A FALTA QUE O TREM FAZ
Publicado em 04/15/2015 as 01:54 PM

Transporte por estradas de ferro no país cresce, mas está longe do que seria ideal para reduzir o custo-Brasil. Projetos importantes não saem do papel

Bugre e Caratinga – Seu João Gomes, de 74 anos, ganhou a vida como construtor de vagões por duas décadas: “Fui maçariqueiro em Itabira, no Paraguai e até na Bolívia. Tenho experiência para afirmar que o melhor transporte terrestre para grãos é o trem de ferro, que puxa centenas de vagões de uma só vez, retirando um tanto de caminhões das estradas”.

A opinião de João Gomes, morador de Bugre, no Vale do Aço, é respaldada por qualquer especialista na condução de cargas. Embora divulgada há cinco anos, uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que a movimentação total dos produtos por caminhos de ferro subiu 85,6% de 1997, quando boa parte dos trilhos foi privatizada, a 2010. Já a movimentação de carga geral cresceu 86,1%. Mas, ainda assim, o país pena com o déficit da extensão da malha ferroviária, um dos exemplos do custo-Brasil, o conjunto de mazelas que deixa a produção mais cara e freia o avanço do Produto Interno Bruto (PIB). Esse é o tema da penúltima reportagem da série “Os homens da estrada”, inspirada no livro Jorge, um brasileiro, do mineiro Oswaldo França Júnior.

A trama principal é a jornada de oito carretas – cada uma com 30 toneladas de milho – de Caratinga, no Vale do Aço, a BH. Por causa da má condição das estradas e da chuva, os estradeiros do livro concluem o trajeto em quase duas semanas – o prazo previsto era de seis dias. O romance foi publicado em 1967 e, quase 50 anos depois, mostra que muitos dos problemas citados pelos estradeiros durante a viagem ainda alimentam o custo-Brasil. Jorge, o protagonista, tratou do transporte férreo, como a citação em destaque no alto desta página.

Em 2012, num evento divulgado com pompa, a União anunciou o Programa de Investimento em Logística (PIL), o qual, entre aportes da iniciativa privada e pública, um total de R$ 99 bilhões estavam previstos para a construção de 12 ferrovias (10 mil quilômetros). A maior parte do recurso seria aplicada em até cinco anos, mas as obras ainda não saíram do papel.

O governo está refazendo os chamados modelos de negócios, como o tipo de parceria e a taxa de retorno. Duas das linhas anunciadas passarão por Minas: BH-Salvador e Uruaçu (GO)-Corinto (MG)-Campos (RJ). Essa última passará no Vale do Aço, onde Jorge tentou embarcar o milho tão logo percebeu que não deveria conseguir cumprir o prazo no frete.

Num trecho, na estação em Governador Valadares, ele perguntou ao funcionário da ferrovia como fazia para colocar as toneladas do grão nos vagões. Não conseguiu, como explicou Jorge: “(O ferroviário) me disse, depois de ter feito as contas de quantas sacas eram, e qual o peso total (240 toneladas), que só poderia garantir o transporte daí a uns dois meses”.

Freio na eficiência

“A malha ferroviária tem pouca abrangência. Hoje, o caminhão transporta carga que, a rigor, não é o (meio de transporte) mais eficiente, como grãos. Um exemplo é para levar as safras de Mato Grosso ou Goiás até os portos. O ideal é levá-las de trem. Mas a extensão das ferrovias não cresceu. O governo lançou o PIL e, na prática, nada saiu do papel. Pior: ficou sem previsão”, criticou Bruno Batista, diretor-executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Ele continua o desabafo em tom de alerta: “Postergar investimento é correr risco de o projeto já nascer subdimensionado. Adiar a conta só aumenta o problema”.

Em março, representantes do setor de infraestrutura (ferrovia, rodovia, portos, aeroportos) entregaram ao governo pleitos para melhorias na logística. Os projetos são o resumo do Pacto pela Infraestrutura Nacional e Eficiência Logística (Painel), evento do Instituto Besc de Humanidades e Economia, que reúne dezenas de conselheiros de diferentes segmentos da indústria e dos serviços com objetivo de garantir o desenvolvimento da infraestrutura nacional dos transportes.

Uma das propostas é o aporte em ferrovias. Os empresários defendem licitação open-acess ferroviário, na qual os operadores independentes usufruem das malhas atuais e novas linhas a serem construídas. Também a padronização de bitolas e melhor integração com outros modais. Esses e outros gargalos dificultam o chamado private equity. Muitas empresas não conseguem entrar na bolsa para receber investimentos por meio dela. “Vontade de investidores estrangeiros é o que não falta”, alertou Aurélio Murta, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e presente no encontro. (PHL)
Fonte : Estado de Minas
Data : 15/04/2015

NAVIO
Publicado em 04/15/2015 as 01:54 PM

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) entregou seu quinto navio encomendado pela Transpetro - o petroleiro André Rebouças, no dia 8 deste mês, segundo o Ministério dos Transportes. O navio é do tipo Suezmax e tem as mesmas dimensões dos outros petroleiros já produzidos pelo EAS, que integram o pacote de encomendas do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).
Fonte : Folha de Pernambuco
Data : 15/04/2015

EDITAL DO ARCO VIÁRIO TEM NOVO PRAZO: MAIO
Publicado em 04/15/2015 as 01:53 PM

PROJETO pensado há cerca de 30 anos, já foi do Estado, parceria público-privada e agora está nas mãos da União

O que já era para ser realidade ganhou um novo cronograma e mais promessas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) divulgou que a licitação do Lote 2 do Arco Rodoviário Metropolitano do Recife, prevista para março, será lançada até 30 do mês que vem.

Se, dessa vez, udo correr bem a ordem de erviço será assinada em outubro próximo e a conclusão as obras junto como término o polêmico Lote 1 - que sequer tem traçado definido - m outubro de 2018.

O projeto que acumula datas há pelo menos 30 anos, quando foi pensado pela antiga Fidem, hoje Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa de Pernambuco, é a saída para ligar a ata Norte ao Porto de Suape vitando o trânsito estrângulado da BR-101.

As informações foram repassadas pelo Dnit ao deputado federal Betinho Gomes. No ofício, autarquia afirma que está providenciando toda a documentação necessária para a laboração do termo de referência, o que deve acontecer inda este mês, e posteriormente, a publicação do edital e licitação.

No entanto, a Agênia Estadual de Meio Ambiente CPRH), responsável pela liberação do licenciamento prévio do Lote 2 - trecho entre a BR408, em Paudalho, e a BR-101 Sul, no Cabo - solicitou nova alteração no traçado do anteprojeto a fim de cumprir novas normas determinadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O órgão ambiental informou, também, que ainda aguarda complementos ao Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). “A CPRH prossegue aguardando a entrega das respostas às questões solicitadas.

Quando esse material for entregue, o órgão finalizará o parecer conclusivo e emitirá a Licença Prévia. Em relação ao Lote 1, alvo de polêmicas por, inicialmente, apresentar traçados que ameaçam a Área de Preservação Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, o Dnit divulgou que a CPRH ainda não se posicionou sobre o traçado já proposto. Por outro lado, a CPRH nega que a autarquia tenha protocolado algum processo, referente ao trecho entre a BR-408 em Paudalho, e a BR-101 em Goiana. Em audiência pública no mês passado, o superintendente substituto do Dnit em Pernambuco, Cacildo Cavalcante, revelou que existem 12 opções para a estrada.

Folha resume
Primeiro trecho a ser licitado será o Lote 2, que liga o entroncamento com a BR-408 à BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho. O Lote 2, ligando as BR-408 à Goiana, já foram apresentados 12 traçados diferentes. Agência Estadual de Meio Ambiente afirma seguir aguardando informações complementares solicitadas.

Saiba mais
Primeiro trecho a ser licitado será o Lote 2, que liga o entroncamento com a BR-408 à BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho. O Lote 2, ligando as BR-408 à Goiana, já foram apresentados 12 traçados diferentes. Agência Estadual de Meio Ambiente afirma seguir aguardando informações complementares solicitadas.

Primeiro trecho a ser licitado será o Lote 2, que liga o entroncamento com a BR-408 à BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho. O Lote 2, ligando as BR-408 à Goiana, já foram apresentados 12 traçados diferentes. Agência Estadual de Meio Ambiente afirma seguir aguardando informações complementares solicitadas.

Início da obra fica para outubro, se tudo der certo.
Fonte : Folha de Pernambuco
Data : 15/04/2015

TRANSPORTE COLETIVO DO ENTORNO DE BRASÍLIA SERÁ DISCUTIDO NO SENADO
Publicado em 04/15/2015 as 01:53 PM

? A Comissão de Fiscalização do Senado aprovou, ontem, requerimento do líder DEM na Casa, Ronaldo Caiado, em que convida os diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a comparecerem ao Senado para discutir o caos no transporte coletivo do Entorno de Brasília.

? Já o senador havia acertado, no dia 1° de abril, com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, a realização da audiência pública no próximo dia 28.

?O senador alerta que é necessário o debate para que sejam suspensas limitações legais que impedem melhorias no sistema de mobilidade urbana de cidades, como Valparaíso. Planaltina de Goiás, Novo Gama, Formosa, Luziânia, Cidade Ocidental. Águas lindas e Alexânia.

? Afirma Caiado: "São mais de 800 mil pessoas que sofrem com o caos no transporte público nessas cidades. O governo federal precisa dar prioridade a essa região que hoje está excluída", ponderou Caiado, que também vai convidar os prefeitos das cidades do Entorno para participar da audiência pública.
Fonte : Diário da Manhã
Data : 15/04/2015

DEPUTADOS SÃO HOSTILIZADOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:53 PM

Os deputados federais André Figueiredo (PDT), Raimundo Gomes de Matos (PSDB) e Adail Carneiro (PHS) foram hostilizados por cerca de 50 servidores públicos, na manhã de ontem, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza.

Os servidores, mobilizados por sindicatos ligados à educação e saúde, protestavam contra o Projeto de Lei 4.330, aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 8 de abril, que permite a terceirização de funcionários em todas as atividades exercidas pelas empresas do País.

O deputado Adail Carneiro bateu boca com manifestantes, que o chamavam de "traidor". Raimundo Gomes de Matos e André Figueiredo evitaram o encontro com os manifestantes. Na ocasião, Chico Lopes (PCdoB) foi elogiado pelos servidores pela posição contrária à aprovação do projeto na Câmara.

Em entrevista ao colunista José Maria Melo, o professor Anizio Melo, presidente do Sindicato Apeoc, classificou a aprovação do PL 4.330 como uma quebra à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dos 464 parlamentares, 324 votaram a favor e 137 foram contra o projeto de lei, que tramita há 11 anos. Entre os cearenses, Adail Carneiro, André Figueiredo, Raimundo Gomes de Matos, Antônio Balhmann (PROS), Arnon Bezerra (PTB), Danilo Forte (PMDB), Domingos Neto (PROS), Genecias Noronha (SD), Gorete Pereira (PR) e Leônidas Cristino (PROS) votaram a favor do texto-base.
Fonte : Diário do Nordeste
Data : 15/04/2015

OBRA DO PORTO DE LUIS CORREIA SERÁ RETOMADA, GARANTE SECRETÁRIO
Publicado em 04/15/2015 as 01:53 PM

O procurador da República Kelston Pinheiro Lages se reuniu na sede do Ministério Público Federal no Piauí, com o novo secretário estadual de transporte Guilhermano Pires Ferreira para tratar sobre as obras do Porto de Luís Correia, no litoral piauiense.

http://www.portalaz.com.br/imagens/geral/20150414153457_c6d7c.jpg

Na reunião, o procurador argumentou que a retomada das obras é uma decisão política, pois trata-se de um juízo discricionário da Administração. No entanto, uma vez decidido, o mesmo ponderou sobre a necessidade do cumprimento das exigências legais, estudos preliminares, dentre eles os de viabilidade técnica e econômica e os estudos de impacto ambiental.

O secretário informou que está aguardando a manifestação da Secretaria dos Portos da Presidência da República para o reinício da construção.

Em razão de graves irregularidades nas duas etapas anteriores, inclusive com o ajuizamento de ações na esfera cível e criminal, o MPF abriu mais um inquérito civil público, nº 576/2013-09, para acompanhar e averiguar a regularidade da nova etapa do empreendimento.

As duas ações já ajuizadas pelo MPF tem como base investigação da Polícia Federal e relatórios de auditoria produzidos pela Secretaria de Controle Interno da Presidência da República (CISET) que constataram graves ilícitos como superfaturamento, ausência de estudos de viabilidade técnica e total imprestabilidade do material efetivamente empregado nas duas etapas anteriores. O MPF tenta resgatar mais de 12 milhões aos cofres públicos.

Ação de Improbidade Administrativa
A ACP de número processual 147761.2013.4.01.4002, com tramitação na Subseção Judiciária de Parnaíba, está na fase em que os réus apresentam defesa prévia. Até o momento está mantida a liminar que determinou a indisponibilidade dos bens dos requeridos.

Ação Criminal
A denúncia de número processual 2467-18.2014.4.01.4002, com tramitação na Subseção Judiciária de Parnaíba, está na fase em que os réus apresentaram resposta às acusações. Os autos estão no MPF para a réplica.
Fonte : Portal de AZ
Data : 15/04/2015

PARTICIPAÇÃO DA PETROBRAS NO PRÉ-SAL TEM QUE DIMINUIR, DIZEM ESPECIALISTAS
Publicado em 04/15/2015 as 01:53 PM

De acordo com fontes ouvidas pelo DCI, devido à atual crise, o governo terá que optar pela menor atuação da estatal nas próximas licitações ou será necessário adiar o cronograma de exploração

São Paulo - O regime de exploração do pré-sal deve ser revisto ou o cronograma de licitação terá que ser adiado, acreditam especialistas ouvidos pelo DCI. A legislação atual exige da Petrobras um volume de investimentos impossível, devido à crise enfrentada pela estatal.

Atualmente, a Petrobras pode formar um consórcio com outras empresas para exploração desses campos, mas precisa ser o operador principal com ao menos 30% do negócio e dos investimentos. Nos demais campos de petróleo, a legislação determina que tem que haver uma empresa operadora, mas não necessariamente a estatal.

Para o economista da RC Consultoria, Tiago Biscola, esse regime gera uma necessidade de investimento muito grande por parte da Petrobras que precisou se endividar nos últimos anos para fazer frente aos investimentos necessário.

"Esse regime traz muita responsabilidade para a Petrobras ainda mais nesse momento de crise. O regime de partilha do pré-sal deveria ser o mesmo adotado para os demais campos", afirmou.

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) também defende a revisão da legislação, pois acredita que a mudança atrairia outros investidores privados. "Existe uma série de oportunidades para aumentar a atratividade do modelo de partilha. Acreditamos que a atuação de múltiplos operadores no modelo de partilha traz mais benefícios para o desenvolvimento do pré-sal". A organização congrega cerca de 200 empresas, incluindo a Petrobras.

Para o sócio diretor da consultoria Veraxc, Emerson Leite, o governo quer explorar o pré-sal de uma vez só e para isso exigiu da Petrobras um plano muito ousado de investimentos que estava além da capacidade da estatal.

"O governo decidiu explorar o pré-sal numa tacada só e concentrou quase tudo na Petrobras. Agora vivemos uma crise e a empresa, por alguns anos, terá dificuldade de realizar investimentos", afirmou. Segundo ele, ou o "governo muda a legislação ou terá que adiar o cronograma de exploração do pré-sal". O próximo leilão de exploração da camada do pré-sal está previsto para o segundo semestre de 2016.

Conteúdo Local

Os especialistas defendem outras mudanças regulatórias para a exploração do petróleo no Brasil. Uma das principais reivindicações é a redução do índice mínimo (de 65%) de conteúdo local exigido das empresas que participam dos leilões de petróleo.

Para Leite, a estrutura da lei de conteúdo local foi pensada de maneira equivocada do ponto de vista de estruturação de uma cadeia sustentável, pois atende apenas a demanda da Petrobras. O problema, segundo ele, se aprofundou com a descoberta do petróleo na camada do pré-sal que "alavancou imensamente" a necessidade de investimento da Petrobras e das fornecedoras.

Ele observa que o País tinha dois grandes estaleiros antes do início da exploração do pré-sal e que esse número subiu para 5 desde 2009 quando foram criadas as empresas para atender ao aumento da demanda. Na visão dele, a estratégia não estimula a eficiência e a competitividade do setor porque não existe uma política que fomente essas empresas a investir em outros segmentos e até mesmo fora do País. Dessa forma, elas ficam quase que exclusivamente dependentes da demanda da Petrobras.

"Várias empresas foram criadas para atender a demanda da Petrobras sem a preocupação de procurar outros parceiros e outras áreas de atuação. Isso é ruim para as companhias que dependem só da Petrobras e é ruim para a estatal que paga mais caro para atender a sua demanda por produtos", afirmou.

Ele defende que o índice seja revisto já durante a 13ª rodada de licitação de petróleo de área do pós-sal. O certame foi adiado para o final deste ano. O Ministério de Minas e Energia (MME) ainda não determinou, porém, uma data.

Durante a 11ª e 12ª rodada de licitação de petróleo, realizadas em 2013, o índice mínimo foi de 65%. O índice é determinado a cada rodada de licitação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O IBP também pede a redução da exigência de conteúdo local na próxima rodada de licitação. Para o instituto, é necessário flexibilizar as regras nesse momento de turbulência no setor. "O modelo vigente de conteúdo local deve ser continuamente aperfeiçoado para refletir os atuais desafios e superar os gargalos no setor", destacou o IBP, em nota.

"As descobertas dos últimos dez anos elevaram o patamar de investimentos nas atividades de petróleo e gás no Brasil e provocaram um aumento na demanda na indústria em torno de cinco vezes. No entanto, o significativo crescimento da oferta local não conseguiu acompanhar as novas demandas por produtos, serviços e mão de obra", completou IBP, em nota enviada ao DCI.

A lei de conteúdo local foi criada em 1995 quando a Petrobras perdeu o monopólio sobre a exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. A legislação determina que as empresas que participam dos certames precisam ter um mínimo de conteúdo local para atuar no Brasil.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria e Serviço
Data : 15/04/2015

PREJUÍZOS VINDOS DO INCÊNDIO EM SANTOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:52 PM

São muitos. O maior, a perda de confiança nos sistemas de segurança da operação portuária

- O incêndio no terminal da Ultracargo, em Santos, não provocou apenas prejuízos materiais e ambientais. Estes, aliás gravíssimos.

O fogo se prolongou por mais de uma semana.

E as consequências apareceram em muitas outras áreas.

Reservas em hotéis foram canceladas.

A imagem da região da Baixada Santista ficou com mais um arranhão.

O porto teve funcionamento precário em função das restrições de acesso.

Nenhum desses prejuízos, entretanto, é maior que o da perda de confiança nos sistemas de segurança da operação portuária. E também no armazenamento de produtos combustíveis.

Nada será como antes.

A Ultracargo, na página que mantém na internet, se apresenta como a maior empresa de armazenagem de granéis líquidos do Brasil.

Tem terminais nos principais portos do País.

O de Santos, além de 3 berços de atracação, tem 175 tanques com capacidades que vão de 100 m³ (100 mil litros) a 10 mil m³ (10 milhões de litros).

A capacidade total de armazenamento é de 300 milhões de litros.

Só esses números já indicam a necessidade de um sistema de segurança superlativo.

Ainda não há definição clara das causas do acidente. Mas uma denúncia vinda do Sindminérios fala em um vazamento grande de combustível 10 dias antes do incêndio. Coisa de 400 mil litros.

As primeiras providências para evitar que o fogo se alastre são atribuições da empresa.

Não funcionaram. O fogo se alastrou. Os bombeiros atuaram com a eficiência e a coragem de sempre. Heroísmo que precisa ser reconhecido. Mas o estoque de Líquido Gerador de Espuma disponível no País todo foi praticamente todo consumido. O que dá indícios de que a carência é nacional.

A empresa mostrou ter dificuldades no gerenciamento da crise.

E a própria norma brasileira, nesse quesito de distanciamento entre tanques, está sendo questionada.

O Porto de Santos viveu nos últimos anos três grandes incêndios em terminais de açúcar. O que indica que o primeiro não funcionou como alerta suficiente.

Esse da Ultracargo tem de funcionar como alerta vermelho rubro.

*é jornalista e escreve para o DCI às quartas
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria e Serviço
Data : 15/04/2015

RODOVIAS FEDERAIS DE MS TERÃO OBRAS EMERGENCIAIS
Publicado em 04/15/2015 as 01:52 PM

Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, reparos nas BRs 060, 262 e 267 começam nos próximos 15 dias; licitação para estas estradas continua

Sob o foco do governo federal, três rodovias já têm data prevista para o início das intervenções, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o secretário- executivo do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, as BRs 060, 262 e 267 serão submetidas a obras emergenciais dentro de 15 dias. Paralelamente, correm processo licitatórios para contratação das empresas que promoverão mudanças estruturais na malha viária federal que corta o Estado.

O trecho de 241,6 quilômetros da BR-060, entre a BR- 163 e a divisa com o Estado de Goiás, segundo Giroto, sofrerá intervenções entre os meses de setembro e outubro. A empresa contratada em 2014 para realizar o serviço não cumpriu metas estabelecidas e passa por um processo de rescisão de contrato e punição. Na rodovia, será implantado acostamento, terceira faixa e restauração do pavimento. “Já que a 060 chegou ao abandono, vamos trabalhar para mudar a categoria dessa rodovia. Iniciaremos rapidamente uma operação tapa-buracos, no prazo de 15 dias, enquanto agilizamos o trâmite da licitação, mas no máximo em outubro começaremos uma transformação na BR-060”, diz o secretário-executivo.

A BR-267 será dividida em três frentes de trabalho, separadas de acordo com as intervenções necessárias. O trecho de aproximadamente 210 quilômetros, entre Guia Lopes da Laguna e Porto Murtinho, já está em processo de contratação. O secretário afirma que as obras devem iniciar no mês de julho deste ano. “Lá começaremos imediatamente um tapa-buracos e, em julho, serviços de recapeamento, limpeza, manutenção e conserva”, explica.

Entre os municípios de Rio Brilhante e Maracaju está em andamento o projeto para implantação de acostamento e terceira faixa ao longo de 106,3 quilômetros. De Maracaju até Porto Murtinho, na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, os projetos são para implantação de faixas adicionais.

Também objeto de uma rescisão de contrato, a BR- 262, entre Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, será licitada novamente. A expectativa de início das obras, conforme o secretário-executivo, é para o mês de setembro deste ano.

REVOLUÇÃO VIÁRIA
Parceria entre o Ministério dos Transportes e a Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Mato Grosso do Sul deverá licitar R$ 1,5 bilhão em intervenções nas rodovias do Estado até julho deste ano. O secretário- executivo do governo federal, Edson Giroto, afirma que todas as rodovias nacionais que passam pelo Estado serão objeto do pacote de investimentos.

Mato Grosso do Sul é cortado por oito rodovias federais, das quais uma – a BR-163 – está sob concessão privada. A BR-419, de acordo com o secretário, deverá ser licitada no ano que vem. A rodovia liga os municípios de Rio Verde a Aquidauana. Além disso, ainda de acordo com Giroto, o governo federal deverá licitar um total de R$2,5 bilhões em investimentos nas BRs até meados de 2016, nos quais estará contemplada a BR-419. Giroto disse ainda que, entre os investimentos do governo federal, o Ministério dos Transportes pretende construir uma ponte sobre o Rio Paraná, removendo a passagem sobre a barragem de Urubupungá (Três Lagoas) e um contorno no município de Aparecida do Taboado.

“Tenho uma meta estabelecida para mim mesmo, quero deixar as rodovias federais melhores do que deixei as estaduais em Mato Grosso do Sul. Assim que promovemos uma melhoria em uma rodovia, já precisamos incluí-la em um cronograma de manutenção. Rodovias sofrem muitas adversidades e não havendo cuidado rotineiro fica difícil combater a degradação”, projeta.

CONVITE
Reportagem do Correio do Estado de ontem traz a declaração do secretário de obras de Mato Grosso do Sul, Marcelo Maglioli, sobre a BR-060, em que o secretário estadual já havia cobrado o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) sobre as más condições da rodovia. O secretário-executivo do Ministério dos Transportes elogiou a competência de Maglioli. “Estou, inclusive, pensando em contratá-lo como meu assessor. Ele é tão competente que, além das rodovias estaduais, cuida também das federais”, ironizou.

"E só o que podemos fazer. Cobrar do Ministério dos Transportes”
Marcelo Miglioli, afirmando que já “cobrou” melhorias na BR-060 ao Ministério dos Transportes

“Estou pensando em contratá-lo como meu assessor. Além das rodovias estaduais, cuida também das federais”
Edson Giroto, secretárioexecutivo do Ministério dos Transportes, em resposta a Marcelo Miglioli
Fonte : Correio do Estado
Data : 15/05/2015

OBRAS VÃO ALAVANCAR O PORTO DE RIO GRANDE
Publicado em 04/15/2015 as 01:52 PM

Melhorias e investimento de R$ 97 milhões permitirão embarcações maiores.

A previsão da supersafra neste ano é tida como a "menina dos olhos" no Porto do Rio Grande. Como boa parte das exportações passa pelos terminais, a ideia é que as vendas externas sejam responsá-veis pelo aguardado crescimento na movimentação do porto em 2015, segundo o superintendente Janir Branco. Em 2014, passaram 34 milhões de toneladas de carga por Rio Grande. Para garantir o aumento nas operações, há uma série de obras de melhorias e modernização que estão em andamento ou prestes a começar. Os recursos investidos devem chegar a R$ 97,1 milhões. Outro investimento aguardado é o de dragagem do canal de acesso ao porto. O pro-cesso de licitação foi concluído, e o contrato deve ser assinado em breve. A melhoria é funda-mental para receber embarcações maiores.

O diretor-presidente do Terminal de Contêineres (Tecon) de Rio Grande, Paulo Bertinetti, de-monstra cautela em relação ao futuro em função das dificuldades econômicas que o país enfrenta. "Será um ano em que te-remos que ter força para ficar em pé", avaliou. Ele destacou ainda que o porto tem limitações como a localização, mais ao Sul do país, e dependência de commodities agrícolas. No entanto, apesar das dificuldades, reconhece que o porto avançou e lembrou o pulo de 100 mil para quase 700 mil contêineres em poucos anos. E para melhorar o panorama, a intenção é a atração de novas cargas, como soja, fertilizantes e madeira.

Pontualmente, às 11h3O min de ontem, foi batizado o portaoontélneres Bartolomeu Dias, da frota da Aliança, no Tecon Rio Grande, no Porto. Em um evento com a presença de mais de 300 convidados, o batismo marcou um novo momento da cabotagem brasileira.
Fonte : Correio do Povo – RS
Data : 15/04/2015

ESTATAL DE TRANSPORTES SERÁ 1ª ‘VÍTIMA’ DE AJUSTE
Publicado em 04/15/2015 as 01:51 PM

EPL, empresa criada para cuidar do trem-bala e facilitar as concessões em infraestrutura, encabeça lista de corte de gastos do ministério

A poucos dias do anúncio de um grande corte no orçamento federal, o Ministério dos Transportes vem preparando um forte enxugamento em seus gastos de custeio. Um grupo de trabalho constituído no fim de fevereiro pelo ministro Antonio Carlos Rodrigues deverá apresentar suas conclusões até o fim deste mês. Nos estudos em andamento, a principal “vítima” do ajuste tende a ser a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que pode sofrer até corte de pessoal. Estatal criada originalmente para cuidar do lendário Trem de Alta Velocidade (TAV), projeto que já foi a menina dos olhos da presidente Dilma Rousseff, a EPL viu engavetada sua principal ambição logística e passou a se envolver nas concessões em infraestrutura. Hoje, é tratada nos corredores como uma repartição que perdeu boa parte de sua razão de ser. O Estado apurou que a estatal adiará a contratação de estudos ambientais das futuras concessões em infraestrutura. É uma mudança forte na orientação da empresa, que antes tinha como objetivo fazer justamente o contrário: acelerar os estudos, para que os empreendimentos já fossem oferecidos à iniciativa privada com meio caminho andado para obter as licenças ambientais. As análises de impacto das obras em infraestrutura não demoram menos do que um ano, prazo exigido para observar o comportamento de flora e fauna dos locais afetados. Seguindo orientação geral de toda a pasta dos Transportes, a EPL também está renegociando contratos com seus fornecedores. Medida tradicionalmente adotada em tempos de ajuste fiscal, ela tem por objetivo obter descontos nos preços de serviços já em andamento, tendo como justificativa o quadro de restrição de gastos.

Corte. Em todo o ministério, a ordem é passar a faca e reduzir as despesas administrativas em no mínimo 20%. As obras serão poupadas. Mas o corte afetará itens como limpeza, segurança, recepcionistas, além das contas de água e energia. É esperada também uma redução importante nos gastos com aluguel. Nesses rearranjos financeiros, o grupo de trabalho também estuda desabrigar a EPL, que hoje ocupa dois andares de um luxuoso conjunto de salas comerciais no centro da capital federal. O aluguel é cotado no mercado a R$ 500 mil mensais. A tendência é que os funcionários da estatal sejam acomodados no prédio ocupado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que também é alugado. A mudança ainda está em análise. A troca de logradouro também deve atingir a estatal ferroviária Valec, que tende a sair do prédio de quatro andares, também locado. A ideia mais amadurecida é transferi-la para o imóvel próprio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que hoje tem espaço suficiente para abrigar repartições “sem teto” de outras pastas, como as dos Esportes e do Planejamento. A EPL virou alvo preferencial do corte porque seu principal projeto, o trem-bala, foi arquivado sem data para ser retomado. A sucessão de fracassos em licitar essa obra entre 2011 e 2013 levou à saída de seu então presidente, Bernardo Figueiredo, que era o cérebro por trás da empresa. Nos bastidores, o que se dizia era que a estatal havia sido criada por Dilma para acomodar seu “queridinho”, depois que o Senado rejeitou sua recondução à presidência da ANTT.

? Evolução

64 era o número de funcionários que a EPL tinha em 2012

162 era o quadro da estatal em 2013

185 era o total de pessoal em 2014
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 15/04/2015

SEÇÃO - CLASSIFICADOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:51 PM

Transferência
Antes do Almirante Ademir Sobrinho já existiam comentários de uma possível transferência do Terminal Petroquímico de Miramar, para o Complexo Portuário de Vila do Conde. Mais cedo ou mais tarde isto, com certeza, vai acontecer. Anotem.

Terminal Sotave
O Terminal Sotave, bem aqui pertinho de Belém, ou seja, ao lado de Outeiro, tem calado para receber navios de até 70 mil toneladas, sem problemas, inclusive ali já operou o Navio- Tanque “Diva”, da Transpetro, sem nenhuma dificuldade.

Nota Oficial
Pelo que está acontecendo no setor portuário, movimentos dirigidos pelo SINDIPORTO e SINDIGUAPOR, apontam que aquela nota oficial da CDP, não revelou a verdade sobre o dissídio. Será

Atraso
As constantes chuvas tem atrasado um pouco as obras do super ferry-boat que está sendo construído para a HENVIL Transportes, para transportar 1000 passageiros.

Administração
O Terminal Hidroviário de Passageiros, que o Governo do Estado vai construir na cidade de Santarém, vai ser administrado pela CPH-Companhia de Portos e Hidrovias, como de Belém “Luiz Rebelo Neto”, que é, inclusive, uma atração turística.

Embarcações
Não vai ser fácil para a Prefeitura de Belém encontrar uma embarcação dentro das características exigidas na licitação para fazer a linha fluvial municipal no trecho Outeiro-Icoaraci-Belém, para o transporte de passageiros.

Terminal Portuário
O Grupo Chibatão, com recursos do Governo Federal, vai construir um Terminal Portuário no litoral da Rodovia Arthur Bernardes, nas proximidades de Icoaraci, onde atualmente opera os seus comboios fluviais que fazem Belém/ Manaus/Belém.

Navios
Dentro em breve a Transpetro, subsidiária de transportes marítimos da Petrobrás, estará incorporando mais dois novos navios, um deles denominado “Irmã Dulce”, ainda da série encomendada no Governo Inácio Lula da Silva. Vai operar na cabotagem.

BEIRA DO CAIS
Hoje, a CPH-Companhia de Portos e Hidrovias, órgão do Governo do Estado, conta com uma diretoria do mais alto nível, tendo como presidente o bom caráter nosso amigo Abraão Benassuly. Aliás, a CPH é rsponsavel pela administração do Terminal Hidroviário “Luiz Rebelo Neto” em nossa capital.

BEIRA DO CAIS
Neste mês de abril, ou melhor, nesta segunda quinzena, será a presença dos navios da Aliança Navegação e Logística, na linha de cabotagem, devidamente confirmado.

BEIRA DO CAIS
Existe um projeto de um empresário de Belém, que assim que o rio Tocantins se livrar do Pedral do Lourenço, promete colocar em tráfego uma veloz embarcação de passageiros, para fazer a rota Tucurui/Marabá/ Belém, com viagem diária.

BEIRA DO CAIS
Há alguns anos passados os melhores navios fluviais de passageiros pertenceram aos SNAPP e depois ENASA, construídos em Amsterdam na Holanda, conhecidos como FROTA BRANCA.

Um deles, por sinal, fazia a linha Belém/Oquitos no Peru, com escalas no baixo Amazonas, Manaus e portos intermediários do rio Solimões, inclusive na cidade de Letícia- Colômbia, na fronteira do Brasil. Eram eles: Leopoldo Peres, Lobo D´Almada, Lauro Sodré e Augusto Montenegro.
Fonte : O Liberal
Data : 15/04/2015

TERMINAL HIDROVIÁRIO DE PASSAGEIROS “LUIZ REBELO NETO” VAI SERVIR DE MODELO PARA SANTARÉM, MANAUS E PORTO VELHO
Publicado em 04/15/2015 as 01:51 PM

O Terminal Hidroviário de Passageiros “Luiz Rebelo Neto”, que aparece na foto, considerado como uma verdadeira obra de arte, segundo comentários no setor, vai servir também de modelo para Santarém, Manaus e Porto Velho.

Do seu gênero é o mais completo do Brasil, sem dúvida, orgulho para o nosso Estado, servindo até mesmo como atração turística, recebendo muitas visitas nos finais de semana, já que também oferece janela para a Guajará.

Administrado pela CPH-Companhia de Portos e Hidrovias, vem mantendo uma extraordinária movimentação no embarque e desembarque de passageiros que utilizam o transporte fluvial através das embarcações que fazem a rota do baixo Amazonas, Macapá e outras localidades, inclusive o Marajó, mantendo uma irrepreensível organização.

Desde a sua inauguração um número expressivo de pessoas já utilizam o mesmo, que oferece grande conforto e absoluta segurança. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal
Data : 15/04/2015

FORNECEDORES DE PETROBRAS TÊM CONTRATOS AMEAÇADOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:50 PM

Após investirem em novas unidades para atender à promissora demanda do pré-sal no Brasil, fornecedores globais da indústria de óleo e gás convivem com a ameaça de ter seus contratos revistos.

As incertezas sobre o novo plano de negócios da Petrobras e a possibilidade de redução da carteira de sondas de Sete Brasil colocaram em xeque não só a continuidade de novas encomendas, como também o cumprimento de contratos em vigor com multinacionais de peso, como Wärtsilä, GE e Rolls Royce, que lidam com o desafio de diversificar seus negócios e buscar novos contratos num cenário de redução de investimentos.

A maior preocupação talvez seja com o futuro da Sete. Diante das citações da empresa na Lava-Jato e das dificuldades de financiamento do projeto, sócios e bancos credores vem avaliando enxugar para entre 13 e 17 sondas a carteira da companhia, o que significaria a redução dos equipamentos já contratados. O rompimento unilateral do contrato do Estaleiro Atlântico Sul com a Sete também reforça o clima de insegurança dos fornecedores do estaleiro, como NOV, GE e Rolls Royce.

Foi nesse clima pouco afeito a novos investimentos que a finlandesa Wärtsilä inaugurou, no mês passado, sua nova unidade de montagem de grupos geradores e propulsores no Porto do Açu (RJ). Anunciada ainda em 2013, a unidade foi construída para atender uma encomenda inicial de 120 equipamentos, para sete sondas em construção no estaleiro Jurong Aracruz (ES) e três embarcações a cargo da Ecovix (RS).

Há menos de dois meses operando, a fábrica está, no momento, montando os equipamentos das duas primeiras sondas contratadas. A expectativa da empresa é que os trabalhos sejam concluídos em meados deste ano e que, em paralelo, sejam iniciadas as montagens dos equipamentos das próximas sondas. O atraso dos pagamento da Sete aos estaleiros e as dificuldades de caixa de alguns dos estaleiros, contudo, geram incerteza sobre o ritmo das obras, segundo fontes a par do assunto.

Presidente da Wärtsilä no Brasil, Robson Campos, diz que as obras estão dentro do cronograma e que está otimista com uma solução para o financiamento da Sete Brasil. O executivo, no entanto, destaca que faz parte dos planos da companhia agregar novas encomendas e diversificar negócios.

Revisão da carteira da Sete Brasil pode impactar empresas como GE, NOV, Wärtsilä e Rolls Royce

"Estamos buscando encomendas para barcos de apoio, de menor porte [que sondas e plataformas], o que nos parece a melhor oportunidade de curto e médio prazos. Também estamos buscando trazer encomendas [de grupos geradores] do setor de energia elétrica para o Açu", comenta. Segundo Campos, o projeto foi concebido, desde o início, para ser uma fábrica de multiprodutos. "Acho que o setor está passando por uma crise, mas temos grandes perspectivas pela frente", complementou.

A empresa aposta, ainda, em manutenção. A ideia é que a fábrica funcione como um backup para a o centro de serviços de Niterói. Três propulsores já estão sendo reparados no Açu.

Já a GE, contratada por US$ 600 milhões para entrega de sistemas elétricos para 22 sondas, se diz confiante com o futuro da Sete, mas admite mudanças no ritmo das entregas. "A GE acredita que daqui em diante os projetos seguirão em velocidade diferentes, alguns mais rápidos do que outros, e está preparada para apoiar seus parceiros", informa a empresa, que já executou 1/3 do contrato.

Na onda do otimismo com o pré-sal, a GE inaugurou seu novo Centro de Pesquisas Global, no Rio, em novembro. Líder da área de Sistemas Offshore e Submarinos do Centro, Sérgio Sabedotti, vê o cenário atual desafiador para contratos com a Petrobras, mas reforça que as pesquisas desenvolvidas pela companhia não se limitam à estatal. "Existem demandas também no pós-sal e campos maduros. Acreditamos que outros operadores vão demandar", prevê.

A empresa pretende dar continuidade às contratações de pesquisadores e acredita que o setor de óleo e gás continuará como carro-chefe do centro, que opera hoje com 160 pesquisadores, mas tem planos de alcançar 400 até o final da década. "As crises são passageiras e temos que nos preparar para o futuro. Estamos conscientes de que nosso olhar não é de curto prazo", afirmou Sabedotti.

A crise da Petrobras e Sete já ligou o alerta também na norueguesa NOV, que possui contratos de US$ 3,5 bilhões para entrega de pacotes de perfuração para 22 sondas. A companhia fala abertamente que já sofreu com alguns atrasos de pagamentos.

Já a Rolls Royce, que investiu US$ 100 milhões numa fábrica de turbinas a gás no Rio, tem um contrato de 100 milhões de libras para fornecer motores e sistemas de propulsão para sete sondas em construção no EAS, que rompeu seu contrato com a Sete. A britânica também não sabe qual será o futuro das 32 turbinas contratadas pela Petrobras para as plataformas replicantes do pré-sal cujos cronogramas devem ser revistos. Segundos uma fonte, sem novos contratos, a fábrica pode ficar sem encomendas a partir do final do ano.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/04/2015

A POLÍTICA DO CONTEÚDO NACIONAL EM QUESTÃO
Publicado em 04/15/2015 as 01:50 PM

A produção local funciona como forte indutor do crescimento industrial.

Depois de um período de franco otimismo em meados da década passada, a indústria brasileira do petróleo mergulhou no atual marasmo em que desponta a brutal deterioração das condições econômico-financeiras da Petrobras. A política de conteúdo local (PCL) tem sido apontada como um dos principais fatores explicativos dessa situação. Ao exigir que a empresa adquira a maior parcela de sua demanda de equipamentos e serviços no mercado doméstico, a PCL teria criado o ambiente favorável para a prática de preços abusivos explicitado nas horrendas revelações da Operação Lava-Jato.

Concebida na esteira da política de substituição de importações (PSI), a PCL padece de um vício de origem. Como no caso da PSI, a PCL foi essencialmente limitada à oferta de barreiras protecionistas que permitem às empresas estabelecidas no país adotarem preços não competitivos.

No entanto, esse vício não é inerente a políticas de CL. Como nos ensinam a Noruega e o Reino Unido, a PCL pode ser um instrumento eficaz na estruturação de um parque competitivo de fornecedores domésticos para a indústria do petróleo global. Para tanto, basta explorar adequadamente as oportunidades de ganhos de escala na produção de hidrocarbonetos abertas pelo desenvolvimento de uma nova fronteira petrolífera.

País não pode prescindir da parceria internacional para desenvolver novas tecnologias de produção no offshore profundo

Na década passada, a PCL não era percebida pelos agentes como empecilho para o desenvolvimento da indústria brasileira do petróleo. A escala produtiva do upstream brasileiro caminhava para patamar similar ao alcançado no Golfo do México e no Mar do Norte. Objetivando explorar essa janela de oportunidades, a maioria das empresas ativas no offshore global veio se instalar no Brasil.

Para garantir a confiabilidade técnica dos equipamentos e processos ofertados, diversos fornecedores instalaram centros de pesquisa no Brasil para apoiar o CENPES no desenvolvimento das inovações demandadas pelo offshore profundo. Ainda que os preços praticados pelos fornecedores domésticos fossem mais elevados na fase de aprendizado tecnológico, as empresas petrolíferas percebiam no incremento do suprimento local um benefício econômico. Ele reduziria custos ao permitir o ajuste fino dos prazos de entrega dos fornecedores aos cronogramas dos projetos. Deslanchada no final do século passado, a progressiva liberalização do mercado brasileiro do petróleo provocaria a convergência entre os preços domésticos e os vigentes no mercado internacional.

Ironicamente, a descoberta de campos supergigantes no pré-sal, apesar de incrementar a escala da indústria brasileira do petróleo, tornou-se o avatar da PCL. O plano de negócios da Petrobras foi multiplicado, sem atentar para a incapacidade de o parque fornecedor doméstico atender à demanda de bens e serviços sugerida nesses planos.

Por seu lado, negligenciando as limitações industriais e tecnológicas do parque fornecedor doméstico, a ANP passou a adotar critérios mais estritos e complexos em suas demandas de CL. Além disso, o governo incrementou as necessidades financeiras e pressionou a capacidade de gestão da Petrobras ao obrigar a empresa a participar como operadora única no desenvolvimento dos reservatórios do pré-sal. Mais ainda, o governo colocou a gestão dos projetos do pré-sal sob o controle de uma empresa neófita na indústria do petróleo (PPSA). Esse conjunto de ações, em um período de preço do petróleo insustentavelmente elevado, criou ambiente favorável para a explosão nos custos dos projetos da Petrobras, origem dos problemas apontados na Lava-Jato.

A queda do preço do petróleo para o patamar atual remove a maior parte do incentivo para a prática de preços abusivos no suprimento de bens e serviços para a indústria do petróleo. A decisão anunciada pela Petrobras de redimensionar seu plano de negócios, abandonando o projeto de construção de duas novas refinarias no Nordeste e reduzindo o escopo do complexo petrolífero de Itaboraí, também contribui significativamente para a redução daquele incentivo. Essa decisão elimina os problemas na área do downstream identificados pela Operação Lava-Jato (é interessante notar que a área de abastecimento não está no âmbito da PCL administrada pela ANP!).

Não seria, então, o caso de abandonar a PCL para dissuadir de vez a prática de preços abusivos na aquisição de bens e serviços da Petrobras?

É preciso muito cuidado para não jogar fora a criança (PCL) com a água do banho (corrupção na Petrobras). A escala da indústria brasileira do petróleo exige a produção local da maior parte dos seus equipamentos e serviços para garantir a sua competitividade econômica. Os efeitos industrializantes da produção local são significativos (nos EUA, a indústria do petróleo é responsável por nove milhões de empregos), funcionando como forte indutor da retomada do crescimento industrial. Isso posto, é importante reconhecer a necessidade de uma profunda revisão na PCL brasileira.

Depois de pouco mais de um quarto de século de domínio do Oriente Médio, o controle geopolítico do suprimento de petróleo está voltando para a bacia Atlântica. A produção não convencional (shale oil) e os reservatórios supergigantes do Atlântico Sul (Brasil e África) serão as principais fontes de suprimento de petróleo seguro para o mundo industrial nas próximas décadas. Essa situação oferece ao Brasil a oportunidade de se posicionar favoravelmente na cadeia produtiva global do petróleo.

É importante ter claro que o país não pode prescindir da cooperação internacional no desenvolvimento da miríade de inovações tecnológicas necessárias para dar viabilidade econômica à produção no offshore profundo. Induzir o enraizamento desses novos conceitos tecnológicos na economia brasileira, com o objetivo de inserir o parque fornecedor doméstico na cadeia petrolífera global, deve ser o principal foco da nossa PCL. Para tanto, é essencial um plano articulado de ação para a indústria do petróleo que combine as atuações dos ministérios do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores.

Adilson de Oliveira é professor do Instituto de Economia da UFRJ.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/04/2015

CPI VAI A CURITIBA PARA OUVIR OPERADOR DO PMDB
Publicado em 04/15/2015 as 01:50 PM

Integrantes da CPI da Petrobras na Câmara aprovaram ontem a convocação de Fernando "Baiano" Soares, de executivos de empreiteiras presos na Operação Lava-Jato e de outros envolvidos na investigação.

Deputados irão ao Paraná ouvir os presos. As diligências externas ao Estado e a outros lugares - Pernambuco, Rio de Janeiro, Estados Unidos e Inglaterra - também foram aprovadas ontem. Ainda não há data para as diligências externas.

Entre os que serão ouvidos pelos parlamentares estão executivos do alto escalão das empreiteiras OAS, Mendes Junior, Engevix, Camargo Corrêa, UTC e Galvão Engenharia; Fernando "Baiano" Soares, apontado por investigadores como suposto operador do PMDB no esquema; e Guilherme Esteves, suposto operador do Estaleiro Jurong. Os deputados também querem se reunir com o juiz Sergio Moro, que conduz a Lava-Jato, para compartilhar informações.

A convocação de Fernando Baiano para depor na CPI era aguardada porque, nos bastidores, comenta-se que ele pode implicar figuras importantes do PMDB.

No Rio, os deputados querem visitar o Comperj, complexo petroquímico cujas obras teriam sido superfaturadas em esquema da Lava-Jato e também a sede da Petrobras; em Pernambuco, querem ir à refinaria de Abreu e Lima, que está na mesma situação do Comperj.

Na Inglaterra, querem ouvir o ex-executivo da SBM que afirmou que a Controladoria-Geral da União (CGU) demorou a abrir investigação sobre pagamento de propina, Jonathan David Taylor. Nos Estados Unidos, os deputados querem fazer visita técnica ao Departamento de Justiça e à SEC (equivalente à Comissão de Valores Mobiliários).

Presidente da CPI, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB) disse a jornalistas que os custos das diligências externas serão transparentes e cuidadosamente estudados para evitar abusos. Um ato da Câmara dos Deputados veta a entrada de presos no local. Motta disse que vai insistir com o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele revogue o ato e permita a entrada dos presos. O ato foi suspenso quando o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque depôs na CPI. Segundo Motta, o caso de Duque era diferente porque ele foi detido antes da data de seu depoimento.

Os presos podem ser ouvidos em outro local de Brasília, como a sede da PF. Mota disse que provavelmente custa mais barato fazer a diligência ao Paraná e que vai se esforçar para que as audiências externas sejam abertas à imprensa.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/04/2015

IMPASSE ADIA VOTAÇÃO DE TERCEIRIZAÇÃO MAIS AMPLA
Publicado em 04/15/2015 as 01:49 PM

Repercussão negativa nas redes sociais fez PSDB rever apoio às mudanças.

Presidente da Câmara ainda negocia para aprovar texto hoje, mas Senado já acena com alterações no texto

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO

Diante do risco de derrota do projeto que amplia a terceirização de trabalhadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspendeu nesta terça (14) a votação da proposta. O objetivo é ganhar tempo para negociações.

Segundo a Folha apurou, a repercussão negativa nas redes sociais fez o PSDB mudar sua posição favorável ao projeto, que já é combatido pelo PT e pela CUT. Para os opositores, o projeto vai precarizar o emprego e retirar direitos dos trabalhadores.

A suspensão foi articulada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho, da Força Sindical. A central apoia o projeto, patrocinado pela Confederação Nacional da Indústria. A votação pode ser retomada nesta quarta.

Ontem, o único destaque aprovado foi uma proposta do PSDB que retira as empresas públicas e de economia mista, como a Petrobras, do escopo do projeto.

No entendimento do governo, isso não significa que elas estejam proibidas de terceirizar. Ficariam sujeitas, por exemplo, à súmula do TST que permite a terceirização de atividades-meio.

Antes mesmo da suspensão na Câmara, senadores do PMDB e do PSDB já ensaiavam uma reação ao projeto.

Durante reunião da bancada de senadores peemedebistas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, segundo a Folha apurou, que a votação na Casa "não será ampla, geral e irrestrita" como na Câmara, nem repetirá o estilo "porteira aberta" dos deputados.

Segundo Renan, o tema será regulamentado, mas com a análise de caso a caso.

Inicialmente, o governo chegou a trabalhar contra a ampliação da terceirização --o texto básico foi criticado pelo ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral). Ao perceber que o projeto tinha chances de ser aprovado, o governo passou a sugerir alterações para evitar uma possível perda na arrecadação.

Ontem, um acordo do governo com parlamentares incluiu na proposta a arrecadação antecipada de INSS pela empresa contratante, com alíquota incidente sobre o faturamento das contratadas.

Apesar de o relator do projeto, deputado Arthur Maia (SD-BA), não ter dado aval formal à mudança, o acerto era que a maioria dos parlamentares votaria a favor, segundo apurou a Folha.

MANIFESTAÇÕES

Sindicatos filiados a CUT, CTB, Conlutas, Nova Central e Intersindical prometem manifestações nesta quarta em 24 capitais do país contra o projeto. Paralisações parciais também devem ocorrer nas principais montadoras do ABC e em fábricas de São José dos Campos.

Rodovias paulistas podem ser alvo de passeatas e portos de Santos, Rio, Vitória, Salvador, Recife, Rio Grande (RS) e Belém (PA) podem ter operação padrão.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 15/04/2015

PAINEL - AVAL DE LEWANDOWSKI AJUDOU A QUEBRAR VETO DE RENAN A FACHIN
Publicado em 04/15/2015 as 01:48 PM

Nova embalagem O aval de Ricardo Lewandowski a Luiz Fachin foi crucial para quebrar o veto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), à sua indicação para o STF. Fachin não era o preferido do presidente da corte, mas o governo pediu sua ajuda para dissipar o peso de sua ligação com o PT e o MST. Apoiadores do advogado buscaram, ainda, apoio na oposição e espalharam que Fachin não era o nome do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), queimado no Senado.

Pedreira Na conversa que teve com Dilma Rousseff, Renan fez questão de deixar claro que o nome de Fachin não passaria fácil pelo Senado.

Condição A cúpula do PMDB no Senado dizia nesta terça-feira que, se Dilma não der demonstração de prestígio de Renan, não moverá uma palha pela aprovação do novo ministro no plenário.

Redoma O presidente do Senado pode nomear Vinicius Lages –apeado do Turismo para dar lugar ao ex-deputado Henrique Alves– chefe de gabinete da presidência do Senado, se Dilma não definir logo o destino do aliado.



Compêndio Circula na bancada do PMDB dossiê com artigos de Fachin desde a década de 1980 em defesa do rito sumário da reforma agrária e da função social da terra e com críticas à estrutura fundiária brasileira.

Reis do gado A Frente Parlamentar da Agropecuária tem 22 senadores. Dos 27 membros da CCJ, que irá sabatinar o indicado ao STF, ao menos dez são ruralistas.

Sem digitais Aliados de Renan apostam que, se o presidente do Senado quiser derrotar Dilma e derrubar Fachin, deixará para fazê-lo em plenário, em voto secreto, e não na CCJ, fácil de mapear.

Ontem e hoje A ligação histórica de Fachin com o MST foi a razão principal para Lula ter deixado de indicá-lo ao Supremo em seu governo.

Ligando… Presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG) apareceu no fim da reunião da bancada tucana na Câmara nesta terça e perguntou quem apoiava que o partido tomasse iniciativa de pedir o impeachment de Dilma.

… o turbo O “sim” foi unânime entre os deputados. O senador mineiro bateu as duas mãos no tampo da mesa, se levantou e foi embora.

Nova ordem Depois da reunião, Aécio defendeu a ida da CPI da Petrobras a Londres para ouvir o ex-diretor da empresa holandesa SBM que acusou o governo Dilma de engavetar denúncia de corrupção na Petrobras até depois da eleição.

Geração Deputados tucanos atribuem aos conselhos de Fernando Henrique Cardoso a postura conservadora de Aécio. “Só que ele está aposentado, e nós é que estamos na ativa”, diz um deles.

Tribos Os jovens deputados tucanos chamam de “cabeças brancas” os correligionários do Senado, que hesitam em levar adiante a tentativa de destituir a presidente.

Olho na rua A decisão do PSDB de rever o apoio total à terceirização foi calculada para evitar que Dilma capitalizasse a defesa dos direitos trabalhistas e se recuperasse em sua base de apoio.

Anfitrião Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) diz estranhar a posição de produtores contra a discussão do tabelamento do frete rural. Segundo o ministro, entidades do setor pediram audiência e confirmaram presença.

Adeus O subchefe de Assuntos Parlamentares Jean Uema, ligado ao ex-ministro Alexandre Padilha, foi o primeiro petista demitido por Michel Temer na extinta SRI.

TIROTEIO

O fato de a CGU ter engavetado denúncia na eleição é prova de mais uma mentira de Dilma: a de que seu governo investiga.

DE RONALDO CAIADO (GO), líder do DEM no Senado, sobre ex-executivo da SBM acusar a CGU de ter esperado a eleição para analisar denúncias de corrupção.

CONTRAPONTO

Água mole em pedra dura

Senadores do PMDB conversavam nesta terça-feira. Ansioso, Roberto Requião (PMDB-PR) perguntou a Renan Calheiros (PMDB-AL) –como em todas as reuniões recentes– se Luiz Edson Fachin, que teve seu apoio, seria mesmo indicado para a vaga aberta no Supremo. Eunício Oliveira (PMDB-CE) provocou:

–Fica tranquilo, Requião. Se isso acontecer mesmo você vai ter que nos dar o ano inteiro de folga!
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 15/04/2015

GOVERNO ADIA MAIS UMA VEZ PRAZO DE RECEBIMENTO DE ESTUDOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:48 PM

O Ministério dos Transportes prorrogou mais uma vez os prazos finais para a elaboração e apresentação dos estudos técnicos referentes às concessões das BRs 364 e 060 (MT/GO) e das BRs 163 e 230 (MT/PA), que venceriam ontem, além da BR- 364 (GO/ MG), que venceria no dia 30.
DA AGÊNCIA ESTADO

Esta já é a quinta vez que a entrega dos estudos é adiada. Inicialmente, o governo indicava o prazo de setembro de 2014.

Conforme o ministério, as empresas responsáveis pelos estudos apresentaram justificativas para a alteração dos prazos, entre elas a promulgação da lei que prevê a isenção de pagamento de pedágios dos eixos suspensos dos veículos de transporte de cargas que estiverem circulando vazios.

Com as prorrogações, é esperado que a empresa EGP entregue os estudos para o trecho da BR-364 e as empresas Odebrecht e EcoRodovias apresentem os documentos para o trecho das BRs 163 e230, acrescentou o ministério, que também indicou que as três empresas devem entregar os estudos para o trecho das BRs 364 e 060. Inicialmente, além das empresas citadas,

Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Planos Engenharia, Sul Catarinense e Invepar haviam solicitado autorização para estudar alguns dos lotes.

O novo prazo para elaboração e apresentação dos estudos técnicos é de 14 de maio para os lotes das BRs 163 e230 e BRs 364 e060, enquanto os documentos para a BR-364 devem ser apresentados até 8 de junho. A entrega dos estudos é fundamental para que o governo avance em seu plano de realizar novos leilões de concessões de infraestrutura, como forma de estimular investimentos privados e favorecer a retomada do crescimento econômico. Representantes do governo vêm reiterando que a intenção é leiloar quatro novas rodovias ainda este ano.

No entanto, o ministério possui em mãos atualmente apenas estudos sobre um dos lotes previstos – o das BRs 476, 153, 282 e 480 (PR/SC) –, cujos documentos foram entregues em janeiro.

O trecho funciona como rota de escoamento para proteínas destinadas à exportação. Uma vez apresentados, os estudos são avaliados por técnicos do governo para a seleção da melhor proposta, que ainda precisa ser adaptada, apresentada em consulta pública e passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU).
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 15/04/2015

NAS ENTRELINHAS - NÃO HÁ TEFLON QUE DÊ JEITO - LUÍZ CARLOS AZEDO
Publicado em 04/15/2015 as 01:48 PM

O xis da questão no caso de Dilma é a responsabilidade dela em relação à Petrobras

Politetrafluoretileno é o nome técnico do produto. Foi descoberto pelo químico norte-americano Roy J. Plunkett por acaso. Ao coletar em um recipiente o tetrafluoretileno congelado que seria usado na produção de um gás refrigerante, em 6 de abril de 1938, no laboratório da DuPont, nada conseguiu retirar. Foi verificar o por quê e descobriu que havia-se formado um pó branco que não aderiu ao recipiente.

Assim surgiu o teflon, um revestimento sólido resistente à corrosão, de baixa fricção e alta resistência ao calor. Mas o teflon somente foi lançado comercialmente em 1946, quando acabou a guerra. Deixara de ser segredo militar para facilitar a vida doméstica nas cozinhas norte-americanas. No Brasil, os políticos adotaram a expressão para falar dos colegas que conseguem manter a imagem de homem probo, no qual nenhuma denúncia cola.

Era o que se dizia de Luiz Inácio Lula da Silva, que passou incólume pela crise do mensalão, no meio do primeiro mandato, e conseguiu se reeleger em 2006. E também ainda se diz da presidente Dilma Rousseff, que, até agora, não foi acusada de envolvimento direto no escândalo da Petrobras.

Quando o PT vai para a televisão e o rádio falar que nunca se combateu tanto a corrupção como nos últimos 12 anos, que o seu governo é que está investigando os escândalos, que na época dos tucanos no poder tudo era engavetado — como, aliás, ocorreu na campanha eleitoral —, os petistas tenta blindar com teflon a própria imagem.

Esse discurso político, porém, parece ter se esgotado. Mas essa é uma visão, digamos, do ponto de vista do marketing. Essa catilinária continua sendo necessária em razão das acusações de que a legenda teria recebido propina das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato para as campanhas eleitorais. É uma retórica da qual não se poderia abrir mão nessa situação.

Metástase
O discurso, entretanto, não blindou a legenda nem a presidente Dilma perante a opinião pública. Não é para menos: todo dia surge mais uma informação negativa sobre o escândalo da Petrobras que acaba envolvendo o PT. Agora, com a prisão do ex-vice-presidente da Câmara André Vargas — aquele que posou de punho fechado ao lado do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa para constrangê-lo — , o caso apresenta sinais de metástase, com o suposto envolvimento da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Ministério da Saúde, além de já rondar a Petros, a Eletrobras e o BNDES.

Dilma não é investigada pela Operação Lava-Jato, que descobriu a existência de um vasto esquema de corrupção na Petrobras, mas o Ministério Público Federal afirma que parte da propina paga pelas empresas que participaram do esquema foi repassada na forma de doações ao PT. Essa questão é o centro da disputa com a oposição na CPI da Petrobras instalada na Câmara.

Será objeto de uma grande batalha judicial, pois a cúpula do PT repudia essa acusação e as denúncias contra seu tesoureiro, João Vaccari Neto, que é investigado. Aparentemente, as acusações ainda não são robustas o suficiente para levá-lo à prisão.

Mesmo assim, o teflon não funcionou. Para 57% da população, segundo o Datafolha divulgado no fim de semana, Dilma sabia da corrupção na estatal e deixou ocorrer. Outros 26% opinam que ela sabia, mas nada poderia fazer para impedir. ou seja, a Lava-Jato alterou a percepção dos brasileiros a respeito dos problemas do país. Pela primeira vez, o tema corrupção aparece quase empatado com saúde na liderança do ranking de maiores preocupações: para 23%, o maior problema é a saúde; para 22%, a corrupção.

A imagem dos políticos é sempre o produto de um confronto de informações. É o seu maior ativo político, digamos assim, mas resulta de inevitável guerra de versões sobre a sua atuação, uma batalha ditada por fatos reais. Em algum lugar entre a realidade e o contraditório forma-se a opinião pública. No caso da presidente Dilma Rousseff — que está a salvo de qualquer investigação, segundo o entendimento do ministro-relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki —, o xis da questão é a responsabilidade dela em relação à Petrobras.

Não foi à toa que a presidente República voltou a citar a empresa nos discursos, anunciando que a estatal já estava “limpa”. Quase simultaneamente, a empresa anunciou um empréstimo bilionário da China e a venda de sua participação na Brasken, uma empresa associada à Odebrecht, a única grande empreiteira do país que não foi implodida pela Lava-Jato.

A Petrobras privatiza 40% de seus ativos, ou seja, quase a metade da empresa, sob o eufemismo de “desinvestimento”. São poços de petróleo, refinarias, ações em subsidiárias etc., tudo à venda na bacia das almas, para sair do vermelho. O resultado dessa reestruturação selvagem é a recente alta de 50% de suas ações na Bolsa de São Paulo, que ontem fecharam o pregão valendo R$ 12,42 , o que, supostamente, corrobora o discurso de Dilma. Com uma ajuda da desvalorização do real, as ações estão muito baratas.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 15/04/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/15/2015 as 01:47 PM

Petistas e tucanos têm posições distintas no financiamento eleitoral. O PT definiu que o partido não receberá doação empresarial.

PT de um lado, PSDB de outro

Os candidatos poderão receber e, em caso de rolo, respondem individualmente. O PSDB aprovou, ontem, que o partido receberá doação empresarial e distribuirá entre os seus. As duas siglas defendem limites de gastos, de doações e financiamento misto: empresarial, pessoa física e pública.

Todo o poder com Temer

O vice Michel Temer conversou com o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre a nomeação de Henrique Alves para o Turismo. Temer, domingo à noite no Jaburu, cobrou compromisso feito em janeiro de que seriam três pastas para o Senado e três para a Câmara. Depois disso, Renan teria mudado de ideia, e seus aliados justificavam que Vinícius Lages era o homem do presidente do Senado na Esplanada. Mas Temer, com o respaldo de Eduardo Cunha, além da promessa precisava dar uma demonstração de força interna, para o PT e os partidos aliados. O vice está se cercando de exímios negociadores. Ele já contava com Eliseu Padilha e agora terá também Henrique Alves.

"O distritão impede a renovação política. O distritão favorece os que já exercem mandatos. Vão diminuir o número de candidatos e de partidos"
Henrique Fontana, deputado (PT-RS), ex-relator da reforma política e crítico da proposta de Michel Temer

Marcar posição antes de negociar

Um dos tucanos que participaram da reunião do partido sobre reforma política conta que a defesa do voto distrital misto é uma posição para início de negociação. O seu presidente, Aécio Neves, afirmou que "o PSDB precisa construir sua face".

Para onde ir?

O clima da reunião entre o vice Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros, pode ser medido pela definição do futuro do atual titular do Turismo, Vinícius Lages. Foi oferecida a presidência da Infraero, mas Renan se negou a tratar do assunto. Ele ficou repetindo o mantra de que quer reduzir o governo e, por isso, não trata de cargos.

Sentir o pulso

O relator da reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), está preparando pesquisa entre os deputados. Quer saber o que a maioria da Casa pensa, antes de apresentar seu relatório.

STF: Apoio tucano foi decisivo

Pesou na escolha do jurista Luiz Fachin para o STF, na vaga de Joaquim Barbosa, a simpatia do PSDB por seu nome. O senador Álvaro Dias (PR) o defendeu. O Planalto temia uma derrota no plenário do Senado. Professor de Direito Civil na UFPR, tem o aval do PT e já havia sido preterido nas escolhas de Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

Encruzilhada

O futuro de João Vaccari, tesoureiro do PT, será debatido a partir de amanhã pela direção petista. A definição de outros partidos, de manter os seus denunciados, fortalece a tese da decisão pessoal.

O candidato do futuro

No Salão Azul do Senado, ontem à tarde, de repente não mais que de repente, um grupo de crianças, de cerca de 10 anos, que visitava a Casa, começou a gritar "Aécio, Aécio, Aécio".

DECLARAÇÃO do cientista político Antônio Lavareda, publicada ontem aqui, ficou truncada. Sua visão é a de que o ato foi convocado pelo impeachment, mas apenas 29% creem nisso. Por isso, a presença reduziu-se.
Fonte : O Globo
Data : 15/04/2015

E SE A CGU PREVARICOU? - MERVAL PEREIRA - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/15/2015 as 01:47 PM

Surgiu o mais forte indício até agora de que um órgão do governo pode ter abdicado de sua função para proteger a presidente Dilma, fato que deve ser investigado pela oposição na CPI da Petrobras: o executivo da empresa holandesa SBM Jonathan Taylor acusou a Controladoria-Geral da União (CGU) de ter retardado a investigação de corrupção na Petrobras para não atrapalhar a reeleição de Dilma.

Ele disse em entrevista à "Folha de S. Paulo" que entregou em agosto as provas de que sua empresa dera propina na Petrobras, e a CGU só abriu processo em novembro, depois das eleições. Como a CGU é um órgão ligado à Presidência da República, tendo seu chefe o status de ministro, temos então um possível crime de responsabilidade de que a presidente Dilma pode ser acusada. Mas é preciso ir mais fundo, conseguir as provas de que a CGU realmente prevaricou, para só então dar tons oficiais ao que os movimentos pedem. Não tem o menor sentido o PSDB partir agora para uma ação oficial pelo impeachment da presidente Dilma apenas porque 63% da população acham que ela deve ser impedida.

Como bem diz o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não há nenhum fato concreto que dê base jurídica para uma atitude dessas. Que manifestantes peçam o impeachment, vá lá, é uma maneira de protestar. É grave que 83% da população estejam convencidos de que Dilma sabia o que acontecia nos bastidores da Petrobras, e não agiu por não ter condições políticas, ou porque tinha interesses. Mas não o suficiente para um passo largo como esse. Para o ex- presidente Fernando Henrique, não éo momento de dar ares institucionais a um protesto político.

É uma postura bem diferente daquela que teve em 2005, quando comandou o PSDB na posição de não pedir o impeachment por temer "um Getúlio vivo", e por acreditar que Lula sangraria em público até perder a eleição em 2006. Naquela ocasião, havia uma prova concreta de ilegalidades no depoimento do publicitário Duda Mendonça de que recebera o pagamento pela campanha presidencial de Lula em um paraíso fiscal no Caribe. Até mesmo o então presidente se sentiu na obrigação de se dirigir ao povo brasileiro dizendo-se traído.

Depois, mudou sua versão, mas isso é outra história. Ali se cometeu um erro estratégico, hoje, ao contrário, a oposição aguarda o momento de endossar o pedido das ruas pel o impeachment. Por isso, os partidos de oposição fizeram bem em não tentar assumir a liderança das manifestações. O que o PSDB deve fazer é atuar na CPI da Petrobras para que dela saiam as provas que são necessárias para embasar juridicamente um pedido como esse. Enquanto o processo do petrolão está em curso, e as investigações, como dizem os procuradores, estão ainda no início, o PSDB deve atuar na CPI da Petrobras com afinco.

O parecer do jurista Miguel Reali Júnior, assim como outros pareceres de juristas importantes como Ives Gandra Martins, pode ser útil para for mar um dossiê, mas não me parece que até o momento exista algo suficientemente forte para criar dentro do Congresso o clima que justifique a aceitação do processo de impeachment. Ontem, o comando da Aliança Nacional de Movimentos visitou o Congresso e chamou os partidos de oposição para um ato hoje, onde será lido um manifesto que unifica as reivindicações.

Tudo indica que o impeachment não faz parte da lista, mas sim um pedido, que será feito formalmente ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que investigue a atuação da presidente Dilma no escândalo do petrolão. Já existem condições políticas nas ruas, mas para que o Congresso aprove o processo de impeachment é preciso que existam também as bases jurídicas para passo tão importante ser dado.

Os pontos-chave

1 - O executivo da empresa holandesa SBM Jonathan Taylor acusou a Controladoria-Geral da União (CGU) de ter retardado a investigação de corrupção na Petrobras para não atrapalhar a reeleição de Dilma

2 - Para ex- presidente Fernando Henrique, não é o momento de dar ares institucionais a um protesto político

3 - Enquanto o processo do petrolão está em curso, e as investigações, como dizem os procuradores, estão ainda no início, o PSDB deve atuar na CPI da Petrobras com afinco
Fonte : O Globo
Data : 15/04/2015

O DILEMA DA NAFTA - PANORAMA ECONÔMICO - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/15/2015 as 01:47 PM

A Petrobras fará um mau negócio se vender sua participação na Braskem com a ação em baixa, mas se quiser que seu ativo se valorize terá que fazer um acordo que tem adiado há mais de um ano, de fornecimento de nafta.

Clientes da Braskem pararam investimentos porque não têm garantia de suprimento de produtos. E a empresa não pode dar essa garantia porque não tem acordo com a Petrobras.

A nafta e o gás são usados como matéria-prima da petroquímica, que, por sua vez, produz os insumos básicos de inúmeros outros produtos da cadeia produtiva. A estatal é, ao mesmo tempo, dona de 48% das ações com direito a voto, de 36% do capital total, com quatro das 11 cadeiras do Conselho de Administração, e é a fornecedora da matéria-prima básica para a Braskem. Apesar de ser de seu interesse fazer o acordo da nafta, desde fevereiro do ano passado ela tem apenas feito aditivos no contrato, prorrogando por períodos de seis meses, sem fechar a negociação.

Se quiser vender, terá antes que resolver essa pendência, do contrário desvalorizará seu próprio ativo. Em fevereiro do ano passado, venceu o contrato, e a Braskem pediu renovação com preços mais baixos diante da nova realidade criada no mercado de gás, a partir da produção do Shale gás. Não houve concordância, então o contrato foi apenas prorrogado por mais seis meses e, depois, por outros seis meses. Em fevereiro, quando venceu o prazo, não havia sequer diretoria na Petrobras para tomar qualquer decisão, por isso foi feito novo aditivo. Com a falta de garantia de suprimento de matéria-prima e as notícias de envolvimento da Braskem na Operação Lava-Jato, as ações da empresa caíram. A ação está sendo vendida a R$ 11 e já esteve em R$ 24.

A Petrobras não confirmou que pretende se desfazer dos ativos petroquímicos. Quando perguntada pela CVM sobre as notícias que saíram nos jornais, disse apenas que tem um plano de desinvestimento. No mercado, a avaliação é que esse seria um bom ativo para reter. Por outro lado, há muitos ativos da empresa que não têm liquidez alguma. A Braskem teria, mas, neste momento, quem comprasse viraria sócia da Odebrecht, no meio das investigações da Lava-Jato. A empreiteira tem o controle do capital e tem o direito de preferência no caso de a Petrobras querer se desfazer das ações.

Por causa da falta de um contrato de longo prazo de nafta, a preços competitivos, outros investimentos estão parados. A Sinthos, uma empresa polonesa, do Polo do Triunfo, que produz borracha sintética para pneus, suspendeu um investimento de R$ 700 milhões porque precisa que a Braskem lhe dê garantia de suprimento, e ela não pode fazer isso enquanto a própria petroquímica não fechar seu acordo de fornecimento de nafta com a Petrobras. É o mesmo caso da Styrolution, no Polo de Camaçari, um investimento de R$ 550 milhões, que processa outro subproduto usado na borracha que vai para a indústria da linha branca.

A falta de acordo entre a Petrobras e a empresa da qual é sócia fez com que o Ministério das Minas e Energia criasse um grupo de trabalho para discutir o tema, que tem, além das duas empresas e o MME, o Ministério do Desenvolvimento e o BNDES. O temor do governo é que esse impasse aumente o déficit comercial da área química e petroquímica, que foi de US$ 33 bilhões em 2014.

Nos últimos anos, o maior investimento da Braskem foi no México. Ao todo, US$ 5 bilhões foram investidos em uma planta na Província de Vera Cruz, para produzir um milhão de toneladas de polietileno, usando gás convencional, mas referenciado ao preço do Shale gás. Deve entrar em operação em 2016. A negociação sobre o Comperj começou antes das tratativas para o investimento no México. O de lá está quase pronto, o daqui não se sabe o que será. Outro investimento da empresa que não saiu do papel foi o de uma planta na Venezuela.

Se a Petrobras vender a Braskem agora, será por preço baixo e com a enorme incerteza sobre a capacidade e os custos de produção da petroquímica. A Braskem pede um preço baixo da matéria-prima, alegando que o mercado de petróleo e gás passou por inúmeras mudanças de preços nos últimos anos. Mesmo se a empresa não for vendida, o impasse terá que ser superado até para evitar o risco de aumentar o déficit comercial brasileiro.

Os pontos-chave

1 - Petrobras precisa fazer caixa, mas vender seu pedaço da Braskem será um mau negócio agora

2 - Antes de vender sua parte na companhia, Petrobras precisa garantir o fornecimento de nafta

3 - Ações da Braskem estão em baixa. Empresa é controlada pela Odebrecht, investigada na Lava-Jato
Fonte : O Globo
Data : 15/04/2015

ALIANÇA ESTIMA ALTA DE 10% DA CABOTAGEM
Publicado em 04/15/2015 as 01:46 PM

No ano passado, cargas movimentadas pelo modal registraram, apenas na costa brasileira, cerca de 550 mil TEUs

Jefferson Klein, de Rio Grande

Empresa de navegação e logística batizou ontem, no porto do Rio Grande, o navio Bartolomeu Dias



Apesar da crise econômica, a Aliança Navegação e Logística tem uma expectativa positiva para o ano quanto à cabotagem. O diretor-superintendente do grupo, Julian Thomas, projeta que esse tipo de transporte no País crescerá cerca de 10% em 2015 em relação ao ano passado. Em 2014, a cabotagem, apenas pela costa brasileira (sem contar o que os armadores chamam de grande cabotagem que envolve Uruguai e Argentina), alcançou um resultado de aproximadamente 550 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). A Aliança foi responsável por 50% desse market share.

A grande cabotagem contribuiu com mais 350 mil TEUs e sobre o desempenho para esse ano, nesse trecho, Thomas adianta que dependerá do fôlego da economia argentina. No Brasil, entre as diversas cargas movimentadas por esse modal estão produtos químicos, eletroeletrônicos e sapatos. O executivo sustenta que qualquer artigo pode usufruir da cabotagem, mas as cargas ideais são aquelas que têm origem a cerca de 120 quilômetros de um porto e um destino a mais de 1 mil quilômetros (distâncias curtas favorecem o transporte por caminhões).

Uma prova da aposta da Aliança no setor foi dada ontem, com o batismo do porta-contêineres Bartolomeu Dias, realizado no Terminal de Contêineres (Tecon), localizado dentro do porto gaúcho. O navio, que já estava sendo utilizado pela empresa desde o segundo semestre do ano passado, tem 255 metros de comprimento total e 37,3 metros de largura. A embarcação tem capacidade para transportar até 4.848 TEUs.

O navio faz parte de um pacote de investimentos da empresa. Entre 2013 e 2014, a Aliança reestruturou a frota de cabotagem com um aporte de R$ 700 milhões na aquisição de seis porta-contêineres. Hoje, a companhia possui 13 embarcações em operação, com atendimento em 15 portos, de Buenos Aires até Manaus, em um total de 104 escalas mensais. Em junho, um navio "gêmeo" ao Bartolomeu Dias será batizado em Santos.

Thomas lembra que a empresa começou o trabalho de cabotagem há cerca de 15 anos, com um navio com capacidade para 800 TEUs. De acordo com o executivo, o desafio agora é atrair clientes de pequeno e médio porte para o serviço. Um dos motivos que deixa o dirigente otimista é a implantação da lei dos motoristas, que estipulou regras mais rígidas quanto à jornada de trabalho desses profissionais. Esse cenário deverá aumentar a competitividade da cabotagem em relação ao modal rodoviário.

O superintendente do porto do Rio Grande, Janir Branco, vê oportunidades dentro do segmento de arroz para aproveitar a cabotagem a partir do Estado. Branco prevê que, mesmo com a turbulência econômica, o porto do Rio Grande deverá ter uma movimentação semelhante a do ano passado (cerca de 34 milhões de toneladas), possivelmente até superando o patamar. A projeção é baseada na expectativa positiva quanto à safra de soja. Se no modo a granel, como é transportado esse grão, a situação é mais tranquila, nos contêineres, que normalmente levam produtos de maior valor agregado, há preocupação.

O diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, admite que a crise tende a afetar a movimentação de contêineres. "A cabotagem, talvez, será a salvação do ano", torce o executivo. Apesar desse impacto, o Tecon mantém o seu plano de investir cerca de US$ 40 milhões em sua infraestrutura, especialmente, na compra de novos equipamentos de cais e pátio. Entre as aquisições estarão três guindastes STS (Ship to Shore Container Crane) e oito RTGs (rubber tyre gantry crane - guindaste de pórtico sobre pneus). Com a encomenda feita neste ano, a entrega acontecerá em 2016.

Superintendência busca regularização de áreas portuárias ocupadas por empreendedores

Uma das maiores preocupações no porto do Rio Grande são os contratos de ocupação de áreas que estariam irregulares. O superintendente do porto, Janir Branco, revela que esteve há cerca de 10 dias na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) conversando com o diretor-geral da entidade, Mário Povia, sobre o tema. "É um assunto que requer energia e me parece muito delicado", avalia o superintendente.
A questão afeta espaços ocupados por empreendedores, como os estaleiros Rio Grande, QGI e EBR, e por companhias como Braskem, Petrobras, GM e Amoniasul. Em resumo, são acordos vencidos, nos quais a Antaq contesta a forma de contratação, pois entende que precisa haver onerosidade (para os que não pagam atualmente, como é o caso dos estaleiros) e, nos que desembolsam alguma quantia, os contratos precisariam ser revistos.

Branco afirma que o quadro técnico da superintendência tem dialogado com a Antaq e conseguiu um prazo até o final de junho para buscar uma solução quanto à regularização. O dirigente enfatiza que o interesse da superintendência e do governo estadual é renovar e manter as atividades das empresas que estão operando hoje, porque a percepção é que esses grupos geram emprego e renda. "Estamos pressionados pela Antaq, que nos fiscaliza e compreende que a redação dos contratos vigentes é equivocada", destaca.

Branco acrescenta que, sobre o contrato do estaleiro EBR, que está instalado em São José do Norte (mas dentro da área do porto organizado do Rio Grande), existe uma resolução publicada pela Antaq que decreta a nulidade desse acordo. "O contrato está descoberto e pela informação da Antaq, em breve outros terão declarada a nulidade, pois a agência discorda frontalmente da doação das áreas", comenta. Segundo a assessoria de imprensa do estaleiro EBR, a empresa compreende que não há nenhuma nulidade ou irregularidade no contrato celebrado em relação ao seu complexo.

O superintendente propõe que a resposta seja um meio termo, com a onerosidade, com os estaleiros pagando algum valor por ocupar um terreno nobre do porto, contudo é preciso continuar as operações. "A Antaq crê que, se não houver a regularização, logo, tem que haver a interdição da operação, e eu discordo, porque isso prejudicaria a economia do Estado como um todo", sustenta Branco. O dirigente sugere uma repactuação dos contratos, após uma revisão.

O especialista em regulação e transporte aquaviário da Antaq José Ademir Menezes Allama confirma que a agência está trabalhando na regularização das áreas portuárias brasileiras. Allama recorda que, com a nova lei dos portos, a Secretaria de Portos identificou uma série de áreas, em vários portos nacionais, que precisam ter a situação normalizada. Esse processo encontra-se agora no Tribunal de Contas da União, esperando pela análise prévia para licitação.

Allama esclarece que o porto do Rio Grande está incluído no quarto bloco de licitações programadas pela SEP e Antaq. O primeiro bloco diz respeito a Manaus, porém ainda não foi avaliado pelo TCU. O integrante da Antaq adianta que são mais de 10 áreas que hoje se encontram irregulares no porto do Rio Grande. Allama diz que foi definida a interdição desses espaços, mas essa decisão acabou suspensa. Porém, mesmo que não parem as atividades nessas áreas, não está descartada a possibilidade de que sejam relicitadas.
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 15/04/2015

HIDROVIA
Publicado em 04/15/2015 as 01:46 PM

Estudo de viabilidade para implantação de hidrovia de passageiros no Litoral Sul mapeou 41 pontos que poderiam receber os terminais, contemplando uma população de 1,5 milhão de pessoas.

Pena que não é aqui. É em São Paulo, na Baixada Santista. Fazer algo parecido aqui não está no horizonte visível.
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 15/04/2015

OBRAS NO CAIS MAUÁ SEGUEM SEM AVANÇOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:45 PM



Continuidade do projeto depende de estudo de impacto ambiental; possibilidade de rescisão do contrato foi aventada.

Capoani diz que a SPH preservará o patrimônio histórico e cultural



Há quase dois anos, em junho de 2013, o prefeito José Fortunati e o então governador Tarso Genro entregaram as licenças necessárias para o início das obras de revitalização do Cais Mauá à empresa Porto Cais Mauá do Brasil (PCMB), vencedora da licitação. Na época, a documentação autorizava a restauração de nove armazéns tombados pelo patrimônio histórico. Na ocasião, as intervenções nos armazéns A e B, assim como no pórtico central, não haviam sido liberadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Até hoje, só foi feita limpeza e nenhuma obra.

Em reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal ontem, ficou evidente a complexidade do empreendimento, que ainda gera questionamentos. Falta de participação popular, dúvidas quanto à legalidade do projeto elaborado pela Porto Cais Mauá do Brasil - do qual pouco se sabe -, ausência da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nas negociações e, até mesmo, a possibilidade de rescisão do contrato com a empresa foram abordados no encontro, em que ficou a sensação de que a revitalização está longe de ocorrer.

Em 2013, a Antaq concedeu permissão para o início das obras. A PCMB começou, então, o processo de limpeza do local, com a demolição de construções não tombadas. Depois disso, o ritmo diminuiu, até alcançar completa estagnação desde o final do ano passado. Segundo a prefeitura, é preciso esperar a conclusão do estudo de impacto ambiental para dar seguimento à operação.

A legalidade do contrato foi questionada durante a reunião na Câmara. O representante do Sindicato dos Estivadores e dos Trabalhadores em Estiva de Minérios nos Portos Fluviais do Rio Grande do Sul, o advogado Juliano Rombaldi, alega que houve fraude processual por parte do PCMB, uma vez que o processo foi suspenso pelo STF e a empresa contratou uma terceirizada, a Gestão de Serviços Cais Mauá, para gerir os contratos, sendo que esta era de propriedade do PCMB. "É inadmissível que uma obra em espaço público se valha de contratos confidenciais. É preciso transparência."

Outro ponto questionado por Rombaldi é o fato de a Antaq já ter concedido permissão para a obra, uma vez que os estudos finais ainda não estão prontos. "O projeto começou pelo fim. Agora, quando os estudos da prefeitura forem concluídos, terão que voltar para a Antaq, que apresentará limitações de segurança. Os estudos deveriam ter sido feito antes", explicou. Para Rombaldi, o projeto deveria ser reformulado como um todo, com o lançamento de uma nova licitação.

O diretor-superintendente da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Luiz Alcides Capoani, acredita que a solução não é tão simples. "Não podemos jogar fora o que já foi trabalhado. Um contrato dessa magnitude tem obrigações a serem cumpridas e as decisões precisam respeitar os limites legais", comentou.

Capoani também afirmou que uma análise do contrato determinará se ele será mantido ou descartado. Entretanto, garantiu que, embora não conheça o projeto o suficiente para se posicionar contra ou a favor, a SPH está comprometida em preservar o patrimônio histórico e cultural.

O compromisso da Porto Cais Mauá do Brasil é visto com hesitação pelo auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Luiz Fernando Demoly. Para ele, a PCMB falhou ao descumprir o prazo de entrega do contrato e desrespeitou o edital.

"Em 2013, o TCE recomendou que o começo das obras não fosse permitido, porque a empresa não havia demonstrado garantias de que cumpriria com o prometido", relembrou Demoly. "Era penoso ver o estado em que estava o cais. A empresa não tinha recursos nem para desmatar a área. De onde vai tirar recursos para construir?".

A PCMB não esteve representada na reunião na Câmara.

Falta de participação popular é criticada por entidades durante reunião na Câmara Municipal

A construção de três torres comerciais, incluindo um hotel, além de um shopping center foi criticada durante reunião na Câmara para debater a revitalização do cais. Para a jornalista Katia Suman, do movimento Cais Mauá É de Todos, a participação popular tem sido negada. "Uma obra que modifica substancialmente a paisagem e altera as sutilezas do pertencimento a uma cidade precisa ouvir a opinião do povo", defendeu. nKatia afirmou que o projeto é desconhecido da população. "Eram duas torres, agora são três, não se sabe o que vem sendo decidido." A vereadora Fernanda Melchionna (P-Sol) também lamentou que a população não tenha participado da discussão.

O presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga nos Portos Fluviais do Rio Grande do Sul, Eduardo Antonio Rech, se posicionou contra o projeto. "Nunca nos opusemos ao empreendimento com fins de lazer, mas há limitações no local", disse. Rech se refere, por exemplo, à proibição de construções em orlas de rios e lagos, sujeitos à inundação, e à impossibilidade de parcelamento de áreas de rio. O chefe da unidade administrativa regional de Porto Alegre da Antaq, Fábio Henrique Cadore Flores, ressaltou que, de acordo com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do município, a orla está fora de operação portuária. Portanto, deverá ser utilizada para lazer.
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 15/04/2015

GOVERNO PRORROGA RECEBIMENTO DE PROJETOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:44 PM

O Ministério dos Transportes prorrogou mais uma vez os prazos finais para a elaboração e apresentação dos estudos técnicos referentes às concessões da BR-364/060/MT/GO e da BR-163/230/MT/PA, que venceriam nesta terça-feira (14), e da BR-364/GO/MG, que venceria no dia 30. Esta já é a 5ª vez que a entrega desses estudos é adiada.

Inicialmente, o governo indicava o prazo de setembro do ano passado. Conforme o Ministério dos Transportes, as empresas responsáveis pelos estudos apresentaram justificativas para a alteração dos prazos.

Entre elas está a promulgação da Lei 13.103/2015, que prevê a isenção de pagamento de pedágios dos eixos suspensos dos veículos de transporte de cargas que estiverem circulando vazios.

“A Comissão de Seleção dos Editais de Chamamento MT nº 2 a 5 autorizou a realização de novas contagens e pesquisas nos trechos em estudo, uma vez que tal fato acarretaria alteração no modelo de cobrança de pedágio, e isso afetaria os estudos já realizados”, disse o ministério em nota.

Com as prorrogações, é esperado que a empresa EGP entregue os estudos para o trecho da BR-364/GO/MG, as empresas Odebrecht e Eco- Rodovias apresentem os documentos para o trecho da BR-163/230/MT/PA, acrescentou o MT, que também indicou que as 3 empresas devem entregar os estudos para o trecho da BR-364/060/MT/GO.

Inicialmente, além das empresas citadas, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Planos Engenharia, Sul Catarinense e Invepar também haviam solicitado autorização para estudar alguns desses lotes.

O novo prazo para elaboração e apresentação dos estudos técnicos é de 14 de maio para os lotes BR-163/230/ MT/PA e BR-364/060/MT/ GO, enquanto os documentos para a BR-364/GO/MG devem ser entregues até 8 de junho.

A entrega desses estudos é fundamental para que o governo avance em seu plano de realizar novos leilões de concessões de infraestrutura, como forma de estimular investimentos privados e favorecer a retomada do crescimento econômico.

Representantes do governo vêm reiterando que a intenção é leiloar 4o novas rodovias ainda este ano. No entanto, o ministério possui em mãos atualmente apenas estudos sobre um dos lotes previstos - o das BR-476/ BR-153/BR-282/BR-480/PR/ SC -, cujos documentos foram entregues em janeiro.
Fonte : Gazeta Digital
Data : 15/04/2015

PARANAGUÁ PROMOVE SIMULADO PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES EM TERMINAIS LÍQUIDOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:43 PM

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) vai antecipar para 29 de abril a realização do 1º Simulado Prático para Prevenção de Acidentes em Terminais Líquidos. O simulado, que estava programado para junho, foi antecipado devido ao incêndio ocorrido na última semana nas imediações do Porto de Santos, em São Paulo.



O cenário será um dos terminais líquidos existentes na área portuária de Paranaguá. Na oportunidade será simulado um incêndio, seguido de explosão. Serão avaliados os recursos de combate das empresas que integram o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), criado e coordenado pela Appa desde 2014.

Foto: Ascom/Appa



De acordo com o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, todas as empresas que operam terminais no Porto de Paranaguá fazem parte do PAM. “Além do Plano de Auxílio Mútuo, a Appa possui um Plano de Controle de Emergência, que inclui ações de mitigação em caso de incêndios, explosões, acidentes ambientais e com vítimas”, explica Dividino.

Os dois planos, assim como a Licença Ambiental de Operação da Appa, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), exigem a realização de simulados. No último dia 26 de fevereiro a Appa promoveu uma ação acompanhada por uma equipe Ibama, fiscais e técnicos do Porto de Paranaguá para avaliar o preparo para atendimentos a emergências ambientais. O número de profissionais especializados envolvidos aumentou de cinco, em 2010, para 25.

“O principal objetivo é prevenir danos à saúde humana, ao meio ambiente e ao patrimônio”, declarou o diretor de Meio Ambiente da Appa, Marco Aurélio Ziliotto.

Segundo ele, a Appa promove reuniões mensais com todos os arrendatários, operadores e a comunidade portuária para integrar as ações individuais de prevenção nas questões de segurança, saúde e meio ambiente.

O chefe da Seção de Segurança e Medicina do Trabalho da Appa, Felipe Zacharias, explica que no simulado de 29 de abril serão avaliados a eficácia da comunicação do acidente, o tempo de resposta para o atendimento (chegada ao local) e a eficiência da equipe no combate ao acidente.

“Vamos avaliar ainda a disponibilidade de recursos humanos e materiais de todas as empresas que integram o Plano de Auxílio Mútuo”, reforça Felipe.

Terminais líquidos
O Porto de Paranaguá tem cinco terminais líquidos localizados na área portuária, com capacidade de armazenamento de cerca de 800 mil metros de cúbicos. São eles: Transpetro, União Vopak, Cattalini, Álcool do Paraná e CPA.

Apenas os três primeiros terminais mencionados estão em operação, sendo que cada terminal possui a sua licença de operação.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

CODERN PARTICIPA DE REUNIÃO DE ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO COM MINISTRO DOS PORTOS
Publicado em 04/15/2015 as 01:43 PM

O Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, se reuniu na segunda-feira (13/4), no Palácio do Planalto, com assessores de imprensa dos ministérios, de órgãos e empresas vinculadas ao Governo Federal, a exemplo da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), para discutir a possibilidade de unificar as estratégias de Comunicação no Governo Federal.

A Codern esteve representada pelo seu assessor de Comunicação Social, o jornalista Heitor Gregório, que destacou a boa iniciativa: “Foi um passo importante dado pelo Governo Federal em ouvir e definir em conjunto as estratégias de comunicação. Para que o povo receba a mensagem do Governo é importante que haja a integração. É exatamente isso que começa a ser feito. E o ministro Edinho Silva merece os nossos aplausos pela iniciativa”.

Durante a reunião, o ministro informou que mensalmente vai se reunir em Brasília com as assessorias, lançar metas e discutir os resultados.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

INCÊNDIO DA ULTRACARGO: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA
Publicado em 04/15/2015 as 01:43 PM

Brilhantemente, o engenheiro de segurança Celso Atienza põe os “pingos nos is”, como diz adágio popular, sobre o desastre ocorrido em seis tanques de combustível – álcool anidro e gasolina – da Ultracargo, terminal localizado no Porto de Santos, no litoral sul paulista. O incêndio, que durou nove dias – começando no dia 2 de abril e sendo debelado, totalmente, no dia 9 –, para o especialista, foi “uma tragédia anunciada”. Ele refuta enfaticamente quem atribui ao acidente uma fatalidade. E completa: “Fatalidade é um termo que não se usa em engenharia de segurança. Existe irresponsabilidade.”

“O grande erro num acidente ou desastre, e esse foi o caso desse incêndio, é que vários fatores não foram levados em consideração antes”, explica, acrescentando que não se tem um incidente por um único erro, mas por uma sucessão deles. Para ele, no caso específico da Ultracargo, empresa do Grupo Ipiranga, o armazenamento estava muito próximo, não foi obedecida a distância necessária entre os reservatórios para que o fogo não se propagasse tão rápido como ocorreu e não havia um sistema de espuma dentro dos reservatórios. Outro problema apontado por Atienza é com relação ao tanque de decantação: “Quando há um vazamento, que também é uma das possibilidades de se iniciar um incêndio, ele deveria ser escoado para um tanque de decantação, os projetos não têm essa previsão. Isso é uma situação básica de projeto de engenharia de segurança.”

Segundo o engenheiro, faz-se uma instalação onde as preocupações são com a produção e conta-se com a sorte de que nunca vai acontecer nada. “Um complexo petroquímico, como é o caso da Ultracargo, está classificado na área de alto risco. Deve-se pensar e planejar a partir do que pode acontecer nesses acidentes.” E critica: “No Brasil, a discussão acontece sempre pós-tragédias, nunca antes.”

O projeto de engenharia de segurança é feito para prever as tragédias. “Se você não quer que aconteça um desastre se prepare para ele”, ensina. E finaliza: "A cultura de segurança nos portos é zero."
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

VLI INICIA TRANSPORTE DE MANGANÊS NO CORREDOR CENTRO-NORTE
Publicado em 04/15/2015 as 01:42 PM

A VLI, empresa especializada em operações logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, iniciou neste semestre o transporte de manganês pelo corredor Centro-Norte da companhia. Essa movimentação do produto foi estabelecida por meio de contrato firmado com a Mineração Buritirama, sociedade anônima controlada pelo grupo Bonsucex Holding, que tem instalações industriais de lavra e beneficiamento em Marabá (PA).

Trens da VLI transportam a carga do entreposto da cidade paraense até o Porto do Itaqui (MA), passando pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) por meio de contrato de capacidade assinado com a Vale. Nesse fluxo operacional, cada composição férrea é formada com aproximadamente 50 vagões. O manganês segue em navios para outras cidades do litoral brasileiro e também para Europa, Ásia e Estados Unidos.

Foto: Assessoria da VLI



Uma operação concluída em janeiro marcou o início da movimentação do produto no corredor Centro-Norte da VLI. Desde então, cerca de 50 mil toneladas do insumo foram transportadas até o Porto do Itaqui por vinte trens. Dois navios já partiram do litoral maranhense levando manganês e uma terceira embarcação atracará no mesmo local nas próximas semanas para receber o restante desse carregamento.

“Trata-se de uma carga estratégica para a VLI, pois o crescimento do volume movimentado consolida as operações da empresa como alternativa para desenvolvimento do potencial de transporte e negócios da região. A busca por parceria com novos clientes é uma das nossas frentes de trabalho”, pontua o diretor comercial da VLI, Fabiano Lorenzi.

A expectativa é que sejam movimentadas 500 mil toneladas do produto por ano, volume que pode aumentar futuramente. O contrato tem vigência de dez anos com possibilidade de prolongamento por mais dez.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

RECIFE HOMENAGEIA PRÁTICO NELCY DA SILVA CAMPOS QUE CONDUZIU NAVIO DE BUTANO EM CHAMAS
Publicado em 04/15/2015 as 01:42 PM

A Câmara Municipal do Recife realizará uma homenagem póstuma ao prático Nelcy da Silva Campos em sessão solene nesta quinta-feira (16/4), às 15h30, pelo seu ato heroico em prol da cidade e de seus habitantes. No dia 12 de maio de 1985, o prático evitou uma grande tragédia ao rebocar para longe da costa o navio Jatobá, que pegou fogo no Porto do Recife e cujas chamas ameaçavam explodir o Parque de Tancagem do Brum, onde estavam armazenados 153 mil metros cúbicos de produtos inflamáveis. De acordo com os técnicos, uma explosão no local destruiria toda a área num raio de cinco quilômetros, atingindo os bairros de Santo Antônio, Recife Antigo, Boa Vista, Brasília Teimosa e Pina. Nelcy faleceu em 1990.

No evento também será anunciada a recolocação do busto em homenagem ao “Herói Pernambuco Contemporâneo”, feito pelo artista Demétrio Albuquerque, no novo terminal Marítimo do Recife no próximo mês.

Atuação recente

No dia 2 de abril de 2015, situação semelhante ocorreu em Santos e teve papel importante dos práticos. A Praticagem de São Paulo começou a se movimentar logo após o início do incêndio que atingiu a área industrial da Alamoa, em Santos, imediatamente detectado pelas câmeras do Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego da Praticagem (C3OT) e observado por um prático que manobrava um navio nas proximidades. O C3OT passou a monitorar a situação e informou as autoridades competentes de que, naquele momento, três navios estavam atracados nos terminais próximos, em situação de risco. A maior preocupação era com o navio Guanaco, carregado de gás butano e metanol, substâncias que poderiam entrar em combustão somente com o calor do incêndio.

A partir do conhecimento do fato, a Sala de Crise do C3OT foi ativada e práticos foram convocados para realizar as manobras de emergência, de forma gratuita pela Praticagem de São Paulo. Ao mesmo tempo, os serviços de rebocador e amarração foram acionados e,  em menos de 45 minutos, os práticos subiram a bordo e realizaram as manobras com excelência afastando o perigo.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

PORTUÁRIO PROTESTA CONTRA TERCEIRIZAÇÃO
Publicado em 04/15/2015 as 01:42 PM

Os sindicatos dos portuários ligados à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, estatal federal) promoverão, das 12 às 14 horas desta quarta-feira (15), um protesto contra o projeto de lei da terceirização.

