OGX ENCONTRA PRÉ-SAL EM ÁGUAS RASAS DE SANTOS
Publicado em 02/03/2012 as
12:41 PM
São Paulo - A OGX, braço de exploração e produção de petróleo e gás natural do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou que foi confirmada a existência de reservatórios microbiais no pré-sal com hidrocarbonetos em águas rasas da Bacia de Santos. Segundo o comunicado da empresa, Conforme anunciado anteriormente, "o poço pioneiro 1-OGX-63-SPS, no bloco BM-S-57, identificou hidrocarbonetos em reservatórios na seção aptiana, além de reservatórios com hidrocarbonetos na seção albiana. A OGX detém 100% de participação no bloco".
Na avaliação de Batista, a confirmação destes reservatórios de pré-sal em águas rasas representa um marco para a indústria e reforça o enorme potencial das bacias sedimentares brasileiras.
A descoberta ocorreu a cerca de 1 mil metros de profundidade. A análise dos fragmentos de rocha permitiu a constatação de reservatório microbial de idade aptiana, ou seja, o mesmo tipo de rocha-reservatório encontrada no pré-sal de águas profundas e ultraprofundas das Bacias de Santos e Campos. O poço foi perfurado até a profundidade de 6,135 mil metros.
"Em virtude das altas pressões encontradas, a perfuração foi temporariamente interrompida de modo que possamos substituir a sonda Ocean Quest pela Ocean Star, da atual frota da OGX, que possui configuração apropriada para a continuidade das operações", informou a OGX que mantém estimativa de 1,8 bilhão de barris de óleo equivalente para a Bacia de Santos.
Fonte: DCI - Diário Comércio e Industria
Data : 03/02/2012
LIMITES PARA MEGANAVIOS NA CHINA AFETAM SOMENTE VALE
Publicado em 02/03/2012 as
12:41 PM
HONG KONG/CINGAPURA - O embargo da China a grandes navios está limitado aos megacargueiros de minério de ferro da Vale, disseram fontes do setor de navegação nesta quinta-feira, esclarecendo uma confusão gerada na comunidade marítima sobre se as novas regulações governamentais cobririam embarcações menores.
A Associação dos Armadores da China deu mais detalhes sobre as regras anunciadas esta semana para barrar grandes navios cargueiros e petroleiros que excederem as capacidades aprovadas pelos portos, uma medida de Pequim para proteger a indústria naval doméstica, embora boa parte das embarcações da Vale tenha sido encomendada a estaleiros chineses.
Atualmente, nenhum porto chinês tem regulamentação aprovada para receber navios de mais de 300 mil toneladas, levantando temores de que dezenas de navios já negociados com a China poderiam ser embargados.
O grupo industrial, no entanto, disse que as regras cobrem apenas navios cargueiros com capacidade acima de 350 mil toneladas. Há poucos navios deste porte, e todos são usados para transportar minério de ferro pela Vale, a maior produtora do insumo essencial à indústria siderúrgica, disse a fonte da indústria.
"Todos sabem que a China pode mudar de ideia rapidamente. É um jogo de xadrez entre a China e a Vale", disse Hans Navik, analista do setor marítimo do grupo norueguês de pesquisa Nena.
Navios petroleiros com capacidade de mais de 450 mil toneladas também precisarão de aprovação estatal antes de chegarem à China, maior consumidor mundial de minério de ferro e segundo maior de petróleo, informou o grupo da indústria naval. Contudo, eles ressaltaram que não há petroleiros deste porte operando atualmente.
"No futuro, esta regra pode ser revisada ou alterada... isso provavelmente não deve ocorrer em curto período de tempo."
Traders disseram acreditar que Pequim gradualmente irá levantar o embargo a grandes navios, uma vez que isso permitiria à Vale entregar o minério de ferro a preços mais baixos e dar às siderúrgicas chinesas espaço para negociar preços mais baixos.
"Se os preços do aço permanecerem baixos neste ano, no final eles terão de olhar para minério mais barato, o qual a Vale será capaz de fornecer", disse um operador de Cingapura que opera no mercado físico de minério de ferro.
O embargo chinês é visto por analistas como uma forma de proteger sua indústria naval, que tem sido afetada pelo cenário econômico adverso e pela queda das taxas de frete. A taxa de referência para os valores de frete caiu na quarta-feira para seu nível mais baixo em mais de 25 anos.
A poderosa associação de armadores da China foi fortemente contra a entrada dos gigantes navios da Vale no ano passado, os maiores do mundo com mais de 380 mil toneladas. O grupo teme que as embarcações da Vale possam monopolizar o lucrativo comércio de minério entre China e Brasil.
A Vale disse na última quarta-feira que continuará com os planos para a construção de sua frota de 35 meganavios, das quais seis já estão operando, apesar do embargo chinês.
"O cronograma de entrega dos 29 navios ainda em construção encomendados direta ou indiretamente pela Vale, dos quais 17 em estaleiros chineses, segue inalterado", destacou a Vale em nota.
A mineradora também ressaltou na quarta-feira que seus supercargueiros somente se encaminharão para portos chineses se estiverem "em total conformidade com a legislação do país".
Fonte: Reuters Brasil (Manolo Serapio Jr, em Cingapura, e Jim Bai, em Pequim)
Data : 03/02/2012
MANCHAS DE PETRÓLEO SE DISPERSAM NA BACIA DE SANTOS
Publicado em 02/03/2012 as
12:41 PM
Técnicos sobrevoaram a região a bordo de um helicóptero embarcado na Fragata Niterói e registraram a cena em fotografias.
A mancha de petróleo do vazamento do navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, da Petrobras, na Bacia de Santos, está se dispersando. A constatação foi feita por integrantes do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), após sobrevoo da área, a cerca de 300 quilômetros da costa do estado de São Paulo.
O GAA é formado por representantes da Marinha, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os técnicos sobrevoaram a região a bordo de um helicóptero embarcado na Fragata Niterói e registraram a cena em fotografias. Segundo nota conjunta divulgada no início da noite de ontem (2), "foram avistadas manchas dispersas, bastante reduzidas em relação ao dia de ontem, deslocando-se para sudoeste, afastando a possibilidade de o óleo alcançar o litoral".
Fiscais da ANP e técnicos do Ibama estiveram a bordo do navio. Seis embarcações da Petrobras estão fazendo a dispersão mecânica, com jatos de água. A Marinha permanece na área com um navio e um helicóptero.
Fonte: Agência Brasil
Data : 03/02/2012
LUCRO LÍQUIDO DA SANTOS BRASIL SOBE 120% EM 2011, PARA R$ 246 MILHÕES
Publicado em 02/03/2012 as
12:41 PM
SANTOS - A Santos Brasil teve lucro líquido de R$ 246,6 milhões no ano passado, um aumento de 120,2% sobre 2010. A companhia, que opera terminais de contêineres, de veículos e armazéns logísticos, atribui o desempenho principalmente ao forte crescimento da movimentação de contêineres. A atividade responde por quase 80% da receita do grupo.
Em 2011, os três terminais (Tecon Santos, Tecon Imbituba e Tecon Vila do Conde) escoaram 1,52 milhão de TEUs (contêiner de 20 pés), um crescimento de 6,7% sobre 2010. Neste ano, a projeção é fechar com até 1,73 milhão de TEUs. A holding projeta investimentos de R$ 80 milhões para ampliar as operações neste ano.
Segundo a empresa, a melhora da produtividade e da eficiência na operação fez com que a companhia avançasse na participação de mercado no porto de Santos. A empresa encerrou 2011 com 53% dos contêineres cheios escoados no cais santista, conforme dados da Companhia das Docas de São Paulo (Codesp). O Tecon Santos é o maior terminal de contêineres do grupo, respondendo por mais de 90% da movimentação física.
O volume operado pelos terminais portuários da Santos Brasil no quarto trimestre, porém, caiu 2,3% em relação ao mesmo intervalo de 2010, para 267.957 contêineres. O desempenho foi influenciado pela redução das cargas de exportação de açúcar, com pico sazonal em outubro.
No acumulado de 2011, a empresa registrou crescimento de 29,9% da receita líquida, encerrando o ano com R$ 1,124 bilhão. O Ebitda (sigla em inglês para lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 456,9 milhões, um aumento de 47,3% em relação a 2010. A margem Ebitda foi de 40,6%. A perspectiva para este ano é de Ebtida entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões e margem Ebitda entre 41% e 43%.
Um dos destaques financeiros foi o crescimento de 112,7% da receita bruta obtida com os serviços prestados pelo terminal de veículos, que fica no porto de Santos. O resultado saiu de R$ 30,6 milhões em 2010 para R$ 65,1 milhões em 2011 e respondeu por 5% do total do grupo, que foi de R$ 1,278 bilhão. A receita com operações de logística (R$ 216,1 milhões) avançou 30,6% na comparação com 2010. O resultado reflete o aumento do volume de cargas armazenadas nos Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (Clias) e no porto de Santos.
Fonte: Valor / Fernanda Pires
Data : 03/02/2012
MARINHA DIZ QUE MANCHA DE ÓLEO ESTÁ REDUZIDA
Publicado em 02/03/2012 as
12:40 PM
A Marinha informou ontem à noite (2) que a mancha formada pelo óleo que há três dias vazou de um navio-plataforma no campo Carioca Nordeste (Bacia de Santos, litoral de São Paulo) está "bastante reduzida" em relações às dimensões de quarta-feira, de 70 quilômetros quadrados.
Técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recolheram ontem (2) documentos no navio-plataforma Dynamic Producer, a fim de apurar as causas do acidente. A ANP deverá autuar a Petrobras pelo derramamento de óleo no mar, também motivo da multa de R$ 50 milhões que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBama)pretende aplicar na petroleira.
De acordo com a Petrobras, operadora do poço de onde vazaram 25,2 mil litros, não há risco de o petróleo chegar ao litoral paulista. O local do vazamento fica a cerca de 250 quilômetros do município de Ilha bela.
A Marinha pretende manter uma fragata ancorada na região do vazamento até o fim dos trabalhos de contenção e dispersão da mancha. A Petrobras não informou hoje sobre a evolução dos trabalhos desenvolvidos no local. Ontem, a companhia mantinha cinco embarcações no serviço de retirada do óleo do oceano e de dispersão por jatos de água.
Fonte: Agência Estado
Data : 03/02/2012
PETROBRAS ESCOLHE NOMES PARA AS ÁREAS DE E&P E GÁS
Publicado em 02/03/2012 as
12:40 PM
RIO DE JANEIRO - A Petrobras escolheu ontem (2), em reunião interna, os indicados para assumir as diretorias de Gás e Energia e de Exploração e Produção (E&P) da estatal. Os nomes serão encaminhados à presidente Dilma Rousseff. A decisão final é de Brasília e o anúncio pode acontecer na próxima semana.
As diretorias de Gás e E&P são as únicas que devem ter comando alterado neste mês junto com a entrada de Graça Foster, atual diretora de Gás, na presidência da Petrobras, em substituição a José Sergio Gabrielli. A indicação de Graça ao conselho de administração está marcada para o próximo dia 9.
Estão cotados para a lista de indicados o gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Carlos Tadeu da Costa Fraga; o gerente-executivo de E&P da Petrobras, José Formigli; e o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto. Para Gás, eram aventados os nomes do diretor da Petroquisa e funcionário de carreira da Petrobras Djalma Santos, e da diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ex-funcionária da Petrobras Magda Chambriard.
Magda, se não for para uma diretoria da Petrobras, deve ter seu nome indicado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para assumir a diretoria geral da ANP. O cargo na ANP está vago desde dezembro, após a saída de Haroldo Lima.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, já manifestou desejo de se aposentar definitivamente. Na semana passada, Lobão afirmou publicamente que mudanças na diretoria só irão ocorrer por vontade dos próprios diretores. O diretor financeiro, Almir Barbassa, que chegou a ter sua saída cogitada nas últimas semanas, permanece no cargo por enquanto.
A reunião de ontem foi para sugerir os indicados oficiais da diretoria às vagas, mas a decisão é de Brasília, podendo em tese ser escolhidos nomes diferentes do apresentado pela Petrobras. A tendência, no entanto, é de que sejam apresentadas soluções internas com escolha de funcionários de carreira.
Fonte: Agência Estado
Data : 03/02/2012
ACIDENTE DA PETROBRAS É 2º DA MESMA EMBARCAÇÃO
Publicado em 02/03/2012 as
12:40 PM
O acidente que ocasionou o vazamento de petróleo durante o Teste de Longa Duração (TLD) da Petrobras na área de Carioca Nordeste, no pré-sal da bacia de Santos, repetiu um problema ocorrido com o mesmo navio, ano passado, quando era feito o teste na área de Guará, também na bacia de Santos.
Segundo especialistas, o problema ocorrido nada tem a ver com a exploração estar no pré-sal, já que foi erro de engenharia, não problema nos reservatórios da nova fronteira.
"O problema foi o navio que faz o teste [TLD], não a perfuração. Não foi a geologia que deu problema, e não foi a primeira vez", diz o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.
Tanto em Carioca Nordeste como em Guará, o navio utilizado foi o FPWSO Dynamic Producer, da Petroserv.
No primeiro incidente em Guará não houve vazamento porque o poço ligado à tubulação que se rompeu estava fechado para análise e testes.
"As causas ainda não foram apuradas, mas não foi um problema do navio, foi problema na tubulação de produção", disse ontem um assessor da Petrobras.
Na terça-feira, a estatal informou que 160 barris de petróleo tinham vazado durante o TLD de Carioca Nordeste, após um rompimento na coluna de produção. Em razão do vazamento, formou-se uma mancha de 70 km², mas de pouca densidade, segundo a Marinha.
Ontem, a estatal informou que já recolheu todo o óleo que foi derramado.
TECNOLOGIA
O vazamento a 2.140 metros de profundidade levantou novamente a discussão sobre a busca de novas tecnologias para enfrentar o desafio da exploração em grandes profundidades.
Para o diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, Segen Estefen, o país precisa reduzir o risco de vazamento. "Falta ao Brasil foco na proteção ambiental." Para ele, há centros de pesquisa capazes de buscar soluções que reduzam o risco.
Fonte: Folha (Denise Luna e Pedro Soares)
Data : 03/02/2012
LICITAÇÃO SERÁ FEITA POR VALOR DE OUTORGA
Publicado em 02/03/2012 as
12:40 PM
As ofertas serão apresentadas simultaneamente para os três aeroportos, com o objetivo de combinar as propostas que resultarem em uma maior arrecadação ao governo e cada empresa poderá levar apenas um contrato
Diferentemente de outros leilões já realizados pelo governo federal, em que o vencedor era escolhido pela oferta da menor tarifa, para a concessão dos aeroportos federais de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF), no dia 6 de fevereiro na BM&F Bovespa, vai valer a maior outorga, ou seja, pagamento ao governo.
As ofertas serão apresentadas simultaneamente para os três aeroportos, com o objetivo de combinar as propostas que resultarem em uma maior arrecadação ao governo e cada empresa poderá levar apenas um contrato. Os valores mínimos para a outorga de cada projeto são de R$ 3,4 bilhões para Guarulhos, de R$ 1,47 bilhão para Campinas, e de R$ 582 milhões para Brasília.
O leilão começará às 10h e poderá durar cinco horas ou mais, dependendo da disposição dos consórcios de apresentar novos lances. Primeiro haverá a abertura das propostas econômicas e a classificação das empresas, e em seguida o leilão será iniciado. Serão classificadas as três melhores ofertas para cada aeroporto ou todas que forem no mínimo 90% da oferta de quem estiver ganhando.
Como é a combinação de resultados que determinará os vencedores é possível que mesmo que uma companhia tenha a proposta com valor de outorga mais alto para um dos aeroportos ela não ganhe. Isso porque a combinação sempre considerará apenas uma proposta de cada consórcio. Os lances só serão aceitos se mudarem a posição da empresa na classificação geral.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/02/2012
GOVERNO VÊ 3 FAVORITOS EM LEILÃO DE AEROPORTOS
Publicado em 02/03/2012 as
12:39 PM
O governo manteve sigilo absoluto sobre as propostas dos consórcios, ontem, na BM&FBovespa
Os consórcios liderados por Odebrecht, Queiroz Galvão e CCR são considerados pelo governo os principais favoritos para arrematar as concessões dos aeroportos de Viracopos e de Guarulhos. A Odebrecht disputa o leilão com a Changi, operadora do aeroporto de Cingapura; a Queiroz Galvão se aliou ao BTG Pactual e à Ferrovial, controladora da BAA, que administra Heathrow e outros terminais em Londres; a CCR está com a suíça Flughafen Zürich. Para o aeroporto de Brasília, a aposta oficial é em um grupo de médio porte.
O governo manteve sigilo absoluto sobre as propostas dos consórcios, ontem, na BM&FBovespa. Fontes oficiais que acompanham o processo das concessões, no entanto, revelaram que Viracopos é o aeroporto que mais tem despertado interesse da iniciativa privada. Em conversas reservadas, autoridades do setor disseram ter ficado impressionadas com a profundidade dos estudos feitos pela Odebrecht sobre Viracopos, bem como seu grau de interesse.
O aeroporto de Campinas é o que exige maior volume de investimentos. Por isso, a duração do contrato é a mais longa, chegando a 30 anos. As três concessões têm taxa de retorno estimada em 6,46% ao ano e condições idênticas de financiamento. A avaliação do governo é que o futuro concessionário de Viracopos terá mais espaço para maximizar sua rentabilidade, com a gestão da carga aérea e com suas perspectivas de crescimento - deverá ultrapassar a movimentação de Guarulhos por volta de 2023.
O aeroporto de Guarulhos é visto como fonte segura de receita, com aumento garantido de demanda, até esgotar sua capacidade. O problema é justamente esse: considera-se que o aeroporto tem um limite curto - entre 12 e 15 anos - para crescer. Mas o valor mínimo de outorga, estipulado em R$ 3,424 bilhões após revisão do Tribunal de Contas da União (TCU), deve restringir sua disputa a grupos mais capitalizados e com relativa "folga" financeira.
A maior incógnita, segundo fontes do governo, é o destino do aeroporto de Brasília. Ele precisa de menos investimentos e tem perspectivas de aumento das receitas em ritmo superior ao de Guarulhos. Mas tem vários pontos considerados menos positivos na comparação com os outros dois: foi o que teve maior alta do valor mínimo de outorga - subiu de R$ 75 milhões para R$ 582 milhões após análise do TCU -, sua demanda por carga ainda é relativamente baixa e o potencial de atrair mais voos internacionais com a ampliação de Guarulhos e o fortalecimento de Viracopos é duvidoso.
Por isso, avalia-se que o apetite pode ser maior entre grupos médios, menos dispostos a entrar numa disputa acirrada - e possivelmente com ágios elevados - em Guarulhos e Viracopos. No entanto, segundo avaliação que circula no governo, o interesse por Brasília pode aumentar se o aeroporto se transformar na única possibilidade de vitória para grandes grupos que fiquem para trás na disputa pelos outros terminais. Classificam-se, para os lances em viva-voz, só as três melhores propostas em cada um.
Para evitar o risco de adiamento do leilão, a Advocacia-Geral da União (AGU) montou uma força-tarefa, com o objetivo de derrubar pedidos de liminares.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/02/2012
MINC: CAIS DO PORTO TEM '100% DE EXPLOSIVIDADE'
Publicado em 02/03/2012 as
12:39 PM
Cais do Porto tem "100% de explosividade"
Para Minc, rede de galerias subterrâneas dos armazéns parece um campo minado
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou ontem que ainda há "100% de explosividade" no Cais do Porto. O anúncio foi feito quatro dias depois de uma explosão em uma galeria de águas pluviais do Armazém 30 matar um operário da empresa Triunfo Logística deixar outros dois feridos. Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, acompanharam ontem uma vistoria que detectou dois pontos com risco iminente de explodir. Por questões de segurança, parte do armazém foi interditada.
- Primeiro, vamos evitar que aconteça nova explosão. Depois, precisamos saber de onde veio o óleo. A rede subterrânea aqui parece um terreno minado. Solicitamos as plantas para ver o que há no subsolo - disse o secretario.
Segundo a Companhia Docas do Rio, as plantas já foram providenciadas e serão encaminhadas ao Inea. Para evitar novos acidentes, estão sendo tomadas medidas preventivas como a colocação de barreiras absorventes para reter o óleo encontrado nas galerias e a hiperventilação das galerias para evitar a concentração de gases.
Após o acidente, o Inea emitiu um auto de constatação para a Triunfo Logística, pela quantidade elevada de óleo combustível encontrada nas galerias. As empresas Ipiranga, Chevron, Tecmar e Refinaria Manguinhos também foram notificadas e terão de fazer um teste para saber se há vazamento de óleo em seus dutos.
O secretário disse ainda que a Refinaria de Manguinhos pode ser considerada uma das principais suspeitas, pois realizou operações um dia antes do acidente. A empresa afirmou, no entanto, que até o momento não há qualquer indício que relacione a explosão a vazamentos originários da sua refinaria. A Chevron informou que não opera ali com óleo inflamáveis.
Fonte : O Globo
Data : 03/02/2012
PETROBRAS ENCERRA COLETA DE ÓLEO DO PRÉ-SAL
Publicado em 02/03/2012 as
12:39 PM
Segundo a estatal, produção do navio-plataforma só será retomada após a identificação das causas do vazamento
A Petrobras informou ontem que concluiu o trabalho de coleta do óleo derramado no último dia 31 por causa do rompimento de um duto do navio-sonda que realizava um Teste de Longa Duração (TLD) em um poço no campo Carioca Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos. A companhia estimou que foram derramados cerca de 160 barris, ou 25 mil litros, de óleo e que só vai retomar a produção na plataforma após identificar as causas do vazamento.
A estatal explicou que manterá cinco embarcações no local do vazamento de prontidão. Esse trabalho de acompanhamento está sendo feito, também, com sobrevoos no local. Além disso, a empresa deu início ao Plano de Monitoramento Ambiental na área, para avaliar possíveis impactos ambientais do acidente, conforme procedimentos estabelecidos pelo Ibama.
Além dos barcos da Petrobras, a Marinha informou que permanecerá com um navio e uma aeronave na área durante 24 horas.
Técnicos da Marinha e do Ibama fizeram dois sobrevoos ontem pela manhã no local e constataram que a mancha já havia diminuído.
Marinha, ANP e Ibama analisam ações tomadas
Segundo nota conjunta da Marinha, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Ibama, a equipe avistou manchas dispersas, bastante reduzidas em relação às do dia anterior. O óleo está se deslocando devido aos fortes ventos e ondas altas.
Já o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) formado por representantes de Marinha, ANP e Ibama se reuniu ontem para analisar as ações tomadas até agora.
Fiscais da ANP estiveram a bordo da plataforma e recolheram dados e informações para ajudar na investigação das causas do vazamento. A partir dessa avaliação, será estudada a possibilidade de aplicação de sanções administrativas. E peritos da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro coletaram dados no navio-plataforma para serem usados no inquérito instaurado para apurar o primeiro vazamento no pré-sal.
Fonte : O Globo
Data : 03/02/2012
PELO MENOS 11 GRUPOS IRÃO A LEILÃO DE AEROPORTOS
Publicado em 02/03/2012 as
12:39 PM
Comissão impede hoje participação de quem não apresentou documentos ou garantias para licitação de Guarulhos, Viracopos e Brasília
SÃO PAULO e RIO. Onze grupos, pelo menos, entregaram ontem suas propostas na BM&F Bovespa para o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que acontece na segunda-feira. Não houve confirmação oficial do número de competidores, que só será conhecido no dia do leilão. Além disso, hoje a comissão de licitação barrará os que não apresentaram a documentação ou as garantias exigidas pelo edital. Entre os que confirmaram ter apresentado propostas estão grandes conglomerados, como Odebrecht, Ecovias, CCR, Queiroz Galvão, OHL e Invepar, que competirão com grupos de médio porte como Triunfo, Engevix e a construtora Fidens.
Os três aeroportos que serão privatizados no dia 6 respondem por 30% da movimentação de passageiros e por 57% da carga aérea transportada no país. Vencerá a disputa, que será simultânea para os três terminais, quem apresentar o maior valor de outorga. Os lances mínimos são: R$ 3,4 bilhões para Guarulhos, R$ 1,5 bilhão para Viracopos e R$ 582 milhões para Brasília. O que significa que, com os três terminais, o governo embolsará, pelo menos, R$ 5,4 bilhões.
A expectativa entre os especialistas é de ágios elevados para as concessões de Guarulhos e Brasília. Eduardo Padilha, da Planos, empresa de estudos de engenharia e projetos, diz que, por já serem fortes geradores de caixa, esses dois aeroportos permitem ao vencedor fazer frente a um valor de outorga mais elevado.
- Como a outorga será paga ao longo do prazo das concessões (de 20 anos para Guarulhos e 25 para Brasília), o valor anual não é tão alto e pode ser diluído, o que permite um ágio maior - diz Padilha.
Retorno de Viracopos
deve ser o mais lento
Viracopos, em Campinas, além de exigir o maior volume de investimentos - de R$ 8,7 bilhões em 30 anos - é onde o retorno será lento. Mas, lembra ele, Viracopos deve ser um aeroporto maior que Guarulhos no fim da concessão. Com capacidade para quatro pistas, o terminal poderá atender 80 milhões de passageiros por ano, enquanto Guarulhos, com duas pistas, ficaria saturado com 50 milhões.
Viracopos tende a ser mais disputado por grupos com forte atuação logística, como CCR, OHL, Ecovias e Triunfo, afirma Marlon Marlon Shigueru Ieiri, do FHCunha Advogados. Pelo elevado valor do lance mínimo, Guarulhos deve ser alvo de disputa dos grandes grupos. Já a disputa em torno de Brasília, que tem o menor lance mínimo mas é muito rentável, deve atrair tanto os grandes como os grupos de médio porte.
Fonte : O Globo
Data : 03/02/2012
PORTO CORRE RISCO DE NOVA EXPLOSÃO
Publicado em 02/03/2012 as
12:38 PM
Subsolo do Cais é 'campo minado', diz secretário estadual do Ambiente, Carlos Min
O armazém 30, do Cais do Porto, corre sérios riscos de sofrer novas explosões. A afirmação é do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, após mais uma vistoria realizada ontem, por técnicos da pasta e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Na segunda-feira, a explosão de um bueiro de águas pluviais deixou um morto e dois feridos. "O local tem quase 100% de explosividade", segundo Minc.
Na boca da rede pluvial, as medições mostraram 100% de risco de explosão nos dois bueiros. Hoje (ontem), as avaliações mostraram entre 91 e 100% de risco. Para se ter uma idéia, acima de 20% a chance de explosão já é alta. Ou seja, ainda há risco eminente de explosão", explicou Minc.
Por conta dos riscos, parte do armazém 30 foi interditada. Essa foi a quarta vistoria desde o acidente, que aconteceu quando três funcionários faziam a soldagem de uma placa de aço próximo à uma galeria de água. Segundo as investigações, a explosão ocorreu por causa de gases emitidos por óleo combustível que estava acumulado na galeria.
O problema, agora, é descobrir de onde veio o óleo. A empresa responsável pelo acidente ainda não foi identificada. Por enquanto, há suspeitos: Chevron, Ipiranga, Tecmar e Manguinhos. Ontem, o Inea notificou as quatro pelo vazamento.
A desconfiança maior, no entanto, recai sobre a Manguinhos, porque ela tem um duto que passa exatamente entre os dois bueiros que explodiram.
"No domingo a empresa operou até as 20h. Eles têm que esperar o navio sair para deixar a água entrar no duto e levar o óleo restante de volta para a empresa, que faz a decantação, separa o óleo da água. A Tecmar foi notificada por precaução, mas ela fica em uma área mais afastada", disse Minc.
A responsabilidade da empresa Triunfo Logística, que opera na área do acidente, já foi afastada porque ela não utiliza óleo.
Os técnicos continuam vistoriando a área para saber de onde veio o óleo. Um trabalho de contenção está sendo feito do armazém 24 a 30 do Cais do Porto com ecobarreiras, caminhões coletores e ventilação nos dutos para limpeza de todas as galerias que foram contaminadas pelo óleo.
Plantas defasadas
O secretário reclamou da falta de plantas atualizadas das redes subterrâneas do Porto. A Docas foi notificada para entregar o mapeamento, mas este estava defasado. Também entregaram as plantas a Rio-Águas e a concessionária Porto Novo. Esta tinha o material mais atualizado.
"A rede subterrânea aqui é um enigma, um labirinto. Estamos fazendo um jogo de gato e rato, para conseguir um tipo de informação que teríamos que ter previamente. Em português, isso aqui é um campo minado", reclamou Minc.
Fonte : Jornal Metro RJ
Data : 03/02/2012
TURISMO BRASILEIRO: A CAMINHO DA MATURIDADE
Publicado em 02/03/2012 as
12:38 PM
O Turismo brasileiro produziu notícias boas e ruins em 2011, mas, de alguma maneira, elas podem ser consideradas auspiciosas. Em verdade soa estranho que más notícias venham a se tornar fontes de esperança, mas em nosso caso, isso tem sua lógica. Senão vejamos. Para a compreensão deste raciocínio, começamos pelas boas notícias: números do Ministério do Turismo apontam que os aeroportos brasileiros registraram a maior movimentação dos últimos 13 anos, nos desembarques domésticos - projetando crescimento de 15,8% - e internacionais - aumento de 13,95%, sobre 2010.
Certamente isso ajudou a acentuar os desconfortos e contratempos com os gargalos do setor, mas denota o imenso potencial do mercado do Turismo em solo brasileiro, o primeiro ponto positivo a ser destacado aqui. Outra grande notícia que ajuda a sinalizar para um futuro promissor no segmento foi a parceria inédita selada recentemente entre o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e a Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos).
A associação a ser feita aqui é a da convergência positiva que observamos hoje entre dois mercados que têm muito a crescer e a maturidade das organizações empresariais do setor, as quais perceberam que não adianta mais ficar no jogo de soma zero. Ou seja, os ganhos de cada um podem resultar em ganhos para todos, em uma somatória que potencializa os resultados, desde que nossas estratégias estejam articuladas.
Em tempo: a partir da parceria da FOHB com a Abremar, iniciaremos em 2012 os projetos de cursos de Capacitação e Qualificação da mão de obra, em cooperação técnica e profissional; programas conjuntos de Comercialização e Promoção de Destinos; e ações comuns junto ao Poder Público, com vistas a mudar o atual regime de tributação, que sobrepõe taxas e impostos e onera tanto operadores quanto usuários. Pretendemos ainda avançar em novas parcerias com os diferentes nichos relacionados ao segmento, colocando a cadeia produtiva do Turismo na rota do crescimento e desenvolvimento sustentável.
* Julio Serson é Presidente do Grupo Serson, vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP)
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/02/2012
FURTO - TRÊS SÃO PRESOS APÓS DESVIO DE CARGA QUE VINHA PARA O PORTO
Publicado em 02/03/2012 as
12:38 PM
Três pessoas foram presas nesta quinta-feira após desviarem um caminhão carregado com 40 toneladas de açúcar em Dumont, no interior de São Paulo. O veículo tinha como destino o Porto de Santos, mas o motorista resolveu revender a carga. Ele, o comprador e o intermediador da negociação foram presos.
As 40 toneladas eram descarregadas em uma fazenda quando dois policiais militares desconfiaram da movimentação e chamaram reforço. Sete pessoas foram detidas no local - os três que permaneceram presos e quatro ajudantes contratados para descarregar o caminhão.
O destino do açúcar era o Porto de Santos, mas o motorista desviou a carga, que seria vendida na região de Ribeirão Preto
O destino do açúcar era o Porto de Santos, mas o motorista desviou a carga, que seria vendida na região de Ribeirão Preto. O delegado de Dumont passou o dia ouvindo os envolvidos. Depois dos depoimentos, os quatro ajudantes foram liberados
Os três homens que ficaram presos vão responder pelos crimes de furto e receptação. Um deles reclamou ao delegado que um dos policiais militares roubou parte do dinheiro dele. "Até agora nós não achamos nenhum indicio que realmente esse dinheiro exista. Isso vai ser apurado à parte, mas parece que não tem muito fundamento",afirmou o delegado George Teodoro Ary.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 03/02/2012
MANCHA DE ÓLEO QUE VAZOU NA BACIA DE SANTOS ESTÁ 'REDUZIDA', DIZ MARINHA
Publicado em 02/03/2012 as
12:38 PM
As manchas de óleo que vazaram de um duto da Petrobras na área da Bacia de Santos estão "dispersas, bastante reduzidas" em relação à véspera, e "deslocando-se para sudoeste, afastando a possibilidade de o óleo alcançar o litoral", segundo o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) formando por representantes da Marinha do Brasil, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Segundo nota divulgada na noite desta quinta-feira (2), "as condições do mar na área, com ondas de 2,5 a 3 metros e ventos de 17 a 27 nós, tem contribuído para a dispersão das manchas".
O comunicado informa que fiscais da ANP recolheram informações que servirão de subsídios para a apuração das causas do incidente e que o Ibama também esteve a bordo e analisará a atuação da Petrobras na resposta ao vazamento.
"A partir dessa avaliação, será estudada a possibilidade de aplicação de sanções administrativas", destaca o comunicado do Grupo de Acompanhamento e Avaliação.
"Peritos da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro já efetuaram a coleta de dados no Navio-Plataforma, que instruirá o Inquérito instaurado para apurar o incidente. (...) A Marinha do Brasil permanece com um navio e uma aeronave 24 horas na área."
A nota diz que embarcações da Petrobras continuam realizando ações de resposta, por meio de dispersão mecânica com jatos d'água.
Grupo de Acompanhamento e Avaliação trabalha na região em que óleo vazou de duto da Petrobras na Bacia de Santos, na região do pré-sal
Petrobras
Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, a Petrobras disse que o trabalho de coleta do óleo derramado já foi concluído e afirmou que deu início à implantação do Plano de Monitoramento Ambiental.
"Esse plano, que tem por objetivo avaliar possíveis impactos ambientais da ocorrência, tem procedimentos estabelecidos pelo Ibama", diz a estatal.
A Petrobras reforça que o trabalho de dispersão mecânica dos vestígios de óleo no mar está sendo apoiado por sobrevoos de helicóptero.
"A Petrobras informa, por fim, que só solicitará autorização para retomar o Teste de Longa Duração de Carioca Nordeste após a conclusão das investigações sobre as causas da ocorrência."
O rompimento se deu no duto que liga o poço à plataforma. "Não houve vazamento do poço, que foi fechado automaticamente após a ruptura do duto."
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 03/02/2012
PLANO DE EXPANSÃO DO PÍER DA ALEMOA SAI EM AGOSTO
Publicado em 02/03/2012 as
12:37 PM
A Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL) entregará, até agosto, à Codesp, a administradora do Porto de Santos, o projeto-executivo para construção de um novo píer na Alemoa. Este trabalho, o licenciamento ambiental do empreendimento e seu estudo de viabilidade técnica e econômica custarão cerca de R$ 4 milhões, pagos com recursos das operadoras portuárias Stolt, Ultracargo, Vopak e Granel Química, e serão doados à Docas.
O novo píer aumentará em 50% a capacidade dos terminais da Alemoa para receber navios. Atualmente, há quatro berços. Com o novo píer, passarão a ser seis.
A medida tem por objetivo agilizar a construção do equipamento. Ao contrário do Poder Público, a iniciativa privada não precisa realizar licitações para tocar obras ou elaborar estudos ambientais. Convém lembrar que, no Brasil, licitações demoram de seis meses a um ano - isto quando não há interferências de ações na Justiça.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
LOGÍSTICA - TECONDI VAI OFERECER NOVO SERVIÇO DE TRANSPORTE A CLIENTES
Publicado em 02/03/2012 as
12:37 PM
O ano de 2012 será marcado por uma mudança significativa nas operações do Terminal para Contêineres da Margem Direita (Tecondi). Estimulada pelo interesse de clientes, a empresa começará a oferecer um novo serviço: o transporte de mercadorias door-to-door (até o destino final).
O projeto está sendo elaborado por técnicos da empresa, municiados pela diretoria. Ainda não há um entendimento sobre quando o serviço começará a ser oferecido, nem detalhes operacionais, tais como o número de caminhões a serem adquiridos, ou seus tamanhos. O certo é que ideia sai do papel ainda este ano.
"Por enquanto falamos em distribuição de cargas a partir de Santos, a partir do Porto. E estamos conduzindo estudos para atender o Interior do Estado", declarou o diretor comercial doTecondi, Luiz Araújo.
Localizado no Cais do Saboó, Tecondi investirá em equipamentos
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
BRASIL TERMINAL PORTUÁRIO DECIDE SER PONTO PARA TRANSBORDO DE
Publicado em 02/03/2012 as
12:37 PM
A Brasil Terminal Portuário (BTP) optou por ser um ponto de transbordo (transhipment) de mercadorias na costa brasileira. A empresa entende que, desta forma, trabalhará com maior eficiência na instalação que está sendo erguida na Alemoa, em Santos. O terminal multiuso, para contêineres e granéis líquidos, começará a operar no primeiro trimestre de 2013.
A informação foi revelada pelo presidente da empresa, Henry James Robinson, em entrevista exclusiva para A Tribuna.
Robinson explicou que a escolha é comercial e baseia-se na competitividade proporcionada por este nicho de mercado. A cúpula da BTP entende que o terminal será mais ágil se conseguir se preparar para este tipo de atividade. E com mais agilidade, subentende-se que os lucros também serão maiores.
"A BTP claramente está se preparando para ser um ponto de transhipment, que é um tipo de operação muito eficiente. Os portos com maior produtividade no mundo não são portos com cargas de importação e exportação, mas de cargas 100% transhipment", declarou Robinson.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
NOVIDADE - PORTO DE SANTOS TERÁ 1ª BASE DO PRÉ-SAL EM JULHO
Publicado em 02/03/2012 as
12:37 PM
A primeira base paulista de apoio logístico à exploração da camada pré-sal da Bacia de Santos iniciará as atividades em julho próximo. O anúncio foi feito pela companhia italiana Saipem, responsável pelo empreendimento, ontem, durante solenidade de assinatura de um protocolo de intenções com a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, na sede da pasta, na Capital.
A unidade será erguida no antigo terreno da mineradora Nobara, no Centro Industrial e Naval de Guarujá (Cing), próximo à entrada do Porto de Santos, em frente à Ponta da Praia. E em uma primeira fase, irá armazenar e embarcar dutos submarinos para abastecer plataformas e sondas na costa.
O protocolo prevê a cooperação da pasta para a implantação da base em Guarujá. É o primeiro resultado concreto do esforço empreendido pelo Governo de São Paulo para vencer a concorrência de outros estados e atrair empreendimentos da cadeia de petróleo e gás.
Nesta primeira etapa, a Saipem investirá R$ 17 milhões para ocupar 92 mil metros quadrados da área. Também serão contratados 50 profissionais.
A instalação da unidade custará, no total, cerca de US$ 300 milhões (valor que inclui o preço pago na compra do terreno de 354 mil metros quadrados), liberados à medida que cada fase der resultados financeiros. Quando totalmente implantada, a base irá gerar 1.000 empregos.
O projeto tornou-se público em 10 de outubro passado, com a publicação de um comunicado ao mercado (fato relevante) pela Saipem.
Área que pertencia à mineradora Nobara receberá a base de apoio e o centro de tecnologia da Saipem
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/02/2012
FATTO BRAZIL ABRE INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE BARTENDER
Publicado em 02/03/2012 as
12:36 PM
Jovens que já têm alguma experiência como bartender, mas desejam aprimorar o conhecimento, podem se inscrever no curso Embarque Já - Bartender, da Fatto Brazil (Centro de Treinamento e Qualificação para Hotéis e Tripulantes de Navios).
Nas aulas, que começam na próxima segunda-feira, os alunos aprenderão a aplicar os conhecimentos na atuação em eventos e a bordo de navios de cruzeiros. O conteúdo inclui a utilização de utensílios de bartender, a postura que o profissional deve ter durante o trabalho, preparação e decoração de drinks, além das técnicas de vendas.
O curso tem duração de 20 horas, sendo duas horas destinadas às aulas de inglês específico, com dicas especiais para o desenvolvimento da língua nesta função.
As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 19 às 23 horas e são para pessoas acima de 18 anos. A Fatto Brazil fica na Rua Euclides da Cunha, 105, Gonzaga, em Santos. Outras informações pelo telefone 3288-2258 ou no site da empresa.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/02/2012
EMBRAPORT TEM 40% DAS OBRAS CONCLUÍDAS
Publicado em 02/03/2012 as
12:36 PM
Em 2012, a área começará a ganhar cara de terminal. A parte de terraplanagem já foi concluída
A Odebrecht Infraestrutura concluiu 40% das obras civis do Terminal Embraport, na Margem Esquerda do Porto de Santos. A empresa estima que, ainda no primeiro semestre, atingirá o pico do trabalho, momento em que todos os serviços irão se sobrepor.
Em 2012, a área começará a ganhar cara de terminal. A parte de terraplanagem já foi concluída. Até a metade do ano, a firma seguirá com o serviço de cravação de estacas, instalação de pré-moldados e concretagem.
Também serão erguidas edificações (como as que abrigarão os futuros escritórios administrativos) e as redes de água, esgoto, drenagem, elétrica, dados e automação. A perspectiva é que, no final deste ano, 70% dos trabalhos estejam concluídos, a tempo de iniciar a operação em um trecho de cais de 350 metros de extensão, que deverá estar pronto.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/02/2012
LIBRA TERMINAIS ESPERA CRESCER JUNTO COM O PORTO DE SANTOS
Publicado em 02/03/2012 as
12:36 PM
Passaram-se mais de 16 anos desde que a Libra Terminais ganhou em licitação o direito de explorar o Terminal 37, no Porto de Santos. O arrendamento era um marco para o complexo e para o País. Foi o primeiro contrato firmado entre a União e uma empresa privada para exploração de um terminal pela iniciativa privada desde a Lei 8.630, em 1993.
Os desafios para 2012 estão alinhados com a necessidade de movimentar cargas com o máximo de eficiência possível. Tanto que, em 2011, a empresa escolheu manter os mesmos níveis do exercício anterior.
"Nós adotamos a estratégia de não aumentar nossa movimentação para melhorar nossos serviços. Temos restrição de espaço", explicou o presidente da Libra Terminais, Wagner Biasoli.
A restrição de espaço é atribuída, grosso modo, à separação física dos terminais administrados pela empresa. Em setembro de 2009, a Libra anunciou o plano de unificação dos terminais 33, 35 e 37 na Ponta da Praia, em Santos. Até hoje, o início da obra não foi aprovado. A discussão, dizem, tem a ver com a dívida da empresa, que sua direção prefere chamar de "pendência financeira".
A operadora evita criticar a administração do Porto de Santos e os órgãos reguladores, responsáveis pelo aval. Seus diretores acreditam que a decisão de unificar os terminais é estratégica para o futuro da companhia e do próprio Porto.
"A integração é importante para o Porto, porque vai criar um terminal mais eficiente", argumentou Biasoli.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/02/2012
OSX ANUNCIA AVANÇOS DO ESTALEIRO NO RJ
Publicado em 02/02/2012 as
03:42 PM
A OSX, do empresário Eike Batista, deu início à produção do primeiro óleo de seu cliente âncora, OGX, com a plataforma OSX-1. Essa unidade é responsável pela realização do Teste de Longa Duração (TLD) na Bacia de Campos (RJ), localizado a 80 km da costa e a 130 metros de lâmina d'água.
Essa é a primeira conquista da companhia nesse ano. "É um marco inaugural expressivo na história do Grupo EBX", afirmou Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, Diretor Presidente da OSX. Além desse equipamento, a OSX já conta com outras encomendas firmes da OGX: são cinco unidades do tipo FPSO e duas WHPs, num total de US$ 4,8 bilhões.
Para 2012, a OSX anuncia que prevê no último trimestre a conclusão da área de montagem de jaquetas em seu estaleiro que será o maior das Américas (situado no estado do RJ). Nesse empreendimento a empresa já iniciará corte de chapas em 2013, quando estarão prontas quatro áreas para integração de FPSOs. Em 2014, o estaleiro já estará totalmente concluído. O investimento da OSX na construção do estaleiro é de US$ 1,7 bilhão.
Fonte: Isto é Dinheiro/Por Guilherme Barros
Data : 02/02/2012
DIRETOR-GERAL DA ANTAQ REÚNE-SE COM PRESIDENTE DA CIA. DOCAS DO CEARÁ
Publicado em 02/02/2012 as
03:42 PM
O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu ontem (1º), em seu gabinete, em Brasília, o presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André de Castro Holanda. Na Agência, o presidente da CDC falou sobre os projetos de investimentos nos portos cearenses.
Paulo Holanda também falou sobre as medidas que estão sendo tomadas para promover melhorias operacionais e ampliar a movimentação de cargas dos portos do estado. Ele informou ainda que a CDC já concluiu a licitação do terminal de passageiros do Porto de Mucuripe, em Fortaleza.
O porto cearense é um dos sete portos contemplados com recursos do PAC com vistas à implantação de um terminal de passageiros para atender à demanda de turistas durante a Copa do Mundo do Brasil, em 2014.
Os recursos viabilizarão a construção de área de recepção de turistas e de um cais para alocar um berço multiuso; a pavimentação e urbanização de via de acesso; e a construção de estacionamento.
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
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Data : 02/02/2012
PAIVA DESTACA IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA DE DRAGAGEM DOS PORTOS NO EVENTO INFRABRASIL 2012
Publicado em 02/02/2012 as
03:42 PM
O superintendente de Portos da ANTAQ, Giovanni Paiva, destacou que o Programa Nacional de Dragagem (PND), que contempla 18 portos, contribui para aumentar a eficiência e a movimentação do sistema portuário brasileiro.
Segundo ele, a movimentação das instalações portuárias brasileiras ficou perto de 890 milhões de toneladas em 2011, e só não atingiu 900 milhões de toneladas, conforme estimativa inicial da Agência, por causa do aprofundamento da crise econômica na Europa. Paiva participou no última terça-feira(31), em São Paulo (SP), do painel sobre o Programa Nacional de Dragagem, do encontro InfraBrasil.
De acordo com o superintendente de Portos da ANTAQ, a criação da Secretaria de Portos, em 2007, representou um divisor de águas para realização das obras de dragagem. "Estou ligado ao setor desde 1994, e nunca havia visto um programa de dragagem de aprofundamento antes", observou.
O superintendente explicou que a implantação do PND vem atender ao aumento da demanda por serviços portuários, impulsionados nos últimos anos pelo crescimento da economia e da corrente de comércio do país, bem como pelo tamanho dos navios, cada vez maiores, que visitam nossa costa.
Para Paiva, a execução do Programa traz reflexos à regulação do setor, tendo em vista a necessidade de readequação da ocupação portuária, implicando ainda maior controle da segurança nos portos, devido ao aumento da movimentação de cargas e embarcações.
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
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Data : 02/02/2012
CNT HOMENAGEIA FERNANDO FIALHO PELO TÉRMINO DO MANDATO
Publicado em 02/02/2012 as
03:41 PM
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) homenageou o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, em razão do término do seu mandato à frente da Agência. A solenidade aconteceu na sede da entidade, em Brasília, e contou com a presença do ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, e do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Os diretores da Antaq, Pedro Brito e Tiago Lima, também participaram da homenagem. Fialho deixa o cargo em 17 de fevereiro.
O ministro dos Portos destacou que o diretor-geral da Antaq contribuiu, de forma decisiva, para os avanços no setor portuário. Já o ministro dos Transportes ressaltou a serenidade de Fernando Fialho ao dirigir a Agência. "Fialho é um brasileiro com comprometimento público, dever e responsabilidade. A sua passagem à frente da ANTAQ deixa um legado de trabalho, de comando e de diálogo. Um profissional nobre", ressaltou Passos.
O vice-presidente da CNT, Meton Soares, afirmou que "Fernando Fialho soube abrir caminhos, ultrapassar limites e ser um vencedor à frente da Antaq." Além disso, Soares apontou que o diretor-geral da Agência demonstrou esforço, verdade e perseverança ao comandar a Antaq.
O diretor-geral da Antaq ressaltou que, ao longo desses seis anos, sempre esteve aberto ao diálogo. Fialho lembrou que "o setor aquaviário superou diversos desafios, mas outros virão." Fialho destacou a importância dos investimentos privados para o setor, a crescente corrente de comércio exterior do Brasil, a navegação interior, que é uma ferramenta social e ambiental para o país.
No fim da solenidade, a CNT presenteou o diretor-geral da Antaq com uma placa em agradecimento pelos serviços prestados por Fernando Fialho.
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Data : 02/02/2012
MANCHAS NA ÁREA DO PRÉ-SAL SOMAM 70 KM²
Publicado em 02/02/2012 as
03:41 PM
Nos primeiros dias do vazamento de petróleo da Chevron, em novembro do ano passado, total chegou a 163 km²
Cetesb rejeitou em 2011 plano de emergência apresentado pela Petrobras; estatal não comenta a análise
Técnicos da Marinha avistaram, em sobrevoo ontem, "manchas dispersas" na região do vazamento do poço da Petrobras no pré-sal da bacia de Santos. Formadas por fina de camada de óleo, ocupavam, juntas, 70 km².
A Petrobras disse que foram identificados "vestígios dispersos de óleo", sem determinar a extensão da área, no campo de Carioca Nordeste. Segundo a empresa, o vazamento foi de 160 barris.
A estatal fazia um teste de produção quando detectou o derramamento a cerca de 300 km do litoral de São Paulo.
Em seus primeiros dias, a mancha de óleo do vazamento da Chevron, em novembro passado, chegou a 163 km², mas depois se dissipou.
Segundo a Marinha e a ANP (Agência Nacional do Petróleo), as manchas na bacia de Santos se deslocam na direção sudeste e é pequena a "possibilidade de o óleo alcançar o continente".
Três navios da Petrobras fazem a contenção e a dispersão das manchas, com o lançamento de jatos d'água.
Ontem, a Capitania dos Portos do Rio instaurou inquérito administrativo e a ANP, processo administrativo. O Ministério Público Federal em São José dos Campos abriu inquérito.
Parecer - A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) rejeitou, em agosto, o plano de emergência apresentado pela Petrobras no processo de licenciamento do sistema de produção do polo pré-sal na bacia de Santos. A companhia disse que o licenciamento coube ao Ibama, por ser uma área da União.
O parecer tinha como objetivo subsidiar o órgão federal. Para a Cetesb, "vários itens de segurança" foram "atendidos apenas parcialmente". Citou "procedimentos para comunicação, controle, contenção, recolhimento do óleo derramado, monitoramento e dispersão das manchas, limpeza de áreas atingidas, coleta e disposição dos resíduos", além de medidas para proteger "áreas sensíveis".
A Petrobras não comentou ontem o parecer da Cetesb.
Para Segen Estefen, diretor da Coppe/UFRJ, o país precisa de um "centro independente" para monitorar acidentes. Hoje, disse, o trabalho está a cargo só das empresas.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/02/2012
PETROBRAS FAZ CAPTAÇÃO RECORDE NO BRASIL
Publicado em 02/02/2012 as
03:41 PM
A estatal brasileira levantou US$ 7 bilhões (R$ 12,1 bilhões) com a emissão de títulos de dívida de prazos que vão de 3 a 30 anos
A Petrobras concluiu ontem a maior captação de recursos no exterior já feita por uma empresa brasileira, aproveitando a boa receptividade do mercado global para a dívida do país.
A estatal brasileira levantou US$ 7 bilhões (R$ 12,1 bilhões) com a emissão de títulos de dívida de prazos que vão de 3 a 30 anos. Até então, a maior operação no país havia sido de US$ 6 bilhões, da própria Petrobras, em 2011.
Os recursos ajudarão a estatal a financiar o seu ambicioso programa de investimentos, incluindo a exploração de petróleo e gás no pré-sal, que deve consumir US$ 225 bilhões até 2015.
Na operação, os investidores aceitaram pagar juros que começam na casa de 3,051% ao ano para a dívida mais curta, de três anos. A taxa é a mais baixa já paga por uma empresa brasileira.
"É uma operação histórica para o Brasil e os emergentes. Reflete o bom momento do país e o reconhecimento do potencial da Petrobras", disse Cristina Schuman, responsável pela área de captação externa do Santander.
A Petrobras emitiu US$ 3 bilhões em papéis novos -US$ 1,25 bilhão em dívida de três anos e US$ 1,75 bilhão de cinco anos- e "reabriu" captação feita em 2011 com títulos de dez anos (levantou US$ 2,75 bilhões) e de 30 anos (US$ 1,25 bilhão). A taxa máxima foi de 5,935% para os títulos de 30 anos.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/02/2012
NOVO TERMINAL DE CUMBICA ABRE NO DIA 8
Publicado em 02/02/2012 as
03:41 PM
Webjet vai operar no terminal 4 do aeroporto, que tem capacidade para receber 5,5 milhões de passageiros por ano
Inauguração atrasou após o desabamento de parte da estrutura metálica do terminal, ocorrido em dezembro
O governo federal inaugura no dia 8 de fevereiro o novo terminal de passageiros do aeroporto de internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), o mais movimentado do país. A Webjet vai operar no terminal.
O terminal está pronto desde o dia 24, mas não havia ainda a definição de qual empresa iria utilizá-lo. Agora, a companhia aérea vai instalar seus equipamentos no local. A data e a empresa foram definidas ontem à noite.
No dia 2 de dezembro, parte da estrutura metálica do futuro terminal desabou - dois funcionários ficaram com ferimentos leves. O acidente atrasou a entrega, prevista para 20 de dezembro.
A nova ala fica na antiga área de cargas do aeroporto. O acesso entre os terminais será feito por ônibus que a Infraero colocará à disposição.
O terminal 4 tem capacidade para 5,5 milhões de passageiros anuais. O espaço tem 12,2 mil m², destinados à operação doméstica. Até a definição da Webjet, a mais cotada para operar no terminal era a Gol. A Infraero investiu cerca de R$ 86 milhões.
Além do novo terminal, Cumbica ganhará até o final do semestre um equipamento antineblina para permitir o pouso de aviões em condições climáticas adversas.
Chamado de "ILS Cat-III", o dispositivo permite pousar sem nenhuma visibilidade vertical -e com visibilidade horizontal de 225 metros. A última etapa para implantação irá ocorrer de 6 a 8 de fevereiro. Uma das duas pistas de Cumbica ficará fechada por três horas, à tarde.
Segundo a Infraero, o passo seguinte é a aprovação do equipamento pela Anac (agência reguladora), o que é estimado para junho.
A instalação do equipamento não significa que todos os aviões que operam ali poderão usá-lo para aterrissagens, já que a tripulação precisa estar treinada.
Aeroportos terão lanchonete com preço popular - O governo federal planeja implantar lanchonetes com produtos a preços populares em alguns dos principais aeroportos do país.
A coxinha custará R$ 3,20, o misto quente R$ 3,30 e o café simples, R$ 1,60, menos da metade do preço praticado hoje nesses locais.
Ao todo, 15 produtos serão tabelados; o restante ficará a cargo de quem explorar o serviço nos aeroportos. O edital de licitação saiu ontem.
A experiência começará em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A Infraero estima que até maio a lanchonete no aeroporto seja aberta.
Depois disso, virão dez aeroportos que serão utilizados na Copa de 2014 e, do meio para o final do ano, Congonhas, em São Paulo, de acordo com a estatal.
Haverá uma unidade de lanchonete popular em cada um desses aeroportos.
Cumbica, Campinas e Brasília, que serão privatizados, estão fora da lista.
A ideia, segundo a Infraero, é baratear os preços dos produtos nos aeroportos e forçar os demais concorrentes a fazer o mesmo.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/02/2012
EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL PODE TER SUPORTE DE ROBÔ CEARENSE
Publicado em 02/02/2012 as
03:40 PM
A presença de petróleo no pré-sal do litoral do Estado ainda não é certa, já que a área nunca foi levantada, entretanto, os cearenses estão trabalhando para fazer parte da exploração da camada, realizada por empresas como a Petrobras. A Universidade de Fortaleza (Unifor) vai participar como co-executora de um projeto para a construção de um robô submarino do tipo ROV (operado remotamente), o qual irá auxiliar na prevenção e contenção de impacto ambiental, operação, manutenção e apoio na exploração do pré-sal. A iniciativa é pioneira no Brasil.
"Ele vai estar nessa profundidade, de mais de 2.000 metros abaixo da lâmina d´água, fazendo o papel que o homem não tem como executar. Será os olhos e os braços do ser humano lá embaixo. Nos procedimentos de prospecção de petróleo da camada pré-sal, por exemplo, ele vai fazer um monitoramento dessas atividades do fundo do mar, através de câmeras de vídeos", explica o coordenador do projeto Dragão do Mar pela Unifor, professor Ricardo Colares.
Convênio de R$ 7 mi
O equipamento, que irá atuar a uma profundidade entre dois e três mil metros, terá financiamento de R$ 7 milhões e foi aprovado no último mês de dezembro pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Os envolvidos no projeto esperam a assinatura do convênio e a liberação do primeiro aporte, de cerca de R$ 1,75 milhão.
Oito instituições e empresas estão participando da construção do protótipo. Além da Unifor, integram o projeto a Instituição de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ceará (ITIC), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer Campus Nordeste (CTI-NE), a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), a Universidade Federal Vale do São Francisco (Univasf), a Armtec Tecnologia em Robótica e a BWV Consultoria.
Construção
O robô será construído em fases, mas a maior parte dele será produzida nos laboratórios da própria Universidade de Fortaleza. Participarão do projeto alunos na área de Computação, para o desenvolvimento de software; Engenharia Mecânica; Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Elétrica. "A gente tem uma experiência no desenvolvimento de robô submarino. Fizemos o Samba, para profundidades menores e, a partir desse trabalho, criamos algumas competências e fomos procurados para compor uma equipe de várias instituições visando à construção do Dragão do Mar", afirma Ricardo Colares.
Conclusão em 3 anos
Tão logo o primeiro aporte seja repassado ao projeto, os trabalhos de construção do robô serão iniciados. A previsão é de que o protótipo seja finalizado em até três anos. A partir disso, e com o domínio da tecnologia, será possível fabricá-lo em escala comercial a fim de dar suporte a demanda das petrolíferas.
Estatal já faz uso
A Petrobras já utiliza robôs semelhantes para dar suporte à exploração da camada pré-sal, mas são importados e têm o custo de R$ 50 milhões a cada dois anos. Com uma produção nacional desse dispositivo, esse valor poderia ser bem menor, já que só para a construção do protótipo serão empreendidos R$ 7 milhões. Comercialmente, ele sairia a um valor bem menor, que seria somado ao suporte técnico do equipamento. "A Petrobras é a maior interessada no desenvolvimento desse projeto. O pré-sal é nosso, e é ela quem está prospectando esse petróleo, e deverá ser o primeiro cliente, já que importa robôs desse tipo", destaca.
Para Ricardo Colares, esta será uma grande oportunidade de contribuir com o desenvolvimento do País. "É uma chance para por em prática os conhecimentos e o envolvimento dos alunos e no desenvolvimento de uma tecnologia nacional que vai contribuir com o País", finaliza o professor.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)/DIEGO BORGES
Data : 02/02/2012
MARINHA INVESTIGA VAZAMENTO
Publicado em 02/02/2012 as
03:40 PM
Brasília. A Marinha informou que a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro instaurou inquérito administrativo para apurar o vazamento de óleo na região da Bacia de Santos. A conclusão do inquérito deve ser divulgada em até 90 dias. De acordo com a Marinha, foi enviada ao local a fragata Niterói, com um helicóptero a bordo, para verificar as ações executadas na área.
A ideia, segundo a Marinha, é observar a extensão da mancha de óleo, fazendo registros em filmadora e máquina fotográfica. Um grupo monitora as operações e avalia as ações da Petrobras. De acordo com a Marinha, a Petrobras informou sobre o incidente na coluna de produção do navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, localizado na Bacia de Santos a cerca de 300 quilômetros da costa do estado de São Paulo, na terça-feira.
Além disso, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoaram a região para verificar a dimensão do vazamento de petróleo cru na área. Especialistas do Ibama foram enviados para acompanhar as operações de urgência feitas pela Petrobras em Macaé.
Dados preliminares indicam que houve uma ruptura do equipamento chamado riser, que conecta a plataforma ao poço no fundo do mar, liberando 33 metros cúbicos de petróleo cru. Essa é a primeira análise feita pelos peritos. Um plano de emergência da Petrobras, foi acionado para conter o vazamento. As atividades no local estão suspensas. A empresa estima que o óleo não alcançará a costa.
Fonte : Diário do Nordeste (CE)
Data : 02/02/2012
PROGEN COMPRA 50% DE COMPANHIA ESPANHOLA
Publicado em 02/02/2012 as
03:40 PM
Em sua estratégia de diversificação das atividades, a Progen, empresa nacional de engenharia consultiva, gerenciamento e implantação de projetos, acaba de firmar uma joint venture com a espanhola AudingIntraesa no mercado brasileiro. O alvo da parceria é o setor de infraestrutura, no qual busca ter maior presença nos negócios do país.
Eduardo Barella, presidente da Progen, não revelou o valor do aporte que sua empresa fará na espanhola para ficar com 50% de participação no capital da subsidiária brasileira da AudingIntraesa. Segundo informou, a empresa espanhola é uma das principais desse setor em seu país e possui 30 anos de experiência em engenharia e consultoria nas áreas de transporte público, saneamento e meio ambiente.
"Nosso objetivo, com essa parceria, é ganhar contratos em projetos de monotrilhos, VLTs, metrôs, aeroportos e até trens de alta velocidade, os TAV", afirmou Barella. O empresário disse esperar que a união eleve o faturamento anual da empresa espanhola no Brasil de R$ 3,5 milhões para R$ 50 milhões em três anos.
Atualmente, o foco de atuação da Progen, sediada em São Paulo, está concentrado em projetos de mineração, metalurgia e fertilizantes. A empresa quer ganhar mais presença nos setores de óleo e gás e de infraestrutura.
No ano passado, a Progen adquiriu, por R$ 7,5 milhões, 80% do capital da R. Peotta, uma empresa especializada em engenharia e projetos no setor portuário localizada no Rio. "Com a incorporação da R. Peotta, quase dobramos o faturamento nessa atividade. Fechamos o ano passado com R$ 30 milhões, bem acima do que projetamos", afirmou.
O alvo da parceria com a empresa espanhola, destacou Barella, é o mercado brasileiro de transporte de passageiros, podendo fazer atuações pontuais no exterior. O espanhol Eduardo Borrell Arqué, executivo na AudingIntraesa na Espanha, assume como presidente da subsidiária no Brasil. "Queremos ser o competidor mais importante do mercado brasileiro", declarou Arqué, em comunicado, sobre a sociedade com a Progen.
Para Barella, "o cenário de infraestrutura no Brasil é extremamente positivo dadas as realizações próximas da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016, além do crescimento econômico do país".
No ano passado, o faturamento da Progen alcançou R$ 401 milhões, ante estimativa de R$ 350 milhões, crescendo mais de 50% sobre o resultado de 2010, que foi de R$ 260 milhões, informou o empresário, que assumiu o comando da empresa, no lugar do pai em 2008. A área de mineração responde por metade do faturamento da empresa, que tem contratos de exclusividade nesse setor em vários projetos, no país e exterior, com a Vale. "Para este ano, projetamos alcançar R$ 500 milhões", afirmou.
Com 24 anos de atividades no ramos de engenharia consultiva, gerenciamento e implantação de projetos industriais, a empresa fechou 2011 com 2.467 funcionários - boa parte de nível superior, como engenheiros e geólogos -, 37% a mais do que no fim do ano anterior. A Progen tem escritórios no Brasil e na Argentina, onde atua no projeto de mineração de potássio Rio Colorado, da Vale.Fonte: Valor Econômico
Fonte: Valor Econômico/Por Ivo Ribeiro | De São Paulo
Data : 02/02/2012
NOVE CONSÓRCIOS DEVEM PARTICIPAR DE LEILÃO
Publicado em 02/02/2012 as
03:40 PM
Um dos grupos, antes visto como confirmado na concorrência, desistiu nesta semana
Pelo menos nove consórcios devem entregar hoje na BM&FBovespa propostas para a concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). Os principais representantes do setor brasileiro de infraestrutura, como CCR e EcoRodovias, estão confirmados. O mercado chegou a contar a participação de até 22 grupos na disputa, mas a exigência de um grande operador nas sociedades diminuiu as previsões sobre o número de participantes.
Um dos grupos, antes visto como confirmado na concorrência, desistiu nesta semana. Composto pelas brasileiras CVS, Encalso e ATP, o consórcio que contava com a participação da operadora ANA Aeroportos de Portugal não teve tempo suficiente para discutir todas as tratativas entre os participantes. O grupo protocolou pedido de impugnação do edital à Agência Nacional de Aviação civil (Anac), mas a solicitação foi negada. "Não conseguimos, houve pouco tempo para negociar todos os detalhes. Talvez na próxima participemos", diz Luciano Amadio, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop) e representante da CVS.
Segundo o Valor apurou, o grupo fluminense MPE chegou a negociar com diferentes operadores estrangeiros, mas também não deve ter tempo hábil para elaborar suas propostas.
Entre as confirmadas, a Triunfo Participações e Investimentos foi uma das últimas a fazer um posicionamento oficial sobre as parcerias. Por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o grupo divulgou que firmou termo de compromisso com a Egis Airport Operation (operadora francesa que tem concessão de 11 aeroportos com 13 milhões de passageiros/ano no total) e a UTC Participações (holding controladora da TEC Incorporações e Empreendimentos Imobiiários e UTC Engenharia). As três participarão do leilão em conjunto.
Ontem, o diretor de relações com o investidor da CCR (grupo controlado por Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa), Arthur Piotto, confirmou que a companhia irá apresentar propostas. Perguntado se o grupo concentraria atenções em um ou outro empreendimento (pelas regras do edital, só é possível ganhar um dos aeroportos), Piotto disse que "a ideia" é fazer ofertas para os três.
A CCR disputará os aeroportos com a suíça Flughafen Zurich AG, operadora do aeroporto de Zurique, na Suíça. Piotto não informou, no entanto, detalhes sobre a composição do consórcio. É possível, por exemplo, que a sociedade seja integrada também por um fundo de investimentos - segundo informou Leonardo Vianna, diretor de novos negócios do grupo, em meados de janeiro.
Fontes confirmam a entrega de propostas da EcoRodovias. O grupo, contudo, assim como a maioria dos outros participantes, não dá detalhes sobre a eventual preferência por um ou outro terminal. Felix von Berg, diretor de projetos da alemã Fraport, disse ao Valor no ano passado que a preferência natural da sociedade seria por Guarulhos.
Analistas ouvidos pela reportagem, no entanto, dizem que Campinas também faz sentido na estratégia da sociedade, pelo fato de o aeroporto ter forte movimentação de cargas. O grupo EcoRodovias tem atuação em logística por meio da Elog e possui um grande terminal de cargas perto de Campinas.
Por mais que haja o leilão a viva-voz na segunda-feira (dia 6), a entrega de propostas é importante porque, caso um aeroporto só receba uma proposta válida, o grupo que fez a oferta automaticamente leva a concessão e suas propostas para os outros empreendimentos são descartadas. Isso porque o edital proíbe um mesmo grupo levar duas concessões - resultado do desejo do governo federal por ter concorrência entre os terminais.
Especialistas não arriscam dar palpites sobre o favoritismo de um ou outro grupo, ou sobre se um aeroporto será mais concorrido que outro. "Cada terminal combina com a estratégia de uma companhia", diz um analista que prefere não se identificar.
Com isso, são pelo menos nove sociedades confirmadas: EcoRodovias e Fraport, CCR e Zurich, OHL Brasil e Aena, Odebrecht e Zurich, Engevix e Corporación América, Galvão e Flughafen München, Fidens e ADC&HAS, Queiroz Galvão e BAA, e Triunfo e Egis.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/02/2012
ATLANTIA INVESTE NO BRASIL DE OLHO NOS AEROPORTOS
Publicado em 02/02/2012 as
03:37 PM
A join venture com o grupo Bertin pode se estender também a concessões de aeroportos
Anunciada no começo da semana, a joint venture entre os grupos Bertin e Atlantia para administrar concessões de rodovias pode se estender também a concessões de aeroportos, a exemplo dos planos de outras companhias do setor - como CCR, OHL Brasil e EcoRodovias. O presidente global da Atlantia, Giovanni Castelucci, confirmou ao Valor o interesse, mas disse que as atenções estão voltadas à segunda rodada de concessões de aeroportos.
Desde a metade do ano passado, representantes do governo já anunciaram que, depois do leilão de segunda-feira, novos terminais passariam por concessão - como é o caso de Galeão (na cidade do Rio de Janeiro) e Confins (em Belo Horizonte).
Segundo Castelucci, a participação nos leilões da segunda rodada de concessões será feita, "provavelmente", por meio da sociedade feita com o grupo Bertin. Pelo fato de a sociedade ser recente, não há - segundo ele - tempo hábil para que a joint venture entre os dois grupos participe já da primeira rodada de leilão de aeroportos. A entrega de propostas dos grupos interessados será feita hoje, em São Paulo, na sede da BM&FBovespa. "Fizemos a parceria nesta semana para a administração de rodovias. Nosso foco são os próximos (aeroportos) a serem leiloados", diz ele.
Questionado sobre o endividamento do grupo Bertin, Castelucci diz que conhece os problemas enfrentados pelo grupo. "Sabemos dos problemas dos nossos sócios. Não assusta. Esperamos que eles os resolvam o quanto antes", diz. Coincidência ou não, Castelucci descarta qualquer tipo de envolvimento da sociedade Atlantia-Bertin em energia. O foco no grupo, diz, é mesmo o setor de transportes.
Conforme publicou o Valor, o grupo Bertin havia cogitado entrar na disputa pela concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília. Mas a entrega de propostas já foi praticamente descartada pela companhia. "O grupo tem atuação em diferentes setores e é bastante ativo. Neste momento, no entanto, concentramos as atenções nesse acordo com o grupo Atlantia", disse Alexandre Tujisoki, diretor financeiro do Bertin.
O grupo Atlantia já tinha participação, desde 2009, na concessionária Triângulo do Sol, quando adquiriu uma participação. Com isso, ele já administrava 400 quilômetros de rodovias no Brasil. Após o acordo com o Bertin, passa a administrar quatro vezes mais: cerca de 1,6 mil quilômetros.
Estão envolvidas na operação quatro concessionárias, sendo três do Bertin (Nascentes das Gerais, Rodovias das Colinas e Rodovias do Tietê) e uma da Atlantia (Triângulo do Sol). Como o valor total de ativos cedido pelo grupo brasileiro é superior aos da Atlantia, serão realizados aportes que somam R$ 300 milhões pelo grupo italiano na joint venture.
Em três anos, o investimento por parte da sociedade aplicado nas quatro concessionárias está previsto em R$ 800 milhões, aproximadamente. A previsão é que a sociedade tenha um endividamento líquido, ao final de 2012, de R$ 1,62 bilhões.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/02/2012
ELRING INICIA PLANO DE EXPANSÃO NO PAÍS
Publicado em 02/02/2012 as
03:37 PM
Até 2016, a expectativa é mais do que dobrar - de 1 milhão para 2,3 milhões de unidades - a capacidade de produção de tampas para comando de válvulas
A fabricante de autopeças ElringKlinger, financiada por sua matriz na Alemanha, vai investir R$ 100 milhões para ampliar a capacidade de sua fábrica em Piracicaba, interior de São Paulo, até 2016. O foco do programa são as linhas de tampas plásticas para válvulas de motor, além das chapas defletoras de calor.
Até 2016, a expectativa é mais do que dobrar - de 1 milhão para 2,3 milhões de unidades - a capacidade de produção de tampas para comando de válvulas. "O crescimento futuro da empresa está ligado ao desenvolvimento da produção de tampas de plástico", explica Hans Eckert, presidente da companhia, citando que as montadoras vão buscar cada vez mais produtos de plástico para diminuir o peso dos veículos. "É o mercado que está solicitando isso."
O executivo conta que a empresa já começou a receber as primeiras máquinas injetoras para produção de peças plásticas, assim como outros componentes da linha de montagem.
Os investimentos também serão direcionados para a compra de maquinário para ampliar em 62,5% a produção de chapas defletoras, que alcançarão 13 milhões de unidades. Já na linha de juntas de cabeçote - onde a empresa tem a liderança de mercado com uma participação de 55% -, a expansão será mais tímida, da ordem de 12,5% em cinco anos, para 18 milhões de peças. "Esse é um mercado onde já estamos mais consolidados e temos menos espaço para aumentar a participação", diz Eckert.
Segundo o presidente da empresa, o plano de crescimento vinha sendo estudado desde setembro, mas não tem relação com o anúncio do novo regime automotivo, que força as montadoras a utilizar maior conteúdo de peças nacionais na fabricação de carros.
O estímulo ao investimento, diz Eckert, está mais ligado à expectativa de crescimento sustentável da indústria, que, segundo as projeções das montadoras, deve voltar a bater recorde de vendas e produção neste ano.
A meta da ElringKlinger é aumentar em 60% o faturamento nos próximos cinco anos. Em 2011, a companhia registrou um aumento de 15,5% nas vendas para as montadoras, incluindo as quatro maiores: Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford, responsáveis por 70% das vendas totais de carros no Brasil.
No mercado de peças de reposição, a fabricante de componentes reporta um crescimento de 30% no ano passado. Para 2012, a meta é expandir em 10% as vendas para as montadoras, onde já conta com encomendas para os próximos quatro anos, e 25% no setor de reposição.
"Tenho grande expectativa que o Brasil vai resistir à crise na Europa e mostrar novamente recorde nas vendas de veículos", aposta Eckert. A depender das condições do mercado, a ideia da empresa é investir a um ritmo anual de R$ 20 milhões.
O dinheiro será emprestado pela matriz na Alemanha, a juros abaixo da média praticada pelo mercado. "Tomar recursos no Brasil está muito caro", diz Eckert.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/02/2012
AURORA INVESTIRÁ R$ 40 MILHÕES PARA EXPORTAR PARA A CHINA
Publicado em 02/02/2012 as
03:36 PM
Sétima maior agroindústria do Sul do país, a Aurora começa 2012 anunciando investimentos e desbravando o maior mercado de carne suína do mundo.
O primeiro embarque para a China, de 120 toneladas armazenadas em quatro contêineres, ocorrerá na próxima semana.
- No futuro, os chineses se tornarão o maior consumidor per capita de carne suína - ressaltou o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, ontem, durante a apresentação dos resultados da cooperativa em 2011.
O embarque também é importante porque abre caminho para os mercados mais cobiçados da Ásia.
- A China ainda não é o melhor mercado para nós, porque vai comprar carne de segunda linha, como miúdos e gordura, que valem menos. No primeiro semestre, devemos começar a exportar para Japão e Coreia do Sul, que compram carnes nobres, de valor agregado, e pagam bem. A importância da China, neste contexto, é receber a carne excedente - avalia Enori Barbieri, presidente da Cidasc.
A carne de porco representa mais de 70% do faturamento bruto da Aurora, que chegou a R$ 3,8 bilhões em 2011. Para se manter crescendo, a cooperativa planeja dois grandes investimentos para 2012, no valor total de R$ 89 milhões. O primeiro na unidade de São Gabriel do Oeste (MS) e o segundo na planta de Joaçaba.
Fechado em 2009, o frigorífico catarinense voltará a funcionar em 2014 para atender a demanda do mercado internacional. Para tanto, a capacidade de abate dobrará para 2,2 mil suínos/dia e será instalada uma sala de cortes para exportação. Os investimentos são de R$ 40 milhões e o número de postos de trabalho passará de 218 empregos para 600.
Fonte: Diario Catarinense/Sirli Freitas/Colaborou Juliano Zanotelli
Data : 02/02/2011
BOLSAS SOBEM COM SINAL DE ALÍVIO NA ECONOMIA
Publicado em 02/02/2012 as
03:36 PM
Bovespa avança 2,3% com dados industriais positivos em EUA e China. Saldo em janeiro é de R$ 6,7 bi. Dólar cai
RIO, BRASÍLIA, LONDRES, PARIS, BERLIM, NOVA YORK e PEQUIM. Em dia de forte otimismo nos mercados mundiais, causado por indicadores divulgados em diferentes países, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, subiu ontem 2,37%, a 64.567 pontos, maior patamar desde 31 de maio. No ano, o Ibovespa acumula alta de 13,77%. Já o dólar comercial recuou 0,74%, a R$ 1,734, menor cotação desde 31 de outubro.
Mais uma vez, o apetite dos investidores internacionais fez a diferença na Bolsa. Até o dia 30 de janeiro, o saldo entre compra e venda dos estrangeiros na Bolsa estava positivo em R$ 6,725 bilhões. No pregão de ontem, foram negociados R$ 9,860 bilhões na Bovespa, acima da média de R$ 6,5 bilhões do ano passado.
Segundo o Banco Central (BC), na semana passada, a entrada de dólares pelo mercado financeiro não foi tão forte quanto na semana anterior, mas continuou acima da média dos últimos meses: US$ 1,2 bilhão. Ao todo, no mês cheio de captações externas de empresas, o ingresso de dólares pelo mercado financeiro está em US$ 6,3 bilhões, já descontadas as retiradas. Com isso, nos 27 primeiros dias de janeiro, o país registrou uma entrada líquida geral de US$ 6,5 bilhões, já descontados os pagamentos de importações e saídas de investidores no mercado.
O economista da NGO, Sidney Nehme, ressaltou o comportamento atual do BC: com grande oferta de dólares, não se mexeu mesmo com o enorme fluxo cambial de empréstimos captações e recursos direcionados à Bovespa.
Na Europa, subiram as bolsas de Londres (1,92%), Paris (2,09%) e Frankfurt (2,44%). Nos EUA, o Índice Dow Jones avançou 0,66%, o S&P 500, 0,89% e o Nasdaq, 1,22%.
O indicador econômico mais importante de ontem também foi o primeiro a ser divulgado: na China, o índice de atividade das fábricas aumentou para 50,5 em janeiro, segundo o levantamento oficial, superando a expectativa de analistas. Em dezembro, o índice ficou em 50,3.
- Os dados da China influenciaram muito as bolsas lá fora e têm forte impacto no Brasil por causa de nossa relação comercial com os chineses - diz Mauricio Nakahodo, economista sênior da corretora CM Capital Markets.
Com a perspectiva de atividade acelerada na China, as cotações internacionais das matérias-primas avançaram, beneficiando as ações de empresas produtoras desses insumos - que têm grande peso no Ibovespa e puxaram o índice para cima. É caso da mineradora Vale, com alta de 2,01% no papel preferencial (PN, sem voto), a R$ 43,55.
Nos Estados Unidos, o segmento industrial cresceu para seu maior patamar desde junho, puxado por novas encomendas às fábricas americanas, revelou ontem o Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês). No cômputo geral, o ISM apresentou 54,1 pontos em janeiro, após uma leitura revisada para 53,1 pontos em dezembro. Os analistas, no entanto, esperavam que o indicador alcançasse 54,5 pontos. O componente de novas encomendas avançou a 57,6, contra 54,8. Mas, o ritmo de geração de empregos nos EUA pelo setor privado como um todo desacelerou em janeiro, após forte contração no mês anterior. Segundo o Relatório Nacional de Emprego ADP, foram abertas 170 mil vagas em janeiro, frente a uma previsão 185 mil empregos.
Um cenário menos preocupante na Europa também garantiu o otimismo ontem, com boa demanda em leilão de títulos soberanos de Portugal e a perspectiva de um acordo nas negociações sobre a dívida da Grécia. Mas o desempenho do setor industrial na zona do euro continuou refletindo os efeitos da crise. Com exceção da Alemanha, que apresentou uma leve recuperação, a atividade manufatureira da região recuou pelo sexto mês seguido em janeiro. A produção da zona do euro cresceu pela primeira vez desde julho de 2011, mas o volume de novas encomendas voltou a cair, sugerindo que o setor ainda não tem fôlego para apresentar uma retomada.
O índice Markit para gerentes de compras da zona do euro (PMI, na sigla em inglês), que mede o nível da atividade manufatureira da região, subiu em janeiro para 48,8 pontos, ante uma leitura de 46,9 em dezembro. O índice de janeiro foi revisado para cima, ante leitura preliminar de 48,7, mas marcou o sexto mês consecutivo abaixo da marca de 50 pontos, o que indica contração.
Na França, segunda maior economia do euro, o setor manufatureiro também encolheu pelo sexto mês seguido em janeiro, sinalizando que o país está à beira da recessão. Segundo o Markit, o índice industrial francês recuou levemente de 48,9 pontos em dezembro para 48,5 pontos em janeiro, permanecendo abaixo dos 50 pontos que separam contração e expansão. Na Alemanha, o setor manufatureiro interrompeu uma sequência de quatro meses de queda e cresceu em janeiro para 51 pontos em janeiro, frente aos 48,4 pontos de dezembro e 0,1 ponto acima da leitura preliminar. Fora da zona do euro, o Reino Unido surpreendeu e avançou de 49,7 pontos para 52,1 entre dezembro e janeiro. Foi a primeira leitura acima de 50 pontos desde setembro, e surpreendeu os analistas.
Fonte : O Globo - Autor(es): agência o globo:Vinicius Neder
Data : 02/02/2012
ESTATAL CAPTA US$ 7 BI NO EXTERIOR
Publicado em 02/02/2012 as
03:36 PM
Emissão de títulos é a maior já feita por uma brasileira no mercado internacional
A Petrobras captou ontem US$ 7 bilhões no exterior, na maior emissão de títulos já feita por uma empresa brasileira. A operação mais do que dobra o total levantado pelas companhias com o alívio nos mercados globais neste início de ano. Até anteontem, o montante era de US$ 5,3 bilhões, segundo a agência Bloomberg News. O caminho foi aberto pela captação de US$ 750 milhões do Tesouro Nacional, em 3 de janeiro. Vale, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú estão entre as empresas que já captaram neste ano.
Na operação de ontem, a estatal lançou bônus com diferentes vencimentos: US$ 1,25 bilhão com vencimento em três anos, com taxa de 3,051%, e US$ 1,75 bilhão em cinco anos (3,628% de taxa), segundo a agência Reuters. A emissão incluiu também US$ 2,75 bilhões em papéis para 2021 (taxa de 4,796%) e US$ 1,25 bilhão para 2041 (taxa de 5,935%). BB Securities, Citigroup, Itaú BBA, JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Santander foram os coordenadores, segundo a Bloomberg News. (Com agências internacionais)
Fonte : O Globo - Autor(es): agência o globo:Vinicius Neder
Data : 02/02/2012
EIKE DESCOBRE PETRÓLEO NO PRÉ-SAL EM ÁGUAS RASAS
Publicado em 02/02/2012 as
03:34 PM
Achado da OGX na Bacia de Santos é inédito no país. Com novas reservas e produção em Campos, ação sobe 5,6%
A OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou ontem ter descoberto petróleo no pré-sal em águas rasas na Bacia de Santos. Esse tipo de descoberta é inédito no Brasil. Em fato relevante divulgado ao mercado, a companhia explicou que, durante a perfuração de um poço no bloco BM-S-57, a sonda encontrou petróleo abaixo da camada de sal em reservatório com as mesmas características dos campos do pré-sal da Petrobras em águas ultraprofundas, também na Bacia de Santos. A descoberta de indícios de óleo no pós-sal já tinha sido anunciada pela companhia no último dia 16.
A OGX informou que somente com a realização de testes de perfilagem no poço, que serão realizados nos próximos dias, é que será possível avaliar o potencial das reservas. Os cinco blocos da OGX na Bacia de Santos têm reservas estimadas em 1,8 bilhão de barris. A empresa afirma que, com a realização dos testes na nova descoberta, as reservas poderão ser maiores. O colunista Ancelmo Gois informou ontem que as reservas variam de 3 bilhões a 4 bilhões de barris.
O bloco BM-S-57 está apenas a 102 quilômetros da costa, na altura de Ilhabela, próximo à divisa entre São Paulo e Rio, e em águas rasas de apenas 155 metros de distância do nível do mar ao solo marinho. O poço perfurado tem 6.135 metros ao todo de extensão. Os campos do pré-sal da Petrobras estão a 300 quilômetros da costa e a profundidades além de dois mil metros (águas ultraprofundas).
As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da OGX foram destaque na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ontem, avançando 5,68%, a R$ 17,49. Quarta maior alta do Ibovespa, os papéis foram também o segundo ativo mais negociado, girando R$ 724,8 milhões, atrás apenas das preferenciais (PNA, sem voto) da Vale (R$ 968,2 milhões). Além da descoberta no pré-sal, o início de produção da OGX na Bacia de Campos teve impacto positivo no mercado.
- A informação (início de produção) é muito importante, pois sinaliza que a empresa vai começar a gerar caixa - afirma Luiz Otávio Broad, analista da corretora Ágora.
Fonte : O Globo - Autor(es): Ramona Ordoñez
Data : 02/02/2012
PORTUÁRIOS DA CODEBA PARAM DIA 8
Publicado em 02/02/2012 as
03:34 PM
Os associados trabalhadores vinculados à Cia. das Docas do Estado da Bahia (Codeba) acordaram uma paralisação no próximo dia 8. As ações estão sendo organizadas de forma nacional, com o intuito de chamar à atenção não só da categoria e das Cias. Docas, mas da sociedade como um todo. Caso não seja tomada nenhuma medida para as reivindicações dos trabalhadores, será decretada greve por tempo indeterminado no dia 23 de fevereiro. A decisão foi unânime pelos votantes e a movimentação está prevista para acontecer em frente a Sede da CODEBA, a partir das 7h.
Dentre as reivindicações estão a data-base 1º de junho de 2011, os efeitos do descumprimento por parte da diretoria da empresa, no que diz respeito ao preenchimento dos cargos de confiança, a situação do PORTUS, onde espera-se que o Governo Federal quite a dívida com o Instituto da categoria, junto com as patrocinadoras, que são as Cias. Docas de todo o país, para que ele não se extinga, entre outros temas.
Fonte: Tribuna da Bahia
Data : 02/02/2011
ESTALEIRO ANUNCIA INVESTIMENTO DE R$ 35 MILHÕES EM PELOTAS
Publicado em 02/02/2012 as
03:34 PM
O grupo carioca Oxcorp, que atua na área naval, anunciou na última terça-feira a instalação do estaleiro Oxnaval, em Pelotas, zona Sul do Estado. De acordo com o prefeito da cidade sulina, Adolfo Fetter Júnior (PP), a empresa deve investir R$ 35 milhões no município. O trabalho será de manutenção para embarcações pesqueiras e de médio porte.O prefeito relata que a empresa deve gerar, inicialmente, 250 empregos, podendo chegar a 1,2 mil. A Agência de Desenvolvimento da Lagoa Mirim, em conjunto com a Oxcorp, está desenvolvendo cursos para soldadores e eletricistas. O estaleiro deve ser construído em uma área de aproximadamente cinco hectares. O projeto prevê dois cais e terá capacidade para atender até dez embarcações. A empresa pretende atender navios de médio porte, com até 3,5 mil toneladas. Os trabalhos devem começar no mês de junho.Navios da Coreia, China, Japão, Tailândia, entre outros, que atuam nas Ilhas Malvinas, somam uma demanda de cerca de três mil barcos para consertos. Segundo a empresa, já existe um contrato para atender essas embarcações. Cada uma delas deve permanecer por 20 dias no cais.
Fonte: Correio do Povo
Data : 02/02/2011
MINISTRO DOS TRANSPORTES PARTICIPA DE HOMENAGEM A DIRETOR-GERAL DA ANTAQ
Publicado em 02/02/2012 as
03:34 PM
Brasília, 1º de fevereiro de 2012 - O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, participou nesta quarta-feira (1) de homenagem feita ao diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho. O evento, ocorrido na sede da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), celebrou os cinco anos de mandato de Fialho frente à agência, os quais se encerram em meados de fevereiro.
Passos enalteceu a atuação de Fialho no órgão. "Ele reúne qualidades muito importantes, como uma absoluta serenidade para tratar dos assuntos, comprometimento público e responsabilidade com o país", exemplificou. O ministro ainda ressaltou que a chegada de Fialho à Antaq, em 2006, coincidiu com um momento de transição da economia brasileira. "Hoje o Brasil tem baixas taxas de desemprego e uma classe média maior. O país desperta interesse de investimentos internacionais diretos", disse.
Passos acrescentou que Fialho deixou um legado para o sistema de transportes brasileiro e que isso gera mais desafios. "Teremos que fazer mais esforços para qualificar a infraestrutura do país", finalizou.
Fialho disse se orgulhar de fazer parte da diretoria que resgatou a navegação interior no Brasil. "Reinserimos o tema na pauta de discussões com uma abordagem social e ambiental", disse. Por fim, agradeceu a participação do ministro dos Transportes no comando da pasta. "O ministro Paulo Sérgio Passos sempre apoiou a Antaq em tudo que a agência precisou", finalizou.
Currículo
Fernando Antonio Brito Fialho nasceu em Fortaleza e formou-se na Universidade Estadual do Maranhão. É engenheiro Civil com especialização em Gestão Empresarial. Atuou no setor de construção civil desde 1982. Administrou o Porto de Itaqui de 2003 a 2005. Em julho de 2006, assumiu a Diretoria-Geral da Antaq.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/02/2011
MINISTRO DOS PORTOS RECEBE LÍDER SINDICAL
Publicado em 02/02/2012 as
03:33 PM
Brasília, 1º de fevereiro de 2012 - Para dar continuidade as demandas e os pleitos dos trabalhadores portuários, o Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, recebeu mais uma vez, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (01/02), o Presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra. Depois de tratar os assuntos que estavam em pauta, Guterra elogiou a Secretaria de Portos (SEP) na condução da atual intervenção no Fundo de Pensão Portuária (Portus). Segundo ele, a SEP está atuando com eficiência juntamente com os demais órgãos envolvidos. _ Assessoria de Imprensa.
Interessado em avançar questões como o Plano de Cargos e Salários, acordo coletivo e demais reivindicações, o representante dos trabalhadores vê na Secretaria a interlocução direta entre os trabalhadores e o Governo Federal, por isso, reafirma a cada encontro que defende a manutenção e o fortalecimento da pasta.
Cristino garante que todas as solicitações estão sendo devidamente cuidadas, e com total prioridade, e reconhece que o crescimento do setor é resultado de todo o conjunto, sobretudo o trabalhador portuário.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/02/2011
EMPRESÁRIOS BRASILEIROS PLANEJAM ELEVAR OS INVESTIMENTOS EM 2012
Publicado em 02/02/2012 as
03:33 PM
Novos resultados da pesquisa International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton International mostram que 68% dos empresários brasileiros esperam aumentar os investimentos em máquinas e instalações, 22 pontos porcentuais a mais que o registrado no terceiro trimestre. Essa foi a variável econômica com maior elevação entre as abordadas no estudo e o Brasil apresenta o maior percentual ao nível mundial de empresários que esperam elevação nesse quesito. O percentual está bem acima da média global de 35%. A pesquisa é feita com 11.500 empresas privadas em 40 economias.
Na mesma linha, os empresários da Geórgia (64%), Peru (59%) e Turquia (58%) são os que mais esperam aumentar esses investimentos. "Muitos investimentos da indústria em 2011 ficaram contidos devido ao desaquecimento no início do ano e agora devem ser retomados diante das sinalizações positivas do governo com relação à economia.", diz Javier Martinez, responsável pelo IBR na América Latina.
No Brasil, além disso, 78% dos empresários esperam aumentar a receita nos próximos 12 meses, 60% acreditam na melhora da lucratividade e 44% no investimento em novas instalações, um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao último trimestre. "As expectativas econômicas dos empresários brasileiros são bem positivas o mostram o compromisso para apoiar o desempenho da economia brasileira", completa Martinez. As expectativas com relação às exportações também aumentaram.
Os empresários da Geórgia (84%) e Indianos (82%) também esperam melhorar o desempenho das receitas em 2012. "A Geórgia é um dos países que fazia parte da União Soviética. Quando proclamou a independência o país teve alguns atritos na região. Porém nesse momento tudo está calmo e o país está pronto para um bom desenvolvimento da economia. A situação econômica, desde 1995, melhorou muito com a ajuda do FMI e do World Bank. Atualmente a Geórgia tem um dos melhores crescimentos de PIB na Europa", complementa Javier.
Regionalmente, os países da América Latina são os que estão mais otimistas em relação ao aumento dos investimentos (55%) e das receitas (76%), seguidos pelos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) com 47% e 72%, respectivamente.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/02/2011
MAIS UM MINISTRO COM AS MALAS PRONTAS
Publicado em 02/02/2012 as
03:33 PM
O Governo Dilma se prepara para trocar mais um ministro. Mário Negromente, das Cidades, se reúne logo cedo, nesta quinta-feira (2), com a presidenta Dilma, no Palácio do Planalto.
O ainda ministro é do PP, mas nem no próprio partido ele consegue apoio. O Ministério das Cidades é de suma importância no momento em que o Brasil vive uma profusão de obras de infraestrutura, principalmente aquelas que dizem respeito à mobilidade urbana.
Mais do que uma pasta que serve de barganha política entre os partidos da base de sustentação do governo, o Ministério das Cidades merece ter à sua frente um nome preparado e técnico para atuar com eficiência e eficácia. O Brasil e os brasileiros agradecem.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/02/2011
ATRACAÇÃO DE NAVIOS SEGUIRÁ LEI, DIZ VALE
Publicado em 02/02/2012 as
03:33 PM
A Vale informou, ontem, que os super cargueiros da mineradora, navios do tipo Very Large Ore Carrier (VLOC), apenas atracarão nos portos chineses "em total conformidade com a legislação daquele país".
"A adaptação dos portos para receber esses supercargueiros é uma questão eminentemente técnica, tratada em conformidade com a legislação marítima local e internacional, que requer estudos de engenharia detalhados e muitas vezes investimentos adicionais em treinamento dos operadores, reforço dos berços de atracação e dragagem", disse a mineradora em comunicado enviado à imprensa.
Nesta semana, o Ministério dos Transportes da China anunciou que os portos do país não poderão receber as embarcações contratadas pela mineradora brasileira, já que elas passam da capacidade máxima aprovada de 300 mil toneladas. O supercargueiros da Vale têm capacidade para 400 mil toneladas.
Segundo a Vale, os supercargueiros podem aportar na sua capacidade máxima nos portos de Ponta da Madeira, em São Luís; Sohar, em Omã; Taranto, na Itália; e Roterdã, na Holanda, ainda de acordo com nota da mineradora brasileira.
Fonte : Agência Estado
Data : 02/02/2012
MAR AGITADO EVENTOS SUSPENDEM TRABALHOS NO `COSTA CONCORDIA'
Publicado em 02/02/2012 as
03:32 PM
O mar agitado de ontem arrancou uma série de janelas dos destroços do navio de cruzeiro Costa Concordia. E forçou a suspensão de todas as atividades ao redor da embarcação, encalhada na ilha italiana de Giglio.
As balsas entre Porto Santo Stefano e a Ilha de Giglio também foram suspensas por causa dos ventos fortes na área, um dia depois de trabalhadores de emergência anunciarem que estavam abandonando a busca por corpos devido às condições arriscadas.
O clima adiou ainda mais os preparativos para o bombeamento de 2.380 toneladas de combustível pesado dos tanques do Concordia, que os ambientalistas alertaram que podem vazar e arruinar a primitiva reserva natural.
O vento também espalhou a barragem antivazamento localizada ao redor dos destroços.
Acredita-se que 32 pessoas morreram na tragédia do dia 13 de janeiro, quando o Costa Concordia se chocou contra as pedras da Ilha de Giglio e tombou, com mais de 4.200 pessoas a bordo, levando a uma evacuação tumultuada naquela noite.
Equipes de resgate encontraram 17 corpos e mais 15 pessoas estão oficialmente desaparecidas.
Fonte : A Tribuna Digital (FrancePresse)
Data : 02/02/2012
LEITURA RÁPIDA
Publicado em 02/02/2012 as
03:31 PM
Patrimônio
Em comemoração aos 120 anos do Porto de Santos, a Codesp apresenta hoje, às 10 horas, o Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural do Sistema Viário da Margem Direita do Porto de Santos. Na solenidade, na sede da companhia, haverá o lançamento do Museu Virtual do Porto e de uma cartilha voltada à rede municipal de ensino.
Cruzeiros
O Porto de Santos receberá amanhã os navios Vision of the Seas, Costa Victoria e Grand Mistral. Hoje, não há escalas de navios de cruzeiros. Ontem, esteve no complexo o Zenith.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
POSTO DA ANVISA EM SANTOS TEM NOVA CHEFIA
Publicado em 02/02/2012 as
03:31 PM
Mudanças na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após 38 anos de serviço público, o médico Luiz Wagner Ventura, chefe do Posto Portuário de Santos (antiga Saúde dos Portos) nos últimos dois anos, se aposentou. Ele era funcionário de carreira da reguladora, que herdou os profissionais do extinto Serviço Nacional de Vigilância Sanitária.
Ventura entregou o cargo na última terça-feira. Em seu lugar, assume o médico Acary de Oliveira, com a médica veterinária Patrícia de Freitas como substituta.
Após um período de descanso, Ventura, que tem 65 anos deidade, planeja voltar asuas atividades como pediatra e médico do trabalho em seu consultório particular.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
PÚBLICO DESCOBRE O PORTO EM PASSEIOS
Publicado em 02/02/2012 as
03:31 PM
Viagens de escuna pelo estuário atraíram cerca de 1.200 pessoas
LYNE SANTOS - DA REDAÇÃO
O Porto de Santos completa 120 anos hoje. Mas ontem, muitos santistas e turistas começaram a desbravá-lo. E o ponto de partida para essa descoberta foi a Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, onde 1.200 pessoas embarcaram em escunas para realizar passeios pelo estuário e conhecer, do lado de mar, o maior complexo marítimo da América Latina.
A viagem foi um presente da Prefeitura de Santos, em comemoração ao aniversário do complexo santista.
Alguns passeios foram realizados a bordo da escuna Lady Linda, com capacidade para 120 passageiros e três tripulantes. A primeira saída aconteceu às 9h45, com a embarcação lotada de interessados em apreciaras peculiaridades do Porto. Durante todo o trajeto, percorrido em uma hora e meia, crianças, adultos e idosos acompanharam atentos a todos os detalhes da paisagem, enquanto tiravam suas dúvidas com uma guia da Secretaria de Turismo.
Para a maioria, navegar pelo canal do Porto foi uma oportunidade única para ingressar na história do cais santista. Com a máquina fotográfica nas mãos, os passageiros registraram navios, instalações e cada surpresa que observavam pela frente.
Ao passarem pelos terminais do Grupo Libra, na Ponta da Praia, por exemplo, os portêineres (equipamentos que transportam os contêineres entre os navios e o pátio da empresa) chamaram a atenção. O Terminal de Contêineres (Tecon), da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá), também encheu os olhos do público, que estava encantado com tanta grandiosidade.
Um dos passageiros era Irene Ferreira do Prado, que estreava no Porto. Até então, a aposentada conhecia o complexo apenas por terra. "Por fora, é de um jeito. E quando conhecemos por dentro, é totalmente diferente. Estou achando espetacular. A paisagem é linda", afirmou a integrante do Centro de Convivência Vida Nova, da Prefeitura. Ela estava acompanhada por um grupo de mais de dez idosas. Atenta à toda a estrutura do complexo, Irene olhava surpresa para os navios.
"Olha quanta ferramenta esse navio carrega", comentou comum colega durante o trajeto. "Antes tudo era mais difícil, hoje é tudo automático e eu estou adorando. Não imaginava. É como dar uma volta no desconhecido", disse Irene.
Apesar de participar do passeio pela segunda vez (as viagens são organizadas pela Prefeitura há vários anos, sempre no aniversário do Porto), o aposentado Luiz Antonio de Oliveira garantiu que, a cada viagem, é possível fazer uma nova descoberta. "Gosto do cais", afirmou, destacando a necessidade de se dar andamento ao projeto de revitalização dos armazéns 1 ao 8, na região do Valongo. Na área será construído um centro de lazer, cultura e turismo.
"Está muito abandonado. É um desperdício de espaço. Há muito tempo falam do projeto, mas nunca colocam em prática", destacou Luiz, que estava acompanhado da neta de apenas cinco anos.
Filha de estivador, a pequena Júlia Oliveira Mineiro também estava concentrada e não parava de acenar para os navios, na expectativa de que o pai pudesse estar em uma das embarcações. "Quero voltar de novo. Adorei", disse, animada.
De Hortolândia, Interior do Estado, Priscila Melo aproveitou a estadia de quatro dias em Santos para conhecer o Porto. Após saber do passeio pelo jornal, ela não hesitou em embarcar na escuna e navegar pelo complexo. "O mais interessantes é ver esses grandes navios com caixas (contêineres) enormes, com produtos do mundo inteiro".
A última saída das escunas aconteceu às 18h45, encerrando o segundo dia de atividades em comemoração aos 120 anos do Porto. A programação teve início na noite da última segunda-feira e seguirá até 29 de abril.
"Com o passeio de escuna, as pessoas tomam consciência de que o Porto é nosso. É uma forma que temos de aproximá-lo da comunidade. De todas as atividades que promovemos, essa éaque faz mais sucesso", observou o secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimo de Santos, Sérgio Aquino, que recepcionou os passageiros do primeiro passeio.
MAIS INFORMAÇÕES NO CADERNO PORTO & MAR ESPECIAL - 120 ANOS DO PORTO DE SANTOS.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
ESTRATÉGIA COMERCIAL - CODESP TEM COMO NOVAS METAS IR ATRÁS DAS CARGAS E BUSCAR POR MAIOR EFICIÊNCIA
Publicado em 02/02/2012 as
03:31 PM
O Porto de Santos chega aos 120 anos, comemorados hoje, com investimentos para melhorar sua infraestrutura e a qualidade das operações. São novos terminais, a modernização do sistema viário, a oferta de serviços inéditos (há planos para a construção de estaleiros e bases de apoio logístico às plataformas de petróleo), o aumento da profundidade do canal de navegação e o monitoramento dos navios que escalam na região,apenas para citar alguns.
Mas, para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, isso não é suficiente. Aprimorar a infraestrutura é e será uma preocupação. Mas está na hora de cuidar mais da parte comercial e ir atrás de cargas.
Além disso, a estatal começará a cobrar uma maior eficiência dos serviços prestados no complexo.
Os novos planos do Porto de Santos foram revelados pelo presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra, em entrevista exclusiva a A Tribuna. Segundo ele, "cada terminal tem feito sua própria política (de atração de cargas), mas não há a política do Porto de Santos. Temos tido tanta preocupação com a infraestrutura, e precisamos ter, que deixamos de lado a parte do marketing, da captação das cargas".
Uma política comercial mais agressiva é o que promete Serra. E ela não se limitará a participações em feiras e seminários. Vamos entrar no mercado como Autoridade Portuária. Vamos até o produtor (das cargas escoadas pelo Porto) e conhecê-lo, saber de suas necessidades e mostrar que ele pode contar com o Porto de Santos".
"Vamos entrar no mercado como Autoridade Portuária", afirma pesidente da Codesp, José Roberto Serra
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
OPERADORA DE TERMINAIS SANTOS BRASIL JÁ PREVÊ EXPANSÃO ACIMA DO PIB
Publicado em 02/02/2012 as
03:30 PM
A movimentação portuária está diretamente ligada à economia de um país. Se o país vai bem, o porto segue a mesma linha. Se o porto vai mal, é sinal de que a economia tem problemas.
Para este ano, o Governo Federal estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) fique entre 4% e 5%, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. As consultorias financeiras, no entanto, são mais modestas: estimam que o Brasil crescerá 3,5% em 2012.
Com base nestas expectativas, as empresas portuárias montam suas estratégias para o futuro. A Santos Brasil, operadora do Terminal de Contêineres do Porto de Santos (Tecon) e do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), ambos em Guarujá, faz uma leitura otimista do mercado.
"A movimentação de contêineres na nossa região (Santos) tende a variar acima do crescimento do PIB. Isto porque cada vez mais cargas são conteinerizadas", avalia o diretor comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado. "As consultorias dizem que o Brasil crescerá 3,5% em 2012. Esperamos algo pouco superior a isto", completou. Segundo ele, isto ocorre devido ao direcionamento de cargas agrícolas e outras commodities para os contêineres.
A Santos Brasil ainda não fechou seu balanço de 2011, mas estima ter movimentado 1,51 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado. Se considerado um incremento ligeiramente acima do crescimento do PIB, na casa dos 4%, o que se tem é uma previsão de 1,57 milhão de TEUs para 2012.
Santos Brasil estima ter movimentado 1,51 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado
Salgado acredita que a movimentação só não foi maior por causa da desorganização dos importadores de mercadorias. "Há contêineres que ficam até 50 dias dentro do Porto por causa do importador, que não sabe onde colocar a carga". O tempo médio, segundo ele, está em 15 dias, quando o ideal é dez. Todos estes contêineres ocupam espaço no pátio e impedem uma melhor organização da logística do terminal.
O executivo explicou que esta situação não se repete nas cargas exportadas. Nestes casos, segundo ele, o tempo para retirada da carga no terminal, após a liberação, é de cinco a sete dias.
Equipamentos
A Santos Brasil não deverá adquirir equipamentos neste ano. O objetivo da empresa é utilizar aqueles que já estão à sua disposição. "Não há previsão de compra de equipamentos para este ano. Os últimos foram alguns terminal trucks", lembrou Salgado, citando os veículos adquiridos recentemente para transportar contêineres dentro da instalação.
Preterir novas compras em 2012 tem um motivo: ainda havia, até o ano passado, insegurança quanto à renovação do Reporto (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária). O regime foi prorrogado em 26 de dezembro último, por meio de Medida Provisória (MP) sancionada pela Presidência da República.
"Temos ainda um último lote de seis RTGs (gruas sobre pneus) para receber e ficaremos com esses equipamentos). O objetivo é tirar o máximo deles". Segundo Salgado, a empresa precisa ainda desenvolver melhor o uso dos terminais trucks adquiridos para aproveitar ao máximo a tecnologia double-hoist de seus portêineres (com potencial para movimentar até quatro contêineres de 20 pés simultaneamente). "Ainda estamos engatinhando".
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
HÁ 120 ANOS, UMA MUDANÇA RADICAL NA OPERAÇÃO DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 02/02/2012 as
03:30 PM
Em 12 de janeiro de 1889, o hoje esquecido trenzinho do Jabaquara começou a circular em Santos, cortando as atuais avenidas Ana Costa e Conselheiro Nébias, na altura de onde hoje estão as instalações do campus da Universidade Católica de Santos (UniSantos) e do Senac, até chegar à zona portuária.
Com poucos vestígios atualmente, essa linha, implantada pela Companhia Docas de Santos, transportava pedras extraídas do Morro do Jabaquara. Esses blocos formaram os primeiros 260 metros de cais do Porto - inaugurados em 2 de fevereiro de 1892, com a atracação do navio a vapor inglês Nasmyth. A data marca a fundação formal do Porto de Santos.
A historiadora e professor adoutora do Mestrado em Educação da UniSantos, Maria Apparecida Franco Pereira, conta que a Docas criou uma fábrica de blocos só para a instalação do cais. A linha férrea perdeu sua utilidade, mas foi desativada só em 1961, segundo o site Novo Milênio.
A inauguração do cais marcou o fim da era de um porto que se desenvolveu de forma praticamente improvisada, mas corajosa frente aos desafios geográficos e sociais enfrentados desde 1502.
O cais simboliza uma mudança radical. A historiadora afirma que, na segunda metade do século 19, todo o embarque e o desembarque eram feitos junto às pontes que avançavam de dez a 20 metros pelo estuário, concentradas nos bairros do Valongo, do Centro e do Paquetá.
Confira a matéria completa na edição desta quinta-feira de A Tribuna.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/02/2012
GOVERNO ELABORA PROPOSTA PARA TENTAR IMPEDIR VOTAÇÃO DE ROYALTIES
Publicado em 01/31/2012 as
12:54 PM
Comissão de dez a 15 membros irá a Brasília para participar de negociações
O Espírito Santo poderá perder mais da metade do que recebe de royalties já na próxima semana. Com a ameaça de pedido de urgência urgentíssima para a tramitação do projeto de autoria de Vital do Rêgo, a tramitação poderá atropelar até a comissão especial que ainda nem foi constituída pela direção da Casa.
Para ganhar tempo e evitar um verdadeiro desastre, nas palavras do governador Renato Casagrande, será elaborada uma proposta que contenha alternativas para a questão dos royalties, do ICMS sobre importações (que pode acabar com o Fundap) e dos novos critérios para distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
A decisão foi tomada depois de duas horas de reunião do Comitê em Defesa do Espírito Santo com o governador Casagrande. Além de uma proposta que conterá as três questões, o governador disse que uma comissão de dez ou 15 membros do comitê irá a Brasília para participar das negociações.
Segundo informação da deputada Rose de Freitas (PMDB), que é também vice-presidente da Câmara, o requerimento para a tramitação em regime de urgência urgentíssima já está pronto e deverá ser entregue assim que o Congresso voltar do recesso, a partir de amanhã.
Se o projeto for aprovado pelos deputados federais, sem modificação em relação ao texto aprovado no Senado, irá direto para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Se fizerem modificações, volta para o Senado, antes de ir para sanção presidencial.
O substitutivo de Vital do Rêgo prevê a distribuição dos royalties de forma igualitária com base nos critério do FPE. Com isso, Rio de Janeiro e Espírito Santo, os dois maiores produtores de petróleo hoje, perderiam grande parte dos royalties. Em 2011, o Estado recebeu R$ 1,54 bilhão como compensação pela produção de petróleo e gás.
Fundap - Já no Senado, a previsão é de que o governo federal peça urgência na tramitação do projeto que prevê que a alíquota de ICMS seja zerada para as tramitação dos produtos importados. Com isso, o Fundap praticamente deixa de existir o que poderá trazer grandes prejuízos para o Estados e os municípios.
Casagrande explicou que os capixabas podem absorver esta decisão, mas querem um longo período de transição para que a receita atual não seja tirada de uma vez só pelo governo federal. "Vamos negociar em todas as frentes possíveis, avisou Casagrande.
Fonte : A Gazeta - ES
Data : 31/01/2012
DILMA JÁ PROCURA SUBSTITUTO PARA MINISTRO DAS CIDADES
Publicado em 01/31/2012 as
12:54 PM
MINISTRO NA CORDA BAMBA
Alvo de denúncias, Negromonte já pediu para sair, e Dilma procura substituto
O ministro das Cidades, Mário Negromonte, pôs seu cargo à disposição em conversa ontem com a presidente Dilma Rousseff, que cumpriu agenda em Salvador. Segundo relatos de políticos presentes nos eventos do governo na Bahia, Dilma teria sido surpreendida pela iniciativa de Negromonte e não deu uma posição definitiva a ele sobre o seu futuro. Mas, segundo auxiliares do Palácio do Planalto, Dilma já está avaliando nomes do PP, partido do ministro, para substituí-lo e vai efetivar a saída de Negromonte quando voltar da viagem a Cuba e Haiti, iniciada ontem à noite.
A aliados, Negromonte explicou que tomou a iniciativa de abordar o assunto com a presidente para evitar mais constrangimentos, diante do noticiário de que o Palácio do Planalto trabalha a sua substituição dentro da reforma ministerial em curso. Na conversa de ontem, Negromonte disse a Dilma que não é apegado a cargos. E relatou para seus aliados que foi uma conversa "extremamente elegante".
Ontem, Dilma tentou manter o clima de normalidade no encontro entre ela e Negromonte, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Na cerimônia de assinatura da ordem de serviço para obras de urbanização do Rio Camaçari, custeada com recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e ligada à pasta das Cidades, Dilma citou o ministro.
- Quero cumprimentar os ministros de Estado que me acompanham, começando pelo ministro Negromonte, que no meu governo tem sido responsável pela política de urbanização das favelas, saneamento e contenção de encostas - disse Dilma, acompanhada de outros seis ministros.
O Palácio do Planalto já vinha montando nos últimos dias uma saída honrosa para Negromonte, principalmente para não ter problemas com o PP, um dos aliados mais fiéis do governo no Congresso. A avaliação feita há algum tempo no núcleo do governo é que a permanência de Negromonte no governo já não era possível depois que ele perdeu a sustentação política dentro da própria bancada do PP.
Dornelles: "Não discuto sucessão"
Um dos nomes cotados para substituir Negromonte é o do líder da bancada, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB). Nos últimos meses, ele passou a ter boa interlocução com os ministros palacianos e é visto como um nome confiável.
Aguinaldo já foi avisado de que Dilma gostaria de conhecê-lo.
Aguinaldo Ribeiro responde a duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto desrespeito à Lei de Licitações enquanto era secretário de Agricultura da Paraíba. Para parlamentares de seu grupo político, o líder da bancada do PP assegurou, mais de uma vez, que as ações foram originadas por questões administrativas e que não causariam constrangimento para a ocupação de funções de destaque, como a de ministro de Estado.
Ontem, o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), foi cauteloso em relação à sucessão no Ministério das Cidades. Disse que ainda não foi chamado por Dilma para conversar sobre o assunto.
- O Mário Negromonte tem o apoio do presidente do PP. Enquanto ele estiver no ministério, eu não discuto sucessão - disse.
A conversa entre Dilma e Negromonte foi articulada pelo governador da Bahia, Jaques Wagner. Há um mês, quando estava hospedada na Base Naval de Aratu, de férias, Dilma já sinalizara, em encontro com o governador, que desejava substituir Negromonte. Diante disso, Jaques Wagner criou condições para que o conterrâneo colocasse o cargo à disposição.
Dilma também já manisfestara ao governador sua intenção de tirar José Sérgio Gabrielli da presidência da Petrobras, e demonstrou insatisfação com a gestão da ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Os três nomes são baianos.
O evento de ontem na Bahia foi visto por aliados do governador como uma forma de Dilma prestigiar politicamente Wagner, diante da substituição de nomes baianos do primeiro escalão do governo.
Nos últimos dias, o próprio Wagner declarou que não era responsável pela indicação do ministro baiano, mas, sim, o PP. Até então, a estratégia de Negromonte era resistir no cargo. Recentemente, chegou a afirmar ao GLOBO que estava "mais firme do que as pirâmides do Egito". Mas já admitia a possibilidade de deixar o governo: "Se estou numa festa, e está todo mundo de cara feia para mim, vou embora".
Ontem, outro indicativo de que Negromonte está prestes a deixar o governo foi a exoneração de mais um auxiliar seu, o chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério das Cidades, João Ubaldo Coelho Dantas. Apesar das suspeitas de uso político do ministério para manter o controle da bancada, a argumentação interna é que Dantas saiu do governo para disputar uma vaga de vice-prefeito nas eleições deste ano. A demissão foi divulgada ontem, no Diário Oficial, e é assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Semana passada, foi demitido o chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto. Procurado pelo GLOBO, o ministro não retornou.
Fonte : Globo
Data : 31/01/2012
PRIVATIZAÇÃO DE AEROPORTOS TEM SEMANA DECISIVA
Publicado em 01/31/2012 as
12:53 PM
Apetite estrangeiro
Dez grupos de fora confirmam que vão disputar aeroportos. Mas TCU ainda não deu aval para leilão
Ogoverno está otimista e pelo menos dez grupos já fecharam acordos com operadores internacionais para participar, no próximo dia 6, do leilão dos aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Juscelino Kubitschek (Brasília) - apesar dos cinco pedidos de impugnação do edital encaminhados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da indefinição do Tribunal de Contas da União (TCU), que ainda não deu sinal verde ao processo. Grandes operadores de aeroportos de países como Estados Unidos, França, Alemanha, Suíça, Espanha e Portugal já fecharam sociedades com construtoras brasileiras, enquanto outros, como a indiana GMR e a turca TUV, ainda negociam parcerias. As propostas financeiras e as garantias dos grupos que participarão do leilão devem ser entregues à Anac na quinta-feira. Até lá, porém, o governo terá de vencer alguns obstáculos.
Hoje, até o fim do dia, a Anac divulgará no site oficial um comunicado com o resultado do julgamento de cinco atos de impugnação ao edital - apresentados por empresas que não concordaram com as explicações aos questionamentos que fizeram à Anac e querem mais tempo para atender às exigências do edital e entrar na disputa. A expectativa entre executivos e advogados que acompanham o processo é que a Comissão de Licitação não acate os pedidos. Eles estão certos também de que o governo está preparado para enfrentar uma guerra de liminares caso algum grupo tente barrar a realização do leilão nos tribunais.
Segundo fontes, as respostas da comissão de licitação às contestações não deverão implicar alterações no texto do edital.
- O edital foi bem maturado e não vai ter muita brecha (jurídica) para contestações - opina o advogado Rodrigo Pinto de Campos, do escritório Aidar SBZ.
A Anac recebeu 1.381 questionamentos do setor privado sobre o edital. A ata com as respostas foi publicada no início da semana passada.
Mas, se houver contestação judicial, há quem diga que a disputa pode ser prorrogada por um prazo de 30 dias. Um adiamento, agora, observam os analistas, forçaria o governo a postergar a privatização dos terminais do Galeão (Rio), Confins (Belo Horizonte) e Recife/Manaus, cujo processo terá início em março, para que o leilão possa ser realizado ainda este ano.
TCU fez ressalvas em dezembro
Mas o passo mais delicado para o governo assegurar o leilão do dia 6 será dado amanhã, quando os ministros do TCU se reúnem em plenário para analisar as modificações nos termos econômicos e financeiros do edital, pedidas à Anac em dezembro, e dar seu parecer sobre os aspectos jurídicos e contratuais definidos para o leilão.
- O TCU dará a palavra final sobre o edital, dirá se a licitação na forma como foi proposta tem condições de prosseguir ou não - diz a advogada Cristiane Cordeiro von Ellenrieder, sócia do escritório FHCunha, que assessora um grupo que irá ao leilão.
Cristiane lembra que o TCU teve pouco tempo para aprovar o edital, da mesma forma que o governo também teve de publicá-lo imediatamente, e nem todas as modificações solicitadas pelo tribunal foram atendidas integralmente.
- A reunião de amanhã é um marco importante, porque em dezembro o TCU já havia aprovado o processo com ressalvas - completa.
Apesar dos percalços, o governo está otimista e aposta que o plenário do TCU aprove o edital definitivo. Segundo interlocutores, poderá até haver alguma determinação para que a Anac faça pequenas alterações no texto. Mas apenas retificações que não exijam a prorrogação do leilão, marcado para ocorrer em São Paulo. Sem o aval do órgão, o Executivo não pode prosseguir com a privatização dos terminais.
O TCU teria apontado uma série de inconsistências no edital, mas a Casa Civil foi encarregada de discutir com a área técnica do Tribunal as questões apontadas, na tentativa de evitar alterações no cronograma. Mudanças poderiam comprometer as obras da Copa, até 2014.
Entre o grupos estrangeiros que correm para se habilitar ao leilão, o indiano GMR avaliou a possibilidade de entrar sozinho na disputa. Operador de quatro aeroportos na Índia, o GMR, agora, estaria próximo de se associar à Invepar, empresa de investimentos em infraestrutura que tem a construtora baiana OAS e fundos de pensão de estatais (Funcef, Petros e Previ) como sócios.
Empregados da Infraero questionam
Entre as empresas nacionais, a novidade é a associação das construtora Constran com o grupo Triunfo Participações. Eles vão formar um consórcio que ainda contará com a Aeroservice (empresa de projetos para aeroportos) e a Egisavia, uma operadora francesa de aeroportos.
- As cinco grandes (CCR, Odebrecht, Queiroz Galvão, Ecorodovias e Invepar) gostariam que não houvesse outros concorrentes no leilão. Mas hoje há 13 grupos interessados e, na pior das hipóteses, esse número vai baixar para dez ou 11 consórcios - diz o executivo de uma empresa envolvida na disputa.
Outra possível fonte de problemas para os planos do governo de realizar de qualquer maneira o leilão no dia 6 são os funcionários da Infraero. Na semana passada, empregados da estatal entraram com uma ação popular na 8ª Vara de Justiça Federal, em Campinas. Pelo edital, a Infraero será sócia minoritária (com 49% do capital) das concessionárias privadas que vencerem os leilões, e existe a possibilidade de seus funcionários terem uma fatia da sociedade. Mas quem decidirá se os empregados continuarão trabalhando nos aeroportos privatizados serão os concessionários. Caso sejam dispensados, os funcionários da Infraero serão transferidos para outro aeroporto mantido pela estatal.
Fonte : O Globo - Autor(es): agência o globo:Ronaldo D"Ercole Geralda Doca
Data : 31/01/2012
MINISTRO DOS PORTOS ESTARÁ EM RIO GRANDE HOJE
Publicado em 01/31/2012 as
12:53 PM
Hoje, terça-feira, o ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Leônidas Cristino, estará em Rio Grande. A chegada no aeroporto do Município está prevista para as 10h40min. Às 11h, ele irá à Prefeitura, onde conversará com o prefeito Fábio Branco. Após, visitará o porto rio-grandino, onde irá conhecer a ampliação dos Molhes da Barra e conferir as áreas portuárias que serão contempladas com outros projetos, como a modernização de 1.125 metros de cais do Porto Novo.
