes de terminais - a possibilidade de novos contratos com o Ecoporto Santos, sua instalação dedicada à movimentação de contêineres no porto de Santos.

Recentemente, a empresa perdeu dois serviços de navegação (em junho e em agosto). Os volumes no Ecoporto Santos estão em queda devido ao binômio maior concorrência em Santos e economia fraca.

"Estamos discutindo com armadores que concentram alguns volumes em outros terminais", disse o presidente da EcoRodovias, Marcelino Seras, sem dar mais detalhes. Tudo indica, contudo, que para atrair clientes a única saída será baixar ainda mais os preços.

O valor médio da operação de cais apresentou queda de 14,3% no segundo trimestre ante igual intervalo de 2014, para R$ 528 por contêiner operado, decorrente da maior concorrência no porto.

A movimentação de contêineres no Ecoporto Santos recuou 39,3% no segundo trimestre, para 33.902 contêineres. A redução do volume de operação de cais foi influenciada pelos efeitos não recorrentes do incêndio no terminal da Ultracargo em abril, que reduziu as cargas movimentadas em toda a margem direita do porto; pela instalação dos portêineres a partir de junho; e pela implantação do novo sistema operacional (TOS) que restringiram a operação.
Fonte : Valor Econômico
Data : 18/08/2015

NAS ENTRELINHAS - O BONECO DE LULA
Publicado em 08/18/2015 as 01:54 PM

A alegoria de Lula como presidiário é um duro golpe na imagem do ex-presidente. É o sinal de que sua figura pública, de líder operário que chegou à Presidência, começa a ser desconstruída

Nos protestos de domingo, além de pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os manifestantes intensificaram as críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa do envolvimento do PT no esquema de corrupção da Petrobras. Um boneco inflável de Lula vestido de presidiário dominou a cena na Esplanada dos Ministérios, imagem que correu o mundo. Era inimaginável algo parecido até então.

Dezenas de bonecos de Lula já foram atração nas campanhas do PT pelo Brasil afora, mas aquele da manifestação de Brasília, que todos puderam ver no noticiário de televisão, é o mais duro golpe que a imagem do ex-presidente da República sofreu até agora. É o sinal de que sua figura pública, de líder operário que chegou à Presidência, começa a ser “desconstruída”, principalmente pelo avanço da Operação Lava-Jato, que investiga o escândalo de corrupção da Petrobras.

O marqueteiro João Santana, que cuida da imagem da presidente Dilma Rousseff, após as manifestações de março e abril, já havia revelado que as pesquisas qualitativas relacionavam o ex-presidente às falcatruas na Petrobras. A imagem de Lula seria a de “poderoso chefão”; em contrapartida, Dilma era vista como uma “mulher honesta”, não envolvida no escândalo. Toda a estratégia de defesa do governo em relação à ameaça de impeachment foi traçada levando em conta essa pesquisa.

Com níveis de popularidade baixíssimos, Dilma exerce o mandato para o qual foi eleita em condições muito adversas, a maioria consequência das próprias decisões. Como não surgiram provas de que tenha se envolvido diretamente no escândalo e, constitucionalmente, não pode ser investigada no exercício do mandato, até agora, a oposição não reuniu condições legais para o afastamento dela. Dilma só poderia ser afastada por crime de responsabilidade (impeachment), pelo Congresso; ou abuso de poder econômico e crime eleitoral (cassação de mandato), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa blindagem legal, porém, não é suficiente para manter em torno da presidente da República o bloco de forças que hoje garante a sustentação política dela. O poder de agregação do governo, com seus cargos e verbas, também não é o bastante. O que vem sendo decisivo para manter a sustentação política e social de Dilma Rousseff é a expectativa de poder que ainda é gerada por uma eventual candidatura de Lula em 2018, caso o governo retome o crescimento econômico até 2017.

Lula sabe disso e trabalha para se manter como candidato competitivo, agora mais do que nunca. Ocorre que a imagem dele está sendo corroída pelas revelações da Operação Lava-Jato, principalmente por causa das delações premiadas, que acusam o envolvimento profundo da cúpula do PT, sobretudo por seus tesoureiros, nos escândalos ocorridos no seu período de governo. A mais nova ameaça, nesse sentido, é o possível acordo do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que ontem foi condenado, pela segunda vez, a 12 anos de prisão. A primeira condenação foi a 5 anos de cadeia.

Os responsáveis pela Operação Lava-Jato são os primeiros a dizer que o ex-presidente da República não está sob investigação, porém, Lula já não esconde dos aliados que está com as barbas de molho e pronto para reagir aos ataques. No caso do boneco de domingo, o petista acusou o golpe e divulgou uma nota repudiando a afronta que sofreu dos manifestantes. Usou o argumento de que foi prisioneiro, sim, mas na época da ditadura, por defender os interesses dos trabalhadores e a volta da democracia.

A invenção do Brasil
O jornalista Franklin Martins lança hoje, às 19h, no restaurante Carpe Diem (CLS 104, Bloco D), em Brasília, a trilogia Quem foi que inventou o Brasil (Nova Fronteira). Resultado de 18 anos de pesquisas sobre o nosso cancioneiro popular — desde as primeiras gravações, em 1902, até a eleição de Lula, em 2002 —, o foco é a presença permanente da música na crônica política do país. Franklin começou a estudar o assunto em 1997, apaixonou-se pelo tema e resolveu contar a história da República sob a ótica musical. O resultado é uma obra de grande fôlego, com mais de mil músicas catalogadas e contextualizadas historicamente, a maioria das quais pode ser ouvida no site www.quemfoiqueinventouobrasil.com. Franklin foi diretor do jornal O Globo e da TV Globo em Brasília, e ministro da Comunicação Social no segundo governo Lula.
Fonte : Correio de Braziliense – DF
Data : 18/08/2015

COLUNA - BRASÍLIA – DF
Publicado em 08/18/2015 as 01:54 PM

As manifestações ainda vão ecoar por alguns dias e, nessa esteira, as análises mais reservadas dos ministros da presidente Dilma Rousseff citam dois pontos a serem observados com extremo cuidado daqui para frente:

Ingredientes que preocupam
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1) Todas as manifestações mencionaram a palavra impeachment, o que indica que, se houver um motivo consistente, a presidente Dilma enfrentará um processo.
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2) Nas outras manifestações, Lula foi poupado. Desta vez, não. Até em Garanhuns (PE) foi lembrado com um pedido de desculpas dos manifestantes por ele ser filho daquele município. Está claro que, aos poucos, o mito vai perdendo a aura e, com isso, os votos que o colocavam como o nome do PT para voltar ao Planalto.

Janot, a jato
A decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, em votar logo a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos está diretamente relacionada ao discurso “quem não deve não teme”, que o congressista tem feito. Ao mesmo tempo, há uma pressão no Senado para que o destino de Janot seja decidido logo, de forma a não coincidir com a possibilidade de denúncia de alguns políticos, prevista para os próximos dias.

E o caldo vai engrossar
O não pagamento do 13º dos aposentados, combinado com as dificuldades do governo em pagar as obras do Minha Casa Minha Vida, promete dar mais dor de cabeça ao Planalto do que a pauta-bomba que reacende na Câmara, com a votação da correção do FGTS prevista para hoje. É dos aposentados que vem o risco de manifestações permanentes contra o governo.

“Quando as pessoas se manifestam e vão para casa, é considerado normal. O que derruba governo são as manifestações permanentes. A desse domingo não foi a maior que a maior nem menor que a menor. Mas foi a mais firme de todas”
Cristovam Buarque (PDT-DF), senador

Quem pariu Matheus…
…Os ministros e líderes do PT que participaram da reunião de domingo no Alvorada é que ficaram responsáveis por colocar o rosto na tevê a fim de explicar como o governo viu as manifestações de rua. O PMDB agora só comandará as entrevistas quando for para falar apenas da articulação com o Congresso.

Futuro sombrio
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, segunda instância onde vão desaguar os processos da Lava-Jato, tem o apelido de “câmara de gás”. Lá, os advogados historicamente não costumam ter muito sucesso com os recursos.

CURTIDAS
O que ficou/ Deputados comentavam à boca pequena sobre a lavagem da calçada em frente ao prédio de Renan Calheiros em Maceió e o boneco inflável de Lula vestido de presidiário, em Brasília. As imagens percorreram as redes sociais e os jornais, deixando os dois na berlinda.

Dupla interpretação/ Dia desses, numa reunião em que Renan Calheiros apresentava o elenco de projetos da Agenda Brasil, o senador Jader Barbalho (foto) saiu-se com esta: “O PMDB então já tem candidato a presidente para 2018. Isso é uma plataforma de presidente”, afirmou. Como Jader é sempre muito irônico, ficou a dúvida: estava brincando ou falando sério?

Olha eu aqui!/ Os senadores aliados a Renan Calheiros acreditam que Eduardo Cunha só colocou o projeto da correção do FGTS em pauta neste momento de penúria do caixa governamental para chamar a atenção a outros temas que não a Lava-Jato e a Agenda Brasil, obra sob o patrocínio político de Renan Calheiros.

Debate no Correio/ A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) promove debate hoje, às 11h, sobre o trabalho intermitente com parlamentares e lideranças do setor. A palestra de abertura será feita pelo diretor presidente do Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa, no auditório do jornal. Entre os debatedores estão o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Junior, os deputados federais Laércio Oliveira (SDD-PE), Manoel Junior (PMDB-PB), Herculano Passos (PSD-SP) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). A mediação estará a cargo da professora Dad Squarisi.
Fonte : Correio de Braziliense – DF
Data : 18/08/2015

GOVERNO DE SP VAI AO STJ POR OBRAS DE PORTO
Publicado em 08/18/2015 as 01:53 PM

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para prosseguir com o projeto de ampliação do Porto de São Sebastião, bloqueado desde julho de 2014 por uma liminar.O Estado e a Companhia Docas de São Sebastião encaminharam ao presidente do STJ, Francisco Falcão, o pedido, dizendo que a liminar causa “grave lesão” à ordem e à economia pública.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 18/08/2015

DIRETO DA FONTE – EM DEFESA DA DELAÇÃO
Publicado em 08/18/2015 as 01:53 PM

Em 25 anos de carreira, dos quais 21 debruçado sobre crimes financeiros, o hoje desembargador Fausto De Sanctis se tornou um observador privilegiado da Justiça brasileira. E é com esse olhar que ele adverte: “Estão tentando destruir a delação premiada”. Ato seguinte, ele junta a realidade vivida na Operação Lava Jato, em Curitiba, com sua própria história em São Paulo, para completar: “Assim como tentaram destruir no passado a interceptação telefônica”. Ambos, enfatiza , “são instrumentos eficazes no combate aos crimes econômicos”.

A experiência de mais de duas décadas desse paulistano da Mooca, hoje integrando o Tribunal Regional Federal de São Paulo –TFR-3 , onde não cuida mais de crimes financeiros – é o eixo de dois livros que ele lança hoje na Livraria Cultura do Conjunto Nacional: Delinquência Econômica e Financeira e Lavagem de Dinheiro por Meio de Obra de Arte. Este último, uma releitura, agora com foco no direito brasileiro, de obra publicada há dois anos, em inglês.

Sem citar a Lava Jato nem o juiz Sergio Moro – pois não comenta casos judiciais em andamento –, o magistrado que analisou casos emblemáticos de corrupção preferiu falar à coluna sobre o momento que o Brasil vive. Ressaltou que juiz não prende para delatar nem solta porque houve delação: trata-se de uma contrapartida. Um recado para quem acusa Moro de agir desse modo na Lava Jato.

Sem arrependimentos pela forma como atuou em processos de operações como Satiagraha e Castelo de Areia – anulados por supostas impropriedades, como interceptação telefônica irregular ou participação de agentes da Abin –, o desembargador sustenta que a atual legislação anticorrupção abraçou medidas adotadas na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em SP, da qual foi titular por oito anos. Ele avisa, a propósito, que as leis ainda precisam de outras alterações. “O julgamento do mensalão sedimentou as teorias adotadas pelas varas especializadas. Me parece que está ocorrendo um aperfeiçoamento institucional em que a Justiça Federal deixa de ser marcada pelo faz e desfaz (pelos tribunais superiores) de forma sistemática”.

O crime econômico, diz ele, “detona o País”. Por isso, defende que todas as partes responsáveis precisam responder por seus atos. “Não cabe a ninguém passar a mão na cabeça. Tem que fechar empresa se for o caso.” Nessa lista, inclui membros de conselhos de empresas condenadas por corrupção.

De Sanctis entende que o Brasil vive um momento de esperança, mas também de tristeza e angústia. “Só falo em amadurecimento da Justiça quando vejo sentença transitada em julgado no tempo devido, sem prescrição. E com as pessoas cumprindo pena. Presídio não deve ser local exclusivo dos menos desfavorecidos.” / MARINA GAMA CUBAS

Quatro rodas

Sai hoje uma primeira medida governamental para ajudar a cadeia automotiva.

Batizada de “quinzena quente”, não contém redução de impostos.

Sem solução?

A trégua acordada entre a Sete Brasil e seus credores terminou ontem. Isto significa que os bancos estão liberados para entrar com ações judiciais contra a empresa devedora.

Solução 2

Consta, no entanto, que eles têm um primeiro alvo preferencial: um fundo garantidor de crédito do governo – criado para assegurar parte das operações.

Por que o impasse? A Petrobrás reluta em garantir a contratação das sondas. Mesmo sabendo que gasta, por ano, US 5,5 bilhões em aluguel de plataformas estrangeiras.

Martelo batido

A Prefeitura disse sim à instalação da escultura da Tomie Ohtake na Avenida Paulista, como era desejo da artista.

Será em frente ao Citibank.

Brimo

Gabriel Chalita comemora a primeira tradução de um livro de sua autoria para o árabe – pela editora Dar Saer Mashrek. Trata-se de Sócrates e Thomas More, a ser lançado na Feira do Livro de Beirute, no dia 8 de dezembro.

Para 2016, este livro e mais outros dois ganham tradução em turco, pela editora Goa.

De olho na PM
A chacina da última semana fortaleceu planos de Márcio Elias Rosa para criar um grupo dedicado a analisar as ações da PM e apurar eventuais desvios de conduta.

O texto do procurador-geral já está sob análise no MP paulista. Até aqui, o controle externo só existe para a Polícia Civil.

Linha direta
A quem interessar possa: as contribuições dos bancos associados à ABBC foram feitas diretamente à Consist.

Sem passar pela associação.

Na Frente
Joaquim Levy participa de conferência privada do Santander Brasil. Hoje, no Grand Hyatt SP.

Andrea Calabi foi escolhido novo membro do conselho de administração do Banco Fator.

O Estúdio Anacã arma festa. Hoje, na unidade dos Jardins.

Rodrigo Lewkowicz exibe hoje seu curta-metragem Royale with Cheese. No Museu da Imagem e do Som.

Berenice Ring lança hoje o livro Tsunami, na Livraria Cultura do Iguatemi.

Cláudia Moreira Salles abre mostra, hoje, na Galeria Luciana Caravello, no Rio. E dia 25, na Lumini, em SP.

É hoje o jantar de fundraising do Museu Judaico, na Fundação Ema Klabin.

Correção: é com a Colorama que Giovanna Antonelli assina linha de esmaltes.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 18/08/2015

TERMINAL DE PORTO QUE EXPLODIU NA CHINA TINHA 3 MIL TONELADAS DE PRODUTOS PERIGOSOS
Publicado em 08/18/2015 as 01:53 PM

Número foi divulgado pelo ministério de Segurança Pública chinês; autoridades tentam evitar que substâncias tóxicas se espalhem para regiões próximas ao porto com a chegada das chuvas

PEQUIM - O Ministério de Segurança Pública da China confirmou que o terminal do porto da cidade de Tianjin, onde na quarta-feira passada ocorreram duas grandes explosões, continha pelo menos 3.000 toneladas de 40 produtos químicos perigosos.

Em declarações reproduzidas nesta terça-feira, 18, pela televisão oficial chinesa "CCTV", o subdiretor do departamento de bombeiros do Ministério de Segurança Pública, Niu Yueguang, afirmou que, como o local ficou destruído, ainda não foi possível averiguar as quantidades concretas que abrigava.

Entre essas 3.000 toneladas que armazenava o terminal quando aconteceu o incidente, havia 800 toneladas de nitrato de amônia, 700 toneladas de cianureto de sódio e outras 500 toneladas de nitrato de potássio, detalhou Niu.

As autoridades municipais de Tianjin já haviam informado na segunda-feira sobre as 700 toneladas de cianureto armazenadas no terminal de contêineres do porto de Tianjin que explodiu e causou a morte de 114 pessoas e deixou mais de 700 feridos, segundo os últimos números oficiais divulgados.

Em entrevista coletiva realizada hoje, o chefe do grupo de emergência do birô de proteção do meio ambiente de Tianjin, Bao Jingling, disse que restos de cianureto "poderiam" ter chegado aos edifícios residenciais próximos ao porto nas explosões.

Bao anunciou que serão enviados especialistas para limpar a área e alertou para a toxicidade desses resíduos.

O funcionário declarou também que os pontos de controle da qualidade do ar não detectaram nenhum novo contaminante específico desde segunda-feira e que os que estão no ar da região se encontram dentro de níveis considerados "seguros".

No entanto, Bao reconheceu a presença de "dezenas de milhares de toneladas de água contaminada" na cratera causada pela explosão de seis dias atrás, que deverão ser tratadas, perante o temor que esse tanque tóxico se estenda com a ajuda das chuvas que os meteorologistas preveem para os próximos dias.

Para evitar esse cenário as autoridades chinesas estão acelerando a construção de diques provisórios ao redor da área do desastre, de cerca de 100.000 metros quadrados.

Na segunda-feira oito das 40 estações de controle da contaminação de água na área mostraram excessivos níveis de cianureto, em alguns casos quase 30 vezes superiores aos padrões de segurança.

As chuvas ocorridas nas últimas horas em Tianjin acentuaram a preocupação pela contaminação da região, perante a possibilidade que a água provoque uma reação química com o cianureto que há na área das explosões ou que disperse o que se encontra nos contêineres.

As autoridades municipais explicaram também na entrevista coletiva que estão tentando estabelecer diferentes categorias entre os afetados para compensá-los de acordo com seus danos e tentarão indenizá-los "o mais rápido possível". / EFE
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 18/08/2015

CHINA INVESTIGA CHEFE DA ESTATAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO APÓS EXPLOSÕES NO PORTO DE TIANJIN
Publicado em 08/18/2015 as 01:53 PM

Yang Dongliang, que comanda a Administração Estatal de Segurança do Trabalho pode ter cometido "sérias violações de diciplina", disse organismo que investiga casos de corrupção no país

PEQUIM - O governo da China anunciou nesta terça-feira, 18, que iniciou uma investigação contra o chefe de seu órgão regulador de segurança no trabalho, Yang Dongliang, por "sérias violações de disciplina", enquanto investiga quem seriam os responsáveis pelas explosões ocorridas na semana passada no terminal portuário em Tianjin, que deixaram mais de 100 mortos e 700 feridos.

O anúncio foi feito pela Comissão Central de Inspeção e Disciplina (CCDI), o organismo do governo chinês encarregado de investigar a corrupção, em comunicado divulgado pela agência oficial "Xinhua", sem, no entanto, vincular Yang com a tragédia no porto de Tianjin.

Yang, diretor da Administração Estatal de Segurança do Trabalho desde 2012, tinha sido previamente prefeito de Tianjin (2002-2012), cidade na qual começou sua carreira em julho de 1994 como subdiretor de uma companhia de produtos químicos.

Entre 2007 e 2012, ano no qual a empresa Ruihai International Logistics instalou o terminal de contêineres onde ocorreram as duas grandes explosões, Yang foi também o secretário do Partido Comunista da China (PC) na cidade - o cargo oficial de maior importância.

O porto de Tianjin cresceu nos últimos anos até se transformar no mais poderoso do norte da China e no décimo em volume de contêineres transportado do mundo.

O Conselho de Estado (Executivo chinês) anunciou nesta terça-feira que criou uma equipe encarregada de investigar as causas das explosões, que deixaram até o momento 114 mortos e 59 desaparecidos. O governo disse ainda que "castigará severamente os responsáveis".

Vários funcionários de Binhai, o distrito portuário de Tianjin onde se encontra o terminal, estão sendo investigados por suspeitas de aceitar subornos. Além disso, o presidente e o vice-presidente da Ruihai International Logistics foram detidos, entre outros executivos da companhia. / EFE e REUTERS
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 18/08/2015

DESMONTE DO PORTO
Publicado em 08/18/2015 as 01:52 PM

O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do porto de Porto Alegre, com três votos contrários dos trabalhadores, opinou favoravelmente por novo desmonte do nosso porto: retirar dele mais 4 hectares da área operacional, para destiná-los a fins não portuários e com prazo de 25 anos mais 25 anos.

O motivo é implantar (junto ao Terminal Cesa) uma montadora de helicópteros, que servem para voar e não para navegar. Oculta-se um cômodo e facilitador acesso para o emperrado projeto Cais Mauá. Pelo artigo 20 da Lei nº 12.815/13, 50% dos conselheiros do CAP são do poder público, 25% de empresários, e 25% de trabalhadores. Agora, só nos resta agir junto à Antaq, à área política, e forte mobilização da cidadania.

Qual o plano estratégico do nosso porto, que tem se limitado apenas a desmembrar e a lotear as áreas do nosso já maltratado porto? Foi verdadeiramente constrangedor ver sisudos conselheiros do porto votar, sem ao menos questionar, contra os interesses do próprio porto, tal qual ocorreu alhures na "doação" dos 18 hectares do Cais Mauá. (Eduardo Antonio Rech, Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga nos Portos Fluviais do Rio Grande do Sul).
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 18/08/2015

MERCADO ABERTO - HOSPITAIS PRIVADOS TEMEM CORTES DE VERBAS PÚBLICAS
Publicado em 08/18/2015 as 01:52 PM

As sucessivas reduções no orçamento da Saúde preocupam os hospitais privados que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde.

Em maio, foi anunciado um corte de R$ 11,8 bilhões na verba do ministério. No fim de julho houve nova tesourada, de R$ 1,18 bilhão.

As entidades já estão fechando as portas. Foram 286 instituições em cinco anos, diz Francisco Balestrin, presidente da associação de hospitais privados do Brasil. "A preocupação é que o ritmo se acelere nos próximos meses."

Os cortes deveriam acontecer em áreas menos sensíveis do que na saúde, afirma.

As Santas Casas, que atendem cerca de metade dos pacientes do SUS, estão entre as mais prejudicadas, diz ele.

Os hospitais precisam pedir ajuda da comunicade para fechar as contas, afirma Edson Rogatti, 64, da Confederação das Santas Casas de Misericórdia do país.

A soma das dívidas das entidades no país chega a cerca de R$ 19 bilhões.

O principal problema é que o SUS paga pouco pelos procedimentos, diz. Para fazer um parto normal, um hospital tem gastos de R$ 1.500, mas o governo paga R$ 580.

Em média, os pagamentos do governo representam cerca de 60% dos custos. A tabela não tem reajustes há dez anos, afirma Rogatti.

Com a inflação e aumentos na conta de luz de 2015, a situação piorou muito, diz.

O medo dele é que no fim do ano haja um colapso no atendimento aos pacientes do SUS na rede privada.

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NO VERMELHO

A Santa Casa de Franca, que atende pacientes de 22 municípios iniciou neste mês um contingenciamento de 10% das despesas para tentar manter as contas no azul.

As medidas incluem a redução de honorários médicos e a demissão de 126 funcionários –quase 7% do total de 1.800 contratados.

"Tentamos reduzir os gastos em R$ 1 milhão por mês", diz o presidente, José Cândido Chimionato.

Na Santa Casa de Cuiabá, que tem 280 leitos, 83% dos atendimentos são pelo SUS.

"Somos muito mais dependentes dos repasses públicos que os 60% recomendados para que uma gestão filantrópica sobreviva", afirma Antônio Preza, presidente da Santa Casa de Cuiabá.

A entidade busca um financiamento com a Caixa Econômica para quitar as dívidas, que somam R$ 50 milhões, dos quais R$ 18 milhões são com fornecedores.

Muito menor, o hospital de Palmital (SP) também enfrenta problemas de solvência.

O gestor Edson Rogatti afirma que 90% dos pacientes dele são do SUS, e que para conseguir atender, precisa pedir ajuda "vendendo rifa e fazendo bingo" na cidade.
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Setor deve receber R$ 48,4 bi nos próximos anos, diz banco
O segmento de papel e celulose, um dos únicos do setor produtivo a ter números para comemorar, deverá receber cerca de R$ 48,4 bilhões em investimentos no Brasil nos próximos anos, segundo levantamento do banco Itaú.

O resultado positivo do setor se deve à demanda por exportação dos produtos.

O Mato Grosso do Sul deverá ser o Estado destinatário do maior volume de investimentos (54%), seguido pelo Paraná (15%), Rio Grande do Sul (10%), Tocantins (10%) e São Paulo (8%).

A pesquisa do banco Itaú, que não precisa em quantos anos ocorrerá o aporte de recursos, baseou-se em projetos divulgados pelas empresas. Em 2014, o investimento no setor foi de R$ 8,4 bilhões.

"As exportações de celulose vêm crescendo de forma acelerada e a depreciação cambial deve estimular a tendência", afirma Paula Yamaguti, economista do banco.

"A desaceleração da China, porém, poderá reduzir a demanda", lembra. No curto prazo, o segmento de papéis deverá ser afetado pela retração doméstica.

"O setor tem inaugurado quase uma fábrica por ano", diz Victor Penna, do Banco do Brasil. "A Bolsa cai mais de 5% neste ano, enquanto há papéis do setor com alta superior a 50%."
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QUASE SEM ESTOQUE
A Eldorado Brasil, produtora de celulose, anuncia nesta terça-feira (18) ao mercado que bateu um novo recorde de produção mensal em julho, ao atingir 152.182 toneladas –média diária de 4.909 toneladas.

A fábrica da Eldorado Brasil em Três Lagoas (MS) tem capacidade nominal de produzir 1,7 milhão de toneladas por ano.

"Estamos trabalhando a 110% da capacidade do projeto que fizemos", diz José Carlos Grubisich, presidente da companhia.

"Apesar do bom momento de mercado, estamos atentos a custo e à nossa competitividade no Brasil e no exterior."

Controlada pela J&F Investimentos, que também possui a JBS, a empresa está com menos de 15 dias de estoque "abaixo do nível que consideramos seguro".

A perspectiva segue positiva e o câmbio deverá continuar a ajudar o setor, avalia. "O segmento de papel para escrita e impressão parou de cair e o de papel para higiene e limpeza continua a crescer, principalmente em emergentes."

R$ 385 milhões
foi o Ebitda no segundo trimestre deste ano

R$ 853,8 milhões
foi a receita líquida no período (alta de 54,4%)

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Primeira... A Fitch Ratings concedeu no início deste mês grau de investimento à Desenvolve SP (Agência de Fomento do Estado de São Paulo).

...nota A agência poderá levantar recursos com o BID e o Banco Mundial e ampliar o caixa para financiamentos em inovação, por exemplo.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e FELIPE GUTIERREZ
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 18/08/2015

FUNDO PARA INDÚSTRIA BRASILEIRA FINANCIA NAVIO NA HOLANDA
Publicado em 08/18/2015 as 01:52 PM

Construção seria realizada pela OSX e, com a falência do grupo de Eike, foi transferida para empresa europeia. Não havia estaleiro disponível no país, dizem advogados da empresa em defesa apresentada ao governo

Destinado a fomentar a indústria naval brasileira, o Fundo de Marinha Mercante (FMM) está financiando um navio para lançamento de dutos submarinos de petróleo construído na Holanda.

A embarcação Sapura Esmeralda está a caminho do Brasil, com chegada estimada para o próximo fim de semana. O navio pertence à Sapura, empresa especializada em serviços submarinos.

O financiamento de R$ 471,4 milhões foi aprovado em novembro de 2011 e questionado em parecer da Procuradoria da Fazenda Nacional, em setembro do ano passado.

Os procuradores afirmam que, ao ser transferida para a Holanda, a obra deixou de se enquadrar nas condições estabelecidas para o uso de recursos do fundo.

O FMM concede empréstimos a juros subsidiados, utilizando recursos de uma taxa cobrada sobre o frete marítimo de produtos no país, o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFMM).

Ele é gerido por um conselho ligado ao Ministério do Transportes e formado por representantes do governo, da Marinha e de empresas e trabalhadores do setor.

A embarcação foi contratada pela Petrobras em licitação realizada em 2010. Seria construída pela OSX, estaleiro de Eike Batista no porto do Açu, mas foi transferida para o IHC Merwede, na Holanda após a falência do grupo comandado pelo empresário.

No dia 30 de julho, praticamente concluída, foi embarcada no navio Mighty Servant 3 para transporte ao Brasil.

"Se os recursos do FMM tinham como destinação o financiamento do processo relativo à construção de embarcação em estaleiro brasileiro, não é possível permitir que esse apoio financeiro prossiga caso a embarcação seja construída em estaleiro fora do território nacional", afirma o parecer da Procuradoria da Fazenda.

OUTRO LADO

A Sapura não foi encontrada para comentar o assunto. O escritório que a representou no processo, Veirano Advogados, não quis comentar.

Na defesa apresentada ao governo, os advogados alegam que a transferência das obras se deu por motivo de força maior, após o pedido de recuperação judicial da OSX, e que não havia outro estaleiro disponível no Brasil.

O Ministério dos Transportes diz que o estaleiro OSX permanece como o responsável pelas obras.

"A primeira etapa foi construída no Brasil e os blocos feitos no Brasil foram levados para a Holanda para uma segunda etapa", justificou.

O ministério diz ainda que a obra será finalizada nas instalações da OSX.

ISENÇÕES

Além da manutenção do financiamento, é questionado o enquadramento da Sapura Esmeralda no Registro Especial Brasileiro (REB), que concede benefícios tributários a embarcações feitas no Brasil.

Em 2012, a embarcação recebeu o pré-registro, que deve ser confirmado após sua chegada ao país.

O REB garante, entre outras coisas, isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de peças e equipamentos para a construção.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 18/08/2015

BRASIL SUPPLY PREVÊ ENTREGAR 5 EMBARCAÇÕES À PETROBRAS EM 2015 E MAIS 6 ATÉ 2017
Publicado em 08/18/2015 as 01:52 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A fornecedora de soluções em petróleo e gás Brasil Supply prevê entregar à Petrobras neste ano cinco embarcações para apoio em atividades marítimas da petroleira, todas elas parte de um conjunto de contratos assinados com a petroleira estatal até 2011 para um total de 17 unidades afretadas.

As embarcações começaram a ser colocadas em operação em 2011 e deverão ser concluídas até o início de 2017, segundo o presidente da empresa, José Ricardo Roriz.

"Apesar de todos esses problemas no Brasil, não paramos, mantivemos nosso ritmo e nosso cronograma. Estamos trabalhando à toda carga no que já temos", disse o executivo, destacando que atualmente a empresa "está trabalhando rigorosamente dentro do cronograma de produção".

Segundo Roriz, a Brasil Supply investirá 600 milhões de reais para concluir a encomenda, sendo parte viabilizada por capital próprio e parte por financiamentos do Fundo de Marinha Mercante.

Até o momento, já foram entregues sete embarcações, sendo uma em junho deste ano. No final de agosto está prevista a entrada em operação de mais uma unidade, a BS Iporanga, e outras três serão entregues em setembro, outubro e novembro.

Em 2016, será a vez de mais cinco embarcações, entre as quais a PSV BS Jericoacara, com capacidade de transportar até 4,5 mil toneladas de cargas, combustível, água potável, provisionamentos e tripulação, que será colocada na água nesta terça-feira no estaleiro EISA, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. A embarcação passará por ajustes finais, antes da entrega à Petrobras em julho de 2016.

Atualmente, a Brasil Supply está focada na construção desses barcos, mas busca novos contratos para outras atividades, como serviços marítimos offshore, industrialização de fluidos, logística e gestão ambiental.

"Queremos otimizar e racionalizar nossas ações de modo a ser um fornecedor relevante no Brasil. Estamos atentos aos leilões (da Agência Natural de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP) que estão acontecendo justamente para oferecer nossos serviços", disse Roriz.

Segundo o presidente, a empresa não foi afetada em nenhum momento pelas investigações da Polícia Federal sobre corrupção na Petrobras, a chamada Operação Lava Jato, o que permite que as obras sigam sendo executadas normalmente.

A Brasil Supply espera não ser prejudicada pela redução de investimentos da Petrobras, anunciada no novo Plano Estratégico.

"Estamos concentrados em exploração e produção e, por mais que a Petrobras tenha diminuído investimentos em vários setores, a área que menos sofreu cortes é essa, justamente onde a Brasil Supply atua. Por isso tomamos a decisão de não frear em nada nosso cronograma de investimentos", explicou o executivo.
(Por Luciano Costa)
Fonte : O Globo
Data : 18/08/2015

MAIS DE 3 MIL TRABALHADORES SÃO DEMITIDOS DOS PORTOS BRASILEIROS
Publicado em 08/18/2015 as 01:52 PM

Quase metade das demissões ocorreu em Santos (SP), que tem o maior porto do país. Muitos trabalhadores estão sendo substituídos por máquinas.

Mais de três mil trabalhadores já foram demitidos dos portos brasileiros este ano. Quase a metade em Santos, que é o maior terminal do país. E não é só por causa da crise não, muitos trabalhadores estão sendo substituídos por máquinas.

A partir de agora, Ronaldo Pereira da Silva passa a fazer parte de uma estatística que não para de crescer nos portos do país e no de Santos em particular.

“Saber que vai chegar dia 15 e dia 15 e não vou ter nada. Não recebo nada", lamenta o operador de máquinas desempregado.

Como Ronaldo, vários profissionais passaram pela mesma sala do sindicato. “Eu fiquei uma semana mais ou menos sem rumo, sem destino. A família me ajudando, minha esposa. Foi bastante complicado“, diz Ismael dos Santos, operador de máquinas desempregado.

No mesmo dia, foram 30 rescisões de contrato de uma única categoria de trabalhadores. E de janeiro até agora 1,2 mil postos de trabalho foram fechados no porto de Santos. Nos portos do país, já são mais de 3 mil. E não há perspectivas de serem reabertos.

Preocupados, os representes dos trabalhadores estão com mais jogo de cintura na hora de negociar reajustes e benefícios. "Não adianta agora a gente bater o pé, pôr aumentos que a gente sabe que o empresário não vai conseguir colocar e esse posto de trabalho vai ser fechado e isso não nos interessa”, explica Edson Nascimento dos Santos, diretor do Settaport.

Para evitar mais demissões, um dos sindicatos portuários recebeu uma proposta de redução de jornada de trabalho e de salário com estabilidade de um ano no emprego.

“Nesse momento, o principal para nós é a manutenção do emprego, porque se houver demissão, dificilmente você recoloca o mesmo número de empregados”, diz Everandy Cirino, presidente do Sindaport.

Mesmo com a economia do país em crise, o porto de Santos bateu recorde de movimentação de grãos no primeiro semestre. Então, como explicar as demissões?

“Não precisa crescer necessariamente na mesma proporção a mão de obra. Por quê? Porque essa operação tem uma mecanização muito grande”, afirma o consultor portuário Sérgio Aquino.

Demitido após nove anos de trabalho como operador de máquinas pesadas, Edson da Silva não está parado. Ele rejeita o rótulo de desempregado. Prefere o de caçador de emprego. E com agenda cheia. "Amanhã tudo de novo, acordar cedo, entregar currículo. Começar uma nova jornada, uma nova batalha em busca de emprego e com certeza vai sair", diz Edson da Silva Ribeiro, operador de máquinas desempregado.
Fonte : O Globo
Data : 18/08/2015

PANORAMA POLÍTICO - O PROTESTO VISTO PELOS TUCANOS
Publicado em 08/18/2015 as 01:51 PM

Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

Para a oposição, não importa o número de pessoas nas ruas.

O protesto foi um sucesso. O líder Cássio Cunha Lima, Aloysio Nunes e Álvaro Dias se revezaram na tribuna do Senado. Para eles, se foi menor ou maior (que março) é irrelevante, pois o país ruma de forma irreversível para a mudança. Cássio ainda fez ironia com uma das bebidas mais populares do Brasil e disse: “Não se viu uma só pessoa com latinha de cerveja na mão”.

Tudo ficou no seu lugar

A manifestação desse domingo, segundo analistas políticos, não vai mudar o rumo do esforço pela estabilidade. A presença nas ruas não se ampliou. O protesto foi de quem não vota no PT e na proporção de abril. O PSDB, apesar das inserções comerciais na TV, não assumiu sua hegemonia. Por isso, não deve gerar rachaduras importantes no PMDB. O desfecho concreto do “Fora, Dilma” está nas mãos dessa sigla. E, como diz um consultor, por que o PMDB vai deixar de mandar para obedecer ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves? Sobretudo depois que a presidente Dilma foi levada a fazer elogios à Agenda Brasil do presidente do Senado, Renan Calheiros.

“O patrimonialismo e o fisiologismo de nossa formação são antídotos à demonização da corrupção. O regime de exceção retardou a adoção da transparência pelo Estado”

Rodrigo Janot, PGR, no discurso de posse (13/9/13), sobre a ditadura militar e o combate à corrupção

Bola nas costas

Simpatizantes da direção de Itaipu ficaram indignados com a escolha de Paulo Bernardo para dirigir a empresa. O PT se diz alvo do MP. Mas esses petistas usaram, para atirar dardos contra seu militante, a Operação Pixuleco.

A água e o vinho

Em exposição sobre seus dez anos, o PRB listou 14 motivos para ser considerado um grande partido. Os painéis estão no corredor a caminho do plenário da Câmara. Num deles, gaba-se de não ter “nenhum parlamentar investigado por corrupção”. Ex-ministro do governo Dilma, o senador Marcelo Crivella é a maior liderança da legenda.

Consulta

Os senadores petistas estão sendo convocados pelos líderes da legenda para acompanhar o ex-presidente Lula em sua peregrinação pelo país. A agenda de Lula ainda não é conhecida, mas o seu palanque já está sendo montado.

O protesto em Belo Horizonte

A professora Helcimara Telles (UFMG) fez um perfil do protesto em BH, onde Aécio Neves fez discurso. Na pesquisa, 56% têm raiva de Dilma, e 78% votaram em Aécio. As razões para apoiar a manifestação foram: corrupção (29%), cobrar mudanças (16%), impeachment (12%) e mudar o governo (11%). (Mais informações no Blog.)

Alhos e bugalhos

Os integrantes da CPI do BNDES estão curiosos. Há cinco requerimentos para que os donos da JBS sejam convocados para depor. O relator da comissão, José Rocha (PR), recebeu doação eleitoral de R$ 300 mil da empresa.

Visibilidade

Piada entre ministros do TCU é que a História da Corte se divide em “A.C.” e “D.C”. Mas, em vez de “Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”, brincam que é “Antes das Contas” e “Depois das Contas”.

BATISMO. Os empresários chamam de reoneração tributária o projeto de desoneração aprovado na Câmara e que está para ser votado no Senado.
Fonte : O Globo
Data : 18/08/2015

FIM DE ERA
Publicado em 08/18/2015 as 01:51 PM

MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

A mudança qualitativa dos protestos ocorridos em todo o país no domingo não se mede em números, mas em símbolos.

O boneco inflável do ex-presidente Lula como presidiário que surgiu em Brasília, e que hoje está em todos os lugares do mundo graças à criatividade liberada pela internet, marca o fim de uma era, quebra um mito, faz a ligação direta entre a corrupção e o chefe do grupo, responsável, na visão popular, pelos esquemas corruptos, e por ter colocado Dilma no Planalto.

Dez anos depois do mensalão, quando seu nome era impronunciável, Lula aparece aos olhos da multidão como aquele que tem o domínio do fato. Pela terceira vez em oito meses, multidões vão às ruas em todo o país para rejeitar o governo Dilma, o que não deveria ser banalizado pelo governo se ele estivesse atuando dentro da realidade.

Como Collor na ocasião de seu impeachment, a presidente Dilma parece estar em outra realidade. Aos olhos de Ulysses Guimarães falando sobre Collor, a reprovação das ruas vale mais que uma eleição, pois desse plebiscito saiu o repúdio da praça pública àquele que, embora eleito, perdeu a legitimidade.

A tese de Ulysses foi lembrada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que pediu um gesto de grandeza como a renúncia da presidente Dilma, ou ao menos um ato de contrição. Pois Ulysses também falou da renúncia no caso do Collor, em uma entrevista ao Jô Soares que o Jorge Bastos Moreno resgatou em seu blog, lembrando os casos de Getúlio e Jânio Quadros.

Ulysses chegou a afirmar que a dimensão da praça pública “é maior do que na urna”. Collor morrera civicamente, decretou Ulysses, “morreu no respeito da nação e não acredita que morreu. É um fantasma”. Não é mais presidente, pontificou.

Pois os petistas que hoje falam em golpe contra Dilma e alegam que 800 mil pessoas na rua não revogam 54 milhões de votos, naquela ocasião em que estavam na campanha para derrubar o então presidente Collor, não consideravam absurda a tese de Ulysses. E o próprio Lula, em declarações gravadas que circulam na internet para reavivar a memória dos mais esquecidos, disse que a maior lição dada pelo impeachment de Collor era que o povo enfim aprendera que os mesmos cidadãos que elegeram um presidente podem tirá-lo do poder.

O frágil apoio que o senador Renan Calheiros está dando à presidente Dilma, portanto, não deveria ser suficiente para que o governo petista se sentisse seguro, pois, como bem salientou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no comentário que postou no Facebook, os conchavos políticos não garantem a legitimidade do governo.

Muito mais porque Renan, assim como Cunha, representa o que há de mais nocivo no fazer política do PMDB, a possibilidade sempre presente de uma traição. Enquanto interesses comuns os unem, Dilma e Renan caminharão juntos, mas, como gostam de dizer os peemedebistas, só até a beira do túmulo, pois ninguém cai na sepultura abraçado ao morto.

Depois das manifestações que chegaram até a porta da família Calheiros em Maceió, o presidente do Congresso deve estar menos à vontade na posição de garantidor do governo do que antes. Mas, se os acordos de bastidores estão dando gás à presidente, as ruas continuam enviando suas mensagens.

Bastará um gesto desabusado por parte de Renan, como sentar em cima da análise das contas da presidente Dilma caso o Tribunal de Contas da União ( TCU) eventualmente as rejeite — o que agora ficou mais provável, pois a responsabilidade final está nas mãos do presidente do Congresso —, para que a indignação latente volte a se manifestar pelo país.

Os pontos-chave

1 - A mudança qualitativa dos protestos no domingo não se mede em números, mas em símbolos. O boneco inflável de Lula como presidiário marca o fim de uma era.

2 - Aos olhos de Ulysses falando sobre Collor, a reprovação das ruas vale mais que uma eleição, pois desse plebiscito saiu o repúdio da praça pública àquele que, embora eleito, perdeu a legitimidade.

3 - Bastará um gesto desabusado de Renan, como sentar em cima da análise das contas de Dilma caso o TCU as rejeite, para que a indignação latente volte a se manifestar pelo país.
Fonte : O Globo
Data : 18/08/2015

PANORAMA ECONÔMICO - RESSACA DOS PROTESTOS
Publicado em 08/18/2015 as 01:51 PM

Míriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br

Ninguém sensato ignora 800 mil pessoas nas ruas, em um domingo, protestando no meio de uma crise desta dimensão e contra uma presidente que tem um índice tão alto de rejeição.

O governo pode fazer cara de paisagem e divulgar avaliação de que não foi tão ruim quando se temia, mas foi ruim o suficiente para um governo fraco, com a base esfacelada, e uma economia em recessão.

Os protestos tiveram mais foco. Foram contra o governo Dilma, o PT, Lula, e a favor da Lava-Jato. A figura central do apoio não é um político, ou partido de oposição, mas sim um juiz de primeira instância que tem assombrado o Brasil com a firmeza dos seus despachos, sentenças e palavras. Tudo isso tem que estar no radar de análise do governo e da oposição.

É a terceira vez que os brasileiros vão às ruas em cinco meses e isso não é trivial. Achar que só seria importante se o número fosse maior do que o da manifestação de março é uma forma aritmética de avaliar o que já está evidente. Antes, só o PT era capaz de levar multidões para as manifestações. Em junho de 2013, foi uma explosão impressionante que revelou o início de um novo momento. Ainda assim, o eleitor deu mais uma chance para a presidente Dilma e o PT.

Desde a eleição, a crise apareceu em toda a sua dimensão. Ela fora em grande parte escondida por razões eleitorais. De lá para cá, aumentaram também as revelações da Lava-Jato. O que era uma insatisfação difusa no primeiro ato, de março, contra o desconforto econômico, o tarifaço da energia, as mentiras da campanha, ficou mais focado, desta vez. A palavra impeachment apareceu de forma mais frequente, e o apoio à maior operação anticorrupção do país, também.

Será fatal se o governo subestimar os eventos do último domingo achando que são apenas manifestações de eleitores identificados com os candidatos que perderam as eleições. As pesquisas de opinião, e qualquer conversa de rua, demonstram que os eleitores de Dilma estão, em sua maioria, decepcionados com a presidente, por estar fazendo o que acusou os adversários de planejarem. Além disso, como todo o país, os eleitores da presidente estão sentindo a inflação, que subiu rapidamente este ano, e a recessão, que se aprofundou.

A mistura é explosiva: decepção, desconforto econômico e rejeição. E esse quadro ficou mais nítido depois de domingo, porque se disseminou pelo país em protestos que alcançaram 205 cidades. Numa democracia, é normal pessoas discordaram, mas também numa democracia é natural que o governo ouça as ruas, entenda o recado, faça algo a respeito. Não basta a presidente dizer que jamais renunciará, e que sua história de vida é de aguentar pressão. A imensa maioria do país acha que o governo é ruim ou péssimo e apenas um número muito ralo permanece apoiando Dilma. Um apoio tão fraco aumenta a fragmentação e a infidelidade da base parlamentar e produz esse excesso de ruídos que o país tem visto entre o governo e os partidos que participam da coalizão oficial.

Reler agora as páginas da sabatina dos colunistas deste jornal com a então candidata Dilma Rousseff dá uma ideia de como os fatos estavam sendo escamoteados. Dilma fugiu da pergunta sobre como iria enfrentar a inflação e a estagnação falando em números negativos nos Estados Unidos e na Alemanha. Os dois países estão crescendo este ano, principalmente os EUA, e o Brasil está com queda do PIB. Perguntada sobre preços de gasolina e energia, ela negou defasagem na energia elétrica, disse que a gasolina não seguiria preço internacional. Sobre Petrobras e corrupção, ela também encontrou palavras para não responder. Ao falar dos problemas da coalizão, aproveitou para dizer que a proposta de Marina de “governar com os bons” significava prescindir de partidos, o que nos levaria à ditadura. Dilma seguiu um roteiro de como escapar das perguntas e dizer meias verdades.

Governar é enfrentar a hora da verdade. A situação econômica piorou, e não por eventuais problemas externos, a energia, a gasolina e os juros subiram, a crise política ficou aguda, e a investigação contra a corrupção revelou as ligações perigosas do PT e do governo. Para sair desta situação, Dilma precisará ter uma estratégia, o que ainda não demonstra ter.

Os pontos-chave
1 - Nenhum governo sensato ignora mais de 800 mil pessoas protestando em dezenas de cidades do país

2 - Protestos tiveram mais foco. Foram contra o governo Dilma, o PT e Lula, e a favor da Lava-Jato

3 - É a terceira vez que os brasileiros vão às ruas em cinco meses. Isso não pode ser subestimado
Fonte : O Globo
Data : 18/08/2015

A CASA DA MÃE DILMA
Publicado em 08/18/2015 as 01:51 PM

São quase cem mil cargos, funções de confiança e gratificações existentes apenas no Poder Executivo federal

Na semana passada, a piada em Brasília era que se Dilma submetesse Os Dez Mandamentos ao Congresso Nacional, a proposta seria retalhada, e as despesas do céu iriam aumentar. Como Renan Calheiros repentinamente passou de incendiário a bombeiro, o fogo abaixou. Resta saber se a “Agenda Brasil”, proposta por Renan, é apenas espuma, como dito por Eduardo Cunha, seu colega no PMDB e na Lava-Jato.

Espuma ou não, o “pacote Renan” deveria incluir outros temas. Como exemplo, incorporar as dez medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal, que serão apresentadas como projeto de iniciativa popular. Caso o Congresso Nacional as adotasse, não precisaríamos colher 1,5 milhão de assinaturas. Na mesma linha, Renan poderia agilizar a tramitação de mais de 500 projetos de lei relacionados ao combate à corrupção, muitos dos quais engavetados há anos no Legislativo.

Também fez falta a redução dos 39 ministérios, como sugeriu o próprio Renan na sua (curta) fase oposicionista. A reforma administrativa deveria começar na Presidência da República (PR), que em março passado, tinha exatos 18.388 servidores. Para prestigiar algumas áreas ou para saciar a fome de cargos dos políticos, a PR inchou em quantidade de órgãos e funcionários. Dentro da PR estão nada menos do que nove ministros!

Conforme boletim do Planejamento, a quantidade de servidores da Presidência engloba a Vice-Presidência, a Controladoria-Geral da União, a Advocacia Geral da União, a Agência Brasileira de Inteligência e todas as secretarias com status de ministério: Aviação Civil, Portos, Promoção da Igualdade Racial, Micro e Pequenas Empresas, Assuntos Estratégicos, Relações Institucionais, Direitos Humanos, e de Políticas para Mulheres. Também integram a estrutura da PR a Agência Nacional de Aviação Civil e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Uma eventual reunião dos 18.388 servidores da PR no Rio de Janeiro teria que ser realizada no Maracanãzinho.
O ginásio, porém, não seria suficiente para sediar reunião de todos os funcionários públicos federais lotados no Rio de Janeiro. Aliás, diga-se de passagem, nem o Maracanã, que após as reformas só pode abrigar 78.838 pessoas. Acreditem ou não, apesar de a capital ter sido transferida para Brasília há 55 anos, no Rio estão lotados 102.623 servidores públicos federais ativos do Poder Executivo. No Distrito Federal são 70.251.

Outra curiosidade são os quase cem mil cargos, funções de confiança e gratificações existentes apenas no Poder Executivo federal. Como o número atual é de 99.850, em breve chegaremos à marca histórica, provavelmente recorde mundial. Somente os chamados cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) somam 22.559.

Tanto a quantidade de servidores como as “comissões” cresceram significativamente nos últimos anos. De 2002 para cá, foram quase 130 mil servidores federais civis a mais e cerca de 30 mil novos cargos, funções de confiança e gratificações. Ainda que as despesas com pessoal em relação ao PIB tenham diminuído, a tribo cresceu, em número de índios e caciques, sem que os serviços públicos tenham melhorado.

Há muitos anos o Estado não é repensado. Na década de 30, Getúlio criou o Dasp para incorporar o “fordismo” à administração pública. Anos depois, Hélio Beltrão preocupou-se com a burocracia e o respeito ao cidadão. O economista Bresser Pereira, apesar de contestado, também trouxe o assunto à tona. Entretanto, a fusão do Ministério da Administração e Reforma do Estado com o do Planejamento não surtiu efeito, pois as questões administrativas perderam relevância. No dia a dia, os cortes orçamentários e a questão fiscal se sobrepõem à discussão sobre o Estado. Assim, inexiste debate sobre como redimensionar ministérios, autarquias, fundações, agências reguladoras, conselhos e comissões, bem como sobre a privatização de estatais e subsidiárias.

Além da “pauta Renan”, urge enxugar a máquina pública e aprovar medidas eficazes para o combate à corrupção, o nosso mal maior. As propostas do MPF tratam de prevenção, aceleração dos processos judiciais, recuperação de recursos, eliminação de brechas por onde escapam os bandidos de colarinho branco, redução das prescrições e agravamento das penas, inclusive aos partidos políticos. A sua assinatura no site http://migre.me/rd57T é importante, tal como no “Ficha-Limpa”.

Enfim, é difícil dizer se todos Os Dez Mandamentos seriam aprovados no Congresso Nacional. No momento, entretanto, o que parece mais importante para a sociedade brasileira é o sétimo: Não roubar!

Gil Castello Branco é economista e fundador da organização não governamental Associação Contas Abertas
Fonte : O Globo
Data : 18/08/2015

FERNANDO FONSECA PARTICIPA DA MARINTEC NO RIO DE JANEIRO
Publicado em 08/18/2015 as 01:50 PM

Divulgação



Fernando Fonseca (C) destacou a importância do Programa de Investimento em Logística

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O diretor da ANTAQ, Fernando Fonseca, participou do Fórum de Líderes da Marintec South América/12ª Navalshore, realizado, no Rio de Janeiro, em que proferiu palestra abordando o tema "Reforma Portuária: Impactos do novo marco regulatório e perspectivas do setor portuário". Em sua exposição, o diretor discorreu sobre a nova legislação (Lei nº 12.815/2013).

Fonseca contextualizou o programa do governo federal para licitação de arrendamentos portuários, destacando os critérios originalmente projetados para seleção do licitante vencedor, que, em conjunto com o novo critério definido no Programa de Investimento em Logística 2 relativo ao maior valor de outorga, delineia um panorama de investimentos da ordem de R$ 13,8 bilhões no setor: “Além daqueles arrendamentos que tinham o contrato vencido ou a vencer até 2017, o programa envolve também alguns projetos green field com enorme atratividade para fins de exploração privada”.

O primeiro bloco de arrendamentos, dividido em duas etapas, inclui 29 terminais, sendo nove em Santos/SP e 20 no Pará, destinados a movimentar, entre outras cargas, grãos, celulose, contêineres e combustíveis, com previsão de início de licitação já neste 2º semestre de 2015. Fernando Fonseca comentou ainda sobre o horizonte de investimentos de R$ 10,8 bilhões decorrentes de 24 renovações antecipadas de contratos de arrendamento, que estão em análise no âmbito da SEP e ANTAQ, que impactarão positivamente nos níveis de performance operacional dos respectivos terminais em função da execução de novas obras civis e aparelhamento.

Já quanto às instalações portuárias privadas, o diretor esclareceu que, após a edição da lei, com a eliminação da restrição referente à operação de carga própria, foram assinados 31 contratos de adesão e quatro termos aditivos, totalizando R$ 8,5 bilhões em investimentos. “Hoje temos 165 outorgas celebradas, entre terminais de uso privado (TUP), estações de transbordo de carga (ETC) e instalações portuárias de turismo (IPT). A partir do marco regulatório, 35 novas outorgas foram emitidas. Muitas, na Região Norte, destinadas a atender a demanda crescente de commodities para escoamento da produção agrícola daquela região.”

Ao lado dos demais congressistas do painel, Sérgio Carneiro, da Diretoria de Portos e Costas, Ronaldo Lima, da Abeam, e Marcos Luis Portela, do Syndama, o diretor  Fernando Fonseca participou de debate sobre a situação atual dos portos brasileiros e seu reflexo para o setor de navegação e construção naval, que incluiu empresários e profissionais da indústria naval e offshore.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 17/08/2015

MOVIMENTAÇÃO NO SETOR PORTUÁRIO BRASILEIRO CRESCE 3% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015
Publicado em 08/18/2015 as 01:50 PM



Fernando Fonseca (D) e Adalberto Tokarski: diretores da ANTAQ divulgam dados do setor portuário
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O setor portuário brasileiro, incluindo portos marítimos e fluviais, movimentou 479 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2015. Isso representou um crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram movimentados 466 milhões de toneladas. Desse total, os terminais de uso privado movimentaram 311 milhões de toneladas e os portos organizados ficaram com 168 milhões de toneladas. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ.

Em relação aos portos organizados, Santos (SP) manteve a liderança, com 46,1 milhões de toneladas movimentadas. No primeiro semestre de 2014, esse número foi 44,1 milhões de toneladas. Depois de Santos, aparecem Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS) e Suape (PE).

Para o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Agência, Fernando Serra, esse incremento na movimentação aconteceu devido à exportação de commodities. “Os destaques da movimentação portuária brasileira são minério de ferro, combustíveis, soja. As empresas brasileiras possuem contratos de exportação de médio e longo prazos para esses produtos. Portanto, manteve-se o crescimento na movimentação”, detalhou.

Nos primeiros seis meses do ano, a Região Sudeste movimentou 51,4% das cargas, seguida das regiões Nordeste (24,6%), Sul (14,5%), Norte (8,9%) e Centro-Oeste (0,6%).

Dos 479 milhões de toneladas movimentadas, 294 milhões de toneladas foram de granel sólido; 112 milhões de toneladas, granel líquido; 49 milhões de toneladas de carga conteinerizada; e 24 milhões de toneladas de carga geral. Em comparação com o primeiro semestre de 2014, houve aumento de movimentação em todas as cargas nos primeiros seis meses de 2015.

A Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ também divulgou as 15 mercadorias mais movimentadas no primeiro semestre de 2015. O minério de ferro foi a carga mais movimentada, com 167,7 milhões de toneladas. Em segundo, aparece o grupo formado por combustíveis, óleos minerais e produtos. Na terceira posição, estão os contêineres.

A movimentação de contêineres na navegação de cabotagem também cresceu, com 10,4 milhões de toneladas. O incremento foi de 5,7% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. A movimentação na navegação de longo curso registrou crescimento de 1,16%, com 38 milhões de toneladas.

Em relação à navegação interior, os destaques são o incremento significativo na movimentação nas instalações portuárias nos rios Madeira e Tapajós; e o decréscimo na movimentação nas instalações nos rios Tietê-Paraná e Paraguai.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
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Data : 18/08/2015

UNIFICAR AS AGÊNCIAS REGULADORAS
Publicado em 08/18/2015 as 01:49 PM

Aglutinar as agências reguladoras de transportes terrestres (ANTT) e aquaviários (Antaq) faz parte inequívoca das reformas propostas na Agenda Brasil apresentada pelo Senado, como medida de economia e melhora da eficiência. Assim, também repara a criação imoral do deputado relator da lei, e ex-ministro Eliseu Rezende, que criou a ANTT como mimo ao seu filho, e desvirtuou um importante sistema de regulação e fiscalização que interfere na competitividade do produto nacional.

Há muito os setores de transporte regulados reclamam dos excessos e das resistências provocadas por funções que não lhes cabe. O papel das agências reguladoras nas economias de mercado contemporâneas representa condição para a atração do investimento privado. Reformá-las à dimensão necessária faz parte do que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vem chamando de troca de fiação, para destravar investimentos.

Ainda que seja impossível blindar integralmente essas agências, a operação Porto Seguro da Polícia Federal mostrou que é preciso reduzir a possibilidade de controle da agências pelas empresas reguladas. Nesse sentido, é preciso corrigir a distorção na indicação das diretorias dessas agências por critérios políticos.

Visto sob outro prisma, esse aspecto operacional também será prejudicial ao bom conceito de agência reguladora, como sistema de regulação e fiscalização dos setores sob gestão da iniciativa privada, caso essas entidades venham a se tornar repartições públicas especializadas.

Esse eixo definidor de autarquias reguladoras e fiscalizadoras autônomas e eficazes situa-se no total impedimento dessas agências planejar e formular políticas, com mandato temporário da diretoria escolhida por meritocracia e sem influências político partidárias.

Aperfeiçoar as agências de regulação é uma sinalização para a sociedade de mudanças esperadas pelo clamor das ruas. O reconhecimento de imperfeições e a sua reparação são atitudes que devem fazer parte da Agenda Brasil. Elas ajudam a reverter os quadros mais pessimistas - e injustificados - de expectativas, missão da nova campanha do ministro Levy.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  18/08/2015

ALTO CUSTO FAZ COMÉRCIO EXTERIOR BUSCAR ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS
Publicado em 08/18/2015 as 01:49 PM

O setor de comércio exterior frequentemente enfrenta dificuldades de comunicação e integração entre os participantes das cadeias de suprimentos internacionais. O número de informações e dados necessários para a entrega de cargas importadas e exportadas, desde a colocação de uma ordem de compra até a sua entrega, é extenso. Como o processo envolve diversas partes interessadas, o principal desafio é acompanhar em tempo real todos os processos que envolvem o faturamento, transporte e desembaraço da carga.

Segundo Christian Sandke, um dos idealizadores do Global Pipeline - um movimento criado por empreendedores que pretende simplificar a forma de realizar comércio exterior - o número de informações necessárias para liberação pode chegar a mais de 250, se considerados todos os documentos, cotações, comprovantes de pagamentos, prazos, conferências e entrada de dados nos sistemas das indústrias, dos prestadores de serviços logísticos e do governo.

Coletar, tratar e repassar todas estas informações dentro dos prazos necessários e sem erros é uma tarefa que exige atenção e sinergia de todos os envolvidos. "Este é um processo muito fragmentado, em média são de 5 ou 10 empresas trabalhando em conjunto. Fazer com que todos estejam na mesma página e tenham as mesmas prioridades nos momentos certos é um desafio", aponta o consultor em Supply Chain e conselheiro do movimento João Benedetto.

Na maioria dos casos, o resultado desta comunicação falha e desalinhada são multas aplicadas por órgãos anuentes, custos indesejados de armazenagem e sobrestadias de contêineres. Além de atrasos que geram paradas de linhas de produção, perda de vendas, necessidade de embarques urgentes e multas por descumprimento de contratos comerciais.

Para o diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Ruy Martins, reunir as informações corretas e necessárias é um passo para garantir competitividade. "Se você tem as informações à mão com facilidade consegue melhorar sua produtividade e fazer mais movimentos com menos recursos, administrar processos de forma mais eficiente e reduzir custos. Sem contar a melhoria do serviço oferecido ao cliente, seja a linha de produção ou o consumidor final", destaca.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  18/08/2015

SECRETARIA DE PORTOS E TCU DEBATEM LICITAÇÕES
Publicado em 08/18/2015 as 01:48 PM

Ministro trabalha com a possibilidade de ter o aval do Tribunal de Contas até setembro

O ministro dos Portos, Edinho Araújo (PMDB), afirmou na sexta-feira(14) que pretende encerrar, na semana que vem, uma série de encontros com os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para agilizar a licitação da primeira parte do chamado Bloco 1 de terminais portuários. Logo após evento na Capital, ele disse que já falou com seis ministros da corte. Faltam o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e os ministros Raimundo Carreiro e Bruno Dantas.

Araújo reafirmou que pretende leiloar, este ano, essa primeira leva de terminais – o que já havia dito na última terça-feira, ao participar da edição do Santos Export, seminário que é uma iniciativa de A Tribuna. Ele trabalha com a possibilidade de ter o aval do Tribunal de Contas até setembro.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/08/2015

BRASILEIRO VENCE PRÊMIO INTERNACIONAL NO SETOR PORTUÁRIO
Publicado em 08/18/2015 as 01:48 PM


Primeiro Young Ship Agent or Broker Award premia teses e pesquisas de agentes e operadores marítimos

Renan Queiroz  venceu o prêmio internacional
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O brasileiro Renan Queiroz, da Wilson Sons Ltda, venceu o primeiro Young Ship Agent or Broker Award (Prêmio Jovem Agente ou Operador Marítimo, em tradução livre do inglês) que premia as teses e pesquisas de profissionais da área com até 40 anos.

A premiação foi criada pela Federation of National Associations of Ship Brokers and Agents (Fonasba), que representa em nível internacional os Agentes de Navios. A organização está presente em 50 países.

O Prêmio atraiu sete concorrentes, que tiveram seus trabalhos analisados e julgados por uma comissão chefiada pelo ex-presidente da Fonasba, Gunnar J. Heinonen (Finlândia). "Eu e meus colegas ficamos impressionados com o padrão dos estudos, que foi alto. O número deste ano provou o conceito do prêmio", disse Heinonen.

Já para o atual presidente da Fonasba, Glen Gordon Findlay, a iniciativa irá garantir que a educação e a formação continuarão sendo as principais atividades da organização para o futuro. "Parabenizo o Renan Queiroz e os outros agentes por terem participado e pela apresentação de excelentes trabalhos", afirmou.

Além do brasileiro, os participantes que apresentaram as teses foram: Diego Aguero (Argentina), Giulia De Paolis (Itália), Luisa Mastellone (Itália), Nils Reinhardt (Alemanha) e Fredéric Van Mechelen (Bélgica).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/08/2015

MENOS POLUENTE, NOVO NAVIO DA MSC FAZ 1ª ESCALA EM SANTOS
Publicado em 08/18/2015 as 01:47 PM

O MSC Naomi presta homenagem a presidente da empresa no Brasil e sua filha

Construído com uma grande preocupação ambiental, o navio MSC Naomi fez no sábado (15) sua primeira escala no Porto de Santos – e sua estreia em águas brasileiras. A embarcação atracou no cais da Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa, onde aconteceu a cerimônia de recepção do cargueiro, na presença de autoridades da Cidade e representantes da armadora.

O cargueiro presta homenagem ao presidente da companhia de navegação MSC do Brasil, o santista Elber Alves Justo. O conteineiro foi batizado com o nome da filha do executivo, que estava na solenidade.

Com motores de baixo consumo de diesel e uma reduzida emissão de CO2 (dióxido de carbono) e o casco pintado com uma solução anti-incrustação, o navio iniciou suas operações no último dia 22, na China, de onde zarpou com destino a Santos.

Sob o controle do comandante indiano Banerjee, o MSC Naomi realiza a linha Ipanema, com escalas nos portos de Busan (Coreia do Sul), Xangai, Ningbo, Chiwan, Yantian, Hong Kong (todos na China), Cingapura (Cingapura), Santos, Paranaguá (Brasil), Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai). A viagem completa – de ida e volta – será feita, em média, em 59 dias.

A capacidade de transporte da embarcação, que tem 300 metros de comprimento e 48 de largura, é de 8.800 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).


Lançado no último dia 22, na Ásia, a embarcação possui a capacidade para 8.800 TEU
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Incredulidade

A decisão de fazer a cerimônia de recepção do cargueiro em Santos está relacionada ao fato de a MSC do Brasil manter sua sede na Cidade e, principalmente, à homenagem ao presidente da empresa e a sua filha.

“Do momento em que recebi a informação até o instante em que vi o nome no navio, na China, passaram-se alguns momentos de incredulidade. Era difícil de acreditar que isso estava acontecendo. É uma felicidade muito grande, uma honra enorme. Hoje o navio está aí, é de verdade e, mais importante, está carregado com contêineres de diversas mercadorias”, disse Elber, com o sorriso de orgulho estampado no rosto e com a pequena Naomi no colo.

“É difícil dizer quem ficou mais feliz com a homenagem. Apesar de ela ter apenas três anos, parece que entendeu tudo. Lógico que estou muito feliz e orgulhoso com o evento, mas ela está bem animada com tudo”, completou.

E tal felicidade ficou evidente no comportamento da carismática Naomi. Sempre que questionada por familiares e amigos sobre a embarcação, a homenageada sorria e com entusiasmo dizia: “É o meu navio!”. Ao término do discurso do pai, a jovem madrinha da embarcação tomou conta do microfone e agradecer a presença de todos os convidados.



Presidente da MSC com a filha Naomi
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Reconhecimento

O diretor-presidente da empresa no Brasil também fez questão de agradecer o reconhecimento dos presidentes da MSC, Gian Luigi Aponte e Diego Aponte, que ficam na sede da multinacional, instalada em Genebra, na Suíça.

“É um reconhecimento ao trabalho feito com seriedade e ética ao longo dos anos. Isso coroa não só meu empenho, mas o de toda equipe MSC no Brasil. É o fortalecimento de volume, da marca e do mercado brasileiro. É o resultado do comprometimento de todos os funcionários que atuam com a gente”, concluiu Elber.

Durante a cerimônia de inauguração, houve ainda a entrega de placas comemorativas a representantes da Capitania dos Portos de São Paulo e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/08/2015

COMISSÃO DISCUTE ANDAMENTO DE OBRAS DE ACESSO AO PORTO DE SANTOS
Publicado em 08/17/2015 as 01:46 PM

A Comissão de Viação e Transportes discute amanhã, a partir das 10 horas, o andamento dos projetos e obras de acesso rodoviário ao Porto de Santos, em São Paulo.

O deputado João Paulo Papa (PSDB-SP), que propôs a audiência pública, ressalta que o Porto de Santos é o maior da América Latina e movimenta 25% da balança comercial brasileira. Ele reconhece avanços no sistema rodoviário que dá acesso ao complexo portuário, mas alerta para a existência de apenas duas conexões entre as rodovias e o porto.

“Na parte santista, a questão ainda se encontra na fase de projetos. No Guarujá, existem obras em andamento, porém com anunciadas dificuldades para suas conclusões”, acrescenta o parlamentar.

Foram convidados para o debate:
- o ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo;
- o ministro das Cidades, Gilberto Kassab;
- o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa;
- a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito; e
- o secretário de Estado de Logística e Transportes do Governo do Estado de São Paulo, Duarte Nogueira.

O local ainda não foi definido.
Da Redação - DC

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência
Câmara Notícias'
Fonte : Agência Câmara
Data : 17/08/2015

DISPUTA
Publicado em 08/17/2015 as 01:46 PM

Bom

Há, neste momento, uma árdua disputa envolvendo a direção dos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). A briga é em torno da carga de um dos maiores clientes nacionais. Pecém tem vantagem.
Fonte : Diário do Nordeste – CE
Data : 17/08/2015

GOVERNO DIZ QUE ESTRANGEIROS QUEREM PORTOS
Publicado em 08/17/2015 as 01:46 PM

São Paulo - As 35 propostas recebidas pelo governo federal para estudos de viabilidade nas concessões portuárias no País sinalizam o alto interesse de empresas estrangeiras em atuar no Brasil, afirmou o ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo.

Ao todo, 11 empresas se mostraram interessadas em arrendamentos portuários em seis áreas a serem licitadas. "Acredito que o Brasil é maior do que as crises e que os momentos de dificuldades são também de oportunidades", disse Edinho. De acordo com o ministro, a parceria com o setor privado é fundamental e "agregará os investimentos necessários à modernização e eficiência das operações portuárias, baixando o custo Brasil".

Na semana passada, a secretaria divulgou que as 11 empresas apresentaram as propostas para as áreas que vão compor o chamado Bloco 2 das licitações de portos previstas no plano de investimentos em logística. Inicialmente, a previsão é que o Bloco 2 seja licitado em 2016, com aportes médios de R$ 1,3 bilhão.

Os estudos apresentados dizem respeito a duas áreas no Porto de Santos (SP), duas em Suape (PE), uma em São Francisco do Sul (SC) e outra no porto do Rio de Janeiro. Em Santos, uma área fica na região chamada Conceiçãozinha e se destina à movimentação de grãos, e outra fica na Ilha Barnabé, para granéis líquidos.

Entraves

Na primeira edição do Programa de Investimentos em Logística (PIL), o governo não conseguiu leiloar nenhuma área em porto público. O processo ficou parado mais de um ano no Tribunal de Contas da União (TCU). Nessa segunda edição do programa, a previsão é leiloar 50 arrendamentos, com investimentos estimados em R$ 11,9 bilhões. A autorização do TCU para os leilões saiu este ano, mas o processo parou em junho, pois o governo mudou o critério de escolha do vencedor nos leilões.
Fonte : DCI – Diário Comércio & Indústria
Data : 17/08/2015

DIFERENCIAIS
Publicado em 08/17/2015 as 01:46 PM

A Bahia vai ampliar a capacidade de escoamento de produção por meio das rodovias, ferrovias, aeroportos e portos do estado.

RAIO LASER

É o que foi garantido na semana passada, durante reunião entre a presidente Dilma Rousseff, o governador Rui Costa e empresários baianos, no Senai Cimatec, em Salvador. No encontro, foram apresentadas oportunidades de negócios que devem surgir a partir do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado em junho deste ano pelo governo federal.
Fonte : Tribuna da Bahia – BA
Data : 17/08/2015

PRESIDENTE DILMA INAUGURA TERMINAL DE GRÃOS DE ITAQUI (MA)
Publicado em 08/17/2015 as 01:45 PM

Na última segunda-feira (10) a presidente Dilma Rousseff inaugurou a primeira fase do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), localizado no Porto do Itaqui, em São Luís/MA.

BOLETIM NORDESTE

O Tegram recebeu investimentos de R$ 640 milhões e contribui para o desenvolvimento de uma nova fronteira agrícola no país. O Itaqui é um porto de influencia de sete estados brasileiros, o chamado corredor Centro-Norte.

O Tegram se é estratégico para logística no país a partir do momento em que mais da metade da produção de grãos do Brasil já é produzida na região Centro-Norte. Atualmente, quase 80% dessa produção é escoada pelos portos do Sul e Sudeste. O Tegram deve aliviar os portos de Santos e Paranaguá por onde, historicamente, essa produção é escoada.
Fonte : Jornal da Cidade – SE
Data : 17/08/2015

CABOTAGEM ALAVANCA CRESCIMENTO DO TECON SALVADOR
Publicado em 08/17/2015 as 01:45 PM

O Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon) registrou no primeiro semestre de 2015 crescimento de 12% na movimentação de cabotagem e de 5% no longo curso.

BOLETIM NORDESTE

Com os bons resultados já se trabalha com a hipótese de antecipar a renovação da concessão em troca de um investimento de R$ 537 milhões em expansão do terminal de contêineres. Atualmente, o terminal consegue receber dois navios ao mesmo tempo. Com a expansão, seria possível trabalhar com três embarcações simultaneamente.

O Tecon movimentou, na cabotagem, 24 mil TEUs (contêineres de 20 pés) no primeiro semestre, contra 21,4 mil no mesmo período de 2014.
Fonte : Jornal da Cidade – SE
Data : 17/08/2015

NOVO CATAMARÃ TRANSPORTA 50 MIL NA PRIMEIRA SEMANA
Publicado em 08/17/2015 as 01:45 PM

Em sua primeira semana em operação assistida, o catamarã Corcovado transportou cerca de 50 mil pessoas.
DA REDAÇÃO

Segunda embarcação das nove adquiridas pelo governo do estado para reforçar a frota do sistema aquaviário, a Corcovado já realizou 56 viagens, somando 48.329 passageiros transportados na travessia Rio-Niterói.

Além disso, a entrada em operação do novo catamarã garantiu maior regularidade na operação e no cumprimento dos horários. Nessa semana a operação transcorreu sem problemas, não tendo sido registradas filas nas roletas das estações Araribóia e Praça XV.

O novo catamarã possibilitou um aumento de 8% na oferta de lugares por hora nos horários de pico. Durante a fase de operação assistida, serão realizadas até 12 viagens por dia nos rushs da manhã e da tarde, reduzindo o tempo de travessia de cerca de 22 para 16 minutos. “A entrada da Corcovado ajudou a dar regularidade ao sistema.

Temos a Pão de Açúcar numa ponta da linha e a Corcovado na outra, aumentando a capacidade de passageiros transportados. Além disso, garantimos as partidas no horário e maior agilidade nos embarques, sem filas.

Com a chegada das próximas embarcações, teremos o padrão que se espera, com comodidade e pontualidade, fazendo da barca uma opção confortável e confiável para o usuário”, afirmou o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osorio. A próxima nova embarcação que vai operar no trajeto Rio-Niterói já está em fase de teste de mar. Chamada de Itacoatiara, a barca deve chegar ao Rio de Janeiro de outubro.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 17/08/2015

PARTE DAS EMENDAS É VOLTADA AOS TRANSPORTES
Publicado em 08/17/2015 as 01:44 PM

Das cinco emendas propostas pela senadora Sandra Braga(PMDB)ao PLDO 2016, duas são voltadas ao transporte, sendo a primeira para construção, reforma e reaparelhamento de aeroportos e aeródromos de interesse regional e a segunda para manutenção e operação dos terminais hidroviários na região amazônica.

A senadora propôs, ainda, apoio a obras preventivas de desastres e para que os municípios em estado de emergência fiquem dispensados da demonstração das exigências legais para a realização de transferência voluntária por 90 dias após a portaria que homologou o estado de emergência no município. “Sabemos que, por muitas vezes, tais desastres são devastadores e impedimos Executivos locais de se organizarem a tempo de se habilitarem para receber os recursos financeiros oriundos das transferências voluntárias, contratos de repasses e convênios, prejudicando, de forma irremediável, a população mais carente dessas localidades”, informou Sandra na justificativa da emenda.

Os deputados federais Marcos Rotta (PMDB)e Hissa Abrahão (PPS) eo senador Omar Aziz (PSD) apresentaram emendas alterando a destinação de recursos para, entre outros, ampliar os valores, per capita,da atenção à saúde da população para procedimentos de média e alta complexidade nas regiões Norte e Nordeste do País e para pesquisa, ciência e tecnologia, especificamente que criem condições para o desenvolvimento ou aprimoramento de processos no CBA .
Fonte : Diário da Amazônia – AM
Data : 17/08/2015

PORTO AMPLIA MOVIMENTAÇÃO
Publicado em 08/17/2015 as 01:44 PM

A movimentação no Porto do Rio Grande no mês passado foi fundamental para o crescimento de 2,9% no acumulado de janeiro a julho em comparação com igual período de 2014.

Só no sétimo mês deste ano a estrutura portuária gaúcha trabalhou com 3.981.173 toneladas. Rio Grande tem, em 2015, um total de 21.774.551 toneladas. O complexo soja já soma mais de 8 milhões de toneladas no ano.

“A administração tem sido eficiente para realizar a manutenção das cargas e atrair investimentos. Com as toras de madeira, celulose e outros produtos estamos atraindo a atenção dos empresários para o Porto do Rio Grande, que já tem tradição em produtos como a soja”, disse o superintendente Janir Branco. Em julho a soja segue como principal mercadoria movimentada, somando 1.481.385 toneladas.
Fonte : Correio do Povo – RS
Data : 17/08/2015

SYNDARMA DÁ POSSE A NOVA DIRETORIA
Publicado em 08/17/2015 as 01:44 PM

Na segunda-feira foi empossada a nova diretoria do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) para o biênio agosto de 2015 a agosto de 2017. Bruno Bastos Lima Rocha foi reeleito presidente.

A nova diretoria é complementada pelos: vice-presidentes: Cleber Cordeiro Lucas, Ronaldo Mattos de Oliveira Lima, Angelo Baroncini, Rachid Cury Felix, Marco Aurélio de Clemente Guedes, Luis Gustavo Bueno Machado, Mark Piotr Juzwiak, Gary Michael Orgeron, Luciano Fabrício Riquet Filho e Felipe Rodrigues Alves Meira. Os suplentes são: Luiz Maurício da Silveira Portela, Edmilson Roberto Rodrigues, Carlos Eduardo Pereira e Dalton Márcio Schmitt.

Foram eleitos para o Conselho Fiscal: Arnaldo Calbucci Filho, Gustavo Freitas e Hensel da Silva Gonçalves. Os suplentes são: Marcelo Diegues, Carlos Augusto de Souza Aguiar Cordovil e Carlos José Coelho e Silva.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 17/08/2015

MINISTRO DIZ QUE PORTOS PODEM DAR RESPOSTA QUE O BRASIL PRECISA
Publicado em 08/17/2015 as 01:44 PM

Em palestra na Associação Comercial de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (14), o ministro de Portos, Edinho Araújo, disse que o setor portuário pode dar as respostas que a economia brasileira precisa para voltar a crescer, gerando novos empregos e renda.

O ministro atendeu a convite do presidente da entidade, Alencar Burti, e de sua diretoria, e falou a uma platéia formada por empresários.

“A demanda no setor portuário está aquecida e uma prova disso é o grande interesse das empresas em realizar estudos que viabilizarão licitações de novas áreas portuárias. Lançamos PMIs (Procedimento de Manifestação de Interesse) para seis áreas e recebemos 35 propostas”, afirmou o ministro.

Edinho Araújo fez um balanço do cenário atual e das perspectivas do setor portuário, lembrando que após a lei dos portos, de 2013, já foram concretizados investimentos privados de R$ 11,6 bilhões, em terminais privados, novos arrendamentos e prorrogações antecipadas de contratos.

O ministro também destacou as oportunidades contidas no PIL (Programa de Investimentos em Logística), que deverá atrair investimentos privados para o setor portuário da ordem de R$ 37,4 bilhões nos próximos anos.

Os investimentos públicos na dragagem dos canais de acesso, para manter profundidade e calado nos portos públicos, foram destacados pelo ministro. “Este ano a Secretaria de Portos realizou investimentos de R$ 1,5 bilhão na dragagem dos principais portos brasileiros. E estamos dando a esse trabalho um caráter permanente para garantir as operações”.

RECORDES
Os recordes de movimentação de cargas registrados no Porto de Santos foram comemorados pelo ministro: “no primeiro semestre do ano foram movimentadas 55,2 milhões de toneladas de cargas diversas, com destaque para os contêineres, que movimentaram quase 20 milhões de toneladas de cargas”.