Nesse período, os sindicatos recomendam que os trabalhadores paralisem as atividades portuárias, como forma de pressionar o Congresso Nacional a rejeitarem o projeto. A decisão foi aprovada em assembleia conjunta, no sindicato dos empregados na administração portuária (Sindaport), na noite desta terça-feira (14). Informação do jornalista Paulo Passos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

TCP ATRAI CARGAS COM INVESTIMENTO NO MODAL FERROVIÁRIO
Publicado em 04/15/2015 as 01:40 PM

Responsável pelo segundo maior terminal de contêineres da América do Sul, a TCP investiu pesado na ampliação e modernização do modal ferroviário que liga importadores e exportadores ao Porto. Além de ampliar a capacidade de movimentação de cargas pelo Terminal, o investimento no modal permitiu a desburocratização de processos, alavancou negócios e tem gerado economia de escala aos importadores e exportadores.

Hoje, a TCP é responsável por 100% do transporte de contêineres por ferrovias via Porto de Paranaguá. Em média, o Terminal movimenta 40 mil contêineres mensais, sendo que 15% desta carga chegam ao Terminal por meio de ramais ferroviários que acessam diretamente o pátio.

“Os investimentos dedicados ao modal no último ano permitiram a ampliação da nossa capacidade de movimentação de contêineres via ferrovia. Hoje, são movimentados 6 mil contêineres por mês e a devemos atingir, até o final do ano, um crescimento de 50%, chegando aos 9 mil contêineres ao mês”, destaca Luiz Antonio Alves, CEO da TCP.

Antes das obras de ampliação dos canais ferroviários, a TCP operava com dois ramais com plataformas capacitadas para transportar 22 contêineres cada. Com a ampliação, além dos ramais anteriores, dois novos foram criados com plataformas que suportam até 40 contêineres por vez. Cargas refrigeradas (em especial, frango e bovinos), madeira e soja estão entre os setores que mais vem utilizando o modal.

Para dar maior agilidade e qualidade ao serviço prestado, a TCP firmou parcerias estratégicas com a Brado Logística, com armadores e com exportadores, além de investir também na aquisição e modernização de equipamentos (Reach Stakers, entre outros) e na melhoria da gestão operacional. Além disto, investiu também em recursos humanos, com a capacitação constante dos profissionais de sua equipe.

Neste ano, a TCP iniciou também a utilização do modal ferroviário para o transporte de cargas de importação. No modelo, as cargas importadas são nacionalizadas dentro da TCP e, posteriormente, transportadas através da ferrovia para os postos avançados que o Terminal mantém em sua área de influência. “Este modelo permite que utilizemos os contêineres que retornariam vazios para o transporte de importação, otimizando o tempo de trânsito para exportadores e importadores, além de permitir reduções de custos para nossos clientes e economias de escala”, explica Lima.

O modelo de operação, utilizado com sucesso em portos de referência em todo o mundo, como em Nova Iorque (Estados Unidos) e Mumbai (Índia), oferece diversas vantagens para o transporte de contêineres que vão além da segurança e dos custos até 30% mais competitivos: ele emite 67% menos CO na atmosfera em comparação com o modal rodoviário e tem maior confiabilidade no tempo de trajeto.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/04/2015

CRIAÇÃO DA CODESP, A AUTORIDADE PORTUÁRIA
Publicado em 04/15/2015 as 01:39 PM

Com sede na Avenida Rodrigues Alves, Codesp está subordinada à SEP
DA REDAÇÃO

Na história moderna do Porto de Santos – iniciada com a construção de seu cais, inaugurado em 1892 –, ele já foi administrado por duas empresas. A primeira foi a Companhia Docas de Santos (CDS), que teve a concessão do complexo marítimo até 1980. Em seguida, essa função retornou à União, que criou uma pessoa jurídica específica para tal atividade, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A atuação da CDS à frente do cais santista foi o tema da coluna Conheça o Porto do último dia 31. Na edição de hoje, o foco será sobre a Codesp, a atual Autoridade Portuária.

A empresa iniciou sua atuação mantendo as funções de administradora e operadora portuária já desempenhadas pela CDS, ou seja, cuidava da movimentação das cargas e da infraestrutura do cais, dos acessos aquaviário, rodoviário e ferroviário internos e dos serviços de abastecimento de água e energia.

Essas atividades continuaram até 1993, quando foi promulgada a Lei de Modernização dos Portos (n°8.630), que permitiu a operação de mercadorias pela iniciativa privada e incentivou o arrendamento de áreas do complexo. Com isso, a Docas deixou a operação e se concentrou na fiscalização e na gestão do cais santista.

Suas funções só foram alteradas 20 anos depois, com a promulgação de um novo marco regulatório (Lei de n° 12.815), que retirou as funções de fiscalização, planejamento e concessão (de áreas) da companhia. Essas atividades foram transferidas para a Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República (pasta a que a Docas está subordinada) e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor).

Com sede na Avenida Rodrigues Alves, Codesp está subordinada à SEP


Acionistas

Apesar de tradicionalmente chamada de estatal, ela é uma sociedade anônima. Seu principal acionista é o Governo Federal, que detém 99,97% de seus papéis e, por isso, tem o poder decisório.

Os 0,03% estão divididos entre mais de uma centena de acionistas. Entre eles, estão a Prefeitura de Santos, órgãos benemerentes da região, funcionários da companhia, ex-diretores, políticos, advogados, sindicalistas, empresários e representantes de entidades públicas.

As ações não são negociadas em bolsa. Elas foram adquiridas na época da criação da empresa, em 1980. Mas nesses 35 anos, alguns acionistas resolveram vendê-las ou doá-las, de modo a permitir que outras pessoas se tornassem acionistas.

Os detentores das ações são chamados para votar o balanço da empresa, mudanças estatutárias e a indicação de seus diretores. Apesar da participação de todos, na prática, as decisões são tomadas pela União. Os minoritários ainda têm direito a indicar um representante no Conselho de Administração (Consad) da Codesp.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 14/04/2015

DIRETOR DEFENDE DECISÕES DA ANVISA E PEDE INVESTIGAÇÃO DA MARINHA
Publicado em 04/15/2015 as 01:39 PM

Práticos se recusaram a manobrar navio, no último dia 30. Embarcação havia passado pela Guiné
FERNANDA BALBINO

Diretor-presidente da Anvisa



A possibilidade de uma exposição ao vírus ebola fez a Praticagem de São Paulo se recusar, no último dia 30, a subir a bordo do navio Tasman, que havia passado pela Guiné (país considerado o marco zero da doença na África) semanas antes e aguardava para entrar no Porto de Santos. A partir de uma consulta por rádio, o posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Santos tinha liberado a atracação do cargueiro. A medida, prevista em lei, foi criticada pelos práticos, que defendem inspeções presenciais nas embarcações procedentes de regiões endêmicas.

Como a Autoridade Sanitária manteve que não era necessário ir a bordo para liberar o navio, a saída encontrada pela agência de navegação foi o envio de um médico para atestar as condições sanitárias do Tasman. Somente então, os práticos foram a bordo e orientaram sua entrada. A postura da Praticagem, porém, foi contestada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jaime Cesar de Moura Oliveira. Em entrevista exclusiva a A Tribuna, ele defende as decisões do posto local do órgão e pede que o caso seja investigado pela Marinha do Brasil. Confira a seguir.

Qual sua avaliação sobre a exigência da Praticagem de a a Anvisa ir a bordo do navio?

Nós vemos essa questão, primeiramente, com preocupação e também como um indicativo da necessidade de uma atuação mais rigorosa dos órgãos que fiscalizam a Praticagem, a Marinha. O Brasil, assim como vários países, adotou uma série de providências de prevenção em relação aos riscos de transmissão do ebola. Essas providências que foram tomadas são baseadas em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do regulamento sanitário internacional. Essas orientações têm por base a não criação de obstáculos ao trânsito internacional de pessoas e de bens, a menos que haja um justo motivo pra isso. Neste caso, não há justificativa técnica nenhuma para que o navio tendo recebido a Livre Prática da Anvisa desde 25 de março, não possa continuar os seus procedimentos de atracação e as operações que ele tem que fazer no Porto de Santos.

Como o sr. analisa a atuação da Praticagem no episódio?

Eu acho que foi uma atitude sem base técnica, precipitada e que traz prejuízos à operação do Porto. Traz sinalizações inadequadas para a comunidade internacional a respeito de como o Brasil vem tratando a prevenção contra o ebola.

A solução que foi adotada, de levar um médico a bordo, afeta, de alguma forma, a credibilidade da Anvisa?

Não, de forma alguma afeta a credibilidade da Anvisa. Eu acho que ela desperta críticas a respeito da própria postura dos práticos em relação às orientações e determinações das autoridades nacionais na área de saúde – não só da Anvisa como do Ministério da Saúde. Mais do que isso, a providência adotada a respeito de levar um médico a bordo do navio em nada acrescenta ou diminui a avaliação de riscos. Não tem nenhum tripulante a bordo que se enquadre no conceito de caso suspeito. A informação passada pelo comandante do navio era de que não havia nenhuma pessoa com febre na tripulação, nenhuma pessoa com qualquer tipo de hemorragia, nenhuma pessoa apresentando sinais de infecção, seja por essa ou por qualquer outra doença.

Durante a elaboração do plano de contingência do ebola, um dos questionamentos da comunidade portuária era o motivo pelo qual a Anvisa não fazia as inspeções presenciais. Por que a Anvisa não vai a bordo dos navios procedentes de regiões endêmicas? Há alguma chance de uma mudança de procedimento ou não há necessidade disso?

Não. Não há necessidade de mudança nesse procedimento. E o melhor indicativo disso é que as ações de prevenção adotadas pelo Governo Federal em relação ao ebola tiveram apenas resultados positivos até o momento, sem nenhum caso detectado no País. Uma outra razão é que a Anvisa irá a bordo em qualquer momento em que forem identificados fatores que justifiquem a presença da autoridade sanitária a bordo. Mas ela nunca irá a bordo em situações como essa, em que nenhum desses fatores está presente.

Quais são os fatores que levariam técnicos da Anvisa a bordo de navios?

A comunicação de algum caso suspeito ou algum tripulante apresentando sintoma que o caracterize com suspeita de ebola. Você tem tripulantes que, às vezes, estão com outros tipos de sintomas, mas sequer são caracterizados como casos suspeitos porque, por exemplo, nunca estiveram em países onde tem surto. Então não é qualquer situação de bordo que justifica. Tem uma definição técnica para caso suspeito. A Anvisa só vai a bordo onde houver risco que justifique, por exemplo, um caso suspeito ou uma situação não caracterizada que pode representar risco sanitário. Não sendo essas situações, não existe motivo nenhum para a presença da autoridade sanitária a bordo.

Qual será o posicionamento da Anvisa se voltar a ocorrer a recusa da manobra de navios procedentes de áreas endêmicas?

Nós vamos reiterar esse mesmo posicionamento que estamos tendo e vamos reiterar que a Marinha, que é responsável pela atividade de praticagem, adote providências no sentido de apurar se a atuação dos práticos está sendo desenvolvida de forma correta e adequada dentro da legislação do País.

O que foi feito depois da elaboração do plano de contingência do ebola? Houve continuidade?

Houve o estabelecimento do plano de contingências não só para portos como para aeroportos. Houve a implantação do plano de contingência. Houve simulados realizados em vários portos e aeroportos. E continua toda a vigilância sanitária com medidas de monitoramento dos viajantes e dos meios de transporte e orientação, quando se busca algum tipo de informação a respeito do ebola.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 14/04/2015

EM NENHUM MOMENTO A AÇÃO CONTRA O FOGO SAIU DO CONTROLE
Publicado em 04/15/2015 as 01:39 PM

Assim diz o vice-presidente da Associação Brasileira de Terminais Líquidos, Mike Sealy, sobre incêndio na Alemoa

Foram necessários oito dias para que Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e brigadistas conseguissem controlar as chamas em tanques do terminal da Ultracargo, na Alemoa, em Santos. Apesar disso, a situação sempre “esteve sob controle” naquele que já é considerado um dos maiores incidentes com fogo no Brasil – e o maior em instalações do gênero. Essa é a opinião de Mike Sealy, vice-presidente da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), entidade que congrega os terminais que operam no Porto de Santos e é responsável por colocar em ação o Plano Integrado de Emergência(PIE) – cujo objetivo é minimizar os impactos ambientais e danos em situações como a do incêndio na Alemoa. Um dos coordenadores do plano de ação emergencial, Sealy não considera que seja necessária uma correção dos rumos dos trabalhos para um eventual caso de emergência. “Não falaria em mudança. É das melhores práticas que se faça uma avaliação para aprender com esse evento atual. Em nenhum momento, porém, a ação fugiu do controle”, opina. O PIE consiste em um plano de ação a fim de preservar a integridade física e a saúde dos envolvidos em acidentes, prevenir e minimizar os impactos ambientais e eventuais danos ao patrimônio público e privado, quando expostos a situações emergenciais com substâncias químicas. Vale para situações originadas em qualquer uma das empresas participantes do plano. Atualmente, seis terminais do Porto fazem parte da ABTL.

COMO FUNCIONA
Na prática, cinco funcionários de cada um desses terminais (geralmente aqueles que tiveram mais treinamento em questões de segurança do trabalho) passam a fazer parte do núcleo de coordenação das ações para minimizar os efeitos de um acidente. A brigada anti incêndio, por exemplo, faz parte do contingente de segurança dos terminais. Segundo Sealy, as empresas associadas à ABTL têm 90 brigadistas, aproximadamente. “O trabalho pode ser reforçado com a escalação de pessoas que, embora não sejam especializadas em segurança, apoiam em atividades gerais”, explica. De acordo com o vice-presidente da ABTL, foi o que ocorreu na operação de contenção às chamas na Alemoa. “Conseguimos colocar 212 brigadistas em ação. Se os seis terminais tinham 90 brigadistas, isso significa que a gente conseguiu expandir a rede de apoio por meio do PIE. Foram mais de 120 pessoas na expansão, que somaram forças”, diz. As operações nos terminais associados à ABTL lidam com três situações de periculosidade: nível 1 (baixo), nível 2 (médio) e nível 3 (alto). “O ideal é que o PIE seja colocado em ação sempre antes do (nível) médio. Quando ele está chegando perto do nível 2, é sinal de que precisamos estar em ação”, explica.

Frentes
Outra frente de atuação no controle das chamas na Alemoa partiu do Plano de Auxilio Mútuo (PAM), que integra empresas do Polo Industrial e pode atuar em caso de emergência. A Tribuna pediu entrevista com o responsável pelo PAM, mas o Centro das Indústrias do Estado deSão Paulo (Ciesp), que responde pelo órgão, só se manifestou por nota. O informe explica que o PAM está aberto a todas as empresas da região e conta com a atuação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Outros órgãos podem participar, como Policia Militar, Cetesb e Vigilância Sanitária. É composto por 26 empresas e cada uma fornece dois brigadistas. Porém, pode-se solicitar reforço. Conforme o Ciesp, no incêndio nos tanques da Ultracargo, o PAM esteve presente com mais de 20 brigadistas,além de outros enviados pela Petrobras. Também por nota, a Codesp explica que o Plano de Ajuda Mútua do Porto de Santos é uma organização civil, com o envolvimento da iniciativa privada, sem fins lucrativos, que atua para proteger a vida humana e preservar o patrimônio e o meio ambiente.Atualmente, 33 empresas são filiadas ao PAM do Porto. As equipes variam de acordo com o porte e o segmento de cada empresa. Geralmente, têm formação de Bombeiro Civil ou são brigadistas treinados pelas empresas filiadas.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/04/2015

GOVERNO REGISTRA RECORDE EM MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS E LUCRO NO PORTO DO ITAQUI
Publicado em 04/13/2015 as 02:14 PM

Houve um crescimento de 28,7% nas receitas operacionais e redução de 36,9% em custos e despesas, comparando os dados de janeiro a março com o mesmo período do ano passado

O governo do Estado fechou o primeiro trimestre de 2015 com resultados operacionais e financeiros expressivos no Porto do Itaqui. Na área operacional, foi registrado recorde na movimentação de cargas, com 4,31 milhões de toneladas, um índice 25% maior em relação ao mesmo período de 2014, segundo dados da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

Na gestão financeira a empresa registrou um crescimento de 28,7% nas receitas operacionais e redução de 36,9% em custos e despesas, comparando os dados de janeiro a março com o mesmo período do ano passado. Desse modo, o aumento da rentabilidade saiu de R$ 100 mil em 2014 para R$11,1 milhões em 2015. Mais de 11.000% de lucratividade.

“O trabalho que estamos realizando está alinhado com a visão de gestão pública do governador Flávio Dino, com austeridade, foco nos resultados, respeito aos recursos públicos e trabalho em equipe”, afirma o presidente da Emap, Ted Lago.

Entre os principais fatores responsáveis pelo recorde de movimentação estão o início das operações do Terminal de Grãos (Tegram) e o aumento das demandas de importação de carvão mineral e insumo de cimento, aliados ao aumento da produtividade desse tipo de carga. A sazonalidade favorável dos derivados de petróleo nesse período é outro ponto a ser levado em conta. A última vez em que a movimentação superou 4 milhões de toneladas no primeiro trimestre foi em 2001, com 4,05 milhões (ver quadro).

A carga geral (peso bruto de contêineres mais carga geral solta) destacou-se com aumento de 563%, atingindo um total de 395.765 toneladas. No mesmo período de 2014 foram movimentadas 59.652 toneladas. De toda a carga movimentada neste primeiro trimestre do ano, 2,01 milhões de toneladas foram granéis líquidos, grupo de carga que teve aumento de 9%. Na parte de granéis sólidos o aumento foi maior, de 24%, com um total de 1,90 milhão de toneladas. Em contêineres foram movimentadas 3,8 mil toneladas, com 6% de aumento.

O resultado é ainda mais significativo considerando a interferência em razão da dragagem dos berços 100 a 103 (com alargamento do canal de acesso interno) diretamente ligados a essas operações, que coincidiu com os três primeiros meses do ano. “Mesmo com essa interferência – em favor da melhoria da infraestrutura do porto – conseguimos sobrepor e minimizar os impactos com planejamento e monitoramento na execução das atividades”, afirma Ted Lago.

O saldo positivo é também fruto de um trabalho baseado na adoção de melhores práticas na operação portuária, no aumento das performances operacionais com segurança e eficiência, melhor arranjo na destinação de cargas no pátio e exigência de adequação de equipamentos por parte dos operadores portuários.

Todos esses esforços estão alinhados com a meta estabelecida pelo governador Flávio Dino para o Porto do Itaqui, que é atuar como vetor de desenvolvimento do estado. Uma realidade que se evidencia pela posição como primeiro porto público do Norte e Nordeste do Brasil em movimentação de cargas e também em profundidade – após a dragagem. Uma posição que torna o Maranhão mais competitivo no mercado internacional, com redução na fila de espera de navios, maior segurança e flexibilidade de manobras, além da operacionalização de navios com maior capacidade de armazenamento, o que reduz o custo do frete por tonelada.
Fonte : O Imparcial
Data : 13/04/2015

COMISSÃO DEBATE REGULAMENTAÇÃO DA LEI DOS CAMINHONEIROS
Publicado em 04/13/2015 as 02:14 PM

A Comissão Externa Paralisação Nacional dos Caminhoneiros promove audiência pública nesta terça-feira (14) para discutir o questões relacionadas às demandas da categoria.

13/04/2015 - 09h47

O debate foi proposto pelo deputado Celso Maldaner (PMDB-SC).

Segundo o parlamentar, os convidados compõe um grupo de trabalho que será responsável pela criação de uma tabela referencial de frete, a regulamentação da nova lei dos caminhoneiros e isenção de tarifas de cartão de frete, entre outros assuntos.

Foram convidados:
- o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Herbert Drummond;
- o analista de infraestrutura do Denatran, Rone Barbosa;
- a superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Rosimeire Freitas;
- o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Oeste e Meio Oeste Catarinense, Paulo César Simioni; e
- representantes do Ministério da Fazenda, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e da Polícia Rodoviária Federal.

O debate será realizado às 14h30, em plenário a definir.

Da Redação - RL

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'
Fonte : Agência Câmara
Data : 13/04/2015

PROJETO PONTAL DO ESTALEIRO
Publicado em 04/13/2015 as 02:13 PM

Elogiável a cobertura do Jornal do Comércio sobre a audiência pública sobre o Projeto Pontal (edição de 09/04/2015).

Cumpre ressaltar que o problema principal é a propriedade da área, adquirida em leilão pela BM Par. Trata-se de bem dominial de uso comum do povo, que nunca foi desafetada, portanto, inalienável.

Tanto a remissão do aforamento (1967) quanto o leilão (2005) não foram oferecidos ao Estado, como preveem o Código Civil ? o de 1916 e o atual ? para exercer o direito de preferência, o que redunda em nulidade absoluta desses atos.

É sumamente lamentável que a Procuradoria-Geral do Estado, a quem incumbe zelar pelo patrimônio do Estado, eis que as margens de rios navegáveis, como o Guaíba são dominiais e a ele pertencem, tenha se omitido na questão. A Súmula nº 479 do Supremo Tribunal Federal não deixa dúvida ("as margens de rios navegáveis são de domínio público...". (Caio Lustosa, advogado, Porto Alegre)
Fonte : Jornal do Comércio – POA
Data : 13/04/2015

Recordar é viver

Durante roteiro pela Fronteira-Oeste neste fim de semana, onde, ao lado do deputado Frederico Antunes, debateu as diretrizes e o futuro do PP, o presidente do partido, Celso Bernardi (c), teve uma grata surpresa: em Rosário do Sul, encontrou o progressista Darci Flores (d), que o recebeu pilchado e com um boné identificado com a campanha ao governo do Estado quando Celso concorreu, em 2002. Homem forte de José Fogaça (PMDB) na prefeitura de Porto Alegre, de 2005 a 2010, o ex-secretário municipal de Gestão Clóvis Magalhães (PMDB) reapareceu publicamente na semana passada, quando participou das duas audiências públicas para debater o novo projeto para a área do antigo Estaleiro Só, agora chamado Parque do Pontal.
Fonte : Jornal do Comércio – POA
Data : 13/04/2015

NO PORTO
Publicado em 04/13/2015 as 02:13 PM

Os trabalhos para adequar a iluminação e concluir o asfalto no acesso estão em andamento, mas não será fácil o Porto de São Francisco do Sul conseguir liberar hoje o berço 201, interditado desde a semana passada. A interdição não estaria atrapalhando a movimentação de cargas porque as escalas foram remanejadas entre os demais seis berços.
Fonte: A Notícias
Data : 13/04/2015

ÁREA DE INCÊNDIO EM SANTOS TEM NOVA EXPLOSÃO
Publicado em 04/13/2015 as 02:13 PM

SÃO PAULO. Uma nova explosão no terminal da Ultracargo, no início da noite de anteontem, assustou os moradores da região da Alemoa, em Santos (SP).

Em nota, a empresa informou que o incidente ocorreu às 19h e foi imediatamente controlado por bombeiros e brigadistas que permanecem no local. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o que ocorreu foi um fenômeno conhecido como “flashover”.

“Foram gases inflamáveis que, em contato com o calor, geraram uma pequena explosão”, explicou o capitão Marcos Palumbo. Contudo, a explosão não se deu no combustível do tanque, mas, sim, no entorno. Ainda segundo o comandante, o fogo foi rapidamente controlado pela equipe dos bombeiros, que está no local com um efetivo de 35 homens.

Não houve vítimas nem consequências graves. De acordo com Palumbo, a situação está controlada, mas o fenômeno pode voltar a acontecer. Após o incêndio no galpão de combustíveis, iniciado em 2 de abril e extinto somente na última sexta- feira, oito dias depois, a principal via de acesso ao porto de Santos foi liberada no início da tarde do último sábado.

AMBIENTE. Os impactos ambientais do incêndio poderão durar pelo menos cinco anos, com a contaminação de plantas e animais. Além disso, com a emissão de poluentes na atmosfera, existe a possibilidade de ocorrência de chuvas ácidas. O alerta é do zoólogo Marcelo Pinheiro, do Campus Litoral Paulista da Unesp.

Em nota, a Ultracargo afirmou que o terminal está regular e que as operações obedecem “todas as legislações, regulações e normas”.
Fonte : O Tempo
Data : 13/04/2015

SIMULAÇÃO MOSTRA A DIFICULDADE PARA APAGAR CHAMAS EM SANTOS
Publicado em 04/13/2015 as 02:13 PM

Imagens exclusivas mostram incêndio que durou nove dias. Bombeiros usaram milhões de litros de água, além de produtos químicos especiais.

Foram nove dias de um incêndio assustador, que ninguém sabe por que começou. Os bombeiros da cidade de Santos usaram milhões de litros de água, além de produtos químicos especiais. Mas nada conseguia apagar o fogo dos tanques de combustível. Por quê?

Depois de nove dias de fogo, o cenário é de destruição em Santos. No vídeo acima, você vê imagens inéditas dos momentos finais do trabalho dos bombeiros em Santos. Chegava ao fim um dos incêndios mais longos da história de São Paulo.

O fogo começou na manhã do dia 2 de abril, em uma empresa de armazenagem de produtos líquidos ao lado do Porto de Santos, no litoral paulista. Seis tanques foram atingidos: dois de etanol e quatro de gasolina. Ao todo, eles tinham capacidade para armazenar 34 milhões de litros de combustível.

Ainda não se sabe o que provocou o incêndio. No total, 140 bombeiros trabalharam por 216 horas, às vezes, sob risco extremo.

“Eu estou aqui há sete dias. Há sete dias, sem descansar, praticamente. De baixo, a gente não tem noção de como é grande, como é alto e como venta. Todo meu sentimento estava aqui”, conta o coronel do Corpo de Bombeiros Wagner Bertolini ao ver as imagens do combate ao incêndio. “Eu fico bem emocionado, porque eu pensei em todo mundo que estava envolvido nessa operação. E a gente fez, foi isso”, ele diz.

Mas por que foi tão difícil controlar as chamas? Para esclarecer, o Fantástico reproduziu o incêndio, só que em escala menor, em um centro de treinamento de uma brigada em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Até agora, só o que se sabe é que algum fator provocou o aquecimento acima do normal do combustível, que pega fogo com facilidade.

“A chama começa quando você tem uma mistura entre o vapor do combustível, o comburente, que é oxigênio, mais essa fonte de calor, Uma quantidade de calor necessária para que dê a primeira chama”, explica Maristhela Marin, professora de Engenharia Química.

Quando o combustível aquece, uma parte dele se transforma em gás. Quando esse gás entra em contato com o ar, aparecem as reações químicas que resultam no fogo.

“Assim que ele começa, ele realimenta, o combustível continua vaporizando e forma essa mistura que é a ideal para que o fogo continue”, diz a professora.

O Fantástico fez um teste em um tanque de combustível. Por questão de segurança, a gasolina não foi utilizada. Pois ela evapora com muita facilidade e os riscos de acidente seriam grandes. Foi usado óleo diesel. Veja no vídeo acima.

Em Santos, os bombeiros usaram água do mar: 80 mil litros por minuto. Em alguns momentos, os jatos eram direcionados nas chamas. Não adiantava. Reproduzimos a ação para ver por quê.

Fantástico: Quando joga diretamente a água na chama, aumenta né?

Luiz Rogério, responsável pelo centro de treinamento: Exatamente. Nessa alta temperatura, ela evapora e chega a alimentar um pouco mais de combustão.

Os bombeiros também jogaram água nas laterais das estruturas. Eles resfriaram outros 21 tanques. “O procedimento correto é o resfriamento do tanque. É difícil você extinguir o fogo, o que você precisa é confinar o fogo. Você vai fazendo esse resfriamento, impedindo que este fogo se alastre para o outro tanque”, explica Luiz Rogério.

Mas, em Santos, só a água não foi suficiente. Mais de 400 mil litros do chamado líquido gerador de espuma foram levados de todas as partes do Brasil. O Fantástico também fez o teste com a espuma, que apaga rapidamente o fogo. “Essa espuma vai descendo e vai confinando o fogo em um determinado ponto”, afirma o responsável pelo centro de treinamento.

A espuma forma uma camada que impede que o combustível quente entre em contato com o ar. Assim, o fogo não recomeça.

Um outro tipo de espuma, importada, chamada de fogo gelado, também foi usada pelos bombeiros. Ela ajudava a resfriar os tanques. Apesar de todos esses recursos, os bombeiros tiveram que ir fazendo adaptações, conforme os novos problemas apareciam.

“Quando a gente estava quase apagando um, mudava o vento, aí o vento vinha com toda intensidade para um tanque que estava do lado e é uma variável que eu não conseguia controlar”, relata Marco Aurélio Alves Pinto, comandante do Corpo de Bombeiros.

Além disso, segundo os bombeiros, já no primeiro dia, o fogo destruiu sistemas de segurança que seriam importantes no combate às chamas. Os ministérios federal e estadual e a Polícia Civil estão investigando quem seriam os responsáveis pelo acidente.

A prefeitura embargou as atividades da Ultracargo. A empresa de armazenagem de líquidos disse que "considera prematuro qualquer diagnóstico sobre as possíveis causas do incidente" e informou que "sempre funcionou com as licenças necessárias".

Nesta semana, os bombeiros devem continuar observando o local do incêndio.

“Eu, particularmente, nunca vi um incêndio tão difícil de ser combatido como a gente viveu esses dias. Realmente nossa tropa foi uma guerra”, avalia o coronel Wagner Bertolini.
Fonte : O Globo
Data : 13/04/2015

SOLIDARIEDADE CONTRA A BURAQUEIRA
Publicado em 04/13/2015 as 02:12 PM

Com manutenção ineficiente, BR-364 causa danos em caminhões e prejudica trnsportadores de carga

Serviços de tapa buraco que duram apenas uma semana, valetas da largura de um carro de passeio e quase vinte centímetros de profundidade, trepidação excessiva em trechos recentemente reformados. Na rota dos grãos entre Mato Grosso e a hidrovia do rio Madeira, em Porto Velho (RO), o mau estado de vários trechos da BR-364 é o principal desafio a ser vencido pelos caminhoneiros.

A precariedade da pista compromete a vida útil de vários componentes e as panes são frequentes. A viagem de Valter Luz da Silva, de 27 anos, terminou bem mais cedo do que o planejado. Ele havia partido de Sapezal com 37 toneladas de milho em direção a Porto Velho. Ficou na estrada antes mesmo de cruzar a divisa com Rondônia. "Essa estrada é muito ruim. Acaba com o caminhão", lamenta.

Em momentos como este, a solidariedade entre os motoristas ajuda a amenizar a sensação de abandono. Aquino Neto contou com a ajuda de outro caminhoneiro, que concordou rebocar seu caminhão até o socorro mais próximo.

No Posto Fiscal de Vilhena (RO), outro caminhão chegava a reboque em busca de assistência. O motorista, Melquisedeque Seravalle, de 31 anos, ainda não tinha ideia de quanto custaria o conserto, mas já estimava ficar ao menos uma semana sem o veículo. "Todo ano, prometem que vai melhorar. Mas é o contrário: a rodovia só piora".
Fonte : O Globo
Data : 13/04/2015

ULTRACARGO TERÁ COMITÊ PARA INVESTIGAR ORIGEM DO INCÊNDIO EM SANTOS
Publicado em 04/13/2015 as 02:12 PM

A Ultracargo informa, em comunicado publicado nos jornais, que está criando um comitê específico para avançar no processo de investigação para detectar a origem do incêndio que atingiu o terminal da empresa em Santos.

"Tão logo o processo de resfriamento da área atingida permitir, a Ultracargo avançará no processo de investigação", informa a empresa.

A companhia informa ainda que, superado o incidente, restabelecerá os estoques de LGE no Brasil, repondo tudo o que foi cedido por parceiros nos momentos mais tensos do combate ao fogo. "Ao longo do fim de semana vieram para o país seis aviões fretados pela empresa com o produto trazido de diferentes cidades dos Estados Unidos", diz.

A Ultracargo também afirma que continuará avaliando os impactos do incidente e atuando para mitigá-los. "A Ultracargo se coloca à disposição do governo do Estado e da prefeitura de Santos para estudar programas para fortalecer o porto, seu ecossistema e toda a região", afirma.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 13/04/2015

Quem paga a conta?
Publicado em 04/13/2015 as 02:12 PM

Será que, ainda que sendo teoricamente possível, existe seguro para fazer frente a um evento da magnitude do incêndio em Santos?

O incêndio, que durante dias consumiu o conteúdo dos tanques de um depósito de combustível em Santos, gerou prejuízos enormes, parte deles apenas indiretamente causados pelo fogo, mas nem por isso menos importantes. Os prejuízos do incêndio em si são relativamente fáceis de serem quantificados.

É saber a quantidade de combustível perdido e multiplicar pelo preço do produto. Para fechar a conta, basta verificar o valor dos tanques e instalações atingidos e acrescentar ao total. Com esses dados, a empresa responsável e sua seguradora podem assumir as perdas diretamente causadas pelo incêndio.

Da mesma forma que podem calcular os valores de uma eventual indenização por lucros cessantes. Onde a questão fica muito mais complicada é na aferição dos prejuízos indiretos ou decorrentes do incêndio. Durante dias os bombeiros lançaram bilhões de litros de água sobre as chamas. Neste período, um denso rolo de fumaça negra se espalhou pela cidade de Santos e seus entornos. O trânsito na cidade ficou prejudicado.

O acesso ao porto ficou prejudicado. Mercadorias deixaram de circular. As estradas ficaram congestionadas.

O comércio da região vendeu menos. Empresas não puderam funcionar. Caiu a arrecadação de impostos. Etc. Como calcular esses prejuízos? Quais os critérios para isso? Como conseguir dimensionar corretamente as perdas e individualizá-las, para que cada um receba aquilo a que tem direito?

A partir de um momento, a possibilidade de danos ambientais passou a ocuparas manchetes. Sem dúvida, são possíveis, mas será que foram tão vultosos? É preciso se ter claro que a região atingida é altamente poluída pela existência e funcionamento do próprio porto. Assim, se falar em prejuízos imensos porque a água utilizada no combate ao fogo escorreu para o canal e para o manguezal em volta, levando corneia combustível, pode ser um pouco exagerado.

É evidente que houve dano ao ecossistema e peixes morreram. A questão é se eles foram grandes ao ponto de desequilibrar ainda mais uma região já fortemente afetada pelos estragos causados pela poluição urbana, industrial, do porto e dos milhares de navios que passam por ele, para não falar na frota pesqueira que tem como base a cidade de Santos.

Será possível separar os prejuízos ambientais causados pelo incêndio dos prejuízos ambientais anteriores, causados pela existência de Santos e São Vicente, do maior porto da América do Sul, do polo industrial de Cuba-tão e do polo logístico do Guarujá? Dano ao meio ambiente não é apenas o fato em si, mas suas consequências.

Um acidente desses que atinja o Lago Leman tem impacto muito mais grave do que na Baixada Santista. Realmente graves são as perdas decorrentes dos atrasos e da não circulação de mercadorias. Na medida em que o acesso ao porto foi prejudicado pelo incêndio, milhões de reais em mercadorias deixaram de ser embarcados ou desembarcados, comprometendo o giro de centenas de empresas no Brasil e no exterior.

Os congestionamentos nas estradas afetaram caminhões, que não se dirigiam necessariamente ao porto, bem como passageiros que demandavam a baixada.

Os engarrafamentos de trânsito prejudicaram a fluidez da vida empresarial.

Com certeza negócios importantes deixaram de ser feitos porque alguém não conseguiu chegar em algum lugar por causa do incêndio. Finalmente, o custo do combate a um incêndio dessa natureza é alto. Centenas de pessoas e equipamentos sofisticados trabalhando dias a fio, na faina de minimizar os danos causados pelo fogo e impedir sua expansão para outras áreas em volta, custam caro para o Estado.

Quem paga essa conta? Ou melhor, antes disso, como quantificar os prejuízos? Será que uma seguradora teria capacidade para suportar essa ordem de perdas? Será que, ainda que sendo teoricamente possível, existe seguro para fazer frente a um evento dessa magnitude? A resposta é não. E este não se aplica ao Brasil e a qualquer outro país. Alguns danos são grandes demais para poderem ser segurados.

Os prejuízos do incêndio em si são relativamente fáceis de serem quantificados

* PRESIDENTE DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, SÓCIO DE PENTEADO MENDONÇA ADVOCACIA E COMENTARISTA DA ‘RÁDIO ESTADÃO'
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 13/04/2015

VIADUTO DA ALEMOA É LIBERADO
Publicado em 04/13/2015 as 02:12 PM

As três pistas do viaduto da Alemoa, em Santos, foram liberadas no fim de semana para o acesso de caminhões ao porto.

Já a saída das carretas continua sendo feita pela rua Cristiano Ottoni, mas somente fora dos horários de pico, para não tumultuar o trânsito. Uma reunião será realizada hoje para avaliar o reflexo da medida. O presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo, disse, na sexta-feira, que "em três ou quatro dias" o fluxo de carretas deveria voltar ao normal.

Devido ao incêndio na Ultracargo, o gabinete de crise formado pelas três esferas de poder bloqueou, ainda na rodovia, caminhões destinados à margem direita do cais, pois o acesso aos terminais nesse lado do porto é o mesmo usado para chegar ao distrito industrial da cidade, onde está a Ultracargo.

Até sexta-feira, havia de 12 mil a 18 mil carretas paradas no caminho, especialmente em postos do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga o Planalto à Baixada Santista.

Por dia chegam ao porto de 9 mil a 12 mil caminhões - metade tem como destino a margem direita, onde ficam 38 dos 55 terminais portuários. Dos 65 berços de atracação do porto, cinco ficaram inoperantes durante o incêndio - os do píer da Alemoa e um do terminal BTP.
Fonte : Valor Econômico
Data : 13/04/2015

DISPARADA DAS EXPORTAÇÕES AMERICANAS FAZ PREÇO SUBIR
Publicado em 04/13/2015 as 02:12 PM

O entusiasmo é notável entre os produtores de sorgo dos Estados Unidos.

E não é para menos. Nas últimas três safras, as compras do grão americano pelos chineses passaram de praticamente zero a 7,82 milhões nos primeiros sete meses do ciclo 2014/15. O resultado? "Os preços, que estavam 5% abaixo dos do milho, agora estão 8% acima", afirma Tim Lust, CEO da National Sorghum Producers, entidade que representa produtores de sorgo dos EUA.

O milho está sendo negociado à média de US$ 3,70 por bushel (medida equivalente a 25,2 quilos) no mercado americano, enquanto o sorgo está em US$ 3,90. Essa diferença indica valorização de 5,4%, mas prêmios pagos internamente e no porto levam as cotações a ficarem até 8% mais valorizadas em algumas regiões, conforme Lust. Além do preço mais alto, a margem do sorgo está mais atraente. Nas contas do CEO, o custo de produção do milho está em US$ 4 por bushel, e o do sorgo, em US$ 3,75.

Com os negócios aquecidos, o Departamento de Agricultura do país (USDA) elevou na última semana sua projeção para as exportações de sorgo dos EUA, de 7,62 milhões para 8,89 milhões de toneladas no ciclo 2014/15. A expectativa é que a área plantada no país também avance.

No fim de março, o USDA projetou uma alta de quase 11% no plantio do grão na nova safra 2015/16, a 3,2 milhões de hectares. "Mas esse aumento pode ser de até 20%", projeta Lust. O sorgo cultivado nos EUA é do tipo convencional, semeado entre fevereiro e junho e colhido de julho a novembro. O país é o maior produtor global, com uma safra próxima de 11 milhões de toneladas.

Além dos americanos, a Austrália e a Argentina vêm se beneficiando da demanda chinesa. Em março, o país sul-americano enviou seu primeiro carregamento de sorgo à China, de 44 mil toneladas, liberado após autorização oficial em novembro de 2014. A área com sorgo na Argentina caiu na safra 2014/15 a 880 mil hectares, mas a expectativa do USDA é que na próxima temporada volte aos níveis de 2013/14 (1,08 milhão de hectares). Para as exportações, a previsão é de um volume de 1,5 milhão de toneladas em 2015/16.

Apesar da euforia, cresce o debate sobre a possível sazonalidade do interesse chinês. Pedro Dejneka, da AGR Brasil, sugere cautela. "Vai depender muito de quanto tempo os chineses vão levar para desovar seus estoques de milho". Também não se sabe se Pequim poderá adotar alguma medida restritiva às importações da commodity, diante de tamanha escalada.

Os produtores americanos ancoram sua confiança na tendência de aumento no consumo chinês de carnes. "O crescimento dos produtos alimentícios continua a estabelecer a demanda por grãos", diz Lust. O USDA também estima incremento das compras de sorgo na próxima década. Projeção divulgada pelo órgão em fevereiro indica que os chineses tendem a importar cerca de 5,84 milhões de toneladas por ano até 2024/25 - número já ultrapassados neste ciclo. Para o milho, no mesmo intervalo, a previsão caiu de 22 milhões para 6,5 milhões de toneladas.
Fonte : Valor Econômico
Data : 13/04/2015

WILSON SONS
Publicado em 04/13/2015 as 02:11 PM

A operadora de contêineres Wilson Sons transportou 84,3 mil unidades equivalentes de vinte pés (TEUs, na sigla em inglês) em março, o que representa queda de 8,4% ante o mesmo mês do ano passado.

Frente a fevereiro, contudo, houve alta de 9,3%. No primeiro trimestre, foram operados 225,8 mil TEUs, recuo de 7,3% também na comparação anual. Desse total, o Tecon de Rio Grande (RS) foi responsável por queda de 6,3%, para 162,5 mil TEUs, e o de Salvador, por baixa de 9,7%, para 63,3 mil TEUs. Foram transportados 57 mil TEUs de contêineres cheios e 27,3 mil TEUs de vazios em março, diminuição de 6,1% e 13%, respectivamente ante março de 2014.
Fonte : Valor Econômico
Data : 13/04/2015

DELATORES AMPLIAM INVESTIGAÇÃO NA PETROBRAS E NA CAMARGO CORRÊA
Publicado em 04/13/2015 as 02:11 PM

Os executivos da Camargo Corrêa que firmaram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) deram informações que aumentam o escopo de investigação dentro da Petrobras e também na própria empreiteira.

Eles denunciaram mais dois diretores da estatal que ainda não figuravam nos autos da Lava-Jato, além de mais quatro integrantes do grupo.

As informações foram prestadas por Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente da construtora Camargo Corrêa (atualmente afastado do cargo); e Dalton dos Santos Avancini, presidente (também afastado). Eles firmaram acordo de colaboração no fim de fevereiro e já prestaram vários depoimentos. Atualmente, os dois cumprem prisão domiciliar com prazo de um ano enquanto aguardam sentença.

Segundo as informações fornecidas aos investigadores, os novos diretores da estatal citados teriam praticado o mesmo esquema de pagamento de valores indevidos a agentes públicos. Até agora, as apurações se concentravam nas diretorias de Abastecimento, Serviços e Internacional - comandadas, respectivamente, por Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró.

Nos bastidores, já é dado como certo que as investigações sobre a Petrobras vão ser aprofundadas em outras áreas. Segundo os investigadores da Lava-Jato, há diferentes indícios de irregularidades no setor de offshore (que engloba a contratação de navios e plataformas), no de petroquímicas, na BR Distribuidora, na Transpetro e na área de Comunicação. Esses trabalhos só não começaram ainda pelo volume de informações já sendo apuradas e pelo trabalho demandado pelos processos da Lava-Jato que correm na Justiça.

Os executivos da Camargo Corrêa também delataram fatos que envolveram mais quatro pessoas do grupo ainda não citados nos autos públicos da Lava-Jato. Pelo menos mais quatro pessoas do grupo - abaixo e acima dos dois - foram citados por eles como participantes do esquema.

Conforme o Valor já noticiou, Avancini também afirmou às autoridades que os serviços de consultoria prestados por empresa do ex-ministro José Dirceu à empreiteira não existiram de fato. No último mês, a assessoria de Dirceu informou à Justiça do Paraná que ele viajou cinco vezes a trabalho a Portugal, entre 2010 e início de 2011, e que na Camargo Corrêa "o ex-ministro se reportava ao presidente do Conselho, Vitor Hallack, com quem se reuniu algumas vezes durante a vigência do contrato".

Procurada, a Camargo informou que desconhece os dados dos delatores. "A Construtora Camargo Corrêa não participou e nem teve acesso aos referidos acordos de colaboração, desconhecendo seus termos e também o teor dos depoimentos."

Na sexta-feira, autoridades da Lava-Jato deflagraram nova fase e prenderam os ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE) e André Vargas (sem partido). As investigações agora incluem Caixa Econômica Federal e Ministério da Saúde. "Já sabíamos que os desdobramentos iam nos levar a outros órgãos públicos [além da Petrobras]. Já chegamos a informações em outros órgãos além do Ministério da Saúde e da Caixa. Eu diria que essa investigação [da Operação Lava-Jato] dura um ano, mas ainda está no começo. Ela vai nos levar para mares nunca dantes navegados", diz Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da República.

Na própria Petrobras, os trabalhos continuam. Há frentes de investigação sobre áreas que ainda não foram alvo de denúncia, disse o procurador. Além disso, ele ainda afirmou que a nova defesa apresentada por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, não muda a tese de sobrepreço nas obras da estatal. "Não muda nada. A ordem dos fatores não vai fazer nenhuma diferença", diz ele. Segundo a interpretação de Lima, a Petrobras não praticou superfaturamento, mas houve preços excessivos pelo fato de as empresas terem agido em cartel.
Fonte : Valor Econômico
Data : 13/04/2015

MERCADO ABERTO - EMPRESAS DE PLANOS DE SAÚDE REDUZEM APORTES
Publicado em 04/13/2015 as 02:11 PM

As operadoras de planos de saúde reduziram em quase 50% o volume de investimentos em 2014, segundo cálculo da Abramge (associação de medicina de grupo) com base em dados da ANS (Agência Nacional de Saúde).

No período de 12 meses encerrado em setembro de 2014, as empresas do setor investiram R$ 1,1 bilhão. No intervalo do ano anterior, o total havia sido de R$ 2,1 bilhões.

A deterioração do cenário econômico no ano passado atrelada a fatores como aumento da taxa de juros e maior restrição ao crédito são algumas das causas para a desaceleração dos aportes.

"Ainda assim, se levarmos em consideração as dificuldades com a economia e o crescimento do PIB, que foi mínimo, as empresas conseguiram investir uma quantia substancial", diz Antonio Carlos Abbatepaolo, diretor-executivo da associação.

A maior parte dos recursos foi destinada para a infraestrutura, como a construção de hospitais e a compra de máquinas e equipamentos.

Só em novos leitos hospitalares, os investimentos em 2014 atingiram R$ 905 milhões, o que resultou na abertura de 2.600 quartos privados, segundo a entidade.

Para 2015, a Abramge ainda não fechou uma projeção de desempenho, mas o diretor-executivo avalia que o ano deverá ser de estagnação.

"Todos os indicadores econômicos mostram um cenário pior neste ano. Então, as dificuldades para as empresas deverão ser maiores do que as de 2014", afirma.

"O capital estrangeiro entrando no setor, por outro lado, poderá ajudar a viabilizar parte dos investimentos."

DE MUDANÇA PARA O BRASIL

A Chiesi Farmacêutica, com sede na Itália, desenvolverá um programa de investimentos de cerca de R$ 25 milhões no Brasil.

Parte do aporte será destinada à transferência de uma linha de produção de spray nasal de Parma para a região metropolitana de São Paulo, em Santana de Parnaíba, onde o grupo tem uma planta.

O medicamento deixará de ser fabricado na Itália. "Não temos mais espaço na unidade de lá. Ou trazíamos para o Brasil ou teríamos de terceirizar a fabricação", diz o presidente da empresa no país, José Fernando Albertini de Almeida.

"Optamos por adotar uma estratégia de investimento na planta brasileira, que ainda tem área disponível."

A companhia pretende dobrar seu faturamento no país até 2020. Para isso, prevê realizar aquisições.

"Crescendo organicamente, poderemos chegar a 80% da meta. O restante, terá de ser através da compra de empresas ou de produtos", acrescenta o executivo.

O Brasil é hoje o sexto maior mercado para a companhia -depois de Itália, Alemanha, Estados Unidos, França e Espanha- e deverá passar para a quarta colocação em cinco anos.

"Comparativamente com outros países, o Brasil continuará indo melhor. O setor farmacêutico no país deverá voltar a crescer de forma mais acelerada em 2017."

€ 1,342 bilhão foi o volume de negócios da empresa em 2014, o equivalente a R$ 4,4 bilhões

8,4% foi o crescimento na comparação com 2013

12% foi a expansão no mercado brasileiro

3.000 são os funcionários no mundo

ESPAÇO TEMPORÁRIO

A DCL Real Estate, empresa paranaense que atua com imóveis corporativos e condomínios logísticos, entrou no segmento de autoarmazenamento ("self storage").

O grupo montou em Curitiba o primeiro empreendimento para a atividade, que consiste na locação de boxes por períodos temporários.

"É um setor bem desenvolvido no exterior, mas em amadurecimento no Brasil", diz Paola Noguchi, principal executiva da DCL. "Nos Estados Unidos, foi um dos poucos segmentos imobiliários que não teve queda."

A empresa está mapeando áreas na região Sul, sobretudo nas capitais e cidades de maior porte, para a expansão do negócio.

Um dos alvos são pessoas que precisam de depósitos por períodos definidos, como em casos de mudanças ou obras em apartamentos.

No segmento corporativo, a aposta é em lojistas que necessitam de áreas para estoques em períodos sazonais e em escritórios que têm de manter documentos.

234 MIL M² é o total de projetos imobiliários já desenvolvidos pela empresa, no PR e em SC

70% da área estão locados para o segmento de varejo

MEIO TERMO

O Brasil é o sexto país, dentre 30 analisados pelo HSBC, com o maior número de empresas de médio porte. Ao todo, são 7.700.

Essas companhias empregam 13,7% do mercado de trabalho nacional (excluindo os setores de educação, saúde e público). A parcela é mais elevada que a dos dois países que têm o maior número de empresas com esse tamanho (Estados Unidos e China).

Algumas economias menores e com menos companhias de médio porte, porém, têm uma maior porcentagem de mão de obra nesse segmento. O Canadá, por exemplo, tem 14,5% de seus trabalhadores empregados nas 5.950 empresas médias.

No Brasil, a maior parte das companhias com esse perfil (32%) está concentrada no setor manufatureiro. Em seguida, aparecem o atacado e o varejo e os serviços financeiros.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 13/04/2015

NAVIO DA MARINHA ATRACA APÓS 6 MESES NA ANTÁRTICA
Publicado em 04/13/2015 as 02:11 PM

O navio polar de pesquisa da Marinha Almirante Maximiano atracou na sexta-feira no Rio, após ficar seis meses em missão científica na Antártica.

A embarcação havia partido em outubro do ano passado e operou nas Ilhas Shetland do Sul e estreitos de Bransfield, Antártico e Gerlache. No próximo dia 14, é aguardada a chegada do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel. Eles participaram da 33ª Operação Antártica (Operantar).

O Almirante Maximiano, em sua sexta comissão, serviu de plataforma de trabalho para 114 pesquisadores em 13 projetos.

Os cientistas tiveram à disposição cinco laboratórios, além guinchos oceanográficos e geológicos. O Ary Rongel tem como principal missão prestar apoio logístico e reabastecimento aos módulos antárticos e colaborar com projetos das áreas de oceanografia, hidrografia, biologia, antropologia e meteorologia.

Entre as tarefas executadas pelos pesquisadores, está a coleta de dados em 195 estações oceanográficas, atingindo profundidades de até 4 mil metros, e de 87 estações geológicas, com profundidade máxima de 3.850 metros. Também foram lançadas 15 boias de deriva e 16 radiosondas.

As informações podem se traduzir em importantes dados sobre as condições climáticas do planeta e os reflexos do aquecimento global . Além disso, foram feitas observações científicas da fauna marinha local. A presença científica brasileira na Antártica integra os esforços do País de manter influência geopolítica sobre o continente. Atualmente, 29 países têm bases científicas na Antártica.

São eles, África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Bélgica, Bulgária, Chile, China, Coreia do Sul, Equador, Espanha, Estados Unidos, Federação Russa, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Polônia, Reino Unido, República Checa, Romênia, Suécia, Ucrânia e Uruguai. Sete países reivindicam territórios na Antártica: Argentina, Austrália, Chile, Inglaterra, França, Noruega e Nova Zelândia. Porém, nenhuma dessas reivindicações tem reconhecimento internacional, o que faz da Antártica o único continente com terras que não pertencem a nenhum país.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 13/04/2015

UM GOVERNO DESCONECTADO - NAS ENTRELINHAS
Publicado em 04/13/2015 as 02:10 PM

Depois de quatro pesquisas de opinião negativas e duas manifestações, o Palácio do Planalto ainda pena para dizer ao eleitor o projeto que pretende para o país nos próximos três anos e meio. Divorciada dos eleitores, Dilma ainda não mostrou a cara desta gestão

Com menos de um mês de governo, ainda no fim de janeiro, a presidente da República, Dilma Rousseff, reuniu todos os ministros para pedir a eles que travassem o que chamou de “guerra da comunicação”. Dois meses, ao menos quatro pesquisas de opinião negativas, e duas manifestações depois, o Palácio do Planalto ainda pena para comunicar ao eleitor o projeto que pretende para o país nos próximos três anos e meio. E isso piora uma situação naturalmente difícil pelas denúncias de corrupção, pelo aumento na conta de energia e de combustível e pela disparada do dólar — fora o aperto nos reajustes ao funcionalismo.

Em princípio, o governo federal até pôde comemorar nesse fim de semana a menor adesão às manifestações. Todavia, teve de se debruçar sobre o resultado da pesquisa Datafolha que mostrou 63% da população pró-impeachment. O desconhecimento da população sobre o que ocorreria depois do afastamento da presidente — apenas 12%, segundo o Datafolha, apontam o vice Michel Temer como sucessor — revela que os eleitores desejam uma troca de guarda no Palácio do Planalto, independentemente do que ocorreria depois dela. E isso decorre do fato, principalmente, de o governo não conseguir apresentar posições consistentes que dialoguem com a opinião de boa parcela do eleitorado.

O retrato atual mostra que, divorciada de pessoas que a elegeram, Dilma Rousseff ainda não mostrou um rosto nem um projeto para os próximos três anos e meio de governo. Se nos primeiros quatro anos de poder a petista conseguiu, com sucesso, impor aos eleitores a imagem da faxina ética e, depois, a do Mais Médicos, a atual gestão ainda não tem nem sequer uma semente a oferecer. A imagem de gestora eficiente também não existe mais. O saldo atual mostra um ministro demitido pelo presidente da Câmara e outro que marcou entrevista coletiva para anunciar a nomeação, antes mesmo de ter sido nomeado. A impressão que passa é a de que, se há diálogo no Planalto, ele é feito por pessoas que falam diferentes idiomas.

No cabo de guerra com o Congresso Nacional, o fracasso na comunicação do Executivo ainda é ampliado pelo fracasso político. Até aqui, o Planalto não conseguiu impor a sua agenda e sofreu com os reflexos negativos da aprovação de projetos que tinham a paternidade de senadores e deputados federais. Para piorar, Dilma e companhia devem chegar à sexta-feira com ao menos mais duas derrotas na Câmara, na votação de duas propostas. A primeira, a ser chancelada pelo plenário, é a que abre a porteira para a terceirização no país. A segunda, ainda na Comissão de Constituição e Justiça, restringe o número de ministérios para 20. O Planalto é refratário a ambas, mas deve ver a base aliada aprová-las, sem dar a mínima para a posição do Executivo.

No caso da proposta que amplia a possibilidade de terceirização de trabalhadores no país, a falha na comunicação e de articulação política é mais flagrante. Antevendo a derrota em plenário, o governo entendeu por bem negociar ao menos emendas que não provocassem a perda na arrecadação. Diante da impossibilidade de barrar o projeto, adotou como estratégia minimizar o impacto nas contas públicas — e não comprar nova briga com a base aliada. Não conseguiu uma coisa nem outra. Os deputados ignoraram as alterações sugeridas pela equipe econômica e o Palácio nem sequer conseguiu comunicar à população que era contra o projeto. A votação deve ser concluída na quarta-feira. Caso sigam a toada, os deputados devem levar Dilma Rousseff a terminar a semana com a pecha de ter reduzido direitos dos trabalhadores.

A esperança de reverter o quadro, por ironia, cabe agora a um peemedebista, o vice-presidente Michel Temer. Mas isso introduz outro problema. Ao passo que 63% da população deseja o impeachment, como ficará o Planalto se for justo o primeiro nome na linha sucessória o responsável por salvar o governo do abismo?
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 13/04/2015

VISITA AO TERMINAL DA ULTRAFÉRFIL ABRE AGENDA DOS DIRETORES DA ANTAQ EM SANTOS
Publicado em 04/13/2015 as 02:10 PM


Diretores da ANTAQ e executivos da empresa: troca de informações sobre o terminal
Jorge Lúcio, de Santos



Os diretores da ANTAQ, Mário Povia (diretor-geral), Fernando Fonseca e Adalberto Tokarski, visitaram, na manhã de ontem (09), o Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita – Tiplam. A visita ao terminal graneleiro da VLI, antigo terminal da Ultrafértil, abriu a agenda de visitas técnicas dos diretores da Agência a instalações portuárias públicas e privadas localizadas dentro e fora do maior porto organizado do país.

No terminal da VLI, os diretores da ANTAQ foram recebidos por executivos e funcionários da empresa e conheceram as obras de ampliação da movimentação de insumos para produção de fertilizantes (enxofre, rocha fosfática e amônia), bem como das novas áreas para movimentação de grãos e de açúcar.

Para viabilizar as novas áreas de movimentação, a empresa está construíndo no terminal dois novos armazéns dedicados a grãos e um destinado à estocagem de açúcar, além de aumentar de um para quatro o número de berços para recepção e escoamentos dessas cargas.

A expectativa da VLI é concluir as obras ainda no primeiro semestre de 2017, dotando o terminal de capacidade estática para movimentar cinco milhões de toneladas de grãos e quatro milhões e meio de toneladas de açúcar.

A ampliação do terminal da VLI na Baixada Santista envolve investimentos de 2,7 bilhões de reais para uma movimentação de 15 milhões de toneladas anuais de granéis sólidos e líquidos. Atualmente, o terminal movimenta 2,2 milhões de toneladas de enxofre e rocha fosfática e 300 mil toneladas de amônia/ano.

No ano passado, a empresa assinou contrato de adesão com a União, por intermédio da ANTAQ, para adaptação à nova Lei dos Portos. A VLI, que atua na área de logística, terminais portuários e ferrovías, tem como sócios no terminal a Vale, Mitsui, o fundo de investimentos canadense Brooksfield e a Caixa Econômica Federal (FI-FGTS).
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
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Data : 10/04/2015

EMBRAPORT INICIA OPERAÇÕES FERROVIÁRIAS EM SANTOS
Publicado em 04/13/2015 as 02:09 PM

A Embraport, maior e mais moderno terminal portuário privado do País, instalado na margem esquerda do Porto de Santos, iniciou hoje, 2 de abril, as operações ferroviárias do seu novo pátio, recém construído nas instalações do Terminal.

A operação inicial foi realizada em parceria com a MRS Logística, que é a empresa responsável pela concessão da linha férrea, e faz parte de um contrato de longo prazo com a LG para carregamento de aproximadamente 250 contêineres por semana (500 TEUs/unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

Inicialmente,  a  MRS  vai  oferecer  o  serviço  de transporte  de  cargas  dentro  das  rotas  já  utilizadas  pela companhia: Santos-Sumaré,  Santos-Vale  do  Paraíba  e  Santos-Suzano.

O pátio foi construído em uma área de 20 mil metros quadrados e recebeu investimentos de R$ 40 milhões de reais, durante seis meses de obras.

O trecho interno comportará até 900 metros de extensão em uma operação de bitola mista, que terá capacidade para movimentar 200 mil TEUs por ano. O desvio atende, inclusive, vagões "double stack" (que recebem dois contêineres empilhados).

Ernst Schulze, Presidente da Embraport, destaca que o início das operações ferroviárias faz parte do plano de expansão da empresa para se tornar um provedor logístico completo.  “É muito importante que tenhamos entreposto, serviço de ‘crossdocking’ e ferrovia. Essas facilidades levam o cliente a enxergar a Embraport como uma opção global”, destaca.

Atualmente, a ferrovia responde por apenas 2% das cargas conteneirizadas que chegam ao Porto de Santos. A meta da Embraport é que, no longo prazo, os trens respondam por até 10% das cargas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 10/04/2015

PORTO DE SANTOS: ADAPTAR-SE OU MORRER
Publicado em 04/13/2015 as 02:08 PM

A sentença é do presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço. Para ele, o Brasil terá muitos desafios pela frente, se quiser se preparar para atender à demanda gerada pelo crescimento econômico que há de vir nos próximos anos, depois de superada a atual fase de incertezas. E adverte: “Um dos principais desafios será adequar sua infraestrutura não só no que se refere ao escoamento interno das mercadorias – já que hoje 70% desse escoamento se dão por rodovias – como aumentar a capacidade de seus portos e terminais, o que significa também elevar o calado de cada um deles para receber os meganavios que vêm por aí.”

Segundo ele, recentemente um terminal do porto de Long Beach, na Costa Oeste dos Estados Unidos, inaugurado em 2011, anunciou que está em condições de receber navios de até 22 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Além disso, outros portos norte-americanos estão investindo em obras de expansão que vão permitir manobras e atracação de navios-gigantes que serão desovados por guindastes do tipo Super Post Panamax.



“Por aqui, esse objetivo ainda parece muito distante”, lamenta. E explica: “Basta ver que há poucos dias a Brasil Terminal Portuário (BTP), localizada na margem direita, na região da Alemoa, no Porto de Santos, anunciou como um grande feito o fato de passar a receber naus de 9.200 TEUs, valendo-se de um calado de 13,9 metros, a maior profundidade de berço autorizada no complexo portuário.”

Como se sabe, o calado é a altura máxima da parte do casco do navio que pode ficar submersa, ou seja, é quanto a embarcação pode afundar sem correr o risco de ficar encalhada. Portanto, quanto maior for a profundidade do porto, mais o navio poderá carregar, o que equivale a maior competitividade nas operações portuárias.

Calado de um navio. Foto capturada na internet

https://portogente.com.br/images/Calado_navio.jpg

“Em razão de suas peculiaridades, não se sabe quanto o canal do estuário santista poderá suportar em obras de dragagem para elevar o seu calado”, analisa. “Por isso, a saída seria investir na expansão em águas profundas na Baía de Santos, com a eliminação dos gastos com dragagem, mas com obras de abrigo igualmente custosas. É de se lembrar que essa tendência já se afigura irreversível, o que significa dizer que a Secretaria de Portos (SEP) não pode mais ignorá-la, sob pena de o porto vir a perder importância, já que os limites impostos à navegabilidade representam um retrocesso nos ganhos operacionais.”

Lourenço é ainda mais taxativo: “O porto pode ser excluído das correntes de comércio exterior, se não oferecer alternativas para a operação de grandes navios.”
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 10/04/2015

GRANDE PESQUISA COM O GRAFENO
Publicado em 04/13/2015 as 02:08 PM

Cresce no mundo o número de iniciativas para pesquisa do grafeno. A maior de todas é a do consórcio europeu, Europes’s Graphene Flagship. Com um orçamento de 1 bilhão de euros representa uma nova forma de pesquisa conjunta, coordenada em escala sem precedentes.

O grafeno Flagship é encarregado de reunir pesquisadores acadêmicos e industriais para levar ao espaço, em 10 anos, o grafeno do reino dos laboratórios universitários para o seio da sociedade europeia. Com isso, além de melhorar a qualidade de vida, vai  gerar crescimento econômico, novos empregos e novas oportunidades.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 11/04/2015

SOBRE RESPONSABILIDADE DO INCÊNDIO DA ULTRACARGO
Publicado em 04/13/2015 as 02:08 PM

Com o fim do incêndio nos tanques de combustíveis no terminal da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, o momento é de começar a fazer o levantamento das responsabilidades e eventuais punições. O advogado e especialista Luiz Henrique Pereira de Oliveira, presidente da Comissão de Direito Marítimo e Portuário da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo (OAB/São Paulo), destaca que pelo fato da Ultracargo exercer uma atividade de risco, o Código Civil interpreta que a empresa tem responsabilidade objetiva. "Ela (empresa) tem que se responsabilizar pelo ressarcimento dos prejuízos, ou seja, neste caso não é preciso provar se houve culpa, intenção, imprudência ou negligência. Basta comprovar que o fato, o incêndio, causou um dano", argumenta Oliveira.

O especialista lembrou ainda que as empresas e as pessoas prejudicadas podem ajuizar uma ação indenizatória com base nessa responsabilidade objetiva. "Existe um precedente de uma decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de um caso no Paraná, onde houve a explosão de um navio da Petrobras." E prossegue: "O STJ entendeu que a empresa seria responsabilizada objetivamente pelos prejuízos. Foi aplicado o princípio do Poluidor-pagador, ou seja, aquele que poluiu tem a responsabilidade de pagar."

O advogado citou que pescadores da região foram indenizados, pois ficaram impossibilitados de exercer suas atividades. "Eles tiveram prejuízos materiais e morais, já que não puderam trabalhar."

Que do grave incêndio que paralisou o Porto de Santos e atemorizou a população da Baixada Santista, região onde está o maior porto do País, não sobrem apenas rescaldos ou tanques retorcidos. Que os órgãos públicos, em todos os níveis de governo, tenham a coragem de exercer de forma magistral as suas funções, não apenas para que sejam aplicadas "multas" como forma de punição; a sociedade brasileira merece muito mais! Respeito, responsabilidade e segurança, acima de tudo.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 13/04/2015

PORTO DE NATAL ABRE NOVAS POSSIBILIDADES AOS CRUZEIROS MARÍTIMOS
Publicado em 04/13/2015 as 02:08 PM

A participação da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), na Intermodal South America, através dos seus dirigentes Emerson Fernandes Daniel Júnior (Diretor-Presidente), Gustavo Henrique Teixeira de Faria (Diretor Administrativo e Financeiro) e Hanna Yousef Emile Safieh (Diretor Técnico-Comercial), juntamente com a Gerente de Marketing da Companhia, Milena Galvão Ferreira de Souza, abriu as possibilidades do Porto de Natal passar a receber novos Cruzeiros, além dos já programados.

As empresas MSC Cruzeiros e CLIA (Cruise Lines International Association), abriram diálogo com a CODERN e estarão em Natal no dia 12 de Maio, para uma visita técnica à Companhia, com o objetivo de apresentar os dados acerca do Turismo de Cruzeiros, além de discutir a viabilidade técnica do Porto de Natal ser inserido em novas rotas de Cruzeiros Turísticos.

Secretários de Estado e do Município de Natal serão convidados a participar da visita das duas empresas, além de representantes da Receita Federal.

O estande da CODERN na intermodal, ainda recebeu a visita de representantes de outras empresas, como a Log-in, empresa de Logística que mais investe em cabotagem no Brasil; Aliança e a CMA-CGM.

A Intermodal South America, principal feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior do subcontinente, ocorreu em São Paulo, entre terça e quinta-feira. A feira contou com mais de 600 expositores de 26 países e recebeu mais de 48 mil visitantes.
Fonte : Portal Porto Gente

ABTP VAI APRESENTAR ALTERNATIVAS PARA DRAGAGEM
Publicado em 04/13/2015 as 02:07 PM

A Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) participou, no dia 9 último, de audiência pública, em São Paulo, a respeito da concessão dos acessos aquaviários aos portos, vitais para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados globalizados, e para o próprio desenvolvimento interno do País.

Presidido pelo ministro da Secretaria Nacional dos Portos (SEP), Edinho Araújo, e demais técnicos da SEP, o evento contou com cerca de 100 pessoas, entre entidades empresariais, trabalhadores, empresas de dragagem, e administradores de portos.

Como resultado da Audiência, a ABTP liderou um pedido de extensão do prazo para a apresentação das propostas – previsto, agora, para 9 de maio – que foi aceito por unanimidade. O pedido de prazo serve para que se possa aprofundar os estudos de modelos, incluindo Concessão Administrativa, Consórcio/Condomínio formado pelos terminais arrendados e privados em cada porto, o regime das PPPs mediante criação de uma SPE, e outras possibilidades que possam surgir.

“A ideia central do modelo a ser proposto é diminuir os custos portuários em relação às tarifas e a manutenção da profundidade dos canais”, diz Wilen Manteli, presidente da ABTP. “Atualmente as Cias. Docas já cobram tarifa do armador quando ingressa em um porto, que deveria viabilizar os serviços de dragagens. Já no novo modelo, esta tarifa deverá ser direcionada ao concessionário, a fim de atender os custos necessários a manutenção do canal e os serviços acessórios”, explica.

Serão desenvolvidos estudos junto a assessorias especializadas, empresas do setor de dragagem na tentativa de construir um modelo mais adequado e sustentável para o País, o qual deverá ser diferente entre portos grandes, médios e pequenos.

A ABTP pretende ouvir especialistas e conhecer experiências que deram certo no exterior e, posteriormente, debater com as suas empresas associadas. Assim, será definido o posicionamento da entidade.

“Devemos reconhecer a importante atuação do Governo em querer ouvir a comunidade, por meio da Audiência, o que nos aproxima da prática já comum nos países desenvolvidos”, diz Manteli. Assim todos os envolvidos podem sugerir propostas de modelos para a exploração dos canais marítimos.

Além de estudar alternativas para a solução dos canais de acesso, também é importante discutir uma solução para as administradoras portuárias. A situação será agravada, não só pelo centralismo imposto pela Lei 2.815/93, mas pela possível perda dos recursos da tarifa de acesso, quando for implementado o novo modelo de dragagem.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 13/04/2015

100 PRIMEIROS DIAS DO ANO SÃO POSITIVOS PARA PORTOS PARANAENSES
Publicado em 04/13/2015 as 02:07 PM

A produtividade no embarque de grãos pelo Porto de Paranaguá aumentou 33% neste ano, passando de 1,5 mil para 2,5 mil toneladas por hora. O aumento foi possível com os dois novos shiploaders adquiridos pelo Governo do Estado, um investimentos de R$ 59 milhões. Eles começaram a funcionar dia 17 de março, no aniversário de 80 anos do Porto. Até agosto, mais dois novos equipamentos substituirão antigos, que estão operando há mais de 40 anos.

O aumento da produtividade no Corredor de Exportação está entre a série de melhoria no porto, nestes primeiros 100 dias do segundo governo de Beto Richa, frutos de invesmentos e planejamento feitos nos últimos anos.

Entraram em funcionamento as novas balanças para pesagem dos caminhões e a nova iluminação (LED) da avenida portuária. Estão em andamento as obras de reforma do cais, a dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. Estão sendo implantados novos tombadores e demais componentes para descarregar cargas.

“Após conseguirmos ordenar a descarga dos grãos, equilibrar o fluxo de caminhões e zerar as filas, investimos na modernização do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá”, ressaltou o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

“O balanço destes três primeiros meses do ano é muito positivo. Entregamos todas as obras e melhorias que nos foram solicitadas pela sociedade”, disse ele. “Hoje temos um Porto mais eficiente, sem filas, desburocratizado, com licenciamento ambiental e programas jamais vistos na área de sustentabilidade”, ressaltou.

O secretário disse ainda, que a revisão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento Portuário (PDZPO) com a participação da sociedade organizada, apontou novas áreas portuárias para investimentos. “Os paranaenses podem esperar para os próximos anos mais obras, novas áreas para geração de negócios, emprego e renda, muito trabalho, gestão, diálogo e investimentos”, disse ele.

INVESTIMENTOS EM 2015 – Para este ano, a previsão do governo estadual é investir R$ 360 milhões. Estão previstos investimentos em infraestrutura marítima, infraestrutura de acostagem, infraestrutura terrestre, como a implantação de um novo sistema de combate a incêndio e a recuperação da Av. Bento Rocha, em Paranaguá.

Também estão programados investimentos em tecnologia, com a aquisição de scanners para inspeção de cargas. O meio ambiente será beneficiado com a construção da Base de Prontidão para Emergências Ambientais e ações voltadas ao monitoramento ambiental. Todos esses investimentos já encontram-se em execução.

“Nos próximos três anos faremos mensalmente uma nova entrega, seja ela, na área de tecnologia, automação, ampliação de pátios ou de projetos em execução. Ou seja, tudo aquilo que um Porto deve cuidar para permanecer e ampliar o mercado nos próximos 30 anos”, afirmou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

POSIÇÃO NO MERCADO - Entre os portos brasileiros, o Porto de Paranaguá é o 1º em exportação de farelo de soja e óleo vegetal; 2º em exportação de açúcar, milho, algodão, papel (bobina), álcool, veículos; 3º em exportação de congelados, soja e madeira.

Já em importação, o Porto de Paranaguá é o 1º em fertilizantes, o 2º em pasta e outros produtos químicos e o 3º porto do país em importação de granéis sólidos, máquinas, peças e equipamentos.

PORTO DE ANTONINA – Bom desempenho foi apresentado, também, pelo Porto de Antonina. Após um ano com o mercado em baixa, o terminal voltou a ser uma porta de saída do açúcar ensacado brasileiro, com a perspectiva de exportar um volume maior do que 2012 e 2013 somados.

O primeiro carregamento de açúcar no Porto de Antonina foi em março, com 17 mil toneladas de produto proveniente do interior de São Paulo, com destino a Angola. Até o fim do ano, a expectativa é que passem por Antonina cerca de 200 mil toneladas de açúcar.

“Fizemos a dragagem de Antonina, que devolveu os 10 metros de profundidade do canal”, diz o diretor do Porto Luiz Carlos de Souza. Com isso, navios maiores e de diferentes cargas poderão atracar em Antonina. Vamos aumentar o portfólio de produtos negociados, o que fortalece a economia local.

Outra boa notícia para a cidade foi a licitação da área para arrendamento a uma empresa privada. O porto paranaense é o primeiro do Brasil a receber, da Secretaria de Portos (SEP), a autorização para licitar uma área portuária, em conformidade com a nova Lei dos Portos. Na área a ser licitada está prevista a instalação de uma indústria metal-mecânica, com investimentos de R$ 20 milhões e a geração de pelo menos 100 novos postos de trabalho.

Já a empresa russa Uralkali anunciou este ano um investimento de mais de R$ 160 milhões na área logística do Porto de Antonina, ao longo dos próximos quatro anos. Os investimentos devem dobrar a capacidade de descarregamento de fertilizantes do Porto de Antonina e incluem a construção de um novo berço de atracação no Terminal Ponta do Felix, dois novos armazéns de 120 mil toneladas e a melhoria do sistema de movimentação de cargas.

Com a obra, a capacidade de importação do terminal passa das atuais 2 milhões de toneladas para 4 milhões de toneladas por ano.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 13/04/2015

DIREÇÃO DA ANTAQ VISITA TERMINAIS DO COMPLEXO SANTISTA
Publicado em 04/13/2015 as 02:06 PM

Objetivo das visitas é permitir que os dirigentes da Antaq conheçam, in loco, as instalações do Porto

Diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor, realizam desde quinta-feira(9) uma série de visitas a terminais e prestadores de serviços do Porto Santos. Nesta sexta-feira(10), os dirigentes se reúnem com executivos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, e com usuários do complexo marítimo.

O grupo da Antaq é integrado pelo diretor-geral Mario Povia, os diretores Fernando Fonseca e Adalberto Tokarski, o chefe da unidade regional de São Paulo, Guilherme da Costa Silva, e o chefe do posto avançado de Santos, Daniel Alves dos Santos.

Segundo assessores da Antaq, o objetivo das visitas é permitir que os dirigentes da Antaq conheçam, in loco, as instalações do Porto e seus projetos de investimento. Ontem, eles estiveram no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), da VLI, no Canal de Piaçaguera, no Terminal de Granéis de Guarujá (TGG) e nas unidades da Embraport, da Caramuru, da Cosan, do Ecoporto Santos e da Brasil Terminal Portuário (BTP).



Dirigentes da agência reguladora conheceram terminais de granéis e de contêineres do Porto de Santos

O grupo conhecerá o estaleiro do Grupo Wilson Sons e seu centro de treinamento para tripulantes, ambos em Guarujá. No final da tarde, está programada a reunião com usuários do Porto, como exportadores de café e açúcar. O encontro também será na sede da Autoridade Portuária de Santos, na Cidade.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/04/2015

SENADOR CRITICA RESTRIÇÃO VIÁRIA DURANTE INCÊNDIO NA ALEMOA
Publicado em 04/13/2015 as 02:06 PM

Para José Medeiros, operações do complexo estão sendo tratadas com uma visão “local”



José Medeiros (à direita) se reuniu com Prefeito de Santos



A proibição do tráfego de caminhões na Margem Direita do Porto, em Santos, foi criticada pelo senador José Medeiros (PPS), de Mato Grosso. Para ele, essa interdição e os demais reflexos do incêndio nos tanques de granéis líquidos do terminal da Ultracargo, localizado na retroárea do cais santista, nas operações do complexo marítimo, estão sendo tratadas com uma visão “local”.

“Está faltando um olhar nacional. Não é um incêndio em Santos, mas no Porto por onde passa a economia brasileira”, destacou o parlamentar.

Ligado ao setor agrícola de seu estado, o senador chegou à Cidade em um helicóptero. Durante a viagem, conseguiu sobrevoar o pátio de tancagem da Ultracargo. Em solo, seguiu diretamente à Prefeitura de Santos, onde se reuniu com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa e encontrou outros integrantes do gabinete de crise, que tratam do combate ao incêndio.

Com Barbosa, Medeiros defendeu a liberação do tráfego de caminhões ou, ao menos, uma maior flexibilização da restrição. Com a medida, uma parcela mínima dos 5 mil veículos de carga que trafegam pela Margem Direita do Porto diariamente consegue chegar aos terminais.

“Nós, no Mato Grosso, estamos tendo um problema de logística muito sério porque estamos com cargas sem poder ser escoada. O prejuízo médio é de R$ 2,5 milhões por dia entre os produtores. Nós respeitamos o comitê de crise, mas entendemos que tem outras alternativas que podem ser estudadas. Isso não é um problema só de Santos ou um problema só de São Paulo. É um problema do Brasil. Nós estamos falando da economia do País”. Apesar dos pedidos do senador, o prefeito manteve a restrição aos veículos de carga.

Em nota, Paulo Alexandre Barbosa explicou que “o bloqueio dos caminhões resultou de uma decisão colegiada do Gabinete de Integração diante de uma situação emergencial. Foi uma medida de segurança, provocada pelo incêndio no Terminal da Ultracargo, na Alemoa, que obrigou a interdição da via de acesso portuário. Ressaltei que o trânsito para a Margem Esquerda do Porto, onde se localizam importantes terminais portuários que movimentam cargas oriundas do Agronegócio, não sofreu quaisquer limitações. Esclareci ao senador que compreendo e me solidarizo com a situação dos produtores de grãos do Mato Grosso, mas que, entre garantir a entrada das cargas no Porto de Santos e preservar a segurança e a mobilidade dos santistas, como prefeito ficarei sempre ao lado da minha população. As pessoas estão acima das cargas”.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/04/2015

PROPOSTA PREVÊ GESTÃO CONDOMINIAL NO CANAL DE NAVEGAÇÃO
Publicado em 04/13/2015 as 02:04 PM

Modelo foi sugerido para a administração privada dos canais de acesso aos portos brasileiros

Um modelo em que arrendatários e operadores sejam responsáveis pela dragagem do canal do Porto de Santos e pela manutenção de suas profundidades. Esta foi a proposta apresentada quinta-feira(9) pelos consultores portuários Frederico Bussinger e Sérgio Aquino, durante a audiência pública promovida pela Secretaria de Portos (SEP) para discutir a concessão, à iniciativa privada, dos canais de acesso aos complexos marítimos. No próximo mês, o tema voltará a ser discutido pela comunidade portuária.

A audiência tinha por finalidade promover o debater do tema com profissionais do setor, a fim de se formatar o modelo de concessão. No entanto, após um pedido do presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, o ministro dos Portos, Edinho Araújo, resolveu realizar uma nova audiência pública.

A próxima sessão acontecerá na primeira quinzena do próximo mês. A expectativa é de que ocorra em Brasília ou no Rio de Janeiro. “Como é um tema palpitante, que poderá gerar uma decisão histórica, nós estamos considerando ampliar o prazo por mais 20 dias e vamos fazer uma outra audiência pública para que todos os atores possam trazer uma contribuição efetiva. Mesmo assim, este encontro foi muito proveitoso e tenho certeza que teremos muitas contribuições”, afirmou o ministro.

Sobre os modelos de concessão, Bussinger defendeu a criação de uma empresa responsável pela execução da dragagem, pelo seu planejamento e pela garantia das condições de projeto. “O que eu trouxe foi um modelo alternativo de condomínio. Ou seja, constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), onde os arrendatários são sócios obrigatoriamente e os operadores são sócios facultativos. Porque ele é sócio obrigatório? Porque eu entendo que a manutenção do canal é imprescindível para que o opere. E a operação, para que o arrendamento funcione. Portanto, uma coisa está ligada à outra umbilicalmente”.

O consultor frisa que a proposta mantém a figura da administração portuária. “Segue existindo o Plano Nacional de Logística Portuária, o Plano Mestre e o PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento)que definem que tipo de canal e bacia de evolução eu tenho. E na outra ponta segue a Marinha com o papel dela e a administração do Porto no sentido de se homologar o calado. Nesse aspecto não mudou nada e a lógica disso é simples: é o olho do dono que engorda o gado”.

Audiência pública reuniu especialistas, empresários e autoridades portuárias



Condomínio ou PPP

Aquino tem a mesma opinião de Bussinger, mas, para ele, a solução condominial é viável apenas em alguns portos, como o de Santos, com grande número de empresas arrendatárias e operadoras.

Em outros complexos portuários, ele defende Parcerias Público-Privadas (PPP). Em ambos os casos, a concessão da dragagem sugere uma nova discussão sobre o papel das companhias docas.

“Não tem mais jeito de se fugir do embate de se rediscutir funções e estruturas das atividades portuárias. É lógico que, no mundo inteiro, o coerente é a administração portuária ser responsável por tudo isso. Só que o engessamento burocrático brasileiro está inviabilizando essas figuras. Então, nós temos que pensar em uma nova roupagem para a administração, caminhando para autoridade fiscalizadora e planejadora, menos executora”, afirmou Aquino.

Para o presidente da ABTP, Wilen Manteli, é muito cedo para a definição de um modelo de concessão para a dragagem. “É preciso avaliar qual é o modelo, se é uma concessão, uma PPP, um consórcio ou outra atividade. E outra, tem o impacto nas Docas que já estão com problema sério de receita e isso exige a reestruturação delas”, destacou.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/04/2015

PORTOS SERÃO PARCEIROS DOS EUA
Publicado em 04/09/2015 as 03:51 PM

O governo de Pernambuco vai ampliar a movimentação dos negócios com os Estados Unidos por meio dos portos do Recife e de Suape.

Foi assinado ontem, em São Paulo, o protocolo de intenções com o porto de Miami, ainda pouco explorado pelo estado nas boas relações com o país norte-americano. Por aqui, o porto do Recife será, de imediato, utilizado para movimentar os cruzeiros e o trade turístico, inclusive Pernambuco será vendido com força como destino turístico para os norte-americanos. Já o porto de Suape centralizará as relações comerciais (cargas). Por enquanto, apenas o potencial turístico será explorado. Para Suape, será realizado um estudo que identifique o potencial de negócios entre as portos, verificando possíveis negócios que gerem incremento para ambos.

“É um gesto de simpatia mútua, de interesses. O Porto de Miami é público como os de Pernambuco, que se insere num contexto de captação de negócios. Hoje, foi a assinatura de um pedaço de papel. Mas o que importa é a intenção por trás”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões.

O diretor de gestão portuária do Complexo Industrial Portuário de Suape, Paulo Coimbra, falou do potencial que o porto de Suape tem de aprender com o nível de performance que o porto de Miami atua. “É uma referência tanto para o setor turístico quanto para o transporte de cargas. E isso vai ajudar a desenvolver as potencialidades de Suape. Esse estudo sobre os instrumentos que poderemos explorar com a parceria trará muitas vantagens para o estado”, destacou. “O porto de Miami tem uma dinâmica diferente de Suape. Lá, 50% da carga movimentada chega e sai via ferrovias. Aqui, nossa infraestrutura é 100% rodoviária, o que encarece frete e eleva o risco de acidentes.
Fonte : Diário de Pernambuco
Data : 09/04/2015

PETROQUÍMICA PARALISA OPERAÇÃO EM SUAPE
Publicado em 04/09/2015 as 03:50 PM

ATIVIDADES devem ser retomadas apenas no próximo dia 25, conforme cronograma apresentado pela estatal

A produção de resina PET da PetroquímicaSuape (PQS), situada no Complexo Industrial Portuário de Suape, está parada. Segundo informações de fontes ligadas à empresa, o motivo da paralisação seria a dificuldade em comercializar o produto, cujo volume de vendas caiu nos últimos meses. A linha de PET parou de funcionar á cerca de dez dias e, por consequência, a produção de PTA a matéria-prima utilizada na fabricação das resinas -, também estagnou. “Eles (a direção a empresa) disseram que as atividades seriam retomadas o dia 25 de abril”, afirmou ma fonte, que preferiu não ser identificada. De acordo com as fontes consultadas pela reportagem, a arada pode estar relacionada uma estratégia comercial em virtude da baixa demanda nos cercados interno e externo, omo forma de evitar o acúmulo de estoque. De um lado, om o fim do verão, a resina ofre queda na demanda, por ser utilizada na produção de embalagens. Por outro, o produto também estaria enfrenando dificuldades de negociação no mercado externo, em virtude do desaquecimento das economias latino-americanas, alvos principais das exportações. A queda nas vendas acontece antes mesmo da inauguração da segunda linha de produção de resina PET, que vai elevar a produção para 450 mil toneladas por ano. Atualmente, a primeira linha produz 225 mil toneladas anuais. Procurada pela reportagem, a Petrobras, que controla a PetroquímicaSuape, informou que “tanto a planta de PTA como a de resina PET estão emparada programada, um procedimento operacional que ocorre em toda a atividade produtiva”. A estatal informou que essa é a “primeira parada de manutenção da resina PET e que, em função da produção de PTA ser destinada à fabricação de resinas e dos custos do procedimento, realizou-se as operações de forma simultânea”. A Petrobras ressaltou que a produção não foi fechada e que a unidade continua vendendo a resina PET. A empresa confirmou a retomada da PTA em 25 de abril, mas informou que a linha da PET só voltará às atividades em maio.

EMPREGADOS
Enquanto as atividades não são retomadas, os 120 funcionários diretos e 60 terceirizados atuam nas atividades de manutenção do maquinário. Além da falta de informação sobre os rumos da empresa após o término da paralisação, os funcionários convivem com outros problemas dentro da planta. Hoje, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Petroquímicas de Ipojuca participa de audiência no Ministério Público do Trabalho de Pernambuco sobre a carga horária dos trabalhadores. Em setembro do ano passado, a PQS aboliu os turnos de 12 horas diários, por vezes acrescidos de horas extras, aos quais os funcionários eram submetidos. Entretanto, algumas distorções continuam sendo praticadas, segundo a entidade. “Alguns cargos permanecem com o turno de 12 horas”, informou a coordenadora do sindicato, Júlia Renvenuto.

Folha resume
O baixo volume de vendas das resinas PET - utilizadas na produção de embalagens, sobretudo, de bebidas como refrigerantes, águas, sucos - pode ter impactado a operação da PetroquímicaSuape, que está paralisada há pelo menos dez dias. A parada teria como objetivo evitar o acúmulo de estoque.

Saiba mais
PQS - O Complexo PQS, formado pela Companhia Petroquímica de Pernambuco e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco é um importante polo de produção de poliéster da América do Sul.

Motivo estaria relacionado à dificuldade nas venda
Fonte : Folha de Pernambuco
Data : 09/04/2015

Norship: trabalhadores iniciam paralisação

¦SINDMETAL-PE pediu o bloqueio dos pagamentos dos estaleiros Vard Promar e EAS à empresa para sanar as dívidas

Cerca de 130 trabalhadores da empresa Norship Metal Indústria, localizada no Cabo de Santo Agostinho, estão de braços cruzados por tempo indeterminado. Os funcionários protestam contra a falta do pagamento dos salários e das rescisões de aproximadamente 90 pessoas, que foram demitidas em dezembro do ano passado, além de problemas no pagamento do Fundo de Garantia (FGTS) e do INSS, atrasados desde o começo de 2014. O Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) pediu o bloqueio dos pagamentos dos estaleiros Vard Promar e Atlântico Sul (EAS) à Norship para sanar as dívidas trabalhistas. De acordo como presidente do Sindimetal-PE, Henrique Gomes, os estaleiros sinalizaram o bloqueio de R$ 380 mil, no caso do EAS e de R$ 100 mil, do Vard Promar, para repasse aos trabalhadores que atuavam dentro das empresas nas atividades de montagem de equipamentos. “O pagamento já deveria ter ocorrido, segundo o acordo que fizemos. Teremos uma nova reunião com os estaleiros amanhã (hoje) para avançar nos termos”. O representante da classe das empresas estavam aguardando uma lista dos funcionários e dos valores devidos pela Norship. Segundo o sindicato, outras empresas que atuam na área de montagem dos estaleiros estariam com problemas de pagamentos e demitindo funcionários. O quadro seria um desdobramento d crise da Petrobras, que respingou no setor naval brasileiro Por consequência dos abalo da estatal, a Transpetro, subsidiária da petrolífera e a Sete Brasil, que pertence ao grupo teriam suspendido pagamento às contratadas. No caso do EAS, Gomes lembra que, em 2011, a empresa chegou a ter 11 mil funcionários e atualmente estaria co menos de cinco mil. Além d forçar demissões, o déficit n caixa estaria atrapalhando o repasses aos fornecedores locais, inclusive à Norship. A reportagem não conseguiu contato com a Norship Procurados, os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar não s pronunciaram até o encerramento desta edição.

Folha resume
Cerca de 130 trabalhadores da empresa Norship Metal Indústria, localizada no Cabo de Santo Agostinho, estão de braços cruzados por tempo indeterminado. Os funcionários protestamcontra a falta do pagamento dos salários e das rescisões de aproximadamente 90 pessoas, que foram demitidas em dezembro do ano passado, além de problemas no pagamento do Fundo de Garantia (FGTS) e do INSS, atrasados desde o começo de 2014. O Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) pediu o bloqueio dos pagamentos dos estaleiros Vard Promar e Atlântico Sul (EAS) à Norship para sanar as dívidas trabalhistas. De acordo como presidente do Sindimetal-PE, Henrique Gomes, os estaleiros sinalizaram o bloqueio de R$ 380 mil, no caso do EAS e de R$ 100mil, do Vard Promar, para repasse aos trabalhadores que atuavam dentro das empresas nas atividades de montagem de equipamentos. “O pagamento já deveria ter ocorrido, segundo o acordo que fizemos. Teremos uma nova reunião com os estaleiros amanhã (hoje) para avançar nos termos”. O representante da classe das empresas estavam aguardando uma lista dos funcionários e dos valores devidos pela Norship. Segundo o sindicato, outras empresas que atuamna área de montagem dos estaleiros estariam com problemas de pagamentos e demitindo funcionários. O quadr seria um desdobramento d crise da Petrobras, que respingou no setor naval brasileiro Por consequência dos abalo da estatal, a Transpetro, subsidiária da petrolífera e a Sete Brasil, que pertence ao grupo teriamsuspendido pagamento às contratadas. No caso do EAS, Gomes lembra que, em 2011, a empresa chegou a ter 11 mil funcionários e atualmente estaria co menos de cinco mil. Além d forçar demissões, o déficit n caixa estaria atrapalhando o repasses aos fornecedores locais, inclusive à Norship. A reportagem não conseguiu contato com a Norship Procurados, os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar não s pronunciaram até o encerramento desta edição.

Folha resume
A crise da Petrobras respingou no setor naval brasileiro e atingiu mais uma terceirizada. Por problemas com caixa, a Norship não vem honrando os seus compromissos trabalhistas. Os funcionários protestam contra a falta do pagamento dos salários e das rescisões de aproximadamente 90 pessoas, demitidas em dezembro.

Saiba mais
DEMISSÕES - Segundo o Sindmetal, de janeiro a fevereiro deste ano o EAS demitiu cerca de 200 trabalhadores. De agosto do ano passado a fevereiro deste ano foram cerca de 500 demissões.

Problemas trabalhistas na empresa encadearam a greve
Fonte : Folha de Pernambuco
Data : 09/04/2015

ESTADO DE OLHO NO POTENCIAL DE MIAMI
Publicado em 04/09/2015 as 03:50 PM

Pernambuco quer intensificar as relações comerciais entre os portos de Suape, Recife e Miami.

Ontem, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Thiago Norões, assinou protocolo de intenções entre as unidades. A parceria deve ampliar o recebimento de cargas vindas de fora e as atividades de cabotagem - movimentação entre portos nacionais - em Suape, uma vez que o Porto de Miami é o 11° em movimentação nos Estados Unidos. Para o Porto do Recife, o acordo abre novas oportunidades de atração de cruzeiros vindos do porto da capital mundial desse tipo de passeio. Com a assinatura do protocolo, os terminais iniciarão uma pesquisa de marketing para mapear oportunidades de aumento de cargas e passageiros. Segundo o presidente do Porto do Recife, Olavo de Andrade Lima Neto, ainda não é possível prever qual será o impacto da aproximação com Miami na movimentação de passageiros “Estamos concluindo as negociações junto às operadoras”, comentou. O vice-presidente de Suape, Bernardo D’Almeida adiantou pelo menos dois projetos envolvendo Suape e Miami que serão iniciados. O primeiro é a preparação das micros e pequenas empresas para exportação, sobretudo, as unidades dos polos têxtil e gesseiro. O segundo terá foco na consolidação de cargas para exportação voltada aos pequenos produtores do Estado. No primeiro bimestre, o Porto de Suape registrou recorde de movimentação com 3,19 milhões de toneladas de cargas, 23,6% a mais que o mesmo período de 2014.
Fonte : Folha de Pernambuco
Data : 09/04/2015

SISTEMA PROMETE AGILIZAR RECEBIMENTO DE CARGA DO POLO INDUSTRIAL E COMÉRCIO
Publicado em 04/09/2015 as 03:50 PM

O uso do programa fará com que a carga passe por um pré gate, onde haverá vistoria física e documental

Como parte do pacote de investimentos e melhorias previstas para 2015/2016, o Grupo Chibatão acaba de implantar um sistema que vai agilizar o recebimento de cargas vindas do comércio da capital e do Polo Industrial de Manaus em seu terminal portuário.

Com o intuito de evitar filas nas entradas do terminal (gates), o Porto Chibatão otimizou seu processo de recebimento de cargas com a validação de documentos online e consequentemente ganhou tempo nas operações portuárias o Software Modal Web já está sendo usado nas instalações do terminal.

O uso do programa fará com que a carga passe por um pré gate, onde haverá vistoria física e documental, se os documentos estiverem de acordo com dados fornecidos pelo sistema, que serão visualizados com auxilio de tablets, a carga/contêiner poderá se dirigir ao gate de entrada. Caso o contrário será posicionada em área especifica para verificação da divergência.

Sem o sistema online as transportadoras permaneciam na espera por até 32 minutos. Hoje as cargas que geram qualquer não conformidade documental ou física são retiradas do gate na pré entrada para ceder vez ao que está com documentação correta.

O diretor- executivo afirmou que se todos os tramites de verificação forem cumpridos corretamente e os dados online e físicos forem confirmados, o recebimento de uma unidade de carga deve levar apenas cinco minutos. Haverá ganho também para o transportador que irá aumentar a produtividade de transporte, assim melhorando sua margem de contribuição.

*Com informações da assessoria de comunicação.
Fonte : A Crítica
Data : 09/04/2015

CONCESSÕES RODOVIÁRIAS SUPREM FALTA DE VERBAS OFICIAIS
Publicado em 04/09/2015 as 03:49 PM

Washington Luiz, presidente deposto por Getulio Vargas em 1930, afirmava que governar o Brasil era, antes de tudo, construir estradas.

Certamente tinha em mente o gigantesco território nacional e as necessidades do País em ter comunicações terrestres, além das hidrovias e ferrovias, então as preferidas e que movimentavam as riquezas e a população nacional em todos os quadrantes. Passados 84 anos, o Brasil carece de uma malha rodoviária maior, melhor e em outras direções, além, é claro, de maiores, melhores e qualificados portos, aeroportos e ferrovias.

Por isso mesmo e deixando de lado qualquer ranço ideológico, o governo federal divulgou que mais 2.200 quilômetros de rodovias federais devem ser transferidos para operação da iniciativa privada no curto prazo. Da mesma forma, o governo de São Paulo está aberto para estudar novas rodovias sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem que possam ser entregues à iniciativa privada, uma vez que a crise fiscal tem dificultado investimentos públicos. Para algumas autoridades, as concessões são muito bem-vindas neste momento de restrição orçamentária e perda de arrecadação fiscal.

Se isso acontece no estado mais rico do Brasil, o que dirá nos outros, aí incluindo-se o Rio Grande do Sul. O governo paulista entregará, ainda em abril, a concessão da rodovia dos Tamoios (SP-099), em forma de Parceria Público-Privada (PPP), para o consórcio vencedor da licitação, o Consórcio Litoral Norte, liderado pela construtora Queiroz Galvão.

A principal obra prevista é a duplicação do trecho de serra, que terá investimento de R$ 2,9 bilhões. A concessão da Nova Tamoios foi patrocinada com participação do governo paulista com aporte de recursos e contraprestação, além da cobrança de pedágios. A prioridade de São Paulo é manter investimentos e, para isso, o governo está racionalizando recursos, cortando cargos em comissão e parte do custeio. Além disso, há um outro foco que é o de interligar as rodovias a outros modais, como ferrovias, hidrovias e dutovias, utilizadas para o transporte do etanol.

Com certeza que esse modelo serve bem para o Rio Grande do Sul, endividado há décadas e que pouco ou quase nada constrói em termos de infraestrutura. Também é de se aplaudir o fato de que o governo federal retomará as concessões ferroviárias e aeroportuárias no segundo semestre. O nosso Estado tem aeroportos no Interior de médio porte e que podem ser atrativos para viabilizar investimentos e novos negócios e garantir uma operação sem dispêndio de recursos públicos, caso concedidos para a iniciativa privada. Apesar de a presidente Dilma Rousseff (PT), não sem uma certa dose de razão, lembrar que Nordeste e o Norte precisam de mais investimentos do que o Sul e o Sudeste, é preciso reforçar as condições de infraestrutura de transporte em todas as regiões do País, mesmo as mais desenvolvidas.