A chegada do ministro ao porto rio-grandino está prevista para as 11h40min. Leônidas Cristino será recepcionado pela diretoria da Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) com um almoço. Às 14h10min, fará uma visita, por terra, ao cais do Porto Novo, acompanhado de representantes da comunidade portuária. O ministro ainda conhecerá a estrutura dos terminais, através de um passeio de lancha, e, depois, fará um sobrevoo para averiguar toda a infraestrutura do complexo portuário. Às 17h, deverá retornar a Brasília.
Fonte: Jornal Agora (RS)/Carmem Ziebell
Data : 31/01/2012
INÍCIO DA PRODUÇÃO DA OGX ATRASA DE NOVO
Publicado em 01/31/2012 as
12:53 PM
A previsão é que, depois de estabilizada, a produção seja de até 20 mil barris diários
O primeiro óleo da OGX, empresa de petróleo do empresário Eike Batista, foi novamente adiado. O processo de produção foi iniciado no sábado, com a injeção de sequestrantes de oxigênio (produtos químicos), e previa para ontem a saída de petróleo do poço Waimea, localizado no bloco BM-C-41, na bacia de Campos. A previsão é que, depois de estabilizada, a produção seja de até 20 mil barris diários.
O diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça, disse que os problemas foram resolvidos. "Eu nem chamaria isso de atraso, ninguém fez isso tão rápido como a gente."
Mesmo sem cumprir o prazo previsto -primeiro, agosto de 2011, depois outubro e novembro- o tempo entre a aquisição do bloco BM-C-41 e a produção do primeiro óleo será recorde no Brasil. Outras empresas, inclusive a Petrobras, levaram pelo menos três anos para iniciar a produção.
A OGX vai estrear no sexto lugar entre as 25 maiores produtoras de petróleo no Brasil, abaixo de Petrobras, Chevron, Shell, Statoil e BP.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 31/01/2012
HRT INICIA PERFURAÇÃO DE POÇO NA BACIA DO SOLIMÕES
Publicado em 01/31/2012 as
12:53 PM
RIO - A HRT deu início, em 29 de janeiro, à perfuração do poço 4-HRT-7D-AM, no prospecto Igarapé Maria, Bloco SOL-T-194, no município de Coari (AM), localizado na bacia do Solimões.
"A locação visa testar uma posição estrutural mais elevada em relação ao poço 1-HRT-4-AM, descobridor de gás e condensado, através de um poço direcional", diz a nota divulgada pela empresa.
O poço está sendo perfurado pela sonda Tuscany-116, com previsão de atingir a profundidade final em torno de 3.150 metros com afastamento horizontal de 1.200 metros, em relação ao poço 1-HRT-4-AM. Os objetivos principais desta perfuração são os reservatórios da Formação Juruá.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/01/2012
EMPREITEIRA BRASILEIRA CONSTRÓI NOVO PORTO EM CUBA E GERA 8 MIL EMPREGOS
Publicado em 01/31/2012 as
12:53 PM
A presidente Dilma Rousseff é recebida pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodrigues Parillas, ao desembarcar no aeroporto de Havana
Num país em que o Estado é o principal empregador, a construção do porto de Mariel por uma construtora brasileira deve gerar aproximadamente 8.000 empregos diretos e indiretos em Cuba. A presidente Dilma Rousseff visitará hoje à tarde o canteiro de obras da construtora Norberto Odebrecht, distante cerca de 50 quilômetros da capital cubana.
Dilma chegou a Havana ontem no fim da tarde. Ao desembarcar, vestia um terninho preto e aparentava bom humor. Foi recebida pelo chanceler cubano Bruno Rodrigues Parillas e seguiu direto para o hotel, onde fica hospedada até amanhã, quando segue para o Haiti. Não havia compromisso oficial marcado para a noite. A agenda oficial começa hoje, mas há expectativa de um encontro, a qualquer momento, com Fidel Castro.
Atualmente, a Odebrecht já emprega 2.700 cubanos. Até 2014, prazo estipulado para a conclusão das obras do porto, deve chegar a 8.000 postos de trabalhos criados - 3.000 diretos e 5.000 indiretos. É uma ajuda importante no processo de abertura da economia cubana, onde o Estado era até bem pouco tempo o único empregador.
Até os taxis que circulam por Havana são de propriedade do Estado. Os motoristas recebem mensalmente 20 pesos conversíveis (cada peso conversível vale US$ 0,82). Ao fim de cada jornada de trabalho, entregam 78 pesos conversíveis para o Estado, mas ficam com o que faturarem a mais.
Recentemente foi permitida a circulação de táxis particulares, os cocotáxis (motocicleta com formato de um coco) e bicitáxis (como o nome diz, bicicletas adaptadas para transportar dois passageiros.
O porto de Mariel, importante para o futuro da economia cubana, será um terminal internacional de contêineres e serão investidos, em quatro anos, aproximadamente US$ 957 milhões - US$ 682 milhões financiados pelo governo brasileiro e o restante pelo governo cubano. As obras foram iniciadas no primeiro trimestre de 2010.
O projeto prevê a construção de 18 km de rodovias e quase 13 km de vias ferroviárias. Será realizada também a reabilitação de mais de 30 km de estradas, além da dragagem do canal de entrada e da bacia de manobras do futuro terminal. Também serão construídos 700 metros de cais para o terminal de contêineres, um centro de carga e pátios, redes de abastecimento de água e tratamento de resíduos, além de toda infraestrutura para o fornecimento de energia elétrica.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/01/2012
CANAL DO PANAMÁ IGNORA CRISE E CRESCE 17,5%
Publicado em 01/31/2012 as
12:52 PM
Obras de ampliação, previstas para terminar em 2014, devem dobrar a capacidade do Canal do Panamá. Previsão é chegar a faturar US$ 6 bilhões em 2025
Mesmo num período de turbulências no mercado internacional, como foi 2011, o trânsito no Canal do Panamá cresceu e o faturamento avançou 17,5% no ano fiscal terminado em setembro, em relação aos doze meses anteriores. A receita, de US$ 2,3 bilhões, foi a maior já registrada até hoje pelo canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Com o novo patamar, no entanto, a projeção para 2012 é aumentar em apenas 3% a carga transportada e faturar US$ 2,4 bilhões.
De acordo com o diretor financeiro da Administração do Canal do Panamá (ACP), Francisco Miguez, o negócio não foi significativamente afetado pela crise financeira porque mudanças no padrão de comércio compensaram as perdas. "Quando um mercado vai mal, outros tendem a subir", diz Miguez. Como o canal opera 144 rotas, sua fonte de receita é diversificada.
A ACP observa com atenção a recuperação da economia americana. Os Estados Unidos são responsáveis por 60% dos negócios do canal. A recessão levou à diminuição do nível de consumo no país, e o fluxo de carga através do canal e com destino ao território americano diminuiu 6,4% no último ano fiscal. Por outro lado, aumentou o trânsito de uma costa à outra dos EUA e em direção a outros mercados, como a Ásia, resultando num saldo positivo de 6,9%.
A carga que veio ou foi para a China - segundo mercado para o canal - avançou 21,8%. Enquanto isso, o fluxo com origem e destino no Brasil deu um salto de 37%, elevando o país da 14ª para a 13ª posição no ranking. Para Miguez, "o Brasil tem potencial para ser um sócio mais importante. A relação geográfica ainda não está sendo explorada como deve ser". De acordo com o executivo, "se o Panamá for visto como muito mais do que um canal, abre-se para o Brasil a possibilidade de converter o Panamá em seu centro principal de distribuição, pela posição geográfica do país".
O Canal do Panamá é formado por duas vias de 80 quilômetros de extensão, com três jogos de eclusas cada uma. As eclusas funcionam como elevadores de água para subir as embarcações ao nível do lago Gatún, a 26 metros sobre o mar, e depois baixá-las ao nível do mar. Com previsão para terminar em 2014, a obra de ampliação do canal, que está em curso, vai adicionar uma terceira pista de eclusas de maior tamanho para aumentar o trânsito de embarcações e permitir a passagem de navios maiores do que as vias suportam hoje. O valor das obras é de US$ 5,2 bilhões.
Até agora, 30% do projeto foi concluído. A nova estrutura deve dobrar a capacidade de carga que transita pelo canal. Hoje, os navios que passam pelo local levam até 4,6 mil contêineres e, ao término da obra, poderão transportar até 12 mil. Segundo Miguez, o canal pode faturar acima de US$ 6 bilhões em 2025, "dependendo do crescimento do mercado".
O canal não cobra por embarcação, e sim pela capacidade do navio e a carga que ele transporta. Todo dia, cerca de 40 barcos passam pelo canal. A média de faturamento por passagem é de US$ 100 mil, e o maior valor pago até hoje foi US$ 400 mil.
Hoje, o Canal do Panamá representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No passado, já foi responsável por 60% da economia, que se diversificou com o crescimento de outros setores, como o turismo, a indústria bancária, a construção civil, a aviação e a Zona Livre de Colón, a segunda maior do mundo, depois de Hong Kong.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/01/2012
LEILÃO REÚNE GRUPOS DE QUATRO CONTINENTES
Publicado em 01/31/2012 as
12:52 PM
Um dos aeroportos que serão privatizados, o de Guarulhos (na região metropolitana de São Paulo) movimenta, sozinho, 26,8 milhões de passageiros ao ano
Nos últimos anos, poucos países tiveram um crescimento tão acentuado no setor da aviação civil quanto o Brasil. Somada à urgência dos eventos esportivos de 2014 e 2016, a forte demanda levou o governo a realizar as concessões de aeroportos e, assim, despertou em peso o interesse da iniciativa privada a um mercado com receita líquida de R$ 2,6 bilhões anualmente e ritmo de expansão três vezes superior ao da média mundial. Daqui a dois dias, grupos empresariais de quatro continentes entregam suas ofertas ao governo na tentativa de abocanhar parte dessas oportunidades. O resultado só sai depois, no dia 6 de fevereiro.
Um dos aeroportos que serão privatizados, o de Guarulhos (na região metropolitana de São Paulo) movimenta, sozinho, 26,8 milhões de passageiros ao ano - quase o mesmo que os sete aeroportos administrados por uma das interessadas em sua concessão, a ANA Aeroportos de Portugal. Também movimenta mais que o aeroporto de Zurique, administrado pela Flughafen Zurich AG - outra concorrente. Em 2010, o crescimento, o crescimento da aviação civil no Brasil foi de 21,3% em relação ao ano anterior, muito acima do 6,6% de crescimento mundial.
Os números brasileiros chamaram a atenção das empresas estrangeiras antes mesmo de o governo federal exigir a participação delas nos consórcios participantes (o edital obriga as sociedades a terem pelo menos 10% das ações sob propriedade de um operador de aeroporto com movimentação superior a cinco milhões de passageiros por ano em pelo menos um dos últimos 10 anos, e essa experiência só existe entre as empresas de fora). Entre as nove sociedades já confirmadas, segundo apurou o Valor, pelo menos quatro tinham firmado memorandos de entendimento com companhias de fora para estudar os editais antes da exigência.
Embora haja grande interesse, algumas empresas brasileiras reivindicam mais tempo para fechar as sociedades. "Serão só 45 dias entre a divulgação do edital e a entrega de propostas. Essas negociações demoram, trata-se de um casamento, e com comunhão de bens", diz Claudia Bonelli, advogada do escritório TozziniFreire.
Hoje, os interessados nos terminais brasileiros podem ser divididos em cinco grupos - representantes europeus (como Reino Unido, Alemanha, Suíça, Portugal e Espanha), asiáticos (Cingapura), pelo menos uma americana e representantes de regiões em desenvolvimento (da África do Sul e da Argentina). A maioria evita dar detalhes da composição dos consórcios, do apetite e até mesmo da efetiva participação no leilão - embora admitam estudar os projetos brasileiros.
Um dos primeiros a anunciar parceria local foi o grupo alemão Fraport, que participa direta ou indiretamente da gestão de 13 aeroportos pelo mundo. Há quatro meses, fechou parceria com o grupo especializado em concessões de estradas EcoRodovias. Por contar com um dos mais lucrativos operadores internacionais ( 271 milhões anuais), e ainda ter como parceiro um grupo brasileiro com baixo endividamento e caixa forte (R$ 750 milhões disponíveis), a sociedade composta por 50% de ações de cada grupo é considerada hoje uma das mais fortes para o leilão.
Caso abocanhe a concessão, Guarulhos seria o terceiro aeroporto mais movimentado no portfólio da Fraport, depois de Frankfurt, na Alemanha; e de Nova Déli, na Índia. Felix von Berg, diretor de projetos da Fraport, diz que a presença da Infraero na sociedade que irá gerir os aeroportos não chega a ser uma novidade nas operações do grupo. "Na Índia, nossa sociedade que administra o aeroporto tem 23% de participação de um agente governamental. Funciona", diz.
Entre os europeus, também promete entrar com apetite na disputa a BAA - descendente da extinta British Airports Authority, empresa privatizada em 1987 pelo governo britânico. Com lucro líquido de mais de US$ 800 milhões anualmente, firmou sociedade com o banco BTG Pactual e com o grupo brasileiro Queiroz Galvão. Desde 2006, a empresa é controlada pela espanhola especializada em infraestrutura Ferrovial - que a comprou por US$ 19 bilhões.
Também já está confirmada a presença da CCR (dos grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa) com a parceira de longa data Flughafen Zurich AG, operadora do aeroporto de Zurique, na Suíça. "A empresa [CCR] está plenamente preparada para apresentar suas propostas", informou o grupo por meio de nota. A Zurich assessora os acionistas Camargo e Andrade no projeto de um terceiro aeroporto em São Paulo. Fontes do setor acreditam que a Aéroports de Paris (ADP) também vai participar do processo, em parceria com a Carioca Engenharia.
Oriundos de regiões hoje turbulentas da Europa também podem marcar presença na disputa. Particularmente curioso é o interesse da espanhola Aena e da portuguesa ANA Aeroportos de Portugal no Brasil, visto que as duas tiveram suas privatizações cogitadas pelos governos de cada país. Empresas brasileiras, inclusive (como a CCR), têm interesse nas europeias.
O governo espanhol pretendia fazer a venda de 49% da estatal espanhola, que geraria 8 milhões para os cofres públicos. A privatização, no entanto, foi suspensa por conta da crise na Europa e da consequente subvalorização dos ativos. Com resultado líquido negativo, a Aena estuda os editais brasileiros em parceria com a OHL Brasil.
Já a privatização da portuguesa ANA avança. Representantes do governo disseram neste mês que as regras para a disputa serão lançadas ainda no primeiro semestre. A companhia ibérica administra 27,6 milhões passageiros anualmente e pretende disputar os terminais brasileiros em parceria com as brasileiras ATP, CVS e Encalso e as argentinas Cartellone e CCI. "A parceria está confirmada, embora possam entrar mais parceiros. Estamos estudando", diz Luciano Amadio Filho, presidente da CVS. Mas os resultados não tão expressivos da empresa portuguesa podem enfraquecer o consórcio na disputa. Seu resultado líquido, 55 milhões, é praticamente um quinto do da Fraport.
A disputa contará com operadores internacionais de primeiro nível. A Changi, de Cingapura, administra o melhor aeroporto do mundo segundo a organização independente Skytrax. As propostas para os terminais brasileiros estão sendo estudadas em sociedade com a Odebrecht Transport.
A brasileira Fidens Engenharia firmou parceria com a operadora americana ADC & HAS, sócia da Andrade Gutierrez em outros projetos e que chegou a covnersar com a Odebrecht.
Não só europeus e americanos estão na disputa. Representantes de países em desenvolvimento também prometem marcar presença no leilão. Executivos do grupo indiano especializado em infraestrutura GMR (sigla para Grandhi Mallikarjuna Rao, fundador) levantavam, até há poucos dias, possíveis sociedades com empresas brasileiras. "Estamos em conversas. Não fechamos parcerias, mas isso pode acontecer até a véspera da entrega das propostas", diz Kamesh Rao, diretor operacional da GMR. Algumas empresas enviaram questionamentos à Anac, como a Airports Company South Africa (ACSA), e também são vistas como interessadas. Causa suspense no mercado o apetite do argentino Corporación América. Concessionário de 33 aeroportos na Argentina, estuda os projetos brasileiros em parceria com o brasileiro Engevix. A sociedade foi vencedora do leilão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (no RN) - no ano passado, com ágio de 228,8% sobre o preço mínimo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/01/2012
GRUPO LANÇA TERMINAL PORTUÁRIO NO ESPÍRITO SANTO
Publicado em 01/31/2012 as
12:52 PM
O terminal ficará a 130 km da Grande Vitória e a 250 km da região de Macaé, no Estado do Rio, o maior polo do setor no país
Um grupo de investidores ligados aos ramos de engenharia e logística está desenvolvendo um projeto que prevê a construção no sul do Espírito Santo de um terminal marítimo de apoio a atividades de exploração e produção de petróleo.
Já apresentado ao governo capixaba e com o processo de licenciamento ambiental em curso, o empreendimento será um ponto de conexão da cadeia de fornecedores de materiais e prestadores de serviços com as operações offshore nas bacias de Campos e do Espírito Santo - as mais próximas do terminal, a ser instalado no município de Itapemirim.
O terminal ficará a 130 km da Grande Vitória e a 250 km da região de Macaé, no Estado do Rio, o maior polo do setor no país.
O início das obras está previsto para julho de 2013. Após isso, serão de 18 a 24 meses para o início das operações e um aporte de recursos de aproximadamente R$ 450 milhões.
Para a operação do terminal, foi constituída uma sociedade de propósito específico, a Itaoca Offshore, que abriga investidores financeiros, além de empresas de construção e operação logística. A direção da Itaoca não divulga os nomes dos sócios, mas adianta que a construtora mineira Diedro lidera a ala dos investidores ligados à área de engenharia.
Além de 12 berços de atracação, o terminal terá inicialmente pelo menos 300 mil metros quadrados de área para armazenagem de materiais, insumos e equipamentos. Isso inclui a capacidade para estocar mais de 3 milhões de litros de diesel usado por frotas de navios, sondas e plataformas.
Fora o aporte dos atuais investidores e, possivelmente, futuros sócios, a empresa vai buscar, entre as alternativas de financiamento, recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de agências internacionais de fomento à infraestrutura.
"As fontes de financiamento já foram identificadas e o projeto está sendo apresentado a elas", afirma Leonardo Horta, diretor da Itaoca e conselheiro da Diedro.
As projeções da companhia apontam para um faturamento bruto de R$ 250 milhões, a partir de 2017, com os serviços que serão prestados no terminal.
Além da demanda adicional gerada pela exploração de petróleo na camada do pré-sal, estimula o investimento a insuficiência de terminais para atender às necessidades por serviços logísticos da indústria petroleira.
Segundo a Itaoca, o número de berços de atracação disponíveis para as bacias de Campos e do Espírito Santo - atualmente são 20 - não dará conta para uma demanda que deverá dobrar até 2020. "Existe uma demanda reprimida quase que óbvia", avalia Horta.
Fora isso, a empresa ainda aposta que a localização estratégica permitirá vantagens competitivas ao terminal. A Itaoca diz que está geograficamente melhor posicionada do que a concorrência para atender 75% dos blocos licitados nas duas bacias.
A proliferação de campanhas exploratórias - seja em águas rasas, seja no pré-sal - fomenta novos investimentos de operadores logísticos na região. Além da Itaoca, a americana Edison Chouest Offshore já anunciou o plano de instalar em Itapemirim um terminal para as operações petroleiras offshore.
De acordo com a direção da Itaoca, empresas da Noruega e da Holanda já demonstraram interesse em entrar na sociedade.
Horta diz que o empreendimento nasce sem qualquer incentivo fiscal, mas o governo capixaba manifestou o compromisso de investir na infraestrutura de apoio - como melhora de acessos - ao redor do terminal.
O empreendimento prevê a criação de mil postos de trabalho durante a fase de implantação. A partir de 2014, serão 500 empregados diretos na operação.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/01/2012
ALL INVESTIRÁ ATÉ R$ 30 MI NA MALHA FERROVIÁRIA DA REGIÃO DE ARARAQUARA
Publicado em 01/31/2012 as
12:51 PM
São Paulo - A América Latina Logística (ALL), companhia do setor ferroviário que opera no Estado de São Paulo, anunciou que fará um aporte de R$ 30 milhões em 2012 para a revitalização de linhas, máquinas e equipamentos na região paulista de Araraquara, devido ao potencial logístico do município. -
Segundo Rafael Kottel, gerente da unidade local da empresa, e Evandro Abreu de Souza, responsável pela segurança e meio ambiente da mesma, hoje a ALL responde por 300 empregos diretos na cidade e promete gerar ainda mais em 2012. "Não sabemos quantos postos surgirão, mas projetamos um crescimento de 12% a 20% neste ano. Na primeira quinzena de janeiro, 56 pessoas já foram contratadas", disse Kottel.
Os representantes da ALL apostam que, para o Brasil tornar-se o maior exportador mundial de grãos, a produção precisa ser escoada, em especial via ferrovias. Araraquara terá um papel cada vez mais fundamental neste processo, em razão de sua localização privilegiada. "Hoje, toda a produção de açúcar de São Paulo, por exemplo, depende da linha férrea de Araraquara para chegar ao porto de Santos", observam os executivos. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Araraquara, José Roberto Cardozo, diz que o potencial logístico da cidade tem sido o principal motor de sua expansão: "Nossa localização é excelente, bem no meio do Estado".
Palestras
Por falar na América Latina Logística, o presidente da Brado Logística (empresa de contêineres criada pela ALL), José Luis Demeterco, e o diretor financeiro da organização, Alan Fuchs, estarão no encontro InfraBrasil Expo&Summit 2012, que começou ontem e vai até amanhã no WTC Convention Center, em São Paulo. Demeterco estará hoje no evento, para apresentar a palestra "O Futuro das Ferrovias: O Potencial do Mercado de Contêineres no Brasil", na qual abordará a competitividade e o potencial do mercado de cargas por ferrovias. Amanhã, Fuchs vai expor o estudo de caso "O Novo Vagão Ferroviário da Brado Logística: O AmaxLong e a Otimização no Transporte de Contêineres".
A Brado atua no mercado de contêineres brasileiro e no Mercosul, oferecendo operações de transporte intermodal rodoferroviário, armazenagem de cargas reefer e dry, distribuição, frota própria, terminais de contêineres, redex, vigiagro e habilitações para os mercados internacionais.
A Brado opera em vinte terminais intermodais rodoferroviários, cinco armazéns frigorificados e quatro secos, localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mercosul (nas cidades argentinas de Zárate, Palmira e na capital, Buenos Aires), além de possuir uma estação aduaneira interior (Eadi) em Bauru (SP).
Fonte: DCI/Alex Ricciardi
Data : 31/01/2012
EIKE NÃO FEZ SEU IMPÉRIO COM DIVIDENDOS: UM CHOQUE DE TESES FONTE: VALOR ECONÔMICO
Publicado em 01/31/2012 as
12:51 PM
Nos extremos, temos duas teses de investimento. De um lado, companhias pré-operacionais com geração de caixa incipiente e, por isso, com baixa distribuição de dividendos. Os empreendimentos de Eike Batista são o melhor exemplo. De outro, companhias maduras com investimentos moderados e generosa geração de caixa. Qual tese escolher é uma decisão individual. Mas será que a virtude não está no meio?
Ações de empresas pré-operacionais apresentam maior risco e, em tese, possibilidade de maior retorno. A geração de caixa ainda está distante, o que reduz a confiabilidade das estimativas. Comentei esses aspectos no post "A análise das empresas de Eike pelo fluxo de caixa descontado", de 20 de janeiro. São opções de investimento para acionistas mais agressivos.
Por outro lado, noto uma preferência dos investidores individuais pelas companhias boas pagadoras de dividendos. Embora o histórico de dividendos distribuídos deva ser monitorado, esse não pode ser o único aspecto observado. Alguns pontos vêm sendo negligenciados:
1) Custo de oportunidade
Na reportagem, "Fundos jogam na 'retranca' e superam retorno do CDI", do Valor de 27 de janeiro, a repórter Natalia Viri mostra que, dos cerca de 400 fundos de ações analisados, apenas dez superaram o CDI em 2011. A maior parte desses fundos são carteiras de dividendos ou focados no setor de energia elétrica e tiveram rentabilidade variando entre 12,4% a 19,8%, com mediana de 13,0%. Foram bons investimentos? Se compararmos com títulos públicos, não. Em 2011, o índice IRF-M, que calcula a rentabilidade de uma carteira de títulos públicos prefixados, teve retorno de 14,6%; o IMA-B, com um portfólio de títulos indexados ao desempenho do IPCA, registrou 15,3%; e o IMA-S, carteira de títulos públicos atrelados à taxa Selic, marcou 11,7%;
2) Prêmio de risco para as ações
A rentabilidade com ações deve apresentar um prêmio sobre o desempenho dos títulos públicos. Não basta que os ativos apresentem a mesma rentabilidade. O ganho obtido com ações deve apresentar um adicional sobre a rentabilidade dos títulos públicos, chamado de "equity-risk premium", pois o mercado acionário é mais arriscado. Os papéis públicos são considerados como "livres de risco", embora também tenham um risco associado. Sob um ponto de vista de risco-retorno, até mesmo o índice IMA-S foi um melhor investimento do que a carteira de ações;
3) O conceito de beta
Ações defensivas tendem a apresentar maior retorno do que o índice de referência (no caso brasileiro, o Ibovespa) no caso da bolsa em baixa, mas, por outro lado, podem apresentar pior performance em mercados altistas. Veja o conceito de beta no post "As ações defensivas do Ibovespa", de 09 de agosto. Em uma recuperação do mercado, a carteira de dividendos deve apresentar pior desempenho do que o índice de mercado;
4) Acompanhe o preço da ação
O retorno de uma ação é composto por dois itens: os dividendos e o ganho ou perda de capital (preço de venda da ação - preço de aquisição). Cuidado, pois a queda da ação pode "roubar" boa parte do ganho advindo dos dividendos. É importante sempre atualizar a carteira para ter exata noção do seu desempenho;
5) Olho no crescimento dos lucros
O preço da ação é positivamente afetado pelos dividendos, mas também pelo crescimento dos lucros. Companhias que postergam investimentos produtivos para pagar dividendos podem estar abortando o crescimento, o que afetará negativamente o preço da ação no futuro.
Os gestores oferecem fundos de dividendos mais por uma demanda dos investidores do que por convicção pessoal. Carteiras de dividendos apresentam menor volatilidade, mas, por outro lado, tendem a apresentar menor retorno. Não vejo vantagens em qualquer cenário: ficam para trás em momentos de alta (observe o que está ocorrendo em janeiro) e não são competitivas perante títulos públicos na queda do mercado.
Além disso, o universo não se restringe a empresas pré-operacionais e às de dividendos. Há também aquelas já operacionais com geração de caixa, dividendos decentes e perspectivas de crescimento.
Para o investidor médio - nem agressivo nem conservador - a virtude está no meio. O ideal é ter uma carteira balanceada, incluindo ações defensivas e de crescimento. Essas tendem a apresentar melhor desempenho na recuperação dos mercados enquanto as geradoras de caixa reduzem a volatilidade do portfólio.
André Rocha é analista certificado pela Apimec e atua há 20 anos como especialista na avaliação de companhias listadas na bolsa
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/01/2012
AEROPORTO DE SALVADOR RECEBERÁ NOVO SISTEMA DE LUZES DE APROXIMAÇÃO
Publicado em 01/31/2012 as
12:51 PM
A Infraero realizou nesta segunda-feira (30/1) licitação para contratação de empresa para execução das obras e serviços de engenharia, fornecimento e instalação do Sistema de Luzes de Aproximação, categoria I com flashes (ALSF), no Aeroporto Internacional de Salvador/Deputado Luís Eduardo Magalhães (BA). O sistema será instalado na cabeceira 10 da pista, permitindo que as operações de pouso sejam realizadas com mais segurança, mesmo à noite ou em condições climáticas adversas. O investimento será de R$ 3,671 milhões.
Duas empresas apresentaram propostas. O próximo passo é a análise dos documentos de habilitação pela Comissão de Licitação. Só depois da publicação do resultado no Diário Oficial da União é que é feita a abertura dos envelopes contendo as propostas de preço. Todo o processo segue os prazos determinados em lei.
Segundo o superintendente do Aeroporto de Salvador, Manoel Henrique Bandeira, as obras contribuirão para um melhor desempenho do aeroporto. "A instalação do ALSF garantirá melhor operacionalidade e segurança", afirmou.
O ALSF é uma derivação do ALS, que permite orientação visual ao pouso das aeronaves por meio da emissão de luzes brilhantes numa direção padronizada, na qual o piloto alinha a aeronave com o eixo da pista na sua aproximação final para o pouso. Quando o ALS utiliza luzes sequenciadas (flasher), o equipamento torna-se um ALSF.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/01/2012
PORTUÁRIOS DE SANTOS RECLAMAM DESPREZO DO MINISTRO DOS PORTOS
Publicado em 01/31/2012 as
12:51 PM
Mesmo com um movimento grevista marcado para o dia 8 de fevereiro próximo, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, não recebeu os sindicatos que representam categorias profissionais do Porto de Santos (São Paulo). O ministro veio ao porto santista nesta segunda-feira (30), acompanhado dos ministros do Esporte e Turismo, respectivamente, Aldo Rebelo e Gastão Vieira, para uma pauta sobre a revitalização de alguns armazéns do complexo portuário.
* Portuários de Santos fora da agenda do ministro
Leônidas Cristino ficou irredutível mesmo com a ameaça de manifestação dos sindicatos na sua visita. Como era esperado, sindicalistas portuários se disseram decepcionados com o ministro que até hoje não aceitou, em suas visitas ao Porto de Santos, receber os portuários santistas. E comparam que o ex-ministro Pedro Brito era diferente, não só recebendo os trabalhadores, mas como indo nas sedes dos sindicatos.
Texto publicado em 30/01/2012 - 06:28 Cabotagem é viável (7) por Carlos Pimentel Mendes * Além dos auxílios no âmbito da Comunidade Européia à Marinha Mercante, descritos na coluna anterior, o comandante Murillo de Moraes Rego Corrêa Barbosa, em sua palestra em Santos listou vários outros, constantes nas Diretrizes da Comunidade sobre Auxílios Estatais ao Transporte Marítimo.
Por exemplo, em relação ao tratamento fiscal, Murillo destacou o regime de tributação sobre a arqueação (tonnage tax), em que o armador paga um montante de impostos diretamente ligado à tonelagem operada, independente de lucros ou perdas reais da empresa, como ocorre na Dinamarca, Alemanha, Espanha, Itália, França, Reino Unido, Grécia. Holanda, Suécia e também na Índia. Para obter o benefício, o armador faz um contrato com o governo do estado-membro, sendo presumido determinado lucro tributável com base no número e tamanho das embarcações operadas pela empresa.
A França também permite a depreciação acelerada sobre investimentos em navios, existindo também o direito à reserva de lucros obtidos na venda de navios por um número de anos, em uma base livre de impostos, desde que esses lucros sejam reinvestidos em navios.
Explicou o comandante que os auxílios estatais aprovados são aplicados pelos membros da Comunidade Européia no âmbito dos Registros Especiais ou Segundos Registros de navios. Assim, o Registro Internacional Dinamarquês de Transporte Marítimo (DIS, desde 1987) tem como incentivos a tonnage tax, a isenção de impostos sobre os salários dos marítimos e a redução de custos do armador com salários nas fases de formação. Já o Registro Especial Espanhol nas Ilhas Canárias (REC, de 1992), além da tonnage tax, concede bonificação de 90% da cota patronal sobre a seguridade social dos tripulantes e dedução de 50% na base de cálculo do Imposto de Renda-Pessoa Física dos tripulantes.
Lembrando que esses benefícios valem tanto para cabotagem como para navegação de longo curso, veremos na próxima coluna como isso é feito no Brasil.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/01/2012
VOLUME DE ÓLEO DERRAMADO NO MAR DO RS PODE TER SIDO SUBESTIMADO
Publicado em 01/31/2012 as
12:50 PM
Oléo chegou à areia da praia
O volume de petróleo que vazou no mar de Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul, pode ter sido bem maior do que o divulgado pela Transpetro. A suspeita partiu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesta segunda-feira, o órgão começou a elaborar o laudo que definirá o valor da multa à empresa.
Em nota à imprensa, a Transpetro afirmou que foram derramados no mar cerca de 1,2 metro cúbico (1,2 mil litros) de óleo. Mas de acordo com o superintendente do Ibama no Rio Grande do Sul, João Pessoa Moreira Júnior, esse número pode não ser real. "Em análises preliminares, os técnicos acharam que esse valor é subestimado", disse João Pessoa ao G1.
Para a Polícia Federal (PF), o volume de petróleo despejado no mar pode chegar a 20 metros cúbicos (20 mil litros), de acordo com as estimativas feitas pelas equipes da PF que inspecionaram os equipamentos que teriam apresentado falha durante a operação de descarregamento do petróleo de um navio para a monoboia, localizada a cerca de seis quilômetros de costa de Tramandaí.
A PF abriu inquérito para apurar a autoria e a materialidade de crime ambiental. De acordo com a delegada chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), Aletea Vega Marona Kunde, nos próximos dias serão tomados os depoimentos dos funcionários da Transpetro que estavam trabalhando no momento do vazamento.
Segundo o Ibama, a Transpetro não notificou oficialmente o volume de óleo despejado no mar ao órgão. A empresa tem prazo de 30 dias, a contar da sexta-feira (27), data de notificação do acidente, para apresentar o relatório final ao Ibama, com informações sobre as causas do vazamento e também o volume de petróleo que vazou Até lá, terá que apresentar relatórios diários de monitoramento das condições ambientais.
A quantidade de óleo que contaminou o oceano, no entanto, não tem influência no valor da multa que será aplicada à companhia. "O auto de infração vai ocorrer porque houve dano ambiental", diz João Pessoa. O fato de a empresa ter acionado as autoridades e executado o plano de emergência rapidamente deve livrá-la de outra autuação.
O laudo técnico sobre o dano ambiental na causado na região atingida será elaborado em conjunto pelo Ibama, pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e pela Marinha do Brasil. Segundo João Pessoa, os trabalhos não tem previsão de conclusão. Com base nesse documento, as autoridades vão fixar o valor da multa à companhia, que pode variar de R$ 5 mil à R$ 50 milhões.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 31/01/2012
ESTALEIRO SERÁ INSTALADO NA ZONA PORTUÁRIA DE PELOTAS
Publicado em 01/31/2012 as
12:50 PM
A bolsa Continental de Mercadorias e a Agência de Desenvolvimento Lagoa Mirim, vinculada à Universidade Federal de Pelotas, apresentarão nesta terça-feira o projeto de construção de um estaleiro na zona portuária de Pelotas, o maior município do sul do Rio Grande do Sul. O lançamento está previsto para as 10 horas.
A empresa carioca Oxcorp deve investir R$ 35 milhões na construção do estaleiro que fará pequenas e médias embarcações, principalmente barcos de pesca coreanos. Cerca de 3 mil já atuam na área das Ilhas Malvinas.
O estaleiro será construído numa área junto ao antigo Engenho Pedro Osório, às margens do Canal São Gonçalo, que liga Laguna dos Patos à Lagoa Mirim, próximo ao porto de Pelotas. A capacidade de construção será de 10 navios de pequeno porte a cada 20 dias.
Iniciativa muda vida de microempresário
Vitor Sérgio Lopes foi o responsável por retomar os trabalhos de um pequeno estaleiro que se encarregou de reformar o barco Rio Piratini, depois de 10 anos sem atividades nessa área no Canal São Gonçalo. Como não tinha capacidade de dar conta da demanda, Vítor procurou a Agência Lagoa Mirim, com quem já possuia contato. A Agência entrou em contato com a empresa carioca, que se interessou pelo investimento. A iniciativa do empresário pelotense rendeu a ele a sociedade na recém fundada empresa local Oxnaval, braço da carioca Oxcorp.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 31/01/2012
BOMBEIROS CONFIRMAM UM MORTO E DOIS FERIDOS EM EXPLOSÃO NO RIO
Publicado em 01/31/2012 as
12:50 PM
A assessoria do Corpo de Bombeiros confirmou que um homem morreu e outros dois ficaram feridos em uma explosão na Avenida Rio de Janeiro, na Zona Portuária do Rio, na manhã desta segunda-feira (30). Informações iniciais dos bombeiros eram apenas de que um bueiro havia explodido.
Posteriormente, a assessoria da Companhia Docas, responsável pelo local, informou que a explosão foi em um bueiro de águas pluviais na altura do Armazém 30, na área de operação da empresa Triunfo Logística. Ainda não se sabe o motivo da explosão. A Companhia Docas informou ainda que as áreas no porto são arrendadas por empresas, que ficam responsáveis pelo espaço. Confira no final desta reportagem a íntegra da nota enviada pela Companhia Docas.
Segundo o gerente de terminal da empresa Triunfo Logística, Lafeyette Pereira, ainda não é possível informar as causas do acidente. Segundo ele, a empresa está fazendo um levantamento cuidadoso para identificar o que pode ter causado a explosão. Ainda segundo o gerente, não havia material inflamável no local.
Em entrevista ao RJTV, o presidente da Companhia Docas, Joge Mello, informou que os funcionários faziam um serviço de manutenção quando houve a explosão. Ainda segundo Mello, havia um forte cheiro de derivado de petróleo na galeria no momento do acidente.
A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeirox (CEG), informou em nota que chegou a ser acionada, mas foi liberada pelo Corpo de Bombeiros no local, pelo fato de o acidente, segundo a empresa, não estar relacionado ao gás natural. Confira no final desta reportagem a íntegra da nota enviada pela CEG.
A assessoria da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos explicou que o local da explosão não fica numa via pública e por isso não seria de responsabilidade da prefeitura.
Vítimas
Segundo bombeiros, os dois homens feridos foram levados para o Hospital Souza Aguiar, no Centro da cidade, pela ambulância do Cais do Porto.
Procurada pelo G1, a Secretaria municipal de Saúde informou que paulo Bento Pereira, de 52 anos, teve fratura exposta no braço direito e queimadura superficial no rosto. Já Carlos Ribeiro, de 59 anos, chegou à unidade com o braço imobilizado e foi encaminhado para o raio-x.
Veja a íntegra da nota da Companhia Docas:
"A explosão na manhã desta segunda-feira no Porto do Rio aconteceu em um bueiro de águas pluviais, localizado no armazém 30, área de operação da Triunfo Logística. Um trabalhador da Triunfo morreu e outros dois ficaram feridos e foram encaminhados pela ambulância do OGMO (órgão Gestor de Mão de Obra) para o Hospital Souza Aguiar. Ainda são desconhecidas as causas da explosão."
Veja a íntegra da nota da CEG:
"A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro - CEG esclarece que o acidente ocorrido esta manhã no armazém 24, na Zona Portuária do Rio, não está relacionado ao gás natural. O Centro de Controle da CEG chegou a ser acionado, mas a equipe da Companhia foi liberada pelo Corpo de Bombeiros assim que chegou no local, tendo em vista que o acidente é de outra natureza."
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/01/2012
PLANOS E DECISÕES
Publicado em 01/31/2012 as
12:50 PM
Presidência do CAP
15 dias. É o tempo de que o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, precisa para decidir o nome do novo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos. Sérgio Aquino, o atual titular, deixará o cargo para se dedicar a sua campanha para a Prefeitura de Santos. Cristino não quis adiantar osnomes dos presidenciáveis, mas disse que fará sua escolha após conversar com o prefeito de Santos, João Paulo Papa, e com o presidente da Codesp, José Roberto Serra o que aumenta muito aschances de o indicado ser da região. Por outro lado, quando questionado se o eleito pode ser alguém de Brasília, ele não negou.
Fim da SEP
Sobre a possível extinção da pasta que dirige, ventilada nos últimos meses, Cristino disse que está "a serviço da presidente Dilma enquanto ela quiser".
VTMIS
Aimplantação do sistema de monitoramento de navios (VTMIS) no Porto de Santos sairá do papel, mesmo sem ter sido incluído no programa de isenção tributária Reporto. Segundo Cristino, se precisar, a SEP disponibilizará a verba necessária.
Greve
Cristino disse que se empenhará para evitar a greve de portuários em Santos, marcada para o dia 8.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/01/2012
CRISTINO CONFIRMA LICITAÇÃO DE TERMINAIS
Publicado em 01/31/2012 as
12:49 PM
O ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, confirmou que o Governo Federal irá licitar terminais concedidos à iniciativa privada antes da Lei 8.630(1993), quando seus contratos vencerem. Calcula-se que, até 2013, 77 instalações estarão nesta situação.
A União tomou esta decisão após reunião interministerial da qual a própria Secretaria de Portos (SEP) participou, acatando parecer da Advocacia Geral da União (AGU).
No entender da SEP, há maistrês anos, pelo menos, para que se faça a licitação destes contratos, que não poderão mais ser prorrogados.
"Nós vamos analisar caso por caso", declarou Cristino, ontem, em passagem pela Cidade. "Tem alguns que estão vencendo. Venceram em 2010, 2011 ou ainda vão vencer. O que estamos fazendo é analisar quais são os que precisam ter uma velocidade maior no processo licitatório. A tendência é avançar bem para que todos tenham tranquilidade de fazer seus investimentos e os portos melhorem sua movimentação decargas".
MAIS INFORMAÇÕES NA A-3 E NA B-1
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/01/2012
ENTREVISTA - ALDO REBELO, MINISTRO DOS ESPORTES
Publicado em 01/31/2012 as
12:49 PM
"Não sei se é necessário entrar no PAC Copa"
O prefeito de Santos, João Paulo Papa, pleiteou a inclusão do projeto Porto Valongo Santos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Copa, que reúne as obras necessárias para preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Um projeto, para integrar o programa, deve ser apreciado pór uma comissão formada por representantes de cinco órgãos federais a Advocacia-Geral da União (AGU) e quatro ministérios, entre eles, o de Esportes e o de Turismo. Ontem, em Santos, o ministro do Turismo, Gastão Vieira, defendeu a ideia de Papa. Já o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, pensa que tal medida não é necessária. Em entrevista exclusiva a A Tribuna, ele destacou que o Governo Federal considera o plano importante, mas já está "tudo praticamente resolvido". Confira o que disse o ministro:
Qual a possibilidade de este projeto (Porto Valongo Santos) entrar no PAC Copa?
Não sei se é necessário entrar no PAC Copa. O necessário é ter um projeto de revitalização e isso aí, os três ministros aqui ( Esportes, Portos e Turismo) vão cuidar com a Prefeitura.
Não é necessário porque a iniciativa privada vai participar?
Não, porque já está tudo praticamente resolvido. Já há local disponível. Está faltando apenas o projeto e a responsabilidade, com quem vai ficar.
Ou seja, a coisa está encaminhada. Não precisa de verba do PAC Copa?
Não. Vontade para fazer, todo mundo tem. A Prefeitura (de Santos) tem, o Governo Federal tem, o ministro dos Portos tem, o do Turismo tem, eu tenho.
Mas a Prefeitura pediu isso (a inclusão do projeto no PAC Copa), não?
Não, formalmente não. Considerou apenas como hipótese.
O que foi pedido ao sr., então, foi só um apoio político?
Isso. O apoio do Governo Federal.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/01/2012
POSSIBILIDADE - UNIÃO ESTUDA ENTREGAR PARTE DE TERMINAL ATÉ COPA DE 2014
Publicado em 01/31/2012 as
12:49 PM
Grupo de trabalho avalia concluir apenas dois berços para cruzeiros nos próximos dois anos
O Governo Federal estuda construir apenas uma parte do novo terminal de passageiros do Porto de Santos, no Valongo, como forma de torná-lo apto a receber navios durante a Copa do Mundo de 2014. A solução precária tem por objetivo criar mais duas vagas para navios de cruzeiros na Cidade e aumentar o número de leitos à disposição dos turistas durante a competição no País. Se a ideia vingar, Santos terá oito berços exclusivos para navios de passageiros até o início da competição.
Esta possibilidade foi levantada por uma fonte do Governo ouvida por A Tribuna, que pediu anonimato. Ela foi confirmada pelo ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, ontem, em passagem por Santos.
Em Guarujá, o secretário estadual de Turismo, Márcio França, a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta, e Cristino
A ideia de construir uma instalação de cruzeiros no Valongo até o início da Copa é antiga e foi defendida tanto pela Prefeitura quanto pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República. Este novo terminal, a exemplo do que já está em operação, receberá os navios que vão fornecer leitos aos estrangeiros em visita ao Brasil para acompanhar os jogos. Como São Paulo terá algumas partidas, entre elas a de abertura, Santos tem tudo para ser destino de navios fretados. O México, por exemplo, tem praticamente fechados acordos para lotar duas embarcações somente com seus torcedores.
O que preocupa os responsáveis por estudar o Porto Valongo é o pouco tempo disponível para construir o terminal na concepção original. A dois anos e meio do início do evento, ainda falta terminar o projeto-executivo (uma empresa contratada pela Prefeitura deve concluí-lo nos próximos meses). Depois, haverá licitação, conduzida pela Codesp, para escolha da firma que irá construir e operar a instalação - etapa burocrática que, no Brasil, não demora menos que um ano. Por último, uma vez definido o vencedor, serão necessários mais 18 meses de obras civis.
A conta não fecha. O grupo técnico que estuda o projeto percebeu isso e quer adotar um plano B para reduzir o tempo necessário para as obras civis. "A ideia é construir em módulos. Assim, teríamos pelo menos dois berços no Valongo até 2014", disse uma fonte.
Questionado sobre esta possibilidade, Leônidas Cristino confirmou que ela existe e está sendo estudada. "Sim, é possível. Este grupo técnico, formado por Prefeitura, Codesp e SEP é que chegará a um denominador comum, algo bom para todos".
Porém, já prevendo que o plano pode não se concretizar, ele preferiu aliviar a culpa da União. Ressaltou que o plano original do Governo Federal, de alinhar o cais de Outeirinhos e criar seis vagas exclusivas no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, será cumprido até 2013, a tempo do início da competição.
Ontem, em sua visita a Santos, o ministro inspecionou as obras da Avenida Perimetral da Margem Esquerda, em Guarujá, e conheceu as instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), em Santos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/01/2012
ANTAQ CRIA SUPERINTENDÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO
Publicado em 01/30/2012 as
03:42 PM
A ANTAQ alterou o regimento interno para criar a Superintendência de Fiscalização e Coordenação das Unidades Administrativas Regionais. A alteração foi publicada, na última sexta-feira (27), no Diário Oficial da União, na seção 1, página 68. A nova superintendente será Gertrudes Coelho, que, até então, era chefe da Unidade Administrativa Regional do Recife.
A nova superintendência terá duas gerências: Fiscalização Portuária e Fiscalização da Navegação. À frente da primeira, ficará Jair Galvão. Luiz Eduardo Alves será o gerente de Fiscalização da Navegação.
Entre as competências da Superintendência de Fiscalização estão propor a aplicação de penalidades e aplicá-las; consolidar o Plano Anual de Fiscalização; e propor à diretoria da Agência a instauração de processo administrativo contencioso.
Agora, a ANTAQ conta com cinco superintendências: Fiscalização e Coordenação das Unidades Administrativas Regionais; Portos; Navegação Marítima e de Apoio; Navegação Interior; e Administração e Finanças.
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 30/01/2012
ESPÍRITO SANTO REÚNE COMITÊ PARA DEFENDER QUESTÃO DA DISTRIBUIÇÃO DOS ROYALTIES
Publicado em 01/30/2012 as
03:42 PM
O Comitê em Defesa do Espírito Santo volta a se reunir hoje, segunda-feira, às 16 horas, no Palácio Anchieta, para discutir as estratégias que serão adotadas a partir de fevereiro, para defender os interesses do Espírito Santo na questão da distribuição dos royalties.
Deputados estaduais, federais, senadores, mais representantes da sociedade civil, dos sindicatos, OAB-ES, Justiça e Ministério Público têm encontro marcado com o governador Renato Casagrande. A intenção é discutir qual será o posicionamento do Espírito Santo frente à intenção dos Estados não produtores que querem que os royalties sejam distribuídos de forma igualitária entre todos as Unidades da Federação.
O projeto de lei, com o substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que tramita na Câmara, deverá ser analisado por uma comissão especial criada para esse fim. Os 30 parlamentares do grupo poderão sugerir ou modificar o projeto aprovado no Senado e que prevê a divisão igualitária.
Ontem, o vice-governador Givaldo Vieira se reuniu em Brasília com as ministras do Planejamento, Miriam Belchior, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Nas duas audiências, o assunto foram as perdas que o Estado terá, caso haja aprovação do projeto dos royalties que está na Câmara, e da reforma tributária, que também está discussão.
"Novamente estamos fazendo o trabalho de sensibilização do governo federal para essas duas questões muito importantes para os capixabas", explicou Givaldo Vieira, que esta semana, assumiu o governo interinamente devido às férias do governador Renato Casagrande - a volta do titular ao comando do Executivo será na segunda-feira.
Givaldo afirmou que o Estado não é contra a reforma tributária, mas quer tratamento diferenciado. "A proposta do governo federal é zerar a alíquota do ICMS cobrado sobre a venda interestadual. Isso inviabilizará o Fundap. Por isso, queremos uma compensação, caso seja aprovado este projeto", disse.
Em novembro passado, o governo do Espírito Santo organizou uma grande manifestação em Vitória para marcar a posição dos capixabas contra as mudanças nos royalties.
Fonte: A Gazeta/Denise Zandonadi
Data : 30/01/2012
NAVIOS DA MARINHA ATRAEM MAIS DE DEZ MIL PESSOAS AO PORTO DE PARANAGUÁ
Publicado em 01/30/2012 as
03:42 PM
A possibilidade de visitar navios de guerra da Marinha do Brasil atraiu milhares de pessoas ao porto de Paranaguá neste final de semana. Cerca de dez mil pessoas visitaram o porto entre sábado e domingo, aproveitando o bom tempo para conhecer as embarcações e o Porto.
Foi o caso da família Araújo, que saiu de Curitiba especialmente para visitar os navios da Marinha. O estudante Rodrigo Aparecido Araújo escutou no noticiário de televisão que os navios estariam abertos à visitação pública no final de semana e convenceu a família toda a fazer o passeio. "Eu e a minha mãe estávamos mais empolgados. Mas quando chegamos aqui, todo mundo gostou muito", disse Rodrigo.
As fragatas "Niterói" e "Liberal", o Navio Tanque "Almirante Gastão Motta" e a Corveta "Frontin", atracaram pela primeira vez ao mesmo tempo em Paranaguá, trazendo, além das tripulações, os aspirantes da Escola Naval. Os navios integram a Operação Aspirantex-12, que tem o propósito de realizar exercícios no mar de caráter militar, com a finalidade de aprimorar o treinamento e orientação dos aspirantes, bem como familiarizá-los com a vida no mar. As embarcações ficaram abertas ao público apenas neste sábado e domingo.
O gerente industrial Fabrício Wilbert, que vive com a família no Rio Grande do Sul, mas está passando férias em Curitiba, na casa de parentes, aproveitou para levar o filho de 5 anos para conhecer os navios de guerra. "Ficamos impressionados. Viemos atender um desejo de criança e a família toda gostou muito do passeio", disse ele.
VISITAS - O Porto de Paranaguá é aberto à visitação pública nos finais de semana. Quem vem ao terminal pode conhecer a faixa de cais em um ônibus especial, acompanhado por monitores. Somente quando há navios da Marinha atracados no cais, são permitidas visitas à bordo. Em 2011, o Porto de Paranaguá recebeu 26 mil visitantes.
Fonte:Agência Estadual de Notícias do Paraná
Data : 30/01/21012
SUDAM VAI PRIORIZAR PROJETO DE INTEGRAÇÃO DA AMAZÔNIA EM 2012
Publicado em 01/30/2012 as
03:41 PM
Definir uma Política de Desenvolvimento da Amazônia e ter um Plano de Integração Intra-Regional da Amazônia (PIIR) no aspecto logístico e econômico são os dois principais projetos que a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) vai trabalhar neste ano. O anúncio foi feito na última sexta-feira (27) pelo superintende do órgão, Djalma Melo, após entrega de 54 Laudos Constitutivos emitidos para 22 empresas instaladas no Amazonas beneficiadas com incentivos fiscais de redução de 75% Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ).
A Política de Desenvolvimento Industrial da Amazônia estará alinhada com o Plano Brasil Maior, a nova política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior do País que tem como tripé: estímulos ao investimento e à inovação; desoneração das exportações; e defesa da indústria e do mercado interno. Ela será feita em conjunto com a Suframa, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial órgão do Mdic (ABDI) e com as secretarias estaduais voltadas para o desenvolvimento industrial dos estados.
"Ter uma definição da nossa política industrial, servirá, entre outras coisas, para orientar os órgãos de desenvolvimento para incentivar os setores industriais mais importantes para os estados e para a Amazônia", disse Melo. Ontem, ele teve se reuniu com o governador Omar Aziz, que pediu apoio da Sudam na implantação do Polo Naval, no Puraquequara. O projeto de estudo viabilidade do polo é capitaneado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). "Então esse polo certamente vai entrar nessa política industrial", revelou Melo.
Integração
O outro programa é um Plano de Integração Intra-Regional, visando aumentar as relações econômicas e os fluxos (transporte, pessoas, capital, informação) entre os estados. "Verificamos que os estados da Amazônia estão de costas um para o outro", disse Melo.
Para isso, está em curso um projeto das Federações da Indústria da Amazônia (Pro-Amazônia), em parceria com Sudam, um estudo sobre a logística de transporte intra-amazônia, que investiga a necessidade de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, transporte aéreo. Encomendado a uma grande empresa do País, o estudo iniciado há mais de um ano está em conclusão.
Outro problema verificado na falta de integração econômica é que os estados desconhecem o que o vizinho produz. Para isso, o órgão desenvolver dois projetos: criação de um site de produtos da Amazônia no portal da Sudam, que vai dar uma lista com todas as informações de produção, sobretudo produtos regionais, e o interessado poderá fazer compras através do site.
Durante o ano, 151 projetos
Os 54 laudos constitutivos de 22 empresas entregues ontem fazem parte dos 151 projetos projetos aprovados ao longo de 2011. Destaque para o projeto da Crusier Marine Indústria Náutica, um dos 25 projetos de implantação incentivados com redução de 75% do IR. O benefício é válido por dez anos.
"A empresa produz embarcação de fibra de vidro e a produção terá capacidade para 30 unidades por ano", contou o coordenador geral de incentivos fiscais da Sudam, Indalécio Pacheco.
Juntos, os projetos favorecidos por Laudos Constitutivos somam R$ 1,8 bilhão de incentivos fiscais (IR e Reinvestimento) concedidos a 89 empresas em 2011, no Amazonas, um aumento de 28,5% comparado a 2010 (R$ 1,4 bi). Na Amazônia Legal foi de R$ 3,2 bi em 2011, ante R$ 2,9 bi em 2010.
Fonte: Jornal A Crítica/CIMONE BARROS
Data : 30/01/2012
JUIZ SUSPENDE PROCESSO LICITATÓRIO DA CODERN
Publicado em 01/30/2012 as
03:41 PM
A construção do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Natal voltou a ser questionada, desta vez pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte. O Juiz Federal Vinícius Costa Vidor, da 5ª Vara Federal, determinou ontem a suspensão do processo licitatório nº 041-2011 da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), aberto no último dia 19, que trata da contratação para construção do terminal. Divergência no valor total da obra; exigência, em caráter exclusivo, de vínculo societário ou empregatício para fins de comprovação de qualificação técnica; e exigência de um único atestado para cada item de serviço mesmo em caso de consórcio, são os pontos passíveis de explicação por parte da Codern. A suspensão seguirá até a Codern sanar as irregularidades apontadas.
Júnior SantosProjeto inclui ampliação do cais e readequação de uma área do Porto de Natal para receber navios de passageiros na alta estaçãoProjeto inclui ampliação do cais e readequação de uma área do Porto de Natal para receber navios de passageiros na alta estação
A decisão atende ao pedido feito pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon), que foi acolhido de modo parcial pelo magistrado. O prazo para impugnações e contestação da licitação, de acordo com o edital, se encerrou ontem. Quatro empresas - a Queiroz Galvão; Cejem (do Paraná); Constremac (de São Paulo) e consórcio Equipav/Ônix, (de São Paulo) - concorrem ao certame. Os casos entregue por estas, de acordo com a Comissão Permanente de Licitações da Codern, seriam avaliados e julgados ao longo da semana. O Sinduscon não está entre os licitantes.
A obra, cuja licitação está suspensa, engloba "o Terminal Marítimo de Passageiros compreendendo a execução das obras de ampliação do cais e retroárea, construção de dolfim de amarração, reforma do paramento do cais existente e construção das edificações portuárias do Terminal do Porto de Natal". De acordo com o projeto, a edificação do terminal de passageiros compreende a revitalização do armazém desativado - o antigo frigorífico - onde será construída uma estrutura com dois pavimentos e um novo acesso.
Na decisão, o juiz Vinícius Vidor observou que em dois itens distintos do edital foram descritos valores diferentes para a mesma obra. No item 1.4.1. há o valor como sendo de R$ 51.015.936,26. Já no item 5.1.7. o valor apontado é R$ 50.490.231,27.
"Nesse contexto, sabe-se que a Administração Pública, nos processos de licitação, deve-se pautar em estrita conformidade com princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo", escreveu o magistrado na decisão.
O juiz considerou "excessiva" a exigência feita no edital da Codern para que um engenheiro, reconhecido no CREA, seja vinculado à licitante. "Afigura-se excessiva a exigência de que esse profissional, quando não for sócio da empresa, deverá comprovar seu vínculo mediante apresentação de cópia autenticada da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Isso porque os vínculos societário e de emprego não são os únicos possíveis para fins de contratação de profissional qualificado em caráter estável, principalmente em razão das novas feições do mercado profissional (contrato de prestação de serviços sem vínculo trabalhista, por exemplo)", ressaltou.
Ao todo, 38 empresas retiraram o edital de licitação para construção do Terminal de Passageiros de Natal. Cinco pagaram R$ 510 mil para participar do processo (valor é referente a calção) e quatro entregaram os documentos de habilitação e propostas de preço e permanecem na disputa. Vencerá quem cumprir todos os pré-requisitos previstos em edital e oferecer o menor preço.
Tribunal de Contas da União aprova projeto
Embora ainda não notificado, o presidente da comissão permanente de licitação da Codern Manoel Alves Neto afirmou que todos os itens apontados já foram "exaustivamente discutidos, ajustados e auditados", pelo Tribunal de Contas da União. Alguns deles, como a divergência dos valores, já foram corrigidos, prevalecendo o valor que consta na planilha final do vigente processo, R$ 51 milhões. A Codern deverá apresentar a defesa na próxima semana.
O somatório de atestados, segue uma determinação do Tribunal de Contas da União, no sentido de garantir que a vencedora da licitação tenha acervo técnico compatível com a execução da obra para que foi contratada, evitando assim futuros aditivos, paralisações e aumento nos custos. "Esta não é uma obra qualquer. É preciso que tenhamos garantias prévias, para evitar o ocorrido com outras obras, que foram paradas devido a incompatibilidade técnica", afirma Manoel Alves Neto.
Quanto ao vínculo do profissional com a empresa licitante, Manoel Alves Neto explicou que a ligação visa assegurar o comprometimento do profissional com obra. E que não é preciso ser empregado, mas deve ter um vínculo com a empresa, seja por contrato, e ainda disponibilizar o acervo técnico. "O TCU entendeu importante para comprovar seu comprometimento. Já havíamos respondido esse questionamento ao Sinduscon", disse o presidente da comissão de Licitações.
Por telefone, o diretor técnico da Codern Hanna Safieh cogitou a possibilidade de "equívoco" em relação as três publicações do edital. "O nosso edital está aprovado por acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), não tem como haver informações desencontradas", afirma Safieh.
Emerson Fernandes, ex-presidente da Codern, disse ter absoluta convicção sobre a lisura do processo licitatório em curso, que "está inteiramente dentro dos patamares legais, não vejo em que ponto pode ser questionado. Todos os ajustes já foram feitos".
Por recomendação do Tribunal de Contas da União, em dezembro passado, o custo final da construção foi reduzido em R$ 2,5 milhões. O Tribunal falava em sobrepreço. A Codern, por sua vez, esclareceu à época que a redução do BDI (Bonificação de Despesa Indireta), mistura entre lucro e despesas da empresa a ser contratada, em 3,2%, e a troca de um guindaste por um menor, reduziu o custo final da obra.
Fonte : Tribuna do Norte (RN) Natal/Sara Vasconcelos
Data : 30;01;2012
OGX, DE EIKE, INICIA PRODUÇÃO DE ÓLEO NO MAR DA BACIA DE CAMPOS
Publicado em 01/30/2012 as
03:41 PM
Rio de Janeiro - O empresário Eike Batista já é também produtor de petróleo. A OGX, empresa petroleira do homem mais rico do país e oitavo do mundo segundo a revista "Forbes", informou ontem ter iniciado, exatamente às 19h48m40s de sábado, os procedimentos para extrair seus primeiros barris de óleo no campo de Waimea, na Bacia de Campos. A área fica a aproximadamente 80 quilômetros da costa, em frente a Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.
Segundo o comunicado, foram injetados produtos químicos no poço localizado em águas rasas para o tratamento preliminar do petróleo e gás que serão processados na plataforma. Eike não acompanhou no local o início dos trabalhos de exploração no sábado. De acordo com a assessoria da empresa, o empresário deverá participar esta semana de um evento para marcar a estreia da petroleira.
A OGX é a primeira companhia privada brasileira a produzir petróleo no mar. A reserva de óleo, batizada de Waimea, foi descoberta há dois anos, e a extração começa em fase de teste de longa duração, cuja finalidade é confirmar a produtividade. O início da produção ocorreu com três meses $atraso em relação ao cronograma previsto. A companhia, porém, considera o prazo um recorde, uma vez que o campo foi descoberto em 2009. A produção comercial, contudo, só terá início após a declaração de comercialidade.
Quando a plataforma OSX-1 alcançar a capacidade máxima de produção - de 60 mil barris diários - o que deve ocorrer no segundo semestre de 2013, a OGX se tornará a quarta maior produtora do Brasil, ficando atrás apenas da Petrobras, da Chevron e da Shell. A produção inicial, com a operação do primeiro poço, deverá ficar entre 15 mil e 20 mil barris diários.
- Será a Embraer dos mares - afirmou Eike no seu twitter.
"O fluxo de petróleo será incrementado gradualmente, conforme as boas práticas da indústria para melhor gestão do reservatório", diz o comunicado divulgado ontem pela empresa. A OGX foi criada por Eike Batista em julho de 2007 e, desde então, vem desenvolvendo campanhas exploratórias. A previsão da empresa é que até o fim deste ano mais dois poços sejam postos em operação.
Fonte: portal@d24am.com
Data : 30/01/2012
OGX COMEÇA A EXPLORAR PETRÓLEO
Publicado em 01/30/2012 as
03:41 PM
O processo prevê a injeção prévia de produtos químicos no poço, localizado em águas rasas da Bacia de Campos
O empresário Eike Batista tornou-se produtor de petróleo. A OGX, empresa petroleira do homem mais rico do país e oitavo do mundo, informou que deu início aos procedimentos para extrair seus primeiros barris de petróleo. O processo prevê a injeção prévia de produtos químicos no poço, localizado em águas rasas da Bacia de Campos, para o tratamento preliminar do petróleo e gás que será processado na plataforma.
A acumulação de óleo, batizada de Waimea, foi descoberta há dois anos e a extração começa em fase de teste de longa duração, para confirmar a produtividade. A produção, comercial só começará após a declaração de comercialidade.
Fonte : O Tempo - MG
Data : 30/01/2012
COM OLHOS NA ARGENTINA
Publicado em 01/30/2012 as
03:40 PM
É palpável a falta de paciência de Dilma com Cristina Kirchner
A presidente Dilma Rousseff viaja a Cuba nesta semana, incomodada porque, no Brasil, parece haver mais preocupação com a questão dos direitos humanos na ilha que com o possível papel do Brasil nas transformações liberalizantes do modelo econômico dirigido por Raúl Castro. Mas é ao Sul, e não no Caribe, que está o maior incômodo sentido no Palácio do Planalto. Há más notícias vindas da Argentina, e elas podem ficar piores.
No governo e na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sabe-se que os argentinos atravessarão dificuldades para fechar suas contas externas neste ano, de queda de preços nas commodities de exportação, quebra de safras com a seca e retração de mercados mundiais. Nos últimos dias, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu audiência à presidente argentina, Cristina Kirchner, e tem defendido a busca de alternativas para melhorar as contas de comércio na Argentina. Um estudo, realizado ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, orienta as sugestões do executivo.
No governo Lula, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), chegou a fazer um levantamento sobre a competitividade argentina, na busca da desejada e ainda frustrada integração produtiva com o vizinho. Até hoje, apenas a indústria automotiva conseguiu êxito na integração dos parques produtivos de Brasil e Argentina, e mesmo essa enfrenta agora problemas nas linhas de montagem com os atrasos de entrega de peças provocado pelo protecionismo argentino. A ABDI chamou atenção para a competitiva indústria de petróleo e gás e para a incipiente e promissora indústria naval no país vizinho.
Não é por outra razão que esses dois exemplos têm sido citados por Skaf. Mas o estudo da ABDI mostrou obstáculos aos argentinos para se associar ao parque produtivo brasileiro de gás e petróleo ou fornecer embarcações: falta padrão comum de certificação, há requisitos técnicos divergentes e a legislação que privilegia fornecedores nacionais no Brasil teria de ser alterada para incluir empresas do país vizinho. A novidade é a postura da Fiesp, em busca de acordo com a Argentina - negligenciada pela indústria brasileira em favor de mercados mais promissores, segundo admitiram empresários paulistas reunidos há duas semanas na sede da federação.
Duas vozes foram importantes para garantir o tom conciliatório na Fiesp: o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Roberto Giannetti, e o consultor e ex-secretário de Comércio Exterior no governo Lula Welber Barral.
A boa vontade não é consensual, porém. Executivos do setor de calçados, furiosos com as constantes retenções indevidas de mercadorias nas alfândegas, acusam a Argentina de não cumprir acordos, como o firmado pelo setor para uma cota informal de exportações àquele mercado.
Os conflitos comerciais apartam os parques produtivos e desencorajam empresários que poderiam sentir atração pela soma dos dois mercados. Como o estudo da ABDI, há outras iniciativas ensaiadas no governo Lula - como um projeto para financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas argentinas - que acabaram paralisadas com a falta de sintonia entre os dois governos. Não bastassem as divergências entre as equipes econômicas, é palpável a falta de paciência de Dilma Rousseff com Cristina Kirchner.
Analistas argentinos reparam que as medidas protecionistas no Brasil, ao contrário das adotadas pelo governo Kirchner, não criaram incertezas nem interromperam as cadeias de fornecimento nacionais, e cuidaram de preservar os sócios do Mercosul. A Argentina não cogita isentar o Brasil das restrições de entrada de mercadorias; está premida pela carência de divisas para cumprir suas obrigações internacionais. Como avaliou uma consultoria argentina, para a Fiesp, um superávit comercial inferior a US$ 5 bilhões levaria o país à bancarrota.
Os problemas argentinos, como os dançarinos, no tango, vêm em dupla: a encrenca econômica anda abraçada à política, que complica a interlocução com o país vizinho. Difícil saber com quem afinar os passos: o encarregado do mais recente controle sobre importações, Ricardo Echegarray, presidente da Anfip (a Receita Federal argentina) recebeu caneladas do poderoso secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, que andou se estranhando com o vice-presidente Amado Boudou e disputa influência no governo com o outrora influente ministro de Planejamento e Investimento Público Júlio de Vido.
Echegarray divulgou as normas para a declaração antecipada que, a partir de 1º de fevereiro, todos importadores terão de entregar à Anfip para ter liberada a entrada das mercadorias no país em um prazo que prometeu não ser superior a dez dias corridos. Moreno telefonou a dirigentes de associações empresariais exigindo que os importadores lhe mandem por e-mail um formulário diferente do da Anfip com dados pormenorizados sobre o que querem importar; e informou que deve levar até quinze dias úteis para analisar os dados, até porque tem só oito funcionários para a tarefa.
Boudou entrou em cena, em entrevista para uma rádio local, para dizer que ninguém precisa mandar nenhum e-mail a Moreno, pois a Anfip será a "janela única" para informar ao governo.
Boudou também andou eriçando sensibilidades com declarações sobre um possível terceiro mandato para Cristina - o que alguns interpretaram como uma tentativa de abafar a disputa já existente entre peronistas, para saber quem sucederá a presidente. É nesse ambiente movediço que o Brasil quer evitar novas barreiras ao comércio bilateral. Cada passo exigirá muito ensaio, e os calos são muitos; será quase impossível não pisar em algum. Sergio Leo, repórter especial
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/01/2012
INFRAESTRUTURA PUXA VENDAS DE CABOS ELÉTRICOS
Publicado em 01/30/2012 as
03:39 PM
Ao mesmo tempo que o setor de setor de construção civil vive uma fase de acomodação, áreas ligadas à infraestrutura, como petróleo, telecomunicações e energia ganharam importância nos negócios da indústria de fios e cabos elétricos no Brasil, impulsionando os resultados das empresas em 2011. Essa tendência deve continuar e, para este ano, as companhias do setor apostam ainda nos segmentos de transportes e energias renováveis.
Com faturamento estimado em R$ 6,5 bilhões, o setor de fios e cabos cresceu cerca de 20% no ano passado. Segundo projeções do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel), o segmento de fios e cabos em cobre avançou 6% em 2011, enquanto o dos materiais em alumínio cresceu 35%, estimulado principalmente pelos projetos de linhas de transmissão das regiões centro e norte.
"O ano passado foi de recuperação", afirmou o presidente da Wirex, Rudney Cesar Amirati. "Neste ano, queremos começar um investimento para novas linhas de produtos específicos voltadas aos setores nos quais verificamos maior potencial", completou o executivo.
Estão sendo aprovados na empresa investimentos de R$ 10 milhões a R$ 16 milhões para o período de julho de 2012 a julho de 2013, recursos a serem destinados ao aumento de capacidade. A companhia - a única nacional dentre as grandes de fios e cabos elétricos - tem como principal negócio o segmento de cabos especiais, que atendem áreas industriais como mineração e siderurgia. Esse segmento representa cerca de 65% do resultados da fabricante. O restante são os cabos padronizados (voltados para o mercado de construção civil), cabos de alumínio, para transmissão de energia, e cabos de bateria para o setor automotivo.
Em julho de 2011 a Wirex já tinha iniciado o aporte de R$ 10 milhões na modernização de capital fixo e na compra de novas máquinas, para ampliar a capacidade produtiva em 20%. Hoje a empresa consegue processar 12 mil toneladas por ano de cabos de cobre e 5 mil toneladas anuais de cabos de alumínio. O seu faturamento cresceu cerca de 15% em 2011, para R$ 350 milhões. Segundo o executivo, o ano representou um novo fôlego para os resultados do setor, que sofreu com altos estoques em 2010 e 2009, resultados da crise financeira internacional.
A Prysmian, outra fabricante de fios e cabos elétricos de grande atuação no país, também cresceu bem, cerca de 20% em 2011, frente a 2010, quando faturou R$ 1,3 bilhão no Brasil. "Na área de telecomunicações o ano passado talvez tenha sido o melhor da história, em termos de encomendas", afirmou o presidente da empresa para América do Sul, Armando Comparato Júnior. Segundo o executivo, os lucros subsidiária da multinacional italiana avançaram 6%.
A empresa teve em 2010 a maior parte dos resultados vindos da indústria e da construção civil. Mas, com o impulso dos investimentos em banda larga, o setor de telecomunicações passou a ser o mais importante, representando 20% dos resultados da companhia em 2011. Segundo Júnior, o setor de petróleo também cresceu, enquanto, a indústria automobilística e da construção civil decepcionaram.
Com sete fábricas no país - em São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo - a Prysmian já informou que planeja novas unidades para aumentar a capacidade de linhas de cabos para infraestrutura. "Os cabos de alta tensão vão bem em todo o mundo. Para o ano que vem, esperamos que a área de cabos especiais também tenha bom potencial", explicou o executivo. As projeções dele para 2012 apontam para crescimento de 15% no faturamento da companhia. Com subsidiárias em 39 países, os resultados globais da Prysmian somaram 4,5 bilhões em 2010.
Na mesma linha, a Wirex prevê um avanço de 12% a 15% no faturamento em 2012. "Esperamos que as energias renováveis, como a eólica, demandem mais o uso de cabos. Acreditamos que o setor metroviário também tende a crescer", explicou Amirati. A companhia tem uma fábrica em Santa Branca (SP), uma unidade operacional em Quatis (RJ).
As previsões do Sindicel apontam para um avanço menor do setor neste ano. Para a entidade, a indústria de fios e cabos elétricos deve crescer no intervalo de 5% a 7%. "Os investimentos direcionados a infraestrutura continuarão impulsionando a indústria de fios e cabos. Os setores automotivo, naval, óleo e gás e a construção civil - já com foco na Copa, em 2014 - também devem contribuir", explicou Sérgio Aredes, presidente do Sindicel.
Fonte:Valor Econômico/Vanessa Dezem | De São Paulo
Data : 30/01/2012
MAERSK DEMONSTRA INTERESSE NOS ATIVOS DA ANADARKO NO BRASIL
Publicado em 01/30/2012 as
03:39 PM
O mercado do petróleo tem sido agitado nas últimas semanas por rumores de que três grandes companhias petroleiras europeias preparam-se para comprar os ativos da americana Anadarko Petroleum no Brasil, num negocio estimado em mais de US$ 3 bilhões.
Jakob Thomasen, presidente da dinamarquesa Maersk Oil, uma das três companhias que estariam interessadas, evitou em entrevista ao Valor, em Davos, confirmar o negócio alegando que não comenta "rumores".
Mas o executivo imediatamente explicitou dois pontos: primeiro, Maersk Oil quer se expandir no Brasil e não exclui aquisições. E segundo, "gosta" dos ativos que a americana Anadarko quer vender no pré-sal. "Os ativos que a Anadarko está vendendo são bons, estão próximos de alguns dos nossos blocos, e gostamos daqueles blocos", afirmou o executivo.
As informações publicadas na Europa são de que a Maersk, a francesa Total e a norueguesa Statoil fariam juntos uma oferta para aquisição de blocos da Anadarko até amanhã. A companhia americana contratou em setembro o Citigroup, Morgan Stanley e Scotia Waterous para coordenar a venda de seus blocos.
A Maersk tem seis blocos na bacia de Campos. A expectativa é de explorar mais onze poços este ano. Os investimentos previstos para o Brasil ficam por volta de US$ 200 milhoes em 2012 - sem eventual negocio envolvendo a Anadarko.
Como outras empresas, a dinamarquesa constata que o mercado aquecido no Brasil aumentou o custo de investimentos. Outra preocupação é com a exigência de conteúdo local nos equipamentos para exploração, inclusive, para o pré-sal.
"A ideia do conteúdo local é interessante, mas acho que todas as companhias no Brasil vão enfrentar o desafio de como executar os projetos", afirmou, em referência as dificuldades dos fornecedores na entrega de equipamentos necessários a exploração de petróleo.
Além do Brasil, a Maersk Oil produz petróleo e gás na Dinamarca, Noruega, Catar, Angola, Grã-Bretanha, Golfo do México e Cazaquistão. "O que fazemos é projeto robusto comercialmente, sem estar focados na volatilidade do preço do petróleo", afirmou Thomasen.
Fonte: Valor Econômico/Por Assis Moreira | De Davos
Data : 30/01/2012
DEPOIS DE VETO DE LULA, AEROPORTO PRIVADO VIRA REALIDADE COM DILMA
Publicado em 01/30/2012 as
03:39 PM
Em 2009, o governo trabalhou firmemente no projeto de concessão do Galeão e de Viracopos, mas Lula vetou de novo a continuidade das discussões
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abortou pessoalmente dois planos desenhados por seus auxiliares para abrir os aeroportos para a iniciativa privada. Em 2008, vetou estudos do BNDES para uma eventual privatização da Infraero, sugerida por empresários à então ministra Dilma Rousseff. Em 2009, o governo trabalhou firmemente no projeto de concessão do Galeão e de Viracopos, mas Lula vetou de novo a continuidade das discussões.
"Ele garantiu que honraria o compromisso de não fazer privatizações", recorda um ex-assessor que convivia com o petista no Palácio do Planalto, relativizando a magnitude dos leilões de rodovias federais realizados em sua gestão. Lula não queria perder o eixo do discurso explorado com insistência pelo PT nas últimas campanhas presidenciais: o "sucesso" das intervenções estatais contra o "liberalismo" tucano.
Nos primeiros meses de seu mandato, sob o fantasma de um vexame na Copa do Mundo de 2014 e buscando destravar investimentos necessários para atender a um crescimento da aviação comercial, que atingiu estratosféricos 118% nos últimos oito anos, Dilma decidiu romper um paradigma no PT e comprar a briga com os sindicatos. O resultado será transferir para a gestão privada dois dos aeroportos mais lucrativos do país - Guarulhos e Campinas -, além de Brasília, em leilão marcado para o próximo dia 6.
Segundo o governo, a escolha desses terminais para a concessão ocorreu por concentrarem a maior necessidade de investimentos para os próximos 30 anos para acompanhar a demanda. Hoje, os três aeroportos juntos movimentam 30% dos passageiros, 57% das cargas e 19% das aeronaves do sistema brasileiro.
"Ao fim desse processo, teremos quatro grandes operadoras aeroportuárias concorrendo entre si", explica Marcelo Guaranys, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - incluindo na conta a Infraero e ressaltando a regra que permite ao mesmo grupo privado arrematar somente uma concessão.
Influi, nos números, o peso gigantesco do aeroporto de Guarulhos, o mais lucrativo de todos. Ele integra o conjunto de apenas sete terminais lucrativos, de um total de 66 controlados pela Infraero. Considerando custos com depreciação, Guarulhos está no topo do ranking, com resultado líquido aproximado de R$ 190 milhões por ano. Campinas está em quarto lugar - depois de Congonhas e de Curitiba -, com R$ 17,9 milhões. Entre os 59 que dão resultado negativo, está o de Brasília - prejuízo anual de R$ 4,5 milhões.
Por isso, a Anac chegou a conceber um modelo em que aeroportos poderiam ser concedidos em bloco, reunindo lucrativos e deficitários em um mesmo grupo. Avaliava-se que alguns terminais menores, que hoje operam no vermelho, como Florianópolis, poderiam ser rentáveis com um "choque de gestão" da iniciativa privada. No fim, prevaleceu um formato pelo qual operadores privados assumirão os aeroportos mais estratégicos do país.
Guarulhos, o mais superlotado de toda a rede da Infraero, é a principal porta de entrada e saída do país e tenta há quase dez anos tirar do papel seu terceiro terminal de passageiros. Brasília, que também opera acima de sua capacidade, tornou-se um dos maiores centros de distribuição de voos domésticos. Viracopos, aposta do governo para o futuro da aviação brasileira, se transformará no maior aeroporto da América Latina em 2023.
Os vencedores do leilão precisarão entregar as obras da primeira fase dos contratos de concessão em 18 meses, o que inclui novos terminais de passageiros e pátios de aeronaves. "É um cronograma arriscado. Certamente precisaremos executar as obras em três turnos", afirma um alto executivo de uma construtora que participará do leilão.
O dilema das grandes empresas pode ser resumido da seguinte forma: as equipes de engenharia temem enfrentar problemas que ameacem o calendário - e gerem multas de R$ 150 milhões -, enquanto as áreas de novos negócios das empreiteiras veem boas perspectivas de retorno, se o desafio das primeiras obras for superado.
Dilma cercou-se de cuidados, políticos e técnicos, para levar adiante as concessões. Juntou uma equipe de tecnocratas conhecidos no governo pela obsessão por detalhes para tocar o plano. Nenhum deles tem carreira política. O time é encabeçado por um ex-diretor de infraestrutura do BNDES (o ministro Wagner Bittencourt), um ex-diretor do Banco Central (Gustavo do Vale, presidente da Infraero) e um economista de 34 anos, tido por colegas do Planalto como "jovem brilhante" (Guaranys).
Politicamente, o governo tomou o cuidado de banir o termo privatização de declarações públicas ou mesmo de conversas entre assessores. A ideia é enfatizar a diferença com as concessões feitas no governo Fernando Henrique Cardoso, como as de telefonia e as de ferrovias, frisando a participação de 49% da Infraero nas futuras operações de Guarulhos, Campinas e Brasília.
Outra precaução foi conceder uma série de benefícios aos empregados da Infraero. Quem migrar para as concessionárias privadas terá cinco anos de estabilidade e indenização de 1,2 salário por ano trabalhado na estatal.
Até o fim de março, o governo pretende concluir um plano de outorgas, que definirá quais aeroportos serão mantidos pela Infraero e aqueles que serão repassados a governos estaduais ou ao setor privado. É provável que o Galeão (RJ) e Confins (MG) estejam na segunda rodada de concessões, que dificilmente sairá em 2012.
Alexandre de Barros, um ex-diretor da Anac que agora dá aulas de engenharia de transportes na Universidade de Calgary (Canadá), vê um cenário de intensa competição, no médio prazo, entre cinco potenciais aeroportos privados. Brasília e Confins deverão concorrer como "hubs" de voos domésticos. Além de disputar os passageiros nacionais, os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Galeão vão competir fortemente também pelos voos internacionais, acredita Barros.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/01/2012
PRESIDENTE DA EMBRAER ALERTA PARA RISCOS DO PAÍS
Publicado em 01/30/2012 as
03:38 PM
Investimentos da empresa, que serão anunciados dentro de alguns dias, devem superar os US$ 500 milhões, comparados aos US$ 450 milhões no ano passado
O presidente da Embraer, Frederico Curado, saiu preocupado com as incertezas sobre a atividade global, repetidas a exaustão no Fórum Mundial de Economia. Sobre o Brasil, vê boas perspectivas, mas reclama do custo da mao de obra, que considera "uma ameaça" para as empresas, e sugeriu uma efetiva desindexação da economia.
Depois de ouvir as avaliações de que o crescimento dos EUA será insuficiente para reduzir a taxa recorde de desemprego, de que a União Europeia continuará apontando para a recessão, e salvam-se Ásia e América Latina, Curado disse que a receita para a Embraer não tem mágica: "Vamos continuar investindo porque, se em dois ou cinco anos, o mundo voltar a um ciclo de crescimento, a Embraer precisa estar preparada para isso."
Os investimentos este ano, que serão anunciados dentro de alguns dias, devem superar os US$ 500 milhões, comparados aos US$ 450 milhões no ano passado. Mas o executivo estima que está cada vez mais caro produzir no Brasil. Para ele, com a solida situação macroeconômica do pais "a qualidade de vida e poder de compra melhoraram, mas têm ocorrido de maneira tão rápida e talvez um pouco desequilibrada. Uma melhora gradual seria ideal, não com grande salto imediato".
O executivo reclama que "agora as pressões no custo da mao de obra são gigantescas. No nosso caso, de mao de obra de engenharia, estamos caminhando para um aumento de custo intrínseco que, se pelo lado social é importante, pelo lado da economia á uma ameaça."
Segundo Curado, em dez anos, o custo nominal da hora na produção da Embraer subiu 75% em dólar, por conta de câmbio e aumentos salariais. A empresa conseguiu ganho em produtividade, mas que não compensa o câmbio desfavorável.
Ele alerta para o país "ter o cuidado de não cair de um extremo para outro, achar que estamos maravilhosamente bem e que não temos problema nenhum, e que nada pode dar errado, porque pode dar sim".
O que fazer? Sua proposta é desindexar a economia, que admite ser fácil de falar e difícil de fazer. "A indexação existe. Inflação zero no Brasil é 4% a 5%, temos essa inércia inflacionária".
Curado lamenta que o Brasil tenha perdido peso industrial, "algo inegável e que não pode ser escondido" e nota que está cada vez mais caro fabricar no país. "E com a guerra tarifária entre os Estados, o que é um incentivo para as importações, vemos como a situação é absurda."
O presidente da Embraer, que prefere sempre "ver a metade do copo cheio", acha que o governo de Dilma Rousseff tem demonstrado uma preocupação com a indústria brasileira que ele não via há muito tempo. Nota que o programa Brasil Maior não chega a ser uma política industrial estruturada, mas é um bom primeiro passo para ajudar na competitividade das empresas.
Mas sua preocupação é também com o impacto de uma guerra de subsídios deflagrada pela China, Rússia e Japão, novos concorrentes no mercado de jatos regionais. "A China apoia sua indústria maciçamente, sem transparência. Na Rússia também. Mas menos no Japão, que assinou acordos na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico."
Para a Embraer, resta nesse cenário buscar equidade de condições através de ação diplomática, e do lado empresarial melhorar a inovação, investir e tentar aumentar a distância em relação aos concorrentes "porque eles chegam devagarzinho".
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/01/2012
DOCUMENTAÇÃO PROVA QUE HÁ R$ 200 MI NO PPA DA UNIÃO PARA O PORTO DE CABEDELO
Publicado em 01/30/2012 as
03:38 PM
"Não foi vetada qualquer iniciativa proposta pela bancada da Paraíba no Congresso Nacional em benefício do Porto de Cabedelo", afirmou a deputada federal Nilda Gondim (PMDB-PB) em entrevistas a programas de rádio gerados por emissoras da Capital paraibana. Munida de documento encaminhado pela Assessoria Técnica da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, ela desmentiu boatos disseminados na mídia estadual de que não haveria recursos previstos no Plano Plurianual da União para o período de 2012 a 2015.
"Essa informação veiculada no Estado de que não há emenda em benefício de Cabedelo é absolutamente equivocada e maldosa, uma vez que, por meio de combinação de iniciativas individuais (emendas) do senador Vital do Rêgo Filho e dos deputados federais Manoel Júnior e Wilson Filho, ambos da bancada do PMDB, ficou garantido no PPA-2012/2015 o aditamento de R$ 200 milhões na rubrica relacionada a projetos de Adequação de Estruturas de Acostagens e de Operações de Cargas em Portos Organizados Marítimos, especificamente para beneficiar o porto paraibano", ressaltou a deputada.
"Em que pese não ter saído na primeira versão do Relatório emitido pelo senador Walter Pinheiro, o referido atendimento foi contemplado logo no Adendo 1, apreciado na Comissão Mista de Orçamento, conforme consta, para consulta pública, no endereço http://www.camara.gov.br/internet/comissao/index/mista/orca/ppa/PPA_2012_2015/Rel_final/15_adendo1.pdf", ressaltou. Continuando, a deputada Nilda Gondim informou que na página 2 do referido documento consta referência expressa às emendas 23670003, 28960002 e 27160001, de autoria de Vitalzinho, Manoel Júnior e Wilson Filho.
"Conforme se pode atestar em consulta pública ao site da Presidência da República (http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12593.htm), tal iniciativa não foi objeto de veto, como tentou-se afirmar através de boatos equivocados verbalizados através de alguns veículos de comunicação do Estado", enfatizou. E acrescentou: "A Paraíba não conquistou uma, mas duas iniciativas no Plano Plurianual da União em benefício do Porto de Cabedelo, uma específica e outra de caráter geral, graças à articulação da bancada e à medida de segurança adotada pelos três parlamentares do PMDB paraibano".
*Sobre o PPA -* Instituído pela Lei n° 12.593, de 18 de janeiro de 2012, o PPA 2012/2015 é o instrumento de planejamento governamental que define diretrizes, objetivos e metas com o propósito de viabilizar a implementação e a gestão das políticas públicas, orientar a definição de prioridades e auxiliar na promoção do desenvolvimento sustentável.
*Audiência com Dilma Rousseff -* A deputada federal Nilda Gondim participou, na manhã da última quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa do Estado, de Sessão Especial realizada com o objetivo de promover a união de toda a classe política paraibana na defesa da adoção de medidas que viabilizem o aumento imediato da capacidade de operacionalização do Porto de Cabedelo, que hoje depende, dentre outros projetos complementares, da conclusão do projeto de dragagem do seu Canal de Acesso para poder receber navios de grande porte e assim incrementar as atividades econômicas na zona portuária do Estado, inclusive com a geração de inúmeros novos empregos.
Falando em seu nome e em nome do seu filho e senador da República, Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), Nilda Gondim garantiu total apoio à causa do Porto e ficou encarregada, por sugestão da Mesa Diretora da Assembleia, acatada por ela e por todos os participantes da sessão, de dar seguimento às deliberações do encontro, incluindo providências no sentido de marcar uma audiência da bancada federal e do Comitê de Defesa do Porto de Cabedelo com a presidente da República, Dilma Rousseff.
*Apoio de Vitalzinho -* Cumprindo agenda em Brasília, mesmo com o Congresso Nacional em recesso, o senador Vital do Rêgo Filho não pode participar da sessão, mas se comprometeu em ajudar a deputada Nilda Gondim a levar à presidente Dilma Rousseff os encaminhamentos das questões debatidas no Plenário da Assembleia Legislativa paraibana. "A deputada Nilda Gondim me representou muito bem se comprometendo em levar toda a pauta para ser debatida em Brasília com a bancada paraibana e com a presidente Dilma Rousseff", comentou o senador.
*Confiante -* Falando sobre sua expectativa em relação à audiência com a presidente da República, a deputada Nilda Gondim disse não ter dúvida de que Dilma Rousseff irá acolher o pleito dos paraibanos e garantir os recursos necessários para a continuidade da dragagem do Porto de Cabedelo. "A presidente é sensível a projetos dessa natureza e nos atenderá. Ela é uma mulher séria que tem compromisso com o social. Por isso eu acredito que a Sessão Especial promovida pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba vai surtir efeitos positivos", comentou.
*Referência -* Nilda Gondim também destacou a importância do Porto de Cabedelo para o desenvolvimento econômico da Paraíba, e lembrou que nos anos 1960 o porto era referência no Nordeste. "A Paraíba não pode continuar dependendo do porto pernambucano de Suape para operacionalizar o transporte da grande maioria dos produtos que importa e exporta. Temos que investir no Porto de Cabedelo, que já teve grande importância, por exemplo, no escoamento da produção agrícola do Nordeste e que hoje depende, dentre outros projetos complementares, da conclusão do projeto de dragagem do seu Canal de Acesso para poder receber navios de grande porte e assim incrementar as atividades econômicas na zona portuária do Estado com a geração de inúmeros novos empregos" ressaltou.
*Sobre o Porto de Cabedelo -* Administrado pela Companhia Docas da Paraíba, o Porto de Cabedelo, segundo o diretor presidente da empresa, Wilbur Jácome, conta hoje com um calado de 9.14 metros e tem capacidade para receber navios de porte médio que transportam até 35 mil toneladas de produtos por viagem. Com a conclusão do projeto de dragagem do Canal de Acesso, que elevará a profundidade das águas para 11 metros, navios de grande porte, com capacidade para transportar até 45 a 50 mil toneladas, poderão ser utilizados, tanto nos processos de importação quanto de exportação de insumos.
Dessa forma, a comunidade portuária paraibana será beneficiada de diversas formas, especialmente com a possibilidade de barateamento dos custos dos insumos, por meio do transporte de quantidades maiores de produtos por cada viagem.
Além disso, em razão da necessidade de um volume maior de mão-de-obra, haverá também a consequente geração de mais empregos, em função do aumento na quantidade de insumos importados e exportados. "Quando se aumenta o tamanho da embarcação, pode-se trazer mais insumos de uma só vez, possibilitando o barateamento dos produtos a partir dos gastos relacionados às operações de transporte", explica o presidente da Companhia Docas.
Fonte: PB Agora
Data : 30/01/2012
O PRIMEIRO ÓLEO DE EIKE
Publicado em 01/30/2012 as
03:38 PM
Petroleira inicia produção no Rio. "Será a Embraer dos mares"
O empresário Eike Batista já é também produtor de petróleo. A OGX, empresa petroleira do homem mais rico do país e oitavo do mundo, segundo a revista "Forbes", informou ontem ter iniciado, exatamente às 19h48m40s de sábado, os procedimentos para extrair seus primeiros barris de óleo no campo de Waimea, na Bacia de Campos. A área fica a aproximadamente 80 quilômetros da costa, em frente a Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.
Segundo o comunicado, foram injetados produtos químicos no poço localizado em águas rasas para o tratamento preliminar do petróleo e gás que serão processados na plataforma. Eike não acompanhou no local o início dos trabalhos de exploração no sábado. De acordo com a assessoria da empresa, o empresário deverá participar esta semana de um evento para marcar a estreia da petroleira.
A OGX é a primeira companhia privada brasileira a produzir petróleo no mar. A reserva de óleo, batizada de Waimea, foi descoberta há dois anos, e a extração começa em fase de teste de longa duração, cuja finalidade é confirmar a produtividade. O início da produção ocorreu com três meses de atraso em relação ao cronograma previsto. A companhia, porém, considera o prazo um recorde, uma vez que o campo foi descoberto em 2009. A produção comercial, contudo, só terá início após a declaração de comercialidade.
Quando a plataforma OSX-1 alcançar a capacidade máxima de produção - de 60 mil barris diários -, o que deve ocorrer no segundo semestre de 2013, a OGX se tornará a quarta maior produtora do Brasil, ficando atrás apenas da Petrobras, da Chevron e da Shell. A produção inicial, com a operação do primeiro poço, deverá ficar entre 15 mil e 20 mil barris diários.
"Será a Embraer dos mares", afirmou ontem Eike no seu Twitter.
"O fluxo de petróleo será incrementado gradualmente, conforme as boas práticas da indústria para melhor gestão do reservatório", diz o comunicado divulgado ontem pela empresa. A OGX foi criada por Eike Batista em julho de 2007 e, desde então, vem desenvolvendo campanhas exploratórias. A previsão da empresa é que até o fim deste ano mais dois poços sejam postos em operação. (Luiza Xavier)
Fonte : O Globo
Data : 30/01/2012
FUNDOS DE AÇÕES DA PETROBRAS SOBEM ATÉ 18%
Publicado em 01/30/2012 as
03:37 PM
Retorno de investidores estrangeiros à Bolsa e troca de comando na estatal quebram inferno astral de dois anos
O retorno dos investidores estrangeiros ao mercado brasileiro neste começo de ano provocou o que poucos profissionais da Bolsa imaginavam ser possível: uma escalada de 18% nos preços das ações da Petrobras, após um inferno astral de quase dois anos. E com a valorização, os cotistas de fundos de investimento dedicados aos papéis da estatal recuperaram em três semanas boa parte das perdas de 2011. Para analistas, o fôlego da Petrobras ainda não teria terminado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas alertam que nada garante novas altas com as incertezas da crise europeia.
Os fundos de investimentos em Petrobras - não confundir com fundos FGTS/Petrobras, atualmente fechados para novos investidores - são oferecidos pelos principais bancos. São fundos que mantêm cerca de 90% do patrimônio em ações da empresa. Por isso, acompanham de perto o desempenho do papel na Bolsa. E com a alta, o retorno foi grande em janeiro em fundos oferecidos por Banco do Brasil (18,28%), Bradesco (16,76%), Caixa (18,82%), Itaú Unibanco (18,78%), HSBC (16,80%) e Santander (18,25%).
Valor de mercado tem 2ª maior alta global: US$38 bi
Além das pesadas compras de ações por investidores estrangeiros, que somam R$5,4 bilhões na Bolsa em 2012, a troca de comando da Petrobras contribuiu para a alta. O presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, vai deixar o posto e dar lugar a Maria das Graças Foster, atual diretora de Gás e Energia. Segundo analistas, o perfil mais técnico de Graça trouxe mais confiança para o futuro da empresa.
- Executivos com perfil técnico e aumento de produção (de petróleo) conversam bem, são termos a fim - avalia Rogerio Zarpao, analista sênior de commodities da J. Safra Corretora, que tem recomendação de compra de Petrobras.
Com a notícia, o valor de mercado da Petrobras avançou US$38 bilhões no mês até agora. É a segunda maior alta do mundo, atrás apenas da Apple, que subiu US$39 bilhões. O resultado recupera parte das perdas de US$72 bilhões do papel no ano passado, que foi a segunda maior do mundo.
As equipes de análise das corretoras apostam que o papel pode chegar a R$30 nos próximos 12 meses, o que significa espaço para avanço de 20%. E os fundos de ações devem acompanhar isso. Essa valorização, no entanto, vai depender de uma série de fatores, como a evolução da crise europeia e os próprios resultados da Petrobras.
- Nós achamos que pode ter algum movimento de venda de ações da Petrobras nas próximas semanas, com investidores embolsando ganhos - explica Rafael Andreata, analista de investimentos da corretora Planner. - Mas mantemos nossa recomendação de compra porque acreditamos que o preço do barril de petróleo vai continuar em patamares elevados, na média de US$80 nos próximos sete anos
Investir via fundos pode ser mais atraente até R$5 mil
Segundo Ricardo Correa, analista da Ativa Corretora, a Petrobras é uma porta de entrada de investidores na Bolsa brasileira, inclusive para estrangeiros. E com o deslocamento de recursos de países europeus para emergentes, como o Brasil, pode haver espaço para mais valorização da estatal.
O investidor Alan da Silva Soares tem cotas de um fundo de ações da Petrobras, adquiridas originalmente por seu pai em 2004. Segundo ele, o fundo mantém 95% do patrimônio aplicado nas ações da companhia e outros 5% em títulos públicos federais, para facilitar os eventuais resgates de cotas dos investidores.
- Como temos o fundo há muito tempo, o balanço segue bastante favorável. Mas o dinheiro novo para aplicações não é destinado a esse fundo por causa da taxa de administração e do come-cotas, que fica com parte do retorno. Só não vendo as cotas para comprar ações diretamente na Bolsa por causa do custo dessa troca - avalia Soares.
Segundo cálculos de Flavio Lemos, diretor da Trader Brasil Escola de Investidores, as aplicações na Petrobras via fundos podem ser mais vantajosas até R$5 mil. Considerando uma alta de 20% no preço das ações, quem aplicou R$1 mil nas ações via fundos de investimento registrou um ganho líquido de R$167, valor que já desconta a taxa de administração. Com os mesmos R$1 mil, via uma corretora, o ganho teria sido de R$60, considerando corretagem, emolumentos e custódia.
- Só é preciso tomar cuidado porque os fundos também pagam essas taxas quando compram as ações, o que pode refletir indiretamente na rentabilidade. É preciso procurar, portanto, fundos com taxa de administração bem atraentes - explica Lemos.
Fonte : O Globo
Data : 30/01/2012
SUDAM VAI PRIORIZAR PROJETO DE INTEGRAÇÃO DA AMAZÔNIA EM 2012
Publicado em 01/30/2012 as
03:37 PM
Definir uma Política de Desenvolvimento da Amazônia e ter um Plano de Integração Intra-Regional da Amazônia (PIIR) no aspecto logístico e econômico são os dois principais projetos que a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) vai trabalhar neste ano. O anúncio foi feito na última sexta-feira (27) pelo superintende do órgão, Djalma Melo, após entrega de 54 Laudos Constitutivos emitidos para 22 empresas instaladas no Amazonas beneficiadas com incentivos fiscais de redução de 75% Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ).
A Política de Desenvolvimento Industrial da Amazônia estará alinhada com o Plano Brasil Maior, a nova política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior do País que tem como tripé: estímulos ao investimento e à inovação; desoneração das exportações; e defesa da indústria e do mercado interno. Ela será feita em conjunto com a Suframa, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial órgão do Mdic (ABDI) e com as secretarias estaduais voltadas para o desenvolvimento industrial dos estados.
"Ter uma definição da nossa política industrial, servirá, entre outras coisas, para orientar os órgãos de desenvolvimento para incentivar os setores industriais mais importantes para os estados e para a Amazônia", disse Melo. Ontem, ele teve se reuniu com o governador Omar Aziz, que pediu apoio da Sudam na implantação do Polo Naval, no Puraquequara. O projeto de estudo viabilidade do polo é capitaneado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). "Então esse polo certamente vai entrar nessa política industrial", revelou Melo.
Integração
O outro programa é um Plano de Integração Intra-Regional, visando aumentar as relações econômicas e os fluxos (transporte, pessoas, capital, informação) entre os estados. "Verificamos que os estados da Amazônia estão de costas um para o outro", disse Melo.
Para isso, está em curso um projeto das Federações da Indústria da Amazônia (Pro-Amazônia), em parceria com Sudam, um estudo sobre a logística de transporte intra-amazônia, que investiga a necessidade de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, transporte aéreo. Encomendado a uma grande empresa do País, o estudo iniciado há mais de um ano está em conclusão.
Outro problema verificado na falta de integração econômica é que os estados desconhecem o que o vizinho produz. Para isso, o órgão desenvolver dois projetos: criação de um site de produtos da Amazônia no portal da Sudam, que vai dar uma lista com todas as informações de produção, sobretudo produtos regionais, e o interessado poderá fazer compras através do site.
Durante o ano, 151 projetos
Os 54 laudos constitutivos de 22 empresas entregues ontem fazem parte dos 151 projetos projetos aprovados ao longo de 2011. Destaque para o projeto da Crusier Marine Indústria Náutica, um dos 25 projetos de implantação incentivados com redução de 75% do IR. O benefício é válido por dez anos.
"A empresa produz embarcação de fibra de vidro e a produção terá capacidade para 30 unidades por ano", contou o coordenador geral de incentivos fiscais da Sudam, Indalécio Pacheco.
Juntos, os projetos favorecidos por Laudos Constitutivos somam R$ 1,8 bilhão de incentivos fiscais (IR e Reinvestimento) concedidos a 89 empresas em 2011, no Amazonas, um aumento de 28,5% comparado a 2010 (R$ 1,4 bi). Na Amazônia Legal foi de R$ 3,2 bi em 2011, ante R$ 2,9 bi em 2010.
Fonte: Jornal A Crítica/CIMONE BARROS
Data : 30/01/2012
CNA NA ERA DA ESCRAVIDÃO
Publicado em 01/30/2012 as
03:37 PM
Para continuar lucrando com práticas ilegais, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) não mede esforços. Não satisfeita em fechar o cerco no lobby contra a ciência no debate do Código Florestal no Congresso, a entidade agora quer derrubar a ação transparente do Ministério do Trabalho, que publica anualmente a lista suja do trabalho escravo. Nela, figuram os mesmos nomes de proprietários do agronegócio envolvidos com desmatamento, invasão de áreas protegidas e produção ilegal de gado e soja.
No fim de novembro, o relator da ação da CNA no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, liberou o caso para julgamento. Na volta do recesso, em início de fevereiro, ela poderá ser julgada a qualquer momento.
O cadastro de empregadores flagrados explorando mão de obra de forma análoga à escravidão foi criado em 2004 pelo Ministério. Na última edição da lista figura um número recorde de 294 empresas e pessoas físicas. Entre os infratores estão madeireiras, construtoras e empresários. Inserido no cadastro, o infrator fica impedido de obter empréstimos em bancos públicos e passa a sofrer restrições comerciais.
Um dos argumentos da CNA é o de que a inclusão de nomes de pessoas sem que haja um processo judicial prévio violaria a presunção da inocência. A Advocacia-Geral da União (AGU) defende a lista. Ela argumenta que a portaria simplesmente regulamenta questões definidas em lei, e não cria direitos nem obrigações - teria caráter meramente informativo.
Apesar de ocupar uma cadeira legislativa no Congresso, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da CNA, já demonstrou não se importar muito em defender o cumprimento das leis. Ela é uma das principais incentivadoras da proposta que altera a legislação brasileira e permite novos crimes ambientais.
Fonte : O Portal Porto Gente
Data : 30/01/2012
SEP PARABENIZA PORTUÁRIO PELO SEU DIA
Publicado em 01/30/2012 as
03:37 PM
Brasília, 28 de janeiro de 2012 - Em comemoração ao dia 28 de janeiro, Dia do Portuário, parabenizamos a cada um dos mais de 30 mil trabalhadores que fazem parte do dia-a-dia dos portos brasileiros. Temos orgulho em consolidar, a cada ano, o crescimento do setor. Reconhecemos, portanto, a importância dessa categoria para o desenvolvimento econômico e social do país. Parabéns Portuário!
Fonte : O Portal Porto Gente
Data : 30/01/2012
ITAQUI AMPLIARÁ POSTOS DE TRABALHO
Publicado em 01/30/2012 as
03:36 PM
Entre 2012 e 2016, a estimativa de investimentos já definidos para o Porto do Itaqui, no Maranhão, é de aproximadamente R$ 1 bilhão. Serão R$ 250 milhões com recursos próprios da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) que serão somados aos R$ 540 milhões da iniciativa privada e aos R$ 150 milhões do Governo Federal. A expectativa é que nos próximos 20 anos a EMAP faça investimentos globais da ordem de R$ 6 bilhões distribuídos em 90 novos projetos e que com isso sejam criados 6.500 empregos diretos e 32 mil indiretos. Postos de trabalho na área portuária sejam ampliados com projetos de expansão do porto como o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) e o crescimento em 40% da movimentação de granéis líquidos com a construção do berço 108, ambos contam com recursos privados e devem entrar em operação ao final de 2013.
Foi-se a época na qual os trabalhadores portuários se destacavam pela força física. Com a modernização dos portos e a instalação de equipamentos de última geração, a qualificação do profissional passou a ser diferencial. Atualmente, 90% da mão de obra credenciada no Órgão Gestor da Mão de Obra Portuária (Ogmo), responsável pela escalação dos chamados Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) tem, no mínimo, o ensino médio completo.
A criação do Ogmo, por meio da Lei dos Portos de 8.630/93, é outra conquista dos TPAs. Por meio desta instituição, os profissionais portuários asseguraram direitos, deveres e maior segurança no trabalho. Cerca de 250 profissionais são registrados no Ogmo. Entre as mais diversas atividades portuárias desenvolvidas por eles estão; conferentes, estivadores, atracadores, enlonadores, empilhadores, carregador de navio, entre outros.
A contribuição dos TPA´s é importante para uma expansão portuária sustentável. Atualmente, tais profissionais participam das reuniões do planejamento operacional. De acordo com o Diretor de Operações da EMAP, Gustavo Lago, a colaboração desses trabalhadores é determinante para que a operação portuária seja eficiente, ágil e segura. Percebe-se um profissional focado no crescimento e na qualificação e interessado em acompanhar a expansão do Itaqui, ressaltou.
Website: www.emap.ma.gov.br
Fonte : O Portal Porto Gente
Data : 30/01/2012
CNA DEBATE AGRICULTURA DE BAIXO CARBONO E REDUÇÃO DE EMISSÕES DE GASES POR DA REPORTAGEM *
Publicado em 01/30/2012 as
03:36 PM
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debate nesta terça-feira (31), na sede da entidade, em Brasília, os caminhos da agricultura de baixo carbono, prática que permitirá à agropecuária brasileira se consolidar como a maior e mais sustentável do planeta. O tema será discutido durante o seminário de lançamento do Guia da Agricultura de Baixo Carbono, primeiro de uma série de quatro encontros regionais organizados pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Banco do Brasil e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, fará a abertura do evento, que contará também com a presença do secretário-executivo do Mapa, José Carlos Vaz, e da conselheira da Embaixada Britânica, Stephanie Al-Qaq, além de especialistas e de produtores que tiveram experiências bem sucedidas com a adoção de práticas sustentáveis em suas propriedades, como o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli. Os seminários também servirão para esclarecer produtores, técnicos dos bancos e extensionistas sobre a obtenção das linhas oficiais de financiamento, que somam R$ 3,5 bilhões nesta safra, para a adoção de práticas que contribuam para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEEs) na atividade rural.
Fonte : O Portal Porto Gente
Data : 30/01/2012
EDITAL PARA MODERNIZAÇÃO DO CAIS DO PORTO DO RIO GRANDE DEVE SAIR EM FEVEREIRO
Publicado em 01/30/2012 as
03:36 PM
Ao divulgar os números da movimentação do porto em 2011, na última quinta-feira, 26, o superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, também falou de outros projetos para a área portuária. E informou que deve ser publicado no final de fevereiro o edital de modernização de 1.125 metros do cais público. Conforme ele, a previsão é que o início da obra ocorra em junho ou julho deste ano.
Lopes relatou ainda que está em conclusão o projeto executivo para pavimentação asfáltica da área do Porto Novo e que o projeto de expansão do porto para a Ilha do Terrapleno está orçado em R$ 4 bilhões. "Rio Grande é o único complexo portuário que pode construir um novo porto dentro dele", salientou. Mas ainda não há data prevista para execução desta proposta.
Fonte: Jornal Agora(RS)/Carmem Ziebell
Data : 30/01/21012
MOVIMENTAÇÃO DO PORTO RIO-GRANDINO CRESCE 9,99% EM 2011
Publicado em 01/30/2012 as
03:36 PM
O superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, apresentou, na última quinta-feira, os números da movimentação do porto rio-grandino em 2011. Segundo ele, o volume de cargas movimentadas no ano passado que foi de 30.483.228 toneladas, resultando em um crescimento de 9,99% em relação ao ano de 2010, quando a movimentação total chegou a 27.715.203 toneladas. Pelo tipo de navegação de mercadoria, foram registradas 2.169.090 toneladas por cabotagem, 23.824.934 toneladas por longo curso, 4.469.790 toneladas por navegação interior e 19.414 por trânsito.
O segmento de carga geral apresentou redução de 7.577.191 toneladas (2010) para 7.111.980 (2011). O maior crescimento foi registrado no segmento de granéis sólidos, que somou 19.652.579 toneladas em 2011 enquanto no ano anterior chegou a 16.463.557. No de granéis líquidos também houve aumento, ainda que menor: de 3.674.458 toneladas em 2010 passou para 3.718.669 no ano passado.
As principais mercadorias exportadas pelo porto gaúcho em 2011 foram soja em grão (5.979.193 toneladas), farelo de soja Lowpro (2.089.818), trigo (1.641.656) e arroz (1.039.262). Os principais países de destino das cargas exportadas foram China, Espanha, Holanda, Japão, França, Tailândia, Estados Unidos, Argélia, Bélgica e Vietnã. O principal produto exportado foi soja em grão, sendo que a maior parte foi para a China - 4.554.499 toneladas.
Já nas importações, as principais mercadorias foram uréia (792.140 toneladas), cloreto de potássio granulado (722.871), Fosfato cálcio natural (504.785) e ácido sulfúrico (344.587). As importações tiveram como principais países de origem Argentina, Marrocos, Lituânia, China, Estados Unidos, Egito, Chile, Uruguai, Alemanha e Canadá.
Dirceu Lopes disse que a expectativa para 2012, mesmo com a possível crise na Europa, é de continuidade do crescimento da movimentação com relação a este ano, considerando o trabalho para atração de cargas do Uruguai e da Argentina e as cargas de projetos (de parques eólicos e offshore) que o porto continuará recebendo.
A estiagem pode provocar um decréscimo nas exportações, pelos reflexos na safra agrícola, mas não deverá significar menor movimentação em geral porque as cargas de projetos compensarão esse decréscimo, segundo ele.
Ministro
Na próxima terça-feira, o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, estará em Rio Grande. Segundo Dirceu Lopes, ele fará uma visita técnica ao porto rio-grandino.
Fonte: Jornal Agora (RS)/Carmem Ziebell
Data : 30/01/21012
CERCA DE 10 MIL PESSOAS VISITARAM OS NAVIOS
Publicado em 01/30/2012 as
03:35 PM
Os quatro navios de guerras que estavam atracados no Porto de Paranaguá, no litoral do estado, receberam neste fim de semana cerca de 10 mil visitantes, de acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). As fragatas Niterói e Liberal, o navio tanque Almirante Gastão Motta e a corveta Frontin atracaram pela primeira vez ao mesmo tempo em Paranaguá trazendo, além das tripulações, os aspirantes da Escola Naval.
Os navios integram a Operação Aspirantex-12, que tem o propósito de realizar exercícios no mar de caráter militar, com a finalidade de aprimorar o treinamento e orientação dos aspirantes, bem como familiarizá-los com a vida no mar. As embarcações ficaram abertas ao público apenas neste sábado e domingo.
O Porto de Paranaguá pode ser uma boa opção de lazer para quem passa as férias no litoral do estado. O porto fica aberto à visitação pública aos sábados e domingos. Quem vem ao terminal pode conhecer a faixa de cais em um ônibus especial, acompanhado por monitores. Somente quando há navios da Marinha atracados no cais, são permitidas visitas à bordo. Em 2011, o Porto de Paranaguá recebeu 26 mil visitantes.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 30/01/2012
ITÁLIA - COSTA CONCORDIA DEVE FICAR NO LOCAL DE SETE A 10 MESES
Publicado em 01/30/2012 as
03:35 PM
O navio Costa Concordia, que tombou na costa da ilha de Giglio, na Itália, deverá permanecer no local de sete a dez meses antes de ser rebocado, segundo o chefe da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, neste domingo.
Segundo Gabrielli, serão necessários dois meses somente para saber o que fazer com a embarcação, antes de começar a desmontá-la ou rebocá-la por inteiro. Após essa análise, podem ser necessários até dez meses para a retirada completa do cruzeiro. A população local afirma que, caso o combustível seja removido, é possível aguentar as operações na costa durante mais nove meses.
Movimentação
Segundo a imprensa italiana, as condições do mar estão fazendo o cruzeiro se movimentar com maior intensidade que nos últimos dias. Os técnicos calcularam que nas últimas seis horas o casco se movimentou 3,5 centímetros, enquanto nos últimos dias ele deslizava dois ou três milímetros por hora.
Mas para as autoridades locais, o risco do navio deslizar a ponto de naufragar completamente é pequeno, já que a embarcação está estável com um dos lados repousados a 20 metros de profundidade. A previsão meteorológica aponta que o tempo continuará a piorar nos próximos dias.
O mau tempo e o mar agitado forçaram a suspensão dos trabalhos de resgate neste final de semane em Giglio. A retirada dos 2,3 mil toneladas de combustível do cruzeiro, que pode ser nocivo às espécies marinhas locais, também está parada e pode levar de 3 semanas a até um mês, segundo a companhia holandesa Smit, responsável pela operação.
Histórico
O Costa Concordia tombou para o lado no dia 13 de janeiro, após um desvio de rota e uma colisão com rochedos. O capitão da embarcação, Francesco Schettino, foi preso pelas autoridades italianas por múltiplas acusações, entre elas a de ter abandonado o navio antes da retirada completa das 4,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação.
No sábado, foi identificado o corpo da 17ª vítima do naufrágio: Erika Fani Soria Molina, uma peruana que trabalhava no cruzeiro. Quinze pessoas ainda seguem desaparecidas.
As condições do mar estão fazendo o cruzeiro se movimentar com maior intensidade que nos últimos dias
Paraná - Navios de guerra atraem cerca de 10 mil visitantes a Paranaguá
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 30/01/2012
MINISTRO DOS PORTOS VISITA OBRAS EM SANTOS NESTA SEGUNDA-FEIRA
Publicado em 01/30/2012 as
03:35 PM
Os ministros José Leônidas Cristino (Portos), Aldo Rebelo (Esportes) e Gastão Vieira (Turismo) virão a Santos, na segunda-feira, para visitar a área portuária do Valongo. A região é alvo de um projeto de revitalização em desenvolvimento pela Codesp e pela Prefeitura de Santos. Os três foram convidados para conhecer os antigos armazéns do cais e o plano de transformá-los em um complexo de turismo e lazer, pelo prefeito de Santos, João Paulo Papa.
O programa de revitalização acaba envolvendo as três pastas federais. A iniciativa prevê a recuperação da área portuária, setor administrado por Cristino. No local,como partedo complexo de lazer, será erguido um terminal para navios de cruzeiros (o segundo do Porto), o quejustifica a presença de Vieira. E essa instalação interessa a Rebelo. O Governo deseja usar embarcações desse tipo durante a Copa 2014, para complementar a infraestrutura hoteleira do País.
O prefeito de Santos defende que as obras de revitalização sejam agilizadas, especialmente a implantação do terminal de cruzeiros,e passem a integrar o Programa de Aceleração do Crescimento-Copa (PACCopa), que prevê investimentos
nos portos a fim de prepará-los para o evento esportivo.
Segundo a Secretaria de Portos, a visita ao Valongo ocorrerá às 15 horas. Mas a agenda do ministro dos Portos na região começará pela manhã. Às 10 horas, acompanhado de autoridades federais e municipais, além de diretores da Codesp, ele visitará as obras da Avenida Perimetral de Guarujá, na Margem Esquerda do Porto. Às 12 horas, conhecerá a instalação da Brasil Terminal Portuário (BTP), em construção na região do Saboó.
Logo depois, às 12h45, Leônidas Cristino seguirá para Prefeitura de Santos, onde participará de um almoço, a convite da administração municipal, juntamente com os ministros do Esporte edoTurismo. No Valongo, além de conhecerem os antigos armazéns, as autoridades vão passar pela Estação do Valongo e visitar as obras do Museu Pelé.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/01/2012
MEMÓRIA - NO MUSEU DO PORTO, UMA VIAGEM PELA HISTÓRIA DO CAIS
Publicado em 01/30/2012 as
03:35 PM
O Porto de Santos completará 120 anos na próxima quinta-feira. Mas, até hoje, são poucos os que sabem a história do maior complexo portuário da América Latina. Fatos importantes dessas 12 décadas podem ser conhecidos em uma visita a uma casa antiga de três andares, no bairro do Macuco, onde está o Museu do Porto.
Criada em 1º de setembro de 1989, como parte do Programa de Preservação do Patrimônio Histórico, do Ministério dos Transportes (que, na época, administrava os portos), a instalação fica ao lado da sede da Codesp, a Autoridade Portuária de Santos, na Avenida Rodrigues Alves. No local, estão em exposição cerca de 8 mil peças.
A aula de história começa com a observação das instalações do Museu. Os imóveis que abrigam o complexo cultural do Porto - o museu, a videoteca, a biblioteca e a hemeroteca - eram as residências dos engenheiros da Companhia Docas de Santos (CDS) responsáveis pela construção do cais santista, no final do século 19. Um deles era Guilherme Benjamin Weinschenk, que se dedicou ao desenvolvimento do projeto de logística do cais santista.
A CDS foi a empresa privada responsável pela construção e exploração do Porto de 1888 (ano em que os acionistas da empresa receberam a concessão e iniciaram a construção do cais) a 1980, quando a validade de sua concessão terminou e a função acabou repassada à Codesp.
As habitações de seus engenheiros acabaram revolucionando a forma de moradia da elite santista na época, contou o gerente do Complexo Cultural do Porto, Antonio Carlos da Mata Barreto.
"As casas (de Santos) chegavam à rua. A pessoa saía da calçada e já entrava na residência. Aqui não. Foi criada toda uma estrutura de jardinagem e recuo. As casas da Cidade eram cobertas com telha de cana. Já para a construção dessas casas (do Porto), foram importadas telhas do tipo plana. Elas foram denominadas telhas francesas porque vieram de Marselha", explicou Barreto, lembrando que mais tarde, o local abrigou a Guarda Portuária, antes de ser revitalizado para receber o Museu.
Atualmente, o imóvel tem seus cômodos ocupados com peças históricas, que vão desde o primeiro computador do País até uma cópia do decreto de 1890 que ampliou, para 90 anos, a concessão do Porto à CDS. Inicialmente, a autorização valia por apenas 39 anos.
Em um dos cômodos, foi remontado um dos antigos escritórios dos administradores da Docas de Santos
Peças
Antes mesmo de entrar no museu, é possível encontrar no jardim relíquias que remetem a capítulos marcantes da história do complexo. Um dos destaques é o bico de proa do navio Ais Giorgis, que naufragou no estuário de Santos, em 1974, depois de pegar fogo. A peça foi retirada do fundo do estuário há cerca de 30 anos.
A primeira locomotiva do Porto, que leva o nome de Lavoura, também está em exposição. O veículo era utilizado no transporte de blocos de pedra para a construção do cais, da Pedreira do Jabaquara até o complexo. A lancha Igara, que durante anos foi responsável pelo transporte de autoridades que vinham visitar o Porto, também pode ser vista. "Reis, presidentes e governadores passearam na embarcação", ressaltou Barreto.
Uma catraca, que ficava no antigo armazém de passageiros (o 15), também compõe a área externa. "A imigração do País passou por essa catraca", apontou o gerente.
No interior da casa, podem ser vistos objetos e fotos que marcaram época. Uma maquete com a estrutura do Porto, no início da sua implantação, encanta os visitantes no primeiro andar a ser visitado. Mais adentro, as peças estão expostas por setores.
