PORTO DO PECÉM MELHORA DESEMPENHO EM SIMULADO DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL
Publicado em 12/15/2017 as 03:25 PM

Como parte da política de preservação ambiental e de capacitação dos colaboradores e parceiros, o Porto do Pecém realizou na segunda-feira (11), no Terminal de Múltiplo Uso (TMUT) o simulado de emergência ambiental em caso de vazamento de óleo no mar, sinistro previsto no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A conclusão do simulado apontou melhora em todos os resultados na comparação com o exercício feito anteriormente.

No exercício um rebocador colidia com o navio causando o derramamento de óleo e contou com a participação do Ibama, Antaq e da Capitania dos Porto, além dos operadores portuários. Tudo para dar maior sensação de realidade e segurança aos participantes.

Para o presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Danilo Serpa, os simulados são uma forma de treinamento muito eficaz para as equipes.

“Desejamos e trabalhamos para nunca passar por isso, mas é um risco que corremos porque faz parte do nosso trabalho. Então realizar treinamentos de diferentes maneiras: teóricos, práticos, atualizações, palestras  é um modo de estarmos bem preparados caso aconteça”, conta Serpa.

O presidente afirma que essa também foi uma maneira de avaliar os novos equipamentos de segurança adquiridos este ano (barcos, barreiras de contenção e absorventes de óleo, bombas e três caminhões sugadores).

Fonte: Ascom Pecem
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 15/12/2017

PRESIDENTE DO BNDES DEFENDE INCENTIVO AOS INVESTIMENTOS PÚBLICOS E PRIVADOS
Publicado em 12/15/2017 as 03:22 PM



Castro: necessidade de ampliar investimentos

Durante evento promovido pela Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), na sede da BDO, em São Paulo, na última segunda-feira (11), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, destacou a necessidade de ampliar investimentos para a garantia do progresso econômico do país e traçou expectativas até 2022.

O executivo demonstrou preocupação em relação à baixa demanda por crédito e abordou a necessidade de garantir a competitividade para as micro e médias empresas como forma de gerar renda e crescimento ao setor produtivo.

Na abertura, o presidente da ANER, Fábio Petrossi Gallo, ressaltou a importância e urgência do debate em meio ao cenário econômico vivido pelo país. "Este ano, que felizmente marca o fim de uma das mais longas e penosas recessões brasileiras, a taxa de investimento deve ficar abaixo de 16%. Trata-se de um percentual muito inferior aos registrados por algumas das mais dinâmicas economias do mundo. Mais investimento – de origem pública e privada – será fundamental para que o Brasil supere algumas de suas deficiências estruturais históricas, aumente sua produtividade e a competitividade diante de outras nações".

A indústria da mídia vem passando por transformações, provocadas pela tecnologia, pela mudança nos hábitos de consumo de informação e pela digitalização da sociedade. "Para se manterem conectados às audiências, os editores de revistas, há anos, vêm investindo em plataformas digitais, na formação de um novo tipo de profissional, em novos canais de distribuição", frisou o presidente da ANER.

Presidente do BNDES, Paulo Rabello

Rabello destacou algumas ações que devem ser adotadas pelo BNDES para alcançar o objetivo prático desenvolvimentista. Ele prevê que os desembolsos anuais da instituição de fomento no período 2018-2022 sejam, em média, de R$ 120 bilhões. Para 2018, o executivo disse que a disponibilização de créditos chegará perto de R$ 100 bilhões. Ressaltou maior aproximação do banco com as empresas de todos os segmentos econômicos, com expansão do atendimento físico nos estados, o que chamou de BNDES "diretíssimo".

Frisou, ainda, a necessidade de ampliar o risco para obtenção de maior retorno ao mercado, sempre destacando o alto controle e qualidade na administração dos recursos.

O economista teceu críticas à carga tributária brasileira e ao custo da burocracia que gera insegurança ao setor produtivo. "Nunca se gastou tão pouco em aportes públicos como neste ano. Investir é primordial", ressaltou.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 15/12/2017

SUAPE, PRÓXIMO ROUND
Publicado em 12/15/2017 as 03:22 PM

Autor:        Marisa Gibson

O ano de 2017 está chegando ao fim sem que tenha saído a tão desejada devolução da autonomia do Porto de Suape, reivindicação que constou do cardápio do almoço do presidente Michel Temer (PMDB) com o governador Paulo Câmara (PSB) e o vice Raul Henry (PMDB), em outubro de 2016, no Palácio do Planalto.

Na ocasião, houve também uma queixa de que o presidente havia criado “um polo fictício de poder”com os quatro ministros pernambucanos – Raul Jungmann, Mendonça Filho, Fernando Filho e Bruno Araújo– que tinham agendas independentes no estado. Bem,
por duas vezes, neste ano, Temer adiou uma visita a Pernambuco para anunciar, ao lado de Paulo, a autonomia de Suape, que serviria para desanuviar o clima com o PSB que já andava travado na Câmara dos Deputados. Mais aí a temperatura esquentou: o PSB, que havia votado a favor do impeachment de Dilma, entrou no “fora Temer”, o senador Fernando Bezerra Coelho e o filho saíram do PSB, Paulo declarou-se adversário de Temer, Raul Henry distanciou-se do Planalto e o polo de poder tornou-se real. Em meio a tudo isso, a autonomia de Suape foi relegada às gavetas e foi incluída num pacote no Ministério dos Transportes, junto com outros portos. Agora, com o eleitoral falando mais alto, essa medida tem tudo para se transformar em mais uma queda de braço entre Paulo e o grupo de oposição ao seu governo capitaneado pelos ministros Fernando Filho (sem partido) e Mendonça Filho (DEM), além do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB). O deputado Fernando Monteiro (PP), que faz o meio de campo entre os interesses de Paulo e de Temer, está na linha para resolver o imbróglio.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
Data: 15/12/2017

AEROPORTO DO RECIFE É LÍDER NO NORDESTE
Publicado em 12/15/2017 as 03:22 PM

Pela primeira vez, o aeroporto do Recife assumiu a liderança do ranking de movimentação de passageiros no Nordeste e ficou em quarto lugar no Brasil, segundo dados da Empresa Brasileira de Estrutura Aeroportuária (Infraero). De acordo com um relatório mais recente, divulgado pela Infraero, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre superou o de Salvador no fluxo de viajantes de avião durante o ano. A distância entre as duas cidades vinha diminuindo ano após ano através da política de expansão da malha aérea pernambucana. Agora, o estado chegou à marca de 7.009.895 passageiros (até novembro), enquanto os baianos tiveram 6.953.015. O resultado representou um aumento de 13,05% em relação a 2016, quando Recife recebeu 6.200.767 pessoas. A variação foi bem superior a de Salvador e Fortaleza, que obtiveram 1,75% e 4,3% de crescimento, respectivamente.

Na avaliação do secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, a marca histórica é reflexo de um trabalho árduo do governador Paulo Câmara, do prefeito do Recife, Geraldo Julio, e da parceria com a Infraero. O crescimento exponencial de Pernambuco no cenário da conectividade aérea se justifica pela posição privilegiada em relação à região. Mas, principalmente, pela implantação do hub regional da Azul Linhas Aéreas, que conta com voos diretos para todas as capitais nordestinas e 45 ligações diárias para outros 22 destinos dentro do país. Esse crescimento foi confirmado por estudo promovido pelo setor de pesquisas da Empetur sobre o impacto do hub. Em 2016, pousaram no aeroporto do Recife 11.369 aeronaves da companhia. No ano anterior, o número foi de 8.013 aeronaves. Uma variação de 41,8%.

No mercado internacional, a malha aérea cresceu substancialmente e saiu de quatro ligações internacionais em 2015 para 15 destinos. Em 2018, Pernambuco contará ainda com ligações para Córdoba (Gol e Azul), Rosário (Azul) e Fort Lauderdale (Azul). Hoje, o estado tem voos diretos para Lisboa (TAP), Montevidéu (GOL), Buenos Aires (Latam e Gol), Cabo Verde (TACV), Frankfurt (Condor), Cidade do Panamá (Copa Airlines), Miami (Latam), Milão (Meridiana), Orlando (Azul), Munique (Condor), Bogotá (Avianca) e Madri (Air Europa – a partir de 20 de dezembro).

Segundo dados da Infraero, a malha aérea de Pernambuco teve um aumento de 139% entre 2014 e 2017, saindo de 21 para 43 destinos. A ampliação no número de voos e de destinos contribui diretamente com o aumento no número de turistas chegando diariamente ao estado. O levantamento também indica que, mesmo diante de um cenário econômico fragilizado, o número de visitantes é crescente. Só nos dez primeiros meses de 2017, Pernambuco recebeu 4,8 milhões de turistas, que injetaram R$ 6,4 bilhões na economia e impactaram 52 segmentos produtivos no estado.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
Data: 15/12/2017

CONTÊINER - TECON PREVÊ INVESTIR US$ 90 MI EM SUAPE
Publicado em 12/15/2017 as 03:21 PM

Autor:        KAUÊ DINIZ e ROCHELLI DANTAS - dpempresas@diariodepernambuco.com.br

Administração do Terminal de Contêiner deseja, porém, a revisão do contrato de arrendamento

O Terminal de Contêiner de Suape (Tecon Suape) solicitou recentemente à Secretaria Especial de Portos uma revisão do contrato de arrendamento do empreendimento localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape. O pleito da diretoria do equipamento diz respeito, principalmente, a dois pontos. O primeiro é o requilíbrio do contrato de arrendamento, assinado em 2001 e, sendo assim, estaria defasado. Outro ponto é a adaptação do documento à nova lei dos portos. O argumento é de que os termos contratuais foram elaborados tomando como base a antiga lei e se tornaram defasados com a entrada em vigor da nova legislação, em 2013. Com esses reequilíbrios dos contratos, a diretoria prevê um investimento de US$ 90 milhões nos próximos anos.

“O que acontece é que o Tecon está sendo administrado por um contrato de concessão que data de 2001 e esse contrato precisa ser adaptado às novas circunstâncias do mundo e da região. O contrato tem duração de 30 anos, mas está dentro da velha lei dos portos. É uma lei que tem algumas desvantagens para os concessionários que estejam lá. Mas o mais importante que tem que ser visto no contrato é que as condições comerciais, no momento que foi assinado, foram completamente diferentes e o mercado reagiu de uma forma completamente diferente ao que é hoje. O contrato ficou fora de tempo com a realidade. Isso tem que ser reavaliado”, afirma o diretor-presidente do Tecon Suape, Javier Ramirez.

O executivo assumiu a presidência do Tecon há apenas três meses e diz que um dos principais objetivos da gestão é posicionar o terminal pernambucano como o mais eficiente do Brasil. Com pelo menos 540 funcionários, o Tecon Suape possui mais de 900 metros de cais e capacidade de armazenamento de 650 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. Em 2017, foram movimentados pelo menos 470 mil TEUs. O montante representa um incremento de 14% na movimentação.

Apesar do crescimento, segundo Ramirez, um dos principais desafios é aumentar as operações internacionais dentro do terminal. “O Tecon Suape, ou melhor, o Porto de Suape, foi concebido tomando como base os planos de ser um hub port, de distribuição de carga mundial. Acontece que o desenvolvimento portuário na costa leste do Brasil foi impressionante em São Paulo e nos portos de Santa Catarina. Então o destino do Tecon Suape foi diferente do que foi concebido originalmente. Hoje, 35% da operação é de cabotagem, ou seja, são cargas originalmente do Brasil e vêm para o Nordeste. Mas existe, sim, um grande potencial e vamos atrás”.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
Data: 15/12/2017

HIDROVIAS - DNIT INVESTE PARA MELHORAR A LOGÍSTICA DE MT
Publicado em 12/15/2017 as 03:21 PM

Investimentos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas rodovias federais BRs 070 e 174 na região que vai de Cuiabá à divisa com Rondônia, irão impulsionar o transporte intermodal de grãos e garantir a segurança dos motoristas.
DA ASSESSORIA DNIT

Segundo a Superintendência Regional do Dnit no Estado, para a adequação completa dessas rodovias, está previsto o investimento de R$ 500 milhões para a segurança viária e o aumento do tráfego que será gerado pela implantação de portos pela iniciativa privada e da Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

"O transporte de grãos requer rodovias preparadas para receber um grande volume de cargas. Nesse sentido, o Dnit investe na região que vai de Cuiabá até a divisa com Rondônia. Também realizamos estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a pavimentação do acesso de Cáceres até Santo Antônio das Lendas (68 km), região que deve receber futuramente estações de Transbordo de Cargas pela iniciativa privada", diz o superintendente Regional do DNIT em Mato Grosso, engenheiro civil Orlando Fanaia Machado. Ele lembra que a operação da Hidrovia Paraguai-Paraná representará economia de 20% no custo do transporte de cargas, considerando o potencial inicial de 3,5 milhões de toneladas de grãos a serem exportados.

Foram investidos, em 2017, R$ 256 milhões na BR- 174 de Cáceres à divisa de Rondônia. Esses valores contemplaram, por exemplo, a travessia de Comodoro, o trevo da Unemat próximo a Pontes e Lacerda, a manutenção de toda a extensão rodoviária e o desenvolvimento do programa BR Legal, que trabalha com a sinalização viária. Ao todo, 9 municípios fazem parte deste trecho e são beneficiados. São eles: Pontes de Lacerda, Mirassol do Oeste, Cáceres, Porto Esperidião, Glória do Oeste, Conquista do Oeste, Comodoro, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Fonte: Gazeta Digital - MT
Data: 15/12/2017

BERÇO 03 DO PORTO DE ITAJAÍ ESTÁ CONCLUÍDO E SERÁ ENTREGUE NA SEGUNDA-FEIRA
Publicado em 12/15/2017 as 03:21 PM

Solenidade de inauguração das obras do berço acontece segunda-feira e previsão de movimentação portuária pode iniciar ainda em janeiro de 2018.

Na próxima segunda-feira, 18 de dezembro de 2017, será um dia histórico para o município de Itajaí e seu Complexo Portuário. A Superintendência do Porto de Itajaí e o Município de Itajaí, juntamente com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) e Secretaria Nacional de Portos (SNP), estarão inaugurando as obras de Reforço e Realinhamento do Berço 03 (Porto Público).

A solenidade acontecerá na área do berço 03 e reunirá expressivo efetivo de pessoas que atuam junto ao Complexo Portuário de Itajaí, assim como representantes de órgãos intervenientes, de entidades de classe, autoridades políticas local, regional, estadual e nacional. O Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintella Malta Lessa está para confirmar sua presença no evento. Já o Secretário Nacional de Portos, Luiz Otávio Oliveira Campos confirmou que irá participar da solenidade.

Em 20 de fevereiro de 2014 uma ordem de serviço foi assinada para dar continuidade nas obras do berço 03 ao qual o mesmo esteve em operações até julho de 2014. Nos períodos que as obras eram retomadas houve o apoio direto do Governo Federal através do Ministério dos Portos e Secretaria Nacional de Portos em investimentos na ordem de R$ 120 milhões para as obras de Reforço e Realinhamento dos berços 03 e 04. Em julho deste ano foi assinada a Ordem de Serviço no valor de R$ 18,8 milhões para mais uma etapa das obras de ambos os berços. Neste mês de dezembro completou 41 meses de trabalho para a sua entrega desde o projeto de execução inicial até o seu acabamento.

O berço 03 em sua extensão de cais tem em sua margem 210 metros de comprimento e suas obras foram executadas pela Serveng ENGENHARIA e contaram com o trabalho diário de até 60 operários. Suas etapas que compreendem desde o projeto ao acabamento iniciaram com levantamentos do cais anterior, elaboração de projetos de execução, demolição e retirada de sedimentos, cravação de estacas para realinhamento do berço, sendo 95 estacas de 50 metros de comprimento por 1 metro de diâmetro e cada estaca foi preenchida com 30 metros de concreto armado, concretagem das lajes e paramentos do berço e acabamentos nas estruturas de instalação de defensas e cabeços de amarração dos navios.

Assim como o berço 03 que se encontra concluído, o berço 04 está com suas obras em andamento e tem previsão de ser entregue em maio de 2018. Atualmente estão sendo realizados testes de perfuração e fragmentação das interferências submersas (concreto de até 40 centímetros de espessura), provenientes das estruturas dos antigos berços 03 e 04 que ruíram nas enchentes da década de 1980 (83 e 84). De acordo com a empreiteira, as lajes não podem ser retiradas e é necessária a realização de testes de perfuração para que se garanta a sustentação e a conclusão do berço 04 que terá em sua extensão 280 metros de comprimento.

Para o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, motivos não faltam para comemorar a retomada do crescimento portuário de Itajaí, “A entrega do berço 03 é muito importante para o nosso Porto de Itajaí, pois iremos recuperar boa parte da sua capacidade operacional e atender novas demandas que se ampliam através de novas linhas de serviços. Ganha a cidade num todo, ganha nossa sociedade, nossos empresários, a classe dos trabalhadores portuários, são todos fatores que irão girar mais ainda a roda da economia de Itajaí e possivelmente gerar mais empregos”, destacou.

O prefeito enfatiza ainda outras melhorias que estão sendo colocadas em prática no complexo portuário de Itajaí, “A finalização da dragagem do Canal do Rio Itajaí Açu para 14 metros de profundidade será anunciada assim como outras obras a exemplo da recuperação geral do berço 04 e construção da etapa 01 da Bacia de Evolução que está em andamento”, reforça Volnei.

Atualmente dados estatísticos indicam que o Complexo Portuário de Itajaí responde por mais de 60% da balança Comercial Estadual e 4% da Nacional. Com o retorno de movimentações no berço 03 e consequentemente com a volta das atividades também no berço 01 da arrendatária (APM Terminals), potencializará a capacidade operacional do Porto de Itajaí em 75%, o que impulsionará grande desenvolvimento socioeconômico para o Estado de Santa Catarina e região, “Operar somente com um berço não nos qualificava para competirmos no mercado portuário. Agora com a entrega concluída do berço 03 e o berço 01 com suas obras recuperadas será fundamental e muito importante para termos condições de mais atracações e assim permitir a geração de receita para o porto público, para APM Terminals, para o município de Itajaí e para os trabalhadores de classe portuária, logística e de comércio exterior”, declarou oSuperintendente do Porto de Itajaí, Engenheiro Marcelo Werner Salles.

Com a enchente de 2008, o cais dos berços 01 e 02 ruíram e com isso suas atividades de movimentação portuária na época foram paralisadas levando a uma crise econômica nos anos seguintes tanto para o complexo e falta de receita para o município. Enquanto o berço 04 (280m) continua em construção, os berços 01(285m), 02 (275m) e 03 (210m), que estão margeados no sentido direito do Rio, ficarão com 770 metros de comprimento ao longo do cais. Somando com o berço 04 ficará em 1050 metros de extensão. Atualmente, a APM Terminals Itajaí opera um cais contíguo de 560 metros de comprimento na área arrendada do Porto de Itajaí.

“Quase uma década após a enchente de 2008, podemos dizer que os períodos decorrentes até os dias atuais, nós nunca mais tivemos as nossas estruturas aptas para exercer a atividade de movimentação de cargas. Nós tivemos num primeiro momento de 2008 a 2010 dois berços interditados, sendo o 01 e o 02, logo depois em 2011 novamente o berço 01 da APMT sofreu abalos, mais a frente em 2014, os berços 03 e 04 foram interditados para a realização de seu realinhamento, em 2015 novamente o berço 01 da APMT ficou interditado. A próxima segunda-feira será de fato emblemática para o Porto de Itajaí, pois a partir desta data o porto recuperará à partir de janeiro de 2018 três vezes mais de sua capacidade operacional. De um berço que tivemos operando em quase uma década para três berços, certamente Itajaí volta a mudar sua história para um novo e grande ciclo de crescimento”, lembrou Salles.

“Um dos principais requisitos para competirmos por mais linhas é a disponibilidade do nosso cais. Com a entrada em operação do berço 03 imediatamente e a continuidade das obras do berço 4 no primeiro semestre de 2018, teremos mais oportunidades de aumentar o portfólio de serviços oferecidos por Itajaí. Além disso, temos a retomada das atividades também no berço 01, que passou por breves obras de reforço, dispondo de mais uma área nobre para a atracação de navios”, completou o Diretor Superintendente da APM Terminais do Brasil, Ricardo Arten.
Fonte: Informativo dos Portos - SC
Data: 15/12/2017

PORTOS - MINISTÉRIO DO TRABALHO LIBERA OPERAÇÕES NO PORTO ILHA
Publicado em 12/15/2017 as 03:21 PM

Após quase quinze dias de interdição, o Porto Ilha, encravado no Oceano Atlântico distante 26 quilômetros de Areia Branca, voltou a operar na manhã desta quinta-feira, 14.

A desinterdição, porém, é parcial. O Ministério do Trabalho lavrou 38 autos de infração em desfavor do Terminal Salineiro, como também é chamado o Porto Ilha, no início deste mês. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) não detalhou quais itens foram atendidos e quando o Porto Ilha será integralmente liberado para as operações.

O chefe da Seção de Inspeção do Trabalho no RN do Ministério do Trabalho, Calisto Torres Neto, informou que “a parte desinterditada permite que o Porto Ilha faça apenas o embarque e desembarque”. A Codern não informou quais os itens foram atendidos, nem se foi dado novo prazo para adoção das providências necessárias para atender as recomendações apontadas. Nesta quarta-feira, 13, uma nova vistoria foi realizada no empreendimento por técnicos do Ministério do Trabalho. O detalhamento da inspeção, porém, não foi repassado pela Codern à imprensa.

“O Porto Ilha já havia sido objeto de interdição e autuações anteriormente, e de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), que não estão sendo cumpridos”, declarou Mauro Costa Cavalcante, coordenador da equipe que esteve no local. Em 2012, o terminal salineiro já havia sido fechado por problemas semelhantes. Na ocasião, foram firmados Termos de Ajustamento de Conduta entre a Codern e o MTE, onde a Companhia se comprometeu a adotar – em até 120 dias – as 40 medidas que melhorariam as condições de funcionamento e de trabalho.

Movimentação

Entre os meses de janeiro e dezembro deste ano, o Porto Ilha movimentou mais de 2 milhões de toneladas de sal – ou 5,7 mil toneladas por dia. O insumo abastece a indústria química brasileira e está presente em 104 dos 150 principais produtos do setor. De acordo com a Codern, o sal produzido no RN também é exportado “principalmente” para os Estados Unidos.

O empresário Airton Torres, salineiro e ex-diretor do Sindicato da Indústria de Sal (Siesal), assegura que a produção de sal não foi interrompida durante o período de interdição. Ele não soube precisar o tamanho do prejuízo gerado com a interrupção das operações do Porto Ilha.

A assessoria da Codern informou que “a manutenção do Terminal Salineiro de Areia Branca exige o repasse anual de verbas consignadas no Orçamento Geral da União que, embora aprovadas, não vêm sendo repassadas desde 2014”.

Mesmo assim, a Companhia assegurou que tem investido “na manutenção de equipamentos e na segurança operacional com recursos que em princípio, são destinados ao próprio custeio. Isso comprova a responsabilidade com que são tratados tais assuntos. Os itens levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego vinham sendo enfrentados e resolvidos em sua maioria, persistindo os esforços para rapidamente sanar a totalidade”.
Fonte: Tribunma do Norte - RN
Data: 15/12/2017

PORTOS - FERROVIA COMO FATOR DE COMPETITIVIDADE
Publicado em 12/15/2017 as 03:20 PM

Autor:        MARCELO DUARTE

Cadeias produtivas dos mais diversos setores precisam operar sistemas logísticos eficientes para competir no mercado global e nacional.

Na maioria das vezes, a disponibilização da infraestrutura de transportes, papel do Estado, deve preceder a formação de cadeias produtivas. Contudo, este definitivamente não é o caso de Mato Grosso.

Há décadas, temos no Estado algumas das cadeias produtivas mais competitivas do Planeta, mas ainda temos que enfrentar todos os dias o desafio de superar a distância entre o produtor e os portos.

O cenário não é dos melhores. São rodovias sem pavimentação em uma ponta, transporte caro no meio e portos ineficientes na outra ponta. Quer dizer, muita coisa precisa ser feita para avançarmos, agregarmos valor e nos tornarmos eficientes também da "porteira para fora".

Acreditamos que, em um sistema logístico, a multimodalidade é uma das palavras chave na busca pela otimização e eficiência. Ela poderá fortalecer mais o agronegócio mato-grossense, que sustenta a balança comercial brasileira. O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção.

Confiança na produção - Entendemos que cada modal de transporte, seja o rodoviário, o ferroviário, o hidroviário e o aeroviário tem suas características, vantagens e desvantagens dependendo do tipo de transporte (passageiro ou carga), do tipo de carga, da distância e das características do mercado. Em geral, os modais precisam coexistir, complementando-se, por isso a necessidade da multimodalidade.

No transporte das principais commodities de Mato Grosso (soja, milho e carne bovina), nas quais somos maiores produtores do país, com produção total na última safra de mais de 60 milhões de toneladas de grãos e rebanho de mais de 30 milhões de cabeças, o sistema logístico é muito beneficiado pela confiabilidade do que é produzido por aqui.

Confiança que nasce do fato de Mato Grosso ter pouco histórico de quebra de safras, se comparado a outras regiões do Brasil e do Mundo. E pela ótima distribuição sazonal da produção: metade é escoada no primeiro semestre (soja), e outra metade no segundo (milho), enquanto o boi é transportado o ano todo.

No entanto, mesmo com todo este potencial, a dispersão da produção inclusive em lugares remotos do Estado e a distância para os portos, muitas vezes chegando a mais de 2.000 km, são certamente grandes desafios.

Rodovias - O primeiro desafio elencado acima só será vencido com um eficiente sistema de rodovias estaduais. O pensamento vale para todos os produtos do agronegócio de nosso estado, com maior impacto para o transporte bovino, que tem a produção em lugares ainda remotos e transporta carga viva e perecível.

Para superar este entrave, o dever de casa tem sido feito. Isso eu posso assegurar. Os números falam por si: são 6.624,88 km de rodovias pavimentadas em Mato Grosso. Das quais, mais de 1.000 foram pavimentadas e outras 1.300 foram restauradas na atual gestão do governador Pedro Taques. Um avanço significativo se comparado com o atraso histórico verificado em gestões anteriores.

E muito mais ações em infraestrutura vem por aí. Neste sentido, asseguramos que o programa Pró-Estradas, os recursos do Fethab, as concessões de rodovias, as operações de crédito (atualmente R$ 2 bilhões) e a captação de recursos novo na ordem de R$ 420 milhões que estaremos obtendo junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) são fundamentais para promover estes investimentos necessários nas nossas rodovias estaduais.

Ferrovia em Cuiabá - No modal ferroviário, temos a infraestrutura, mesmo que insuficiente, operando dentro de nosso estado. Com pouco mais de 300 km de trilhos em Mato Grosso, a antiga Ferronorte, hoje Malha Norte da Rumo, representa o mais importante corredor de escoamento de nossas commodities.

A partir, principalmente do terminal de Rondonópolis, inaugurado em 2013, a Rumo escoa 25 milhões toneladas de nossos produtos para o Porto de Santos, e ainda retorna para nosso Estado com fertilizantes e combustíveis.

Por isso, os trilhos da Malha Norte precisam avançar para dentro de Mato Grosso! O governador Pedro Taques vem liderando uma discussão nacional sobre este tema desde o início de 2015, em parceria com o Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, para que os trilhos finalmente cheguem até nossa capital.

Pleito - A Rumo tem interesse, mas depende ainda de alguns entraves: primeiro a autorização da antecipação da renovação da concessão da Malha Paulista, que vence em 2028. Segundo a aprovação do ramal de Rondonópolis a Sorriso, passando por Cuiabá. A antecipação da renovação é o item mais complexo e atualmente encontra-se no Tribunal de Contas da União (TCU), sob a relatoria do Ministro Augusto Nardes.

A Malha Paulista inclui o trecho da divisa com o estado de São Paulo até o Porto de Santos, e encontra-se sucateada, necessitando de mais de R$ 5 bilhões em investimentos na sua infraestrutura. Com isso, o crescimento da Malha Norte (localizada em MT) está limitado pelos trilhos antigos da Malha Paulista. Isso porque, para investir agora nos trilhos de São Paulo, a concessionaria Rumo (antiga ALL) alega que precisa de mais prazo. O Governo de Mato Grosso apoia este pleito, porque sabe que só assim os trilhos avançarão no Estado, que receberia novos e vultuosos investimentos com a renovação da Malha Paulista.

De qualquer forma, a Rumo sabe que precisa ampliar os investimentos na ferrovia Mato Grosso-Santos, pois terá competição no futuro. Além da falada Ferrovia Bioceânica, que ainda está longe de ser um projeto.

Ao analisarmos o cenário atual, porém, apontamos a Ferrogrão como uma real ameaça ao domínio da Rumo no Estado. Afinal, a Ferrogrão irá consolidar o novo corredor de exportação do Brasil pelo Arco Norte. Esta ferrovia tem uma extensão de quase 1.000 km e conectará o norte de Mato Grosso ao Pará, terminando no terminal hidroviário de Miritituba, no rio Tapajós. Com investimentos previstos de R$ 12,6 bilhões, esta ferrovia está projetada para escoar na sua primeira fase mais de 25 milhões de toneladas.

Os novos projetos ferroviários aumentarão muito a capacidade de transporte do estado, e, consequentemente, melhorarão nossa competitividade. Além disso, as condições de tráfego da rodovia BR-163 (hoje parcialmente concessionada) melhorarão sensivelmente, reduzindo o fluxo de caminhões pesados que transportam grãos, e diminuindo o número de acidentes e o tempo de viagem de carro.

Agenda positiva - A próxima semana será muito importante para os dois projetos ferroviários aqui abordados. Dia 21 estaremos com uma delegação do Governo do Estado e do Fórum Pró-Ferrovia em Brasília para tratar com os ministros do TCU Augusto Nardes e Raimundo Carreiro sobre a prorrogação da Malha Paulista da Rumo. No dia 22 de novembro haverá realização de audiência pública da Ferrogrão em Cuiabá. E um evento sobre o tema no dia 23 em Nova Mutum.

Não temos dúvidas, a multimodalidade impulsionará ainda mais o escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, assegurando uma competividade única no cenário internacional. Para avançarmos, precisamos de projetos arrojados, como este da Ferrovia em Cuiabá, como melhoria das nossas rodovias estaduais quanto dos corredores de escoamento.

O Governo do Estado tem uma agenda clara de prioridades e sabemos que não temos tempo a perder, pois os mato-grossenses tem pressa! Essa é a hora. Estamos lutando para enfrentar a crise e assegurar o desenvolvimento do nosso Estado. Esta é uma agenda necessária e urgente, porque o Governo Federal sabe que precisa ajudar mais o Estado que mais socorre o país.

A situação de Mato Grosso é difícil, e me fez lembrar da mitologia grega. Atlás era um titã que foi condenado por Zeus a sustentar os céus sobre os ombros para sempre. O Estado é forte, assegura com muitas dificuldades, de forma decisiva, os constantes superávits na balança comercial brasileira. Mas já passou da hora de deixar de ser o Atlas do Brasil e receber o apoio devido nessa missão.

* MARCELO DUARTE é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), mestre pela Universidade de Lincoln (Nova Zelândia), com curso de gestão pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (EUA). É graduado em Administração pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Master in Business Administration (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Fonte: Diário de Cuiabá - MT
Data: 15/12/2017

FUTUROS DO MINÉRIO DE FERRO RECUAM COM SINAIS DE DESACELERAÇÃO NA CHINA
Publicado em 12/15/2017 as 03:20 PM

Os contratos futuros do minério de ferro, com vencimento em maio, tiveram nesta quinta-feira (14) um novo dia de desvalorização, recuando 0,60% a 498 iuanes por tonelada, na bolsa chinesa de Dalian. Assim a commodity mantém a tendência de queda iniciada nos últimos dias.

Já os futuros do vergalhão de aço, também com entrega em maio, recuaram em 15 iuanes por tonelada, para um total de 3.835 iuanes por tonelada do produto.

As bolsas da China caíram nesta quinta-feira com a decisão do banco central de elevar os juros do mercado monetário na sequência do aumento da taxa básica nos Estados Unidos. Além disso, dados da economia local mostram uma modesta desaceleração na economia do país.

Dados divulgados pelo governo chinês mostram que produção industrial e as vendas no varejo cresceram em um ritmo constante no mês passado, enquanto o investimento em ativos fixos enfraqueceu, reforçando os sinais de uma leve desaceleração na segunda maior economia do mundo.

Ontem, na bolsa brasileira, as ações da Vale recuaram 0,19% a R$ 36,11, enquanto em Nova York a queda foi de 0,72% a US$ 10,98. Entre as siderúrgicas e metalúrgicas, os ativos da CSN (SA:CSNA3) perderam 1,29% a R$ 7,64 e os da Usiminas (SA:USIM5) desvalorizaram 2,19% a R$ 8,69. No caso da Gerdau (SA:GGBR4), a variação negativa foi de 2,08% a R$ 11,75, enquanto na Metalúrgica Gerdau (SA:GOAU4) a queda foi de 1,83% a 5,37.
Fonte: InfoMoney
Data: 15/12/2017

FALTA DE ACORDO TRAVA LEILÕES DE EXCEDENTES DA CESSÃO ONEROSA
Publicado em 12/15/2017 as 03:20 PM

Por Rodrigo Polito | Do Rio


Aurélio Amaral, da ANP: mercado de combustíveis deve fechar o ano próximo da estabilidade em relação a 2016

O governo pode jogar a toalha sobre a realização do leilão do excedente da cessão onerosa em 2018, se não houver um engajamento do Executivo para resolver o acordo de revisão do contrato com a Petrobras. Segundo o diretor do Departamento de Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, João Vicente Vieira, a probabilidade de concluir um acordo com a estatal a tempo de realizar o leilão em 2018 é baixa. Ele explicou que ainda há "sete a oito" pontos de divergências entre as partes e que o assunto não chegou a nível da Presidência da República.

"A probabilidade [de fazer o leilão do excedente da cessão onerosa em 2018] é baixa, mas não é inviável. Se o senso de urgência e a importância [do assunto] chegarem a nível de Presidência [da República], isso sai. Isso interessa para o país, para a Petrobras. A conversa não pode ficar no nível técnico", afirmou Vieira, após participar do lançamento do estudo "Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás - 2017", produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), na sede da estatal, no Rio.

De acordo com o contrato da cessão onerosa firmado em 2010, pelo qual a Petrobras adquiriu o direito de produzir até 5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), por US$ 42 bilhões, estava prevista a renegociação dos valores, a partir da declaração de comercialidade da área. Como o preço do petróleo caiu nesse período, a estatal estima ter a receber parte do valor de volta. E o governo quer colocar em leilão o excedente dos 5 bilhões de boe da cessão onerosa em 2018.

O diretor explicou que, após o fechamento do acordo com a Petrobras, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) precisará de cerca de quatro meses para preparar o leilão. E o governo tem até julho do ano que vem para realizar licitações, devido à presidencial no segundo semestre.

Vieira disse ainda que o governo deve indicar em breve os integrantes do grupo de trabalho que negociará o assunto pelo lado do governo com a Petrobras. A estatal já definiu o seu grupo de trabalho há cerca de um mês.

Estudo feito pela Gaffney, Cline & Associates (GCA) por encomenda da ANP, indicou que a área da cessão onerosa pode ter um volume recuperável de óleo e gás de 6 a 15 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), além dos 5 bilhões de boe cedidos à Petrobras.

Vieira também disse esperar que seja publicada ainda este ano a medida provisória que permitirá à Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) comercializar o petróleo produzido no campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo o diretor, após a publicação da MP, serão necessários cerca de dois meses para a realização dos demais trâmites que permitirão à estatal vender o petróleo de Libra.

Presente ao evento, Aurélio Amaral, diretor da ANP, disse que o mercado de combustíveis do país este ano deve fechar próximo da estabilidade, com pequeno aumento, ante o apurado em 2016. "[Prevemos] uma certa estabilidade. Tivemos um certo avanço da economia no fim do segundo semestre. Possivelmente em algum ou outro combustível, por exemplo, na gasolina, tem uma expectativa de um pouco de crescimento. O diesel acompanha o crescimento da economia. Então, se o PIB cresce, o mercado de diesel cresce."

A visão foi compartilhada pelo diretor de estudos do petróleo, gás e biocombustíveis da EPE, José Mauro Coelho. "É claro que, com a retomada do crescimento econômico, você tem uma retomada também do crescimento da demanda de derivados, que caiu muito nos últimos anos, principalmente gasolina e diesel", disse.

Com relação à greve de motoristas autônomos de caminhões de combustíveis, deflagrada na semana passada, afetando o abastecimento principalmente nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, o diretor da ANP contou que o atendimento ao mercado já está normalizado. "Foi pacificado", afirmou.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 15/12/2017

PETROBRAS FAZ ALIANÇA COM EXXONMOBIL POR COOPERAÇÃO E EXPLORAÇÃO
Publicado em 12/15/2017 as 03:20 PM

Por Victor Aguiar | Valor

SÃO PAULO - A Petrobras divulgou, nesta quinta-feira (14), que assinou um memorando de entendimento com a ExxonMobil para “identificar e avaliar potenciais oportunidades de negócios”. Com a aliança, as empresas irão estudar oportunidades de cooperação em exploração e produção de gás e produtos químicos, dentro e fora do Brasil.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal ressalta que a formação de alianças é parte importante do Plano de Negócios e Gestão 2017–2021. Segundo a empresa, tais acordos podem trazer benefícios que incluem o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa.

O acordo foi assinado nesta quinta, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, pelo presidente da ExxonMobil Upstream Ventures, Brad Corson, e pelo presidente da ExxonMobil Exploration Company, Stephen Greenlee.Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 15/12/2017

ESTRATÉGIA DO ULTRA É CRESCER SOBRE BASE ATUAL DE NEGÓCIOS
Publicado em 12/15/2017 as 03:19 PM

Por Stella Fontes e Ivo Ribeiro | De São Paulo


Curado, há 70 dias no comando: "Cinco negócios têm potencial de crescimento"

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O grupo Ultra está acelerando o ritmo de investimentos para expansão
da base atual de negócios. Sem considerar potenciais aquisições, um dos maiores conglomerados empresariais do país vai aplicar quase R$ 2,7 bilhões em suas operações em 2018, o maior valor já desembolsado em seu portfólio de ativos, disperso no Brasil e no exterior.

Até o fim deste ano, o grupo deverá ter investido cerca de R$ 2,5 bilhões, após o conselho de administração aprovar, em setembro, um orçamento adicional de R$ 355 milhões para a Ipiranga, de distribuição de combustíveis. Um mês antes dessa decisão, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia vetado a compra da concorrente Alesat Combustíveis pela rede de postos do grupo.

Agora, a expectativa gira em torno do posicionamento do órgão antitruste quanto à compra da Liquigás, da Petrobras, pela Ultragaz, distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP) do Ultra, por R$ 2,8 bilhões. O comando do grupo, que neste momento está "endereçando as preocupações (do Cade) em defesa da tese de compra", garante que a maior aposta nos ativos atuais independe do resultado, que será conhecido em fevereiro.

"Os cinco negócios [Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo, Oxiteno e Extrafarma ] têm uma dinâmica de potencial crescimento importante", disse ao Valor o novo presidente da Ultrapar, Frederico Curado. Esse foco não impedirá que o grupo avalie eventuais oportunidades de aquisição. "A história do Ultra tem sido favorável na compra de ativos".

Conforme o executivo, que antes de chegar ao Ultra ocupou a presidência da fabricante de aeronaves Embraer por quase dez anos, o robusto orçamento de 2018 está baseado na visão de que o Brasil está voltando a crescer. A expectativa do grupo é de expansão de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em linha com a média das projeções do mercado.

A maior fatia do novo orçamento é destinada à Ipiranga, que receberá R$ 1,55 bilhão. Os recursos serão alocados em novos postos - abertura de unidades ou conversão de postos bandeira branca - e adição de franquias am/pm e Jet Oil, além de infraestrutura logística, com ganho de participação de mercado. Hoje, com 7,8 mil postos, a rede disputa a vice-liderança do mercado total de combustíveis, segundo ranking da ANP, com a Raízen, joint venture de Shell e Cosan. Ambas têm fatia de 20%, atrás da líder BR Distribuidora, com 26%.

Com a aceleração dos investimentos na rede Ipiranga, que neste ano já abriu 350 postos, o Ultra tenta compensar o ganho de participação de mercado que teria com a compra da Alesat. "Se intensificou o investimento em crescimento orgânico. Mas também acreditamos no crescimento do mercado, após a retração na recessão", afirmou Curado.

Na Oxiteno, segundo principal destino do orçamento do grupo no ano que vem com R$ 343 milhões, o foco está na modernização e manutenção de suas unidades e na conclusão das obras da nova fábrica de tensoativos, em Pasadena, nos Estados Unidos. Ali, os desembolsos serão de US$ 34 milhões.

O investimento total no projeto, que inicia operação no primeiro semestre, deve atingir US$ 113 milhões. A princípio, a unidade terá capacidade de produção de 120 mil toneladas anuais, podendo subir a 170 mil toneladas no futuro. Conforme Curado, o grupo chegou a olhar ativos no mercado americano antes de decidir erguer do zero uma nova fábrica.

A Ultragaz, por sua vez, receberá R$ 284 milhões (ou 11% do total), sem considerar o potencial dispêndio com a compra da Liquigás. "A Ultragaz tem oportunidades orgânicas [de crescimento] e poderia se expandir internacionalmente", comentou Curado, lembrando que a empresa está no grupo das maiores distribuidoras de gás do mundo.

Para a Ultracargo, de armazenamento de granéis líquidos, os aportes serão de R$ 247 milhões (9% do total), dos quais R$ 115 milhões na expansão dos terminais de Itaqui (MA) e Suape (PE), com conclusão prevista para 2019 e 2020 respectivamente.

À Extrafarma foram alocados R$ 232 milhões, principalmente na abertura de lojas e infraestrutura logística, concentradas nas regiões Norte e Nordeste e no Estado de São Paulo, que são os mercados estratégicos para a rede de farmácias. "Há um enorme potencial de consolidação em farmácias, mas estamos satisfeitos com nossa estratégia [de abertura de novas lojas e não de aquisição]", afirmou Curado. A rede de varejo farmacêutico deve encerrar o ano com cerca de 400 unidades, depois de 90 novos pontos neste ano, e a tendência, para os próximos anos, é de aceleração do ritmo de aberturas.

Conforme Curado, o grupo Ultra se prepara para um novo ciclo de crescimento, em que a expansão da base atual de negócios "é certa". "O plano de investimento reflete oportunidades que estão colocadas. Com esse plano, garantimos um crescimento importante, consistente com a história de crescimento do grupo", disse.

O executivo, que iniciou a carreira na Embraer, onde ficou por 32 anos, chegou ao grupo Ultra no início de julho. Ficou ao lado do ex-presidente Thilo Mannhardt durante três meses, fazendo a transição e "aprendendo" tudo sobre a nova casa. Em 2 de outubro assumiu o comando do conglomerado, que se mostra, nas suas palavras, um grande desafio pela variedade de negócios.

Curado vai se manter como conselheiro em duas grandes companhias: ABB e Transocean.

Em 12 meses, até setembro, o Ultra obteve receita líquida de R$ 77,5 bilhões - desse valor R$ 65,9 bilhões são da Ipiranga. A Ultragaz aparece com R$ 5,78 bilhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 15/12/2017

PORTO - MAERSK ESTUDA NOVO ARRANJO PARA O PORTO DE SANTOS
Publicado em 12/15/2017 as 03:19 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | De São Paulo

Concluída a aquisição da empresa de navegação Hamburg Süd, a gigante Maersk Line assume a liderança no transporte marítimo de contêineres na América Latina com 34% do mercado e passa a transportar um em cada três contêineres movimentados nos portos brasileiros. Como impacto direto do negócio, possivelmente terá de rearranjar sua operação no porto de Santos.

Um dos desafios é como a Maersk irá operar os navios em Santos, onde atraca sobretudo no terminal da BTP, no qual sua coirmã, a APM Terminals, tem 50% do capital. Hoje a BTP não tem capacidade ociosa para abarcar a totalidade dos contêineres da Hamburg Süd - até então líder de mercado na navegação brasileira e que usa o Tecon Santos, da Santos Brasil, como terminal preferencial no porto santista há quase dez anos.


Toft, diretor de operações da Maersk, participou da aquisição da Hamburg Süd

Listada na B3, a Santos Brasil tem na Hamburg Süd seu principal cliente: de 60% a 65% das cargas do Tecon Santos advêm dos navios da empresa alemã. Por isso, desde que o acordo de compra e venda entre os armadores foi anunciado, em dezembro de 2016, o mercado tenta antever o próximo passo da Maersk no Brasil. Entre investidores e analistas, a aposta é que a Maersk faça um contrato de longo prazo com o Tecon Santos. Ou até se torne sócia no ativo para concentrar as cargas em um terminal.

Soren Toft, diretor de operações da Maersk Line e um dos artífices da compra da Hamburg Süd, não desfez exatamente a dúvida. "Estamos felizes com a parceria na BTP, ainda podemos melhorar a produtividade e usar sua capacidade total. É para onde vão nossos investimentos", disse ao Valor em sua primeira vinda ao Brasil desde que a compra foi fechada.

Mas admitiu: "É verdade que não podemos movimentar todo o negócio da Hamburg Süd na BTP. Estamos olhando outras oportunidades. A Hamburg Süd tem um relacionamento de longo prazo com a Santos Brasil e estamos dialogando com eles", disse Toft. Questionado, afirmou que não "especularia" sobre firmar um contrato de longo prazo para escalar no Tecon Santos. Mas que usará a experiência da Hamburg Süd na relação com a Santos Brasil.

Firmado no fim da década passada, o contrato da Hamburg Süd com o Tecon Santos foi renovado em 2013 e vai até janeiro de 2019.

Com a Hamburg Süd, a Maersk passa a ter 773 navios, sendo 668 oriundos da sua frota. E 19,3% da capacidade mundial de contêineres medida em Teus (contêiner padrão de 20 pés), seguida pela MSC, com 14,6%. As marcas serão mantidas separadas, pois Maersk e Hamburg Süd têm operações complementares: a dinamarquesa é uma gigante global; a alemã é uma empresa de nicho, focada sobretudo nas rotas Norte-Sul.

Toft destacou que as sinergias beneficiarão os clientes, com mais frequência de navios, maior alcance e melhores produtos. Para os armadores, haverá ganho de escala com uma "rede mais competitiva e com eficiência de custos".

Um dos exemplos é nos terminais da APM Terminals, que investiu nos últimos dez anos US$ 4 bilhões em instalações na América Latina. Esses terminais "se beneficiarão muito obtendo volumes da Hamburg Süd", disse.

Além de Santos, o grupo está presente em Santa Catarina, com terminais em Itajaí e Itapoá - neste último, herdou a fatia minoritária da Hamburg Süd no ativo ao comprar a empresa. Questionado sobre os planos para o Sul, Toft disse que tem boa relação com os sócios de Itapoá e que o foco é operar os terminais. "Se alguma coisa mudar, veremos, mas não é onde estamos gastando energia agora."

A navegação passa por uma onda de consolidação há alguns anos e a compra da Hamburg Süd pela líder mundial coroa esse movimento. Para Toft, contudo, não é apenas a consolidação de armadores que vai elevar os fretes marítimos e tornar as empresas rentáveis novamente. "Temos de ter uma oferta de serviços que seja atraente para os clientes, esperamos que a consolidação reduza a volatilidade. Mas isso não elimina o fato de que precisamos oferecer melhores serviços e sermos competitivos."
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 15/12/2017

SECRETÁRIO DE TRANSPORTES ATRIBUI ATRASOS À CRISE ECONÔMICA
Publicado em 12/15/2017 as 03:19 PM

Autor:        JOSÉ MARIA TOMAZELA

O secretário de Transportes e Logística do Estado de São Paulo, Laurence Casagrande Lourenço, atribuiu o atraso em obras estaduais à crise econômica do País.

A partir de 2015, o governo paulista entrou em um processo de redução de arrecadação e foi obrigado a reprogramar os investimentos.

“Junto com a crise na economia, algumas empresas de engenharia tiveram problemas com as investigações da Lava Jato e isso refletiu no andamento dos cronogramas”, disse Lourenço. “O acesso ao financiamento federal ficou mais difícil e teve empresa com problema de caixa, que entrou em recuperação judicial. Muitas não conseguiram manter o ritmo das obras.”

No caso do Rodoanel, que ele considera a maior obra rodoviária do País, houve ainda atraso nos repasses do governo federal, que obrigou o governo do Estado a redirecionar recursos próprios que seriam aplicados em outras obras. “Hoje, temos um saldo de R$ 712 milhões a receber de Brasília”, disse.

O projeto da Nova Tamoios Contorno, segundo ele, foi mudado para reduzir o número de famílias atingidas e os impactos ambientais, o que atrasou a emissão das licenças.

Em relação às outras obras atrasadas, Lourenço informou que houve mudanças de projeto, dificuldades de licenciamento e financiamento, além de problemas judiciais.

Concessões. Giovanni Pengue Filho, da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), disse que o governo adotou um sistema de gatilho nas novas concessões para adequar o plano de obras ao crescimento do tráfego. “Nos contratos antigos, as obras eram previstas para serem realizadas ao longo da concessão de 20 ou 30 anos e não se podia mexer. O que aconteceu foi que algumas regiões cresceram mais do que a gente imaginava e houve necessidade de obras que não estavam previstas. Agora, vamos rever a cada quatro anos”, diz. “Também estamos prevendo que, se a concessionária atrasar uma obra, ela pode sofrer desconto no reajuste da tarifa.” São preparadas novas concessões para rodovias no litoral. O Ministério dos Transportes não se manifestou.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 15/12/2017

SIDERÚRGICAS DEVEM FECHAR REAJUSTE DE 25% DO AÇO PARA AS MONTADORAS
Publicado em 12/15/2017 as 03:19 PM

Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estão na reta final das negociações com as montadoras para o reajuste de preços do aço para 2018. O aumento deverá ser da ordem de 25%, conforme o almejado, e será aplicado a partir do início do ano.

Em 2017, as siderúrgicas subiram seus preços entre 25% e 28%.

Procurada, a Usiminas disse que mantém sua posição para um reajuste de 25% e esclarece, ainda, que as negociações com cada cliente seguem normalmente. Já a CSN não comentou.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 15/12/2017

ESTADO DE SP TEM PELO MENOS 10 OBRAS DE RODOVIAS ATRASADAS HÁ MAIS DE 1 ANO
Publicado em 12/15/2017 as 03:18 PM

Autor:        José Maria Tomazela - SOROCABA

Infraestrutura. Entre os projetos pendentes, estão o trecho norte do Rodoanel e a nova Tamoios Contornos, no litoral norte, e a duplicação de trecho da Régis Bittencourt, estrada federal. Expansão da malha não acompanhou aumento da frota, diz especialista

Às vésperas das férias de verão, o Estado de São Paulo ainda tem pelo menos dez obras viárias com mais de um ano de atraso. Se estivessem prontas no prazo, as vias já poderiam reduzir congestionamentos, frequentes nesta época do ano. Entre os projetos pendentes, estão obras importantes, como o trecho norte do Rodoanel e a Nova Tamoios Contornos. Já outra da lista – a duplicação da estrada federal Régis Bittencourt na região da Serra do Cafezal – é prometida para até a próxima semana.

Segundo o governo estadual e a concessionária responsável pela Régis, a Arteris, parte dos atrasos se deve a questões ambientais e desapropriações. Além disso, diz o governo, houve efeitos negativos da crise econômica no ritmo das obras.

O projeto da Nova Tamoios Contorno, com pista dupla entre São Sebastião e Caraguatatuba, no litoral norte, foi licitado em 2012. A entrega deveria ter sido feita há um ano. O primeiro de quatro lotes deve ser entregue até junho. Os outros três lotes, até o fim de 2018.

O trecho norte do Rodoanel, com 47,6 km de extensão, era para estar pronto em fevereiro de 2016. A nova previsão é de que a rodovia seja totalmente liberada ao tráfego só no fim de 2018. Se for cumprido o prazo, o Rodoanel será concluído 20 anos após o anúncio do projeto.

O trecho da Serra do Cafezal, na altura de Miracatu, tornou a Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do País, conhecida como “rodovia da morte”, pelo alto número de acidentes. Em 2016, houve uma morte a cada 3,7 km da serra, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

A duplicação do último trecho será entregue na próxima semana, com cinco anos de atraso. Obras para melhorar a via são discutidas desde a década de 1970. “Está tudo pronto. Estamos só testando a iluminação dos túneis. Será um presente de Natal para São Paulo”, diz o superintendente da concessionária Arteris, Nelson Bossolan. O processo de licenciamento da obra na serra, um dos mais longos do País, foi refeito várias vezes para preservar a fauna local e pequenas nascentes.

Entre as obras atrasadas, além da Régis, há outro projeto federal: a duplicação da rodovia Transbrasiliana, a BR-153. Atualmente, está sendo duplicado um trecho de 2,8 km, entre São José do Rio Preto e Bady Bassit, no interior paulista, mas quase todo o resto continua em pista simples. Procurado, o Ministério dos Transportes não se manifestou.

Sobrecarga. “Nos últimos dez anos, a frota quase dobrou e não houve expansão equivalente da malha. Rodovias importantes estão saturadas porque recebem tráfego para o qual não foram dimensionadas, o que fica evidente em períodos de grande demanda”, diz o diretor da Confederação Nacional de Transportes, Bruno Batista.

A frota paulista é de 28,9 mil veículos – em 2008 eram 18,4 mil, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 15/12/2017

PORTO - ECOPORTO PAGARÁ FIM DE OBRA MUNICIPAL
Publicado em 12/15/2017 as 03:18 PM

Como parte de uma medida de compensação pelos impactos do empreendimento Ecoporto Santos, Pátios 1, 2,3 e Termares - Pátio 5, no Porto Saboó e no Porto Valongo, a empresa Ecoporto destinará R$ 2,6 milhões para terminar a obra do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CreasPop).
DA REDAÇÃO

O Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias entre a Prefeitura e a empresa foi assinado na última segunda-feira.

O acordo é resultado da apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), analisado pela Comissão Municipal de Análise de Impacto de Vizinhança, ligada à pasta de Desenvolvimento Urbano.

As obras serão retomadas no início de 2018.O projeto engloba um edifício de quatro pavimentos, com 899,08 metros quadrados de área, na Rua Amador Bueno, 446, no Paquetá. A previsão é de que o novo prédio seja concluído em 12 meses.

O novo Creas Pop deverá ampliar a capacidade de atendimento de população de rua, para mais 230 pessoas por mês, com serviços multidisciplinares com psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e operadores sociais, banho, guarda de pertences, retirada de documentos pessoais e oficinas culturais.

PARALISAÇÃO

Apenas 40% das obras foram executadas até agora. Segundo a Prefeitura, a paralisação ocorreu após o preparo da estrutura de contenção no subsolo, quando foi identificada a necessidade de ajustes no projeto estrutural.

Por ser uma obra convenia-da, seria necessário refazer toda a documentação junto à Caixa Econômica Federal. A opção, no entanto, foi pelo distrato.

ATUAÇÃO PORTUÁRIA

A Ecoporto opera no cais do Saboó em três berços de atracação, por concessão federal.

Conta com 16 mil metros quadrados de armazenagem e 700 metros de linhas férreas, englobando as antigas empresas Tecondi, Termares e Termlog.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 15/12/2017

PORTO - GUARUJÁ ADIA, PELA 2A VEZ, VOTAÇÃO DE ALTA DO ISS
Publicado em 12/15/2017 as 03:04 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Agora, projeto será apreciado na 2ª-feira

Os vereadores de Guarujá adiaram, pela segunda vez, a discussão sobre o reajuste do Imposto Sobre Serviços (ISS) a ser cobrado das atividades portuárias. Agora, a proposta que aumenta de 3% para 5% a alíquota do tributo na cidade será debatida na próxima segunda-feira, em primeira discussão, às 10 boras. A decisão deve ser conhecida apenas na terça-feira,às 11 horas.

O ISS das atividades portuárias realizadas em Santos, na Margem Direita do complexo marítimo, foi reajustado há uma semana, com o aval da Câmara do Município. O projeto de lei surgiu em um plano conjunto das prefeituras de Santos e Guarujá, que, com o aumento, esperam arrecadar mais R$ 64 milhões e R$ 40 milhões por ano, respectivamente. Para isto, resta apenas a apreciação da matéria pelo legislativo guarujaense.

No entanto, o que parecia ser fácil, já que o governo de Guarujá tem maioria na Câmara, se tornou uma dor de cabeça para os aliados do prefeito Válter Suman (PSB). Isto porque ainda não há um consenso entre os vereadores, Muitos temem que, com o reajuste do imposto, as empresas instaladas na cidade sejam obrigadas a fechar postos de trabalho. Já os que defendem a medida lembram da necessidade de aumentar os recursos da Cidade.

“Os vereadores estão receosos. As empresas do Porto estão fazendo pressão”, destacou O presidente da Câmara de Guarujá, Edilson Dias (PT).

Ontem, a sessão extraordinária que ia discutir, entre outros assuntos, o reajuste do ISS, estava marcada para 10 horas. Mas ela só começou às 12 horas e logo foi interrompida.

Após a retomada dos trabalhos, a vereadora Audressa Sales (PSB) pediu o adiamento da discussão de apenas um item da pauta, justamente o que trata do reajuste do ISS das operações portuárias. O pedido foi votado entre os parlamentares e aprovado pelo presidente do legislativo.

Houve uma pequena manifestação dos presentes e Dias reagiu. “Estamos batalhando, articulando. Não se precipitem porque nós estamos trabalhando para construir maioria e aprovar o aumento. Se for à votação hoje, o projeto não será aprovado e nós queremos aprová-lo”, explicou.

Segundo Dias, ontem, a base do governo havia garantido nove votos a favor do projeto, inclusive o da vereadora Andressa Sales, que, inicialmente, se posicionou contra o reajuste. Esta é a quantidade necessária para a aprovação da matéria. Mas, na próxima discussão, o presidente da Câmara espera ter convencido 13 parlamentares.

‘Tínhamos nove votos, mas fica muito em cima. Precisamos de folga. Se um deixasse de votar, nós não teríamos a maioria”, explicou o presidente da Câmara.

RECEITA

Em Guarujá, 52% de todo o ISS cobrado no município vem da atividade portuária. De janeiro a junho, dos R$ 60 milhões arrecadados, R$ 31,8 milhões foram gerados pelas operações de dez empresas portuárias.

Assim como a Prefeitura de Santos, a de Guarujá aponta a necessidade de recuperação de caixa e ainda a equiparação da alíquota do ISS com a de outras cidades portuárias brasileiras que já cobram 5% do tributo, como Itajaí (SC), Suape (PE), Imbituba (SC), São Francisco do Sul (SC),Vitória (ES), Rio de Janeiro (RI), Fortaleza (CE) e Salvador(BA) e, agora, Santos.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 15/12/2017

PORTO - PARA EMPRESÁRIOS, TRIBUTO MENOR ATRAI CARGAS
Publicado em 12/15/2017 as 03:04 PM

O adiamento das discussões sobre o reajuste do imposto Sobre Serviços (ISS) a ser cobrado das atividades portuárias em Guarujá tem sido acompanhado de perto pelos operadores do Porto de Santos.

A expectativa é de que a matéria seja rejeitada pelo legislativo. Assim, as operações realizadas em parte da Margem Esquerda do complexo terão a cobrança de 3% do tributo e não 5%, como acontecerá em Santos. A consequência pode ser a transferência de cargas entre as duas cidades.

“Acreditamos e confiamos que os vereadores do Guarujá tenham uma visão diferente da dos vereadores de Santos, prevalecendo o bom senso, demonstrando que possuem uma visão mais acurada de como funciona o comércio exterior e as atividades portuárias -considerando que o aumento da carga tributária poderá acarretar a elevação do denominado Custo Brasil, com a fuga de cargas para outros portos e, com isso, a média prazo, até mesmo a diminuição da receita de ISS dos municípios”, destacou o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque.

A mesma expectativa tem o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), Martin Aron. "Tomara que, em Guarujá, o reajuste não seja aprovado. E, se por acaso não aprovarem, pode ser o primeiro passo para a Prefeitura de Santos voltar atrás, fazer novos estudos e encontrar outra forma de atingir o seu objetivo”.

Aron acredita que, se Guarujá mantiver o ISS em 3% para a atividade portuária, a Margem Esquerda será mais procurada para as operações. Isto geraria uma concorrência ainda maior entre os terminais do cais santista. “Se houver essa possibilidade, dois pontos percentuais de diferença em um imposto podem levar uma operação de uma margem do Porto para a outra, sim. As margens de receita são pequenas e essa diferença já seria grande para impactar uma decisão”, explicou o presidente da ABTTC.

Segundo José Roque, alguns transportadores já estão utilizando outros complexos portuários para as baldeações de cargas. Com o reajuste do ISS, a situação se tornará critica, gerando redução na arrecadação e impactos no comércio local, além de desemprego.

“O Porto e a atividade econômica na qual uma grande parcela da população atua. Se houver queda na movimentação, como há uma expectativa, a cidade perde em arrecadação para outros pólos que oferecem incentivos fiscais e estruturas adequadas de acessos terrestre e aquaviário”, destacou o diretor do Sindamar.