O ministro reconheceu que ainda existem gargalos rodoviários, ferroviários e aquaviários, mas disse acreditar que os investimentos previstos no PIL se efetivarão, melhorando esses acessos.

“A expansão da atividade portuária é essencial para a retomada do crescimento econômico, neste cenário de ajustes’, disse. E encerrou demonstrando otimismo: “acredito que o Brasil é maior do que as crises e que os momentos de dificuldades são também de oportunidades”.
Fonte : SEP – Secretária Especial de Portos
Data : 14/08/2015

CSN VAI VENDER ATIVOS PARA ESTANCAR DÍVIDA
Publicado em 08/17/2015 as 01:43 PM

O quadro de deterioração financeira da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) piorou além do previsto e levou a empresa a apresentar ao mercado um plano de contenção da alavancagem.

Benjamin Steinbruch, principal acionista e presidente do grupo, participou da teleconferência ontem com investidores e analistas durante a manhã - um fato raro - para assegurar que o foco está na recuperação da saúde financeira.

Nas palavras de Paulo Caffarelli, diretor corporativo da companhia, reduzir a alavancagem é a "palavra de ordem" na corporação agora. O executivo confirmou que nesta semana foi dado o pontapé oficial para a venda de ativos considerados não estratégicos e que podem ajudar na redução do endividamento. Os bancos foram contratados e há possibilidade de "venda imediata", disse ele ontem no evento.

"A desmobilização de ativos é agora o principal motivo de nosso trabalho, no sentido de reduzir a alavancagem. Acumulamos ótimos ativos ao longo do tempo, mas em função da mudança do quadro do custo do dinheiro, do preço do minério de ferro e do mercado interno pior, optamos por concentrar esforços em ativos 'core' [estratégicos]", explicou Steinbruch. As operações que estão disponíveis para alienação são o Tecon, terminal de contêineres da companhia em Sepetiba (RJ), e algumas unidades de energia. Além disso, a participação excedente na ferrovia MRS e as ações da concorrente Usiminas, estão na lista.

A fatia de 17,4% no capital social da Usiminas vale, a preço de bolsa, quase R$ 1 bilhão. Na MRS Logística, os 7,8% "excedentes" de ações ordinárias, acima dos 20% de limite em direito de voto, poderiam render cerca de R$ 155 milhões. Os papéis preferenciais valeriam R$ 504 milhões. Em energia, as operações cotadas para alienação são os 29,5% na hidrelétrica de Itá (SC) e os 18% de Igarapava (MG).

Para o BTG Pactual, a venda de ativos seria positiva, mas as condições atuais do mercado estão distantes das ideais. Para equilibrar as contas, seria necessário vender ao menos R$ 5 bilhões, "o que achamos difícil", diz o banco em relatório. A decisão de suspender o pagamento de dividendos, todavia, foi bem-vista. Já para o UBS, outro risco que a CSN corre é ter de fazer uma baixa contábil nos próximos trimestres em mineração, como fez a Usiminas.

As ações da companhia terminaram o pregão de ontem na BM&FBovespa em queda de 9,55%, cotadas em R$ 3,60. Além de ter figurado na maior perda do principal índice, esse patamar representou a pior avaliação do mercado para a CSN em quase uma década - desde outubro de 2005. Seu valor de mercado foi a R$ 5 bilhões, ou quase US$ 1,5 bilhão. Para efeito de comparação, quando vendeu a fatia de 40% da mineradora Namisa a seus atuais sócios asiáticos, o grupo recebeu US$ 3,1 bilhões. A Namisa representa uma fatia pequena da produção de minério, de 15%, e menos ainda dentro do resultado consolidado da CSN.

A companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 614,3 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 21,7 milhões um ano antes. A receita líquida caiu 9% também em comparação anual, para R$ 3,69 bilhões, e o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingiu R$ 801 milhões, queda de 38,5%. O desempenho fraco é fruto da baixa venda de aço no país e da depreciação do minério de ferro no último ano.

O problema da CSN é que a empresa convie com uma dívida bruta pesada - R$ 31,87 bilhões no fim de junho. E vem queimando caixa a cada trimestre. No segundo, alcançou praticamente R$ 1 bilhão, elevando endividamento líquido em 3,9%, a R$ 20,8 bilhões. O menor Ebitda, aliado ao avanço das obrigações líquidas, deixou a alavancagem da CSN, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, em 5,6 vezes. No fim de março, o índice era de 4,8 vezes. Há um ano - 2,7 vezes.

Pesou ainda sobre o desempenho da ação a declaração de Caffarelli, diretor corporativo, de que uma distribuição de dividendos não está atualmente na agenda da companhia. "Essa foi uma posição tomada pelo conselho de administração, pelo presidente-executivo e pela diretoria", declarou.

Outras siderúrgica do país também tiveram queda na bolsa - Usiminas PNA recuou 2,73% e Gerdau PN, 1,9%. No ano, as perdas da CSN alcançam 29,9%, ante 40% de Gerdau e 29,5% da Usiminas. Porém, em 12 meses, o desempenho da siderúrgica comandada por Steinbruch já é o pior.

Segundo a CSN, as três frentes adotadas para conseguir conter a deterioração em sua saúde financeira passam por maior eficiência operacional, foco na gestão financeira e entrega de novos projetos com investimentos mais centrados em operações mais rentáveis. No lado financeiro, a gestão de caixa, de custos, de capital de giro e de passivos financeiros. Os investimentos serão contidos: previsão de R$ 1,3 bilhão este ano e R$ 1,5 bilhão em 2016, ante R$ 2,24 bilhões em 2014. (Colaboraram Camila Maia e Daniela Meibak)
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/08/2015

MINISTRO VAI AO TCU PARA ACELERAR LICITAÇÃO DE ÁREAS PORTUÁRIAS
Publicado em 08/17/2015 as 01:43 PM

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, visitará esta semana ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) num esforço para conseguir a liberação do primeiro bloco de licitações de áreas portuárias.

Araújo deverá se encontrar com o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e com ministros Raimundo Carreiro e Bruno Dantas para tratar dos estudos, em revisão na Corte. Ele já esteve com os outros seis ministros do tribunal.

O primeiro bloco prevê licitações de 29 áreas nos portos de Santos e em 5 portos do Pará. "Estou esperançoso que possamos avançar para fazer a licitação no segundo semestre de 2015", disse Araújo, durante evento na Associação Comercial de São Paulo.

Além de analisar o cumprimento de recomendações feitas aos estudos, o TCU avalia o pedido feito pelo governo, em junho, de incluir o maior valor de outorga como critério das licitações do primeiro lote, o que está atrasando o processo. Originalmente, os estudos só previam a garantia de maior movimentação de cargas ou menor preço como regra para o licitante levar o ativo no leilão.

A ideia do governo era aumentar a eficiência e reduzir custos, mas os interessados em disputar as licitações convenceram Brasília a incluir o critério de outorga, argumentando que o menor preço era uma tentativa de limitar o lucro dos operadores e que os preços portuários são reduzidos pela livre concorrência entre os terminais. Os estudos voltaram ao TCU depois de ficar um ano e meio no órgão, frustrando a expectativa do Planalto de deslanchar as primeiras licitações ainda em 2014.

Questionado se o atraso afastou interessados em investir no setor, Araújo disse não ter essa percepção e afirmou que recebe visitas de empresas estrangeiras que demonstram interesse no país. Disse que o melhor "termômetro" é a atração gerada pela confecção de estudos de viabilidade para o arrendamento de seis áreas do segundo bloco. de licitações do Programa de Investimento em Logística (PIL), divulgado em junho. "Acredito que o Brasil é maior do que as crises e que os momentos de dificuldade são também de oportunidades", afirmou o ministro.

A segunda fase do PIL prevê R$ 37,4 bilhões para os portos, sendo R$ 11,9 bilhões em 50 novos arrendamentos, R$ 14,7 bilhões em 66 autorizações de terminais de uso privado e R$ 10,8 bilhões em 24 renovações antecipadas de arrendamentos.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/08/2015

DILMA BUSCARÁ CONVENCER MERKEL A AMPLIAR INVESTIMENTO ALEMÃO NO BRASIL
Publicado em 08/17/2015 as 01:43 PM

Chanceler da Alemanha chega ao Brasil na quarta-feira para visita oficial. Dilma apresentará a ela plano de concessões na área de infraestrutura.

A presidente Dilma Rousseff receberá na próxima quinta-feira (20) em Brasília a chanceler alemã Angela Merkel, que virá ao Brasil acompanhada de dez ministros. Dilma pretende apresentar a Merkel o plano de concessões na área de infraestrutura e tentar fazer com que empresas da Alemanha participem das obras, informou o Ministério das Relações Exteriores.

O encontro entre elas ocorre em meio a uma crise política no Brasil, com sucessivas derrotas do governo no Congresso Nacional, com setores da oposição defendendo o afastamento de Dilma e pesquisas apontando o mais baixo índice de popularidade da presidente desde o primeiro mandato.

O Plano de Investimento em Logística foi lançado em junho por Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto. Por meio de concessões em áreas como portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, o governo estima R$ 198,4 bilhões em investimentos na infraestrutura do país nos próximos anos.

Desde que lançou o programa, Dilma aproveitou viagens internacionais que teve nos últimos meses para apresentá-lo a líderes de outros países, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi. Em discursos, a presidente tem dito que o Brasil está "aberto" a investidores estrangeiros.

A Alemanha é atualmente o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás de China, Estados Unidos e Argentina. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o fluxo comercial entre os países – soma entre exportações e importações – chegou a US$ 20,5 bilhões em 2014.

Além das conversas sobre o plano de concessões, informou o Itamaraty, Dilma abordará na reunião com Merkel no Palácio do Planalto temas como mudança do clima – os dois países participarão de conferência das Nações Unidas sobre o tema em dezembro, em Paris – e reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Outro tema de destaque que será abordado pela presidente e pela chanceler é o da segurança na internet. Brasil e Alemanha se articularam para para aprovar na ONU resolução que garante maior privacidade na internet após denúncias de que líderes internacionais, como Dilma e Merkel, haviam sido alvo de espionagem do governo dos Estados Unidos.

Acordos
Ainda de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, Brasil e Alemanha articulam para esta semana a assinatura de acordos comerciais em áreas como comércio e investimentos, ciência, tecnologia e inovação e educação. O país europeu é considerado "importante parceiro" do Brasil na área de pesquisa.

Programação
Angela Merkel desembarcará em Brasília na próxima quarta-feira (19). Embora não haja confirmação oficial, o Itamaraty trabalha para que ela participe de jantar oferecido pela presidente Dilma no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Na quinta, ela seguirá para o Palácio do Planalto, onde será recebida pela presidente na rampa que dá acesso ao palácio. Em seguida, participam de reunião privada, somente entre as duas e os principais assessores.

Na sequência, terão a reunião ampliada, com a presença de ministros das mais diversas áreas. Em seguida, haverá cerimônia de assinatura de acordos entre os dois países e declaração conjunta à imprensa. Por fim, as duas seguirão para o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, onde será oferecido um almoço à delegação alemã.
Fonte : O Globo
Data : 17/08/2015

A EMPREITEIRA
Publicado em 08/17/2015 as 01:43 PM

A EMPREITEIRA que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht.

Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista — R$ 2,8 milhões. Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

NASCIDO DE uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras. Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.
Fonte : O Globo
Data : 17/08/2015

DILMA FICA. LULA ESTÁ EM PERIGO!
Publicado em 08/17/2015 as 01:42 PM

Talvez – quem sabe? – o inesperado faça uma surpresa. Mas se não fizer, Dilma governará até 31 de dezembro de 2018, cedendo o lugar ao seu sucessor. Está escrito nas estrelas. Não estava.

Mas foi escrito nos últimos 10 dias como resultado de um acordo informal assinado por representantes das forças políticas e econômicas que de fato importam no país.

Que tal? Haverá ironia maior do que essa?

Para se eleger pela primeira vez, governar apesar do escândalo do mensalão, se reeleger, eleger Dilma e reelege-la, Lula valeu-se do discurso de ser um perseguido pelas elites, coitadinho. E não somente ele, mas também o PT e Dilma.

Falso! Lula pode posar de pai dos pobres, mas não pode negar que foi uma mãe para as elites. Essas mesmas elites que, hoje, preferem Dilma ao desconhecido.

Foi como palestrante exclusivo e lobista ativo das maiores empreiteiras brasileiras que Lula ficou rico de 2011 para cá. Enriquecer não desmerece ninguém.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

A Operação Lava Jato investiga as relações de Lula com as empresas que mais lucraram superfaturando contratos com a Petrobras e pagando propinas a agentes políticos.

Pois bem: a empresa de palestras de Lula arrecadou em quatro anos R$ 27 milhões, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas com a roubalheira que causou à Petrobras o maior prejuízo de sua história.

A empreiteira que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht. Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista - R$ 2,8 milhões.

Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209,00. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

Nascido de uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras.

Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.

Há pouco mais de dois meses, desconfiado de que seria preso outra vez, o ex-ministro José Dirceu confidenciou a amigos: “Estamos no mesmo saco, eu, Lula e Dilma”.

Dois dias depois da nova prisão de Dirceu, Lula reuniu-se com deputados do PT paulista e avaliou: nem uma possível melhora da economia será suficiente para salvar o partido. E ele também.

Dirceu acertou na mosca.

Lula e o PT sobreviveram ao mensalão com a desculpa não confessada de que roubaram para financiar a chegada deles ao poder. Somente assim poderiam fazer o bem aos pobres.

O petrolão contém fortes indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos. Se isso restar provado, qual narrativa inventar para enganar os bobos de sempre?

Só apelando para que o inesperado faça uma surpresa.

De resto, os bobos de sempre estão aprendendo a serem menos bobos desde que saíram às ruas em junho de 2013.

Da primeira vez pediram da redução do preço das passagens a um governo melhor. Dilma fingiu que não era com ela. Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção.

O número de manifestantes diminuiu. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles, pois.
Fonte : O Globo
Data : 17/08/2015

ESCALA DE NAVIOS APONTA FORTE ALTA NA DEMANDA POR GRÃOS DO BRASIL
Publicado em 08/17/2015 as 01:41 PM

Demanda está mais de 70% superior à da mesma época do ano passado. Produtos ganharam competitividade com a desvalorização do real.
Da Reuters

A escala de navios previstos para carregar grãos nos portos brasileiros nas próximas semanas está mais de 70% superior à da mesma época do ano passado, indicando uma forte demanda pelos produtos brasileiros, que ganharam competitividade com a desvalorização do real.

Dados da agência marítima Williams analisados pela Reuters mostram que há atualmente 80 navios previstos para carregar soja nos portos brasileiros, totalizando 4,78 milhões de toneladas. Para o milho, a escala mostra 82 navios, somando 4,53 milhões de toneladas.

Nesta mesma época no ano passado, a escala para embarques de soja somava 3,2 milhões de toneladas em 57 navios, e a de milho 2,16 milhões em 40 navios.

Somando-se as previsões de volume para os dois grãos, a escala atual está 73% maior que a de meados de agosto passado. O Brasil é o maior exportador global de soja e o segundo em milho.

"Devido à forte depreciação do real, o preço da soja brasileira se torna atrativo para importadores", destacou o analista Luciano Marques, da Gama Corretora, de Santos (SP).

Os preços da soja no porto de Paranaguá (PR), por exemplo, estão no maior valor nominal em cerca de três anos, a 79,53 reais por saca, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa, que afere os negócios realizados nos armazéns e no corredor de exportação.

Os preços da oleaginosa no Brasil têm subido, apesar de um recuo nas cotações na bolsa de Chicago, impulsionados por uma valorização do dólar frente o real de cerca de 30% este ano.

Os prêmios oferecidos pela oleaginosa nos portos também ajudam a compor o quadro de preços elevados e demonstram grande interesse pelo grão brasileiro, mesmo após o pico do escoamento da safra nacional de soja e às vésperas do início da colheita norte-americana.

O prêmio para a soja a ser entregue em setembro no porto de Santos chega atualmente a 1,27 dólar por bushel, acumulando alta de 44% desde o início de julho.

Habitualmente, nesta altura do ano, os embarques de soja começam a desacelerar, dando lugar ao milho colhido na safra de inverno. Contudo, os dados apontam para uma competição acirrada por espaço nos portos.

"A expectativa é de que o câmbio mantenha intensas as exportações brasileiras", destacou o Cepea em análise semanal do mercado de milho.

Com safras recordes e boa demanda externa, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou na semana passada sua previsão de exportações de soja e milho do Brasil em 2014/15 para volumes recordes, agora projetados em 49,1 milhões de toneladas e 26,4 milhões de toneladas, respectivamente.

No último levantamento divulgado, a Conab havia apontado exportações de 21 milhões de toneladas de milho em 14/15 e 46,9 milhões de toneladas de soja.

De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou 40,7 milhões de toneladas de soja, alta de 7,5% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura.

No mesmo período, as exportações de milho somaram 6,6 milhões de toneladas, aumento de 11% na mesma comparação.
Fonte : O Globo
Data : 17/08/2015

NAVIO COM 313 SOBREVIVENTES E 49 CORPOS DE MIGRANTES CHEGA À ITÁLIA
Publicado em 08/17/2015 as 01:41 PM

Marinha italiana localizou dezenas de mortos em porão de barco no sábado. Promotoria investiga homicídio e ajuda à imigração clandestina.
Da France Presse

A grande embarcação atracou pouco depois das 11h (6h de Brasília) no porto de Catania, onde a promotoria abriu uma investigação por homicídio e ajuda à imigração clandestina.

Uma equipe médica foi enviada ao navio para realizar o primeiro exame nos migrantes.

Na manhã de sábado, a Marinha italiana localizou dezenas de pessoas mortas, aparentemente asfixiadas, no porão de um barco entre a Líbia e a ilha de Lampedusa.

Os 313 sobreviventes e os 49 corpos recuperados foram levados no domingo ao "Siem Pilot", que também havia recebido outras 103 pessoas resgatadas de um bote pneumático socorrido por um navio militar alemão.

Segundo as autoridades italianas, até o momento não foi identificado nenhum suspeito de tráfico de pessoas entre o grupo de migrantes encontrados no sábado, que viajava em um barco de pesca de 14 metros de comprimento.

Luto e enterro

O prefeito de Catania, Enzo Bianco, decretou um dia de luto na terça-feira. Ele afirmou que está disposto a reservar um espaço para enterrar os mortos no território da cidade, onde já foram sepultados os corpos de vários migrantes mortos em naufrágios anteriores.

Em outros portos do sul da Itália também eram aguardados nesta segunda-feira centenas de pessoas resgatadas nos últimos dias no Mar Mediterrâneo.

Um barco patrulha croata chegou a Reggio Calabria com 354 pessoas a bordo, incluindo dezenas de mulheres e crianças, que foram socorridos durante a noite em uma embarcação em dificuldades, segundo a Guarda Costeira italiana.

Uma pessoa morta foi encontrada no barco, segundo as autoridades, que não revelaram detalhes.
Fonte : O Globo
Data : 17/08/2015

ANEL RODOVIÁRIO
Publicado em 08/17/2015 as 01:40 PM

Onde está a revitalização do Anel? Lembro-me de que após os graves acidentes ocorridos há algum tempo veio ministro dos Transportes, presidente e outros falastrões, afirmando que haveriam providências quanto ao Anel.

Othon F. Matos
E absolutamente nada foi feito. E ainda tem vários radares instalados (no trecho sob concessão) que estão lá só para enfeitar! Enquanto isso, os acidentes não param de acontecer. Que tristeza ver tanto descaso...

Daniele Machado
O belo-horizontino já se acostumou com as repetidas notícias de acidentes no Anel Rodoviário. Enquanto isso, o Rodoanel, que seria uma solução eficiente para o problema das carretas em alta velocidade, continua sendo mero sonho.
Fonte : O Tempo - MS
Data : 17/08/2015

PAINEL - MEIO CHEIO
Publicado em 08/17/2015 as 01:40 PM

Ao chegar ao Palácio da Alvorada no fim da tarde de domingo, auxiliares de Dilma Rousseff buscavam alento no fato de que a convocação feita pelo PSDB para os protestos não conseguiu inflá-los.

Citando a queda de adesão em São Paulo e Rio, governistas ensaiavam o discurso de que o "povo não é massa de manobra" e rejeita a "partidarização" dos atos. Fora do discurso otimista, preocupou o governo o fato de os atos no Nordeste, notadamente em Salvador, terem sido significativos.

Olha ele O que mais chamou a atenção da oposição nos atos foi a unanimidade do apoio ao juiz federal Sergio Moro, que ofuscou todos os líderes partidários, inclusive Aécio Neves (PSDB-MG).

Para já Os tucanos querem usar a "celeridade" do magistrado na condução das investigações para pressionar Rodrigo Janot a apresentar logo as denúncias da Lava Jato.

Questão interna Ainda assim, a presença de Aécio no ato preocupou aliados de Geraldo Alckmin. Acham que o mineiro conseguiu se posicionar para tentar maior proximidade com os movimentos.

Pari passu Por isso, o paulista será instado pelo círculo mais próximo a também buscar contato. "Vai ser difícil manter a posição de mero observador", diz um auxiliar.

Cristal quebrado Congressistas de DEM e PSDB comemoravam o fato de o ex-presidente Lula ter sido foco dos protestos também no Nordeste. Diziam que a Lava Jato fez com que o petista perdesse a condição de intocável que detinha na região.

Inflamável Deputados insatisfeitos com a aproximação de Dilma com o Senado celebraram o tamanho dos atos. Dizem que eles mostraram que a "Agenda Renan" não foi suficiente para apaziguar as ruas. O clima na Casa deve permanecer instável.

Espelho meu Faixa empunhada por família na avenida Paulista usava expressão criada na campanha pelo PT para atacar a presidente: "Dilmãe virou Dilmadrasta".

Saudando... Levantamento do Twitter até as 17h de domingo mostra que, dos cinco termos mais usados sobre as manifestações, um é favorável ao governo (#CarnaCoxinha) e quatro, contrários.

... a coxinha A expressão divulgada pelo PT teve 81.765 menções. A soma dos termos contra a petista (#protesto, #foraDilma e #vemprarua) atingiu 154.992 menções.

Forfait O Vem Pra Rua esperava a presença de Hélio Bicudo nos atos. Gripado, o fundador do PT não foi, mas mandou bilhete dizendo que o sistema democrático foi deixado de lado pelo governo.

Bate-pronto Prefeitos petistas da Grande São Paulo se engajaram no ato do dia 20. Não vão medir esforços para a resposta às manifestações contra Dilma deste domingo.

Perseverança 1 Aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) planejam desgastar a presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela promete analisar sem afobamento os pareceres sobre contas presidenciais que forem enviados ao colegiado.

Perseverança 2 Os deputados querem esvaziar os trabalhos da CMO para tentar tirá-la do cargo -e agilizar a análise das contas de Dilma assim que elas forem julgadas pelo Tribunal de Contas.

Olha... Um dia depois de Marta Suplicy selar sua filiação ao PMDB, Gilberto Kassab reuniu as principais lideranças do PSD na capital em um almoço em seu apartamento, no sábado, para "lançar" a pré-candidatura do sindicalista Ricardo Patah.

... eu aqui Apesar do ceticismo quanto à intenção de Kassab de levar a candidatura própria até o fim, há quem avalie que o ex-prefeito precisa de um porta-voz para defender sua gestão, desconstruída por Fernando Haddad.

TIROTEIO

Ao propor uma agenda com temas que ele achava tacanhos, Renan coloca a digital do Congresso na perda de credibilidade de Dilma.

DO SENADOR JOSÉ AGRIPINO (DEM-RN), presidente do partido, sobre a 'Agenda Brasil', apresentada por Renan Calheiros (PMDB-AL) ao Planalto.

CONTRAPONTO

Perdendo 'em casa'

No carro de som do MBL (Movimento Brasil Livre), em frente ao Masp, na avenida Paulista, jovens se revezaram gritando palavras de ordem e entoando jingle contra Dilma Rousseff e o PT. Renan Santos, um dos líderes do MBL, comandava o público como um puxador de samba:

-Olê, olê, olê, fora PT! Agora o lado direito!

Em seguida, evocou a claque do lado esquerdo, que foi bem mais ruidosa. Em tom de brincadeira, o jovem provocou o lado direito, brincando com a matriz ideológica do próprio movimento:

-Ah, não! Vocês não vão perder de novo para a esquerda, né?

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 17/08/2015

MERCADO ABERTO - EMPRESA PLANEJA TERMINAL DE GÁS DE R$ 350 MI EM SC
Publicado em 08/17/2015 as 01:40 PM

O grupo gaúcho Bolognesi, que atua nas áreas de infraestrutura e energia, pretende construir um terminal de estocagem de gás natural no porto de Imbituba, no litoral de Santa Catarina.

O projeto, que prevê investimentos de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões no câmbio atual), foi apresentado ao governo catarinense.

O complexo incluirá um píer para navios carregados com GNL (gás natural liquefeito), além de tanques para armazenagem do produto.

A demanda reprimida por gás natural em Santa Catarina é uma das razões para a escolha do Estado para a obra.

"Será um fornecimento complementar ao Gasbol [gasoduto Brasil-Bolívia], que já está com a capacidade esgotada", diz Paulo Cesar Rutzen, vice-presidente do grupo.

A Bolognesi planeja usar a estrutura para distribuir o excedente de gás de duas usinas termelétricas do grupo em fase de implantação em Suape (PE) e Rio Grande (RS).

Cada uma das térmicas deverá consumir 5,5 milhões de m³ por dia, mas os terminais de regaseificação que abastecerão as plantas terão capacidade muito maior, de 14 milhões de m³ diários.

O combustível excedente será levado até o porto catarinense por meio de cabotagem (navegação costeira).

O plano de financiamento do empreendimento ainda não foi fechado, o que deverá ocorrer após a formalização dos contratos de oferta de gás natural no Estado.

COLÍRIO PARA OS OLHOS

O Cristália comprou o Latinofarma, laboratório oftalmológico com 35 anos de mercado e de capital 100% nacional. A aquisição fortalecerá a atuação do Cristália no segmento, onde já atua.

"Escolhemos nichos do mercado em que possamos fazer o possível para nos destacarmos. Não produzimos meramente copiando ou importando. Inovamos e temos produtos para lançar nessa área", diz o presidente Ogari Pacheco.

"Se estivéssemos em condições normais, provavelmente em dois anos multiplicaríamos por 2,5 ou 3 o faturamento dessa empresa, mas hoje seria leviandade dizer isso", afirma. "Assim que o país retomar o desenvolvimento, a Latinofarma crescerá bastante."

O Cristália, por sua vez, segue cumprindo seu orçamento e suas metas, apesar da crise, completa.

"Continuamos bem, mas não dá para dizer que crescemos no ritmo de 2014."

O conselho administrativo estuda se a empresa será incorporada ao grupo Cristália ou se atuará como coligada. O valor da compra não foi divulgado. O faturamento bruto do Latinofarma é de cerca de R$ 90 milhões.

4.100 é o número de funcionários do Cristália

R$ 1,6 bilhão foi o faturamento em 2014

PLANTÃO PROBLEMÁTICO

O mercado brasileiro de equipamentos e produtos médico-hospitalares diminuiu no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2014.

O consumo aparente (soma da produção interna com importações e exclusão das exportações) recuou 1,6%, segundo estudo da Abimed (associação do setor).

A queda das importações foi o fator que mais contribuiu para a diminuição -baixa de 7,54%, totalizando US$ 2,7 bilhões (R$ 9,4 bilhões).

"A oscilação do dólar faz os compradores recuarem e terem mais prudência", afirma o presidente-executivo da entidade, Carlos Goulart.

O resultado apresenta um contraste com o crescimento de 11,3% na produção industrial do setor e com a melhora de 13,52% nas exportações.

PARADA CARDÍACA

A Medtronic do Brasil, que produz dispositivos médicos, notou aumento na taxa de inadimplência dos clientes, diz o presidente da empresa Oscar Porto.

Trata-se de uma consequência da demora no repasse de verbas do governo federal para hospitais que atendem pelo SUS, afirma o executivo da empresa, que teve faturamento global de US$ 7 bilhões (R$ 24 bilhões) nos primeiros quatro meses deste ano.

Além disso, a falta de novas licitações também preocupa. "Nas minhas contas, a partir de outubro não vai haver mais demanda interna", afirma.

O consolo, diz, é que o setor de saúde costuma sair rapidamente de crises.

Débito... O número de dívidas protestadas nos cartórios da cidade de São Paulo cresceu 76% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa do Instituto de Estudos de Protestos de Títulos.

...em cartório O total de títulos registrados na capital foi de 111,4 mil, incluindo cheques, promissórias e duplicatas, entre outros documentos. Em relação ao mês anterior, o número de julho representou uma alta de 24,3%.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 17/08/2015

EMPRESA PLANEJA TERMINAL DE GÁS DE R$ 350 MI EM SC
Publicado em 08/17/2015 as 01:40 PM

O grupo gaúcho Bolognesi, que atua nas áreas de infraestrutura e energia, pretende construir um terminal de estocagem de gás natural no porto de Imbituba, no litoral de Santa Catarina.

O projeto, que prevê investimentos de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões no câmbio atual), foi apresentado ao governo catarinense.

O complexo incluirá um píer para navios carregados com GNL (gás natural liquefeito), além de tanques para armazenagem do produto.

A demanda reprimida por gás natural em Santa Catarina é uma das razões para a escolha do Estado para a obra.

"Será um fornecimento complementar ao Gasbol [gasoduto Brasil-Bolívia], que já está com a capacidade esgotada", diz Paulo Cesar Rutzen, vice-presidente do grupo.

A Bolognesi planeja usar a estrutura para distribuir o excedente de gás de duas usinas termelétricas do grupo em fase de implantação em Suape (PE) e Rio Grande (RS).

Cada uma das térmicas deverá consumir 5,5 milhões de m³ por dia, mas os terminais de regaseificação que abastecerão as plantas terão capacidade muito maior, de 14 milhões de m³ diários.

O combustível excedente será levado até o porto catarinense por meio de cabotagem (navegação costeira).

O plano de financiamento do empreendimento ainda não foi fechado, o que deverá ocorrer após a formalização dos contratos de oferta de gás natural no Estado.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 17/08/2015

ANTAQ ABRE DUAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS SOBRE NAVEGAÇÃO
Publicado em 08/17/2015 as 01:39 PM

Propostas de normas já estão disponíveis no site da Agência

A ANTAQ abriu mais duas audiências públicas para obter subsídios para propostas de normas. Os textos normativos já estão no site da Agência.

A audiência pública nº 2/2015 trata sobre outorga de autorização à pessoa jurídica que tenha por objeto o transporte aquaviário, constituída nos termos da legislação brasileira e com sede e administração no país, para realizar o transporte nas navegações de cabotagem e longo curso, ou operar nas navegações de apoio marítimo e apoio portuário.

A audiência pública nº 3/2015 tem como tema os direitos e deveres dos usuários e das empresas que operam nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e longo curso, e estabelece infrações administrativas.

A seguir, os dois avisos de audiência pública:

AVISO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 02/2015

O DIRETOR-GERAL DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS - ANTAQ, no uso de suas atribuições regimentais, de acordo com a Resolução nº 4.262-ANTAQ, de 31 de julho de 2015, tendo em vista o disposto no art. 68 da Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, considerando o que consta do processo nº 50300.001553/2014-87 e tendo em vista o deliberado pela Diretoria Colegiada em sua 387ª Reunião Ordinária, realizada em 29 de julho de 2015,

COMUNICA:

Aos usuários e agentes dos serviços portuários, bem assim, aos demais interessados, que realizará AUDIÊNCIA PÚBLICA, no período de 10 de agosto a 8 de setembro de 2015, visando o recebimento de contribuições na forma abaixo especificada, com o seguinte objetivo e forma de participação:

1. Objetivo:
Obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta de ato normativo aprovada pela Resolução nº 4.262-ANTAQ, que dispõe sobre outorga de autorização à pessoa jurídica que tenha por objeto o transporte aquaviário, constituída nos termos da legislação brasileira e com sede e administração no país, para realizar o transporte nas navegações de cabotagem e longo curso, ou operar nas navegações de apoio marítimo e apoio portuário.

2. Acesso à proposta de ato normativo:
A minuta do ato normativo objeto desta Audiência estará disponível no seguinte endereço eletrônico http://www.antaq.gov.br/Portal/AudienciaPublica.asp.

3. Forma de participação:
As contribuições poderão ser dirigidas à ANTAQ até às 18h do dia 8 de setembro de 2015, exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico disponível no sítio www.antaq.gov.br, não sendo aceitas contribuições enviadas por meio diverso, tampouco contribuições fora do objetivo acima disposto.

Caso o interessado não disponha dos recursos necessários para o envio da contribuição por meio do formulário eletrônico, poderá realizar a sua contribuição utilizando-se de computador da Secretaria-Geral da ANTAQ, no caso de Brasília, ou das Unidades Regionais da ANTAQ, cujos endereços estão disponíveis no sítio da Agência.

As contribuições recebidas pela ANTAQ na forma deste Aviso, serão disponibilizadas aos interessados no sítio desta Agência: www.antaq.gov.br

4. Audiência Presencial:
Com o objetivo de fomentar a discussão e esclarecer eventuais dúvidas sobre o ato normativo objeto deste Aviso, será realizada audiência pública presencial, em data e local a serem definidos.

Brasília, 6 de agosto de 2015.
MÁRIO POVIA
Diretor-Geral

AVISO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 03/2015

O DIRETOR-GERAL DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS - ANTAQ, no uso de suas atribuições regimentais, de acordo com a Resolução nº 4.271-ANTAQ, de 4 de agosto de 2015, tendo em vista o disposto no art. 68 da Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, considerando o que consta do processo nº 50301.001515/2014-14 e tendo em vista o deliberado pela Diretoria Colegiada em sua 387ª Reunião Ordinária, realizada em 29 de julho de 2015,

COMUNICA:
Aos usuários e agentes dos serviços portuários, bem assim, aos demais interessados, que realizará AUDIÊNCIA PÚBLICA, no período de 10 de agosto a 23 de setembro de 2015, visando o recebimento de contribuições na forma abaixo especificada, com o seguinte objetivo e forma de participação:

1. Objetivo:
Obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta de ato normativo aprovada pela Resolução nº 4.271-ANTAQ, que dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários e das empresas que operam nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e longo curso, e estabelece infrações administrativas.

2. Acesso à proposta de ato normativo:
A minuta do ato normativo objeto desta Audiência estará disponível no seguinte endereço eletrônico http://www.antaq.gov.br/Portal/AudienciaPublica.asp.

3. Forma de participação:
As contribuições poderão ser dirigidas à ANTAQ até às 18h do dia 23 de setembro de 2015, exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico disponível no sítio www.antaq.gov.br, não sendo aceitas contribuições enviadas por meio diverso, tampouco contribuições fora do objetivo acima disposto.

Caso o interessado não disponha dos recursos necessários para o envio da contribuição por meio do formulário eletrônico, poderá realizar a sua contribuição utilizando-se de computador da Secretaria-Geral da ANTAQ, no caso de Brasília, ou das Unidades Regionais da ANTAQ, cujos endereços estão disponíveis no sítio da Agência.

As contribuições recebidas pela ANTAQ na forma deste Aviso, serão disponibilizadas aos interessados no sítio desta Agência: www.antaq.gov.br

4. Audiência Presencial:
Com o objetivo de fomentar a discussão e esclarecer eventuais dúvidas sobre o ato normativo objeto deste Aviso, será realizada audiência pública presencial em data e local a serem definidos.

Brasília, 6 de agosto de 2015.
MÁRIO POVIA
Diretor-Geral
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 17/08/2015

GUERRA DE DRONES
Publicado em 08/17/2015 as 01:38 PM

Notícia desta semana traz uma revelação surpreendente. Em Melbourne, Austrália, uma águia-de-cauda-cunha atacou um drone que fazia imagens em uma área arborizada. O equipamento veio ao chão.

De fato as novas tecnologias com o uso apresentam resultados que raramente são imaginados por seus inventores. É exatamente o que vem ocorrendo com o drone. Palavra de origem inglesa que significa zangão, o drone foi originalmente desenvolvido para ser utilizado como avião de pilotagem à distância na guerra. Como equipamento da paz, tem sido empregado para fazer fotografias em locais de difícil acesso e, mais recente, esse tipo de veículo vem sendo utilizado pela americana Amazon, para fazer entregas mais rápidas de mercadorias adquiridas no e-commerce.

Com certeza, os drones da Amazon não ficarão expostos somente à ferocidade da águias. Pois, quando esses minúsculos aviões descerem para entregar as encomendas, eles poderão também ser recebidos por cães ferozes.

Mas a notícia mais espantosa sobre os drones vem do Ceará, no Brasil. Ladrões de banco utilizam drone para levantar informações sem provocar suspeitas. Por meio da perseguição de funcionário-chave, para levantar sua rotina, chantagear e forçá-lo a agir de acordo com os criminosos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  17/08/2015

O FUTURO EM ÁGUAS PROFUNDAS
Publicado em 08/17/2015 as 01:38 PM

Em recente artigo, o jornalista Adelto Gonçalves, especializado em comércio exterior, observa sabiamente que o futuro do mercado mundial está nas aguás profundas. Diz ele: "O navio MSC Zoe, um dos maiores porta-contêineres do mundo, atracou, em agosto de 2015, pela primeira vez no porto de Sines, o único em Portugal que tinha capacidade para recebê-lo, seguindo com destino ao Extremo Oriente, em viagem que tivera início em Hamburgo, com passagem por Antuérpia, marcando a abertura do serviço do armador suíço entre a Ásia e o Norte da Europa." Eis o que nos espera.

Segundo ele, com 395,4 metros de comprimento e capacidade para 19.220 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), este é o terceiro navio da MSC a navegar pelo Hemisfério Norte, dentro de uma programação que prevê a construção de 20 supercargueiros. "É de se lembrar que, na Europa, além de Sines, outros portos, como Hamburgo, Antuérpia, Algeciras, no Sul da Espanha, Maasvlakte 2, na Holanda, e London Gateway, dispõem de infraestrutura portuária para receber porta-contêineres com estas dimensões. Até aqui, o maior porta-contêineres que havia atracado em Sines tinha capacidade para 14 mil TEUs", explica.

E lamenta: "Como se sabe, não há a menor possibilidade de que, um dia, esse navio venha a atracar no porto de Santos, a não ser que seja construído um terminal off shore. O maior navio que já atracou em Santos foi o CMA CGM Tigris, com 300 metros de comprimento e capacidade para 10.622 TEUs, o que se deu em fevereiro de 2015."

Parece claro que essa é uma tendência irreversível, argumenta o jornalista, pois os custos do frete têm sistematicamente diminuído nos últimos anos em razão da economia de escala que os meganavios oferecem. "Diante disso, Santos corre o risco de perder em breve alguns dos seus serviços regulares, se não houver a construção de uma infraestrutura moderna compatível para aceitar a atracação de maiores porta-contêineres."

E prossegue: "Isso significa que a quase totalidade de sua atual infraestrutura pode ficar ociosa, diante da impossibilidade de receber embarcações com dimensões superiores a 336 metros de extensão, seu limite atual, mas que depende das condições da maré. Com um movimento de 3,6 milhões TEUs em 2014, Santos é o porto sul-americano que ocupa hoje a posição mais elevada no ranking de movimentação de carga."

Para o jornalista, o porto de Vitória-ES é o que oferece melhores condições geográficas para se adaptar aos novos tempos. Todavia, explica, por questões geopolíticas, o governo brasileiro havia optado por investir recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na construção do porto de Rocha, no Uruguai, que, com 60 pés de profundidade, estará apto a receber meganavios da Ásia e da África.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  17/08/2015

R$ 152 BILHÕES PARA RODOVIAS E FERROVIAS BRASILEIRAS
Publicado em 08/17/2015 as 01:37 PM

Ao participar da Comissão Geral no plenário da Câmara dos Deputados, no dia 13 de agosto, o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, afirmou que “o governo está criando condições para atrair os investimentos privados necessários para que o Brasil siga avançando”. Ele destacou o Programa de Investimentos em Logística (PIL) que estima R$ 152 bilhões para rodovias e ferrovias, o que representa 77% dos investimentos dessa fase do PIL.

O ministro apresentou aos deputados federais um resumo das atividades da Pasta, desde aspectos gerais de sua gestão até a questão orçamentária, passando por ações de programas do governo federal, escoamento da safra e diálogo com caminhoneiros."Precisamos de investimentos para aumentar nossa eficiência e competitividade, ampliar as exportações, promover a integração nacional e também na America do Sul, além de reduzir os custos logística", disse.

Antonio Carlos Rodrigues ainda ressaltou que, frente ao novo cenário macroeconômico brasileiro, vai enfatizar a gestão e o planejamento para a melhor aplicação de recursos. "Vamos buscar um ambiente favorável e de confiança para a participação da iniciativa privada, estando aberto ao diálogo permanente com setores produtivos e representantes da sociedade para soluções de transportes", garantiu o ministro. Confira o discurso do ministro.

Clique aqui e acesse a apresentação usada na plenária.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  17/08/2015

CAPITANIA DOS PORTOS DO PARANÁ REALIZA CONCURSO DE REDAÇÃO
Publicado em 08/17/2015 as 01:37 PM

Alunos dos ensinos fundamental e médio de duas escolas do Litoral do Paraná estão participando do concurso de Redação “Operação Cisne Branco”, promovido pela Marinha do Brasil. O concurso acontece anualmente e premia as melhores redações sobre temas ligados ao mar e às atividade da Marinha do Brasil.

Neste ano, alunos do Ensino Médio terão como tema de redação a “A Amazônia Azul e o meio ambiente”, como é chamado o mar territorial brasileiro, onde são encontradas as riquezas e as oportunidades comerciais do Brasil. Os alunos do Ensino Fundamental discorrerão sobre “A importância da Marinha do Brasil para a sociedade”

Militares da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) apresentaram palestras e vídeos sobre o tema da redação, promovendo maior conhecimento sobre a atuação da Marinha do Brasil e a Amazônia Azul.

No total, cerca de 700 estudantes dos colégios “Cidália Rebello Gomes”, de Paranaguá e “Monteiro Lobato”, de Guaratuba, assistiram as palestras. Em cada escola, os alunos foram convidados a participar da Operação Cisne Branco, com redações criativas e inovadoras.

Os três primeiros colocados nos níveis fundamental e médio de cada escola receberão diplomas e medalhas, que serão entregues em cerimônia a ser realizada em dezembro, na CPPR. Além disso, os primeiros lugares de cada nível, das duas escolas participantes receberão também um presente oferecido pela Capitania dos Portos do Paraná.

As melhores redações das escolas de Paranaguá concorrerão com redações produzidas por estudantes da Região Sul. Uma nova eliminatória em nível nacional premiará os vencedores com uma viagem no Navio-Veleiro “Cisne Branco” e um laptop, onde poderão registrar seus diários de bordo.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  17/08/2015

TRÁFEGO NO PORTO DE SANTOS É INTERROMPIDO POR CONTA DA NEBLINA
Publicado em 08/17/2015 as 01:37 PM

Assim que complexo portuário for reaberto, haverá comboio de navios

O tráfego de embarcações no Porto de Santos foi interrompido às 3h10 deste sábado (15) por conta da forte neblina. Entradas e saídas de navios não estão sendo autorizadas pela Capitania dos Portos.

O Porto deve ser reaberto quando a neblina sumir. Com o tráfego liberado, serão realizados "comboios": saem seis navios para outros seis entrarem.

Haverá prioridade para o MSC Naomi, que faz neste sábado sua primeira escala no complexo portuário santista. Ele atracará na Brasil Terminal Portuário (BTP), na região da Alemoa, na margem direita, onde carregará 3,8 mil contêineres. No mesmo local, às 13 horas, haverá uma recepção, com homenagem a autoridades da região.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 14/08/2015

NOVO CONTEINEIRO DA MSC ATRACA NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 08/17/2015 as 01:37 PM

MSC Naomi recebeu o nome da filha do presidente da filial brasileira da companhia de navegação, Elber Justo

O navio conteineiro MSC Naomi fez na tarde de hoje, sua primeira escala no Porto de Santos. Esta também foi sua estreia na costa brasileira. Ele atracou por volta das 13 horas na Brasil Terminal Portuário (BTP), na região da Alemoa, Margem Direita do complexo marítimo, onde carregará 3,8 mil contêineres.

No local, antes do início das operações, houve uma recepção com homenagem a autoridades da região.

O nome do cargueiro é uma homenagem ao diretor-presidente da MSC no Brasil, o santista Elber Alves Justo. Naomi é o nome da filha do executivo. Ele será um dos homenageados no evento.

A embarcação foi construída pelo estaleiro chinês New Times Shipbuilding (NTS) e lançada no início do mês passado. Tem 300 metros de comprimento e 48 de largura, o equivalente a três campos de futebol combinados.

A capacidade de transporte do navio é de 8.800 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Quando totalmente carregado, o calado da embarcação (distância vertical da parte que permanece submersa) é de 13,5 metros. Como o limite máximo do calado em Santos é de 13, 2 metros, ele não poderá utilizar toda sua capacidade de transporte em suas escalas na região.

O MSC Naomi iniciou suas operações logo após o batismo, em julho, na China.

A BTP será a única instalação do complexo santista a receber o novo navio da MSC – que, junto com a armadora Maersk Line, controlam o terminal. Após o carregamento, a embarcação seguirá para o Porto de Paranaguá (PR).

O MSC Naomi opera na linha Extremo Oriente, ligando essa região com a costa leste da América do Sul (onde está o Porto de Santos). Outras 12 embarcações fazem o mesmo serviço, escalando em Busan (Coreia do Sul), Xangai, Ningbo, Chiwan, Yantian, Hong Kong (esses cinco, na China), Cingapura (Cingapura), Santos, Paranaguá, Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Rio Grande (RS).



O cargueiro atracou no início da tarde deste sábado (15), no Brasil Terminal Portuário (BTP)

http://www.atribuna.com.br/fileadmin/_processed_/csm_msc-naomi-alex-1_943aa9e36f.jpg

Meio ambiente

No ano passado, a MSC investiu cerca de US$ 250 milhões em um programa de  readequação de navios. O objetivo foi modernizar embarcações mais antigas, de modo a atingir uma economia de até 80 mil toneladas no consumo de combustível e, consequentemente, deixar de emitir 15 mil toneladas de CO2 por ano em cada um desses cargueiros.

De acordo com a armadora, o grande desafio é construir uma nova proa arredondada, utilizada em navios

mais modernos, o que reduzo consumo de combustível e a emissão de CO2. Os projetos têm como premissa a proteção ao meio ambiente.

As embarcações novas são equipadas com motores modernos de baixo consumo de diesel e essa proa bulbosa. O casco é pintado com uma solução anti-incrustação, que reduz a  resistência durante viagens em alto mar. Esta é uma outra medida que diminui o consumo de combustível a longo prazo.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/08/2015

CODESP VAI PRIORIZAR A DRAGAGEM DE TRECHOS ASSOREADOS
Publicado em 08/17/2015 as 01:36 PM

Compromisso foi assumido para evitar redução do calado

A draga Lelystad, da Van Oord Operações Marítimas, iniciará, nos próximos dias, a correção de pontos de assoreamento no canal do Porto de Santos. São locais onde sedimentos, como areia e lama, acabam depositados, tornando o estuário mais raso. A medida é necessária para evitar a redução do calado operacional (a metragem vertical da parte submersa da embarcação) no complexo.

Em paralelo, será executado um levantamento das profundidades (a batimetria) de todos berços e acessos aos pontos de atracação do cais santista, o que será analisado nas próximas semanas.

As obras e os estudos são uma determinação da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). A decisão foi tomada na quinta-feira (13), após uma reunião entre a Autoridade Marítima, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a estatal que administra o cais santista) e a Praticagem de São Paulo.

O encontro foi marcado após os práticos relatarem que navios tocaram o fundo do estuário entre 7 de julho e 1º de agosto. Foram três as ocorrências. A primeira aconteceu nas proximidades do berço da BTP, na Alemoa, no Trecho 4 do canal de navegação.

A segunda ocorreu perto do ponto de atracação do Armazém 19, na região de Outeirinhos, onde estão os armazéns açucareiros, no Trecho 3 do canal. Já o terceiro ponto relatado pela Praticagem fica nas proximidades do berço do Armazém 38, no Corredor de Exportação, na Pontada Praia, no Trecho 2 do estuário.



Atualmente, o canal tem quase 15 metros de profundidade em boa parte de sua extensão. Com isso, os navios que trafegam no Porto devem atender a duas restrições. Da entrada da Barra até a Alemoa, embarcações com até 13,2 metros de calado podem trafegar. Das proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP) em diante, a restrição é de 11,2 metros.

O limite do calado Canal de Navegação do Porto de Santos
http://www.atribuna.com.br/fileadmin/_processed_/csm_calado_7c5a996bd8.jpg

Mas, segundo o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Gomes, comandante da CPSP, as batimetrias dos quatro trechos do canal apontaram pequenos pontos de assoreamento com 14,1 metros de profundidade. Eles estão principalmente no Trecho 2, entre o Entreposto de Pesca e a Torre Grande.

Na curva próxima ao Armazém 12, no Trecho 3, foram encontrados pontos com profundidade reduzida, variando entre 14,4 e 14,5 metros. Com essa medida, como há a necessidade de o navio ter uma distância de segurança do fundo do canal, o calado poderia ser reduzido para 13 metros.


Tal medida só foi evitada pois a diretoria da Codesp prometeu que esses locais assoreados seriam dragados prioritariamente.

“A Lelystad vai direcionar esforços principalmente no Trecho 2 até o dia 30 de setembro. Ela precisa alcançar, no mínimo, 14,7 metros para recuperar a profundidade”, explicou o capitão dos portos. Após essa data, será realizada uma nova reunião para avaliar as condições do canal de navegação do cais santista.

Procurada, a Codesp informou que a draga Lelystad irá atuar nos pontos assoreados nos próximos dias.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/08/2015

ARRENDAMENTO DE PORTOS ATRAI ONZE EMPRESAS
Publicado em 08/14/2015 as 05:07 PM

ANÁLISE. Primeira etapa será de estudo de viabilidade econômica

Brasília, DF – Onze empresas se apresentaram para realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o arrendamento de seis áreas de portos públicos que vão compor o chamado Bloco 2, informou ontem a Secretaria de Portos (SEP). Estimativas iniciais do governo indicam que elas deverão receber investimentos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

"É uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias", afirmou o ministro Edinho Araújo. Nessa etapa, as empresas se apresentam apenas para fazer os estudos. Mas o governo vê nela uma espécie de termômetro sobre o interesse do setor privado em disputar as concessões. Segundo a SEP, a área que menos despertou interesse nessa rodada será estudada por pelo menos cinco grupos empresariais.

O governo vai selecionar um estudo de cada área para embasar a elaboração dos editais de licitação no chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).

Se tudo correr como o planejado, os leilões ocorrerão no primeiro semestre de 2016.
Fonte : Gazeta de Alagoas – AL
Data : 14/08/2015

ONZE EMPRESAS SE APRESENTARAM PARA ESTUDAR NOVAS CONCESSÕES EM PORTOS
Publicado em 08/14/2015 as 05:07 PM

Onze empresas se apresentaram para realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o arrendamento de seis áreas de portos públicos que vão compor o chamado Bloco 2, informou nesta quinta-feira, 13, a Secretaria de Portos (SEP).

ESTADÃO CONTEÚDO

Estimativas iniciais do governo indicam que elas deverão receber investimentos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

"É uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias", afirmou o ministro Edinho Araújo. Nessa etapa, as empresas se apresentam apenas para fazer os estudos. Mas o governo vê nela uma espécie de termômetro sobre o interesse do setor privado em disputar as concessões. Segundo a SEP, a área que menos despertou interesse nessa rodada será estudada por pelo menos cinco grupos empresariais.

O governo vai selecionar um estudo de cada área para embasar a elaboração dos editais de licitação, no chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Se tudo correr como o planejado, os leilões ocorrerão no primeiro semestre de 2016.

Os estudos dizem respeito a duas áreas no porto de Santos (SP), duas em Suape (PE), uma em São Francisco do Sul (SC) e outra no porto do Rio de Janeiro. A intenção do governo é leiloar essas áreas no primeiro semestre de 2016. Em Santos, uma área fica na região chamada Conceiçãozinha e se destina à movimentação de grãos e outra fica na Ilha Barnabé, para granéis líquidos.

Na primeira edição do Programa de Investimentos em Logística (PIL), o governo não conseguiu leiloar nenhuma área em porto público. O processo ficou parado por mais de um ano no Tribunal de Contas da União (TCU). Nessa segunda edição do programa, a previsão é leiloar 50 arrendamentos, com investimentos estimados em R$ 11,9 bilhões.

A autorização do TCU para seguir com os leilões saiu este ano, mas o processo voltou a parar em junho passado, porque o governo decidiu mudar o critério de escolha do vencedor nos leilões. Originalmente, venceria quem se comprometesse com maior movimentação de carga ou menor tarifa. Mas, no PIL 2, a opção foi pela cobrança de uma taxa de outorga. Vence quem pagar mais para obter a concessão.

Por causa dessa alteração, o governo fez nova consulta ao TCU, para saber se os estudos já examinados pela corte de contas precisariam ser refeitos. A resposta ainda não foi dada.

Responsável pelos programas de investimento do governo, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, tem aproveitado as visitas feitas aos ministros do TCU, nas quais detalha a defesa do governo no caso das "pedaladas fiscais", para também pedir uma decisão sobre os portos. "Mostramos que é importante que isso seja feito o mais rápido possível para viabilizar as concessões", disse na quarta-feira, após reunir-se com o ministro Benjamin Zymler. "Neste momento de redução da atividade, vai movimentar bastante o setor." (Colaborou Lorenna Rodrigues)
Fonte : Diário do Grande – ABC
Data : 14/08/2015

TREZE EMPRESAS HOLANDESAS CONFIRMADAS NA TRANS-2015
Publicado em 08/14/2015 as 05:06 PM

A TRANS-2015 que acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de setembro próximo já tem confirmada a presença de 13 grandes empresas holandesas que atuam nas áreas de Logística e Transportes.

Também participarão fazendo parte da comitiva holandesa na missão que virá para o Brasil a Vice-Ministra de Infraestrutura do Governo do Reino dos Países Baixos, além do Embaixador da Holanda no Brasil e outros representantes do governo.

Já estão confirmadas as empresas nacionais da área com estandes na VI FITRAN - VI Feira Internacional de Transportes: LINAVE, MEGA LOGÍSTICA, ARCON, REICON, CDP, ESTALEIRO RIO MAGUARY, SOTREQ- CATERPILLAR, ESTALEIRO EASA, AMARENA, NAVALEX, ESTALEIRO INACE, JRC BRASIL, METASEG, NÁUTICA MOTORS, AMAZON NÁUTICA, entre outras. A TRANS-2015 é promovida pelo SINDARPA e tem o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, CNT, FENAVEGA, SINDARMA, SOBENA, UFPA e FENAV.
Fonte : O Liberal – PA
Data : 14/08/2015

TECON-CONVICON EM VILA DO CONDE COM EXTRAORDINÁRIO DESEMPENHO NO ATENDIMENTO AOS NAVIOS PORTA-CONTÊINERES
Publicado em 08/14/2015 as 05:05 PM

O TECON-CONVICON em Vila do Conde, leia-se Grupo Santos Brasil, um dos mais importantes Operadores Portuários da América Latina, vem melhorando a cada dia o seu desempenho, já chegou a movimentar até 34 contêineres hora, no momento uma média de 24 TEUS hora.

As operações realizadas ali estão sempre consignando os melhores elogios dos comandantes, como aconteceu recentemente de um moderno FULL CONTÊINERES da empresa Aliança Navegação e Logística, por sinal, o mais novo dessa empresa que está sob o comando do meu velho amigo CLC Carlos Câmara, uma das reservas moral da Marinha Mercante Brasileira.

Ainda sobre o TECON CONVICON, a coluna faz um elogio a parte para o Gerente Executivo Ricardo Medina que, por sinal, acaba de concluir o seu mestrado em Serviços Empresariais com uma visita inclusive ao porto de Leixões. Na foto Ricardo Medina com o Almirante Edlander Santos. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal – PA
Data : 14/08/2015

NOVO CENTRO DE CONVENÇÕES VOLTA SER DISCUTIDO
Publicado em 08/14/2015 as 05:05 PM

O governador confirmou que a idéia é ter o novo centro de convenções de frente para o mar, com um teleférico ligando a Cidade Baixa até o Santo Antônio Além do Carmo, poss8ibilitando um novo acesso turístico para o Centro Antigo
Por Adilson Fonsêca

O interesse do Governo do Estado em ocupar a área onde hoje se localiza o comando do Grupamento dos Fuzileiros Navais na Bahia, foi confirmado pelo Comando do II Distrito Naval, que através da sua Assessoria de Comunicação, informou que a proposta vem sendo analisada, mas por se tratar de uma área estratégica para as Forças Armadas (Marinha), ainda não pode emitir qualquer parecer sobre o assunto.

Conforme esclareceu o tenente Fernando Araújo, que responde pelo Setor de Comunicações do II Distrito Naval, a área onde hoje funciona o quartel e o Hospital do Grupamento de Fuzileiros Navais é considerada estratégica para a Marinha, por estar próxima ao Porto de Salvador e localizada no coração da Baía de Todos os Santos. “Por isso mesmo é que não há um prazo ou definição sobre a proposta feita pelo Governo do Estado”, afirmou o oficial.

O local foi implantado no período da Segunda Guerra Mundial como uma base de apoio logístico na vigilância do litoral brasileiro, e por isso mesmo, qualquer mudança de local tem que ser analisada do ponto de vista da própria estratégia de vigilância do litoral. Atualmente o II Distrito Naval ocupa uma área próxima à Praça Cayru, onde fica a sede do comando, a área do Grupamento dos Fuzileiros Navais, defronte ao porto de Salvador, no Comércio, e a Base Naval de Aratu e Vila Naval, ambas nos limites da cidade, no bairro de São Thomé de Paripe e Paripe, respectivamente.

O governador Rui costa manifestou o interesse em construir no terreno onde fica o grupamento dos Fuzileiros Navais o novo Centro de Convenções da Bahia, em substituição ao atual, que fica no bairro do Stiep e já não atende ás demandas do trade turístico do Estado. A proposta do governador foi anunciada no final de julho deste ano. O governador confirmou que a idéia é ter o novo centro de convenções de frente para o mar, com um teleférico ligando a Cidade Baixa até o
Santo Antônio Além do Carmo, poss8ibilitando um novo acesso turístico para o Centro Antigo.

Codeba apOia
A Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur) informou que a proposta de construção de um novo centro de convenções [e do próprio governador que vem comentando o assunto e preferiu não se pronunciar sobre o caso. A construção de um novo centro de convenções na área ocupada pelo Grupamento dos Fuzileiros Navais é apoiada pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), que administra os Portos de Salvador, Aratu e Ilhéus. Segundo informações da Assessoria de Comunicação do órgão, a proposta servirá para dinamizar o turismo na região, aproveitando as belezas naturais da Baía de Todos os santos e o patrimônio arquitetônico diversificado da região do Comércio.

A Codeba diz que o novo centro de convenções será integrado com o terminal de Passageiros do Porto de Salvador, já inaugurado, mas que ainda não vem sendo explorado comercialmente pela iniciativa privada. E isso porque ainda não foi publicado um edital do Ministério dos transportes que permita a exploração de equipamentos no local pela iniciativa privada.

O setor de turismo vê com bons olhos a proposta, mas está preocupado com a atual falta de estrutura para que a cidade possa abrigar grandes eventos nos próximos anos. Segundo explicou Silvio Pessoa, presidente da Federação baiana de Hospedagem e Alimentação em menos de três anos não se pode pensar em um novo equipamento. “Depende de estudo de viabilidade, das negociações com o Comando da Marinha e de projetos. Até lá temos que fazer funcionar o atual centro de convenções”, disse.

Trade turístico deve demitir ainda mais funcionários

Com uma ocupação hoteleira em torno de 54% e com demissões em larga escala no setor de turismo como um todo, o trade turístico em Salvador vive dias de angústias. Sem perspectivas de reverter a curto prazo uma situação de crise, o presidente da Federação baiana de Hospedagem e Alimentação, Silvio pessoa, disse que o setor já demitiu mais de quatro mil funcionários este ano e pretende cortar mais vagas nos próximos meses, por não vislumbrar melhorias econômicas.

Segundo disse, dos 470 hotéis cadastrados em Salvador, a grande maioria está com ocupação em torno de 54%. “isso é muito ruim, pois para se tornar viável, é preciso que pelo menos a ocupação fique na casa dos 60%”, disse Pessoa. Ainda conforme disse, os 28 grandes hotéis registram uma tendência de baixa ocupação e isso reflete em todo o setor turístico, desde os hotéis em si, aos produtos agregados, como bares e restaurantes.

Para Silvio Pessoa, o fechamento do Centro de Convenções para reformas emergenciais tornou-se inevitável diante da situação de degradação do equipamento. O problema, conforme disse, é que não existem espaços para eventos de grande porte no período de baixa estação, quando o chamado turismo de negócio movimenta a economia do setor. Fechado para obras emergenciais, o Centro de Convenções só deverá reabrir em março do próximo ano.

Marinha do Brasil possui 18 mil fuzileiros navais

A marinha do Brasil possui cerca de 18 mil fuzileiros navais. O Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil tem origem no contingente da Brigada Real de Marinha de Portugal, que chegou ao Brasil - acompanhando a Família Real Portuguesa – em 1808. Com a Independência, o contingente da Brigada Real de Marinha que ficou no Brasil passou a designar-se “Batalhão de Artilharia de Marinha”. Em 1864 passou a chamar-se “Batalhão Naval”, em 1895 ”Corpo de Infantaria da Marinha”, em 1924 ”Regimento Naval” e em 1932 "Corpo de Fuzileiros Navais”.

Empregado como “Força de Pronta Ação”, o Comando dos Fuzileiros Navais é formado por soldados profissionais, voluntários e concursados. São treinados para ações de combate em terra, mar e ar, e tem como missão garantir a projeção do poder naval em terra, por meio de desembarques realizados em conjunto com navios e efetivos da Marinha.

No caso do Brasil, essa é uma missão complexa, uma vez que o território compreende cerca de 8,5 milhões quilômetros quadrados, um litoral de mais de 7.400 quilômetros com dezenas de ilhas oceânicas, e uma rede hidrográfica navegável de aproximadamente 50.000 quilômetros de extensão. Desta maneira, existem unidades treinadas em técnicas de demolição, ações especiais, paraquedismo, combate em selvas, montanhas e gelo, e ações helitransportadas.

Com exceção do 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil, todos os outros distritos tm um Grupamento de Fuzileiros Navais a ele subordinados. Atualmente são: Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, RJ (1º Distrito Naval), Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador, BA (2º Distrito Naval), Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, RN (3º Distrito Naval), Grupamento de Fuzileiros Navais de Belém, PA (4º Distrito Naval), Grupamento de Fuzileiros Navais de Rio Grande, RS (5º Distrito Naval), Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário, MS (6º Distrito Naval), Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, DF (7º Distrito Naval) e Batalhão de Operações Ribeirinhas, Manaus, AM (9º Distrito Naval)
Fonte : Tribuna da Bahia – BA
Data : 13/08/2015

POR FALTA DE PAGAMENTO, OBRAS DA FIOL SÃO PARALISADAS
Publicado em 08/14/2015 as 05:05 PM

As construtoras alegam falta de pagamento do governo e informaram que vão demitir todos os 500 trabalhadores da construção

As obras de um trecho de cerca de 160 km da construção da Ferrovia Oeste-Leste foram paralisadas. As construtoras alegam falta de pagamento do governo e informaram que vão demitir todos os 500 trabalhadores da construção.

Segundo a Folha de S. Paulo, a informação foi repassada ao ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues pelo deputado federal Bebebeto Galvão (PSB). De acordo com o parlamentar, as construtoras responsáveis pelo lote 5 das obras, o consórcio Trial-Pavotec, comunicaram aos empregados que não recebem pagamentos há três meses e, por isso, estão interrompendo a construção. O trecho liga as cidades de Caetité a Bom Jesus da Lapa.

A Ferrovia Oeste-Leste terá 1,5 mil km, ligando Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO). Um primeiro trecho de pouco mais de mil quilômetros até Barreiras (BA) está em construção desde 2010, quando foi chamada de “Joia do PAC”, e tinha previsão para estar pronto em 2012. As obras atrasaram e a nova previsão é que no fim de 2015 os primeiros trechos fiquem concluídos.

Por meio de nota enviada ao jornal, a Valec informou que “diante do atual cenário fiscal, o Governo Federal determinou contenção dos gastos públicos (incluindo corte no orçamento do Ministério dos Transportes, que passou para suas vinculadas – Valec, DNIT, ANTT e EPL), o que representou redução no ritmo das obras” e que está averiguando o que ocorreu com a sede da empresa em Guanambi.
Fonte : Tribuna da Bahia – BA
Data : 13/08/2015

OBRAS DE FERROVIA PARAM POR FALTA DE PAGAMENTO
Publicado em 08/14/2015 as 05:05 PM

INFRAESTRUTURA Construção de trecho que liga as cidades de Caetité a Bom Jesus da Lapa está parada. Trabalhadores também estão com salários atrasados

Alegando falta de pagamento do governo, construtoras informaram ontem que pararam as obras de um trecho de cerca de 160 km de construção da Ferrovia Oeste- Leste (Fiol) e vão demitir todos os 500 trabalhadores.

A informação foi repassada ao ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, pelo deputado federal Bebeto Galvão (PSB-BA), que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil da Bahia, durante audiência pública na Câmara. Segundo Bebeto, as construtoras responsáveis pelo lote 5 das obras, o consórcio Trial-Pavotec, comunicaram aos empregados que não recebem pagamentos há três meses e, por isso, estão interrompendo a construção.

O trecho liga as cidades de Caetité a Bom Jesus da Lapa. Os trabalhadores também estão com salários atrasados, de acordo com o deputado. Em protesto, eles ocuparam a sede da estatal Valec, responsável pela construção, na cidade de Guanambi. A Ferrovia Oeste-Leste terá 1,5 mil km, ligando Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO).Um primeiro trecho de pouco mais de mil quilômetros até Barreiras (BA) está em construção desde 2010, quando foi chamada de“Joia do PAC”, e tinha previsão para estar pronto em 2012.

As obras atrasaram e a nova previsão é que no fim de 2015 os primeiros trechos fiquem concluídos. “A Joia do PAC virou bijuteria”, reclamou o deputado dizendo que os lotes no início de fim da ferrovia estão com menos de 20% de avanço de obras. “Ela vai ligar nada a lugar nenhum”. Bebeto lembrou que o ritmo das obras vinha caindo desde o início do ano mas que a situação piorou em julho, quando a Valec começou a priorizar o pagamento dos trilhos comprados de empresas estrangeiras. Justiça Conforme a agência Folhapress informou, um dos consórcios fornecedores dos trilhos conseguiu liminar na Justiça para que a Valec pague primeiramente esse contrato que, segundo apuração do TCU, tem suspeita de superfaturamento.

Se utilizando de dados do sistema de orçamento, Bebeto informou que a Valec até agora só assegurou o pagamento de R$ 340 milhões da construção, o que é apenas 1/3 da previsão inicial do orçamento. De acordo com ele, as construtoras foram informadas que só receberiam R$ 180 milhões e o restante do dinheiro vai pagar os contratos de aquisição de trilhos. "Tecnicamente, toda a obra está parada por causa disso”, afirmou Bebeto.

Em resposta à reportagem, a Valec informou que “Diante do atual cenário fiscal, o Governo Federal determinou contenção dos gastos públicos (incluindo corte no orçamento do Ministério dos Transportes, que passou para suas vinculadas – Valec, Dnit, ANTT e EPL), o que representou redução no ritmo das obras” e que está averiguando o que ocorreu com a sede da empresa em Guanambi.

O ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues informou aos deputados que não poderia dar respostas específicas sobre os temas por ter recebido perguntas sobre 26 diferentes temas, mas que vai encaminhar esclarecimentos a todos até a próxima semana. A reportagem entrou em contato com o consórcio responsável pela obra mas não obteve resposta.

Suspeita Um bilionário contrato para a compra de trilhos da Valec, que teve “prioridade” de pagamento decretada em junho pela estatal, está sob suspeita de superfaturamento. É o que apontam investigações do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a compra de trilhos pela estatal paraas ferrovias Oeste- Leste e Norte-Sul.

O valor dessa aquisição, realizada em 2013 com duas empresas, era estimado em R$ 942 milhões. Mas o custo já passa de R$ 1,3 bilhão. Após denúncia feita em maio, o tribunal começou uma investigação sobre o contratos. Os primeiros indícios apontam para pagamento de valores mais altos que os da média de venda de trilhos no mercado, custos irregulares com recolhimento de impostos (há isenção para esse item) pagos pela estatal, entre outras irregularidades.
Fonte : A Tarde – BA
Data : 14/08/2015

GOVERNO DIZ QUE FACILITARÁ ATUAÇÃO ESTRANGEIRA NO PLANO DE CONCESSÕES
Publicado em 08/14/2015 as 05:04 PM

Ministério afirmou que consórcios poderão ser liderados por empresa de fora. Intenção é facilitar participação internacional em leilões

brasília

A secretária-executiva do Ministério dos Transportes, Natália Marcassa, disse ontem que o governo vai flexibilizar as regras previstas nos editais de leilões de rodovias, para facilitar a participação de empresas estrangeiras na nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL). Segundo ela, será permitido que consórcios sejam liderados por companhias estrangeiras. Na primeira fase do programa, grupos com participação internacional só poderiam concorrer aos leilões se a empresa líder do consórcio fosse brasileira.

O objetivo da mudança é atrair investimentos externos para as concessões, como uma forma de reação à crise econômica do Brasil. Além das dificuldades financeiras decorrentes do cenário econômico, parte das maiores empresas do País é alvo da Operação Lava Jato, que investiga esquema de formação de cartel e pagamento de propina em contratos da Petrobras. “Na verdade, hoje o edital de concessão de rodovia diz que, no caso de empresas estrangeiras, a líder tem que ser sempre nacional.

E a gente está flexibilizando essa regra para que a líder possa ser estrangeira. Haverá também um conjunto de flexibilizações menores, como exigências para habilitação. A gente está olhando o edital com o objetivo de melhorar a condição para participação internacional”, disse Natália Marcassa.

A secretária-executiva concedeu entrevista após audiência do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, na Câmara dos Deputados. Com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões nos próximos anos, a nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL) foi lançada em junho pela presidente Dilma Rousseff. O programa vai privatizar aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados entre 2015 e 2018, durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

O pacote de investimentos é mais uma tentativa da presidente de modernizar parte da infraestrutura do País. Essa nova versão do PIL também é uma reação de Dilma à queda de sua popularidade provocada pela desaceleração da economia e as denúncias de corrupção na Petrobras.

Na primeira fase do PIL, anunciada em agosto de 2012, havia a previsão de investimentos de R$ 133 bilhões apenas em rodovias e ferrovias. Entretanto, dos nove trechos de estradas, apenas seis foram leiloados. Dos projetos de ferrovias, nenhum saiu do papel. Segundo a secretária-executiva do Ministério dos Transportes, empresas estrangeiras relataram “dificuldades” burocráticas para participar das concorrências.
Fonte : Correio do Estado – MS
Data : 14/08/2015

ANALISTAS TRIBUTÁRIOS VOLTAM AO TRABALHO
Publicado em 08/14/2015 as 05:04 PM

BRASÍLIA (ABr) - Depois de três dias de paralisação, os analistas tributários da Receita Federal voltaram, ontem, ao trabalho.
RECEITA

Desde segunda-feira, os profissionais cruzaram os braços para pedir a manutenção da categoria na PEC 443, que vincula o reajuste de várias categorias do funcionalismo ao vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira, a Câmara dos Deputados derrubou o destaque que excluía os analistas tributários da reestruturação salarial. Nesses três dias não houve atendimento ao contribuinte nas delegacias, inspetorias e agências do órgão. A paralisação também afetou as atividades alfandegárias. A fiscalização, a vigilância e a repressão nos portos, aeroportos e postos de fronteiras foram interrompidas.
Fonte : Jornal do Commercio – PE
Data : 14/08/2015

SUAPE: CONCESSÕES ATRAEM 13 PMIS
Publicado em 08/14/2015 as 05:04 PM

Dois terminais do Porto de Suape receberam 13 Procedimentos de Manifestação Interesse (PMI) entre os empreendimentos anunciados que seriam explorados via concessão, dentro do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no dia 9 de junho último.

O PMI mostra o interesse de uma empresa em desenvolver um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental desses empreendimentos. Os dados produzidos servirão de base para a realização da licitação a qual escolherá uma empresa da iniciativa privada para ser a concessionária desses novos negócios. A concorrência deve ocorrer no primeiro semestre de 2016 e será realizada pelo governo federal.

Os dois terminais de Suape que receberam propostas foram o de trigo, com seis manifestações de interesse, e o de veículos, com sete. O terminal de trigo deverá ocupar uma área de 25 mil metros quadrados. O de veículos terá uma área de 188 mil m². Ambos devem usar o berço 4 para embarque e desembarque, sendo compartilhado com outros arrendatários da estatal.

Ainda de acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria Especial de Portos, os terminais de Suape que não receberam propostas foram o segundo Terminal de Contêineres (Tecon 2) e o de granéis minerais.

Depois da entrega dos PMIs, a Secretaria dos Portos (SEP) vai analisar a documentação dos interessados e publicar o nome das empresas autorizadas a realizarem os estudos em até 15 dias no Diário Oficial da União e no endereço eletrônico www.portosdobrasil. gov.br. Após essa fase, as selecionadas terão 60 dias para submeter os respectivos estudos ao Ministério dos Transportes, que analisará a viabilidade e encaminhará o processo para obter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). No total, a SEP recebeu 34 requerimentos, de 11 empresas, além de uma doação de estudos. Outros portos que receberam propostas foram o de São Francisco do Sul (em Santa Catarina) com sete propostas; o de Santos – em São Paulo – com 10 propostas para dois empreendimentos e o do Rio de Janeiro.

Tecon 2, que desafogaria tráfego de cargas, ficou sem proposta
Fonte : Jornal do Commercio – PE
Data : 14/08/2015

AGÊNCIA DE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA...
Publicado em 08/14/2015 as 05:04 PM

Hoje, no Sheraton Reserva do Paiva, tem um seminário especial com os sindicatos das agências de navegação marítima de todos os Estados brasileiros.

... promove Fórum no Paiva

O evento é da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima, que também vai homenager o secretário de Desenvolvimento, Thiago Norões.
Fonte : Jornal do Commercio – PE
Data : 14/08/2015

CONTÊINER ECOLÓGICO
Publicado em 08/14/2015 as 05:03 PM

Guaíra - A coleta seletiva ainda é um desafio para o município de Guaíra.

Guaíra - A coleta seletiva ainda é um desafio para o município de Guaíra. Mas, aos poucos, o trabalho de separar lixo orgânico de lixo reciclável vai se tornando realidade. Desde a semana passada, o Departamento de Meio Ambiente está instalando contêineres ecológicos em algumas das principais escolas e bairros. São 14 instituições beneficiadas com o programa, que prevê ainda um trabalho de conscientização com os alunos.

Os contêineres têm capacidade de armazenamento de mil litros cada um, são leves e resistentes, de fácil manuseio e limpeza. Como possuem rodinhas, são de fácil locomoção. Segundo a diretora de Meio Ambiente, Érica Celestino, os materiais coletados serão disponibilizados para a Associação dos Catadores Municipais. "O contêiner vai até facilitar a vida dos catadores, já que ele é móvel e fácil de manusear e estão sendo deixados em pontos estratégicos.

Este é um projeto piloto e com o trabalho em sala de aula vamos aos poucos atingindo o nosso objetivo, pois precisamos da colaboração da população para que a nossa coleta seletiva seja um sucesso quando for implantada. As pessoas precisam estar preparadas para isso", afirma. Os 14 contêineres foram disponibilizados pela "Linha Ecológica" do Conselho dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu.
Fonte : Folha de Londrina – PR
Data : 14/08/2015

AJUSTE FISCAL AMEAÇA FUTURO DO PROJETO DO TÚNEL SUBMERSO SANTOS-GUARUJÁ
Publicado em 08/14/2015 as 05:03 PM

O ajuste fiscal pegou em cheio a obra do primeiro túnel submerso do país, entre Santos e Guarujá (SP), que não tem mais prazo para sair do papel.

O Estado de São Paulo, que está licitando a obra, contava com a aprovação pelo Tesouro Nacional do aumento do limite de endividamento em R$ 7 bilhões para contratar a construção do túnel. Mas com o contingenciamento necessário para enfrentar a crise econômica, o aval de Brasília não ocorreu.

Procurada, a Secretaria do Tesouro Nacional disse que recebeu o pleito de São Paulo para a próxima revisão do Programa de Restruturação e Ajuste Fiscal (2015-2017) e que a liberação está atrelada "à análise técnica e à autorização da inclusão de operações de crédito na revisão do Programa".

Dos R$ 3,2 bilhões previstos para o túnel, R$ 938 milhões já estão aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o governo paulista aportará R$ 900 milhões. Falta quase R$ 1,3 bilhão para fechar a conta.

Apesar de o governo de São Paulo já ter mais da metade dos recursos a decisão é não começar o túnel sem a garantia de todo o dinheiro. "Em alguns meses posso ter de paralisar por falta de recursos. Não vamos correr esse risco", disse Laurence Casagrande, presidente da Dersa, empresa do governo de São Paulo responsável pela licitação.

Uma primeira versão do edital foi lançada em 2014, quando a expectativa sobre a aprovação do aumento do limite do endividamento era mais positiva. A previsão era começar a obra no primeiro trimestre deste ano. Mas em janeiro o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu a licitação ao acatar representação de empresas que apontaram inconsistências técnicas no edital. A Dersa está finalizando os ajustes determinados pelo TCE para colocar o novo edital na praça, mas não crava uma data.

"Só vou republicar na hora em que tiver certeza de que posso contar com o financiamento", disse Casagrande. Originalmente o valor total do empreendimento, incluindo reassentamentos e desapropriações, totalizaria R$ 2,8 bilhões, valor revisto para R$ 3,2 bilhões devido sobretudo à atualização da inflação durante a construção, que deve levar 44 meses.

O túnel será a primeira ligação seca entre Santos e Guarujá. Aventado há décadas, conectará as cidades cruzando o canal do porto de Santos. Do 1,7 quilômetro a ser construído, 762 metros ficarão submersos a uma profundidade de 21 metros e 950 metros serão rampas de acesso.

Cinco consórcios estão aptos a apresentar proposta comercial para fazer o empreendimento, quatro classificados administrativamente na fase de pré-qualificação e um incluído por decisão judicial.

A garantia da execução do túnel é a mais alta prevista na Lei de Licitações: 10% do valor proposto pelo vencedor. O critério busca reduzir o risco intrínseco à obra. As intervenções vão exigir uma tecnologia inédita no país dentro de um porto com muito movimento.

Participam o consórcio "ISG Interligação Santos-Guarujá", formado por Andrade Gutierrez, Daewoo e CR Almeida. O "Nova Travessia" é integrado pela Constran, Ing. E. Mantovani e Piacentini Tecenge do Brasil. O "Túnel Santos-Guarujá" é formado por Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Strukton. O "Sigma" é composto pela J.Malucelli Construtora de Obras, Grandi lavori e Salini Impregilo (o único que não é composto por empresas citadas na Lava-Jato). E o "Construtor Túnel Santos-Guarujá" pela Camargo Corrêa, Ferrovial Agroman e Carioca Engenharia.

Todos são integrados por empresas estrangeiras com experiência em construção de túneis imersos em ambientes portuários.
Fonte : Valor Econômico
Data : 14/08/2015

PRUMO DIZ QUE ENTRA EM NOVA FASE EM 2016
Publicado em 08/14/2015 as 05:03 PM

A Prumo Logística, dona do Porto do Açu, em Barra de São João (RJ), pretende encerrar este ano o ciclo de investimentos em infraestrutura básica no empreendimento, disse ontem o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Eugenio Figueiredo.

A expectativa, segundo ele, é que a partir do ano que vem a empresa entre numa fase de queda no ritmo de aportes e de aumento na geração de receitas.

A previsão da companhia é fechar o ano com investimentos de R$ 1 bilhão no Açu. No primeiro semestre, a Prumo executou 34% do previsto. "Com o fechamento desse ciclo, a gente não prevê investimentos relevantes para os próximos anos em termos de infraestrutura, já que concluiremos a dragagem do canal, o quebra-mar, a subestação, a pavimentação de ruas e a primeira fase do terminal multiuso", disse Figueiredo, durante teleconferência com investidores.