É fundamental investir para expandir a malha rodoviária e dar condições de escoamento da atividade produtiva nas áreas que ainda não estão bem atendidas e trabalhar na integração dos modais aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário. Desde sempre sabe-se que há muito o que fazer para essa integração. No entanto, antes mesmo de integrar, é preciso a introdução de equipamentos modernos no Brasil. Necessitamos criar operações modais eficientes. Primeiro torná-las modernas e só depois fazer elas se integrarem.
Fonte : Jornal do Comércio – POA
Data : 09/04/2015

CONCLUSÃO DA PLATAFORMA P-74 SERÁ POSTERGADA
Publicado em 04/09/2015 as 03:49 PM

Estaleiro EBR, no município de São José do Norte, projeta quase que triplicar mão de obra empregada até outubro.

A previsão era de que a plataforma de petróleo P-74, encomendada pela Petrobras e que será finalizada pelo grupo Estaleiros do Brasil (EBR) em São José do Norte, fosse entregue em dezembro deste ano. No entanto, o presidente do EBR, Mauricio Godoy, revela que está sendo discutida com a estatal uma redefinição quanto ao prazo do contrato. Agora, a perspectiva é que o término da estrutura ocorra em meados de 2016, porém essa projeção ainda precisará ser ratificada.

Godoy ressalta que se trata de uma prorrogação não muito longa, devido a ajustes no projeto, e acrescenta que a obra está sendo desenvolvida em um bom ritmo. O presidente do EBR detalha que o complexo do estaleiro está na sua fase final de construção e, ao mesmo tempo, estão sendo conduzidos trabalhos quanto aos módulos da plataforma. O casco da P-74, que está sendo preparado no Rio de Janeiro, deve chegar ao Estado para a integração da estrutura na metade deste ano.

Atualmente, o estaleiro registra uma mão de obra de cerca de 1,1 mil pessoas. A expectativa é que para as próximas ações na P-74 chegue-se a cerca de 3 mil trabalhadores até outubro. A notícia é animadora para a Metade Sul gaúcha que sofre com as incertezas geradas pela Operação Lava Jato no segmento da indústria de óleo e gás. No caso do estaleiro de São José do Norte, conforme Godoy, o empreendimento "segue forte, com ritmo acelerado". No entanto, o dirigente informa que a companhia continua investindo no complexo através de recursos próprios. O grupo aguarda pelo financiamento do Fundo da Marinha Mercante. Godoy diz que a empresa vem insistindo na urgência desse empréstimo, porque já foram aportados mais de R$ 400 milhões na iniciativa.

O EBR tem aprovado pelo Fundo da Marinha Mercante, mas ainda não liberado, um financiamento de R$ 280 milhões. Essa foi uma das questões tratadas durante o encontro entre Godoy e o governador José Ivo Sartori, realizado ontem no Palácio Piratini. O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, esclarece que o governo gaúcho fará a ligação entre a União e a empresa para tratar do assunto. "É um recurso que dará um fôlego financeiro, principalmente, para (a empresa) se capitalizar de novo e poder cumprir compromissos com fornecedores", ressalta Branco. O secretário reitera que o financiamento já foi aprovado e o que está se solicitando é agilidade na liberação desse dinheiro. Outro pedido feito pelo EBR é que o Executivo gaúcho auxilie na obtenção da licença de operação definitiva do estaleiro com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Atualmente, o complexo possui uma licença de operação parcial.

Apesar de ainda aguardar o licenciamento definitivo, outro obstáculo que poderia atrapalhar o desenvolvimento do estaleiro em São José do Norte parece que ficou para trás. Recentemente, o grupo Setal (sócio do estaleiro EBR), que estava com o seu cadastro suspenso na Petrobras e implicado na Operação Lava Jato, estava impedido de prestar serviço para a estatal. Contudo, a empresa acertou um acordo de leniência (quando o infrator tem as penalidades atenuadas devido à sua colaboração) com a Justiça. Godoy argumenta que o acordo evitou que o EBR não participasse de futuras licitações.

"Estamos ansiosos por novas oportunidades para dar continuidade ao estaleiro", frisa. Mas o executivo admite que toda a turbulência no setor de óleo e gás no País ainda demorará para acabar. Godoy afirma que o segmento está confiante quanto ao plano de investimento previsto para a área e no crescimento que se vislumbra. Entretanto, o receio é de que ainda serão enfrentados vários meses de dificuldade pela frente.
Fonte : Jornal do Comércio – POA
Data : 09/04/2015

PROJETO NO ESTALEIRO SÓ VOLTA A DIVIDIR OPINIÕES
Publicado em 04/09/2015 as 03:49 PM

Maioria das manifestações do público foi contra o empreendimento.

Cerca de 200 pessoas participaram ontem à noite da primeira audiência pública para debater o novo projeto para a área do Antigo Estaleiro Só. As discussões sobre o empreendimento, chamado Parque do Pontal, foram acaloradas e dividiram a plateia que lotou o salão do Jockey Club.

Entretanto, foi perceptível que a maioria das pessoas era contra a proposta - ao longo de três horas, foram mais de 20 manifestações de lideranças comunitárias, ambientalistas, moradores da região e vereadores, sendo que apenas três demonstraram apoio ao projeto, além dos empreendedores.

A apresentação do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do Pontal revelou a construção de um shopping center de 17 mil metros quadrados e a urbanização de uma área verde de 36 mil m2 (3,6 hectares) na avenida Padre Cacique, 2.893, no bairro Cristal, Zona Sul da Capital.

O projeto prevê ainda uma torre comercial de 82 metros de altura - as maquetes eletrônicas da construção, entretanto, mostram o que parecem ser duas torres. De acordo com a arquiteta responsável Clarice Debiagi, a torre é única, mas se divide, no topo, em duas.

O estudo, que levou dois anos para ser concluído, considerou aspectos ambientais, culturais e de tráfego. O projeto inclui a instalação de 3.570 metros de ciclovia, sendo que 400 metros estariam entre a avenida Padre Cacique e a Diário de Notícias, e a criação de 119 vagas para bicicletas. Faixas adicionais de tráfego nas principais avenidas no entorno do empreendimento também estão previstas. O investimento total será de R$ 155 milhões.

O principal questionamento do público foi o acesso à orla do Guaíba. Os líderes comunitários temem uma privatização do espaço, embora os empreendedores garantam que a área será devolvida à população e será de uso público.

Também houve considerações sobre o aumento do tráfego de veículos - estão previstas 1.721 vagas de estacionamento privadas e 105 públicas -, congestionamentos e o perigo de inundações, possíveis em margens de rios e lagos.

O presidente do Movimento Menino Deus Sustentável, Ivo Krauspenhar, classificou o projeto como "escandaloso" e disse que se trata de uma agressão a Porto Alegre. "Por que precisamos de um prédio de 22 andares para termos uma praça pública? Uma área de convivência não exige uma torre comercial", apontou.

A representante dos moradores da Zona Sul no Conselho Municipal do Plano Diretor, Anadir Alba, reiterou a ideia de que a orla do Guaíba, além de ser um espaço de preservação permanente, é pública e pertence à população porto-alegrense. A arquiteta Clarice Debiagi rebateu as críticas de maneira categórica. "A orla é e continuará sendo pública." Clarice também destacou que é interesse do empreendedor um ambiente seguro no local.

Líder da Vila Tronco é a favor pela geração de empregos

Poucos participantes discursaram a favor do projeto na área do antigo Estaleiro Só. Mas em meio à plateia, havia dois cartazes com os dizeres "Apoiamos o projeto do Parque do Pontal. Queremos que essa área abandonada se transforme em uma nova área de lazer da cidade" e "Sim, Porto Alegre quer o Parque do Pontal. A cidade merece esse presente!" As faixas foram erguidas de maneira fervorosa pelo engenheiro químico Jair Oliveira e pelo especialista em marketing Julio Azeredo. Ambos estavam entusiasmados. "Claro que gostaríamos que a área fosse pública, mas do jeito que está não tem como, é inviável passar por lá à noite", explicou Azeredo. Oliveira também crê que Porto Alegre merece a obra, que classifica como um presente.

O presidente da Associação de Moradores da Vila Tronco-Postão, Michael Santos, fez a principal fala em apoio ao projeto. "Ninguém está considerando a quantidade de empregos que seriam gerados na região durante e depois da construção." Para ele, a obra, além de devolver o espaço abandonado à cidade, trará esperança a famílias de baixa renda do Cristal. Além de Santos, discursaram a favor os vereadores Márcio Bins Ely (PDT) e Airto Ferronato (PSB).
Fonte : Jornal do Comércio – POA
Data : 09/04/2015

REVIRAVOLTA CAUSA DEMISSÕES NA INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA
Publicado em 04/09/2015 as 03:47 PM

A indústria naval brasileira viveu uma reviravolta nos últimos tempos.

Da euforia da retomada na última década, quando crescia 19,5% ao ano, o setor passou a um quadro de demissões em massa e incertezas, em razão dos casos de corrupção que assolam a Petrobras e parte de seus fornecedores. A recuperação do setor, praticamente inexistente desde os anos 1980, foi um dos pilares do governo de Luiz Inácio Lula da Silva desde o primeiro mandato, em 2003, quando anunciou em palanques a construção de plataformas para a Petrobras no País.

A medida era parte da política de conteúdo local, impulsionada pela oferta de financiamento público farto. Da pujança naval - decantada em discursos de Lula e da presidente Dilma Rousseff durante as dezenas de visitas aos empreendimentos - resta agora apenas a lembrança das promessas e o silêncio das autoridades, além de milhares de trabalhadores desempregados nos estaleiros do País.

Desde o início do ano passado, quando a crise no setor se agravou, os estaleiros já demitiram cerca de 28 mil trabalhadores. Se somar os reflexos no setor de máquinas e equipamentos, o número de desempregados já supera os 34 mil. E a crise não deve parar por aí. Estima-se que ao menos outros 12,2 mil empregos estão em xeque nos principais polos navais do Brasil, dizem os sindicatos.

Os pequenos municípios de Maragojipe, na Bahia, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, ajudam a ilustrar esse cenário. Nas duas localidades, as demissões já se refletem na economia, com piora nas condições de vida, queda no faturamento do comércio e paralisação de obras de infraestrutura. O corte de vagas é resultado do cancelamento de encomendas da Petrobras, com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Há ainda o imbróglio envolvendo a Sete Brasil, criada para construir 29 sondas para o pré-sal e que tem a Petrobras entre seus sócios. Citada na delação premiada de Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, a Sete Brasil - que teria recebido propina de estaleiros - enfrenta problemas de caixa em razão do atraso do Bndes em liberar um financiamento de US$ 21 bilhões.

A crise já forçou um dos bancos a solicitar pagamento antecipado de um empréstimo-ponte ao Fundo Garantidor da Construção Naval até o mês que vem. A Sete disse que contratou auditoria externa, que concluiu que todos os contratos desde o início de operação "estavam dentro dos padrões e preços praticados no mercado internacional". Segundo especialistas do setor, o cenário é mais complexo, porque boa parte dos estaleiros tem como controladores construtoras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras na formação de cartel.

"Não vejo solução imediata. A Sete Brasil não tem que ser destruída em função de atos errados de seus executivos", avalia Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval, o sindicato que reúne os estaleiros. "Não podemos perder o que conquistamos nesses últimos anos em termos de capacitação tecnológica e de mão de obra", diz. Em 2003, o setor naval gerava 7 mil empregos e hoje emprega mais de 79 mil.

Especialistas avaliam que alguns estaleiros terão de fechar as portas, e as encomendas serão reduzidas. Até então, com a perspectiva de dobrar a produção de petróleo até 2020 pela Petrobras, a previsão era de investimentos de US$ 100 bilhões na indústria naval até 2020. O coordenador da graduação em Engenharia do Ibmec-RJ, Altair Ferreira Filho, lembra que Petrobras e fornecedores respondiam, em 2012, por 13% do PIB. "Vai ter um freio de arrumação, e alguns dos 11 maiores estaleiros atuais deverão desaparecer. Mas é preciso alguma ação do governo para preservar o que já foi conquistado."

Envolvida em denúncias de corrupção, a Petrobras reduziu os investimentos em 30% neste ano, para US$ 31 bilhões, e trabalha na redução de seu novo plano de negócios, o que já é sentido pelos estaleiros. Além disso, a crise financeira na Sete Brasil afetou em cheio cinco estaleiros no País, que estão sem receber desde novembro: a dívida chega a US$ 1,25 bilhão, segundo fontes.

Um dos casos mais graves é o do estaleiro Paraguaçu, em Maragojipe (BA), que, após ter 7.200 trabalhadores, conta hoje com apenas 576 operários. A empresa é controlada por Odebrecht, OAS e UTC - proibidas de serem contratadas pela Petrobras por suposta formação de cartel -, além da japonesa Kawasaki, que é parceira tecnológica das empresas brasileiras.

Em Pernambuco, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) - controlado por Queiroz Galvão e Camargo Correa, também listadas na Lava Jato, além da parceira japonesa Ishikawajima (IHI) - suspendeu o contrato com a Sete Brasil. Com isso, 780 trabalhadores foram demitidos, e outros mil correm o risco de perder o emprego. Procurado, o EAS não retornou.

Especialistas ressaltam ainda que a IHI e a Kawasaki não foram envolvidas nos casos de corrupção e, mesmo assim, têm seus investimentos ameaçados. Procuradas, também não retornaram o contato. Três estaleiros ainda não demitiram: Rio Grande (RS), Brasfels (RJ) e Jurong Aracruz (ES). A Sete Brasil confirmou o atraso nos pagamentos e disse que estuda novo empréstimo-ponte.

Entre os investidores da Sete Brasil, há a sensação de que a empresa está em uma espécie de concordata branca. Além da Petrobras, a Sete tem como acionistas os fundos de pensão Petros, Previ, Funcef e Valia, os bancos Santander, Bradesco e BTG Pactual e os fundos EIG Global Energy Partners, a Lakeshore, a Luce Venture Capital e FI-FGTS. "Sabemos que a Sete está sem pagar os estaleiros, mas foram os estaleiros que subornaram para ganhar contratos na Petrobras", desabafou uma fonte dos investidores.

Outro executivo ligado ao negócio afirma que a Petrobras ainda não assinou os contratos de aluguel das sondas e estaria trabalhando com term sheets (documentos preliminares), o que impediria a liberação do dinheiro do Bndes. Ele credita a demora na assinatura ao ambiente desfavorável da Lava Jato ou a uma "arrogância corporativa da Petrobras". Uma fonte da estatal, porém, garante que os documentos definitivos estão assinados.

Períodos de crescimento sempre foram sucedidos por crises

Ao longo das últimas seis décadas sempre que a indústria naval brasileira passou por períodos de crescimento, ela precisou contar com o forte apoio do governo federal. É uma história que mescla em seu enredo as periódicas oscilações cambiais, incentivos fiscais e crédito farto. As tentativas, porém, sempre acabaram naufragando em novas crises.

O primeiro grande impulso para os estaleiros do País foi dado pelo presidente Juscelino Kubitschek, em meados dos anos 1950. O plano de desenvolvimento lançado por JK para o Brasil fixava metas de expansão para diversos segmentos da economia, incluindo o setor naval.

Não foi a única iniciativa. Os governantes que dirigiram o País durante a ditadura militar também dedicaram esforços para impulsionar a indústria naval. Em 1969, foi criada a Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunaman), que teve uma vida breve e acabou sendo extinta em 1983.

Durante o governo militar do general Ernesto Geisel (1974 a 1979) foi criado um novo plano de incentivos para o setor de construção naval. Mas apesar dos estímulos governamentais, a indústria sucumbiu à crise nos anos 1980 (quando o Brasil declarou moratória). Não bastasse o ambiente econômico desfavorável, o setor sofreu os efeitos da má gestão dos administradores dos estaleiros.

A nova tentativa de recuperação do setor teve início após o fim do monopólio da Petrobras, no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Foram implantadas as exigência de índices de conteúdo local pelas petroleiras a partir de 1999.

Essa política recebe maiores incentivos a partir de 2003 quando o presidente Lula prometeu, como um programa de governo, que as plataformas necessárias à operação e crescimento da Petrobras seriam construídas no Brasil.

No Rio de Janeiro, a retomada teve impulso em 1999, quando a Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo criou um programa de recuperação. Wagner Victer, que coordenou a operação, lembra que houve a retomada de 15 estaleiros. O programa separava os ativos do estaleiro de seus controladores endividados e buscar investidores estrangeiros de grande porte, como grupos de Cingapura.

"Foi uma grande mobilização que envolveu trabalhadores e indústria nacional, pois todas as obras, sem exceção, eram feitas fora do País", destacou Victer. A ideia era desenvolver projetos de alta tecnologia, como a construção de plataformas e sondas de exploração, que antes vinham do exterior.

Em Rio Grande 16 mil operários perderam vagas

No auge da produção de seu polo naval, na década passada, Rio Grande (RS) atraiu 10 mil operários de fora do Estado. Mas o sonho de trabalhadores como o mineiro Milton Guimarães e o baiano Wlisses Michel Gomes de fincar raízes na cidade está chegando ao fim: desempregados, os dois "trecheiros" - como são conhecidos os trabalhadores nômades que percorrem o País em busca de oportunidade em obras - já arrumam as malas para pegar a estrada. Agora, com as famílias.

Desde novembro de 2013, quando as obras da P-58 foram concluídas, o nível de ocupação nos estaleiros de Rio Grande não para de cair. De 24 mil trabalhadores diretos em janeiro daquele ano, o polo naval emprega pouco mais de oito mil hoje, dos quais menos de dois mil são de outros estados. A cidade tem um contingente de três mil desempregados de fora do Estado, e de quatro mil que tem origem na cidade.

O último baque foi a conclusão da P-66, em dezembro passado, que deixou Guimarães, de 30 anos, e Gomes, de 37 anos, a ver navios. Na época em que Gomes "desceu" para o Rio Grande, conseguir um emprego não demorava mais do que duas semanas. Com o aviso de um tio de que estava "jorrando" emprego no polo naval, ele arrumou as trouxas e, um mês depois, trouxe a mulher e os filhos para a cidade do Sul.

Animado com a perspectiva de emprego farto pelos próximos 30 anos, como prometia a propaganda do governo, financiou casa, carro e moto. O operário trabalhou na montagem da P-55 e depois em uma fornecedora de peças para a Engevix até ser contratado pela Ecovix para a construção da P-66. Hoje, percebeu que a vida estável que vinha levando era uma ilusão. "Dizem por aí que vão abrir oportunidades, mas até agora só apareceram 10 vagas aqui, outras ali. Antes, abriam 200, 300 num dia só. Vou esperar acabarem as parcelas do seguro-desemprego e, se não aparecer nada até junho, terei que correr trecho de novo. A família, agora, vai junto", disse.

O mineiro Guimarães, em Rio Grande desde 2013, completa. "Não queria ir embora. Trouxe a mulher e os filhos, porque achei a cidade boa. Agora, os preços explodiram. Estou pagando R$ 900,00 de aluguel e até para fazer uns bicos ficou difícil. No fim de março, entrego tudo e vou embora. O polo naval de Rio Grande, localizada no extremo Sul do Estado, a 300 quilômetros de Porto Alegre, apareceu como uma miragem para uma região com a economia estagnada há pelo menos três décadas.

A euforia pode ser resumida em um número: a frota de veículos na cidade mais do que dobrou em oito anos, passando de 42 mil carros e motos em 2006 para 107 mil no ano passado. Mas o empreendimento começou a dar sinais de instabilidade quando as encomendas da Petrobras - o único cliente dos estaleiros da região - começaram a rarear, na esteira da crise provocada pela Operação Lava Jato.

Logo que terminou a montagem da P-66, a presidente Dilma Rousseff e a então presidente da estatal, Graça Foster, foram a Rio Grande assinar os contratos de construção das plataformas P-75 e P-77 por meio de um consórcio entre Queiroz Galvão, Camargo Correa e Iesa (QGI). A previsão era de que as obras começassem no fim do ano passado, mas as investigações interromperam a transferência de recursos para as empresas e os projetos foram temporariamente suspensos.

A Camargo Correa desistiu do negócio e a Inepar, controladora da Iesa, entrou em recuperação judicial. Restou a Queiroz Galvão, que ainda negocia modificações de preço no contrato. "Mas na Petrobras falar em aditivo de contrato parece um palavrão. Fica impossível executar o projeto", disse uma fonte.

Segundo Benito Gonçalves, presidente do sindicato dos metalúrgicos de Rio Grande, um acordo entre QGI e governo deve sair até o fim de abril. "Fazer uma nova licitação seria oneroso demais." Em outra frente, a montagem dos cascos da P-67 e da P-69, a cargo da Ecovix nos estaleiros Rio Grande I e II, também foi afetada pela Lava Jato.

A perspectiva é a contratação de 600 a mil operários a partir de abril para a "aceleração" dos projetos, interrompidos com a crise da Petrobras. Segundo a assessoria de imprensa da Ecovix, a P-67 está 92% concluída e deveria ser entregue em março, enquanto a P-69 tem status de 75%. O prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindmeyer (PT), tenta transmitir tranquilidade. "Nosso desafio é provar que podemos abrir novos nichos de mercado fabricando plataformas para outros países ou apostando na construção de corvetas para a Marinha."

O transportador Renan Gutterres Lopes, dono da Universal Turismo, já teve 100 ônibus próprios e 80 alugados para o transporte de trabalhadores para os estaleiros. Atualmente, a frota dele está reduzida a 35 veículos, e o investimento, de R$ 14 milhões, está longe de ser recuperado.

Apreensivo, outro empresário, Paulo Fraga pensa em desistir. Dono de um restaurante - no qual realizou obras de ampliação, contratou pessoal e melhorou a infraestrutura de serviços - afirma que, se pudesse, venderia o empreendimento ao primeiro que aparecesse. Por qualquer preço. "Cheguei a servir 300 almoços por dia, agora não passo de 160 clientes. Demiti funcionários e ainda tenho que amargar um calote de R$ 60 mil de empreiteiras que, com a crise, foram embora da cidade e deixaram as contas penduradas. Estou fazendo mágica. Voltar ao que foi em 2013, não volta mais", lamenta Fraga.

Setor de equipamentos e de máquinas sentem o impacto

Fornecedores acabaram perdendo os clientes, todos afetados pelos escândalos de pagamento de propinas.

Na esteira da crise naval, a indústria de máquinas e equipamentos também sente os efeitos da paralisação da Petrobras e dos problemas financeiros dos estaleiros por causa dos casos de corrupção da Operação Lava Jato. Cerca de seis mil empregos de fornecedoras para o setor de óleo e gás foram cortados desde o início do ano passado, revela a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Sem encomendas e sofrendo com a falta de pagamento de estaleiros Brasil afora, as empresas fornecedoras já operam com 50% da capacidade. O setor de óleo e gás soma 15% do faturamento de R$ 80 bilhões anuais da indústria de máquinas e equipamentos.

Segundo o presidente da Abimaq, José Velloso, cerca de 900 empresas fabricantes de materiais trabalham para a Petrobras direta ou indiretamente. "O setor não sabe o que fazer. Estamos no escuro sem qualquer informação. Não existem mais previsões, ninguém planeja mais nada. A situação é muito grave", lamentou Velloso.

O coordenador do MBA Gestão de Negócios em Indústria Naval Offshore da Fundação Getulio Vargas, Alberto Machado Neto, acredita que, com o retrocesso do setor naval, a indústria de materiais e equipamentos continuará sendo afetada. "Na medida em que a crise se aprofunda, aumentarão as demissões, atingindo também o pessoal mais qualificado. O problema está deixando de ser conjuntural para ser estrutural. Não estou vendo nenhum movimento no sentido de atuar na recuperação da indústria naval. É preciso buscar iniciativas sólidas para colocar o braço na alavanca e começar a recuperação."

Henrique Gomes, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, lembra que no estado empresas que fornecem materiais para os estaleiros já enfrentam momentos de crise. "Com a redução na atividade dos estaleiros de Pernambuco, alguns fabricantes já estão sem receber os pagamentos e têm de demitir. A crise se alastra por toda a cadeia."

Especialistas do setor se preocupam com a paralisação da construção dos polos navais no Brasil - que reúnem, justamente, os fornecedores da cadeia. Além da suspensão do polo de navipeças no Rio de Janeiro, outros empreendimentos foram interrompidos. É o caso do Polo 2 de julho, no interior da Bahia, em Maragojipe. O empreendimento previa investimentos entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões e a geração de oito mil a 12 mil empregos. A ideia do polo era atrair pequenas e médias empresas do setor.

Na região Sul, a crise na Petrobras e nos estaleiros também jogou por terra o crescimento do polo de Rio Grande (RS) - que surgiu em 2005. Executivos lembram de muitas empresas fornecedoras, que tinham comprado áreas para se instalarem na região mas, com a redução na atividade dos principais estaleiros da cidade, acabaram desistindo. Em 2010, surgiu a ideia de criar um segundo polo no Rio Grande do Sul: em Chaqueadas. Porém, o projeto acabou sofrendo os impactos da crise que abate o setor.

Uma das principais empresas do local, a Iesa Óleo e Gás - em recuperação judicial e proibida de ser contratada pela Petrobras por uma suposta formação de cartel - disse que fechou sua unidade e demitiu 1.023 trabalhadores. "É uma falta de consideração da Petrobras que nos mobilizou, estimulou investimentos para atender a suas demandas, e agora sequer nos recebe", reclama Veloso.

O presidente da Abimaq diz que "a Petrobras está pagando em dia seus compromissos em andamento, contudo, o grande problema é que não aceita pagar mais qualquer aditivo aos contratos", lamenta. Procurada, a Petrobras disse que "está em dia com suas obrigações contratuais perante às contratadas e que todos os pagamentos de seus compromissos reconhecidos estão sendo realizados de acordo com a legislação vigente e com o estabelecido nos contratos".
Fonte : Jornal do Comércio – POA
Data : 09/04/2015

INCÊNDIO EM SANTOS ABRE CHANCE DE PARANAGUÁ RECUPERAR EMBARQUE DE SOJA
Publicado em 04/09/2015 as 03:47 PM

Fogo recupera força no porto paulista. Quatro navios desviam caminho para o Paraná

Quando o Corpo de Bombeiros acreditava ter controlado o incêndio que começou há oito dias no Porto de Santos, as labaredas voltaram a ganhar força ontem à tarde em um tanque, colocando em xeque a previsão de que o bloqueio à chegada de caminhões será suspenso nesta sexta-feira. Um dos principais reflexos – além dos danos ambientais e à saúde da população – se dá na exportação da safra nacional de soja, que está atrasada e entra em seu auge nesta época do ano.

O Porto de Paranaguá, a 400 quilômetros de Santos pelo mar, informa que quatro navios desviaram o litoral paulista seguindo direto para o a costa paranaense. O quadro abre chance de o Paraná recuperar parte do espaço que vem perdendo nos embarques. Os executivos que administram a movimentação de cargas consolidam um diagnóstico.

O movimento no Corredor de Exportação do Paraná segue programação de dez dias e, por isso, ainda é normal, informa a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonia (Appa). Uma elevação nos embarques será medida na agenda dos próximos dez dias.

No primeiro trimestre, o volume de soja exportado por Paranaguá foi 53% menor que o do mesmo período de 2014, caindo de 2,3 milhões para 1,1 milhão de toneladas. Em âmbito nacional, o atraso – causado pela lentidão nas vendas e por fatores externos – é menos expressivo, de 28%, com queda de 9 milhões para 7,7 milhões de toneladas embarcadas.

As exportações de soja, decisiva para a balança comercial e a economia brasileira neste ano, estão lentas. O país chegou a embarcar 1,6 milhão de toneladas num único mês (abril de 2014), mas em março remeteu ao exterior apenas 788 mil toneladas (perto de 15 navios). Nesse mesmo mês do ano passado, exportou 1,3 milhão de toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Novo bloqueio de 24 horas a caminhões que seguem ao Porto de Santos, anunciado ontem, estimula mudança nas rotas de exportação. Se esse bloqueio for suspenso nesta sexta, os embarques podem voltar a ganhar força no domingo, dez após o início do incêndio e sete dias depois do corte no acesso.

O fluxo de caminhões em Santos seria flexibilizado ontem à noite e na madrugada de hoje. Comboios passariam por dentro da cidade, aliviando o bloqueio a veículos de carga no acesso tradicional ao porto santista, próximo ao terminal de armazenagem de combustíveis do distrito da Alemoa, onde o fogo desafia os Bombeiros. Essa operação noturna liberou 250 caminhões segunda-feira e 750 terça. A intenção é aumentar esse números, disse o secretário municipal de Assuntos Portuários de Santos, José Eduardo Lopes.

O Corpo de Bombeiros tem 137 agentes e 46 viaturas no combater ao incêndio, de causa ainda não apurada. O governo federal enviou reforços da Infraero e Força Aérea Brasileira, após determinação da presidente Dilma Rousseff.

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar os danos ambientais causados pelo incêndio. Os promotores pretendem avaliar se a empresa dona dos reservatórios pode ser responsabilizada pela contaminação do ar e da água.

Cerca de 7 toneladas de peixes mortos já foram retiradas do Rio Casqueiro, em Cubatão (SP). Com o aumento da temperatura da água e a diminuição de oxigênio na correnteza, os animais morreram. Fumaça tóxica e risco de explosão deixam a população em alerta.

O vazamento de combustível por meio de rachaduras dos tanques preocupava ontem o Corpo de Bombeiros. A expectativa, no entanto, é que o controle às chamas seja restabelecido nesta quinta-feira.

7 toneladas
de peixes mortos já foram retiradas do Rio Casqueiro, em Cubatão (SP). A mortandade é atribuída ao aquecimento e à falta de oxigênio na água. Ministério Público de São Paulo abre inquérito e avalia se empresa dona de reservatórios de combustível em chamas pode ser responsabilizada.

27,7% de atraso
nas exportações de soja foram registrados no primeiro trimeste pelo Brasil, na comparação com 2014. Incêndio pode complicar esse quadro. No Porto de Paranaguá, movimentação foi 53% menor, e agora pode ser estimulada por navios que desviam o porto santista.
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 09/04/2015

PORTO DE SANTOS FACILITARÁ ACESSO DE CAMINHÕES
Publicado em 04/09/2015 as 03:47 PM

O acesso de caminhões ao Porto de Santos será flexibilizado nas próximas noites e madrugadas, com a formação de comboios que passarão por dentro da cidade, aliviando parcialmente um bloqueio aos veículos de carga que começa a prejudicar embarques.

Desde segunda-feira o acesso de caminhões à margem direita do porto, no município de Santos, está restrito devido a um incêndio em um terminal de armazenagem de combustíveis no distrito da Alemoa, ao lado da principal via de acesso na entrada da cidade.

Uma operação inicial já foi realizada nas últimas duas noites, com permissão de passagem de 250 caminhões na segunda-feira e outros 750 na noite de terça-feira. A ideia das autoridades locais é elevar o número na noite desta quarta. "Estamos fazendo uma passagem programada", disse o secretário municipal de Assuntos Portuários de Santos, José Eduardo Lopes. "O que estamos tentando fazer é compatibilizar todo mundo."

De maneira geral, os caminhões continuam proibidos de acessar a margem direita do porto, especialmente durante o dia. A interdição está prevista para terminar na sexta-feira, mas a situação é avaliada a cada 12 horas pelas autoridades que trabalham no combate ao incêndio, podendo haver uma liberação antecipada caso o quadro na região melhore.

Acesso

Segundo Lopes, já é procedimento normal para os caminhões graneleiros ficarem esperando o horário de descarregamento nos pátios reguladores existentes no entorno de Santos. Estes e outros veículos são organizados em comboios pelas autoridades de trânsito para passarem pelo centro da cidade entre 22h a 4h. "A medida [de restrição aos caminhões] tem o objetivo de evitar congestionamentos", destacou a concessionária Ecovias, que administra as rodovias que ligam São Paulo à Baixada Santista. /Reuters
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria e Serviço
Data : 09/05/2015

TECON SALVADOR TEM AVANÇO NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS EÓLICAS
Publicado em 04/09/2015 as 03:47 PM

O Terminal de Contêineres de Salvador (Tecon), empresa do Grupo Wilson Sons, vem ampliando sua movimentação de cargas soltas (breakbulk) voltadas para a geração de energia eólica na Bahia.

Até março, o terminal recebeu 32,4 mil m³ em equipamentos, ou 80% de todo o volume destinado ao Porto de Salvador nos primeiros meses do ano.

Em relação à movimentação do terminal no mesmo período de 2014, o crescimento foi de 100%. "A Bahia recebeu R$ 4 bilhões de investimentos em empreendimentos eólicos entre 2009 e 2014, e a previsão é de que outros R$ 5 bilhões sejam investidos no setor até 2016", afirma o superintendente de Indústria e Mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo do estado, Rafael Valverde.

Com o potencial, o Tecon Salvador prevê para os próximos meses o recebimento de mais, entre guindastes, pás eólicas, conjunto de torres, e cargas soltas. "Operar cargas soltas especiais exige uma equipe especializada e treinada para lidar com medidas e peso fora do padrão", conta Patrícia Iglesias, diretora comercial do Tecon Salvador. / Paula Cristina
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria e Serviço
Data : 09/05/2015

TEMER OBTÉM ‘CARTA DE INTENÇÕES’ SOBRE AJUSTE, MAS AINDA ENFRENTA RESISTÊNCIA
Publicado em 04/09/2015 as 03:46 PM

Crise na coalizão. Destacado para chefiar a articulação política do governo Dilma, vice-presidente consegue assinatura de líderes aliados em um termo de compromisso sobre aperto fiscal; deputados do PMDB, seu partido, mantêm o clima instável no Congresso

Considerado pelo Palácio do Planalto a "solução" para a crise política com a base aliada, o vice-presidente Michel Temer conseguiu na quarta-feira, 8, entregar ao governo um compromisso dos partidos de apoio ao ajuste fiscal no Congresso. O vice-presidente obteve a garantia de líderes e presidentes das legendas aliadas, mediante a assinatura de um documento, de que nenhum projeto que implique gastos nas contas públicas será votado.
No entanto, não ficou assegurado que outras eventuais propostas que a base queira fazer avançar no Congresso e que não tenham impacto econômico sejam resguardadas.

Ficou claro durante o dia também que Temer, presidente nacional do PMDB, enfrenta desconfiança dentro do próprio partido, principalmente em relação à "autonomia" que terá para desempenhar o papel de articulador político. Lideranças do PMDB da Câmara e do Senado demonstraram já na estreia do vice-presidente na nova função que, se depender de sua própria legenda, ele não terá facilidades para conduzir o processo de negociação com o Congresso.

A presidente Dilma Rousseff foi obrigada a entregar a articulação política do governo a Temer após o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), recusar o posto.

Entre os primeiros desafios do vice-presidente na relação com os parlamentares está a discussão das propostas contidas no pacote de ajuste econômico.

Nesse sentido, apesar da assinatura do documento, integrantes da coalizão governista dão como certo que ele não conseguirá manter as restrições defendidas pelo Planalto nos benefícios trabalhistas e previdenciários.

Um primeiro sinal da dificuldade que Temer enfrentará foi dado pela bancada da sigla na Câmara. Em reunião realizada na quarta-feira, os deputados decidiram que será mantida a postura de "independência". O encontro foi marcado pela divisão entre os que declararam apoio à ida de Temer para a nova função e aqueles que classificaram como "equívoco" em razão de a iniciativa enraizar o PMDB no governo no momento de crise.

Ministérios. A demonstração de independência da bancada foi colocada em prática antes mesmo do encontro, quando integrantes do partido defenderam, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a aprovação da proposta que reduz de 39 para 20 o número de ministérios. A sessão foi interrompida por causa do início dos trabalhos no plenário da Câmara. "Não estou preocupado com isso (agradar ou desagradar ao governo)", disse o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). "Não vou nem dizer amém nem dizer não só por dizer. Vamos dialogar (com o governo)."

No Senado, onde Temer tem menos "ascendência" entre as lideranças do PMDB, a postura é de compasso de espera. Para senadores peemedebistas, tudo vai depender da autonomia que Dilma dará ao vice para resolver as demandas da bancada: as indicações de segundo escalão, a liberação das emendas dos parlamentares e até mesmo os pedidos de simples audiências com ministros.

Temer tem tentado agradar ao grupo do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Internamente, ele admite deixar a presidência do PMDB para dar lugar ao senador Romero Jucá (RR), aliado de Renan e eleitor do senador Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial.

Aécio ironizou a ida do vice-presidente para a coordenação política do governo. "Dilma introduziu a renúncia branca. Há um interventor na economia (Joaquim Levy, ministro da Fazenda) que pratica tudo aquilo que ela combateu no primeiro mandato. E ela delegou a coordenação política ao vice que desprezou. E ainda é refém dos presidentes da Câmara e do Senado." / COLABORARAM ISADORA PERON e PEDRO VENCESLAU

OS ‘TRÊS PMDBS’

? PMDB do Planalto
É a ala mais governista do partido, comandada pelo vice-presidente Michel Temer. Detém o Ministério da Aviação Civil (Eliseu Padilha) e a Secretaria de Portos (Edinho Araújo).

? PMDB do Senado
Liderada por Renan Calheiros, passou de fiel ao governo no 1º mandato a aliado do PMDB da Câmara no 2º. Detém Turismo (Vinícius Lages) e Pesca (Helder Barbalho). Governo considera Minas e Energia (Eduardo Braga) e Agricultura (Kátia Abreu) da cota do Senado, mas ala contesta.

? PMDB da Câmara
Ala mais oposicionista da sigla. Liderada por Eduardo Cunha, desde o 1º mandato de Dilma é responsável pelas articulações contra o Planalto. Em 2014 o grupo apoiou majoritariamente a candidatura do tucano Aécio Neves. Quer emplacar Henrique Eduardo Alves na Esplanada.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 09/04/2015

SITUAÇÃO MELHORA EM SANTOS
Publicado em 04/09/2015 as 03:46 PM

Restrição à circulação de caminhões foi flexibilizada na noite de ontem e abastecimento de combustível aos navios atracados foi normalizado. Mas, no fim da tarde, um tanque que estava controlado voltou a pegar fogo

Redação - redacao@brasileconomico.com.br

Após três dias de bloqueio, o acesso de caminhões à margem direita do Porto de Santos foi flexibilizado na noite de ontem e durante a madrugada. O procedimento será repetido até que a situação seja plenamente resolvida. O incêndio em tanques de combustível do Terminal Industrial da Ultracargo, que ultrapassou as 150 horas ontem, chegou a ser controlado no início da tarde. Mas, por volta das 17h, o fogo voltou a atingir o topo de um tanque em incêndio. Cerca de 140 bombeiros trabalhavam no local. Nas duas últimas noites, houve uma operação inicial, com permissão de passagem para 250 caminhões, na segunda-feira, e outros 750 na noite de terça. As autoridades locais planejavam elevar o número na noite de ontem.

\"A medida (de restrição aos caminhões) temo objetivo de evitar congestionamentos na entrada da cidade, enquanto as equipes ainda trabalham no combate ao incêndio em tanques no bairro Alemoa\", destacou a concessionária Ecovias, que administra as rodovias que ligam São Paulo à Baixada Santista. Conforme noticiado ontem pelo Brasil Econômico, o embarque da produção de soja está atrasado, o que já prejudica as exportações, em meio à safra recorde. Para piorar o quadro, grandes empresas exportadoras do produto que operam na margem direita do porto não têm mais estoque suficientes para manter o ritmo habitual de embarques, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A operação de terminais de açúcar, no entanto, não tem sido impactada de forma relevante.

As duas principais empresas do setor que operam na margem direita de Santos são a Copersucar e a Rumo Logística, que transporta principalmente açúcar produzido pela Cosan. \"Em relação aos (terminais) açucareiros, não deverá ter impacto, se o governo mantiver essa decisão (de bloqueio a caminhões) até sexta-feira, porque a maior parte do açúcar chega por trilhos. Não deve dar tempo de causar impacto\", avaliou o coordenador operacional da agência marítima Unimar, Wellington Martins. Ontem, também foi retomado o abastecimento de combustível dos navios, que havia sido interrompido por conta de dificuldades logísticas. O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, esteve ontem em Santos para acompanhar a situação, por determinação da presidenta Dilma Roussef.

Ele se reuniu com o prefeito da cidade, Paulo Alexandre Barbosa, que destacou a importância de se fazer um estoque de pó químico seco para evitar a descontinuidade no combate ao incêndio. O ministro afirmou que, quando o incêndio acabar, o governo federal analisará a necessidade de novo apoio ao município, e destacou a atuação conjunta entre os ministérios da Pesca, do Meio Ambiente e da Agricultura. O governo federal está solidário à situação. É uma união de esforços. Até o fim da semana teremos um diagnóstico do impacto ambiental e então definiremos novas ações, declarou. Diariamente, 1 bilhão de litros de água do mar é usado para combater as chamas. Até agora, sete toneladas de peixes mortos foram encontradas nos rios da região, por conta da contaminação da água.com Reuters

Colaborou o estagiário João Pedro Soares
Fonte : Brasil Econômico
Data : 09/04/2015

SANTOS BRASIL E EMBRAPORT RECEBEM CARGA DE OUTROS TERMINAIS
Publicado em 04/09/2015 as 03:46 PM

Os terminais da Santos Brasil e da Embraport, no porto de Santos, estão recebendo a maioria dos navios de contêineres que originalmente atracariam na margem direita do cais, cujo acesso de caminhões está proibido desde segunda-feira.

Como essas empresas ficam no lado esquerdo (em Guarujá), elas não sofrem com o bloqueio parcial de carretas, que só deve terminar após a extinção do incêndio na Ultracargo.

A Santos Brasil já recebeu três navios do armador MSC, num total de 2.850 contêineres movimentados - um quarto navio, também da MSC, está programado para atracar hoje. Todos desviados de terminais de contêineres localizados na margem direita.

Na terça-feira, as ações da Santos Brasil, que vinham caindo devido à perda de cargas com o aumento da concorrência no porto de Santos, sofreram forte alta. Os papéis subiram 11,76% naquele dia. Ontem devolveram parte do ganho e caíram 7,8%, cotadas a R$ 10,82. Na semana, acumulam alta de 3,43%, mas no ano a queda é de 22,45%.

Para analistas ouvidos pelo Valor, a alta não teve relação com a carga extra em virtude do incêndio, que ainda é ínfima no cômputo geral. Mas, possivelmente, decorreu de uma leitura equivocada do mercado de que a possibilidade de o governo rever para cima a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos novos arrendamentos possa valer também para a renovação dos contratos vigentes. O governo está prestes a aprovar o aditivo ao contrato da companhia, concedendo mais 25 anos para a empresa explorar o Tecon Santos.

A Embraport irá receber quatro embarcações adicionais entre hoje e segunda, também devido à impossibilidade de os navios atracarem nos terminais de contêineres de Santos. Com isso, o terminal terá um afluxo adicional de 750 caminhões nos próximos dias.

O terminal mais afetado pelo incêndio foi a BTP, próximo ao píer da Alemoa, onde desembocam os dutos dos terminais de líquidos do distrito industrial da Alemoa, entre eles os da Ultracargo.

A BTP não pôde atender sete navios - parte foi transferida para a margem esquerda e outra parte, cancelada. Antevendo a situação complicada, três embarcações que estavam programadas para atracar até a próxima segunda-feira vão omitir o porto de Santos.

Devido à proibição de caminhões, a BTP deixou de receber, até ontem, 16.500 carretas. Ontem, onze navios esperavam boiando na entrada do porto para atracar no píer da Alemoa.
Fonte : Valor Econômico
Data : 09/04/2015

PORTO DEIXOU DE RECEBER 400 MIL TONELADAS DE SOJA
Publicado em 04/09/2015 as 03:46 PM

A Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) calcula que 400 mil toneladas de soja deixaram de ser entregues no porto de Santos nos últimos três dias, devido a interdição do tráfego na margem direita causado por um incêndio na Ultracargo.

Este volume está em caminhões no meio das estradas ou sequer saiu da origem sabendo que o acesso ao porto continua bloqueado.

Em nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a prefeitura de Santos informam que o Corpo de Bombeiros deve utilizar uma espuma importada pela Ultracargo e que a situação deve se normalizar em breve. A previsão é que a estrada para a passagem dos caminhões seja liberada amanhã.

O problema dessa retenção de soja pelo caminho é que algumas tradings, instaladas na margem direita do porto, como ADM, Louis Dreyfus e Nobel, não conseguem receber carga por meio dos caminhões, apenas por ferrovias e isso causa atraso no embarque dos navios. "Tenho a informação de que estão chegando umas 60 mil toneladas de soja por dia a essas companhias, quando o normal seria cerca de 120 mil toneladas", disse Fábio Trigueirinho, secretário-executivo da Abiove. Com isso, a média de dois navios Panamax carregados por dia, com 60 mil toneladas, nesta margem passou para uma embarcação por dia.

A depender da programação de cada empresa, a situação é mais complicada. "Uma das tradings já atrasou o carregamento de três navios porque esperava receber toda a soja praticamente por caminhão", acrescenta Sérgio Castanho Mendes, diretor-geral da Associação de Exportadores de Grãos (Anec).

Os prejuízos, porém, ainda não podem ser mensurados. "O que se pode dizer é que as empresas estão pagando estadias extras enquanto os navios ficam atracados", afirma Mendes.

A Anec prepara um comunicado internacional explicando a situação para os importadores. No entanto, o problema em Santos não é considerado de força maior, quando as empresas podem negar-se a pagar multas, por exemplo. Este caso só é utilizado quando as operações estão completamente paralisadas.

Vale lembrar que este não é o primeiro problema logístico da atual safra de soja. Em fevereiro, o transporte do grão foi suspenso devido a uma greve dos caminhoneiros em várias regiões do país.
Fonte : Valor Econômico
Data : 09/04/2015

BNDESPAR INVESTIRÁ R$ 200 MI NA ROCHA
Publicado em 04/09/2015 as 03:45 PM

Logística Empresa, de Paranaguá (PR), tem terminais de fertilizantes no Sul e analisa expansões no Nordeste

A BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai aportar R$ 200 milhões na Rocha Terminais Portuários e Logística, empresa centenária sediada em Paranaguá (PR). A companhia atua no setor de apoio logístico a atividades portuárias e é operadora de fertilizantes na importação em três portos: Rio Grande (RS), Paranaguá e São Francisco do Sul (SC). O aporte da BNDESPar se dará via subscrição de ações em operação de aumento de capital da Rocha. Em 2014, faturou R$ 288 milhões.

A companhia é controlada pela RTP Participações, da família Cominese Freire, e pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Angra Infra, gerido pela Angra Partners. Na operação, os atuais acionistas continuarão com o controle da companhia enquanto a BNDESPar vai se tornar acionista minoritária. Hoje, a RTP tem 51% e o FIP Angra, 49%. Ambos serão diluídos para dar espaço ao BNDES. Os controladores e o BNDES não informaram como ficarão os percentuais dos sócios depois da subscrição de ações pela BNDESPar.

A previsão é que a integralização dos recursos na empresa pelo banco seja feita este mês, disse André Loureiro, chefe do departamento da área de mercados de capitais do BNDES. Segundo ele, ao ingressar em empresas de capital fechado, como a Rocha, a BNDESPar faz acordos de acionistas e participa do conselho de administração das companhias. No caso da Rocha, existe previsão de que no futuro a empresa possa fazer uma oferta inicial de ações em bolsa desde que as condições de mercado sejam favoráveis e a empresa tenha projetos que justifiquem ir ao mercado, disse Loureiro.

O dinheiro aportado pela BNDESPar será utilizado no plano de crescimento da Rocha. Juliano Agnolo, diretor-financeiro da Rocha, disse que os recursos do BNDES serão importantes para o desenvolvimento do projeto granel de exportação, em Paranaguá.

Trata-se de um complexo logístico a ser instalado na retroárea do porto paranaense formado por quatro armazéns com capacidade estática total de 300 mil toneladas. Esses armazéns serão conectados ao corredor de exportação do porto por meio de esteiras transportadoras e interligados à malha rodoferroviária local. O plano da companhia é valer-se desses quatro armazéns para apoiar exportações de milho, soja e farelo de soja. No total, essa estrutura de armazenagem terá capacidade de movimentar entre seis e oito milhões de toneladas de grãos na exportação por ano.

A Rocha também analisa oportunidades para passar a operar no Nordeste. Fundada em 1864 para atender operações e transporte de madeira, erva-mate e fósforo, a Rocha cresceu e se diversificou ao longo do século XX. Em 2000, a empresa construiu armazéns na retroárea de Paranaguá para movimentação de fertilizantes na importação. No total, a empresa tem capacidade de movimentar até 4 milhões de toneladas por ano no porto. Nos granéis, a Rocha comprou 60% da Vanzin, em Rio Grande (RS), e 28,3% da FullPort8, em São Francisco do Sul (SC).

Também em São Francisco do Sul a Rocha Terminais é dona de um porto seco para armazenagem de carga industrial alfandegada. Outra atividade do grupo são os granéis líquidos, operação em que a Rocha atua por meio da Cattalini Terminais Marítimos, de Paranaguá, na qual detém 50% de participação. No Guarujá (SP), a Rocha possui terminal para movimentação de contêineres vazios.

Alberto Guth, sócio da Angra Partners, disse que, para o investidor, a Rocha é um caso de sucesso de construção de uma plataforma de operação portuária. O plano de negócios da empresa prevê faturar R$ 536 milhões em 2018.
Fonte : Valor Econômico
Data : 09/04/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/09/2015 as 03:45 PM

O PSDB está em dúvida sobre a presença de seu presidente, Aécio Neves, na manifestação de domingo.

Aécio: vai ou não vai no dia 12?

Tasso Jereissati opinou que se fosse menor que no dia 15, o tucano seria associado a um fracasso. Cássio Cunha Lima sustentou que se fosse pequena, Aécio viraria líder. Rita Camata sugeriu que ele olhasse o tamanho para decidir se vai ou não. Bruno Araújo teme a overdose de protestos. Diante do risco de vaias, Leonel Pavan alertou: "E se você tiver sendo monitorado pelos petistas?"

Temer com Lula e FH pela reforma

A crise será servida de entrada, mas amanhã o novo articulador do governo, o vice Michel Temer, vai sentar-se à mesa com o ex-presidente Lula para tratar da reforma política. Na terça-feira, será a vez do ex-presidente FH. Temer quer que o PT, do voto em lista preordenada, e o PSDB, do distrital misto, recuem, sob pena de, mais uma vez, a reforma não sair. "Se cada um ficar na sua, não sai", resume o relator Marcelo Castro (PMDB). Temer está propondo o fim das coligações nas proporcionais e vai sustentar que o distritão é o melhor para todos.

"A presidente Dilma terceirizou a política para o vice Michel Temer. Já tinha terceirizado a economia com Joaquim Levy. Terceirização é isso, é uma medida inteligente"
Heráclito Fortes
Deputado (PSB-PI)

A fusão PTB-DEM de vento em popa

Apesar da posição da bancada do PTB no Congresso, o processo de fusão não parou. O líder Jovair Arantes não tem votos na Executiva trabalhista ou na convenção nacional para impedir a fusão. A previsão é de atropelamento.

Cunha 2x0 Planalto

Para atender ao PT, a presidente Dilma não compôs com o PMDB e perdeu as eleições para a presidência da Câmara para o deputado Eduardo Cunha (RJ). Ontem, na votação da terceirização, sofreu uma nova derrota. Em nome da CUT e do PT, resolveu bater chapa e impedir a votação. Mesmo com o instrumento do veto para negociar

Sempre alerta

O Brasil é descrito, até por autoridades mundiais de segurança, como uma espécie de colônia de férias do terrorismo. Mas com as Olimpíadas Rio 2016, a ordem na Polícia Federal é intensificar a ação de inteligência para o país não virar palco.

Vai para o espaço

Lançado com pompa no governo Lula, o acordo Brasil-Ucrânia para construir e lançar foguetes da Base de Alcântara (MA) vai ser rescindido. O governo brasileiro concluiu que o projeto não tem viabilidade econômica. Mas o discurso oficial deve ser o da guerra interna na Ucrânia. O Brasil já costura cooperação semelhante com a Rússia.

Frisson

Os deputados do PMDB comemoravam ontem que, finalmente, a bancada teria sua terceira pasta, a do Turismo. Depois da conversa do presidente do Senado, Renan Calheiros, e da presidente Dilma, apostam num anúncio hoje.

Abrindo o diálogo

O novo coordenador político do governo, o vice Michel Temer, teve uma conversa no gabinete da presidente Dilma com o ministro Ricardo Berzoini (Comunicações). Eles vão voltar a se falar. Berzoini já ocupou aquele cargo.

O DIA D. A cúpula do PT não queria o tesoureiro da sigla, João Vaccari, enfraquecido (licenciado) antes do depoimento de hoje na CPI da Petrobras.
Fonte : O Globo
Data : 09/04/2015

CONTRA A IMPUNIDADE - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/09/2015 as 03:45 PM

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, está conseguindo fazer com que suas teses prevaleçam nos tribunais superiores contra a tentativa dos advogados de defesa de soltarem seus clientes empreiteiros e, no limite, anular as delações premiadas que estão possibilitando desbaratar o esquema de corrupção na Petrobras.

Em diversas decisões dos últimos dias, está revelada a preocupação dos juízes com a credibilidade do Judiciário e das instituições públicas, e com a repercussão das decisões na opinião pública.

A defesa do diretor da Galvão Engenharia Erton Medeiros tenta desqualificar as acusações do doleiro Alberto Youssef alegando que ele não poderia ter feito uma nova delação premiada por ter mentido em ocasião anterior, em que assinou o mesmo compromisso e escondeu da Justiça a participação do deputado José Janene (morto em 2010) em outro esquema de corrupção.

O parecer que baseia a tese é do ex-ministro Gilson Dipp, considerado um especialista em lavagem de dinheiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli rejeitou o habeas corpus sem analisar o mérito da questão, lembrando que "a jurisprudência da Corte não tem admitido o habeas corpus originário para o Pleno contra ato de seus ministros ou de outro órgão fracionário da Corte".

Como a delação premiada de Youssef foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, que é o relator do processo da Petrobras na Segunda Turma, dificilmente o plenário do Supremo anulará sua decisão.

O próprio Zavascki - que já mandara soltar o ex-diretor da Petrobras Renato Duque sem aceitar a alegação de Moro de que havia risco de fuga para o exterior onde Duque mantinha ainda dinheiro - está negando seguidamente a libertação de acusados do petrolão.

Tudo indica que o juiz Sérgio Moro está atuando em sintonia com Zavascki para evitar que discordâncias de entendimento jurídico criem impasses. No caso de Duque, por exemplo, o relator do petrolão usou a jurisprudência do STF para conceder a liberdade, pois já está estabelecido que ter dinheiro no exterior não é razão suficiente para uma prisão preventiva que evite uma eventual fuga do indiciado.

Ao manter na prisão José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS, o ministro Zavascki assumiu uma tese muito cara ao juiz Sérgio Moro, de que as prisões preventivas não violam o princípio da presunção de inocência. Esse é outro argumento da defesa dos empreiteiros, que tentam usá-lo para conseguir a liberdade de seus clientes. Alegam também que a prisão já se prolonga por muito tempo, e querem que o plenário do Supremo decida sobre o tema.

Mas Zavascki foi além, e admitiu que, soltos, os indiciados podem voltar a cometer crimes, trazendo "sentimento de impunidade e de insegurança na sociedade".

Desta vez, ele estava citando o ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça. A decretação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, uma tese que o juiz Sérgio Moro usa com muita ênfase, é a base do voto do juiz Schietti Cruz, admitindo "interpretação mais ampla e flexível na avaliação da necessidade da prisão preventiva".

O juiz terá que levar em conta a "particular repercussão, com reflexos negativos e traumáticos na vida de muitos" do caso, e tomar a decisão para evitar um "forte sentimento de impunidade e insegurança".

O ministro Teori Zavascki aceita também a tese de Moro de que crimes de lavagem de dinheiro e de colarinho branco "podem ser tão ou mais danosos à sociedade ou a terceiros que crimes praticados nas ruas, com violência".

Está ficando claro também, à medida que as investigações avançam, que as delações premiadas estão sendo comprovadas por documentos que os delatores estão entregando aos procuradores do Ministério Público que atuam nas investigações da Lava-Jato.

Com os responsáveis pelas investigações contendo o ímpeto para atuarem estritamente dentro da lei, cuidando para que tecnicalidades não emperrem o processo em curso, e, sobretudo, com a opinião pública atenta ao desenrolar das investigações, será difícil desta vez encontrar brechas para anular o processo, como já aconteceu em outras ocasiões.

Os pontos-chave

1 - O juiz Moro, responsável pela Lava-Jato, está conseguindo fazer com que suas teses prevaleçam nos tribunais superiores contra a tentativa dos advogados de soltarem seus clientes e, no limite, anular delações premiadas.

2 - A decretação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, uma tese que Moro usa, é a base do voto do juiz Schietti Cruz, do STJ.

3 - Zavascki, relator do processo do petrolão, aceita também a tese de Moro de que crimes de lavagem de dinheiro e de colarinho branco “podem ser tão ou mais danosos que crimes praticados nas ruas”.
Fonte : O Globo
Data : 09/04/2015

O PIOR TRIMESTRE - PANORAMA ECONÔMICO - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/09/2015 as 03:45 PM

Em todas as 13 capitais pesquisadas, a inflação está além do teto da meta.

No Rio, Porto Alegre e Goiânia, está acima de 9%. Mais da metade da taxa de março é o reajuste da energia; 75% do índice são resultado da alta da luz e da alimentação. O IPCA do primeiro trimestre foi desastroso para as famílias. O risco é de os reajustes serem acima disso para garantir a margem de lucro das empresas.

A recessão ajuda da pior forma a combater a tendência de jogar os preços para cima. Quando a inflação está neste nível, de 8,2% em 12 meses, as empresas tentam garantir suas margens de lucro corrigindo produtos e contratos por um percentual acima da inflação corrente. Por causa da oscilação do câmbio, houve nos últimos tempos aumentos de custos de insumos e componentes importados. Tudo isso alimenta o círculo vicioso que mantém a inflação alta. As vendas de carros caíram 17% no primeiro trimestre, mas os preços aumentaram. Em outros produtos e serviços aconteceu o mesmo fenômeno. Neste ponto, uma boa noticia foi a forte queda do dólar ontem.

Quem olhar para dentro do índice verá a história recente. O erro cometido pelo governo de reduzir os preços da energia de forma populista e eleitoreira está cobrando seu preço agora. Mas quem paga o custo do erro é o consumidor. Os preços administrados ficaram abaixo da inflação média até dezembro. Foram, no ano passado, 5,32%, para uma inflação anual de 6,4%. Depois, deram um salto, e, no primeiro trimestre, subiram mais do que no ano passado inteiro, chegando a 8,47% em três meses. Estão em 13,32% no acumulado de 12 meses. Os preços da energia começaram a subir ao longo de 2014, mas dispararam após as eleições. Só no trimestre, subiram 36,34%. E 60,42% em 12 meses. É a vilã da inflação de 2015.

No melhor cenário, este terá sido o pior trimestre do ano, com três números acima de 1%. As previsões dos economistas de consultorias e bancos são de que os índices mensais ficarão abaixo de 1% ao mês daqui para frente, mas não abaixo das taxas do ano passado. Isso manterá a inflação em 8% ao longo do ano. As previsões mais baixas são de taxas de 7,9% em 2015.

A energia incomodará durante todo o ano, porque ela tem várias razões para subir. Houve a entrada da bandeira tarifária, depois o aumento da bandeira tarifária, os reajustes extraordinários e a correção anual. Os reajustes anuais, em que as distribuidoras repassam seus custos, são em meses diferentes, dependendo da empresa. Por isso, sua distribuição é desigual pelos estados da federação. Os reajustes extraordinários acontecem porque o governo eliminou o subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e pelo repasse ao consumidor do custo dos empréstimos tomados pelas distribuidoras para cobrirem seus rombos no ano passado.

Em resumo: a energia subirá várias vezes em 2015, a maior parte desses reajuste é derivada de erros de gestão do setor elétrico. O governo dirá que é culpa da falta de chuvas. O país vive uma seca sim, mas, em geral, os custos jogados agora no colo do consumidor foram causados pela redução da energia decretada pelo governo no final de 2012, na tristemente famosa MP 579. E a falha nos leilões de oferta expuseram as distribuidoras ao custo do mercado à vista.

A inflação de março é a pior desde março de 1995. O Plano Real tinha então nove meses. Como se sabe, não houve congelamento no Real e por isso a inflação foi descendo devagar. O país vivia ainda a transição para o novo tempo. Outro momento da comparação é com 2003, quando o governo Lula vencia a crise de confiança em relação à sua chegada ao governo. O dólar havia disparado e isso impactou todos os preços. O PT tinha sido contra o plano de estabilização, o que alimentava a incerteza sobre os rumos da política econômica. Vencido o temor em relação à mudança de governo, o dólar caiu e os preços se acomodaram.

Agora não é nem a transição monetária nem a transição política. Vive-se a ressaca dos erros cometidos pelo primeiro governo Dilma na administração da política econômica e energética.

Isso não significa que a inflação está fora de controle, mas ela está alta demais, principalmente para um país em recessão. Com uma taxa nesse nível, todo o cuidado é pouco.

Os pontos-chave

1 - Inflação do primeiro trimestre deve ser a pior do ano, mas vai continuar alta, incomodando as famílias

2 - Erros no setor elétrico, com redução forçada de tarifas, estão cobrando um preço altíssimo agora

3 - País vive ressaca dos erros cometidos pelo primeiro governo Dilma na administração da economia
Fonte : O Globo
Data : 09/04/2015

ESTADO FARÁ ESTUDO SOBRE CONCESSÃO DE VIAS FEDERAIS
Publicado em 04/09/2015 as 03:45 PM

Proposta foi apresentada ontem, em Brasília, pelo governador Pezão

BRASÍLIA- O governo federal autorizou os estados do Rio e do Espírito Santo a prosseguirem com o aprimoramento dos projetos técnicos e econômicos que preveem a concessão à iniciativa privada da construção da Estrada de Ferro Rio-Vitória (EF-118) e também das reformas de três rodovias federais que cortam o Rio: o Arco Metropolitano, a BR-101 Sul (trecho Itacuruçá-Angra) e a BR-456 (antiga Rio-São Paulo).

A decisão foi tomada ontem em reunião no Ministério dos Transportes com os ministros Antonio Carlos Rodrigues (Transportes) e Nelson Barbosa (Planejamento), e os governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão, e do Espírito Santo, Paulo Hartung.

Na proposta, o governador do Rio defendeu o aumento de investimentos para as três estradas federais, algumas já com o tráfego comprometido. Para conseguir a aprovação das concessões privadas, técnicos do estado vão preparar um estudo de viabilidade econômica. O relatório não tem data para ficar pronto, e ainda vai precisar do aval do Ministério para dar continuidade à tramitação do projeto. Com a proposta, as rodovias passarão a ter pedágio.
Fonte : O Globo
Data : 09/04/2015

QUINZE PREFEITOS IRÃO ATÉ PEZÃO PARA COBRAR A RETOMADA DO COMPERJ
Publicado em 04/09/2015 as 03:44 PM

Grupo alega perdas na receita com o ritmo lento das obras no complexo petroquímico

Os efeitos da crise do petróleo também têm consequências graves para os municípios da região do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), que sofrem com a desaceleração das obras a cargo da Petrobras. Prefeituras informam que 25 mil trabalhadores já foram demitidos. Para tentar contornar o problema, prefeitos das 15 cidades do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Leste Fluminense (Conleste) vão se reunir com o governador Luiz Fernando Pezão, na próxima terça-feira, para pedir a retomada das obras no Comperj. Eles também planejam a realização de um ato no Rio em sua defesa.

PROTESTO PARA ATRAIR ATEÇÃO DO PAÍS

Um dos líderes do movimento, o presidente do Conleste e prefeito de Itaboraí, Helil Cardoso (PMDB), afirma que os municípios devem decretar ponto facultativo para mobilizar a população no dia do protesto. Ele disse ainda que a arrecadação de sua cidade foi fortemente impactada no primeiro trimestre deste ano:

— Queremos fazer um grande ato simbólico e chamar a atenção de todo o país para o que está acontecendo nessa região. Foram construídas diversas torres comerciais na cidade, e os proprietários estão devolvendo as salas. Estamos perdendo R$ 21 milhões por mês de arrecadação, após a redução drástica do ritmo da obra. A arrecadação de ISS caiu de R$ 25 milhões, em março do ano passado, para R$ 7 milhões este ano. Se continuar assim, devemos fechar 2015 com R$ 200 milhões a menos nas contas e ter uma redução de 45% nas receitas previstas.

Também membro do Conleste, Niterói estima perdas de R$ 25 milhões de janeiro a março com a redução de receitas de royalties do petróleo e de ICMS. A preocupação é grande, já que a economia da cidade tem uma grande participação na cadeia produtiva da indústria naval, cujo principal cliente é a Petrobras. O prefeito Rodrigo Neves (PT) disse que pedirá ao estado uma intervenção na retomada dos investimentos do Comperj e do setor naval:

— Precisamos criar uma força suprapartidária em prol do Comperj. Não podemos deixar que isso continue. Niterói também teve demissões em estaleiros.
Fonte : O Globo
Data : 09/04/2015

CÂMARA É CUNHA, SENADO É MICHEL
Publicado em 04/09/2015 as 03:44 PM

Michel Temer mal havia se sentado na cadeira de coordenador político do governo quando os petistas comentavam em conversas reservadas ainda na noite de terça-feira que a Câmara não dará trégua ao Planalto.

Leia-se Eduardo Cunha, o mais recente filiado ao grupo de alto comando peemedebista. Ao longo dos próximos dias, Cunha pretende mostrar que o vice-presidente da República é bom, mas não é Deus. A PEC de redução do número de ministérios foi só uma amostra. No Senado, Renan Calheiros, por sua vez, pareceu mais cordato. Deixou, por exemplo, correr frouxa a leitura da CPI do BNDES, dando tempo de que alguns retirassem as assinaturas, conforme divulgado ontem.
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Vem por aí a nova temporada Câmara versus Senado dentro do PMDB. Temer, que de bobo não tem nada, já chamou a bancada da Câmara para uma reunião. Ele sabe que os deputados hoje atendem muito mais ao comando de Eduardo Cunha do que ao do governo ou dos líderes partidários. Esse parece ser hoje o maior desafio de Michel.

E uma das últimas marcas...
Mal o governo acerta um novo coordenador político e já vem ministro irritando a presidente Dilma Rousseff. Ontem, no Senado, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, provocou ira em alguns dilmistas ao mencionar a necessidade de adquirir a coragem de revisitar o sistema de partilha na exploração de petróleo do pré-sal.

...Balança
Há dois dias, Dilma disse com todas as letras que o sistema de partilha da produção (e não o de concessão) é o acertado porque deixa a riqueza na mão do Estado. Para quem já perdeu o discurso dos juros baixos, da conta de luz mais barata e das casas mais mobiliadas, era só o que faltava. No Planalto, há quem assegure que, nesse quesito, não dá para abrir mão, ainda que a Petrobras esteja enfrentando problemas.

“O articulador do governo precisa ser um negociador de sequestro. É sujeito que fala com todo mundo: com o sequestrado, com a polícia, com a mãe do sequestrador, com o sequestrador e ainda leva o dinheiro do resgate”
Magno Malta (PR-ES), senador

E o Vaccari, hein?
Vencida a disputa interna sobre ir ou não à CPI da Petrobras, o tesoureiro petista João Vaccari Neto corre o risco de ouvir poucas e boas se tentar enfrentar os deputados ou constrangê-los citando doações de campanha. O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), por exemplo, está pronto para dizer que denunciado, ali, só Vaccari.

CURTIDAS

E o salário, ó.../ Mozart Viana vai para o governo, ok, mas há quem diga que terá trabalhar de graça. A aposentadoria que ele recebe do Poder Legislativo não permite a acumulação.

Arquivo morto/ Os peemedebistas se deslocavam da mesa de jantar para a outra sala no Jaburu quando, de repente, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (foto), olha para a imensa arca de madeira encostada na parede e não se contém: “Aqui, Michel vai guardar os currículos”. Foi uma risada geral. Só mesmo um móvel daquele tamanho para Michel Temer guardar as pastas com as qualificações de cada interessado ou indicado aos cargos de segundo escalão.

Queridinho?/ O deputado Fernando Marroni (PT-RS) viveu seus minutos de fama no lançamento do livro de João Paulo Cunha com reflexões sobre a temporada na Papuda por causa da condenação no processo do mensalão. “Pô, o Pepe (Vargas) vai para o lugar da Ideli (Secretaria de Direitos Humanos) só para você não deixar de ser deputado.” Marroni é suplente de Pepe na Câmara.

Por falar em lançamento.../ O PT prestigiou seu ex-parlamentar. Mais de 400 livros foram vendidos na noite de autógrafos em Brasília. Por lá, passaram vários integrantes do partido dos áureos tempos do governo Lula, inclusive Professor Luizinho. Já a turma enroscada no petrolão preferiu ficar distante. Alguns, especialmente de outros partidos, receberam convites em mãos e alegaram outros compromissos.
Fonte : Jornal do Commércio – RJ
Data : 09/04/2015

NAS ENTRELINHAS - UM OLHAR PRA FORA DA CASINHA
Publicado em 04/09/2015 as 03:44 PM

A situação de Temer é a de sócio da crise ou da solução dos problemas. Se assumir, de fato, o comando político do governo, Dilma virará uma espécie de Rainha da Inglaterra

A presidente Dilma Rousseff terá um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no sábado, durante a Cúpula das Américas, no Panamá. Será o restabelecimento de uma agenda positiva entre os dois países. Os assuntos relacionados à cúpula, abaixo da linha do Equador, são negativos por causa da Venezuela; acima, porém, são positivos devido ao restabelecimento das relações diplomáticas dos Estados Unidos com Cuba.

As relações de Dilma com Obama andaram estremecidas desde o cancelamento da importante “visita de Estado” à Casa Branca que a presidente faria mas desistiu, em razão das denúncias de que líderes mundiais, entre os quais Dilma, haviam sido alvos de espionagem por parte do governo dos Estados Unidos.

Entre eles, estava Angela Merkel, que pôs pilha em Dilma para fazer o gesto de protesto. À época, soube-se que a Petrobras também fora espionada, o que endossou ainda mais a decisão de Dilma. Além disso, a retórica da defesa da estatal e dos interesses nacionais se encaixava como uma luva na estratégia da reeleição.

Uma coisa não justifica a outra, mas seria muito interessante saber quais informações eram essas sobre a Petrobras, ainda mais diante do escândalo de corrupção na estatal revelado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público.

Ironia à parte, o encontro com Obama é uma oportunidade que a presidente da República deve agarrar com as duas mãos para reposicionar a diplomacia brasileira. Nossa política externa anda prisioneira de uma pauta envelhecida e, pior ainda, da geopolítica bolivariana dos vizinhos da Argentina, da Bolívia e da Venezuela.

O encontro com o presidente dos Estados Unidos não será uma agenda isolada, uma vez que Dilma também se encontrará com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e com os presidentes do México, Enrique Peña Nieto; da Colômbia, Juan Manuel Santos; e do Haiti, Michel Martelly.

É uma oportunidade de aggiornamento diplomático para o Brasil. Dilma bem que poderia aproveitar a nova situação criada pela “terceirizaçao” da política econômica, sob comando do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e da política propriamente dita, delegada ao vice-presidente, Michel Temer, para dedicar mais tempo às viagens internacionais.

Renúncia branca
A propósito, na reunião da Executiva Nacional do PSDB, ontem, o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), afirmou que Dilma introduziu a “renúncia branca” na política brasileira. “Há, hoje, um interventor na economia, que pratica tudo aquilo que ela combateu ao longo de todo esse primeiro mandato. Agora, delega a coordenação política ao vice-presidente da República, a quem ela desprezou durante o primeiro mandato”, disse.

Não está muito claro ainda o que vai ocorrer com o governo. A ida de Michel Temer para a coordenação política foi uma decisão intempestiva de Dilma, como muitas outras que deram errado. Temer aceitou porque é do ramo e não poderia recusar a missão depois de o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, declinar do convite para assumir a agora extinta Secretaria de Relações Institucionais.

Uma nova recusa agravaria a crise política e significaria um rompimento do PMDB com o governo, após a quarta baixa no ministério em pouco menos de 100 dias de governo. A situação de Temer é a de sócio da crise ou da solução dos problemas. Se assumir, de fato, o comando político do governo, Dilma virará uma espécie de rainha da Inglaterra; se for um coordenador como outro qualquer, perderá a liderança do PMDB para os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Fonte : Jornal do Commércio – RJ
Data : 09/04/2015

CÂMARA APROVA TEXTO PRINCIPAL DA LEI QUE REGULAMENTA TERCEIRIZAÇÃO
Publicado em 04/09/2015 as 03:44 PM

A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto principal do projeto de lei que trata da regulamentação do trabalho terceirizado no Brasil. Os destaques e as sugestões de alterações serão discutidos na próxima semana.

Acordo entre as lideranças partidárias e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a votação das emendas e dos destaques que visam a modificar o texto aprovado hoje para começar a partir de terça-feira (14).

Esse consenso permitiu que os deputados apresentassem as emendas e destaques de hoje até as 14 h de terça-feira, quando será retomada a votação. Nesse período, o governo e os contrários ao texto aprovado poderão trabalhar para modificar dispositivos da proposta nas votações. (Agência Brasil)
Fonte : Jornal do Commércio – RJ
Data : 09/04/2015

MERCADO ABERTO – COLUNISTAS - RESULTADO ECONÔMICO
Publicado em 04/09/2015 as 03:43 PM

O Brasil ficou em 42º lugar na lista de países que conseguem melhor reverter o progresso econômico em benefícios sociais para a população.

O ranking, elaborado pela instituição sem fins lucrativos Social Progress Imperative, colocou o país na frente de todos os Brics, mas atrás de outros latino-americanos, como Uruguai (24º), Chile (26º) e Argentina (38º).

"É um resultado bastante satisfatório. O Brasil ficou em uma colocação melhor do que quando se analisa o PIB per capita", afirma Eduardo Oliveira, sócio da Deloitte, empresa que participou da elaboração do estudo.

No ranking que considera o PIB per capita, o país fica na 54ª posição.

Para realizar a lista, foram analisados 53 índices. O pior desempenho foi registrado em segurança pessoal: 122º lugar dentre 133 nações. Tanto os homicídios como as mortes em acidentes de trânsito foram apontados como responsáveis pela colocação.

Tolerância e inclusão registraram uma das melhores posições do país: 24ª.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/04/2015

MERCADO ABERTO – COLUNISTAS - LOCADORAS DE VEÍCULOS FATURAM MAIS, MAS SETOR DESACELERA
Publicado em 04/09/2015 as 03:43 PM

O faturamento do setor de locadoras de veículos registrou um avanço real de 3,15% no ano passado, segundo relatório da Abla (associação nacional da área).

Apesar da alta, houve uma desaceleração pelo segundo ano consecutivo. Em 2013, o segmento havia crescido 4,73% e, em 2012, 9,9%.

"Se levarmos em consideração as dificuldades causadas pela Copa no segmento corporativo e a piora da economia ao longo do ano, ainda foi um desempenho bom", diz Paulo Nemer, que preside o conselho da entidade.

A deterioração do cenário econômico causou impacto principalmente no segmento de terceirização de frota, que representa 57% do total de negócios do setor no país.

Com a atividade reduzida, grandes empresas decidiram rescindir seus contratos de locação de veículos a mantê-los parados, ainda segundo Nemer, que também é dono da Rede Brasil de locadoras.

"Preferiram encerrar os contratos e pagar multa, por causa da inércia", diz.

As companhias da área faturaram juntas R$ 14,7 bilhões no ano passado. Para 2015, a entidade ainda não fechou uma projeção.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/04/2015

MERCADO ABERTO – COLUNISTAS - SEM DRAGAGEM, SANTOS DEIXA DE MOVIMENTAR 500 MIL CONTÊINERES
Publicado em 04/09/2015 as 03:42 PM




A falta de obras constantes para manter o calado (profundidade do canal) do porto de Santos não permitiu que pelo menos 500 mil contêineres fossem embarcados em 2014, segundo a ABTP (que representa o setor).

O volume corresponde a 20% do movimentado no ano passado pelo terminal, que é o mais importante do país.

Uma audiência pública coordenada pela Secretaria de Portos ocorre nesta quinta-feira (9), em São Paulo, para discutir um novo modelo de concessão de dragagens.

"Por causa da morosidade no atual processo de licitação, o serviço pode demorar cinco anos para ser contratado", afirma Wilen Manteli, presidente da associação.

"Os portos precisam ter dragagem permanente, não para remediar o assoreamento."

O presidente do porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino, porém, afirma que o terminal paranaense passa por manutenção de profundidade anual e não encontra obstáculos com as licitações.

"O tema é importante para o funcionamento dos portos. Estamos curiosos para saber se o novo modelo trará mais celeridade aos terminais que precisam, com tarifas que não onerem os usuários."

Hoje, os serviços são custeados com as taxas cobradas das embarcações. A concessão funcionaria como uma espécie de "pedágio".
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/04/2015

MERCADO ABERTO – COLUNISTAS - EMPRESA DE APLICATIVO DE TÁXIS RECEBE NOVA RODADA DE INVESTIMENTOS DE FUNDOS
Publicado em 04/09/2015 as 03:41 PM



A 99 Taxis, empresa de aplicativo para chamada de táxis, fechou uma nova captação de recursos com fundos de investimentos, que serão usados na expansão da rede.



Essa é a segunda rodada de aportes obtidos pelo grupo neste ano (a primeira ocorreu em janeiro). Somadas, elas totalizam R$ 130 milhões.

Os valores virão dos fundos internacionais Tiger Global e Qualcomm Ventures e do nacional Monashees --os três já fizeram outros desembolsos desde 2012, quando a empresa foi fundada.

"Vamos utilizar [o dinheiro] não tanto para uma expansão geográfica, pois já cobrimos o país todo, mas para aumentar a nossa participação nos mercados", diz Paulo Veras, CEO da 99Taxis.

"Hoje, menos de 10% dos passageiros de táxis do Brasil utilizam aplicativos para chamar o serviço. Acreditamos que é possível elevar essa fatia para 50%", afirma.

Para isso, a empresa investirá a maior parte dos recursos na captação de novos usuários. Outro montante irá na infraestrutura tecnológica do grupo.

A ampliação do segmento corporativo, para a gestão de serviços de táxi dentro de companhias, é outra meta. "Entramos nessa área no meio do ano passado e temos hoje 300 clientes."

A 99Taxis recebe dos taxistas uma comissão de 9% do valor de cada corrida solicitada por meio do aplicativo.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/04/2015

PMDB DA CÂMARA ENSAIA IMPOR NOVA DERROTA AO GOVERNO
Publicado em 04/09/2015 as 03:41 PM

Na estreia de Temer na articulação, aliados ignoraram apelo para adiar projeto que reduz total de ministérios

No Senado, entretanto, o Palácio do Planalto conseguiu impedir a criação de uma CPI para investigar o BNDES

Um dia após a presidente Dilma Rousseff transferir a articulação política do governo para o vice Michel Temer, a bancada do PMDB na Câmara começou a se movimentar por uma norma que, aprovada, representaria uma nova derrota ao governo: a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita a 20 o número de ministérios.

De autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o texto começou a ser discutido na manhã desta quarta (8) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Peemedebistas e aliados de Cunha, como o presidente da CCJ, Arthur Lira (PP-AL), ignoraram os apelos de petistas e do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), para o adiamento da votação.

O escrutínio só foi suspenso porque o plenário começou a discutir o projeto sobre terceirização --comissões não podem deliberar quando há votações no plenário da Casa.

Protagonista de disputas por espaço nos ministérios, o PMDB passou a bancar a proposta em meio a crise com o Planalto. Dos 38 ministérios, o partido controla sete: Agricultura, Minas e Energia, Aviação, Turismo, Pesca, Portos e Assuntos Estratégicos.

Cunha e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não quiseram um peemedebista no comando da articulação política para seguirem atuando com autonomia em relação a Dilma.

Eles não foram consultados sobre o papel de Temer. A mudança, avaliam alguns, leva o partido para dentro da crise e ainda coloca em risco o mote da independência, bandeira de Cunha na Câmara.

CPI DO BNDES

No primeiro dia de Temer na articulação política, o Palácio do Planalto conseguiu impedir a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado para investigar empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Após intervenção de membros do governo, seis senadores retiraram suas assinaturas do pedido de CPI, o que inviabilizou a comissão. Todos de partidos aliados do Planalto: Rose de Freitas (PMDB-ES), Ivo Cassol (PP-RO), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Zezé Perrella (PDT-MG) e Fernando Ribeiro (PMDB-PA).

Autor do pedido da CPI, Ronaldo Caiado (DEM-GO) promete fazer uma nova ofensiva em busca de assinaturas, especialmente junto aos colegas do PSB, que ainda não decidiram sobre o tema.

Entre os empréstimos que seriam investigados pela CPI, está o revelado pela Folha do repasse de US$ 5,2 bilhões para a exportação de bens e serviços para Angola.

A oposição também quer apurar o que chama de "endividamento" do BNDES frente ao Tesouro Nacional. Caiado afirma que, de 2006 a 2014, o saldo da dívida do banco com o Tesouro subiu mais de 4.800%.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/04/2015

INCÊNDIO EM SANTOS AVANÇA PARA OITAVO DIA
Publicado em 04/09/2015 as 03:41 PM

Falhou a tentativa do Corpo de Bombeiros de usar o chamado "cold fire", espuma com grande capacidade de resfriamento, para extinguir o incêndio que atinge tanques de combustíveis da empresa Ultracargo, na região portuária de Santos (SP), desde quinta (2). Apesar de ter sido controlado por volta das 12h30 desta quarta (8), as chamas reapareceram às 15h.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/04/2015

ANTAQ PRIORIZARÁ ARRENDAMENTOS E DRAGAGENS EM PORTOS
Publicado em 04/09/2015 as 03:41 PM

São Paulo - O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, afirmou que arrendamentos e dragagens de portos e concessão de hidrovias estão entre as prioridades do segundo mandato de governo da presidente Dilma Rousseff.
Escrito por Redação

Ele pediu, porém, paciência para o desenvolvimento da infraestrutura.

Em relação ao ajuste fiscal do governo e o comprometimento de investimentos, Povia avaliou que a situação "não é catastrófica" "Vamos continuar bem. Temos um ambiente muito propício no setor portuário, um setor em plena atividade", afirmou, em seminário da Intermodal South America.

Segundo ele, a Antaq está "preparada" para fazer arrendamentos necessários e apoia "plenamente" a licitação para dragagem dos portos. "Vamos ver essa modelagem para atender embarcações que hoje crescem. ? importante que os nossos portos atendam essas embarcações, isso reduz frete e aumenta eficiência", disse.

Ele apontou também que o governo tem mostrado preocupação com a melhoria de gestão das companhias docas. Sobre a concessão de hidrovias, que devem ser incluídas no Plano de Investimentos em Logística (PIL), Povia afirmou que o projeto-piloto é o rio Madeira, ou corredor Centro-Norte, importante eixo de escoamento da produção agrícola e mineral da região Centro-Oeste.

A expectativa é de que a licitação ocorra ainda em 2015. "Pensamos em uma parceria público-privada e queremos trabalhar com o Ministério dos Transportes e o Dnit nesse modelo de concessão hidroviária", afirmou Povia. Marco - Outra expectativa para os próximos anos é o marco regulatório para a cabotagem - a navegação entre portos do mesmo país. "Já temos um diagnóstico muito claro do que precisa ser feito. O setor tem muito a oferecer. Os números da cabotagem crescem fortemente, mas a base ainda é muito pequena", disse.

Povia afirmou que o governo vem trabalhando na modernização portuária e destacou que 241 ações já foram concluídas no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), totalizando R$ 43,8 bilhões. Após reclamações sobre o andamento de projetos de infraestrutura ao longo do seminário,

Povia pediu paciência durante sua apresentação. "? preciso que tenhamos um pouco de paciência com as questões envolvendo infraestrutura. São projetos e investimentos cujos resultados demoram a surgir", disse. (AE)
Fonte: Diário do Comércio
Data : 08/04/2015

CABOTAGEM É A MODALIDADE DE TRANSPORTE LÓGICA PARA O BRASIL, DIZ FONSECA
Publicado em 04/09/2015 as 03:30 PM

Rodrigo Duhau, de São Paulo



Em 7 de abril, o diretor da ANTAQ, Fernando Fonseca, participou do Seminário Político Econômico, durante a Feira Intermodal South America, em São Paulo (SP). Ele participou do painel Cabotagem – crescimento do transporte por cabotagem no Brasil: como melhorar a competência brasileira para poder competir e aproveitar a vantagem internacional dos armadores existentes no mundo.

Diretor da ANTAQ, Fernando Fonseca, destacou o crescimento desse tipo de navegação



O diretor da ANTAQ acredita que a cabotagem é a modalidade de transporte lógica para o Brasil, pois o país tem um enorme potencial. “Temos 7,3 mil quilômetros de costa, 80% da nossa população está a 200km do litoral e a atividade industrial brasileira está concentrada ao longo da costa”, apontou.

Os números da cabotagem brasileira têm sido positivos. Em 2014, foram movimentados aproximadamente 212 milhões de toneladas por esse tipo de navegação. Em 2013, esse valor chegou a 205 milhões de toneladas. Desde 2010, a navegação de cabotagem vem registrando um crescimento, em média, de 3,9% ao ano na movimentação de cargas. Em relação ao transporte por intermédio da cabotagem, foram registrados 147,6 milhões de toneladas em 2014, 4,3% a mais do que em 2013.

Fernando Fonseca, em sua palestra, destacou que o desempenho das operações relacionadas à navegação de cabotagem sofre influências do desempenho do setor petrolífero. “Sessenta e seis por cento da movimentação de cabotagem estão relacionados a operações com derivados de petróleo”, observou.

Entretanto, conforme o diretor da ANTAQ, a cabotagem pode se desenvolver ainda mais. Para isso, é preciso haver a modernização e o crescimento da frota brasileira, integração multimodal, execução do transporte com esquema porta a porta e ampliação da natureza da carga transportada, entre outros aspectos.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 09/04/2015

PARANAGUÁ É DESTAQUE NA MAIOR FEIRA DE LOGÍSTICA DAS AMÉRICAS
Publicado em 04/09/2015 as 03:30 PM

O trabalho realizado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) nos últimos anos foi mencionada - pelo ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo - como fundamental para o crescimento da movimentação de cargas do Porto de Paranaguá. Em 2010, a receita cambial do Porto de Paranaguá era de U$ 14,5 bilhões e passou para U$ 16,5 bilhões em 2014. Já a movimentação geral de cargas passou de 38,1 milhões em 2010, para 45,5 milhões em 2014.

“O porto de Paranaguá é estratégico e um dos mais importantes do país, com uma contribuição histórica para a exportação e importação do Brasil. No entanto, a posição de Paranaguá no mercado está se acentuando cada vez mais, devido a sua administração e governabilidade”, declarou o ministro Edinho Araújo. A declaração foi feita durante visita ao estande da Appa, na Intermodal South America, uma das principais feiras de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior do mundo, onde os portos paranaenses apresentam seus projetos até o dia 9 de abril.

O ministro disse ainda, que Paranaguá tem um papel crucial para o Brasil no atual momento econômico. “Paranaguá é fundamental para a economia do nosso país, especialmente neste momento de dificuldade e ajuste fiscal. É o limiar de uma nova fronteira”, ressaltou o Ministro.

Para o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, o reflexo positivo do Porto de Paranaguá no cenário nacional e internacional se deve aos investimentos realizados nos últimos quatro anos. “A orientação do governador Beto Richa sempre foi voltada para a modernização dos portos paranaenses. Estancamos todos os gargalos e estamos trabalhando para tornar nossos portos cada vez melhores”, destacou Dividino.

Investimentos – Ao todo, o Governo investiu R$ 511 milhões em obras para manutenção, ampliação e melhorias nos portos paranaenses.

Entre as principais obras estão, três campanhas de dragagem, que restabeleceram a profundidade original do canal da Galheta; berços de atracação e acesso ao porto de Antonina, a modernização do sistema de conferência das cargas de fertilizantes que agilizou o trabalho e ajudou a diminuir o tempo de espera dos navios, o carga online - sistema informatizado que ordena a chegada de caminhões graneleiros ao Porto de Paranaguá, recuperação das vias de acesso no entorno do porto de Paranaguá, aumento do pátio de triagem, o Programa Porto no Campo e a garantia das licenças ambientais. Também foram adquiridos quatro novos shiploaders (carregadores de navios), que estão possibilitando um aumento de 33% na produtividade nas operações do corredor de exportação.

O diretor Comercial da Appa, Lourenço Fregonese, conta que os investimentos em infraestrutura permitiram ao Porto de Paranaguá oferecer viabilidade operacional e confiabilidade aos seus clientes.

“Com isso, estamos retomando todas as cargas perdidas para os outros portos em anos anteriores. Paranaguá está trabalhando para ser o melhor porto do Brasil”, enfatizou Fregonese.

Intermodal 2015 – A Intermodal South America é o principal encontro do setor de logística, transporte de cargas e comércio exterior. O evento reúne 680 marcas expositoras de 25 países. A estimativa de público é de 50 mil pessoas para os três dias de evento. Durante a Intermodal são realizadas discussões sobre os principais desafios no transporte de cargas mundial, discussões voltadas ao cenário econômico e os desafios ambientais dos setores de logística e comércio exterior.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/04/2015

EMPRESA BUSCA NOVOS CLIENTES INTERESSADOS EM ATINGIR METAS SUSTENTÁVEIS COM O USO DA CABOTAGEM
Publicado em 04/09/2015 as 03:29 PM

A Log-In apresentou as vantagens ecológicas da cabotagem em coletiva realizada no primeiro dia da 21ª edição da Intermodal South America, que acontece de 7 a 9 de abril, no Transamerica Expo Centro, em São Paulo. No encontro, o diretor comercial da empresa, Márcio Arany, abordou o tema, comentando cases de clientes que buscam o modal para atingir metas sustentáveis.

“O modal emite três vezes menos CO2 na atmosfera se comparado ao transporte rodoviário, por exemplo. Estamos atraindo alguns novos clientes interessados nessa vantagem, além do fato do modal ser mais seguro e ter perdas mínimas por roubos ou avarias”, disse Arany.

Uma das empresas citadas pelo diretor comercial da Log-In foi a Natura, que adotou o modal em 2014 para reduzir em 33% a emissão de CO2 até 2020. Questionado sobre os segmentos que trocam as estradas pela cabotagem, Arany afirmou que praticamente todo tipo, mas principalmente as empresas maiores, que possuem um planejamento logístico mais avançado e buscam redução de custo. “Estamos trabalhando para atrair também os clientes de menor porte, apostando que quando aderem ao modal, confirmam todas as vantagens que apresentamos e ainda encontram competitividade econômica no final da cadeia de transporte”, acrescentou Arany.

Para dar mais segurança aos clientes, principalmente os de pequeno e médio porte, a empresa investiu no Portal do Cliente, serviço de excelência, que proporciona aos clientes rastrear todo o trajeto de suas cargas, da coleta à entrega.

Arany também falou sobre os investimentos da empresa em novos navios. A empresa vem investindo cerca de R$ 1 bilhão na renovação da frota com a construção de sete navios – cinco para transporte de contêineres e dois graneleiros para bauxita. Três deles já foram entregues entre 2011 e 2012 – dois porta-contêineres e um bauxiteiro – e os quatro restantes estão previstos para até 2017.

Os resultados mostram que a empresa está no caminho certo. A Log-In fechou o quarto trimestre de 2014 com novo recorde no volume de navegação costeira, atingindo 77,8 mil TEUS (unidade equivalente a um contêiner de 20 mil pés), superior 28,1% em relação ao mesmo período de 2013. Nos últimos sete anos, a empresa tem crescido, em média, 20% ao ano. “A perspectiva para 2015 é manter o ritmo de desenvolvimento bastante superior às taxas da economia brasileira”, destacou Arany.

A Log-In mantém escritórios regionais nos principais portos do país e é a única com filial em Vila do Conde, no estado do Pará, conta também com terminais retro portuários e transportadoras rodoviárias ambos parceiros que contribuem para atender as necessidades logísticas do mercado. O estande da empresa na 21ª edição da Intermodal South América é o B-65.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/04/2015

TCP LOG CONQUISTA LIDERANÇA EM OPERAÇÕES DE CARGAS PROJETO DE PARANAGUÁ
Publicado em 04/09/2015 as 03:29 PM

Pouco mais de um ano após iniciar suas operações no segmento de Cargas Projeto, a TCP Log - subsidiária dedicada a serviços de integração da cadeia logística da TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá) já é responsável por aproximadamente 85% das movimentações deste tipo no Porto de Paranaguá. O segmento, que atende qualquer tipo de carga com dimensão ou peso acima do permitido para embarque em contêineres (ultrapassando 12 metros de extensão e dois metros de altura), exige equipamentos especiais para todas as etapas logísticas.

O terminal movimentou em média 10 mil toneladas de Carga Projeto por mês este ano e é responsável pela gestão e operação logística portuária de grandes equipamentos importados de países da Ásia, Europa, América do Norte, entre outros, por fábricas que estão se instalando em solo brasileiro. “São cargas especiais e que demandam um complexo tratamento e manuseio”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP.

No final de 2014, por exemplo, a TCP Log foi responsável pela recepção e gestão intraportuária de uma carga projeto com 80 grandes peças que, juntas, somaram mais de 600 toneladas. No final de março, um novo carregamento desembarcou em Paranaguá com uma única peça de 198 toneladas. “A TCP Log procura entender qual é a real necessidade do cliente e oferecer soluções logísticas integradas que melhor se adaptem a cada caso”, ressalta Moraes.

Para poder operar com este tipo de carga, além de investir na estruturação da TCP Log, a TCP também investiu em parcerias com outros dois armadores expressivos de cargas projeto, atendendo exportadores e importadores em serviços como armazenagem, movimentação e transporte, todos eles 100% gerenciados por SLAs e KPIs que buscam permanentemente segurança e excelência.

Com objetivo de ser reconhecida como a melhor operação de Cargas Projeto do Brasil, a TCP também tem investido em três frentes: na capacitação da equipe (toda com certificado derigging), na melhoria da infraestrutura (ampliação dos berços) e a aquisição dos novos equipamentos, que permitirá ao Terminal atender aos mais variados tipos de operações e cargas, bem como converter novos clientes para Paranaguá.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/04/2015

CAUSA E CONSEQUÊNCIAS DE INCÊNDIO EM TANQUES DE COMBUSTÍVEL EM SANTOS EM INVESTIGAÇÃO
Publicado em 04/09/2015 as 03:29 PM

O Ministério Público Federal (MPF) em Santos realizou uma inspeção na área da empresa Ultracargo, proprietária dos tanques de combustível atingidos por um incêndio que começou no dia 2 último. Durante a visita na manhã desta quarta, o procurador da República Antonio José Donizetti Molina Daloia e três técnicos do MPF formularam questionamentos aos representantes doCorpo de Bombeiros, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e da empresa para obter informações sobre as medidas que têm sido tomadas no combate às chamas e à poluição ambiental.

“O objetivo da vistoria é fazer uma avaliação preliminar das consequências do incêndio e identificar providências a serem adotadas pelos órgãos competentes para a preservação do meio ambiente e das condições de saúde e segurança da população no entorno”, afirmou Daloia. Um relatório sobre a inspeção deve ser concluído nos próximos dias.

Foto: Facebook do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

Inquérito
Também nesta terça-feira, 7 de abril, o procurador instaurou um inquérito civil público para apurar as consequências do incêndio. Boa parte dos danos, como a morte de grande quantidade de peixes, foi causada em áreas que integram o patrimônio da União. Não há prazo para que a investigação seja encerrada.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/04/2015

FIM OU UM NOVO INCÊNDIO NA ALEMOA?
Publicado em 04/09/2015 as 03:25 PM

O incêndio nos tanques da Ultracargo tem sido classificado como o segundo maior do mundo em emprego de pessoal no combate às chamas. Fora o corre-corre tradicional em acidentes dessa ordem no porto e a falta de estrutura adequada, cabe perguntar se esse triste cenário não poderia ter sido evitado. No licenciamento de projeto de tanques de combustíveis deve ter ao menos três aprovações: meio ambiente, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Prefeitura Municipal de Santos. A regra é que o tanque seja imerso em aterro de igual volume do tanque.

A Ultracargo defendeu a piscina de uso para todos os tanques com volume dos tanques na piscina. Todos os órgãos licenciadores toleraram e aprovaram essa proposta. Nela os tanques ficam mais próximos que no do aterro e os dois lados se alimentam: por exemplo, um tanque a 800° C alimenta de calor o ao lado a 20° C. A piscina única mistura o risco de todos os tanques. Passados seis dias, nesta terça-feira (8/4), a cor da fumaça mudava de tom de cinza ao longo do dia, aparentando a queima de produtos diferentes. É preciso esclarecer se conseguiram tirar todos os produtos.



Foto: Diego Lameiro/Facebook do Corpo de Bombeiros

Imagem aérea dos tanques da Ultracargo em chamas desde o deia 2 de abril último



A central de comando opera normalmente? Há uma baixa produtividade no combate ao incêndio que precisa ser analisada à luz do projeto aprovado. Falta muita informação.

O Porto de Santos está com o seu único acesso comprometido e sua movimentação de carga vem sendo prejudicada todo esse tempo. Pode representar uma perda de eficiência correspondente a 30 mil toneladas de carga, de significativa redução da receita cambial e prejuízo com mais outros valores inerentes ao comércio marítimo. A Prefeitura local precisa oferecer alternativa de acesso ao porto. Não se pode negligenciar alguns aspectos essenciais para dar segurança e bem estar à população, assim como garantir ao máximo a normalidade às operações portuárias.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/04/2015

ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS NOS NAVIOS É RETOMADO
Publicado em 04/09/2015 as 03:23 PM

O serviço estava interrompido desde quinta-feira(2), quando teve início do incêndio, na Alemoa
DA REDAÇÃO

O abastecimento de combustíveis nos navios atracados no Porto de Santos foi retomado nesta terça-feira(7). O serviço estava interrompido desde quinta-feira, quando teve início do incêndio que atinge os tanques da Ultracargo, na Alemoa. A decisão foi da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) que, agora, exigem medidas adicionais de segurança durante as operações.

O abastecimento é feito por um navio, o Amanlthia, e por barcaças que pertencem à Transpetro. O serviço foi suspenso porque o carregamento das embarcações com combustíveis acontece no ponto de atracação nº 1 da Alemoa, que fica a cerca de mil metros do local do incêndio.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, que é comandante da CPSP, o abastecimento dos navios atracados foi liberado, mas as exigências de segurança a serem cumpridas serão maiores. A regra visa minimizar os riscos de acidentes, já que todo o efetivo do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) e do Corpo de Bombeiros está focado na contenção das chamas, que já duram sete dias na Ultracargo.