Procurado, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) destacou, em nota, que, se não for aprovado o aumento do ISS no Guarujá, “existe a possibilidade de transferência de cargas de Santos para o Guarujá, em função do custo logístico”.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 15/12/2017

PORTO - INCÊNDIO.
Publicado em 12/15/2017 as 03:03 PM

Um curto-circuito provocou um princípio de incêndio em um terminal da ilha Barnabé, no Porto de Santos, na noite da última quarta-feira.

Segundo a Codesp, o incidente ocorreu na casa de bombas de captação de água salgada no terminal da Adonai e teve início por volta das 23h35. Quinze minutos depois, o Plano de Ajuda Mútua (PAM) do Porto foi acionado. Por volta de 0h35 de ontem, as chamas foram totalmente controladas. Não houve vítimas. Em nota, a Adonaí informou que o incêndio, ‘‘de pequenas proporções em um equipamento”, foi controlado "rapidamente pela brigada de incêndio do terminal e os bombeiros fizeram apenas o resfriamento do local”.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 15/12/2017

PORTO - ECOPÁTIO VAI PERMANECER COM GRUPO ECORODOVIAS
Publicado em 12/15/2017 as 03:03 PM

A venda da operadora logística Elog por sua controladora, a EcoRodovias Infraestrutura e Logística, não envolverão Ecopátio Logística Cubatão, plataforma intermodal do grupo.
DA REDAÇÃO

A unidade, que também atua como pátio regulador do Porto de Santos, permanecerá com a companhia.

A comercialização da Elog, que será adquirida pela Multilog por RS 90 milhões (pagos em 84 parcelas mensais, iguais e sucessivas), foi anunciada ao mercado na última quarta-feira. Mas uma das medidas necessárias para a conclusão da transação é a transferência das quotas do Ecopátio para a EcoRodovias.

localizado às margens da Rodovia Cônego Domenico Rangoni, a 18 quilômetros da Margem Direita do Porto de Santos, a 22 quilômetros de sua Margem Esquerda e a 50 quilômetros da Capital, o Ecopátio tem 443 mil metros quadrados. Desse total, 138 mil metros quadrados são destinados para seu pátio. A unidade conta com 3,5 mil vagas para caminhões e carretas.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 15/12/2017

MERCADO REGIONAL- ANTAQ - O DESAFIO DA DRAGAGEM
Publicado em 12/15/2017 as 03:03 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

O diretor-geral da Agencia Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, destacou a possibilidade de privatização da gestão da dragagem nos portos nacionais - proposta em estudo para o complexo marítimo de Santos - durante sua participação no seminário Os Desafios Atuais da Navegação Marítima Internacional, realizado na última quarta-feira no auditório do Senado Federal, em Brasília. “O País precisa investir em dragagem, mas o Estado não tem condições de dragar todos os portos públicos brasileiros. Por essa razão é que está em estudo um modelo que repassa para o setor privado a gestão dessa demanda”, afirmou.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 15/12/2017

MULTILOG COMPRA ELOG SUDESTE
Publicado em 12/14/2017 as 05:40 PM

A Multilog – empresa catarinense de Logística, Armazenagem e Transporte – anuncia a aquisição da Elog Sudeste. O contrato, assinado nesta terça-feira (12), em São Paulo (SP), e seguido de comunicação de Fato Relevante pela EcoRodovias, está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.

O investimento será de R$ 90 milhões. A transação contou com a assessoria financeira da Hunter Capital e assessoria jurídica do Escritório Mundie Advogados.

Com a integração das unidades da Elog Sudeste, a Multilog, que tem sede em Itajaí (SC), amplia de 14 para 19 unidades de negócio, totaliza 1,5 milhão de m2 de área alfandegada e amplia de 850 para 1.500 o número de empregos diretos. O faturamento anual, que em 2017 chegará a R$ 350 milhões, tem previsão de crescer 50%, alcançando em 2018, os R$ 500 milhões, meta até então prevista para 2020.

Djalma Vilela, presidente da Multilog, afirma que a aquisição da Elog Sudeste está em linha com o planejamento estratégico da empresa. “Nossa presença no estado de São Paulo é bastante significativa, pela proximidade dos portos e aeroportos mais importantes do país e tendo em vista que 40% da movimentação de Comércio Exterior do Brasil acontece neste estado”, destaca.

Investimento de R$ 205 milhões em 2 anos

Com a aquisição da Elog Sudeste, a Multilog totaliza R$ 205 milhões investidos na ampliação da operação. Além desses R$ 90 milhões, em 2016 a empresa adquiriu 100% do capital social da Elog Logística Sul. O investimento foi de R$ 115 milhões. Com a integração das unidades da Elog Logística Sul, a Multilog ingressou no Rio Grande do Sul e no Paraná.

A nova estrutura Multilog

Além dos 14 sites distribuídos nas cidades catarinenses de Itajaí, Araquari e Joinville; nas paranaenses Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu; e nas gaúchas Santana do Livramento, Uruguaiana e Jaguarão; 5 novos sites serão adquiridos no estado de São Paulo, nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas, Barueri e Alphaville.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 14/12/2017

EMPRESAS DEVEDORAS JÁ PODEM PARCELAR DÉBITOS
Publicado em 12/14/2017 as 05:40 PM

Empresas devedoras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão parcelar débitos rescisórios. O Conselho Curador do FGTS aprovou ontem uma resolução que pode beneficiar 8 milhões de trabalhadores que saíram de empresas onde trabalhavam mas nunca conseguiram receber o FGTS porque o empregador não estava depositando os valores na conta vinculada do empregado, informou o Ministério do Trabalho.

Segundo o ministério, muitas empresas com débitos não depositavam os valores correspondente ao FGTS alegando dificuldades financeiras e, no momento da rescisão, não pagavam o que estavam devendo, pois a resolução do Conselho obrigava que esse pagamento fosse à vista.

De acordo com o ministério, para evitar que empregadores deixem de pagar o FGTS e depois se beneficiem do parcelamento, a regra vale apenas para quem estiver com débitos do fundo de garantia até 31 de dezembro de 2017. Um levantamento feito pela Caixa aponta para 421.012 empresas privadas e 4.845 públicas nessa situação. O montante da dívida dos débitos rescisórios soma R$ 2,6 bilhões, informou o ministério.

O parcelamento poderá ser feito em até 12 vezes, dependendo do quanto os valores das rescisões representam do total da dívida do empregador com o FGTS. Se esse percentual for menor do que 10%, o pagamento deverá ser feito à vista, sem negociação. Se for superior a 10%, os débitos rescisórios poderão ser acordados em parcelas mensais e sucessivas, desde que com anuência do sindicato de trabalhadores da categoria. Empregadores com dívidas no Fundo de Garantia não recebem o Certificado de Regularidade do FGTS. Sem esse documento, as empresas não conseguem participar de concorrências públicas ou fazer financiamentos.
Fonte: Diário de Pernambuco
Data: 14/12/2017

USIMINAS E CSN NEGOCIAM ANTECIPAR PAGAMENTOS A BANCOS
Publicado em 12/14/2017 as 05:39 PM

Grandes empresas brasileiras, incluindo algumas que recentemente estavam com as finanças fortemente fragilizadas, estão procurando bancos para negociar uma antecipação de pagamentos, disseram fontes bancárias.

Conglomerados incluindo JBS, Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) planejam se valer dos efeitos da melhora da economia sobre seus resultados operacionais, da queda dos juros e do ambiente externo favorável para captações para tentar baratear o custo de suas dívidas.

“As empresas estão tomando a iniciativa de nos procurar para negociar a antecipação de pagamentos no começo de 2018”, disse um vice-presidente de um das maiores bancos do país, sob condição de anonimato.

O esforço das empresas envolve inclusive antecipar pagamentos ao Banco Nacional de Desenvolvimento  Econômico e Social (BNDES), referentes a recursos não referenciados na TJLP, disseram as fontes.

O movimento representa uma inversão no tom das conversas entre empresas e seus credores nos últimos meses, com as devedoras tentando postergar os vencimentos de dívidas.

No caso de Usiminas e CSN, essa reviravolta tem influência direta do ambiente melhor dos preços e demanda por aço, o que está se refletindo na geração de caixa que será usada para reduzir o nível de alavancagem.

A CSN, que passou os últimos trimestres resistindo à pressão dos bancos para vender ativos e usar os recursos para pagar dívidas, planeja captar recursos no mercadointernacional para antecipar pagamento de dívidas mais próximas, disse o presidente-executivo Benjamin Steinbruch, à Reuters, no final de outubro.

A alavancagem da companhia, que em 2015 era de 8,2 vezes, caiu para 6,3 vezes em 2016 e o plano da siderúrgica é reduzir esse índice para 3,5 vezes até o fim do ano que vem.

A JBS, que em julho fechou acordo de estabilização da dívida com um consórcio de bancos, fragilizada pelos efeitos da prisão dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da família controladora, já abriu conversas com os bancos para as dívidas após o fim do acordo atual, que vence em julho de 2018, segundo um executivo da companhia.

Com um misto de maior geração de caixa e venda de ativos, a relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da JBS caiu de 4,16 para 3,42 vezes do segundo para o terceiro trimestres.

A Usiminas, que mais cedo este ano concluiu um alongamento de dívidas com bancos, já havia indicado que pretendia antecipar pagamentos após ter fechado em setembro o terceiro trimestre seguido de lucro. A Usiminas vai amortizar entre dezembro e janeiro cerca de 900 milhões de reais da dívida de 6,9 bilhões de reais reestruturada com bancos no ano passado.
Fonte: Revista Exame
Data: 14/12/2017

CABOTAGEM - CÂMARA REJEITA EMENDA DO SENADO E MANTÉM ISENÇÕES A PETROLÍFERAS ATÉ 2040
Publicado em 12/14/2017 as 05:39 PM

O plenário da Câmara rejeitou nesta quarta-feira (13) emenda do Senado e manteve no texto da Medida Provisória 795/17 o dispositivo que garante a suspensão dos tributos devidos por petrolíferas até 2040.

A MP cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos. Originalmente, a MP isentava as empresas até 2022, no entanto, na votação da Câmara esse prazo foi prorrogado.

Com a aprovação, a medida segue para sanção presidencial. A MP está em vigor desde 18 de agosto, quando foi editada pelo presidente Michel Temer no mesmo dia em que o governo anunciou a renovação do regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e de gás natural (Repetro) até 2040.

O projeto suspende os tributos cobrados a bens destinados a atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural que permanecerem no Brasil de forma definitiva. O mesmo vale para a importação ou aquisição, no mercado interno, de matérias-primas e produtos intermediários destinados à atividade.

Segundo o texto, ficam isentos o pagamento do Imposto de Importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação). A exceção fica para embarcações destinadas a navegações de apoio marítimo, portuário, de cabotagem e de percurso nacional, que, segundo a legislação, são restritas a equipamentos nacionais.
Fonte: JB OnLine - RJ
Data: 14/12/2017

PORTO - EMPRESAS DE RÚSSIA E CHINA ESTUDAM PARCERIA COM GOVERNO DO PARÁ PARA CONSTRUIR FERROVIA
Publicado em 12/14/2017 as 05:39 PM

Duas empresas chinesas e uma russa já demonstraram interesse e estão estudando o projeto de construção de linhas férreas de mais de mil quilômetros no estado do Pará, cujo contrato deverá ser assinado na primeira metade do ano que vem.

A Ferrovia Paraense terá 1.312 km de extensão, passando por 23 municípios e conectando todo o leste do Pará, desde Santana do Araguaia até Barcarena. Ela atenderá, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme), "a uma das maiores províncias minerais do mundo e à grande fronteira do agronegócio, que ainda carecem de logística apropriada, com potencial para o transporte mais barato de ferro, bauxita, grãos, fertilizantes e combustíveis, entre outras cargas". A ideia é a de que ela seja futuramente ligada à Ferrovia Norte-Sul.

"A interligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) – trecho final da Norte-Sul – abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada, pois permite o acesso às cargas de todo o país à rota estratégica de exportação, pelo Porto de Vila do Conde, no Pará, que encurta a distância entre o Brasil e os principais destinos das exportações: os portos de Rotterdam, na Europa, de Xangai, na China, e de Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, normalmente acessados pelos portos de Santos e Paranaguá", disse à Sputnik Brasil a assessoria do secretário Adnan Demachki, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, acrescentando que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal já recebeu uma proposta do governo do Pará e estuda a melhor maneira de viabilizá-la.

A viabilidade da Ferrovia Paraense, ainda de acordo com a Sedeme, é atestada pelo interesse de grandes empresas do setor, como as chinesas CREC (China Railways Corporation) e CCCC (China Communications Construction Company) e a estatal russa RZD (Ferrovias Russas), uma das maiores companhias ferroviárias do mundo. A secretaria afirma que todas já conheceram o projeto e estão estudando a possibilidade de se tornarem parceiras do governo do Pará no empreendimento.

"O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também declarou que quer participar do financiamento da obra. Em 24 de novembro passado, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Paulo Rabello, anunciou o projeto como de grande valor estratégico, garantindo ao secretário Adnan Demacki, em encontro na sede da Sedeme, em Belém, que o BNDES tem interesse que a ferrovia, assim como outros grandes projetos do Pará que estão sob análise do banco, saia do papel e vire realidade."

O projeto da Ferrovia Paraense está orçado em 14 bilhões de reais, com capacidade total de carga de 170 milhões de toneladas. Segundo as autoridades locais, já existem 27 milhões de toneladas de carga garantidos por compromissos firmados com nove empresas.

"O processo deverá ser concluído ao final do primeiro semestre de 2018."
Fonte: JB OnLine - RJ
Data: 14/12/2017

PORTO - REALINHAMENTO DO BERÇO 3 DO PORTO DE ITAJAÍ
Publicado em 12/14/2017 as 05:38 PM

Autor:        DAGMARA SPAUTZ

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela Lessa, virá a Itajaí na próxima segunda-feira, 18 de dezembro, para inaugurar as obras de reforço e realinhamento do berço 3 do Porto de Itajaí. O cais está na área que ainda não foi arrendada, e poderá ser utilizado por diferentes operadores.
Fonte: Jornal de Santa Catarina - SC
Data: 14/12/2017

GOVERNO ANUNCIA R$ 155 MILHÕES PARA A BR-470
Publicado em 12/14/2017 as 05:38 PM

Autor:        PANCHO

O governo federal vai destinar R$ 155 milhões à duplicação da BR-470 em 2018.

A informação foi dada ontem à tarde a presidentes de associações empresariais do Vale do Itajaí e parlamentares catarinenses pelo secretário executivo do Ministério dos Transportes, Fernando Fortes.

Inicialmente, o Orçamento da União previa R$ 45 milhões, o que seria insuficiente para manter os trabalhos já iniciados. Segundo o deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, o aumento do valor só foi possível graças às emendas parlamentares da bancada de SC, que somaram R$ 110 milhões.

O dinheiro deve ser suficiente para dar continuidade aos trabalhos que são desenvolvidos nos lotes 1 e 2, entre Navegantes e Gaspar, além de iniciar a obra junto aos trevos do Badenfurt e Mafisa, cujos terrenos foram desapropriados em um mutirão de conciliação da Justiça Federal.

Fortes também garantiu aos presentes que o governo está empenhando outros R$ 27 milhões do orçamento de 2017 que vão garantir a continuidade das obras até que o dinheiro do orçamento de 2018 seja liberado.

O presidente da Associação Empresarial de Blumenau, Avelino Lombardi, comemora os resultados da reunião, mas diz que a região não pode deixar de cobrar agilidade e mais dinheiro para a duplicação:

– Não podemos admitir que uma região como a nossa deixe de crescer por causa da falta de dinheiro para a duplicação da BR-470.

Apesar da boa notícia, o valor destinado para a obra no próximo ano é bem menor que o necessário para garantir o ritmo ideal. No mês passado o superintendente do DNIT em SC, Ronaldo Carioni Barbosa, disse em Blumenau que R$ 150 milhões seriam suficientes para não deixar a obra parar, mas que o ritmo ideal só seria atingido com R$ 400 milhões. Com isso, fica fácil prever que dificilmente a obra será concluída antes de 2020, como desejado pelo governo. É possível que se estenda por mais alguns anos além disso.

Depois de comemorar quatro anos em alto estilo — na Prainha e com dois dias de duração (foto) — a Feirinha da Servidão Wollstein voltará com gás renovado em 2018. A primeira edição está agendada para fevereiro. Segundo o organizador, Diego Lottin, em janeiro muitos expositores aproveitam o movimento do Litoral, onde também estará boa parte dos blumenauenses que frequentam o evento.

Lottin diz que são dois os principais objetivos para o próximo ano. O primeiro é ajudar na capacitação e formalização dos expositores e o segundo é buscar parcerias para manter a feirinha viva e inovada.
Fonte: Jornal de Santa Catarina - SC
Data: 14/12/2017

SUSPENSA OBRA QUE LEVARIA ÁGUA DE COMUNIDADES AO PECÉM
Publicado em 12/14/2017 as 05:38 PM

Autor:        JOãO MARCELO SENA

Liminar expedida ontem suspendeu a obra que retiraria água do Lagamar do Cauípe para utilização em Complexo Portuário

A Justiça determinou ontem em caráter liminar a suspensão das obras de criação de sistema adutor para captação de água em poços nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) Lagamar do Cauípe e do Pecém. A decisão da juíza Maria Valdileny Sombra Franklin defere ação popular movida por representantes das comunidades das áreas abrangidas e que seriam impactadas pela obra do Governo do Estado.

Iniciada em maio deste ano, com previsão de conclusão em setembro último, a obra gerou muitas críticas de comunidades locais e movimentos ambientalistas. Isso porque o objetivo é levar água do aquífero Dunas/Cumbuco para o Complexo Industrial Portuário do Pecém (CIPP). O investimento é da ordem de R$ 7 milhões.

Esse período foi marcado por protestos com bloqueios das vias de acesso em pelo menos cinco ocasiões. A ação popular acatada ontem pela Justiça deu entrada no dia 4 de dezembro.

Segundo Geovana Patrício, advogada do mandato do deputado estadual Renato Roseno (Psol) e da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), cerca de 27 comunidades de Caucaia e São Gonçalo do Amarante seriam atingidas. Ela aponta que 60% dessa água seria destinada ao CIPP e apenas 40% às comunidades.

“Essa obra não tem Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Pegaram o estudo do Eixão das Águas e pediram ampliação para esta obra. Não contempla os danos. Além disso, é um território de demarcação de terras indígenas e a Funai não foi consultada. É uma população que vive basicamente da pesca e da agricultura”, afirma a advogada.

A contestação do EIA para a execução da obra foi um dos argumentos apontados pela juíza Maria Valdileny na decisão. Além disso, ela ressaltou a “questão da irreversibilidade do prejuízo ambiental social” resultante da continuidade do empreendimento.

“Considerando a disparidade econômica e social dos envolvidos no litígio, o prejuízo será maior diante da continuidade das obras, sem o devido estudo e participação popular para debater acerca das consequências do projeto licenciado, devendo-se buscar o alinhamento dos interesses econômicos com os ambientais e sociais”, sentenciou nos autos a magistrada. Em caso de descumprimento, a multa diária pode variar entre R$ 1 mil e R$ 50 mil.

O POVO entrou em contato com a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) para comentar a liminar expedida ontem. No entanto, por meio da assessoria, a pasta afirmou que ainda não foi notificada da decisão judicial.
Fonte: O Povo - CE
Data: 14/12/2017

SÃO MARTINHO JÁ FEZ HEDGE DE 405 MIL TONELADAS DE AÇÚCAR PARA 2018/19
Publicado em 12/14/2017 as 05:38 PM

Por Camila Souza Ramos | Valor

SÃO PAULO - O Grupo São Martinho fixou o preço de venda de 405 mil toneladas de açúcar para a próxima safra (2018/19) até ontem, 315 mil toneladas a mais do que o registrado no fim do setembro, quando a empresa havia feito o hedge de 89,666 mil toneladas. A informação foi divulgada por Helder Gosling, diretor comercial e de logística da companhia, em apresentação a analistas nesta manhã.

A empresa aproveitou uma recente elevação das cotações do açúcar e do dólar, o que permitiu que o preço médio fixado para a próxima temporada ficasse em R$ 1.180 a tonelada. Porém, o valor ainda ficou abaixo do preço médio do açúcar fixado da safra atual, de R$ 1.400 a tonelada.

O valor fixado para a próxima temporada está próximo do preço da safra 2015/16, quando a companhia teve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,6 bilhão. De lá para cá, porém, a companhia comprou a participação da Petrobras na Usina Boa Vista, elevando sua capacidade de geração de caixa, observou Felipe Vicchiato, diretor financeiro.

Segundo Gosling, a companhia acredita que os preços do açúcar podem subir na próxima safra, já que as estimativas de superávit de oferta global indicam um excedente pequeno, que pode ser facilmente anulado ou até revertido caso haja uma alteração do mix de produção no Brasil mais para o etanol.

Com a barreira tarifária à importação, o Centro-Sul poderá vender mais etanol ao Norte e Nordeste, o que pode enxugar a oferta de açúcar, observou Golsing. Inclusive, para ele, a queda dos preços do açúcar no primeiro semestre estão relacionados ao elevado volume de importação de etanol ao Nordeste.

Na apresentação aos analistas, o CEO da São Martinho, Fabio Venturelli, aproveitou para críticar os responsáveis pelas importações de etanol nesta safra. "Qualquer oportunista achou que seria uma boa ideia [importar etanol]. Muito aventureiro entrou nessa operação em 2017. Isso que ocorreu foi uma anomalia, pelo Brasil estar [até agosto] com etanol na lista de isenção [da tarifa do Mercosul]", afirmou o executivo.

Com o estabelecimento da cota de 600 milhões de litros, a São Martinho acredita que haverá menos pressão das importações, o que deve favorecer um mix mais alcooleiro para a próxima safra
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 141/12/2017

SETOR PREVÊ CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
Publicado em 12/14/2017 as 05:37 PM

Por Marli Olmos | De São Paulo



No próximo ano, os fabricantes de autopeças vão produzir e exportar mais. Se as projeções do setor se confirmarem tudo indica que a receita dessa indústria, em 2018, será a melhor desde 2013. A expectativa do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes é obter, em 2018, faturamento de R$ 82,6 bilhões, o que representará um crescimento de 7,4% em relação ao previsto para 2017, um ano que termina com resultado bem acima de todas as previsões feitas ao longo do ano.

O cálculo do Sindipeças indica que a receita dessa indústria em 2017 chegará a R$ 76,9 bilhões, 22% mais do que em 2016. “Superar os R$ 80 bilhões em faturamento em 2018 é uma boa aceleração em relação ao que prevíamos sete meses atrás”, destaca o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe.

Boa parte da recuperação da indústria de autopeças, depois de três anos de crise profunda, sustenta-se no incremento das exportações, tanto de veículos como de componentes. Com a crise, quando as vendas no mercado interno começaram a cair os fabricantes de componentes intensificaram visitas a feiras setoriais no exterior.

Nessa aproximação eles conseguiram espaço no mercado de reposição de outros países, inclusive em continentes mais distantes. Como acontece com as vendas externas das montadoras, a Argentina continua a ser o principal destino das exportações de componentes, com fatia de 30%. Mas os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, seguidos de México, Holanda e Alemanha.

“A crise nos fez perceber que o mercado interno não deveria ser o foco principal. Acredito que as exportações continuarão a ter espaço importante mesmo quando as vendas no Brasil voltarem a crescer”, destaca Ioschpe.

Nas exportações, as previsões para 2018 só são superadas pelo resultado de 2014. A venda de autopeças ao exterior somará em torno de US$ 7,4 bilhões este ano e US$ 7,8 bilhões em 2018, segundo cálculos do Sindipeças. O resultado deste ano representará um avanço de 12,8% na comparação com 2016. Para 2018, a expectativa de crescimento é de no mínimo 6,5%.

A atividade desse setor no mercado externo já foi, no entanto, bem melhor. O auge foi em 2011, quando os embarques somaram receita de mais de US$ 11 bilhões. A partir de então, o valor anual começou a cair. Como os fabricantes de veículos e grandes empresas de autopeças têm importado em grandes quantidades, a balança comercial de peças continua negativa. O déficit para este ano será em torno de US$ 5,4 bilhões e para o próximo a expectativa é chegar a US$ 7,6 bilhões negativos.

Diante de um cenário mais otimista, os fabricantes de componentes preparam-se também para investir mais. Os programas previstos para o próximo ano, segundo pesquisa do Sindipeças com as maiores empresas do setor, somam US$ 770 milhões em investimentos. Trata-se do maior volume desde 2014. Naquele ano, os investimentos somaram US$ 1 bilhão.

Mas, ao contrário do que aconteceu no auge das vendas de veículos no mercado interno, não se fala mais em construir novas fábricas. A aceleração das linhas de montagem nos últimos meses refletiu-se nas fábricas dos fornecedores, que conseguiram reduzir a ociosidade média de 52% em maio de 2016 para 32% no último bimestre. Segundo Ioschpe, os recursos agora tendem a se voltar ao desenvolvimento de produtos e ferramentas para melhorar a produtividade.

Projeções apresentadas ontem pelo Sindipeças indicam, ainda, índices de crescimento sucessivos no ritmo das linhas das montadoras nos próximos anos, o que, a se confirmarem essas estimativas, o Brasil voltaria, em 2022, a ter uma produção de veículos equivalente ao que foi em 2013, recorde do setor. “Temos de reconhecer a década perdida, mas, ao mesmo tempo, contamos agora com previsões otimistas que não tínhamos meses atrás”, afirma Ioschpe.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 14/12/2017

PORTOS - TERMINAL ATINGE MARCA HISTÓRICA DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA
Publicado em 12/14/2017 as 05:37 PM

O Porto de Paranaguá atingiu nesta semana a maior marca de movimentação de cargas da sua história. Foram 50 milhões de toneladas ao longo de 2017.

O volume é 11% maior em relação ao ano passado e mais do que o dobro da média dos portos brasileiros, que cresceram 5%. O recorde anterior - de 46,1 milhões de toneladas - ocorreu em 2013.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, visitou o porto nesta quarta-feira (13) e destacou o desempenho do terminal paranaense. "É um momento histórico, que acontece no ano em que o Brasil teve a sua maior safra agrícola", disse o ministro. "Um resultado maravilhoso, alcançado graças ao trabalho em conjunto de centenas de atores, do governo do Paraná e da administração do Porto", afirmou Maggi.

O agronegócio teve papel fundamental no desempenho, já que mais de 35 milhões de toneladas movimentadas (ou 70% do total) são produtos de origem agrícola. O terminal opera mais de 20% do que a agricultura nacional exporta para o mundo. Atende o produtor do Paraná e também do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Santa Catarina.

Os principais produtos movimentados neste ano foram do complexo soja, com mais de 16 milhões de toneladas. Outros destaques foram a importação de cerca de 9 milhões de toneladas de fertilizantes e os embarques de açúcar (4,5 milhões de toneladas) e milho (3,5 milhões de toneladas).

Segundo Maggi, a marca alcançada em 2017 reforça a vocação agrícola e o protagonismo do Paraná e do Porto de Paranaguá no setor. "Este foi o ano em que operamos com todas as obras de repotenciamento já entregues, o que naturalmente fez com que o porto subisse de patamar", completou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

INVESTIMENTOS

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, lembra que o avanço se deve ao maior pacote de investimentos públicos já realizado na história do porto. De 2011 a 2017, foram mais de R$ 868 milhões em investimento público. Neste período, a movimentação de cargas de Paranaguá teve um aumento de 25%.

"Estes aportes do governo também destravaram outros R$ 3 bilhões em investimentos da iniciativa privada. Esses recursos somados fizeram do porto uma opção ainda mais eficiente para o escoamento da produção brasileira", explicou Dividino, ressaltando que desde 2015 o terminal superou 44 recordes de movimentação, sendo 16 em 2017.
Fonte: Folha de Londrina - PR
Data: 14/12/2017

EMPRESA CATARINENSE DE LOGÍSTICA ANUNCIA AQUISIÇÃO DE R$ 90 MILHÕES
Publicado em 12/14/2017 as 05:37 PM

Por DAGMARA SPAUTZ


Foto: Divulgação / Multilog / Multilog

A catarinense Multilog, empresa de logística, armazenagem e transporte, anunciou a aquisição da Elog Sudeste, braço logístico da EcoRodovias. O negócio, que ainda dependerá da aprovação dos órgãos reguladores, é de R$ 90 milhões.

Em anúncio de fato relevante, a EcoRodovias informou que o valor será pago em 84 parcelas mensais e a conclusão da alienação está sujeita, além de aval da Receita Federal e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), também ao pagamento da dívida da Elog, que não teve o valor informado.

O negócio inclui 3 Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (Clia), um porto seco, um centro de distribuição e a operação de transporte Sudeste. A empresa informou que a venda da Elog é “consistente com a estratégia do Grupo EcoRodovias de focar nos ativos de concessões”.

Djalma Vilela, presidente da Multilog, afirma que a presença da empresa no mercado de São Paulo já é bastante significativa, pela proximidade dos portos e aeroportos mais importantes do país e pelo alto volume de movimentação de comércio exterior. Mas a aquisição representará a entrada da Multilog no Sudeste. Até então, todas as 14 unidades de negócios da empresa estavam no Sul do país _ em Santa Catarina, além de Itajaí há sedes em Joinville e Araquari.

Com a integração da Elog Sudeste, o número de unidades passa para 19, com 1,5 milhão de metros quadradas de área alfandegada (para produtos de importação e importação). Segundo comunicado emitido pela empresa, o número de empregos diretos será ampliado de 850 para 1,5 mil.

O negócio representa um upgrade no faturamento da Multilog, que este ano chegará a R$ 350 milhões. A previsão de crescimento é de 50%, chegando a R$ 500 milhões no ano que vem _ valor que estava na meta apenas para 2020.
Fonte: Diário do Comércio
Data: 14/12/2017

NIPPON VISLUMBRA AVANÇO DO CONSUMO DE AÇO NO BRASIL
Publicado em 12/14/2017 as 05:37 PM

Com o olhar voltado para o futuro, a Nippon Steel & Sumitomo Metal (NSSMC) – acionista controladora da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) junto com a Ternium Techint – aposta no crescimento do consumo de aço no País nos próximos anos. Porém, os investimentos em infraestrutura e a chegada do capital estrangeiro que dará sustentação a esses aportes só se consolidarão se o Brasil tiver um ambiente político estável e uma Justiça mais célere.

A análise foi feita ontem pelo diretor para as Américas da NSSMC, Kazuhiro Egawa. “Para a economia brasileira melhorar, ela precisa de investimentos em infraestrutura”, avaliou. Egawa lembrou ainda que o crescimento do consumo mundial de aço se deu devido ao aumento da demanda chinesa, enquanto outras regiões e continentes, como América do Norte e Europa, mantiveram praticamente o mesmo nível de consumo desde 1974.

Para o diretor da NSSMC, a projeção de crescimento do consumo doméstico de aço se apoia em dois fatores. Um deles é o crescimento populacional no Brasil e o outro é que o consumo de aço por habitante no País ainda é muito pequeno. A demanda per capita de aço no Brasil gira em torno de 86 quilos, enquanto na China e no Japão ela passa da marca de 500 quilos.

Em termos de consumo global, a China demanda anualmente 681 milhões de toneladas e é o maior consumidor mundial do produto. Os Estados Unidos aparecem depois, mas com um consumo anual bem menor, de 92 milhões de toneladas. O Brasil é o 11º da lista, com demanda de aproximadamente 18 milhões de toneladas ao ano.

O potencial ilustrado pelos números e a carência do País em infraestrutura, um dos motivos para onerar a competitividade de empresas instaladas no Brasil, só vão se concretizar, contudo, caso o ambiente seja favorável à atração de investimentos estrangeiros, já que a União, estados e municípios não têm condições financeiras de assumir obras.

Por isso, Egawa defende a estabilidade política como fator primordial para atrair o capital externo. O diretor da NSSMC também destacou a importância de as decisões de cunho legal ganharem celeridade. “A lentidão da Justiça é prejudicial aos negócios”, frisou.

Em relação ao futuro do aço como produto, Egawa explicou que, no caso da NSSMC, é a partir do contato e da demanda dos próprios clientes que são desenvolvidas novas soluções no centro de pesquisa e desenvolvimento do grupo, localizado no Japão. A companhia foi eleita cinco vezes seguidas Top 100 empresas líderes globais em inovação.

Para se ter uma ideia, a NSSMC tem 27 mil patentes em 70 países e é líder mundial do setor siderúrgico nesse quesito. Conforme o diretor da companhia, anualmente são investidos cerca de R$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e soluções.

Usiminas – Egawa destacou ainda que a Usiminas, em Ipatinga (Vale do Aço), é a única empresa do grupo classificada como usina integrada. Isso significa que o complexo do Vale Aço tem o processo completo, da extração do minério de ferro até o fornecimento do aço para diferentes processos industriais e cadeias produtivas. Esse é um dos motivos que faz da Usiminas um dos negócios mais importantes para o grupo japonês.

Além do Brasil, por meio da Usiminas, onde a NSSMC, juntamente com a Ternium Techint, é sócia majoritária, a siderúrgica japonesa tem negócios na China, no Sudeste Asiático, na Índia, nos Estados Unidos, no México, no Oriente Médio e na África. Os segmentos de atuação dentro da siderurgia são: automotivo, construção, ferroviário, energia, equipamentos industriais, eletrodomésticos e construção naval.

Em Minas, além da Usiminas, com plantas fabris em Ipatinga e Cubatão (SP), a companhia possui ainda 15% na Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), localizada em Jeceaba (Campo das Vertentes), e 30% na Unigal, que é subsidiária da Usiminas.
Fonte: Diário do Comércio
Data: 14/12/2017

ANTAQ CELEBRA CONTRATO DE ADESÃO COM IMBITUBA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
Publicado em 12/14/2017 as 05:36 PM



Autoridades assinam contrato de adesão

A autorização compreende a movimentação e armazenagem de granel sólido, carga geral e carga conteinerizada

A ANTAQ, em nome da União, celebrou com a empresa Imbituba Empreendimentos e Participações S.A. contrato de adesão adaptado à Lei nº 12.815/2013. A assinatura aconteceu, nesta quinta-feira (14), na sede da Agência, em Brasília. O diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski (geral), e o diretor financeiro da empresa, Neimar José Viola, assinaram o documento.

O objeto da autorização é a exploração do Terminal de Uso Privado Imbituba Empreendimentos e Participações, localizado no município catarinense, para fins de movimentação e/ou armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. A autorização compreende a movimentação e armazenagem de granel sólido, carga geral e carga conteinerizada. A área autorizada para exploração da instalação portuária corresponde a 271.609m².

A autorização do terminal terá vigência por 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adesão, prorrogável por períodos sucessivos mediante a manutenção da atividade pela autorizada e realização dos investimentos necessários à expansão e modernização das instalações portuárias.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 14/12/2017

ANTAQ PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL
Publicado em 12/14/2017 as 05:36 PM

Durante o seminário, foram debatidas formas para o Brasil enfrentar o fenômeno da conteinerização e a utilização de navios cada vez maiores no transporte marítimo de cargas


Cláudio Loureiro(E), Mário Povia, Adalberto Tokarski, Ana Cristina, Cláudio Soares e Léo Robles. Fotos: ASC/ANTAQ

Os diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Adalberto Tokarski (diretor-geral), Mário Povia e Francisval Mendes, participaram ontem (13) do seminário Os Desafios Atuais da Navegação Marítima Internacional, realizado no auditório do Interlegis/Senado Federal, pelo Instituto de Logística do Brasil – ILB e pela Frente Parlamentar de Logística de Transporte e Armazenagem – Frenlog. O encontro foi aberto pelo senador Wellington Fagundes (PR/MT) e pelo diretor-executivo do ILB, Hélder Rebouças, e contou com o apoio institucional da ANTAQ.

O diretor-geral da ANTAQ fez a apresentação sobre os Desafios da Navegação, no único painel do encontro, que teve como debatedores a diretora técnica e de qualidade do Centro de Acostagem, Amarrações e Serviços Marítimos de Portugal, Ana Cristina Casaca, e o diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação – CentroNave, Cláudio Loureiro de Souza. O painel foi mediado pelo também diretor da ANTAQ, Mário Povia.

Na sequência, foi lançada a tradução oficial do livro Economy Maritime (Economia Marítima), de autoria de Martin Stopford. Em sua primeira edição no Brasil, o livro traz informações sobre história do transporte marítimo mercante; ciclos do transporte marítimo que datam de 1741, com comentários ano a ano; mercados, custos, contabilidade, financiamento de navios, construção naval, reciclagem e regime de regulamentação; geografia do comércio marítimo, teoria do comércio, cargas especializadas e retorno do capital; desafios e armadilhas das previsões.



Livro está em sua 1ª edição no Brasil.

Os responsáveis pela tradução são a diretora técnica e de qualidade do Centro de Acostagem, Amarrações e Serviços Marítimos de Portugal e doutora pela Universidade Federal do Maranhão, Ana Cristina Casaca, e o doutor em administração, coordenador e professor em cursos de pós-graduação em Comércio Exterior, Logística e Gestão e Engenharia Portuária, Léo Tadeu Robles. A obra tem a revisão de Cláudio Marques Soares, que é doutor em Transporte Internacional pela Universidade de Cardiff/Reino Unido e gerente de Autorizações de Instalações Portuárias da ANTAQ.

Desafios da Navegação

O fenômeno da conteinerização no transporte marítimo mundial, com o consequente aumento no tamanho dos navios e a concentração das empresas armadoras com as aquisições que estão ocorrendo no setor, continua trazendo muitos desafios a armadores e instalações portuárias, à agência reguladora, indústria da construção naval e governo federal no Brasil. Como saída para superar os gargalos, o país vai criar hubports (portos concentradores) e feederports (portos distribuidores)? Quais são as medidas necessárias para o Brasil enfrentar esse fenômeno mundial?

“O país precisa investir em dragagem, mas o Estado não tem condições de dragar todos os portos públicos Brasileiros. Por essa razão é que está em estudo um modelo que repassa para o setor privado a gestão dessa demanda”, observou o diretor-geral da ANTAQ em sua apresentação.

Nesse sentido, Tokarski destacou a mudança trazida pelo Decreto nº 9.048/17 que permitiu aos arrendatários de terminais realizarem obras de dragagem no porto público, compensando os investimentos feitos no contrato. Para o diretor-geral da ANTAQ, a criação de um modelo de portos concentradores deve ser uma iniciativa do governo a partir da percepção do mercado. Já em termos de equipamentos e produtividade na operação, Tokarski afirmou que os terminais brasileiros estão em patamar semelhante aos principais portos conteineros do mundo”, avaliou.

A diretora técnica e de qualidade do Centro de Acostagem, Amarrações e Serviços Marítimos de Portugal, Ana Cristina Casaca, disse que cada vez mais os navios escalam menos portos em razão do tamanho dos navios. Para a pesquisadora da UFMA, a abertura das novas eclusas do Canal do Panamá permitirá levar mais produtos no sentido norte/sul, completando a circunavegação em todo o mundo.

Respondendo a uma pergunta do diretor da ANTAQ, Mário Povia, sobre a continuidade do processo de construção de navios cada vez maiores, a especialista portuguesa disse que os sinais são de que esse processo está próximo do fim. Para ela, as estruturas dos portos estão no limite para comportar a atracação de navios gigantes. Além disso, existe a questão da segurança, que afetaria a estabilidade dos navios, colocando um limite na construção desses gigantes do mar.

Já para o diretor-executivo do CentroNave, Cláudio Loureiro de Souza, os portos do país têm problemas de acessos terrestres e marítimos, além de berços inadequados para receber os grandes navios. Segundo ele, há ainda um excesso de burocracia e falta de coordenação entre os entes portuários, gerando ineficiências no dia a dia dos portos.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 14/12/2017

CAMILA NAVEGAÇÃO MAIS UMA VEZ EM PRIMEIRO LUGAR NA PREMIAÇÃO PELA CAPITANIA DOS PORTOS
Publicado em 12/14/2017 as 05:35 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

A Camila Navegação vem cada vez mais se destacando no setor fluvial, inclusive travessias, dentro das normas recomendadas pelos órgãos competentes ligados a Marinha do Brasil, com relação ao Programa de Segurança da Navegação - PSNA - 2017, recebendo o cobiçado Troféu, que foi entregue ao armador Benedito Pantoja, quando do encerramento do PSNA - 2017, como se vê na foto.

Como se sabe, o Grupo Camila está crescendo com a Amazônia, diversificando as suas atividades. No setor fluvial hoje se faz presente no baixo Tocantins, operando a travessia Cametá e em Santarém, atendendo outra importante travessia utilizando modernas embarcações e consignando sempre muitos elogios, pela seriedade do seu trabalho.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 14/12/2017

INTERMEDIADA PELA SECRETARIA DE PORTOS O MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES PUBLICOU ONTEM EDITAL DE RETIRADA DO NAVIO “HAIDAR”
Publicado em 12/14/2017 as 05:35 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Ontem o Diário Oficial da União publicou o Edital do Ministério dos Transportes autorizando a retirada do navio boiadeiro “HAIDAR”, que se encontra naufragado há cerca de dois anos.

Essa providência deve-se ao extraordinário trabalho do atual Secretário de Portos Dr. Luiz Otávio de Oliveira Campos, cuja operação deverá acontecer no próximo ano, permitindo assim o uso de mais três berços no referido porto, noticia esta que, com certeza, vai causar grande satisfação no setor marítimo e portuário do Pará. O Secretário de Transportes Dr. Luiz Otávio de Oliveira Campos, que aparece na foto com o colunista, está também encampando a dragagem da bacia de manobras do porto de Belém que permitirá a entrada de navios de grande porte para operar diretamente no cais do porto de Belém.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 14/12/2017

UM PARTIDO COMANDADO DA CADEIA
Publicado em 12/14/2017 as 05:35 PM

Autor:        Sérgio Roxo - sergio.roxo@sp.oglobo.com.br

Mesmo preso há 16 dias, ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues continua na presidência do PR, e legenda não tem planos de fazer convenção para trocar sua executiva nacional
SÃO PAULO

Preso há 16 dias, o ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues continua na presidência do PR. E dentro do partido não existe, no momento, nenhum movimento para afastá-lo do posto. Segundo um integrante da legenda, a avaliação interna é que não há motivos para trocar o comando, já que não houve julgamento. Dirigentes entendem que Rodrigues é inocente no episódio que o levou para a cadeia.

A assessoria do PR disse que a troca do presidente da legenda só poderia ser feita com a organização de uma convenção. "Não há previsão nem solicitação para realização de convenção com objetivo de mudança na executiva nacional do partido',' informou a sigla.

O nome de Rodrigues aparece como dirigente máximo no site da legenda. Na tarde da última segunda-feira, O GLOBO ligou para a sede da sigla em Brasília e perguntou para a telefonista o nome do presidente. A resposta da telefonista foi: Antonio Carlos Rodrigues.

PROPINA PARA CAMPANHA

O ex-ministro é acusado pelo Ministério Público (MP) de ter negociado com a JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha de Anthony Garotinho ao governo do Rio em 2014. O presidente do PR é suspeito de corrupção, extorsão e participação em organização criminosa.

No dia 22 de novembro, policiais federais prenderam os ex-governadores do Rio Garotinho e Rosinha Matheus. O presidente do PR foi alvo de um mandado de prisão, mas não foi localizado em seus endereços em São Paulo e passou seis dias foragido. Ele só se entregou no dia 28, em Brasília.

Outro líder partidário passou por situação semelhante. Em maio, o senador Aécio Neves (MG) anunciou a sua licença da presidência do PSDB um dia depois de ser divulgado que ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões para o empresário Joesley Batista, sócio da JBS. Aécio permaneceu na condição de presidente licenciado até a convenção dos tucanos feita no último sábado, quando o governador de São Paulo Geraldo Alckmin foi escolhido o novo presidente.

No caso de Rodrigues, ele ainda tem o problema de estar distante da sede de seu partido. Dois dias depois de se apresentar à PF, ele foi transferido para a Cadeia Pública de Benfica, no Rio.

Na sua ausência, quem responde pelo partido, na assinatura de documentos e em trâmites burocráticos, é o vice-presidente da sigla, Tadeu Candelária, fiel aliado de Rodrigues em São Paulo.

Mas, apesar de não ter cargo formal na direção, quem dá as cartas no PR é o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão.

Valdemar ficou preso entre dezembro de 2013 e novembro de 2014, quando progrediu para a prisão domiciliar. Desde que deixou a cadeia, o ex-deputado participa das articulações do partido, inclusive em relação às demandas junto ao governo do presidente Michel Temer. O PR faz parte da base governista no Congresso e ocupa o Ministério dos Transportes.

No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a legenda ocupava a mesma pasta, mas o titular do cargo era o próprio Rodrigues. Antes, ele ocupou o cargo de senador como suplente de Marta Suplicy e presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por quatro anos.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - TRF CONDENA 5 POR TRÁFICO VIA PORTO
Publicado em 12/14/2017 as 05:35 PM

Autor:        EDUARDO VELOZO FUCCIA - DA REDAÇÃO

Tribuna! Federal da 3ª Região julgou recursos de sentenciados da Operação Oversea, que apreendeu 3,7 toneladas de drogas em Santos

Os primeiros recursos de apelação da Operação Oversea, relacionada ao narcotráfico internacional via Porto de Santos, foram julgados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), sendo mantidas as condenações de quatro réus, um dos quais advogado. Absolvido em primeira instância, um quinto acusado foi condenado.

Em sentença de 109 laudas, o juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, considerou “fortes, consistentes e inequívocos” os indícios contra Carlos Bodra Karpavicius, Snaélio Martins Leda, Leandro Teixeira de Andrade e Ricardo Menezes Lacerda para condená-los a 12 anos de reclusão, em 30 de julho de 2015.

Correu do processo, Wellington Araújo de Jesus foi absolvido. As condenações referem-se apenas ao crime de tráfico internacional de drogas. Pelo delito de associação para o tráfico, Roberto Lemos absolveu os cinco acusados sob o fundamento de não ficar comprovada “reunião com vínculo estável e permanente entre os denunciados”.

A defesa dos condenados e o Ministério Público Federal (MPF) recorreram. Por unanimidade, os desembargadores federais Nino Toldo (revisor), José Lunardelli (revisor) e Fausto De Sanctis, da 11ª Turma do TRF3, decidiram condenar Wellington de Jesus a oito anos e nove meses de reclusão por tráfico internacional.

Os demais réus tiveram as penas por tráfico internacional reduzidas pelo colegiado, que não deu provimento à apelação do MPF para condená-los também pela associação para o tráfico. As novas sanções foram de dez anos de reclusão para Suaélio Leda e Carlos Karpavicius e de oito anos e nove meses para Ricardo Lacerda e Leandro de Andrade.

ENTENDA A OVERSEA

A Operação Oversea, da Polícia Federal, desmantelou esquema de envio de cocaína do Brasil à América Central, Europa e África, via Porto de Santos. As investigações resultaram nas apreensões de 3,7 toneladas no País e fora dele de janeiro de 2013 a março de 2014.

Também foi possível apurar o vínculo da megaquadrilha do narcotráfico com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Devido ao elevado número de réus, houve o desmembramento de ações penais. As apelações julgadas agora pelo TRF3 referem-se à apreensão de 145 quilos da droga em 17 de dezembro de 2013.

O entorpecente foi escondido dentro de um contêiner refrigerado, junto com carregamento de carne. A cocaína foi achada antes do cofre de carga ser embarcado no navio MSC Athos, atracado em Santos. O destino da droga seria o porto espanhol de Las Palmas, nas Ilhas Canárias.

De acordo com a sentença da 5ª Vara Federal de Santos, Suaélio era o responsável por negociar a droga com os fornecedores e os compradores de outros países, enquanto Karpavicius, na condição de advogado, dava suporte jurídico para o negócio acontecer com aparência de legalidade.

Para acertar os detalhes do esquema, os dois se reuniam em um luxuoso sítio que Suaélio tinha em Mogi das Cruzes e onde policiais da PF apreenderam documentos, anotações e outras provas. Leandro e Ricardo cuidavam da logística da droga no Porto e de embarcá-la ao exterior.

Para isso, Ricardo e Leandro aliciaram, respectivamente, o funcionário de um terminal portuário da Cidade e o empregado de um dos maiores frigoríficos do País no sentido de obterem informações privilegiadas e dificultarem a fiscalização das autoridades. Wellington também atuaria na parte logística.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

MERCADO REGIONAL – ANTAQ - PROCESSO VIRTUAL
Publicado em 12/14/2017 as 05:34 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO -mercadoregional@atribuna.com.br

O Sepetiba Tecon, terminal de contêineres do Porto de Itaguaí (RJ), movimentou 23 mil contêineres em novembro, seu melhor resultado mensal nos últimos quatro anos.

Segundo a empresa, isso se deve ao reaquecimento do comércio exterior e à retomada dos serviços de transbordo - no acumulado do ano, foram 45 mil contêineres movimentados nesse tipo de operação, 79% a mais do que no mesmo período de 2016. Apesar do volume de Santos ser quase dez vezes maior (em outubro, a região embarcou ou desembarcou 227 mil contêineres), a alta em Itaguaí preocupa empresários de Santos, que temem o começo de uma eventual fuga de cargas da região.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

CÂMARA DE GUARUJÁ ADIA VOTAÇÃO DA ALTA DO ISS PORTUÁRIO
Publicado em 12/14/2017 as 05:34 PM

Projeto seria debatido nesta terça-feira pelo Legislativo, mas não foi pautado
FERNANDA BALBINO


Projeto prevê o aumento da alíquota do tributo de 3% para 5% (Foto: Carlos Nogueira/AT)

As discussões iniciais sobre o reajuste do Imposto Sobre Serviços (ISS) a ser cobrado das atividades portuárias realizadas em Guarujá vão ficar para a essa quinta-feira (14), em uma sessão extraordinária da Câmara Municipal. Uma definição sobre o aumento de 3% para 5% da alíquota do tributo na Margem Esquerda do Porto de Santos será conhecida apenas na próxima sexta-feira (15).

O ISS das atividades portuárias realizadas em Santos foi reajustado na semana passada. Isso aconteceu após um plano conjunto das prefeituras de Santos e Guarujá, que, com o aumento, vão arrecadar mais R$ 64 milhões e R$ 40 milhões por ano, respectivamente. Agora, resta apenas a apreciação da matéria pelo legislativo guarujaense.

O projeto de lei não foi pautado para a sessão ordinária desta terça-feira (12). No entanto, como a questão é polêmica e precisa ser aprovada ainda neste ano, para que passe a vigorar a partir de abril, o presidente da Câmara de Guarujá, Edilson Dias (PT), convocou uma nova plenária para amanhã, às 10 horas.

Nela, a questão será debatida pelos vereadores em primeira discussão. Já na sexta-feira, às 11 horas, está prevista a segunda votação do projeto. Segundo Dias, a convocação de duas sessões extraordinárias teve como objetivo ganhar tempo para garantir mais votos.

“Decidi não votar hoje (ontem) e convocar duas extraordinárias porque estamos trabalhando para conseguir a maioria e votar o projeto”, explicou o presidente da Câmara Municipal. “Dificilmente alcançaríamos os nove votos necessários para a aprovação”, completou.

Segundo Dias, a dúvida dos vereadores gira em torno do argumento apresentado pelos operadores portuários de que haverá perda de concorrência, fuga de cargas e, consequentemente, fechamento de postos de trabalho no Porto.

“Estamos trabalhando com dados e informações para mostrar que, com a alíquota de 3% do ISS, o setor também demitiu muita gente no Porto”, destacou Dias.

O primeiro voto contrário é do vereador José Teles Júnior (PPS). A vereadora Andressa Sales (PSB), líder do governo na Câmara, também passou a criticar o projeto da Administração Municipal.

Reajuste

Assim como a Prefeitura de Santos, a de Guarujá aponta a necessidade de recuperação de caixa e ainda a equiparação da alíquota do ISS com a de outras cidades portuárias brasileiras que já cobram 5% do tributo, como Itajaí (SC), Suape (PE), Imbituba (SC), São Francisco do Sul (SC),Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) e, agora, Santos.

Em Guarujá, 52% de todo o ISS cobrado no município vem da atividade portuária. De janeiro a junho, dos R$ 60 milhões arrecadados, R$ 31,8 milhões foram gerados pela atividade de dez empresas portuárias.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

PARANAGUÁ ATINGE MARCA DE 50 MILHÕES DE TONELADAS MOVIMENTADAS NO ANO
Publicado em 12/14/2017 as 05:34 PM

Volume é 11% maior em relação ao ano passado e mais do que o dobro da média dos portos brasileiros

DE A TRIBUNA ON-LINE e@atribunasantos (http://www.twitter.com/atribunasantos)


Agronegócio teve papel fundamental no desempenho do Complexo (Foto: Divulgação/APPA)

O Porto de Paranaguá atingiu nesta semana a maior marca de movimentação de cargas de toda a sua história. Foram 50 milhões de toneladas ao longo de 2017. O volume é 11% maior em relação ao ano passado e mais do que o dobro da média dos portos brasileiros, que cresceram 5%. O recorde anterior - de 46,1 milhões de toneladas - ocorreu em 2013.

Nesta quarta-feira (13), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, visitou o porto e destacou o desempenho do terminal paranaense. “É um momento histórico, que acontece no ano em que o Brasil teve a sua maior safra agrícola”, disse o ministro.

“Um resultado maravilhoso, alcançado graças ao trabalho em conjunto de centenas de atores, do Governo do Paraná e da administração do Porto”, afirmou Maggi.

O agronegócio teve papel fundamental no desempenho do Porto, já que mais de 35 milhões de toneladas movimentadas (ou 70% do total) são produtos de origem agrícola. O terminal opera mais de 20% do que a agricultura nacional exporta para o mundo. Atende o produtor do Paraná e também do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Santa Catarina.

Os principais produtos movimentados neste ano foram do complexo soja, com mais de 16 milhões de toneladas. Outros destaques foram a importação de cerca de 9 milhões de toneladas de fertilizantes e os embarques de açúcar (4,5 milhões de toneladas) e milho (3,5 milhões de toneladas).

Segundo Maggi, a marca alcançada em 2017 reforça a vocação agrícola e o protagonismo do Paraná e do Porto de Paranaguá no setor.

“Este foi o ano em que operamos com todas as obras de repotenciamento já entregues, o que naturalmente fez com que o porto subisse de patamar”, completou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

OPERADORES DEÅNEM CHAPA QUE IRÁ COMANDAR O SOPESP
Publicado em 12/14/2017 as 05:34 PM


Diretoria do sindicato será indicada em reunião no próximo mês, explica representante
DA REDAÇÃO


Sindicato reúne operadores que atuam no complexo marítimo (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Associados do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) homologaram, nesta quarta-feira (13), a chapa única que formará a nova diretoria-executiva da entidade. No próximo mês, haverá uma reunião para que as empresas indiquem os executivos que serão responsáveis pela instituição.

O prazo para o registro das chapas para concorrer à diretoria do Sopesp se encerrou no último dia 5. Apenas um grupo se inscreveu para representar a entidade entre 2018 e 2020.

Essa chapa é composta pelas empresas ADM do Brasil, Elevações Portuárias (antiga Rumo Logística), Libra Terminais, Brasil Terminal Portuário (BTP), Terminal Exportador de Guarujá (Teg), Rodrimar S/A, Santos Brasil Participações S/A e Terminal Marítimo do Guarujá (Termag).

Já o conselho fiscal do Sopesp terá como titulares executivos do Terminal XXXIX de Santos S/A, da Companhia Auxiliar de Armazéns Gerais - Copersucar e da Citrosuco S/A Agroindústria. Já na suplência, estarão membros da Deicmar Armazenagem e Distribuição Ltda., do Ecoporto Santos e do Terminal 12A.

De acordo com o diretor-executivo do Sopesp, José dos Santos Martins, ontem foi homologada a chapa composta por representantes dessas empresas. Agora, elas terão até o dia 15 de janeiro para indicar seus representantes.

“Após essa indicação, o segundo item que será discutido é a composição da diretoria. Presidente, primeiro vice-presidente e segundo vice-presidente serão eleitos logo em seguida. A decisão será feita na hora pelos presentes, com base nessa indicação feita pelas empresas da chapa”, destacou.

Até que isso aconteça, a diretoria do Sopesp é composta por João Almeida, da ADM do Brasil, que ocupa a presidência, Joaquim Carlos Sepúlveda, da Elevações Portuárias, é o primeiro vice-presidente da entidade patronal e Marcos Antônio Leite de Medeiros, da Libra Terminais é o segundo vice-presidente.

Antônio dos Santos Carvalhal, da Rodrimar. Carlos Moreira Couto Júnior, da Louis Dreyfus S/A, Gildecio José Moreira Fiel, da Termag, Luiz Cláudio de Araújo Simões, do Ecoporto Santos, e Marlos da Silva Tavares, da Santos Brasil, também integram a diretoria da entidade.

Já o conselho fiscal do Sopesp é compsoto por Eliézer da Costa Giroux, da BTP, Marcell da Costa Ferreira Gameiro, da Citrosuco, Rodrigo da Silva Lima, da Copersucar, Sergio Ferreira dos Santos, da Caramuru, e Thiago Diniz Lima, da Deicmar.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

ECORODOVIAS VENDE ELOG POR R$ 90 MILHÕES
Publicado em 12/14/2017 as 05:33 PM

Conclusão da venda, contudo, depende da transferência das quotas do Ecopátio
  


Multilog também controlará Ecopátio localizado em Cubatão (Foto: Arquivo/AT)

A EcoRodovias Infraestrutura e Logística fechou contrato com a Multilog para vender 100% do capital social da Elog, empresa do grupo e um dos maiores operadores logísticos do Brasil. O valor total do negócio soma R$ 90 milhões, com liquidação em 84 parcelas mensais, iguais e sucessivas, corrigidas pela atualização do CDI, a partir da data do fechamento.

A conclusão da venda, contudo, depende da transferência das quotas do Ecopátio Logística Cubatão (Ecopátio), plataforma logística intermodal da empresa, para a Multilog e do pagamento da totalidade da dívida da Elog.

Localizado às margens da Rodovia Cônego Domenico Rangoni, a 18 quilômetros da Margem Direita do Porto de Santos, a 22 quilômetros de sua Margem Esquerda e a 50 quilômetros da Capital, o Ecopátio também atual como pátio regulador do complexo marítimo. Com 443 mil metros quadrados (138 mil metros quadrados apenas para seu pátio), a unidade conta com 3,5 mil vagas para caminhões e carretas.

Com a transferência das quotas do Ecopátio e a quitação da dívida da Elog, a EcoRodovias venderá todas as unidades operacionais da empresa, que empregam 530 colaboradores diretos e incluem três centros logísticos e industriais aduaneiros (CLIAs, em Campinas, São Paulo e Santos, na região da Alemoa), um porto seco (em Alphaville, Barueri), um centro de distribuição (também em Alphaville) e a operação de Transporte Sudeste (exceto o Ecopátio).

A venda da Elog está em linha com a estratégia do Grupo EcoRodovias de dar foco a ativos de concessões rodoviárias.

A conclusão da alienação está sujeita ainda à verificação de certas condições precedentes, que incluem a aprovação prévia da Secretaria da Receita Federal do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 14/12/2017

ESTUDO SOBRE MACROLOGÍSTICA BRASILEIRA DEVE SER APRESENTADO EM DEZEMBRO
Publicado em 12/12/2017 as 07:28 PM

Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, participou nesta segunda-feira (11), em Campinas, no interior de São Paulo, da inauguração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Territorial. Durante a solenidade, o ministro anunciou para breve a conclusão de um estudo sobre a macrologística do país, que mostrará, por exemplo, "onde as estradas deveriam passar em função do volume de produção nas diferentes regiões”.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, o estudo deverá ser apresentado ao governo ainda em dezembro. Ele disse que o sistema de inteligência territorial da macrologística agropecuária já está pronto. Para o público, a data provável de lançamento do sistema é fevereiro.

"Nós estudamos 10 cadeias produtivas, como estão evoluindo a área e a produtividade em vários lugares do Brasil nos últimos 30 anos. Estudamos também toda a logística rodoviária, hidroviária, ferroviária, portuária e também como essas coisas funcionam hoje. Identificamos gargalos, os caminhos da safra e as principais obras que precisam ser feitas para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro", informou Miranda.

Embrapa Territorial

A nova unidade da Embrapa é resultado da unificação e da integração de três instituições já existentes – o Grupo de Inteligência Territorial Estratégica, a Embrapa Gestão Territorial e a Embrapa Monitoramento por Satélite – e vai pesquisar o uso e a ocupação das terras pela agropecuária e as demandas para ampliar a competitividade e a sustentabilidade.

O ministro Blairo Maggi disse que a Embrapa Territorial vai disponibilizar dados e números para o governo, a sociedade e a iniciativa privada. “O que a Embrapa territorial busca é parcerias para desenvolver seu trabalho sem onerar o Tesouro, até porque não tem onde buscar mais orçamento para a Embrapa. Então, [devem ocorrer] parcerias com o pessoal da área de soja, algodão, pecuária, cana e tantos outros que vão receber informações uteis para a tomada de decisões”, acrescentou. Para Blairo, é "lógico e normal" que esses setores ajudem a Embrapa nas novas parcerias que estão sendo montadas.

“A criação da Embrapa Territorial faz parte desse processo de modernização, de racionalização e de aprimoramento da gestão da empresa. As nossas unidades de serviço estão sendo incorporadas por unidades de pesquisa. No caso aqui da Embrapa Territorial, temos um objetivo adicional: não é só racionalizar custos; a criação dessa unidade tem um objetivo adicional. A Embrapa tem feito um grande esforço para fortalecer o conceito de inteligência territorial estratégica”, destacou o presidente da Embrapa, Mauricio Lopes.