Sem revelar projeções, o executivo destacou que a expectativa para os próximos anos é investir apenas em "projetos específicos", como a conclusão do terminal de petróleo, que deverá entrar em operação até agosto do ano que vem. Figueiredo destacou que os US$ 200 milhões pagos pela alemã Oiltanking, que adquiriu 20% da subsidiária Açu Petróleo e assumiu a operação do terminal, "fecha o funding [financiamento] especifico" para o projeto.

Ainda de acordo com o diretor, também estão previstos para os próximos anos investimentos relacionados a suprimento de infraestrutura básica, como água e energia, para clientes futuros. Segundo Figueiredo, a Prumo pretende destinar R$ 500 milhões do empréstimo de longo prazo obtido com o BNDES para investimentos no Açu.
Fonte : Valor Econômico
Data : 14/08/2015

ESTRANGEIRAS PODERÃO LIDERAR CONSÓRCIO EM CONCESSÃO DE RODOVIA
Publicado em 08/14/2015 as 05:02 PM

A secretária-executiva do Ministério dos Transportes, Natália Marcassa, afirmou ontem que a pasta decidiu permitir que a empresa líder do consórcio que disputará as concessões de rodovias possa ser estrangeira com o objetivo de estimular a concorrência dos lotes a serem lançados no mercado até o fim de 2016.

O governo vetou nas concessões anteriores que a líder do consórcio fosse de fora do país. As estrangeiras até podiam disputar a concorrência, mas como integrantes do consórcio, sem liderá-lo, o que as obrigava a se associarem a empresas nacionais. Segundo Natália, o ministério estuda ainda flexibilizar "exigências menores", como a apresentação de habilitações que precisam ser tiradas no Brasil e aumentam a burocracia para as empresas estrangeiras.

Natália negou que a mudança de postura do governo ocorra por causa da Operação Lava-Jato, que deixou em dificuldades as maiores empreiteiras do país. Segundo ela, a alteração é necessária por causa do aumento do volume de concessões.

"Não [é por causa da Lava-Jato], é demanda que a gente já vem observando. Antes tinha grupos de lotes a leiloar menores, o mercado nacional dava conta. Hoje, temos 16 rodovias a leiloar entre 2015 e 2016 e vamos precisar de mais empresas", disse.

A secretária-executiva falou após audiência na Câmara dos Deputados com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. Sobre a mudança em relação às empresas estrangeiras, Rodrigues disse que a mudança "está dentro da normalidade" e que os editais nunca foram fechados à participação de empresas estrangeiras.

O ministro foi chamado para falar dos projetos da pasta, mas, dos 40 minutos concedidos para sua apresentação, utilizou apenas 12 minutos para ler um texto sobre o que o governo anunciou até agora e dados sobre a infraestrutura brasileira, como lembrar que o "Brasil tem hoje 10 mil km de rodovias concedidas".

O ministro evitou responder a perguntas, mesmo as feitas por deputados para exaltar ações da pasta, e disse para a imprensa falar com sua secretária-executiva para obter "detalhes técnicos".

O deputado federal Alfredo Nascimento (AM), presidente nacional do PR e antecessor de Rodrigues no ministério, foi um dos que falaram na audiência. "Levamos por unanimidade sua indicação para ministro porque você é bom parceiro", disse ele a Rodrigue
Fonte : Valor Econômico
Data : 14/08/2015

ESTUDO SOBRE NOVAS CONCESSÕES ATRAI 11 EMPRESAS, DIZ SECRETARIA
Publicado em 08/14/2015 as 05:02 PM

Onze empresas se apresentaram para realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o arrendamento de seis áreas de portos públicos que vão compor o chamado Bloco 2, informou nesta quinta-feira a Secretaria de Portos (SEP).

Estimativas iniciais do governo indicam que elas deverão receber investimentos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão. “É uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias”, afirmou o ministro Edinho Araújo. Nessa etapa, as empresas se apresentam apenas para fazer os estudos. Mas o governo vê nela uma espécie de termômetro sobre o interesse do setor privado em disputar as concessões.

Segundo a SEP, a área que menos despertou interesse nessa rodada será estudada por pelo menos cinco grupos empresariais. O governo vai selecionar um estudo de cada área para embasar a elaboração dos editais de licitação, no chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Se tudo correr como o planejado, os leilões ocorrerão no primeiro semestre de 2016.

Os estudos dizem respeito a duas áreas no porto de Santos (SP), duas em Suape (PE), uma em São Francisco do Sul (SC) e outra no porto do Rio de Janeiro. A intenção do governo é leiloar essas áreas no primeiro semestre de 2016. Em Santos, uma área fica na região chamada Conceiçãozinha e se destina à movimentação de grãos e outra fica na Ilha Barnabé, para granéis líquidos. Na primeira edição do Programa de Investimentos em Logística (PIL), o governo não conseguiu leiloar nenhuma área em porto público.

O processo ficou parado por mais de um ano no Tribunal de Contas da União (TCU). Nessa segunda edição do programa, a previsão é leiloar 50 arrendamentos, com investimentos estimados em R$ 11,9 bilhões. A autorização do TCU para seguir com os leilões saiu este ano, mas o processo voltou a parar em junho passado, porque o governo decidiu mudar o critério de escolha do vencedor nos leilões.

Originalmente, venceria quem se comprometesse com maior movimentação de carga ou menor tarifa. Mas, no PIL 2, a opção foi pela cobrança de uma taxa de outorga. Vence quem pagar mais para obter a concessão. Por causa dessa alteração, o governo fez nova consulta ao TCU, para saber se os estudos já examinados pela corte de contas precisariam ser refeitos. A resposta ainda não foi dada.

Responsável pelos programas de investimento do governo, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, tem aproveitado as visitas feitas aos ministros do TCU, nas quais detalha a defesa do governo no caso das “pedaladas fiscais”, para também pedir uma decisão sobre os portos. “Mostramos que é importante que isso seja feito o mais rápido possível para viabilizar as concessões”, disse na quarta-feira, após reunir-se com o ministro Benjamin Zymler. “Neste momento de redução da atividade, vai movimentar bastante o setor.” (Colaborou Lorenna Rodrigues)

É uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias.”

Edinho Araújo
Ministro da Secretaria de Portos
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 14/08/2015

PETROLÃO - PAINEL DO LEITOR
Publicado em 08/14/2015 as 04:59 PM

Diferentemente da resposta no Painel do Leitor de 12/8, em que o jornalista afirma que o "casco está em construção no Japão e os módulos estão sendo feitos em fábricas de fornecedores fora do estaleiro", a Enseada Indústria Naval esclarece que em seu estaleiro, na Bahia, fases de construção das sondas Ondina e Pituba somaram 1,5 milhão de horas trabalhadas. Inclui-se processamento de 2.600 toneladas de aço para montagem de 75 blocos, pré-edificação de 24 megablocos de topside e pré-montagem da torre de perfuração do topside da Ondina.

O casco desta foi construído no estaleiro da Kawasaki, sócia da Enseada, no Japão, assegurando condições de conteúdo local e transferência tecnológica. Humberto Rangel, diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Enseada Indústria Naval (Rio de Janeiro, RJ)
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 14/08/2015

MERCADO ABERTO - NÃO DEFENDO IMPEACHMENT, MAS GOVERNO ESTÁ NO CAMINHO ERRADO, DIZ CNI
Publicado em 08/14/2015 as 04:59 PM

A falta de força política do governo para aprovar mudanças é hoje uma das maiores dificuldades na busca de um rumo para a saída da crise, segundo o presidente da CNI, Robson Andrade.

O executivo afirma ser contrário à possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas que o governo está em um "caminho errado" em relação ao ajuste fiscal.

O empresário diz ainda que, durante a crise que derrubou o ex-presidente Collor, o país tinha um Congresso mais estruturado e lideranças políticas expressivas.

A seguir, os principais trechos da entrevista.
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Folha - A situação ainda vai piorar ou chegamos ao fundo do poço?
Robson Andrade - Não acredito que chegamos ao fundo do poço, mas precisamos começar a ver resultado. Só medidas pontuais, não resolvem.

Se medidas de ajuste tivessem passado teriam trazido alívio?
Mesmo que as desonerações tivessem sido aprovadas pelo Congresso, não resolveriam o problema do deficit. O governo contava com uma receita tributária inexistente porque a atividade econômica está caindo.

Como compara essa crise com a de Collor?
O Brasil hoje é mais maduro. Na época do Collor, vínhamos de uma inflação superior a 200% ao ano, tivemos planos econômicos que não deram certo. Hoje, há mais estabilidade. Tínhamos um Congresso estruturado e uma certa organização política. Temos condições de ter uma liderança adequada.

A liderança foi escolhida nas últimas eleições. O que seria pior para a indústria, a saída da presidente ou um governo fraco por três anos?
Escolhemos em outubro a liderança que gostaríamos de ter, mas escolhemos em cima de um programa de governo em que acreditávamos, de gestão, de crescimento. Por uma série de fatores econômicos e políticos, não se efetivou. Temos agora de ajudar a construir um país diferente.

As instituições têm de ser respeitadas. Foi eleita, tem de respeitar e ajudar a construir o país dentro do sistema político que temos, com a liderança que escolhemos. Mas é necessário também que ela tome as decisões que o país precisa, não podemos ficar à mercê de problemas políticos.

O sr. é a favor do impeachment da presidente?
Não sou a favor. Temos mecanismos da Justiça que têm de avaliar essas questões. Não acho que simplesmente o impeachment resolverá. O que vai resolver é ajudarmos a construir um Brasil diferente do que temos hoje. Não estou falando que tem de apoiar a presidente, mas que nós temos de achar um caminho para que nossos representantes, principalmente o Congresso, aprovem as medidas necessárias. A eleição da presidente é mais visível, mas, em 2014, as promessas dos candidatos aos governos, ao Senado e à Câmara, foram as mesmas, de que vão melhorar [o país]. Estamos esperando por isso e acho que temos de dar as mãos e ajudar a construir. Se a economia melhorar e o país voltar a crescer, a tendência é que a [impopularidade] mude completamente.

Quais os efeitos da operação Lava Jato sobre a indústria?
Algumas empresas são de grupos grandes, com outras atividades além da construção pesada. Vão se reestruturar e sair dessa situação melhores, com mais governança e transparência. Não sei se terão interesse em participar de negócios com governos. Empresas [não envolvidas na Lava Jato] se mostram reticentes em trabalhar para o governo com receio de serem ligadas a irregularidades.

O ministro Joaquim Levy disse que empresas atrasam o pagamento de impostos, o que contribui para derrubar a arrecadação. Isso tem ocorrido?
Não tenho visto. Mas há alguns anos, conversando com um secretário da Fazenda, ele me disse: "Primeiro temos o pagamento de despesas obrigatórias, depois os salários, as despesas correntes do Estado, aí, se sobrar dinheiro, a gente paga os empresários que nos forneceram".

Isso deveria valer também na iniciativa privada. Pagar primeiro salários, fornecedores, despesas, tirar o lucro do investidor e, se sobrar dinheiro, pagar os impostos. Os governos não concordam com isso e têm mecanismos de pressão que nós não temos.

O sr. acredita que poderá haver aumento de imposto?
Não acredito porque não tem mais onde aumentar.

Há sugestão de fora do governo de acabar com o lucro presumido. O que o sr. acha?
Acho um absurdo ideias de que aumentar imposto resolve a situação. Acabar com o lucro presumido não significa que quem não pagava imposto, passará a pagar. Há a proposta do ministro Afif Domingos [da Secretaria da Micro e Pequena Empresa] de reduzir impostos para uma certa faixa. Haverá queda de receita. Será suprida com alta de tributação sobre as empresas acima desse limite?
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FUNDO INVESTIRÁ R$ 100 MILHÕES PARA EXPLORAR OURO EM MT

O fundo de investimentos Biogold, que atua nas áreas de infraestrutura e mineração, investirá R$ 100 milhões para instalar duas minas de ouro em Matupá e Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso.

As áreas terão capacidade para gerar 1,5 toneladas do mineral por ano, de acordo com Lucas Kallas, diretor-executivo do grupo.

"O mercado de mineração tem grande potencial, pois o ouro é comercializado em dólar e o câmbio mais elevado viabiliza a nossa operação."

Além dos aportes futuros para a aquisição de equipamentos, infraestrutura e abertura de vias nas proximidades, a Biogold já investiu cerca de R$ 50 milhões em estudos de viabilidade nos locais.

"Nosso planejamento inicial é explorar os locais por aproximadamente 12 anos."

As duas unidades vão gerar entre 150 e 250 empregos. O grupo tem mil funcionários em Minas Gerais.

300 mil toneladas
é o volume mensal de minério de ferro extraído pelo grupo em Minas Gerais
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PAUSA NOS PLANOS
O mercado de seguros de saúde ficou estagnado nos últimos doze meses, com incremento de 1,04% no número de pessoas seguradas. São 50,5 milhões que têm plano.

É uma desaceleração, já que, em dezembro, esse número era de 3,5%, diz o presidente da federação das empresas do setor, Marcio Coriolano. No Sudeste, houve queda de 0,2%, o que é inédito.

A maior parte dos segurados é de profissionais que recebem o plano como benefício de seus empregadores.

"Em período de desemprego, a operadora deixa de receber o prêmio das pessoas que foram canceladas", diz Coriolano, que também é presidente da Bradesco Saúde.

A aposta agora é no mercado para funcionários de pequenas empresas. No fim de 2014, eles representavam 28% da receita com planos coletivos do Bradesco Saúde, o dobro do que era em 2008.

A SulAmérica também busca mais clientes desse perfil e notou um aumento deles na carteira: em um ano, avançaram 1,7% e chegaram a 15,4% do total de segurados. Parte da explicação é o aumento da formalização dessas empresas, diz Maurício Lopes, vice-presidente de saúde.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e FELIPE GUTIERREZ
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 14/08/2015

PAINEL - O PACIFICADOR
Publicado em 08/14/2015 as 04:59 PM

Preocupado com a reação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à tentativa do governo de isolá-lo, o vice-presidente Michel Temer convidou o presidente da Câmara para uma reunião com ele e o comandante do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir a Agenda Brasil.

O encontro deve ser na segunda-feira. "O governo tem de reunificar o país para superar a crise. Nosso primeiro desafio é unir Senado e Câmara para encontrar saídas para retomar o crescimento", disse Temer à coluna.
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2 + 2 Organizadores das manifestações denunciarão nos carros de som no domingo a costura de um "acordão" para fritar Cunha e manter a presidente no poder.

= 5 Para os ativistas, o prazo dado pelo TCU a Dilma foi jogo combinado para dar tempo de o procurador-geral Rodrigo Janot denunciar o presidente da Câmara e melar o impeachment.

A tiracolo O MBL mudou o lema dos atos para "Fora Dilma, e leve o Renan com você". "Como o presidente do Senado quer ficar ao lado de alguém que queremos derrubar, que saia com ela", disse Renan Santos, um dos líderes.

Dedo duro O grupo vai distribuir nos atos lista de deputados que estariam indecisos em votar sim ou não em caso de impeachment. PR e PRB encabeçam a relação.

Veterano Aliados de Renan dizem que ele está calejado com protestos e que, se for alvo no domingo, será uma "vaia colateral". "Não é a mesma coisa que o 'Fora Renan' de 2013", diz um amigo.

Mira Já ministros do TCU receiam ser alvo das ruas. Já estão recebendo centenas de mensagens pedindo a rejeição das contas de Dilma.

Civil OAB e as confederações nacionais da Indústria, dos Transportes, da Agricultura e Pecuária publicarão carta na quarta-feira com críticas a crises "ética, política e econômica". O tom dependerá do tamanho dos atos. Nesta quinta, alguns dirigentes defenderam o impeachment.

UTI 1 O prefeito Fernando Haddad decidiu demitir José de Filippi Jr. da Secretaria de Saúde. O novo secretário será Alexandre Padilha, hoje nas Relações Governamentais e que foi ministro da Saúde no primeiro governo Dilma.

UTI 2 Haddad considera a Saúde a pior área do governo e já queria ter demitido Filippi antes, mas adiou a troca quando o petista, ex-tesoureiro da campanha de Dilma em 2010, foi citado na Lava Jato, para não queimá-lo.

Embaixador Júlio Semeghini será o novo representante do governo de São Paulo em Brasília. O cargo, subordinado à Casa Civil, vai coordenar a negociação de empréstimos, convênios com a União e projetos de interesse da gestão no Congresso.

Holofotes Após Alckmin cobrar mais exposição do secretariado, Alexandre de Moraes (Segurança), apontado como pré-candidato a prefeito, passou a concentrar entrevistas da pasta, ofuscando o comandante da PM e o delegado-geral da Polícia Civil.

Visita à Folha Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava com José Augusto Fernandes, diretor de política e estratégia, e Carlos Barreiros, diretor de comunicação.

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado dos generais João Camilo Campos, comandante militar do Sudeste, Mauro Cesar Cid, futuro comandante do Sudeste, e Otavio do Rêgo Barros, chefe de comunicação social.

Orlando Marques, presidente da Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Andreza Taglietti, assessora de imprensa.
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TIROTEIO

'O PDT está indo para o caminho errado. Prefere ir atrás de carguinhos ao invés de oferecer um verdadeiro projeto de país.'
DE JOSÉ ANTONIO REGUFFE (PDT-DF), senador, sobre Carlos Lupi, presidente do partido, reconsiderar o rompimento com o governo após apelo de Dilma.
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CONTRAPONTO

Estranho no ninho
Na última terça-feira, um dia depois de apresentar a Dilma Rousseff a Agenda Brasil, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou uma reunião de líderes da Casa para discutir a reforma política.

O empenho no tema faz parte da estratégia do peemedebista para ajudar o governo a sair da crise de governabilidade e evitar as pautas-bombas da Câmara.

Ao chegar atrasado para a reunião, Ronaldo Caiado (DEM-GO) levou um susto ao constatar que havia apenas parlamentares governistas

Cumprimentou todos e brincou, antes de sair da sala:

–Já que cheguei atrasado, finjam que eu nem vim!

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 14/08/2015

ESTRANGEIRA PODERÁ LIDERAR CONSÓRCIOS
Publicado em 08/14/2015 as 04:58 PM

Mudança de regra de próximos leilões de concessão de rodovias visa atrair mais empresas, segundo o governo. Exigência é reduzida para documentação técnica também, o que pode viabilizar entrada de empresas médias

Empresas com sede fora do país não vão mais precisar abrir subsidiária no Brasil para participar como líderes de consórcio nos leilões de concessão de rodovias. A exigência de documentação técnica também será menor, o que tende a atrair também empresas de menor porte.

A flexibilização das exigências, antecipada pelo jornal "O Globo", foi feita para atrair mais empresas.

A intenção foi anunciada pelo Ministério dos Transportes nesta quinta (13) após audiência pública na Câmara dos Deputados, em que o ministro Antônio Carlos Rodrigues apresentou panorama dos investimentos no setor.

Segundo a secretária-executiva do ministério, Natália Marcassa, não há ligação entre a mudança e a crise criada pela Operação Lava Jato, em que empreiteiras nacionais estão sendo investigadas sob acusação de corrupção.

"Era uma demanda de empresas estrangeiras que relatam em outros leilões dificuldades de entrar", afirmou.

"Com o aumento das concessões, vamos precisar de novas empresas. Antes, o mercado nacional dava conta. Hoje temos um conjunto de 16 rodovias e vamos precisar de mais empresas."

INVESTIMENTOS
As mais importantes mudanças nos editais que estão sendo preparados, contudo, serão feitas nas exigências de investimentos que terão que ser realizadas ao longo da concessão.

Na última rodada de licitações, realizada em 2013, o governo exigiu que toda a duplicação das estradas fosse realizada em cinco anos, sendo 10% no primeiro ano.

Agora não deverá haver mais uma regra única e cada concessão será avaliada separadamente para saber se há condições de fazer toda a duplicação e em qual prazo.

CUSTO DO PEDÁGIO
A flexibilização é necessária porque, com a regra da rodada anterior, os pedágios poderiam ficar muito caros, o que poderia inviabilizar a concessão. As estradas que vão ser leiloadas agora têm movimento menor que as anteriores e precisam de obras de maior porte.

Além disso, também contribui para que o preço do pedágio fique maior a piora nas condições dos financiamento que estão sendo oferecidas, com juros maiores.

O ministro ainda manteve na apresentação aos deputados o cronograma de fazer mais quatro leilões de rodovias este ano.

Mas, provavelmente, apenas um será realizado –o da BR-476/153 entre Paraná e Santa Catarina–, por ser o único que já teve as audiências públicas iniciadas.

Para os outros três leilões inicialmente programados (BR-365/GO-MG, BR 364/MT-GO e BR-163/MT-PA), as audiências públicas ainda não começaram porque o governo estuda como reduzir o preço de pedágio previsto.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 14/08/2015

PANORAMA POLÍTICO - O GOVERNO DILMA TERÁ DE ASSUMIR COMO SUA SE QUISER QUE A AGENDA BRASIL VÁ ADIANTE.
Publicado em 08/14/2015 as 04:58 PM

Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

Agenda depende do governo

“O governo tem de comprar a ideia”, resume Romero Jucá. O Planalto terá de tomar a iniciativa para engajar a Câmara. “Se o Executivo mandar os projetos com urgência constitucional, é melhor, tranca a pauta”, disse Eduardo Cunha para um aliado. Se vierem do Senado, cairão na vala comum da tramitação nas comissões.

O ceticismo da oposição

Insatisfeito com setores da oposição, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, não compartilha com qualquer atitude de desânimo ou vacilação. Para ele, a Agenda Brasil é um castelo de cartas. “Daqui a duas semanas essa agenda vai estar desmoralizada”, proclama. O senador mantém sua aposta: o governo Dilma acabou e a presidente não concluirá o mandato. Entre os tucanos o eventual alinhamento do PMDB ao governo faz parte do tradicional movimento pendular da sigla. Entre os peemedebistas também há dúvidas. Consideram que a agenda de Renan Calheiros foi uma resposta ao apelo pela união nacional, feita pelo vice Michel Temer.

“Uma das maneiras de atalhar a impunidade, de atalhar a morosidade da Justiça passa também por um reexame do sistema de recursos”
Rodrigo Janot, PGR, na sabatina do Senado de 29/ 8/ 13, criticando as chicanas jurídicas que retardam julgamentos e condenações

O receituário

Os senadores “independentes” que estiveram ontem, durante uma hora e meia, com a presidente Dilma defenderam que ela assumisse que o partido dela é o país, e não o PT. Sugeriram a ela que tenha um choque de modéstia.

Me liga! Me liga!

A presidente disse aos independentes que aceitava se reunir com grupo maior de senadores. Ofereceu o Alvorada. Randolfe Rodrigues (foto) alertou que não concordariam. Sugeriram um lugar neutro, para não passar ideia de adesão. Na saída, Cristovam Buarque entregou seu cartão e disse: “Quando a senhora não gostar de um discurso ou um artigo, me liga!”.

Vai ou não vai

Também foi sugerido à presidente Dilma que ela vá ao Congresso para falar sobre o país e o governo. A presidente ouviu. Depois, disse que gostava da ideia. E, por fim, afirmou que só faria isso se fosse tudo muito bem costurado.

Elegância

Entrevero no plenário da Câmara entre o petista Paulo Teixeira e o líder do PSC, André Moura. Teixeira chamara o líder Carlos Sampaio (PSDB) de golpista. Moura saiu em defesa do tucano dizendo que a culpa era da “lama” feita pelo PT. Teixeira o chamou de “lambe-botas”. A expressão foi retirada das notas taquigráficas do discurso.

No estômago

Os “independentes” venderam suas sete sugestões como alternativa à continuidade de três anos e meio de um governo frágil e sem credibilidade, diante da crise econômica e política; ou a tragédia de outro impeachment no país.

Guerrilha

O prefeito Rodrigo Neves (Niterói) não entende a tentativa, de integrantes da Rede de Marina Silva, de ligá-lo com a Operação Lava-Jato. Explica que não é culpado pela UTC, de Ricardo Pessoa, ser uma das maiores empresas do município.

BÊNÇÃO. A primeira coisa que Cristovam Buarque fez ao sair da reunião com a presidente Dilma foi ir até o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes - panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Globo
Data : 14/08/2015

SINAIS DE ACORDO
Publicado em 08/14/2015 as 04:58 PM

MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

Há, cruzando os céus de Brasília, vários sinais de que o governo Dilma está conseguindo, por pressões e arranjos políticos de diversas qualidades, neutralizar a tendência de órgãos de controle como Tribunal de Contas da União e Tribunal Superior Eleitoral de rejeitar as contas do último ano de seu 1 º mandato, ou impugnar a chapa eleita em 2014 por diversas irregularidades.

O problema não é o governo conseguir superar os obstáculos que os órgãos de controle estão colocando no seu caminho, mas como conseguirá isso. Assim como o problema não é ter um governo ruim ou péssimo, como acreditam mais de 70% dos brasileiros, mas como este governo foi eleito.

Dilma e apaniguados espalham nos últimos dias a insistente mentira de que está sendo armado golpe antidemocrático para tirá- la, quando todos os movimentos até agora seguem rigorosamente as normas constitucionais — assim como, liderado pelo PT, o Congresso impediu o então presidente Collor de continuar governando em 92.

Ele mesmo lembrou outro dia à presidente, que afirma a todo instante que está legitimada pelo voto e não pode ser derrubada sem que isso consista em um golpe, que ele também tinha essa legitimidade das urnas e, no entanto, foi impedido de continuar governando.

A legitimidade da votação está intimamente ligada à legitimidade da campanha, e, caso fique provado que ela foi eleita usando meios escusos, a legitimidade perde imediatamente sua consistência, transforma- se em usurpação de poder por abuso político ou econômico.

É para evitar que políticos de má- fé se aproveitem da democracia para erodi- la que existem os órgãos de controle, que averiguam se o governante da hora cumpriu os requisitos exigidos pela legislação eleitoral.

Um primeiro sinal de que alguma coisa nos bastidores se movimenta em favor do governo, não necessariamente de maneira legal, foram os encontros fora da agenda de Dilma e do ministro da Justiça com o presidente do STF no Porto, em Portugal. Um mínimo de bom senso indicaria a inadequação desse encontro num momento político conturbado, no mínimo para não parecer que conspiravam contra a democracia.

Esta semana, a pretexto de comemorar o Dia do Advogado, Dilma convidou para jantar no Alvorada todos os ministros do STF, que pode ser a instância final de recurso se eventualmente ela for punida por irregularidades.

O bom senso esteve presente para a maioria dos ministros, que não compareceu. Cinco ministros, porém, aquiesceram, quando o normal em tempos de anormalidades é que designassem o presidente Lewandowski para representá- los.

Ontem, na sessão do TSE que analisava um dos processos sobre as contas da chapa governista na campanha de 2014, Luiz Fux pediu vistas, interrompendo a tramitação do processo por tempo indeterminado. Adversários de Fux atribuem a seu interesse em ver a filha nomeada desembargadora do TJ do Rio a decisão de pedir vistas. A votação está em 2 a 1 a favor da continuação das investigações, e Gilmar Mendes deu ontem duro voto criticando o pedido de arquivamento da ação pela ministra- relatora Maria Thereza, que, diz ele, rejeitou recurso do PSDB “sem instruir o processo, sem sequer citar os investigados”. O ministro foi além, dizendo que “a obrigação do TSE é evitar a continuidade desse projeto, por meio do qual ladrões de sindicato transformaram o país num sindicato de ladrões”.

Também ontem, o ministro Barroso, do STF, deu decisão que favorece Dilma fazendo com que a análise de suas contas seja menos controlada por Cunha. Barroso negou o pedido da senadora Rose de Freitas para anular a sessão da Câmara que aprovou as contas de Itamar, FH e Lula; segundo Rose, pela Constituição, as contas de presidente devem ser analisadas por sessão conjunta do Congresso, não por só uma das Casas. Barroso negou o pedido quanto a contas anteriores, mas decidiu que, a partir de agora, as próximas contas, como as de Dilma, sejam analisadas por sessão conjunta, presidida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ao mesmo tempo o TCU deu mais 15 dias para que novas explicações de novas denúncias sejam dadas por Dilma. Só que as denúncias haviam sido feitas há 60 dias pelo MP, e não foram incorporadas ao relatório do processo. O relator Nardes ora dizia que as denúncias estavam em seu relatório, o que não ocorreu, ora que recebeu o relatório do MP fora do prazo, ora que o havia mandado ao advogado- geral da União, e com isso perdeu- se tempo.

Nardes continua dizendo- se na posição de rejeitar as contas, e que novos bilhões de reais em irregularidades foram achados. Ele esteve ontem no Rio para eventos das Olimpíadas, e teve contato com autoridades do governo do estado, cujo governador Pezão está empenhado em ajudar Dilma a sair da crise, agindo no TCU e no TSE.

Os pontos- chave

1 - Há sinais de que Dilma está conseguindo, por pressões e arranjos, neutralizar o TCU e o TSE contra seu governo.

2 - A legitimidade da votação se liga à da campanha. Caso se prove uso de meios escusos, a legitimidade se torna usurpação de poder por abuso político ou econômico.

3 - Pezão está empenhado em ajudar Dilma a sair da crise política, agindo tanto no TCU quanto no TSE.
Fonte : O Globo
Data : 14/08/2015

PANORAMA ECONÔMICO - O RISCO CHINÊS
Publicado em 08/14/2015 as 04:58 PM

Míriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br

A desvalorização da moeda chinesa está afetando o valor dos ativos e vem em um mau momento para o Brasil. Pelo terceiro dia seguido, o governo desvalorizou o yuan.

Especialistas acham que isso aumentará a capacidade do país de exportar, tirando mercado de produtos brasileiros. Essa queda da moeda pode ser sinal de que a economia chinesa está com mais problemas do que o governo admite.

A China com dificuldades era mesmo só o que faltava. Nossas exportações para lá já caíram 19% em dólares de janeiro a julho, de US$ 28 bilhões para US$ 22,5 bi. Com o yuan mais fraco, os chineses terão menor poder de compra para consumir, o que dificultará a venda de itens como minério de ferro e soja, que já estão sentindo os efeitos da queda dos preços nos mercados internacionais. A exportação de minério de ferro para a China caiu 58% até julho, de US$ 8 bilhões para US$ 3,8 bi. As vendas de soja recuaram 14%, de US$ 13,98 bilhões para US$ 12 bi.

A decisão do governo pode ser vista de duas maneiras. Por um lado, o dólar vinha se fortalecendo globalmente, mas o yuan se mantinha estável. Ou seja, a China não estava seguindo esse movimento, o que, na prática, significava uma valorização da moeda chinesa perante as demais.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil ( AEB), José Augusto de Castro, lembra que a China tem US$ 3,3 trilhões em reservas cambiais e somente no ano passado teve superávit comercial de cerca de US$ 380 bilhões. Além disso, atrai dólares em forma de investimento estrangeiro. Ou seja, com esses fundamentos, deveria ter uma moeda muito mais apreciada do que tem, não fossem as intervenções do governo.

— A desvalorização trouxe dois temores: um, que a China esteja desvalorizando a moeda para impulsionar as exportações, que caíram 8% em julho sobre o mesmo mês de 2014. Outro, que o crescimento do PIB esteja muito mais fraco do que o divulgado pelo governo. O mundo tem duvidado cada vez mais das estatísticas oficiais chinesas — disse Castro.

Para o governo chinês, a desvalorização da moeda vai na direção contrária ao que vinha sendo apontado como seu novo modelo de crescimento. Depois de passar as últimas décadas puxada por exportações e investimentos, a expectativa era que a China passasse, agora, a ser impulsionada pelo consumo interno. Mas o yuan mais fraco reduz o poder de compra dos chineses.

Nos últimos três dias, a desvalorização do yuan chegou a 4,5%. Segundo José Augusto de Castro, a preocupação de empresários no Brasil é que chegue a 10%, o que daria um forte impulso às exportações chineses.

— Se chegar a 10%, será visto como uma guerra comercial. Os chineses vão mandar produtos manufaturados mais baratos para vários países, principalmente os Estados Unidos, que é onde o Brasil está mirando para voltar a exportar mais e atenuar a recessão — disse Castro.

O yuan mais fraco já teve efeito baixista sobre os preços das commodities porque aumentou o receio de uma desaceleração mais forte da economia chinesa. Isso afeta países da América Latina, para onde o Brasil também exporta produtos industriais.

— O Brasil perde duas vezes. Primeiro, porque vai exportar matérias- primas mais baratas; segundo porque terá mais dificuldade para vender produtos industriais, com a concorrência maior dos produtos chineses e a fraqueza econômica da América Latina, provocada pela queda das próprias matérias- primas — disse Castro.

Em relatório enviado a clientes, a economista Wei Yao, do banco francês Société Générale, afirmou no título que o crescimento chinês “está fraco, e ponto”. Ela explica que há três forças puxando a economia para baixo: queda das exportações, dos investimentos, e a forte volatilidade da bolsa de valores.

“A queda de 10% na bolsa não atingiu o consumo, mas claramente afetou setores como o automobilístico. Enquanto as vendas do comércio em julho cresceram 10,4%, contra o mesmo mês de 2014, a de automóveis despencou 6,6% e a produção caiu 0,5%”, disse Wei Yao.

Por isso, o governo tem aumentado as intervenções na economia, com cortes nas taxas de juros, aumento dos financiamentos e, agora, a desvalorização da moeda.

Os pontos- chave
1 - Desvalorização da moeda chinesa dificulta nossa exportação e vem em mau momento para o Brasil

2 - Está maior desconfiança de analistas sobre números do PIB divulgados pelo governo chinês

3 - Queda dos preços das commodities já fez nossa exportação para os chineses cair 19% este ano.
Fonte : O Globo
Data : 14/08/2015

ESCUNAS QUE FAZEM PASSEIO PELAS ILHAS VOLTAM A OPERAR; TRAVESSIA PARA
Publicado em 08/14/2015 as 04:57 PM

Serviço parou por 3 dias; travessia para Morro continua com conexão.

Travessia de Salvador para Mar Grande para até as 10h desta sexta.

As escunas que fazem o passeio pelas ilhas da Baía-deTodos-os-Santos voltaram a operar na manhã desta sexta-feira (14), após ficarem suspensas durante três dias por conta do mau tempo.

Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a travessia de Salvador para Mar Grande faz uma parada de 1h30 até as 10h, devido a maré baixa, que impede a atracação dos barcos no Terminal Hidroviário de Vera Cruz.

Após o retorno, oito embarcações estarão em tráfego e os horários de saída ocorrerão a cada 30 minutos. Da capital para Ilha, o último horário de saída será às 20h e no sentido inverso, às 18h30.

Morro de São Paulo
A travessia seguirá sendo feita com conexão em Itaparica, já que as condições de navegação entre a capital e a Ilha de Tinharé ainda não permitem uma navegação segura para os catamarãs do sistema. Os passageiros embarcam no Terminal Nátutido, desembarcam em Itaparica e seguem de ônibus até a Ponta do Curral em Valença, de onde fazem uma pequena travessia até o Morro. Os horários próximos de saída são: às 9h, 10h30, 13h e 14h30.
Fonte : O Globo
Data : 14/08/2015

AÇÕES DA CSN DESPENCAM 9,5%
Publicado em 08/14/2015 as 04:57 PM

Após prejuízo de R$ 615 milhões, papéis têm menor cotação desde 2003

As ações da Companhia Siderúrgica Nacional ( CSN) recuaram ontem ao menor patamar desde agosto de 2003. Os papéis encerraram o pregão com queda de 9,54%, a R$ 3,60, após a empresa divulgar prejuízo de R$ 615 milhões no segundo trimestre, contra lucro líquido de R$ 19 milhões no mesmo período de 2014.

As vendas de aço ficaram praticamente estáveis no segundo trimestre, com variação negativa de 0,2%, para 1,261 milhão de toneladas. Em relação aos três primeiros meses do ano, houve queda de 10% no volume vendido.

Diante do cenário desfavorável, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou, em teleconferência, que a empresa vai “desmobilizar ativos periféricos” e que já “contratou bancos que vão nos auxiliar nessa proposta”. Entre os alvos de venda mencionados há meses pela empresa está a participação acionária na rival Usiminas e o terminal de contêineres Sepetiba Tecon, no Rio.

A companhia encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 20,8 bilhões, o que significa aumento de 24% em relação a igual período do ano anterior. A alta foi impulsionada pela desvalorização do real ante o dólar. Outro sinal de alerta foi a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ( lucro antes de juros, impostos e amortizações), que chegou a 5,61 vezes. No segundo trimestre do ano passado, essa relação era de 2,71 vezes.

ALONGAMENTO DE DÍVIDA

Segundo analistas do Itaú BBA ouvidos pela Reuters, 50% da dívida da empresa são denominados em dólar e, por isso, a contínua desvalorização do real colocará pressão adicional sobre a alavancagem da empresa, que deve continuar crescendo.

A empresa está perto de concluir negociações para alongamento de dívidas que vencem em 2016 e 2017, afirmaram executivos. O diretor executivo da empresa, Paulo Rogério Caffarelli, afirmou que a CSN vai “conviver durante algum tempo com alavancagem acima do ideal”, mas que a estratégia de alongar as dívidas que vencem nos próximos dois anos dará tempo para a venda de ativos sem atropelos e que os recursos dessas vendas serão destinados para o pagamento de dívidas mais caras.

— Nosso foco agora é 2016 e 2017, e temos praticamente tudo readequado. É o prazo de que precisamos para ter um grande volume de desinvestimento, e o fruto desse desinvestimento vai pagar operações mais caras. Estamos confortáveis nesse sentido — disse Caffarelli.
Fonte : O Globo
Data : 14/08/2015

PMI PARA ESTUDOS DE LICITAÇÕES DE ÁREAS RECEBE 35 ADESÕES
Publicado em 08/14/2015 as 04:57 PM



http://www.portosdobrasil.gov.br/home/@@nitf/d05ae9b46ed4427fb161d4968baba04b/@@images/e862b5af-c7f9-4b5d-8e40-f92fa26d85f6.png

“É uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias”, afirmou o ministro Edinho Araújo ao fazer um balanço dos processos de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), lançados pela Secretaria de Portos da Presidência da República com o objetivo de receber propostas de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para seis áreas a serem licitadas em portos públicos.

O prazo para apresentação de requerimentos de autorização por empresas privadas terminou nesta quarta-feira (12/08), conforme os editais de chamamento público, publicados no Diário Oficial da União em 13 de julho de 2015.
Todas as áreas previstas nos editais foram contempladas com pedidos de autorização. No total, a SEP recebeu 34 requerimentos, de 11 empresas, além de uma doação de estudos.

TRAMITAÇÃO

A Secretaria publicará em até 15 dias, no Diário Oficial da União e no endereço eletrônico www.portosdobrasil.gov.br, a relação das empresas autorizadas a realizar os estudos, após avaliação do cumprimento dos requisitos previstos nos editais.

Publicadas as autorizações, as empresas contempladas terão 60 dias para submeter os respectivos estudos ao ministério, que analisará a viabilidade das propostas e encaminhará o processo para avaliação prévia do Tribunal de Contas da União.

IMPACTOS POSITIVOS

O ministro Edinho Araújo destacou que “os investimentos associados a esses estudos resultarão em impactos positivos na capacidade de movimentação de cargas dos portos brasileiros, como veículos, granéis sólidos, granéis líquidos e carga geral”.

O Ministro Edinho lembrou, ainda, que além dos impactos positivos na matriz logística brasileira, os investimentos esperados com os futuros arrendamentos também deverão resultar em ganhos ambientais e sociais. “Os novos terminais portuários contarão com equipamentos modernos e tecnologia de ponta no controle de poluentes, além de gerar empregos já no período de obras e durante a operação dos terminais”, disse o ministro.

ÁREAS

1 - Porto de São Francisco do Sul/SC para movimentação de carga geral (incluindo o contêiner de forma subsidiária) e granel vegetal, considerando a construção de berço múltiplo uso, e retroárea de aproximadamente 50 mil m², dos quais 35 mil m² referente à área atualmente alagada. Total de sete propostas.

2 - Margem esquerda do Porto de Santos/SP, região de Conceiçãozinha, para movimentação de granéis vegetais, em área de aproximadamente 400 mil m². Total de cinco propostas.

3 - Margem esquerda do Porto de Santos/SP (Ilha Barnabé) para movimentação de granéis líquidos, em área de aproximadamente 38 mil m². Total de cinco propostas.

4 - Porto de Suape/PE para movimentação de granéis sólidos de origem vegetal (trigo), em uma área de aproximadamente 25 mil m², utilizando o Berço 4 para embarque/desembarque de carga de forma compartilhada com outros arrendatários. Total de seis propostas.

5 - Porto de Suape/PE para movimentação de veículos, em áreas descontínuas que totalizam, aproximadamente, 188 mil m², utilizando o Berço 4 para embarque/desembarque de carga de forma compartilhada com outros arrendatários. Total de sete propostas.

6 - Porto do Rio de Janeiro/RJ, para movimentação de granéis sólidos de origem vegetal (trigo), em área de aproximadamente 13,5 mil m². Total de cinco propostas (incluindo uma de doação).
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Portos - SEP/PR
comunicacaosocial.sep@portosdobrasil.gov.br
twitter.com/portosoficial
Fone: +55 (61) 3411 3702/3714
Fonte : SEP – Secretária Especial de Portos
Data : 13/08/2015

ESTUDOS PARA LICITAÇÕES DE PORTOS ATRAEM 11 EMPRESAS
Publicado em 08/14/2015 as 04:57 PM

Onze empresas se apresentaram para realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o arrendamento de seis áreas de portos públicos que vão compor o chamado Bloco 2, informou ontem a Secretaria de Portos (SEP).

BRASÍLIA

No total, elas apresentaram 35 propostas de estudo. Estimativas iniciais do governo indicam que elas deverão receber investimentos de cerca de R$ 1,3 bilhão.

“E uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias”, afirmou o ministro Edinho Araújo. Nessa etapa, as empresas se apresentam apenas para fazer os estudos. Mas o governo vê nela uma espécie de termômetro sobre o interesse do setor privado em disputar as concessões. Segundo a SEP, a área que menos despertou interesse nessa rodada será estudada por pelo menos cinco grupos empresariais.

O governo vai selecionar um estudo de cada área para embasar a elaboração dos editais de licitação, no chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Se tudo ocorrer bem, os leilões ocorrem no primeiro semestre de 2016. Os estudos dizem respeito a duas áreas no Porto de Santos (SP), duas em Suape (PE), uma em São Francisco do Sul (SC) e outra no Porto do Rio de Janeiro.

Revisão. Na primeira edição do Programa de Investimentos em Logística (PIL), o governo não conseguiu leiloar áreas em porto público. O processo ficou parado por mais de um ano no Tribunal de Contas da União (TCU). Nessa segunda edição, a previsão é leiloar 50 arrendamentos, com investimentos estimados em R$ 11,9 bilhões.

A autorização do TCU para seguir com os leilões saiu este ano, mas o processo parou em junho porque o governo decidiu mudar o critério de escolha do vencedor. Originalmente, venceria quem se comprometesse com maior movimentação de carga ou menor tarifa. Mas, no PIL 2, vence quem pagar mais pela concessão.

Por causa dessa alteração, o governo fez nova consulta ao TCU, para saber se os estudos já examinados pela corte de contas precisariam ser refeitos. A resposta ainda não foi dada.

Responsável pelos programas de investimento, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, pediu agilidade ao TCU. “Mostramos que é importante que isso seja feito o mais rápido possível para viabilizar as concessões”, disse anteontem, após reunir-se com o ministro Benjamin Zymler./ COLABOROU LORENNA RODRIGUES
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 14/08/2015

ADALBERTO TOKARSKI RECEBE INSÍGNIA ORDEM DO RIO BRANCO NO ITAMARATY
Publicado em 08/14/2015 as 04:57 PM

Ordem de Rio Branco é considerada a mais alta condecoração da diplomacia brasileira.

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, recebeu nesta quarta-feira (12/8) a insígnia da Ordem de Rio Branco, no grau de oficial. A Ordem de Rio Branco é considerada a mais alta condecoração da diplomacia brasileira com o objetivo de agraciar pessoas físicas, jurídicas, corporações militares ou instituições civis, nacionais ou estrangeiras que, pelos seus serviços ou méritos excepcionais, se tenham tornado merecedoras dessa distinção.

A  cerimônia aconteceu no Palácio do Itamaraty e foi aberta pela Presidenta da República, Dilma Rousseff.

Adalberto Tokarski foi agraciado pelo Embaixador José Antonio Marcondes Carvalho, Subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia Ciência e Tecnologia, do Itamaraty.

Sobre a insígnia Tokarski destacou “acredito que esta comenda vem no sentido de reconhecer o trabalho conjunto da ANTAQ com o Ministério das Relações Exteriores, visando dar uma maior utilização dos nossos rios e lagoas fronteiriços, como importante ferramenta de integração sul americana”.

A insígnia foi instituída pelo Decreto nº 51.697, de 5 de fevereiro de 1963 e é concedida anualmente pelo Conselho da Ordem de Rio Branco, do Ministério da Relações Exteriores.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 13/08/2015

REGRAS DE CERTIFICAÇÃO EM SUAPE
Publicado em 08/14/2015 as 04:56 PM

A administração de Suape e a Receita Federal do Brasil, apresentram aos principais usuários do porto o Programa Brasileiro de Operadores Econômicos Autorizados (OEA), desde julho. A explicação da medida ficou a cargo do auditor fiscal da Receita Federal em Pernambuco Estevão Oliveira Junior, que detalhou aos representantes de sete empresas como os agentes da cadeia logística internacional podem se certificar com o selo de baixo grau de risco em suas operações.

A certificação OEA garante aos seus usuários um nível de confiança física e legal da carga. Assim, é possível diminuir o tempo de desembaraço junto aos órgãos anuentes do Brasil e de 64 países de todo o mundo, além de diminuir custos com armazenamento e garantir um nível de confiabilidade das empresas internacionalmente. “O objetivo de Suape é trazer os principais usuários do porto para conhecer a certificação que ajuda na agilidade da liberação das cargas, diminuindo o tempo de espera do consumidor final e aumentando a eficiência do porto”, comentou Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária.

Conheceram os benefícios para a implantação da OEA os representantes do Tecon Suape, JSL Logística, Bunge, LM WindPower, Mossi & Ghisolfi, Petroquímica Suape e Hemobrás. O programa teve início nos Estados Unidos, após o atentado de 11 de setembro. No Brasil, apenas cinco empresas possuem hoje esta certificação. A previsão da Receita Federal é de que, em 2019, metade das exportações seja feita por empresas certificadas. Por Eduarda Azoubel/Suape.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  14/08/2015

PORTOS SEM MARKETING
Publicado em 08/14/2015 as 04:56 PM

Marketing ainda é um assunto tabu no ambiente de negócios no Brasil. Semanticamente tem sido quase sempre ligado à publicidade, que se constitui uma das suas ferramentas. Estrategicamente, ele é desvalorizado em relação ao setor produtivo da organização. Em resumo, e em todas as atividades e em diferentes graus, recebe um tratamento de uma atividade secundária e bem dispensável. Inclusive nos portos brasileiros.

Reverter essa visão equivocada que provoca desaproveitamento de oportunidades vai promover um maior desenvolvimento nos negócios portuários. O aparecimento do Brasil como superpotência econômica abriu uma janela de possibilidades no comércio internacional, além do nada desprezível papel de fornecedor de recursos minerais e agrícolas escassos no mundo. Todos devem de convir que as transações comerciais serão cada vez mais ágeis e globais. Por isso, as técnicas de gestão do marketing têm também se tornado cada vez mais viáveis e sofisticadas.

Desequilíbrios de mercado na navegação e nos negócios portuários resultam das flutuações comerciais devido a ciclos econômicos ou perturbações políticas, como também do mal desempenho da navegação, dos portos ou dos terminais. Por conjuntura tecnológica, hoje as ações do marketing transcendem as fronteiras nacionais e políticas, tornando mais vigorosas e modernas as forças do comércio que atuam desde remotas épocas, como a famosa Rota da Seda asiática.

Em poucas palavras, o marketing está presente em todos os dias do comércio global. Ele é um importante energético da movimentação intensa de mercadorias que vem ocorrendo pelos mares do mundo, como demonstra a duplicação do canal do Panamá, ampliação do de Suez e o projeto do canal da Nicarágua. Estamos falando de transporte com super mega-navios carregados de contêineres ou granéis.

É um conceito básico que, dentro da atividade da empresa, o marketing tem a função de identificar as necessidades e desejo do consumidor, determina o mercado-alvo, planeja os produtos, serviços e programas. Isso se aplica também à atividade portuária. No entanto, nesse setor, a realidade brasileira sequer resvala o que deveria ser feito, se tomarmos como padrão principalmente os importantes portos europeus que durante todo o ano, por diferentes meios e pessoas, se fazem presentes no Brasil. Negativamente, a recíproca raramente ocorre.

No entanto, o que mais podemos perceber são as notícias de coisas ruins dos portos nacionais, inclusive cruzando fronteiras internacionais, e paradoxalmente agindo como uma contra-propaganda das coisas boas sem divulgação. Convenhamos, uma imagem inadequada para um cenário global, onde as economias têm se tornado interdependente.

A revolução digital, em especial a Internet, tem aproximado compradores e vendedores de todas as partes do globo. Está mais do que na hora dos portos do Brasil acordarem para o mundo competitivo em que vivemos e para a tomada de decisões estratégicas modernas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  14/08/2015

EXPANSÃO DO TRANSPORTE METROFERROVIÁRIO NO PAÍS
Publicado em 08/14/2015 as 04:56 PM

Do total dos 198,4 milhões previstos para os transportes na nova etapa do Programa de Investimento em Logística, anunciado pelo Governo Federal, R$ 86,4 bilhões serão destinados para as ferrovias do País. O modal será o que receberá a maior fatia de investimentos, estipulada em pouco mais de 43% do pacote, beneficiando negócios no setor. Cenário favorável para a realização da NT Expo - 18ª Feira Negócios nos Trilhos, principal evento do setor metroferroviário da América do Sul, que acontece de 3 a 5 de novembro, em São Paulo.

A feira tem o compromisso de atuar como catalisadora de mudanças e como vitrine de oportunidades para o setor por congregar toda a cadeia produtiva do transporte de cargas e passageiros. "Sabemos do papel fundamental do transporte ferroviário para o País e o quanto projetos bem estruturados podem contribuir positivamente para a expansão do setor, por meio de um traçado logístico inteligente, que possibilite integrar todas as regiões e traga competitividade e facilidade de locomoção. Como representantes único evento do segmento na América do Sul, temos a responsabilidade de estimular este desenvolvimento como plataforma de negócios", destaca o gerente da NT Expo, Renan Joel.

Nos últimos três anos foram concluídos 1.088 quilômetros em linhas férreas, um volume duas vezes superior aos 512 quilômetros construídos entre 1995 e 2002. A ampliação da malha ferroviária é uma das iniciativas que contribui significativamente para o desenvolvimento da logística no Brasil, proporcionando redução nos custos no transporte de cargas e mais opções para escoamento da produção agrícola. A expectativa é que até de 2016, o setor alcance uma capacidade total de 550 milhões de toneladas.

Além do transporte ferroviário de cargas, o evento também conta com o transporte de passageiros que, de acordo com dados do balanço divulgado pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), somente no ano passado, os trens e metrôs brasileiros chegaram a transportar 2,9 bilhões de passageiros. Para 2015, a projeção é que 3 bilhões de pessoas sejam transportadas.

Todos estes investimentos colocam o setor metroferroviário sob os holofotes do desenvolvimento e fomentam a competitividade entre os players do setor, que projetam planos para modernização de frotas, aquisição de equipamentos e tecnologias que aumentem a eficiência do transporte ferroviário no País. Em 2015, a NT Expo estima receber mais de 9 mil profissionais qualificados, interessados em produtos e serviços do setor. Este ano o evento vai reunir mais de 230 marcas expositoras nacionais e internacionais que exibirão as últimas tendências e inovações em equipamentos, infraestrutura, serviços e manutenção.

Fórum de líderes - Encontro inédito dentro da 18ª NT Expo, o Fórum de Líderes, apoiado pela UIC, irá reunir autoridades, especialistas e empresários para debater os gargalos, desafios e investimentos necessários nos dias 3 e 4 de novembro. "Sabemos que mais de 61% do público participante é composto por CEOs, diretores, gerentes e coordenadores, que são atores diretos do desenvolvimento do setor. Queremos que, além de ser um ambiente para geração de negócios, a NT Expo seja ponto de partida para novos posicionamentos de mercado", explica Renan Joel.

Espaço Inovação + Mobilidade - Disponível para empresas, associações, editoras especializadas e demais entidades do setor metroferroviário o Espaço Inovação + Mobilidade continua ativo como oportunidade para se conhecer novas tecnologias, projetos inovadores, parcerias e novos talentos. Na última edição, foram realizados mais de 30 encontros. As sessões acontecem em um espaço aberto durante a feira e têm capacidade para receber até 60 pessoas por apresentação.

Rodada de Negócios - Durante todos os dias, das 13h às 19h, acontecerão as Rodadas de Negócios sob olhares da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e ANPTrilhos. É a ocasião ideal para que fornecedores e compradores se encontrem para negociar produtos e serviços, em reuniões com horários agendados. Em 2014 foram realizadas mais de 200 reuniões e a expectativa para este ano é superar esse número.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  14/08/2015

PORTO DE LIVERPOOL TEM SIMULADOR VIRTUAL DE GUINDASTES
Publicado em 08/14/2015 as 04:56 PM

Em antecipação à chegada de cinco dos maiores guindastes do mundo ao porto de Liverpool, na Inglaterra, a operadora Peel Ports introduziu um simulador de treinamento virtual para garantir que todos os operadores estejam prontos para manobrar as estruturas gigantes desde o primeiro dia de instalação.

A Peel Ports trabalhou em estreita colaboração com a ABB, líder mundial em automação, para produzir um simulador de treinamento de alta tecnologia, sob medida para testar interativamente as habilidades e competências dos condutores, apresentando-lhes cenários operacionais realistas. A companhia investiu mais de £500 mil no desenvolvimento do simulador e do software associado.

O simulador de guindaste reproduz os equipamentos e movimentos dos guindastes semiautomáticos Ship-to-Shore (STS) e Cantilever Rail Mounted Gantry (CRMG). Os guindastes são os mais altos já construídos pela fabricante chinesa Zhenhua Port Machinery Company (ZPMC) até o momento.

O pacote de software de design personalizado no simulador incorpora gráficos altamente realistas de paisagem, retratando o horizonte de Liverpool, incluindo o icônico Liver Building e o rio Mersey.

"Nossos operadores de guindaste receberão incomparáveis oportunidades de formação em como manobrar e controlar essas peças gigantes de equipamentos, podendo se familiarizar com os controles antes que sejam realmente instalados", disse Khalid Mahdy, diretor de Treinamento do Liverpool2.

"Eles também serão capazes de praticar a resolução de problemas em um ambiente seguro e controlado, pois as simulações incluem incidentes, falhas em equipamentos e condições meteorológicas extremas. Na Peel Ports, estamos comprometidos com um programa de saúde e segurança abrangente, que garanta que nossos funcionários sejam capazes de desenvolver as suas qualificações para o mais alto nível de especialização."

David Huck, diretor do porto, ressalta a importância de uma força de trabalho altamente qualificada e competente para o sucesso e crescimento contínuo do negócio. "A Peel Ports está empenhada em oferecer as melhores instalações e oportunidades disponíveis na formação dos nossos colaboradores e parceiros da força de trabalho", afirmou.

"Continuamos a fazer investimentos significativos na última fase da construção em 2015, incluindo o sistema operacional do terminal Navis N4 e os AutoGates [portões automáticos]. Nosso investimento em simuladores de condução avançados irá beneficiar ainda mais os nossos clientes. Esses investimentos farão do Liverpool2 um dos terminais mais operacionalmente eficientes e modernos da Europa."

A frota de guindastes STS e CRMG é parte do programa de investimento de £300 milhões pela Peel Ports na expansão e desenvolvimento do porto de Liverpool. Chamado de Liverpool2, o porto irá se tornar o maior terminal portuário de águas profundas e recipiente transatlântico do Reino Unido.

Uma vez concluída, no final de 2015, a obra permitirá a acomodação de quase todos os tipos de navios de contêineres do mundo, oferecendo às transportadoras uma oportunidade única para conectar embarcações de até 13500 TEUs diretamente ao coração do Reino Unido.

Os guindastes serão capazes de lidar com dois navios de 380m simultaneamente, com capacidade máxima de mais de um milhão de TEUs. Com a operação semiautomática por controle remoto, os guindastes irão reduzir o tempo de transferência de contêineres de navio para via rodoviária ou ferroviária. Eles também terão a capacidade de operar a velocidades superiores a 50 km/h e velocidades de vento de até 88 km/h.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  14/08/2015

SAÚDE NOS PORTOS PARA ATENDER TRÊS MIL TRABALHADORES DO TRANSPORTE
Publicado em 08/14/2015 as 04:55 PM

Até o fim de 2015, três mil trabalhadores do transporte devem ser beneficiados pelo projeto Saúde nos Portos, uma parceria do Sest Senat e da SEP (Secretaria Especial de Portos da Presidência da República). A iniciativa está proporcionando, a esses profissionais, atendimentos gratuitos de saúde. A parceria foi formalizada nessa terça-feira (11), com a assinatura do termo de cooperação técnica, que ocorreu em Santos (SP).

Com a rotina ocupada pelo trabalho, especialmente em razão das viagens, caminhoneiros e portuários podem ter dificuldade em encontrar tempo para verificar como estão as condições básicas de saúde. É por isso que o projeto é executado dentro das áreas portuárias, com a instalação de postos de atendimento nos quais poderão realizar diversos exames – como verificação de glicose, aferição de pressão arterial, IMC (Índice de Massa Corporal) e testes rápidos de HIV e sífilis –, receber orientações sobre saúde bucal, nutrição, saúde do homem, combate ao uso de álcool e drogas, e ainda participar de palestras e de aulas de alongamento e ginástica laboral.    

“Esta é a forma que encontramos de facilitar o acesso do trabalhador aos cuidados preventivos com a saúde, que é nosso dever”, diz a diretora-executiva nacional do Sest Senat, Nicole Goulart. “Por isso, vamos promover as ações dentro do porto. Enquanto o motorista, por exemplo, aguarda a carga ou descarga do caminhão, receberá a assistência e as orientações. Assim, eles poderão aproveitar o tempo para cuidar da saúde”, complementa.

“O Sest Senat é um parceiro importante para qualificação e atenção em termos de saúde. Essa iniciativa significa investir no trabalhador, que é um ator importante no contexto do sistema portuário”, afirma o ministro da SEP, Edinho Araújo. Segundo ele, “isso significa ter trabalhadores mais motivados e valorizados”.

O diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Mário Povia, ressalta a importância de iniciativas como essa para avançar na melhoria das condições de trabalho nas áreas portuárias. “Isso, no sistema como um todo, significa eficiência. Cuidando da saúde do trabalhador, é possível mantê-lo mais ativo. Por isso, é uma parceria fundamental”, avalia Povia.

“O Sest Senat é um parceiro importante para qualificação e atenção em termos de saúde. Essa iniciativa significa investir no trabalhador, que é um ator importante no contexto do sistema portuário”, afirma o ministro da SEP, Edinho Araújo. Segundo ele, “isso significa ter trabalhadores mais motivados e valorizados”.

O diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Mário Povia, ressalta a importância de iniciativas como essa para avançar na melhoria das condições de trabalho nas áreas portuárias. “Isso, no sistema como um todo, significa eficiência. Cuidando da saúde do trabalhador, é possível mantê-lo mais ativo. Por isso, é uma parceria fundamental”, avalia Povia.

O primeiro porto a receber o projeto foi o de Paranaguá (PR), seguido pelo de Santos (SP), o maior da América Latina. De acordo com o diretor do Sest Senat de São Vicente, que é responsável pela região da Baixada Santista, Sérgio Pereira, somente por esse terminal, passam cerca de nove mil caminhoneiros por dia. “Um trabalhador com a saúde em dia será mais produtivo, mais eficiente, terá número de afastamentos menor”, conta Pereira. Ainda, segundo ele, os atendimentos permitirão obter um retrato de como estão as condições de saúde dos profissionais do transporte que atuam nesse segmento. Ele explica que “isso permite identificar o perfil do público-alvo do Sest Senat e preparar campanhas focadas nas principais necessidades”.  

O Saúde nos Portos passará, ainda, por Vitória (ES), no dia 19 de agosto; Suape (PE), em 26 de agosto; Natal (RN), de 14 a 18 de setembro; Salvador (BA), no dia 22 de outubro; Fortaleza (CE), de 26 a 30 de outubro; e nos portos do Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA) e Rio Grande (RS), com datas a confirmar.

Os trabalhadores que atuam nessas áreas portuárias são responsáveis pela movimentação de mais da metade da carga que transita pelos portos organizados do Brasil. Conforme dados da Antaq, nesses dez terminais, passaram 200 milhões de toneladas de produtos em 2014. Isso equivale a 20% de todo o transporte aquaviário de cargas do país. Natália Pianegonda/Agência CNT de Notícias.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  14/08/2015

TRABALHADORES DO PORTO DE SANTOS RECEBEM CAMPANHA DE SAÚDE
Publicado em 08/14/2015 as 04:55 PM

Serviços acontecem das 9 às 17 horas, no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais



Projeto é uma parceria entre SEP e o Sest-Senat
http://www.atribuna.com.br/fileadmin/_processed_/csm_Sest-Sen_3549646fde.jpg

Vacinações, testes de saúde e avaliações nutricionais, psicológicas e posturais são alguns dos serviços a serem oferecidos nesta quinta-feira(13) e sexta-feira(14) para trabalhadores do Porto de Santos, no evento Saúde nos Portos. Ele acontece das 9 às 17 horas, no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais no complexo santista.

O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Portos (SEP) e o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat). O acordo de cooperação técnica para a realização do evento foi assinado na última terça-feira, na Cidade, durante a 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

Segundo a diretora-executiva nacional do Sest Senat, Nicole Goulart, a expectativa é de que mil caminhoneiros e 3 mil trabalhadores portuários sejam atendidos nos eventos que irão acontecer em portos de todo o País. “Por isso, vamos promover as ações dentro do porto. Enquanto o motorista, por exemplo, aguarda a carga ou descarga do caminhão, receberá a assistência e as orientações. Assim, eles poderão aproveitar o tempo para cuidar da saúde”.

O primeiro porto a receber o projeto foi o de Paranaguá (PR), na última segunda-feira. Santos será o segundo. De acordo com o diretor do Sest Senat de São Vicente, Sérgio Pereira, os atendimentos vão mostrar como estão as condições de saúde dos profissionais do transporte nesse segmento. A ideia é identificar o perfil do público-alvo do Sest Senat e preparar campanhas focadas nas principais necessidades.

Serviços

Nesses dois dias, serão aplicadas vacinas contra gripe, tétano e difteria, além de sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral). Também serão realizados testes para doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. Os trabalhadores poderão retirar preservativos masculinos e femininos, amostras de gel lubrificante e material educativo.

Ainda serão feitos testes de hepatite C. E os trabalhadores que quiserem parar de fumar receberão orientações, assim como dicas para prevenção de dengue ou outras doenças transmitidas por animais.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 13/08/2015

NOTAS CURTAS
Publicado em 08/14/2015 as 04:55 PM

Frases

“Vamos promover as ações dentro do Porto. Enquanto o motorista, por exemplo, aguarda a carga ou descarga do caminhão, receberá a assistência e as orientações"

NICOLE GOULART. DIRETORA-EXECUTIVA NACIONAL DO SEST SENAT. SOBRE A CAMPANHA SAUDE NOS PORTOS, OUE É REALIZADA HOJE, NO TERMINAL DE PASSAGEIROS DO PORTO DE SANTOS

Licitações l
A Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República recebeu 35 propostas para a realização de estudos, a fim de licitar seis áreas portuárias no Brasil.

Apenas para os dois lotes do Porto de Santos, ambos na Margem Esquerda do complexo marítimo, foram 10 propostas. "É uma prova inequívoca do interesse do setor privado nos arrendamentos de novas áreas portuárias”, afirmou o ministro Edinho Araújo.

Licitações II

No mês passado, a SEP convidou empresa se especialistas a apresentar propostas de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para seis áreas a serem licitadas, o prazo para apresentar esses requerimentos terminou na última quarta-feira. Segundo a pasta, será publicada em até 15 dias, no Diário Oficial da União e no endereço eletrônico www.portosdobrasil.gov.br, a relação das em presas autorizadas a realizar os estudos.

Licitações III

No Porto de Santos, serão licitados um lote de 400 mil metros quadrados, em Conceiçãozinha, em Guarujá, e outro, de 38 mil m, na Ilha Barnabé, em Santos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 14/08/2015

CAMPANHA ATENDE 276 PORTUÁRIOS
Publicado em 08/14/2015 as 04:55 PM

Um total de 276 trabalhadores do Porto de Santos participou do primeiro dia do evento Saúde nos Portos, que segue até hoje no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, no complexo marítimo.
DA REDAÇÃO

Das 9 às 17 horas. OS portuários poderão ser vacinados, receber orientações sobre doenças e ainda cuidar do visual gratuitamente.

A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Portos (SEP) com o Serviço Social do Trans-porte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat). Os atendimentos permitirão obter um retrato das condições de saúdo dos profissionais que atuam no cais santista.

“Um trabalhador com a saúde em dia será mais produtivo, mais eficiente, terá número de afastamentos menor” destaca o diretor do Sest Senat de São Vicente. Sérgio Pereira.

Durante todo o dia, são aplicadas vacinas contra gripe, tétano e difteria (dupla adulto), alem de sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral). E há testes pai a doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. Os trabalhadores ainda podem retirar preservativos masculinos e femininos, amostras de gel lubrificante e material educativo.

Também são feitos testes para identificar casos de hepatite C entre os portuários. E os trabalhadores que quiserem parar de fumar vão receber orientações, assim como dicas para prevenção de dengue e outras doenças transmitidas por animais.

Avaliações posturais, nutricionais, psicológicas e bucais (para a prevenção do câncer de boca) podem ser feitas no evento. Técnicas de ginástica laboral serão apresentadas aos trabalhadores, que também podem colocar o visual em dia com cortes de cabelo gratuito.

Os motoristas que atuam no cais santista recebem informações sobre o programa Despoluir, que visa controlar a emissão de poluentes pelos caminhões. E uma apresentação trata exclusivamente do combate ao abuso sexual infantil. Ela é realizada no Ecopátio, cm Cubatão.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 14/08/2015

CODESP VAI PRIORIZAR TRECHOS ASSOREADOS
Publicado em 08/14/2015 as 04:54 PM

Compromisso foi assumido para evitar redução do calado
DA REDAÇÃO

A draga Leiyslad, da Van Oord Operações Marítimas, iniciará. nos próximos dias, a correção de pontos de assoreamento no canal do Porto de Santos. São locais onde sedimentos, como areia e lama, acabam depositados, tornando o estuário mais raso. A medida é necessária para evitar a redução do calado operacional (a metragem vertical da parte submersa da embarcação) no complexo.

Em paralelo, será executado um levantamento das profundidades (a batimetria) de todos berços e acessos aos pontos de atracação do cais santista, o que será analisado nas próximas semanas.

As obras e os estudos são uma determinação da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). A decisão foi tomada ontem, após uma reunião entre a Autoridade Marítima, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a estatal que administra o cais santista) e a Praticagem de São Paulo.

O encontro foi marcado após os práticas relatarem que navios tocaram o fundo do estuário entre 7 de julho e 1º de agosto. Foram três as ocorrências. A primeira aconteceu nas proximidades do berço da BTP, na Alemoa, no Trecho 4 do canal de navegação.

A segunda ocorreu perto do ponto de atracação do Armazém 19, na região de Outeirinhos, onde estão os armazéns açucareiros, no Trecho 3 do canal. Já o terceiro ponto relatado pela Praticagem fica nas proximidades do berço do Armazém 38, no Corredor de Exportação, na Pontada Praia, no Trecho 2 do estuário.

Hoje, o canal tem quase 15 metros de profundidade em boa parte de sua extensão. Com isso, os navios que trafegam no Porto de vem atender a duas restrições. Da entrada da Barra ate a Alemoa, embarcações com até 13,2 metros de calado podem trafegar. Das proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP) em diante, a restrição é de 11,2 metros.

Mas, segundo o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Gomes, comandante da CPSP, as batimetrias dos quatro trechos do canal apontaram pequenos pontos de assoreamento com 14,1 metros de profundidade. Eles estão principal mente no Trecho 2, entre o Entreposto de Pesca e a Torre Grande.

Na curva próxima ao Armazém 12, no Trecho 3, foram encontrados pontos com profundidade reduzida, variando entre 14,4 e 14,5 metros. Com essa medida, como há a necessidade de o navio ler unia distância de segurança do fundo do canal, o calado poderia ser reduzido para 13 metros.

Tal medida só foi evitada pois a diretoria da Codesp prometeu que esses locais assoreados seriam dragados prioritariamente.

“A Lelystad vai direcionar esforços principal mente no Trecho 2 até o dia 30 de setembro. Ela precisa alcançar, no mínimo, 14,7 metros para recuperar a profundidade", explicou o capitão dos portos. Após essa data, será realizada uma nova reunião para avaliar as condições do canal de navegação do cais santista.

Procurada, a Codesp informou que a draga Lelystad irá atuar nos pontos assoreados nos próximos dias.

Calado

Uma redução no limite do calado é prejudicial ao Porto pois, assim, os navios deverão manter uma parte maior de seu casco fora d' água, o que ocorre levando menos peso, ou seja, carga.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 14/08/2015

COMISSÃO EXTERNA DEBATE FINANCIAMENTOS DO BNDES PARA CAMINHONEIROS
Publicado em 08/13/2015 as 10:48 AM

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a Paralisação Nacional dos Caminhoneiros tem audiência pública nesta manhã para discutir a circular 26/15, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que autoriza os bancos a refinanciarem dívidas dos caminhoneiros contratadas pelos programas BNDES Procaminhoneiro e BNDES de Sustentação do Investimento. O objetivo da audiência é verificar se as instituições financeiras estão aderindo às operações de refinanciamento e as justificativas para a não aderência às normas da circular.

O debate foi solicitado pelos deputados Covatti Filho (PP-RS) e Pompeo de Mattos (PDT-RS).

Foram convidados para o debate:

o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Herbert Drummond;

o diretor adjunto de Negócios da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian;

a superintendente da Área de Operações Indiretas do BNDES, Juliana Santos da Cruz;

o gerente executivo da Diretoria de Empréstimos e Financiamentos do Banco do Brasil, Orlando Humberto Costa Junior;

o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Deléo Cunha Bueno;

o vice-presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS e SC (Fecam), José Fonseca Lopes; e

o representante do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas, Janir Bottega.

A audiência ocorrerá no plenário 12, a partir das 9h30.
Fonte : Agência Câmara
Data : 13/08/2015

PLENÁRIO DA CÂMARA RECEBE MINISTRO DOS TRANSPORTES PARA DEBATE NESTA MANHÃ
Publicado em 08/13/2015 as 10:47 AM

O Plenário da Câmara dos Deputados realiza comissão geral hoje, às 10 horas, com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues.

O encontro faz parte da série de comissões gerais que a Câmara está promovendo com os 39 titulares dos ministérios, que discutem suas propostas com os deputados.

A população poderá enviar perguntas e fazer comentários sobre a comissão geral pelo Disque-Câmara (0800 619 619) ou na sala de bate-papo do portal e-Democracia.

Da Redação – MR
Fonte : Agência Câmara
Data : 13/08/2015

77% DA VERBA DE LOGÍSTICA DO PAÍS VÃO PARA RODOVIAS E FERROVIAS, DIZ MINISTRO
Publicado em 08/13/2015 as 10:47 AM

O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, apresentou há pouco um diagnóstico dos investimentos já realizados e previstos para rodovias, ferrovias e hidrovias do País. Ele participa neste momento de comissão geral no plenário da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, o ministério tem buscado criar condições para investimentos privados que permitam ampliar as exportações, reduzir custos logísticos e aumentar a integração com a América do Sul. Rodrigues destacou o Programa de Investimento em Logística (PIL), que prevê investimentos de R$ 198,4 bilhões no setor de transportes entre 2015 e 2018. “Serão R$ 152 bilhões apenas para rodovias e ferrovias, o que representa 77% dos investimentos dessa fase do PIL”, disse.

Os investimentos serão divididos da seguinte forma:
• Rodovias (R$ 66,1 bilhões)
• Ferrovias (R$ 86,4 bilhões)
• Portos (R$ 37,4 bilhões)
• Aeroportos (R$ 8,5 bilhões)

Rodovias
Segundo o ministro, o governo vai dar continuidade às concessões de rodovias, com cinco leilões previstos para este ano e outros 11 para 2016. “O Brasil tem hoje 10 mil quilômetros de rodovias concedidas. O PIL aumenta esse numero em 70%”, destacou. De acordo com Rodrigues, R$ 15 bilhões serão destinados apenas para duplicações e construções de faixas marginais.

Ferrovias
Em relação às ferrovias, Rodrigues afirmou que o País conta hoje com 12 concessionarias que já operam 28, 2 mil quilômetros de trilhos. “Até 2018, devem ser construídos mais de 3,3 mil quilômetros de ferrovias”, disse.

Hidrovias
Ele também comentou o grande potencial brasileiro para o uso de hidrovias, e destacou o Programa da Marinha Mercante, com 292 projetos em andamento.

A população pode enviar perguntas e fazer comentários sobre a comissão geral pelo Disque-Câmara (0800 619 619) ou na sala de bate-papo do portal e- Democracia.

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Reportagem - Murilo Souza
Edição – Patricia Roedel
Fonte : Agência Câmara
Data : 13/08/2015

DEPUTADOS DESTACAM ESFORÇO DO MINISTÉRIO DO TRANSPORTES PARA MANTER INVESTIMENTOS
Publicado em 08/13/2015 as 10:47 AM

Diversos deputados destacaram há pouco o esforço do Ministério dos Transportes para manter investimentos mínimos em infraestrutura mesmo no cenário de ajuste de contas públicas para reduzir gastos.

Durante comissão geral com o ministro do setor, Antonio Carlos Rodrigues, o deputado José Carlos Bacelar (PR-BA) defendeu o avanço do processo de concessões para estimular investimentos privados em rodovias, ferrovias e hidrovias.

No entanto, segundo ele, o País precisa ter cuidado para não entregar o patrimônio nacional a empresas estrangeiras. “Nesse momento de grande dificuldade, não podemos entregar nosso patrimônio para empresas de fora por meio de concessões. Precisamos garantir que nosso patrimônio fique aqui, com empresas brasileiras”, sustentou.

Os deputados catarinenses Jorginho Mello (PR-SC) e Edinho Bez (PMDB-SC) também destacaram as dificuldades enfrentadas pelo País atualmente e parabenizaram Rodrigues pelo trabalho realizado em 8 meses à frente do ministério.

“Destaco como exemplo do que vem sendo feito a inauguração da Ponte Anita Garibaldi, um cartão postal da BR 101, que é uma ponte de alta tecnologia, a qual tive a oportunidade de inaugurar juntamente com o ministro em julho”, disse o deputado Jorginho Mello.

O deputado Laerte Bessa (PR-DF), por sua vez, pediu ao ministro a duplicação da DF 080, que liga as cidades de Taquatinga e Braslândia. “Essa rodovia apresenta problemas sérios, com uma média de 10 mortes por mês. E de todas as saídas que ligam cidades do entorno do Distrito Federal com Goiás estão duplicadas, apenas essa ainda não está”, disse.

Já o deputado Bebeto (PSB-BA) ponderou que a situação atual do País requer a revisão de alguns investimentos, mas criticou a redução do orçamento previsto para este ano para a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pela malha ferroviária do País.

“Não podemos colocar a culpa em vossa excelência pela situação do País”, disse ao ministro. “Mas tínhamos um orçamento previsto de R$ 300 milhões [da Valec na Bahia] e hoje já está em R$ 180 milhões. É inadmissível garantir os investimentos com essa redução de orçamento”, criticou Bebeto.

Participe
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Reportagem - Murilo Souza
Edição – Daniella Cronemberger
Fonte : Agência Câmara
Data : 13/08/2015

AERONÁUTICA DÁ SINAL POSITIVO PARA 2ª PISTA
Publicado em 08/13/2015 as 10:47 AM

Para a construção, é preciso que a Base Aérea de Fortaleza ceda uma parte da sua área

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, sinalizou positivamente com a cessão de parte da Base Aérea do Fortaleza para uso do governo do Estado do Ceará. A área é essencial para que o governo "alce voo" nos planos de construção de uma nova pista de pouso e decolagens no Aeroporto Internacional Pinto Martins, condição essencial para continuar na disputa pela atração de um centro de conexão de voos nacionais e internacionais (hub) da TAM,
em Fortaleza.

"Não temos nenhum interesse em atrapalhar os interesses do Estado do Ceará. Reconhecemos a importância que a aviação tem para o turismo do Estado", declarou o Brigadeiro ao governador, ao dar o sinal verde para que parte da área seja utilizada pelo Estado.

Segundo a fonte da informação, a Aeronáutica teria solicitado contrapartidas em troca da área a ser cedida, o que poderá ser a construção de melhorias nas instalações atuais da base aérea, em Fortaleza. Contactada, a assessoria de imprensa da Aeronáutica confirma que o comando da pasta estuda o projeto de uso do terreno para construção de uma nova pista para o aeroporto Pinto Martins.

Dúvidas

Apesar da determinação do governador e da boa vontade do brigadeiro, muitos questionamentos e dúvidas técnicas e operacionais pairam sobre o projeto, que ainda não foi divulgado. Uma fonte da Infraero consultada pelo Diário do Nordeste avalia que, sem uma parte do terreno da Base Aérea, não há como se construir um segunda pista, já que é praticamente impossível, por questões de espaço físico, a construção de mais uma pista paralela a existente atualmente.

O técnico da Infraero explica que a Lagoa do Opaia e o grande número de residências habitacionais existentes em área invadida da União, no bairro da Vila União, em região colada às extremidades Oeste do aeroporto, pode inviabilizar a construção de uma nova pista, no sentido Leste-Oeste, já que exigiriam despesas elevadas com desapropriações e até aterro de parte da lagoa, gerando danos ambientais.

Sendo assim, explica a técnica da Infraero, a nova pista teria que ser perpendicular a atual, no sentido Norte-Sul, o mesmo do terreno da Base Aérea. Já para um experiente piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) esta alternativa pode até ser viável espacialmente, mas operacionalmente, não. Ele explica que, em Fortaleza, em função da posição e força dos ventos, as aeronaves devem decolar e pousar no sentido leste-oeste.

"Aqui em Fortaleza, uma pista no sentido Norte-Sul, perpendicular a atual, seria inviável, devido os ventos predominantes leste-oeste e fortes", declarou o piloto. Para ele, porém, é possível a construção de uma nova pista paralela a atual pista de taxiamento do Pinto Martins.

Para tanto, esclarece, ela teria que ser construída na área do terminal antigo de passageiros, onde hoje operam terminais de taxi aéreos, além de que a área invadida no Vila União teria de ser desapropriada. "A nova pista terá um custo social, mas Fortaleza precisa dela", defende, lembrando dos benefícios que um hub aéreo traria para a economia da cidade e do Estado.

Zona de proteção

Tanto o técnico da Infraero, quanto o piloto da FAB reconhecem, no entanto, que há outras barreiras que precisam ser observadas, como a existência de prédios e antenas de telecomunicações próximas ao aeródromo, que dificultam pousos e decolagens. "Muitos prédios e antenas estão na zona de proteção", alerta, ressaltando que se houver uma decisão política coletiva todos os impeditivos existentes podem ser superados.

Ele cita, inclusive, que as pistas não necessariamente precisam estar equidistantes 750 metros, uma da outra, bastando que pousos e decolagens não ocorram simultaneamente, mas com espaços de minutos apenas. "Nem Guarulhos (aeroporto) opera simultaneamente", frisa o piloto. Ele alerta, no entanto, para a necessidade de construção de uma pista com cerca de 3.000 metros de extensão, para que possa receber grandes aviões com lotação de passageiros e de carga máximas, e garantir maior viabilidade econômica.