No andar de cima, outras peças surpreendem. Mas uma delas se destaca. É um arquivo de madeira com 20 minigavetas, a princípio imperceptível. Nelas, estão as identificações de todos os funcionários da CDS, desde o número 1. "Temos desde o primeiro empregado até o último. Já vi muitas pessoas chorarem e depois trazerem a família para ver", afirmou Barreto.
O Museu do Porto fica na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, esquina com a Conselheiro João Alfredo, no Macuco. Ele funciona todos os dias, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A entrada é gratuita.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/01/2012
TRÁFEGO SEGUE NORMAL NAS VIAS INTERNAS DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/30/2012 as
03:35 PM
O tráfego de veículos segue normal nos arredores do Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini - Concais, e nas demais vias internas do Porto de Santos. Segundo a Guarda Portuária, não foram registradas ocorrências.
A pista norte da Anchieta tem o sentido invertido. No momento, o tráfego permanece tranquilo e com boa visibilidade em todos as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), que opera 2x8, com a subida da serra sendo feita pelas duas pistas da Imigrantes e pela norte da Anchieta. Para a descida da serra, o motorista utiliza apenas a pista sul da Anchieta.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/01/2012
DIRETOR-GERAL DA ANTAQ E DIRETOR DO MRE DISCUTEM APOIO ÀS ATIVIDADES DO BRASIL NA HIDROVIA PARAGUAI-PARANÁ
Publicado em 01/27/2012 as
01:03 PM
O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu hoje (25) em seu gabinete, em Brasília, o diretor do Departamento de América do Sul I do Ministério das Relações Exteriores (MRE), ministro João Luiz Pereira Pinto. Fialho e Pereira Pinto conversaram sobre a participação dos órgãos técnicos brasileiros, como a Agência, nas reuniões do Comitê Intergovernamental da Hidrovia Paraguai-Paraná e da Lagoa Mirim, que é integrado pelo Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
O diretor do MRE ressaltou a importância estratégica da hidrovia, salientando seu papel no crescimento da corrente de comércio brasileira no continente. Pereira Pinto informou que, no início de fevereiro, um subgrupo de trabalho do Comitê irá discutir, em La Paz, na Bolívia, a formação e a capacitação de fluviários. A ANTAQ será representada pelo gerente de Outorga e Afretamento da Superintendência de Navegação Interior, Walneon de Oliveira.
O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, reafirmou o alinhamento da Agência às atividades da diplomacia brasileira na área do transporte aquaviário. "Em várias oportunidades fomos testemunhas do trabalho sério e competente do Itamaraty para o aperfeiçoamento das relações diplomáticas e o crescimento da corrente de comércio do país. Nossa Agência está à disposição para colaborar no que for possível dentro da nossa área de competência com o Ministério", manifestou.
Fialho lembrou que, mesmo internamente, o país ainda está aquém do ideal na utilização das suas hidrovias. Apesar disso, afirmou que o setor vem crescendo nos últimos anos. "O mais difícil foi superar o preconceito, sobretudo o ambiental. Hoje, a sociedade está mais consciente de que as hidrovias são aliadas do meio ambiente, pois elas não existem sem rios sadios, sem a preservação das nascentes e das matas ciliares", destacou.
De acordo com o diretor-geral da ANTAQ, o rio brasileiro que apresenta o maior potencial comercial é o Tocantins. "O rio Tocantins é um Mississippi brasileiro. Sua transformação em hidrovia ampliaria significativamente a competitividade do país, pois ele corta o coração do Brasil, abrangendo uma grande região produtora de grãos", defendeu.
A reunião na Agência também contou com a participação do conselheiro do Itamaraty, Edelcio Ansarah, do superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, do gerente de Outorga e Afretamento da autarquia, Walneon de Oliveira, e do chefe da Assessoria Internacional, Pablo Santiago.
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 27/01/2012
LÍDER DO PMDB NO SENADO, RENAN CALHEIROS, QUER MANTER INDICADO NA TRANSPETRO
Publicado em 01/27/2012 as
01:03 PM
Brasília (AE) - Nervoso com a sinalização de que seu afilhado na presidência da Transpetro, Sérgio Machado, está na lista dos demissíveis da Petrobras, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), interrompeu as férias do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para criar uma frente pelo apadrinhado e apresentar seu arsenal de retaliação.
Lobão, que está nos Estados Unidos, informou que nem a presidenta Dilma Rousseff nem qualquer outro integrante do governo o procurara para falar de Transpetro. Da mesma forma, o vice-presidente Michel Temer também garantiu ao líder que a Transpetro está fora do radar das "mexidas" do Planalto. Ainda assim, o clima é de desconfiança e a única certeza é de que a eventual demissão de Machado abalaria a governabilidade no Senado.
Diferentemente da Câmara, onde o governo tem aliados e votos de sobra para aprovar seus interesses e barrar os problemas criados pela minguada oposição, a maioria governista entre os senadores é estreita. Ninguém tem dúvidas de que, sem o apoio do PMDB liderado por Calheiros, o governo não terá sossego no Senado.
A avaliação predominante no partido é de que, para tirar Machado da cadeira, só se houvesse a comprovação de um ato que o desabonasse como presidente da Transpetro. Mas um dirigente do PMDB diz que é preciso ficar alerta, "porque onde tem fumaça, há fogo".
Além de Machado, também figura na lista dos demissíveis do PMDB o superintendente da Sudene, Guilherme Rebouças, afilhado do ex-ministro da Integração nacional e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima.
Fonte: Tribuna do Norte (RN)
Data : 27/01/2012
ANP AUTORIZA EMPRESA DE EIKE BATISTA A EXPORTAR PETRÓLEO
Publicado em 01/27/2012 as
01:02 PM
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a OGX Petróleo e Gás, empresa do conglomerado de energia de Eike Batista, a fazer exportação de petróleo. A decisão foi publicada ontem, quinta-feira (26) no Diário Oficial da União. OGX estima que as importações poderão chegar a US$ 40 bilhões em 2015, podendo chegar a US$ 60 bilhões até 2020.
Neste mês, a MPX, que centraliza as empresas de energia do grupo empresarial de Eike Batista, firmou compromisso com a alemã E.ON para constituição de uma joint venture, que dará origem à maior companhia privada de energia do Brasil. A MPX e E.ON terão, cada uma, 50% de participação na joint venture. A MPX levantará ainda R$ 1 bilhão, por meio de um aumento de capital em que a E.ON participará com investimento de R$ 850 milhões.
Fonte: Economia SC
Data : 27/01/2012
TERMINAL PORTUÁRIO DE NAVEGANTES REGISTRA AUMENTO DE IMPORTAÇÕES EM 2011
Publicado em 01/27/2012 as
01:02 PM
Seguindo o crescimento de 24% das importações catarinenses, o Terminal Portuário de Navegantes, Portonave registrou aumento na entrada de produtos pelo terminal, alcançando 99.164 contêineres movimentados no ano, um aumento de 11% em relação a 2010.
O porto também registrou no ano de 2011, um total de 545.192 TEUs (unidade de medida que corresponde a um contêineres de 20 pés) movimentados entre importações e exportações.
O número coloca o terminal de Navegantes como o maior movimentador de contêineres de Santa Catarina e, integrado com o Complexo Portuário do Itajaí, o segundo maior movimentador do Brasil e o único complexo além de Santos, a figurar entre os 120 maiores movimentadores de contêineres do mundo.
Iceport
O Terminal Frigorífico de Navegantes S/A (Iceport) acumulou desdeo início das operações, durante a metade de fevereiro de 2011, cerca de 123 mil toneladas. A câmara permite armazenagem de cargas frias anexa ao terminal. A movimentação de carga por meio da Trading Company registrou um aumento de 144,3% em relação ao ano passado.
Fonte: Economia SC
Data : 27/01/2012
PETRÓLEO VAZA DE NAVIO DA PETROBRAS E ATINGE A PRAIA
Publicado em 01/27/2012 as
01:02 PM
O vazamento ocorreu na monoboia localizada a seis quilômetros da praia do Litoral Norte do Rio Grande do Sul
A manobra de descarregamento de um navio no Terminal Osório, em Tramandaí, pertencente à Transpetro, braço da Petrobras, resultou no vazamento de óleo no mar na manhã desta quinta-feira. O vazamento ocorreu na monoboia localizada a seis quilômetros da praia do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, a mais distante do terminal. Por volta das 18h, o óleo atingiu as areias.
Conforme a Transpetro, imediatamente após o ocorrido, equipes de contingência foram acionadas para iniciar os trabalhos de contenção e remoção. Ainda conforme a empresa, os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos também foram comunicados. "As causas estão sendo investigadas pela companhia. Ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado", disse a empresa em comunicado.
Segundo o comandante do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, que fez um sobrevoo no local do acidente na tarde desta quinta, informou às 16h ao Jornal do Comércio que era uma questão de tempo para o material chegar ao Litoral. Menos de duas horas depois, as areias da praia já estavam tomadas pela mancha escura. "Não temos uma noção exata, mas a mancha deve ter uns 800 metros de perímetro", afirmou o major. Informações posteriores davam conta de que a mancha teria de dois a quatro quilômetros de extensão. Na areia, o óleo tomou uma área de cerca de 3,5km. A Petrobras mobilizou em torno de 100 homens no trabalho de contenção.
À tarde, a secretaria do Meio Ambiente de Tramandaí não tinha informações detalhadas sobre o vazamento. De acordo com soldados da Brigada em Tramandaí, o cheiro do óleo já podia ser sentido na cidade. A patrulha ambiental pedia aos veranistas que não entrassem no mar, pelo menos enquanto não se tinha informações concretas sobre o dano. Salva-vidas foram orientados a retirar os banhistas que estivesse no mar.
A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) comunicou a Superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Porto Alegre, sobre o ocorrido. De acordo com o diretor de Pesca e Aquicultura da SDR, Ederson Silva, além da exploração do turismo na região, existem mais de 3,5 mil pescadores no Litoral Norte, sendo que mil dependem da pesca na orla marítima.
Fonte : Jornal do Comércio/RS
Data : 27/01/2012
PORTA-CONTÊINERES FICAM OCIOSOS
Publicado em 01/27/2012 as
01:01 PM
A redução do comércio internacional faz com que as empresas de navegação especializadas no transporte de contêineres enfrentem excesso de capacidade em relação à demanda. Essa realidade deixou ancorados nos portos, no início de janeiro, 246 navios ao redor do mundo, o equivalente a 595 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), ou 3,9% da capacidade de carga da frota mundial. Em abril, o percentual da frota ociosa pode chegar a 5,5%.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes e Fernanda Pires | Do Rio e de Santos
Data : 27/01/2012
ARMADORES TÊM 246 PORTA-CONTÊINERES PARADOS NOS PORTOS
Publicado em 01/27/2012 as
01:01 PM
As condições de mercado lembram um mar agitado, com ondas encrespadas
As condições de mercado lembram um mar agitado, com ondas encrespadas. E a atual situação de turbulência pode se agravar ainda mais, dependendo da evolução do cenário econômico, para um conjunto de grandes empresas de navegação especializadas no transporte de contêineres, cujo negócio depende dos humores do comércio internacional. As companhias do setor enfrentam excesso de capacidade em relação à demanda. Esta realidade deixou ancorados nos portos, no início de janeiro, 246 navios ao redor do mundo, o equivalente a 595 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), ou 3,9% da capacidade de carga da frota mundial, estimada em 15,4 milhões de TEUs.
Em abril, o percentual de frota ociosa pode subir para 5,5%, segundo projeção da alemã Hamburg Süd, maior armador de contêineres na Costa Leste da América do Sul. E não está descartado que a frota de porta-contêineres parada possa chegar a um nível semelhante ao registrado no fim de 2009, quando o mundo ainda sentia os efeitos da crise financeira do ano anterior. Entre outubro e novembro de 2009, 572 navios, ou 11,7% da frota, permaneceram fundeados em portos de diferentes países.
O cenário agora também é preocupante e exige ações dos armadores até porque os custos, sobretudo o combustível de navegação (bunker), item que pesa muito nas despesas do setor, continua a pressionar o caixa e afeta a rentabilidade das empresas. Até o dia 10 de janeiro o preço médio do bunker posto em Rotterdã, na Holanda, foi de US$ 674 por tonelada, 91% acima da média de 2009, de US$ 352 por tonelada. Para uma empresa como a Hamburg Süd, que utiliza dois milhões de toneladas de bunker por ano, esta alta representa acréscimo de custos com o combustível de US$ 644 milhões por ano.
Com a sobreoferta de espaço nos navios, os fretes caíram. Dados de mercado apontam que há cerca de três anos o frete de um contêiner de 40 pés com frango exportado do Brasil para a Europa estava cotado entre US$ 2,6 mil e US$ 2,7 mil. Hoje, com sorte, o armador consegue fechar o frete por US$ 2 mil. No caso do mesmo contêiner embarcado para a Ásia, a cotação caiu de aproximados US$ 4 mil para algo em torno de US$ 2,7 mil.
Julian Thomas, presidente do Centro Nacional de Navegação (Centronave), associação que reúne os armadores, acredita que poderá haver um reequilíbrio entre oferta e demanda, com recuperação nos valores dos fretes a partir de meados do segundo trimestre. "É uma opinião pessoal", disse Thomas, que também é o principal executivo da Hamburg Süd para o Brasil e Costa Leste da América do Sul. "É preciso reconhecer que a indústria de navegação tem responsabilidade na situação atual [de sobrecapacidade de oferta] uma vez que todo mundo foi construindo navios cada vez maiores", afirmou.
Frente a esse contexto, ganha força, desde o fim de 2011, a tendência de consolidação de serviços marítimos. São acordos operacionais em que os armadores racionalizam a frota e dividem entre si a capacidade de carga dos navios. Segundo Thomas, há espaço para esta consolidação também no mercado brasileiro. No fim de dezembro, a Hamburg Süd anunciou que, a partir de meados de janeiro, a empresa passa a fundir com a MSC dois serviços entre o Mediterrâneo e a Costa Leste da América do Sul que até então operavam separados e agora passarão a funcionar como um serviço comum.
Também em dezembro, a francesa CMA CGM, terceiro maior armador do mundo, fechou um acordo de cooperação com a concorrente MSC, segunda do ranking, que inclui rotas da América do Sul, da Ásia com o norte da Europa e da Ásia com o sul da África. "Estamos em um processo de reorganização, de racionalização com a MSC. Não sabemos quantas rotas serão englobadas", disse Marc Bourdon, diretor-geral da CMA CGM no Brasil. A medida integra estratégia da CMA CGM para reduzir custos globais por conta dos resultados negativos ainda derivados da crise de 2008.
"Não temos planos de fechar as linhas com o Brasil", disse o executivo. Segundo ele, a CMA CGM estuda inclusive aumentar o serviço com os Estados Unidos. "Não vamos colocar mais capacidade, mas vamos abrir novos destinos", afirmou Bourdon. Em setembro, antes de anunciar a parceira com a MSC, o armador francês havia anunciado plano para reduzir os custos anuais em US$ 400 milhões, com resultados esperados já em 2012.
O plano da CMA CGM inclui racionalização das linhas e da capacidade, renegociação de taxas de aluguel de navios e medidas para melhorar a eficiência das embarcações no consumo de combustível. Ao anunciar a parceira com a MSC, a CMA CGM disse esperar uma recuperação na demanda em 2012 liderada pelo persistente crescimento da indústria de navegação de contêineres. Esse crescimento, porém, vem desacelerando.
A "Alphaliner", uma das principais publicações especializadas no setor, indicou, na primeira edição de janeiro, que a frota de 246 navios parados no início deste mês retirou do mercado capacidade maior do que no mesmo período do ano passado. Agora foram cortados 595 mil TEUs em capacidade, quase 85% a mais do que os 322 mil TEUs que ficaram ociosos no começo de 2011, como resultado da fraca demanda na Europa e nos Estados Unidos.
O corte reduziu a capacidade total da frota ativa, que hoje situa-se próxima aos 15 milhões de TEUs. A Alphaliner estima que o crescimento da frota ativa, na comparação anual, situe-se em 6,2%, a menor taxa de crescimento anual desde fevereiro de 2010. Dados da Hamburg Süd indicam que no fim de 2012 a capacidade da frota pode chegar a 16,7 milhões de TEUs.
A dinamarquesa Maersk, líder no transporte de contêineres, também está promovendo ações. Lançou, em 2011, um novo conceito de serviço diário para atender o comércio entre a Ásia e o norte da Europa, chamado "Daily Maersk", que oferece partidas diárias e tempo de transporte fixo. A iniciativa é um esforço para racionalizar e tirar o máximo proveito no tráfego entre Ásia e Europa. No terceiro trimestre do ano passado, a Maerk registrou prejuízo de US$ 297 milhões.
Os resultados negativos não foram exclusividade da Maersk. De julho a setembro do ano passado, diversas grandes empresas internacionais de navegação de contêineres registraram prejuízo operacional antes de juros e impostos, o chamado EBIT.
A Maersk disse, via assessoria, que é importante que todos os armadores consigam manter alta utilização da capacidade para reduzir perdas. No Brasil, há mudanças nos serviços com Europa e Ásia, que tiveram redução da capacidade de cerca de 10%, estimou a empresa. "Por isso, esperamos recuperar os fretes em breve, em especial com o contínuo crescimento das importações. Isso é chave para garantir menores perdas e manter as opções de serviços no mercado", disse a empresa via email.
Outro exemplo de consolidação de serviços, anunciado em dezembro, foi a parceria entre seis grandes empresas que concordaram em criar uma das maiores redes de tráfego para contêineres entre a Ásia e a Europa. Fazem parte da rede, chamada de G6 Alliance, a Nippon Yusen Kaisha, Hapag-Lloyd AG, Orient Overseas Container Line, APL, Hyundai Merchant Marine e Mitsui O.S.K. Lines. A parceria vai contar com mais de 90 navios em nove serviços que atenderão mais de 40 portos na Ásia, Europa e Mediterrâneo.
"O principal neste momento é reduzir os custos de operação. Várias iniciativas têm sido percebidas principalmente por conta dos altos preços do bunker no mercado internacional", afirmou Arthur Bezerra, diretor comercial da japonesa NYK.
Muitos armadores adotaram o chamado "slow steaming", estratégia de reduzir a velocidade das embarcações para consumir menos combustível. Além disso, disse Bezerra, é preciso olhar mais criticamente a racionalização das escalas dos navios nos portos e reduzir custos portuários. Ele afirmou que uma das saídas é tentar uma abordagem mais forte e estreita com os terminais portuários para rever as tarifas. "Nesse aspecto a própria situação dos portos não ajuda, porque os terminais têm dificuldades na questão de acessos. Mas é um exercício que tem sido feito."
Fonte : Valor Econômico
Data : 27/01/2012
GABRIELLI DIZ QUE GRAÇA ESTÁ APTA A DIRIGIR A PETROBRAS
Publicado em 01/27/2012 as
01:01 PM
"A Graça vai tocar isso de ouvido", afirmou Sergio Gabrielli sobre os desafios que aguardam sua sucessora na presidência da Petrobras, ao mesmo tempo em que falava que vai "partir para outro estilo de vida", ontem em entrevista no Forum Mundial de Economia.
Para Gabrielli, o grande desafio da Petrobras "é levar a cadeia de fornecedores a investir para atender aos projetos da maior companhia da America Latina". "Tem de estimular o fornecedor do fornecedor do fornecedor", afirmou.
Ele recusa a ideia de relaxamento nas exigências de conteúdo nacional para a produção de equipamentos afim de atender a Petrobras. Diz que os problemas de atraso na entrega de sondas e outros equipamentos são todos internacionais, originários por companhias abaladas pela crise financeira. "A crise de 2008 e do euro afetou a Petrobras por ai, mas não a exigência do conteúdo local, que vai melhorar a situação", afirmou.
Para o executivo, a Petrobras precisará consolidar tambem as 50 redes temáticas nas universidades brasileiras para desenvolver pesquisas e atender a demandas tecnológicas dos fornecedores, por exemplo. Outro desafio será fazer a transferência de conhecimento e retenção de pessoal, quando se sabe que 52% dos funcionários da Petrobras tem menos de dez anos na empresa e que o mercado está aquecido e a busca por mão de obra qualificada é grande.
Com relação ao plano de investimentos até 2014, de US$ 225 bilhões, Gabrielli admite que a geração de caixa está pouco abaixo da prevista, por causa do câmbio e do aumento de custo inesperado. Por exemplo, se o preço do barril de petróleo estivesse em US$ 95, estaria gerando fluxo de caixa de US$ 140 bilhões mas, como todas as empresas de petróleo estão investindo e aqueceram o mercado, os custos tanto operacional como de investimento aumentaram.
Também acha que a Petrobras precisará de uma operação de financiamento um pouco diferenciada. Terá de buscar mais bancos não europeus para emissões de títulos de dívida, porque a captação está menor no velho continente. Outro caminho será buscar financiamento junto a bancos de desenvolvimento, desde o BNDES ao banco chinês e agências de crédito a exportação.
Nos próximos dois anos, a nova presidente vai comandar um plano de venda de ativos de US$ 14 bilhoes no mundo todo.
Indagado sobre a reação do mercado financeiro, que fez a ação da Petrobras valorizar 10% após o anúncio de sua substituição, o executivo disse que não foi nenhuma surpresa. Ele defende que investidores de curtíssimo prazo aproveitaram para ganhar dinheiro.
Gabrielli considera, em todo caso, que no curto prazo tudo o que a empresa tiver em caixa vai para investimentos, e não será geradora de dividendos. "Investir na Petrobras é investir no longo prazo." E nota que o preço da ação está barato. Estima que em quatro anos a Petrobras terá o equivalente a 30 bilhoes de barris de reservas. Como o valor de mercado da empresa hoje está em torno de US$ 169 bilhoes, isso significa US$ 5,3 por barril de reservada comprovada.
Gabrielli participou pela nona vez do Fórum Mundial de Economia. Ele esteve no encontro da "Comunidade de óleo e gás", fora do fórum, reunindo os dirigentes das empresas de petróleo. "Quem sabe venho ano que vem para atrair investidor para a Bahia", brincou.
Fonte: Valor Econômico/Por Assis Moreira | De Davos
Data : 27/01/2012
DILMA PREGA 'RENOVAÇÃO DE IDEIAS' CONTRA CRISE
Publicado em 01/27/2012 as
01:01 PM
Presidente critica "receitas fracassadas" que levaram à recessão; e chama de barbárie ação da PM em Pinheirinho
PORTO ALEGRE. Ao discursar ontem no Fórum Social Temático, em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff criticou o neoliberalismo e afirmou que os países da América Latina foram vítimas de "receitas fracassadas", nos anos 80 e 90 do século passado, que os levaram à recessão. Ela também defendeu a criação do estado da Palestina, o qual disse esperar que "possa constituirse brevemente", e saudou as relações do Brasil com os países vizinhos, com a África e o mundo árabe.
- Confesso que não fiquei satisfeita com os resultados (da reunião do G-20 em Cannes).
Não é fácil produzir novas ideias e alternativas quando estamos dominados por preconceitos políticos e ideológicos - afirmou a presidente.
Dilma continuou seu discurso, sob aplausos, afirmando que a América Latina já viveu momento semelhante ao vivido na Europa: - Conhecemos bem esta história: nos anos 80 e 90, confrontados com profundos desequilíbrios macroeconômicos, preconceitos políticos, preconceitos ideológicos que impingiram aos países da América Latina o modelo conservador que levou nosso país à estagnação, à perda de espaço democrático, soberano, aprofundando a pobreza, o desemprego e a exclusão social. Hoje, essas receitas fracassadas estão sendo propostas novamente na Europa.
Para a presidente Dilma, é preciso "desencadear um movimento de renovação de ideias" para "enfrentar os dias difíceis" vividos por grande parte da humanidade. Ela defendeu a importância dos movimentos que têm ido às ruas para protestar no mundo todo, considerando-os um "sintoma importante": - O mundo do pós-neoliberalismo não pode ser o do pós-democracia - disse ela, que finalizou lembrando da Rio + 20: - Eu tenho certeza: um outro mundo é possível.
Até o Rio de Janeiro.
Mais cedo, em reunião com os coordenadores do Fórum Social Mundial, Dilma criticou a ação da Polícia Militar de São Paulo na desocupação da comunidade de Pinheirinho, que chamou de barbárie.
Fonte : O Globo
Data : 27/01/2012
PRESIDENTE DA TRANSPETRO TAMBÉM VAI SER TROCADO
Publicado em 01/27/2012 as
01:00 PM
Dilma ainda planeja tirar mais cargos do polêmico PMDB e situação com o maior partido da base aliada fica tensa
l BRASÍLIA. A presidente Dilma Rousseff está disposta a comprar outras brigas com o PMDB, mesmo depois da insatisfação do seu principal aliado com as mudanças promovidas pelo governo no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e na Fundação Nacional da Saúde (Funasa). O Palácio do Planalto já comunicou à cúpula do PMDB a decisão de substituir o presidente da Transpetro, o peemedebista cearense Sergio Machado.
Ele está no cargo há nove anos. A alegação formal feita por Dilma é de que é preciso oxigenar a subsidiária da Petrobras controlada pelo partido.
Estão ainda na mira do Palácio do Planalto outros cargos de segundo escalão ocupados por indicação do PMDB na Petrobras e em outras estatais do setor.
Um que já tem sua saída dada como certa é o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que tem uma relação difícil com a nova presidente da estatal, Maria das Graças Foster, que será empossada dia 13.
- A troca no comando da Petrobras deverá desencadear outras mudanças fortes na estatal, por isso o PMDB deveria ficar mais atento a grandes movimentos do que a questões menores - disse um interlocutor da presidente Dilma.
Esse recado fora dado aos dirigentes do PMDB no meio da semana, quando o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, vociferava contra a demissão anunciada de Elias Fernandes Neto do Dnocs: o partido não deveria gastar tanta energia brigando por "coisas pequenas", pois aconteceriam outras trocas em cargos mais importantes ocupados por peemedebistas.
E a reação não poderia mais subir de tom.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), chegou a negar ontem rumores de que Sérgio Machado estaria deixando o comando da Transpetro. Disse que ele tem seu desempenho elogiado e continua com o apoio do partido para permanecer no cargo.
A aliados reclamou, no entanto, que alguns setores do governo estariam jogando para aumentar o clima de confronto dentro da base, com uma rearrumação nos cargos de segundo e terceiro escalões, já que a presidente não conseguiu promover uma reforma ministerial tão ampla como desejava.
As mudanças na Funasa continuam rendendo alfinetadas. Pelo Twitter, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) reagiu de forma indireta às reclamações de setores do PMDB, após ter conseguido emplacar um aliado seu para a superintendência da Funasa no Mato Grosso do Sul, depois de desalojar um indicado do PMDB.
"Tem partido, na base do governo, que me faz lembrar o filme "Dormindo com o Inimigo.
Com todo o respeito!"", postou o parlamentar petista no microblog, referindo- se à disputa que resultou na indicação de Pedro Luiz Teruel para o comando da fundação no estado.
- Em relação à Funasa, o acordo foi feito com o PMDB que apoiou a presidente Dilma, não com o PMDB que apoiou Serra - acrescentou Delcídio em entrevista, lembrando que os peemedebistas no Mato Grosso do Sul apoiaram a candidatura do tucano na disputa presidencial de 2010.
Aos auxiliares mais próximos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que, por ora, não há movimento para retirar do PMDB outras superintendências da Funasa. Hoje, de 11 superintendências da Funasa, seis estão com o PMDB; cinco alojaram indicações petistas.
Enquanto setores do PMDB lutam para manter espaços, os petistas aplaudem os recentes ajustes.
O PT respalda as mudanças promovidas por Dilma em sua equipe.
Fonte : O Globo
Data : 27/01/2012
CODESP RESGATA HISTÓRIA DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/27/2012 as
01:00 PM
Brasília, 26 de janeiro de 2012 - A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), promoverá no dia 2 de fevereiro, aniversário de 120 anos do Porto de Santos a apresentação do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural do Sistema Viário da Margem Direita do Porto. O trabalho desenvolvido abrange a história documentada do porto e sua região e a coletada através de depoimentos de trabalhadores portuários e cidadãos das regiões no entorno da Avenida Perimetral de Santos, editada no livro "Paisagens Culturais da Baia de Santos". O evento marcará ainda a inauguração do Museu Virtual do Porto de Santos.
Na ocasião, ocorrerá, também, a entrega ao prefeito e secretário municipal de educação de um kit contendo o livro, uma cartilha e a plataforma multimídia para acesso e interatividade através de mídias sociais para consulta, comunicação e cooperação. A cartilha bem como aulas digitais foram preparadas para professores e alunos e destinam-se a multiplicação e distribuição nas escolas públicas.
A solenidade está marcada para as 10 horas, do dia 02 de fevereiro, no auditório da Presidência da CODESP, na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, sem número, no bairro do Macuco em Santos.
120 ANOS DO PORTO
A data de 2 de fevereiro de 1892 marca a entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído, inaugurado com a atracação do cargueiro Nasmith, navio a vapor da armadora inglesa Lamport & Holt. Até então, o porto era constituído de trapiches de madeira erguidos em diversos pontos ao longo da bacia do estuário e às margens da antiga cidade.
Dentre esses trapiches, o da Estrada de Ferro, situado no chamado Porto do Bispo, na região do Valongo, era um dos principais ancoradouros , o mais próximo à estação da São Paulo Railway, e tornou-se o primeiro trecho de cais construído.
A obra representou a superação de grandes dificuldades técnicas, que durante muitos anos desafiaram a capacidade de realização dos brasileiros e levaram ao insucesso diversas tentativas anteriores de construção do porto, tanto de particulares como da então Província de São Paulo, que havia obtido, desde 1870, autorização para execução das obras.
Somente em 1886, um grupo liderado pelos brasileiros Cândido Gafrée e Eduardo Palassin Guinle obteve a concessão para construção exploração do Porto de Santos.
O empreendimento, sob a direção do engenheiro Benjamin Weinschenck, alcançou sucesso. O prazo de concessão foi, então, ampliado para 90 anos.
O Porto de Santos, que teve sua origem vinculada ao comércio do café, contribuiu para a melhoria das condições sanitárias da região, desempenhou papel preponderante no desenvolvimento industrial do estado de São Paulo e do Brasil e continua participando, expressivamente, nas transações comerciais efetuadas com o mercado externo - cerca de 26% da balança comercial do país é movimentada por Santos.
Além de toda importância para o desenvolvimento econômico, viabilizando o comércio marítimo a partir de Santos e do marco que se tornou para a engenharia portuária, a construção do Porto de Santos representou, ainda, a solução para o grande problema
de epidemias que assolavam a região devido, principalmente, à insalubridade que a área estuarina representava no final do século passado, juntamente com a enorme região de várzea na cidade.
O Porto de Santos sempre representou o papel do grande agente propulsor do desenvolvimento, influindo diretamente também na expansão econômica de todo planalto paulista, compondo, junto com a ferrovia, a primeira grande cadeia logística que viabilizou o comércio marítimo do café e permitiu a implantação e o desenvolvimento industrial e agrícola da principal região econômica do Brasil. Hoje, Santos, com cerca de 14 quilômetros de cais, concentra em sua área de influência cerca de 70 milhões de habitantes, 67% do PIB do país e 70% da balança comercial.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 27/01/2012
DE NAPOLEÃO À LEI 8.630 E OS PORTUÁRIOS BRASILEIROS
Publicado em 01/27/2012 as
01:00 PM
Por Federação Nacional dos Portuários
No século XIX, Napoleão Bonaparte, imperador da França, exercia seu domínio militar sobre toda a Europa. A única potência que ainda fazia frente ao seu poderio era a Inglaterra. Donos de uma poderosa frota naval, os ingleses o derrotaram na Batalha de Trafalgar, em 1805.
Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, que consistia em mantê-la isolada em sua ilha, sem contato comercial com outras nações. Nenhum país poderia comercializar com a Inglaterra, sob a ameaça de represália militar francesa. Como Portugal sempre foi um dos principais parceiros comerciais da Inglaterra, não desejava respeitar o bloqueio. Assim, aconselhada pelos ingleses, a família real portuguesa mudou-se com toda a corte para o Brasil. Em 1807, logo após a partida da família real, Napoleão invadiu Portugal.
Portugal não tinha como se defender dos franceses; precisava da proteção dos ingleses. Por isso, a Inglaterra solicitou a abertura dos portos brasileiros como condição para apoiar a fuga da família real. Portugal teve, então, de assinar um tratado que taxava em 15% as mercadorias dos navios ingleses.
O Imposto aplicado aos ingleses era menor que aquele aplicado às outras nações, incluindo Portugal. Assim, o comércio brasileiro ficou entregue aos ingleses durante muito tempo.
Em 1808, por meio de decreto real, os portos brasileiros foram abertos a todas as nações amigas que quisessem comercializar com a Colônia, fato que foi considerado o primeiro grande passo para a independência política e econômica do Brasil, apesar do domínio inglês.
Esta é a história antiga e oficial, de lá para cá as coisas mudaram e muito. Todo o sistema portuário nacional mudou com a Lei 8.630, de 1993. São dezenove anos de muita luta e persistência.
Tivemos que enfrentar mudanças profundas nas relações de trabalho com o advento da conteinerização das cargas, com a aquisição de equipamentos modernos, com a privatização das operações portuárias, com a figura do Operador passando a ser titular das operações portuárias, podendo inclusive definir o modelo de contratação dos trabalhadores e sendo responsáveis pela Gestão de Mão de Obra Avulsa com a criação dos Ogmos, e com as Administrações Portuárias passando a contar com os Conselhos de Autoridade Portuária (CAP).
Nós somos aqueles profissionais que trabalham nos portos como avulsos e empregados, usando luvas e capacetes, carregando e descarregando mercadorias, dirigindo guindastes e empilhadeiras, conferindo e pesando cargas, movimentando contêineres dentro e fora dos navios, fiscalizando entrada e saída de mercadorias e passageiros, também cuidamos da manutenção dos equipamentos, da segurança patrimonial do trabalho e do meio ambiente, da atracação dos navios, no controle alfandegário, na gestão portuária elaborando projetos de construção e no melhoramento da infraestrutura, e até mesmo, quando aposentados, continuamos vigilantes, ali nas cercanias dos portos brasileiros.
Esse trabalho é muito importante, pois é por meio do porto que se faz o exercício do comércio interno e externo, que redunda em divisas para o país e melhoria das condições de vida do povo gerando empregos e renda.
Alguns ficaram pelo caminho nesta batalha, mas a maioria continua na luta, tendo a certeza do seu papel para o crescimento da economia e consequentemente o crescimento do nosso país.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 27/01/2012
IMBITUBA COMEMORA DIA DO PORTUÁRIO
Publicado em 01/27/2012 as
01:00 PM
O Dia do Portuário, comemorado em 28 de janeiro, é uma data especial para o Porto de Imbituba, principalmente no começo do ano de 2012 em que o crescimento está mostrando resultados. Com um crescimento de aproximadamente 21% sobre 2011, batendo recorde de movimentação dos últimos 23 anos a Companhia Docas de Imbituba sente-se honrada em homenagear todos os trabalhadores portuários que são parte do conjunto que é responsável por este sucesso.
Os portuários são lembrados neste dia porque, em 28 de janeiro 1808, Dom João VI abriu os portos brasileiros às Nações Amigas possibilitando o comércio exterior, o que desencadeou a quebra do pacto colonial, de modo que o comércio não ficou mais restrito entre Brasil e Portugal. Hoje os trabalhadores dos portos de todo o país são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, de maneira que as condições de trabalho melhoraram, a partir da Lei de Modernização do Portos (Lei 8.630/93).
Jeziel Pamato, Administrador do Porto de Imbituba, que é filho e neto de portuários, acredita que a data é mais do que especial. "Em 2012 o Dia do Portuário acontece em um período em que temos apenas boas notícias sobre movimentação, linhas novas e investimentos em dragagem. Tudo isso vai trazer mais trabalho para Imbituba e é mais um motivo para comemorar. Cada portuário que atua no Porto é responsável pelo nosso crescimento. Cada pessoa, independente da função que exerça, é um agente de desenvolvimento", afirma.
O Presidente do Conselho de Autoridade Portuária, Gilberto Barreto, defende o trabalho qualificado e um ambiente de trabalho seguro. "É responsabilidade das Autoridades Portuárias e dos Operadores proporcionar a capacitação dos trabalhadores e dar-lhes oportunidade de acesso aos quadros permanentes das empresas. O Dia do Portuário é sempre um momento de reflexão para consciência da importância do comércio exterior e dos portos para a soberania de uma nação. E portuários somos todos nós que, em qualquer atividade, contribuímos para o desenvolvimento do porto", avalia.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 27/01/2012
APROVADOS 238,7 MILHÕES DE REAIS PARA ESTÂNCIAS TURÍSTICAS DE SÃO PAULO POR DA REPORTAGEM
Publicado em 01/27/2012 as
12:59 PM
* O Conselho de Orientação e Controle do Fundo de Melhoria das Estâncias (COC) aprovou projetos de 64 das 67 estâncias, que utilizarão os recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) para o ano de 2012. Os projetos somam 238,7 milhões dos 246,6 milhões de reais referentes ao orçamento deste ano, que o departamento deve disponibilizar para os municípios.
O COC, que tem a função de planejar, supervisionar e controlar a distribuição de recursos financeiros do Dade, analisou e aprovou ainda em sua primeira reunião, os projetos que utilizarão 96,5% dos recursos para 2012. As estâncias que tiveram seus objetos aprovados, agora deverão entregar ao departamento, projeto detalhado das obras, inclusive contemplando descritivo da utilização dos recursos. Após análise do Dade, as cidades deverão receber o dinheiro em até três parcelas, dependendo da dimensão e do valor obra.
Para o Secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Márcio França, a verba destinada às obras turísticas permite que cada prefeitura realize as melhorias necessárias para que se estimule o fluxo de turistas, "Investir nesse tipo de melhoria agrega valor ao potencial turístico das cidades, além de promover ganhos econômicos e sociais", diz.
A reunião do conselho, contou com as presenças dos membros Tércio Garcia, prefeito de São Vicente, Marisa de Souza, Prefeita de Socorro, Ana Lucia Bilard, Prefeita de São Luiz do Paraitinga, Elizabeth Correia, representante da Secretaria Estadual de Turismo, Rubens Emil Cury, representante da Casa Civil e Antonio Vaz Sernálha, representante da Secretaria da Fazenda.
Projetos
Entre os montantes aprovados, destaca-se o da cidade de Santos com 27,8 milhões de reais, destinados entre outras obras, para a revitalização do Jardim Botânico. O município do Guarujá teve aprovados 17,6 milhões de reais para melhorias na infraestrutura de vias turísticas nos bairros de Pernambuco, Perequê, Boa Esperança, Vila Aurea, Itapema, Jardins Santo Antônio e Primavera. Confira a lista aqui completa dos projetos aprovados pelo COC
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 27/01/2012
COSTA CONCORDIA - EMPRESA ANUNCIA INDENIZAÇÃO DE 11 MIL EUROS A PASSAGEIROS
Publicado em 01/27/2012 as
12:59 PM
Acidente na costa da Itália deixou 16 mortos
Os sobreviventes do cruzeiro Costa Concórdia, que naufragou em 13 de janeiro passado próximo à Ilha de Giglio, receberão cada um uma indenização de 11 mil euros (cerca de R$ 25,2 mil) mais os gastos, informou nesta sexta-feira (27) uma associação italiana de consumidores.
"O acordo diz respeito a 3.000 passageiros de 60 países, entre eles 900 italianos. Estimamos que 85% deles vão aderir ao acordo", afirmou um comunicado da ADOC, uma organização italiana de consumidores que integra o "Comitê de Náufragos do Concórdia", negociador do acordo com a empresa Costa Crociere.
Além da indenização de 11 mil euros por passageiros, incluindo as crianças que viajavam de graça, o acordo prevê o reembolso de 3.000 euros (cerca de R$ 6,9 mil) por pessoa para cobrir o preço da passagem do cruzeiro e os eventuais gastos de transporte ou médicos.
Os náufragos que ficaram feridos e as famílias dos passageiros que morreram não farão parte deste acordo, disse a associação.
O acidente deixou pelo menos 16 mortos.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 27/01/2012
RIO GRANDE DO SUL - IBAMA AVALIA DANOS CAUSADOS PELO VAZAMENTO DE ÓLEO
Publicado em 01/27/2012 as
12:59 PM
Vazamento de óleo ocorreu a cerca de seis quilômetros da costa
Ainda não é possível determinar o tamanho do estrago causado pelo vazamento de petróleo no mar de Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Mas é praticamente certo que haverá impacto ambiental, de acordo com o biólogo Kuriakin Humberto Toscan, da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Porto Alegre. Um levantamento completo será divulgado nos próximos dias.
"Por enquanto, estamos preocupados em minimizar o impacto para depois fazer uma avaliação mais precisa. Não foi um vazamento de grandes proporções, mas foi significativo. Há, sim, dano ambiental, isso não tem como negar", analisa Kuriakin, em entrevista ao G1.
Desde o início da noite, 150 funcionários da Transpetro, empresa responsável pela monoboia onde ocorreu o vazamento, trabalham manualmente na remoção do petróleo que chegou até à beira da praia de Tramandaí, sob supervisão do Ibama, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), do Comando Ambiental da Brigada Militar e da Defesa Civil.
Kuriakin estima que o óleo tenha atingido um trecho de aproximadamente cinco quilômetros de extensão da orla marítima, que vai da plataforma de pesca de Tramandaí até a Barra, na divisa com o município de Imbé. Por enquanto, o óleo não atingiu o balneário vizinho. "Acredito que praticamente todo o óleo tenha chegado à areia. Se ainda tem óleo no mar, é em pequena quantidade", diz o biólogo.
Até as 23h desta quinta-feira (26) não havia registros de mortes ou contaminação de animais marinhos ou de aves causadas pelo óleo, mas essa possibilidade não está descartada. Nesta sexta (27), o Ibama terá mais informações sobre os possíveis prejuízos na fauna. Outra preocupação do órgão é com o Rio Tramandaí. "O rio está no vazante, mas com o enchimento da maré, também pode ser atingido", projeta Kuriakin.
Assim que o petróleo começou a chegar até a praia, a Patrulha Ambiental orientou os veranistas a se retirarem da areia e isolou parcialmente a área para o trabalho de remoção. O comandante do pelotão de Tramandaí, tenente Reinaldo Araújo, pede aos veranistas que evitem entrar na água até os analistas terem mais informações sobre o vazamento.
O acidente ocorreu por volta das 12h, durante operação de descarregamento de um navio a cerca de seis quilômetros de distância da costa. Segundo a Transpetro, assim que o vazamento foi constatado, equipes de contingência iniciaram os trabalhos de contenção. Aviões derramaram no mar produtos químicos para tentar conter o óleo. Segundo nota oficial da companhia, ainda não é possível determinar o volume de óleo derramado nem as causas do acidente.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 27/01/2012
REFORÇO - MARINHA VAI INTENSIFICAR FISCALIZAÇÃO DE NAVIOS E PATRULHAMENTO NA COSTA
Publicado em 01/27/2012 as
12:59 PM
A Marinha do Brasil irá reforçar o patrulhamento da costa, especialmente no litoral de São Paulo, e a fiscalização dos navios que escalam nos portos nacionais, revelou o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, em entrevista exclusiva a A Tribuna. Essas medidas devem ser implantadas já nos próximos meses.
De acordo com o comandante, que esteve em Santos para participar das solenidades dos 466 anos da Cidade, "o aumento da presença da Marinha nos mares brasileiros" é uma necessidade diante do crescimento do tráfego marítimo (devido à ampliação do comércio exterior do País), em especial na costa paulista, onde está o Porto de Santos, o principal da Nação. Outro fator levado em conta é o incremento nas atividades do pré-sal na Bacia de Santos, no litoral da Região Sudeste.
"O movimento marítimo de Santos vai aumentar e a Marinha está atenta para se fazer presente em nossos mares", declarou o comandante.
Para intensificar a fiscalização nas embarcações, nos próximos meses, a Marinha contratará cerca de 30 inspetores navais. Atualmente, há 113 peritos em inspeção e vistoria de navios trabalhando nas unidades da Armada. Haverá reforço na equipe que atua no cais santista. "Eu não sei o número exato de quantos (inspetores) Santos vai receber, mas vai receber, pela sua própria importância"
Para reforçar a segurança na costa, a Marinha planeja ampliar sua frota de navios de patrulha oceânica, explicou o almirante-de-esquadra. Recentemente, duas embarcações desse tipo, construídas em estaleiros brasileiros, ficaram prontas e outras cinco estão sendo fabricadas, também por empresas nacionais. E a Armada já estuda a encomenda de mais 20 unidades. Todas essas, com capacidade para deslocar 500 toneladas (peso total da embarcação, incluindo sua carga).
O comandante também citou a compra de três navios de patrulha oceânica em estaleiros ingleses, cada um com capacidade para 1.800 toneladas, mais de três vezes a do modelo nacional. O primeiro deles será entregue até junho. O segundo ficará pronto no final do ano e o terceiro, entre abril e maio de 2013.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 27/01/2012
FUNCIONÁRIOS DO PORTO DE SANTOS IRÃO PARAR ATIVIDADES EM 8 DE FEVEREIRO
Publicado em 01/27/2012 as
12:58 PM
Os trabalhadores do Porto de Santos decidiram, em assembleia realizada na última terça-feira, que irão paralisar suas atividades por 24 horas em uma tentativa de pressionar o governo a negociar as reivindicações do setor. A paralisação está marcada para o dia 8 de fevereiro.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Administração Portuária, João de Andrade, a decisão foi tomada em conjunto com sindicatos de outros portos administrados pela Companhia Docas, que cuida dos portos de Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP), Paranaguá (PR), Natal (RN) e Vitória (ES), entre outros.
Andrade afirma que o sindicato irá enviar um documento com as reivindicações para as autoridades nos próximos dias. Se o governo não aceitar as propostas, os trabalhadores deverão entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 23 de fevereiro.
Segundo o vice-presidente, a pauta de reivindicações inclui o pedido para que o governo regularize a previdência social dos trabalhadores portuários, a profissionalização técnica da Companhia Docas e a assinatura dos acordos coletivos dos portuários que encontram-se em aberto desde 2011.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 27/01/2012
TEMPORADA 2011/2012 - VISION OF THE SEAS CHEGA AO PORTO DE SANTOS E DESEMBARCA 1.953 PESSOAS
Publicado em 01/27/2012 as
12:58 PM
O navio Vision of the Seas, da Royal Caribbean, atracou no Porto de Santos na manhã desta sexta-feira, e desembarcou 1.953 passageiros no Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini - Concais. A embarcação possui 289 passageiros em trânsito e deve embarcar mais 1.950 pessoas. O navio deixa o cais santista às 17 horas.
O Vision of the Seas fará um cruzeiro de sete noites, com paradas em Búzios (RJ), Salvador (BA) e Ilha Bela (SP).
Vison of the Seas segue para um cruzeiro de sete noites com paradas nos Estados do Rio de Janeiro e Bahia.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 27/01/2012
RICARDO VAI PEDIR AUDIÊNCIA COM DILMA PARA FALAR SOBRE O PORTO DE CABEDELO
Publicado em 01/26/2012 as
12:35 PM
O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, deputado Ricardo Marcelo (PSDB), anunciou na manhã desta terça-feira (25), que vai lutar para tentar marcar uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para poder discutir os problemas que pairam sobre o Porto de Cabedelo.
Segundo o parlamentar, a audiência é em caráter urgente, visto que o Porto está estagnado desde a inauguração.
"É inaceitável que o Porto de Cabedelo continue nessa situação, ou seja, da mesma maneira que foi inaugurado, sem nenhum melhoramento, e isso é algo que não podemos aceitar, estamos travando essa luta hoje para trazer os benefícios que o porto precisa para alavancar a economia do Estado", destacou.
Marcelo destacou que o Porto é o principal responsável pela exportação de manufaturados e também pela exportação da Paraíba, inclusive no setor agropecuáro e na qualidade de legislador, presidente da ALPB, vai lutar, ao lado do Governo do Estado para transformar em realidade os avanços no setor portuário da Paraíba.
"O governo do Estado é o principal interlocutor desse assunto e nós, da Assembléia, como legislativos, iremos cobrar ações e mobilizar a parte política", assegurou.
Ainda na reunião desta terça-feira, diversas lideranças políticas da Paraíba estiveram presentes para assegurar a união em torno dos avanços de Cabedelo, a exemplo da deputada federal Nilda Gondim (PMDB), do senador Cícero Lucena (PSDB), do presidente da Companhia Docas, da Capitania dos Portos e além de diversos setores representativos da sociedade civil e organizada da Paraíba.
Fonte: PB Agora/Henrique Lima
Data : 26/01/2012
PORTO SECO DE CAXIAS RECEBE EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS DA HOLANDA
Publicado em 01/26/2012 as
12:34 PM
Com a expectativa de ampliar em 15% as demandas de comércio internacional em 2012, o Porto Seco de Caxias acaba de colocar em operação os novos equipamentos que agilizarão os serviços de movimentação de cargas e contêineres.
São duas empilhadeiras, uma (reach stacker) para uso de movimentação de contêineres de exportação e importação, com capacidade para 45 toneladas, e outra para deslocamento de cargas, com capacidade para 16 toneladas. As novas máquinas chegaram no final de dezembro da Holanda e exigiram investimento de R$ 1,3 milhão, parte deles financiados. Elas reforçam a estrutura da também chamada Estação Aduaneira de Interior, que em 2011 movimentou 5,9 mil contêineres em mercadorias. Com os equipamentos, o Porto Seco amplia em 40% sua capacidade.
Tendência também no país, as importações superam as exportações. Entre os principais produtos exportados pelo Porto Seco estão ônibus desmontados, chassis para ônibus e veículos. Já as importações envolvem autopeças, matérias-primas para a indústria metal-mecânica, automotiva, moveleira e ainda máquinas e equipamentos para os setores metal-mecânico, têxtil, moveleiro e vinícola.
O Porto Seco movimenta em torno de 500 contêineres ao mês. África do Sul, Argentina, Colômbia e México estão entre os principais destinos de exportação da Serra. Lideram a origem das importações China, Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e Taiwan.
Fonte:Zero Hora
Data : 26/01/2012
NOVOS EQUIPAMENTOS MODERNIZAM A OPERAÇÃ NOS PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA
Publicado em 01/26/2012 as
12:34 PM
Nos próximos dois meses, quatro operadores portuários dos portos de Paranaguá e Antonina irão investir aproximadamente R$ 45 milhões na aquisição de novos guindastes para descarga de granéis sólidos e manutenção dos demais equipamentos existentes. Ao todo, serão adquiridos quatro novos guindastes, sendo três para serem instalados em Paranaguá e um em Antonina. Serão investidos cerca de R$ 45 milhões na compra de guindastes que irão duplicar a capacidade de descarga de granéis sólidos em Antonina e modernizar as operações no Porto de Paranaguá. _ Assessoria de Imprensa.
Os novos equipamentos irão modernizar a operação no Porto de Paranaguá e duplicarão a capacidade de desembarque de granéis sólidos do Porto de Antonina.
"Com a instalação de mais um guindaste em Antonina, poderemos movimentar até 2,5 milhões de toneladas de fertilizantes por lá, aumentando a movimentação na cidade, o que vai gerar mais renda e desenvolvimento ao município", afirmou o superintendente dos portos, Airton Vidal Maron.
Em 2011, foram 1,54 milhão de toneladas de produtos movimentados pelo Porto de Antonina, registrando um aumento de 400% em relação ao ano anterior. Os portos paranaenses fecharam 2011 mais uma vez na liderança nacional na importação de fertilizantes, sendo responsáveis por 50% do adubo que chega ao país. No ano passado, foram 8,5 milhões de toneladas de fertilizantes importados pelos portos de Paranaguá e Antonina.
Contêineres - Até o final de fevereiro, entram em operação no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), oito novos equipamentos de grande porte. Eles integram o projeto de ampliação do terminal. Ao todo, estão sendo investidos R$ 185 milhões para ampliar a capacidade de movimentação.
Além dos equipamentos, o terminal de contêineres será expandido em 315 metros, para abrigar o terceiro berço dedicado a operações deste tipo. Com isso, será possível aumentar a capacidade operacional de contêineres em até 50%, passando dos atuais 800 mil TEUs/ano para 1,2 milhão de TEUs/ano.
Fonte: Portal Portos e Navios - Ascom Codesp
Data : 26/01/2012
CODESP RESGATA HISTÓRIA DO PORTO
Publicado em 01/26/2012 as
12:34 PM
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), promoverá no dia 02 de fevereiro, aniversário de 120 anos do Porto de Santos a apresentação do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural do Sistema Viário da Margem Direita do Porto. O trabalho desenvolvido abrange a história documentada do porto e sua região e a coletada através de depoimentos de trabalhadores portuários e cidadãos das regiões no entorno da Avenida Perimetral de Santos, editada no livro "Paisagens Culturais da Baia de Santos". O evento marcará ainda a inauguração do Museu Virtual do Porto de Santos. _ Assessoria de Imprensa.
Na ocasião, ocorrerá, também, a entrega ao prefeito e secretário municipal de educação de um kit contendo o livro, uma cartilha e a plataforma multimídia para acesso e interatividade através de mídias sociais para consulta, comunicação e cooperação. A cartilha bem como aulas digitais foram preparadas para professores e alunos e destinam-se a multiplicação e distribuição nas escolas públicas.
A solenidade está marcada para as 10 horas, do dia 02 de fevereiro, no auditório da Presidência da CODESP, na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, sem número, no bairro do Macuco em Santos.
120 ANOS DO PORTO
A data de 2 de fevereiro de 1892 marca a entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído, inaugurado com a atracação do cargueiro Nasmith, navio a vapor da armadora inglesa Lamport & Holt. Até então, o porto era constituído de trapiches de madeira erguidos em diversos pontos ao longo da bacia do estuário e às margens da antiga cidade.
Dentre esses trapiches, o da Estrada de Ferro, situado no chamado Porto do Bispo, na região do Valongo, era um dos principais ancoradouros , o mais próximo à estação da São Paulo Railway, e tornou-se o primeiro trecho de cais construído.
A obra representou a superação de grandes dificuldades técnicas, que durante muitos anos desafiaram a capacidade de realização dos brasileiros e levaram ao insucesso diversas tentativas anteriores de construção do porto, tanto de particulares como da então Província de São Paulo, que havia obtido, desde 1870, autorização para execução das obras.
Somente em 1886, um grupo liderado pelos brasileiros Cândido Gafrée e Eduardo Palassin Guinle obteve a concessão para construção exploração do Porto de Santos.
O empreendimento, sob a direção do engenheiro Benjamin Weinschenck, alcançou sucesso. O prazo de concessão foi, então, ampliado para 90 anos.
O Porto de Santos, que teve sua origem vinculada ao comércio do café, contribuiu para a melhoria das condições sanitárias da região, desempenhou papel preponderante no desenvolvimento industrial do estado de São Paulo e do Brasil e continua participando, expressivamente, nas transações comerciais efetuadas com o mercado externo - cerca de 26% da balança comercial do país é movimentada por Santos.
Além de toda importância para o desenvolvimento econômico, viabilizando o comércio marítimo a partir de Santos e do marco que se tornou para a engenharia portuária, a construção do Porto de Santos representou, ainda, a solução para o grande problema
de epidemias que assolavam a região devido, principalmente, à insalubridade que a área estuarina representava no final do século passado, juntamente com a enorme região de várzea na cidade.
O Porto de Santos sempre representou o papel do grande agente propulsor do desenvolvimento, influindo diretamente também na expansão econômica de todo planalto paulista, compondo, junto com a ferrovia, a primeira grande cadeia logística que viabilizou o comércio marítimo do café e permitiu a implantação e o desenvolvimento industrial e agrícola da principal região econômica do Brasil. Hoje, Santos, com cerca de 14 quilômetros de cais, concentra em sua área de influência cerca de 70 milhões de habitantes, 67% do PIB do país e 70% da balança comercial.
Fonte: Portal Portos e Navios - Ascom Codesp
Data : 26/01/2012
ANGOLANA ANUNCIA DESCOBERTA NO PRÉ-SAL DA BACIA DE CAMPOS
Publicado em 01/26/2012 as
12:33 PM
DO RIO - A Sonangol Starfish, resultado da compra da brasileira Starfish pela angolana Sonangol, descobriu indícios de petróleo no pré-sal da bacia de Campos, no bloco C-M-622. Outro poço já havia sido perfurado anteriormente no mesmo bloco, em profundidade maior, mas sem sucesso.
A empresa informou à ANP (Agência Nacional do Petróleo) que encontrou indícios de petróleo em dois reservatórios com a perfuração de apenas um poço, o 6STAR24PRJS, nas profundidades de 4.700 metros e 5.200 metros, segundo informações da companhia. O poço foi denominado Gaivota.
A Sonangol Starfish é a sexta produtora de petróleo no Brasil, de acordo com ranking da ANP, com produção de 832 barris diários e 1,6 milhão de metros cúbicos de gás natural.
A Starfish originalmente era composta por ex-funcionários da Petrobras e produzia petróleo em blocos terrestres.
A empresa foi adquirida pela petrolífera angolana em 2010 por US$ 200 milhões.
Fonte: Folha de São Paulo
Data : 26/01/2012
CONTRA IMPORTAÇÕES, CENTRAIS E FIESP ORGANIZAM PARALISAÇÃO
Publicado em 01/26/2012 as
12:33 PM
Parte dos trabalhadores da indústria paulistana podem cruzar os braços por um dia logo após o Carnaval, na última semana de fevereiro, em protesto contra a forte entrada de produtos manufaturados importados. Os industriais liderados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não devem se incomodar - pelo contrário, a greve geral deve contar com a boa vontade dos empresários. O comércio varejista pode acompanhar. O arranjo dessa manifestação será fechado hoje, em São Paulo, em duas reuniões entre empresários e sindicalistas.
Na primeira reunião, de manhã, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, discute os planos da greve geral na capital paulista com os presidentes de cinco centrais sindicais, capitaneadas pela Força Sindical, e pelo maior sindicato da capital, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em seguida, os sindicalistas, desta vez liderados pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), serão recebidos pelo empresário Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Os encontros vão envolver empresários e os líderes das centrais Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB. Os sindicalistas representam na capital 420 mil metalúrgicos, 480 mil comerciários, 35 mil prestadores de serviços em software e processamento de dados, 80 mil motoristas de ônibus, além dos trabalhadores nas indústrias têxtil e de confecções, entre outros. Os industriais estão "inclinados" a apoiar a greve geral dos sindicalistas, segundo uma fonte ligada à Fiesp. O apoio, se confirmado, pode caracterizar um locaute. "Os importados estão reduzindo nosso ímpeto de contratações e mesmo reduzindo produção e, portanto, também resultando em demissões", diz o industrial.
O protesto será concentrado na avenida Paulista, onde os sindicalistas esperam concentrar os trabalhadores com cartazes anti-importações. "O salário mínimo sobe forte e impulsiona os salários no mercado de trabalho como um todo, mas esse gás no consumo tem sido crescentemente convertido no consumo de importados", afirma Miguel Torres, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
Em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% sobre o mês anterior no emprego industrial. O pior resultado foi apurado em São Paulo, que registrou forte queda de 3,7% entre outubro e novembro - 15 dos 18 setores pesquisados pelo IBGE registraram corte de pessoal. De janeiro a novembro, a indústria aumentou a produção em apenas 0,4%, de acordo com o IBGE.
Fonte: Valor Econômico/Por João Villaverde | De Brasília
Data : 26/01/2012
GOVERNO SEMPRE MANDOU, DIZ GABRIELLI
Publicado em 01/26/2012 as
12:32 PM
José Sergio Gabrielli afasta com um argumento burocrático a interpretação de que saiu da presidência da Petrobras para que a presidente Dilma Rousseff tivesse maior controle sobre a companhia, por meio da indicação de uma amiga pessoal, Graça Foster.
"O governo sempre teve e sempre terá o controle sobre a Petrobras, porque é majoritário no Conselho que decide as políticas da companhia", afirmou Gabrielli ontem em Davos, cidade suíça em que é uma das raras autoridades brasileiras presente ao encontro anual do Fórum Econômico Mundial.
Ele reforçou o argumento lembrando que os projetos da empresa já estão aprovados até 2014, o que significa que a nova presidente só executará uma programação já decidida -e aprovada, obviamente, pelo governo Dilma.
CAPITALISMO DE ESTADO
A tese de Gabrielli, exposta a jornalistas brasileiros, acabou encontrando eco pouco depois na voz de Lorenzo Mendoza, executivo-chefe do grupo Polar, um dos principais da Venezuela e que se encontra em permanente confronto com o governo Hugo Chávez.
Mendoza aproveitou discussão sobre a emergência do chamado capitalismo de Estado para apontar os riscos do modelo, pensando em seu próprio país, em que há mais Estado que capitalismo.
Depois de ouvir a Petrobras ser citada como bom exemplo de capitalismo de Estado, Lorenzo Mendoza afirmou: "Ninguém tem a menor dúvida de que o governo do Brasil tem a última palavra sobre a companhia".
Gabrielli contou que sua saída da Petrobras já havia sido definida há um ano e meio, ainda no governo Lula, portanto, para que voltasse à Bahia. Mas o que, exatamente, vai fazer no governo baiano ainda não está definido, segundo ele próprio. Como é natural, Gabrielli nega que será candidato ao governo em 2014, outra eventual explicação para a troca de comando na Petrobras.
Como 2014 está muito longe, a Folha disse a Gabrielli que as explicações que estava dando para a saída não colavam. Ele adicionou então mais um argumento.
"Sou o presidente mais longevo da Petrobras", afirmou, lembrando que faz seis anos e nove meses que comanda a principal empresa brasileira.
Era tempo, portanto, conforme contou depois em um debate sobre a América Latina, de trocar a atividade empresarial pela política.
Fonte: Valor Econômico/CLÓVIS ROSSI/ENVIADO ESPECIAL A DAVOS
Data : 26/01/2012
INDÚSTRIAS FINANCIARÃO PROJETOS SUSTENTÁVEIS
Publicado em 01/26/2012 as
12:32 PM
As federações de indústrias do Rio de Janeiro e de São Paulo, mais a iniciativa privada, vão financiar um projeto para promover iniciativas sustentáveis em cidades do mundo todo durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho na capital fluminense.
A ideia é que representantes municipais do planeta apresentem inovações tecnológicas e troquem experiências para alavancar um desenvolvimento que respeite o ambiente.
A reunião para tratar dos últimos detalhes da iniciativa, fechada para a imprensa, ocorreu no Palácio do Itamaraty, no centro do Rio, na presença do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota; representantes da Prefeitura do Rio; Fundação Roberto Marinho; Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
De acordo com Patriota, o local servirá de convergência para os diferentes setores da sociedade debaterem formas de conciliar o desenvolvimento social com o econômico e o ambiental.
"Nosso lema é desenvolver, incluir e conservar, e o Brasil tem muito a oferecer nessas três áreas. E esse espaço pode ser um local privilegiado para ilustrarmos o que está sendo feito, levantarmos questões para o futuro, além de ser uma construção provisória que coloca em evidência a beleza do Rio de Janeiro", declarou o ministro.
Fonte: Diário de Cuiabá/Da Agência Brasil - Brasília
Data : 26/01/2012
MINISTÉRIO DA PESCA EXPLICA REPASSE DE VERBA
Publicado em 01/26/2012 as
12:32 PM
O Ministério da Pesca e Aquicultura reafirmou, ontem, que a conclusão do Terminal Pesqueiro Público de Natal, considerado um dos maiores do Nordeste, é uma prioridade do governo Dilma. O Ministério, segundo assessoria de comunicação, só não liberou o restante da verba, porque o governo do estado está inscrito no Cadastro Único de Convênio (Cauc) devido a inadimplências financeiras ou de procedimentos. Ontem, havia cinco pendências relacionadas ao Rio Grande do Norte. A transferência de recursos é vetada quando estados e municípios se encontram nesta situação.
"O RN está apto a receber a segunda parcela (do convênio assinado em julho de 2010 com vigência até maio de 2012). Ocorre que o governo do estado está no Cauc por pendências na aplicação constitucional das verbas para Educação e pendências na regularização de prestação de contas de outro convênio, o que impossibilita o repasse imediato dos recursos", informou o Ministério, através de sua assessoria. O MPA emitiu posicionamento após a Tribuna do Norte publicar matéria sobre a paralisação das obras do Terminal Pesqueiro na edição de ontem, quarta-feira.
As obras estão paradas há um ano. A Constremac Construções, empreiteira paulista que venceu a licitação para construir o terminal, não recebe desde janeiro de 2011. A dívida com o governo do Estado já chega a R$ 6 milhões. Edno Lima, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da empresa, diz não ter recebido nenhuma proposta de pagamento nos últimos meses. A empreiteira precisa desocupar o terreno cedido pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) até o dia 31 e já derruba o canteiro de obras. O complexo, que deveria ter sido entregue em 2010, beneficiaria 200 mil pessoas, segundo o então governador Iberê Ferreira de Sousa, que inaugurou a obra inacabada. Prevista para 2010, a conclusão já foi adiada várias vezes. A Secretaria Estadual de Infraestrutura, responsável pelo projeto, diz aguardar análise da prestação de contas do convênio e preferiu não fixar novos prazos. Mas segundo o MPA, "a prestação de contas está analisada desde o final de 2011".
De acordo com o Ministério, o valor total do convênio é de R$ 14,3 milhões. Deste total, o MPA liberaria R$ 12,8 milhões. O restante seria a contrapartida do governo do estado. O primeiro repasse, de R$ 8.522.831,91, foi efetuado ainda em julho de 2010. Ainda restam três repasses. Segundo informou, através de sua assessoria, "o MPA estará pronto para reiniciar os repasses tão logo o Governo do estado regularize sua situação". Os recursos já estão assegurados.
A equipe de reportagem tentou entrar em contato com Obery Rodrigues, secretário de Planejamento, e Miguel Josino, procurador geral do estado, que tenta solucionar os problemas de pela via judicial, para que detalhassem as pendências e informassem quando seriam sanadas, mas não obteve êxito. Eles não atenderam as ligações. Benito Gama, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), afirmou, num primeiro momento, que problema não seria o Cauc. Depois de alguns minutos de entrevista, voltou atrás: "pode até ser que seja...".
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal
Data : 26/01/2012
GOVERNADOR DO AM NEGA EXISTÊNCIA DE 'PORTOS FANTASMAS'
Publicado em 01/26/2012 as
12:32 PM
O governador do Amazonas Omar Aziz (PSD) negou na manhã de ontem, quarta-feira (25), que existam obras fantasmas entre os 15 projetos de portos no Amazonas. A informação que foi repassada pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amazonas (Dnit-AM), Afonso Lins Jr , a reportagem do jornal Acrítica desta quarta, foi remetida pelo governador a falta de acompanhamento do Departamento junto aos projetos.
Aziz explicou durante entrevista coletiva no estaleiro Erin, na zona Oeste de Manaus, que as obras estão com atrasos, mas que os considera normal para projetos de "grande porte". Irritado o governador avisou que pretende impetrar "medidas cabíveis" contra Afonso Lins, "se comprovar de fato as afirmações irresponsáveis".
"Ele me encaminhou uma nota afirmando que não falou em obras fantasmas. Se de fato o superintendente do Dnit, afirmou à existência de obras fantasmas ele terá que provar judicialmente", declarou Aziz.
O governador explicou que o contrato firmado pelo Governo do Amazonas com o Governo Federal prevê a construção de portos nos municípios de Codajás, Canutama, Beruri, Tapauá, Iranduba, Barreirinha, Novo Airão, Itapiranga, Careiro da Várzea, Carauari, Itamaraty, Eirunepé, Guajará, Ipixuna e São Gabriel da Cachoeira, e que do valor R$ 253.569.526,72 do contrato R$ 168.842.309,78, foram repassados para as empresas responsáveis pelas obras.
Ele explicou que encontra dificuldades em entregar os portos por conta dos problemas relacionados ao clima e a logística do Estado. Mas, disse que ate o fim de 2012 os terminais estarão entregues. Aziz ressaltou ainda, que tem evitado aceitar aditivos nas obras orçadas em R$ 261,6 milhões.
"Esses são projetos caros, e não é fácil lidar com tantas cifras. Temos tentado ao máximo acréscimo financeiro aos projetos. Só no porto apontado como fantasma estão comprometido R$ 18,5 milhões dos quais já efetuamos o pagamento de ao menos R$ 11 milhões", disse, enfatizando que o Dnit não é o departamento mais indicado para cobrar efetividade na conclusão de promessas.
"Eles não conseguem administrar o porto da Ceasa, os outros sob a responsabilidade deles também vivem dando problemas, a exemplo do porto de Parintins que afundou, meses depois de inaugurado", disse, alfinetando "Por sinal estamos esperando muitas coisas desse órgão. Cadê a BR 319?".
Fonte: A Crítica (Manaus)/JOELMA MUNIZ
Data : 26/01/2012
NOVOS EQUIPAMENTOS MODERNIZAM OPERAÇÃO NOS PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA
Publicado em 01/26/2012 as
12:31 PM
Brasília, 25 de janeiro de 2012 - Nos próximos dois meses, quatro operadores portuários dos portos de Paranaguá e Antonina irão investir aproximadamente R$ 45 milhões na aquisição de novos guindastes para descarga de granéis sólidos e manutenção dos demais equipamentos existentes. Ao todo, serão adquiridos quatro novos guindastes, sendo três para serem instalados em Paranaguá e um em Antonina. Serão investidos cerca de R$ 45 milhões na compra de guindastes que irão duplicar a capacidade de descarga de granéis sólidos em Antonina e modernizar as operações no Porto de Paranaguá.
Os novos equipamentos irão modernizar a operação no Porto de Paranaguá e duplicarão a capacidade de desembarque de granéis sólidos do Porto de Antonina.
"Com a instalação de mais um guindaste em Antonina, poderemos movimentar até 2,5 milhões de toneladas de fertilizantes por lá, aumentando a movimentação na cidade, o que vai gerar mais renda e desenvolvimento ao município", afirmou o superintendente dos portos, Airton Vidal Maron.
Em 2011, foram 1,54 milhão de toneladas de produtos movimentados pelo Porto de Antonina, registrando um aumento de 400% em relação ao ano anterior. Os portos paranaenses fecharam 2011 mais uma vez na liderança nacional na importação de fertilizantes, sendo responsáveis por 50% do adubo que chega ao país. No ano passado, foram 8,5 milhões de toneladas de fertilizantes importados pelos portos de Paranaguá e Antonina.
Contêineres - Até o final de fevereiro, entram em operação no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), oito novos equipamentos de grande porte. Eles integram o projeto de ampliação do terminal. Ao todo, estão sendo investidos R$ 185 milhões para ampliar a capacidade de movimentação.
Além dos equipamentos, o terminal de contêineres será expandido em 315 metros, para abrigar o terceiro berço dedicado a operações deste tipo. Com isso, será possível aumentar a capacidade operacional de contêineres em até 50%, passando dos atuais 800 mil TEUs/ano para 1,2 milhão de TEUs/ano.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 26/01/2012
PARAÍBA NÃO QUER DEPENDER DO PORTO DE SUAPE
Publicado em 01/26/2012 as
12:28 PM
O senador Vital do Rêgo e a deputada licenciada Nilda Gondim, ambos do PMDB da Paraíba, prometem cerrar fileiras em defesa da continuidade das obras de modernização do Porto de Cabedelo. Eles prometem levar o pleito para a presidenta Dilma Rousseff nos próximos dias. A Paraíba não pode continuar a depender do porto pernambucano de Suape, afirmam.
De mulher para mulher
Gondim está confiante no acolhimento das reivindicações paraibanas pela presidenta, a continuidade da dragagem de aprofundamento é uma delas. "Com absoluta certeza, ela é sensível a projetos dessa natureza e nos atenderá. A presidenta é uma mulher séria que tem compromisso com o social e que tem conduzido com pulso os destinos de nosso país", observa.
Parou porque?
A parlamentar destacou ainda a importância do Porto de Cabedelo para o desenvolvimento econômico da Paraíba. Ela lembra que nos anos 1960 o Porto era referência no Nordeste e que para voltar a receber navios de grandes portes a dragagem precisa ser finalizada.
Autonomia
Paraíba quer deixar de depender do porto pernambucano de Suape para operacionalizar o transporte da grande maioria dos produtos que importa e exporta.
Coro paraibano
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, deputado Ricardo Marcelo, também reafirma que o Porto de Cabedelo moderno é essencial para incrementar o desenvolvimento econômico do Estado.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 26/01/2012
EMBARCAÇÃO É APREENDIDA EM AÇÃO CONTRA PESCA ILEGAL, DIZ CORONEL
Publicado em 01/26/2012 as
12:28 PM
Uma embarcação foi apreendida, na manhã desta quarta-feira (25), na operação realizada pela Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria estadual do Ambiente, contra a pesca ilegal na Baía de Guanabara, no Rio. De acordo com o coronel José Padrone, o condutor do barco não tinha licença para navegar.
Ao todo, agentes da Cicca, do Batalhão Florestal da Polícia Militar, do Instituto Nacional do Ambiente (Inea) e da Secretaria estadual do Ambiente fiscalizaram 12 embarcações. Mas apenas uma apresentava irregularidades.
"A operação foi um sucesso. Nossa intenção não é apreender ou multar, é prevenir", disse o coronel. Ele explicou que a ação foi desencadeada para combater a pesca ilegal de sardinha durante o período de defeso (reprodução), que vai de 1º de novembro e 15 de fevereiro.
Segundo Padrone, o helicóptero que dava apoio à fiscalização realizava um sobrevoo pela região de Jurujuba, em Niterói, na Região Metropolitana, quando avistou uma traineira próxima à costa. A Capitania dos Portos foi acionada e homens em uma das três lanchas usadas na ação fizeram a abordagem.
Ainda de acordo com o coronel, os agentes da Capitania dos Portos também verificaram que a embarcação não tinha os equipamentos obrigatórios e apresentava má conservação. No barco, foram encontrados 8 kg de peixes do tipo curvina e tainha.
"[Os peixes] foram descartados. Se fosse uma quantidade de peixe maior, doaríamos para comunidades carentes", afirmou Padrone.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 26/01/2011
MUDANÇAS À VISTA TAMBÉM NA TRANSPETRO
Publicado em 01/26/2012 as
12:28 PM
Nova presidente da Petrobras deve nomear técnico para substituir Sérgio Machado
Após assumir a presidência da Petrobras no próximo dia 13, Maria das Graças Foster deverá promover mudanças não apenas na diretoria da companhia, mas nas subsidiáriais. Dentre as prováveis mudanças, circulavam ontem rumores sobre a saída de Sérgio Machado da presidência da Transpetro. Para seu lugar estaria cotado Richard Ohm, um dos gerentes-executivos de Graça Foster na diretoria de Gás e Energia.
Machado, ex-líder do PSDB no Senado, está no cargo desde junho de 2003, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Graça Foster, que hoje ocupa interinamente a presidência da Petrobras - José Sergio Gabrielli foi para o Fórum Econômico Mundial, em Davos -, deverá ter sua nomeação aprovada pelo Conselho de Administração da estatal no próximo dia 9. Segundo fontes, ela já viajaria com Gabrielli no dia 14 para ser apresentada aos mercados de Nova York e Londres. Assessores próximos a Graça Foster disseram que, nos últimos dias, ela trabalhou intensamente, como sempre faz.
A dança das cadeiras atingirá outras diretorias
Ontem ainda circulavam rumores na estatal dando como certa a nomeação de Irani Varella, atual presidente da Petrobras no Uruguai, para a diretoria de Gás e Energia, em substituição a Graça Foster. Eram também fortes os rumores de que ela poderá trocar ainda o atual diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, funcionário de carreira da estatal, indicado pelo próprio Gabrielli.
José Lima, atual presidente da Petrobras Distribuidora (BR), continuava ontem cotado para assumir a diretoria de Exploração e Produção, no lugar de Guilherme Estrella.
Fonte : O Globo
Data : 25/01/2012
ANIVERSÁRIO DO PORTO DE SANTOS TERÁ LANÇAMENTO DE MATERIAL HISTÓRICO
Publicado em 01/26/2012 as
12:27 PM
No próximo dia 2 de fevereiro, data em que o Porto de Santos completa 120 anos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) apresentará o museu virtual do Porto de Santos e o livro Paisagens Culturais da Baía de Santos.
O lançamento faz parte do "Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural do Sistema Viário da Margem Direita do Porto de Santos". O material resgata a história do porto por meio de depoimentos de trabalhadores portuários e cidadãos no entorno da avenida Perimetral de Santos.
Também será lançado um kit educativo, contendo o livro, uma cartilha e a plataforma multimídia, para distribuição em escolas da rede municipal. De acordo com a Companhia, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, e a secretária municipal de Educação, Suely Maia, devem participar da entrega do material.
O encontro acontece às 10 horas, no auditório da presidência da Codesp, que fica na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, sem número, no Macuco, em Santos.
120 Anos do Porto de Santos
A data de 2 de fevereiro de 1892 marca a entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído, inaugurado com a atracação do cargueiro Nasmith, navio a vapor da armadora inglesa Lamport & Holt. Até então, o porto era constituído de trapiches de madeira erguidos em diversos pontos ao longo da bacia do estuário e às margens da antiga cidade.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 25/01/2011
NO DIA EM QUE COMPLETA 466 ANOS, SANTOS RECEBE DOIS NAVIOS DE PASSAGEIROS
Publicado em 01/26/2012 as
12:27 PM
Os navios Costa Victoria, da Costa Cruzeiros, e Grand Mistral, da Ibero Cruzeiros, chegam ao Porto de Santos nesta quinta-feira, data do aniversário de 466 anos da Cidade. A atracação de ambas embarcações está prevista para as 8 da manhã.
O italiano Costa Victoria fará um cruzeiro de oito noites, com paradas no Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires, na Argentina, Montevidéu, no Uruguai, e Porto Belo (SC).
Com escalas previstas em Buenos Aires, Punta Del Este, no Uruguai, e Porto Belo, o Grand Mistral também fará um cruzeiro de oito noites.
Grand Mistral, da Ibero Cruzeiros, fará cruzeiro de oito noites
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 26/01/2011
GREVE - FUNCIONÁRIOS DO PORTO DE SANTOS IRÃO PARAR ATIVIDADES EM 8 DE FEVEREIRO
Publicado em 01/26/2012 as
12:27 PM
Os trabalhadores do Porto de Santos decidiram, em assembleia realizada na última terça-feira, que irão paralisar suas atividades por 24 horas em uma tentativa de pressionar o governo a negociar as reivindicações do setor. A paralisação está marcada para o dia 8 de fevereiro.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Administração Portuária, João de Andrade, a decisão foi tomada em conjunto com sindicatos de outros portos administrados pela Companhia Docas, que cuida dos portos de Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP), Paranaguá (PR), Natal (RN) e Vitória (ES), entre outros.
Andrade afirma que o sindicato irá enviar um documento com as reivindicações para as autoridades nos próximos dias. Se o governo não aceitar as propostas, os trabalhadores deverão entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 23 de fevereiro.
Segundo o vice-presidente, a pauta de reivindicações inclui o pedido para que o governo regularize a previdência social dos trabalhadores portuários, a profissionalização técnica da Companhia Docas e a assinatura dos acordos coletivos dos portuários que encontram-se em aberto desde 2011.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 26/01/2011
TERMINAIS DA ALL EM MT E MS RECEBERÃO INVESTIMENTOS DE R$ 3 MI PARA A SAFRA 2012
Publicado em 01/25/2012 as
12:19 PM
A safra 2011/2012 mal iniciou e a América Latina Logística (ALL) já começa a se planejar visando à recepção e o embarque de grãos. A companhia fará investimentos nas estações ferroviárias instaladas em Alto Araguaia e Alto Taquari, ambas em Mato Grosso, e no município de Chapadão do Sul (MS). A expectativa é de que sejam aplicados R$ 3 milhões em obras de pavimentação que vão melhorar a infraestrutura de acesso aos terminais, bem como na manutenção de equipamentos e rede elétrica.
O Terminal Ferroviário de Alto Araguaia, responsável pela maior recepção no volume em descarga e embarque de produtos como soja, milho e farelo, receberá pavimentação de vias de acesso ao terminal e obras nos pátios de espera de descarga e classificação, bem como manutenção rotineira de equipamentos. As máquinas já trabalham em Alto Araguaia para execução das obras. Já em Alto Taquari serão feitos investimentos na vias internas, manutenção de equipamentos e da rede elétrica. No Terminal de Chapadão do Sul estão previstas manutenção da rede elétrica e nos equipamentos.
O gerente de terminais de Mato Grosso, Ivandro Paim, disse que os investimentos são para deixar os terminais da ALL preparados para a nova safra de grãos que está prestes a se iniciar no Estado. "Estamos conduzindo nosso plano de alta, que fazemos todos os anos. Para a safra 2012 foi estipulado um valor de R$ 3 milhões a serem investidos na parte de infraestrutura e manutenção pesada de equipamentos", explicou.
Com os investimentos, a companhia pretende melhorar ainda mais seu rendimento na safra. Paim acredita que a ALL tem tudo para estabelecer novos recordes no que diz respeito à descarga de caminhões e embarque de vagões. "Nossa busca é constante pelo crescimento nos patamares de produtividade e o desafio para 2012 durante a safra é descarregar 900 caminhões/dia. É nosso desafio e vamos entregar 900 caminhões/dia na safra", acredita o gerente.
Em 2011, por exemplo, o Terminal Ferroviário de Alto Araguaia bateu, por quatro dias consecutivos, seu próprio recorde de descarga, atingindo 832 caminhões descarregados em um único dia. O novo recorde foi estabelecido no segundo trimestre de 2011, no mês de abril, e corresponde à descarga de soja, milho e farelo da safra 2010/2011. O recorde anterior envolvia 761 caminhões, descarregados no dia 09 de abril.
Fonte: Portal Porto e Navio - O Documento
Data : 25/01/2012
LICENÇA PARA ESTALEIRO EISA SÓ DEPENDE DO IBAMA
Publicado em 01/25/2012 as
12:19 PM
O licenciamento ambiental para o Estaleiro Eisa foi um dos temas da agenda que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) começou a cumprir em Brasília, ontem. A sequência de reuniões de trabalho continua hoje, quando Vilela tem audiência marcada com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e com o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Aplicadas), Márcio Pochmann, sobre os indicadores de Alagoas.
No fim da tarde de ontem, durante audiência com o presidente do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), Curt Trennepoh, Vilela apresentou projetos do IMA de Alagoas e discutiu a liberação da licença ambiental para a construção do Estaleiro Eisa.
Uma nova reunião está programada para hoje com a chefia do Ibama, para apresentação do relatório que antecede a liberação da licença ambiental.
Ainda ontem, o governador também recebeu a garantia do governo federal de que Alagoas fará parte do primeiro grupo de Estados que receberá investimentos do Programa Antidrogas.
Fonte: Gazeta de Alagoas/FELIPE FARIAS
Data : 25/01/2012
AL REALIZA SESSÃO PARA DISCUTIR REVITALIZAÇÃO DO PORTO DE CABEDELO
Publicado em 01/25/2012 as
12:19 PM
A Assembleia Legislativa realiza, hoje, quarta-feira (25), uma sessão especial em defesa do Porto da Paraíba, que fica no município de Cabedelo. Um movimento suprapartidário em defesa do Porto, com ênfase na conclusão da dragagem, foi definido no gabinete do presidente da ALPB, Ricardo Marcelo (PSDB), nesta quarta (18). A sessão integra as atividades da Comissão Representativa e representa a primeira ação da Agenda Positiva da ALPB este ano.
Ricardo Marcelo anunciou a convocação dos deputados estaduais, deputados federais, senadores, classe empresarial, representantes de órgãos governamentais, não governamentais e entidades sindicais para participarem da sessão especial, que ocorrerá no próximo dia 25, a partir das 9h30.
Participaram do encontro, entre outros, o presidente e o vice-presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome e Antônio Ricardo Andrade; o presidente do Comitê em Defesa do Porto, Mácio Albuquerquer Madruga; os deputados estaduais Caio Roberto (PR), Francisco de Assis Quintans (DEM) e Trócolli Júnior (PSD), autor da proposta para a formação de uma comissão suprapartidária em prol do desenvolvimento do Porto da Paraíba.
Para o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome, o Porto "é uma ferramenta mestra" para o desenvolvimento econômico de qualquer Estado, através do escoamento da produção por meio de importação e exportação. "Hoje existe uma sinergia muito positiva entre os Poderes, seja em nível municipal, estadual e federal. E é esse clima de que a Paraíba precisa, com união e foco nos projetos que terão continuidade", destacou Wilbur.
Para ele, o Porto pode alcançar R$ 1 bilhão em ICMS com a nova estrutura de profundidade, reforço do cais envolvente e de um Terminal de Múltiplo Uso. Essas mudanças necessitariam em torno de R$ 500 milhões em investimentos.
A deputada federal Nilda Gondim (PMDB), que esteve no gabinete do presidente da ALPB e se encontrou com os representantes do Comitê em Defesa do Porto, assegurou que participará dos debates e fará os encaminhamentos necessários junto ao Governo Federal para desenvolvê-lo. Ela lembrou que o seu filho, senador Vital do Rêgo (PMDB), também já se comprometeu com a causa.
Ricardo Marcelo disse que a Assembleia Legislativa buscará o engajamento de todos os setores produtivos e de representantes dos trabalhadores, direta e indiretamente envolvidos com o desenvolvimento do Porto da Paraíba. O deputado estadual Trócolli Júnior enfatizou que, nesse primeiro momento, esse movimento suprapartidário vai priorizar a conclusão da dragagem do Porto, o que possibilitará o aumento do calado, que tem 9,14 metros, para cerca de 11 metros.
"Já que o interesse maior de todos é viabilizar o Porto e trazer os navios que dêem a movimentação da estrutura portuária, é preciso a união de toda a classe política da Paraíba e de representantes de todos os setores produtivos e da imprensa, para conseguirmos a conclusão da dragagem. Tenho certeza que esse será apenas o primeiro passo do movimento", afirmou o presidente da Assembleia.
Fonte: PBAgora/Assessoria
Data : 25/01/2012
APROSOJA AVALIA SITUAÇÃO PORTUÁRIA DO NORTE DO PAÍS
Publicado em 01/25/2012 as
12:19 PM
Uma equipe da Aprosoja percorre esta semana as cidades de Belém, no Pará, e Macapá, no Amapá, para avaliar a situação portuária da região norte do país. Até quinta-feira (26) será cumprida uma extensa agenda de reuniões e visitas aos portos dos dois Estados. Participam da viagem o presidente da Aprosoja e também do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, os diretores Roger Augusto e José Rezende, o conselheiro fiscal da Aprosoja e coordenador de logística do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, e o coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz.
Hoje, eles se reúnem com a diretoria da Companhia de Docas do Pará (CDP) para avaliar o andamento dos projetos de ampliação do porto de Santarém e Vila do Conde, ambos no Pará. A Aprosoja também irá verificar como anda o projeto de instalação do porto de Itaituba/Miritituba. Está programada ainda uma visita ao terminal portuário de Outeiro.
De acordo com o presidente da associação, Carlos Fávaro, com a conclusão da pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a BR 163, a ligação entre o Norte e a região central do país trará significativas vantagens ao escoamento da produção nacional de grãos. "Com a conclusão da 163 a tendência é que os grãos produzidos nos municípios ao longo da rodovia tenham como destino os portos do norte do país e todas as alternativas portuárias situadas nesta região precisam ser consideradas, daí nossa preocupação com a necessidade de um aparelhamento urgente nas atuais estruturas de recebimento e exportação de grãos".
Em Macapá, a equipe da Aprosoja reúne-se com o presidente da Companhia de Docas de Macapá e discute a logística de transporte pelo porto de Santana. "A alternativa de usar o porto de Santana, antigo porto de Macapá, como saída de grãos do Centro Oeste é perfeitamente viável e iremos saber como anda o projeto de ampliação do porto", afirmou Fávaro.
O coordenador executivo do Pró-Logística, Edeon Vaz, explica que o porto de Santana atualmente é utilizado para a exportação de minérios e pela localização estratégica e ligação com os principais mercados da Europa, representa uma alternativa na exportação de grãos e outros produtos, com redução significativa no custo do frete para os produtores mato-grossenses, que passariam a contar com mais uma opção para o escoamento da produção, aumento a competitividade da produção agrícola do Mato Grosso.
Fonte: Só Notícias
Data : 25/01/2012
IMPORTAÇÕES FEITAS PELO PORTO SECO EM CUIABÁ RECUAM
Publicado em 01/25/2012 as
12:18 PM
Pela 1ª vez desde que foi criado, o Porto Seco de Cuiabá registrou retração nas importações. Em 2011, as aquisições de produtos do mercado internacional movimentaram US$ 220,306 milhões, volume 6,13% menor que em 2010, quando somou US$ 234,695 milhões. Impacto negativo é explicado pelo diretor da estação aduaneira, Francisco Almeida, pela valorização da moeda americana e arrefecimento nos investimentos empresariais em Mato Grosso, principalmente no setor de geração de energia elétrica, por causa das dificuldades na obtenção dos licenciamentos ambientais.
Crise econômica internacional é mencionada pelo economista Vítor Galesso como um dos principais inibidores aos investimentos externos no Estado, que nos últimos anos mantiveram crescimento. Para este ano, a expectativa é que o quadro seja revertido. Para isso, diz Almeida, a atual política estadual de arrecadação tributária precisa ser revista, de modo a não afugentar novos investimentos. "Estados como Paraná, Santa Catarina e Goiás têm feito uma campanha muito agressiva de benefício fiscal para os investidores e têm conseguido atrair as empresas que poderiam se instalar aqui". Galesso concorda e acrescenta que a curto prazo a suspensão de subsídios e incentivos fiscais pode resultar em um aumento da arrecadação fiscal, mas que a médio e longo prazos o resultado é inverso, por inibir investimentos e afetar o fortalecimento econômico.
Entre 2007 e 2009, a expansão do setor industrial favoreceu a entrada de mercadorias no Estado, pela terminal alfandegário de Cuiabá. No período foram gerados US$ 475,84 milhões. Em 2008, o incremento chegou a 34,70%, com US$ 159,99 milhões gerados sobre o montante de 2007, quando totalizou US$ 118,77 milhões. Em 2009, os índices continuaram crescentes, com mais 23,17% sobre os valores de 2008, chegando a US$ 197,07 milhões. Em 2010, a curva ascendente se manteve, com alta de 19,07% sobre o ano anterior.
Maioria dos artigos comercializados pelo Porto Seco são as matérias-primas para a indústria, como resinas de polietileno, materiais plásticos, fios têxteis, bobinas de aço, ferro, pneus e máquinas para a construção civil, oriundas da China e Estados Unidos, principalmente. Em 2011, o total das importações realizadas por Mato Grosso cresceu 60%, subindo de US$ 989 milhões em 2010 para US$ 1,57 bilhão no ano passado, conforme dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Fonte: Só Notícias
Data : 25/01/2012
TERMINAL PESQUEIRO DO RN ESTÁ PARADO HÁ UM ANO
Publicado em 01/25/2012 as
12:18 PM
A paralisação das obras do Terminal Pesqueiro Público de Natal, que seria o maior do Nordeste, segundo o então ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolim, completa um ano este mês. A Constremac Construções, empreiteira paulista que venceu a licitação para realizar a obra, não recebe desde janeiro de 2011. A dívida com o governo do Estado já chega a R$ 6 milhões. Edno Lima, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da empresa, diz não ter recebido nenhuma proposta de pagamento nos últimos meses. A empreiteira precisa desocupar o terreno cedido pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) até o dia 31 e já derruba o canteiro de obras. O complexo, que deveria ter sido entregue em 2010, beneficiaria 200 mil pessoas, segundo o então governador Iberê Ferreira de Sousa, que inaugurou a obra inacabada.
A Secretaria Estadual de Infraestrutura, responsável pelo projeto, não fixou prazo para conclusão da obra. Diz apenas aguardar aprovação da prestação de contas do convênio firmado com o Ministério da Pesca. O Ministério repassaria mais R$ 4 milhões para concluir o terminal. Segundo a secretaria, resta instalar a rede de esgoto, água e energia, além da fábrica de gelo. Boa parte dos equipamentos já chegou. Também seria necessário construir um viaduto para escoar a produção. O terminal, assim como o novo porto na margem esquerda do rio Potengi (retirado do PAC pela presidenta Dilma Roussef na última semana), poderia alavancar as exportações no estado.
Jorge Bastos, presidente do sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte, afirma, porém, que só concluir o terminal não basta. É preciso criar toda uma política de incentivos. "Se associado a um conjunto de políticas, o terminal daria uma virada na pesca potiguar". Jorge não apresenta números, mas afirma que o setor enfrenta dificuldades. Os números oficiais mostram uma realidade diferente.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o valor exportado em pescado pelo RN subiu 10,8% em 2011, em relação a 2010. Bastos lembra que desempenho foi puxado pela exportação de atum, com a parceria firmada entre a Japan Tuna e a Atlântico Tuna e o arrendamento dos atuneiros japoneses. O valor (em dólar) exportado em albacoras/atuns subiu 162,3 vezes em 2011.
Empresa tem interesse no terminal de passageiros
O atraso no pagamento e o impasse envolvendo a conclusão do terminal pesqueiro não diminuíram o interesse da Constremac em executar novos projetos no estado. A empresa é uma das quatro que disputam a licitação do Terminal Marítimo de Passageiros de Natal - de responsabilidade da Companhia Docas do RN. "O projeto do terminal de passageiros foi incluído no Pac (Programa de Aceleração do Crescimento) e será construído com verba federal. É diferente do terminal pesqueiro", compara Edno Lima, diretor da empresa.
Criada em 2000, a partir da compra da Copabo Construções, a empreiteira atua em todas as etapas do projeto nos setores de engenharia industrial, portuária, marítima e obras especiais, incluindo construção civil, montagem estrutural e eletromecânica. Também realiza serviços de manutenção preventiva e corretiva, subaquática e apoio as operações portuárias, além de parcerias e consórcios com as mais conceituadas empresas especializadas em obras pesadas do país. Entre os clientes estão empresas e estatais como Petrobras, CPTM e Camargo Correia, além de vários portos, entre eles Suape, Pecém e Santos. A empreiteira também é uma das três que integram o consórcio Areia Branca, responsável pela reforma do Porto Ilha.
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal/Andrielle Mendes
Data : 25/01/2012
EXCLUSÃO DO PROJETO DE UM NOVO PORTO JÁ ERA ESPERADA
Publicado em 01/25/2012 as
12:17 PM
A exclusão do projeto de um novo porto na margem esquerda do Rio Potengi do plano plurianual 2012/2015 não surpreendeu a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern). Para Hanna Safieh, diretor técnico da companhia, responsável pelos portos de Natal e Areia Branca, a decisão já era esperada. "Antes de aprovar qualquer projeto, o governo federal exige uma série de estudos para atestar a viabilidade da obra. Concordamos com as exigências. Não temos os estudos. O projeto também não está pronto", afirmou.
Júnior SantosSafieh está convicto de que a obra terá financiamento federalSafieh está convicto de que a obra terá financiamento federal
A companhia pretende apresentar o projeto oficialmente dentro de, no máximo, dois anos. A expectativa é que a obra fique pronta até 2015. O projeto, que prevê dragagem, construção de um cais com mil m² e de uma retro-área com 1 km², custaria cerca de R$ 1 bilhão, "estimando por alto", afirma Safieh. Também seria necessário construir uma ferrovia, ligando os centros de produção aos centros de escoamento e consumo. O projeto seria de caráter complementar e não ficaria a cargo da Codern.
O novo porto seria construído na margem esquerda do rio e não fora da capital, como reivindicam os setores produtivos. "A margem esquerda do Potengi é a possibilidade mais viável, mais econômica e mais bem localizada. Nós sabemos disso. Mas entre saber e provar há uma diferença enorme. Por isso, vamos fazer um estudo de localização". Diretores da Codern já se reuniram com o Ministério Público para saber que estudos seriam necessários, e entraram em contato com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidrográficas (INPH), vinculado a Secretaria dos Portos, que deve conduzir os estudos.
Safieh diz não ter dúvida quanto a aprovação do novo projeto. Para ele, apesar de excluir a obra do plano plurianual, o governo federal financiará a construção. "Não tenho dúvidas de que o projeto será aprovado quando estivermos com o projeto técnico e os estudos exigidos em mãos. Quando a obra tem viabilidade e o projeto é sólido, o governo federal aprova os recursos e os aplica diretamente sem a ajuda de emendas de parlamentares".
Para Jean Paul Prates, ex-secretário de Energia e presidente do Centro de Estudo em Energias Renováveis (Cerne), a exclusão do projeto pela presidenta Dilma jogou uma 'pá de cal' nos planos do Estado. A saída, segundo ele, seria construir um terminal oceânico de granéis e grandes cargas, fora da capital, através de uma parceria público-privada (com dinheiro público e privado). Segundo Prates, o porto de Natal receberia cargas perecíveis e de alto valor agregado. Já o terminal oceânico receberia cargas de setores como mineração, eólica, petróleo e agroexportador. A falta de uma solução oceânica, segundo ele, inviabiliza a atração de fábricas de equipamentos pesados, entre elas, as de aerogeradores.
A Codern não enfrentou tantos problemas para viabilizar a construção do Terminal de Passageiros de Natal. Ao todo, 38 empresas retiraram o edital de licitação. Cinco pagaram R$ 510 mil para participar do processo (valor é referente a calção) e quatro entregaram os documentos de habilitação e propostas de preço na última quinta-feira. Queiroz Galvão; Cejem (do Paraná); Constremac (de São Paulo) e consórcio Equipav/Ônix, (de São Paulo) permanecem na disputa. Vencerá quem cumprir todos os pré-requisitos previstos em edital e oferecer o menor preço. O projeto está orçado em cerca de R$ 51 milhões. As propostas não podem ultrapassar este valor. "Se não houver impugnações ou contestações, fecharemos o processo até fevereiro", afirmou Manoel Alves Neto, presidente da comissão permanente de licitação da Codern.
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal
Data : 25/01/2012
SETOR QUÍMICO TEM DÉFICIT RECORDE DE US$ 26,5 BILHÕES
Publicado em 01/25/2012 as
12:17 PM
O déficit comercial da indústria química brasileira alcançou US$ 26,5 bilhões em 2011, o maior patamar da história. O valor é 28,3% superior ao registrado no ano anterior e 14,2% maior do que o antigo recorde, de 2008, de US$ 23,2 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), divulgados hoje.
O resultado também supera a projeção apresentada pela própria Abiquim, em dezembro passado, quando estimava um déficit de US$ 25,9 bilhões no acumulado do ano.
O salto do déficit é explicado pela alta de 25,5% das importações em 2011 em relação a 2010, em um total de US$ 42,3 bilhões no ano passado. As exportações cresceram 21% em igual comparação, para US$ 15,8 bilhões.
Em dezembro, a Abiquim estimou que as importações no ano fossem alcançar US$ 41,6 bilhões e as exportações, US$ 15,7 bilhões, o que confirma uma tendência de fluxo comercial mais acentuado do que o previsto inicialmente para o mês de dezembro.
Em nota, o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, destacou que o avanço acentuado do déficit do setor nos últimos anos é explicado, em parte, pelo fato de o aumento da demanda interna por produtos químicos "ser cada vez mais atendido por importações".
Fonte: Agência Estado
Data : 25/01/2012
GRAÇA FOSTER VAI TER MAIS DE R$ 220 BILHÕES PARA INVESTIR
Publicado em 01/25/2012 as
12:16 PM
A futura presidenta da Petrobras, atual diretora de Gás e Energia da estatal, Maria das Graças Foster, vai administrar um orçamento de US$ 224,7 bilhões previsto no Plano de Negócios da companhia para o período de 2011 a 2015. O nome dela deve ser ratificado pelo Conselho de Administração da Petrobras na reunião do dia 9 de fevereiro.
Os investimentos da estatal são basicamente voltados para o segmento de exploração e produção de petróleo e gás. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, lembrou que a estratégia foi definida desde que assumiu o cargo, em 2003, e que serviu para viabilizar a descoberta de petróleo e gás no pré-sal.
"Temos reservatórios de petróleo e gás em desenvolvimento, tanto no pré-sal como no pós-sal e, com isso, vamos aumentar a oferta de gás nacional ao mercado sem, entretanto, descartar o gás [importado] da Bolívia, cujo contrato vai até 2019 e é complementar à oferta doméstica. Com relação ao etanol, estamos aumentando - e vamos continuar a aumentar - a nossa participação na produção, através de parcerias com grandes grupos nacionais do setor", informou Gabrielli.
Ainda sobre o pré-sal, Gabrielli disse que a importância da descoberta de petróleo em águas superprofundas pode ser medida pela previsão da companhia de produzir quase 2 milhões de barris em 2020, apenas com as descobertas já confirmadas. Isso representaria dobrar a produção atual.
O presidente da Petrobras, que está em Davos, na Suíça, participando do Fórum Econômico Mundial, aproveitou para fazer um balanço da atuação dele no cargo. Nestes quase sete anos à frente da estatal, Gabrielli destacou quatro momentos importantes: "o primeiro foi o fortalecimento do Sistema Petrobras, ao reverter o processo de pulverização e segmentação que vinha sendo implantado pela administração anterior; o segundo, foi a mudança no processo de gestão, com mais ênfase em processos e não apenas em resultados; o terceiro foi a renovação da força de trabalho - hoje, mais de 50% do nosso pessoal tem menos de 10 anos na empresa -; e o quarto é orelacionamento com a cadeia de fornecedores, identificando gargalos e ampliando a facilitação de financiamentos".
Gabrielli confirmou que, ao deixar a presidência da Petrobras e cumprir o período de quarentena [fora de cargos públicos], vai assumir um posto no governo da Bahia, cujo convite foi feito pelo governador Jacques Wagner.
Fonte: Diário de Natal(RN)
Data : 25/01/2012
BIRA ROCHA CONDENA PROJETOS PARA PORTO EM NATAL E APOSTA NA INICIATIVA PRIVADA
Publicado em 01/25/2012 as
12:16 PM
Basta dar uma olhada na vizinhança para perceber uma tendência natural quando o assunto é infraestrutura portuária: os portos estão fora das capitais. Baseado nos exemplos de cidades como Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, que abrigam não só terminais portuários, mas polos industriais, o ex-presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Bira Rocha, acredita que o projeto de um novo porto em Natal, cortado do orçamento federal pela presidente Dilma Rousseff, já começa errando na localização. "Perdemos o carro da história no que se refere a porto", afirma o empresário, que avalia como acertada a decisão da presidência.
Orçado em R$ 2 bilhões, o projeto, no entendimento de Bira Rocha, foi enviado ao orçamento na base do "se colar, colou". De acordo com o empresário é indiscutível a necessidade de um novo terminal portuário, principalmente com a forte retomada que o setor mineral vem apresentando no estado, porém a forma como a proposta foi apresentada e o próprio comportamento do governo perante oveto presidencial demonstram um projeto sem viabilidade comprovada. "Foi uma devolução dizendo: falta estudo técnico, embasamento técnico, ou qualquer coisa. Picaretagem aqui não", opina o ex-presidente da Fiern.
Sobre a proposta tratar de um porto dentro da capital, Bira Rocha coloca o estado na contramão. "O RN insiste em fazer na cidade, aonde a logística de recepção da mercadoria e escoamento é um transtorno", critica. Aliado a isso, o empresário reforça a limitação espacial do Rio Potengi. Mesmo sem querer arriscar o lugar ideal para o porto, ele exalta que é essencial a estrutura ser montada em um posição mais próxima possível do minério. "O governo tem de pegar uma empresa séria para fazer o estudo de viabilidade", observa o ex-presidente da Fiern, que lembra uma possibilidade cogitada de montar um terminal no município de Porto do Mangue.
A terceira onda
Como no título do livro do autor Alvin Toffler, o empresário Bira Rocha conta que o RN vive "A Terceira Onda" quando o assunto é o transporte de mercadoria em grandes proporções. "O primeiro porto feito por necessidade foi um porto ilha [Areia Branca] para escoamento do sal. A segunda grande necessidade foi quando a Petrobras começou a trabalhar com petróleo e precisava escoar", recorda o ex-presidente da Fiern, que caracteriza a 'terceira onda' com a fruticultura, que pôde ser atendida devido ao transporte em navios de pequeno porte, e agora a mineração.
Administrado pela Codern desde que foi construído, em 1970, o porto para transportar o sal foi um problema resolvido em casa, enquanto a Petrobras arcou com a estrutura para o escoamento do petróleo. "Agora precisamos de um porto de granel, principalmente para o minério de ferro, calcário, cimento, feldspato, e os minerais em geral. E com certeza esse porto não é dentro da cidade de Natal" retoma. Rocha não descarta um projeto tocado pela iniciativa privada, algo que segundo ele depende do governo comprovar a viabilidade técnica do empreendimento.
Fonte: Diário de Natal/Felipe Gibson
Data : 25/01/2012
DILMA VAI DEFINIR MAIS CARGOS NA PETROBRAS
Publicado em 01/25/2012 as
12:16 PM
Diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster não precisou esperar até fevereiro para experimentar como será seu futuro na presidência da estatal.
Como já ocorreu outras vezes, obedecendo a um rodízio entre diretores, Foster assumiu ontem o lugar de José Sergio Gabrielli, que viajou para Davos, Suíça. Na quinta-feira ela comandará a reunião semanal da diretoria.
Na sexta-feira passada, antes de seu nome ser oficialmente indicado ao cargo, Graça esteve em Brasília com a presidente Dilma Rousseff.
Dilma, responsável pela escolha de Graça, influenciará na definição de alguns postos-chave da Petrobras.
Já está decidido que haverá mudança na principal área da empresa, a diretoria de Exploração e Produção.
Segundo a Folha apurou, Graça e Dilma decidirão juntas o nome do substituto de Guilherme Estrella, atual responsável pelo cargo.
Dois nomes são cotados: Solange Guedes, gerente-executiva de Engenharia de Produção, tem perfil parecido com o de Graça e é uma das auxiliares mais próximas de Estrella; Magda Chambriard, diretora da ANP (Agência Nacional do Petróleo), é funcionária aposentada da estatal, mas pesa contra ela o fato de ter ainda mandato na agência até o fim deste ano. Mesmo que antecipe sua saída, terá de cumprir um período de quarentena antes de voltar para a Petrobras.
A principal missão de Foster é garantir aumento da produção, que não tem crescido nos últimos anos. A diretoria de Exploração e Produção responde por 57% dos investimentos da empresa. O governo quer mais recursos para a área e melhorar a qualidade desses gastos.
DESAFIOS
Para Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ, aumentar a produção será uma tarefa difícil, porque os obstáculos continuam os mesmos da época de Gabrielli.
A exigência de conteúdo nacional mínimo, estipulado pelo governo para equipamentos usados na indústria de petróleo, não foi alterada, e a velocidade da indústria local tem sido insuficiente para acompanhar a expectativa de crescimento da empresa.
Jean-Paul Prates, diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, conta com a proximidade de Graça com Dilma para atuar contra o impasse da exigência de conteúdo nacional.
"Ela pode fazer ajustes cirúrgicos em casos pontuais, alterar alguns projetos visando uma performance melhor da Petrobras", disse.
Fonte: Folha de São Paulo/DENISE LUNA/DO RIO/NATUZA NERY/DE BRASÍLIA
Data : 25/01/2012
ESTOQUE E DEMANDA COMPLICAM INÍCIO DE 2012
Publicado em 01/25/2012 as
12:15 PM
Produção fraca, ampla capacidade ociosa, estoques elevados e falta de demanda ganhando terreno como um problema grave para um número expressivo de empresas. Nada animador, esse é retrato da Sondagem Industrial de dezembro de 2011 da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa evidencia que o setor terminou o ano passado numa situação difícil, apontando um começo de 2012 também complicado. A combinação de estoques altos e demanda fraca é um mau presságio para a produção no início deste ano.
Segundo a sondagem, a indústria terminou 2011 com um recuo na produção "mais intenso que o normal". O indicador recuou de 50,1 pontos em novembro para 42,1 pontos em dezembro. Ele varia de zero a cem, com valores abaixo de 50 pontos representando queda da produção em relação ao mês anterior.
Um ponto preocupante é a ascensão da falta de demanda como um dos principais problemas enfrentados pelas empresas consultadas pela CNI. No quarto trimestre de 2010, ela apareceu como o terceiro maior problema, atrás apenas da carga tributária elevada e da competição acirrada - no mesmo período de 2010, era apenas o sexto mais grave. "Nas grandes empresas, esse problema passou de 12% das respostas no quarto trimestre de 2010 para 28,5% no mesmo trimestre de 2011. Nas médias, o percentual passou de 17,2% para 30,9% e nas pequenas foi de 19,0% para 26,3%", ressalta o relatório da CNI.
A utilização de capacidade instalada efetiva em relação ao usual também decepcionou, ficando no menor nível desde junho de 2009. O indicador caiu de 45,2 pontos em novembro para 42,6 pontos em dezembro. Abaixo de 50, mostra uso da capacidade abaixo do usual para o mês. Em média, a indústria operou com 71% de sua capacidade em dezembro, quatro pontos percentuais abaixo do registrado no mês anterior.
Para completar, a maior parte dos setores da indústria de transformação terminou 2012 com estoques acima do desejado. De 26 segmentos pesquisados pela CNI, 18 registaram em dezembro estoques efetivos superiores ao planejado. "Mesmo reduzindo a produção, o setor não conseguiu se livrar do excedente de estoques", destaca o gerente da pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. Em todo o ano passado, a indústria registrou inventários excessivos, sobretudo a partir de junho. Em dezembro, o indicador de estoques da CNI para a indústria geral ficou em 53 pontos, acima dos 52,8 pontos de novembro. Números acima de 50 indicam inventários efetivos acima do planejado. A situação é mais complicada no segmentos de calçados, têxteis, plástico, metalurgia básica, máquinas e materiais elétricos, outros equipamentos de transporte e móveis.
Para o economista Alexandre Andrade, da Votorantim Corretora, a dificuldade em ajustar estoques aponta para um cenário fraco para a produção industrial no primeiro trimestre. Uma retomada mais consistente tenderia a começar no segundo trimestre, ganhando mais força apenas na segunda metade do ano, acredita ele, que projeta um crescimento da indústria de 2%. "Mas essa estimativa tem um viés de baixa", afirma Andrade, que trabalha com uma expansão de apenas 0,5% para 2011 - o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda não divulgou o dado de dezembro.
O cenário traçado pela pesquisa da CNI para estoques é um pouco pior do que o da sondagem da indústria de transformação da Fundação Getulio Vargas (FGV). No levantamento da FGV, a situação em termos de inventários parecia um pouco mais equilibrada, embora setores importantes ainda mostrassem estoques ainda excessivos, caso do químico, o têxtil, o de móveis e o de celulose e papel.
Uma demanda inferior à estimada é um dos fatores que explicam a formação de estoques indesejados, acredita o economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria. Além disso, o fato de uma parcela mais expressiva da demanda ser atendida por produtos importados também explica o fenômeno, diz ele, lembrando ainda que o fraco desempenho das exportações também atrapalha parte da indústria.
Como Andrade, Bacciotti estima um avanço de apenas 2% da produção industrial em 2012. Por enquanto, ele se diz confortável com o número, mas ressalta que a "indústria vive um momento de grande incerteza". O cenário externo, por exemplo, pode prejudicar ainda mais o desempenho do setor, ressalta Bacciotti.
A pesquisa da CNI também aponta que o empresariado industrial está insatisfeito com a margem de lucro operacional. O índice ficou em 46,4 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos. O mesmo foi registrado na avaliação de acesso ao crédito, situada em 44,6 pontos. "Mesmo as grandes empresas estão tendo dificuldade de acesso ao crédito", relata Fonseca.
Fonte:Valor Econômico/Sergio Lamucci e Thiago Resende | De São Paulo e de Brasília
Data : 25/01/2012
RIO+20 DISCUTE CRIAR META AMBIENTAL PARA EMPRESAS
Publicado em 01/25/2012 as
12:15 PM
As empresas podem ter algum tipo de meta ambiental para o futuro - este talvez seja um dos resultados mais concretos da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em junho. Seria, como o nome diz, uma espécie de "cadastro voluntário de compromissos", público e transparente.
Este registro de promessas sustentáveis do mundo dos negócios poderia ficar no site das Nações Unidas, por exemplo. Ali, setores empresariais e grandes companhias registrariam, por exemplo, seu compromisso de deixar de usar determinado item em sua linha de produção, em certo prazo, porque ele seria fonte importante de emissão de gases-estufa. Outro setor poderia estabelecer uma promessa com seus consumidores de garantir uma cadeia de produção onde não se desmatam florestas.
Esta iniciativa está no último parágrafo do texto "O Futuro que Queremos", o principal documento da Rio+20. O texto, de 19 páginas, é atualmente um rascunho do que virá a ser o documento final da cúpula. Várias rodadas de negociações com delegados de 193 países definirão o texto final, que será aprovado pelos chefes de Estado e de governo no encontro, de 20 a 22 de junho. A primeira dessas reuniões começa hoje, em Nova York.
"O compromisso destas empresas tem um impacto importante e, sendo público, a sociedade pode cobrar", explica o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e à frente das negociações para a Rio+20. "É transparente e tem valor moral. Nenhuma empresa vai querer divulgar um compromisso e depois não cumprir", continua.
Figueiredo viaja hoje a Porto Alegre, para participar de debates sobre a conferência com a sociedade civil no Fórum Social Mundial. De lá vai a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, que também incluiu na agenda vários encontros sobre economia verde, um dos temas mais importantes da Rio+20. O diplomata quer fazer contatos com executivos e avançar no engajamento empresarial.
O texto em discussão esta semana, em Nova York, "é uma base mínima para se trabalhar", avalia o diplomata. "Mas é uma boa base mínima, não é ruim", diz. Até sexta, delegados discutem o "draft zero" e indicam onde há consenso ou conflito. O governo brasileiro quer conseguir um conteúdo forte para fazer com que o maior número de chefes de Estado e de governo participem do evento.
"O que é fundamental é que a Rio+20 tenha uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento que se pretende no futuro. Alguns modelos de hoje mostram que estão esgotando sua capacidade de responder aos problemas ou criam crises, como a do clima. A Rio+20 é a ocasião para que se pense em um modelo que, ao mesmo tempo alie desenvolvimento econômico, social e ambiental", afirmou Figueiredo. "Queremos ter isso claramente nesse texto."
As organizações ambientalistas reagiram ao teor genérico da primeira versão do documento. "Está no rumo certo, mas com a magnitude errada", diz um release da rede WWF. "O Cadastro de Compromissos Voluntários proposto simplesmente não irá colocar o planeta onde ele precisa estar", disse Lasse Gustavsson, diretor executivo de conservação do WWF internacional. A ONG Vitae Civilis, no Brasil, enviou ao Itamaraty a ideia de que a Rio+20
lance o processo de uma Convenção da ONU sobre informações empresariais sustentáveis.
Fonte:Valor Econômico/Por Daniela Chiaretti | De São Paulo
Data : 25/01/2012
APROSOJA AVALIA SITUAÇÃO PORTUÁRIA DO NORTE DO PAÍS
Publicado em 01/25/2012 as
12:12 PM
Uma equipe da Aprosoja percorre esta semana as cidades de Belém, no estado do Pará, e Macapá, no Amapá, para avaliar a situação portuária da região norte do País. Entre os dias 24 e 26 será cumprida uma extensa agenda de reuniões e visitas aos portos dos dois estados. Participam da viagem o presidente da Aprosoja e também do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, os diretores Roger Augusto e José Rezende, o conselheiro fiscal da Aprosoja e coordenador de logística do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, e o coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz.
De acordo com o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, com a conclusão da pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a BR 163, a ligação entre o Norte e a região central do país trará significativas vantagens ao escoamento da produção nacional de grãos. "Com a conclusão da 163 a tendência é que os grãos produzidos nos municípios ao longo da rodovia tenham como destino os portos do norte do país e todas as alternativas portuárias situadas nesta região precisam ser consideradas, daí nossa preocupação com a necessidade de um aparelhamento urgente nas atuais estruturas de recebimento e exportação de grãos".
Em Macapá, a equipe da Aprosoja reúne-se com o presidente da Companhia de Docas de Macapá e discute a logística de transporte pelo porto de Santana. "A alternativa de usar o porto de Santana, antigo porto de Macapá, como saída de grãos do Centro Oeste é perfeitamente viável e iremos saber como anda o projeto de ampliação do porto", afirmou Fávaro.
O coordenador executivo do Pró-Logística, Edeon Vaz, explica que o porto de Santana atualmente é utilizado para a exportação de minérios e pela localização estratégica e ligação com os principais mercados da Europa, representa uma alternativa na exportação de grãos e outros produtos, com redução significativa no custo do frete para os produtores mato-grossenses, que passariam a contar com mais uma opção para o escoamento da produção, aumento a competitividade da produção agrícola do Mato Grosso.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/01/2012
PORTOS DO ESPÍRITO SANTO BATEM RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA
Publicado em 01/25/2012 as
12:12 PM
O complexo portuário do Espírito Santo atingiu a maior movimentação financeira dos últimos cinco anos. Foram movimentados US$ 43,4 bilhões em 2011, o que corresponde a 11% de todo o comércio dos portos do Brasil, que alcançaram US$ 387 bilhões.
Já o comércio de mercadorias no ano passado chegou a 163,3 milhões de toneladas, alcançando 24,9% do fluxo comercial marítimo nacional, que atingiu 653,5 milhões de toneladas em 2011.
No período de janeiro a dezembro, os portos capixabas exportaram US$ 30,9 bilhões e importaram US$ 12,4 bilhões, representando 14,3% e 7,2%, respectivamente, da movimentação financeira dos portos do país. Comparado com o mesmo período de 2010, o crescimento foi de mais de mais de US$ 10 bilhões.
Já em mercadorias, o comércio marítimo capixaba exportou 147,7 milhões de toneladas e importou 15,5 milhões. Isso representa ¼ de toda a movimentação de cargas do Brasil, com 24,9% das mercadorias comerciadas no país.
Os dados são do Sistema Alice do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/01/2012
O IMBRÓGLIO PETROBRAS, PRÉ-SAL E NOVOS TERMINAIS
Publicado em 01/25/2012 as
12:12 PM
A Petrobras não fala nem decide. Quem fala e decide por ela são seus gestores. Os conflitos que têm acontecido em locais onde estão sendo montadas estruturas de apoio ao pré-sal são indícios que alguém esta falando, decidindo e olhando para o próprio umbigo e não para encontrar a solução mais adequada sob os pontos de vista social, ambiental e econômico que interessam ao País. O pré-sal é um produto sob o total controle da Petrobras e altamente cobiçado como oportunidade de negócio.
Alguém duvida que o Terminal de Ponta Negra (TPN), no município de Maricá (Rio de Janeiro), é uma semeadura de canibalismo geográfico, como tem demonstrado para quem tem olhos e ouvidos sobre as movimentações e os discursos de acabar com os terminais de Angra dos Reis e de Itaboraí?
É inevitável a pergunta: o TPN é o caminho mais curto para se encontrar a solução para ampliar o fluxo de petróleo e de dar apoio à navegação offshore do pré-sal? Com certeza o entusiasmo que acometeu o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Julio Bueno, e do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, com vistas aos alardeados investimentos de R$ 5,4 bi deve ter atingido gente da maior estatal brasileira e faz com que a racionalidade seja levada pela emoção.
Minimamente, o fato da DTA, empresa responsável pelo empreendimento do TPN na praia de Jaconé, estar prometendo desenvolver tecnologia de barragem flutuante para conter óleo derramado é uma declaração, mais clara impossível, de que haverá muito e, não pouco, impacto naquela área de potencial ecológico.
Provavelmente, uma decisão calcada em meios mais razoáveis, e mais baratas do que R$ 5,4 bi, para se chegar à solução mais elegante da logística do pré-sal vai decidir por melhorar o que já existe e ampliar tecnológica e suficientemente a sua capacidade de produção sem causar o impacto que promete o projeto da praia de Jaconé.
Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras que entrega o cargo no dia 12 de fevereiro, está apressado para se tornar político e não consegue ter mais tempo para tocar o barco da petrolífera. É bom que Maria das Graças Foster assuma o mais breve possível e acabe com esse desvario focado nos valores financeiros sem dar a menor importância às estratégias da empresa, e que prejudica a qualidade de vida na Terra. Todo mundo sabe que o foco desses empreendimentos é o dinheiro gerado pelo pré-sal. É o caso do Terminal de Ponta Negra.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/01/2012
COSTA CONCORDIA - BUSCAS NO CRUZEIRO NAUFRAGADO SÃO SUSPENSAS DE NOVO NA COSTA DA ITÁLIA
Publicado em 01/25/2012 as
12:12 PM
As operações de busca no cruzeiro Costa Concórdia, que naufragou em 13 de janeiro na ilha italiana de Giglio, no Mar Tirreno, foram suspensas novamente em função do mau tempo, assim como os preparativos para tentar bombear combustível do barco adernado e parcialmente submerso.