Ele disse que a nova unidade vai contribuir para que se compreenda mais a diversidade brasileira. “O Brasil é um país muito grande e muito complexo. Temos nossos biomas, o desafio de trabalhar a conservação, o uso sustentável da nossa base de recursos naturais. Portanto, entender o território e estudar a realidade do território, gerar informações que permitam ao Brasil ter política pública, ter tecnologia e conhecimento que nos permitam acomodar no grande território brasileiro as atividades do agro, de maneira inteligente e sustentável, sem gerar passivos, sem gerar conflitos, essa é uma missão cada vez mais importante para a nossa empresa”, acrescentou.

Segundo Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, a nova unidade da empresa vai ajudar a mapear o uso e a ocupação da terra no Brasil. “Não se trata mais nem se justifica de ter uma Embrapa que fique estudando dados de satélites ou que fique estudando ferramentas de geotecnologia. Nós vamos usar essas ferramentas, mas nosso foco agora é a agricultura brasileira, o uso e a ocupação das terras no Brasil, a dinâmica espacial, o caminho das safras, a dinâmica temporal, a previsão das safras”, falou.
Fonte: JB OnLine - RJ
Data: 12/12/2017

COMISSÃO QUE ACOMPANHA CONSTRUÇÃO DA TRANSNORDESTINA REALIZA AUDIÊNCIA NESTA TARDE
Publicado em 12/12/2017 as 07:28 PM

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a construção da Ferrovia Transnordestina realiza nova audiência pública nesta tarde.

Foram convidados para participar da audiência:
- o diretor do Departamento de Infraestrutura de Logística da Secretaria de Desenvolvimento de Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Bruno Nunes Sad;

- o diretor do Departamento de Parcerias da Secretaria de Fomentos e Parcerias do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Fábio Luiz Lima de Freitas;

- representante do Grupo Interministerial do Programa de Parceria de Investimentos;

- representante do Grupo Interministerial da Agência Nacional de Trasnportes Terrestres;

- representante do Grupo Inteministerial da Companhia Siderúrgica Nacional; e

- representante do Grupo Inteministerial da Transnordestina.

O coordenador do grupo, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), lembra que o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou diversas irregularidades na gestão contratual da concessão da ferrovia.

Na sexta-feira passada, o comitê da Comissão Mista de Orçamento que analisa obras com indício de irregularidades graves entregou um relatório em que recomenda o bloqueio orçamentário, em 2018, de nove obras custeadas com recursos federais, entre elas, a Ferrovia Transnordestina.

A audiência será realizada a partir das 14h30, no plenário 13, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo WebCamara.

Da Redação - ND
Fonte: Agência Câmara - DF
Data: 12/12/2017

SC DEMANDA R$ 5,1 BILHÕES POR ANO PARA OBRAS DE INFRAESTRUTURA
Publicado em 12/12/2017 as 07:27 PM

Agenda da Indústria para a Infraestrutura de Transporte, lançada pela FIESC, na segunda-feira (11), contempla os modais rodoviário, ferroviário, aeroviário e aquaviário

Santa Catarina demanda, por ano, até 2021, investimento de R$ 5,1 bilhões, entre recursos federais e estaduais, para manter e ampliar a infraestrutura de transporte nos modais rodoviário (R$ 2,85 bilhões), ferroviário (R$ 1,8 bilhão), aeroviário (R$ 95,5 milhões) e aquaviário (R$ 342,6 milhões), mostra a Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense. O documento foi lançado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta segunda-feira (11), em Florianópolis.

O presidente da entidade, Glauco José Côrte, destacou que as demandas são grandes e o Estado terá que fazer um esforço, nos próximos anos, maior do que tem feito até agora para melhorar a infraestrutura de transporte, colocando-a em condições compatíveis com a força da economia e a contribuição que o Estado dá ao desenvolvimento do País. “Sabemos que o transporte é fator essencial para a melhoria da competitividade de todos os atores do sistema produtivo de qualquer atividade. Os custos logísticos representam uma parcela importante do custo da indústria. Por falta de recursos há uma inibição grande da diversificação da nossa matriz de transporte”, avaliou.

Em Santa Catarina, o modal rodoviário responde por 68,7% da matriz de transporte, seguido por aquaviário (18,6%), ferroviário (9,7%), dutoviário (2,9%) e aeroviário (0,1%). “A diversificação é importante para a economia desconcentrada que temos em Santa Catarina, bem distribuída, com indústria em todo o Estado e o escoamento de sua produção necessita de uma diversificação maior do que temos atualmente”, disse Côrte, lembrando que o governo estadual, por exemplo, tem feito um grande esforço, com investimento de cerca de R$ 5 bilhões nas estradas estaduais. “Mas é claramente insuficiente para as necessidades que temos de ampliação e manutenção das rodovias. Analisamos quase 2,5 mil quilômetros (trechos estaduais) e grande parte disso, que é um patrimônio de Santa Catarina, está também em condições precárias, precisa de mais investimentos”, completou.

Em sua apresentação, o presidente da FIESC destacou ainda que o Estado tem 14 trechos de rodovias federais entre os cem considerados mais perigosos do País. Em 2016, foram registrados 10,6 mil acidentes nas estradas federais no Estado. Em média, 29 acidentes por dia. 450 pessoas perderam a vida e 9,4 mil ficaram feridas. No mesmo ano, nas rodovias estaduais, foram registrados 8.380 acidentes. 205 pessoas perderam a vida e 4,9 mil ficaram feridas. Segundo o IPEA, no Brasil, estima-se que os custos totais dos acidentes sejam de R$ 40 bilhões por ano.

“Sempre temos essa visão humanista da questão da infraestrutura, mas não podemos esquecer os prejuízos em relação à redução e à perda de competitividade da indústria e da economia como um todo. Aí está a razão do esforço que a FIESC tem feito para a construção e a discussão dessa agenda e que necessita da mobilização conjunta dos governos federal e estadual, parlamentares e lideranças para enfrentarmos e superarmos esse desafio”, concluiu Côrte.

O presidente da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que pela dificuldade dos investimentos por parte dos governos estadual e federal, as alternativas são as concessões ou parcerias público-privadas. “Para que isso ocorra, a taxa de retorno tem que ser atrativa, tem que ter segurança jurídica nos contratos, precisamos de agências reguladoras independentes e ter o equilíbrio entre os interesses do usuário e da concessionária. O pedágio nunca pode ser um ônus para o cidadão. Tem que ser visto como um benefício. É preferível pagar um pouco, mas ter uma rodovia mais segura, em que se possa transportar com mais celeridade os produtos”, disse.

Aguiar também apresentou as principais propostas da entidade para a infraestrutura do Estado e defendeu a realização de um planejamento integrado, a realização de um estudo de viabilidade de um sistema intermodal para Santa Catarina, considerando a infraestrutura atual, os projetos ferroviários, a expansão da infraestrutura portuária e a cabotagem. Ele também lembrou da importância de atualizar o Plano Aeroviário catarinense (o atual é de 1991) e definir uma política estadual para o transporte aéreo de cargas e passageiros. No caso das ferrovias, é necessária a conclusão dos contornos de Joinville, São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, além da conclusão dos projetos para as ferrovias Litorânea e Leste-Oeste.

Conforme o trabalho da FIESC, para ampliar a capacidade das estradas e para realizar as manutenções de rotina são necessários R$ R$ 2,85 bilhões por ano, até 2021, sendo R$ 1,55 bilhão nos trechos federais e R$ 1,3 bilhão nos estaduais. Esses investimentos são para aplicar em rodovias que já existem, mas em sua maioria opera acima da capacidade ou em condições precárias.

Dentre as propostas que a instituição faz para o segmento rodoviário estão a garantia de investimentos no Programa de Conservação, Restauração e Manutenção das rodovias (CREMA, do governo federal) para as BRs 470, 282, 153, 158 e 163. Além disso, a instituição defende recursos para duplicação e pavimentação das BRs 470, 280 e 285. No encontro, também foi destacada a BR-282 e a importância de realizar um estudo para a logística da cadeia de suprimento e distribuição da indústria do Oeste catarinense, com eixos de suprimentos e distribuição, alternativas de suprimento de grãos e armazenagem. Para as estradas estaduais, a sugestão é criar um programa, com pequenas concessões, para garantir a manutenção e restauração.

O sistema Monitora FIESC acompanha 60 obras federais e estaduais de transporte no Estado que somam 7 bilhões em investimentos. Desse total, quase 60% estão com o prazo expirado ou com o andamento comprometido. No caso das rodovias, a entidade acompanha 36 obras (R$ 5,4 bilhões), das quais, 58,4% têm o prazo expirado ou o andamento comprometido.

No Orçamento Geral da União para o período de 2007 a 2016 estavam previstos R$ 11,9 bilhões para investimento em obras de transporte em Santa Catarina. Contudo, foram efetivamente executados R$ 5,7 bilhões, sendo que 51 % desse total foram aplicados na duplicação da BR-101 Sul.

Ronaldo Carioni Barbosa, superintendente do DNIT em Santa Catarina, fez um balanço das principais obras que o órgão tem em andamento no Estado, com destaque para a BR 101 (Sul) 282, 285, 158, 163, 280 e 470. Segundo ele, a falta de recursos é o principal desafio. “O DNIT tem profissionais capacitados para fazer obras. Não podemos aceitar essa quantidade ínfima de recursos”, disse.

Custos logísticos: durante o evento foi apresentada pesquisa que revela que o custo logístico em Santa Catarina segue acima da média nacional. O trabalho, feito pela FIESC em parceria com a UFSC, mostra que o custo logístico representa 13% do faturamento da empresa. Estudo sobre custos logísticos brasileiros, feito pela Fundação Dom Cabral (2015), aponta que em nível nacional esse valor é de 11,73%. A pesquisa da Federação foi realizada em 2017, com a participação de 49 empresas que respondem por 19% do PIB industrial do Estado.
Fonte: Informativo dos Portos - SC
Data: 12/12/2017

CMA CGM COMPLETA PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA MERCOSUL LINE
Publicado em 12/12/2017 as 07:27 PM

Com a compra, a companhia fortalece sua oferta de serviços oferecidos na América Latina

A gigante global do transporte marítimo CMA CGM anunciou a conclusão, no dia 8 de dezembro, do processo de aquisição da Mercosul Line, armador brasileiro especializado no transporte contêineres via cabotagem. Com isso, a CMA CGM fortalece sua oferta de serviços no Brasil, e, de forma mais abrangente, na América do Sul, especialmente nas modalidades de cabotagem e porta-a-porta.

Criada em 1996, a Mercosul Line atua em 12 portos com uma frota composta por quatro navios de 2.500 TEUs. A equipe da empresa conta com 130 pessoas distribuídas em seus escritórios localizados em Santos (SP), São Paulo, Manaus, Recife e Itajaí (SC). De acordo com a própria CMA CGM, a atuação da empresa adquirida tem total sinergia com sua estratégia de desenvolver conexões de transporte marítimo intrarregional e também serviços logísticos complementares.

Com sede em Marseille, na França, a CMA CGM está presente em 160 países e, por meio de uma rede de 755 agências, emprega 29 mil colaboradores em todo o mundo. No total, a CMA CGM conta com uma frota de 489 navios que escalam mais de 420 portos nos cinco continentes. Somente em 2016, eles transportaram um total de 15,6 milhões de TEUs.

Na América do Sul a companhia está presente com 18 escritórios dedicados situados na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que contam com 340 colaboradores. São mais de 71 navios que atuam em nove diferentes serviços e escalam 20 portos na região.
Fonte Revista Tecnologística Online
Data: 12/12/2017

PORTOS - CONSTRUÇÃO APOSTA NA PEQUENA EMPRESA
Publicado em 12/12/2017 as 07:27 PM

Na avaliação do Sindicato da Indústria da Construção Civil, 2018 será o ano de profissionalizar ainda mais o segmento

2018 trará vida para as pequenas e médias empresas da construção civil Pelo menos este é o sentimento do presidente do Sindicato do setor (Sinduscon), José Antônio Simon. Segundo ele, a indústria da construção se afasta da velha conjuntura em que apenas cinco grandes atores dominavam o mercado, mas tiveram participação afetada após os escândalos de corrupção, o desafio, daqui pra frente, é '‘mapear a real base de empresas do setor e profissionalizá-las para desenvolver as oportunidades que vão aparecer”. Na ofensiva, estarão as companhias estrangeiras que eventualmente tentarão ocupar os novos contratos. Isso porque, apesar da expectativa de que os grandes negócios tenham menor espaço no PIB pernambucano ano que vem, segundo estimativas da Fiepe, haverá crescimento de 0,5%.

Há dois anos, o índice de Velocidade de Vendas (IW), que mede o nível de comercialização dos empreendimentos disponíveis, parou de cair, estabilizado em médios 4,5%, o setor, que hoje emprega 78 mil pessoas, tem potencial para 120 mil Mas a trajetória da construção civil transcenderia 0 momento econômico, de acordo com Simón. É necessária uma mudança cultural, do empresariado e do poder público.

"O governante não pode ter sentimento de propriedade. Ninguém é’ prefeito ou ‘é’governador, e sim "está’ prefeito, ‘está governador’. É uma condição passageira”, disse. E completou: "‘A propriedade é de quem paga - nós, contribuintes". Em contraponto, o empresário deveria que abandonar o pensamento individualista e passar a raciocinar pelo segmento completo. Por isso, na lista de oportunidades para 2018 está a maturação dos contratos via consórcio, "que não é uma coisa dificil de fazer, mas requer disposição”.

Uma terceira categoria, ainda, combina as forças das duas entidades. São as Parcerias Público-Privadas (PPP), que segundo o presidente do Sinduscon vêm sendo via de rega mal formatadas. Exemplo disso é o Arco Metropolitano, obra viária prevista para desafogar o escoamento de carga do polo automobilístico para o Porto de Sua-pe, o projeto está pendente. Simón diz que "existe uma série de problemas ambientais e técnicos que precisam ser repensados", inclusive de reformulação do plano para "alternativas de menor porte que se adequem às empresas ativas no mercado”. As grandes empreiteiras, depois de implicadas em grandes escândalos de corrupção, não são mais a realidade do segmento.

HÁ DOIS ANOS, O ÍNDICE DE VELOCIDADE DE VENDAS (IVV) DO SETOR PAROU DE CAIR E ESTA ESTÁVEL EM 4,5%
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data: 12/12/2017

SIDERÚRGICAS DEVEM FECHAR REAJUSTE DE 25% DO AÇO PARA AS MONTADORAS
Publicado em 12/12/2017 as 07:26 PM

Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estão na reta final das negociações com as montadoras para o reajuste de preços do aço para 2018. O aumento deverá ser da ordem de 25%, conforme o almejado, e será aplicado a partir do início do ano.

Em 2017, as siderúrgicas subiram seus preços entre 25% e 28%.

Procurada, a Usiminas disse que mantém sua posição para um reajuste de 25% e esclarece, ainda, que as negociações com cada cliente seguem normalmente. Já a CSN não comentou.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 11/12/2017

PORTO: TCU JULGA ILEGAL LICITAÇÃO DE AMAZONINO
Publicado em 12/12/2017 as 07:26 PM

Autor:        Alisson Castro - Redacao@diarioam.com.br / Manaus

Relatório - Tribunal constatou graves irregularidades na concessão do Porto de Manaus, em 2001, na gestão do então governador Amazonino Mendes, para o grupo do ex-senador Carlos Alberto De Carli

O Tribunal de Contas da União (TCU) negou o último recurso do Porto Privatizado de Manaus contra relatório de auditoria realizada apedido do Congresso Nacional, que constatou graves irregularidades na concessão do Porto de Manaus, em 2001, na gestão do então governador Amazonino Mendes, para o grupo empresarial do ex-senador pelo Amazonas Carlos Alberto De Carli, mediante o Convênio 7/1997, com o Ministério dos transportes (MT). O governo informou apenas que "a Procuradoria Geral do Estado ainda não foi notificada da decisão e,assim que for, analisará possibilidade de recurso".

Originalmente, o processo tratava de solicitação do Congresso Nacional, à qual foi a pensada denúncia, em decorrência de irregularidades na integralização de capital pela Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH) à empresa privada Terminal Portuário Equatorial S.A., bem como de aspectos legais envolvidos na Concorrência Pública nº 1/2001, dirigida pela SNPH.

O TCU constatou irregularidades como a limitada publicação do edital de concorrência para a privatização do porto, divulgada apenas em Manaus; ausência de comprovação da capacidade técnica,econômica e financeira das licitantes vencedoras; e utilização de recursos oriundos de atividades portuárias,o que era vedado pelo Convênio com o MT. Em tramitação no TCU desde 2002, o processo 7582/2002-1, sobre a Privatização do Porto de Manaus, foi julgado em 2006, quando foram aplicadas punições aos responsáveis pela privatização incluindo o Ministério dos Transportes, Empresa de Revitalização do Porto de Manaus S.A.,Estação Hidroviária do Amazonas S.A. e SNPH. Todos entraram com recursos que foram integralmente negados, em 2010. Uma reconsideração foi novamente negada, em outubro deste ano.

No se segundo mandato, o então governadorAmazonino Mendes privatizou a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e o Porto de Manaus. A privatização só foi possível porque a União transferiu para o Estado aadministração do porto. Consórcios de empresas ligadas ao ex-senador Carlos Alberto De Carli ganharam a licitação e iniciaram investimentos para revitalizar o complexo portuário. Em convênio de 1997, a União transferiu ao Estado do Amazonas, por um prazo renovável de 25 anos,a administração e a exploração do Porto de Manaus e dos demais portos integrantes de sua estrutura. O Governo do Amazonas restringiu suas atividades às funções de autoridade portuária.

A Companhia Docas do Maranhão (Condomar), até então responsável pela administração do porto, foi substituída pela SNPH, empresa pública estadual criada com a finalidade de administrar e explorar os portos federais, restando à União apenas as atribuições relativas ao acompanhamento, fiscalização e controle da execução do Convênio. Entretanto, o Governo do Amazonas decidiu, em 2001, transferir a atividade destinada à movimentação e armazenamento de carga em contêineres, mantendo no Porto Organizado de Manaus apenas as atividades de transporte de passageiros e de pequenas cargas. Deu-se início à Concorrência Pública 01/2001, com vistas ao arrendamento das áreas desocupadas do porto, para a construção de restaurante, estacionamento, lojas emuseu, e à reordenação dos galpões e infraestrutura.
Fonte: Diário do Amazonas - AM
Data: 12/12/2017

REFORMA DO PIS/COFINS SÓ ATINGIRÁ A INDÚSTRIA
Publicado em 12/12/2017 as 07:26 PM

Por Ribamar Oliveira | De Brasília

Diante da forte reação contrária do setor de serviços, o governo decidiu alterar a sua proposta para a reforma do PIS e da Cofins, de acordo com fonte credenciada da área econômica. Agora, as mudanças só valerão para a indústria, que já paga os dois tributos no regime não cumulativo, ou seja, com o desconto dos créditos das etapas anteriores da produção.

Os setores de serviços – entre os quais as escolas, as universidades, os hospitais e clínicas – continuarão no regime cumulativo dos dois tributos, pagando um percentual sobre o faturamento, sem o uso de créditos. O governo espera que no futuro, “quando se encontrar um ambiente adequado”, as novas regras serão estendidas para os setores de serviços, de acordo com a mesma fonte. “Agora, quem está submetido ao regime cumulativo, permanecerá nele”, informou a autoridade.

Assim, nesse novo cenário, os créditos para a indústria serão ampliados e também os créditos financeiros, para que o setor possa ter ressarcimento mais rápido. “Boa parte da economia será beneficiada com as mudanças”, disse a fonte. “Daremos mais dinamismo a quem precisa de dinamismo, a quem exporta, por exemplo.”

Hoje, as empresas que pagam pelo regime não cumulativo só podem se creditar dos insumos que utilizam no processo produtivo. Com a nova legislação, o direito aos créditos será ampliado. Qualquer bem ou serviço poderá ser objeto de crédito, independentemente de sua aplicação ou destinação (consumo ou produção). Um dos objetivos do governo é simplificar a tributação do PIS e da Cofins, responsáveis, de acordo com a fonte, por 80% de todo o contencioso tributário, no nível federal.

O governo queria encaminhar ao Congresso a reforma do PIS no primeiro semestre deste ano e, posteriormente, a reforma da Cofins. O presidente Michel Temer chegou a informar que a proposta seria encaminhada ao Congresso Nacional até o fim de maio. Depois, o prazo foi estendido para o segundo semestre deste ano. Agora, o governo decide que a reforma não atingirá as empresas que pagam os dois tributos sob o regime cumulativo.

Ainda em 2015, durante a gestão do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, o governo anunciou sua intenção de reformular esses dois tributos que incidem sobre o consumo, cuja arrecadação corresponde a cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). A ideia era criar um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que abrangeria os dois tributos, com incidência não cumulativa para todos os setores da economia, inclusive para os serviços.

Em 2016, o governo preferiu fazer a mudança em fases. Primeiro, encaminharia ao Congresso uma medida provisória com as alterações no PIS. A estratégia era testar a alíquota escolhida para evitar excesso e observar os eventuais problemas. O objetivo do governo era manter o mesmo nível de arrecadação. Somente depois desse teste, que daria segurança ao Fisco e ao contribuinte, o governo faria as mudanças também na legislação da Cofins.

As empresas do setor de serviços reagiram contrariamente à proposta de reforma do PIS e da Cofins com o argumento de que iriam pagar muito mais imposto, pois, ao contrário da indústria, não possuem muitos créditos de etapas anteriores a deduzir. Com isso, a reforma ficou paralisada.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 12/12/2017

BOLSA PERDE FÔLEGO DURANTE O PREGÃO COM PREVIDÊNCIA
Publicado em 12/12/2017 as 07:26 PM

Por Juliana Machado | De São Paulo

A bolsa de valores até tentou uma recuperação ontem, mas a volatilidade provocada pelo debate em torno da reforma da Previdência voltou a dominar os negócios. O Ibovespa tentou sustentar os 73 mil pontos até perto do fechamento, mas acabou perdendo força, com os ativos voltando a dar sinais de esgotamento ao longo do dia.

O principal índice da bolsa variou 1,20% entre a máxima de 73.361 pontos e a mínima de 72.498 pontos. No fim do dia, zerou ganhos e teve leve avanço de 0,09%, aos 72.800 pontos. A perda de tração das ações dos bancos foi o grande responsável pelo dia de ganhos menores, enquanto siderúrgicas e blue chips, como Vale (alta de 0,79%) e Petrobras (0,20%), sustentaram ganhos no dia.

Para operadores e analistas, existe uma busca por oportunidades em bolsa, mas, em um momento como este, as decisões de investimento têm ocorrido de maneira rápida, quase instantânea, conforme Brasília dá indicativos positivos ou negativos para a reforma. Mas o ruído tem, antes de tudo, estimulado a cautela no mercado local – um movimento que ainda vai permanecer nos negócios nas próximas semanas.

Alguns agentes de mercado, ainda não descartaram as chances para a reforma. Em entrevista ao Valor, o chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch (BofA) no Brasil, David Beker, afirma não descartar uma primeira aprovação na Câmara ainda este ano. “Acho complicado deixar [a reforma] totalmente para o ano que vem, porque vamos estar iniciando o processo eleitoral. Teria que acontecer bem no começo do ano para [o processo] não sofrer mais ameaças”, diz ele.

A leitura favorável ainda pauta parte dos investidores, embora o mercado, de um modo geral, demonstre maior ceticismo quanto ao projeto. É por causa da presença desse sentimento de maior cautela que, em caso de alguma aprovação até o fim de 2017, o Ibovespa pode recuperar um pouco de fôlego e ter algum novo avanço até o começo de 2018, de acordo com o porta-voz do BofA. “Dependendo de como ficar o cenário externo, a reforma da Previdência poderia trazer um ‘upside’ [tendência de alta] para a bolsa, mas é difícil medir patamares neste momento”, afirma.

O BofA trabalha com três diferentes cenários para o Ibovespa em 2018: o básico, um mais otimista e um mais pessimista. No cenário base descrito em relatório distribuído a clientes ontem, o banco vê o Ibovespa migrando para o patamar dos 85 mil pontos no fim do ano que vem, um contexto que considera o Brasil já com a reforma previdenciária encaminhada para 2019.

“Neste caso, não falamos necessariamente de uma reforma até o fim do mandato do presidente Temer, mas com a sinalização em 2018 e durante as campanhas [eleitorais] de que a reforma aconteceria em 2019”, explica. “Sem reforma alguma, não tem como bater esses números.”

Para o banco, no cenário de maior pessimismo, o Ibovespa cairia ao nível dos 58 mil pontos. “A Previdência é um ingrediente fundamental porque cria a perspectiva de sustentabilidade para as contas públicas e situa o ambiente para outras reformas”, diz.

Já o cenário mais otimista considera que não somente as regras de aposentadorias terão sido alteradas até 2019, como também toda uma agenda de reformas estará em voga “para resolver os problemas estruturais do Brasil”.

Além disso, o ambiente externo precisa inspirar tranquilidade aos emergentes, sem efeitos que provoquem saída de estrangeiros desses mercados – as retiradas de recursos do Brasil em dezembro já somam R$ 524,2 milhões, até o dia 7, mas o saldo estrangeiro ainda está positivo em R$ 9,16 bilhões no acumulado do ano. “Não precisaria necessariamente da aprovação dessas reformas, mas de um ambiente em que é maior a perspectiva de que os gargalos no Brasil estão sendo resolvidos”, afirma.

Ele destaca que boa parte da devolução das altas que a bolsa apresentou recentemente acompanhou a redução das posições de fundos que já tiveram rentabilidade razoável acumulada no ano e que preferem adotar uma postura defensiva mais perto do fim de 2017. “Esse efeito vai diminuindo e podemos ter em dezembro um reposicionamento, onde o ajuste de carteira já olha para 2018”, diz.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 12/12/2017

GRANT THORNTON SUBSTITUIRÁ DELOITTE NOS SERVIÇOS DE AUDITORIA NA CSN
Publicado em 12/12/2017 as 07:25 PM

Por Ivan Ryngelblum | Valor

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) contratou a auditoria Grant Thornton para prestação de serviços de auditoria referente aos exercícios de 2017 a 2019. A empresa substituirá a Deloitte Touche Tohmatsu.

Segundo a CSN, a decisão visa cumprir a instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que determina o rodízio obrigatório dos auditores a cada cinco anos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 12/12/2017

DRAGAGEM DE SANTOS PODE FICAR COM TERMINAIS
Publicado em 12/12/2017 as 07:24 PM

Diante dos fortes apelos dos terminais portuários e de dificuldades enfrentadas pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para manter a profundidade do porto de Santos, o governo pretende transferir a contratação da dragagem à iniciativa privada. Sem alarde, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil criou em novembro um grupo de trabalho para estudar uma proposta apresentada por associações de terminais de criar um condomínio portuário para tocar o serviço no maior porto da América Latina.

O assoreamento do porto de Santos é contínuo, isso obriga a um processo constante de retirada dos sedimentos para manter a profundidade e permitir, assim, que os navios com calados maiores acessem os terminais.

A proposta prevê a criação de um condomínio com a finalidade de administrar a contratação e fiscalização dos serviços de engenharia e dragagem do canal de acesso, áreas de fundeio, bacias de evolução e berços de atracação do porto. Esse condomínio terá a gestão da tarifa para a infraestrutura aquaviária, “devendo observar os princípios da isonomia, tratamento não discriminatório, continuidade, modicidade, eficiência e transparência”, diz a sugestão das empresas. A ideia é criar uma sociedade de propósito específico para administrar a dragagem, sem fins lucrativos.

Os terminais não querem mais ficar à mercê de um processo de contratação pública, que tem regras engessadas pela Lei de Licitações, ritos rígidos e o eterno risco de judicialização por quem perdeu a concorrência.

As associações destacam que a dragagem de Santos é um problema recorrente “enfrentado pelos arrendatários, autorizatários e detentores de contratos de passagem há muito tempo”. Reclamam de um desequilíbrio entre os investimentos realizados pela iniciativa privada nos terminais e a falta de profundidade para as operações. “Há outro [desequilíbrio] ainda mais sensível: o setor portuário, e aqui inclui-se as companhias transportadoras (navios), paga a tarifa destinada à infraestrutura aquaviária e não recebe a correspondente contraprestação.”

Neste ano houve redução de 90 centímetros no canal de acesso do porto que durou um mês até a profundidade ser restabelecida.

O governo está convencido de que transferir a dragagem à iniciativa privada é a solução. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, disse em várias ocasiões entender que o serviço seria mais eficiente administrado pelas empresas.

Mas, em Santos, a equação não é simples. A Codesp, estatal ligada ao ministério, contrata a dragagem de manutenção com caixa próprio por meio de tarifas que recolhe dos terminais, dentro da chamada tabela I. Segundo o ministério, essa tabela representa entre 60% e 70% de toda arrecadação da estatal. E não está claro para o governo se há subsídio cruzado: ou seja, se parte dos recursos da tabela I é destinada para custear outras despesas da administração portuária. Por isso, o grupo de trabalho solicitou que a Codesp demonstre o histórico de arrecadação com essa tarifa.

Segundo Luiz Fernando Garcia, assessor do ministro e coordenador do grupo de trabalho, se houver subsídio cruzado será inevitável corrigir outras tarifas. Consequentemente, isso poderia não redundar de imediato em uma diminuição dos custos da dragagem, que é um dos argumentos de defesa das associações.

“Entendemos que a concessão [da dragagem] é ideal. Mas não adianta conceder e ainda obrigar os operadores e usuários a continuarem pagando a tarifa pública mais o serviço que e a empresa responsável pela dragagem vai cobrar”, explica. “Vamos verificar se essa é a melhor forma e se há segurança jurídica. Ou se existem outras formações jurídicas para que se entregue à iniciativa privada essa obra de manutenção”, disse Garcia. O grupo tem 90 dias de duração.

Essa é a segunda iniciativa do governo para viabilizar a contratação de dragagens por empresas privadas em portos federais. A primeira foi no porto de Itaguaí (RJ), que tem só três terminais arrendatários de áreas da União. As empresas apresentaram uma proposta pela qual se responsabilizam por contratar a dragagem e depois pleitear ao governo um reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de arrendamento.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 12/12/2017

PORTO DO RIO GRANDE: ATÉ NOVEMBRO CRESCIMENTO DE 5%
Publicado em 12/12/2017 as 07:24 PM

O Porto do Rio Grande segue alto índice de crescimento no ano de 2017. Até o mês de novembro, o complexo portuário registra aumento de 5% quando comparado ao mesmo período de 2016. A marca de mais de 37,5 milhões de toneladas também já é praticamente igual a todo o ano de 2015. Destacam-se na movimentação cargas como a soja, o arroz e os contêineres.

“O ano foi atípico para o complexo portuário. Vimos meses com queda de movimentação quando comparado com o mesmo mês do ano passado, mas outros com crescimento exponencial como o caso de outubro que comparado ao 2016 teve crescimento de mais de 35%, já novembro tivemos mais de 11% quando analisamos o novembro passado”, afirma o diretor superintendente Janir Branco. A movimentação portuária depende não somente da capacidade do complexo, mas também de fatores externos como câmbio e valores das commodities.

“O cenário nacional e internacional são fatores preponderantes para a compra e venda de produtos. O Estado do Rio Grande do Sul é essencialmente agrícola e a variação de preços e valores cambiais favoráveis ao produtor são fatores para as movimentações portuárias”, avalia Branco. Destacam-se até o mês de novembro produtos como o arroz (+0,72%) e os contêineres que movimentam produtos como tabaco e frango congelado com crescimento de 5,6%.

O complexo soja tradicionalmente é o principal produto de movimentação do Porto do Rio Grande. O conjunto formado por óleo, farelo e grão teve crescimento de 16,8%, acumulando até o momento 13,9 milhões de toneladas. Somente o grão de soja teve crescimento de 26,5% e soma sozinho 11,8 milhões de toneladas. “Tivemos nos primeiros meses do ano uma saída atípica da safra 2016 e estamos vendo uma boa movimentação da safra 2017”, afirma Branco.

As principais origens das importações ao Porto do Rio Grande são: Argentina (950.371t), Estados Unidos (735.702t), Marrocos (712.654t), Argélia (669.303t) e, Rússia (446.412t). Já as exportações ficam na seguinte ordem: China (12,1 milhões de toneladas), Eslovênia (878.814t), Irã (729.605t), Coréia do Sul (722.033t) e, Japão (675.926t).

Expectativa
A SUPRG e o Governo do Estado avaliam que a movimentação total de 2017 deve superar o ano passado sendo assim, registrando o melhor ano da história do complexo portuário. “Estamos confiantes de que o mês de dezembro deve ser positivo e auxiliar para a aquisição do recorde. O secretário Pedro Westphalen e o secretário Fábio Branco liderado pelo Governador Sartori, buscaram ao longo desse ano a facilitação da logística gaúcha com projetos de melhorias na hidrovia e também na integração do sistema hidroportuário gaúcho o que facilita a competitividade dos nossos portos”, conclui Branco.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 12/12/2017

SEPETIBA TECON BATE RECORDE E ALCANÇA MELHOR RESULTADO DOS ÚLTIMOS 4 ANOS
Publicado em 12/12/2017 as 07:24 PM

O Sepetiba Tecon movimentou cerca de 23 mil contêineres, em novembro, o melhor resultado mensal em quatro anos graças a retomada da atuação como um dos principais terminais de transbordo do país e o reaquecimento do comércio exterior. Entre janeiro a novembro de 2017, o terminal realizou 45 mil movimentos de transbordo, um aumento de 79% em relação a 2016, o que acarretou um crescimento importante na movimentação de cargas pela costa brasileira. Na importação, o aumento ocorreu graças aos serviços da Ásia e do novo serviço da Europa, que trazem cargas diretamente dos portos desses continentes para o Porto de Itaguaí, enquanto, na exportação, os incrementos de carga decorrem dos variados destinos atendidos também diretamente pelo Sepetiba Tecon (Ásia, Europa, Golfo do México e Caribe).

Segundo Cesar Maas, Diretor Comercial do Sepetiba Tecon, não foi só o mês de novembro que mostrou resultados animadores, uma vez que o terminal fechará o ano com números superiores ao ano anterior. “Em 2016 movimentamos 140 mil contêineres e em 2017 a previsão é que o terminal feche o ano com quase 190 mil contêineres movimentados. Um crescimento de 36%, que dá ao Sepetiba Tecon a liderança de mercado do Estado do RJ com 60% de market share e ainda reafirma a sua posição como um dos mais importantes terminais do país”, diz Maas.

O ano que está chegando também se mostra promissor para o Sepetiba Tecon. O novo serviço de/para a Europa, que iniciou sua operação no terminal em outubro, atende os mercados do Mediterrâneo e Norte da Europa com duas escalas semanais (uma de importação e outra de exportação) e prevê para 2018 um aumento de mais de 40 mil contêineres na movimentação do terminal. Cargas dos setores automotivo, cafeeiro, químico, entre outros, serão os responsáveis por esse resultado.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 12/12/2017

MARINHA DO BRASIL INICIA OPERAÇÃO VERÃO 2017/2018
Publicado em 12/12/2017 as 07:24 PM

A partir do dia 22 de dezembro, a Marinha do Brasil inicia a Operação Verão 2017/2018. É uma Campanha voltada para a intensificação de ações de conscientização e de fiscalização do tráfego aquaviário nas áreas de maior concentração de embarcações, sobretudo as de esporte e recreio e de turismo náutico, por ocasião de férias e feriados prolongados.

De acordo com informações da Diretoria de Portos e Costas, a principal causa dos acidentes em embarcações de esporte e recreio é a falha humana, o que por vezes pode resultar em consequências irreversíveis. Para minimizar a possibilidade da ocorrência de desastres náuticos, a Campanha deste ano traz como mote a valorização da vida e a responsabilidade do proprietário e do condutor da embarcação, especialmente durante as atividades de lazer.

Com o conceito “Segurança da Navegação: quem valoriza a vida, respeita”, a mensagem chega ao público com uma linguagem reflexiva, retratada em imagens de situações de risco, acidentes e suas possíveis consequências. As peças frisam a importância de se adotar atitudes conscientes para prevenir acidentes e garantir a integridade física dos tripulantes, dos passageiros e dos banhistas, promovendo a divulgação das principais regras de navegação e a importância do seu cumprimento para quem deseja aproveitar a época mais quente do ano com segurança.

Dados da Superintendência de Segurança do Tráfego Aquaviário da DPC mostram que somente no verão 2016/2017 ocorreram mais de 34% do total dos acidentes registrados até dezembro deste ano. As lanchas e motos aquáticas são destaques nas estatísticas. Nos últimos três verões elas representaram mais de 74% dos casos registrados com embarcações de esporte e recreio.

Naufrágio, abalroamento, queda de pessoas na água, incêndio e colisão são os casos que mais chamam a atenção nas estatísticas. De dezembro de 2016 a março de 2017, as embarcações que mais se envolveram com esses acidentes durante o lazer foram lanchas (57%), motos aquáticas (16%) e botes (11%).

“Travessia Segura”

Uma novidade que ocorrerá dentro da Operação Verão 2017/2018 será a campanha “Travessia Segura”, entre os dias 15 e 31 de janeiro, em todo o País, com foco especial nas embarcações de transporte de passageiros e de turismo náutico, que tem seu fluxo intensificado durante o período de férias nas regiões litorâneas e nos balneários.

A Operação Verão é realizada todos os anos por meio dos Distritos Navais, Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências e segue até o fim do mês de fevereiro nas áreas de maior concentração de embarcações. Particularmente, no Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a Campanha é realizada a partir do meio do ano, tendo em vista a sazonalidade do tráfego de embarcações e atividades turísticas nessas regiões.

Ao longo de toda a Operação Verão 2017/2018, mais de cinco mil militares e servidores civis que atuam nas 63 Capitanias, Delegacias e Agências da Marinha do Brasil se mobilizam para verificar o cumprimento das regras de segurança da navegação. As ações de fiscalização envolvem os seguintes aspectos: habilitação dos condutores, documentação da embarcação, material de salvatagem (coletes e boias), extintores de incêndio, luzes de navegação, a lotação e o estado da embarcação. Além disso, serão utilizados etilômetros, tendo em vista que é proibido o consumo de bebidas alcoólicas pelos condutores.

A Operação Verão 2017/2018 incluirá também ações de presença de agentes da Autoridade Marítima Brasileira em entidades náuticas, clubes, marinas e colônias de pescadores, para realização de palestras educativas e dicas sobre as principais normas de segurança da navegação.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 12/12/2017

MINISTROS NA MIRA DO GOVERNO
Publicado em 12/12/2017 as 07:23 PM

INVESTIGAÇÃO Comissão de Ética abre investigação por uso indevido de aviões da FAB
BRASÍLIA - Agência Brasil

A Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República abriu processo para investigar o uso indevido de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por cinco ministros e dois ex-ministros. Eles serão investigados por levarem parentes, amigos e até mesmo empresários em voos oficiais. O processo foi aberto com base na publicação de uma matéria no jornal Folha de S.Paulo.

Serão investigados os ministros Helder Barbalho (Integração Nacional); Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações); Sarney Filho (Meio Ambiente); Dyogo Oliveira (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) e Maurício Quintela (Transportes, Portos e Aviação Civil). E os ex-ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Bruno Araújo (Cidades).

"A comissão entendeu que é imperativo requerer esclarecimentos a essas autoridades. Que haja a devida justificativa, se houver, do uso dessas aeronaves e a presença dessas pessoas estranhas aos órgãos públicos nas viagens", disse o presidente da CEP, Mauro Menezes.

Na última reunião ordinária do ano, realizada ontem, a comissão decidiu arquivar o processo aberto contra a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, por suposto recebimento indevido de diárias de viagens a trabalho em dias que ela não trabalhou. A ministra foi ao Palácio do Planalto, onde fica a CEP, explicou-se e mostrou os comprovantes de devolução das referidas diárias.

As diárias diziam respeito a duas viagens a Salvador e uma para Israel. O valor devolvido pela ministra foi de R$ 13,4 mil. Só o valor correspondente à viagem a Israel foi de R$ 10,7 mil. Além de devolver o dinheiro, Luislinda explicou ter identificado em seu gabinete o recebimento indevido das diárias. Segundo Menezes, a ministra "não teria sido agente direta" do pagamento indevido.

"O elemento central que conduziu nossa decisão foi a devolução dos valores financeiros por parte da ministra aos cofres públicos. De fato, ela identificou em seu gabinete ter havido incorreções na percepção dessas diárias. E a comissão, embora tenha constatado a incorreção, considerou não ter havido infração ética por entender que essa incorreção foi compensada com a devolução integral".

Caso entenda que houve infração ética por conta de um agente, a comissão pode aplicar desde uma advertência até recomendar a exoneração. A recomendação é feita ao presidente da República. Cabe a ele acolher ou não a recomendação da comissão.

Seis ministros são suspeitos de levarem parentes e amigos em voos oficiais
Fonte : O Liberal - PA
Data: 12/12/2017

UM ENCONTRO DE MUITA CORDIALIDADE NO ESPADARTE CLUBE DOS OFICIAIS DA MARINHA EM HOMENAGEM AO COMANDANTE DA MARINHA
Publicado em 12/12/2017 as 07:23 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Foi de muita cordialidade o encontro na sede social do Espadarte Clube dos Oficiais da Marinha, na Vila Naval, na última semana, com a participação do Comandante da Marinha - Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira e sua comitiva, acontecendo na ocasião um Rodízio de Pizza da melhor qualidade.

Participando do mesmo oficiais da Marinha Comandante das diversas OMs sediadas em Belém, com suas esposas, soamarinos e outro convidados. O evento teve animação do Conjunto de Músicos Fuzileiros Navais e do consagrado cantor paraense Pinduca, com suas Pinduquetes. Alguns flashes do acontecimento feitos por Luiz Celso especialmente para a coluna.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 12/12/2017

ANTAQ PARTICIPA DE DEBATE SOBRE HIDROVIA PARANÁ-PARAGUAI EM SÃO PAULO
Publicado em 12/12/2017 as 07:23 PM

Instituto de Engenharia de São Paulo promoveu o evento

O Instituto de Engenharia de São Paulo realizou no dia 8 o Seminário Internacional “A Integração do Cone Sul pelas Hidrovias – Um modelo de gestão”, na sede da entidade, em São Paulo. O evento teve como eixo central o papel do sistema hidroviário como indutor do desenvolvimento regional, dentro de uma visão logística, econômica, social e estratégica, com destaque para a Hidrovia Paraná-Paraguai e a perspectiva de integração que esta via representa para Bolívia, Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai.


Adalberto Tokarski (D): estudo sobre a hidrovia será divulgado em breve

Participaram dos debates representantes da ANTAQ, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), da Marinha do Brasil, além de integrantes da chancelaria e da comunidade empresarial usuária da hidrovia, do Brasil, Argentina e Bolívia.

Na sua exposição, o diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que a importância da Hidrovia Paraná-Paraguai não se limita ao trecho do centro-oeste brasileiro, mas, sim, aos mais de 3,4 mil quilômetros de extensão, que banham cinco países, desde o Estado do Mato Grosso até a Bacia do Prata, no Oceano Atlântico. Conforme Tokarski, todo esse potencial é objeto de um estudo que a ANTAQ, através de um convênio com a Universidade Federal do Paraná, viabilizou e que será apresentado oportunamente aos atores públicos e privados da hidrovia, nos diversos países que compõem a hidrovia.

Para o diretor da ANTAQ, Mário Povia, a Agência vem contribuindo para que a Hidrovia Paraná-Paraguai se torne uma ferramenta importante de logística para os cinco países mencionados. E esse estudo que será divulgado em breve será um material onde estarão todas as potencialidades da via.

O superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Agência, Arthur Yamamoto, abordou o histórico e a situação atual do acordo da hidrovia, do qual os cinco países são signatários. Yamamoto relatou as dificuldades para sua implementação e funcionamento.

Por sua vez, o ministro João Carlos Parkinson de Castro, chefe da Coordenação-Geral dos Assuntos Econômicos Latino-Americanos e Caribenhos do Itamaraty, teceu críticas acerca do desperdício desse grande meio de escoamento da produção e de integração regional. Citou a necessidade de uma visão estratégica de médio e longo prazos para a hidrovia e discorreu sobre aspectos-chave para desenvolvê-la.

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Irice, enfatizou a necessidade da existência de uma entidade de coordenação multilateral com representantes dos países signatários do acordo, com orçamento e poder de decisão para a operação eficiente da hidrovia. O vice-almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro, comandante do 8º Distrito Naval de São Paulo, destacou a função e estrutura da Marinha para executar atividades relativas à segurança da navegação.

Os debates ao final do evento provocaram a formação de um grupo de trabalho, a ser coordenado pelo Instituto de Engenharia, com a participação de representantes do setor público e da comunidade empresarial presente, em especial, de empresas que já atuam na hidrovia. O objetivo é consolidar propostas para serem encaminhadas ao Ministério de Relações Exteriores e para os demais órgãos do governo federal.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 11/12/2017

PORTO - CIRO: GESTÃO DOS PORTOS ESTÁ ENTRE DESASTROSA E CRIMINOSA
Publicado em 12/12/2017 as 07:23 PM

Autor:        MAURÍCIO MARTINS

Ex-ministro fez palestra em Santos e defendeu administração com profissionais da área
DA REDAÇÃO

A administração dos portos do Brasil está “entre desastrosa e criminosa”, afirma o ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes. Convidado pela Associação José Marti para uma palestra em Santos, ontem à noite, ele acredita que há ineficiência na gestão portuária, com poucas exceções.

“Tem um exemplo aqui, com O retroporto de Santos. Achegada (de cargas pelo sistema viário) ainda é um desafio que não se consegue resolver. Há um eterno problema de dragagem, que também não se resolve definitivamente, há uma descontinuidade. Por regra, salvo alguns momentos excepcionais, a administração portuária é pouco profissional e com muita ladroeira. Não só aqui em Santos, mas em todo canto”.

Gomes, cuja palestra aconteceu na Universidade Santa Cecília (Unisanta), diz que os portos precisam de administração mais técnica e que isso passa por unia reforma administrativa no País.

“A política só deve trocar a cabeça do sistema, o que é normal, a população tem ondas de opiniões e a cabeça deve ser permeável a reorientações. Mas a gestão de um porto deve ser reservada aos profissionais da área, assim como a gestão de um hospital, de uma estrutura educacional”, afirma.

PREVIDÊNCIA

O ex-ministro acredita que o modelo da Previdência no Pais foi comprometido pela mudança demográfica, mas crítica a reforma proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

“Essa reforma não resolve absolutamente nada, não leva isso em conta, sendo dramaticamente selvagem. O regime de repartição, que é o atual, supõe seis pessoas ocupadas pagando um pouquinho por muito tempo para que um aposentado, com expectativa de vida baixa, inferior a 60 anos, receba a .sua aposentadoria. Hoje temos 1,6 brasileiro ocupado para financiar aposentadoria com expectativa de 73 anos”.

Para ele, é preciso substituir o regime por outro de capitalização. “O grande problema da Previdência são os privilégios, o Governo faz propaganda (contra privilégios), mas está mentindo. Hoje, 2% dos brasileiros levam um quarto de todo o beneficio da Previdência e não tocaram nisso: são juízes, procuradores, políticos, etc. Michel Temer se aposentou com 55 anos”.

Gomes ressalta que é preciso tratar do nacionalismo no País sem ter uma atitude xenófoba, que exclua o Brasil da comunidade internacional. “Mas precisamos de um projeto nacional, porque as condições de produzir, de pagar salário, gerar emprego, pagar impostos, não são globais. A taxa de juros no mundo moderno é há oito anos negativa ou neutra e a brasileira é a maior do mundo. O domínio tecnológico não é global, é nacional”.

PESQUISAS

Para o pedetista as pesquisas eleitorais atuais, que mostram o ex-presidente Lula (PT) na liderança e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) em segundo, não podem ser levadas em consideração.

“É um retrato do momento, e a vida não é um retrato, é um filme. Esse filme será de suspense, com grande viradas. O Lula e candidato? Veja a virada espetacular se ele não for. O Bolsonaro aguenta quantos dias? Não estou falando meses, mas dias de campanha. Pouquíssimos”.

Para o ex-governador do Ceará, o mais importante agora é aguardar para ver os possíveis cenários. “Nesse momento é ter fibra, disciplina, mostrar que cara você tem, que projeto, sua ficha e o seu currículo. E deixar o jornalismo especular”.

CRISE E CRÍTICA A LULA

Temos mais de 13,4 milhões de desempregados, 14 milhões de brasileiros empurrados para a informalidade.

Na segurança pública, um indicador absolutamente assustador: são 62,8 mil homicídios nos últimos 12 meses, só 8% deles são investigados”

“Lula pegou o salário mínimo a US$ 76 e entregou a US$ 320, expandiu o crédito de 18% para 55% do PIB.

E criou uma rede de proteção social muito relevante.

Mas faltou a ele um projeto.

Qual foi a reforma que ele propôs, fora a tomada de três pinos?"
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 12/12/2017

MAIOR TERMINAL AUTOMATIZADO DE CONTÊINERES DO MUNDO INICIA TESTES
Publicado em 12/12/2017 as 07:22 PM

Localizado em Xangai, terminal terá capacidade anual para operar 6,3 milhões de TEU
DE A TRIBUNA ON-LINE e@atribunasantos (http://www.twitter.com/atribunasantos)


Terminal ainda aguarda a implantação de 26 pórticos e 120 RMG (Foto: AFP Photo)

Maior terminal automatizado de contêineres do mundo, batizado de terminal de águas profundas Yangshan, entrou em fase de testes neste domingo (10). Ele está localizado no Porto de Xangai - considerado o complexo com a maior movimentação de cargas conteinerizadas do planeta.

Em entrevista para a agência de notícias Xinhua, o presidente do Porto de Xangai, Chen Wuyuan, destacou a sustentabilidade da nova tecnologia. "O terminal automatizado não só aumenta a eficiência do porto, como também reduz as emissões de carbono em até 10%".

Inicialmente, o novo terminal terá uma capacidade anual para operar 4 milhões de TEU. E passará para 6,3 milhões de TTEU ao ano
após a implantação de 26 pórticos e instalação de 120 RMG (guindastes empilhadores sobre trilhos, em tradução livre)
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 12/12/2017

MERCADO REGIONAL – PORTO – LEILÃO
Publicado em 12/12/2017 as 07:18 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

A Alfândega do Porto de Santos arrecadou R$ 1,513 milhão em seu oitavo leilão de mercadorias apreendidas do ano, realizado ontem pelo site do órgão.

Foi a segunda menor quantia obtida em um leilão neste ano. Dos 142 lotes em disputa, 68 foram arrematados e três, excluídos. Os demais não receberam propostas. Um erro no edital fez com que uma das cargas de maior destaque, o barco à vela usado (Lote 213), fosse excluído. Isso ocorreu devido a um erro no documento divulgado pela Alfândega com dados dos produtos ofertados. Foi informado que a embarcação estava no Porto Marina, mas ela encontrava-se na Supmar Marina e Estaleiro. Ambos ficam em Guarujá.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 12/12/2017

GUARUJÁ ESPERA VOTAR ALTA DO ISS PORTUÁRIO NESTA TERÇA-FEIRA
Publicado em 12/12/2017 as 07:17 PM

Como o governo tem maioria na casa legislativa, a tendência é de aprovação
FERNANDA BALBINO


Prefeituras de Santos e Guarujá querem aumentar suas receitas anuais (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O projeto de lei que prevê o aumento de 3% para 5% da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS), a ser cobrada das atividades portuárias realizadas em Guarujá, pode ser discutida nesta terça-feira (12), caso seja pautada com dispositivo de urgência. Como o governo tem maioria na casa legislativa, a tendência é de aprovação, assim como aconteceu com um projeto semelhante em Santos, na última sexta-feira (9).

Com essa medida, as prefeituras dos dois municípios portuários pretendem garantir um aumento em suas receitas anuais – de R$ 64 milhões, no caso de Santos, e R$ 40 milhões, em Guarujá. A alta da alíquota do tributo passará a vigorar a partir de abril. Mas, para isso, a administração guarujaense corre contra o tempo, pois o projeto tem de ser aprovado pelos vereadores da cidade, que abriga parte da Margem Esquerda do complexo marítimo, até o final do ano.

De acordo com o secretário de Finanças de Guarujá, Adalberto Ferreira da Silva, a previsão é de que apenas um vereador vote contra o reajuste proposto pela Administração Municipal. Com isso, na sua opinião o placar da votação deve ser de 15 a 1.

O voto contrário é do vereador José Teles Júnior (PPS). Mas ele pode não ser o único a tentar barrar a proposta. A vereadora Andressa Sales (PSB), líder do governo na Câmara, passou a criticar o projeto da Administração Municipal. Em um programa de entrevistas na semana passada, ela afirmou que visa a geração de empregos no município e que “fará de tudo” para que as empresas se instalem em Guarujá, caso o legislativo santista aprovasse o reajuste – o que já aconteceu.

Distante da polêmica na Câmara, a expectativa do secretário de Finanças gira em torno da necessidade de recuperação do caixa do município. “Nós temos feito várias ações para aumentar a arrecadação de recursos. Estamos contando com o IPTU, com recadastramento de imóveis em parceria com a Receita Federal, temos o aumento da taxa de iluminação. Mas essas ações não podem ficar restritas à população”.

Assim como a Prefeitura de Santos, a de Guarujá aponta a necessidade de equiparação da alíquota do ISS com a de outras cidades portuárias brasileiras que já cobram 5% do tributo, como Itajaí (SC), Suape (PE), Imbituba (SC), São Francisco do Sul (SC), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) e, agora, Santos.

“O principal porto do País, que tem as melhores condições, cobra a menor alíquota e gera maior impacto. Tem o problema do tráfego, as incomodidades, como cheiro e poeira, além do risco de acidentes. Não se justifica que o município fique em condições piores”, apontou Silva. Segundo o responsável pela pasta de Finanças de Guarujá, 52% de todo o ISS cobrado no município vem da atividade portuária. De janeiro a junho, dos R$ 60 milhões arrecadados, R$ 31,8 milhões foram gerados pela atividade de 10 empresas portuárias.

Avaliação de impactos

Na semana passada, após um encontro com representantes de entidades ligadas ao setor portuário, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), se comprometeu a criar um grupo de trabalho para avaliar os impactos do reajuste do ISS no próximo ano. Serão estudados dados como movimentação de cargas e a atividade das empresas instaladas na cidade.

Se a medida for aplicada, Guarujá também pretende realizar esse levantamento. “É uma ação conjunta, fruto de muitos estudos. Se Santos fizer essa avaliação, também vamos atuar na mesma frente. Estamos acompanhando bem de perto as ações de Santos”, afirmou o secretário de Finanças de Guarujá.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 12/12/2017

ECOPORTO VAI INVESTIR R$ 14,5 MI EM CONTRAPARTIDAS NA CIDADE DE SANTOS
Publicado em 12/12/2017 as 07:16 PM

A assinatura do termo de responsabilidade ocorreu nesta segunda-feira em Santos
DA REDAÇÃO



O Ecoporto Santos tem suas instalações portuárias no Cais do Saboó (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Ecoporto Santos, terminal especializado na movimentação de contêineres e carga geral no Porto de Santos, investirá R$ 14,5 milhões em medidas mitigadoras e compensatórias à Cidade. A empresa vai viabilizar a conclusão de duas obras municipais, o Parque Tecnológico e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas-pop), voltado à população em situação de rua.

A assinatura do termo de responsabilidade para a implantação das duas medidas ocorreu nesta segunda-feira (11) na Prefeitura de Santos. Todos os projetos foram definidos a partir da elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança da instalação, em virtude da renovação do contrato de arrendamento do terminal.

Este estudo está previsto no Estatuto das Cidades. “É uma legislação justa, equilibrada, que vale para todos. É algo novo, que vai contribuir para nós avançarmos e oferecermos coisas que o santista merece e de que a Cidade precisa”, destacou o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

O prédio do Parque Tecnológico, que terá sua conclusão viabilizada pelo Ecoporto, fica no bairro Vila Nova. Ele terá 7,5 mil metros quadrados, quatro pavimentos de escritórios, um auditório e terraço, além de dois mezaninos para estacionamento. Esse empreendimento custará R$ 11,9 milhões em investimentos e deve ser concluído em 18 meses.

“Chegamos a pouco mais da metade dessa obra com investimentos do Estado e, agora, teremos a conclusão e o nosso Parque em funcionamento. Em 2019, a Cidade vai ter o empreendimento”, explicou o prefeito.

O Parque Tecnológico terá o objetivo permanente de promover a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnoló-gica, além de estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas e dar suporte ao desenvolvimento de atividades de conhecimento.

Já o Creas-Pop será construído no Paquetá. O projeto, que, atualmente, tem apenas 20% das obras concluídas, prevê o primeiro atendimento de pessoas em situação de rua.

Para isso, será construída uma edificação de quatro pavimentos, com 800 metros quadrados, orçado em R$ 2,6 milhões. A previsão é de que as obras durem um ano.

“Os investimentos vão ser uma contrapartida para a Cidade, em função da atividade que a empresa tem no Município. Existe um prazo nesse convênio. O início dos investimentos está previsto para março, em cerca de 90 dias, e o prazo de conclusão é de 12 meses”, destacou o prefeito.

Contrapartidas

Segundo Paulo Alexandre, esses investimentos funcionam como uma contrapartida das operações portuárias. No caso do Ecoporto, o tráfego de caminhões com contêineres, e mais recentemente, com carga viva (bois) em direção ao terminal estão entre os principais impactos.

Além disso, o prefeito destaca as recentes demissões de trabalhadores do setor portuário. “Tivemos muitas famílias que perderam seus empregos, fruto da modernização da atividade ou questões de mercado. E isso contribuiu para impactar os serviços públicos de maneira bastante significativa, na saúde, na educação e na área social. Essas contrapartidas visam também minimizar esse impacto que a cidade está absorvendo fruto do desemprego gerado”.

Procurado, o Ecoporto Santos informou que não iria comentar os investimentos.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 12/12/2017

FMM APROVA R$ 537 MILHÕES EM NOVOS PROJETOS E REABRE PRAZO PARA EMPRESAS FINALIZAREM CONTRATAÇÕES ANTERIORES
Publicado em 12/11/2017 as 05:15 PM

O Conselho do Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou, na última quinta-feira (7), um total de R$ 6,7 bilhões em prioridades para construção naval. Desse total, foram autorizados R$ 536,8 milhões para investimentos em novos projetos de marinha mercante. Em sua 36ª reunião ordinária, realizada em Brasília, o conselho deu mais 120 dias para as empresas que não conseguiram finalizar a contratação de projetos aprovados em reuniões anteriores, cujos projetos somam outros R$ 6,2 bilhões.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, R$ 3,6 bilhões são destinados a embarcações de carga; R$ 2,4 bilhões para estaleiros; R$ 509,1 milhões para apoio marítimo; R$ 56,7 milhões para transporte de passageiros; R$ 44,5 milhões para conversão de embarcações; R$ 20,2 milhões para apoio portuário; e R$ 10,6 milhões para reparo de embarcações.

O ministério informou que muitos projetos já aprovados pelo conselho não conseguiram finalizar os procedimentos necessários para contratação e assim perderam o prazo para contratação. A pasta estuda a extensão deste prazo para um ano e meio. O detalhamento com os projetos classificados como prioridade nesta reunião será publicado nos próximos dias. Os interessados em apresentar projetos na próxima reunião, prevista para 22 de março de 2018, tem até o dia 22 de janeiro para encaminhá-los.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 11/12/2017

PORTO DE ITAGUAÍ REGISTRA AUMENTO NA MOVIMENTAÇÃO
Publicado em 12/11/2017 as 05:15 PM

O Porto de Itaguaí (RJ) obteve crescimento de 13,5% na movimentação da Carga geral. O aumento foi apontado na comparação entre outubro de 2017 e outubro de 2016. No período analisado, a carga conteinerizada atingiu 58,1% de acréscimo na movimentação em toneladas. Os contêineres ganharam um complemento de 95% na movimentação em TEUs, sendo registradas, aproximadamente, 10 mil unidades a mais.

No acumulado de janeiro a outubro, o contêiner apresentou, em toneladas, um crescimento de 5,8% e a carga geral solta, um incremento de 35,6%, representando um acréscimo de 212.434 mil toneladas de produto siderúrgico.

Os números apresentados são resultados também da recente adição de uma nova rota para o Mediterrâneo e  Norte da Europa pelo terminal arrendado da Sepetiba Tecon.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 11/12/2017

EMBARCAÇÃO - TERMINAIS REGISTRAM MOVIMENTO TRANQUILO NO RETORNO À CAPITAL
Publicado em 12/11/2017 as 05:15 PM

Autor:        THIAGO CONCEIÇÃO

FERIADO - Apesar do fluxo intenso de passageiros, sistema ferry-boat e rodoviária operaram sem filas

As pessoas que retornaram, ontem, das ilhas e cidades baianas, após o feriado de Nossa Senhora da Conceição da Praia, não enfrentaram transtornos para chegar à capital, tanto pelo sistema ferry-boat quanto pelo terminal rodoviário.