Agenda cheia

Além da ampliação do Aeroporto, Camilo Santana teve agenda cheia, em Brasília, também ontem. Pela manhã participou de reuniões com o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, e com a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, com quem tratou da liberação de recursos para obras de conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Na terceira reunião do dia conversou com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, sobre as obras do Anel Viário e duplicação da CE - 010 (estrada da Sabiaguaba) e da CE - 155,que liga Crato a Farias Brito.
Fonte : Diário do Nordeste – CE
Data : 13/08/2015

CARGAS COM FRUTAS SERÃO LIBERADAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:47 AM

Os contêineres com cargas perecíveis, como medicamentos e alimentos para dietas especiais, serão liberados normalmente no Porto do Pecém, segundo informou ontem a administradora do terminal portuário, a Cearáportos, após reunião com representantes da Receita Federal. O encontro teve como objetivo definir como serão as ações da alfândega no porto, nos próximos dias, diante da paralisação dos auditores fiscais da Receita, que teve início na última sexta-feira.

Segundo a Cearáportos, também ficou decidido que serão realizados plantões especiais, no próximo fim de semana, para a liberação de contêineres de frutas que chegarão ao terminal portuário. A administradora do porto informou ainda que uma nova reunião está marcada com a Receita está marcada para amanhã. A paralisação dos auditores fiscais acontece em todo Brasil, com diversas unidades afetadas.

Acidente na ferrovia

De acordo com a Cearáportos, o acidente ocorrido na noite da última terça-feira entre um ônibus que levava trabalhadores para uma fábrica de cimento e um trem, próximo ao trecho da CE-422, em São Gonçalo do Amarante, não afetou as atividades do porto, apesar da interdição da ferrovia.
Fonte : Diário do Nordeste – CE
Data : 13/08/2015

CLASSIFICADOS – NOTAS CURTAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:46 AM

BEIRA DO CAIS - EMBARCAÇÃO

Turistas estrangeiros gostam de segurança. Para fazer a linha direta Belém/Soure/Belém é necessária uma embarcação que tenha especial estrutura e não um catamarã de rio. Isto eu afirmo, porque o “Presidente Vargas”, navio de grande porte, em certa época do ano, balançava bastante ao atravessar a baia, causando até pânico a bordo. Duas lanchas, “Garça” e “Gaivota” que vieram do Maranhão também não aprovaram. Depois eu volto ao assunto, porque o melhor é fazer via Camará.

Estatal - MARINHA DO BRASIL

A ENASA-Empresa de Navegação da Amazônia S/A, foi liquidada pela Governadora Ana Julia Carepa, mas comentam na “beira do cais” que ainda tem gente recebendo como se a mesma existisse. Por sinal, no próximo dia 28, ela completaria 49 anos. Foi criada junto com a CDP Companhia Docas do Pará, quando da extinção dos SNAPP-Serviços de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará, autarquia do Governo Federal, que também funcionou no CASARÃO, cuja diretoria era composta de oficiais da ativa da Marinha do Brasil.
Fonte : O Liberal – PA
Data : 13/08/2015

EMBAIXADOR DA HOLANDA NO BRASIL JÁ CONFIRMOU PRESENÇA NA TRANS-2015 E UMA COMITIVA HOLANDESA DE 13 PESSOAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:46 AM

O SINDARPA-Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial Lacustre e das Agências de Navegação do Estado do Pará, já está nos últimos detalhes objetivando o maior sucesso possível da TRANS-2015, que será realizado nos dias 01, 02 e 03 de setembro no Boulevard das Feiras e Exposições, na Estação das Docas em nossa capital, evento este que é considerado como a maior Feira de Transportes da Amazônia, envolvendo Logística, Navegação Interior e Náutica. Esse importante acontecimento será inclusive prestigiado pelo Embaixador da Holanda no Brasil, Diplomata Hans Peters, que aparece na foto com o engenheiro Kleber Menezes, Secretário de Estado de Transportes, e por outros importantes participantes, inclusive com uma comitiva de 13 pessoas da Holanda. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal – PA
Data : 13/08/2015

AMANHÃ, NO RIO DE JANEIRO, ESTARÁ TOMANDO POSSE O NOVO DIRETOR DE PORTOS E COSTAS-DPC EM CERIMÔNIA QUE SERÁ MUITO PRESTIGIADA
Publicado em 08/13/2015 as 10:46 AM

Amanhã, precisamente às 10:00 horas, estará tomando posse o novo Diretor de Portos e Costas-DPC, vice-almirante Wilson Pereira de Lima Filho, que substitui o seu colega de igual patente Cláudio Portugal de Viveiros, que assumirá o Comando do 8º Distrito Naval, em São Paulo, depois de uma passagem brilhante pela DPC.

O evento será prestigiado pelo excelentíssimo almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, Comandante da Marinha. De Belém deverá seguir o conhecido Prático/ Comandante Luiz Omar Pinheiro, presidente da conceituada empresa de Praticagem NORTEPILOT, que conta no seu quadro com competentes timoneiros/ Práticos da ZP-1 (Rio Amazonas) que aparece na foto com o vice almirante Edlander Santos e o colunista. Como convidado, este colunista também deverá se fazer presente. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal – PA
Data : 13/08/2015

GENTE & MERCADO - COMEÇA PRIMEIRA ETAPA DA REFORMA DO CENTRO DE CONVENÇÕES
Publicado em 08/13/2015 as 10:46 AM

A Secretaria estadual de Turismo inicia nesta quinta-feira, 13, a primeira etapa da reforma do Centro de Convenções, com a abertura dos envelopes do edital de licitação de R$ 5,4 milhões para recuperação estrutural do imóvel.

Em setembro, a Bahia também estará na mídia nacional, como parte do planejamento de divulgação do destino.

As novidades foram apresentadas pelo secretário da pasta de turismo, Nelson Pelegrino, durante reunião com empresários do setor, nesta quarta-feira, 13.

Solicitada pelo Conselho Baiano de Turismo, o encontro tinha por objetivo ter respostas concretas às determinações do governador Rui Costa, que, em encontro com o trade, no último dia 3, assinalou que já havia autorizado a reforma do Centro de Convenções, liberando inclusive recursos, assim como autorizado a realização de campanhas promocionais sobre o Estado na mídia nacional.

“O governador foi muito objetivo e direto nas suas determinações ao secretário Pelegrino”, assinalou o presidente do Conselho Baiano de Turismo, Luis Augusto Leão, que se mostrou satisfeito com as novidades apresentadas por Pelegrino e que são consideradas fundamentais para minimizar a crise do turismo.

A situação do aeroporto e do porto de Salvador também preocupa o trade, que cogita ir a Brasília tentar uma solução mais imediata para mais esse problema.

Salvador: pior ocupação hoteleira entre 7 capitais Hoteleiros de Salvador estão apreensivos com a persistente crise no turismo da capital baiana.

Por mais um mês, a ocupação média na cidade ficou abaixo da taxa mínima para sobrevivência do negócios, estimado em 60%.

Em julho, mês de férias escolares, a ocupação nos 28 maiores hotéis de Salvador foi de apenas 54,01%, índice 1,44 pontos percentuais inferior ao mesmo período do ano anterior.

“Os números são alarmantes, empregos estão sendo perdidos.

Estamos trabalhando no vermelho e sem luz no horizonte, uma crise nunca vista na história da Bahia e do Brasil”, lamenta o presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha), Silvio Pessoa.

Para se ter uma ideia da situação, a média de ocupação dos últimos sete meses do ano ficou em 54,97%, abaixo dos 58,83% de 2014 e dos 74,84% de 2001, quando começou a coleta de dados.

No comparativo com outras sete capitais brasileiras (Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Foz do Iguaçu, Maceió e Vitória), Salvador foi a que apresentou a menor taxa de ocupação em julho, 54,4%, segundo o Portal Tax Info.

Das cidades pesquisadas, além de Salvador, Belo Horizonte teve índice inferior a 60%, cabendo a Fortaleza a melhor performance (82,8%).

NE tem menor inadimplência

O Nordeste foi a região do país com maior queda no índice de inadimplência do consumidor.

A retração na região foi de 4,0%, contra 3,4% do Norte, 3,0% da região Centro- Oeste e 1% do Sudeste.

Os dados coletados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), no período de janeiro a julho de 2015 contra o mesmo período do ano anterior, mostram que apenas a região Sul apresentou alta de 4,3%.

O aumento da desocupação no mercado de trabalho, elevação dos juros e tributos, além da desaceleração das concessões de crédito levaram o consumidor a ser mais cauteloso, evitando uma deterioração mais severa na inadimplência das famílias.

Com isso, a Boa Vista SCPC estima que o Indicador de Inadimplência do Consumidor encerre o ano com ligeiro crescimento, em torno de 1,8%.

Mercado em alta
As vendas pela internet não param de crescer.

De acordo a eMarketer, empresas especializada em pesquisas sobre o mundo digital, a previsão é de que o comércio eletrônico brasileiro fature US$ 19,79 bilhões em 2015, o que representa uma alta de 17,3% em relação a 2014.

O estudo indica que o Brasil segue na liderança regional como o maior mercado de ecommerce da América Latina.

Marca baiana chega aos EUA
A baiana Tidelli está investindo em torno US$ 500 mil para conquistar o mercado norte-americano através da Califórnia.

No próximo mês, a marca abre uma Flagship Store (loja modelo) na cidade de Costa Mesa, uma região com alto poder aquisitivo e na qual atuam cerca de 20 mil arquitetos.

A Tidelli também vai abrir duas lojas próprias, a segunda em São Paulo e a  primeira em Brasília, adiantou Tatiana Mandelli, diretora comercial da marca e sócia-fundadora da empresa ao lado dos irmãos Roberta e Luciano Mandelli.

Negócios sobre rodas em expansão

Os negócios sobre rodas estão em alta.

Já famosos fora do Brasil, recentemente se consolidaram também por aqui.

Há vários tipos de empreendimentos: produtos alimentícios, lojas de roupas, pet shops, manicure, entre outros.

O custa de ter um negócio itinerante, entretanto, varia entre R$ 15 mil e R$ 110 mil.

“No caso dos food trucks, o valor pode variar entre R$ 70 mil e R$ 110 mil, já com todos os equipamentos necessários”, destaca Gislene Gonçalves Viana, sócia da FAG Brasil Veículos Especializados, empresa que desenvolve soluções para transformação e adaptação de veículos.

Há várias vantagens em possuir um negócio itinerante, como poder ir onde o cliente está, explorar mercados locais diversificados e acompanhar eventos na região.

O alto preço de aluguel de imóveis comerciais também torna atraente a opção de empresa sobre rodas.

Não é a toa que este é um dos negócios em franco crescimento em Salvador, que recentemente regulamentou a atividade.

A capital baiana abriga, inclusive, 15 e 16 de agosto, a segunda edição do Food Park Salvador, no estacionamento do Colégio Isba, em Ondina, reunindo 14 food trucks.
Fonte : Tribuna da Bahia – BA
Data : 13/08/2015

TRENS DO SUBÚRBIO SERÁ SUBSTITUÍDO POR VLT; LICITAÇÃO COMEÇA AMANHÃ
Publicado em 08/13/2015 as 10:45 AM

Transporte funciona desde 1860 e seguia até Simões Filho
Por Adilson Fonseca

A viagem demora pouco mais que meia hora para percorrer apenas 13,5 quilômetros. São 10 paradas, incluindo a estação inicial (Paripe) e a final (Calçada). Tudo isso ao preço de R$ 0,50. Mas o balançar dos vagões, os imprevistos das viagens, por causa da precariedade do sistema, e até mesmo certo romantismo dessas viagens estão no fim.

A partir amanhã, o velho trem começa a sair de cena parta ceder lugar ao VLT – Veículo Leve sobre Trilho, cujo processo de licitação vai ser anunciado pelo Governo do Estado. A obra, de R$ 1,1 bilhão, deverá ser concluída em três anos e vai mudar por completo o sistema de transportre ferroviário de passageiros que ainda existe na Bahia e que se encontra restrito unicamente aos 13,5 quilômetros do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

O VLT é um pequeno trem urbano movido a eletricidade, que vem sendo empregado como alternativa de transporte de massa nas médias e grandes cidades brasileiras e que aproveita o traçado dos antigos trens urbanos. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. Funciona como uma espécie de Metrô de Superfície, ou mesmo um “bonde”, podendo trafegar em corredores exclusivos ou atpe mesmo em meio ao sistema viário tradicional das cidades.

A licitação prevê obras em duas etapas, sendo a primeira entre o Comércio e o bairro de Plataforma, com 9,4 quilômetros, e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, já fora do traçado do atual transporte, que só vai até Paripe, com nove quilômetros de extensão.. A primeira etapa tem o valor de R$ 552 milhões e já tem recursos assegurados pelo governo Federal. A contrapartida do Estado será de R$ 548 milhões.

Em 2017
Conforme explicou o chefe da Casa Civil do governo do Estado, Bruno Dauster, a partir de iniciado o processo licitatório, decorrerão três meses para que possa ser anunciado o vencedor e então, no início de dezembro o Governo do estado deverá assinar a ordem para o início das obras. Oito empresas nacionais já manifestaram interesse em participar da licitação.

O sistema de transporte por VLT no Subúrbio Ferroviário de Salvador deverá estar concluído no segundo semestre de 2017. O projeto prevê a ligação do VLT, às Linhas 1 e 2 do metrô e a duas rotas do BRT, a ser implantado pela Prefeitura, e que também tem previsão de entrar em operação a partir de 2017. “A nossa idéia é que os equipamentos (os trens) sejam todos nacionais”, afirmou o Dauster. As obras serão realizadas em duas etapas, a primeira delas num trecho de 9,4 quilômetros entre Plataforma e o Comércio Numa segunda etapa, com 9,1m quilômetros, serão realizadas obras entre Plataforma e a Estação São Luis, logo após o fim de linha dos atuais trens, no bairro de Paripe. Segundo o Chefe da Casa Civil, a estimativa em que, a média diária de público que utiliza o transporte sobre trilho suba de 20 mil atualmente para 150 mil.

Dauster explicou que as atuais estações, à exceção da Calçada, vão ser demolidas e transformadas em estruturas mais simples, modernas e dentro das normas de acessibilidade. Além das atuais 10 estações que servem aos trens, serão construídas paradas em São Joaquim, Porto de Salvador, Avenida da França, Comércio, Baixa do Fiscal, Viaduto Suburbana, União, São João e São Luiz de Paripe. Ao todo serão 21 paradas.

Transporte funciona desde 1860 e seguia até Simões Filho

Os trens do Subúrbio funcionam desde junho de 1860, quando foi inaugurada a Bahia and San Francisco Railway Company ( Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco). Até 1972 o trem ia até Simões Filho, mas com a privatização da Rede Ferroviária Federal, esse trecho foi abandonado e hoje se resume à ligação Calçada-Paripe.

Na estação da Calçada, ponto de partida de todos o sistema de transporte ferroviário na Bahia, pode-se ainda perceber a suntuosidade da construção, bem ao estilo inglês de meados do século XIX.. Foi toda construída em ferro forjado e fundido trazido da Inglaterra ,desde a sua infra estrutura, como as vigas baldrames, até a superestrutura, tais como pilares, vigamento da superestrutura, escadas e estruturas de cobertura com clarabóias de ferro.

Foi inaugurada em 1860 com o nome de Estação Jequitaia. De lá saia um ramal que ia até o Porto de Salvador. Com a privatização da RFFSA, foi formada a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que ganhou a concessão e passou a fazer o transporte de cargas. À antiga Leste Brasileiro coube o que restou do transporte de passageiros, no Subúrbio Ferroviário, já com o nome de Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a partir de 1980, sendo posteriormente transferida para a Prefeitura de Salvador e desde 2013, sob a administração do Governo do Estado.

Viagem
De um lado, a partir de Lobato, a beleza do interior da Baía de Todos os Santos, com barcos ancorados em diversas enseadas que chegam até próximo ao leito da ferrovia. Do outro lado casebres, esgotos e lixo que se amontoam quase que ocupando o traçado dos trens. E entre esses dois cenários, completamente opostos, os velhos trens do Subúrbio, com mais de 40 anos de uso e sem qualquer conforto ou segurança.

Logo na saída da Estação da Calçada, a linha 1, que leva até Paripe, teve que ser interditada até o bairro de Lobato. O leito da ferrovia está tomado pelo lixo e esgoto. Por causa dessa situação, a velocidade do trem não chega a 20 quilômetros por hora. No percurso de 13,5 quilômetros até Paripe, gasta-se em média 35 minutos.

No interior dos vagões, a insegurança de quem pode ser surpreendido com a parada técnica por problemas na ferrovia, no sistema de eletrificação ou por interdição quando ocorrem chuvas. “Tem tudo para ser uma viagem agradável, por causa da paisagem. Mas volta e meia surgem esses problemas e deixam a gente aborrecido”, disse o vendedor ambulante Cosme dos Santos, que costuma utilizar o trem para se deslocar de Coutos até a Calçada.

No trajeto, enquanto os passageiros se acomodam nos bancos de plástico, as janelas nem sempre abrem, o que dificulta a ventilação. A iluminação é fraca e o ambiente, todo grafitado, contribui para dar um certo ar de insegurança para quem não está acostumado com o ambiente. Não há passagem de um vagão para outro e os maquinistas ficam incomunicáveis com os passageiros, pois a entrada para as cabines fica do de fora do trem.
Fonte : Tribuna da Bahia – BA
Data : 13/08/2015

MINISTÉRIO VAI EXIGIR DUPLICAÇÃO PARA RENOVAR PEDÁGIO NO PARANÁ
Publicado em 08/13/2015 as 10:45 AM

Premissa para que a União autorize a renovação dos contratos com as concessionárias é que todo o Anel de Integração tenha pista dupla
Brasília

Duplicar os 1,8 mil quilômetros de estradas federais delegadas para o governo do Paraná é a “premissa número um” do Ministério dos Transportes nas discussões sobre a prorrogação dos contratos de pedágio. A informação é do secretário de gestão da pasta, Luciano Castro, nomeado há duas semanas como coordenador dos estudos sobre o tema. Castro tem um ano (prorrogável por mais um) para terminar os relatórios que vão servir de base para uma decisão final da presidente Dilma Rousseff a respeito da renovação do convênio de delegação das rodovias, que acaba em 2022.

As estradas delegadas são parte dos 2,5 mil quilômetros do Anel de Integração, concedido à iniciativa privada em 1998. Do total desses trechos, que também incluem estradas estaduais, 676 quilômetros estão duplicados. Dos 1,8 mil quilômetros federais, são 427 com pista dupla.

“O objetivo maior é a duplicação, até por uma questão de segurança das pessoas”, disse Castro, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo . Outras demandas são a redução da tarifa e a realização de mais obras. “Quando se fala em duplicação, temos que nos preocupar com as áreas urbanas, com a construção de rodovias marginais, contornos, viadutos, travessias de pedestres. São obras caras e às vezes mais caras que a duplicação em si”, afirmou Castro.

A extensão da delegação é o primeiro passo para negociar a renovação dos contratos com as atuais concessionárias de pedágio, que acabam em novembro de 2021. No dia 1.º de julho, representantes do setor produtivo e do governo do estado, como a vice-governadora Cida Borghetti e o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, se reuniram com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e fizeram uma solicitação formal pela renovação da delegação por mais 25 anos.

Rodrigues levou o pedido à presidente e informou sobre a realização dos estudos. “Ela não se posicionou nem contra, nem a favor. Dilma quer conhecer a proposta e, depois disso, dizer se autoriza a renovação do convênio. Aliás, essa é uma decisão que caberá exclusivamente à presidente”, adiantou Castro.

Segundo o secretário, o governo federal tem condições de intervir nas negociações com as concessionárias – o que descarta a tese de que a administração estadual só precisaria de Brasília para renovar a delegação e faria os acordos com as empresas sozinha. “Há de se entender uma coisa: as rodovias são federais, então cabe ao governo federal saber o que será feito delas.”

Castro diz que o contrato de renovação da delegação pode “amarrar”, em anexo, um plano de trabalho assinado pelas partes (governo do estado e concessionárias). Ele também antecipou que será possível chegar a uma formatação diferente de acordo com cada uma das seis concessionárias que detêm lotes do Anel. “Cada consórcio tem uma especificação e por isso não posso tratar tudo de forma igual.”

A expectativa é de que, em alguns trechos, será possível negociar uma redução de tarifa maior porque serão necessárias menos obras. Outra hipótese também é seguir, individualmente, o padrão de negociação adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres para a renovaçã
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 13;08/2015

CÂMARA APROVA PROJETO QUE PODE ENQUADRAR MANIFESTANTE COMO TERRORISTA
Publicado em 08/13/2015 as 10:45 AM

O texto-base foi aprovado em votação simbólica e o projeto de lei ainda precisa ser apreciado no Senado.

A Câmara dos Deputados aprovou no início da noite desta quarta-feira, 12, texto-base de um polêmico projeto de lei que define como terrorismo atos como portar explosivos, incendiar ou depredar meios de transporte ou ocupar prédios públicos. Para deputados do PSOL e do PCdoB, o texto, que contou com apoio do governo e de todos os demais partidos, é genérico e dá margem a que se enquadre movimentos sociais no conceito de terrorismo, submetendo seus integrantes a penas que vão de 12 a 30 anos.

O texto-base foi aprovado em votação simbólica. Até o início da noite havia cinco destaques para serem votados. O projeto de lei ainda precisa ser apreciado no Senado.

Pelo texto da lei antiterrorismo, que foi enviado pelo governo e relatado pelo deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), é terrorista quem usar ou ameaçar usar ou apenas portar explosivos, gases tóxicos, venenos, agentes biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa.

Também é considerado terrorismo incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado, bem como quem sabotar sistemas de informática ou bancos de dados, e quem sabotar o funcionamento ou apoderar-se, "ainda que de modo temporário", de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, escolas, estádios, instalações públicas entre outros.

"O objetivo central (do projeto) é criminalizar as manifestações sociais e populares. Todos os outros crimes aqui previstos já estão previstos no Código Penal. O que temos aqui é uma ordem para ampliar isso", afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

"O texto é muito claro e essa era a preocupação de todos nós, que não houvesse qualquer tipo de criminalização aos movimentos sociais. Por isso, foi construído um texto em que fica ressalvado", rebateu o deputado Alberto Fraga (DEM-DF). Segundo o texto aprovado, "o disposto neste artigo não se aplica à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais, sem prejuízo da tipificação penal contida em lei".

Para a líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), a generalidade do texto dá margem à análise subjetiva da Justiça para enquadrar ou não alguém como terrorista. "Você está dando liberdade a uma estrutura jurídica, que a gente sabe como pensa, para dizer quem é terrorista ou não. Isso não tem cabimento", afirmou Jandira. Também estão previstas penas para quem der abrigo a terrorista, fizer apologia ao terrorismo ou recrutar pessoas para a prática de atos de terror, além de fornecer ou receber treinamento.
Fonte : O Popular – GO
Data : 13/08/2015

GOVERNO FARÁ AUDIÊNCIA PARA NOVAS CONCESSÕES
Publicado em 08/13/2015 as 10:44 AM

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que o governo pretende lançar até o fim do mês o edital da chamada Rodovia do Frango (trecho das BRs 476, 153, 282 e 480 entre Paraná e Santa Catarina) e colocar em audiência pública, também em agosto, a concessão de outros 3 trechos (BR-163/MT/PA, BR-364/060/MT/GO e BR-364/GO/MG).

“Estamos trabalhando para publicar o edital (da Rodovia do Frango) e enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) até o final do mês”, afirmou, após participar de reunião com o ministro da corte de contas Benjamim Zymler.

O ministro acrescentou que é difícil avaliar se a redução da nota de risco brasileira na terça (11), pela Moody’s terá algum impacto no apetite dos investidores pelo programa de concessões. “É uma perspectiva de longo prazo. Acho que vamos manter a avaliação de investment grade e, à medida que os resultados macroeconômicos positivos começarem a se consolidar, essa flutuação que a gente está vendo agora será uma coisa passageira”, completou.

Barbosa tem participado de reuniões com cada um dos ministros do órgão para apresentar a defesa do governo em relação à prestação de contas da presidente Dilma Rousseff de 2014. Além disso, o ministro tem apresentado dados sobre a mudança pedida pelo governo no modelo de concessão de portos, que deverá ser agora por critério de maior outorga, e não mais menor tarifa e movimentação de cargas.

A mudança, no entanto, depende de aval do TCU. “Mostramos que é importante que isso seja feito o mais rápido possível para viabilizar as concessões. Neste momento de redução da atividade, vai movimentar bastante o setor”, completou.
Fonte : Gazeta Digital – MT
Data : 13/08/2015

NOVAS CONCESSÕES EM PORTOS PÚBLICOS ATRAEM 34 EMPRESAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:44 AM

Leilões devem ocorrer no primeiro semestre de 2016 e movimentar R$ 1,3 bilhão em investimentos

BRASÍLIA - No total, 34 empresas se apresentaram para realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o arrendamento de seis áreas de portos públicos que vão compor o chamado Bloco 2. As estimativas iniciais da Secretaria de Portos (SEP) indicam que elas deverão receber investimentos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

O governo vai selecionar um estudo de cada área para embasar a elaboração dos editais de licitação, no chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Se tudo correr como o planejado, os leilões ocorrerão no primeiro semestre de 2016.

Nessa etapa, as empresas se apresentam apenas para fazer os estudos. Mas o governo vê nela uma espécie de termômetro sobre o interesse do setor privado em disputar as concessões. Segundo a SEP, a área que menos despertou interesse nessa rodada será estudada por pelo menos cinco grupos empresariais.

Os estudos dizem respeito a duas áreas no porto de Santos (SP), duas em Suape (PE), uma em São Francisco do Sul (SC) e outra no porto do Rio de Janeiro. A intenção do governo é leiloar essas áreas no primeiro semestre de 2016. Em Santos, uma área fica na região chamada Conceiçãozinha e se destina à movimentação de grãos e outra fica na Ilha Barnabé, para granéis líquidos.

Na primeira edição do Programa de Investimentos em Logística (PIL), o governo não conseguiu leiloar nenhuma área em porto público. O processo ficou parado por mais de um ano no Tribunal de Contas da União (TCU). Nessa segunda edição do programa, a previsão é leiloar 50 arrendamentos, com investimentos estimados em R$ 11,9 bilhões.

A autorização do TCU para seguir com os leilões saiu este ano, mas o processo voltou a parar em junho passado, porque o governo decidiu mudar o critério de escolha do vencedor nos leilões. Originalmente, venceria quem se comprometesse com maior movimentação de carga ou menor tarifa. Mas, no PIL 2, a opção foi pela cobrança de uma taxa outorga. Vence quem pagar mais para obter a concessão.

Por causa dessa alteração, o governo fez nova consulta ao TCU, para saber se os estudos já examinados pela corte de contas precisariam ser refeitos. A resposta ainda não foi dada.

Responsável pelos programas de investimento do governo, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, tem aproveitado as visitas feitas aos ministros do TCU, nas quais detalha a defesa do governo no caso das "pedaladas fiscais", para também pedir uma decisão sobre os portos. "Mostramos que é importante que isso seja feito o mais rápido possível para viabilizar as concessões", disse anteontem, após reunir-se com o ministro Benjamin Zymler. "Neste momento de redução da atividade, vai movimentar bastante o setor."

(Com informações de Lorenna Rodrigues)
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 13/08/2015

NÚMERO DE MORTOS EM EXPLOSÃO NA CHINA SOBE PARA 50; IMPORTAÇÕES FORAM AFETADAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:44 AM

Ainda não se sabe as causas do acidente, mas questiona-se a forma como os materiais explosivos eram armazenados no local

PEQUIM - Sobe para 50 o número de mortos em explosão que atingiu uma área industrial da cidade portuária de Tianjin, nordeste da China, na noite de quarta-feira, segundo veículos de imprensa local. Centenas de pessoas ficaram feridas no acidente que aconteceu em um terminal de contêineres que armazenavam produtos inflamáveis.

“Pensei que era um terremoto, então desci correndo as escadas descalça”, disse uma moradora da região, cuja casa está localizada a quilômetros do local da explosão. A onda provocada pelo incidente chegou a ser sentida a até dez quilômetros de distância. “Havia uma grande bola de fogo no céu com nuvens espessas. Todo mundo podia ver”, afirmou.

Veja vídeo da explosão:

O responsável pelos serviços funerários do Hospital Teda, em Tianjin, disse ao jornal Beijing News que o centro sanitário já recebeu 42 corpos relacionados ao incidente, mas as autoridades ainda não confirmaram o número.

Já a agência oficial Xinhua fala em 44 mortos, entre eles 12 bombeiros, além de mais de 500 feridos e vários desaparecidos.

As causas das explosões ainda são desconhecidas, mas há dúvidas sobre se os materiais explosivos eram armazenados corretamente.

O Departamento de Bombeiros de Tianjin afirmou que o incêndio começou na noite de quarta-feira e que ocorreram duas grandes explosões com 30 segundos de diferença, seguidas de outras menores.

O Centro de Redes de Terremotos da China afirmou que a segunda explosão, que causou maiores danos, foi equivalente a uma provocada por 21 toneladas de explosivos TNT (trinitrotolueno).

Segundo informações das autoridades locais e relatos de moradores, as explosões destruíram janelas e portas, sacudiram edifícios e fizeram com que as pessoas saíssem correndo pelas ruas.

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, exigiram que sejam feitos todos os esforços para salvar os feridos e minimizar as consequências do acidente, segundo a agência oficial.

Veículos de imprensa local disseram que o diretor da empresa foi detido e que o presidente chinês pediu punições severas para todos que forem responsávels pelas explosões.

O Conselho de Estado, gabinete do governo na China, enviou um grupo de trabalho conduzido pelo ministro da Segurança Pública, Guo Shengkun, para coordenar o resgate.

Importações. Com o acidente, as operações de importação de minério de ferro foram afetadas, e os navios petroleiros encontram dificuldades para chegar a sair do porto de Tianjin.

Autoridades da indústria disseram que as instalações de petróleo e gás não foram afetadas, mas a Administração de Segurança Marítima de Tianjin informou que chegadas e partidas de navios de produtos químicos e petróleo foram interrompidas. /EFE, REUTERS e ASSOCIATED PRESS
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 13/08/2015

SETE BRASIL QUER DE VOLTA DINHEIRO DE PROPINAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:43 AM

A Sete Brasil, empresa criada para gerenciar a contratação de plataformas para exploração do pré-sal pela Petrobras, está pedindo na Justiça que ex-executivos da empresa devolvam as propinas que teriam recebido dos estaleiros contratados para a construção de 28 sondas.

A acusação foi feita por Pedro Barusco, em acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato.

O próprio Barusco, que foi diretor da Sete Brasil, Eduardo Musa, também ex-diretor, e João Carlos Ferraz, ex-presidente da empresa, teriam participado do esquema que envolveu um total de US$ 224 milhões. A empresa pede ainda que os três devolvam mais de R$ 30 milhões que receberam em bônus pelas suas atividades na companhia.

Os processos judiciais contra os três ex-executivos correm na Justiça do Rio e a empresa diz que não vai comentar o assunto porque está em "segredo de Justiça". O pedido de segredo foi feito em função dos contratos de bônus assinados com os ex-executivos e que previam cláusulas confidenciais.

De acordo com os processos, Ferraz, Barusco e Musa receberam quatro tipos de bônus da Sete. Segundo alguns acionistas ouvidos pelo Estado, o mais polêmico deles foi o bônus de sucesso, que era o mais polpudo e deveria ser pago depois que a empresa já tivesse feito o lançamento de ações no mercado de capitais. Mas a empresa, na época, resolveu pagar mesmo sem o lançamento de ações.

Ainda segundo os processos judiciais, os acionistas da empresa consideraram que os três tinham feito bom trabalho e mereciam os bônus. Mas, diante agora das acusações de envolvimentos dos três em supostos subornos nos contratos com os estaleiros, entendem que foram enganados e pedem de volta os pagamentos.

Um dos reforços do argumento foi dado pelo ex-presidente da Sete que, ao ser questionado, em um passo anterior ao do início do processo judicial, sobre o pagamento das propinas, confessou ao conselho de acionistas que recebeu quase US$ 2 milhões em propinas. Segundo alguns advogados, isso teria sido feito para tentar um acordo com a empresa e os acionistas.

A empresa tem entre seus principais acionistas os bancos BTG Pactual, Santander e Bradesco, os fundos de pensão da Caixa e da Petrobrás e a própria Petrobrás. São ainda acionistas os fundos de pensão do Banco do Brasil, da Vale, o FI-FGTS e alguns investidores independentes como Lakeshore, LuceVenture e EIG.

Polêmica
A história em torno dos bônus de Ferraz foi controversa desde o começo da empresa. Segundo conta um acionista, Ferraz foi indicado por meio de uma lista tríplice feita pela Petrobrás para a presidência da Sete e, na negociação de salário, teria pedido um bônus de fundador de cerca de R$ 20 milhões.

Mas, depois, ficaram definidos quatro bônus, entre eles o bônus de sucesso, vinculado ao lançamento de ações. Ao fim do mandato de três anos de Ferraz, no início do ano passado, a Petrobrás não apoiou a recondução do executivo e enviou ao conselho uma nova lista tríplice. Entre os nomes estava Luis Eduardo Carneiro, agora presidente da empresa.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 13/08/2015

SETE BRASIL ESTÁ EM BUSCA DE UM NOVO SÓCIO
Publicado em 08/13/2015 as 10:43 AM

A situação da Sete Brasil se tornou bastante delicada desde que a delação do ex-diretor Pedro Barusco veio à tona, o que acabou impedindo a empresa de receber um financiamento do BNDES.

Sem o dinheiro do banco de desenvolvimento, a Sete deixou de honrar cerca de R$ 15 bilhões em dívidas com seis bancos e cinco estaleiros. Agora, tenta encontrar um novo sócio, que aporte dinheiro na companhia, para que o projeto possa seguir adiante. A empresa, no entanto, já decidiu reduzir de 28 para 19 o número de sondas a ser produzido.

Os bancos aceitaram rolar a dívida até o início do próximo ano, e os estaleiros estão em negociação. Os dois tipos de credores estão em situação difícil para exigir pagamentos. Os bancos não têm garantias suficientes dos empréstimos para poder executar a dívida e os estaleiros estão sendo acusados de pagamento de propinas.

Segundo a delação de Barusco, a cada contrato firmado foi pago 1% de propina, que no total somaria US$ 224 milhões. Desse valor, dois terços iriam para João Vaccari, então tesoureiro do PT, e o outro terço teria sido dividido entre Barusco, Eduardo Musa, também ex-diretor, e João Carlos Ferraz, ex-presidente da empresa, além de funcionários da Petrobrás. Os estaleiros negam o pagamento. O advogado de Barusco e Ferraz, Antonio Figueiredo Basto, não respondeu à ligação feita pela reportagem. Eduardo Musa foi procurado em sua casa, mas também não atendeu as ligações.

Pelos processos judiciais liderados pelo escritório Sérgio Bermudes, a Sete tem direito a receber os recursos por causa do que está escrito na Lei das Sociedades Anônimas, que diz que as empresas têm direito ao recurso obtido ilegalmente por administradores da empresa.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 13/08/2015

POUCAS & BOAS – OPINIÃO - LEVI VASCONCELOS
Publicado em 08/13/2015 as 10:43 AM

Uma comitiva liderada pelos deputados federais Zé Rocha (PR) e Valdenor Pereira (PT) prestigiou a assinatura, pelo ministro Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), da federalização BR-430, que liga Caetité a Bom Jesus da Lapa. A rigor, a rodovia já é federal,mas estava sob responsabilidade do estado.
Fonte : A Tarde – BA
Data : 13/08/2015

PLANO DE REESTRUTURAÇÃO DA SETE SAI ATÉ SETEMBRO, DIZ PETROBRAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:43 AM

PETRÓLEO Uma solução para a empresa é tida como vital para estancar a crise nos estaleiros

A Petrobras espera formalizar até setembro um acordo para a reestruturação da Sete Brasil, responsável pela construção de sondas para o pré-sal. Uma solução para a empresa é tida como vital para estancar a crise nos estaleiros, que aguardam recursos da empresa e financiamentos com bancos públicos para retomar a produção.

Coma crise no setor e sem recursos em caixa, a estatal priorizará o aluguel de unidades de produção – e não mais a construção de unidades próprias. Duas novas concorrências devem ocorrer até o final do ano, para operação em 2019 e 2020. Em palestra para executivos do setor, o assessor especial da presidência da Petrobras, Paulo Alonso, afirmou que a companhia está “muito próximo” de um acordo, considerado “pedra de toque” para a crise do setor. “É uma visão otimista”, disse o executivo, após sua apresentação.

“Este é um acordo ultraconfidencial. Mas, esperamos até setembro, talvez outubro, que se chegue a um acordo sobre a equação financeira da Sete Brasil, para que se possa aliviar financeiramente os estaleiros”, afirmou.

Com uma carteira de 29 sondas, a Sete deixou de pagar aos estaleiros responsáveis pela construção das embarcações em novembro de 2014, após ser envolvida na Operação Lava Jato e ter suspensa a liberação de um financiamento já aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dívidas As dívidas com estaleiros já chegam a R$ 4 bilhões. Já há um plano de reestruturação, mas a empresa costura uma solução para o financiamento do projeto, que será reduzido para 19 sondas ou até menos. Alonso também disse acreditar que em uma melhora no ambiente de negócios após os pagamentos. Segundo ele, os estaleiros poderiam regularizar o acesso ao Fundo de Marinha Mercante (FMM) a partir de uma definição das “questões jurídicas” de seus acionistas – citando nominalmente a OAS e a Odebrecht, envolvidas na Operação Lava Jato.

“O mais complexo já passou, com essas definições, poderemos colocar novamente a locomotiva na melhor marcha”, disse. A Sete Brasil está pedindo na Justiça que ex-executivos da empresa devolvam as propinas que teriam recebido dos estaleiros contratados para a construção de 28 sondas.
Fonte : A Tarde – BA
Data : 13/08/2015

ENSEADA JÁ DEMITIU 9 MIL FUNCIONÁRIOS EM MARAGOJIPE
Publicado em 08/13/2015 as 10:42 AM

A situação no setor foi descrita pelo diretor do estaleiro Enseada, Humberto Rangel, como uma “paralisia” em função da crise de “liquidez e confiança”, em referência à restrição aos financiamentos após as investigações.

Rangel afirma ter R$ 600 milhões aprovados no FMM sem liberação até que haja acordo sobre a Sete Brasil.

O estaleiro já demitiu mais de 9 mil funcionários em Maragojipe e admite “dificuldades” em outro contrato de conversão de cascos para a Petrobrás. “Podemos não ter fôlego para chegar no momento seguinte”, alertou o executivo. “Não é só a Petrobras quem tem que carregar no ombro a indústria naval, ela não vai dar conta e hoje a gente vê isso”, reforçou Rangel questionando a responsabilidade do governo federal na definição de um acordo.

Para evitar novos atrasos, e diante da necessidade de cortar custos, a companhia também passará a adotar como “modelo preferencial” o aluguel de embarcações (afretamento). “Dificilmente a companhia vai investir US$ 1,7 bilhão para construir. As exigências de conteúdo local são as mesmas.Como somos operadores,a multa recai sobre a companhia e não vamos querer pagar.

“Vamos orientar os afretadores a contratar no país, se os estaleiros estiverem preparados, competitivos e com bom modelo de planejamento e gestão”, ressaltou Humberto Rangel.
Fonte : A Tarde – BA
Data : 13/08/2015

PETROBRAS ESPERA ACORDO PARA REESTRUTURAÇÃO ATÉ SETEMBRO
Publicado em 08/13/2015 as 10:42 AM

A Petrobras espera formalizar até setembro um acordo para a reestruturação da Sete Brasil, responsável pela construção de sondas para o présal.

Uma solução para a empresa é tida como vital para estancar a crise nos estaleiros, que aguardam recursos da empresa e financiamentos com bancos públicos para retomar a produção.

Com a crise no setor e sem recursos em caixa, a estatal priorizará o aluguel de unidades de produção – e não mais a construção de unidades próprias.

Duas novas concorrências devem ocorrer até o final do ano, para operação em 2019 e 2020. Em palestra para executivos do setor, o assessor especial da presidência da Petrobras, Paulo Alonso, afirmou que a companhia está “muito próximo” de um acordo, considerado “pedra-de-toque” para a crise do setor.

“É uma visão otimista”, disse o executivo, após sua apresentação. “Este é um acordo ultraconfidencial. Mas, esperamos até setembro, talvez outubro, que se chegue a um acordo sobre a equação financeira da Sete Brasil, para que se possa aliviar financeiramente os estaleiros”, afirmou.

Com uma carteira de 29 sondas, a Sete deixou de pagar aos estaleiros responsáveis pela construção das embarcações em novembro de 2014, após ser envolvida na Operação Lava Jato e ter suspensa a liberação de um financiamento já aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As dívidas com estaleiros já chegam a R$ 4 bilhões. Já há um plano de reestruturação, mas a empresa costura uma solução para o financiamento do projeto, que será reduzido para 19 sondas ou até menos. Alonso também disse acreditar que em uma melhora no ambiente de negócios após os pagamentos. Segundo ele, os estaleiros poderiam regularizar o acesso ao Fundo de Marinha Mercante (FMM) a partir de uma definição das “questões jurídicas” de seus acionistas – citando nominalmente a OAS e a Odebrecht, envolvidas na Operação Lava Jato. “O mais complexo já passou, com essas definições, poderemos colocar novamente a locomotiva na melhor marcha.”

A situação no setor foi descrita pelo diretor do estaleiro Enseada, Humberto Rangel, como uma “paralisia” em função da crise de “liquidez e confiança”, em referência à restrição aos financiamentos após as investigações. Rangel afirma ter R$ 600 milhões aprovados no FMM sem liberação até que haja acordo sobre a Sete Brasil.

O estaleiro já demitiu mais de 9 mil funcionários em Maragogipe (BA) e admite “dificuldades” em outro contrato de conversão de cascos para a PetrobrAs. “Podemos não ter fôlego para chegar no momento seguinte”, alertou o executivo. “Não é só a Petrobras quem tem que carregar no ombro a indústria naval, ela não vai dar conta e hoje a gente vê isso”, reforçou Rangel, questionando a responsabilidade do governo federal na definição de um acordo.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 13/08/2015

MERCADO ABERTO - IMPORTAÇÃO DE ELETRÔNICOS RECUA 16% ATÉ JULHO
Publicado em 08/13/2015 as 10:42 AM

Com a retração do consumo no mercado interno, a importação de eletroeletrônicos caiu 16% nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, segundo a Abinee (associação do setor).

De janeiro a julho, o total de produtos que entraram no país somou US$ 20,4 bilhões (R$ 71 bilhões). No ano passado, haviam sido US$ 24,4 bilhões em igual intervalo.

A queda da atividade industrial brasileira é a principal razão, pois a maior parte dos itens importados é de componentes utilizados na fabricação de eletrônicos.

A retração puxou para baixo o deficit da balança comercial do setor, que ficou em R$ 17 bilhões (-16,4%).

Mesmo com a melhora do dólar para as companhias exportadoras, os embarques também caíram: -14%.

"O câmbio realmente está mais favorável, mas o processo de retomada [do nível de exportações] é lento. Muitas vezes, para reingressar em um mercado que havia sido perdido, a empresa pode levar até um ano e meio", afirma Humberto Barbato, presidente da associação.

EMPREGOS

Ainda não há, segundo o executivo, dados de grupos do setor que pretendam aderir ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego), plano do governo federal que prevê a redução da jornada de trabalho para evitar demissões.

"Ao aderir [ao PPE] a empresa precisa se comprometer a não demitir, mas como ela pode assumir isso se não há uma noção clara de como as coisas vão ficar?", afirma.

De janeiro a junho, o segmento demitiu cerca de 15 mil pessoas, quase 9% do total de 174 mil que estavam empregadas na área em dezembro do ano passado.
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EMPREGO EM PASSINHOS

Processos seletivos estão em média 37,6% mais lentos do que em 2014, aponta a consultoria de RH Talenses.

Hoje, provas, entrevistas, painéis e reuniões para que os diretores decidam quem irão contratar demoram 117 dias. Em 2014, eram 85 dias.

Empresas e candidatos estão mais reticentes, diz Felipe Brunieri, da Talenses. Profissionais têm receio de trocar de emprego. E as contratantes estão com medo de chamar a pessoa errada.

"Os diretores precisam ter mais certeza sobre a decisão", afirma Brunieri.

O número de avaliadores nas bancas aumentou. Em multinacionais, executivos da sede passaram a participar, o que dificulta a conciliação de agendas.

O desempenho da empresa também alonga prazos. "Departamentos acham que podem contratar, mas o resultado financeiro piora e seguram o processo", diz Ricardo Ribas, da Page Personnel.
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NO CURTO PRAZO

Por causa do cenário de instabilidade econômica, as empresas brasileiras estão baseando o seu planejamento estratégico principalmente no curto prazo, segundo estudo global da consultoria Grant Thornton.

O percentual de companhias no país que planejam ações para um intervalo de dois a três anos ficou em 33%, enquanto a média em 35 nações foi de 47%.

Nos países da América Latina, a parcela que segue esse intervalo foi de 39%.

"Em um ano não dá para maturar os investimentos realizados e avaliar decisões tomadas, mas, devido à pouca previsibilidade econômica, o Brasil tem esse hábito", afirma Paulo Funchal, sócio da consultoria no país.

Apesar de a revisão ocorrer em todos os setores empresariais, as indústrias de tecnologia e com foco em exportação conseguem estruturar planejamentos a longo prazo, segundo o executivo.
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Atendimento... A Beneficência Portuguesa de São Paulo fechou com o Ministério da Saúde a liberação de R$ 14,4 milhões para a realização de procedimentos de média e alta complexidade na área filantrópica.

...para o SUS Os recursos serão destinados para os serviços oferecidos ao público do Sistema Único de Saúde, que hoje correspondem a 60% dos atendimentos no hospital.

Rede privada A operadora de medicina de grupo São Francisco Saúde investe cerca de R$ 4 milhões para ampliar sua rede própria e credenciada em Araraquara (SP) e região.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e FELIPE GUTIERREZ
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 13/08/2015

PAINEL - O 'PROER' DA LAVA JATO
Publicado em 08/13/2015 as 10:42 AM

Na reunião com o vice-presidente Michel Temer e ministros do PMDB, Lula defendeu que o governo acelere os acordos de leniência com as empresas investigadas na Operação Lava Jato.

O esforço para que as empreiteiras não quebrem foi tratado também em conversas entre o ex-presidente e empresários como Emilio Odebrecht. Aos peemedebistas, Lula sustentou que a CGU e a AGU selem os termos de ajuste de conduta das construtoras sem esperar pelo aval do Ministério Público.

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B.O. Para Lula, o governo não pode ser refém da evolução da Lava Jato. "Não dá para esperar toda segunda-feira e ver se mais alguém foi preso", afirmou, para espanto geral.

Sex appeal Lula defendeu que o governo cobre ministros e parlamentares de seus partidos. "Qual o charme de ter o 'Maneca' ministro se ele não executa nenhuma política pública nem controla sua base?", disse, ao se referir a Manoel Dias (Trabalho).

Homem invisível Ao dizer que os ministros políticos têm de se expor e defender o governo, o petista citou ainda Gilberto Kassab (Cidades).

Déjà vu O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) comparou a reação do PT aos atos que pedem a saída de Dilma Rousseff ao apelo de Collor, às vésperas do impeachment, para que a população saísse às ruas de verde e amarelo.

Eu não Em outra conversa, senadores petistas questionaram se Lula vai virar ministro. Ele disse que Dilma jamais falou com ele sobre isso.

Contestação 1 O advogado de Ciro Nogueira (PP-PI) na Lava Jato, Antonio Carlos de Almeida Castro, pediu a Rodrigo Janot e ao ministro Teori Zavascki a anulação da apreensão realizada na casa do senador, em Brasília.

Contestação 2 Kakay disse ao procurador-geral que a busca foi feita com base em depoimento de Ricardo Pessoa vinculando Nogueira ao advogado Fernando Hugnes, que ele nega conhecer, sem que o MP ou a Polícia Federal tenham feito diligências.

Triplo twist... Ao ouvir queixas sobre a demora das nomeações para o segundo escalão, na terça-feira, Aloizio Mercadante (Casa Civil) elencou três tipos de problemas que travam o processo.

... carpado O ministro disse que os nomes dos indicados ficam parados nas mãos dos ministros, que há casos em que dois partidos disputam o mesmo cargo e muitas sugestões de pessoas com nome sujo.

Esgrima Ao ouvir a apresentação dos 28 itens da Agenda Brasil, na segunda-feira, Joaquim Levy (Fazenda) fez reparos a alguns deles. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu ponto a ponto.

Carochinha O apoio de Dilma à agenda não significa que vá encampar todas as propostas. "A agenda muda o foco da crise e reduz a altura do fogo. Era disso que precisávamos. Apoiar tudo é outra história", diz um auxiliar.

RSVP Vagner Freitas, presidente da CUT, disparou telefonemas a líderes sindicais pedindo que compareçam a ato de apoio ao governo nesta quinta. Garantiu que serão recebidos por Dilma.

Exército 1 Pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, João Doria Jr. reuniu nesta quarta 32 pessoas para começar um plano de governo. No time, muitos apoiadores de outros tucanos.

Exército 2 Participaram o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, José Junior, líder do AfroReggae, o ex-secretário de Turismo Marcos Arbaitman e o economista Roberto Giannetti, entre outros.

Visita à Folha Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava com Sergio Fausto, superintendente da Fundação iFHC, e Helena Gasparian, chefe de gabinete.
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TIROTEIO

Não imagino um ex-presidente aceitando um cargo demissível. A não ser que Dilma queira montar um ministério de ex-presidentes, convidando também Collor, Sarney...

DE MARCO AURÉLIO MELLO, ministro do STF, sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupar uma vaga no ministério da presidente Dilma Rousseff.
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CONTRAPONTO

Toda donzela tem um pai que é fera
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) postou em seu perfil no Facebook uma foto com a família no Dia dos Pais.

–Agradeço a Ele todo ano por essa bênção –escreveu.

Um internauta observou as filhas do presidente da Câmara e arriscou uma brincadeira:

–Alguma vaga de genro em aberto, deputado?

O peemedebista entrou no clima e acabou com as pretensões do engraçadinho.

–Assista à TV Câmara e imagine como eu seria sendo sogro de Vossa Excelência! –escreveu para o seguidor.

Cunha incluiu emoticons para indicar riso e concluiu:

–Obrigado pelo carinho! Abraços!

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 13/08/2015

CRESCE PREOCUPAÇÃO COM PLANO DE INFRAESTRUTURA
Publicado em 08/13/2015 as 10:41 AM

A demora no andamento do plano federal de infraestrutura e a falta de regulamentação e regras claras têm frustrado representantes do agronegócio, e para muitos os gargalos logísticos já são considerados atualmente o maior entrave competitivo do setor atualmente.

"O produtor brasileiro tradicionalmente reclama das taxas cobradas no Brasil. Isso sempre foi a queixa número um, mas nos últimos meses mudou. Em minhas conversas com eles, a reclamação maior agora é a logística", disse o holandês Floris Bielders, presidente da Mosaic Fertilizantes no Brasil, em evento realizado pela Amcham ontem em São Paulo. "Os portos são antigos, ineficientes, caros e foram engolidos pelas cidades. Não têm como expandir. E 90% de tudo o que entra e sai das fazendas vem por estradas".

Segundo o executivo, que assumiu em fevereiro a presidência da subsidiária brasileira da maior produtora global de fertilizantes derivados de fosfato e potássio combinados, é preciso que o governo federal acelere os processos e deixe a iniciativa investir. "O governo não precisa investir nada. A iniciativa privada faz isso. Mas permita que ela faça", disse, em alusão à demora na implementação do novo Programa de Investimento em Logística (PIL2), anunciado em junho pela presidente Dilma Rousseff com a expectativa de atrair R$ 198 milhões em investimentos. Desde o lançamento, nenhuma obra de infraestrutura foi licitada.

"O progresso no Brasil é frustrantemente lento", disse o diretor-superintendente da Hamburg Sud, Julian Thomas. "O plano de logística é uma luz no fim do túnel, mas espero que não seja um trem vindo na direção contrária". Ou, como emendou Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura: "é a luz no fim do túnel, mas o túnel é longo e a luz é fraca".

Thomas se queixou, ainda, da interferência ideológica nos debates e a "barreira de burocracia" no país, sobretudo em questões ambientais. Citou como exemplo investimentos travados no porto organizado de Santa Catarina, que há três anos aguarda pela liberação do Ibama.

Bielders, da Mosaic, ressaltou que a companhia ainda vê potencial no Brasil, onde já investiu quase US$ 400 milhões no país. Mas também teme que o produtor brasileiro deixe de usar a lógica e adote a emoção ao tomar decisões. "Há um ambiente de medo no país". Para Rodrigues, o maior temor é que a "briga intestinal" entre os partidos políticos leve à redução do rating do Brasil e a perda do grau de investimento. "A crise vai chegar ao agronegócio. Na safra passada, plantamos a US$ 2,70 e colhemos a US$ 3,20. Na próxima, a que dólar vamos colher?"
Fonte : Valor Econômico
Data : 13/08/2015

RESULTADO DA PRUMO
Publicado em 08/13/2015 as 10:41 AM

A Prumo Logística, que opera o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), fechou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 23,5 milhões, revertendo lucro de R$ 2,1 milhões, registrado em igual período de 2014. A receita subiu 68%, para R$ 88,2 milhões. segundo a empresa, por conta dos novos contratos assinados desde o ano passado e do início das operações da Ferroport, em outubro de 2014.
Fonte : Valor Econômico
Data : 13/08/2015

LEI ANTITERRORISMO É APROVADA
Publicado em 08/13/2015 as 10:41 AM

Criminalização das manifestações é criticada; pena é de 12 a 30 anos de prisão.

Nacional. Texto cita portar explosivos, incendiar ou depredar meios de transporte ou ocupar prédios públicos

BRASÍLIA. A Câmara dos Deputados aprovou no início da noite de ontem o texto- base do projeto de lei que define como terrorismo atos como portar explosivos, incendiar ou depredar meios de transporte ou ocupar prédios públicos. Após a primeira votação, a Câmara aprovou por 362 votos favoráveis, 85 contrários e três abstenções um texto que condiciona a tipificação de terrorismo a razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.

Para deputados do PSOL e do PCdoB, o texto do deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), que contou com apoio do governo e de todos os demais partidos, é genérico e dá margem a que se enquadre movimentos sociais no conceito de terrorismo, submetendo seus integrantes a penas que vão de 12 a 30 anos.

A proposta classifica como terrorista quem usar ou ameaçar ou apenas portar explosivos, gases tóxicos, venenos, agentes biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa. Também é considerado terrorismo incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado, bem como quem sabotar sistemas de informática ou bancos de dados, e quem sabotar o funcionamento ou apoderar- se, “ainda que de modo temporário”, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, escolas, estádios, instalações públicas entre outros.

“O objetivo central (do projeto) é criminalizar as manifestações sociais e populares. Todos os outros crimes aqui previstos já estão previstos no Código Penal. O que temos aqui é uma ordem para ampliar isso”, afirmou o deputado Ivan Valente (PSOLSP). “O texto é muito claro e essa era a preocupação de todos nós, que não houvesse qualquer tipo de criminalização aos movimentos sociais. Por isso, foi construído um texto em que fica ressalvado”, rebateu o deputado Alberto Fraga (DEM-DF).

Segundo o texto aprovado, “o disposto neste artigo não se aplica à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais, sem prejuízo da tipificação penal contida em lei”.

TRAMITAÇÃO. O texto-base do projeto de lei foi aprovado em votação simbólica.

Até o fechamento desta edição, na noite de ontem, havia cinco destaques para serem votados. A proposta ainda precisa ser apreciada no Senado.

Belo Horizonte

Acompanhados. A defensora pública Júnia Carvalho acompanhou as negociações após a confusão no protesto de ontem, assim como um representante da secretaria de Estado de Direitos Humanos.

Os dois lados

“O objetivo central (do projeto) é criminalizar as manifestações sociais e populares. Todos os outros crimes aqui previstos já estão previstos no Código Penal.”

Ivan Valente
DEPUTADO DO PSOL-SP

“O texto é muito claro e essa era a preocupação de todos nós, que não houvesse qualquer tipo de criminalização aos movimentos sociais. Por isso, foi construído um texto em que fica ressalvado.”

Alberto Fraga
DEPUTADO DO DEM-DF
Fonte : O Tempo (MG)
Data : 13/08/2015

MINISTÉRIO VAI REPASSAR R$ 34 MI PARA NOVO VIADUTO
Publicado em 08/13/2015 as 10:40 AM

VERBA. Projeto quer acabar com cruzamento que existe hoje próximo à Polícia Rodoviária Federal
Por: DA REDAÇÃO

O Ministério dos Transportes deve liberar R$ 34 milhões para a construção do viaduto próximo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no bairro do Tabuleiro do Martins. A informação foi repassada ontem pelo governador Renan Filho (PMDB), que se encontrou com o ministro do Transporte, Antônio Carlos Rodrigues, para avançar na discussão em torno das obras de infraestrutura do Estado.

No encontro, foram tratados assuntos sobre as obras do viaduto próximo à sede da Polícia Rodoviária Federal, região com um dos principais gargalos do trânsito de Maceió atualmente.

Também esteve em pauta as obras de pavimentação da BR-316, trecho Carié-Inajá, que passa pelos municípios de Canapi, Inhapi e Mata Grande. O governador Renan Filho destacou que esta é uma obra muito simbólica, tendo em vista que é a única
rodovia que não tem asfalto.

O ministro Antônio Carlos iniciou, junto à sua equipe, a elaboração dos projetos para agilizar as obras de Alagoas. As obras da BR-316 devem começar nós próximos meses.
Fonte : Gazeta de Alagoas – AL
Data : 13/08/2015

ESTRADA ABERTA AOS GRINGOS
Publicado em 08/13/2015 as 10:40 AM

Governo vai retirar exigência de que empresas nacionais liderem consórcios em leilão de rodovias

Em meio à crise econômica e aos escândalos da Lava- Jato, o governo quer facilitar a presença de estrangeiros nos leilões de privatização de rodovias. Para isso, vai retirar dos editais a exigência de que os consórcios sejam liderados por empresas nacionais, informa - BRASÍLIA E RIO- Como forma de estimular a participação de estrangeiros nos leilões de rodovias da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística ( PIL 2), o governo federal vai retirar dos editais a exigência de que os grupos concorrentes sejam liderados por empresas nacionais. Na primeira fase do programa, o edital previa que, no caso de consórcio integrado por empresa estrangeira, a líder seria, obrigatoriamente, uma empresa nacional. Também deverá ser eliminada dos editais a vantagem a grupos brasileiros em caso de empate nos lances.

Já havia na primeira etapa do PIL a previsão de atuação de pessoa jurídica estrangeira nos leilões. O proponente estrangeiro deveria cumprir exigências específicas, como ter um representante legal no Brasil e uma declaração de que aceitaria se submeter à legislação brasileira, abdicando de reclamação por via diplomática.

As mudanças nos editais foram antecipadas ao GLOBO pela secretária- executiva do Ministério dos Transportes, Natália Marcassa. Entre as 50 empresas habilitadas pelo governo a oferecer estudos para as rodovias que serão concedidas pelo PIL 2, ao menos nove têm participação estrangeira. Muitas delas, porém, são empresas de consultoria ou projeto, o que não assegura a atuação de empresas de fora nos leilões. Estão previstos leilões de trechos de rodovias como BR- 101, BR- 262 e BR- 364, entre outras.

‘ GUINADA NA POSIÇÃO DO GOVERNO’

Para Claudio Frischtak, fundador da consultoria Inter. B, captar investimento estrangeiro para o setor de infraestrutura é uma das possíveis saídas para a crise que o país atravessa. Frischtak pondera que existe um cenário de dificuldade na engenharia pesada no Brasil e enfatiza que a decisão funciona como uma espécie de medida preventiva, de forma a garantir leilões concorridos num momento em que grandes companhias do setor enfrentam problemas:

— A medida vai trazer competição ao setor. O governo vai liberalizar as regras de entrada para não ter um leilão vazio. A abertura do setor é uma tendência em vários mercados no mundo. Ainda temos empresas brasileiras capazes de liderar o processo. Muitos dos grupos envolvidos na Lava- Jato têm grande expertise na área. Mas é preciso viabilizar negócios para retomar crescimento.

Para Paulo Fleury, presidente do Instituto de Logística e Supply Chain ( Ilos), trata- se de um recado importante para os potenciais investidores estrangeiros:

— A decisão marca uma guinada na posição do governo federal, quebrando um tabu no mercado brasileiro. Sinaliza fortemente o interesse de viabilizar outras oportunidades de investimento de fora em setores com grande potencial.

Para Paulo Resende, especialista em infraestrutura da Fundação Dom Cabral, a decisão do governo deve- se ao fato de que há uma redução de players no mercado de privatizações de infraestrutura, basicamente por três razões: a crise econômica, que reduz a confiança do investidor; o envolvimento de empreiteiras na Operação Lava- Jato, e o comprometimento das empresas com concessões anteriores, o que reduz sua capacidade de investimento. — É uma quebra de paradigma — disse. O especialista diz que esta foi uma decisão acertada e alerta para a necessidade de se respeitar os contratos:

— A confiança do investidor estrangeiro está escorada na estabilidade de contratos de longo prazo.

Segundo Resende, países desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Japão não impõem travas ao investidor estrangeiro. Entre as nações em desenvolvimento, Chile, Índia e África do Sul também permitem a presença majoritária de capital estrangeiro em projetos de infraestrutura.

GATILHO PARA DUPLICAÇÃO DE RODOVIA

Segundo a secretária- executiva do Ministério dos Transportes, a partir da análise de cada empreendimento, o governo vai rever condições que, na primeira fase do programa, eram consideradas pétreas. Outra hipótese em análise é retirar o prazo de cinco anos para a duplicação total das rodovias, substituindoo por um “gatilho”, em que o concessionário deverá duplicá- las conforme o avanço do tráfego no trecho, sem definição específica de prazos.

— Isso ( o gatilho) é uma saída para alguns projetos, estamos analisando — disse a secretária.
O governo estuda reduzir a exigência de duplicação de 10% do trecho privatizado, no primeiro ano de concessão, para o empreendedor dar início à cobrança de pedágios, conforme antecipou o GLOBO na edição de segunda-feira.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico ( Seae) do Ministério da Fazenda apresentou sugestões à Agência Nacional de Transportes Terrestres ( ANTT) na audiência pública da BR- 476, conhecida como Rodovia do Frango em Santa Catarina e Paraná, no sentido de flexibilizar regras.

REGRA DEFINIDA DE ACORDO COM A RODOVIA

A Seae defende flexibilizar exigências dos editais para assegurar concorrência maior nos leilões, diante da crise econômica, que foi agravada no setor de infraestrutura pela Operação LavaJato. A BR- 476 será a primeira rodovia — de uma série de quatro do PIL 2 — que deverá ser leiloada este ano. O seu edital será publicado até o fim do mês pela ANTT. Natália explicou que cada rodovia está sendo analisada de um jeito. O edital da BR- 476 sairá com exigência de 100% de duplicação e percentual de 10% para cobrança de pedágio. Mas a ideia para a BR- 163, de Mato Grosso e Pará, é flexibilizar as regras.

— O mais importante naquele projeto é terminar de implantar ( o pavimento). Ali tem 150 quilômetros que não estão implantados. Vamos botar 100% de duplicação, sendo que a rodovia não está pronta? Então, está sendo feito esse refinamento — explicou Natália.

A BR- 163 tem distância total de 976 quilômetros e volume de investimento estimado em R$ 6,6 bilhões, o maior entre as quatro rodovias previstas para serem leiloadas este ano. Desde o Programa de Aceleração do Crescimento ( PAC) 1, no governo Lula, existe a previsão de conclusão do pavimento da BR- 163 pelo governo federal, o que ainda não ocorreu. Com o PIL, ficou decidido que a estrada iria ser concedida mesmo antes de ser concluída.

Com as discussões sobre a flexibilização das exigências dos leilões, a Empresa de Planejamento e Logística ( EPL) suspendeu, no mês passado, o processo de contratação de estudos ambientais para a BR- 476 e para a BR- 364, de Minas Gerais a Goiás, que também irá a leilão este ano.

Indagada sobre a suspensão dos processos licitatórios, a EPL informou que “optou- se por dispor com maior riqueza de informações sobre o reajustamento de preços”. A estatal, ligada ao Ministério dos Transportes, informou, ainda, que, “após essa adequação, será conferida a continuidade do procedimento para contratação dos estudos ambientais das obras”.

Colaboraram Glauce Cavalcanti e Danielle Nogueira

“A medida vai trazer competição ao setor. O governo vai liberalizar as regras de entrada para não ter um leilão vazio”
Claudio Frischtak - Fundador da consultoria Inter. B
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

ENIGMA A DECIFRAR
Publicado em 08/13/2015 as 10:39 AM

MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

TCU dá fôlego a Dilma, mas pedirá novas explicações. Os paradoxos da política brasiliense acabam de criar um enigma a ser decifrado: o mesmo relatório que está sendo usado pela base para dar mais fôlego a Dilma pode criar- lhe sérios problemas.

Um parecer rigoroso do Ministério Público de Contas sobre a gestão econômica do governo no último ano do 1 º mandato de Dilma está sendo usado numa manobra parlamentar da base governista para adiar a decisão do Tribunal de Contas da União, dando mais fôlego ao governo.

No entanto, também um oposicionista, o deputado federal Raul Jungmann, do PPS, exigiu que o relatório do procurador Julio Marcelo de Oliveira, com acusações que não constavam do relatório do ministro Augusto Nardes, fosse enviado ao Planalto para ser respondido pelo governo.

O relatório recomendou aos ministros do órgão que reprovem as contas de 2014 de Dilma, classificandoas de “verdadeira política de irresponsabilidade fiscal, marcada pela deformação de regras para favorecer os interesses da chefe do Executivo em ano eleitoral, e não os interesses da coletividade”, disse ele.

A ligação direta entre as contas irregulares do governo federal em 2014 e as eleições é o fator político que pode reforçar o pedido de impeachment contra Dilma. O nexo de causalidade está na programação financeira e no contingenciamento, previstos nos artigos 8 ºe 9 º da Lei de Responsabilidade Fiscal, pois tratam de competência privativa da presidente, isto é, não podem ser atribuídos a decisões de ministros ou assessores.

Os decretos de abertura de crédito, assinados pela presidente, estão em flagrante afronta à lei orçamentária, diz o procurador. O artigo 15 da LRF diz tratar- se de despesa não autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio público, criando condições para a tipificação do crime no art. 359 do Código Penal. No art. 10, alínea 4, da LRF está dito: são crimes de responsabilidade contra a lei orçamentária: 4 – Infringir , patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária. No art. 11, alínea 3, explicita- se: são crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos: 3 – Contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal.

Importante ressaltar, dizem consultores do TCU, que as “pedaladas” foram na verdade instrumento para fraudar a programação financeira e o cronograma mensal de desembolso. Ao omitir pedidos de créditos suplementares cujas despesas se confirmaram em 2014, repetindo padrão de 2013, seria clara a intenção de não incluir tais créditos de despesas obrigatórias na programação financeira para parecer, artificiosamente, ter fôlego financeiro e fiscal para mais despesas discricionárias, que os governos gostam de realizar em ano eleitoral, como investimentos, pois dão voto.

Também é importante ressaltar que a LRF não é uma lei eleitoral, como já escrevi aqui. Mas, como as finanças públicas são essenciais para implantar políticas, a LRF traz regras duras e específicas para fim de mandato, para aquele que tem a chave do cofre não a usar de modo a desequilibrar o pleito, gastando o que tem e o que não tem para se reeleger, ou, se não se reeleger, deixar dívida astronômica e insustentável para o sucessor.

Para evitar isso, a LRF tem regras que impedem contratação de pessoal nos últimos 180 dias do mandato ( art. 21); impede assunção de obrigação financeira de abril a dezembro do último ano de mandato sem deixar disponibilidade de caixa para os restos a pagar ( art. 42); e tem regras rígidas para coibir operação de crédito por antecipação de receita no último ano de mandato ( art. 38), instrumento muito usado antes da LRF para alavancagem eleitoral, e que voltou a ser usado agora.

Para completar o rol de medidas para garantir o equilíbrio fiscal, o que é grande desafio em ano eleitoral, a LRF proibiu, definitivamente, o uso de bancos para custear os governos ( art. 36 — as tais “pedaladas”), prática comum nas décadas de 80 e 90. Para o procurador, o governo cometeu fraude ao não cortar despesas mesmo sabendo desde fevereiro de 2014 que não teria receitas para cobrir todos os compromissos.

Esse relatório não foi anexado ao material enviado pelo TCU a Dilma, e Nardes alegou que o conteúdo já estava abarcado por seu próprio relatório. Agora, teve que anexá- lo por determinação do Senado, dando mais tempo a Dilma, mas também mais dificuldades para explicar suas contas.

Os pontos- chave

1 - Os paradoxos da política brasiliense acabam de criar um enigma a ser decifrado: o mesmo relatório que está sendo usado pela base para dar mais fôlego a Dilma pode criar- lhe sérios problemas.

2 - A ligação entre as contas irregulares do governo em 2014 e as eleições está na programação financeira e no contingenciamento.

3 - O relatório do MP de Contas não foi anexado ao material enviado pelo TCU a Dilma, e Nardes agora teve de anexá- lo, dando mais tempo a Dilma, mas também mais dificuldade para explicar suas contas.
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

PANORAMA POLÍTICO - O GUARDA-CHUVA DO GOVERNO
Publicado em 08/13/2015 as 10:39 AM

Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

A ala do PMDB que faz oposição ao governo Dilma pediu um almoço com o vice Temer. Seus integrantes se sentem isolados.

"Não queremos ser o menino rebelde sem causa. Não podemos ficar no limbo", disse Danilo Forte. Alguns relutam com os protestos de rua. A maioria da bancada quer se unir aos senadores da sigla. Os dissidentes querem ouvir de Temer qual o espaço que lhes caberá no latifúndio governista.

Collor, o conselheiro

A estrela da reunião dos líderes do Senado com a presidente Dilma, na noite de anteontem, foi o ex-presidente Fernando Collor. O senador foi duro ao criticar as recentes declarações da presidente. "A senhora não devia chamar para si, dizer que aguenta pressão, que é forte. Todo mundo sabe que a senhora é corajosa", afirmou. Collor também fez referência ao processo de impeachment que enfrentou. Argumentou que alegar a legitimidade das urnas é muito relativo, pois "eu também tinha, fui eleito pelo voto". Questionou o bordão "quanto pior melhor", usado contra a oposição. Alegou que a população pode querer isso mesmo, piorar tudo para melhorar depois.

O veto

Um documento dos líderes governistas da Câmara contra a pauta-bomba foi detonado pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani. Aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, alegou que precisava reunir sua bancada antes.

Na crista da onda

A irritação com a postura do presidente do Senado, Renan Calheiros (foto), foi o tema do almoço de ontem do blocão da Câmara. O líder do PSC, André Moura, resumiu: "Agora nós viramos o diabo, e eles (senadores), os santos". E decidiram: se Renan der trela ao discurso da pauta-bomba, a Casa não votará propostas que vierem do Senado.

Revoada

No cortejo ao governador do Mato Grosso, Pedro Taques, o presidente do PSDB, Aécio Neves, ofereceu uma vice-presidência na Executiva. Ele deixou o PDT ontem e também conversa com o PSB. Os tucanos dizem que já o seduziram.

Meia-volta, volver?

Aliados de peso do PSDB na sociedade já temem os efeitos da radicalização. Mas seus líderes criticaram a iniciativa do presidente do Senado, Renan Calheiros. O engajamento ou não dos tucanos ao diálogo só será medido nas próximas semanas.

Nuvens carregadas

O clima no PSDB: a presidente Dilma terceirizou a economia para Joaquim Levy; a política, para o vice Michel Temer; e a pauta do país, para Renan Calheiros, presidente do Congresso. Para a oposição, isso revela a falta de liderança no governo.

Céu azul

Para o Planalto, Dilma recuperou a iniciativa; a sociedade reagiu à irresponsabilidade fiscal; movimentos sociais vão às ruas contra o protesto pelo impeachment; o Senado se uniu ao governo. Diz um ministro: "Deu para a gente respirar".

O jantar da presidente Dilma foi considerado frio. Senadores petistas reconhecem o esforço da presidente, mas dizem que ele não foi animador.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes
panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

PANORAMA ECONÔMICO - O ‘SENADISMO’
Publicado em 08/13/2015 as 10:38 AM

Miriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br

As propostas do presidente do Senado, Renan Calheiros, produziram o conforto de se voltar à discussão de questões essenciais para o país, no meio de um estéril tiroteio entre lideranças políticas. Mas há problemas.

Algumas das ideias são bem polêmicas, outras, muito vagas. Se forem para valer, o país estaria então vivendo algo que se poderia chamar de “senadismo”, em vez de presidencialismo.

O país anda tão necessitado de rumo que todos elogiaram o senador Renan Calheiros pela iniciativa. Algumas das ideias são embrionárias, outras já tramitam no Congresso, e outras provocarão bastante polêmica. Só de estarem sobre a mesa, aliviam a sensação de desgoverno que tem nos acompanhado neste ano.

A candidata à maior das polêmicas é a cobrança pelo SUS por faixa de renda da pessoa. A primeira objeção a ela será que o contribuinte já paga seus tributos, e o sistema é financiado pelos impostos gerais. Como então pagar novamente? É apenas uma ideia e está registrada na lista como embrionária. Está lá que é “avaliar a possibilidade”. Na execução é que se saberá se é possível remover os obstáculos. O maior deles vem do fato de que a classe média assalariada tem renda certa e declarada. Entre os mais ricos, há muita subdeclaração de renda. Se existe uma coisa difícil no país é definir exatamente quanto a pessoa ganha. Os critérios para essa divisão entre pagantes e não pagantes são bem difíceis de serem estabelecidos.

O ponto interessante que a proposta levanta é que o Brasil precisa discutir de que forma vai financiar a saúde. A CPMF era destinada em parte a suprir esse custo. Quando foi extinta, outros impostos subiram para compensar. A carga tributária não caiu com o fim do imposto sobre cheques. Contudo, o país ainda sente falta de recursos para financiar esse setor. A tendência futura, com o envelhecimento da população e o custo alto dos novos tratamentos, é que a Saúde precise de mais dinheiro. Esse caminho sugerido pelo senador Renan é controvertido e de difícil execução, mas o financiamento do SUS é um dos pontos sobre os quais o Brasil precisa conversar.

A idade mínima de aposentadoria é outro inevitável ponto de debate. O Brasil recusou a proposta quando ela foi feita no governo Fernando Henrique e daí saiu o fator previdenciário. Agora ele foi derrubado, o governo deveria ter apresentado a proposta novamente e preferiu fazer um arremedo em cima do que foi aprovado no Congresso.

O próprio ministro Carlos Gabas me disse que acha a proposta do 85/95 progressivo inviável a médio prazo, mas ele não defende a adoção pura e simples da idade mínima. Sugere que ela seja somada ao tempo de contribuição. Neste caso, fica-se onde está. No mundo inteiro, há uma idade abaixo da qual a pessoa não pode se aposentar. E esse piso tem se movido para cima. Esse é o ônus da boa notícia que é a de que o país está vivendo mais. Há ideias que estão chegando para se agregar às 27 propostas, como a da senadora Gleisi Hoffmann de aumentar a tributação sobre lucro dos bancos. É sempre tentador pensar em tirar mais um naco do gordo lucro dos bancos. Porém, os bancos sempre repassam qualquer custo para os consumidores de serviços bancários e os tomadores de empréstimos. Engana-se quem pensa que eles tirarão do lucro. Eles jogarão para as taxas de juros.

A proposta de agilizar, flexibilizar, pôr um prazo para o licenciamento ambiental é a falsa solução para um problema real. Não foi a falta de licença que provocou a paralisia de investimentos atuais. Medidas que tornem o setor público menos burocrático são muito bem-vindas, mas avaliar o impacto ambiental de uma obra no meio da Amazônia, por exemplo, não é trivial. E, depois do impacto causado, é difícil reverter. Foi com prazo fatal do Palácio do Planalto e demissões no Ibama que se conseguiu a licença para Belo Monte. A hidrelétrica teve vários problemas causados por itens sobre os quais deveria ter se planejado melhor. A mesma coisa aconteceu com as usinas do Rio Madeira. Um dos itens da agenda Renan é o de “novas regras para atividades produtivas em áreas indígenas”. Isso pode ser um guarda-chuva para todo o tipo de especulação que ameace o meio ambiente e os direitos indígenas.

As propostas de Renan Calheiros trazem de volta questões substantivas, mas algumas delas são tão vagas quanto ameaçadoras.
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

GOVERNO FEDERAL GARANTE CONVÊNIO DE R$ 34 MI PARA OBRA DE VIADUTO EM AL
Publicado em 08/13/2015 as 10:38 AM

Intenção é construir viaduto próximo à PRF, em Maceió.

Confirmação foi feita em reunião entre Renan F. e ministro dos Transportes.

O Ministério dos Transportes confirmou, na última quarta-feira (12), ao Governo de Alagoas, que vai destinar a verba de R$ 34 milhões para a construção de um viaduto que vai ficar próximo à Polícia Rodoviária Federal, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió. A informação foi divulgada pela assessoria do governo estadual.

A confirmação aconteceu durante uma reunião do chefe do executivo de Alagoas, o governador Renan Filho, com o ministro do Transporte, Antônio Carlos Rodrigues, em Brasília, no Distrito Federal.

Segundo a assessoria, Filho tinha como intenção discutir avanços em torno das obras de infraestrutura do Estado, dentre elas, a do viaduto.

Também esteve em pauta as obras de pavimentação da BR-316, trecho Carié-Inajá, que passa pelos municípios de Canapi, Inhapi e Mata Grande. Renan Filho destacou que esta é uma obra muito simbólica, tendo em vista que é a única rodovia que não tem asfalto. As obras devem começar nos próximos meses.
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

AÇÕES DA MAERSK DISPARAM COM FORTE RESULTADO DO 2O TRI E PROGRAMA DE RECOMPRA DE AÇÕES
Publicado em 08/13/2015 as 10:37 AM

COPENHAGUE (Reuters) - As ações da dinamarquesa A.P. Moller-Maersk chegaram a saltar 8,6 por cento nesta quinta-feira após o grupo de transporte e petróleo divulgar lucro do segundo trimestre acima das expectativas e lançar um programa de 1 bilhão de dólares de recompra de ações.

Às 9h32 (horário de Brasília), as ações subiam 6,5 por cento.

Apesar do lucro líquido ter caído pela metade para 1,1 bilhão de dólares no trimestre, a queda não foi tão ruim quanto o esperado graças a uma melhora em seu negócio de petróleo e o resultado mais forte que o esperado da unidade de transporte de contêineres Maersk Line.

O grupo manteve sua projeção de lucro recorrente para o ano inteiro de 4 bilhões de dólares. A companhia elevou a meta financeira de retorno sobre capital investido para a Maersk Line para entre 8,5 por cento e 12 por cento, ante meta anterior de 8,5 por cento.

O presidente-executivo, Nils Andersen, disse que a decisão da China de desvalorizar o iuan nesta semana foi uma boa notícia para o grupo, pois ela beneficiará exportadores chineses transportando produtos pelo mundo.
(Por Ole Mikkelsen)
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

'FESTA DO JAPÃO' REÚNE GASTRONOMIA, MÚSICA, DANÇA E LUTAS NIPÔNICAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:37 AM

O evento, sediado no Aterro do Flamengo desde 2002, acontece neste fim de semana
por Natasha Mazzacaro

RIO — Sabe aquela piadinha antiga que diz que se você cavar um buraco em linha reta vai chegar ao Japão? Pois uma vez por ano, sempre no mês de agosto, nossos amigos nipônicos percorrem o sentido inverso do túnel e vão parar bem no meio do Aterro do Flamengo. A já tradicional “Festa do Japão” acontece neste sábado e domingo e terá, neste ano, dois temperos especiais (que não se tratam nem de molho shoyu, nem de teriyaki). Em primeiro lugar, o evento comemora a entrada para o calendário oficial da cidade. Além disso, celebra os 120 anos de amizade entre Brasil e Japão.

A programação começa às 14h de sábado, com destaque para a apresentação do cortejo de tambores japoneses da Nikkei às 17h30m, seguida de demonstrações de artes marciais. Às 18h30m, praticantes de aikijujutsu, uma das mais antigas e refinadas artes de combate japonesas se apresentam. Às 19h, é a vez dos lutadores de sumô. Além disso, haverá, às 22h, shows de dança folclórica. Já no domingo, a festa começa mais cedo, às 10h, e terá, entre outras atividades, apresentação de karatê (às 13h), kendô e Iaidô com os mestres Tsutsumi e Endo (às 13h30m), cosplay (às 14h15m) e show com canções japonesas interpretadas por Nobuhiro Hirata (às 15h15m).