Na véspera, foram iniciadas as operações preliminares para bombear o combustível que ameaça contaminar a ilha italiana de Giglio.
A equipe técnica da empresa holandesa Smit Salvage, encarregada do bombeamento do combustível, quer estudar todas as possibilidades para extrair de maneira segura as 2.400 toneladas de combustível de dentro dos 23 tanques do navio.
Na segunda-feira à tarde, uma mancha de óleo de cerca de 200 metros por 300 surgiu não muito longe do navio e os especialistas em meio ambiente acreditam que tenha emergido após o naufrágio, trazida pelas correntes marítimas.
Na terça, um barco especial do Ministério do Meio Ambiente lançou boias absorventes em torno da mancha, composta por detergentes e óleo de cozinha e de motor.
Mergulhadores militares abriram um novo buraco no casco do barco, a cerca de 20 metros de profundidade
Nesse meio tempo, os mergulhadores militares abriram um novo buraco no casco do barco, a cerca de 20 metros de profundidade, e localizaram o 16º corpo na ponte número 3, onde ficava grande parte dos botes salva-vidas.
No total 16 pessoas permanecem desaparecidas.
O promotor geral da região considerou nesta terça que a Justiça não deve limitar a sua investigação ao capitão Francesco Schettino, e sim se concentrar também nas eventuais responsabilidades da empresa proprietária do transatlântico, a Costa Cruzeiros.
Schettino e seu imediato a bordo, Ciro Ambrosio, são por enquanto as únicas pessoas acusadas do naufrágio. Foram acusados por homicídios múltiplos, naufrágio e abandono de navio, mas não foram indiciados formalmente.
O comandante do navio é mantido em prisão domiciliar no sul da Itália.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 25/01/2012
NAVIO-VELEIRO - VISITA AO CISNE BRANCO PODE SER UMA OPÇÃO DE LAZER NESTE FERIADO
Publicado em 01/25/2012 as
12:11 PM
Moradores de Santos e turistas poderão conferir, a partir desta quinta-feira, toda a beleza do navio-veleiro Cisne Branco. A embarcação, que também é conhecida pelo papel que desempenha, como principal representante da Marinha do Brasil no exterior, estará aberta à visitação pública até domingo.
No primeiro dia, devido ao feriado municipal, ele poderá ser visitado das 10 às 18 horas. De sexta-feira em diante, será das 14 às 18 horas. A entrada é gratuita.
O navio está atracado no Cais da Marinha, onde fica a sede da Capitania dos Portos de São Paulo, entre os armazéns 27 e 29 da Margem Direita (próximo à Bacia do Macuco).
Com características únicas, o Cisne Branco deve chamar a atenção dos visitantes, que poderão conhecer o convés do navio, suas velas (com um total de 2.195 metros quadrados) e o conjunto de cordas que as movimenta. Alguns dos intrumentos de orientação à navegação também poderão ser apreciados. Oficiais e marinheiros estarão a disposição para explicar operações como o içamento das velas - que envolve praticamente todos os 52 tripulantes.
O Cisne Branco foi construído na Holanda para participar da travessia comemorativa dos 500 anos de Descobrimento do Brasil. Sua viagem inaugural começou em 9 de março de 2000, em Lisboa, Portugal, e terminou em 22 de abril no litoral da Bahia, em Porto Seguro. O trajeto foi o mesmo feito pelo navegador Pedro Álvares Cabral em 1500.
O veleiro veio à região para as festividades dos 466 anos da fundação de Santos, celebrados oficialmente nesta quinta-feira. Ele chegou na última sexta-feira. No sábado, participou da Regata Aniversário da Cidade na Baía de Santos.
A embarcação deixará Santos na segunda-feira.
Oficiais e marinheiros estarão a disposição para explicar operações como o içamento das velas
Características
Com 32 velas, o Cisne Branco foi construído com base nos projetos dos últimos clippers, navios longos e estreitos fabricados no século passado, com a missão de superar a lentidão das antigas embarcações com propulsão à vela. Os clippers foram planejados para carregar pequenas cargas ou volumes, além de passageiros.
Com 76 metros de comprimento, o Cisne Branco viaja, na maior parte do tempo, graças à força do vento. O motor é utilizado apenas quando as condições climáticas são desfavoráveis ou em situações específicas, como na entrada e na saída dos portos.
O Cisne Branco não é todo de madeira: o casco e o mastro são de aço. Apenas o convés é em madeira.
Curiosidades
O navio-veleiro é utilizado na formação de oficiais e praças e mantém tradições navais antigas e curiosas. Uma delas se refere a uma moeda de 100 réis, de 1936, com o busto de Almirante Tamandaré (patrono da Marinha), que foi doada pelo almirante-de-Esquadra Arlindo Vianna Filho (chefe do Estado-Maior da Armada em 2000, quando o Cisne Branco foi incorporado à Marinha). Ela está cravada sob o pé do mastro principal. Uma réplica está fixada na área interna do veleiro.
A moeda faz referência a uma lenda grega, em que uma moeda era utilizada como pagamento a figura mitológica, que fazia o transporte das almas dos tripulantes ao paraíso.
O veleiro navega com uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, semelhante à que o navegador português Pedro Álvares Cabral trouxe em suas caravelas na viagem de Descobrimento do Brasil, em 1500. A réplica foi doada ao navio por portugueses.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 25/01/2012
PERNAMBUCO - OPERAÇÃO MANDA TRÊS MIL TONELADAS DE LIXO DE NORONHA PARA O CONTINENTE
Publicado em 01/25/2012 as
12:11 PM
Uma verdadeira montanha de lixo está sendo removida do arquipélago
Uma verdadeira montanha de lixo está sendo removida do arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. A Administração da Ilha montou uma megaoperação para retirada de três mil toneladas - cerca de três milhões de quilos - de plástico, latas, madeira e até lixo orgânico (restos de comida), que estão acumulados em Noronha. No trabalho estão sendo usados sete caminhões, três guinchos, um rebocador e uma balsa. As embarcações foram alugadas no Rio de Janeiro.
Ao todo, 34 homens trabalham nesta operação, que envolve a remoção dos sacos com lixo prensado (chamados big bags) com quinhentos quilos cada um, da usina de resíduos até o Porto de Santo Antônio para o embarque. O serviço está sendo realizado em dois turnos até a meia noite. A previsão é que a primeira balsa zarpe de Fernando de Noronha nesta quarta-feira (25) rumo ao Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife. Nesta etapa, devem ser transportadas mil toneladas de lixo. Estima-se que sejam gastos nesta operação cerca de R$ 1,6 milhão, verba do Governo do Estado.
O coordenador de infraestrutura da Administração do Distrito, Paulo Coelho, informou que o lixo começou a ser acumulado em Noronha em 2009, quando a empresa que realizava o transporte para o continente deixou de realizar o trabalho , rompendo um contrato firmado. Foram cinco meses sem a retirada dos resíduos. Após a contratação de uma nova empresa, uma determinação da Capitania dos Portos obrigou que todas as embarcações fossem reformadas, o que gerou mais dois meses de paralisação. Seguindo Paulo Coelho, desde então o governo tenta resolver o problema do lixo acumulado, o que está sendo executado agora.
Isaías Pedro da Silva, responsável pelas atividades de remoção por parte da Universo, empresa que faz a limpeza urbana em Noronha, acredita no arquipélago é de cerca de 120 toneladas por mês, e o navio que faz retirada deste lixo tem transportado cerca de 80 toneladas/mês. O coordenador de Infraestrutura do Distrito discorda desta opinião. Ele acredita que a partir de agora os problemas de acúmulo serão solucionados, até porque o governo está com processo aberto para troca da empresa que faz a limpeza urbana da ilha. "A licitação já foi realizada e o processo está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Estado", afirma Coelho.
A maioria do lixo que é enviado para o continente poderia ser reciclado e transformado em novos produtos. Paulo Coelho avalia que a reciclagem não é feita em Noronha porque a ilha não tem demanda para consumir tudo que fosse produzido. "A produção seria muito maior que a capacidade de consumo, não é viável", sentencia o coordenador.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 25/01/2012
MMX NEGA INTERESSE EM VENDA DE CONTROLE PARA FERROUS
Publicado em 01/23/2012 as
01:51 PM
A MMX, mineradora controlada pelo Grupo EBX, do empresário Eike Batista, negou interesse em uma possível venda do controle da companhia para a Ferrous Resources.
"A MMX não tem qualquer interesse no projetado negócio", diz a íntegra do comunicado enviado pela MMX ao Valor.
De acordo com notícias veiculadas pela Bloomberg, a Ferrous, que tem como sócios fundos de investimentos estrangeiros e investidores brasileiros, teria feito uma proposta de US$ 2,3 bilhões pela MMX Mineração e Metálicos no mês passado. Pela proposta, a Ferrous ficaria com 53% da nova companhia, enquanto os atuais acionistas da MMX ficariam com os 47% restanets.
Fonte: Valor / Por Rafael Rosas
Data : 23/01/2012
THYSSENKRUPP ESTUDA VENDER USINA NO RIO, DIZ REVISTA
Publicado em 01/23/2012 as
01:51 PM
Empresa culpou altos custos da fábrica no Brasil pelos prejuízos registrados no ano fiscal de 2010/2011
A ThyssenKrupp está considerando a venda das usinas da empresa no Rio de Janeiro e no Estado norte-americano do Alabama, publicou nesta quinta-feira a revista alemã Manager, citando fontes na companhia.
A Vale, que já tem participação de cerca de 25% na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), pode ser uma possível compradora, publicou a revista em sua edição online. Procurados, representantes da ThyssenKrupp na Alemanha e da Vale no Brasil se recusaram a comentar o assunto.
A notícia foi publicada um dia antes do encontro anual da ThyssenKrupp, no qual a maior produtora de aço da Alemanha deve enfrentar questionamentos de acionistas sobre a CSA e a usina no Alabama.
A ThyssenKrupp teve prejuízo líquido de 1,8 bilhão de euros (US$ 2,4 bilhões) no ano fiscal de 2010/2011 e culpou o resultado aos altos custos da fábrica no Brasil, operada por sua unidade Steel Americas, e o fortalecimento da moeda brasileira e os fracos mercados de aço nos Estados Unidos e na Europa.
As usinas da ThyssenKrupp no Brasil e no Alabama são interligadas, com a CSA produzindo placas de aço para serem acabadas nos EUA. A usina no Rio de Janeiro, que tem capacidade para 5 milhões de toneladas de placas por ano, começou a operar em setembro de 2010, após investimento de 5 bilhões de euros e cinco anos de construção.
A CSA -projetada em 2005, quando o mercado de aço mundial não atravessava uma crise de sobreoferta e forte alta nos custos de insumos como carvão e minério de ferro- sofreu uma série de problemas ambientais que atrasaram seu cronograma.
Em setembro passado, o vice-presidente financeiro da CSA, Rodrigo Tostes, afirmou que a empresa alcançaria pico de produção em meados deste ano.
Fonte: Reuters Brasil
Data : 22/01/2012
BAHIA INVESTE NA QUALIDADE DA HIDROVIA
Publicado em 01/23/2012 as
01:50 PM
Três comboios fluviais com capacidade de transportar 3,5 mil toneladas de carga cada um trafegam atualmente no Rio São Francisco. Elas são da Icofort, que beneficia caroço de algodão em Juazeiro e operam no único trecho comercialmente navegável.
Com extensão de 610 km, entre Ibotirama e Juazeiro, esse trecho, do total de 1.371 km da hidrovia do São Francisco, "sinaliza para a viabilidade econômica da navegação fluvial no rio," aponta o secretário do Planejamento da Bahia, Zezéu Ribeiro.
Ele destaca a intervenção do Governo do Estado, por meio de um decreto que deu condições para a dragagem de 50,8 mil metros cúbicos de areia em três passagens críticas que dificultavam a navegação dos comboios.
"Esse trabalho garantiu a continuidade da navegação dos comboios, que estava em vias de ser paralisada". O documento declarava "situação de emergência" em Limoeiro, Meleiro, Torrinha, Amarra Couro, Ilha do Mendonça e Fazenda Carrapicho.
"Nestes trechos, que integram a parte navegável do rio, haviam se formado bancos de areia que inviabilizavam o tráfego aquaviário e ofereciam um risco crescente para a segurança da navegação. Por isso, era imperiosa a execução de serviços emergenciais".
A hidrovia é um modal vantajoso, tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental. Um comboio, ao fazer um carregamento de 3,5 mil toneladas, retira das estradas cerca de 80 carretas com 45 toneladas cada, colaborando para a segurança.
Os bancos de areia que ameaçavam interromper o fluxo de mercadorias regularmente transportadas pela hidrovia se formaram com a estiagem ocorrida entre os meses de agosto e novembro, acentuando o rebaixamento do nível do Rio São Francisco.
O rio é utilizado principalmente para o escoamento da safra de grãos, o que ocorre entre os meses de maio e março do ano seguinte, período durante o qual a navegação não pode ser interrompida, pois provocaria grandes prejuízos para a economia baiana.
A dragagem dos mais de 50 mil metros cúbicos ocorreu entre 22 de setembro e 29 de dezembro do ano passado. Os trechos beneficiados foram a Ilha do Mendonça, Amarra Couro e a Fazenda Carrapicho.
Fonte:A Região
Data : 23/01/2012
FIAT VAI IMPORTAR CARROS POR SUAPE
Publicado em 01/23/2012 as
01:50 PM
Atualmente, os veículos vindos do México são desembarcados no Porto do Rio de Janeiro, o que retarda uma operação mais eficiente de distribuição desses modelos no Nordeste
A Fiat iniciou as negociações com o governo do Estado para instalar uma central de distribuição de veículos no Complexo Portuário de Suape. A intenção é atender o mercado do Nordeste, melhorando a sua operação de importação de modelos fabricados no México, de onde saem os veículos Freemont (uma SUV lançada no meio do ano passado) e o compacto retrô Fiat 500 (fala-se como em italiano, cinquecento). A operação aconteceria antes mesmo da conclusão de sua fábrica no município de Goiana, segundo o Blog de Jamildo.
Atualmente, os veículos vindos do México são desembarcados no Porto do Rio de Janeiro, o que retarda uma operação mais eficiente de distribuição desses modelos no Nordeste. Apesar de ser menos conhecido no mercado local, o Freemont é um carro que tem fila de espera nas concessionárias da montadora nos municípios do Nordeste. Segundo a assessoria de imprensa da Fiat, a logística de movimentação de um modelo importado envolve estocagem e distribuição, elementos essenciais para o sucesso de vendas, que se inicia com o pedido. A empresa não informa números nem dá prazo para o início da operação.
O vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, diz que as negociações estão dentro do planejamento de estruturação da Fiat no Estado e que já estava prevista a possibilidade de importação de veículos por meio do porto. "Não há nada fechado. Iniciamos a conversa com a montadora dentro do próprio processo de instalação de operações logísticas que serão feitas por Suape", diz.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 23/01/2012
TERMINAL E PORTO SECO DE CAMPO GRANDE NÃO OPERAM ESTE ANO
Publicado em 01/23/2012 as
01:50 PM
Com investimento de R$ 22 milhões, o Terminal Intermodal de Cargas e o Porto Seco de Campo Grande não devem começar a funcionar este ano. Problemas burocráticos emperram o processo licitatório, que vai definir as empresas que administrarão os locais. Enquanto isso, partes da obra levantada já sofrem com a falta de uso.
O projeto se divide basicamente em duas estruturas: o Porto Seco propriamente dito seria uma aduana, com funcionários da Receita Federal responsáveis por lidar principalmente com documentos referentes à importação e exportação. MS é o único estado do Centro-Oeste que não possui um Porto Seco. Já o Terminal Intermodal de Cargas será composto por diversos serviços, desde posto de combustível até acomodações para caminhoneiros.
A estrutura é completa por uma unidade do Governo estadual, localizada ao lado, que resolveria pendência com documentos e tributos regionais, e pela unidade da ALL, empresa responsável pelas linhas férreas do Estado.
Projeto antigo, estudado desde 1999, o Porto Seco começou a sair do papel apenas em 2008, com o início das obras na saída para Sidrolândia, realizadas pela Prefeitura municipal com verbas federais. No caso da aduana, o maior problema é a falta de autorização por parte da Receita Federal. "Todos os pedidos já foram feitos oficialmente, estamos no aguardo. A expectativa é boa, acreditamos que uma resposta de Brasília chegue ainda no primeiro semestre", opinou Leonardo Barbirato Junior, assessor executivo da Prefeitura.
Fonte: Correio do Estado/VINÍCIUS SQUINELLO
Data : 23/01/2012
VALE INVESTE EM MEGACENTRO DE DISTRIBUIÇÃO
Publicado em 01/23/2012 as
01:49 PM
Para encurtar a distância até a China, competir com as mineradoras australianas (mais próximas desse principal mercado) e reduzir a volatilidade dos preços, a Vale vai construir megacentros de distribuição de minério de ferro no exterior.
A maior aposta é num complexo que inclui terminal portuário e pátio de estocagem situado na Malásia, cujo investimento é de US$ 1,4 bilhão (R$ 2,5 bilhões).
Lá, a Vale poderá manter, a partir de 2014, até 30 milhões de toneladas de minério de ferro -- cerca de 10% de sua produção anual.
Com esse estoque estratégico, a Vale atenderá mais rapidamente os clientes chineses. A partir dos terminais brasileiros, um navio da Vale leva 45 dias para chegar à China, enquanto suas concorrentes australianas BHP e Rio Tinto não demoram mais do que 12 dias.
Sozinho, o país asiático absorve 45% das vendas da Vale e poderá ser atendido em menos de dez dias a partir da Malásia.
"O objetivo é, primeiro, reduzir o custo de chegar à Ásia. Segundo, possibilitar a blendagem [mistura] de diferentes minérios para melhorar a qualidade. E, terceiro, atender os clientes em tempo igual ou inferior ao dos concorrentes mais próximos (australianos, indianos e sul-africanos)", disse à Folha José Carlos Martins, diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale.
Motivo não menos importante, afirma, é diminuir a volatilidade do frete e do preço do minério -graças ao elevado estoque. "A volatilidade é ruim para produtores e consumidores e só favorece especuladores e intermediários", diz Martins.
Segundo Victor Pena, analista do Banco do Brasil, a Vale poderá aproveitar mais rapidamente momentos de preço em alta para atender em prazo mais curto os clientes chineses -a maioria sem contratos longos e com preços fixados no curto prazo.
Com o crescimento da produção própria de minério de ferro das siderúrgicas brasileiras, diz, a Vale terá excedente ainda maior para exportação e se prepara para colocar o produto no exterior a um custo menor.
A empresa já instalou outro centro de distribuição em Omã para atender África, Oriente Médio e Índia. Investiu US$ 300 milhões (R$ 530 milhões). No local, já havia um porto adaptado às necessidades da Vale -por isso, a alocação de recursos foi menor do que na Malásia.
No terminal portuário da Malásia, poderão atracar os megacargueiros Valemax -- navios do mesmo tipo do que sofreu rachaduras e passa por reparos na costa do Maranhão.
Desse modo, a mineradora equaciona outro problema: nenhum desses navios teve ainda autorização para parar nos portos chineses.
Para proteger as mineradoras locais, a China barrou os supercargueiros alegando falta de dados sobre os riscos ambientais.
Martins diz que a estratégia de contratar esses supernavios -- verdadeiros estoques flutuantes -- é integrada à dos centros de distribuição.
Fonte: FOLHA.COM
Data : 22/01/2012
BARCARENA RECEBE MAIS UM EMPREENDIMENTO MILIONÁRIO
Publicado em 01/23/2012 as
01:49 PM
Empresas de todo o mundo apontam a Região Norte como a que mais se desenvolve no Brasil. Foi com esta certeza que a Tecop inaugurou na manhã da última sexta-feira, 20, o terminal de combustíveis sólidos em Barcarena, no Pará. Município detentor de um importante polo industrial no Norte do país.
Localizado ao lado do porto de Vila do Conde, o terminal já possui capacidade para importar e beneficiar cerca de 400 mil toneladas por ano. O potencial da região é de no mínimo 500 mil toneladas de coque de petróleo e 500 mil toneladas de coque metalúrgico por ano, que subsidiarão o estado do Pará por meio das indústrias de cimento, celulose, alumínio e cerâmica, e as grandes siderurgias localizadas nos municípios de Marabá e Açailândia.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção do Estado, Sidney Rosa, esteve na inauguração do novo empreendimento e representando o Governador do Estado, Simão Jatene, falou da importância da Tecop para a região. "Esta empresa vem para integrar exatamente o que nós estamos construindo no setor industrial do Pará. Nós precisamos agregar valor as nossas matérias primas, e somente poderemos fazê-lo se existirem meios que garantam a transformação industrial", afirmou o secretário. Ainda de acordo com ele, o "maior objetivo é incentivar cada vez mais empresas como esta e aumentar a geração de emprego e renda no Estado do Pará".
O presidente da Tecop, Jan Ruijsenaars, ressaltou a importância de escolher o Estado para receber as instalações do terminal da empresa. "A escolha se deu em função da boa estrutura portuária da localidade, da disponibilidade de uma área próxima ao porto - que foi adquirida em 2008 -, e ainda, pelo potencial de desenvolvimento de produtos de biomassa que a Região Norte do país disponibiliza", frisou o empresário.
Ainda de acordo com Jan, depois do sucesso de Cabedelo, no Estado da Paraíba, onde a empresa instalou seu primeiro terminal, o próximo passo foi buscar outra região onde pudesse 'repetir o sucesso'. "Ao dividir o país em regiões, identificamos um ponto de distribuição que atinge uma grande área. Chegamos a analisar a região sudeste, lugar de muitas possibilidades, porém seria fácil sermos copiados pela concorrência, ao passo que na Região Norte apontamos Barcarena como um lugar detentor de um porto muito bem posicionado, o com uma boa infraestrutura para importação", avaliou.
O canadense Brian Acton - representante da Oxbow, maior produtora mundial de coque de petróleo calcinado -, esteve em Barcarena e acompanhou a inauguração da Tecop, da qual é sócio majoritário. Cheio de expectativas positivas diante da grande potência econômica do Estado, ele falou que "o porto de Vila do Conde é estrategicamente bem localizado, ao passo que no Brasil a logística de escoamento ainda é deficitária". Ainda assim o empresário, que investe em mais de 40 países, falou de sua satisfação em investir no Brasil e no Pará.
Meio Ambiente
O Coque - obtido através de resíduos do processamento produtivo das refinarias de petróleo -, é um produto inerte, portanto, sem riscos de causar doenças. Ainda assim, a empresa fará a aspersão do Petcoke, ou seja, vai molhar o produto para evitar a emissão de partículas de poeira e realizará o lonamento dos caminhões evitando que parte do produto seja derramado durante o transporte.
Outra medida a ser tomada pela Tecop será a de promover varredeira para evitar a dispersão da poeira, além da lavagem dos pneus na entrada e na saída dos caminhões que transportam o produto do porto à instalação de armazenagem.
Promovido pela empresa de eventos Ciamazônica, o encontro entre empresários, funcionários e autoridades terminou com a apresentação do Balé Folclórico da Amazônia, que mostrou todo o ritmo e gingado do carimbó. E estendeu a programação de inauguração em um passeio que os levou das margens do rio Tocantins às margens do rio Guamá.
Fonte: Agência Pará de Notícias/Cora Coralina - Secom
Data : 23/01/2012
EQUIPAMENTO INÉDITO VAI MONITORAR O RIO NEGRO PARA APOIAR SEGURANÇA DE EMBARCAÇÕES
Publicado em 01/23/2012 as
01:49 PM
O Estado do Amazonas vai ser contemplado com uma inédita ferramenta para a segurança da navegação fluvial: o ondógrafo. Mais comum no monitoramento das ondas do mar, o ondógrafo será instalado em uma área do rio Negro, próximo ao Porto de Manaus, e terá o objetivo de registrar intensidade e altura dos banzeiros e medir direção e intensidade do vento. A instalação está prevista para ocorrer no próximo mês de abril.
A aquisição do ondógrafo é resultado de um projeto desenvolvimento pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Os recursos no valor de R$1,1 milhão para a aquisição do ondógrafo de uma empresa norte-americana bem como outros equipamentos, como duas estações climatológicas, vieram por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI).
Outros R$400 mil serão destinados a investimentos em pesquisas, incluindo contratação de bolsistas. O projeto todo é intitulado Rede de Monitoramento Ambiental 2 (Reman).
Orientação
O superintendente do CPRM no Amazonas, Marco Antônio Oliveira, um dos idealizadores do projeto, disse ao portal acritica.com que as variabilidades monitoradas e observadas por meio do equipamento serão repassadas para as instituições de segurança da navegação e de clima, como Capitania dos Portos e Defesa Civil.
A abrangência do ondógrafo (que tem forma de bóia) será desde o Porto de Manaus e vai até a região da Vila de Paricatuba, no município de Iranduba.
"O ondógrafo vai intensificar as orientações. Ele ficará fundiado no rio e transmitirá as variações da amplitude das ondas", explica o superintendente.
O projeto também prevê a instalação de um hidroclima, que entre outras funções vai registrar o nível dos rios de forma automática.
Ventania
O interesse em adquirir um equipamento e adaptá-lo para as condições características dos rios teve como insight um fato ocorrido há sete anos, quando uma série de embarcações veio à pique devido a uma ventania acima da média e uma forte tempestade registrada na região metropolitana de Manaus.
Conforme Oliveira, aquela tempestade que virou as embarcações veio do oeste, ao contrário das normais, que vêm de nordeste.
"Por isso vamos colocar as estações hidroclimatológicas a montante (oeste) e a jusante (leste) do ondógrafo, para pegar as duas direções dos ventos", explicou o superintendente da CPRM.
Modelo
A meteorologista Jaci Oliveira, que integra o grupo do Reman, informa que o Sipam será responsável pela medição da atmosfera. O CPRM vai estudar as variações das ondas e o nível do rio e a Ufam analisar os impactos destas condições nos navios e nas populações.
"O modelo conceitual vai estudar qual o vento que gera o banzeiro e qual o banzeiro que gera efeito perigoso para as embarcações", destaca.
Jaci conta que embora a instalação seja restrita a uma específica, o equipamento terá um modelo que acabará servindo para o restante de toda a calha do rio Negro, no Amazonas.
Fonte: A Crítica/ELAÍZE FARIAS
Data : 23/01/2012
TCU FARÁ PENTE-FINO NA PETROBRAS
Publicado em 01/23/2012 as
01:48 PM
Rio - O Tribunal de Contas da União (TCU) vai promover este ano uma varredura nos contratos assinados pela Petrobras e por empresas em que a estatal tenha o controle societário, no Brasil e no exterior.
Segundo o Tribunal, a empresa tem desrespeitado regras de contratação. Maior estatal brasileira, a Petrobras assinou no ano passado contratos que somam R$ 16,3 bilhões sem qualquer tipo de concorrência ou tomada de preços com fornecedores, o que representou quase um terço da contratação de serviços da companhia (R$ 52 bilhões). O valor equivale ainda a 19% dos R$ 84,7 bilhões em investimentos previstos pela empresa em 2011.
Se levarmos em conta os últimos três anos, as contratações sem concorrência engordaram as contas bancárias de prestadores de serviços em
R$ 49,8 bilhões. Os dados foram compilados com base em cerca de 20 mil contratos de serviços ? construção, projetos, instalações de equipamentos e manutenção, por exemplo ? disponíveis no site da estatal.
A compra sem concorrência é prevista pela própria Lei das Licitações (número 8.666) e pelo decreto que simplificou as contratações da estatal em 1998, que permitem classificar os contratos como "dispensa", "inexigibilidade", "inaplicabilidade" ou "convênios".
Segundo o Tribunal, que se posiciona contrário à flexibilização das regras de compras da empresa, seu técnicos começam a observar desrespeito às regras, mesmo pelos critérios previstos no decreto de 1998.
"Muitas vezes, o Tribunal verifica que a Petrobras tem descumprido até as regras do decreto. A estatal é muito grande, dentro do Brasil e no exterior. Estamos agora tentando varrer todas as atividades societárias da Petrobras. A Petrobras América, que tem escritórios no Golfo do México e em Nova York, pode ser auditada a qualquer momento. No ano passado, fizemos isso na Petrobras Netherlands, que contrata plataformas, e impedimos o pagamento referente ao reequilíbrio financeiro de um contrato", disse Carlos Eduardo de Queiroz Pereira, titular da 9ª Secretaria de Controle Externo do TCU.
Os contratos sem licitação da Petrobras geram polêmica desde que o governo Fernando Henrique Cardoso baixou o decreto em 1998 flexibilizando as regras de contratação da companhia.
Fonte: A Gazeta - ES
Data : 23/01/2012
MEGAEMPRESÁRIO EIKE BATISTA CORRE ATRÁS DE ESPAÇO PARA SUPERPORTO
Publicado em 01/23/2012 as
01:48 PM
Na tentativa de acelerar a desapropriação das terras do futuro Superporto do Açu, em São João da Barra (cidade litorânea no norte fluminense), a LLX, empresa de logística do megaempresário Eike Batista, decidiu comprar todos os terrenos possíveis numa área de 70 quilômetros quadrados destinada ao parque industrial do empreendimento. Até mesmo as terras cujos supostos proprietários não conseguem comprovar a posse por meio de documentos estão na mira de Eike, incomodado com o impasse criado na região a partir do momento em que anunciou, há quase seis anos, a intenção de construir o porto e um estaleiro.
O bilionário comprou, inicialmente, 100 quilômetros quadrados em um trecho ermo do Açu, no litoral de São João da Barra. Ao requerer do governo do Estado do Rio o licenciamento ambiental, teve de aceitar a contrapartida de manter preservada metade da área, coberta por vegetação de restinga. Assim, passou a ter apenas 50% do espaço inicialmente planejado. O resto das terras que adquiriu virou área de preservação, intocável.
Além do porto projetado para exportação de minério de ferro e apoio à atividade petrolífera na vizinha Bacia de Campos, em desenvolvimento nos próximas décadas por causa de descoberta do pré-sal, Eike vislumbrava para a região um complexo industrial de porte inédito no Brasil.
Só que, com a restrição ambiental, o megaempresário argumentou com o governador Sérgio Cabral (PMDB) que não teria como concretizar o que planejara. O governador decidiu então desapropriar, numa primeira fase, uma área de 23 quilômetros quadrados, vizinha às terras de Eike. Numa etapa posterior, mais 47 quilômetros quadrados.
Foi quando os problemas surgiram. Nas terras da fase 1, a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio (Codin) mapeou 151 propriedades rurais. Dessas, só 16 eram habitadas permanentemente; 60 desenvolviam algum tipo de lavoura; as outras 91 eram pastagens naturais, em terreno arenoso e de capim de baixa qualidade. Os 16 proprietários residentes foram indenizados e reassentados na Vila da Terra, construída pela LLX em área vizinha ao futuro complexo industrial. A empresa de Eike já adquiriu 67 das 151 propriedades, nenhuma delas com a posse comprovada por documentos oficiais.
Fonte: A Gazeta (Vitória)ES
Data : 22/01/2012
IMPLANTAÇÃO DO POLO NAVAL DE JACONÉ PODE COMEÇAR ESTE ANO
Publicado em 01/23/2012 as
01:48 PM
Rio de Janeiro - Com a previsão de gerar 9 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção, elevando esse número para até 12 mil após a entrada em operação, o projeto de implantação de um polo naval em Jaconé, distrito de Maricá (RJ), poderá começar a sair do papel até o fim deste ano.
"Estamos trabalhando para ter o licenciamento ainda no segundo semestre", disse o prefeito de Maricá, Washington Quaquá. O projeto prevê investimento de R$ 5,4 bilhões e visa a preencher o déficit em logística, previsto com a exploração do petróleo na área do pré-sal, informou. "A área de Jaconé é propícia a isso".
Amanhã (24), a construção do polo naval será discutida durante reunião entre o prefeito de Maricá e o governador do Rio, Sergio Cabral Filho. O projeto também é estratégico para o estado em termos de escoamento da produção nacional, ressaltou Washington Quaquá.
Segundo ele, o município vem perseguindo há três anos o projeto de transformar Jaconé em área industrial para servir ao pré-sal. O prefeito explicou que a cidade de Maricá e a região de Jaconé têm vocação turística, mas admitiu que "o turismo, sozinho, não sustenta a economia local. Esse porto é fundamental para dar uma base industrial à cidade, para gerar emprego, gerar recursos, para que o município possa investir na atividade do turismo".
O governo fluminense apoia o projeto. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, ressaltou que a área tem vocação não só para escoar a produção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado em Itaboraí, como para receber estaleiro para a manutenção de plataformas.
O Porto de Jaconé terá capacidade para receber 850 mil barris/dia de petróleo, o que corresponde a 40% da produção atual do país. A previsão é que a obra seja concluída em 2015, coincidindo com a inauguração do Comperj.
O projeto é desenvolvido pela DTA Engenharia, responsável pelo planejamento de mais de 30 portos no Brasil e no exterior, informou a secretaria. A empresa já está elaborando o pedido de licenciamento ambiental. Segundo o prefeito de Maricá, não existe nenhuma unidade de conservação ambiental naquela região. "Não vemos problemas e acreditamos que a licença não vai tardar a sair", reforçou o secretário Julio Bueno.
Procurada pela Agência Brasil, a organização não governamental internacional de defesa do meio ambiente Greenpeace alegou que não está "acompanhando de perto o caso do polo naval" e, por isso, não dispunha de fonte para comentar o projeto.
Washington Quaquá avaliou que a principal vantagem do Porto de Jaconé é a proximidade. Ele ficará a 26 quilômetros do Comperj. A alternativa mais próxima, o Porto de Açu, situa-se a 250 quilômetros, acrescentou. Outro atrativo é a profundidade. "Ele vai ser o porto mais profundo do Brasil e um dos mais profundos da América Latina. Nós vamos ter de 20 metros a 30 metros de profundidade". Isso permitirá a atracação de navios de alta capacidade, com até 400 mil toneladas, disse o prefeito.
Ele considerou natural que em ano eleitoral ocorram manifestações políticas contrárias ao projeto. Revelou, porém, que pesquisa feita pela prefeitura apurou que 85% da população são favoráveis à construção do porto. "Há uma ampla maioria da população de Maricá favorável ao empreendimento".
Fonte: Agência Brasil/Alana Gandra
Data : 23/01/2012
DILMA DECIDE: NATAL NÃO TERÁ NOVO PORTO
Publicado em 01/23/2012 as
01:47 PM
Ao sancionar esta semana o Plano Plurianual (PPA) 2012/2015, cortando R$ 35,7 bilhões em programações de obras de infraestrutura que foram aprovadas pelo Congresso, a presidenta Dilma Rousseff também cortou as esperanças do Rio Grande do Norte de ter um novo porto, um investimento estimado em R$ 2 bilhões, fruto de emendas da bancada parlamentar do RN.
Sonho acalentado há muito anos, o novo porto de Natal, que seria construído na margem esquerda do Potengi, foi sepultado de vez por Dilma, que cortou o investimento . Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Na relação das obras barradas estão, além do novo porto de Natal, o ramal Paraíba da ferrovia Nova Transnordestina e a construção de uma ponte para interligar a BR-319 à rodovia AM-070, no estado do Amazonas.
O governo justificou os cortes: "Trata-se de empreendimentos de grande porte, que não possuem estudos prévios de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social necessários à sua implementação. O início de obras nessas condições aumentaria significativamente o risco de pulverização de recursos, de dilatação de prazos, de execução e de paralisação de obras".
Em expansão
Em matéria publicada pelo Diário de Natal/O Poti, no dia 9 de outubro de 2011,tinha-se uma noção exata do que representaria a expansão do porto para a economia do Rio Grande do Norte.
Com o pátio lotado de mercadorias, o Porto de Natal localizado na margem direita do Rio Potengi, sinalizava para a urgência em investimentos na ampliação e modernização de sua estrutura.
Três projetos foram inseridos nas duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC), do governo federal. O mais ousado deles era exatamente o que pretendia criar um novo cais na margem esquerda do rio Potengi, na Zona Norte. Atualmente, o porto ocupa uma área de 5,3 quilômetros quadrados e 540 metros de cais, e se situa entre os bairros da Ribeira e das Rocas, Zona Leste de Natal. A nova área na margem esquerda acrescentaria 8,7 quilômetros quadrados ao porto.
"A margem esquerda do rio tem características que facilitam o escoamento da produção do estado.Não está encravada na área urbanizada, como a margem direita, e é mais desafogada do trânsito. O acesso aos modais rodoviário e ferroviário também seria facilitado e a Zona Norte é mais próxima ao futuro Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que funcionará como terminal de passageiros e de cargas", explicou, à época, Emerson Fernandes, diretor presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte até a última sexta-feira.
Com o projeto, a margem esquerda do rio Potengi seria utilizada para carga e descarga de minérios de ferro e contêineres, enquanto a margem direita ficaria destinada para cargas soltas, como o trigo.
A expansão do Porto de Natal vinha ocorrendo paralelamente aos projetos estruturantes que viabilizam a cabotagem (transporte marítimo de mercadorias entre portos de um mesmo país), visto como uma opção ao sistema rodoviário, barateando os custos de escoamento. Recentemente foi concluída a dragagem da margem direitado rio Potengi, que aumentou o calado de 10 metros para 12,5metros de profundidade.
A largura das bacias, onde os navios fazem as manobras, passou de 250 para 300 metros. Com essas obras, o porto passou a receber navios com capacidade para até 60 toneladas. "Além de recebermos navios maiores, também podemos receber contêineres com até cinco metros de altura, quando antes só podíamos receber os que tinham até dois metros de altura", explicou Emerson Fernandes, então diretor presidente da Docas.
O primeiro projeto incluído no Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) foi a ampliação do terceiro berço de atracação, de 220 metros para 365 metros. O valor necessário à conclusão da obra foi orçado em R$ 108 milhões.
Fonte:Diário de Natal
Data : 23/01/2012
CE: CHINESES MINAM 12% DAS VENDAS DA INDÚSTRIA TÊXTIL
Publicado em 01/23/2012 as
01:47 PM
As exportações de produtos têxteis cearenses alcançaram US$ 86,9 milhões
A penetração de produtos têxteis e de confecções acabadas importados no Ceará e as fábricas de "fundo de quintal", que atuam na informalidade, minaram em 12% as vendas e em 16% a produção da indústria de confecção local, em 2011, enquanto a produção física da indústria têxtil cearense registrava queda de 24,7%.
Já as exportações de produtos têxteis cearenses alcançaram US$ 86,9 milhões, registrando elevação de 23%, em comparação aos US$ 70,7 milhões, em 2010. Em compensação as importações avançaram em ritmo superior, com aumento de 60,3%, saltando de US$ 167,2 milhões em 2010 para US$ para US$ 268,1 milhões, no ano passado. No Brasil, dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi) revelam que a participação de manufaturas têxteis (fios, tecidos, malhas e outras matérias-primas) importados, sobretudo da China, Índia e Vietnã, já representaram nada menos que 31,6% da produção nacional e que os artigos de vestuário asiáticos já dominam 10% de todo o varejo brasileiro.
Cotas
Diante do avanço dos produtos têxteis e de confecção no País, a Associação Brasileira da Indústria têxtil (Abit) está elaborando um pedido de salvaguardas para o setor, a ser apresentado ao Ministério da Indústria e Comércio (Mdic). Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Ceará, Germano Maia, "o documento fica pronto em março próximo. O objetivo da medida é "proteger a indústria nacional da concorrência desleal dos produtos chineses".
Conforme disse, a ideia é a de que o governo brasileiro estabeleça cotas, em quantidade, de produtos têxteis e de vestuário a serem importados, principalmente dos países asiáticos. "As salvaguardas serão essenciais para o setor", defende Maia, como forma de conter o avanços dos importados chineses no mercado nacional, em 2012.
Subsídio chinês
De acordo com ele, há quatro anos, a participação dos produtos têxteis asiáticos no País era de 2,5%, e hoje, já soma 10%, três vezes mais. Para ele, a perda de competitividade do setor não ocorre por falta de qualidade nos produtos cearenses, "mas devido à concorrência desleal".
"Da porta da fábrica para dentro está tudo bem, temos qualidade, qualificação e tecnologia. O problema está do lado de fora", declara Maia, numa referência a elevada carga tributária e aos juros altos no Brasil. Segundo ele, que esteve visitando fábricas têxteis na China, em novembro último, é difícil competir com os chineses, "que gozam de subsídios de 75% no preço do algodão, recebem terrenos para construção de indústrias e uma série de isenções fiscais".
"Além de todos esses benefícios (concedidos aos chineses), ainda sofremos com a informalidade", acrescenta o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções do Ceará (Sindiconfecções), Marcos Vinícius. Para ele, "não é o produto chinês que é barato, mas o brasileiro que é caro", ou encarecido com o excesso de encargos e impostos.
"Na China, a indústria de confecção paga 5% de imposto sobre o valor agregado, aqui, só de ICMS, PIS e Confins, pagamos 23%", protesta Vinícius. Com isso, acrescenta o empresário, os produtos chineses estão invadindo os grandes magazines, principal consumidores da indústria de confecção local.
Mercado interno
Mas, para a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), entidade que reúne as principais redes de varejo de vestuário do País, a participação de 10% de itens importados de vestuário no mercado nacional não representa uma invasão de peças asiáticas no País ou que haja um descontrole na importação, como alega setores da indústria.
De acordo com a Abvtex, esse percentual mostra que a indústria brasileira é tratada com prioridade pelos varejistas, cujo segmento deve fechar 2011 com alta de 12,4% no faturamento e a indústria com crescimento de 5% de faturamento. A entidade defende que as importações se tornaram necessárias para suprir uma pequena parte da demanda interna.
Cotas
"As salvaguardas serão essenciais para o setor. O objetivo é proteger a indústria nacional da concorrência desleal dos produtos chineses"
Germano Maia
Presidente do Sinditêxtil-CE
Fonte : Diário do Nordeste/CE
Data : 23/01/2012
ZPE DO PECÉM RECEBE INVESTIMENTOS E COMEÇA A VIRAR REALIDADE
Publicado em 01/23/2012 as
01:47 PM
A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza, está começando a sair do papel e virar realidade para a economia cearense. Criada no ano passado, aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento (MDIC), a zona deve fomentar a instalação de indústrias no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) - elevando assim a geração de empregos e renda no Estado, crescendo também a arrecadação do tesouro local.
Duas licitações foram abertas na Procuradoria Geral do Estado (PGE) a fim de atender às necessidades da ZPE. Devem ser investidos, somente nesta fase, cerca de R$ 7,8 milhões. De acordo com o Governo do Estado, os processos estão sendo feitos para os serviços de terraplanagem, pavimentação e drenagem da primeira etapa da ZPE. Também devem ser feitas as obras de construção da va principal de acesso à zona.
Somente os serviços de terraplanagem, pavimentação e drenagem devem consumir recursos na ordem de R$ 5,4 milhões. Já a construção da via principal está orçada em R$ 2,36 milhões. O Complexo Industrial e Portuário do Pecém é localizado em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, no Pecém. Entre os projetos em fase de instalação ou criação no Pecém estão a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a refinaria Premium II, da Petrobras.
Ao se instalar em uma ZPE, conforme as legislações específicas, as empresas têm uma série de incentivos para funcionar, de modo a operacionalizar de maneira mais viável a política de exportações.
A própria Siderúrgica deve estar na lista. No Ceará a ZPE é gerida pela Empresa Administradora da Zona de Processamento de Exportação do Pecém (Emazp). As licitações devem ter início em 23 de fevereiro.
Fonte : Diário do Nordeste/CE
Data : 23/01/2012
HABILITAÇÃO PARA TERRAPLANAGEM DA ZPE EM 30 DIAS
Publicado em 01/23/2012 as
01:47 PM
Zona de Processamento de Exportações (ZPE) do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, começa a ganhar corpo e estrutura
Aos poucos, a Zona de Processamento de Exportações (ZPE) do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, começa a ganhar corpo e estrutura definidos para que tenha o que oferecer às empresas interessadas em se instalarem na área de 4.271 hectares. Desse total, cerca de 25%, ou aproximadamente mil hectares já estão reservados e sendo preparados à instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). De hoje a 30 dias, em 23 de fevereiro próximo, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) iniciará a fase de habilitação às empresas interessadas em participar de dois processos licitatórios para realização dos serviços de terraplanagem, pavimentação e drenagem da primeira etapa da ZPE e das obras de construção da via principal de acesso à zona.
Juntas, as duas licitações irão envolver montante de R$ 8,02 milhões, de recursos próprios da Empresa Administradora da ZPE do Pecém (Emazp).
Licitações
O primeiro edital contempla as obras de pavimentação de 2,4 hectares, 2,17 hectares de piso pré-moldado, além da terraplanagem e drenagem de cerca de 38,6 hectares, que foram desmatados para receber a estrutura inicial, ou seja o prédio sede da ZPE. À estruturação dessa primeira etapa, foram desapropriados pelo governo do Estado, 77,59 hectares. A segunda licitação prevê investimentos de R$ 2,35 milhões, que serão aplicados na construção de 2,08 quilômetros de via de acesso ao empreendimento. O edital, já disponível no site da PGE, inclui pista pavimentada, parte em concreto betuminoso e outra em asfalto.
As informações foram confirmadas ontem, pelo diretor técnico da Emazp, o engenheiro Marcelo Costa Caldas. Segundo ele, a previsão é de que as obras estejam concluídas até o fim do ano.
Ele informou, ainda, que até junho próximo, será lançado o edital para construção do prédio sede da ZPE, no Pecém. "Um edital para elaboração do projeto está sendo realizado pela Seinfra", antecipou Caldas.
"Paquera"
Enquanto aguarda o início das obras, a presidente da Emazp, Cristiane Peres, segue em campo, em busca que empresas para se instalar na ZPE. Segundo ela, nessa primeira etapa, dos 77 hectares, 50% ou cerca de 35 hectares serão destinados às empresas interessadas. "Estamos buscamos, inicialmente, empresas brasileiras, já consolidadas no mercado interno e que tenham interesse em exportar", sinalizou Cristiane. Ela reconhece que, nesse momento de economia forte porque passa o Brasil, com mercado interno pujante, atrair empresas para operar preferencialmente com exportações não tem sido fácil. "A paquera continua", diz, apontando o mercado africano como a grande oportunidade atualmente.
NÚMERO
8 mi de reais é quanto irão envolver as licitações para terraplanagem, pavimentação e drenagem da 1ª etapa da ZPE e das obras de construção da via de acesso
Fonte : Diário do Nordeste/CE
Data : 23/01/2012
CUBA SONHA COM O PRÓPRIO PETRÓLEO
Publicado em 01/23/2012 as
01:46 PM
Uma enorme plataforma de perfuração chegou quinta-feira às águas quentes do golfo ao norte de Havana, onde abrirá um poço exploratório profundo no mar, inaugurando o sonho cubano de enriquecimento com seu petróleo.
A plataforma Scarabeo-9 era visível do paredão de contenção do mar, em Havana, distante, no horizonte enevoado, avançando para oeste em direção a seu sítio de perfuração final, cerca de 50 km ao norte de Havana e 90 km ao sul de Key West (Flórida). A petrolífera espanhola Repsol RPF, que alugou a plataforma da Siapem, subsidiária da Eni, por cerca de meio milhão de dólares por dia, disse que espera iniciar a perfuração dentro de alguns dias para saber se as reservas são tão ricas como previsto.
"Os geólogos fizeram seu trabalho. Se o fizeram bem, então teremos uma boa chance de sucesso", disse Kristian Rix, porta-voz da Repsol. "Foi um longo processo, mas agora estamos no ponto em que descobriremos se nossos geólogos acertaram. É um dia feliz".
Ao sonhar com o petróleo em sua costa, os cubanos despertaram controvérsia nos EUA, criando mais uma causa para atritos entre as autoridades americanas e o país caribenho. A proximidade da plataforma também despertou temores de que um enorme vazamento como o desastre ocorrido em 2010 na plataforma Macondo-Deepwater Horizon poderia poluir não apenas os recifes cubanos e suas reluzente praias de areia branca, mas também o litoral da Flórida e, potencialmente, a costa atlântica até a Carolina do Norte.
Embora inspetores americanos tenham aprovado os sistemas de segurança da Scarabeo-9, os próprios cubanos teriam dificuldades para conter um vazamento de grandes proporções, e obter ajuda não é tão simples como dar um telefonema para Washington.
Nos termos do embargo dos EUA, qualquer contratação de empresas, pessoal e equipamentos americanos por Cuba deve ser aprovada pelo governo americano. Mas, até agora, foram emitidos poucos desses certificados.
"De todos os recursos que foram necessários para deter o vazamento no poço de Macondo, menos de 5% deles foram licenciadas pelo governo dos EUA", disse Lee Hunt, da Associação Internacional de Empreiteiros de Perfuração.
Estudos estimam que Cuba pode ter entre 5 milhões e 9 milhões de barris de petróleo no mar, embora a escala das reservas ainda não tenha sido quantificada, e serão necessários anos até a introdução de um regime de produção.
Fonte: Valor Econômico/Pedro Orsi | Associated Press, de Havana
Data : 23/01/2012
ROLLS-ROYCE INVESTE PARA ATENDER PETROBRAS
Publicado em 01/23/2012 as
01:46 PM
Os investimentos da britânica Rolls-Royce em projetos ligados ao pré-sal, no Brasil, podem chegar a US$ 200 milhões nos próximos dois anos. O planejamento da companhia aposta na vitória em novas licitações da Petrobras, a instalação de um centro de treinamento, o quinto no mundo, e a construção da fábrica de turbogeradores de energia para plataformas de petróleo. A nova unidade, começa a ser construída em fevereiro, em Santa Cruz, zona oeste do Rio. O cronograma para a unidade fabril prevê investimentos de US$ 100 milhões. A outra metade dos recursos previstos para serem destinados ao Brasil ainda depende de serem alcançadas metas previstas para os próximos meses além de aprovação da diretoria.
O presidente da Rolls-Royce para a América do Sul, Francisco Itzaina, afirmou que o Rio é um dos focos da companhia no país, devido a importância do setor de óleo e gás. Mas o Valor apurou que a vontade da Rolls-Royce Brasil é de instalar um centro de treinamento também em Santa Cruz, próximo da fábrica. Caso aprovado, a construção poderá ser anunciada e iniciada nos próximos meses. A expectativa é o treinamento de cerca de 4 mil pessoas por ano, entre funcionários e clientes. A iniciativa faz parte dos planos de driblar a falta de mão de obra especializada. O presidente afirmou que outro objetivo é aumentar o índice de conteúdo local. O compromisso é um dos fatores decisivos para fechar contratos com a Petrobras.
A Rolls-Royce faturou 10,8 bilhões de libras (US$ 16,7 bilhões) em 2010. Na América do Sul, a receita gira em torno de US$ 700 milhões e a britânica planeja atingir US$ 1,5 bilhão, em 2020, com forte ajuda do Brasil. A maior parte do crescimento no país resultará da exploração offshore de petróleo e gás e de novas aeronaves na aviação civil, para renovação das frotas de aviões wide body (de fuselagem larga) das companhias sul-americanas, incluindo mais de 200 motores para a TAM, LAN e Avianca.
Nos próximos dez anos, a previsão da participação percentual de cada segmento de atuação da Rolls-Royce no Brasil será de 50% no setor aeroespacial civil, 30% em energia, 15% no setor marítimo e 5% no aeroespacial militar. A companhia emprega atualmente no país cerca de 530 pessoas em operações em São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Niterói e Macaé.
Fonte: Valor Econômico/Marta Nogueira | Do Rio
Data : 23/01/2012
GABRIELLI DEVE DEIXAR PETROBRAS PARA DISPUTAR GOVERNO DA BAHIA EM 2014
Publicado em 01/23/2012 as
01:46 PM
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deve deixar o cargo no próximo dia 12 e, no início de março, assumir uma secretaria no Governo do Estado da Bahia. Gabrielli deverá ser substituído no comando da estatal por Maria das Graças Foster, atual diretora da Área de Negócios de Gás e Energia da Petrobras, que esteve na sexta-feira à noite no Palácio do Planalto, onde se reuniu com a presidente Dilma Rousseff.
As mudanças na Petrobras foram decididas pela presidente e acertadas, há duas semanas, com o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT). A substituição visa abrir caminho para Gabrielli "se aproximar" do Estado da Bahia, onde deve se candidatar para suceder Wagner em 2014. Procurada, a assessoria da Petrobras negou, no sábado, que Gabrielli esteja deixando o comando da estatal.
Segundo apurou o Valor, a próxima reunião do Conselho de Administração da Petrobras, marcada para 13 de fevereiro, terá um dia a mais. No dia 12, um domingo, o conselho deve se reunir para referendar a decisão política. O encontro do dia 13, portanto, já seria realizado com Maria das Graças Foster à frente da companhia. A atual diretora de Negócios de Gás e Energia da Petrobras é próxima de Dilma (leia matéria abaixo).
Com as mudanças, o governador Wagner terá em sua equipe os dois principais pré-candidatos petistas à sua sucessão: além de Gabrielli, o atual secretário da Casa Civil, Rui Costa, é nome forte no PT da Bahia, um "petista querido por Wagner", como definiu uma fonte do PT nacional.
"Ele [Gabrielli] precisa deixar de ser um nome nacional, que vive no Rio de Janeiro [sede da Petrobras] e em Brasília, para viver e trabalhar na Bahia", disse Wagner a aliados petistas. O candidato petista para as eleições na capital do Estado, Salvador, neste ano, é Nelson Pellegrino, também aliado do trio Wagner, Gabrielli e Costa.
A saída de Gabrielli em 2012 o afastaria, também, de temas considerados "espinhosos" pela cúpula do PT, como a definição das novas regras de repartição dos royalties e das participações especiais do petróleo. Além disso, os negócios envolvendo o petróleo do pré-sal, foco principal da área dirigida por Maria das Graças Foster na estatal, passarão a ser cada vez mais centrais nos planos da empresa. Pré-candidato ao governo baiano, Gabrielli poderia entrar na mira da oposição caso continuasse no cargo por muito mais tempo. O PT quer que sua gestão de 79 meses à frente da Petrobras seja analisada como "100% técnica", disse uma fonte ao Valor.
Mestre em economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde é professor licenciado, e doutor pela Universidade de Boston, Gabrielli iniciou sua atuação na Petrobras em fevereiro de 2003, como diretor financeiro. Indicado pelo PT baiano, e fortemente apoiado por Jacques Wagner, nome forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Gabrielli desempenhou a função até julho de 2005, quando foi alçado à presidência da estatal.
Naquele momento, auge da crise do "mensalão", Wagner passou a ocupar a linha de frente do governo Lula, e Gabrielli passou a ter o papel de "mensageiro das boas notícias", lembra um petista. "A Petrobras passou a ser a menina dos olhos do governo, servindo aos planos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do superávit primário [capitalização da estatal em 2010 ajudou o governo a cumprir a meta fiscal] e culminando com o pré-sal", afirma um graduado petista.
Gabrielli fez uma gestão na Petrobras em que procurou atender às diretrizes do governo, quase nunca favoráveis aos acionistas minoritários da empresa. Protagonizou discussões ásperas com a presidente Dilma quando ela comandou as pastas das Minas e Energia e da Casa Civil no governo anterior.
Desde o início de sua gestão, Gabrielli negou ter politizado a estatal. Em entrevistas, alegou que manteve nomes indicados pelo PSDB e que só colocou sindicalistas na área de comunicação. Quando da elaboração do novo marco regulatório do pré-sal, Gabrielli defendeu o monopólio das reservas pertencentes à União e sua exploração pela Petrobras.
Fonte: Valor Econômico/João Villaverde e Fernando Exman | De BrasíliaColaborou Paola de Moura, do Rio
Data : 23/01/2012
GÁS NATURAL PRODUZIDO NO PAÍS PODE FICAR ATÉ 29% MAIS CARO EM FEVEREIRO
Publicado em 01/23/2012 as
01:45 PM
Isso elevaria o preço do metro cúbico vendido às distribuidoras para R$ 0,8821
O gás natural de produção nacional, usado na geração de energia térmica e pelas indústrias, pode ficar até 29,2% mais caro a partir de fevereiro. Isso elevaria o preço do metro cúbico vendido às distribuidoras para R$ 0,8821 - o equivalente a US$ 12,87 por milhão de BTU -, descontando impostos. A estimativa é da Abrace, associação dos grandes consumidores industriais e livres de energia, com base nas condições estabelecidas nos contratos entre Petrobras e distribuidoras.
O cálculo da Abrace leva em conta o custo do insumo, caso a Petrobras retome a aplicação integral, aos preços do gás, da variação da cesta de óleos e do real em relação ao dólar. O comportamento dessas variáveis no trimestre passado teria um impacto de 5,2% sobre os preços do gás. O restante do aumento é relativo aos reajustes que deixaram de ser aplicados nos trimestres anteriores, quando a Petrobras optou pelo congelamento de preços.
"Com isso, a própria Petrobras tem demonstrado que entende como inadequada a atual política de indexação direta do custo do combustível ao de energéticos concorrentes", avalia o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa.
A expectativa da entidade é que a Petrobras mantenha o procedimento de não aplicar o reajuste e, no "médio prazo", seja definida uma nova política tarifária. Pedrosa acredita que o aumento das reservas e da produção nacional de gás, além do impacto de reajustes na competitividade das indústrias, deve criar "um campo favorável para a reversão das distorções e para ajustes no custo final do gás".
Se a Petrobras não tivesse, na prática, congelado os preços, a aplicação da fórmula em vigor teria levado a aumentos, respectivamente, de 10,7% em maio, de 6,4% em agosto e de 3,8% em novembro de 2011. A estatal deve divulgar, ainda nesta semana, o preço válido para o trimestre que vai de fevereiro a abril de 2012.
Já o gás boliviano, incluindo o transporte pelo gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), deverá ser reajustado em 1,59% em janeiro, segundo a Abrace. Com isso, passaria a US$ 10,69 por milhão de BTU, inferior ao gás nacional.
O reajuste do gás natural boliviano também é feito trimestralmente e leva em consideração uma cesta de óleos, cujo preço apresentou ligeira queda recentemente. No entanto, essa variação negativa não foi forte o suficiente para reduzir o preço, uma vez que sua formação também considera a cotação da cesta de óleos ao longo de todo o ano.
Fonte : Valor Econômico
Data : 23/01/2012
TRIBUNAL JULGA INCONSTITUCIONAL LEI DE ENTREGA DO RIO DE JANEIRO
Publicado em 01/23/2012 as
01:45 PM
A lei determina o agendamento da entrega, que pode ser feita em três períodos
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) declarou inconstitucional a Lei de Entrega da capital fluminense. A Lei nº 5.287, de 2011, estabelece períodos fixos - manhã, tarde ou noite - para a entrega de produtos a consumidores. Ela entrou em vigor no dia 28 de junho do ano passado.
A lei determina o agendamento da entrega, que pode ser feita em três períodos - das 7h às 12h, 12h às 18h e 18h às 22h. A multa por descumprimento é de R$ 500. Em caso de reincidência, esse valor subiria para R$ 1 mil e o infrator teria o alvará de funcionamento suspenso se descumprisse a lei pela terceira vez.
Por unanimidade, os 22 desembargadores do TJ-RJ derrubaram a norma. Para o desembargador Otávio Rodrigues, relator do caso, a lei ofende o artigo 24 da Constituição Federal. "O direito consumerista é competência privativa da União e dos Estados", disse.
A ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei de Entrega foi proposta pelo prefeito do município do Rio, Eduardo Paes. Na ação, ele argumentou que a lei é inconstitucional porque disciplina matéria de defesa do consumidor, que não é de competência municipal. Procurada pelo Valor, a Câmara de Vereadores do Rio, autora da legislação, não comentou a decisão.
A lei da capital fluminense e outras similares, editadas por Estados (São Paulo e Mato Grosso do Sul, por exemplo) e municípios (Belo Horizonte), são questionadas na Justiça por grandes varejistas. Eles alegam inconstitucionalidade com base no argumento aceito pelo TJ-RJ, além de ofensa aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.
Fonte : Valor Econômico
Data : 23/01/2012
PETROBRAS: MÃO DE FERRO COM NOVA PRESIDENTE
Publicado em 01/23/2012 as
01:45 PM
Mão de ferro no petróleo
Nova presidente da Petrobras, que tomará posse dia 13, deve reestruturar diretoria da estatal e atuar mais alinhada ao governo
Maria das Graças Foster, que toma posse na presidência da Petrobras no próximo dia 13, deverá dirigir a estatal com mão de ferro e vai promover uma arrumação geral, na opinião de executivos do setor ouvidos pelo GLOBO. Atual diretora de Gás e Energia da companhia e um nome de absoluta confiança da presidente Dilma Rousseff, Graça - como é conhecida - assumirá o lugar de José Sergio Gabrielli, há quase sete anos no cargo, em mudança que será anunciada na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, prevista para o dia 9 de fevereiro. Segundo uma fonte do setor, uma das primeiras ações de Graça será alinhar a atuação das diretorias, que atualmente trabalham de forma independente. Com seu estilo duro e exigente, que cobra resultados de seus subordinados, Graça deverá ter uma posição mais afinada com o governo federal, principalmente em relação aos preços dos combustíveis, que vêm sendo usados na estratégia de controle da inflação. Gabrielli sempre teve sérios atritos com Dilma ao ter seus pedidos de reajustes sistematicamente negados.
- Hoje, cada diretoria é um verdadeiro feudo, cada uma vai para um lado, conforme o partido político que tem apoio. Acredito que com Graça as diretorias vão voltar a trabalhar juntas, mais alinhadas - disse um executivo.
Gabrielli, por sua vez, deve assumir uma secretaria no governo de Jaques Wagner (PT-BA), seu padrinho político, depois de passar por uma quarentena. Ontem, Gabrielli disse apenas que cabe ao Conselho nomear a diretoria, assim como cabe ao governador nomear seu secretariado.
- A pauta da próxima reunião do conselho ainda não está definida. Não tenho nada a comentar - afirmou Gabrielli ao GLOBO, por telefone.
Gabrielli acirra disputa na Bahia
Nos bastidores, Dilma já tinha manifestado o desejo de fazer essa mudança desde a transição de governo, no fim de 2010. Mas recuou na ocasião, depois de uma pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente só bateu o martelo depois de consultar Wagner. Os dois se encontraram no início deste ano na Base Naval de Aratu, na Bahia, onde ela passou o feriado de Ano Novo. O governador baiano também esteve em Brasília recentemente. Wagner já vinha defendendo que Gabrielli deveria se incorporar ao seu governo para ter uma presença mais constante na política baiana - para tentar consolidar uma candidatura ao Palácio de Ondina, sede do governo estadual, em 2014. A gestão de Gabrielli é bem avaliada no setor sob o ponto de vista de relações públicas, tanto no país quanto na área internacional, mas foi muito criticada pelo mercado por promover a bilionária capitalização em 2010, para investir na exploração do pré-sal. Isso porque o governo ampliou significativamente sua participação na companhia, diluindo a dos minoritários.
Para o lugar de Graça está sendo esperado um nome interno, entre os gerentes da área. Também é analisada a possibilidade de mudança em mais alguma diretoria da Petrobras. São seis ao todo, Exploração & Produção, Gás e Energia, Engenharia, Abastecimento, Financeira, e Internacional, que têm as forças políticas divididas entre as várias alas do PT e do PMDB. Entre as substituições cogitadas, está a de Guilherme Estrela, que ocupa a de Exploração. Outra troca seria na Internacional, hoje ocupada por Jorge Zelada, que tem o apoio do PMDB.
Ontem, um interlocutor da presidente Dilma lembrava que a relação entre ela e Graça é muito antiga, e anterior ao governo Lula. As duas se conheceram quando Dilma era secretária de Energia do Rio Grande do Sul, no governo Olívio Dutra (PT). Na ocasião, Graça, engenheira química de formação, era gerente da área de Gás e as duas desenvolveram parcerias administrativas. Quando assumiu o Ministério de Minas e Energia no governo Lula, Dilma chamou Graça para ser a Secretária de Petróleo e Gás da pasta. Quando virou chefe da Casa Civil, Graça ocupou novos cargos na Petrobras: primeiro assumiu a presidência da Petroquisa, depois o comando da BR Distribuidora, e, em 2007, passou a ser a poderosa diretora de Gás e Energia da Petrobras.
A saída de Gabrielli antecipa uma disputa interna no PT da Bahia pela sucessão de Wagner. Gabrielli deverá ganhar uma secretaria de visibilidade no governo baiano, já que pelo menos três outros pré-candidatos já estão em campo. Pode até ser criada uma secretaria específica de Minas e Energia. Mas, internamente, existe uma avaliação de que este não era o melhor momento para ele se afastar da companhia. O ideal, do ponto de vista de alguns petistas, teria sido ele deixar a empresa somente em 2013, mais perto das eleições. No comando da Petrobras, avaliam seus companheiros de partido, ele teria mais visibilidade e força, e um caixa de bilhões para fazer investimentos, inclusive na Bahia. Era essa a estratégia política de Wagner e de setores do PT. Mas não combinava com a decisão da presidente Dilma.
Fonte : O Globo
Data : 23/01/2012
SIMULADOR MOSTRA O QUE PODE TER OCORRIDO EM NAUFRÁGIO DE CRUZEIRO
Publicado em 01/23/2012 as
01:45 PM
Um dos simuladores mais modernos da Europa, que ensina candidatos a comandar grandes embarcações, ajuda a tentar entender o que aconteceu no Costa Concordia, que encalhou e afundou perto da ilha Giglio, na Toscana. O navio transportava 4.200 passageiros e 13 pessoas morreram.
Sven Dreessen, capitão e diretor da escola, diz que na hora do impacto o capitão não sabia o que tinha acontecido, o tamanho dos danos, quanta água estava entrando a bordo e quantos compartimentos foram afetados. "Ele precisa logo falar com outras pessoas da tripulação para ter a noção exata do problema", explica.
Ainda sem as informações precisas, ele deve acionar o alarme para que os tripulantes possam se dirigir aos seus postos caso seja necessário abandonar o navio, afirma o diretor da escola. "Tudo isso não deve demorar mais do que cinco ou dez minutos", conta.
Conduzindo uma simulação, o capitão Dreessen diz que, quando o barco está muito próximo da ilha, não se usa o piloto automático. Segundo ele, o leme e o volante podem ajudar o capitão na hora de um acidente. Além disso, telas de um radar e de uma carta náutica (um mapa) mostram se ele atingiu outra embarcação ou se foi uma pedra submersa.
Dreessen conta que um rombo de mais 50 metros permite que a água entre em velocidades de até 10 mil litros cúbidos por segundo e, a cada minuto, a situação fica cada vez pior. O navio atesta a gravidade da situação ao ficar sem luz.
Um casal paulista estava com o filho de 11 anos na embarcação relata o que passou durante a colisão. A família estava jantando e diz que "foi como se o capitão tivesse passando numa lombada e depois deu uma parada brusca". Depois disso, pratos, copos e garrafas foram ao chão.
O garoto lembra que sentiu o movimento do navio no caminho até o banheiro. "Eu sai correndo, tropecei no meu próprio tênis e cai no chão. Quando eu cheguei na mesa, tudo virou. Pensei que era um tsumani", diz o menino.
De dentro da embarcação, os passageiros ouviam mensagens de que se tratava apenas de um problema elétrico, que estava sendo resolvido. Mas o navio começou a se inclinar e o medo tomou conta do navio.
O capitão Dreessen explica que, com a sala de máquinas já alagada, o capitão só tinha mais um recurso: soltar uma das âncoras e forçar uma parada.
Quase 70 minutos depois da colisão, finalmente o alarme para abandonar o navio soava.
Fonte : G1 - O Poral de Notícias da Globo
Data : 22/01/2011
CAPITÃO CULPA EMPRESA DONA DO NAVIO POR APROXIMAÇÃO À COSTA
Publicado em 01/23/2012 as
01:44 PM
A vida ainda não voltou à normalidade na pequena vila de Giglio. O navio afundado é uma imagem que amedronta e incomoda. Durante o inverno, menos de mil habitantes vivem na Ilha do Giglio. Depois do acidente, o prefeito convocou mais de 500 pessoas para voltar e receber as equipes de resgate.
Justamente na Ilha do Giglio ouvem-se os depoimentos mais solidários ao capitão Francesco Schettino. O velho marinheiro reconhece que o comandante errou, mas diz que com sua manobra salvou a maioria dos passageiros, trazendo o navio próximo à ilha.
Silio Matera, que passou a vida viajando com os petroleiros, admitiu que os navios de passageiros passavam sempre muito perto da Ilha do Giglio, mas nunca como desta vez. Para quem procura um irmão desaparecido, como o indiano Kevin Rebelo, é difícil aceitar a definição de erro humano.
"É um comandante playboy, que só quer se divertir. Ele abusou do poder. Com seu pequeno erro, pôs em perigo a vida de tantas pessoas. E agora ele está em casa, tranquilo. Ele devia estar na cadeia", protestou o indiano Kevin Rebelo.
Quanto foi interrogado, Francesco Schettino disse que enquanto o navio afundava, ele pedia para o administrador da Costa Cruzeiro que mandasse um rebocador e telefonasse para a capitania dos portos. Schettino disse também que era a própria operadora do navio que pedia aos comandantes que se aproximassem das ilhas.
Treze corpos já foram resgatados
Para muitos, o capitão Francesco Schettino tornou-se o símbolo de uma Itália que os italianos querem esquecer. O capitão, de 52 anos, antes era considerado um "bravo" comandante.
Em imagens exclusivas, Francesco Schettino aparece sorridente no próprio Costa Concordia, em uma viagem em setembro de 2011. Ele apresenta sua tripulação aos passageiros em vários idiomas. Em outro vídeo, ele celebra uma renovação de votos de casamento de vários casais a bordo do transatlântico.
O marinheiro que fez carreira na empresa tem sangue azul. A mãe pertence a uma família nobre de Sorrento, Cafiero. Ele é casado e tem uma filha de 15 anos. Na sua cidade, Metta di Sorrento, os vizinhos chegaram a se manifestar para apoiá-lo. A faixa pedia: "Comandante, não desista".
A investigação depende agora da localização da caixa preta com os dados de navegação. A polícia procura também uma mulher a quem o capitão teria entregado o laptop dele ao abandonar o navio. Os promotores acreditam que o computador pode conter informações essenciais para o inquérito.
A imagem da tragédia ali tão próxima do litoral acabou virando atração turística. Moradores das ilhas vizinhas lotam barcos para a Ilha de Giglio. A placa avisa que já não tem mais lugar para passageiro nem pra carro. Mesmo assim, eles enfrentam fila no porto. Tiram fotos e mal acreditam que o naufrágio aconteceu tão perto de casa.
Fonte : G1 - O Poral de Notícias da Globo
Data : 23/01/2011
GOVERNO SANCIONA ORÇAMENTO E VETA NOVOS PORTOS PREVISTOS NO PPA
Publicado em 01/23/2012 as
01:44 PM
* O Diário Oficial da União publicou, na última semana, as novas edições de duas das três leis orçamentárias exigidas pela Constituição Federal. Nesta sexta-feira (20), foi publicado o Orçamento de 2012 (LOA - 12.595/12). Na véspera (19), o diário divulgou o texto do Plano Plurianual 2012-2015 (PPA - Lei 12.593/12).
O Plano Plurianual define as prioridades de ação do País para cada período de quatro anos. As duas leis foram aprovadas pelo Congresso no final de dezembro.
Ao contrário do Orçamento, que foi sancionado integralmente, o PPA recebeu 17 vetos do Palácio do Planalto. Dez dos vetos anunciados se referem a obras que, segundo o Poder Executivo, não possuem estudos prévios de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social. Entre essas obras, está a construção de dois portos, um na Paraíba e outro no Rio Grande do Norte.
Os vetos incluíram também dispositivo que estabelecia um aumento anual de receitas para a assistência de pessoas com deficiência. De acordo com o Executivo, o PPA não deve tratar de vinculação de despesas. Ao todo o PPA prevê R$ 5,4 trilhões em despesas até 2015.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 23/01/2012
TRAGÉDIA - MAIOR NAUFRÁGIO DA HISTÓRIA DO BRASIL ACONTECEU COM NAVIO ESPANHOL A CAMINHO DE SANTOS
Publicado em 01/23/2012 as
01:44 PM
Na última semana, o mundo acompanhou os desdobramentos do naufrágio do navio de passageiros Costa Concordia, na Itália, que surpreendeu principalmente pelo comportamento de seu comandante - o capitão Francesco Schettino chegou a deixar a embarcação antes de socorrer tripulantes e passageiros. Foram 12 pessoas mortas e cerca de 20 ainda estão desaparecidas.
Príncipe de Astúria: construído dois anos antes do naufrágio, em 1914, no estaleiroescocês Glasgow
Há quase 96 anos, em 5 de março de 1916, o Brasil também acompanhou uma tragédia marítima, mas em sua própria costa. Foi o naufrágio do Princípe de Astúrias, até hoje o maior da história do País. Segundo dados oficiais, 445 pessoas morreram quando o navio afundou após se chocar com rochas em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo.
Os relatos mostram que os piores acidentes em alto-mar costumam ocorrer à noite. No Concordia, era pouco mais de 21 horas quando a embarcação se chocou com rochas da Ilha de Giglio e o pânico tomou conta da hora do jantar. No Príncipe de Astúrias, os hóspedes tiveram seu sono interrompido às 3h45. Das 558 pessoas a bordo - 365 passageiros e 193 tripulantes -, sobraram poucas para narrar as últimas horas do navio.
O número de passageiros foi registrado quando a embarcação saiu de Las Palmas, nas Ilhas Canárias (Espanha), antes da travessia do Oceano Atlântico em direção ao Brasil. Não há informações sobre a quantidade de pessoas no dia do acidente.
Ao contrário do Concordia, que até ontem estava parcialmente submerso, o Príncipe de Astúrias afundou e rápido, em cerca de cinco minutos. O naufrágio do navio - de 140 metros de comprimento e 17,7 metros de largura - ocorreu em um domingo de Carnaval, em meio à Primeira Guerra Mundial.
A embarcação saiu de Barcelona, na Espanha, no dia 17 de fevereiro e deveria passar por cinco portos antes de chegar a Santos. Mas isso não ocorreu. Em Ilhabela, a proa (frente) do navio colidiu contra pedras da laje da Ponta da Pirabura, no extremo leste da ilha. A área já era conhecida como uma das mais perigosas para a navegação.
Um rasgo de aproximadamente 20 metros no lado boreste (direito) da embarcação permitiu que a água do mar invadisse o navio. E impediu que os passageiros tivessem tempo hábil para fugir. O choque da água fria com as caldeiras provocou uma explosão que praticamente partiu o navio ao meio.
Sem os livros de bordo e com a morte dos oficiais, o acidente acabou rodeado de mistérios. Inúmeras perguntas ficaram sem respostas. Um dos segredos, inclusive, se refere à presença de aproximadamente 10 mil toneladas de ouro a bordo, que seriam descarregadas clandestinamente pelo comandante.
Mau tempo prejudicou viagem pela costa de Ilhabela
Causas
Segundo o escritor, especialista em naufrágios e jornalista santista José Carlos Silvares, o acidente foi atribuído a falhas ocasionadas pelas condições climáticas. A forte cerração, a chuva e problemas nos equipamentos de navegação acabaram levando à mudança brusca na rota.
"Houve ainda falta de visibilidade do único farol da região, na Ponta do Boi. Essa somatória de fatos levou o primeiro piloto, que estava na casa de comando, a conduzir o navio na direção das rochas escarpadas que avançavam mar adentro", detalhou Silvares, que pesquisou o assunto por 25 anos.
Seu trabalho originou o livro Príncipe de Astúrias - O Mistério nas Profundezas, publicado em 2006.
Para o presidente da Praticagem de Santos, Fábio Fontes, a falta de certezas na navegação e a ausência de equipamentos precisos colaboravam para acidentes como o do Príncipe de Astúrias. "Era um acidente típico para a época, quando os navios só tinham duas bússolas magnéticas e um timão manual. A travessia do Atlântico era feita manualmente. Hoje não, é tudo automático", explicou.
Segundo com Fontes, existiam apenas dois tipos de navegação em 1916.Uma delas era a astronômica, na qual o sol, a lua e até as estrelas determinavam, com bastante precisão, a posição exata do navio. A outra era a dedutiva, utilizada quando o tempo ficava nublado e o comandante tinha de advinhar o local da embarcação.
Fonte : A Tribuna Digitral
Data : 22/01/2012
CONSELHO APURA DENÚNCIAS NO SUPERPORTO DO AÇU
Publicado em 01/19/2012 as
03:03 PM
SÃO JOÃO DA BARRA - O Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro se reunirá, nesta quinta-feira, para avaliar o desdobramento da investigação que vem realizando, após receber denúncias de coação e desrespeito aos moradores de São João da Barra que estão tendo suas terras desapropriadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin). A desapropriação faz parte da iniciativa de instalação do Superporto do Açu - terminal marítimo e complexo industrial que está sendo construído no Norte Fluminense pela LLX, empresa do grupo EBX, de Eike Batista.
O conselho, formado por órgãos governamentais e da sociedade civil, iniciou a apuração de supostas irregularidades na área, após receber denúncias, que são negadas pelos empreendedores e pelo governo.
- Há falhas no processo e o progresso tem que trazer benefícios para todos - afirmou Andrea Sepúlveda, presidente do conselho.
Indenizações chegam a R$ 100 mil por alqueire
Segundo ela, o órgão recebeu denúncias de pressão e coação para que os proprietários cedam suas áreas ao empreendimento, inclusive com a participação de policiais militares. No fim de dezembro, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação sobre o problema, alegando que as desapropriações eram truculentas e lembravam atos de milícia.
- Uma falha que percebo é que o processo não foi debatido com a sociedade como era necessário - afirmou a presidente do conselho.
Andrea lembrou que há muita divergência sobre o número de pessoas que perderam moradias: enquanto alguns líderes locais falam que até 300 famílias foram afetadas no primeiro momento, o governo considera que apenas 16 pessoas deixaram suas casas e já foram reassentadas.
No entanto, segundo Conceição Ribeiro, presidente da Codin - órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado - foi feito um estudo criterioso e se descobriu que, na primeira fase de desapropriação, de 151 propriedades, havia apenas 16 famílias morando efetivamente no local. Todas elas foram indenizadas a um valor de R$ 100 mil o alqueire (48.400 metros quadrados) e receberam casas novas na Vila da Terra, reassentamento organizado pela Codin:
- Eles falam que são muito mais pessoas, mas onde estão os nomes? - questionou, acrescentando que o governo está dando todo o apoio às famílias.
Júlio Bueno, secretário do Desenvolvimento Econômico, disse que, em sua opinião, a resistência tem motivações eleitorais, ideológicas, de movimentos sociais, cobiça dos proprietários, que são ampliadas pelo incômodo natural das desapropriações e pelo "brilho" do empreendedor, o grupo de Eike Batista.
- Dizer que são 800 pessoas afetadas é piada. E o Conselho dos Direitos Humanos pesquisar isso sem me procurar é marola. Estou aberto a debater, tenho a consciência tranquila de que este projeto é bom - afirmou o secretário, acrescentando que o valor das indenizações é justo e que o alqueire, que era negociado a R$ 14 mil em 2005 e R$ 50 mil em 2008, já está valendo R$ 100 mil.
Adriana Cristino de Almeida Rodrigues, de 40 anos, nascida e criada na região, vive hoje acampada no terreno de seu pai, de 90 anos, para evitar o avanço das obras. Ela diz que, para os seis alqueires de sua família, a Codin está oferecendo R$ 352 mil, o que para ela é muito pouco
- Precisamos resistir, não temos solução - afirma Adriana.
Já Maura Xavier Ribeiro, de 48 anos, há um mês passou a morar em sua terra onde está sendo preparado o terreno para a construção da OSX, o estaleiro do Grupo EBX que funcionará no complexo do Açu:
- Essa propriedade sempre foi da minha família. Plantamos aqui, morávamos em outra casa, mas sempre vínhamos para cá para passar temporadas. Voltei para esta casa para evitar que ela fosse demolida.
Mas nem tudo são críticas. José Francisco de Almeida, de 72 anos, e sua mulher, Alaíde Souza Almeida, de 69, gostaram da troca. Ao serem desapropriados, receberam R$ 191 mil por pouco mais de um e meio alqueire e se mudaram para uma ampla casa, com móveis e eletrodomésticos novos. Enquanto não produzem, recebem uma auxílio-produção de um salário mínimo. Seus filhos também ganharam casas próprias na Vila da Terra:
- E essa terra aqui é muito boa - disse José Francisco.
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação - Correa Neto/Gisela Barbieri - Ascom
Data : 19/01/2012
COMPANHIA DOCAS SE REÚNE COM COMITÊ NA ALPB EM DEFESA DA DRAGAGEM DO PORTO DE CABEDELO
Publicado em 01/19/2012 as
03:03 PM
Representantes da Companhia Docas da Paraíba e integrantes do Comitê em Defesa do Porto de Cabedelo se reuniram, ontem, quarta-feira (18), com o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Ricardo Marcelo. O encontro ocorreu no gabinete do presidente da Assembleia e teve como objetivo formalizar um movimento suprapartidário em favor da conclusão da dragagem do porto, pois o aumento da sua capacidade de operacionalização possibilitará alavancar o desenvolvimento do Estado.
O Porto de Cabedelo conta hoje com um calado de pouco mais de 9 metros, com capacidade para receber navios de porte médio que transportam até 35 mil toneladas de produtos por viagem. Com a conclusão do projeto de dragagem do canal de acesso, que elevará a profundidade das águas para 11 metros, navios de grande porte, com capacidade para transportar até 45 a 50 mil toneladas, poderão ser utilizados, tanto nos processos de importação quanto de exportação de insumos.
Barateamento de insumos e geração de empregos - Dessa forma, conforme observou o diretor presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome, a comunidade portuária será beneficiada de diversas formas, especialmente com a possibilidade de barateamento dos custos dos insumos, por meio do transporte de quantidades maiores de produtos por cada viagem.
Em razão da necessidade de um volume maior de mão-de-obra, haverá, também, a geração de mais empregos, em função do aumento na quantidade de insumos importados e exportados. "Quando se aumenta o tamanho da embarcação, pode-se trazer mais insumos de uma só vez, possibilitando o barateamento dos produtos a partir dos gastos relacionados às operações de transporte", explicou Wilbur.
De acordo com ele, "a causa do Porto de Cabedelo, que vem de longo tempo, representa o interesse de todos os paraibanos". Ele entende que a participação da Assembleia Legislativa e de outros segmentos da classe política do Estado é importante para fazer com que o governo federal viabilize a liberação imediata dos recursos necessários à conclusão do projeto de dragagem do canal de acesso do porto. "Temos essa sinergia entre todos os Poderes, e a Paraíba precisa dessa união, com foco em projetos, para que eles tenham continuidade pelos anos seguintes", enfatizou.
Sobre a conclusão da dragagem, Wilbur lembra que o ministro-chefe da Secretaria dos Portos da Presidência da República, José Leônidas Cristino, e a própria presidente da República, Dilma Rousseff, já se prontificaram a viabilizar a liberação dos recursos para a conclusão do projeto, cuja execução já ultrapassou 90%.
O presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado, Márcio Madruga, também presente na discussão, clamou a mobilização de todos os segmentos organizados da sociedade, haja vista que a dragagem do Porto é uma obra fundamental para a Paraíba.
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação - Correa Neto/Gisela Barbieri - Ascom
Data : 19/01/2012
ODEBRECHT RECEBE SELO ISO POR OBRAS EM SANTOS
Publicado em 01/19/2012 as
03:02 PM
A Odebrecht Infraestrutura conquistou, em dezembro, o selo ISO 9001:2008 pela obra do terminal privado multiuso, localizado na margem esquerda do porto de Santos. Os certificadores da Bureau Veritas consideraram as melhorias contínuas geradas nos 12 meses de construção. De acordo com a empresa, a obra do terminal foi o primeiro projeto da construtora Norberto Odebrecht a receber um selo no escopo de obras portuárias onshore e dragagem no âmbito nacional e internacional.
Entre os princípios do sistema de gestão da qualidade da ISO estão: enfoque no cliente, envolvimento das pessoas, abordagem sistêmica à gestão e relação benéfica com os fornecedores. Para o responsável por Administração e Finanças da Odebrecht, Reynaldo Pincette Filho, essas medidas auxiliam na melhoria dos processos internos. "Esses princípios geram ações de monitoramento no ambiente de trabalho, maior capacitação dos colaboradores e, com isso, resultados mais satisfatórios para os clientes", comentou Pincette Filho.
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação
Data : 19/01/2012
AÇÚCAR: FILA NOS PORTOS CAI DE 30 PARA 28 NAVIOS
Publicado em 01/19/2012 as
03:02 PM
A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP
O número de navios que esperam para embarcar açúcar nos portos brasileiros caiu de 30 para 28 na semana encerrada no dia 18 de janeiro de 2012, de acordo com relatório da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as embarcações com previsão de chegada até dia 4 de fevereiro.
Foi agendado o carregamento de 847,9 milhões de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no porto de Santos, de onde sairão 324,95 mil toneladas, ou 38% do total. Paranaguá responderá por 29% do embarque, ou 245,85 mil toneladas.
No Porto de Santos, o terminal da Cosan deve embarcar 136,7 mil toneladas no período analisado. No terminal da Copersucar, os embarques devem somar 188,25 mil toneladas.
A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP - açúcar bruto de alta polarização -, com 790,83 mil toneladas. O açúcar VHP é embarcado à granel. Do total de VHP a ser exportado, 40% será pelo porto de Santos e 30% por Paranaguá.
Os registros do tipo cristal B-150 devem somar 27,58 mil toneladas. O açúcar refinado A45 totaliza 29,5 mil toneladas. O açúcar cristal e o A45 são embarcados ensacados. Do total de açúcar ensacado a ser embarcado, 41% sairá pelo Porto de Recife, e 23% por Santos.
Fonte: Midia News
Data : 19/01/2012
RICARDO MARCELO SE REÚNE COM ENTIDADES PARA DISCUTIR PORTO DE CABEDELO
Publicado em 01/19/2012 as
03:02 PM
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Ricardo Marcelo (PSDB) se reuniu hoje, quarta-feira (18), às 10h30, no gabinete do presidente da Assembleia, com o presidente do Comitê em Defesa do Porto de Cabedelo e do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado da Paraíba, Márcio Madruga, a administração do Porto de Cabedelo e governo do Estado e para criar um movimento suprapartidário em prol da conclusão da dragagem do Porto.
O objetivo é aumentar a capacidade de operacionalização do porto e assim, assegurar a retomada do desenvolvimento do Estado.
Fonte: PB Hoje
Data : 19/01/2012
SEM NAVEGAÇÃO COMERCIAL AVANÇA ESTOQUE DE MINÉRIO
Publicado em 01/19/2012 as
03:02 PM
A paralisação da navegação comercial no Rio Paraguai desde novembro de 2011, devido a longa seca depois de uma das maiores cheias dos últimos 15 anos, não está acarretando apenas prejuízos financeiros às mineradoras e operadoras da hidrovia. Os efeitos operacionais já começam a surgir por falta de estrutura portuária para estocar a produção que segue em grande escala.
Como as minas se mantiveram em operação, a Vale, que extrai o maior volume de minério de ferro e manganês das reservas de Urucum, já não tem mais espaços físicos para estocar material. A empresa não se pronuncia sobre estas dificuldades, mas a reportagem apurou que o Porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, atingiu sua capacidade máxima (cerca de 600 mil toneladas).
Devido à suspensão, em dezembro, do transporte (por ferrovia, da estação de Maria Coelho) de minério para o Gregório Curvo, de onde a Vale exporta grande parte de sua produção para mercados latinos, europeus e asiáticos, a empresa amplia seu pátio no Porto Sobramil, entre Corumbá e Ladário. Para esse porto, o transporte do minério é rodoviário e o movimento de caminhões é ininterrupto.
A segunda maior mineradora, a MMX, retornou as operações na mina 63 na semana passada, depois de conceder férias coletivas aos setores de operação e administrativo, desde 6 de dezembro, por conta da suspensão do transporte fluvial. A empresa já enfrenta limitações de estocagem desde o ano passado, por problemas logísticos, mas acaba de contratar uma operadora gaúcha.
Fonte: Correio do Estado/SíLVIO ANDRADE/CORUMBá
Data : 19/01/2012
PORTO DO AÇU VAI ABRIR 10 MIL VAGAS DE EMPREGOS ATÉ 2013
Publicado em 01/19/2012 as
03:02 PM
Rio - A primeira fase do Complexo Industrial Superporto do Açu, empreendimento do empresário Eike Batista em São João da Barra, no Norte Fluminense, começa a operar em meados de 2013. Quando os terminais de minério de ferro, para exportação do produto e de petróleo, e o espaço para cargas entrarem em atividade serão abertos 10 mil postos de trabalho na área da construção civil e de operação de empresas instaladas. Até lá, serão investidos pela LLX, empresa de logística do grupo EBX, R$ 3,8 bilhões.
Além dos terminais, até 2013 estão previstas a instalação de um estaleiro para a construção de superpetroleiros, parceria da OSX com a Hyundai, e de três fábricas de equipamentos para a indústria do petróleo: NKTF, Technip e Intermoor. Em 2014, deve entrar em operação a siderúrgica Ternium, que vai gerar mais cinco mil empregos.
"A região crescerá mais nos próximos anos. Além de todo o Complexo do Açu, o setor de serviços irá se expandir por São João da Barra e Campos", afirmou o diretor de Implantação da LLX, Luis Baroni.
Segundo ele, há 4.500 trabalhadores nas obras civis do empreendimento, sendo 52% moradores da região. Para este ano, a LLX prevê abrir 3.100 vagas em cursos de qualificação profissional, em parceria com o Sistema 'S'. Para instalar as demais empresas, a Companhia de Desenvolvimento Industrial está implantando o distrito industrial de São João da Barra, em área de 70 quilômetros quadrados. Lá, a Codin identificou e desapropriou cerca de 400 propriedades rurais.
Conselho apresenta hoje relatório sobre irregularidades
O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos apresentará hoje relatório da visita que fez nos dois últimos dias ao município para verificar se há irregularidades nas desapropriações. Segundo a conselheira Andrea Sepúlveda, muitos agricultores se dizem ameaçados a negociar rapidamente a saída da terra. "Acredito que o processo deveria ser melhor debatido. Há divergências nos números de residentes e muitos não querem sair", afirmou. Conforme Andrea, cerca de 150 pessoas resistem sair do local, apesar da desapropriação judicial. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, discordou que haja 850 famílias na região. Ele afirmou que continuando aguardando a lista com os problemas apontados pelos produtores.
Em Maricá são 12 mil oportunidades
Em Maricá, um outro grande empreendimento também abrirá vagas de empregos. Com a implantação do complexo portuário dos Terminais Ponta Negra (TPN), para escoar a produção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí, 9 mil empregos diretos e indiretos durante a construção, passando a 12 mil após a conclusão das obras, em 2015, deverão ser gerados.
A Prefeitura de Maricá também planeja ações para reforçar a qualificação de mão de obra local para trabalhar no setor.
A Câmara Municipal aprovou em dezembro alteração no zoneamento urbano, permitindo a criação de uma área industrial no plano destinado á região da praia de Jaconé. Assim, a DTA Engenharia pode começar a trabalhar no desenvolvimento do complexo.
Fonte: O Dia/POR AURÉLIO GIMENEZ
Data : 19/01/2012
BRASIL BUSCARÁ MINÉRIO NO FUNDO DO MAR
Publicado em 01/19/2012 as
03:01 PM
O Brasil se prepara para explorar minérios no fundo do oceano Atlântico, em águas internacionais. O feito é inédito em dois aspectos. Nunca o país se aventurou a explorar riquezas minerais (exceto petróleo) em solo tão profundo, a até 6.000 metros abaixo do nível do mar.
O país também nunca reivindicou à comunidade internacional direitos em área tão afastada da plataforma continental brasileira, que tem largura média de 320 quilômetros a partir da costa.
A CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) enviou quatro expedições para o Alto do Rio Grande, cordilheira a mais de mil quilômetros da costa de Santa Catarina. A quarta embarcação enviada a essa cadeia de montanhas no Atlântico voltou ao Rio ontem.
Estudos mostram que a região tem cobalto, níquel, manganês, fosfato, gás metano e até minérios mais raros, como o lítio, usado na indústria de alta tecnologia. O governo trabalha com a hipótese de desenvolver atividades comerciais daqui a dez anos.
O próximo passo é pedir à Isba (International Seabed Authority), ligada à ONU, o direito exclusivo para pesquisa de viabilidade econômica.
A CPRM apronta seus relatórios para iniciar esse processo em um ano, motivada pelo potencial econômico e também por uma questão geopolítica. Há indícios de que embarcações alemãs e russas tenham sondado o local.
Segundo Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, o projeto é fundamental para o Brasil desenvolver tecnologia própria de exploração em alto-mar e avaliar como reduzir impactos ambientais.
Estão sendo estudadas as formas de vida do lugar
-bactérias e demais micro-organismos- e como dispersar os rejeitos de uma exploração mineral em alto-mar.
"O Brasil agora está com condições financeiras" e pode fazer essas pesquisas, diz Ventura sobre o relativo atraso ante países como China, Japão, Rússia e Alemanha.
No entanto, não há navio brasileiro apropriado para as expedições. As quatro já feitas ocorreram com uma embarcação holandesa. Em agosto, haverá nova missão, e o navio será japonês.
Hoje o país faz pouca exploração de minérios em solo marítimo. Há autorização de pesquisa na plataforma continental do Maranhão e do Espírito Santo, para coleta de material composto por farelos de conchas e corais.
Fonte: Folha de São Paulo/SOFIA FERNANDES/VALDO CRUZ/DE BRASÍLIA
Data : 19/01/2012
DEMORA EM LIBERAÇÃO DE ÁREA AFETA IDA DE SIDERÚRGICA PARA O RJ
Publicado em 01/19/2012 as
03:01 PM
A resistência à implantação de um distrito industrial ao redor do Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, pode comprometer a instalação da siderúrgica ítalo-argentina Ternium no local.
A construção da siderúrgica na região já era dada como certa, mas, de acordo com Conceição Ribeiro, presidente da Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio), as dificuldades para retirar moradores das áreas desapropriadas podem fazer com que o grupo desista do projeto.
O distrito industrial está sendo construído ao redor do porto do Açu e bancado pelo empresário Eike Batista em terreno de sua propriedade.
O núcleo deverá ocupar uma área de 70 milhões de metros quadrados. Até agora foram desapropriados 23 milhões de metros quadrados, em meio a denúncias de irregularidades no processo.
A previsão é que até 2025 o complexo industrial receba US$ 40 bilhões em investimentos.
Os protestos se agravaram após denúncias do uso de milícias para retirar os moradores da região.
"Há indícios de uso de segurança privada à paisana e isso tem que ser autorizado pela PF", disse o procurador federal Eduardo Santos de Oliveira, que investiga o caso. Ele solicitou informações à Polícia Federal.
De acordo com Rodrigo Santos, vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais e Imóveis da região, as pessoas que tiveram propriedades desapropriadas preferem uma indenização a ir para a Vila da Terra, conjunto de casas que está sendo construído pela LLX, uma das empresas de Eike.
Fonte: Folha de São Paulo/DENISE LUNA/ENVIADA ESPECIAL A SÃO JOÃO DA BARRA (RJ)
Data : 19/01/2012
MPX RECEBE NO PORTO DE ITAQUI PRIMEIRA TURBINA PARA UTE PARNAÍBA
Publicado em 01/19/2012 as
03:01 PM
A MPX, empresa de energia do Grupo EBX, de Eike Batista, recebeu, no porto do Itaqui, no Maranhão, a primeira turbina da UTE Parnaíba, principal complexo termelétrico em implantação no Brasil
O equipamento, fabricado pela GE nos Estados Unidos, pesa 178 toneladas, tem 5 metros de altura, e chegará em fevereiro ao canteiro de obras, localizado no município de Santo Antônio dos Lopes, a 250 quilômetros de São Luis.
Esta turbina faz parte de um acordo superior a US$ 1,2 bilhão com a multinacional GE para aquisição de 19 turbinas Frame 7FA de 183 MW, cada uma, e um contrato de manutenção e assistência técnica por 20 anos. A parceria permitirá a implantação de forma eficiente do complexo de geração a gás natural da UTE Parnaíba, que já tem licença para construir 3.722 MW.
A UTE Parnaíba terá unidades de geração de energia que somam 1.531 MW de capacidade instalada. O fornecimento da energia, negociado em leilões públicos e com grandes consumidores livres, garantirá uma receita anual de R$ 714 milhões por até 20 anos. O investimento previsto chega a R$ 3 bilhões, gerando mais de 1.500 empregos diretos. A empresa possui ainda licença de instalação para cerca de 2.200 MW.
"A parceria entre a GE e a MPX mostra a importância do empreendimento UTE Parnaíba para o crescimento da empresa. Teremos um importante polo de geração de energia elétrica integrado à produção de gás natural local", afirma o Presidente da MPX, Eduardo Karrer.
A companhia tem participação acionária em oito blocos terrestres de gás natural na Bacia do Parnaíba, em parceria com a OGX, que já garantiu a entrega de 6 milhões de metros cúbicos do combustível por dia em 2013. O trabalho de exploração e produção segue em ritmo acelerado para confirmar mais gás para a expansão da usina, com o início da exploração previsto para o segundo semestre. "O trabalho desenvolvido pela OGX Maranhão (empresa constituída pela MPX e a OGX para produção de gás na Bacia do Parnaíba) é espetacular. Em 2009, os blocos foram adquiridos. No ano seguinte a perfuração dos poços foi iniciada e, em 2011, foi declarada a comercialidade do gás, um feito excepcional e em tempo recorde", ressalta Marcus Temke, Diretor de Implantação e Operação da MPX.
"O projeto da UTE Parnaíba em conjunto com a MPX baseia-se no renome que a GE desenvolveu no Brasil como maior fornecedor de tecnologia confiável, eficiente e econômica de geração de energia," afirmou Marcelo Soares, Executivo Regional da GE Energy para a América Latina. "Além de fornecer equipamentos de nível internacional, fornecemos também aos nossos clientes a maior abrangência de serviços em toda a América Latina e no setor energético global, para que eles possam manter a disponibilidade, confiabilidade e eficiência de suas usinas", completa Soares. O continuo investimento e desenvolvimento da tecnologia de modernas turbinas a gás oferecidas pela GE tem colocado a turbina a gás Frame 7FA como a turbina com a mais avançada tecnologia a gás e a mais amplamente utilizada no mundo. Ela faz parte de uma frota instalada da GE de mais de 1.000 máquinas com tecnologia F, responsáveis por um total de mais de 30 milhões de horas de operação no mundo todo.
Sobre a MPX
A MPX, parte do Grupo EBX, é uma empresa diversificada de energia com negócios complementares em geração elétrica, mineração de carvão e exploração e produção de gás natural na América do Sul. A Companhia tem um amplo portfólio de empreendimentos de geração térmica, que excede 14 GW de capacidade e a posiciona estrategicamente para se tornar uma geradora privada líder. A MPX possui também ativos de classe mundial de carvão de baixo nível de emissões, com recursos potenciais para suportar uma produção de 35 milhões de toneladas por ano, e com infraestrutura integrada, que inclui uma ferrovia de 150 km das minas à costa e um porto de águas profundas. O carvão produzido na Colômbia será comercializado no mercado internacional, além de suprir as plantas da MPX no Brasil e no Chile. As usinas de geração da MPX serão também as principais consumidoras do gás natural produzido nos blocos terrestres da Companhia, que tem recursos riscados estimados superiores a 11 Tcf.
Sobre a GE
A GE (Bolsa de Nova York: GE) é uma empresa de tecnologia avançada, serviços e finanças, que lida com os maiores desafios do mundo. Dedica-se à inovação na área da energia, saúde, transportes e infraestrutura. A GE opera em mais de 100 países e emprega cerca de 300.000 pessoas no mundo todo. Para maiores informações, visite o website da empresa em www.ge.com.
A GE atende o setor energético, desenvolvendo e implementando uma tecnologia que permite o uso eficiente dos recursos naturais. Com mais de 90.000 funcionários no mundo todo e receitas em 2010 de US$38 bilhões, a GE Energy www.ge.com/energy é um dos maiores fornecedores mundiais de tecnologias de geração e distribuição de energia. As unidades que compõem a GE Energy-GE Power & Water, GE Energy Services e GE Oil & Gas - trabalham em conjunto para fornecer produtos integrados e soluções de serviços em todas as áreas do setor de energia, inclusive carvão, petróleo, gás natural e energia nuclear, recursos renováveis tais como água, energia solar e eólica e biogás, bem como outros combustíveis alternativos
Fonte : O Imparcial
Data : 19/01/2012
BNDES FINANCIOU R$ 139,7 BILHÕES EM 2011
Publicado em 01/19/2012 as
03:01 PM
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) no ano passado alcançaram R$ 139,7 bilhões, segundo informação divulgada ontem pelo presidente da instituição, Luciano Coutinho.
Segundo ele, as liberações mostram estabilidade dentro "da política deliberada de moderação" do banco de fomento. Coutinho disse que essa política de moderação foi alcançada por causa da maior participação do mercado de capitais no financiamento ao setor produtivo nacional, em 2011. "Nós cumprimos a nossa própria expectativa. Mas fizemos melhor, porque tivemos mais desembolsos para a pequena empresa, para inovação, para a chamada economia verde, com aumento da fatia das energias renováveis. Acredito que logramos os nossos objetivos. O balanço é positivo."
Em comparação a 2010, quando os desembolsos somaram R$ 143,7 bilhões, excluindo a operação de empréstimo de R$ 25 bilhões para a Petrobras, houve redução de 17%. Coutinho ressaltou, porém, que, quando se retira do desempenho de 2010 linhas para capital de giro criadas àquela época, houve crescimento em 2011 da ordem de 6% em relação às liberações do ano anterior.
O presidente avaliou que a queda de 19% nos desembolsos para a indústria (de R$ 54 bilhões, em 2010, para R$ 43,8 bilhões, em 2011) se explica pela migração de parte das grandes empresas para o mercado de capitais, na busca de financiamento para os investimentos. Coutinho salientou a participação das micro, pequenas e médias empresas no desempenho do Bndes no ano passado. Enquanto essas empresas apresentaram crescimento de 9% nos desembolsos, as grandes empresas recuaram 27%. A participação das MPEs nos empréstimos evoluiu de 24,8%, em 2007, para 35,9%, em 2011. O número dessas empresas apoiadas pelo banco cresceu 34% em relação a 2010, totalizando 235,9 mil no ano passado, ante 176,6 mil no ano anterior.
Em termos de transações, o Bndes registrou no ano passado o maior número de operações de sua história. Foram 896 mil financiamentos, com alta de 47% em relação a 2010, o que permitiu ampliar o acesso ao crédito da instituição, em especial MPEs. O balanço apresentado pelo presidente do Bndes mostra aumento de 7% nos recursos liberados para a área de infraestrutura no ano passado, que subiram de R$ 52,4 bilhões para R$ 56,1 bilhões. Esse valor corresponde a 40% dos desembolsos totais do banco no exercício.
Coutinho atribuiu boa parte dessa expansão à utilização do Cartão Bndes, que contabilizou mais de 472 mil plásticos emitidos para compra de máquinas e equipamentos pelas micro, pequenas e médias empresas no portal eletrônico do banco, até dezembro de 2011. "O cartão foi um fator grande de expansão das pequenas e médias empresas nas regiões menos desenvolvidas." Os desembolsos por meio do cartão atingiram R$ 7,6 bilhões no ano passado, com aumento de 76% em comparação a 2010.
Neste ano, o Bndes pode receber novo aporte de recursos do Tesouro Nacional e assim ampliar a disponibilidade de recursos para as operações de crédito. A operação está sendo negociada por agentes do banco de fomento com as autoridades econômicas do País, lideradas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "É prematuro falar a respeito de valores", disse Coutinho. O presidente informou que o banco não tem um quadro definido em relação às necessidades de empréstimo para 2012.
Fonte: Jornal do Commercio (RS)
Data : 19/01/2012
TRANSPORTE DE VALORES GANHA MAIS SEGURANÇA
Publicado em 01/19/2012 as
02:51 PM
Companhia desenvolveu uma solução tecnológica que envolve comunicação de dados, armazenamento e otimização das decisões
O emprego da tecnologia como uma ferramenta para aumentar a segurança no transporte de valores está difundindo-se cada vez mais no Brasil. O uso de softwares e equipamentos, como cofres e maletas inteligentes, ganha espaço nessa área. Uma empresa que está acreditando nesse segmento é a eWave do Brasil. A companhia desenvolveu uma solução tecnológica que envolve comunicação de dados, armazenamento e otimização das decisões.
O gerente de produto da eWave do Brasil, Giovane Cesar, explica que um banco precisa fazer a gestão do volume de dinheiro em espécie que se encontra em suas agências. A instituição precisa dispor de uma quantia considerável para atender às necessidades dos seus clientes, porém, não pode ser depósito de um montante exagerado capaz de causar um grande prejuízo no caso de ser vítima de um eventual assalto.
Focando essa característica, a ferramenta elaborada tem o objetivo de melhorar a comunicação da administração central do banco com a agência. Para isso, são utilizados protocolos de comunicação criptografados e armazenamento de dados, entre outras ações.
Com a base tecnológica implementada, o segundo passo é proceder a uma análise do histórico da institução e tentar estabelecer uma previsão estatística da movimentação de valores futura. Após, é montado um modelo matemático que vai determinar em que dias e quais valores devem ser encaminhados para as agências para suprir a demanda e minimizar os custos logísticos envolvidos. O recurso considera também as situações não esperadas e faz configurações de cenários (limites de segurança, simulação de quebra de caixas eletrônicos etc).
O CEO da eWave do Brasil, Nimrod Riftin, ressalta que o investimento no sistema é recuperado com a otimização dos processos. Ele comenta que um banco já está implementando a solução e a expansão do produto se dará em 2012. "Vimos uma necessidade real do mercado por esse serviço", afirma Riftin.
A empresa, que desenvolve ainda outras soluções para o setor de transporte e logística, possui fábrica de software em Curitiba e matriz comercial em São Paulo, além de escritórios comerciais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. No primeiro semestre de 2012, a eWave abrirá mais três escritórios, em Recife, em Manaus e em Porto Alegre.
Outra companhia que trabalha com soluções tecnológicas para a área de transporte de valores é a ApoioWare Technology. Representante oficial da suíça Villiger no Brasil, a empresa comercializa no País, entre outros produtos, a maleta inteligente utilizada para o deslocamento de dinheiro. O mecanismo funciona com programação de tempos e com sensores de contato fixados na alça. "Ela consegue perceber quando está sendo roubada", esclarece o diretor de operações da ApoioWare, Fernando Fernandes do Nascimento.
Se a maleta não chegar ao destino correto no prazo estipulado, sofrer trepidações ou calor excessivo, ela reage emitindo um som estridente, fumaça e mancha o dinheiro com tinta. O executivo salienta que o uso do equipamento é amplamente difundido na Europa. No Brasil, o custo de uma maleta inteligente é de cerca de R$ 3 mil. Nascimento acrescenta que o Banco Central aceita reemitir os números de série das notas que sejam manchadas em decorrência de um roubo. Nesse caso, a companhia de seguro, que garante a transportadora, pode encaminhar o pedido de reemissão das notas e o Banco Central cobra somente pela impressão delas.
Roubos a carros-fortes vêm caindo no Estado graças ao aumento de cuidados - Conforme um levantamento feito pela secretaria estadual de Segurança Pública, o número de roubos de carros-fortes no Rio Grande do Sul vem diminuindo nos últimos anos. De janeiro até 12 de dezembro de 2011, não havia sido constatada qualquer ocorrência nesse segmento no Estado, contra apenas duas registradas durante o ano anterior.
Entre os anos de 2000 e 2011, a secretaria havia apurado 39 roubos dessa natureza. O período em que foi verificado o maior número de incidentes foi 2002, com sete ocorrências. Além da tecnologia, a especialização dos profissionais que realizam o transporte de valores foi fundamental para inibir os assaltos.
O presidente do Sindi-Vigilantes do Sul, Evandro Vargas dos Santos, destaca que a atividade precisa ser exercida por pessoas habilitadas para essa espécie de serviço. Os vigilantes são treinados para empregar armas como pistolas, revólveres calibre 38 e espingardas calibre 12. Os cursos são ministrados por escolas credenciadas pela Polícia Federal. "Há todo um preparo para isso", enfatiza Santos.
O líder sindical relata que a reação em uma situação de assalto depende de cada caso. Se a atitude do vigilante pode pôr em risco a vida de terceiros, a orientação é não reagir. A comunicação entre o contratante e a prestadora do serviço também é muito importante. "Na implantação do trabalho, conversamos com os clientes a respeito de alguns cuidados que eles precisam ter na hora do recolhimento de valores", conta o supervisor operacional da STV, Jorge Barbosa.
O primeiro deles é quanto ao posicionamento do veículo próximo ao estabelecimento. Geralmente, ele é colocado de forma que, se houver uma tentativa de roubo, possa ser deslocado rapidamente. São avaliados ainda os lugares em que se fixarão os seguranças, os pontos vulneráveis do estabelecimento, e repassados aconselhamentos quanto a procedimentos para o momento do recolhimento do dinheiro. Em algumas ocasiões, é recomendado restringir o acesso de funcionários e clientes durante a ação.
Barbosa revela que, devido às normas das seguradoras, os carros-fortes podem circular no máximo até às 20h, mesmo não havendo uma restrição legal quanto a isso. Depois desse horário, não há cobertura securitária. "As seguradoras acreditam que após esse período aumenta a vulnerabilidade", diz Barbosa. A STV, usualmente, começa a coleta pelas 8h. O supervisor prefere não revelar todas as providências tomadas pela empresa para inibir os atos criminosos, contudo, adianta que uma das apostas da STV é na tecnologia. Os carros-fortes do grupo são monitorados via satélite, sendo possível acompanhar os trajetos deles pelo computador e realizar intervenções remotas.
O valor a ser movimentado é outro fator que define como será a operação. Até R$ 20 mil, pode ser utilizado um carro leve. Para montantes superiores são empregados os carros-fortes e quatro agentes: o motorista, o chefe da equipe e dois seguranças. O custo do serviço depende de questões como a região em que será feito o trabalho, a distância a ser percorrida, entre outras.
Insegurança aumenta a blindagem de carros no País - O medo e a crescente violência urbana foram os grandes responsáveis por manter o segmento de blindagem automotiva em alta no País no primeiro semestre de 2011. De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 3,72 mil veículos receberam esse tipo de proteção nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 8,39% na comparação com o mesmo período de 2010, quando 3.432 carros foram blindados.
A blindagem mais praticada no mercado é a de nível III-A, que suporta até tiros de pistolas 9mm e revólveres .44 Magnum. "Esse nível de proteção é o mais adequado à atual realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo (revólveres, pistolas e submetralhadoras) em mãos da criminalidade", afirma o presidente da Abrablin, Christian Conde.
No ranking dos estados, São Paulo concentra 80% dos carros blindados. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 10%, seguido por Pernambuco e Paraná, com 2% cada. Os outros 6% desse universo blindado estão distribuídos entre os estados da Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. "O setor tem passado por uma descentralização. Estados do Nordeste, por exemplo, que antes não constavam nas estatísticas da entidade, passaram a ter participação, assim como os estados que compõem a região Sul do País", relata Conde.
Legislação define normas rígidas - Por obrigação legal, o transporte de grandes valores precisa ser feito por uma empresa especializada ou pelo estabelecimento financeiro, desde que organizado e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça.
O advogado Edgar Yuji Ieiri, membro do escritório Ortega e Ieiri Sociedade de Advogados, admite que é comum perceber bancários que transportam valores, cheques e documentos em pastas, utilizando veículo próprio, táxi ou transporte público. "Inclusive, não é difícil encontrar postos de atendimento bancário (pequenas agências) sem a segurança adequada", aponta ele.
O descumprimento das normas pode gerar advertência, multa e, por fim, interdição do estabelecimento. Um caso dessa natureza aconteceu com um grande banco brasileiro, que foi condenado a pagar R$ 150 mil por danos morais a um bancário da cidade de Juína (MT) que era obrigado a fazer o transporte de dinheiro de forma irregular.
A decisão foi da juíza Dayna Lannes Rizental, em atuação na Vara do Trabalho de Juína, em uma ação na qual o ex-empregado buscou receber também outros direitos trabalhistas. Contou o trabalhador, na petição inicial, que fazia diariamente o transporte de dinheiro entre o banco e a agência dos Correios e todas as semanas para o posto bancário nos Correios da cidade de Castanheira. O bancário disse que, para levar os valores até a agência dos Correios, todos os dias contava o dinheiro e o dividia entre seus bolsos, colocava dentro das calças, nas meias e guardava até na cueca, por temor de ser assaltado.
Ieiri informa que as normas de segurança para instituições financeiras e o funcionamento de empresas de segurança privada e transporte de valores são especificadas na Lei 7102/83. A norma aplica-se aos estabelecimentos financeiros como bancos públicos ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito, suas agências, postos de atendimento, subagências e seções, assim como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas dependências.
Conforme a legislação, é vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro no qual haja guarda de valores ou movimentação de numerário que não possua sistema de segurança. O que inclui pessoas adequadamente preparadas (vigilantes treinados); alarme capaz de permitir a comunicação entre o estabelecimento financeiro e outro da mesma instituição, empresa de vigilância ou órgão policial mais próximo.
Além disso, o estabelecimento precisa ser equipado com pelo menos mais um dos seguintes dispositivos: equipamentos elétricos, eletrônicos e de filmagens que possibilitem a identificação dos assaltantes; artefatos que retardem a ação dos criminosos, permitindo sua perseguição, identificação ou captura; e cabina blindada com permanência ininterrupta de vigilante durante o expediente para o público e enquanto houver movimentação de numerário no interior do estabelecimento.
O advogado aconselha que, no momento de contratar uma transportadora de valores, seja observado se a empresa possui autorização do Ministério da Justiça, se fornece treinamento quanto ao uso de armas de fogo e cursos de reciclagem profissional, assim como equipamentos de proteção, como coletes e uniformes. O advogado detalha que, geralmente, casos de incidentes durante o transporte de valores, como um assalto em que um transeunte é ferido, se tratam de uma questão de responsabilidade civil, dependendo da situação. Se ficar caracterizada a culpa do banco ou da empresa de segurança privada, poderão responder a uma ação de reparação de danos. "Havendo o descumprimento da Lei 7.102/83, a meu ver, haverá culpa da instituição financeira e da companhia de segurança privada", adverte.
Trânsito mais intenso exige maior definição das rotas e dos horários - O aumento do trânsito nas grandes cidades tem influenciado no transporte de valores. "O reflexo dessa intensificação implica cuidado maior na definição das rotas e horários acordados com os clientes, bem como na realização de um esforço extra para que os compromissos sejam honrados e os trabalhos realizados de modo satisfatório", comenta o diretor de Administração, Finanças e Recursos Humanos do Grupo Protege, João Cappi. O dirigente ressalta que o Grupo Protege vem investindo em tecnologia, principalmente para a melhoria da comunicação, rastreabilidade de seus veículos e melhor definição de trajetos. Ele destaca que no momento de realizar o transporte de valores os cuidados incluem a atenção constante, comunicação, conhecimento e obediência aos procedimentos de segurança e manter a discrição e o sigilo em todos os aspectos que envolvem tanto as atividades quanto as informações.
De acordo com Cappi, os roteiros são elaborados com base no planejamento das operações, através de sistemas específicos em logística e profissionais especializados. O Protege possui cerca de 3,5 mil clientes ativos em vários segmentos, em todo o País. Entre os seus contratantes estão bancos, supermercados, lotéricas, automação bancária, farmácias e drogarias, postos de combustíveis, atacadistas, redes varejistas, entre outros. A companhia realiza aproximadamente 300 mil operações por mês.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 19/01/2012
FMI QUER US$ 500 BI A MAIS PARA EMPRÉSTIMOS
Publicado em 01/19/2012 as
02:51 PM
O Fundo Monetário Internacional (FMI) pretende levantar até US$ 500 bilhões em recursos adicionais para empréstimos. A cifra é baseada em sua estimativa de que nos próximos anos as necessidades globais de financiamento chegarão a cerca de US$ 1 trilhão, informou nesta quarta-feira um porta-voz do organismo.
"Esse total (de US$ 500 bilhões) inclui o recente compromisso europeu de cerca de US$ 200 bilhões em recursos ampliados para o Fundo. Neste estágio preliminar, nós estamos explorando opções para levantar recursos e não teremos comentários adicionais até que as consultas necessárias com os membros do Fundo sejam concluídas", acrescentou o porta-voz em nota divulgada pelo FMI.
Em novembro, os países do G-20 discutiram um acordo para aumentar os recursos disponíveis do FMI em US$ 300 bilhões, por meio de novas contribuições, o que elevaria a US$ 700 bilhões a capacidade de empréstimo do fundo para servir de proteção contra o contágio da crise na zona do euro.
A capacidade total de resposta à crise poderia chegar a US$ 1 trilhão, se houvesse acordo também para o FMI fazer nova alocação de US$ 250 bilhões em Direitos Especiais de Saque (DES), sua moeda virtual, para reforçar a liquidez global. Essas cifras estavam colocadas entre colchetes em documento ao qual o Valor teve acesso na época, mas não houve acerto para o aumento dos recursos.
O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Cozendey, que está no México para a reunião de vice-ministros de Finanças e diretores de bancos centrais do G-20, afirmou ao Valor que esse será um dos temas discutidos nesta semana, "mas provavelmente só haverá decisão na reunião dos ministros no fim de fevereiro".
"Nessa oportunidade pode ser que o FMI dê uma estimativa de suas necessidades. Pelas conversas prévias, o quadro não é muito diferente do que prevalecia em Cannes, com vários países cobrando dos europeus medidas mais fortes e claras quanto ao 'firewall', o que no momento se traduz principalmente em recursos para o fundo de estabilização", acrescentou.
"O Brasil continua com enfoque positivo no sentido de garantir que o fundo tenha os recursos necessários e entendemos que o formato discutido em Cannes deve permanecer como a opção básica: acordos bilaterais pelos quais os países colocam à disposição do fundo linhas de crédito para utilização por qualquer país que precisar, de forma temporária."
Segundo ele, não haveria vinculação direta com o tamanho das cotas porque está sendo implementada a última reforma "e não daria para fazer nova reforma agora". "Mas esse esquema só valeria até a próxima reforma de cotas, prevista para 2013/2014, conforme o comunicado de Seul do G-20. Nós apoiamos também uma nova emissão de SDRs (Direitos Especiais de Saque, na sigla em inglês)", disse.
Fonte: Valor Econômico
Data : 19/01/2012
GOVERNO PODE LICITAR 77 TERMINAIS PORTUÁRIOS ATÉ 2013
Publicado em 01/19/2012 as
02:51 PM
A definição do governo contraria posição da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que quer a renovação das concessões
O governo decidiu que 77 terminais portuários hoje operados pelo setor privado - e cuja concessão é anterior a 1993 - devem ser licitados. A decisão impõe a adoção de um ritmo acelerado para garantir as novas concessões, pois elas vencem até 2013 e representam quase um quarto das 326 instalações portuárias arrendadas no país. A definição do governo - adotada em reunião da Casa Civil, ministérios dos Transportes, da Fazenda e do Planejamento, e Secretaria dos Portos - contraria posição da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que quer a renovação das concessões.
Parecer da Advocacia-Geral da União de julho de 2011 admite que os contratos celebrados antes da Lei dos Portos (8.630/93) sejam prorrogados pelo prazo máximo igual ao originalmente pactuado, como forma de adequá-los à lei e mitigar as diferenças em relação aos firmados depois dela. A possibilidade do aditivo só vale para as concessões ainda vigentes e cujos contratos tenham cláusula permitindo a renovação. Com base no parecer da AGU, a Antaq chegou a elaborar uma minuta de resolução para regular as prorrogações, mas no fim de 2011 o texto da agência, ao qual o Valor teve acesso, esbarrou na Casa Civil, que determinou a realização de novos leilões.
O governo terá de agir contra o relógio para leiloar as 77 instalações que vencem no espaço de um ano. Nos últimos 11 anos, apenas cinco terminais foram licitados, segundo levantamento da Antaq.
A decisão por novas licitações contraria o interesse dos atuais administradores desses terminais. "Se não sair uma regulação da Antaq, podemos nos valer do parecer da AGU para buscar soluções. O problema é que não queremos levar a questão para a justiça, como tem ocorrido no setor portuário", afirma o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.
De acordo com ele, a licitação levaria no mínimo cinco anos. "Se isso prevalecer, haverá um sucateamento dos terminais porque ninguém vai investir sem a previsão de que os contratos serão renovados", diz Manteli. De acordo com a ABTP, os terminais das empresas associadas a ela e cuja concessão vence em 2013 têm planos de investimento que somam R$ 3 bilhões.