No Terminal Marítimo de São Joaquim, o movimento foi maior no final da tarde, por volta das 16 horas. “Apesar do considerável fluxo de pessoas que fizeram o trajeto no ferry-boat, achei a volta bem tranquila. Levei cerca de 1hora para voltar de Porto dos Santos, na Ilha de Itaparica”, contou a passageira, Joelma Santos.

Já o passageiro Alex Kruschewsky, que desembarcou do ferry boat às 16h30, reclamou da lotação do meio de transporte.

“Estava muito cheio, fiquei com calor. Colocaram quatro equipamentos para realizar o transporte da volta, mas existe um esquema onde só dois levam para a cidade, enquanto os outros seguem para a ilha”, desabafou Alex.

Segundo os funcionários da Internacional Travessias, cinco embarcações funcionaram durante o dia de ontem. Procurada pelo A Tarde para esclarecimentos, a assessoria da empresa não foi encontrada até o fechamento desta edição.

Mar Grande
Os passageiros que optaram por vir para a capital pelo Terminal Marítimo de Mar Grande também não enfrentaram filas para fazer a travessia.

Encarregado operacional do sistema de lanchas, Landuardo Silva, afirmou que, entre sábado e domingo,cerca de 5 mil pessoas retornaram para Salvador utilizando o sistema. Segundo ele, o número é menor que o projetado.

“A expectativa era ter entre 10 a 11 mil passageiros voltando pelo sistema de lanchas. Desde a tragédia de Mar Grande, ocorrida em agosto, o fluxo caiu bastante”, explicou Landuardo.

No Terminal Rodoviário de Salvador, o começo da manhã, entre 6 e 8h, e o final da tarde, 16 e 18h, foram os horários de maior fluxo de passageiros, de acordo com o fiscal da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transporte e Comunicações da Bahia (Agerba), Andreia Quintela.

“Desde a tragédia de Mar Grande, o fluxo caiu bastante”
LANDUARDO SILVA, encarregado operacional do sistema de lanchas

SOB A SUPERVISÃO DA JORNALISTA FABIANA MASCARENHAS
Fonte: A Tarde - BA
Data: 11/12/2017

A MAERSK LINE CONCLUI A ALIENAÇÃO DA MERCOSUL
Publicado em 12/11/2017 as 05:14 PM

A CMA CGM e a Maersk Line anunciaram em 13 de junho de 2017 um acordo vinculativo pelo qual a CMA CGM adquiriria a Mercosul Line. A Mercosul é um dos principais players do mercado brasileiro de transporte de contêineres domésticos, com uma frota de quatro navios porta-contêineres e cerca de 290 pessoas empregadas.

O acordo vinculativo da Mercosul estava sujeito à aprovação regulamentar brasileira e ao fechamento da aquisição da Hamburg Süd pela Maersk, ambos já finalizados.

A transferência de propriedade entre as duas empresas foi concluída, marcando o fechamento da aquisição.

“A Mercosul é uma empresa altamente respeitada e bem gerida, com uma excelente proposta de oferta de frotas e clientes. Foi uma marca valiosa em nosso portfólio e desejamos à empresa e seus empregados o melhor no futuro”, diz Søren Toft, chefe oficial de operação da Maersk.

A Maersk Line está fortalecendo sua presença no setor através da subsidiária da Hamburg Süd, a Aliança, principal operadora de cabotagem do Brasil.

As partes decidiram não divulgar publicamente o preço da venda.
Fonte: Informativo dos Portos - SC
Data: 11/12/2017

PORTO DE ITAGUAÍ REGISTRA AUMENTO NA MOVIMENTAÇÃO
Publicado em 12/11/2017 as 05:14 PM

O Porto de Itaguaí (RJ) obteve crescimento de 13,5% na movimentação da Carga geral. O aumento foi apontado na comparação entre outubro de 2017 e outubro de 2016. No período analisado, a carga conteinerizada atingiu 58,1% de acréscimo na movimentação em toneladas. Os contêineres ganharam um complemento de 95% na movimentação em TEUs, sendo registradas, aproximadamente, 10 mil unidades a mais.

No acumulado de janeiro a outubro, o contêiner apresentou, em toneladas, um crescimento de 5,8% e a carga geral solta, um incremento de 35,6%, representando um acréscimo de 212.434 mil toneladas de produto siderúrgico.
Os números apresentados são resultados também da recente adição de uma nova rota para o Mediterrâneo e Norte da Europa pelo terminal arrendado da Sepetiba Tecon.
Fonte: Informativo dos Portos - SC
Data: 11/12/2017

QUEDA DA SELIC PERMITE TROCA DE DÍVIDAS
Publicado em 12/11/2017 as 05:14 PM

Em pouco mais de um ano, a taxa básica Selic caiu à metade e atingiu seu piso histórico, abrindo uma janela para consumidores que querem trocar dívidas caras por baratas. Apesar do cenário, quem quiser obter juros menores pode ter que contar com a boa vontade dos bancos e recorrer a fintechs em busca de condições melhores.

Desde outubro do ano passado, o Banco Central realizou dez cortes na taxa básica, levando a Selic de 14,25% ao ano para os atuais 7%, menor patamar de sua história.

O percentual, porém, ainda está distante da realidade de quem toma empréstimo no país. A média de juros no crédito pessoal está em 132% ao ano, indica o BC. Ainda assim, a queda pode aliviar quem pegou dinheiro emprestado nos últimos anos a uma taxa mais elevada.

“Quem tem dívida hoje pode pensar em trocá-la porque, com quase toda segurança, vai encontrar juros melhores do que os contratados nos últimos dois anos, no auge da crise”, afirma Felipe Lemos, diretor de marketing do Bom Pra Crédito, site que faz a intermediação de empréstimos.

“Talvez seja a primeira vez desde que a portabilidade entrou em vigor que, de fato, compense fazer a migração da dívida”, concorda Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site de comparação de empréstimos.

A portabilidade é a migração de uma dívida de uma instituição para outra. Para isso, é preciso levar ao outro banco um extrato do total da dívida, número do contrato e outros dados. Pelas regras do Banco Central, só a taxa de juros pode mudar —ou seja, o prazo e valor originais devem ser mantidos.

A outra instituição, porém, pode recusar a proposta. Na prática, migrar o empréstimo é difícil. No terceiro trimestre, reclamações envolvendo restrições a operações de troca de crédito consignado -com desconto em folha de pagamento e considerado menos arriscado- ficaram em sétimo lugar em ranking elaborado pelo BC.

“No Brasil, você tem dificuldade para repactuar o financiamento, e às vezes, efetivamente, você não consegue”, diz César Caselani, da FGV (Fundação Getulio Vargas). “Eu não vejo no mercado brasileiro os bancos efetivamente competindo por clientes. Se competissem, ofereceriam vantagens para que eles migrassem.”

SEM DISPUTA

Isso se traduz em juros muito parecidos nas maiores instituições do país. “Um banco é muito parecido com o outro no que se refere as taxas, dificilmente você vai ver um banco com um spread [diferença entre a taxa de captação e de empréstimo] muito menor que o outro”, ressalta Caselani.

A busca por taxas menores passa pelas fintechs, start-ups do setor financeiro. “A conta da fintech é mais rápida, porque essa empresa tem interesse em aumentar sua base de clientes. Então é natural que ela repasse mais rápido a queda de juros para ganhar mercado”, diz Prata, do Canal do Crédito.

O Cadastro Positivo, que busca concentrar informações financeiras dos consumidores, poderia ajudar a melhorar o cenário de taxas para clientes do sistema financeiro, diz Michael Viriato, professor do laboratório de finanças do Insper.

“Vai ajudar o emprestador a precificar melhor o cliente. Quando você é precificado com a média, o juro só aumenta, porque vem junto o risco de calote. Se você tem um histórico bom, seu crédito vai ser mais barato”, diz.

CUIDADOS

Ao trocar a dívida, é importante tomar cuidado. “Isso passa por saber qual o relacionamento que o cliente tem com o banco de origem, se ele consegue negociar uma taxa melhor ou condições mais favoráveis dentro da própria instituição”, diz a planejadora financeira Karoline Roma, da associação Planejar.

“É possível conseguir condições melhores em bancos menores, que têm mais necessidade de atrair o cliente do que os grandes”, afirma.

O cliente também tem que prestar atenção no Custo Efetivo Total, que é quanto vai desembolsar pelo empréstimo. O banco não pode fazer a chamada venda casada, ou seja, condicionar o empréstimo com juro menor à compra de outro produto.
Fonte: Folha do Estado de São Paulo - SP
Data: 11/12/2017

POLÍTICOS ENVOLVIDOS EM CASO DE CORRUPÇÃO TEMEM PERDER ELEIÇÃO E FORO PRIVILEGIADO
Publicado em 12/11/2017 as 05:13 PM

Operação Nacional - Lava Jato e em seus desdobramentos, 63 deputados e 30 senadores têm processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Sem foro, seus casos baixariam para instâncias inferiores da Justiça
Das Agências Redacao@diarioam .com .br


Brasília – Políticos que tiveram seus nomes envolvidos P em casos de corrupção terão que enfrentar um dilema novo nas eleições de 2018. O medo de perderem o foro privilegiado passa a ser um ingrediente chave na hora de decidirem como irão encarar as urnas. Além do cálculo eleitoral que fazem e que normalmente implica assumir o risco de não se elegerem, alguns terão de contabilizar o risco de serem presos. Só na operação Lava-Jato e em seus desdobramentos, 63 deputados e30 senadores têm processo no Supremo Tribunal Federal (STF).Sem foro, seus casos baixariam para instâncias inferiores daJ ustiça. O grande temor dos políticos em Brasília é cair nas mãos de juízes como Marcelo Bretas e Sergio Moro, da primeira instância no Rio e em Curitiba.

A Lava-Jato e seus desdobramentos já resultaram nas prisões de quatro ex-deputados: André Vargas, Luiz Argôlo, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Após perderem seus mandatos, eles foram condenados por juízes de primeira instância.

A limitação do foro privilegiado é tema de um julgamento no STF, suspenso, e de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita na Câmara e cuja comissão especial deve ser instalada na semana que vem. Os deputados querem encampar a tese do ministro Luís Roberto Barroso, segundo a qual o foro deve se restringir a crimes cometidos durante o mandato parlamentar e em função dele. Mas alguns deputados já querem fazer uma interpretação que alcance todos os mandatos, e não apenas o atual — acabando com o foro apenas para crimes cometidos quando não haviam sido eleitos.


— O objetivo não é proteger o mandato, mas o exercício parlamentar. Se você foi senador e depois deputado, tem que estar abarcado pela proteção do exercício da atividade de legislador. Isso não é uma manobra. Vai beneficiar casuísticamente um ou outro, mas o conceito é correto — diz um dos deputados envolvidos na costura do texto.

DILEMAS DE CACIQUES DO PSDB E DO PT

Diante da dificuldade de se reeleger para mais um mandato como senador, o tucano Aécio Neves (MG) já traça como plano B uma candidatura a deputado federal. Ainda que haja duas vagas a serem preenchidas no ano que vem no Senado, hoje a avaliação é que uma reeleição de Aécio não tem viabilidade. Alguns aliados sugerem que ele passe os meses de janeiro, fevereiro e março viajando pelo estado para sentir a temperatura entre os eleitores e só então, após uma avaliação, decida se concorre à Câmara ou ao Senado. Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, e é alvo de nove inquéritos no STF.
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— Ele vai ter que enfrentar as pessoas e ter a humildade de se explicar. Vai ter que dar explicações, ouvir críticas, ser vaiado, mas é a forma de recobrar um pouco da confiança que perdeu — diz um tucano amigo.

No PT, três senadores enfrentam dilemas semelhantes. A presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), segundo aliados, já nem cogita mais disputar novamente uma vaga ao Senado. Mas ela não quer abrir mão de ter um mandato, tanto pela questão política quanto para não perder o foro. Ré na Lava-Jato, ela é acusada de receber R$ 1 milhão do esquema de corrupção da Petrobras para sua campanha de senadora em 2010.

— Não é que ela não queira abrir mão de um mandato. Ela não pode. Ela sabe que, se deixar de ser parlamentar, pode ser presa no dia 1o de fevereiro de 2019 — conta um aliado.

Já o ex-cara-pintada Lindbergh Faria (RJ) ainda não desistiu de ser candidato ao Senado, embora pesquisas internas mostrem que suas chances de conquistar um novo mandato de senador são baixas. Na tentativa de virar o jogo, resolveu acompanhar o ex-presidente Lula em suas caravanas pelo Sudeste e tem abusado das postagens nas redes sociais ao lado do líder nas pesquisas de intenção de voto. Se não se viabilizar, também deve partir para uma candidatura a deputado. Ele é acusado de ter se beneficiado de um esquema de recebimento de propina de empresas contratadas por Nova Iguaçu quando foi prefeito da cidade, entre 2005 e 2010.

Outro petista que termina o mandato de senador no fim do ano que vem é Humberto Costa (PE). Ele ainda não decidiu se tentará se reeleger senador ou disputará uma vaga na Câmara. Aguarda um arranjo que está sendo negociado entre o PT e o PSB no seu estado e só cogita a reeleição ao Senado se integrar uma chapa forte. Ele é acusado de ter recebido cerca de R$ 600 mil para favorecer a Odebrecht em uma licitação na Petrobras, em 2010.

No PMDB, entre os senadores investigados, a situação de Renan Calheiros (AL) é a mais delicada. Por ter um filho governador, pela lei ele só pode concorrer ao mesmo cargo que ocupa hoje. Acossado por 15 inquéritos, Renan possivelmente terá de disputar uma das duas vagas ao Senado com concorrentes de peso como os ministros Marx Beltrão (Turismo) e Maurício Quintela (Transportes) e ainda com o colega Benedito de Lira e com o ex-governador Teotônio Vilela.
Fonte: Diário do Amazonas - AM
Data: 11/12/2017

CSN OBTÉM AUTORIZAÇÃO PARA MANTER OPERAÇÃO DA USINA PRESIDENTE VARGAS
Publicado em 12/11/2017 as 05:11 PM

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obteve autorização ambiental para manter em funcionamento a Usina Presidente Vargas (UPV), localizada em Volta Redonda (RJ). Segundo a siderúrgica informa em Fato Relevante, a autorização tem caráter provisório, com validade de 180 dias a partir desta sexta-feira, 8.

A CSN acrescenta que durante esse prazo, vai buscar uma solução definitiva junto às autoridades do Rio de Janeiro em relação às questões ambientais que envolvem o funcionamento da UPV.
A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) do Rio de Janeiro notificou a CSN no dia 1º pelo descumprimento de exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2016, e ameaçava encerrar as atividades na usina de Volta Redonda no dia 10 de dezembro, como previsto no acordo firmado no ano passado.

A CSN alega que, desde 2010, já investiu R$ 750 milhões para adequar a usina Presidente Vargas às condições definidas pelo Estado do Rio. Afirma também que uma auditoria independente atestou que apenas um item do termo ainda não foi cumprido e que a contratação dessa auditoria está prevista no TAC.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 11/12/2017POLÍTICOS ENVOLVIDOS EM CASO DE CORRUPÇÃO TEMEM PERDER ELEIÇÃO E FORO PRIVILEGIADO

BRASIL REFORÇA PARCERIA COMERCIAL COM O IRAQUE
Publicado em 12/11/2017 as 05:11 PM

Autor:        CAMILA TURTELLI, CLARICE COUTO E GUSTAVO PORTO - coluna.broadcastagro@estadao.com

Após faturar 72% mais com exportações para o Iraque em 2016, o Brasil aumenta a aposta naquele mercado. Os dois países devem assinar no primeiro trimestre de 2018 um protocolo sanitário único para o comércio de produtos alimentícios. No documento constarão regulamentos e eventuais restrições, além de programas de incentivo. “O protocolo será referência para exportadores brasileiros”, conta à coluna Jalal Chaya, presidente da Câmara Brasil-Iraque. “O mercado ficará mais dinâmico.” A Câmara não faz estimativas de crescimento no comércio, mas espera bons resultados. Uma das vantagens do protocolo é permitir a participação de empresas de menor porte e sem experiência em vendas externas. O Brasil vende ao Iraque açúcar, frango, carne bovina, bovinos vivos e café.

Pressa. O plano logístico para o agronegócio inclui obras em até 50 rodovias, ferrovias e hidrovias, conta o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. A ideia é que alguns projetos sejam tocados no ano que vem, ainda na gestão Blairo Maggi. “Algumas são pequenas intervenções em hidrovias, em ligações de ferrovias”, diz. O plano deve ser apresentado esta semana ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

Sem consulta. Surpreendentemente, a Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura pouco sabe sobre o plano em preparação. O presidente do grupo, Edeon Vaz, conta ter sido convidado para participar, em fevereiro, de uma reunião na Embrapa, que ajudou a elaborar o plano. E só. “Estranhamos muito. A Câmara é um órgão de assessoramento do ministro, mas o plano não nos foi apresentado”, diz Vaz. O grupo reúne alguns dos principais especialistas em logística do País.

Imagem é tudo. Nesta semana também sai o plano de compliance do Ministério da Agricultura, com regras de conduta para servidores e empresas do agronegócio. Um selo de qualidade será dado às companhias que estabelecerem regras de ética para suas operações e atenderem a uma série de requisitos sociais e ambientais. Com a medida, o ministério espera resgatar a credibilidade do setor no mercado externo.

Vem cá. O presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp), Jacyr Costa Filho, vai aproveitar a visita do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevista para esta segunda-feira, para reforçar as demandas do setor. Como a pauta será “reformas necessárias ao desenvolvimento do País” – leia-se previdenciária e tributária –, Costa Filho quer enfatizar a necessidade de isentar de impostos matérias-primas e produtos de valor agregado destinados ao mercado externo, como a soja em grão, da qual se faz óleo. “É preciso estimular a produção e exportação de itens de maior valor”, diz.

Na onda. Depois de vencer na Organização Mundial de Comércio (OMC) disputa com a Indonésia para a comercialização de carne de frango, o Brasil deve buscar a abertura daquele mercado para a proteína bovina. A Indonésia é grande consumidor de carne halal e o Brasil tem produção que atende aos preceitos muçulmanos.

Fonte nova. O Banco do Brasil emprestou para o setor agropecuário nesta safra 163% mais recursos captados por meio das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Entre julho e novembro foram R$ 5 bilhões. O valor representa 41% dos R$ 12,3 bilhões concedidos por todos os bancos ao setor. O vice-presidente de Agronegócios do BB, Tarcísio Hübner, diz à coluna que o título atrai
investidores por ser isento de imposto de renda.

Não é comigo. O rigor no cumprimento de leis antipoluição na China, que tem levado ao fechamento de fábricas e ao aumento dos preços de defensivos exportados pelo país asiático, não afeta a operação da Monsanto no Brasil, diz seu presidente, Rodrigo Santos. Ele explica que a produção da companhia do herbicida glifosato não depende de matérias-primas trazidas da China. “Nossa linha de produção é aqui; compramos insumos de outros países. Além do que nosso principal negócio é semente e aí China não influencia.

Alerta. Para o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), contudo, a questão é motivo de alerta. “A oferta de defensivos e matérias-primas da China está caindo e isso pode afetar a produção no Brasil”, diz Silvia Fagnani, presidente da entidade.

Primo rico. Com o bom desempenho do agronegócio nos dois últimos anos de crise econômica no País, o Sindiveg está preocupado com sinalizações do governo de que poderia elevar a tributação do setor de insumos. Por isso, a entidade elaborou um estudo sobre o efeito que a maior taxação pode causar na cadeia produtiva. O                   documento deve ser apresentado em janeiro.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 11/12/2017

MINISTÉRIO ALEGA JUDICIALIZAÇÃO EXCESSIVA PARA REPASSE BAIXO A PORTOS
Publicado em 12/11/2017 as 05:11 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | Valor

SÃO PAULO - O Ministério dos Transportes atribuiu à “judicialização excessiva” e ao “intrincamento normativo” o baixo nível de repasses de investimentos para os portos públicos.

Matéria do Valor publicada na edição desta sexta-feira mostrou que as sete companhias docas federais receberam apenas 29,92% dos recursos previstos no orçamento da União nos últimos 14 anos.

As docas federais são estatais vinculadas à pasta e responsáveis por administrar 19 portos públicos — dentre os quais o de Santos, o maior do país. Em valores absolutos, foram enviados a elas R$ 3,28 bilhões ante R$ 10,97 bilhões orçados de 2003 a 2016.

As que tiveram a melhor “taxa de conversão” são a do Ceará (47% de execução dos investimentos previstos) e a do Rio Grande do Norte (39,64%). As piores são a do Rio (13,52%) e da Bahia (17,38%).

O Valor procurou o Ministério dos Transportes, mas a pasta não respondeu até o fechamento da edição desta sexta-feira. Hoje explicou haver questões transversais nas companhias docas que afetam os investimentos como um todo. Deu como exemplo a judicialização dos contratos de dragagem de aprofundamento, como o do porto de Santos, que gerou uma disputa judicial em torno das garantias oferecidas pela primeira colocada na licitação.

No porto do Rio, a dragagem de R$ 100 milhões contratada pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) já terminou, mas o pagamento à empresa responsável pelos trabalhos ficou meses suspenso por falta de aprovação de todos os órgãos responsáveis. “Mesmo com a aprovação do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) e de fiscais da própria Companhia Docas ainda faltava o aval da Marinha para liberação”, destacou o Ministério em nota.

A demora no acerto de contas faz com que as empresas prestadoras de serviços acabem embutindo o custo do atraso no valor dos contratos assinados com a União.

Ainda de acordo com o ministério, a privatização das obras de dragagem que não são feitas com caixa das docas poderia ser uma solução. Outra medida são “alterações na legislação que agilizem a possibilidade de um rápido funcionamento nos procedimentos burocráticos que são hoje estabelecidos para que a União possa investir”.

Apesar da extrema dependência que o comércio exterior brasileiro tem dos portos, as sete docas federais respondem historicamente por menos de 0,5% dos recursos para as estatais federais. Na visão do Ministério dos Transportes, isso ocorre porque o grande volume dos investimentos portuários é oriundo da iniciativa privada, ou da arrecadação tarifária, quando da utilização por entes privados das infraestruturas públicas existentes nos portos.

Responsáveis por administrar os condomínios aquaviários, as docas recolhem tarifas dos terminais que exploram as áreas públicas para manter o dia a dia dos portos. Mas dependem de recursos da União para fazer investimentos maiores, como expansão dos acessos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 11/12/2017

LEILÃO DA NORTE-SUL TEM PENDÊNCIAS E VAI ATRASAR PELO MENOS TRÊS MESES
Publicado em 12/11/2017 as 05:10 PM

Autor:        Por Daniel Rittner | De Brasília

Previsto inicialmente para fevereiro de 2018, o leilão da Norte-Sul atrasará pelo menos três a quatro meses.

Com dificuldades da estatal Valec para concluir as últimas obras da ferrovia e questionamentos do setor privado aos cálculos de demanda feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o governo agora prevê a licitação para o fim do primeiro semestre.

Três problemas afetaram o cronograma divulgado originalmente - que previa o lançamento do edital definitivo no mês passado - e ainda estão pendentes de solução. O primeiro tem a ver com os trabalhos remanescentes no trecho entre Ouro Verde (GO) e Estrela D'Oeste (SP), que já estão com mais de 90% de execução física, mas enfrentam restrições orçamentárias da Valec e seguidos bloqueios do Tribunal de Contas da União (TCU) para o pagamento às construtoras responsáveis pelas obras.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, já manifestou a intenção de deixar o término das obras para a futura concessionária da ferrovia. Na prática, entretanto, não é uma tarefa fácil: a Valec precisaria rescindir contratos com as empreiteiras, poderia haver judicialização, um risco de construção até agora inexistente passaria ao consórcio vencedor do leilão, haveria queda no valor mínimo de outorga.

"Tem que haver uma decisão logo sobre isso", cobra o consultor Bernardo Figueiredo, ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que assessora a gigante russa RZD, uma das mais interessadas no leilão.

O preço mínimo para a Norte-Sul foi fixado em R$ 1,6 bilhão e poderia baixar, caso sobrem novas obrigações para o vencedor da disputa. A concessão, por prazo de 30 anos, abrange um trecho de 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste.

Na lista de pendências, o segundo grande problema está relacionado aos estudos de demanda. "Houve muita contestação dos produtores", afirma o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, ligado às associações do agronegócio.

Os estudos oficiais indicam que as composições em direção ao Porto de Santos (SP) devem transportar menos de 4 milhões de toneladas por ano no primeiro quinquênio de operação. Para ele, essa estimativa está subdimensionada e deve alcançar pelo menos 8 milhões de toneladas. "A ferrovia vai atender à produção de Goiás, do Triângulo Mineiro e de parte do Mato Grosso do Sul", diz Vaz. "É preferível revisar esses estudos e atrasar o leilão do que trabalhar com números irrealistas."

Essa questão torna-se relevante para o futuro da Norte-Sul, porque ela é uma ferrovia sem acesso direto a terminais portuários e os trens precisam passar pela malha de outras operadoras para chegar ao litoral. E deriva daí o terceiro problema a ser enfrentado antes do leilão: o direito de passagem dos trens por essas outras ferrovias - como a Malha Paulista, controlada pela Rumo.

Até agora, o governo não conseguiu fechar a negociação de termos aditivos aos contratos de concessão das demais concessionárias que deverão abrir seus trilhos para as composições oriundas da Norte-Sul. Na visão de autoridades do setor, esses aditivos são necessários para dar tranquilidade a potenciais investidores.

Figueiredo, que representa os russos da RZD no Brasil, discorda. Para ele, a ANTT poderia resolver mais facilmente a pendência regulamentando o assunto por resolução. Ex-diretor-geral da agência, o consultor acredita que bastariam regras claras sobre um prazo para assinatura de acordos operacionais entre as concessionárias. Se não houver acordo, o órgão regulador faria arbitragem. O único ponto imprescindível, segundo Figueiredo, é que a quantidade de trens com direito de passagem deve estar no contrato da Norte-Sul.

Assim que chegar a uma definição sobre essas pendências, a ANTT precisará enviar as versões finais do edital e do contrato para o Tribunal de Contas da União (TCU). Depois de um aval do órgão de controle, a ideia é marcar o leilão com prazo de cem s para uma análise detalhada das empresas. Há risco de o cronograma escorregar para o segundo semestre, já em plena campanha eleitoral.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 11/12/2017

COMO O INVESTIMENTO EM TRILHOS PODE TRANSFORMAR O BRASIL
Publicado em 12/11/2017 as 05:04 PM

Transporte ferroviário é mais eficiente, barato e polui menos, tanto para cargas quanto para passageiros



Por  Em Movimento

Um trem pode transportar a carga de até 220 caminhões. Um único vagão de metrô tem capacidade para 250 passageiros. Para levar esse mesmo número de pessoas, seriam necessários três ônibus ou 50 carros em um trânsito geralmente carregado. A capacidade é, sem dúvida, a vantagem mais visível do transporte sobre trilhos. Mas ele também é mais seguro, barato e polui menos. Por isso, o investimento no setor é visto como um dos principais caminhos para transformar o país, seja no escoamento dos produtos ou na mobilidade das grandes cidades.
O Brasil, é verdade, está longe de países europeus quando o assunto é estradas férreas. O total de linhas de metrô aqui é de 309 quilômetros em todas as cidades. Só em Londres, por exemplo, são 402 quilômetros. No transporte de cargas, 25% dos produtos são escoados em vagões, enquanto que na Rússia esse percentual é de 88%.

Mas, nos últimos anos, o Brasil passou a se movimentar mais sobre trilhos. O transporte de cargas em 2016 registrou um recorde com 503 toneladas úteis, 29,3% superior ao volume de 2006 e quase o dobro do registrado em 1997. Fundamentais para a economia do país, a soja e o minério de ferro são os produtos que puxam para cima esses números.

Nas grandes cidades e regiões metropolitanas, o transporte sobre trilhos ganhou em importância. Atualmente, o Brasil tem 1.062 quilômetros para trens metropolitanos, metrôs e VLTs, meios de transporte que registraram aumento de 37,4% na quantidade de passageiros em dias úteis entre 2011 e 2015. Neste período, para atender a esse crescimento, houve ampliação de 6,7% na extensão das linhas operacionais, 10,3% no número de estações e 17,6% no número de linhas. Foram comprados mais vagões e reduziu-se o intervalo entre os trens. Tudo isso para atender uma multidão. Em dias úteis, 8,5 milhões de pessoas deslocam-se nos sistemas metroferroviários brasileiros, sendo que 70,4% na Região Metropolitana de São Paulo.

“O transporte ferroviário é mais rápido, seguro, percorre grandes distâncias com baixo consumo de energia e impacto ambiental. Os trens transportam um grande volume de pessoas e, por trafegarem em vias exclusivas, desafogam o trânsito, sendo uma grande alternativa para a mobilidade”, diz Cláudio Andrade, diretor de implantação de sistemas da CCR Metrô Bahia.

Maior eficiência, menor custo

Tanto para cargas quanto para passageiros, está comprovado que o transporte sobre trilhos é mais eficiente e barato. No caso de mercadorias, ele é o mais recomendado para escoar a produção em longas distâncias, ideal para as dimensões continentais como é o caso do Brasil. Um trem com duas locomotivas e 96 vagões carrega 8.400 toneladas de carga. Para o mesmo volume, seriam necessários 220 caminhões bitrens, o maior veículo de carga rodoviário que não necessita de autorização especial.

Isso resulta em economia, já que o frete médio do modal ferroviário é quase metade do rodoviário, conforme o manual estatístico do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Ou seja, para fazer o que os três fizeram em 2016, seriam necessários 57 mil caminhões bitrens indo de São Paulo ao Rio de Janeiro, todos os dias, durante um ano. E isso resultaria em quase o dobro do preço ao cliente final.

Para o arquiteto, urbanista e professor do Mackenzie, Valter Caldana, o Brasil deveria apostar mais em uma rede de transporte intermodal que invista maciçamente em estradas férreas. “Se você investe majoritariamente em um dos modais, tem menos eficiência no sistema. Quanto mais intermodalidade, consegue suprir as deficiências de um com o outro. Consegue aumentar a eficiência e reduz custos. Sobretudo na safra”, observa.

Os vagões também são mais eficientes para o transporte nas cidades. Trens metropolitanos ou metrôs podem levar até 80 mil passageiros por hora por sentido. Os ônibus conseguem, no máximo, 6 mil pessoas no mesmo tempo. Tudo isso longe dos engarrafamentos e com mais segurança.



Metrôs têm maior capacidade para o transporte nos grandes centros urbanos (Foto: Clóvis Ferreira / Digna Imagem)

O meio ambiente agradece

O investimento em trilhos também traz ganhos ambientais para o país. Isso porque esse modal tem alta capacidade, baixa retenção de trânsito e vias de circulação com baixo atrito. Conforme a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, apesar de carregar 25% das cargas do país, o transporte ferroviário é responsável por apenas 2,2% das emissões do setor de transportes.

Se fossem implantadas ferrovias eletrificadas para o transporte de cargas, o que não existe hoje no Brasil, esse ganho seria ainda maior. E as ferrovias eletrificadas ainda podem levar outros serviços por onde passam, como energia elétrica aos moradores, internet e cabos de fibra ótica, por exemplo.

Como se pode ver, os trilhos têm a capacidade de transformar o Brasil.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias da Globo - RJ
Data: 11/12/2017

ISS PORTUÁRIO MAIS ALTO PODE PREJUDICAR EXPORTAÇÕES, AVALIA CONSULTOR
Publicado em 12/11/2017 as 04:59 PM

Luiz Antonio Fayet, da Confederação Nacional da Agricultura, critica aumento da alíquota FERNANDA BALBINO


Mais impostos elevariam custo logístico do transporte da soja ao Porto (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A decisão de reajuste de 3% para a 5% da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) de atividades portuárias terá consequências que vão afetar diretamente a balança comercial brasileira. A opinião é do consultor de infraestrutura e logística da Confederação Nacional da Agricultura, Luiz Antonio Fayet. Segundo o especialista, as exportações de commodities não suportarão o aumento do custo operacional.

Há duas semanas, as prefeituras de Santos e Guarujá encaminharam, a seus legislativos, projetos de lei para reajustar o ISS apenas para atividades portuárias. A Câmara de Santos aprovou o texto na última sexta-feira (9) e ele deve ser sancionado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa nos próximos dias. Já o Legislativo de Guarujá começará a debater a medida na próxima terça-feira.

Segundo as prefeituras, o aumento da alíquota pode garantir um acréscimo na receita anual de R$ 64 milhões e R$ 40 milhões aos municípios, respectivamente. No total, 320 empresas serão afetadas.

A questão é polêmica. De um lado, os operadores portuários criticam a medida e apontam o risco de fuga de cargas e até de demissão dos trabalhadores portuários. Já as administrações municipais apontam a necessidade de aumentar a arrecadação.

Afeta as exportações

Para Fayet o problema vai além das rotinas que envolvem a atividade portuária no município. Isso porque, o reajuste do ISS será somado aos outros custos operacionais da exportação brasileira.

Enquanto uma tonelada de soja custa US$ 450, são gastos US$ 120 com a logística interna, que inclui o transporte da zona produtora, no Mato Grosso, até o cais santista. No caso do milho, os custos são ainda maiores, já que a carga vale US$ 200 e parte da mesma região.

Isso faz com que, em alguns casos, as margens de rentabilidade da cadeia produtiva sejam muito pequenas. O problema faz com que alguns produtores deixem de plantar, o que caracteriza um abortamento de produção.

“As prefeituras estão olhando os seus umbigos. O imposto é pequenininho, mas a soma desses pequenininhos dá esse bolo brutal de custos da logística interna. E acontece o que é pior. Ao abortar a possibilidade de aumentar a produção e a exportação, eu estou abortando elementos da economia interna do País”, destacou o especialista.

Custos logísticos altos

Para Fayet, problemas como o alto custo da logística brasileira e a grande carga tributária fazem com que o Brasil tenha custos logísticos mais de quatro vezes maiores do que os Estados Unidos e a Argentina, que são os grandes produtores mundiais de soja e milho.

Além das consequências no cenário econômico nacional, o cais santista também será altamente impactado pelo reajuste do ISS, segundo Fayet. Na sua visão, a medida, somada a outras questões, podem prejudicar o complexo santista.

“Uma série de coisas somadas vai encarecer, principalmente, o Porto de Santos. Isso vai desde problemas da relação trabalhista, no caso de estufagem de contêineres, até os problemas tributários e os problemas de infraestrutura. Cada vez que nós encarecermos a operação em Santos, estamos expulsando possíveis fluxos de exportação”.

Visão estreita

Com isso, o especialista da CNA acredita que reajustar o ISS da atividade portuária é uma visão muito estreita do problema.

“Santos é o que é pelo que passa aí. Se as mercadorias não passam aí, Santos não teria o volume de emprego que tem. Considero uma visão muito miúda do que realmente é a realidade. O raciocínio é provinciano. Estamos tratando de uma questão muito maior”.

Além disso, ele pontua o fato de que outros portos oferecem isenções de impostos com o objetivo de alavancar a economia.

“O mundo não está pagando a conta do Brasil só porque uma Prefeitura tem interesse em aumentar a sua arrecadação. Esta questão é que tem que ser vista pelas autoridades daí. E eu espero, particularmente, que os políticos da região se atentem para isso”.

Em consequência, o consultor da CNA destaca o impacto do reajuste no cenário econômico nacional. “Se eu tirar o agronegócio, a balança comercial entra em prejuízo porque o resto da economia é deficitária. As pessoas custam a enxergar. A questão individualizada é muito baratinha, mas quando você soma os baratinhos, arrebenta a economia brasileira”
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 11/12/2017

ANTAQ DERRUBA LIMINAR QUE LIBEROU AFRETAMENTO
Publicado em 12/11/2017 as 04:59 PM

Processos foram movidos pela empresa carioca Posidonia Shipping
DA ESTADÃO CONTEÚDO


Ações acusavam agência de favorecer a prática de cabotagem (Foto: Arquivo/AT)

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) conseguiu derrubar, na Justiça, duas ações que a acusavam de editar resoluções que favoreceriam a formação de cartel no setor de navegação entre portos nacionais, a chamada cabotagem. Os processos foram movidos pela empresa carioca Posidonia Shipping, que tinha obtido liminar que autorizava o aluguel de navios de grande porte fora do País para prestar serviços no Brasil.

Além do afretamento de navios, a empresa também havia conseguido sentença que não impunha limite de tonelagem para seu transporte.

As regras da Antaq impõem que uma empresa nacional só pode alugar um navio fora do País se tiver um similar nacional e que esteja ocupado com outras cargas. “A realidade é que a empresa vinha fazendo o afretamento sem ter embarcação nacional compatível com o que ela queria embarcar”, diz José Dutra Júnior, advogado do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), ao qual a Posidonia não é vinculada.

“É o que o setor chama de empresa de papel. Você vive de telefonema, não tem embarcação, tripulação ou empregados. Pega um estrangeiro que está passando pelo País e afreta aquele navio”, afirma o advogado. Segundo ele, a liminar que permitia à Posidonia operar com embarcação estrangeira vigorou de 3 de fevereiro a 29 de novembro, quando a decisão judicial revogou a liminar. Uma segunda situação revertida na Justiça tratava do limite de tonelagem.

Pela regra do setor, a empresa de cabotagem pode utilizar uma embarcação similar se a sua estiver ocupada, mas com limite de transportar até quatro vezes a carga que poderia carregar.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 11/12/2017

SUAPE REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE CESSÃO DE ÁREA PARA ATIVIDADE DE GLP
Publicado em 12/08/2017 as 05:13 PM




O Complexo Industrial Portuário de Suape, realizou na manhã desta quinta-feira (7), na sede administrativa da empresa Suape, em Ipojuca, audiência pública para as empresas interessadas em explorar as atividades de envase e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP). Representantes de três empresas participaram do evento. A solenidade é a primeira etapa antes da abertura de concorrência para cessão de uso onerosa de uma área de 24 mil metros quadrados, localizada no polo de graneis líquidos, em área não afeta à operação portuária.

A abertura da audiência foi realizada pelo presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista. Em sua fala inicial o gestor apontou a importância da atividade exercida no atracadouro pernambucano. “Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), 56% do GLP importado e destinado ao consumo local entra pelo Porto de Suape. Sem dúvidas, é uma operação estratégica”, comentou, Marcos. O Porto de Suape ocupa a primeira posição nacional na movimentação de graneis líquidos entre todos os portos públicos do país, e movimentou entre janeiro e outubro deste ano 14 milhões de toneladas.

Durante a audiência, o vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcelo Bruto, detalhou o estudo simplificado da proposta e todo o projeto aos participantes. Desde 14 de novembro, os estudos e minutas estão disponíveis no www.suape.pe.gov.br. Os interessados poderão enviar, ainda, as contribuições por escrito até às 16h30, de 20 de dezembro de 2017, em formulário disponível no site oficial de Suape. As contribuições recebidas serão analisadas quanto ao seu eventual aproveitamento e o resultado dessa avaliação integrará o Relatório Final da Audiência Pública que será disponibilizado também no site de Suape em até 45 dias.

O valor estimado do investimento é de R$ 66,3 milhões, mas poderá variar de acordo com as contribuições apresentadas. O prazo de outorga ou tempo do contrato será de 15 anos. O cessionário que vencer a licitação ficará responsável pela ampliação e desenvolvimento da infraestrutura, benfeitorias ou substituições necessárias e manutenções na infraestrutura existente.

O pedido para realização da licitação foi apresentado ao governo federal. Em 13 de novembro, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou portaria (943/2017) no Diário Oficial da União autorizando a cessão do terreno. Além dos investimentos, o vencedor da concorrência terá que arcar com o valor estabelecido, resultante do estudo simplificado, para contrato de cessão onerosa, que é de, no mínimo, de R$ 5,65/m² por mês. Isso totaliza um valor global estimado mínimo de R$ 24,4 milhões a ser pago a Suape ao longo dos 15 anos. Vencerá a licitação aquele que oferecer o maior valor à autoridade portuária.

A empresa que vier a fazer uso dos serviços oferecidos pela autoridade portuária se submeterá ao cumprimento das obrigações contidas em tabela pública de tarifas, devendo ainda cumprir com o disposto na minuta de contrato, em especial uma performance mínima de 60 mil toneladas/ano (consumo aparente), considerando-se os dois segmentos de mercado (domiciliar, granel e outros envasados). O GLP é comercializado de duas formas: em botijões de 13kg, para consumo domiciliar, ou a granel, destinado a indústrias, comércio, serviços e condomínios.

Os estudos preliminares revelaram que as bases de envase localizadas em Suape operam 24% do recorte nacional de consumo de GLP. Essas bases, objeto da licitação, atendem aos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, o que em números de 2016 representam 53% do market share de toda a região Nordeste.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 08/12/2017

VALE AMEAÇA INUNDAR MERCADO SE PREÇO DE MINÉRIO DE FERRO SUBIR
Publicado em 12/08/2017 as 05:13 PM




A Vale tem uma mensagem sombria para quem aposta que os preços do minério de ferro voltarão ao patamar vertiginoso de 2011.

A maior produtora mundial do ingrediente usado na fabricação do aço está preparada para liberar até 50 milhões de toneladas em capacidade disponível para equilibrar o mercado se os preços subirem demais, disse o presidente Fabio Schvartsman.

Os preços elevados atrairiam produtoras ineficientes de volta ao mercado e poderiam repetir excessos passados que levaram à destruição de US$ 1 trilhão em valor, disse ele, na quarta-feira, em entrevista à Bloomberg Television na Bolsa de Valores de Nova York, onde a Vale realizou seu dia anual com investidores.

"Foi possível ver isso claramente durante o superciclo, quando, de forma insustentável, as empresas ganharam dinheiro demais e não souberam o que fazer com esse dinheiro", disse ele.

O senso de responsabilidade de mercado de Schvartsman contrasta com as bravatas da produtora de apenas alguns anos atrás, quando brigava por participação de mercado em meio à demanda aparentemente insaciável das siderúrgicas chinesas. Agora, os lemas do setor são valor sobre volume e busca pela qualidade.

Ao mudar o foco para os depósitos de alta qualidade da região amazônica, no norte do Brasil, a Vale espera produzir 390 milhões de toneladas em 2018 e limitar a produção a 400 milhões de toneladas nos quatro anos seguintes, bem abaixo da capacidade da empresa, de 450 milhões de toneladas.

A China vem pagando um ágio quase cinco vezes maior do que há dois anos pelo minério de alta qualidade, o que ajuda as siderúrgicas a aumentarem as margens e a cumprirem a iniciativa antipoluição do governo.

O minério de ferro de referência à vista com 62 por cento de teor ferroso caiu 3,4 por cento na quarta-feira, para US$ 69,36 a tonelada seca e o material com 65 por cento de teor ferroso exportado pelo Brasil caiu 1,9 por cento, para US$ 86,60 a tonelada, segundo a Metal Bulletin. Nesta quinta-feira, os futuros mostravam estabilidade em Cingapura e o contrato em Dalian caiu.

A Vale estima que os custos globais cairão significativamente nos próximos anos com a aceleração das novas minas. Além disso, a empresa vem construindo capacidade para armazenar misturas de minério no exterior, permitindo maximizar as margens misturando minério de baixa qualidade de seu sistema do sul.

Dessa forma, a Vale planeja reduzir a quantidade de minério que vende diretamente de suas minas do sul do nível de 41 por cento em 2016 para 24 por cento no ano que vem. Combinados, a produção de alta qualidade e o minério blendado representarão 75 por cento do volume de vendas em 2018.

Com a recuperação dos preços do minério de ferro em relação às mínimas do fim de 2015, a empresa está gerando o maior caixa desde 2011 e buscando reduzir a dívida atual pela metade, para US$ 10 bilhões, "no menor período possível", disse Schvartsman durante a apresentação.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 08/12/2017

CÂMARA APROVA REAJUSTE DO ISS EM PRIMEIRA DISCUSSÃO EM SANTOS, SP
Publicado em 12/08/2017 as 05:12 PM

Prefeitura de Santos quer aumentar a alíquota do ISS da atividade portuária de 3% para 5%. há 7 minutos Porto Mar

Câmara aprova reajuste do ISS em primeira discussão em Santos, SP

Prefeitura de Santos quer aumentar a alíquota do ISS da atividade portuária de 3% para 5%.

Porto de Santos (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

A Câmara de Santos aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei que sugere o reajuste de 3% para 5% na alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) da atividade portuária, em sessão nesta quinta-feira (7). O projeto continuará a ser discutido em uma sessão extraordinária, às 10h desta sexta-feira (8), já que precisa ser votado até o dia 31 de dezembro.

Durante a sessão que discutiu o projeto de reajuste do ISS, o vereador Chico Nogueira (PSB) apresentou a emenda que solicita que os serviços de Praticagem, de apoio marítimo e de armadores, sejam retirados da lista das atividades que terão reajuste, permanecendo com a porcentagem de 3%.

O vereador Fabrício Duarte sugeriu a emenda que prevê o escalonamento da proposta de reajuste de ISS. Sendo assim, a alíquota passaria para 3,5% a partir de 2019. Em 2020, aumentaria para 4% e, em 2022, o valor do ISS chegaria aos 5% sugeridos pela Prefeitura de Santos. Duarte também apontou a necessidade de rever o reajuste em caso de queda na arrecadação do imposto ou redução do número de trabalhadores no setor portuário e retroportuário.

O projeto encaminhado pela Prefeitura de Santos foi votado pelos vereadores: 17 deles foram a favor a três contra. Na manhã desta sexta-feira, os relatores das comissões de Justiça, Redação e Legislação Participativa, Finanças e Orçamento e de Assuntos Portuários e Marítimos apresentarão seus pareceres sobre as sugestões dos parlamentares durante sessão extraordinária na Câmara. Se aprovado, o projeto poderá ser encaminhado à comissões ou ao Executivo para que a lei seja sancionada.

Projeto

A Prefeitura de Santos decidiu aumentar a alíquota de ISS para empresas portuárias, de 3% para 5%. Os empresários do setor portuário, representados pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), dizem que o reajuste irá provocar demissões de trabalhadores e desvios de cargas para outros portos.

De acordo com a Prefeitura de Santos, o reajuste prevê receita de R$ 64 milhões. A estimativa de arrecadação foi feita com projeção da inflação em 2017 e se refere a nove meses de vigência em 2018. Ainda segundo a Prefeitura, o aumento contribuirá com o financiamento de importantes áreas e obras da Cidade, beneficiando também a atividade portuária.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias da Globo - RJ
Data: 08/12/2017

R$ 197 MILHÕES DESPERDIÇADOS
Publicado em 12/08/2017 as 05:12 PM

Autor:        MARIAMA CORREIA

Dragagem do canal externo de Suape foi a obra que saiu mais cara aos cofres públicos do Estado

Entre os casos citadas pelo relatório do TCE, o órgão destacou o pagamento de R$ 197 milhões pelo Governo do Estado em uma obra de dragagem do canal externo do Porto de Suape que não foi concluída. A intervenção foi iniciada em setembro de 2011 pela empresa holandesa Van Oord, com orçamento global de R$ 275 milhões, cujo valor subiu para R$ 279 milhões após aditivos. Essa intervenção era fundamental para permitir o acesso de grandes navios petroleiros e de minérios ao atraca douro, porém, segundo o levantamento do Tribunal ficou no meio do caminho, em virtude da suspensão de pagamentos à empresa vencedora da licitação.

A dragagem foi paralisada em maio de 2013. Na época, a empresa Van Oord cobrava pagamentos ao Governo do Estado, que por sua vez dependia de repasses da União. Isso porque, o contrato previa participação de R$78 milhões do Governo Federal A Secretaria de Portos suspendeu os repasses quando o órgão de controle da Presidência identificou problemas nas prestações de contas do atraca douro pernambucano. No meio do imbróglio, os grandes navios de óleo ficaram impedidos de acessar o porto.

"Essa foi a obra mais cara que o estudo identificou, para a qual o Estado destinou recursos e não teve o uso a que se propunha, devido à dificuldade, identificada posteriormente, de manobrabilidade dos navios Suezmax"’, destacou o auditor de controle externo do TCE, Pedro Teixeira. Os navios Suezmax, citados pelo auditor, são embarcações que possuem um calado de 17 metros (profundidade do navio submers). Eles se destinam ao transporte de petróleo e também são produzidos pelo Estaleiro Atlântico Sul, instalado no porto. Facilitar o acesso desses navios no atracadouro seria importante para atender, sobretudo,a Refinaria Abreu e Lima, também instalada no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Suape informou por nota que apresentou os documentos esclarecendo as divergências apontadas pela União e que, desde então, está aguardando um posicionamento definitivo da Secretaria Nacional de Portos, mas, "até agora não houve uma decisão sobre a retomada da obra". O TCE informou que está analisando quais sanções serão aplicadas. A reportagem não conseguiu contato com a empresa Van Oord e não recebeu resposta do Ministério dos Transportes, ao qual à Secretaria Nacional de Portos é ligada, até o encerramento dessa edição.

Em um boletim do Complexo de Suape, de 2013, o então diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Victor Vieira, chegou a afirmar que a obra era estratégica para o crescimento do porto, pois permitiria a chegada dos super petroleiros que abasteceriam a Refinaria Abreu e Lima. E detalhava que canal possui seis quilômetros de extensão e 210 metros de largura e que seria aprofundado de 16 para 20 metros, permitindo o ingresso dos Suezmax. O que nunca aconteceu, devido à paralisação da drenagem. Hoje, avalia-se que o prejuízo operacional não foi maior porque a Renest não foi concluída.

DEVIDO À PARALISAÇÃO DA OBRA, NAVIOS SUEZMAX NÃO PODEM ATRACAR NO PORTO DE SUAPE

ESSA OBRA FOI A MAIS CARA QUE O ESTUDO IDENTIFICOU, PARA A QUAL O ESTADO DESTINOU RECURSOS E NÃO TEVE O USO A QUE SE PROPUNHA, DEVIDO À DIFICULDADE DE MANOBRALIDADE DOS NAVIOS SUEZMAX
PEDRO TEIXEIRA AUDITOR DO TCE-PE
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data: 08/12/2017

GOVERNO: CRISE COMPROMETEU ESFORÇOS
Publicado em 12/08/2017 as 05:12 PM

Autor:        ANDERSON BANDEIRA E ULYSSES GADÊLHA

Por meio de nota. Palácio destacou dificuldades pelas quais passa o País e ressaltou empenho para sanar problemas

O Governo do Estado e a Prefeitura do Recife se manifestaram a respeito das irregularidades apontadas pelo TCE. Com um volume de 245 contratos orçados em R$ 3,9 bi, mas só R$ 1 bi pago, o Governo justificou por meio de nota o atraso, mas ressaltando o esforço feito para sanar os problemas.

"Nos últimos três anos, em que pese a crise econômica nacional, temos feito todos os esforços para concluir as obras em andamento. Um exemplo desse é a implantação da Adutora do Agreste, que teve as obras retomadas em 02/01/2017. O Governo de Pernambuco prestou todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado e as respostas oficiais estão disponibilizadas no site do próprio Tribunal", disse.

Sobre a obra de navegabilidade do Rio Capibaribe, apontado pelo TCE, O governo alegou "impossibilidade de continuidade devido a fatores alheios (ocupação das margens do rio atingidas pelo movimento dos batelões". A providência a ser tomada será a "contratação de consultoria para definição de metodologia de dragagem que não atinja as ocupações das margens (palafitas) durante a obra". O custo da obra é de R$ 101 milhões, dos quais R$ 7,4 milhões já foram executados. Outras indagações, como as obras inacabadas do Ramal da Copa (R$ 163 milhões) e os corredores Norte-Sul e Leste-Oeste (no infográfico) não foram respondidas ao TCE.

Importante para O turismo do Estado, O Cais do Sertão também é apontado como atraso. Orçado em R$ 24 milhões, a obra deveria ter sido concluída em março deste ano. O governo, por sua vez, explicou que a obra foi paralisada para ajustes no projeto. "Mas está em execução, atualmente, com valores pagos em torno de R$ 10 mi". Sobre a barragem de Brejão, calculada em 39 mi que deveria beneficiar o Agreste, e cuja previsão de entrega era março de 2014. O Estado demonstrou ao TCE que o contrato foi extinto em abril do mesmo ano. "Para conclusão será necessária nova licitação", destacou o Palácio do Campo das Princesas.

Já a Prefeitura do Recife que teve volume menor, com 68 contratos calculados em R$ 1,2 bi, mas só R$ 501 mi pagos afirmou, também em nota, que o levantamento do tribunal coincidiu com o início da crise econômica, que comprometeu o cronograma de obras em estados e municípios de todo o território nacional.

"O Recife também sentiu os impactos desse comprometimento. Mesmo assim, a partir de medidas internas de controle de gastos e da captação de recursos, foi possível manter o equilíbrio fiscal da Prefeitura do Recife e concluir muitas das obras listadas no relatório divulgado pelo órgão", diz a nota.

Horas após da divulgação das obras inacabadas pelo Tribunal, a oposição também se manifestou. Líder do bloco, o deputado Silvio Costa Filho (PRB) também emitiu nota. ‘‘Como disse o presidente do TCE, o povo pernambucano termina penalizado duas vezes, pois fica sem os serviços e ainda paga a conta do desperdício dos recursos públicos”, disse Costa Filho que pretende agendar uma visita ao TCE para apresentar relatório do bloco.

PREFEITURA DO RECIFE AFIRMOU TER SENTIDO OS IMPACTOS DA CRISE QUE COMPROMETEU CRONOGRAMA EM TODO PAÍS
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data: 08/12/2017

CONGRESSO PORTUÁRIO NO URUGUAI DEBATEU SOBRE GLOBALIZAÇÃO E PROTENCIONISMO
Publicado em 12/08/2017 as 05:12 PM

Tendências, recomendações e um pouco de catarse no XXVI Congresso Latino-americano de Portos da AAPA – Associação Americana de Autoridades Portuárias, que teve lugar no Hotel Conrad de Punta del Este

Mais de 300 assistentes, incluindo líderes do setor e fornecedores de todo o mundo no encontro líder na indústria que já virou uma tradição na agenda do setor. Exposições sobre a situação do negócio marítimo, portuário, as novas tecnologias e jeitos de administrar melhor os processos, foram o mais destacado do encontro, além da rede de contatos que se estabelecem habitualmente nestes eventos, ao qual devemos adicionar a divertida agenda social.

Como gerar mais eficiência nos processos, ir além dos Smart Ports à “carga inteligente” -com mercadoria que leve um chip dentro do contêiner com toda a informação-, pensar desde os portos em adicionar valor à carga através de tecnologia, scanners, big data ou da construção de centros logísticos inteligentes, foram os conceitos repetidos. Entre outras coisas, estão por vir portos facilitadores do comércio, muito focados e fidelizando os clientes. Também se disse que os portos devem sair da zona de conforto e ser competitivos a partir de aportar à estrutura de custos do cliente e às economias regionais, e não pensando só em reduzir as tarifas.

Na abertura do encontro, Kurt Nagle, presidente e CEO da AAPA, destacou que além das tendências no âmbito marítimo e portuário -como ser as alianças das linhas de contêineres, que vão pelos terminais ou as conseqüências da ampliação do Canal de Panamá-, estão ocorrendo mudanças a nível político que também levam a novos conflitos potenciais que terão impacto na atividade portuária. Nesse sentido, disse que as ferramentas que oferece a AAPA, tanto os cursos de capacitação de administração, quanto a rede de contatos e os trabalhos nos comitês específicos com diversas iniciativas, permitem enfrentar esses novos tempos de insegurança na indústria.

Víctor Rossi, Ministro do Transporte e das Obras Públicas do Uruguai, abriu o encontro e apresentou o plano diretor 2018/2035 para o sistema portuário desse país, onde se privilegia o cuidado do meio ambiente, a conectividade e o acesso, tanto com o projeto do Ferrocarril Central, quanto a circulação de caminhões, assim como do lado náutico, apontando a um canal de acesso de 14 mts para o ano 2030. Haverá também desenvolvimentos de infra-estrutura, como doca para
silvicultura, pesca, espaço logístico, porto seco em Rivera, novo escopo para reparos navais, equipamentos, etc. Além disso, se pretende também continuar trabalhando em alternativas para o porto de águas profundas e avançar na digitalização de processos. Aliás, o Ministro ressaltou que 25 anos após a Lei de Portos, que é totalmente bem sucedida, o sistema deve ser aperfeiçoado, buscando novas oportunidades para consolidar o Uruguai como um nó logístico na região.

Em relação à questão da globalização versus o protecionismo, o lema do encontro, o presidente da Administração Nacional de Portos do Uruguai, Alberto Díaz Acosta, apontou que há sempre a tentação de enfrentar a abertura com restrições, o protecionismo afeta os portos, esquemas como a reserva de carga e a proteção da cabotagem e salientou que o setor público deve agir para prevenir ações monopolísticas, mantendo o equilíbrio. “Os portos dependem da política portuária, que deve ter como objetivo beneficiar o interesse geral, que nem sempre acompanha os interesses do setor privado e a realidade é que ele procura ter menos jogadores em um mercado em crescimento. Essa tendência ao monopólio é defendida pela regularidade das atividades. Mas não há uma única resposta. Em geral, o setor privado pensa que quando tivermos menos regulação, será melhor, mas tudo deve ser feito em seu equilíbrio certo”, disse ele.

Robert West, da consultora DUAGA, deu uma visão geral sobre a situação do comércio internacional e seu impacto na indústria, como ser que perante a queda do TTP, a iniciativa pode ser tomada pelos países da Aliança do Pacifico Latino-americana para renegociar e reconstruí-la. Quanto às regiões em crescimento, marcou a melhoria do PIB mundial, mas lenta na China e nos Estados Unidos, escassa na Europa, fraca para a Argentina e o Brasil e mencionou o caso venezuelano – hoje a economia é 1-3, em relação a qual teve faz quatro anos. Finalmente, ele se manifestou novamente em defesa da globalização, “nunca voltou nem parou, é uma tendência de longo prazo”, advertiu West, mas o crescimento do movimento de contêineres é inferior ao PIB real. Perante os bons números das grandes empresas de transporte de contêineres, as maiores decidem continuar colocando navios de enorme capacidade. “Elas não aprendem a lição”, disse ele. Por exemplo, operadores chineses adicionaram mais capacidade nos terminais do que o comércio espera crescer.

A China investe cada vez mais na região e, em uma década, igualará os investimentos dos EUA, mas sua influência não aumentará o crescimento de qualquer país na região, disse ele. O caso da Venezuela é um exemplo. West vê um crescimento no comércio latino-americano com o resto do mundo e a política dos EUA fará com que a região gere iniciativas para depender menos do grande país do norte, o que é positivo.

Para o especialista das Nações Unidas, Ricardo Sánchez, a globalização faz parte do capitalismo. O próprio presidente da China fala de seguir os sinais do mercado e não de que o capitalismo deveria deixar de existir, de modo que, na realidade, não há controvérsias entre globalização e protecionismo. “Sim, estamos no meio de uma mudança político-econômica transcendental para o futuro. Não há ameaça para a economia global, mas uma mudança de parte do poder para o Oriente. Diante da melhoria do poder consumidor da classe média no Oriente, há uma oportunidade para a América Latina”, explicou.

Sánchez deu os números sobre a expansão das grandes empresas de transporte marítimo: em 10 anos passaram de 54 para 64% do mercado, bem como o aumento da participação das companhias de navegação em terminais portuários em comparação com o que são operadores puros. “Hoje, o grande desafio é defender a concorrência ameaçada pela concentração. A integração vertical dos terminais especializados absorvidos pelas companhias de navegação é um processo extremamente preocupante e requer ação urgente, porque tem que ver com uma ameaça para o futuro dos portos”, afirmou. Isso atinge o setor já que hoje, os ciclos de vida de investimento são mais curtos. Dai que seja necessário avançar na qualidade do trabalho, em relação com a cidade – que vem melhorando nos últimos anos – a automação ou semi-automação. “O dono da carga não está presente nessas discussões e é um erro, porque tudo o que você deseja avançar na logística é melhorar as condições da carga”, alertou Sánchez. Também se disse que é necessário avançar em acordos de livre comércio, melhor acesso à Índia, já que no futuro próximo terá mais consumidores que a China. Com os novos grandes navios com 400 metros de comprimento e 58 metros de largura, é preciso continuar investindo em guindastes com 23 linhas de alcance ou procurar inovação e trabalhar com o que existe hoje e, assim, melhorar a vida do carregador e do consumidor final dos produtos?

Por sua parte, Carlos Urriola, vice-presidente do Manzanillo International Terminal do Panamá, insiste em que o negócio de transporte seja cíclico. Faz tempo que os navios longos querem mais dragagem, mais molas, mas há outras maneiras de conseguir eficiência, como controle da vazão, visando reduzir a estadia dos navios nos portos, direcionando aos sistemas utilizados pelas companhias aéreas, especialmente a maior troca de dados. Ao mesmo tempo, é dado um frente complicado relacionado com que as companhias marítimas têm mais terminais próprios, mas em paralelo, há uma capacidade muito maior de que a oferta de carga, como acontece na seção Lázaro Cárdenas / Callao, que é o dobro do que o necessário. Ele reconheceu que é uma indústria difícil de mudar, será que os millenials devem ser os que enfrentarem as mudanças? “Todo mundo neste negócio está bastante errado. De repente, uma grande capacidade é criada e as grandes linhas querem ter navios de 20 mil teus e a economia não cresce”, disse ele. Outro elemento chave: as linhas estão otimizando – leia-se reduzindo – as chamadas e, além disso, algumas passam por toda a cadeia. Ao mesmo tempo, ele advertiu que, independentemente da quantidade de automação, existe sempre uma pessoa atrás de um computador, o caso do apagão nos sistemas da Maersk é um exemplo. Finalmente, ele ressaltou que além da incorporação de tecnologia, é necessário investir mais no treinamento dos recursos humanos que precisam gerenciá-la. A automação inevitavelmente criará um problema social.