Sem hora marcada, os amantes da cultura nipônica podem também aproveitar as demonstrações de origami, ikebana (flores) e shodô (escrita japonesa), além de poder experimentar os quimonos que estarão em exposição. Para não ficar com os olhos arregalados de fome, como nos animes japoneses, a dica é passar pelas barracas de yakisoba, karê e tempura, regados a dois dedinhos de saquê.

O presidente do Instituto Cultural Brasil Japão (ICBJ), Sohaku Bastos, lembra a importância do evento no Aterro do Flamengo, que serve para popularizar a cultura japonesa no Rio. A festa acontece na cidade desde 2002.

— Com a Festa do Japão, os cariocas passaram a conhecer melhor a a arte, a gastronomia e a história do país.

O “Tratado de amizade, comércio e navegação”, firmado em Paris no dia 5 de novembro de 1895, permitiu a chegada de 781 imigrantes no Porto de Santos em 1908, depois de uma viagem de 53 dias no navio Kassato-Maru. Hoje, o Brasil concentra a maior comunidade fora do Japão no mundo, com mais de 1,5 milhão de nipônicos. A festa acontece no Parque do Flamengo, na altura da Rua Corrêa Dutra.
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

LEILÃO DE RODOVIAS: EMPRESA NACIONAL NA LIDERANÇA DE CONSÓRCIOS NÃO SERÁ OBRIGATÓRIA
Publicado em 08/13/2015 as 10:36 AM

Governo quer estimular participação de estrangeiros no Programa de Investimentos em Logística

BRASÍLIA e RIO - Como forma de estimular a participação de estrangeiros nos leilões de rodovias da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL 2), o governo federal vai retirar dos editais a exigência de que os grupos concorrentes sejam liderados por empresas nacionais. Na primeira fase do programa, o edital previa que, no caso de consórcio integrado por empresa estrangeira, a líder seria, obrigatoriamente, uma empresa nacional. Também deverá ser eliminada dos editais a vantagem a grupos brasileiros em caso de
empate nos lances.

Já havia na primeira etapa do PIL a previsão de atuação de pessoa jurídica estrangeira nos leilões. O proponente estrangeiro deveria cumprir exigências específicas, como ter um representante legal no Brasil e uma declaração de que aceitaria se submeter à legislação brasileira, abdicando de reclamação por via diplomática.

As mudanças nos editais foram antecipadas ao GLOBO pela secretária-executiva do Ministério dos Transportes, Natália Marcassa. Entre as 50 empresas habilitadas pelo governo a oferecer estudos para as rodovias que serão concedidas pelo PIL 2, ao menos nove têm participação estrangeira. Muitas delas, porém, são empresas de consultoria ou projeto, o que não assegura a atuação de empresas de fora nos leilões. Estão previstos leilões de trechos de rodovias como BR-101, BR-262 e BR-364, entre outras.

‘GUINADA NA POSIÇÃO DO GOVERNO’

Para Claudio Frischtak, fundador da consultoria Inter.B, captar investimento estrangeiro para o setor de infraestrutura é uma das possíveis saídas para a crise que o país atravessa. Frischtak pondera que existe um cenário de dificuldade na engenharia pesada no Brasil e enfatiza que a decisão funciona como uma espécie de medida preventiva, de forma a garantir leilões concorridos num momento em que grandes companhias do setor enfrentam problemas:

—A medida vai trazer competição ao setor. O governo vai liberalizar as regras de entrada para não ter um leilão vazio. A abertura do setor é uma tendência em vários mercados no mundo. Ainda temos empresas brasileiras capazes de liderar o processo. Muitos dos grupos envolvidos na Lava-Jato têm grande expertise na área. Mas é preciso viabilizar negócios para retomar crescimento.

Para Paulo Fleury, presidente do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), trata-se de um recado importante para os potenciais investidores estrangeiros:

— A decisão marca uma guinada na posição do governo federal, quebrando um tabu no mercado brasileiro. Sinaliza fortemente o interesse de viabilizar outras oportunidades de investimento de fora em setores com grande potencial.

Para Paulo Resende, especialista em infraestrutura da Fundação Dom Cabral, a decisão do governo deve-se ao fato de que há uma redução de players no mercado de privatizações de infraestrutura, basicamente por três razões: a crise econômica, que reduz a confiança do investidor; o envolvimento de empreiteiras na Operação Lava-Jato, e o comprometimento das empresas com concessões anteriores, o que reduz sua capacidade de investimento.

— É uma quebra de paradigma — disse.

O especialista diz que esta foi uma decisão acertada e alerta para a necessidade de se respeitar os contratos:

— A confiança do investidor estrangeiro está escorada na estabilidade de contratos de longo prazo.

Segundo Resende, países desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Japão não impõem travas ao investidor estrangeiro. Entre as nações em desenvolvimento, Chile, Índia e África do Sul também permitem a presença majoritária de capital estrangeiro em projetos de infraestrutura.

GATILHO PARA DUPLICAÇÃO DE RODOVIA

Segundo a secretária-executiva do Ministério dos Transportes, a partir da análise de cada empreendimento, o governo vai rever condições que, na primeira fase do programa, eram consideradas pétreas. Outra hipótese em análise é retirar o prazo de cinco anos para a duplicação total das rodovias, substituindo-o por um “gatilho”, em que o concessionário deverá duplicá-las conforme o avanço do tráfego no trecho, sem definição específica de prazos.

— Isso (o gatilho) é uma saída para alguns projetos, estamos analisando — disse a secretária.

O governo estuda reduzir a exigência de duplicação de 10% do trecho privatizado, no primeiro ano de concessão, para o empreendedor dar início à cobrança de pedágios, conforme antecipou o GLOBO na edição de segunda-feira.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda apresentou sugestões à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na audiência pública da BR-476, conhecida como Rodovia do Frango em Santa Catarina e Paraná, no sentido de flexibilizar regras.

REGRA DEFINIDA DE ACORDO COM A RODOVIA

A Seae defende flexibilizar exigências dos editais para assegurar concorrência maior nos leilões, diante da crise econômica, que foi agravada no setor de infraestrutura pela Operação Lava-Jato. A BR-476 será a primeira rodovia — de uma série de quatro do PIL 2 — que deverá ser leiloada este ano. O seu edital será publicado até o fim do mês pela ANTT. Natália explicou que cada rodovia está sendo analisada de um jeito. O edital da BR-476 sairá com exigência de 100%
de duplicação e percentual de 10% para cobrança de pedágio. Mas a ideia para a BR-163, de Mato Grosso e Pará, é flexibilizar as regras.

— O mais importante naquele projeto é terminar de implantar (o pavimento). Ali tem 150 quilômetros que não estão implantados. Vamos botar 100% de duplicação, sendo que a rodovia não está pronta? Então, está sendo feito esse refinamento — explicou Natália.

A BR-163 tem distância total de 976 quilômetros e volume de investimento estimado em R$ 6,6 bilhões, o maior entre as quatro rodovias previstas para serem leiloadas este ano. Desde o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1, no governo Lula, existe a previsão de conclusão do pavimento da BR-163 pelo governo federal, o que ainda não ocorreu. Com o PIL, ficou decidido que a estrada iria ser concedida mesmo antes de ser concluída.

Com as discussões sobre a flexibilização das exigências dos leilões, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) suspendeu, no mês passado, o processo de contratação de estudos ambientais para a BR-476 e para a BR-364, de Minas Gerais a Goiás, que também irá a leilão este ano.

Indagada sobre a suspensão dos processos licitatórios, a EPL informou que “optou-se por dispor com maior riqueza de informações sobre o reajustamento de preços”. A estatal, ligada ao Ministério dos Transportes, informou, ainda, que, “após essa adequação, será conferida a continuidade do procedimento para contratação dos estudos ambientais das obras”.

Colaboraram Glauce Cavalcanti e Danielle Nogueira
Fonte : O Globo
Data : 13/08/2015

TEXTO DE PROJETO APROVADO PELA CÂMARA PREVÊ 30 ANOS DE PRISÃO PARA TERRORISTAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:36 AM

Atualmente, não há punição específica para esse tipo de crime prevista no Código
Penal brasileiro

Brasília - O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o texto-base do projeto de Lei 2016/15 que inclui o crime de terrorismo no Código Penal, com pena prevista de 12 a 30 anos. Pelo projeto, usar, ameaçar, transportar e guardar explosivos e gases tóxicos, conteúdos químicos e nucleares são situações que podem ser tipificadas como atos de terrorismo, mas excluiu a ideologia das motivações do crime e consequente punição.

Também se enquadram neste tipo de crime: incendiar, depredar meios de transporte públicos ou privados ou qualquer bem público, bem como sabotar sistemas de informática, o funcionamento de meios de comunicação ou de transporte, portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais e locais onde funcionam serviços públicos.

Atualmente, a legislação brasileira não prevê esse tipo de crime e no caso de um atentado terrorista, os autores seriam enquadrados com base em outros crimes como porte de arma de uso restritos e homicídio doloso, por exemplo.

A inclusão de uma cláusula de motivação foi o principal ponto de discordância do projeto. O texto apresentado pelo relator do projeto, Arthur Maia (SD-BA), tipificava como terrorismo crimes motivados por “ideologia, xenofobia, religião, discriminação ou preconceito de raça, cor ou etnia” e praticados com o objetivo de intimidar o Estado, organização internacional, pessoa jurídica e provocar terror generalizado na ordem social, com penas que vão de 12 a 30 anos.

Porém, a emenda aprovada por 362 votos contra 85 e 3 abstenções retirou a palavra “ideologia” do texto e acrescentou na tipificação do terrorismo os crimes com essas motivações que atentem contra a vida ou integridade física.

Movimentos sociais

Apesar de o substitutivo apresentado prever a exclusão da prática dos movimentos sociais nesse tipo de crime, os deputados argumentaram que a proposta poderia abrir margem para criminalizar manifestações políticas.

O líder do Psol na Casa, Ivan Valente (SP) argumentou que, mesmo com a ressalva, a proposta abre caminho para se criminalizar manifestações: “Todos os crimes determinados já estão previstos no código penal. O que temos aqui é uma ordem para ampliar isso e criminalizar movimentos sociais e populares. Repudiamos atos de vandalismo, mas não podemos criminalizar movimentos sociais”, afirmou.

O texto também pune quem prestar auxílio para organizações terroristas com pena que varia de cinco a oito anos e deixa a cargo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República a coordenação dos trabalhos de prevenção e combate à prática de terrorismo.
Fonte : O Dia OnLine – RJ
Data : 13;08/2015

APÓS EXPLOSÕES QUE MATARAM AO MENOS 50, CHINA TENTA LIDAR COM TRAGÉDIA
Publicado em 08/13/2015 as 10:33 AM

Porto de cidade se transformou em uma região de guerra. Bombeiros levaram mais de 16 horas para controlar o fogo

China - A cidade portuária de Tianjin, no nordeste da China, tenta nesta quinta-feira começar a superar a tragédia provocada pelas explosões, ocorridas na noite da quarta-feira em um armazém de produtos inflamáveis, que deixaram 50 mortos e cerca de 701 feridos, segundo a apuração oficial.

O distrito do porto, onde aconteceu o fato, se transformou em praticamente uma região de guerra, com um perímetro de dois quilômetros ao redor, com o acesso restringido e edifícios evacuados. O Hospital Teda de Tianjin recebeu a grande maioria dos feridos, 71 deles em estado grave, segundo o último número divulgado pelas autoridades locais e citado pela agência oficial "Xinhua".

Nas proximidades do Teda foram também instalados hospitais de campanha para atender mais vítimas das explosões. Várias dezenas de militares e policiais vigiam hoje a região do porto, onde ainda é possível observar uma densa nuvem de fumaça preta.

Os bombeiros de Tianjin levaram mais de 16 horas para declarar o incêndio como controlado no terminal de contêineres com produtos inflamáveis onde aconteceram as explosões. Muitos blocos de edifícios contíguos ao porto, alguns deles construídos recentemente, foram reduzidos a escombros, já que a magnitude das explosões foi tão grande que os sismógrafos do Centro de Redes de Terremotos da China os detectaram como sismos.

A onda expansiva das explosões pôde ser sentida a dez quilômetros de distância, segundo informações das autoridades locais e relatos de moradores. A tragédia aconteceu em um armazém da área empresarial e logística de Binhai, um importante núcleo industrial de Tinajin, cidade de cerca de 15 milhões de habitantes que se encontra a cerca de 120 quilômetros de Pequim.

Dezenas de voluntários, identificados com laços vermelhos, oferecem bebida, comida, máscaras e transporte gratuitamente. Apesar da onda de solidariedade gerada pelo acidente, houve tensão perto do hospital entre policiais e moradores, assim como entre estes e os vários jornalistas que foram até Tianjin cobrir a tragédia.

"Temos que aprender uma lição profunda", disse o ministro de Segurança Pública da China, Guo Shengkun, que coordena a operação de resgate e assistência às vítimas das explosõ
Fonte : O Dia OnLine – RJ
Data : 13;08/2015

AGRONEGÓCIO PEDE PRORROGAÇÃO DE INCENTIVO TRIBUTÁRIO NOS PORTOS
Publicado em 08/13/2015 as 10:32 AM

A Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio decidiu quarta- feira (12) encaminhar à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, pedido de apoio à prorrogação do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto).

O benefício, que termina no fim deste ano, isenta de tributação a aquisição de equipamentos para operação portuária e de terminais, tais como aparelhos e instrumentos de pesagem, guindastes, pontes rolantes, pórticos de descarga ou de movimentação, empilhadeiras, trilhos e outros elementos de vias férreas.

Órgão de assessoramento do Ministério da Agricultura, a câmara temática congrega 60 entidades dos setores público e privado. Na reunião de hoje, os participantes também avaliaram os parâmetros do Programa de Investimento em Logística (PIL) e os modelos de concessão, com ênfase naqueles definidos pelo maior valor de outorga, medida que reflete mais na cadeia logística de exportação.Com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões para concessão de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, o PIL foi anunciado pelo governo federal em junho deste
ano. Os investimentos são voltados para modernização da infraestrutura do país.

A Comissão de Infraestrutura e Logística da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou proposta para segurança da navegação nas hidrovias das novas fronteiras agrícolas, que sofrem ações de pirataria, tráfico de drogas, prostituição e roubo de cargas.

O presidente da comissão da CNA, Luiz Fayet, defendeu que o efetivo das Forças Armadas faça a administração das hidrovias nessas regiões. A Marinha Brasileira já atua como autoridade marítima na segurança da navegação, na salvaguarda da vida humana nas águas e na prevenção contra a poluição hídrica.
Fonte : Jornal do Brasil – OnLine
Data : 13/08/2015

ANALISTAS TRIBUTÁRIOS VOLTAM AO TRABALHO DEPOIS DE TRÊS DIAS DE PARALISAÇÃO
Publicado em 08/13/2015 as 10:32 AM

Depois de três dias de paralisação, os analistas tributários da Receita Federal voltam hoje (13) ao trabalho. Desde segunda-feira (10), os profissionais cruzaram os braços para pedir a manutenção da categoria na Proposta de Emenda à Constituição 443, que vincula o reajuste de várias categorias do funcionalismo ao vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terça-feira (11), a Câmara dos Deputados derrubou o destaque que excluía os analistas tributários da reestruturação salarial. Foram 269 votos a favor da rejeição e 185 contra. Mesmo após a rejeição da emenda, a categoria continuou com a paralisação ontem (12).

De acordo com o Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal (Sindireceita), 90% da categoria aderiram à paralisação. Nesses três dias não houve atendimento ao contribuinte nas delegacias, inspetorias e agências do órgão. Certidões negativas deixaram de ser emitidas e cobranças foram suspensas.

A paralisação também afetou as atividades alfandegárias. A fiscalização, a vigilância e a repressão nos portos, aeroportos e postos de fronteiras foram interrompidas. Segundo o Sindireceita, filas de caminhões se formaram nos postos de fronteira, especialmente na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai. A Agência Brasil procurou a Receita Federal, que não se manifestou sobre a
mobilização dos analistas tributários.
Fonte : Jornal do Brasil – OnLine
Data : 13/08/2015

PÁTIO DE TRIAGEM EM PARANAGUÁ
Publicado em 08/13/2015 as 10:32 AM

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) entregou nesta quarta-feira (12) o novo acesso ao pátio de triagem de caminhões de Paranaguá. Com isso, já é possível o uso das novas guaritas de entrada e saída construídas recentemente. Foram investidos R$10,5 milhões nas duas obras.

“O novo acesso permitirá que o fluxo de caminhões, principalmente durante a safra, seja atendido com ainda mais agilidade. Estamos acabando com todo e qualquer gargalo”, informou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Para o secretário o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, as melhorias em andamento no Porto de Paranaguá já refletem na alta produtividade, com o porto superando metas diárias. “Este governo já investiu mais de meio bilhão e trabalha para que Paranaguá atenda a demanda do setor produtivo paranaense e também do Brasil “, disse o secretário.

SEGURANÇA E FLUXO DO TRÁFEGO
Foram investidos R$ 2,7 milhões na obra de acesso, com 1,2 km, área de aceleração e desaceleração e a construção de via marginal - que ordena o fluxo de caminhões ao Pátio, promovendo a segurança no tráfego e evitando o cruzamento na BR 277. A Appa também concluiu e entregou a pavimentação e concretagem de algumas vias internas do pátio.

As novas guaritas para entrada dos caminhões que passaram a operar são todas informatizadas com o sistema Carga Online. Foram investidos R$7,8 milhões na construção de melhorias e da nova entrada, que conta com sala administrativa, banheiros e estacionamento de visitantes.

Foram construídas seis pistas, sendo três guichês para entrada dos caminhões e outros dois guichês para a saída. Uma das pistas é versátil e serve como guichê de entrada ou de saída em dias de maior fluxo. Antes, o local tinha apenas duas entradas e uma saída, o que limitava a passagem.

COMO FUNCIONA
Ao chegar na entrada do pátio de triagem, o caminhoneiro apresenta a nota fiscal do produto. O cadastro é feito na origem pelo exportador. Com o ticket em mãos, o caminhoneiro segue para o posto avançado da Codapar, no próprio pátio de triagem, onde será feita a classificação a partir de uma amostra do produto retirada da carga.

Depois, o caminhoneiro é encaminhado para uma vaga no pátio de triagem, onde aguardará a chamada do terminal em que irá descarregar o produto.

Além do novo acesso, o Programa de Recuperação do Pátio prevê a ampliação do local. Uma nova área foi adquirida com o intuito de dobrar a capacidade estática de recebimento de veículos para mais 1.300 caminhões. O investimento fez com que o período de espera caisse de 72 horas, em 2011, para seis horas em 2015.

CARGA ONLINE
O Carga Online, sistema informatizado que ordena a chegada de caminhões graneleiros ao Porto de Paranaguá, acabou com as filas de veículos. Desde que foi colocado em prática, em 2011, os caminhoneiros passaram a consultar, via SMS ou pelo site, se a carga que irão transportar já está cadastrada no sistema eletrônico da Appa.

O Diretor de Operações da Appa, Luiz Teixeira da Silva Júnior, explica que o Carga Online é um sistema eletrônico de agendamento de cargas que só permite o envio de caminhões ao Porto mediante espaço em armazém para receber os produtos e navio nomeado para receber a mercadoria. “Este agendamento fez com que, desde agosto de 2011, não fossem mais registradas filas de caminhões em Paranaguá”, finalizou Teixeira.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  13/08/2015

NOVO CONTRATO DO GRUPO HAMBURG SÜD
Publicado em 08/13/2015 as 10:31 AM

No ranking das 15 maiores companhias de transporte de contêineres do mundo, a alemã Hamburg Süd conta agora com as soluções da OpenTech para aprimorar seu controle logístico. O contrato firmado com a Aliança, empresa de navegação do Grupo Hamburg Süd que opera com navios de bandeira brasileira, prevê a internalização do sistema de gerenciamento de risco, antes sob responsabilidade dos parceiros e prestadores de serviço, e a renovação e modernização das ferramentas e softwares de logística.

Além do OpenSIL, serviço avançado de gestão que oferece a automatização e o controle dos processos logísticos com informações detalhadas da jornada, o novo cliente contará também com o OpenCadastro (verificação de dados cadastrais de veículos da frota e motoristas), o OpenGR (rastreamento de cargas e monitoramento de segurança), a Base UTI (serviço diferenciado para monitoramento e rastreamento de cargas críticas, com foco nos principais alertas e indicativos de riscos de roubo da carga) e o OpenUniversidade
(e-learnings e treinamentos).

A capacidade da OpenTech de adequar os softwares e serviços de acordo com as regras específicas para o controle de contêineres da Hamburg Süd foi um dos pontos essenciais para o fechamento do negócio. "De forma inédita no Brasil, customizamos um software para fazer a gestão de contêineres e atender rigorosamente a necessidade do cliente. O processo profissional e bem estruturado para o desenvolvimento de soluções integradas, usando as melhores práticas e ferramentas, tanto em projetos quanto em produtos, comprova a nossa flexibilidade. E este foi um fator determinante para 'moldarmos' os produtos de acordo com as exigências da Aliança e da Hamburg Süd", diz o diretor Comercial da OpenTech, Eduardo Oliveira de Sousa.

Segundo o diretor, o negócio teve ainda outros diferenciais. O OpenUniversidade é um deles. "Além da contratação da ferramenta no formato atual, com os recursos já disponíveis, o cliente terá acesso a trilhas específicas para seus treinamentos. Vamos adaptar o produto para atender tanto as rotinas e procedimentos dos diferentes operadores que prestam serviço à Aliança e Hamburg Süd no Brasil quanto às determinações e regras da própria empresa e de seus clientes", informa Eduardo.

Na lista de quesitos que levaram à escolha da OpenTech estão também o amplo portfólio de produtos integrados para o segmento, com a possibilidade de contratação de novos serviços, um datacenter estável com dois sites atuando de forma redundante e online (backup site), uma área de projetos bem estruturada e uma equipe robusta com mais de 70 profissionais dedicados ao desenvolvimento de produtos.

Torre de Controle

Entre os diferenciais oferecidos à Aliança e à Hamburg Süd, nenhum pode ser considerado tão inovador quanto a Torre de Controle. Com o objetivo de centralizar os trabalhos e garantir que o potencial de todas as ferramentas contratadas seja explorado em sua totalidade, a OpenTech manterá um gestor logístico dedicado exclusivamente às operações do cliente, atuando na sede da empresa. "Vamos ter um profissional nosso operando in loco e em conjunto com a equipe da Hamburg Süd", explica o diretor Comercial Eduardo Oliveira de Sousa.

Além de garantir que cada cliente da Aliança e da Hamburg Süd tenha suas necessidades atendidas, o gestor logístico da Torre de Controle irá elaborar um Plano de Gestão Logística que garanta melhorias nos resultados da empresa, com foco na redução de custos e otimização de processos. A implantação de controles diários, boletins, mapeamentos da operação e treinamentos também estão no escopo, assim como a missão de fomentar o uso das ferramentas da OpenTech por toda a equipe da Hamburg Süd. "Vamos compartilhar com eles o nosso know how de gestão para garantir o sucesso da Torre de Controle. Este será o grande diferencial da operação, devido à diversidade de transportadoras e clientes atendidos em consonância com as regras específicas do cliente", explica Eduardo.

"As soluções de Gerenciamento de Risco e Logístico da OpenTech serão ferramentas importantes para atender as necessidades da Aliança e da Hamburg Süd no que tange a confiabilidade, produtividade, visibilidade e qualidade de nossos serviços aos nossos clientes. Além disso, continuaremos a expandir nossas operações intermodais com robustez e consistência", explica o Gerente NacionaI de Operações Intermodais Fernando Camargo, da Hamburg Süd Brasil.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  13/08/2015

INFORMAÇÕES DA ANTAQ
Publicado em 08/13/2015 as 10:31 AM

O presidente da Usuport-RJ, André de Seixas, requereu da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), pelo portal de acesso à informação, todos os estudos técnicos, análises de impactos regulatórios e demais documentos que embasem os referidos normativos, assim como justifique a inclusão de cada dispositivo nos mesmos. Seixas observa: "Estamos convictos de que não existirá necessidade de demora no envio do que foi solicitado, porque entendemos que, se a Antaq está submetendo tais normativos à Audiência Pública, é fato que produziu vastos estudos em torno dos mesmos. Então, nosso pedido está em consonância com o princípio constitucional da transparência que deve nortear a administração pública."

Ele informa aos seus usuários que foram abertas pela agência duas audiências públicas, quais sejam:

Resolução nº 4.262-ANTAQ de 31 de julho de 2014(Audiência Pública no período de 10/08/2015 a 08/09/2015) - Obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta de ato normativo aprovada pela Resolução nº 4.262-ANTAQ, que dispõe sobre outorga de autorização à pessoa jurídica que tenha por objeto o transporte aquaviário, constituída nos termos da legislação brasileira e com sede e administração no país, para realizar o transporte nas navegações de cabotagem e longo curso

Resolução nº 4.271-ANTAQ de 04 de agosto de 2015(Audiência Pública no período de 10/08/2015 a 23/09/2015) - Obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta de ato normativo aprovada pela Resolução nº 4.271-ANTAQ, que dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários e das empresas que operam nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e longo curso, e estabelece infrações administrativas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  13/08/2015

AUTORIDADES E EMPRESÁRIOS DO SETOR DEFENDEM O USO DE FERROVIAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:30 AM

Em cerca de cinco anos, em torno de 40% das cargas que chegarão ao Porto farão o trajeto sobre trilhos



Debate aconteceu na 13ª edição do Santos Export

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Em cerca de cinco anos, em torno de 40% das cargas que chegarão ao Porto de Santos farão o trajeto até o cais sobre trilhos. Esta é a expectativa do diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Paulino Moreira da Silva Vicente, que participou ontem do painel Acessos Terrestres do Santos Export.

Segundo o executivo, este percentual será alcançado graças a investimentos em vagões double stack – onde são transportados dois contêineres sobrepostos.

Além disso, a duplicação de linhas – como a que liga Campinas a Santos, a ser concluída ainda neste semestre – poderá aumentar a participação do modal ferroviário nas operações do cais. Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes, Roberto Ravagnani, outro participante do painel, as obras entre Santos e Campinas, que são realizadas pela ALL, serão responsáveis por eliminar 1,5 milhão de viagens de caminhão por ano nesse trajeto.

No debate sobre acessos, o diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, defendeu a implantação de plataformas logísticas no caminho para o Porto e, ainda, a migração do transporte de carga geral do modal rodoviário para o ferroviário. “Se dobrar o que se faz hoje, que é da ordem de 26 milhões de toneladas por ferrovia (ao ano), e se chegar até 52 milhões de toneladas, isso significa reduzir 1.550 caminhões por dia”, destacou Lourenço.

Entre os empresários que participaram do painel, a opção pela utilização dos trens foi unânime. Para o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), Martin Aron, o temor fica por conta da excessiva dependência do modal rodoviário no complexo santista.

Já para o presidente da Santos Brasil, Antonio Carlos Sepúlveda, são necessários estudos para avaliar a necessidade de intervenções em túneis e linhas férreas para a implantação do transporte com vagões double stack.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

MINISTRO DOS PORTOS QUER USAR OUTORGAS EM OBRAS
Publicado em 08/13/2015 as 10:30 AM

Edinho Araújo defendeu a utilização de recursos obtidos com licitação de áreas do Porto, na construção de novos acessos ao cais

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, espera que, até o final do próximo mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) dê um parecer favorável para que as próximas licitações de áreas portuárias do País, inclusive as de Santos, sejam baseadas no maior valor de outorga – isto é, seus arrendatários sejam aqueles que oferecerem o maior lance por sua exploração.

O objetivo é destinar o valor arrecadado às obras de infraestrutura dos portos, catalisando intervenções que dependem de repasse de verbas do Governo Federal, como a construção dos novos acessos à Margem Direita do complexo santista. As intenções do chefe da pasta portuária foram reiteradas, ontem, durante sua participação no segundo e último dia da 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

O seminário, realizado no Mendes Convention Center, é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.

No evento, Edinho Araújo disse que vai tentar convencer o Planalto da opção de manter o dinheiro dos arrendamentos nos complexos onde estão as áreas licitadas. “O Governo pode ter outro entendimento. Eu quero defender a tese de que valores que possam ser apurados nessas licitações sejam investidos em infraestrutura no porto”, afirmou.



O ministro dos Portos, Edinho Araújo, abriu a programação do segundo dia do Santos Export

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Apesar de os ministros do TCU terem liberado, no semestre passado, a licitação das 29 instalações (nove no cais santista) que compõe o bloco 1 de novos arrendamentos, a Secretaria de Portos pediu ao órgão que avaliasse mudar a regra da concorrência, adotando o valor de outorga para esses casos. O ministro espera que, até setembro ocorra o retorno positivo do Tribunal de Contas, garantindo que as licitações sejam colocadas à disposição do setor ainda este ano. Ele explicou que os corpos técnicos das partes estão em contato frequente para agilizar o processo.

Araújo negou a chance dessa alteração ter sido motivada, inicialmente, pelo próprio Governo Federal para arrecadar fundos em meio à crise econômica e ao ajuste fiscal. “Não creio que haja nenhum condicionamento político ou intervenção neste assunto”, afirmou. A mudança foi impulsionada pelo próprio setor, vislumbrando a facilitação dos investimentos.

Considerar o valor arrecadado pela outorga para custear projetos torna-se relevante diante dos cortes orçamentários impostos pelo Planalto. O ministro, ainda durante o Santos Export, não deu prazos para o início das obras estruturais já iniciadas ou prestes a começar, planejadas para melhorar os acessos ao cais. Ele ainda aguarda parecer da União sobre quanto gastar.

“Não temos recursos para tantas obras e a situação nesse momento é de contingenciamento”, destacou, sem dizer qual é o orçamento da pasta hoje.

Prioridades

Mas Edinho Araújo garantiu que, na região, suas prioridades são manter a dragagem do canal de navegação e construir os novos acessos à Margem Direita (Santos) do complexo marítimo, a partir de uma parceria com o Estado e a Prefeitura. A intervenção visa eliminar o gargalo logístico que prejudica o tráfego nessa área do Porto, onde está a maioria dos terminais.

A declaração do ministro foi uma resposta ao prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, que o questionou sobre os esforços da União para a realização do empreendimento. Os dois e a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, participaram do mesmo painel do Santos Export, na terça-feira(11).

A chefe do Executivo guarujaense chegou a cobrar o titular da Secretaria de Portos (SEP) sobre a segunda fase da Avenida Perimetral da Margem Esquerda, na cidade. Mas essa obra não possui prazo para começar, explicou Araújo. “Já era pra ter acontecido no ano passado”, reclamou Maria Antonieta.

SEP e CODESP

Após o painel, ao ser questionado sobre a possibilidade de extinção da SEP, em decorrência da reforma ministerial solicitada pela presidente Dilma Roussef como maneira para enxugar o orçamento, o ministro disse desconhecer o assunto. “O futuro da SEP não é uma questão que me compete. Trata-se de uma decisão de Governo. Eu não tenho ouvido nada a respeito”, explicou.

Edinho Araújo também não comentou sobre uma eventual troca de comando na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária. Na última semana, parlamentares indicaram novos nomes à diretoria da estatal. "Acho que não tem nenhum problema sobre indicação política. Eu tenho (problema) é com relação à eficiência daquele profissional que vai ser escolhido”, pontuou.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

EEL É RETIRADA DE NOVA LICITAÇÃO DA DRAGAGEM DO CANAL
Publicado em 08/13/2015 as 10:29 AM

SEP convoca segundo colocado, o consórcio van Oord-Boskalis
DA REDAÇÃO

A primeira colocada na licitação da nova dragagem do Porto de Santos foi desclassificada por não ter apresentado sua documentação dentro do prazo estabelecido pelo edital. Agora, a Secretaria de Portos (SEP) aguarda a comprovação de capacidade técnica do consórcio formado pelas empresas Van Oord Operações Marítimas e Boskalis, que apresentou a segunda menor proposta para a execução do serviço, de RS 373,9 milhões.

A dragagem prevê o aumento da profundidade do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação do cais santista, dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7 metros. Os locais de atracação terão uma fundura variando de 7,6 a 15,7 melros. Antes, a empresa escolhida terá de realizado os projetos básico (que indica os elementos necessários para o empreendimento) e executivo (mais detalhado, com dados sobre como os trabalhos devem ocorrer).

A empresa EEL. - Infraestruturas Ltda. foi a que apresentou a menor proposta de preço para a obra. A firma cobrou RS 369.091.930,90 e garantiu a liderança na licitação realizada no dia 9 de julho, pela SEP.

No entanto, apôs esta etapa do processo, a empresa deveria ter apresentado a documentação que atestava a sua capacidade técnica. Mas ela não respeitou o estabelecido no edital e atrasou a entrega dos documentos em cinco mi mitos.

Por conta disso, a SEP desclassificou a firma e entrou em contato com a segunda colocada. As empresas Van Oord Operações Marítimas e Boskalis cobraram RS 373-965.668,94 pelo serviço e devem e apresentar a documentação descrita no edital.

A ELL pretende entrar com recursos administrativos e até judiciais para continuar na licitação. De acordo com a sócia-proprietária da empresa, Claudia de Carvalho Alves, houve um problema no envio eletrônico dos documentos por conta da capacidade de dados do site do Governo. “Começamos a transmissão no prazo correto, mas no meio, houve uma notificação de que o prazo estava se esgotando. Demorou para carregar no meio da transmissão, vamos dizer assim", explicou.

Diante do problema, a executiva entrou em contato pelo telefone com a comissão de Licitação e encaminhou a documentação via e-mail. Em seguida, enviou as cópias físicas, dentro do prazo estabelecido pela SEP em edital. "Estamos com tudo em dia mas houve o problema por conta de uma infelicidade do mecanismo. Tomamos as atitudes imediatas. Vamos entrai' com recurso e, muito a contra-gosto, vamos tomar as medidas judiciais cabíveis*.

DIFICULDADE

O imbróglio envolvendo a dragagem já se arrasta há um ano e meio. O Governo planeja realizar essa licitação desde fevereiro do ano passado. Nas duas primeiras vezes, as concorrentes apresentaram propostas acima do limite estabelecido pela pasta. Como não houve negociação, os certames foram considerados fracassados.

A SEP, então, passou a planejar a terceira licitação para o dia 27 de março deste ano. No entanto, na noite anterior, uma das concorrentes recorreu à Justiça Federal e obteve uma liminar para interromper o processo, que só foi liberado no final de junho.

Preço

373,9 - Milhões de reais foi o valor pedido pelo consórcio para a dragagem do Porto
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 13/08/2015

PORTO RECEBE CAMPANHA DE SAÚDE
Publicado em 08/13/2015 as 10:28 AM

Vacinações, testes de saúde e avaliações nutricionais, psicológicas e posturais são alguns dos serviços a serem oferecidos hoje e amanhã para trabalhadores do Porto de Santos, no evento Saúde nos Portos.
Da REDAÇÃO

Ele acontece das 9 às 17 horas, no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais no complexo santista.

O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Portos (SEP) e o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat). O acordo de cooperação técnica para a realização do evento foi assinado na última terça-feira, na Cidade, durante a 13® edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos,

Segundo a diretora-executiva nacional do Sest Senat, Nicole Goulart, a expectativa é de que mil caminhoneiros e 3 mil trabalhadores portuários sejam atendidos nos eventos que irão acontecer em portos de Lodo o Pais. “Por isso, vamos promover as ações dentro do porto. Enquanto o motorista, por exemplo, aguarda a carga ou descarga do caminhão, receberá a assistência e as orientações. Assim, eles poderão aproveitar o tempo para cuidar da saúde".

O primeiro porto a receber o projeto foi o de Paranaguá (PR), na última segunda-feira. Santos será o segundo.

De acordo com o diretor do Sest Senat de São Vicente, Sérgio Pereira, os atendimentos vão mostrar como estão as condições de saúde dos profissionais do transporte nesse segmento. A ideia é identificar o perfil do público-alvo do Sest Senat e preparar campanhas focadas nas principais necessidades.

SERVIÇOS

Nesses dois dias, serão aplicadas vacinas contra gripe, tétano e difteria, além de sarampo, caxumba e rubéola (tríplice virai). Também serão realizados testes para doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. Os trabalhadores poderão retirar preservativos masculinos e femininos, amostras de gel lubrificante e material educativo.

Ainda serão feitos testes de hepatite C. E os trabalhadores que quiserem parar de fumar receberão orientações, assim como dicas para prevenção de dengue ou outras doenças transmitidas por animais.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 13/08/2015

DIRETO DA FONTE - SEM CRIME
Publicado em 08/12/2015 as 10:11 AM

Sobre a atual crise política, FHC mantém seu silêncio. Mas o ex-presidente não se furta a falar sobre uma bandeira sua, a descriminalização das drogas — o processo será julgado amanhã no Supremo.

“Se espera que o STF venha a confirmar que o usuário de drogas não é um criminoso a ser encarcerado. Nos casos de dependência é uma pessoa que precisa de tratamento”, afirma, em texto a ser divulgado no site jurídico Jota.

Fernando Henrique cita o exemplo de Portugal, “que prevê a quantidade estimada para dez dias de consumo e tem funcionado bem”.

Sem crime 2

A experiência portuguesa, a propósito, foi levada às mãos de Gilmar Mendas quando ele preparou seu parecer, como relator. Na média, entre 2001 e 2012, o país teve 3 mortes por overdose a cada milhão de habitantes.

A média na Europa? 17,3 mortes por milhão.

Na real

O programa de energia anunciado ontem por Eduardo Braga traz como ponto positivo o fato de o governo ter compilado, organizado e detalhado os projetos, segundo a avaliação de Wilson Ferreira, da CPFL. “Mostra seu comprometimento”.

Entretanto, o que vai fazer tudo andar será o realismo tarifário já instituído.

Jornada dupla?

Tem gente curiosa ante a escolha de Vânio Aguiar, pelo BC, para também tocar a falência do Banco Cruzeiro do Sul — a ser anunciada hoje, conforme antecipou ontem o blog da coluna.

Afinal, o administrador judicial já capitaneou antes a massa falida do Banco Santos.

No aguardo

Apesar dos rumores, até agora o Planalto não convocou a iniciativa privada para conversas em Brasília. Acredita-se que Dilma esteja esperando passar o dia 16.

100% de queda

O mercado até melhorou ontem depois do rebaixamento do Brasil pela Moody’s. É que ele já opera com o dólar refletindo uma possível perda do investment grade pelo País.

Para se ter uma ideia, em 1.º de janeiro de 2011, quando Dilma assumiu a Presidência, a moeda americana estava cotadaa R$ 1,67. Hoje ela est´qa quase batendo a casa dos R$ 3,50.

Mais que dobrou de preço.

Versão Herbert Richers

A turnê brasileira de Dois Amigos, Um Século de Música — de Caetano e Gil — que percorreu 18 cidades na Europa, terá cenário criado por Hélio Eichbauer.

Com estreia dia 20, em São Paulo, a cenografia trará imagens de bandeiras dos Estados brasileiros.

Musical

Lincoln Olivetti será homenageado no Prêmio Multishow 2015. Falecido no início do ano, o maestro será lembrado por meio de temas que marcaram a história da música brasileira.

Sob o comando de Kassim, a banda que acompanhava Olivetti interpretará canções como Aleluia, Descobridor dos Sete Mares, Palco, Banho de Espuma e Chega mais, entre outras.

Na terça-feira, dia 1º de setembro, na Arena da Barra, no Rio.

Repeteco

Stella McCartney anunciou que será dela a missão de desenhar os uniformes do time britânico para a Olimpíada de 2016. Repetindo dobradinha com a Adidas, que fez sucesso em 2012.

Desfocado

Nos corredores da Câmara paulistana, as manifestações de ontem em torno da “questão de gênero” no Plano Municipal de Educação provocaram desalento.

Porque se protestava quanto a um único ponto e outros cruciais eram ignorados –como mais investimentos na educação e menos alunos por sala de aula.

Na Frente

Solange Viana convida para a mostra Cerâmicas do Brasil. Hoje, no museu CASA, de Renatinha Mellão.

Felipe Poroger está entre 15 selecionados para a mostra de curtas brasileiros dol Festival de Gramado,com o filme Enquanto o Sangue Coloria a Noite, Eu Olhava as Estrelas.

Antonio Dias abre exposição na Galeria Nara Roesler. Amanhã, no Rio.

O Shopping Iguatemi e a Vogue armam a primeira edição do Flower Market. Hoje.

Alexandra Loras e Renata Campos pilotam almoço no Consulado da França. Amanhã.

Brumo Fagundes faz show amanhã, no Café dos Prazeres.

Um elefante branco inflável de 4 metros de altura será o anfitrião da Câmara de SP a partir de hoje. Pelo dia mundial do bichinho.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 12/08/2015

RENOVADA LICENÇA AMBIENTAL
Publicado em 08/12/2015 as 10:11 AM

O Ibama renovou a Licença de Instalação para as obras de ampliação do do Terminal de Múltiplo Uso (TMUT), no Porto do Pecém, por mais três anos. É a quinta retificação dada pelo órgão desde 2013.

O TMUT passa pela segunda etapa de expansão. As obras incluem a pavimentação e ampliação do quebra-mar e uma nova ponte de acesso ao quebra-mar. Também terá a instalação de transportadores de correia e a construção de mais três berços de atracação de navios cargueiros ou porta-containers.

Estes últimos equipamentos serão voltados a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), - já em fase de implantação. A previsão de conclusão dos berços são setembro de 2015 (berço 7), dezembro de 2015 (berço 8) e maio de 2016 (berço 9).

A expansão do terminal vai quintuplicar a capacidade de movimentação de cargas e coloca o Porto do Pecém em posição de destaque no cenário internacional. Por estar em um local estratégico e oferecer a infraestrutura adequada (profundidade, berços, equipamentos e área), o Porto do Pecém desponta como um forte candidato a receber um hub de cargas nacional, principalmente depois da ampliação do Canal do Panamá e da construção do Canal da Nicarágua.

Para o secretário da infraestrutura do Ceará, André Facó, a ampliação do TMUT vai reforçar o papel fundamental do porto na garantia de infraestrutura econômica para o Estado.
Fonte : O Povo – CE
Data : 12/08/2015

CRISE NO GOVERNO PRESSIONA DILMA
Publicado em 08/12/2015 as 10:11 AM

Uma das medidas apontadas por parlamentares e especialistas para recuperar a credibilidade da presidente Dilma e reduzir gastos é investir na reforma ministerial.

Se refazer o desenho da Esplanada dos Ministérios poderia impactar na relação com a base aliada; enxugar a máquina pública seria positivo para a imagem de Dilma. No entanto, há descrença na efetividade das mudanças.

“Essa reforma seria 90% política e 10% econômica. Vivemos uma crise política intensa, a presidente não consegue governar. Uma reforma ministerial é indispensável para que ela retome as rédeas, se conseguir colocar pessoas-chave de cada partido”, analisa o coordenador do curso de finanças da Universidade Federal do Ceará, Andrei Simonassi. Ele acredita que, se houver mudanças, serão mais para garantir a governabilidade do que para reduzir custos.

O deputado federal Danilo Forte (PMDB) defende a reforma ministerial, inclusive com o corte de pastas. O parlamentar acredita que ministérios como o da Aviação Civil e dos Portos poderiam estar aglutinados ao Ministério dos Transportes, por exemplo. Apesar de achar oportuna a reforma, Forte diz que não seria suficiente para recompor a perda da credibilidade.

Para a professora da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, Sonia Fleury, a redução no tamanho da máquina é desejável dentro de um projeto de eficiência da gestão. Mas ela ressalta ser “inócua” como “atendimento a uma demanda política”.

De acordo com o deputado federal José Airton Cirilo (PT), “não é possível manter ministros que não têm controle sobre a base, ministros de partidos que já anunciaram o distanciamento, como o PDT. A reforma tem de mexer, inclusive, no próprio PT”, frisa. (Jéssica Welma)
Fonte : O Povo – CE
Data : 12/08/2015

PAINEL DO LEITOR - PETROLÃO
Publicado em 08/12/2015 as 10:11 AM

Esclarecemos que, diferentemente do que foi informado em "Estaleiros contratados pela Sete paralisam suas compras" ("Mercado", 9/8), quando mencionado que a empresa não teria começado a construir suas primeiras sondas, três das sondas contratadas pela Sete Brasil com a Enseada Indústria Naval já se encontravam em processo de fabricação, sendo que o casco de uma delas (Ondina) já está em processo de finalização e os módulos do topside também se encontram em estágio avançado de obras. Humberto Rangel, diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Enseada Indústria Naval (Rio de Janeiro, RJ)

RESPOSTA DO REPÓRTER LUCAS VETORAZZO - A reportagem se referia a obras dentro do estaleiro Enseada no Brasil, onde nenhuma sonda começou a ser construída. O referido casco está em construção no Japão e os módulos estão sendo feitos em fábricas de fornecedores fora do estaleiro.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 12/08/2015

PAINEL - SISTEMA BICAMERAL
Publicado em 08/12/2015 as 10:11 AM

Aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) definiram, em almoço com o presidente da Câmara nesta terça, uma estratégia para bombardear a aproximação de Renan Calheiros (PMDB-AL) com o governo Dilma Rousseff.

Passarão a incentivar que os grupos que organizam as manifestações de domingo incluam o presidente do Senado como alvo dos protestos. O discurso será o de que Renan atua para salvar a presidente num "acordão" que inclui preservá-lo das investigações da Lava Jato.
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Minions A tropa de Cunha vai desengavetar na CPI da Petrobras requerimento que pede quebra de sigilo telefônico de José Eduardo Cardozo e Rodrigo Janot.

Esquadrão... O Planalto quer incluir a União na PEC do pacto federativo, que define que Estados e municípios só assumirão encargos delegados pelo governo federal se houver garantia de recursos.

... anti-bomba A ideia, defendida na reunião com líderes nesta terça, é que o texto estabeleça a mesma restrição para o governo federal, impedindo que o Legislativo aprove medidas que onerem a União sem indicar recursos.

Desarmamento No encontro, conduzido pelo vice Michel Temer, Jandira Feghali (PC do B-RJ) propôs que todos assinassem documento se comprometendo a barrar pautas-bomba na Câmara.

Porte de arma O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que precisava consultar a bancada antes.

Mapa Tucanos que integram a CPI do BNDES vão consultar ex-presidentes do banco na era FHC para que ajudem a traçar um plano de ação para as investigações.

Vale mais PSDB, PMDB e DEM acertaram a criação de sub-relatorias para a CPI dos Fundos de Pensão. Se a ideia vingar, o tucano Marcus Pestana (MG) ficará com uma das vagas e o partido perderá a vice-presidência da comissão.

Debandada 1 O PRB da Câmara, que lidera bloco com 38 deputados, começou a discutir o rompimento com Dilma. Vão esperar para ver no que dá a Agenda Brasil.

Debandada 2 "Não é ministério o que vai nos segurar. Tem mais comunista do que republicano no Esporte", diz um dirigente da sigla. O PC do B comandou a pasta no primeiro mandato de Dilma.

Indigesto No dia seguinte ao jantar oferecido por Dilma aos aliados no Senado, três dos convidados deram entrada no serviço médico da Casa com queixas de indisposição alimentar.

Outro mundo Senadores que participaram do evento saíram com a sensação de que a presidente não enxerga a gravidade do momento.

Sandálias Mais de uma vez, Dilma pediu "humildemente apoio" aos presentes para superar a crise.

Pra já Para os senadores, apesar da recessão econômica, mais urgente é discutir uma reação política aos atos que pedirão a saída da presidente do poder no domingo.

Lencinho Em meio à crise, o Itamaraty contratou um grupo musical de nome sugestivo para se apresentar em solenidades com Dilma e Temer: Choro & Companhia.

Climatempo O secretário Benedito Braga (Recursos Hídricos) disse ao governador Geraldo Alckmin que apresentará o plano de contingenciamento para a seca no início de setembro –quando, espera-se, começa a temporada de chuvas.

Passa por baixo Miguel Torres, presidente da Força Sindical, sugeriu a Fernando Haddad que seja adotado o passe livre nos ônibus para quem está desempregado. O prefeito ficou de pensar.

Visita à Folha Flávio Dino, governador do Maranhão, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Aline Louise, assessora de imprensa.
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TIROTEIO

'Não estamos em tempo de ir a um encontro apenas para ouvir e aplaudir a presidente. Estamos em tempo de conversar de fato.'
DE CRISTOVAM BUARQUE (PDT-DF), ao explicar por que um grupo de senadores independentes recusou convite para jantar segunda-feira com Dilma Rousseff.
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CONTRAPONTO

Esse cara sou eu
No dia seguinte a ter dito que era necessário alguém para "reunificar" o país, o vice-presidente Michel Temer foi homenageado pelo governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes, por ter criado, há 30 anos, a primeira delegacia de atendimento à mulher do país.

Na sua vez de discursar, Temer pediu licença ao governador para não repetir a extensa nominata.

–São tais e tantas as autoridades aqui presentes que eu correria o risco de não mencionar a todos –justificou.

E, fazendo jus à fama de conciliador, emendou:

–Vocês sabem como é isso: quem é esquecido jamais se esquece de quem se esqueceu.

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 12/08/2015

MERCADO ABERTO - SETOR DE EMBALAGENS TEM EM JUNHO PRIMEIRA ALTA NA PRODUÇÃO NESTE ANO
Publicado em 08/12/2015 as 10:10 AM

A produção de embalagens no país cresceu 1% em junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, segundo estudo preliminar da FGV encomendado pela Abre (entidade que representa o setor).

Esse é o primeiro resultado positivo da indústria no ano, após uma queda de 3,1% de janeiro a maio, em comparação com os mesmos cinco meses de 2014.

A elevação é justificada pela reposição de estoques espaçada no varejo e pelo desempenho inferior no ano passado por causa do número menor de dias úteis em função da Copa do Mundo.

"O resultado positivo é um fôlego importante, mas não acreditamos que ele seja uma tendência para este ano", afirma Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Abre.

No início do ano, a entidade estimava para 2015 uma retração de 0,5%. A divulgação da projeção revisada está prevista para este mês.

"O segmento é um termômetro importante para os outros setores da indústria, principalmente o de bens de consumo não duráveis."

As embalagens celulósicas e plásticas tiveram o melhor desempenho neste primeiro semestre, enquanto as metálicas tiveram o pior, devido à venda maior de bebidas em junho do ano passado.

A fabricante Antilhas teve uma alta de 4% na produção em junho deste ano, em relação ao mesmo mês de 2014.

"Estimamos uma queda de 10% no segundo semestre, em comparação com os últimos seis meses do ano passado, por causa do resultado melhor em 2014", afirma Claudia Sia, da Antilhas.
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Inadimplência e retração atingem fornecedores da área varejista

A redução nas vendas é o principal problema enfrentado por fornecedoras de equipamentos e serviços para o varejo neste período de crise, segundo pesquisa feita pela Abiesv (associação do setor).

Dos 386 empresários ouvidos pela entidade, 64% citaram a retração do nível de comercialização.

"A queda nas vendas já é algo generalizado neste momento e era só uma questão de tempo para que atingisse também os fornecedores do varejo, é um efeito cascata", afirma Marcos Andrade, diretor da associação.

Da mesma forma, a inadimplência contabilizada pelos lojistas contaminou o restante da cadeia. Cerca de um quarto dos entrevistados (26%) apontou o atraso de pagamentos como o maior problema. A redução no quadro de funcionários foi mencionada por 4,8%.

O levantamento mostra que a maior parte (40,5%) acredita que a crise de consumo durará de seis meses a um ano. Outros 26,2% falam em até um ano e meio.

A Abiesv reúne empresas variadas, como fabricantes de mobiliários para lojas e construtoras especializadas em obras para o comércio.
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FORÇA NO PEDAL

A Abraciclo, associação de empresas fabricantes de veículos de duas rodas, deve reformular seu setor de bicicletas neste ano, afirma o diretor-executivo do grupo, José Eduardo Gonçalves.

Hoje, só as marcas Caloi e Prince são membros, mas isso deve mudar porque duas novas fábricas estão funcionando na Zona Franca de Manaus. Uma é a Sense Bike, que produz tanto bicicletas tradicionais como elétricas. Outra é a Audax, que pertence ao Grupo Claudino, do Piauí.

Tulio Bezerra, superintendente da Audax, afirma que a produção ainda está em um estágio muito inicial, mas que o grupo já se prepara para fazer parte da associação.

De janeiro a maio deste ano, houve alta de 4,3% na produção de bicicletas no país e as vendas ao atacado subiram 11,5% em relação ao mesmo período de 2014.

Parte dessa alta deve-se a uma moda de pedalar, afirma Gonçalves, o executivo da Abraciclo, mas além disso, "a expansão das ciclovias e a integração com os sistemas metroviário e ferroviário estimulam a compra".
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Mouse... As vendas do e-commerce para o Dia dos Pais caíram 5,6% em relação ao mesmo período de 2014, segundo a E-bit, empresa de informações de comércio eletrônico do grupo Buscapé.

...travado O tíquete médio foi 13% maior que em 2014, um reflexo da alta de preços, na avaliação da empresa.

Aporte... A Braskem Idesa, que opera no México, recebeu os 13 primeiros vagões que distribuirão polietileno naquele país e para exportação. A plataforma que receberá os veículos tem 95% das obras prontas.

...nos trilhos A Braskem afirma manter a previsão de inauguração até o fim de 2015, com aporte de US$ 5,2 bilhões.

Pontos As empresas de fidelização Dotz, Grupo LTM, Multiplus, Netpoints e Smiles se uniram para criar uma associação. Roberto Medeiros, da Multiplus, será o primeiro presidente da entidade.

Nuvem A TAM vai trocar os manuais usados pelos pilotos por tablets. Cada aeronave carregará 40 quilos a menos.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e FELIPE GUTIERREZ
Sistema bicameral
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 12/08/2015

POUPAR EM CINISMO
Publicado em 08/12/2015 as 10:10 AM

RIO DE JANEIRO - O presidente Afonso Pena (1903-1906) achou pouco governar com sete ministérios e criou mais um: o da Agricultura.

E olhe que, como se aprendia na escola, o Brasil era um "país essencialmente agrícola". Getulio foi ditador com dez ministérios e presidente constitucional, com 11. Mesmo número com que Juscelino produziu "50 anos em cinco" –e, quando construiu Brasília, previu uma Esplanada dos Ministérios com 19 prédios, achando que chegariam até para o governante mais megalô.

Mas JK não contava com que, nos governos militares e civis que o sucederiam, alguns ministérios se dividiriam como amebas e outros se multiplicariam como coelhos, até chegarmos, com Dilma, ao mágico número atual –39 pastas. Isso pode explicar em parte a colossal ineficiência deste governo, notável até pelos padrões do PT –os ministros devem colidir nos corredores ao tratar do mesmo assunto.

Por exemplo, há o Ministério da Agricultura e o do Desenvolvimento Agrário. Por quê? Há o ministério da Defesa e o da Segurança Institucional. Há o do Planejamento e o de Assuntos Estratégicos. E, se há o da Justiça, o que faz o de Direitos Humanos? E, se há o de Direitos Humanos, para que servem o de Políticas para Mulheres e o da Igualdade Racial?

Há o Ministério de Cidades e há também o da Integração Nacional. Há o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e também o das Pequenas e Médias Empresas. E, se há o Ministério dos Transportes, para que servem o dos Portos e o da Aviação Civil? O ministro do Turismo é um engenheiro agrônomo. O dos Esportes é um pastor evangélico. O da Pesca é um filho de senador. E não ria, mas o Ministério das Relações Institucionais trata das relações com o Congresso.

Podem-se fechar 2/3 desses ministérios. Talvez não poupe muito dinheiro. Mas faria poupar em cinismo.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 12/08/2015

DEPUTADOS PEDEM QUE UNIÃO NÃO RENOVE OS CONTRATOS DO PEDÁGIO
Publicado em 08/12/2015 as 10:10 AM

Ministério dos Transportes recebeu pedido nesse sentido assinado por 27 dos 54 parlamentares estaduais do Paraná
Brasília - André Gonçalves, correspondente

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Luersen (PDT), protocolou nesta terça-feira (11) no Ministério dos Transportes um ofício contra a prorrogação do convênio de delegação de 1,8 mil quilômetros de rodovias federais para o estado. O documento foi assinado por 27 dos 54 deputados estaduais. A extensão da delegação é o primeiro passo para que o governo do estado possa negociar a antecipação da renovação dos contratos com as atuais concessionárias de pedágio, que acabam em 2021.

A questão começou a ser negociada pelos governos estadual e federal em julho. Além de entregar o ofício, Luersen e o deputado estadual Péricles de Mello (PT), que também integrou a CPI (que funcionou entre 2013 e 2014), participaram de uma reunião sobre o tema com 12 parlamentares da bancada federal paranaense. “Renovar esses contratos é bom para as concessionárias e ruim para a população”, disse Luersen.

Segundo o pedetista, a comissão apurou que as concessionárias foram beneficiadas, entre 1998 e 2014, com um aumento de 100% na quantidade de veículos que usam as estradas com pedágio. “Elas arrecadaram muito mais, mas isso não teve reflexos na tarifa, nem em obras de melhorias das estradas.”

Polêmica

A conversa entre deputados estaduais e federais teve vários momentos de tensão. Dos congressistas presentes, apenas Ricardo Barros (PP) e Alfredo Kaefer (PSDB) se posicionaram favoráveis à renovação dos contratos. Barros questionou os rumos da reunião e o fato de que a maioria dos presentes era de partidos de oposição à gestão Beto Richa (PSDB).

“Vai ser uma grande negociata de renovação de uma coisa que não presta”, defendeu Mello. Para ele, não faz sentido pensar que concessionárias que detêm atualmente “contratos leoninos e sem nenhum controle” vão se comprometer a fazer um acordo com menos tarifas e mais obras que não seja ainda mais interessante para elas.

Barros reagiu às colocações do petista. “Não faça isso [falar em negociata]. Se for assim, você está me chamando do quê?”, questionou o deputado federal do PP. “Quem vai decidir sobre tudo isso é a presidente Dilma, que é do seu partido. Acho que se não for tudo transparente ela não vai fazer, e por isso temos que discutir essa situação assim.”

O coordenador da bancada federal, João Arruda (PMDB), disse que o encontro é o primeiro de várias discussões sobre pedágio que vão acontecer ao longo das próximas semanas. “Ainda vamos fazer reuniões com representantes do Tribunal de Contas da União e do Paraná, entidades do setor produtivo e, por último, com as concessionárias”, declarou o peemedebista.

A ideia é colaborar para debate sobre as renovações. Desde o dia 31 de julho, o secretário de Gestão do ministério, Luciano Castro, tem trabalhado formalmente em relatórios que vão definir o posicionamento do governo federal sobre a questão. Eles devem ser concluídos dentro do prazo de um ano.

Base de Richa tem pressa em aprovar mudanças na agência que fiscaliza as concessões

Luis Lomba, especial para a Gazeta do Povo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa faz uma sessão extraordinária nesta quarta-feira (12) para apreciar dois polêmicos projetos do Executivo, que tramitam em regime de urgência. Um deles altera as atribuições e o funcionamento da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar). Outro, autoriza a construção de 26 centrais hidrelétricas no Paraná.

A primeira proposta altera a composição do conselho da Agepar, agência que tem a responsabilidade de regulamentar e fiscalizar as concessões de rodovias, de travessias com balsas e do transporte coletivo intermunicipal de passageiros. A oposição considera que o projeto reduz o controle social e amplia o poder do Estado na agência. Já o líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), afirma que o objetivo da proposta é fortalecer a entidade.

O projeto transforma o conselho deliberativo da Agepar em consultivo e altera sua composição, retirando um integrante indicado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea), para aumentar de dois para três os indicados pelo governador. Se aprovada, a proposta vai acabar com a atribuição do conselho de aprovar a metodologia usada para fixar, rever, ajustar e homologar tarifas. Pelo texto, o grupo passaria a ter poder apenas de “produzir, em periodicidade anual, críticas sobre a atuação da agência”. O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT) defende que seja realizada uma audiência pública para debater as mudanças propostas pelo Executivo.

Indenização

No projeto que envolve hidrelétricas, preocupa Veneri o fim da necessidade de os empresários indenizarem os proprietários prejudicados pelas construções dos empreendimentos, antes de obra ser iniciada. O projeto altera a Lei 17.948/2014, eliminando seu artigo 3.º, incluído por emenda da bancada oposicionista no ano passado. “Pretendíamos exatamente evitar que pequenos proprietários precisem ir à Justiça para ter que receber indenizações das empresas que vão construir essas usinas”, argumenta Veneri.

O governo, por outro lado, considera que o artigo que determina o pagamento antecipado de indenizações é inconstitucional, pois só a União teria a atribuição de legislar sobre esse assunto. Na mensagem que acompanha o projeto, o governador Beto Richa (PSDB) afirma que “o início da construção (com a perda da posse pelo proprietário), no entender do Supremo Tribunal Federal, não está atrelado ao pagamento da justa de prévia indenização, a qual será devida apenas e tão somente por ocasião da perda definitiva da propriedade”.
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 12/08/2015

O PEDÁGIO E SEUS DESAFIOS
Publicado em 08/12/2015 as 10:10 AM

Em anos de atividades públicas e privadas, nunca acompanhei um tema tão polêmico quanto a questão do pedágio e a discussão em torno das concessões de rodovias.

A inapetência do Estado como gestor nos levou ao pagamento de tarifa para andarmos em vias públicas. O que, aliás, não é fato novo: no Império Romano já se cobrava pedágio para trafegar na Via Ápia.

Não é aceitável, contudo, fugir do debate, embora respeitando todos os posicionamentos. O tema das concessões rodoviárias ocorre justamente numa fase difícil para o país, que, para resolver o ajuste fiscal, não tem recursos para realizar novas obras e nem para a manutenção das existentes. Novos investimentos são indispensáveis para movimentar a nossa combalida economia, uma das razões que levaram a Fetranspar a se associar a quatro outras entidades do chamado G7 para levar ao ministro dos Transportes a solicitação para que se renove a delegação da União para os 1,8 mil quilômetros de rodovias federais que fazem parte dos 2,4 mil km do Anel de Integração. Nossa intenção é que, após 2022, quando se encerra o prazo de delegação, o Paraná continue podendo controlar o Anel, que é prioritário para a nossa economia. Não podemos permitir que, por falta de interesse ou recursos, a partir de 2022 essas rodovias voltem à situação de 1997, justamente o que levou o estado a estabelecer as concessões ao setor privado.

Novos investimentos são indispensáveis para movimentar a nossa combalida economia

Pelas negociações com o Ministério do Transporte, a renovação da delegação e as decisões a respeito de concessões, agora ou ao término dos contratos, serão tomadas em conjunto pelos governos estadual e federal. Por decisão do ministro dos Transportes, foi criada uma comissão técnica para participar das negociações, que serão acompanhadas pela bancada do Paraná no Congresso Nacional e pelas entidades do setor produtivo.

A maior transparência possível é o que se pretende com este arranjo institucional, do qual a Fetranspar já participa ativamente. As premissas básicas para todas as negociações podem ser assim sintetizadas: transparência nas negociações, redução das tarifas, conclusão da duplicação do Anel de Integração, melhoria dos serviços aos usuários e zeramento de pendências jurídicas entre o poder concedente e as concessionárias.

A necessidade urgente de melhoria das nossas rodovias, em péssimo estado de conservação em 1997, conduziu o processo de concessão a imperfeições, com consequências diretas no transporte rodoviário de cargas, que move praticamente toda a economia agropecuária e industrial do estado. Foram as imperfeições nos contratos e na condução do processo nos anos seguintes que acabaram nos levando ao impasse atual. Obras previstas foram postergadas ou retiradas de contratos. Outras, necessárias à duplicação de todo o Anel, nem foram cogitadas. Mesmo assim, as tarifas de pedágio são altas, onerando o frete e, indiretamente, penalizando os setores econômicos e a própria população.

É grave, sim, a situação: pedágio alto, sem muitas obras novas, e com uma solução para só daqui a seis anos e meio. Significa pagar pedágios caros, em alguns casos acrescidos dos chamados “degraus tarifários” que os tornarão mais caros ainda. E as obras a serem iniciadas somente no fim dos contratos.

É por essas razões que a Fetranspar quer antecipar a discussão dos contratos, para que as obras de que precisamos – não apenas as postergadas ou retiradas dos contratos, mas toda a duplicação – sejam iniciadas imediatamente. E tudo isso com redução do preço do pedágio.

Eximir-se dessa discussão, além de falta de visão de futuro, é prestar um desserviço à sociedade paranaense.

Sérgio Malucelli é presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar).
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 12/08/2015

RENOVAÇÃO DA SANTOS BRASIL DEPENDE DO TJ
Publicado em 08/12/2015 as 10:09 AM

A renovação pelo governo do contrato da Santos Brasil no porto de Santos (SP) depende, basicamente, de uma ação judicial relativa à anexação de uma área sem licitação, apurou o Valor.

O governo quer que a empresa consiga uma posição favorável na Justiça para evitar risco de cacifar uma prorrogação que possa ser questionada, apesar de a Lei dos Portos não condicionar a renovação de contratos à inexistência de ações.

"A bola está com eles", disse o ministro dos Portos, Edinho Araújo, sobre a previsão de quando a Secretaria de Portos (SEP) deve assinar o aditivo que renovará por 25 anos o prazo de arrendamento do terminal de contêineres da empresa, o Tecon Santos, pedido já autorizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). No primeiro trimestre, Araújo chegou a dizer que o aditivo seria assinado até abril deste ano.

A Santos Brasil, a maior operadora brasileira de terminais de contêineres de uso público, responde a uma ação de autoria da concorrente Libra por ter recebido uma área que compõe o Tecon Santos sem prévia licitação. Para atender ao pedido da SEP, a companhia entrou com pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo, instância em que o processo está, pedindo a suspensão dos efeitos da decisão do órgão que há cerca de um ano se posicionou contrariamente à anexação da área denominada T-4.

Conforme o Valor apurou, se ao fim do processo a Justiça determinar a devolução da área, a empresa faria um reequilíbrio do contrato do Tecon Santos sem o T-4. Na década passada a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto de Santos e que então era responsável por distribuir via licitação a exploração das áreas, concedeu à Santos Brasil uma gleba contígua ao Tecon Santos.

Apesar de a Lei dos Portos então vigente determinar que toda exploração de área portuária pública deveria ser repassada a privados via licitação, a legislação admitia a dispensa de concorrência caso o local não tivesse viabilidade econômica de, sozinho, receber um terminal - como era o caso do T-4, argumentavam a Codesp e a Santos Brasil.

A Santos Brasil não é a única empresa portuária que responde a ação na Justiça dentre as que estão solicitando ao governo a renovação antecipada do contrato. Mas a renovação do contrato do Tecon Santos é bastante esperada pelo mercado. Alguns analistas, inclusive, vêm mantendo a recomendação de compra das ações da empresa baseando-se na iminência da prorrogação, a despeito de os volumes de contêineres movimentados no terminal caírem sistematicamente desde 2013, quando aumentou a concorrência no porto de Santos e, mais recentemente, com a deterioração do comércio exterior.

O contrato do Tecon Santos é válido por 25 anos. Tendo sido firmado em 1997, vence em 2022, mas há cláusula de renovação pelo mesmo período. Duas grandes intervenções estão programadas: prolongamento do cais dos atuais 980 para 1.200 metros e aumento da profundidade dos berços de 13 para 15 metros, elevando, com isso, a capacidade de movimentação.
Fonte : Valor Econômico
Data : 12/08/2015

O MAR NÃO ESTÁ PRA PEIXE
Publicado em 08/12/2015 as 10:09 AM

Com o encolhimento da indústria naval, a CBO ( ex- grupo Fischer), dona de 39 navios de apoio à Petrobras, tem planos de transformar seu estaleiro em Niterói num terminal marítimo para uso próprio — ou vendê- lo.
Fonte : O Globo
Data : 12/08/2015

PANORAMA POLÍTICO - O GUARDA- CHUVA DO GOVERNO
Publicado em 08/12/2015 as 10:09 AM

Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

A ala do PMDB que faz oposição ao governo Dilma pediu um almoço com o vice Temer. Seus integrantes se sentem isolados.

“Não queremos ser o menino rebelde sem causa. Não podemos ficar no limbo”, disse Danilo Forte. Alguns relutam com os protestos de rua. A maioria da bancada quer se unir aos senadores da sigla. Os dissidentes querem ouvir de Temer qual o espaço que lhes caberá no latifúndio governista.

Collor, o conselheiro
A estrela da reunião dos líderes do Senado com a presidente Dilma, na noite de anteontem, foi o ex- presidente Fernando Collor. O senador foi duro ao criticar as recentes declarações da presidente. “A senhora não devia chamar para si, dizer que aguenta pressão, que é forte. Todo mundo sabe que a senhora é corajosa”, afirmou. Collor também fez referência ao processo de impeachment que enfrentou. Argumentou que alegar a legitimidade das urnas é muito relativo, pois “eu também tinha, fui eleito pelo voto”. Questionou o bordão “quanto pior melhor”, usado contra a oposição. Alegou que a população pode querer isso mesmo, piorar tudo para melhorar depois.

“A corrupção se apresenta como um fator de atraso social e econômico, sendo um grande ralo por onde se esvaem recursos públicos, por exemplo, para a Saúde e a Educação”
Rodrigo Janot, PGR, na sabatina do Senado de 29/ 8/ 2013, quando seu nome foi aprovado para o cargo

O veto
Um documento dos líderes governistas da Câmara contra a pauta- bomba foi detonado pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani. Aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, alegou que precisava reunir sua bancada antes.

Na crista da onda
A irritação com a postura do presidente do Senado, Renan Calheiros ( foto), foi o tema do almoço de ontem do blocão da Câmara. O líder do PSC, André Moura, resumiu: “Agora nós viramos o diabo, e eles ( senadores), os santos”. E decidiram: se Renan der trela ao discurso da pauta- bomba, a Casa não votará propostas que vierem do Senado.

Revoada
No cortejo ao governador do Mato Grosso, Pedro Taques, o presidente do PSDB, Aécio Neves, ofereceu uma vice- presidência na Executiva. Ele deixou o PDT ontem e também conversa com o PSB. Os tucanos dizem que já o seduziram.

Meia- volta, volver?
Aliados de peso do PSDB na sociedade já temem os efeitos da radicalização. Mas seus líderes criticaram a iniciativa do presidente do Senado, Renan Calheiros. O engajamento ou não dos tucanos ao diálogo só será medido nas próximas semanas.

Nuvens carregadas
O clima no PSDB: a presidente Dilma terceirizou a economia para Joaquim Levy; a política, para o vice Michel Temer; e a pauta do país, para Renan Calheiros, presidente do Congresso. Para a oposição, isso revela a falta de liderança no governo.

Céu azul
Para o Planalto, Dilma recuperou a iniciativa; a sociedade reagiu à irresponsabilidade fiscal; movimentos sociais vão às ruas contra o protesto pelo impeachment; o Senado se uniu ao governo. Diz um ministro: “Deu para a gente respirar”.

O JANTAR da presidente Dilma foi considerado frio. Senadores petistas reconhecem o esforço da presidente, mas dizem que ele não foi animador.
Fonte : O Globo
Data : 12/08/2015

A VACA E O BREJO
Publicado em 08/12/2015 as 10:09 AM

MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

No momento atual da política, “a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Que a vaca está indo para o brejo, não há dúvida.

A questão é saber a velocidade da vaca e a distância do brejo. A frase não é minha, é do Boni ( José Bonifácio de Oliveira Sobrinho) quando analisa uma situação limite para saber se há ainda chance de recuperação.

Roubo dele a imagem agrícola para falar do nosso momento político, mesmo porque as imagens agrícolas são muito comuns aos políticos de Brasília, que cunharam outra delas para explicar momentos de transe como o que vivemos: está de vaca não reconhecer bezerro, dizem com frequência nos últimos dias.

É de momentos de crise assim que podem surgir soluções imaginosas, desde que existam políticos à altura da sua gravidade. Por isso, num extremo, o vice- presidente Michel Temer disse aquela frase temerária que até hoje lhe custa a desconfiança do Palácio do Planalto. Sim, é preciso que surja alguém que possa reunificar o país, mas os que estão à mão têm resistências.

Temer não é um Itamar, e apoiá- lo custa mais politicamente. O PSDB refuga diante da possibilidade de que novas delações do Lava- Jato possam levar por água abaixo sua pose de estadista. Menos por ele, mais pelo partido, que tem em Fernando Baiano um delator perigoso e dono de segredos de parcela importante do PMDB. Consta que, na véspera de romper com o governo e tentando fazer com que o PMDB viesse junto, Eduardo Cunha disse a Temer: “O próximo pode ser você”. Temer refutou a ideia, como impossível.

Mais grave ainda é a linha sucessória, que de uma vez só enfileira Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Por um desses azares da sorte, um dos dois pode amanhecer um dia na Presidência da República, possibilidade que assusta os menos acostumados aos ares de Brasília, onde tudo é possível.

O ambiente de vaca não conhecer bezerro é definido pelo feio hábito de morder e assoprar que tomou conta do jogo político, que acontece muito quando ninguém confia em ninguém. O próprio PT foi protagonista desse comportamento quando colocou no ar um programa de propaganda agressivo contra a oposição e os setores da sociedade que estão contra o governo, dias depois de o ministrochefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ter elogiado o PSDB e sugerido um pacto político.

Ontem, a própria presidente Dilma Rousseff, do alto de seus 7% de apoio, voltou a agredir os tucanos, lembrando que “no tempo deles” faltava luz, e ela fingia estar novamente reduzindo a conta de luz dos brasileiros. Do Programa de Investimento em Energia Elétrica lançado ontem, por meio do qual o governo federal contratará R$ 186 bilhões em investimentos novos de geração e transmissão elétrica entre agosto deste ano e dezembro de 2018, a maior parte está prevista para depois do término do mandato oficial dela.

No mesmo dia, o presidente do Senado, Renan Calheiros, que havia se apresentado ao país como o ponto de equilíbrio entre as necessidades do Estado e o destrambelhamento da Câmara, diz que o programa de desenvolvimento que apresentou não significa “uma mão a um governo efêmero e falível”.

A proposta é feita, na sua maioria, de projetos que já estão tramitando no Congresso, e o recurso de agrupá- las em um pacote com embrulho novo já foi usado pela presidente Dilma quando as primeiras manifestações de rua sacudiram o governo. Nada aconteceu.

Um dia após o outro, uma delação depois da outra, vamos ver o que acontece, se é possível evitar o brejo. No momento atual da nossa política, “a mão que afaga é a mesma que apedreja”.
Correção

Na coluna de terça- feira, referi- me indevidamente a “consultorias” de Lula. O ex- presidente nunca fez oficialmente consultorias, mas, sim, palestras, e aproximações de empresas brasileiras com governos estrangeiros, que estão sob investigação do Ministério Público de Brasília para ver se configuram tráfico de influência.

Os pontos- chave

1 - Sim, é preciso que surja alguém que possa reunificar o país, mas os que estão à mão têm resistências. Temer não é um Itamar, e apoiá- lo custa mais politicamente.

2 - Mais grave ainda é a linha sucessória, que de uma vez só enfileira Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Por um desses azares da sorte, um dos dois pode amanhecer um dia na Presidência da República, possibilidade que assusta os menos acostumados aos ares de Brasília, onde tudo é possível.

3 - Um dia após o outro, uma delação depois da outra, vamos ver o que acontece, se é possível evitar o brejo. No momento atual da nossa política, “a mão que afaga é a mesma que apedreja”.
Fonte : O Globo
Data : 12/08/2015

NEGÓCIOS & CIA - PROTEGER O FUTURO
Publicado em 08/12/2015 as 10:09 AM

FLÁVIA OLIVEIRA - flo@oglobo.com.br

Crise é tempo de promover ajustes, não o desmonte. Princípios e projetos devem ser mantidos pelas famílias e pelo país

Em tempos de crise, o pior a fazer é abortar o futuro. São os projetos de longo prazo que pavimentam os caminhos esburacados e desertos do presente. No lado imaterial, a esperança no porvir alimenta o espírito, é arremedo da fé. Objetivamente, ao fim da jornada, os que insistirem na qualificação e garimparem oportunidades estarão em vantagem competitiva. É boa estratégia relevar a imagem borrada do instantâneo, em prol de um filme com imagens nítidas daquele que não se rendeu ao desalento. Que assim seja. Na vida familiar e nas políticas públicas.

PREFEITURAS, ESTADOS E UNIÃO têm de proteger o presente para não comprometer o futuro. Adversidade é momento de promover ajustes, não o desmonte. É alerta para o pacote de mudanças apresentado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Batizado de Agenda Brasil, o rol de propostas legislativas inclui ideias desejáveis para aumentar a eficiência da economia, melhorar o ambiente de negócios, reduzir a carga e simplificar o sistema tributário. Mas são visíveis embriões de projetos, que mal desenhados ou debatidos, vão pôr em risco a proteção ao meio ambiente, o acesso universal à saúde e os direitos dos trabalhadores.

Num ambiente de aguda instabilidade política, no qual o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, patrocina derrotas de alto custo fiscal para o governo, é bem- vinda a iniciativa do titular do Senado de elencar propostas capazes de aproximar interesses de Legislativo e Executivo. A presidente Dilma Rousseff, pressionada por achar um caminho no labirinto em que se transformou seu segundo mandato, se referiu com gentileza à pauta de Renan. Porém, nem tudo são flores nos 27 itens distribuídos em três eixos ( ambiente de negócios, equilíbrio fiscal e proteção social).

Há propostas de alta relevância para a agenda urgente de retomada dos investimentos: segurança jurídica dos contratos das parcerias públicoprivadas ( PPPs); aperfeiçoamento do marco regulatório das concessões; estímulos ao desenvolvimento turístico, incluindo eliminação de vistos para mercados estratégicos. Há ideia de instituir a lei de responsabilidade das estatais; reformar PIS/ Cofins e ICMS; condicionar a desoneração da folha de pagamentos e o acesso a crédito subsidiado a metas de geração e preservação de empregos; e, vá lá, estabelecer idade mínima para aposentadoria, de modo a livrar a Previdência do colapso.

Mas a Agenda Renan também sugere interferência no Judiciário para proibir liminares em prol de tratamentos de saúde experimentais caros ou não homologados pelo SUS. Propõe a cobrança de procedimentos por faixas de renda, jogando por terra o princípio constitucional que faz da saúde pública universal dever do Estado. Defende simplificação no licenciamento de projetos do PAC e mudanças em marcos jurídicos de investimentos em zonas costeiras, áreas protegidas e indígenas, cidades históricas.

A uma família, em época de crise, a pior tragédia é sequestrar de um jovem o período de formação. Por uns trocados a mais no orçamento doméstico, a mão de obra barata e mal preparada de hoje sepulta a perspectiva de melhor colocação adiante. O país tampouco deve dar as costas a direitos constitucionais ou à proteção ao meio ambiente e à cidadania, em nome de um acordo político que alivie o presente, mas comprometa o futuro. Há que preservá- lo.
Fonte : O Globo
Data : 12/08/2015

DIAS INTENSOS - PANORAMA ECONÔMICO
Publicado em 08/12/2015 as 10:08 AM

Míriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br

Rebaixamento da nota também é reflexo da crise política no país. A Moody's rebaixou a nota do Brasil, o Rio Grande do Sul deu calote na União, mas em Brasília a presidente Dilma Rousseff ocupou- se em falar mal do apagão do governo Fernando Henrique.

No lançamento de mais um pacote de energia, ela repetiu que seu modelo é o da “modicidade tarifária”. Isso em pleno tarifaço. No final do dia, o Tesouro bloqueou contas bancárias do governo gaúcho.

OBrasil está intenso nestes dias. Há a crise, aliás, diversas crises. E há um governo em busca de qualquer anúncio que desvie atenção da manifestação do dia 16, ou dos baixos índices de popularidade presidencial. O anúncio de ontem foi o Plano de Investimento em Energia Elétrica ( PIEE). De notável, só tem mesmo o sumiço do PAC. Em outros momentos, seria o PAC da Energia. Mas após vários PACs empacados, e muitos deles com traços de escândalo da Lava- Jato, saiu o PAC e entrou o PIEE.

O plano lista uma série de usinas hidrelétricas na Amazônia, sem que haja uma prestação de contas de perdas e ganhos das que foram construídas no Xingu e no Rio Madeira. Algumas das usinas apresentadas ontem já foram listadas em outros planos. Ao falar, Dilma citou de novo o apagão de energia do governo Fernando Henrique. “A ausência de energia elétrica compromete, sob qualquer circunstância, o crescimento do país”, disse a presidente.