Publicada em 1993, a Lei dos Portos instituiu a necessidade de licitação para a operação portuária e limitou o tempo de concessão em até 50 anos (25 mais 25). Até então, os arrendamentos portuários eram feitos sem concorrência pública e podiam ser sucessivamente renovados. A nova regra introduziu uma série de critérios, como a movimentação mínima de carga e indicadores de serviço, e determinou que os contratos antigos fossem adaptados a ela no prazo de 180 dias, por meio da incorporação das novas cláusulas. Entre essas, estava a possibilidade de prorrogação por uma única vez, por prazo máximo igual ao originalmente contratado. O governo, contudo, não conseguiu adaptar todos os contratos no período.
Apesar de afirmar que a licitação "é pedra de toque para a Administração", o parecer da AGU pondera que existem "hipóteses carregadas pelo signo da excepcionalidade", o que justificaria a renovação sem nova concorrência pública. Diz o texto: "Não se está tratando de mera outorga de novo serviço público sem o concurso licitatório, mas de readequação, à luz de quadros constitucional e legal supervenientes, das explorações de instalações portuárias que se encontravam válidas sob o regime anterior".
Para Mauro Salgado, diretor comercial da Santos Brasil, principal operadora de terminais de contêineres e logística do país, a adequação é legítima. "O parecer da AGU dá respaldo para que a Antaq publique a resolução. Nossa posição é que de fato essa adequação tem de ser feita, porque investimento em instalação portuária é de longo prazo". A empresa tem uma instalação de armazenagem de contêineres nessa situação, em Santos.
Procurada, a Antaq disse que está revendo o assunto em âmbito de diretoria. A Casa Civil afirmou que no encontro do final de 2011 a AGU posicionou-se a favor de realizar licitações, no que foi acompanhada pelos demais participantes. A Secretaria de Portos (SEP), por sua vez, informou por meio de sua assessoria que uma resolução da Antaq de 2005 autoriza a prorrogação emergencial dos contratos de arrendamentos firmados antes da Lei de 1993 pelo prazo máximo de três anos, enquanto se conclui a licitação. Com isso, o prazo de 2013 poderia ser estendido, no entender da SEP, mas não pelo mesmo período do contrato original, como queria a Antaq.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/01/2012
CAPITÃO É TRATADO COMO HERÓI DEPOIS DO NAUFRÁGIO DO COSTA CONDORDIA
Publicado em 01/19/2012 as
02:51 PM
O herói dessa tragédia tem nome: Gregório de Falco
Na Itália, virou herói o oficial da capitania dos portos que repreendeu o capitão do Costa Concordia, o navio que naufragou na última sexta-feira (13). Nesta quinta (19), os mergulhadores retomaram os trabalhos de resgate. Pela primeira vez foram divulgadas imagens que mostram detalhes do navio: as cabines, uma das quatro piscinas e até a pedra no casco do navio Costa Concordia, que na última sexta-feira (13) tombou na Ilha do Giggio.
O procurador Francesco Verusio não concorda com a decisão do juiz do Tribunal de Grosseto de manter Francesco Schetino em prisão domiciliar e pretende entrar com um recurso para levá-lo de volta à cadeia.
"O comandante foi considerado imprudente e incapaz, de conduta gravemente culposa, mas o cárcere é excessivo", concluiu o juiz, que acredita que Francesco Schettino não vá fugir.
O herói dessa tragédia tem nome: Gregório de Falco. O capitão que fez com que os italianos recuperarem a autoestima depois do acidente e do abandono do navio pelo comandante. Francesco Schetino teria levado uma mulher a bordo - é o que comentam os jornais italianos. Ela poderia ter causado a distração do comandante.
A preocupação das autoridades agora é com a remoção do transatlântico. Antes será necessário retirar dos tanques do navio 2,4 mil toneladas de combustível. É uma operação que pode durar algumas semanas.
A operadora já apresentou o plano para esvaziar os reservatórios. O óleo diesel, que está em mais de 15 cisternas, deverá ser aquecido, porque é muito denso - e a água fria do mar tende a solidificá-lo. Trata-se de um plano complexo, mas necessário, para salvar a vida marinha no Mar Tirreno.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias do Globo
Data : 19/01/2012
COSTA CONCÓRDIA - EQUIPES RECOMEÇAM TRABALHOS DE RESGATE NO BARCO NAUFRAGADO
Publicado em 01/19/2012 as
02:50 PM
As equipes de resgate recomeçaram nesta quinta-feira (19) as buscas por sobreviventes a bordo do navio Costa Concordia, que naufragou na sexta passada na costa da Toscana.
Técnicos tentavam começar a bombear o combustível que está no navio, parcialmente submerso, para evitar uma catástrofe ambiental no Mar Tirreno.
A operação de resgate havia sido interrompida na véspera, depois que o barco se moveu, com os socorristas dentro.
Teme-se que ele afunde completamente nas profundezas do mar.
O acidente, ocorrido próximo à ilha de Giglio, a 40 quilômetros da costa, matou até agora 11 pessoas, das quais seis foram identificadas: dois turistas franceses, um italiano, um espanhol, e dois tripulantes, um peruano e um húngaro.
O húngaro era violinista a bordo do cruzeiro.
Seguem desaparecidas 21 pessoas.
Paralelamente, poderia começar nesta quinta o bombeamento das 2,38 mil toneladas de combustível no navio, para evitar uma "maré negra" na ilha e um desastre ecológico na região.
A operação pode demorar semanas.
Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes
Fonte : G1 - O Portal de Notícias do Globo
Data : 19/01/2012
MINISTRO GARANTE APOIO AO PORTO DE SANTANA
Publicado em 01/19/2012 as
02:50 PM
Brasília, 18 de janeiro de 2012 - O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, recebeu nesta quarta-feira (18), o Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o Administrador do Porto de Santana, Riano Valente, para buscar alternativas de viabilização da estrutura portuária de Santana. Segundo o Administrador, a demanda já existe e o complexo precisar ser urgentemente ampliado.
Atualmente, Santana opera 450 mil toneladas de combustível, 900 mil toneladas de cavaco de madeira e biomassa e 700 contêineres ano, além de 45 mil toneladas de minério de ferro por mês. De acordo com Riano, todos estes dados poderão quadruplicar diante de uma ampliação. Eles informaram ainda ao Ministro a proposta da criação de uma indústria de cimento no Município de Santana, cuja produção será três milhões de toneladas ano.
Para a realização das obras, o Porto deverá receber o valor de R$ 180 milhões, por meio do Plano Plurianual (PPA) e emendas parlamentares que já foram apresentadas.
Durante a reunião, os representantes demonstraram para o Ministro a necessidade da construção de um terminal de passageiros - para atender a navegação de interior e de transatlânticos -, da ampliação dos dois cais já existentes, da construção de um terminal específico para minério de ferro, além da dragagem de aprofundamento.
Segundo o Ministro, para a realização da dragagem é preciso fazer alguns levantamentos e sondagens que o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) deverá auxiliar. "Esta dragagem para -15 metros, irá beneficiar sete portos da região, além da rota Amapá, Pará e Amazonas", disse Riano.
Cristino solicitou o levantamento dos estudos o mais breve possível e afirmou que viabilizar o Porto de Santana é imprescindível para a Região Norte.
Fonte : SEP - Secretaria Especial de Portos
Data : 19/01/2012
COSTA CRUZEIROS PAGARÁ PASSAGEM E DANOS A PASSAGEIROS DE NAVIO
Publicado em 01/19/2012 as
02:50 PM
A Costa Cruzeiros, proprietária do Costa Concordia, o navio que naufragou na última sexta-feira em frente à ilha italiana de Giglio, anunciou nesta quinta-feira que está entrando em contato com passageiros e associações de consumidores para 'reembolsar a passagem e as demais despesas materiais'.
O presidente e executivo-chefe da Costa Cruzeiros, Pier Luigi Foschi, enviou uma carta a todos os passageiros para defender a atuação da companhia e de sua tripulação.
Na nota da empresa italiana é informado que está contatando todos os passageiros para se certificar de que conseguiram retornar a suas casas, saber de seu estado de saúde e confirmar que abonará o custo do bilhete de embarque e as outras despesas materiais que tiveram devido ao acidente.
Além disso, a Costa Cruzeiros expressa seu pêsames pelas vítimas e sua solidariedade aos familiares dos até agora 11 mortos e acrescenta que 'reafirmará seu empenho e dedicação constante à segurança e à relação com seus passageiros, que representam seu patrimônio mais importante em seus mais de 60 anos de trabalho'.
'Aproximadamente 1,1 mil pessoas da Costa Cruzeiros no mundo todo estão trabalhando sem descanso desde a noite da sexta-feira na gestão deste terrível acidente, a fim de oferecer assistência aos passageiros e tripulantes para que possam se reunir com suas famílias em seus locais de residência' indica Foschi.
Na carta, o presidente da companhia não cita em nenhum momento o capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, mas lembra que 'houve atos de heroísmo por parte de membros da tripulação, que antepuseram a salvação dos demais à própria'.
Diante das críticas de alguns passageiros pela ausência de ajuda por parte da tripulação, Foschi indica que os funcionários 'se comportaram de maneira admirável em uma situação de dificuldade extrema, conseguindo, nas terríveis condições em que se encontravam, evacuar mais de 4 mil pessoas no menor tempo possível'.
Foschi afirma ainda que todos os membros da tripulação realizam um treinamento específico para lidar com as emergências e para dar assistência aos hóspedes em caso de abandono do navio.
Muitos dos passageiros do Costa Concordia denunciaram que não havia membros da tripulação indicando o que fazer ou descendo os botes de salvamento.
'A preparação da tripulação da Costa Cruzeiros é examinada periodicamente pela Guarda Litorânea e por organismos independentes, respeitando os requisitos especificados no sistema SMS (Safety Management System - sistema de gestão de salvamento)', acrescenta Foschi.
Acidente matou até agora 11 pessoas. 21 seguem desaparecidas
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 19/01/2012
CONPORTOS FARÁ INSPENÇÃO EM TERMINAIS DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/20/2012 as
02:49 PM
Sete terminais do Porto de Santos vão passar por uma auditoria da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), órgão da União, entre os próximos dias 9 e 20 de abril. Serão inspecionadas as empresas que receberam, no final de 2010, a Declaração de Cumprimento das normas de segurança do ISPS Code, o código internacional de proteção de navios e instalações portuárias.
As auditorias estavam previstas quando as companhias foram certificadas.
A data das inspeções foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira. A informação integra a resolução da Conportos que estabelece critérios e disposições para as auditorias nas instalações portuárias, seus procedimentos e a avaliação dos controles de acesso de pessoas, cargas e veículos.
Além do cais santista, outros 18 complexos do País serão verificados neste primeiro semestre.O último será o de Salvador (BA), em junho.
Em Santos, haverá auditorias nos terminais 35 e 37, do Grupo Libra; nas unidades da Rhamo Indústria, Comércio e Serviços Ltda.; da Ultrafértil; da Citrosuco Serviços Portuários; nos terminais marítimo e de grãos da Cargill Agrícola; no Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá (Teag); e nas instalações da Bunge Alimentos.
As auditorias vão verificar a adequação da avaliação de risco e do plano de segurança ao ISPS Code e a algumas resoluções da Conportos. A ação buscará ainda observar a conformidade comas especificações, os requisitos técnicos, as normas de segurança e a documentação exigidos pelo ISPS Code, assim como a aferição da eficácia dos controles do sistema de proteção.
O trabalho será feito por técnicos das comissões estaduais de Segurança Pública nos Portos,Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), em parceria com membros da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
As inspeções devem acontecer a cada três anos. Quaisquer antecipação ou adiantamento do prazo têm de ser solicitados à Conportos, desde que seja respeitado o período máximo de cinco anos entre as auditorias. O cronograma de inspeções será publicado sempre com 60 dias de antecedência, em relação ao semestre seguinte.
Durante a verificação da instalação, o representante da Cesportos ou da Conportos poderá estabelecer critérios ou requisitos adicionais para o fiel cumprimento do ISPS Code.
Caso seja constatada alguma irregularidade, a instalação terá o prazo de 60 dias para sanar as não-conformidades. Após esse prazo, uma equipe técnica retornará ao local para constatar se foram feitas as correções determinadas. O não cumprimento das regras acarretará em um auto de infração, lavrado pela Antaq ou uma nova possibilidade de correção, dessa vez por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 19/01/2012
CASCO DA P-55 ATRACA COM SUCESSO EM RIO GRANDE
Publicado em 01/18/2012 as
01:03 PM
Ocasco da plataforma P-55 já se encontra atracado em Rio Grande. O processo de entrada no porto gaúcho se iniciou às 6h25min de ontem e a estrutura atracou no cais Sul do dique seco por volta das 14h. Inicialmente, o ingresso do casco estava previsto para domingo, mas houve um pequeno atraso e, como o procedimento precisa ser realizado com a luz do dia por motivos de segurança de navegação, a operação acabou sendo realizada na segunda-feira. A estrutura saiu do complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco, com o Rio Grande do Sul como destino no dia 22 de dezembro.
Muitas pessoas foram até os molhes que dão acesso ao porto para observar o ingresso do enorme complexo que possui um casco quadrado com 94,32 metros de lado e que será a maior plataforma semissubmersível brasileira. No cais Sul serão realizados alguns preparativos para que em meados de fevereiro o casco siga para o dique seco. Em Rio Grande, as obras da plataforma encomendada pela Petrobras serão desenvolvidas pela companhia Quip. Entre as ações que serão realizadas estão o acoplamento do deckbox (convés), as montagens de módulos, dos sistemas de geração, de processamento e exportação do óleo e gás, integração física dos sistemas e comissionamento final.
"A partir de agora, os desafios da Quip são ainda maiores", afirma o diretor-geral da companhia, Miguelangelo Thomé. Ele lembra que essa será a primeira plataforma semissubmersível realizada no Rio Grande do Sul e também pela primeira vez o dique seco de Rio Grande será utilizado em uma gigantesca operação de mating (união do casco com o deckbox). Será uma ação inédita no País e recordista mundial em elevação de peso (cerca de 17 mil toneladas, a mais de 40 metros) na indústria naval.
A P-55 terá capacidade diária para processar 180 mil barris de petróleo e comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás. Pertencente ao Módulo 3 do Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, a unidade ficará ancorada em profundidade de 1,8 mil metros e terá, no total, 18 poços a ela ligados, sendo 11 produtores e sete injetores de água. A exportação de óleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade. O investimento previsto na concretização da plataforma é de cerca de US$ 1,65 bilhão e a expectativa é de que seja concluída ainda neste ano.
Fonte: Jornal Agora (RS)
Data : 18/01/2012
PORTO DE SANTOS: UM ANO DE SOLUÇÕES
Publicado em 01/18/2012 as
01:02 PM
Mesmo com a crise mundial, em 2012 o governo não terá outra saída que não seja continuar investindo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É provável que especialistas do governo argumentem que, com o mercado desaquecido, as obras de infraestrutura se tornaram menos urgentes, mas não se pode esquecer que o Brasil carrega um passivo na estrutura de transporte que não permite qualquer arrefecimento. É de ressaltar que o País tem um prejuízo anual de R$ 40 bilhões em razão da ineficiência do transporte. E que o investimento em infraestrutura aumenta a produtividade do País, o que a especulação financeira, por exemplo, não faz.
Portanto, os portos precisam continuar investindo na ampliação e modernização de terminais tanto públicos como privados e em obras de acesso. No Porto de Santos, por exemplo, do lado do governo, algumas obras estão em fase de execução, como a dragagem para o aprofundamento do canal de navegação, as avenidas perimetrais (nas duas margens) e o projeto do Mergulhão, que permitirá o cruzamento, em desnível, do tráfego rodoviário com o ferroviário na margem direita.
Para ampliar a utilização da ferrovia na movimentação de cargas, o governo e as concessionárias precisam construir também o Ferroanel, que irá retirar o tráfego ferroviário de carga do centro da cidade de São Paulo, além de reforçar pontes e ampliar túneis para que seja possível a utilização do sistema double-deck, que permite transportar dois contêineres empilhados, de forma a dobrar a capacidade de cada composição.
Ao mesmo tempo, a Codesp vem investindo no reforço do cais nos trechos operados pela Copersucar e pela Cosan, para permitir que navios de açúcar recebam sua carga máxima. E mais importante: com cobertura para evitar as costumeiras paralisações em razão das chuvas, que acabam provocando filas de navios na barra.
Do lado da iniciativa privada, 2012 será também um ano decisivo para a conclusão das obras de um novo terminal para contêineres e etanol, no antigo depósito de resíduos portuários, o Lixão da Alemoa, a ser administrado pela Brasil Terminal Portuário (BTP). Com previsão de início de operações em 2013, o terminal da BTP poderá movimentar por ano 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e 1,4 milhão de toneladas anuais de granéis líquidos.
O ano será decisivo também para a construção do terminal da Embraport, o maior projeto do Porto hoje, localizado na margem esquerda. Quando concluído, o terminal poderá movimentar 2 milhões de TEUs e 2 bilhões de litros de etanol por ano.
Tudo isso faz prever que, ao final de 2013, o Porto terá a sua capacidade de movimentação, hoje estimada em 3,2 milhões de TEUs, ampliada para 8 milhões de TEUs por ano, o que será equivalente à capacidade de todos os demais portos nacionais reunidos. Diante disso, a preocupação que fica é quanto aos acessos rodoviários.
A saída, além de estimular o uso da ferrovia - responsável hoje por apenas 1% da movimentação de contêineres e 10% da dos granéis -, será a exploração dos rios da Baixada Santista para o transporte de cargas em barcaças. Será imprescindível também a criação de pátios reguladores de contêineres, a exemplo daqueles específicos para caminhões que transportam granéis que já estão em funcionamento e tiram o peso do segmento sobre o Porto. Por tudo isso, o que se prevê para 2012 é que será um ano de muito trabalho e muitas soluções.
Fonte: Portal Portos e Navios - Conf.: Pravda.ru/Mauro Lourenço Dias
Data : 18/01/2012
IBAMA VAI RECEBER ESTUDO SOBRE O ESTALEIRO EISA
Publicado em 01/18/2012 as
01:02 PM
A expectativa do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Luiz Otavio Gomes, é que no dia 2 de fevereiro - Dia de Iemanjá - o projeto do estaleiro no município de Coruripe dê mais um passo e avance para a fase da construção. Nesta data, segundo ele, está marcada uma reunião entre o governo do Estado e o empresário German Efromovich, com a diretoria do Ibama, em Brasília.
Na oportunidade, será entregue à instituição o Estudo de Impacto Ambiental, pré-requisito para a concessão da licença prévia, que autoriza o início dos trabalhos na área.
"Como, nos últimos nove meses, estamos mantendo contato direto com o Ibama, acredito que a instituição emitirá parecer rápido, no máximo, dentro de 90 dias", afirmou Luiz Otavio Gomes ontem, quando deixava o hotel Radisson, onde ocorreu um café da manhã em comemoração aos 100 anos da Imprensa Oficial em Alagoas.
"O estudo de impacto ambiental está absolutamente pronto. Ontem [segunda-feira], falei com o German Efromovich e ele me confirmou. O estudo só não será entregue antes porque falta um documento", informou o secretário.
Fonte: Gazeta de Alagoas/Por: CARLA SERQUEIRA
Data : 18/01/2012
SUBMARINOS NUCLEARES, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Publicado em 01/18/2012 as
01:02 PM
No final do ano passado, o almirante Luis Humberto de Mendonça, chefe do estado-maior da Armada, em audiência pública na Comissão de Defesa e Relações Exteriores do Senado, vaticinou um prazo a perder de vista para a Marinha do Brasil se capacitar a garantir as formidáveis reservas de petróleo do pré-sal, a bacia do rio Amazonas e os 7.941 km do litoral brasileiro. É por demais preocupante! Sem falar nos paliativos, mas enfatizando apenas aquilo que pode fazer a diferença, seriam necessários seis submarinos nucleares para se pensar em cumprir aquela missão, belonaves que só estariam em condições de emprego em 2030. Que grande piada! E se os grandes predadores militares resolverem, de repente, mostrar as unhas no entorno dos lençóis pré-sálicos brasileiros? O País tem que se capacitar o quanto antes para enfrentar este tipo de ameaça. Se pensarmos em gastos, vamos ver que temos dinheiro sobrando para, sem abrirmos mão da construção de um protótipo com transferência de tecnologia em parceria com a França, adquirirmos no mais curto prazo naquele país cinco submergíveis atômicos da classe "suffren" pela bagatela de R$ 32,5 bilhões, nada mais nada menos do que R$ 6,5 bilhões por unidade.
Os governantes serão os primeiros a entoar aquela toada cretina de que não há dinheiro. Acontece que temos muito e de sobra: só o "Impostômetro", aquele painel que alerta o cidadão do quanto estão desvalorizando o seu salário mensal, acusa total que já ultrapassa a casa dos R$ 4 trilhões. E reservas de US$ 352,012 bilhões. Já os "especialistas de sapato alto metidos a donos da verdade" vão dizer: "armamento/equipamento nuclear não se vende". Acontece que isto não é bem assim, existem precedentes. Além disso, se o preço da unidade foi especificado é por alguma razão.
Fonte: Jornal do Commercio (RS)/Paulo Ricardo da Rocha Paiva/Coronel de Infantaria e Estado-Maior
Data : 18/01/2012
NIDERA VAI INVESTIR R$ 100 MILHÕES EM CANOAS
Publicado em 01/18/2012 as
01:02 PM
A empresa Nidera Sementes planeja instalar um terminal portuário em Canoas, às margens do rio dos Sinos. O investimento inicial oscila entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões, abrangendo a compra de área e a construção de silos. Futuramente, o objetivo é implementar também uma unidade de esmagamento de soja no local, o que faria o aporte chegar a cerca de R$ 100 milhões até 2016.
O complexo será utilizado para escoar produtos como soja, milho e trigo. A planta de esmagamento de soja, em um primeiro momento, será voltada apenas para a produção de óleo, porém, posteriormente, poderá ser aproveitada para a fabricação de biodiesel. O gerente regional da Nidera Sementes, Leonardo Sayão, revela que um empecilho que precisa ser resolvido para a companhia comprar o terreno desejado é que ele está classificado como zoneamento turístico e a empresa almeja um zoneamento industrial. "Estamos aguardando essa mudança por parte da prefeitura para adquirir a área", afirma o dirigente. A questão sendo solucionada, a meta é começar a construção do terminal neste ano, para operar a partir de 2013.
O secretário do Desenvolvimento Econômico de Canoas, Eltamar Salvadori, diz que não se pronunciará sobre o tema, pois o assunto ainda está sendo discutido entre as partes. A questão sendo solucionada, a meta é começar a construção do terminal neste ano, para operar a partir de 2013.
Conforme o gerente regional, a produção da Nidera, a partir do terminal, será deslocada até o porto de Rio Grande e depois seguirá para a exportação, principalmente para a Ásia. A estrutura de Canoas facilitará ainda a importação de trigo argentino por parte da companhia. O terminal terá uma capacidade estática inicial de aproximadamente 105 mil toneladas e a perspectiva é movimentar de 700 mil toneladas até 1 milhão de toneladas por ano. O complexo também poderá prestar serviços para terceiros.
Devido à importância da hidrovia para a proposta da Nidera Sementes, a ideia foi apresentada ontem ao titular da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Vanderlan Vasconselos. Sayão lembra que cerca de 70% do transporte da produção norte-americana é feito através do meio fluvial. "É a forma mais barata que temos para escoar produtos", defende o dirigente. Ele lamenta que o Rio Grande do Sul conte com a disponibilidade de uma hidrovia e ela é subutilizada, recebendo poucos investimentos. Evandro Morais, também diretor da empresa, explicou que "a meta é promover a integração com o modal ferroviário, como forma de desafogar o transporte de matéria-prima, e de barateamento do custo de produção".
A Nidera Sementes é uma companhia internacional de trading e agronegócios estabelecida nos Países Baixos, com subsidiárias em 16 países. No Brasil, o grupo tem sede em São Paulo, com filiais no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.
Fonte: Jornal do Commercio (RS)/Jefferson Klein
Data : 18/01/2012
POLÍTICOS SE UNEM EM UM MOVIMENTO SUPRAPARTIDÁRIO EM PROL DA DRAGAGEM DO PORTO DE CABEDELO
Publicado em 01/18/2012 as
01:02 PM
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Ricardo Marcelo (PSDB) se reuniram ontem, quarta-feira (18), às 10h30, no gabinete do presidente da Assembleia, com o presidente do Comitê em Defesa do Porto de Cabedelo e do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado da Paraíba, Márcio Madruga, a administração do Porto de Cabedelo e governo do Estado e para criar um movimento suprapartidário em prol da conclusão da dragagem do Porto.
O objetivo é aumentar a capacidade de operacionalização do porto e assim, assegurar a retomada do desenvolvimento do Estado. O deputado estadual Trócolli Júnior já abraçou a causa e espera que este movimento ganhe força pela importância que é a conclusão desta obra. "Esperamos a colaboração dos 36 deputados estaduais, 12 federais e dos três senadores. Essa luta não é de nenhum partido e sim de uma classe política que luta pelo desenvolvimento do Estado", argumentou Trócolli.
"Todos nós gostaríamos de ser o protagonista desta obra, mas o mais importante é união de todos em concluir a dragagem do Porto de Cabedelo, por isso estou nele", argumentou o deputado.
O deputado Trócolli afirmou que o Porto de Cabedelo hoje ocupa importante papel na economia do Estado, pois movimenta vários setores, e por isso, precisa ser modernizado. "A chave do desenvolvimento da Paraíba está em Cabedelo", salientou Trócolli. A obra está 92% concluída, restando apenas 8%. No mês de agosto há cinco meses, o deputado estadual Trócolli Júnior esteve junto como senador Vital do Rêgo Filho (PMDB) em Brasília para uma reunião com o Ministro Leônidas Cristino, da Secretaria Especial de Porto para agilizar a dragagem.
Para o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado, Márcio Madruga, há mais de 30 anos o porto não tem dragagem. "Cabedelo há 25 anos não tem dragagem. Com a conclusão podemos transportar cerca de 20 mil toneladas a mais no mesmo navio. A dragagem do Porto é uma obra fundamental para a Paraíba", enfatizou Márcio Madruga.
Fonte: PBAgora
Data : 18/01/2012
IMPORTÔMETRO MEDE IMPORTAÇÃO
Publicado em 01/18/2012 as
01:01 PM
O objetivo da entidade é chamar a atenção do governo para o dano causado à indústria nacional pela invasão de importados
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) lançou ontem, na sede da entidade, em São Paulo, o "Importômetro", sistema que estima, em tempo real, quantos dólares o País gasta com a importação de produtos têxteis e quantos empregos deixam de ser criados no mercado doméstico por conta da importação. O objetivo da entidade é chamar a atenção do governo para o dano causado à indústria nacional pela invasão de importados.
Entre os oito maiores exportadores para o Brasil no setor, seis são asiáticos: China (1º), Índia (2º), Indonésia (3º), Taiwan (6º), Coreia do Sul (7º) e Bangladesh (8º). Estados Unidos, em quarto lugar, e Argentina, em quinto, completam a lista.
"Com o ´Importômetro´, vamos levar para o governo o problema das importações", afirmou o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho. "O volume de importações aumentou 17 vezes desde 2003."
Campanha - O sistema faz parte de uma campanha lançada também ontem pela associação para reunir um milhão de assinaturas em apoio a um projeto que busca mudar o regime de tributação da indústria nacional do setor. O "Importômetro" foi inspirado no "Impostômetro", sistema da Associação Comercial de São Paulo que mede o tamanho da carga tributária brasileira. O mecanismo da Abit já vem medindo as importações desde 1º de janeiro.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 18/01/2012
FATIA DAS EXPORTAÇÕES NO ESTADO RETROCEDE
Publicado em 01/18/2012 as
01:01 PM
Apenas o 14º do País e terceiro do Nordeste, setor exportador do Ceará cresceu abaixo da média nacional
Mesmo tendo apresentado bom desempenho no ano passado, atingindo o recorde de US$ 1,4 bilhão em produtos vendidos para o exterior, o setor exportador cearense teve queda na participação nacional, que já era inexpressiva. De 2010 para 2011, a fatia do Estado retrocedeu de 0,6% para 0,5%.
O motivo dessa redução, apesar do avanço das exportações, é o fato de que o restante do Brasil teve uma ascensão média superior à registrada no Ceará: 26,8% contra 10,5%. Dessa forma, alguns estados abocanharam parcelas maiores do segmento, diminuindo ainda mais a participação cearense.
O Estado é o 14º colocado no ranking de exportações. Para se ter uma ideia, dos 15 primeiros, apenas o Maranhão, com alta de 4,3%, teve uma elevação menor do que a assinalada pelo Ceará. Os maiores destaques foram o Rio de Janeiro (alta de 47%) e Pará (42%).
As informações estão presentes no levantamento "Ceará em Comex", elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), ligado à Fiec.
Na região - No Nordeste, as vendas cearenses destinadas ao mercado internacional representam 7,5% do total assinalado pela região. Em 2010, eram 8%. A Bahia é líder absoluta, contabilizando US$ 11 bilhões e 58,5% de tudo que foi exportado no Nordeste, segundo o estudo.
Produtos - Itens mais tradicionais na pauta do Ceará, os calçados continuam no topo dos produtos que mais deixam as terras alencarinas rumo a outros países. No ano passado, foram US$ 365 milhões, o que equivale a 26,1% do total de US$ 1,4 bilhão. Apesar de ainda figurar no auge, os calçados amargaram declínio de 9,3% nas exportações e consequente perda de 4 pontos percentuais na fatia estadual, que, em 2010, era de 31,8%.
Em segundo lugar, ficou a castanha de caju, com participação de 13,6% e cifra negociada de US$ 190,5 milhões. Couros (US$ 184 milhões), Fruticultura (US$ 102,5 milhões) e têxteis (US$ 87 milhões) aparecem em seguida no ranking.
A quantidade de artigos cearenses exportados diminuiu 13,5% em 2011, ante o ano imediatamente anterior. Foram 263 tipos de produtos comprados por consumidores internacionais, contra 304 em 2010.
Países - Os Estados Unidos continuam sendo o principal comprador das mercadorias vindas do Ceará, adquirindo cerca de 28% dos produtos que são destinados ao exterior. Os norte-americanos levaram US$ 393 milhões em itens do Estado. A Argentina, com 10,3% de participação, comprou US$ 144 milhões e a Holanda, US$ 90 milhões. A quantidade de nações para as quais são levados esses produtos se manteve a mesma de 2010:91.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 18/01/2012
5,64 MILHÕES DE PASSAGEIROS PASSARAM PELO PINTO MARTINS
Publicado em 01/18/2012 as
01:01 PM
Com esse fluxo de passageiros, o aeroporto já superou em 50% a capacidade de atendimento
Enquanto aguarda as obras de ampliação do terminal, prometidas pela Infraero há mais de um ano, o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, segue expandindo a movimentação de passageiros, mas em ritmo bem menor do que o registrado em anos anteriores. Em 2011, o terminal computou movimentação de 5.649.604 passageiros, número 11,37% superior ao anotado em 2010; quando passaram por Fortaleza 5.072.785 de usuários.
O incremento vem impulsionado pelas rotas domésticas, que cresceram 11,84%, em 2011, com movimentação de 4.843.311 passageiros, o que reflete a política turística adotada nos últimos anos pela Secretaria Estadual do Turismo (Setur) e pelo próprio Ministério do Turismo. No novo modelo, que privilegia o mercado interno desde de 2008 - ano da crise financeira global - os voos internacionais foram responsáveis pelo aumento de 1,34% no número de passageiros embarcando e desembarcando na Capital cearense.
No ano passado, a movimentação de passageiros internacionais somou 232.550 pessoas, ante 229.474, em 2010. A média de viajantes por mês em 2011 girou em torno de 470.800.
Perseguindo os períodos de alta estação de férias, os meses mais movimentados do ano passado foram janeiro, com 568.427 passageiros, seguido de julho, com 565.922; e dezembro com 510.468 viajantes. Já a movimentação de aeronaves cresceu 5,25%, registrando 65.853 pousos e decolagens no aeroporto de Fortaleza.
"Voo rasante" - Os dados divulgados ontem, pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mostram um crescimento "rasante" na movimentação de passageiros no Pinto Martins em 2011, sobre o ano anterior, se comparado com o incremento anotado em 2010 sobre 2009. Nesse período, a movimentação de passageiros domésticos e internacionais no aeroporto de Fortaleza saltou de 3.987.752 em 2009, para 4.843.311 no ano seguinte, registrando uma alta de 20,44%, quase o dobro dos 11,37% computados em 2011.
Mercado interno - Estatísticas reveladas pela Infraero confirmam a política de incentivo aos voos domésticos, ante os internacionais. No Ceará, de 2008 para 2011, a movimentação de passageiros domésticos no Aeroporto Pinto Martins aumentou 68%, passando de 3.222.883 pessoas em 2008, para 5.417.054, no ano passado.
No mesmo período, o trânsito de passageiros internacionais recuou, em vez de crescer. Em 2011, circularam no Pinto Martins 232.550 viajantes internacionais, número 4,26% menor do que os 242.908 anotados em 2008, há quatro anos.
Da mesma forma, o número de aeronaves de companhias estrangeiras aterrissando no Ceará também vem diminuindo ano a ano. No ano passado, taxiaram 1.831 aviões internacionais no Pinto Martins, fluxo 2,24% inferior aos 1.873 verificados em 2010 e 41% menor do que as 3.103 aeronaves que transitaram pelas pistas do aeroporto de Fortaleza, em 2008.
A queda no número de voos charters (fretados) é um indicador desse arrefecimento nos aeroportos do Estado. Neste mês, estão sendo esperados pousos de 156 voos charters na Capital cearense, o que representa um "mergulho" de 26%, ante os 211 deste tipo registrados em igual intervalo de 2011.
O secretário do Turismo do Ceará, Bismarck Maia, confirma essa tendência de redução nos charters. Segundo ele, a frequência desse tipo de voo deve cair ainda mais, tendo em vista o elevado custo para as operadoras de turismo.
Conforme disse, as grandes operadoras, a exemplo da CVC, estariam adotando como estratégia para redução de despesas a utilização de assentos em aviões de carreira, em vez dos voos fretados. De acordo com ele, voos regulares trazem turistas de maior nível, do que os charters.
Compensação - Em compensação à queda no fluxo de aviões estrangeiros no Estado, o número de aeronaves domésticas cresceu 5,47% no ano passado, subindo de 60.697, em 2010 para 64.022, número 41% maior do que os 44.600 aviões de bandeiras estrangeiras que taxiaram em Fortaleza, em 2008. No Brasil, estão sendo esperadas 70 milhões de viagens domésticas, nestes meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2012.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 18/01/2012
SHELL CORRIGE NOME DE POÇO DESCOBERTO NA BACIA DE SANTOS
Publicado em 01/18/2012 as
01:00 PM
DO RIO - A Shell informou que o nome correto do poço onde a empresa encontrou indícios de petróleo, no pré-sal da bacia de Santos, é Epitonium.
Na segunda, a empresa informara à Folha que o poço, situado no bloco BN-S-54, fora batizado de Gato do Mato.
O poço, localizado em uma lâmina d'água de 1.950 metros, fica a 200 quilômetros da costa do Rio.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 18/01/2012
CRESCIMENTO DO MERCADO DE COMBUSTÍVEIS DE ORIGEM FÓSSIL TRAZ PREJUÍZOS À PETROBRAS
Publicado em 01/18/2012 as
12:59 PM
Com redução da oferta de etanol, houve reversão da tendência de ampliação da fatia dos biocombustíveis
Em 2012, segundo estimativas da Tendências, as vendas totais de combustíveis derivados de petróleo devem aumentar 6,5%, acima das vendas totais (+4,9%), que incluem os biocombustíveis.
Tal resultado é ainda mais expressivo se considerarmos que, em 2010, as vendas de combustíveis de origem fóssil cresceram 10,6% e resultados preliminares apontam para alta de 6,3% em 2011.
Nos últimos anos, as vendas de combustíveis derivados de petróleo vêm sendo favorecidas pela expansão da economia brasileira, estimulada pela melhoria das condições de renda e crédito, com reflexos sobre a ampliação do contingente de consumidores e diversificação dos hábitos de consumo.
Nesse contexto, merecem destaque as ampliações das vendas de veículos e da demanda por passagens aéreas.
Mais recentemente, os problemas relacionados à expansão da oferta de etanol desde 2010 -com queda esperada de 18,7% na produção em 2011- deram novo impulso à comercialização de combustíveis derivados de petróleo.
A participação dos combustíveis fósseis recuou seguidamente entre 2003 e 2009, ano no qual atingiu o percentual de 77,6%, refletindo: 1) o boom de comercialização dos veículos flex; 2) a ampliação da oferta doméstica de etanol; 3) o advento do programa de estímulo à produção de biodiesel; e 4) o aumento dos preços internacionais do petróleo.
Com a redução da oferta de etanol, houve reversão da tendência de ampliação da fatia dos biocombustíveis, com aumento da participação dos combustíveis fósseis de 79,2% em 2010 para 82,1% em 2011. Para este ano, a expectativa é de 83,3%.
Tal estimativa tem por hipótese a manutenção, ao longo de 2012, dos percentuais de mistura de 20% de etanol à gasolina C e de 5% de biodiesel ao diesel.
O aumento da participação dos combustíveis derivados de petróleo no mercado nacional deveria ser uma boa notícia para os acionistas da Petrobras.
A empresa é uma das maiores petrolíferas globais, responde por quase 100% do refino de petróleo no país e é a maior distribuidora de combustíveis atuante no mercado nacional, com aproximadamente metade do mercado de distribuição, segundo dados do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes).
Paradoxalmente, contudo, a ampliação das vendas de combustíveis derivados de petróleo vem se constituindo em fonte de prejuízos para a Petrobras -que, para fazer frente à demanda doméstica, se vê obrigada a importar gasolina e óleo diesel a preços maiores que os cobrados pela empresa no Brasil.
Esse aspecto ajuda a explicar a queda de 33% do valor médio das ações da Petrobras entre 2009 a 2011, período em que o Índice Bovespa valorizou-se em 11%. Walter de Vitto, mestre em economia pela FEA-USP, é analista da Tendências Consultoria
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 18/01/2012
ACRE INAUGURA ZPE PARA ELEVAR A EXPORTAÇÃO DE MANUFATURADOS
Publicado em 01/18/2012 as
12:59 PM
Na segunda-feira, ela receberá a certificação final da Receita Federal para o último passo exigido pelos fiscais
O governo decidiu apostar, de fato, nas Zonas de Processamento de Exportações (ZPE) para estimular as vendas de manufaturados: em cinco dias, a ZPE do Acre deverá estar pronta para iniciar os trabalhos. A infraestrutura já está concluída, numa área de 100 hectares na pequena cidade de Senador Guiomard (AC), a 22 km de Rio Branco, capital do Estado.
Na segunda-feira, ela receberá a certificação final da Receita Federal para o último passo exigido pelos fiscais: a instalação de monitoramento em vídeo. Ontem, uma das maiores companhias privadas do Peru, o Grupo Glória, de laticínios, fertilizantes e cimento, fechou seu projeto produtivo básico (PPB) para operar na ZPE do Acre.
A evolução das obras e negociações em torno da ZPE no Acre surpreendeu os técnicos do Ministério do Desenvolvimento. Fontes no Palácio do Planalto afirmaram ao Valor que a presidente está entusiasmada com a ZPE e espera ver resultados já neste ano. Para isso, a instalação das fábricas deve começar em fevereiro.
As empresas que se instalarem na ZPE deverão exportar no mínimo 80% da produção. Em troca, as fábricas não vão recolher o IPI, a Cofins e o PIS/Pasep sobre os insumos adquiridos do mercado interno, e também as partes e peças importadas estão isentas do Imposto de Importação (II) e do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante.
"A ZPE vai funcionar como polo de atração de investimentos no setor manufatureiro, justamente num momento em que a indústria sofre com a rigorosa competição com os importados no Brasil e também na conquista de mercados", diz Gustavo Saboia Fontenele, secretário-executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, formado pelos ministérios do Desenvolvimento, Fazenda, Integração Nacional, Planejamento e Casa Civil.
A ZPE já conta com licenciamento ambiental e liberação alfandegária. No local, órgãos públicos, como Correios, Anvisa, Caixa Econômica Federal e Ministério da Agricultura, estão em operação. "Já está pronto", disse Fontenele, "só falta as empresas começarem a montar suas fábricas".
O governo acreano negocia com 13 companhias a instalação de fábricas na ZPE, nas áreas de madeira, alimentos processados, carne, têxtil e frutas. Uma companhia italiana de joias já apresentou um projeto para produção de "biojoias", aproveitando insumos naturais do Estado, inserido na floresta amazônica. O governo planeja plantar 3.000 mil hectares de seringueiras, que devem servir de insumo para as companhias que se instalarem na ZPE.
Além disso, a Natex, empresa pública de preservativos masculinos feitos com borracha natural, localizada em Xapuri (AC), pode abrir uma segunda unidade, para produção de luvas para cirurgias hospitalares. A fábrica já opera com capacidade máxima, diz a diretora-executiva da Natex, Dirlei Bersch, em três turnos, de domingo a domingo.
Caso concreto é o do Grupo Glória, do Peru. Empresários da companhia fizeram a última visita técnica às instalações em Senador Guiomard para fechar os termos do processo produtivo básico a ser entregue aos técnicos do governo do Estado. A companhia, que também tem unidades na Argentina, Colômbia, Bolívia e Equador, vai desenvolver linhas produtivas de leite e cimento.
Um fator que acelerou as negociações com o Grupo Glória, e que serve de grande atrativo às demais empresas em negociação com o governo do Estado, é a rodovia Transoceânica, inaugurada em outubro do ano passado, que servirá para escoar a produção da ZPE para três portos no Peru, a 1,6 mil km de distância. A viagem por rodovia é 14 dias mais curta que o trajeto marítimo, por meio do Canal do Panamá.
"A ZPE segue exatamente o que deseja a presidente Dilma Rousseff", disse o governador do Acre, Tião Viana (PT). "Vamos ajudar as exportações da indústria e incentivar investimentos em inovação, que é o foco do programa Brasil Maior."
Os técnicos da ZPE do Acre negociam também com a multinacional americana Johnson & Johnson, que já demonstrou interesse em a fabrica instalada na Venezuela, devido ao desgaste político com o governo do presidente Hugo Chávez. Mas os executivos da empresa querem do governo do Estado uma "flexibilização" das regras das ZPEs.
A Johnson & Johnson quer, segundo o governo do Estado do Acre, que até 40% da produção seja escoada para o mercado interno, e não apenas 20%, como prevê a Lei 11.508 (07/2007), que criou o marco regulatório das ZPEs. No ano passado, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, chegou a declarar em audiências públicas ser favorável à elevação do teto de 20% para 40%.
As negociações ainda não terminaram, porque, em contrapartida, o Acre quer convencer os executivos a montar duas fábricas: uma na ZPE, seguindo as regras da zona, e outra fora, que receberia incentivos tributários para a parcela vendida internamente. Procurada pelo Valor, a empresa negou, por meio de sua assessoria, que esteja negociando.
Fonte:Valor Econômico
Data : 18/01/2012
NOVO TERMINAL DO AEROPORTO DE GUARULHOS DEVE FICAR PRONTO SÁBADO
Publicado em 01/18/2012 as
12:59 PM
A entrega das obras do Terminal 4 - embora só existam até hoje os terminais 1 e 2 - coloca fim a um contrato conturbado
Com cerca de mil funcionários divididos em três turnos de trabalho, a Delta Construção garantiu à Infraero que vai entregar neste sábado, dia 21, o novo terminal do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo. Essa é a data limite para que a construtora cumpra o contrato firmado com a estatal. Se não cumprir, será multada. Após dez dias para ajustes operacionais, a Infraero promete que no início de fevereiro Cumbica terá um novo terminal em operação.
A entrega das obras do Terminal 4 - embora só existam até hoje os terminais 1 e 2 - coloca fim a um contrato conturbado. Em julho do ano passado, o projeto foi contratado em regime de urgência pela Infraero, portanto, sem licitação. O argumento usado para justificar o acordo foi a demanda projetada para as festas de fim de ano, as quais, segundo a Infraero, poderiam causar um caos em Cumbica se o novo terminal não entrasse em operação. O fato é que o projeto não foi entregue para o fim do ano e a Infraero teve de "se virar no braço", como definiu o presidente da estatal, Gustavo Vale.
O contrato firmado com a Delta é de R$ 85,75 milhões. Segundo a Infraero, o atraso na obra foi resultado de um incidente ocorrido em dezembro, quando parte da cobertura do terminal caiu e a empresa foi obrigada a trocar toda a estrutura. "As obras passaram por um acidente de percurso, mas no fim tudo deu certo. No início de fevereiro o aeroporto já terá esse novo terminal em pleno funcionamento", diz João Márcio Jordão, diretor de aeroportos da Infraero.
O novo terminal, diferentemente dos chamados "puxadinhos", tem uma estrutura definitiva. Segundo a Delta Construções, na área de embarque foram instalados 34 balcões de check in, dez portões de embarque e seis portões de checagem de segurança com equipamentos de raio X, além de esteiras de bagagem. A área de desembarque tem três posições para entrega de bagagens. O terminal foi equipado com cinco elevadores e dois estacionamentos, com capacidade para 600 veículos.
A estrutura foi erguida no antigo terminal de cargas da Vasp, que era ocupado para guardar cargas detidas ou abandonadas. Para aproveitar a estrutura do local, a Infraero decidiu que fará o mesmo tipo de intervenção no hangar da Transbrasil, que fica ao lado da estrutura da Vasp. Dessa vez, no entanto, a intenção é passar o projeto para o concessionário que vencer o leilão de Cumbica, programado para 6 de fevereiro.
A decisão da Infraero de contratar uma empreiteira sem realização licitação causou polêmica. Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) questionaram a escolha da Delta Construções para tocar as obras, já que a empresa não acumulava experiência nesse tipo de projeto. A empresa não comenta o assunto. Em setembro do ano passado, a Justiça Federal em São Paulo chegou a determinar a paralisação da obra. A Infraero, no entanto, conseguiu reverter a decisão e as obras foram retomadas.
A concessão do aeroporto de Guarulhos prevê a construção de seu terceiro terminal. A previsão da Infraero é de que a estrutura esteja em operação já em 2014, com capacidade inicial de receber 7,5 milhões de passageiros por ano. Quando for concluído, sua capacidade saltará para até 18,8 milhões de pessoas, anualmente. Em 2010, o aeroporto teve crescimento de 23% no volume de passageiros sobre o ano anterior, recebendo 26,8 milhões de pessoas. No ano passado o volume chegou a 31,5 milhões de passageiros.
Fonte:Valor Econômico
Data : 18/01/2012
EXPORTAÇÃO DAS COOPERATIVAS É RECORDE
Publicado em 01/18/2012 as
12:59 PM
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
As exportações das cooperativas brasileiras renderam US$ 6,1 bilhões em 2011, valor que representou um novo recorde histórico para o segmento, com crescimento de 39,8% sobre as vendas externas de 2010 (US$ 4,4 bilhões). Estão na lista dos principais produtos comercializados açúcar refinado, café em grãos, soja em grãos, açúcar em bruto, pedaços e miudezas comestíveis de frango, etanol, farelo de soja e trigo. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O desempenho do ano passado superou as expectativas. Ao fim do primeiro semestre a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) estimava vendas totais de até US$ 5 bilhões para o ano.
A importações desse segmento somaram US$ 355 milhões, maior valor desde 2008, quando foram comprados no mercado internacional o equivalente a US$ 558 milhões. O aumento sobre 2010 foi de quase 30%.
Com isso, o superávit da balança comercial das cooperativas foi de US$ 5,8 bilhões, alta de 40% em relação ao ano anterior. Um total de 133 cooperativas fizeram operações de comércio exterior, para 188 países. Em 2010, 150 sociedades venderam para 138 nações.
Na relação dos principais compradores dos produtos das cooperativas, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, com US$ 739,2 milhões, representando 12% do total exportado no ano. A China ocupou a segunda colocação, quase empatada com os EUA, com US$ 736,1 milhões, 11,9% do total exportado. Em terceiro lugar ficaram os Emirados Árabes Unidos, com US$ 526,3 milhões; e em quarto lugar veio a Alemanha, com US$ 441,5 milhões. Até o primeiro semestre de 2011, a China liderava as compras, seguida de Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos.
A diversificação de produtos exportados para um número cada vez maior de países é, de acordo com o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, muito bem vinda. "Na exportação as cooperativas têm espalhado suas vendas. Como as sociedades são novas nesse mercado, elas tentam evitar o erro de concentração e diversificam seus mercados", disse Freitas.
A tendência de crescimento, de acordo com Freitas, deverá continuar. " Os preços são bons, a demanda está em alta e os produtos são saudáveis", disse.
Fonte:Valor Econômico
Data : 18/01/2012
USIMINAS ESTÁ COM BASES PRONTAS PARA NOVA FASE, DIZ BRUMER
Publicado em 01/18/2012 as
12:59 PM
Hoje, o novo presidente da Usiminas, o argentino Julián Alberto Eguren, nomeado ontem pelo conselho de administração, começa uma maratona de visitas ao parque fabril da siderúrgica. A primeira visita será à usina de Ipatinga, em Minas, a principal da companhia, acompanhado de Wilson Brumer, que fará o processo de transição de cargo e que deixa a empresa depois de dois anos na presidência-executiva. Antes, por três anos, foi conselheiro e presidiu o conselho.
"Eguren traz uma experiência longa na siderurgia dentro do grupo Techint, onde iniciou carreira em 1987, e mais de 15 anos de vivência internacional para a Usiminas", afirmou Brumer. "Será uma transição harmoniosa e profissional, que marca mais uma virada de página na história da Usiminas". Segundo ele, em poucos dias o executivo estará totalmente habilitado para tocar a empresa e traçar seu plano de gestão.
Depois de ter bancos, a Vale, distribuidores de aço, Camargo Corrêa e Votorantim como acionistas - cada um com visões diferentes e sem "know-how" na fabricação de aço -, agora a empresa tem como seus controladores dois grupos siderúrgicos, detentores de experiência internacional nesse negócio. "A siderurgia, de alguns anos para cá, tem uma nova dinâmica", diz Brumer. "A competição não é mais só interna. Hoje ela se dá em nivel global."
Para ele, a Usiminas será beneficiada com dois acionistas com esse perfil, que serão sócios com visão de longo prazo para a siderúrgica mineira, que em 2012 completa 50 anos de início de operação de seu primeiro alto-forno. "Um desafio que tem pela frente é melhorar a produtividade e a competitividade, com redução de custos, tornando-se mais preparada para competir nesse novo cenário", afirmou.
As decisões estratégicas tomadas ao longo dos últimos cinco a seis anos, diz, deixa a empresa com bases prontas para essa nova fase. Em 2007, foi lançado o novo plano de crescimento e em 2008 a empresa entrou no negócio de minério de ferro, dominando parte dos custo de fabricação do aço. "Esse é um dos legados que considero deixar para a empresa, pois em 2010 criamos a Usiminas Mineração, com participação da Sumitomo Corporation no seu capital. Já começa a dar resultado no Ebitda."
A mineração de ferro, que tem investimentos de R$ 4,5 bilhões à frente, planeja alcançar produção de 29 milhões de toneladas em 2015, sendo uma grande geradora de resultado operacional. Neste ano, terá capacidade para produzir 12 milhões de toneladas. O grosso dos investimentos virá em 2013 e 2014.
Novos projetos foram concluídos, como a nova linha de galvanização de aço (material nobre para automóveis, bens eletrodomésticos, construção civil) no ano passado, em parceria com a Nippon Steel. Em março, ficará pronto o novo laminador a quente da usina de Cubatão (antiga Cosipa), com aporte de R$ 2,5 bilhões. "Nos dois últimos anos, fomos uma das empresas privadas que mais investiram. Foram R$ 5,6 bilhões", informou. Outra área em que deverá focar esforços é a da autossuficiência de energia.
Para Brumer, são vários investimentos feitos que dão à Usiminas novo patamar tecnológico, mas que, infelizmente, ainda não começaram a se refletir no resultado operacional. "Infelizmente, 2011 não foi um ano de resultados fantásticos. Mas as sementes estão plantadas", afirmou, apontando que o nível de endividamento líquido, na relação com o Ebitda, é confortável.
A Ternium, na visão de Brumer, poderá abrir oportunidades na área comercial para a Usiminas em mercados da América Latina. "O Eguren [novo presidente] conhece bem a região e poderá criar parcerias das duas empresas."
O executivo, que já passou pela presidência da Vale, antigas Acesita e CST, BHP Billiton no Brasil e foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, afirma que a Usiminas avançou bastante em sua governança. Foram criados um código de ética (no ano passado), que não existia, gestão de recursos humanos e um plano de opções de ações.
Brumer assumiu a presidência em abril de 2010 com a missão de apaziguar os ânimos exaltados na empresa com a gestão complicada de seu antecessor. "Deixo uma empresa harmonizada e que passou a ter mais diálogo aberto e transparente com seu presidente."
Fonte:Valor Econômico/Por Ivo Ribeiro | De São Paulo
Data : 18/01/2012
COSTA CONCÓRDIA - NAVIO SE MOVE, E TRABALHOS DE RESGATE SÃO INTERROMPIDOS
Publicado em 01/18/2012 as
12:57 PM
Mergulhadores suspenderam os trabalhos nesta quarta-feira
Os mergulhadores que buscam sobreviventes no cruzeiro naufragado Costa Concordia suspenderam os trabalhos nesta quarta-feira (18), depois que o barco moveu-se levemente no local em que está preso, próximo à Ilha de Giglio, na costa da Itália.
Luca Cari, porta-voz dos bombeiros, disse que as buscas foram suspensas às 8h locais (5h de Brasília), após uma movimentação de poucos centímetros do casco sobre a rocha em que o cruzeiro está parado, Isso poderia ameaçar os mergulhadores nas áreas submersas do navio.
O acidente deixou, até agora, 11 mortos, 24 desaparecidos e 60 feridos.
O barco ficou parcialmente submerso e virado em um ângulo superior a 80 graus.
O capitão do cruzeiro, Francesco Schettino, vai ficar em prisão domiciliar, disse na noite de terça seu advogado, Bruno Leporatti.
A decisão foi tomada pela juíza Valeria Montesarchio, do Tribunal de Grosseto.
Schettino negou, diante do tribunal, ter abandonado o barco após o naufrágio do cruzeiro ocorrido na noite de sexta-feira na costa da Itália.
O comandante é acusado de ter cometido "erros" que teriam ocasionado o naufrágio e também durante a evacuação dos passageiros. Ele é investigado por homicídio culposo (não intencional), naufrágio e abandono do navio. Ele pode pegar um máximo de 15 anos de prisão.
"Ele declarou aos juízes que não abandonou o navio e que salvou milhares de vidas", disse Leporatti após o depoimento.
Schettino disse a um juiz de instrução que estava "no comando do navio" no momento do impacto da embarcação com um banco de areia próximo à Ilha de Giglio, no Mar Tirreno, a cerca de 40 quilômetros da costa italiana.
A afirmação confirma os primeiros resultados da investigação, segundo a qual o comandante dispunha do controle da rota planejada nas imediações da ilha.
Schettino depôs em uma audiência preliminar por três horas.
A procuradoria italiana havia pedido ao Tribunal de Grosseto que mantivesse a ordem de prisão contra Schettino. Ele está preso desde sábado.
A empresa proprietária da embarcação, a italiana. Costa Cruzeiros, também o acusou de ter arriscado a vida de milhares de pessoas e um navio de meio bilhão de dólares em o que qualificou de uma "bravata irresponsável".
Barco moveu-se levemente no local em que está preso, próximo à Ilha de Giglio
Telefonema
Um tenso telefonema dele para a Capitania dos Portos, vazado nesta terça-feira pela imprensa italiana, dá a entender que ele havia abandonado o navio sem prestar socorro aos passageiros.
Gritos ouvidos ao fundo da gravação dão ainda mais autenticidade ao áudio. As autoridades não confirmaram a origem da fita, mas não desmentiram.
O advogado de Schettino disse que ele não comentará o assunto.
Ouça o áudio (em italiano), que foi publicado na internet.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 18/01/2012
CAPITANIA ORDENOU QUE COMANDANTE VOLTASSE A BORDO
Publicado em 01/18/2012 as
12:57 PM
Equipes de resgate italianas retiram o corpo de um homem de dentro do navio de passageiros
Gravações telefônicas entre o comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, e o chefe da Capitania do Porto de Livorno, Gregorio De Falco, feitas logo após o naufrágio e quando o capitão já estava em terra, mostraram que Schettino recebeu a ordem de voltar para o navio até que todos os passageiros fossem retirados.
"Agora você volta ao navio, sobe pela escada de emergência e coordena a retirada", diz o oficial a Schettino, de acordo com a transcrição da chamada telefônica gravada por uma das caixas-pretas do navio.
"Você precisa nos dizer quantas pessoas, crianças, mulheres e passageiros estão lá e o número exato de cada categoria", disse Falco.
"O que você está fazendo? Abandonando o resgate? Capitão, esta é uma ordem, sou eu que estou no comando. Você declarou abandono de navio", disse Falco, acrescentando: "Ainda existem corpos". "Quantos?", questionou Schettino, o que levou a uma resposta curta de Falco: "Isso é você quem vai me dizer, o que você está fazendo? Quer voltar para casa?"
Ontem, Falco lamentou que o naufrágio tenha provocado mortes e disse que Schettino mentiu. "Não é a primeira vez que capitães de navios em dificuldades são reticentes e, por assim dizer, ficam silenciosos", afirmou em entrevista. "Infelizmente, morreram pessoas nesse naufrágio".
Schettino trabalhou durante 11 anos para a Costa Crocieri (Costa Cruzeiros), subsidiária italiana da Carnival Corporation, empresa de capitais anglo-norte-americanos. Ele frequentou a Escola Naval Nino Bixio, da Marinha Mercante da Itália, que fica próxima a Sorrento.
Fonte : Agência Estado
Data : 18/01/2012
CAPITÃO DO `COSTA CONCORDIA' É COLOCADO EM PRISÃO DOMICILIAR
Publicado em 01/18/2012 as
12:57 PM
A promotoria da província de Grosseto, na região da Toscana (Itáliacentral), determinou ontem que Francesco Schettino, de 52 anos, capitão do navio Costa Concordia, que naufragou na sexta-feira passada perto da ilha de Giglio, ficará em prisão domiciliar em Meta di Sorrento, perto de Nápoles (Sul do país), enquanto avança oprocesso judiciário.
Schettino foi acusado de homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), naufrágio e abandono do navio que comandava. Ele se declarou inocente. Se considerado culpado, poderá ser sentenciado a até 15 anos de prisão. O naufrágio do navio, que transportava 4.200 pessoas, deixou pelo menos 11 mortos e 23 pessoas estão desaparecidas.
Ontem, a Capitania do Porto de Livorno divulgou um diálogo chocante entre Schettino, que abandonou o navio logo após o naufrágio, e o chefe da Capitania de Livorno, Gregorio De Falco, que insistia parao capitão voltar ao navio e resgatar sobreviventes.
Schettino negou no tribunal as acusações de que abandonou a embarcação. "O capitão defendeu seu papel na direção do navio após a colisão, o que na visão dele salvou centenas, senão milhares de vidas", disse Bruno Leporatti, advogado de Schettino. "O capitão especificou que ele não abandonou o navio", acrescentou.
Segundo o promotor de Justiça da província de Grosseto, Francesco Verusio, "no momento, as acusações contra Schettino são de homicídio culposo (sem a intenção de matar) múltiplo, naufrágio e abandono de navio". Para Verusio, o capitão se arrisca a uma pena máxima de 15 anos de prisão. Ele decretou a prisão domiciliar do acusado.
Francesco Verusio disse que, com os cinco corpos encontrados ontem, o que elevou a 11 o total de mortos no naufrágio, podem existir ainda 23 desaparecidos. Quatro corpos encontrados são de homens e o quinto é de uma mulher na faixa dos 50 a 60 anos. As autópsias serão feitas hoje no Hospital de Orbetello, na província de Siena.
SOBREVIVENTES
Equipes de socorro da Guar- da Costeira trabalham com pressa e contra o tempo, porque, hoje, o clima deverá piorar perto da Ilha de Giglio, onde a embarcação está encalhada. Ainda há chances de sobreviventes serem encontrados, mas elas são remotas.
As equipes de resgate abriram buracos no navio ontem, para conseguir acessar áreas que ainda não haviam sido verificadas. Antes da descoberta dos cinco corpos, 29 pessoas estavam desaparecidas. Autoridades disseram que dentre os desaparecidos, estavam 14alemães, seis italianos, quatro franceses, dois norte-americanos, um húngaro,um indiano e um peruano.
Fonte : Agência Estado
Data : 18/01/2012
PORTUÁRIOS AVULSOS NÃO ACEITAM SERVIÇOS E AMEAÇAM GREVE
Publicado em 01/18/2012 as
12:57 PM
Como era esperado, a maioria dos portuários avulsos não aceitou os serviços na escalação das 13 horas de ontem, terça-feira. O procedimento padrão pode evoluir para uma greve geral, de acordo com o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Silva. "Cerca de 30% dos navios que estão atracados no Porto de Santos não tem homens para fazer operação normal nesta terça."
Os trabalhadores portuários protestam contra as novas medidas estabelecidas pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo-Santos).
Para tentar acabar com o TAC, a categoria recorrerá ao poder judiciário. "Se nada mudar até a escalação das 19 horas, os serviços da noite também não serão aceitos", afirma o presidente do Sindicato dos Estivadores.
A exigência do intervalo de 11 horas entre duas jornadas de trabalho consecutivas para os trabalhadores portuários avulsos (TPAs) de Santos, que entrou em vigor às 13 horas desta terça não agrada a categoria.
No horário em que a medida começou a valer, o posto de escalação 3, no Estuário, ficou lotado, mas os trabalhadores recusaram os serviços.
Além desta medida, os portuários não aprovaram outros aspectos da TAC como a implementação do sistema eletrônico na escala, a convocação dos TPAs em sistema de rodízio, a colocação, no final da fila, do portuário que recusou o trabalho para o qual foi designado e a escalação de TPA devidamente qualificado, e com a presença dele no posto do Órgão Gestor.
Roleta Russa
Os trabalhadores do setor de capatazia, associado ao Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), reclamam do sistema eletrônico na escala de trabalho. De acordo com a categoria, o sistema não respeita a ordem numérica e gira como uma roleta russa, prejudicando os trabalhadores.
Segundo o Ogmo, o esquema de escalação foi normal e a sequência numérica foi seguida.
Estratégia
Os dirigentes das categorias do Porto já traçaram a estratégia para resistir ao novo processo de escalação dos trabalhadores
Hoje, quarta-feira, os trabalhadores farão uma concentração em frente ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo-Santos) e de lá seguem em passeata até o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir a anulação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deu origem às novas medidas.
A concentração será em frente ao Ogmo, na Avenida conselheiro Nébias. De lá os trabalhadores seguirão em passeata até a sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), na Rua Braz Cubas, 190.
O ato, segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, Nei Silva, vai simbolizar o enterro do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Ainda nesta quarta-feira, os trabalhadores participam de reunião com dirigentes do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp) - que requisitam o trabalho dos avulsos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/01/2012
LEITURA RÁPIDA
Publicado em 01/18/2012 as
12:56 PM
Ilhas Malvinas - Ingleses impedem desembarque
As autoridades britânicas das Ilhas Malvinas (Falkland) impediram que passageiros de um navio de cruzeiro, o Star Princess,que viaja do Chile ao Brasil, desembarcassem em PortStanley. Isso levou a uma reclamação da empresa norte-americana Princess Cruises, dona do navio, e do governo argentino ao governo britânico. Muitos dos 3.500 passageiros e tripulantes do navio são argentinos, mas a administração das ilhas afirma que impediuo desembarque porque alguns dos passageiros estão com um vírus estomacal e sofrem de gastroenterite.
Meio ambiente
O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, disse que o governo poderá declarar estado de emergência na costa da Toscana nas próximas horas. O governo teme que 2 mil toneladas de combustível ainda armazenadas nos tanques do navio vazem e provoquem um desastre ambiental no Arquipélago Toscano.
Conversa
"Volte a bordo, é uma ordem.Você não deve pensar em outra coisa. Você declarou o abandono do navio. Agora sou eu quem comanda"
Gregorio De Falco, chefe da Capitania do Portode Livorno, em conversa telefônica como capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino
Brasileiros no `Concordia'
Os 57 brasileiros que estavam a bordo do navio Costa Concordia têm direito a indenização por danos morais e materiais, disse ontem o advogado Leonardo Amarante, especialista em Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/01/2012
LICITAÇÃO DO PLANO DO MERGULHÃO TEM SETE CONCORRENTES
Publicado em 01/18/2012 as
12:55 PM
Companhia Docas definirá vencedor até o início de abril
Lyne Santos - DA REDAÇÃO
Mergulhão será construído na área portuária do Valongo
A Codesp, Autoridade Portuária de Santos, recebeu e abriu, na manhã de ontem, sete propostas de empresas e consórcios interessados em participar da licitação para a elaboração do projeto executivo do Mergulhão. O empreendimento é uma passagem subterrânea,que será construída em frente aos armazéns 1 e 8, na região do Valongo, em Santos.
O projeto-executivo é considerado essencial para mensurar o custo da obra, suas características e prazos de execução.
A entrega dos documentos à Docas integra a primeira fase da concorrência, que se refere à habilitação das firmas. Cada companhia ou grupo de empresas entregou um envelope com informações jurídicas e fiscais próprias. O processo de licitação é composto de três etapas. A próxima será a de qualificação técnica. A última é a de verificação dos preços oferecidos.
Participam da licitação a Maubertec Engenharia e Projetos Ltda., a Engevix Engenharia S/A, a Setepla Tecnometal Engenharia Ltda., a Empresa Brasileira de Engenharia de Infraestrutura e os consórcios Via Santos, Projetista Valongo e Projeto Valongo.
A previsão da Docas é que o primeiro material (informações técnicas dos participantes) seja avaliado em cerca de 10 dias. Após esse período, serão publicados no Diário Oficial da União (DOU) os nomes das empresas que foram habilitadas ou desabilitadas. A partir da divulgação, os concorrentes terão cinco dias úteis para entrar com recursos. Depois, a Codesp também terá o prazo de cinco dias para apresentar os contrarrecursos.
Ultrapassada essa fase, serão convocadas pela Docas somente as firmas que permanecerem na concorrência, para que sejam abertos os envelopes relacionados à qualificação técnica. Nesse material, está adocumentação que deverá provar a competência técnica da empresa na execução do serviço. A estes dados, será atribuída uma nota baseada nos critérios objetivos definidos pelo edital.
Após essa abertura, são repetidos os mesmos procedimentos adotados na etapa inicial. A última parte da licitação é a análise de preços, quando serão aplicadas as mesmas medidas feitas anteriormente.
A princípio, o trabalho foi orçado em R$ 8.591.484,60 pela Autoridade Portuária. Conforme explicou a Codesp, não vencerá, necessariamente, a companhia ou grupo que apresentar o menor valor. A decisão vai envolver uma combinação entre as notas atribuídas à fase técnica e ao preço.
A expectativa da estatal é que a licitação seja concluída até o início de abril, quando deverá ser anunciada a vencedora. A escolha do ganhador será feita pela diretoria executiva da Codesp, com base nos indicadores fornecidos pela comissão de licitação. A decisão será homologada pelo Conselho de Administração da Docas.
PROJETO
O Mergulhão foi idealizado na primeira versão do projeto da Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos. Entretanto, devido a seu alto custo e ao risco de embargos ao licenciamento ambiental, a obra foi retirada da concorrência original do novo sistema viário do cais santista.
Com 1,5 quilômetro de extensão, a passagem subterrânea vai retirar os caminhões do entorno dos armazéns 1 ao 8, dando mais segurança aos visitantes do futuro complexo de entretenimento, cultura e turismo que a Prefeitura de Santos e a Codesp pretendem implantar no local.
O espaço deverá contar, inclusive, com um segundo terminal de passageiros, para atender a demanda do mercado de cruzeiros na região.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/01/2012
ROLLS-ROYCE FORNECE REBOCADORES MOVIDOS A GNL
Publicado em 01/16/2012 as
02:37 PM
A Rolls-Royce fechou um contrato para fornecer motores de alta eficiência e sistemas de propulsão para rebocadores movidos a gás natural liquefeito (GNL). As duas embarcações foram encomendadas pela companhia norueguesa Buksér og Berging AS e entrarão em serviço no final de 2013 para a Statoil e para o Gassco - operador de rede de transporte de gás na costa norueguesa. Robert Loseth, vice-presidente sênior da Rolls-Royce para o setor de Marinha Mercante, Sistemas de Propulsão e Motores, destaca o consumo eficiente de combustível e as baixas emissões de gás metano dos equipamentos.
Além dos motores a gás e do sistema de armazenamento GNL, a Rolls-Royce entregará um sistema de propulsão azimuth para cada rebocador, que promete manobras mais ágeis. De acordo com a empresa, essas serão as primeiras embarcações que utilizarão os recém-projetados propulsores azimuth (Rolls-Royce US35), que buscam melhorar o desempenho hidrodinâmico e a integração do casco. O sistema combinado de energia e propulsão deve oferecer redução de aproximadamente 30% nas emissões de CO2, em comparação com as embarcações convencionais, e cumprirá as futuras normas de emissão.
A divisão marítima da Rolls-Royce emprega cerca de nove mil pessoas em 35 países. Os principais centros fabris estão localizados no Reino Unido, nos países nórdicos, nos Estados Unidos e na Ásia. Em 2010, a Rolls-Royce investiu 923 milhões de libras em pesquisa e desenvolvimento. Dois terços desse total têm o objetivo de melhorar os aspectos ambientais de seus produtos, em particular a redução de emissões.
Fonte : Poral Portos e Navios - Da Redação
Data : 16/01/2012
MAERSK LINE E ERICSSON LEVAM CONECTIVIDADE MÓVEL AOS OCEANOS
Publicado em 01/16/2012 as
02:36 PM
Os oceanos são a última fronteira para o setor de comunicação móvel. A maior empresa de cargas do mundo, a Maersk Line, deu à Ericsson (NASDAQ: ERIC) a missão de conquistar esta fronteira ao introduzir a integração completa de comunicação móvel e por satélite em toda a sua frota.
A frota da Maersk Line é composta por mais de 500 navios contêiner. Ao longo dos próximos dois anos, a Maersk Line irá equipar 400 destes navios com antenas e estações rádio-base da Ericsson, e em seguida serão feitas atualizações nos navios remanescentes. Como parte do acordo, a Ericsson oferecerá sete anos de suporte e serviços de monitoramento e manutenção da rede num formato 24/7 em um grande número de portos pelo mundo.
"Temos orgulho de poder conectar a frota da Maersk Line com a nossa tecnologia. Acreditamos em uma Sociedade Conectada, em que a conectividade será apenas o ponto de partida para novas maneiras de inovar, colaborar e socializar. O resultado será processos automatizados e simplificados, maior produtividade e informação em tempo real que permitirão a tomada de decisão e resolução de problemas de forma mais rápida e bem-informada", disse Hans Vestberg, presidente e CEO da Ericsson.
Para o setor de transporte de cargas, a comunicação móvel oferece a oportunidade de empregar novas e eficientes maneiras de lidar com o gerenciamento de frota e dos prazos de entrega, melhorando a interação com os navios, permitindo a resolução proativa de problemas e o compartilhamento imediato de informações com os clientes, melhorando ainda mais a eficiência energética.
Até agora, os modernos navios contêiner da Maersk Line estavam equipados com conectividade por satélite, com o principal objetivo de permitir a comunicação para as funções vitais a bordo.
"Estamos muito satisfeitos por sermos os primeiros a ter uma frota conectada com tecnologia de comunicação móvel. Acreditamos que são muitas as oportunidades que isso irá gerar para melhorar a comunicação com os nossos colegas no mar, bem como o nosso atendimento aos clientes, e observaremos com muita atenção estas oportunidades no futuro", disse Søren Toft, vice-presidente da Maersk Line Operations.
Fonte: Portal Portos e Navios (Portal Nacional de Seguros/Mariana Laun/Info & Ti)
Data : 16/01/2012
VENDA DE MINÉRIOS CRESCE NO AMAZONAS E ULTRAPASSA R$ 211 MI EM 2011
Publicado em 01/16/2012 as
02:36 PM
Manaus - A venda da produção mineral do Amazonas expandiu 52% em 2011, comparado com o volume do ano anterior. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), as empresas produtoras do Estado faturaram R$ 211,1 milhões de janeiro a outubro de 2011 contra R$ 139,2 milhões em todo o ano passado.
O volume também está 10% acima do total vendido em 2009, R$ 191,6 milhões demonstrando a retomada da produção. Somente a Mineradora Taboca, que explora estanho (cassiterita), columbita e tantalita na mina do Pitinga, em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros ao norte de Manaus), é responsável por 60% do volume total das vendas.
Desde 2008, a mineradora passa por uma reestruturação após a venda para o grupo peruano Minsur. A empresa investiu cerca de R$ 1,2 bilhão na reestruturação até agora. Em abril de 2009, a Mineração Taboca paralisou a lavra da 'rocha sã' e passou a trabalhar apenas com resíduos minerais ou rejeitos, o que acarretou em uma queda acentuada da produção mineral no Estado.
A mineradora anunciou que no meio do ano que vem deve retomar a produção para o mesmo nível de 2008, ano recorde em arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
Amazonas e Rondônia são os principais Estados produtores de estanho, com cerca de 60% e 40%, respectivamente. A demanda interna por estanho metálico é formada por cinco segmentos mais expressivos da indústria: siderúrgica para fabricação de folhas-de-flandres à indústria de embalagens de alimentos e bebidas; indústria de soldas; indústria química; objetos de pewter (metal de liga leve); bronze e outros.
De acordo com o geólogo do DNPM, Gert Rodolfo Woeltje, há uma grande demanda no Amazonas por matérias-primas para a construção civil e água mineral, principalmente.
"Há um mercado crescente de água mineral no Estado enquanto o mercado internacional está interessado principalmente em ferro, alumínio e terras raras, além do nióbio, tântalo e minerais radioativos", aponta. Esses minerais servem de matéria-prima para indústrias eletroeletrônicas e siderúrgicas.
Para este ano, o geólogo aposta em novas empresas de produção de água mineral, bauxita, silvinita e caulim. "Um projeto de mineração demanda muito tempo para começar a produzir, de três a seis anos em ambiente amazônico. Aguardamos que em 2012 tenha um crescimento no mesmo nível do ano passado, porém, com algumas novidades na produção desses minerais, especialmente a água", destaca. Por isso, Woeltje alerta para o perigo da poluição dos rios do Estado.
"Será necessário investimentos em estações de tratamento de água nos municípios do interior para que os setores urbanos parem de despejar os dejetos nos rios e o patrimônio natural fique a salvo", afirma.
Arrecadação de compensação tem alta
A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) também expandiu em 2011 e passou de R$ 2,47 milhões de janeiro a outubro de 2010 para R$ 3,76 milhões no mesmo período desse ano, alta de 52%.
A exploração de cassiterita (minério de estanho), columbita e tantalita - matérias-primas utilizadas pelas indústrias de eletroeletrônicos e siderúrgicas - pela Mineração Taboca responde por 63% do volume pago em compensações. Enquanto a produção de água mineral pelas empresas Gelocrim, J.Cruz, Minalar e Santa Claudia são responsáveis juntas, por 22% do volume total pago.
Pequenas e médias mineradoras de areia e argila pagam menos de 1% (0,72% e 0,90% respectivamente). A empresa Itautinga, que explora argila, calcário, ferro e gipsita, em Manaus e Urucará, responde por 2,7% do total. As pequenas e médias mineradoras de granito localizadas em Barcelos e Presidente Figueiredo respondem por 6% do volume pago.
O CFEM é um imposto calculado sobre o faturamento líquido do produto mineral que for vendido, sendo que 65% desta arrecadação é repassado ao município onde é feita a exploração, 23% fica com o Estado de origem e 12% para a União.
Fonte: portal@d24am.com
Data : 16/01/2012
CHUVAS TAMBÉM AFETAM EMBARQUES DE MINÉRIO DE FERRO DA CSN
Publicado em 01/16/2012 as
02:36 PM
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Jan (Reuters) - As chuvas fortes que têm afetado a produção de minério de ferro no Sudeste do Brasil reduziram os embarques da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), informou a empresa por meio da assessoria de imprensa.
A segunda maior exportadora de minério do Brasil estuda declarar força maior em seus contratos como fez a concorrente Vale por causa da redução da produção na região do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.
Ao declarar força maior, as empresas ficam autorizadas a não entregar o produto conforme determinado em contrato.
A companhia disse, porém, que a trégua das chuvas nesta sexta-feira pode normalizar em breve as operações da companhia.
A empresa também informou que o problema não deverá mudar a meta de produção da empresa para o ano de 2012, de 33 milhões de toneladas, segundo a assessoria de imprensa.
Minas Gerais, o Estado mais afetado pelas chuvas, responde por dois terços da produção de minério do Brasil. Outras mineradoras que atuam em municípios bastante afetados pelas chuvas, como a MMX, também estão reduzindo o ritmo de produção.
CSN e MMX informaram que só informarão o volume que deixaram de produzir no balanço financeiro do trimestre.
A Vale informou que acumulou até quarta-feira uma perda de 2 milhões de toneladas nos embarques de minério de ferro. A maior produtora de minério de ferro do mundo declarou força maior em uma série de contratos em decorrência do clima.
A redução na oferta de minério de ferro deve contribuir para uma alta de preços da commodity no mercado internacional, avaliam analistas de mercado e bancos de investimentos.
Meteorologistas afirmam que as chuvas devem deixar a região de Minas Gerais, onde estão as minas, deslocando-se para São Paulo. A expectativa é de melhora do clima na região a partir na segunda quinzena de janeiro.
Por volta das 12h30, as ações da companhia operavam em baixa de mais de 2 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,4 por cento. A ação da Vale caía 1,1 por cento.
Fonte: Reuters/Guilhermo Parra-Bernal e Sabrina Lorenzi
Data : 16/01/2012
NAVIO PARTRULHA DA MARINHA É ATRAÇÃO EM MACEIÓ
Publicado em 01/16/2012 as
02:35 PM
Centenas de pessoas visitaram ontem, domingo (15) o navio patrulha Graúna da Marinha do Brasil, atracado no porto de Maceió. Ele está em missão de fiscalização às embarcações a motor que trafegam entre o litoral de Fortaleza à capital alagoana, perímetro pertencente ao 3ª Distrito Naval com base em Natal-RN.
Ao entrar no navio, as pessoas que esperavam pacientemente numa grande fila, eram recepcionadas pelo supervisor de serviço, 2º sargento Leandro Santos da Silva. Famílias inteiras foram matar a curiosidade de entrar pela primeira vez numa embarcação da Marinha. Foi o caso do ambulante Rosivaldo da Silva que levou a mulher, os filhos, cunhados e primos.
"Sempre sonhei em ser marinheiro, mas não tive oportunidade. Hoje trouxe a família para essa sensação de entrar num navio de verdade", declarou, após ter tirado uma foto para posteridade com o marinheiro Vitor Simões que entrou na vida militar há três anos após prestar concurso público.
O Graúna possui 46,6 metros de comprimento, 2,6 de calado, 7,5 de largura e 36 tripulantes. Tem 2 metralhadoras de 20 milímetros e 1 canhão de 40 milímetros. Dois botes para 6 e 10 pessoas, camarotes onde dormem a tripulação, câmara frigorífica para depositar os alimentos, banheiros, casa de máquina, entre outros compartimentos. Foi construído em 1993 e lançado ao mar um ano depois.
Durante a fiscalização no litoral do Nordeste, o navio patrulha aborda embarcações pesqueiras, lanchas e até Jet skis. "Temos a missão de verificar todos os veículos náuticos a motor que trafegam no espaço do marítimo do 3º Distrito Naval. Nosso papel é parecido com o Detran em terra", explicou Leandro Santos.
Na abordagem, o Graúna encosta há cerca de 300 metros da embarcação e os marinheiros vão de bote. No local, eles observam a documentação e os equipamentos de segurança como salva-vidas, coletes, rádio-transmissor, extintor de incêndio e outros. Se encontrado alguma irregularidade, o infrator retorna à origem e é preenchido um formulário, onde é encaminhado à Capitania dos Portos. Lá o dono da embarcação será ouvido e dependendo do problema é passível de multa e até apreensão.
O navio patrulha fiscaliza em média 6 a 8 embarcações por dia. Ele fica em Maceió até o próximo fim de semana, dias 22 e 23 quando irá retornar à base em Natal.
Fonte: Gazetaweb.com
Data : 16/01/2012
SOBREVIVENTES DO NAVIO QUE NAUFRAGOU NA ITÁLIA JÁ ESTÃO DE VOLTA AO BRASIL
Publicado em 01/16/2012 as
02:35 PM
Um grupo de turistas brasileiros que sobreviveu ao naufrágio de um navio na Itália chegou ao País ontem. Os sobreviventes, que moram em Porto Alegre, desembarcaram pela manhã no Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde foram recebidos com muita festa pelos familiares. Ao todo, havia 11 gaúchos a bordo do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na sexta-feira à noite.
O Itamaraty informou que o número de brasileiros que estavam a bordo somava 47 passageiros e seis tripulantes. Segundo o consulado-geral do País na Itália, todos foram resgatados. Pelo menos cinco pessoas morreram no desastre e 15 estão desaparecidas.
Três passageiros foram resgatados. Ontem, os bombeiros retiraram do navio um membro da tripulação que estava com a perna fraturada. O porta-voz Luca Cari informou que se tratava de um italiano que trabalhava no serviço de cabine. No sábado, um casal sul-coreano que estava em lua de mel também foi resgatado, após os bombeiros terem escutado seus gritos na parte emersa da embarcação.
As operações continuam no interior do Costa Concordia, que encalhou no litoral da Toscana. Até a manhã de ontem, havia a confirmação de três mortes, mas a Guarda Costeira informou mais tarde que mergulhadores encontraram os corpos de dois idosos em um restaurante submerso.
O Costa Concordia bateu em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio. Em seguida, a embarcação encalhou, o que provocou o seu tombamento. Mais de 4,2 mil pessoas viajavam no navio, que levava 3.209 passageiros de 62 países.
Jorge Iñiguez e Olga Velarde, os dois únicos mexicanos a bordo, afirmaram que "nunca se soube nem se viu o comandante" Francesco Schettino, que "não falou com os passageiros". Schettino foi detido para interrogatório no sábado e depois encaminhado para a prisão de Grosseto, onde aguarda audiência. Ele é acusado de homicídio culposo, naufrágio e abandono da embarcação. Os mexicanos afirmaram que esperaram pelo menos duas horas em uma fila de 150 pessoas para subir em um bote salva-vidas. "Havia um cozinheiro filipino que não deixava ninguém subir e ameaçava bater nos passageiros que tentavam", disseram.
Segundo o jornal italiano La Republica, a Guarda Costeira pediu diversas vezes que Schettino retornasse ao navio para coordenar os procedimentos de evacuação. Ainda segundo o jornal, o comandante teria prometido subir a bordo, mas não retornou ao navio.
O ministro italiano da Defesa, Giampaolo Di Paola, declarou que o naufrágio foi "um enorme erro humano que teve consequências dramáticas". "Navios daquela dimensão não podem passar perto de uma costa que se sabe ser rasa", afirmou, acrescentando que espera que o número de mortes não aumente. "Estão em curso inspeções na parte emersa, pode haver outros passageiros presos."
Fonte: Jornal do Commercio (RS)
Data : 16/01/2012
PORTO DE SANTOS TERÁ POLO TURÍSTICO
Publicado em 01/16/2012 as
02:35 PM
Sem uso há mais de 20 anos, os primeiros oito armazéns do Porto de Santos darão lugar a um complexo de turismo e negócios que promete transformar o Valongo na área mais valorizada da cidade do litoral sul. A construção de terminal de cruzeiros no local, com área anexa para restaurantes, lojas, hotéis e marina, é a aposta municipal para atrair investimentos privados e mudar a cara da região para a Copa.
Na terça-feira, o projeto de revitalização começa a sair do papel, com abertura das propostas para elaboração do projeto executivo do "mergulhão" - passagem subterrânea que vai tirar caminhões da Rua Xavier da Silveira e abrir espaço à revitalização da área. A obra, avaliada em R$ 370 milhões, será custeada pelo governo federal, por meio da 2.ª fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A viabilidade do projeto, segundo o secretário de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, Sérgio Aquino, depende diretamente da reforma viária. "Costumo dizer que sem mergulhão não há revitalização. Isso porque não temos como fazer a ligação entre o centro histórico e o Valongo sem tirar os caminhões de lá", afirma.
Pela proposta de intervenção, em fase final de estudo, o desvio do tráfego pesado fará com que o trecho de 1,5 km da Rua Xavier da Silveira, entre a Rua São Bento e a Avenida Conselheiro Nébias, seja transformado em uma espécie de esplanada só para a pedestres. Veículos leves permanecerão em uma marginal paralela.
O principal acesso a esse complexo de equipamentos será oferecido pela Praça Barão de Rio Branco. Por ela, o turista terá passagem para o bolsão de estacionamento do novo terminal de cruzeiros, que também servirá à futura marina e à rede de serviços a ser instalada nos armazéns que serão restaurados.
Segundo a arquiteta da prefeitura Yedda Cristina Moreira Sadocco, os armazéns 1, 2 e 3 devem receber restaurantes, bares, lojas e ateliês de arte. "Eles serão reformados internamente, mas a casca deve permanecer a mesma, pelo valor histórico", diz.
É possível ainda que seja instalado um Museu de Arte Contemporânea na área, para a formação de um corredor cultural no bairro. O Valongo receberá também o Museu do Pelé, já em obras.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 16/01/2012
MARICÁ TERÁ MEGAPORTO DE R$5 BILHÕES ATÉ 2015
Publicado em 01/16/2012 as
02:35 PM
Terminal terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia e será âncora do Comperj, em Itaboraí
A Região dos Lagos deverá ganhar um dos maiores portos do país: o Terminais Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, em Maricá. A DTA Engenharia, responsável pelo projeto - chamado de Porto do Pré-Sal e avaliado em R$5,4 bilhões -, espera que a iniciativa se torne a âncora do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj, em Itaboraí). O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país. A iniciativa, porém, preocupa ambientalistas, que temem impactos na região. Para evitar críticas, os empreendedores prometem revolucionar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo.
O projeto tem o apoio do governo do estado, que prometeu criar acessos ao novo porto a partir do Arco Rodoviário Metropolitano do Rio e conceder parte da Estrada de Ferro Leopoldina ao empreendimento. A previsão é que a obra seja concluída até 2015, a fim de coincidir com a inauguração do Comperj. O porto deve destinar apenas 30% de sua capacidade à Petrobras. O restante será voltado para as companhias estrangeiras que atuarão no pré-sal.
- Este será o porto do pré-sal. Já temos mais procura que espaço, teremos overbooking de empresas - afirmou João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA, empresa que planejou mais de 30 portos no Brasil e no exterior.
Ele lembrou que o terminal contará com atividade de apoio offshore e prevê um grande estaleiro para reparos, algo inédito no país. Oliveira Neto diz que o terminal terá capacidade para receber, armazenar e classificar o óleo extraído por plataformas. O financiamento virá das empresas interessadas em participar do projeto. Ele diz que já foi comprado o terreno do porto e contratada a Vinci Partners para fazer a estrutura financeira da iniciativa:
- São empresas triple A, o mundo está sedento de iniciativas assim. O BNDES está me procurando; quer colocar sua placa neste projeto.
Oliveira Neto disse que o TPN possui uma profundidade natural de 30 metros, que reduzirá custos com dragagem. Ele disse ainda que o porto será erguido em um local onde antes funcionava um campo de golfe, e onde não há vegetação primária.
- A não ser que descubram que lá é o local de procriação da baleia branca de papo amarelo, não vemos maiores impactos ambientais - brincou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio, Júlio Bueno, confirma que a iniciativa tem o apoio do governo estadual e que um estudo preliminar não detectou maiores problemas ambientais:
- O porto pode ser o início da redução de uso do Tebig (o terminal mais usado pela Petrobras no estado, em Angra dos Reis), ou seja, é a chance de retirar a atividade de petróleo de um paraíso - disse Bueno.
O secretário afirmou que o porto não vai "lotar" a costa fluminense e canibalizar outros portos existentes ou em planejamento, como os novos terminais da Petrobras para Itaguaí ou a expansão das atividades da estatal na Baía de Guanabara.
Já Oliveira Neto destaca a tecnologia inédita que o TPN terá para reduzir riscos de acidentes ambientais:
- Criamos uma tecnologia, que vamos patentear, que reduz o impacto de um eventual vazamento de óleo. Será uma cortina que liga os moles (estruturas de pedra que cercam o porto, reduzindo as ondas no terminal). No caso de derramamento, ela subirá e deixará o óleo restrito à área do porto.
Para Greenpeace, projeto deve ser repensado
A Petrobras não comentou a iniciativa. Já o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, disse que a maior parte da população apoia a obra.
- Sempre vai ter gente contrária, mas o projeto é bom. Vai gerar empregos e continuaremos com o turismo - disse ele. - O empreendimento compensará o impacto, transformando Ponta Negra em complexo turístico.
A Secretaria estadual de Meio Ambiente confirma que foi procurada informalmente pelos responsáveis pelo empreendimento e que o subsecretário, Luiz Firmino, afirmou que não via, em princípio, "nada problemático" no projeto, embora ainda não tenha recebido os estudos.
Leandra Gonçalves, coordenadora de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, afirma que o projeto precisa ser repensado e que a região é importante para quatro espécies diferentes de baleias: jubarte, orca, franca e bryde, da qual se conhece pouco.
- O Greenpeace não é contra portos, mas não é melhor fazer um planejamento e aproveitar melhor as estruturas já existentes? - indaga.
Fonte :O Globo
Data : 14/01/2012
ÁREAS DO PÓS-SAL SERÃO LEILOADAS NESTE ANO
Publicado em 01/16/2012 as
02:35 PM
A rodada vai marcar a reabertura dos leilões de exploração de petróleo no Brasil após mais de três anos
A presidente Dilma Rousseff vai autorizar a realização da 11.ª rodada de concessões de áreas de exploração de petróleo em "algumas semanas", disse ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A rodada, voltada para os campos do pós-sal e que chegou a ser anunciada para setembro do ano passado, vai marcar a reabertura dos leilões de exploração de petróleo no Brasil após mais de três anos.
O governo espera vender os direitos de exploração de petróleo e gás natural em 174 blocos (87 em terra e 87 no mar) espalhados por nove estados brasileiros. O governo pode arrecadar, pelo menos, R$ 200 milhões com a rodada.
Em visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Lobão disse que o primeiro leilão pelo regime de partilha de produção na área do pré-sal pode ser lançado no segundo semestre do ano. O ministro estima que o marco regulatório do pré-sal, necessário para o leilão, deve ser aprovado no Congresso neste primeiro semestre.
Fonte : Gazeta do Povo - PR
Data : 16/01/2012
CONSTRUTORA LANÇA PROJETO DE NOVO PORTO NO RIO
Publicado em 01/16/2012 as
02:34 PM
O empreendimento deve consumir investimentos de até R$ 5,4 bilhões -dos quais R$ 1 bilhão será destinado à infraestrutura portuária
A DTA Engenharia estruturou um projeto para construir um porto na região dos Lagos, no litoral fluminense, com objetivo de atender ao Comperj (Complexo de refinaria e petroquímica da Petrobras). O empreendimento deve consumir investimentos de até R$ 5,4 bilhões -dos quais R$ 1 bilhão será destinado à infraestrutura portuária.
O grupo já comprou um terreno em Ponta Negro, distrito de Maricá, e a previsão é concluir as obras até 2015, quando o Comperj começará a produzir combustíveis e produtos petroquímicos. O novo porto, se vingar, terá capacidade para receber até 40% da extração atual no país. Para deslanchar, o grupo precisa atrair investidores e convencer a Petrobras a fechar contrato. Hoje, todos os terminais de carga e descarga usados pela estatal são próprios.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 16/01/2012
INDÚSTRIA DE MÉDIA-ALTA TECNOLOGIA PUXA DÉFICIT
Publicado em 01/16/2012 as
02:34 PM
Historicamente deficitários na balança comercial, os segmentos que dependem mais da importação de tecnologia desenvolvida no exterior passaram a contribuir menos para a deterioração do saldo total de exportações e importações da indústria brasileira de transformação. Com saldo negativo de US$ 29,98 bilhões em 2011, os setores de alta tecnologia registraram alta de 14,6% no déficit comercial, na comparação com o ano anterior. Quem mais contribuiu para o saldo negativo foi o segmento de média-alta tecnologia, cujo déficit cresceu 33,4% no mesmo período, atingindo US$ 52,36 bilhões em 2011. O déficit total da indústria de transformação em 2011 foi de US$ 48,74 bilhões.
Os cálculos da balança industrial de acordo com a intensidade tecnológica são do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Para Julio Gomes de Almeida, economista do Iedi, os dados revelam que a origem do crescimento do déficit comercial da indústria não está mais concentrada na produção de alta tecnologia, na qual se destacam os segmentos de aeronáutica, informática, TV, comunicação e os farmacêuticos.
A maior deterioração da balança da indústria em 2011 foi provocada principalmente por setores de média-alta tecnologia - automóveis, produtos químicos, bens de capital mecânicos e elétricos -, além de segmentos tradicionais de baixa tecnologia, como têxtil, vestuário e calçados. "O jogo é o mesmo, mas mudou a escalação", resume Almeida. O déficit comercial mantém a tendência de aumento, mas está sendo alimentado por setores com menor dependência tecnológica, explica. "Isso significa que estão pesando mais a falta de competitividade e os custos dos fatores de produção."
O economista lembra que nos segmentos de alta tecnologia o fraco desempenho da exportação foi o fator que pesou mais para o saldo negativo. A indústria aeronáutica exportou no ano passado 0,5% a menos do que em 2010 e a indústria brasileira de áudio, vídeo e telecomunicações amargou queda de 15,1% nos embarques. O total do segmento de alta tecnologia ficou com aumento de apenas 2,6% de exportação. As importações de alta tecnologia aumentaram 11,4%, bem abaixo da alta de 23,5% verificada no total da indústria de transformação.
No setor de média-alta tecnologia, porém, houve uma dinâmica diferente. As importações cresceram em ritmo acima da média, com alta de 25,9%. Nos segmentos de automóveis e produtos químicos (exceto farmacêuticos), por exemplo, as exportações também tiveram alta, mas em grande descompasso com o ritmo mais acelerado das importações. A indústria de automóveis exportou no ano passado 15,7% a mais do que em 2010, mas as importações cresceram 29,1% no mesmo período.
Em média-alta tecnologia estão segmentos que foram muito dinâmicos no período recente da economia brasileira, diz Almeida. O descompasso entre embarques e desembarques é um sinal do avanço das importações na economia do país, acredita. Apesar do dinamismo no mercado interno, lembra, são setores que aproveitaram parcialmente o crescimento econômico porque houve maior concorrência com os importados.
Silvio Campos Neto, economista da Tendências, acredita que a elevação de importados nesses segmentos não está restrita a bens finais, mas também à troca de insumos nacionais pelos adquiridos de fornecedores externos. O câmbio ainda foi favorável às importações e permitiu à indústria nacional melhorar sua competitividade com a compra de matéria-prima a preços mais baixos. "A maior concorrência com os importados ficou evidente no setor de veículos, o que resultou no aumento de imposto para os importados", diz, referindo-se ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cuja alíquota aumentou em 30 pontos percentuais para carros comprados do exterior.
A expansão dos importados foi permitida pela expansão da classe média, que aumentou a demanda doméstica, diz Welber Barral, sócio da M Jorge Consultores. "A indústria nacional, porém, não conseguiu aproveitar esse crescimento para ganhar mercado."
No segmento de máquinas e bens de capital, diz Barral, há também um problema de falta de oferta nacional. "Máquinas e equipamentos para a indústria de petróleo e gás, por exemplo, são importados simplesmente porque o Brasil não produz", explica. Em outros segmentos, há, porém, a questão de competitividade. "A indústria do setor sofreu com o aumento de custos de produção local. Insumos como aço e eletricidade ficaram bem mais caros. Além disso, a indústria brasileira muitas vezes não é capaz de concorrer com a importação sustentada por mecanismos de financiamento externo, com juros muito baixos", acrescenta.
O que mais chama a atenção, diz Barral, são os segmentos que até pouco tempo contribuíram com superávit, viraram o sinal e agora vêm aprofundando o déficit. Além de automóveis, são exemplos os segmentos de têxteis, couros e calçados. De acordo com o levantamento do Iedi, essas três atividades tiveram déficit de US$ 1,5 bilhão em 2011. No ano passado, o saldo devedor foi de US$ 215 milhões, mas em 2009 esses segmentos ainda geravam superávit, de US$ 354 milhões. Nesses setores de mão de obra intensiva, pesou o custo com salários.
Fonte: Valor Econômico/Por Marta Watanabe | De São Paulo
Data : 16/01/2012
CONSELHO DE POLÍTICA MINERAL DEFINIRÁ ÁREAS A SEREM LICITADAS PELO GOVERNO
Publicado em 01/16/2012 as
02:34 PM
O governo decidiu criar por decreto presidencial, na reforma do marco regulatório da mineração, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Ele será formado por ministérios com alguma relação com o setor - Minas e Energia, Meio Ambiente, Casa Civil, Desenvolvimento - e terá representação de Estados produtores e da iniciativa privada.
O novo órgão funcionará nos mesmos moldes de outro conselho, o de política energética, conhecido como CNPE. Na área de petróleo e gás, é o CNPE quem recomenda à Presidência da República os blocos que serão oferecidos nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com o conselho mineral, ocorrerá a mesma coisa, a partir de uma reorganização dos procedimentos definidos na legislação do setor.
Ao contrário do sistema atual, a presidente Dilma Rousseff determinou que haja licitação para a escolha da empresa que fará a pesquisa de áreas com aproveitamento potencial. Hoje, a empresa consegue fazer a exploração dessas áreas mediante um simples pedido ao governo, sem a obrigação de investimentos mínimos. Se for identificada uma reserva mineral, ela pede - e normalmente obtém - a lavra, que é concedida por tempo indeterminado, enquanto a jazida render.
No novo código de mineração, haverá licitação de todas as áreas de minerais estratégicos, como ferro, ouro e níquel. O critério de escolha será o pagamento de maior outorga, como os bônus pagos no setor de petróleo e gás. Apenas minerais não metálicos e de menor valor - como areia, brita e calcário - continuarão sendo explorados sem licitação. A concessão das lavras será por um prazo máximo de 40 anos.
Com a reforma da legislação, a área funcionará da seguinte forma: a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) delimita as áreas com potencial de exploração. O conselho mineral, que se reunirá pelo menos uma vez por ano, definirá quais áreas deverão ser licitadas. A recomendação segue para a Presidência da República, que autoriza ou não o leilão dessas áreas. A licitação, então, é feita pela Agência Nacional de Mineração, a ser criada no novo código para substituir o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Havia discussões, no Palácio do Planalto, sobre a viabilidade de aplicar o sistema de licitação a todas as áreas de mineração. No fim, optou-se por retirar do sistema os minerais não metálicos, mas fazer a licitação para todas as áreas - com potencial grande ou pequeno - dos minerais mais nobres. Também foi superada outra indefinição: a cobrança de participações especiais sobre jazidas com alta produtividade, como as localizadas em Carajás (PA) ou no Quadrilátero Ferrífero (MG).
A previsão do governo é que cerca de 80 jazidas, das 3 mil em produção hoje, passem a pagar participações especiais. Dilma já deu seu aval à cobrança, que enfurece as mineradoras. Os royalties do setor também aumentarão. Da faixa atual (entre 0,2% e 3%), as alíquotas dobrarão (para 0,5% a 6%). Para o minério de ferro, principal produto explorado no Brasil, os royalties subirão de 2% para 4%.
Além disso, a cobrança será feita sobre o faturamento bruto das empresas, e não mais sobre o líquido. Só isso, segundo cálculos do governo, permitirá duplicar a arrecadação com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). A União fica só com 12% das receitas. A maior parte vai para os municípios (65%) e Estados produtores (23%).
Os últimos nós do novo código de mineração, que substituirá a legislação vigente desde 1967, foram desatados em reuniões técnicas no início do ano. Ao chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, coube a tarefa de fazer um pente-fino nas últimas versões dos textos. Giles tem absoluta confiança da presidente, que o conhece desde o Rio Grande do Sul e o levou para Brasília, como secretário de geologia e mineração do Ministério de Minas e Energia, quando ela passou a ocupar a pasta, em 2003.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, considera que todos os nós foram desatados e que é possível enviar ao Congresso os três projetos de lei do novo código de mineração em fevereiro. Havia um receio no governo de mandar esses projetos enquanto no Congresso não terminam as discussões sobre a redistribuição de royalties do petróleo. A intenção era não criar, ao mesmo tempo, dois focos de polêmica com as bancadas estaduais. Mas, ao contrário do que ocorreu no Senado, as negociações na Câmara dos Deputados podem se arrastar ao longo do ano e há uma percepção do Palácio do Planalto de que o assunto vai parar no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Valor Econômico/Daniel Rittner | De Brasília
Data : 16/01/2011
ARCELORMITTAL PREVÊ AMPLIAR A PRODUÇÃO EM 65% NO BRASIL
Publicado em 01/16/2012 as
02:34 PM
A ArcelorMittal Mineração do Brasil não planeja no curto prazo aquisição de novos ativos de minério de ferro no Brasil, mas isso não significa desinteresse pelo país. A estratégia está na expansão de minas próprias, aproveitando uma conjuntura de crise do mercado de aço na Europa. Pioneira da verticalização da cadeia do aço, a maior siderúrgica do mundo tem projetos de expandir em 65% a produção da matéria-prima em suas duas unidades em Minas Gerais: Andrade, próxima de Monlevade, e Serra Azul, próxima de Belo Horizonte, disse ao Valor Sebastião Costa Filho, presidente da companhia de mineração. O volume vai passar de 4,3 milhões este ano para 7,1 milhões de toneladas em 2013.
Outro foco da subsidiária, afirmou o executivo, é trabalhar para garantir uma logística de escoamento do minério pelo litoral do Rio de Janeiro. A ideia é ter porto próprio ou usar porto público. Hoje, a empresa embarca o minério que exporta pelo porto da Vale, em Itaguaí, tendo que participar de leilões para garantir embarques. Este ano, por exemplo, planeja exportar 800 mil toneladas, garantidas em cinco leilões. Por isso, vende a maior parcela da produção da commodity ao mercado interno.
No momento, a ArcelorMittal se prepara para participar [com outras mineradoras mineiras de Serra Azul] do leilão do Porto do Meio, um futuro porto público situado em Itaguaí (RJ), em terreno que fica entre os portos da Vale e da CSN. Esse porto será licitado em fevereiro pela Cia. Docas do Rio, informou Costa. "Estamos apostando em nova logística".
No cargo deste agosto de 2010, quando substituiu José Francisco Viveiros, o engenheiro mecânico de 53 anos, formado pela PUC-MG, toca o projeto de duplicação da mina do Andrade, um investimento de US$ 75 milhões, com início de operação para setembro. A nova mina vai garantir produção de 3,5 milhões de toneladas de minério de ferro anuais em 2013.
Atualmente, essa mina, que ficou arrendada à Vale até novembro de 2009, produz 1,5 milhão de toneladas/ano. Sua previsão é que já fará 2,3 milhões neste ano. A frente de lavra antiga será desativada. A produção total deste ano das duas minas - 4,3 milhões de toneladas - será inferior às 5,2 milhões de 2011 em razão das maior das obras em execução nas minas do que das chuvas.
Na mina de Serra Azul, cuja capacidade de produção é de 3,6 milhões de toneladas anuais, a produção vai encolher para 2 milhões de toneladas por causa do fim do estoque de finos e início do projeto da fase 2 que entra em operação só em dezembro. "Esse projeto não vai representar acréscimo de produção, mas um melhor aproveitamento do minério bruto, já que as pilhas de finos armazenadas ao longo dos anos de existência da mina chegaram ao fim", explicou o executivo..
Com o término das obras em 2013, a ArcelorMittal vai dar um salto de 65% no volume produzido, alcançando o volume de 7,1 milhões de toneladas a partir do ano seguinte. O executivo disse que esta performance está de acordo com a estratégia global da ArcelorMittal, que possui minas em quase 10 países no mundo. "A companhia acredita no negócio da mineração e tem necessidade de ter cada vez mais matéria-prima para cumprir a meta de chegar a 75% de produção de minério próprio em 2015 para suprir suas siderúrgicas no mundo".
Fonte: Valor Econômico/Por Vera Saavedra Durão | Do Rio
Data : 16/01/2011
RIO AMPLIA EXPORTAÇÃO, QUE ENCOLHE EM SP E SC
Publicado em 01/16/2012 as
02:33 PM
Os valores são modestos - as exportações fluminenses somaram US$ 22 milhões em 2011 e US$ 20 milhões em 2010
Nos últimos dez anos, o Rio de Janeiro aumentou as exportações de moda em 134%, enquanto São Paulo e Santa Catarina, Estados que lideram as vendas brasileiras de roupa ao exterior, registraram queda de 25% e 53%, respectivamente.
Os valores são modestos - as exportações fluminenses somaram US$ 22 milhões em 2011 e US$ 20 milhões em 2010. Em 2001, eram de US$ 9,4 milhões. Mas dois movimentos chamam a atenção de especialistas: as confecções do Rio conseguiram aumentar o preço médio do produto e os maiores compradores estão agora nos Estados Unidos, França e Portugal.
Em 2001, os principais países compradores eram EUA (39%), Argentina (21%) e Chile (8%). Em 2011, foram EUA (31%), França (16%) e Portugal (7%). "Detectamos um aumento de vendas também para a Itália, que junto com a França, representa destinos onde o design é muito valorizado", diz Cristiane Alves, gerente do Senai Moda e Design. "Em 2001, a França respondia pelo consumo de 0,05% da moda do Rio", destaca Cláudia Teixeira, analista de comércio exterior da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). "Atualmente, os países desenvolvidos dominam a pauta como principais destinos do vestuário feito no Estado, respondendo por 71,7%."
A moda praia do Rio era vendida por US$ 61, o quilo, em 2001. Ano passado, o quilo de artigos de banho foi vendido por US$ 135. "As empresas exportadoras conseguiram aprimorar a qualidade e o design", diz Cristiane. A favor da moda do Rio, diz Cristiane, está a cultura e o estilo de vida que são "vendidos" junto com os artigos de vestuário. "É possível copiar um modelo. Mas a alma de um lugar ninguém copia."
Com o resultado da última década, o Rio de Janeiro teve a sua participação nas vendas externas brasileiras de moda expandida de 3,6% para 13,5%. O Rio ocupa a terceira posição entre os maiores Estados exportadores de moda do país, atrás de São Paulo e Santa Catarina. No entanto, seu crescimento foi mais expressivo. Entre 2001 e 2011, Santa Catarina teve queda de 53% em suas exportações. Em São Paulo, as vendas externas de moda baixaram 25%. Entre 2007 e 2011, a exportação da moda do Rio cresceu 1,2%. No Brasil, no mesmo período, as exportações de moda caíram 37%.
Fonte : Valor Econômico
Data : 16/01/2011
DRAGAGEM NÃO ALIVIA PORTO DO RIO
Publicado em 01/16/2012 as
02:33 PM
O Rio continua sem poder receber navios maiores, o que depende de uma ordem de serviço a ser emitida pela autoridade portuária
A dragagem do porto do Rio, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), transformou-se em polêmica entre empresas de navegação, terminais portuários e o governo federal. O projeto de aprofundamento do canal de acesso ao porto foi concluído no segundo semestre de 2011 ao custo de quase R$ 160 milhões. Mas até agora, porém, nada mudou. O Rio continua sem poder receber navios maiores, o que depende de uma ordem de serviço a ser emitida pela autoridade portuária, a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).
A ordem de serviço vai definir as condições de tráfego dos navios no canal de acesso ao porto, cujo calado aumentou menos de um metro, de 12,6 metros (com maré mínima) para 13,5 metros. Mas tanto a CDRJ quanto a Secretaria Especial de Portos (SEP), a quem Docas é subordinada, dizem que a ordem de serviço só pode ser emitida após aprovação pela Marinha do Brasil.
O presidente da CDRJ, Jorge Luiz Mello, disse que a SEP enviou à Marinha o projeto de dragagem e a CDRJ encaminhou informações sobre o balizamento, a nova posição das bóias de sinalização. A Marinha precisa dar sinal verde para que Docas possa emitir a ordem de serviço dizendo como será o tráfego de navios no canal aprofundado. Mello afirmou que nas próximas dragagens a Marinha poderá participar da elaboração dos projetos desde o início, o que tende a tornar mais ágil o processo de aprovação quando a obra for concluída. "É algo que está em estudo", disse. Ele trabalha com a estimativa de que uma nova licitação para dragar o porto, que vai complementar a primeira fase de obras, possa ser lançada até o fim do primeiro semestre de 2012.
Procurada, a Marinha informou, via Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, que não autorizou o novo projeto de balizamento do porto, após a conclusão da dragagem, porque existem pendências documentais no processo entregue pela CDRJ. "A avaliação geral do projeto só poderá ser feita após as pendências serem sanadas pela CDRJ", disse a Capitania em nota.
A demora no trâmite burocrático tem sido questionada por empresas de navegação que indagam quais são os ganhos práticos para o porto do Rio com a dragagem após investimentos de R$ 159,2 milhões com recursos do PAC.
Executivos do setor concordam que o dinamismo da indústria de navegação, cujas embarcações, sobretudo nos contêineres, não param de crescer, torna as obras de dragagem um desafio nos portos brasileiros. O Rio é um exemplo dessa realidade. O projeto de dragagem foi elaborado em 2008, as obras, a cargo da empresa holandesa Van Oord, começaram em 2010 e foram concluídas em agosto do ano passado. A SEP disse que a conclusão foi em outubro.
Fonte que participou da elaboração do projeto afirmou que a diferença de datas sobre o término da obra pode ser explicada pelo fato de a SEP só ter aceito a conclusão do serviço após a batimetria (sondagem). O projeto de aprofundamento considerou um porta-contêineres com 300 metros de comprimento, calado de 13,5 metros e capacidade de transportar 7.090 TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), disse a SEP. A profundidade do porto foi levada para 15 metros. Precisa-se de uma diferença entre o calado do navio (ponto mais baixo da quilha da embarcação) e a profundidade do porto para dar segurança à navegabilidade e à operação, disse a SEP.
O problema é que já há disponibilidade de navios de contêineres maiores do que 300 metros de comprimento na costa brasileira. "Mas a dragagem feita no Rio não vai permitir receber nenhum serviço adicional", disse executivo da navegação. O argumento é que hoje o porto pode receber navios de até 295 metros de comprimento. Emitida a ordem de serviço, o porto poderá operar navios de 300 metros, apenas 5 metros a mais, um ganho de 1,6%, ironizou a fonte. O executivo disse que a dragagem aumentou a largura, a profundidade e a bacia de evolução, mas não se dragou uma curva no canal de acesso, o que limita a entrada de navios maiores. A SEP disse que a curva não atrapalha a operacionalidade do porto e que haverá correção no local na próxima campanha de dragagem.
As empresas de navegação levantam outros problemas. Um está no fato de, nos terminais de contêineres, o canal estar muito próximo ao berço de atracacão, o que exige paralisar a operação (levantar o braço dos guindastes) cada vez que um navio de grande porte passar. Um executivo disse que essa seria a posição defendida pela praticagem, profissionais que pilotam os navios no porto. "Os práticos querem restringir o acesso junto aos terminais de contêineres dependendo da largura dos navios", disse executivo ligado à operação portuária em terra. Otávio Fragoso, presidente do Sindicato dos Práticos do Rio, disse que hoje já é preciso levantar o guindaste quando o navio passa.
A SEP afirmou que, consideradas as simulações feitas e a largura do canal, esse tipo de operação não será necessária depois da aprovação do novo calado pela Marinha. A Secretaria disse que a dragagem contribuiu para o aumento da movimentação de contêineres em 2011 no porto do Rio. Fragoso afirmou que a praticagem atua como assessora de Docas e não tem poder de decisão. Ele mostrou preocupação, porém, com um aspecto que também tira o sono dos armadores. Os práticos têm opinião segundo a qual é arriscado fazer navios com mais de 300 metros de comprimento manobrarem em uma curva de noventa graus para atracar nos terminais de contêineres porque, próximo ao local, existe um quadro de bóias da refinaria de Manguinhos que serve para atracação de petroleiros que descarregam petróleo. Jorge Luiz Mello, de Docas, diz que este quadro de bóias deve ser reposicionado como resultado de obras para atracação de cruzeiros marítimos no porto.
Fonte : Valor Econômico
Data : 16/01/2011
SEP, CADA VEZ MAIS DISTANTE DOS PORTOS E SEUS PROBLEMAS
Publicado em 01/16/2012 as
02:33 PM
A Secretaria de Portos (SEP) entra 2012 realmente distanciada dos portos nacionais, sejam eles públicos ou privados. A "vida" não para nos terminais portuários. Batem-se recordes de movimentação. Aumentam-se os conflitos entre o público e o privado no setor. E o que é pior: "grita" a insegurança nos portos.
No entanto, a SEP parece que dorme em "berço esplêndido", com o seu titular apenas recebendo visitas em seu gabinete, em Brasília. Se muito.
Enquanto isso, o Brasil, pelo menos essas são as projeções internas e externas, se prepara para assumir um papel cada vez mais protagonista na economia mundial. E os portos brasileiros ainda figuram no papel de um simples figurante.
Aqui destacamos um fato que mexeu com o setor portuário nacional, na última semana. O acidente que matou dois trabalhadores portuários num berço arrendado para o Terminal Portuário de Santa Catarina (Tesc) pelo Porto de São Francisco do Sul. Que não é um fato isolado, mas um capítulo de uma novela que ainda pode trazer muitos problemas.
Mas parece que a SEP não vê dessa forma nem de outras. E o silêncio reina absoluto na pasta. Por isso, ninguém se surpreende que a SEP não tenha publicado nota oficial sobre o assunto, não apenas para lamentar a morte de dois trabalhadores, mas, principalmente, para cobrar uma reunião emergencial com o mundo portuário nacional para tratar da falta de segurança nas fainas portuárias.
Quem precisa de uma Secretaria de Portos se cada um faz o que quer e como quer?
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 16/01/2011
INVESTIMENTO DO PAC 2 NAS FERROVIAS É INSUFICIENTE, AVALIAM ESPECIALISTAS
Publicado em 01/16/2012 as
02:33 PM
A notícia de que o Governo Federal está investindo, por meio do PAC 2, R$ 46 bilhões em 4,6 mil quilômetros de ferrovias até 2014, foi repercutida pelo Portogente com dois especialistas na área, o engenheiro Paulo Ferraz e a ex-diretora do Departamento de Transporte Rodoviário do Rio de Janeiro e do Ministério dos Transportes, Ceci Juruá.
Ferraz avalia que o valor anunciado pelo governo daria para construir 15 mil quilômetros de ferrovias ao custo médio anunciado pelo Governo nas obras ferroviárias do PAC. "Mas esse número aparentemente grande daria só para recompor a malha em operação na década anterior à privatização, ou seja, substituir o que foi desativado pelas concessionárias a partir de 1996".
Ceci Juruá também diz que o montante de R$ 46 bilhões parece insuficiente para as necessidades de ampliação do transporte ferroviário, tanto de cargas como de passageiros, no Brasil. "Precisamos de uma malha ferroviária de pelo menos 100 mil quilômetros cobrindo a maior parte do território nacional e integrando as capitais dos principais estados, bem como facilitando a integração de nossa economia com os outros países da América do Sul".
Paulo Ferraz é crítico severo da privatização do setor, que reduziu a participação do modal ferroviário na matriz de transportes. "Engatamos a "marcha ré" nos trens motivo de vermos cada vez mais caminhões nas estradas. E caminhões cada vez maiores pra atender a demanda. Já tem treminhão de nove eixos que mais parecem um trem sobre rodas".
Paulo Ferraz critica abandono de ferrovias e aumento dos caminhões nas estradas, até com o chamado "treminhão".
Juruá também critica as concessões ferroviárias, para quem o investimento privado deve ser direcionado à indústria de material ferroviário, inclusive vagões e locomotivas, e a atividades correlatas tais como armazenagem e sistemas de alimentação das ferrovias. "A implantação da malha e a operação do sistema ferroviário devem ficar sob a responsabilidade do Estado e sob ampla fiscalização dos grupos de usuários, a fim de preservar o controle público sobre o espaço econômico e evitar sua monopolização pelos trustes e conglomerados internacionais".
Nos dois séculos de capitalismo industrial, ensina Ceci Juruá, a iniciativa privada faz sempre o mesmo, busca lucros, gordos lucros, a qualquer preço. "Quando se trata de empresa estrangeira, não raro o objetivo é a pilhagem de nossos recursos naturais, bons exemplos são o ouro, as madeiras e os minérios. Ela não tem, e não pode ter por ser estrangeira, preocupações sociais nem objetivos ligados à emancipação econômica e cultural da nação brasileira".
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 16/01/2011
PORTO DE SANTOS TERÁ POLO TURÍSTICO EM ARMAZÉNS SEM USO NO VALONGO
Publicado em 01/16/2012 as
02:32 PM
Sem uso há mais de 20 anos, os primeiros oito armazéns do Porto de Santos darão lugar a um complexo de turismo e negócios que promete transformar o Valongo na área mais valorizada da cidade do litoral sul. A construção de terminal de cruzeiros no local, com área anexa para restaurantes, lojas, hotéis e marina, é a aposta municipal para atrair investimentos privados e mudar a cara da região para a Copa.
Na terça-feira, o projeto de revitalização começa a sair do papel, com abertura das propostas para elaboração do projeto executivo do "mergulhão" - passagem subterrânea que vai tirar caminhões da Rua Xavier da Silveira e abrir espaço à revitalização da área. A obra, avaliada em R$ 370 milhões, será custeada pelo governo federal, por meio da 2.ª fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A viabilidade do projeto, segundo o secretário de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, Sérgio Aquino, depende diretamente da reforma viária. "Costumo dizer que sem mergulhão não há revitalização. Isso porque não temos como fazer a ligação entre o centro histórico e o Valongo sem tirar os caminhões de lá", afirma.
Pela proposta de intervenção, em fase final de estudo, o desvio do tráfego pesado fará com que o trecho de 1,5 km da Rua Xavier da Silveira, entre a Rua São Bento e a Avenida Conselheiro Nébias, seja transformado em uma espécie de esplanada só para a pedestres. Veículos leves permanecerão em uma marginal paralela.
O principal acesso a esse complexo de equipamentos será oferecido pela Praça Barão de Rio Branco. Por ela, o turista terá passagem para o bolsão de estacionamento do novo terminal de cruzeiros, que também servirá à futura marina e à rede de serviços a ser instalada nos armazéns que serão restaurados.
Segundo a arquiteta da prefeitura Yedda Cristina Moreira Sadocco os armazéns 1, 2 e 3 devem receber restaurantes, bares, lojas e ateliês de arte. "Eles serão reformados internamente, mas a casca deve permanecer a mesma, pelo valor histórico", diz.
É possível ainda que seja instalado um Museu de Arte Contemporânea na área, para a formação de um corredor cultural no bairro. O Valongo receberá também o Museu do Pelé, já em obras.
Fonte : Agência Estado
Data : 15/01/2012
NAVIOS PARTEM DO RS COM ARROZ PARA AJUDA HUMANITÁRIA NA ÁFRICA
Publicado em 01/16/2012 as
02:32 PM
Navios carregados com arros partem do Porto de Rio Grande
Partem do Porto de Rio Grande (RS) nesta segunda-feira (16) duas embarcações carregadas de arroz para ajuda humanitária a países africanos. Os grãos foram doados pelo Governo Federal. Os dois navios foram carregadas no domingo (15) no terminal da Tergrasa.
O navio Baltic Carrier, com bandeira de Gibraltar, recebeu 10,5 mil toneladas de arroz para serem distribuídas na Etiópia. Já o Genius Star, de bandeira panamenha, vai levar cerca de 7 mil toneladas do cereal para o Quênia.
O arroz integra os estoques públicos de alimentos para assistência humanitária. O repasse foi autorizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério das Relações Exteriores. Países como Cuba, Haiti e Honduras já foram beneficiados pela doação brasileira.