Giovanni Benedetti, gerente comercial da Sociedade Portuária Regional de Cartagena, alertou sobre a situação atual do setor em um nível global, onde o porto que não possa receber os grandes navios será excluído. As grandes linhas querem tudo, procuram salvar dinheiro, mas querem pagar pouco, mas os barcos foram primeiro e quem não o veja isso está em outra liga. Mas atenção, ele alertou que muitas infra-estruturas ainda não viram nem um só contêiner. Além disso, ele pediu para ter cuidado com a concessão de tudo sem muito sentido. Hoje a Maersk oferece um sistema integral e se torna uma espécie de “Uber do transporte”. Por outro lado, devemos ver o que acontecerá com as grandes empresas de comércio eletrônico que atravessam a cadeia. Hoje, é cada vez mais importante aquele que controla a informação que aquele que possui os ativos, disse ele.

Oscar Bazán, vice-presidente executivo de planejamento e desenvolvimento de negócios do Canal do Panamá, disse que foram cumpridas as previsões sobre a expansão dessa rota. Da região, 27% da carga que passa é chilena, 28% do Peru e 31% do Equador e mais do que os contêineres, o setor de LNG cresceu, onde o foco está aumentando. Ele alertou sobre o processo de “canibalização” no negócio de transporte de contêineres.

Vejamos três conceitos do presidente da Empresa Portuária Arica, Francisco González: o inimigo real é a concentração, confunde-se a regulação da livre concorrência com o protecionismo e, finalmente, o modelo portuário chileno precisa ser alterado.

Yurik Diaz, gerente de divisão dos terminais portuários na SAAM do Chile – forte em terminais e rebocadores na região- também mostrou sua preocupação com a concentração das companhias marítimas, uma indústria que esteve em vermelho por muitos anos e agora parece recuperar um pouco. “Existe uma grande exigência sobre as estruturas portuárias, mas, ao mesmo tempo, o excesso de oferta é criado quando não é necessário”, disse ele.

Diante desse avanço das grandes companhias de navegação e alguns temores a que a concentração vá precisamente contra a logística em toda a cadeia, o diretor da Costa Leste da América do Sul da Maersk, Antonio Domínguez, destacou que as ações da empresa são a favor do sistema. “A Maersk tem a coragem do líder, porque desde a posição da maior linha de contêineres do mundo desde meados da década de 1990, é uma empresa que não pára de se reinventar”, disse ele. Um momento-chave para a empresa foi quando decidiu há pouco tempo para dividir o grupo em transporte e logística e em energia, dando uma mensagem clara ao setor de seu compromisso com o comércio mundial e trabalhando com esse objetivo visando novas soluções. “Devemos ter em mente que, nos momentos em que os níveis de comércio não são bons, as companhias marítimas ajudam e, por exemplo, permitem transportar pequenos volumes de carga para novos mercados”, disse ele. Ele acrescentou que os países da costa leste da América do Sul contribuem muito para o crescimento da economia mundial. Ele disse que “embora em 2016 o comércio caiu, o movimento dos contêineres permaneceu no mesmo nível”. Ele também apontou que a economia global depende das companhias de navegação; lançou alguns números: cerca de 10 milhões de toneladas em navios ou 90.000 unidades operando, 10 mil chamadas semanais para portos em todo o mundo, cinco linhas top possuem 58% da frota total…

Domínguez ressalta que a Maersk vê o longo prazo muito positivo e especialmente na costa leste da América do Sul, onde há muito por fazer, por exemplo, na dragagem de acesso aos portos.

Por sua parte, Patrick Verhoeven, diretor geral de política e estratégia da International Association of Ports and Harbors (IAPH), com sede na Bélgica, estabeleceu tendências como a necessidade de estar atentos aos novos esquemas de alianças comerciais globais -eixo os Estados Unidos, o Reino Unido, o Vietnã e o Japão-, a procura de desenvolvimento sustentável nos portos, a revisão dos processos, mais incorporação de TI -se estiver procurado um Smart Port- e a possibilidade de enfrentar parcerias portuárias buscando novos negócios.

Paul Gallie, chefe para as Américas da Portek e de desenvolvimentos portuários da Mitsui do México, falou sobre diferentes tipos de carga e infra-estrutura em países em desenvolvimento. Em vários deles, da Lituânia a países da África, em vez do big data, eles ainda estão no estágio de “small data”, isto é, soluções de TI devem ser procuradas para resolver situações básicas. Ele advertiu que em produtos primários como algumas frutas, a diferença de alcançar um mercado pode torná-la um porto mais competitivo. E lá você tem que extrair mais suco do que existe, por exemplo, onde certas soluções permitem aproveitar o espaço muito melhor.

Na hora de falar sobre hidrovias na América do Sul, Rafael Farromeque da CAF, destacou o trabalho que está sendo desenvolvido nesta área, visando um sistema hidroviário logístico, não um mero modo de transporte. Nesse sentido, no âmbito da CAF existem 47 projetos de mais de U$S 8 bilhões em 4 das 10 bacias e regiões geográficas. Por exemplo, U$S 4 bilhões no Rio Magdalena, na Colômbia, com 16 projetos e Us$ 2,5 bilhões em 11 projetos no Paraná / Paraguai, entre outros. “Não se pode explicar como o projeto não avança para financiar a dragagem de U$S
110 milhões nesta última bacia”, disse ele. Assim, a CAF está apontando para uma agenda de logística fluvial.

Precisamente, fazendo um aparte, Ricardo Sánchez apontou que, após um estudo aprofundado, concluiu-se que um pé adicional em toda a via navegável causaria uma expansão da produção agrícola de 6% ou U$S 1.895 milhões por ano

Por sua parte, Juan Carlos Muñoz Menna da CAFyM do Paraguai, alertou sobre os problemas de conectividade para a saída da produção da área central da América do Sul, especialmente os obstáculos para navegar na via fluvial, com restrições que em muitos casos não se justificam. Quanto ao aspecto institucional, ele ressalta que as regras acordadas há 25 anos não se aplicam. “Embora tenha havido progressos nos últimos tempos, as restrições falam muito mal da integração. Na região sojeira do Brasil, há mais de 50 milhões de toneladas de soja e fala-se de triplicar a produção em 2030. Aqui é necessária uma visão abrangente dos países, porque essas restrições tiram o trabalho que é tão necessário”, disse ele.

Essas são algumas das conclusões e perspectivas que puderam ser aprendidas durante a última edição do Congresso Latino-americano de Portos.

No próximo ano será a cidade chilena de Valparaíso, “A Jóia do Pacífico”, que se preparará para receber à 107ª Convenção Anual da AAPA, o evento continental da Associação que reúne os membros da comunidade portuária do hemisfério, desde Alaska para Tierra del Fuego e que pela primeira vez, terá lugar na América do Sul.
Fonte: Informativo dos Portos - SC
Data: 08/12/2017

JADLOG CRESCE 20% EM 2017 E VAI INVESTIR R$ 50 MILHÕES NO PRÓXIMO ANO
Publicado em 12/08/2017 as 05:11 PM

Por João José Oliveira | Valor

SÃO PAULO - A JadLog, empresa de logística e de transporte de cargas expressas fracionadas, vai encerrar 2017 com um crescimento de 20% no faturamento, que deve atingir R$ 480 milhões. Esse é o primeiro ano da companhia sob a gestão do grupo francês GeoPost, que assumiu o negócio no Brasil em janeiro.

Segundo presidente da GeoPost em Portugal e presidente do conselho de administração da JadLog, Olivier Establet, o cenário econômico vem melhorando no Brasil ao longo do ano. Segundo ele, por exemplo, em novembro a JadLog teve faturou 30% mais que em igual mês de 2016. Ao longo do ano, a empresa entregou 12,5 milhões de encomendas e bateu o recorde no Black Friday, com mais de 76 mil encomendas entregues em um único dia.

O presidente da GeoPost disse que a companhia vai investir R$ 50 milhões em 2018, para a ampliar malha de atendimento e lançar novos serviços. A meta de longo prazo da empresa é atingir R$ 1 bilhão de faturamento.

A JadLog prepara o lançamento de serviços na área das expedições internacionais, um produto voltado ao ecommerce, a criação de um portal de devoluções e um aplicativo para destinatários, além de investir em sistemas para facilitar a integração com os websites dos clientes e a automatização da operação.

Ampliado em 2017, com o apoio da estrutura global do Grupo GeoPost, o serviço de expedições internacionais começou a operar em outubro com a importação de mercadorias, provenientes principalmente da Europa e da Ásia. E, a partir de março de 2018, a JadLog passa também a oferecer um serviço de exportação aos seus clientes.

Na área de novos serviços, a JadLog lança em 2018 o serviço ‘Pickup’, que permite a retirada de encomendas de e-commerce pelo consumidor em diferentes pontos de conveniência.

A JadLog atua por meio de uma rede de franquias, com mais de 500 unidades no país. A empresa pera ainda uma frota aérea própria tem uma frota terrestre nacional formada por mais de 240 caminhões e carretas e 3 mil utilitários.

A GeoPost, que fatura 6 bilhões de euros por ano, é uma holding do grupo La Poste (Correios franceses), que emprega 60 mil pessoas em uma rede de 26 mil pontos de recepção, em 230 países
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 08/12/2017

PORTOS RECEBEM DA UNIÃO SÓ 30% DO PREVISTO
Publicado em 12/08/2017 as 05:10 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | De São Paulo

Responsáveis por administrar 19 portos públicos - dentre os quais o de Santos, o maior do país - as sete companhias docas federais receberam apenas 29,92% dos recursos previstos no orçamento da União nos últimos 14 anos.

Um índice de repasses considerado baixo para tirar os portos públicos brasileiros do passado.



Em valores absolutos, foram enviados às estatais vinculadas ao Ministério dos Transportes R$ 3,28 bilhões ante R$ 10,97 bilhões orçados de 2003 a 2016. O levantamento foi compilado pela consultoria R. Amaral & Associados e leva em conta dados do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.



As razões para o reduzido nível de repasses são várias. Vão do contingenciamento do orçamento à ineficiência de execução dos projetos, passando pelo mar de judicialização de contratos de obras e serviços feitos com recursos da União. Tais como as dragagens de aprofundamento, essenciais para melhorar o acesso dos navios aos portos.

Das sete companhias docas, as que tiveram a melhor "taxa de conversão" são a do Ceará (47% de execução dos investimentos previstos) e a do Rio Grande do Norte (39,64%). As piores são a do Rio (13,52%) e da Bahia (17,38%).

Para se ter uma ideia da dimensão do que isso significa, os valores que não foram repassados representaram 50,32% do total de receita líquida apurada pelas sete companhias entre 2003 e 2016. Responsáveis por administrar os condomínios aquaviários, as docas recolhem tarifas dos terminais que exploram as áreas públicas para manter o dia a dia dos portos. Mas dependem de recursos da União para fazer investimentos maiores, como expansão dos acessos.

A R. Amaral decidiu fazer o levantamento começando em 2003 porque conseguiu os balanços de todas as sete docas a partir daquele ano. "Há incompetência em algum lugar: se não lá em cima [Brasília], na gestão dos portos", disse o consultor financeiro e tributário Rodolfo Amaral, sócio da empresa.

Mais de 90% do comércio exterior brasileiro é feito via transporte marítimo. No entanto, as docas recebem historicamente por ano menos de 0,5% das transferências feitas para todas as estatais federais. "Isso mostra com clareza que os portos não têm a prioridade que deveriam ter", disse Amaral. Para ele, os sistemáticos cancelamentos das dotações orçamentárias da União para os portos públicos servem para justificar a tese de privatização das empresas.

A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) foi incluída no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para ser desestatizada - o modelo de transferência à iniciativa privada está em estudo.

Visão diferente tem Claudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria. Para ele, a privatização das docas é o caminho correto para que os portos públicos se desenvolvam, dada a comunhão de três fatores que fragilizam o desempenho dessas estatais.

O primeiro motivo é o ainda remanescente uso das docas como moeda de troca político-partidária. O segundo é o fato de terem a gestão engessada pela Lei de Licitações (8.666/1993), com batalhas judiciais intermináveis promovidas pelos perdedores das concorrências para prestar serviços ou fazer obras. "É um pesadelo", disse Frischtak.

O terceiro ponto é que o aperto fiscal de fato acentuou as restrições orçamentárias, comprometendo os repasses. "Se não se quer privatizar, que ao menos os portos sejam delegados aos Estados, evitando essa 'hipercentralização' [em Brasília] que ocorre desde a nova Lei dos Portos [de 2013]", defendeu Frischtak.

O consultor disse que há exceções entre as empresas públicas portuárias. Cita como referência de boa administração a empresa pública APPA, responsável pelos portos de Paranaguá e Antonina, que foram delegados ao Estado do Paraná.

Procurado, o Ministério dos Transportes não se pronunciou até o fechamento desta edição.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 08/12/2017

UM CANTEIRO DE DESPERDÍCIO
Publicado em 12/08/2017 as 05:10 PM

FISCALIZAÇÃO - Levantamento do Tribunal de Contas do Estado lista 1.547 contratos de obras paralisadas, nas quais já se investiu 1,9 bilhão

Imagine uma dragagem no Rio Capibaribe iniciada em 2011 eque paralisa suas obras pouco depois, entre outras coisas, por causa das palafitas do bairro dos Coelhos que estão lá pelo menos desde a década de 1980; ou uma dragagem que faz um canal de acesso no Porto de Suape, mas não deixa espaço para o navio manobrar na saída e, ainda, uma ponte que deixou de ser construída (a do Monteiro) porque, entre outras coisas, os carros sairiam em cima de uma escola pública de referência, a Silva Jardim. Parece surreal, mas as informações foram citadas pelo auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Pedro Teixeira como cases de falta de planejamento que resultam na paralisação de obras realizadas com recursos públicos. Ontem, o TCE divulgou um levantamento, no qual apontou a existência de 1.547 contratos de obras paralisadas no Estado ao custo de R$ 6,2 bilhões, dos quais 1,9 bilhão (33%) já foi investido.

"Foram aplicados quase R$ 2 bilhões de uma forma que praticamente não teve utilidade para a população", resume o presidente do TCE, Carlos Porto. Mas por que essas obras pararam? "A crise fez diminuir o repasse dos recursos, mas também é notória a falta de planejamento e a má qualidade dos projetos", explica Pedro Teixeira. Antes de se iniciar uma obra é realizado um projeto que indica os detalhes da implantação do empreendimento e também um custo próximo do real.

"As obras para a melhoria, adequação e implantação do BRT na BR-101 é outro exemplo da falta de planejamento. O BRT seria implantado no canteiro central da rodovia. Somente depois que a obra começou descobriram que tinha um gasoduto no local. Isso mostra o nível da qualidade do projeto e do planejamento. O Ministério dos Transportes chegou a liberar R$ 125 milhões para a obra que não foram usados", revela Teixeira.

Ele cita também que um dos motivos que provocaram a paralisação da obra do Canal do Fragoso, em Olinda, foi a descoberta de uma estação elevatória de esgoto no local. No ano passado, as chuvas causaram grandes inundações em Olinda e a paralisação dessa obra contribuiu para isso.

Segundo Pedro Teixeira, a única maneira de evitar essas falhas no projeto seria a realização de licitações mais bem amarradas que exigissem projetos melhores elaborados. Na história recente do País, é comprovada a relação entre implantação de obras e a corrupção, como já mostrou várias operações da Polícia Federal.

Os indícios de alguma irregularidade podem ser apurados depois pelo TCE. Nesse primeiro momento, todos os que estão com obras paralisadas vão receber notificações e explicar os motivos da paralisação. Uma parte das obras paradas foi iniciadas entre 2010 e 2012, quando a economia do Brasil e de Pernambuco estavam crescendo em ritmo acelerado.

O levantamento do TCE foi feito com base nos mapas de obras das prestações de contas apresentadas pelo governo do Estado de 154 prefeituras, com informações de 2016. Também foram consideradas paralisadas as obras nas quais os pagamentos foram menor do que 15% do saldo devedor em 2016. Só para o leitor entender, uma obra que paga somente 10% do seu saldo devedor, se mantiver esse ritmo do primeiro ao último ano, leva uma década para ser concluída.

O governo do Estado e a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) respondem por 78% das obras paradas identificadas no levantamento do TCE. Desse total, 62% são de responsabilidade do Estado e 16% da PCR. O governo do Estado tem contratos no valor de R$ 3,9 bilhões em obras paradas, sendo que R$ 1,028 bilhão já foi pago. APCR tem 68 obras paradas no valor de R$ 1,01 bilhão, dos quais foram gastos R$ 362 milhões. "É natural que o governo do Estado e a prefeitura tenham mais obras paradas, pois movimentam maior quantidade de recursos", diz Teixeira.

Para fazer o levantamento, o TCE pediu informações a 267 entes públicos, dos quais 65 órgãos enviaram informações incompletas e 76 não apresentaram respostas. Foram contabilizadas as respostas encaminhadas até o último dia 21 de novembro.

A primeira vez que oTCE fez esse levantamento foi em 2014 com os dados de 2013. Na época, os contratos das obras paradas somavam R$ 740 milhões. Comparando com o estudo divulgado ontem, esse valor aumentou 8,5 vezes, resultando num percentual de 749% amais. Abancada de oposição divulgou ontem uma nota dizendo que o relatório do TCE "revela a paralisia do governo Paulo Câmara (PSB), oque vem sendo denunciando desde o início da atual gestão".
Fonte : Jornal do Commercio - PE
Data: 08/12/2017

78% DAS OBRAS SÃO DO ESTADO E PCR
Publicado em 12/08/2017 as 05:09 PM


FISCALIZAÇÃO - Tribunal de Contas do Estado utilizou informações de 2016 para fazer estudo

Uma das críticas que alguns gestores públicos fazem ao levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que identificou 1.547 contratos de obras paralisadas no Estado, é o fato do TCE usar informações de 2016 e divulgá-las quase um ano depois, no fim de 2017.

A reportagem do JC procurou o governo de Pernambuco e Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), tendo em vista que juntos eles representam 78% das obras paradas.

O Estado informou que tem feito todos os esforços para concluir as obras em andamento. A PCR não respondeu os questionamentos até o fechamento desta edição.

A reportagem buscou os ofícios enviados ao TCE de todas as obras citadas na reportagem e na arte publicadas na página 4, para saber as explicações dadas para a paralisação das obras.

O Porto de Suape informou que o contrato das obras de dragagem do canal de acesso externo foi suspenso em maio de 2013, em razão da não liberação, pela União, do saldo remanescente de recursos previsto no Termo de Compromisso celebrado com a estatal. Na época, a Secretaria de Portos suspendeu os repasses em virtude da não aprovação da prestação de contas, embora Suape tenha apresentado os documentos esclarecendo as divergências apontadas, de acordo com a assessoria da estatal.

Sobre as obras do Geraldão, a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer da PCR informou ao TCE que, devido à extinção da entidade da Administração Pública Direta do Ginásio, as suas atribuições institucionais, programas, projetos e atividades foram absorvidas pela secretaria e, por isso, se fez necessária a repactuação dos convênios junto ao Ministério dos Transportes, conforme previsto na lei municipal 18.291/2016.

De acordo com o ofício enviado pela secretaria-executiva de recursos hídricos e energéticos de Pernambuco, a dragagem do Rio Beberibe foi concluída em março de 2015, tendo sido o último boletim de medição emitido em dezembro de 2015. "Trata-se de obra com financiamento através de convênio com o Ministério das Cidades, cujo agente financeiro é a Caixa Econômica Federal, através do PAC. Devido às restrições contratuais, o repasse final só é realizado após a conclusão do Trabalho Técnico Social (TIS), que foi concluído em maio de 2017. O repasse final foi realizado em agosto de 2017 e está sendo providenciado o pagamento final da empresa contratada", justificou.

Em relação às obras de implantação de adutora para reforço da Adutora do Oeste, a partir da Barragem do Chapéu, no município de Parnamirim, a Compesa informou ao TCE que a obra da Adutora do Chapéu continua com suas atividades suspensas por falta de fluxo financeiro, por parte do governo federal. "A Compesa está aguardando a liberação dos recursos para sua retomada ou relicitação da obra", informou o diretor de gestão corporativa da Compesa, Décio Padilha, em ofício enviado ao TCE.

Sobre a urbanização do Porto do Recife, o ofício enviado pela administração do ancoradouro diz, apenas, que o"contrato foi encerrado desde 2014".

Já a secretaria das Cidades solicitou, em 21 de agosto, prorrogação por mais 15 dias úteis de prazo para dar resposta sobre as obras de melhoramento, adequação e implantação do BRT na BR-101; dos corredores Norte- Sul e Leste-Oeste, da implantação de hidrovia no rio Capibaribe e do Ramal Cidade da Copa. Todas as quatro obras foram projetadas para atender às demandas da Copa do Mundo de 2014.

O JC não localizou os ofícios referentes à construção da Ponte do Monteiro e a sobras do Canal do Fragoso e Via Metropolitana Norte.
As respostas oficiais de cada obra estão disponibilizadas no site do Tribunal de Contas do Estado (www.tce.pe.gov.br).
Fonte : Jornal do Commercio - PE
Data: 08/12/2017

EMBARCAÇÃO - CATAMARÃ: TARIFA SOCIAL À VISTA
Publicado em 12/08/2017 as 05:09 PM

Autor:        Giovanni Mourão - giovanni.mourao@ofluminense.com.br

lerj deve analisar ainda em 2017 projeto de lei que prevê o valor de R$ 5,90 para as viagens de Charitas à Praça XV

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) vai analisar um projeto de lei que pode mudar o cenário da mobilidade niteroiense. De iniciativa do deputado estadual Flavio Serafini (PSOL), a proposta prevê a implantação de uma tarifa social, no valor de R$5,90, para as viagens no catamarã de Charitas. Atualmente, o valor da passagem da referida linha é de R$16,50.

Com a diminuição no valor da tarifa, espera-se que a demanda de Charitas cresça, uma vez que a inauguração do túnel Charitas-Cafubá, ocorrida em maio, aumentou o fluxo de veículos no bairro. De acordo com o Serafini, que também é presidente da Frente Parlamentar do Transporte Aquaviário, espera-se que o projeto entre em votação ainda este ano.

“Até o momento, o governo não se pronunciou sobre o esperado edital para licitação das barcas. Por isso, estamos alinhando com os demais deputados e com o atual presidente da Alerj (o deputado Wagner Montes, do PRB) para que o projeto entre em votação o quanto antes”, anunciou o parlamentar.

Licitação parada - Após diversos prazos não cumpridos pelo Governo Estadual, a licitação para gestão do transporte aquaviário na Baía de Guanabara permanece parada. Devido a diversas críticas de parlamentares à proposta de edital apresentada no primeiro semestre, em agosto, a Secretaria de Estado de Transportes anunciou que, em um prazo de até 75 dias, apresentaria um novo edital. Apesar de ter anunciado que finalizaria a licitação ainda este ano, tudo indica que o processo se estenderá para o ano de 2018.

De acordo com o Governo do Estado, o texto se encontra em análise da assessoria jurídica da Secretaria de Transportes. Ainda após a conclusão e publicação do edital de concessão, será necessário o agendamento para a licitação do sistema de transporte aquaviário.

Mais de uma centena de usuários, parlamentares e empresas já se manifestaram e encaminharam sugestões a serem incorporadas. Entre as propostas, está a implementação de novas linhas, que ligarão a Praça XV às cidades de São Gonçalo e Duque de Caxias e aos aeroportos Santos Dummont e Tom Jobim (Galeão).

Saída – Alegando prejuízos na operação das barcas no Estado, há cerca de um ano, a concessionária CCR Barcas, que atualmente administra as barcas, já formalizou, em juízo, que deseja devolver a concessão ao Estado.
Fonte : O Fluminense - RJ
Data: 08/12/2017

NAVIO - NAVIO RETORNA APÓS BUSCAS A SUBMARINO
Publicado em 12/08/2017 as 05:09 PM

O navio brasileiro Felinto Perry, que auxiliou nas buscas ao submarino argentino ARA San Juan, desaparecido desde 15 de novembro, atracou na tarde de ontem no Porto de Rio Grande.

Conforme a Marinha, a embarcação fez uma parada logística no local antes de seguir o retorno ao Rio de Janeiro. Os navios Fragata Rademaker e Polar Almirante Maximiano também auxiliaram nas buscas e já voltaram ao Brasil.
Fonte : Correio do Povo - RS
Data: 08/12/2017

TERMINAL RECEBERÁ R$ 45 MILHÕES
Publicado em 12/08/2017 as 05:09 PM

O aeroporto Lauro Körtz, de Passo Fundo, vai receber R$ 45 milhões para obras de ampliação e modernização.

Entre elas, novo terminal de passageiros e pátio para estacionamento das aeronaves, além da recuperação da pista de pousos e decolagens. O valor foi confirmado ontem, com a assinatura de um termo de compromisso entre a União e o Estado. A solenidade ocorreu no Palácio Piratini.

O governador José Ivo Sartori disse que o investimento é resultado da união de esforços dos governos estadual e federal. "Acredito que estamos muito perto de um aeroporto renovado, que atenda totalmente às necessidades do município e da região, com cerca de 100 cidades", destacou o governador.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, explicou que os recursos serão liberados de acordo com o cumprimento do Plano de Trabalho. Conforme ele, R$ 5 milhões já estão garantidos; até 2018 serão empenhados R$ 27 milhões; e o restante deve sair em 2019.

Com as obras, o aeroporto poderá receber aviões maiores, como o E190, da Embraer, ou o B737, da Boeing. O secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, explicou que a demanda tem crescido muito. "O terminal de Passo Fundo saltou de 53 mil para 166 mil passageiros nos últimos três anos", concluiu.
Fonte : Correio do Povo - RS
Data: 08/12/2017

CODERN DEVE CORRIGIR IRREGULARIDADES NO PORTO
Publicado em 12/08/2017 as 05:09 PM

Carregamentos foram paralisados há quase uma semana e não há prazo para retomada

O Ministério do Trabalho (MTE) informou, em resposta aos questionamentos da TRIBUNA DO NORTE, que não houve nenhuma reunião entre o órgão e a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) para a retomada das atividades do Porto Ilha, em Areia Branca. Na nota, o MTE afirma que a reunião ocorrida foi para a entrega por parte da Codern da relação de ações que serão realizadas para sanear as deficiências que foram apontadas na interdição, realizada no último fim de semana.

“Isso, porém, não é suficiente para que a interdição seja levantada. O prazo para a retomada de atividades dependem única e exclusivamente das ações positivas da Codern para saneamento das irregularidades apontadas”, destaca a nota. A Codern informou, por meio da assessoria de comunicação, que trabalha para a retomada das atividades acontecer ainda esta semana, mas não houve nenhuma conclusão até o fechamento desta edição.

O MTE também esclareceu que a interdição não se deu pela “mera falta de documentação”, como havia divulgado a assessoria de imprensa da Codern no início desta semana. Foram emitidos 38 autos de infração, o que impossibilita as atividades
Fonte : Tribuna do Norte - RN
Data: 08/12/2017

PORTO - KLEBER MENEZES RECEBE NO DIA 19, DO CREA-PA, MERECIDAMENTE, O DIPLOMA DE ENGENHEIRO DO ANO
Publicado em 12/08/2017 as 05:08 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Hoje a coluna faz um destaque muito especial para um grande amigo de muitos anos, que iniciou suas atividades em Belém no setor e que pelo seu dinamismo, competência e inteligência reconhecida, destacouse na área portuária, primeiramente como servidor portuário chegando a diretoria de Gestão Portuária da CDP, onde passou 13 anos na função, depois partiu para a iniciativa privada onde foi e é um grande vitorioso.

Destaca-se ainda como uma das mais importantes colunas do Governo Simão Jatene, desempenhando as funções de Secretário de Estado de Transportes, onde é uma grande revelação. Homem simples, cujo sucesso não lhe subiu à cabeça, vai merecidamente receber no próximo dia 19 a maior honraria do CREA-PA, ou seja, o Diploma de Engenheiro do Ano, em meio a uma grande festa.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 08/12/2017

O COLUNISTA AGRADECE AS REFERÊNCIAS ELOGIOSAS FEITAS PELO COMANDANTE/PRÁTICO GUSTAVO MARTINS
Publicado em 12/08/2017 as 05:08 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

O colunista agradece as referências elogiosas feitas pelo Comandante/Prático Gustavo Martins, presidente do CONAPRAConselho Nacional de Praticagem, quando do recente encontro de âmbito nacional promovido em Belém por esta entidade, que tem sede no Rio de Janeiro.

Inteligência privilegiada, como dizem os seus colegas de Turma, entre eles o excelentíssimo vice-almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho, atual Comandante do 4º Distrito Naval. O Comandante/ Prático Gustavo Martins, que aparece na foto com a “Tribuna Marítima”, ao lado do colunista, é Capitão-de-Mar e Guerra da Reserva da Marinha, Prático concursado do porto de Paranaguá, sendo muito estimado, inclusive, junto aos altos escalões da Marinha do Brasil, tendo uma dedicação muito especial pela nossa capital.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 08/12/2017

COMPANHIA DOCAS - COMBATE À EROSÃO DA PRAIA
Publicado em 12/08/2017 as 05:08 PM

A Prefeitura de Santos pretende iniciar imediatamente obra cujo objetivo é diminuir o efeito das ressacas e da erosão na Ponta da Praia.

O fenômeno intensificou-se nos últimos tempos, causando sérias preocupações quanto ao possível desaparecimento da faixa de areia no local, além dos riscos do avanço das ondas, com frequência cada vez maior, atingindo não só a avenida fronteiriça como os prédios que ali existem.

Permanecem muitas dúvidas sobre as causas do problema. Estudo realizado pela Escola Politécnica da USP, a pedido da Companhia Docas do Estado de São Paulo, demonstrou que a dragagem do canal do Porto tem causado impacto muito reduzido no local, E há hipóteses que mencionam a ocupação urbana nas cercanias e o aquecimento global, que vem provocando alterações nos movimentos das marés e correntes marinhas.

A erosão e as ressacas provavelmente são consequência de um conjunto de fatores que, combinados, agravaram a questão. Embora estudos sobre essas causas devam ser desenvolvidos, o mais importante é encontrar maneiras efetivas de minimizar os efeitos atuais, em esforço de adaptação e mitigação.

O projeto que a Prefeitura irá implantar consiste na colocação de geo-bags, que são sacos produzidos com tecido têxtil e cheios de areia que formarão uma barreira em L, com 275 metros mar adentro a partir da praia, estendendo-se depois por 240 metros de modo paralelo a ela. A ideia, sugerida em estudo da Universidade de Campinas (Unicamp), com base em modelo matemático que considerou a força das ondas que incidem na região, é criar uma barreira artificial que reduza o impacto da força das águas, reduzindo e até eliminando o problema.

Trata-se, como têm destacado os técnicos da Administração Municipal, de uma experiência piloto, que precisará ser avaliada nos próximos anos. Se for bem sucedida, confirmará que a solução definitiva é a construção de um molhe, que é uma barreira física com blocos de pedra. Os recursos para a obra estão disponíveis, e provêm do Ministério Público do Meio Ambiente, que destinou R$ 3 milhões para a intervenção.

A iniciativa da Prefeitura é acertada. Após o diagnóstico do problema, a ação é desenvolvida, Alguns problemas existirão: o local terá que ser interditado, entre o Canal 6 e o Aquário Municipal, por cerca de 40 dias, exatamente na temporada de verão. A alegação é que se trata do período do ano mais adequado para realizar as obras, uma vez que praticamente não acontecem ressacas,

E importante que negociações com comerciantes que trabalham com carrinhos e ambulantes sejam feitas imediatamente, para redirecioná-los para outros pontos da praia. E é indispensável que aconteça o acompanhamento rigoroso do projeto, com monitoramento quanto à erosão e ressacas, bem como o estudo do impacto à flora, fauna e à qualidade da água.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 08/12/2017

PORTO - CÂMARA DE SANTOS APROVA ALTA DO ISS EM PRIMEIRA DISCUSSÃO
Publicado em 12/08/2017 as 05:07 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Projeto de lei prevê ampliar a alíquota do imposto a ser cobrado sobre atividades portuárias de 3% para 5%


Somente três vereadores foram contra a aprovação do projeto de lei (Foto: Arquivo/AT)

A Câmara, de Santos aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto de lei que reajusta de 3% par a 5% a alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) da atividade portuária realizada no município. Hoje pela manhã, as discussões sobre essa proposta continuam no Legislativo santista. Serão votados os pareceres de três comissões sobre emendas sugeridas por dois parlamentares.

A matéria precisa ser aprovada até o próximo dia 31 e, segundo as administrações municipais de Santos e Guam já (onde um projeto de lei semelhante já tramita no seu Legislativo), pode garantir um aumento na receita anual de R$ 64 milhões e R$ 40 milhões às cidades, respectivamente. No total, 320 empresas que atuam no Porto serão afetadas pela medida.

A sessão que discutiu o projeto de reajuste do ISS começou com a votação do parecer da Comissão de Assuntos Portuários e Marítimos, composta por três vereadores. Dois deles -Zequinha Teixeira (PSD) e Chico Nogueira (PT) - foram contra a proposta da Prefeitura.

No entanto, o entendimento contrário ao projeto foi derrubado pelos demais parlamentares por 16 votos a três. A deputada Telma de Souza (PT) também votou a favor do relatório de Teixeira, que contestava o aumento do tributo.

Os vereadores Chico Nogueira e Fabrício Duarte (PSB) apresentaram emendas que foram analisadas ao final da sessão plenária Os relatores das comissões de Justiça, Redação e Legislação Participativa, Finanças e Orçamento e de Assuntos Portuários e Marítimos apresentarão hoje, às 10 horas, seus pareceres sobre essas sugestões.

Em sua emenda, Nogueira pediu que os serviços de Praticagem, de apoio marítimo e de armadores sejam retirados da lista de atividades que terão o ISS reajustado. Assim, a alíquota deles permanecerá a mesma, em 3%.

Já o vereador Fabrício Duarte apresentou uma emenda que prevê o escalonamento da proposta de reajuste do tributo pelos próximos cinco anos, A ideia do parlamentar e que a alíquota passe de 3% para 3,5% a partir de 2019,para 4% em 2020, para 4,5% em 2021 e para 5% em 2022.

Além disso, Duarte aponta a necessidade de revisão do reajuste em caso de queda na arrecadação do imposto ou redução do número de pessoas empregadas no setor portuário e retroportuário da região.

Quando o projeto da Prefeitura de Santos foi votado pelos vereadores, 17 parlamentares foram a favor e apenas três contra: Telma, Teixeira e Nogueira. Fabrício Duarte pediu abstenção e não votou.

GUARUJÁ

O projeto de lei que propõe o reajuste da alíquota do ISS das atividades portuárias em Guarujá deve ser votado na próxima terça-feira, em primeira discussão. Mas há quem tente barrar a matéria, temendo que ela coloque em risco a competitividade do complexo marítimo.

De acordo com o presidente da Câmara de Guarujá, vereador Edilson Dias (PT), o projeto tramita na casa sob o dispositivo de urgência e emergência. Isto significa que não será necessário passar por comissões, como aconteceu no Legislativo santista.

A ideia é que o projeto de lei seja pautado, em primeira votação, na próxima sessão ordinária, que será na terça-feira. Já a segunda votação deve acontecer em sessão extraordinária.

No dia em que o projeto entrar em pauta, será nomeado um relator, que dará seu parecer. Em seguida, todos os outros vereadores vão decidir se aprovam ou não o projeto encaminhado pela administração municipal.

“Estamos fazendo um grande esforço para aumentar a arrecadação e nada mais justo do que tributar as empresas portuárias e não só sacrificar a população”, destacou o presidente da Câmara.

Para Dias, a tendência é que o reajuste seja aprovado. Isto porque o governo conta com 15 parlamentares na base aliada e apenas um opositor. Trata-se do vereador José Teles (PPS), que é contra a questão.

Teles acredita que não e o momento adequado para um reajuste tributário. “Estamos vivendo um tempo de crise econômica no País e na região, fato este que ocasionou o fechamento de grandes indústrias, como a Usiminas, afetando o mercado de trabalho de toda a nossa região, em especial de Guarujá, local de grande concentração de ex-funcionários dessa empresa”.

COMPETITIVIDADE

Além disso, Teles aponta o risco de fuga de cargas do Porto de Santos para outros complexos portuários brasileiros. Para o parlamentar, a ideia é que o Porto se tome mais competitivo e que mais navios operem na região.

“Este aumento vai na contramão dos interesses locais, pois entendo ser o momento de diminuir ou manter os impostos para incentivar investimentos na área e na região, aumentando os postos de trabalho e colaborando com o giro econômico local. O que vejo, atualmente, é o aumento sistemático de impostos e queda na qualidade do serviço prestado”, afirmou o integrante do Legislativo.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 08/12/2017

ESPECIALISTAS CRITICAM BUROCRACIA PORTUÁRIA
Publicado em 12/08/2017 as 05:07 PM

Garantir licenciamentos ambientai s e enfrentar os entraves da burocracia brasileira são OS desafios de investidores que têm foco na área de infraestrutura.
DA REDAÇÃO

No setor portuário, as coisas não são diferentes e, neste contexto, é grande a dificuldade em equilibrar os investimentos e implantar empreendimentos sustentáveis.

Os desafios para um desenvolvimento sustentável no setor portuário foram o foco de um seminário realizado pelo Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte) e pela Universidade São Judas, da Capital, ontem, no Mendes Plaza Hotel, em Santos.

“Convencer órgãos ambientais da importância econômica de empreendimentos portuários é uma tarefa bastante complicada”, destacou o CEO do Porto Central, José Maria Vieira Novaes, um dos participantes do seminário. O empreendimento, que deve ser concluído em cerca de cinco anos, é um terminal privado localizado no sul do Espírito Santo.

Para o executivo, a legislação severa, que, em casos de danos ambientais, pune servidores que emitem os licenciamentos dos empreendimentos, é um dos entraves neste processo. A falta de especialização de funcionários de órgãos de fiscalização é outra dificuldade para a garantia de licenciamentos.

Para o representante da Van Oord Operações Marítimas, Tim Helbo, outro participante do evento, a burocracia é o principal entrave do desenvolvimento. A empresa holandesa especializada em dragagem já executou obras em Santos e chegou a assinar contrato com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para fazer a manutenção da profundidade do canal de acesso aquaviário ao cais santista. “No Brasil, primeiro, é preciso investir em educação. Em segundo lugar, cortar a burocracia e o excesso de regras”, destacou.

CONSERVADORISMO

Também presente no seminário, o pesquisador Guilherme Lotufo, do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (Usace), abordou a destinação de sedimentos dragados e apontou a construção de cavas subaquáticas como uma forma confiável de confinamento de material contaminado, apesar da polêmica que envolve a questão no Porto de Santos. “Aqui, se peca pelo excesso de conservadorismo visando a proteção excessiva do meio ambiente. Isso não é muito bom para o bolso do empresário, mas é bom para o meio ambiente”

O economista e palestrante Ricardo Amorim, um dos apresentadores do programa Manhattan Connection (do canal GloboNevvs) e mediador do seminário, destacou que esse excesso de conservadorismo, alem de encarecer obras, pode criar “um grande gargalo” de infraestrutura, afastando riquezas. “Quando as pessoas estão em último lugar, o Brasil está condenado a ser mais pobre”.

Também participante do debate, o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, afirmou que a atividade portuária precisa de empreendedores com coragem e conhecimento. “O Porto de Santos tem o desafio de crescer e continuar prestando um bom serviço. O medo das pessoas é achar que as coisas não vão dar certo”.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 08/12/2017

EXPORTAÇÕES PELO PORTO DO PECÉM CRESCERAM 97% EM NOVEMBRO
Publicado em 12/07/2017 as 05:37 PM




O Porto entra na reta final do ano mantendo o crescimento e superando os resultados conquistados em 2016. A movimentação acumulada de 2017 (14.329.188 toneladas) do Terminal Portuário do Pecém foi 45% acima do mesmo período do ano anterior.

As exportações subiram 97%, atingindo a marca de 3.560.420 t no período de janeiro a novembro deste ano. Os destaques da movimentação ficaram por conta das movimentações de placas de aço (2.340.538 t), frutas (168.136 t) e gás natural (121.511 t).

Enquanto as importações cresceram 33%. Resultado puxado pelo carvão mineral (4.619.756 t), gás natural (634.829 t) e produtos siderúrgicos (204.803 t).

“Vivemos um ótimo momento no cenário internacional, estamos tendo visibilidade e potencializando isso para os negócios, com a exportação de produtos de excelente qualidade produzidos no Ceará e em estados vizinhos. Ao mesmo tempo em que somos  porta de entrada para as importações que têm outros destinos a partir do Pecém. Tudo isso se reflete em desenvolvimento para o nosso Estado”, afirma Danilo Serpa, presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Navegação Nacional

A navegação entre portos brasileiros (cabotagem) cresceu 64%, se comparado ao mesmo período do ano anterior, esse crescimento se deu, principalmente, por conta dos desembarques de minério de ferro (3.785.941 t), produtos siderúrgicos (295.999 t) e arroz (185.558 t). Destacaram-se também os embarques de farinha de trigo (113.551 t), sal (112.164 t), cimentos (59.629 t) e placas de aço (41.359 t).

Volume

O granel sólido foi a carga mais relevante em toneladas, participou com 59% do total movimentado pelo Porto (8.527.123 t), seguido da carga geral solta 2.818.780 t (20%), carga conteinerizada com 2.188.953 t (15%) e do granel líquido com 794.332 t (6%).

A movimentação de contêineres foi de 110.162 unidades. Essa quantidade representou um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2016.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 07/12/2017

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO PORTO DO RIO DE JANEIRO CRESCE 12,5%
Publicado em 12/07/2017 as 05:36 PM




No último mês de outubro, o Porto do Rio de Janeiro alcançou um crescimento de 12,5% na movimentação de cargas, quando comparada ao mesmo mês do ano anterior. Do total movimentado, os produtos que mais se destacaram foram os granéis sólidos e os granéis líquidos, que tiveram alta de 48% e 149%, respectivamente.

Já no acumulado de janeiro a outubro de 2017, os granéis líquidos apresentaram uma movimentação positiva de 15%, comparada ao mesmo período no ano de 2016. O item mais transportado dessa categoria foi o álcool e seus derivados. Os granéis sólidos registraram, no acumulado do mesmo período, uma ampliação de movimentação na ordem de 5,5%. O destaque foi o ferro gusa, que teve alta de aproximadamente 285 mil toneladas, representando um acréscimo de 80% no embarque do produto, em relação ao mesmo período de 2016.

Na movimentação total do Porto, com variação positiva acumulada em 2017 de 1,2%, a carga conteinerizada manteve-se no mesmo nível de 2016, registrando um total de 2,9 milhões de toneladas.Em outubro, a movimentação de contêineres somou 321.733 toneladas, atingindo um crescimento de 1,1%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Embora a alta não tenha sido tão expressiva quanto à da movimentação de granéis, a perspectiva para 2018 é de que haja um aumento de mais de 40% na movimentação das cargas conteneirizadas. A previsão otimista é consequência da conclusão das obras de dragagem no Porto do Rio de Janeiro, entregues pelo Governo Federal no último dia 25 de novembro.

Foram dragados mais de 2,9 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o que proporcionou o alargamento, entre 168 e 300 metros, do canal de acesso, o aumento do calado para 14,3m (com maré) e a ampliação dos berços e da bacia de evolução. Com isso, o Porto do Rio de Janeiro terá condições de receber navios de até 349 metros de LOA (comprimento) e 48,5 metros de boca (largura), que têm capacidade total de aproximadamente 10.000 TEUs.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 07/12/2017

INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA
Publicado em 12/07/2017 as 05:36 PM

A engenharia portuária brasileira já adotou soluções consideradas estado da arte no mundo, engendradas pelo intercâmbio de técnicas utilizadas em nível internacional e pela participação de multinacionais. Para reduzir tempo e custos de implantação dos projetos, são empregados métodos de engenharia estrutural aliados a técnicas especiais de construção. No segmento, porém, ainda existe percepção de falta de investimentos do poder público nos portos. Com essa carência, empresas privadas que operam nos portos públicos sofrem com a gestão de projetos de infraestrutura importantes e ficam sujeitas a prejudicar suas operações por falta de condições básicas.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 07/12/2017

POA: OBRAS DE REVITALIZAÇÃO DO CAIS MAUÁ COMEÇAM EM MARÇO 2018
Publicado em 12/07/2017 as 05:36 PM




A prefeitura de Porto Alegre entregou, na manhã desta terça-feira (5), a licença de instalação para a empresa Cais Mauá do Brasil S.A., que permite o início das obras de revitalização do local. O ato ocorreu no Pórtico Central do Mauá. A estimativa do investimento privado é de cerca de R$ 500 milhões e deve gerar 28 mil empregos diretos e indiretos. As obras devem começar em março de 2018 e a revitalização total do complexo Cais Mauá, com 3,2 quilômetros de extensão, deverá ser concluída em seis anos.

A obra está divida em três fases. A primeira, que deve durar dois anos e começar em três meses, prevê o restauro de 11 armazéns e a construção de 10 praças. Os armazéns serão destinados a bares e restaurantes, lojas, estabelecimentos culturais e atividades comerciais.

Depois dos armazéns, será a vez das áreas das docas, que terão um centro de eventos, um hotel e dois edifícios comerciais. A praça Edgar Schneider será revitalizada. A terceira fase contempla a região da Usina do Gasômetro e do Armazém A6, que deve abrigar um centro comercial de dois andares, com estacionamento coberto para 2,2 mil veículos.

"Hoje reafirmo que o governo do Estado, a secretaria dos Transportes e todos os órgãos do Executivo estadual, que estejam envolvidos no projeto, seguirão totalmente dispostos a fazer com que esta obra comece o quanto antes. Sempre digo que o Poder Público não consegue tudo sozinho, e o nosso foco é tornar o Estado moderno e eficiente para oferecer serviços essenciais de qualidade para a população. Este projeto do Cais Mauá colocará Porto Alegre ao lado das grandes capitais do mundo. E com certeza, esta é mais uma parceria pelo futuro", afirmou o governador José Ivo Sartori.

Para o secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, foi um momento histórico, “é um momento importantíssimo para todo o processo, a partir do recebimento da LI, o Estado tomará todas as providências para que as obras se iniciem o mais breve possível. Esse momento é um marco para o Rio Grande do Sul e Porto Alegre” concluiu o secretário.

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., afirmou que a entrega da licença representa "a vitória dos persistentes que olham para o futuro e veem uma cidade melhor", e salientou que a cidade está aberta a investimentos privados. "Só assim poderemos revitalizar esse espaço privilegiado da orla do Guaíba, que está se deteriorando, e entregar aos porto-alegrenses um local público com iluminação, segurança, infraestrutura, bares, restaurantes, serviços e espaços de convivência", afirmou Marchezan.

Segundo o superintendente do Porto do Rio Grande – SUPRG, Janir Branco, o Cais Navegantes continuará como uma área operacional, e na região do Cais Mauá, ocorrerá a revitalização dos armazéns. “Os porto-alegrenses terão um novo espaço para turismo, lazer, enfim, para aproximar as pessoas, tratando o desenvolvimento de uma forma mais equilibrada, não só como operação portuária, mas também como desenvolvimento para o turismo como um todo”, conclui o superintendente.

A revitalização

A presidente da empresa Cais Mauá Brasil, Julia Costa, lembrou que o processo de revitalização da área começou em 2005, no governo Germano Rigotto. Agradeceu a todos que trabalharam em harmonia nos governos estadual e municipal durante as últimas duas décadas. "Isto possibilitou com que este momento histórico para Porto Alegre, que dará nova fisionomia à cidade, se concretizasse hoje", disse.

Como a área é arrendada do governo do Estado, o próximo passo é informar oficialmente o Executivo gaúcho sobre o licenciamento e formalizar o cronograma de obras em três etapas, comprovar a capacidade financeira junto ao Tribunal de Contas do Estado e fazer o chamento das empreiteiras que executarão a obra.

A licença de instalação, entregue nesta terça-feira, refere-se apenas à restauração dos armazéns. Os investidores começam agora os trâmites para o licenciamento das outras duas partes da obra.

Participaram do ato, o ex-governador Germano Rigotto, o ex-prefeito José Fortunati, secretários de Estado, deputados estaduais, vereadores e colaboradores do projeto nestas duas décadas.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 07/12/2017

CEARÁ FIRMA PARCEIRA COM CHINESES PARA INSTALAÇÃO DA SIDERÚRGICA
Publicado em 12/07/2017 as 05:36 PM

O Governo do Ceará e o Banco de Desenvolvimento da China assinaram nesta quarta-feira, 6, em São Paulo, documento que concretiza a parceria para a instalação da refinaria no Ceará, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), e também parcerias na área da Saúde. O memorando está em vigor pelo período inicial de três anos e poderá ser prorrogado caso haja consentimento futuro mútuo das partes.

O Banco de Desenvolvimento chinês se comprometeu a financiar o projeto com US$ 4 bilhões na primeira fase de construção da Companhia Siderúrgica no Pecém (CSP), além de US$ 3,5 bilhões para implementação de todo o parque petroquímico na região.

Dirigente do banco chinês afirmou que a iniciativa privada do país enxerga infraestrutura e potencial econômico  no Ceará, e destacou os investimentos públicos do Estado na educação e outras áreas. “Isso dá bastante confiança ao CDB de que Ceará está numa trajetória de crescimento.”

O CEO do CDB afirmou que a pactuação com o Ceará é reflexo da compreensão da grande importância do mercado brasileiro. “Temos um saldo muito positivo para investir no país e estamos muito satisfeitos com a assinatura deste memorando. Podemos dizer que agora o Ceará é um amigo de cooperação da China.”

Antes do fechamento do acordo, Camilo Santana participou de uma reunião com o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China, Cai Dong, e representantes da direção do banco. Duranteo encontro, o governador cearense apresentou a situação econômica do Estado, como a política de atração de investimentos com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Camilo disse aos empresários chineses sobre a importância da refinaria para o desenvolvimento econômico, com geração de empregos e fomentação de novos negócios no Ceará. “Vamos construir junto com o banco a melhor equação para que esses dois projetos (refinaria e Saúde) sejam realizados”, afirmou o governador.

Em setembro deste ano, a comitiva do governo cearense foi até a China para consolidar o financiamento do projeto da refinaria. O empreendimento, que funcionará dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), no Pecém, tem expectativa de gerar pelo menos 10 mil empregos na fase de construção e 8 mil postos permanentes entre diretos e indiretos.

A comitiva do Ceará que participou da assinatura do Memorando de Entendimento contou ainda com o assessor especial para Assuntos Internacionais, Antônio Balhmann, e o presidente da ZPE, Mário Lima.
Fonte: O Povo - CE
Data: 07/12/2017

PORTUÁRIO - SÉRGIO DE CASTRO APOIA CONSTRUÇÃO DO PORTO CENTRAL NO ESPÍRITO SANTO
Publicado em 12/07/2017 as 05:36 PM

Da Redação | 07/12/2017, 12h39 - ATUALIZADO EM 07/12/2017, 12h57

O senador Sérgio de Castro (PDT-ES) manifestou apoio, nesta quinta-feira (7), à construção do complexo portuário-industrial, chamado Porto Central, na cidade de Presidente Kennedy, no Espírito Santo. Ele comentou o decreto presidencial publicado no dia 9 de novembro, que declarou o porto como obra de utilidade pública ao serviço de transporte marítimo.

Sérgio ressaltou que o empreendimento é da iniciativa privada e que serão criados mais de quatro mil empregos diretos, sendo que 70% das vagas devem ser preenchidas por pessoas dos municípios do sul do estado. Segundo o senador, os benefícios do porto de águas profundas não serão restritos ao Espírito Santo:

- Esse empreendimento, com certeza, vai promover o aumento da competitividade e vai gerar um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico, com geração de emprego e de renda e de prosperidade, enfim, mais bem-estar para todos - garantiu o senador.

A expectativa do senador é de que as obras se iniciem no final do ano que vem. O Porto Central poderá servir às empresas de petróleo e gás, de mineração, do setor agrícola, de apoio à indústria off shore, de transporte de cargas, entre outros.
Fonte :  Agência Senado - DF
Data: 07/12/2017

CSP PROJETA AMPLIAR PRODUÇÃO EM 20% NO PRÓXIMO ANO
Publicado em 12/07/2017 as 05:35 PM

Com um ano e meio de operação, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) espera produzir em sua capacidade máxima durante todos os meses do ano que vem, de forma a encerrar 2018 com a fabricação de 3 milhões de toneladas de placas de aço. A expectativa representa um aumento de 20% da produção anual em relação ao ano de 2017, que deve encerrar com cerca de 2,5 milhões de toneladas produzidas.

A estimativa é do presidente da companhia, Eduardo Parente, que aponta uma melhora para o mercado internacional do setor nos próximos meses, contribuindo para alavancar os resultados da empresa. Sem abrir números de faturamento, ele comenta que os resultados dos três primeiros trimestres ficaram muito “no vermelho” e que o último trimestre de 2017 deve fechar um pouco “no azul”.

“(Esperamos) que (o resultado) do ano que vem seja inteiramente azul nessa parte operacional, o que não é suficiente para ter lucro. Na primeira linha, operacional, é normal de toda empresa ter 4, 5 anos no vermelho, e esperamos que já passe a ser azul”, explica o presidente. Para isso, além da melhora no mercado, a siderúrgica também busca cortar custos com processos internos de produção e com a matéria prima.

Destacando que a margem de preços do aço é muito pequena, Parente lembra que quem consegue fazer mais barato, ganha. “É fazer mais volume, ter padrão, reduzir custos. Estamos conseguindo acelerar nosso nível de produção, ao ponto em que siderúrgicas que têm 8, 9 anos não chegaram aonde a gente já conseguiu”, ressalta o presidente, apontando o carvão como elemento importante de redução de custo sem piorar a qualidade do aço produzido.

Duplicação da planta

De acordo com Parente, após um ano de bons resultados, como é esperado que aconteça em 2018, o grupo poderá sentar e discutir, em 2019, a possibilidade de uma duplicação da capacidade de produção. E há potencial: ele aponta que o maior cliente atual da siderúrgica, no México, anunciou que irá expandir sua capacidade de produção em cerca de 6 milhões de toneladas. “Essas placas terão de vir de algum lugar”, destaca.

Ponderando que esses planos não são para agora, ele admite, no entanto, que é mais fácil acontecer uma expansão da capacidade instalada da siderúrgica do que um investimento numa estrutura de laminação. “Duplicar a CSP é mais barato que fazer do zero de novo”, explica o presidente, que destaca ainda que, na laminação, se requer muito investimento sem retorno por um longo período.

Exportação

No fim de 2017, a companhia terá atingido o volume de produção de 3 milhões de toneladas de aço desde o início das operações, em junho de 2016, embarcadas via Porto do Pecém com destino a 18 países, com uma parte também para o mercado interno. O volume superou a expectativa inicial de fechar o período de um ano e meio com o montante de 2,7 milhões de placas de aço exportadas.

A balança comercial do Ceará de janeiro a outubro mostra que as exportações atingiram US$ 1,65 bilhão, um crescimento de 69,9% em relação ao ano anterior. Apenas os produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, categoria em que as placas de aço se encaixam, tiveram um avanço de 916,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior e cresceram 40,6% na participação do volume total exportado pelo Estado.

Mercado

Em um cenário ainda complicado para a indústria do aço, sobretudo no Brasil, os resultados positivos obtidos pela CSP se devem principalmente ao caráter exportador da produção. “Mais de 95% do que a gente faz é exportar”, aponta Parente. Ainda assim, quando a siderúrgica entrou no mercado, o presidente avalia como o pior momento, dado o alto valor do carvão e baixa do preço do aço.

“Enfrentamos o mar na ressaca e nos sobressaímos porque tínhamos uma boa jangada”, destaca o presidente. Agora, a expectativa é que a demanda mundial por aço encerre 2017 com um crescimento de 7% ante o ano anterior, em 2018, de mais 1,6% na demanda pela commodity, segundo dados da Associação Mundial do Aço (WSA, na sigla em inglês), incluindo China, Estados Unidos e União Europeia.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data: 07/12/2017

CABOTAGEM - MOVIMENTAÇÃO DE CARGA É 45% MAIOR
Publicado em 12/07/2017 as 05:35 PM

O Porto do Pecém deve fechar 2017 com resultados melhores que os do ano passado.

Isso porque, no acumulado do ano de janeiro a novembro, a movimentação de carga registrada pela administração do local já é superior em 45% em relação ao mesmo período de 2016.

Somado, o volume total dos 11 meses do ano já soma 14.329.188 toneladas. Para as exportações, o nível quase dobrou em 2017, com o Porto registrando aumento de 97% em relação aos 11 primeiros meses de 2016. Os destaques ficaram por conta das movimentações de placas de aço (2.340.538 t), frutas (168.136 t) e gás natural (121.511 t).

As importações também cresceram, mas em ritmo menos acelerado, apresentando avanço de 33%. O resultado foi puxado pelos volumes recebidos de carvão mineral (4.619.756 t), gás natural (634.829 t) e produtos siderúrgicos (204.803 t).

Para o presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Danilo Serpa, os números positivos são reflexo do bom momento no cenário internacional e do esforço interno no Estado em garantir novos transações para exportar produtos locais e fechar novos negócios .

"Vivemos um ótimo momento no cenário internacional, estamos tendo visibilidade e potencializando isso para os negócios, com a exportação de produtos de excelente qualidade produzidos no Ceará e em estados vizinhos. Ao mesmo tempo que somos entrada para as importações que têm outros destinos", afirmou o presidente do CIPP.

A movimentação de contêineres foi de 110.162 unidades. A quantidade representa um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2016.

Balanço nacional

A navegação entre portos brasileiros (cabotagem) cresceu 64%, se comparado ao mesmo período do ano anterior, esse crescimento se deu, principalmente, por conta dos desembarques de minério de ferro (3.785.941 t), produtos siderúrgicos (295.999 t) e arroz (185.558 t). Destacaram-se também os embarques de farinha de trigo (113.551 t), sal (112.164 t), cimentos (59.629 t) e placas de aço (41.359 t).
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data: 07/12/2017

QUASE MEIO MILHÃO AINDA NÃO FEZ CADASTRO BIOMÉTRICO
Publicado em 12/07/2017 as 05:35 PM

Autor:        Michelle Daniel/Diário do Pará

Foram 20 minutos para a dona de casa Eulália Nascimento, de 50 anos, cadastrar a biometria e ficar em dia com as obrigações eleitorais.

A moradora do bairro da Terra-Firme, em Belém, que foi na manhã de ontem a um posto de atendimento, localizado na Companhias Docas do Pará (CDP). Ela está entre os 550.376 eleitores belenenses que já revisaram a biometria. No entanto, faltando quase quatro meses para o encerramento do cadastramento, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) informa que quase meio milhão de eleitores ainda não fizeram o cadastro.

De acordo com Felipe Brito, secretário de Tecnologia da Informação do TRE/PA, a revisão começou a ser feita na capital desde o mês de março deste ano. De lá pra cá, oferta diariamente cerca de 4 mil atendimentos nos 11 postos espalhados em Belém e nos distritos de Icoaraci e Mosqueiro. Parte do cadastramento é programado pela internet, o que tem gerado conforto e tranquilidade aos eleitores. Todos os 144 municípios do Pará já iniciaram o processo. Desses, 27 já concluíram. E, com a proximidade do fim do prazo do cadastro, que segue até 24 de março de 2018, o tribunal está preocupado.

“É um número grande de eleitores que precisam fazer o cadastro para o curto período que temos pela frente. Quanto mais pessoas deixarem para depois, pior vai ser o atendimento. Acreditamos que o TRE não vai comportar tanta gente”, diz Brito.

“Em 2018, teremos uma eleição importante, onde serão escolhidos presidente, governador, senador e deputado. Quem não fizer a biometria não poderá votar, e quem não vota fica com o CPF irregular, consequentemente, não consegue fazer quase nada na vida pública”, esclarece.
Fonte : Diário do Pará - PA
Data: 07/12/2017

ESTALEIRO - FIEB REVELA ANO DE GRANDES PERDAS, MAS PROJETA OTIMISMO
Publicado em 12/07/2017 as 05:35 PM

Autor:        MARJORIE MOURA

AVALIAÇÃO - Produção industrial na Bahia deve cair 1,5%, enquanto no Brasil a estimativa é de crescimento de 2%

Um ano de grandes perdas para a indústria baiana e perspectivas mais otimistas para 2018 foram as conclusões do balanço do setor feito ontem pelo presidente do Sistema Fieb, Ricardo Alban, em coletiva concedida na sede da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), no Stiep.

A avaliação de Alban leva em conta relatório do Banco Central estimando que a produção industrial brasileira deve crescer 2% em 2017, enquanto que na Bahia a estimativa é de queda de cerca de 1,5%. Segundo a Fieb, o mercado prevê alta da produção em 2018 e o estado segue esta tendência.

A situação da Bahia pode ser comprovada pelos dados do IBGE-PIM/PF de setembro: a indústria de transformação no estado apresentou taxa de crescimento acumulada em 12 meses de -3,8%, pior resultado no Brasil.