Compromete mesmo. O país cresceu 4,4% no ano 2000 e desacelerou para 1,3% em 2001. Um resultado muito melhor do que a queda em torno de 2% projetada para este ano, com risco de nova queda em 2016. Exatamente essa falta de perspectiva de crescimento foi apontada pela Moody’s como um dos motivos para o corte no nosso rating. A agência disse que é preciso voltar a crescer e a gerar superávits primários de 2% a partir de 2017 para evitar a perda do grau de investimento. E projetou o aumento da dívida bruta para 70% do PIB em 2018.

Ao anunciar o pacote de energia, a presidente Dilma, além de falar mal de governo passado, disse “lastimar” o aumento da conta. Defendeu a MP 579, dizendo que o reajuste seria maior se não fosse essa medida. Não é verdade. A MP 579 desorganizou o setor e elevou o custo do ajuste. Para evitar a quebra das distribuidoras, o governo determinou que elas pegassem empréstimos e deu como garantia o repasse para os consumidores. Hoje, pagamos na nossa conta de luz o preço da desordem no setor provocada pela intervenção do governo, o custo das térmicas, e os juros que incidiram sobre os empréstimos dados às distribuidoras. Houve também dinheiro do Tesouro para as empresas de energia. E o governo ainda não sabe como cobrir o rombo de R$ 20 bilhões que pesa sobre as geradoras. A presidente Dilma deveria parar de olhar erros velhos e alheios, e explicar erros seus e atuais.

Na intensidade dos últimos dias, ontem foi também o da piora de problemas nas finanças gaúchas. A crise fiscal do Rio Grande do Sul vem de longe e é mesmo difícil de ser resolvida. O governo Tarso Genro não encontrou a solução e aprofundou o rombo. O governador Sartori já tinha avisado desde o começo sobre a gravidade da situação. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, quando um estado deixa de pagar a dívida com a União, as transferências de estados e municípios são suspensas e o Tesouro pode bloquear contas para se ressarcir. O Tesouro decidiu aplicar as punições.

Recentemente, o Congresso aprovou a mudança do indexador das dívidas de estados e municípios e isso criou um custo para o Tesouro, beneficiando principalmente a cidade de São Paulo. É preciso encontrar uma solução que não desestimule os esforços fiscais feitos por alguns. O Rio Grande do Sul é a quarta maior economia do país e tem pela frente uma dura agenda para ajustar as contas. O calote de um estado pode criar um efeito cascata, por isso o governo não tem alternativa a não ser cumprir o que está determinado em lei. Mas isso aumenta a tensão na Federação.

No meio dessa confusão, as propostas apresentadas pelo senador Renan Calheiros foram uma tábua de salvação para o governo. Há propostas a serem discutidas e elas dividem os presidentes das casas legislativas. A Moody’s alertou que não vê consenso para a aprovação de medidas necessárias à reversão da dívida e do déficit. A crise do país é grave, está longe de acabar e não é reapresentando pacote velho que ela vai se resolver.

Os pontos- chave

1 - Presidente Dilma deveria parar de olhar para erros velhos e alheios e começar a explicar os seus, atuais

2 - Duas agências de risco já colocaram o país a um passo da perda do grau de investimento

3 - Calote do Rio Grande do Sul levou ao bloqueio de contas do estado. Isso aumenta a tensão na Federação
Fonte : O Globo
Data : 12/08/2015

DISTRITO CRIATIVO DO PORTO É CRIADO PARA BUSCAR NEGÓCIOS APÓS RIO 2016
Publicado em 08/12/2015 as 10:08 AM

'Rio resiste no cenário de incertezas que país vive', diz secretário. Projeto na Zona Portuária conta com 320 profissionais de 50 empresas.

Para o secretário executivo de Coordenação da prefeitura, Pedro Paulo Teixeira, é preciso pensar em iniciativas para seguir desenvolvendo a cidade após os Jogos Olímpicos de 2016. Na tarde de terça-feira (11), ele comentou o rebaixamento da nota da economia brasileira pela agência de risco Moody's, afirmando que o Rio enfrenta um cenário econômico mais favorável que o resto do país.

"O Rio de Janeiro consegue resistir dentro de um cenário de incertezas que o país vive", afirmou o secretário, que disse ainda que isso inverte uma tendência das últimas décadas, em que a cidade sempre sofreu mais do que o resto do país na maioria das crises econômicas.

Pedro Paulo Teixeira participou do lançamento do Distrito Criativo do Porto, uma iniciativa de uma rede de empreendedores em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) para promover oportunidades de negócios para os empresários da cidade, em uma agenda integrada. O projeto teve como inspiração outros distritos semelhantes, em cidades como Barcelona e Miami.

De acordo com Pedro Paulo, a iniciativa é uma maneira de fazer com que a economia da cidade continue a produzir com força após as Olimpíadas.

"Após os Jogos Olímpicos, encerra-se um ciclo e a cidade precisa encontrar novas dinâmicas e vocações", disse.

O Distrito Criativo do Porto é uma associação sem fins lucrativos que conta com 320 profissionais que atuam em 50 empresas, que passarão a atuar em conjunto em diversas ações. Entre os projetos previstos estão a criação de programas de capacitação de mão de obra e consolidação e ampliação do calendário cultural. A médio prazo, o grupo planeja a criação de uma casa e de um condomínio que unirão estes projetos em comum das empresas.

O projeto conta ainda com um portal que mostra as iniciativas de todos os parceiros do Distrito Criativo do Porto.

Alberto Silva, presidente da Cdurp, concorda com o secretário e afirma que a iniciativa revive uma área que estava praticamente morta economicamente.

"O desafio é romper com o abandono de uma região deixada de lado há 50 anos. Temos que pensar na sinergia que a economia do Porto pode gerar para toda a cidade".

Carlos Gradim, da administração do Museu de Arte do Rio (MAR), que faz parte do projeto, afirma que a iniciativa é fundamental para o desenvolvimento da Zona Portuária.

"Esta é uma alternativa às antigas formas econômicas, que leva em conta a preservação do patrimônio, desenvolvimento da cultura e integração cultural. É uma porta que se abre para o desenvolvimento e criação de bens culturais".

O evento contou ainda com um debate entre jovens empreendedores sobre a importância da economia criativa.
Fonte : O Globo
Data : 12/08/2015

MEGA ESTALEIRO RIO MAGUARI VAI SE FAZER PRESENTE NA TRANS-2015 MOSTRANDO SEU GRANDE POTENCIAL ATRAVÉS DE MOVIMENTADO STAND
Publicado em 08/12/2015 as 10:08 AM

O estaleiro Rio Maguari, que funciona em nossa capital, sendo hoje referência internacional, já reservou espaço para se fazer presente na TRANS-2015, repetindo o sucesso que teve, inclusive, quando da importante mostra promovida pela FIEPA Federação das Indústrias do Pará, recentemente no HANGAR, onde, por sinal, o seu grande stand, muito especial, foi um dos mais movimentados, recebendo então a visita do Governador Simão Jatene, do Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e do próprio presidente da FIEPA, empresário José Contado, que aparece na foto, com o diretor do Rio Maguari, engenheiro naval Fábio Vasconcellos e o colunista. Na verdade, o estaleiro Rio Maguari é muito conceituado pela seriedade de seus serviços e extraordinária mão-de-obra, tanto assim que recentemente consignou elogios do Ministro dos Transportes e do Embaixador da Holanda no Brail. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal – PA
Data : 12/08/2015

ECOPORTO FINALIZA APORTE DE R$ 172 MI
Publicado em 08/12/2015 as 10:08 AM

A Ecoporto Santos, do grupo Ecorodovias, está nas etapas finais de um investimento de R$ 172 milhões com a meta de aumentar a participação de mercado, após vários trimestres de queda da tarifa da operação de cais.

As quedas foram devido à maior concorrência no Porto de Santos e em meio à redução da demanda nos terminais. Agora, a companhia, que oferece serviços de logística na margem direita do porto, está investindo a quantia desde o ano passado para ganhar eficiência e a expectativa é atingir pelo menos 105 a 110 movimentos por hora por navio com os novos equipamentos, ante a média atual de 55.

O investimento também envolve o redesenho da retaguarda da operação, com pequenos caminhões para operação no terminal (terminal tracktors) e um sistema para ganhar agilidade. As obras civis são a última parte do investimento, que soma R$ 40 milhões e deve ser desembolsada entre esse ano e o ano que vem, com a instalação de um acréscimo de cais para os trilhos dos portêineres.

"A expectativa é de que esse nosso ganho de competitividade faça com que sejamos mais atrativos comercialmente e recuperemos participação de mercado", disse o diretor-presidente do Ecoporto Santos, José Eduardo Bechara.

Resultados

A participação de mercado da operação de cais do Ecoporto Santos caiu de 9,9% no quarto trimestre de 2014 para 6,9% nos primeiros três meses de 2015. A Ecorodovias começou a atuar no segmento portuário em 2012, com a aquisição do antigo Complexo Tecondi. O complexo mudou de nome para Ecoporto no ano seguinte, e a empresa já chegou a ter 17% do mercado, diz Bechara.

Mais recentemente, porém, ela tem sofrido com a alta concorrência no porto devido à entrada de novos competidores, como a Embraport e a Brasil Terminal Portuário, que iniciaram operações em 2013. O porto, que tinha capacidade anual de atendimento para 3 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), passou a atender 8 milhões de TEUs com a capacidade plena, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). /Reuters
Fonte : Diário Comércio Indústria e Serviço
Data : 12/08/2015

PROBLEMAS DO PORTO 'SÃO FORA DELE'
Publicado em 08/12/2015 as 10:07 AM

A unanimidade burra: diretores antigos e atuais da Codesp adoram esse discurso

Diretores antigos e atuais da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) adoram esse discurso.

Essa convergência está impregnada da burrice que Nelson Rodrigues apontou nas unanimidades.

O porto tem uma penca de problemas externos nos acessos. Verdade. Mas também tem um cacho de contradições internas. Nesta semana, mais uma vez, a ladainha foi entoada.

Autoridades portuárias, parlamentares, empresários, prefeitos e profissionais liberais se reuniram no Seminário Santos Export. E todos apontaram o dedo indicador para os acessos. Nenhum tipo de modal escapou das reclamações.

Falta dragagem de manutenção e de aprofundamento para os acessos marítimos. Não se utiliza praticamente nada dos acessos aquaviários. Ferrovia insuficiente. E a rodovia sempre ameaçando com o colapso dos congestionamentos de 2013 ou com a obstrução pelo incêndio na entrada de Santos neste ano.

Então há motivos para reclamar de problemas portuários fora do porto?

Há. E de sobra.

Mas isso não deve esconder que eles também existem - e muitos - na faixa do cais.

Ao lado de uma operação de contêineres automatizada e com grande produtividade há uma operação de grãos porca e que inferniza a vida da cidade com pombos, ratos, mau cheiro do farelo de soja fermentado pela água da chuva.

Os bairros mais próximos do Porto em Santos - Aparecida, Ponta da Praia, Macuco e Embaré - têm o ar mais poluído por material particulado do Estado de São Paulo. Os terminais de contêineres fizeram investimentos em equipamentos em função da concorrência: Santos-Brasil, BTP, Embraport e Ecoporto.

Os de grãos chantageiam com essa operação obsoleta para a obtenção da renovação dos contratos. Renova que eu faço o investimento, é o discurso.

A precariedade da segurança também não cabe nessa visão de que os problemas estão fora.

O porto tem convivido com incêndios em terminais de açúcar. E embora seja verdade que o incêndio do primeiro semestre num terminal de granéis líquidos tenha sido fora da poligonal portuária, os problemas nos terminais internos são exatamente iguais.

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é jornalista e escreve às quartas-feiras para o DCI
Fonte : Diário Comércio Indústria e Serviço
Data : 12/08/2015

SUAPE INVESTE NO PÁTIO DE VEÍCULOS
Publicado em 08/12/2015 as 10:07 AM

Construtora SBM fará obras que vão permitir autorização da Receita para movimentação de cargas na área, que deve receber cerca de 200 mil carros/ano

O Complexo Industrial Portuário de Suape dá mais um passo para o alfandegamento do segundo pátio de veículos. A administração assinou ontem um contrato de R$ 7 milhões com a Construtora SBM Ltda., vencedora da licitação, para executar as obras necessárias para o alfandegamento (permissão da Receita Federal para movimentação de cargas) dos 15 hectares do terreno que foi ampliado em 2014, na retroárea do Cais 4. Somado à capacidade da área que já está em operação, de 3,7 hectares, a expansão deve proporcionar uma movimentação de 200 mil veículos por ano.

Atualmente, o pátio de veículos movimenta, por mês, cerca de dois mil automóveis da Volkswagen e da GM. Com o início da operação do novo pátio, o complexo poderá receber os carros da Jeep, pertencente ao grupo Fiat Chrysler, além de movimentar os automóveis da Toyota, que está construindo um Centro de Distribuição (CD) no local.

“Com as obras concluídas, daremos início ao processo de alfandegamento da área, que será incorporada ao novo Terminal de Veículos de Suape, arrendado via governo federal. A previsão é de que esta licitação aconteça no primeiro semestre do próximo ano. Porém, com a área pronta, poderemos iniciar a operação com múltiplos operadores, ou seja, o complexo fará a gestão da operação”, explicou o diretor de Gestão Portuária do Complexo, Paulo Coimbra.

O processo licitatório de arrendamento da área foi incluído no bloco 2 do Programa de Investimento e Logística (PIL), lançado pelo governo federal em junho e que prevê aportes de R$ 11,9 bilhões para os 50 novos arrendamentos do setor portuário brasileiro.

O montante investido agora inclui a instalação de cercas e portões, cobertas, iluminação, pintura, rede de esgoto e distribuição de água, construção de guaritas de segurança e subestação elétrica de alta-tensão. Em paralelo, está sendo realizada a licitação para aquisição e instalação de equipamentos de vigilância e controle de acesso. A previsão é de que estas duas etapas tenham duração de 90 dias. Em seguida, a Receita Federal tem o prazo de 90 dias para emitir a autorização que permite a Suape receber e armazenar veículos destinados ou provenientes de outros países.
Fonte : Diário de Pernambuco – PE
Data : 12/08/2015

TRIPLICAÇÃO EM JOGO
Publicado em 08/12/2015 as 10:07 AM

Quem precisa deixar o Recife rumo ao Agreste ou fazer o caminho inverso sabe que a BR-232 de hoje não é mais aquela de 2002, quando o governo do estado concluiu as obras de duplicação da rodovia federal.

Faltam drenagem na pista, manutenção do asfalto e uma série de outros reparos que, com o fluxo de 62 mil veículos que todos os dias passam por lá, tornam-se ainda mais urgentes. Mas desde ontem, um projeto com detalhes da triplicação da BR-232 repousa sobre a mesa do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues. Elaborado pela Projetec, o material contratado pelo Executivo estadual traz detalhes sobre a construção da terceira faixa da rodovia, desde o viaduto da Abdias de Carvalho até a entrada da BR-408, onde há o “nó” urbano.

A requalificação conta ainda com a construção de dois viadutos, três passarelas para pedestres e uma alça de acesso à BR-408. Um projeto inicialmente estimado em R$ 140 milhões que, no que depender do governador Paulo Câmara, entrará na bloco pernambucano de leilões do Programa de Investimento em Logística, previsto para 2016.

O secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, esteve ontem com o ministro explicando as necessidades de incluir a triplicação no pacote de concessões. Foi à Brasília preparar o terreno para o governador, que hoje, às 15h, encontra-se com a direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres para defender a oferta da empreitada à iniciativa privada.

Originalmente, o que há no PIL é a duplicação da rodovia de São Caetano até Cruzeiro do Nordeste - além da construção do Arco Metropolitano e a melhoria dos acessos a Suape, o que foi estimado em R$ 4,2 bilhões.

No entanto, olhando só para a 232, as necessidades giram em torno de meio bilhão de reais. Porque além dos recursos para garantir a triplicação, Oliveira estima um investimento da ordem de R$ 400 milhões para restaurar o que já foi duplicado há 13 anos. O que anima os defensores da concessão, que implicará na cobrança de pedágios, é que 23 empresas se declararam interessadas em realizar estudos de viabilidade para as obras rodoviárias de Pernambuco.
Fonte : Diário de Pernambuco – PE
Data : 12/08/2015

MUDANÇA NA REMUNERAÇÃO DO FGTS GERA NOVO EMBATE
Publicado em 08/12/2015 as 10:07 AM

Dois projetos irão pautar a discussão dos parlamentares sobre a forma como é corrigido o benefício.

A Câmara dos Deputados voltou do recesso no início deste mês com o debate sobre a remuneração das contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em pauta, o principal tema são os meios para rever a correção do benefício, considerado uma espécie de poupança forçada que todos os trabalhadores são obrigados a fazer.

O FGTS foi criado em 1967 como alternativa à regra que tornava o trabalhador estável após 10 anos de empresa e é constituído por contas vinculadas abertas em nome de cada trabalhador. Os empregados depositam 8% do salário todo mês. Em caso de demissão, aposentadoria ou compra da casa própria, os recursos podem ser sacados. A remuneração do FGTS é corrigida pela Taxa Referencial (TR) mais juros.

O Projeto de Lei 1.358/2015 propõe que o dinheiro depositado no fundo tenha uma remuneração igual à da poupança, de 6%. A nova taxa, se aprovada, valerá para os depósitos feitos a partir de 2016. Hoje, os recursos são remunerados a 3% ao ano, abaixo dos índices de inflação, o que motivou trabalhadores a recorrerem à Justiça pedindo a troca da TR por um indicador inflacionário.

A questão é que os recursos do FGTS se tornaram uma das principais fontes de financiamento habitacional, especialmente para as famílias de baixa renda, como os beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida. Contudo, diz a contadora Marice Fronchetti, o fundo não foi criado com essa finalidade. "O FGTS deve ser usado para a segurança do trabalhador e não deveria ser visto pela União como parte do seu orçamento", lembrou Marice.

A sócia da empresa de consultoria contábil e empresarial Proceconta concorda que talvez esse não seja o melhor momento para aplicar uma mudança com impacto nas contas. "Talvez o melhor fosse deixar para colocá-lo em prática a partir de 2017, desde que até lá o governo federal fizesse uma reflexão sobre como o fundo deve seguir sendo usado", salientou.

Segundo Marice, o governo federal lucra com a utilização do FGTS como a maior fonte de recursos para a construção de habitação popular e saneamento básico. "Ele repassa apenas 3%, mas obtém um ganho muito superior com o financiamento imobiliário", ressaltou.

Contudo, o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS, criado por autorização da Lei nº. 11.491, de 20 de junho de 2007, prevê a valorização das cotas por meio da aplicação de seus recursos na construção, reforma, ampliação ou implantação de empreendimentos de infra-estrutura em rodovias, portos, hidrovias, ferrovias, energia e saneamento.

O aumento da remuneração do dinheiro depositado no FGTS elevaria, segundo a Caixa, em até 38% os juros das parcelas dos empréstimos da casa própria. As taxas de habitação com os recursos do FGTS, por volta de 4,5% ao ano, seriam impraticáveis caso a remuneração subisse para 6% ao ano.

De acordo com a Caixa, responsável pela administração do fundo, a parcela de um financiamento de R$ 75 mil subiria de R$ 527,00 para R$ 726,00, aumento de quase 38%. Se o financiamento for de R$ 97 mil - o mais usado -, a prestação subiria de R$ 762,00 para R$ 1.019,00, ou 34% de aumento. Haveria também impacto no custo dos financiamentos de infraestrutura e saneamento. A votação do PL 1.358 depende da liberação da pauta ordinária do Plenário, que está trancada por dois projetos de lei do Executivo sobre o combate ao terrorismo que estão com a urgência constitucional vencida.

Governo defende aumento proporcional ao saldo das contas

O governo federal aceita dividir parte do lucro do FGTS entre os cotistas como forma de melhorar a rentabilidade dos recursos dos trabalhadores e se contrapor ao PL 1.358. A alternativa à proposta é o Projeto de Lei nº 2.459/2015 e consiste na repartição do resultado anual do fundo de forma proporcional ao saldo das contas, sendo 30% em 2016; 40% em 2017 e 50% a partir de 2018. Como o reajuste na alíquota de correção do FGTS deve ser aprovado pelos deputados federais, o governo aderiu à proposta do deputado Carlos Marun.

De acordo com o texto, parte do resultado de cada ano do fundo seria dividida entre os trabalhadores proporcionalmente ao saldo de cada conta no fim do ano. Seria uma espécie de distribuição de dividendos, que ocorreria até 30 de junho do ano seguinte. O texto alternativo fala em 30% em relação ao exercício de 2016, 40% em relação a 2017 e 50% nos anos seguintes. A cada R$ 1 bilhão distribuídos, a rentabilidade do fundo aumentaria 0,03%, segundo cálculos da equipe técnica do conselho curador do FGTS. Em 2014, o fundo fechou com lucro de R$ 12,9 bilhões.

O projeto de escalonamento da correção é uma boa solução à atual defasagem do fundo de garantia sem comprometer as contas públicas, defende Marice Fronchetti, para quem o mais importante é que a sociedade tenha alguma devolução do que lhe é cobrado em tributos. "É um direito do trabalhador contar com esse aumento. Se o índice de 6% é aplicado à poupança, por que não poderia ser usado também para o fundo do trabalhador?", questionou. Os financiamentos antigos, que vencem nos próximos 25 a 30 anos, não serão alterados, o que pode desequilibrar as contas do fundo.

A Caixa alega que, com o projeto, o ganho médio para a maioria dos trabalhadores (com baixos salários) seria de R$ 5,26 ao ano. O grupo representa 67% das contas. Já para quem tem salários mais altos (1,2% das contas), o acréscimo seria de R$ 1.920,00. Isso porque a nova correção passaria a incidir sobre novos depósitos e não sobre o saldo das contas. Em contrapartida, uma família com renda de R$ 1.600,00, que hoje paga juros de 4,5% ao ano no financiamento da casa própria, teria de arcar com taxa de 10,8%, segundo simulação do banco.

"Aumentar a taxa de juros sobre a parcela depositada a partir de janeiro de 2016 beneficiará os cotistas de maiores salários. Já a distribuição do resultado de forma proporcional ao saldo das contas será vantajosa para todos os trabalhadores", opina a consultora da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Henriqueta Arantes. A CBIC participou da elaboração da proposta alternativa ao projeto.

Entidades da construção propõem alternativa aos projetos de lei

Os representantes do setor da construção civil divergem do projeto de lei que aproxima a remuneração dos depósitos dos trabalhadores no FGTS aos proventos da poupança, para as contas abertas a partir de janeiro de 2016. A expectativa do setor, conforme nota da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é construir um acordo que aperfeiçoe o projeto original, tornando viável a melhoria da remuneração do trabalhador sem impor efeitos negativos que comprometam o modelo do FGTS.

A entidade teme que as alterações esvaziem programas de grande alcance social, como o Minha Casa Minha Vida, e obras de saneamento e mobilidade urbana. Para o presidente do Sinduscon/RS, Ricardo Sessegollo, a proposta inicial de aumento na correção do FGTS inviabilizaria a construção social no Brasil. ?"Corre-se o risco de acabar com a construção social no Brasil. Não há outra forma de manter o modelo atual em que o comprador paga juros de apenas 5,5%", defende Sessegolo.
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 12/08/2015

METALÚRGICOS COBRAM DIREITOS TRABALHISTAS
Publicado em 08/12/2015 as 10:07 AM

Cerca de 60 metalúrgicos do estaleiro Eisa Petro-Um, na Ponta da Areia, em Niterói, fizeram uma manifestação em frente à sede da empresa, por volta das 8h de ontem.

Eles reivindicam o pagamento de quase três meses de salários e benefícios atrasados aos 2 mil funcionários que ainda estão empregados, mas não estão trabalhando porque o estaleiro suspendeu temporariamente as atividades.

Com carro de som e cartazes, o piquete teve ainda a participação de trabalhadores do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), que prestaram solidariedade aos funcionários do Eisa Petro-Um. O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) também apoiou o ato e conversou com os metalúrgicos. “O setor naval passa por um momento complicado e essa situação se reflete nos estaleiros.

Somente eles [os metalúrgicos] podem fazer alguma coisa para mudar isso”, disse Serafini. Audiência – Na próxima sexta-feira acontece uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT), no Centro do Rio, para a retomada das negociações das questões trabalhistas que envolvem os 1,3 mil trabalhadores do Eisa Petro-Um que foram demitidos. Segundo o presidente do sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Niterói, Edson Rocha, a previsão é que novos acordos sejam fechados para que os profissionais possam receber as indenizações.

“A expectativa é que a gente tenha uma resposta positiva já na próxima sexta- -feira, quando acontece outra audiência, que seria realizada no dia 11 de setembro. Tivemos uma reunião ontem [segunda] na Petrobras e conseguimos enxergar essa luz no final do túnel”, conta Edson. No mês passado, a Justiça trabalhista de Niterói homologou acordo para a liberação de R$ 3,1 milhões para o pagamento dos funcionários.

Cada um recebeu R$ 959. A quantia faz parte dos R$ 15 milhões que haviam sido bloqueados da Transpetro por liminar judicial. Até agora, dos 1,3 mil funcionários demitidos, apenas 20 não fizeram ainda a homologação para desligamento da empresa. O estaleiro Eisa Petro-Um foi procurado, mas nenhum responsável pela empresa foi encontrado até o fechamento desta edição.
Fonte : O Fluminense – RJ
Data : 12/08/2015

PÁTIO PRONTO ATÉ O FIM DE 2015
Publicado em 08/12/2015 as 10:06 AM

Duas novas áreas do pátio de veículos do Porto de Suape poderão receber cargas alfandegadas a partir do fim do ano, incluindo carros produzidos pela Jeep, em Goiana, e da Toyota, em Suape.

A administração do Complexo Industrial Portuário de Suape assinou, ontem, um contrato de R$ 7 milhões com a Construtora SBM Ltda., vencedora da licitação que vai executar obras complementares ao alfandegamento de 15 hectares do pátio de veículos, ampliado no ano passado. As obras devem ficar prontas até o fim deste ano. “Suape já tem um pátio público de veículos em funcionamento com 3,7 hectares, que movimenta cerca de dois mil veículos da GM e Volksvagem.

O segundo, esse de 15 hectares, terá capacidade total para oito mil veículos”, informou o diretor de gestão portuária, Paulo Coimbra. Depois da conclusão das obras, a Receita Federal tem 90 dias para emitir o alfandegamento. Assim, as áreas estarão autorizadas a movimentar cargas de exportação e importação.

A área total de 18,7 hectares será integrada ao novo Terminal de Veículos de Suape, cuja lici tação do arrendamento está incluída no Programa de Investimento em Logística (PIL), do Governo Federal. Essa licitação só deve acontecer no primeiro trimestre do próximo ano. “Nesse espaço de tempo, o porto poderá operar no pátio como gestor, até a licitação da empresa que vai gerir o espaço”, explicou Coimbra.
Fonte : Jornal do Commercio – PE
Data : 12/08/2015

SEM DESTINO
Publicado em 08/12/2015 as 10:06 AM

Com o encolhimento da indústria naval, a CBO (ex-grupo Fischer), dona de 39 navios de apoio à Petrobras, tem planos de transformar seu estaleiro em Niterói num terminal marítimo para uso próprio ou vendê-lo.
Fonte : Jornal do Commercio – PE
Data : 12/08/2015

DO POMAR PARA O MUNDO
Publicado em 08/12/2015 as 10:06 AM

Suco concentrado de laranja processado em Uraí conquista o mercado exterior; a produção da safra atual é estimada em 6.500 toneladas

Além do suco, a unidade extrai óleos essenciais da casca para indústrias de cosméticos e tintas; bagaço vai para a produção de ração animal

Satisfeito com os resultados, Osvaldo Kubiraki está trocando a área de 1,5 alqueire de café por mais espaço para as laranjas

Uraí - A todo vapor, trabalhando em três turnos, a Unidade Industrial de Sucos (UIS) da Cooperativa Integrada, em Uraí, estima processar até o final da safra, em fevereiro do ano que vem, 6.500 toneladas de suco concentrado congelado de laranja. Com a produção dirigida ao mercado externo (apenas uma pequena porcentagem é disponibilizada para o consumo dos cooperados), os contêineres saem diretamente da fábrica para os portos. No prazo médio de um mês, o produto está disponível ao importador para que ele faça a "reconstituição" do suco – adicionando ingredientes como água e açúcar – e criando seu "blend" particular sob marca própria. O mercado consumidor inclui mais de 20 países da Europa, da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina.

A expectativa é processar de 1,8 milhão a 2 milhões de caixas de laranjas nesta safra (capacidade nominal da indústria). A produção dos 130 cooperados de 26 municípios das regiões norte e norte pioneiro (que engloba em torno de 600 mil plantas em 1.300 hectares) representa metade da demanda: o restante é comprado de produtores cadastrados de outros municípios do Paraná e do sudoeste de São Paulo.

"Isso demonstra o quanto ainda podemos crescer na produção local. A Integrada foi a única indústria de suco que se instalou em uma região em que não havia previamente uma grande área produtora de laranja, mas acreditou no negócio como forma de incentivar a diversificação de culturas agrícolas na região. A laranja é uma commodity que merece ser valorizada pela sua estabilidade e pelo seu retorno", destaca o gerente industrial Paulo Antonio Rizzo.

Hoje, o preço da laranja está cotado entre US$ 1.600 e US$ 1.700/tonelada (posto no porto); há dois anos, a commodity chegou a ser negociada a US$ 2 mil/t. "Outra vantagem é a ‘janela de colheita’ que a laranja permite, podendo a fruta ficar no pé até dois meses após a maturação; diferentemente dos cereais, que exigem uma colheita mais rápida e sentem mais a instabilidade do tempo", observa Rizzo.

Em funcionamento desde 2013, a indústria – atualmente a única do Norte do Paraná - contou com projeto de incentivo aos cooperados para o plantio de mudas de laranja a partir de 2008 para que em cinco anos os laranjais da região já estivessem em ponto de maturação para começar atender a demanda industrial. "Trabalhamos com variedades de colheita precoce, como a Iapar 73, taquari; intermediária, como a laranja pera, e vamos seguindo até o final da safra com variedades mais tardias, como folha murcha, valência e natal. A ideia é que sempre tenhamos produtos frescos durante toda a safra e fazemos um controle rigoroso do momento certo de colheita, com testes de amostragem que atestam quantidade de açúcar e acidez adequada", explica Rizzo. A unidade fabril tem hoje 55 funcionários, sendo que, de forma indireta, estima-se que a atividade envolva aproximadamente 400 pessoas durante a safra.
Fonte : Folha de Londrina – PR
Data : 12/08/2015

SUAPE INVESTE EM TERMINAL DE VEÍCULOS
Publicado em 08/12/2015 as 10:06 AM

O Porto de Suape vai investir R$ 7 milhões no novo terminal de veículos que começou a ser construído no ano passado e deveria ter toda a sua estrutura pronta até o final do ano passado, o que não ocorreu.

O piso do terminal foi concluído em 2014. No entanto, não foram realizadas intervenções que permitissem o alfandegamento, processo necessário para o empreendimento movimentar veículos importados (de outros países) e carros a serem exportados por Pernambuco. A fábrica da Jeep, de Goiana, planeja exportar carros pelo Porto de Suape.

Ontem foi assinado o contrato entre Suape e a Construtora SBM Ltda que deve concluir essas obras necessárias ao alfandegamento em 90 dias. No terminal novo, a empresa fará a construção da parte administrativa, de uma área de manobra para as cegonhas (caminhões que transportam automóveis), banheiros, instalações de segurança, iluminação, cercas e portões, cobertas, rede de esgoto e distribuição de água, além da implantação de guaritas de segurança e subestação elétrica de alta-tensão.

Os recursos a serem gastos são do Porto de Suape, que pertence ao Estado. Para o terminal ficar alfandegado, será necessária mais uma licitação para contratar um sistema de vídeo-câmaras (que vai gravar tudo que acontece no local) e um sistema de informática com a finalidade de controlar os veículos que estão no pátio. “Estamos definindo os detalhes dessa concorrência, como por exemplo se as câmaras serão alugadas ou se o sistema de informática será usado por uma licença anual ou comprado”, adianta o diretor de Gestão Portuária do Porto de Suape, Paulo Coimbra.

Ele diz que os detalhes que estão em aberto devem definir o valor dessa nova licitação e, por isso, não quis “arriscar” um preço para a contratação do serviço. O novo terminal de veículos de Suape está entre os cinco empreendimentos do porto pernambucano que deverão ter a licitação realizada pelo governo federal no primeiro semestre de 2016 na segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal. Nessa futura licitação, a Secretaria dos Portos (SEP) vai escolher uma empresa da iniciativa privada para operar o empreendimento (o terminal) a ser explorado por uma concessão.

“A receita do arrendamento (do terminal) será de Suape, mas a Secretaria dos Portos (SEP) é o elemento que vai coordenar esse processo de licitação”, explica Coimbra. Geralmente, quando ocorre uma concessão, a empresa da iniciativa privada paga pela outorga (para explorar o empreendimento) e pode recolher uma taxa de arrendamento, também pago a quem fez a licitação.

A licitação dos terminais de Suape será a primeira realizada depois que a presidente Dilma Rousseff (PT) mudou a Lei dos Portos, concentrando a licitação para exploração de empreendimentos portuários em órgãos que pertencem ao governo federal. O primeiro pátio de veículos de Suape ocupa 3,7 hectares e está em operação desde 2013. No ano passado, movimentou 80 mil veículos das montadoras General Motors (GM) e Volkswagen. O novo terminal tem 15 hectares. Os dois pátios poderão movimentar 200 mil veículos por ano.

Quando as obras e serviços das duas licitações (a que já foi contratada e a que Suape ainda vai lançar) estiverem concluídas, o Porto vai pedir o alfandegamento à Receita Federal, que geralmente conclui o processo em até 90 dias. Segundo Paulo Coimbra, depois que tudo for finalizado, o Porto de Suape fará a administração do terminal com operadores escolhidos pelos donos da carga e que são credenciados a atuar na estatal. Continuará dessa forma até que assuma a empresa vencedora da concessão. Ainda de acordo com a assessoria de Suape, as obras contratadas ontem atendem às exigências da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 12/08/2015

COMPANHIA ESTÁ FINALIZANDO INVESTIMENTO DE R$ 172 MILHÕES
Publicado em 08/12/2015 as 10:06 AM

A Ecoporto Santos, do grupo Ecorodovias, está nas etapas finais de um investimento de R$ 172 milhões, com a meta de aumentar sua participação de mercado, após vários trimestres de queda da tarifa da operação de cais devido à maior concorrência no Porto de Santos, e em meio à redução da demanda, principalmente de importadores.

A companhia, que oferece serviços de logística na margem direita do porto, está investindo a quantia desde o ano passado para ganhar eficiência, tendo operado na última semana e fim de semana pela primeira vez seus três novos portêineres, equipamentos usados na movimentação de contêineres. A expectativa da companhia é atingir pelo menos de 105 a 110 movimentos por hora por navio com os novos equipamentos, ante a média atual de 55 movimentos.

O investimento também envolve o redesenho da retaguarda da operação, com pequenos caminhões para operação no terminal (terminal tracktors) e um sistema para ganhar agilidade. As obras civis são a última parte do investimento, que soma R$ 40 milhões e deve ser desembolsada entre esse ano e o ano que vem, com a instalação de um acréscimo de cais para os trilhos dos portêineres.

“A nossa expectativa é de que esse ganho de competitividade faça com que sejamos mais atrativos comercialmente e recuperemos participação de mercado”, assinalou o diretor-presidente do Ecoporto Santos, José Eduardo Bechara, embora descarte voltar à fatia de três anos atrás. Como os contratos são negociados anualmente, uma recuperação ainda não deve acontecer em 2015, mas sim nos anos seguintes, acredita.

Queda de participação

A participação de mercado da operação de cais do Ecoporto Santos caiu de 9,9% no quarto trimestre de 2014, para 6,9% nos primeiros três meses de 2015, último dado publicado pela empresa. A Ecorodovias começou a atuar no segmento portuário em 2012, com a aquisição do antigo Complexo Tecondi.

O complexo mudou de nome para Ecoporto Santos no ano seguinte, e a empresa já chegou a ter 17% do mercado, segundo Bechara. Mais recentemente, porém, tem sofrido com o aumento da concorrência no porto devido à entrada de novos competidores, como a Embraport e a Brasil Terminal Portuário (BTP), que iniciaram operações no primeiro semestre em 2013.

O porto, que tinha capacidade anual de atendimento para 3 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), passou a poder atender 8 milhões de TEUs com o uso da capacidade plena, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). “Todo mundo está preparado. Agora está todo mundo igual, todo mundo tem portêiner, todo mundo tem capacidade.

Certamente a eficiência falará mais alto. É difícil prever, mas certamente seremos um competidor para disputar mercado e a expectativa é, em função disso, recuperar alguma coisa”, assinalou Bechara. Além da maior concorrência, a valorização do dólar ante o real e a desaceleração da economia também têm reduzido a atividade de operadores de logística, derrubando a movimentação de contêineres.

“A queda na entrada de contêineres de importação é nítida, descontando transbordo e cabotagem. E a recuperação na exportação não é um processo rápido. A produção da indústria está caindo, e com a queda da indústria, cai o número de contêineres”, observou o executivo, ressaltando que, nesse cenário, não vê melhora de volume movimentado já no segundo semestre.

Na sua avaliação, os clientes diminuíram muito os volumes, mas é difícil dizer que parte do movimento foi causada pela queda do consumo no país e qual representa uma reação à oscilação do câmbio
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 12/08/2015

PELA HIDROVIA URUGUAI-BRASIL
Publicado em 08/12/2015 as 09:38 AM

Está em pauta, de novo, na agência reguladora do setor (Antaq) a hidrovia Uruguai-Brasil, com destaque para a dragagem da lagoa Mirim. Outros órgãos do governo federal participam desse debate. Torcemos para que ele realmente seja profícuo na realidade. O modal é estratégico para a integração dos dois países da América do Sul. Segundo o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casemiro, o compromisso do órgão é licitar a obra até o final de setembro próximo. Também estão sendo discutidas formas de viabilizar a recuperação da eclusa de São Gonçalo, no Rio Grande do Sul, e retomar a sua operação.

A modernização e expansão das hidrovias, para conquistar o tão desejado e necessário papel de destaque na logística do País, devem ser sempre aplaudidas. Todavia, o Brasil parece que gosta de repetir capítulos de novelas. Sabemos todos da importância do modal, por isso está mais do que na hora de termos mais prática do que de discursos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  11/08/2015

RECRUTAMENTO E TREINAMENTOS GRATUITOS PARA PROFISSIONAIS DO SETOR NAVAL
Publicado em 08/12/2015 as 09:38 AM

Especialistas alertam que qualificação é diferencial competitivo na hora da contratação. Participantes receberão certificado de capacitação profissional. Neste período de resiliência enfrentado pela indústria naval, especialistas em recrutamento e seleção alertam que os profissionais do setor devem se preparar para garantir lugar no mercado de trabalho, seja em momentos de desafios ou de crescimento. A advertência é investir não só na formação, mas também em cursos de aperfeiçoamento e línguas, diferenciais importantes para concorrer às vagas.

Apesar da retenção de contratação de mão-de-obra, há companhias que necessitam de profissionais capacitados e não conseguem preencher o quadro com o perfil pretendido. Para os especialistas das empresas de recrutamento Michael Page e Hays, participantes do Seminário de Recrutamento e Seleção que será realizado no dia 13 de agosto, durante a Marintec South America, no Rio de Janeiro, uma das principais dificuldades encontradas é a fluência de idioma, principalmente o inglês.

Para o diretor de operações da Hays, Raphael Falcão, mesmo em um momento em que as atenções estão voltadas à estruturação interna das corporações, é preciso que os profissionais continuem investindo em cursos de qualificação para que existam pessoas aptas a assumir os projetos no período de retomada. "Se nós não pensarmos desta forma, sairemos de um cenário triste e continuaremos em um panorama triste, porque não vão existir pessoas qualificadas. Falar desta problemática e fomentar o desenvolvimento é positivo para o Brasil. Temos que parar com esta visão protecionista, pois se não formos competitivos nós não teremos uma indústria sustentável a longo prazo".

A gerente executiva da Michael Page, Giovanna Dantas, explica que fatores como a crise relacionada a baixa do petróleo; o ciclo de vida dos projetos, que dependem da liberação dos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar os estágios até chegar à fase de exploração e desenvolvimento, onde há grande demanda de mão-de-obra; e a revisão da carteira de fornecedores da Petrobras, uma das maiores contratantes do País, contribuiram para a redução dos empregos no setor. Porém é preciso trabalhar de forma proativa. "Hoje o setor conta com postos de trabalhos já existentes, o que não contribui para um número grande de contratações e, infelizmente, existe uma grande demanda de bons profissionais no mercado. O que nós procuramos fazer é entrar em contato com estes profissionais e entender quais possuem o perfil da empresa", comenta Giovanna.

Reposicionamento - De acordo com os especialistas em recrutamento, o mercado naval sofreu um reposicionamento de mão-de-obra e algumas funções, devido a capacidade técnica e adaptabilidade, migraram para outros mercados. Raphael Falcão cita como exemplo os cargos de gerente de projeto naval e diretores e gerentes de contratos, que apesar de específicos para o setor, podem se encaixar em outros segmentos. Também houve uma redução nas posições operacionais. Por outro lado, Giovanna Dantas destaca que as posições de apoio marítimo, como chefe de máquinas e sub-chefe de máquinas, são sempre muito buscadas no mercado.

Treinamento - Diante destas perspectivas, a Marintec South America - Navalshore oferecerá, além do Seminário de Recrutamento e Seleção, uma oportunidade de qualificação. Durante os dias da feira, haverão treinamentos gratuitos para os cargos de movimentação de cargas, básico de normas regulamentadoras, integração à indústria naval e trabalho em altura. As vagas são limitadas e os cursos são primordiais para os profissionais que desejam exercer tais funções, com todas as NRs aplicadas à indústria da construção naval.

Os treinamentos acontecem de 11 a 13 de agosto e possuem carga horária mínima de três horas e máxima de 24 horas. Ao final do treinamento, os participantes serão certificados pela ACS Treinamentos, empresa especializada em treinamentos e capacitação profissional. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos. Mais informações no site www.marintecsa.com.br.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  11/08/2015

MAPEAMENTO DO PORTO DO RECIFE PRONTO
Publicado em 08/12/2015 as 09:37 AM

O Porto do Recife está mais próximo de corrigir problemas estruturais que o impossibilitam de receber navios de maior porte. O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), órgão ligado à Secretaria de Portos (SEP), concluiu um mapeamento do relevo submarino das áreas internas e no canal de acesso do ancoradouro. Chamado de batimetria, o levantamento vai subsidiar projetos de dragagem que devem ficar prontos nos próximos quatro meses. Essas melhorias impactarão diretamente as receitas do porto recifense. Segundo estimativas, cada metro de aprofundamento dos cais significaria pelo menos R$ 3 milhões a mais por ano em receitas. “Isso sem contar o lucro das empresas, que poderão movimentar mais cargas nos navios”, disse o presidente do Porto, Olavo de Andrade.

Atualmente, o Porto do Recife comporta navios de até 10,7 metros (m) de calado, medida da superfície da água ao ponto mais baixo da embarcação, e tem profundidades entre 8 a 11 m. As dragagens devem aprofundar os cais para aproximadamente 12 metros ampliar a área de manobra de 450 para 550 m de diâmetro. O porto também poderá ganhar um novo acesso com a dragagem de um Canal Norte, que facilitaria as manobras das embarcações. “Ainda vamos definir os volumes de dragagem e custos envolvidos. Pode ser necessário fazer obras nas saídas dos rios par minimizar o assoreamento” explicou o diretor do INPH, Domenico Acceta. Apenas os cais 0 e 1, que movimenta açúcar, precisaria de um reforço estrutural para então receber a dragagem. “Temos um projeto de recuperação dos cais de 0 ao aguardando aprovação da SEP”, adiantou Andrade. El destacou a importância d parceria com o INPH para facilitar o trâmite de aprovaçãO dos projetos junto à SEP. Fonte: Jornal Folha de Pernambuco.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  12/08/2015

UNIFICAÇÃO MINISTERIAL
Publicado em 08/12/2015 as 09:37 AM

Com a profundidade e a precisão que caracterizam suas análises da logistica, Frederico Bussinger, na sua coluna semanal publicada no dia 7 de agosto, põe luz no debate da unificação dos três ministérios setoriais de transportes e a nomeação de diretorias das Cias. Docas. Tal pode ser deduzido dessa ampla abordagem combinada com a tradição de que a decisão centralizada fomenta a deficiência sistêmica e facilita a corrupção: há que se mudar e há caminhos com boas direções.

O senador Franco Montoro costumava pregar que não existe Estado máximo nem mínimo, mas o Estado necessário. Talvez realizar a reforma a partir da solução do problema primário seja o caminho mais curto para se fomentar a competitividade econômica nacional, por meio da movimentação com produtividade de mercadorias nos portos, eficiência e custos portuários efetivos.

Realisticamente falando, o sucesso tem mais similaridade que diferenças entre os vários países do mundo. Não é por acaso que o modelo de autoridade portuária local é o mais comum, com sua administração focada e m uma única área portuária. Entretanto, a autoridade portuária nacional ainda existe em vários países como a Tanzânia e África do Sul. No Brasil, no diagnóstico acurado de Bussinger, "o processo decisório tornou-se complexo, centralizado e imprevisível". Metaforicamente, nosso comércio global passa por portos com modelo de administração resultante da média aritmética de Roterdã e Tanzânia. Uma mentalidade bem distante do paradigma imposto pelo ambiente competitivo em um crescendo veemente do comércio global.

Sem mais perda de tempo valioso, deve ser posta em prática uma pauta moderna que dose equilibrada e necessariamente o público e o privado. Principalmente porque as atuais conjunturas política e econômica não cedem mais espaço para embarrilagem.

No entanto, por falta de competência e disposição do Governo para potencializar e amplificar eficazmente o papel dos portos do Brasil é sensato e oportuno que se monte essa agenda com a proposta da Fenop, "de dividir as atividades das companhias docas em duas: uma autoridade portuária de gestão pública, que ficaria responsável por fiscalizar os contratos e manter o patrimônio público, e uma empresa de administração privada, que poderia contratar atividades essenciais sem necessidade de licitação. Por exemplo, as obras de dragagem, acessos terrestres, limpeza e vigilância".

A esta altura, os fatos da SEP vir a ser incorporada ao ministério dos Transportes e as possíveis indicações de nomes para as diretorias das Cias. Docas se resumem, em poucas palavras, na oportunidade da presidente Dilma assumir e reparar os erros cometidos na aprovação corporativa e açodada da Lei nº 12.815/13 e do Decreto nº 8.033/13, por meio da regionalização dos portos e balizando o processo na proposta da Fenop.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  12/08/2015

EMPRESÁRIOS E AUTORIDADES PORTUÁRIAS DEFENDEM PERMANÊNCIA DA SEP
Publicado em 08/12/2015 as 09:37 AM

O cais santista ainda tem pouco movimento de mercadoria através do modal ferroviário, diz presidente do ABTTC



Martin Aron defende a permanência da SEP

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Empresários e autoridades portuárias defendem a permanência da Secretaria dos Portos (SEP) e discutem a importância do modal ferroviário para o cais santista.

O debate aconteceu na tarde desta terça-feira(11), no segundo dia da 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

Para o presidente da ABTTC, Martin Aron, o cais santista ainda tem pouco movimento de mercadoria através do modal ferroviário e critica a burocracia nas operações. "A burocracia retarda e atrapalha alguns investimentos. As ferrovias transportam menos de 2 % dos contêineres que vem ao Porto de Santos".

Aron ainda pede a permanência da SEP, que está em uma lista de ministérios que podem ser extintos do Governo. "O nosso setor cresceu a partir da criação da SEP e estamos correndo o risco de perder nosso protagonismo", afirma.

Em relação às ferrovias, o presidente da Santos Brasil, Antônio Carlos Sepúlveda, espera que a movimentação por este modal possa crescer. "Os contêineres tem que ser movimentados por pelo menos 20% nas ferrovias, se não o porto não vai crescer", diz Sepúlveda.

A permanência da SEP também foi defendida pelo vice-governador do Estado de São Paulo, Márcio França, que entende que com um ministro destinado apenas para a área portuário os projetos caminham mais rápido. " A SEP foi uma grande conquista", afirma França.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

COMUNIDADE PORTUÁRIA DEBATE APROFUNDAMENTO DO CANAL DE NAVEGAÇÃO
Publicado em 08/12/2015 as 09:37 AM

A pesquisa será realizada para entender os limites do Porto de Santos



Aprofundamento de canal foi debatido no Santos Export

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Para realizar o aprofundamento do Canal de Navegação do Porto de Santos para 17 metros será feito um estudo com a parceria de agentes do poder público e privado, e dos laboratórios da Escola Politécnica da USP com parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH).

Esse estudo foi debatido entre os participantes do último painel de debate da 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

A pesquisa será realizada para entender os limites do Porto de Santos."É necessário a manutenção da dragagem, e verificar a estabilidade dos terminais. Deve ser estudado de maneira conjunta." afirma o Professor Doutor da USP, Eduardo Tannuri, que faz parte do grupo que realizará o projeto.

Segundo Tannuri, alguns pontos do canal do Porto de Santos são estreitos, fazendo com que quando navios maiores passem pelo canal e desestabilizem os navios atracados."Ao trafegar no canal o navio desloca um volume muito grande de água, esses movimentos podem gerar esforços, que devem ser estudados" afirma.

Para o secretário de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, José Eduardo Lopes essa é uma iniciativa importante para delimitar até onde pode ir a dragagem do Canal de Navegação. "Precisamos estar atentos, é necessário estarmos preparados, que essa iniciativa seja um anúncio de uma nova postura, um olhar para o futuro", disse o secretario.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

EM VISTORIA, DEPUTADOS BUSCAM IDENTIFICAR E ESTABELECER PRIORIDADES DO PORTO
Publicado em 08/12/2015 as 09:37 AM

A vistoria integra o início da programação do Santos Export



Vistoria integra programação do Santos Export

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Parlamentares de Brasília estão no Porto de Santos, nesta segunda-feira (10), para vistoriar os acessos terrestres ao cais. O objetivo é identificar problemas, estabelecer prioridades e mobilizar o Governo Federal para aplicar investimentos ao complexo portuário em curto prazo. Eles defendem a não existência de cortes orçamentários às obras do complexo.

A vistoria integra o início da programação do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que começa hoje, no Mendes Convention Center. O evento, considerado o mais importante do setor, é uma iniciativa do Sistema A Tribuna da Comunicação e é realizado pelo Una Marketing de Eventos.

Para a presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, Clarissa Garotinho (PR-RJ), a visita da comitiva a Santos e a Guarujá torna-se importante, uma vez que num cenário de crise econômica é preciso manter o porto ativo. "Estamos aqui para entender os problemas e unir esforços para eliminá-los".

O presidente da subcomissão permanente de Portos e Vias Navegáveis da Câmara, deputado Milton Monti (PR-SP), é contra qualquer tipo de corte orçamentário que possa afetar as obras estruturais do cais santista. "Nós vamos estimular o Governo Federal para que analisem os cortes de forma seletiva e de forma muito específica".

Para o deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB), que integra a subcomissão de Portos (parte da Comissão de Viação e Transportes), é preciso agilizar a realização das obras que melhorem os acessos viários ao Porto de Santos. "Precisamos fazer com que elas realmente aconteçam e que elas sejam feitas ao mesmo tempo".

O deputado Beto Mansur (PRB) acredita que vistoria poderá formar e sensibilizar uma frente parlamentar para buscar investimentos e sensibilizar o Governo Federal sobre a importância de eliminar gargalos logísticos. "Sobre o repasse de verbas, tudo é possível, desde que haja convencimento dos deputados", destaca.



Além de Garotinho, Monti, Papa e Mansur, integraram a comitiva os deputados federais Edinho Bez (PMDB), Leônidas Cristino (PROS), Nelson Marquezelli (PTB), Gourlart (PSD), Juscelino Filho (PRP). Da região, também estava o deputado federal Marcelo Squassoni (PRB), além dos estaduais Caio França (PSB) e Paulo Corrêa Jr (PEN).

Parlamentares buscam identificar os problemas para direcionar os investimentos

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Santos Export

O Santos Export terá início oficialmente,às 18 horas no Mendes Convention Center, em Santos. A solenidade de abertura terá a presença do ministro dos Portos, Edinho Araújo, do governador Geraldo Alckmin, de senadores e deputados federais, tanto os da região quanto os integrantes da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, além de prefeitos das cidades da Baixada Santista.

Em seguida, às 19 horas, haverá uma palestra de Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, um dos maiores grupos do País, com atuação nos setores sucroalcooleiro, de energia e logístico. Em sua apresentação, ele falará sobre Investimentos ao Porto de Santos e seus benefícios.

A programação continuará na terça-feira (11), às 9h15, com a apresentação do ministro Edinho Araújo, que irá tratar sobre a Política do Governo Federal para o Porto de Santos. Ele estará acompanhado dos prefeitos Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Maria Antonieta de Brito (Guarujá) e Márcia Rosa (Cubatão).

Na sequência, às 11 horas, haverá o painel sobre as Estratégias Comerciais do Porto de Santos.

No período da tarde, às 14h30, os acessos terrestres serão o tema das discussões. A ideia é encontrar soluções para as deficiências rodoviárias e ferroviárias do cais santista. A criação de uma nova ligação Planalto-Baixada Santista e a ampliação dos acessos à Margem Direita do complexo serão debatidas, assim como as ações necessárias para início imediato dessas obras, além da importância do planejamento estratégico para esses serviços.

As discussões sobre o aprofundamento do canal de navegação do Porto e os impactos costeiros desse projeto estarão no último painel desta edição do Santos Export, marcado para às 16h30. Essas questões serão analisadas por autoridades como o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, o promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo Daury de Paula Junior e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), além de empresários do setor.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

DIVULGAÇÃO DA IMAGEM DO PORTO DE SANTOS É DEBATIDA PELO SETOR
Publicado em 08/12/2015 as 09:36 AM

Em seu segundo dia, Santos Export discute ações de marketing

Melhorar a imagem do Porto de Santos e as estratégias para atrair cargas para a região, com destaque para as vantagens de se operar na Cidade, foi o assunto foi discutido por empresários do setor portuário e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

O debate marcou o final do período da manhã desta terça-feira (11) da 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, realizado no Mendes Convention Center.

Para o diretor-presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, o Porto de Santos precisa melhorar em alguns pontos para poder divulgar sua imagem. "A gente não pode vender aquilo que não tem, antes de sair e divulgar, temos que fazer o dever de casa, fazendo investimentos".



Porém, ele afirma que melhorias devem ser feitas. "A propaganda institucional talvez seja uma coisa que precisamos trabalhar mais".

Para debatedores, é importante melhorar pontos para que se divulgue melhor o Porto de Santos

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Já o diretor geral da Libra pede a união das autoridades portuárias com os empresários para divulgar pontos que, apesar de positivos, não são bem divulgados. "A comunidade portuária está preparada para se juntar às autoridades. Precisamos divulgar mais dentro do Brasil, e, em conjunto com a Codesp, desenvolver um grupo de marketing."

A criação deste grupo foi apreciada pelo diretor-presidente da Codesp, que afirmou pretender realizar uma reunião com os empresários.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

SANTOS EXPORT E AS PRIORIDADES DO PORTO
Publicado em 08/12/2015 as 09:36 AM

Na palestra de abertura da 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan, Rubens Ometto, apontou os grandes desafios e oportunidades para a gestão portuária brasileira.

Trata-se de importante opinião, que vem de um dos principais executivos do setor privado, cujo grupo se destaca por ser o maior produtor individual de açúcar e etanol, estar entre as maiores distribuidoras de combustíveis do País, além de ser o detentor, com a fusão das empresas Rumo e ALL, de 12,9 mil quilômetros da malha ferroviária (quase a metade do total brasileiro) e 19 milhões de toneladas de capacidade de elevação no Porto de Santos.

Ometto destacou os principais pontos: redução da burocracia, investimentos públicos em infraestrutura de acessos e o planejamento integrado e sistêmico de longo prazo para que o País possa contar com uma logística eficiente. São ideias claras e diretas, que resumem os grandes problemas que afligem o setor portuário nacional há muito tempo e que acabam por comprometer a eficiência e os resultados do comércio exterior brasileiro.

A questão dos acessos ao Porto teve grande destaque no Santos Export. Ela envolve o acesso marítimo, que depende da dragagem de aprofundamento do complexo, sem solução, sequer para que sejam mantidas as atuais profundidades, desde 2013. E exige também que se resolva, com a maior urgência, o problema dos acessos rodoviários, cuja limitação foi deixada evidente no recente incêndio que atingiu instalações da Ultracargo, na Alemoa, e que paralisou as atividades portuárias por mais de uma semana, em razão da necessidade de interditar, por razões de segurança, a única via de entrada existente.

Rubens Ometto afirmou que o cais santista precisa de um canal de navegação com profundidade de 17 metros para receber navios de grandes dimensões. Mas também é necessário garantir, com os acessos terrestres suficientes, que as cargas cheguem ao complexo com rapidez e agilidade, e que não aconteçam casos em que as operações que poderiam ser feitas cm três horas se arrastem por até 36 horas. Neste ponto, a simplificação e agilidade nos processos burocráticos são essenciais.

O grande mérito de um evento como o Santos Export é fazer com que os problemas sejam expostos e as soluções discutidas e apontadas. Em um espaço que reúne autoridades de todos os níveis (do ministro da Secretaria Especial de Portos ao governo estadual e prefeituras), parlamentares, empresários e especialistas, cria-se o necessário ambiente para que as opiniões sejam expostas e o diálogo estabelecido.

Trata-se, portanto, de importante momento, no qual as prioridades são reafirmadas. E as soluções, como declarou Ometto, dependem de todos os envolvidos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

ALCKMIN LIBERA ESTUDOS FINAIS PARA NOVOS ACESSOS AO PORTO
Publicado em 08/12/2015 as 09:36 AM

Medida foi anunciada na solenidade de encerramento do Santos Export 2015, no Mendes Convention Center
DA REDAÇÃO

As obras que serão realizadas no final da Rodovia Anchieta e vão garantir um melhor acesso rodoviário ao Porto de Santos serão projetadas pela Ecovias, a concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Já os estudos da ligação entre a via e o cais santista serão uma responsabilidade da Dersa. Além disso, durante a execução desses trabalhos, a Prefeitura de Santos já poderá licitar as melhorias viárias na entrada da Cidade.

Essas três medidas foram anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin ontem, durante o encerramento da 13- edição do Santos Export - Fórum internacional pata a Expansão do Porto de Santos, ontem. O evento é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos e já se consolidou como o maior cenário de discussões portuárias do País.

Há um grupo de obras mais dentro do Porto, que é federal, um grupo de obras locais, que é da Prefeitura, e na Anchieta, que é uma rodovia estadual, do Governo do Estado”, explicou o governador, que estava acompanhado pelo vice-governador, Márcio França, e pelo secretário estadual de logística e Transportes, Duarte Nogueira. No total, as intervenções deverão custar cerca de RS 378 milhões, a serem divididos entre as três esferas do poder. No entanto, por conta da crise econômica, a União ainda não sinalizou quando a verba será liberada.

Os recursos federais (R$ 126 milhões) serão investidos nas obras que ligarão a Rodovia Anchieta à Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos. De acordo com Alckmin, o projeto executivo, que será elaborado pela Dersa, contempla a readequação do viaduto da Alemoa e a construção de um outro equipamento, que sairá no Km 65 daria.

A partir deste ponto da rodovia, serão executadas as obras sob a responsabilidade do Estado, no valor de RS 123 milhões. Neste caso, os estudos serão elaborados pela Ecovias, no valor de R$3,6 milhões.

São três as intervenções: retificação da pista sul da Anchieta, com interligação das vias marginais sob o novo viaduto do Km 65, a construção de um novo equipamento de conexão entre as marginais da rodovia, no bairro Piratininga, e a implantação de uma nova saída no viaduto da Alemoa no sentido Planalto.

“Sobre a parte da Prefeitura, nós entregamos hoje (ontem) os projetos para que o prefeito Paulo Barbosa possa licitar as obras“ destacou o governador. Esses serviços custarão R$ 129 milhões.

Trata-se do projeto viário que contempla a interligação em desnível da Avenida Nossa Senhora de Fátima à Via Anchieta e a interligação da marginal Sul da rodovia com a Rua Júlia Ferreira de Carvalho, através de uma ponte sobre o Rio São Jorge.

Agora, a expectativa do prefeito Paulo Alexandre Barbosa é licitar esses empreendimentos neste ano. “A ideia é que a gente consiga iniciar as obras junto com os serviços que serão elaborados pelo Governo do Estado no ano que vem. Mais do que nunca, é fundamental que o Governo Federal faça a sua parte nas obras de acesso ao Porto de Santos”, destacou.

EXECUÇÃO

Segundo o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, serão necessários 24 meses para a construção de cada parte desse projeto. No entanto, como elas são projetadas separadamente, não é necessário que sejam executadas juntas. “Uma das premissas do projeto básico era que os estudos pudessem ser divididos e faseados de acordo com a afinidade”, explicou,

O presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Roberto Clemente Santini, que também é presidente da TV Tribuna, destacou os anúncios da execução dos projetos na entrada da Cidade durante o encerramento do evento, que teve como principal premissa a discussão de soluções para os problemas de acesso ao cais santista.

“Mais uma vez, vamos encerrar o nosso Santos Export cm clima de esperança. Novamente avançamos na busca da modernização e de soluções para as grandes questões que envolvem o Porto de Santos”, destacou Santini.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

DEBATEDORES DEFENDEM USO DE FERROVIAS
Publicado em 08/12/2015 as 09:36 AM

Em cerca de cinco anos, em tomo de 40% das cargas que chegarão ao Porto de Santos farão o trajeto até o cais sobre trilhos.

Esta é a expectativa do diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Paulino Moreira da Silva Vicente, que participou ontem do painel Acessos Terrestres do Santos Export.

Segundo o executivo, este percentual será alcançado graças a investimentos em vagões Double stack - onde são transportados dois contêineres sobrepostos.

Além disso, a duplicação de linhas - como a que liga Campinas a Santos, a ser concluída ainda neste semestre - poderá aumentar a participação do modal ferroviário nas operações do cais. Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes, Roberto Ravagnani, outro participante do painel, as obras entre Santos e Campinas, que são realizadas pela ALL, serão responsáveis por eliminar 1,5 milhão de viagens de caminhão por ano nesse trajeto.

No debate sobre acessos, o diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, defendeu a implantação de plataformas logísticas no caminho para o Porto e, ainda, a migração do transporte de carga geral do modal rodoviário para o ferroviário. “Se dobrar o que se faz hoje, que é da ordem de 26 milhões de toneladas por ferrovia (ao ano), e se chegar até 52 milhões de toneladas, isso significa reduzir 1.550 caminhões por dia”, destacou Lourenço.

Entre os empresários que participaram do painel, a opção pela utilização dos trens foi unânime. Paia o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), Martin Aron, o temor fica por conta da excessiva dependência do modal rodoviário no complexo santista.

Já para o presidente da Santos Brasil, Antonio Carlos Sepúlveda, são necessários estudos para avaliar a necessidade de intervenções em túneis e linhas férreas para a implantação do transporte com vagões double stack.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

PESQUISAS TERÃO INÍCIO EM TRÊS MESES
Publicado em 08/12/2015 as 09:35 AM

Os estudos que irão verificar se é possível e viável aprofundar o canal de navegação do Porto de Santos paia 17 metros devem ser iniciados em cerca de três meses.

Eles serão executados pela Universidade de São Paulo (USP) e auditados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). O levantamento também deverá indicar os impactos da dragagem de aprofundamento no meio ambiente.

A informação é do presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Antonio Passaro, que participou ontem do painel do Santos Export sobre os acessos aquaviários ao Porto. O executivo é o idealizador da iniciativa Santos 17, que visa aprofundar o cais santista para 17 metros até 2017.

De acordo com o professor da USP Eduardo Tannuri, também presente no painel, os estudos serão divididos cm duas fases: diagnóstico do estado atual e o futuro. "Vamos estudar se é possível navegar um navio de maior porte no Porto de Santos por conta das restrições geométricas, O segundo ponto é a interferência desse navio no entorno, nos navios que estão atracados".

Um dos debatedores no painel, o promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo, Daury de Paula Junior, considera que a erosão na Ponta da Praia tem relação com a dragagem. Por isso, ele destaca a importância dos estudos e garante que o MP irá acompanhar o trabalho, "É possível convergir interesses, isso é desenvolvimento sustentável, mas é fundamental ver o que a Cidade quer. Não há mais espaço para discussões segmentadas e os portos precisam Ler administrações compartilhadas com o município”.

Presente no evento, o diretor-executivo do Centro Nacional da Navegação (Centronave), Cláudio Loureiro, disse que os armadores querem "saber quando será possível vira Santos com navios de 14 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés)”.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, detende os investimentos. "Santos 17 é um objetivo a ser perseguido, embora desafiador”.

No painel, também estavam o vice-presidente da Praticagem de São Paulo, Nilson dos Santos, e o secretário municipal de Assuntos Marítimos e Portuários, José Eduardo Lopes.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

MINISTRO QUER USAR OUTORGAS EM OBRAS
Publicado em 08/12/2015 as 09:35 AM

Edinho Araújo defendeu a utilização de recursos obtidos com licitação de áreas do Porto, na construção de novos acessos ao cais
DA REDAÇÃO

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, espera que, até o final do próximo mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) dê um parecer favorável para que as próximas licitações de áreas portuárias do País, inclusive as de Santos, sejam baseadas no maior valor de outorga - isto é, seus arrendatários sejam aqueles que oferecerem o maior lance por sua exploração.

O objetivo é destinar o valor arrecadado às obras de infraestrutura dos portos, catalisando intervenções que dependem de repasse de verbas do Governo Federal, como a construção dos novos acessos à Margem Direita do complexo santista. As intenções do chefe da pasta portuária foram reiteradas, ontem, durante sua participação no segundo e último dia da 13ª edição do Santos Export -Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

O seminário, realizado no Mendes Convention Conter, é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.

No evento, Edinho Araújo disse que vai tentar convencer O Planalto da opção de manter o dinheiro dos arrendamentos nos complexos onde estão as áreas licitadas. "O Governo pode ter outro entendimento. Eu quero defender a tese de que valores que possam ser apurados nessas licitações sejam investidos cm infraestrutura no porto“, afirmou.

Apesar de os ministros do TCU terem liberado, no semestre passado, a licitação das 29 instalações (nove no cais santista) que compõe o bloco 1 de novos arrendamentos, a Secretaria de Portos pediu ao órgão que avaliasse mudar a regra da concorrência, adotando o valor de outorga para esses casos. O ministro espera que, ate setembro ocorra o retomo positivo do Tribunal de Contas, garantindo que as licitações sejam colocadas à disposição do setor ainda este ano. Ele explicou que os corpos técnicos das partes estão em contato frequente para agilizar o processo.

Araújo negou a chance dessa alteração ter sido motivada, inicialmente, pelo próprio Governo Federal para arrecadar fundos em meio à crise econômica e ao ajuste fiscal. “Não creio que haja nenhum condicionamento político ou intervenção neste assunto", afirmou. A mudança foi impulsionada pelo próprio setor, vislumbrando a facilitação dos investimentos.

Considerar o valor arrecadado pela outorga para custear projetos torna-se relevante diante dos cortes orçamentários impostos pelo Planalto. O ministro, ainda durante o Santos Export, não deu prazos para o inicio das obras estruturais já iniciadas ou prestes a começar, planejadas para melhorar os acessos ao cais. Ele ainda aguarda parecer da União sobre quanto gastai'.

“Não temos recursos para tantas obras e a situação nesse momento é de contingenciamento", destacou, sem dizer qual é o orçamento da pasta hoje.

PRIORIDADES

Mas Edinho Araújo garantiu que, na região, suas prioridades são manter a dragagem do canal de navegação e construir os novos acessos à Margem Direita (Santos) do complexo marítimo, a partir de uma parceria com o Estado e a Prefeitura. A intervenção visa eliminar o gargalo logístico que prejudica o tráfego nessa área do Porto, onde está a maioria dos terminais.

A declaração do ministro foi uma resposta ao prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, que o questionou sobre os esforços da União paia a realização do empreendimento. Os dois e a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, participaram do mesmo painel do Santos Export ontem.

A chefe do Executivo guarujaense chegou a cobrar o titular da Secretaria de Portos (SEP) sobre a segunda fase da Avenida Perimetral da Margem Esquerda, na cidade. Mas essa obra não possui prazo para começar, explicou Araújo. “Já era pra ter acontecido no ano passado", reclamou Maria Antonieta.

SEP E CODESP

Após o painel, ao ser questionado sobre a possibilidade de extinção da SEP, cm decorrência da reforma ministerial solicitada pela presidente Dilma Roussef como maneira para enxugar o orçamento, o ministro disse desconhecer o assunto. “O futuro da SEP não é uma questão que me compete. Trata-se de uma decisão de Governo. Eu não tenho ouvido nada a respeito", explicou.

Edinho Araújo também não comentou sobre uma eventual troca de comando na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária. Na última semana, parlamentares indicaram novos nomes à diretoria da estatal. "Acho que não tem nenhum problema sobre indicação política. Eu tenho (problema) é com relação à eficiência daquele profissional que vai ser escolhido", pontuou.

Em defesa da saúde

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, assinou ontem, durante a 13a edição do Santos Export. um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Portos (SEP) e o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), para a realização de ações de saúde voltadas a motoristas e trabalhadores do porto.

“A ideia é dar a chance para o trabalhador cuidar da saúde onde ele está, ou seja, no porto”, explicou a diretora-executiva nacional do Sest Senat, Nicole Goulart. A parceria prevê atendimento clínico gratuito nas próximas quinta e sexta-feira no Terminal de Passageiros do Porto de Santos.

Dragagem

Durante sua participação no Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, o ministro Edinho Araújo afirmou que aguarda o fim da fase de recursos para dar continuidade à licitação da nova dragagem de manutenção do cais santista.

Ele explicou que a concorrência teve que ser interrompida mais uma vez, devido a atrasos na homologação da então vencedora. De acordo com a Secretaria de Portos, a empresa que apresentou a menor proposta de preço para a execução da obra, a EEL Infraestruturas Ltda (R$369.091.930,90), foi contestada por entregar, fora do prazo acordado, os documentos que a garantiriam como realizadora do serviço, isso fará com que a segunda colocada assuma a concorrência. Sem informar prazos, a pasta espera tentar resolver o impasse nas próximas semanas. Essa é a terceira tentativa de contratação da dragagem do cais santista, uma vez que as duas primeiras fracassaram. Enquanto isso. a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) renovou por mais seis meses o contrato (de RS 19,7 milhões) com a Van Oord, para garantir a manutenção da profundidade do caís.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

PAINEL DEBATE ATRAÇÃO DE CARGAS
Publicado em 08/12/2015 as 09:35 AM

Entre as principais estratégias para atrair cargas ao Porto de Santos, está melhorara imagem do próprio complexo.

O assunto foi abordado por autoridades e empresários ontem, durante o painel de debates Estratégias comerciais para o Porto de Santos, na 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

No encontro, os participantes abordaram quais as possibilidades de tomar o Porto mais competitivo sem, necessariamente, depender de melhorias imediatas de infraestrutura -que requerem tempo e dinheiro. Entre as opções citadas, está destacar os pontos positivos do cais, que o tornam referência no País e no mundo.

‘Temos, sim, que divulgar as coisas boas, pois as ruins, todos nós já sabemos. Números de ganhos de eficiência operacionais são prova disso e nós (empresas do Porto) somos o exemplo”, lembrou o diretor-presidente do terminal Ecoporto Santos, José Eduardo Bechara. Ele ainda destacou a importância de uma linguagem única pai a poder atingir o objetivo.

Também foi discutida a realização de ampla campanha de marketing pum beneficiar todo o cais. A ideia foi bem recebida pelo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo, que destacou a reestruturação de gestão da estatal. A mudança fará com que setores sejam criados para poder executai- estratégias como essa.

Para o diretor-executivo da Associação Comercial de Santos (ACS), Marcio Calves, é preciso reconstruir a credibilidade do cais santista, baseada, principalmente, nos principais pontos que o fizeram crescer nos últimos anos. “É a imagem que temos que trabalhar e construir. Trata-se de um amplo trabalho comunicação voltado à realidade positiva".

A opinião foi compartilhada por Flávio Brancato, diretor-presidente do Concais, que administra o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, do Porto. Ele lembrou que o complexo marítimo tem capacidade para estabelecer urna nova representatividade institucional. Mas ressaltou a importância de não deixar de lado investimentos necessários, como as obras estruturais.

Tal fato também foi destacado pelo presidente do Grupo Marimex, Antonio Carlos Fonseca Cristiano, que atribuiu parte do atual sucesso do Porto aos investimentos realizados pelos próprios terminais, que se modernizam para poder atender às demandas dos clientes.

Essas ações de marketing, que envolvem não só a readequação da imagem, como a consolidação de melhorias na infraestrutura e nas operações, precisam estar dentro de uma agenda positiva, destacou o diretor-geral da Libra Santos, Roberto Teller. "Vai ajudar a atrair novos negócios ao Porto como um todo, não apenas para cada terminal", lembrou.

Essa estratégia passa ainda por mostrar as vantagens de se movimentar cargas no complexo. “Precisamos mostrar que nossos preços de operação são competitivos“, disse o diretor da Rodrimar Ricardo Mesquista.

Campanha

Empresários portuários que participaram do painel Estratégias Comerciais para o Porto de Santos defenderam a organização de campanhas de marketing sobre as vantagens de se operar cargas no complexo marítimo. A ideia foi aceita pelo presidente da Codesp, Angelino Caputo.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

AÇÃO PROPÕE APOIO AO SANTOS F. C..
Publicado em 08/12/2015 as 09:35 AM

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, recebeu uma camiseta personalizada do Santos Futebol Clube (SFC) com logo da Secretaria dos Portos (SEP) em destaque ontem, durante a 13 a edição do Santos Export.

A ação visa estimular a pasta a investir na melhoria de sua imagem, do setor e do cais santista, A entrega da camiseta ao ministro foi feita pelo diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini. Ele destacou a importância da estratégia para o desenvolvimento de uma boa imagem do setor. ‘‘Conversamos nas reuniões preparatórias do Santos Export sobre a importância do marketing não só para atrair o público, mas pai a desenvolver novas oportunidades ao Porto".

Edinho gostou da iniciativa e foi receptivo com a ideia de estruturar uma ação para evidenciar a boa imagem da pasta e do setor, dentro e fora do ambiente portuário. “Concordo que temos que divulgar mais notícias boas. além de nos aproximarmos das pessoas", disse.

Além do ministro, os prefeitos de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, e de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, receberam uma camiseta do time da Cidade com os emblemas das prefeituras. Os debatedores também receberam a peça, personalizada com o logo das respectivas empresas. Todas estão assinadas pelo Rei do Futebol, Pelé.

Durante o evento, dois vídeos do Santos F. C. foram apresentados em um telão. Em um deles, Pelé pediu que as empresas portuárias apoiassem o time da Vila Belmiro.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/08/2015

XII MARINTEC VAI DISCUTIR PRESENTE E FUTURO DA INDÚSTRIA NAVAL
Publicado em 08/10/2015 as 09:26 AM

Evento do setor de construção e manutenção naval começa nesta terça (11), no Rio

Começa amanhã (11/8), a 12ª edição da Marintec South America - Navalshore, evento do setor de construção e manutenção naval da América do Sul, reconhecido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) como feira setorial líder e certificada pelo Governo do Estado como representante do setor de construção naval, plataformas e manutenção.

A solenidade de abertura do evento está marcada para às 11 horas e reunirá autoridades e líderes da setor naval. Uma das presenças confirmadas é a do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

Este ano, o evento se reposicionou no mercado e trouxe para a sua programação conteúdos pragmáticos que visam contribuir por meio de discussões e debates sobre o cenário da indústria naval e offshore, com o desenvolvimento da indústria. O objetivo é encontrar soluções para superar os desafios vividos pela indústria em tempos de resiliência. Os seminários “Fórum de Líderes”, “Frota Pesqueira”, “Recrutamento e Seleção” vão abordar desde as principais necessidades da indústria até o mercado de qualificação profissional. O encontro “Como Fazer Negócios no Brasil” vai reunir players internacionais que aproveitarão a oportunidade para compreender o mercado brasileiro e de seus mecanismos de negociação.

>> Marintec: seminário de recrutamento e treinamentos gratuitos para profissionais do setor naval

A 12ª Marintec South America - Navalshore concentra mais de 380 marcas expositoras, 17 países e 7 pavilhões internacionais, que representam diversas áreas da indústria, em 11 mil m² na capital carioca. Entre elas estão sistemas mecânicos e auxiliares, construção naval, retrofit e manutenção, propulsão e sistema de manobra e curso, eletrônicos, comunicação, equipamentos especiais, plataforma e segurança, serviços marítimos, sistema de movimentação de carga e tecnologia offshore e marítima. Os produtos e serviços atendem a demanda de toda a cadeia naval.

Serviço: Marintec South America - Navalshore

Data: 11, 12 e 13 de agosto.

Horário: 13h às 20h (Cerimônia de abertura no dia 11/8 às 11 horas).

Local: Centro de Convenções SulAmerica - Avenida Paulo de Frontin, 1 - Cidade
Nova - Centro - Rio de Janeiro.

Sobre a Marintec South America

Em 2015, a Marintec South America assume novo posicionamento estratégico no mercado, tornando-se o único evento do País a servir o setor com discussões e debates sobre o cenário da indústria naval e offshore, com o objetivo de gerar soluções para aumento da produtividade, da operacionalidade, da qualificação profissional, do emprego da tecnologia, dos investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia do setor.
Fonte : JB OnLine
Data : 10/08/2015

EMPREITEIRAS ABREM 5 MIL VAGAS PARA OBRAS EM PORTOS E AEROPORTO NO ES
Publicado em 08/10/2015 as 09:25 AM

Obras de infraestrutura devem gerar oportunidades para o estado inteiro. Saiba como concorrer as vagas.

Boa notícia para quem está a procura de uma oportunidade de trabalho ou até mesmo para quem quer mudar de emprego. As obras de infraestrutura prometem melhorar a logística do Espírito Santo, mas antes disso devem gerar, pelo menos, 5.150 vagas durante as construções. Há chances para diversos níveis de escolaridade.

A gerente de RH da Jurong, Lucila Lopes, ressalta que as vagas sempre estão disponíveis no Sine de Aracruz. No entanto, o total de vagas abertas não foi divulgado.

“Importante ressaltar que priorizamos mão de obra local, portanto sempre buscamos o profissional que seja morador de Aracruz e Fundão. Não encontrando na região um profissional que atenda os requisitos técnicos e comportamentais que buscamos iremos dar oportunidade para profissionais de outras localidades”, disse, em entrevista ao Jornal A Gazeta.

A JL Andrade, empreiteira curitibana vencedora da licitação da Infraero e responsável pelas obras do Aeroporto de Vitória, já iniciou as contratações.

De acordo com a empresa, 50 pessoas já estão trabalhando e outras 50 estão em processo de contratação. A expectativa é de que sejam contratadas outros 400 profissionais a medida que as obras forem avançando.

Já o Porto Norte Capixaba, empreendimento da Manabi a ser instalado em Degredo, Linhares, a cerca de 27,3 km de distância de Regência, se encontra em fase de licenciamento ambiental.

A expectativa é de que durante a implantação, sejam gerados 1,5 mil empregos e, na operação, outros 750 postos de trabalho.

Quando iniciado, o projeto dará prioridade para a mão de obra local nas duas fases do empreendimento.

Há ainda oportunidades de trabalho no Porto Central, que vai ser construído em Presidente Kennedy, no Sul do Estado. O analista de projetos do Porto Central, Alberto de Barros, explica que o empreendimento vai contratar empreiteiras para construir a infraestrutura do porto, que inclui a dragagem, construção dos quebra-mares, acessos, utilidades, áreas comuns.

Segundo ele, a movimentação será feita pelas empresas que vão arrendar áreas dentro do porto. a expectativa é de que sejam contratados, no mínimo, 2,5 mil trabalhadores durante as obras.