Fonte : G1 - Portal de Notícias da Globo
Data : 16/01/2012
AIS GIORGIS: A TRAGÉDIA QUE ATÉ HOJE ASSOMBRA O PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/16/2012 as
02:32 PM
As equipes contratadas pela Codesp continuam os trabalhos de retirada do motor
O tempo passa, mas não apaga as lembranças daquela que é considerada a pior tragédia na história do Porto de Santos: o incêndio do navio Ais Giorgis. As chamas começaram às 21h34 de 8 janeiro de 1974. E duraram três dias e três noites. Após exatos 38 anos e uma semana, aqueles que presenciaram a cena ainda guardam na memória os momentos marcantes do acidente, que culminou em uma morte e o naufrágio do cargueiro grego no canal do estuário.
As marcas desse passado ainda integram a rotina do maior complexo portuário da América Latina. O assunto volta à tona frequentemente, já que os destroços do navio são um entrave para o profundamento e o alargamento do canal de navegação - medidas estratégicas para o aumento da capacidade operacional do Porto e o futuro do comércio exterior na região.
Os restos do Ais Giorgis estão no fundo do canal, a 11 metros de profundidade e cerca de 80 metros da Margem Esquerda (Guarujá), na direção dos armazéns 15 e 16. Sua retirada é discutida há anos, mas se tornou realidade apenas no ano passado, em outubro. A previsão é que seja concluída em abril.
Atualmente, os trabalhos se concentram na remoção do motor, a parte mais complicada de todo o serviço, que começou com o recolhimento de sedimentos que se depositaram sobre a embarcação no fundo do canal.
A extração dos restos do navio marca o fim de uma história iniciada há quase quatro décadas, em meio a explosões e labaredas que atingiram 50 metros de altura, entre os armazéns 30 e 31, onde a embarcação estava atracada naquela fatídica noite de terça-feira.
Entre as testemunhas da tragédia, estavam funcionários da Companhia Docas de Santos (CDS, companhia que administrou o Porto até 1980, quando foi substituída pela Codesp) e moradores da Cidade.
A bordo, havia poucos marítimos. Cerca de 20 pessoas de sua tripulação - formada por gregos e egípcios - tinham deixado o navio para um passeio. Avisados, eles retornaram ao cais. Diante do Ais Giorgis, enquanto o cargueiro se transformava em um monte de ferro retorcido, eles choravam, conforme publicado na edição do dia 9 de janeiro de A Tribuna.
O desastre permanece entre os fatos mais tristes já vistos por empregados da CDS, hoje aposentados. Um deles é Carlos Augusto Martins, que atuou por 40 anos na companhia.
Atualmente com 67 anos, ele tinha apenas 28 anos quando viu de perto o fogo tomar conta do Ais Giorgis. Martins atuava como controlador no cargueiro Mormac Argo, atracado no cais do Armazém 32, ao lado do navio grego.
"Primeiro, percebemos a fumaça no vagão e, depois, ela se espalhando pelo navio. No começo, nos escondemos, pois explodia tudo. Mas depois, corremos para ajudar a tirar as cargas do pátio do (Armazém) 31,transferindo para o 33 com empilhadeiras. Queríamos evitar que o galpão também entrasse em combustão", relembra Martins.
Diante dos riscos de as chamas se espalharem pelo Porto, o navio foi levado para o meio do canal, na direção do Armazém 25, onde naufragou.
Vagões
Alguns relatos de 1974 reiteram que o fogo começou em uma galera (vagão ferroviário) da CDS carregada com fardos de algodão, que estava ao lado do navio. As chamas aqueceram o casco na região do porão número 4, onde era armazenado nitrito de sódio, produto altamente inflamável.
Segundo um representante da agência do Ais Giorgis, entrevistado por A Tribuna à epoca, o aquecimento do casco foi suficiente para fazer o produto "começar a arder" e entrar em combustão.
Carlos Augusto Martins também atribui ao nitrito de sódio a responsabilidade pelo acidente. Ao todo, havia 4.200 toneladas do material no porão da embarcação. O navio ainda carregava 2.400 sacos de fertilizantes, 200 de resina sintética, 1.400 de nitrato puro e tambores com manganês metálico, entre outras cargas.
"Foi ele que ocasionou tudo. Ficou mais de um dia queimando", disse Martins. Um técnico da Docas garantiu, na ocasião, que, em contato com matérias orgânicas, os produtos químicos depositados no porão do navio pegariam fogo de imediato.
Uma versão diferente é apresentada por outra testemunha da tragédia, o ex-chefe do departamento de Operações da CDS Carlos Alberto Piffer. "Não faz sentido o fogo ter começado na galera. O navio estava em operação de descarga para os vagões. Já havia acontecido um princípio de incêndio na escala anterior do navio, no Rio de Janeiro", ressaltou.
Hoje com mais de 80 anos, Piffer se recorda de dois momentos da tragédia. Um deles é quando o fogo atinge a casa de comando e começam a explodir os foguetes de sinalização. "Pareciam fogos de artifício do Réveillon". O outro é quando as chamas queimam todo o porão."O costado voltado para nós ficou vermelho, em brasa. E o fogo reverberava na face. Foi um espetáculo triste".
Vítima
Apesar das dimensões do desastre, o acidente fez apenas uma vítima, um funcionário da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da Docas de Santos. O cipeiro foi ao local para ajudar as equipes de socorro e subiu a bordo do Ais Giorgis.
Instantes depois, devido às explosões, precisou abandonar o navio por uma corda. Quando estava descendo,a corda se arrebentou e ele caiu no mar, desaparecendo nas águas. "Ele foi encontrado dias depois sem a cabeça, provavelmente por ter sido sugado por um redemoinho, já que havia muitos rebocadores no local", explicou Carlos Augusto Martins.
O episódio ficou fixado na mente de Carlos Augusto Martins. Até hoje, ele acredita que o fato contribuiu para a morte do pai, três anos depois do incêndio, de infarto. "Quando eu cheguei em casa, meu pai disse que eu não deveria ir para o Porto, mas sim continuar estudando".
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/01/2012
TURISTA DO COSTA PACÍFICA NÃO TEM PREVISÃO DE ALTA
Publicado em 01/16/2012 as
02:32 PM
A turista Márcia Fernandes Silva, de 52 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) a bordo do navio Costa Pacífica ainda não tem previsão de alta do Hospital Beneficência Portuguesa.
O navio Costa Pacífica esteve atracado neste sábado , no Porto de Santos, no Terminal Marítimo Giusfredo Santini.
A passageira, natural de Guaratinguetá, no Interior de São Paulo precisou ser desembarcada às pressas na tarde deste sábado após o problema de saúde.
O comandante do navio foi informado da situação e comunicou o caso à Praticagem, que acionou a Capitania dos Portos solicitando início de procedimento para a remoção imediata da vítima.
A movimentação despertou a atenção das pessoas que estavam na orla de Santos. Elas tiveram a impressão de que a embarcação enfrentava problemas mecânicos ou havia encalhado.
De acordo com o médico que atendeu a emergência, o cirurgião geral Alfredo Pomella, o quadro da paciente é regular.
Na noite de sábado, ela passou por exames que confirmaram o AVC. Agora, os médicos pretendem detectar a extensão do problema e possíveis sequelas.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/01/2012
SPLENDOUR OF THE SEAS E IMPERATRIZ ATRACAM NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/16/2012 as
02:31 PM
Os navios Splendour of the Seas, da Royal Caribbean Internacional, e Imperatriz, da Pullmantur Cruzeiros, chegaram na manhã deste domingo ao Porto de Santos.
O Splendour segue para um cruzeiro de sete noites com paradas em Punta Del Este e Montevidéu, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina. O navio deve deixar o Porto de Santos às 17 horas.
Já o Imperatriz deve partir às 18 horas e também fará um cruzeiro de sete noites. As escalas serão em Itajaí (SC), Montevidéu e Buenos Aires.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/01/2012
SEXTO CORPO É ENCONTRADO NO NAVIO NAUFRAGADO NA ITÁLIA
Publicado em 01/16/2012 as
02:31 PM
Bombeiros encontraram o corpo de um homem no navio Costa Concordia, que naufragou na sexa-feira na costa italiana, durante a madrugada desta segunda-feira.
O corpo estava em uma seção não inundada do navio. O homem era um passageiro e vestia um colete salva-vidas. A identidade não foi revelada.
Entre os desaparecidos estão quatro italianos: um pai de 36 anos e sua filha de 5 anos, além de duas mulheres sicilianas de 49 e 50 anos que estariam bem segundo os socorristas, mas cuja família não conseguiu entrar em contato.
A capitania de Livorno, o maior porto da Toscana, anunciou a abertura de uma investigação
Dois norte-americanos também não foram encontrados: a Embaixada dos Estados Unidos informou em sua página do Facebook que 118 de 120 passageiros foram encontrados.
Também há dois casais franceses e uma pessoa de nacionalidade não revelada entre os desaparecidos.
A nacionalidade dos tripulantes desaparecidos não foi informada.
A acidente, ocorrido na noite de sexta próximo à ilha de Giglio, a cerca de 40 quilômetros da costa, também deixou pelo menos 40 feridos, dois deles em estado grave.
Cerca de 15 pessoas continuavam desaparecidas, e as buscas prosseguiam.
Dois japoneses que eram dados como desaparecidos foram localizados em Roma, onde haviam chegado, mas ainda não tinham se apresentado as autoridades.
Três sobreviventes resgatados
Mais cedo neste domingo, três pessoas foram resgatadas com vida do interior do barco.
Marrico Giampetroni, comissário-chefe de bordo do navio foi retirado e içado de helicóptero, pois tinha uma perna quebrada.
Ele foi levado a um hospital da cidade de Grosseto, no continente.
O acesso ao tripulante foi difícil, porque os resgatistas tiveram de atravessar regiões alagadas dentro do navio, que virou e está parcialmente submerso no Mar Mediterrâneo.
Equipe da tripulação foi vista em botes de embarque domingo de manhã
Lua de mel
Horas antes, um casal sul-coreano em sua lua de mel havia sido resgatado de dentro do barco, depois que os bombeiros, que trabalhavam na parte emersa do Costa Concordia, ouviram seus gritos de socorro.
Tratava-se de Hye Jim Jeong e Kideok Han, de 29 anos.
Eles haviam embarcado no navio na cidade de Civitavecchia, poucas horas antes.
Equipe da tripulação foi vista em botes de embarque domingo de manhã, com o seu equipamento de mergulho, que incluía um capacete especial com uma luz frontal.
Eles então foram vistos tocando o casco com as mãos perto do corte de 50 metros de comprimento onde a água inundou e causou a virada do navio.
O navio chocou-se contra uma rocha, encalhou em um banco de areia próximo à ilha de Giglio, na Toscana, região central da Itália, teve seu casco quebrado, virou e ficou parcialmente submerso.
O acidente ocorreu a cerca de 40 quilômetros do continente, muito perto da ilha de Giglio.
Havia 53 brasileiros a bordo -47 passageiros e 6 tripulantes-, mas não há notícias de brasileiros entre os mortos, feridos ou desaparecidos, segundo o Itamaraty.
A empresa Costa Cruzeiros, por intermédio de sua assessoria de imprensa no Brasil, deixou disponíveis os seguintes números de telefone para informações sobre os brasileiros, em São Paulo: 55-11-2123-3673 e 55-11-2123-3679.
No total, 12 navios e 9 helicópteros foram mobilizados para verificar se há alguém no mar, segundo o porta-voz da capitania de Livorno, Emilio Del Santos.
A capitania de Livorno, o maior porto da Toscana, anunciou a abertura de uma investigação sobre a causa do acidente e como os passageiros foram resgatados.
A "caixa-preta" do navio, dispositivo com o registro da sua trajetória, já foi encontrada e está sendo examinada. Francesco Verusio, procurador-chefe de Grosseto, disse que o exame deve estar pronto em dois dias.
A "caixa-preta" do navio, dispositivo com o registro da sua trajetória, já foi encontrada e está sendo examinada
Comunicado
Veja, a seguir, a íntegra da nota divulgada pela empresa Costa Cruzeiros neste domingo.
"Costa Concordia - 15 de Janeiro 2012 - 20:15h
Genova, 15 janeiro 2012 - Costa Crociere reitera sua profunda dor pelo terrível acidente que atingiu seus entes mais caros : seus hóspedes, seus funcionários, seu próprio navio; e se desculpa pelo sofrimento e o desconforto que estas pessoas passaram, desejando pêsames às famílias das vítimas verificadas.
Em todo o mundo, cerca de 1.100 pessoas da Costa Crociere estão trabalhando na gestão deste terrível acidente desde a noite de sexta feira. Nossa prioridade foi dar suporte às operações de salvamento e assistência aos hóspedes e à tripulação, conduzindo-os em segurança de volta às suas próprias residências.
As operações de busca e salvamento prosseguem, coordenadas pela Guarda Costeira e as autoridades italianas. Infelizmente confirmamos que ainda há desaparecidos e, vista a evolução da situação, não nos é consentido fornecer mais dados a respeito.
O Comandante Francesco Schettino, que ocupava o comando do Costa Concordia, ingressou na Costa Crociere em 2002 como oficial responsável pela segurança e depois de ter sido imediato, foi promovido a Comandante em 2006. Como todos os comandantes de nossa frota, participou de programas regulares de atualização e treinamento, superando positivamente todas as etapas de avaliação previstas.
Como já amplamente publicado, a Magistratura, com a qual Costa Crociere está colaborando, determinou a detenção do Comandante, contra o qual foram feitas graves acusações. Pareceria que o comandante tenha cometido erros de juízo que trouxeram graves conseqüências : a rota percorrida pelo navio muito próxima da costa, e aparentemente suas decisões na gestão da emergência não tenham correspondido aos procedimentos da Costa Crociere, que se alinham, e em alguns casos superam, os padrões internacionais.
Costa Crociere opera em pleno respeito às normas de segurança e se orgulha do empenho de seus funcionários à gestão da segurança dos hóspedes.
Todos os membros de sua tripulação são portadores de um certificado BST (Basic Safety Training), são capacitados e formados para a gestão de emergências e assistência aos hóspedes na hipótese de abandono de navio, através de numerosas exercitações. Funções, responsabilidades e deveres são claramente definidos e designados para consentir a gestão de situação de tamanha importância.
Todos os membros da tripulação passam por exercício de abandono do navio a cada duas semanas. Para todos os hóspedes do cruzeiro é promovido um exercício de salvamento em suas primeiras 24 horas a bordo, conforme determina a lei. Costa Crociere adota um sistema computadorizado de controle, que permite certificar que todos os hóspedes tenham participado de tal exercício.
A capacitação dos membros das tripulações da Costa Crociere é periodicamente controlada pelas Guardas Costeiras e demais entidades de classificação independentes alinhadas com os requisitos especificados no sistema SMS (Safety Management Systems).
A bordo do Costa Concordia e de todos os navios Costa estão disponíveis coletes salva vidas, lanchas e botes em numero superior ao máximo de pessoas que podem ser hospedadas pelo navio. As lanchas são dotadas de reservas de água e alimentos, pronto socorros portáteis com medicamentos, e instrumentos de sinalização e comunicação que permitem aguardar em segurança a chegada de socorro. As lanchas são objeto de minuciosos controles por parte da equipe do navio e dos órgãos de certificação. Todos os navios Costa Crociere são certificados pela RINA e são construídos de acordo com os mais altos padrões e tecnologia.
Ocorrido o acidente, Costa Crociere interveio imediatamente para impedir um potencial impacto ambiental e, desde sábado passado, conta com o suporte da Smit & Salvage, empresa líder no mundo neste setor, com quem está definindo um plano de ações. As mais imediatas consistem em realizar uma barreira de contenção ao redor do casco do navio.
A Magistratura determinou o arresto do navio e da VDR - a chamada "caixa preta". Costa Crociere portanto doravante terá acesso ao navio apenas mediante autorização das autoridades."
O acidente ocorreu a cerca de 40 quilômetros do continente, muito perto da ilha de Giglio
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 16/01/2012
MINISTRO INDICARÁ NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA
Publicado em 01/16/2012 as
02:29 PM
Sérgio Aquino (na mesa, o terceiro da esquerda para a direita) anunciou sua saída no mês passado
Nos próximos dez dias, o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, escolherá o novo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos. A exoneração do atual comandante do colegiado, Sérgio Aquino, e a indicação de seu substituto serão publicadas no Diário Oficial da União(DOU) nesse período. A informação foi transmitida pela assessoria de imprensa da Secretaria de Portos (SEP). Cristino analisa "alguns nomes" para a função, mas não quis informar quantos, nem quais.
Sérgio Aquino deixa o cargo após ter sido escolhido pelo PMDB como pré-candidato para a disputa da Prefeitura de Santos. Ele tem o apoio político do prefeito João Paulo Papa.
O prazo informado pelo ministro coincide com a próxima reunião do conselho, no dia 23. Em entrevista a A Tribuna na ocasião do anúncio de sua saída, Aquino informou que pretende despedir-se da função até essa data. Na ausência do atual presidente, assume o suplente Fernando José de Pádua Costa Fonseca, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Aquino afirmou que não passará o cargo a um presidente provisório.
"O que eu solicitei a ele (ministro) foi que ele pudesse, agora em janeiro, definir (o novo nome). Tem um tempo para que ele possa emitir a portaria da minha saída e a nomeação do novo presidente. Eu não sairia do CAP sem a definição do novo presidente porque acho que tenho um comprometimento, uma responsabilidade", declarou Aquino, na ocasião.
Nos bastidores, o nome mais ventilado é o do economista Fabrizio Pierdomenico, ex-secretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da SEP (entre junho de 2008 e março do ano passado), segundo cargo na hierarquia da pasta, abaixo apenas do próprio ministro. Pierdomenico saiu da SEP alegando motivos familiares, contra a vontade de Cristino, que admirava seu trabalho e queria mantê-lo. O motivo é que, recém-empossado, o ministro desejava ter por perto uma equipe de transição de peso.
Na SEP, Pierdomenico administrou a implantação do programa Porto sem Papel, hoje em vigor, e assumiu a presidência do CAP de Fortaleza (CE), função que continuou exercendo mesmo após deixara secretaria.
Antes da SEP, de março de 2003 a setembro de 2007, o economista foi diretor comercial da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Nesta passagem, em 2003, participou de uma decisão polêmica: a concessão do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), sem licitação, à operadora portuária Santos Brasil. Pierdomenico e os demais diretores à época, além de diretores da Santos Brasil, respondem processona Justiça Federal.
O ex-secretário foi também assessor parlamentar da hoje deputada estadual Telma de Souza (entre 1995 e 2001), à época eleita para a Câmara Federal.
A pessoas próximas, Pierdomenico diz que não poderia aceitar uma indicação ao CAP porque o cargo não é remunerado. O motivo é que, atualmente,trabalha como consultor portuário, seu ganha-pão. Ele teria que deixar de atuar nesta área para evitar conflitos éticos. Pela mesma razão, é difícil que executivos de empresas privadas assumam a presidência do conselho, pois, para isto, teriam de deixar suas atividades profissionais.
No caso de Pierdomenico, contudo, joga contra este argumento o fato de que ele seguiu na presidência do CAP de Fortaleza, função também não remunerada, por pelo menos seis meses após deixar a SEP. Neste período, atuou como consultor portuário.
Outros nomes
É cogitado também o nome do arquiteto Bechara Abdala Pestana Neves, secretário municipal de Planejamento de Santos e atual representante da Prefeitura no CAP - Aquino, apesar de ser secretário municipal de Assuntos Portuários de Santos, está no conselho por indicação do Governo Federal.
Por representar o Poder Público Municipal, Bechara é considerado por alguns o substituto natural de Sérgio Aquino no CAP. Também conta a seu favor o fato de possuir cargo público remunerado, o que lhe daria segurança financeira para aceitar a presidência do CAP.
Uma fonte do setor portuário ouvida pela Reportagem citou o diretor de Revitalização e Modernização Portuária da SEP, Antonio Maurício Ferreira Netto, entre os cotados para a função.O motivo é que Ferreira tem familiaridade com a Cidade, apesar de hoje atuar mais em Brasília. Conta pontos a seu favor o fato de ser conhecido do ministro dos Portos e ter perfil articulador.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 16/01/2012
UFPE ASSINA DOIS CONVÊNIOS COM A PETROBRAS
Publicado em 01/12/2012 as
01:07 PM
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) assinou dois convênios com a Petrobras para o desenvolvimento de pesquisas na área de engenharia de poços de petróleo e ao desenvolvimento social da sub-região de Suape, composta pelos municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A cerimônia em que as iniciativas foram firmadas aconteceu na manhã desta quarta-feira (11), no auditório Reitor João Alfredo, no prédio da Reitoria. O valor dos convênios são de R$ 5 milhões cada.
A iniciativa foi firmada entre entre o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) da Petrobras, a Universidade e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade/UFPE). O convênio deverá garantir a ampliação da infraestrutura do Centro de Estudos e Ensaios em Risco e Modelagem Ambiental (Ceerma), instalado no Campus Recife da Universidade.
Já o projeto "Diálogos para o Desenvolvimento Social em Suape" teve o convênio entre Refinaria Abreu e Lima, UFPE e Fade formalizado hoje. A iniciativa havia sido apresentada ao público no dia 16 de dezembro de 2011, quando foi realizada a primeira reunião de trabalho, na Refinaria Abreu e Lima.
O objetivo da ação será de reduzir índices relativos a problemas de saúde e violência no Cabo de Santo Agostinho e em Ipojuca. De acordo com as informações da UFPE, a iniciativa deverá beneficiar cerca de 160 mil moradores da área.
Serão desenvolvidas atividades de orientação sobre sexualidade e gravidez na adolescência, prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids, enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes e à violência e o combate ao uso abusivo de álcool e outras drogas.
Fonte: DIARIO DE PERNAMBUCO
Data : 12/01/2012
JOINT VENTURE PODERÁ INVESTIR US$ 22 BI, DIZ EIKE BATISTA
Publicado em 01/12/2012 as
01:07 PM
A joint venture entre a MPX e a empresa alemã E.ON pretende atingir uma capacidade de 20 GigaWatt (GW). Com a parceria, a companhia alemã deverá participar dos gastos operacionais para alcançar essa geração.
Atualmente, a MPX possui 11 GW em projetos licenciados que serão colocados no acordo, o que supõe um incremento no atual pipeline.
De acordo com Eike Batista, serão necessários US$ 22 bilhões em investimentos.
Contudo, executivos das duas empresas afirmaram que o número é apenas uma "regra geral", e que o aporte necessário varia de acordo com a fonte de energia.
"A joint venture ainda fará um anúncio no próximo programa de investimentos", disse Johannes Teyssen, presidente da E.ON. "No Brasil, é possível financiar até 75% do capital necessário, o país tem muito boas condições de investimentos", frisou.
As empresas anunciaram nesta quarta-feira (11/1) uma joint venture, que deverá concentrar os investimentos da MPX e da E.ON no país. A MPX pretende levantar R$ 1 bilhão através de aumento de capital, no qual a E.ON deve investir R$ 850 milhões, atingindo cerca de 10% de participação.
A empresa alemã deve dar suporte financeiro aos planos de investimento da companhia.
"Nós vamos contribuir de forma financeira, ao compartilhar as despesas de investimentos para que os projetos se tornem realidade", explicou Frank Mastiaux, presidente da E.ON International Energy. "Entraremos com recursos, habilidades e financeiro".
Para a operação, a companhia de Eike Batista fará conversão de debêntures em ações da MPX.
A E.ON opera um total de 69 GigaWatt (GW) em todo o mundo, e já havia tentado entrar no mercado de energia do Brasil, por meio de uma associação com a portuguesa EDP. O executivo da companhia disse que a MPX não foi uma segunda opção.
"A EDP, tenho muito respeito por eles, mas comparados à MPX são muito pequenos no Brasil", disse Teyssen.
O governo português decidiu vender, no final do ano passado 21,35% de sua participação na EDP para a China Three Gorges, que pagou 2,7 bilhões. A companhia alemã participou da concorrência.
"A MPX não é uma segunda opção, é a primeira opção. A empresa tem o maior portfólio de licenças", disse Teyssen.
"Falamos com todas as empresas, mas no final casamos com a noiva certa", brincou Eike Batista.
Após o acordo, a empresa de Eike Batista deverá manter certos projetos fora da joint venture. São eles a Pecém I, Pecém II, Itaqui, Parnaíba e Amapari, que somam uma capacidade de 3 GW.
Ainda na operação, a MPX deverá criar uma nova companhia, denominada CCX, que ficará de fora da joint venture. Trata-se da fatia da MPX que opera ativos de mineração de carvão na Colômbia.
Fonte: Brasil Econômico/Felipe Peroni
Data : 12/01/2012
CEARÁ BUSCA ACORDO COM ASSOCIAÇÃO DE PORTOS DE PORTUGAL
Publicado em 01/12/2012 as
01:06 PM
Fortaleza - A Companhia Docas do Ceará (CDC), que administra o Porto do Mucuripe, está fechando uma parceria comercial com a Associação dos Portos de Portugal (APP). O objetivo é levar a Portugal produtos cearenses que já vão, por exemplo, para Holanda e Bélgica, indicou o presidente da CDC, Paulo André Holanda, citado pelo jornal "O Povo".
"O namoro está bem adiantado, quase um noivado", comentou o presidente da CDC, sobre o avanço das negociações. O presidente da APP visitou o Ceará no final de dezembro e deixou marcado novo encontro em março deste ano.
O Porto do Mucuripe recebeu nos últimos três anos investimentos da ordem dos R$ 300 milhões do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial dos Portos (SEP), em infraestrutura e capacitação.
O acordo entre a CDC e Portugal poderá passar pela exportação de produtos cearenses como o pescado, castanha, têxteis e materiais de construção civil. Petróleo e frutas também poderão alimentar o fluxo de comércio entre Ceará e Portugal.
Segundo Paulo André Holanda, a distância menor entre o Ceará e Portugal traz vantagens logísticas mais competitivas diante de outros portos do Sudeste do Brasil. "Eles (os portugueses) ficaram impressionados com as obras que estão acontecendo no Ceará. A proximidade do Ceará com Portugal economiza tempo e dinheiro. Uma mercadoria que sai lá de Santos ou do Rio, por que não sai daqui?", questionou, citado pelo diário "O Povo".
A CDC acaba, entretanto, de firmar um acordo com Cabo Verde. O porto de Mucuripe vai se ligar ao Porto da Praia e ao Porto Grande, em linha direta. Agora, só depende de parcerias com empresas marítimas. Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil Angola e diretor da Ceará Trade Brasil, Roberto Marinho, outros países africanos estreitarão laços com o Ceará.
Fonte: Portugal Digital
Data : 12/01/2012
PORTO DE PECÉM RECEBE NOVOS SCANNERS
Publicado em 01/12/2012 as
01:06 PM
Já chegaram ao Porto do Pecém três novos scanners que serão utilizados no postos fiscais de fronteira do Ceará. Os equipamentos estão sendo desembaraçados, processo que deverá ser concluído até o fim do mês, e ficarão localizados nos postos de Penaforte, Crato e Aracati.
Eles devem, entretanto, entrar em operação entre março e abril, informou o secretário Mauro Filho. Os postos fiscais em que serão instalados ainda se encontram em fase final de construção, e devem estar prontos em fevereiro. "Aí, depois, os chineses (fabricantes) vêm e demoram uns 20 dias para afinar, montar e afinar os equipamentos", informa Filho.
Atualmente, dois scanners já estão em funcionamento: um no posto fiscal de Tianguá e um outro móvel, que se encontra no Porto do Pecém, em operação.
O objetivo das máquinas é fazer uma vistoria rápida e mais minuciosa das cargas que entram no estado, realizando uma espécie de raio-x nos caminhões e contêineres.
Como é de conhecimento público a existência do scanner nestes postos, e como ainda há entradas sem o novo equipamento, o secretário da Fazenda do Estado informa que ainda não são observadas irregularidades através do novo monitoramento das fronteiras. "Quando você implanta um regime de controle maior, as pessoas primeiro se adaptam e depois tentam sobrepassá-lo.
Ninguém, por enquanto, tem procurado colocar mercadorias diferentes daquelas que estão estabelecidas na nota", conclui Mauro Filho.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)//SÉRGIO DE SOUSA
Data : 12/01/2012
OBRAS ESTRUTURANTES NO INTERIOR SOMAM R$ 2 BILHÕES
Publicado em 01/12/2012 as
01:06 PM
Limoeiro do Norte. Com algumas construções em dia, mas a maioria em atraso, o Ceará tem ao menos 18 grandes obras estruturantes em andamento. Perímetros irrigados, ampliação do terminal do Pecém, barragens e ferrovia estão entre as principais. Cada região do Estado tem ao menos uma grande obra. Somadas as que estão em andamento, tem-se cerca de R$ 2 bilhões - excluindo-se a transposição do São Francisco e a Transnordestina, que recebem investimentos para três Estados. A segunda fase de ampliação do Pecém será a maior obra deste semestre, com cerca de R$ 570 milhões. As obras geram emprego e movimentam a economia. O desafio é respeitar a legislação ambiental, as desapropriações fundiárias e combater subcontratações à revelia das leis trabalhistas.
Seria exagero dizer que o Estado é um canteiro de obras, porque, em alguns casos, o canteiro passa semanas, ou até meses, sendo apenas um canteiro de material de construção. Mas o Ceará entra o ano com grandes obras públicas em mais de 20 Municípios, tendo um valor pulverizador para muitos outros - da mão-de-obra contratada ao benefício após a conclusão. Aeroportos nos litorais leste e oeste movimentarão polos os turísticos das praias de Jericoacoara e Canoa Quebrada.
Exportações
A ampliação do Terminal Portuário do Pecém vai beneficiar as exportações de todo o Estado, como as frutas produzidas nos perímetros irrigados. O Distrito Irrigado Tabuleiros de Russas abrange Limoeiro, Russas e Morada Nova. A segunda etapa, incluída no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), orçada em R$ 140 milhões, está em fase de execução. Não sem antes apontamento de falhas na desapropriação de famílias em áreas ocupadas pelo perímetro.
A Barragem do Figueiredo, em Alto Santo, outra obra do PAC, está parada até que Dnocs e Governo do Estado concluam as pendências fundiárias com as famílias desapropriadas. Há mais de dois anos, dezenas de famílias de áreas que serão alagadas pelo açude em Iracema e Potiretama aguardam o lugar para onde serão transferidas. Foi por reivindicação delas que a Justiça Federal determinou a suspensão das obras. Quando concluído, o açude terá capacidade de acumular meio bilhão de metros cúbicos de água.
Depois de concluída a primeira fase, o Terminal de Múltiplas Utilidades (Tmut) no Pecém terá a sua segunda etapa iniciada neste semestre. Após a definição do consórcio vencedor, faltará apenas a assinatura da ordem de serviço pelo governador Cid Gomes. Serão R$ 570 milhões investidos na expansão, que inclui uma nova ponte de acesso ao quebra-mar existente com 1.520 metros de extensão, pavimentação sobre o quebra-mar e sua ampliação; o alargamento da ponte; a construção de 600 metros de cais com berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres. Estes últimos equipamentos serão voltados para operação com carga geral e produtos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), da refinaria Premium II, da Petrobras, e da Transnordestina.
Entre os destaques de obras de vias de transporte, estão o metrô de sobral e a construção do Anel Viário da Região Metropolitana de Fortaleza. Quando concluído, o metrô de sobral movimentará até cinco mil pessoas por dia. A obra custa R$ 71 milhões. Já o Anel Viário, de 32km, circunda a Capital. A obra permitirá a melhoria de tráfego na Região Metropolitana de Fortaleza. A duplicação é parte do Plano de Logística de Transporte do Porto do Pecém. A nova pista será de pavimento de concreto, mais resistente ao fluxo pesado.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)/MELQUÍADES JÚNIOR
Data : 12/01/2012
RAÍZEN SE FORTALECE NA REGIÃO NORTE
Publicado em 01/12/2012 as
01:05 PM
A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, vai investir cerca de R$ 600 milhões entre este ano e abril de 2013 para melhorar sua infraestrutura logística no transporte de combustível no país e exterior. "Temos planos agressivos, que incluem investimentos em novos terminais, tancagem e exploração de melhor escoamento de líquidos por ferrovias e hidrovia", disse ao Valor Leonardo Gadotti Filho, vice-presidente de logística, distribuição e trading do grupo. De olho no mercado americano, a empresa quer ter um terminal dedicado a etanol na região Nordeste.
O foco da companhia é melhorar a eficiência nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo na Bacia Amazônica, com a substituição de caminhões por trilhos e cabotagem e, no futuro, ter uma integração maior com hidrovia.
Os projetos do grupo focam a região do Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins), onde a fronteira agrícola para cana-de-açúcar começou a ser explorada e se consolida como importante atividade de negócios. "Temos uma base em Itaqui [no Maranhão], mas vamos avançar os investimentos, com um terminal de derivados, etanol e tancagem. Hoje, chegamos com o produto por navio, via cabotagem, e recebemos etanol por caminhão. No futuro, queremos receber esse etanol por vagão, num modal mais eficiente, via Norte-Sul e suprir Palmas [TO], que hoje é caminhão, por vagão. Em um segundo momento, vamos exportar por Itaqui, que é uma grande porta de saída, não só para etanol. Através da ferrovia, conseguiremos transportar etanol para Itaqui e dali poderemos embarcar para os Estados Unidos, só com dois terços do frete que você pagaria [por Santos]."
Segundo Gadotti, a Raízen também está olhando oportunidades de expansão de transporte de combustíveis em locais onde a Petrobras está planejando novas refinarias. "Estamos olhando com lupa os portos de Suape (PE), Pecém (CE)" e Macabeira (MA)", afirmou. "Em Maranhão, por exemplo, podemos trazer diesel por vagão e retornar com etanol, seja para exportação, ou cabotagem, para abastecer a região do Amazonas. Fazemos isso hoje por caminhão até Porto Velho."
A fotografia atual da infraestrutura para o escoamento de combustíveis no país é ineficiente. "Hoje, o etanol sai de caminhão do interior de Goiás [onde a Raízen tem usinas] e vai até Santos. São mais de 1.000 caminhões que chegam a carregar um navio, por exemplo", disse Gadotti. Segundo ele, a Raízen quer mudar esse cenário. "Itaqui é uma alternativa para o médio prazo para exportar. E quando tivermos um mercado mais aberto para hidrocarbonetos, vamos passar a importar também."
Em Tocantins, o grupo vai investir em um terminal e um centro coletor de etanol, que não será necessariamente produzido só pela Raízen. O grupo vai funcionar como originador e levar produtos terceiros. Atualmente, a Bunge, que é produtora de etanol no Estado, utiliza a malha da Norte-Sul, com contrato de longo prazo com a Vale. "Vamos ter as duas pontas, levando o produto para o interior e retornando com etanol e biodiesel, a chamada logística reversa." Os aportes nos dois Estados devem ficar em cerca de R$ 150 milhões.
Os planos futuros da companhia também incluem explorar o transporte fluvial. "Estamos analisando. Atualmente, contratamos esse serviço na bacia do Amazonas, para suprir Santarém, Porto Velho e Manaus. Saímos de Belém para Manaus por barcas. A meta é não terceirizar mais e sim ter nossa própria infraestrutura."
A Raízen movimenta entre 21 bilhões a 22 bilhões de litros de combustíveis por ano, dos quais o etanol responde por 9%, gasolina 33%, diesel 44% e outros, que inclui querosene de aviação, 15%. Nas regiões Norte e Nordeste do país, disputa mercado de distribuição com o Ultra, controladora da Ipiranga.
No ano passado, o grupo deu início a um programa de modernização e ampliação de seus 53 terminais. A Raízen reativou quatro pontos de distribuição na região Centro-Oeste, apostando na maior demanda nas regiões de Cuiabá, Alto Taquari e Rondonópolis, no Mato Grosso, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A empresa tem pressa para criar novos modais, substituindo os caminhões por vagões e balsas. Hoje uma pequena parte do combustível da Raízen sobe para o Norte para atender a Bacia Amazônica via barcaças. "Inauguramos a rota de cabotagem entre Santos e Belém. O mercado não fazia isso. Era tudo caminhão."
Em Paulínia (SP), o maior centro de distribuição em volume do país, a Raízen também está investindo em tancagem e já está em conversações para aumentar capacidade de descarregamento de vagões. Sócia de um terminal exportador em Santos - o Terminal Exportador de Álcool de Santos (Teas) -, a empresa também busca elevar sua eficiência nas regiões Sul e Sudeste do país. "A região Sul está mais consolidada na parte de ferrovia, mas ainda tem como melhorar."
Na região de Ourinhos (SP), onde a Raízen tem um grande polo produtor de etanol, com uma oferta de 500 milhões de litros, a empresa possui um centro coletor de combustível e poderá levar combustível para os portos de Paranaguá (PR), como alternativa para exportação, ou para o de Santos.
Fonte: Valor Econômico/Mônica Scaramuzzo | De São Paulo
Data : 12/01/2012
ESTATISMOS, ÁLCOOL E GASOLINA
Publicado em 01/12/2012 as
01:05 PM
Sem plano de longo prazo, governo intervém cada vez mais para conter preços; BNDES vai subsidiar can
O BNDES AVISOU ontem que vai subsidiar canaviais. O banco estatal de desenvolvimento oferece R$ 4 bilhões até o final do ano para a renovação de canaviais e para o aumento da área plantada.
Trata-se de mais um trejeito da série de malabarismos que o governo federal tem feito para regular o mercado de combustíveis, garantir o abastecimento e evitar que altas de preços de etanol e gasolina cheguem ao consumidor e, assim, à inflação.
O problema do malabarismo é saber se o governo vai conseguir manter no ar a dúzia de bolinhas intervencionistas e, ao mesmo tempo, criar condições para que o setor de combustíveis um dia ande sozinho. Explique-se.
Falta álcool. Por excesso de endividamento, má gestão, fusões e aquisições ambiciosas demais, alta de custos de produção (terra, salários, mecanização forçada) ou sabe-se lá o motivo, a produção e a produtividade dos canaviais caíram. Planta-se menos, planta-se menos cana boa, os canaviais envelheceram. Há usina de sobra (30% de ociosidade), falta cana para moer.
Os produtores reclamam de impostos, muito pesados, e do preço do álcool, que não seria alto o bastante para remunerar o custo marginal do negócio (renovação e ampliação de canaviais).
O governo de fato procura baixar o preço do álcool, hidratado (que vai direto ao tanque do carro) ou anidro (misturado à gasolina). Baixou a quantidade de álcool misturado à gasolina. Mantém baixo o preço da gasolina, o que faz o consumidor optar pelo derivado do petróleo em detrimento do álcool, diminuindo a demanda do biocombustível e, pois, contendo seu preço.
O governo manipula o preço da gasolina: 1) impede que a Petrobras eleve os preços; 2) faz a estatal petrolífera importar gasolina e vendê-la no mercado interno com prejuízo de bilhões por ano; 3) baixa a alíquota de um tributo, a Cide, quando deixa a Petrobras elevar preços, como no final do ano passado, de modo a manter constante o custo na bomba, para o consumidor final.
Não se sabe o quanto há de verdade na queixa do produtor de cana a respeito de preços (quanto houve de inépcia na gestão de empresas? Não sabemos). Alguma verdade há. Porém, não importa o teor de verdade, pois a produção caiu de fato. A fim de remediar o problema, o governo intervém cada vez mais.
No final do ano passado, decretou que haverá subsídio de R$ 500 milhões por ano (por cinco anos) para o financiamento da estocagem de álcool. A Agência Nacional do Petróleo pode ter em breve mais poderes de regulação do mercado de álcool. Agora, o BNDES vai financiar canaviais com dinheiro subsidiado, um remendo para o fato de que, em tese, os preços do álcool não remuneram o produtor de modo a incentivá-lo a produzir mais.
Não é possível liberar de pronto (e nunca liberar totalmente) esse mercado -a confusão seria certa. Mas o governo se enrola cada vez mais com os remendos, sem planos de longo prazo.
Fonte : Folha de Sâo Paulo
Data : 12/01/2012
VALE VAI CONSTRUIR FERROVIA DE US$ 1 BI EM PAÍS AFRICANO
Publicado em 01/12/2012 as
01:05 PM
A empresa também vai reabilitar 98,6 quilômetros da ferrovia entre Nkaya e Nayuchi
O governo do Maláui (país africano entre Zâmbia e Moçambique) assinou acordo de US$ 1 bilhão com a Vale para construção e restauração de uma ferrovia que vai transportar 18 milhões de toneladas de carvão do Moçambique.
A Vale Logística construirá uma nova linha férrea de 138,5 quilômetros a partir de Chikhwawa (sul) para fazer ligação com a que já existe em Balaka. A empresa também vai reabilitar 98,6 quilômetros da ferrovia entre Nkaya e Nayuchi.
A distância do transporte de carvão de Moçambique pode ser cortada por meio do vizinho Maláui. Moçambique tem atualmente uma das maiores reservas não desenvolvidas de carvão do mundo.
Fonte : Folha de Sâo Paulo
Data : 12/01/2012
CHUVAS: VALE PERDE 2 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 01/12/2012 as
01:05 PM
As fortes chuvas que atingem Minas Gerais desde dezembro estão impedindo a Vale de honrar contratos com clientes. A companhia informou ontem que um volume de dois milhões de toneladas de minério de ferro já deixaram de ser embarcados, o que está levando a mineradora a declarar "força maior" para justificar a não entrega da carga.
"A forte chuva desde meados de dezembro de 2011 nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo criou dificuldades para nossas operações nos Sistemas Sul e Sudeste. Diversas áreas destes estados estão inundadas e os governos locais declararam estado de emergência em vários municípios. Até o momento, estimamos uma perda de dois milhões de toneladas métricas nos embarques de minério de ferro", disse a Vale. A mineradora produz cerca de 300 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, carro-chefe dos negócios da empresa.
Há dois dias, a companhia já havia informado que as fortes chuvas estavam provocando paradas ocasionais na produção de minério em Minas Gerais por questão de segurança.
A MMX, do grupo EBX, controlado pelo empresário Eike Batista, também está enfrentando problemas. A empresa tem minas em Brumadinho (MG), cidade que está em estado de emergência. No entanto, a empresa informou que, até o momento, não pretende revisar sua programação de produção. A mineradora produz mais de oito milhões de toneladas por ano de minério de ferro. (Danielle Nogueira)
Fonte : O Globo
Data : 12/01/2012
CASA CIVIL TAMBÉM SE CALA SOBRE ACORDO DA LIBRA
Publicado em 01/12/2012 as
01:04 PM
Primeiro foi a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Depois foi a Libra Terminais. Mais adiante a Secretaria de Portos (SEP). E, agora, a própria Casa Civil da Presidência da República. Todos fazem o "concerto" (ou desconcerto) do silêncio. Ninguém quer falar sobre a negociação, às escondidas, entre a Libra e o Porto de Santos. Teme-se que esteja no forno uma grande pizza para ser servida a qualquer momento.
A ordem em Brasília é fazer "cara de paisagem" quando se questionar sobre quantos milhões de reais o Porto de Santos abrirá mão para que a operadora portuária salde dívida com a Codesp. Absurdo que essa ordem tenha chegado até à ministra Gleisi Hoffmann, cuja assessoria não deu qualquer retorno às duas solicitações de informação sobre o caso pela reportagem do Portogente.
A pizza pode até ser servida, mas a mancha de gordura permanecerá para sempre nos homens que hoje ocupam cargos em empresa pública e que tinham a obrigação de zelar pelos recursos públicos. Parece que as vibrações privadas soam como canto de sereia para esses homens.
Justiça seja feita: quem aceitou e falou sobre a questão foi apenas a Advocacia-Geral da União (AGU).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 12/01/2012
REPRESENTANTES DA ANTAQ VISITAM NAVIO NACIONAL CELSO FURTADO
Publicado em 01/12/2012 as
01:04 PM
O navio Celso Furtado recebeu, na última terça-feira, visita técnica de representantes da Gerência de Desenvolvimento de Regulação da Navegação Marítima e de Apoio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta do encontro foi apresentar como funcionam as operações da embarcação, que se prepara para carregamento de diesel para termelétricas.
A visita aconteceu enquanto o navio estava atracado no terminal aquaviário da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Os representantes da Antaq foram acompanhados pelo gerente da Inspetoria Marítima da Transpetro, Hilton Santos, e pelo comandante do Celso Furtado, Claudio Lisboa. O grupo teve a oportunidade de conhecer o centro de máquinas e o passadiço.
"Saímos muito satisfeitos do Celso Furtado. Merece destaque a alta tecnologia dos equipamentos e o grau de preparo de sua tripulação para conduzi-lo. Isso demonstra que suas operações são extremamente seguras", destacou o gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Marítima e de Apoio da Antaq, Wagner de Souza.
Celso Furtado
A embarcação foi fabricada no estaleiro Mauá, de Niterói (RJ), para se integrar à frota da Transpetro (empresa da Petrobras que cuida da logística de sua produção). O Porto de Santos foi escolhido para sua operação inaugural, realizada em novembro do ano passado. A construção do Celso Furtado é considerada um marco na retomada da construção naval brasileira e foi realizada por meio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Embarcação foi fabricada no estaleiro Mauá, de Niterói (RJ), e teve operação inaugural em Santos
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 11/01/2011
PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA BATEM RECORDE EM 2011
Publicado em 01/12/2012 as
01:04 PM
Considerando apenas a movimentação do Porto de Antonina, o crescimento foi de 400%, com 1,54 milhão de toneladas
Os portos de Paranaguá e Antonina tiveram movimento recorde de 41 milhões de toneladas em 2011, aumento de 8% sobre o volume do ano anterior. A movimentação de soja, veículos e fertilizantes puxou o resultado.
Considerando apenas a movimentação do Porto de Antonina, o crescimento foi de 400%, com 1,54 milhão de toneladas. O salto ocorreu principalmente pelo uso do porto como alternativa ao desembarque de fertilizantes.
Outro destaque na movimentação foi a exportação de soja. Em 2011 foram 7 milhões de toneladas exportadas, volume 30% ao superior ao registrado em 2010. Considerando toda a movimentação do Corredor de Exportação, foram 14 milhões de toneladas de soja, milho, farelo de soja, açúcar e trigo exportados. A marca é a maior registrada pelo Corredor desde 2001.
"O ano de 2011 foi muito bom para os portos paranaenses. Batemos diversos recordes, recuperamos muitas cargas e a expectativa para 2012 é aumentar ainda mais essas marcas. Só na exportação de granéis, devemos ter um aumento significativo", afirmou por meio de nota o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Vidal Maron.
A exportação de açúcar fechou o ano em alta de 13%, totalizando 4 milhões de toneladas movimentadas. Os fertilizantes registraram alta de 25% em relação a 2010, fechando o ano com 9 milhões de toneladas importadas do produto.
A movimentação de veículos também registrou alta. Foram pouco mais de 230 mil unidades, volume 27% superior ao registrado no ano anterior. A movimentação de contêineres registrou leve alta, fechando 2011 com 680 mil TEUs movimentados.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/01/2011
CODESP INICIA REMOÇÃO DO MOTOR DO AIS GIORGIS
Publicado em 01/12/2012 as
01:04 PM
Segundo a Codesp, foram necessárias algumas ações antes da extração efetiva do motor, que tem aproximadamente nove metros de comprimento e sete de largura e está na casa de máquinas do Ais Giorgis. Nos últimos 30 dias, mergulhadores retiraram as peças que compunhama casa de máquinas. Elas precisaram ser desmontadas para facilitar a remoção do motor.
Nessa fase dos trabalhos, foram cortados 150 parafusos com 30 centímetros de comprimento, duas polegadas de diâmetros e cercade quatro quilos cada. Eles eram usados para fixar o motor. O corte foi feito com um maçarico.
Apenas seis parafusos tinham permanecido no local. Alguns foram recolhidos na tarde de ontem. Durante essa etapa, foi finalizada a passagem dos cabos para o içamento do equipamento.
O trabalho deve ser concluído nesta manhã, com a retirada dos últimos parafusos e o içamento da peça. O procedimento de remoção do motor teve início por volta das 13h30, envolvendo uma equipe formada por 30 pessoas, sendo oito mergulhadores, além de representantes da Codesp e da firma responsável pela obra. O içamento está sob a responsabilidade da cábrea Pará, um guindaste flutuante com capacidade para 250 toneladas.
Do trabalho, também participam barcos que buscam garantir a integridade do meio ambiente. Conforme a Codesp, não foi necessário bloquear o tráfego de navios no canal, já que o ponto exato da realização do procedimento fica distante dos limites da área de navegação e está delimitado por boias de sinalização.
Início
A retirada do Ais Giorgis começou em outubro passado. O serviço foi iniciado com a remoção de sedimentos acumulados nos destroços do navio.
Primeiramente, foi retirado um volume de sedimentos contaminados, transportado por tubulação até um canteirode obras especialmente preparado na Margem Esquerda do Porto.
A outra etapa foi a extração da lama compoucos poluentes (com uma concentração de compostos químicos em conformidade com os padrões estabelecidos para o descarte dentro do polígono oceânico). Essa segunda retirada de resíduos foi necessária para viabilizar os trabalhos de corte e içamento das partes do Ais Giorgis.
O recolhimento da embarcação é feito pela Dratec Engenharia Ltda., empresa vencedora da licitação promovida pela Codesp. O custo total da obra é de R$ 17,9 milhões, quantia a ser paga com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O serviço é considerado essencial para melhorar as condiçõesde segurança à navegação e, sobretudo, viabilizar a dragagem de aprofundamento para 15 metros e o alargamento para 220 metros da via navegável do canal.
Incêndio
O navio Ais Giorgis sofreu um incêndio a bordo em 8 de janeiro de 1974, que culminou com seu naufrágio, o maior da história do Porto de Santos.O navio estava atracado no cais dos armazéns 30 e 31 quando pegou fogo. As chamas atingiram 50 metros de altura, com explosões que assustaram toda a população.
O cargueiro foi puxado para o meio do estuário, encalhando na altura do Armazém 25 (hoje, o Terminal de Passageiros). Cinco anos depois, a empresa Jommag fez o navio reflutuar e o rebocou para suas instalações em Vicente de Carvalho (em Guarujá, na Margem Esquerda), para ser desmontado.
Na madrugada de 8 de julhode1979, um vendaval arrebentou as amarras da embarcação, arrastando-a para o meio do estuário. Em 1999, a Codesp chegou retirar a maior parte da embarcação, restando uma parte do casco submersa no estuário.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/01/2011
ESTUDO ANALISA A VIABILIDADE DE NOVOS TERMINAIS NA BAHIA
Publicado em 01/12/2012 as
01:03 PM
Portos baianos poderão ganhar novos terminais
A realização de um estudo para a criação de um segundo terminal de contêineres nos portos baianos e para a criação de um terminal graneleiro no Porto de Salvador será decisivo para a implantação dos espaços. Um contrato assinado entre a Companhia de Docas da Bahia (Codeba) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) permitirá a empresa obter um resultado quanto a necessidade da criação dos novos terminais para atracação de navios. O estudo deverá ficar pronto dentro de um ano.
Se aprovados, os projetos de criação do novo terminal para a operação de contêineres e o terminal graneleiro deverão render investimentos privados de R$30 milhões, respectivamente. Sem contar às melhorias que precisam ser feitas pelo poder público, os investidores precisarão construir berços (áreas para a atracação dos navios), aterro e adquirir os equipamentos necessários à operação.
O Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) dos portos baianos, que também será atualizado pela FGV, prevê, atualmente, em Savador, um novo terminal de contêineres com um berço similar ao do Tecon. O
equipamento seria instalado em uma área vizinha, que viria a ser aterrada. Por sua vez, o terminal graneleiro, para a movimentação dos insumos utilizados pelos moinhos J. Macedo e Canelas, está previsto para uma área anexa à sede da Codeba. O plano atual é construir silos apropriados ao armazenamento dos grãos.
"É um estudo de viabilidade. Vai definir se existe mesmo a necessidade e onde é que existe essa necessidade. Mas pode ser que aponte a inviabilidade", ressalta o presidente da Codeba, José Rebouças. Apesar da ressalva, ele diz acreditar na necessidade de se ampliar a quantidade de berços disponíveis no Estado.
Pesam a favor da decisão, a modernização da operação portuária no mundo, e a ampliação do Canal do Panamá, que levará a aumentos no fluxo e no tamanho dos navios que utilizam à costa brasileira. "Além disso, a Bahia vive uma verdadeira cruzada na atração de investimentos e se os portos não acompanharem, serão gargalos", diz.
Porto de Aratu
Os dois grupos interessados no arrendamento do terminal de granéis sólidos do Porto de Aratu já encaminharam os estudos necessários para a licitação à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). De acordo com o presidente da Codeba, os projetos dos consórcios formados pela Wilson Sons e Intermarítima e o formado pela Paranapanema e a Rocha Top apresentam propostas entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões pelo arrendamento da área por 25 anos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 12/01/2011
PROJETO RESTABELECE ADICIONAL PARA INDENIZAR TRABALHADORES PORTUÁRIOS
Publicado em 01/10/2012 as
12:03 PM
Projeto em tramitação na Câmara restabelece a cobrança do Adicional de Indenização do Trabalhador Portuário Avulso (AITP) e o suprimento do Fundo de Indenização do Trabalhador Portuário Avulso (FITP), previstos na Lei 8.630/93, que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias.
De acordo com o Projeto de Lei 2009/11, do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), o AITP será restabelecido por período de quatro anos, contado do início do exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei. Esse adicional será prorrogável automaticamente, enquanto houver indenizações a serem pagas a trabalhadores avulsos que tiverem requerido o cancelamento do registro profissional ou sido beneficiados por decisão judicial no mesmo sentido.
Essas indenizações foram instituídas quando foi criado o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso (OGMO), como entidade empregadora. Antes de sua existência, suas atribuições eram dos sindicatos das respectivas categorias.
Como incentivo ao desligamento dos trabalhadores portuários avulsos, então matriculados nos órgãos competentes, a lei instituiu a indenização a ser coberta pelo FITP com os recursos arrecadados com o adicional de indenização.
O adicional foi mantido durante os exercícios de 1994 a 1997 e, ao longo desse período, gerou receita de R$ 237,3 milhões, montante suficiente para o pagamento de 12,3 mil trabalhadores.
Levantamento realizado pelo Grupo Executivo para Modernização dos Portos Organizados (GEMPO) indicou um efetivo de 52,3 mil trabalhadores, o que significa que 40 mil trabalhadores portuários avulsos ficaram sem receber as indenizações.
Francisco Escórcio destaca que os trabalhadores portuários avulsos que não receberam a indenização prevista pela lei se encontram ainda sem seus registros profissionais e impossibilitados de trabalhar no setor, porque solicitaram o cancelamento a fim de receber o benefício.
Recursos insuficientes
O deputado ressalta que relatório do Banco do Brasil, gestor dos recursos para pagamento das indenizações, aponta que a instituição está "impossibilitada de prosseguir o pagamento aos trabalhadores devido à falta de recursos disponíveis".
Ainda segundo o BB, o fundo "continua, porém, respondendo a diversas consultas oriundas do Poder Judiciário de várias localidades que solicitam informações a respeito da efetivação, ou não, de depósitos judiciais ou pagamentos em favor de portuários que ingressaram na Justiça para reivindicar seus direitos".
Escórcio afirma que a medida não onerará os cofres da União, uma vez que os recursos advirão de adicional incidente sobre as operações de embarque e desembarque de mercadorias importadas ou exportadas por navegação de longo curso.
Cursos profissionalizantes
A proposição tem como objetivo também estabelecer condições para a criação de cursos profissionalizantes para a categoria. Nesse sentido, o projeto autoriza o Poder Executivo a destinar às escolas técnicas federais os recursos do FITP que restarem após os pagamentos das indenizações.
Tramitação
A proposta, que tem caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Projetos de teor semelhante (PLs 3605/97, do ex-deputado Maurício Requião, e 862/99, do ex-deputado Albérico Cordeiro) já tramitaram na Câmara e foram arquivados. Segundo Francisco Escórcio, sua proposta aproveita subsídios das duas anteriores.
Fonte: Agência Câmara
Data : 10/01/2012
MERCOSUL LINE FARÁ ESCALA EM SEPETIBA
Publicado em 01/10/2012 as
12:02 PM
São Paulo - A Mercosul Line (armador local que faz transporte aquaviário de contêineres, pertencente ao grupo dinamarquês A. P. Moller Maersk), prevê para 2012 um crescimento de 20% de suas operações, segundo informações obtidas com exclusividade pelo DCI. A partir de 22 de janeiro o leque de serviços da companhia se expandirá: a Mercosul Line começará nesta data a fazer escala no Porto de Sepetiba (RJ), utilizando o Terminal Tecon Sepetiba. Com isso o atendimento aos clientes da companhia será aprimorado, devido à localização estratégica deste complexo. Com esta alteração, a Mercosul Line manterá o Porto de Pecém (CE) exclusivamente para descarga no corredor Santos (SP) - Pecém. A transportadora passará a ter, então, mais opções de atendimento, atingindo os principais portos do País: Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Sepetiba, Vitória (ES), Suape (PE), Pecém (CE) e Manaus, com possibilidade de novas escalas serem incorporadas ao serviço. Há poucos meses a empresa já abrira outro ponto de atracação: ela incluiu, no final de agosto, Vitória em sua rota de descida. As escalas que passaram a ser usadas foram as semanais, com chegadas aos domingos.
TEUs
Em 2011 a empresa movimentou aproximadamente 100 mil TEUs (1 TEU equivale à capacidade de um contêiner de 20 pés) - 16% a mais do que em 2010, ano em que registrou o transporte de 73 mil TEUs de carga. Roberto Rodrigues, presidente da Mercosul Line, explica que esse volume é reflexo do crescente interesse das empresas pelo modal aquaviário, sobretudo dos setores de eletrônicos, embalagens de PET, duas rodas e refrigerados. Outro fator que incrementou os negócios da companhia no ano passado foi a movimentação de cargas feeder (que são as de importação ou exportação transportadas ao largo da costa brasileira - a chamada navegação de cabotagem).
"Para 2012, nossa previsão é que cresceremos principalmente na chamada rota de descida [das Regiões Norte e Nordeste para a Região Sul do Brasil], com produtos dos segmentos têxtil, calçadista, de eletrônicos, automobilístico e de autopeças", revela Rodrigues. E ele comemora: "O aquecimento do mercado interno nacional se refletiu positivamente no setor de cabotagem. Eletrodomésticos da linha branca e eletrônicos têm sido segmentos com grande participação em nossa carteira de clientes, além da carga de resina plástica [PET] e materiais de construção - estes, nas cargas de subida para abastecimento do mercado do norte e do nordeste".
Ranking
A vinda de novos clientes anima a companhia: "Grandes empresas vêm migrando para movimentar sua carga por via marítima, e isto gera muitas oportunidades para a cabotagem da Mercosul Line", enfatiza o executivo.
Neste ano os portos brasileiros devem movimentar, pela primeira vez em sua história, o volume de um bilhão de toneladas de carga. Isto corresponderá a um aumento de 12,3% em cima de 2011, de acordo com estimativas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na esteira deste número recorde, várias mudanças devem se dar: o Rio de Janeiro, por exemplo, muito provavelmente se alçará à liderança do ranking dos estados com maior movimentação de carga marítima do País, desbancando o Espírito Santo. Hoje o Rio está na segunda colocação deste mesmo ranking, logo à frente do Estado de São Paulo. Parte deste crescimento se deve aos investimentos que vêm afluindo em massa para a construção de mais instalações desse tipo. Diversas empresas anunciaram novos terminais, como os Portos Sudeste, em Itaguaí, e Açu, no norte fluminense - ambos do grupo do empresário Eike Batista -, além de projetos da Petrobras, da Gerdau e da CSN. Ainda assim, distorções permanecem: 61% da carga nacional são atualmente transportados pelo modal rodoviário, 21%, pelo modal ferroviário, e apenas 14% pelo aquaviário.
Cabotagem
Vale frisar que a navegação de cabotagem vem crescendo nos últimos anos e é uma alternativa mais barata do que a navegação de carga por alto-mar. "A cabotagem é uma excelente opção, que oferece um custo mais eficiente além da redução de emissão de CO2 no planeta", diz Rodrigues.
"A demanda pela redução de custos está levando os empresários a procurar novas opções de transporte para seus produtos, menos caras que as atuais mas sem comprometer a qualidade e a segurança dos produtos. E notamos que muitas companhias estão direcionando suas cargas para o transporte marítimo da cabotagem." A empresa lembra que se preocupa com a sustentabilidade de suas operações: o combustível e os lubrificantes que usa têm baixo teor de enxofre, a tinta que emprega para reparos não leva chumbo e os tanques de combustível dos navios são protegidos internamente com o objetivo de reduzir ao máximo a chance de vazamento de óleo.
O executivo finaliza: "Nosso principal foco para o ano de 2012 é o cliente. Estamos investindo em tecnologias para continuarmos empenhados em prover a todos os nossos clientes o melhor produto do mercado de cabotagem no Brasil, bem como o mercado do River Plate. E vamos investir cada vez mais para contribuir com o crescimento da cabotagem em nosso país."
Fonte:DCI/Alex Ricciardi
Data : 10/01/2012
MERCOSUL LINE PROJETA EXPANSÃO DE 20% NA ÁREA DE CABOTAGEM
Publicado em 01/10/2012 as
12:02 PM
São Paulo - Armador que faz transporte aquaviário de cabotagem de contêineres, a Mercosul Line - do grupo dinamarquês A. P. Moller Maersk - prevê para 2012 um crescimento de 20% de suas operações. Sem abrir números de negócios, a expectativa otimista deve-se ao seu leque de serviços, que crescerá a partir do próximo dia 22, quando a Mercosul Line começará a fazer escala no Porto de Sepetiba (RJ), ao utilizar o Terminal Tecon Sepetiba. A ideia é atender a zona industrial da região e fortalecer a rota de descida: do norte e nordeste ao sul do País, até a Argentina.
No ano passado, a empresa movimentou aproximadamente 100 mil TEUs (1 TEU é a capacidade de um contêiner de 20 pés), 16% a mais do que em 2010, quando registrou o transporte de 73 mil TEUs de carga. Roberto Rodrigues, presidente da Mercosul Line, explica que esse volume é reflexo do crescente interesse das empresas pelo modal aquaviário, "sobretudo dos setores de eletrônicos, embalagens de PET, duas rodas e refrigerados", disse ele.
Afora a Mercosul Line, outras empresas estão de olho no mercado e anunciaram novos terminais, como os Portos Sudeste, em Itaguaí, e Açu, no norte fluminense - ambos do grupo do empresário Eike Batista -, além de projetos da Petrobras, da Gerdau e da CSN. Fonte: DCI/Alex Ricciardi
Data : 10/01/2012
MACEIÓ RECEBE VISITA DO NAVIO PATRULHA GRAÚNA
Publicado em 01/10/2012 as
12:02 PM
Maceió recebe, de 13 a 23 de janeiro, a visita do navio-patrulha Graúna. Comandando pelo capitão-tenente Thiago Montilla Tavares de Almeida, a embarcação é o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem a essa ave negra de nossa fauna.
De acordo com a Capitania dos Portos em Maceió, o navio estará aberto à visitação pública gratuita nos dias 14,15, 21 e 22 de janeiro, no período das 14 às 17 horas.
Histórico
Foi construído seguindo o projeto do estaleiro Vosper-QAF Ltd, de Singapura. Teve sua quilha batida em 9 de dezembro de 1988, foi batizado e lançado ao mar em 10 de novembro de 1993, tendo como Madrinha de Batismo a Sra. Maria de Lourdes Bebianno Leite Soares, esposa do Almirante José Leite Soares Júnior, primeiro Comandante do antigo Caça-Submarinos Graúna - G 8, em cerimônia realizada no Estaleiro Mauá e presidida pelo Diretor Geral de Material da Marinha, Almirante de Esquadra Domingos Alfredo Silva. Foi incorporado em 15 de agosto de 1994. Naquela ocasião, assumiu o comando o capitão-tenente Carlos Alberto de Souza Filho.
Características
Deslocamento: 197 ton (padrão), 217 ton (carregado).
Dimensões: 46.5 m de comprimento, 7.5 m de boca e 2.3 m de calado.
Propulsão: 2 motores diesel MTU 16V 396 TB94 de 2.740 bhp cada, acoplados a 2 eixos com hélices de três pás e passo fixo.
Combustível: 23 tons.
Eletricidade: 3 geradores no total de 300 Kw.
Velocidade: máxima de 26.5 nós, máxima mantida de 22 nós e velocidade de cruzeiro de 12 nós.
Raio de ação: 2.200 milhas náuticas à 12 nós (10 dias).
Armamento: 1 canhão Bofors L/70 de 40 mm; 2 metralhadoras Oerlikon Mk-10 de 20mm em dois reparos singelos.
Sensores: 1 radar de navegação Decca 1290A, banda I. Equipado com GMDSS - Global Marine Distress and Safety e equipamento de visão noturna.
Equipamentos: 1 lancha de casco semi-rigido (RHIB), com capacidade para 10 homens e 1 bote inflável para seis homens, usados para salvamentos e abordagens. Um guindaste eletro-hidraulico com capacidade para 620kg.
Tripulação: 36 Militares
Fonte: Capitania dos Portos de Alagoas
Data : 10/01/2012
LÍDER DO PB, QUER COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO NA CIDADE DE CABEDELO
Publicado em 01/10/2012 as
12:01 PM
O líder do Partido Progressista na Câmara Federal,o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), defendeu durante entrevista ontem, segunda-feira (9), um esforço conjunto por parte da classe política paraibana para que seja implantado na cidade de Cabedelo um Complexo Industrial Portuário.
Aguinaldo justificou a propositura, afirmando que as intervenções são indispensáveis para o desenvolvimento econômico da Paraíba, pois o vizinho Estado de Pernambuco colhe os frutos de ação semelhante no Complexo de Suape, considerado hoje um dos maiores pólos de desenvolvimento do país.
"Acompanhei a luta de Suape, que foi desencadeada há muito tempo e gerou a possibilidade de novos investimentos em Pernambuco, como a própria indústria da Fiat, o Estaleiro Atlântico Sul e recentemente Pernambuco se tornou o primeiro estado brasileiro a contar com fabricantes de todos os tipos de equipamentos para geração de energia eólica", pontuou Aguinaldo
Ribeiro defendeu uma melhor utilização para o Porto de Cabedelo, onde o Complexo de Suape,é um exemplo a ser seguido sem que com isso venhamos a perder a nossa personalidade, capacidade de investimento e desenvolvimento de uma malha industrial genuinamente com traços paraibanos.
"Não podemos ficar a reboque da ação de outros Estados, imagine se nós não estivéssemos entre Pernambuco e Rio Grande do Norte? Pois estamos recebendo alguns benefícios em função da proximidade com outros estados, ações que são fruto da união da sociedade e dos seus políticos",alertou o líder do PP.
Aguinaldo Ribeiro salientou que um porto como o de Cabedelo, para ter a viabilidade, necessita de um Complexo Industrial moderno, possibilitando investimentos tanto do setor público com privado, onde, o Governo paralelamente implantaria um Porto de Águas Profundas, intervenção que foi alvo de embate na última campanha política.
"O porto de águas profundas é importantíssimo para que a Paraíba possa receber investimentos de envergadura", frisou, acrescentando que tal investimento será indispensável para o escoamento da produção desenvolvida em solo paraibano.
O líder do PP destacou que o Complexo Industrial Portuário, é um tipo de empreendimento que atrai outros investimentos e que gera muita mão de obra, tanto na fase de implantação e construção, como depois para a manutenção das atividades, o que gera um aquecimento da economia que acaba beneficiando todos os segmentos produtivos do Estado.
"Essa é a bandeira que a Paraíba precisa levantar e essa é a minha defesa como deputado federal!", concluiu.
Fonte: Assessoria/PB Agora
Data : 10/01/2012
CONTÊINERES COM LIXO HOSPITALAR RETORNARÃO AOS EUA NO FINAL DE JANEIRO
Publicado em 01/10/2012 as
12:01 PM
A devolução dos dois contêineres, retidos no Porto de Suape, em Recife (PE), com cerca de 46 toneladas de material hospitalar usado, para os Estados Unidos foi adiada para o dia 21 de janeiro. É que a empresa Hamburg Süd, responsável pelo transporte do material, solicitou documento da Aduana Americana ou do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmando que não terão qualquer problema com o retorno da carga aquele país.
A Alfândega do Porto de Suape já solicitou a documentação às autoridades dos Estados Unidos. Entretanto, como a empresa Hamburg Süd terá que enviar a confirmação para a matriz da companhia na Alemanha, o transporte dos containeres só poderá ocorrer no final de janeiro, data em que um navio da Hamburg Süd sai do Porto de Suape direto para os Estados Unidos.
Interdição
O material com lixo hospitalar de origem norte-americana estava interditado no Porto de Suape desde outubro. A empresa "Na Intimidade", responsável pela importação do material dos Estados Unidos, irá arcar com os custos da devolução.
Fraude
Para fraudar a Alfândega Nacional, a empresa "Na Intimidade" declarou às autoridades brasileiras que importava tecido de algodão com defeito. Entretanto, ficou constatado, após fiscalização da Anvisa, que a importação era referente a lençóis sujos com manchas características de sangue e dejetos biológicos com logomarca de vários hospitais norte-americanos.
Os contêineres foram indicados para inspeção física, após constatação de que o valor declarado pelo importador não era compatível com o volume e o tipo de carga.
Fonte: Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Data : 10/01/2012
NAVIO DA VALE QUE RACHOU TEM 80% DA CARGA DE ÓLEO REMOVIDA
Publicado em 01/10/2012 as
12:01 PM
DE SÃO PAULO - A operação de salvamento do navio Vale Beijing, que apresentou rachaduras no casco, já retirou da embarcação cerca de 4.000 toneladas de óleo combustível. O volume representa 80% do total que deve ser removido.
O navio, de 361 m de comprimento e 65 m de largura, sofreu rachaduras no casco dos tanques de lastros, durante a operação de carregamento de minério de ferro, no dia 3 de dezembro, no terminal Ponta da Madeira, em São Luís (MA).
Estavam armazenadas no navio cerca de 7.000 toneladas de óleo. Não há informações de vazamentos.
Desde então, o navio segue na costa maranhense, a 40 milhas náuticas (cerca de 70 km) de distância.
A retirada do óleo começou na quarta passada e deve ser concluída nos próximos dias.
Segundo a STX Pan Ocean, proprietária do navio, após terminada, a retirada da carga será avaliada a necessidade de fazer um reparo emergencial no casco ainda na costa do Maranhão.
Caso não seja necessário, o navio seguirá viagem até um porto onde será feito um reparo definitivo.
A retirada de parte da carga foi exigida pelo Ibama, para reduzir o impacto ambiental em caso de naufrágio.
Fonte: Folha de São Paulo
Data : 10/01/2011
CHUVAS EM MG VÃO IMPACTAR OFERTA GLOBAL DE MINÉRIO DE FERRO
Publicado em 01/10/2012 as
12:00 PM
O período de fortes chuvas em Minas Gerais deverá impactar, diretamente, a oferta mundial de minério de ferro nas próximas semanas. Com a produção e a qualidade do minério comprometidas em algumas regiões, a perspectiva é de que os preços voltem a subir neste início de ano. O fenômeno climático deve contribuir para a recuperação parcial dos preços, que pode chegar a 8% de alta no primeiro trimestre, segundo especialistas.
Não é à toa que uma menor produção em Minas pode afetar a oferta do produto. O Estado concentra quase 70% da produção de minério de ferro no País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Da produção total de minério da Vale de janeiro a setembro de 2011, por exemplo, os sistemas Sul e Sudeste foram responsáveis por mais de 60% do total no período. Além da Vale, toda produção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está no Estado: a mina Casa de Pedra fica no município de Congonhas e a Namisa no Quadrilátero Ferrífero. A MMX, por sua vez, também produz em Minas no Sistema Sudeste.
Além da menor oferta brasileira, as chuvas também afetam a produção de minério na Austrália, um dos principais produtores, lembra a especialista do setor de mineração da Tendências Consultoria, Stefânia Grezzana. Dessa forma, acredita-se que a restrição da oferta contribua para que o minério tenha um período de recuperação de preço durante o primeiro trimestre deste ano. Segundo suas projeções, o valor da tonelada deverá subir 8% entre janeiro e março na comparação com dezembro do ano passado, cuja média nos valores spot foi de US$ 136,5 a tonelada.
No início deste mês o preço da tonelada do insumo apresentou pequenas altas diárias, sendo cotado ontem a US$ 143, de acordo com o índice Platts, que é calculado tendo por base o preço do minério no mercado à vista (spot) da China. Se depender das previsões climáticas, o preço deve continuar subindo.
O volume de chuvas neste verão está, de fato, maior e deverá prosseguir em Minas Gerais. Segundo o agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antonio dos Santos, as chuvas mais fortes este ano são explicadas pelo fenômeno climático 'La Niña'.
'Em verões em anos de La Niña, os efeitos recaem na região central do Brasil. Os volumes acumulados estão muito grandes, principalmente na região metropolitana de Belo Horizonte', disse o especialista, que destacou que nos últimos dias o volume de chuvas para o período é o maior nos últimos cem anos.
Trégua. Para os próximos dias, a previsão é de que as chuvas diminuam em Minas. No entanto, a trégua não deverá durar muito. 'Depois deve voltar a chover na segunda quinzena de janeiro e em fevereiro continua chovendo', frisou.
Mesmo que as previsões meteorológicas se confirmem e ajudem a elevar os preços, as siderúrgicas tendem a manter os contratos mais próximos do valor no mercado à vista. Desde o fim do ano passado, os clientes chineses, por exemplo, migraram para o mercado à vista, no lugar da precificação trimestral.
'Essa tendência no curto prazo não deve mudar', afirmou o analista do BB Investimentos, Victor Penna. Segundo ele, além das chuvas no Hemisfério Sul, a produção na China é afetada pelo rigoroso inverno no país, mais uma variável que interfere na oferta mundial do produto.
Preços em alta nesse trimestre não vai significar necessariamente melhora de faturamento para as empresas que vendem o insumo. A contrapartida desse aumento é justamente a redução da produção.
Procuradas, a Vale e a CSN não se manifestaram.
Fonte: O Estadão - Por FERNANDA GUIMARÃES
Data : 10/01/2012
EXPORTAÇÃO DO CE SOMA US$ 1,4 BI
Publicado em 01/10/2012 as
12:00 PM
Em dezembro, as exportações cearenses somaram US$ 133 milhões, um crescimento de 10,4% em relação ao mês anterior (US$ 120,5 milhões)
No acumulado do ano passado, de janeiro a dezembro de, o volume de exportações do Ceará foi de US$ 1,4 bilhão, um valor recorde resultado de um crescimento da ordem de 10,54% em relação a 2010.
Com relação às importações, houve uma expansão de 10,8% (US$ 2,4 bilhões), resultado que supera o volume registrado em 2010, de US$ 2,1 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégica Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado.
Em dezembro, as exportações cearenses somaram US$ 133 milhões, um crescimento de 10,4% em relação ao mês anterior (US$ 120,5 milhões). O desempenho é o segundo maior registro em 2011, inferior apenas a agosto, quando as exportações totalizaram US$ 191,2 milhões.
As importações, em dezembro do ano passado, chegaram a US$ 245,5 milhões, ou seja, aumento de 11,2% em relação ao resultado de novembro (US$ 220,7 milhões).
Segundo o diretor Geral do Ipece, professor Flávio Ataliba, com esses movimentos (exportações e importações), o saldo negativo da balança comercial do Ceará alcançou US$ 1 bilhão no ano passado, significando crescimento de 11,16% quando comparado com 2010 (US$ 899,7 milhões).
A corrente de comércio exterior, que é a soma de todas as exportações e importações, totalizou um valor recorde de US$ 3,8 bilhões em 2011, contra US$ 3,4 bilhões em 2010, um incremento de 10,70%.
De acordo com a economista do Ipece, Débora Gaspar Feitosa, o fluxo de comércio exterior cearense vem apresentando crescimento contínuo ao longo dos últimos dez anos. No período, o destaque, segundo ela, é para uma variação positiva de 222,34% na corrente de comércio referente ao acumulado dos respectivos anos, o que representa um incremento de US$ 2,6 bilhões em valores absolutos.
Serviço - O Enfoque Econômico do Ipece pode ser acessado no site da secretaria na Internet. www.ipece.ce.gov.br.
Fonte : O Povo - CE
Data : 10/01/2012
NORUEGUESA STATOIL FAZ OUTRA GRANDE DESCOBERTA DE PETRÓLEO NO ÁRTICO
Publicado em 01/10/2012 as
12:00 PM
OSLO - A companhia norueguesa de energia Statoil informou nesta segunda-feira que, ao lado de suas parceiras Eni Norge e Petoro, realizou uma descoberta substancial de petróleo no campo de Havis, no Mar de Barents, aumentando as perspectivas de reservas na remota região do Ártico.
A descoberta melhora as perspectivas para a Noruega, oitava maior exportadora de petróleo do mundo e segunda maior de gás. O país vem reduzindo a produção do óleo desde 2001 e fez uma série de descobertas marítimas ao longo do último ano.
O reservatório tinha uma coluna de gás de 48 metros e uma coluna de petróleo de 128 metros, e os volumes estimados estão entre 200 milhões e 300 milhões de barris de petróleo recuperável.
A companhia informou que o campo de Havis fica sete quilômetros a sudoeste da mais recente descoberta no campo de Skrugard, feita em abril do ano passado. Ainda que Havis fique sob a mesma licença de produção, é uma estrutura independente. Havis e Skrugard estão sob a licença PL532, obtida em 2009.
"Havis é nossa segunda descoberta de petróleo de alto impacto no Mar de Barents em nove meses", afirmou Helge Lund, executivo-chefe da Statoil.
O volume total provisório das duas descobertas na região pode gerar entre 400 milhões e 600 milhões de barris de petróleo recuperável.
A Statoil é a operadora da licença de produção PL532, com uma parcela de 50% no negócio. Os parceiros possuem 30% (Eni Norge) e 20% (Petoro) do negócio.
Fonte: Agência Estado/Gabriel Bueno/Com informações da Dow Jones e Reuters
Data : 10/01/2012
EMBARQUE POR PARANAGUÁ CONTINUARÁ SENDO REFÉM DA CHUVA
Publicado em 01/10/2012 as
12:00 PM
Coamo - "Para nós um dos principais entraves é este. Tem a ver também com a qualidade do produto embarcado. Mesmo quando alguma providência é tomada no início, quando a nebulosidade chega à Ilha da Cotinga, a carga acaba sendo molhada. Tudo isso representa custo, principalmente para o operador responsável por entregar o carregamento no destino e em bom estado", observa Alexandro Cruzes, gerente da unidade da Coamo, maior cooperativa agroindustrial da América Latina, em Paranaguá. Ele diz que o Porto de Santos (SP) está prestes a testar um modelo. "Sei que é uma engenharia difícil, mas tem de ser pensada e discutida com os operadores graneleiros", argumenta.
Estrada - Uma estrada que leve diretamente da entrada de Paranaguá ao Porto é uma das principais - e mais antigas - reivindicações da população e dos operadores do terminal. Para Juarez Moraes e Silva, que, além de diretor-presidente do TCP, é também presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), essa responsabilidade é do poder público. "É o que diz a Lei Federal 8.630 [documento de 1993 que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos por portos e suas instalações]. O problema no caso do acesso direto ao porto é que não há uma decisão ainda sobre de quem é a responsabilidade de fazer a obra - do governo estadual, da Appa, do município ou mesmo da concessionária, a Ecovia", diz.
Gargalo - Ronaldo Sapateiro, gerente do terminal marítimo da Fospar, em Paranaguá, também acredita que este é o principal gargalo do porto no presente e também em futuro próximo, com a expansão da movimentação - o terminal é o principal exportador de fertilizantes do país. "Um acesso direto, exclusivo, seria uma boa ideia", afirma. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística foi procurada para comentar o assunto, mas não retornou o contato.
Fonte: Midia News
Data : 10/01/2012
300 PESSOAS EMBARCAM HOJE EM FORTALEZA
Publicado em 01/10/2012 as
12:00 PM
No primeiro dia deste ano, o "Ocean Dream", da companhia Pullmantur, já era também primeiro navio de passageiros a atracar no Porto de Fortaleza em 2012. Nesta manhã, a embarcação de 205 metros de comprimento está de volta à cidade para receber cerca de 300 passageiros e aquecer a economia da Capital. "Geralmente, todos os passageiros descem para passear em cada porto que a embarcação atraca, beneficiando economicamente a cidade. É comum os visitantes procurarem barracas de praia, restaurantes e pontos de artesanato", diz a gerente de excursões do navio "Ocean Dream", Lucila Missawa. De acordo com a Companhia Docas do Ceará (CDC), empresa que administra o terminal, a previsão é que o navio chegue a Fortaleza às 11 horas, atracando ao meio-dia. Para embarcar no cruzeiro, que conta com 490 cabines e tem capacidade para até 1.422 pessoas, cada passageiro desembolsou, no mínimo, US$ 1.020,00, que ontem correspondia a R$ 1.866,00. O destino será o arquipélago Fernando de Noronha, em Pernambuco.
Destinos preferidos
Apesar de estar inserida na temporada 2012/2013 de cruzeiros, que vai deste mês até abril, Fortaleza ainda não está ente os locais mais procurados pelos turistas que viajam em grandes navios. Destinos como Salvador, Ilhéus e Maceió despontam como os favoritos dos visitantes na região Nordeste, segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar).
De acordo com o diretor de operações da CDC, Jorge Cavalcanti, a força do Porto de Fortaleza ainda está nos navios de carga. "Das embarcações que passam por aqui atualmente, apenas 2% são de passageiros. Acho que os turistas preferem mercados já consolidados, como o Caribe, Europa ou até o Sudeste do Brasil, que conta com uma estrutura mais preparada para receber visitantes", comenta. Atualmente, Fortaleza recebe em média 40 atracações de navios de passageiros por temporada, segundo Cavalcanti. Esse índice, porém já subiu bastante no últimos anos. Em 2000, por exemplo, apenas oito atracações aconteceram na cidade, número 350% maior do que o de 2010.
Novo terminal
Buscando atrair mais visitantes, o Porto do Mucuripe receberá diversas melhorias nos próximos anos. A mais significativa é a construção do Novo Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Fortaleza, que deve ter sua infraestrutura pronta até dezembro de 2013. O equipamento será dotado de estacionamento, área de bagagens, balcões para "check-in" e "check-out", acomodação para espera, restaurante, lojas e espaço de contemplação.
Fonte: Diário do Nordesete (CE)
Data : 10/01/2012
MAIS DOIS CHEGARAM AO CEARÁ ONTEM
Publicado em 01/10/2012 as
11:59 AM
O desembarque foi feito no Porto do Pecém
Mais dois trens unidades elétricas (TUEs) que irão circular na linha Sul do metrô de Fortaleza chegaram ao Ceará ontem. Cada trem é composto por três carros de passageiros. O desembarque foi feito no Porto do Pecém. Estas composições, assim como outras duas que já estão no Ceará, fazem parte do pacote de 20 trens pelo Governo do Estado, por meio da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Os outros 16 trens devem chegar até outubro deste ano.
Fonte : Diário do Nordeste/CE
Data : 10/01/2012
PECÉM PODERÁ CONCENTRAR IMPORTAÇÃO DE ARROZ NO NE
Publicado em 01/10/2012 as
11:59 AM
Terminal Portuário do Pecém está se preparando para iniciar uma nova operação comercial
O Terminal Portuário do Pecém está se preparando para iniciar uma nova operação comercial: a importação de arroz em grandes volumes. Em virtude da quebra da safra da região Sul, que abastece grande parte do Brasil, a compra do cereal de outros países deverá ser a alternativa para o abastecimento interno, e o porto cearense quer se credenciar para ser o centro concentrador desta carga para todo o Nordeste, se possível.
De acordo com o presidente da Cearáportos - empresa administradora do terminal portuário -, Erasmo Pitombeira, o Pecém já está se preparando para esta nova demanda, e tendo reuniões com operadores para discutir a questão. A ideia é importar arroz do Vietnã, a granel e "big bag" (em grandes sacos). "Nós estamos vendo que tipo de armação que essa operação vai ter, em termo de contêiner", aponta Pitombeira.
De acordo com ele, o porto já realizou operações com arroz, mas em pequenas quantidades. Para receber o produto em maiores volumes, deve ser organizado todo um novo esquema de logística, como a reserva de espaço na retroárea do complexo portuário. "O porto deve ter condições de receber e entregar o produto. E temos que discutir isso com os operadores, como, por exemplo, quanto tempo que eles deixam no depósito, ou se os compradores tiram logo o produto", explica.
O presidente afirma que, como o arroz vem com casca, sendo beneficiado aqui, a operação será com volumes muito altos, que vão impactar significativamente a movimentação total do porto. "O Porto do Pecém tem condições de brigar por carga, e vamos correr atrás de carga nova", afirma. Os volumes importados seriam destinados a todo o Estado e, dependendo das negociações, para o Nordeste.
Ampliação
Já licitadas, as obras da segunda fase de ampliação do Porto do Pecém, que estavam programadas pelo consórcio vencedor da licitação para iniciarem agora em janeiro, estão ainda à espera da ordem de serviço, a ser dada pelo governador Cid Gomes.
O serviço será tocado pelas construtoras cearenses Marquise e Queiroz Galvão e a paranaense Ivaí, no custo de R$ 568 milhões. O prazo para a execução é de 30 meses. A nova ampliação do porto dotará o equipamento das condições necessárias para receber os empreendimentos estruturantes a serem instalados no Ceará, em especial a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Inicialmente, será construída uma ponte de acesso ao quebra-mar existente, com 1.520 metros de extensão e 33 metros de largura.
Fonte : Diário do Nordeste/CE
Data : 10/01/2012
ANTT REVÊ TARIFAS DAS CONCESSIONÁRIAS
Publicado em 01/10/2012 as
11:59 AM
Agência divulgou ontem a proposta de novos tetos tarifários nos onze trechos concedidos
O governo federal resolveu, com mais de 15 anos de atraso, submeter as concessionárias de ferrovias ao seu primeiro ciclo de revisão tarifária. Ontem, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou a proposta de novos tetos tarifários para o transporte de cargas nos onze trechos concedidos a partir do processo de desestatização, iniciado em 1996.
Ao longo da vigência dos contratos, as tarifas das concessionárias foram reajustadas sem análises mais aprofundadas sobre o transporte de cargas no país. A agência reguladora realizou apenas correções de preços anuais, pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). Já o processo de revisão tarifária está previsto para ocorrer a cada cinco anos. Neste caso, a ANTT também considera o cálculo das receitas necessárias à cobertura dos custos tributários, operacionais e a remuneração adequada das concessionárias pelo capital investido.
A falta de revisão provocada pelas "lacunas regulatórias", segundo os relatórios da agência, levou a reduções do teto tarifário que variam de 10,9%, para a Ferrovia Teresa Cristina, a 69,9%, para Estrada de Ferro Carajás, da Vale. A parcela fixa de transporte de minério de ferro nesta ferrovia, por exemplo, está estimada em R$ 1,95 a tonelada. Os valores de cada concessionária entraram em consulta pública - para receber críticas e sugestões do setor - até o dia 10 de fevereiro.
O superintendente de Serviços de Transportes de Cargas da ANTT, Noboru Ofugi, disse que haverá alteração dos números apenas se houver uma justificativa plausível das concessionárias. Ele prevê que, ao término da consulta pública, o órgão regulador deve levar mais um mês para analisar as contribuições e finalmente aprovar os valores de referência.
A primeira revisão tarifária do setor está inserida em um conjunto de ações adotadas pelo governo desde o ano passado com o objetivo de obter maiores ganhos de produtividade nas ferrovias brasileiras, associados a mecanismos de integração e compartilhamento da malha.
Ao analisar os desafios do setor, a ANTT constatou que o transporte de cargas ferroviário tem mais de 80% da sua produção voltada para mercadorias com destino à exportação ou a importação de insumos utilizados na produção agrícola.
A agência também identifica forte concentração no setor. "Quase a totalidade do controle acionário das ferrovias é exercido por duas companhias: a Vale exercendo o controle das ferrovias Estrada de Ferro Carajás, Estrada de Ferro Vitória a Minas, Ferrovia Centro Atlântica, Ferrovia Norte Sul e 40% de participação na MRS Logística". A segundo companhia de peso no setor é a ALL, que detém o controle das ferrovias ALL Malha SUL, ALL Malha Norte, ALL Malha Oeste e ALL Malha Paulista.
Os representantes do setor ainda não se manifestaram sobre as tarifas propostas pela ANTT. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) informou que as empresas ainda analisam as informações apresentadas pela agência.
Fonte : Valor Econômico
Data : 10/01/2012
FMC MONTA CENTRO DE PESQUISA NO RIO
Publicado em 01/10/2012 as
11:58 AM
A FMC Technologies, fabricantes de equipamentos e uma das maiores fornecedores da Petrobras, inaugurou ontem no Parque Tecnológico da Cidade Universitária (na ilha do Fundão, zona norte) seu terceiro centro de tecnologia - ela já tem dois instalados na Noruega e Estados Unidos. Paulo Couto, vice-presidente de Tecnologia da FMC no Brasil, definiu o local como a "disneylândia da engenharia submarina".
A FMC tornou-se a terceira empresa estrangeira a se instalar no Parque Tecnológico do Fundão, seguindo os passos da Schlumberger e da Baker Hughes. E como é costumeiro nessa indústria, atraiu seus fornecedores, como a Teledyne, cuja divisão de desenho oceânico presta serviços para a FMC Brasil.
Em cerimônia concorrida, com a presença de executivos do setor e da Petrobras, John Gremp, presidente global da FMC Technologies, disse que a companhia espera exercer a opção de compra dos 55% de ações da americana Schilling Robotics até 30 de março e assumir o controle da companhia.
Segundo o executivo, a sinergia entre as duas empresas já deu resultados. A FMC vai utilizar pela primeira vez engenharia robótica submarina da Schilling no país. Os equipamentos serão instalados para estimular a produção de dois campos maduros da Petrobras na bacia de Campos, Congro e Corvina. O vice-presidente de Tecnologia da FMC Brasil, Paulo Couto, explicou que os equipamentos deverão ser instalados nos dois campos até 2013. A operação teve início em 2008, quando a FMC adquiriu 45% da Schilling por US$ 116 milhões e não são conhecidos os valores da opção de compra.
"O projeto dos campos de Congro e Corvina são os próximos grandes projetos de separação [de água e óleo] com a Petrobras", afirmou Couto. De acordo com ele, a previsão é aumentar o número de pesquisadores dos atuais 200 para 300 nos próximos anos. A FMC investe anualmente 5% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, dos R$ 200 milhões previstos para investimentos entre 2010 e 2012, foram destinados R$ 70 milhões ao centro de pesquisas.
Gremp frisou que os investimentos feitos no território brasileiro são muito similares aos empenhados em outras regiões do mundo com forte potencial de exploração de óleo em águas profundas. Além disso, o presidente destacou a parceria com a Petrobras como um dos principais motivos para continuar crescendo no país. "O Brasil está crescendo, o mercado de águas profundas está crescendo e novas tecnologias são necessárias para o desenvolvimento do mercado", disse.
José Formigli, gerente-executivo de exploração e produção do pré-sal da Petrobras, mencionou que ao se instalar no Brasil, a FMC pode fornecer tecnologia "customizada". A nova unidade da FMC ocupa 22 mil metros quadrados e foi projetada para testar protótipos em escala real dos equipamentos fabricados pela empresa. O primeiro a ser testado foi o Separador Submarino Água-Óleo (SSAO) encomendado pela Petrobras e que está em fase de testes no campo de Marlim Sul.
Fonte: Valor Econômico/Por Cláudia Schüffner e Marta Nogueira | Do Rio
Data : 10/01/2012
CONTRATO DE VALE E ADM É AMPLIADO
Publicado em 01/10/2012 as
11:58 AM
Quase 2 milhões de toneladas de produtos agrícolas originados ou processados pela ADM no Brasil serão escoadas pela malha logística da Vale em 2012. No ano passado, segundo a mineradora, os volumes movimentados para a multinacional americana somaram 615 mil toneladas. Em negociações concluídas recentemente, foi acordado o incremento de 215% do total.
Segundo Elton Pássaro, gerente-geral comercial da Vale, as cargas que serão transportadas incluem soja, milho e farelo de soja. O contrato, esclarece a empresa, "prevê a utilização de soluções que interliguem linha férrea e terminais ferroviários aos complexos portuários de Ponta da Madeira (MA), Santos (SP) e Tubarão (ES). Os detalhes financeiros da transação não foram divulgados.
"Trata-se do aumento da participação de um cliente considerado importante pela Vale", diz Pássaro. Antes do novo acordo, a ADM usava apenas um dos corredores de escoamento da Vale - de Araguari, no Triângulo Mineiro, até o porto de Vitória (ES). Agora, a múlti também utilizará o corredor que liga Araguari ao porto de Santos e o que une Colinas (TO) até Ponta da Madeira.
Com esse último trecho, destaca a Vale, a ADM volta a transportar soja no Sistema Norte, pela Ferrovia Norte-Sul. "Com o terminal de grãos no porto de São Luís [Tegram, em fase de elaboração de projeto], esse trecho norte vai crescer", diz Pássaro. No trecho entre Araguari e Santos, o contrato também representa, para a Vale, movimento agrícola novo em um ramo sem operações com produtos do setor no ano passado.
Procurada, a ADM não se pronunciou sobre o novo contrato com a Vale. A múlti é uma das maiores tradings de grãos do mundo. No Brasil, a soja é o carro-chefe dos negócios. A empresa tem quatro unidades de processamento da oleaginosa no país, com capacidade conjunta para 4 milhões de toneladas por safra. Além disso, exporta o grão.
Em todas as suas áreas de negócios, incluindo fertilizantes e cadeias como a sucroalcooleira, transporta mais de 15 milhões de toneladas por ano. Em informações divulgadas recentemente ao Valor, a empresa realçou que, além do transporte fluvial pelas hidrovias Tietê-Paraná e Paraguai-Paraná, seu escoamento contava com o suporte de operações próprias nos portos de Santos, Tubarão, Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Rio Grande (RS), Ponta da Madeira e Aratu (BA).
Fonte: Valor Econômico/Por Fernando Lopes | De São Paulo
Data : 10/01/2012
AMERICAN DEVE QUASE US$ 1 BI AO BNDES
Publicado em 01/10/2012 as
11:57 AM
O banco financiou mais de 200 aviões da Embraer, modelos 135, 140 e 145, à aérea americana
A recuperação judicial da American Airlines (AA), uma das maiores empresas de aviação comercial dos Estados Unidos, interessa diretamente a um grande credor brasileiro - o BNDES. O banco financiou mais de 200 aviões da Embraer, modelos 135, 140 e 145, à aérea americana, que recebeu as aeronaves brasileiras entre 1998 e 2002. Estimativas de mercado apontam que cerca de US$ 900 milhões, ou 30% do valor inicial do financiamento do BNDES à American, ainda precisam ser pagos pela companhia. Os outros 70%, ou US$ 2,1 bilhões dos cerca de US$ 3 bilhões financiados pelo banco, segundo as projeções do setor, foram quitados.
É sobre essa parte da frota com empréstimos vigentes que vão se concentrar, nos próximos meses, as negociações entre American e BNDES e que também vão envolver a Embraer. O processo está no início e ainda não há registro de default, o que significa parcela vencida e não paga. Até entrar em recuperação judicial em 29 de novembro do ano passado, amparada pelo Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, a American vinha cumprindo religiosamente os compromissos com o BNDES.
Fontes do setor aeronáutico dizem que o Capítulo 11 dá segurança ao BNDES de que outros credores não terão tratamento privilegiado em relação ao banco na renegociação das dívidas. As primeiras reuniões de negociação ainda serão marcadas. O pagamento dos próximos vencimentos, em 2012, depende dessas negociações. Ao entrar em recuperação judicial, a empresa ganhou esse direito da corte junto aos seus credores e fornecedores.
Nas negociações, existe, porém, a possibilidade de o BNDES ter que assumir, como credor, parte das aeronaves da Embraer hoje em poder da American para recolocar estes aviões no mercado, seja com empresas de leasing, seja com companhias aéreas. Até hoje houve somente um caso de default que obrigou o BNDES a retomar a aeronave financiada e recolocá-la no mercado. Um observador disse que esse é um indicador de que a carteira do banco para o setor aeronáutico é saudável, com boa geração de receitas e de margens, apesar dos riscos. Nessa carteira, há mais de 40 companhias, entre empresas aéreas e de leasing financiadas pelo banco. O BNDES informou, via assessoria de imprensa, que tomou conhecimento da recuperação judicial da American Airlines, foi contatado pela empresa e está em negociação. O banco não faz outros comentários sobre o caso, nem cita valores envolvidos.
O ponto de partida da negociação entre American, BNDES e Embraer será a proposta da aérea aos credores nem seu plano de reestruturação. O banco, segundo fontes próximas das negociações, sente-se confortável por considerar que o processo de reorganização da aérea vai permitir à empresa sentar com todos os credores e apresentar um plano de negócios para o futuro. Uma fonte disse que o BNDES também conta com garantias extras, além das aeronaves, no financiamento. O pedido de proteção, feito à Corte de Falências do distrito sul de Nova Iorque, partiu da AMR Corporation, controladora da American Airlines e da American Eagle.
Em comunicado aos credores e locadores de aeronaves, em 29 de novembro de 2011, o vice-presidente de desenvolvimento corporativo e tesoureiro da companhia, Beverly Goulet, reconheceu que a empresa não podia se dar ao luxo de manter todos os aviões atuais nas suas frotas nem da American Eagle nas taxas atuais. A American considerou, na ocasião, não ter alternativa a não ser negociar reduções substanciais no custo das aeronaves retidas. E admitiu que durante um período garantido pela Lei de Falências planejava pagar o aluguel e a parte principal e juros de hipotecas somente de uma parte da frota de aeronaves.
A análise da empresa de que precisará reestruturar a frota considera as encomendas de novos aviões feitas à Boeing e Airbus. Está claro que a empresa tem necessidade de acelerar a renovação de aeronaves. Como resultado, não deverá requerer todas as aeronaves atualmente em poder da companhia. Segundo sua informação, a frota combinada soma 900 aeronaves. Os modelos 135, 140 e 145 da Embraer, com capacidade de 37 a 50 passageiros, são aeronaves que têm nicho em rotas menores para substituir turbo-hélices, disse fonte do setor.
No início, as mais de 200 aeronaves adquiridas da Embraer tinham o financiamento atrelado à American Eagle. Depois o contrato financeiro e as aeronaves foram transferidos para a controladora. Daí que hoje o devedor do BNDES seja diretamente a companhia aérea americana. "Hoje as aeronaves da Embraer são de propriedade da American, não estão em leasing", disse uma fonte.
O vice-presidente da Embraer para o mercado de aviação comercial, Paulo César de Souza e Silva, disse que a American tomou a decisão de pedir proteção ao Capítulo 11 da Lei de Falências porque tinha o maior custo entre as chamadas "majors" do setor e era a única, entre essas grandes companhias americanas, que ainda não havia seguido esse caminho. Em 2010, United e Continental, anunciaram acordo de fusão.
Para Souza e Silva, quando sair da recuperação, a American deverá ter um custo bem mais baixo, em linha com as demais empresas, e poderá competir e investir de forma a se tornar novamente uma das principais companhias aéreas do mundo. "Ainda não sabemos ao certo quantas aeronaves regionais permanecerão na sua frota [da AA], mas acreditamos que seja a maioria. Poderá haver também novas oportunidades de negócios, com jatos maiores, como os E-Jets [da Embraer]. Teremos que aguardar para saber os planos da AA", disse o executivo em e-mail enviado ao Valor.
A American reconheceu no comunicado aos credores de 29 de novembro que a substancial desvantagem de custos da empresa em relação aos principais concorrentes, os quais também reestruturaram dívidas e custos via Capítulo 11, tornou-se cada vez mais insustentável devido o impacto acelerado da incerteza econômica global. Esse cenário, apontou, resulta em instabilidade de receita, preços de combustíveis voláteis e crescentes e intensificação dos desafios de competitividade.
Fontes do setor aeronáutico não acreditam que a American Airlines vá desaparecer. Pelo contrário, apostam que a empresa poderá sair mais forte do processo de reorganização pelo qual deverá apresentar um plano de negócios que tende a incluir a devolução de aeronaves alugadas e a renegociação de contratos da frota própria.
Fonte : Valor Econômico
Data : 10/01/2012
PORTUÁRIOS DE TODO O PAÍS VÃO ENTRAR EM GREVE EM FEVEREIRO
Publicado em 01/10/2012 as
11:57 AM
Os portuários de portos públicos de todo o País vão fazer uma greve de 24 horas no dia 8 de fevereiro. A categoria reivindica uma solução para o desequilíbrio financeiro no Portus, o fundo de previdência complementar da categoria, que está com um rombo de cerca de R$ 4 bilhões, o que tem impedido o repasse aos trabalhadores.
Se o governo não negociar até lá, a greve deve se estender por tempo indeterminado, a partir do dia 23 do mesmo mês. A greve deve atingir entre 25 mil e 30 mil trabalhadores, segundo a Federação Nacional dos Portuários (FNP).
O calendário foi aprovado em reunião das lideranças sindicais na última sexta-feira, dia 6 de janeiro, em Santos, litoral de São Paulo.
Os diretores Marildo Capanema, Gilmar Bastos, Irineu Barros Filho e Herval Nogueira Junior, do Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), que representa os trabalhadores da Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), estiveram presentes representando os portuários capixabas.
Segundo o presidente da FNP, Eduardo Guterra, dos 30 sindicatos filiados à associação, 11 têm o Portus.
No dia 24 deste mês serão feitas assembleias para comunicar aos companheiros os rumos do movimento. Lembramos que no dia 23 também acaba o prazo da intervenção feita no Portus pelo governo, desde setembro do ano passado.
"Antes da mobilização vamos buscar audiências com a Secretaria de Portos (SEP), o Ministério da Previdência Social e a Secretaria Geral da Presidência da República", disse Guterra.
O rombo nos cofres do Portus se deve à falta de repasse dos valores pelas companhias docas. Ainda há mais R$ 1,2 bilhão referente a uma dívida da já extinta Portobras e nenhuma medida para resolver o problema foi apontada. O ideal, segundo o presidente da FNP, seria fazer um novo levantamento do total devido.
Acordo
Os portuários também estão de olho no Acordo Coletivo, que vence em maio. A luta é pelo reajuste de acordo com o INPC. Além do Porto de Vitória, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Natal e Belém do Pará não assinaram acordo, sendo que o governo vetou algumas cláusulas que já haviam sido negociadas com as companhias docas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 10/01/2012
CABOTAGEM É VIÁVEL (4)
Publicado em 01/10/2012 as
11:57 AM
O Brasil é a sexta maior economia mundial, pretendendo ser a quarta maior até 2030. Ora, mesmo em tempos de Internet, grande parte do comércio implica em transporte físico, com todos os seus custos, que influenciam no preço final das mercadorias, seja na produção ou na distribuição, e provavelmente em ambas. Quanto maior o custo, mais difícil é a comercialização, mesmo no mercado interno - que o digam os industriais que precisam enfrentar a concorrência estrangeira no próprio mercado doméstico.
Assim, o controle sobre os custos de transporte/logística se torna de importância vital e estratégica para uma economia em expansão, principalmente dentro do próprio território, como no caso da cabotagem. Os principais países sempre cuidaram disso, com medidas protecionistas, como a reserva de mercado.
Levantamento feito pelo Departamento de Transportes da Maritime Administration (Marad) dos Estados Unidos, citado em janeiro de 2009 na Avaliação da Política Marítima dos EUA para os próximos 30 anos e lembrado pelo vice-almirante (RR) Murillo de Moraes Rego Correa Barbosa, em recente palestra feita em Santos, mostra o comportamento de um grupo de 56 países com frota oceânica de pelo menos 50 embarcações superiores a 1.000 TPB e litoral aberto para águas internacionais, entre outros quesitos.
Desses 56 países, 40 possuem cabotagem restrita a navios nacionais e 17 aplicam subsídios diretos em favor da frota nacional, enquanto 13 países aplicam subsídios indiretos, 43 aplicam restrições sobre a composição das tripulações e 37 países têm restrições sobre a propriedade das embarcações.
Os argumentos são, em suma: desenvolver uma marinha mercante, dar preferência ao trabalho e à indústria nacional, gerar emprego internamente, apoiar a segurança nacional e proteger a economia doméstica.
A cabotagem é por lei restrita a empresas de bandeira nacional em países como EUA, Alemanha, Japão, Grécia, Taiwan, China, Austrália, Chile, Itália, Argentina, Venezuela, Arábia Saudita, França, Canadá e Índia, enquanto Reino Unido, Noruega e Dinamarca, mesmo não excluindo a bandeira estrangeira, impõem certas condições. De todos esses países, apenas Noruega e Arábia Saudita não têm requisitos de tripulação, enquanto Alemanha e Itália aplicam pequenas restrições.
Os Estados Unidos também possuem leis restringindo a construção naval para cabotagem a empresas desse país. E há subsídios operacionais no Japão, na Alemanha, na Noruega, na Venezuela e na França, além de subsídios indiretos no Reino Unido, China, Austrália, Chile, Itália, Argentina e Dinamarca.
Não estamos sós...
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 10/01/2012
PRINCIPAIS PORTOS DE PORTUGAL SÃO ATINGIDOS POR GREVE DE 5 DIAS
Publicado em 01/10/2012 as
11:57 AM
Os trabalhadores dos principais portos portugueses começaram uma greve de cinco dias nesta segunda-feira. A paralisação pode afetar vários setores da economia do país, frear as exportações e provocar perdas de "dezenas de milhões de euros".
A medida é um protesto pelas demissões e pela "precarização dos contratos de trabalho" por parte das empresas do setor. Os portos atingido pela greve são os de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Caniçal, na ilha da Madeira.
De acordo com o diretor-executivo da Associação de Agentes de Navegação, Belmar da Costa, a paralisação pode causar o corte de provisões nos setores automotivos, de combustíveis e da indústria e perdas de "dezenas de milhões de euros".
A previsão é que a greve termine no próximo sábado, 14 de janeiro.
A ONG dos três, Forest Rescue, informou que eles queriam impedir que o barco japonês perseguisse o "Steve Irwin", uma embarcação da organização americana Sea Shepherd, que tenta impedir a pesca dos baleeiros japoneses.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/01/2012
JAPÃO VAI ENTREGAR ECOLOGISTAS ÀS AUTORIDADES DA AUSTRÁLIA
Publicado em 01/10/2012 as
11:57 AM
Três ecologistas australianos que subiram clandestinamente em um navio japonês que participa na campanha de pesca de baleias no Oceano Austral serão entregues às autoridades australianas, anunciou o governo.
Um barco da alfândega australiana segue para o sul com o objetivo de receber os militantes que subiram no "Shona Maru Nº2" no domingo.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/01/2012
PORTO DE SANTOS - AMPLIAÇÃO DO TERMINAL DA VALE VAI REDUZIR GARGALOS LOGÍSTICOS
Publicado em 01/10/2012 as
11:56 AM
Os gargalos logísticos do setor portuário brasileiro, principalmente os de Santos, poderão ser minimizados em cerca de três anos com a ampliação do Terminal Marítimo da Ultrafértil (TUF), da Vale, no cais santista.A análise é do gerente geral da unidade, Ricardo Buteri, ao explicar a viabilidade ambiental do projeto, previsto para ser concluído no segundo semestre de 2014.
Atualmente, o empreendimento encontra-se em fase de licenciamento ambiental. A previsão é que a licença prévia seja emitida pela Cetesb em abril. Já a de instalação deverá ser liberada até setembro, permitindo que o canteiro de obras estejamontado até o final do ano. A área do terminal passará de 185 mil para 800 mil metros quadrados.
De acordo com Buteri, um dos destaques do projeto é a utilização das ferrovias para o transporte dos granéis sólidos (açúcar) e líquidos (etanol) que passarão a integrar amovimentação do terminal. Os caminhões serão usados apenas nas operações de importação de fertilizantes.
"O transporte de cargas por ferrovia está previsto para a totalidade da exportação de granéis agrícolas. O caminhão continuará para os fertilizantes, devido à pouca distância entre as fábricas e o terminal. Será feito por caminhão somente o que vamos transferir para as fábricas", afirmou o gerente-geral, lembrando que o terminal está a sete quilômetros das principais unidades do Pólo de Cubatão.
Diante da necessidade de manter os caminhões empelo menos uma das etapas, a empresa pensou em uma estratégia para evitar filas de carretas, quando aumentar a demanda por fertilizantes. Vai ser disponibilizado um estacionamento na área interna da instalação. "A intenção é evitar qualquer impacto na Piaçaguera (Rodovia Piaçaguera-Guarujá)", destacou o executivo. Com a ampliação do terminal, ele espera mais que dobrar o volume de fertilizante movimentado, passando de 2,5 milhões para quase 6 milhões de toneladas.
Confira a matéria completa na edição desta terça-feira de A Tribuna
Localizado às margens do Canal de Piaçaguera, o TUF, atualmente, limita-se a importar fertilizantes
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/01/2012
NAVIO ENCALHADO NA NOVA ZELÂNDIA SE PARTE AO MEIO
Publicado em 01/09/2012 as
01:54 PM
Um navio de carga que encalhou há 3 meses na costa da Nova Zelândia, perto de uma área de veraneio, se partiu ao meio devido ao mau tempo. A embarcação ainda está presa nos recifes e elevou temores de um novo vazamento de óleo.
O Rena, navio de 47.230 toneladas, com bandeira liberiana, está encalhado num recife a cerca de 22 km de Tauranga, na costa leste da ilha ao norte da Nova Zelândia, desde que encalhou no dia 5 de outubro.
Autoridades marítimas disseram que as duas partes do navio estavam no Astrolabe Reef, com a seção da popa distante cerca de 30 metros da proa, e vêm sendo atingidas pelas ondas devido ao mau tempo durante a noite.
"Enquanto as duas partes continuam encalhadas no recife, elas agora estão abertas ao mar e vulneráveis a maiores danos," disse o gerente da Unidade de Salvamento Marítimo da Nova Zelândia, David Billington.
"A proa do navio de 236 metros estava cambando cerca de 24 graus e sendo sacudida por ondas de cerca de 4,5 metros," ele disse.
"A proa ainda está firmemente presa no recife, mas corre o risco de ser inundada pela água do mar e deve se deteriorar ainda mais devido ao mar revolto," disse Billington.
Centenas de contêineres empilhados no convés do navio caíram no mar quando ele se partiu.
O comandante do National On Scene, Alex van Wijngaarden disse que equipes de socorro foram mobilizadas, incluindo especialistas em vazamento de óleo e vida selvagem.
"Qualquer óleo que vá em direção à costa nos próximos dias, deve chegar em uma quantidade bem menor do que a que vazou logo depois que o Rena encalhou," disse van Wijngaarden.
Equipes de salvamento já bombearam mais de mil toneladas de óleo para fora do navio, embora uma parte tenha ficado a bordo.
Fonte: Reuters Brasil
Data : 09/01/2012
NAVIO DINAMARQUÊS ABORDA EMBARCAÇÃO COM PIRATAS E LIBERTA REFÉNS
Publicado em 01/09/2012 as
01:54 PM
COPENHAGUE - Um navio da marinha dinamarquesa apreendeu um navio que estava sob controle de piratas perto da costa da Somália e libertou 14 reféns, informaram militares do país neste domingo.
O navio de guerra Absalon, servindo no combate à pirataria na missão Ocean Shield (Escudo Oceânico), da OTAN, capturou o navio de pesca e 25 supostos piratas no sábado, um porta-voz da marinha da Dinamarca afirmou.
Os piratas suspeitos, que se acredita serem da Somália, estavam sendo interrogados neste domingo.
"A operação correu como planeado, sem baixas para a tripulação, reféns ou piratas", afirmou o comandante do Absalon,
Os reféns eram do Paquistão e do Irã, informou a nota.
A pirataria é comum ao largo do Chifre da África, interrompendo rotas marítimas entre a Europa e a Ásia, colocando marinheiros, navios e cargas em risco e custando milhões a operadores marítimos.
O navio de pesca estava carregando botes pequenos com grandes motores de popa. Piratas usam frequentemente estes tipos de embarcações mais leves para abordar navios.
Fonte: Reuters Brasil
Data : 09/01/2012
CODESP RETOMA DRAGAGEM DE APROFUNDAMENTO
Publicado em 01/09/2012 as
01:53 PM
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), recebeu autorização do Ibama para retomar a dragagem de aprofundamento do canal de navegação do Porto de Santos. Teve emitida, também pela autoridade ambiental, a Licença de Instalação para realizar mais dois trechos de dragagem de manutenção, empreendimentos contratados pela Secretaria de Portos (SEP), através de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, do Governo Federal, para estabelecer cota de -15 metros para navegação no Porto de Santos. _ Assessoria de Imprensa.
Restando apenas cerca de 5 por cento de serviços para conclusão do aprofundamento do canal para 15 metros, o trabalho deve ser iniciado após a chegada das dragas. A área final é o trecho IV, situado em frente ao Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa.
A Licença de Instalação para dragagem de manutenção tem validade até 23 de dezembro deste ano, abrangendo os trechos II, do entreposto de pesca à Torre Grande e III, da Torre Grande ao Armazém 5. O trecho I, da Barra ao Entreposto de Pesca, já teve a manutenção executada. O trecho IV, até a Alemoa, só será realizado sob nova licença após a conclusão do aprofundamento para 15 metros.
Os serviços serão realizados pelas dragas Xin Hai Feng, com capacidade para 18 mil metros cúbicos e chegada prevista ainda para este mês e Hang Jung 5001, com capacidade para 5 mil metros cúbicos, prevista para chegar em fevereiro. Os serviços ocorrerão em paralelo, com prazo de conclusão previsto para quatro meses.
Fonte: SEP - Secretaria Especial de Portos
Data : 09/01/2012
PROTOCOLO FIRMA ROTA A CABO VERDE
Publicado em 01/09/2012 as
01:53 PM
O documento que estabelece a intenção de criar-se uma rota regular entre o Porto do Mucuripe, em Fortaleza, e o Porto de Cabo Verde, na África, será assinado na próxima segunda-feira pela Companhia Docas do Ceará (CDC) e a Enapor SA, respectivas administradoras dos terminais marítimos mencionados. A informação foi anunciada ontem pela assessoria de imprensa do mediador do acordo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Ceará (Sebrae-CE), e confirma informação dada com exclusividade pelo Diário do Nordeste em 22 de dezembro de 2011.
Segundo o informado, "a ideia é retomar linha marítima entre o Ceará e o país africano". O protocolo de cooperação entre a CDC e a Enapor será assinado a partir das 9h na sala de reuniões da sede da Docas do Ceará, Praça Amigos da Marinha, s/n, no Cais do Porto.
Negócios
Contratado pela Associação Brasileira dos Sebraes Estaduais (Abase) à Ceará Trade Brasil anteriormente, um estudo de logística avaliou as possibilidades reais de negócios entre o Estado e países como Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique e ainda projetou negócios para o futuro com Senegal e Guiné Bissau.
Em nota, as entidades ainda destacam: "a viabilização desta rota deverá ser um marco nas relações comerciais e de cooperação do Brasil com a África e porta de entrada para o continente. Além disso, o objetivo é escoar não só cargas cearenses, mas também de outros Estados".
Fonte: Diário do Nrdeste (CE)
Data : 09/01/2012
FATURAMENTO DO PORTO DO PECÉM AVANÇOU 17%
Publicado em 01/09/2012 as
01:53 PM
O faturamento do Porto do Pecém cresceu 17% em 2011 ante o ano anterior, de acordo com informação divulgada ontem pela Cearáportos, que administra o empreendimento. O resultado é sustentado no aumento de 5% na movimentação de cargas no terminal, contabilizada em igual comparativo. Ao todo, circularam por lá 3,3 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro do ano passado.
Na comparação entre dezembro de 2011 e igual mês do ano anterior, houve queda de 45% na movimentação de cargas, pois 175 mil toneladas entraram e saíram do terminal cearense, enquanto, em 2010, foram 321 mil toneladas em trânsito.
Materiais
Entre os quatro materiais que compõem o indicador, o granel líquido apontou uma retração de -52% e a carga solta de -29% no mesmo comparativo. No total, segundo balanço divulgado ontem, 386 mil quilos do primeiro tipo de carga e 566 mil do outro passaram pelos terminais do Pecém.
Com variações positivas e puxando os resultados gerais do terminal estiveram as movimentações de contêineres e granel sólidos, os quais atingiram, respectivamente, aumento de 24% (1,6 milhões de toneladas) e 164% (756,8 mil toneladas).
Importação e exportação
O levantamento divulgado ainda evidencia a diminuição das importações a partir do Pecém, quando reduziram-se em 4% a entrada de produtos entre 2010 e 2011. No período, das 3,3 milhões de toneladas registradas, 2,3 milhões de toneladas foram oriundas da importação.
Já para as cargas que partiram do terminal de São Gonçalo do Amarante com destinos diversos, o apontado pelo balanço foi de um incremento de 32%. Apesar da variação positiva, os números da exportação foram tímidos, com 989,6 mil toneladas contabilizadas no período e saindo de lá.
Cabotagem e longo curso
As 3,3 milhões de toneladas foram estratificadas em relação ao modo de navegação. Ambas com alta em sua movimentação, as embarcadas para longas distâncias atingiram 2% de alta, com 2,6 milhões, enquanto a cabotagem ou viagens entre portos nacionais atingiu 15% a partir de 725 mil toneladas.
Ranking nacional
A assessoria de imprensa da Cearáportos ainda divulgou, embasada em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a liderança nacional do Porto do Pecém na exportação de frutas, "com participação de 47%". Santos, em São Paulo, e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, seguem o cearense com 13% e 11%, respectivamente. Outra liderança conquistada pelo terminal estadual é a exportação de calçados, desta vez, dividida com o porto do Rio Grande do Sul, ambos com percentual de 30%. Também destacada pela Cearáportos, as importações de ferro fundido, ferro e aço deixaram o Pecém em terceiro entre os portos brasileiros, com 17% de participação.
Fonte:Diário do Nordeste (CE)
Data : 09/01/2012
GRANELEIRO AVARIADO NO MA SERÁ REPARADO NA TURQUIA
Publicado em 01/09/2012 as
01:53 PM
Uma comissão de deputados estaduais maranhenses visitaram o supergraneleiro avariado, Vale Beijing, que está fundeado na costa do Maranhão desde o inicio de dezembro, quando foram detectadas rachaduras em um de seus tanques de lastro enquanto era carregado com minério de ferro no Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM), que é operado pela mineradora Vale .
Durante a visita, os técnicos da empresa holandesa de salvatagem marítima, Smit, informaram que há duas rachaduras medindo 60 centímetros por 10 centímetros, monitoradas em tempo real por equipamentos instalados ao longo do navio, e que os reparos na embarcação podem levar de três meses a uma ano para ficar prontos. Os técnicos do armador sul-coreano que é dono do navio, a STX Pan Ocean, também disseram que a intenção é fazer reparos de emergência no Vale Beijing, para que seja possível leva-lo para a Turquia, onde ele passaria por reparos definitivos.
O grupo de deputados estaduais sobrevoou, de helicóptero, a região onde o navio está em companhia do capitão dos Portos do Maranhão, Nelson Calmon Bahia, e de um representante do armador sul-coreano dono do navio. Depois do sobrevoo, a aeronave pousou na embarcação e o grupo pôde acompanhar parte de operação de retirada de parte das 5 mil toneladas de óleo diesel e óleo bunker que estavam nos tanques de combustível do supergraneleiro.
Segundo Bahia, cerca de 1,5 mil toneladas já foram bombeadas para o navio tanque Sea Emperor, que presta serviço para Petrobrás, abastecendo outros navios de derivados de petróleo sem a necessidade de atracar em um dos três portos que compõem o Complexo Portuário de São Luís.
O capitão dos portos disse ainda que a embarcação correu sério risco de naufragar nos três dias em que permaneceu atracado ao cais do Terminal Portuário de Ponta da Madeira. "Devido às características da costa maranhense e pelas marés de sizígia (de Lua), por incrível que pareça, é mais seguro realizar estas operações onde hoje ele está fundeado do que no Porto, onde a embarcação poderia naufragar, Aí, sim, poderia ocorrer um desastre ecológico", comentou.
Fonte: Agência Estado
Data : 09/01/2012
PORTO DO RIO GRANDE RECEBERÁ NAVIOS PARA COOPERAÇÃO HUMANITÁRIA
Publicado em 01/09/2012 as
01:53 PM
O Porto do Rio Grande deve receber na próxima semana os navios que irão transportar as doações de alimentos do governo Federal em caráter de cooperação humanitária. O navio MV Baltic Carrier, com destino à Etiópia, deve atracar entre 9 e 17 de janeiro. Já o navio MV Genius Star, com destino ao Quênia, tem chegada prevista em Rio Grande para o período entre 12 e 15 de janeiro.