“A avaliação é de que a maior probabilidade de sucesso na contenção de um incêndio é que ele seja debelado no momento inicial. Como todos os recursos já estão sendo utilizados, em caso de algum sinistro, pode ser maior a dificuldade de atendimento. A ideia é estar pronto para que qualquer tipo de emergência no terminal ou no navio seja prontamente combatida”, explicou o oficial.

As exigências variam de acordo com a embarcação que será utilizada. Em todos os casos, técnicos em segurança da Codesp deverão acompanhar os trabalhos.

No caso do Amalthia, a operação só será autorizada caso a Transpetro apresente dispositivos de combate a incêndio prontos para utilização, tanto no navio, como no cais. Neste caso, a empresa também deverá provar que a estação geradora de espuma está abastecida com líquido específico.

Dois rebocadores também precisarão dar apoio ao navio durante as operações. Também é exigida a presença constante de um prático. Tudo para que, caso haja algum problema, o deslocamento da embarcação seja imediato. Além disso, a Transpetro também deverá apresentar um ofício em que o armador autorize os trabalhos.

Já no caso das barcaças, além dos equipamentos de combate a incêndio, um rebocador deverá prestar apoio constante.

Operações

As embarcações poderão ser carregadas com combustíveis no ponto 1 da Alemoa. No caso do Amalthia, que tem maior capacidade de transporte, esta operação pode durar até 12 horas. De acordo com a Autoridade Marítima, as demais operações da Transpetro deverão ser avaliadas caso a caso, levando em conta o tipo de carga transportada.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 08/04/2015

INCÊNDIO NA ULTRACARGO GERA PREJUÍZO DE US$ 6 MI
Publicado em 04/09/2015 as 03:22 PM

Estimativa envolve apenas perdas contabilizadas pelo setor de navegação, diz Sindamar

O incêndio nos tanques do terminal da Ultracargo, na retro área da Margem Direita do Porto, em Santos, iniciado na última quinta-feira e ainda não controlado, gerou US$ 6 milhões em prejuízos para o setor de navegação, segundo estimativas do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar).

A quantia é referente aos atrasos na atracação de navios no complexo marítimo e a pelo menos duas alterações na programação de cargueiros. Uma embarcação teve de ser manobrada e outra, que iria descarregar fertilizantes, foi desviada para outro complexo marítimo.

De acordo com o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, a estimativa leva em conta apenas os custos da estadia dos navios na Barra de Santos, aguardando para atracar no complexo, e das manobras que tiveram de ser realizadas para garantir sua segurança. Não foram contabilizados os prejuízos dos terminais e das instalações retroportuárias que tiveram suas operações suspensas, total ou parcialmente, e das transportadoras e dos caminhões afetados pela proibição do tráfego de veículos de carga na Margem Direita.

Desde o início do desastre, para garantir a segurança dos navios, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) impede que eles atraquem nos berços do píer do Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla), localizado nas proximidades da unidade da Ultracargo. Até ontem, essa medida tinha prejudicado onze cargueiros, que aguardavam na Barra para entrar no complexo santista.

O incêndio também afetou as operações da instalação da Brasil Terminal Portuário (BTP), especializada na movimentação de contêineres e que também fica nas proximidades do pátio de tancagem em chamas.

Na quinta-feira, os navios que estavam na unidade foram retirados e os trabalhos, incluindo a recepção de cargas em seu pátio, interrompidos. Apenas no domingo, a empresa retomou suas atividades. Mas um de seus berços, o de número 1, mais próximo dos tanques, está sendo usado por rebocadores para bombear a água do mar para o combate às chamas.

Com a suspensão do tráfego de caminhões na Margem Direita, a chegada de cargas aos terminais foi prejudicada.

Na última segunda-feira, a Libra Terminais afirmou que, se a proibição continuasse, a partir de hoje, poderiam faltar as cargas previstas para os navios programados. Os terminais Ecoporto Santos e Rodrimar também foram afetados pela interrupção na chegada de caminhões.

A suspensão do tráfego desses veículos foi ordenada pelas autoridades pois o pátio de tanques da Ultracargo fica às margens da Avenida Augusto Barata, o Retão da Alemoa, único acesso rodoviário à Margem Direita. Com o trânsito bloqueado na via, devido ao combate às chamas, caminhões e carretas só podem chegar pela Avenida Martins Fontes (entrada da Cidade), competindo com os veículos de passeio. Para evitar congestionamentos, a proibição foi implantada.

LEOPOLDO FIGUEIREDO – EDITOR
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/04/2015

GOVERNO TERÁ ‘CONTROLE’ SOBRE CONCESSÃO DE CANAIS, DIZ MINISTRO
Publicado em 04/09/2015 as 03:22 PM

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, afirma que o Governo Federal terá “alguma espécie de controle” sobre uma eventual gestão privada dos canais de acesso aquaviário aos complexos portuários do Brasil.

A concessão das vias marítimas será debatida na audiência pública a ser realizada hoje, às 15 horas, no auditório da Presidência da República, no Edifício Banco do Brasil, na Avenida Paulista, na Capital. “Nossa prioridade é o interesse público, é regularizar o serviço. Por isso queremos escutar o mercado sobre essa proposta. Mas a intenção é garantir que essa gestão melhore o serviço, garanta a normalização da dragagem. Não pode ampliar o custo portuário. Por isso, acho importante termos alguma espécie de controle sobre essa concessão. Ou talvez o próprio Porto possa participar do consórcio a ser formado para operar o canal. Isso, vamos debater na quinta-feira”, afirmou Araújo, em entrevista a A Tribuna na última terça-feira, durante sua participação na abertura da feira Intermodal South America, a principal dos setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, realizada na Capital. Segundo empresas que estudam a proposta de gestão privada, em Santos, a receita arrecadada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), com a cobrança de tarifas sobre o uso da infraestrutura aquaviária do Porto, é suficiente para custear a manutenção do canal, não havendo a necessidade de aumentar os preços. A privatização dos canais é avaliada pela Secretaria de Portos (SEP) como uma estratégia para normalizar os serviços de manutenção dessas vias marítimas. Atualmente, no cais santista, a dragagem do estuário, necessária para manter sua profundidade, é realizada com base em contratos emergenciais firmados pela Codesp com empresas do setor. No ano passado, a SEP realizou duas licitações, a fim de contratar o serviço por três anos. Em ambas oportunidades, não houve ofertas dentro do limite de preço determinado pelo órgão federal. No último dia 27, uma terceira tentativa ocorreu, mas o processo foi suspenso por uma liminar judicial obtida por um dos concorrentes, que acusa a existência de irregularidades no edital da disputa.

PERDA DE RECEITA
Outra preocupação do ministro é o impacto que essa gestão privada terá sobre a saúde financeira das companhias docas. Segundo fontes ligadas à Codesp, a receita obtida com as tarifas relativas à infraestrutura aquaviária é utilizada para custear a dragagem e outras atividades da estatal. Em um cenário onde uma empresa (ou consórcio) privada cuida do canal, cabe a ela cobrar os usuários do complexo pelo serviço. De acordo com especialistas ouvidos por A Tribuna, a perda desses recursos vai impactar as finanças da Docas. Edinho Araújo admite tal possibilidade. “Estamos cientes dessa situação (a perda de receita pelas companhias docas). Esse é mais um aspecto que teremos de analisar. Nosso objetivo é regularizar a dragagem e a manutenção dos canais, não prejudicar as docas”, afirmou. A audiência desta tarde integra um programa de consulta pública sobre a concessão dos acessos aquaviários iniciado pela SEP no último dia 2.

Audiência
A audiência pública sobre a concessão dos canais portuários ocorrerá hoje, às 15 horas, no auditório da Presidência da República, na Av. Paulista, 2163 - 17º Andar, na Capital.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/04/2015

COMISSÃO VAI AVALIAR MUDANÇAS EM NORMAS
Publicado em 04/09/2015 as 03:22 PM

A comissão responsável pela elaboração das normas técnicas para a armazenagem de granéis líquidos inflamáveis já cogita a mudança dessas regras, após o incêndio que atinge os tanques de combustíveis na Ultracargo, na Alemoa, em Santos, há oito dias.

A informação é do presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Paulo de Tarso Martins,que participou ontem da conferência Procedimentos, normas de segurança de gerenciamento de riscos e emissões atmosféricas na armazenagem e operações de produtos líquidos à granel, na Intermodal South América, feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior.

O evento, que começou na última terça-feira, acontece na Capital. Segundo Martins, que é o relator dessas normas, o primeiro passo após o combate às chamas é a identificação da caus araiz do incidente. Mas, antes mesmo que isto aconteça, a comissão que elabora as regras vai se reunir para estudar possíveis mudanças.

“Qualquer acidente começa com um ato falhoou falha de norma.Pode ser um erro de concepção, o que eu acho mais raro, ou um erro operacional”,explicou.

O presidente da ABTLP explica que outros dois incêndios ocorridos em terminais de granéis líquidos de Santos, na Ilha Barnabé, há duas décadas, motivaram mudanças de normas. “No passado houve um acidente, onde se identificou que o tempo de autonomia era baixo. Já aumentamos o tempo de água disponível no terminal por conta de engarrafamentos e o tempo que demorava para a chegada dos Bombeiros”.

FALHAS
No caso específico da Ultracargo, Martins garante que houve uma falha de procedimento no terminal.

Por este motivo, o incêndio tomou grandes proporções rapidamente e não houve controle por parte dos bombeiros. “Todo tanque tem uma câmara de espuma, com um sistema todo interligado e uma parede fechada corta-fogo.

Você tem as válvulas identificadas para cada tanque. Na hora que se identifica o fogo, aciona-se aquela válvula e imediatamente se mistura uma espuma com água, que é injetada e se espalha por toda a superfície do tanque, abafando o fogo”, explicou.

“Se não foi usado, foi por falha no sistema ou porque ele não foi acionado. Alguma coisa houve de erro e isso tem que ser analisado para corrigir.

E, às vezes, tem um erro dentro de norma”, afirmou o presidente da ABTLP. Segundo ele, quando há falha humana, na maioria das vezes, ela está ligada à falta de capacitação de funcionários.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 09/04/2015

MPS DO AJUSTE FISCAL SERÃO DISCUTIDAS EM AUDIÊNCIAS PÚBLICAS HOJE À TARDE
Publicado em 04/07/2015 as 03:16 PM

As comissões mistas que analisam mudanças na concessão de pensão por morte (MP 664/14) e de seguro-desemprego (MP 665/14) promovem duas audiências públicas hoje à tarde.

07/04/2015 - 09h13

Os debates continuam amanhã (8), culminando com uma audiência pública conjunta na quinta-feira (9) – para esta audiência foram convidados cinco ministros do Executivo.

Confira a programação:

* Terça-feira (7), 14h30

MP 664/14
Audiência no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado, com os convidados:
- professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Kaizô Iwakami Beltrão;
- coordenadora do Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo e professora emérita da UFMG, Diana Reiko Sawyer;
- pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Ana Amélia Camarano;
- diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio; e
- um representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

MP 665/14
Audiência no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, com representantes das seguintes entidades:
- Central Única dos Trabalhadores (CUT);
- Força Sindical;
- Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
- Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB);
- Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST);
- União Geral dos Trabalhadores (UGT);
- Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag);
- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos;
- Confederação dos Pescadores e Aquicultores Artesanais (CNPA);
- Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra);
- Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait); e
- Ministério Público do Trabalho.

* Quarta-feira (8), às 14h30

MP 664/14
Audiência no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, com representantes das seguintes entidades:
- Central Única dos Trabalhadores (CUT);
- Força Sindical;
- Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
- Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB);
- Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST);
- União Geral dos Trabalhadores (UGT);
- Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag);
- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos;
- Confederação dos Pescadores e Aquicultores Artesanais (CNPA);
- Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip); e
- Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap).

MP 665/14
Audiência no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado, com os convidados:
- pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho, da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcio Pochmann;
- professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) Hélio Zylberstajn;
- professor do Instituto de Economia da UFRJ João Saboia;
- diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio; e
- um representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

* Quinta-feira (9), às 9h30
Audiência conjunta das duas comissões mistas, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado. Foram convidados:
- o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa;
- o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabbas;
- o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias;
- o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto; e
- o ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho.

Íntegra da proposta:

MPV-664/2014
MPV-665/2014
Da Redação - DC

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'
Fonte : Agência Câmara
Data : 07/04/2015

CÉSAR BORGES VOLTA A TER CARGO NO BB
Publicado em 04/07/2015 as 03:15 PM

Ex-ministro dos Transportes e de Portos no governo Dilma, César Borges comandará a vice-presidência de Serviços e Infraestrutura do Banco do Brasil. Borges já exerceu no BB o cargo de vice-presidente de Governo, entre 2012 e 2013.
Fonte : O Povo – CE
Data : 07/04/2015

TRANSPORTE DE MASSA ENTRE NITERÓI E SG SAI ATÉ JULHO
Publicado em 04/07/2015 as 03:15 PM

Durante reunião, o secretário estadual de Transportes revelou que decidirá entre a Linha 3 do metrô ou a instalação de um corredor exclusivo de ônibus (BRT)

O secretário estadual de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, disse nesta segunda-feira (06), durante evento de mobilidade urbana, que vai pedir na quarta-feira (08) a concessão junto à iniciativa privada de mais três rodovias federais que cortam o Estado do Rio. Entre as estradas estão a Rio-Santos (BR-101 Sul), no trecho entre Santa Cruz e Ubatuba (SP); a BR-456 (antiga Rio-São Paulo) que liga Campo Grande até a Rodovia Presidente Dutra; e o Arco Metropolitano, rodovia que passa por cerca de oito municípios Fluminenses.

Carlos Roberto Osório explica que as concessões servirão para dar mais fluidez ao trânsito, além de modernizar as estradas com projeto de melhorias, e que, em sua avaliação, possui obras em ritmo lento.

“Apresentamos uma proposta para incluir as estradas às concessões da iniciativa privada no intuito de diminuir os gargalos que existem em muitas delas. Hoje, a demanda está acima do normal e acaba impedindo o desenvolvimento. Muitas delas estão em mau estado de conservação e teríamos uma alternativa, desafogando o trânsito e o tornando mais direto”, disse o secretário.

O pedido será formalizado pelo secretário em um encontro com representantes do ministério dos Transportes e Planejamento, marcado para amanhã, em Brasília, onde irá acompanhado do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Segundo Osório, o Governo Federal já sinalizou positivamente quanto à possibilidade de haver concessões nas estradas.

“Estive pessoalmente com representantes da ANTT e houve uma avaliação positiva do caso. O governador Pezão e eu iremos amanhã para formalizar o pedido junto ao Governo Federal”.

Sobre o projeto da Linha 3 do Metrô, que beneficiará moradores das cidades de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, Carlos Roberto Osório diz que um estudo está sendo realizado para saber se a implantação do BRT será mais viável para a região.

“O que está havendo é um estudo que definirá qual o melhor transporte para atender aos moradores das três regiões. É de interesse do governo estadual tirar a Linha 3 do Metrô do papel. É o nosso compromisso maior. No entanto, existe a possibilidade do sistema de BRT, que pode atender uma média de 310 mil pessoas por dia, enquanto que o metrô transporta, em média, 229 mil. O que não podemos é não ter nada para a Região Leste Fluminense. Isso é um estudo que está na mesa e será debatido com a população”, garante Osório.
Fonte : O Fluminense
Data : 07/04/2015

ACESSO AO PORTO CONTINUA RESTRITO
Publicado em 04/07/2015 as 03:15 PM

Caminhões estão proibidos de chegar e sair do Porto de Santos por meio do Sistema Anchieta-Imigrantes e devem continuar assim até o dia 10.

São Paulo. Em nota, a Secretaria de Portos da Presidência da República, o governo de São Paulo e a Prefeitura de Santos informaram que, apesar de o incêndio no terminal de combustíveis da empresa Ultracargo, estar sob controle, ainda exige "elevado nível de mobilização para ser debelado".

O Corpo de Bombeiros indicou que o incêndio nos tanques da Ultracargo poderia acabar ainda ontem. É a primeira previsão feita pela corporação desde o começo do acidente, às 10h de quinta-feira, 2.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) orientou os terminais portuários para que "os veículos permaneçam em suas origens". A Polícia Rodoviária e a Ecovias, concessionária que administra o trecho, farão barreiras de veículos e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) comunicará os motoristas por meio das placas nas estradas que dão acesso ao porto de Santos. Os caminhões serão retidos no km 40 da Anchieta, no Planalto.
Fonte : Diário do Nordeste – CE
Data : 07/04/2015

FAB VAI AJUDAR NO COMBATE AO FOGO EM TANQUES
Publicado em 04/07/2015 as 03:15 PM

A presidente Dilma Rousseff determinou à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e à Força Aérea Brasileira (FAB) que coloquem homens e equipamentos à disposição do governo de São Paulo e da prefeitura de Santos para ajudar a Ultracargo no incêndio nos tanques da empresa.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), e o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, conversaram com o vice-presidente Michel Temer, no sábado, e o governo federal ofereceu ajuda.

Os tanques de combustível da Ultracargo, armazenados no pátio da empresa em Santos, já queimam há cinco dias. Nesta segunda, os bombeiros informaram que o incêndio tinha sido controlado em um dos tanques, que estava sem combustível, mas à tarde o fogo voltou a aumentar por causa do vento.

A expectativa é de que o incêndio dure pelo menos mais três dias. O uso da água do mar para combater o fogo teria causado contaminação na região e também teria motivado a mortandade de peixes.

A Companhia Docas do Estado (Codesp) informou que o trânsito de caminhões nos dois sentidos à Margem direita do porto continuará interrompido.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 07/04/2015

ACESSO AO PORTO DE SANTOS É LIMITADO APÓS INCÊNDIO
Publicado em 04/07/2015 as 03:14 PM

Desde ontem, caminhões são impedidos circular pela margem direita do porto. Até o momento, as exportações não foram afetadas, por conta dos estoques portuários

Redação - redacao@brasileconomico.com.br

A decisão de bloquear o acesso de caminhões à margem direita do Porto de Santos, por causa do incêndio em tanques de combustível na empresa Ultacargo, foi mantida até sexta-feira. Em comunicado, o Gabinete de Integração, composto pela prefeitura santista e os governos estadual e federal, justificou a medida pela preservação da mobilidade na cidade. Em nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que a medida será reavaliada hoje no fim do dia. Até o momento, as exportações pelo principal porto do país não foram afetadas, porque há estoques portuários para abastecer os navios enquanto os caminhões estão proibidos de acessar o local. É o que afirmam autoridades e representantes do setor privado, como o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. "Por enquanto, não tem impacto nenhum. Qualquer coisa que aconteça em Santos, preocupa. Mas podemos dizer que o fogo não altera em nada as exportações previstas para abril.

Os armazéns estão cheios, e os navios continuam carregando normalmente", comenta. Ontem, foram registrados congestionamentos na Rodovia Anchieta. Coordenador do Laboratório de Transporte de Carga da COPPE/UFRJ, o professor Márcio de Almeida D"Agosto alerta para os impactos imediatos e de mais longo prazo da paralisação. "Provavelmente, haverá problemas de congestionamento no acesso ao porto, porque muita carga vai ser transportada sem poder chegar ao porto, mas o caminhão ficará na proximidade aguardando a liberação", analisa. Sobre a espera das embarcações atracadas para receber as cargas, o especialista afirma que, inevitavelmente, acarretará em aumento no custo dos produtos. "Ou não vão carregar e irão embora, ou ficarão aguardando, o que certamente vai acarretar custo, por conta da taxa de espera. Isso vai impactar no custo futuro dos produtos", acrescenta.

Márcio destaca, ainda, a importância da transmissão de informações precisas pelos órgãos responsáveis pelo gerenciamento do porto e pela resolução da crise. "Costuma ser muito falha a previsão do tempo que os acessos vão ficar fechados. A precisão é importante para que os embarcadores se reestruturem e comecem a pensar em outras saídas, outros terminais", orienta. Questionado, ele levanta algumas alternativas para o escoamento da produção. "A carga agrícola pode ir para o porto de Paranaguá, assim como a carga geral, que também pode ser levada para o Rio de Janeiro, dependendo do produto, ou Vitória. Todos esses portos estão na mesma faixa. Já o petróleo pode sair por São Francisco do Sul, em Santa Catarina", sugere. Na tarde de ontem, a agência marítima Williams comunicou, em nota, que o incêndio tinha provocado a suspensão do fornecimento de combustível para navios no porto. Procurada, a assessoria de imprensa da Codesp informou que a interdição do Terminal de Granéis Líquidos (Tegla) impede a atracação das barcaças que trazem o óleo para os navios.

E acrescentou que a Companhia já está trabalhando para solucionar o problema. No total, 10 navios estão aguardando na barra de Santos para poder atracar e embarcar outros produtos no Tegla. Ontem, o incêndio, que teve início por volta das 10h da última quinta-feira, superou as 100 horas de duração. Entretanto, suas causas ainda não são conhecidas. O fogo atingiu seis tanques e, segundo os bombeiros e a Ultracargo, dois recipientes continuam em chamas. No fim da tarde, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb)informou que suas estações de monitoramento da qualidade do ar em Santos não detectaram aumento significativo na concentração de poluentes. No entanto, análises preliminares da Ultracargo relacionam a morte de peixes na região do incêndio. Em nota, a Ultracargo informou que "os trabalhos para o isolamento da área e contenção do fogo prosseguem sem interrupção". A operação conta com sete rebocadores, que auxiliam na captação de água do mar e abastecem os caminhões de incêndio na frente de combate. Até domingo, 5 bilhões de litros de água do mar já haviam sido utilizados.com ABr e Reuters

O Gabinete de Integração manteve a restrição de acesso pelos caminhões até até sexta-feira, mas a Codesp informou que fará reavaliação da situação a cada 24 horas

Colaborou o estagiário João Pedro Soares
Fonte : Brasil Econômico – Digital
Data : 07/04/2015

RIO QUER INCLUIR 3 RODOVIAS E LINHA FÉRREA
Publicado em 04/07/2015 as 03:14 PM

O governo do Rio pedirá ao Ministério dos Transportes a concessão de três rodovias federais no estado — o Arco Metropolitano e a Rio-Santos (BR-101 sul) e a BR-465 (antiga Rio-São Paulo) — e a construção de uma linha férrea de carga ligando o Rio a Vitória. O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, vai levar as demandas ao ministro Antonio Carlos Rodrigues amanhã. ABr
Fonte : Brasil Econômico – Digital
Data : 07/04/2015

GOVERNO DÁ UM NOVO PASSO PARA RETOMAR AS CONCESSÕES
Publicado em 04/07/2015 as 03:14 PM

Novas regras são publicadas para modernizar os Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs)

Em um ano marcado por dificuldades na articulação política com o Congresso Nacional e pela paralisia do Produto Interno Bruto (PIB), o governo decidiu apostar nas concessões de obras públicas e nas parcerias com o setor privado para destravar o crescimento econômico e tentar resgatar o espírito animal dos empresários.

O mais recente passo nessa estratégia foi dado ontem, coma publicação de decreto que estabelece novas regras para os chamados Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs). Esse conjunto de normas permite que empresas proponham estudos de viabilidade econômica para obras já licitadas pelo governo ou até mesmo para novas Parcerias Público Privadas (PPPs) e concessões.

As novas regras atualizam um arcabouço jurídico considerado "frágil" e "confuso" por especialistas no setor, e atendem parcialmente a um pleito das empresas que já durava nove anos, desde a publicação do marco regulatório das PPPs, estabelecido por outro decreto, publicado em 2006.

Com uma nova legislação específica para obras públicas, o governo espera fortalecer o novo pacote de concessões, que deverá ser lançado nos próximos meses, e conseguir reverter o colapso de confiança que atinge investidores brasileiros e estrangeiros.

Em nota, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que as novas regras deverão reforçar o interesse privado em praticamente toda a infraestrutura de transportes do país, incluindo os modais portuário, rodoviário, aeroportuário e ferroviário.

"O decreto torna mais ágil e mais clara a comunicação entre o mercado e o governo, e ajuda a destravar os investimentos, porque o governo tem um rol de projetos que julga interessantes, mas podem existir outros que não estão no radar.

Com isso, o setor privado ganha um canal mais ágil para fazer sugestões e propor novos investimentos", mencionou. A frase do ministro ilustra um pensamento que tem ganhado força no governo nas últimas semanas: o de que, ao criar condições para destravar os investimentos, e tão logo as medidas do ajuste fiscal produzam o efeito esperado na economia, a confiança e o interesse de empresários voltarão a todo vapor.

É por isso que o governo tem insistido na tecla de que o PIB voltará a crescer a partir do terceiro trimestre do ano.

Dessa vez, puxado por um novo vetor econômico: os investimentos. Não é o que pensa boa parte dos analistas econômicos, que consideram 2015 um ano perdido tanto para o crescimento, quanto para os investimentos.

Tudo porque a confiança, que despencou, ainda sequer deu sinais de que possa reverter o tombo histórico. "Mesmo com tudo o que o governo tem feito para colocar em prática o ajuste fiscal, a percepção geral do setor privado é que vai demorar bastante para a economia entrar novamente nos trilhos do crescimento.

Não por outro motivo, os empresários deverão manter o pé no freio, independentemente desse pacote, aguardando por sinais de que as coisas vão melhorar no futuro", assinalou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Ex-secretário do Tesouro Nacional, o economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, calcula em 9% o tombo na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em 2015. Isso, após a taxa já ter recuado 4,4% ano passado.

E poderia ser ainda pior, já que, não fosse pela revisão nas contas nacionais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a retração seria de 5,6%, estima o economista.

Este ano, a situação tenderia a ser melhor, por causa das medidas lançadas de ajuste fiscal, mas um vetor não econômico botou tudo a perder, diz Kawall. "A lógica do ajuste fiscal seria de recuperar a confiança e também o investimento, depois de um ano tão ruim, quanto 2014.

Mas, o que vai impedir que isso ocorra, que é essa maré de más notícias de corrupção, que atinge não só a Petrobras, mas diversas empreiteiras e diversas empresas do setor de óleo e gás, arroladas na Operação Lava Jato", disse.

Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Luis Oreiro é otimista com o futuro. "É possível que as medidas lançadas hoje (ontem), combinadas a um ajuste fiscal sério, possam surtir efeito nos investimentos a partir de 2016, sobretudo via concessões e PPPs", assinalou, para emendar: "Agora, se há algo que é certo é que 2015, independentemente de todo o esforço do governo, será um ano perdido.

O investimento vai desabar", disse, acrescentando que não adianta resolver a seguranças jurídicas se incertezas maiores, como as denúncias de corrupção, estão levando a postergação de investimentos.
Fonte : Brasil Econômico – Digital
Data : 07/04/2015

BB CRIA VICE-PRESIDÊNCIA PARA INFRAESTRUTURA
Publicado em 04/07/2015 as 03:14 PM

Em um momento em que o BNDES redefine seu papel como principal agente financiador de projetos no país, o Banco do Brasil (BB) decidiu criar uma nova vice-presidência, que ficará responsável pelas áreas de infraestrutura e serviços.

A nova pasta ficará sob o comando de César Borges, ex-governador da Bahia (1999-2002) e ex-ministro dos Transportes até o fim do ano passado. Sem filiação política neste momento, Borges pertencia ao Partido da República (PR) até 2014.

Apesar de estar sem partido agora, Borges tem um bom trânsito na base aliada do governo, o que fortaleceu a opção por seu nome. Também contou a experiência dele no Ministério dos Transportes, na Secretaria de Portos e no próprio Banco do Brasil, como vice-presidente de governo entre 2012 e 2013.

Segundo o Valor apurou, o objetivo da instituição é se estruturar melhor para ter um papel mais ativo na nova rodada de concessões de infraestrutura que o governo fará. A avaliação é que, de uma forma geral, outras instituições terão de ocupar o espaço deixado pelo BNDES, seja com a liberação direta de crédito, seja com a estruturação de alternativas de financiamento via mercado de capitais.

O banco já foi encarregado pelo governo federal pela reforma e construção de mais de 200 aeroportos e de 90 armazéns para produtos agrícolas.

Em comunicado, o BB afirmou que a nova vice-presidência também será responsável pelas áreas de suprimentos, gestão de serviços compartilhados e outros serviços de infraestrutura.

Dentro das mudanças anunciadas ontem, o BB também informou a unificação das vice-presidências de distribuição de varejo e de gestão de pessoas. A área ficará sob a responsabilidade de Paulo Ricci, que já é vice-presidente de varejo, distribuição e operações. Robson Rocha, que comandava a área de recursos humanos, se aposentou.

O banco também criou a diretoria de controladoria, que terá à frente Gustavo Barros. Já as diretorias de seguros, previdência e capitalização foram extintas dentro do BB. Essas tarefas caberão à BB Seguridade.

Além disso, unificações foram feitas nas diretorias de marketing e de estratégia, que ficarão juntas na nova diretoria de estratégia de marca.

De acordo com o BB, a reestruturação não acarretará alterações nas projeções de eficiência operacional previstas para até 2019. "Há compensação entre estruturas geradas pela unificação de áreas convergentes, pela composição de sinergias entre setores que atuavam de forma paralela", disse o banco.

Desde que assumiu a presidência do BB em fevereiro, Alexandre Abreu tem repetido aos investidores o discurso de que quer melhorar a rentabilidade do banco.
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/04/2015

INCÊNDIO REVELA GARGALOS EM SANTOS
Publicado em 04/07/2015 as 03:13 PM

O incêndio na Ultracargo, a operação mais difícil já enfrentada pelo Corpo de Bombeiros do Estado, trouxe à tona a falta de acessos à zona industrial de Santos e à margem direita do porto - o maior da América Latina.

Existe apenas uma entrada e uma saída para os caminhões destinados às duas áreas.

Trata-se do elevado "Paulo Bonavides", conhecido como viaduto da Alemoa. Localizado na entrada de Santos, ele conecta o Sistema Anchieta-Imigrantes ao distrito industrial da Alemoa (onde está a Ultracargo) e à avenida portuária em Santos.

O distrito reúne 376 tanques de líquidos inflamáveis. A margem direita do porto concentra 46 dos 55 terminais do porto - o restante está na margem esquerda (Guarujá) do cais. Empresários pedem há anos às autoridades a duplicação do viaduto e uma entrada e saída independentes para o distrito, mas nada saiu do papel.

"A área industrial é estratégica para a cidade e está encravada na entrada do porto, deveria haver opções. E quando um sinistro dessa magnitude ocorre, não existe acesso independente. Espero que essa lição sirva de aprendizado", disse Mike Sealy, vice-presidente da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL) e diretor da Stolthaven, vizinha à Ultracargo.

O presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Maria Menano, diz que o incêndio é um ponto de inflexão. Há mais de 15 anos a AMA faz pleitos às autoridades, "desde Artesp, governo do Estado e Prefeitura de Santos", sobre a necessidade de alternativas.

Segundo a prefeitura, os acessos aos terminais da Alemoa estão contemplados no projeto de mobilidade para a entrada da cidade, que prevê a remodelação do atual viaduto e a implantação de um novo elevado. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) disse estar "ciente da situação e das reivindicações de empresários e usuários" e que "há projeto" sobre a criação de nova pista de acesso à Baixada Santista, em análise pelo governo do Estado de São Paulo.

O distrito industrial da Alemoa fica fora do porto, portanto as empresas que lá estão não são subordinadas à jurisdição da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal federal. Elas têm a titularidade dos terrenos e acessam o cais para embarcar e desembarcar nos navios por meio de dutos, via contratos de servidão de passagem.

Segundo a prefeitura, a Ultracargo tem alvará de funcionamento e também possui licença emitida pela Cetesb. As aplicações de multas serão definidas durante a investigação, que contará também com a participação de outros órgãos, como o Ministério Público.

Justamente por causa da dificuldade do acesso único, a proibição de caminhões destinados à margem direita do porto foi estendida até sexta-feira, para evitar tumulto na chegada a Santos. A descida de carretas destinadas à margem esquerda do porto e a Cubatão está liberada, assim como o tráfego ferroviário nas duas margens.

A margem direita recebe até 12 mil caminhões por dia e responde por 55% da movimentação do porto. "Meu foco são as pessoas, a população já foi altamente prejudicada com esse incêndio", disse o prefeito Paulo Barbosa (PSDB), ao ser questionado sobre os prejuízos dos terminais devido à proibição.

A Codesp disse que revisará hoje a interdição. Segundo a estatal, o porto possui um parque de armazenagem considerável, que permite manter as operações de embarque e descarga em alguns terminais por um período mais longo. "Entretanto, alguns terminais poderão apresentar problemas em prazos menores, caso a restrição de acesso se prolongue."
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/04/2015

PREÇO EM QUEDA ADIA EXPANSÕES NO BRASIL
Publicado em 04/07/2015 as 03:13 PM

O difícil momento do mercado de minério de ferro, cujos preços não param de cair, está forçando grandes e pequenos mineradores no Brasil a adiar investimentos em expansão para preservar o caixa.

Analistas e consultoras do setor avaliam que com o preço atual, na faixa de US$ 47 por tonelada para o produto com teor de ferro de 62% no mercado à vista da China, expansões de unidades existentes e novos projetos dificilmente vão se concretizar a curto e médio prazos. A previsão inclui os projetos Itabiritos da Vale, cuja postergação já foi anunciada, e empreendimentos de mineradoras menores como Bahia Mineração (Bamin), Manabi e Ferrous Resources, entre outras.

A consultora WoodMackenzie disse, no relatório global de minério de ferro divulgado no fim de março, que há 20 projetos de minério de ferro planejados para o Brasil em sua base de dados cuja capacidade total combinada alcança cerca de 250 milhões de toneladas anuais. No entanto, nenhum desses projetos está incluído na previsão-base de oferta da consultora uma vez que a maioria deles depende de soluções de infraestrutura que parecem "extremamente desafiadores" no atual cenário. Parece pouco provável, segundo a Mackenzie, que os projetos obtenham os financiamentos necessários e as devidas aprovações regulatórias.

Além desses projetos, a Mackenzie avaliou a situação das principais mineradoras brasileiras, incluindo Vale e outras empresas, como CSN. Afirmou que a expansão de Casa de Pedra, da CSN, deve ser adiada ainda mais no atual cenário de preços. Disse que as reservas de Itabirito compacto da MMX não são viáveis com os preços previstos para os próximos cinco anos. Estimou que a Gerdau vai manter estáveis os níveis de produção atual de minério de ferro e que a Usiminas Mineração (Musa) continuará a produzir 6 milhões de toneladas anuais, antes de duplicar a produção, o que só deve ocorrer a partir de 2017. A consultora excluiu de seu cenário-base as expansões da Ferrous resources. O projeto da Bamin pode ir em frente desde que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) seja construída, disse José Francisco Viveiros, presidente da Bamin. No mercado, porém, entende-se que a Bamin precisará encontrar investidores para fazer o seu porto, em Ilhéus (BA). Caso semelhante é o da Manabi, que tem projeto de porto em Linhares (ES).

A WoodMackenzie disse ainda trabalhar com uma visão mais cautelosa em relação à produção da Vale para os próximos cinco anos dado o cenário mais fraco de mercado e preços menores para a commodity no período. A redução da produção em minas maduras, maiores exigências ambientais e previsão de cobrança de maiores royalties podem restringir as aspirações de crescimento da Vale nos sistemas sudeste e sul, em Minas Gerais, disse a consultora. No fim de 2014, a Vale anunciou a postergação por cinco anos de quatro projetos Itabiritos: Fábrica, Jangada, Mariana e Pico. Juntos, os quatro projetos poderiam representar um volume de quase 100 milhões de toneladas de Itabiritos compactos, os quais substituiriam, em parte, perda de produção em minas mais antigas. O mercado estimou que os quatro projetos iriam demandar investimentos entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões pela Vale, dinheiro que será "poupado" com a postergação dos projetos.

A mineradora afirmou em nota: "A Vale vem focando na disciplina na alocação de capital e na redução de custos, concentrando seus esforços em investimentos em ativos de classe mundial, vida longa, potencial de expansão e elevada capacidade de retorno ao acionista. Estes projetos [Itabiritos] não foram apresentados ao conselho de administração. São projetos em fase de estudos." Ainda segundo a Vale os quatro projetos têm foco em manutenção e ampliação da capacidade. "Vale ressaltar que não houve impacto no plano de produção, uma vez que estas postergações foram possíveis devido ao aumento da vida operacional das minas e usinas de beneficiamento", disse a empresa.

No mercado, a avaliação é que no atual nível de preços, a Vale está operando, em média, próximo do ponto de equilíbrio para os finos de minério. A empresa não quis comentar a informação, mas disse que a sua curva de custos está sendo achatada porque a companhia tem menos gastos em dólar e a margem foi preservada. "Continuamos reduzindo nosso custo em cerca de US$ 9, US$ 10, chegando a aproximadamente US$ 36 por tonelada", disse a mineradora.
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/04/2015

ADM PREPARA INVESTIMENTOS "FORTES" EM BARCAÇAS NO PAÍS
Publicado em 04/07/2015 as 03:13 PM

Logística Foco da múlti é o escoamento de grãos no chamado “Arco Norte”

A americana ADM, uma das maiores empresas do agronegócio do mundo, com vendas globais anuais de mais de US$ 80 bilhões, pretende aproveitar sua expertise em navegação fluvial nos Estados Unidos para incrementar as operações de barcaças para o escoamento de grãos no Brasil. O foco está no chamado "Arco Norte" - especificamente no Pará e em Rondônia, onde há menos de um mês a companhia deu início a um capítulo inédito de suas atividades no país com o transporte de soja pelos rios amazônicos.

"Temos muito interesse nos rios Tapajós e Madeira. E analisamos o Tocantins também. Nossa tradição e experiência com barcaças nos EUA nos dá uma vantagem competitiva frente à concorrência no Brasil", afirmou ao Valor o presidente da ADM para o Brasil e a América do Sul (exceto Argentina), Valmor Schaffer.

Discreto como a cartilha da ADM determina, Schaffer preferiu não especificar os valores dos investimentos nos corredores fluviais neste momento. Mas disse que serão aportes "fortes", que estão sob a análise final da matriz da multinacional, em Chicago. "Não se constrói uma barcaça por menos de US$ 1 milhão", pontua o executivo. E a companhia precisará de algumas dezenas delas, sem contar os demais equipamentos.

Líder em frota fluvial nos EUA, com quase 2 mil barcaças próprias, a ADM já havia indicado, em 2013, que tinha a intenção de dobrar a frota da Sartco (South American River Transportation Company), sua subsidiária para logística no Brasil, justamente para atender o Arco Norte.

Criada em 1997, mesmo ano em que a ADM iniciou operações diretas no Brasil, a Sartco conta hoje com três rebocadores e 24 barcaças. A atuação da subsidiária está limitada à hidrovia Tietê-Paraná, desativada há um ano devido à seca em São Paulo. Segundo Schaffer, a hidrovia era responsável pelo escoamento de 300 mil toneladas de grãos, volume ínfimo diante das cerca de 10 milhões de toneladas de grãos exportados pela múlti a partir do Brasil.

Na América do Sul, o vizinho Paraguai é hoje o mais importante para as operações da divisão de logística, ali batizada de Naviera Chaco, nome da empresa de navegação comprada pela ADM no país. A filial paraguaia transporta por ano 2,7 milhões de toneladas de sólidos e líquidos - 95% do fluxo de mercadorias da empresa americana no país. Ou seja, apenas 5% estão nas mãos de transportadoras terceirizadas.

No Brasil, a intenção da ADM é crescer paulatinamente em direção a proporções similares às do Paraguai, de forma a otimizar os resultados em toda a cadeia de atuação e minimizar riscos. A recente greve dos caminhoneiros e a paralisação da hidrovia Tietê-Paraná são lembretes de que o atual ciclo de baixa das commodities agrícolas não deve interromper (no máximo postergar) projetos de longo prazo. "Nada pior que frota parada", diz o executivo.

De acordo com Schaffer, a companhia sente até hoje os efeitos da greve. "O maior número de caminhões no mercado [decorrente do crédito mais barato para compra de caminhões] foi providencial para nós até chegar a greve. Os line ups [filas de navios que aguardam o carregamento nos portos] ainda estão acima da média. Em Santos foi de dez para 19 dias. Em Paranaguá, de 30 a 35 dias para até 46 dias", afirma.

No caso da desativação da hidrovia Tietê-Paraná, o impacto direto inclui a demissão de 80% do quadro de funcionários - "mantivemos só o que é mandatório, como o mecânico do rebocador" -, a depreciação dos equipamentos parados e a migração de 800 mil toneladas de grãos do rio para a rodovia, um modal ambientalmente mais sujo e mais caro. "Quando a frota [fluvial] não está operando, o encarecimento do frete escapa ao 'budget' tradicional", disse Schaffer, que não revelou os custos adicionais decorrentes da migração.

Para crescer na navegação, o percurso para o Norte é inevitável. Além de dificilmente secarem, os rios amazônicos são considerados pelo mercado o canal mais promissor de escoamento da safra do centro-norte de Mato Grosso. Eles ligam a região originadora de grãos aos portos da região Norte em distâncias menores, entregam a matéria-prima em menos tempo à Ásia e à Europa e não enfrentam o congestionamento de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

No caso da ADM, eles também darão um ganho significativo de escala quando comparado aos volumes transportados pela Tietê-Paraná. A previsão é que 4,5 milhões de toneladas sejam escoadas por barcaças anualmente pelo Madeira e pelo Tapajós até o terminal marítimo da múlti em Barcarena (PA), inaugurado no ano passado. As operações do porto são divididas com a Glencore.

Embora mal tenha começado a navegar no Norte, a ADM vislumbra atuar também no rio Tocantins. É um movimento natural, segundo Schaffer, e para qual a concorrência também olha. Caudaloso, o rio Tocantins abriria uma nova frente de escoamento para diferentes áreas produtoras, mas um pedral no caminho impede a navegação por metade do ano, quando as águas estão baixas. Mas o período de cheia do rio coincide com o de pico da safra de soja do Centro-Oeste. "É preciso atrevimento, mas dá pra navegar lá. Já fazemos isso no rio Paraná".

Até que a frota própria seja formada, a ADM trabalhará em parceria com a Transportes Bertolini, segunda maior empresa de transporte fluvial do país, depois da Amaggi. É um acordo "maneiro", diz Schaffer, referindo-se tanto ao volume relativamente baixo de escoamento previsto quanto à duração do contrato. "Em algum momento, [a parceria] vai ficar pequena em relação às nossas necessidades. Vamos precisar da própria frota para complementar o escoamento".

No mês passado, a Bertolini começou a escoar as primeiras barcaças de soja da ADM a partir do seu terminal em Porto Velho (RO). A expectativa é que o transporte pelo rio Madeira até o porto da múlti em Barcarena alcance 1,5 milhão de toneladas de grãos por ano. Já no rio Tapajós, que corta o Pará, o volume deverá ser de cerca de 3 milhões de toneladas de grãos por ano a partir do terminal flutuante que a Bertolini entregará já neste mês no distrito de Miritituba, no sudoeste do Estado.

"É um negócio inovador. Mais barato e de execução mais rápida. Se der certo, poderia ser replicado em Tocantins ", diz o executivo sobre o terminal flutuante. "Gostamos muito de navegação e estamos há tempos nesse negócio. Avaliamos todas as oportunidades".
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/04/2015

CANAL DE ACESSO
Publicado em 04/07/2015 as 03:13 PM

A Petrobras começou a elaborar um estudo de impacto ambiental para fazer a dragagem voltada à formação do canal de acesso do Terminal Aquaviário da Ilha Comprida e do Terminal da Ilha Redonda, ambos na Baía de Guanabara. O processo é necessário para a aprovação da licença prévia pelo Inea.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 07/04/2015

NAS ENTRELINHAS - DISTÂNCIA REGULAMENTAR
Publicado em 04/07/2015 as 03:12 PM

Após a redemocratização, virou palavrão ser "de direita". Agora, a mesma coisa pode acontecer com os partidos de esquerda

Inverteram-se as situações. Antes, era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estava evitando aparições públicas ao lado da presidente Dilma Rousseff. Agora, a criatura é que já não faz questão de posar ao lado do criador. Lula temia ser contaminado pela crescente impopularidade do governo, agora é Dilma que teme ser contaminada pela desgastada imagem do PT, que Lula tenta salvar como quem puxa um afogado pelos cabelos.

Na verdade, do ponto de vista das pesquisas de opinião, já não faz tanta diferença se vão aparecer juntos ou separados. A imagem dos dois foi atingida pela crise econômica e o escândalo de corrupção na Petrobras. Não estão rompidos, mas as reclamações mútuas só crescem, como ocorre com os casais cujo casamento entrou em crise. Resultado: cada um adotou a própria estratégia de sobrevivência.

Lula faz movimentos contraditórios: defende a execução do ajuste fiscal com a maior brevidade possível nos bastidores, principalmente com os empresários. Publicamente, porém, atua no sentido de mobilizar os movimentos sociais organizados — CUT, UNE, MST etc. — em defesa das “conquistas”. Mira as eleições de 2018, pois somente sua candidatura pode representar uma alternativa de poder para o PT.

Ontem, na posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, Dilma vestiu o manto protetor do patriotismo. “Eu tenho certeza de que a luta pela recuperação da Petrobras que está em curso é minha, é do meu governo, e eu tenho certeza que interessa a todo o povo brasileiro. O que está em jogo é a nossa soberania, o futuro do nosso país e da educação”, disse. Para Dilma, a exploração de petróleo nas áreas do pré-sal vai assegurar recursos permanentes para a educação.

Aparentemente, a presidente da República segue a cartilha do marqueteiro João Santana, que criou o slogan “Brasil, pátria educadora” para ser a marca do segundo mandato de Dilma. “A fonte das riquezas que planejamos para sustentar a educação já está em atividade. Mais do que isso, vai garantir uma renda sistemática para os próximos anos”, afirmou.

Ao se posicionar como salvadora da Petrobras e do pré-sal, porém, Dilma joga no colo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelos desmandos na estatal, que é a principal causa de desgaste eleitoral do ex-presidente.

No ventilador da Operação Lava-Jato, o discurso de que a oposição é golpista e conspira para derrubar Dilma porque ela defende os mais pobres se mistura com as denúncias de envolvimento do PT no esquema de desvio de dinheiro da estatal. O resultado disso é um desastre para a imagem do governo e do próprio partido perante s parcelas mais pobres da população, nas quais a queda de popularidade de Dilma é vertiginosa, e a rejeição ao PT só aumenta.

Não é só isso: o desgaste político causado pelo mensalão, pela Operação Lava-Jato e por outros escândalos já é semelhante à herança deixada pelo regime militar para as forças conservadoras do país. Após a redemocratização, virou palavrão ser de direita. Agora, a mesma coisa começa a acontecer com os partidos de esquerda, inclusive os que estão na oposição.

Sangue na floresta
A pesquisa Ibope/CNI divulgada na semana passada estimulou os predadores. Seu efeito foi devastador na base do governo no Congresso, principalmente no Nordeste, onde Dilma passou, pela primeira vez, a ter seu governo avaliado como “ruim ou péssimo” pela maioria da população (55%).

A CPI da Petrobras é outro fator complicador. Não é à toa que o assessor especial Marco Aurélio Garcia abriu as baterias contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que prestará depoimento na CPI na quinta-feira. Ele se recusa a sair. O Palácio do Planalto teme que o depoimento funcione como combustível para as manifestações de protesto programadas para 12 de abril, domingo.

Ontem, a presidente convidou o ex-deputado e ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), para ser o novo titular das Relações Institucionais, abrindo uma vaga para o ex-deputado Henrique Eduardo Alves na Aviação Civil. Mas aguarda uma consulta do vice-presidente Michel Temer aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para confirmar a indicação.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 07/04/2015

PAINEL - COBERTOR CURTÍSSIMO
Publicado em 04/07/2015 as 03:12 PM

Ao tentar agradar ao PMDB da Câmara e do Senado na mudança ministerial, Dilma Rousseff pode ficar sem nenhuma das alas do partido.

Ela sustou a ida de Henrique Eduardo Alves para o Turismo, que havia sido confirmada aos deputados, para não melindrar Renan Calheiros. Agora, ensaia nomear o ex-presidente da Câmara para a Aviação Civil, caso Eliseu Padilha assuma a coordenação política. Os deputados reagem: a conta de 4 pastas para o Senado e 2 para a Câmara não fecha.

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Camarote Como o discurso público do PMDB é que não quer cargos, os caciques que se reuniriam na noite de segunda no Palácio do Jaburu lavavam as mãos para a possível solução do impasse.

Às cegas Dilma pode ser forçada a nomear ministros sem aval da sigla. "O PMDB não tem de decidir nada. Quem nomeia ministro é a presidente", diz um dirigente.

3 + 4 = 3 A bancada da Câmara não inclui Relações Institucionais, se confirmada, em sua cota. Já Renan só reconhece o Turismo como indicação, apesar dos outros 3 ministros ligados ao Senado.

Eu sozinho "De passagem pela Câmara nesta segunda, o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) brincou, ao não encontrar nenhum líder partidário: "Eu não sou o último dos moicanos, eu sou o único dos moicanos".

Curto prazo Joaquim Levy (Fazenda) disse a Romero Jucá (PMDB-RR) que o governo pretende definir até o fim de maio o plano para compensar perdas dos Estados com a reforma do ICMS.

Dossiê Opositores da escolha de Mauro Campbell para o STF levaram ao Planalto uma lista de decisões do ministro do STJ que criaram despesas para a União.

E o ajuste? O objetivo era indicar que Campbell, no STF, tenderia a votar contra o governo em questões sensíveis aos cofres públicos.

Gato escaldado Dirigentes petistas avaliam que as manifestações pelo "Fora Dilma" convocadas para o próximo domingo não têm atraído tanta atenção como as do mês passado, mas acham cedo para apostar em redução no número de manifestantes.

Chuva ou sol Os petistas dizem que o partido não pode condicionar sua reação para reverter a queda de popularidade do governo Dilma ao tamanho das manifestações e precisa "sair da defensiva" de qualquer maneira.

Vacina? O Vem Pra Rua, que organiza os atos, tem respondido aos que questionam sobre o público esperado que a "expectativa não é superar em número de pessoas", mas na quantidade de cidades.

Gravataço 1 A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e as federações estaduais prometem levar 200 empresários a Brasília nesta terça-feira para acompanhar a votação do projeto de lei que regulamenta a terceirização.

Gravataço 2 Os empresários querem se contrapor à mobilização dos sindicatos contrários à medida. Cerca de 70% da indústria recorre à terceirização de mão de obra, segundo dados da CNI.

Cabo de guerra A Associação das Empresas de Transporte Urbano já fala em repassar aos usuários o aumento de tributos previsto no ajuste fiscal. Segundo a entidade, são necessários R$ 0,15 a mais em cada passagem de ônibus para compensar a redução da desoneração.

Hora do aperto O governo paulista estabeleceu linha direta com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, para tratar do incêndio em Santos. A estatal vai enviar mais equipes e ferramentas, se houver disponibilidade.

>> com BRUNO BOGHOSSIAN e PAULO GAMA
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TIROTEIO

"Caiado acusado, Richa enrolado, Agripino e Anastasia investigados... A oposição está sem moral para apontar o dedo sobre corrupção."

DO DEPUTADO CARLOS ZARATTINI (PT-SP), sobre suspeita e acusações de envolvimento de líderes dos oposicionistas DEM e PSDB em casos de corrupção.
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CONTRAPONTO

De perto ninguém é normal

O ex-deputado federal Paulo Delgado, afastado do PT e do Congresso nas duas últimas legislaturas, fez uma passagem por Brasília nesta segunda-feira, como convidado da posse do ministro Renato Janine (Educação).

Na fila dos cumprimentos, o empossado o saudou:

--Paulinho, tudo bem? Foi você que acabou com os manicômios no Brasil, não foi?

Em 1989, o petista foi autor do projeto que resultou na Lei Antimanicomial, que foi batizada com seu nome.

--Fui eu sim, ministro --confirmou o ex-deputado. --E posso dizer que o fiz em causa própria.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 07/04/2015

MERCADO ABERTO - 'UM TERÇO DAS APLICAÇÕES VEM PELA INTERNET', DIZ XP
Publicado em 04/07/2015 as 03:12 PM

O receio de investir pela internet, sem a intermediação de funcionários da gestora de recursos, vem caindo rapidamente.

A avaliação é de Guilherme Benchimol, sócio e fundador da XP, que fechou o primeiro trimestre com R$ 20 bilhões de ativos em custódia (40% acima do mesmo período do ano passado).

"O investidor brasileiro está mudando o hábito de conversar com alguém antes de aplicar. Ele estava acostumado a investir com um gerente de banco. Hoje eles se informam mais", diz Benchimol, que define a XP como um shopping que oferece produtos de diferentes instituições.

"Um terço dos clientes compara as aplicações disponíveis no site e investe sozinho. Há dez anos, entravam cerca de R$ 20 milhões por mês pela internet. Neste trimestre, tivemos o recorde de R$ 700 milhões de captação no período", afirma.

Apesar das incertezas da economia, a XP registrou nos primeiros três meses deste ano um recorde de receita (R$ 160 milhões) e de lucro líquido (R$ 27 milhões).

"Crescemos no período 300% acima do mesmo trimestre de 2014, o que nos surpreendeu. Tínhamos meta de R$ 24 bilhões para o fim deste ano, mas pensamos atingir R$ 28 bilhões", diz.

"Quando o cenário, está mais complicado, temos de ficar mais próximos do cliente e mostrar alternativas."

A bola da vez para 80% dos investidores da XP foram títulos de renda fixa, como LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito Agrícola) e CDBs. "Com juros a quase 13%, isenção de I.R. e cobertura do FGC [fundo garantidor até R$ 250 mil por CPF], elas ficam imbatíveis."

IMPRESSÃO NO VAREJO

A Kalunga, varejista de materiais de escritório e suprimentos de informática, vai priorizar as lojas de regiões corporativas para a expansão de seu novo serviço, o de impressão digital.

Unidades nas avenidas Paulista, Faria Lima e Luís Carlos Berrini, em São Paulo, serão as próximas a receber os centros gráficos. O primeiro foi montado em Moema, também na capital.

"Assim como no nosso negócio principal, vamos suprir sobretudo as necessidades de escritórios, por isso a prioridade será introduzir o serviço [de impressão] onde há uma massa maior de clientes", diz Roberto Garcia, sócio da companhia.

A meta no médio prazo, no entanto, é levar a atividade para toda a rede de lojas, hoje com 136 unidades.

Para atender aos pedidos por telefone e internet, a empresa também montará um parque gráfico em seu centro de distribuição em Tamboré, na Grande São Paulo.

"É uma área em consolidação no país, diferentemente dos Estados Unidos, onde redes como Staples, Office Depot e OfficeMax já têm a impressão rápida em seu 'core business' [negócio principal]", afirma Garcia.

A Kalunga estima que poderá elevar de R$ 300 mil a R$ 1 milhão o faturamento mensal de cada loja.

R$ 2 BILHÕES
é o faturamento projetado pela Kalunga para 2015

15%
foi a evolução no faturamento da empresa em 2014

3.200
são os funcionários da rede

PLANILHA DE CUSTO

Os engenheiros brasileiros estão entre os mais bem pagos em 30 países pesquisados pela empresa de recrutamento Michael Page.

O piso dos salários no Brasil, convertido em dólar, aparece à frente de nações como Canadá, França e Alemanha em ao menos cinco posições de diretoria plena.

No cargo de diretor de construção, por exemplo, um profissional no Brasil ganha, por ano, entre US$ 150 mil e US$ 220 mil (cerca de R$ 470 mil e R$ 690 mil).

Nos outros três países, o rendimento anual fica entre US$ 100 mil e US$ 150 mil (de R$ 310 mil a R$ 470 mil.)

"Depois da superinflação de salários que ocorreu no país por causa da pouca oferta de engenheiros, as remunerações não crescem mais no mesmo ritmo, porém, se mantêm altas", diz Cristiano Aron, da recrutadora

Na Austrália, com os segmentos de mineração e de infraestrutura aquecidos, os salários são elevados para atrair expatriados e custear suas despesas.

"É preciso lembrar que o padrão de vida no Brasil é alto e o real, desvalorizado."

Sobe As vendas em atacado de tecidos (cama, mesa e banho) cresceram 3% em março na comparação com fevereiro, segundo o Sincatvaesp (sindicato do setor do Estado de São Paulo). Nos dois meses anteriores, elas haviam caído.

INADIMPLÊNCIA COMPROVADA

O total de títulos protestados no país avançou 23,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com pesquisa da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

O crescimento foi maior entre as dívidas vencidas de pessoas físicas (30,7%), na comparação com os protestos de empresas (19%).

"Os números seguem uma tendência, observada desde o fim do ano passado, de elevação nos diversos indicadores de inadimplência que são medidos", diz Flávio Calife, economista da entidade.

Embora tenham avançado menos, os títulos de empresas representaram 60% do total de protestos no país nos primeiros três meses de 2015.

Entram no cálculo documentos não pagos como notas promissórias, boletos bancários e duplicatas, entre outros que podem ser registrados em cartório.

"As companhias enfrentam neste ano um cenário complexo, com baixa atividade e redução no consumo, o que diminui a capacidade de gerar caixa", afirma Calife.

"Além da queda de receita, os grupos estão com mais dificuldade de tomar crédito e sofrem com a elevação dos custos de produção."

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS e ISADORA SPADONI
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 07/04/2015

INCÊNDIO EM SANTOS RESTRINGE ACESSO DE CAMINHÕES AO PORTO
Publicado em 04/07/2015 as 03:11 PM

Gabinete de crise para conter fogo decidiu vetar cargas para deixar trecho liberado no caso de emergência.

Medida que pode valer até sexta provocou congestionamentos; polícia fazia triagem de carretas nas estradas

O gabinete de crise instalado na Baixada Santista para conter a expansão do incêndio iniciado na quinta (2) decidiu restringir a entrada de caminhões ao porto de Santos, uma das principais vias de escoamento da produção agrícola e industrial do país.

A proibição de acesso pela margem direita do porto foi definida após a continuidade das chamas que atingem tanques de combustíveis num depósito da Ultracargo.

A medida que pode valer até sexta (10) provocou congestionamento de caminhões no acesso ao litoral paulista. No Rodoanel e demais estradas, a Polícia Rodoviária fazia triagem de caminhões.

O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou que a proibição era necessária para deixar o entorno do incêndio livre no caso de emergência, como um vazamento de combustíveis. "Com tudo aquilo forrado de caminhões, se precisar deslocar dez ambulâncias para lá você vai levar horas."

Na prática, a decisão atinge a maior parte dos caminhões que se dirigem ao porto de Santos, de acordo com a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo). A medida só não vale para a margem esquerda do porto, que opera normalmente.

Segundo a Codesp, entre 9.000 e 12 mil caminhões circulam diariamente pela margem direita do porto de Santos, onde há 38 dos 55 terminais do complexo portuário.

Apenas serão liberados caminhões com medicamentos e alimentos perecíveis --que representam de 5% a 7% dos veículos. Nesses casos, eles serão escoltados pela polícia.

O incêndio no depósito da Ultracargo foi reduzido depois de cinco dias, mas dois tanques de gasolina ainda estavam em chamas. A presidente Dilma Rousseff pediu que a Força Aérea Brasileira e a Infraero coloquem equipes à disposição para ajuda no combate ao fogo.

A restrição aos caminhões foi informada de manhã pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. O gabinete de crise é formado pelos governos estadual e federal, bombeiros e Prefeitura de Santos.

Diante da restrição, a Codesp estudava fazer transporte dos contêineres pela via ferroviária. Os carregamentos estavam sendo estocados no parque de armazenagem do porto. Em um terminal, as operações chegaram a parar --afetando nove navios.

O secretário apelou a empresas transportadoras para que deixem de enviar caminhões para Santos até a situação ser normalizada. "Então as empresas devem se programar, os terminais devem se programar, porque isso é um motivo de força maior."

Segundo a Codesp, para que outros caminhões utilizem a margem esquerda do porto é preciso haver acordo comercial entre as empresas.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 07/04/2015

CÉSAR BORGES VOLTA PARA O BANCO DO BRASIL
Publicado em 04/07/2015 as 03:11 PM

Ex-ministro, que esteve no banco entre 2012 e 2013, comandará a área de infraestrutura.
DE BRASÍLIA

Ex-ministro dos Transportes e de Portos no governo Dilma Rousseff, César Borges comandará a vice-presidência de Serviços e Infraestrutura do Banco do Brasil.

O banco anunciou nesta segunda-feira (6) a criação desse cargo e a indicação de Borges, que já foi filiado ao PFL (atual DEM) e ao PR.

O ex-ministro ficará responsável por "negócios estratégicos relacionados aos grandes projetos de infraestrutura que surgem com o êxito dos modelos de concessão", segundo o BB.

Em nota, o banco também afirma que a área cuidará de negócios relacionados ao plano de modernização de aeroportos regionais do governo.

Borges já exerceu no BB o cargo de vice-presidente de Governo, entre 2012 e 2013.

Para manter o número total de vice-presidências, o BB vai unificar as áreas de Varejo e Distribuição e a de Gestão de Pessoas. Paulo Ricci, funcionário de carreira responsável pela primeira, irá comandar essa área. Robson Rocha, que era de Gestão de Pessoas, se aposentou.

As mudanças foram aprovadas pelo conselho de administração, que também fez alterações em diretorias e unidades de negócios, com promoções de executivos.

"Importante ressaltar que as adequações não implicam incremento de despesas, redução de quadros ou alterações nas metas de eficiência operacional previstas para o período 2015-2019", afirmou o BB por meio de nota.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 07/04/2015

DILMA CONVIDA PEEMEDEBISTA PARA A ARTICULAÇÃO POLÍTICA
Publicado em 04/07/2015 as 03:11 PM

Escolha de Padilha é tentativa de solucionar atritos do PMDB com o Planalto.

Padilha sinalizou que pode aceitar o cargo, mas disse que antes precisava conseguir o apoio de todo o PMDB

Em um momento de crise em sua base aliada e de forte queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff convidou nesta segunda-feira (6) o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação política do governo.

A escolha do peemedebista é uma tentativa da presidente de solucionar a guerra do PMDB com o Planalto e garantir a aprovação das medidas do ajuste fiscal.

Segundo um assessor, a conversa de Dilma com o ministro ocorreu logo após a posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e foi testemunhada pelo vice-presidente, Michel Temer.

Um peemedebista ligado a Eliseu Padilha disse à Folha que, na conversa, ele sinalizou que pode aceitar substituir o atual titular das Relações Institucionais, Pepe Vargas, petista da cota da presidente. Mas disse que antes precisava conseguir o apoio de todo PMDB, tanto da Câmara como do Senado.

A inclusão do PMDB na "cozinha" do Planalto é uma sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele argumenta que a sigla deveria participar ativamente das decisões do governo.

A petista tem enfrentado dificuldades no Congresso principalmente nas relações com os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, peemedebistas que têm definido uma agenda própria e imposto derrotas em votações ao governo.

O convite divide o PMDB. Uma ala do partido acredita que Padilha corre o risco de virar "um mero garçom", sem poder para fazer as negociações políticas em nome do governo. Outra avalia que seria um passo importante para o partido, de fato, participar das decisões do Planalto.

"Se ela escolheu por opção dela, parabéns, mas da nossa parte não há nenhuma indicação dessa natureza nem achamos que isso é razão para melhorar ou piorar a situação", afirmou Eduardo Cunha na noite desta segunda.

O governo tem, hoje, seis ministros indicados pelo PMDB. Além de Padilha, Kátia Abreu (Agricultura), Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Pesca), Edinho Araujo (Portos) e Vinicius Lages (Turismo).

Há um sétimo ministro filiado à legenda, Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), mas ele é uma escolha pessoal de Dilma.

Outro peemedebista está na fila de espera. O ex-deputado Henrique Eduardo Alves foi convidado pela presidente Dilma para o Turismo, mas ainda não assumiu por divisões internas do PMDB.

O problema é que Alvez, sendo nomeado para o Turismo, desalojaria um afilhado político de Renan Calheiros. Uma solução, caso Padilha aceite o posto e Alves vá para o Turismo, seria indicar Vinicius Lages para a Secretaria de Aviação Civil.

Os aliados de Renan têm dito que o presidente do Senado não pode ficar discutindo cargos porque, neste momento, tem defendido uma redução dos ministérios.

Ex-ministro dos Transportes do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, Padilha é considerado um hábil articulador político.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 07/04/2015

AUDITORES FICAIS PARAM ATIVIDADES POR 24 HORAS, DIZ SINDICATO EM SALVADOR
Publicado em 04/07/2015 as 03:11 PM

Mobilização de trabalhadores começou na manhã desta terça-feira (7). Categoria é contra 'compartilhamento' de atribuições com analistas.

Os auditores fiscais paralisam as atividades por 24 horas, nesta terça-feira (7), em Salvador. Segundo Luiz Martins, presidente da delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais e da Receita Federal (Sindifisco-BA), o movimento é contra a aprovação de emendas à Medida Provisória (MP) 660/2014, que compartilha atribuições que são inerentes ao cargo de auditor fiscal com os analistas tributários.

"Fomos surpreendidos com a inclusão das emendas 40 e 41 na MP 660/2014, na semana passada. Estas emendas foram apresentadas compartilhando as atribuições de constituição do credito tributário e a fiscalização dos contribuintes, que hoje são privativas ao cargo de auditor fiscal. Assim que aprovadas, elas [emendas] viraram os artigos 9 a 12 do relatório que está previsto para ser votado hoje [terça-feira] na Comissão Mista do Congresso. A prioridade é derrubar os dispositvos aprovados pela comissão", afirma Martins.

Com a paralisação, a categoria diz que não haverá fiscalização de tributos nos setores internos da Receita. Da mesma forma, aponta o sindicato, ocorrerá com o setor de aduana, que controla entrada e saída de mercadorias de portos e aeroportos. Não haverá fiscalização, ainda segundo Martins. "Isso prejudica a entrada e saída de mercadorias do país pela alfândega. Especificamente, no Porto Seco - que são caminhões que levam matéria-prima para o pólo petroquímico. A paralisação vai prejudicar essa movimentação", explica.

A assessoria de comunicação da 5ª Região da Receita Federal na Bahia informou ao G1 que uma reunião para discutir os problemas e preocupações do sindicato ocorreu entre a delegacia sindical e a superintendência na última quarta-feira (1º) e que o superintendente encaminhou os pontos discutidos para o secretário da Receita.

A categoria informou que trabalhadores ficarão reunidos na Superintendência da Receita Federal, na capital baiana, para aguardar o resultado da votação do relatório. Além desta pauta, os auditores fiscais também seguem em campanha salarial com o movimento "Meta Zero", que é a condução minuciosa dos trabalhos, sem pressa, observando todos os dispositivos da legislação, que tem por retardar este trabalho e que leva a um não cumprimento de metas, informa o sindicato.
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

FOGO E INTERDIÇÃO AO PORTO DE SANTOS PREJUDICAM A ENTREGA DE CARGAS
Publicado em 04/07/2015 as 03:10 PM

Fogo e interdição ao Porto de Santos prejudicam a entrega de cargas

Trabalho de combate ao incêndio no porto entrou no sexto dia. Trecho do canal permanece interditado para navegação.

O incêndio no depósito de combustível de uma empresa no Porto de Santos, em São Paulo, entrou no sexto dia. Os bombeiros têm dificuldade para combater o fogo, os moradores que vivem na região estão com medo e, agora, o acesso ao porto foi parcialmente interditado e os caminhões impedidos de passar.

Com o reforço de caminhões, equipamentos e materiais, os bombeiros, passaram a atuar em duas frentes: além de resfriar os tanques não-atingidos, passaram também a combater as chamas. A estratégia parecia ter dado certo, mas na noite de segunda-feira (6) as labaredas voltaram a subir.

A Ultracargo fica em uma área industrial, onde estão outras 45 empresas. Um trecho do canal do Porto de Santos permanece interditado para navegação e sem receber navios e caminhões, alguns terminais já começam a calcular os prejuízos.

A Brasil Terminal Portuário (BTP) ainda não revelou valores, mas informou que, por causa do acidente, seis navios não puderam atracar no cais da empresa e 7 mil contêineres já deixaram de ser embarcados e desembarcados.

Uma conta complicada de ser feita e difícil de ser paga é a das transportadoras. Na segunda (6), todos os caminhões que teriam de passar pela área do incêndio para entrar no Porto foram impedidos de seguir viagem, ainda no planalto.

"Não é tão simples um caminhoneiro ser ressarcido de um frete ou de um pedágio a mais que ele vai ter que pagar. Então isso é um problema sério, com repercussões, inclusive, sociais", aponta o consultor Sérgio Aquino.

O bloqueio na rodovia para acessar o Porto de Santos pegou muitos caminhoneiros de surpresa. Motoristas que vinham de outros estados e passaram horas na estrada, não estavam sabendo da mudança. Confira a situação no vídeo com a reportagem completa.
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

COM OLHOS NO FUTURO - PANORAMA ECONÔMICO - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/07/2015 as 03:10 PM

Educação tem que dar certo com ou sem pré-sal. Em uma época de tanta divisão, um ministro da Educação que assume com a torcida e a esperança do país já é muito.

Que o ministro Renato Janine Ribeiro tenha chance de fazer um bom trabalho numa área que é fundamental para a economia, a política, as famílias e a realização das nossas ambições como país. É importante que ele olhe para erros e acertos das gestões do período democrático.

Osistema de avaliação da educação brasileira começou há 20 anos, como o ministro lembrou em entrevista publicada ontem. Foi um importante avanço, porque sem indicadores de qualidade não se pode trabalhar em educação.

O então ministro Paulo Renato de Souza tinha ideias concretas quando assumiu o Ministério. A imprensa havia publicado, na época, que ele iria para o Ministério do Planejamento. Mas ele acabou indicado para a Educação. Pedi uma conversa com ele na véspera da posse e comecei a entrevista perguntando o que ele faria no Ministério da Educação, já que, como economista, era mais natural que estivesse no Planejamento, como tinha sido cogitado.

Paulo Renato me surpreendeu com a resposta e a confirmação dela nos oito anos seguintes. Em um pedaço de papel, começou a escrever o que faria: a universalização do Ensino Fundamental, que virou o bem sucedido programa Toda Criança na Escola; um sistema de avaliação de ensino; um fundo de valorização do professor, que virou o Fundef. Ele sabia que metas perseguir e as perseguiu.

Nesse mar de tarefas que tem a educação brasileira, estabelecer o que é mais urgente e persistir nos objetivos traçados é fundamental. Foi o que aprendi naqueles anos.

O PT foi contra o sistema de avaliação e votou contra o Fundef. No poder, mudou nomes e a maneira de fazer a mesma coisa, mas continuou os programas. Menos mal. Houve vários ministros da Educação desde então. Alguns erraram bastante. É bom que o novo ministro evite os erros velhos. Não temos tempo a perder na Educação.

Na posse do ministro, a presidente Dilma Rousseff vinculou a defesa da Petrobras à defesa da Educação. Misturou as coisas. A prioridade da Educação não pode ser uma derivada da exploração do pré-sal.

Hoje, a Petrobras está em uma grande confusão, e defendê-la é fundamental para a economia. Duas incertezas pesam sobre a empresa: a crise da Lava-Jato e os preços internacionais do petróleo. A primeira reduz a capacidade da empresa de investir; a segunda diminui a viabilidade de alguns campos, principalmente do pré-sal.

O governo disse que o petróleo extraído das camadas ultraprofundas é o passaporte do futuro do país. Na verdade, a educação é o passaporte do futuro.

A presidente Dilma disse ontem que “nós não podemos nos iludir” porque “o que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio, e quem fica com a maior parte”. Difícil entender do que a presidente falou no momento que deveria ser dedicado unicamente a discutir educação. O que está em disputa no caso Petrobras é a maneira de fazer negócios entre o setor público e o setor privado. A empresa deve mudar a forma de se relacionar com as empreiteiras e os fornecedores. Não podemos nos iludir: transformar a apuração dos crimes da Lava-Jato em disputa de modelo de exploração de petróleo é uma forma de confundir o debate.

Quando, afinal, falou do assunto da pasta que o novo ministro assumia, a presidente garantiu que o ajuste fiscal não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério. Ótimo. Na educação, certos cortes podem provocar retrocessos inaceitáveis. No Fies, o mais importante é que o programa de financiamento seja realmente para os estudantes que precisam dele. O governo não pode continuar financiando o ensino superior de quem pode pagar por ele. O programa precisa ser sustentável economicamente.

No educação brasileira há desafios de primeiro, segundo e terceiro graus. O ministro precisa saber para onde quer ir, persistir nos seus projetos, corrigir desvios, aperfeiçoar sempre e nunca deixar o Ministério ser invadido pela política partidária. Muito tempo foi perdido nos últimos anos pela politização do órgão. Que o ministro trabalhe com olhos no futuro. É disso que se trata.

Os pontos-chave

1 - Educação do país é prioridade para o futuro e precisa dar certo com ou sem recursos do pré-sal

2 - Cortes de orçamento na educação podem provocar retrocessos inaceitáveis. Precisam ser evitados

3 - FIES precisa ser sustentável. Governo deve subsidiar estudante que realmente precisa
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/07/2015 as 03:10 PM

O governo Dilma vai tentar adiar a votação do projeto de terceirização da mão de obra.

Protesto adia terceirização

O motivo oficial é o desejo de negociar o texto com o relator. Mas o drama não é de conteúdo. É de oportunidade. O Planalto não pode desagradar a CUT, movimentos sociais e centrais sindicais. Ele precisa de apoio, quando a oposição convoca, via redes sociais, um novo protesto para este domingo.

Uma costura escancarada

O Planalto decidiu enfraquecer o ministro Pepe Vargas na véspera da votação da terceirização. O ministro foi demitido na mídia. E o seu substituto, Eliseu Padilha, teria consultado os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, para saber se teria um mínimo de apoio na missão. No comando do PMDB há cautela. A conversa com Dilma foi traduzida coma palavra "sondagem" e que, antes de aceitar , Padilha precisava "ouvir o partido ". O desfecho da novela será hoje. Se Padilha for para o Planalto, Renan Calheiros sairá vitorioso, pois mantém o Turismo. O PMDB ganha a oitava pasta e o vice Michel Temer faz Henrique Alves ministro.

"O Brasil só se acaba para quem morre! Para quem vive, o Brasil nunca se acaba!"
Aldo Rebelo - Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e conselheiro do BNDES, sobre as visões catastróficas do futuro do país

Agora vai

Para reforçar o trabalho de ministros e líderes governistas, o Planejamento vai lançar uma cartilha em defesa do ajuste fiscal, MPs 664 (pensão por morte) e 665 (seguro-desemprego). Ela trará 50 motivos para aprovar o ajuste.

Chegando a hora

A fusão entre o PTB e o DEM tem data para ocorrer. Se ela não fechar até o final de abril, deve desandar. Muitos interlocutores estão começando a ficar irritados com a demora. A fusão é negociada desde novembro pelos presidentes do DEM, senador José Agripino, e do PTB, deputada Cristiane Brasil. A fusão abre as portas para buscar outras siglas

A novela do STF

Os ministros informam que a indicação do novo ministro do STF "não está clara". Há muitas críticas à indicação de um nome do STJ. Aquele tribunal tem muitos candidatos (5). Um assessor resume: "Você faz um amigo e quatro inimigos".

Na contramão do plebiscito

Em fevereiro foi Luiz Carlos Hauly (PSDB), agora é Roberto Freire (PPS). Querem que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), vote projeto que institui o parlamentarismo. Em 1993, 67 milhões votaram em plebiscito, no qual 69,2%dos votos válidos rejeitaram o parlamentarismo. Em São Paulo, 45,6% do total de votos foi contra.

Cuidando da silhueta

A Petrobras contratou, em caráter emergencial, mais uma empresa na área de comunicação. A estatal já tem contrato com outras que prestam serviços na área. No mercado, diz-se que o custo será de R$ 1,5 milhão nos primeiros seis meses.

Sobre golpismos

Cansado dos ataques petistas, o vice-presidente do PSDB Bruno Araújo levantou que a oposição propôs quatro impeachments contra FH: 29/4/1999, 26/5/1999 (José Genoino, Miro Teixeira, Luiza Erundina e Aldo Rebelo), 6/3/2001 e 17/10/2002.

POLÍTICOS EXPERIENTES E ANALISTAS POLÍTICOS concluíram, depois de acompanhar as transmissões da TV Câmara, que acabou o debate político na Casa.
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

A DÉCADA ESBANJADA - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/07/2015 as 03:09 PM

A conta quem fez foi o economista Paulo Rabello de Castro, do Instituto Atlântico, coordenador do Movimento Brasil Eficiente: entre um crescimento modesto de 3% ao ano nesta década, que não atingiremos, e a média alcançável, deixaremos de crescer R$ 5 trilhões (o tamanho do PIB de 2014).

"É como se o país estivesse morto, ou em coma, um ano inteiro", diz ele, com a agudeza que lhe é peculiar. Por isso, ele classifica a atual como a "década esbanjada", em contraponto às anteriores: a década perdida (fim do regime militar, governos Sarney e Collor), a década do ajuste (governo Fernando Henrique) e a década consumista (governo Lula).

O crescimento medido pela média móvel de quatro anos atingirá a mínima em 2015. "Será o menor patamar desde o final da década de 80, conhecida como década perdida", ressalta Paulo Rabello.

Um combatente do que chama de mito do governo grátis, tema de seu mais recente livro, "aquele que promete fazer tudo para todos sem custo para ninguém, até que a sociedade perceba, horrorizada, que a fatura indigesta chegou", Paulo Rabello tem defendido alternativa "reformista" ao cenário econômico continuísta no quinquênio 2015-20, embora sem muita esperanças de mudanças:

"Devido à falta de clareza estratégica sobre os pontos da agenda mínima reformista, até agora não se observa qualquer direcionamento para o cenário reformista". Para reforçar seu pessimismo, Paulo Rabello escreveu recentemente: "Agora mesmo, enquanto o "mercado" aplaude a falsa austeridade do Banco Central ao colocar o juro na lua e os ministros de Dilma elevam impostos e tarifas, o Orçamento da União de 2015 nos traz aumento das despesas de custeio e financeiras enquanto se cortam as de investimento. Brasília aumenta seus próprios salários e subvenções".

No cenário de continuidade, o PIB médio seria de 0,8% ao ano, enquanto com as reformas poderíamos atingir uma média de crescimento de 2,1%, nada animador, mas melhor do que o quadro atual.

O desdobramento principal do estudo vai além do quinquênio: a prevalecer o cenário continuísta, diz Paulo Rabello, o Brasil caminhará para ser um país sem relevância na cena mundial. A prevalecer o cenário reformista, os anos 2020 significarão, ainda que sem garantias, certa relevância do país na região e, com boa vontade, no mundo.

A manutenção do "modelo" atual implicaria a persistência da expansão dos gastos públicos e ausência de uma meta clara de contenção das despesas. O superávit primário, em decorrência, seria perseguido pelo recorrente aumento da carga tributária, o que já estamos constatando nas primeiras mudanças do reajuste fiscal apresentado pelo ministro Joaquim Levy.

Os juros em patamar elevado debilitam a demanda privada, reforça o economista. O país fica refém do grau de investimento, que pode perder a qualquer momento. Na visão do economista Paulo Rabello de Castro, "diferentemente de outros períodos, o processo atual sugere uma queda estrutural do PIB e não conjuntural".

Em contraposição a esse cenário pessimista, ele propõe uma agenda mínima para a retomada de reformas na economia, com simplificação tributária lenta, em etapas, e flexibilização da legislação trabalhista; meta clara de contenção das despesas públicas, com a expansão limitada ao crescimento do PIB, ou fração deste, com a redução do papel dos juros na contenção da demanda.

As consequências seriam a elevação da média para o nível próximo ao da década anterior, e a retomada gradual da atividade manufatureira, "se houver reequilíbrio dos preços relativos, política cambial mais competitiva, aumento dos investimentos e menor custo de financiamento".

Os pontos-chave

1 - A conta quem fez foi o economista Paulo Rabello de Castro, do Instituto Atlântico, coordenador do Movimento Brasil Eficiente: entre um crescimento modesto de 3% ao ano nesta década, que não atingiremos, e a média alcançável, deixaremos de crescer R$ 5 trilhões (o tamanho do PIB de 2014)

2 - No cenário de continuidade, o PIB médio seria de 0,8% ao ano, enquanto com as reformas poderíamos atingir uma média de crescimento de 2,1%, nada animador, mas melhor do que o quadro atual

3 - Na visão do economista Paulo Rabello de Castro, “diferentemente de outros períodos, o processo atual sugere uma queda estrutural do PIB e não conjuntural”
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

ANALISTAS VEEM AVANÇO EM NOVA REGRA PARA PROJETOS DE CONCESSÃO EM INFRAESTRUTURA
Publicado em 04/07/2015 as 03:09 PM

Regulamentação para estudos técnicos deve ajudar investimentos e estimular concorrência

BRASÍLIA- A decisão do governo de regulamentar os Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs) — estudos técnicos feitos pelo setor privado sobre determinado empreendimento para avaliar seus custos e ganhos potenciais — foi considerada um avanço por especialistas em infraestrutura. O decreto com a nova regulamentação, antecipado pelo GLOBO, foi publicado ontem no Diário Oficial da União.

— Na conjuntura atual, um decreto como esse ajuda a reduzir a insegurança jurídica e estimula os investimentos em infraestrutura — afirmou Cláudio Frischtak, da Inter B Consultoria Internacional de Negócios.

INSTRUMENTO MAIS SEGURO

Os PMIs já estavam previstos em um decreto de 2006, que trata de Parcerias Público- Privadas (PPPs). E eram utilizados em qualquer tipo de investimento graças a uma autorização do Tribunal de Contas da União (TCU). Agora, o novo decreto estabelece uma norma específica sobre os PMIs, dando mais segurança ao uso desse instrumento.

O governo também espera incentivar as empresas de menor porte a terem maior participação nos investimentos. Para isso, o decreto prevê que um PMI pode ter várias parcelas. Isso significa que um mesmo empreendimento poderia ser executado por mais de uma empresa, dando chance às pequenas. Segundo o presidente da Câmara Brasileira de Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, essa era uma demanda antiga do setor:

— É importante criar espaço para que empresas de menor porte consigam entrar no programa de concessões com maior força. Isso estimula a concorrência e o crescimento da economia.

Outra novidade na nova regulamentação está no fato de o governo ter incluído no decreto a possibilidade de o PMI ser aberto por iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas, não apenas dos órgãos que detenham a competência para isso, como o Ministério dos Transportes, no caso de rodovias. Isso significa que um parlamentar ou mesmo uma empresa pode sugerir a adoção desse tipo de instrumento.

Em nota, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que “o decreto torna mais ágil e mais clara a comunicação entre o mercado e o governo, e ajuda a destravar os investimentos porque o governo tem um rol de projetos que julga serem interessantes. Com isso, o setor privado ganha um canal mais ágil para fazer sugestões e propor novos investimentos”.

Um exemplo recente de contratação de empreendimento que utilizou o PMI para atrair o setor privado foi a concessão da Ponte Rio-Niterói, realizada em março. Atualmente, estão em andamento PMIs para as rodovias BR-163/230 (MT/PA), BR-364/ 060 (MT/GO), BR-364 (GO/MG), BR-476/153/282/480 (PR/SC), e para seis ferrovias.
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

ESTADO PROPÕE CONCESSÃO DO NOVO ARCO RODOVIÁRIO
Publicado em 04/07/2015 as 03:09 PM

Governo vai sugerir à União privatizar mais 2 rodovias

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, vai entregar ao governo federal, amanhã, um pacote de sugestões prevendo a concessão à iniciativa privada de três rodovias: Arco Metropolitano (que liga Manilha ao Porto de Itaguaí), BR-101 Sul (no trecho Itacuruçá-Angra), e BR-456 (antiga Rio-São Paulo), que passariam a ter pedágio.

O objetivo é desatar antigos gargalos e garantir a aplicação de mais investimentos nessas vias, hoje administradas pela União. Osorio acredita que, caso a proposta seja levada adiante, há possibilidade de inserir os trechos num pacote único de exploração e concluir o processo ainda este ano.

— Queremos sair na frente com essas concessões. A julgar pela situação econômica do país, não vamos conseguir tirar do papel investimentos importantes sem a iniciativa privada. Mesmo sem o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio, em Itaboraí) a pleno vapor, temos uma demanda pesada no trecho Magé-Manilha do Arco Metropolitano. Outros gargalos são a antiga Rio-São Paulo, que pode ser uma alternativa importante para quem vai da Zona Oeste do Rio para cidades do Médio Paraíba, e os túneis de Mangaratiba da Rio-Santos, que estão totalmente saturados — detalhou o secretário.

Osorio vai se reunir com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e do Planejamento, Nelson Barbosa. No encontro, ele pedirá a inclusão dos trechos no Programa de Concessão de Rodovias Federais, coordenado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

DUPLICAÇÃO PARADA

Embora tenha sido construído em parte com recursos estaduais, o Arco Metropolitano, de 145 km, é uma rodovia federal. A duplicação do trecho MagéManilha, de cerca de 30km, não caminhou desde a sua inclusão no PAC 2, de 2008.

— Essa questão ainda está no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e há inegáveis dificuldade de aporte de dinheiro e velocidade nas obras. A ideia é que uma concessionária cuide não apenas desse importante trecho, mas do Arco como um todo — disse Osorio.

Ainda segundo o secretário, o Arco Metropolitano acabou provocando um trânsito muito mais intenso na Rio-Santos, que agora precisa ser redimensionada.

— Moradores de municípios da Baixada Fluminense, como Queimados e Japeri, passaram a frequentar mais praias de Muriqui e Mangaratiba. Com isso, tivemos um fluxo muito maior de carros em direção à Costa Verde. A duplicação é importante — destaca.

Osorio defende que as concessões possam ocorrer de uma só vez, acelerando processos:

— (As obras) Podem ser licitadas em bloco ou individualmente. Em bloco, teríamos uma alternativa inteligente, já que não há competição entre as estradas. O operador seria responsável pelo sistema. Os pedágios serão detalhados no projeto. A nossa ideia é tentar concluir o processo ainda em 2014, pra que a assinatura de contrato seja em 2016.

Sobre a Linha 3 do metrô, entre Niterói a São Gonçalo, o secretário disse que duas propostas serão analisadas pelo governo Dilma: a instalação de um monotrilho que acompanhará o traçado da Niterói-Manilha, a um custo de R$ 3,9 bilhões, ou um sistema duplo de BRTs, pela mesma rodovia e também pela RJ-104, a um custo de R$ 1,7 bilhão.
Fonte : O Globo
Data : 07/04/2015

INTERMODAL SOUTH AMERICA COMEÇA HOJE!
Publicado em 04/07/2015 as 03:08 PM

Começa nessa terça-feira (7/4), no Transamerica Expo Center, em São Paulo, a 21ª edição da Intermodal South America.



Este ano, o principal encontro do setor de logística, transportes de cargas e comércio exterior das Américas, ocorre simultaneamente à InfraPortos South America, feira dedicada ao setor de infraestrutura portuária. Juntas, reunirão mais de 680 marcas expositoras de 25 países. A expectativa da organização é atrair mais de 48 mil visitantes durante os três dias de eventos, que também incluem a realização de Conferências, workshops e do inédito seminário Tank Storage South America, dedicado às soluções para armazenagem de líquido a granel na América do Sul.

A cerimônia de abertura está marcada para às 12h. Estão confirmadas as presenças e pronunciamentos do Ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo; do secretário de Política Nacional de Transportes, Herbert Drummond; do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos; do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia; do superintendente executivo da Caixa Econômica Federal de São Paulo, Gustavo Portela, e do presidente da UBM Brazil, organizadora dos eventos, Joris van Wijk; entre outras autoridades.

Catalisadoras de negócios e palcos de debates das principais soluções para toda a cadeia logística e de infraestrutura portuária, as edições desse ano da Intermodal e da InfraPortos South America “certamente irão colaborar para uma melhor análise do momento político-econômico dos setores, bem como para a definição de metas que assegurem o desenvolvimento contínuo do País e a captação de investimentos para esta nova fase, que demanda novas parcerias entre Governo e iniciativa privada”, comenta o gerente da UBM Brazil e das feiras, Ricardo Barbosa. Ele ainda ressalta o potencial de geração de negócios: “Nosso público é altamente qualificado. São embarcadores de cargas e tomadores de decisões que, somente em 2014, representaram 68% do público da Intermodal, atraídos por diversos segmentos”.

Conferências – A grade de palestras conta com especialistas e autoridades que dividirão com o público experiências, cases, planos de ações, além de levantar questões de importância do setor. Entre os palestrantes estão o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia; o presidente da Codesp, Angelino Caputo; o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes(DNIT), Luiz Guilherme Rodrigues, e outros.

O segmento de granéis líquidos entra no escopo das Conferências em evento exclusivo e inédito no país: o Tank Storage South America, dedicado às soluções para armazenagem de líquido a granel na América do Sul. Outra iniciativa é o Solutions Fórum, um espaço dedicado às empresas para apresentação de seus cases de sucesso e workshops.
Fonte : Informativo dos Portos
Data : 07/04/2015

PORTO ITAPOÁ É UM DOS DESTAQUES DO NAVIS INSPIRE AWARDS 2015, ÚNICO PORTO SUL-AMERICANO A SER RECONHECIDO PELA EXCELÊNCIA OPERACIONAL
Publicado em 04/07/2015 as 03:07 PM

Premiação será divulgada para Clientes e Parceiros na Intermodal 2015



Em 2014 o Porto Itapoá já havia sido considerado pelo mercado como o melhor terminal portuário do Brasil pelo Instituto ILOS, e o melhor em gestão de pessoas pelo jornal Valor Econômico e Instituto AON Hewitt. Agora, em 2015, a premiação internacional Navis Inspire Awards consolida este reconhecimento, colocando Itapoá como um dos destaques no mundo quando o assunto é excelência operacional.

O Navis Inspire Awards foi um evento promovido pela Navis, um dos mais importantes fornecedores de tecnologia do setor portuário do mundo, em parceria com a Port Technology International, uma das mais conceituadas revistas internacionais do ramo. O Porto Itapoá recebeu este prêmio por manter as operações em alto nível, solucionando problemas iminentes a sua alta ocupação. Com suas operações iniciadas em junho de 2011, o terminal, que tem capacidade para movimentar 500 mil TEUs por ano, fechou 2013 com quase 100% de sua capacidade operacional de movimentação.

Num esforço operacional que combinou alta tecnologia, planejamento e eficiência operacional, somados ao alto comprometimento de seus colaboradores, o Porto Itapoá criou alternativas eficazes para conduzir suas operações com alto nível de produtividade mantendo uma movimentação segura e atendendo todas as expectativas de armadores, importadores e exportadores. Em 2014, a movimentação do Terminal chegou 528 mil TEUs, mesmo ano em que foi considerado o melhor porto na visão dos usuários.

Foi este cenário de excelência que o Porto Itapoá foi avaliado pelos auditores da Navis e recebeu o reconhecimento como um dos terminais mais eficientes do globo. Competindo com mais de 20 portos pré-selecionados no mundo todo, dentre os quais os gigantes de Dubai, Hong Kong, Algeciras e Rotterdam, o Porto Itapoá foi destaque e ganhou o prêmio de reconhecimento de excelência operacional, ao lado do Porto da DPW Dubai. “Nosso objetivo com este prêmio é comemorar os sucessos de nossos clientes, que estão sempre em busca de formas inovadoras para melhorar as operações em seus terminais”, disse Andy Barrons, vice-presidente Sênior e diretor de Marketing Navis.

O Porto Itapoá vem inovando desde o início de suas operações, tanto por sua estrutura moderna, apta a receber e operar os maiores navios que trabalham na costa brasileira, como por seu relacionamento diferenciado com clientes. O Terminal conta com infraestrutura, tecnologia, equipe de profissionais altamente qualificados e serviços especializados e sob medida para atender a demanda do mercado e as necessidades dos clientes, além de uma localização geográfica privilegiada.

Participação na Intermodal South America 2015 e no evento paralelo da Infraportos

Aproveitando a oportunidade de ser um dos expositores na maior feira de logística e comércio exterior da América Latina, a Intermodal South America, o Porto Itapoá buscará divulgar e comemorar esta conquista junto aos clientes e parceiros que marcarão presença no evento. A feira acontece de 7 a 9 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

A expectativa também é de gerar novos negócios e para atender ao público qualificado do evento, a diretoria e as equipes comercial e de marketing do Porto Itapoá estarão atendendo clientes, parceiros e prospects no estande C80. Além disso, o presidente do Porto Itapoá, Patricio Junior, é palestrante convidado do evento paralelo organizado pela Infraportos para falar sobre Infraestrutura e Logística Portuária, no painel representado também pela SEP, ANTAQ, Porto de Santos e o  Porto de Vitória.

Para o Presidente do Porto Itapoá, 2014 foi um ano especial. “Além de apresentarmos um crescimento exponencial na Importação e na Exportação, fomos reconhecidos como o melhor porto do Brasil, na visão dos Clientes”, destaca Patrício. A referência é a pesquisa realizada pelo Instituto de Logística e Supply-Chain (ILOS) junto com os usuários dos portos brasileiros, e divulgada em agosto de 2014, apontando o Porto Itapoá como o melhor porto avaliado pelos Clientes, com nota média de 8,9, enquanto o segundo melhor terminal avaliado obteve a média de 7,9.

Patrício ainda define que “todo resultado que obtivemos é fruto do trabalho que realizamos com dois públicos essenciais para o Porto Itapoá: nossos Clientes e nossos Colaboradores”. A relação construída com as pessoas também foi reconhecida pelo jornal Valor Econômico que, todos os anos, desenvolve uma pesquisa com uma série de empresas no País, em parceria com a Aon Hewitt, revelando quais são as melhores empresas brasileiras em Gestão de Pessoas. Em 2014, o Porto Itapoá foi o único do setor entre os vencedores.
Fonte : Informativo dos Portos
Data : 07/04/2015

FONSECA VISITA TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO DA ANTAQ
Publicado em 04/07/2015 as 03:05 PM



O diretor da ANTAQ conversa com os futuros especialistas



O diretor da ANTAQ, Fernando Fonseca, se avistou na manhã desta segunda-feira (6) com os alunos do curso de formação de novos especialistas em regulação de transportes aquaviários da Agência, que está sendo realizado no centro de treinamento da Conab, em Brasília. Segunda etapa do concurso público da Agência para o cargo, o curso de formação, que começou em 23 de março, se estenderá até o dia 22 deste mês.

Na oportunidade, Fonseca, que estava acompanhado do superintendente de Administração e Finanças, Albeir Taboada, conversou com os candidatos a especialistas. Fonseca disse que, embora a Diretoria reconheça as restrições trazidas pelo ajuste fiscal, a Agência está envidando todos os esforços para que os novos servidores possam ser nomeados tão logo o curso de formação seja encerrado.

“São muitas as atribuições da Agência e atualmente não dispomos de um quadro de pessoal compatível em número para enfrentar esses desafios, especialmente a partir do novo marco regulatório dos portos que trouxe mais e novas atribuições para Agência. Nesse sentido, a chegada dos novos servidores, certamente, trará um novo alento”, destacou o diretor da ANTAQ.

Cinquenta e dois candidatos, já aprovados nas provas objetivas e discursivas do concurso, participam do curso. Durante cerca de um mês, eles terão aulas sobre estado, governo e administração pública; setor e atividade portuária; regulação econômica; regulação portuária e das navegações marítima e interior; práticas de fiscalização; estudos, estatística, sistemas de informação e meio ambiente; entre outras.

O curso é organizado pela Gerência de Recursos Humanos, da Superintendência de Administração e Finanças da ANTAQ, e pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade de Brasília (UnB).

Dos novos especialistas, 43 serão lotados na sede, em Brasília, três na unidade regional de Manaus e dois no escritório da Agência em Belém. As unidades regionais de Paranaguá, Porto Velho, São Luís e Salvador receberão um especialista cada. O resultado do concurso público para os demais cargos (analista administrativo, técnico administrativo e técnico em regulação de transportes aquaviários) já foi homologado.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 06/04/2015

INTERMODAL SOUTH AMERICA COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA
Publicado em 04/07/2015 as 03:05 PM

Começa nessa terça-feira (7/4), no Transamerica Expo Center, em São Paulo, a 21ª edição da Intermodal South America. Este ano, o principal encontro do setor de logística, transportes de cargas e comércio exterior das Américas, ocorre simultaneamente à InfraPortos South America, feira dedicada ao setor de infraestrutura portuária. Juntas, reunirão mais de 680 marcas expositoras de 25 países. A expectativa da organização é atrair mais de 48 mil visitantes durante os três dias de eventos, que também incluem a realização de Conferências, workshops e do inédito seminário Tank Storage South America, dedicado às soluções para armazenagem de líquido a granel na América do Sul.

A cerimônia de abertura está marcada para às 12h. Estão confirmadas as presenças e pronunciamentos do Ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo; do secretário de Política Nacional de Transportes, Herbert Drummond; do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos; do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia; do superintendente executivo da Caixa Econômica Federal de São Paulo, Gustavo Portela, e do presidente da UBM Brazil, organizadora dos eventos, Joris van Wijk; entre outras autoridades.

Catalisadoras de negócios e palcos de debates das principais soluções para toda a cadeia logística e de infraestrutura portuária, as edições desse ano da Intermodal e da InfraPortos South America “certamente irão colaborar para uma melhor análise do momento político-econômico dos setores, bem como para a definição de metas que assegurem o desenvolvimento contínuo do País e a captação de investimentos para esta nova fase, que demanda novas parcerias entre Governo e iniciativa privada”, comenta o gerente da UBM Brazil e das feiras, Ricardo Barbosa. Ele ainda ressalta o potencial de geração de negócios: “Nosso público é altamente qualificado. São embarcadores de cargas e tomadores de decisões que, somente em 2014, representaram 68% do público da Intermodal, atraídos por diversos segmentos”.

Conferências - A grade de palestras conta com especialistas e autoridades que dividirão com o público experiências, cases, planos de ações, além de levantar questões de importância do setor. Entre os palestrantes estão o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários  (Antaq), Mário Povia; o presidente da Codesp, Angelino Caputo; o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes(DNIT), Luiz Guilherme Rodrigues, e outros.

O segmento de granéis líquidos entra no escopo das Conferências em evento exclusivo e inédito no país: o Tank Storage South America, dedicado às soluções para armazenagem de líquido a granel na América do Sul. Outra iniciativa é o Solutions Fórum, um espaço dedicado às empresas para apresentação de seus cases de sucesso e workshops.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 07/04/2015

HAMBURG SÜD FINALIZA AQUISIÇÃO DAS ATIVIDADES DE TRANSPORTE MARÍTIMO DA CCNI
Publicado em 04/07/2015 as 03:05 PM

A Hamburg Süd finalizou, no último dia 27 de março, a aquisição das atividades de transporte marítimo de contêineres da Companhia Chilena de Navegação Interoceânica S.A (CCNI), incluindo as relacionadas com agenciamento de carga da Agencias Universales S.A (Agunsa), localizadas em Valparaíso e Santiago do Chile.