Aeroporto
Vagas: A JL Andrade, empreteira responsável pelas obras do Aeroporto de Vitória, já contratou 50 trabalhadores e outros 50 estão em fase de contratação. Segundo a empresa, a medida que as obras foram avançando mais 400 trabalhadores deverão ser contratados. As oportunidades são para obra e escritório e as vagas são para engenheiro, técnico de segurança, entre outros cargos.

Onde se inscrever: Os interessados devem enviar o currículo para os seguintes e-mails: adm@consorciojde.com.br e rh@consorciojde.com.br.

Porto Norte Capixaba
Vagas: O empreendimento da Manabi a ser instalado em Degredo, Linhares, se encontra em fase de licenciamento ambiental. Durante a implantação, prevê a geração de 1,5 mil empregos e, na operação, outros 750 postos de trabalho. Quando iniciado, o projeto dará prioridade para a mão de obra local nas duas fases do empreendimento.

Onde se inscrever: Para cadastrar o currículo ou se inscrever no Programa de Desenvolvimento do Mercado de Trabalhado, criado pela Manabi para desenvolver profissionais na região, os interessados devem acessar o endereço eletrônico aqui.

Dentre os cursos a serem ofertados no programa estão: auxiliar administrativo, inclusão digital, armador, carpinteiro, montador elétrico, montador mecânico, pedreiro, operador de equipamentos e operador de instalações.

Outros cursos de qualificação serão definidos de acordo com a demanda gerada a partir da análise de dados dos candidatos inscritos no site. O monitoramento da absorção da mão de obra local será realizado pela Manabi juntamente com o Sine Linhares.

Porto Central
Vagas: O porto será construído em Presidente Kennedy, no Sul do Estado. O Porto Central vai contratar empreiteiras para construir a infraestrutura do empreendimento, que inclui a dragagem, construção dos quebra-mares, acessos, utilidades, áreas comuns.

O Porto Central não vai movimentar carga própria. O Porto Central vai arrendar áreas dentro do porto para clientes que irão construir suas “superestruturas” específicas, que são os terminais, incluindo galpões e armazéns, guindastes, máquinas de diversos tipos, para suas cargas e na operação desses terminais. Durante as obras, serão contratados, no mínimo 2,5 mil trabalhadores.

Após as obras: A estimativa é de em torno de 400 no início e 4 mil quando o porto atingir seu potencial e estiver totalmente implantado, o que vai demorar vários anos, pois a construção será por etapas.

Onde se inscrever: Com relação a construção da infraestrutura, não há lugar definido ainda para inscrição de candidatos. As obras serão todas contratadas com construtoras que normalmente usam o CIE/FINDES para recrutamento.

Já na construção e operação dos terminais pelos clientes do Porto Central, a contratação vai ficar a cargo de cada empresa. As obras estão prevista para começar no segundo semestre de 2016.

Jurong
Vagas: O estaleiro costuma divulgar as vagas de emprego no Sine de Aracruz. Onde se inscrever: Os interessados em integrar o quadro de colaboradores do Estaleiro Jurong Aracruz podem se cadastrar no Sine e no site da empresa (www.jurong.com.br) pois após esgotar as entrevistas encaminhadas pelo Sine a equipe de recrutamento busca profissionais cadastrados no site.
Fonte : O Globo
Data : 10/08/2015

JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA EX-DIRETOR DA PETROBRAS JORGE ZELADA E MAIS CINCO
Publicado em 08/10/2015 as 09:25 AM

Executivo era responsável por área internacional da estatal é acusado por propina de US$ 31 milhões dividida com PMDB
por Cleide Carvalho

SÃO PAULO - A Justiça Federal aceitou a denúncia contra o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco pessoas: Eduardo Costa Vaz Musa, gerente da área internacional da estatal, o executivo Hsin Chi Su, conhecido como Nobu Su; João Augusto Rezende Henriques, Hamylton Pinheiro Padilha Júnior e Raul Schmidt Felippe Júnior - os três últimos acusados de negociar a repassar US$ 31 milhões em propina, metade dos quais ao PMDB. Todos agora são réus no processo e responderão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao aceitar a denúncia do Ministério Público Federal, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, afirmou que não há prova ou informações de como os valores teria sido repassados por João Henriques ao PMDB e, portanto, não há na ação qualquer pessoa com foro privilegiado, o que tornaria necessário remeter a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Zelada e Musa teriam aceitado receber propina de Hamylton Padilha e Nobu Su para favorecer a contratação da empresa Vantage Drilling Corporation no afretamento do navio-sonda Titanium Explorer, por US$ 1,816 bilhão. O contrato foi fechado em 2009 e parte da propina foi repassada a Hamylton Padilha, que pagou os dois funcionários da Petrobras. Henriques que se encarregou de distribuir a parte do PMDB.

Nobu Su é o representante do grupo Taiwan Maritime Transportation Co, proprietário do navio. Para viabilizar o pagamento da propina, a Valencia Drilling Corporation, sediada nas Ilhas Marschall, firmou contrato de US$ 15,5 milhões com a off-shore Oresta Associated, em Belize, e que era controlada por Hamylton Padilha. A Oresta recebeu US$ 10,85 milhões - a diferença não teria sido paga - e repassou para Musa e Raul Schmidt.

A parte de Jorge Luiz Zelada teria sido transferida por Raul Schmidt para a conta em nome da off-shore Tudor Advisory, no banco Lombard Odier, na Suíça. O então diretor da estatal teria aberto a conta especialmente para receber a propina e, em seguida, transferiu para outra conta, da off-shore Rockfield International, que mantinha no Principado de Mônaco.

A segunda metade da propina foi para Henriques, mas o MPF não dispõe de informações sobre como o dinheiro foi pago. Em seu primeiro depoimento à Polícia Federal, Henriques negou as acusações.

Moro lembrou que um relatório de auditoria interno da Petrobras mostrou diversas irregularidades na contratação do navio-sonda. Embora a área técnica tenha colocado em dúvida a necessidade do navio-sonda, a licitação foi feita. A Vantage não foi a primeira colocada, mas Musa e Zelada alteraram os critérios de contratação para que a empresa vencesse a concorrência.
Fonte : O Globo
Data : 10/08/2015

DILMA ENTREGA HOJE UNIDADES DO MINHA CASA MINHA VIDA EM SÃO LUÍS
Publicado em 08/10/2015 as 09:25 AM

Presidente inaugura 2.020 casas e também o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram)
por O Globo

RIO - A presidente Dilma Rousseff entregará nesta segunda-feira 2.020 unidades do Minha Casa Minha Vida nos residenciais Amendoeira e Santo Antônio, em São Luís, Maranhão. De acordo com o G1, a chegada da presidente está prevista para às 10h45. Segundo a Caixa Econômica Federal, serão entregues 1.300 unidades no Residencial Amendoeira e 720 no Residencial Santo Antônio, destinadas a pessoas com renda de até R$ 1,6 mil mensais.

Após a cerimônia, a presidente seguirá de helicóptero para o Porto de Itaqui, onde participará da inauguração do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto do Itaqui, também na capital. A previsão é que a presidente chegue ao Terminal às 13h40.
Fonte : O Globo
Data : 10/08/2015

DILMA ANTECIPA REUNIÃO
Publicado em 08/10/2015 as 09:25 AM

        A presidente Dilma Rousseff se reuniu na noite de ontem, no Palácio da Alvorada, em Brasília, com ministros da coordenação política do governo para avaliar o cenário atual e definir estratégias para enfrentar a crise.
DA REDAÇÃO

Até o fechamento desta edição a presidente ainda estava reunida com ministros. No total, 13 ministros estavam presentes: José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Gilberto Kassab (Cidades), Jaques Wagner (Defesa), Nelson Barbosa (Planejamento), Ricardo Berzoini (Comunicações), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Eduardo Braga (Minas e Energia), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e Edinho Silva (Comunicação Social). O vice-presidente da República, Michel Temer, e os líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), também participaram da reunião. Na quinta-feira à noite, Dilma recebeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para uma conversa, onde ele voltou a defender o enxugamento da máquina estatal.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 10/08/2015        

EMPRESAS NEGOCIAM HUB NO PORTO DO PECÉM
Publicado em 08/10/2015 as 09:24 AM

A Cearáportos anunciou que três empresas que estão atuando no porto de Pecém já sinalizaram interesse em instalar hub no próprio local. Com a finalização da segunda expansão do Porto do Pecém, prevista para o próximo ano, o Governo do Estado aposta na formação de um hub (ponto de conexão) marítimo no Ceará. A proximidade com o Canal do Panamá é um dos fatores favoráveis para o Ceará. O investimento total da segunda ampliação será em torno de R$ 640 milhões, recursos do tesouro Estadual e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A expansão do terminal vai quintuplicar a capacidade de movimentação de cargas do Porto do Pecém.

BOLETIM NORDESTE - http://onordestebrasileiro.blogspot.com.br/
Fonte : Jornal da Cidade – SE
Data : 10/08/2015

O GARGALO DOS PORTOS
Publicado em 08/10/2015 as 09:24 AM

Mas de nada adiantará aumentar a produção se o Brasil não resolver os problemas de logística que hoje encarecem o transporte e a exportação de produtos agropecuários - rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

No período de cinco anos, compreendido entre 2014 e 2018 o Brasil poderá estar deixando de exportar em torno de US$ 60 bilhões de sua produção de grãos para o mercado internacional se continuar o atraso verificado nas licitações para a construção de oito novos terminais portuários - sendo três em Santos e cinco no Pará. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, ao apontar este fato como mais uma evidência dos prejuízos causados à economia brasileira pela morosidade oficial que emperra as licitações de novos terminais planejados para a melhoria da logística de transportes do País. O retardamento, no caso dos oito terminais, deve-se à excessiva interferência de vários órgãos do Poder Público que não trabalham de forma sincronizada e harmônica, o que gera um longo e burocrático processo decisório. A Secretaria Especial de Portos está refazendo os editais para que a licitação ocorra neste segundo semestre de 2015.
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 10/08/2015

LAVA-JATO MIRA OBRA EM RIO GRANDE
Publicado em 08/10/2015 as 09:24 AM

AUDITORIA DO TCU apontou que teria ocorrido superfaturamento de R$ 47,4 milhões em contrato para aprofundar canais no terminal marítimo. Dossiê foi encaminhado a procuradores e policiais federais, que prometem investigar.

Investigadores da Lava-Jato – operação de procuradores da República e policiais federais que começou a desvendar a corrupção na Petrobras e hoje abrange vários contratos em obras de infraestrutura – receberam há duas semanas, em Curitiba, um dossiê. O documento se refere a uma importante obra no setor portuário brasileiro, a dragagem dos acessos ao porto de Rio Grande.

Conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada em 2013, o aprofundamento dos canais do terminal marítimo teria sido superfaturado em R$ 47,4 milhões. A empresa Odebrecht, que tem seu presidente preso na investigação de desvios na petroleira, está entre as citadas.

Os procuradores da República que atuam na Lava-Jato planejam se debruçar sobre o assunto porque já constataram que, além do petróleo, as empreiteiras investigadas teriam superfaturado contratos em outras áreas, como a de energia nuclear. Os investigadores poderão inquirir alguns dos 23 colaboradores premiados da operação a respeito de possíveis irregularidade em dragagem – especialmente as que envolvem empresas que já tiveram dirigentes denunciados criminalmente. Dois delatores que mencionaram corrupção por parte da Odebrecht são Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras) e Dalton Avancini, da empreiteira Camargo Corrêa.

O ponto de partida será a auditoria realizada pelo TCU. Os auditores calculam que o consórcio formado pela empreiteira Odebrecht e pela belga Jan de Nul (que atua no país desde 1997) aplicou duas taxas semelhantes na composição dos custos da dragagem. Os valores referiam-se a margens de incerteza de prazos na realização da obra (por fatores como maré e objetos no mar).

A superposição das taxas teria provocado sobrepreço no custo final da obra, informa a auditoria. Teria influenciado também, para ocorrer superfaturamento, a aplicação desnecessária de um fator multiplicador sobre o custo relativo ao volume de material a ser retirado pelas dragas.

Os procuradores da Lava-Jato desconfiam que taxas embutidas em composição de custos e aditivos (adições de valores posteriores à assinatura do contrato), em alguns casos, são truques contábeis usados para disfarçar corrupção. Vão verificar se isso ocorreu em Rio Grande.

O contrato de dragagem celebrado em 10 de agosto de 2009 entre Odebrecht, Jan de Nul e governo federal (por meio da Secretaria Especial de Portos) foi de R$ 196 milhões. Estabelecia três anos de aprofundamento e alargamento dos canais de acesso ao porto de Rio Grande e manutenção deles. Prevista para ser concluída em 2012, a obra foi finalizada no ano passado. O canal externo passou de 14 metros de profundidade para 18 metros. O interno, de 14 metros para 16 metros. As obras ajudaram a ampliar em cerca de 35% o volume de cargas e descargas de navios no porto de Rio Grande.

Acontece que os pagamentos, ocorridos entre 2009 e 2010, foram questionados pelo TCU. O relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, afirma que o referencial mais alto implicou aumento do orçamento-base da licitação e a seleção de proposta mais onerosa ao governo. As conclusões da auditoria foram endossadas pelos outros ministros do tribunal, que determinaram a abertura imediata de processo específico para reaver o dinheiro. O TCU ordenou ainda identificação e citação dos responsáveis pelo sobrepreço.

O porto de Rio Grande já está com novo processo de dragagem por ser feito. A licitação deste ano deu como vencedor para o aprofundamento dos canais, mais uma vez, um consórcio liderado pela belga Jan de Nul, juntamente com a Dragabras (nome adotado no Brasil pela empresa belga Deme). O contrato, de R$ 368 milhões, deve ser executado a partir de 2016.
Fonte : Zero Hora -RS
Data : 10/08/2015

EMPRESAS ASSEGURAM QUE CÁLCULO ESTÁ CORRETO
Publicado em 08/10/2015 as 09:24 AM

O governo federal e as empreiteiras, em defesa promovida diante do Tribunal de Contas da União (TCU), garantem que não há embasamento técnico para alegações de sobrepreço na dragagem em Rio Grande.

De parte do governo, a defesa da obra foi feita pelo Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (Centran), do Ministério dos Transportes.

O órgão explica que o item Despesas Eventuais inclui os riscos inesperados e imprevisíveis durante a dragagem. O Centran justifica os valores adotados para as despesas eventuais e diz que são fruto da metodologia de dragagem por resultados previstos em lei. O Centran insiste que a existência simultânea de dois fatores (Taxa de Margem de Incerteza e Despesas Eventuais) está correta.

PRODUÇÃO ACIMA DA EXIGIDA, DIZ CONSÓRCIO

O Centran informa também que, em vez de corrigir o custo mensal da dragagem ou acrescentar mais uma draga, optou-se por corrigir o preço unitário com fator multiplicador – o aumento do metro cúbico. Ou seja, elevar o pagamento pelo mesmo equipamento. Isso possibilitaria à empresa vencedora “mobilizar os meios necessários para que a produtividade fosse igual ou superior à necessária”.

Na resposta ao TCU, o consórcio Odebrecht–Jan de Nul, que realizou a dragagem em Rio Grande, informou que, na planilha de preços apresentada, não foram consideradas despesas eventuais. O consórcio disse que respeitou exigências de produtividade e prazo estabelecidas no contrato ao escolher a draga. O equipamento, segundo o consórcio, teria atingido produção mensal de material dragado acima do requerido pela licitação. A Odebrecht, em nota oficial, afirmou que “o tema em questão é objeto de um processo de auditoria junto ao TCU, ao qual estão sendo apresentadas todas as explicações referentes aos apontamentos levantados pelo seu órgão técnico”.
Fonte : Zero Hora -RS
Data : 10/08/2015

REFORMA CIRÚRGICA
Publicado em 08/10/2015 as 09:23 AM

No oitavo mês do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff chegou à seguinte situação: entrega os anéis, os dedos, as pulseiras e o que mais for possível ao PMDB ou corre o risco de cair.

A reforma ministerial tenta recompor a base, visa à reconciliação com Renan Calheiros (PMDB-AL). O PMDB quer ainda mais espaço com grandes orçamentos – Educação, Transportes, Saúde e Integração. Dilma também precisa da ajuda do PT, que terá de reduzir a sanha por cargos, em especial nas pastas lideradas por outros partidos. Rebeldes, como PDT e PTB, reclamam que a distribuição não corresponde às forças no Congresso. O PT tem bancadas numerosas, mas que não decidem rumos dos acontecimentos, é um espectador que só lamenta. Pelo seu futuro, Dilma depende de uma reforma cirúrgica na Esplanada.
Fonte : Zero Hora -RS
Data : 10/08/2015

DRAGAGEM EM RIO GRANDE ENTRA NA MIRA DE INVESTIGAÇÃO
Publicado em 08/10/2015 as 09:23 AM

Investigadores da Operação Lava-Jato receberam, há duas semanas, em Curitiba, um dossiê que contém dados de uma das maiores obras do setor portuário brasileiro: a dragagem dos acessos ao porto de Rio Grande.

Conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada em 2013, o aprofundamento dos canais do terminal marítimo, que envolve a empresa Odebrecht, foi superfaturado em R$ 47,4 milhões.

Os procuradores da República que atuam na Lava-Jato planejam se debruçar sobre o assunto porque já constataram que, além do petróleo, as empreiteiras investigadas até agora teriam superfaturado contratos em outras áreas, como a nuclear. Os investigadores poderão inquirir alguns dos 23 colaboradores premiados da operação a respeito de possíveis irregularidades envolvendo dragagens – especialmente as que envolvem empresas que já tiveram dirigentes denunciados criminalmente. Dois delatores mencionaram corrupção por parte da Odebrecht São Paulo: Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e Dalton Avancini, da empreiteira Camargo Corrêa.

O ponto de partida será a auditoria realizada pelo TCU. Os auditores calculam que o consórcio formado pela empreiteira Odebrecht e pela belga Jan de Nul (que atua no país desde 1997) aplicou duas taxas semelhantes na composição dos custos da dragagem. As taxas referiam-se a margens de incerteza de prazos na realização da obra. A superposição dessas taxas provocou sobrepreço no custo final da construção, informa a auditoria.

Governo nega sobrepreço

O governo federal e as empreiteiras, em defesa promovida diante do Tribunal de Contas da União (TCU), garantem que não há embasamento técnico para alegações de sobrepreço na dragagem em Rio Grande. De parte do governo, a defesa da obra foi feita pelo Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (Centran), do Ministério dos Transportes.
Fonte : Diário de Canoas
Data : 10/08/2015

LAVA JATO INVESTIGARÁ OBRA DE DRAGAGEM NO PORTO DE RIO GRANDE
Publicado em 08/10/2015 as 09:23 AM



A suspeita é de superfaturamento no contrato de aprofundamento dos canais do terminal marítimo, que teria custado $ 47,4 milhões a mais

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A força­tarefa da Operação Lava Jato investigará obras no Porto de Rio Grande. A suspeita é de superfaturamento no contrato de aprofundamento dos canais do terminal marítimo, que teria custado $ 47,4 milhões a mais – o valor firmado foi de R$ 196 milhões. A empresa Odebrecht, que tem seu presidente preso na investigação de desvios na Petrobras, está entre as citadas em um dossiê do Tribunal de Contas da União (TCU), que servirá como base da investigação.

Os auditores do TCU calculam que o consórcio formado pela empreiteira Odebrecht e pela belga Jan de Nul aplicou duas taxas parecidas nos custos da dragagem. Os procuradores da Lava Jato desconfiam que essas taxas embutidas em composição de custos e aditivos, em alguns casos, são truques contábeis usados para disfarçar corrupção.

O contrato de dragagem celebrado em 10 de agosto de 2009 entre Odebrecht, Jan de Nul e governo federal estabelecia três anos de aprofundamento e alargamento dos canais de acesso ao porto de Rio Grande e manutenção deles. Prevista para ser concluída em 2012, a obra foi finalizada no ano passado.
Fonte : Diário de Canoas
Data : 10/08/2015

HUGO PEDE PELO PORTO DE CABEDELO
Publicado em 08/10/2015 as 09:23 AM

No Rio de Janeiro. Deputado quer manutenção do serviço de cabotagem para evitar prejuízos para a Paraíba

Hugo Motta (PMDB) participou de reunião, semana pçassada, na Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para dioscutir o assunto, já que o Porto de CVqabedelo está ameaçado de pérder o serviço para o Porto de Suape. De acordo com Hugo Motta, o estado da Paraíba perderia, em média, R$ 240.000.000,00 por ano com a retirada da cabotagem.

“O impacto na economia seria muito forte, além de desemprego, a Paraíba e o município de Cabedelo perderiam em arrecadação. Estivemos reunidos para evitar que isso não acontecesse”, disse. Participaram da reunião o Prefeito de Cabedelo, Leto Viana, do Deputado Estadual João Gonçalves, vereador Júnior Dateli e demais representantes da Câmara Municipal e representantes do setor de Etanol da Paraíba e do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho.

Para o presidente do Sindipetro-PB, o fim da cabotagem de combustíveis no Porto de Cabedelo e a concentração desta atividade no Porto de Suape, em Pernambuco, causaria grandes prejuízos ao estado, “porque além de encarecer o preço dos combustíveis ao consumidor final, contribuirá para acentuar a crise econômica no Estado”, destacou. Segundo ele, a iniciativa em reduzir em 50% a cabotagem no Porto de Cabedelo foi anunciada pela própria Petrobras às distribuidoras numa reunião no Recife, com distribuidoras e sindicatos.

“Mais uma vez, assim como fizemos em 2013, quando denunciamos a intenção da estatal em centralizar todo esse processo em Suape, voltamos a chamar atenção da sociedade e autoridades, especialmente à classe política, para que isso não ocorra, já prejudicaria muito o nosso estado”, apelou. Hugo Motta afirmou que o resultado da reunião foi positivo. “Saímos seguros e com o compromisso de uma nova reunião entre todos os interessados com a equipe da Petrobras, visando projetar a adequação do nosso terminal às exigências da Petrobras”, revelou.

O deputado federal Hugo Motta pediu que o serviço de cabotagem de cvombustíveis pernamaneça em Cabedelo.

R$ 3 mi - É o valor aproximado em tributos municipais e estaduais que a cidade de Cabedelo poderá perder sem o serviçõ de cabotagem, do porto, segundo Hugo.
Fonte : Correio da Paraiba – PB
Data : 10/08/2015

A VER NAVIOS
Publicado em 08/10/2015 as 09:23 AM

Importam barcas que já estão dando problemas e esquecem os estaleiros brasileiros que têm capacidade para construir navios grandes. O que vemos são estaleiros quebrando e muitos brasileiros desempregados.

Nilton Costa
Fonte : O Fluminense – RJ
Data : 07/08/2015

PAINEL - TIME TODO NA ZAGA
Publicado em 08/10/2015 as 09:22 AM

O núcleo palaciano do governo e o PT estão convencidos de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vai instalar um processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Mais: a conclusão do entorno da presidente é que a Lava Jato ainda vai gerar muita instabilidade no Congresso, o que impede que se recomponha a base ampla de antes da crise. Por isso, o plano é construir, a partir desta semana, uma "retaguarda mínima" de 200 deputados fiéis, que impeçam o avanço da tentativa de apear a presidente.

Xadrez Um ministro cita, entre as dificuldades de recompor a governabilidade, que a toda hora aparece um fato nas investigações que atinge uma liderança estratégica, o que faz o governo voltar várias casas.

Timing O Planalto não enxerga saída da crise no curto prazo. A avaliação é que, enquanto a Lava Jato não entrar na fase de julgamentos, será difícil estabelecer o mínimo de estabilidade política.

Miss Simpatia Se a ordem é restabelecer a popularidade, Dilma deve começar "em casa": os ministros convocados para a reunião noturna em pleno Dia dos Pais se queixavam da presidente enquanto deixavam as famílias para embarcar para Brasília.

Conta outra Eduardo Cunha ironiza a versão segundo a qual Renan Calheiros (PMDB-AL) agora será o salvador do governo no Legislativo: "Não fui eu quem devolveu a medida provisória das desonerações, o maior revés para o ajuste até agora".

Favorito O presidente da Câmara acredita que a tentativa de contrapô-lo ao colega de partido seja política: "Me escolheram para ser o vilão".

Colenda... Cunha deve contestar na terça-feira o mandado de segurança da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) no STF contra a votação de contas de governos no plenário da Casa.

... corte Ele diz que as votações seguiram resoluções do Congresso e acredita que o STF não vá interferir em assuntos internos da Câmara.

Campo... Dilma preferiu começar pelo Maranhão, com inaugurações do Minha Casa, Minha Vida sua tentativa de recuperar o apoio perdido na região Nordeste.

... minado Com isso, a petista não irá à homenagem que o PSB promove nesta segunda-feira a Eduardo Campos no Recife, que reunirá Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), seus ex-adversários na campanha. Lula também não confirmou presença.

Suspense Auxiliares de Rodrigo Janot são evasivos sobre a probabilidade de o procurador-geral da República apresentar já nesta semana a primeira leva de denúncias contra parlamentares investigados na Lava Jato.

Calendário Procuradores dizem que é "possível" que Janot apresente ao STF algumas peças ainda antes dos protestos do dia 16, mas o mais provável é que as denúncias sejam na semana que vem. Argumentam que a semana é "curta" com o feriado da Justiça na terça.

Pé na porta Auditores fiscais da Receita Federal prometem uma "grande invasão" no Congresso nesta terça para pressionar os deputados a incluírem a categoria na PEC 443, que equipara os salários de algumas carreiras do Executivo aos vencimentos do Judiciário.

Logo ele 1 O movimento de Delcídio Amaral (PT-MS) a favor da proposta de José Serra (PSDB-SP) para mudança do marco regulatório do pré-sal e mexe no sistema de partilha para a exploração dos blocos tem irritado senadores do PMDB no Senado.

Logo ele 2 Os peemedebistas dizem que, enquanto são cobrados a garantir governabilidade em contraposição à Câmara, o líder do governo articula proposta contrária ao Planalto, de um dos principais nomes da oposição.

TIROTEIO

A honestidade pessoal de Dilma é irrelevante. Como beneficiária, por incompetência ou omissão ela está no centro da crise ética.

DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre FHC ter dito em entrevista que a presidente é "honrada" e não está envolvida nos desvios na Petrobras.

CONTRAPONTO

Tabuada do Janot

Na semana passada, Chico Alencar (PSOL-RJ) comunicou em plenário que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia sido o primeiro colocado na eleição interna do Ministério Público, com 80,28% dos votos.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) contestou a informação:

-Não sei que matemática é essa, pois os outros da lista tiveram ainda mais votos, somados.

-É a que aprendemos nos bons colégios do Rio, pois cada procurador vota em três nomes -retrucou Alencar.

Como vários deputados são investigados na Lava Jato, o deputado do PSOL alfinetou:

-Mas não é a matemática que agrada a vários aqui...

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 10/08/2015

FEIRA DE LUXO TRAZ BARCOS COM DESCONTOS E FACILIDADE DE PAGAMENTO
Publicado em 08/10/2015 as 09:22 AM

Descontos na casa dos 30% para a compra de um barco, financiamento em 60 meses e taxas de juros subsidiadas pelos estaleiros. O mercado náutico também sente o impacto da crise econômica e busca alternativas para atrair novos compradores. Nem que para isso seja preciso ofertar uma embarcação avaliada entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, há um ano, pela "bagatela" de R$ 1 milhão.

"Os vendedores estão negociando a preços mais baixos pelo simples fato de estarem precisando de dinheiro rápido", diz o organizador da feira de barcos de luxo Boat Xperience & Brokerage Show, Caio Ambrosio. "A oferta no mercado está alta", afirma. A feira movimenta o Guarujá entre os dias 14 e 16 de agosto e apresenta produtos com preços que vão de R$ 70 mil a R$ 16,7 milhões.

A exemplo dos carros, o mercado de embarcações seminovas está em expansão, segundo o organizador da feira. O reflexo é a pressão sobre o mercado de novos, que precisam oferecer condições mais atrativas na hora da negociação. Para Ambrosio, barcos de pequeno e médio porte são os que sofrem mais com a crise. Ainda há demanda pelas embarcações maiores, mas a velocidade de venda diminuiu.

Para atrair os consumidores, o gerente de marketing e vendas do estaleiro brasileiro Schaefer Yachts, Frederico Almeida, diz que a empresa procura se reinventar para não ficar para trás, com promoções e subsídios nas formas de pagamento.

O gerente explica que, hoje, o cliente consegue financiar uma embarcação em até 60 vezes, com taxa de juros de 0,89%. Antes as taxas chegavam a 1,89%.

FEIRA DE LUXO

A feira Boat Xperience & Brokerage Show está em sua 11ª edição e conta com 60 modelos para test-drive, além de dez barcos expostos em estandes.

Nesta edição, o Boat Xperience fez parceria com estaleiros que também vão apresentar barcos usados de alto padrão. Entre os expositores estão marcas nacionais e estrangeiras, como Schaefer, Azimut, Sessa, Intermarine, Cimitarra, Prestige, Beneteau, entre outras.

Para este ano, a expectativa dos organizadores é atingir ao menos R$ 53 milhões em negócios, valor que foi alcançado na última edição do evento.

BOAT XPERIENCE & BROKERAGE SHOW
Data: 14 a 16 de agosto.
Horário: Das 12h às 19h (14 de agosto) e das 10h às 19h (15 e 16 de agosto)
Local: Marina Astúrias - Rua Francesca Sapocheti Castrucci, 805 - Astúrias -
Guarujá/SP
Ingresso: grátis (basta entrar no site www.boatxperience.com.br e imprimir o
convite)
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 10/08/2015

MERCADO ABERTO - PIS/COFINS DOBRARÁ CARGA PARA CONSTRUÇÃO, DIZ SETOR
Publicado em 08/10/2015 as 09:22 AM

Com a unificação de PIS/Cofins, o setor da construção como um todo, que contribuía com 3,65% do faturamento, passará a pagar uma alíquota de cerca de 6,5%, estima o Cbic (câmara brasileira da indústria).

"No nosso caso, vai quase dobrar [a carga do tributo]", diz José Carlos Martins, presidente da entidade.

O setor negocia com o governo a adoção de uma alíquota diferente daquela do restante da indústria.

"A CSS (Contribuição para a Seguridade Social) é um IVA nacional, como o que existe no exterior, que surge com a fusão do PIS/Cofins. Ela é um tributo sobre o valor agregado", afirma Martins.

" Quem presta serviço é que vai pagar a conta. Para uma montadora, que usa uma longa cadeia, é uma beleza, pois cada passinho agrega pouco."

Como a cadeia nas áreas de construção e de serviços é muito horizontalizada, os impactos são maiores, defende. "Na construção, são dois ou três passos e entrego o produto final. É diferente de uma cadeia que vai do minério de ferro até chegar à montadora e à loja, que vai vender o carro", completa.

"A CSS vai penalizar quem emprega, quem agrega valor, em um momento em que o Brasil precisa de emprego. Daí, [o governo] reclama que não arrecada."

Em 2007, a arrecadação do setor foi de R$ 7,6 bilhões para a Previdência. Em 2013, último dado disponível, saltou para foram R$ 22,1 bilhões.

"Foram quase R$ 14,5 bilhões que entraram no caixa, graças ao setor. Quando deixam de pagar a fatura e de investir, provocam queda na arrecadação e na formalização, que eleva salários, que vinha crescendo. E, além disso, dê-lhe imposto", acrescenta.

MÃO NA MASSA

A rede de materiais de construção Leroy Merlin vai ampliar seu plano de expansão de lojas no país.

Estão previstas 11 novas unidades neste ano e no próximo e cerca de R$ 1 bilhão em aportes, que incluem também a reforma de pontos existentes e a aquisição de tecnologias.

"Até o ano passado, abríamos de duas a três unidades por ano. Agora dobramos esse ritmo", diz Alain Ryckeboer, diretor-geral da rede no Brasil.

Três novas lojas serão no Nordeste, cinco em São Paulo e outras três no restante do país.

"Apostamos no Nordeste porque é uma região em desenvolvimento e que não tem muita oferta de produtos para casa."

Hoje, são 33 pontos em funcionamento e cinco em construção.

"Os sinais da economia não são bons, mas, em vez de demitir, buscamos otimizar a produtividade dos funcionários", diz.

R$ 4,2 BILHÕES foi o faturamento da rede no país no ano passado

DIFICULDADE PARA EXPORTAR

O Brasil ficou em quarto lugar no ranking dos países cujos custos do setor manufatureiro são os menos competitivos. A lista foi elaborada pelo BCG (The Boston Consulting Group) após a análise das 25 nações que mais exportam no mundo.

Suíça, Bélgica e Austrália são os únicos que perdem para o Brasil, de acordo com a pesquisa. Indonésia, Tailândia, Índia, Rússia, México, Taiwan e China são os mais competitivos.

Apesar de colocar o Brasil entre as últimas colocações do ranking, o índice de custos da produção nacional diminuiu sete pontos entre 2014 e 2015, o que indica um aumento na competitividade.

França, Austrália e Canadá registraram queda de 12, 10 e 10 pontos, respectivamente. Suíça, Coreia do Sul, Índia e China tiveram as maiores altas.

O índice considera quatro impulsionadores de competitividade -salários, crescimento de produtividade, custos de energia e câmbio.

Venda... O faturamento no comércio varejista no Estado de São Paulo caiu 5,9% em maio, ante maio de 2014.

...paulista A receita no mês foi de R$ 44,1 bilhões, R$ 2,8 bilhões a menos que em maio de 2014, segundo a FecomercioSP.

De pai... Mais da metade (52%) dos planos de previdência para filhos da Brasilprev são contratados por homens.

...para filho Na Bradesco Seguros, a parcela sobe para 60%, enquanto no Santander, eles respondem por 57%.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 10/08/2015

NAS ENTRELINHAS
Publicado em 08/10/2015 as 09:22 AM

A reforma necessária Assim que iniciou o primeiro mandato, há pouco mais de quatro anos, Dilma Rousseff nomeou um ministério repartido entre nomes sustentados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chamado núcleo duro escolhido a dedo pela recém-eleita.

Uma parcela ínfima sobrou para indicação da base aliada. Houve a chiadeira de sempre, especialmente do PMDB, que perdeu cargos importantes na saúde. Caciques do partido chegaram a anunciar a batida em retirada da base aliada a Antonio Palocci, caso não recuperassem os postos perdidos. O então chefe da Casa Civil deu de ombros. Dada a conjuntura de alta popularidade de início de governo, todos tiveram de meter a viola no saco. Poucos meses depois, Dilma perdeu Palocci. Na sequência, foi se desfazendo dos nomes impostos por Lula e dos poucos nomeados por partidos aliados, sob a desculpa da faxina ética.

No início do segundo mandato, Dilma quis repetir a estratégia. Colocou na cota do Pros um ministro não escolhido pelo partido, Cid Gomes (Educação). Do PTB, nomeou Armando Monteiro Neto (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), outro que não tinha o dedo da bancada da legenda no Câmara. Do PDT, manteve Manoel Dias no Trabalho, nome que nunca contou com o apoio dos pedetistas da Casa Baixa. O mesmo se deu com Kátia Abreu, neófita do PMDB. Apenas três foram alçados ao posto com o lastro da Câmara: George Hilton (PRB), do Esporte; Edinho Araújo (PMDB), de Portos; e Henrique Eduardo Alves (PMDB), que ainda teve de vencer a resistência palaciana.

O problema é que a Dilma atual está longe de ser a de 2011. Não tem popularidade e carrega sob as costas um lastro próprio de erros na condução do governo e da política econômica. Ao tentar repetir o método de composição da Esplanada sem ter a mesma sustentação de quatro anos atrás, a presidente fez a base virar água. A necessidade de apoio no Congresso para corrigir os erros do passado exigia de Dilma mais concessões na composição da Esplanada. Agora, a tarefa de recomeçar do zero a formação da base aliada do governo significa necessariamente refazer o ministério. E aí a presidente terá uma equação complicada.

Ela precisa promover uma dança de cadeiras que contemple cada aliado pela fatura que ele, de fato, consegue entregar em votos no Congresso — hoje, a Câmara dos Deputados está sub-representada em relação ao Senado. Não pode, no entanto, criar embaraços com o único esteio de governabilidade que lhe resta, exatamente os senadores. Isso sem esquecer a necessidade de saciar a exigência da opinião pública por uma redução na máquina. É tarefa quase impossível e que exigirá da petista abrir a porteira das nomeações no primeiro escalão do governo.

A central de boatos da Esplanada, aquecida como nunca, serve para alimentar ainda mais o serpentário do palácio. Eles incluem as saídas de José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Michel Temer, de Relações Institucionais, além da troca de postos na Casa Civil e Defesa, entre Jaques Wagner e Aloizio Mercadante. A tese mais torta, todavia, é a defesa dos petistas da nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para as Relações Exteriores — uma espécie de “volta, Lula” revivido. O ex-presidente nada teria a ganhar assumindo o posto neste momento, ainda mais depois das críticas feitas à condução do governo pela sucessora. Ele arriscaria o capital político acumulado nos dois mandatos embarcando numa nau a pique e da qual tem feito todo o esforço para se afastar. Pior do que isso, passaria o recibo de que foi alçado ao cargo apenas para fugir do radar de Curitiba na Operação Lava-Jato, ainda que pese o fato de a investigação não ter encontrado qualquer prova contundente que ligue o ex-presidente à distribuição de propinas na Petrobras. Para Dilma, seria a pior intervenção possível. Um ministro maior do que a própria presidente. Um primeiro-ministro de fato. Por tudo isso, a tese da volta de Lula à Esplanada mostra o tamanho exato do desespero petista.

“Ao tentar repetir o método de composição da Esplanada sem ter a mesma sustentação de quatro anos atrás, a presidente fez a base virar água”
Fonte : Correio Braziliense
Data : 10/08/2015

DILMA ESTÁ REUNIDA COM TEMER, MINISTROS E DOIS PARLAMENTARES NO ALVORADA
Publicado em 08/10/2015 as 09:22 AM

Estão reunidos no Palácio do Alvorada o vice-presidente Michel Temer, 13 ministros e dois parlamentares.

A reunião entre a presidente Dilma Rousseff e a coordenação política do governo começou por volta das 19h30. Estão reunidos no Palácio do Alvorada o vice-presidente Michel Temer, 13 ministros e dois parlamentares. Diante do agravamento da crise política, Dilma resolveu antecipar a reunião que acontece normalmente às segundas-feiras porque amanhã estará em São Luís do Maranhão, onde inaugura unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Participam da reunião os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Eduardo José Cardozo (Justiça), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), Gilberto Kassab (Cidades), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Eduardo Braga (Minas e Energia), Ricardo Berzoini (Comunicações), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Jaques Wagner (Defesa). Do núcleo econômico estão Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa. Representantes dos parlamentares, como o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) e o senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, também participam do encontro.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 10/08/2015

DILMA VAI AO EXTERIOR PARA TENTAR MELHORAR IMAGEM DO PAÍS
Publicado em 08/10/2015 as 09:21 AM

Nas viagens, intenção é mostrar que a situação não é tão ruim quanto parece e que o governo faz o que é preciso

BRASÍLIA - Em meio à crise econômica e política, a presidente Dilma Rousseff volta seus olhos para o exterior. Até o final do ano, deve fazer pelo menos oito viagens, incluindo cúpulas como o G20, na Turquia, e visitas de Estado - Colômbia, Japão e Vietnã -, uma média mais alta do que os anos anteriores. A razão para esse interesse fora das fronteiras é a economia. Mais do que tentar vender o Brasil lá fora, Dilma quer convencer os mercados de que a situação não é tão ruim quanto parece e que seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é o esteio das mudanças econômicas e veio para ficar, apesar das críticas internas.

Há duas preocupações centrais no Palácio do Planalto. A primeira delas é mostrar que o Brasil está fazendo o que precisa para contornar a crise, o que se tornou mais urgente depois que o governo brasileiro precisou reduzir fortemente a meta do superávit fiscal, dos 1,1% prometidos por Levy ao assumir o Ministério da Fazenda para meros 0,15% do PIB.

Apesar da racionalidade das explicações de economistas - mesmo estrangeiros – de que é mais difícil economizar com uma forte queda da arrecadação, o Planalto reconhece que "pegou muito mal lá fora", nas palavras de um assessor próximo da presidente, o abandono da meta inicial na metade do primeiro ano de governo.

Grau de investimento. O abandono da meta ameaça ser a gota d'água que pode tirar o grau de investimento do Brasil. No final de julho, a agência de ratinga Standard & Poor's manteve o grau brasileiro, mas com uma tendência negativa – ou seja, em uma próxima revisão, se nada mudar, o País pode perder o selo de "bom pagador". Se isso acontecer, o País passa a ter mais dificuldade de captar recursos lá fora, tendo de pagar juros mais altos, algo que, na prática, já vem acontecendo, mas num grau menor do que com a oficialização pelas agências de risco.

O périplo da presidente tem como foco mostrar que o Brasil não corre o risco de deixar de pagar suas contas. Apesar da crise, reforçará a presidente, o País ainda recebe investimentos em número razoável e tem mais de US$ 300 milhões em reservas.

A percepção no governo é que os ouvidos no exterior estão mais abertos e são mais racionais do que dentro do País, onde a contaminação pela crise política é maior. A avaliação é que, ao convencer o mercado externo, isso seria aos poucos transferido para o interno.

A segunda preocupação da presidente é tentar atrair mais investidores para o pacote de concessões que o governo planeja para o início do próximo ano. Com a crise no Brasil, o interesse pelas obras de infraestrutura no País fraquejou, mesmo com a desvalorização do real tendo tornado os investimentos aqui mais baratos.

Mas, em pleno ajuste fiscal, o governo brasileiro precisa mais do que nunca mostrar que é seguro investir no País. O pacote de concessões, que inclui portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, prevê investimentos de quase R$ 200 bilhões até 2018.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 10/08/2015

DIRETO DA FONTE - ‘SEMPRE ME INSPIREI NO BRASIL: A BOSSA NOVA FOI UMA DESCOBERTA’
Publicado em 08/10/2015 as 09:21 AM

Fã de Elis e Tom Jobim, e às vésperas de uma turnê pelo País, a cantora e ex-primeira-dama francesa Carla Bruni exalta a música brasileira e admite: subir ao palco lhe dá muito medo

Ícone de beleza e estilo, compositora, mulher de Nicolas Sarkozy e ex-primeira dama da França, Carla Bruni desembarca no Brasil, no fim do mês, para uma série de shows de seu disco Little French Songs. Em São Paulo, a apresentação acontece dia 26, no Teatro Bradesco.

A relação de Bruni com o Brasil não é exatamente distante. Nascida na Itália, criada na França e na Suíça, filha de uma concertista de piano, ela tem como pai biológico o empresário italiano Maurizio Remmert, que vive no Brasil há algum tempo. Vale lembrar que foi em uma entrevista exclusiva ao Estado, em janeiro de 2008, que Remmert revelou ser o pai da cantora – fruto de uma ligação de seis anos com sua mãe.

Modelo por dez anos, em 1998 ela trocou as passarelas pela música – Little French Songs é seu quarto CD. Artisticamente, ela admite sentir-se muito próxima da música brasileira. E cita, a propósito, duas fortes influências: Elis Regina, de quem afirma nunca esquecer o tom de voz, e Tom Jobim. Sobre seus anos de primeira-dama – posto a que pode retornar caso Sarkozy volte ao poder em 2017 – Bruni afirma que a sensação mais forte foi a de ter-se sentido útil. “Foi um período interessante da minha vida”, afirma. Para conversar com a coluna, porém, sua assessoria foi clara: a cantora não responderia sobre assuntos relacionados à política ou ao marido. A seguir, os principais trechos da entrevista, que ela deu por telefone diretamente de Paris.

A senhora afirmou que nunca parou de cantar, apenas deixou de fazer turnês. Como foi a experiência de continuar compondo quando era primeira-dama?

Era mais difícil de fazer uma turnê ou shows públicos naquela época. Mas eu continuei escrevendo e tocando. Nunca parei. Esse é o meu trabalho. O que aconteceu foi que, quando meu marido se tornou presidente, tive a oportunidade de ajudar meu país. Especialmente porque as pessoas me procuravam. Mulheres me pediam ajuda para suas crianças, outros para quando fossem idosos, ou ainda para visitá-los e eu gostei de fazer tudo aquilo. Eu tenho uma vida de muita sorte e muito feliz. Então para mim, ajudar os outros foi bom. Não é como um trabalho, como a música, mas foi uma parte muito interessante da minha vida. Porque me senti útil. Quando estou tocando e cantando, só sou útil para a pessoa que me escuta e gosta. Mas quando meu marido foi presidente pude ser útil de forma mais direta. Foi aí que eu percebi como eu tinha sorte. Então, decidi que mesmo que eu não pudesse fazer turnês, eu poderia ajudar pessoas que pediam pela minha ajuda. Isso me deu… não prazer – porque prazer eu sinto quando estou no palco – mas… alguma coisa. Me fez mais rica por dentro.

Há algo do trabalho de primeira-dama que a senhora continuou a realizar na sua vida, mesmo após sair do Eliseu?

Eu comecei uma fundação quando fui primeira-dama. Fazemos um trabalho com educação e cultura para pessoas em situação de vulnerabilidade. E, por meio desse trabalho, pude realizar diferentes coisas como, por exemplo, um projeto no qual levamos música aos asilos, hospitais e até presídios. E eu amo organizar isso. Lidamos com grandes artistas e olhar o rosto daquelas pessoas ouvindo, por exemplo, um bom concerto de piano… é maravilhoso.

O que o público pode esperar de seu show?

Eu tentarei colocar algumas coisas especiais nesse show porque o Brasil é um país especial para mim. Então, vou cantar minhas músicas de Little French Songs, mas também quero ver se consigo incluir alguma música brasileira e se acho algo mais para oferecer, além do que fiz quando estava em turnê pela França.

Tem familiaridade ou referências sobre música brasileira?

Sempre me inspirei muito na música brasileira porque o começo da bossa nova, para mim, foi uma descoberta. Eu a escutei muito durante minha adolescência. Principalmente Elis Regina e Tom Jobim… O disco deles juntos cheguei a ouvir algo como 20 milhões de vezes. Para mim foi como um choque, como os Beatles, como a (cantora francesa) Barbara. Porque é um disco muito melódico. Então já me sentia muito próxima da música brasileira antes mesmo de ser cantora e compositora. E eu nunca esqueço a impressão da voz dela, as letras muito sofisticadas, a música tão perfeita. Além deles, gosto muito de João Gilberto e de outros trabalhos mais recentes. Considero o Brasil o país da música, como a Índia, como a Inglaterra e até a Itália. Com um adendo: o Brasil levou a música para o mundo inteiro.

Seu pai vive aqui. A senhora tem um contato mais próximo com a cultura brasileira?

Sim, muito contato com meu pai. Ele é italiano, mas muito próximo do Brasil, por isso eu diria que não tenho uma aproximação social, mas um grande contato afetivo com o país.

Está a par dos problemas sociais do Brasil? Tem algum interesse por esse tema?

Sim, sei da situação do Brasil. Mas esses assuntos são mais relacionados à vida do meu marido, provavelmente. Mais relacionados à política. Sabe o eu percebo quando vou ao Brasil? A gentileza do povo, o carinho. Quando você é um estrangeiro e chega ao Brasil, é bem-vindo. Sei, claro, das muitas dificuldades do país, mas ao mesmo tempo as pessoas são tão gentis e acolhedoras…. Me lembra um pouco a Itália.

A senhora afirmou em uma entrevista que conhece algumas praias brasileiras. Pretende visitar algum lugar?

Não vou ter tempo dessa vez. Mas já fui ao Brasil diversas vezes, e espero poder tomar uma caipirinha na praia (risos). Ah, eu vou tomar sim, depois do show.

Sendo um modelo de estilo, que mensagem gostaria de passar às meninas que se inspiram em você?

Eu nunca penso sobre isso. E nunca acreditei de verdade que alguém pudesse ser inspirador. Ser uma pessoa pública, para algumas pessoas, acredito. Para os jovens, acho que trabalhar duro é a coisa mais importante a se fazer. Mais importante do que talento e sorte. Seria o único conselho que eu daria, mas é um conselho comum, nada original (risos).

Gosta de estar no palco?

Sempre acho que vou morrer! Na verdade, nunca acredito que eu não morri (risos). Fico nervosa e feliz ao mesmo tempo. É um sentimento confuso.

Sente falta da sua vida de modelo?

Não sinto falta e, na verdade, não sou mais jovem para desfilar. É claro que tenho ainda algumas oportunidades muito prazerosas, como, por exemplo, minha parceria com as jóias da Bulgari. Então, ainda faço algumas fotos duas ou três vezes por ano. Faço algumas colaborações e me sinto muito próxima do mundo da moda.

Tem planos de disco novo?

Estou gravando para um álbum americano que devo lançar em breve e escrevendo músicas francesas para um disco novo. Adoraria colocar uma brasileira no meio (risos)./MARILIA NEUSTEIN
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 10/08/2015

ANTAQ ABRE CONSULTA PÚBLICA SOBRE NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM E LONGO CURSO
Publicado em 08/10/2015 as 09:20 AM

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) abriu duas consultas públicas para discutir resoluções referentes a navegações de cabotagem e de longo curso, conforme avisos publicados no Diário Oficial da União (DOU).

A primeira consulta começa nesta segunda-feira, 10, segue até 8 de setembro e receberá contribuições para o aprimoramento da Resolução 4.262, que dispõe sobre outorga de autorização à pessoa jurídica que tenha por objeto o transporte aquaviário, constituída nos termos da legislação brasileira e com sede e administração no País, para realizar o transporte nas navegações de cabotagem e longo curso, ou operar nas navegações de apoio marítimo e apoio portuário.

A segunda consulta, também aberta hoje, segue até 23 de setembro e tratará do aprimoramento da Resolução 4.271, que dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários e das empresas que operam nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e longo curso, e estabelece infrações administrativas.

As minutas dos dois atos normativos estarão disponíveis para consulta no site da Antaq. As contribuições devem ser encaminhadas à agência exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico também disponível no mesmo site. Segundo o aviso publicado no DOU, também haverá audiências presenciais sobre as resoluções, em data e local ainda a serem definidos.
Fonte : O Povo – CE
Data : 10/08/2015

RECIFE APOSTA EM SUA CANDIDATURA
Publicado em 08/10/2015 as 09:20 AM

O governo de Pernambuco aparenta otimismo na disputa pelo Hub Nordeste da Latam. O governador Paulo Câmara (PSB) vem se empenhando pessoalmente para que a decisão da companhia favoreça o Aeroporto de Recife / Guararapes ­ Gilberto Freyre. "É um assunto que está na pauta permanentemente. Toda a equipe de governo está envolvida e estamos dialogando também com lideranças de outros partidos, porque esse é um assunto de interesse do Estado e não apenas do governo", diz o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões.

E a agenda tem andado cheia nas últimas semanas. O governo pernambucano vem fazendo articulações políticas junto ao Ministério da Defesa, à Aeronáutica, à Agência Nacional de Aviação Civil e à Infraero em defesa de sua candidatura, numa série de visitas do governador e de secretários de Estado. "Trata­se de um investimento privado, mas que depende em muitos níveis de interlocução com o governo federal", explica Norões.

Um dos pontos fortes de Recife é a infraestrutura do aeroporto. Eleito o melhor do Brasil pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República em 2015, o terminal de Recife pertence à Infraero e não foi incluído na próxima rodada de privatizações prevista para 2016, na qual está o aeroporto da rival Fortaleza. O secretário de Desenvolvimento de Pernambuco afirma que a capital pernambucana conta com o apoio da estatal à sua candidatura. Ele calcula que para sediar o centro de conexões, o Aeroporto de Recife receberia investimentos diretos adicionais de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões.

Em 2004, uma reforma ampliou a capacidade do terminal de Recife para 16 milhões de passageiros por ano. "Hoje, recebemos de 6 milhões a 7 milhões de passageiros, com alto índice de satisfação com o serviço segundo as pesquisas da Anac", diz Norões. "Temos capacidade para ampliar o terminal e podemos fazer frente ao rápido crescimento do volume de passageiros que seria proporcionado pelo hub", continua Norões. Novas obras, concluídas em 2014, também aumentaram o tamanho da pista do Aeroporto de Recife para 3.300 metros, uma das maiores do Norte e Nordeste do país.

Uma das vantagens do Aeroporto de Recife é sua proximidade com o centro da cidade. A distância é de apenas 11 quilômetros. "Estamos próximos da cidade, da rede hoteleira e das principais atrações turísticas", diz Norões.

A proximidade, no entanto, pode tornar mais difícil a realização de obras futuras de ampliação para atender à demanda gerada pelo Hub Nordeste, pois o entorno do aeroporto encontra­se ocupado. Apesar disso, Norões explica que a Latam pode contar com o governo estadual para garantir as desapropriações necessárias no caso de novas reformas, ampliações ou obras de acesso.

Além disso, para tornar o aeroporto mais atraente, em maio o governo pernambucano reduziu de 25% para 12% a alíquota de ICMS do querosene de aviação, mesmo nível que já era praticado pela rival Fortaleza. "Também queremos dar benefícios tributários para atividades correlatas, como hotelaria", diz Norões. "Com isso podemos ajudar a reduzir o custo de hospedagem de tripulação, tornando o hub mais competitivo".

A economia também é apontada pelo secretário de Desenvolvimento como um dos principais pontos fortes da candidatura da capital pernambucana. "Das três cidades, Recife é sem dúvida a que possui a economia mais dinâmica", diz. "Com o Porto de Suape, Recife é o principal polo de conexões logísticas do Nordeste, o que atrai empresas e investimentos para o Estado, estimulando o turismo de negócios", afirma.
Fonte : Valor Econômico
Data : 10/08/2015

DILMA REPUDIA ‘VALE­TUDO’ POLÍTICO E DIZ QUE CRISES SÃO TEMPORÁRIAS
Publicado em 08/10/2015 as 09:20 AM


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SÃO LUÍS (MA) ­ A presidente Dilma Rousseff pediu a ajuda da população para garantir a “estabilidade” durante este “momento de dificuldade” pelo qual passa o país. Ela discursou em cerimônia de entrega de 2.020 casas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em São Luis (MA). Segundo a presidente, a crise vivida no Brasil, tanto econômica quanto política, “é uma situação temporária”, que “vai passar e vai passar rápido”.

O evento serviu como uma demonstração de apoio à presidente, que enfrenta uma crise na base aliada, com as recentes defecções do PDT e do PTB, e de popularidade, a mais baixa da história desde a redemocratização de acordo com pesquisa Datafolha. Dilma foi interrompida várias vezes  durante a sua fala por palavras de apoio do público, em grande parte formado por militantes da União da Juventude Socialista (UJS), entidade ligada ao PC do B, partido do governador do Maranhão, Flávio Dino.

“Estamos passando por momento de dificuldade, mas o Brasil é muito mais forte que esse momento. Nós estamos em uma travessia, não estamos parados”, disse a presidente.

Em um ataque aos rivais que articulam para abreviar o seu mandato, Dilma afirmou que “o Brasil precisa, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro no Brasil, pensem no que serve à nação, e só depois pensem em seus partidos e projetos pessoais”. Ela também disse que o “Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia”.

A presidente ressaltou que períodos de dificuldade causam incerteza e apreensão. “Por isso quero falar: não fiquem inseguros ou apreensivos. Quando há uma dificuldade, não adianta um ficar brigando com o outro. É necessário que medidas urgentes sejam tomadas”, afirmou.

Dilma fez também uma menção a “pauta­bomba” na Câmara dos Deputados, que provoca aumento dos gastos do governo. Segundo Dilma, ela não aceitará “medidas que levem o caos às finanças do governo federal, dos Estados e dos municípios”.

A presidente terminou seu discurso fazendo um apelo para que a população repudie “sistematicamente o valetudo para atingir qualquer governo. Seja o federal, seja os dos Estados, seja os dos municípios. No vale­tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida do quanto pior melhor, é a população”.

Dilma garantiu também que, mesmo com os problemas fiscais do governo, os programas sociais não serão abandonados. “Mesmo durante essa travessia não abandonaremos programas sociais, o MCMV, o Mais Médicos”, disse.

MCMV

A presidente anunciou que a terceira fase do Minha Casa, Minha Vida terá como meta a construção de três milhões de novas moradias.

A próxima fase do MCMV será lançada em 10 de setembro, conforme antecipado pela presidente na semana passada. Os eventos do programa habitacional tem sido o pilar principal da agenda positiva que o Palácio do Planalto tenta imprimir para combater a crise política e de popularidade vivida por Dilma.

No evento desta segunda­feira, houve inclusive o lançamento simultâneo de outras 2,4 mil casas em Caxias (MA) e no Mato Grosso do Sul. Na sexta­feira, ela viajou a Boa Vista (RR) também em agenda do Minha Casa, Minha Vida.

Depois do evento, a presidente segue para o Porto de Itaqui, também em São Luis, para a inauguração de um terminal de grãos.
Fonte : Valor Econômico
Data : 10/08/2015

CABOTAGEM PUXA CRESCIMENTO DO TECON SALVADOR
Publicado em 08/10/2015 as 09:19 AM

O crescimento de 12% na movimentação de cabotagem e de 5% no longo curso, registrados no primeiro semestre, reforçam os argumentos do Tecon Salvador sobre a necessidade da antecipação da renovação da concessão em troca de um investimento de R$ 537 milhões.

Atualmente, o terminal consegue receber dois navios ao mesmo tempo. Com a expansão, seria possível trabalhar com três embarcações simultaneamente. Ele movimentou, na cabotagem, 24 mil TEUs (contêineres de 20 pés) no primeiro semestre, contra 21,4 mil no mesmo período de 2014.

Controlado pela Wilson Sons, o terminal já recebeu a aprovação da Companhia das Docas da Bahia (Codeba) para a antecipação da renovação. O pedido agora está sendo analisado pela Secretaria de Portos. Caso receba o sinal verde, o processo segue para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O Tecon já passou por uma expansão iniciada em 2010 e concluída em dois anos, com investimento de R$ 180 milhões. Da área original da concessão, assumida em março de 2000, de 74 mil metros quadrados e capacidade para movimentar 250 mil TEUs por ano, o terminal passou a operar em uma área de 118 m2 e capacidade para movimentar até 530 mil TEUs/ano. Essa expansão não exigiu nenhum aditivo ao contrato inicial, já que o tempo que ainda havia de concessão, que termina em 2025, foi considerado suficiente para amortizar os investimentos.

O plano atual divide a nova expansão em duas partes. A primeira prevê uma ampliação do cais que recebe os navios de longo curso, com mais 423 metros, contínuo ao atual de 377 metros. A segunda fase inclui um aterro e a possibilidade de ampliação da retroárea. E é para amortecer este investimento que a empresa pede a renovação antecipada da concessão por mais 25 anos, prorrogando o atual contrato até 2050.

"É uma adequação aos tamanhos dos navios", sintetiza Demir Lourenço Júnior, diretor executivo do Tecon Salvador. Há 30 anos no grupo Wilson Sons, Lourenço afirma que o aumento no tamanho dos navios de longo curso é um processo natural no setor em busca de produtividade. Na medida que os armadores colocam em operação navios cada vez maiores nas principais rotas mundiais -principalmente ligando a China aos Estados Unidos -, as embarcações que faziam essas rotas são deslocadas para atender o comércio de países como o Brasil. E isso obriga os terminais nos portos brasileiros a acompanharem esse movimento. A mesma busca por produtividade existe na cabotagem e há um aumento também no tamanho das embarcações que percorrem a costa brasileira.

Lourenço conta que o crescimento de dois dígitos da cabotagem, em um período de desaquecimento da economia, é possível porque o modal atrai carga já existente. "O que ocorre é um deslocamento da carga rodoviária para a cabotagem." Nesse segmento, o Tecon Salvador se beneficiou dos parques eólicos que estão sendo construídos no interior da Bahia. Apesar do terminal ser de contêineres, ele pode movimentar carga geral. Pelo porto entraram pás e nacelles (parte da turbina) destinados aos projetos de geração elétrica. A expectativa é o que o mesmo aconteça com os futuros parques de geração solar que podem ser instalados na Bahia.

No longo curso, o crescimento de 5% teve como base a ampliação da carga geral que passou a usar o contêiner no comércio exterior. Ao minério de ferro e produtos agrícolas (principalmente soja, café e algodão), se juntam areia e sal transportados em contêineres. "Fechamos o primeiro semestre com 66% da nossa movimentação no longo curso e 34% na cabotagem. Acredito que, no futuro próximo, esse perfil seja de 60% no longo curso e 40% na cabotagem", prevê o executivo. O terminal movimentou, no longo curso, 71,1 mil TEUs no primeiro semestre, contra 67,7 mil nos primeiros seis meses do ano passado.

Para viabilizar o investimento de R$ 537 milhões previsto na renovação antecipada, a Wilson Sons deve buscar recursos no exterior e não usar as linhas do BNDES. O Banco Mundial, parceiro no financiamento da primeira expansão em 2010, deve ser a primeira opção. Segundo Lourenço, 70% do projeto deve ser financiado com empréstimos e 30% com recursos próprios. Como boa parte dos equipamentos tem de ser importada, fica muito difícil atender os requisitos de conteúdo local mínimo exigido para obter recursos junto ao BNDES.

O crescimento de dois dígitos da cabotagem só é possível porque o modal atrai carga já existente
Fonte : Valor Econômico
Data : 10/08/2015

MRE E ANTAQ VÃO AO DNIT PELA HIDROVIA URUGUAI-BRASIL
Publicado em 08/10/2015 as 09:19 AM

Tokarski(C): Hidrovia Uruguai-Brasil vai ampliar integração entre os dois países

http://www.antaq.gov.br/Portal/fotos/Foto20150807_155530.jpg

O diretor-geral interino do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Valter Casemiro, recebeu na última quarta-feira (5), na sede do órgão, em Brasília, o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, e a ministra Eugênia Barlthelmess, diretora do Departamento da América do Sul, do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Em Pauta, a Hidrovia Uruguai/Brasil, com destaque para a dragagem da Lagoa Mirim. Na ocasião, o representante da ANTAQ e a do MRE externaram que a Hidrovia é estratégica para a integração entre os dois países.

O diretor-geral do DNIT, Valter Casemiro, reafirmou o compromisso do órgão em licitar a obra até o final de setembro próximo.

Os representantes da ANTAQ e do MRE e o diretor do DNIT discutiram ainda formas de viabilizar a recuperação da eclusa de São Gonçalo, no Rio Grande do Sul, e retomar a sua operação.

Também participaram da reunião no DNIT, o conselheiro-chefe da Divisão da América Meridional II, do MRE, Eloy Ritter, o coordenador-geral de Operação Aquaviária do DNIT, Rodrigo Portal, e os diretores dos departamentos de Programas de Transportes Aquaviários e de Transportes Terrestres, do Ministério dos Transportes, respectivamente, Luziel Reginaldo e Paulo Sérgio.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 07/08/2015

TERCEIRIZADOS X CDP
Publicado em 08/10/2015 as 09:19 AM

Chegou denúncia ao Portogente que, mesmo suprimindo postos terceirizados da Guarda Portuária, principalmente das áreas internas dos portos que administra, a Companhia Docas do Pará (CDP) ainda mantém postos terceirizados. Parece que é o que está ocorrendo em Vila do Conde: dos 12 postos terceirizados, ainda mantém cinco postos.

A companhia deverá ter dor de cabeça na Justiça, já que a mesma denúncia diz que vigilantes que estão saindo está constituindo advogados para requerer indenização por terem atuado, durante todos esses anos, nos postos exclusivos da Guarda Portuária. Esses ex-empregados deverá requerer equiparação salarial e a diferença não recebida no período em que exerceram a atividade no porto.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  10/08/2015

ENTREVISTA - PORTO DO SUL QUER REVERTER PROBLEMA AMBIENTAL EM DOIS ANOS
Publicado em 08/10/2015 as 09:19 AM




https://portogente.com.br/images/POA_entrevista.jpg
  
POA entrevistaNo seminário realizado em junho a ANTAQ divulgou o último Índice de Desempenho Ambiental Portuário (IDA). Os dados divulgados relativos ao segundo semestre de 2014 revelam que os portos mais problemáticos são os de Porto Alegre (RS) e de Macapá (AP) em relação a problemas com o meio ambiente. O chefe de Divisão do Porto de Porto Alegre, Bruno Gonçalves Almeida, falou ao Portogente das medidas que vêm sedo tomadas para reverter essa situação num prazo de dois anos.

Ele aponta que o problema maior é cultural e que precisa ser feito um trabalho de conscientização com usuários dos serviços para chegar ao topo positivo da lista do IDA.

Portogente - Sendo o IDA um indicador para colocar a questão ambiental na agenda dos gestores portuários, que medidas vem sendo tomadas para reverter essa situação em Porto Alegre?
Almeida - A criação do indicador IDA é uma ótima iniciativa da ANTAQ, que visa promover a prestação dos serviços adequados por todos os Portos Brasileiros. O Porto de Porto Alegre vem desde o início do ano trabalhando forte para atualização de seus Planos e efetiva implementação em suas áreas.  Estamos trabalhando junto com os órgãos ambientais, e usuários do porto para regularização da licença de operação do Porto, já em análise no órgão estadual. Ou seja, basicamente todos os planos ambientais estão divididos em duas etapas; a primeira de atualização e a segunda de implantação. A perspectiva é que em dois anos consigamos atingir o topo da lista.

Portogente - Na avaliação do senhor, quais são os fatores que mais prejudicam o meio ambiente portuário e que também impedem uma solução ambiental de longo prazo?
Almeida - Como não trabalhamos com contaminantes agressivos, o maior problema enfrentado no Porto é cultural. Teremos que proporcionar uma grande campanha de conscientização dos usuários, do TPA até importador. Todos os envolvidos na atividade portuária deverão ajudar.

Portogente - Dentre as medidas implementadas pelo administração do porto, quais que o senhor considera mais relevante e que traz mais resultados?
Almeida - Como disse, estamos atualizando os planos do Porto de Porto Alegre. Mesmo assim considero o Plano de Ajuda Mútua o mais complexo e importante, pois é ele quem coordena as ações conjuntas em casos de emergências. É o plano que ninguém quer usar, mas devemos estar preparados para todas as situações. Das medidas que estão em implementação o que traz resultados visíveis a todos os usuários é Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), pois socialmente proporciona a destinação correta de resíduos, alimentando a cadeia produtiva da reciclagem, dando grau elevado de conforto aos usuários do porto.

Portogente - São realizadas parcerias com outras empresas, ONGs e órgãos ambientais no sentido de potencializar as ações de proteção ao meio ambiente na região?
Almeida - A administração do Porto, já tem parceria com os órgãos ambientais e alguns usuários. Também estamos buscando parcerias com universidades para ampliar os serviços de meio ambiente, também visando fomentar a pesquisa e educação no setor portuário.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  10/08/2015

INFORMAÇÃO INTELIGENTE NA NAVALSHORE
Publicado em 08/10/2015 as 09:19 AM

A Thomson Reuters, provedor líder mundial de soluções e informação inteligente para empresas e profissionais, estará presente na Marintec South America 2015 – 12ª Navalshore no Rio de Janeiro, na semana que vem, de 11 a 13 de agosto, apresentando o ONESOURCE Global Trade (Powered by Softway), plataforma completa desenvolvida pela equipe de Comércio Exterior da companhia, reunindo soluções para operação, controle e gerenciamento de todos os processos de importação, exportação, câmbio e de Regimes Aduaneiros Especiais.

“Neste ano, participaremos da Navalshore com maior enfoque em nossas soluções robustas e aderentes à legislação dos Regimes Especiais Aduaneiros, que permitem uma visão ampla dos processos de governança e a consequente maximização dos resultados no uso do Repetro, Replat (IN SRF 513), Depósito Especial, Drawback, Entreposto Aduaneiro Industrial e Recintos Alfandegados”, diz Menotti Fransceschini, diretor geral da divisão de Gestão de Comércio Exterior da Thomson Reuters no Brasil. Segundo ele, “isso se alinha ao compromisso da Thomson Reuters de apoiar as empresas e profissionais nesse momento chave por que passa o Brasil no que diz respeito ao desenvolvimento da balança comercial e retomada da competividade”.

No dia 11/08, às 17h, no Espaço Inovação, Roberto Feitosa, especialista em Regimes Especiais Aduaneiros da Thomson Reuters no Brasil, compartilhará os resultados de análise detalhada para o mercado de Oil & Gas considerando três itens principais: Governança, Compliance e Redução de Custos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  10/08/2015

SEM CRISE NO PRINCIPAL TERMINAL PORTUÁRIO DO AMAZONAS
Publicado em 08/10/2015 as 09:18 AM

Mesmo o Brasil apresentando consequências da crise econômica em todos os setores da economia, o principal terminal portuário do Amazonas apresentou um aumento de 7% no volume de exportações no segundo trimestre de 2015 se comparado com os três primeiros meses deste ano. O crescimento foi registrado pelo Grupo Chibatão, responsável por cerca de 80% de toda a carga movimentada no Estado.

No acumulado de abril a junho deste ano, o terminal realizou 774 movimentações (saídas do País) dentro da modalidade de exportação. Já no primeiro trimestre, o número chegou a 720, garantindo o aumento na movimentação do modal no Amazonas.

O embarque de cargas da modalidade cabotagem, que é a movimentação entre portos de um mesmo País, também sofreu leve aumento no período, contrariando o período da economia brasileira. Enquanto no primeiro trimestre foram efetuadas 16,8 mil movimentações de cargas, o segundo registrou 16,9 mil.

De acordo com o diretor-executivo geral do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, os investimentos em infraestrutura realizados pela empresa é um dos principais fatores para o bom desempenho na movimentação de cargas destinadas mesmo no período de crise financeira.

"Com todos os investimentos realizados em nosso terminal portuário, houve aumento da capacidade marítima, o que permite receber navios de maior porte e ter mais agilidade no recebimento e liberação de cargas. Assim, melhorando o desempenho para o cliente, o grupo tem se esforçado para manter as movimentações ativas durante a crise", explicou Fidelis.

As exportações saídas de Manaus têm países da Ásia e América latina como principais destinos. Já na cabotagem, atualmente 55% dela é de mercadorias que entram em Manaus e o 45% restantes são mercadorias enviadas para o resto do País.

"Hoje, nossos principais destinos são os portos de Pecém (CE), Suape (PE), Sepetiba (RJ), Itajaí (SC), Paranaguá (PR) e Rio Grande do Sul", completou Jhonhy Fidelis.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  10/08/2015

SANTOS EXPORT DEBATERÁ AÇÃO COMERCIAL NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 08/10/2015 as 09:17 AM

Evento começa amanhã, no Mendes Convention Center, reunindo autoridades nacionais e regionais e empresários do setor portuário

As estratégias para a atração de mais cargas ao Porto de Santos estão entre os temas que serão debatidos amanhã e terça-feira, durante a 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que acontecerá no Mendes Convention Center, na Cidade.

O evento reunirá autoridades como o ministro dos Portos, Edinho Araújo, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, o governador Geraldo Alckmin, o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Glauco Castilho Dall’Antonia, deputados integrantes da Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara Federal e senadores, além empresários e especialistas do setor.

O seminário é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos. Em 13 anos, ele já se consolidou como o principal fórum das discussões portuárias no País.

Os planos comerciais do cais santista, as medidas para otimizar suas atividades e os esforços para melhorar sua capacidade operacional serão discutidos no painel Estratégias comerciais para o Porto de Santos, a ser realizado na terça-feira, às 11 horas. O objetivo é identificar as ações mais importantes para atrair mais mercadorias ao complexo marítimo.

Estarão presentes o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS) e da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo e Oliveira, o presidente da Marimex, Antonio Carlos Fonseca Cristiano, o diretor-presidente do Ecoporto Santos, José Eduardo Bechara, o diretor-geral da Libra Terminais Santos, Roberto Teller, o diretor do Grupo Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita e o diretor-presidente do Concais, Flávio Brancato.




Lideranças empresariais e integrantes dos governos Federal e Estadual participam do evento

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Abertura

O Santos Export terá início amanhã, às 18 horas. A solenidade de abertura terá a presença do ministro dos Portos, Edinho Araújo, do governador Geraldo Alckmin, de senadores e deputados federais, tanto os da região quanto os integrantes da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, além de prefeitos das cidades da Baixada Santista.

Em seguida, às 19 horas, haverá uma palestra de Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, um dos maiores grupos do País, com atuação nos setores sucroalcooleiro, de energia e logístico. Em sua apresentação, ele falará sobre Investimentos ao Porto de Santos e seus benefícios.

A programação continuará na terça-feira, às 9h15, com a apresentação do ministro Edinho Araújo, que irá tratar sobre a Política do Governo Federal para o Porto de Santos. Ele estará acompanhado dos prefeitos Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Maria Antonieta de Brito (Guarujá) e Márcia Rosa (Cubatão).

Na sequência, às 11 horas, haverá o painel sobre as Estratégias Comerciais do Porto de Santos.

No período da tarde, às 14h30, os acessos terrestres serão o tema das discussões. A ideia é encontrar soluções para as deficiências rodoviárias e ferroviárias do cais santista. A criação de uma nova ligação Planalto-Baixada Santista e a ampliação dos acessos à Margem Direita do complexo serão debatidas, assim como as ações necessárias para início imediato dessas obras, além da importância do planejamento estratégico para esses serviços.

As discussões sobre o aprofundamento do canal de navegação do Porto e os impactos costeiros desse projeto estarão no último painel desta edição do Santos Export, marcado para às 16h30. Essas questões serão analisadas por autoridades como o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, o promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo Daury de Paula Junior e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), além de empresários do setor.

Deputados

A participação no Santos Export não será o único compromisso, na região, dos deputados da Comissão de Viação e Transportes da Câmara. Eles vão aproveitar a vinda a Santos para conhecer a situação dos acessos rodoviários ao Porto.

A ideia partiu do deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB-SP), que integra a CVT e a Subcomissão de Portos. O objetivo é mostrar aos parlamentares a importância de se melhorar as ligações viárias ao cais santista.

Atualmente, União, Estado e a Prefeitura de Santos elaboram um projeto para ampliar a infraestrutura viária na entrada da Cidade, implantando novos acessos ao cais. O empreendimento está orçado em R$ 700 milhões.

Com a vinda dos deputados, Papa quer convencê-los a apoiar o projeto, protegendo-o de eventuais cortes de verbas.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/08/2015

SANTOS EXPORT DEFENDERÁ INVESTIMENTOS PARA MELHORAR OS ACESSOS PORTUÁRIOS
Publicado em 08/10/2015 as 09:17 AM

Seminário começa hoje, às 18 horas, na Cidade, com a participação do ministro dos Portos, Edinho Araújo, e do governador Geraldo Alckmin

Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos tem início hoje, às 18 horas, com uma pauta em defesa de investimentos para melhorar os acessos terrestres e marítimos do complexo portuário e a eficiência de suas operações. O evento acontecerá no Mendes Convention Center, na Cidade, e prosseguirá até amanhã.

Situação dos acessos ao Porto de Santos, como o Viaduto da Alemoa (na foto), será debatida
Para debater o desenvolvimento do cais santista, estarão presentes autoridades federais e regionais, como o ministro dos Portos, Edinho Araújo, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, órgão regulador do setor), Mário Povia, o governador Geraldo Alckmin, senadores, deputados e prefeitos; e lideranças empresariais, entre eles, Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, um dos principais grupos brasileiros, que atua nos segmentos sucroalcooleiro, energético e logístico.

O seminário é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.

A pauta de investimentos necessários ao Porto será destacada logo na palestra de abertura do evento, a ser ministrada pelo empresário Rubens Ometto hoje, às 19 horas. O tema continua a ser debatido amanhã, às 9h15, na apresentação do ministro Edinho Araújo, que irá tratar dos planos do Governo Federal para o cais santista.

O assunto prosseguirá nos outros painéis do dia, que reunirão empresários, autoridades e pesquisadores para discutir a estratégia comercial do complexo marítimo e a situação de seus acessos terrestres e de seu canal de navegação.

Brasil-Bélgica

Na tarde de hoje, antes do início oficial do Santos Export, haverá o seminário Aproveitando as sinergias na logística portuária Brasil-Bélgica. O evento integra a programação do fórum e ocorrerá no próprio Mendes Convention Center, debatendo a parceria entre o país e o Brasil.

Logo após a solenidade de abertura do Santos Export, haverá a posse do novo cônsul honorário da Bélgica em Santos, Renato Barco, ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/08/2015

PARLAMENTARES VEM A SANTOS VISITAR ACESSOS TERRESTRES AO CAIS
Publicado em 08/10/2015 as 09:17 AM

Vistoria faz parte do Santos Export, evento que discutirá o desenvolvimento do porto

Parlamentares de Brasília estão no Porto de Santos, nesta segunda-feira (10), para vistoriar os acessos terrestres ao cais. O objetivo é identificar problemas, estabelecer prioridades e mobilizar o Governo Federal para aplicar investimentos ao complexo portuário em curto prazo.

A vistoria integra o início da programação do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que começa hoje. O evento, considerado o mais importante do setor, é uma iniciativa do Sistema A Tribuna da Comunicação e é realizado pelo Una Marketing de Eventos.

Para o deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB), que integra a subcomissão de Portos (parte da Comissão de Viação e Transportes), é preciso agilizar a realização das obras que melhorem os acessos viários ao Porto de Santos. "Precisamos fazer com que elas realmente aconteçam e que elas sejam feitas ao mesmo tempo".

O deputado Beto Mansur (PRB) acredita que vistoria poderá forma uma frente parlamentar para buscar investimentos e sensibilizar o Governo Federal sobre a importância de eliminar gargalos logísticos. "Sobre o repasse de verbas, tudo é possível, desde que haja convencimento dos deputados", destaca.

Para a presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, Clarissa Garotinho (PR), a visita da comitiva a Santos torna-se importante, uma vez que num cenário de crise econômica é preciso manter o porto ativo. "Estamos aqui para entender os problemas e unir esforços para eliminá-los".



Encontro começou no auditório do Museu Pelé, no Centro de Santos

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Vistoria

O encontro começou no auditório do Museu Pelé, no Centro de Santos, onde representantes das cidades da região apresentaram os projetos já desenvolvidos para melhorar os acessos terrestres ao cais. Entre eles, está o acesso a Cidade, que hoje enfrenta problemas para repasse de verbas pelo Governo Federal.

Em seguida, a comitiva percorre a Margem Direita (Lado de Santos) do complexo.

Os parlamentares fazem uma parada no viaduto da Alemoa, hoje a única alternativa para entrar nesse lado do Porto. No início desse ano, ele teve que ser bloqueado em razão do incêndio em um terminal de químicos.

Além da deputada Clarissa Garotinho e dos deputados João Paulo Tavares Papa e Beto Mansur, integram a comitiva os deputados Milton Monti (PR), Marcelo Squassoni (PRB), Edinho Bez (PMdb), Leônidas Cristino (pros), Nelson Marquezelli (ptb), Gourlart (Psd), Juscelino Filho (Prp). Entre os estaduais, estão os deputados Caio França (Psb) e Paulo Corrêa Jr (pen).

Durante a tarde, a comitiva vai vistoriar a Margem Esquerda (lado de Guarujá).

Neste lado, segundo o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo, os projetos estão adiantados, restando apenas a verba para concretiza-los. "Acredito que entrará no orçamento do ano que vem, mas estamos no aguardo do ajuste fiscal".

Programação

O Santos Export terá início oficialmente,às 18 horas no Mendes Convention Center, em Santos. A solenidade de abertura terá a presença do ministro dos Portos, Edinho Araújo, do governador Geraldo Alckmin, de senadores e deputados federais, tanto os da região quanto os integrantes da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, além de prefeitos das cidades da Baixada Santista.

Em seguida, às 19 horas, haverá uma palestra de Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, um dos maiores grupos do País, com atuação nos setores sucroalcooleiro, de energia e logístico. Em sua apresentação, ele falará sobre Investimentos ao Porto de Santos e seus benefícios.

A programação continuará na terça-feira (11), às 9h15, com a apresentação do ministro Edinho Araújo, que irá tratar sobre a Política do Governo Federal para o Porto de Santos. Ele estará acompanhado dos prefeitos Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Maria Antonieta de Brito (Guarujá) e Márcia Rosa (Cubatão).

Na sequência, às 11 horas, haverá o painel sobre as Estratégias Comerciais do Porto de Santos.

No período da tarde, às 14h30, os acessos terrestres serão o tema das discussões. A ideia é encontrar soluções para as deficiências rodoviárias e ferroviárias do cais santista. A criação de uma nova ligação Planalto-Baixada Santista e a ampliação dos acessos à Margem Direita do complexo serão debatidas, assim como as ações necessárias para início imediato dessas obras, além da importância do planejamento estratégico para esses serviços.