Para Alban, a Bahia é um freio na indústria brasileira. "O desempenho ruim da indústria baiana no final de 2017 não era esperado, mas foi causado pela concentração da base industrial, da matriz industrial na área petroquímica que apresentou resultados ruins. Este é um quadro que deve ser estudado e alterado", avaliou.

Novas indústrias
O presidente da Fieb apresentou dados sobre a Bahia que a colocam como a 7ª economia do país: é o estado que mais emprega no Nordeste. Entretanto, apesar de ter maior o PIB que Pernambuco e Ceará, não se dia grandes grupos econômicos, à exceção da Odebrecht/Braskem, disse Alban.

O presidente da Fieb destacou que o maior empecilho é a falta de estrutura. Os grandes campos de gás de petróleo (Camamu/Tucano) não têm forma de escoamento desta produção.

A situação do estaleiro Paraguaçu e afalta de estrutura portuária fazem parte deste contexto, afirmou Ricardo Alban.

Como perspectivas para 2018, ele citou a privatização dos campos maduros da Petrobras, que deverá gerar aumento da atividade no setor por parte de pequenas empresas; o setor de energia renovável a partir da instalação de linhas de transmissão de energia eólica e solar, e da área de computação com a atividade do Instituto Brasileiro de Robótica.

Os pontos negativos são que a indústria de transformação fechará em queda pelo quarto ano consecutivo acumulando perdas de 14% da produção física.

A Fieb avalia que é preciso um trabalho contínuo de adensamento das cadeias industriais, como petroquímica, automotiva, têxtil-vestuário, alimentos e bebidas.

Também é imprescindível a atração de investimentos em novas indústrias, principalmente em setores não tradicionais na matriz industrial da Bahia, fundamental para recuperação do PIB do setor.

Investimentos
Sobre o desempenho do Sistema Fieb em 2017, a entidade mostrou com gráficos ter sido possível manter estável o número de empresas industriais e as atividades atendidas por seus programas e serviços.

Entre os projetos de maior porte do sistema Fieb estão: o Cimatec Industrial, no Distrito Industrial de Camaçari, cuja primeira etapa será concluída em junho de 2018; o Instituto de Tecnologia da Saúde (ITS), avaliado em R$ 30 milhões, com parcerias nacionais e internacionais, voltado para produção de medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o SUS, entre outros itens.

Os investimentos previstos para o Sistema Fieb em 2018 em obras e atividades relacionadas ao Senai, Sesi e IEL totalizam algo em torno de R$103 milhões,informou a entidade no encontro com a imprensa.

"A Bahia é um freio na indústria brasileira. Falta estrutura"
RICARDO ALBAN, da Fieb
Fonte : A Tarde - BA
Data: 07/12/2017

PORTO - CAMPANHA QUER EVITAR EMBARQUE DE GADO VIVO
Publicado em 12/07/2017 as 05:34 PM

Deputada destaca que os animais sofrem com 15 dias de viagem do Brasil até a Turquia, em péssimas condições

A deputada estadual Regina Becker (Rede), em parceria com a organização Animals International e o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal lançou, ontem, na Assembleia Legislativa, uma campanha contra a exportação de gado vivo. A iniciativa foi motivada pelo fato de, em 2 de dezembro, no Porto de Santos, quando aproximadamente 27 mil bovinos embarcaram para a Turquia, ativistas da causa animal conseguiram registrar, com drones, as condições de viagem dos animais.

A parlamentar deve se reunir hoje com o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, com a Farsul e com o Ministério Público. "Nós entendemos que é necessário fechar este círculo", explicou. Para ela, é preciso debater sobre as falhas regulatórias sistêmicas de um comércio desta natureza e sobre a violação de diretrizes internacionais. Para Regina, os animais viajaram cerca de 500 quilômetros até chegar ao Porto de Santos e, do caminhão de transporte, desceram direto num corredor que os conduziu para uma plataforma, por onde entram no "nada", o maior navio em operação para o transporte de carga viva, no qual, com 12 andares, até 30 mil bois podem ser embarcados. "Eles ainda enfrentariam, no mínimo, 15 dias de viagem marítima até a Turquia e ainda serão deslocados para fazendas, antes do abate", explicou.

Segundo ela, como as organizações não têm como banir o uso da carne, nem reduzir o número de abates, o grupo sugere, através da campanha, que não sejam mais realizadas exportações de gados vivos e que os abates sejam feitos em terra gaúcha. "Gerando emprego e renda eque eles não tenham este sofrimento no transporte, porque isto não é necessário. Não vamos fazer isso", afirmou.

Quatro portos brasileiros, no Pará, Maranhão, além de Santos e Rio Grande, embarcam animais vivos. O objetivo, tanto da International quanto do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, é levar a campanha que pede o fim da exportação de carga viva para estes estados.
Fonte : Correio do Povo - RS
Data: 07/12/2017

PORTOS - MILÍCIA EM SUAPE SERÁ INVESTIGADA
Publicado em 12/07/2017 as 05:34 PM

Pedido de apuração das denúncias de moradores do entorno do porto será feito pela Comissão de Cidadania da Assembleia ao Ministério Público Estadual e Federal

A Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) vai solicitar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Ministério Público Federal (MFP) que investigue denúncias de atuação violenta de milícias contra familias instaladas no entorno do Complexo Portuário e Industrial de Suape, em Ipojuca, Litoral Sul do Estado. Há relatos de casos de expulsão de moradores sem mandado judicial de danos ambientais causados por dragagens, queda do estoque pesqueiro por conta das explosões para a instalação dos estaleiros e a conduta de seguranças do empreendimento, que atuariam destruindo lavouras, roubando materiais de construção e derrubando casas e muros.

A decisão de pedir a investigação do MP foi tomada em audiência pública realizada ontem com representantes de 28 comunidades que residem nos 13,5 mil hectares do entorno do porto de Suape, das associações dos pescadores, quilombolas. Defensoria Pública da União, centrais sindicais, além do subcomandante da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), major Sérgio Souza, a promotora de patrimônio do Cabo de Santo Agostinho, Alice Moraes, a coordenadora do Grupo de Trabalho contra o Racismo (GTRacismo) do MPPE, Maria Bernadete, e a procuradora do MPPE de Ipojuca, Bianca Stela.

Segundo o deputado estadual do (PSOL), e presidente da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular, Edilson Silva, o grupo de trabalho da Assembleia também vai solicitar ao MP que apure a demora da policia em investigar as denúncias das comunidades de Suape. Segundo ele, o problema se arrasta desde 2015.

Esta não é a primeira reunião do colegiado sobre o assunto outras duas audiências ocorreram há dois anos, mas, aponta o Fórum Socioambiental de Suape, nada é feito pela administração do porto. Esta, inclusive, é uma das recorrentes denúncias do fórum. Conforme publicado pela Folha de Pernambuco em julho deste ano, pescadores e moradores da região estiveram reunidos a convite do fórum socioambiental (órgão que acompanha, desde o início, a implantação do polo industrial e os impactos ambientais e sociais causados pelo empreendimento), e fizeram uma série de denúncias.

Na época, a administração do Porto de Suape esclareceu que "não admite, conhece e tampouco incentiva qualquer ação violenta por parte de funcionários, sejam eles efetivos ou terceirizados, contra membros das comunidades” e que a nova gestão está sempre aberta ao diálogo. Procurada ontem pela reportagem, a asses-soria da instituição não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data: 07/12/2017

PORTOS - CODERN FOI ALERTADA SOBRE RISCOS
Publicado em 12/07/2017 as 05:34 PM

Autor:        Luiz Henrique Gomes - Repórter

Porto ilha - Trabalhadores do terminal salineiro confirmam que a Codern sabia de riscos estruturais desde a interdição anterior, em 2012

Os trabalhadores do Porto Ilha, em Areia Branca, relataram falhas na estrutura do local à Companhia Docas do RN (Codern) há pelo menos cinco anos. A informação dos dos trabalhadores é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços Portuários do Estado (Sinporn), Silvano Barbosa. O Porto está interditado desde o fim de semana passado após uma série de infrações serem detectadas pelo Ministério do Trabalho.

De acordo com Silvano, a direção da Codern foi avisada em várias ocasiões e tinha conhecimento das irregularidades desde uma primeira interdição realizada em 2012. Na época, a Delegacia Regional do Trabalho interviu no Porto após o surgimento de um buraco no chão do Terminal e problemas em uma esteira, que era utilizada há 30 anos.

As irregularidades também estão indicadas em dois Termos de Ajustamento de Conduta assinada entre a Codern e o Ministério Público do Trabalho, também em 2012. A empresa se propôs a cumprir mais de 40 obrigações. Cinco anos depois, a situação continua a mesma. O coordenador do MTE, Mauro Costa Cavalcante ressaltou que “o porto já havia sido objeto de interdição e autuações anteriormente à presente ação e de dois Termos de Ajustamento de Conduta, que não estão sendo cumpridos”. “As irregularidades foram ditas em mais de uma vez. Agora, nós lamentamos a paralisação e vemos com preocupação porque é de onde sai o nosso salário”, declarou Silvano Barbosa. Ele ressalta que “os trabalhadores sabem que a Codern enfrenta dificuldades financeiras, mas os apontamentos do Ministério do Trabalho são muito importantes”.

O pedido é que haja “resolução rápida para as atividades serem retomadas de forma que não comprometa o salário dos trabalhadores e com melhor segurança do trabalho”. Via assessoria, a Codern confirmou que já tinha conhecimento das irregularidades e “já estava trabalhando na regularização das normas há algum tempo”. Após a liberação a Codern deve “intensificar os trabalhos para suprir a pausa desses dias”. A média diária de embarque de sal é cerca de 5.680 toneladas. Até esta quarta-feira, 6, aproximadamente 34 mil toneladas deixaram de ser transportadas.
Fonte : Tribuna do Norte - RN
Data: 07/12/2017

BC REDUZ JUROS PARA MÍNIMO HISTÓRICO: 7%
Publicado em 12/07/2017 as 05:34 PM

O Globo - GABRIELA VALENTE valente@bsb.oglobo.com.br

Inflação baixa e cenário externo permitiram 10º corte seguido, mas Copom ressalta necessidade de reformas



O Brasil tem hoje os juros mais baixos da História. O Copom cortou ontem a taxa Selic em 0,5 ponto e, com a inflação abaixo da meta, indicou que a redução poderá continuar se a reforma for aprovada. Com a inflação abaixo do piso da meta do governo, o Brasil tem agora os juros básicos mais baixos da História. O Banco Central (BC) cortou ontem 0,5 ponto percentual da Taxa Selic, que agora está em 7% ao ano. A decisão foi justificada citando o cenário externo e sinais de recuperação gradual da economia brasileira. Segundo a autoridade monetária, o processo de queda ainda pode continuar, em um ritmo de 0,25 ponto percentual. Isso depende, no entanto, da aprovação das reformas no Congresso, especialmente a da Previdência. Com várias incertezas no horizonte, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, avisou que as próximas decisões devem ser tomadas com cautela.

“Uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”, afirmou o comunicado, com uma ressalva: “Esse risco se intensifica no caso de reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes”.

Segundo o comunicado do Copom, se não houver sobressaltos, ainda há espaço para mais uma queda. No entanto, esse espaço é cada vez menor e “mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.

“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária. (...) Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”.

MUDAR PREVIDÊNCIA É CRUCIAL

Foi a primeira vez que a atual diretoria do BC alertou que sua indicação pode não se concretizar. A adoção de cautela se deve ao risco de pessimismo no mercado financeiro se a reforma da Previdência não for aprovada, o que contaminaria a cotação do dólar e, consequentemente, a inflação.

— Essa visão é mais suscetível a mudanças. É a primeira vez que esse BC não se compromete 100% com os próximos passos — frisou o economista do Banco Haitong, Flávio Serrano, que espera novos cortes de juros se a reforma passar na Câmara.

Solange Srour, economistachefe da ARX Investimentos, explica que a reforma da Previdência é crucial para manter os juros no patamar atual por mais tempo. Ela lembra que os baixos preços dos alimentos podem ter um efeito cascata na economia e que há espaço nas fábricas para elevar a produção. Isso garantiria um período de juros baixos. Por outro lado, a retomada da atividade voltará a pressionar os preços no futuro, cenário que se agravaria sem as mudanças na Previdência.

— O BC avisou que continuará a estimular a economia. A reforma da Previdência tem uma importância maior para o futuro, principalmente para o momento em que o Banco Central tiver de aumentar os juros. Com a reforma, teremos juros baixos por mais tempo — disse Solange.

A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Foi a décima redução consecutiva, em um ciclo iniciado em outubro do ano passado. A queda dos índices de preços permitiu esse movimento. Nos últimos 12 meses, o IPCA, usado no sistema de meta oficial de inflação, está em 2,7%. A meta é de 4,5%, com 1,5 ponto percentual de tolerância, para cima ou para baixo.

RECUO NO RANKING DE JURO REAL
Em um vídeo postado no Twitter, o presidente Michel Temer comemorou a redução da Selic:

— Com os juros mais baixos, fica mais fácil para viver, para trabalhar, para comprar, para morar. Isso reduz também os juros de todo o sistema bancário. Isso é fruto do que o governo está fazendo ao longo do tempo. Não posso deixar de comemorar com você essa decisão do BC, reveladora de que o Brasil está voltando aos trilhos.

A redução dos juros foi elogiada também por entidades empresariais, como a Firjan e Associação Comercial de São Paulo.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 07/12/2017

ACORDO DE DEPUTADOS PODE ELEVAR CONTEÚDO LOCAL EM PETRÓLEO
Publicado em 12/07/2017 as 05:33 PM

O Globo - MANOEL VENTURA ANA PAULA MACHADO economia@oglobo.com.br

Percentuais maiores seriam fixados em lei. Para fontes, ‘dificilmente’ governo apoiará proposta

Entidades empresariais defendem que novas regras vão estimular indústria nacional e contratações

BRASÍLIA E SÃO PAULO - Deputados da base aliada do governo fecharam acordo para votar um projeto de lei que endurece as regras de conteúdo local aplicado nos campos de petróleo. A proposta surgiu durante a votação da medida provisória (MP) que amplia o Repetro, regime especial de tributação que desonera impostos para a cadeia de óleo e gás. As regras de conteúdo local definem percentuais mínimos de produtos e serviços que devem ser contratados de fornecedores nacionais por empreendimentos no país. A flexibilização dessa exigência é considerada fator-chave para o sucesso de leilões de petróleo neste ano.


BRENNO CARVALHO/5-9-2017
Investimento. Plataforma de petróleo: pelo menos quatro leilões estão previstos para os próximos dois anos, com conteúdo local menor

O acordo foi costurado na noite de terça-feira. Parlamentares concordaram em votar um projeto de lei, em regime de urgência, até a próxima semana. O projeto foi negociado a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e do Instituto Aço Brasil, e teve aval do líder do governo, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Essas entidades reclamam que as regras de hoje prejudicam a indústria nacional.

Apesar da expectativa do setor, fontes da área de concessões e privatizações do governo argumentam que as discussões no Congresso estão apenas no começo e, caso não concorde com a alteração, o presidente Michel Temer pode vetar o projeto.

Hoje, “dificilmente” o governo apoiará mais conteúdo local no setor de petróleo, porque esse movimento iria na contramão de tudo que foi feito nessa área até agora, disse a fonte. Além de cortar à metade o índice de conteúdo local, o governo apoiou o fim da obrigação de a Petrobras ser operadora única do pré-sal e ampliou o Repetro.

MUDANÇA PODE AFASTAR INVESTIDORES

O conteúdo local é exigido por lei, mas os percentuais são definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão do governo federal, para cada leilão. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem quatro previstos para 2018 e 2019. No programa atual, os investimentos em exploração de poços e em plataformas devem ter 25% de conteúdo local, e no escoamento do óleo, 40%. A proposta dos deputados prevê fixar esses números em lei. As cotas seriam diferentes para serviços e equipamentos. Em poços, serviços teriam de ter 25% de prestadores do país, e bens (equipamentos), 40%. Já nas plataformas, a regra será de 25% para serviços e 40% em bens, e, em escoamento, 40% tanto para serviços como para equipamentos.

O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, destacou que o projeto é uma contrapartida à exclusão de uma emenda no Repetro, que estabelecia a isenção do Imposto de Importação para equipamentos sem similar nacional.

— Isso irá estimular a indústria nacional. Para se ter uma ideia, somente as siderúrgicas investiram R$ 30 bilhões de 2011 até agora para atender aos projetos de óleo e gás no país — disse Mello Lopes.

José Velloso Dias, presidente da Abimaq, prevê aumento nas contratações:

— Nos próximos leilões, os investimentos em bens e serviços terão participação dos fabricantes locais.

Para especialistas, no entanto, essa medida poderá afastar investidores estrangeiros dos próximos leilões para exploração de áreas do pré-sal.

— Estabelecer em lei as regras de conteúdo local é um retrocesso enorme, além de engessar as regras. Pois, caso o governo queira rever os percentuais, somente poderá fazer isso por outra lei. Conteúdo local faz parte de políticas públicas de governo, não de lei — afirma Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que destaca que o Brasil pode até ser questionado na Organização Mundial do Comércio por protecionismo.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 07/12/2017

PORTO - MELHORIAS NO PORTO DE CABEDELO
Publicado em 12/07/2017 as 05:33 PM

Autor:        Fábio Cardoso - fabiocardoso@correiodaparaiba.com.br

O Porto de Cabedelo vai terminar o ano de 2017 já contando com uma das mais modernas sinalizações náuticas dos portos brasileiros.

Isto porque já estão em funcionamento as 17 novas boias sinalizadoras do canal de acesso, que vão permitir a atracação de navios no período noturno, restrição que existia há mais de 10 anos.

INVESTIMENTO DE R$ 2,9 MILHÕES
Com investimento de R$ 2,9 milhões, recursos fruto de convênio com o Governo Federal, as novas boias foram instaladas em cinco meses e vão gerar economia ao Porto por conta da manutenção, que será menor que os antigos equipamentos. As modernas boias são de polietileno rotomoldado com espuma expandida. Elas são mais leves que as boias antigas e contam com um sistema que difi culta que elas afundem. Além disso, o equipamento tem boa resistência a impactos, variações climáticas e incidência de raios solares.
Fonte: Correio da Paraiba - PA
Data: 07/12/2017

VENDAS EM 2018 SUBIRÃO DOIS DÍGITOS
Publicado em 12/07/2017 as 05:33 PM

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, afirmou ontem que o mercado de veículos novos em 2018 deve ter crescimento superior ao esperado para 2017.

Segundo ele, as vendas este ano devem ter alta em torno de 9%, um pouco acima da projeção oficial da associação, de 7,3%, e que, no ano que vem, o aumento deverá ser de dois dígitos. A estimativa oficial para 2018 só deve ser divulgada no início de janeiro.

Ele ponderou, no entanto, que não é fácil realizar estimativas para o ano que vem em razão da instabilidade política.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
Data: 07/12/2017

ANTAQ - AGÊNCIA REFORÇA POSIÇÃO CONTRA REPASSE DE RECURSOS DO PORTO
Publicado em 12/07/2017 as 05:31 PM

Autor:        JEFFERSON SAAVEDRA

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) pode tentar barrar a transferência dos R$ 103 milhões do Porto de São Francisco do Sul para o caixa do governo do Estado.

O montante, inicialmente previsto para investimentos na modernização do terminal, se formou devido aos superávits nas operações portuárias nos últimos anos (em 2017, gira em torno de R$ 1,8 milhão mensal). A agência de regulação já havia se manifestado sobre o tema no primeiro semestre, com a mesma posição. Em documento enviado à direção nacional da Antaq, a unidade
regional de Florianópolis da agência sugere que seja enviado ofício ao governador Raimundo Colombo com determinação de que seja feito repasse dos recursos financeiros do terminal portuário para a sociedade de propósito específico (SPE) a ser criada para administrar o porto, impedindo que o dinheiro vá parar na caixa único do Estado.

A criação da SPE foi autorizada pela Assembleia Legislativa após ser aprovado, na terça, o projeto do governo do Estado que extinguiu a autarquia responsável pela gestão do terminal. O novo modelo de administração, que mantém o controle do porto nas mãos do Estado, está sendo adotado, conforme o próprio governo do Estado, para atender compromisso com o governo federal. Com o novo modelo, o governo estadual quer ficar com os recursos do porto para bancar despesas com saúde, alargamento de trecho da BR-280 de acesso a São Francisco do Sul, a quitação de parte dos débitos do Estado com empresas com atuação no sistema prisional, entre outras despesas. O governo do Estado não se manifestou ontem sobre o Porto de São Francisco do Sul.

CONCESSÃO

A Antaq tem afirmado que a transferência dos recursos desrespeita o contrato de delegação da concessão federal ao Estado de Santa Catarina. Se a transferência do dinheiro vier a ser feita, a Antaq poderá denunciar o convênio à União. Medidas judiciais também estão mapeadas.

Estudos

A unidade da Antaq em Santa Catarina solicitou à superintendência nacional de fiscalização a apresentação de ação judicial para tentar barrar a eventual transferência dos R$ 100 milhões para o caixa do Estado. Até o final da tarde de ontem, não havia informações se algo havia sido ajuizado. O Sindicato dos Operadores Portuários estuda entrar com ação para que os recursos permaneçam no Porto de São Francisco.

REVOLTA

Por meio das redes sociais, o prefeito de São Francisco, Renato Gama Lobo (PSD), se disse “indignado” com a aprovação do projeto envolvendo o porto. Renato é defensor da permanência dos recursos do porto no próprio terminal. Servidores e demais funcionários com atuação no porto estão preparando mobilizações de protesto. Estava sendo preparada uma comitiva com cinco ônibus para ir a Florianópolis, mas a votação teria sido antecipada pela Assembleia.
Fonte: A Notícia – SC
Data: 07/12/2017

INVESTIMENTOS DEVEM SOMAR R$901 BI ENTRE 2017 E 2020, DIZ BNDES
Publicado em 12/07/2017 as 05:31 PM

Segundo o presidente do BNDES, um estudo do banco mostrou ainda que o destaque deve ser o setor de óleo e gás
Por Rodrigo Viga Gaier, da Reuters access_time 6 dez 2017, 15h39


BNDES: o investimento pode fechar esse ano abaixo de 16% do PIB (Vanderlei Almeida/AFP)

Rio de Janeiro – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou nesta quarta-feira que os investimentos no Brasil entre 2017 e 2020 vão totalizar cerca de 901 bilhões de reais.

Segundo ele, um estudo do banco mostrou ainda que o destaque deve ser o setor de óleo e gás, sobretudo via as áreas e projetos no pré-sal, com desembolsos de 285 bilhões de reais.

Ele previu ainda que o investimento pode fechar esse ano abaixo de 16 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ao lembrar que o orçamento apertado do governo federal tem afetado esse cenário.

Para atingir níveis mais altos e levar a taxa de investimento a cerca de 25 por cento do PIB a partir de 2022, o presidente do BNDES disse que o banco tem de emprestar 50 bilhões de reais a mais por ano.
Fonte: Revista Exame - SP
Data: 07/12/2017

BC CORTA SELIC PARA MÍNIMA HISTÓRICA
Publicado em 12/07/2017 as 05:31 PM

Por Eduardo Campos, Alex Ribeiro, Lucinda Pinto, José de Castro e Vinícius Pinheiro | De Brasília e São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 7,5% para 7% ao ano, nova mínima histórica desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999, e acenou com a possibilidade de novo corte em 2018. O menor percentual até então era de 7,25% ao ano, em outubro de 2012, mas durou apenas sete meses.

No comunicado apresentado logo após a decisão, o colegiado presidido por Ilan Goldfajn indica uma nova baixa da Selic na próxima reunião, marcada para os dias 6 e 7 de fevereiro de 2018, mas menor do que o corte de meio ponto decidido agora. No entanto, o BC ressalvou que “essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.

O colegiado também deu uma sucinta sinalização sobre a condução da política monetária após a reunião de fevereiro, afirmando que “para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”.

Na reunião de outubro, o Copom havia evitado dar sinalização sobre o que faria depois do encontro imediatamente seguinte. Na ocasião, o BC comunicou que preferia “manter liberdade de ação e adiar qualquer sinalização sobre as decisões futuras de política monetária de forma a incorporar novas informações sobre a evolução do cenário básico e do balanço de riscos”.



Dessa vez, o BC reorientou a sua comunicação para avisar que, depois da próxima reunião, o ciclo recomenda “cautela”, ao mesmo tempo em que não diz textualmente que o ciclo de distensão monetária vai acabar. Mais uma vez, o colegiado diz que suas decisões futuras vão depender da “evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”.

O Copom voltou a afirmar que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural (Selic que coloca o crescimento da economia no seu potencial e não acelera nem desacelera a inflação). Também enfatizou que o processo de reformas e ajustes contribui para a queda dessa taxa estrutural. O atual ciclo de distensão monetária começou em outubro de 2016, quando a Selic estava em 14,25% ao ano, e ganhou corpo depois que a inflação recuou do patamar de 9% para pouco menos de 3% ao ano.

A maioria dos economistas ouvidos pelo Valor trabalha com um cenário base de que o Copom possa fazer mais um corte de 0,25 ponto na Selic em fevereiro, a depender das condições de mercado e das expectativas para inflação e atividade econômica. Por outro lado, se o governo Temer conseguir aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano, o BC pode até fazer uma nova redução de 0,5 ponto na Selic em fevereiro.

“A principal variável a ser considerada para a próxima reunião é a reforma da Previdência, por isso eu não descartaria uma redução de 0,5 ponto se a proposta for aprovada”, afirma Zeina Latiff, economista-chefe da XP Investimento.

Para Thaís Zara, economista-chefe da Rosemberg Associados, o comunicado trouxe poucas mudanças em relação ao anterior, mas deixou claro que os próximos passos do BC estão mais suscetíveis a mudanças no cenário. “Além da reforma da Previdência, a aprovação do plano tributário nos EUA é um fator de incerteza”, diz. A economista aprovou o tom cauteloso do BC no comunicado. “Desde o ano passado tivemos uma queda de 7,25 pontos na Selic, e nem todo o efeito da flexibilização monetária foi captado pela economia”, afirma.

Para Sérgio Goldenstein, sócio gestor da Flag Asset Management, o cenário base do Copom é fazer um último corte de juros, de 0,25 ponto percentual, em fevereiro, o que levaria a taxa para 6,75%. Mas, caso aconteça a reforma da Previdência e haja uma reação positiva do câmbio, existe a chance de o Banco Central voltar a cortar a taxa básica da economia em março, para 6,5%.

Em termos reais, o juro orbita a casa dos 2,9% ao ano, considerando o swap de juros de 360 dias, de 7%, descontado o IPCA projetado em 12 meses, de 3,96%. O patamar de juro real é o menor desde meados de 2013. No Relatório de Inflação (RI) do terceiro trimestre, o BC apresentou uma pesquisa feita em abril para colher a avaliação do mercado sobre essa taxa estrutural, também conhecida como “taxa neutra”. A mediana mostrou taxa de 5% no curto prazo, 4,5% em dois anos e 4% em cinco anos.

O BC já explicou que em algum momento a taxa precisará ser normalizada, e isso pode ocorrer por eventos que reduzam esse juro neutro, por um aumento da Selic ou pela combinação dos dois fatores.

No comunicado, o Copom atualizou suas projeções de inflação. O BC estima que a inflação vai fechar 2017 em 2,9%, menor que os 3,3% projetados da reunião de outubro. O percentual está abaixo do limite inferior do intervalo de tolerância da meta de 4,5%, estabelecido em 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O BC vai divulgar estimativas mais detalhadas do risco de a inflação ficar abaixo do piso, bem como da trajetória do índice de preços até 2020, no Relatório de Inflação, a ser divulgado no dia 21.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 07/12/2017

COM PREVIDÊNCIA, IBOVESPA PODE SUPERAR 78 MIL PONTOS
Publicado em 12/07/2017 as 05:31 PM

Por Lucinda Pinto e Juliana Machado | De São Paulo

O Ibovespa continua reagindo ao vaivém do noticiário sobre as negociações em torno da reforma da Previdência, mantendo um tom de cautela, sem escapar da margem dos 71 mil pontos aos 74 mil pontos. Mas, na visão de gestores e estrategistas ouvidos pelo Valor, a definição sobre a viabilidade ou não da aprovação do projeto que altera as regras da aposentadoria ainda este ano tem potencial para provocar ajustes importantes, para cima ou para baixo, nos preços das ações.

Caso a reforma da Previdência não se concretize este ano, o Ibovespa pode cair para baixo dos 70 mil pontos, podendo atingir até 65 mil pontos, na visão mais pessimista. Aos preços de ontem, isso significaria uma queda de até 11% do índice, que terminou o pregão valendo 73.268 pontos, com valorização de 1%.



A maior parte das estimativas, no entanto, situa-se ao redor dos 69 mil pontos, uma queda potencial de cerca de 5%. Já se o projeto for aprovado em primeiro turno na Câmara, o índice pode superar os 77 mil pontos e até mesmo renovar as máximas recentes, na casa dos 78 mil pontos, uma alta superior a 9%.

“Muitos analistas viam nos 70.500 pontos um suporte importante por consenso de mercado, mas vejo níveis abaixo disso factíveis sem uma aprovação da reforma”, diz Fernando Barroso, chefe de produtos estruturados da CM Capital Markets.

Para o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, a probabilidade de a reforma ser aprovada está hoje entre 20% e 30%, o que significa que a frustração tende a ter um impacto mais brando do que a aprovação do projeto. Diante dessa dúvida, ele diz que o mercado já tem operado “mais leve”, ou seja, evita montar posições compradas ou ainda faz algum tipo de proteção usando os contratos de Ibovespa futuro. “Ninguém quer se posicionar nesse ambiente.”

Plácido observa que, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, a bolsa pode demorar algum tempo para se recuperar, porque o investidor deve se voltar para a discussão da eleição. “Sem reforma, a preocupação com eleição tenderá a ter um peso maior sobre a bolsa do que as notícias sobre a economia, inclusive a queda do juros”, disse.

Para Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset, o mercado está, de fato, mais cético sobre a reforma, mas não descarta completamente sua aprovação. Isso confirma a expectativa de que, caso a derrota do governo nessa empreitada se concretize, deve haver uma reação negativa dos preços. “Mas o ‘upside’ da bolsa tende a ser maior”, diz. Ele diz que há pesquisas informais que mostram que, para a maioria do mercado, a chance de haver reforma da Previdência é inferior a 50%.

Caso o projeto não vá a votação ou não seja aprovado, Clini acredita que o mercado passará por um período negativo, mas rapidamente voltará a ser influenciado pelo noticiário sobre eleição e também pelo cenário global. “A pergunta que o investidor de longo prazo está se fazendo hoje é: se não for aprovada a reforma este ano, ela será enterrada? E hoje você não consegue afirmar que sim”, explica. “Além disso, não é impossível que, se o cenário global continuar construtivo, o ‘downside’ de uma não aprovação da reforma seja reduzido”, afirma.

Já Renato Ometto, sócio da Mauá Capital, vê um potencial ainda maior de impacto do advento da reforma da Previdência. Para ele, caso o projeto não seja aprovado nem mesmo em uma primeira votação na Câmara este ano, o Ibovespa pode recuar ao nível dos 65.000 pontos. De outro lado, a vitória do governo sobre esse tema poderia levar o índice para perto dos 80 mil pontos, afirma.

Eduardo Cavalheiro, gestor da Rio Verde Investimentos, acredita que, com a reforma, o Ibovespa pode retomar os 78 mil pontos. “Passando a reforma, portanto, poderíamos ver um novo repique. Mas trabalho com um cenário de mercado em ponto morto até a eleição caso a reforma não venha, a depender de qual panorama as candidaturas traçarem”, diz. “Mantido tudo tranquilo fora do Brasil, porém, o mercado poderia até ter um fechamento de ano melhor se a reforma passar.”
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 07/12/2017

RISCOS VÊM DO BRASIL E DO EXTERIOR, APONTAM GESTORES
Publicado em 12/07/2017 as 05:30 PM

Por Adriana Cotias e Sérgio Tauhata | De São Paulo


Jakurski, da JGP: euforia do mercado com ativos deveria ser sinal de alerta

O próximo ano deve marcar uma espécie de embate entre o otimismo com o crescimento global, que vai levar junto os países emergentes, e os riscos eleitorais locais e de ajustes na política monetária de bancos centrais. A análise faz parte das reflexões apresentadas por dois dos gestores de recursos mais respeitados do Brasil sobre as perspectivas para os ativos em 2018.

Luis Stuhlberger, fundador e executivo-chefe da Verde Asset Management, e André Jakurski, sócio-fundador da gestora JGP , foram dois dos nomes que se apresentaram na conferência da Fundação Sohn, ontem, em São Paulo. Executivos de grandes casas de investimento lotaram a plateia no auditório do escritório Pinheiro Neto para ouvi-los, num ciclo de palestras que contou com personalidades da gestão internacional, como o megainvestidor ativista William Ackman, da Pershing Square Capital, e Hernan Kazah, co-fundador da Kaszek Ventures.

Embora tenha um viés positivo em relação aos ativos domésticos, o momento não é de estar totalmente alocado em Brasil, disse Stuhlberger. Os pontos de incertezas são o calendário eleitoral e uma situação fiscal ainda frágil, que vai exigir do próximo presidente da República dar sequência à agenda de reformas do governo Temer. “Quem quer que seja eleito terá de lidar com restrições fiscais”, disse. “A hora da verdade chegou e qualquer governo que assumir em 2019 terá de fazer reforma da Previdência.”

De acordo com o executivo, o que está incorporado às cotações, hoje, é a aprovação da reforma da Previdência só para 2019 e um embate eleitoral no ano que vem com uma probabilidade de 70% a 80% de o ex-presidente Lula não participar. “Se concorrer, o preço é outro”, comentou. “Tem muito prêmio no mercado de juros e também no mercado acionário.”

No segmento de juros, citou, nota-se claramente o que é o risco eleitoral. Ontem, enquanto a Selic caminhava para a mínima histórica, a 7% ao ano, as taxas futuras projetavam 11,5%, mesmo nível do fim de 2016, quando o juro básico estava em 13%. “Há espaço para convergir, mas reformas precisam acontecer”, comentou.

Um eventual avanço da candidatura Lula que reconduzisse o ex-presidente ao Planalto poderia levar o Ibovespa para a casa dos 50 mil pontos, como prevê um dos exercícios do mercado, e para Stuhlberger esse cenário seria uma oportunidade de compra. “Até dá para comprar bolsa hoje, mas tem que guardar dinheiro para a volatilidade eleitoral, se houver.”

O gestor não espera, contudo, que um terceiro mandato de Lula seja equivalente aos dois anteriores. Se Lula não for impedido de concorrer pela Justiça, Stuhlberger espera uma campanha raivosa, com um discurso contra a reforma da Previdência, o que, no limite, poderia levar a uma nova recessão.

“Mas se ele entrar dizendo que não vai fazer reforma, o país tem PIB negativo, o país quebra, tem manifestação e o impeachment ocorre rapidamente. E essa é a última coisa que ele quer, porque precisa de tempo para cuidar da vida pessoal dele.”

Do ponto de vista macroeconômico há uma situação aparentemente mais arrumada, disse Stuhlberger, com inflação sob controle e a economia rodando a juros mais baixos. Mesmo que o país volte a crescer, ele não vislumbra pressões inflacionárias, a exemplo do que se viu no pós-Plano Real. O setor externo também vem dando contribuição positiva, com déficit em conta corrente perto de zero graças à safra agrícola, e elevação dos preços de minério de ferro e do petróleo.

Do lado das contas públicas, porém, ainda há um quadro de fragilidade. “É quase impossível no médio prazo manter o teto [de gastos]”, disse. Para o gestor, o problema fiscal tem se mostrado pior do que se previa, pois não há mais espaço para cortar gastos discricionários ou investimentos. Além disso, nos próximos dez anos o país não vai mais poder contar com o bônus demográfico, com mais gente ingressando no sistema de pensões do que novos contribuintes.

Para o país crescer 2,5% ao ano seria preciso elevar a taxa de investimento para 22% a 23% do PIB, segundo Stuhlberger, da média mais recente que se situa na casa dos 15%. Para o gestor, a reforma trabalhista e a terceirização podem até contribuir para a melhora da produtividade, mas ainda é precoce dimensionar isso.

Mas se o cenário doméstico, de certa forma, inspira um certo otimismo, há indícios de que no exterior o momento mais promissor talvez já tenha passado.

Os sinais de euforia emitidos pelos mercados globais deveriam, na verdade, ser lidos como um alerta, afirmou Jakurski, da JGP. O otimismo exibido em meio aos indicadores de crescimento disseminados pelo mundo dissimulam fatos como a expansão econômica nos Estados Unidos já estar em uma fase madura e que os altos preços dos ativos são provocados pelas ações das maiores autoridades monetárias do planeta.

“Os bancos centrais estão criando distorções dramáticas”, disse o gestor. Segundo ele, as taxas dos títulos soberanos da Europa e dos EUA representam um exemplo dessas anomalias. “O ‘high yield’ [ títulos de rating de crédito mais baixo] de bonds na Europa tem sido negociado com mesmo yield em média do título de dez anos dos EUA”, apontou.

As baixas taxas pagas pelos papéis europeus estão diretamente ligadas ao programa de compras de ativos do Banco Central Europeu (BCE). De acordo com o gestor da JGP, em 15 anos o total de ativos nos portfólios das autoridades globais saltou dez vezes de tamanho para quase US$ 20 trilhões. O Banco do Japão (BoJ), citou Jakurski, já detém quase metade da dívida soberana japonesa, enquanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) acumula 30% dos Treasuries e o BCE está perto de ter em carteira mais de 20% dos títulos emitidos pelos governos da zona do euro. “E isso é uma coisa que não vai mais se repetir.”

Para Jakurski, o pico da liquidez injetada pelas instituições já passou e o movimento de desaceleração dos impulsos dos BCs, como a redução do balanço pelo Fed e a diminuição do volume de compras de ativos pelo BCE, vai cobrar um preço. “Eu diria que, se eles ajudaram os mercados a subir, então no momento que essa desaceleração ocorre, se não cair, ao menos, vai parar de subir”, pondera.

O fundador da JGP criticou ainda a complacência de investidores em um momento no qual os preços dos ativos negociam nas máximas. “A alocação em ativos financeiros é uma das mais altas da história”, afirmou.

Conforme Jakurski, o otimismo generalizado tem mantido as condições financeiras extremamente frouxas. “Apesar de o Fed ter aumentado a taxa várias vezes e sinalizar que vai subir na semana que vem, cada vez que o BC americano eleva os juros, os [preços dos] ativos continuam subindo, os juros continuam fechando e você tem condições financeiras mais frouxas do que tinha antes do aumento”, considerou.

“Estresse no mercado financeiro? Está baixíssimo. Não tem estresse. Nós temos tido em 2017, nas bolsas de Nova York, a menor volatilidade em 50 anos e tivemos a menor volatilidade da renda fixa em 30 anos.”

A euforia dos analistas e investidores tem sido alimentada, na maior parte, pelos sinais de crescimento econômico em escala global. “Pela primeira vez em mais de dez anos, todas as economias do mundo ou estão em expansão ou em recuperação, então todo mundo, quando faz projeções para o ano que vem, é otimista.

O ciclo de expansão nos EUA, que tem sustentado o longo período de alta das ações americanas, porém, já mostra evidências de que pode se exaurir. “Se o crescimento dos EUA continuar até agosto do ano que vem – e eu acredito que vai – será o mais longo ciclo de expansão dos últimos 150 anos”, afirmou. “Mas isso significa que não estamos no início e sim numa parte mais madura do ciclo.”

Um indício que deveria levar os investidores a acender a luz amarela está no nível dos “yields” dos Treasuries americanos. “Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA estão em nível historicamente baixo, mesmo depois de dez anos de expansão e com a economia no pleno emprego. Isso não é um bom sinal”, disse.

O achatamento recente da curva de juros dos EUA, quando os yields dos papéis de dois anos se aproximam das taxas de dez anos, mostra um flerte com uma reversão de tendência na economia. Segundo Jakurski, com a continuidade da euforia atual, existe até a possibilidade de a curva se inverter, ou seja, o yield curto ficar mais alto do que o longo. O “spread”, ou seja, a diferença entre os yields de dois anos e de dez anos está no menor nível desde 2008. “Toda vez que essa curva tende à inversão é um indício de que pode haver uma recessão”, afirmou.

O evento da fundação Sohn reúne em diversos países gestores de recursos que apresentam suas teses de investimentos com o objetivo de arrecadar recursos para a pesquisa e tratamento de crianças com câncer. O dinheiro levantado com as apresentações de ontem será destinado ao Tucca.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 07/12/2017

ANTAQ - ESPECIALISTAS SUGEREM AGÊNCIA PARA REGULAMENTAR HIDROVIAS NO CONE SUL
Publicado em 12/07/2017 as 05:30 PM

Autor:        Por Luciano Máximo | De São Paulo

Especialistas em infraestrutura liderados pelo Instituto de Engenharia (IE) lançam amanhã resolução defendendo a priorização das hidrovias como vetor estratégico de desenvolvimento regional e econômico no Cone Sul e a criação de uma agência internacional para regular a atividade na região.

O documento será entregue aos candidatos que disputarão a eleição para presidente no ano que vem.

"Queremos que o modal hidroviário deixe de ser tratado como assunto burocrático pelos governos e chamar atenção para o fato de que ele torna os produtos mais competitivos, barateia o custo de logística. Uma autoridade internacional nessa área pode dar estabilidade de regras, modernizar o regime de transporte nas hidrovias e ainda atrairia investimento externo para o desenvolvimento regional", diz Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington entre 1994 e 2004.

A formulação de recomendações sobre transporte hidroviário para governos do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai) é apenas uma das agendas do seminário "A Integração do Cone Sul pelas Hidrovias - Um Modelo de Gestão", evento que o IE promove amanhã, em São Paulo, com apoio institucional da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Irice, do Centro de Estudos Avançados em Navegação Interior (Ceani) e da Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto.

Com presença de autoridades, especialistas e empresas do setor de logística, o evento discutirá o papel do transporte hidroviário como indutor do desenvolvimento regional, sob o ponto de vista social, econômico e estratégico. O seminário será dividido em três painéis principais: configuração atual das hidrovias; experiência europeia na gestão do sistema de navegação interior; visão dos operadores e usuários, com participação de representantes da Cargill, Louis Dreyfus, Amaggi, Bunge e Hidrovias do Brasil.

Segundo o ex-embaixador Rubens Barbosa, o uso da malha fluvial poderia reduzir entre 40% e 60% o custo da movimentação de carga de grãos e minérios que é embarcada para exportação. Ele argumenta que "o descaso crônico" em relação a esse meio de transporte é responsável pelas maiores dificuldades que existem hoje para o aproveitamento das hidrovias. Entre elas estão insuficiência de recursos, infraestrutura precária e conflitos na utilização das águas, como a construção de hidrelétricas sem eclusas.

A construção de eclusas ou transposição de barragem nas proximidades da usina de Itaipu que permitam a passagem de navios e barcaças de carga é, por exemplo, um obstáculo que impede o avanço da Hidrovia Tietê-Paraná para territórios paraguaios e argentinos, diz Wagner Ferreira, coordenador de logística de transportes do IE e consultor-associado da Figueiredo Ferraz.

"A [Hidrovia] Paraná-Tietê, que começa em Piracicaba [interior de São Paulo], poderia facilmente chegar até Buenos Aires, mas a passagem por Itaipu ainda é obstáculo. E não estamos falando de grão nem minério, é uma hidrovia com padrão europeu, com potencial para transportar produtos de alto valor agregado", destaca Ferreira.

Com mais de 40 anos de experiência, o especialista acrescenta que o momento para discutir o avanço das hidrovias no Cone Sul não pode ser perdido. "O Mercosul está às véspera de fechar acordo comercial com a União Europeia. Pensar numa matriz de transportes equilibrada é essencial para essa negociação, pode trazer muitas vantagens para os países que se destacarem, mas estamos longe desse equilíbrio, infelizmente."
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 07/12/2017

ANTAQ CELEBRA CONTRATO DE ADESÃO COM IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO
Publicado em 12/07/2017 as 05:30 PM

Assinatura do documento aconteceu nesta quinta-feira (7)

A ANTAQ, em nome da União, celebrou com a empresa Ipiranga Produtos de Petróleo S.A. contrato de adesão adaptado à Lei nº 12.815/2013. A assinatura aconteceu, nesta quinta-feira (7), na sede da Agência, em Brasília. O diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, e o gerente de infraestrutura da empresa, Francisco Pereira, assinaram o documento.



O objeto da autorização é a exploração do Terminal de Uso Privado (TUP) Base Secundária de Santarém (PA) para fins de movimentação e/ou armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. A presente autorização compreende a movimentação e armazenagem de granéis líquidos. A área autorizada para exploração da instalação portuária corresponde a 6.700,65m²


Tokarski (C) e os representantes da empresa

Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 07/12/2017

MARINHA DECIDE COMPRAR NAVIO DE ATAQUE DA INGLATERRA POR R$ 350 MILHÕES
Publicado em 12/07/2017 as 05:29 PM

Gigante possui 203 metros e 21,5 mil toneladas e está em operação há 20 anos
DA ESTADÃO CONTEÚDO


Embarcação leva 18 helicópteros de vários tipos (Foto: Divulgação)

O próximo navio-líder da força naval do Brasil será um porta-helicópteros e também um navio de combate anfíbio, o HMS Ocean-L2, da Marinha Real inglesa. Em operação há 20 anos, o gigante de 203 metros e 21,5 mil toneladas terá a compra negociada por um bom preço, coisa de 84,6 milhões de libras esterlinas, pouco mais de R$ 350 milhões, a serem pagos em parcelas. Com essa aquisição, fica afastada a possibilidade de um eventual programa de recuperação do porta-aviões NAe A-12 São Paulo, desativado há 10 meses. A revitalização e modernização custariam mais de R$ 1,2 bilhão.

O Ocean ainda está ativo no Reino Unido. Só será recolhido à base de Devonport a partir de março de 2018, quando o contrato bilateral já estará concluído. A autorização para que a Marinha dê início aos entendimentos foi comunicada pelo Ministério da Defesa ao almirantado há cinco dias, segundo o site Forças de Defesa, que revelou a decisão.

Embarcação leva 18 helicópteros de vários tipos, entre os quais os preparados para missões antissubmarino, de ataque e apoio à tropa. Na Marinha inglesa, o L2 é empregado em ações expedicionárias. Pode ser rapidamente modificado para realizar missões humanitárias, por exemplo, em casos de catástrofes naturais.

Antes da transferência, o porta-helicópteros passará por um período de preparação no Reino Unido, sob supervisão de oficiais brasileiros, para "revisão de equipamentos e sistemas", de acordo com nota do Comando da Marinha. Tripulantes, especialistas e técnicos serão submetidos a um ciclo de cursos associados ao treinamento, nos centros de instrução da Royal Navy, "visando à familiarização dos militares com o navio".

Depois disso, já nas instalações navais do Rio, e ao longo de um ano, efetivos da aviação embarcada, dos fuzileiros navais e dos operadores de bordo farão viagens de exercício, "para adaptação à doutrina de operação".
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 07/12/2017

EMBARCAÇÃO - DIRETOR DA HENVIL RECEBENDO A PREMIAÇÃO DA CAPITANIA DOS PORTOS PELO EXCELENTE DESEMPENHO NO PSNA - 2017
Publicado em 12/07/2017 as 05:29 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

A HENVIL Transportes, que em 2017 marcou o seu extraordinário trabalho com lançamento do maior Ferry-Boat de Passageiros na rota do Marajó, merecidamente foi também premiado quando do encerramento de mais um Programa de Segurança da Navegação na Amazônia - PSNA - 2016, encerrando solenemente em movimentada cerimônia realizada no Auditório “Albano Franco” da FIEPA.

Por sinal, o Ferry-Boat “São Gabriel”, da HENVIL Transportes, consignou recentemente os melhores elogios da equipe reportagem da TV Globo, que viajou no mesmo, destacando inclusive, absoluto conforto e segurança. Na foto o ilustre Comandante da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental-CPAOR, Capitãode- Mar e Guerra Santiago quando passava às mãos do armador Daniel Pereira a importante premiação, por sinal, com muitos aplausos.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 07/12/2017

NAVEGAÇÃO FLUVIAL - TRANSDOURADA NAVEGAÇÃO FOI PREMIADA PELA CAPITANIA DOS PORTOS QUANDO DO ENCERRAMENTO DO PSNA-2017
Publicado em 12/07/2017 as 05:29 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

A empresa de navegação Transdourada, considerada a melhor da região do seu gênero (transportes de derivados de petróleo) mais uma vez foi premiada pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental - CPAOR, quando do encerramento de mais um Programa de Segurança da Navegação - PSNA - 2017.

A merecida honraria foi entregue ao jovem diretor da empresa, o PHD Breno Dias, pelo representante do Governador Simão Jatene, engenheiro Kleber Menezes, Secretário de Estado de Transportes, sendo bastante aplaudido. Como se sabe, o jovem PHD Breno Dias é também Diretor do SINDARPA-Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial Lacustre e das Agências de Navegação do Pará. Membro também da nossa SOAMAR-Belém, onde se destaca pela sua simpatia e inteligência.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 07/12/2017

EMBARCAÇÃO - RESGATE PÕE FIM À ANGÚSTIA
Publicado em 12/07/2017 as 05:29 PM

126 DIAS - Equipe de salvatagem retira do Rio Amazonas corpos das vítimas
Da Redação

A equipe responsável pelo resgate das vítimas do naufrágio do empurrador CXX confirmou, ontem, por volta das 15h40, que todos os nove corpos dos tripulantes e passageiros que estavam desaparecidos desde o dia 2 de agosto, quando a embarcação bateu com o navio cargueiro Mercosul Santos, foram encontrados. A remoção seria concluída até o final da tarde. Foram 126 dias de angústia para os familiares, desde o dia do acidente.

A operação de resgate, que parou às 21h de terça-feira, 5, por causa da baixa luminosidade e da grande quantidade de escombros dentro do empurrador, foi retomada às 8h30 de ontem, com a retirada do terceiro dos cinco corpos que já haviam sido localizados. O sexto corpo foi localizado ainda pela manhã. Dos nove tripulantes, dois sobreviveram ao acidente e foram resgatados por um pequeno barco pouco tempo depois do empurrador sumir nas águas barrentas do Rio Amazonas.

O trabalho na cabine de comando do rebocador foi o mais complicado da operação de remoção dos corpos, segundo o perito Felipe Sá. A equipe de resgate precisou utilizar escadas e serras por causa das condições da estrutura, que ficou muito amassada, o que dificultou a remoção do terceiro corpo. Antes das 11h, dois corpos foram removidos, somando quatro com os dois que já haviam sido retirados para a balsa de apoio, na segunda-feira.

Com a localização dos três corpos no primeiro pavimento do empurrador, representantes de órgãos de segurança embarcaram em uma lancha para Santarém, para onde serão trazidos os corpos pela equipe do IML para coleta de material no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Os familiares dos nove desaparecidos no naufrágio do empurrador CXX deixaram o município de Óbidos no início da manhã de ontem e retornaram para Santarém, em lancha fretada. Dos 9 tripulantes do rebocador, 2 sobreviveram e foram resgatados por um barco.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 07/12/2017

EMBARCAÇÃO - DELEGADO PEDE A PRORROGAÇÃO DO INQUÉRITO SOBRE O NAUFRÁGIO EM ÓBIDOS
Publicado em 12/07/2017 as 05:29 PM

Responsável pelas investigações da Polícia Civil sobre as circunstâncias do acidente que provocou o naufrágio do empurrador CXX, da empresa de transportes Bertolini, e a morte de nove pessoas [sete tripulantes e dois passageiros], o delegado Tiago Mendes pediu nova prorrogação do prazo para conclusão do inquérito.
Da Redação

A batida entre o empurrador e o navio Mercosul Santos aconteceu em 2 de agosto de 2017, por volta das 4h30, no Rio Amazonas, município de Óbidos, oeste do Pará. Na embarcação, viajavam 11 pessoas, sendo que dois tripulantes ? Euclinger Costa e César da Silva ? sobreviveram após caírem no rio e serem socorridos por um pequeno barco.

O delegado acompanhou de perto a operação de içamento do empurrador e resgate dos corpos, viu a cabine de comando parcialmente destruída, mas pretende entrar lá para ver se encontra vestígios de equipamentos e a posição dos botões de acionamento. "Isso é muito importante para a condução do inquérito. Nós pedimos prorrogação do prazo e aguardamos deferimento, até porque não seria prudente terminar o inquérito sem ao menos um laudo provisório da perícia sobre o posicionamento dos corpos encontrados. Isso também diz muita coisa da dinâmica do evento, do que aconteceu naquele momento", frisou.

Desde a abertura do inquérito, somente duas pessoas foram indiciadas, o prático e o imediato do navio Mercosul Santos, ouvidos pelo delegado antes da liberação para que a embarcação pudesse seguir viagem.

Mendes disse que a perícia vai apontar alguns elementos que podem esclarecer as questões de manobra. "Manobras essas que pelos depoimentos e pelos áudios que nós coletamos da gravação do DVR do navio já nos dão uma indicação do que pode ter acontecido com relação às manobras ali no momento do acidente. Ocorre que alguns desses detalhes nós encontramos aqui na própria embarcação. O próprio leme está inclinado para uma manobra a boreste (direita), que é adotada justamente para evitar o abalroamento. Então, a gente percebe que a embarcação pelo menos tentou executar essa manobra de saída para a margem direita", pontuou.

De tudo o que foi visto pela polícia durante o trabalho de remoção dos corpos de dentro do empurrador, um fato chamou atenção. "Hoje (6) aconteceu uma coisa interessante, que foi a passagem do navio Mercosul Santos do outro lado do rio, no momento em que a operação de resgate dos corpos estava acontecendo. Parece até ironia do destino, as embarcações envolvidas no acidente ficaram próximas outra vez, no mesmo local", observou Mendes.

Antes de deixarem o município de Óbidos com destino a Santarém, familiares das vítimas do naufrágio relataram sobre objetos e joias que podem ajudar a identificar os corpos e também pediram para ter acesso ao que for encontrado. "Em relação aos pertences das vítimas, para tudo o que está sendo encontrado, está sendo adotado o padrão internacional. Tudo está sendo catalogado para o inquérito e também para ser entregue às famílias, posteriormente", assegurou o delegado Tiago Mendes.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 07/12/2017

EMBARCAÇÃO - PERITOS ENFRENTARAM CORPOS EM DECOMPOSIÇÃO E CHEIRO DE COMBUSTÍVEL
Publicado em 12/07/2017 as 05:28 PM

Foram mais de 13 horas de trabalho dentro do empurrador CXX, da empresa de transporte Bertolini, em Óbidos, oeste do Pará, para localizar e remover os corpos de nove pessoas, sendo sete tripulantes e dois passageiros, que estavam desaparecidos desde 2 de agosto de 2017, quando a embarcação afundou após bater com o navio cargueiro Mercosul Santos.
Da Redação

O cenário de destruição dentro da embarcação comoveu a equipe de perícia.

Segundo o perito Felipe Sá, a operação de resgate não foi nada fácil. "Desde a insalubridade do ambiente, até os desafios físicos de ter que subir e escalar, ter que se cortar numa lâmina dessas porque o empurrador está bastante avariado, mais as condições em que a gente encontrou os corpos, não foi fácil. Tudo isso acaba afetando todo mundo, todos nós ficamos muito tristes com toda essa situação", declarou.

Felipe Sá relatou que o empurrador estava bastante retorcido com escombros, móveis, entulho dos sedimentos do rio que permaneceram no interior da embarcação. "O cenário era complicado, houve vazamento de combustível. O cheiro era muito forte de combustível e gases dos corpos em decomposição, tornando o local bastante inóspito. Os corpos, como já era previsto, estavam em estágio de decomposição, mas a gente espera que ainda em condições de identificação por DNA no nosso laboratório forense".

Os nove corpos resgatados de dentro do empurrador serão levados a Santarém, oeste do Pará, de lancha. A remoção foi feita atendendo a todos os protocolos para preservar ao máximo os corpos. "Faremos uma remoção adequada de todos os corpos para Santarém. Lá, eles serão inspecionados por exame de necropsia pelo médico legista e coleta de material para o exame de DNA. Nós esperamos que o resultado do exame não demore muito tempo, mas para ser prudente, estimamos um prazo de 20 a 30 dias, para que o laboratório nos dê uma resposta satisfatória", disse Felipe Sá.

RETORNO
Depois de 22 dias no município de Óbidos, parentes das nove vítimas do acidente com rebocador que afundou no rio Amazonas retornaram a Santarém, no oeste do Pará. A chegada ontem foi marcada por muita comoção. Foram meses de angústia em busca de notícias. Quase 50 pessoas acompanharam todo o trabalho de içamento do barco e o resgate dos tripulantes que estavam desaparecidos desde o dia 2 de agosto. Até o meio dia desta quarta-feira, seis corpos já haviam sido encontrados no interior da embarcação.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 07/12/2017

MERCADO REGIONAL – PORTO - NOVOS REBOCADORES
Publicado em 12/07/2017 as 05:28 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

O Porto de Santos recebeu ontem dois novos rebocadores, que irão atender os navios que escalam no complexo marítimo.

Às embarcações são da Svitzer, subsidiária do Grupo Maersk que atua nesse tipo de serviço. No mês passado, a empresa anunciou que pretendia ampliar sua presença nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e que viria para Santos até o final do ano. Em 2018, ela pretende atender também o Porto de Rio Grande, No primeiro trimestre do próximo ano, ela tem planos de contar com 10 embarcações para este tipo de atividade.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 07/12/2017

PORTO - EMPRESÁRIOS PROPÕEM ISS DE 4% PARA OPERAÇÕES PORTUÁRIAS
Publicado em 12/07/2017 as 05:28 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Prefeito de Santos ficou de avaliar opção. Sugestão foi apresentada em reunião no final da tarde de ontem

Cinco entidades empresariais ligadas ao setor portuário apresentaram, na tarde de ontem, ao prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), uma contraproposta ao projeto de lei que prevê o reajuste do Imposto Sobre Serviços (ISS) a ser cobrado das atividades realizadas no cais santista. Os executivos pedem que a alíquota passe de 3% para 4% - e não para 5% como prevê a Administração Municipal.

A medida será avaliada pela equipe do prefeito. Ele ainda se comprometeu a avaliar os impactos do aumento do tributo para 5% a partir de abril, caso seja aprova do pela Câmara Municipal.

O projeto de lei que reajusta o ISS das atividades portuárias para 5% já tramita no Legislativo e precisa receber o aval da Casa ainda neste ano e, segundo as administrações municipais de Santos e Guarujá, pode garantir um aumento na receita anual de R$ 64 milhões e R$ 40 milhões às cidades, respectivamente. No total, 320 empresas serão impactadas.

Para os empresários, a medida pode reduzir a competitividade do Porto de Santos e, com isso, causar uma fuga de cargas do cais santista para outros complexos portuários brasileiros. Além disso, os operadores portuários também apontam o risco de perda de postos de trabalho nas duas cidades.

Por este motivo, pela primeira vez, os representantes das cinco entidades se reuniram com o prefeito de Santos para discutir a questão. Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), Associação Comercial de Santos (ACS), Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA) e Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL) participaram do encontro.

A Tribuna apurou que a proposta dos empresários prevê um reajuste de 3% para 4% e não para 5 % como quer a Administração Municipal. Uma resposta definitiva de Paulo Alexandre para os representantes do setor privado deve ser conhecida apenas nos próximos dias.

“Foram apresentados vários argumentos que nós ouvimos e respeitamos. Estamos avaliando todos, mas a proposta da Prefeitura é a que se encontra na Câmara Municipal de Santos para apreciação e análise, e de que aguardamos a votação”, destacou Paulo Alexandre Barbosa.

O prefeito assumiu o compromisso de mensurar os impactos do reajuste do ISS a partir de abril. Para isso, a ideia é a criação de um grupo de trabalho, que vai avaliar dados como movimentação de cargas e a atividade das empresas portuárias instaladas na Cidade.

“De abril até dezembro, a gente mensura se o argumento da Prefeitura está correto ou se o argumento das empresas está correto. Se houver um argumento da iniciativa privada prevalecendo, nós não vamos ter nenhum problema em reavaliar a medida, mas nós não acreditamos que isso vai acontecer”, destacou o chefe do Executivo.

RELAÇÃO PORTO-CIDADE

Barbosa mantém a posição de que o reajuste será utilizado para o pagamento de um empréstimo de R$ 290 milhões que a Prefeitura fez para custear obras na entrada da Cidade e que, segundo o chefe do Executivo, vão favorecer o acesso de cargas ao cais santista.

Além disso, o prefeito aponta a necessidade de manutenção de serviços de saúde e educação, que foram impactados pela crise e, inclusive, pela alta na procura, por conta do grande número de demissões de trabalhadores do setor portuário nos últimos anos.

“Essa relação Porto-Cidade precisa se aperfeiçoar e a integração precisa se dar cada vez mais, na prática, atendendo às necessidades da Cidade e do cidadão santista, que tem o ônus e também o bônus da atividade portuária”, destacou o prefeito.