A negociação foi efetivada na sede da Hamburg Süd, com a presença de representantes da CCNI e da Angusa. A aquisição foi previamente aprovada pelas autoridades de defesa comercial. O contrato de compra e venda foi assinado pelas empresas no dia 14 de fevereiro de 2015.

A Hamburg Süd continuará operando os negócios de transporte marítimo de contêineres da CCNI sob a já estabelecida marca nas principais mercados entre a Costa Oeste da América do Sul, Ásia, Europa e América do Norte.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 07/04/2015

ECOPORTO NO TOCANTINS AUMENTA CAPACIDADE PORTUÁRIA DA REGIÃO
Publicado em 04/07/2015 as 03:04 PM

  
Mais sinais, e esses não em fumaça, indicam a configuração portuária que se avizinha. Não mais a excelência dos portos da região até então mais desenvolvida do País, Sudeste, monopolizará as rotas comerciais para o movimento de produtos – commodities ou manufaturados. Eis que chega o momento do desenvolvimento também “atracar” ao Norte e Nordeste brasileiro. Especialistas, aqui neste Portogente, falam, sobejamente, na potencialidade dos complexos portuários que ou estão sendo construídos ou expandidos nessas duas regiões. O comércio brasileiro e mundial passará por eles cada vez mais e com ganho de produtividade e competitividade.

Em final de março passado, por exemplo, foi inaugurada a primeira fase das obras do Ecoporto Praia Norte – Operações Portuárias e Serviços Logísticos S.A., em Praia Norte, no Tocantins. A empresa Eurolatina é a proprietária do empreendimento. As obras consistem em arruamento e terraplenagem do condomínio portuário, rampa para troca de modal e portaria com balança automatizada.



“A partir de agora, dentro do estado, produtos podem ser transportados mais à montante do Rio Tocantins, diminuindo o trajeto rodoviário e aumentando o percurso hidroviário. Através do rio, poderão sair grãos do Tocantins e entrar produtos da zona franca de Manaus”, destacou Adalberto Tokarski, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O porto fluvial Ecoporto é o primeiro a ser autorizado pela Antaq, naquele estado. O Ecoporto está localizado em Praia Norte, com área total de, aproximadamente, 744.011m², na margem esquerda do Rio Tocantins, a cerca de 700km de Palmas, 70km de Imperatriz (MA) e a 200km de Marabá (PA).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 07/04/2015

EMBRAPORT INICIA OPERAÇÕES FERROVIÁRIAS EM SEU TERMINAL
Publicado em 04/07/2015 as 03:04 PM

Empresa tem contrato para receber cargas de Manaus por navio e enviá-las de trem ao Interior de São Paulo

Maior terminal de contêineres privado do País, a Embraport iniciou ontem as operações ferroviárias de seu pátio, no Porto de Santos. Os primeiras 21 caixas metálicas que utilizaram as linhas férreas da instalação vieram de Manaus (AM) a bordo de um navio e seguiram para Sumaré, no Interior do Estado, em vagões.

Localizado na Margem Esquerda do Porto, na Área Continental da Cidade, o terminal tem a expectativa de transportar 200 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano pelas linhas férreas. Esses produtos poderão ter origem ou destino em cidades do interior de São Paulo ou ainda em outros três estados.

Com a ligação entre a Embraport e a malha férrea da concessionária MRS, há conexão com as cidades de Sumaré e Suzano (SP), além de localidades no Vale do Paraíba (SP). no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.



Terminal investiu R$ 40 milhões na infraestrutura ferroviária de seu pátio, na Área Continental de Santos

Utilizando as linhas da concessionária América Latina Logística (ALL), a origem ou o destino das mercadorias podem ser Araraquara (SP) ou Rondonópolis (MT), por onde sai boa parte da produção de grãos do Centro-Oeste. A movimentação de granéis sólidos vegetais na Embraport está planejada para uma nova etapa, a ser implantada no futuro.

“O principal objetivo é criar atratividade para importadores, exportadores e armadores, criar uma atratividade logística para o terminal. Se olharmos nos últimos anos, o crescimento no volume de cargas no Porto de Santos tem sido significativo e toda essa carga chega ou sai do Porto, na sua grande maioria, pelo modal rodoviário. Mas a gente observa que, nos últimos anos, não houve um crescimento na infraestrutura de acesso ao Porto. Então a utilização da ferrovia, além de contribuir para não ter aumento no fluxo de caminhões aqui na Baixada, ajuda na questão do meio ambiente, já que o modal ferroviário emite 68% menos CO2 do que o rodoviário”, explicou o diretor de Novos Negócios da Embraport, Fábio Siccherino.

Segundo o executivo, a primeira operação ferroviária do terminal envolveu um carregamento de eletrônicos da LG. A fabricante, que atua na Zona Franca de Manaus, tem como objetivo movimentar 250 contêineres por semana pela ferrovia da Embraport. Essas cargas chegarão ao Porto a bordo de navios de cabotagem e seguirão para centros de distribuição instalados no interior do Estado, principalmente em Sumaré.

A utilização das linhas férreas dependerá do volume de mercadorias. No total, a Embraport planeja manter duas saídas semanais para Suzano, Sumaré e o Vale do Paraíba. Para isso, foram investidos R$ 40 milhões na infraestrutura ferroviária do terminal.

“A gente vem falando muito de mudar a matriz logística do País, diminuindo a utilização do modal ferroviário e incrementando esses outros modais, pela questão ambiental e dos custos, que são mais baratos. Esse é um passo importante para o Porto de Santos porque dá mais uma opção de escoamento”, afirmou o diretor.

Armazém

A Embraport prevê concluir, em setembro, a construção de um armazém de cinco mil metros quadrados para o recebimento de cargas soltas. Trata-se da segunda fase da implantação ferroviária na instalação.

“No futuro, nossa intenção não é só receber carga de contêiner. Eu poderia receber carga ferroviária que embarcaria em contêiner. Ela chegaria solta na ferrovia e eu a armazenaria em contêineres e os embarcaria”, explicou o executivo.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 06/04/2015

TERMINAIS REDUZEM CONSUMO DE ÁGUA NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 04/07/2015 as 03:03 PM

Instalações apostaram na revisão de processos operacionais, além da armazenagem da chuva

Ao menos três terminais do Porto de Santos, que integram um grupo de empresas de São Paulo que possuem alto consumo de água potável, conseguiram reduzir a demanda da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A queda atingiu a média de 30% nos primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

As instalações portuárias integram os contratos da estatal conhecidos como “Demanda Firme”, em vigor desde 2007. Isto é, são clientes comerciais que consomem a partir de 500 metros cúbicos de água por mês e que, por isso, recebem um pacote de serviços para ajudar no combate ao desperdício. Para se ter uma ideia do consumo das empresas, uma residência com quatro pessoas tem consumo mensal médio de 22 metros cúbicos.

No cais santista, o Terminal Graneleiro do Guarujá (TGG), a Localfrio e Dow Química, que ficam na Margem Esquerda (Guarujá), aparecem na lista divulgada pela Sabesp como grandes consumidores. Já na Margem Direita (Santos), encontra-se a instalação da Citrosuco. Nas cidades, outras empresas também estão na relação, como a sede do Santos Futebol Clube (SFC).




Terminal de Granéis de Guarujá (TGG) reduziu o consumo de água em 20% após campanha de economia

Economia

Visando a redução de consumo diante do quadro de estiagem, as empresas portuárias conseguiram reduzir os índices. Para alcançar a meta, a direção do TGG revisou todos os processos operacionais e iniciou uma campanha para economizar.

No último mês, o balanço do terminal graneleiro identificou a diminuição de 20% da demanda de água. A empresa não informou quantos metros cúbicos de água deixaram de ser consumidos, mas destaca que a meta é permanecer nesse patamar até o final do ano.

Realidade semelhante vive a Localfrio, conhecida pelo serviço das câmeras refrigeradas - que requerem 80% do total de água do terminal. Para reverter o quadro, a empresa investiu em um sistema de captação de água da chuva, além de melhorias operacionais. A ação possibilitou a redução de 27% no consumo, quando comparado com o mesmo período de 2014.

Armazenagem

Entre as empresas da lista, a Dow Química foi a que mais conseguiu economizar: a queda foi de 40% no consumo. No complexo fabril de Guarujá, a empresa construiu um tanque de 450 mil litros para armazenar água da chuva e reformou um antigo, de 700 mil litros.

Ao todo, a firma adquiriu uma capacidade de armazenagem de mais de 1 milhão de litros. Isto ajudará na meta de reduzir o consumo de 50 milhões de litros de água por ano.

A redução drástica no consumo da empresa, no entanto, ocorreu com a inauguração do Armazém Verde. O espaço, que possui um conceito de baixo impacto ambiental, tem 5,5 mil metros quadrados e foi desenhado de forma a atender os princípios internacional de sustentabilidade. Em todas as instalações, a Dow afirma ter investido US$ 1,7 bilhão soluções relacionadas à água e energia.

Já Citrosuco, que também aparece na lista da Sabesp como grande consumidora de água, foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos de A Tribuna.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 06/04/2015

RESTRIÇÃO DE ACESSO AO PORTO NÃO DEVE AFETAR EMBARQUES, PREVÊ CODESP
Publicado em 04/07/2015 as 03:03 PM

Decisão foi tomada pelo gabinete de gestão de crise, instalado para organizar ações no combate ao fogo que atinge a Ultracargo

A restrição ao tráfego de caminhões na cidade de Santos por meio do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e o consequente impedimento para que os veículos pesados acessem a margem direita do Porto de Santos não devem gerar impacto significativo na movimentação de navios no Porto, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Isso porque os terminais trabalham com estoques para os volumes que serão embarcados no curto prazo.

O gabinete de gestão de crise, instalado para organizar ações dos governos Federal, Estadual e Municipal no combate ao fogo que atinge a Ultracargo desde quinta-feira (2), foi quem decidiu aumentar a restrição à circulação de caminhões em Santos.

Conforme destacou a assessoria de comunicação do órgão, o parque de armazenagem do porto é grande e está abastecido, "portanto, não há um impacto imediato na operação de embarque e descarga de navios".

A Codesp informou que somente o Terminal para Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla) está com as atracações de navios suspensas. Os demais 54 terminais do porto estão com atracações liberadas e operam normalmente. No Tegla são operados produtos químicos, derivados de petróleo, gás e álcool. No momento, 10 navios aguardam na barra de Santos para atracar no Tegla, disse a companhia Docas.

O prejuízos, contudo, não estão descartados se a restrição continuar, o que deve ser avaliado ao final desta segunda-feira (6). Mais cedo, o Corpo de Bombeiros indicou que o incêndio nos tanques da Ultracargo pode acabar ainda hoje. É a primeira previsão feita pela corporação desde o começo do acidente, às 10h de quinta-feira, 2. Já são mais de 90 horas de combate ininterrupto às chamas.

A Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Santos determinaram a proibição de chegada ou saída de caminhões em Santos por meio do Sistema Anchieta-Imigrantes, após a alternativa ter sido utilizada ao longos dos últimos dias, durante o feriado, enquanto a via de acesso ao porto (reta da Alemoa) segue interditada por causa do incêndio no terminal de combustíveis da Ultracargo. Conforme explicaram, a medida foi adotada visando evitar impactos do tráfego portuário no município.

A Codesp orientou os terminais portuários para que os caminhões inicialmente programados permaneçam em suas origens. Mas os veículos que por ventura chegam à região são retidos no km 40 da Rodovia Anchieta, na região do Planalto. Aqueles que se dirigirem à margem esquerda do Porto (Guarujá) têm trânsito livre.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 06/04/2015

INCÊNDIO ATRASA 10 NAVIOS E AFETA TERMINAIS DE CONTÊINERES
Publicado em 04/07/2015 as 03:02 PM

Uma das empresas já deixou de receber 11.500 caminhões com cargas. Outra reduziu suas equipes de trabalho

O incêndio que atinge os tanques com combustível do terminal da Ultracargo, na Alemoa, desde a última quinta-feira, prejudica parte das operações do complexo marítimo.

A suspensão do tráfego aquaviário nas proximidades da instalação já impediu a atracação de dez navios, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária. Eum terminal de contêineres já deixou de receber 11.500 caminhões carregados.

O impacto tende a aumentar com a proibição da chegada de veículos de carga à Margem Direita do Porto (onde está Santos), medida implantada ontem.

De acordo com a Codesp, os cargueiros com a atracação atrasada têm como destino o Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla), que fica nas proximidades da unidade da Ultracargo. As operações naquela região foram suspensas pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) para minimizar riscos de novos focos de incêndio. Não há previsão para a normalização dos trabalhos.

A atracação de cada um dos cargueiros que seguem para o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplan) e ao terminal da Usiminas, em Cubatão, está sendo avaliada pela Autoridade Marítima. Isso ocorre pois os berços das duas instalações ficam no Canal de Piaçaguera, cuja entrada fica em frente à Alemoa.

De acordo com o capitão-demar- guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da CPSP, a análise leva em conta, principalmente, a carga transportada nas embarcações. A Autoridade Marítima verifica se o carregamento não pode pegar fogo com o forte calor.

Outra instalação que teve as operações prejudicadas foi a Brasil Terminal Portuário (BTP), especializada na movimentação de contêineres e que fica na Alemoa, ao lado do Tegla e quase em frente aos tanques da Ultracargo.

Logo após o início do incêndio, os navios que estavam operando foram retirados e os trabalhos, inclusive a recepção de cargas no pátio, interrompidos. A empresa retomou as atividades apenas no último domingo, às 19 horas. Mesmo assim, um de seus três pontos de atracação está sendo usado pelos rebocadores que atuam no combate às chamas.

A BTP ainda não contabilizou os prejuízos. Mas, desde o início do incidente, seis navios deixaram de atracar em seu cais. Foram 7.200 contêineres que deixaram de ser carregados ou descarregados.

TRÂNSITO
Apesar de já ter retornado às suas atividades de embarque e desembarque de navios, a BTP é prejudicada pela proibição da chegada de caminhões. Segundo a empresa, de quinta-feira (início do incêndio) até ontem, cerca de 11.500 veículos de carga deixaram de ser recebidos.

O veto à vinda de caminhões a Santos foi uma determinação do gabinete de gestão de crise instalado pela Prefeitura de Santos e por autoridades estaduais e federais no último sábado, terceiro dia do incêndio da Ultracargo. A medida, que continua hoje, é avaliada ao final de cada dia. Há a expectativa é de que o trânsito de veículos pesados permaneça suspenso até sexta-feira.

Outros terminais de contêineres da Margem Direita já sentem os impactos da proibição em suas rotinas operacionais. É o caso da Rodrimar, cuja instalação fica no Cais do Saboó, vizinho à Alemoa. Não houve paralisação nas operações dos navios, mas a empresa está operando com um quadro mínimo desde as 13 horas da última quinta. Segundo a companhia, o principal impacto está na retirada de contêineres de importação. E este problema só será resolvido quando for normalizado o tráfego de caminhões na Rodovia Anchieta e na entrada do Porto.

O Ecoporto Santos sente os reflexos da proibição em seu depósito de contêineres vazios (Depot), que fica na Alemoa e teve de ser fechado. Os serviços de estufagem (armazenagem de cargas) em contêineres, que eram realizados na unidade,foram transferidos para outro pátio. As atracações, em seu terminal no Saboó, acontecem normalmente.

Na Libra Terminais, que opera contêineres na Ponta da Praia, a atracação de navios não foi prejudicada.

Mas com a interrupção do tráfego de caminhões, o temor é que comece a faltar cargas nos pátios em cerca de três dias. O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) considera que o momento é de união de esforços. Por isso, se coloca à disposição para auxiliar o município, o gabinete de crise e a comunidade.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 07/04/2015

PESQUISA DEFENDE APROFUNDAMENTO DO CANAL DE SANTOS
Publicado em 04/07/2015 as 03:02 PM

Trabalho de alunos da Esamc destacou vantagens operacionais

Evitar o cancelamento de atracações no Porto de Santos e custos excedentes, causados pela falta de profundidade no canal de navegação, é o objetivo de um projeto desenvolvido por alunos do curso de MBA em Logística Nacional e Internacional do campus da Esamc na Cidade.

A pesquisa defende que o cais santista seja aprofundado para 17 metros e, assim, navios cada vez maiores possam realizar suas operações em segurança, sem o risco de cancelar suas escalas. “Todo cancelamento (de atracação) gera uma desperdício de tempo e custo monetário, principalmente quando atrelado à falta de calado (profundidade que pode ser atingida pelo navio sem o risco de encalhar).

Tendo como base o trabalho desenvolvido, aumentado o calado, poderíamos atracar navios com maior capacidade de carga e assim tornar o Porto de Santos competitivo e muito mais moderno”, destacou a professora Amália Borges, que orientou o trabalho. A pesquisa foi desenvolvida por quatro alunos, que atuam no setor portuário.

O tema foi proposto justamente por conta de suas experiências profissionais. Apesar disso, a maior dificuldade no trabalho acadêmico foi o levantamento dos dados financeiros a respeito do impacto do cancelamento de escala para os armadores.

O princípio é básico. As grandes embarcações, que atracam em modernos complexos portuários, têm limites de calados maiores.

Assim, a entrada desses cargueiros em portos menos profundos é cercada por dificuldades.

Nesse cenário, a divulgação de cronogramas de dragagem e as previsões de novos investimentos portuários se tornam elementos essenciais para a competitividade dos portos brasileiros, tendo em vista as estratégicas logísticas e comerciais dos armadores, destaca o estudo. Em Santos, isto tem um peso ainda maior, já que o complexo recebeu, no ano passado, 5.193 embarcações e movimentou 111,15 milhões de toneladas de cargas.

“Podemos evidenciar que é imprescindível para os armado resconsiderar o impacto comercial de uma decisão e, também, apurar antecipadamente e estrategicamente todos os custos decorrentes desta escolha de cancelamento, independente das razões que incentivaram o início do estudo relacionado ao cancelamento”, explicou a orientadora da pesquisa.

ASSOREAMENTO
A manutenção da profundidade do Porto de Santos requer investimentos constantes. Isto porque o canal de navegação sofre um assoreamento (deposição de sedimentos, como areia e lama, que tornam o canal mais raso) intenso, demandando uma dragagem contínua.

E quanto mais profundo a via, maior é o assoreamento. Segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a urgência da dragagem cresce “exponencialmente” quanto mais fundo fica o canal.

Quando o Porto trabalhava com um limite de calado de 11,2 metros de calado, essa medida era mantida com a retirada de 2,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos por ano. Hoje, para 13,2 metros de calado, é necessário extrair 6 milhões de metros cúbicos de sedimentos anualmente.

Quando o limite do calado for de 14,5 metros – possível com uma profundidade de 17 metros–, 18 milhões de metros cúbicos de lama terão de ser dragados a cada ano. Levantamentos do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) apontam que, nos navios conteineiros, a cada um centímetro de redução de calado, deixa-se de carregar de sete a oito caixas metálicas. Já no caso das embarcações graneleiras, a cada um centímetro reduzido no calado, deixa-se de embarcar 100 toneladas.

A estimativa leva em conta navios tipos Cape Size ou Panamax.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 07/04/2015

MINISTRO DOS PORTOS ABRE FEIRA INTERMODAL
Publicado em 04/07/2015 as 03:01 PM

Salão começa hoje, no Transamerica Expo Center, na Capital

DA REDAÇÃO
Principal feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior do subcontinente, a Intermodal South America será aberta hoje, às 12 horas, reunindo empresários e autoridades, como o ministro dos Portos, Edinho Araújo, e o diretor- geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor), Mário Povia.

O salão, em sua 21ª edição, acontece no Transamerica Expo Center, no bairro de Santo Amaro, na Capital. Ele prosseguirá até quinta-feira, sempre das 13 às 21 horas. O evento terá mais de 600 expositores de 26 países e prevê receber mais de 48 mil visitantes.

O ministro dos Portos ainda terá um segundo compromisso na feira. A partir de um convite da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Araújo fará a palestra Investimentos Privados nos Portos Brasileiros.

Ela ocorrerá no auditório do Transamerica Expo Center, às 18h30. Na exposição, o titular da Secretaria de Portos (SEP) pretende falar sobre políticas de incremento ao segmento e o estabelecimento de parcerias com o setor produtivo.

Os interessados em visitar a feira devem se credenciar na recepção do salão.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 07/04/2015

NO PORTO
Publicado em 04/02/2015 as 05:42 PM

O navio de cabotagem BBC Escandinávia atracou no Porto do Recife para realizar a operação dos 14 skids que irão integrar a unidade de geração de energia P-76, da indústria do pré-sal, com 3,8 mil toneladas. O destino da carga é o Porto do Paranaguá, no Paraná.
Fonte : Diário de Pernambuco
Data : 02/04/2015

PLATAFORMA LOGÍSTICA DO GUAMÁ VIRÁ TRAZER GRANDES BENEFÍCIOS PARA O SETOR DA ARMAÇÃO FLUVIAL
Publicado em 04/02/2015 as 05:42 PM

O conhecido armador paraense Eduardo Carvalho, grande entusiasta da Plataforma Logística do Guamá, também presidente da entidade, nas suas palestras vem oferecendo dados positivos de quanto vai ser útil a PLG, que ficará localizada no município de Inhangapi, no nordeste paraense, cujo funcionamento conta com apoio total do Governo do Estado e de outros importantes órgãos ligados ao setor.

Como disse Eduardo Carvalho, que com a Plataforma Logística do Guamá em funcionamento todas as cargas procedentes da Zona Franca de Manaus, deixarão de entrar em Belém, descongestionando o trânsito e passando direto para a Plataforma do Guamá, diminuindo, inclusive, custos de transportes para os empresários. Diversos armadores fluviais de Belém e de Manaus aderiram o desafio e, todos, unidos, levarão em frente esse grande projeto que só benefícios virá trazer. Eduardo Carvalho é uma forte coluna desse empreendimento, que, por sinal, aparece na foto com sua bela esposa Ecleida Carvalho e o colunista, quando de recente encontro no setor. (Luis Celso).
Fonte : O Liberal
Data : 02/04/2015

Cabotagem

O porto de Vila do Conde vai ganhar a partir deste mês de abril mais uma alternativa na rota da cabotagem, a Aliança Logística e Navegação, que passa a escalar nesse porto paraense. Essa empresa, que antes pertenceu ao grupo Fischer do Brasil, hoje pertence ao grupo alemão Hamburg Sud, que está colocado entre os maiores do mundo.
Fonte : O Liberal
Data : 02/04/2015

Investimento

O Grupo Chibatão, que também opera uma grande empresa de navegação fluvial, vem aí com outros grandes investimentos portuários na área onde está operando, no litoral da Rodovia Arthur Bernardes, nas proximidades de Icoaraci. Muito bom.
Fonte : O Liberal
Data : 02/04/2015

Estaleiro

Tem sido muito elogiadas as embarcações construídas pelo estaleiro EASA, não só balsas e empurradores, até uma Draga para Mineração em Alto Mar foi construída pelo mesmo para uma empresa de Salvador-BA e que vem realizando um grande trabalho. Esse estaleiro está devidamente habilitado para construir qualquer tipo de embarcação, seja marítima ou fluvial.
Fonte : O Liberal
Data : 02/04/2015

LOGÍSTICA SERÁ TEMA DE DEBATE
Publicado em 04/02/2015 as 05:41 PM

Atualmente a Infraestrutura e logística apresentamse como maior gargalo do agronegócio no Brasil, e buscar soluções para este problema que se arrasta por décadas e promove o desperdício de recursos é o objetivo da palestra Infraestrutura e Logística: Gargalos e Soluções, que termina no dia 10 de abril, a Farm Show, com a presença de autoridades do setor.

DA ASSESSORIA

Compõem a mesa, o vice governador do Estado, Carlos Fávaro; o secretário de Infraestrutura, Marcelo Duarte; o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, o diretor-executivo da Associação da Associação dos Transportes de Cargas de Mato Grosso, Miguel Mendes; e o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Luiz Antônio Garcia. Em pauta, problemas e soluções logísticas que influenciam diretamente o agronegócio no país, e tornando- se um dos vilões diante da balança comercial do Brasil. Um levantamento da Associação Brasileira de Exportadores de Cereais (Anec) mostra que o agronegócio apresentou em 2014 perda de cerca de US$ 4 bilhões razão da situação caótica da logística para a exportação de soja e milho. Esse montante considera as perdas decorrentes das estradas esburacadas, falta de armazéns e burocracia nos portos. De acordo com Caio Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o agronegócio brasileiro tem urgência em encontrar uma solução de curto prazo para essa situação que é insustentável e afeta todo setor. “O agronegócio é o principal responsável pela geração de excedente de exportação no comércio exterior, sendo, portanto, o responsável pelo crescimento econômico do País”.

INICIATIVA PRIVADA - A participação da iniciativa privada é como solução para tirar da gaveta as obras necessárias que irão, garantir a competitividade do país e conter a sangria de recursos provocada pelas atuais condições do transporte de cargas. Para ter noção, a cada 10 sacas de milho destinadas aos portos no Brasil, cerca de 3 são para custeio do transporte do grão. Estes são apenas alguns dos muitos questionamento a serem levantados durante a mesa redonda que trará importantes alertas e possíveis soluções aplicáveis ao agronegócio nacional.
Fonte : Gazeta Digital
Data : 02/04/2015

O QUE A RUA QUER – OPINIÃO - RICARDO BALTHAZAR
Publicado em 04/02/2015 as 05:41 PM

SÃO PAULO - O manifesto que o Movimento Brasil Livre divulgou no ano passado para anunciar ao mundo suas intenções diz que o grupo é a favor da liberdade de imprensa, da livre iniciativa, de eleições livres e da separação entre os Poderes.

Nesta semana, em meio aos preparativos dos protestos contra o governo programados para o dia 12, o movimento apresentou dez reivindicações. Além do impeachment de Dilma Rousseff, a lista inclui cortes de ministérios, o fim da publicidade oficial e a concessão de asilo político ao líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, preso desde fevereiro.

O movimento Vem pra Rua, outro que se destacou na organização das manifestações contra o governo em 15 de março, também tem uma nova lista de desejos. Ele quer Dilma fora do governo, mais transparência no BNDES, a continuidade das investigações sobre corrupção na Petrobras e o fim do Foro de São Paulo, um clube de grupos esquerdistas latino-americanos do qual o PT participa.

É natural que esses movimentos aproveitem para diversificar sua pauta enquanto os holofotes estão ligados, mas dificilmente isso servirá para arrastar multidões daqui a dez dias. Parece fácil convencer as pessoas sair de casa para gritar palavras de ordem contra Dilma e pedir o fim da roubalheira. Mas é muito improvável que elas se importem com Leopoldo López e o Foro de São Paulo.

Segundo o Datafolha, 47% dos manifestantes que foram às ruas em São Paulo em 15 de março tinham como motivação principal a indignação com a corrupção. Somente 27% disseram que foram à avenida Paulista pedir o impeachment de Dilma.

Embora as pessoas estejam insatisfeitas com o governo e angustiadas com os rumos da economia, muitas ainda não parecem convencidas de que a solução dos seus problemas esteja na saída de Dilma. Essa dissonância entre as ruas e os líderes das manifestações mostra que a presidente ainda tem margem de manobra para tentar salvar seu governo.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/04/2015

PODER - MAIOR INVESTIGADO NA LAVA JATO, PP PODE TER BRIGA JUDICIAL POR CARGOS
Publicado em 04/02/2015 as 05:41 PM

Partido com o maior número de políticos investigados no esquema de corrupção da Petrobras, o PP pode enfrentar uma briga na Justiça pelo comando da legenda.

Deputados avaliam questionar decisão da atual cúpula da sigla que prorrogou por mais seis meses seu atual mandato, adiando a realização de convenção partidária para tratar da composição da Executiva Nacional.

Pelo menos dez integrantes da executiva do PP são alvos de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de ligação com o escândalo de corrupção. Entre os congressistas que estudam tentar derrubar o mandato esticado estão os deputados Paulo Maluf (SP) e Esperidião Amin (SC). Uma reunião na terça-feira (7) deve fechar questão.

"A prorrogação de qualquer mandato é um absurdo na ordem vigente. É uma coisa inconstitucional e inadmissível. Então, estamos avaliando e vamos decidir na terça", disse Amin.

Amin chegou a requisitar ao comando do partido cópia da ata e as gravações do encontro da Executiva na semana passada que confirmou a manutenção dos atuais dirigentes, por 49 votos a 6.

Procurado pela Folha, Maluf afirmou que não comentaria a questão. Aliados dizem que o deputado tem reclamado que, sem convenção, não poderia ter ocorrido a permanência da atual direção.

Um dos argumentos que teria sido utilizado no encontro para prolongar os mandatos é que as provas ainda não seriam suficientes para garantir que os envolvidos sejam processados porque se baseiam apenas em delações premiadas.

A reportagem não localizou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para comentar a movimentação dos deputados.

LAVA JATO

Dos 22 deputados investigados no esquema de corrupção na Petrobras, 18 são do PP. Dos cinco senadores da legenda, três estão na mira do STF. Eles foram citados nas delações de Paulo Roberto ou do doleiro Alberto Youssef, como beneficiários do esquema que atuava na Petrobras.

A diretoria de Abastecimento, comandada por Costa, servia inicialmente para abastecer repasses ao PP, que eram operados por Youssef, e depois passou a atender também o PMDB. Por isso a prevalência de citações a parlamentares do PP.

O pagamento de dinheiro desviado da Petrobras a congressistas do PP provocava brigas e obedecia a uma espécie de tabela de preços proporcional à força política de cada um, disse Youssef, em delação.

Segundo o doleiro, líderes do PP recebiam entre R$ 250 mil e R$ 500 mil por mês, enquanto "demais parlamentares recebiam entre R$ 10 mil e R$ 150 mil conforme sua força política dentro do partido". O partido nega as acusações.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/04/2015

MAR REVOLTO
Publicado em 04/02/2015 as 05:41 PM

A Rádio Navegação diz que o banqueiro André Esteves, do BTG, terá dor de cabeça com sócios na Bravante (ex-Brasbunker), a holding de empresas de transporte marítimo de combustível para embarcações. A conferir.
Fonte : Jornal do Commercio – PE
Data : 02/04/2015

ENERGIA SUSTENTA CARTEIRA DE PEDIDOS DA GE NO BRASIL
Publicado em 04/02/2015 as 05:39 PM

Equipamentos Setor de óleo e gás, que responde por 40%, ficou estagnado em 2014 com crise da Petrobras

Há mais de nove décadas no Brasil, no ano passado a multinacional americana de equipamentos, serviços e tecnologia (General Electric) GE teve que encontrar outras fontes de negócios para conseguir crescer. Com 40% de sua carteira no país tomada pelo segmento de óleo e gás, que ficou estagnado devido à crise que envolve a Petrobras, foi energia, em especial a de geração eólica, que puxou o crescimento da empresa, em 5%.

A carteira de pedidos da companhia no Brasil cresceu para US$ 4,4 bilhões no ano passado, puxada principalmente por projetos no segmento de energia eólica. Em quatro anos, a multinacional conseguiu dobrar sua carteira no país, que passou a responder por metade do volume de negócios do grupo na América Latina.

O presidente da GE para América Latina, Reinaldo Garcia afirma que "a necessidade de criar um ambiente mais propício aos negócios está latente", mas destaca que em situações complicadas as oportunidades também existem. "A situação da energia é complicada, mas é uma oportunidade para nós". A mesma avaliação, diz Garcia, vale para a crise hídrica. Ele assegura que a empresa dispõe de tecnologias com soluções emergenciais para esses setores.

No setor de transportes, com destaque para ferrovias, ao qual fornece locomotivas e serviços, a GE vê perspectivas promissoras. O desempenho não foi bom no ano passado, mas Garcia estima que será melhor em 2015. "Já temos projetos em vista", afirmou, sem detalhar que projetos são esses.

O executivo disse que as encomendas nessa área podem subir 50% no ano, oriundas de pedidos de Vale, VLI e ALL-Rumo. "Não levar para frente o setor ferroviário é levar para trás, por exemplo, o setor de agronegócios", afirmou.

A área energética da GE no Brasil teve crescimento de cerca de 20% no ano passado. Segundo Garcia, a empresa tem tecnologia de turbinas para térmicas, que podem ser ativadas em situações emergenciais para fornecimento de energia. Espera manter o ritmo de crescimento de um dígito, aproveitando oportunidades como as crise de energia e hídrica e a demanda reprimida por obras de infraestrutura.

O executivo diz que a empresa tem recebido mais consultas sobre as tecnologias de tratamento de água e estabelecido conversas sobre reúso do insumo com a Sabesp, estatal de saneamento.

Em eólica, a empresa tem uma fábrica de aerogeradores em Campinas (SP), na qual fabrica cerca de 90% do total desses equipamentos. "Continuamos elevando a capacidade dessa unidade".

Onde a companhia enfrenta uma certa turbulência nos negócios é na área de óleo e gás, que depende muito dos investimentos de Petrobras. Com a estatal, que vive um momento delicado devido aos desdobramentos da Operação Lava-Jato, a GE tem uma série de contratos, principalmente na atividade de exploração do petróleo.

A GE investiu no país para atender a expansão dos clientes nesse setor. O Centro de Pesquisas inaugurado no Rio de Janeiro para atender principalmente a Petrobras demandou investimento de US$ 500 milhões.

Nos últimos três anos, a GE assinou contratos de fornecimento com a estatal que somam pelo menos R$ 4 bilhões, segundo levantou o Valor. Esses contratos envolvem fornecimento de equipamentos como cabeças de poço, manifolds e até sistemas elétricos de geração e distribuição, além de itens para plataformas.

Em um cenário em que fornecedores do setor de óleo e gás enfrentam problemas de pagamentos de empreiteiras contratadas pela Petrobras, a GE afirma que todos os seus contratos com a estatal estão sendo executados conforme o acordado. O presidente da empresa admite, no entanto, que há preocupação maior com as contratações feitas para fornecimento de software para a construção dos navios-sonda, dentro do pacote da Sete Brasil.

Entre abril de 2012 e 2013, a GE Power Conversion assinou contratos que somam US$ 600 milhões para fornecer sistemas para os navios-sonda e plataformas semisubmerssíveis a cargo da Sete Brasil, uma companhia que enfrenta dificuldades de caixa para cumprir as obrigações com os fornecedores. Esses navios (29) foram encomendados em cinco estaleiros do país.

Dentre os contratantes, que tem a GE como fornecedora de sistemas elétricos, estão o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e Ecovix - Engevix, que já relataram problemas de pagamentos por parte da Sete Brasil. Segundo a empresa, um terço desses contratos já foi executado.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/04/2015

PETROBRAS PARTICIPA DE DESCOBERTA EM MAR NA COLÔMBIA
Publicado em 04/02/2015 as 05:38 PM

A Petrobras foi notícia na Colômbia nos últimos dias por participar da maior descoberta da América Latina em 2014 e a primeira em águas profundas no Caribe colombiano.

Em dezembro, a empresa havia comunicado a descoberta, mas agora foi divulgado a estimativa de reservas de gás encontrada em uma perfuração do poço Orca 1, no bloco Tayrona.

A consultoria Wood Mackenzie estimou em 264 milhões de barris equivalentes as reservas do local, classificando o campo como "a maior descoberta de hidrocarbonetos na América Latina em 2014". A estimativa, se confirmada, é uma ótima notícia para a Colômbia, cujas reservas de gás têm previsão para se esgotar em 15 anos e as de petróleo, em sete. O setor de petróleo responde por mais de metade das exportações do país.

A Petrobras é operadora da área, com participação de 40% em um consórcio que tem a estatal colombiana Ecopetrol (30%), a espanhola Repsol (20%) e a norueguesa Statoil (10%).

Mesmo sendo importante por comprovar a existência de hidrocarboneto em uma região de fronteira, e com potencial importante para a Colômbia, para a Petrobras a descoberta acontece em momento de venda de ativos e dificuldades de caixa. E exigiria investimentos elevados em um momento que ela enfrenta um pesadelo com as investigações da Lava-Jato e precisa reforçar o caixa depois que anunciou uma redução dos investimentos.

A Colômbia foi o primeiro país em que a Petrobras abriu uma sede fora do Brasil, em 1971. Desde o fim de 2013, porém, a empresa vem se desfazendo de ativos colombiano. Atualmente, possui alguns postos de gasolina e uma fábrica de lubrificantes, além dos trabalhos de exploração offshore.

Se confirmados os 264 milhões de barris equivalentes descobertos na Colômbia - ou 1,5 Trilhão de Pés Cúbicos (TCF) de gás - esse volume não chama a atenção quando comparado às gigantescas reservas encontradas no pré-sal brasileiro. Sozinho, o campo de Mexilhão, no pós-sal da Bacia de Santos, tem 42 bilhões de metros cúbicos. E quando consideradas as reservas de gás da Bacia de Santos (Mexilhão e o pré-sal) já provadas, o volume chega a 160 bilhões de metros cúbicos (5,6 TCFs), de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Sob outro ângulo, quando consideradas as reservas totais dessa bacia (somando as possíveis, provadas e prováveis) o volume chega a 395 bilhões de metros cúbicos de gás (ou 14 TCFs). Por esses números, pode-se ver a importância relativa da descoberta no Caribe em relação às da costa brasileira. A descoberta de fato é notável para a Colômbia.

A Colômbia, que precisa descobrir novas reservas para manter suas exportações petroleiras, vem encontrando dificuldades para atrais investidores no setor, em grande parte devido à ausência de descobertas significativas nos últimos anos. "Agora que se sabe que há gás no Caribe colombiano, isso deve despertar o interesse dos investidores, o que é muito bom para o governo colombiano", diz uma fonte do governo brasileiro.

Mas é preciso checar a viabilidade do investimento caso esses volumes sejam confirmados. O problema do gás é que seu transporte exige infraestrutura cara para tirar do mar e levar até a costa por meio de gasodutos submarinos. Isso normalmente precisa ser feito depois de uma análise do mercado consumidor que permita "monetizar" esse gás, ou seja, tornar recuperável o investimento.

Segundo a mesma fonte do governo brasileiro, esse novo campo precisaria de cerca de cinco anos de investimentos até entrar em produção, a partir do momento em que se decida que a área é comercialmente viável.

Outra alternativa de escoamento é por meio de unidades de liquefação, para que o gás seja exportado na forma de Gás Natural Liquefeito (GNL). E no momento os preços estão em queda livre. No Japão, que é o maior comprador de gás devido à sua enorme utilização para geração termelétrica (em substituição às usinas nucleares depois do acidente da usina de Fukushima), os preços do GNL despencaram de US$ 18 a 20 por milhão de BTU que eram pagos no início de 2014 para US$ 7 a US$ 8 por milhão de BTU recentemente.

A Petrobras assinou ontem com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) contrato de financiamento, por meio da subsidiária Petrobras Global Trading, no valor de US$ 3,5 bilhões. O contrato é o primeiro de um acordo de cooperação a ser implementado ao longo de 2015 e 2016, informou a empresa. (Com Daniela Meibak, de São Paulo)
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/04/2015

BANCOS VÃO ROLAR DÍVIDA DA SETE BRASIL
Publicado em 04/02/2015 as 05:37 PM

Petróleo Grupo de credores aceitou um prazo adicional de 90 dias para empresa pagar empréstimos vencidos

Os bancos credores de dívida de R$ 12,23 bilhões da Sete Brasil - companhia criada para contratar a fabricação de plataformas e sondas de petróleo e destiná-las à Petrobras - estão próximos de assinar um memorando de entendimentos para conceder prazo adicional de 90 dias para a empresa pagar suas dívidas. Segundo uma fonte, existe a chance de o acerto ser oficializado ainda hoje.

O acordo, conhecido como "standstill", dará fôlego para que a companhia possa se reorganizar, uma vez que esses empréstimos já estão vencidos. O memorando de entendimentos dará algumas indicações dos caminhos que a Sete Brasil deve percorrer em seu processo de reestruturação. A empresa irá reduzir o número de sondas previstas para serem construídas, provavelmente para um número perto de 18 unidades- no contrato original, eram 29.

O documento a ser assinado com os bancos não deve mencionar explicitamente, mas pelo menos um estaleiro deverá ser excluído do projeto de construção das sondas. Trata-se do estaleiro Atlântico Sul, controlado pelo grupo Camargo Corrêa e que possui capacidade de processamento de 160 mil toneladas de aço por ano.

Nesse prazo de 90 dias, a Sete Brasil e os bancos negociarão uma troca da dívida de curto prazo - referente a empréstimos-ponte no total de US$ 3,8 bilhões por uma obrigação com vencimento maior.

O grupo de bancos concordou em conceder empréstimos-ponte à Sete Brasil porque havia garantia de que o BNDES concederia, numa primeira operação, crédito de US$ 5 bilhões à companhia. Os bancos não tinham o que temer porque o risco do financiamento seria do BNDES, uma vez que a instituição concederia o crédito diretamente à Sete. Além disso, outra garantia do negócio estava no fato de a Petrobras ter firmado contrato para encomendar o arrendamento de 29 sondas à empresa.

O BNDES aprovou o financiamento em julho de 2010, mas nunca liberou os recursos. O atraso, num primeiro momento, foi atribuído a um suposto excesso de burocracia do banco. Em 2014, com a eclosão do escândalo de desvio de recursos da Petrobras, investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava-Jato, o banco estatal teria decidido não assumir mais o risco dos empréstimos à Sete Brasil.

O funding do BNDES está garantido, mas, agora, o risco do crédito a ser concedido à Sete Brasil será assumido pelos bancos.

Os sócios da Sete Brasil negociam, também, aporte de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão no capital da empresa. No prazo de 90 dias, os sócios definirão o valor exato da capitalização a ser feita na empresa e os bancos, qual a parte de cada um no risco a ser assumido nas operações de crédito para a companhia.

As medidas visam dar alívio financeiro à Sete Brasil, que foi criada para fornecer sondas à Petrobras. Sem receber os recursos do BNDES, a empresa vem atrasando pagamento de fornecedores e a construção das sondas, a cargo de cinco estaleiros. Além disso, vinha prorrogando, a um custo mais alto que o dos contratos originais, o pagamento dos empréstimos-ponte, que venceram.

Seis bancos concederam esse tipo de empréstimo à Sete Brasil: Itaú BBA, Santander, Bradesco, Standard Chartered, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal. O britânico Standard Chartered entrou há duas semanas com pedido de execução de garantias do empréstimo, junto ao Fundo de Garantia para a Construção Naval (FGCN), administrado pela Caixa.

A cota do banco britânico é estimada em US$ 150 milhões, um valor bem inferior ao dos outros bancos. Segundo uma fonte envolvida nas negociações recentes, o banco britânico decidiu executar sua garantia porque não teria sido incluído nas conversas.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/04/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/02/2015 as 05:37 PM

A política da presidente Dilma é a principal responsável pelo afastamento do PMDB. Líderes aliados e referências petistas avaliam que esse é um erro que pode ser consertado.

Dilma massacra o PMDB

O PMDB tem mais cadeiras no Congresso que o PT. Mas este administra R$ 50 bilhões em 14 ministérios, enquanto o aliado, R$ 7,7 bilhões em 6 pastas. Analistas políticos não entendem por que quem precisa de votos no Congresso reluta em colocar o PMDB no governo.

O aliado vale quanto pesa?

O cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, fez um estudo sobre os recursos discricionários administrados pelos partidos em relação à sua bancada na Câmara. Os números explicam a rebelião no PMDB. Cada deputado do PT equivale a R$ 723 milhões. Os do PMDB têm um peso político de apenas R$ 117 milhões. Cada um dos deputados do PCdoB (10) vale R$ 700 milhões. Os do PSD (37), R$ 586 milhões. Os do PR (34), R$ 490 milhões e os do PP (40), R$ 200 milhões. O PMDB, partido do vice Michel Temer, e dos presidentes da Câmara e do Senado só é mais bem tratado do que o PRB, o PTB e o PDT .

"A redução da maioridade penal vai criminalizar o adolescente, deixando impunes os verdadeiros donos das redes do tráfico de drogas"

Dom Leonardo Steiner
Secretário-geral da CNBB

Renan quer o lugar de Pepe Vargas

Para manter Vinicius Lages no Turismo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, estica a corda. Os deputados afirmam que Renan quer que o ex-presidente da Câmara Henrique Alves assuma a Secretaria de Relações Institucionais.

Aprendendo a jogar

O PSDB do Senado está de ressaca. Os tucanos dizem que acreditaram que o PMDB votaria a convalidação de incentivos fiscais e o prazo de 30 dias para vigorar o novo indexador da dívida dos estados. Os dois projetos contrariavam o governo. Constrangidos, admitem que foram enganados . "Levei a sério que o projeto seria votado", disse o líder tucano, Cássio Cunha Lima (PB).

Linha de defesa

Empresas suspeitas, na Operação Zelotes, de distribuir propina para pagar menos impostos podem incluir políticos na confusão. Eles são presas fáceis da ira santa da população.

Agenda conservadora

Os analistas políticos avaliam que a falta de iniciativa do governo e a fragilidade da presidente Dilma favorecem a adoção de uma pauta conservadora pelo Congresso. Explicam que a atual composição não é diferente das que existiam nos governos FH e Lula. Mas que ambos os presidentes tinham iniciativa política e apoio parlamentar para inibir as forças conservadoras.

Lavando as mãos

A Câmara será palco de guerra na terça-feira. O presidente da Casa, Eduardo Cunha, vai pôr para votar a terceirização da mão de obra. O governo está tonto entre trabalhadores e empresários.

Abrindo espaço na Esplanada

Aliados de diversos quadrantes voltaram à carga para tirar o PP do Ministério da Integração. Alegam que o partido está se desintegrando (Operação Lava-Jato), que não tem governadores e que a maioria de seus deputados é de oposição.

FALA O EX-PRESIDENTE JOSÉ SARNEY: "Meu filho , tenho 85 anos, registre aí que nego que em qualquer momento tenh a feito qualquer sugestão para o STF".
Fonte : O Globo
Data : 02/04/2015

UMA QUESTÃO DELICADA - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/02/2015 as 05:37 PM

Para escapar da armadilha do impeachment, que considera aventureiro, e da inércia oposicionista, o deputado federal do PPS Raul Jungmann está empenhado em transformar em debate político a questão da possibilidade de investigação da presidente da República, levando o caso até o plenário do Supremo Tribunal Federal.

Em nome da oposição, ele está entrando com um recurso no STF contra a decisão reiterada do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de não investigar a presidente. Janot se baseia no artigo 86 da Constituição Federal, que diz que "o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções" (CF, art. 86, § 4º). [...]".

No meio desse debate, Janot mudou sua maneira de abordar o assunto, alegando que mesmo que seja superado o óbice constitucional, que segundo ele impede a investigação, não tem "suporte fático" para uma investigação. Na conversa com os representantes da oposição, Janot acrescentou um "por enquanto" que deu esperanças a Jungmann de que, resolvida a questão constitucional, será possível investigar a presidente se novos fatos surgirem nas investigações da Operação Lava-Jato.

Todo grande objetivo da oposição é que a questão seja discutida pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, e quem vai decidir é o ministro Teori Zavascki, relator do processo. Ele já deu sua opinião no primeiro despacho, alegando que não apenas a presidente da República não pode ser investigada como não há no momento fatos a serem apurados.

A oposição já entrou com um recurso no STF dizendo que: a jurisprudência defende a investigação; esse é um tema que deve ser decidido pelo plenário; Janot deu tratamento desigual a outros nominados. Jungmann acha que a oposição está a reboque do PMDB, esperando que Eduardo Cunha ou Renan Calheiros criem fatos.

A esperança dele e da oposição é que prevaleça a jurisprudência do Supremo, com base em parecer do decano Celso de Mello, que no Inquérito nº 672/6, disse o seguinte: [...] De outro lado, impõe-se advertir que, mesmo na esfera penal, a imunidade constitucional em questão [aquela do Presidente da República] somente incide sobre os atos inerentes à persecutio criminis in judicio. Não impede, portanto, que, por iniciativa do Ministério Público, sejam ordenadas e praticadas, na fase pré-processual do procedimento investigatório, diligências de caráter instrutório destinadas a ensejar a informatio delicti e a viabilizar, no momento constitucionalmente oportuno, o ajuizamento da ação penal".

Também o ex-ministro Sepúlveda Pertence tem parecer nesse sentido. Mesmo que Zavascki decida levar para o plenário a questão, o que não é líquido e certo, a oposição já entra com outro voto contra, além do de Zavascki. Ontem, o ministro do Supremo Marco Aurélio, que há alguns meses tinha dúvidas sobre a questão e achava que ela merecia um debate mais aprofundado no plenário do STF, disse que a Constituição veda a responsabilização de um presidente durante o mandato, a fim de proteger o cargo.

O comentário que fez lateralmente dá bem a ideia da delicadeza da questão, que certamente será levada em conta se o tema for debatido pelos ministros do Supremo: "Já está tão difícil governar o país, imagine então se nós tivermos um inquérito aberto contra a presidente da República?".

Para o ministro Marco Aurélio, não há perigo de impunidade, pois, após seu governo, Dilma poderá ser investigada pela primeira instância. Caso vá adiante, o debate será saudável para a democracia, mas é improvável que a oposição consiga tirar do Supremo a permissão para investigar a presidente, sobretudo porque até o momento não surgiram indícios claros de seu envolvimento, embora mais de 70% da população esteja convencida de que ela tem culpa.

Se, no decorrer das investigações surgirem novas informações envolvendo a presidente, que desde 2003 coordena a área de energia do governo e ficou à frente do Conselho de Administração da Petrobras durante os anos em que o esquema funcionou, a questão poderá ser reaberta.

O deputado Raul Jungmann acha que seria mais sábio que o Supremo desse a permissão para investigar, confirmando sua jurisprudência, ficando à cargo do procurador-geral da República a definição sobre o momento em que os fatos exigirão uma investigação. Ou não.

Os pontos-chave

1 - A oposição está empenhada em transformar em debate político a questão da possibilidade de investigação da presidente da República, levando o caso até o plenário do Supremo

2 - A esperança da oposição é que prevaleça a jurisprudência do STF, com base em parecer do decano Celso de Mello e do ex-ministro Sepúlveda Pertence

3 - O ministro do STF Marco Aurélio disse ontem que a Constituição veda a responsabilização de um presidente durante o mandato, a fim de proteger o cargo
Fonte : O Globo
Data : 02/04/2015

OUTRO LADO DO AJUSTE – PANORAMA ECONÔMICO - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 04/02/2015 as 05:36 PM

A deterioração das contas públicas ficou mais uma vez evidente com a Nota de Política Fiscal divulgada pelo Banco Central.

A dívida bruta subiu de novo em fevereiro, o déficit nominal passou de 7% do PIB e houve outro mês de déficit primário. Os empresários acham que o governo precisa cortar mais nos gastos de custeio, ao invés de elevar o peso dos impostos. A indústria afundou 7,1% no primeiro bimestre.

Uma empresa que fabrica implementos rodoviários conta que os juros cobrados pelo BNDES subiram, e o banco financia até 70% das vendas do setor. A alta da gasolina e do diesel, com a volta da Cide, tirou rentabilidade e reduziu encomendas. Outra companhia, de materiais de construção, diz que a volta do imposto sobre a folha de pagamento provocou aumento de custo estimado em R$ 6 milhões por ano. O aumento do dólar encareceu o plástico. Os ajustes estão chegando ao chão das fábricas e tirando competitividade da indústria.

Há seis meses a coluna conversou com executivos da Astra, que fabrica materiais de construção, e da Librelato, que produz implementos rodoviários. Em nova entrevista, os empresários das duas companhias dizem que o cenário continua incerto, que a crise política tem abalado a confiança, mas que o ajuste fiscal é necessário porque melhora o horizonte no longo prazo. Eles acreditam, no entanto, que o governo precisa aumentar a sua cota de sacrifício, porque algumas medidas anunciadas vão agravar ainda mais a crise industrial.

Na Librelato, o presidente José Carlos Sprícigo afirmou que a semana continua tendo apenas quatro dias de trabalho. Houve redução de um dia útil para que os estoques não ficassem ainda mais elevados. Eles correspondem a 60 dias de produção, quando o normal são 10 dias. A ociosidade do parque produtivo é de 25%; uma em cada quatro máquinas está parada. O quadro de funcionários foi reduzido em 20% no ano passado e ainda não há expectativa de contratações:

- Meu setor tem dependência forte do BNDES, e o aumento de juros do Finame teve impacto grande. A taxa subiu de 6% para 10%, e o total que pode ser financiado caiu de 90% para 50% em algumas linhas, e de 100% para 70%, em outras. O banco representa de 60% a 70% do financiamento das vendas. Ainda assim, quero acreditar que o pior na economia já passou e vamos melhorar lentamente daqui para frente.

O diretor do grupo Astra Manoel Flores explica que a alta do dólar encareceu o preço do plástico em 10% em março, e ele espera um novo reajuste de 10% em abril. Nos dois primeiros meses do ano, o volume de vendas foi 8% menor que no mesmo período do ano passado. A reviravolta na cobrança de impostos da Folha de Pagamentos, uma das medidas anunciadas pela nova equipe econômica, pode aumentar os custos em R$ 6 milhões por ano:

- Tenho feito apenas contratações essenciais. Fechando a porta de entrada, já reduzi meu quadro de funcionário em 200 pessoas. São trabalhadores qualificados que perdi. Como vou voltar a contratar, se uma regra criada pelo governo há pouco tempo já foi revertida pelo mesmo governo e vai aumentar meus custos em R$ 500 mil por mês?

Os exemplos mostram por que o índice de confiança da indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas, teve uma queda de 9,2% entre fevereiro e março. Foi a maior redução mensal desde novembro de 2008, logo após o início da crise financeira internacional. A queda foi disseminada em todos os 14 segmentos acompanhados e em todas as categorias de uso. Houve piora tanto na avaliação do momento presente quanto nas expectativas para o futuro.

Ao participar de evento em São Paulo, o ministro Joaquim Levy ouviu perguntas para as quais não tem resposta. Os empresários quiseram saber por que o governo não reduz o alto número de ministérios. Como pedir a empresas e contribuintes que paguem mais impostos se o governo não dá o exemplo de reduzir o seu tamanho? Levy deu uma resposta evasiva, para não entrar em atrito com a presidente Dilma.

O ajuste fiscal é urgente, mas uma coisa não se pode perder de vista: é preciso colocar as contas públicas em ordem diminuindo gastos não essenciais em todos os níveis de governo. Uma administração que tem 39 ministérios, e não reduziu o número de funcionários em cargos comissionados, fica sem argumento para pedir que empresas e famílias cortem no seu orçamento.

Os pontos-chave

1 - Empresários concordam com o ajuste fiscal, mas pedem mais cortes de custeio do governo 2

2 - Aumento do peso dos impostos e alta dos juros vão aumentar custos da indústria este ano

3 - Sem reduzir gastos não essenciais, governo fica sem argumento para pedir que país faça sacrifícios
Fonte : O Globo
Data : 02/04/2015

INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES ATINGE TANQUES DE COMBUSTÍVEIS EM SANTOS (SP)
Publicado em 04/02/2015 as 05:36 PM

Bombeiros levaram navio para tentar combater as chamas
POR O GLOBO

Um incêndio de grandes proporções atinge tanques de combustível da empresa Ultracargo, na área industrial da Alemoa, em Santos, litoral sul de São Paulo - Luis Cleber / Estadão Conteúdo


SÃO PAULO - Um incêndio de grandes proporções atinge nesta quinta-feira tanques de combustíveis na região do Porto Saboó, em Santos. Um navio foi mandado para ajudar o combate às chamas que interditou, parcialmente, o km 64 da Rodovia Anchieta, principal ligação da capital e a Baixada Santista. A temperatura chegou aos 800 ºC. Duas pessoas ficaram intoxicadas pela fumaça, segundo o Corpo de Bombeiros.

Testemunhas relatam que a primeira explosão ocorreu às10h20. De acordo com a empresa Ultracargo, proprietária da instalação, o incêndio começou em um tanque de etanol e se alastrou para o local de armazenamento de gasolina. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que a área atingida fica fora da região do sistema portuário de Santos. A empresa informa que a área é privada e administra por ela. De acordo com os bombeiros, até as 12h50, o incêndio ainda não tinha sido controlado:

— Ainda não dá para falar que o incêndio está controlado. A água e a espuma não consegue atingir a área do fogo. Evapora antes — afirmou o capitão Marcos Palombo.

De acordo com a empresa, os tanques atingidos pelo incêndio armazenam etanol e gasolina. Apesar do bombeiro falar que o fogo ainda não está contido, a Ultracargo informa que ele está controlado e que as áreas atingidas ficarão “queimando até o final”. Em nota, o presidente da empresa, Ricardo Catran, disse que equipes estão no local e que não há feridos. Ele disse que “é prematuro ainda qualquer afirmação sobre as causas” do incêndio.

Uma coluna de fumaça pode ser vista em toda a cidade. Na internet, moradores do município de Praia Grande, que fica a 20 quilômetros, publicaram fotos em que mostram que conseguem à distância avistar a nuvem de fumaça negra. De acordo com o Corpo dos Bombeiros, 30 carros e mais de 80 homens ajudam no combate ao incêndio, oito dessas viaturas foram deslocadas de São Paulo para o local do incidente. Além deles, equipes da Ultracargo e de empresas vizinha a ela no terminal de carga estão no local.

O navio-tanque Governador Fleury já está no local. O equipamento vai retirar água do canal próximo ao terminal da Ultracargo. Um perímetro foi montado na Av. Engenheiro Augusto Barata para evitar a entrada de pessoas na região e facilitar o trabalho dos bombeiros.

Os reflexos já são sentidos na Rodovia Anchieta. De acordo com a concessionária que administra a via, já se registra um congestionamento de cinco quilômetros. A rodovia Imigrantes, que também dá acesso a Santos, também tem um congestionamento de mesma proporção.

HÁ 30 ANOS, 96 PESSOAS MORRERAM EM INCÊNDIO NA BAIXADA SANTISTA

O incêndio nos terminais de combustíveis da empresa Ultra Cargo fica a poucos quilômetros de Vila Socó, em Cubatão, cidade vizinha a Santos, onde há trinta anos aconteceu a maior tragédia de incêndios a terminais de combustíveis.

Em fevereiro de 1984, a explosão de um duto da Petrobras causou incêndio incontrolável que se estendeu por dois dias e deixou, ao menos, 93 mortos. A maioria das vítimas foi de moradores da Vila Socó, no bairro de Vila São José. A favela que tinha cerca de 600 barracos ficou completamente destruída. Na época, entidades e testemunhas afirmaram que o número de vítimas fatais chegou a 400.

Assim como o local do incêndio desta quinta, a Vila Socó ficava à margem da Anchieta, próxima a uma região de mangue, No local, moravam pouco mais de 6.000 habitantes distribuídos em cerca de 600 barracos, segundo os dados divulgados pelas autoridades na época.
Fonte : O Globo
Data : 02/04/2015

GOVERNO ESPERA ARRECADAR R$ 2,7 BI COM ELEVAÇÃO DE PIS E COFINS SOBRE RECEITA FINANCEIRA DE EMPRESAS
Publicado em 04/02/2015 as 05:32 PM

Alíquota total das contribuições subiu de zero para 4,65%. Cerca de 80 mil companhias são afetadas

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado - Agência O Globo

SÃO PAULO - Como parte do esforço para aumentar a arrecadação e reduzir o déficit fiscal, o governo federal restabeleceu impostos sobre receitas financeiras que atingirão, segundo a Receita Federal, 80 mil empresas. Com a elevação, a estimativa do Fisco é arrecadar cerca de R$ 2,7 bilhões, somente entre agosto, quando o dinheiro começa a entrar nos cofres públicos, e dezembro deste ano.
  
Reduzida a zero como medida de estímulo adotada no passado, a alíquota do PIS-Pasep subiu para 0,65% e a do Cofins, a 4%, numa taxação total de 4,65% que vai incidir inclusive sobre receitas decorrentes de operações realizadas para fins de hedge (proteção), segundo o texto. A medida está em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União e vale para empresas sujeitas ao regime de apuração não-cumulativa, ou seja, aquelas que optaram por pagar impostos sobre o lucro real, e não por lucro presumido.

O decreto afirma ainda que ficam mantidas as alíquotas de 1,65% do PIS/Pasep e de 7,6% do Cofins aplicáveis aos juros sobre o capital próprio. As mudanças passam a ter efeito a partir de 1º de julho de 2015.

De acordo com o comunicado da Receita, as alíquotas foram zeradas em 2005 como compensação pelo fim da possibilidade de deduzir despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos. A base de cálculo ficou restrita ao faturamento (receita bruta), que alcança apenas receitas decorrentes da venda de bens e serviços.

O Fisco afirma que a elevação foi adotada “para evitar abrir mão de importantes recursos para a seguridade social, sem que se vislumbre, hoje, motivação plausível para tal renúncia e valendo-se da prerrogativa legal de restabelecer as alíquotas em tela para as pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não cumulativa, concedida ao Poder Executivo”.

Para o tributarista Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, a mudança deve afetar empresas de todos os portes. Apesar de o regime por lucro real ser obrigatório para companhias com faturamento superior a R$ 2 milhões por mês, a opção pode ser feita por empresas menores, que também costumam ter aplicações financeiras.

— Acho que é mais uma medida ‘desesperada’ da União, dentro do quadro de recessão que estamos vendo. Estão atacando todas as possibilidades. Não penso que seja restrito às grandes empresas. Quem tem capital não deixa dinheiro parado, independentemente do tamanho. Não é comum que empreendedor deixe dinheiro no banco, pois é corroído pela inflação — avalia o especialista.

LEI PERMITE AUMENTO ATÉ 9,25%

O restabelecimento de alíquotas, frisa a nota oficial, é parcial, já que a lei permite elevação até 9,25%, sendo 1,65% do PIS/Pasep e 7,6% da Cofins.

Esta semana, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que, antes da criação novos impostos para ajudar no ajuste fiscal, é preciso calibrar os tributos que já existem e que passaram por desequilíbrios nos últimos anos.

— Antes de criar novos impostos temos que acertar os que estão aí. Foram criados desequilíbrios (nos últimos anos).

As contas do governo registraram em fevereiro o pior resultado para o mês desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997. No mês passado, o governo central — que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registrou déficit primário de R$ 7,4 bilhões. Isso significa o governo gastou mais do que arrecadou e não conseguiu poupar nenhum centavo para pagar juros da dívida pública.

Em fevereiro de 2014, as contas do governo central haviam ficado negativas em R$ 3,1 bilhões. Até agora, o pior resultado para o segundo mês do ano havia ocorrido em 2013 — quando houve déficit primário de R$ 6,6 bilhões.

Com o resultado divulgado nesta terça-feira, no acumulado do primeiro bimestre, o resultado do governo ficou positivo em R$ 3,1 bilhões — uma queda de 68,8% na comparação o superávit primário de R$ 9,9 bilhões registrado nos dois primeiros meses de 2014. Esse foi o menor valor para um primeiro bimestre desde 2009 – nos dois primeiros meses daquele ano, houve superávit primário de R$ 2,8 bilhões.
Fonte : O Globo
Data : 02/04/2015

USUÁRIOS DE PORTOS ORGANIZADOS PARTICIPARÃO DE PESQUISA DE SATISFAÇÃO
Publicado em 04/02/2015 as 05:31 PM

Realizada pela Antaq, análise abordará temas como acesso, disponibilidade de equipamentos e tarifas portuárias



Foto: Antaq Usuários de portos organizados participarão de pesquisa de satisfação



A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) dá início à sua primeira pesquisa que avaliará o grau de satisfação dos usuários dos principais portos organizados do Brasil. O objetivo é conhecer a percepção das empresas sobre os serviços prestados nos portos.

A Agência informou que, neste primeiro ano, serão realizadas mais de cinco mil entrevistas com instituições exportadoras e importadoras, armadores e agentes marítimos selecionados aleatoriamente.

Os entrevistados responderão questões referentes ao acesso portuário, disponibilidade de equipamentos, burocracia, tarifas portuárias, entre outras.

Para a Antaq, com os resultados será possível a construção de diversos indicadores que vão orientar a prática regulatória, além da adequação dos serviços prestados.

As empresas selecionadas já estão sendo contatadas e a diretoria da Agência destacou a importância do atendimento a esse chamado. Prevista para ser realizado também em 2016 e 2017, o intuito é acompanhar sistematicamente a visão dos usuários sobre o mercado regulado pela Antaq.
Fonte : Agência CNT de Notícias
Data : 02/04/2015

ANTAQ ABRE AGENDA COM FILIADOS DA ANUT
Publicado em 04/02/2015 as 05:30 PM



Povia(C): As reuniões com os afiliados da ANUT ocorrerão a cada dois meses

http://www.antaq.gov.br/Portal/fotos/Foto010415.jpg

Os diretores da ANTAQ, Mário Povia (diretor-geral) e Adalberto Tokarski, receberam na tarde de ontem (1º), na sede da Agência, em Brasília, uma comitiva da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT). A reunião inaugura uma agenda para discussão de temas de interesse dos usuários, como a questão portuária e o transporte de cabotagem no Brasil.

O grupo foi liderado pelo presidente do Conselho Diretor da Associação, Antônio Bacelar, e pelo seu presidente executivo, Luís Henrique Teixeira Baldez, e contou com a participação de representantes das empresas ArcelorMittal, Bunge, Usiminas, Cosan, Gerdau e Raízen, da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Pela ANTAQ, também participaram da reunião os superintendentes de Regulação, Arthur Yamamoto, Outorgas, Flávia Takafashi, e de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade, Rogério Menescal, além de gerentes das três superintendências, especialistas em regulação e assessores da Diretoria Colegiada.

O diretor-geral da Agência, Mário Povia, manifestou que o encontro ratifica o compromisso da ANTAQ junto aos usuários do setor aquaviário nacional. “Recebemos a visita de seletos representantes da ANUT, num ambiente de diálogo extremamente produtivo e de alto nível, onde foram discutidos temas de relevância, envolvendo, nessa oportunidade, o desenvolvimento de questões relativas ao setor de cabotagem no Brasil”, afirmou. Segundo Povia, a agenda com a ANUT terá prosseguimento em encontros bimestrais.

Para o presidente do Conselho Diretor da ANUT, Antônio Bacelar, a reunião foi um sucesso. “O que nós queremos é ser uma voz ativa, contribuir, achar a solução mais adequada do ponto de vista do usuário. Eu considero que a abertura que a ANTAQ nos deu aqui foi espetacular e nos leva a acreditar que faremos um trabalho conjunto bastante adequado”, salientou.

O diretor Adalberto Tokarski também saudou a iniciativa: “A ANTAQ já vem avançando em alguns pontos que foram colocados aqui, pela ANUT, como a contratação da empresa para realizar a pesquisa de satisfação dos usuários dos portos organizados. Também já estamos trabalhando em normativos para tipificar determinadas infrações, de forma a coibir abusos na prestação dos serviços”, observou.

Ainda de acordo com Tokarski, o diálogo com os usuários integra uma postura da Diretoria da Agência para estreitar as conversas com o setor regulado. “Na próxima semana, vamos ficar dois dias e meio numa agenda bastante extensa no Porto de Santos. Através desses contatos, queremos saber como a ANTAQ pode atuar de uma forma mais efetiva para aprimorar a regulação do mercado”, observou.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
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Data : 02/04/2015

NÃO É HORA DE DESVIOS, MAS DE PROJETOS PORTUÁRIOS DE PESO
Publicado em 04/02/2015 as 05:29 PM

Há exatamente cinco anos, o ex-ministro Pedro Brito anunciava o início da dragagem no Porto de Santos (SP) para implantar uma profundidade de 17 metros para a navegação. No entanto, esforços hercúleos pela Ssecretaria de Portos (SEP) têm sido insuficientes para conseguir que navios com calado de 13,5 entrem no complexo portuário santista, limitado aos 13,2 metros.

Esse desencontro de realidades também alimenta impulsos oportunistas e ameaçadores, focados na verdade de que a infraestrutura é um fator limitante para os negócios do porto, sem preocupação de buscar a melhor saída para o problema. É sobejamente público que acrescentar eficiência técnica ao processo portuário potencializa o comércio e os ganhos.

Por isso, a iniciativa de um grupo de empresários de terminais do Porto, acompanhado pelo prefeito de Santos, de procurar, nesta terça-feira (31/3), o ministro Edinho Araújo (PMDB) e sugerir uma parceria com o Governo Federal, para viabilizar a dragagem para 17 metros, aparenta pouca ou nenhuma eficácia. O ministro fez gol de placa ao propor que o grupo espere a audiência pública no próximo dia 9.

Está em curso a discussão da concessão do canal de acesso aos portos, uma inovação dos serviços de manutenção de uma fundamental infraestrutura portuária. Seria impróprio desviar desse rumo para focar em uma proposta de apelo, no caso do Porto de Santos, até questionável sob alguns aspectos.

Por conta de suas particularidades geográficas e geometria do canal de acesso, implantar uma navegação com 17 metros de calado demanda solução que evite as curvas de raio curto existentes no canal do porto. É uma discussão antiga implantar um terminal offshore, sem limites de profundidade para a navegação e com característica de porto concentrador (hub).

Essa reunião festiva de empresários do Porto de Santos com o ministro da SEP é dissonante com o avançado projeto da SEP de promover a concessão do canal de acesso aos portos. Portanto, convém cuidar para que ações inoportunas não venham atrapalhar a solução em curso para garantir as profundidades de projeto dos portos brasileiros. Em especial, no Porto de Santos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/04/2015

DOCAS DO RIO GRANDE DO NORTE ALTERA HORÁRIO ADMINISTRATIVO DE FUNCIONÁRIOS
Publicado em 04/02/2015 as 05:26 PM

Em diálogo permanente com o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários do Estado do Rio Grande do Norte (Simporn), a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) atendeu ao pleito dos trabalhadores ao publicar uma portaria adequando o horário do expediente administrativo.

Os funcionários lotados na sede da companhia, em Natal e na Gerência do Terminal Salineiro de Areia Branca (em terra), obedecerão aos horários de 07h30 às 11h30 e 13h00 às 17h00, com o detalhe de que a modalidade será em caráter experimental pelo período de dois meses, podendo ficar por mais tempo, após posterior publicação de uma nova portaria.

Em relação aos funcionários que trabalham em regime de escala de serviço, permanecem conforme previsto em Acordo Coletivo de Trabalho. Quanto aos servidores lotados no Porto de Natal, o horário de trabalho permanece inalterado: 07h00 às 11h00 e 13h00 às 17h00). A Codern outorgou poder à administradora do Porto de Maceió (AL), para decidir quanto ao ato.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/04/2015

ARRECADAÇÃO DO BRASIL COM COMÉRCIO EXTERIOR TEM QUEDA, EM MARÇO
Publicado em 04/02/2015 as 05:26 PM

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)

As exportações brasileiras registraram média diária de US$ 771,8 milhões em março, queda de 16,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações registraram média diária de US$ 751 milhões, com retração de 18,5% na mesma base de comparação. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 1, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

As exportações de básicos retrocederam 29,7%, para US$ 7,525 bilhões, resultado explicado pela venda menor de minério de ferro (-49,9%); soja em grão (-39,3%), petróleo em bruto (-24 8%); e carne bovina (-23,7%).

Os embarques de manufaturados caíram 6,1% em março, para US$ 6 533 bilhões, com queda principalmente em aviões (-27%); açúcar refinado (-25,6%) e pneumáticos (-22,3%).

As exportações de semimanufaturados cresceram 8,8% no mês passado, para US$ 2,461 bilhões puxadas, principalmente, por cátodos de cobre (+253%); ferro fundido (+60,6%); e açúcar em bruto (+27,6%).

Do lado das importações, caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (-28%); matérias-primas e intermediários (-18,8%); bens de capital (-16,3%); e bens de consumo (-13,7%).

No caso dos combustíveis, a retração ocorreu principalmente pela redução do preço do petróleo. Já em bens de consumo, as principais quedas foram em automóveis, máquinas e aparelhos domésticos e peças para bens de consumo duráveis.

Em matérias-primas, caíram as compras de insumos para agricultura, além de produtos alimentícios e acessórios de equipamentos de transportes. Em bens de capital, a principal queda ocorreu em acessórios de maquinaria industrial.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/04/2015

CAMINHONEIROS E MORADORES RELATAM TREMORES NA CIDADE
Publicado em 04/02/2015 as 05:23 PM

No momento da explosão, vários locais sentiram os efeitos do acidente

O incêndio que atinge tanques da empresa Ultracargo, na área industrial da Alemoa, em Santos, provocou tremores na Cidade. Caminhoneiros e outros profissionais que atuam em áreas próximas ao local comentaram o momento da explosão aos jornalistas de A Tribuna.

O caminhoneiro Adriano Miranda estava a 20 metros de onde ocorreu a explosão,  na Via Anchieta, e ia descarregar a carga em uma empresa próxima. No momento do tremor, ele abandonou o veículo e correu para uma passarela da rodovia.

Já Luciano Pascoal, de 30 anos, estava controlando a entrada de carga na empresa Stolthaven, quando sentiu o chão tremer e foi orientado a deixar o local.

O motorista de caminhão Cláudio Sérgio estava voltando para transportadora Dalastra e também foi orientado a retornar. Ele parou no Saboó e aguarda um posicionamento da empresa para retomar as atividades.

O morador do bloco 16 do Saboó António Adevair dos Santos conta que sentiu três explosões. Saiu de casa com a esposa na hora. Ele trabalha na Petrobras, área de risco, e afirma que nunca viu um acidente assim.

Funcionária de uma transportadora na Alemoa, que não quis se identificar, disse que sentiu tremores na hora da explosão. "Nosso escritório é de madeira. Então sentimos uma vibração no chão".
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/04/2015

INCÊNDIO ATINGE TANQUES NA ÁREA INDUSTRIAL DA ALEMOA, EM SANTOS
Publicado em 04/02/2015 as 05:21 PM

Corpo do Bombeiros informa que até o momento do chamado, não havia informações sobre vítimas
DE A TRIBUNA ON-LINE



Incêndio atinge tanques de álcool na área industrial da Alemoa, em Santos. Há relatos de explosões



Um enorme incêndio atinge tanques de álcool da empresa Ultracargo, na área industrial da Alemoa, em Santos, na manhã desta quinta-feira (2). Há relatos de várias explosões em sequência.

Equipes do Corpo de Bombeiros de cidades da Baixada Santista e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão no local. O incêndio está fora de controle e foi necessário pedir reforço de equipes de São Paulo para o combate ao fogo.

Um plano de auxílio mútuo das indústrias de Cubatão foi acionado. A Refinaria de Cubatão já mandou para a Alemoa, em Santos, um caminhão-tanque com 6 mil litros de líquido gerador de espuma e quatro técnicos em combate a produtos químicos. Outras indústrias estão mandando equipes próprias.

Os Bombeiros pedem que a região seja evitada por conta de riscos de explosão. De vários bairros de Santos, São Vicente e Guarujá é possível é ver uma imensa cortina de fumaça densa e preta.



Equipes do Corpo de Bombeiros da Baixada Santista estão empenhadas no combate ao incêndio nos tanques da Alemoa

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De acordo com as primeiras informações da Prefeitura de Santos, há duas vítimas, sem gravidade. Uma inalou a fumaça tóxica e outra está em estado de choque por conta da primeira explosão, que originou o fogo. Equipes da Defesa Civil de Santos também auxiliam nos trabalhos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) entrou em contato com a Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), para represar os caminhões no Planalto enquanto o incêndio não for controlado. A Entrada de Santos está sendo liberada para a passagem de veículos, com a atuação de agentes de trânsito nos semáforos.

Segundo a Ecovias, a Via Anchieta tem tráfego bloqueado no km 64, sentido litoral, por causa do incêndio. Motoristas que querem vir ao litoral devem utilizar a Rodovia dos Imigrantes e por São Vicente chegar a Santos. Quem pretende ir a São Paulo, não encontra dificuldades de utilizar a Via Anchieta.

Fogo começou depois de uma explosão em um dos tanques de combustível na Alemoa, em Santos

Em nota à imprensa, o 6º Grupamento de Bombeiros - Santos,  informa que foi acionado, às 10h10 desta quinta-feira, para a ocorrência de “Incêndio em Tanque de Álcool” na Rua Engenheiro Augusto Barata, S/N – Alemoa – Santos/ SP.

O terminal abriga 175 tanques de capacidade de até 10.000³ em uma área de 183.871 m². Os produtos movimentados no local incluem combustíveis, óleos, vegetais, etanol, corrosivos e químicos.

A princípio se deslocaram para o local, cinco viaturas do bombeiros, composta por 14 bombeiros, duas viaturas do SAMU, Defesa Civil, Sabesp e Policiamento.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/04/2015

“ESSA É A OPORTUNIDADE DE TRAZER NAVIOS DE 14 MIL TEU PARA A COSTA SUL-AMERICANA”
Publicado em 04/02/2015 as 05:20 PM

Entrevista - Antonio Passaro. Diretor-presidente da Brasil Terminal Portuário e idealizador do Santos 17

Presidentes e diretores de terminais do Porto de Santos se uniram para agilizar o início do novo aprofundamento do canal do complexo marítimo. Eles defendem ampliar a profundidade de todo o acesso aquaviário dos atuais 15 para 17 metros de uma única vez e, para tanto, ofereceram custear os estudos necessários à obra. A proposta foi apresentada por representantes do grupo, batizado como Santos 17, ao ministro dos Portos, Edinho Araújo, em audiência na última terça-feira, em Brasília. Entre os executivos, estava o novo diretor presidente da Brasil Terminal Portuário, Antonio Passaro, no comando da empresa desde o ano passado. Idealizador da iniciativa, ele acredita que fazer essa dragagem o quanto antes é essencial para Santos se consolidar como o hub port (porto concentrador de cargas) da América do Sul e receber navios de até 14 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) – hoje, os maiores a escalar na região são os de 10 mil TEU. Em entrevista exclusiva para A Tribuna, Passar o explicou como surgiu o projeto, por que esse é o momento certo para aprofundar o Porto e quais os próximos passos do Santos 17. Confira a seguir.

Como surgiu a ideia de criar o projeto Santos 17?
Desde que cheguei ao Porto de Santos, no ano passado, vi muitas pessoas falando, conversando, discutindo o problema do canal do Porto. Mas entre os que conversavam, falavam e discutiam, ninguém fazia nada. Então decidi juntar os diretores dos terminais – de todos eles, dos de granéis sólidos e líquidos ede contêineres. E propus a eles que fizéssemos alguma coisa em conjunto para ajudar o Governo e as autoridades no que fosse necessário para fazer a dragagem, aprofundando o canal do Porto o quanto possível, de modo a atender a demanda da nossa realidade. Criamos então o grupo Santos 17, porque queremos ter 17 metros de profundidade em todo o canal. Isso daria um calado operacional de 15,5 metros.

Por que o Porto de Santos deve se preparar agora para ter um canal de 17 metros?
Na parte que me toca, ou seja, nos contêineres, hoje estão saindo ou sendo anunciados novos navios de 19 mil, 20 mil TEU (unidade equivalente de 20 pés). Eles vão para a rota Europa-Pacífico, substituindo os de 13 mil, 14 mil TEU que operam nessas linhas. E esses últimos navios vão para algum lugar. Essa é a oportunidade de trazer navios de 14 mil TEU para a costa sul-americana. É uma oportunidade que não podemos perder. É uma oportunidade de o Porto de Santos aumentar muito sua competitividade, diminuir custos e se tornar, finalmente, o hub port da região. Esses navios nunca, jamais vão poder entrar em portos como Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai), que têm pouca profundidade.

Por que as empresas se ofereceram para custear os estudos da dragagem?
Acho que nós, empresas privadas, temos maior liberdade em certas ações e podemos ser mais rápidos e efetivos. Queremos, portanto, ajudar o Governo e o Porto de Santos a obter o que necessitamos. A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), como se sabe, fala em fazer estudos para receber navios de maior capacidade. Esses navios de 14 mil não vão vir a Santos com um calado de 13,2 metros pois isso significaria vir meio-cheio, meio-vazio. Se o navio vem, ele vem cheio, ou não vem. Para isso, necessita de 15 metros (de calado). Depois de falar com o presidente Caputo (o presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira), que disse que estava em vias de fazer esses estudos, nós dissemos: por que não ampliamos esses estudos e vamos além? Aliás, por que não vemos até onde o Porto de Santos pode chegar e já fazemos isto de uma vez? Para isso, primeiro, será necessário fazer um estudo conceitual, que é esse estudo que eles estão fazendo, só que ampliado. E a gente está disposto a financiar, eventualmente, a diferença entre o que (a Codesp) estava pensando em gastar e o que vai se gastar com esse estudo conceitual completo, digamos. Se a gente fizer o estudo conceitual e der positivo, indicando que pode fazer (a dragagem para 17 metros), como todos nós esperamos que vá dar, aí teremos de fazer outros dois estudos, um do meio ambiental e um projeto executivo. Esses dois, o grupo Santos 17, a iniciativa Santos 17, está disposto a financiar, a doar ao Governo.

Qual o custo dos estudos?
Não temos uma estimativa neste momento.

Na reunião com o ministro Edinho Araújo, foi informado que as pesquisas podem ser feitas pela Universidade de São Paulo (USP) ou pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidrográficas (INPH, da Secretaria de Portos). Quem fará?
O Santos 17 é um grupo de investidores, digamos. Estamos canalizando tudo isso através do Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo). O que nós desejamos é a forma certa de fazer. Eu acho que quem vai fazer o estudo, seja a USP ou o INPH, no Rio, é uma questão ainda a ser decidida. Mas vai ser decidida em conjunto com a Codesp e coma SEP,naturalmente.

Após a apresentação da proposta de doação dos estudos à SEP, quais os próximos passos do grupo?
Ontem(terça-feira),fomos convidados a apresentar a ideia também na audiência pública que será realizada (pela SEP, para debater o projeto de gestão privada para os canais dos portos) no dia 9, em São Paulo. O grupo Santos 17 é formado pelos presidentes de todos os terminais, Estamos trabalhando como Sopesp, com a Codesp. A Prefeitura de Santos dá um enorme apoio. Eles estiveram ontem lá conosco. Tem poderes políticos que estão dando apoio, como o deputado (Beto) Mansur. Sabemos que a Praticagem quer dar apoio. O presidente da Câmara de Vereadores de Santos(vereador Marcus de Rosis) nos solicitou que incluíssemos o logotipo deles (na apresentação). E obviamente a SEP está envolvida. Esperamos agora a união de todas as partes. Esperamos o apoio da prefeita de Guarujá (Maria Antonieta de Brito).

O que ocorrerá após a apresentação do projeto na audiência pública?
A ideia do sr. ministro e de seu gabinete é que eles vão chamar uma expressão de interesse após a audiência pública. Não sabemos como isso vai funcionar. Assim, temos de esperar para ver como eles irão fazer.

Quando será possível contratar os estudos?
Quando o sr. ministro nos der a luz verde.

O sr. acredita que esse aval pode vir neste mês?
Eu acredito em Deus. Sobre o resto, espero muito.

Qual a expectativa para a conclusão dos estudos?
Eu gostaria muito de tê-los concluídos até o final do ano, para então dá-los à SEP e ela decidir como fará para dragar o canal.

Quando o Porto de Santos terá de contar com 17 metros em seu canal, para receber os novos navios?
O nome do grupo é Santos 17. Tem de ser em 2017. Se você me perguntar quando eu gostaria, é janeiro de 2017. Mas realisticamente, com tudo o que deve ser feito, acho difícil.

Quando será possível?
Em meados de 2017, se tudo andar bem e os estudos ambientais autorizarem uma obra dessa envergadura. Estamos falando de dragar mais dois metros no canal. E neste momento, há muitas perguntas sobre o que há lá embaixo.

LEOPOLDO FIGUEIREDO – EDITOR
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 02/04/2015

CCJ DEVE ESCLARECER SE PARLAMENTARES EM CARGO DE MINISTRO PODEM TER POSTO EM CONSELHOS DE ESTATAIS
Publicado em 03/31/2015 as 04:04 PM

Uma consulta encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) busca esclarecer se um senador ou deputado licenciado do cargo, para exercer função de ministro de Estado, pode simultaneamente assumir vaga em conselho de administração de empresa pública, sociedade de economia mista e outros órgãos da administração pública.

Para o autor do pedido, senador Douglas Cintra (PTB-PE), é indispensável a manifestação da CCJ sobre o assunto, tendo em vista a segurança jurídica de eventuais nomeações desses ministros como membros dos conselhos de administração ou fiscal de entidades vinculadas às pastas que estejam eventualmente ocupando, enquanto licenciados do cargo parlamentar.

Norma constitucional

A autorização para que um senador ou deputado possa se licenciar, para exercer uma série restrita de postos, está expressa na Constituição federal (inciso I do artigo 56). Sem perder o mandato, eles podem pedir afastamento para ocupar, além de pasta ministerial, as funções de governador de território, secretário estadual, distrital ou de prefeitura de capital e ainda a chefia de missão diplomática no exterior.

A regra constitucional, contudo, é omissa a respeito da hipótese de a licença possibilitar também a ocupação de vagas em conselhos de empresas e sociedades de economia mista frequentemente vinculadas a alguns desses órgãos, sobretudo aos ministérios da área econômica. A Petrobras, por exemplo, está ligada ao Ministério de Minas e Energia.

— Em muitas situações, o sistema de entidades vinculadas a determinados ministérios é composto por esses órgãos.—Nesses casos, o ministério costuma funcionar como órgão de orientação superior da respectiva empresa pública, autarquia ou sociedade de economia mista — salienta Douglas Cintra.

Na visão do senador, se o parlamentar estiver investido no cargo de ministro, efetivamente ele poderá vir a ser convocado, por força de suas atribuições, a representar a pasta que comanda em conselhos das entidades vinculadas. Daí a necessidade de esclarecimento da constitucionalidade sobre a hipótese de acumulação.

Senadores-ministros

Nesse momento, três senadores licenciados comandam ministérios em cuja órbita estão importantes estatais, mas sem acumular posições em conselhos dessas entidades: na estrutura do Ministério da Agricultura, dirigido por Kátia Abreu (PMDB-TO), está a Embrapa; a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ocupada por Armando Monteiro (PTB-PE), tem vinculada a si o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e o Ministério dos Transportes, dirigido pelo senador suplente Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP) abriga, entre outras empresas, a Valec, que atua no planejamento e construção de ferrovias.

No governo passado, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) dirigiu o Ministério de Minas e Energia, mas sem ocupar posto no Conselho da Petrobras.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte : Agência Senado
Data : 31/03/2015

LEVY TRAÇA ESTRATÉGIA E CITA EIXOS PARA O CRESCIMENTO
Publicado em 03/31/2015 as 04:03 PM

Brasília - Na ofensiva para apontar a estratégia do governo para destravar o crescimento do País, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apresentou ontem, em evento para empresários em São Paulo, uma estratégia de política econômica com três eixos de crescimento.

As três frentes podem ser resumidas como agenda tributária (que inclui medidas de competitividade); um novo padrão para as concessões; e o que classificou de “convergência macroeconômica”.

A apresentação é uma resposta do ministro Levy às pressões de lideranças políticas e do setor produtivo para que a presidente Dilma Rousseff adote logo medidas para ativar a economia. Levy já sabe que será cobrado em audiência pública nesta terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal - o seu primeiro teste no Congresso Nacional.

Essas pressões aumentaram, principalmente, depois das previsões de queda do PIB brasileiro em 2015 - em parte provocada pelo ajuste na economia adotado pela equipe econômica. Os parlamentares, inclusive, se movimentam para lançar uma agenda própria de projetos para o crescimento.

Levy confirmou a proposta em estudo no governo para harmonização da tributação dos instrumentos de poupança do País. A agenda tributária e financeira de medidas do governo inclui também, segundo o ministro, o uso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como “dinamizador” do mercado de capitais, o apoio à reforma do ICMS e mudança na forma de cobrança do PIS e da Cofins.

Em slide apresentado durante almoço debate organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, o ministro coloca a agenda tributária como um dos eixos da política para o crescimento.

Esse eixo também conta com uma agenda da competitividade, que inclui medidas de aumento da participação de Brasil no comércio exterior, a facilitação de comércio e financiamento, abertura de mercados e investimentos em educação e inovação.

Em outra frente, Levy apontou como um segundo eixo do crescimento a formatação do que classificou de “moldura favorável” para o arcabouço dos chamados “project finance” - modelo de financiamento usados dos projetos de concessões de infraestrutura. A estratégia para o aumento da competitividade abarca também o compartilhamento mais eficiente de infraestruturas logística e ampliação do financiamento do setor privado nas concessões de rodovias, aeroportos, portos e ferrovias.

Num terceiro eixo do crescimento, Levy aponta como fundamental a convergência macroeconômica, com inflação caminhando para o centro da meta de 4,5%, o equilíbrio fiscal e longo prazo, queda da curva de juros e longo prazo, alongamento dos prazos de empréstimos e menor concentração dos investimentos.

Em resposta às pressões do PMDB e do setor produtivo, o ministro destacou que o governo está “cortando na carne”. O ministro fez um alerta geral para os riscos a serem evitados. Ele colocou no topo das preocupações o governo “não prosseguir no ajuste fiscal”, o que poderá levar a perda do grau de investimento na nota do País pelas agências internacionais de classificação de risco.

O outro risco apontado pelo ministro no evento foi a criação de novas despesas sem novas receitas tributárias. Ou seja, a redução dos tributos sem queda das despesas permanentes.

"Se evitarmos os riscos, passaremos rapidamente pelo ajuste e teremos novas condições para um período de crescimento bastante significativo. O Brasil tem muitas coisas a seu favor", comentou o ministro.

Mercado espera alta da selic
Brasília (AE) Com o reconhecimento do Banco Central de que a inflação vai estourar a meta este ano e com o fim da intervenção diária no câmbio, analistas do mercado financeiro refizeram suas contas e chegaram ao consenso de que os juros básicos, a Selic, vai subir mais este ano.

De acordo com o Relatório Focus divulgado ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará a taxa dos atuais 12,75% ao ano para 13% na reunião de abril. Outra alta, menor, para 13,25% ao ano, será aplicada provavelmente em julho.

A expectativa de elevação dos juros embute a perspectiva de que o Banco Central precisará agir para conter a alta da inflação. O IPCA vai subir 8,13% este ano, conforme o boletim, e 5,60% em 2016. Para o BC, as taxas serão de 7,9% e 4,9%, respectivamente.

Para a inflação deste mês, os analistas mantiveram a previsão de alta de 1,40% e, para a de abril, de 0,62%.
Fonte : Tribuna do Norte – RN
Data : 31/03/2015

CAMINHONEIROS QUEREM MUDAR LEI QUE REGE TRANSPORTE DE CARGAS
Publicado em 03/31/2015 as 04:03 PM

Os caminhoneiros querem mudanças na Lei 11.442/2007, que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração.

A reportagem teve acesso às propostas apresentadas a empresários e representantes do governo na reunião da semana passada. Os trabalhadores apresentaram demandas relativas ao pagamento de frete por via bancária, tarifa por tempo de estadia ao descarregar o caminhão, exigências para formalização de contrato com o transportador e com seguradora, e criação do transportador autônomo de carga auxiliar.

Segundo o texto, que foi elaborado pelo grupo 3 sob coordenação de Rosimeire Freitas, servidora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), seria criado mais um documento para a burocracia de embarque de cargas: um papel que comprove o horário de chegada do caminhão. A falta desse documento acarretaria punição com multa de até 5% do valor da carga a ser aplicada pela ANTT ao embarcador e ao destinatário.

Essa comprovação de horário também se faz necessária porque os caminhoneiros querem que o prazo máximo para descarga dos caminhões seja de cinco horas. Após esse prazo, será devido ao transportador o equivalente a R$ 1,38 por tonelada/hora. Esse valor seria corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A proposta de legislação tenta ainda tirar outros custos dos trabalhadores. Eles querem que o pagamento do frete seja feito por conta bancária ou outro instrumento determinado pela ANTT, mas que as tarifas do serviço financeiro fiquem a cargo do contratante. Os caminhoneiros querem ainda que seja permitida a possibilidade de cessão do caminhão a outro como “Transportador Autônomo de Cargas Auxiliar”. Essa cessão, no entanto, não seria configurada como vínculo empregatício.

O Ministério dos Transportes, questionado sobre essas demandas, respondeu que o governo está analisando as propostas apresentadas pelos grupos de trabalho. O pronunciamento do governo sobre as questões foi marcado para uma nova reunião plenária no dia 22 de abril.
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 31/03/2015

COM DRAGAGEM CONTRATADA, PORTO DE PARANAGUÁ AGUARDA REGRAS SOBRE CONCESSÃO
Publicado em 03/31/2015 as 04:03 PM

Obra esperada há quase uma década deve começar no segundo semestre. Governo federal planeja transferir manutenção do Canal da Galheta à iniciativa privada

O anúncio de que a manutenção do Canal da Galheta, que dá acesso ao Porto de Paranaguá, poderá ser concedida à iniciativa privada pelo governo federal acontece no momento em que se aguarda o início dos trabalhos de dragagem e aprofundamento licitados no fim do ano passado. A obra deverá ser iniciada no segundo semestre.

A empresa vencedora, a DTA Engenharia, fará o aprofundamento do Canal da Galheta pelo valor de R$ 394,2 milhões. A obra é bastante aguardada, pois permitirá que navios maiores possam atracar em Paranaguá. No momento, o processo encontra-se na fase de recursos e homologações.

A dragagem prevê a retirada de 14 milhões de metros cúbicos de sedimentos ao longo de todo o canal e na bacia de evolução, área utilizada por navios para manobra e atracação. Com isso, o canal de acesso passará a ter 16 metros de profundidade. Hoje, são 15 metros.

Já a bacia ganhará mais dois metros de profundidade, passando de 12 para 14 metros. As áreas intermediárias, localizadas entre o canal e a bacia, passarão a ter 15 metros de profundidade.

Modelo incerto
O diretor presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, afirma que ainda é cedo para analisar o modelo de concessão do canal proposto pela Secretaria de Portos, já que o governo federal não liberou detalhes, mas acredita que não deverá ser de curto prazo. “Como o aprofundamento será feito pela licitação, o novo modelo de concessão deverá ser para fazer a manutenção da dragagem”, diz.

Somente na próxima quinta-feira os aspectos técnicos da concessão serão disponibilizados pelo governo. Além de Paranaguá, devem ser transferidos à iniciativa privada também a dragagem nos portos de Santos (SP) e Rio Grande (RS).

No próximo dia 9 será realizada uma audiência de consulta pública para debate do novo modelo. Segundo Dividino, a Appa estará presente na reunião. “Após a audiência pública, acredito que ainda vamos ter muita conversa. Paranaguá levou quase dez anos para dragar o canal. Hoje, como estamos com tudo atendido, teremos de avaliar se o novo modelo de concessão será benéfico para o porto. A Appa tem um lado, que é o mais barato possível. Certamente não queremos onerar o exportador e o importador”, diz.
Fonte : Gazeta do Povo – PR
Data : 31/03/2015

LOCALFRIO AMPLIA FROTA PARA CARGAS DE GRANDE DIMENSÃO
Publicado em 03/31/2015 as 04:03 PM

A operadora portuária Localfrio investiu R$ 14 milhões na modernização da frota de veículos especializados no transporte de cargas de grandes dimensões para sua unidade em Suape (PE).

Foram comprados onze cavalos mecânicos, onze semi-reboques especiais, quatro "dollys" (carretas) para peso e quatro escoltas credenciadas.

Com isso, a frota de transporte da Localfrio dedicada às operações em Suape soma 94 veículos, 102 semi-reboques, seis "dollys" e seis escoltas credenciadas.

Com a aquisição, a companhia pretende consolidar a presença no mercado de cargas especiais de grandes dimensões no Nordeste. No dia 13 a empresa inicia o transporte de componentes do setor eólico com 17 conjuntos transportadores. Serão 700 viagens levando carga não conteinerizada ao porto pernambucano até o fim do ano.

Segundo o gerente nacional de transporte da Localfrio, Jean Lyra, as operações no segmento de cargas especiais vêm sendo reconhecidas pelos clientes, possibilitando a aceleração no processo de especialização e investimento por parte da empresa. "Estamos no caminho inverso ao mercado, que atualmente encontra-se com baixa demanda. Isso mostra que nossas apostas na diferenciação, especialização e customização dos serviços têm ajudado a superar a crise."

A Localfrio opera sete unidades de negócios nos portos de Santos (SP), Itajaí (SC) e Suape (entre terminais - de zona primária e secundária - e armazéns alfandegados), armazéns em São Paulo e transportadora.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/03/2015

“NÃO ME INVENTE DESPESAS” É O MANTRA QUE LEVY LEVA HOJE À CAE
Publicado em 03/31/2015 as 04:03 PM

"Não invente despesas" é a frase mais pronunciada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, desde que ele chegou ao governo.

O imperativo negativo adotado pelo ministro serve tanto para enfrentar a troca do indexador da dívida dos Estados e municípios, transformada em lei, quanto para defender as medidas provisórias que foram enviadas ao Congresso - para corrigir as distorções e reduzir os gastos com seguro desemprego, abono salarial, pensões por morte, dentre outras. Vale, também, para a MP que reduz as desonerações da folha de salários das empresas. "Não há espaço para erros", reforça o ministro. Errar, agora, significa comprometer o futuro do país, perder o rating de grau de investimento e condenar a economia brasileira a anos de estagnação.

É com esse discurso - da necessidade urgente do ajuste fiscal e, portanto, da contenção do gasto público - e um programa econômico para os próximos meses que Levy vai hoje à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O ajuste das contas públicas é pré condição para a recuperação do crescimento econômico. Ao mesmo tempo em que defende que as medidas de contenção dos gastos previdenciários e trabalhistas sejam aprovadas pelo Congresso, Levy define os próximos passos junto com o ministro Nelson Barbosa, do Planejamento, e com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em torno de uma agenda de retomada do crescimento.

Dela constam a retomada do programa de concessões de rodovias, aeroportos, ferrovias e portos; a correção dos preços do câmbio e da energia elétrica; e a convergência da inflação à meta de 4,5% em 2016.

Sem o ajuste fiscal - que resulte no cumprimento da meta de superávit primário de 1,2% do PIB este ano - o controle da inflação e a mudança de preços relativos não haverá recuperação da confiança, o aumento do investimento, ampliação da oferta e o crescimento sem pressões inflacionárias.