As discussões sobre o aprofundamento do canal de navegação do Porto e os impactos costeiros desse projeto estarão no último painel desta edição do Santos Export, marcado para às 16h30. Essas questões serão analisadas por autoridades como o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, o promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo Daury de Paula Junior e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), além de empresários do setor.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/08/2015

GOVERNO FEDERAL E PARANÁ QUEBRAM TABU E ABREM DISCUSSÃO PARA PRORROGAR PEDÁGIOS
Publicado em 07/02/2015 as 11:27 AM

Ministro determina criação de grupo de trabalho para discutir a prorrogação do convênio que delega ao estado 1,8 mil km de rodovias federais
BRASÍLIA

O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, determinou nesta quarta-feira (1.º) a criação de um grupo de trabalho para discutir a prorrogação do convênio de delegação de 1,8 mil quilômetros de rodovias federais repassadas em 1997 pela União ao Paraná. O acordo vence em 2022 e abrange estradas do Anel de Integração concedidas posteriormente à iniciativa privada. A extensão da delegação é o primeiro passo para que o governo do estado possa negociar a renovação dos contratos com as atuais concessionárias de pedágio.

A decisão quebra um “tabu” na relação entre as gestões do governador Beto Richa (PSDB) e da presidente Dilma Rousseff (PT). Na campanha eleitoral do ano passado, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e dois ministros [Ideli Salvatti e César Borges, então nas Relações Institucionais e Transportes] disseram que Richa tentou abordar a proposta com a presidente, durante audiência realizada em novembro de 2013, mas a ideia foi rechaçada. O governador negou e disse que Gleisi “faltava com a verdade”.

Em um novo capítulo, a atual proposta de prorrogação da delegação por 24 anos foi entregue ao governo federal por representantes de cinco entidades do setor produtivo paranaense – Faep, Fecomércio, ACP, Faciap e Fetranspar. Também participaram da audiência no Ministério dos Transportes deputados da bancada federal, a vice-governadora, Cida Borghetti, e o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra. A decisão sobre o grupo de trabalho dá sinais de que o debate não está mais interditado, embora permaneça distante de um consenso.

A coordenação da equipe ficará com o secretário de Gestão de Programas de Transportes do ministério, Luciano Castro, ex-deputado federal do PR de Roraima. O governo do estado vai indicar hoje um representante. Também serão designados nomes do setor produtivo e da bancada federal.

Convencimento

“O que o ministro pediu é que o Paraná convença o governo federal, com argumentos como mais obras e redução de tarifa, de que é vantajoso prorrogar a delegação”, disse o deputado federal Ricardo Barros (PP), marido da vice-governadora. Embora o ministro não tenha concedido entrevista, a assessoria dele confirmou o teor das declarações.

Cida foi comedida ao falar sobre a negociação dos contratos, mas disse que o governo do estado tem três premissas. “Trabalhamos com a redução imediata da tarifa, a retomada de obras importantes e o fim de ações judiciais que já vêm de muito tempo.”

Para Sciarra, os termos dos novos contratos não podem ser estipulados por “achômetro”. “As condições de negociação de hoje são bem diferentes daquelas de duas décadas atrás. Dá para usar mais tecnologia, cobrar de gente que hoje usa a estrada, mas não paga pedágio, e diminuir o valor para todo mundo”, disse.

Contrário à prorrogação da delegação, o deputado federal Zeca Dirceu (PT) afirmou que, mesmo com os estudos, o ministro ressaltou que a decisão final caberá ao Palácio do Planalto. “Não vejo chance de ampliar contratos que já se provaram tão lesivos ao povo do Paraná”, disse. No primeiro mandato, Dilma se recusou a renovar contratos em andamento, mas abriu exceções recentemente para negociar acordos de concessão na Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro, na Transbrasiliana (BR-153), e na Fernão Dias, entre São Paulo e Minas Gerais.
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 02/07/2015

A RODA DA FORTUNA GIROU
Publicado em 07/02/2015 as 11:27 AM

Desde o início dos anos 2000, diversas políticas de incentivo foram criadas para mobilizar investimentos massivos na indústria naval.

Aí se encaixam o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Programa de Modernização e Expansão da Frota de Navios Petroleiros (Promef), o Fundo de Marinha Mercante (FMM). Mesmo sem ter qualificação de mão de obra ou expertise no ramo, Pernambuco não foi excluído do mapa e atraiu três estaleiros - Atlântico Sul, Vard Promar e CMO - nos últimos anos. Milhares de trabalhadores que desconheciam uma realidade diferente da rotina nos canaviais da Zona da Mata adotaram o capacete de operário. Mas como não existe imunidade para a indústria quando o assunto é a crise da Petrobras, a roda da fortuna girou.

Levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) revela que, de dezembro a junho, o setor enxugou 14 mil empregos diretos no país. No final de 2014, eram 82 mil postos de trabalho dentro dos estaleiros brasileiros; no mês passado, este efetivo tinha caído para 68 mil pessoas. Em meio à tempestade de um governo que enfrenta investigações como a Lava-Jato, tenta reequilibrar as contas depois de gastar demais e ainda encontra uma crise como a da Grécia pelo caminho, não será nada fácil manter o time ganhando, como nos últimos 15 anos. Principalmente porque o novo plano de negócios e gestão da Petrobras, divulgado nesta semana, pôs um freio e tanto nas expectativas do setor.

O Sinaval esperava, por exemplo, que fossem construídas 15 novas plataformas até meados de 2020. Mas a revisão do orçamento fez essa perspectiva cair para um terço, o que deve atingir em cheio a produção de navios de apoio - embarcações de alto valor agregado que podem custar três vezes mais que um dos 49 petroleiros encomendados via Promef, ao custo total de R$ 11,2 bilhões. Sem falar que os novos contratos não prometem surgir tão cedo no horizonte...
Fonte : Diário de Pernambuco – PE
Data : 02/07/2015

MANCHAS NO PIRAPAMA
Publicado em 07/02/2015 as 11:27 AM

Sem alarde, fiscais da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) procuram explicações para manchas escuras no Rio Pirapama.

As marcas começaram a ser percebidas pela população ribeirinha e por empresas no fim de semana. E as desconfianças sobre a origem do produto aumentaram. O temor de algo contaminante, idem. Ventila-se que tenha sido um despejo irregular de combustível, espalhado rapidamente devido às chuvas. As especulações recaem sobre acidente industrial ou ato criminoso de algum caminhão.

De exato, no momento, somente os resíduos em pontos diferentes, desde lugares de captação da Barragem de Pirapama, no Cabo, a terrenos próximos a indústrias do Complexo Industrial e Portuário Suape. Preocupa, é verdade. Talvez por isso, a cautela da Diretoria de Controle de Fontes Poluidoras da CPRH relativa às manchas, cujas amostras foram coletadas para análise laboratorial, e a não divulgação do caso. Salutar, então, é explicação rápida e precisa, o que daria basta ao disse-me-disse instalado, e punição ao se identificar os responsáveis pelo crime. É o que pedem o rio e a barragem por suas importâncias para a Região Metropolitana.
Fonte : Diário de Pernambuco – PE
Data : 02/07/2015

PORTO FAZ 60 ANOS
Publicado em 07/02/2015 as 11:27 AM

Âncora da economia do Litoral Norte, o Porto de São Francisco completou ontem 60 anos de atividades.

Junto com os 130 servidores, o presidente Paulo Corsi festejou a data com um bolo. Segundo ele, 10% da soja exportada no Brasil passa pelo terminal. Foi graças ao porto que o município recebeu a ArcelorMittal Vega, maior investimento privado de SC.

Neste ano deverão ser investidos cerca de R$ 10 milhões na melhoria da infraestrutura do terminal.
Fonte : Diário de Santa Catarina – SC
Data : 02/07/2015

PREFEITO RECEBE METALÚRGICOS
Publicado em 07/02/2015 as 11:26 AM

O prefeito Rodrigo Neves recebeu ontem em seu gabinete representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí.

A categoria pede ao chefe do Executivo Municipal que faça a interlocução com o Governo Federal para que o setor naval na cidade deixe de promover mais demissões. Rodrigo ouviu um histórico detalhado da situação dos trabalhadores e das empresas da indústria naval de Niterói, gravemente atingidas pela crise da Petrobras, e se colocou à disposição do sindicato para apoiar alguns encaminhamentos, especialmente o relativo ao financiamento da Caixa Econômica junto ao estaleiro Mauá.
Fonte : O Fluminense – RJ
Data : 02/07/2015

EDITORIAL - UNIDOS PELO LESTE FLUMINENSE
Publicado em 07/02/2015 as 11:25 AM

O anúncio de redução de investimentos no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, Comperj, em Itaboraí, feito pela Petrobras na segunda-feira provocou reações no Estado e nos municípios.

Prefeitos de várias cidades vieram a Niterói discutir a crise com o prefeito Rodrigo Neves: Helil Cardozo, de Itaboraí; Waldecy Fraga Machado, de Cachoeiras de Macacu; Nestor Vidal, de Magé; Valber de Carvalho, de Tanguá; Solange Almeida, de Rio Bonito, e, representando o prefeito de São Gonçalo, o secretário municipal de Governo, Sandro Almeida.

Eles conversaram sobre medidas para superar os reflexos dos cortes na região. Alguns encaminhamentos foram acertados, entre eles a solicitação de audiência com o presidente da Petrobras para pedir aceleração no plano de investimentos do Comperj e também mais recursos para a indústria naval.

Outro pedido será a duplicação da BR-493, ligando Magé ao trecho Niterói-Manilha da BR-101, para completar o Arco Metropolitano, a ser pleiteada junto ao Ministério dos Transportes.

Ao Governo do Estado será solicitada a retomada das obras nos municípios, que foram desaceleradas em função da crise econômica, e a criação de uma agenda de desenvolvimento para o segundo semestre.

De outro lado, o governador Luiz Fernando Pezão também foi à luta. Ele conversou com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e ouviu do executivo a promessa de que a estatal buscará parceiros para concluir a obra do Comperj. Para Pezão, a construção precisa ser terminada, já que está com 86% das obras da primeira fase concluídas.

O investimento da Petrobras em Itaboraí é importante para todo o Estado do Rio de Janeiro e principalmente para o Leste Fluminense. A mobilização dos governos e de toda a classe política da região é fundamental para que esse empreendimento, que representa tanto em termos de geração de empregos e de desenvolvimento não seja perdido.
Fonte : O Fluminense – RJ
Data : 02/07/2015

DNIT ANUNCIA NOVO EDITAL DO PEDRAL
Publicado em 07/02/2015 as 11:25 AM

Um novo edital para licitação do derrocamento do Pedral do Lourenço vai ser divulgado até o dia 30 de agosto deste ano.

Foi o que garantiu o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Valter Casimiro Silveira, durante reunião com a bancada federal do Pará e com prefeitos e empresários paraenses. Valter informou também que o derrocamento e consequente navegação na Hidrovia do Tocantins entre Marabá e Tucuruí foi novamente incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A obra é parte da eclusa de Tucuruí e vai permitir o escoamento de produtos do Centro-Oeste brasileiro pelos portos da região Norte, principalmente pelo Pará.

A reunião em Brasília foi mediada pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, que se comprometeu em agilizar uma reunião, ainda esta semana, com o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para tratar do licenciamento ambiental do projeto.

A reunião com os representantes do Pará teve momentos tensos. Todos os presentes tiveram a oportunidade de expor a insatisfação e indignação com o cancelamento sucessivo de editais e a falta de cumprimento de propostas feitas por dois presidentes da República, que estiveram na região para anunciar o lançamento do edital e imediato início da obra.

Em 2010 o então presidente Luis Inácio Lula da Silva esteve em Marabá para anunciar o lançamento do edital para arrancar as pedras do Rio Tocantins e permitir a navegabilidade até Tucuruí. No mesmo dia ele também anunciou o início das obras de construção da Alpa (Aços Laminados do Pará), em Marabá. Dilma Rousseff também esteve na região em duas ocasiões anunciando os mesmos projetos.

“Nenhum dos dois projetos foi viabilizado. Nós do Pará estamos no estágio da irritação com este processo. Estamos há cinco anos ouvindo promessas e sendo obrigados a explicar o inexplicável à sociedade paraense. Isto tem provocado um enorme constrangimento de natureza política. Foram inúmeras as intervenções feitas, tanto pelo presidente Lula quanto pela presidente Dilma confirmando este importante projeto para o Pará”, lembrou o senador Jader Barbalho (PMDB).

“A eclusa (eclusa de Tucuruí) foi inaugurada em 2010 e se tornou um elefante branco. Virou uma piada de mau gosto, já que não tem nenhuma utilidade”, ressaltou o senador, alertando que, após 30 anos de obras e a um custo R$ 1,6 bilhão, estavam sub aproveitadas porque as obras complementares para tornar o rio navegável não foram realizadas.

Jader barbalho anunciou medidas mais drásticas: vai requerer junto ao Ministério dos Transportes todas as informações referentes aos processos licitatórios iniciados e não concluídos para a obra do Pedral do Lourenço. O senador informou que vai tomar esta medida baseado no Artigo 50, parágrafo 2º da Constituição Federal, que determina que: “As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não-atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas”.

Movimento também pede implantação da Alpa.

Derrocamento já teve três projetos diferentes.
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 02/07/2015

LOCALIZAÇÃO DO TERMINAL E CLIMA DO RN SÃO DIFERENCIAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:25 AM

Três fatores justificam a escolha de um aeroporto para sediar um hub: localização, clima e economia, segundo o professor de logística do Departamento de Administração da Universidades, Carlos Alberto Freire Medeiros.

Para ele, o Rio Grande do Norte estaria à frente dos estados que competem pelo hub nos dois primeiros fatores, acrescida, ainda, pela capacidade de expansão do aeroporto Aluízio Alves, o que garante a instalação de operadores de logística e transporte no entorno do terminal.

São os operadores logísticos que fazem a parte do desembarque ao processamento de cargas – o que, de fato, importa na operação de um hub. “O que garante (o hub) é a capacidade de receber os operadores de serviço de logística, e nós temos espaço. Da mesma forma que os passageiros trocam de aeronave, as cargas vêm para estes armazéns, de onde são despachadas. Aviões não podem ficar aguardando a troca de cargas”, salientou o especialista.

O início das operações do primeiro cargueiro no RN, o Lufthansa Cargo, no início de junho, foi uma mostra da capacidade do terminal. “A Lufthansa Cargo veio para Natal exportar, mas com uma carga que vai para Recife, pois lá não há capacidade de receber o cargueir. Recife está completamente descartada, não há aérea de crescimento para os operadores logísticos”, acrescentou. No caso de Fortaleza, embora haja uma obra de expansão do terminal, a área de crescimento é limitada a 10 mil m². Além disso, o RN concentraria as melhores condições de localização – é mais localizada na “ponta” do continente –, e clima: a área norte do estado, onde está instalado o ASGA, tem ventos mais estáveis e pluviometria baixa. “Esse hub é pensado para a América do Sul, e nós estamos mais para ‘fora’ do continente com relação a todas as capitais”, acrescentou Medeiros.

Já o aspecto econômico poderia pesar, pois há um fluxo exportador e turístico menor que Recife e Fortaleza. Entretanto, ressalta Medeiros, isso pouco influenciaria, pois o mercado consumidor das cargas transportadas não é local. “O hub não é para atender o RN ou o Ceará, e sim toda a América do Sul. As cargas não vão ficar aqui”, ressaltou o especialista. O professor defende que, embora a conexão com o porto de Natal seja importante, ela pode ser feita após a chegada do hub. No caso dos acessos rodoviários, eles serviriam apenas para atender o transporte da indústria local e o de passageiros, sem grande influência para o hub de cargas.
Fonte : Tribuna do Norte – RN
Data : 02/07/2015

RIO GRANDE PEDE RETOMADA
Publicado em 07/02/2015 as 11:24 AM

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect), Fábio Branco, informou ontem que o governo gaúcho está pressionando junto à direção da Petrobras para que o destino das obras das Plataformas P-75 e P-77 continue sendo Rio Grande.

Na avaliação do secretário Branco, o projeto da QGI é estratégico para o Estado, principalmente porque permitirá a recontratação de trabalhadores dispensados, depois que foram concluídas em 2013 no estaleiro Honório Bicalho as plataformas P-63, P-55 e P-58.

O titular da pasta do Desenvolvimento tem articulado junto com a bancada federal gaúcha, e com o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, uma resposta favorável da Petrobras aos investimentos que geraram expectativas positivas para o povo gaúcho. Enfatizou, ainda, que “o governo estadual não medirá esforços para que as obras das respectivas plataformas sejam implantadas no Rio Grande do Sul, o que é importante para o fortalecimento da competitividade do Polo Naval”.
Fonte : Correio do Povo – RS
Data : 02/07/2015

REVITALIZAÇÃO DO CAIS TEM ESTUDO AMBIENTAL
Publicado em 07/02/2015 as 11:24 AM

O esperado projeto de revitalização do Cais Mauá de Porto Alegre avançou mais uma etapa ontem.

A empresa responsável pelo empreendimento entregou à prefeitura o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-Rima). Segundo o gestor do projeto, Luiz Eduardo Abreu, com a entrega dos documentos, as obras poderão começar em 2016.

Formados por seis volumes, totalizando 2,5 mil páginas e 15 CDs, o EIA-Rima é essencial para a obtenção da licença prévia ambiental. O estudo contou com o envolvimento de 378 profissionais e envolveu 40 relatórios específicos. Apesar de o documento ter demorado três anos para ficar pronto, o tempo é considerado curto diante das complexidades do projeto. Entre eles, a localização perto do Guaíba e o fato de a região ser tombada pelo patrimônio. Os técnicos realizaram ainda análise do impacto na mobilidade e segurança para o projeto das ciclovias e possíveis alterações no trânsito.

A expectativa é que a revitalização dos armazéns demore dois anos. Esse prazo começará a ser contado após a obtenção de todas as licenças, o que deverá demorar ainda mais seis meses. O projeto prevê um shopping, com área de quase 30 mil m². Ele não terá mais que dois andares, para amenizar o impacto na paisagem.

Quando pronto, o complexo terá investimento privado R$ 500 milhões — R$ 30 milhões já foram aplicados. “Com a conclusão poderemos devolver aos porto- alegrenses o seu cartão-postal. É um dos projetos mais complexos e que começa a sair da gaveta e passa a se transformar em realidade para a população”, afirmou o prefeito José Fortunati, sem prever a conclusão.

Uma das expectativas é tornar o Cais um local de forte ligação com a história da cidade e, ao mesmo tempo, um novo espaço destinado ao lazer, entretenimento, comércio e cultura. O projeto foi concebido pelo escritório espanhol B710, que buscou inspiração no modelo do Port Vell/Barcelona.

Segundo o urbanista Jaime Lerner, que acompanhou a solenidade, é uma grande oportunidade para cidade, que contará com um centro de lazer, além de impactar na revitalização da região. “Os benefícios serão sentidos por todos os moradores da cidade. É a história de Porto Alegre que está no Cais”, afirmou.

Entre as intervenções estará a restauração de 11 armazéns tombados, do prédio da Superintendência de Portos e Hidrovias e do antigo frigorífico. Alguns armazéns serão destinados a atividades culturais e outros servirão para abrigar estabelecimentos de gastronomia e eventos.

Linha do tempo

¦ Julho/2010: Edital de licitação
¦ Dezembro/2010: Contrato de arrendamento entre governo e a vencedora, Cais Mauá Brasil
¦ Março/2012: Início do EIA-Rima, após disputa com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários
¦ Outubro/2013: Protocolo da primeira versão do estudo na Smam.
¦ Julho/2015: Versão final do EIA PRÓXIMOS PASSOS
¦ Audiência pública
¦ Parecer final da Smam
¦ Aprovação do projeto legal e do Estudo de Viabilidade Urbanística
¦ Emissão de licença prévia e de instalação.

Números*

¦ Investimento privado: R$ 500 milhões;
¦ 181 mil m² de área, sendo 93 mil m² de área livre;
¦ Serão entregues dez praças com mais de 11 mil m²; ¦ 3,2 mil metros de área de livre acesso para a população contemplar o Guaíba;
¦ 12,5 milhões visitantes por ano; 28 mil empregos diretos e indiretos;
¦ R$ 927 milhões de faturamento;
¦ R$ 215 milhões em impostos e contribuições. *Estimativas da empresa Cais Mauá
Fonte : Correio do Povo – RS
Data : 02/07/2015

ACESSO A TECNOLOGIA DE SATÉLITE AVANÇADO É PRIORIDADE NACIONAL
Publicado em 07/02/2015 as 11:24 AM

O governo brasileiro considera prioritária dar vida à operação do acordo com os Estados Unidos para o desenvolvimento conjunto de satélites.

O compromisso foi assinado em Brasília durante a visita do presidente americano, Barack Obama, em março de 2011.

O Brasil vai precisar de quatro plataformas orbitais ao longo dos próximos 15 anos. Embora haja capacidade no País para a construção de determinados modelos, as pretensões agora são de grande abrangência, envolvem satélites de alta tecnologia e múltiplo emprego; componentes fundamentais para a consolidação dos programas de controle do mar, da fronteira terrestre e da expansão das facilidades de proteção aérea.

A presidente Dilma Rousseff considera fundamental adquirir capacidade na análise do clima e acompanhamento ambiental por meio de veículos espaciais. Washington e Brasília negociam a produção integrada, mais o lançamento de uma unidade pesada na órbita equatorial, destinada a coletar informações que permitam antecipar a ocorrência de desastres naturais.

É nessa linha que deve ser visto o encontro de Dilma e empresários do setor aeroespacial no Centro de Pesquisas da Na-sa. A presidente gosta do modelo adotado pela Marinha para obter qualificação no projeto e construção de submarinos: um grupo nacional, a Odebrecht Defesa e Tec nologia, trabalha em Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro, associado com os estaleiros DCNS da França. O contrato prevê ampla transferência de tecnologia, treinamento de pessoal e, no fim, autonomia total. É assim que o País deve adquirir olhos eletrônicos.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 02/07/2015

UTC BUSCA AJUDA PARA REESTRUTURAR DÍVIDA
Publicado em 07/02/2015 as 11:22 AM

Objetivo é alongar dívida de R$ 1,6 bi, boa parte dela nas mãos de bancos; desafio é receita prevista, mas não garantida

A UTC, do empresário baiano Ricardo Pessoa, autor da mais recente e polêmica delação da Operação Lava Jato, buscou no mercado um serviço de referência na reestruturação de empresas problemáticas. Contratou a RK Partners, do consultor Ricardo Knoepfelmacher - mais conhecido como Ricardo K. - para renegociar R$ 1,2 bilhão de dívidas com bancos. Os balanços da UTC indicam que a nova missão será um grande desafio.

Na última década Ricardo K se especializou em reorganizar negócios encrencados por brigas societárias, gestões equivocadas. Seu trabalho mais recente foi nas empresas do grupo EBX,de Eike Batista. Mês passado passou fechou uma parceria com o Cerberus, fundo cuja especialidade é investir em negócio em crise aguda.

A RK Partners deve finalizar um acordo para alongar dívidas com seis bancos credores: Itaú BBA, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, HSBC e ABC Brasil. Após a prisão dos executivos de construtoras dentro da Operação Lava, entre eles o próprio Ricardo Pessoa, os bancos se tornaram rígidos com o setor. Mas no caso da empresa de Pessoa, o desafio está ligado diretamente à capacidade de pagamento dos cerca de R$ 1,6 bilhão, entre dívidas bancárias e debenturistas - cerca de R$ 800 milhões são de curto prazo.

A RK fará o planejamento financeiro, tentando alongar o prazo da dívida o máximo possível por cinco, seis até sete anos - e prevendo antecipações de parcelas em caso de venda de ativos. Todos os ativos que sejam interessantes podem ser postos à venda. A prioridade será negociar os menos estratégicos, como os imóveis. Mas o pacote também inclui a venda de participações em grandes empreendimentos, como a do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e a da Linha, na Linha 6 do metrô da capital paulista e até de ativos com problemas como o estaleiro Enseada.

Finanças. Os balanços de 2014 publicados pela empresa, em maio, mostram que receitas previstas podem não se concretizar. As ressalvas são dos auditores. A construtora, por exemplo, registra R$ 764 milhões a receber de clientes, quase 95% concentrado na Petrobrás. Quase R$ 530 milhões são relativos a aditivos de obras da refinaria Refap, no Rio Grande do Sul. A UTC dá 0 recebimento como certo, mas para a auditoria ele “dependente de eventos e decisões futuras e podem ocorrer reflexos diferentes destes considerados pela administração”.

Outro ponto preocupante é que o balanço de 2014 informa não haver irregularidades em relação à Operação Lava Jato. Mas o cenário mudou com a delação de seu presidente e terá efeito financeiro. A Camargo Corrêa, por exemplo, estimou perdas de R$ 792 milhões.

As negociações entre o grupo e os bancos já duram quatro meses. As dívidas estão fracionadas em dezenas de diferentes linhas de crédito, nos mais variados valores. Os bancos já aceitaram reunir os débitos e discutir em conjunto. Por se tratar de uma negociação direta com os credores, o mercado chama as tratativas de “recuperação judicial branca”.

Receita futura

R$ 764 mi é o valor que a construtora tem a receber de clientes – 95% desse total está concentrado na Petrobrás; Outros R$ 530 milhões são relativos a aditivos de obras
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 02/07/2015

NOVO DELATOR DA LAVA-JATO DETALHA ELOS COM JOSÉ DIRCEU
Publicado em 07/02/2015 as 11:22 AM

LOBISTA MILTON PASCOWITCH, que tinha atuação em empreendimentos no polo naval de Rio Grande, teria relações com empresa do ex-ministro.

O lobista Milton Pascowitch – novo delator da Operação Lava- Jato – detalhou suas ligações com o ex-ministro José Dirceu em acordo de delação premiada fechado com a Procuradoria-Geral da República. Para a força-tarefa, as informações de Pascowitch são importantes para definir as próximas linhas da investigação sobre o petista.

Em troca da delação, o lobista deixou, na última segunda-feira, a custódia da Polícia Federal (PF) em Curitiba, após 39 dias preso. O juiz federal Sergio Moro validou a colaboração e autorizou prisão domiciliar com monitoramento de tornozeleira eletrônica. Pascowitch é suspeito de operar propina para a empreiteira Engevix.

Os investigadores insistiram, nas audiências com o novo delator, em esmiuçar as relações da empresa de Pascowitch com a JD Assessoria e Consultoria. A JD, segundo o criminalista Roberto Podval, defensor de Dirceu, já encerrou suas atividades.

NEGÓCIO COM ESTALEIRO NO ESTADO É INVESTIGADO

A PF suspeita de lavagem de dinheiro na compra da casa onde funcionou a JD Assessoria. Os investigadores identificaram que Pascowitch teria pago R$ 400 mil do imóvel comprado pelo ex-ministro, em 2012, onde funcionou a sede da empresa em São Paulo. Ao todo, uma das empresas de Pascowitch, a Jamp Engenheiros Associados, pagou R$ 1,4 milhão para o ex-ministro entre 2011 e 2012, por supostas consultorias para a Engevix no Exterior.

Segundo as investigações, Pascowitch, natural de Porto Alegre, tinha crachá da Petrobras de livre acesso ao Estaleiro Rio Grande, onde participava de reuniões e acompanhava as construções dos cascos de plataformas. Os contratos do estaleiro comprado em 2010 pela Engevix Engenharia são alvos da nova etapa das investigações.

Detido em 14 de novembro de 2014 e desde abril em prisão domiciliar, o dono da Engevix Gerson Almada detalhou o papel de destaque de Pascowitch no negócio do estaleiro. Almada confirmou pagamentos de lobby para garantir contratos na estatal.
Fonte : Zero Hora
Data : 02/07/2015

JAPONESES ESPERAM DEFINIÇÕES NO BRASIL
Publicado em 07/02/2015 as 11:21 AM

Os grupos industriais japoneses IHI, Kawasaki e Mitsubishi, sócios dos estaleiros Atlântico Sul (EAS), Enseada e Rio Grande (ERG), respectivamente, deverão esperar por maiores detalhes do plano de negócios da Petrobras e pelo término da reestruturação na Sete Brasil para definir o seu futuro no setor no país.

"Enquanto eles [os japoneses] não entenderem melhor o que está acontecendo no Brasil, eles não vão se mexer", disse uma fonte, e completou: "Eles olham a relação bilateral entre os governos para avaliar se têm suporte oficial."

Em maio, presidentes dessas corporações japonesas, que investiram mais de R$ 1 bilhão nos três estaleiros no país, reuniram-se com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, em busca de garantias do governo sobre a demanda dos estaleiros, ameaçada pela crise na Sete Brasil. Os japoneses precisam ter sinalizações claras de que haverá demanda nos estaleiros a curto e médio prazos, disse uma fonte.

Uma força tarefa, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) foi formada para discutir ações que permitam a continuidade das operações dos estaleiros, em especial os três que contam com os sócios japoneses. Houve discussões com os japoneses, em reuniões presididas pelo ministro Eduardo Braga, em maio, que incluíram temas como renegociações de empréstimos, novas contratações e a solução para os contratos da Sete Brasil. Dos três estaleiros, o Enseada, na Bahia, é o mais dependente dos contratos com a Sete Brasil. Procurado, o MME não se pronunciou sobre o andamento dos trabalhos da força tarefa.

O Enseada havia ganho contratos para construir seis sondas para a Petrobras e há indicações de que o estaleiro poderá ficar só com quatro unidades. Controlado por Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki, o Enseada enfrenta dificuldades depois que a Sete Brasil começou atrasar pagamentos para a construção de sondas ano passado. No mercado, especula-se que o estaleiro poderia passar por uma reestruturação societária depois de resolvido o problema da Sete Brasil.

A OAS já disse que os 17,5% que detém no Enseada é um dos ativos à venda no processo de recuperação judicial do grupo. No mercado, há informações segundo as quais a Kawasaki poderia ampliar sua fatia acionária no estaleiro junto com a Odebrecht, mas não há decisão nesse sentido. Qualquer movimento dos grupos industriais japoneses no Enseada, no EAS e no ERG depende do encaminhamento para uma série de incertezas que surgiram a partir da Operação Lava-Jato, que investiga desvios de recursos da Petrobras. Os sócios brasileiros dos três estaleiros foram envolvidos nas denúncias da Lava-Jato.

Para atuar no Brasil, empresas japonesas chegaram a se unir no "Japan Team", grupo que reúne concorrentes nipônicas ligadas à navegação e à construção naval que buscam oportunidades no pré-sal. José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, disse que os japoneses parceiros da Ecovix, empresa do grupo dedicada à construção naval e offshore, já manifestaram diversas vezes o compromisso de manter a participação acionária de 30% que detêm no negócio. "A relação [com japoneses] é muito boa."

A assessoria da Mitsubishi disse ao Valor que o grupo entende que a Ecovix, dona do ERG, encontra-se em uma difícil situação financeira causada pela Lava-Jato e pela Sete Brasil. A MHI afirmou que está analisando junto com outras empresas japonesas as medidas a serem tomadas. No mercado, há informações de que os sócios da Engevix poderiam vender sua participação no ERG, detida via holding Jackson, com os japoneses podendo aumentar sua fatia. Mas não há nenhuma decisão tomada.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2015

ESTATAL VAI SUBSTITUIR PLATAFORMAS ATRASADAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:20 AM

Com o atraso nas obras de construção das plataformas no Brasil, a Petrobras se prepara para contratar novas unidades de produção para compensar a demora na execução do projeto de nacionalização das plataformas flutuantes (as chamadas FPSOs) do pré-sal.

A estatal retirou do horizonte do novo plano de negócios duas das oito unidades conhecidas como replicantes - por seguirem um mesmo padrão previsto anteriormente- para operar até 2020 e teve de remanejar a carteira de projetos.

Esta semana, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse que a companhia vai contratar a partir deste ano cinco novas plataformas para operar em 2019 e 2020. Dessas cinco unidades, contudo, duas são destinadas a substituir a ausência da P-72 e P-73 no novo plano de negócios.

Com a postergação dessas duas unidades, projetos antes previstos para operar com replicantes ficaram sem plataformas. Caso dos campos de Sépia, previsto para 2019, e Lula Oeste (2020).

A P-72 e a p-73, cujos contratos de integração de módulos sequer foram licitados até o momento, estavam previstas para 2018 no último plano, mas ficaram para a próxima década. As duas unidades vão operar em projetos da cessão onerosa previstos para após 2020, informou a Petrobras ao Valor.

Em seu novo plano de negócios, a estatal contabilizou um atraso médio de um ano na entrega das plataformas replicantes. A previsão anterior era iniciar a operação de duas unidades em 2016 e três em 2017, mas o cronograma escorregou para 2017 e 2018. E dos três FPSOs previstos anteriormente para 2018 apenas um entrou no novo plano, para 2019, com a saída das unidades P-72 e da P-73 do horizonte até 2020.

O projeto de construção dos oito replicantes no Brasil foi lançado para atender a demanda da Petrobras por plataformas no pré-sal, inicialmente para desenvolvimento da produção dos campos dos blocos BM-S-9 e BM-S-11. A estatal contratou as obras e construção dos cascos, módulos e integração entre vários estaleiros no país.

Os oito cascos foram encomendados ao estaleiro Ecovix, da Engevix, em Rio Grande. A expectativa da Petrobras era que as unidades fossem produzidas em série dentro de um conceito de escala e otimização de custos. Dos oito cascos, apenas dois (P-66 e P-67) foram concluídos até o momento, quase cinco anos depois da assinatura do contrato. Outros dois cascos, da P-69 e P-70, seguem em obras no Rio Grande, segundo a Engevix.

Os replicantes foram assim batizados porque seguem o mesmo padrão. Cada plataforma foi concebida com uma capacidade para processar até 150 mil barris por dia de óleo e comprimir 6 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.

O arranjo inicial do projeto de nacionalização das unidades, contudo, vem se desmantelando ao longo dos últimos anos, num processo que ganhou novos contornos com a Operação Lava-Jato. Em novembro, por exemplo, a Iesa, citada nas investigações da Polícia Federal, teve rescindido seu contrato para construção de 24 módulos de compressão e as obras foram parar no exterior. A integração das unidades P-67 e P-70, a cargo do Consórcio Integra (Mendes Junior / OSX), é outra obra que deve parar na China.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2015

CLASSIFICADOS – NOTAS CURTAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:20 AM

Estação em destaque - TERMINAL PORTUÁRIO

Uma revista de bordo distribuídas, nos voos nacionais, traz uma matéria sobre os melhores espaços construídos em espaços portuários. A nossa Estação das Docas, trabalho do arquiteto e secretário de cultura Paulo Chaves, aparece entre as mais bonitas do mundo. O Pará fica todo orgulhoso dessa indicação.

Armador - NAVEGAÇÃO FLUVIAL

O nosso grande amigo de muitos anos armador amazonense Janjão Fonseca, foi recentemente homenageado pelo Sindarma-Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas, do qual foi seu presidente inclusive. Gente da melhor qualidade.

BEIRA DO CAIS - COMPANHIA DOCAS

Nunca, em tempo algum, aconteceu um “festival” de novos empregos na CDP-Companhia Docas do Pará, como agora. Com certeza absoluta a “Dona Justa Federal” está de olho.

BEIRA DO CAIS - TERMINAL PORTUÁRIO

O rio Tapajós vai ficar movimentadíssimo com a instalação de 27 terminais para operar no transbordo de grãos procedentes do Centro Oeste. Os terrenos na área de Miritituba estão bastante valorizados.

BEIRA DO CAIS - NAVEGAÇÃO MARÍTIMA

Ontem, o empresário e armador Benedito Pantoja bordejava pela cidade de Santarém, ele que é presidente do Grupo Camila, que opera na navegação e outros segmentos comerciais.
Fonte : O Liberal – PA
Data : 02/07/2015

ELOGIÁVEL TRABALHO A FRENTE DO ESTADO MAIOR DO COMANDO DO 4º DISTRITO NAVAL, UM DOS MAIS MOVIMENTADOS DO BRASIL
Publicado em 07/02/2015 as 11:20 AM

Servindo em Belém pela segunda vez - a primeira como Comandante da Base Naval de Val-de-Cães, onde marcou o seu extraordinário trabalho, com grandes realizações -, o Capitãode- Mar e Guerra Ricardo Barros, que aparece na foto com sua bela esposa, Srª Cláudia Barros e o colunista, voltou a capital paraense, trazido pelo vice-almirante Edlander Santos, para exercer a função de Chefe-do- Estado Maior do Comando do 4º Distrito Naval, aonde vem também se destacando, como se destacou na BNVC.

Oficial Superior da nossa Marinha, de muitos amigos na capital paraense, é sem dúvida uma das fortes colunas da equipe do atual Comandante do 4º Distrito Naval. Verdadeiro gentleman, muito querido junto a SOAMAR, dentro de mais alguns dias, juntamente com seu colega de igual patente CMG Aristide de Carvalho Neto, Comandante da CPAOR, estará viajando para dois municípios paraenses, com objetivo de verificar a possibilidade de instalação de agências fluviais, inclusive, em Marabá. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal – PA
Data : 02/07/2015

FORTALECENDO A LOGÍSTICA DO ARCO NORTE COM 26 TERMINAIS EM MIRITITUBA NO RIO TAPAJÓS
Publicado em 07/02/2015 as 11:19 AM

Com infraestrutura insuficiente, a soja de Mato Grosso viaja dois mil quilômetros por estrada até os estados do Sudeste, encarecendo o produto brasileiro.

A nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado no começo de junho pela presidenta Dilma Rousseff, deve corrigir essa distorção. Para a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), as concessões anunciadas têm um foco muito claro na porta de saída das exportações do setor pelo “Arco Norte”, o que pode descongestionar gradativamente o movimento em portos como o de Santos e de Paranaguá. Segundo ela, dois projetos fundamentais do PIL são as concessões das rodovias BR-163 e BR-364. A primeira liga Sinop (MT) ao Porto de Miritituba (PA), às margens do rio Tapajós, onde estão se instalando 26 terminais de grãos para exportação.
Fonte : O Liberal – PA
Data : 02/07/2015

PREFEITO DE BELÉM FACULTA PONTO ÀS SEXTAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:19 AM

FOLGA Decreto publicado no Diário Oficial diz que só funcionarão serviços essenciais

A Prefeitura de Belém decretou na última terça-feira, 30, em publicação do Diário Oficial do Município, ponto facultativo às sextas-feiras de julho em todas as repartições públicas municipais. Segundo o decreto, nos dias 3, 10, 17, 24 e 31 deste mês, funcionarão apenas as unidades e serviços essenciais, entre os quais as unidades de saúde e serviços de proteção social. O Governo do Pará não decretou, até então, ponto facultativo em julho. Entre os serviços municipais de saúde estão unidades de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma); Central de Leitos; Unidade de Pronto Atendimento (UPA); Hospital Geral de Mosqueiro; Central de Ambulância 192; Hospitais do Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, Humberto Maradei Pereira (PSM do Guamá); unidades com urgência e emergência do Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (lpamb). Também funcionarão a fiscalização e o departamento de feiras, mercados e portos da Secretaria Municipal de Economia (Secon); cemitérios; Departamento de Resíduos Sólidos (DRES) da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan); setores operacionais da Semob; setor comercial e de operações e manutenção de redes e sistemas de Abastecimento de Água de Belém (Saaeb); além de serviços de proteção social especial de média e alta complexidade.

Haverá serviço na rede de abrigos e casa de passagem do serviço de acolhida em abrigo para crianças e adolescentes; serviço de acolhida em abrigo para mulheres vítimas de violência; serviço de acolhida em abrigo para adultos e família em situação de rua; Setor de Calamidade e Emergência (Sicape), centro especializado para pessoas em situação de rua, unidades de plantão da Funpapa e conselhos tutelares; serviços essenciais da Guarda Municipal de Belém; servidores vinculados ao Programa Cuida Belém; e os vinculados à operação verão/2015, e todo o pessoal sob regime de escala de serviços.

Funcionarão hospitais e unidades que têm atendimento de emergência
Fonte : O Liberal – PA
Data : 02/07/2015

REDE EXTRAFARMA MUDA GESTÃO E VAI CHEGAR A POSTOS DA BANDEIRA IPIRANGA
Publicado em 07/02/2015 as 11:15 AM

A rede paraense de drogarias Extrafarma abrirá a primeira unidade nos postos de gasolina da bandeira Ipiranga até setembro.

Essa será a primeira experiência da nova fase de expansão da farmácia para os postos de combustíveis e de gás. A estimativa em todo o Brasil é de aproximadamente mil locais possíveis para essa implantação.

A ação integra um planejamento de expansão que passou a ser comandado pelo grupo empresarial Ultra, após fusão das empresas no ano passado. A Ultra é a quinta maior companhia privada do País e tem propriedade das empresas postos Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Oxiteno.

O anúncio foi feito ontem em coletiva de imprensa que oficializou a mudança no comando executivo da drogaria, que passou de Paulo Lazera para André Covre como o novo diretor- superintendente. De acordo com Covre, um levantamento do grupo estima que mil postos de combustível e de gás possam abrigar unidades da Extrafarma em todo o Brasil.

Com isso a expectativa é expandir as farmácias para novos locais nos estados do Norte e Nordeste, onde já há atuação da Extrafarma, e entrar no mercado do varejo farmacêutico em regiões como Sul e Sudeste. “A Extrafama além de trazer um produto de bem-estar e primeira necessidade para as pessoas tem portanto uma relação com a economia muito mais distante e permite anos de crescimento a despeito com o que acontece com a economia atualmente”, afirmou Covre, que confia na expansão da Extrafarma em todo o Brasil apesar do cenário macro econômico.

O novo diretor-superintendente vinha atuando no Ultra há oito anos como diretor financeiro e de relações com investidores, com participação direta nos movimentos estratégicos da companhia no período, como as aquisições de Ipiranga e Texaco, a expansão da Ultracargo para todos os principais portos do país e a associação entre Ultra e Extrafarma.

“O nosso plano de integração Extrafarma/ Ultra, a partir dessa base que o Paulo (Lazera) conduziu e construiu, é acelerar o ritmo de crescimento da Extrafarma”, destacou. No primeiro momento serão expandidas as operações nos estados em que a Extrafarma já opera, como Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, e nos estados vizinhos.

Já a médio prazo, a aspiração é conquistar alcance nacional sendo uma das líderes do setor tanto em números de lojas quanto em qualidade. A mudança de comando encerra o período de transição nas adequações da Extrafarma ao Ultra.

Os sócios da rede de farmácias passam a ser acionistas com direito a 2,9% das ações da holding Ultrapar. Paulo Lazera, que liderou o processo de implantação dos novos modelos, continuará como consultor especial à Extrafarma. “Em fevereiro de 2014, iniciamos o processo de integrar as companhias e o encerramos recentemente. Eu sinto que o meu ciclo agora está encerrando.

Sinto que a Extrafarma entra em um ciclo de crescimento de projeto muito audacioso e desafio muito forte, e o meu dia a dia na companhia encerrou-se aqui”, disse Lazera, que também está confiante no crescimento. A Extrafarma se fundiu a Ultra, uma das maiores companhias do Brasil, em janeiro do ano passado por meio de um acordo assinado entre as duas empresas.

O Ultra pagou o equivalente a R$ 1 bilhão em ações aos donos da Extrafarma. Em 2014, o faturamento do Ultra foi superior a R$ 67 bilhões. Além do varejo farmacêutico, a companhia atua também em varejo e distribuição especializada por meio de Ipiranga e Ultragaz, em armazenagem para granéis líquidos pela Ultracargo, e na indústria de especialidades químicas por meio da Oxiteno.
Fonte : O Liberal – PA
Data : 02/07/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 07/02/2015 as 11:05 AM

O reajuste dos servidores do Judiciário foi aprovado porque o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, não assumiu sua retirada e a reabertura das negociações.

Lewandowski não assumiu

O acordo costurado com o presidente do Senado, Renan Calheiros, previa o envio de carta com essa proposta. Mas a leitura pelos senadores foi a de que o texto era dúbio e concluíram que o objetivo era colocar a decisão no colo do Senado e do PMDB.

PDT demite seu ministro

Manoel Dias, ministro do Trabalho, está com os dias contados no governo. Sua saída foi acertada ontem, em reunião entre o presidente em exercício, o vice Michel Temer, o ministro Aloizio Mercadante e o presidente do PDT, Carlos Lupi. Mercadante ofereceu o ministério para um dos 19 deputados da sigla. Estes pediam a cabeça do ministro há meses. O governo quer resolver, com isso, a tumultuada relação com a bancada pedetista na Câmara. O chefe da casa Civil ofereceu o varejo da pasta e avaliar a retomada de algumas atribuições que foram transferidas para o Planalto. Há vários candidatos, mas uma ala da bancada quer desembarcar do governo Dilma.

“Como não perdi? Eu odeio perder cara e coroa. Muito menos votação de PEC”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Presidente da Câmara, à 1h de ontem, após a PEC da redução da maioridade penal para crimes hediondos, que precisava de 308 votos, ser derrotada por apenas cinco votos (303 x 184)

Em busca da imagem perdida

A cúpula do PT, na segunda-feira em São Paulo, decidiu que o programa de TV da sigla, em 16 de agosto, terá como prioridade fazer uma defesa contundente da legenda. Avaliam que o governo Dilma não precisa do partido para se recuperar.

Tirar a escada

Os senadores têm deitado e rolado em críticas à reforma política aprovada na Câmara. A ira do Senado pode ser reduzida na próxima semana, quando o deputado Rodrigo Maia apresenta seu relatório com as mudanças infraconstitucionais.

Abrindo a janela

Os irmãos Ciro e Cid Gomes, ex-governadores do Ceará, só estão esperando a aprovação da janela para deixar o PROS. Devem, provavelmente, ingressar no PDT. Ontem, se reuniram com Carlos Lupi. Eles já têm apoio de dez deputados.

A caravana

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, vai percorrer o país no recesso em defesa do impeachment. Pré-candidato ao Planalto, ele aposta na radicalização para crescer nas pesquisas. Ele discorda da aposta dos tucanos no TSE e no TCU. Diz: “Eles são órgãos acessórios. O poder está aqui (Congresso). É aqui que se bate o martelo”.

De olho na opinião pública

Aecistas dizem que o presidente do PSDB, Aécio Neves, subiu de tom no passado recente, por temer o discurso contundente de Ronaldo Caiado. Mas como este se manteve estacionado, nas pesquisas eleitorais, decidiu se preservar.

Gol contra

A ala petista da coordenação política está detonando indicação do PMDB para uma das agências reguladoras. Espalham que um dirigente da legenda é o padrinho. Aliados atribuem também ao Planalto a informação do nepotismo cruzado contra o ministro Aldo Rebelo. José Dirceu (foto) não está no governo, mas seus métodos continuam em prática.

O DEPUTADO Celso Russomano está folgado na frente, em pesquisa para a prefeitura de São Paulo. Em 2012, saltou na frente, nadou e morreu na praia.
Fonte : O Globo
Data : 02/07/2015

PODERES EM CONFLITO - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 07/02/2015 as 11:04 AM

Ninguém sabe aonde isso vai dar, mas há um sentimento de regozijo entre os políticos fora do PT com o protagonismo que o Congresso vem assumindo, mesmo que algumas medidas aprovadas possam significar prejuízos ao orçamento público, como o aumento dos servidores do Judiciário.

Esse aumento, aliás, também é consequência do papel ampliado que vem exercendo o Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal. O presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Ricardo Lewandowski, foi um ativo lobista a favor desses aumentos, que devem ser seguidos pela aprovação de reajustes na mesma proporção para os servidores do Ministério Público.

No centro dessas decisões está o Congresso, que cada vez mais assume o controle da agenda política do país, no que é classificado como “uma experiência extremamente rica” em avaliação da cúpula do PMDB, neste momento com papel ambíguo a desempenhar.

Ao mesmo tempo em que o vice Michel Temer é o responsável pela coordenação política do governo, os presidentes de Câmara e Senado são os responsáveis pelo estouro do Orçamento, prejudicando o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cuja aprovação é a principal responsabilidade de Temer.

Na avaliação política da situação, os peemedebistas entendem que as consequências de curto prazo de certos exageros nas votações no Congresso poderão até ser contidas, na medida em que a presidente vete alguma dessas propostas, dê nova configuração a outras. “Mas é preciso ter autoridade para isso”, ressaltam.

E quem acompanhou a votação do aumento dos servidores do Judiciário certamente anotou que o provável veto da presidente Dilma, prenunciado pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e confirmado pela própria em declaração ainda nos Estados Unidos, já estava nas contas do rebelado Senado.

Não foram poucos os senadores que já convocavam reação ao veto presidencial, para derrubá-lo no plenário. O senador Cristovam Buarque disse que, ao se deparar com o placar eletrônico marcando 62 votos a favor e nenhum contra, já que nem mesmo o PT teve coragem de anunciar um voto contrário à medida e liberou seus senadores, percebeu que aquele era o sinal mais claro do fim da hegemonia do PT.

O governo manobrou para adiar a decisão, na tentativa de usar os argumentos de sempre para “convencer” senadores a reprovar o aumento, que é realmente abusivo. Ainda mais neste momento de crise. Cristovam lembra que o PT sempre atuou como rolo compressor no Congresso, sem se importar com a minoria.

Hoje, não tem mais condição de segurar nem sua bancada no Senado, e nem os senadores mais alinhados ao Planalto, como Lindbergh Farias, que procurou um microfone para dizer que votaria a favor dos aumentos. Não foi possível, pois o voto simbólico de liderança foi o bastante para aprovar, sem que nenhum senador se dispusesse a checar a maioria, que era avassaladora.

Desde a ditadura que não temos relação do Legislativo com as outras instituições com tanto protagonismo, tanta autonomia. A ditadura impôs o presidencialismo imperial com o decretolei. A medida provisória, do ponto de vista do arcabouço legal, é quase um substitutivo do decretolei. Vem sendo mitigada desde Sarney, mas é ferramenta extremamente eficaz para impor a dominação do Executivo.

Ou era, pois, como o Executivo está muito fraco, o Congresso ganhou nova dimensão e hoje tem condições de derrubar vetos presidenciais ou MPs. E, para compensar os desmandos que vêm sendo aprovados no plenário das duas Casas, há medidas econômicas importantes que devem ser aprovadas pelo Congresso, como a mudança da legislação da exploração do petróleo do pré-sal.

Acabar com a obrigatoriedade de a Petrobras participar com pelo menos 30% em todos os campos é fundamental para a economia; a própria Petrobras está torcendo para isso, pois não tem dinheiro para investir.

E o país precisa atrair investimentos nessa área para garantir, inclusive, as empresas que estão na cadeia de produção do petróleo. Por isso os governadores de Rio, ES e SP estão apoiando essa mudança, extremamente favorável para o ambiente de negócios do país.

Essa será, por sinal, uma derrota que até mesmo o Planalto vai receber de bom grado, criticando, embora, a mudança, para não perder o viés ideológico.

Os pontos-chave

1 - Há sentimento de regozijo entre os políticos fora do PT com o protagonismo do Congresso, mesmo que medidas aprovadas possam afetar o orçamento público, como o reajuste do Judiciário.

2 - O Congresso cada vez mais assume o controle da agenda política, no que é classificado como “experiência rica” pela cúpula do PMDB, que neste momento tem papel ambíguo. Ao mesmo tempo em que Temer é o responsável pela coordenação política, os presidentes de Câmara e Senado são responsáveis pelo estouro do Orçamento.

3 - Cristovam Buarque disse que, ao se deparar com o placar marcando 62 votos a favor e nenhum contra, percebeu que aquele era o sinal mais claro do fim da hegemonia do PT.
Fonte : O Globo
Data : 02/07/2015

AMEAÇAS DO CONGRESSO - PANORAMA ECONÔMICO - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 07/02/2015 as 11:04 AM

É a marcha do país em direção à perda do grau de investimento.

Assim caminha o Brasil. A aprovação do aumento para os funcionários do Judiciário se junta à indexação total dos benefícios previdenciários e à adoção de regras mais generosas de aposentadoria. Tudo isso acontece enquanto a dívida do país aumenta e o déficit nominal chega ao espantoso número de 7,9% do PIB.

O ministro Nelson Barbosa ligou de São Francisco, nos EUA, para alguns jornalistas, entre eles, eu. Disse o que pensa dessa proposta: “É incompatível com a situação econômica que estamos passando e insustentável do ponto de vista fiscal e é socialmente injusta.” Ele lembrou que isso representa R$ 1,5 bilhão só este ano, sem haver orçamento previsto. “Não se pode pedir, na atual situação de aumento do desemprego e queda do salário real, que a população gaste mais com salário de servidores”. Segundo ele, há risco concreto de efeito cascata, que começa com a justiça estadual, mas pode atingir todos os servidores.

O governo negocia um aumento para seus funcionários, de 21%, para ser pago em quatro anos. Nelson Barbosa entregou um documento com os cálculos, como referência, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. “O ministro ficou de avaliar e pediu para que o Congresso não votasse o aumento.” Pois aconteceu o oposto: a proposta foi votada e aprovada por unanimidade.

A tempestade continua em Brasília. Os sinais dados pelo Congresso e os números que saem do Tesouro mostram que será inevitável o rebaixamento. Mesmo que a presidente Dilma vete essa proposta, o que fica claro é que o legislativo tem uma pauta expansionista e o governo deixou de ser o centro do poder. Hoje o Congresso vota qualquer coisa, a qualquer hora, sem olhar o contexto e o custo. Quer atingir o governo e ameaça a estabilidade econômica.

A conjuntura internacional piorou com a crise grega. Quando isso acontece, todos os países que têm fragilidades são olhados com preocupação por investidores, tenha ou não qualquer relação com o país epicentro da crise. Para a Moody’s e a Fitch, o Brasil está dois degraus acima do grau especulativo, mas com uma única redução pela Standard & Poor’s nós perderemos o que levou duas décadas para conseguir: o selo de país bom para investimento.

A contradição é tal que nem se consegue acompanhar todas as despesas criadas pelo Congresso. No mesmo dia em que aprovou o aumento para servidores do Judiciário, o Senado reduziu PIS/Cofins sobre o diesel, o que tem um custo em renúncia fiscal de R$ 13,8 bi por ano.

A bagunça nas contas públicas feita no governo passado foi tão grande que o esforço para dar realismo aos números está exibindo um quadro incompatível com um país com grau de investimento. A dívida bruta bateu recorde e completou um aumento de 10 pontos percentuais do PIB desde o início do governo Dilma. O governo mostrará a dívida líquida e garantirá que está estabilizada, mas nenhum analista olha esse indicador porque ele desconta os empréstimos do Tesouro ao BNDES, ativos que não têm liquidez. Ninguém sabe quando nem como serão pagos. O que é usado no mundo inteiro, comparável, relevante para as agências de risco é a dívida bruta. Mais do que o número em si, que é alto, há a dinâmica do endividamento. O Brasil é um país que tem um déficit nominal enorme, não consegue fazer superávit primário relevante, manipulou contas públicas recentemente, criando dúvidas sobre o passado, tem um Congresso que aprova aumento de gastos obrigatórios, e o Banco Central mantém uma taxa de juros elevada para enfrentar a inflação fora da meta. O risco de rebaixamento é concreto.

O único conforto é que os números que saem do Tesouro este ano são mais fidedignos, e isso faz com que sejam injustas as comparações com os dois anos anteriores. Em 2013 e 2014, houve tanta manipulação, truque, pedalada, que deveriam ser desconsiderados na série. O que a própria equipe econômica sabe é que a tempestade em Brasília continuará. Não há sinais de bom tempo no horizonte.

No centro do problema econômico, está a crise política. O Congresso foi capturado pelos grupos de interesses, seus líderes não entenderam que essas bombas fiscais vão ferir o país. O governo está fraco pela baixa popularidade da presidente que, durante a campanha, falou o oposto do que defende hoje.

Os pontos-chave

1 - Congresso aumenta gastos e desconsidera que a dívida está em alta e há forte déficit nas contas públicas

2 - Governo não dita a pauta no legislativo. Crise política aumenta o risco de perda do grau de investimento

3 - Presidente Dilma faz o oposto do que disse em campanha. Popularidade cai e base política se rebela
Fonte : O Globo
Data : 02/07/2015

REVOGADA CONSULTA PÚBLICA DOS PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA
Publicado em 07/02/2015 as 11:04 AM

A Secretaria de Portos (SEP/PR) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 205 de 26 de junho de 2015, alertando que foi revogada a consulta pública referente à revisão das poligonais dos Portos Organizados de Paranaguá e Antonina, no Paraná, aberta em 19 de dezembro de 2014 e conduzida no processo administrativo nº 00045.000249/2015-93.

Serão abertas, em até sessenta dias, novas consulta e audiência públicas visando à adaptação das áreas dos portos organizados de Paranaguá e Antonina, em face da necessidade de dar cumprimento às exigências da Lei Federal nº 12.815 de 05 de junho de 2013.

Buscando dar total transparência aos procedimentos que definirão os novos limites das poligonais dos portos de Paranaguá e Antonina, a SEP promoverá Reunião Preparatória prévia ao lançamento de novas consulta e audiências públicas que integrarão o processo de adaptação das áreas dos citados portos organizados. A reunião ocorrerá no dia 03 de julho, sexta-feira, de 9:30 às 12:00, no Teatro Municipal Rachel Costa, situado na Rua Quinze de Novembro, n.º 87, Centro Histórico - Paranaguá/PR.

O objetivo da reunião é anunciar as novas fases do processo de adaptação das poligonais das áreas dos Portos Organizados de Paranaguá e Antonina, esclarecer eventuais dúvidas, e receber contribuições dos presentes na construção da proposta oficial de lançamento da consulta e das audiências públicas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  02/07/2015

DÍVIDA DA LIBRA: CHEIRO DE BOLO NO AR
Publicado em 07/02/2015 as 11:03 AM

Custa crer que em meio a tantos escândalos e prisões envolvendo autoridades e empresas com contratos com o governo do Brasil, o grupo Libra Terminais, conforme noticiou o jornal Valor Econômico, do dia 26 de junho último, entrou com pedido de abertura de arbitragem junto à Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) contra a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Fato que vem sendo urdido nos bastidores e amplamente denunciado neste Portogente.

Sob todos os ângulos em que se projeta qualquer resultado desse arranjo nebuloso, diferente da apuração do real valor devido e respectivo pagamento, o patrimônio público é ameaçado de alto prejuízo. Baseado em instrumentos legais que causam controvérsia, esse arremedo de contabilidade é uma afronta à Justiça do País. Diante de absurdo afrontamento, causa estranheza o silêncio do Sétimo Tribunal Regional Federal de São Paulo. É o caso de se perguntar: qual o valor real dessa dívida que jamais foi apurada dentro dos cânones contábeis?

Por isso, a própria Codesp, que tantas vezes emperrou a ação da Justiça, chegou até apresentar cálculo com diferença de quase 40% do valor apurado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), este também inferior às apurações escrituradas. Se existe fragilidade na aplicação do direito disponível, no caso da Codesp, para resolver o caso da Libra por meio da arbitragem, é intransigente que, ocorrendo a mediação, se evite o prejuízo à empresa estatal. E, assim, frustar qualquer possibilidade de malfeito nesse processo. Se a Justiça é desconsiderada, que seja preservada a contabilidade.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  02/07/2015

PORTOFER OFERECE 8,36% E TERMINA GREVE DE TRÊS DIAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:03 AM

Em assembleia na noite desta quarta-feira (1º), no sindicato dos operários portuários (Sintraport), os trabalhadores da Portofer Transporte Ferroviário encerram a greve iniciada às 7 horas de segunda-feira (29).

Eles concordaram com o novo reajuste salarial oferecido à tarde pela empresa, de 8,36%, em audiência de instrução e conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).

A proposta da empresa garante estabilidade no emprego por no mínimo 90 dias. Mas o presidente do sindicato, Claudiomiro Machado ‘Miro’, adverte que “se houver demissão, depois disso, para tudo de novo”.

O acordo estabelece ainda uma comissão tripartite, formada por representantes do sindicato, trabalhadores de base e empresa, para negociar vários problemas cotidianos de relações de trabalho.

O documento tem efeito retroativo à data-base de março e contempla 300 empregados. A greve ganhou força na terça-feira e hoje (30 e 1º). Todos os terminais das margens direita e esquerda foram afetados.

A empresa é responsável pela carga e descarga de granéis, contêineres e outros produtos de exportação e importação. A categoria reivindicava 9% de reajuste, mas a empresa oferecia 8,19%.

A empresa tem 80 maquinistas, 80 operadores e 140 empregados em funções como supervisores, líderes e auxiliares de pátio e de operação, escriturários, pessoal de manutenção, rondantes e ‘olhos vivos’.

“Mais importante que o índice e as demais cláusulas do acordo, foi a recuperação da autoestima da categoria, que vinha há muitos anos submetida a uma verdadeira ditadura da empresa”, disse Miro. Informações e foto do jornalista Paulo Passos, da assessoria de imprensa do sindicato.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  02/07/2015

AÇÃO CONTRA ALL, DNIT E ANTT CONTRA DEGRADAÇÃO DO PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO DO PAÍS
Publicado em 07/02/2015 as 11:03 AM

O Ministério Público Federal em Araraquara (SP) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, para que a América Latina Logística Malha Paulista (ALL) remova vagões, locomotivas e outras peças depositados no pátio ferroviário do município e ao longo da linha férrea que corta a região, bem como realize a limpeza periódica dos locais e conserve os bens sob sua guarda. A empresa, enquanto responsável por parte dos equipamentos da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), deveria zelar pela conservação dos itens, mas tem descumprido termos dos contratos de concessão e arrendamento. Além da degradação do patrimônio público, a omissão da companhia tem gerado riscos à segurança e à saúde da população que vive no entorno. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também são réus na ação.

Os contratos foram assinados em 1998 pela ALL e o DNIT, real proprietário dos bens, cabendo à ANTT a fiscalização do seu cumprimento. Desde então, a empresa está incumbida da manutenção dos chamados bens móveis e imóveis operacionais, ou seja, aqueles que ainda podem ser utilizados no transporte ferroviário. Os não-operacionais ficam sob a guarda do DNIT, que deve assegurar sua adequada destinação. Porém, falhas nessa classificação têm feito com que boa parte dos equipamentos se perca ou fique acumulada em locais impróprios.

Quatro procedimentos de investigação já foram instaurados no MPF devido aos problemas que o descaso tem gerado. Relatórios de inspeção apontaram diversos equipamentos e prédios abandonados, acúmulo de resíduos de construção civil às margens da linha férrea e focos de incêndio por causa do mato alto. Além disso, o descuido com vagões e peças tem propiciado o surgimento de criadouros de mosquitos transmissores da dengue e outras doenças e a proliferação de pragas urbanas. A falta de conservação no entorno da ferrovia também tem favorecido o aumento no registro de crimes relacionados principalmente a roubos e consumo de drogas.

Descumprimentos
A ALL afirma que muitos dos bens são inoperantes, passíveis apenas de devolução ao DNIT. No entanto, em vez de buscar as vias legais para que o patrimônio retorne ao órgão, a empresa simplesmente optou pelo seu abandono. Já o DNIT e a ANTT têm deixado de fazer o controle patrimonial e contábil dos itens e de fiscalizar o cumprimento das obrigações da concessionária.

"Não há dúvidas de que somente uma atuação conjunta dos requeridos poderá solucionar a questão de forma eficaz, pois mais que um mero levantamento da classificação jurídica de cada bem lá depositado, é imprescindível que se realize um levantamento das condições reais de uso dos bens, reclassificando-os, se necessário, e apurando possível responsabilidade por sua deterioração", sustenta o MPF.

Ao final do processo, o MPF quer que a Justiça Federal determine à ALL e ao DNIT, com a supervisão da ANTT, a elaboração de um inventário conclusivo dos bens da extinta RFFSA. Pede ainda que a empresa permaneça obrigada a realizar a limpeza periódica da faixa de domínio da ferrovia no perímetro de Araraquara e promova, junto com o departamento federal, a correta destinação dos bens catalogados.

O número da ação é 0006052-38.2015.4.03.6120. Para consultar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  02/07/2015

FROTA DE CABOTAGEM ESTÁ PRONTA PARA ATENDER MERCADO
Publicado em 07/02/2015 as 11:03 AM

Diferente da navegação de apoio marítimo, que possui uma exigência para a contratação de conteúdo local, o segmento de cabotagem possui condições mais flexíveis e praticáveis que requerem índices mínimos para a fabricação de embarcações no Brasil. Porém os pedidos de encomendas ainda esbarram em entraves como custo elevado para a construção e dificuldade no cumprimento dos prazos. Segundo o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Luis Fernando Resano, esses são os principais dilemas vividos pelas armadoras na hora de escolher entre a produção nacional ou recorrer à importada.

Além disso, a falta de disponibilidade e capacidade dos estaleiros para construção de navios de porte bruto são outros problemas enfrentados pelo setor, que precisa fabricar navios capazes de suportar até 60 mil toneladas. Mesmo com todos estes desafios, o vice-presidente do Syndarma acredita que o mercado nacional possui condições para competir em igualdade com o mercado internacional, pois as altas taxas de impostos para a importação, que podem chegar a 50% do valor da encomenda, deixam as estrangeiras em desvantagem. "É preciso ter um bom capital para importar navios", acrescenta.

Para o representante, que é um dos especialistas confirmados na grade do Fórum de Líderes da Marintec South America - Navalshore 2015, a decisão de construir embarcações no Brasil  ou encomendar no exterior vai depender muito da necessidade do armador. Se existe urgência para operar, por segurança as empresas optam pela produção internacional devido à agilidade, mas se for uma demanda de longo prazo a vantagem utilizar conteúdo local.

Modal em expansão - Apesar do desequilíbrio na matriz dos transportes brasileira com a prepoderância do modal rodoviário, o fato é que a cabotagem cresce de 10% a 12% ao ano no País, por ser economicamente mais barata e sustentável. "As empresas estão investindo no transporte, ninguém vai comprar um navio para deixar parado enquanto não tem carga. O custo é muito elevado e por isso o navio precisa estar rodando. O que precisa é ter carga com regularidade e volume. A frota de cabotagem está pronta para atender o mercado", destaca Resano ao afirmar que o setor está preparado para atender novas demandas.

De acordo com o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Fernando José de Pádua Costa Fonseca, que também estará no Fórum do evento, uma das soluções para incentivar ainda mais o transporte de cabotagem é prestigiar o armador brasileiro. "Podemos conseguir um frete muito mais em conta apesar do risco Brasil. Nosso custo portuário é muito elevado, então precisamos incentivar os armadores brasileiros e melhorarmos as condições do nosso custo de logística". O diretor da Antaq acrescenta que estas iniciativas possuem um efeito cascata positivo para o setor. Isso porque ao investir em estaleiros de reparação naval para navegação de cabotagem e pensando na questão de tripulação, custo de praticagem no Brasil e uma série de transações, é possível estimular a navegação de cabotagem e os armadores brasileiros teriam uma demanda de construção de embarcações novas e reparação naval capaz de sustentar pelo menos os estaleiros do Rio de Janeiro.

Cabotagem e a Indústria Naval - A cabotagem é um dos temas que serão discutidos no  Fórum de Líderes, que será realizado pela Marintec South America - Navalshore, evento do setor de construção e manutenção naval da América do Sul, em parceria com o Sistema FIRJAN e Sinaval, para debater soluções estratégicas que contribuam com a retomada da atividade da cadeia produtiva. O encontro acontecerá paralelamente à Marintec, que ocorre de 11 a 13 de agosto, no Centro de Convenções SulAmerica, no Rio de Janeiro.

O objetivo do Fórum de Líderes do setor naval é trazer para a discussão os principais gargalos das questões tecnológicas, políticas e da sustentabilidade do setor em temas de relevância para o desenvolvimento da indústria no Brasil e na América do Sul, com reflexos internacionais.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :  02/07/2015

OGMO DIVULGA LISTA DE CLASSIFICADOS NESTA QUINTA-FEIRA
Publicado em 07/02/2015 as 11:03 AM

Lista com aprovados estará na edição desta quinta-feira(2) do Expresso Popular

O OGMO-Santos vai divulgar, nesta quinta-feira (2), a lista final dos 255 candidatos classificados no processo seletivo de transferência de cadastro para registro na atividade de Estiva. Serão convocados os 165 primeiros nomes para realizar o agendamento para comparecimento no setor de RH-TPA do OGMO-Santos, no Posto de Escalação 3, a fim de que sejam adotados os procedimentos necessários para preenchimento das vagas.

Para realizar o agendamento será necessário o preenchimento do formulário que estará disponível no site do OGMO-Santos no período de 03/07/2015 a 01/08/2015. O acesso à rede interna deve ser feito pelo candidato utilizando a sua senha pessoal da internet através do site www.ogmo-santos.com.br.

O candidato convocado que não realizar o agendamento no prazo será considerado desistente da vaga. O Posto de Escalação 3 fica localizado na Av. Mário Covas s/nº esquina com canal 6.

A lista com os nomes dos aprovados estará na edição desta quinta-feira (2) do jornal Expresso Popular.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/07/2015

RECEITA APREENDE CONTÊINERES COM CERCA DE R$ 2 MILHÕES EM MERCADORIAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:02 AM

Contenedores chegaram a bordo do navio Venezia, com bandeira de Hong Kong no último dia 10



Em um dos contêineres havia artigos de informática

http://www.atribuna.com.br/fileadmin/_processed_/csm_Apreensa-o_55ab209b09.jpg

A Receita federal contabilizou cerca de R$ 2 milhões em mercadorias apreendidas no último dia 10, no Porto de Santos. As cargas encontradas estavam em dois contêineres não declarados, que chegaram a bordo do navio Venezia, com bandeira de Hong Kong. Antes de chegar a Santos, a mercadoria fez escala no Porto de Suape (PE), e tem origem no Porto de Everglades, Estados Unidos.

Entre as mercadorias encontradas, em uma das caixas metálicas estavam produtos de informática como: HD externo, drives de disco óptico, disco rígido, GPSs, fontes, placa de vídeos e notebooks entre outros artigos de informática. No outro, havia bagagens, equipamentos de ginástica e artigos de vestuário, como roupas de bebês.

Os contêineres foram descobertos quando o navio fundeado na Barra de Santos (aguardando o momento de atracar no terminal), durante uma patrulha da equipe de fiscalização da Alfândega. Os agentes estavam em uma lancha da Aduana equipada com câmeras de longo alcance, que identificaram a numeração dos contêineres, transportados no convés do navio.

Os dados captados foram confrontados com as informações disponíveis nos sistemas da Receita Federal. Foi quando se descobriu que os dois contenedores não tinham sido declarados. Até o momento não se sabe para onde as cargas estavam destinadas, já que não haviam sido manifestadas.

Processo

Agora, a Receita Federal irá terminar o auto de apreensão. De acordo com a Alfândega, como se trata de aparelhos eletrônicas essa operação leva mais tempo, já que precisa especificar os números e cadastrar cada equipamento. Após a emissão do auto, a Alfândega vai iniciar os trabalhos de cruzamento de dados para identificar os responsáveis pelo crime.

Após o responsável pelas mercadorias ser encontrado, ele terá que apresentar uma explicação sobre o procedimento e destino da carga, se não for apresentada a defesa ou ela for negada, o juiz irá declarar o perdimento da carga. Em seguida as mercadorias sujeitas ao perdimento podem ser leiloadas, doadas para instituições sem fins lucrativos, incorporadas por órgãos públicos ou destruídas, se importadas ilegalmente.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/07/2015

DOIS HOMENS SÃO SUSPEITOS DE TENTAR SABOTAR ALL
Publicado em 07/02/2015 as 11:01 AM

Polícia investiga se ato tem ligação com greve
DA REDAÇÃO

Uma ação que poderia ter ocasionado, segundo a polícia, um desastre ferroviário foi frustrada, na madrugada de ontem, pela Guarda Portuária (GP). Dois homens tentaram desconectar vagões da empresa América Latina Logística (ALL) para impedir o seu funcionamento, sendo detidos e levadas à Delegacia Sede de Santos, conforme o Boletim de Ocorrências (BO).

A situação aconteceu em um momento de greve dos trabalhadores da Portofer Transporte Ferroviário, empresa do grupo ALL e Rumo Logística. Os detidos vestiam jaquetas da ALL, de acordo com a polícia.

Segundo o BO, existe a suspeita de que a ação seja um reflexo da paralisação da categoria, em greve por não ter fechado acordo pelo reajuste salarial com a Portofer.

Ainda de acordo com o Boletim de Ocorrências, os guardas portuários realizavam uma patrulha pela Avenida Perimetral, sentido Centro, ao lado do viaduto da Santa, quando notaram dois homens de moto.

Os guardas resolveram observar os movimentos dos dois indivíduos. Até que um deles desceu da moto e caminhou em direção aos vagões para desconectá-los.

Em seu relato, o guarda responsável pela condução dos homens à delegacia disse que os dois tentaram deixar o local ao perceberem que eram observados, mas foram impedidos.

Questionados sobre o que faziam no local, informaram que estavam a trabalho. Um profissional da empresa confirmou que eles era empregados, porem, garantiu que não haviam aparecido para trabalhar no dia.

Durante a averiguação do ocorrido, não ficou evidente que ação dos suspeitos tenha causado perigo de desastre ferroviário. Os homens foram liberados, mas o caso continuará a ser investigado pela polícia.

Dois lados - Sintraport

O presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado, disse desconhecer a detenção dos dois homens, mas garantiu que advogados da entidade darão assistência aos trabalhadores.

O sindicalista aproveitou, ainda, para se queixar da empresa. Segundo ele, empregados de uma agência de segurança contratada pela Portofer “apontaram armas para os trabalhadores grevistas”.
Portofer

Em nota, a Portofer informa que os fatos deverão ser investigados pela policia. A empresa ressalta que repudia qualquer ação que coloque em risco a segurança na operação ferroviária. 0 texto aponta ainda que, apesar das condições atuais da economia, o diálogo com o sindicato sempre existiu. “Apresentamos proposta de reajuste com ganho real, aumento no vale-refeição e no auxilio materno infantil, entre outros benefícios".
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/07/2015

CONSELHO DA CODESP ADIA AVALIAÇÃO DE OBRAS VIÁRIAS
Publicado em 07/02/2015 as 11:01 AM

O Conselho de Administração (Consad) da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) vai avaliar o resultado da licitação para a construção do novo trecho da Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos, a ser construído entre o Macuco e a Ponta da Praia, em uma próxima reunião, ainda neste mês.
DA REDAÇÃO

A concorrência para a remodelação do sistema viário do Cais do Saboó também entrará na pauta dessa nova sessão.

Os dois assuntos seriam debatidos ontem mas, devido a trâmites obrigatórios, a apreciação foi adiada. A construtora Cappellano foi selecionada para os dois projetos.

Paia a construção do trecho da Perimetral, serão investidos R$ 72 milhões, custeados pelo Governo Federal. A remodelação do sistema viário do Saboó custará R$ 7,8 milhões, a serem pagos pela Docas. A previsão da Codesp é que as obras sejam iniciadas neste mês.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/07/2015

CLICK - SANTOS 17.
Publicado em 07/02/2015 as 11:01 AM

Representantes da Codesp, da Capitania dos Portos de São Paulo, da Praticagem de São Paulo e do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) visitaram ontem as instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), no Rio de Janeiro. o órgão é cotado para fazer os testes necessários para aferir a viabilidade de se aprofundar 0 canal do Porto de Santos. 0 grupo também visitará os laboratórios da Universidade de São Paulo (USP), na Capital, em duas semanas. Só então definirá quem será contratado para os estudos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/07/2015

SÃO SEBASTIÃO TERÁ TERMINAL DE R$ 1 BI
Publicado em 07/02/2015 as 11:01 AM

Projeto é discutido pelo ministro Edinho Araújo em visita ao porto
DA REDAÇÀO

A licitação para a construção c a exploração de um novo terminal no Porto de São Sebastião deve render investimentos de R$ I bilhão ao complexo, que fica no Litoral Norte do Estado. Esse projeto, os planos de expansão do porto e suas ações ambientais foram discutidos, ontem, durante visita do ministro dos Portos, Edinho Araújo, à região.

O ministro foi recebido pelo diretor-presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho, por outros executivos da Autoridade Portuária e pelo prefeito de Ilhabela (SP), Antonio Colucci.

O arrendamento do terminal, que integra o plano de crescimento do complexo portuário, faz parte do segundo bloco de concessões do Governo Federal. Trata-se de uma área de 250 mil metros quadrados, com dois berços de atracação e profundidade variando de 18 a 19 metros. A previsão é que a instalação movimente 9 milhões de toneladas em cargas soltas ou conteinerizadas por ano. O prazo de arrendamento será de 25 anos.

O plano do expansão do porto prevê ampliar a área ocupada pelas instalações dos atuais 100 mil metros quadrados para 300 mil metros quadrados em uma primeira fase e, depois, para 400 mil metros quadrados. No futuro, poderá chegar a 800 mil metros quadrados. Esse aumento ocorrerá em etapas, de acordo com as necessidades portuárias e a atratividade das cargas.

“O Porto de São Sebastião tem um potencial imenso e o Brasil possui uma demanda aquecida por investimentos portuários. Licitaremos com certeza novas áreas neste porto já no primeiro semestre de 2016, buscando sempre o desenvolvimento e a geração de empregos c renda", afirmou o ministro.

O presidente da Docas de São Sebastião pediu que a Secretaria de Portos (SEP) adiante o arrendamento da área. Ele quer que, ainda neste semestre, o processo seja colocado em consulta pública e a concorrência, realizada.

“Obviamente pedi a antecipação do arrendamento para este ano, mas ele (o ministro) falou que vai respeitar o cronograma (do Governo Federal). O não eu já tenho, mas vou insistir na consulta pública para este ano", destacou Tércio.

Edinho Araújo reafirmou seu compromisso cm destravar, modernizar e tomar mais eficiente o sistema portuário brasileiro. “O potencial de investimentos é superior a RS 1 bilhão, movimentando mais de nove milhões de toneladas de cargas ao ano. Isso irá aumentar expressivamente a capacidade de movimentação de cargas", explicou o ministro dos Portos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/07/2015

TERMINA GREVE NA PORTOFER
Publicado em 07/02/2015 as 11:01 AM

Mesmo com o caso dos dois homens encaminhados à Delegacia Sede de Santos, as negociações da campanha salarial da categoria ocorreram normalmente.

Após uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), a Portofer apresentou uma nova proposta de 8,36% de reajuste salarial.

O índice foi aprovado pelos trabalhadores na noite de ontem em assembleia que encerrou a greve de três dias.

O aumento beneficiará 300 profissionais, que lotaram a sede do Sindaport para votar a oferta da empresa. A data-base dos trabalhadores é em março.

Além do reajuste salarial, a proposta da Portofer garante estabilidade no emprego por no mínimo 90 dias.

O presidente do sindicato, Claudiomiro Machado, adverte que "se houver demissão, depois disso, para tudo de novo”.

Uma comissão tripartite também foi formada. Representantes do Sintraport, trabalhadores de base e empresa, negociarão problemas cotidianos de relações de trabalho.

MOVIMENTO

Todos os terminais das margens direita e esquerda foram afetados. A empresa é responsável pela carga e descarga de granéis, contêineres e outros produtos de exportação e importação.

A categoria reivindicava 9% de reajuste, mas a empresa oferecia 8,19%. “Mais importante que o índice e as demais cláusulas do acordo, foi a recuperação da autoestima da categoria, que vinha há muitos anos submetida a uma ditadura da empresa", diz o presidente do sindicato.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/07/2015

PECÉM I E II IRÃO FORNECER ÁGUA À USINA SIDERÚRGICA
Publicado em 07/01/2015 as 02:37 PM

Hoje, as três unidades geradoras das usinas Pecém I e Pecém II recebem da Cogerh 0,8 m³ de água por segundo

Donas do conjunto de termelétricas Pecém I e Pecém II, que, movidas a carvão mineral colombiano, geram juntas o equivalente a 1.085 MW, a EDP e a Eneva decidiram prestar ajuda à Companhia Siderúrgica do Pecém: fornecerão 0,2 m³ por segundo de água à gigantesca usina em implantação na geografia da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, que integra o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

Os engenheiros Fernando Pessoa Moura, diretor técnico da Pecém II, controlada pela Eneva e E-on, e seus colegas Gustav Costa, gerente de operação, e Lourival Teixeira Sobrinho, diretor técnico da Pecém I, controlada pela EDP, informaram com exclusividade ao Diário do Nordeste que já iniciaram entendimentos nesse sentido com a CSP. Fernando Moura e Gustav Costa adiantaram que suas empresas acompanham, com interesse, o projeto de construção de uma adutora de 70 Km que - pelo oceano ou pelo continente - levará, pré-tratado, de Fortaleza para a usina da CSP, 6 m³ por segundo do esgoto da cidade de Fortaleza, hoje lançados ao ma