O chefe do Executivo destacou, ainda, que a alta do ISS é uma questão de justiça tributária e social. Barbosa também aponta que trata-se apenas uma equiparação à alíquota que já é praticada em outras cidades portuárias brasileiras, Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ), São Sebastião, Cubatão, Suape (PE), Vitória (ES) e Fortaleza (CE) recolhem 5% do tributo.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 07/12/2017

NAVIO TANQUE AMERICANO FOI O PRIMEIRO A TRANSPORTAR CONTÊINERES
Publicado em 12/07/2017 as 05:28 PM

Evolução permitiu padronizar e unitizar a operação de cargas gerais


DA REDAÇÃO


Santos responde pela movimentação de 40% dos contêineres operados no País (Foto:Carlos Nogueira/AT)

Há 61 anos, uma revolução começava a ocorrer nos portos do mundo. Ela teve início em 26 de abril de 1956, nos Estados Unidos, quando um navio-tanque, o Ideal, navegava com 58 contêineres em seu convés (que foi adaptado para a operação).

Era o primeiro transporte marítimo de contêineres, criados pelo empresário Malcom Purcell McLean (1913-2001).

O grande trunfo da invenção foi conseguir padronizar e unitizar a operação de cargas gerais. Antes, as mercadorias eram movimentadas em navios em sacarias ou caixas de madeira (das mais variadas dimensões), o que acabava retardando o trabalho. Com o contêiner, carregando todos esses produtos em seu interior, a atividade ganhou agilidade, o que, em última análise, permitiu uma redução dos custos do transportes.

Não é por acaso que muitos pesquisadores consideram que a criação do contêiner e a consequente diminuição dos custos logísticos das cargas foram os primeiros passos para o processo de globalização da economia.

Para se ter uma ideia do impacto dessa nova operação, antes de sua utilização em massa, a partir da década de 50, 5 mil toneladas condicionadas em caixas de papelão ocupavam todo um cargueiro. E o embarque durava de 7 a 8 dias. Hoje, essa mesma quantidade pode ser carregada em 200 contêineres de 40 pés, que são carregados para bordo em até 2 horas, considerando os níveis de produtividade dos terminais conteineiros atuais.

Segundo dados do Governo Federal, no Brasil, cerca de 40% das “caixas metálicas” transportadas pelos portos passam por Santos, líder neste tipo de operação e um dos 40 maiores complexos marítimos do mundo nessa atividade.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 07/12/2017

DESEMPENHO DO BRASIL NO COMÉRCIO EXTERIOR PIORA DE 2016 PARA 2017
Publicado em 12/07/2017 as 05:28 PM

Relatório Doing Bussiness, elaborado pelo banco mundial analisou o cenário de 190 países
DA REDAÇÃO


Empresários do setor e autoridades discutirão situação em Brasília (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O desempenho do Brasil no comércio exterior piorou do último ano para este, segundo o relatório Doing Business, elaborado pelo Banco Mundial e que analisa as políticas de desenvolvimento econômico de 190 países.

Para melhorar esta situação, a Casa Civil da Presidência da República e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços promovem um workshop em Brasília, nesta quarta-feira (06) , com empresários e autoridades do setor.

Entre as entidades convidadas, está a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), que será representada pelo seu diretor-executivo, o ex-presidente da Codesp Angelino Caputo e Olivei
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 07/12/2017

PARANAGUÁ REGISTRA A MAIOR MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS DA HISTÓRIA
Publicado em 12/06/2017 as 05:38 PM




O Porto de Paranaguá atingiu nesta segunda-feira (4) a marca de 48,086 milhões de toneladas de produtos exportados. É a maior movimentação de cargas do porto paranaense em toda a sua história. Até então o recorde era de 2013, quando foram movimentadas 46,168 milhões de toneladas em 12 meses. A marca atual é ainda mais expressiva, levando em conta que falta um mês para que a movimentação anual de 2017 seja fechada.

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, afirmou que investimentos e planejamento estratégico colocaram o Porto de Paranaguá novamente o cenário mundial.

“Fecharemos em 2018 um total de R$934,9 milhões em investimentos para modernização dos portos do Paraná. São os maiores investimentos públicos já realizados para solucionar os gargalos logísticos que existiam”, disse Richa Filho.

DESEMPENHO AMBIENTAL - Além de superar 37 recordes históricos em 30 meses, o Porto de Paranaguá também garantiu o primeiro lugar em desempenho ambiental. A avaliação feita pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) é composta por 38 indicadores, com base na legislação ambiental e nas boas práticas do setor portuário mundial.

Em 2012 Paranaguá estava na 26a posição, conquistando o primeiro lugar entre os 30 portos púbicos e privados do Brasil.

SOMA DE FATORES - O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, atribui os resultados a uma soma de fatores que inclui o desempenho do campo e da indústria, a atuação dos trabalhadores e operadores portuários e os investimentos estratégicos realizados para devolver a competitividade ao Porto, priorizando a sustentabilidade.

“É um fenômeno natural, já que investimos para fazer um porto maior e mais ágil. Trocamos carregadores de navios, que trabalham com uma produtividade 33% maior, colocamos balanças mais modernas que funcionam com maior precisão e velocidade, reformamos o cais fazendo com que equipamentos maiores e mais pesados pudessem operar no porto e fizemos sucessivas campanhas de dragagem que permitem que navios maiores atraquem”, disse Dividino.
Fonte: Appa
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 06/12/2017

ARCELORMITTAL VAI FAZER INVESTIMENTOS E AUMENTAR A PRODUÇÃO DE AÇO
Publicado em 12/06/2017 as 05:38 PM

Mesmo com um cenário político e econômico ainda instável no país, a ArcelorMittal Tubarão tem passado por essa conjuntura de crise sem grandes abalos. Pelo contrário, a empresa – que faz parte do grupo ArcelorMittal, maior produtor de aço do mundo – encerra 2017 com uma produção plena, de 7,2 milhões de toneladas de aço em placas e bobinas a quente, e ainda planeja novos investimentos para os próximos anos.

Já para 2018, a unidade capixaba prevê investir 60 milhões de dólares no processo produtivo da aciaria, local onde o ferro-gusa é transformado em aço. A injeção de recursos tem o objetivo de melhorar a produtividade e contribuir para a companhia alcançar a marca anual de 7,7 milhões de toneladas de aço dentro de três a quatro anos, conforme explicou o presidente da ArcelorMittal Tubarão, Benjamin Baptista Filho, nesta terça-feira em entrevista coletiva para a imprensa.

– 7,2 milhões de toneladas é a produção da siderúrgica por ano. Desse total, 4,2 milhões de toneladas são de bobinas à quente e 3 milhões de toneladas de placas

O executivo afirmou ainda que há outros projetos pensados para a planta de Tubarão, que contemplam um segundo Laminador de Tiras a Quente (LTQ) e a inclusão de uma linha de laminados de tiras a frio e galvanização, processos que são realizados, atualmente, na unidade da ArcelorMittal Vegas, em Santa Catarina. Mas esses três negócios vão acontecer dentro do planejamento de médio e longo prazo da empresa.

“Nós fizemos as projeções que estamos vendo de mercado até 2030 e até lá nós vamos precisar de um novo laminador de tiras a quente aqui no Brasil. A ideia é de que lá para 2030 ou até um pouquinho antes, a gente coloque um segundo LTQ aqui em Vitória, e uma linha de laminados de tiras a frio e uma de galvanização”, disse Baptista sem detalhar valores desses investimentos.

Além da visão de futuro, o presidente da planta de Tubarão traçou, durante o encontro com jornalistas, um panorama do setor, ponderou que o ano surpreendeu positivamente e demonstrou mais otimismo para o cenário político-econômico em 2018.

“O ano de 2017 não foi um desastre como estava sendo previsto no final do ano passado, mas o setor como um todo progrediu pouco. As vendas das produtoras de aço no Brasil cresceram em relação ao ano passado acima de 1%. Mas, para o ano que vem, o Instituto Aço Brasil está prevendo que as vendas internas cresçam 4,2%, ficando em 17,4 milhões de toneladas.”

Benjamin Baptista cita que se de um lado a indústria automotiva e o agronegócio, com a venda de máquinas e equipamentos, contribuíram para o crescimento, os setores da construção civil e de eletrodomésticos puxaram os números para baixo. Aliás, as vendas domésticas, em 16 milhões de toneladas/ano, estão bem abaixo do pico de 2013, quando registraram algo entre 19 milhões e 20 milhões de toneladas. “Hoje, o volume é mais ou menos o que a gente estava fazendo lá em 2005. A expectativa que o setor tem para voltar ao nível de 2013 é só em 2028. Então, são quase 15 anos de estagnação.”

CENÁRIO
– 60% é a parte da produção exportada em 2017

De 2018 em diante, o executivo acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento. “Tem muito capital no mundo, e na hora que tiver um pouco mais de estabilidade política e uma continuidade de política econômica mais tradicional, eu acho que a gente vai ter muito investimento no Brasil. O país tem uma população grande e precisa de infraestrutura”, avaliou.

O otimismo, ainda que moderado, é fruto das eleições gerais no próximo ano. Para Baptista, a eleição de novos líderes, na presidência, no Congresso e nos Estados vai trazer mais estabilidade para o país. “Vamos ter um governo legítimo eleito pela maioria da população e ter um Congresso novo. Não sei qual vai ser o nível de renovação, mas expectativa é que haja uma renovação muito grande e quem quer que seja eleito vai ter legitimidade para definir os rumos do país.”

ESTUDO
Ainda durante a conversa com a imprensa nesta quarta-feira, Benjamim Baptista apresentou alguns dos números do impacto da empresa no Espírito Santo, entre eles o peso da ArcelorMittal Tubarão na economia, que tem uma participação de 12,7% no PIB capixaba. Um dos responsáveis pelo levantamento, o professor da Ufes Gutemberg Hespanha Brasil, destacou que o estudo faz uma análise de 2004 até 2016 e aponta que nesse período a siderúrgica foi responsável por injetar mais de R$ 34 bilhões na economia por meio da aquisição de produtos e serviços.

Já considerando somente os gastos diretos (compras e salários), a empresa tem uma participação equivalente a 3,6% do PIB estadual, e de 1996 a 2016, foram investidos na usina um total de US$ 4,9 bilhões.

O QUE DIZ O PRESIDENTE DA ARCELOR MITTAL TUBARÃO

Avaliação de 2017
O ano de 2017 não foi um desastre como estava sendo previsto no final do ano passado, mas a rigor o setor como um todo progrediu pouco. As vendas das produtoras de aço no Brasil cresceram em relação ao ano passado só um pouquinho acima de 1%, coisa muito pequena, segundo dados publicados pelo Instituto Aço Brasil.

Setores
Certos setores consumidores de aço ainda estão sofrendo os efeitos da crise de forma intensa principalmente a construção civil que, em 2017, ainda caiu em relação a 2016. Só para ter uma ideia em termos dos setores consumidores de aço na economia brasileira, a construção civil representa mais de 40%, então a construção civil é muito importante, e à medida que esse segmento ainda não está se recuperando, a atividade do aço é impactada. Já o segmento de eletrodomésticos está mais ou menos igual, não teve grande alteração.

Reação positiva
Mas nós tivemos alguns setores que reagiram positivamente, sendo o principal deles a indústria automotiva que, neste ano, está com uma previsão de crescimento da ordem de 23%, segundo dados da Anfavea. A maioria desse crescimento está voltada para a exportação, e a previsão é que as exportações aumentem em torno de 47% em relação ao ano passado, enquanto as vendas domésticas de 4% a 5%. Essa é uma projeção, mas pode ser que o Natal tenha alguma surpresa positiva. Outro setor que também foi positivo neste ano foi o de máquinas e equipamentos, principalmente aquela parte relacionada ao agrobusiness, fruto das safras recordes que tivemos no primeiro semestre deste ano. Tudo quanto é agricultor está cheio de dinheiro no bolso e as exportações foram positivas. O pessoal da agricultura está comprando muitas novas máquinas, tratores, realizando a construção de silos. Então, tudo isso demanda aço, contribuindo para o efeito positivo.

Vendas
As vendas internas (produção das usinas brasileiras vendida no mercado doméstico) previstas de laminados está dando 16,4 milhões de toneladas, um aumento de 1%. Já as importações de aço, aquilo que veio para cá de outros países, aumentou 33%, com um volume de 2,5 milhões. Se você soma os dois é o que temos do chamado consumo aparente, com 19 milhões de toneladas, ou seja, o que as usinas produzem e vendem no mercado doméstico mais o volume de importação.

Concorrência
As importações vêm principalmente da China, que continua sendo o maior exportador de aço do mundo, que na prática, tem uma política de comércio internacional não muito ortodoxa e coloca o preço lá embaixo para conquistar mercado.

Estagnação
Em 2013, as vendas domésticas foram em torno de 19 milhões a 20 milhões de toneladas. Então, estamos agora com 16 milhões, volume que era mais ou menos o que a gente estava fazendo lá em 2005. A expectativa que o setor tem para voltar ao nível de 2013, quando foi o pico das vendas, é só em 2028. Então são quase 15 anos de estagnação.

Política
A economia não é uma coisa estanque do resto. Então, os rumos políticos podem influenciar em tudo. No ano que vem, a gente vai ter uma mudança de guarda de qualquer forma com as eleições gerais, quem quer que seja eleito. Pelo menos a gente vai ter uma estabilidade política melhor do que nesses últimos anos. Vamos ter um governo legítimo eleito pela maioria da população e ter um Congresso novo. Vão ser todos os governadores eleitos, serão novas assembleias. Não sei qual vai ser o nível de renovação, mas expectativa é que haja uma renovação muito grande e quem quer que seja eleito vai ter legitimidade para definir os rumos do país. Mas mesmo que as coisas estejam funcionando aos trancos e barrancos, não houve nenhuma ruptura. As instituições estão funcionando. Não houve ruptura institucional e isso é muito bom. A nossa expectativa é que a gente tenha estabilidade daí para frente.

Estabilidade
O Brasil tem recursos muito grandes, é um país pujante apesar de toda essa situação que estamos passando, e a gente ainda vê crescimento, principalmente no setor privado, afinal não se pode esperar muito do setor público. Tem muito capital no mundo, e na hora que tiver um pouco mais de estabilidade política e uma continuidade de política econômica mais tradicional, eu acho que a gente vai ter muito investimento no Brasil. Tem muito dinheiro aí fora procurando projetos e o Brasil tem uma população grande e precisa de infraestrutura.

Indústria automotiva
Avalio que, resolvendo essas questões políticas, temos um grande potencial e podemos ter um salto. Até porque hoje o setor produtivo brasileiro tem uma capacidade ociosa grande. A indústria automotiva, por exemplo, está produzindo esse ano 2,4 milhões e a capacidade que tem no Brasil é de quase 5 milhões. Então, o país pode dobrar a produção sem efeito inflacionário, isso que é importante.

Investimentos
Dentro do grupo nós temos uma visão sempre de cinco anos à frente. Então, todo ano a gente revê essa visão estratégica. Este ano, a gente fez uma extrapolação e trabalhamos uma visão até 2030, e chegamos à conclusão que precisamos colocar mais capacidade de galvanização nas nossas plantas. (Hoje, o processo de galvanização é feito na unidade de Vega, em Santa Catarina).

Capacidade máxima
Mesmo com essa crise, conseguimos operar praticamente em plena capacidade em Vega. A operação cheia em Vega, também permitiu manter o nosso laminador de tiras a quente (LTQ), em Tubarão, a plena capacidade. Estamos operando a planta de Tubarão no máximo da capacidade desde 2014, quando foi acionado o alto-forno 3. Mas é claro que de ano em ano, a gente está tentando melhorar, com processos de melhoria contínua. Realizamos uma produção incremental, que não precisa necessariamente de investimento.

Crescimento
Em Vega, a partir do ano que vem nós esgotamos toda a capacidade, mesmo com a melhoria incremental. Então, se não fizermos nada, vamos perder market share. Por isso, a decisão do grupo foi tocar o projeto para frente e estamos trabalhando forte para ver se, até meados do ano que vem, a gente consegue terminar o estudo de viabilidade técnica e ampliar Vega em mais 600 mil toneladas, com uma nova planta até meados de 2021. O que significa levar mais de 600 mil toneladas de bobina a quente para lá.

Novas plantas
Em sequência nós fizemos as projeções que estamos vendo de mercado até 2030 e até lá nós vamos precisar de um novo laminador de tiras a quente aqui no Brasil. A ideia é de que lá para 2030 ou até um pouquinho antes, a gente coloque um segundo LTQ aqui em Vitória, e uma linha de laminados de tiras a frio e uma linha de galvanização. Esses projetos levam cerca de três anos, então, vamos continuar acompanhando as projeções de mercado para quando for o momento, tomar a decisão.

Meta
A nossa ambição é que, nos próximos anos, a gente eleve a capacidade de bobinas a quente para 4,7 milhões de toneladas. Este ano, a gente deve produzir 4,2 milhões e temos potencial para aumentar 500 mil toneladas. Essa melhoria incremental é a partir da melhoria de práticas operacionais, elevando as taxas de utilização de equipamentos, melhorando a manutenção e realizando ações dentro dos novos conceitos da indústria 4.0. Tudo isso contribui para a excelência operacional, custos mais baixos e aumento da competitividade.

Meta
O ano passado produzirmos em torno de 7 milhões de toneladas. Com o processo de melhoria contínua, a nossa meta é chegar a 7,7 milhões dentro de uns 3 a 4 anos. Vamos fazer alguns investimentos, o maior deles é o que a gente está planejando para o ano que vem, que é colocar o chamado forno-panela na aciaria. É um investimento da ordem de 60 milhões de dólares.

Exportações
Estamos exportando neste ano em torno de 1,5 milhão, sendo que metade disso é para a América Latina e a outra metade vai para a Ásia e o Oriente Médio. Então, é óbvio que para nós é muito melhor jogar isso para o mercado doméstico, que tem o nível de rentabilidade muito melhor. Na exportação, a margem é muito pequena.

Redução de emissões
O projeto Bag Filter é um compromisso nosso e vamos entregá-lo em 18 de janeiro. Já instalamos e ele está funcionando em fase de testes. Já vimos um resultado positivo. É um investimento de 27 milhões de dólares. Ele reduz em 90% a emissão no processo de sinterização, e o sínter representa 20% das emissões. Então, nós vamos reduzir 18% das emissões do nosso complexo em Tubarão com esse investimento.

Consumo per capita
Este ano, a gente deve voltar a ter o consumo per capita um pouco acima de 90 quilos por habitante. Em 1980 era 100 quilos por habitante. Se pegar o país que tem hoje o maior consumo per capita é a Coreia do Sul, com 1.000 quilos por habitante.

Previsão
Para o ano que vem, o Instituto Aço Brasil está prevendo que as vendas internas cresçam 4,2%, ficando em 17,4 milhões de toneladas, e que o consumo aparente aumente 4,9%, para 20,1 milhões de toneladas.

ENTENDA
Laminação a quente
O Laminador de Tiras a Quente (LTQ) foi inaugurado em 2002 na planta ArcelorMittal Tubarão, em Vitória. Ele produz bobinas de laminado a quente a partir do beneficiamento das placas fabricadas internamente.

Laminação a frio
A laminação a frio produz bobinas com espessuras entre 0,4 e 2,0 mm e larguras entre 750 e 1.875 mm. Esses aços são utilizados em automóveis, eletrodomésticos, tubos, entre outros. Atualmente, os laminados a frio são produzidos na planta da ArcelorMittal Vega, em Santa Catarina, e feitos a partir das bobinas fabricadas no LTQ (Laminador de Tiras a Quente) de Tubarão (ES).
Fonte : Gazeta Online
Data : 06/12/2017

CHINESA DOMINA DISPUTA POR UNIDADE DE GÁS NO COMPERJ
Publicado em 12/06/2017 as 05:37 PM

O Globo - RAMONA ORDOÑEZ ramona@oglobo.com.br

Kerui faz lance de R$ 1,9 bi para executar obra que aproveitará produção do pré-sal

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) poderá falar mandarim. A chinesa Shandong Kerui está na frente na disputa para construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Comperj, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A chinesa ofereceu o menor preço para executar a obra, de R$ 1,947 bilhão. A UPGN é um projeto prioritário da Petrobras para aproveitamento do gás natural que será produzido nos campos do pré-sal a partir de 2020.


DIVULGAÇÃO
Retomada. Comperj: projeto teve obras paralisadas desde 2014 em razão do escândalo de corrupção da Lava-Jato

As obras do Comperj estão paralisadas desde 2014 por envolvimento no escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato. Caso a Kerui seja confirmada como a vencedora da licitação, as obras vão ganhar fôlego lideradas por empresas chinesas. A Petrobras negocia uma parceria com outra companhia chinesa, a CNPC, que inclui a possibilidade de construção de uma refinaria no Comperj, projeto que já consumiu US$ 14 bilhões.

CRIAÇÃO DE POSTOS DE TRABALHO

O prefeito de Itaboraí, Sadinoel Souza, (PMBRJ) está otimista com a expectativa da retomada das obras da UPGN. Ele estima que serão criados 450 empregos diretos no próximo ano, um número que poderia chegar a 5 mil postos de trabalho no ano seguinte.

— O município foi muito afetado nos últimos anos com a obra parada. Estamos otimistas, mas preocupados com a infraestrutura para atender o aumento da população — destacou o prefeito.

A Petrobras não deu mais detalhes da licitação da UPGN, mas explicou que espera assinar o contrato no primeiro trimestre de 2018. A empresa disse apenas que já recebeu as propostas comerciais e financeiras. “As etapas posteriores envolvem análise de documentos, divulgação da classificação e negociação comercial, concluindo com a assinatura do contrato previsto para o primeiro trimestre de 2018”, informou.

De acordo com um executivo próximo, após a divulgação das empresas classificadas começa a fase de negociação com as companhias.

— É uma fase de diligenciamento e de negociação. A Petrobras deve pedir uma redução de preços ao vencedor, apesar de a proposta estar na faixa que a companhia imaginava. O processo deve demorar ainda porque a Petrobras está muito cautelosa— disse um executivo.

A segunda e a terceira colocadas na licitação da UPGN apresentaram propostas com valores próximos. A americana Fluor ofereceu cerca de R$ 2,28 bilhões e a espanhola Cobra/Qualiman ofereceu montante pouco superior. A terceira colocada foi a Tecnimont com R$ 4,24 bilhões.

Outra obra importante que ocorrerá em paralelo é a construção do gasoduto Rota 3, para transportar o gás natural dos campos no pré-sal da Bacia de Santos até o Comperj. A UPGN terá capacidade para processar 21 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. O projeto gasoduto Rota 3 é formado por aproximadamente 307 quilômetros no trecho marítimo, e mais cerca de 48 quilômetros em seu trecho terrestre.

A Petrobras destacou que não houve alteração significativa de traçado em relação ao projeto original, “sem impactos adicionais de áreas atingidas”. O trecho marítimo foi dividido em três: profundo, raso e ultrarraso. O primeiro já está em fase avançada de construção, de acordo com a Petrobras, enquanto a construção dos dois outros está em fase de licitação, com previsão de início das obras em 2018. Em relação ao trecho terrestre, a Petrobras informou que está em fase de licitação, também com previsão de início das obras em 2018.

A Kerui Petroleum está no Brasil há dois anos, e é um grupo industrial que atua nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, fabricação de equipamentos de petróleo e serviços tecnológico de engenharia de campos petrolíferos.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 06/12/2017

REDE DE GASODUTO DO NORDESTE ATRAI INVESTIDORES
Publicado em 12/06/2017 as 05:37 PM

O Globo

Mercado estima que venda da NTN pode render de US$ 5 bi a US$ 6 bi para a estatal

Com os sinais de melhora da economia brasileira, investidores estrangeiros estão fazendo forte movimentação para formar consórcios e disputar a aquisição dos 90% da Nova Transportadora do Nordeste (NTN), uma malha de três mil quilômetros de gasodutos que faz o transporte e a armazenagem de gás natural.

O prazo para a entrega na Petrobras das chamadas ofertas vinculantes é no próximo dia 14. Executivos do mercado estimam que a venda pode alcançar de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões, superando os US$ 5,08 bilhões que a Petrobras obteve com a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) à Brookfield.

A venda da NTN só deverá ser concluída no primeiro semestre de 2018 e faz parte do progama de venda de ativos da Petrobras, que prevê arrecadar US$ 21 bilhões entre 2017 e 2018

Dentre as empresas que estão se movimentando na formação de consórcios estão, de acordo com executivos, o Mubadala, fundo de investimentos de Abu Dhabi, que estaria em negociações com a EIG Global Energy. Outro grupo que estaria analisando a possibilidade de fazer oferta seria o Pátria aliado à Blackstone, gestora americana de investimentos. Outra empresa que está em conversas em busca de sócios seria a australiana Macquarie.

Para Márcio Balthazar, da consultoria NatGas Economics, a venda dos gasodutos da Petrobras para o setor privado é importante para o surgimento de um mercado de gás competitivo no país.

— O benefício que essa venda pode trazer vai depender dos novos agentes que entrarão no mercado, e isso no futuro vai permitir negociar tarifas mais interessantes, competitivas, trazendo benefícios para o mercado em geral destacou— destacou Balthazar. (Ramona Ordoñez)
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 06/12/2017

INDÚSTRIA EM OUTUBRO CRESCE 0,2% E ALTA É DISSEMINADA POR SETORES
Publicado em 12/06/2017 as 05:37 PM

O Globo - DAIANE COSTA daiane.costa@oglobo.com.br

Ramo de máquinas e equipamentos sobe 14,9% frente ao ano passado

“A disseminação de resultados bons pode fazer o setor começar a andar com mais firmeza. Cria-se um círculo virtuoso ” Rafael Cagnin Economista do Iedi

A reação na indústria ficou mais evidente em outubro, após o IBGE divulgar os números da produção ontem. Apesar do crescimento pequeno, de 0,2% frente a setembro, é o oitavo resultado positivo do ano, e a alta foi disseminada, alcançando 61% dos itens pesquisados pelo IBGE, o melhor resultado desde abril de 2013. Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que o dinamismo do setor ainda é baixo e está longe de compensar a perda acumulada durante os três anos de retração que a indústria enfrentou. No entanto, o espalhamento de resultados azuis indica que a retomada pode ganhar força nos próximos meses.

— A disseminação de resultados bons pode fazer o setor começar a andar com mais firmeza. Quando mais peças estiverem girando na direção correta nessa engrenagem, cria-se um círculo virtuoso — analisa Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

VEÍCULOS EM ALTA

O economista ainda vê muita volatilidade nos resultados e taxas ainda baixas, muito próximas de zero, tanto que de janeiro a outubro, a produção industrial só avançou 1,9% depois de três anos seguidos de queda. Mesmo os resultados mais robustos frente ao ano passado, segundo Cagnin, acontecem sobre um nível de produção baixo.

Em relação a outubro de 2016, quando a produção industrial encolheu 7,2%, o resultado em outubro deste ano foi de expansão de 5,3%, puxado principalmente pela produção de veículos, reboques e carrocerias, que cresceu 27,4% em grande parte pela maior fabricação de automóveis, caminhões e tratores.

Frente a setembro, o que puxou o resultado geral do setor para cima foram os produtos farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%).

Entre os quatro grandes grupos de indústria, o melhor desempenho foi o de bens de capital (máquinas e equipamentos), que acompanha o resultado geral da indústria e cresceu em oito dos dez meses do ano. Em outubro, a expansão de 1,1% interrompeu uma tendência de desaceleração que vinha se produzindo desde o início do segundo semestre, abrindo perspectiva para resultados melhores nos próximos meses. Frente a outubro de 2016, a alta foi de 14,9%. A expansão da produção desse ramo da indústria mostra que as empresas estão investindo e precisando de máquinas para produzir mais. Nesse grupo, os destaques foram máquinas e equipamentos para o setor de transporte e para a construção.

Para Thiago Xavier, economista da Consultoria Tendências, outro fator que vem ajudando a indústria a se recuperar é a melhora do consumo interno. No primeiro semestre, os resultados positivos do setor eram basicamente puxados por exportações:

— Quando a gente olha para o mercado de trabalho já vê a renda em crescimento, maior ocupação, aumentando a massa salarial e o poder de consumo dos trabalhadores. Do lado das variáveis monetárias, vemos redução da inadimplência, aumento ligeiro das concessões de crédito e o o varejo numa trajetória positiva.

Em outubro, em relação ao mês anterior, 15 dos 24 ramos pesquisados tiveram alta. Entre os nove ramos que tiveram resultados negativos nessa comparação, produtos alimentícios, com queda de 5,7%, teve o maior impacto sobre o resultado geral da indústria.

— De setembro para outubro um volume maior de chuvas atrapalhou a colheita da cana e houve uma destinação maior de cana para a produção de álcool, em detrimento ao açúcar, puxando para baixo o resultado do setor de alimentos — explicou André Macedo, gerente da pesquisa indústria.

Em relação ao resultado na comparação com o mesmo mês de 2016, houve resultados positivos disseminados entre as quatro grandes categorias, em 22 dos 26 ramos pesquisados e em 61 dos 79 grupos.

PRODUÇÃO IGUAL À DE 2009

Segundo Macedo, a indústria, mesmo com os resultados positivos, ainda está longe de se recuperar do tombo dos últimos anos. Está operando no mesmo nível de produção de 2009.

— Este ano, à exceção de agosto e março, tivemos resultados positivos, mas existe ainda uma grande distância até a recuperação, porque a indústria ainda opera no mesmo patamar do início de 2009, e 17% abaixo do pico histórico, registrado em junho de 2013. Mesmo assim, já é melhor do que no ano passado, quando essa distância chegou a ser superior a 20% — explicou o coordenador do IBGE.

Informática, produtos eletrônicos e ópticos também tiveram alta expressiva, de 22%.

— O ganho real de renda, a melhora do mercado de trabalho e a queda da inflação também influenciaram a melhora da produção da linha marrom (eletroeletrônicos) — disse Macedo.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 06/12/2017

PREOCUPAÇÃO COM NÚMERO DE VOTOS NA CÂMARA FAZ BOLSA RECUAR 0,74%
Publicado em 12/06/2017 as 05:37 PM

O Globo - ANA PAULA RIBEIRO E MARINA BRANDÃO economia@oglobo.com.br Análise: A onda da Previdência, na página 18

Analistas garantem, porém, que investidores ainda estão otimistas

SÃO PAULO E RIO - O humor do mercado em relação à reforma da Previdência mudou e levou para baixo o Ibovespa, o principal índice de ações do mercado local. Pela manhã, o indicador chegou a subir 1,5%, mas os investidores cederam ao pessimismo na última hora de negociação, e o Ibovespa encerrou em queda de 0,74%, aos 72.546 pontos. Já o dólar comercial caiu 0,50%, a R$ 3,235, o terceiro recuo consecutivo.

O otimismo dominou os negócios pela manhã, com os investidores vendo possibilidade de o governo reunir os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados antes do recesso. No fim do dia, porém, começaram a circular rumores de que, apesar das declarações otimistas do presidente Michel Temer, o Planalto ainda está longe de garantir os 308 votos necessários.

Rogério Freitas, sócio-diretor da Florença Investimentos, explicou que o Ibovespa vem se movendo à medida que aumenta ou reduz a percepção em relação à possibilidade de aprovação da reforma da Previdência:

— O mercado mantém um certo otimismo. O governo está empenhado no assunto e não desistiu até agora, o que é positivo. Mas se sai um número de votos muito baixo, isso passa a impactar de forma negativa. É algo que está mudando muito no curto prazo.

Todas as ações mais negociadas fecharam em queda. No caso da Petrobras, as preferenciais (PN, sem direito a voto) tiveram queda de 1,09%, a R$ 15,31, e as ordinárias (ON, com voto) perderam 1,05%, a R$ 15,92. Já os papéis da Vale caíram 2,19%, mesmo com a companhia tendo informado que quer reduzir o seu endividamento para menos de US$ 10 bilhões até o fim de 2018. Em setembro, a dívida da empresa estava em US$ 21 bilhões.

ATUAÇÃO DO BC SEGURA DÓLAR

Já o dólar operou em queda durante todo o dia. Na segunda-feira à noite, o Banco Central anunciou que faria leilões de swap cambial de 14 mil contratos — o que equivale à venda de aproximadamente US$ 700 milhões no mercado futuro — ontem. Além disso, o BC se comprometeu a fazer um leilão de linha no valor de R$ 2 bilhões, com compromisso de recompra no futuro.

— A medida do Banco Central vem como uma resposta a essa expectativa do mercado: é uma precaução ao possível adiamento da reforma da Previdência. Se isso acontecer, o dólar vai disparar, por isso o BC tenta equilibrar a cotação da moeda — explicou Pedro Galdi, analista da Magliano.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 06/12/2017

USIMINAS TERÁ DE REPENSAR FORNECIMENTO DE PLACAS PARA USINA DE CUBATÃO
Publicado em 12/06/2017 as 05:37 PM

A paralisação da área primária da usina de Cubatão da Usiminas, em janeiro de 2016, como medida para combater sua crise financeira, deve começar a pesar para a empresa. A companhia terá que repensar seu fornecimento de placas para laminar na usina, principalmente agora que o mercado começa a dar sinais de alguma melhora.

Bastidores

A principal fornecedora desde a paralisação é a CSA, que recentemente foi vendida para a Ternium, sócia da Usiminas. A CSA vinha abastecendo a siderúrgica, mas, após a mudança de dono, os volumes já diminuíram e a tendência é de mais queda. Isso porque a Ternium comprou a CSA para alimentar a necessidade de sua unidade mexicana, deficitária de placas e que acaba de anunciar uma nova laminadora, o que aumentará a demanda. Nos bastidores, já se questiona se foi um erro da ex-administração da companhia fechar a área primária, visto que sua reabertura não acontecerá em um prazo menor do que cinco anos.

Com a palavra
A Usiminas diz que faz parte de sua estratégia diversificar seus fornecedores de placas “tendo em vista as perspectivas de melhoria do cenário econômico interno”. A companhia afirma ainda que o fornecimento por parte da Ternium Brasil (ex-CSA) segue conforme memorando de entendimento assinado originalmente em junho deste ano e ratificado por unanimidade no mês de novembro passado pelo Conselho de Administração.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 06/12/2017

PORTO - ARMAZENAMENTO É PREOCUPAÇÃO APÓS SAFRA RECORDE
Publicado em 12/06/2017 as 05:36 PM

Com quase 25 milhões de toneladas, 23% a mais que em 2016, setor enfrenta falta de alternativas para guardar produção

Como armazenar a safra recorde de 2016/2017 no Paraná? Essa dor de cabeça, razoavelmente positiva, foi um dos temas debatidos pelos participantes do Fórum Regional Estadão Paraná. Com 24,8 milhões de toneladas, 23% a mais que a anterior, o desafio é como guardar os grãos de forma efetiva e quem deve ser o responsável por isso.

O questionamento foi proposto pelo diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto. Para ele, a armazenagem é um desafio constante para qualquer país que cresceu na agricultura e atinge outros estados brasileiros. “Estive em Lucas do Rio Verde (MT) e lá tem montanhas de milho na rua, na avenida”, contou. Segundo ele, a solução ideal parte dos próprios agricultores. “Veja o modelo norte-americano majoritário. Lá, os próprios agricultores, para poder aproveitar as oportunidades de mercado e o momento do preço mais adequado, mantêm armazenamento dentro da sua propriedade. O governo já está saindo desse campo. No Brasil ainda estamos em um estágio onde o governo participa muito”, afirmou Florindo.

Outra solução, segundo o diretor-presidente do Iapar, é investir ainda mais na industrialização da produção agrícola do Estado. “Numa agricultura que se proponha atuar globalmente, é preciso uma infraestrutura robusta de processamento da produção, de forma a agregar valor”, explicou. “Transportar frango processado é mais fácil do que levar soja para o mundo inteiro”, comparou.

Quem também defendeu um olhar mais atento para armazenagem no Estado foi o diretor presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Tessutti Dividino. “Quando você fala de armazenagem, tem sempre um tom pejorativo de ‘é um valor agregado’. Armazenagem em qualquer lugar do mundo é uma coisa importante”, disse.

A questão de responsabilidade sobre os agricultores, para Dividino, é uma questão benéfica para eles próprios. “Na medida em que o produtor agrícola está capitalizado, a decisão de especular pelo melhor preço, que é um direito dele, faz com que ele tome decisões diferentes daquele modelo real e lógico de tirar de um lugar, colocar em outro e exportar”, explicou.

Na conta de quem? A discussão sobre o setor privado assumir mais responsabilidades foi além da debate sobre o armazenamento da safra agrícola. As facilidades que o setor público tem colocado para as empresas que desejam investir no Paraná foi destacada por Guilherme Penin, diretor institucional e de regulação da Rumo Logística.

“O Paraná se destaca por duas razões principais, ambas ligadas a relação com o governo”, disse Penin. “Nossa interação com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) é muito boa, assim como com os municípios. A conversa com o governo do Estado também”, afirmou. A Rumo deve fechar 2017 com R$ 5 bilhões em investimentos no Brasil, dos quais R$ 2 bilhões destinados à Malha Sul.

Parceria. O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, ressaltou a importância de estabelecer parcerias para os projetos. “A situação do porto de Paranaguá, por exemplo. Há anos a autoridade portuária da APPA faz a regulamentação, e o resto é tocado por grupos privados. Para melhorar a qualidade dos serviços, precisa de aproximação”, disse Richa Filho.

Na mesma linha foi Dividino, presidente do Porto de Paranaguá. “Se nós não conversarmos com o cliente, o melhor projeto vai dar errado. Estamos aqui para servir o setor, seja ele da indústria, do comércio ou agrícola”, disse. Com isso, a iniciativa privada investiu R$ 1,3 bilhão no porto até o fim de 2016. Na outra ponta a companhia fez uma reforma administrativa, em 2012, para reduzir o quadro e as despesas.

Já o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, comentou que na agricultura não há muitas opções para parcerias. “Nossos custos e renda são muito justos”, explicou. “O que a gente precisa é que o Estado não atrapalhe a gente. Por exemplo, temos um crédito de ICMS junto ao governo que a gente não consegue usar. Agora estamos tentando criar alternativas para pegar pelo menos um pouquinho desse dinheiro de volta. E não é só a Cocamar, mas todo o cooperativismo”, completou.

Com as próprias pernas

“Nos EUA os agricultores mantêm armazenamento em suas propriedades. O governo americano já está saindo desse campo.”

Florindo Dalberto,
DIRETOR-PRESIDENTE DA IAPAR
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 06/12/2017

PORTO - PARANÁ BUSCA INVESTIDORES PARA NOVA FERROVIA
Publicado em 12/06/2017 as 05:36 PM

Projeto de R$ 10 bi, ainda em fase preliminar e sem previsão de entrega, ligaria Dourados (MT) ao porto de Paranaguá

O governador do Paraná, Beto Richa, aproveitou a vinda a São Paulo para participar do Fórum Regional Estadão Paraná para lançar um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção de uma ferrovia ligando a cidade de Dourados (MT) até o Porto de Paranaguá. De acordo com Richa, serão cerca de 1 mil quilômetros de extensão com um custo estimado de R$ 10 bilhões.

“Nos próximos meses teremos a possibilidade de identificar grupos para a construção dessa ferrovia, que vai ajudar a escoar a produção do CentroOeste”, disse Richa.

A ferrovia deve ser responsável por transportar os produtos agrícolas produzidos no Paraná e no Mato Grosso do Sul, responsáveis por 30% da produção brasileira, segundo o governador do Paraná. Com o lançamento do PMI, a ideia é estimular a participação do setor privado na obra. O primeiro passo é realizar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da ferrovia. Em um segundo momento, será aberta licitação para construção e concessão da via.

“Existe um gargalho crítico do País nesse modal de transporte. E ele garante uma economia substancial”, explicou o governador do Paraná.

De acordo com dados do estudo do IBGE de 2015, “Logística dos Transportes no Brasil”, o País tem 29 mil quilômetros em ferrovias espalhadas pelas cinco regiões. Ainda segundo IBGE, 61,1% da carga nacional é transportada pelo sistema rodoviário contra apenas 21% por meio de trens.

Já o Paraná, segundo a Secretaria de Infraestrutura, tem 2.400 quilômetros de ferrovias, sendo 2.039 quilômetros de concessão federal à América Latina Logística (a ALL, que hoje integra a Rumo Logística) e só 248,5 km pertencentes ao governo do Estado e controlada pela Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A, a Ferroeste.

De acordo com José Richa Filho, secretário de Infraestrutura e Logística no Estado, apenas 20% dos produtos que chegam ao porto de Paranaguá são transportados pela via férrea.

Trilhos. O projeto da ferrovia está dividido em duas partes. A primeira terá 400 quilômetros e deve ligar Guarapuava ao Litoral do Paraná. Já a segunda metade terá o trecho entre Guarapuava até a cidade de Dourados, no Mato Grosso, com cerca de 350 quilômetros. A obra prevê, ainda, a revitalização dos 250 quilômetros de trilhos já existentes entre as cidades de Guarapuava e Cascavel.

Assim seria possível escoar a produção dos dois Estados para o Porto de Paranaguá. O governador quer, ainda, que produtores de países vizinhos exportem seus insumos no porto paranaense.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 06/12/2017

PORTO - INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA ABREM CAMINHOS NO PARANÁ
Publicado em 12/06/2017 as 05:36 PM

Governo estadual tenta reduzir gargalos logísticos com obras em estradas e portos e pretende ampliar a malha ferroviária; Fórum Regional Estadão debateu principais desafios do governo para melhorar o ambiente de negócios

Ambiente de negócios, inovação e retomada do crescimento foram os temas que conduziram o Fórum Regional Estadão Paraná, que reuniu o governador Beto Richa (PSDB), empresários e especialistas, durante o evento que aconteceu no auditório do jornal no último dia 29.

Como terceiro exportador do agronegócio brasileiro, o estado investe em infraestrutura de transportes para tentar melhorar o escoamento de cargas.

Entre as apostas está o Programa de Conservação e Manutenção de Estradas, cujos recursos chegam a R$ 2,3 bilhões. O Estado tem 500 quilômetros de rodovia em duplicação e a readequação de 3.300 quilômetros de estradas rurais pelo interior.

Além disso, o governo acaba de lançar um procedimento de manifestação de interesse, para grandes grupos empresariais, para o projeto de construção de uma ferrovia, com 1 mil quilômetros de extensão, a partir de Dourados (MS), cortando o estado do Paraná até chegar ao Porto de Paranaguá. “Os investimentos devem chegar a R$ 10 bilhões”, disse Richa.

A área portuária também passou por uma modernização com investimentos públicos e privados milionários. As operações de dragagem, que antes saíam com meia carga pela falta de calado, hoje recebem grandes navios que partem com carga completa, reduzindo o custo de produção e ampliando a produtividade do comércio.

Durante o Fórum, o diretor presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Tessutti Dividino, destacou os investimentos de R$ 2 bilhões em 2016. Para as obras previstas entre 2017 e 2019, como o investimento nos terminais de Contêineres de Paranaguá (TCP), da Fospar e da Ponta do Félix, entre outras de menores proporções, a previsão é de mais R$ 1,5 bilhão. “As maiores obras portuárias do País vão ocorrer nos próximos dois anos no Porto de Paranaguá, que também é o único que mantém o calado em manutenção constante e habilitação para dragar o maior navio da costa”, enfatizou, lembrando que cerca de 35% do PIB do Brasil passam por esse porto.

Ele ressaltou, entretanto, que o grande desafio dos interessados em investir é como a carga chega ao porto. “Precisamos melhorar a demanda ferroviária para o Porto de Paranaguá”, disse Dividino, chamando a atenção para a necessidade de preços de frete competitivo em relação aos rodoviários.

Já para o diretor institucional e de regulação da Rumo Logística, Guilherme Penin, a malha ferroviária Sul da companhia, que atende ao Paraná, é desafiadora, porém rentável, considerando que há grandes volumes a serem transportados por longa distância até o porto, especialmente de produtos agrícolas.

Ele também salientou que a companhia deve fechar 2017 com cerca de R$ 5 bilhões em investimentos no Brasil, dos quais R$ 2 bilhões destinados à Malha Sul, com 46 novas locomotivas, além das obras em curso, como a revitalização de 700 quilômetros de via férrea e das linhas que atendem o Porto de Paranaguá. “A companhia atingiu o nível de 1,004 milhão de toneladas descarregadas por ferrovia no porto”, disse. / COLABOROU LETICIA PAKULSKI

Mais investimentos

“Precisamos melhorar a demanda ferroviária para o Porto de Paranaguá”

Luiz Henrique Tessutti Dividino,
DIRETOR PRESIDENTE DO PORTO DE PARANAGUÁ
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 06/12/2017

SELIC E TJLP SE IGUALAM E GOVERNO REDUZ SUBSÍDIO
Publicado em 12/06/2017 as 05:35 PM

Por Fabio Graner e Eduardo Campos | De Brasília

Confirmada a expectativa de que a taxa de juros básica será reduzida hoje de 7,5% para 7% ao ano, a Selic e a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) serão iguais pela primeira vez na história. Além do efeito simbólico de a principal referência do crédito de longo prazo no Brasil se igualar ao juro de curto prazo, a situação reduz ainda mais os gastos do governo com subsídios nas operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O subsídio à TJLP sempre foi apontado por economistas de bancos como uma distorção no mercado de crédito, responsável em grande parte pelos juros altos dos empréstimos no segmento
livre. Se estão certos, há agora um estímulo adicional à redução substancial nessas taxas.

Quanto maior a diferença entre Selic e TJLP, maiores os gastos com os subsídios, que ocorrem porque o Tesouro capta grande parte dos recursos pagando a taxa básica e os repassa ao BNDES pela TJLP, que sempre foi bem mais baixa. Esses subsídios não serão zerados quando as taxas se igualarem porque o governo capta recursos também com títulos mais caros que a Selic.

Estudo da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda mostrou que os gastos com subsídios chegaram a R$ 29,1 bilhões em 2016, quando a Selic ficou vários meses em 14,25% ao ano, enquanto a TJLP estava em 7,5%. Agora, com a taxa básica em 7%, o subsídio anual deve cair para cerca de R$ 2 bilhões por ano.

Relatório do Ministério da Fazenda divulgado na semana passada mostrou o impacto da queda dos juros no longo prazo. No início do ano, os subsídios projetados até 2060 no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) alcançavam R$ 109 bilhões. Agora, a estimativa caiu para R$ 64,8 bilhões.

O economista-chefe do Santander, Mauricio Molon, diz que o momento é favorável ao mercado de capitais, que começa a se oferecer como opção para financiamentos de longo prazo.Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 06/12/2017

CNA PROJETA RESULTADOS MAIS POSITIVOS NO CAMPO EM 2018
Publicado em 12/06/2017 as 05:35 PM

Por Cristiano Zaia | De Brasília

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, que inclui todos os elos das cadeias que compõem o setor, deverá crescer de 0,5% a 1% em 2018 caso o clima continue favorável, segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgadas ontem, em evento em Brasília. Para 2017, a projeção é de baixa de 2%.

Segundo a entidade, se a expectativa de queda de 6% da colheita de grãos nesta safra 2017/18 se confirmar, os preços tendem a reagir. Essa estimativa, divulgada pela Conab, leva em consideração as previsões meteorológicas atuais, que sinalizam um clima favorável, mas "menos perfeito" que no ciclo 2016/17.



Assim, o PIB da agropecuária, que envolve apenas a produção primária, deverá aumentar 5% em 2018, conforme a CNA. Para 2017, a estimativa é de expansão de 11%, alavancada pela safra recorde de grãos. "Todo mundo está preocupado com o atraso das chuvas e com o quanto isso deve comprometer a colheita, mas 91% da safra de soja [2017/18]

já foi plantada até o início de dezembro", afirmou Bruno Lucchi, superintendente técnico da CNA.

Em função de preços mais animadores para o próximo ano, projetou a CNA, o Valor Bruto da Produção (VBP) deverá registrar crescimento de 7,1% em 2018, para R$ 559,6 bilhões. A estimativa é que o VBP agrícola aumente 6,1%, puxado pela soja, e o da pecuária cresça 9%.

A entidade avaliou que as reformas da Previdência e tributária serão importantes para que o agronegócio continue em expansão. E considerou que as próximas eleições presidenciais preocupam, porque podem ter reflexos sobre o câmbio
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 06/12/2017

PLANEJAMENTO DESCARTA 'RISCO MORAL' EM MP DE RODOVIAS
Publicado em 12/06/2017 as 05:35 PM

Por Fabio Graner | De Brasília

O chefe do Departamento de Infraestrutura de Logística do Ministério do Planejamento, Bruno Sad, disse que não considera que haja configuração de "risco moral" na Medida Provisória 800, que permite o alongamento do prazo dos investimentos previstos em concessão de rodovias.

Para ele, a MP não muda o equilíbrio do contrato e por isso não gera ganhos além dos previstos na licitação, porque mais à frente o concessionário terá redução de tarifa. "Se o objeto for todo entregue, a tarifa vai cair proporcionalmente ao que deixou de cair durante todo aquele período. Por isso, o equilíbrio está preservado. Todo o eventual ganho que a concessionária teria durante um tempo ele perderá ao final da concessão e ficará equilibrado", explicou. "É como se compensasse", acrescentou, explicando que pode ocorrer também redução do prazo de concessão.

Sad ressaltou que o prazo de 14 anos para os investimentos é o limite e isso será discutido conforme o caso. Ele participou de seminário promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre gestão de infraestrutura. Na palestra, ele disse que um dos problemas das concessões foi a falta de financiamento em condições favoráveis que se previa quando do processo licitatório.

Ontem, o Valor mostrou que o Ministério Público Federal pode contestar judicialmente a MP 800, alegando que ela muda a regra do jogo e cria risco moral.

Sad disse que o governo está finalizando decreto para prorrogação antecipada e relicitação de concessões. O decreto vai estabelecer quais condições o concessionário tem que cumprir para devolver, como não estar por exemplo totalmente inadimplente. Vai também definir critério para o próximo concessionário comprar. "O próprio licitante vai pagar ao concessionário uma outorga, como indenização. O decreto vai regular como fazer este pagamento".

No mesmo seminário, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler disse que há no Brasil um fenômeno de redução do espaço político de decisão pela ampliação dos espaços de controle administrativo nas escolhas de ação governamental. Segundo ele, o lado positivo é que isso evita decisões do tipo "Odorico Paraguaçu", personagem ficcional do dramaturgo Dias Gomes em "O Bem-Amado" cujo principal projeto era a construção de cemitério, mas ninguém morria na cidade.

"Opções políticas fora do razoável podem ser desconstituídas pelas dificuldades na área técnica", disse. O ministro reconheceu que há um "quadro dramático" nas concessões e que o TCU tem discutido com o governo as medidas que vêm sendo adotadas.Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 06/12/2017

MERCOSUL E UE TROCAM NOVAS OFERTAS E FICAM PERTO DE 'PRÉ-ACORDO'
Publicado em 12/06/2017 as 05:35 PM

Por Daniel Rittner | De Brasília

Novas propostas de liberalização comercial foram trocadas ontem por Mercosul e União Europeia, em Bruxelas, no penúltimo dia da rodada decisiva de negociações para fechar um acordo que vem sendo costurado há quase duas décadas. A sensação dos dois lados é que um tratado de livre comércio, depois de anos de barganha, agora está finalmente perto de ser anunciado.

Negociadores sul-americanos iniciam hoje mesmo um pente-fino na proposta europeia. Uma das preocupações é verificar se houve mesmo inclusão de açúcar e aumento dos volumes de carne de frango que podem ser exportados com tarifas reduzidas. "Vamos ver agora se era propaganda verdadeira ou enganosa", afirma uma fonte bastante próxima às discussões. "Mas as expectativas de um lado e de outro foram aparentemente preenchidas", frisa.

Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai ofereceram maior acesso dos países da UE às compras públicas na região. Também se dispõem a "consolidar" seus atuais níveis de abertura no setor de serviços, o que significa uma garantia de blindagem a eventuais restrições do Mercosul no futuro.

No entanto, ambos os blocos deixaram algumas cartas na manga para o auge das conversas, que ocorre na semana que vem. A UE ainda não melhorou suas cotas para o acesso privilegiado de etanol (600 mil toneladas por ano) e de carne bovina (70 mil toneladas), que são volumes ainda inferiores aos colocados sobre a mesa em 2004, quando um acordo esteve próximo.

Os sul-americanos também preservaram suas últimas concessões para Buenos Aires, às margens da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que começa no domingo. Logo na chegada, ministros e comissários de Comércio e de Relações Exteriores devem se reunir para uma "troca de impressões" sobre a evolução das conversas. Nos dias seguintes, espera-se a apresentação das ofertas finais. Do lado europeu, virá a proposta definitiva para carne e etanol, que precisa de aval direto da cúpula de Bruxelas por causa das sensibilidade dos europeus.

No fim da semana passada, fontes afirmavam que as chances de anunciar um "pré-acordo" de livre comércio em Buenos Aires eram de 70%. Agora, segundo as autoridades, essa probabilidade é ainda maior. Restaria somente o detalhamento do arcabouço normativo e jurídico como pendência para resolver em 2018.

O presidente Michel Temer estará em Buenos Aires no domingo, para a abertura da conferência, e acompanha de perto as negociações. Na avaliação de seus interlocutores no Palácio do Planalto, ele arbitrará a favor de um acordo, caso as áreas técnicas fiquem em dúvida sobre aceitar ou não a abertura oferecida pelos europeus. A leitura é que o Brasil precisa de mais abertura comercial e anunciar um "pré-acordo" na próxima semana daria um importante trunfo político a Temer.

Além disso, acredita-se que um novo impasse nas discussões significaria o engavetamento definitivo das negociações, que se arrastam desde os anos 90
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 06/12/2017

PORTOS - RELATÓRIO DO MTE APONTA RISCOS ESTRUTURAIS EM PORTO
Publicado em 12/06/2017 as 05:35 PM

Interdição - Fiscalização do Ministério do Trabalho emitiu 38 autos de infração e listou problemas estruturais no Porto Ilha de Areia Branca

O Ministério do Trabalho divulgou em nota enviada à Imprensa nesta terça-feira, 5, os motivos da interdição do Porto Ilha, em Areia Branca, litoral Norte do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram lavrados 38 autos de infração por descumprimento de itens das Normas Regulamentadoras 08, 10, 12, 13, 20, 29 e 35 (veja box). O terminal está inoperante desde o último fim de semana e a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) afirmou via assessoria de comunicação que não irá se posicionar sobre o caso. Na segunda-feira, 4, o órgão emitiu nota afirmando que os problemas detectados na inspeção diziam respeito aos documentos dos trabalhadores.

Entretanto, o Ministério do Trabalho esclareceu que os serviços, locais e equipamentos interditados foram os seguintes: instalações elétricas, trabalho em altura, serviços e instalações com inflamáveis, edificação utilizada como alojamento de terceirizados, pisos e passarelas gradeados com risco de queda, atividade de retirada de impurezas do sal sobre a correia contínua em movimento e equipamentos de movimentação de cargas. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, comentou o caso.

“Cada acidente de trabalho é uma tragédia pessoal, familiar e social. A criação de uma cultura de prevenção que permeie todos os setores de atividade no Brasil é um desafio que só será superado com o envolvimento de todos”, acrescentou Ronaldo Nogueira.

O coordenador da ação, auditor-fiscal do Trabalho Mauro Costa Cavalcante Filho, foi enviado do Rio de Janeiro para apurar a situação do Terminal Salineiro. “Constatamos no local a existência de instalações elétricas sem proteção, alojamento com risco de desmoronamento e com infiltrações, tanques de inflamáveis com laudo de reprovação de 2012 e insalubridade dos alojamentos. Faltava documentação obrigatória de garantia das instalações e havia pisos com buracos e corrosão acentuada, pondo em risco a segurança e a saúde dos trabalhadores”, listou.

Produção

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal do país e o Terminal Salineiro de Areia Branca, localizado no Oceano Atlântico, próximo ao litoral do Rio Grande do Norte, escoa a produção do estado. Os principais destinos são o mercado internacional e as indústrias de cloro brasileiras.

O Porto Ilha funciona com uma equipe de 45 trabalhadores, a maioria da própria Codern, que se revezam em regime de sete dias de trabalho por sete de descanso. A jornada diária é de 12 horas de trabalho, em turnos de revezamento a cada seis horas.

“O porto já havia sido objeto de interdição e autuações anteriormente à presente ação e de dois Termos de Ajustamento de Conduta, que não estão sendo cumpridos”, ressalta o coordenador. Durante a paralisação dos serviços, em decorrência da interdição, os empregados devem receber como se estivessem em efetivo exercício, nos termos do § 6º do art. 161 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Fonte : Tribuna do Norte - RN
Data: 06/12/2017

HIDROVIA - FALTA DE INFRAESTRUTURA CASTIGA O AGRONEGÓCIO
Publicado em 12/06/2017 as 05:34 PM

Autor:        Wandell Seixas - Da editoria de Agroindústria

Anualmente, o Brasil perde aproximadamente 34 milhões de toneladas de grãos por falta de uma estrutura adequada de armazenagem em todas as etapas da cadeia produtiva. Argentina deve passar o Brasil na redução de custo logístico

Anualmente, o Brasil perde aproximadamente 34 milhões de toneladas de grãos por falta de uma estrutura adequada de armazenagem em todas as etapas da cadeia produtiva do agronegócio. O cálculo é do especialista em logística, Renato Pavan, e foi apresentado em palestra no seminário Infraestrutura de Transportes e Logística: Visão dos Usuários, promovido, ontem, em São Paulo, pela Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Anut (Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas) e Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes).

"O ponto mais crítico da falta de armazéns está nas fazendas, uma vez que hoje apenas 14% da produção agrícola brasileira é armazenada nelas, enquanto nos Estados Unidos esse percentual chega a 65%" ressalta Pavan, salientando que Isso gera ainda mais Ineficiência na economia brasileira, já tão prejudicada por conta dos elevados custos causados pelas condições inadequadas das rodovias, ferrovias e portos. “Hoje, o custo da tonelada de grãos transportada de Sorriso, no Mato Grosso, até o porto de Santos é de US$ 102, enquanto nos listados Unidos não passa de US$ 51, e na Argentina sal por US$ 79. Em Goiás, Estado essencial mente agropecuário também, a Comigo (Cooperativa Mista dos Produtores do Sudoeste Goiano), baseada em Rio Verde, Antônio Chavaglia, presidente, ressalta que “a condição é a mesma."

ARGENTINA

Especifica mente no caso da Argentina, Pavan chamou a atenção para planos futuros daquele país em reduzir ainda mais seus custos logísticos para escoamento da safra de grãos. "Está em negociação pelo governo argentino a construção de uma ferrovia de 1.200 quilômetros ligando as regiões produtoras de grãos com os portos no Chile, que deve aumentar a competitividade dos grãos argentinos, além de facilitar o acesso aos mercados asiáticos, pela facilidade de navegação pelo pacífico. Com isso, a Argentina deve ultrapassam Brasil em termos de ações para reduzir os custos logísticos, beneficiando, sobretudo, a sua produção de grãos", afirmou, salientando ainda que, como o mercado interno argentino é menor, sobra mais produtos para exportação.

Cláudio Graeff, presidente do Comité de Logística e Competitividade da Abag, concorda com a avaliação de Pavan sobre a questão da armazenagem. "Hoje, sem dúvida nenhuma, a falta de armazéns é a principal deficiência da cadeia produtiva do agronegócio", analisou. Para Graeff, no entanto, é na armazenagem que está também a melhor possibilidade de se equacionar o problema. “Ao contrário da deficiência em rodovias, ferrovias e portos, que demanda elevados investimentos, no caso de armazém, a necessidade de recurso é menor e os investimentos podem ser feitos pelo próprio produtor rural. Penso que essa saída é provisória para atenuar o problema, enquanto não se resolve a forma de financiar os grandes empreendimentos de transportes” ponderou.

ECONOMIA DE MERCADO

No encontro também foi feita uma avaliação econômica e jurídica sobre vários projetos de lei que tramitam no Legislativo e que interferem nos preços dos fretes do transporte de cargas, estabelecendo uma política de preços fixos. “Todas as propostas em análise geram dúvidas quanto a sua constitucionalidade e são claras ameaças à livre iniciativa, livre negociação e também ao regime de concorrência, fatores essenciais para o funcionamento da economia de mercado”, afirmou Leonardo Zilio, gerente de Relações Setoriais do Sindicom. Segundo cálculos da entidade, se essas propostas forem transformadas em lei, no curto prazo, teremos um aumento de até 9% nos custos do frete. No longo prazo, podemos chegar a uma elevação de até 30%.

Para Andréa Häggsträm Rodrigues, advogada da área de Assuntos Legislativos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que também proferiu palestra no evento, as propostas são “tão absurdas que é difícil até analisar seus méritos”. Apesar disso, ela informa que os projetos estão tendo tramitação acelerada na Câmara dos Deputados. “Caso sejam aprovadas, as propostas devem prejudicar, sobretudo, as pequenas indústrias”. Participaram também das discussões legais relativas ao frete: Daniel Amaral, gerente de Economia da Abiove; e Thiago Bastos Rosa. da Anut.

INFRAESTRUTURA

Ao final do seminário, foi assinado um documento de princípios que enfatiza a deficiência na infraestrutura de transporte, com malha rodoviária em más condições, ferrovias, hidrovias e cabotagem insuficientes, sem contar o agravante da baixa capacidade de armazenagem. “A logística nacional padece com uma competitividade inadequada, que há muito tempo tem sido um entrave ao desenvolvimento econômico e social do País”, afirma o documento, que foi lido por Daniel Amaral, da Abiove.