Provavelmente no segundo semestre serão encaminhadas as propostas de mudanças na área tributária. A reforma do PIS/Cofins está sendo elaborada pelo ministério da Fazenda, que coordena, também, junto com os governos estaduais a unificação das alíquotas do ICMS, m
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/03/2015

OPERADORES VÃO INVESTIR R$ 608 MILHÕES ATÉ 2017
Publicado em 03/31/2015 as 04:02 PM

As 159 empresas operadoras logística que atuam no Brasil vão investir R$ 608,2 milhões até 2017.

O faturamento desse grupo no ano passado foi de R$ 44,3 bilhões, aponta estudo inédito realizado por um grupo de firmas - KPMG, Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados e Fundação Dom Cabral (FDC) - para a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol).

Segundo este primeiro raio-X de operadores logísticos, o setor emprega 243,5 mil pessoas diretamente. E há mais 466,5 mil empregos indiretos. Em tributos, o setor recolhe R$ 7,2 bilhões por ano.

"Os maiores destinos desses investimentos são ampliação de capacidade de armazenagem e da frota, que representam R$ 9,8 milhões ao ano por empresa. Capacitação profissional também é olhada como prioridade pelos 'players' do setor", disse o presidente da Abol, Cesar Meireles.

Segundo ele, os investimentos previstos mesmo em ambiente macroeconômico adverso sinalizam espaço para o Brasil reduzir o custo de produção por meio de ganhos de eficiência em logística. O estudo aponta que o gasto total com logística no Brasil no ano passado foi de R$ 576,5 bilhões.

"Caso o ganho de eficiência gerado pelos operadores logísticos não tivesse sido absorvido, o país incorreria num custo logístico 9,9% maior chegando a um total de R$ 639,9 bilhões", diz Meireles. "Logo, o valor gerado pelos operadores logísticos através da redução do custo logístico representaria um montante de R$ 63,3 bilhões de reais, ao ano", afirma o presidente da Abol.

A JadLog, operadora logística brasileira, vai investir R$ 20 milhões este ano para ampliar em 20% a receita ante 2014. Se o plano se concretizar, a companhia que opera por meio de 500 filiais e 3 mil veículos, fecha 2015 com receita de R$ 420 milhões.


"No caso de transporte de carga fracionada, percebemos que em momento de crise, a demanda tende a aumentar", diz o diretor comercial da JadLog, Ronan Hudson. "Isso ocorre porque em vez de comprar um veículo novo ou trocar bens de consumo duráveis, o consumidor opta pela manutenção do ativo que já possui. Isso aumenta a movimentação de peças para assistência técnica", aponta o executivo.

Segundo ele, os investimentos do grupo em renovação de frota, tecnologia e infraestrutura vão somar R$ 20 milhões, cerca de 10% mais que em 2014.

A JadLog muda para um centro de distribuição maior em junho. A nova infraestrutura terá 40 mil metros quadrados de área útil total, com 70 docas e pátio externo para abrigar até 100 caminhões simultaneamente. "É praticamente o dobro da área que a JadLog dispõe até agora, na capital paulista e em Itupeva (SP)", disse Hudson.

Também ainda este ano, a empresa vai instalar uma filial em Miami, nos Estados Unidos. "É para atender a demanda de compras feitas por brasileiros lá, em lojas físicas e pela internet, além de compras realizadas em sites chineses, cujas encomendas passam pelos EUA antes de seguirem para o Brasil", disse Hudson.

Além de atuar no varejo, atendendo o comércio eletrônico, a JadLog tem entre os principais clientes os segmentos automotivo, eletroeletrônicos e fármacos.

"Há demanda reprimida por transporte aéreo de cargas porque não há serviços disponíveis de logística integrada a esse modal", afirma o ex-vice presidente e ainda sócio minoritário da Azul, Gerald Blake Lee, presidente da Modern Logistics, criada ano passado por um grupo de investidores e pela gestora de recursos DXA Investments, que está aportando R$ 75 milhões em cinco centros de distribuição e três aviões que o grupo começa a operar este ano.

No setor de portos, o Plano de Investimento em Logística do governo brasileiro prevê investimento total de R$ 54,6 bilhões entre 2012 e 2017 no setor.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/03/2015

PETROLEIRAS VOLTAM A COBIÇAR AS RESERVAS DO IRÃ
Publicado em 03/31/2015 as 04:02 PM

Na antecâmara da sala de reuniões na sede da BP, na requintada praça de St. James em Londres, uma vitrine abriga os dados geológicos de Masjid-i-Solaiman, o primeiro poço petrolífero do Irã.

A descoberta de petróleo bruto em 1908 assentou as bases para a empresa que se transformaria na British Petroleum e criou uma das maiores oportunidades de que as petroleiras ocidentais já desfrutaram no turbulento Oriente Médio. Desde então, o histórico do setor no Irã se entrelaçou com golpes militares apoiados pela CIA, a exploração colonial e o ressentimento anti-Ocidente que veio com a Revolução Islâmica de 1979.

Agora, com Irã e EUA mantendo negociações de última hora para chegar a um acordo envolvendo o programa nuclear de Teerã e a eliminação de sanções, o país do Oriente Médio está emergindo novamente como prêmio potencial para petroleiras ocidentais, como BP, Shell, Eni e Total. Também é possível esperar que os chineses entrem na corrida, enquanto as empresas americanas, sobrecarregadas pelas sanções e pelo passado, correrão atrás das demais.

O apetite pelo retorno à Pérsia é compreensível: o Irã contém 10% das reservas de petróleo do mundo - taxa que o coloca na quarta posição mundial, depois da Venezuela, da Arábia Saudita e do Canadá, e à frente do Iraque - e quase um quinto das reservas de gás - superado apenas pela Rússia.

Para o Irã, a atração também é direta: o país precisa muito dos investimentos e técnicas estrangeiros para aumentar sua produção de hidrocarbonetos. A combinação tóxica entre décadas com pouco envolvimento do exterior, tanto antes quanto depois da proclamação das sanções, e o legado devastador da prolongada guerra Irã-Iraque na década de 1980 paralisou o setor de energia do país.

Nas entrevistas com antigos e atuais executivos do setor, consultores e diplomatas, emerge um consenso: embora as grandes petroleiras estejam ansiosas em retornar ao Irã caso surja um entendimento em torno do programa nuclear, a obtenção de um acordo comercial pode se revelar mais difícil do que a maioria pensa.

É fácil ver o desafio do Irã. Hoje, o país extrai 2,8 milhões de barris por dia, em comparação a 4,5 milhões uma década atrás e ao pico de 6 milhões em 1974. Seus grandes campos, entre eles Gachsaran e Marun, estão em produção há mais de 50 anos, e "precisam desesperadamente" de recuperação, segundo a Agência Internacional de Energia.

Ainda por cima, o Irã não desenvolveu grande parte das suas reservas de gás. Isso permitiu que países como a Argélia, a Austrália e o vizinho Qatar, com quem o Irã compartilha um campo, tomassem participação no mercado. Sem a tecnologia ocidental, é improvável que o Irã consiga construir as usinas de gás natural liquefeito (GNL) que passam o gás superfrio para uma forma líquida para transporte marítimo. O último obstáculo é mais sutil, mas está firmemente arraigado: uma velha tradição de desconfiança.

Quando o Irã decidiu nacionalizar os interesses britânicos no petróleo em 1951, Londres respondeu primeiro com um embargo de petróleo e depois orquestrou um golpe com ajuda da CIA, de codinome "Operação Ajax", para derrubar o primeiro-ministro nacionalista Mohammad Mossadegh.

As petroleiras estrangeiras e Teerã teriam que resolver esse passado turbulento que vai até o poço petrolífero de Masjid-i-Solaiman. A percepção entre as empresas é que a história seria deixada de lado. Nader Sultan, consultor de petróleo que dirigiu a estatal Kuwait Petroleum entre 1993 e 2004, diz que os líderes iranianos também cooperariam. "Há um novo impulso no Irã, e isso também inclui o desejo de mostrar sucesso na área do petróleo", afirma ele.
Fonte : Valor Econômico
Data : 31/03/2015

MERCADO ABERTO - QUASE 100 MIL TRABALHAM EM ÁREA LIGADA A TURISMO EM SP
Publicado em 03/31/2015 as 04:02 PM

A cidade de São Paulo emprega diretamente cerca de 90 mil pessoas em atividades relacionadas ao turismo, segundo estudo da SPTuris com base na pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O levantamento sobre o mercado de trabalho de atividades ligadas ao turismo na capital paulista do Observatório de Turismo e Eventos da empresa municipal mostra que 44% dos postos estão na área de alimentação.

Em seguida, vêm o transporte aéreo com 22,2%; meios de hospedagem (14,7%) e agências de viagem (13,1%). Na área de transportes terrestres, 1,9% se refere a aluguel de veículos.

Transporte aquaviário com cultura e lazer somam 0,3%.

"Se estimarmos também os indiretos, esse número pode saltar para 443 mil, sem contar a informalidade", segundo Wilson Poit, secretário para assuntos de turismo e presidente da SPTuris.

A área de alimentação foi a que mais cresceu. Entre 2006 e 2012, último dado disponível, o volume foi de 29.556 para 44.089 pessoas empregadas.

Planos O médico Marcelo Nunes foi eleito presidente da Unimed Paulistana (de planos de saúde). A cooperativa tem 772,8 mil beneficiários.

Neuro Sameer Savkur é o novo presidente da Biogen Brasil. Ele lançará o primeiro medicamento oral da companhia para o esclerose múltipla.

MAIS GIGABYTES

A Equinix, multinacional americana do segmento de data centers, vai ampliar a unidade localizada na zona norte do Rio de Janeiro.

Com um investimento de US$ 17 milhões (aproximadamente R$ 55 milhões), a capacidade do centro de dados será duplicada.

"A primeira fase desse projeto, que foi inaugurada em 2013, está com 70% de ocupação", afirma Eduardo Carvalho, presidente da companhia no Brasil.

"Resolvemos adiantar a segunda etapa para que não haja falta de espaço nos próximos meses", diz. A expansão será entregue em julho, uma antecipação de seis meses em relação ao prazo inicial, segundo o executivo.

A situação econômica do país neste ano, com o consumo menor e a estagnação do PIB, não deve desacelerar os negócios na área, na avaliação de Carvalho.

"Em momentos de crise, muitas empresas optam por terceirizar os seus serviços de TI para ter ganhos de escala e reduzir os custos."

A Equinix tem quatro centros de dados no país, integrados ao grupo após a compra integral da Alog, concluída em 2014 por US$ 225 milhões (cerca de R$ 730 milhões no câmbio atual).

EXPANSÃO MÉDICA

A DG Participações, que administra planos de saúde, investirá R$ 45 milhões em um pacote de ações ao longo deste ano.

A companhia, que controla as administradoras de benefícios Unifocus e PrevQuali, aportará R$ 24 milhões para ampliar seu programa de vendas em parceria com 18 operadoras de planos.

A meta é chegar em cinco novos mercados: Bahia, Espírito Santo, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. Hoje, o grupo possui 250 mil beneficiários em dez Estados, além do Distrito Federal.

"O plano é intensificar o número de corretores terceirizados para vendermos mais planos. Também faremos parcerias com operadoras regionais que ainda têm possibilidade de crescer", diz José Luiz Júnior, diretor-presidente da empresa.

Os R$ 21 milhões restantes serão alocados em ferramentas de TI e na reestruturação do departamento de call center, que terá 140 posições de atendimento --o dobro da estrutura atual.

R$ 115 milhões
foi o faturamento em 2014

R$ 240 milhões
é o faturamento projetado para este ano

600
são os funcionários do grupo

250 mil
são os beneficiários pelo país

ADMINISTRAÇÃO DOMÉSTICA

O total de famílias pesquisadas pela Fecomércio-RJ com sobras no orçamento após a quitação de despesas caiu 3,9 pontos percentuais em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, chegando a 24,5%.

Outros 20,3% afirmaram que os gastos foram superiores à renda. A parcela de famílias que teve orçamento para cobrir as despesas cresceu 8,6 pontos percentuais, atingindo 55,2%. Foram ouvidas mil pessoas em todo o país.

ABERTAS À NEGOCIAÇÃO

Para 66% dos diretores de recursos humanos entrevistados pela recrutadora Robert Half no Brasil, as mulheres têm mais disposição que os homens para negociar o pacote de remuneração.

Na média mundial, 48% dos executivos da área compartilham dessa opinião.

O país fica em terceiro lugar entre os 12 pesquisados, atrás de Nova Zelândia (73%) e Austrália (67%).

Foram ouvidos cerca de 1.700 diretores no mundo.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e DHIEGO MAIA
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 31/03/2015

INVESTIMENTOS PARA REAFIRMAR O POTENCIAL DO NORTE
Publicado em 03/31/2015 as 04:01 PM

Orçado em R$ 600 milhões, projeto do Terminal Graneleiro da Babitonga abre série de “AN” que destacará boas iniciativas que vêm da região em um ano difícil para a economia

O empresário catarinense Alexandre Fernandes está acostumado a tratar de investimentos milionários. Ex-secretário de Articulação Internacional do governo do Estado, ele ajudou a formular a estratégia que atraiu a BMW para Araquari. Agora, está na linha de frente de outro megaempreendimento previsto para a região: o Terminal Graneleiro da Babitonga (TGB). Fernandes apresentou detalhes do projeto em reunião da Associação Empresarial de Joinville (Acij) realizada ontem à noite.

Os detalhes do projeto do TGB abrem a série de reportagens Xô, Crise, que vai destacar ao longo dos próximos dez dias, ações e investimentos que empresas da região Norte estão implementando para superar a crise. O objetivo da iniciativa é valorizar o empreendedorismo local e aqueles que conseguem enxergar além, mesmo em momentos críticos.

O TGB será erguido na Estrada Laranjeiras, na zona portuária de São Francisco do Sul, e receberá um investimento totalmente privado que chega a R$ 600 milhões. Com área ocupada de 601 mil m², terá capacidade para movimentar até 14 milhões de toneladas de produtos como soja, milho, açúcar e farelo de soja. Traduzindo em números, isto seria o equivalente a uma geração de receitas, inicialmente, de cerca de US$ 170 milhões, calcula o empresário.

O terminal vai atender à demanda de exportação de açúcar e grãos de países como China e Emirados Árabes. O potencial do agronegócio justifica: as safras de grãos vêm batendo recordes. Por isso, nem mesmo a atual crise esfria os ânimos do investidor.

– Não estamos tirando o pé do projeto – garante Fernandes.

Durante a fase de implantação, a expectativa é de que aproximadamente mil vagas de trabalho sejam abertas. Na fase operacional, o TGB vai gerar 295 empregos diretos. O relatório de impacto ambiental do projeto já foi protocolado na Fatma. Agora, a espera é pela liberação das licenças que permitam o início das obras.

Fernandes é cauteloso ao falar de prazos, mas acredita que, com todas as licenças em mãos, é possível viabilizar o empreendimento em um prazo máximo de 28 meses. Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que questionava alterações no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento Urbano de São Francisco do Sul – que teriam, segundo a denúncia, favorecido a implantação do TGB – foi negada pela Justiça e não deve ser um empecilho para o andamento do projeto.

Envolvimento social

Durante a apresentação, Fernandes explicou que a questão social é um aspecto importante do empreendimento. Para dissipar as dúvidas da comunidade, o TGB realizou quatro pré-audiências públicas em São Francisco para explicar detalhes do projeto antes da audiência oficial, que reuniu cerca de 700 pessoas.

– As pessoas são contra quando elas têm medo, então procuramos desmistificar a obra – disse.

Além da preocupação em estabelecer um diálogo com a comunidade, os investidores estão prevendo uma série de obras como contrapartida do empreendimento, entre elas, a instalação de 16 pontos de ônibus cobertos e melhorias em hospital, escolas e vias de acesso, além de parcerias com instituições de ensino da região para capacitação de profissionais.

Impulso para melhorias logísticas

O projeto do TGB prevê a instalação de um píer de atracação com 316,8 metros de extensão, com dois berços localizados em um canal de 14 metros de profundidade. Esta estrutura estará conectada à retroárea por meio de uma ponte de 375 metros de comprimento, por onde as cargas passarão com destino a gigantescos silos, capazes de armazenar mais de 24 mil caminhões de açúcar, 12 mil caminhões de grãos (soja e milho) e mais de cinco mil caminhões de farelo de soja.

O TGB também contará com um ramal ferroviário, que poderá atender a uma composição com até 800 metros de comprimento. Ele será instalado inteiramente dentro do terminal, o que garantirá que as manobras de trens não comprometam o trânsito externo. Os veículos poderão ser descarregados sem a necessidade de quebra ou parada de composição, apenas reduzindo a velocidade.

Todo este potencial ainda deve estimular o desenvolvimento da infraestrutura logística para exportação da região, avalia Fernandes. Apesar de o projeto prever o escoamento das mercadorias, principalmente, por ferrovias, ele também exigirá boas condições rodoviárias para a circulação de caminhões. E é aí que entra, também, a expectativa por um desfecho envolvendo o lote 1 da BR-280, trecho de 36 quilômetros entre a BR-101 e o Porto de São Francisco do Sul, que já está licitado, mas sem previsão de emissão da ordem de serviço para o início das obras.

– Um terminal como o nosso vai botar mais pressão no governo federal para esse investimento – acredita o empresário.

Parte do gargalo que envolve embarques de produtos brasileiros para o exterior também deve ser amenizada com o empreendimento. Segundo dados de 2013 da agência marítima Williams Brasil, subiu de 32 para 49, em novembro daquele ano, o número de navios que aguardavam para embarcar açúcar nos portos brasileiros.

Projeto nasceu em 2007

O catarinense Alexandre Fernandes é um dos três sócios do terminal graneleiro. Os outros dois são internacionais: a Al Khaleej Sugar, dos Emirados Árabes Unidos, maior refinaria independente de açúcar do mundo e uma das maiores compradoras deste insumo do Brasil; e a Nidera Sementes, da Holanda, especializada em serviços de processamento, armazenagem e logística de grãos e oleaginosas, com subsidiárias em mais de 20 países.

O namoro com árabes e holandeses começou em 2011, mas o empresário catarinense conta que já desenhava o empreendimento na região desde 2007. A decisão por São Francisco do Sul acabou sendo fácil: a Estrada das Laranjeiras está a apenas dois quilômetros da BR-280 e a apenas três da linha férrea operada pela ALL, diferenciais logísticos que facilitam a operação.

– É o lugar ideal – resume o empresário.

Além disso, o governo do Estado já firmou protocolo de intenções se comprometendo a construir dois acessos ligando a linha férrea no terminal da BR-280 ao TGB.
Fonte : A Notícia
Data : 31/03/2015

CABOTAGEM
Publicado em 03/31/2015 as 04:01 PM

O Porto de Itapoá amplia o serviço de cabotagem para a América do Sul, em serviço operado pelo armador Aliança Navegação e Logística quinzenalmente. A escala será sem transbordo para os portos de Punta Pereira (Uruguai) e Rosário (Argentina). Dois outros navios escalam semanalmente nos portos de Buenos Aires, Zarate, Montevidéu e Itapoá
Fonte : A Notícia
Data : 31/03/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/31/2015 as 03:58 PM

O Fundo Partidário virou uma indústria de partidos nanicos.

A fábrica dos partidos nanicos

Vem aí o PL, do ministro Gilberto Kassab, e o PMP, de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão. Um ex-deputado, que já foi de uma sigla nanica, explica que o dinheiro do Fundo é usado por deputados e senadores, na condição de presidentes regionais de uma legenda, para manter comitês (sedes), contratar parentes (funcionários) e cabos eleitorais. Ele diz que o deputado de uma agremiação nanica não tem peso político mas está com a vida ganha.

Criar partido é uma fonte de renda

Esse político pegou, a título de exemplo, o Solidariedade, presidido pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SP), e que tem 16 parlamentares. No ano passado, a sigla recebeu R$ 7 milhões. Esses recursos garantem aos seus deputados manter em campanha permanente durante o mandato. A lei permite que esse dinheiro seja gasto também com propaganda política, criar e manter instituto ou fundação de pesquisa. A cota do PSL, R$ 1,8 milhão, serve a um deputado. A do PTC, R$ 2,2 milhões, atende a dois; e a do PMN, R$ 2,5 milhões, a três. Os especialistas eleitorais afirmam que a renda desses partidos, e dos seus, é maior com a venda do tempo de propaganda na TV, viabilizada pelas coligações partidárias.

"O desgaste do governo (Dilma) é grande, mas o do Congresso é maior. Todos nós seremos atingidos"
Luiz Sérgio, Relator da CPI da Petrobras na Câmara e deputado federal (PT-RJ)

Por trás do pano

O PMDB usou a briga no Turismo para ter uma nova pasta. Venderam para a presidente Dilma que não deveria por no segundo escalão um nome do Renan. Era melhor dar uma nova para Henrique Alves.

Não tem CPI

O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), diz que a oposição não vai propor uma CPI da Carf. "Por mais escandaloso que seja, nossas prioridades são BNDES, Energia e Fundos de Pensão", argumenta. Na Câmara já funcionam quatro CPIs, e só pode ser criada mais uma. Nesse contexto, o tucano diz que propor a criação desta CPI "é jogar para a plateia ".

Suspense

Os petistas dizem no Congresso que cada vez que a imprensa registra que o tesoureiro do partido, João Vaccari, vai pedir licença do cargo, ele reage contra o fato de correligionários tornarem isso público. Vaccari virou réu da Operação Lava-Jato

Se a moda pega

O governo Dilma está sendo pressionado a reduzir o número de ministérios. São 39. Mas essa pressão também pode chegar aos estados. O Rio e São Paulo têm 26 secretarias. O Paraná e Minas só têm 17. E o Rio Grande do Sul, apenas 15.

Esfinge

Diz-se, no PMDB, que é difícil saber o que quer o presidente do Senado, Renan Calheiros. Afirmam que nem sempre ele faz o que diz. Contam que, em 2005, disse que iria a Lula articular por Michel Temer e defendeu Aldo Rebelo para suceder Severino Cavalcanti na presidência da Câmara.

Pulando fora do barco

O PMDB Jovem decidiu se retirar da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ). Seu presidente, o secretário de Esportes do Rio, Marco Antônio Cabral, critica o PT de excluir os representantes do partido dos debates e decisões da secretaria.

O SENADOR Marcelo Crivella (RJ) diz que não fez pesquisa cujo resultado indica que a rejeição ao bispo Macedo, da Iurd, o atrapalha. Então, tá!
Fonte : O Globo
Data : 31/03/2015

MANIFESTAÇÃO X OCUPAÇÃO - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/31/2015 as 03:58 PM

As manifestações políticas que têm marcado os últimos dias, tanto as de organizações sociais que apoiam o governo quanto aquelas que puseram 2 milhões de pessoas nas ruas do país contra Dilma e o PT, estão sendo analisadas pelo Estado Maior do Exército sem que as motivações de cada uma sejam fatores especialmente perseguidos, mas apenas suas consequências na sociedade.

Quer dizer, as questões ideológicas por trás desses movimentos hoje importam menos aos militares do que as repercussões que possam causar na vida social. Sob a ótica da segurança nacional, não há nenhuma preocupação com as manifestações de qualquer tipo, desde que transcorram em ordem, respeitadas as normas constitucionais, como as mais recentes.

Essas manifestações, tanto de movimentos como o Vem para a Rua ou Brasil Livre, quanto dos sindicatos e organizações sociais como a CUT, UNE e MST, têm data marcada antecipadamente, o que permite que se organizem esquemas de segurança que têm dado certo, geralmente a cargo das polícias locais.

A infiltração de movimentos violentos como os black blocs em marchas políticas, como aconteceu em 2013, é uma preocupação, mas agora como fatores previsíveis e controláveis.

O que preocupa mesmo os militares são as ocupações, que no país por enquanto estão limitadas a movimentos contestatórios envolvendo questões urbanas como a falta de moradia, com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ou as marchas do próprio MST que tencionam paralisar estradas ou grandes avenidas nas cidades para chamar a atenção de suas reivindicações.

A mobilização recente dos caminhoneiros, contra a alta do diesel, entra nessa mesma categoria, em especial pela capacidade de provocar desabastecimento de produtos nos supermercados.

Os militares já não consideram as ideologias que cada movimento representa os pontos centrais a serem analisados, desde que restritas às regras democráticas, mas sim os distúrbios que suas manifestações possam causar na vida das cidades.

Por isso, temem muito mais ocupações permanentes, como aconteceram nos Estados Unidos ou na Europa, do que manifestações dinâmicas que têm hora de começar e de terminar.

Um pequeno exemplo desse tipo de ocupação ocorreu no Rio, quando grupos contrários ao então governador Sérgio Cabral resolveram acampar nas proximidades de sua casa, no bairro do Leblon. Os distúrbios que causaram ao trânsito e à vida daquela comunidade no entorno foram consideráveis, embora tenham perdido o fôlego sem maiores consequências.

Movimentos como Occupy Wall Street ou os Indignados na Espanha e na Grécia têm potencial de disrupção muito maior do que manifestações dinâmicas.

No limite, ocupações como as da Praça Tahrir no Egito, que a partir de janeiro de 2011 começaram a reunir milhares pessoas contra o presidente Hosni Mubarak até derrubá-lo, um mês depois, quando milhões de cidadãos estavam por lá, formam o cenário mais preocupante pela disrupção que podem provocar no tecido sociopolítico.

CAPILARIDADE
Com relação às manifestações marcadas para o dia 12 de abril, há uma movimentação detectada nas redes sociais que promete uma capilaridade muito maior do que as anteriores, com alguns polos do interior se movimentando para participar.
Está sendo constatado um "efeito inveja", com cidades disputando entre si qual terá a maior manifestação, e muitas que não participaram das passeatas de 15 de março não querendo ficar de fora da próxima.

POLÍTICA DA CRISE
Uma velha raposa de Brasília acha que se em vez de políticos fazerem a "política da crise" se dedicassem a tentar atacar os problemas que provocam a "crise política", a situação estaria bem melhor.

Os pontos-chave

1 - Sob a ótica da segurança nacional, não há nenhuma preocupação dos militares com as manifestações de qualquer tipo, desde que transcorram em ordem, respeitadas as normas constitucionais, como as mais recentes

2 - O que preocupa mesmo os militares são as ocupações, que no país por enquanto estão limitadas a movimentos contestatórios envolvendo questões urbanas

3 - Movimentos como Occupy Wall Street ou os Indignados na Espanha e na Grécia têm potencial de disrupção muito maior do que manifestações dinâmicas
Fonte : O Globo
Data : 31/03/2015

JOGA PEDRA NO LEVY - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/31/2015 as 03:58 PM

Para a difícil missão de pôr no lugar a bagunça feita na economia, o governo escalou um ministro da Fazenda que pensa completamente diferente da crença econômica que a presidente exibiu no primeiro mandato.

Agora o manda para missões impossíveis no Congresso, como a de tentar impedir que entre em vigor uma lei sancionada. Se tudo der errado, o PT já sabe o que fazer: joga pedra no Levy.

Ontem, Levy foi o enviado especial ao território adversário. Foi conversar com o presidente do Senado e propôs o seguinte: que a regulamentação da lei da mudança na indexação da dívida dos estados e municípios seja adiada por um ano. Ouviu um não. O assunto já está na pauta e em regime de urgência. Hoje, irá à Comissão de Assuntos Econômicos e tentará de novo a missão impossível: convencer senadores a ficarem contra os interesses dos estados.

Levy encontrou sentado na cadeira de presidente do Senado um político que já sobreviveu a tudo. Renan Calheiros sabe sobreviver, isso ninguém pode negar. Agora, está diante de novo perigo, como um dos investigados na Operação Lava-Jato. Por que ele cederia a um governo que está em crise? Ele fará o que seu instinto considerar mais efetivo para ele permanecer na política. O erro foi a presidente Dilma ter sancionado a lei no ano passado. A conversa foi a três, sem assessores. O outro participante também é campeão de sobrevivência: Romero Jucá, o homem que foi líder de todos os governos.

Política é um mundo muito diferente da economia. Argumentos racionais, números exatos e projeções feitas em Powerpoint não funcionam. Aliás, a dúvida é o que funciona numa política ensandecida. Como disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a coalizão governamental se desfez em fingimentos recíprocos. O governo finge que o PMDB está na coalizão, e o partido faz críticas violentas à maneira da presidente Dilma de governar e aos rumos do seu mandato. É a primeira vez que o PT no governo enfrenta uma oposição. E ela vem de dentro dessa suposta coalizão. Para ser coerente, o PMDB de Renan e Cunha tinha que entregar todos os cargos. O risco é a saída dos indicados engarrafar a Esplanada dos Ministérios.

Se política é um mundo à parte, diferente da lógica econômica, muito mais agora, que ela perdeu toda a lógica. Mesmo em cenário pacífico para a presidente, que chances teria um ministro da Fazenda de convencer senadores a adiar uma lei que foi aprovada com o apoio da antiga equipe econômica e sancionada pela atual presidente? Há muitas batalhas para Levy, ele deve escolher as que tem alguma chance de vencer. Levy se esforça, no entanto, neste mundo que não domina. Foi conversar de novo com o prefeito Eduardo Paes para tentar o apoio dele para a ideia do adiamento por um ano. Pode ser.

Cada palavra de Joaquim Levy é analisada com lupa no governo para que se encontre sua culpa, suas medidas são contestadas abertamente, como se ele fosse culpado pela crise. No PT, o ataque já está preparado. Será tudo considerado culpa do ministro da Fazenda. Ele está empenhado na missão impossível de fazer o ajuste fiscal em um governo que genuinamente acredita que a gastança traz o crescimento.

O primeiro mandato deixou a economia em ruínas, e a presidente Dilma não foi efetiva - para dizer o mínimo, o mais leve dos adjetivos - em evitar o pior. Ela deixou a turma de Mantega e Augustin levar às últimas consequências uma política insensata. O país está estagnado neste começo de 2015 com inflação em 8%. Sim, o nome disso é estagflação. Obra da turma que já se recolheu depois de cumprir todas as ordens de Dilma. Aquela política econômica era genuinamente dela. Deu errado. Agora chamam Joaquim Levy para consertar. Vai levar tempo e vai doer. O PT, o que faz? Bota a culpa no Levy. Joga pedra no Levy.

A presidente chamou um ministro que tem pensamento econômico completamente diferente do seu, do seu ministro da Casa Civil e da direção do PT. Achou que assim era mais fácil: chama o Levy, ele põe ordem na casa, e depois basta pôr nele a culpa dos efeitos colaterais. Em seguida, o país parte para nova etapa de crescimento. O problema é que para funcionar a presidente Dilma tem que ser mais efetiva ao governar.

Os pontos-chave

1 - Levy propôs Renan Calheiros adiar por um ano a revisão das dívidas. Ouviu um “não” como resposta

2 - Se tudo der errado com a economia este ano, o PT já sabe o que fazer: jogar a culpa no Levy

3 - É missão quase impossível fazer o ajuste em um governo que crê na gastança para crescer
Fonte : O Globo
Data : 31/03/2015

PORTO CAI N'ÁGUA NÃO TEVE ATIVIDADES INTERFERIDAS POR CHEIA DE 2015, EM RO
Publicado em 03/31/2015 as 03:57 PM

Cheia 2015 não preocupou direção em relação a transbordamento. Em 2014, Porto ficou submerso e interditado por quase nove meses.

O Porto do Cai N'Água, que em 2014 ficou quase nove meses interditado por causa da cheia histórica, não chegou perto da situação de risco em 2015. Segundo o supervisor operacional do terminal, Gabriel Bruxel, todos ficaram totalmente despreocupados com a cheia deste ano. “Fomos informados que a probabilidade de uma cheia semelhante a de 2014 era de 1%”, alegou Bruxel. O Rio Madeira chegou aos 16,26 metros nesta segunda-feira (30), 3,48 metros a menos do que em 2014, quando o rio atingiu o pico histórico de 19,74 metros. A média histórica está em 15, 23 metros.

A cheia de 2015 teve menor proporção que a de 2014, mas já atingiu cerca de 10 mil pessoas da área urbana e rural de Porto Velho, segundo a Defesa Civil. Nesta mesma época em 2014, cerca de 30 mil pessoas foram atingidas e o Porto Cai N’Água já estava submerso. O terminal foi interditado em 12 de fevereiro.

Dos nove meses de interdição, quatro meses foi o período em que o porto ficou submerso. Foram necessários cinco meses para a conclusão da limpeza e reforma no prédio da estação hidroviária. Este ano, a situação é bem diferente.

“Ficamos completamente despreocupados com a possibilidade de um transbordamento, pelo menos na área portuária”, afirmou Bruxel, que aproveitou para explicar que o terminal foi construído 50 centímetros acima do nível da última cheia histórica de 1997.

Cerca de 5.200 passageiros passam pelo Porto mensalmente e o local é o principal instrumento de acessibilidade para a população do Baixo Madeira à capital. Do local, são enviadas as cargas hortifruti-grangeiras até a capital de Manaus.

O supervisor operacional do terminal afirma que o Porto continua operando normalmente durante todo o período da cheia deste ano. Ele também ponderou que o rio teve uma queda de quase 60 centímetros, desde a última sexta-feira (27).

Retorno das atividades
O Terminal voltou a operar em 3 de outubro de 2014. Banheiros, sala de estar e guichês de passagens foram restaurados após a Companhia Docas do Maranhão (Codomar), juntamente com a Administradora das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc) ficar responsável pela restauração e reforma do local.

Todo o prédio foi reformado, mas uma pilastra onde ficaram as marcas da água do Rio Madeira, no terminal, foi preservada para registro do fenômeno histórico.

À época, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) informou que a Agência Nacional de Águas (ANA) disse ao órgão que a probabilidade de uma nova cheia seria de 1%, e que outra enchente como a de 2014 só deveria acontecer em 100 anos.

Cheia histórica
A marca histórica do Rio Madeira, até o momento, é de 19,74 metros, registrada em 2014. A cheia do ano passado atingiu principalmente os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Cerca de 97 mil pessoas foram afetadas. Deste número, 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões, e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.
Fonte : O Globo
Data : 31/03/2015

CRISE DA PETROBRAS AFETA RESULTADO DO BNDES
Publicado em 03/31/2015 as 03:57 PM

Banco tem prejuízo de R$ 2,6 bilhões com queda nas ações da estatal

Para analistas, instituição sofre duplamente, por ser ao mesmo tempo credora e acionista da companhia

Desempenho. BNDES lucrou R$ 8,59 bilhões no ano passado. O resultado representa alta de 5,4% em relação a 2013

Dono de uma participação de 17,24% na Petrobras, o BNDES informou, no seu balanço de 2014, perda de R$ 2,6 bilhões com a queda nas ações da estatal. Como a petrolífera ainda não publicou seus resultados auditados, os números do BNDES foram aprovados com ressalva pelo auditor independente, a KPMG. Como forma de recuperar prejuízos com corrupção, o governo estuda direcionar parte da receita que as empreiteiras envolvidas na Lava-Jato têm em negócios como aeroportos para indenizar a Petrobras. Em Nova York, a ação coletiva contra a empresa pede a inclusão de seus ex-presidentes Graça Foster e José Sérgio Gabrielli como réus. A crise na Petrobras começou a afetar as contas do BNDES. Em seu balanço financeiro de 2014, divulgado ontem, o banco de fomento estimou perdas de R$ 2,6 bilhões com a petroleira, da qual é um dos principais acionistas. As perdas ocorrem no ano em que a estatal viu seu valor de mercado encolher 40%, com a série de escândalos investigados no âmbito da Operação Lava-Jato e com as turbulências causadas pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

Do total de perdas estimado em R$ 2,6 bilhão, somente R$ 1 bilhão foi contabilizado no resultado como perda permanente com a Petrobras. O montante restante, de R$ 1,6 bilhão, foi contabilizado apenas como baixa patrimonial — sem afetar, portanto, o lucro do banco. Essa diferenciação ocorreu porque o valor refere-se a ações que foram transferidas diretamente pela União na capitalização do banco. Uma resolução de 2012 do Conselho Monetário Nacional determina que estes papéis só podem ser contabilizados no resultado quando forem, de fato, vendidos, o que ainda não ocorreu.

EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES DA PETROBRAS
A KPMG, auditora do banco, aprovou os resultados com ressalva. Dois fatores contribuíram para isso: o fato de o banco não ter podido descontar de seu resultado o R$ 1,6 bilhão em perdas com a Petrobras e a ausência do balanço auditado da Petrobras referente ao ano passado — em razão de dificuldades da petroleira em estimar perdas contábeis com casos de corrupção. “Consequentemente, o lucro líquido individual e consolidado do semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2014 está aumentado em R$ 1,6 bilhão, líquido dos efeitos tributários”, diz a KPMG, no balanço do BNDES.

— A ressalva por limitação do escopo é causada porque fechamos o balanço auditado sem as informações auditadas da Petrobras. Esse parecer pode ser revisado, tão logo seja liberado o balanço da Petrobras — explica Selmo Aronovich, superintendente da área financeira, descartando, contudo, que a divulgação do balanço vá alterar os resultados do banco.

De acordo com os resultados divulgados ontem, o BNDES lucrou R$ 8,59 bilhões no ano passado, o que representa alta de 5,4% frente a 2013. Além do lucro maior, o balanço mostrou um aumento dos ganhos com participações societárias em geral, que passaram de R$ 2,5 bilhões em 2013 para R$ 2,9 bilhões em 2014. Além disso, manteve em 0,01% seu nível de inadimplência.

Apesar da crise envolvendo a petroleira, o BNDES confirmou que não se desfez de nenhum papel da Petrobras, que, em alguns casos, são mantidos na carteira do banco há mais de 20 anos. Em 31 de dezembro de 2014, o banco tinha 17,24% de participação na companhia, o que equivalia a R$ 22,4 bilhões. Desse percentual, 10,37% são alocados na BNDESPar, braço de participações do banco. Outros 6,87% são detidos diretamente pelo banco de fomento.

No ano passado, o patrimônio do banco subiu para R$ 66,2 bilhões, alta de 9,3% em relação ao ano anterior.

Para analistas, o resultado mostra que o banco está exposto às intempéries da Petrobras. O economista Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, destaca que a exposição sofrida pelo BNDES é dupla, já que é, ao mesmo tempo, credor e acionista da petroleira.

— Isso aponta a importância de você envolver mais o setor privado e o mercado de capitais nos financiamentos. A moeda do BNDES deveria ser a mais escassa do Brasil. De modo geral, teria que usar esses recursos de forma racionada — destaca.

O economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, destaca ainda que esse efeito pode ser maior, se forem consideradas outras companhias envolvidas na Operação Lava-Jato, que, por causa das investigações, estão sujeitas a fragilidades financeiras.

— A Petrobras afeta o balanço de empresas grandes. Tanto empreiteiras como outras que são clientes do BNDES. Essa perda pode ser ainda maior. Os três bancos públicos são muito expostos a todo esse setor de petróleo — avalia.

Já o pesquisador do Ibre/FGV José Roberto Afonso destaca que o fato de ter informado em balanço as perdas com ações da Petrobras não traz preocupação sobre as finanças do BNDES.

— Como o BNDES pode investir com o prazo mais longo possível, isso não traz preocupação para a saúde econômica do banco. Agora, deveria preocupar mais o país e o governo porque pode limitar a atuação do banco em termos financeiros — afirma Afonso.

Frishtak, da Inter. B, avalia que o resultado positivo, mesmo com a pressão para baixo da maior empresa do país, é decorrente de uma combinação de fatores, que vão desde a posição estratégica do banco até os mecanismos para proteção.

— O BNDES oferece os recursos mais competitivos, já há alguns anos. Na lógica do devedor, o BNDES tem preferência absoluta. É verdade que o BNDES pode ter cometido erros, mas tenta se proteger com garantias.
Fonte : O Globo
Data : 31/03/2015

PRATICAGEM 'BARRA' ENTRADA DE NAVIO VINDO DE GUINÉ NO PORTO DE SANTOS, SP
Publicado em 03/31/2015 as 03:56 PM

Navio vindo de Guiné aguarda na barra para entrar no Porto de Santos, SP (Foto: Reprodução/Praticagem SP)




Um navio cargueiro vindo de Guiné, país africano que apresentou surto de Ebola no ano passado, deveria atracar na manhã desta segunda-feira (30) no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, mas a Praticagem se recusou a conduzí-lo até o cais. Os práticos cobram uma inspeção médica nos oito tripulantes que estão à bordo.

Segundo o diretor do Sindicato dos Práticos do Estado de São Paulo, Carlos Alberto de Souza Filho, o navio Tasman possui o documento de "Livre Prática", emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não foi inspecionado de maneira presencial.

"Esse documento dado pela Anvisa é concedido à distância, após a confirmação de informações com o comandante, mas, neste caso, estamos falando de um navio com origem em um país endêmico, que precisaria de uma avaliação médica in loco para garantir total segurança", avalia.

Souza Filho afirma ainda que a Praticagem questionou a Capitania dos Portos sobre a situação considerada especial pelo grupo, porém, recebeu o aval para liberar a embarcação. "Mesmo com sinal positivo da Capitania e da própria Anvisa, nós achamos por bem, por medida de segurança, tanto dos profissionais quanto da comunidade, não liberar. O sindicato não escalou nenhum profissional para conduzir o navio enquanto não for feita uma avaliação médica, que já solicitamos à agência responsável pelo Tasman", enfatiza.

Sem previsão

De acordo com o diretor, não há previsão para que o procedimento seja realizado. "Ele pode ser feito a qualquer hora, mas seria mais indicado durante o dia. Se o estado de saúde dos tripulantes estiver perfeito, todo o procedimento de atracação é feito rapidamente, dependendo, é claro, das demais escalas programadas", explica Souza Filho.

A Capitania dos Portos afirma que intermediou a situação, pedindo a avaliação médica à agência responsável pelo navio, para que a embarcação seja liberada o quanto antes e não haja prejuízos. O G1 também entrou em contato com a Anvisa por telefone, mas até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.

Simulado

Em dezembro do ano passado, o Porto de Santos recebeu um simulado prático, para definir os procedimentos caso um navio com tripulante suspeito de infecção pela doença atraque no cais.
Fonte : O Globo
Data : 31/03/2015

SINAVAL DIZ NÃO HAVER CRISE NO SETOR
Publicado em 03/31/2015 as 03:56 PM

“Não há crise no setor naval”.

A afirmação é do presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, sobre os reflexos das investigações da Operação Lava-Jato. As demissões relacionadas a paralisação de obras no Comperj, incluindo montagem e a construções de equipamentos, atingem empresas que contratam trabalhadores metalúrgicos o que explica informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores, no Estado do Rio de Janeiro.

Os estaleiros brasileiros, segundo ele, trabalham com contratos de dois grandes programas de construção de navios: o Programa de Modernização da Frota e Expansão de Frota (Promef), contatado pela Transpetro, com obras até 2020; e o Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam), também com obras até 2020, contratado por empresas privadas que venceram licitação da Petrobras para prestação de serviços de apoio marítimo que incluem suprimentos, reboque e posicionamento de plataformas, e apoio a operações submarinas.

- Estão em construção 12 plataformas de produção de petróleo e a integração de módulos para três plataformas, cujos cascos foram reformados em estaleiros internacionais, contratadas diretamente pela Petrobras, após licitação. Além desses segmentos, em que se concentram o maior volume de receita, permanecem com demanda em expansão a construções de rebocadores portuários e comboios para transporte fluvial - disse, acrescentando que a construção naval é setor de ciclo longo de planejamento e em 2015 seria o momento de iniciar o planejamento de novas encomendas para assegurar a ocupação e o emprego dos estaleiros a partir de 2018.

Sete Brasil - O presidente do Sinaval manifesta preocupação com as dificuldades de obtenção de financiamentos à Sete Brasil que contratou 28 sondas (navios e plataformas para perfuração no leito marinho) a cinco estaleiros brasileiros, cujos serviços de perfuração foram contratados pela Petrobras.

- Esta é situação de crise que existe e que resulta na suspensão de pagamentos aos estaleiros no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia e Espírito Santo.

Rocha considera que a queda do preço do petróleo é o maior risco ao setor devido ao impacto no plano de negócios futuro da Petrobras. A demanda futura de novas plataformas de produção de petróleo pode ser afetada, em função da alteração de prazos no desenvolvimento de novas áreas de produção. “As boas notícias sobre aumento das reservas de petróleo da Petrobras e a declaração do potencial comercial de novos campos produtores foram ofuscadas pela queda dos preços do barril do petróleo.”

Ariovaldo Rocha disse ainda que os estaleiros brasileiros empregam 79 mil pessoas, diretamente, segundo as estatísticas de fevereiro de 2015.

- A construção de navios e plataformas de petróleo prosseguem normalmente. A carteira de encomendas dos estaleiros, divulgada pelo Sinaval semestralmente, apresenta 324 embarcações em construção, ao final de 2014, entre navios de diversos tipos, plataformas de petróleo e sondas de perfuração.


No Estado do Rio de Janeiro, conforme disse, os 17 estaleiros de grande e médio porte empregam 33.400 pessoas na construção de petroleiros, navios de apoio marítimo, plataformas de petróleo, sondas e reparos.

Em Niterói, o Mauá está contratando pessoal para obra de reparos em sonda de perfuração, contrato recém-conquistado com uma empresa internacional. E acrescentou que gerentes de RH dos estaleiros do Rio de Janeiro, reunidos na sede da entidade no último dia 25, confirmaram o emprego no segmento no estado, informando que neste primeiro semestre diversos estaleiros estão contratando pessoal.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 31/03/2015

PORTO DO RIO GRANDE SEGUE COM FOCO NA MODERNIZAÇÃO
Publicado em 03/31/2015 as 03:55 PM

Obras começaram há cinco meses e devem ser concluídas em 2016.

Uma das principais ações que está sendo realizada no porto do Rio Grande no momento é a modernização do cais público. O superintendente do porto gaúcho, Janir Branco, recorda que a iniciativa será paga com recursos da União, absorvendo cerca de R$ 97 milhões. O dirigente adianta que a meta da superintendência, futuramente, através de recursos próprios, é manter uma atualização constante do cais público.

Branco ressalta que elevar a eficiência do porto viabiliza a operação com navios com mais carga, melhora a segurança ambiental, proporciona incremento de mão de obra, entre outras vantagens. As obras da modernização vêm sendo conduzidas há cinco meses e a perspectiva é que sejam terminadas em 2016. Após a montagem do canteiro de obras, iniciou-se a execução da fixação das estruturas metálicas. Ao total, serão revitalizados 1.125 metros de cais.

Outra ação importante que está programada e também será patrocinada pelo governo federal é a dragagem focada na área do superporto e na entrada dos molhes. Essa iniciativa acarretará um investimento de R$ 368 milhões. Conforme Branco, a expectativa é de que a dragagem comece no segundo semestre e também acabe em 2016. Com a medida, o calado homologado do superporto, que hoje é de 42 pés, passará para 47 pés.

Além dessas questões, algo que interessa ao porto gaúcho é o fato de que a Secretaria Especial de Portos abrirá, na quinta-feira, consulta pública sobre o modelo de concessão de dragagem nos portos organizados. O debate é em torno se esse trabalho deverá continuar como está hoje, patrocinado pelo governo, ou se será colocado sobre o modelo de concessão. Branco informa que a superintendência está fazendo uma avaliação sobre o assunto, antes de manifestar uma opinião.

Sobre planos defendidos em gestões passadas, o dirigente informa que a ideia de implementação de um novo sistema de monitoramento de entrada e saída de navios (Vtmis) permanece e ressalta que a interpretação é que esse mecanismo dará maior segurança à navegação. Porém, quanto à possibilidade do aproveitamento da ilha do Terrapleno para instalação de terminais, Branco diz que esse projeto não será debatido, pois a concepção atual é que isso geraria algum conflito com a Marinha, que é a responsável e usuária daquela área.

Terminais do Sul perderão participação com saída pelo Norte, avalia executivo da Seara

O diretor financeiro da Seara Agro, Carlos Adati, informou, nesta segunda-feira, que até o ano de 2020 os portos do Sul e do Sudeste, principalmente Santos (SP) e Paranaguá (PR), terão participação menor no escoamento de grãos para o mercado externo.
Isso acontecerá, segundo ele, porque são esperadas novas rotas de embarque e melhorias em terminais localizados no Norte e Nordeste do País.

De acordo com Adati, hoje 85% das exportações de grãos são feitas pelo Sul do Brasil, contra apenas 15% pelo Norte. Em 2020, contudo, esses porcentuais deverão ser de 68% e 32%, respectivamente, na sua avaliação. Apesar da melhor distribuição, o Brasil continuará com gargalos logísticos, afirmou.

Adati disse que muitos dos investimentos hoje em andamento estão localizados "na ponta" e não necessariamente na originação e no transporte dos grãos até os terminais.
Fonte : Jornal do Comércio – RS
Data : 31/03/2015

PROJETO DO 'PORTO' É CRITICADO
Publicado em 03/31/2015 as 03:55 PM

Relatório do Centro de Referência em Direitos Humanos denuncia que revitalização na área interfere na vivência da comunidade

O projeto de revitalização e requalificação do Porto do Capim, cujas obras têm previsão de início para o segundo semestre deste ano, de acordo com a Prefeitura de João Pessoa, estaria violando em diversos pontos os direitos humanos.

A denúncia foi apontada em um relatório elaborado pelo Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), divulgado esta semana. Dentre as denúncias está a ausência de diálogo com as famílias que residem na comunidade, localizada no bairro do Varadouro, na capital, que além de hostilizadas, seriam obrigadas a sair do lugar onde vivem há mais de 70 anos para que se construa uma área turística. A prefeitura municipal contestou as denúncias.

O documento foi elaborado após visitas técnicas efetuadas dos integrantes do CRDH durante o período de 26 de maio a 20 de novembro de 2014. Os pesquisadores tinham o objetivo de conhecer o perfil socioeconômico, organizativo e de moradia da comunidade, além de investigar as denúncias de violações aos direitos humanos na localidade. Um dos principais problemas apontados pelo relatório foi a proposta de criação de uma arena de eventos na área ocupada pela comunidade há mais de 70 anos.

Na lista em que é trazida a síntese de violações dos direitos humanos denunciadas pelos próprios moradores estão: a caracterização insatisfatória quanto a alternativas de menor impacto social, urbanístico, ambiental e territorial; a realização de licitação sem que tenham sido elaborados estudos preliminares que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental; não realização de concurso para seleção do melhor projeto técnico; cessão da área pública da União para a prefeitura sem a notificação pessoal dos moradores.

Além destes pontos, o documento ainda destacou a ofensa ao direito ao meio ambiente equilibrado e à preservação da biodiversidade mediante a proposta de criação de uma vasta área de concreto; violação aos direitos da comunidade ribeirinha, sem se observar os impactos socioculturais que acontecerão mediante a realização das intervenções; agressão ao patrimônio histórico e arquitetônico; relatos de tratamento hostil e abusivo de funcionários da prefeitura, que teriam agido com preconceito de classe diante dos moradores da localidade; intenção de intimidação dos moradores; e ofensa aos princípios democráticos de direito à informação.

Este relatório deu origem a uma denúncia, que foi direcionada ao Ministério Público Federal (MPF) para ser anexado em um Inquérito Civil Público já existente para apurar a questão. A reportagem entrou em contato com o órgão, porém a assessoria de imprensa informou que seria impossível enviar algum retorno antes do fechamento desta edição.

Prefeitura contesta documento

Diante da possibilidade de sair de sua casa e de imaginar que a área de onde hoje tira seu sustento se transformará em uma arena que terá o objetivo principal de atrair turistas, o pescador Cosme França se diz revoltado. Enquanto conserta uma das redes que utiliza para pescar, ele relata foi um dos fundadores do local.

“Aqui era um manguezal. A gente afundou tudo e construiu nossas casas. O rio trouxe o sustento que me permitiu criar nove filhos. A maioria mora perto de mim. Sou orgulhoso de tudo o que construímos, mas só vem quem queira destruir”, A Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan), responsável pela elaboração do projeto de revitalização do Porto do Capim, se pronunciou, por meio de nota, informando que não há ilegalidade no projeto.

"Ao contrário do que fora alegado pela denúncia, a prefeitura cumpriu todos os trâmites legais para garantir o resguardo do patrimônio histórico, cultural e artístico da localidade”. A secretaria informou que a proposta foi feita por uma equipe multidisciplinar em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Fonte : Jornal da Paraiba
Data : 30/03/2015

RECEPTIVO DE CRUZEIROS PRECISA SER APRIMORADO
Publicado em 03/31/2015 as 03:55 PM

Empresários reclamam por serem pegos de surpresa com a vinda de turistas e não poderem preparar atrações

Com a chegada de cruzeiros ao Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza, o comércio da Capital cearense irá precisar rever o planejamento de funcionamento para atender a demanda dos turistas que descem das embarcações. Um aumento significativo no número de clientes e, consequentemente, de vendas já é percebido, tanto nas barracas da Praia do Futuro quanto nas lojas do Mercado Central.

Atracado ontem, às 8h, no terminal do Mucuripe, o navio italiano MSC Lírica trouxe à Capital 1.500 mil visitantes, sendo 935 estrangeiros e 565 brasileiros. A embarcação vem de Maceió e seu destino final será na Espanha. Embora passem somente algumas horas em território cearense, com previsão de retorno, em geral, para às 17h, os turistas que vêm à Fortaleza de navio conseguem movimentar a economia local.

A presidente da Associação dos Barraqueiros da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, afirma que pouco tempo depois do desembarque, a mudança na movimentação já era notória nas barracas. "Para uma segunda-feira, o movimento é acima do esperado. Estamos com 15 mesas ocupadas, quando deveríamos ter cinco. Isso só na minha barraca".

Já no Mercado Central, o presidente da associação dos lojistas de lá, João Eudes de Oliveira, contou com a circulação de cerca de mil pessoas a mais nas lojas devido ao navio. "Veio bastante gente para cá, mas não está direcionado. Precisamos fazer um trabalho melhor para direcionar esse pessoal", afirma.

Articulação é necessária

A presidente da Associação dos Barraqueiros ainda comentou que a chegada dos turistas foi uma surpresa, sendo necessário organizar uma reunião com os órgãos do Governo para que haja um melhor planejamento para os próximos cruzeiros. As medidas teriam de levar em conta a nova demanda por estoque e mão de obra, por exemplo. "Isso é uma coisa nova. Como é uma demanda nova, nós vamos observar para nos prepararmos para saber quem são esses turistas, de onde eles vêm e o que fazer para poder atendê-los melhor", completou Fátima Queiroz.

Segundo a Secretaria de Turismo da Prefeitura (SetFor), até o fim do ano, pelo menos, mais quatro navios cruzeiros devem atracar em Fortaleza.

Sem previsão

De acordo com o diretor presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Mário Jorge Cavalcanti, o terminal de passageiros continua sem previsão de datas para a inauguração oficial e para o arrendamento. O Diário do Nordeste noticiou no dia 21 de março que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ainda não possui uma previsão concreta de quando será lançado o edital para arrendamento do terminal.

Trâmite

A Antaq informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o processo do terminal já passou pela avaliação técnica e está seguindo para análise jurídica.

Após ser aprovado, o processo será encaminhado à Secretaria Especial de Portos (SEP), que também fará uma análise e enviará a documentação para o Tribunal de Contas da União (TCU). Somente após isso, a SEP licitará o terminal. A agência, porém, não soube informar quando o processo será finalizado.

Esquema de transporte garante saída de turistas

Os turistas que desembarcaram ontem do MSC Lírica foram recebidos com um esquema especial de transporte e não enfrentaram problemas ao saírem do Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza. A ação mobilizou mais de 300 táxis e foi organizada após uma reunião entre a Companhia Docas do Ceará (CDC), a Secretaria de Turismo da Prefeitura (Setfor), a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e o Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditaxi). Em cerca de 15 minutos, uma grande quantidade de turistas foi direcionada para os veículos, liberando a área para os grupos que ainda estavam no terminal.

Durante a operação, foram organizadas filas para que fosse respeitada a ordem dos carros que chegavam ao terminal e dos turistas que desembarcavam. A movimentação era observada de perto por um representante do Sinditaxi e dois agentes da Etufor. A maioria dos turistas, ao saírem do navio, buscaram destinos próximos ao terminal, já que teriam de regressar antes das 16h. O único transtorno foi um impasse gerado entre o Sinditaxi, a Etufor e motoristas de vans de turismo. Os taxistas e a Etufor alegaram que as vans não estavam portando uma ordem de serviço para operar no local.
Fonte : Diário do Nordeste – CE
Data : 31/03/2015

INVESTIMENTO PODE RECUAR COM PREÇO MENOR
Publicado em 03/31/2015 as 03:55 PM

Margens mais baixas no rendimento das commodities agrícolas podem desacelerar investimentos de escoamento da safra. Aumento na produção mantém gargalo de logística

São Paulo - O aumento nos custos de produção somado à queda nos preços internacionais das commodities diminui as margens de renda das empresas do setor e podem travar investimentos.

Um deles é o projeto de escoamento pelos portos do Arco Norte que, apesar de aliviar a situação, não representa solução concreta para os gargalos de logística do País.

A maioria dos aportes feitos para a expansão de unidades portuárias como Vila do Conde e Marabá, no Pará, Itaqui e o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Maranhão, são provenientes da iniciativa privada.

"A fronteira agrícola está subindo, mas a logística também tem que subir. Com os preços das commodities em baixa, nossa perspectiva é que sejamos [o setor] um pouco mais conservadores com esses projetos", avalia o diretor financeiro da Seara Agro, Carlos Alberto Adati, durante a 3ª Conferência do Agronegócio realizada pelo banco de investimentos Besi.

Atualmente, cerca de 85% dos embarques do agronegócio acontecem através das unidades do eixo Sul-Sudeste, enquanto os outros 15% são escoados pelo Arco Norte. Segundo o executivo, nos próximos cinco anos, estima-se que haja maior competitividade entre as duas opções de envio, porém, os percentuais mudam para 68% e 32%, respectivamente. Sendo assim, ainda haverá uma sobrecarga de exportações em uma das regiões.

"O nível ideal de investimentos em infraestrutura para o setor seria em torno de 4% do PIB [Produto Interno Bruto], mas é aplicado metade da demanda necessária. Tivemos níveis recorde de produção, com este nível de investimento", critica Adati.

Pontos positivos

Uma das companhias beneficiadas pelo movimento de melhorias na logística ao Norte é a SLC Agrícola. O CEO, Aurelio Pavinato, conta que toda a área de atuação da empresa está localizada no cerrado e parte do escoamento já é feito pelo porto de Miritituba, no Pará.

Conforme publicado no DCI, para o grão produzido no Mato Grosso calcula-se que o Arco Norte traga uma redução de custos na faixa de 34% nos próximos cinco anos, via corredor da BR-163 sentido Miritituba. Considerando o corredor de escoamento da BR-158, para o Porto de Itaqui, a redução seria na faixa de 17%.

"Quem investe nesta região está pensando em longo prazo", diz o Pavinato. Otimista, ele acredita que os investidores que têm negócios em andamento devem dar continuidade ao processo, entretanto, projetos novos, que ainda não foram iniciados, correm o risco de ser inibidos pela diminuição nos rendimentos das empresas.

Projeções

Sobre o cenário agrícola para a próxima safra, o coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro), Roberto Rodrigues, projeta um aumento nos custos de produção e dependência da situação cambial. Mesmo com a desvalorização do real, houve uma redução de renda em função dos preços praticados pelo mercado internacional.
Fonte : DCI – Diário Comercio e Industria
Data : 31/03/2015

SECAO: CLASSIFICADOS
Publicado em 03/31/2015 as 03:54 PM

Ameaça

Com todos os problemas que envolvem a Petrobrás, até os navios que estão sendo construídos para a Transpetro estão ameaçados. A situação está, cada vez mais, piorando, o que é muito lamentável. O bicho está pegando em todas as direções.

Arrendamentos

Segundo a programação do TCU-Tribunal de Contas da União, é de que ao longo do ano os editais para os processos comecem a ser liberados, e a previsão é atrair cerca de 17 bilhões de investimentos. É muita grana. Os melhores portos da CDP estão na lista.

BEIRA DO CAIS

Uma comitiva do estaleiro ERIN estará bordejando pela capital paraense, na primeira quinzena de abril, ou seja, do dia 9, naturalmente, para contatos comerciais. Hoje esse estaleiro amazonense está em fase de muito dinamismo.

BEIRA DO CAIS

Não valeu de nada a greve patrocinada pelo SINDIPORTO e SINDIGUAPOR.

Aquela nota oficial da CDPCompanhia Docas do Pará, fulminou com tudo. O Acordo Coletivo está sim, sendo pago, dentro das possibilidades financeiras da empresa.

BEIRA DO CAIS

Vem bomba em cima dos devedores, que não cumprirem seus compromissos, relacionados a financiamentos para construção de embarcações na área fluvial, inclusive navios passageiros. Na mesa do colunista há uma lista deles em todo o Brasil. Depois eu volto.

BEIRA DO CAIS

Enquanto isto, o Bureau Colombo, que praticava uma tabela mais branda, está impedido de atender navios fluviais de passageiros. Triste.

BEIRA DO CAIS

Ninguém no setor da navegação fluvial está aguentando as tarifas exageradas praticadas pela RBNARegistro Brasileiro de Navios e Aeronaves, através da sua representação em Belém. Está na hora de dar um basta por quem de direito, essa situação não pode continuar. Na verdade, a DPC-Diretoria de Portos e Costas já tem conhecimento de tudo o que está ocorrendo.
Fonte : O Liberal
Data : 31/03/2015

LEVY TRAÇA PLANO PARA RETOMAR CRESCIMENTO
Publicado em 03/31/2015 as 03:54 PM

Estratégia apresentada pelo ministro a empresários tem três eixos: agenda tributária, mudança nas concessões e convergência macroeconômica

Na ofensiva para apontar a estratégia do governo para destravar o crescimento do País, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apresentou ontem, em evento para empresários em São Paulo, uma estratégia de política econômica com três eixos de crescimento. As três frentes podem ser resumidas como agenda tributária (que inclui medidas de competitividade); novo padrão para as concessões, e o que classificou de “convergência macroeconômica”. A apresentação é uma resposta do ministro às pressões de lideranças políticas e do setor produtivo para que a presidente Dilma Rousseff adote logo medidas para ativar a economia. Levy já sabe que será cobrado em audiência pública ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado - o seu primeiro teste no Congresso. Essas pressões aumentaram, principalmente, depois das previsões de queda do PIB em 2015. Os parlamentares já se movimentam para lançar uma agenda própria de projetos para o crescimento. Levy confirmou a proposta em estudo no governo para harmonizar a tributação dos instrumentos de poupança do País. A agenda tributária e financeira de medidas do governo inclui também, segundo o ministro, o uso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como “dinamizador” do mercado de capitais, o apoio à reforma do ICMS e mudança na forma de cobrança do PIS e da Cofins. Em slide apresentado no almoço organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, Levy colocou a agenda tributária como um dos eixos da política para o crescimento. Esse eixo também conta com uma agenda da competitividade, com medidas de aumento da participação do Brasil no comércio exterior, a facilitação de comércio e financiamento, abertura de mercados e investimentos em educação e inovação.

Project Finance. Em outra frente, Levy apontou como um segundo eixo do crescimento a formatação do que classificou de “moldura favorável” para o arcabouço dos chamados “project finance” - modelo de financiamento usado dos projetos de concessões de infraestrutura. A estratégia para o aumento da competitividade abarca também o compartilhamento mais eficiente de infraestruturas logística e ampliação do financiamento do setor privado nas concessões de rodovias, aeroportos, portos e ferrovias. Num terceiro eixo, Levy apontou como fundamental a convergência macroeconômica, com inflação caminhando para o centro da meta de 4,5%, o equilíbrio fiscal e longo prazo, queda da curva de juros e longo prazo, alongamento dos prazos de empréstimos e menor concentração dos investimentos.
Fonte : O Estado de São Paulo
Data : 31/03/2015

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA ATINGE O MENOR NÍVEL DESDE 2009, MOSTRA FGV
Publicado em 03/31/2015 as 03:54 PM

O Índice de Confiança da Indústria da Fundação Getulio Vargas recuou 9,2% de fevereiro a março ao passar de 83,0 para 75,4 pontos. Esse foi o menor nível desde janeiro de 2009 (74,1) e ficou bem abaixo da média histórica dos últimos anos (101,6 pontos).

O levantamento refere-se à Sondagem da Indústria de Transformação feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta terça-feira (31). De acordo com o instituto, aumentou o pessimismo dos empresários em relação a economia do país tanto ao momento presente quanto ao futuro no curto prazo.

O Índice da Situação Atual caiu 10,4%, com 75,3 pontos, o mais baixo desde julho de 2003 (70,4) e o Índice de Expectativas (IE) teve queda de 7,8% atingindo 75,5 pontos, o menor desde fevereiro de 2009 (73,3).

O superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Ibre-FGV, Aloisio Campelo Jr.,observou que essa percepção mais negativa vem sendo disseminada no setor desde novembro de 2008, ano da crise financeira internacional. Ele salientou que a desvalorização do real diante do dólar pode resgatar em parte a perda de confiança. “O ganho potencial de competitividade externa, com a desvalorização do real, passa a concentrar as atenções do setor como uma válvula de escape para compensar em parte o cenário doméstico desfavorável”.

A pesquisa envolveu entrevistas com representantes de 1.141 empresas no período de 3 a 26 de março e o que mais influenciou a queda quanto ao momento atual foi o nível de demanda com retração de 16,4% e 67,3 pontos, o mais baixo desde julho de 2003 (66,2 pontos). Ao serem questionados sobre a demanda forte, apenas 2,6% responderam que sim, parcela bem inferior à registrada de janeiro a fevereiro (7,4%). O universo que classificou a demanda de fraca subiu de 26,9% para 35,3%.

Em relação ao IE, o fator que mais impactou a queda foi a percepção empresarial sobre a evolução dos negócios para os próximos seis meses, com redução de 12,5%, com 84,8 pontos, o menor desde março de 2009 (82,8). Para 20,7% dos entrevistados pode ocorrer melhora, taxa acima da verificada na pesquisa anterior (19,8%). A pesquisa mostra que cresceu a parcela dos que acreditam em piora (de 22,9% para 35,9%).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 1,2 ponto percentual ao atingir 80,4 pontos, o menor nível desde julho de 2009 (79,9%). (Agência Brasil)
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 31/03/2015

COM GREVE NA ARGENTINA, TAM, GOL E AEROLÍNEAS ARGENTINA CANCELAM VOOS
Publicado em 03/31/2015 as 03:54 PM

A greve de várias categorias de trabalhadores da Argentina afeta desde segunda-feira (30) as viagens aéreas entre o Brasil e o país vizinho. Só no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, 19 voos foram cancelados, sendo dez partidas e nove chegadas das companhias TAM, Gol e Aerolíneas Argentinas. As informações são da concessionária do terminal, a GRU Airport.

A TAM informou que, desde ontem, 19 voos da companhia foram cancelados. Os voos partiriam de São Paulo, do Rio de Janeiro e Assunção, no Paraguai, rumo à Argentina. De acordo com a companhia, cinco voos que partiriam do terminal de Guarulhos foram cancelados, mas um deles foi reprogramado para decolar às 11h10 com destino ao Aeroporto Internacional de Ezeiza, o maior da Argentina.

A empresa esclareceu que os passageiros podem remarcar a data da viagem para os próximos 15 dias, sem custo adicional, mas os interessados ficam sujeitos à disponibilidade de assentos. Outra opção dada ao cliente é a mudança do destino, sem multas, porém tendo de arcar com as diferenças tarifárias.

A companhia Gol Linhas Aéreas informou que de 14 voos programados pra hoje, nove foram cancelados – três partidas de Guarulhos e quatro chegadas para o mesmo terminal. Os outros voos cancelados são de Ezeiza (Buenos Aires) para Florianópolis (Santa Catarina) e de Florianópolis para Ezeiza.

A empresa informa que não haverá cobrança de taxas para remarcar as viagens e orienta os passageiros a entrarem em contato com o serviço de atendimento ao cliente (SAC 0800 704 0465) no Brasil ou pelo telefone 0810 2663 131, na Argentina. (Agência Brasil)
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 31/03/2015

NAS ENTRELINHAS – A LÓGICA DO DISSENSO
Publicado em 03/31/2015 as 03:53 PM

O ex-presidente Lula, no segundo mandato, e a presidente Dilma, já no primeiro, operaram uma espécie de aggiornamento às avessas

Um regime democrático tem vários pressupostos, dois deles estão imbricados: o direito ao dissenso e à alternância de poder. O direito de se opor ao pensamento majoritário na sociedade é uma prerrogativa das minorias. Já a alternância de poder é a garantia de que a oposição, se for capaz de convencer a maioria de que um determinado projeto, programa ou conjunto de ideias será melhor para a sociedade, pode chegar ao poder — pelo voto.
Nos 12 anos e três meses que exerceram o poder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff revelaram certa dificuldade para conviver com a oposição e para admitir a alternância de poder. A soberba com que trataram as minorias — talvez o melhor exemplo seja a situação dos índios, que nunca protestaram tanto na Esplanada — e a forma como conduziram os processos eleitorais — para ganhar as disputas a qualquer preço — ainda serão matéria-prima para muitas teses acadêmicas.

Curiosamente, dispondo do apoio de amplo leque de forças política no Congresso e da grande massa da população pobre, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo mandato, e a presidente Dilma Rousseff, no primeiro, operaram uma espécie de aggiornamento às avessas, no qual desprezaram os grandes consensos nacionais construídos ao longo da transição à democracia. No poder, apostaram no dissenso.

Essa aposta vale para a política externa, que deixou o Brasil refém da Venezuela, da Bolívia e da Argentina; para a política econômica, que investiu no capitalismo de Estado, acreditou no declínio dos Estados Unidos e na liderança dos países emergentes para sair da crise; e nas políticas sociais de um modo geral, que focaram o gasto social nos mais pobres e sucatearam a saúde, a educação, os transportes públicos. Grandes momentos dessa política foram o acordo com Irã e a Turquia sobre a questão nuclear ; a suspensão do Paraguai do Mercosul; a mudança do regime de exploração de petróleo para o modelo de partilha, que está por trás da crise da Petrobras; e a intervenção populista no setor elétrico, só para citar alguns casos.

Onde está a saída?
Agora, com o fracasso do modelo petista e a crise do “presidencialismo de coalizão”, a situação é dramática: o PT está cada vez mais isolado, a maioria da sociedade divorciou-se da presidente recém-reeleita, e o ex-presidente Lula mergulhou, para preservar a candidatura dele em 2018. A hegemonia petista, imposta de cima para baixo aos aliados políticos e por meio da cooptação dos movimentos sociais tradicionais, parece se desmanchar no ar. A opção pelo dissenso, que é uma prerrogativa das minorias, é um contrassenso para quem exerce o poder num regime democrático.

Na história do Brasil, houve momentos parecidos, como os que levaram à renúncia dos presidentes Jânio Quadros, numa crise até hoje mal explicada, e Fernando Collor de Mello, depois de uma campanha a favor do impeachment. Ambos, porém, eram outsiders políticos (na tradução para o português, a palavra significa intruso, forasteiro e terceiro), o que não é o caso de Lula e de Dilma, embora a presidente da República muitas vezes se comporte como tal.

É um erro supor, porém, que não existe vida inteligente no governo e no PT. Já surgem em seu interior aqueles que começam a identificar esse estado de coisas e buscam um reencontro com a maioria da sociedade e os grande consensos nacionais, mas essa não será uma tarefa fácil. O senso comum petista é apostar numa volta às origens, como Frei Beto, em recente entrevista.

Seu diagnóstico representa o pensamento da maioria dos militantes: “O grave do governo do PT — tendo sido construído e consolidado pelos movimentos sociais — foi, ao chegar ao Planalto, ter preferido assegurar sua governabilidade com o mercado e com o Congresso e escantear os movimentos sociais. Hoje, eles são tolerados ou, como no caso da UNE e da CUT, manipulados, invertendo o seu papel. Com isso, o PT ficou refém desse Congresso, dependendo de alianças espúrias. Agora, o seu grande aliado, o PMDB, se rebela, cria — com o perdão da expressão — uma cunha renana para asfixiar o Executivo”.

Para Frei Beto, a saída é o PT ser fiel às suas origens. “Buscar a governabilidade pelo estreitamento de seus vínculos com os movimentos sociais. Ou seja, o segmento organizado, consciente e politizado da nação brasileira. Fora disso, tenho a impressão de que estamos começando a assistir ao começo do fim. Pode até perdurar, mas o PT tende a virar um arremedo do PMDB.” Só há, porém, duas maneiras de fazer isso: a guinada para o bolivarianismo, o que não é a opção de Dilma, ou futuro desembarque do governo, o que deve passar pela cabeça de Lula, ao propor a criação de uma frente de esquerda, inspirada na Frente Ampla do Uruguai, para abrigar sua candidatura e camuflar o apoio do PT.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 31/03/2015

CAMINHONEIROS QUEREM MUDANÇA
Publicado em 03/31/2015 as 03:53 PM

Os caminhoneiros querem mudanças na Lei 11.442/2007, que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração. Os trabalhadores apresentaram a empresários e representantes do governo, em reunião na semana passada, demandas relativas ao pagamento de frete por via bancária, tarifa por tempo de estadia ao descarregar o caminhão, exigências para formalização de contrato com o transportador e com seguradora e criação do transportador autônomo de carga auxiliar.

Segundo o texto, que foi elaborado pelo grupo 3 sob coordenação de Rosimeire Freitas, servidora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), seria criado mais um documento para a burocracia de embarque de cargas: um papel que comprove o horário de chegada do caminhão. A falta desse documento acarretaria punição com multa de até 5% do valor da carga a ser aplicada pela ANTT ao embarcador e ao destinatário.

Essa comprovação de horário também se faz necessária porque os caminhoneiros querem que o prazo máximo para descarga dos caminhões seja de cinco horas. Após esse prazo, será devido ao transportador o equivalente a R$ 1,38 por tonelada/ hora. Esse valor seria corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A proposta de legislação tenta ainda tirar outros custos dos trabalhadores. Eles querem que o pagamento do frete seja feito por conta bancária ou outro instrumento determinado pela ANTT, mas que as tarifas do serviço financeiro fiquem a cargo do contratante.

Os caminhoneiros querem, ainda, que seja permitida a possibilidade de cessão do caminhão a outro como Transportador Autônomo de Cargas Auxiliar. Essa cessão, no entanto, não seria configurada como vínculo empregatício.

Um ponto dessas propostas, no entanto, necessitaria de mais explicações e a ANTT preferiu não dá-las. A ideia é criar o artigo 13-A, que impede o uso de informações de bancos de dados de proteção ao crédito como mecanismo de vedação de contrato com o transportador autônomo ou com empresa de transporte rodoviário de cargas. Esse trecho, no entanto, faz referência a contratação de seguro de cargas e, se aprovado, interferiria no sistema de avaliação de risco das seguradoras.

O Ministério dos Transportes, questionado sobre essas demandas, respondeu que o governo está analisando as propostas apresentadas pelos grupos de trabalho.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 31/03/2015

ANTAQ FARÁ PESQUISA DE SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS
Publicado em 03/31/2015 as 03:53 PM

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fará sua primeira pesquisa para aferir o grau de satisfação dos usuários dos principais portos organizados. O levantamento, de abrangência nacional, buscará conhecer a percepção das empresas sobre os serviços prestados nos portos.

Neste primeiro ano, serão realizadas 5 mil entrevistas com as empresas exportadoras e importadoras, armadores e agentes marítimos selecionados aleatoriamente. Os entrevistados responderão a questões relacionadas ao acesso portuário, disponibilidade de equipamentos, burocracia, tarifas portuárias, entre outros.

Segundo a Antaq, os resultados da pesquisa permitirão a construção de diversos indicadores que nortearão a prática regulatória e a adequação dos serviços prestados, em especial no que se refere ao cumprimento dos compromissos e padrões com o serviço adequado.

As empresas que foram selecionadas pela amostra já estão sendo contatadas para o agendamento da entrevista, menciona a agência. Essa pesquisa será reproduzida em 2016 e 2017, focando no acompanhamento sistemático da visão dos usuários sobre o mercado regulado pela agência.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 31/03/2015

LEI DOS PORTOS ALTERA O PERFIL DE PROFISSIONAIS NA OPERAÇÃO
Publicado em 03/31/2015 as 03:53 PM

O número de trabalhadores atuando nos portos brasileiros aumentou 47,7% entre 2006 e 2013. São mais de 50 mil profissionais empregados no setor. Nesse período, na operação dos terminais, o número de profissionais avulsos caiu 15,6%. Os que têm vínculo empregatício aumentaram em 213,2%. Os dados são do relatório  "Perfil dos trabalhadores nos portos do Brasil" elaborado pela Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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No final de 2013, o setor portuário contava com 27.012 vinculados; 18.241 avulsos cadastrados nos Órgãos de Gestão de Mão de Obra (Ogmos) e 4.806 profissionais nas atividades administrativas.

Pela nova Lei dos Portos, os terminais de uso privado (TUPs) foram liberados para movimentar cargas de terceiros e não precisam usar a base de trabalhadores dos Ogmos, responsáveis por administrar e qualificar a oferta de trabalhadores avulsos nos portos organizados. A mesma lei, contudo, diz que instalações dentro dos portos (áreas públicas), mesmo que optarem pelo vínculo (CLT), devem usar exclusivamente os trabalhadores cadastrados nos Ogmos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/03/2015

OS USUÁRIOS DOS PORTOS ORGANIZADOS ESTÃO SATISFEITOS?
Publicado em 03/31/2015 as 03:52 PM

Eis que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informa que fará sua primeira pesquisa para verificar o grau de satisfação dos usuários dos principais portos organizados. O levantamento é de abrangência nacional. A pesquisa tem como objetivo conhecer a percepção das empresas sobre os serviços que lhes são prestados nos portos. Esperamos que tal pesquisa mostre o “mapa” real de satisfação e insatisfação do setor portuário tupiniquim.

A ideia, neste primeiro ano, é realizar mais de cinco mil entrevistas com as empresas exportadoras e importadoras, armadores e agentes marítimos selecionados aleatoriamente. Os entrevistados responderão a questões relacionadas ao acesso portuário, disponibilidade de equipamentos, burocracia, tarifas portuárias, entre outros.

A competitividade entre agentes econômicos possibilita preços mais baixos e aumenta o mercado. Com esse efeito de alavancagem, a competição econômica atua como um fator de desenvolvimento do negócio portuário. A centralização das decisões dos portos, em Brasília, e o papel da Antaq, definido na Lei 12.815/13, prejudica a competitividade e o futuro dos portos brasileiros. Será que a comunidade portuária vai dizer, de fato, o que pensa da Antaq, como tem coragem a Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro?
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/03/2015

TRANSPORTE DE MADEIRAS TEM CONDIÇÕES PRECÁRIAS DE TRABALHO
Publicado em 03/31/2015 as 03:52 PM

Caminhões com mais de duas décadas de uso. Motoristas em condições precárias de trabalho. Circulação de carretas carregando de forma irregular toras de madeiras com toneladas de peso. Essa é a combinação que resulta em mortes diárias, na época da safra, na região amazônica chamada de Arco do Desflorestamento, na região centro-norte do Estado de Mato Grosso. O quadro é descrito da pesquisa da engenheira florestal Mariana Peres Lima, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desenvolvida no programa de Pós-graduação em Recursos Florestais, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba.

A realidade vivenciada em municípios do centro-norte do Mato Grosso, região denominada como Arco do Desflorestamento, Arco do Desmatamento ou Arco de Fogo, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), chamou atenção de Mariana quando ela começou a lecionar na UFMT, na área de Manejo Florestal. “Na minha área de atuação, como professora de Transporte Florestal, verifiquei uma diferença absurda entre a realidade vivida anteriormente, em São Paulo, e a nova realidade encontrada no Mato Grosso. Trabalhar na Amazônia se tornou em verdadeiro desafio pessoal e profissional para mim, uma vez que essa realidade causava e ainda causa inúmeros acidentes com um número assustador de vítimas fatais, e estranhamente tratadas como “normais” pela sociedade local, já que as ocorrências são cotidianas em época de safra”.

O estudo tem orientação do professor Fernando Seixas, do Departamento de Ciências Florestais da Esalq e traz um panorama do descaso, da falta de fiscalização, da livre circulação destes veículos e a não observância dos condutores autônomos, empresas e terceiros com as legislações federais que regulamentam o transporte rodoviário de madeira em toras. “Senti a necessidade de desenvolver algum trabalho para verificar que o transporte rodoviário de madeira bruta e em toras no “Arco do Desflorestamento” é um problema social, econômico e ambiental que está associado ao não cumprimento, pelos condutores, da Legislação Federal que fixa parâmetros técnicos para o transporte da carga em questão — Resolução n. 246, de 27 de julho de 2007- Contran”, explica Mariana.

Revitalização
Entre os resultados, a tese aponta o sucateamento da frota e a consequente falta de competitividade no mercado para que seja feita a sua revitalização. A quantidade imensa de acidentes resulta, em sua maioria, em vítimas fatais. “Esse alto índice de mortes ocorre já que, devido à rusticidade da atividade, pouquíssimas vítimas sobrevivem”. Além disso, a pesquisa aponta a necessidade de políticas públicas e de cartas de crédito e financiamento para a renovação da frota.

Sobre os motoristas, o trabalho revela que trabalham em estado precário, com postos de higiene, dormitórios e alimentação em péssimas condições. “Falta qualidade de vida para esses profissionais, que apresentam baixo índice de escolaridade, altos índices de obesidade, mais de 50% utilizam bebidas alcoólicas ou consomem entorpecentes na direção e mais de 40% tem vício de tabagismo”, reforça Mariana. Outro ponto de risco evidenciado na pesquisa é a existência de transporte ilegal de madeira, que em geral está atrelado à prostituição, tráfico de drogas e animais. “São necessárias mudanças urgentes na legislação que fixa parâmetros de segurança na atividade, além de conscientização tanto da sociedade civil, que apresenta insegurança diante de tantas mortes e portanto precisa ser agente fiscalizador desta atividade, quanto dos condutores, que precisam estar cientes do perigo que fazem a si mesmo e à sociedade”.

A partir dos resultados do estudo, uma cartilha está em fase final de elaboração. Intitulada “Manual sobre o Transporte Rodoviário Florestal” a iniciativa aborda diversos assuntos concernentes à atividade. “Os principais temas são as legislações vigentes, a prevenção de acidentes e direção defensiva, saúde e segurança do trabalhador, por meio de discussões sobre qualidade de vida, curiosidades e interesses sobre a profissão de condutor do transporte de madeira bruta e em toras. Os resultados finais esperados e a divulgação estão vinculados à necessidade de parcerias para a publicação e distribuição gratuita da cartilha”.

A ideia cresceu e hoje, além de Mariana, cerca de 20 pesquisadores, envolvendo docentes e alunos de graduação e pós-graduação da UFMT estão envolvidos na efetivação de ações de conscientização junto aos caminhoneiros, prefeituras e populações das cidades daquela região. Quanto a cartilha, serão impressos 10 mil exemplares e, assim, Mariana pretende baixar o número de mortes causados por acidentes envolvendo transporte de toras de madeira. Só em 2014, foram mais de 80 óbitos. “Além dos benefícios diretos como busca na diminuição de acidentes de trânsito causados por estes veículos, ocorrerá a diminuição de gastos com saúde pública voltada aos acidentes (doenças de causas externas), já que estes absorvem grande quantidade de recursos financeiros e humanos no Estado de Mato Grosso, o que desta forma culmina em diluição de recursos financeiros em tratamentos de doenças de causas internas como câncer, Aids, doenças cardíacas, síndromes etc”, finaliza. Fonte: Agência USP de Notícias.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/03/2015

PROJETO BUSCA AMPLIAR EFICIÊNCIA DE PEQUENAS EMPRESAS NA EXPORTAÇÃO
Publicado em 03/31/2015 as 03:51 PM

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) participa do Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), programa do governo federal gerido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) direcionado às pequenas empresas. Ele é um serviço de extensionismo e assistência cujo objetivo é propor soluções para melhorar a eficiência e a produtividade dessas empresas. Até o final do ano, serão mais de 1.300 empresas atendidas.

“O Peiex pretende ampliar a capacidade exportadora das pequenas empresas. Parte delas enfrenta problemas básicos, pré-exportação, que atrapalham ou até impedem que elas cheguem ao mercado externo. O projeto ajuda as empresas a enfrentarem esses problemas, e as melhores poderão continuar em outros programas da Apex para alcançarem o mercado externo”, explica Mario Sergio Salerno, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli e coordenador geral do núcleo programa em São Paulo.

Diagnóstico e soluções
“Os extensionistas vão realizar um diagnóstico e propor soluções que a empresa poderá implementar. É um tratamento rápido, imediato, que foca no diagnóstico e aconselhamento”, explica Salerno.

Toda a responsabilidade pelo atendimento e a qualidade do serviço são da universidade. “A Poli traz um elemento importante para o programa, que é a sua rede. Se uma empresa precisa realizar um teste, podemos descobrir onde esse teste pode ser feito, com quem a empresa deve falar. Temos uma rede articulada e capaz de resolver os problemas dos empreendedores”, explica.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/03/2015

POSSIBILIDADE DE ADAPTAR O PORTO DE ALCÂNTARA PARA USO DA POPULAÇÃO
Publicado em 03/31/2015 as 03:51 PM

A adaptação do Porto de Alcântara para acesso à população foi discutida, na última semana, pela Advocacia Geral da União (AGU), Procuradoria Geral do Estado do Maranhão (PGE), Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). O presidente da Emap, Ted Lago, recebeu o procurador-chefe da AGU, Ivo Lopes Miranda, a consultora-chefe da Consultoria Jurídica da União no Maranhão, Renatha Leal Moreira, o procurador geral do Estado do Maranhão, Rodrigo Maia, e o diretor do CLA, coronel Claudio Olany. Atualmente, o porto é de uso exclusivo do CLA.

Considerando que há uma ação, no âmbito do Ministério Público Federal, contra a União, para restringir o acesso da população civil ao Porto de Alcântara - destinado, de acordo com a Capitania dos Portos, exclusivamente para uso militar, a AGU no Maranhão buscou apoio da Procuradoria Geral do Estado para a solução do problema. "Fomos procurados como Autoridade Portuária para avaliar tecnicamente e propor adequações necessárias para uso civil", explicou Ted Lago.

A Emap delegou uma equipe de engenharia e projetos para fazer uma visita técnica ao porto, ao lado da equipe do Centro de Lançamento de Alcântara, com o propósito de avaliar e sugerir uma adequação de acordo com as normas da Capitania dos Portos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 31/03/2015

COMPANHIA DOCAS FARÁ OBRA NA BACIA DO MERCADO
Publicado em 03/31/2015 as 03:50 PM

O novo edital já está disponível para consulta no site da Docas

Plano prevê a recuperar e revitalizar a Bacia do Mercado




A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) abriu uma licitação para concluir as obras de recuperação e revitalização da Bacia do Mercado e do Rio do Soldado, ambos localizados na Vila Nova. As intervenções são decorrência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado ainda na época da construção da Avenida Perimetral da Margem Direita, em Santos.

De acordo com a estatal, a continuidade das obras só foi possível após a aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaa). O processo havia sido iniciado com o nome errado dentro do órgão municipal, o que gerou atraso na autorização, uma vez que a região é tombada historicamente.

As intervenções preveem a restauração das estruturas decorativas (frontispício) do Rio do Soldado, que desemboca no Canal do Estuário e serve de via de navegação das catraias. Além disso, será restaurado o canal do mercado. Estima-se que os trabalhos vão durar entre oito meses e um ano e devem começar neste semestre.

Devido à modalidade do pregão (menor preço global), o valor do investimento não pode ser divulgado. O novo edital já está disponível para consulta no site da Docas (www.portodesantos.com.br). Os lances virtuais serão apresentados às 10 horas do próximo dia 17.

As obras já realizadas naquela região, em decorrência do TAC, custaram aos cofres da estatal ao menos R$ 1,5 milhão. Na Bacia do Mercado, funciona um dos pontos das catraias que fazem a travessia entre Santos a Vicente de Carvalho, em Guarujá. A Docas não informou se, durante a obra, haverá suspensões temporárias no serviço. Também não há informações sobre interdições na Av. Perimetral.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/03/2015

JUSTIÇA DE BRASÍLIA SUSPENDE LICITAÇÃO DA DRAGAGEM
Publicado em 03/31/2015 as 03:48 PM

SEP pretende recorrer da decisão no início da próxima semana

Foi suspensa, por tempo indeterminado, a licitação que escolheria a empresa responsável por realizar a dragagem do Porto de Santos. Um mandado de segurança impediu que o resultado do pregão eletrônico fosse conhecido ontem, quando as propostas para a concorrência pública seriam conhecidas. A Secretaria dos Portos (SEP), responsável pela concorrência, afirmou que vai recorrer da decisão.

O mandado foi solicitado pela empresa Coencil Construções e Empreendimento Civis Ltda às 22h30 da última quinta-feira, às vésperas do pregão eletrônico. A decisão foi acatada quase duas horas após o recebimento do pedido pela juíza federal de plantão Edna Márcia Silva de Medeiros Ramos, do Distrito Federal.

A alegação da empresa, de acordo com a SEP, é de que os documentos de habilitação exigidos no edital para companhias estrangeiras “não estão claros”. Na solicitação, a Coencil também compara os requisitos eliminatórios entre firmas nacionais e do exterior, ao questionar a possibilidade de dispensa de elementos técnicos essenciais.

A juíza argumentou que não havia tempo hábil para a análise completa da documentação apresentada e que, por cautela, deferia a liminar, com base nos dados conferidos até então. Assim, ela suspendeu a abertura das propostas. A decisão foi informada às 9h15 de ontem à pasta dos Portos, em Brasília, quando todos se preparavam para executar o pregão.

O ministro Edinho Araújo lamentou o ocorrido. “Acredito na Justiça para retomar o processo licitatório o mais rápido possível”, afirmou. De acordo a SEP, seu departamento judiciário tentará reverter a situação ainda nos primeiros dias da próxima semana, para evitar maiores prejuízos ao Porto de Santos.

Adiamento

Antes da suspensão, a SEP teve que adiar o pregão eletrônico por 10 dias. Foi necessário realizar uma correção no edital de licitação com base na revisão orçamentária do Governo. A alteração na planilha de gastos para o serviço foi necessária devido à Lei nº 13.043/2014, que estabelece a desoneração da folha de pagamento relativa ao Plano Brasil Maior.

A mudança incluiu a suspensão do recolhimento de 20% do INSS sobre a folha de pagamentos e a inclusão de 2%sobre a Renda Bruta, relativa à contribuição previdenciária, no cálculo dos Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) do contrato. A alteração interferiu na formulação de propostas dos concorrentes.

Intervenções

A obra licitada pela SEP prevê ampliar a profundidade do canal de navegação (parte central) do estuário e das bacias de acesso aos berços de atracação, dos atuais 15 metros (em média) para 15,4 ou até 15,7 metros. Os locais de atracação ficarão com uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros.

Quando for conhecido, o vencedor da licitação terá de elaborar os projetos básico e executivo (mais detalhado), antes de executar a dragagem. A concorrência ocorre pelo modelo de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Nele, os preços são avaliados primeiro e apenas a participante selecionada tem a documentação conferida, a fim de agilizar o procedimento.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/03/2015

SANTOS BRASIL BATE RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO DE CONTÊINERES
Publicado em 03/31/2015 as 03:48 PM

Terminal superou sua própria marca registrada em novembro passado

O Porto de Santos bateu mais um recorde de movimentação de contêineres, a operação aconteceu no último dia 19, na Santos Brasil. O terminal superou a sua própria marca, e alcançou média de 221,55 movimentos por hora(MPH), durante descarga no navio Cosco China, do armador Cosco Line. No total, foram realizados 1.717 movimentos no Tecon Santos. O recorde anterior foi registrado em novembro de 2014, quando foram realizados 216,88 MPH, em operação no navio Monte Olivia, da Hamburg Süd.

Ainda no último mês de novembro, o Tecon Santos atingiu uma média mensal de 109 MPH e passou a manter o indicador acima 100, índice que pode ser comparado às instalações de contêineres mais produtivas da Europa e dos EUA.



De acordo com o diretor de Operações Logísticas e Portuárias da Santos Brasil, Ricardo Molitzas, a redução do tempo nas operações portuárias e logísticas fomenta a competitividade da indústria, das empresas armadoras, do comércio exterior brasileiro e do Porto de Santos. “Reforçamos nosso compromisso de impulsionar nossos indicadores de produtividade com investimentos em alta tecnologia e treinamento de equipes. Tão importante quanto o recorde conquistado é a regularidade das performances operacionais que temos observado diariamente, chancelando a qualidade dos nossos serviços”.  


Operação foi realizada no último dia 19, no navio Cosco China, do armador Cosco Line
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/03/2015

MINISTRO DESCARTA REAJUSTE DE TARIFAS
Publicado em 03/31/2015 as 03:48 PM

Correção no valor dos preços cobrados pela Codesp, congelados há dez anos, foi proposta apara ajudar a sanar finanças da empresa

O ministro da Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República, Edinho Araújo, descartou a possibilidade imediata de se reajustar as tarifas do Porto de Santos, congeladas há 10 anos. A atualização desses valores foi proposta pelo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), Angelino Caputo e Oliveira, que teme pelo descompasso financeiro da estatal.

O titular da SEP afirmou ontem, para A Tribuna, que o Palácio do Planalto tem reiterado a necessidade de o Governo se adequar num momento econômico considerado difícil. Por isso, corrigir essas taxas não é encarado como prioridade pela SEP. Para a pasta, primeiro, deve-se concentrar esforços na contenção de gastos internos.

“A Codesp não entrará no vermelho. Ante essa possibilidade, temos que fazer como na iniciativa privada: olhar para dentro da empresa, promovendo um plano de contingenciamento competente no sentido de diminuir despesas e aumentar receitas”, afirmou o ministro. Apesar disso, não foi descartado retomar essa discussão no futuro.

A declaração de Edinho Araújo ocorre após entrevista exclusiva do presidente da Docas a A Tribuna, publicada na última sexta-feira. Nela, Caputo afirmou que é possível a companhia ter prejuízo no semestre.

Ele considerou a chance após o último balancete interno da empresa identificar a queda no lucro no ano passado em 84,78%, forçando o início imediato de corte desgastos, entre eles, obras e serviços não essenciais.

Uma alternativa apresentada por Caputo para reverter a situação foi o reajuste das tarifas, que considerou defasadas. “Nossas despesas aumentaram e a receita caiu”, resumiu o presidente na ocasião. O presidente da Codesp alegou também que os contratos, as despesas e os salários de todos os funcionários foram reajustados. No entanto, essa correção não foi repassada ao usuário.

USUÁRIOS
O diretor presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, discordou ontem da necessidade de se reajustar as tarifas portuárias.

Ele elogiou o trabalho de Caputo à frente da Codesp, mas lamentou a declaração do executivo, ponderando a necessidade da atualização das taxações portuárias. Manteli defende uma readequação interna não só da Codesp como das demais companhias docas, para reverter a possibilidade de crise financeira.

“A Docas tem que atualizar sua rotina e cuidar de todos os seus teores. Somos contra, pois senão vamos continuar alimentado uma ineficiência pública com base numa crise interna”, destacou.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/03/2015

SEP TRABALHA PARA LIBERAR LICITAÇÃO
Publicado em 03/31/2015 as 03:47 PM

O departamento jurídico da Secretaria de Portos (SEP) ainda trabalha para derrubar a liminar que suspendeu a licitação das obras de dragagem do Porto de Santos. Sem informar prazos, a pasta, em Brasília, afirma ter expectativa de retomar o processo “o mais breve possível”.

Por meio de nota oficial, a SEP informou ontem que está dentro do intervalo de 10 dias para resposta, previsto pela legislação. A ordem interna é de que ela seja feita o quanto antes, de modo que o atraso no processo licitatório não prejudique o serviço, consideradas estratégicas para o desenvolvimento da economia no cais santista.

O mandado de segurança foi solicitado pela empresa Coencil Construções e Empreendimento Civis Ltda às 22h30 da última quinta-feira, às vésperas do pregão eletrônico, marcado para a manhã do dia seguinte. A decisão foi acatada quase duas horas após o recebimento do pedido pela juíza federal de plantão Edna Márcia Silva de Medeiros Ramos, do Distrito Federal.

A alegação da empresa, de acordo com a SEP, é de que os documentos de habilitação exigidos no edital para companhias estrangeiras “não estão claros”. Na solicitação, a Coencil também comparou os requisitos eliminatórios entre firmas nacionais e do exterior, ao questionar a possibilidade de dispensa de elementos técnicos essenciais.

A juíza argumentou que não havia tempo hábil para a análise completa da documentação apresentada e que, por cautela, deferia a liminar, com base nos dados até então. Assim, ela suspendeu a abertura das propostas.

A decisão foi informada às 9h15 de sexta-feira à pasta dos Portos, quando todos se preparavam para executar o pregão. Ainda na tarde de sexta, o ministro Edinho Araújo lamentou o ocorrido. “Acredito na Justiça para retomar o processo licitatório o mais rápido possível”, afirmou. Antes da suspensão, o pregão eletrônico teve que ser adiado em 10 dias, devido a modificações no edital com base na na revisão orçamentária do Governo.

CONTRATADA
A obra licitada pela Secretaria de Portos prevê ampliar a profundidade do canal de navegação (parte central) do estuário e das bacias de acesso aos berços de atracação, dos atuais 15 metros (em média) para 15,4 ou até 15,7 metros.

Os locais de atracação (os berços) ficarão com uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Quando for conhecido, o vencedor da licitação terá de elaborar o projeto básico e o executivo (mais detalhado), antes de executar a dragagem.

A concorrência ocorre pelo modelo de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Nele, os preços são avaliados primeiro e apenas a participante selecionada tem a documentação conferida, a fim de agilizar o procedimento.

Prazo
10 dias é o prazo legal que a Secretaria de Portos tem para responder ao mandado judicial que suspendeu, temporariamente, a licitação da dragagem do Porto de Santos
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/03/2015

TECON BATE RECORDE OPERACIONAL
Publicado em 03/31/2015 as 03:47 PM

O Porto de Santos conta com um novo recorde de produtividade na operação de contêineres.
DA REDAÇÃO

Ele foi registrado no Terminal de Contêineres (Tecon), pela Santos Brasil, operadora da instalação, no último dia 19, durante a descarga do navio Cosco China, do armador Cosco Line. Na escala do cargueiro, a empresa atingiu a média de 221,55 movimentos por hora (MPH).

Na operação, que envolveu o uso de oito portêineres, foram realizados 1.717 movimentos – a cada contêiner desembarcado ou embarcado ou a cada deslocamento de tampa de porão, conta-se um movimento.

O Cosco China tem 334 metros de comprimento e capacidade para transportar 8,2 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Desde o semestre passado, a Santos Brasil tem ampliado sua produtividade nos serviços portuários e logísticos.