Em 20 de junho de 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.429 que autoriza o Poder Executivo a doar estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional, por meio do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), a países em insegurança alimentar e nutricional.
Para atender aos compromissos da parte brasileira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e em parceria com o Porto do Rio Grande, realizará embarques de carregamentos diversos.
O superintendente do Porto, Dirceu Lopes, destaca a importância do embarque no porto gaúcho. "O Porto do Rio Grande integra-se à cooperação humanitária realizada pela Presidência da República, o que reforça o seu compromisso não apenas com a atividade comercial, mas também com a ajuda ao desenvolvimento social", disse.
Fonte: Jornal Agora (RS)
Data : 09/01/2012
ESCLARECIMENTO DESTACA QUE A OPERAÇÃO DO POLO NAVAL EM RIO GRANDE É EXCLUSIVA DA PETROBRAS
Publicado em 01/09/2012 as
01:52 PM
A Petrobras divulgou nota nesta sexta-feira, destacando que a operação do Polo Naval em Rio Grande é "única e exclusiva da Petrobras".
De acordo com a nota, "a Engevix (Ecovix) é uma de nossas contratadas, assim como a Quip e Iesa". A nota corrige informação veiculada na edição desta sexta-feira, onde constou o que segue: "Na 'minicidade' operada pela Engevix em parceria com a Petrobras, onde atuam três mil trabalhadores, as equipes preparam-se para a gigantesca operação de união do casco da P-55, que deve chegar a Rio Grande no próximo dia 15, com o convés", quando na verdade, destaca a nota, a Engevix é contratada pela Petrobras.
Fonte: Jorna Agora (RS)
Data : 09/01/2012
PÖYRY ELEGE MINERAÇÃO E NOVOS SETORES PARA CRESCER
Publicado em 01/09/2012 as
01:52 PM
A Pöyry, multinacional de engenharia que tem sede na Finlândia, traçou uma estratégia agressiva para a área de mineração no país e se prepara para avançar sobre novos setores, entre os quais petroquímica e energia. Nos próximos três anos, pretende dobrar o volume de negócios com mineradoras no país, que hoje representam cerca de 25% do faturamento da operação nacional, e deverá anunciar algumas compras, não apenas nessa área.
"Temos um plano de diversificação baseado em crescimento orgânico e aquisição", conta o diretor de Minerals Processing da Pöyry para a América do Sul, João Ronchel, sem fornecer mais detalhes sobre potenciais alvos. "Não queremos comprar para crescer em termos quantitativos. Queremos empresas que tenham conhecimento", acrescenta.
Hoje, a indústria de celulose e papel é responsável por quase 50% dos negócios da Pöyry no Brasil - nessa área, a companhia é líder e participa dos principais projetos em andamento ou estudo. Em três anos, a expectativa é a de que os contratos com mineradoras alcancem peso idêntico no faturamento, que não é divulgado localmente. Globalmente, a empresa obteve receitas de 685 milhões em 2010.
Especificamente nessa área, a Pöyry já colocou em prática os planos de expansão. A companhia acaba de inaugurar uma subsidiária em Belo Horizonte (MG) e iniciou conversas para compra de uma ou mais empresas de engenharia que atuem no segmento de mineração. O negócio pode sair ainda no primeiro semestre. "Estamos olhando empresas em Minas Gerais, mas todo o país está no nosso radar", diz. Por enquanto, a subsidiária, que é comandada por Fernando Eusquárcio, abriga 22 funcionários.
O executivo cita números do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para justificar a aposta na área. Até 2015, a entidade estima que serão investidos US$ 70 bilhões no setor mineral. E não foi à toa que Belo Horizonte recebeu a subsidiária: ali, a companhia está ainda mais perto das grandes minas nacionais e clientes.
Alcoa, Alumar e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já aparecem na carteira de clientes da Pöyry, que atua desde a concepção da ideia do investimento até o gerenciamento do empreendimento. Projetos na área de minério de ferro e ouro são os que mais chamam a atenção da companhia nesse momento - nos países nórdicos, a Pöyry atua fortemente também com cobre e níquel.
Fonte: Valor Econômico/ Stella Fontes | De São Paulo
Data : 09/01/2012
ALCOA AVALIA SE FARÁ AJUSTES NAS OPERAÇÕES DO BRASIL
Publicado em 01/09/2012 as
01:52 PM
Apertada entre o alto custo operacional e os baixos preços do alumínio no mercado internacional, a Alcoa está em fase de avaliação de possíveis ajustes nas operações brasileiras. Segundo informou em nota a produtora de alumínio, o mercado deverá passar por mudanças e a empresa enfrentará desafios nos negócios em 2012.
A afirmação da subsidiária na América Latina e Caribe é que avalia os cortes na produção anunciados pela matriz na sexta-feira. Alegando necessidade de melhorar a competitividade, a multinacional anunciou em Nova York um corte de 12% na produção mundial, o equivalente a 531 mil toneladas do metal.
A americana pretende fechar definitivamente algumas linhas produtivas inicialmente nos Estados Unidos e talvez em outros países. Os cortes fazem parte de um plano de redução de custos e devem ser concluídos no primeiro semestre de 2012. "Os cortes vão contribuir para a meta de diminuir a posição da Alcoa na curva de custos de produção global em 10 pontos percentuais", afirmou a empresa, no documento.
A Alcoa vai fechar permanentemente sua unidade no Tennessee, que já foi reduzida em 2009, e duas das seis linhas de produção de Rockdale, no Texas. Juntos, esses fechamentos resultarão em redução de 291 mil toneladas métricas na capacidade de produção global da Alcoa, que é de 4,5 milhões de toneladas métricas por ano. Outras 240 mil toneladas por ano deixarão de ser produzidas no "futuro próximo"- a companhia não especifica quais fábricas ou regiões poderão ser afetados pela medida.
"Esses são passos difíceis, porém necessários, para melhorar a competitividade da Alcoa, preservar valor ao acionista e proteger empregos no restante da operação", afirmou no comunicado o presidente do conselho de administração da empresa, Klaus Kleinfeld.
O anúncio de ajuste na oferta foi feito três dias antes da divulgação dos resultados da multinacional. Hoje, a Alcoa revela seu desempenho em 2011, dados que têm gerado desânimo por parte do mercado. Segundo 18 analistas ouvidos pela Bloomberg, sua receita líquida deve recuar 96%, para US$ 0,01 por ação, ante US$ 0,21 registrados em 2010. Essas estimativas são 88% menores do que as projeções realizadas no mês passado.
"A notícia da Alcoa atesta que pode estar havendo um excesso de oferta do alumínio. Há questionamentos sobre a lucratividade de empresas do setor", explicam analistas do Standard Bank, em relatório. O mercado já considera que os baixos preços do metal podem começar a inviabilizar algumas operações. Em 2011, a cotação do alumínio na Bolsa de Metais de Londres (LME) teve retração de 19%. Na sexta-feira, os preços subiram 0,52%, para US$ 2.039 a tonelada.
No Brasil - com duas fábricas de produção de alumínio primário e alumina, em Poços de Caldas (MG) e São Luís (MA) - a empresa tem sofrido ainda com os elevados custos de energia, insumo com peso elevado no custo de produção, embora já conte com cerca de 70% de geração própria desse insumo. A Alcoa, no entanto, não confirma se o anúncio global afetará as operações na região da América Latina e Caribe.
A receita bruta da Alcoa no país somou US$ 1,6 bilhão em 2010, com produção de 350 mil toneladas de metal. Na fábrica de alumina da Alumar tem 54% de participação, com 1,9 milhão de toneladas de capacidade de produção.
Fonte:Valor Econômico/Por Vanessa Dezem | De São Paulo
Data : 09/01/2012
FACES POUCO VISÍVEIS DAS REFORMAS PORTUÁRIAS - I: RH
Publicado em 01/09/2012 as
01:52 PM
Novos e modernos equipamentos na beira do cais é a face mais visível das reformas portuárias, impulsionadas pela "Lei dos Portos" (1993). Centenas de arrendatários, bilionários investimentos, expansão da capacidade instalada, forte aumento da eficiência e redução de custos seus resultados mais palpáveis. Os CAPs e os OGMOs as novidades no campo institucional. E, normativamente, PDZ, PGO, PNLT/P e regulamentos de exploração e de pré-qualificação de Operadores. Mas elas têm algumas outras faces, nem sempre visíveis.
Já em meados dos anos 90, chamara atenção as caras novas na alta administração dos operadores e arrendatários que se estabeleciam. Com estes, custos, planos de negócio, viabilidade técnico-econômica, ações, empréstimos e tantos outros instrumentos passaram a ser corriqueiros no universo portuário.
Há cerca de um mês passei um dia visitando alguns terminais no Porto de Santos. Por mais críticas que se tenha, é uma surpresa (positiva!) atrás da outra. Quão diferente de 10, de 20 anos atrás; antes que as reformas portuárias fossem catapultadas pela Lei! Dois fatos, por exemplo, me chamaram atenção: os enormes contingentes de jovens e de mulheres. São vintões, trintões bem formados, atuando em diversas áreas, particularmente nas novas funções técnicas que surgiram. Imagine se todo esse contingente tivesse que ser contratado (e gerido!) segundo as regras da administração pública?
Grandes preocupações tinham os sindicatos quando a Lei foi aprovada. A principal delas era a redução do contingente de trabalhadores portuários; no limite, o desemprego - fatos que não se confirmaram. O setor, no total, talvez empregue hoje mais que no final da década de 80 (só que produzindo três vezes mais). É certo que boa parte desse universo está fora das bases dos sindicatos tradicionais, mas esta é uma outra questão.
As reformas portuárias lograram independizar diversas áreas da gestão portuária da órbita da "administração pública". O sucesso alcançado, a par das (crescentes) impedâncias administrativas enfrentadas pelas Autoridades-Administradoras, tem levado alguns a pensar em dar uma volta a mais no parafuso: independizar, também, as funções de Administração Portuária; mantendo-lhe, apenas, as "funções de estado".
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/01/2012
ENTIDADES LANÇAM CAMPANHA PARE A TKCSA
Publicado em 01/09/2012 as
01:51 PM
A TKCSA é uma siderúrgica da Vale e da ThyssenKrupp que vem causando inúmeros impactos negativos, na saúde, no meio ambiente e na renda de cerca de 8.000 famílias de pescadores artesanais e centenas famílias residentes em Santa Cruz, Rio de Janeiro.
A TKCSA elevará em 76% as emissões de CO2 no Rio de Janeiro e a Fiocruz constatou um aumento de 1000% na concentração de ferro no ar da região. A TKCSA já foi multada inúmeras vezes pelo órgão ambiental do estado do Rio de Janeiro; é investigada pela Assembléia do Estado por irregularidades; e é objeto de duas ações penais movidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por crimes ambientais. Continue lendo e assine a campanha!
Como se não bastasse a TKCSA não compensar ou indenizar ninguém pelos seus danos, ela ainda está processando por danos morais três pesquisadores da UERJ e da FIOCRUZ que elaboraram estudos que comprovam seus impactos negativos.
Estamos recolhendo assinaturas em apoio a esses três pesquisadores.
Conclamamos os movimentos sociais, entidades e instituições a assinarem a moção enviando apoio para os seguintes endereços eletrônicos (envie o nome da organização até o dia 10 de janeiro):
paretkcsa@asfoc.fiocruz.br
asduerj@asduerj.org.br
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/01/2012
PORTOS ENTRAM 2012 SEM NOVOS E VELHOS PROJETOS
Publicado em 01/09/2012 as
01:51 PM
O setor portuário entrou 2012 sem qualquer tipo de balanço ou planejamento por parte da Secretaria de Portos (SEP). 2011 foi praticamente um ano que não existiu para os portos brasileiros em termos de novos projetos e implantação de "velhos" projetos, como o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP).
Aliás, o PNLP, segundo divulgação da SEP, seria anunciado até o final de dezembro último. Alguém ficou sabendo dele?
A paralisia da SEP só reforça a suposta extinção da secretaria na reforma ministerial que a presidenta Dilma fará neste início de ano.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/01/2012
NAVIO ENCALHADO QUEBRA EM DUAS PEÇAS E VAZA COMBUSTÍVEL
Publicado em 01/09/2012 as
01:51 PM
O cargueiro Rena, que causou uma catástrofe ecológica ao encalhar no dia 5 de outubro perto do litoral norte da Nova Zelândia, quebrou em duas peças após tempestades durante a noite com ondas de até seis metros.
O casco do navio já estava rachado e, segundo autoridades marítimas, era "questão de tempo" que embarcação se partisse em dois pedaços.
O Rena continha cerca de 1.733 toneladas de combustível quando encalhou no recife de Astrolabe, a cerca de 12 quilômetros da cidade portuária de Tauranga, na Ilha do Norte.
Após o acidente 350 toneladas de combustível vazaram e a maré negra chegou ao litoral de Tauranga, causando a morte de pelo menos 1.946 aves. As autoridades acusaram o capitão do Rena e o segundo oficial, que supostamente causaram o acidente ao realizar uma manobra brusca para encurtar a rota.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 09/01/2012
DESTROÇOS DE NAVIO QUE SE PARTIU CHEGAM ÀS PRAIAS DA NOVA ZELÂNDIA
Publicado em 01/09/2012 as
01:51 PM
Toneladas de leite em pó que estavam nos contêineres apareceram nas praias
Destroços do navio Rena e contêineres que estavam na embarcação começaram a chegar às praias da Nova Zelândia nesta segunda-feira (9), após o cargueiro ter se partido em dois grandes pedaços no fim de semana devido a uma forte tempestade que atingiu a região.
O navio encalhou há um mês na Baía de Plenty e causou o maior acidente ambiental da história do país, devido ao vazamento de 350 toneladas de petróleo no mar. O fato provocou o fenômeno chamado de "maré negra". Ao menos 2 mil aves morreram e diversas praias foram contaminadas.
Segundo o jornal "NZ Herald", autoridades ambientais do país estão em alerta para um novo derramamento, porém em menor proporção. "É possível um novo vazamento, mas menos impactante", disse o ministro do Meio Ambiente, Nick Smith. O governo afirma que a "quebra" do navio já era esperada e que equipes de limpeza e resgate estão preparadas.
Toneladas de leite em pó que estavam em alguns dos contêineres já surgiram nas praias, cujo acesso de turistas e moradores foi restrito devido à operação de limpeza. Biólogos e equipes de resgate foram mobilizados, já que a previsão é que o óleo, liberado pelo navio após a quebra, chegasse à costa ainda na manhã desta segunda-feira (hora local).
A companhia encarregada de recuperar a carga, Braemer Howells, estima que entre 200 e 300 contêiners dos 830 originais foram perdidos depois que o navio se partiu, e que a maior parte deve simplesmente afundar. Os 40 a 60 restantes serão recolhidos quando as condições meteorológicas na área melhorarem, afirmou a companhia.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 09/01/2012
MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO PORTO DE CABEDELO, PB, CRESCE 27%, DIZ DOCAS
Publicado em 01/09/2012 as
01:50 PM
Foram movimentadas mais de 1,7 milhões de toneladas de carga em 2011.
Outubro teve melhor desempenho, com 236 mil toneladas de mercadorias.
O presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome, divulgou que a movimentação de cargas no Porto de Cabedelo, localizado na Grande João Pessoa, teve um crescimento de 27,97% em 2011 em relação a 2010. Segundo os dados, de janeiro a dezembro foram movimentadas 1.754.943 toneladas de mercadorias, enquanto que em 2010 o número registrado foi de 1.371.418.
"Nunca na história do porto tivemos um resultado tão expressivo. Certamente, para 2012, projetamos algo ainda maior" enfatizou Jácome. O presidente destaca ainda uma movimentação histórica. "Os números refletem um crescimento contínuo durante todo o ano de 2011. Foram 10 meses com registro recorde de movimentação de cargas, em apenas 2 meses houve pequena diminuição em relação ao ano anterior". O mês que apresentou melhor desempenho foi outubro, quando foram movimentadas 236 mil toneladas de carga.
Maiores cargas
As cargas mais operadas em Cabedelo foram de insumos para a indústria de cimento com destaque para o coque de petróleo, também conhecido como coque verde (material de carbono que, queimado, produz energia usada na fabricação de cimento e cal) e do clinker (cimento numa fase básica de fabrico). No acumulado até dezembro, elas somaram, respectivamente 471.488 toneladas e 99.973 toneladas. Estes insumos vieram dos Estados Unidos, Singapura, Portugal, Venezuela e Aruba.
Os derivados de petróleo também estiveram entre as cargas mais movimentadas em Cabedelo no ano de 2011. O volume operado foi de 678.523 toneladas. A navegação das cargas via cabotagem (transporte marítimo realizado entre dois portos da costa de um mesmo país) foi responsável pela boa movimentação do porto. Os derivados de petróleo chegaram a Cabedelo vindos de locais como Rio de janeiro, Natal, Maceió, Suape, Fortaleza e Salvador.
A ilmenita, minério extraído em Mataraca, no Litoral Norte do estado, foi exportada para países como Holanda e China. Ao longo do ano passado foram movimentadas 83.083 toneladas desse minério no porto de Cabedelo. Outras 183.403 toneladas de trigo foram importadas de países como Argentina, Uruguai e Estados Unidos.
Wilbur Holmes Jácome disse que a meta é continuar crescendo. "O porto de Cabedelo tem a sua importância estratégica para a economia do estado e da região. Toda essa movimentação nos terminais também representou trabalho para dezenas de trabalhadores autônomos, operadores de empilhadeiras, de guindastes e agências marítimas", concluiu.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 09/01/2012
OLEODUTO PARA EVITAR ORMUZ FUNCIONARÁ ANTES DE JUNHO
Publicado em 01/09/2012 as
01:50 PM
Um oleoduto construído pelos Emirados Árabes Unidos para transportar petróleo sem a necessidade de tráfego pelo Estreito de Ormuz entrará em funcionamento até junho, anunciou o ministro da Energia do emirado, Mohamed ben Dhaen al-Hamili.
O oleoduto permitirá transportar o petróleo para os portos da costa leste do país sem a necessidade de passar pelo Estreito de Ormuz, que o Irã ameaça fechar, e "estará operacional em seis meses, em maio ou junho", declarou o ministro.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/01/2012
ATIVISTAS SOBEM EM BARCO QUE PROTEGE BALEEIROS JAPONESES
Publicado em 01/09/2012 as
01:50 PM
Três ativistas de grupos ecologistas que lutam contra os baleeiros japoneses no Oceano Antártico conseguiram subir a bordo de um barco de vigilância e proteção japonês antes de serem detidos, informaram neste domingo diversas fontes.
Três australianos membros da ONG Fortes Rescue Australia se aproximaram do navio Shona Maru No 2 em um bote e subiram a bordo na madrugada deste domingo, a cerca de 16 milhas náuticas (26 km) da costa oeste da Austrália.
Os três homens foram "detidos como prisioneiros a bordo", segundo a associação ecológica americana Sea Sheperd, que persegue os baleeiros japoneses com suas próprias embarcações.
O Serviço de Pesca Japonês confirmou a presença no Shona Maru No 2 de três australianos, que eram interrogados por funcionários japoneses.
O Japão organiza campanhas de caça às baleias em nome da "pesquisa científica" dos cetáceos, aproveitando a tolerância da Comissão Baleeira Internacional (CBI) para este tipo de pesca. A CBI proibiu este tipo de pesca com fins comerciais desde 1986.
Os países protetores das baleias e os defensores do meio ambiente denunciam esta prática como caça comercial disfarçada.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/01/2012
PRODUÇÃO DE PETRÓLEO É RECORDE EM NOVEMBRO, DIZ ANP
Publicado em 01/04/2012 as
12:41 PM
Brasília - O Brasil bateu o recorde diário de produção de petróleo em novembro do ano passado, conforme divulgou ontem (3) a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Foram produzidos 2,188 milhões barris por dia, superando o recorde anterior de 2,180 milhões de barris por dia, registrado em dezembro de 2010. A produção de petróleo e gás totalizou o equivalente a 2,615 milhões barris de óleo por dia.
A produção de petróleo e gás natural do período foi oriunda de 8.980 poços. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, na Bacia de Potiguar, no Rio de Janeiro. Canto do Amaro reúne 1.127 poços.
A ANP informou ainda que a produção de gás natural, em novembro, foi de aproximadamente 68 milhões de metros cúbicos por dia, a segunda maior do país. O recorde de produção de gás natural foi registrado em dezembro de 2010, quando a produção atingiu 69,2 milhões de metros cúbicos por dia.
Em novembro de 2011, houve aumento de aproximadamente 4,8% na produção de petróleo em relação ao mesmo período do ano anterior e de 4% na comparação com o mês de outubro. Na produção de gás, o aumento foi de aproximadamente 2,5% frente o mesmo mês de 2010 e de 2,4%, se comparada à produção do mês anterior.
O estado de São Paulo ultrapassou a Bahia e foi o quarto maior produtor de petróleo e gás natural, em barris de óleo equivalente, com cerca de 91,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Os maiores aumentos de produção de petróleo foram registrados nos campos de Marlim, Jubarte e Lula. O Campo de Roncador foi o maior produtor de petróleo e o Rio Urucu, o maior produtor de gás natural.
Ao todo, 300 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional em novembro de 2011. Dessas, 75 são concessões marítimas e 225 são terrestres.
Fonte: Agência Brasil/Renata Giraldi
Data : 04/01/2012
PETROBRÁS INFORMA À ANP NOVOS INDÍCIOS DE PETRÓLEO EM SANTOS E BAHIA
Publicado em 01/04/2012 as
12:41 PM
RIO - A Petrobrás informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a existência de novos indícios de petróleo em dois poços, 3BRSA1024SPS e 4BRSA1026DBA. A notificação indica apenas a presença de indícios de óleo, e não sua possível acumulação comercial.
O primeiro dos poços fica no bloco S-M-1289, na Bacia de Santos (SP), com lâmina d'água de 297 metros. O segundo fica em terra, no Campo de Jandaia, na porção nordeste da Bacia do Recôncavo (BA). O campo de Jandaia foi descoberto em 2004 e iniciou a perfuração em março de 2005.
Fonte: Agência Estado
Data : 04/01/2012
TRABALHADORES DE PORTOS PODEM ENTRAR EM GREVE
Publicado em 01/04/2012 as
12:41 PM
A Secretaria Especial dos Portos afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o grupo responsável pela negociação do Portus está avaliando a situação e não prestou mais explicações
Cerca de 40 mil trabalhadores de portos administrados pela União em todo o País podem entrar em greve nos próximos dias, informou o vice-presidente da Federação Nacional dos Portuários, Everandy Cirino dos Santos. A paralisação será definida durante o encontro nacional da categoria, a ser realizado nesta quinta e sexta-feira, em Santos (SP). A ideia é fazer uma paralisação nacional de advertência, com duração de 24 horas e, em seguida, iniciar uma greve por tempo indeterminado. Os detalhes serão definidos em assembleia, com comunicação prévia aos usuários dos portos.
Segundo Santos, que também é presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária de Santos (Sindaport), o maior do País, os trabalhadores pressionam o governo contra a intervenção no fundo de pensão Portus, em 23 agosto do ano passado. Segundo Santos, o relatório parcial, apresentado pelos interventores, recomenda a liquidação e o desmembramento do fundo, de forma que cada administradora banque seus próprios participantes, mas não prevê o pagamento dos débitos da União e das patrocinadoras, estimada em R$ 4 bilhões, segundo Santos. De acordo com ele, somente a União deve R$ 1,2 bilhão, dívida da época da antiga Portobrás. "Há portos que não estão pagando em dia e outros que recolhem contribuições dos participantes, mas não repassam ao fundo", disse. O relatório parcial também recomenda a redução dos benefícios.
Segundo Santos, o governo não cumpriu a promessa de repassar R$ 150 milhões ao fundo em 2011. Desde a intervenção, o prejuízo mensal do Portus é de R$ 5 milhões, disse o sindicalista. "Também vamos discutir o trabalho da Secretaria Especial de Portos. O compromisso do governo era de reestruturação da administração portuária e criação de uma diretoria de Recursos Humanos, o que não foi feito. Não era para a secretaria servir apenas para colocar afilhados políticos de partidos", afirmou.
A Secretaria Especial dos Portos afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o grupo responsável pela negociação do Portus está avaliando a situação e não prestou mais explicações.
Os trabalhadores também cobram o cumprimento do acordo feito com a categoria, de não distinção entre funcionários novos dos antigos e de concessão de benefícios específicos para cada porto. "Fica difícil para os trabalhadores entenderem o que aconteceu. O ministro José Leônidas de Menezes Cristino participou das discussões, apresentou a proposta, mas não houve respaldo do Ministério do Planejamento", afirmou o sindicalista.
Fonte: A Gazeta (Vitória) ES
Data : 04/01/2012
VALE SERÁ MULTADA POR VAZAMENTO EM MANGARATIBA (RJ)
Publicado em 01/04/2012 as
12:40 PM
DO RIO - A Vale será multada por causa de um vazamento de óleo ocorrido no dia 26 de dezembro em uma estação de tratamento da empresa na Ilha Guaíba, na entrada da baía de Sepetiba, em uma região conhecida como Costa Verde, ao sul do Estado.
A Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Mangaratiba pretende estabelecer a multa até o fim da semana. O valor poderá ultrapassar os R$ 10 milhões se considerada a punição máxima de 5 milhões de Ufirs (1 Ufir = R$ 2,13), prevista na legislação do município.
Segundo a secretaria, o vazamento, em volume ainda não divulgado, ocorreu em um tanque de separação de água e óleo, chegando até o mar pelas vias internas e pelo sistema de drenagem do local.
Em nota, a Vale afirmou que comunicou o incidente imediatamente ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inea) "e que tomou todas as ações para conter e recolher o material".
O Inea informou que o vazamento não trouxe danos ao meio ambiente e, portanto, não aplicará multa.
Fonte: Folha de São Paulo
Data : 04/01/2012
O FUTURO EM ITAPOÁ
Publicado em 01/04/2012 as
12:40 PM
Pensei em fazer um retrospecto do ano que passou. Afinal muitas coisas aconteceram em Itapoá, algumas boas, outras nem tanto. Desisti, pois pensando melhor o que fizemos, bem ou mal, está feito.
Importante é refletir sobre o que foi feito, aquilo que deveria ou poderia ser feito e o que poderá ser feito. Coisas a ver com escolhas, porque é delas que surge o futuro.
Mas, ano sai, ano entra, e um assunto não muda: o que será do litoral? E na medida em que vai correndo a curta temporada surge àquela velha história sobre sazonalidade que, trocando em miúdos, nada mais é que verão abarrotado de gente e o resto do ano às moscas.
Itapoá, a rigor, resolveu essa questão. Acolheu um empreendimento para movimentar a economia do município durante o ano todo, especialmente na baixa temporada. Um terminal portuário que começou a funcionar em 2011. Em função dele, várias empresas, especialmente as de logística e movimentação de cargas estão se instalando na área retroportuária. Outras, voltadas a serviços complementares, gradativamente estão chegando.
Itapoá acelerou o crescimento. O mercado imobiliário agitou-se como nunca. Faltaram imóveis para alugar e os terrenos valorizaram rapidamente. Os restaurantes, supermercados e o comércio em geral apresentaram movimento incomum na baixa temporada. A construção civil seguiu a todo vapor. A queixa no meio produtivo é a falta de mão de obra em todos os segmentos e por aí afora. Segundo o senso, Itapoá foi um dos municípios que mais cresceu em Santa Catarina. Há até quem pense em estimular ainda mais esse crescimento, criando incentivos fiscais para atrair indústrias e empresas para gerar mais empregos.
Crescer, sem dúvida é muito bom. Faz parte da natureza empreendedora do homem. Porém, nem sempre "crescimento" proporciona "desenvolvimento". Geralmente concentra os resultados econômicos em poucas pessoas e transfere os custos sociais e ambientais para a maioria da população. Uma troca no mínimo desigual.
Ao contrário do acontecido na atividade portuária, pouco, mas muito pouco mesmo, tem sido investido no segmento do turismo. E não é de hoje que muito se fala para o pouco que se faz. Fato preocupante, pois, antes mesmo da alternativa portuária a demanda das pessoas se fez presente na incontestável vocação turística de Itapoá, amparada no seu excepcional patrimônio natural. Patrimônio que rapidamente, está sendo degradado, a exemplo da erosão nas praias e da irresponsável, desmedida e incontrolada supressão da cobertura vegetal do município.
Exemplo da falta de comprometimento com o turismo é o insignificante resultado do projeto Costa do Encanto, bandeira empunhada em diversas campanhas eleitorais como endosso as promessas de "desenvolvimento sustentado". Concebido há mais de década, por sua característica estruturante, teve o apoio unanime em toda a região. Entretanto, praticamente nada foi feito e permanece adormecido nos braços dos gestores públicos, quem sabe esperando futuras eleições. Em que pese às tantas "promessas", Itapoá continua no fim da linha, isolada de Joinville e São Francisco do Sul.
A sazonalidade, em princípio está resolvida. O porto proporcionará a desejada atividade permanente. Os resultados positivos serão transformados nos impostos para serem aplicados em investimentos que proporcionem qualidade de vida para toda a população com desenvolvimento social e ambientalmente adequado. É a expectativa de muita gente.
Porém não pode ser a única alternativa. Não é prudente para Itapoá ficar na dependência de uma única atividade. O turismo continua sendo a vocação da cidade e não pode ser relegado em segundo plano, pois também proporcionou desenvolvimento econômico e social. Tanto quanto a atividade portuária atualmente.
O novo ano servirá de cenário para novas escolhas. Das eleições municipais para prefeitos e vereadores. Da escolha de pessoas, conhecidas pelo que fazem, fizeram e poderão fazer. Serão elas, depois de escolhidas, as responsáveis por mudanças que representem os desejos da maioria.
Portanto, se for entendimento a necessidade de equilíbrio no desenvolvimento de Itapoá, a próxima escolha não deverá basear-se nas costumeiras "promessas de campanha", pontuais e desconectadas. Mas em propostas e compromissos viáveis, seguidos, principalmente, de ações práticas coerentes com o interesse público. Passou o tempo em que se dava ouvidos aos discursos de ocasião deixando as coisas rolar a mercê de interesses manipulados por poucos.
Fonte:Correio do Litoral
Data : 04/01/2012
RETIRADA DE COMBUSTÍVEL FALHA E NAVIO DA VALE É LEVADO PARA ALTO MAR
Publicado em 01/04/2012 as
12:40 PM
Um mês após apresentar rachaduras no casco, embarcação permanece sem estabilidade e precisa do auxílio de rebocadores para reduzir risco de naufrágio
Com a popa mais afundada que a proa, esforços agora estão concentrados em movimentar 25 mil toneladas de minério de ferro nos porões do navio para ampliar a estabilidade
Após duas tentativas frustradas de retirar parte das sete mil toneladas de combustível de seus tanques nas últimas duas semanas, o navio Vale Beijing, que ameaça naufragar na costa maranhense, foi rebocado para o alto mar, a 64 quilômetros do porto de São Luís. Um mês após apresentar rachaduras no casco, o navio encomendado pela mineradora Vale a um estaleiro sul coreano ainda está longe de ter seu destino definido. Até agora não foi encontrada nenhuma solução para reparar as avarias surgidas na viagem inaugural da embarcação, uma das maiores do mundo. Para se manter estável, o Vale Beijing precisa do auxilio diário de três rebocadores.
Por conta das rachaduras no casco, que permitiram a entrada de água nos tanques de lastro, a popa do navio - a parte de trás da embarcação - está mais afundada do que a proa, o que na teoria poderia causar o rompimento do Vale Beijing ao meio. Por conta disso, ontem a companhia holandesa Smit, contratada para salvar o navio, estava programada para iniciar a transferência de cerca de 25 mil toneladas de minério de ferros do porão traseiro para porões mais próximos à proa do navio, afim de reduzir o risco de um acidente e dar mais estabilidade á embarcação.
Até agora, no entanto, não há nenhuma previsão de quando ou mesmo se será possível reparar o gigantesco navio de mais de 360 metros de comprimento e capaz de carregar quase 400 mil toneladas de minério de ferro, o suficiente para produzir aço para construir três pontes como a Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos. Nem a STX Pan Ocean, a dona do navio, ou a Vale, que encomendou a embarcação ao estaleiro sul coreano STX e o arrendou por 25 anos, apresentaram qualquer plano de reparo do Vale Beijing.
As duas empresas também têm se negado a prestar informações publicamente. A Vale, que encomendou 35 navios como o Vale Beijing a estaleiros chineses e sul coreanos recusa-se a tratar do assunto e afirma que toda a responsabilidade pelo ocorrido é da STX Pan Ocean. A empresa coreana, por sua vez, afirma que as informações só serão repassadas à Capitania dos Portos de São Luís.
Já a Capitania informa que ainda não recebeu um plano para reparar a embarcação ou mesmo retirar o combustível que está no navi- o que, em caso de acidente, poderia provocar sérios danos ambientais ao ecossistema marinho da região.
Para comandante da Capitania dos Portos de São Luís, o capitão de Mar e Guerra Nelson Calmon Bahia, a única maneira de retirar o combustível é com o auxílio de um petroleiro. "Com a experiência que tenho de Marinha, consigo enxergar apenas essa possibilidade no momento", disse ele em entrevista ao jornal Estado do Maranhão, referindo-se às dificuldades da operação por conta da situação do Vale Beijing.
De acordo com o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão, tanto a Smit quanto a STX Pan Ocean estão tentando conseguir um navio petroleiro com a Petrobras para que a remoção do combustível seja realizada. "Nossa avaliação é de que não há risco imediato, mas queremos retirar o combustível para evitar danos ambientais se a situação evoluir de um incidente para um acidente".
Fonte:iG São Paulo
Data : 04/01/2012
OS PORTOS BRASILEIROS E O INVESTIMENTO EXTERNO
Publicado em 01/04/2012 as
12:40 PM
Um seminário realizado no final do ano - o Port Finance International Brazil - mostrou aos investidores estrangeiros quais são as perspectivas de investimentos que o Brasil oferece na área portuária.
Operadores portuários, empresas de terminais privados, brasileiras e estrangeiras, representantes de instituições financeiras, economistas, consultores e advogados chegaram a um consenso de que o Brasil oferece excelentes oportunidades de negócios.
Os portos brasileiros movimentaram 800 milhões de toneladas de mercadorias em 2010, sendo que 400 milhões de toneladas foram de produtos para exportação e 120 milhões de toneladas de bens importados. A expectativa para 2012 é de movimentar um bilhão de toneladas.
A operação portuária sempre esteve nas mãos do poder público por razões econômicas e estratégicas. Todavia, o crescimento do comércio internacional, com volumes de transporte de cargas aumentado a cada dia, seja pela maior capacidade de produção de bens das empresas, seja pela maior possibilidade de armazenamento de carga em navios de grande porte, fez com que houvesse uma mudança nesse cenário. Importantes economias mundiais passaram a admitir a participação da iniciativa privada no setor. Com isso, o setor pôde se desenvolver a passos rápidos para acompanhar o crescimento da demanda do transporte de carga e passageiros.
No Brasil, esse movimento não foi diferente. Em 1993, houve a regulamentação do setor, com a publicação da lei nº 8.630/93. A partir disso, o setor portuário passou a ter regras específicas que antes estavam dispersas no sistema jurídico brasileiro. Mas, efetivamente, no Brasil, esse setor da economia sofrerá um impacto ainda maior em razão das descobertas do pré-sal. Estamos convencidos de que haverá um interesse dos investidores em diversificarem seus portfólios de investimento, nele incluindo os setores portuário, marítimo e fluvial, bem como o de infraestrutura. E isso será assim porque a realidade que se apresenta em nosso país, hoje, é, sabidamente, deficitária em termos de operação logística.
A crescente demanda por investimentos em portos e em infraestrutura logística é consequência dos seguintes fatores: insuficiência de estradas e de terminais de acesso a conexões de modal logístico, congestionamento nos acessos aos portos, aumento de custos relativos a atrasos de embarque e desembarque de mercadorias, de perda de "slots" de atracação, de reagendamento de horários em razão do congestionamento de embarcações, dentre outros.
Para sanar esses problemas, nos últimos dez anos a iniciativa privada investiu quantias expressivas. O Brasil, a China e a Índia foram recordistas de investimentos. Durante os anos 2006 e 2009, à China foram destinados US$ 4 bilhões, ao Brasil US$ 1,5 bilhão e à Índia US$ 2,5 bilhões. Isso é reflexo do rápido crescimento das relações comerciais dessas economias.
O investimento em infraestrutura portuária não só melhora as condições de competitividade de um país no que se refere ao comércio internacional de mercadorias e o transporte de passageiros, como também pode trazer efeitos benéficos para o índice de crescimento de ofertas de emprego. Dados apresentados no Port Finance International dão conta de que o projeto do "London Gateway" promoverá o maior crescimento de empregos que um projeto pode oportunizar. Esse projeto, que ainda está em construção, criará 12 mil novos postos de trabalho diretos e mais 20 mil indiretos.
Ciente das novas exigências que o mercado impõe, o poder público, por intermédio das autoridades que regulam o setor portuário, publica, com frequência, novas regras para o aproveitamento das áreas portuárias. Nesse sentido, recente resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deu novos contornos à exploração dessas áreas. A resolução de número 2.240, que substitui a 55, traz inovações que dão mais flexibilidade à gestão portuária e permite a utilização mais eficiente de áreas portuárias. Essa nova regulamentação não se limita apenas aos arrendamentos, mas a qualquer tipo de ocupação. E traz também algumas novidades, pois ela autoriza a celebração de contratos de uso temporário, de cessão de uso onerosa e não onerosa, de passagem e de autorização de uso.
Os contratos de uso temporário, que têm duração de até 36 meses, permitem que os interessados, ainda que não sejam titulares de arrendamento no porto, movimentem cargas não consolidadas no porto ou destinadas a plataformas offshore, mediante o pagamento de tarifas. Os contratos de cessão onerosa, ao seu turno, possibilitam que interessados explorem atividade econômica com vista à prestação de serviços àqueles que atuam no porto, como, por exemplo, agências bancárias e lanchonetes.
Os contratos de cessão não onerosa são aqueles firmados com os órgãos públicos que atuam no porto, tais como Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Anvisa. Outra novidade são os denominados instrumentos de passagem, que autorizam, sobre áreas de uso comum ou ocupadas por terceiros, a passagem dos interessados que desenvolvam atividades de movimentação e armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. Já a autorização de uso possibilita que a administração do porto ceda áreas por um prazo de até 90 dias para a realização de eventos de natureza recreativa, esportiva, cultural, religiosa ou educacional.
Há, ainda, os arrendamentos não operacionais, que permitem o arrendamento de áreas para atividades econômicas não diretamente ligadas à movimentação de cargas, como shoppings, cinemas, áreas culturais, estacionamentos, entre outras.
Mas não basta somente a regulamentação do uso de áreas portuárias. Um país que deseja receber capital estrangeiro, não especulativo, tem de ter um número elevado de tratados intencionais contra dupla tributação para que os investimentos de não residentes estejam protegidos.
Temos absoluta convicção de que medidas de proteção ao capital, associadas a regulamentações normativas modernas e transparentes de áreas portuárias e também à divulgação, em 2012, do Plano Nacional de Logística Portuária farão com que o Brasil entre, definitivamente, na rota de investimentos internacionais em obras de infraestrutura portuária, bem como de grandes empresas de operação portuária, as quais poderão aliar-se a empresas nacionais que já têm experiência nesse setor da economia.
Fonte: Valor Econômico/Felipe Ferreira Silva é sócio do Emerenciano, Baggio e Associados Advogados.
Data : 04/01/2012
BUSCA POR GÁS E PETRÓLEO ATRASA
Publicado em 01/04/2012 as
12:39 PM
Se os resultados encontrados forem satisfatórios, área do Ceará pode ser levada aos próximos leilões
Programado para o fim do ano passado, o resultado da pesquisa para identificação, ou não, de petróleo e gás na porção ocidental em mar da Bacia do Ceará atrasou, e os trabalhos prosseguem durante 2012. Até dezembro, segundo informa a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que contratou o serviço, haviam sido adquiridos 65% dos mil testemunhos em amostras do assoalho oceânico a serem adquiridos. Atualmente, o órgão está analisando as informações recebidas.
A Bacia do Ceará já é explorada comercialmente, mas somente na área do litoral de Paracuru, através dos campos denominados Xaréu, Atum, Curimã e Espada. A parte ocidental da bacia ainda é desconhecida, e o estudo pretende aumentar o conhecimento sobre a região das sub-bacias de Piauí, Acaraú e Icaraí, em uma área de 9,4 mil quilômetros quadrados. A pesquisa está incluída no Plano Plurianual de Geologia e Geofísica 2007-2014 realizado pela ANP.
Aporte - O projeto foi contratado em dezembro de 2010 e as pesquisas iniciadas em janeiro do ano passado, através do consórcio formado pelas empresas Ipex e Fugro. O relatório completo deveria ter sido entregue à Agência até o último dia 30. O investimento total no estudo é de R$ 12,7 milhões.
Até o fim de 2011, 651 testemunhos haviam sido retirados, por meio do testemunhador "piston core", que é o equipamento usado para proceder este tipo de amostragem.
As amostras estão sendo tiradas em lâminas d´água compreendidas entre 50 e 2.500 metros, atingindo, assim, águas profundas na bacia cearense. Até hoje, só há produção de petróleo em águas rasas, com até 50 metros de profundidade.
A ANP já informou que, no caso de ser detectada presença de hidrocarbonetos em parte significativa das amostras coletadas, haverá uma importante elevação da atratividade da bacia, podendo levá-la a ser oferecida nos próximos leilões a serem promovidos.
Explicação - "Deve-se enfatizar que esta ferramenta exploratória, coleta de amostras e análise geoquímica subsequente não se habilita a detectar ´acumulações´ de hidrocarbonetos, mas tão somente verificar a presença de indícios, ou seja, indicações de possíveis ocorrências, principalmente de gás, porventura migrado de zonas mais profundas da bacia. Trata-se de um método de investigação muito preliminar, o qual, evidenciando anomalias positivas encorajaria a obtenção de novos dados através de ferramentas mais apropriadas para a detecção de acumulações de hidrocarboneto, como a sísmica de reflexão por exemplo", esclarecera anteriormente o órgão.
Além da Bacia do Ceará, a Bacia do Araripe, na região do Cariri também foi pesquisada pela ANP. Contudo, após quase um ano de estudos, a Agência especializada concluiu que não existe petróleo para comercialização na localidade.
Cifra - 12,7 milhões de reais é o valor do investimento do projeto que pretende avaliar a possibilidade de exploração de petróleo na parte ocidental da Bacia do Ceará.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 04/01/2012
DRAGAGEM SÓ NO FIM DE JANEIRO
Publicado em 01/04/2012 as
12:39 PM
O início da obra estava previsto para março do ano passado e, desde então, tem sido adiado sucessivamente
Previsto inicialmente para meados de março do ano passado e adiado sucessivamente por duas ocasiões, o processo que aumentará a profundidade do calado do Porto do Mucuripe - chamado dragagem -, agora, tem nova data prevista: "fim de janeiro de 2012", segundo informou, ontem, em nota, assessoria de imprensa da Companhia Docas do Ceará (CDC).
O novo adiamento deve-se por conta de uma batimetria - "estudo do fundo do mar para identificar o material existente e a profundidade que ele está" - realizada "para fiscalizar a obra da dragagem" durante dezembro de 2011.
"A batimetria identificou que restam ainda alguns poucos pontos a escavar. Esse trabalho precisa ser minucioso, para resguardar a segurança dos navios de grande porte que irão navegar na área do Porto", declarou a CDC ao Jornal.
Novos contratos - O texto ainda esclareceu que "a Marinha do Brasil só homologa o novo calado do Porto de Fortaleza com a batimetria 100% concluída". Mesmo sem a conclusão das obras, a Companhia Docas do Ceará garantiu que "já está em negociação com armadores (Petrobras, Aliança e CMA CGM) para formalizar novos contratos para a vinda de navios com até 70.000 toneladas" para o Porto do Mucuripe.
Características - As obras no calado do Mucuripe eram aguardadas desde 2008 e irão aumentar a profundidade dele de 10,5 metros para 14 metros. Ao todo, foram aplicados R$61 milhões. Os recursos são provenientes do Programa Nacional de Dragagem da Secretaria Especial dos Portos (SEP), com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Também de olho no fim do processo, a CDC já havia afirmado anteriormente que trabalha nas obras de pós-dragagem.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 04/01/2012
QUE VENHAM OS TURISTAS
Publicado em 01/04/2012 as
12:39 PM
De olho na Copa, governo cortará tarifas aeroportuárias e imposto de combustível para atrair visitantes
Ogoverno está prestes a lançar um pacote de medidas para atrair os turistas estrangeiros para o Brasil, visando aos grandes eventos esportivos: Copa e Olimpíadas. Redução de tarifas aeroportuárias, corte de impostos sobre combustível de aviação e bens para hotéis e parques temáticos, além de redução do custo da energia para todo o setor estão no cardápio. Ao todo, 14 medidas estão sobre a mesa de negociação que reúne a equipe econômica, o Ministério do Turismo, a Infraero, a Embratur e os empresários neste momento.
Até a semana que vem, deve ser publicada no Diário Oficial autorização para que a Embratur use R$8 milhões do orçamento para fazer propaganda no exterior de voos diretos para o Brasil. As companhias aéreas e empresas de turismo poderão se candidatar para receber esse dinheiro. Ganharão o patrocínio do Estado as empresas que oferecerem voos para as cidades que normalmente não são as mais procuradas. A ideia é ampliar os portões de entrada dos estrangeiros - que geralmente desembarcam no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temor de alta de preços generalizada
A equipe econômica também estuda a mudança de classificação de equipamentos para parques temáticos e hotéis. Se a pressão do setor der certo, TVs e aparelhos de ar-condicionado seriam rotulados como investimento e teriam corte de impostos. Isso beneficiaria diretamente os 36 hotéis em construção só no Rio de Janeiro. A estrutura que a cidade tem hoje não comporta o aumento do turismo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), a ocupação dos hotéis é de 85% em média.
- Isso significa que, no ano, há picos de 100% de ocupação. O Rio já perde grandes eventos hoje. Na Copa, estamos falando de 600 mil turistas estrangeiros - diz o presidente da ABIH, Enrico Fermi Torquato.
Uma das preocupações do governo é evitar que o setor aumente os preços. Esse foi considerado o "pecado grego" nas Olimpíadas de Atenas: para lucrar mais com o evento, a cidade aumentou todos os preços e o país ficou com a imagem de ser muito caro e afastou turistas. Por isso, a equipe econômica analisa um pedido dos empresários, que conta com total respaldo do Ministério do Turismo: a redução do custo da energia elétrica para o setor.
Para ter certeza de que os preços não vão disparar, o governo quer criar uma câmara setorial para o turismo e fechar um acordo com o setor para que não haja uma alta generalizada.
- O principal legado desses eventos não é o turismo no período dos eventos, mas o que vai gerar depois. É a imagem que vamos deixar para os 20 mil jornalistas que estão aqui - afirma o presidente da Embratur, deputado Flávio Dino (PCdoB).
Ele assumiu o cargo há apenas cinco meses e terá que lidar com problemas de infraestrutura e promoção. Em relação ao primeiro, Dino espera contar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contempla as obras necessárias para Copa e Olimpíadas.
Para a publicidade do país no exterior, foi necessário repensar os rumos do que foi feito até 2011. O presidente da entidade pediu que sua equipe levantasse os casos de campanhas publicitárias de sucesso do Brasil, mas não havia nenhuma para ilustrar a apresentação feita há pouco mais de um mês para os secretários estaduais.
Para dar uma guinada nos rumos do turismo de estrangeiros no país, a Embratur vai concentrar o uso dos R$48 milhões que tem para gastar em publicidade. Na nova estratégia, Dino resolveu reduzir os países onde esse dinheiro será gasto. Eram 35 e agora são 17 países, principalmente México - o maior emissor de turistas para a Copa da África do Sul - e Canadá. O Brasil quer deixar de ser um destino clássico apenas para argentinos.
- Os mexicanos são amantes do futebol como nós. Se foram para a África, não é possível que, aqui do lado, não virão - alega Dino.
Brasil vai reabrir filiais no exterior
O Brasil também reabrirá as filiais da Embratur no exterior que passaram 2011 fechadas. A internet é outro foco, já que a maioria dos turistas decide na rede o destino das férias. Foi posto no ar um vídeo interativo em 3D com cinco cidades que serão sede da Copa de 2014. No Rio, é possível fazer uma viagem de asa-delta sobre a cidade. Em Manaus, o passeio é num barco virtual para conhecer as redondezas. Já em Curitiba, é numa bicicleta.
O Executivo quer um acordo entre governadores para que sigam o exemplo de Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas, unindo-se ao apresentar roteiros aos estrangeiros numa espécie de venda três em um: em uma viagem só, o turista conhece os três estados.
A principal crítica dos turistas estrangeiros ainda segue sem remédio: a prestação de serviço. A crise política do primeiro ano do governo Dilma Rousseff provocou a suspensão do programa de qualificação por suspeita de desvio de dinheiro. Agora, o Ministério do Turismo estuda usar a estrutura do Sistema S - como Senai e Senac - para treinar mão de obra.
- Hoje, por que uma pessoa nos Estados Unidos iria escolher o Brasil, se o serviço daqui é péssimo? Nos resorts all inclusive, não há garçom e você tem que se servir. O melhor é ir para o Caribe - diz fonte do setor.
Outro desafio do governo é facilitar a entrada pelas fronteiras do país. Atualmente, os postos da Polícia Federal e da Receita Federal já têm fila. E cerca da metade dos turistas que o país recebe hoje vem por terra.
A preocupação com o turismo não é apenas por causa de Copa e Olimpíadas. Com o crescimento da renda do brasileiro e, consequentemente, dos gastos de turistas daqui no exterior, as despesas têm pesado cada vez mais nas contas externas. Em 2012, os gastos do brasileiro em viagens internacionais não devem crescer com a mesma velocidade dos anos anteriores. Mesmo assim, o rombo nas contas externas deve continuar alto e superar o de 2011, que já foi um recorde.
O Banco Central (BC) estima que o déficit em viagens internacionais fique em US$14,3 bilhões em 2011. E neste ano, o desempenho deve ser um pouco pior: rombo de US$14,5 bilhões.
Fonte : O Globo
Data : 04/01/2012
PACOTE PREVÊ MAIS GARANTIAS E CRÉDITO PARA EXPORTADOR
Publicado em 01/04/2012 as
12:39 PM
Venda externa de manufaturados decepcionou em 2011, quando houve recorde no comércio exterior
BRASÍLIA. O novo pacote de estímulo ao setor exportador de manufaturados que está sendo discutido pela equipe econômica deve incluir medidas para a ampliação e a liberação mais rápida de linhas de financiamento para o comércio exterior. Segundo técnicos do governo, empresários brasileiros ainda encontram dificuldades para levar suas mercadorias para outros países, especialmente em função de exigências na concessão do crédito. Por isso, está nos planos retirar do papel a Agência Brasileira de Garantias (ABG), além de ajustes no Proex.
A ABG, cujo projeto foi formulado no governo Lula, garante obras em áreas específicas que hoje não interessam o setor privado. Na área de exportações, por exemplo, a ideia é que ela atue em negócios de valor elevado e em contratos superiores a dois anos, onde a apresentação de garantias é mais difícil para os empresários. A fonte de financiamento para essas operações viria do uso dos fundos garantidores que hoje estão espalhados por diferentes instituições financeiras e que separadamente têm pouca alavancagem.
Além disso, estuda-se facilitar o acesso das empresas ao Proex, que permite aos exportadores receber o valor das vendas à vista e oferece aos importadores um prazo para o pagamento da transação. O programa já foi alterado dentro do programa Brasil Maior, mas ainda precisa de ajustes para conseguir atender melhor a micro e pequenas empresas.
Pacote não deve conter desonerações fiscais
A elaboração de um novo pacote foi anunciada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira. Embora o comércio exterior do país tenha registrado recordes tanto de exportação quanto de importação, as vendas de manufaturados tiveram fraco desempenho no ano passado, especialmente por causa do câmbio desfavorável e da crise nas economias europeia e americana.
Teixeira destacou que o novo pacote não tem como foco fazer desonerações tributárias para ajudar os exportadores. A avaliação do governo é que, além de não haver espaço fiscal para que se abra mão de receitas em 2012, o maior problema dos empresários está na escassez de crédito que começou a surgir. Tanto que o capital do BNDES já foi reforçado em 2011 e será novamente este ano.
Além das pressões habituais sobre gastos em ano de crise externa, o governo ainda precisa acomodar os R$30,7 bilhões em desonerações que foram anunciadas em 2011 com impacto nas contas deste ano. A principal vem do programa Brasil Maior, que teve como alvo justamente o setor exportador e que resultará numa renúncia de R$25 bilhões em 2012.
A necessidade de reforçar o crédito para o setor produtivo tem sido uma preocupação constante do governo Dilma Rousseff, mas o desempenho dos produtos manufaturados na balança de 2011 tornou mais urgente a adoção de medidas que impeçam uma perda ainda maior de competitividade para os itens nacionais.
Dólar mais valorizado este ano ajuda exportadores
Para especialistas, qualquer ação nessa área deve levar de seis meses a um ano para surtir efeito, tendo em vista que a produção de bens manufaturados, assim como as decisões de compra desses produtos, não acontece de uma hora para a outra. Mas o Executivo só deve bater o martelo sobre os detalhes das medidas depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltar de férias, no dia 15 deste mês. Além disso, os técnicos querem ter uma ideia mais clara do comportamento do câmbio, que, mantido o novo patamar de R$1,80, pode dar uma mão adicional aos exportadores.
Fonte : O Globo
Data : 04/01/2012
PETROBRAS PODERÁ AJUDAR A TIRAR ÓLEO DE NAVIO DA VALE
Publicado em 01/04/2012 as
12:38 PM
Apís tentativas frustradas de retirar o combustível do navio Vale Beijing, ancorado no litoral do Maranhão há um mês com rachaduras no casco, a Capitania dos Portos do estado e a empresa contratada para resgatar a embarcação, a Smith, estudam usar um petroleiro da Petrobras para remover o óleo, informou ontem o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão.
A retirada de parte do óleo é exigida pelo Ibama para que a embarcação seja reparada sem risco de vazamento. Semana passada, técnicos tentaram remover o combustível do Vale Beijing para uma balsa, mas fortes ventos impediram a operação. Por isso, a Smith e a Capitania avaliam um plano B:
- O petroleiro é mais pesado e consegue estacionar ao lado do navio com mais estabilidade - disse o superintendente do Ibama no Maranhão. (Danielle Nogueira)
Fonte : O Globo
Data : 04/01/2012
BOAT XPERIENCE - QUARTA EDIÇÃO DO SALÃO NÁUTICO ACONTECE ESTE MÊS EM GUARUJÁ
Publicado em 01/04/2012 as
12:38 PM
Os apreciadores do mercado náutico já podem comemorar. Entre os dias 25 e 29 de janeiro, em Guarujá, será realizada a quarta edição do Boat Xperience, um dos maiores eventos do setor no litoral de São Paulo. Mais de 60 expositores nacionais e internacionais irão apresentar embarcações de luxo e acessórios com tecnologia de última geração.
Inspirado em feiras internacionais, o Boat Xperience também será uma oportunidade de fazer negócios junto a consumidores e empresários do ramo. O evento acontece no Porto Marina Astúrias, que fica na Rua Francesca Sapocheti Castrucci, 805.
Em 2011, foram realizadas duas edições do Boat Xperience, nos meses de janeiro e julho. Assim como no último ano, os visitantes habilitados poderão realizar test-drive em modelos de marcas renomadas.
"O objetivo do Boat Xperience, ao apresentar as melhores marcas do segmento, é proporcionar bons negócios e contribuir cada vez mais para crescimento do mercado náutico brasileiro", diz o organizador do evento, Caio Ambrosio.
O salão náutico acontecerá das 12h às 21h. O ingresso para o evento custa R$ 20,00. A entrada é gratuita para crianças com menos de 9 anos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
NAVIOS PARAGUAIOS SERÃO LEILOADOS NO RIO GRANDE DO SUL
Publicado em 01/04/2012 as
12:38 PM
Retidos pela Marinha do Brasil no porto de Porto Alegre desde 1997, os navios paraguaios Mariscal José Félix Estigarribia e Bernardino Cabello serão leiloados. O edital do leilão será publicado até o final deste mês. As embarcações, que na ocasião transportavam trigo para o Rio Grande do Sul, foram retidas por não apresentarem condições seguras para navegação.
O anúncio do leilão foi feito após reunião realizada entre a superitendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul e representantes do governo e da procuradoria do estado. Um dos critérios para a publicação do edital é que o leiloeiro tenha experiência na venda desse tipo de embarcação - o que possibilita a ampliação dos interessados na compra.
Outra preocupação se refere à possibilidade de reaproveitamento de partes dos navios para a construção de novas embarcações, como já aconteceu em leilões anteriores.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 04/01/2012
BALANÇO - PORTO DO RIO GRANDE BATE RECORDE EM MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
Publicado em 01/04/2012 as
12:38 PM
Entre os meses de janeiro e novembro de 2011, o Porto do Rio Grande registrou um novo recorde de movimentação de cargas. O volume total foi de 28 milhões de toneladas, índice que supera em 9,46% o mesmo período no ano anterior (25.939.770 toneladas). Do total movimentado, a exportação de mercadorias representou 57,53%, o equivalente a 16.335.309 toneladas e um aumento de 23,65% em relação a 2010.
Na movimentação por segmento de carga, o maior percentual é o de granel sólido com 18.411.360 toneladas. Em relação à carga geral e ao segmento granel líquido foram movimentadas 6.557.388 toneladas e 3.425.734 toneladas, respectivamente.
A soja em grão foi a mercadoria com o maior número movimentado (5.787.725 toneladas), com variação de 24,85% em relação ao mesmo período no ano de 2010. Os principais commodities exportados no período, além da soja em grão, foram o trigo, o arroz e o cavaco de madeira.
Porém, a mercadoria que apresentou o maior percentual de crescimento foi o arroz, com variação de 275,79% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos das exportações estão China, Espanha, Holanda, Japão e Algéria.
Volume total foi de 28 milhões de toneladas no porto gaúcho
"Com a performance positiva da economia gaúcha e brasileira, o Porto do Rio Grande espera fechar o balanço do ano de 2011 com uma movimentação de 30,5 milhões de toneladas", avaliou o superintendente do porto, Dirceu Lopes.
Importação
Somando 5.904.853 de toneladas, a importação representou 20,80% da movimentação do porto gaúcho no período de janeiro a novembro de 2011. Entre as principais mercadorias importadas estão a ureia, o cloreto de potássio granulado, o fosfato cálcio natural, o ácido sulfúrico e o fosfato monoamônico granulado. Os principais países de origem das importações são Marrocos, Argentina, Lituânia, China e Estados Unidos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
OBRAS - DRAGAGEM DO PORTO DE SANTOS DEVERÁ SER RETOMADA ESTE MÊS
Publicado em 01/04/2012 as
12:37 PM
Deverá ser retomada este mês a dragagem de aprofundamento do Porto de Santos. A obra será realizada no Trecho 4, que vai do Paquetá até a Alemoa, e é o único pendente. Nos demais três trechos do canal de navegação, da Barra até o Armazém 6, o serviço foi concluído há cerca de seis meses. A previsão da Codesp é que o trabalho seja finalizado em quatro meses.
O reinício das obras está condicionado à chegada, ao cais santista, das duas dragas que realizarão o serviço. A primeira a chegar, até o fim do mês, será a Xin Hai Feng, com capacidade para carregar 18 mil metros cúbicos de sedimentos. A outra, que deverá atracar no complexo em fevereiro, será a Hang Jung 5001, de 5 mil metros cúbicos.
A retomada da dragagem dependia apenas de uma autorização do Ibama. O aval do órgão ambiental foi necessário devido a um aumento verificado na concentração de poluentes nas amostras de sedimentos coletadas no Trecho 4. A quantidade de material foi considerada superior ao que é estipulado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiental (Conama).
Segundo o Conama, o resultado das análises químicas não pode passar do nível 1. No entanto, foram encontradas modificações em dois pontos do Trecho 4. Em um deles, o problema já havia sido solucionado há alguns meses.
A expectativa inicial era de que a dragagem de aprofundamento fosse encerrada em setembro último, conforme chegou a anunciar o ministro dos Portos, Leônidas Cristino. Em outra ocasião, o titular da Secretaria de Portos (SEP) adiou a data de término para novembro. Agora, com o novo cronograma, a perspectiva é que o serviço, que vai elevar a profundidade da via de navegação de 13 para 15 metros, seja efetivamente concluído até maio.
A dragagem de aprofundamento recomeçará no canal de navegação do Porto com os retornos das dragas chinesas Xin Hai Feng e Hamg Jung 5001, previstos para o fim do mês e fevereiro, respectivamente
Apesar dos adiamentos, o novo prazo ainda atende o edital de licitação. De acordo com o documento, a obra deve ser finalizada em três anos a partir da assinatura da ordem de serviço, que ocorreu em 24 de novembro de 2009. Assim, caso os trabalhos sejam finalizados nos próximos quatro meses, ainda estarão adiantados.
O consórcio Draga Brasil, liderado pela empresa DTA Engenharia, é responsável pelo serviço. Além de aprofundar o canal, a obra vai alargar sua calha de navegação (leito navegável) de 150 para 220 metros.
Manutenção
Em paralelo à dragagem de aprofundamento, acontecerá a dragagem de manutenção dos trechos 2 e 3 do complexo, que vão do Entreposto de Pesca até o Armazém 6. O início dos trabalhos será possível devido à emissão da Licença de Instalação (LI) pelo Ibama. O serviço também será feito pelas dragas Xin Hai Feng e Hang Jung 5001.
Até então, havia sido executada somente a manutenção do trecho1, da Barra ao Entreposto de Pesca. No trecho 4, o serviço dependerá de uma nova licença, a ser expedida depois da conclusão do aprofundamento.
Segundo a Codesp, o cronograma é elaborado em função do plano de dragagem desenvolvido para atender o aspecto ambiental.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 04/01/2012
RIO GRANDE CANDIDATA-SE A BASE OFFSHORE PARA PERFURAÇÕES NA BACIA DE PELOTAS
Publicado em 01/03/2012 as
03:00 PM
O Executivo Municipal apresentou à Petrobras projeto que credencia Rio Grande a servir de base offshore da companhia quando forem iniciadas as prospecções de petróleo e gás na Bacia de Pelotas. A proposta foi entregue pelo prefeito Fábio Branco ao diretor de exploração e produção da estatal, Guilherme Estrella, em reunião ocorrida no final da semana passada, no Rio de Janeiro.
A intenção é que a cidade possa servir de base para os helicópteros e embarcações que irão atuar no trabalho. O trabalho de prospecção deverá custar entre 60 e 80 milhões de dólares, o que representa 80% do valor já investido pela empresa em pesquisa na Bacia Pelotas desde 2004, ano que também foram arrematadas as áreas em que a empresa pretende prospectar.
Antes do início da perfuração de poços, serão realizados estudos geológicos complementares para determinar os melhores locais. Em 2001 foram feitas 16 perfurações na costa gaúcha, sem resultados. Atuar na exploração de áreas é uma das condições para manter a concessão.
O prefeito destacou que se o Município for confirmado como base da Petrobras, novas oportunidades de emprego, renda e tecnologia, serão oferecidas à comunidade. "É mais uma alternativa de desenvolvimento econômico para a cidade, que já vive um momento ímpar com a consolidação do Polo Naval", salientou.
Cascos
Ainda durante a viagem ao Rio, foi feito convite ao gerente de Implementação de Empreendimentos de Plataformas para o Pré-sal, Márcio Ferreira Alencar (responsável pela produção dos cascos da estatal no Município), para participar de uma reunião na sede do Executivo Municipal. "Queremos estreitar os laços e sermos facilitadores. A Prefeitura quer colaborar com a Petrobras durante esse processo [de consolidação do Polo Naval]", salientou.
Fonte: Jornal Agora (RS)
Data : 03/01/2012
LEILÃO DOS NAVIOS PARAGUAIOS DEVE TER EDITAL EM JANEIRO
Publicado em 01/03/2012 as
03:00 PM
A publicação do edital de leilão dos navios paraguaios Mariscal José Félix Estigarribia e Bernardino Caballero, ancorados no porto da capital gaúcha, deverá ocorrer até o final deste mês. A informação foi divulgada na segunda-feira, após reunião entre o superintendente de Portos e Hidrovias, Vanderlan Vasconselos, o representante da PGE, procurador do Estado Paulo Jardim, e os integrantes da Secretaria de Administração e Recursos Humanos do Estado (Sarh), Alexandre Medeiros, Eveline Willas e Alexandre Corrêa, da Central de Compras do Estado (Cecom).
Vanderlan explicou que a pauta da reunião foi a apresentação de proposta de trabalho no intuito de agilizar o processo de venda das embarcações por meio de leilão. "Tiramos algumas dúvidas sobre o processo, e a previsão é de que, até o final do mês de janeiro, o edital esteja pronto para ser publicado", afirmou. O superintendente frisou que entre os critérios que definem a atividade está o de que o leiloeiro a ser escolhido possua experiência neste tipo de venda. "Desta forma acreditamos que seja possível ampliar ao máximo o leque dos interessados na compra", avaliou.
Há ainda uma preocupação no que se refere ao reaproveitamento dos navios. "Seria interessante se eles pudessem ser recuperados para retomar sua missão fim. Temos como exemplo o antigo navio Mariângela Matarazzo, que foi vendido como sucata e teve parte de seu casco convertido em uma barcaça. O resultado é o reaproveitamento de um veículo que hoje contribui com o transporte de mercadorias em nossas hidrovias. Temos de ser otimistas e não podemos descartar esta possibilidade com os navios paraguaios", destacou Vanderlan.
Os navios paraguaios foram retidos em 1997 pela Marinha do Brasil, no Porto de Porto Alegre, por não estarem em condições seguras para navegação. Eles traziam trigo para o Rio Grande do Sul.
Fonte: Jornal Agora (RS)
Data : 03/01/2012
IBAMA AUTORIZA OGX A OPERAR UNIDADE FPSO OSX-1
Publicado em 01/03/2012 as
03:00 PM
A companhia informou que com os equipamentos submarinos instalados e mediante as devidas autorizações, o FPSO OSX-1 se prepara para o translado à locação e para a conexão ao sistema de início, sendo o TLD previsto para iniciar em 23 de janeiro deste ano.
A OGX Petróleo e Gás Participações foi autorizada a realizar a operação da unidade FPSO OSX-1 e as respectivas estruturas submarinas referentes ao Teste de Longa Duração (TLD) e Desenvolvimento da Produção de Waimea, no bloco BM-C-41, na bacia de Campos.
A autorização foi concedida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A companhia informou que com os equipamentos submarinos instalados e mediante as devidas autorizações, o FPSO OSX-1 se prepara para o translado à locação e para a conexão ao sistema de início, sendo o TLD previsto para iniciar em 23 de janeiro deste ano.
Fonte: Ultimo instante
Data : 03/01/2012
SAMARCO: EXECUTIVO DARÁ CONTINUIDADE A PLANO DE INVESTIMENTOS DE R$ 5,4 BI
Publicado em 01/03/2012 as
03:00 PM
Após três meses de transição, Ricardo Vescovi de Aragão assumiu ontem o cargo de diretor-presidente da Samarco Mineração, sucedendo o executivo José Tadeu de Moraes. Vescovi foi nomeado para a função no final de setembro de 2010 pelo Conselho de Administração da empresa, formado pelos representantes das acionistas BHP Billiton e Vale.
Graduado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal de Ouro Preto (MG) e pós-graduado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Espírito Santo, com Especializações internacionais pela Fundação Dom Cabral na Kellogg (EUA), no Insead (França) e no IMD (Suíça), Vescovi, 41 anos, ingressou em janeiro de 1993 na Samarco, onde exerceu diversos cargos nas áreas de Pelotização e Marketing. Antes de assumir a Presidência, ocupava a posição de diretor de Operações e Sustentabilidade.
O novo presidente da Samarco dará continuidade aos compromissos assumidos com acionistas, mercado e sociedade e ao Projeto Quarta Pelotização, que prevê investimentos de R$ 5,4 bilhões em novas unidades de beneficiamento, transporte de minério de ferro e pelotização, visando aumentar a capacidade de produção de pelotas da companhia em 37% até 2014.
Fonte:Monitor Mercantil
Data : 03/01/2012
SANTOS TEM NOVA MOVIMENTAÇÃO RECORDE DE CARGAS
Publicado em 01/03/2012 as
03:00 PM
São Paulo - O Porto de Santos (SP) acusou mais um recorde de movimentação entre janeiro e novembro de 2011: pouco menos de 89 milhões de toneladas - aumento de 0,02% sobre o mesmo período de 2010. Os itens mais operados e principais mercadorias exportadas foram açúcar, soja e milho. Até novembro elas somaram, respectivamente, 15,96 milhões de toneladas, 11,16 milhões de toneladas e 4,32 milhões de toneladas.
As exportações corresponderam a 64,8% do total movimentado no período, acumulando 57,63 milhões de toneladas. Merecem citação neste caso o óleo combustível (cuja operação cresceu 11,9% entre janeiro e novembro) e os óleos diesel e gasóleo, cujo escoamento aumentou 28,5%. Já as importações responderam por 31,2 milhões de toneladas, ou 35,1% das movimentações, até novembro de 2011. A recepção de adubo chegou a 3,4 milhões de toneladas - alta de 73,1% sobre o intervalo correspondente de 2010, quando foi registrado 1,96 milhão de toneladas.
Veículos e carga conteinerizada também firmaram recordes no período citado. No 1º item o índice foi 21,4% maior que no ano anterior: de 390.609 para 321.533 unidades. Para os contêineres foram registrados 2,697 milhões de TEUs (medida de capacidade), 8,5% acima do mesmo período de 2010. Em termos monetários, a movimentação entre janeiro e novembro de 2011 traduziu-se em US$ 108,5 bilhões que passaram por ali em mercadorias, se somadas importações (US$ 50,9 bilhões) e exportações (US$ 57,6 bilhões).
Fonte: DCI/Alex Ricciardi
Data : 03/01/2012
USINAS TESTAM ÁLCOOL PRODUZIDO COM SORGO
Publicado em 01/03/2012 as
02:59 PM
Lavoura, que será colhida entre março e abril, pode complementar a oferta de etanol durante a entressafra
Para alguns analistas, porém, o sorgo ainda é uma promessa; Raízen, ETH, Bunge e São Martinho fazem testes
Grandes grupos produtores de álcool, como Raízen, ETH, Bunge e São Martinho, estão plantando sorgo sacarino na tentativa de complementar a oferta durante a entressafra de cana-de-açúcar.
O sorgo é uma gramínea, assim como a cana-de-açúcar e o milho.
A produção, por enquanto, tem caráter experimental, mas as usinas acreditam que o sorgo sacarino, que tem propriedades diferentes do sorgo forrageiro (usado na produção de ração), pode reforçar a oferta de etanol no período mais crítico do ano.
O plantio começou em dezembro para colheita entre março e abril deste ano, quando se encerra a entressafra de cana. A ideia é aproveitar essa janela na produção das usinas, que param de operar nesse intervalo por falta de matéria-prima.
O sorgo também despertou o interesse dos usineiros porque, para processar o colmo do sorgo, onde está o açúcar, são necessários poucos ajustes no campo e nenhuma adaptação na área industrial.
O custo de produção também é mais baixo, pois o sorgo exige menos manejo cultural do que a cana.
"O sorgo nos pareceu uma boa alternativa para acelerar o crescimento de nossa produção", diz Luis Felli, diretor da ETH Bioenergia.
Dos 120 mil hectares que serão cultivados pela empresa na próxima safra, 1,5 mil hectares serão de sorgo.
A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, também ampliou a sua área com sorgo em 2011, para mil hectares. "Estamos estudando como o sorgo pode entrar no nosso sistema", diz Rodolfo Geraldi, diretor agrícola da empresa.
Ano decisivo - Os quatro fabricantes de sementes de sorgo sacarino no Brasil -Embrapa, Monsanto, Ceres e Advanta- são menos cautelosos e investem no melhoramento genético para elevar a produtividade.
"Em dez anos, o sorgo deve atingir a produtividade da cana", diz William Burnquist, gerente da Ceres no Brasil.
No entanto, os fabricantes admitem que este será o ano "decisivo" para o futuro do sorgo no mercado de etanol.
"Com áreas maiores, será possível constatar a viabilidade da tecnologia", diz José Carlos Carramate, líder do negócio de cana da Monsanto. A multinacional vai fornecer sementes para o plantio em 20 mil hectares, ante 4 mil hectares no ano passado.
Segundo André May, pesquisador da Embrapa, há potencial para o plantio de até 1,5 milhão de hectares de sorgo na entressafra, para produzir 3,7 bilhões de litros de etanol, cerca de 13% da produção nacional. "Mas a projeção mais realista é de plantio de 300 mil hectares nos próximos anos", diz.
Para o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), o sorgo ainda é uma promessa. "O índice de produtividade e a quantidade de açúcar ainda é muito inferior à da cana", diz Luis Antonio Dias Paes, diretor do CTC. "Mas tem a possibilidade de se tornar um nicho interessante no início e final da safra de cana."
Fonte: Folha de São Paulo
Data : 03/01/2012
KASSAB LIBERA CIRCULAÇÃO DE TRENS E DIZ QUE NÃO HÁ RISCO
Publicado em 01/03/2012 as
02:59 PM
Prefeitura reafirmou que implosão de prédio no centro ocorreu dentro do esperado
Decisão contraria a opinião de engenheiros ouvidos pela Folha, que dizem que implosão parcial aumenta perigo
A Prefeitura de São Paulo decidiu liberar, a partir das 6h de hoje, a circulação de trens ao lado do prédio parcialmente implodido anteontem, na região central da capital paulista.
A decisão, anunciada ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) após nova vistoria, contraria a opinião de engenheiros ouvidos pela Folha, segundo os quais a implosão parcial do prédio aumentou os riscos de desabamento no local.
O edifício foi danificado por um incêndio na favela Moinho no último dia 22.
Três especialistas ouvidos pela Folha, que optaram pelo anonimato, afirmam que a edificação está mais vulnerável agora do que antes da implosão, pois seus pilares e lajes foram danificados pelas detonações do domingo.
"Eles têm que voltar para os bancos escolares", afirmou Kassab ontem à noite ao anunciar a liberação da circulação de trens. "Não há risco nenhum", disse o prefeito, assumindo totalmente a liberação das vias férreas.
Segundo engenheiros, há risco real de desabamento parcial das estrutura do edifício. Duas linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) cortam o local. A estimativa é que passem por ali 50 mil pessoas por dia.
José Luiz Lavorente, diretor de operações da CPTM, também participou da vistoria, mas se recusou a falar com os jornalistas.
O discurso oficial montado após a implosão do edifício danificado pelo fogo voltou a ser repetido ontem.
A prefeitura reafirmou que tudo ocorreu dentro do esperado e que, desde o começo, não estava prevista a queda total do prédio, inclusive por motivos de segurança para as casas vizinhas.
Em nenhum momento, até a detonação dos explosivos domingo à tarde, técnicos da prefeitura explicaram que a implosão seria apenas parcial.
Nem a prefeitura nem a empresa Fremix, contratada para a demolição do edifício -a Desmontec, que fez o trabalho de instalação dos explosivos, é terceirizada-, informaram quantos quilos de explosivos foram realmente usados no projeto.
No sábado, chegou a ser divulgado que seriam 800 quilos, número considerado um exagero por especialistas, que afirmam que com 75 quilos daria para colocar toda a edificação no chão.
Sobre o valor "referência", segundo Kassab, de R$ 3,5 milhões, a prefeitura disse que isso inclui a limpeza do local, e até a reciclagem do entulho. A implosão custou menos de R$ 1,5 milhão, diz o prefeito.
Nelson Pereira, sócio-diretor da Fremix, afirma que uma implosão parcial, seguida de demolição convencional, sai mais barato.
Fonte: Folha de São Paulo
Data : 03/01/2012
PORTUÁRIOS PREPARAM GREVE POR IMPASSE EM FUNDO DE PENSÃO
Publicado em 01/03/2012 as
02:59 PM
Mobilização é da federação que reúne 40 mil trabalhadores e pode atingir Santos
A FNP (Federação Nacional dos Portuários), organização que representa 40 mil trabalhadores dos portos controlados pela União em várias regiões do país (três mil na ativa), prepara um calendário de mobilização nacional que pode paralisar as atividades de alguns portos brasileiros em 2012.
A possibilidade de greve inclui o Porto de Santos, por onde passa 25% do comércio exterior brasileiro. O calendário deve sair de uma reunião que ocorre, em Santos, no próximo dia 6. A informação é do presidente da Federação, Eduardo Guterra.
O problema que pode levar a uma greve é o impasse em relação a solução do fundo de pensão da categoria, o Portus - Instituto de Seguridade Social. Sob intervenção desde setembro, o fundo tem um desequilíbrio financeiro sem solução até agora.
A categoria afirma que o problema tem relação com o não recolhimento das patrocinadoras e de uma dívida antiga deixada pela Portobrás, quando foi liquidada.
No total, a categoria alega que esses problemas, gerados pela falta de fiscalização do governo e pelo descumprimento das patrocinadoras (entre elas a Codesp), produziu um rombo de R$ 4 bilhões ao patrimônio do Portus.
A Folha tentou ouvir da SEP (Secretaria Especial de Portos) sobre o assunto, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Para tentar apurar a situação real do fundo, o governo determinou uma intervenção em setembro.
A Federação alega que o afastamento da diretoria do Fundo foi ilegal e que a nova avaliação do interventor concluiu o que o governo já sabia: o problema do Portus tem origem na União e nas companhias docas que não repassam os recursos exigidos para a conclusão do plano de recuperação.
"Essa intervenção foi ilegal e inútil. O governo quis saber o que já sabia. Não vamos mais tolerar", diz Guterra.
Fonte: Folha de São Paulo
Data : 03/01/2012
TRÂNSITO DE PRODUTOS PERIGOSOS NOS PORTOS
Publicado em 01/03/2012 as
02:58 PM
A norma é importante para a construção de um sistema portuário sustentável
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicou norma que regula e organiza os procedimentos para trânsito seguro de produtos perigoso nos portos brasileiros, por meio da Resolução nº 2.239, de 2011, em franca e positiva atuação para cumprir suas competências e o princípio da compatibilização entre transportes e meio ambiente disciplinados pela Lei nº 10.233, de 2001.
A norma é um oportuno ato de natureza regulatória complementar e essencial ao sistema portuário nacional e fixa como valores a serem protegidos o meio ambiente, as instalações portuárias e a segurança e saúde dos trabalhadores. Alcança o porto organizado como um todo, enquanto um sistema, e, mais especificamente, as instalações portuárias de uso público, terminais de uso privativo (TUP), estações de transbordo de carga (ETC) e em instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4), sempre e desde que esteja presente o elemento produto perigoso.
Fundamental à concepção e, agora, para a efetiva aplicação da norma, é a definição objetiva de produto perigoso, assim considerados aqueles descritos e classificados no Código Internacional de Produtos Perigosos (IMDG Code), editado pela Organização Marítima Internacional (IMO), que, aliado, ao Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code) e regras nacionais relativas ao trabalho portuário, armazenagem e transporte, constituem o arcabouço legal aplicável à operação em questão.
Destaca-se da norma a concepção de uma rede de proteção aos valores nela estabelecidos, por meio de atuação individualizada e claramente definida de cada um dos intervenientes na atividade portuária, responsáveis por ações próprias no sentido de garantir adequado manuseio dos produtos perigosos nos portos.
Nesse contexto, autoridade portuária, operadores portuários, terminais, armadores, donos de cargas, assim como os prepostos destes dois últimos, e Órgão Gestor de Mão de Obra, passam a ter regras definidas quanto ao tratamento, manuseio e armazenagem de produtos perigosos. Em essência, da norma se extraem três pilares básicos para a proteção que se busca: a disseminação das informações relativas à carga de maneira adequada e em tempo suficiente para o início da operação, o manuseio apropriado e contingenciado da carga enquanto estiver no sistema portuário nacional e a correta qualificação das pessoas direta ou indiretamente envolvidas.
Além das atribuições de cada um dos intervenientes na atividade portuária, a norma especifica condições básicas operacionais para o transporte e armazenagem dos produtos perigosos, com ênfase para a maior celeridade possível no trânsito portuário e a criação da melhor estrutura para a armazenagem - inclusive por meio da disposição ordenada e lógica dos espaços portuários no âmbito do Plano de Zoneamento e Desenvolvimento (PDZ) do Porto Organizado.
Indo além da fixação de responsabilidades e parâmetros operacionais, a norma estabeleceu a obrigatoriedade de criação de um Programa de Gerenciamento de Risco, de forma individualizada para aqueles que atuam na atividade portuária e que, quando couber, deve ser conjugado com as análises da autoridade portuária nos porto organizados, sendo um fator incondicional sua constante atualização.
De outro lado, a norma atribui aos entes envolvidos na atividade portuária um poder-dever de cautela, pois autoriza, a seu próprio juízo e mediante justificativa, frente a risco extraordinário dos valores protegidos, que recusem a movimentação de produtos perigosos em suas instalações, assim como permite que delas os retirem, se assim for necessário para a manutenção da segurança de instalações, pessoas e meio ambiente.
A aplicabilidade da norma está circunscrita ao sistema portuário, mas ela própria, por boa técnica, ressalta a complementariedade de outras fontes que regulam o manuseio de produtos perigosos, a exemplo das regras aplicáveis ao transporte terrestre e de proteção ao meio ambiente.
É extrema a relevância das regras para o trânsito seguro de produtos perigosos nos portos, eis que, aproximadamente, noventa por cento do volume das mercadorias comercializadas internacionalmente pelo Brasil é transportada por navios, constituindo-se a atividade portuária, assim, o meio de acesso do país ao mundo, quer na geração de riquezas quando está vendendo sua produção ao exterior, quer na obtenção de produtos essenciais à vida de seu povo.
A norma em discussão representa mais um importante elemento na construção paulatina de um sistema portuário sustentável e eficiente, que passa a ter função cada vez mais importante com o crescimento da economia nacional, sobretudo face às múltiplas exigências internacionais inerentes ao transporte marítimo, constituindo-se a atuação da Antaq, no grau natural de sua evolução e atuação no âmbito da administração pública, uma imprescindível e valorosa contribuição ordenadora e técnica para o país, cujo futuro depende das boas práticas do presente. Leandro Martins Guerra, sócio do Martins Neto e Guerra Advogados
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/01/2012
CRISE REDUZ RITMO DA EXPORTAÇÃO E GOVERNO PREPARA MEDIDAS
Publicado em 01/03/2012 as
02:58 PM
Os incentivos serão concentrados na redução do custo de crédito para financiamento da exportação dos fabricantes de bens manufaturados
As exportações brasileiras sentiram os efeitos do recrudescimento da crise internacional e, para tentar reverter ou minimizar perdas em 2012, o governo planeja novas medidas de estímulo às exportações de manufaturados. Elas devem ser anunciadas neste primeiro trimestre. Os incentivos serão concentrados na redução do custo de crédito para financiamento da exportação dos fabricantes de bens manufaturados, numa ação que deve envolver o BNDES e a Finep, e na abertura de novos mercados, por meio de organização de viagens de comitivas de empresários em promoção comercial.
O aprofundamento da crise econômica mundial já reduziu a média de embarques brasileiros ao exterior, derrubou o preço de commodities importantes (como minério de ferro, soja e celulose), e diminuiu a oferta de crédito externo para a indústria exportadora. Devido à incerteza quanto à continuidade desses fatores, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) vai aguardar o anúncio do barateamento dos custos aos exportadores para divulgar a meta de exportações para o país neste ano. "A escassez de crédito internacional e o enxugamento da liquidez podem colocar as exportações brasileiras em situação difícil", advertiu o secretário-executivo do Mdic, Alessandro Teixeira. "E há, também, o acirramento da concorrência internacional. É preciso redobrar a importância de políticas que tenham o foco em competitividade e ganho de custos", disse.
Os resultados muito negativos da indústria ao longo de 2011, expostos no resultado final da balança comercial do ano, divulgados ontem, acenderam o sinal amarelo para a equipe econômica. O saldo comercial do Brasil somou US$ 29,8 bilhões no ano passado, um aumento de 47% em relação ao superávit de 2010, mas em dezembro ele já foi 25% inferior ao de igual mês daquele ano. No mês, as importações mantiveram ritmo forte (alta de 22,9%), mas as exportações só subiram 10% (bem abaixo da média de 26,8% do ano todo)
"Tivemos um ano recorde, histórico mesmo", afirmou Teixeira na entrevista em que os dados da balança comercial brasileira foram divulgados. Mas o ano histórico a que se referia Teixeira, com exportações (US$ 256 bilhões) e importações (US$ 226,2 bilhões) recordes, não deu tranquilidade para o governo traçar estimativas para 2012.
O agravamento da crise na União Europeia ao longo do passado ficou claro na trajetória das exportações brasileiras para a zona do euro - no ano, os embarques foram 22% superiores ao registrado em 2010, mas em dezembro a elevação de foi de apenas 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Da mesma forma, a perda de fôlego das commodities ligou o sinal amarelo do governo, uma vez que os produtos básicos são o principal sustentáculo do saldo comercial - o saldo industrial é fortemente deficitário. No mês passado, o preço do minério de ferro (o principal produto exportado pelo Brasil) ficou 1,8% menor que em dezembro de 2010, da mesma forma que a celulose embarcada em dezembro foi 9,5% mais barata que no mesmo mês de 2010. Além deles, a soja em grão também viu seu preço recuar 5% na mesma comparação.
A redução das vendas de minério, em relação a novembro, já era esperada devido às negociações de mudança de preço e de método de cálculo entre a Vale, exportadora e seu principal cliente, a China. "Além, disso, há a desaceleração da economia em todo o mundo desenvolvido", observou o economista Rodrigo Branco, da Fundação de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).
Do total de US$ 226,2 bilhões das importações recordes de 2011, US$ 40 bilhões representaram a compra de bens de consumo, alta de 27,5% em relação a 2010. As aquisições de bens de capital somaram US$ 47,8 bilhões, aumento de 16,8%, enquanto matérias primas e bens intermediários totalizaram US$ 102,10 bilhões, 21,6% mais que no ano anterior. No subgrupo dos combustíveis e lubrificantes, as importações atingiram US$ 36,1 bilhões, 42,7% superior frente a 2010.
A China foi o principal destino dos produtos brasileiros em 2011. O país comprou US$ 44,31 bilhões do Brasil, representando uma alta de 44% em relação a 2010. Os principais produtos foram soja e minério de ferro. O segundo maior mercado foram os Estados Unidos, com compras de US$ 25,9, 33% maiores que as do ano anterior.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/01/2012
BUSSCAR PROTOCOLA PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Publicado em 01/03/2012 as
02:57 PM
O plano prevê o desconto de 15% no pagamento das dívidas com trabalhadores, que somam mais de R$ 110 milhões
A fabricante de carrocerias de ônibus Busscar, com sede em Joinville (SC), protocolou em 30 de dezembro o plano de recuperação financeira para retomar a produção que está praticamente paralisada há dois anos. Segundo Euclides Ribeiro, advogado da ERS Consultoria e Advocacia - que representa a empresa no processo -, os próximos 30 dias serão de prazo para aprovar e negociar o projeto com credores.
O plano prevê o desconto de 15% no pagamento das dívidas com trabalhadores, que somam mais de R$ 110 milhões segundo os cálculos de Ribeiro. O maior abatimento previsto pelo plano de recuperação financeira é para os bancos e credores financeiros, com redução de 60%. Somadas, as dívidas ultrapassam cerca de R$ 630 milhões.
Um estudo feito pela empresa de consultoria Deloitte projeta faturamento de R$ 860 milhões em 2014, ano em que a Busscar sairia do prejuízo e conquistaria lucro se começasse a produzir ainda neste mês. Pelo plano de recuperação financeira, a empresa teria condições de vender 1.818 unidades já neste ano.
Segundo o plano entregue à Justiça, a Busscar necessitaria um capital de giro de R$ 100 milhões para retomar as atividades. Segundo Ribeiro, a empresa busca no mercado investidores e outras formas de financiamento para retomar a produção.
O plano não descarta a venda da Tecnofibras, que tem um parque fabril de 28 mil metros quadrados de área coberta e capacidade de transformar 360 toneladas mensais em plástico reforçado com fibra de vidro usado em ônibus e outros veículos.
Um programa de exportação de 3 mil ônibus para a Guatemala financiado pelo BNDES também é relacionado como alternativa de receita para a empresa. O contrato é de cerca de R$ 400 milhões, dos quais R$ 130 milhões seriam destinados à Busscar.
Segundo o texto do plano de recuperação judicial, o financiamento ainda não foi totalmente desembolsado em virtude de questões que não envolvem a empresa, já que se trata de um financiamento ao importador.
Até 2008, a Busscar tinha cerca de 15% de participação no mercado de ônibus no Brasil, segundo dados apresentados no plano de recuperação judicial. Com base em dados de dezembro de 2011, a empresa emprega 2,2 mil pessoas - sendo metade na operação da Tecnofibras e o restante nas operações da Busscar e Climabuss, tendo, no passado, atingido sua capacidade total aproximado de 6,2 mil funcionários diretos.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/01/2012
O PROBLEMA QUE A INDÚSTRIA LEVA PARA 2012
Publicado em 01/03/2012 as
02:57 PM
2011 terminou deixando movimentos que ainda serão muito estudados pelos economistas, como o real efeito das medidas macroprudenciais na expressiva desaceleração da economia brasileira ao longo do ano, a resistência do emprego à mesma desaceleração e a profunda retração na produção industrial. Entre outros, esses tópicos comporiam uma lista das 10 maiores surpresas econômicas do ano, com certeza.
Dos três, o total descolamento entre a produção nacional e o Produto Interno Bruto (PIB) é o que deixa uma interrogação com cara de problema para 2012, 2013, 2014.... A indústria terminou 2010 com uma produção 10% superior à de 2009, enquanto o PIB cresceu 7,5% na mesma comparação. Em 2011, o setor vai, na melhor das hipóteses, crescer 0,5%, para um PIB próximo a 3%.
Além do crescimento pífio, o resultado dos últimos três meses mostra que a indústria brasileira nunca se recuperou efetivamente da crise externa - a produção está hoje 3% inferior à do auge pré-quebra do Lehman Brothers em setembro de 2008. O número parece pequeno, mas 3% significam cerca de 75 mil automóveis a menos por ano, ou 65 barris de petróleo por dia ou 57 mil demissões no ano.
O que mais intriga é que, na mesma comparação, o consumo doméstico está hoje 24% maior. Em três anos, a produção industrial encolheu 3% e as vendas do varejo (um bom indicador do comportamento do consumo das famílias) cresceram quase um quarto!
A conclusão quase óbvia na análise desses dados é que a importação tem ocupado um espaço cada vez maior no abastecimento da demanda interna - no lugar de um calçado nacional, um sapato coreano; no lugar de uma máquina "made in Brazil", uma alemã; no lugar de feijão brasileiro, feijão chinês!
E o buraco parece bem profundo, como é possível ver no detalhamento da pauta brasileira de importações, que traz informações surpreendentes, como o fato de que o maior aumento na compra externa de bens industrializados não ocorreu em produtos manufaturados, mas em semimanufaturados, onde importamos 35% mais que em 2010. Por exemplo: o 16º item semimanufaturado mais importado foi óleo de dendê, produto no qual o país gastou US$ 46 milhões entre janeiro e novembro (413% mais que em 2010). No mesmo período, importamos US$ 415 milhões em alumínio bruto e US$ 328 milhões em celulose - todas commodities com larga tradição de produção no país. Ou seja, a concorrência "made in mundo" chegou aos bens tipicamente "made in Brazil".
O cruzamento das informações de volume importado com produção nacional permite sustentar, com argumentos fortes, essa hipótese. A importação de bens produzidos pela indústria de transformação passou de uma presença de 17,3% para 20,4% entre 2008 e 2011. No mesmo período, a exportação perdeu importância para o mesmo setor e sua participação encolheu três pontos percentuais. Há alguns casos emblemáticos, como o da celulose importada, que já representa 30% do consumo nacional, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).
Mas se a indústria está tão acossada pela concorrência importada e produz um volume 3% menor, porque não vemos demissões no setor? Por que as campanhas salariais continuaram negociando aumentos reais para os trabalhadores da indústria ao longo de 2011 se o custo salarial em dólar está 10% maior que em 2008, como informou a repórter Arícia Martins, em recente reportagem no Valor? Por que a arrecadação incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas não financeiras ainda cresce acima da inflação?
As respostas não estão nos indicadores, mas existem pistas. A própria Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicou, em estudo feito neste ano, que o próprio setor que está aumentando suas importações, seja de matéria prima e peças, seja de produto acabado. Com isso, seu faturamento evolui, enquanto a produção encolhe.
Enquanto mecanismo de sobrevivência, a estratégia da indústria está correta e evita "mortes" ao longo do caminho. Mas e o futuro?
Enfrentar de forma mais decisiva os elementos que corróem a competitividade nacional é tarefa para qual o governo deveria realmente dedicar energia. Por enquanto, o que se viu foi mais do mesmo em uma trajetória que repete equívocos protecionistas, como os recentes anúncios que envolvem IPI maior para carros importados ou a mudança no cálculo da tarifa de importação sobe têxteis. É a indústria toda - e não um pedaço dela - que se ressente de impostos elevados, câmbio fora do lugar, infraestrutura precária e crédito ainda caro.
Por sua vez, a indústria precisa investir mais em inovação, copiar menos produtos, agregar mais valor, investir mais na formação da sua mão de obra, pensar no longo prazo e não em lucros imediatos.
Não há nenhuma novidade no diagnóstico desse arcabouço das tarefas que cabem ao Estado e às empresas, mas o tempo está passando. É cedo para que a economia brasileira seja liderada pelo setor de serviços porque a renda e a composição da população brasileira ainda não são de primeiro mundo. Embora, às vezes, esqueçamos disso diante dos relatos da fúria consumista brasileira em Miami.
Fonte: Valor Econômico/Denise Neumann
Data : 03/01/2012
VALE BUSCA MAIS AGILIDADE NAS MINAS E PORTOS
Publicado em 01/03/2012 as
02:57 PM
No mercado de logística de cargas, os simuladores também ganham espaço como forma de melhorar a performance dos operadores
Na Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial, os pilotos costumam utilizar simuladores para conhecer os circuitos antes de cada grande prêmio. O simulador faz o piloto sentir-se dentro do carro e na pista, a mais de 300 km por hora. No mercado de logística de cargas, os simuladores também ganham espaço como forma de melhorar a performance dos operadores. Na mineração, a Vale tem simuladores para trens, caminhões fora de estrada e agora implanta uma ferramenta que reproduz, em ambiente 3D, a operação de um equipamento portuário, a recuperadora de roda de caçambas. São rodas dentadas de 39 metros de altura que recolhem o minério de ferro depositado nos pátios das minas e nos terminais portuários de onde o produto segue para o embarque nos navios.
O novo simulador foi desenvolvido pela Vale em parceria com a americana GlobalSim, empresa com experiência na área de realidade virtual. Surgiu uma solução customizada, no Porto de Tubarão, no Espírito Santo, para treinar os operadores das recuperadoras de roda de caçambas. É o primeiro simulador de um equipamento portuário dentro da companhia. O simulador recebeu investimentos de R$ 3 milhões e permite reproduzir, em ambiente virtual, o processo de recuperação de granéis sólidos (vários tipos de minério de ferro, pelotas e carvão). O treinamento a ser feito neste simulador busca qualificar os operadores, o que tende a levar a uma melhoria de produtividade. A ideia é que quanto mais regular seja a operação da recuperadora mais próximo do limite de capacidade poderá operar todo o sistema de carregamento do minério nos portos da empresa.
Esse sistema é formado pelas recuperadoras, por esteiras e carregadores que depositam o minério nos porões dos navios. Com um sistema azeitado, é possível carregar as embarcações mais rápido, evitando pagamentos extras aos armadores (demurrages) e liberando mais cedo os berços de atracação para outros navios. A Vale estima que ao treinar novos operadores no simulador vai evitar acidentes e perdas nas taxas de embarque (tonelada de minério embarcado por hora). Os operadores experientes poderão passar por reciclagem para melhorar performance e segurança, avalia a empresa.
Este mês a Vale começa a treinar os operadores das recuperadoras no simulador instalado no centro de engenharia da Vale no Porto de Tubarão, pertencente à empresa. Neste prédio, já existe outro simulador em operação voltado para treinamento de maquinistas de trem. A Vale também desenvolveu simulador para caminhão fora de estrada, que transitam nas minas.
No caso do simulador da recuperadora de roda de caçamba, o desenvolvimento do simulador exigiu filmar todo o pátio do Porto de Tubarão e digitalizar as imagens. O trabalho com o simulador começa pelo Espírito Santo, mas o plano é instalar em 2012 equipamentos de realidade virtual semelhantes nos demais terminais portuários da empresa no Rio e em São Luís, no Maranhão. No total, a Vale tem 217 operadores de recuperadoras nos terminais de Tubarão, da Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS) e do Terminal da Ilha Guaíba (TIG), ambos no Rio, além do Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís. A meta é treinar 100% dos operadores.
Gustavo Mucci, gerente geral de inovação e desenvolvimento portuário da Vale, disse que o simulador vai permitir aos operadores simular a operação nas mais variadas situações. "A ideia é que o operador se sinta imerso no ambiente virtual. Poderá fazer a simulação como se estivesse operando à noite, durante o dia, com diferentes tipos de minério, com vento ou chuva", afirmou Mucci. Cada operador vai receber 16 horas de aulas teóricas e 8 horas de aulas práticas e haverá módulos básicos e avançados.
Mucci disse que o simulador permitirá obter ganhos porque, treinado na prática, o operador muitas vezes leva anos para adquirir maior habilidade e exigir menos da máquina. O simulador pode contribuir também para manter a vida útil do equipamento, afirmou o executivo. Segundo ele, o trabalho com simulador nas operações portuárias começa com a recuperadora de roda, mas será estendida a outros equipamentos portuários. "Temos novos projetos para 2012 sendo um deles o desenvolvimento de simulador para descarregador de navio", disse Mucci.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/01/2012
PARA ABREMAR, MUDAR AS ESCALAS PREJUDICARÁ SANTOS
Publicado em 01/03/2012 as
02:57 PM
Presidente de entidade afirma que alterar cruzeiros pode levar operadores a trocar de porto
FRANCE PRESSE - LYNE SANTOS - DA REDAÇÃO
Porto de Santos pode receber, no máximo, seis navios de cruzeiros por dia
O Porto de Santos corre o risco de perder navios de cruzeiros, para outros complexos do País e do Mundo, caso as operadoras não possam disponibilizar viagens que atendam a demanda e os anseios de seus hóspedes. Essa foi a análise feita pelo presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), Ricardo Amaral. O executivo não acredita que reorganizar as escalas das embarcações seja a melhor solução para evitar os transtornos sofridos pelos turistas em Santos.
A observação veio em resposta ao comentário do diretor da Concais, empresa que administra o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, Flavio Brancato, que apontou a adequação da programação de paradasdos navios como a principal medida para agilizar os procedimentos na instalação de cruzeiros.
Brancato propôs uma melhor distribuição das escalas, de forma a evitar datas com seis embarcações e outras com nenhuma. Seu comentário foi apresentado em reportagem publicada no último dia 24, sobre a vinda de seis navios de cruzeiros ao cais santista no dia anterior. Foi a data de maior movimentação da temporada. Na ocasião, os turistas reclamaram, sobretudo, da falta de espaço no terminal e na demora para embarcar.
"Como o navio faz para ir para Buenos Aires (Argentina) ou para o Nordeste e voltar em menos de sete dias? Se eu saio na sexta-feira, terei que voltar na outra sexta, independentemente de quantos navios terão no Porto. Se não tiver oferta desse tipo de produto, a companhia vai fazer cruzeiro em outro porto", afirmou Amaral, ao justificar a dificuldade em organizar as escalas para que não coincida com outras embarcações.
A presença de 23 navios de cruzeiros no Porto de Santos, nesta temporada, também facilita o encontro deles, sobretudo em dias especiais, como os que antecedem o Natal eo Carnaval quando as embarcações precisam sair em datas específicas para atender a expectativa do público.
Para Ricardo Amaral, a solução é aumentar a capacidade de atendimento a turistas do Porto, seja com melhorias na infraestrutura do atual terminal ou com a construção de uma nova instalação, o que está previsto para a região do Valongo.
"O mercado de cruzeiros cresceu demais e não houve crescimento da infraestrutura para acompanhar. Esta temporada teve o menor aumento (no número de passageiros) dos últimos 20 anos e a previsão é que a próxima tenha uma queda ainda mais significativa", afirmou Amaral, justificando essa redução com a falta de infraestrutura dos portos e os altos custos operacionais.
PARADOXO
O presidente da Abremar vê o posicionamento do Concais como um paradoxo, já que o projeto de alinhamento do Cais de Outeirinhos, obra da União, está sendo feito para permitir a atracação de seis navios na frente do terminal. Ele ainda lembra que a empresa garante ter capacidade para receber 42 mil pessoas por dia. "Eles podem receber essa quantidade, mas com que nível de serviço, se já há transtornos com apenas quatro navios e 20 mil pessoas?".
Procurada, a Codesp esclareceu que o número de seis navios foi definido após ampla discussão. A estatal informou que "a distribuição dos navios segue os procedimentos de atracação no Porto de Santos para embarcação de passageiros e que não está em discussão a revisão dos critérios para a próxima temporada".
Questionada sobre uma possível redistribuição das escalas de seus navios, a Costa Cruzeiros respondeu que a Abremar fala pelo setor. A Royal Caribbean não retornou até o fechamento da edição.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
PELO MUNDO - OMÃ - PETROLEIRO ITALIANO É SEQUESTRADO
Publicado em 01/03/2012 as
02:56 PM
Um petroleiro italiano foi se- questrado por piratas na costa de Omã, anunciou na última terça-feira o armador napolitano do navio em um comunicado. "Nosso navio Enrico Ievolifoi capturado. No momento, não temos condições de revelar mais informações", afirmou a empresa em um comunicado. O ministério italiano das Relações Exteriores confirmou o fato. "Estamos em contato com o armador e a Marinha, com uma unidade de crise", afirmou um portavoz do órgão federal.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
PELO MUNDO - VIETNÃ - CARGUEIRO NAUFRAGA E DEIXA 22 DESAPARECIDOS
Publicado em 01/03/2012 as
02:56 PM
Um cargueiro vietnamita que transportava 54,4 mil toneladas de níquel naufragou no último Natal, segundo informações das autoridades marítimas do Vietnã. Uma pessoa foi resgatada com vida e outras 22 estão desaparecidas. A embarcação Vinalines Queen viajava da Indonésia à China e perdeu contato com o Centro de Coordenação de Salvamento Marinho do Vietnã nesse dia. Segundo o náufrago resgatado, o navio afundou rapidamente e ele só teve tempo de lançar na água uma lancha salva-vidas e subir nela. O Vinalines foi construído no Japão em 2005 e era um dos navios mais modernos da marinha vietnamita.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
PELO MUNDO - JAPÃO - CAEM EXPORTAÇÕES DE CARGA CONTÊINERIZADA
Publicado em 01/03/2012 as
02:56 PM
As exportações de carga contêinerizada devem diminuir 2,3% no ano fiscal de 2011, que termina em 31 de março próximo. De acordo com relatório divulgado recentemente por uma empresa de pesquisa com sede em Tóquio, os principais fatores que ocasionaram a queda são a desaceleração econômica global, a valorização do iene e o impacto dos desastres naturais da Ásia. O Instituto de Pesquisa e Consultoria Nittsu projeta um decréscimo de 5,19 milhões TEUs (unidade relativa a um contêiner de 20 pés) nas exportações do país, após 9,2% de crescimento no ano fiscal de 2010. Apesar disso, a expectativa para o ano de 2012 é de um aumento de até 3,8%.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
PELO MUNDO - AUSTRÁLIA - FÚRIA DO MAR CASTIGA AMBIENTALISTAS
Publicado em 01/03/2012 as
02:56 PM
A fúria do mar castigou a organização ambientalista Sea Shepherd Conservation Societyao deixar fora de combate uma de suas embarcações, logo após o início de uma nova campanha contra navios baleeiros japoneses que trabalham na Antártida. Na última quinta-feira, uma grande onda, de cerca de seis metros, abriu uma rachadura no casco e danificou um dos pontilhões do Brigitte Bardot (na foto, no dia de sua inauguração, em La Ciotat, Sudoeste da França) um dos barcos da entidade. A embarcação, equipada com potentes motores e adquirida em maio do ano passado, realizava um protesto contra navios pesqueiros a 2,400 quilômetros a sudoeste da Austrália quando foi atingida.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
NAVIOS ENCERRAM VIAGENS DE RÉVEILLON
Publicado em 01/03/2012 as
02:56 PM
Após levarem 3.565 turistas para assistir a queima de fogos em Copacabana, no Rio de Janeiro, os navios Zenith e Soberano, da Pullmantur, retornaram ontem ao Porto de Santos. Eles chegaram por volta das 8h30 para a primeira escala no complexo santista neste ano.
Durante a tarde, eles embarcaram 3.619 hóspedes para cruzeiros em direção ao litoral fluminense. O Zenith partiu com 1.755 pessoas para uma viagem de três noites com paradas na praia privativa de Jaguanum, em Mangaratiba (RJ), e em Búzios (RJ). O Soberano levou 1.864 passageiros para o Rio de Janeiro e Búzios. O passeio será de cinco noites.
Hoje, não haverá escalas de navios de passageiros na Cidade. Já amanhã, será a vez de o MSC Armonia, do Costa Fortuna e do Grand Mistral voltarem a Santos com os turistas que escolheram passar o Réveillon em alto-mar.
Até o final do mês, o Porto de Santos terá mais 48 escalas de navios de cruzeiro. O destaque ficará para os cinco cruzeiros temáticos marcados para o final do mês. São eles o Tango & Milonga, entre os dias 22 e 31, no Costa Fortuna;o Universidade Marítima, de 25 a 28, no Zenith: o Royal Life, de 27 a 3 de fevereiro, no Vision ofthe Seas; o Bem Estar, de 28 a 4 de fevereiro, no Costa Pacifica; e o Artmar, de 31 a 8 de fevereiro, no Armonia.
No mês passado, houve três temáticos. Até o final da temporada, em 18 de maio, estão programadas mais 23 viagens com temas específicos.
A próxima data com maior movimentação será 18 de fevereiro, quando acontecerão os embarques dos cruzeiros de Carnaval. Seis navios vão atracar simultaneamente no cais santista nessa data, levando mais de 25 mil turistas ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini. O último dia 23 foi a primeira data com esse número de embarcações.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
OBRAS VÃO REDUZIR CONGESTIONAMENTOS, DESTACA AQUINO
Publicado em 01/03/2012 as
02:45 PM
Projeto envolve planos da Codesp, da Prefeitura e do Estado
LYNE SANTOS - DA REDAÇÃO
Ações para facilitar o acesso à Margem Direita do Porto de Santos e à Cidade foram apresentadas por Sérgio Aquino na sede do Sindisan
Os frequentes congestionamentos de caminhões na entrada e nos acessos ao Porto de Santos poderão ser minimizados, em aproximadamente dois anos, com a execução de obras planejadas pela Codesp em parceria com a Prefeitura. Mas as intervenções não são as únicas soluções para os problemas de tráfego no complexo santista. Processos logísticos também são atores importantes nesse cenário.
A reorganização do sistema viário e a necessidade do cumprimento de regras foram destacadas pelo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Sérgio Aquino, em recente reunião na sede do Sindicato das Empresas deTransporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan). O encontro foi promovido para discutir as questões com empresários e caminhoneiros da região.
Para solucionar os congestionamentos, Aquino, que também está à frente da Secretaria Municipal de Assuntos Portuários e Marítimos, destacou as obras previstas para o trecho inicial da Avenida Perimetral da Margem Direita, na área de entrada do Porto e da Cidade. "Da Via Anchieta até o Centro, já temos definidas e aprovadas duas obras. Uma é o mergulhão (passagem subterrânea naregião doValongo), quetem as alças de acesso na Rua Cristiane Otoni. E a outra é o Viaduto da Alemoa (que chegará), até o final do Retão da Alemoa (Avenida Augusto Barata)".
O projeto para o trecho da Perimetral que vai do Retão até o mergulhão, segundo ele, prevê mudanças nas linhas ferroviárias e um alargamento da via, o que permitirá a utilização do antigo terreno da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Nessa área, serão implantados pátios ferroviários e rodoviários, além de uma praça de scanners, um posto de atendimento de carreteiros e unidades da Portofer (empresa responsável pelo serviço ferroviário no cais), que hoje estão espalhadas pelo Porto. "A oficina de locomotivas que está no fundo da sede da Codesp vai para aquela região, assim como a unidade da Portofer que fica nas proximidades do Posto nº 2 do Ogmo, para que seja feita uma reorganização da área onde fica a Santa (praça onde está a imagem da Nossa Senhora de Fátima, ao lado do Terminal de Passageiros)", explicou Aquino.
ÁREA EXTERNA
Também são a guardadas alterações para a área externa ao complexo santista. Essas, no entanto, dependem do Governo de São Paulo, que há dois anos recebeu um estudo sobre a região desenvolvido pela CET. "Eles ficaram de elaborar estudos com a Ecovias e estamos aguardando soluções, porque isso gerará algumas ações na região urbana", comentouAquino. Um sistema binário e novos viadutos no final da Alemoa, depois do Rio Casqueiro, são alguns dos itens pedidos pelo Município. A intenção é criar um novo acesso ao Porto, que hoje conta apenas com uma entrada, o Viaduto da Alemoa.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 03/01/2012
PELO BRASIL - PERNAMBUCO - PORTO SECO SERÁ LICITADO PARA DESAFOGAR SUAPE
Publicado em 01/03/2012 as
02:45 PM
A Superintendência Regional da Receita Federal em Pernambuco vai licitar a permissão para exploração de um porto seco no entorno de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul do Estado. Porto seco é um recinto alfandegado de uso público, no qual são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho de mercadorias, sob controle aduaneiro, podendo operar com cargas de importação e exportação. Estima-se um investimento total mínimo de R$25milhões.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
PELO BRASIL - RIO DE JANEIRO - MAIS DE 25 MIL TURISTAS DESCEM NO PÍER MAUÁ
Publicado em 01/03/2012 as
02:45 PM
O Estado do Rio de Janeiro de- vereceber,durante o verão,cerca de 3 milhões de turistas vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. Muitos dosvisitantes chegarão em transatlânticos. Segundo o governo estadual, somente na sexta-feira e nosábado passados, mais de 25 mil pessoas desembarcaram no Terminal Internacional de Cruzeiros do Píer Mauá para passar o Réveillon na cidade, o que representou um reforço de US$ 7,5 milhões na economia. Cada turista marítimo gasta, em média, US$300 por dia.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
PELO BRASIL - BAHIA - CRUZEIRISTA MORRE AFOGADO EM PRAIA
Publicado em 01/03/2012 as
02:45 PM
Um turista de São Paulo morreu afogado na Praia do Sul, localizada na cidade de Ilhéus, no Sul da Bahia, na última quinta-feira. De acordo com informações da Delegacia do Turista de Ilhéus (Deltur), a vítima tinha 26 anos e estava no local acompanhada de familiares. O homem chegou a Ilhéus em um navio turístico que deveria ter seguido viagem na quinta-feira, mas permaneceu no porto da cidade até sexta-feira.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
PELO BRASIL - RIO GRANDE DO SUL PASSAGEIROS SÃO RECEBIDOS COM FESTA
Publicado em 01/03/2012 as
02:44 PM
O navio de cruzeiros Deutschland fez uma escala no Porto de Rio Grande na última terça-feira. Aproximadamente 300 viajantes passearam pelo centro histórico da cidade. Ao desembarcar, o grupo foi recebido por dançarinos típicos gaúchos. Essa foi a quarta embarcação de cruzeiros a atracar no porto gaúcho desde novembro.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
NOVOS TERMINAIS AJUDARÃO CABOTAGEM EM SANTOS
Publicado em 01/03/2012 as
02:44 PM
O Porto de Santos é deficiente para a operação de navios de cabotagem, segundo o presidente da Log-in, Vital Jorge Lopes. Mas, para ele, pode melhorar no próximo ano, quando vão começar a operar as instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP) e da Embraport (atualmente em construção).
"Hoje, os serviços no Porto de Santos são deficientes. Não só pelo sistema portuário, mas também pelo retroportuário", comentou. Para Lopes, a falta de espaço em áreas retroportuárias (fora do porto) para armazenagem de contêineres prejudica a operação na zona primária (cais). "Nós precisaríamos ter uma estrutura retroportuária que alimentasse isso (a zona primária) com maior velocidade".
O grande problema, afirma, é que a navegação de cabotagem, diferentemente da de longo curso, opera por janelasperíodos previamente contratados para operação em um determinado trecho de cais. A Log-in, por exemplo, mantém escalas semanais em Santos de apenas algumas horas, para receber e deixar contêineres. Para isso funcionar, todo o sistema portuário tem que operar bem, como um relógio.
"Se o trânsito forte (de caminhões, nas estradas que dão acesso ao porto) não me habilita a ter velocidade para carregar o navio, o que acontece é que eu acabo deixando cargas no chão. Quem viaja acompanhando um navio pode ver a quantidade de contêineres que acaba ficando no porto. Não é só um problema de frota (de navios). O navio estava lá. Só que o terminal não teve a velocidade ou a produtividade necessária para embarcar os contêineres", declarou Vital Lopes.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
LEITURA RÁPIDA
Publicado em 01/03/2012 as
02:44 PM
Frota em expansão
A Log-In conta hoje com 11 navios. São oito porta-contêineres e três graneleiros. Estão em construção quatro porta-contêineres, com capacidade de 2.800 TEUs cada, e dois graneleiros.
Saída
O atual presidente do CAP de Santos, Sérgio Aquino, deve deixar o cargo no final do mês, a fim de disputar a Prefeitura de Santos nas eleições deste ano.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
ARMADORA PROJETA CRESCIMENTO DE 10%
Publicado em 01/03/2012 as
02:44 PM
Responsável por 25% do mercado de cabotagem no Brasil, a Log-In prevê um cenário positivo para o setor neste e nos próximos anos
SAMUEL RODRIGUES - DA REDAÇÃO
Criada há cinco anos, a Log-In opera uma frota de oito navios conteineiros. O mais recente deles, o Log-In Jatobá, foi lançado no mês passado, no Terminal 35, uma das instalações do Grupo Libra no Porto de Santos
Crescimento da produção industrial brasileira, investimentos em novos navios e em infraestrutura portuária, custos mais competitivos. São estes os alicerces da confiança dos players da cabotagem quando projetam incrementos nos volumes movimentados nos próximos anos. A armadora Log-In (Logística Intermodal) é um deles. Detentora de25%do market share (participação no mercado) no segmento, a empresa confia em "dois dígitos" de ascensão anual para este e os próximos quatro anos. Sinal disso é que, no último mês, iniciou a operação do seu mais novo navio, o Log-In Jatobá, tendo o Porto de Santos como primeira escala comercial.
Constituída há cinco anos, a Log-In se beneficiou de uma demanda reprimida para aumentar, em média, 27% ao ano sua movimentação de contêineres. Neste período, cargas naturais de cabotagem (denominação dada ao transporte marítimo de mercadorias pela costa de um país), que antes eram transportadas em caminhões, passaram para bordo dos navios afretados pela companhia. Grandes clientes foram conquistados, tais como as fabricantes de eletrônicos LG e de eletrodomésticos Whirlpool, a petroquímica Braskem e a siderúrgica Usiminas.
Para crescer, a Log-In convenceu seus clientes de que é melhor transportar pelo mar do que por rodovia. E "melhor", para um empresário, tem que ser sinônimo de "mais barato". Sob esta ótica, dois argumentos contam a favor da cabotagem. O primeiro é o item segurança. Dependendo da carga, o transporte por caminhão requer contratação de um custoso serviço de escolta, o que não é necessário quando seutiliza navios.
O segundo aspecto é a integridade do produto, etemmuitoa ver com as péssimas condições das estradas brasileiras. "Vindo conosco, a carga vai chacoalhar menos, mesmo com o mar revolto", definiu o presidente da Log-In, Vital Jorge Lopes.
Segundo o executivo, atualmente as empresas de cabotagem conseguem oferecer ofrete marítimo a um preço equivalente a 70% do rodoviário. A economia tem atraído a atenção de grandes investidores, mas ainda há muitos a convencer. "Para cada contêiner que transportamos, há outros três que deixamos de transportar", explicou Lopes, referindo-se às cargas naturais da cabotagem (aquelas que terão de percorrer um longo curso e demandam segurança e integridade no transporte) ainda não atendidas pelas companhias de navegação.
Apesar de o mercado ter espaço para crescer, isto não ocorre tão naturalmente quanto se espera. Os motivos são vários: desde a deficitária infraestrutura portuária até a falta de navios. Na visão do presidente da Log-In, quando esses dois obstáculos forem eliminados, a situação mudará drasticamente. "Acreditamos que, em um espaço de tempo bastante curto, tenhamos o sistema portuário e a frota ajustados para, de fato, mudar a estrutura da logística, passando para um modal mais econômico e dando competitividade a nossa indústria. É importante isso para que a gente possa viver não só de produto chinês".
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
PORTOS DESLANCHAM COM INVESTIMENTOS
Publicado em 01/02/2012 as
01:01 PM
RIO - Em 2012, os portos brasileiros devem movimentar, pela primeira vez, um bilhão de toneladas em cargas, 12,3% mais que no ano passado, segundo estimativa da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na esteira deste número recorde, muitas mudanças devem ocorrer: o Rio, por exemplo, tende a alcançar a liderança no ranking dos estados com maior movimentação de carga marítima, desbancando o Espírito Santo. Hoje, ele ocupa o segundo lugar, seguido por São Paulo. Parte deste crescimento se deve aos investimentos que voltaram ao setor. Diversas empresas anunciaram novos terminais, como os portos Sudeste, em Itaguaí, e Açu, no Norte Fluminense - ambos do grupo de Eike Batista -, além de projetos da Petrobras, da Gerdau e da CSN.
- Há um bom momento para o setor, que ganhou investimentos privados depois que o governo realizou uma grande frente de dragagem. Vemos avanços em todas as áreas, mas o crescimento maior é na movimentação de contêineres, que levam produtos com maior valor agregado. Se o bilhão de toneladas não for atingido em 2012 será por pouco. Também acredito que para o Rio assumir a liderança nacional é uma questão de tempo, devido a diversos projetos industriais e, principalmente, à exploração do pré-sal - afirma Fernando Fialho, presidente da Antaq.
Leônidas Cristino, ministro especial dos Portos, confirma esse bom momento. Para ele, o cenário mudou a partir de 2005, quando o governo retomou os investimentos no setor. Passada a fase de dragagem, Cristino afirma que o momento é de investir em gestão para "ampliar a capacidade dos portos sem a necessidade de novas obras".
- Estamos investindo mais de R$ 553 milhões em projetos de inteligência, como o Porto Sem Papel, o Carga Inteligente, que permite um acompanhamento de navios e caminhões, para que as cargas cheguem no momento certo aos terminais reduzindo os congestionamentos, monitoramento de navios e controle de resíduos dos portos - diz o ministro.
Acesso a terminais é entrave à expansão
Cristino reconhece, contudo, que ainda há muita coisa a ser feita:
- Hoje, 61% da carga nacional são transportadas pelo modal rodoviário, 21% pelo ferroviário e 14% pelo aquaviário. Nosso objetivo é ter, em 2025, uma distribuição mais igualitária entre estes modais, entre 25% e 30%, deixando o restante para o dutoviário e aeroviário. Temos que avançar muito.
Um dos pontos que merecem destaque é a cabotagem, ou seja, a movimentação marítima de mercadorias entre portos brasileiros. Cristino afirma que o governo pode criar incentivos para isso.
- Não faz sentido o Brasil ter duas rodovias translitorâneas, as BRs 101 e 116. Estamos estudando formas de se incentivar a cabotagem, inclusive com a criação de píeres dedicados a navios que circulem pelo Brasil - diz, lembrando que, além de retirar caminhões da estrada, a cabotagem ajuda a reduzir a emissão de gases poluentes.
Paulo Fleury, diretor do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), afirma que o avanço a um bilhão de toneladas de carga movimentada nos portos brasileiros, por si só, não deve ser comemorado:
- Nosso volume é, grande parte, de minério de ferro. Todo o país movimenta cerca de cinco milhões de contêineres, que são os produtos com maior valor agregado. Alguns portos chineses, sozinhos, movimentam mais de dez milhões de unidades.
Ele lembra que, embora alguns projetos comecem a ganhar forma e os portos públicos tenham ganhado investimentos nos últimos anos, o crescimento também gera uma outra preocupação: portos mais movimentados e navios maiores expõem carências no armazenamento de produtos e, principalmente, nos acessos terrestres aos portos, que podem ter sua expansão estrangulada por estas deficiências. Ainda assim, Fleury afirma que ocorreram avanços nos últimos anos:
- Excluindo a frota da Petrobras, que usa seus terminais para transportar combustíveis entre os estados, dobrou a frota de navios que fazem cabotagem em cinco anos.
Alerta para danos ao meio ambiente
Rui Botter, professor de especialização de logística da Fundação Vanzolini, afirma que parte destes novos portos e terminais são consequência do crescimento da exportação de commodities. Ressalta, porém, que há muitos problemas, como a demanda reprimida, e que deveria haver mais discussão para tornar os atuais terminais mais eficientes e capacitados:
- Criar um novo porto ou terminal pode ter um impacto ambiental elevado. Então, talvez seja melhor recapacitar e modernizar os atuais.
O recente vazamento de óleo em praias de Angra dos Reis mostra que o setor precisa, ao alavancar os investimentos, ampliar a preocupação ecológica.
- As licenças ambientais obtidas atualmente são protocolares. Não há uma preocupação muito forte com a segurança - afirma Leandra Gonçalves, coordenadora de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
Ela diz que novos portos, como o Porto Sul, na Bahia, e o Porto do Açu, de Eike Batista, estão sendo construídos em locais ambientalmente sensíveis e com corais ameaçados de extinção.
- O que me preocupa é que grande parte destes superportos foram aprovados sem grande discussão - diz a ambientalista.
Fonte: Portal Portos e Navios - Informação do Yahoo
Data : 02/01/2012
OBRAS DA ZPE PARNAÍBA COMEÇAM EM JANEIRO
Publicado em 01/02/2012 as
01:01 PM
O governador do Estado em exercício, Zé Filho, assinou na manhã desta quarta-feira, 28, a ordem de serviço para a construção da primeira etapa da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), na cidade de Parnaíba. Os serviços passarão a ser administrados pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra).
"Essa é a realização de um grande sonho, que começou com meu pai Antonio Morais. Desde então foram feitos estudos e preparação para que hoje fosse assinada essa ordem de serviço. Isso era algo que poucos acreditavam, mas que hoje é uma realidade e com o povo de Parnaíba mais feliz", disse o governador.
As obras de serviço e infraestrutura dessa primeira etapa da ZPE custarão pouco mais de R$ 1 milhão de reais e devem começar já na primeira semana de janeiro. "Em janeiro já deveremos ter o canteiro de obras funcionando e até o fim do ano de 2012 queremos ter essa primeira etapa concluída", afirmou o coordenador da ZPE e do PAC no Piauí, Mirócles Veras.
Segundo ainda o coordenador, a ZPE deverá criar 58 empregos diretos e mais três mil empregos indiretos quando estiver funcionando. "No momento já temos três empresas com intenção de se instalarem na ZPE de Parnaíba, o que representa a real possibilidade de geração de um significativo número de empregos diretos e indiretos", pontuou Mirócles.
Fonte: Portal Portos e Navios - Informação do Governo do Estado do Piauí
Data : 02/01/2012
SINALIZAÇÃO DAS HIDROVIAS DA SUPERINTENDÊNCIA DE PORTOS E HIDROVIAS SERÁ TERCEIRIZADA
Publicado em 01/02/2012 as
01:01 PM
A diretoria executiva da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), decidiu terceirizar os serviços de sinalização e balizamento nos canais de acesso entre os portos de Porto Alegre e Rio Grande. A decisão foi tomada em razão da precariedade em que se encontra a atual estrutura que presta o serviço. O equipamento existente já não consegue manter o mínimo exigido pela Marinha do Brasil. A embarcação utilizada hoje para a instalação de boias e sinalizadores tem cerca de 100 anos e não teria mais estrutura para atender a demanda exigida.
O Superintendente de Portos e Hidrovias, Vanderlan Vasconselos, explicou que o navio Balizador Benjamin Constant não tem mais condições para suprir as necessidades que a sinalização das hidrovias precisa. A capacidade da embarcação, segundo ele está superada. "O navio não dá mais conta do trabalho de manutenção das novas sinalizações. Além disso, o serviço precisa ser realizado com uma agilidade que nossa estrutura não dispõe", afirma.
Com a terceirização, a SPH irá colocar em dia a sinalização das hidrovias, em especial a que liga Porto Alegre a Rio Grande. "Vamos deixar o equipamento que temos para atender situações específicas, pontuais e emergenciais, assim ficaremos assistidos de uma forma mais eficiente", disse.
Readequação
A SPH já estabeleceu a meta para os três primeiros meses do ano de 2012. O Superintendente Vanderlan Vasconselos informou que irá encaminhar contratação de estudo para projeto de readequação dos canais, das bacias, dos fundeio, da sinalização náutica da bacia de evolução e dos canais de acesso ao porto organizado de Porto Alegre, conforme as normas técnicas em vigor, em especial a Norma 13246/1995 da ABNT. Esta norma estabelece os requisitos básicos de projeto de canais de acesso, viabilidade portuária e de navegabilidade para análise preliminar em simuladores. "Queremos que as hidrovias gaúchas tenham este planejamento atualizado. Não é possível que o RS, Estado com um dos maiores potenciais hidroviários do Brasil, e precisa estar em dia com as normas exigidas pela Marinha do Brasil. O Polo Naval e a indústria oceânica que sonhamos precisa desta garantia de segurança", disse.
Fonte: Jornal Agora (RS)
Data : 02/01/2012
NOVO BERÇO DO PORTO AMPLIARÁ A CAPACIDADE DO ITAQUI EM 40%
Publicado em 01/02/2012 as
01:01 PM
O edital de licitação da construção do berço 108 foi publicado nesta quarta-feira, 28, pela Comissão Central Permanente de Licitação (CCL) do Governo do Maranhão. A licitação está marcada para ocorrer em 3 de fevereiro de 2012. A empresa vencedora deverá iniciar a obra, que tem 14 meses para ser concluída, ainda no primeiro semestre do próximo ano.
O Termo de Compromisso que garante o repasse de R$ 70 milhões do Governo Federal para construção de um novo berço no Porto do Itaqui já foi assinado. O píer 108, como é chamado, será totalmente dedicado à movimentação de granéis líquidos. O empreendimento aumentará em 40% a capacidade do porto maranhense em operar com derivados de petróleo.
O Porto do Itaqui já é um dos maiores entrepostos de derivados de petróleo do Norte e Nordeste do país. De janeiro a novembro deste ano, já foram movimentadas 6,5 milhões de toneladas de granéis líquidos. Isso representa cerca de 50% de toda a movimentação no Itaqui. Além de abastecer o mercado interno, os derivados seguem para outros estados via cabotagem, a navegação entre portos marítimos nacionais.
"Com a construção de um novo berço, teremos um incremento em torno de 40% na nossa movimentação de derivados de petróleo, o equivalente a 2,5 milhões de toneladas", informou o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária, Luiz Carlos Fossati. Ele acrescentou que o convênio com a Secretaria de Portos é uma demonstração da confiança na capacidade da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) em conduzir grandes projetos com impacto na economia do estado.
Entre outros benefícios para o Maranhão, a movimentação de derivados de petróleo como gasolina, querosene de aviação e óleo diesel, representa uma das maiores arrecadações para o estado do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2013. Antes disso, em maio de 2012, o berço 100, que será utilizado posteriormente em uma segunda fase do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), entrará em operação. As duas obras integram um conjunto de ações e projetos que visam expandir e adequar às instalações portuárias do Itaqui.
Fonte: Governo do Estado do Maranhão
Data : 02/01/2012
ESTALEIRO RECEBE US$ 5 BILHÕES
Publicado em 01/02/2012 as
01:01 PM
A diretoria da Petrobras deve aprovar um investimento no estaleiro do Paraguaçu de US$ 5 bilhões, segundo informações de uma fonte do primeiro escalão do governo do estado ao jornalista José Lopes, do site Gente&Mercado. Iniciativa do Consórcio Rio Paraguaçú - composto pela Odebrecht, OAS e UTC Engenharia -, o estaleiro ocupa uma área de 160 hectares nas margens da Baía do Iguape, no município de Maragojipe. O empreendimento tem como principal objetivo permitir às empresas parceiras participarem de licitações lançadas pela Petrobras para a construção de um conjunto de sondas de perfuração de poços de petróleo.
No final de outubro de 2010, o Ibama liberou a licença de implantação do novo estaleiro, que custará R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão serão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). A estimativa é de que com a implantação do estaleiro sejam gerados mais de sete mil empregos diretos na região. A Odebrecht tem 50% do projeto e os outros dois acionistas 25% cada um. A unidade terá capacidade de processar 70 mil toneladas de aço por ano e a previsão é de que as obras sejam executadas em 24 meses. A Petrobras não confirma nem nega o investimento e diz que só se manifestará após o fim do processo de licitação.
Fonte:Tribuna da Bahia
Data : 02/01/2012
EMPRESAS DE CABOTAGEM REAJUSTAM TARIFAS EM 30% A PARTIR DE 1/1/12
Publicado em 01/02/2012 as
01:00 PM
São Paulo - As empresas brasileiras de cabotagem irão elevar suas tarifas em 30%, de acordo com informação da empresa marítima Williams Brazil. Segundo comunicado da empresa, as novas tarifas estarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2012.
Fonte: O Estdo do Paraná
Data : 02/01/2012
THYSSEN QUER INDENIZAÇÃO PARA CSA
Publicado em 01/02/2012 as
01:00 PM
Eram largos os sorrisos em novembro de 2006 quando, numa cerimônia grandiosa realizada no Grande Salão do Povo, em Pequim, representantes do novo projeto da usina siderúrgica brasileira da ThyssenKrupp e o Citic Group chinês assinaram um contrato de 270 milhões para a construção de uma unidade de carvão siderúrgico em uma localidade próxima ao Rio de Janeiro.
Para a ThyssenKrupp, a construção de uma nova usina de aço próxima das ricas jazidas brasileiras de minério de ferro era um investimento determinante, de tudo ou nada, pelo qual esperava manter a competitividade num momento de consolidação da siderurgia, que lançava poderosos novos concorrentes como a ArcelorMittal e a Tata Steel.
Para a Citic, o maior conglomerado industrial e financeiro chinês, a oportunidade de ter uma participação num projeto colossal como aquele era uma enorme cartada. Tratava-se, de longe, do maior contrato envolvendo uma unidade de carvão siderúrgico de todos os tempos conquistado por uma empresa chinesa. Para garantir o contrato, a Citic ofereceu um preço mais vantajoso que o da Uhde, construtora de usinas da própria Thyssen, e a diferença estava na casa de meados de dois dígitos de milhões de euros.
Cinco anos mais tarde, os sorrisos de Pequim representam uma distante reminiscência. A ThyssenKrupp está pleiteando indenização da Citic por atraso e supostamente, falhas na obra de construção da usina brasileira. Segundo o conglomerado alemão, esses problemas o teriam onerado com 500 milhões em custos adicionais.
Passadas apenas algumas semanas depois do 200º aniversário da Krupp, a empresa alemã foi obrigada, em dezembro, a dar baixa contábil de 2,1 bilhões em sua divisão de aço nas Americas, em grande medida devido aos problemas decorrentes da usina brasileira [Cia. Siderúrgica do Atlântico- CSA ]. O grupo preferiu não fazer novos comentários.
Os altos dirigentes da ThyssenKrupp ignoraram advertências, na época, de alguns membros do conselho supervisor sobre a delegação de uma obra crítica de construção a uma instituição comparativamente pouco conhecida, disse pessoa familiarizada com as discussões do conselho. "Se examinarem os prejuízos causados desde então pelo que [a Citic] construiu, se verá que ele é muitas vezes superior ao desconto oferecido pela Citic", afirmou.
Vários diretores da ThyssenKrupp deixaram a empresa depois de não ter conseguido assumir o controle dos problemas ocorridos no Brasil. Esse processo culminou, no início de dezembro, na decisão de Ekkehard Schulz, o ex-principal executivo de longo mandato que comandou a expansão brasileira, de se afastar do conselho supervisor da empresa no fim de 2011.
O conselho supervisor do grupo informou que, à luz da perda de 2,1 bilhões, tinha solicitado aos advogados que analisassem se a empresa deveria mover pedidos de indenização contra os membros do conselho de direção, entre os quais Schulz.
A usina de aço da ThyssenKrupp no Brasil, o maior investimento industrial privado dos últimos dez anos no país, foi acossada desde o início por atrasos e estouros de orçamento que fizeram com que o investimento total subisse de 3 bilhões para 5,2 bilhões. Embora tenha sido oficialmente inaugurada pelo ex-presidente do país Luiz Inácio Lula da Silva, em junho de 2010, ainda não está operando de forma eficiente ou à plena capacidade devido, em grande medida, aos problemas verificados na coqueria (de carvão), que devia ter sido concluída em 2009 mas será inaugurada apenas em 2012.
O carvão siderúrgico é parte crucial do processo siderúrgico, e os problemas da ThyssenKrupp foram magnificados porque a coqueria é parte essencial do suprimento de energia da usina. Segundo pessoas próximas à ThyssenKrupp, os atrasos e os problemas de qualidade vieram à tona durante a construção e, em dezembro de 2009, a Uhde assumiu a responsabilidade por acabar o projeto e a Citic reduziu sua remuneração em cerca de 100 milhões. No entanto, quando a ThyssenKrupp começou a operar a unidade, em setembro de 2010, identificou novos problemas graves.
A divisão sul-americana da ThyssenKrupp assumiu desde então mais de 500 milhões em custos adicionais para a resolução dos problemas observados na coqueria, segundo estimativa interna. Mas considera-se que Heinrich Hiesinger, que tomou posse como principal executivo da empresa em janeiro de 2011, tenha dito aos diretores que o total dos custos decorrentes dos problemas com a unidade pode somar 1,5 bilhão.
A ThyssenKrupp prevê que sua divisão Steel Americas informará mais um prejuízo para o ano como um todo no ano fiscal 2011-12.
O caso brasileiro é um fator de dispersão indesejado para Hiesinger, que, no início de 2011, lançou reformulação radical na ThyssenKrupp destinada a alienar divisões para baixar o endividamento e financiar o crescimento futuro.
A divisão sul-americana e a Citic realizaram conversações sobre indenização em que a Citic deu indícios de que está, em princípio, preparada para arcar com parte dos custos adicionais, segundo pessoa familiarizada com os assuntos da ThyssenKrupp. A Citic não respondeu às solicitações por seus comentários.
Fonte: Valor Econômico/Por Chris Bryant | Financial Times/Colaborou Jamil Anderlini, de Pequim
Data : 02/01/2012
RIO TERÁ FERROVIA PARA CONECTAR TERMINAIS
Publicado em 01/02/2012 as
01:00 PM
Projeto de R$1,6 bi será apoiado por Vale e EBX
Novos projetos de mineração, petróleo e carga geral devem levar o Rio a atingir a liderança no ranking dos portos mais movimentados do Brasil. Mas, para que estes terminais não fiquem sem acesso terrestre, o governo do estado, em parceria com a União e diversas empresas, vai construir uma nova ferrovia ligando os principais terminais do estado, a primeira a ser construída no Rio em décadas. O anúncio oficial, de R$1,650 bilhão, será feito no início deste ano.
- O Rio caminha para se consolidar como o maior complexo portuário do Brasil. Vamos, para facilitar este modal, criar um novo ramal de trens, que, junto com a recuperação de algumas linhas, vai unir os portos do Açu e Barra do Furado, no Norte do estado, o Comperj, Porto do Rio e terminais de Itaguaí - afirmou Júlio Lopes, secretário estadual de Transportes.
Ele afirmou que toda a modelagem está sendo tocada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A responsável pela obra será a estatal federal Valec e o financiamento terá apoio de empresas como Petrobras, EBX, Vale, FCA e MRS.
- O Comperj será uma realidade e a Petrobras viu que a melhor maneira de ligar o complexo a outras empresas e ao principal consumidor do Brasil, São Paulo, é por trem - disse o secretário.
Estrada de ferro terá 350 km e será operada por várias empresas
A estrada se chamará EF-354, terá 350 quilômetros de extensão e vai permitir trens de bitolas larga e estreita. Será também a primeira experiência brasileira de estrada de ferro com diversos operadores.
- Temos um estudo que aponta que, quando o Comperj ficar pronto, serão mais 300 caminhões pesados por dia em nossas estradas. Não temos capacidade de suportar isso, até porque é uma média, pode ter um dia com mais de 700 caminhões. Temos que buscar soluções.
Rio terá segunda maior base "offshore" da Petrobras
Além da nova ferrovia, o estado prioriza a ampliação do Porto do Rio. Um dos principais projetos é o Porto Século 21, que vai ordenar o trânsito local, recuperar socialmente a área do entorno e ampliar a capacidade de armazenamento. Em parceria com as secretarias de Transporte e Desenvolvimento Econômico do estado, ao lado da prefeitura, Companhia Docas, Petrobras, Libra e Multiterminais, deverá ser criado ainda um centro de caminhões, no Caju.
Júlio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, destacou que estão sendo investidos mais de R$1 bilhão no Porto do Rio. Segundo ele, os recursos são fundamentais para receber embarcações maiores.
- O Porto do Rio será a segunda maior base offshore da Petrobras. Hoje, o porto opera com metade da sua capacidade - diz o secretário.
Embora não esteja entre os mais movimentados do país, o Porto do Rio é onde a carga tem maior valor agregado (US$1.580 a tonelada, bem acima da média nacional de US$483/tonelada), segundo o governo do estado.
Na área de commodities também haverá aumento de capacidade de movimentação, com os portos do grupo EBX, de Eike Batista. O Porto do Açu, no Norte Fluminense, terá em seu auge capacidade de 350 milhões de toneladas por ano, ou 41% da movimentação brasileira de 2010. E há o Porto Sudeste, especializado em minério de ferro, que terá capacidade para 50 milhões de toneladas por ano e já conta com projeto para dobrar sua movimentação. (Henrique Gomes Batista e Bruno Rosa)
Fonte : O Globo
Data : 01/01/2012
PORTOS DO PAÍS MOVIMENTARÃO CARGA RECORDE
Publicado em 01/02/2012 as
01:00 PM
PORTOS DESLANCHAM COM INVESTIMENTOS
Autor(es): Henrique Gomes Batista
Os portos brasileiros vão movimentar, pela primeira vez, um bilhão de toneladas em cargas este ano, um aumento de 12% em relação a 2011. O Estado do Rio de Janeiro, que investirá R$1,6 bilhão numa ferrovia para interligar os terminais fluminenses, deve se tornar o líder no ranking de maior movimentação de carga marítima do país.
Carga movimentada no país baterá recorde de 1 bi de toneladas em 2012. Rio deve liderar ranking
Em 2012 os portos brasileiros devem movimentar, pela primeira vez, um bilhão de toneladas em cargas, 12,3% mais que no ano passado, segundo estimativa da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na esteira deste número recorde, muitas mudanças devem ocorrer: o Rio, por exemplo, tende a alcançar a liderança no ranking dos estados com maior movimentação de carga marítima, desbancando o Espírito Santo. Hoje, ele ocupa o segundo lugar, seguido por São Paulo. Parte deste crescimento se deve aos investimentos que voltaram ao setor. Diversas empresas anunciaram novos terminais, como os portos Sudeste, em Itaguaí, e Açu, no Norte Fluminense - ambos do grupo de Eike Batista -, além de projetos da Petrobras, da Gerdau e da CSN.
- Há um bom momento para o setor, que ganhou investimentos privados depois que o governo realizou uma grande frente de dragagem. Vemos avanços em todas as áreas, mas o crescimento maior é na movimentação de contêineres, que levam produtos com maior valor agregado. Se o bilhão de toneladas não for atingido em 2012 será por pouco. Também acredito que para o Rio assumir a liderança nacional é uma questão de tempo, devido a diversos projetos industriais e, principalmente, à exploração do pré-sal - afirma Fernando Fialho, presidente da Antaq.
Leônidas Cristino, ministro especial dos Portos, confirma esse bom momento. Para ele, o cenário mudou a partir de 2005, quando o governo retomou os investimentos no setor. Passada a fase de dragagem, Cristino afirma que o momento é de investir em gestão para "ampliar a capacidade dos portos sem a necessidade de novas obras".
- Estamos investindo mais de R$553 milhões em projetos de inteligência, como o Porto Sem Papel, o Carga Inteligente, que permite um acompanhamento de navios e caminhões, para que as cargas cheguem no momento certo aos terminais reduzindo os congestionamentos, monitoramento de navios e controle de resíduos dos portos - diz o ministro.
Acesso a terminais é entrave à expansão
Cristino reconhece, contudo, que ainda há muita coisa a ser feita:
- Hoje, 61% da carga nacional são transportadas pelo modal rodoviário, 21% pelo ferroviário e 14% pelo aquaviário. Nosso objetivo é ter, em 2025, uma distribuição mais igualitária entre estes modais, entre 25% e 30%, deixando o restante para o dutoviário e aeroviário. Temos que avançar muito.
Um dos pontos que merecem destaque é a cabotagem, ou seja, a movimentação marítima de mercadorias entre portos brasileiros. Cristino afirma que o governo pode criar incentivos para isso.
- Não faz sentido o Brasil ter duas rodovias translitorâneas, as BRs 101 e 116. Estamos estudando formas de se incentivar a cabotagem, inclusive com a criação de píeres dedicados a navios que circulem pelo Brasil - diz, lembrando que, além de retirar caminhões da estrada, a cabotagem ajuda a reduzir a emissão de gases poluentes.
Paulo Fleury, diretor do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), afirma que o avanço a um bilhão de toneladas de carga movimentada nos portos brasileiros, por si só, não deve ser comemorado:
- Nosso volume é, grande parte, de minério de ferro. Todo o país movimenta cerca de cinco milhões de contêineres, que são os produtos com maior valor agregado. Alguns portos chineses, sozinhos, movimentam mais de dez milhões de unidades.
Ele lembra que, embora alguns projetos comecem a ganhar forma e os portos públicos tenham ganhado investimentos nos últimos anos, o crescimento também gera uma outra preocupação: portos mais movimentados e navios maiores expõem carências no armazenamento de produtos e, principalmente, nos acessos terrestres aos portos, que podem ter sua expansão estrangulada por estas deficiências. Ainda assim, Fleury afirma que ocorreram avanços nos últimos anos:
- Excluindo a frota da Petrobras, que usa seus terminais para transportar combustíveis entre os estados, dobrou a frota de navios que fazem cabotagem em cinco anos.
Alerta para danos ao meio ambiente
Rui Botter, professor de especialização de logística da Fundação Vanzolini, afirma que parte destes novos portos e terminais são consequência do crescimento da exportação de commodities. Ressalta, porém, que há muitos problemas, como a demanda reprimida, e que deveria haver mais discussão para tornar os atuais terminais mais eficientes e capacitados:
- Criar um novo porto ou terminal pode ter um impacto ambiental elevado. Então, talvez seja melhor recapacitar e modernizar os atuais.
O recente vazamento de óleo em praias de Angra dos Reis mostra que o setor precisa, ao alavancar os investimentos, ampliar a preocupação ecológica.
- As licenças ambientais obtidas atualmente são protocolares. Não há uma preocupação muito forte com a segurança - afirma Leandra Gonçalves, coordenadora de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
Ela diz que novos portos, como o Porto Sul, na Bahia, e o Porto do Açu, de Eike Batista, estão sendo construídos em locais ambientalmente sensíveis e com corais ameaçados de extinção.
- O que me preocupa é que grande parte destes superportos foram aprovados sem grande discussão - diz a ambientalista.
Fonte : O Globo
Data : 01/01/2012
MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS CAI QUASE 9% NO PORTO DE SANTOS NO MÊS PASSADO
Publicado em 01/02/2012 as
12:59 PM
A movimentação de cargas no Porto de Santos caiu 8,7% no mês passado, em relação a novembro de 2010. Em balanço divulgado nesta quinta, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que o mês fechou com 6.882.149 toneladas, entre embarques e desembarques.
É o segundo mês seguido em que a Docas fecha o balanço com queda no movimento de mercadorias. Em setembro, a alta mensal foi de 0,1% na comparação com 2010. No acumulado do ano, de janeiro a novembro, houve estagnação: 88.844.100 toneladas, com crescimento de 0,02% ante o ano passado. Na última semana, quando divulgou seu balanço anual, a administradora do Porto projetou fechar o ano em 96,9 milhões de toneladas.
Em novembro, as exportações somaram 4.334.500 toneladas, uma queda de 9% frente ao mesmo mês de 2010. O açúcar subiu 6,8%, com 1,16 milhão de toneladas. Também se destacaram as exportações de soja, que subiram 230%, com 604 mil toneladas.
Outros produtos tradicionais no sentido exportação sofreram quedas significativas, como o milho (-65,7%, com 323 mil toneladas) e a gasolina (-77,7%, com 22 mil toneladas no mesmo mês).
Na corrente inversa, de importação, novembro foi marcado pelas altas do adubo (32,8%, com 391 mil toneladas), do carvão (10,9%, com 247 mil toneladas) e do trigo (632%, com 73 mil toneladas). Mas também houve cargas em forte baixa, como o minério de ferro (quase 100%, com movimento residual de 58 toneladas), o GLP (35,5%, com 39 mil toneladas) e o sal (17,9%, com 95 mil toneladas).
Até o segmento contêiner, que viveu um crescimento sustentado ao longo do ano, teve resultado adverso em novembro. Foram 6,1% a menos no mês, com movimento de 227.730 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
Acumulado
As exportações somaram 57,63 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a novembro, segundo a Docas, o que representou 64,8% do volume de mercadorias movimentado pelo Porto de Santos. Foram importadas, no mesmo período, 31,2 milhões de toneladas, ou 35,1% do total.
Nesses embarques, o açúcar, principal produto do Porto em quantidade, sofreu queda de 13,7% no período, com 15.961.612 toneladas.
A Docas justificou o decréscimo com a quebra da safra brasileira e o fortalecimento de grandes produtores internacionais, como a Índia e a Rússia. Em 2010, ambos os países tiveram problemas com a colheita da cana e foram obrigados a comprar açúcar do Brasil para honrar seus contratos.
Também caiu o volume de milho exportado: -6,5%, com 4.321.857 toneladas. Por outro lado, a soja, a segunda carga mais movimentada, somou 11.165.976 toneladas - 6% a mais do que no ano passado. O motivo é um apetite maior dos chineses pelo produto e seus derivados.
Também houve incremento nas exportações de café, outra mercadoria tradicional de Santos. Foram 1.244.614 toneladas, um aumento de 17% frente a 2010. O Brasil é o maior produtor mundial do grão e responsável por 30% do mercado. Em muitos casos, a mercadoria leva, no exterior, a marca do seu principal porto de saída. Santos é responsável por 76% dos embarques do produto.
Nas importações, os principais resultados positivos foram registrados na movimentação de adubo, que atingiu 3.402.969 toneladas e cresceu 73,1%, e pelo minério de ferro, cuja movimentação foi de 841.227 toneladas, com crescimento de 14,2%. Mas houve produtos com retração também: o trigo, por exemplo, somou 1.151.828 toneladas, uma queda de 18,9%. A nafta (derivado do petróleo, matéria-prima para produção de plástico), por sua vez, somou 350.532 toneladas desembarcadas, uma queda de 57,8%.
Contêineres e Veículos
A movimentação de contêineres de janeiro a novembro foi de 2.697.936 TEUs. É 8,5% a mais do que no mesmo período do ano passado. A Docas não fez, em seu balanço, distinção entre importação e exportação. Analistas ouvidos por A Tribuna acreditam que, no ano que vem, deverá haver um novo incremento, porém mais modesto, próximo da porcentagem esperada de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para 2012.
Os embarques e desembarques de veículos no Porto também deram um salto e atingiram 390.609 unidades movimentadas, uma alta de 21,4%. O resultado foi obtido em um cenário complicado, de desavenças com a Argentina e aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aplicado para países de fora do Mercosul(exceto o México).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/01/2012
PRIMEIRO NAVIO DE CRUZEIRO A ATRACAR NO PORTO DE SANTOS EM 2012 É O IMPERATRIZ
Publicado em 01/02/2012 as
12:59 PM
O Imperatriz, da Pullmantur, será o primeiro navio de cruzeiros a atracar no Porto de Santos em 2012. A atracação deve acontecer às 15 horas deste domingo no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini. Ao todo, 924 passageiros irão desembarcar após comemorarem o Ano-Novo na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Imperatriz chega a Santos às 15 horas deste domingo após Ano-Novo em Copacabana
O navio segue para uma viagem de sete noites com escalas em Itajaí, litoral de Santa Catarina, em Montevideo (Uruguai) e em Buenos Aires (Argentina). O Imperatriz leva os 942 passageiros que já estavam a bordo e outros 893 que embarcam neste domingo. A previsão é que o navio deixe o terminal às 20 horas.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/12/2011
IMPERATRIZ É O PRIMEIRO NAVIO A CHEGAR AO PORTO EM 2012
Publicado em 01/02/2012 as
12:59 PM
Não foi apenas o público que estava nas lajes e nas areias que curtiu a queima de fogos da Praia de Copacabana, no Rio. A turma que escolheu passar o Réveillon em transatlânticos ficou encantada com a vista privilegiada do espetáculos de cores.
Por muito tempo, a lembrança dos 16 minutos de queima de fogos na praia carioca mais famosa não deve sair da cabeça de quase 1 mil passageiros do Imperatriz, da Pullmantour, o primeiro navio de cruzeiros a chegar ao Porto de Santos, em 2012.
Sensacional, maravilhosa, encantadora e linda foram algumas palavras para descrever a festa no céu do Rio. Segundo alguns passageiros, a emoção já começou com a contagem regressiva e se estendeu com a sincronia dos fogos vermelhos em formato de coração.
Nem a chuva atrapalhou ou desanimou quem estava embarcado no navio. "Foi algo mágico, coisa de outro mundo. Apesar da chuva, foi possível ver um belo espetáculo de cores. Foi minha primeira vez e realmente a impressão foi a melhor que tivemos", relatou o empresário Alfredo Novais.
Embora estivessem a mais de um quilômetro da faixa de areia, o empresário Márcio Luiz Clebe disse que o ângulo privilegiado é principal diferencia, além da comodidade que também pesou na hora de optar pela viagem. "É como se assistir o espetáculo numa cobertura de prédio sem o tumulto que tem no chão", comparou o passageiro.
Cynthia Bresciani já passou um réveillon em alto-mar em Punta Del Este, mas não se compara ao que viu na Praia de Copacabana. Acompanha de fila e sua mãe, ela disse que a lembrança ficará guardada por muitos anos.
A emoção foi tanta que a família nem se preocupou em pegar a máquina digital para registrar a queima de fogos. Para Cynthia, era preferível se contagiar pela magia do momento do que se preocupar em fazer imagens com luzes de fundo.
"Tinha muita vontade em ver a queima de fogos de Copacabana. Realizei um sonho que tinha ao lado da família. Desfrutamos um visual que ficará por muito na lembrança de todas nós", comentou a mulher, que mora em Bauru, interior de São Paulo.
Este foi o primeiro navio de cruzeiros a chegar ao Porto de Santos, em 2012.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/01/2012
PORTO DE PARANAGUÁ BATE RECORDE NA EXPORTAÇÃO DE GRÃOS EM 2011
Publicado em 01/02/2012 as
12:59 PM
As exportações de soja e derivados garantiram a movimentação do Porto de Paranaguá, no Paraná. Em 2011, foi registrado o maior volume de embarque da história.
Há muito tempo não se via filas de caminhões esperando pra descarregar a produção agrícola, principalmente soja, nem navios ao largo esperando para atracar. De janeiro a novembro passaram pelo porto nada menos do que 2.341 navios, com aumento de 36 em relação ao mesmo período de 2010. O destino dos produtos agrícolas brasileiros foi China, Holanda e Taiwan. Um dos navios irá transportar 63 mil toneladas de soja para o porto de Nantong, em Shangai, na China.
É raro carregar soja nesta época no porto de Paranaguá. Tamanha movimentação explica o quanto as exportações cresceram em 2011 e o registro histórico de uma movimentação financeira de US$ 16, 2 bilhões em novembro. Só em 2008, nesse mesmo mês, o porto registrou uma movimentação de US$ 14 bilhões.
O porto de Paranaguá movimentou 41 milhões de toneladas entre carga geral e cereais. O recorde foi alcançado graças ao grande volume de produtos embarcados principalmente no corredor de exportação, como soja, farelo, trigo, milho e açúcar. Desse total, 11,6 milhões de toneladas são de soja em grãos, farelo e óleo de soja, que formam o carro chefe das exportações.
Para o superintendente do porto, a recuperação se deve às melhorias adotadas na infraestrutura portuária. "Através de mudanças estruturais conseguimos bater recordes em quase todas as movimentações no porto", diz Airton Maron.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/01/2012
COWAN FAZ APOSTA EM ÓLEO E GÁS NO PRÉ-SAL DA NAMÍBIA
Publicado em 12/30/2011 as
12:24 PM
Criada em 2006, a Cowan Petróleo e Gás S.A. braço do grupo mineiro Cowan, adquiriu em novembro deste ano dois blocos na bacia de Lüderitz, no pré-sal da Namíbia. Tem 85% dos blocos em associação com a Namcor, estatal do país africano onde outra brasileira, a HRT, também tem ativos exploratórios. Com 26 subsidiárias, 53 anos de idade e faturamento de R$ 500 milhões, o Grupo Cowan, controlado pela família Wanderley, quer se firmar no setor. Já investiu R$ 40 milhões no biênio 2010 e 2011 e não tem ainda fechado o orçamento de 2012.
A empresa estreou na 8ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada em 2006, quando fez ofertas vencedoras por quatro blocos, em associação com a Petrobras e Queiroz Galvão. Ganhou mas não levou. As áreas nunca foram concedidas, já que a rodada foi suspensa e não há notícias sobre retomada.
A Cowan fez nova investida no setor em 2007, na 9ª Rodada, quando adquiriu dois blocos em terra. Posteriormente, associou-se à Lábrea, da HRT, que tinha outros dois blocos na mesma rodada e que acabou sócia minoritária, com 10%. Depois do consórcio devolver uma das áreas para a agência reguladora, a Cowan, que é a operadora, passou a explorar três blocos em terra nas bacias do Recôncavo (BA), Espírito Santo (ES) e Rio do Peixe (PB).
No ano passado fez três notificações de descoberta de petróleo após perfurar três poços no bloco ES-T-400. O resultado levou a Cowan a fazer novas pesquisas e só aguarda autorizações dos órgãos de licenciamento ambiental para contratar serviços de sísmica em terceira dimensão (3D) em outra parte do bloco.
Guilherme Santana, diretor da Cowan Petróleo e Gás, está animado com os resultados, apesar de preferir não revelar volumes potenciais. O executivo explica que o grupo tomou a decisão estratégica de entrar no setor de petróleo e gás e para isso a companhia começou a analisar ativos no exterior e não apenas no Brasil, que também se tornou um país caro.
"A Cowan está disposta a crescer no setor, e como o setor não tem fronteiras, estamos analisando outras coisas na América do Sul e América do Norte. E quando fomos apresentados a esses blocos na Namíbia olhamos, gostamos do que vimos e fechamos", diz Santana, citando o Chile, Argentina e Colômbia como países onde a companhia tem interesse.
A Cowan agora procura parcerias, tanto no Brasil como no exterior. Santana explica que a empresa já tem orçamento para contratar sísmica 2D e 3D nos dois blocos africanos - que ficam distantes 112 quilômetros (Km) da costa da Namíbia em profundidades de 2 mil metros - explicando que a empresa agora procura parcerias. E já conversa com outras companhias, cujos nomes o diretor prefere não revelar.
"Estamos no setor para ficar, para crescer. Buscamos oportunidades. Queremos crescer em óleo e gás não só no Brasil e por isso estamos buscando oportunidades fora do país", diz Santana.
A companhia de óleo e gás tem atualmente 155 funcionários - de um total de 3 mil funcionários do grupo - e o quadro vai aumentar. Com o apetite da Cowan pelo setor, o número de contratações vai aumentar em 2012 e a empresa já procura funcionários, provavelmente estrangeiros, para trabalharem na Namíbia.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 30/12/2011
SINALIZAÇÃO DAS HIDROVIAS SERÁ TERCEIRIZADA
Publicado em 12/30/2011 as
12:24 PM
A diretoria executiva da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), decidiu terceirizar os serviços de sinalização e balizamento nos canais de acesso entre os portos de Porto Alegre e Rio Grande. A decisão foi tomada em razão da precariedade em que se encontra a atual estrutura que presta o serviço. O equipamento existente já não consegue manter o mínimo exigido pela Marinha do Brasil. A embarcação utilizada hoje para a instalação de boias e sinalizadores tem cerca de 100 anos e não teria mais estrutura para atender a demanda exigida.
O Superintendente de Portos e Hidrovias, Vanderlan Vasconselos, explicou que o navio Balizador Benjamin Constant não tem mais condições para suprir as necessidades que a sinalização das hidrovias precisa. A capacidade da embarcação, segundo ele está superada. "O navio não dá mais conta do trabalho de manutenção das novas sinalizações. Além disso, o serviço precisa ser realizado com uma agilidade que nossa estrutura não dispõe", afirma.
Com a terceirização, a SPH irá colocar em dia a sinalização das hidrovias, em especial a que liga Porto Alegre a Rio Grande. "Vamos deixar o equipamento que temos para atender situações específicas, pontuais e emergenciais, assim ficaremos assistidos de uma forma mais eficiente", disse.
READEQUAÇÃO
A SPH já estabeleceu a meta para os três primeiros meses do ano de 2012. O Superintendente Vanderlan Vasconselos informou que irá encaminhar contratação de estudo para projeto de readequação dos canais, das bacias, dos fundeio, da sinalização náutica da bacia de evolução e dos canais de acesso ao porto organizado de Porto Alegre, conforme as normas técnicas em vigor, em especial a Norma 13246/1995 da ABNT. Esta norma estabelece os requisitos básicos de projeto de canais de acesso, viabilidade portuária e de navegabilidade para análise preliminar em simuladores. "Queremos que as hidrovias gaúchas tenham este planejamento atualizado. Não é possível que o RS, Estado com um dos maiores potenciais hidroviários do Brasil, e precisa estar em dia com as normas exigidas pela Marinha do Brasil. O Polo Naval e a indústria oceânica que sonhamos precisa desta garantia de segurança", disse.
Fonte: Jornal Agora(RS)
Data : 30/12/2011
GOVERNO DO RIO CONTESTA DESAPROPIAÇÕES INDEVIDAS NA ÁREA DO PORTO DO AÇU
Publicado em 12/30/2011 as
12:24 PM
Rio de Janeiro - O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, contestou hoje (29) denúncias de desapropriação forçada contra agricultores e proprietários rurais no município de São João da Barra, na área onde é construído o Porto do Açu. Para instalação do empreendimento do Grupo EBX em 70 milhões de metros quadrados está prevista a remoção de cerca de 400 propriedades rurais pertencentes a 96 famílias.
Na última segunda-feira (26), a Justiça Estadual concedeu uma liminar para proteger moradores idosos, afetados pelas desapropriações, obrigando a prefeitura do município a fazer um levantamento sobre a situação deles. Anteriormente, o Ministério Público Federal tinha decidido investigar a formação de milícias e violação de direitos humanos nos despejos de pessoas que viviam na área do empreendimento.
"Não estamos batendo em velhinhos, tampouco criando milícias", disse o secretário sobre a decisão da Justiça e a investigação do MPF. "Quem tem problema na Justiça [para receber a indenização] está sendo procurado pelos empreendedores para vender [o terreno]. Na nossa opinião não tem nenhum motivo que justifique ação do Ministério Público [Federal]", completou.
Segundo a secretaria, na primeira fase serão feitas 151 desapropriações. Por enquanto, apenas 16 famílias foram reassentadas em uma localidade batizada de Vila da Terra.
Embora a obra do Porto do Açu seja conduzida por um gripo privado, parte do terreno era do governo estadual, que prometeu as desapropriações com o objetivo de manter o empreendimento e mais de oito mil emprego no Rio. Ficou com a responsabilidade de retirar as famílias do local pagando R$ 44 milhões para uma área de 23 quilômetros quadrados (km²) e está no centro das investigações do MPF.
"Recebemos um vasto material, com narrativas contundentes, fotos do local com carros particulares junto com os da Polícia Militar, agentes portando armas ostensivamente e homens à cavalo", relatou o procurador da República responsável pelo caso, Eduardo Santos de Oliveira. Ele disse que diante dos indícios, a investigação ouvirá representantes da empresa e de governos.
Reforçando as denúncias está a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja Católica, que no início do mês divulgou nota denunciando desapropriações forçados. Disse que cerca de 1,5 mil famílias em dez distritos são pressionadas a deixar suas casas.
Fonte: Agência Brasil/Isabela Vieira
Data : 30/12/2011
TOTAL DE NAVIOS QUE ESPERA PARA EMBARCAR AÇÚCAR SOBE PARA 33
Publicado em 12/30/2011 as
12:24 PM
O número de navios que esperam para embarcar açúcar nos portos brasileiros subiu de 24 para 33 na semana encerrada nesta quarta-feira, de acordo com relatório da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as embarcações com previsão de chegada até dia 19 de janeiro.
Foi agendado o carregamento de 840,23 milhões de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no porto de Santos, de onde sairão 391,25 mil toneladas, ou 47% do total. Maceió responderá por 25% do embarque, ou 213,7 mil toneladas.
No Porto de Santos, o terminal da Cosan deve embarcar 236,4 mil toneladas no período analisado. No terminal da Copersucar, os embarques devem somar 84,6 mil toneladas. A expectativa é de que 30 mil toneladas sejam embarcadas no terminal de Noble. A Cargill deve embarcar 40,25 mil toneladas.
A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP - açúcar bruto de alta polarização -, com 787 mil toneladas. O açúcar VHP é embarcado à granel. Do total de VHP a ser exportado, 48% será pelo porto de Santos e 27% por Paranaguá.
Os registros do tipo cristal B-150 devem somar 39,3 mil toneladas. O açúcar refinado A45 totaliza 13,9 mil toneladas. O açúcar cristal e o A45 são embarcados ensacados. Do total de açúcar ensacado a ser embarcado, 41% sairá pelo Porto de Paranaguá, e 25% por Santos.
Fonte:Agência Estado
Data : 30/12/2011
PETROBRÁS APRESENTA DECLARAÇÃO DE COMERCIALIDADE DE GUARÁ
Publicado em 12/30/2011 as
12:24 PM
SÃO PAULO - A Petrobrás, apresentou hoje, à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Declaração de Comercialidade da acumulação de petróleo e gás na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos.
Na proposta encaminhada ao órgão regulador, o consórcio sugeriu que o novo campo, formado por reservatórios com óleo de boa qualidade (30º API), seja denominado Sapinhoá (nome, em tupi-guarani, do molusco marinho Anomalocardia brasiliana). Com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), Sapinhoá é mais um campo gigante descoberto em rochas do pré-sal brasileiro e um dos maiores do País.
Junto com a Declaração de Comercialidade o consórcio apresentou à ANP o Relatório Final do Plano de Avaliação da área. O relatório do Plano de Desenvolvimento (PD) do campo será submetido à ANP em fevereiro de 2012. A Declaração de Comercialidade ocorre após a execução do Programa de Avaliação Exploratória na área, realizado a partir do primeiro poço perfurado em 2008.
Foram perfurados, na área, quatro poços, incluindo um de Aquisição de Dados de Reservatórios. Além disso, em três desses poços, foram concluídos quatro testes de formação (TFRs) e um Teste de Longa Duração (TLD) de cinco meses no poço descobridor.
O TLD confirmou a excelente produtividade do poço descobridor, com manutenção da vazão durante todo o período de teste. Revelou, também, informações sobre as propriedades dos reservatórios carbonáticos, imprescindíveis para a otimização do plano de Desenvolvimento.
A Declaração de Comercialidade do campo foi antecipada em um ano, considerando que o prazo final do Plano de Avaliação aprovado pela ANP era 31 de dezembro de 2012.
Segundo a Petrobrás, o sucesso exploratório obtido na área reafirma o elevado potencial do pré-sal e indica boas perspectivas de crescimento do volume de produção e das reservas de petróleo e gás da Companhia. O Bloco BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%), em parceria com as empresas BG Group (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%).
Fonte:Agência Estado
Data : 30/12/2011
PORTO DE SANTOS ATINGE RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO
Publicado em 12/30/2011 as
12:23 PM
SÃO PAULO - A movimentação de cargas no Porto de Santos atingiu novo recorde entre janeiro e novembro. Com leve alta de 0,02% sobre o mesmo período do ano passado, o volume transacionado a partir do porto paulista atingiu cerca de 89 milhões de toneladas nos 11 primeiros meses deste ano. Segundo dados da Companhia Docas do Estado São Paulo (Codesp), responsável pela administração do local, as exportações corresponderam a 64,8% do total movimentado no período (57,63 milhões de toneladas).
Os principais destaques ficaram por conta do açúcar, da soja e do milho. No acumulado até novembro, os três produtos movimentaram 15,96 milhões de toneladas, 11,16 milhões de toneladas e 4,32 milhões de toneladas, respectivamente. "A soja sobressaiu-se pelo crescimento de 6% na comparação com o mesmo período de 2010", destacou a Codesp.
As importações responderam por 31,20 milhões de toneladas, ou aproximadamente 35,1% da movimentação, com uma alta de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. "O adubo manteve o expressivo crescimento observado nos últimos onze meses, chegando a 3,40 milhões de toneladas", citou a Codesp em comunicado. O volume representa um incremento de 73,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
O Porto de Santos movimentou US$ 108,5 bilhões em mercadorias no período, sendo US$ 57,6 bilhões em exportações e US$ 50,9 bilhões em importações. Nas exportações, os destaques foram os Estados Unidos e a China, com US$ 6,02 bilhões (10,5% do total exportado) e US$ 6,01 bilhões (10,4%), respectivamente. Nas importações, os dois países voltaram a se destacar, com US$ 8,85 bilhões (17,4% do total importado) e US$ 8,76 bilhões (17,2%), respectivamente.
Fonte:Agência Estado
Data : 30/12/2011
DESAPROPRIAÇÃO CONTINUA, APESAR DE DENÚNCIAS, DIZ GOVERNO DO RIO
Publicado em 12/30/2011 as
12:23 PM
DO RIO - O governo do Rio negou ontem o uso de milícia e contestou dados do inquérito do Ministério Público Federal, que apura uso de violência na desapropriação de terrenos do Distrito Industrial de São João da Barra (norte do Estado), onde estão em construção o porto e o estaleiro do Açu, do empresário Eike Batista.
O secretário de Desenvolvimento, Julio Bueno, reconheceu, no entanto, problemas causados por falta de registro formal dos lotes da região.
Ele disse haver 96 famílias residentes -e não as "cerca de 800" citadas na investigação.
Dessas, afirmou, apenas 16 foram removidas na primeira fase das desapropriações. A segunda fase começará em janeiro. O procurador federal Eduardo Oliveira, disse que "se é como ele (secretário) diz, isso será comprovado ao final".
Oliveira disse, ainda, ter imagens da ação violenta da polícia e da presença de seguranças privados, que divulgará em janeiro.
Fonte: Folha de São Paulo (SP)/CLAUDIA ANTUNES
Data : 30/12/2011
MULTITERMINAIS AMPLIA AS OPERAÇÕES DE CONTÊINERES
Publicado em 12/30/2011 as
12:23 PM
A Multiterminais, com operações de contêineres e carros no porto do Rio, começou a receber novos equipamentos importados da China dentro do projeto de expansão que prevê investimentos de mais de R$ 400 milhões para dobrar a capacidade de movimentação de cargas até 2014. Dois portêineres, usados para manuseio dos contêineres nos navios, produzidos pela chinesa ZPMC, já chegaram à MultiRio, a empresa de carga geral do grupo, e vão permitir aumentar a produtividade do terminal em 25% a partir de 2012.
Com os novos equipamentos, o movimento da MultiRio vai passar dos atuais 43 contêineres/hora para 54 unidades/hora em 2012. Em dezembro de 2014, a produtividade deve atingir 80 unidades/hora. Os novos portêineres têm maior alcance, podendo pegar até 19 fileiras de contêineres ao largo do navio e custaram US$ 15 milhões. A MultiRio vai fechar o ano com movimentação de 256 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), com crescimento de 16% sobre 2010. Para 2012, prevê crescer 8%.
Luiz Henrique Carneiro, presidente da MultiRio e da MultiCar, especializada na logística portuária de carros, disse que no projeto de expansão estão previstos seis portêineres, dos quais três já estão no terminal (o terceiro alcança 17 fileiras de contêineres).
O plano também considera a compra de 30 RTGs, pôrticos rolantes para empilhar contêineres nos pátios. Hoje, é esperado no terminal um navio que vai desembarcar 6 RTGs também produzidos pela ZPMC, que custaram US$ 8 milhões. Os RTGs vão permitir aumentar a capacidade instalada do terminal em 40%, dos atuais 420 mil TEUs para 585 mil TEUs em 2012. Em 2014, a capacidade da MultiRio será de 1 milhão de TEUs.
Carneiro disse que os investimentos em equipamentos somam R$ 175 milhões, cerca de 40% do desembolso previsto na expansão do grupo, que é de R$ 444 milhões. O valor engloba a compra de equipamentos e obras civis no terminal. O valor a ser investido era maior, de R$ 492 milhões, mais caiu 10% como resultado da prorrogação até 31 de dezembro de 2015 do Reporto, regime tributário especial que isenta ou suspende tributos federais na compra de equipamentos portuários.
Carneiro acrescentou que está em curso o licenciamento ambiental das obras de expansão dos terminais, no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que recebeu os relatórios em outubro. Os dois terminais (MultiRio e MultiCar) têm juntos 712 metros de cais, comprimento que vai ser ampliado para 1.160 metros. A expansão do berço, aliada a uma dragagem já realizada, permitirá à MultiRio não só receber navios de maior capacidade como também atender grandes embarcações, simultaneamente.
Carneiro afirmou que em 2012 a empresa deve lançar licitação para contratar um pacote de obras com empreiteiras para expansão dos cais e a construção do edifício-garagem da MultiCar.
Fonte:Valor Econômico/Por Francisco Góes | De São Paulo
Data : 30/12/2011
MMX ACERTA TRANSPORTE FERROVIÁRIO
Publicado em 12/30/2011 as
12:23 PM
A MMX - braço de mineração do grupo EBX, do empresário Eike Batista - fechou contrato com a empresa ferroviária MRS Logística para o transporte do minério de ferro produzido por suas minas na região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais até o porto Sudeste, no Rio de Janeiro.
O contrato prevê o escoamento de até 36 milhões de toneladas de minério por ano até 2026, com tarifa de R$ 26,46 por tonelada úmida, líquida de impostos. Essa tarifa terá reajustes anuais com base nas variações da inflação medida pelo IGP-DI e do preço do óleo diesel.
A MMX diz que o contrato não prevê investimentos seus na estrutura ferroviária da MRS, mas as partes poderão discutir ajustes na tarifa no caso de eventuais mudanças tecnológicas ou da necessidade de investimentos adicionais em infraestrutura para garantir o atendimento aos volumes da mineradora.
Em comunicado, Guilherme Escalhão, presidente da MMX, afirmou que a assinatura do contrato completa o conjunto de ações necessárias para o desenvolvimento da companhia, além de garantir a integração logística do Sistema Sudeste.
"Com as reservas de Serra Azul (onde está parte das minas da empresa) certificadas, o transporte ferroviário contratado e o porto próprio em avançado estágio de construção, a MMX consolida seu projeto de expansão", afirmou o executivo.
Segundo a mineradora, o contrato prevê ainda uma flexibilidade de até 10% para mais ou 15% para menos nos volumes anuais contratados, que também estão sujeitos à cláusula de obrigação de compra (take or pay) em 80% da tonelagem total definida.
Fonte:Valor Econômico/Por Eduardo Laguna | De São Paulo
Data : 30/12/2011
BRASIL É LÍDER MUNDIAL NO SETOR DE AGROENERGIA
Publicado em 12/30/2011 as
12:22 PM
Brasília, 29 de dezembro de 2011 - A agroenergia é responsável por cerca de 32% da energia ofertada no Brasil, o que coloca o país na liderança mundial do setor. Quase 48% do total de energia ofertada é obtida de fontes renováveis, como a biomassa, a energia hidroelétrica e os biocombustíveis. A situação brasileira destaca-se no cenário internacional, pois 85% da energia consumida no mundo vem de fontes não-renováveis, que se encontram na natureza em quantidades limitadas e se extinguem com a utilização. Uma vez esgotadas, as reservas não podem ser regeneradas. Exemplos disso são o petróleo, o gás-natural e o carvão mineral.
O Brasil conta com características que favorecem a liderança no setor, como a grande extensão territorial e os recursos naturais que possibilitam ampliar a produção de insumos energéticos provenientes da biomassa. Os avanços na substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, servem de modelo para outras nações.
Os biocombustíveis são derivados de biomassa renovável que podem substituir, parcial ou totalmente, combustíveis derivados de petróleo e gás natural em motores a combustão ou em outro tipo de geração de energia. Os dois principais biocombustíveis líquidos usados no Brasil são o etanol, extraído de cana-de-açúcar, e o biodiesel, produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais e adicionado ao diesel de petróleo em proporções variáveis. Os dois emitem menos compostos químicos poluidores do que os combustíveis fósseis no processo de combustão dos motores. Além disso, o processo de produção é mais limpo.
Vantagens
A adoção do etanol é considerada um dos principais mecanismos de combate ao aquecimento global, pois reduz as emissões de gás carbônico (CO2). Parte do CO2 emitido pelos veículos movidos a etanol é reabsorvido pelas plantações de cana-de-açúcar. Isso faz com que as emissões do CO2 sejam parcialmente compensadas. O etanol pode ser produzido a partir de diversas fontes vegetais, mas a cana-de-açúcar é a que oferece mais vantagens energéticas e econômicas.
Os automóveis que circulam no país usam dois tipos de etanol combustível: o hidratado, consumido em motores desenvolvidos para este fim, e o anidro, que é misturado à gasolina, sem prejuízo para os motores, em proporções que podem variar de 18% a 25%.
Na comparação com o diesel de petróleo, o biodiesel também tem significativas vantagens ambientais. Estudos do National Biodiesel Board (associação que representa a indústria de biodiesel nos Estados Unidos) demonstraram que a queima de biodiesel pode emitir em média 48% menos monóxido de carbono; 47% menos material particulado (que penetra nos pulmões); e 67% menos hidrocarbonetos.
O biodiesel é um combustível produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais. Dezenas de espécies vegetais presentes no Brasil podem ser usadas na produção do biodiesel, entre elas soja, dendê, girassol, babaçu, amendoim, mamona e pinhão-manso. Desde 1º de janeiro de 2010, o óleo diesel comercializado em todo o Brasil contém 5% de biodiesel. O Brasil está entre os maiores produtores e consumidores de biodiesel do mundo, com uma produção anual, em 2010, de 2,4 bilhões de litros e uma capacidade instalada, de 5,8 bilhões de litros.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 30/12/2011
ENTRE JANEIRO E NOVEMBRO, PORTO DE SANTOS MOVIMENTA 89 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 12/30/2011 as
12:22 PM
Entre os meses de janeiro e novembro deste ano, o Porto de Santos movimentou um total de 89 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 0,02% em relação ao mesmo período de 2010, quando foram movimentadas 88,82 milhões de toneladas. O crescimento não foi maior devido a queda na tonelagem de açúcar operada pelo complexo, 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a alta da soja exportada para a China no último trimestre e o crescimento das importações fizeram com que a movimentação de Porto batesse recorde novamente.
Mesmo com a queda na operação, a carga mais movimentada no complexo santista ainda é o açúcar, somando 15,96 milhões de toneladas. A commodity, ao qual são destinadas aproximadamente 18% das operações do complexo, decresceu por conta da quebra de safra brasileira e do fortalecimento de grandes produtores internacionais (como Índia e Rússia), que em 2010 compraram parte da produção brasileira para honrar compromissos comerciais após dificuldades com suas safras.
Movimentação de açúcar corresponde a 18% das operações do complexo
A soja ficou em segundo lugar, com 11.16 milhões de toneladas e se sobressaiu devido ao crescimento de 6% em relação as operações no ano anterior. Em terceiro lugar, 4,32 milhões de toneladas de milho passaram pelo cais santista.
Do total de operações realizadas em Santos, 64,8% foram destinadas a exportações, acumulando 57,63 milhões de toneladas. Já as importações, correspondem a 35,1% das movimentações, ou 31,20 milhões de toneladas.
Operações relevantes para balança comercial do país, como a movimentação de veículos e de carga conteinerizada, estabeleceram novos recordes no período citado. Nos veículos, o índice foi 21,4% maior que no ano anterior. Para os contêineres, foram registrados 2,697 milhões TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), número 8,5% superior ao do mesmo período de 2010.
Entre exportação e importação, foram movimentados US$ 108,5 bilhões em mercadorias. O valor total representa 24,6% da balança comercial brasileira, US$ 441,9 bilhões, sendo US$ 50,9 bilhões referente as importações e os outros US$ 57,6 bilhões foram arrecadados pelas exportações.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/12/2011
PASSAGEIROS EMBARCAM PARA COMEMORAR CHEGADA DO ANO-NOVO EM ALTO MAR
Publicado em 12/30/2011 as
12:20 PM
O mar de Copacabana, no Rio de Janeiro, ficará lotado neste sábado com a chegada de mais três navios de cruzeiro, que levarão turistas para assistir a mais famosa queima de fogos do País. O MSC Orchestra, Costa Pacifica e Costa Fortuna partirão nesta sexta-feira do Porto de Santos em direção ao litoral fluminense. Além deles, o Splendour of the Seas também sairá para o Réveillon, mas com escalas na Argentina e no Uruguai.
MSC Orchestra parte nesta sexta-feira com 2.843 passageiros a bordo
Pela manhã, eles vão desembarcar os 8.488 hóspedes que escolheram fazer a ceia de Natal em alto mar, com uma programação toda especial. Depois do encontro com o Papai Noel, os navios vão embarcar os turistas para brindarem a entrada de 2012 a bordo. O Orchestra e o Pacifica farão uma viagem de oito noites quase com o mesmo destino. Salvador e Ilhéus, na Bahia, estão no roteiro das duas embarcações.
O passeio do Orchestra incluirá ainda paradas em Ubatuba (SP) e Búzios (RJ). Ele receberá 2.603 passageiros, que viajam junto aos outros 240 em trânsito. Já o Pacifica, que embarcará 2.946 pessoas, terá escala também em Angra dos Reis (RJ). A virada do Ano será no mesmo lugar, na Praia de Copacabana. Seguem em trânsito 708 passageiros.
Costa Pacifica levará seus passageiros para assistir ao Réveillon de Copacabana
Outro que vai se despedir de 2011 no Rio de Janeiro será o Costa Victoria. No entanto, os primeiros dias de 2012 serão no Sul da América do Sul, em Buenos Aires (Argentina) e Montevideo (Uruguai). No retorno ao Brasil, o navio vai fazer uma parada em Porto Belo, em Santa Catarina. O cruzeiro foi escolhido por 842 turistas que embarcam em Santos e outros 1.444 que já estarão a bordo.
Já o Splendour vai esperar o início de 2012 navegando. Os próximos dias do cruzeiro, de nove noites, serão em Punta del Este (Uruguai), Buenos Aires, Montevideo e Porto Belo, com 1.805 hóspedes.
Para evitar transtornos no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, a Concais, empresa que administra a instalação, orienta que os turistas que vão embarcar em um dos navios cheguem ao complexo apenas a partir das 11h30. A medida já foi adotada anteriormente e deverá ser mantida durante a temporada. O objetivo é impedir o encontro dos hóspedes que estão entrando e saindo dos navios.
Além da ação da empresa, a Codesp também implantou na semana passada procedimentos, que visam facilitar a logística dos turistas no Porto. Entre elas estão o aumento do efetivo da Guarda Portuária (Gport), entre 6 e meio dia, para coordenar o trânsito e a paralisação total da linha férrea, que fica entre a instalação de cruzeiros e o Cais da Marinha (sede da Capitania dos Portos de São Paulo), das 9 às 11h30. As determinações são válidas para as datas em que há quatro ou mais navios parados no Porto.
Quinta-feira
Ainda nesta quinta-feira, os navios Vision of the Seas e Insignia deixam o cais santista também levando passageiros para comemorar a chegada de 2012. O Vision segue viagem, após receber 1.900 passageiros, que se juntam aos demais 350, em trânsito, para uma viagem de oites noites com destaque para a queima de fogos em Copacabana. O navio também fará paradas em outras cidades do litoral fluminense omo Ilha Grande, Cabo Frio e Búzios. Na volta a Santos o navio passará por Ilhabela, em São Paulo.
Já o Insignia não realizou embarque e desembarque de passageiros. O navio segue viagem com apenas 655 passageiros que já estavam a bordo.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/12/2011
SUPERNAVIO DA VALE FINALMENTE ATRACA EM PORTO NA CHINA
Publicado em 12/29/2011 as
06:12 PM
XANGAI/CINGAPURA - A China recebeu o primeiro supernavio da Vale carregado de minério de ferro nesta quarta-feira, segundo fontes do setor, um avanço importante após meses de incertezas quanto ao acesso ao país asiático dos super cargueiros da nova frota da mineradora.
A maior exportadora de minério de ferro do mundo está investindo bilhões de dólares na construção dos supernavios, buscando reduzir custos de envio da commodity à China mas, até agora, não tinha obtido aprovação de Pequim para que os navios atracassem nos portos chineses.
O super cargueiro Berge Everest, com capacidade para 388 mil toneladas, começou a descarregar minério de ferro no porto de Dalian, na China, nesta quarta-feira, e deve partir no sábado, conforme fontes dos portos.
"O navio está descarregando o minério de ferro após chegar nesta manhã. Eles irão precisar de dois dias e meio para liberar a carga", disse um agente do porto. "Não está claro ainda quem comprará o minério".
A Reuters Freightviews, serviço de acompanhamento de fretes marítimos da Thomson Reuters, e dados independentes de portos confirmaram que o navio está ancorado no local. Fontes da indústria afirmaram que a carga é de cerca de 350 mil toneladas de minério.
Representantes da Vale na China e no Brasil não quiseram comentar o assunto. Um porta-voz da Berge Bulk, dona do navio, sediada em Cingapura, e representantes do porto não estavam imediatamente disponíveis para comentários.
A frota da Vale tem enfrentado forte oposição de armadores e siderúrgicas na China, que temem que os navios sejam um "cavalo de Troia" que a mineradora utilizará para monopolizar tanto o transporte quanto o mercado de minério de ferro chinês.
O primeiro supernavio da companhia, o Vale Brasil, foi obrigado a retornar no Oceano Índico em sua viagem inaugural em junho, após o governo chinês não fornecer permissão para o navio ancorar em Dalian. O navio seguiu para a Itália, na ocasião.
A Vale estava negociando com autoridades chinesas para obter autorização para atracar as embarcações no país.
ARMADORES
A chegada do Berge Everest vem em um momento ruim dos armadores chineses, que já estão sofrendo com uma severa queda nos valores do frete marítimo, em meio ao excesso de embarcações no mercado, além de aumentos de custos como os de combustíveis.
A situação é tão grave que o principal conglomerado chinês COSCO Group e o Grand China Logistics foram forçados a suspender temporariamente os pagamentos aos donos de navios estrangeiros mais cedo este ano para renegociar os termos.
"Os navios da Vale não vão quebrar nenhuma companhia, mas vão provocar estragos", disse um corretor marítimo de Cingapura nesta quarta-feira.
Fonte: Reuters/Por Ruby Lian e Randy Fabi
Data : 29/12/2011
´CE NÃO TERÁ CRISE NAS EXPORTAÇÕES´
Publicado em 12/29/2011 as
06:11 PM
As exportações do Brasil, incluindo o Ceará, devem driblar a crise econômica internacional em 2012. Enquanto os Estados Unidos se recuperam e a zona do euro enfrenta uma possível recessão, a indústria exportadora do Estado deve registrar crescimento no próximo ano em relação a 2011. A análise é do superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Eduardo Bezerra.
Para ele, este desempenho deve ocorrer por conta da diversificação de mercados compradores e do perfil da indústria cearense. "A Coreia, por exemplo, não está em crise", afirma. "Uma parte da economia mundial efetivamente irá sofrer em 2012 porque a crise que começou em 2008, e que já deveria ter terminado, não acabou. Dizia-se, naquela época, que em dois anos tudo estaria superado, mas entramos no terceiro ano e vamos entrar no quarto ano sem superar a crise. Então, a lógica diz que as exportações e importações serão menores nessas duas áreas que ainda se encontram em crise, mas as áreas fora da crise continuarão a realizar seus negócios como anteriores".
De acordo com ele, o Ceará não vai sofrer com a crise porque, também, sua indústria produz, principalmente, alimentos, vestuário e calçados, "produtos que nunca deixarão de ser consumidos". Em 2011, as exportações do Estado avançaram em dez novos países. "E em 2012, vamos procurar outros mercados na Ásia, África, América Latina e América Central e no Leste Europeu", afirma Eduardo Bezerra. "Avançar na direção da Rússia, República Tcheca. Caribe é um excelente mercado para a indústria do Ceará. Teremos nomes novos entre os clientes do Ceará em 2012".
Momento incerto
O estudo do Ipece, divulgado ontem, confirma que a corrente de comércio internacional do Ceará, que corresponde à soma das exportações e importações, deverá continuar crescendo em 2012. "No entanto, o cenário internacional encontra-se em um momento incerto, com possibilidade de recessão na Europa e a lenta recuperação da economia americana, e poderá influenciar os resultados esperados, para o próximo ano", pondera o estudo. "Nos últimos anos, as exportações cearenses, sobretudo dos grupos de calçados, produtos têxteis e vestuários, vêm enfrentando problemas com a concorrência internacional. Neste sentido, para 2012, o Governo Federal já está adotando medidas que oferecem condições favoráveis para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo".
O relatório do estudo do Ipece diz que "de qualquer maneira, em 2012, é provável que as exportações cearenses enfrentem problemas de mercado, visto que os principais países compradores, como Estados Unidos, Argentina, Holanda, Reino Unido e Itália, os quais respondem por mais de 55% de todas as exportações cearenses, encontram-se com suas economias fragilizadas, sem perspectivas de alterações no curto prazo. Além disso, há o câmbio, que ainda está desfavorável às exportações brasileiras, tornando os preços dos produtos nacionais mais elevados ante o mercado internacional".
Forte queda
O comércio mundial está sofrendo uma contração, num sinal claro do freio na economia internacional e indicando que 2012 pode registrar um dos piores resultados para as exportações em muitas décadas. Os dados são do Escritório Holandês de Avaliação Econômica. Em setembro, a primeira queda foi registrada, com contração de 1,1% no comércio mundial. No mês seguinte, mais uma redução de 1,1%.
A queda é a primeira registrada desde 2009, quando o comércio mundial desabou 12,6%, no pior resultado desde os anos 1930. Se a tendência for mantida, 2012 poderá entrar para a história como um dos piores anos para as exportações desde a Grande Depressão.
Parte importante da queda ocorreu por conta da redução do consumo e de investimentos públicos nos países ricos, que sofrem para lutar contra o endividamento. Em outubro, a redução de importações nesses países foi de 1,5%, depois de cair 0,6% em setembro.
A Europa, engolida pela crise da dívida, foi quem mais recuou em compras. A queda foi de 2,8% outubro e outro 1,6% em setembro. Nos EUA, o primeiro mês de redução foi outubro, com baixa
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
Data : 29/12/2011
INDÚSTRIA: ESTOQUE ALTO E SINAL DE CONFIANÇA
Publicado em 12/29/2011 as
06:11 PM
Segundo FGV, indicador registra primeira alta de 2011, apesar de 10% das empresas terem estoque excessivo
SÃO PAULO e RIO. A desaceleração das vendas do varejo no Natal vai fazer a indústria virar o ano com estoque acima do esperado, embora a confiança do empresariado tenha registrado a primeira alta deste ano. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), 10,2% das empresas classificaram como excessivo o atual nível de estoque, o dobro do registrado em dezembro de 2010 (5,2%) e acima da média histórica (9,7%). Em novembro, antes de o governo anunciar medidas de incentivo ao consumo, 8,4% das indústrias já consideravam o estoque exagerado.
- Nem todos os setores foram beneficiados com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como a linha branca. Por isso, as vendas não foram tão boas e o estoque aumentou - disse Jorge Braga, coordenador técnico da FGV.
Braga minimizou a variação do índice de confiança da indústria, que subiu 1,1% ante novembro (101,8 pontos). Para ele, esse foi "um efeito de curto prazo, já que ainda há muitas incertezas sobre a economia no ano que vem". Foram ouvidos 1.244 empresários de 1º a 26 de dezembro.
Firjan: retomada da atividade será suave
Pelo levantamento, 3,5% das fabricantes de material elétrico consideravam o estoque excessivo em dezembro de 2010. Esse percentual passou para 7% em novembro e agora cai para 4,6% - ainda é alto, de acordo com o economista. Em dezembro de 2010, os fabricantes de móveis não consideravam o estoque excessivo. Neste mês 26,5% das empresas do setor disseram que estão com estoque exagerado.
- A previsão de produção para os próximos meses até aumentou, após o anúncio das medidas de incentivo ao consumo, mas não dá para esperar, nem mesmo alta no emprego, com as dúvidas sobre o cenário internacional e a retração dos investimentos - disse Braga.
A melhora no índice de confiança foi influenciada pela avaliação mais favorável sobre as condições atuais. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,9% (102,4 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE) registrou o terceiro mês consecutivo de alta, avançando 0,2% (101,1).
Segundo Armando Castelar, professor da FGV, os estoques elevados refletem que a economia desacelerou mais rapidamente do que o esperado:
- Com a atividade mais fraca, a demanda recuou.
Para Gabriel Pinto, especialista de Desenvolvimento Econômico da Firjan, ainda que o consumo das famílias sustente o crescimento em 2012, a retomada da atividade será suave e deve levar a produção industrial a crescer 3% no ano que vem - abaixo dos 10,5% de 2010, mas próximo da média histórica dos últimos dez anos.
Fonte : O Globo
Data : 29/12/2011
PRESIDENTE DA INFRAERO VISITA OBRAS DO TERMINAL 4 DE GUARULHOS
Publicado em 12/29/2011 as
06:11 PM
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, esteve nesta quarta-feira (28/12) no Aeroporto Internacional de Guarulhos/Governador André Franco Montoro (SP) para conferir o andamento das obras do terminal de passageiros 4, que está em fase final de execução e tem conclusão prevista para janeiro de 2012.
Esse novo terminal terá área de 12,2 mil m² e toda infraestrutura para receber as operações de embarque e desembarque doméstico; além de dois novos estacionamentos para veículos com cerca de 790 vagas e um novo sistema viário para acesso ao terminal de logística e ao terminal 4. Os investimentos são da ordem de R$ 85,7 milhões e ampliarão a capacidade do Aeroporto de Guarulhos em mais 5,5 milhões de passageiros por ano.
"Os compromissos assumidos serão cumpridos e o novo terminal será entregue no prazo estabelecido", disse o presidente da Infraero.
A visita foi acompanhada pelo presidente da Delta Engenharia, empresa responsável pela execução da obra, Fernando Cavendish, pelo diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Henrique Parreira, e pelos superintendentes da Regional São Paulo, Willer Furtado, e de Guarulhos, Antonio Montano.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/12/2011
PORTO DE ANGRA DOS REIS RECEBE NAVIO CLIPPER
Publicado em 12/29/2011 as
06:10 PM
Felipe Nogueira postou comentário feliz no grupo Porto de Angra dos Reis, do Portogente, no Facebook. Ele avisa que chega, nesta quinta-feira (29), o navio Clipper para carregar oito mil toneladas para a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O carregamento será na sexta-feira (30).
Para Nogueira, a notícia pode significar outras boas notícias para o porto em 2012. Assim esperamos também.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/12/2011
DEMORA EM LIBERAÇÃO DE NAVIO-PLATAFORMA FRUSTRA EIKE
Publicado em 12/29/2011 as
06:10 PM
O "primeiro óleo" deveria ser extraído na última semana do ano, no aniversário de dois anos da descoberta de Waimea, o campo que entrará em produção na Bacia de Campos
Com 15 dias de atraso e sem que a empresa OSX firmasse o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) exigido pelo Ministério Público do Trabalho, zarpou do porto do Rio, no dia de Natal, o navio-plataforma OSX-1, do grupo EBX. A demora frustrou o empresário Eike Batista, dono do EBX. Já estava montada campanha de marketing para divulgar a extração, ainda em 2011, de sua primeira carga de petróleo.
O "primeiro óleo" deveria ser extraído na última semana do ano, no aniversário de dois anos da descoberta de Waimea, o campo que entrará em produção na Bacia de Campos, litoral do Estado do Rio. O tempo recorde entre a descoberta e o "primeiro óleo" seria saudado como marca do empreendedorismo e da agilidade de Eike. Waimea é explorado pela petroleira OGX, também do empresário.
O prazo foi perdido. Quando o navio chegou de Cingapura, em outubro, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, em vistoria conjunta, proibiram a saída até a correção de cerca de 40 irregularidades a bordo, principalmente na área de segurança, constatadas por auditores.
A OSX informou ter feito os consertos devidos, mas a partida até Waimea, prevista para 10 de dezembro, não ocorreu. Apenas no dia 14 a OSX e a OGX admitiram que a meta do "primeiro óleo" em 2011 não poderia ser mais alcançada, ao divulgar novo calendário para a operação do navio-plataforma. Agora, a data para a extração pioneira é 23 de janeiro de 2012.
O comunicado das empresas do EBX não cita a razão do atraso. Limita-se a explicar que, "ao longo desse semestre, a OGX focou na execução do processo de preparação para o primeiro óleo, desde a obtenção de licenças ambientais até as instalações dos equipamentos que vão conectar o poço OGX-26HP ao FPSO OSX-1". A questão do TAC não é abordada pela OSX no comunicado com o novo calendário.
Na última semana de novembro, em reunião com a procuradora Flávia Bauler, do Ministério Público do Trabalho, representantes da empresa não assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta proposto. No documento apresentado pela procuradora, a companhia teria que se comprometer a só iniciar a operação do OSX-1 em Waimea após o atendimento a todos os questionamentos do Ministério Público do Trabalho. Se o TAC não fosse assinado, a procuradora avaliaria a possibilidade de abrir um inquérito civil público contra a OSX, pedindo à Justiça o embargo do navio-plataforma. Ela tomará a decisão em janeiro, ao final do recesso de fim de ano.
A OSX divulgou nota em que diz que como "todos os itens exigidos pelo Ministério do Trabalho foram regularmente cumpridos pela OSX" o "termo proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho)" perdeu "o objeto". "O Ministério do Trabalho e Emprego emitiu o correspondente termo de desinterdição total do FPSO OSX-1, formalizando a liberação do OSX-1 para as suas atividades produtivas. Sendo assim, todas as condutas apontadas pelo MTE e pelo MPT para esta fase pré-operacional já estão plenamente ajustadas", diz a empresa.
Fonte : O Tempo - MG
Data : 29/12/2011
MRS VAI TRANSPORTAR O MINÉRIO DE EIKE BATISTA
Publicado em 12/29/2011 as
06:10 PM
O contrato prevê transporte de até 36 milhões de toneladas de minério de ferro por ano até 2026
A mineradora MMX, do empresário Eike Batista, e a MRS Logística firmaram ontem acordo de prestação de serviço ferroviário. Pelo contrato, que terá duração de 15 anos, a MRS será a responsável pelo escoamento do minério de ferro produzido no Quadrilátero Ferrífero até o Superporto Sudeste, em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
O contrato prevê transporte de até 36 milhões de toneladas de minério de ferro por ano até 2026. Atualmente a produção da empresa na região de Serra Azul é de 8,7 milhões de toneladas por ano. Pelo plano de expansão divulgado pela empresa, a projeção é alcançar 24 milhões de toneladas até o primeiro trimestre de 2014. O investimento total na expansão em Minas Gerais é de R$ 4 bilhões.
Segundo nota divulgada pela empresa, não há novos investimentos da empresa na operação e o custo acertado pelo serviço será de R$ 26,46 por tonelada transportada.
- Expansão. Projeto da MMX prevê passar de 8 para 24 milhões de toneladas de minério.
Fonte : O Tempo - MG
Data : 29/12/2011
MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE VITÓRIA CRESCE 51% EM 2011
Publicado em 12/29/2011 as
06:08 PM
Nos últimos 5 anos, valor agregado da tonelada de carga passou de US$ 104 para US$ 213
Mesmo sem a obra da dragagem de aprofundamento, que resolveria o principal gargalo do comércio exterior, o desempenho do complexo portuário do Estado foi positivo neste ano, com crescimento de 51% no volume de carga movimentada.
O Porto de Vitória, que responde por 28% das exportações do país, teve crescimento de 36% na sua receita. Em 2011, as exportações cresceram 32% e as importações, 36%. Nos últimos cinco anos o valor agregado da tonelada de carga movimentada passou de US$ 104,00 para US$ 213,00.
As informações são do presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Clóvis Lascosque, que divulgou ontem o balanço das atividades portuárias do Estado, no ano de 2011.
O faturamento bruto dos 14 berços do Porto de Vitória é de cerca de R$ 9 milhões por ano e o volume de cargas movimentadas fica na casa dos 7 milhões de toneladas por ano.
Lascosque disse que a meta de sua administração para 2012 é dar continuidade às obras iniciadas e programadas, como a sinalização do canal de acesso, a ampliação dos berços 102 e 103 do Cais de Vitória e a dragagem de aprofundamento do porto e canal de acesso.
Outra obra prevista é a transformação do dolfing de Atalaia em um novo berço. Até o final deste ano, deverá estar concluído o estudo que indicará o melhor local para a instalação do porto de águas profundas. O processo licitatório está em curso.
No setor administrativo, o presidente disse que pretende fazer uma revisão do plano de cargos e salários e promover concurso público para preencher as 70 vagas que foram abertas com a aposentadoria de profissionais.
Obras de infraestrutura: a pedra no sapato do Estado - Os deputados Audifax Barcelos e Marcelo Santos cobraram do governo federal a execução das obras prometidas para o setor portuário. "A atividade portuária responde por mais de 60% da economia do Espírito Santo", disse Santos.
Audifax lembrou que o Espírito Santo ocupa a segunda posição em volume de arrecadação alfandegária. Perde apenas para o Porto de Santos, que teve arrecadação de 15 bilhões neste ano.
"Os empresários estão na expectativa de que os investimentos aconteçam de fato", disse Santos.
Para Audifax, os três sonhos dos capixabas na área de infraestrutura: a BR 101, o aeroporto e o Porto de Vitória, projetos que devem sair do papel em 2012.
Os dois parlamentares representaram as bancadas federal e estadual na prestação de contas da Codesa.
O secretário extraordinário de Projetos Especiais e Articulação Metropolitana, José Eduardo de Azevedo, que representou o governador Renato Casagrande, disse que a atividade portuária dará um grande salto, quando todos os gargalos forem superados.
O secretário, referindo-se às perdas que o Estado terá com a mudança da partilha dos royalties e a reforma tributária, destacou que o Espírito Santo não busca privilégios, "quer apenas um tratamento justo".
Impostos - R$ 6,25 bilhões - É a arrecadação do Estado em impostos federais até novembro último.
Fonte : A Gazeta - ES
Data : 29/12/2011
DIESEL BRASILEIRO SERÁ MENOS POLUENTE A PARTIR DE JANEIRO
Publicado em 12/29/2011 as
06:06 PM
Os efeitos no ambiente não serão sentidos de imediato, porque o S-50 só reduz drasticamente as emissões de enxofre se usado em veículos com motor do tipo Euro 5
O próximo dia 1 de janeiro será um marco para a melhoria da qualidade do ar que se respira no Brasil. No primeiro dia de 2012, a Petrobras passa a oferecer um óleo diesel menos poluente, com 50 partículas de enxofre por milhão (ppm), o S-50. Com isso, o Brasil se junta aos EUA e diversos países da Europa, além de Chile e Colômbia, que já utilizam o combustível mais puro. E, a partir de 2013, a redução das emissões vai aumentar ainda mais, já que a estatal passará a oferecer o diesel 10, que substituirá o S-50. Em 2014, o mercado terá apenas dois tipos de diesel: o S-500 no interior (para motores mais antigos) e o S-10 nas regiões metropolitanas.
Os efeitos no ambiente não serão sentidos de imediato, porque o S-50 só reduz drasticamente as emissões de enxofre se usado em veículos com motor do tipo Euro 5, que passarão a ser fabricados no País também a partir de janeiro. O novo combustível pode ser usado em veículos com motores Euro 3, como os já em circulação, mas a redução de emissões nesse caso é de apenas 10% a 15%. "O diesel 50 pode ser utilizado em qualquer veículo, mesmo os fabricados antes de 2012. Obviamente, não terá o mesmo benefício ambiental", destaca o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
O S-50 reduz as emissões de material particulado (enxofre) em 80% e os óxidos nitrosos (NOX) em 98%. Segundo Costa, além do motor Euro 5, o S-50 só dará os resultados esperados de redução das emissões se também for utilizado, em veículos pesados como caminhões e ônibus, junto com um agente específico, em um tanque próprio, no catalisador.
O S-50 já está sendo vendido em nove regiões metropolitanas o País para abastecer as frotas de ônibus do transporte público. A Petrobras começou a oferecê-lo em 2009 para as frotas de coletivos do Rio e de São Paulo. Depois, de forma gradativa, chegou às regiões metropolitanas de Recife, Fortaleza, Belém, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre. Este ano, chegou à Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos. Nas demais regiões metropolitanas, é vendido o diesel S-500. No interior, o S-1.800.
A subsecretária de Economia Verde do Rio de Janeiro, Suzana Kahn, ressalta que é muito importante o Brasil se igualar aos países desenvolvidos em termos de melhoria da qualidade do ar. "O mais importante é que com isso a gente começa a se aproximar das tecnologias mais modernas, convergindo para a última palavra em tecnologia de motores." O professor José Marcus Godoy, do Departamento de Química do Centro Técnico-Científico da PUC-Rio, confirma que o uso do S-50 nos motores atualmente em circulação (Euro 3) já gera benefícios ao ambiente, embora a redução das emissões seja menor. O professor trabalha desde agosto em um projeto - em parceria com Petrobras, USP e Comissão Nacional de Energia Nuclear - para avaliar os impactos positivos da redução de enxofre nos combustíveis.
Segundo as análises realizadas, o S-50 nos motores atuais pode reduzir em até 50% as emissões. Mas ele não crê que o consumidor vá optar por seu uso nos motores Euro 3, por custar R$ 0,06 a mais que o outro tipo de diesel, que, no Rio, custa em média a R$ 1,995. "Os estudos ainda não terminaram, mas, com certeza, já houve uma melhoria na qualidade do ar", diz Godoy.
A Petrobras estima que a frota atual de veículos pesados, principalmente caminhões a diesel, é de 2,3 milhões e que, em 2012, devem entrar no mercado cerca de 170 mil veículos fabricados com o Euro 5. Por isso, a estimativa inicial da estatal é que em 2012 a demanda do S-50 seja de 5 bilhões de litros. Já o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis, Alísio Vaz, estima que a demanda no primeiro ano será de 2 bilhões a 3 bilhões de litros, contra uma demanda total de diesel de 50 bilhões de litros.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) fixou na resolução 62, de 1 de dezembro, que, a partir de janeiro, pelo menos três mil postos revendedores em todo o País, situados nas principais rodovias, ofereçam o S-50. Inicialmente, todo posto que tiver ao menos duas bombas de diesel, com tanques separados, será obrigado a oferecer o novo produto. Vaz reconhece que o prazo dado - de apenas um mês - é muito pequeno para a adequação. Mas garantiu que pelo menos mil postos já terão o produto disponível nos primeiros dias de 2012.
O presidente da Petrobras Distribuidora, José de Lima Neto, garantiu que, no mínimo, 900 postos com a bandeira da empresa oferecerão o S-50 a partir de janeiro. A ideia é que os motoristas não precisem rodar mais de 400 quilômetros para encontrar o combustível. Para oferecer o S-50, a BR está investindo R$ 500 milhões.
Estaleiro atrasa obras da P-55 e dificulta a produção da Petrobras - A Petrobras terá sua produção prejudicada em 2012 devido ao atraso nas obras da plataforma P-55, cujo casco foi entregue há duas semanas. A encomenda chegará com 15 meses de atraso, pelo estaleiro Atlântico Sul (PE). A plataforma deveria ter entrado em operação no segundo semestre deste ano, mas só vai começar a produzir em 2013. A P-55 será finalizada no Estado, no estaleiro Rio Grande.
A estimativa da estatal é que ela deixará de faturar pelo menos US$ 15 milhões por dia com o atraso. A conta considera uma produção média de 180 mil barris de petróleo a uma cotação de US$ 100.
Para se ter ideia do problema, um projeto semelhante ao da P-55 começou a ser construído um ano depois e já está em operação. A plataforma P-56 foi construída pelo estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, e está produzindo desde agosto no campo de Marlim Sul, na bacia de Campos.
Mas a P-55 não é o único problema da Petrobras no Atlântico Sul, estaleiro que tem as empresas Camargo Corrêa e a Queiroz Galvão como sócias. O navio João Cândido, encomendado pela Transpetro, virou motivo de chacota do mercado naval, segundo palavras de um executivo ligado ao setor. O navio deveria ter sido entregue há quase dois anos, mas a construção da embarcação se arrasta até hoje e ainda não foi concluída. Os comentários no mercado naval são de que houve problemas estruturais na concepção do projeto, e o navio estaria torto, necessitando ser reparado.
O Atlântico Sul nega o rumor e afirma que a certificadora internacional ABS (American Bureau of Shipping) atestou que o navio João Cândido está em ordem. O mais recente balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no entanto, coloca a obra em estado de atenção e também atesta o aumento de US$ 500 milhões em seu custo, na comparação com a estimativa inicial, de US$ 1,2 bilhão.
"O navio está em fase final de acabamento, vistorias de construção e comissionamento para ser entregue ao cliente. Jamais foi discutida com a Petrobras a necessidade de transferência da embarcação para outro estaleiro no Brasil ou fora do País", garantiu o estaleiro, por meio da assessoria de imprensa.
O João Cândido foi lançado ao mar com pompa no ano passado, em cerimônia na qual compareceram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, então pré-candidata à presidência da República. Era a vedete do decantado Promef (Programa de Modernização da Frota da Transpetro) e seria o primeiro navio construído no Brasil depois de 14 anos de inatividade dos estaleiros nacionais.
Com o atraso, acabou perdendo esse posto para o navio Celso Furtado, que foi entregue no mês passado pelo estaleiro Mauá.
Segundo o Atlântico Sul, o atraso se deve principalmente ao fato de o navio ter sido a primeira obra do estaleiro, que foi impactada pela demora no processo de aprendizagem dos funcionários. Afirma ainda que uma greve dos operários atrapalhou o andamento das obras.
A vitória do Atlântico Sul na licitação para construir o João Cândido foi criticada na época por alguns setores do mercado naval. Como o estaleiro ainda não tinha sido construído, foi apelidado de "virtual" pelo então secretário da Indústria Naval do Rio de Janeiro, Wagner Victer.
Sem barreiras nos EUA o consumo de etanol vai aumentar - Depois de mais de 30 anos, a política de subsídios ao etanol dos Estados Unidos acaba no dia 31 deste mês. Com o recesso do Congresso norte-americano, não há mais possibilidade da renovação da lei que impunha a tarifa de importação de US$ 0,54 por galão (equivalente a 3,78 litros) ao etanol brasileiro e que também estipulava um crédito tributário de US$ 0,45 por galão ao etanol misturado à gasolina nos EUA, a um custo atual de cerca de US$ 6 bilhões por ano para o Tesouro americano. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que reúne produtores de etanol no Brasil, comemorou o fim dos subsídios e das medidas protecionistas nos EUA.
Especialistas alertam que isso tende a pressionar os preços no Brasil - os produtores serão incentivados a exportar em um momento em que a produção brasileira diminui. Poderá haver impacto também nos preços da gasolina, já que o combustível tem 20% de etanol na sua mistura. "Pela primeira vez, em mais de três décadas, os EUA abrem o mercado para o etanol importado.
Brasil e EUA são responsáveis por 80% do etanol do mundo, e agora não há mais tarifa para esse combustível. É um passo importante para a consolidação do etanol como uma commodity internacional", diz Letícia Phillips, representante da Unica na América do Norte.
Para o presidente da Unica, Marcos Jank, o fim da tarifa de importação vai elevar as vendas do combustível para o mercado norte-americano em dez vezes na próxima década, podendo chegar a um volume de 15 bilhões de litros até 2022. Hoje, o Brasil exporta 1,5 bilhão de litros (60% para os EUA) de uma produção de 25 bilhões de litros por ano. Ou seja, vende lá fora só 6% do que produz. "Foi uma vitória extraordinária que abre a chance de o Brasil consolidar o etanol como um combustível global", comemora o executivo, lembrando que as exportações poderão agora atingir o mesmo nível do açúcar, que equivale a 70% da produção.
Jank acredita ainda que os investimentos na produção destinada à exportação serão incentivados. Mas adverte que o tempo para colocar uma nova usina em operação é de três a quatro anos. "Hoje, ainda estamos pagando pela crise de 2008, que colocou um terço do setor em dificuldades. Mas temos condições de fechar contratos lá fora que garantam a construção de usinas que atendam a essa nova demanda."
De acordo com Jank, mais de 90% da produção brasileira de etanol é destinada ao mercado brasileiro, e o aumento das exportações para os EUA não deve prejudicar o abastecimento interno. Desde o ano passado, as usinas estão tendo dificuldades para atender à crescente expansão de consumo do combustível no País. "O mercado interno ainda é nossa prioridade. Vamos aumentar as exportações devagar, de 7% para 10%, por exemplo. Até porque vamos ter dificuldade para exportar nas próximas duas safras", afirmou. Com a abertura do mercado americano, Jank acredita que o etanol brasileiro deverá ganhar o reconhecimento de outros mercados. "Tenho certeza de que, depois dos EUA, vamos ter o reconhecimento dos países da Europa e do Japão."
O consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), lembra que a abertura ocorre em um momento em que a produção brasileira não consegue atender à demanda, levando o País a importar etanol. "Além de criar uma nova pressão nos preços, isso mostra que estamos na direção errada. Enquanto importamos etanol e aumentamos nosso consumo de gasolina, um combustível sujo, os EUA vão na direção contrária, incentivando o combustível limpo", afirmou.
Mesmo com a alta nos preços este ano, que levaram a gasolina a se tornar mais vantajosa para os carros flex, as estimativas do mercado são de que o Brasil importou em 2011 mais de 1 bilhão de litros de etanol. Este ano, também houve aumento na importação de gasolina: foram 45 mil barris diários, contra 9 mil comprados no exterior durante o ano passado.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 29/12/2011
MULTITERMINAIS AMPLIA AS OPERAÇÕES DE CONTÊINERES
Publicado em 12/29/2011 as
06:06 PM
Dois portêineres, usados para manuseio dos contêineres nos navios, produzidos pela chinesa ZPMC, já chegaram à MultiRio, a empresa de carga geral do grupo
A Multiterminais, com operações de contêineres e carros no porto do Rio, começou a receber novos equipamentos importados da China dentro do projeto de expansão que prevê investimentos de mais de R$ 400 milhões para dobrar a capacidade de movimentação de cargas até 2014. Dois portêineres, usados para manuseio dos contêineres nos navios, produzidos pela chinesa ZPMC, já chegaram à MultiRio, a empresa de carga geral do grupo, e vão permitir aumentar a produtividade do terminal em 25% a partir de 2012.
Com os novos equipamentos, o movimento da MultiRio vai passar dos atuais 43 contêineres/hora para 54 unidades/hora em 2012. Em dezembro de 2014, a produtividade deve atingir 80 unidades/hora. Os novos portêineres têm maior alcance, podendo pegar até 19 fileiras de contêineres ao largo do navio e custaram US$ 15 milhões. A MultiRio vai fechar o ano com movimentação de 256 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), com crescimento de 16% sobre 2010. Para 2012, prevê crescer 8%.
Luiz Henrique Carneiro, presidente da MultiRio e da MultiCar, especializada na logística portuária de carros, disse que no projeto de expansão estão previstos seis portêineres, dos quais três já estão no terminal (o terceiro alcança 17 fileiras de contêineres).
O plano também considera a compra de 30 RTGs, pôrticos rolantes para empilhar contêineres nos pátios. Hoje, é esperado no terminal um navio que vai desembarcar 6 RTGs também produzidos pela ZPMC, que custaram US$ 8 milhões. Os RTGs vão permitir aumentar a capacidade instalada do terminal em 40%, dos atuais 420 mil TEUs para 585 mil TEUs em 2012. Em 2014, a capacidade da MultiRio será de 1 milhão de TEUs.
Carneiro disse que os investimentos em equipamentos somam R$ 175 milhões, cerca de 40% do desembolso previsto na expansão do grupo, que é de R$ 444 milhões. O valor engloba a compra de equipamentos e obras civis no terminal. O valor a ser investido era maior, de R$ 492 milhões, mais caiu 10% como resultado da prorrogação até 31 de dezembro de 2015 do Reporto, regime tributário especial que isenta ou suspende tributos federais na compra de equipamentos portuários.
Carneiro acrescentou que está em curso o licenciamento ambiental das obras de expansão dos terminais, no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que recebeu os relatórios em outubro. Os dois terminais (MultiRio e MultiCar) têm juntos 712 metros de cais, comprimento que vai ser ampliado para 1.160 metros. A expansão do berço, aliada a uma dragagem já realizada, permitirá à MultiRio não só receber navios de maior capacidade como também atender grandes embarcações, simultaneamente.
Carneiro afirmou que em 2012 a empresa deve lançar licitação para contratar um pacote de obras com empreiteiras para expansão dos cais e a construção do edifício-garagem da MultiCar.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/12/2011
MMX ACERTA TRANSPORTE FERROVIÁRIO
Publicado em 12/29/2011 as
06:05 PM
O contrato prevê o escoamento de até 36 milhões de toneladas de minério por ano até 2026, com tarifa de R$ 26,46 por tonelada úmida, líquida de impostos
A MMX - braço de mineração do grupo EBX, do empresário Eike Batista - fechou contrato com a empresa ferroviária MRS Logística para o transporte do minério de ferro produzido por suas minas na região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais até o porto Sudeste, no Rio de Janeiro.
O contrato prevê o escoamento de até 36 milhões de toneladas de minério por ano até 2026, com tarifa de R$ 26,46 por tonelada úmida, líquida de impostos. Essa tarifa terá reajustes anuais com base nas variações da inflação medida pelo IGP-DI e do preço do óleo diesel.
A MMX diz que o contrato não prevê investimentos seus na estrutura ferroviária da MRS, mas as partes poderão discutir ajustes na tarifa no caso de eventuais mudanças tecnológicas ou da necessidade de investimentos adicionais em infraestrutura para garantir o atendimento aos volumes da mineradora.
Em comunicado, Guilherme Escalhão, presidente da MMX, afirmou que a assinatura do contrato completa o conjunto de ações necessárias para o desenvolvimento da companhia, além de garantir a integração logística do Sistema Sudeste.
"Com as reservas de Serra Azul (onde está parte das minas da empresa) certificadas, o transporte ferroviário contratado e o porto próprio em avançado estágio de construção, a MMX consolida seu projeto de expansão", afirmou o executivo.
Segundo a mineradora, o contrato prevê ainda uma flexibilidade de até 10% para mais ou 15% para menos nos volumes anuais contratados, que também estão sujeitos à cláusula de obrigação de compra (take or pay) em 80% da tonelagem total definida.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/12/2011
CARGA DA MRS ESTÁ IMPEDIDA DE PASSAR POR SÃO PAULO
Publicado em 12/29/2011 as
06:05 PM
A ferrovia utilizada pela companhia está interditada devido ao risco de desabamento de um edifício próximo à linha
Composições da MRS Logística estão impedidas desde domingo (25) de passar pelo município de São Paulo. A ferrovia utilizada pela companhia está interditada devido ao risco de desabamento de um edifício próximo à linha.
Segundo informações, a MRS está impedida de transportar diversas cargas pelo trecho. O caso mais crítico é de minério de bauxita para a fábrica de alumínio da Votorantim Metais - CBA, que fica próximo de Sorocaba (SP). São dois embarques por dia, totalizando 5 mil toneladas da matéria-prima.
A assessoria da Votorantim Metais informou desconhecer o fato e declarou que a "fábrica da empresa [no município de Alumínio] opera normalmente". A antiga CBA tem capacidade de produzir 480 mil toneladas ao ano do metal, o que exige mais de 5 mil toneladas por dia de bauxita para suprir as linhas de produção de alumina.
Procurada, a MRS informou que realmente está impedida de transitar e que "aguarda uma solução da CPTM, dona da linha, junto às autoridades, como Defesa Civil" para retomar a normalidade do transporte nesse trecho. O Valor apurou que outras cargas, como aço da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) oriundo de Volta Redonda (RJ) com destino a Campinas (SP) e ao sul do país, também estão afetadas, além de areia e enxofre.
Os trilhos usados pela MRS pertencem à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - a CPTM, empresa do Estado responsável pelo transporte de passageiros por ferrovias de superfície. Além das cargas da MRS, trens da própria CPTM estão com restrições de movimentação. Duas linhas (7-Rubi e 8-Diamante), que transportam em média 873 mil usuários diariamente, foram afetadas.
Embora a CPTM tenha restringido a operação no trecho desde quinta-feira, a interdição foi feita oficialmente pela prefeitura na segunda-feira (26) devido ao mau estado de conservação de um edifício que fica ao lado da ferrovia.
O prédio foi danificado por um incêndio que atingiu há uma semana (dia 22) a Favela do Moinho, na região de Campos Elíseos - no centro de São Paulo. A circulação de trens, diz a prefeitura, pode agravar a situação - provocando, inclusive, seu desabamento.
Em nota, a assessoria da CPTM informou que o prédio ameaçado é da antiga Rede Ferroviária Federal e, por isso, está solicitando "providências urgentes" à Secretaria do Patrimônio da União para restabelecer a operação da linha. Entretanto, a secretaria informou ao Valor que o imóvel não pertence à União. O edifício de seis andares teria ido a leilão pelo município em 1999 e hoje seria de propriedade privada.
Informada sobre o posicionamento da secretaria, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que está apurando o fato. No Auto de Interdição, a prefeitura exigiu do proprietário a consolidação (reforma) ou a demolição do edifício. No documento, não foi estipulado um prazo para as providências. A secretaria ainda informou que a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com ação na Justiça contestando o leilão realizado. Procurada, a AGU não tinha um porta-voz disponível para comentar o assunto imediatamente.
Os problemas que a MRS enfrenta por compartilhar a linha com a CPTM são amplamente debatidos no setor. Em setembro, o Valor noticiou que os governos federal e estadual chegaram a um consenso para construir o chamado Ferroanel, trecho de 66 km entre Campo Limpo Paulista (por onde passam trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a caminho do porto de Santos) que a MRS usaria para contornar a capital. Hoje, as composições de carga só podem atravessar a Grande São Paulo durante as janelas de ociosidade nas operações da CPTM. A própria MRS admitiu, na época, financiar parcialmente a obra, orçada em mais de R$ 1 bilhão.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/12/2011
REGIME ESPECIAL DE TRIBUTAÇÃO PARA INVESTIMENTO EM PORTOS É PRORROGADO
Publicado em 12/29/2011 as
06:05 PM
RIO - O governo prorrogou a suspensão e a isenção de impostos federais para investimentos nos portos até o fim de 2015. Às vésperas do Natal, os terminais portuários ganharam um presente que lhes garante desonerações tributárias de até 30% nas compras de máquinas, equipamentos e outros bens utilizados na movimentação de cargas nos portos. A medida foi assegurada pela Medida Provisória 556, de 23 de dezembro de 2011, que prorrogou o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) por mais quatro anos, até 31 de dezembro de 2015.
O Reporto, um regime tributário especial para investimento nos portos, venceria no dia 31 de dezembro deste ano. "O governo se mostrou sensível em relação à necessidade de renovar o Reporto", disse Sérgio Salomão, presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec).
A Abratec foi uma das entidades envolvidas nas discussões com o governo para renovar o Reporto, regime que suspende e isenta tributos federais como imposto de importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e as contribuições PIS/Pasep e Cofins. Salomão disse que por deliberação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) também existe desoneração de ICMS em Estados portuários.
No total, seis entidades ligadas aos setores de logística portuária e ao comércio exterior formaram uma espécie de movimento empresarial pela renovação do Reporto. Salomão afirmou que a prorrogação foi aprovada por unanimidade pelo conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), instância responsável pela análise do tema. Aprovado na Camex, o assunto seguiu para a Presidência da República, que o incluiu na MP 556, disse Salomão. Também podem se beneficiar do regime empresas de dragagem, recintos alfandegados de zona secundária e centros de treinamento profissional incluídos na Lei dos Portos (8.630, de 1993).
Essa foi a terceira renovação do Reporto, instituído pela primeira vez em 2004 e que, em 2007, foi prorrogado para valer até 2011. Salomão disse que, desde agosto de 2004 até dezembro de 2011, as empresas ligadas à Abratec investiram US$ 484 milhões na compra de máquinas e de equipamentos para uso nos terminais valendo-se deste regime tributário. "Se não houvesse o Reporto, o custo do investimento seria 30% maior", disse Salomão.
Na compra de um portainer, equipamento utilizado para carregar e descarregar contêineres nos navios, com valor de US$ 10 milhões, o Reporto pode representar para o terminal uma economia de US$ 3 milhões, nos cálculos da Abratec. Segundo a entidade, somente é enquadrada no Reporto a importação de bem sem similar nacional que garanta condições de preço, qualidade e prazo de entrega.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Goes
Data : 29/11/2011
MPX, DE EIKE, PREVÊ CHEGAR A R$ 1 BI
Publicado em 12/29/2011 as
05:18 PM
A MPX Energia, do empresário Eike Batista, prevê chegar a seu primeiro bilhão de faturamento no próximo ano. A empresa finalmente vai sair de sua fase pré-operacional e dar um salto em seu faturamento que neste ano será de R$ 150 milhões. Cerca de 1.100 MW de duas usinas termelétricas (Itaqui e Pecém I, em sociedade com a EDP) vão entrar em operação em 2012. Apesar de um atraso de cerca de dois meses nas obras, em função de greve dos funcionários, o faturamento não deve ficar comprometido. Ainda no próximo ano também devem entrar em fase de testes as primeiras turbinas das térmicas adquiridas do Bertin e que vão usar o gás descoberto pelas empresas do grupo no Maranhão.
O plano de negócios da companhia prevê a instalação de um parque gerador de 11 mil MW, sendo 10 mil MW em térmicas movidas a carvão e gás natural no Brasil, Colômbia e Chile. Na Colômbia, a ideia é fazer em breve uma planta de autogeração para ser usada na exploração de carvão pela própria empresa. A atividade exige cerca de 200 MW. No Chile, os projetos são de 2.100 MW. No Brasil, a empresa vai aproveitar sua vantagem competitiva de possuir os direitos de exploração de gás no Maranhão para colocar os projetos em operação.
As empresas OGX e MPX, ambas do grupo de Eike Batista, querem ampliar a exploração no Estado e já pediram a aprovação do Ministério de Minas e Energia para volumes adicionais de exploração, que vão permitir participar de novos leilões e também fazer novas aquisições. Na semana passada, os campos de Gavião Azul e Gavião Real tiveram licenças ambientais emitidas para exploração de seis milhões de metros cúbicos. Todo esse gás está comprometido para a geração de energia dos 660 MW das usinas adquiridas do grupo Bertin e também para a térmica Maranhão III, de 500 MW, que teve energia comercializada no leilão de curto prazo desse ano.
"Só não tivemos térmica no leilão da semana passada (de longo prazo) porque não havia licença para o gás, mas isso muda para o próximo leilão (o de curto prazo)", diz o presidente da MPX, Eduardo Karrer. A empresa foi a única capaz de competir com a Petrobras no leilão para vender energia. Os preços caíram fortemente e ficaram em torno de R$ 100 o MWh, justamente pelo fato de as duas empresas serem donas do gás.
Além de térmicas, a MPX já planeja expandir sua base de geração para outras fontes, como hidrelétricas, eólicas e solar. Em hidrelétricas chegou a analisar o projeto São Roque, vendido na semana passada, mas desistiu do processo. Já em solar, o segundo megawatt da MPX deverá entrar em operação neste ano e apesar de ser apenas uma planta piloto está sendo usado como teste para que a companhia ganhe competitividade quando os primeiros leilões dessa fonte sejam realizados pelo governo federal.
Em eólicas, Karrer diz que a empresa está em atraso em relação aos seus concorrentes, mas ele acredita que os preços da energia eólica estão hoje em patamares irracionais. A energia dos ventos foi negociada no último leilão a R$ 102 o MWh e chegou a ser vendida por menos de R$ 100 no leilão de curto prazo.
Em 2012, os investimentos do grupo vão somar R$ 1,6 bilhão para os projetos que já tiveram energia comercializada. Se fechar novas aquisições, poderá fazer novas operações como a emissão de debêntures conversíveis neste ano adquiridas por Gávea e BNDESPar.
Fonte:Valor Econômico/Por Josette Goulart | De São Paulo
Data : 29/12/2011
CLIMA NA AMÉRICA DO SUL VOLTA A IMPULSIONAR GRÃOS
Publicado em 12/29/2011 as
05:18 PM
O clima seco em importantes regiões produtoras da América do Sul, sobretudo na Argentina e no Brasil, continua a oferecer sustentação às cotações internacionais dos principais grãos neste fim de ano. Ontem, na bolsa de Chicago, os contratos futuros de milho, trigo e soja registraram fortes altas e alcançaram seus maiores valores em seis semanas por conta dos reflexos do fenômeno La Niña, e o fator seguirá como protagonista entre os fundamentos de oferta e demanda pelo menos até fevereiro.
No mercado de soja, os contratos com vencimento em março, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), fecharam a US$ 12,0950 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos), com valorização diária de 3,16%. Segundo cálculos do Valor Data, com isso a queda acumulada do grão em 2011 diminuiu para 13,79%.
No caso do milho, a segunda posição (maio) encerrou a sessão a US$ 6,4125 por bushel (25,2 quilos). A alta foi de 2,11%, e neste ano há valorização de 0,75%. No trigo, a segunda posição (maio) subiu 3,52%, o que reduziu a baixa acumulada em 2011 para 19,34%.
No momento os holofotes do "weather market" sul-americano estão mais concentrados na Argentina. A principal região agrícola do país, a chamada "Pampa Úmida", não recebe chuvas já há alguns dias e, provavelmente, assim continuará até domingo, conforme a consultoria Clima Campo.
No país, é o milho que nesta fase do desenvolvimento das lavouras precisa de mais água. A soja é mais resistente e pode resistir um pouco mais. Até choveu na última sexta-feira em polos importantes, mas no norte de Buenos Aires e no sul das Províncias de Santa Fe, Córdoba e Entre Ríos os déficits hídricos continuam preocupantes. Vale lembrar que o trigo não sofre mais riscos no vizinho, mas seus preços guardam relação principalmente com os do milho, já que ambos têm mercados consumidores em comum.
Conforme a consultoria Somar, no Rio Grande do Sul também não deverá chover até o fim do ano, o que não é bom para a soja. Mas por aqui os temores são bem menores, uma vez que na região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, as chuvas tendem a ser abundantes até o início de janeiro.
Fonte:Valor Econômico/Fernando Lopes | De São Paulo
Data : 29/12/2011
ESTADO DEVE RECEBER 3 MILHÕES DE TURISTAS NESTA TEMPORADA
Publicado em 12/29/2011 as
05:18 PM
O estado do Rio de Janeiro deve receber durante o verão cerca de 3 milhões de turistas vindos de toda a parte do Brasil e do mundo, de acordo com estimativa do governo estadual. Desse total que visitarão ao Rio, no período de dezembro de 2011 a março de 2012, 2,2 milhões de visitantes são brasileiros e 754 mil são estrangeiros.
O governo estadual informou ainda que os turistas devem injetar US$ 2,2 bilhões na economia do estado, número que supera o valor arrecadado em 2010, quando 2,6 milhões de pessoas visitaram a capital, gerando US$ 1,9 bilhão de movimentação financeira.
Muitos dos visitantes chegam em transatlânticos. Segundo o governo do estado, somente nos dias 30 e 31 de dezembro, mais de 25 mil pessoas vão desembarcar no Terminal Internacional de Cruzeiros do Píer Mauá para passar o Réveillon na cidade, o que representa um reforço de US$ 7,5 milhões na economia.
Segundo cálculo da Associação Brasileira dos Operadores de Turismo Receptivo Internacional (BITO), cada turista marítimo gasta, em média, US$ 300 por dia.
Na sexta-feira, quatro navios vão atracar no porto e, no sábado, cinco. Na semana passada, 23 navios atracaram no porto e 70 mil turistas marítimos passaram pelo terminal, gastando cerca de US$ 20 milhões na capital. A previsão é que, até abril de 2012, 700 mil turistas marítimos cheguem ao Rio.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 29/12/2011
MARINHA AUMENTA FISCALIZAÇÃO PARA EVITAR SUPERLOTAÇÃO EM BARCOS
Publicado em 12/29/2011 as
05:17 PM
A superlotação nos barcos de passeio é um dos principais cuidados que a a Marinha tem para garantir a segurança de turistas e cariocas, principalmente no verão, quando cresce o turismo náutico, disse na manhã desta quinta-feira o capitão dos Portos, Walter Eduardo Bombardia.
Ele explica que, de dezembro até março, a Marinha intensifica a fiscalização em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, e em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, na Região dos Lagos, para coibir abusos. Segundo o capitão, inspetores navais são deslocados para os pontos de embarque dos turistas para garantir que não ocorra superlotação nas embarcações.
"O controle é eficiente porque o turismo náutico é concentrado em pontos fixos de embarque e desembarque", disse ele.
O capitão explicou que a distância mínima que um barco a motor tem de manter da praia é de 200 metros. Mas a lei permite que o barco se aproxime da praia se não houver banhistas e em velocidade muito reduzida.
Em 2010, segundo o capitão, foram 20 acidentes com barcos, com duas mortes. Este ano, 15 acidentes deixaram dois mortos.
Sobre as balsas que serão usadas no réveillon para a queima de fogos, ele disse que, do total de 17, 11 já foram periciadas. As demais devem passar por perícia ainda nesta quinta. A distância entre elas deve ser de 300 a 330 metros e as balsas devem ficar a 450 metros da areia.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 29/12/2011
CODESP ESPERA QUE EMENDA CONSIGA GARANTIR VTMIS
Publicado em 12/29/2011 as
05:16 PM
A Codesp ainda espera uma modificação na Medida Provisória (MP) 556, que prorrogou a vigência do programa Reporto, para a inclusão de uma emenda de seu interesse. A estatal quer isenção de impostos para a implantação do sistema de monitoramento e informações de tráfego de navios (VTMIS) no Porto de Santos.
"A MP 556 prorrogou o prazo do Reporto e a expectativa da Codesp é que inclusões ocorram posteriormente, contemplando os equipamentos necessários à implantação do VTMIS", informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), em nota enviada em resposta a questionamentos encaminhados por A Tribuna nesta segunda-feira.
O Reporto (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária) entrou em vigor em 2004, com o objetivo de reduzir o custo de importação de equipamentos para movimentação de cargas nos portos brasileiros.
O regime prevê a redução da carga tributária, tornando estes aparelhos até 50% mais baratos. Pode ser aplicado em caso de compra de equipamentos sem similares nacionais.
A não inclusão dos aparelhos do VTMIS na MP é uma derrota política do ministro dos Portos, José Leônidas Cristino. Ele pediu pessoal mente ao colega da pasta de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, uma redação favorável a estas máquinas. A Secretaria de Portos (SEP), chefiada por Cristino, planeja implantar o sistema nos principais complexos brasileiros, incluindo Santos. No entanto, a pasta pode ser extinta em uma reforma ministerial planejada pela presidente da República, Dilma Rousseff, para o início do ano que vem.
A MP foi publicada na última segunda-feira, no Diário Oficial da União (DOU), com apenas uma modificação em relação ao texto que vigorava anteriormente: o prazo. O Reporto venceria no último dia deste ano. Após a MP, ficará em vigor até 31 dezembro de 2015.
É a quarta renovação do regime. As anteriores ocorreram em 2007, 2008 e 2010.
Esperança
Como toda MP, a 556 entrou em vigor no ato de sua publicação. No entanto, ainda tramitará na Câmara Federal e no Senado nos 45 dias seguintes a sua adoção.
Este período será marcado por negociações para modificar o texto proposto pelo Planalto. Mudanças podem ser feitas por meio de emendas.
Neste ínterim, outros assuntos sem afinidade com a questão da isenção de tributos deverão ser incluídos na MP. O motivo é que uma medida provisória pode conter várias decisões, desde que sobre temas correlatos. A redação de uma MP sobre porto dá margem para inclusão de outros tópicos ligados ao setor.
A MP 556 terá 45 dias para passar pelas duas casas legislativas, prazo que pode ser ampliado por igual período. Depois disso, se ainda não houver definição, a pauta ordinária será trancada para apreciação da matéria.
Entendimento
O secretário estadual de Turismo de São Paulo, Márcio França, foi o relator da penúltima medida provisória que estendeu o Reporto, quando era deputado federal (PSB-SP). Ele entende que o texto atual da lei já beneficia as companhias docas no tocante aos aparelhos para controle de tráfego de navios.
"Se conseguirem provar que o VTMIS melhora a capacidade para movimentação de cargas (nos portos), é possível conseguir a isenção", afirmou o secretário.
No caso dos recintos especiais para despacho aduaneiro de exportação (redex), nem depende de interpretação: está explícito. "No texto, está prevista a compra de equipamentos para terminais retroportuários alfandegados", declarou.
A Secretaria de Portos foi novamente procurada para comentar o assunto, mas ninguém foi encontrado. Um funcionário informou nesta terça à Reportagem, por telefone, que todos os assessores, além do secretário-executivo da pasta, Mário Lima Júnior, estão em recesso pelas festas de fim de ano.
Fonte: A Tribuna/Samuel Rodrigues
Data : 29/12/2011
OGMO EXIGIRÁ INTERVALO DE 11 HORAS A PARTIR DO PRÓXIMO DIA 17
Publicado em 12/29/2011 as
05:16 PM
Os 7 mil trabalhadores portuários avulsos (TPAs, como estivadores, vigias e conferentes) de Santos terão de respeitar um intervalo de 11 horas entre duas jornadas de trabalho consecutivas a partir da escala das 13 horas do próximo dia 17. A data para a entrada em vigor da medida foi anunciada na tarde desta quarta pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) de Santos, responsável pela escalação dos TPAs.
O Ogmo havia anunciado, em 21 de novembro último, que passaria a exigir o intervalo. Mas só agora definiu a data para a adoção da regra.
A mudança, polêmica entre trabalhadores e a comunidade sindical, será implantada por exigência do Ministério Público do Trabalho, que também determinou outras ações para o Ogmo. Essas outras medidas também entrarão em vigor no dia 17, a partir das 13 horas.
Créditos: Carlos Nogueira
Avulsos terão de esperar 11 horas, no mínimo, entre uma e outra jornada de trabalho no Porto de Santos
Em nota divulgada nesta quarta, o Órgão Gestor explicou que essas modificações na forma de escalação são necessárias para a aplicação integral da legislação trabalhista portuária e atendem à implantação da Convenção nº 137 da Organização Internacional doTrabalho (OIT) e do ISPS Code, a norma antiterrorismo portuária e marítima. O objetivo principal é garantir o meio ambiente de trabalho adequado, além de promover a igualdade de oportunidades de trabalho entre os TPAs.
Atualmente, é comum um avulso ser escalado para um período (das 7 às 13 horas, por exemplo) e, depois, voltar a se apresentar e ser engajado no seguinte (das 13 às 19 horas), "dobrando" em seu trabalho.
Com o intervalo, o portuário terá de aguardar pelo menos dois períodos de trabalho para voltar a se apresentar. Assim, a partir do dia 17, se ele for escalado para o período das 13 às 19 horas, poderá ser engajado apenas no período das 6 às 13 horas do dia seguinte.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 29/12/2011
VISION E INSIGNIA RETORNAM AO PORTO DE SANTOS NESTA QUINTA
Publicado em 12/29/2011 as
05:15 PM
O Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini - Concais recebe nesta quinta-feira o transatlântico Vision of the Seas, da Royal Caribbean, que embarca turistas para passar a virada do ano em Copacabana, no Rio de Janeiro. O Insignia, da Oceania Cruises, também chega ao Porto de Santos, mas apenas com passageiros em trânsito.
O Vision of the Seas chegou de Ilhabela (SP) por volta das 7 horas e atracou no Cais 25. A previsão é que o transatlântico deixe o terminal às 17 horas. Os 1.900 passageiros embarcam para celebrar a chegada de 2012 no Rio de Janeiro.
Já o Insignia atracou no Cais 32 por volta das 7h30. A embarcação deve seguir viagem por volta das 18 horas.
O cais santista receberá, nesta sexta-feira, os navios MSC Orchestra, Costa Pacífica, Costa Victoria e o Splendour of the Seas.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 29/12/2011
DEMORA EM LIBERAÇÃO DE NAVIO-PLATAFORMA FRUSTRA EIKE
Publicado em 12/29/2011 as
05:13 PM
Com 15 dias de atraso e sem que a empresa OSX firmasse o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) exigido pelo Ministério Público do Trabalho, zarpou do porto do Rio, no dia de Natal, o navio-plataforma OSX-1, do grupo EBX. A demora frustrou o empresário Eike Batista, dono do EBX. Já estava montada campanha de marketing para divulgar a extração, ainda em 2011, de sua primeira carga de petróleo.
O "primeiro óleo" deveria ser extraído na última semana do ano, no aniversário de dois anos da descoberta de Waimea, o campo que entrará em produção na Bacia de Campos, litoral do Estado do Rio. O tempo recorde entre a descoberta e o "primeiro óleo" seria saudado como marca do empreendedorismo e da agilidade de Eike. Waimea é explorado pela petroleira OGX, também do empresário.
O prazo foi perdido. Quando o navio chegou de Cingapura, em outubro, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, em vistoria conjunta, proibiram a saída até a correção de cerca de 40 irregularidades a bordo, principalmente na área de segurança, constatadas por auditores.
A OSX informou ter feito os consertos devidos, mas a partida até Waimea, prevista para 10 de dezembro, não ocorreu. Apenas no dia 14 a OSX e a OGX admitiram que a meta do "primeiro óleo" em 2011 não poderia ser mais alcançada, ao divulgar novo calendário para a operação do navio-plataforma. Agora, a data para a extração pioneira é 23 de janeiro de 2012.
O comunicado das empresas do EBX não cita a razão do atraso. Limita-se a explicar que, "ao longo desse semestre, a OGX focou na execução do processo de preparação para o primeiro óleo, desde a obtenção de licenças ambientais até as instalações dos equipamentos que vão conectar o poço OGX-26HP ao FPSO OSX-1". A questão do TAC não é abordada pela OSX no comunicado com o novo calendário.
Na última semana de novembro, em reunião com a procuradora Flávia Bauler, do Ministério Público do Trabalho, representantes da empresa não assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta proposto. No documento apresentado pela procuradora, a companhia teria que se comprometer a só iniciar a operação do OSX-1 em Waimea após o atendimento a todos os questionamentos do Ministério Público do Trabalho. Se o TAC não fosse assinado, a procuradora avaliaria a possibilidade de abrir um inquérito civil público contra a OSX, pedindo à Justiça o embargo do navio-plataforma. Ela tomará a decisão em janeiro, ao final do recesso de fim de ano.
A OSX divulgou nota em que diz que como "todos os itens exigidos pelo Ministério do Trabalho foram regularmente cumpridos pela OSX" o "termo proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho)" perdeu "o objeto". "O Ministério do Trabalho e Emprego emitiu o correspondente termo de desinterdição total do FPSO OSX-1, formalizando a liberação do OSX-1 para as suas atividades produtivas. Sendo assim, todas as condutas apontadas pelo MTE e pelo MPT para esta fase pré-operacional já estão plenamente ajustadas", diz a empresa.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 29/12/2011
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