Em setembro e novembro, o Tecon registrou dois recordes operacionais sucessivos, ao atingir 193,82 MPH e 216,88 MPH, respectivamente, com a movimentação de contêineres nos navios Cap San Nicolas e Monte Olivia, ambos da armadora Hamburg Süd. Também em novembro, o terminal atingiu a média mensal de 109 MPH. Desde então, mantém o indicador acima 100 MPH, equiparando-se a terminais internacionais.

O diretor de Operações Logísticas e Portuárias da Santos Brasil, Ricardo Molitzas, destaca que a redução no tempo das operações portuárias e logísticas fomenta a competitividade da indústria, das empresas armadoras, do comércio exterior brasileiro e do Porto de Santos. “Reforçamos nosso compromisso de impulsionar nossos indicadores de produtividade com investimentos em alta tecnologia e treinamento de equipes”.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/03/2015

PRATICAGEM SE RECUSA A ATRACAR NAVIO ANTES DE VISTORIA A BORDO
Publicado em 03/31/2015 as 03:46 PM

Fundeada na Barra de Santos, embarcação veio da Guiné, área endêmica do Ebola. Anvisa liberou manobra

Praticagem de São Paulo se negou, ontem, a realizar a manobra de atracação do navio Tasman, proveniente da Guiné, marco zero do Ebola na África, enquanto não fosse realizada uma inspeção sanitária a bordo.

A embarcação, com oito tripulantes e fundeada na Barra de Santos, está no período de quarentena – quando há risco de seus marítimos terem contraído alguma doença, como o Ebola, mas ainda não apresentarem sintomas. Apesar de ciente da situação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a entrada do cargueiro na última quarta-feira, enquanto ele fazia a travessia do Oceano Atlântico.

A emissão do documento conhecido como Livre Prática ocorreu à distância, seguindo protocolos da Organização Mundial da Saúde. O receio dos práticos, que são representados nessa negativa pelo Sindicato dos Práticos dos Portos de São Paulo, é que ocorra a entrada de doenças no Brasil.

No final do último semestre, uma embarcação proveniente da mesma região chegou ao cais, também no período de quarentena, com tripulantes com malária efebre amarela. A descoberta dos marítimos contaminados ocorreu após a atracação, que também foi liberada pela Anvisa à distância.

No caso atual, o Tasman está a seis dias de completar o período considerado mínimo para descoberta de doenças a bordo (21 dias). Apesar disso, pela Autoridade Portuária, ele estava programado para entrar ontem à noite no Estuário.

“É uma situação atípica. Por mais que o documento (Livre- Prática) seja legítimo, é importante que uma vistoria aconteça”, afirmou o diretor do sindicato, Carlos Alberto de Souza Filho, na tarde de ontem.

Ele se refere à chegada de um navio vindo de uma região da África onde a presença do vírus Ebola é considerada endêmica, ou seja, tem presença constante. O chefe do posto da Anvisa no Porto de Santos, Rogério Gonçalves Lopes, informou que seguiu procedimentos internacionais.

“Nós liberamos via rádio, uma vez que foi afastado qualquer risco de doença”, afirmou, ao descartar a possibilidade de embarcar algum agente sanitário no navio, mesmo após o pedido dos práticos. A situação fez com que a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP, a Autoridade Marítima) determinasse a realização da manobra pelos práticos, uma vez que o serviço é essencial e não deve ser negado.

A ordem foi dada ao longo do dia, antes de uma solução para o caso ser apresentada: a contratação de um médico particular pela agência do navio.

O Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) intermediou a discussão, que poderá ter um fim hoje.

Com a recusa da Anvisa em disponibilizar um agente, a empresa responsável pelo cargueiro Tasman contratou um profissional de saúde, que deverá atestar as condições sanitárias da embarcação.

Se o profissional detectar possíveis sinais de doenças contagiosas, os práticos não vão realizar a manobra de entrada no estuário e de atracação, programada para o Armazém 29, na Margem Direita do Porto (Santos). Se estiver tudo regular a bordo, o procedimento será realizado normalmente,conforme acordado entre as entidades envolvidas na noite de ontem.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/03/2015

E SURGE A DOCAS DE SANTOS
Publicado em 03/31/2015 as 03:46 PM

Ao chegar no Porto de Santos, os navios ancoravam no meio do estuário e as cargas eram descarregadas em pequenos barcos, que as traziam até as pontes dos armazéns, os trapiches.

Escravos faziam o transporte dessa mercadoria até os galpões, construídos em madeira, escuros e insalubres. Era assim que funcionava o Porto em 1870.

Nessa época, o Império não passava por um bom momento e, diante da pressão de exportadores de café para que a infraestrutura portuária melhorasse, a escolha foi passar a administração do Porto de Santos para a iniciativa privada.

Caberia a ela construir com seu próprio dinheiro uma estrutura de cais e atracação. Em troca, teria o direito de explorar o novo complexo por 90 anos.

O projeto, porém, ficou no papel durante anos. Apenas em 1886, a concorrência para a construção e concessão do cais chamou a atenção de seis investidores.

Os vencedores do processo foram conhecidos dois anos depois. Era o grupo liderado por Eduardo Guinlee Cândido Gafrée, então comerciantes no Rio de Janeiro. Eles formaram a Companhia Docas de Santos (CDS), que em 2 de fevereiro de 1892, entregou os primeiros 260 metros de costado, localizados na direção do atual Armazém 4, no Centro.

Nessa época, a Docas se preocupava tanto com a construção e a operação do cais como com o saneamento da região portuária – durante as obras, vários operários morreram de doenças infectocontagiosas, como febre amarela, a malária, a peste bubônica, a varíola e a tuberculose. Devido a estes problemas, Santos teve a primeira greve do País em 1897, motivada por um acidente em um navio.

Esses protestos ficaram ainda mais fortes, com a chegada de imigrantes, que traziam ideais socialistas à Cidade. Além da implantação do cais, a CDS também foi responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fornecia a eletricidade necessária ao Porto e ainda abastecia a Cidade (parte da energia de Itatinga era comprada por The City of Santos Improvements Company, que a distribuía no município).

A família Guinle ainda teve papel estratégico no crescimento de Santos, com a abertura de ambulatórios e fábricas de ferramentas, material ferroviário e guindastes. A Companhia Docas de Santos ficou à frente do Porto até o término de sua concessão, em 1980. Nesse ano, ela foi substituída pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, sociedade de economia mista controlada pela União (que tem 99,97% de suas ações).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 31/03/2015

INDÚSTRIA NAVAL DE CINGAPURA DIZ QUE RECEBEU MAIS INFORMAÇÕES SOBRE 'LAVA JATO'
Publicado em 03/30/2015 as 03:23 PM

A companhia de indústria naval SembCorp Marine, de Cingapura, informou nesta segunda-feira, 30, que recebeu mais informações sobre os contratos de suas subsidiárias que são alvo de investigação de autoridades brasileiras na operação 'Lava Jato'.

A SembCorp confirma que suas subsidiárias mantinham contratos de sondas de perfuração com subsidiárias da Sete Brasil, empresa criada em 2010 com o propósito de viabilizar a construção de sondas para exploração de petróleo e gás do Pré-Sal. A companhia pertence a vários investidores, entre eles a Petrobras e os fundos de pensão Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Valia (mineradora Vale).

A SembCorp afirma que recebeu uma cópia de um acordo judicial entre as autoridades brasileiras e um ex-gerente de engenharia da Petrobras, no qual o gestor faz acusações contra um indivíduo que teria atuado como consultor nos contratos da Sete Brasil com empresas comprometidas com subsdiárias da SembCorp.

A empresa de Cingapura diz que não pode comentar sobre as alegações, mas que suas próprias investigações internas continuam. A companhia reafirma a sua "rigorosa" política antisuborno e diz que não vai tolerar "qualquer conduta comercial imprópria."

Em 2011, a Sete Brasil venceu licitação da Petrobras para a operação de 21 sondas do pré-sal. Para tocar as obras, firmou 21 contratos no valor total de US$ 22 bilhões com cinco estaleiros. Segundo o ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro Barusco, delator da Lava Jato, cada estaleiro tinha o seu operador responsável pelo pagamento de propinas.

À 1h48 (de Brasília), as ações da SembCorp caíam 0,67% na Bolsa de Cingapura. Fonte: Dow Jones Newswires.
Fonte : O Estadão
Data : 30/03/2015

TOCANTINS INAUGURA PORTO ESTRATÉGICO PARA LOGÍSTICA DO PAÍS
Publicado em 03/30/2015 as 03:23 PM

O Ecoporto Praia Norte, no extremo norte do Tocantins, teve sua primeira etapa inaugurada nessa sexta-feira, 27; a estação de transbordo de cargas é o primeiro porto fluvial interestadual e terá papel estratégico no fluxo logístico do país, ligando o Tocantins ao oceano Atlântico, tornando viável a navegação até Belém, no Pará, passando pela eclusa de Tucuruí; também encurta a distância da produção da Zona Franca de Manaus para as regiões Sul e Sudeste do Brasil; "Nossos produtos seguem daqui direto para a Europa, para os Estados Unidos, porque temos condições adequadas de transporte fluvial. Toda a região do Bico vai ganhar muito com a industrialização", afirmou o governador Marcelo Miranda; Ecoporto Praia Norte é administrado pela empresa Eurolatina, que investiu R$ 30 milhões no empreendimento

A região do Bico do Papagaio recebeu nesta sexta-feira, 27, um empreendimento que promete acelerar o desenvolvimento do extremo-norte tocantinense. A primeira fase da obra do Ecoporto Praia Norte foi inaugurada com a presença do governador Marcelo Miranda (PMDB). O Ecoporto é uma estação de transbordo de cargas e o primeiro porto fluvial interestadual, com papel estratégico no fluxo logístico do país, ligando o Estado ao oceano Atlântico.

"O Tocantins está incluído no mercado internacional. Agora, nossos produtos seguem daqui direto para a Europa, para os Estados Unidos, porque temos condições adequadas de transporte fluvial. Toda a região do Bico vai ganhar muito com a industrialização, a chegada de novas empresas e investimentos", afirmou o governador.

O Ecoporto está localizado no município de Praia Norte, a 639 quilômetros de Palmas, no Rio Tocantins. Ele torna viável a navegação até Belém, no Pará, passando pela eclusa de Tucuruí. "Esse rio une estados e países. Agora, vamos unir forças de infraestrutura, tributária, operações rodoviárias e armazéns. Essa é apenas a primeira fase. Foi difícil, mas, com persistência, foi possível e vamos conseguir também concretizar as próximas etapas", afirmou o presidente do empreendimento, Klaus Weyard.

A obra teve autorização e acompanhamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac). "De agora em diante, temos um rio em que a maior parte do ano se navega. Temos infraestrutura para receber os produtos e levar até o Atlântico. Um modal com qualidade e competitividade com relação aos outros meios de transporte, como a ferrovia. Em breve, várias empresas transportadoras de produtos estarão instaladas aqui", disse Adalberto Torkarski, diretor da Antac, durante a solenidade.

O início do projeto do Ecoporto se deu em 2007, quando o estudo técnico de viabilidade foi apresentado ao Governo, na época também administrado por Marcelo Miranda. Nessa primeira fase, o Ecoporto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 30 milhões, da iniciativa privada. A navegabilidade está garantida por sete meses do ano, durante o período de chuvas. Na época de seca, o Pedral de São Lourenço, localizado no trecho do rio que passa pela cidade paraense de Itupiranga, impede a navegação quando a vazão da água diminui.

O porto

O Ecoporto Praia Norte é uma empresa de capital fechado, instalado no município de Praia Norte, numa área de 744.000m² na margem esquerda do rio Tocantins, a aproximadamente 600 km de distância da Capital, Palmas, a 70 km da cidade de Imperatriz, no Sul do Maranhão, e a 200 km da cidade Marabá, no sudeste do Pará.

Quando estiver em operação, o empreendimento será uma Plataforma Logística Multimodal de cargas oriundas da bacia amazônica e que abastecem, atualmente, todo o mercado interno brasileiro.

Pelo Porto de Praia Norte, poderão seguir commodities do centro do Brasil em direção ao porto de Belém, no Pará, bem como receber, numa rota mais curta, produtos acabados do Polo Industrial de Manaus para as regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil. O porto também estará integrado com grandes projetos ferroviários, como as ferrovias norte-sul e leste-oeste, e contribuirá para a área alfandegada do aeroporto de Palmas.

Recuperação do asfalto

Durante a solenidade de inauguração, o governador Marcelo Miranda anunciou a recuperação das estradas do Bico do Papagaio. Uma ação emergencial do Departamento de Estradas de Rodagem (Dertins) já está atuando em três frentes de trabalho, para acabar com os buracos em 700 quilômetros de rodovias, na região norte do Estado.

O prefeito da cidade de Praia Norte, Jader Pinheiro, comemorou a notícia. "O Ecoporto mudará a cara e a identidade social da nossa gente. Esse modal hidroviário, logo será o principal modal do país. O que nos faltava para crescer ainda mais era a infraestrutura rodoviária, mas o Governo do Estado já iniciou a recuperação de nossas estradas, o que nos deixa muito otimistas", disse.

Também participaram da solenidade, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), o deputado federal César Hallum (PRB), os deputados estaduais Rocha Miranda (PMDB), José Bonifácio (PR) e Amélio Cayres (SD), além de vários gestores municipais. Muitos empresários e investidores do Brasil e de países europeus, como a Alemanha, Bélgica, França e Holanda, também estavam presentes. (Com informações da Secom)
Fonte : Plantão Brasil
Data : 30/03/2015

“SERGIPE É O ÚNICO ESTADO QUE NÃO ESTÁ RECEBENDO INVESTIMENTOS FEDERAIS NO PORTO”
Publicado em 03/30/2015 as 03:22 PM

No cargo há menos de dois meses, o diretor-presidente da Codise, Sérgio Reis, vai direto ao assunto quando questionado sobre as suas metas: melhorar a infraestrutura do Estado para captar novos investimentos é o ponto central.
Por: Max Augusto/ Equipe JC

No cargo há menos de dois meses, o diretor-presidente da Codise, Sérgio Reis, vai direto ao assunto quando questionado sobre as suas metas: melhorar a infraestrutura do Estado para captar novos investimentos é o ponto central. Para isso, ele diz que é preciso resolver dois grandes gargalos: a interiorização do gás natural e a melhoria da infraestrutura portuária. Nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE, ele explica que foi iniciado um estudo sobre a taxa de ocupação e saturação dos distritos industriais em Sergipe e afirma que o Estado é estrategicamente bem localizado, o que facilita a atração de indústrias. Aliás, a meta do governador, segundo Sérgio, é trazer o dobro do número de indústrias que chegaram ao Estado nos últimos quatro anos – gerando o dobro de empregos. Confira a entrevista.



JORNAL DA CIDADE - Qual o seu diagnóstico, quando assumiu a Codise? Os trabalhos estavam sendo realizados a contento? O que precisa melhorar?

http://jornaldacidade.net/sgw/data/inc_thumb3.php?arquivo=1/news/232/c9768922f5d0e26c268e363c71d8b5ce.jpg&largura=346

SÉRGIO REIS - Nós encontramos a Codise a contento, bem estruturada e organizada. Ficou faltando apenas alguns ajustes que não foram feitos na gestão passada por falta de tempo e que serão concluídos nessa nova gestão. Precisamos melhorar a questão da gestão da tecnologia de informação (TI), assim como aprimorar e disponibilizar pelas redes sociais e internet as ações da Codise, bem como informar melhor a população sobre a sua função.

JC - Quais são os planos para a sua gestão? Alguma iniciativa já está sendo elaborada?

SR - Melhorar a infraestrutura do Estado para captar novos investimentos. Para isso, é fundamental resolver dois grandes gargalos no Estado: a interiorização do gás natural e a melhoria da infraestrutura portuária. No mês de abril estaremos realizando dois eventos no Centro de Convenções de Sergipe. No dia 19, promoveremos um encontro com empresários para apresentação dos mecanismos de incentivo do Estado. Já no dia 29 realizaremos o encontro com gestores municipais de indústria, comércio, serviços e finanças para apresentação da política estadual de incentivo. Iniciamos ainda um estudo sobre a taxa de ocupação dos distritos industriais, índice de saturação dos distritos existentes, tempo médio de ocupação das indústrias no território e vocação territorial.Alguns países estão apostando nas “indústrias criativas” como propulsor do desenvolvimento, empregabilidade e inovação. Vamos trabalhar para inserir o Estado de Sergipe neste contexto.

JC - Há novas empresas vindo para Sergipe? Como está sendo feita essa atração? Há previsão da chegada de quantas empresas e indústrias?

SR - Sim. Sergipe hoje é um Estado que é estrategicamente bem localizado. Existe uma demanda muito grande de indústrias que querem se instalar no Estado e essa atração está sendo feita através de carta que estamos enviando aos empresários em todo o Brasil, bem como fazendo visitas estratégicas a alguns segmentos. A meta do governador Jackson Barreto é conseguir dobrar nesses quatro anos o número de empresas e empregos dos últimos quatro anos. Vamos trabalhar nessa direção.

JC - Um dos gargalos para a atração de grandes indústrias para Sergipe é o nosso porto. O governo planeja melhorar e modernizar o porto de Sergipe?

SR - O porto realmente é um grande gargalo. Eu e o deputado federal Fábio Reis estivemos em Brasília conversando com o secretário dos Portos, que é deputado federal do PMDB de São Paulo, Edinho Araújo. Ele se comprometeu a vir a Sergipe e colocar sua equipe técnica para que, junto com técnicos da Codise, possam criar grupos de trabalho visto que o porto está sob administração da Vale, que é uma empresa privada. A ideia é tentar fazer um modelo igual à P-100, no Ceará, que é uma PPP [Parceria Público-Privada]. Sergipe é o único Estado da federação que não está tendo investimento do Governo Federal para essa finalidade. O ministério se mostrou muito interessado em resolver esse problema e ajudar na confecção dessas melhorias.

JC - A ZPE já está em funcionamento? Qual a previsão para o funcionamento e quantas empresas estarão lá?

SR - Ainda não. Para a ZPE funcionar é preciso acabar com o grande gargalo, que é a infraestrutura portuária. O Porto de Sergipe ainda não possui guindaste para que se possa fazer o transporte de container, que é fundamental para as empresas exportadoras. Já estamos solicitando reunião com o diretor da Vale, onde os técnicos da Secretaria dos Portos também estarão presentes para discutirmos soluções para este problema. Esta é uma grande preocupação do governador Jackson Barreto.

JC - Em visita ao ministro do Turismo, o senhor cobrou a construção da nova ponte entre Alagoas e Sergipe. Qual seria o impacto dessa obra? É um desejo antigo, há perspectivas dela sair do papel?

SR - Essa é uma grande obra para o Estado de Sergipe. O governador Jackson Barreto vem batalhando por ela há algum tempo. Ela é fundamental para desenvolver o turismo no Baixo São Francisco. Há empresários interessados em investir no turismo na região, com a construção de hotéis, pousadas e resort, o que promoveria o desenvolvimento socioeconômico da região e geração de emprego e renda para uma das regiões mais carentes do Estado.  

JC - O senhor esteve em Brasília e participou de reuniões com a presidência da CNI. Há previsão de parcerias com a Codise? Em que sentido?

SR - Estive na Confederação Nacional das Indústrias (CNI) propondo parcerias no sentido da promoção de pesquisas de mercado e parcerias em tecnologia para melhorar o sistema de informação e de tecnologia da informação (TI) da Codise para melhorar promoção das atividades socioeconômicas do Estado.

JC - O deputado Fábio Reis foi escolhido vice-líder do PMDB na Câmara. Fábio é também muito próximo do presidente Eduardo Cunha, que alguns avaliam como o político mais forte do Brasil. Isso pode ser bom para Sergipe? Como?

SR - Não tenho dúvidas que não é só bom para Sergipe como para o Brasil. O deputado Fábio Reis tem recebido missões importantes do PMDB para relatar projetos e defender os interesses do partido e do povo brasileiro na Câmara Federal. A facilidade no contato ajuda a celebrar as reivindicações e demandas que sempre chegam ao nosso Estado.

JC - Em Lagarto, a família Reis terá candidato na eleição de 2016? Fala-se que o ex-prefeito Jerônimo Reis poderá ser candidato, é verdade?

SR - O prefeito Lila Fraga tem o direito a reivindicar a sua reeleição. Ele tem dito publicamente que não será candidato a reeleição, mas isso é um assunto que iremos tratar no momento oportuno. O momento agora é de trabalho e de levar investimentos para o estado como o deputado Fábio Reis tem feito.

JC - Falando em Lagarto, o senhor sugeriu a criação de um distrito industrial no município. A proposta pode mesmo ser executada, há previsão?

SR - Esse é um assunto que nós estamos trabalhando com muita ênfase. É uma demanda antiga da cidade, que é um polo regional e que vem perdendo investimentos com a captação de novas indústrias pela falta de um polo industrial. Recebi recentemente a visita do secretário da Indústria e Comércio do município, Rilley Oliveira, quando tratamos de assuntos para construção de alguns galpões em áreas que seriam cedidas pelo município, o estudo para a viabilidade da construção de um distrito industrial e o Centro Vocacional Tecnológico, o CVT. Lagarto reúne uma universidade de Medicina, está em construção um shopping com quase 150 lojas, que irá gerar mais de 1.500 empregos diretos. É necessária a implantação dessa infraestrutura que irá desenvolver não só o Município de Lagarto, mas toda a região Centro-Sul do Estado.
Fonte: Jornal da Cidade
Data : 30/03/2015

PMDB ADMITE ENTREGAR PASTAS
Publicado em 03/30/2015 as 03:21 PM

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse na sexta-feira que o PMDB, partido do qual é presidente, está disposto a perder ministérios caso a presidenta Dilma Rousseff decida reduzir o número de pastas, hoje em 39. Atualmente, peemedebistas comandam os ministérios dos Portos, de Minas e Energia, da Aviação Civil, da Pesca, da Agricultura e do Turismo. Reuters
Fonte: Brasil Econômico
Data : 30/03/2015

CRISE ECONÔMICA DEVE TER IMPACTO LIMITADO NO SETOR
Publicado em 03/30/2015 as 03:21 PM

Os investidores privados aguardam com ansiedade a definição de regras para licitação de novos arrendamentos portuários em portos organizados do país, assim como a liberação de novas autorizações para a construção de terminais privativos. O Plano de Investimento em Logística do governo brasileiro previa investimento total de R$ 54,6 bilhões entre 2012 e 2017 no setor. Só os investimentos já autorizados em Terminais de Uso Privativo somam R$ 11 bilhões.

Os Terminais Públicos, por sua vez, serão licitados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em quatro blocos, somando investimentos de R$ 15,8 bilhões. O arrendamento das 29 áreas incluídas no Bloco 1, localizadas no Porto de Santos e nos Portos de Belém, Vila do Conde, Santarém, Miramar e Outeiro, na Região Norte, deve somar R$ 5,7 bilhões.

Para Carolina Gregório, sócia-diretora da consultoria BF Capital, a demanda é grande e não será afetada pelo desaquecimento da economia em 2015. "É um setor com uma demanda represada muito grande, que não vai sofrer tanto o impacto desse cenário de curto prazo", avalia.

O maior entrave, segundo ela, é a indefinição das regras para os leilões. "Há um modelo em estudo que prevê a concessão para quem oferecer uma combinação de maior movimentação de carga e menor tarifa", observa Carolina. "A ideia de combinar os dois critérios é boa, mas a imposição de um teto para a tarifa preocupa os investidores, porque isso tira a flexibilidade para a gestão do negócio."

Ricardo Arten, diretor da APM Terminals, uma das maiores operadoras de terminais portuários do mundo, no Brasil, crê que seria importante o governo igualar as condições regulatórias entre os operadores de Portos Públicos e de Terminais de Uso Privado (TUP). "Não é um jogo justo. Os processos de aprovação dos terminais privados têm sido mais rápidos", diz.

Apesar dessa ressalva, Arten afirma que a APM Terminals continua bastante interessada no mercado brasileiro. "Nos blocos que serão arrendados em portos públicos, temos interesse nas licitações de Manaus e de Suape (PE)", explica. A empresa, que já opera terminais nos portos públicos de Itajaí (SC), Pecém (CE) e Santos, onde detém 50% do terminal da BTP, também pretende investir em terminais privativos. "Estamos estudando locais para investir nas regiões Sul e Sudeste."

Marcelo Araújo, presidente do Grupo Libra, por sua vez, lembra que a Libra Terminais estava pronta para participar da licitação do segundo terminal de contêineres de Suape, quando o leilão foi adiado para mudanças na legislação. "Continuamos interessados em uma posição no Nordeste, seja em terminal público ou privado, e estudamos a possibilidade de um terminal privado no Sul", conta.

Araújo também lamenta a demora do governo em definir regras para as licitações. "Os leilões precisam ser regulares, porque se não você desmobiliza as equipes formadas para os projetos. Além disso, as regras precisam de estabilidade no longo prazo. Não dá para mudar o marco regulatório a cada seis anos. O investimento fica muito arriscado", argumenta.

Além dos investimentos em novos arrendamentos e terminais, os operadores se movimentam para modernizar as instalações existentes e melhorar as condições de competitividade nos portos do país. A Embraport, por exemplo, está investindo R$ 50 milhões na construção de um ramal ferroviário e de um armazém alfandegado em seu terminal no Porto de Santos. As duas obras devem estar prontas até o final do ano.

Os novos serviços fazem parte da estratégia da companhia para se tornar um provedor logístico completo e não apenas um movimentador de carga. O terminal da Embraport em Santos representou um investimento total de R$ 2,3 bilhões. "É muito importante que tenhamos entreposto, serviço de 'crossdocking' e ferrovia. Essas facilidades levam o cliente a enxergar a Embraport como uma opção global", diz Ernst Schulze, presidente da empresa.

Também há uma série de investimentos em ampliação e modernização de equipamentos aguardando definição da Secretaria Especial de Portos e da Antaq sobre a renovação antecipada da concessão de terminais. É o caso do plano de investimentos total de R$ 1 bilhão da Libra Terminais no Porto de Santos. "Estamos aguardando a aprovação dos órgãos reguladores", diz Araújo, do Grupo Libra.

Segundo Araújo, o plano de investimentos será concretizado em duas fases, ao longo de um período de quatro anos, e inclui a extensão do berço de atracação do terminal para 1.315 metros. "Com isso seremos capazes de receber simultaneamente três cargueiros de até 400 metros de extensão cada um", diz.

Arten, da APM Terminals, conta que a empresa tem um plano aprovado junto à matriz da empresa, na Holanda, para investir R$ 160 milhões em seu terminal no Porto de Itajaí, esperando a renovação da concessão. "Também queremos tornar o Porto de Pecém a porta de entrada para cargas da Ásia no país, quando as obras do Canal do Panamá estiverem prontas", diz.

No terminal da BTP em Santos, em que a APM Terminals tem participação, não estão previstos novos investimentos de grande porte. "É um terminal de última geração, que não fica nada a dever aos mais modernos da Ásia", justifica Arten. "Além disso, com os novos terminais instalados no Porto, o gargalo acabou. Santos tem hoje excesso de oferta."

No Paraná, a renovação antecipada da concessão do Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, por sua vez, já destravou um plano de investimentos de R$ 1,1 bilhão. Na primeira fase, que vai até 2018, serão investidos R$ 540 milhões na ampliação e adequação do terminal, incluindo a expansão do cais de atracação, que ganhará mais 220 metros, passando a contar com 1.099 metros de extensão; a construção de dolphins exclusivos para a atracação de navios que fazem o transporte de veículos; e a ampliação da retroárea do terminal, que hoje conta com 320 mil m2 e que será ampliada para cerca de 500 mil m2.

Ao final do período, o TCP ampliará a sua capacidade dos atuais 1,5 milhão de TEUs para 2,5 milhões de TEUs.
Fonte: Valor Econômico/Carlos Vasconcellos | Para o Valor, do Rio
Data : 30/03/2015

ARRENDATÁRIAS GARANTEM OPERAÇÃO COM LIMINARES
Publicado em 03/30/2015 as 03:19 PM

Ao menos na esfera administrativa, é provável que já tenham sido esgotadas as possibilidades de resolução da situação de cerca de 30 empresas que operam terminais portuários com contratos anteriores a 1993, que, de acordo com a nova Lei dos Portos - Lei 12.815/2013 -, não têm direito à renovação.

Nas consultas e nos pedidos de reconsideração encaminhados à Secretaria Especial de Portos (SEP), à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), os três órgãos deixaram claro que vão seguir a nova lei e não há possibilidade de aceitação dos argumentos dos arrendatários com contratos pré-93 de que a lei dos portos anterior (Lei 8630/1993) havia determinado a adequação desses terminais.

"Temos de cumprir o que está na Lei 12.815/2013, que determina a licitação dos contratos vencidos. Só estamos aguardando a liberação do TCU para iniciar a licitação desses arrendamentos", declara Edinho Araújo, ministro-chefe da SEP. Mesmo ciente de que muitas empresas já estão com ações na Justiça, ele diz que isso não modifica o entendimento da secretaria.

"Qualquer um que se sinta prejudicado tem o direito de recorrer ao Judiciário, mas nosso objetivo final é atrair investimentos", diz. "O sistema portuário brasileiro já está se modernizando com os novos terminais privados e com a ampliação dos terminais existentes com contratos posteriores a 1993, que têm direito à renovação", reitera.

Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), ainda tem esperanças de que mesmo o veto da presidente Dilma - ao artigo 56 da nova lei que garantia a renovação - ainda ofereça uma brecha para que a decisão possa ser revista.

Na justificativa ao veto, a presidente declara que "tal proposta viola o princípio constitucional da separação de Poderes, ao retirar do Poder Executivo a prerrogativa de avaliar a conveniência e a oportunidade de eventuais prorrogações daqueles contratos."

"No veto, fica claro que a presidente não quis que o Congresso interferisse em atribuições do poder concedente, que é o Poder Executivo. Será um erro colocar os terminais em licitação, pois a maior parte já está operando por meio de liminares e vai questionar os editais de licitação na Justiça", alerta Manteli.

O porte e o perfil estratégico das atividades das empresas nessa situação surpreendem. Segundo dados da Antaq, existem até o momento 46 empresas autorizadas a firmar contratos de transição até que sejam licitados os terminais. Dessas, apenas 11 assinaram de fato os contratos de transição: Transpetro (Santos e Cabedelo); Agil (Imbituba); Conab (Itaqui); Centro Sul Serviços Marítimos, Bunge, Cotriguaçu e Coamo (Paranaguá); Amapá Florestal Celulose (Macapá); Cia Brasileira de Alumínio - CBA e Vopak (Santos).

Outras 16 empresas estão operando por meio de liminar sendo oito em Santos (Rodrimar, CBA, Granel Química, pool formado por Basicitrus / Citrovita / Louis Dreyfus / Conbra-Frutesp, Fisher Agroindústria, SPE Pérola, Termares e Deicimar); uma em Belém/Miramar (Supergasbrás); uma em Paranaguá (Centro Sul Serviços Marítimos), uma em Salvador (Intermarítima Portos e Logísticas), duas em Aratu (Braskem e Paranapanema), duas em Vitória (Polimodal e Rhodes) e uma em Itaqui (Moinho Cruzeiro do Sul).

"São dezenas de empresas operando de maneira precária com contratos emergenciais e liminares, que não garantem segurança. Não há vontade política do governo para prorrogar esses contratos e não há nada que garanta que se consiga algo em uma ação judicial", diz Henrique Kruger Frizzo, sócio da área de direito público, administrativo e regulatório do Trench, Rossi e Watanabe, que representa quatro empresas

Ele conta que uma das empresas conseguiu contrato emergencial para uma área e para outra não; em outra, o escritório recorreu ao TCU que deu um posicionamento claro de que não concorda com a renovação. O Tribunal entende que toda concessão deve ser precedida de licitação, que a renovação é um novo contrato, e, portanto, exige licitação. "Sempre iniciamos os processos pela SEP e pela Antaq, pois temos de percorrer todas as etapas, mas já sabemos que não teremos sucesso na esfera administrativa", diz Frizzo.

Não é o que considera Jorge Luiz Oliveira, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), para quem o setor tem uma situação específica que não foi tratada na nova lei: o fato de ser uma atividade essencial e não atuar como operador portuário. O Sindicom conta com quatro associadas com contratos pré-93: Ipiranga, BR Distribuidora, Raizen e Sabá, que têm áreas vencidas ou a vencer no Norte e no Nordeste.

"O porto, para nós, não é uma atividade fim - sequer temos tarifa - mas sim um meio para entregarmos o combustível às revendas, a clientes industriais e a termelétricas. Como Sindicom, ainda acreditamos na possibilidade de resolver a questão tanto no TCU, quanto na Antaq e na SEP", diz Oliveira. Ele cita a representação encaminhada ao TCU questionando itens do edital de licitação do Pará, em que muitas das recomendações foram aceitas. "Isso não elimina a prerrogativa das empresas recorrerem à Justiça quanto a uma situação específica. Não somos contrários à licitação, mas queremos que ela se apoie na resolução da SEP, que visa à contratação pelas Cias Docas de serviços não portuários", afirma Oliveira.
Fonte: Valor Econômico/Carmen Nery | Para o Valor, do Rio
Data : 30/03/2015

AJUSTE PÕE EM RISCO CONCESSÕES DE FERROVIAS
Publicado em 03/30/2015 as 03:19 PM

Infraestrutura Ministro da Fazenda é contra a emissão de títulos públicos em favor da Valec para garantir contratos

Se já não bastassem a desconfiança e o desinteresse do setor privado, o programa federal de concessões de ferrovias agora esbarra também na equipe econômica. Com dificuldades para implementar o ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não está disposto a comprometer dezenas de bilhões de reais nas garantias necessárias para viabilizar o plano.

Pelo modelo definido em 2013, a estatal Valec, vinculada ao Ministério dos Transportes, se compromete a adquirir toda a capacidade de carga das ferrovias, com o objetivo de dar segurança ao empreendedor contra os riscos de demanda. Para garantir que a estatal terá condições de arcar com os desembolsos ao longo de todo o período da concessão, o governo se comprometeu a emitir R$ 15 bilhões em títulos públicos em favor da Valec. Segundo apurou o Valor, Levy é contra a operação.

Diante disso, caem a zero as chances de que alguma ferrovia entre na nova rodada de concessões que a presidente Dilma Rousseff quer anunciar em breve. Até agora, o governo só confirmou a intenção de conceder mais três aeroportos (Salvador, Florianópolis e Porto Alegre) e os serviços de dragagem em três portos (Santos, Paranaguá e Rio Grande). Há também o desejo de incluir quatro trechos rodoviários e alguma hidrovia.

Para as estradas de ferro, sobra como opção o lançamento de pacote de obras previstas no Programa Nacional de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas. A ideia é que as concessionárias invistam em melhorias na malha atual, possivelmente em troca de extensões de seus contratos. Além disso, há esperança de que possa ser concedido trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional (TO) e Estrela d'Oeste (SP). Como o trecho está sendo construído pela própria Valec, a avaliação é de que a concessão isolada da operação tenha menor risco e, portanto, maior potencial de atrair interessados.

De acordo com o diretor de ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Carlos Fernando do Nascimento, uma nova audiência pública para discutir a concessão deste trecho deve ocorrer em abril. Ele diz que a autarquia não foi informada sobre qualquer veto da Fazenda ao modelo de concessão e que, ao menos por enquanto, o governo segue trabalhando para licitar a construção de novas ferrovias.

Nascimento reconhece, no entanto, que desde novembro do ano passado o processo está parado. A data coincide com o momento em que representantes do setor privado alegam ter sido feito o último contato do governo para tratar das concessões. Na mesma época, foi enviada aos empreendedores apresentação da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, com detalhes sobre os mecanismos de garantia. O objetivo do documento, ao qual o Valor teve acesso, era detalhar os mecanismos e, assim, afastar temores sobre o modelo. Não funcionou. Nas empreiteiras, a mensagem é de "absoluto desinteresse" pelas obras do programa.

É justamente por esse motivo que ainda está encalhado o edital do primeiro trecho, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). O estudo de viabilidade foi aprovado no final de 2013 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas apenas o grupo espanhol OHL manifestou interesse em participar da licitação. Temendo um fracasso retumbante, o governo segurou o projeto, que segundo o setor privado terá que ser revisitado antes de um eventual relançamento.

Especialista em infraestrutura ferroviária, o advogado Leonardo Coelho, do escritório LL Advogados, diz que a necessidade de ajuste fiscal e os desdobramentos da Operação Lava-Jato servirão para enterrar o precário modelo apresentado para as concessões ferroviárias. "Diante do quadro atual, imaginar que o governo vá aportar tanto dinheiro na Valec, sem a menor garantia de que capacidade adquirida pela empresa será revendida, não faz o menor sentido."

Segundo Coelho, a desverticalização do setor, imposta pelo novo modelo, limitou às empreiteiras o universo de interessados em construir ferrovias. "Com as dificuldades de crédito e a imagem arranhada pelos escândalos de corrupção, é ínfima a chance de que alguma participe dos leilões." (Colaborou Daniel Rittner, de Brasília)
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

LIMINAR SUSPENDE LICITAÇÃO EM SANTOS
Publicado em 03/30/2015 as 03:19 PM

A licitação para a contratação da dragagem no porto de Santos (SP) pela Secretaria de Portos (SEP) foi suspensa na sexta-feira, minutos antes de as propostas serem apresentadas.

A Coencil Construções e Empreendimentos Civis Ltda obteve liminar interrompendo o processo. A empresa alegou que os documentos de habilitação exigidos no edital para as concorrentes estrangeiras não são claros.

Segundo a empresa, o edital deixa a "bel-prazer" do poder concedente - a SEP - a deliberação sobre o preenchimento dos requisitos de habilitação. A juíza federal de plantão Edna Márcia Silva de Medeiros Ramos deferiu o pedido em razão do "caráter precário dos provimentos dados em plantão judicial" e da falta de tempo para examinar toda a documentação.

O mandado de segurança com pedido de liminar foi protocolado pela Coencil na Justiça Federal às 22h30 de quinta-feira, véspera da licitação. A liminar foi concedida às 23h48 do mesmo dia. O ministro da SEP, Edinho Araújo, lamentou a decisão. "Acredito na Justiça para retomar o processo licitatório o mais rápido possível", disse.

A dragagem em Santos é considerada o maior projeto do governo dentro do programa de desassoreamento dos portos e está orçada em quase R$ 375 milhões. A concorrência está sendo feita via Regime Diferenciado de Contratações (RDC) Eletrônico. O vencedor da licitação arcará também pelos projetos básico e executivo.

Pela primeira vez, um mesmo contrato vai dragar canal de acesso, bacias de evolução e berços de atracação em Santos, evitando descompasso entre profundidades. O empreendimento prevê ampliar a calha do canal de navegação do estuário e das bacias de acesso aos berços dos quase 15 metros atuais para 15,4 ou até 15,7 metros. Já os berços públicos terão profundidades de projeto restabelecidas e, em alguns casos, ampliadas.

Essa é a 3 ª tentativa da SEP de contratar dragagem completa do porto de Santos. Outras duas fracassaram, ambas em 2014, porque os preços ofertados ficaram muito acima do orçamento-base.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

PORTOS
Publicado em 03/30/2015 as 03:19 PM

Com referência à matéria publicada no suplemento Portos do jornal Valor intitulada “Programa de desburocratização enfrenta problemas” a Receita Federal esclarece:

a) o Porto sem Papel cuida apenas dos processos de atracação e desatracação de navios e não trata da coordenação e articulação entre órgãos anuentes para a liberação de cargas;

b) o projeto de governo que trata da coordenação para a liberação de mercadorias é o Portal Único do Comércio Exterior, que irá redesenhar e harmonizar, para todos os modais (marítimo, aéreo, terrestre e dutos), os processos associados à importação e exportação. O Porto sem Papel e o Portal Único estão em processo de integração e continuarão com desenvolvimento conjunto para garantir que usuários apresentem informações e dados uma única vez e possam acompanhar os processos no mesmo ambiente;

c) embora a Receita Federal tenha prerrogativa legal para não autorizar a atracação ou desatracação de navio, nos últimos cinco anos não há registro de sua utilização nem uma única vez. O padrão operacional é pela autorização automática e imediata (ou seja, não intervimos para autorizar caso a caso, mas podemos intervir para impedir a operação). O eventual impedimento de atracação/destracação de navios requer a manifestação ativa do órgão e somente deve ser utilizada em casos extremos, à luz de fatos/informações concretas que aponte riscos de ameaças à sociedade ou de existência de contrabando. O controle da Receita Federal é muito mais focado sobre as cargas e suas movimentações do que propriamente sobre o navio, até porque o navio pode ser inspecionado pelo órgão durante o período em que estiver em operação ordinária (ou seja a Receita Federal pode exercer todos os seus controles sem provocar atrasos ou acarretar custos adicionais injustificados);

d) no que concerne à prestação de informações de cargas, a integração Porto sem Papel e Siscomex Carga/Mercante teve sua primeira etapa concluída e as informações são apresentadas pelos operadores uma única vez, com comunicação automática entre os sistemas.

Daniel Tavares Vale Alencar Chefe da Divisão de Imprensa da Secretaria da Receita Federal
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

ITAÚ ASSUME 6% DA PRUMO
Publicado em 03/30/2015 as 03:19 PM

O banco Itaú tornou-se um novo acionista minoritário da Prumo Logística, antiga LLX.

O banco executou ações da empresa dadas em garantia por Eike Batista e passou a deter 6,43% do capital social da empresa, que tem como ativo o Porto do Açu, no norte do Rio. A participação de Eike na empresa foi reduzida para 0,26%. Em fato relevante, a Prumo informou que recebeu correspondências de Eike e do Itaú sobre a operação. Na carta à Prumo, Eike afirmou: "A redução de participação decorreu de realização por terceiro [Itaú] de garantia real prestada e não tem por objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia." O Itaú reafirmou a posição também em carta. No fim de 2014, Eike já havia sido diluído com aumento de capital conduzido pelo controladora EIG Global Energy Partners, o qual injetou R$ 650 milhões na companhia. Com isso, Eike deixou de participar do grupo de controle, tornando-se minoritário. A EIG possui 74,3% do capital da Prumo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

HAMBURG SÜD BUSCA RENTABILIDADE FORA DA AMÉRICA DO SUL
Publicado em 03/30/2015 as 03:18 PM

Navegação Diversificação regional é aposta para driblar desaceleração na região, que inclui o Brasil

A Hamburg Süd, líder no transporte marítimo de contêineres na Costa Leste da América Sul (Brasil, Argentina e Uruguai), está expandindo a atuação em outros mercados para compensar o baixo crescimento e a pouca rentabilidade na região. Com isso, os volumes da América Latina, que hoje representam 70% das movimentações globais da companhia, passarão a responder por 60% ainda neste ano.

"Estamos diversificando sem tirar o foco da região. Vamos dar um salto no crescimento, mas infelizmente não no Brasil", disse Julian Thomas, diretor-superintendente da empresa no país. A Hamburg Süd foi fundada em 1871, na Alemanha, para fazer o transporte de cargas até o Brasil.

O grupo finaliza nesta semana a compra do braço de contêineres da Companhia Chilena de Navegação Interoceânica (CCNI), armador que tem no portfólio linhas entre América Latina (principalmente a partir da costa oeste), Ásia, Europa e América do Norte. Também está fechando acordos de compartilhamento de espaço com outros armadores em tráfegos onde tem pouca atuação.

Desde janeiro a Hamburg Süd tem comprado espaço em um serviço do armador francês CMA CGM que liga a Ásia ao Caribe e em outro serviço, também da CMA CGM, que conecta o Caribe ao porto de Manaus (AM).

Em maio, lançará uma linha entre Ásia, Caribe, Costa Leste dos Estados Unidos e Norte da Europa juntamente com a CMA CGM e a United Arab Shipping Company (UASC). Ainda sujeito à aprovação da agência americana que regula o transporte marítimo internacional, o serviço complementará a conexão da Ásia com o Leste dos Estados Unidos via Canal de Suez.

Já a partir de julho, a Hamburg Süd e a CMA CGM irão, junto com outros parceiros, reformular os serviços entre a Ásia e a América do Sul - detalhes não foram revelados. O diretor da CMA CGM para a Costa Leste da América do Sul, Laurent Calvino, diz que acordos como esses beneficiam os clientes com "custos eficientes, maiores possibilidades de desenvolver mercados, melhores tempos de trânsito e frequências".

Em 2014 o transporte marítimo em contêineres cheios (importações e exportações) cresceu apenas 1%, para 4,65 milhões de Teus (contêiner de 20 pés). Em igual período, os volumes movimentados pela empresa na costa leste da América do Sul subiram 5,4%, para 1,6 milhão de Teus. Mas o resultado foi puxado pelo bom desempenho da cabotagem no Brasil e não pelos tráfegos de longo curso, afirmou Thomas. "O mercado como um todo não cresceu. Foi colocada mais capacidade com navios grandes e o crescimento não foi suficiente para essa nova oferta. Não adianta crescer sem rentabilidade", disse.

Principal fluxo na região, respondendo por metade dos contêineres desembarcados, as importações da Ásia para a Costa Leste da América do Sul caíram 1% em 2014, para 1,5 milhão de Teus. Tirando 2009, quando a crise mundial derrubou o comércio internacional, o ano passado foi o pior da última década para a navegação na região, afirmou Thomas.

Análise semelhante tem a Maersk Line no Brasil, que defende a abertura de novos mercados via acordos bilaterais, sobretudo com a oportunidade do câmbio favorável. Diante do ano complicado, a companhia reduziu os navios empregados na rota entre o Brasil e a Europa, cortando em 25% a capacidade de um dos dois serviços nesse tráfego. "As perspectivas não são animadoras. É necessário voltar a exportar semi e manufaturados, e aí precisa ter uma constância e uma melhor produtividade, além do câmbio favorável. Vai levar tempo para reconstruir mercados que sumiram", afirmou Thomas.

Segundo o executivo, contudo, não está programada redução da capacidade empregada no Brasil. O objetivo é manter a participação no mercado - a Hamburg Süd respondeu por 21% dos contêineres importados ou exportados pelo país em 2014, segundo a consultoria Datamar. São 19 serviços na Costa Leste da América do Sul, diretamente ou via acordos de cooperação com demais armadores, sendo 13 de longo curso e seis de cabotagem.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

CABOTAGEM APARECE COMO ALTERNATIVA
Publicado em 03/30/2015 as 03:18 PM

A pressão dos custos sobre a cadeia logística tem levado empresas a procurar o negócio de cabotagem.

Em 2014, a base de clientes da Aliança Navegação e Logística cresceu 42%, chegando a quase 1.150 empresas.

Segundo Julian Thomas, diretor superintendente também da Aliança, que lidera o mercado da navegação doméstica em contêineres, cada vez mais a indústria percebe os benefícios de usar o navio no transporte de longa distância. A ideia é trabalhar de forma complementar ao caminhão, que geralmente faz o transporte final da carga entre o porto e o cliente.

A estimativa é que a redução de custo da cabotagem sobre o transporte terrestre em longos trajetos seja de 15%. "Mas isso não diz tudo, pode ser mais ou menos. Há ainda benefícios como a integridade da carga, a segurança, o seguro que se paga é potencialmente menor. Há vários fatores que jogam a favor e alguns pontos negativos que precisam de muito mais planejamento".

Segundo ele, não é necessário um programa "tremendo" do governo para promover mais a cabotagem - o diagnóstico é conhecido há anos e depende mais de medidas pontuais. São elas a redução de imposto sobre o combustível marítimo (o chamado bunker), que compete com o diesel subsidiado do caminhão; e a desburocratização de documentação.

Além disso, seria necessária mais flexibilidade para contratação de tripulantes estrangeiros, tema controverso porque encontra resistência da mão de obra local. "Além de mais investimento em porto e mais capacidade. Isso vale tanto para a cabotagem quanto para o longo curso".
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

DUFRY COMPRA WDF E CRIA GIGANTE DE € 6 BI
Publicado em 03/30/2015 as 03:18 PM

A Dufry, líder global em varejo de viagem, anunciou acordo para compra do controle da italiana World Duty Free (WDF) em uma transação que avalia a empresa em € 3,6 bilhões.

O acordo cria um gigante no setor de duty free com faturamento conjunto de mais de € 6 bilhões.

A rede suíça vai adquirir a participação de 50,1% detida pela holding Edizione, da família Benetton, no capital da WDF. O preço acertado foi de € 10,25 por ação. De acordo com comunicado divulgado no sábado, a empresa irá detalhar hoje a transação. Já adianta, contudo, que a compra do controle levará a uma oferta pelas ações dos minoritários em circulação.

Com a compra da World Duty Free, que tem 550 pontos de venda, a Dufry passará a ter mais de 2 mil lojas espalhadas pelo mundo. A revendedora italiana havia crescido 15,8% no ano passado, com a receita consolidada atingindo € 2,4 bilhões. Seu resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou, em valores ajustados, € 289 milhões em 2014, registrando alta de 5,2% ante 2013.

A família Benetton já dava sinais de que estava disposta a abrir mão do controle da WDF, em virtude do aumento nos custos das concessões aeroportuárias. A transação também tem como objetivo dar maior poder de barganha à companhia junto a fornecedores.

A Dufry, com sede na Basileia, emprega cerca de 20 mil pessoas e atua em mais de 60 países ao redor do mundo. A rede suíça opera mais de 1.650 lojas localizadas em aeroportos, navios de cruzeiro, portos e outros locais turísticos. A companhia informou que vai financiar a aquisição por meio de uma combinação de dívida e capital próprio.

A compra da WDF é a segunda grande aquisição de uma companhia italiana em menos de uma semana. Na segunda-feira, a chinesa ChemChina anunciou a compra do controle da Pirelli numa transação que avalia a fabricante de pneus em € 7,1 bilhões.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

LEI DOS PORTOS ALTERA O PERFIL DE PROFISSIONAIS NA OPERAÇÃO
Publicado em 03/30/2015 as 03:17 PM

A quantidade de trabalhadores nos portos brasileiros avançou 47,7% entre 2006 e 2013, superando a marca de 50 mil.

Nesse período, na operação dos terminais, o número de profissionais avulsos caiu 15,6%, enquanto a quantidade daqueles com vínculo empregatício teve um avanço de 213,2%. É o que mostra o levantamento "Perfil dos trabalhadores nos portos do Brasil", elaborado pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Federação Nacional dos Portuários (FNP) e com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2013.

O Valor teve acesso a alguns dados prévios do estudo que ainda será divulgado por completo pelo Dieese. No final de 2013, o setor portuário contava com 27.012 vinculados; 18.241 avulsos cadastrados nos Órgãos de Gestão de Mão de Obra (Ogmos) e 4.806 profissionais nas atividades administrativas.

Pela nova Lei dos Portos, os terminais de uso privado (TUPs) foram liberados para movimentar cargas de terceiros e não precisam usar a base de trabalhadores dos Ogmos, responsáveis por administrar e qualificar a oferta de trabalhadores avulsos nos portos organizados. A mesma lei, contudo, diz que instalações dentro dos portos (áreas públicas), mesmo que optarem pelo vínculo (CLT), devem usar exclusivamente os trabalhadores cadastrados nos Ogmos.

"Hoje, não se admite, de modo geral, a operação de um terminal de contêineres com maioria de avulsos. A predominância de mão de obra tem que ser vinculada porque é a forma mais segura dos trabalhadores portuários de assimilar a cultura da empresa e contribuir para que ela atinja seus objetivos", enfatiza Sérgio Salomão, presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec).

Segundo ele, os terminais de contêineres do país têm feito maciços investimentos em tecnologia e adotado novas técnicas operacionais para manterem-se competitivos na rota internacional e, desta forma, necessitam de mão de obra cada vez mais especializada. "Se é verdade que a qualificação feita pelo Ogmo é bem-vinda e necessária também é verdade que as empresas têm complementado esse processo", comenta Salomão.

Desde as discussões a respeito da MP 595 que originou a lei 12.815, a Abratec critica a obrigatoriedade dos operadores que atuam nos portos organizados de buscarem trabalhadores no Ogmo. De acordo com Sérgio Salomão, essa exclusividade contraria a Convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que se refere à preferência. "É natural que o operador portuário dê preferência aos trabalhadores do Ogmo, mas caso ele não seja atendido porque o órgão não lhe mandou em quantidade ou qualidade suficientes, ele teria direito automático de recorrer ao mercado."

Segundo ele, a lei cria uma reserva de mercado para os trabalhadores portuários disponíveis nos Ogmos, impossibilitando que os de fora tenham acesso às oportunidades. Outro problema apontado é a assimetria concorrencial com os terminais de uso privado.

"É preciso o nivelamento de regras. Na concepção da Abratec, a liberdade de contratações dos TUPs deveria ser estendida aos terminais localizados nos portos organizados", enfatiza. De acordo com a Lei dos Portos, os TUPs não têm obrigação de requisitar trabalhadores nos Ogmos, porém, de igual modo, devem negociar com os sindicatos a utilização de mão de obra nos terminais por meio de Acordo Coletivo ou Convenção Coletiva de Trabalho.

A ADM, uma das maiores empresas do agronegócio mundial, está presente há quase 20 anos no Porto de Santos, onde escoa uma média de 6 milhões de toneladas de grãos por ano. A empresa conta com 300 trabalhadores vinculados. Enquanto a maioria dos terminais opera com cinco turnos de revezamento, a ADM decidiu operar com seis turnos com objetivo de garantir que 100% das normas de segurança fossem ministradas em treinamentos ao longo do ano. Com isso, diariamente, a companhia tem uma equipe sendo treinada sem exceder a carga horária.

"O aumento de cerca de 25% de mão de obra vinculada ocorreu após a decisão de utilizarmos um turno a mais", comenta Eliezer Giroux, gerente de operações portuárias da ADM.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

PORTO DO FUTURO RECEBE R$ 1,5 BILHÃO
Publicado em 03/30/2015 as 02:50 PM

O Porto do Rio de Janeiro está recebendo R$ 1,5 bilhão de investimentos públicos e privados para a concretização do projeto Porto do Futuro, iniciativa coordenada pela Secretaria Especial dos Portos (SEP) e a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), com o apoio dos governos estadual e municipal.

As obras foram incluídas no Programa de Investimentos em logística (PIL), mas o maior volume de recursos vem do setor privado, com o investimento de R$ 1 bilhão da Libra Terminais e da Multiterminais para expansão de suas instalações na área de arrendamento do Cais do Caju, Porto do Rio de Janeiro.

"Os investimentos públicos incluem R$ 210 milhões para obras de dragagem - já com ordem de serviço assinada - e R$ 340 milhões em infraestrutura de acesso para a interligação da Avenida Brasil ao porto, obra que já tem recursos garantidos por ter sido incluída na concessão da Ponte Rio-Niterói, cuja licitação foi vencida pela EcoRodovias ", diz Edinho Araújo, ministro-chefe da Secretaria de Portos.

Há ainda demanda dos usuários e arrendatários por outras duas obras de acesso: a reorganização viária por meio de um mergulhão entre a pista de chegada da avenida Brasil e o Cais de São Cristóvão, e a complementação da avenida Alternativa, com a reurbanização da região a fim de criar um novo acesso aos terminais retroportuários. As duas obras somam R$ 300 milhões. "Estamos em tratativas com as secretarias [de transporte] estadual e municipal, mas as obras deverão ser financiadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC III", acrescenta o ministro.

Segundo Hélio Szmajser, presidente da CDRJ, a expansão do Porto do Rio foi batizada de Porto do Futuro pois é um projeto que vem sendo discutido desde 2005. A origem foi o Projeto Rio Século 21, iniciativa conjunta do governo federal, das secretarias estadual e municipal de transporte, da Federação da Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), do Sindicato dos Operadores Portuários do Rio de Janeiro e da CDRJ.

"Após a conclusão dos investimentos, o Porto do Rio terá o maior cais contínuo da América do Sul, com 1875 metros e a capacidade ampliada em 63%, passando do atual 1 milhão de TEUS para 1,6 milhão de TEUs", diz Szmajser. Ele explica que os grandes problemas de acessos marítimos já estão sendo resolvidos por meio de dragagens. A operação que foi recentemente aprovada tem por objetivo corrigir os acessos mais do que aprofundar o canal, pois o porto já tem 15 metros de profundidade.

Isso vai permitir receber navios de até 340 metros e 11 mil TEUs. O grande problema são os acessos terrestres. O porto já teve 12 portões de acesso na avenida Rodrigues Alves, mas, como ela vai se tornar uma via expressa, os portões foram fechados, diz Szmajser. "Hoje, há apenas três portões, e estamos negociando com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP) - que desenvolve o Porto Maravilha - mecanismos para que os usuários e arrendatários tenham condições de acesso e segurança".

A Libra Terminais já investiu boa parte dos R$ 500 milhões previstos para ampliação do berço de 715 metros para 910 metros, o que vai permitir receber, no futuro, até dois navios de 400 metros. A capacidade passará de 600 mil para 1 milhão de TEUs. Marcelo Araújo, presidente da empresa, informa que os investimentos começaram em 2012 e o montante investido soma recursos próprios, financiamento de R$ 170 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma emissão de debêntures de R$ 270 milhões.

"O Porto do Rio tem um perfil importador e é responsável pela movimentação do maior volume de carga especializada de valor quatro vezes superior à média nacional - óleo e gás, veículos, eletrônicos, fármacos. O volume é baixo, pois não movimenta commodities, mas de alto valor agregado", diz Araújo.

A expansão do Terminal de Contêineres MultiRio e Terminal de Veículos MultiCar - empresas do Grupo Multiterminais - vai requerer investimentos de R$ 500 milhões para obras civis e a compra de equipamentos para a operação de contêineres. A MultiRio terá seu cais estendido de 533 metros para 800 metros de comprimento e a Multicar de 180 metros para 360 metros. Será construído também um edifício garagem para a verticalização na armazenagem de veículos, entre outras edificações. As intervenções permitirão elevar o número de veículos movimentados anualmente de 243 mil para 326 mil.
Fonte : Valor Econômico
Data : 30/03/2015

GOVERNO FEDERAL TEM 18 OBRAS PARADAS NO RIO
Publicado em 03/30/2015 as 02:50 PM

No estado, pelo menos 18 obras de órgãos ligados à União estão paralisadas

Pelo menos 18 obras da União no Estado do Rio estão paralisadas por motivos que vão de falta de recursos e entraves judiciais a suspeitas de irregularidades. Entre os “esqueletos” — a maior parte de áreas como educação, saúde e transportes —, estão reformas de emergências de hospitais, a construção de um campus da UFF e obras do Arco Metropolitano. Construções que sobem, homens e máquinas trabalhando, tráfego confuso e, em meio ao barulho da Zona Portuária, silêncio na esquina da movimentada Via Binário com a Rua Rivadávia Corrêa. Com estruturas inacabadas e nenhum sinal de operários, estão paradas as obras do novo prédio do Banco Central, o primeiro empreendimento anunciado para a revitalização da região, em 2010. A obra, no entanto, não é a única de órgãos federais no Rio que está pelo meio do caminho. Na lista, há pelo menos 18 projetos paralisados no estado, em áreas cruciais, como saúde, educação e transportes, empacados por falta de recursos ou problemas de execução, entraves judiciais e suspeitas de irregularidades.

No caso do Banco Central, o investimento de R$ 72,7 milhões seria para transferir para o Porto o Departamento de Meio Circulante, maior centro de distribuição de dinheiro do país. Pelo projeto original, seriam três pavimentos, com auditório e espaço para restaurantes e bancos. Mas o empreendimento esbarrou em descobertas arqueológicas no terreno, numa tentativa de aumentar o gabarito do prédio e num processo de recuperação judicial da construtora Engefort. Enquanto isso, há semanas o único movimento que vizinhos veem no local é o de vigilantes. E, embora tenha sido procurado desde a última quarta-feira, o BC não respondeu para esclarecer, por exemplo, se existe previsão de retomada dos trabalhos.

Nas obras das universidades federais, a situação também é de inércia, espalhando esqueletos de construções pelos campi do estado. Em meio à crise no repasse de verbas às instituições de ensino, o novo campus da UFF em Campos dos Goytacazes estagnou. Estavam sendo erguidos dois prédios de sete andares, a um custo de R$ 35 milhões. Mas, de acordo com Hernan Mamani, diretor da UFF/Campos, uma dívida que chega a R$ 5 milhões com a construtora responsável pelas intervenções fez com que a empresa cruzasse os braços.

— Devido à falta de repasse de recursos federais à universidade, estão sendo paralisadas todas as oito obras da UFF no estado — diz Hernan, enquanto alunos à espera do novo campus têm aulas em instalações improvisadas.

PRÉDIOS INACABADOS NO FUNDÃO
Uma solução paliativa também foi a encontrada por estudantes que buscam vagas no alojamento da UFRJ, no Fundão. A ala feminina entrou em reforma, e 440 alunos passaram a receber R$ 1.200 de bolsa para pagar aluguéis enquanto corriam as obras, onde, na última quarta-feira, ninguém trabalhava. Na ala masculina, os alojados continuaram convivendo com ratos e baratas. E o lugar passou a receber “agregados”, alunos sem a bolsa que dividem quartos com antigos moradores.

— Moro num bloco interditado da ala masculina. A capacidade do alojamento diminuiu, e a demanda aumentou — diz, sem se identificar, uma estudante de engenharia elétrica.

O problema poderia estar em vias de ser solucionado se prosseguisse a construção do novo Complexo Estudantil, com três blocos de apartamentos e restaurante, próximo ao Centro de Tecnologia. A universidade diz que já era previsto que a obra fosse realizada em duas etapas, e que analisa o trabalho executado na primeira para, então, contratar a segunda.

Ali perto, são ao menos outros três canteiros de obras interrompidas. A expansão do Instituto de Matemática está parada, de acordo com a UFRJ, porque a universidade responde a uma demanda do Tribunal de Contas da União (TCU) para justificar alterações no projeto. A poucos metros, os novos prédios das faculdades de Educação, Administração e Ciências Contábeis, no valor de R$ 38 milhões, ainda não passam de um esqueleto, com obras paralisadas desde agosto do ano passado, depois de ter sido encontrado um terreno mais rochoso do que o previsto para sua execução. Já a ampliação — orçada em R$ 9,7 milhões — da Escola de Belas Artes não avançou sequer além das fundações. A UFRJ acionou judicialmente a empresa contratada e, segundo a instituição, não pode fazer qualquer alteração até o julgamento do processo.

NA LISTA, DOIS HOSPITAIS
Na saúde, reformas que se arrastam nas emergências de dois hospitais federais do Rio prejudicam o atendimento de milhares de pacientes. No Hospital Geral de Bonsucesso as intervenções pararam em 2011, depois de constatadas irregularidades na licitação. Desde então, os doentes passaram a ser atendidos em três contêineres. Em 2012, a Polícia Federal chegou a instaurar inquérito para investigar possível mau uso de verba pública, peculato e fraude no caso. Mas, até hoje, os pacientes recebem cuidados na “emergência de lata”.

Com intervenções inacabadas desde 2010, a situação é ainda pior no Hospital do Andaraí, segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremerj), Pablo Vazquez Queimadelos:

— Entramos com ação na Justiça pedindo celeridade à reforma. Enquanto isso, a emergência atende em situação precária.

O Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde, no entanto, garante que há novos projetos arquitetônicos para ambas as emergências, e que as reformas serão retomadas ainda neste primeiro semestre e concluídas em 2016.

A promessa de restabelecer o andamento de obras também é feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). No caso, a duplicação da BR-493, de Magé a Itaboraí, parte do Arco Metropolitano do Rio. Os 71 quilômetros dessa nova ligação viária sob responsabilidade do estado foram inaugurados em julho de 2014. Mas as obras no trecho federal começaram atrasadas, no segundo semestre do ano passado. E já emperraram, embora houvesse recursos previstos de R$ 359,9 milhões, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Atravessar os 25 quilômetros da estrada continua uma via crucis. Na maior parte, a terraplanagem das novas pistas foi feita. E só. A via continua esburacada e perigosa. Segundo o Dnit, a previsão é que os trabalhos sejam retomados em abril. Eles foram interrompidos até o Departamento Nacional de Produção Mineral decidir sobre uma reclamação de um proprietário de terreno em relação a jazidas de solo a serem usadas na obra, prevista agora para terminar em 2017.

Em Barra Mansa, são questões judiciais que paralisam uma intervenção fundamental à mobilidade: a readequação da rede ferroviária, que corta a cidade. A licitação começou em 2007, com previsão de R$ 41,3 milhões do PAC-2. Mas só em 2010 a Integral Engenharia assumiu o projeto. E as obras pararam em janeiro do ano passado, com a conclusão apenas de duas passarelas e um viaduto. Um segundo foi paralisado devido à necessidade de remoção de famílias da área, o que se transformou num imbróglio na Justiça.

— Se não forem alocados novos recursos pelo governo federal, essa obra se constituirá em mais um elefante branco — afirma Ronaldo Alves, secretário de Planejamento Urbano de Barra Mansa.
Fonte : O Globo
Data : 30/03/2015

VIROU PORTO DE VERDADE
Publicado em 03/30/2015 as 02:50 PM

Além do minério de ferro, o Açu (ex-Eike Batista) já se prepara para movimentar cobre, bauxita e petróleo

Treze navios, carregados com cerca de 1 milhão de toneladas de minério de ferro, atracaram no Terminal 1(T1) do Porto do Açu, do qual Eike Batista se tornou apenas um acionista minoritário (com 5% das ações). O porto é controlado (75%) pelo fundo americano EIG e agora se prepara para movimentar outras cargas no Terminal 2 (T2). Em agosto, embarcações de apoio a plataformas de petróleo da Bacia de Campos atracarão lá com mais agilidade, contribuindo para reduzir quase pela metade a frota necessária ao atendimento da Petrobras nessa área. Provavelmente ainda este ano o T2 terá desembarques de concentrado de cobre e embarques de bauxita. No segundo semestre do ano que vem, três “berços” junto ao quebra-mar do T1 estarão disponíveis para transbordo de petróleo de pequenos navios para outros grandes, que atravessam oceanos, operação fundamental por causa do aumento previsto das exportações dos atuais 500 mil para mais de 2,5 milhões de barris diários de óleo. O terminal será preparado para conter derramamentos, em caso de acidente no transbordo, como o que ocorreu recentemente na Baía da Ilha Grande.

Energia solar mais atraente

O encarecimento das tarifas de eletricidade e o enfraquecimento do euro se tornaram aliados repentinos dos projetos de utilização de energia solar no Brasil por pequenos e médios consumidores de eletricidade em baixa tensão. O investimento mínimo para se instalar esses equipamentos é da ordem de R$ 22 mil, mas geralmente quem opta pelo uso da energia solar fica na faixa de R$ 40 mil a R$ 50 mil. O retorno do investimento ocorria em mais de dez anos, mas esse tempo agora encurtou para seis, sete anos. Uma das empresas especializadas nessa atividade (SolarGrid) tem entre os sócios alguns profissionais oriundos do mercado financeiro, que fizeram várias simulações sobre esse retorno. Concluíram que, no prazo de 20 anos, o ganho médio anual ficaria entre 15% e 20%, isso sem contar que os imóveis com energia solar tendem a se valorizar mais (nos Estados Unidos, tal valorização tem sido de 8% a 12%), além de algumas prefeituras e estados estarem estimulando a utilização de energia solar com abatimento em impostos. A SolarGrid recebe uma média de oito solicitações diárias de orçamento, e espera chegar a dezembro com um ritmo de cem instalações mensais. Por satélite, consegue fazer o levantamento preliminar da área (geralmente telhados ou coberturas) que abrigará as placas fotovoltaicas. Como alternativa ao pagamento à vista, o cliente tem a opção de negociar um contrato de longo prazo que prevê quitações mensais. Os chineses são os maiores fabricantes de placas fotovoltaicas, mas, por causa do enfraquecimento do euro, as procedentes da Itália estão chegando ao Brasil em condições atraentes. Como o cliente também pode “vender” energia excedente para a concessionária local (ou compensar esse valor na conta de luz de outro endereço, desde que seja atendido pela mesma concessionária), há um desembaraço burocrático para a instalação dos equipamentos que leva até um mês. A instalação em si é bem rápida. Por meio de um aplicativo é possível acompanhar pelo celular quanto está sendo gerado de energia elétrica em casa. Até o efeito da passagem de nuvens é detectado.

Bem acordada

O mercado de locação de espaços comerciais virou e agora está mais favorável aos inquilinos. Como surgiu na crise de 2008, no vácuo deixado por empresa que fechou as portas, a Sonobello quer aproveitar esse momento para ampliar sua rede de franqueados, especialmente com lojas de colchões em cidades do interior do Estado do Rio. Mas, nesse ambiente de crise, quem estaria disposto a empatar capital num novo negócio? A fórmula adotada será o da microfranquia, com gastos iniciais e pagamento de royalties ao franqueador mais reduzidos. A fábrica que produz os colchões da Sonobello fica em Bacaxá, distrito de Saquarema, na Região dos Lagos.

A seco

Para aumentar o teor de ferro contido no minério, as mineradoras geralmente utilizam muita água para separar argila e areia do material bruto extraído na mina. Nessa crise hídrica, que é global, novas tecnologias que fazem essa separação “a seco” estão ganhando força. A New Steel, empresa do grupo brasileiro Lorentzen, de origem norueguesa, patenteou um desses processos em 28 países, e já entre os doze finalistas, na categoria inovação, de um prêmio conhecido como o “Oscar” da mineração e da siderurgia. O resultado será conhecido em Londres, no dia 21 de maio.
Fonte : O Globo
Data : 30/03/2015

INDÚSTRIA NAVAL
Publicado em 03/30/2015 as 02:49 PM

A crise gerada pela corrupção descoberta na Operação Lava-Jato já faz sentir seus efeitos na indústria de máquinas e equipamentos, com reflexos da paralisação da Petrobras e problemas financeiros dos estaleiros.

Ela atinge toda a cadeia de produção. Últimas notícias informam que os fornecedores do setor de óleo e gás sofrem com calote de estaleiros e demitem seis mil. As demissões nos setores dependentes de óleo e gás fazem com que a crise se aprofunde e atinja o pessoal mais qualificado. Relembrando os números, 5% dos empregos industriais do estado do Rio estão no setor naval, o que representa cerca de 30 mil postos de trabalho. Em resumo, a indústria naval passa a reviver um momento de crise e incertezas. Em primeira análise, todo o problema existente, que é de conjuntura, passa a ser de estrutura, onde não se vislumbra uma rápida recuperação da indústria naval. Por último, é fundamental que se busquem, sem mais delongas, firmes iniciativas, de forma a se alavancar a recuperação do setor e colocar no prumo a cadeia produtiva.

MÁRIO DE MACEDO CRISTINO - NOVA FRIBURGO, RJ
Fonte : O Globo
Data : 30/03/2015

SEP SUSPENDE LICITAÇÃO PARA DRAGAGEM NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 03/30/2015 as 02:49 PM

São Paulo - A licitação para a contratação da dragagem no Porto de Santos (SP), prevista para esta sexta-feira, 27, foi suspensa por liminar obtida junto à Justiça Federal do Distrito Federal, informou a Secretaria de Portos da Presidência da República. A liminar foi obtida pela empresa Coencil Construções e Empreendimentos Civis Ltda, que entrou com um mandado de segurança, alegando que os documentos de habilitação exigidos no edital para as empresas estrangeiras não são claros. Conforme destacou a própria SEP, a companhia argumentou que os critérios para habilitação das estrangeiras não são objetivos e deixa para a "autoridade processante do certame (...) a seu bel-prazer, a deliberação sobre o preenchimento dos requisitos de habilitação de uma dada licitante".

A juíza que deferiu a liminar justificou o pedido "em razão do caráter precário dos provimentos dados em plantão judicial e da exiguidade do tempo para exame de toda a documentação trazida para averiguação". A SEP informou que "adotará todas as providências necessárias na tentativa de retomar a licitação no menor prazo possível".

A licitação seria realizada por meio de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). O vencedor, que seria escolhido pelo critério de maior desconto, seria responsável pela elaboração dos Projetos Básico e Executivo de dragagem, além da realização das obras. O prazo do contrato foi fixado em 17 meses, contados a partir da data de sua assinatura e o valor é estimado em R$ 374,9 milhões, com base em orçamento realizado em setembro de 2014.

Em 2014, foram realizadas duas outras licitações na tentativa de contratar as obras de dragagem no Porto de Santos, mas ambas fracassaram. A principal alteração do edital atual, em relação às tentativas anteriores, é a exclusão de dois ciclos de manutenção do escopo do objeto contratual.

O governo tenta realizar a contratação da empresa ou consórcio que será responsável pela dragagem enquanto estuda um modelo para uma concessão de serviços de dragagem. A expectativa da SEP é abrir na próxima semana uma consulta pública sobre esse modelo.
Fonte : Folha de Vitória
Data : 27/03/2015

PORTO DE ESTRELA
Publicado em 03/30/2015 as 02:49 PM

O porto de Estrela, administrado durante anos pela longínqua Companhia Docas do Maranhão, agora tem tudo para deslanchar.

Não só porque foi devolvido ao Estado como também porque vai ter na sua direção o recém-nomeado estrelense Cristiano Nogueira da Rosa, secretário de Desenvolvimento Urbano do município.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 30/03/2015

NAS ENTRELINHAS - 100 DIAS PERDIDOS
Publicado em 03/30/2015 as 02:49 PM

A maior tarefa do Palácio do Planalto até 10 de abril é conseguir convencer os eleitores, o mercado e o meio político de que conseguiu, ao menos, apontar um rumo para a nau presidencial

É quase um lugar comum nas análises políticas medir a temperatura de um governo apenas depois de completados 100 dias de gestão. Em geral, esse é o tempo para se perceber, com clareza, qual rumo pretende seguir o governante até o fim do mandato. A depender da situação de um país, o período pode ser muito ou pouco para implementar mudanças significativas. Por isso, a marca serve mais pelo simbolismo. Se o governo consegue ultrapassar a arrebentação inicial e está pronto para ganhar o oceano, os sinais são de otimismo. Se ainda luta contra a turbulência, recomenda-se cautela. A toada das últimas semanas mostra que o Palácio do Planalto corre o sério risco de chegar no aniversário de 100 dias do segundo mandato de Dilma Rousseff, em 10 de abril, sem conseguir sair do porto.

O simbolismo dos 100 dias de mandato remete ao segundo reinado de Napoleão Bonaparte, na França. Do início triunfal, em 1º de março, quando conseguiu fugir da Ilha de Elba, até a humilhante derrota em Waterloo, na Bélgica, que o obrigou a abdicar da coroa em 22 de junho de 1815. Desde então, o período se consolidou como a principal barreira temporal de um mandato.

Em 2011, quando completou o período inicial à frente do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff ostentava índices elevados de popularidade, observava de camarote a disputa entre PT e PMDB, mas tinha de lidar com a necessidade de reformas e nuvens carregadas no campo econômico, com a inflação em disparada e queda vertiginosa do dólar. A força do início do mandato permitiu à petista cortar R$ 50 bilhões do Orçamento, sem maiores problemas com o Congresso Nacional.

Os quatros anos que se passaram mostram que o rumo seguido pelo primeiro mandato de Dilma reforçou os principais problemas que se anunciavam já em 2011. O que era uma nuvem carregada, virou tempestade formada. A inflação escapou ao controle da equipe econômica, assim como as rusgas entre PT e PMDB se intensificaram a ponto de colocar a governabilidade em xeque. Pior, os altos índices de popularidade da presidente viraram pó.

A turbulência chegou a tal ponto que é tarefa impossível para Dilma Rousseff completar os 100 dias do segundo mandato com os problemas solucionados. A maior tarefa do Palácio do Planalto até 10 de abril é conseguir convencer os eleitores, o mercado e o meio político de que conseguiu, ao menos, apontar um rumo correto para a nau presidencial e que vale a pena embarcar neste governo. É pouco mais de uma semana para mostrar que PT e PMDB podem pertencer ao mesmo governo; que o governo tem força suficiente para promover um corte nas contas públicas, mesmo que a tesoura não chegue ao patamar ideal; e que a popularidade pode voltar ao movimento pendular e recuperar parte da força perdida.

A primeira prova terá de ser dada nesta terça-feira, com a ida do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao Congresso Nacional. Depois de conversar em reservados com as bancadas, caberá a ele convencer os senadores a aprovar mudanças em direitos trabalhistas e cortes fiscais. Não será uma tarefa fácil. Ninguém no Congresso Nacional se mostra disposto a bancar mudanças em temas como auxílio-doença, pensão por morte, seguro desemprego e seguro defeso.

Ao mesmo tempo em que não se mostram muito abertos a topar os cortes, os parlamentares parecem dispostos a aprovar a mudança no indexador da dívida de estados e municípios com a União. A medida carrega uma conta extra de R$ 1 bilhão por ano. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já avisou ao governo que pretende colocar a questão em plenário na terça-feira. Como ela favorece petistas, peemedebistas e até a oposição, sua aprovação é pule de dez. A expectativa é de que Levy sinalize pelo menos com algumas mudanças nos ajustes pretendidos pelo Planalto. Caso contrário, os 100 dias de mandato de Dilma Rousseff trarão previsões ainda mais carregadas para a economia. Com elas, deve permanecer em baixa a popularidade do governo.

Ainda que consiga apontar o Brasil para uma calmaria econômica, a presidente ainda precisa iniciar um movimento para trazer o PMDB e o PT de volta para o governo. Os dois principais partidos da base aliada atuam, hoje, como oposição. Um à luz do dia. O outro, da coxia. Ambos se sentem traídos pelo governo. Os peemedebistas, pela inclusão de caciques do partido na lista de inquéritos da operação Lava-Jato e pela tentativa de desidratar a legenda com a criação do partido capitaneado por Gilberto Kassab. Os petistas, por obrigar os parlamentares a abraçar um discurso sempre refutado pelo partido. A contar por hoje, a previsão é de que Dilma Rousseff completará 100 dias de governo sem vencer a arrebentação.
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 30/03/2015

TCU DETERMINA QUE PETROBRAS MUDE FORMA DE CONTRATAR SERVIÇOS
Publicado em 03/30/2015 as 02:49 PM

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Petrobras modifique a forma de contratar obras e serviços de engenharia. Entre as mudanças propostas estão a exigência de fundamentação técnica para os preços apresentados pelas licitantes e a padronização das informações mínimas necessárias que viabilizem o julgamento das propostas. O objetivo é garantir a segurança jurídica, o julgamento objetivo, a isonomia, eficiência e obtenção da melhor proposta nas contratações.

O TCU destacou que, durante anos, a Petrobras foi a única entidade estatal a se valer da prerrogativa de licitar obras sem que os projetos de engenharia estivessem integralmente delimitados. Com o Regime Diferenciado de Contratações essa prática passou a ser autorizada por “contratações integradas”, permitindo ao gestor público a possibilidade de submeter a licitações anteprojetos de engenharia sem o devido nível de detalhamento.

A determinação está no acórdão que examinou uma auditoria feita em 2011 para fiscalizar a contratação para a construção do acesso principal do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). De acordo com a determinação do TCU, a partir de agora, as licitações deverão apresentar de forma precisa em quais partes do empreendimento as empresas poderão sugerir mudanças. A Petrobras deverá elaborar uma matriz de risco aos contratos, definindo de forma objetiva a responsabilidade das empresas contratadas. Além disso, as estimativas de preços devem ser baseadas em orçamentos detalhados, usando avaliações baseadas em outras obras similares.

Segundo o ministro Vital do Rêgo, relator da matéria, as propostas de melhoria não modificam a apuração de irregularidades constatadas em procedimentos licitatórios da Petrobras que já foram ou estão sendo objeto de ações de controle específicas, bem como a responsabilização dos gestores e das empresas contratadas. “Espero que as determinações a serem empreendidas auxiliem no contínuo incremento dos processos de gestão e governança da Petrobras, em benefício da sociedade”, disse Vital do Rêgo.

A Agência Brasil entrou em contato com a Petrobras e a empresa disse que não comentará o assunto. (Agência Brasil)
Fonte : Jornal do Commercio – RJ
Data : 30/03/2015

PODER - JUIZ DA LAVA JATO SUGERE PRISÃO DE RÉUS JÁ APÓS 1ª CONDENAÇÃO
Publicado em 03/30/2015 as 02:47 PM

Personagem central da Operação Lava Jato, que investiga escândalo de corrupção na Petrobras, o juiz Sergio Moro defende mudança na lei para que réus condenados por "crimes graves", como lavagem e desvio de dinheiro público, aguardem na prisão o julgamento de recursos.

A tese foi apresentada em artigo deste domingo (29) no jornal "O Estado de S. Paulo". Moro assina o texto com o presidente da Ajufe (Associação de Juízes Federais), Antônio Cesar Bochenek, e diz que a entidade vai levar ao Congresso projeto que propõe a mudança.

O magistrado inicia o artigo apresentando a Lava Jato como "o maior escândalo criminal já descoberto no Brasil", por colocar em "suspeição" agentes e partidos políticos. O impacto da operação é usado para justificar a tese que só se chegou a este nível de "deterioração" porque a Justiça "não tem sido suficientemente eficiente".



O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato



Hoje, pelo princípio da presunção de inocência, a regra é que réus condenados em primeiro julgamento aguardem as decisões sobre recursos em liberdade.

Moro e Bochenek dizem que a proposta não contraria o princípio. A prisão se tornaria a regra, mas a possibilidade de réus já condenados esperarem soltos continuaria a existir, segundo o artigo.

"Não se ignora, por evidente, a possibilidade de erro do judiciário e de eventual reforma do julgado, motivo pelo qual se propõe igualmente que as cortes recursais possam, como exceção, suspender a eficácia da condenação criminal quando presente, por exemplo, plausibilidade do recurso", dizem os juízes.

Cinco defensores de réus julgados na Lava Jato ouvidos pela Folha argumentam que a proposta é inconstitucional.

"Estão aproveitando o clima do país para mexer em coisas que afetam a todos", diz Fábio Tofic Simantob, advogado de executivos da Engevix acusados na operação.

"No nosso sistema constitucional, a prisão é exceção, não regra", afirma o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que atua na defesa do delator e presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini.

"O legislador [da Constituição] de 1988, depois de sair de uma ditadura, consagrou a presunção de inocência", continua. "Ele [Moro] prefere um inocente preso do que um culpado solto", conclui.

Advogado do lobista Fernando Baiano –apontado como operador do PMDB–, Mário Oliveira Filho afirma que o artigo "é mais um argumento para defender que esse juiz [Moro] está contaminado".

Para Moro e Bochenek,a ineficiência da Justiça fica evidente na "perpetuação na vida pública de agentes que sucedem" em escândalos. "Não deveria ser tão difícil condená-los ao ostracismo", afirmam. "É necessário um choque para que os bons exemplos não fiquem dependentes da voluntariedade e das circunstâncias", dizem.

Tofic, defensor da Engevix, acredita que eficiência é um método incorreto para avaliar a Justiça. "Se o direito penal for trabalhar com efetividade, é só suspender todos os direitos", diz o advogado.

Ele avalia que o pedido da Ajufe busca aumentar poderes dos juízes de primeira instância. "É atuação corporativista, que não pode vir em detrimento dos direitos fundamentais. [A proposta] acabaria com o sistema recursal."

Os juízes argumentam que, ao deixar soltos réus condenados à espera de novo julgamento, a lei torna-se falha. "O problema da legislação atual é o de supor como geral o erro judiciário e, como consequência, retirar toda a eficácia da sentença judicial", escrevem Moro e Bochenek.

Eles comentam, nos últimos parágrafos do artigo, por que decidiram defender a mudança na legislação agora.

"O Brasil vive momento peculiar. A crise do escândalo criminal [na Petrobras] assusta. Traz insegurança e ansiedade. Mas ela também oferece a oportunidade de mudança e de superação", afirmam.

"Se a crise nos ensina algo, é que ou mudamos de verdade nosso sistema de justiça criminal, para romper com a sua crônica ineficiência, ou afundaremos cada vez mais em esquemas criminosos, que prejudicam a economia, corrompem a democracia e nos envergonham como país", concluem os juízes.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 30/03/2015

MERCADO ABERTO - DISTRIBUIDORA PLANEJA MAIS 300 POSTOS DE COMBUSTÍVEIS
Publicado em 03/30/2015 as 02:46 PM

Mesmo com uma redução de quase 25% no volume de investimentos previstos para este ano, na comparação com 2014, a distribuidora de combustíveis Ale pretende agregar à sua rede 300 novos postos em 2015.

A empresa planeja investir cerca de R$ 125 milhões na ampliação -no ano passado foram R$ 165 milhões.

O aporte será destinado principalmente à infraestrutura dos revendedores, como a compra de equipamentos e reformas de lojas. O valor não inclui possíveis desembolsos que terão de ser feitos pelos donos de postos.

A expansão deverá priorizar as regiões Sudeste e Nordeste. São regiões onde a companhia, cuja sede fica em Belo Horizonte, já possui uma penetração maior.

O projeto de investimentos foi mantido mesmo com o quadro atual da economia porque nos dois primeiros meses deste ano houve indícios de que o segmento deverá crescer em 2015, segundo a empresa.

No ano passado, a Ale ampliou o volume de combustíveis vendidos em 6%, um pouco acima do percentual registrado pelo mercado, o que resultou em um ganho de "market share" (participação de mercado) de 4,08% em 2013 para 4,14%, em 2014.

A companhia ocupa a quarta posição na área de distribuição, atrás de BR, Ipiranga e Raízen, de acordo com dados do Sindicom (sindicato das distribuidoras de combustíveis e de lubrificantes).

R$ 12 bilhões foi o faturamento da empresa no ano passado

R$ 13,5 bilhões é o faturamento projetado para 2015

12,5% é a evolução estimada para o faturamento

2.044 era o número de postos com a bandeira da empresa no final de 2014

MÃO NA RODA

A AGCO, fabricante de equipamentos agrícolas e detentora das marcas Massey Ferguson e Valtra, investirá R$ 35 milhões em sua planta em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.

O aporte será aplicado na construção de um laboratório de controle de emissão de gases poluentes, que vai desenvolver e homologar motores em conformidade com a nova legislação ambiental do país.

"Teríamos outra alternativa mais rentável em um curto espaço de tempo, que seria usar laboratórios de terceiros, mas não queremos ser dependentes", diz Bernhard Kiep, vice-presidente do grupo na América Latina.

"Não descartamos prestar serviços para outras empresas, nem para os nossos concorrentes, para reaver o investimento. Todos terão que se adequar à lei e não existem muitas unidades aptas a fazer o serviço no Brasil."

Os motores de alta potência (acima de 75 kw) terão de respeitar os novos níveis estipulados de emissões a partir de 1º de janeiro de 2017.

A fábrica foi escolhida por concentrar a produção de alguns modelos de tratores do grupo. A ampliação teve apoio da Investe SP.

US$ 9,7 bilhões foi o faturamento global do grupo em 2014, o equivalente a cerca de R$ 31,4 bilhões

3975 são os funcionários no país

6 são as fábricas no Brasil

Mais... A CPFL Energia divulga hoje o seu Relatório Anual 2014. Pela primeira vez, o documento foi elaborado como relato integrado, com a inclusão de informações sobre sustentabilidade e governança corporativa da companhia.

...luz Na sexta-feira passada, a empresa havia divulgado o resultado do quarto trimestre de 2014. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação) foi de R$1.342 bilhão (alta de 47,2% em relação ao mesmo período de 2013).

DA FÁBRICA PARA A CANTINA

A Superbom, empresa que produz sucos, méis e proteínas vegetais, vai iniciar um modelo de franquias de cantinas de escolas neste ano.

Até o final de 2015, serão 13 lanchonetes em Estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Maranhão e Pará, segundo a empresa.

A primeira unidade será aberta no mês que vem, no Colégio Adventista Milton Afonso, em Brasília.

"A princípio, o plano era atender as 450 escolas adventistas no país em três anos, mas já temos interessados em levar o modelo para outras instituições", diz Adamir Alberto, presidente da empresa.

As cantinas servirão lanches produzidos com os produtos da marca, como queijo vegano e carne vegetal, além de petiscos e sucos.

"Os pais poderão controlar, por meio de um cartão de débito, o valor gasto e os alimentos permitidos para um filho com intolerância ao glúten, por exemplo."

NÚMEROS

1925 é o ano da fundação da empresa, em um colégio em São Paulo

25 milhões é a soma de pontos de venda dos produtos da companhia

CONFIANÇA GERMÂNICA

A expectativa dos alemães com a economia do país voltou a crescer em março, de acordo com pesquisa da GfK.

O índice evoluiu quase 10 pontos e atingiu 36,8, em uma escala de -100 a 100 (números mais altos representam um maior otimismo). Em fevereiro, o nível já havia avançado quase cinco pontos.

A baixa taxa de juros e a redução do custo de energia para o setor produtivo explicam a tendência do bom humor alemão em relação à política econômica nacional.

Outros dois indicadores também cresceram no mês. A expectativa dos consumidores quanto a renda melhorou 2,5 pontos e a propensão ao consumo cresceu 3,9 pontos.

O estudo ouviu 2.000 consumidores alemães a pedido da Comissão Europeia.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 30/03/2015

PODER - PRESIDENTE DA CAMARGO CORRÊA DEIXA A PRISÃO APÓS FAZER DELAÇÃO
Publicado em 03/30/2015 as 02:46 PM

O presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Danton Avancini, deixou a prisão nesta segunda (30) após ter o seu acordo de delação premiada homologado pela Justiça Federal do Paraná. Ele irá cumprir prisão domiciliar em São Paulo e terá de usar tornozeleira eletrônica.

Avancini estava preso desde 14 de novembro, quando a nova fase da Operação Lava Jato prendeu executivos de empreiteiras como a OAS, Galvão Engenharia, Queiroz Galvão e Engevix.

O presidente da empreiteira e um dos vice, Eduardo Leite, decidiram fazer o acordo no dia 28 de fevereiro. Leite já havia deixado a prisão na terça-feira da semana passada.

Ambos prometeram revelar o que sabem sobre corrupção na Petrobras e outras empresas públicas e aceitaram pagaram R$ 7,5 milhões de multa –R$ 5 milhões para Leite e R$ 2,5 milhões para Avancini.

O teor das revelações que fizeram continua sob segredo de Justiça, mas a Folha apurou que ambos citaram o pagamento de propina na licitação da usina nuclear Angra 3 e revelaram o nome de outros executivos da empreiteira que participaram do esquema de suborno.

Num trecho de um dos depoimentos de Leite que os procuradores tornaram público, Leite diz que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, sabia do esquema de pagamento de propina na diretoria de Serviços da Petrobras. Ainda de acordo com Leite, Vaccari teria dito a ele que sabia que a Camargo Corrêa atrasara o pagamento de R$ 10 milhões em propina e sugeriu que o valor fosse depositado como doação oficial ao partido.

O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D'Urso, refutou de forma veemente que seu cliente soubesse das irregularidades na Petrobras e negou que ele tenha pedido que o suborno fosse pago por meio de contribuição oficial.

O PT repete em sucessivas notas que o partido só aceita contribuições legais, que são declaradas para a Justiça eleitoral.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 30/03/2015

ANTAQ INICIARÁ PESQUISA DE SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DOS PORTOS ORGANIZADOS
Publicado em 03/30/2015 as 02:46 PM

Levantamento é de abrangência nacional

A ANTAQ iniciará sua primeira pesquisa para aferir o grau de satisfação dos usuários dos principais portos organizados. O levantamento é de abrangência nacional e foi elaborado com rígidos critérios estatísticos. A pesquisa tem como objetivo conhecer a percepção das empresas sobre os serviços que lhes são prestados nos portos.

Neste primeiro ano, serão realizadas mais de cinco mil entrevistas com as empresas exportadoras e importadoras, armadores e agentes marítimos selecionados aleatoriamente. Os entrevistados responderão a questões relacionadas ao acesso portuário, disponibilidade de equipamentos, burocracia, tarifas portuárias, entre outros.

Os resultados da pesquisa permitirão a construção de diversos indicadores que nortearão a prática regulatória e a adequação dos serviços prestados, em especial no que se refere ao cumprimento dos compromissos e padrões com o serviço adequado.

As empresas que foram selecionadas pela amostra já estão sendo contatadas para o agendamento da entrevista. A diretoria da ANTAQ ressalta que as empresas devem atender a esse chamamento, indicando um representante com conhecimento dos serviços portuários para responder ao questionário.

Essa pesquisa será reproduzida em 2016 e 2017, objetivando o acompanhamento sistemático da visão dos usuários sobre o mercado regulado pela Agência. “A opinião daqueles que efetivamente se utilizam das instalações portuárias é indispensável para a melhoria contínua dos nossos serviços e de todo o setor portuário”, ressaltou o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia.

Legislação
Essa pesquisa atende ao disposto na legislação vigente (Lei nº 10.233/2001) e no Regimento Interno da Agência (Resolução nº 3585-ANTAQ).
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 27/03/2015

ANTAQ APRESENTA ATUALIZAÇÕES DO SAMA NO RIO
Publicado em 03/30/2015 as 02:44 PM


Flávia Takafashi: sistema é transparente



A diretoria da ANTAQ apresentou as atualizações do Sistema de Gerenciamento de Afretamento na Navegação Marítima e de Apoio (Sama) a representantes do setor durante os dias 26 e 27 no auditório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Rio de Janeiro. A superintendente de Outorgas, Flávia Takafashi, o gerente de Afretamento da Navegação, Rômulo Araújo, o secretário de Tecnologia da Informação, Gustavo Souto, e o especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários, Augusto Vedan, foram os responsáveis por ministrar o minicurso. A partir de 6 de abril, o SAMA estará em operação com as devidas alterações.

As apresentações abordaram a Resolução Normativa nº 1, de 13 de fevereiro de 2015. A norma estabelece os procedimentos e critérios para o afretamento de embarcação por empresa brasileira de navegação nas navegações de apoio portuário, apoio marítimo, cabotagem e longo curso.

Mais de 200 pessoas participaram do treinamento sobre as atualizações do SAMA. Os participantes foram divididos em três turmas e puderam conhecer as alterações que a Resolução Normativa nº 1 trouxe em relação ao afretamento. Entre as empresas que enviaram representantes estavam Brasil Supply, Centronave e Merco Shipping Marítima.

Uma das mudanças foi a inserção do conceito de embarcação de tipo semelhante: aquela na qual é possível o transporte do mesmo perfil de carga, com acondicionamentos e características equivalentes à embarcação própria do afretador ou por ele encomendada a estaleiro brasileiro, conforme análise técnica da ANTAQ.

Outras alterações envolvem a definição de embarcação em construção, em especial com relação ao acompanhamento da obra. Além disso, houve mudanças na autorização de afretamento e nos prazos de circularização.

Para Flávia Takafashi, é fundamental que o setor da navegação marítima esclareça suas dúvidas sobre o SAMA para não ter problemas com o processo de circularização, por exemplo. “O SAMA é um sistema transparente e esperamos que os usuários possam utilizá-lo com tranquilidade”, disse a superintendente de Outorgas, reiterando que a Empresa Brasileira de Navegação é responsável por acessar o SAMA a fim de verificar as consultas existentes.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação, o SAMA é um sistema estável, transparente. “Cada vez mais, o SAMA tem menos intervenção humana”, ressaltou Souto.

Para conhecer o texto completo da Resolução Normativa nº 1, basta acessar o site da Agência (www.antaq.gov.br), clicar no link “Atos e Normativos” e depois em “Resoluções Normativas”.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviário
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 27/03/2015

INDICAÇÕES POLÍTICAS AJUDAM A COMPETITIVIDADE DOS PORTOS BRASILEIROS?
Publicado em 03/30/2015 as 02:43 PM

Sem querer polemizar o poder da agência de classificação de risco para fazer leão virar gatinho, é certo que o voto de confiança para o Brasil da Standard & Poor's (S&P) preza o nome desta instituição ao acreditar que o país tem muito para dar certo. Mas as estruturas para produzir resultados que satisfaçam essa expectativa funcionam adequadamente e com produtividade, quando montadas ao sabor dos ventos político-partidários?

Talvez começar a acelerar o ajuste fiscal para implantar a eficiência é um caminho suave e eficaz, conforme o setor. Pode reduzir custos e fomentar desenvolvimento, demandar menos sacrifício e promover ânimos. No caso do setor portuário, os dados estão jogados, desde a Lei 12.815/13. Do jeito à lá carte e no tempo exíguo em que foi forjado esse marco regulatório, comparado com o processo de lapidação da Lei 8.630/93, a complexidade das soluções propostas parece difícil de produzir resultados compreensíveis. Por isso, muitas perguntas; poucas e cautelosas opiniões.

Inovar no setor portuário começa pela adoção de um novo método de reposicionar as operações tradicionais, como forma de alavancar colaborações e melhorar a eficiência sistêmica do negócio portuário. Todos os atores desse teatro precisam ser parte de um arranjo cooperativo, para crescer e colaborar para a destruição criativa de Schumpeter, na execução permanente de um novo sistema de organização operacional em busca da produtividade. Assim como as organizações individuais precisam de liderança, as cadeias logísticas e de suprimento da atividade portuária precisam da Autoridade Portuária.

O trabalho da Deloitte, empresa de consultoria que desenvolve um novo modelo de gestão das Autoridades Portuárias, também não garante resultado nem produtividade para um segmento que tem sua ordem gerada pelo recente marco regulatório, ele próprio ainda se reajustando. Sob o aspecto de referencial, a estrutura de relacionamento necessária para que a instituição possa cumprir as suas funções é conduzida e percolada em seus vários níveis por um abjeto aparelhamento partidário. Os tipos de efeitos colaterais são observados na Operação Lava-jato da Polícia Federal. No entanto, tampouco a privatização das Autoridades Portuárias é modelo que convém aos portos brasileiros, em sua maioria público-privado.

As agências reguladoras de transportes terrestres (ANTT) e aquaviários (Antaq), como mostra a mídia, não têm liderança nas respectivas áreas. Por imperfeição do modelo, elas podem ser enquadradas na assertiva sobre as agências reguladoras do professor Osvaldo A. De Castro Jr: ilegítimas do ponto de vista dos princípios da Ordem Econômica e dos Direitos Fundamentais da Constituição Federal de 1988.

O ministro da secretaria de Comunicação da presidente Dilma, Thomas Traumann, deixou seu cargo por alertar o caos político, mas o caos ficou e permanece. É estrutural, principalmente. Indicar o vereador de Estrela (RS), Cristiano Nogueira da Rosa (PMDB), para o cargo técnico de diretor de Hidrovias da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), sem formação para tal, pode colaborar para que o ajuste fiscal de Joaquim Levy, que deu esperança à agência S&P, venha atrair investidores interessantes, mas prudentes e bem informados?
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 27/03/2015

NOVOS ACORDOS COMERCIAIS EXIGEM LOGÍSTICA MELHOR
Publicado em 03/30/2015 as 02:43 PM

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram um memorando que prevê a assinatura de um acordo que vai estimular setores econômicos que tenham condições de avançar comercialmente por meio de políticas de facilitação, além de estabelecer ações concretas em parceria com o setor privado para simplificar ou reduzir exigências e burocracias. Com isso, os dois governos pretendem reduzir custos e prazos do comércio bilateral, expandindo-o. O destaque é do presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço. Tal medida exige que o Brasil melhore a sua capacidade de fazer com que as mercadorias, que entram e saem, circulem com mais eficiência e eficácia – isso esbarra, necessariamente, em termos um conjunto logístico impecável. Ou seja, governos e iniciativa privada precisam se acertar e correr muito.

Além disso, o Inmetro e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) assinaram acordo de adesão ao portal da ANSI, que já contava com a participação de países como Índia, China e Coreia do Sul. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), trata-se de iniciativa conjunta para intercâmbio e compartilhamento de informações técnicas para padronização do comércio bilateral. Dessa forma, o setor privado terá rápido acesso a informações muito relevantes para o comércio bilateral.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 30/03/2015

AGENDA EMPRESARIAL CATARINENSE DESTACA INFRAESTRUTURA DE RODOVIAS E FERROVIAS
Publicado em 03/30/2015 as 02:43 PM

O Conselho das Federações Empresariais Catarinenses (Cofem) entregou aos parlamentares catarinenses, no Congresso Nacional, uma pauta de trabalho para 2015, com temas considerados essenciais para a competitividade e o desenvolvimento do Estado. A agenda empresarial foi apresentada ao Fórum Parlamentar Catarinense, na noite do dia 24 último, em Brasília, ocasião em que o deputado federal Mauro Mariani assumiu a coordenação do fórum, liderado até então pelo deputado Esperidião Amin.

Entre as prioridades dos empresários de Santa Catarina está a redução da carga tributária, a melhoria da infraestrutura de transporte, redução de tarifas e impostos sobre energia, a agilidade dos processos de licenciamento ambiental de obras e a flexibilização das relações trabalhistas e a contrariedade às medidas de ampliação de direitos dos trabalhadores.

Em relação à infraestrutura de transportes, foi destacada a necessidade de melhorar a segurança e a eficiência da rodovia BR-101 norte, em Santa Catarina, com medidas que estão ausentes do contrato de concessão, segundo a opinião dos empresários. Sobre o trecho sul da BR-101 foi destacado o atraso no término das obras da ampliação de capacidade. Outra rodovia estratégica para a logística catarinense é a BR-282, que liga o litoral ao extremo oeste do estado, e que sugerem aumento de capacidade, terceiras faixas e restauração.

Os investimentos na matriz ferroviária, como a Ferrovia Litorânea e a Ferrovia da Integração, tiveram destaque no debate, pois são as únicas obras estruturantes previstas para Santa Catarina e que atualmente passam pelo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). Na opinião do Cofem, é necessário dirigir esforços para o bom desenvolvimento do projeto da Ferrovia da Integração (Leste-Oeste) que é complementar à Litorânea, que permitirá a integração da produção e dos portos com a malha nacional.

O Cofem é integrado pelas Federações da Indústria (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), dos Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (Facisc), das Câmaras Lojistas (FCDL) e das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 30/03/2015

NOVA LEI DOS PORTOS NÃO BENEFICIOU PORTOS PÚBLICOS
Publicado em 03/30/2015 as 02:42 PM

Dois anos após a implantação da nova lei dos portos, sancionada com o objetivo de aumentar a competitividade na logística do transporte de carga, apenas parte dos complexos portuários privados foram contemplados com arrendamentos e investimentos financeiros para a infraestrutura. Situação contrária pode ser encontrada nos portos públicos, os quais ainda não receberam aportes governamentais, além da estagnação dos arrendamentos devido aos atrasos em licitações.

Um dos complexos públicos que estão com investimentos atrasados é o Porto de Itajaí, em Santa Catarina. De acordo com o assessor jurídico, Henry Rossdeutscher, “a nova lei dos portos beneficiou apenas os portos privados, enquanto os terminais públicos ficaram muito prejudicados, especialmente na parte concorrencial. Hoje, empresas do setor não se sentem atraídas em investir. Se esse cenário continuar, em no máximo sete anos, teremos a completa falência dos portos públicos”.

Os atrasos nas licitações para os arrendamentos de áreas portuárias, por exemplo, já podem ser sentidos no terminal. “Os nossos recebíveis estão ligados aos arrendamentos e, se não são aprovados, ficamos com dificuldades financeiras muito altas, pois os custos são fixos. Temos altos custos com folhas de pagamentos antigas, taxas de alfandegamento, despesas com as exigências dos órgãos do setor portuário, entre tantas outras”, pontua o assessor jurídico que estará presente na InfraPortos South America, durante a palestra “Renovações das Concessões”, no dia 08 de abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A feira e conferência acontecem simultaneamente à 21ª edição da Intermodal South America, que começa no dia 7 de abril, no mesmo local.

Previsão
O governo federal fracionou em quatro lotes todos os portos públicos nacionais para que os leilões de arrendamentos sejam efetuados gradativamente. A previsão do Tribunal de Contas da União (TCU) é que, ao longo do ano, os editais para os processos comecem a ser liberados e a expectativa é atrair cerca de R$ 17 bilhões de investimentos. O representante do porto de Itajaí ressalva que precisam de parcerias e “áreas para sermos competitivos tecnologicamente e oferecer melhores condições para o armador”.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 30/03/2015

PORTO ITAPOÁ AMPLIA SERVIÇO DE CABOTAGEM E MERCOSUL
Publicado em 03/30/2015 as 02:42 PM

A partir deste mês de março, o serviço de cabotagem operado pelo armador Aliança Navegação e Logística ampliou suas escalas de serviços no Mercosul, e adicionou mais uma escala no Porto Itapoá, em Santa Catarina, em seu Anel 5.

A inauguração do serviço em Itapoá aconteceu com a chegada do navio Aliança Santa Fé, ocorrida no último domingo, (22/03). O novo serviço no terminal terá escala direta (sem transbordo) para os portos de Punta Pereira (Uruguai) e Rosário (Argentina).

A implementação deste novo Anel tem como objetivo ampliar a cobertura no Mercosul, facilitando a operação e oferecendo novas opções aos clientes de Santa Catarina e do Paraná. Para o melhor atendimento do mercado, o navio Santa Fé terá saídas de Itapoá quinzenalmente, complementando o Anel 3 que conta com dois navios escalando semanalmente nos portos de Buenos Aires, Zarate, Montevidéu e Itapoá.

Atualmente, três Anéis da Aliança fazem escala no Porto Itapoá: anel 1: Rio Grande, Imbituba, Itapoá, Santos (Embraport), Santos (Santos Brasil), Itaguaí (Sepetiba), Salvador, Suape, Pecém, Vila do Conde e Manaus; anel 3: Buenos Aires, Zarate, Montevideo, Rio Grande, Itapoá e Santos (Santos Brasil); anel 5: Rosário, Itapoá, Santos (Santos Brasil) e Punta Pereira.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 30/03/2015

ADM EM SANTOS INVESTE EM TECNOLOGIA PARA CONTROLE AMBIENTAL
Publicado em 03/30/2015 as 02:41 PM

Terminal de grãos implantará novos equipamentos para reduzir emissão de pó
DA REDAÇÃO



A ADMé um dos principais grupos de agronegócios

O relacionamento entre a cidade de Santos e a Archer Daniels Midland (ADM), um dos principais grupos internacionais dos setores de agronegócio e alimentos, nasceu de um objetivo em comum: ligar a produção agrícola brasileira aos consumidores localizados em diversas partes do mundo.

Foi com esse propósito que, em 1997, a ADM se instalou no porto santista. Nessas quase duas décadas, a companhia investiu mais de R$ 75 milhões na região, especialmente em seu terminal logístico, implantado no Corredor de Exportação, na Margem Direita do complexo. A unidade tem uma movimentação de cargas que já superou 59 milhões de toneladas de alimentos. Posicionada entre as dez maiores exportadoras do Brasil, movimenta anualmente 6 milhões de toneladas de grãos, sobretudo soja e milho, para países da Europa, África e Ásia.

A importância estratégica do Porto de Santos para a ADM é comprovada pela equipe que mantém na região. Seu terminal gera mais de 300 postos de trabalho diretos e outros 3 mil empregos indiretos por mês, o que movimenta a economia local e beneficia milhares de famílias santistas.

Além de funcionários diretos, o terminal da ADM conta com trabalhadores portuários avulsos (TPAs). Aliás, a empresa é a única operadora do Corredor de Exportação a manter um acordo registrado no Ministério do Trabalho que prevê a contratação de TPAs vinculados ao Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport), para atividades extras, tais como coordenador de equipe e assistentes de descargas ferroviárias — tais funções foram criadas para garantir a segurança do processo de descarga ferroviária e a limpeza dos vagões.

Independente do vínculo empregatício do funcionário, se avulso ou admitido tradicionalmente, a companhia tem na segurança de sua equipe uma de suas prioridades. “Quando assumimos o terminal, há 18 anos, iniciamos um movimento para enquadrá-lo nos padrões globais de segurança e produtividade da ADM. Identificamos, por exemplo, que os funcionários avulsos não se sentiam parte da empresa e que, por isso, nem sequer aceitavam usar equipamentos de proteção individual”, lembra o gerente de operações portuárias na ADM, Eliezer Giroux.

O gerente conta que a corporação iniciou um forte trabalho para modificar a cultura dos trabalhadores do terminal. Para isso, estreitou o relacionamento com o Sintraport e começou a promover treinamentos – medida pioneira na região. “Foi, sem dúvida, uma forma diferente de abordar o problema, que contribuiu para uma importante mudança do modelo portuário santista

A iniciativa não melhorou  apenas nossas operações, mas também contribuiu para o sistema como um todo”, acrescenta Giroux, ao destacar que esses esforços foram reconhecidos pela comunidade. Outra contribuição diz respeito ao sistema eletrônico e-PEM, utilizado para a liberação aduaneira da carga, hoje utilizado por todas as exportadoras que atuam no local. "Trabalhamos com as autoridades para convencê-las da importância dessa implementação. Graças a isso, foi possível reduzir o prazo de liberação de carga de 24 horas para apenas duas”, enfatiza Eliezer Giroux.

Os grãos que a ADM exporta têm como origem, principalmente, o Centro-Oeste do Brasil. Nessa região, operam duas grandes unidades de processamento da companhia: uma em Rondonópolis, no Mato Grosso, e outra em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A empresa conta ainda com fábricas na cidade mineira de Uberlândia e o município catarinense de Joaçaba, onde produz óleos vegetais vendidos para o consumidor final em diversos pontos do País. No conjunto das operações da ADM, o Porto de Santos é vital. O terminal local é uma das principais pontas que compõem sua extensa rede logística no Brasil. O grupo também está presente em Tubarão (SC); Paranaguá (PR); São Francisco (SC); Rio Grande (RS); Ponta da Madeira (MA) e Aratu (BA), bem como possui uma plataforma própria em Barcarena (PA). A malha se completa com as hidrovias Tietê–Paraná e Paraguai–Paraná.

Tecnologia

O firme compromisso com a sociedade e o meio ambiente é um dos requisitos da atuação da ADM. Por isso, desde o início das operações no Porto de Santos, a empresa investe fortemente para minimizar os impactos causados no entorno. O valor aplicado em medidas preventivas e mitigatórias já excedeu o previsto e ultrapassou os R$ 75 milhões, o que é 400% acima do instituído no contrato.

Recentemente, a concessão da ADM para operar na cais santista foi renovada e, entre as cláusulas obrigatórias, há a implantação de ações para reduzir a emissão de pó vegetal, o que ocorre durante o embarque dos grãos. O total projetado nessa fase é de R$ 200 milhões.

Referência em tecnologia de ponta aplicada ao setor portuário, o terminal da ADM em Santos conta com o mais moderno shiploader (sistema mecânico que faz o carregamento do navio) em operação no Brasil. Em breve, um segundo equipamento

desse tipo, mais atual, começará a funcionar. Esse sistema será capaz de reduzir consideravelmente a dispersão do pó no embarque da mercadoria, destaca a empresa.

O controle ambiental na instalação portuária é extremamente minucioso e envolve um complexo mecanismo para gerenciar a emissão de partículas e odores. O sistema inclui um processo de aspiração interligado com as correias transportadoras, que as impede de funcionar sem que essa aspiração esteja ligada. A medida garante que a poeira não se espalhe. Este controle é reforçado pela tecnologia DSH (Dust Suppression Hopper ou, em uma tradução livre do inglês, Supressão de Poeiras Móveis), que cuida da emissão de partículas em dois momentos fundamentais: durante a transferência de grãos para os armazéns e no carregamento dos navios.

Controlar a emissão de odores gerados pela movimentação e armazenagem das cargas é outra preocupação da ADM. Para isso, ela dispõe de diferentes processos integrados, como a instalação de telas de proteção e a limpeza constante das galerias de esgoto e de águas pluviais e das canaletas dos depósitos de recebimento.

Além disso, periodicamente é feita a aplicação de um produto inibidor de odores. O terminal é um dos poucos da cidade a contratar uma equipe exclusiva de faxina e conservação. Para esse trabalho, loca seus equipamentos de varrição.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 27/03/2015

APESAR DE CORTES, DRAGAGEM NÃO SERÁ AFETADA, DIZ CAPUTO
Publicado em 03/30/2015 as 02:40 PM

Depois da que do lucro na Codesp, Companhia prepara cortes de gastos
LEOPODO FIGUEIREDO

Angelino Caputo e Oliveira, presidente da Codesp



O plano de contingenciamento preparado pela direção da Codesp não afetará diretamente as atividades portuárias. Envolverá mais gastos administrativos e a redução na implantação de projetos, explica o presidente da companhia, Angelino Caputo e Oliveira. E ele garante que a dragagem não será afetada e obras iniciadas não serão interrompidas.

“Avaliamos medidas que garantam uma menor despesa, mas sem afetar a atividade portuária. Nossa postura é semelhante a do Governo Federal, que está cortando os gastos não essenciais. São ações necessárias para passarmos essa fase, enquanto a economia não se recupera”, afirmou o presidente da Autoridade Portuária. Segundo Caputo, os pedidos de reajuste nos contratos de serviços terceirizados não serão atendidos. E os trabalhos cobrados por demanda – como o de pintura de sinalização viária – vão ser economizados.

Alguns cortes já ocorreram. É o caso da redução na frota de veículos a serviço da empresa – os automóveis são alugados e o serviço dos motoristas, terceirizado. De acordo com o presidente, a medida permitiu uma redução de R$ 860 mil por ano no valor do contrato (a cifra original não foi divulgada).

Na Diretoria de Infraestrutura e Execução de Obras, o corte pode chegar a R$ 11 milhões, cita Caputo. Mas os cortes não afetarão a dragagem. “Se sobrar recursos, até gasto o que tiver na dragagem. Esse é um serviço essencial para o Porto. Não será prejudicado de forma alguma. Essas economias não vão envolver nossas atividades-fim”, disse o presidente.

Sobre as obras de melhoria da infraestrutura, o contingenciamento poderá afetar aquelas não iniciadas. “Não vamos parar trabalhos já iniciados. Mas aqueles que não começaram podem atrasar. Pensar em pedir mais recursos para o Mergulhão, agora, está fora de cogitação”, afirmou Angelino Caputo, referindo-se à passagem rodoviária subterrânea a ser construída em frente aos armazéns do Valongo, como parte da recuperação da região. Para o empreendimento, avaliado em R$ 820 milhões, a União já disponibilizou cerca de R$ 300 milhões.

O plano de contingenciamento da Codesp está sendo elaborado pelos diretores e superintendentes da companhia desde o início do mês. Propostas de corte de gastos foram pedidas por Caputo na reunião mensal que realiza com os coordenadores de área. “Estamos recebendo sugestões e estudando. Vamos avaliar todas pois não economizaremos em nada que possa prejudicar o Porto”, explicou o presidente.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 27/03/2015

LUCRO DA CODESP CAI 84,78 % E DIREÇÃO PREPARA CORTE DE GASTOS
Publicado em 03/30/2015 as 02:39 PM

Presidente da Docas cita risco de a companhia ficar ‘no vermelho’
LEOPODO FIGUEIREDO

A crise que afeta vários setores da economia brasileira já atinge a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa que administra o Porto de Santos, o principal do País. Com queda em suas receitas e aumento nas despesas, a Autoridade Portuária registrou uma redução de 84,78% em seu lucro no ano passado. Em 2013, o resultado contábil foi de R$ 142,31 milhões. Doze meses depois, o superávit só chegou a R$ 21,66 milhões.

E os problemas continuam neste ano. Em entrevista exclusiva a A Tribuna, o presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, admitiu que, se nada for feito, a Docas corre o risco de entrar no vermelho até o final do semestre. Para evitar tal cenário, nas últimas semanas, diretores e superintendentes da companhia elaboram um plano de contingenciamento, de modo a reduzir os gastos. Obras que não foram iniciadas podem ser atrasadas e serviços não essenciais, reduzidos ou até suspensos. Os cortes, porém, não vão afetar atividades essenciais, como a dragagem do estuário de Santos, garante Caputo.

A estratégia para melhorar a saúde financeira da Autoridade Portuária ainda prevê a retomada das negociações com a Secretaria de Portos (SEP) para o reajuste de suas tarifas, congeladas há 10 anos. Os problemas financeiros enfrentados pela Codesp são, em princípio, semelhantes aos que atingem o Governo. “Nossas despesas aumentaram e a receita caiu”, resume Angelino Caputo, há 11 meses à frente da administradora portuária.

Conforme balancetes patrimoniais consultados por A Tribuna, houve um decréscimo de 2% na receita líquida da empresa, obtida pela arrecadação das tarifas portuárias e com os arrendamentos das áreas dos terminais. Em 2013, ela foi de R$ 758,76 milhões. No ano passado, alcançou a cifra de R$ 744,05 milhões.



Essa queda foi motivada, principalmente, pela redução na movimentação do Porto no último ano, um reflexo da desaceleração da própria economia brasileira, destacou Caputo. A quantidade de cargas embarcadas ou desembarcadas no complexo encolheu 2,6%, chegando a 111,16 milhões de toneladas. Desde 1992 o cais santista não registrava uma diminuição em suas operações.

Queda nas receitas da Codesp reflete a redução de 2,6% na movimentação de cargas em 2014, explica Caputo



Gastos

Simultaneamente ao decréscimo na receita, a Companhia Docas contabilizou um aumento em seus gastos. Os custos dos serviços cresceram 25,19%, indo de R$ 326,3 milhões para R$ 408,5 milhões. As despesas administrativas caíram 17%, de R$ 142,03 milhões para R$ 117,74 milhões, mas as despesas operacionais saltaram 73%, de R$ 89,45 milhões para R$ 154,79 milhões. Como consequência, o resultado financeiro líquido foi reduzido de um lucro de R$ 13,3 milhões para um prejuízo de R$ 23,8 milhões. Já o resultado operacional diminuiu 81%, de R$ 214,3 milhões para R$ 39,17 milhões, segundo os balancetes.

O resultado final do exercício é o resultado operacional descontando a cifra a ser paga com imposto de renda e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos empregados. Os funcionários da empresa receberam o PLR referente a 2013, mas os resultados do ano passado não prevêem esse benefício.

Risco
Sobre o crescimento dos gastos, a Codesp informou que se trata de um reflexo do aumento das despesas com pessoal e encargos sociais, decorrentes da implantação do Plano de Empregos, Carreiras e Salários de 2013, que acabou afetando o exercício de 2014. A empresa ainda destaca os reajustes nos preços dos serviços contratados pela Docas, como energia e limpeza, a ampliação das atividades de “terceiros” (a dragagem de manutenção) e maiores provisões para riscos de ações civis e trabalhistas.

O presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, enfatiza que “todos os nossos contratos, as nossas despesas, os salários de nossos funcionários sofreram reajuste. Mas não repassamos essa correção ao usuário do Porto. Esse é a nossa situação. Se continuar nessa velocidade (de crescimento nas despesas e queda nas receitas) e nada for feito, corremos, sim, o risco de entrarmos no vermelho”. Segundo o executivo, tal possibilidade ocorreria na metade do ano.

“É por isso que estamos preparando um plano de contingenciamento. Vamos manter nossas atividades-fim, mas temos de reduzir os gastos não essenciais. E também esse é o momento de retomarmos nossas conversas com a SEP para reajustarmos as tarifas, que não são corrigidas desde 2005. Faremos nosso trabalho e garanto para você que não vamos entrar no vermelho”, afirmou Caputo.

Uma boa notícia destacada pelo presidente é o aumento na movimentação de cargas verificado em janeiro e fevereiro passados. Foram 7,5 milhões de toneladas no primeiro mês do ano e 8,5 milhões de toneladas no segundo, resultado este que se tornou o novo recorde operacional para esse mês. Para o dirigente, “se essa recuperação for mantida, nossos problemas serão reduzidos”.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 27/03/2015

PLANO URBANÍSTICO PARA CAIS JOSÉ ESTELITA É ENVIADO À CÂMARA DO RECIFE
Publicado em 03/25/2015 as 02:19 PM

Minuta passou no Conselho da Cidade e abrange área do projeto Novo Recife. Grupo Direitos Urbanos afirma que votação no órgão colegiado foi irregular.



Projeto de lei com novo plano urbanístico para Cais de Santa Rita, Cais José Estelita [foto] e Cabanga foi aprovado no Conselho da Cidade e agora tramita na Câmara dos Vereadores (Foto: Vanessa Bahé / G1)



Já tramita na Câmara dos Vereadores do Recife o projeto de lei (PL) do Executivo municipal que institui e regulamenta o Plano Específico para o Cais de Santa Rita, Cais José Estelita e Cabanga, região que tem uma área que é alvo de disputa entre o consórcio responsável pelo investimento imobiliário Novo Recife e movimentos sociais contrários à sua construção. O Novo Recife prevê a construção de 13 prédios residenciais e comerciais, com altura variando de 12 a 38 andares.

A minuta do PL foi votada e aprovada na semana passada, no Conselho da Cidade, e enviado à instância legislativa na segunda (23), cujas comissões têm até 8 de abril para emitir pareceres e apresentar propostas de emenda. Para o grupo Direitos Urbanos (DU), que detém cadeira no Conselho da Cidade, o processo de votação foi irregular. O secretário de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre, defendeu a lisura do procedimento e afirmou que a Prefeitura não vai expedir agora a licença de demolição dos armazéns do Cais José Estelita, suspensa desde junho de 2014.

O professor Leonardo Cisneiros, que representa o DU no Conselho da Cidade, criticou a votação feita na 3° reunião extraordinária do colegiado, denunciando que o projeto foi aprovado sem quórum, sem observância do regimento e ignorando as contribuições das audiências públicas. No encontro, ele protocolou um parecer que pedia a rejeição da minuta e o reinício do processo, afirmando que os estudos prévios necessários e solicitados não foram mostrados e que a apresentação técnica do plano terminou sem o esclarecimento de todas as dúvidas, entre outros problemas. “O parecer não foi analisado, porque eles consideraram que era sobre o procedimento e não sobre o assunto em questão”, disse.

O secretário Antônio Alexandre assegurou que a votação foi regular. “A maioria votou a favor do projeto, e a minoria não aceita. Eles têm todo o direito de criticar, mas tem que ter responsabilidade. Eu acho um absurdo, chega até a menosprezar a inteligência de quem acompanha o processo. O debate não começou agora, já houve diversas audiências e reuniões. A Prefeitura assumiu a discussão sobre a readequação do projeto para que ele passasse a considerar elementos que fazem parte da atual realidade urbanística, mas não estão na legislação”, explicou. O secretário disse que a população pode ter acesso aos documentos levados para a reunião do Conselho na última quinta-feira, por meio do site do órgão. Lá está a minuta apresentada na audiência pública realizada no dia 19 de fevereiro, o posicionamento da Prefeitura em relação aos questionamentos levantados na audiência e a simulação de como ficaria a região caso todos os parâmetros urbanísticos sejam seguidos.

O projeto de lei foi apresentado em reunião plenária na Câmara na segunda-feira (23) e enviado às comissões de Legislação e Justiça, Finanças e Orçamento, Meio Ambiente, Transporte e Trânsito, Obras e Planejamento Urbano para análise e emissão dos pareceres. O prazo para recebimento de emendas termina em 8 de abril. O documento está no site da Câmara e é possível criar um sistema de alerta por email para acompanhar a tramitação da matéria.

O secretário acrescentou que o governo “não vai lavar as mãos” sobre o projeto Novo Recife agora que ele será discutido no âmbito legislativo. “Vamos esperar o debate na Câmara. Se for aprovado, o consórcio terá que refazer o projeto [Novo Recife] à luz da nova lei para uma nova análise da Prefeitura. Enquanto isso, não vamos dar licenças para demolição dos armazéns”, afirmou.

Patrimônio



No último dia 17 de março, foi publicada no Diário Oficial da União a homologação da decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de incluir a área operacional do Pátio Ferroviário das Cinco Pontas, no Recife, na Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário. O bem fica no terreno do Cais José Estelita, vizinho à área arrematada em leilão pelo consórcio responsável pelo projeto Novo Recife. Segundo o Iphan, com a inclusão na Lista de Patrimônio Ferroviário, "qualquer intervenção nessa área, que atualmente precisa de aprovação por parte da ANTT (reguladora do contrato de concessão) e por parte do DNIT (proprietário da área, em função da Lei 11.483/2007), deverá ser aprovadas pelo IPHAN". Na ocasião, a Secretaria de Desenvolvimento e Planejamento Urbano do Recife disse que a zona onde está o pátio ferroviário será reservada como área de parque público, de modo a preservar e valorizar a memória ferroviária.
Fonte : Globo.com
Data : 24/03/2015

RIO BOAT SHOW MOSTRA CASA FLUTUANTE, IATES LUXUOSOS E 'SUBMARINO PESSOAL'
Publicado em 03/25/2015 as 02:19 PM

Feira de novidades náuticas começa no Riocentro nesta quinta (26). Preços das embarcações vão de R$ 60 mil a R$ 16 milhões; veja imagens.

A feira é de Barcos, mas uma das principais atrações é uma casa – flutuante, claro. A novidade, que custa a partir de R$ 600 mil, estará a partir desta quinta-feira (26) na Rio Boat Show 2015, no Riocentro, Zona Oeste do Rio, assim como iates e Barcos, de R$ 60 a R$ 16 milhões, e um submarino "pessoal", de dois lugares.

A Casa Flutuante, feito pela empresa portuguesa Friday, é pré-fabricada, modular, tem mobilidade e autonomia plena para uma semana de estadia. A ideia é tornar realidade o sonho de morar em lagos ou represas.

O tamanho pode variar de 28 metros quadrados a 52 metros quadrados com salão, cozinha, um ou dois banheiros, até três quartos, adega, terraço e solário. A casa fica apoiada em uma plataforma com área de até 108 metros quadrados.

A 18ª edição da tradicional feira de novidades náuticas vai até a terça-feira (31). Em área de 23 mil metros quadrados, mais de 100 expositores entre estaleiros, indústrias especializadas em motores e equipamentos, empresas fornecedoras de peças e tecnologia e outras áreas da cadeia produtiva do setor mostrarão o que há de mais moderno na área.

Segundo os organizadores, a expectativa é de que mais de 30 mil pessoas visitem a exposição. O evento tem apoio da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar). Em 2014, a Rio Boat Show movimentou R$ 193 milhões em negócios realizados.

A Friday mostra ainda na feira um submarino para duas pessoas, projetado para passeios de lazer ou para uso em pesquisas. Todo automatizado, tem autonomia para navegar por até 8 horas a 300 metros de profundidade.

Com 2,50m de comprimento e 2,36m de largura, é o menor da sua classe e custa a partir de R$ 2,6 milhões. Segundo os organizadores da feira, proprietários de iates e grandes resorts são os que mais compram o modelo.

Entre os iates em exposição, o superluxuoso Prestige 750, do estaleiro Prestige Yatchs, com preços a partir de R$ 16 milhões – o mais caro da mostra. Somente 12 unidades foram produzidas 12 no mundo - a que estará exposta é a quinta na linha de Produção e primeira da América Latina. O Prestige 750 tem 75 pés, com quatro quartos, sendo um de casal master com closet e suíte. Já a lancha FS 180, da FS Yatchs, é uma das opções mais baratas. A partir de R$ 59 mil, tem comprimento total 5,33m, com capacidade para sete passageiros.

Outras novidades da feira:

Azimut 50
A luxuosa embarcação de mais de 16 metros faz parte da nova coleção de iates da Azimut do Brasil. O diferencial em relação aos modelos internacionais está no espaço gourmet na praça de popa com churrasqueiras adicionais e área para refeições. O flybridge é espaçoso e equipado com grill, utensílios de cozinha e espaço para armazenamento, além de geladeira e mobiliário. Preço a partir de R$ 4 milhões.

V410
A Ventura Marine apresenta a lancha V 410 Premium, que reúne inovação, luxo e exclusividade. Com tecnologia japonesa da Yamaha Motors Company, é fabricada inteiramente no Brasil. A lancha tem dois camarotes, cozinha integrada à sala, e já vem com itens de série como aparelho de som, TV, DVD, geladeira, microondas, adega e uma churrasqueira. Preço a partir de R$ 1,5 milhão.

FS 275 Wide
O estaleiro de Santa Catarina, FS Yachts traz a FS275 Wide, um projeto voltado para a diversão. A lancha tem proa aberta e, para conforto dos tripulantes, um banheiro completo de série, inclusive chuveiro. Com mais de oito metros de comprimento (cerca de 27 pés), tem um quarto com janelas para acomodar até um casal. Preço a partir de R$ 200 mil.

Real 520
O estaleiro carioca Real Power Boats lança a lancha Real 520, embarcação com mais de 15 metros de comprimento. Com três camarotes, sendo uma suíte máster, tem capacidade para até 20 pessoas para o passeio e até 10 pessoas para pernoite. Entre os itens básicos estão GPS, sistema de ar condicionado, gerador, comandos nos dois andares, som, TV, espaço gourmet. A suíte máster fica a meia-nau e a área do salão é ampla e envidraçada, o que garante visão panorâmica. Preço a partir R$ 3,6 milhões.

Motoaquática
Com capacidade para levar até três pessoas, o Ultra 300 LX tem tanque de 78 litros, um dos maiores da categoria. Navega a 10 mph e atinge 67 milhas em menos de quatro segundos, equivalentes a 108 Km/h, limitados eletronicamente. O motor é derivado dos modelos de competição da linha Team Green Ninja Motores de Alta Performance Sportbikes. O motor alcança os 300 cavalos a 7.750 rpm, mais de 200 cavalos por litro, uma potência específica desconhecida entre os demais jet skis. Preço a partir de R$ 46.990.

Serviço:
18º Rio Boat Show
Quinta (26), de 15h às 22h
Sexta (27), de 13h às 22h
Sábado (28) e domingo (29), de 12h às 22h
Segunda (30), de 13h às 22h
Terça (31), de 13h às 20h
Riocentro - Pavilhão 3
Av. Salvador Allende 6555, Barra da Tijuca
R$ 50 (inteira) e R$ 25 (acima de 65 anos)
Portadoras de necessidades especiais: R$ 1
Crianças até 1m de altura não pagam
Estacionamento: carro e moto R$ 22 carro por 12 horas
Fonte : Globo.com
Data : 25/03/2015

COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA PODERÁ OUVIR PRESIDENTE DO BNDES
Publicado em 03/25/2015 as 02:19 PM

O presidente Luciano Coutinho, do BNDES, poderá comparecer à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado para falar a respeito dos financiamentos concedidos pelo Banco nos últimos quatro anos.

A CI, presidida pelo senador Garibaldi Filho, deverá apreciar requerimento nesse sentido, apresentado pelo senador Lasier Martins (PDT-RS). A reunião – marcada para às 8h30 desta quarta-feira (25) – será transmitida ao vivo pela TV Senado.

Segundo o senador pelo Rio Grande do Sul, os desembolsos do BNDES passaram de R$ 47,1 bilhões, em 2005, para R$ 190,4 bilhões, em 2013. “A despeito desse montante, extremamente significativo, não temos informações a respeito dos resultados obtidos com essa política de concessão agressiva de financiamentos”, observou Lasier.

No momento em que o governo sofre com uma escassez de recursos, opinou o autor do requerimento, é importante que a sociedade conheça os critérios para a liberação dos empréstimos concedidos pelo BNDES. Ele alertou ainda para a possibilidade de que alguns dos empréstimos concedidos tenham ligação com os casos de corrupção na Petrobras, investigados no âmbito da Operação Lava-Jato.

“É o caso, por exemplo, de empréstimos concedidos à empresa Sete Brasil, produtora de equipamentos de produção de petróleo. Há informações de que os atrasos na concessão de empréstimos à empresa somam US$ 900 milhões”, destacou Lasier Martins.

Energia solar – Também está na pauta da CI requerimento do senador Wilder Morais (DEM-GO) propondo audiência pública para debater a questão da energia solar e microgeração distribuída. Ele observou que o Brasil tem potencial para gerar energia fotovoltaica nos grandes centros de consumo de energia elétrica e, dessa forma, complementar sua necessidade de geração de energia.

Outro requerimento, do senador Wellington Fagundes (PR-MT), propõe reunião para que o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, apresente as ações de sua Pasta para os próximos anos. A última proposição incluída na pauta é da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que requereu audiência pública para o ministro de Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, apresentar os projetos e prioridades do seu setor.
Fonte : Tribuna do Norte - RN
Data : 25/03/2015

EMPRESA INVESTIRÁ QUASE R$ 1 BI EM DUAS FÁBRICAS NO CE
Publicado em 03/25/2015 as 02:18 PM

A Votorantim Cimentos vai investir quase um R$ 1 bilhão na expansão das plantas de Sobral e Pecém e gerar cerca de dois mil empregos

A Votorantim Cimentos anunciou investimentos de cerca de R$ 1 bilhão para a expansão das fábricas de Sobral e do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Ontem, Governo do Ceará e representantes da empresa firmaram parceria para a ampliação das plantas, que vão permitir dobrar a capacidade de produção.

O Estado entra com incentivo do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), com isenção fiscal de 85% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e taxa de retorno de 1% em três anos.


A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Nicolle Barbosa, destaca que o investimento vem num momento importante para dar confiança. “Hoje o grupo gera, nas duas unidades, 600 empregos diretos e indiretos e só durante as obras de expansão vão gerar 1.600 empregos temporários”, informa, ressaltando que as obras começam em maio deste ano, em Sobral, e em julho, no Pecém - em 2017, entram em operação.


Segundo Nicolle, o Estado está apenas ampliando o incentivo fiscal já existente de 75% para 85%. “Isso por conta da faixa de investimento”, explica. A secretária adianta que não sabe quanto vai custar a estrada da BR-222 até a entrada da unidade de Sobral, melhoria do acesso que será feita pelo Governo do Estado.


Os empreendimentos foram apresentados por diretores da empresa ontem, em reunião com o governador Camilo Santana. Chamadas de Sobral II e Pecém II, as plantas somam investimentos de R$ 969 milhões, sendo

R$ 769 na indústria da região norte e R$ 200 milhões na companhia da Região Metropolitana de Fortaleza.

A previsão é de início das obras em 45 dias em Sobral e em julho deste ano no Pecém. O Governo do Estado oferecerá estrada de acesso às indústrias e linha de transmissão de energia -, além de benefício fiscal.

Juntas, as empresas terão 1.200 novos postos de trabalho, com geração de renda anual de aproximadamente R$ 7 milhões.
Fonte : O Povo - CE
Data : 25/03/2015

À ESPERA DOS CONTÊINERES
Publicado em 03/25/2015 as 02:18 PM

O segundo grande projeto oficialmente lançado em Joinville ontem foi o centro logístico e industrial aduaneiro (Clia) da Multilog, empresa de Itajaí que presta serviços na área de logística.

A estrutura, instalada dentro do Perini Business Park, tem capacidade para movimentar 800 contêineres – 600 no pátio e outros 200 dentro de um enorme galpão. O investimento chega a R$ 38 milhões, segundo Jonas Tilp, diretor comercial do parque empresarial.

O Clia, cuja operação é basicamente igual à de um porto seco, confere um status portuário a Joinville e deverá gerar um significativo incremento, ainda incalculável, na economia da região Norte. O centro serve como uma alternativa aos aeroportos e portos para a exportação e importação de mercadorias.

Coordenador de operações do Clia, Vitor Heidemann destaca que os trâmites burocráticos nesse tipo de estrutura costumam ser mais ágeis. As cargas são inspecionadas e liberadas ali mesmo e seguem direto para embarque nos portos.

O empreendimento da Multilog tem autorização da Receita Federal para movimentar e armazenar cargas desde o início do mês, mas apenas na noite de segunda-feira o software de gestão do órgão que faz o controle das operações foi homologado. Com isso, a expectativa de Heidemann é de que o pátio fique lotado já nos próximos dias.

O aumento previsto da demanda já faz a empresa pensar na ampliação da estrutura. Hoje com 16 mil m², ela pode chegar a 50 mil m².
Fonte : A Noticia
Data : 25/03/2015

IRMÃO DE DEPUTADO, CARGO NO ESTADO
Publicado em 03/25/2015 as 02:18 PM

PARENTES DE PARLAMENTARES aliados ao governo gaúcho foram escolhidos para direções no segundo escalão. Para especialistas, situação pode configurar nepotismo.

Pelo menos quatro irmãos de parlamentares que integram a base de apoio do governo José Ivo Sartori (PMDB) foram nomeados para cargos em órgãos e autarquias do governo estadual. Além do parentesco com deputados aliados do Piratini, os dirigentes do segundo escalão têm em comum o perfil político: dos quatro, três já ocuparam cargos eletivos municipais. Figuram nessa lista os irmãos dos deputados estaduais Adilson Troca (PSDB), Edson Brum (PMDB), Alexandre Postal (PMDB) e Gilberto Capoani (PMDB).

Adinelson Troca assumiu como diretor administrativo-financeiro da Superintendência do Porto de Rio Grande. Edivilson Brum, está na presidência da Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Fernando Postal é diretor da Banrisul SA Administradora de Consórcios. Luiz Alcides Capoani comanda a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

Essas nomeações poderiam configurar nepotismo? A resposta para essa pergunta divide especialistas. Para o cientista político Hermílio Santos, professor da PUCRS, como a situação envolve poderes distintos e os indicados não estão sob comando dos próprios irmãos, o caso não poderia ser enquadrado como nepotismo.

Professor titular de direito constitucional da UFRGS e da Fundação Escola Superior do Ministério Público, Eduardo Carrion discorda da avaliação. Para ele, “trata-se de prática inequívoca de nepotismo”, embora não alcançada pela súmula vinculante n° 13, do Supremo Tribunal Federal (STF). As nomeações denotariam favorecimento dos vínculos de parentesco. O mesmo vale, segundo Carrion, para o caso da primeira-dama Maria Helena Sartori, que ganhou status de secretária.

PROIBIÇÃO ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO
– Na administração pública brasileira há não só excesso de cargos em comissão, ou seja, nomeados sem concurso público, como há a prática generalizada de nepotismo. A súmula procura limitar essa prática perniciosa para a administração pública e para a sociedade, mas ela não contempla todos os casos possíveis – disse.

Os especialistas concordam que, embora possam não ser ilegais, as nomeações são imorais. Santos acredita que a decadência econômica do Estado ajuda a revigorar práticas como essa que remontam ao século 19.

– O problema é que o irmão julga, aprova ou não atos do Executivo. Então, trata-se de uma prática política que não é de todo republicana e mostra a simplificação política e retrocesso do Estado – afirma o professor da PUCRS.

Em 2008, quando aprovou a súmula n° 13, o STF esclareceu que a proibição do nepotismo já está prevista na Constituição. Com a decisão do STF, também foi vedado o chamado nepotismo cruzado, quando familiares de um agente público são empregados por outro.

– O nepotismo é uma das causas da ineficiência da nossa administração pública. Cada cidadão sofre no seu dia a dia as consequências terríveis de uma administração pública ineficiente, onde o desperdício de recursos públicos e de corrupção são generalizados, com raríssimas exceções – afirma Ligia Pavan Baptista, professora de Ética e Filosofia Política da Universidade de Brasília (UnB).

CONTRAPONTO
O QUE DIZ MÁRCIO BIOLCHI, CHEFE DA CASA CIVIL

Nenhuma das indicações foi feita pelos deputados. O critério que temos utilizado é o conhecimento técnico e a experiência política condizente com a função.
Fonte : Zero Hora
Data : 25/03/2015

NOVO PROJETO PARA O ESTALEIRO
Publicado em 03/25/2015 as 02:17 PM

AGORA SOB O NOME de Parque do Pontal, plano para área à beira do Guaíba, alvo de polêmica no final da década passada, será levado a audiências públicas no próximo mês.

Depois de quatro anos sob análise da prefeitura, o projeto de urbanização da área do Estaleiro Só será reapresentado aos porto- alegrenses com novos nome e proposta. Nos dias 8 e 9 de abril, audiências públicas vão debater o chamado Parque do Pontal, destinado a receber torre comercial, um shopping center e um parque público com cerca de 3,6 hectares – o equivalente a um décimo da Redenção.

Quando foi derrubado por uma consulta popular, em 2009, o projeto, então chamado Pontal do Estaleiro, previa a utilização mista da orla para comércio e moradia. Como 80% dos 22 mil votantes optaram por impedir a presença de imóveis residenciais no local, o Estaleiro deu lugar à nova iniciativa que prevê somente comércio e serviços na área.

Em razão dessa adequação e de outros ajustes como a redução da altura da torre comercial de 26 para 22 andares, o Parque do Pontal já recebeu a classificação de “afeito” da prefeitura. Isso significa que a obra tem autorização para sair do papel, desde que respeite as normas municipais e atenda a exigências destinadas a mitigar impactos ambientais e urbanísticos.

Mas, antes disso ocorrer, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), o projeto precisa passar pelas audiências públicas de abril, apresentar um Estudo de Viabilidade Urbanística e receber autorização definitiva da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge) – órgão que reúne diversas secretarias municipais.

Uma das principais estratégias dos empreendedores – BM Par e Leroy Merlin – para angariar simpatia popular ao projeto de R$ 155 milhões (em valores de 2013) é oferecer um parque público de 36 mil metros quadrados onde haveria ciclovia, praças, recantos, fontes e atrações como jatos d’água sincronizados e um relógio de sol. Essa área seria de livre acesso à população.

Além disso, segundo o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental, o Pontal contaria com torre comercial e um centro comercial com lojas, restaurantes, bares, cinema, entre outros serviços, e 1.721 vagas de estacionamento divididas em três pavimentos. A expectativa dos responsáveis pela obra é obter licença para iniciar a construção em janeiro do ano que vem, inaugurar o shopping center em junho de 2018, e o restante do empreendimento, em setembro do mesmo ano.

Embora mais perto do que já esteve de sair do papel, o projeto não deverá ficar imune a opositores. A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) pretende estudar os relatórios ambientais e verificar se há meio de barrar a iniciativa.

– É um novo ataque à concepção de uma orla pública e com objetivos culturais, de lazer e esporte. O projeto coloca novamente espigões na orla – argumenta Fernanda.

Por e-mail, os responsáveis pela iniciativa afirmaram apenas ter a “expectativa de que o projeto seja aprovado”. No texto de apresentação do Pontal, argumentam que “historicamente, e diferentemente do restante da orla do Guaíba, a área do empreendimento não permitia o acesso da população à orla. E essa é a grande premissa da localização do Parque do Pontal: retomar a relação entre a cidade e o Lago Guaíba através da criação de um parque com espaços de convívio e contemplação. Dessa forma, a localização do empreendimento se justifica por si só”.

O QUE ESTÁ PREVISTO

ATIVIDADES COMERCIAIS
-Jardim térreo com lojas
-Restaurantes, bares, discotecas
-Loja âncora (Leroy Merlin)
-Cinema: três salas convencionais e um cinema 3D

PARQUE PÚBLICO
-Área verde
-Espaços para lazer como quiosques pergolados, escadarias, arquibancadas para eventuais apresentações, caminhos, esplanadas, praças e recantos
-Atrações pontuais: relógio solar, ponto dos cata-ventos, praça das birutas, show de águas dançantes

TORRE COMERCIAL
-Com 80 metros de altura, abrigará salas comerciais. Apesar de o croqui mostrar duas torres, o projeto trata a construção como apenas uma torre

ESTACIONAMENTO
-1.721 vagas privadas cobertas e 105 vagas públicas ao longo da pista de contorno do parque

OS PRÓXIMOS PASSOS
-O projeto já recebeu a classificação de “afeito” da prefeitura, ou seja, de que pode ser executado – embora seu conteúdo ainda possa ser alterado por exigência do município.
-A partir de agora, serão realizadas duas audiências públicas, ambas às 19h: uma em 8 de abril (Jockey Club), outra no dia 9 de abril (Paróquia Sagrada Família, José do Patrocínio, 954). Nas audiências poderão ser feitas críticas e sugestões. A partir daí, será elaborado um Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU).
-Depois de pronto o EVU, o projeto segue para a Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), que reúne várias secretarias municipais e pode estabelecer adaptações no projeto antes de aprová-lo em definitivo.

QUASE UMA DÉCADA DE IDAS E VINDAS
JULHO DE 2006
O primeiro desenho do projeto é apresentado na Capital – reúne cinco torres residenciais de 12 pavimentos, prédios comerciais, marina, píer e esplanada. A lei municipal, porém, não permitia moradores na região.

ABRIL DE 2008
Um projeto começa a tramitar na Câmara de Vereadores com a intenção de mudar o regime urbanístico da área e permitir a ocupação por imóveis residenciais. O desenho arquitetônico muda e dá lugar a quatro prédios residenciais em vez de cinco.

OUTUBRO DE 2008
A votação do projeto é adiada três vezes e acaba temporariamente suspensa pela Justiça em razão de um mandado de segurança apresentado pelo vereador Beto Moesch. Após o projeto voltar à pauta, manifestantes contrários à iniciativa brigam com seguranças da Câmara.

NOVEMBRO DE 2008
Após oito horas de discussão, o projeto que permite o Pontal do Estaleiro é aprovado por 20 votos a 14, com emendas que reduzem a área construída e a altura dos edifícios, mas ainda necessita da sanção do prefeito.

DEZEMBRO DE 2008
O então prefeito José Fogaça veta o projeto e propõe uma consulta popular sobre o tema. Então um novo projeto seria encaminhado à Câmara prevendo que a população pudesse votar sobre o assunto.

AGOSTO DE 2009
Mais de 80% dos votantes na consulta popular, em um universo de 22 mil eleitores, vetam a possibilidade de prédios residenciais na área do Estaleiro. Os empreendedores se viram obrigados a reformular a iniciativa.

SETEMBRO DE 2012
Sob análise da prefeitura, o novo projeto sofre mais uma reformulação: a altura máxima da torre comercial é reduzida de 26 para 22 andares.

ABRIL DE 2015
O projeto, sob o novo nome de Parque do Pontal, será objeto de audiências públicas a fim de ser apresentado à população e receber críticas e sugestões. Depois, será novamente analisado pela prefeitura antes de receber a aprovação definitiva.

JULHO DE 2006
O primeiro desenho do projeto é apresentado na Capital – reúne cinco torres residenciais de 12 pavimentos, prédios comerciais, marina, píer e esplanada. A lei municipal, porém, não permitia moradores na região.

ABRIL DE 2008
Um projeto começa a tramitar na Câmara de Vereadores com a intenção de mudar o regime urbanístico da área e permitir a ocupação por imóveis residenciais. O desenho arquitetônico muda e dá lugar a quatro prédios residenciais em vez de cinco.

OUTUBRO DE 2008
A votação do projeto é adiada três vezes e acaba temporariamente suspensa pela Justiça em razão de um mandado de segurança apresentado pelo vereador Beto Moesch. Após o projeto voltar à pauta, manifestantes contrários à iniciativa brigam com seguranças da Câmara.

NOVEMBRO DE 2008
Após oito horas de discussão, o projeto que permite o Pontal do Estaleiro é aprovado por 20 votos a 14, com emendas que reduzem a área construída e a altura dos edifícios, mas ainda necessita da sanção do prefeito.

DEZEMBRO DE 2008
O então prefeito José Fogaça veta o projeto e propõe uma consulta popular sobre o tema. Então um novo projeto seria encaminhado à Câmara prevendo que a população pudesse votar sobre o assunto.

AGOSTO DE 2009
Mais de 80% dos votantes na consulta popular, em um universo de 22 mil eleitores, vetam a possibilidade de prédios residenciais na área do Estaleiro. Os empreendedores se viram obrigados a reformular a iniciativa.

SETEMBRO DE 2012
Sob análise da prefeitura, o novo projeto sofre mais uma reformulação: a altura máxima da torre comercial é reduzida de 26 para 22 andares.

ABRIL DE 2015
O projeto, sob o novo nome de Parque do Pontal, será objeto de audiências públicas a fim de ser apresentado à população e receber críticas e sugestões. Depois, será novamente analisado pela prefeitura antes de receber a aprovação definitiva.
Fonte : Zero Hora
Data : 25/03/2015

O CANAL DE ACESSO AO PORTO DE SANTOS
Publicado em 03/25/2015 as 02:17 PM

A conquista da nova profundidade passa por estudos de viabilidade técnica e econômica

A dragagem para manutenção da profundidade de 15 metros, recentemente conquistada, é cara. O governo federal corta gastos. Em abril, a Secretaria de Portos vai até discutir a possibilidade de privatização da manutenção dos canais dos portos públicos, em modelo semelhante ao adotado em rodovias. Os dois vetores preocupam empresários e autoridades ligados ao porto. Não se trata só da dragagem. A preocupação abrange investimentos na infraestrutura que dependem de recursos federais. As perimetrais em Santos e em Guarujá, a reformulação da entrada de Santos.

As providências tomadas em relação à movimentação da safra de grãos evitaram, até agora, o caos verificado no sistema viário e rodoviário da Baixada Santista em 2013. Mas as projeções indicam um volume de cargas movimentadas em Santos equivalente ao dobro da movimentação atual em 10 anos. Cortes e atrasos nessas obras agora podem ser irrecuperáveis para o cenário 2024 / 2025. Em torno da dragagem de aprofundamento do canal do estuário, existem ainda dois outros movimentos.

Um deles é o dos ambientalistas para os quais consequências dessa operação ainda não estão devidamente mapeadas. Atribuem a ela, por exemplo, o recrudescimento das ressacas na Ponta da Praia, em Santos, e a aceleração do processo de erosão em alguns pontos da costa em Guarujá, como, por exemplo, no caminho de Santa Cruz dos Navegantes.

O outro movimento é dos empresários. Estão pensando grande. E o objetivo passa a ser, a conquista de uma profundidade de canal - e de berços de atracação - de 17 metros em 2017. Esse movimento é capitaneado até agora pelo novo presidente da Brasil Terminais Portuários, Antônio Pássaro. Nesta empresa há entusiasmo em relação à dragagem. Até porque a BTP está entre as empresas que se responsabilizam pelos recursos necessários para o aprofundamento do trecho do canal que dá acesso a elas.

A conquista da nova profundidade passa por estudos de viabilidade técnica e econômica. Quanto mais avança em relação à profundidade natural, mais cara a dragagem de manutenção. Mas numa reunião que deve haver hoje, o movimento empresarial deve conquistar importante apoio político: o do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa.

é jornalista e escreve para o DCI às quartas
Fonte : DCI – Diário Comércio e Industria
Data : 25/03/2015

300 TÁXIS OPERARÃO NO PORTO DO MUCURIPE
Publicado em 03/25/2015 as 02:17 PM

Pelo menos 300 táxis devem operar no Porto do Mucuripe no próximo dia 30 de março, quando mais um navio de turismo vai atracar no terminal de passageiros. A decisão foi estabelecida em reunião, por representantes da Secretaria de Turismo, do Sinditáxi, do BPTur, e de operadoras de viagem.
Fonte : Diário do Nordeste – CE
Data : 25/03/2015

PMDB 7 X 1 DILMA
Publicado em 03/25/2015 as 02:17 PM

BRASÍLIA - O jogo político em Brasília tem lembrado a semifinal da Copa: a cada vez que os alemães Renan Calheiros e Eduardo Cunha armam uma jogada, Dilma Rousseff encarna o goleiro canarinho e vai buscar a bola no fundo da rede.

A dupla de ataque do PMDB está prestes a marcar mais um gol, ao tirar da oposição oficial a bandeira do corte no número de ministérios.

A tabelinha começou na semana passada, quando a bancada do partido na Câmara desarquivou uma proposta de emenda constitucional apresentada por Cunha. O texto estabelece um teto de 20 ministérios na Esplanada. Se aprovado, obrigará Dilma a fazer um corte brusco em sua equipe, hoje com 39 pastas.

Em um lance ensaiado, Renan saiu ontem em defesa da ideia: "Está na hora do programa Menos Ministérios. Vinte, no máximo. Menos cargos comissionados, menos desperdício e menos aparelhamento".

Foi o suficiente para jogar Dilma de volta na defensiva. Horas depois, ela anunciou que o governo vai "fazer profundos cortes" e "buscar ineficiência" (sic) em todos os ministérios, mas sem falar em enxugamento.

Mais uma vez, a presidente deve ser atropelada pelo Congresso. A proposta de Cunha pode ser votada hoje na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Se aprovada, causará forte desgaste político ao governo.

Os 39 ministérios de Dilma são um claro absurdo. O curioso é ver o PMDB em campanha por sua redução. O partido se notabilizou por pressionar todos os governos, inclusive o atual, para obter mais cargos e orçamentos na Esplanada. Neste momento, atua nos bastidores para arrancar a Integração Nacional do PP.

Se seu time estivesse forte, Dilma poderia instar os peemedebistas a dar o exemplo, devolvendo as sete pastas que controla: Minas e Energia, Agricultura, Turismo, Pesca, Portos, Aviação Civil e Assuntos Estratégicos. Na partida atual, é mais provável que a presidente acabe assistindo a mais um gol da Alemanha.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 25/03/2015

MINERAÇÃO USIMINAS QUER CANCELAR CONTRATO COM MMX
Publicado em 03/25/2015 as 02:16 PM

A mina de Pau de Vinho, na região da Serra Azul de Minas Gerais, pode tornar-se alvo de uma disputa entre a Mineração Usiminas (Musa), dona da área, e a MMX Sudeste Mineração, que arrendou o ativo. A Musa comunicou à MMX, empresa de Eike Batista que encontra-se em recuperação judicial, da decisão de rescindir o acordo firmado pelas duas empresas em 2011.

O contrato previu a exploração de Pau de Vinho, uma mina de minério de ferro, pela MMX, por 30 anos.

A Musa, controlada pela Usiminas, quer evitar que a MMX inclua em seu plano de recuperação judicial qualquer previsão de receita do contrato de arrendamento de Pau de Vinho. Mas a MMX conta com essa mina como um ativo importante para o sucesso de seu plano de recuperação judicial. A notificação feita pela Musa à MMX para a rescisão do acordo de exploração mineral da área de Pau de Vinho se deu fora do processo de recuperação judicial pelo qual passa a MMX.

O Valor apurou que, após a notificação, a MMX fez uma contestação à Musa. Executivos das duas empresas chegaram a conversar sobre o tema. Mas a discussão sobre o futuro de Pau de Vinho ficou em aberto. A petição da Musa para cancelar o contrato de aluguel de Pau de Vinho com a MMX tornou-se pública esta semana em uma decisão publicada pelo juiz da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), Ronaldo Claret de Moraes, que cuida da recuperação judicial da MMX Sudeste.

Na decisão, que prorrogou por 90 dias o prazo para aprovação do plano de recuperação da MMX, o juiz fez menção ao requerimento da Usiminas sobre o cancelamento do contrato de Pau de Vinho. A Musa pediu que todos os interessados na recuperação da MMX tomassem conhecimento da rescisão. E solicitou que o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) fosse oficiado sobre o tema. O juiz deferiu o pedido somente em parte e negou o requerimento para intimar a MMX a não incluir em seu plano qualquer previsão de receita de Pau de Vinho. Moraes disse que isso demandaria "contraditório específico" que só poderia ser feito em "autos próprios". Procuradas, Musa e MMX não se pronunciaram.

Fontes próximas da MMX dizem que a empresa tem argumentos de que a Usiminas não poderia fazer a rescisão de forma unilateral. Mas no contrato de arrendamento de Pau de Vinho há cláusula de que se a MMX enfrentasse dificuldades o acordo seria encerrado, disse uma fonte. Há disposição dos dois lados de encontrar uma solução, embora esse acordo possa ter ficado mais difícil depois do requerimento feito pela Musa sobre Pau de Vinho no âmbito da recuperação.

O plano de recuperação da MMX inclui Pau de Vinho entre os principais ativos da empresa. A MMX tem entre seus ativos direitos de exploração assinados com a Companhia de Mineração Serra da Farofa (Cefar) e com a Musa. "A relevância dos direitos de exploração minerária decorrentes dos contratos celebrados com a Cefar e a Musa, de fundamental importância para a reestruturação da MMX Sudeste, somadas às participações estratégicas em terminais de carga, permitem à administração da recuperanda [MMX] e seus assessores projetar um processo de recuperação judicial bem sucedido", diz trecho do plano da MMX.

Pau de Vinho está situada em área vizinha à mina da MMX na região de Serra Azul (MG). E a área fazia parte dos planos de expansão da produção de minério de ferro da mineradora de Eike Batista antes de a empresa entrar em recuperação judicial, em outubro de 2014. Quando o contrato entre MMX e Usiminas foi assinado, em 2011, se previu que a MMX teria direito de explorar Pau de Vinho por 30 anos. A mina, avaliou-se, tinha recursos para produzir 8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Antes de entrar em recuperação, a MMX vinha produzindo cerca de 6 milhões de toneladas por ano, mas no ano passado, antes de recorrer à Justiça, a empresa paralisou suas atividades.

Uma fonte avaliou que seria difícil para a Musa obter no mercado as condições acertadas no contrato com a MMX neste momento de queda dos preços do minério. Pau de Vinho poderia ser incluída em uma possível negociação de venda dos ativos da MMX na Serra Azul.

No mercado, fontes afirmam que a MMX negocia a venda de ativos minerais na Serra Azul com a trading Trafigura, que no ano passado assumiu o Porto Sudeste, que pertencia à MMX. A mineradora de Eike manteve uma participação minoritária no projeto do porto, que ainda não entrou em operação. MMX e Musa também discutem a distribuição de lucros no Terminal de Cargas de Sarzedo (MG), no qual são sócios.
Fonte : Valor Econômico
Data : 25/03/2015

PORTO DE SÃO FRANCISCO
Publicado em 03/25/2015 as 02:16 PM

O porto público de São Francisco do Sul (SC) abriu concorrência para contratação da empresa que fará a dragagem de manutenção da profundidade de 14 metros do complexo.

O serviço, cujo prazo de execução é de 90 dias, prevê a retirada de 894 mil m3 de sedimentos nas áreas do canal externo, bacia de evolução e berços de atracação. O valor estimado é de R$ 19,4 milhões. As propostas de preço serão entregues e abertas no dia 22 de abril, na sede do porto. O edital de licitação foi lançado no dia 18.
Fonte : Valor Econômico
Data : 25/03/2015

WILSON SONS NO VERMELHO
Publicado em 03/25/2015 as 02:16 PM

A operadora de logística portuária Wilson Sons reportou um prejuízo líquido de US$ 700 mil no quarto trimestre, revertendo lucro líquido de US$ 11,8 milhões de igual período de 2013.

O resultado líquido foi prejudicado por efeitos cambiais negativos que somam US$ 19,4 milhões. Com câmbio constante, excluídos os efeitos, o lucro líquido seria de US$ 18,7 milhões, calcula a companhia.

A receita líquida recuou 15,3% no período, para US$ 156,4 milhões. A queda se deve à redução dos volumes de longo curso nos dois terminais de contêineres da companhia, Tecon Rio Grande e Tecon Salvador; ao menor número de operações dedicadas em logística; à queda das atividades de construção naval para terceiros; e à depreciação do real frente ao dólar.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somaram US$ 39,4 milhões de outubro a dezembro, recuo de 25% na base de comparação anual.

"O resultado operacional da Wilson Sons no trimestre é reflexo de um momento macroeconômico adverso, com moderada demanda internacional e baixo ritmo de crescimento local, que nitidamente impactaram a movimentação do negócio de terminais de contêineres e, particularmente, o Tecon Salvador", informou. Em 2014, o lucro líquido foi de US$ 30,1 milhões, queda de 31,5% em relação a 2013. A receita líquida recuou 4% no ano, para US$ 633,5 milhões
Fonte : Valor Econômico
Data : 25/03/2015

PLATAFORMAS PARADAS AFETAM PRODUÇÃO DA PETROBRAS EM MARÇO
Publicado em 03/25/2015 as 02:13 PM

Petróleo Após queda no volume extraído em fevereiro, estatal convive com paralisações não previstas no ES

Após registrar uma queda de 1,8% na produção total de óleo e gás em fevereiro, a Petrobras vem enfrentando algumas limitações operacionais em março, devido a paradas não programadas em suas plataformas. Pouco mais de um mês depois da explosão que matou nove pessoas e que desde fevereiro interrompe as operações do FPSO Cidade de São Mateus, a estatal teve de parar a produção na P-58, também na costa capixaba, por causa de não conformidades na embarcação, enquanto convive com o aumento de denúncias contra as condições de segurança em suas plataformas.

Segundo a Petrobras, a P-58 encontra-se parada desde o dia 18 e em fase final de testes desde sexta-feira (20/03), para retomar a operação. A companhia, contudo, não dá prazos para o reinício da produção na P-58, a quinta maior plataforma em volume de produção do país e que já deixou de produzir cerca de 615 mil barris de petróleo e gerar uma receita da ordem de US$ 30 milhões em sete dias de inatividade, com base na cotação atual do barril Brent, de US$ 55.

De acordo com os dados mais atualizados da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP), a P-58 produziu, em média, 88 mil barris de petróleo e 2,7 milhões de metros cúbicos diários de gás natural em janeiro, no Parque das Baleias, na Bacia do Espírito Santo.

O órgão regulador já emitiu um auto de infração à Petrobras devido às não conformidades identificadas nas condições de segurança da P-58, cujas obras de integração dos módulos foram concluídas pelo estaleiro Honório Bicalho (Queiroz Galvão e Iesa), no Rio Grande (RS) há pouco mais de um ano. A plataforma foi interditada este mês, pouco tempo depois de voltar a operar depois de uma parada programada em fevereiro.

Esta semana, o Deutsche Bank já havia alertado que a parada não programada na P-58 pode durar semanas e congelar 4,1% de toda a capacidade de produção da Petrobras no Brasil. "A paralisação vem em um momento ruim para a estatal, que precisa aumentar a produção para impulsionar o fluxo de caixa livre", cita o analista Alexander Burgansky, em relatório.

Segundo a ANP, a plataforma só poderá voltar a operar depois que a nova visita dos técnicos da agência à embarcação constatar que todas as não conformidades foram integralmente sanadas.

A Petrobras interrompeu a operação da P-58 depois que a ANP identificou uma série de não conformidades na embarcação. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), que encaminhou à ANP um ofício no último dia 5 de março com uma relação de 48 pendências que comprometiam a segurança dos trabalhadores da P-58, entre elas: as condições de insegurança dos guindastes; risco de queda das luminárias/holofotes; vazamentos de óleo, água e gás; e ineficiência na ventilação e exaustão da praça de máquinas.

"O acidente em São Mateus trouxe à tona uma série de denúncias que vínhamos apresentando sobre as condições de segurança nas plataformas. Num momento de crise, é natural que os órgãos fiscalizem com mais rigor", comenta o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.

De acordo com Paulo Rony, coordenador do Sindipetro-ES, o sindicato já está em contato com a ANP para organizar novas inspeções em outras plataformas. Uma das candidatas, segundo o sindicalista, é o FPSO Cidade de Anchieta.

Em 2014, a Petrobras foi autuada 64 vezes pela Superintendência de Segurança. Operacional e Meio Ambiente (SSM) da ANP e pagou multas no valor de R$ 35 milhões por irregularidades na área de segurança.
Fonte : Valor Econômico
Data : 25/03/2015

CRESCE PRESSÃO PELA RETOMADA DAS CONCESSÕES DE LOGÍSTICA
Publicado em 03/25/2015 as 02:12 PM

Na semana passada, uma das mais turbulentas do mercado financeiro dos últimos meses, o governo conseguiu ser bem-sucedido no leilão de concessão da Ponte Rio-Niterói.

Nada menos do que seis empresas participaram da licitação. A vencedora da disputa foi a EcoRodovias, controlada pelo grupo C. R. Almeida, que ofereceu um deságio de 36,67% sobre o teto de pedágio fixado pelo governo para administrar a ponte por 30 anos - uma oferta considerada agressiva pelo mercado, mas também sinal de que um bom ativo atrai investidores de longo prazo mesmo em um momento de grande instabilidade.

A licitação da Ponte Rio-Niterói neste momento chega a ser emblemática. Inaugurada em março de 1974, com 13,2 quilômetros de extensão, a ponte ficou sob gestão pública por 21 anos até passar para a administração privada em 1995, a pioneira do programa de concessões rodoviárias, vencida pela CCR. A expectativa é que de novo desencadeie uma onda de concessões.

Uma das raras unanimidades em relação à política econômica do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff é a necessidade de se retomar o programa de concessões de logística, não só para melhorar a infraestrutura claramente deficiente, mas também para aquecer o nível de atividades. Se a economia voltar a crescer, o ajuste fiscal se torna mais viável e efetivo, a ponto de contribuir para a redução da dívida pública. Com a economia fraca como agora, calcula-se que mesmo o prometido superávit de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) não será suficiente para conter o aumento da relação entre a dívida bruta e o PIB, o que é fundamental para a classificação de risco do país.

Economistas de todos os matizes defendem a volta dos leilões de concessão de infraestrutura, que ganharam impulso em 2013, depois do início do Programa do Investimento em Logística (PIL) tumultuado pela insistência do governo em priorizar as menores tarifas possíveis e pelas discussões a respeito da viabilidade do trem-bala ligando o Rio a São Paulo. Depois de importantes ajustes na modelagem dos projetos e da garantia de financiamento, foram finalmente licitados algumas rodovias e aeroportos.

O resultado, porém, ficou aquém do esperado. Quando foi lançado, em agosto de 2012, o PIL previa o investimento de R$ 133 bilhões, a maior parte dos quais em ferrovias. Na prática, meia dúzia de rodovias acabaram sendo licitadas, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, somando 4,8 mil quilômetros e prevendo o investimento de R$ 32 bilhões ao longo dos 30 anos de duração dos contratos, além dos aeroportos. Muitos projetos voltaram à prancheta.

Quando assumiu o segundo mandato, a presidente Dilma prometeu lançar a nova fase do PIL e a terceira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nada aconteceu até agora, porém. De concreto, a área do Planejamento resolveu colocar na frente do pipeline as concessões de aeroportos de Salvador, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Vitória, projetos mais fáceis de atrair interessados, com grandes áreas para lojas e receita em moeda estrangeira - praticamente um shopping center para os especialistas.

Devem fazer parte do pacote também hidrovias e áreas de dragagem em portos; pelo menos uma ferrovia no Centro-Oeste; e mais quatro lotes de rodovias. Mas muitos projetos ainda estão no começo. A Secretaria de Portos abriu apenas nesta semana processo de consulta pública para definir o modelo de concessão das dragagens. O lado positivo é que o governo parece mais flexível do que no passado. Para ampliar investimentos em concessões já realizadas, analisa compensações pelo aumento de tarifa, reembolso ou prolongamento do prazo de contrato.

Por outro lado, parece ter tomado consciência de que são as margens compatíveis de retorno que mantêm os projetos financeiramente de pé, e não uma modicidade tarifária sustentada posteriormente por garantia de crédito com juros subsidiados. A mudança do modelo, porém, sempre traz algum atraso nos planos, mas este é o menor dos males. O Conselho Monetário Nacional poderá nesta semana elevar de novo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que corrige 90% dos empréstimos concedidos pelo BNDES, hoje em 5,5% ao ano, abaixo da inflação. O imprevisível fica por conta de que participantes tradicionais das concessões são alvo das investigações da Operação Lava-Jato.
Fonte : Valor Econômico
Data : 25/03/2015

PERSPECTIVA DA ESTATAL PIORA E LAVA-JATO PARALISA O SETOR
Publicado em 03/25/2015 as 02:09 PM

A combinação de notícias ruins que tornaram a Petrobras um pesadelo de gestão colocou o setor de petróleo e gás em estado de quase paralisia.

O fato de a Standard & Poor's (S&P) ter colocado, na segunda-feira, a Petrobras em perspectiva negativa, destacando o receio de perdas com as ações nos Estados Unidos, serve de lembrete de que a situação pode piorar. Na semana passada, o Bradesco BBI reduziu em 17% a estimativa de lucro da estatal em 2015, e para 2016 a projeção é de queda maior, de 49%.

O alerta da S&P foi dado um mês depois de a Moody's ter retirado da estatal a classificação de grau de investimento. Ao justificar a piora da perspectiva de rating, a S&P citou "a geração de fluxo de caixa mais fraca e o balanço mais alavancado" não só neste ano, mas também em 2016.

Já o crescimento da produção no próximo ano, continua a agência, pode se reduzir significativamente por força dos atrasos na execução dos investimentos (capex) e devido ao impacto da operação Lava-Jato - que investiga casos de corrupção -- nos estaleiros. Isso porque a principal empresa contratante no Brasil, a Sete Brasil, está sendo arrastada pela Lava-Jato, levando junto os novos estaleiros com os quais as sondas foram contratadas.

Além disso, o cenário aponta para mais incertezas e desemprego no setor. Os fundamentos do alerta da S&P passam pela restrição de financiamentos internacionais para a Petrobras, o já esperado atraso na curva de produção e a recente desvalorização do real.

Na semana passada, o Bradesco BBI recomendou que os investidores evitem os papéis da estatal e rebaixou de R$ 16 para R$ 13 o preço-alvo estimado para as ações preferenciais. Ontem, elas fecharam a R$ 9,45. O analista da instituição Auro Rozenbaum destaca em relatório uma lacuna de R$ 50 bilhões no fluxo de caixa da companhia em 2015. O buraco aparece mesmo levando-se em conta o caixa R$ 62 bilhões, adicionando-se a isso mais US$ 2,7 bilhões arrecadados com a venda de ativos no Peru (para a chinesa CNPC); o pagamento, pela Eletrobras, de sua dívida com a petroleira com títulos; e a venda de combustíveis no mercado interno com prêmio de R$ 20 bilhões, além da redução dos investimentos em R$ 30 bilhões.

Contudo, e mesmo levando em conta o não pagamento de dividendos, se for considerada a queda do ritmo de aumento da produção, todos esses problemas somados deixam como única alternativa a venda de ativos e alguma rolagem da dívida bancária. A previsão do Bradesco é de corte de 210 mil barris/dia na produção. A conta é simples: mantidos os níveis da produção de dezembro, o crescimento médio da produção projetada pelo banco para 2015 era de 8,8%. No entanto, a indicação da Petrobras de crescimento médio de 4,5% neste ano levou a instituição a revisar para baixo a previsão. "O corte se traduz em impacto negativo de aproximadamente R$ 6 bilhões no Ebitda", disse o analista.

Ao mesmo tempo em que se aguarda o desdobramento das investigações e novas denúncias de corrupção pelo judiciário, não se vê reação do governo em relação à Petrobras. Até agora não está claro se o Brasil terá algum leilão de áreas que permita oxigenar a economia do setor com investimento estrangeiro. O país ficou cinco anos sem leilões até a retomada, em 2013. Mas as estrangeiras que operam aqui não tiveram sucesso exploratório relevante até o momento. E o mercado permanece concentrado na Petrobras.

Entrevista do presidente da francesa Total, Patrick Pouyanné, publicada no jornal "Folha de S. Paulo" resume a expectativa de muitos, inclusive das agências de classificação de risco. Ao dizer que espera que a Petrobras diminua os custos da exploração do campo de Libra (do qual os franceses têm 20%), o executivo se mostra convencido de que o governo do Brasil "não vai deixar a Petrobras quebrar". A esperança de todos é que não seja necessário "testar" essa convicção. De qualquer modo, as opiniões convergem quanto à necessidade de a estatal divulgar o quanto antes seus balanços auditados do terceiro e quarto trimestres de 2014. Como lembrou Rozenbaum em seu relatório, o balanço deve ser o passaporte da Petrobras para mercados de capitais.

Até agora não está claro se haverá algum leilão de áreas que permita oxigenar o setor com recursos estrangeiros
Fonte : Valor Econômico
Data : 25/03/2015

CONVÊNIOS DO ANEL VIÁRIO E PORTO SECO ESTÃO SOB AMEAÇA
Publicado em 03/25/2015 as 02:09 PM

Obras, em ritmo lento, correm o risco de parar de vez se prefeitura não renovar convênios

Duas grandes obras de Campo Grande correm o risco de continuar sem fim caso a prefeitura não tome medidas urgentes. A fase final de construção do Anel Viário de Campo Grande e a continuação do Terminal Intermodal – ou Porto Seco – dependem de posicionamento da administração municipal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O prazo do convênio que garante os recursos para ambas vence em maio e em outubro deste ano, respectivamente, e se nada for feito, a prefeitura perderá os recursos.

Conforme dados do site da Transparência, do governo federal, a data final para que a prefeitura finalize o contorno rodoviário da Capital – trecho oeste do anel, que liga a saída de Rochedo à saída de Cuiabá – é 20 de maio de 2015. A data leva em conta o dia da última liberação de recurso, que foi em 20 de maio do ano passado, quando o Ministério dos Transportes entregou aos cofres municipais R$ 9.352.484,77, totalizando 100% do repasse devido para a obra.

Vale ressaltar o tempo que o campo-grandense espera pela finalização do Anel Viário: desde 1995, quando o contrato entre o Ministério dos Transportes/ Dnit e o município está vigente. Mais precisamente 28 de dezembro de 1995. As obras, no entanto, começaram em 2011, conforme registros no site da prefeitura. O total investido é de R$ 33 milhões, dos quais R$ 27,5 milhões são do governo federal e R$ 5,5 milhões de contrapartida do município. Procurado, o Dnit informou que o município, detentor dos contratos, é que deve responder sobre as obras.

A data limite de vigência do contrato estabelece o período em que a construção deverá estar pronta. Mas ainda falta muito para ser finalizado. No começo do mês de março, o Correio do Estado visitou o local e verificou que, a passos lentos, algumas frentes de trabalho estavam em atividade. No trecho entre a MS-080 (saída para Rochedo) e a MS-010 (saída para Rochedinho), de 13 km, grande parte do asfalto já está implantada, mas por causa do tempo já acumula mato no acostamento e até quebras no pavimento.

Nesse trecho, os trabahos que precisam ser finalizados são de construção das proteções da galeria de águas de chuva, que impedirão que terra e sedimentos se acumulem na canalização. São cerca de 12 proteções a serem erguidas. Com esse serviço terminado, começa a obra de mais galerias de água, o que deve durar pelo menos seis meses.

A partir da MS-010, outro trecho foi aberto, que ligará a região à BR-163, na saída de Cuiabá. No entando, nem mesmo a abertura da estrada é possível, porque o 1,4 km aberto termina na cerca de uma fazenda. Outro trecho fica na saída de Cuiabá, perto de uma estrada vicinal e em meio a propriedades rurais. Ali, um canteiro de obras foi montado para abrir a rodovia. Na mesma região, a obra de uma ponte de concreto já está pronta.

Para que a finalização do Anel Viário seja garantida, é preciso que a prefeitura e o prefeito Gilmar Olarte se movimentem junto do Dnit, o que não tem ocorrido, conforme fonte relatou ao Correio do Estado. Ocorre que por três vezes o prefeito teria marcado reuniões com o órgão federal e não teria comparecido. Agora, no dia 31 de março, representantes do órgão virão a Campo Grande para se reunir com Olarte e visitar a obra.

O secretário de obras, Valtermir Brito, afirma que a prefeitura já conversou com o departamento e que foi pedida a dilação do prazo em 12 meses, a contar do mês de março de 2015. Assim, a expectativa é de que o Dnit acate o pedido e a administração tenha fôlego de mais um ano para terminar a obra. Vale destacar que todo o recurso da construção já está nos cofres municipais, pronto para uso.

Emperrado
Para Brito, o que emperra a obra do Anel Viário são as desapropriações. A prefeitura precisa alocar recursos para pagar pelo uso das terras por onde o contorno rodoviário vai passar. “Já foi finalizado todo levantamento referente às desapropriações, que é o problema que paralisa a obra”, comentou, destacando que com alguns produtores foi possível fazer acordo para que não seja paga indenização. “Eles entenderam que a passagem da rodovia vai valorizar muito a propriedade”, sustentou.

Agora, o próximo passo é levantar os valores a serem pagos aos produtores que não fizeram acordo e conseguir os recursos para esse pagamento. Outro ponto destacado pelo secretário é de possíveis mudanças no projeto, uma vez que um dos trechos do anel passa por dentro de uma área de pesquisa da Embrapa. “Tem uma rotatória para ser construída bem na área de pesquisa da Embrapa. Se não conseguirmos fazer essa rotatória, vamos ter de alterar o projeto”.

Segundo Brito, a expectativa é de que o prazo de 12 meses seja acatado e que até março do ano que vem o Anel Viário esteja finalizado. “Dia 31 [de março] vem uma equipe do Dnit fazer vistoria na obra, e já pedimos a dilação do prazo em 12 meses. Nós vamos terminar isso aí”, afirmou.

Saiba
Prazo maior depende de documentos
Para garantir mais prazo para as obras do Anel Viário, o Dnit fez algumas exigências para o município, entre elas a apresentação das licenças ambientais e do novo cronograma previsto para os próximos 12 meses. Esses documentos serão entregues quando a equipe do departamento estiver em Campo Grande, no dia 31.
Fonte : Correio do Estado
Data : 25/03/2015

FALTA DE MANUTENÇÃO NA BR-267 DERRUBA CHEFE DO DNIT NO ESTADO
Publicado em 03/25/2015 as 02:09 PM

Edson Giroto, secretário do Ministério dos Transportes, comunicou ontem demissão de Antônio Pascoal

A inércia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em solucionar o problema dos buracos da BR-267, no trecho entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu, custou o cargo de superintendente para Mato Grosso do Sul do órgão federal a Carlos Antônio Marcos Pascoal. O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, comunicou ontem ao superintendente que ele não estaria mais na direção do órgão no Estado.

A publicação da exoneração de Pascoal, funcionário de carreira do Dnit, é esperada para os próximos dias, no Diário Oficial da União, podendo inclusive ocorrer na edição de hoje. A decisão de Giroto, a primeira pessoa na hierarquia na pasta dos Transportes depois do ministro Antônio Carlos Rodrigues, foi tomada depois que policiais rodoviários federais taparam, por conta própria, um buraco na BR-267, perto de Bataguassu.

A iniciativa dos policiais rodoviários federais foi necessária porque o contrato de manutenção da via terminou em janeiro deste ano. Não houve qualquer prorrogação, tampouco a aceleração de um processo licitatório – que, segundo o Dnit, está em andamento – para escolha de uma empresa para cuidar do trecho, um dos mais movimentados de Mato Grosso do Sul e que tem como principal destino as cidades do sul e oeste de São Paulo, norte do Paraná, além da capital paulista.

Pascoal está no cargo – um dos mais cobiçados dentre os órgãos federais, pelo volume de recursos utilizados em obras de manutenção de rodovias – desde outubro de 2013. Seu antecessor, Euler José dos Santos, foi exonerado naquela época por motivos semelhantes aos que levaram Giroto a comunicar a demissão de Pascoal: a falta de iniciativa na manutenção das rodovias federais do Estado.

Em 2012, depois da demissão do ex-governador Marcelo Miranda, envolvido em denúncias de irregularidades, o cargo de superintendente regional do Dnit chegou a ficar vago por seis meses, de janeiro a junho.

O Dnit prevê um período de 20 dias para a conclusão do processo licitatório que vai escolher uma vencedora para fazer a manutenção da BR-267. No que diz respeito à sinalização da rodovia, está em andamento um contrato para a sinalização horizontal da via e, em breve, (nenhuma previsão foi feita) a sinalização vertical será refeita.

18 meses
Carlos Antônio Pascoal está há 18 meses na superintendência regional do Dnit.
Fonte : Correio do Estado
Data : 25/03/2015

PANORAMA POLÍTICO - ILIMAR FRANCO - ILIMAR@BSB.OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/25/2015 as 02:08 PM

O tesoureiro do PT, João Vaccari, vai se licenciar do cargo. Ele vai alegar que precisa se concentrar na sua defesa depois que vir ou réu. Petistas pesos-pesados trabalharam por esse desfecho.

Vaccari vai se licenciar

A atitude divide. Muitos são contra. Mas ela evita um desgastante debate na reunião do Diretório Nacional do dia 30. O comando petista espera que, sem Vaccari, haverá uma redução do bombardeio contra a sigla e da pressão contra a presidente Dilma.

Petistas lembram Lula no mensalão

A direção petista trata a licença como decisão pessoal. Seus integrantes rejeitam terem feito pressão. Um membro da Executiva lembra que o caso de Vaccari difere do de Delúbio Soares, no mensalão. Delúbio admitiu que usou "recursos não contabilizados" para pagar a campanha de Lula. Por isso, o ex-presidente pediu que o coordenador de sua candidatura, o ministro José Dirceu, pedisse demissão da Casa Civil. A licença não é um pedido de demissão, mas não era a preferida de Vaccari. Em recente conversa, ele foi taxativo: "Estou sendo investigado há um ano. Meu sigilo fiscal e bancário foi quebrado. E tudo o que eles têm é a palavra de um delator".

"Para ver a presidente Dilma sair do Palácio , o PSDB vai ter que esperar as eleições de 2018, como manda a Constituição "
Henrique Fontana
Ex-líder do governo na Câmara (PT), contestando fala do líder do PSDB, Carlos Sampaio, de que a presidente vai deixar o cargo por vontade própria ou não

Na contramão

A sociedade indignada com o descontrole do gasto público, e o ministro Juca Ferreira (Cultura) quer simplificar as regras das prestações de contas na lei que cria os Pontos de Cultura. Os órgãos de fiscalização e controle resistem.

Isolar o PT

Os partidos de oposição decidiram dar todo poder ao vice Michel Temer na reforma política, para colocar o PT contra a parede. Há mais simpatia pelo distritão de Temer e do PMDB do que pelo voto em lista do PT. Presidente da Comissão, Rodrigo Maia (DEM), na foto, conta com o PSD de Gilberto Kassab e o PP também apoiando o distritão.

O pai da criança

A coordenação coletiva de articulação do governo passou no primeiro teste. Anteontem, no Planalto, surgiu a MP do salário mínimo, negociada no Congresso ontem. Mas sua paternidade foi atribuída ao líder do PMDB, Leonardo Picciani.

Os articuladores políticos da base

O vice Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Gilberto Kassab e o líder do governo na Câmara, José Guimarães, conversaram com os partidos. O ministro Aloizio Mercadante tratou da MP do salário mínimo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O ministro Pepe Vargas esteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

No confessionário

O ex-presidente Lula tem conversado com petistas contrários ao ajuste fiscal do governo Dilma. Ontem, entre outros, ouviu o senador Paulo Paim (PT-RS). Consta que ele teria dito: "Prefiro voltar para casa do que votar este ajuste".

No segundo escalão

O presidente da Anvisa, Jaime de Oliveira, vai deixar o posto dia 26 de abril. O diretor adjunto, Fernando Mendes, tem apoio do PMDB para herdar o lugar. Consta que seu padrinho é o presidente do Senado, Renan Calheiros.

A prioridade
A presidente Dilma procura um ministro da Educação que tenha conhecimento da área. Filiação partidária é critério secundário.
Fonte : O Globo
Data : 25/03/2015

PAROU POR QUÊ? - NEGÓCIOS & CIA - FLÁVIA OLIVEIRA - FLO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/25/2015 as 02:08 PM

Agitação da trindade que toca a economia no segundo mandato de Dilma contrasta com apatia dos ministérios na área social

A s tais águas de março, aquelas que fecham o verão, chegaram para dissipar nuvens pesadas que estacionaram sobre a economia desde a virada do ano. Dá até para enxergar uns primeiros raios de sol. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve o Brasil no clube dos bons pagadores, num voto de confiança às medidas de ajuste propostas por Joaquim Levy, ministro da Fazenda. A alta do dólar impôs um freio ao déficit externo; o apetite consumista dos brasileiros nas viagens internacionais cedeu. Os efeitos mais dramáticos do realinhamento das tarifas na inflação estão no fim. A equipe econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff, está claro, mostrou serviço. Falta o resto.

É EVIDENTE O CONTRASTE ENTRE a trindade que molda a política econômica — além de Levy, Nelson Barbosa, no Planejamento, e Alexandre Tombini, no Banco Central — e os titulares de outras pastas. De um lado, a agitação; de outro, o marasmo. O Ministério da Educação, área anunciada como prioritária no discurso de posse da presidente reeleita, perdeu o titular (Cid Gomes) em tempo recorde. A cadeira principal está vaga há uma semana.

O Movimento dos Sem Teto tomou vias de sete estados, quarta-feira passada, para cobrar o lançamento da terceira fase do Minha Casa Minha Vida. Um impulso no programa federal de habitação, de quebra, ajudaria a absorver a mão de obra dispensada da construção civil. No país, 33.333 empregos formais no setor desapareceram no primeiro bimestre, informou o Ministério do Trabalho. Só o comércio desempregou mais: 128.052 vagas cortadas.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, agora nas mãos de Patrus Ananias, ainda não deu sinais de que vai acelerar a agenda pendente do primeiro mandato. Na virada de 2015, a Comissão Pastoral da Terra informou que Dilma foi a presidente que menos desapropriou terras, assentou famílias para reforma agrária e demarcou territórios indígenas e quilombolas. A Pastoral contabilizou 103.746 famílias assentadas no período 2011-2014. Mas três em cada quatro tiveram os processos abertos em governos anteriores.

A promessa de encaminhar o projeto de criminalização da homofobia, feita na campanha, não foi nem para o papel. O Ministério da Justiça tampouco acenou com alguma política para conter a endemia de assassinatos de jovens. O Ipea estima que o total de homicídios no Brasil rompeu a barreira dos 60 mil por ano. Mais da metade das vítimas têm de 15 a 24 anos; 70%, pele preta ou parda.

O ajuste das contas públicas era necessário e urgente para recuperar a credibilidade dos agentes econômicos no governo e no país. O aval da agência S&P sugere que os primeiros movimentos de Levy, Barbosa e Tombini foram bem recebidos. A escalada do dólar derrubou os gastos dos brasileiros com viagens internacionais em fevereiro. O Bradesco estima déficit externo de US$ 65,5 bilhões este ano; nos 12 meses encerrados em fevereiro, bateu US$ 89,9 bi.

A inflação do primeiro trimestre foi a maior em 12 anos. O IPCA-15 acumulou 3,5% de janeiro a março, contra 5,4% em 2003. Mas o tarifaço nos ônibus, na energia elétrica e nos combustíveis estão incorporados; os efeitos dos reajustes do salário mínimo e das mensalidades escolares, idem. Se os alimentos repetirem o padrão de anos anteriores, os preços despencarão no trimestre junho-agosto. Em 2014, foram três meses seguidos de deflação. Os serviços também já não sobem como antes. Falta o resto.
Fonte : O Globo
Data : 25/03/2015

O FATOR PMDB NO AJUSTE - MERVAL PEREIRA - MERVAL PEREIRA - MERVAL@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/25/2015 as 02:08 PM

Ainda bem que o pessoal da Standard & Poor"s não levou em consideração o "fator PMDB" na sua decisão de manter a avaliação do Brasil como um país seguro para os investimentos estrangeiros.

O determinante para o não rebaixamento do país foi a confiança em que o ajuste fiscal que está sendo implementado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, será levado a efeito.

Ontem, porém, as pedras no caminho já começaram a aparecer, como era previsível neste momento em que o PMDB dá as cartas. O presidente do Senado, Renan Calheiros, como se nada o constrangesse (está na lista do Janot), apertou mais ainda os cravelhos, anunciando que do jeito que está o ajuste fiscal não passará no Congresso.

Ao mesmo tempo, a Câmara aprovou urgência para apreciação de Projeto de Lei Complementar que irá obrigar o governo a aplicar os novos valores da correção da dívida dos estados e municípios no prazo de 30 dias após a manifestação do ente devedor.

Ato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, outro que também não se constrange em aparecer na lista de Janot. A presidente Dilma Rousseff, reforçada pela vitória que representou a manutenção do rating brasileiro, sentiu-se em condições de inflar o peito para garantir que o ajuste fiscal é fundamental e não será flexibilizado.

E mais: que o governo federal não tem condições, neste momento de ajuste fiscal, de renegociar as dívidas, conforme prevê a lei aprovada no ano passado. Resultado, comprou briga com a cúpula do PMDB e mais ainda com prefeitos aliados, como Eduardo Paes, no Rio, e Fernando Haddad, do PT de São Paulo.

Haddad contava com a redução da dívida para ganhar um fôlego na disputa que terá pela frente com a dissidente senadora Marta Suplicy, que está de olho no seu lugar na prefeitura, que um dia já foi dela. Paes, que não é do PT embora seja um aliado de primeira hora, foi mais ágil e conseguiu uma liminar na Justiça para pagar a dívida de acordo com a legislação já aprovada.

A dívida do Rio com a União caiu de R$ 60 milhões para R$ 28 milhões, e o prefeito pretende pagá-la hoje em juízo. Como se sabe, o filho de Calheiros foi eleito governador de Alagoas, e a redução da dívida dos estados é fundamental para que tenha possibilidade de fazer alguma coisa além de pagar as contas.

Eduardo Paes foi ameno ao dizer que apoia o governo no ajuste fiscal, mas duro ao afirmar que isso não justifica que o governo aja como "agiota", cobrando juros além do mercado.

Há mais problemas pela frente. Renan Calheiros foi muito aplaudido por empresários quando defendeu a manutenção da desoneração da folha de pagamentos. E mais ainda quando disse que o governo, antes de pedir sacrifícios aos cidadãos, deveria cortar em seu próprio corpo, reduzindo para 20 o número de ministérios e o número de cargos de confiança na máquina administrativa que, segundo ele, precisa ser desaparelhada pelo PT.

Na verdade, o PMDB está dando as cartas não apenas no Congresso, como na CPI da Petrobras. Para ajudar o governo, concordou em retirar o apoio à tentativa de ampliar aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo os benefícios da lei de reajuste, que garante aumentos reais ao salário mínimo.

Para se beneficiar, aceitou convocar o tesoureiro do PT, João Vaccari, mas poupou o operador Fernando Baiano, tido como o operador do partido nas tenebrosas transações da Petrobras.

O prefeito Eduardo Paes tentou negociar com Joaquim Levy, a quem conhece bem pelo menos desde que ele foi Secretário de Tesouro no governo de Sérgio Cabral, e não conseguiu um acordo. Levy atua no momento a favor do governo federal, com tanta dureza quanto quando fazia a alegria do governo do PMDB do Rio.

Hoje, o "mão de tesouras", que tanto elogios recebeu dos peemedebistas, está sendo execrado por eles, que o acusam de saber apenas cortar, em vez de fazer um planejamento com uma visão mais ampla de longo prazo. Mas o fato é que se não cortar gastos, o governo não terá futuro para planejar.

Os pontos-chave

1 - O presidente do Senado, Renan Calheiros, como se nada o constrangesse (está na lista do Janot), apertou mais ainda os cravelhos, anunciando que do jeito que está o ajuste fiscal não passará no Congresso

2 - Ao afirmar que o governo federal não tem condições de renegociar as dívidas, conforme prevê a lei aprovada no ano passado, Dilma comprou briga com a cúpula do PMDB e mais ainda com prefeitos aliados, como Eduardo Paes, no Rio, e Fernando Haddad, do PT de São Paulo

3 - A dívida do Rio com a União caiu de R$ 60 milhões para R$ 28 milhões, e o prefeito pretende pagá-la hoje em juízo
Fonte : O Globo
Data : 25/03/2015

SINAIS DA AGÊNCIA - PANORAMA ECONÔMICO - MÍRIAM LEITÃO - MIRIAMLEITAO@OGLOBO.COM.BR
Publicado em 03/25/2015 as 02:07 PM

Há várias lições a se tirar da manutenção da nota de crédito pela Standard & Poor"s.

A mais importante é que a falta de responsabilidade fiscal do governo no mandato passado levou o país a uma situação de fragilidade e reduziu a confiança dos investidores. Outra é que a guinada de 180 graus na política econômica evitou o pior, mas é preciso consolidar o superávit primário prometido.

O que neste momento mais ocupa as manchetes dos jornais é visto com bons olhos pelos investidores. A apuração do escândalo de corrupção na Petrobras prova a força das instituições democráticas brasileiras e contribuiu, segundo disseram no comunicado, para a manutenção da nota de crédito. E isso apesar dos efeitos econômicos sobre a cadeia de óleo e gás.

A decisão da S&P foi um alívio, mas cria uma pressão extra sobre o governo. Neste momento, a presidente Dilma tem dado sinais de que vai ceder em alguns pontos do ajuste fiscal. No Congresso, informa-se que ela terá que ceder um pouco em cada uma das medidas. Isso emagrecerá uma parte do ajuste, deixando um peso grande demais sobre o corte de despesas. Além disso, o clima atual no Congresso é de criação de mais gastos. Se isso se confirmar, o quadro que levou à manutenção do grau de investimento pode mudar.

Que ninguém se engane: o ano de 2015 será difícil, pelas palavras da própria Standard & Poor"s. A agência estima retração do PIB de 1% este ano, com déficit nominal ainda alto, próximo de 5% do PIB. Os desafios da conjuntura estão descritos no primeiro parágrafo do texto que manteve a nota do país: "A presidente Dilma Rousseff enfrenta fortes desafios políticos e econômicos em meio à queda de aprovação, retração do nível de atividade e a investigação de corrupção na Petrobras", disse a agência.

Por outro lado, a S&P deu um voto de confiança aos esforços da nova equipe econômica. "A perspectiva estável para a nota reflete nossa expectativa de que os desafios políticos do ajuste fiscal continuarão tendo apoio da presidente Dilma, e também do Congresso, restaurando gradualmente a credibilidade perdida e pavimentando o caminho para um crescimento mais forte nos próximos anos."

A maior ameaça à nota de crédito soberana do Brasil vem do partido da presidente e da base governista. Não só a militância petista, mas também deputados e senadores do partido são contra as medidas que estão sendo anunciadas pelo ministro Levy. O aperto fiscal contraria tudo o que o PT disse para ganhar as eleições, mas o ajuste só está sendo necessário porque o governo chegou ao limite da irresponsabilidade do gasto público.

A mesma Standard & Poor"s, que manteve a nota do Brasil, rebaixou o país no ano passado. Essa redução em 2014 colocou o governo brasileiro no último degrau entre os que são considerados seguros para investimento. Ou seja, se houvesse nova redução agora, o Brasil voltaria ao nível de investimento especulativo. Isso diminuiria o fluxo de investimentos para cá, elevaria mais o dólar, encareceria o crédito e tornaria mais difícil financiar o déficit em transações correntes.

Na teleconferência com investidores, muitos estrangeiros, foram várias as perguntas sobre a razão de ter se mantido o rating da Petrobras, que já foi rebaixado pela Moody"s. Muitos se perguntam como uma empresa que não tem balanço auditado pode ser considerada um investimento seguro. Caso a Petrobras não entregue o seu resultado com auditoria externa até o fim do mês que vem, o vencimento de dívidas será antecipado. A S&P avalia que, mesmo sem uma garantia formal, o governo brasileiro é o garantidor de última instância da Petrobras e que ele fará o que for preciso para evitar o pior cenário.

- Não há uma garantia formal, mas acreditamos que o suporte existe - disse a analista da Standard & Poor"s, Renata Lofti.

A S&P teve surpresas negativas e positivas com o país nos últimos meses. Tudo somado, a agência achou melhor manter a nota e esperar para ver o trabalho da nova equipe econômica. Enquanto o déficit primário de 2014 foi maior que o esperado e as projeções de crescimento foram revisadas para baixo, a guinada na economia comandada por Joaquim Levy surpreendeu positivamente.

Goste-se ou não das agências, elas são o sinal de trânsito para o capital internacional.
Fonte : O Globo
Data : 25/03/2015

CÂMARA DERROTA DILMA E APROVA PROJETO SOBRE NOVAS REGRAS PARA CÁLCULO DAS DÍVIDAS DE ESTADOS E MUNICÍPIOS
Publicado em 03/25/2015 as 02:07 PM

Foram 389 votos e duas abstenções; matéria ainda deve ser analisada pelo Senado
POR JÚNIA GAMA



Renan Calheiros e Eduardo Cunha se reuniram para discutor votação do projeto com novas regras de cálculo de dívidas com a União - Ailton de Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA — Em uma demonstração de força contra o governo, a Câmara aprovou nesta terça-feira, por 389 votos e duas abstenções, o Projeto de Lei Complementar 37/15, do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que permite a renegociação do índice de correção das dívidas estaduais e municipais com a União, independentemente de regulamentação. A matéria ainda deve ser analisada pelo Senado.

Na tarde desta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo federal não tem condições, neste momento, de negociar as dívidas dos estados, conforme prevê a lei aprovada no ano passado. O governo vem adiando a aplicação da nova regra, que mudou o indexador das dívidas, negociada com governadores e prefeitos. Segundo Dilma, em um momento de ajuste fiscal, a União não pode bancar essa despesa.

Renan e Cunha se reuniram na tarde de hoje para definir os termos do projeto e fechar as brechas para o texto aprovado e sancionado no final do ano passado, que autoriza o governo a rever os contratos. No final da tarde, a Câmara aprovou a urgência para votar o projeto e, horas depois, o plenário aprovou, inclusive com voto de deputados petistas, preocupados com a situação de governos do PT, como a cidade de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad (PT) enfrenta dificuldades para honrar a dívida do município.

Na opinião de técnicos da equipe econômica, o texto sancionado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado não obriga automaticamente a aplicação do novo indexador, que aliviaria os pagamentos mensais de estados e municípios com o serviço da dívida. Para os parlamentares, a lei deve ser aplicada já.

– Está havendo um equívoco de interpretação de burocracia do governo que acha que a lei depende de regulamentação para ser aplicada. Não dá agora para ela ser interpretada. Tem que ser executada. Fizemos a lei, o governo poderia ter vetado, mas não vetou. Se sancionou, queremos que seja cumprida – disse Cunha.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, obteve decisão liminar na Justiça para garantir a aplicação da lei. Ontem, em reunião no Palácio do Jaburu, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse à cúpula peemedebista que o go