O texto destaca que o futuro depende de uma reviravolta, com fortes investimentos públicos e privados para uma infraestrutura de transporte compatível com as necessidades do País. “O transporte de cargas, nos seus diversos modais, é indutor de maior riqueza, melhoria social, sustentabilidade, inovação e tecnologia. Portanto, merece redobrada atenção para ser uma política de Estado, não de governo, com planejamento e metas verificadas e reavaliadas periodicamente. As entidades de usuários clamam por um novo olhar para a logística”, resume o documento.

LOGÍSTICA DOS TRANSPORTES

O presidente da Comigo, António Chavaglia tem batido ao longo dos anos na necessidade do governo brasileiro priorizara logística nos transportes. Em sua opinião, é de vital importância o escoamento dos grãos, carnes e insumos básicos num sistema que envolva a integração ferroviária hidroviária e rodoviária “Não esquecendo dos portos estratégicos", lembra.

Para Chavaglia é importante o trabalho Iniciado pelo governo de São Paulo relativo à hidrovia Tietê - Paranaíba. Essa iniciativa beneficia os municípios como Itumbiara, na região sul goiana, Ido Verde e Jatai, no sudoeste goiano.
Fonte : Diário da Manhã - GO
Data: 06/12/2017

EMBARCAÇÃO - EMBARCAÇÃO BATE EM PEDRA E PASSAGEIROS SÃO RETIRADOS POR SEGURANÇA
Publicado em 12/06/2017 as 05:34 PM

Um barco bateu em uma pedra enquanto estava atracado na manhã desta terça-feira no porto improvisado em frente à Praça Tiradentes em Santarém, no oeste do Pará.

A embarcação estava carregada com mercadorias e passageiros. Para evitar mais incidentes e diminuir o peso, as pessoas foram retiradas do local assim como alguns produtos.

O barco Julibel 2012 iria sair às 13h de Santarém com destino ao município de Terra Santa. A suspeita é que a forte ventania e a correnteza tenham contribuído para a batida. O taxista Luiz Ferreira iria voltar para casa após tentar fazer alguns exames médicos, mas por causa do acidente ele decidiu permanecer em Santarém. "Quando eu cheguei aqui vi a agonia, acho que aconteceu na hora da saída. As pessoas me falaram que bateu em um poita da balsa e furou o casco. Vou voltar pra a casa de apoio", contou.

Quando o incidente aconteceu, Raimundo Leocádio de Menezes estava na embarcação com a esposa. O casal tinha saído de Belo Horizonte e iria para Nhamundá fazer uma visita a alguns familiares. "Estávamos todos aqui no barco, chegamos aqui por volta das 10h e depois do almoço tivemos a notícia que tinha furado o casco. Foi um corre-corre, foi assustador. Nunca pensei que passaria isso na minha vida, graças a Deus ela estava atracada", disse.

Por telefone, uma representante da empresa proprietária do barco informou que as primeiras medidas adotadas foram para controlar a entrada de água no casco e preservar as mercadorias. Em relação às passagens vendidas, Karol Carvalho informou que haverá reembolso.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 06/12/2017

TEMER E MORALES DISCUTEM CONSUMO DE GÁS
Publicado em 12/06/2017 as 05:33 PM

BOLÍVIA - País vizinho quer fornecer o produto para outros consumidores

BRASÍLIA - Agência Estado

A Bolívia cobrou ontem uma definição da Petrobras sobre a compra de gás daquele país. Durante conversa do presidente Michel Temer com o presidente da Bolívia, Evo Morales, o ministro de Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sánchez, deixou claro que gostaria de maior previsibilidade de consumo por parte da Petrobrás, segundo fontes presentes ao encontro.

O Brasil é o principal consumidor do gás boliviano e a Petrobras é hoje a única compradora no país. O atual contrato de fornecimento acaba em 2019. Embora seja um contrato entre a estatal brasileira e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), esse é o principal item de relacionamento econômico entre os dois países.

Segundo fontes, há sinais nos bastidores de que, com o fim do contrato, a Petrobras pretende reduzir suas compras de gás pela metade. Os bolivianos esperam informações mais firmes sobre isso para decidir se abrem a venda de gás para outros compradores no Brasil. O Mato Grosso do Sul é um dos interessados, segundo informou o governador Reinaldo Azambuja. "Temos um duto em Corumbá que só precisa ser conectado ao sistema boliviano", disse.

O Estado quer comprar gás diretamente da Bolívia para viabilizar a implantação de uma usina termelétrica na fronteira, um investimento privado de R$ 1,5 bilhão. Outras empresas poderiam comprar diretamente da empresa estadual, a MSGÁS.

Com isso, provavelmente, conseguiriam um preço melhor do que o cobrado pela Petrobras, por causa do custo de transporte, que é igual para todos os consumidores, independentemente de onde estejam. Azambuja quer vender diretamente e oferecer como vantagens a proximidade em relação ao fornecedor e um sistema de dutos próprio. Procurada, a Petrobrás não se manifestou.

Michel Temer recebeu ontem de manhã o presidente da Bolívia, Evo Morales, no Palácio do Planalto, depois de dois adiamentos por complicações de saúde. O presidente ofereceu à comitiva boliviana um almoço no Itamaraty. Eles conversaram por volta das 12h em uma sala do Planalto.

Durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Morales acusou Temer de promover um golpe "judicial e parlamentar" e retirou o embaixador do País, um gesto diplomático de repúdio. A Bolívia foi um dos países latino-americanos que não reconheceu o afastamento de Dilma.

Agora, Evo, que comanda a Bolívia desde 2006, se prepara para tentar concorrer ao quarto mandato consecutivo, o que não era permitido pela constituição, mas foi autorizado pelo Tribunal Constitucional boliviano, sob protestos da oposição. Ele poderá ficar quase duas décadas no poder.

Morales foi recebido pelo presidente e por uma delegação de ministros, entre eles os tucanos Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). Integraram a comitiva brasileira, entre outros, os ministros: Eliseu Padilha (Casa Civil), Torquato Jardim (Justiça), Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Mauricio Quintella Lessa (Transportes), Fernando Bezerra Coelho (Minas e Energia). Antes do encontro com Temer, Evo se reuniu com quatro governadores de Estados da região próxima à fronteira com a Bolívia.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 06/12/2017

NAVEGAÇÃO FLUVIAL - ENCERRADO EM GRANDE ESTILO MAIS UM PROGRAMA DE SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO NA AMAZÔNIA - PSNA-2017 BASTANTE PRESTIGIADO
Publicado em 12/06/2017 as 05:33 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Em bonita cerimônia realizada no Auditório “Albano Franco” da FIEPA-Federação das Indústrias do Estado do Pará, aconteceu o encerramento de mais um Programa de Segurança na Navegação da Amazônia-PSNA-2017.

Na mesa oficial o Secretário de Estado de Transporte, Kleber Menezes, representando o Governador Simão Jatene, Capitão-de-Mar e Guerra Dionísio, representando o Comandante do 4o Distrito Naval, Capitão-de-Mar e Guerra Santiago, Comandante da Capitania dos Portos-CPAOR, armador e empresário Eduardo Carvalho, presidente do SINDARPA e a empresária Drª. Sônia Guedes, presidente da nossa SOAMAR-Belém.

Empresas de navegação fluvial de cargas e passageiros foram premiados depois de uma minuciosa avaliação, entre elas a Transdourada, Henvil Transportes, Camila Navegação, Hidrovias do Brasil e outras mais, além de entidades ligadas ao setor, aparecendo na foto os componentes da mesa e os representantes da empresa e entidades que foram premiadas. Usou da palavra no final o Comandante Santiago, dando por encerrado o importante acontecimento. Um coquetel foi servido aos presentes.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 06/12/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - AÇÃO TENTA INTERROMPER OBRA DE ADUTORAS
Publicado em 12/06/2017 as 05:33 PM

A Defensoria Pública do Ceará e a Defensoria Pública da União (DPU) entraram com ação civil pública na qual pedem a paralisação das obras de ampliação de adutoras.

Os canais estão em construção para retirar água de lagoa da Área de Proteção Ambiental do Lagamar do Cauípe para abastecer o Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

As defensorias questionam o procedimento de liberação dos alvarás. Não teriam sido feitos estudos de impacto ambiental nem avaliação social das comunidades tradicionais afetadas. Povos indígenas que habitam a terra também não teriam sido considerados.

Na manhã de ontem, membros das comunidades protestaram na CE-421, em São Gonçalo do Amarante. Galhos e pneus foram queimados próximo aos canos para perfuração de poços.

Em nota, a Secretaria dos Recursos Hídricos afirmou que estudos entre 2011 e 2014 demonstraram que a lagoa libera 20 mil litros de água por segundo para o mar na quadra chuvosa e a intenção é retirar 200 litros por segundo enquanto a lagoa estiver vertendo. A pasta acrescentou que a perfuração de poços nas dunas retira 10% da reserva que se renova a cada estação chuvosa. A secretaria disse ainda que houve cinco encontros com a população entre maio e outubro.
Fonte: O Povo - CE
Data: 06/12/2017

PORTOS - CORTE DE R$ 34 MI PARA CEARÁ AFETA PORTO E RODOVIAS
Publicado em 12/06/2017 as 05:33 PM

Autor:        IGOR MAGALHãES

Governo Federal cancelou os repasses previstos para cinco projetos. Valores serão destinados a outros estados

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão anulou verba de mais de R$ 34 milhões em recursos federais que seriam destinados a obras de infraestrutura e transportes no Ceará.

Os recursos foram transferidos para abertura de créditos suplementares para programas e ações em outros estados. A medida entrou em vigor na última sexta-feira, 1º, quando foi publicada em portaria no Diário Oficial da União.

O cancelamento dos recursos afetam cinco obras infraestrutura no Estado: dragagem de aprofundamento no Porto de Fortaleza (R$ 2.165.635); adequação do trecho rodoviário Fortaleza-Pacajus, na BR-116 (R$ 3 milhões); adequação do Anel Rodoviário em Fortaleza, na BR-020 (R$ 8,7 milhões); construção de trecho rodoviário no entroncamento CE-040 - Ponte Sabiaguaba, na BR-020 (R$ 2,2 milhões); manutenção de trechos rodoviários na Região Nordeste, Ceará incluso (R$ 17.950.000). Suspensão

A portaria nº 414, que suspende os repasses para o Estado, concede crédito de cerca de R$ 1,38 bilhão para reforçar o orçamento de uma série de outros projetos em diversos estados ligados aos Ministérios dos Transportes, Portos e Aviação Civil, da Defesa, da Integração Nacional, e das Cidades.

Para isso, foram canceladas as dotações orçamentárias — verbas já previstas para atender despesas públicas específicas —, que beneficiariam as obras de infraestrutura no Ceará.

O POVO entrou em contato com o Ministério do Planejamento para saber porque os recursos foram cancelados, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. A Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag) também foi procurada para informar sobre o impacto da suspensão das verbas da União para as obras cearenses, mas também não respondeu.

Procurado, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, informou que não estava sabendo da suspensão dos repasses e, por isso, também não iria comentar o assunto.
Fonte: O Povo - CE
Data: 06/12/2017

CÂMARA APROVA MP QUE INCENTIVA PETROLÍFERAS
Publicado em 12/06/2017 as 05:32 PM

A Medida Provisória 795/17 cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração, no desenvolvimento e na produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos

O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu, na madrugada desta quarta-feira (6), a votação da Medida Provisória 795/17, que cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração, no desenvolvimento e na produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos. A matéria será enviada ao Senado.

A MP também propõe uma solução para litígios tributários relacionados ao imposto de renda incidente sobre afretamento de embarcações e plataformas flutuantes.

Aprovada na forma do projeto de lei de conversão do relator, deputado Julio Lopes (PP-RJ), a MP estipula a vigência desse regime a partir de janeiro de 2018. Esses bens contarão com suspensão do Imposto de Importação (II), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação se destinados às atividades do setor e com permanência definitiva no País.

Uma novidade do parecer do relator é a proibição de uso desse regime para a importação de embarcações destinadas à navegação de cabotagem e à navegação interior dentro do território nacional, assim como à navegação de apoio portuário e de apoio marítimo, restritas a embarcações de bandeira nacional.

Poderão contar com a suspensão os bens listados pela Receita Federal – a suspensão será convertida em isenção depois de cinco anos da importação. Caso a petroleira não usar o bem para a atividade prevista dentro de três anos, prorrogável por mais 12 meses, terá de recolher os tributos não pagos com juros e multa de mora.

Embalagens e matérias-primas

Outro benefício para as empresas petrolíferas em atuação no Brasil é a suspensão de tributos na importação ou na compra no mercado interno de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem a serem usados para fazer um produto final decorrente das atividades de exploração de petróleo.

Além dos mesmos tributos da suspensão para importação de embarcações, também poderão ser suspensas a Cofins e o PIS/Pasep, contribuições incidentes no mercado interno.

O benefício valerá ainda para a importação ou compra pelas empresas denominadas fabricantes-intermediários, que deverão usar os insumos para a industrialização de produto intermediário a ser diretamente fornecido a empresas petroleiras.

O prazo da suspensão será de um ano, prorrogável por período não superior a cinco anos, exceto em casos justificados autorizados pela Receita Federal.

Os insumos que não forem empregados no processo produtivo, total ou parcialmente, deverão ser exportados, transferidos para outro regime especial que conte com a mesma suspensão de tributos, destruídos sob controle aduaneiro ou destinados ao mercado interno, com o pagamento dos tributos e acréscimos legais.

Quanto à petroleira compradora dos produtos industrializados, ela terá direito à suspensão de IPI, PIS/Pasep e Cofins, que será convertida em isenção quando usá-los dentro de três anos. Novamente, se isso não ocorrer nesse prazo, terá de pagar os tributos com juros e multa.

Para esse tipo de regime, Julio Lopes acrescenta dispositivo que especifica a aplicação da suspensão a todos os elos da cadeira produtiva para suprimento de produtos finais destinados à exploração e produção de petróleo.

Prazo até 2040
O relator também aumentou, de 31 de julho de 2022 para 31 de dezembro de 2040, a data final para aproveitamento desses dois tipos de regime especial de tributação.

A justificativa do governo para 2022 é que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) limita a cinco anos a vigência de renúncias fiscais fixadas em lei.

Lopes retirou do texto, porém, dispositivo que vinculava a concessão da renúncia fiscal à demonstração, pelo Poder Executivo, de que essa renúncia não afetaria o resultado fiscal.

De 2018 a 2020, a renúncia estimada pelo governo é de R$ 576,75 milhões.

Remessa de lucro

Outro artigo da MP limita a 31 de dezembro de 2019 a permissão para que não seja incluída na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) o lucro obtido no exterior por sua controlada ou coligada com atividades de afretamento por tempo ou casco nu, arrendamento mercantil operacional, aluguel, empréstimo de bens ou prestação de serviços diretamente relacionados às fases de exploração e de produção de
petróleo e gás natural, no território brasileiro.

Atualmente, a Lei 12.973/14 não especifica uma data limite para esse benefício fiscal.

Saiba mais sobre a tramitação de MPs

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Agência Câmara Notícias
Data: 06/12/2017

ANTAQ LANÇA SISTEMA DE OUTORGA ELETRÔNICA
Publicado em 12/06/2017 as 05:32 PM

Primeiro módulo é o de navegação



Nesta terça-feira (5), a ANTAQ lançou o Sistema de Outorga Eletrônica (SOE), módulo Navegação Interior de Percurso Longitudinal Misto e Navegação de Apoio Marítimo, de Apoio Portuário, Cabotagem e Longo Curso. O evento aconteceu na sede da Agência, em Brasília.

A partir dessa data, os interessados em prestar o serviço poderão pedir autorização à ANTAQ por meio do sistema, que está à disposição no portal (www.antaq.gov.br), juntamente com os manuais. Esses manuais trazem o passo a passo para que o interessado possa solicitar a outorga. Para ter acesso ao Sistema de Outorga Eletrônica, o interessado deverá se cadastrar primeiramente como “usuário externo”, quando receberá uma senha para entrar no sistema.

O principal objetivo da implantação do Sistema de Outorga Eletrônica é possibilitar aos interessados em solicitar autorização o envio de informações em ambiente virtual amigável para instrução do processo de outorga eletrônica no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O SEI é um sistema tipicamente de instrução processual, ambiente no qual todos os processos da ANTAQ devem estar pautados, inclusive os de outorga.

Com a implantação do Sistema de Outorga Eletrônica, que não excluirá o modelo antigo de solicitação de autorização, a ANTAQ espera reduzir em 50% o tempo de análise de outorga, que varia de acordo com o processo. Os testes foram realizados pelos servidores da GAN (Gerência de Autorização da Navegação) e das unidades regionais. A Superintendência de Fiscalização e Coordenação das Unidades Regionais dará todo o apoio para que os servidores possam ajudar o usuário que esteja com dificuldade. Também ficará à disposição o telefone da GAN* para que o interessado esclareça suas dúvidas.

Lançamento do Sistema de Outorga Eletrônica

Para o diretor-geral da ANTAQ, a ideia principal do SOE é reduzir o tempo de análise da solicitação de outorga. “Além disso, o interessado, agora, não precisará mais se deslocar para fazer o pedido de autorização. Com a implantação desse sistema, todos ganham em eficiência. As Unidades Regionais da ANTAQ já estão à disposição para o esclarecimento de dúvidas em relação à utilização do SOE”, lembrou Tokarski, ressaltando que, em breve, as outorgas relativas aos terminais de uso privado também serão eletrônicas.

Conforme o diretor da ANTAQ, Mário Povia, a implantação do Sistema de Outorga Eletrônica é a materialização de uma das ideias do Planejamento Estratégico da Agência. “Estamos trabalhando também para implantar o procedimento de protocolo eletrônico, onde empreendedores, consultores e advogados poderão peticionar na ANTAQ de forma digital”, disse Povia.

De acordo com o diretor, a implantação do SOE vai ao encontro da desburocratização, transparência, governança e sistematização, que são aspectos relevantes à ANTAQ e a todo o Estado brasileiro.

Para o diretor da ANTAQ, Francisval Mendes, é fundamental que a Agência utilize modernas ferramentas tecnológicas. “O sistema agilizará a análise dos processos, padronizará a emissão de pareceres técnicos e fará com que se aumente a eficiência da gestão da ANTAQ”, destacou.

Apresentação

Depois da abertura do evento, da qual participaram os três diretores da ANTAQ, o superintendente de Outorgas, Samuel Cavalcanti, e a gerente de Autorização da Navegação, Auxiliadora Borges, houve uma apresentação do sistema por parte do secretário de Tecnologia da Informação, Agenor Vicente. Em seguida, o servidor Vanderley Sousa preencheu um modelo de solicitação de autorização para que os presentes já pudessem se familiarizar com o sistema. “O sistema é muito fácil de ser usado e a Gerência de Autorização da Navegação está à disposição para dirimir quaisquer dúvidas que venham a surgir. Nosso objetivo é aumentar a celeridade na análise de processos”, afirmou a gerente da GAN.

Estiveram presentes ao lançamento do SOE representantes de diversas entidades, como a Associação Brasileira de Terminais e Recintos (Abtra), Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Sindnaval, Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop) e Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega).

Manuais

No portal www.antaq.gov.br, há dois manuais de orientações para a utilização do SOE: um relativo à navegação interior de percurso longitudinal interestadual e internacional; e outro sobre navegação marítima.

O SOE tem como base a Resolução Normativa Nº5-ANTAQ/2016, de 23 fevereiro de 2016, e a Resolução Nº 912-ANTAQ, de 23 de novembro de 2007. O primeiro texto se refere ao estabelecimento de critérios e procedimentos para autorização à pessoa jurídica, constituída nos termos da legislação e com sede e administração no Brasil, que tenha por objetivo operar nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e/ou longo curso. O segundo é sobre critérios e procedimentos para autorização para prestação de serviço de transporte de passageiros e de serviço de transporte misto na navegação interior de percurso longitudinal interestadual e internacional.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 05/12/2017

APÓS SEIS DIAS, TERMINA EMBARQUE DE GADO NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 12/06/2017 as 05:32 PM

Operação, iniciada na noite da última quarta-feira, foi realizada pelo terminal Ecoporto Santos
DA REDAÇÃO


O Nada passou pela região da Ponta da Praia por volta das 18h (Foto: Fernanda Luz/AT)

O primeiro embarque de “cargas vivas” do Porto de Santos nos últimos 17 anos terminou na tarde desta segunda-feira (4). Às 15h35, o último dos 26.895 garrotes (boi jovem, pesando cerca de 250 quilos) foi embarcado no navio Nada, atracado no ponto dois do Cais do Saboó, na Margem Direita do complexo marítimo.

A operação, iniciada na noite da última quarta-feira (29), foi realizada pelo terminal Ecoporto Santos, que tem sua instalação portuária na região e integra o grupo EcoRodovias.

Os bois, de propriedade da Minerva Foods, um dos principais exportadores de carne bovina e gado vivo do Brasil, chegaram ao cais santista em caminhões adaptados para este tipo de transporte. Cada veículo carregava 90 cabeças de gado.

Os animais, vendidos para criadores da Turquia, seguem para o Porto de Iskenderum, localizado às margens do Mar Mediterrâneo e um dos principais do país. A viagem deverá levar 15 dias e meio, dependendo das condições de navegação.

O Nada (palavra árabe que significa Orvalho) zarpou de Santos às 17h30, passando pela região da Ponta da Praia por volta das 18 horas.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 06/12/2017

ODEBRECHT TRANSPORT VENDE EMBRAPORT PARA DP WORLD
Publicado em 12/06/2017 as 05:32 PM

Terminal de contêineres do Porto passará a se chamar DP World Santos
FERNANDA BALBINO


Terminal pode movimentar até 1,2 milhão de TEU por ano (Foto: Carlos Nogueira/AT)



A Dubai Ports World (DPW) anunciou, nesta segunda-feira (04), que concluiu a aquisição dos 66,67% das ações da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), que fica na Margem Esquerda do Porto de Santos, na Área Continental da cidade. Com isso, passou a controlar 100% da unidade, considerada a maior instalação portuária privada especializada na movimentação de contêineres e carga geral do Brasil. A participação foi comprada da Odebrecht TransPort (OTP), braço de infraestrutura do grupo. Agora, a Embraport passará a se chamar DP World Santos.

Uma das maiores operadoras de terminais portuários do mundo, a DP World mantém mais de 78 instalações marítimas e terrestres, apoiadas por 50 empresas, em 40 países de seis continentes. Mais de 36 mil funcionários atuam na companhia em todo o mundo.

“Estamos encantados em consolidar totalmente a nossa participação na DP World Santos e sublinhar o nosso compromisso com o Porto de Santos e o futuro do comércio no Brasil. A DP World tornou-se um player importante no setor de infraestrutura sul-americano, com uma rede de terminais de contêineres no Peru, na República Dominicana, na Argentina, no Equador e no Suriname”, disse o sultão Ahmed Bin Sulayem, CEO da DP World.

Na década de 90, o idealizador e fundador da empresa, o Grupo Coimex, adquiriu um terreno para a instalação de um terminal multicargas na Área Continental de Santos. Em 2009, enquanto a unidade ainda estava em construção, entraram no negócio a OTP e a DP World. As operações da instalação portuária foram iniciadas em 2013.

De acordo com a DP World, listada na bolsa de Dubai, a aquisição da Embraport custou menos de 5% do patrimônio líquido do operador dos Emirados Árabes, que fechou o primeiro semestre em US$ 10,8 bilhões. Mas a empresa não divulgou o valor da transação. A compra já foi aprovada pelo Conselho de Administração da Odebrecht TransPort e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em maio. Os recursos serão utilizados para reforçar a estrutura de capital da companhia.

Com a conclusão da compra do terminal, a composição da diretoria será alterada. Conforme A Tribuna apurou, o novo CEO da agora DP World Santos será o executivo australiano Dallas Hampton, que já está no Brasil, mas ainda não responde pela instalação. Ele substituirá Ernst Schulze, que atua há mais de cinco anos na Embraport.

O transporte de contêineres está no foco da DP World em todo o mundo, já que a atividade é responsável por mais de 75% da receita total da companhia. Em 2016, foram movimentados cerca de 64 milhões de TEU (unidades equivalentes a 20 pés) e há um plano de expandir esse volume para mais de 100 milhões de TEU até 2020, de acordo com a demanda do mercado.

“Continuamos comprometidos com o nosso papel de facilitador do comércio global e visando uma estratégia mais ampla para desenvolver setores complementares na cadeia de suprimentos global”, afirmou o CEO da DP World.

Terminal

Inaugurado em 2013, o Terminal Embraport é uma das maiores instalações portuárias privadas do Brasil. Classificada como Terminal de Uso Privado (TUP), a unidade foi erguida em terreno privado e não é submetida a todas as exigências do Governo Federal, como os arrendados.

No ano passado, a empresa movimentou 645 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), segundo sua direção, a marca foi possível graças aos investimentos feitos em acessos ferroviário e rodoviário.

Esse total representou 15,9% da operação de contêi-neres no Porto de Santos em 2016, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária. Durante o ano, o volume operado no cais santista foi de 3,5 milhões de TEU. O resultado foi 3,9% inferior ao registrado em 2015, de 3,7 milhões de TEU.

O terminal privado tem capacidade anual para movimentar 1.2 milhão de TEU e a primeira fase do projeto conta com 653 metros de cais e 207 mil metros quadrados de área para armazenagem de cargas
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 06/12/2017

PORTO - MUDANÇA IMPORTANTE NA EMBRAPORT
Publicado em 12/06/2017 as 05:31 PM

A DP World (DPW), uma das maiores empresas do mundo em operação de terminais de contêineres, confirmou a compra da parcela de 66,67% da Embraport, instalação localizada no Porto de Santos, pertencente à Odebrecht TransPort (OTP), braço de infraestrutura do grupo Odebrecht.

A transação já era esperada, uma vez que a OTP desenvolve processo de reestruturação que compreende a venda de ativos para concentrar suas atividades em rodovias e mobilidade, sendo que neste ano já alienou sua participação na operação do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. As dificuldades financeiras que o grupo Odebrecht vem enfrentando, envolvido em escândalos de corrupção denunciados na Operação Lava Jato , tiveram certa-mente influência na decisão da venda.

A mudança é importante. Surge agora a DP World Santos, nova denominação da Embraport, controlada integralmente pela DPW, que anunciou que, com essa aquisição, torna-se um dos principais operadores do setor de infraestrutura da América do Sul, com terminais no Peru, Republica Dominicana, Argentina, Equador e Suriname, com capacidade de movimentar, em todas as suas instalações no mundo, 89 milhões de TEUs (contêiner de 20 pés).

A Embraport, cujo projeto original foi lançado pelo grupo Coimex na década de 1990, acabou concretizada pela parceria OTP e DPW, que se tomaram os donos do negócio, inaugurado em 2013. E hoje o terceiro terminal em movimentação de contêineres no Porto de Santos, tendo operado, em 2016, 644,9 mil TEUs, 15,9% do total, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), com alta de 2,9% sobre 2015.

Está atrás da Brasil Terminais Portuários (BTP) e do Tecon Santos, da Santos Brasil, mas ocupa posição de destaque, tendo assumido em 2015 a liderança no ranking de produtividade, ao movimentar 89 unidades por hora. É ainda o único terminal de uso privado (TUP) em Santos na operação de contêineres, e possui capacidade instalada para 1,2 milhão de TEUs na primeira fase do projeto, podendo dobrar a movimentação atual.

O cenário nos últimos anos não favoreceu o setor. Os volumes de carga recuaram diante da recessão iniciada em 2014, e as empresas têm enfrentado dificuldades, que provocou na Embraport alto nível de endividamento diante de potencial de geração de caixa pequeno. Neste ano já houve recuperação, entretanto, e o quadro é mais favorável a partir de 2018. A DP World Santos traz capital e capacidade de investimento, além da sua expertise internacional na movimentação de contêineres.

Com mais de 78 instalações marítimas e terrestres em todo o mundo, atua em 40 países, com mais de 36 mil funcionários, e tem dimensão e capacidade para negociar contratos de navegação com armadores. Há, portanto, plenas condições para o crescimento das atividades em Santos, fator positivo para a região.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 06/12/2017

MERCADO REGIONAL – PORTO - LEILÃO PORTUÁRIO
Publicado em 12/06/2017 as 05:31 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

Cargas apreendidas em operações da Alfândega do Porto de Santos no complexo marítimo - entre elas, uma embarcação a vela - serão leiloadas na próxima segunda-feira, a partir das 9 horas.

A relação dos produtos que serão disputados e as regras sobre como participar podem ser conferidas no site da Receita Federal (www.receta.fazenda.gov.br). Aberto a pessoas físicas e 1 jurídicas (empresas), o processo será realizado totalmente pela internet. O prazo para a apresentação dos lances teve início na última segunda-feira e terminará às 16 horas da próxima sexta-feira.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 06/12/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - LIDERANÇAS EMPRESARIAIS QUEREM NEGOCIAR ALTA DO ISS COM SANTOS
Publicado em 12/06/2017 as 05:31 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Executivos temem fuga de cargas e aumento de preços com reajuste de imposto municipal sobre atividades portuárias

Entidades empresariais ligadas ao setor portuário querem negociar a proposta de reajuste, de 3% par a 5%, da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) de atividades realizadas no caís santista. A ideia é que os empresários se reúnam entre hoje e amanhã com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), para discutir a questão.

Há duas semanas, as prefeituras de Santos e Guarujá encaminharam, a seus legislativos, projetos de lei para reajustar o ISS apenas para atividades portuárias. A matéria precisa ser aprovada até o próximo dia 31 e, segundo as administrações municipais, pode garantir um aumento na receita anual de R$ 64 milhões e R$ 40 milhões às cidades, respectivamente. No total, 320 empresas serão afetadas.

Ontem, entidades do setor se reuniram na sede do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) para debater os tópicos que serão discutidos com o preleito. Federação Nacional dos Portuários (Fenop), Associação Brasileira de Terminais Portuários (ARTP), Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Associação Brasileira dos Terminais Retro-portuários e das Empresas Transportadoras        de Contêineres (ABTTC) e Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA) participaram do encontro, assim como Associação Comercial de Santos (ACS), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“Considerando que a maioria das categorias tem uma posição contrária, por ser um aumento muito impactante para os seus custos logísticos e operacionais, o objetivo dessa reunião é de uma negociação sim.

É importante deixar claro que o Sopesp já encaminhou oficio ao prefeito pedindo essa abertura e tenho certeza absoluta que, da parte dele, será bem aceita”, destacou o diretor-executivo do Sopesp, José dos Santos Martins.

Segundo o executivo, a ideia é que seja formado um pequeno grupo com representantes da iniciativa privada, para que a questão seja discutida com a Administração Municipal. A expectativa é de que cinco entidades participem das reuniões com o prefeito.

INICIATIVA

Todo o esforço dos operadores portuários tem por trás o temor de que o reajuste do ISS traga prejuízos ao Porto, uma fuga de cargas para outros complexos portuários e até demissões de trabalhadores nos terminais.

“O reflexo é na cadeia logística nacional porque todo produto importado ou exportado sofrerá um impacto nos seus custos logísticos e, obviamente, isso será repassado à comunidade como um todo. Será uma grande preocupação do nosso segmento, por exemplo, com uma fuga de cargas para outros portos. Abre uma probabilidade de, ao perder carga, a gente perder renda e receita no Porto de Santos”, destacou Martins.

Procurada, a Prefeitura de Santos informou que não recebeu nenhum pedido de reunião com o prefeito sobre o assunto. Informou, ainda, que será criado um grupo técnico de trabalho para aprofundar as discussões que envolvem o setor portuário, conforme discutido com entidades.

“A gente aguarda que até que seja pautada essa questão do ISS, a gente tenha um encontro com o senhor prefeito e possamos encontrar um denominador comum que seja bom para ambas as partes”, afirmou o diretor-executivo do Sopesp.

IMPACTO
"O reflexo é na cadeia logística nacional porque todo produto importado ou exportado sofrerá um impacto nos seus custos logísticos e, obviamente, isso será repassado à comunidade como um todo”

José dos Santos Martins

diretor-executivo do Sopesp
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 06/12/2017

PORTOS - PROJETO DE LEI AGUARDA PARECER DE VEREADOR
Publicado em 12/06/2017 as 05:31 PM

O projeto de reajuste de 3% para 5% da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) das atividades portuárias precisa do parecer de apenas um parlamentar para que entre na sessão plenária da Câmara Municipal.

O vereador Chico Nogueira (PT), que já se manifestou contra o aumento do tributo, tem cinco dias úteis para formalizar seu voto.

O plano de reajuste do ISS precisa passai' por três comissões da Câmara. Duas delas já deram pareceres favoráveis à medida proposta pela Prefeitura de Santos : Finanças e Orçamento e Justiça, Redação e Legislação Participativa.

Resta apenas a apreciação pela comissão de Assuntos Portuários e Marítimos da casa, Ela é composta pelos vereadores Zequinha Teixeira (PSD), Lincoln Reis (PR) e Chico Nogueira (PT). O primeiro se posicionou contra o reajuste ontem. Já o segundo foi a favor do projeto da Administração Municipal.

Segundo o presidente da Câmara, Adilson Júnior (PTB), Nogueira precisa votar até o início da próxima semana. “Regimentalmente, ele tem cinco dias úteis para se posicionar. Considerando que ele recebeu hoje (ontem) o projeto, tem até segunda, mas nada impede que envie antes e o projeto seja incluído na pauta”.

Segundo Adilson, caso o vereador apresente seu posicionamento até amanhã, o projeto de lei pode ser incluído na sessão ordinária do mesmo dia. Caso contrário, a votação deve ficar para a próxima segunda-feira.

No dia em que a matéria for apreciada no plenário da Câmara, todos os vereadores precisarão votar, nominalmente, os pareceres das três comissões. A Administração Municipal precisa de metade mais um dos votos dos parlamentares para aprovar o projeto.

A tendência e que o parecer da Comissão de Assuntos Portuários e Marítimos seja contrário, já que Zequinha Teixeira votou contra o reajuste e Chico Nogueira já expressou a mesma opinião. Neste caso, os demais vereadores podem derrubar esse entendimento e aprovar o projeto do Executivo.

“Dia 14 é o último dia do calendário legislativo, mas nada impede que eu peça uma sessão extra até o dia 31”, destacou o presidente da Câmara Municipal.

PRAZO

"Regimentalmente, ele (o vereador Chico Nogueira) tem cinco dias úteis para se posicionar. Considerando que ele recebeu hoje (ontem) o projeto, tem até segunda, mas nada impede que envie antes e o projeto seja incluído na pauta"

Adilson Júnior, presidente da Câmara
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 06/12/2017

MHI DIVIDE CONSTRUÇÃO NAVAL EM DUAS EMPRESAS
Publicado em 12/04/2017 as 07:32 PM




A Mitsubishi Heavy Industries (MHI), gigante japonês do setor de bens de capital, divulgou plano de reorganização seus negócios de construção naval em duas empresas. A mudança ocorre em primeiro de janeiro de 2018. A informação foi publicada hoje no site "World Maritime News"

As duas empresas serão a Mitsubishi Shipbuilding, com foco no mercado de embarcações que exigem intensivo trabalho de integração de sistemas, e a Mitsubishi Heavy Industries Marine Structures, com foco na construção de navios e grandes estruturas para aplicação marítima.

A Mitsubishi Shipbuilidng consolida unidade de negócios exclusivamente dedicada à construção naval, reunindo os estaleiros do grupo de Shimonoseki, Nagasaki e outros. Visando o segmento de transporte costeiro e entre as diversas ilhas (ferry-boats) e embarcações para agências governamentais (que deve incluir navios de aplicação militar).

A Mitsubishi Heavy Industries Marine será dedicada à construção de navios de grande porte no estaleiro em Koyagi da Nagasaki Shipyard & Machinery Works, desenvolvimento negócios na construção de navios que usam diversos tipos de combustíveis, principalmente o gás, e na construção de estruturas de aço para aplicação offshore.

Por Ivan Leão – diretor da Ivens Consult
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 04/12/2017

APÓS CARGA AÉREA, NOVA AVALIAÇÃO PROJETA AGORA NÚMEROS EXPRESSIVOS PARA A CARGA MARÍTIMA EM 2017 NO BRASIL
Publicado em 12/04/2017 as 07:32 PM




Após Viracopos atingir números expressivos da carga aérea, comparados aos movimentos antes da crise econômica, agora a Porto de Santos voltou a bater recordes operacionais, atingindo a marca de 11,368 milhões de toneladas movimentadas no período e 109,052 milhões de toneladas no acumulado do ano. Foram, respectivamente, os melhores resultados para um mês de outubro e para os dez primeiros meses do ano.

Esses números integram o balanço operacional do Porto em outubro, elaborado por técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e divulgado nesta última semana de outubro.

Segundo o levantamento, o total mensal foi 11,6% maior do o obtido no ano passado e 9,1% a mais do que o registrado em outubro de 2015 (até então, a melhor marca para esse período). O acumulado representou uma alta de 0,5% sobre a melhor performance até então, também obtida há dois anos e 24,3% além do que o contabilizado em 2016.

Com esses resultados, os técnicos da Docas projetam um novo recorde anual. Até o mês passado, havia a expectativa de fechar 2017 com 123,5 milhões de toneladas. Agora, a previsão é atingir 126,8 milhões de toneladas, ultrapassando em 5,8% o maior total anual, obtido em 2015, e em 11,5% o total de 2016. Será um novo recorde anual de movimentação de cargas no Porto.

O desempenho das operações do cais santista foi motivado, principalmente, pelo aumento de 35,2% das exportações, mostram os números da Autoridade Portuária. E essa alta é resultado do crescimento de 190,1% nos embarques de milho, que atingiu a marca de carga mais operada em outubro, com 2,193 milhões de toneladas carregadas.

No ano, o cereal acumulou alta de 49,9%, chegando a 10,632 milhões de tonelada.

Também se destaca o aumento de 66,3% do complexo soja (grão e farelo), que chegou a 448,535 mil toneladas no mês e de 13,3% até outubro, atingindo 20,680 milhões de toneladas, item de maior movimentação no complexo marítimo.

Apesar do ligeiro crescimento de 2,3% apresentado no mês passado, as importações acumularam alta de 12% no ano, impulsionada pelo aumento de 20,5% dos adubos, carga de maior participação nesse fluxo, com o total de 3,240 milhões de toneladas, e de 40,4% de óleo diesel/gasóleo, com 2,135 milhões de toneladas.

Fonte: GPA Log News
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 04/12/2017

MERCADO INTERNO RESPONDE POR 80% DO CRESCIMENTO DO PIB
Publicado em 12/04/2017 as 07:32 PM

A economia cresceu 0,1% de julho a setembro, ante o segundo trimestre, marcando o terceiro resultado positivo consecutivo após a recessão que durou três anos.

Os dados do IBGE mostram que é a demanda interna que vem impulsionando a atividade, principalmente o consumo das famílias e, mais recentemente, o investimento.

Segundo cálculos do economista Fernando Montero, da corretora Tullet Prebom, o mercado interno respondeu por 80% da expansão no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em relação ao terceiro trimestre de 2016, o PIB subiu 1,4%. A demanda interna (composta pelo consumo das famílias, investimento e gastos do governo) respondeu por 1,15 ponto percentual.

O consumo das famílias foi o item que mais cresceu: 1,2% de julho a setembro, na terceira alta seguida. Desde janeiro, segundo o IBGE, o consumo está no positivo.

PIB – Trimestre X trimestre imediatamente anterior, em %

Depois dos saques das contas inativas do FGTS, que injetaram R$ 44 bilhões na economia no primeiro semestre, o governo autorizou a liberação de cerca de R$ 20 bilhões de contas antigas do PIS/Pasep para aposentados a partir de setembro.

O dinheiro extra turbinou o consumo, que agora recebeu o reforço da melhora discreta do mercado de trabalho e da queda da taxa de juros, segundo Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE. A redução do endividamento das famílias é outro fator que ajuda.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta do consumo é de 2,2%. A conta é importante porque ele responde sozinho por 60% do PIB.

Os investimentos subiram 1,6% no trimestre e apenas o consumo do governo ficou no negativo, marcando o quinto trimestre consecutivo de queda (0,2%), na esteira da crise nas contas públicas e do ajuste do governo em despesas sujeitas a corte, como os investimentos públicos.

PIB por setores
SETORES
“A recuperação da economia começou, no início do ano, com a agropecuária e as exportações. No segundo trimestre, veio a força do consumo das famílias”, descreve a economista Silvia Matos, da FGV. “Agora o crescimento está mais disseminado.”

Embora o PIB tenha ficado perto da estabilidade (0,1%), analistas afirmam que a recuperação ficou mais sólida no terceiro trimestre.

Pelo lado da produção, a indústria e o setor de serviços cresceram 0,8% e 0,6%, respectivamente. “São taxas de expansão relevantes para estes dois setores”, diz Matos.

Já atividade agropecuária caiu 3%. O resultado negativo já era esperado e segue a sazonalidade do setor –as lavouras mais importantes, de soja e milho, são colhidas no primeiro semestre.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data: 04/12/2017

PE ENTRE ESTADOS ONDE DESIGUALDADE MAIS CAI
Publicado em 12/04/2017 as 07:32 PM


Alguns dos estados mais desiguais foram os que mais reduziram suas disparidades internas de renda nos últimos anos, aponta o estudo “Desigualdade no Brasil, uma Perspectiva Regional”, conduzido pelos economistas Carlos Góes e Izabela Karpowicz. No Maranhão, por exemplo, oitavo mais díspar, a desigualdade teve a maior queda, de 19%, entre 2004 e 2014.No período, os três estados onde a desigualdade caiu com mais força são do Nordeste: além do Maranhão, o Piauí e Pernambuco.

Surpreende, no entanto, que São Paulo esteja entre os dez estados mais desiguais, logo depois do Maranhão, e tenha conseguido reduzir a desigualdade em apenas 6%. Segundo os pesquisadores, as contribuições mais decisivas para a queda da desigualdade vieram da elevação da escolaridade entre os mais pobres e da formalização do mercado de trabalho, além do programa Bolsa Família. O salário mínimo não entrou na conta porque varia pouco entre os estados, logo não ajudaria a entender diferenças entre regiões.

O Amapá foi o único estado em que a desigualdade ficou estável e se destaca também por se sustentar como outra exceção: pode ser considerado um estado caro, com renda baixa. Uma família de classe média com quatro pessoas do estado tinha renda total de R$ 2 mil ao mês em 2014. Em Santa Catarina, lugar menos desigual do país e considerado relativamente barato, a renda total era o dobro. Com uma renda familiar de R$ 2,3 mil, Alagoas e Piauí estão no grupo de estados relativamente pobres e baratos. Foi nesses que a desigualdade caiu mais.

Os pesquisadores lembram que os efeitos da crise econômica não foram capturados porque a pesquisa só vai até 2014. Ainda assim, dizem, é importante conhecer as variáveis que afetaram a desigualdade nos últimos anos para que, em momentos como o atual, em que o ajuste nas contas do governo virou um dos problema mais discutidos do país, seja possível preservar os ganhos obtidos. Segundo Góes, a questão fiscal precisa ser resolvida porque ela é o fundamento para estabilidade macroeconômica do país.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data: 04/12/2017

CONTÊINERES - DP WORLD ADQUIRE PARTICIPAÇÃO DA ODEBRECHT NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 12/04/2017 as 07:31 PM

Autor:        Tom Arnold – Repórter da Reuters* / São Paulo

A operadora de portos de Dubai DP World anunciou nesta segunda-feira (4) que completou a aquisição de uma fatia adicional de 66,67% da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), maior terminal portuário multi-modal privado do Brasil, que pertencia à Odebrecht Transportes.

O acordo eleva para 100% a participação da DP World na Embraport, que será rebatizada de DP World Santos. o valor da transação não foi divulgado.

A DP World Santos opera no Porto de Santos, que é o mais movimentado da América Latina. A Embraport também tem uma rede de terminais de contêineres no Peru, na Argentina, no Equador e em Suriname.

*É proibida a reprodução total ou parcial desse material. Direitos Reservados

Edição: -
Fonte : Agência Brasil - DF
Data : 04/12/2017

FÔLEGO BILIONÁRIO DO PETRÓLEO
Publicado em 12/04/2017 as 07:31 PM

O Globo - RAMONA ORDOÑEZ E BRUNO ROSA economia@oglobo.com.br

Petrobras investe R$ 3 bilhões para modernizar plataformas na Bacia de Campos

Estatal investirá em modernização de 75% das plataformas da Bacia de Campos



Em 2018. Homem trabalha na plataforma P-37, unidade que será modernizada a partir de junho do ano que vem

A Petrobras vai reformar 75% de suas plataformas na Bacia de Campos, um investimento de R$ 3 bilhões, na primeira grande contratação de serviços desde 2014, quando teve início a Operação Lava-Jato. A estimativa é que o investimento gere três mil empregos, principalmente na região de Macaé, onde foram fechados 40 mil postos com a crise na estatal, relatam

RAMONA ORDOÑEZ e BRUNO ROSA. Dezenove empresas participam de concorrência para a manutenção em 25 dessas plataformas já em 2018. A modernização vai permitir aumentar a produção na Bacia de Campos, que perde espaço para o pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobras encerra o ano com a maior contratação de serviços desde 2014, quando foi abalada pelo esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Desde então, a companhia paralisou todas as grandes contratações, como o Comperj. A estatal está fazendo uma profunda reforma em 39 plataformas de petróleo na Bacia de Campos, visando a aumentar a produção. O número representa cerca de 75% das 53 unidades existentes no local. Dividida em três licitações, a expectativa é que a nova leva de encomendas receba investimentos de R$ 3 bilhões e gere pelo menos três mil empregos diretos, de acordo com projeções da Abespetro, associação que reúne empresas prestadoras de serviços para a indústria petrolífera.

A contratação de serviços, considerada a maior da história da Bacia de Campos, vai beneficiar principalmente a cidade de Macaé, no Norte do Estado do Rio. A expectativa de geração de vagas domina as conversas dos trabalhadores do setor, e muitos já pensam em voltar para a cidade, uma das mais afetadas nos últimos anos pela crise provocada pela redução dos investimentos da Petrobras e pela queda do preço do petróleo, com o fechamento de cerca de 40 mil vagas. Empresários da região também indicam um aquecimento na procura de companhias do setor.

A Petrobras está realizando neste momento uma licitação dividida em três lotes para serviços de manutenção em 25 plataformas. Participam da concorrência 19 empresas nacionais e estrangeiras. Segundo a estatal, a contratação será concluída até abril, com a mobilização do serviço a partir de junho de 2018. O valor estimado deve superar a cifra de R$ 1 bilhão, e a expectativa é a geração de mil vagas.

Uma outra licitação está prevista com prazo de entrega das propostas para este mês. Neste caso, são dois lotes que envolvem serviços em 14 plataformas. Essa licitação também deve gerar investimentos da ordem de R$ 1 bilhão e mais mil postos de trabalho. Para 13 dessas unidades, a Petrobras realizou uma primeira licitação meses atrás, que foi dividida em quatro lotes, com expectativa de movimentar outro R$ 1 bilhão. Concluída em agosto, levaram os contratos as companhias O Engenharia, da francesa Vinci, e a CSE, da Aker.

NÍVEL DE CONSULTA PRÉ-CRISE

Todas as licitações envolvem serviços de manutenção das plataformas, de pintura a troca de diversos componentes, como tubulações, e serviços de caldeiraria. Esses contratos englobam a encomenda para construção e, depois, a instalação dos equipamentos nas plataformas.

— As três concorrências em andamento vão criar mais de três mil vagas a partir de 2018 na região de Macaé. Um indicador inequívoco da retomada da atividade no setor petroleiro — destacou Telmo Ghiorzi, diretor da Abespetro.

Ghiorzi disse ainda que as licitações da Petrobras vão contribuir para aumentar a produção de petróleo na Bacia de Campos, que responde por 44% da produção nacional de petróleo, com um total de 1,483 milhão de barris por dia. A região vem perdendo espaço para o pré-sal da Bacia de Santos, que já responde por 44,7% da produção nacional, com 1,507 milhão de barris diários.

— No Brasil, apenas 24% do petróleo presente nas jazidas são de fato produzidos. É um valor baixo. E esses serviços de manutenção certamente vão ajudar a aumentar a produção desses campos. No mundo, esse percentual médio é de 35%, chegando a 70% em alguns lugares — completou Ghiorzi.

Maurício Almeida, presidente da Associação Brasileira de Engenharia da Construção Onshore, Offshore e Naval (Abecoon), diz que a as reformas das plataformas na Bacia de Campos representa atualmente a maior licitação em andamento pela estatal.

— A estratégia da Petrobras com essas licitações é reduzir a queda na produção na Bacia de Campos. Por isso, a companhia está ampliando os investimentos com essas licitações. A empresa quer renovar as plataformas. E isso é muito bom, pois vai gerar muitos empregos, sobretudo, em Macaé. As empresas já estão falando em aumento de contratação, de criação de vagas. E isso é ótimo, depois de anos de retração — disse Almeida.

Em Macaé, há otimismo. Leonardo Dias, diretor do Parque Industrial BellaVista, que reúne companhias do setor de óleo e gás, afirmou que atualmente uma empresa mostra interesse em investir no espaço a cada semana. Segundo ele, esse ritmo é o mesmo do nível pré-crise, antes de 2014. O executivo cita a chegada de quatro companhias recentemente. Somente a VRV Comércio de Equipamentos Hidráulicos e Mecânicos e a Alternativa Catering vão gerar por volta de 140 empregos.

— Além disso, estamos em negociação com outras duas empresas que estão participando das licitações da Petrobras. Mas as negociações são longas, e podem chegar a seis meses. Hoje, além de vender o terreno, montamos o projeto da base industrial como forma de agregar valor. O que percebo é que as mudanças na lei feitas pelo governo permitiram uma mudança de humor no setor — explicou Dias.

Em Macaé, onde o petróleo responde por 70% dos empregos gerados, as licitações da Petrobras podem trazer dinamismo para a cidade. Segundo projeções do prefeito da cidade, Aluízio dos Santos Júnior, a expectativa é que sejam gerados 25 mil empregos na cidade nos próximos anos. Esse número é reflexo do novo momento do setor, que inclui os planos de revitalização dos campos maduros e os leilões feitos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

— Hoje, o setor emprega cerca de 50 mil pessoas em Macaé. As reformas que a Petrobras quer fazer nas plataformas são fundamentais para gerar emprego e aumentar a produção de petróleo. O ano de 2017 foi importante pelas mudanças nas regras de operador único no présal e no regime de partilha — disse o prefeito.

Do outro lado, sindicatos que representam os trabalhadores criticam a falta de informações por parte da Petrobras. Amaro Luiz Alves da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Offshore do Brasil (Sinditob), diz que é difícil prever o volume de vagas que pode ser gerado a partir de 2018:

— De setembro de 2014 a novembro de 2017, foram 39.184 rescisões. Há empresas que não estão operando mais.

LICITAÇÕES ENVOLVENDO MUITAS EMPRESAS

O executivo da Abespetro aformou que a Petrobras tem convidado cerca de 20 empresas para participar das licitações. O número é bem diferente do período anterior à Operação Lava-Jato, quando as licitações envolviam de duas a três companhias. Segundo executivos do setor, as disputas têm sido tão acirradas que, em alguns casos, a diferença de preço nas propostas apresentadas é inferior a 1%.

— As concorrências cujos resultados já foram divulgados mostram competição acirrada e preços muito próximos entre os licitantes — comentou Ghiorzi.

Especialistas lembraram que ainda há a perspectiva de novas encomendas para o setor. A lista, dizem eles, é animadora. Eles citam as obras da unidade de processamento de gás natural do Comperj, em Itaboraí, novas plataformas de produção e até mesmo a prestação de serviços para o encerramento das atividades de algumas plataformas, o chamado descomissionamento.

— O país precisa se preparar para que a demanda por descomissionamento gere capacitação técnica — disse o diretor da Abespetro.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/12/2017

INVESTIMENTO INTERROMPE CICLO DE QUASE 4 ANOS DE RETRAÇÃO
Publicado em 12/04/2017 as 07:31 PM

O Globo - DAIANE COSTA, MARCELLO CORRÊA, RENNAN SETTI ANA PAULA MACHADO E economia@oglobo.com.br

Expansão, ainda incipiente, foi puxada por montadoras e máquinas

Os investimentos feitos pelas empresas subiram 1,6% entre julho e setembro na comparação com o trimestre anterior, na primeira expansão do indicador em 15 trimestres, divulgou ontem o IBGE. A taxa foi bastante influenciada pela retomada da indústria automobilística, pela queda dos juros e pela demanda maior por máquinas e equipamentos, que tiveram impacto também no nível de importações. Segundo analistas, apesar de animador, o movimento precisa se consolidar.


MARCOS ALVES
Otimismo. Almeida planeja retomar investimento de R$ 2 milhões congelado há quase um ano

Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, a chamada formação bruta de capital fixo ainda recuou 0,5%, 14ª queda seguida. Mas mesmo aí há uma mudança de cenário. A construção civil,ainda apresenta desempenho negativo. Já a produção e a importação de máquinas e equipamentos reagiram.

— Os dois componentes principais dos investimentos são bens de capital e a construção civil. Essa última está com desempenho negativo ainda, porque ela depende muito de investimentos públicos, mas menor do que vimos no passado — explica Rebeca Palls, coordenadora das Contas Trimestrais do IBGE.

INDÚSTRIA VOLTA AO AZUL

A melhora nas máquinas e equipamentos deve-se principalmente a automóveis e caminhões. O segmento acabou puxando a Indústria, que cresceu 0,8% entre julho e agosto, na comparação com os três meses anteriores, após retração de 0,4% no segundo trimestre.

A atividade industrial já está positiva (0,4%) até mesmo na comparação com o ano anterior, o que não ocorria há 13 trimestres. Porém, alerta Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), ainda é preciso que os investimentos se espalhem com mais força:

— A reação está baseada em investimento leve e de alguns setores, como o automotivo. É uma modernização de linha produtiva, investimento para reverter custos de produção. Não são capazes de dinamizar a economia. Tanto que os desembolsos do BNDES estão em patamar baixo.

Alessandra Ribeiro, economista Consultoria Tendências, é mais otimista:

— A economia ficou paralisada. Depois de um tempo, as empresas voltam a olhar para a frente e os investimentos voltam a acontecer.

É o caso do empresário José Rubens Almeida, dono da AGM Automação. Ele postergou investimentos de cerca de R$ 2 milhões no início de 2017 devido à crise. Mas retomará as negociações na virada do ano, antecipa:

— Os últimos cinco meses, estamos percebendo uma melhora nos negócios.

Luis Otavio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, prevê que o investimento terá altos e baixos, ao contrário do consumo, que terá recuperação mais consistente:

— O consumo será o motor, o investimento vai ser o tempero (da retomada).
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/12/2017

CSN É NOTIFICADA POR ÓRGÃO AMBIENTAL A FECHAR USINA EM DEZ DIAS
Publicado em 12/04/2017 as 07:30 PM

A Secretaria Estadual do Ambiente notificou a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para paralisar, em até dez dias, as atividades na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, no Sul fluminense. O documento foi entregue pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) na última sexta-feira.

De acordo com a GloboNews, o órgão argumentou que a companhia não cumpriu todas as exigências previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em abril do ano passado. O documento estabelecia uma série de medidas para reduzir a emissão de poluentes na cidade.

A assessoria de imprensa da CSN informou que recebeu a notificação dos órgãos ambientais estaduais “com profunda surpresa e estranheza, uma vez que a companhia está em franco processo de negociação com o Governo do Estado do Rio de Janeiro sobre o Termo de Ajustamento de Conduta, atualmente em vigor”.

A companhia também informou que responderá à notificação para assegurar a manutenção de suas atividades. “Uma auditoria independente, aceita pelas autoridades ambientais, atestou que dos 15 itens compromissados no TAC, 12 foram cumpridos integralmente; dois foram considerados procedimentos de rotina, que precisam ser feitos de forma permanente; e apenas um permaneceu em análise, diante da discussão técnica levada ao Judiciário, com decisão liminar favorável à companhia”, afirmou.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 04/12/2017

BRASIL SEDIA ENCONTRO INTERNACIONAL PARA DISCUTIR DESPOLUIÇÃO DOS TRANSPORTES
Publicado em 12/04/2017 as 07:30 PM

No Brasil, o transporte responde por praticamente metade (48%) das emissões de todo o setor de energia

O primeiro Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte reunirá em Brasília, a partir de quarta-feira, 6, especialistas do Brasil e do exterior para debater diferentes experiências e estratégias de descarbonização do transporte em diferentes países.

A descarbonização está sendo discutida por países como o Brasil, que enfrentam crescente poluição em avenidas dentro e fora das cidades.

O tema ocupa o centro das discussões desde que o Acordo de Paris colocou em marcha um movimento global para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa nas diversas atividades econômicas.

No Brasil, o transporte responde por praticamente metade (48%) das emissões de todo o setor de energia, segundo os últimos dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, que detectou aumento de 4% no consumo de gasolina em veículos leves, enquanto o etanol caiu 10% em 2016.

Entre os conferencistas internacionais confirmados estão Harry Lehmann, diretor-geral do Serviço Federal do Ambiente da Alemanha (Umweltbundesamt), Carolina Tohá, ex-prefeita de Santiago (Chile) e co-presidente do Grupo Consultivo de Alto Nível em Transportes Sustentáveis da Secretaria-Geral das Nações Unidas - UNSG, e José Mendes, secretário de Estado adjunto e do Ambiente de Portugal, que acaba de lançar, na COP23, a Aliança para a Descarbonização do Transporte (TDA) - um esforço de várias nações, como França, Holanda, Costa Rica e Portugal, além de empresas como Michelin e Itaipu Binacional.

Entre os conferencistas nacionais estão confirmadas as participações de Martha Martorelli, gerente de Planejamento da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades.

Clarice Linke, diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento - ITDP Brasil; Juliana Karina Pereira Silva, da Gerência de Meio Ambiente da Empresa de Planejamento Logístico - EPL; Leandro Siqueira, diretor de Desenvolvimento do Produto e Gerenciamento de Portfólio da Volkswagen/MAN; Aline Cavalcante, cicloativista e coordenadora da Coalizão Clima e Mobilidade Ativa; Plínio Nastari, presidente da Datagro, Sugar & Ethanol Market Analysis.

Os organizadores aguardam a confirmação da presença de Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil e do senador Jorge Viana.

O Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte é organizado pela Embaixada da Alemanha, o Instituto Clima e Sociedade e o Instituto de Energia e Meio Ambiente./ Agência Brasil
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 04/12/2017

BLOCO PARA DISPUTAR AS ELEIÇÕES
Publicado em 12/04/2017 as 07:30 PM


BRASÍLIA – O presidente Michel Temer decidiu articular pessoalmente a formação de um bloco para disputar as eleições de 2018.

Ele reuniu, ontem, em almoço no Palácio da Alvorada, presidentes de partidos do centrão para discutir o cenário e o apoio governista a um candidato no próximo ano. Segundo a reportagem apurou, Temer falou da necessidade de siglas como DEM, PSD, PP, PR, PRB e PTB – todos com representantes no almoço do Palácio da Alvorada – se fortalecerem como bloco de centro-direita, capaz de lançar ou apoiar um nome que fure a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSC), hoje líderes nas pesquisas eleitorais. A ideia inicial de Temer é deixar de fora o PSDB do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O partido não foi convidado para o almoço. O presidente está irritado com a postura dos tucanos na votação da reforma da Previdência: a sigla está dividida e, até agora, não se comprometeu a votar em peso a favor das mudanças. Havia uma expectativa de que Temer e Alckmin conversariam no sábado (2), quando se encontraram em evento no interior paulista, sobre o desembarque do PSDB e um acordo de não agressão dos tucanos contra a gestão peemedebista. O diálogo não ocorreu. “Se ontem (sábado) foi uma conversa silenciosa (com Alckmin), hoje (ontem) foi um diálogo dos que conhecem a língua portuguesa”, disse o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Assessores de Temer afirmam que o apoio a Alckmin em 2018 não está descartado, caso um candidato apoiado pelo governo não deslanche nas pesquisas até março. O mais cotado, hoje, é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, com 2% das intenções de voto no Datafolha. De acordo com comensais, o presidente discutiu com aliados o apoio às reformas do governo. O Planalto aposta que bons índices econômicos no primeiro trimestre podem fortalecer um candidato comprometido com sua agenda. Temer convidou para o almoço no Palácio do Alvorada o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do PSD, Gilberto Kassab; do PRB, Marcos Pereira; do PP, Ciro Nogueira; do PTB, Roberto Jefferson; e um representante do PR, enviado por Valdemar Costa Neto, o ministro Maurício Quintella (Transportes).

MAL ESTAR
Os principais auxiliares de Michel Temer admitem que ainda há uma “sensação de mal estar” da população em relação à economia, mas tentam minimizar a dificuldade do presidente em melhorar o desempenho de seu governo. Na avaliação de assessores de Temer, a melhora na economia -que pode ser a alavanca para uma possível candidatura do governo em 2018- será sentida pelos brasileiros nos três primeiros meses do ano que vem e, com isso, a popularidade do presidente pode subir, acreditam esses auxiliares, pelo menos até a casa dos 10%.

Apoio a Alckmin pode acontecer, mas presidente está irritado com tucano
Fonte : Jornal do Commercio - Recife - PE
Data: 04/12/2017

NO RIO QUE DIMINUI, A DRAGAGEM OPORTUNA
Publicado em 12/04/2017 as 07:30 PM

Autor:        Luiz Eduardo Costa - luizeduardocosta.blogspot.com

Uma draga já começou a remover terra e entulhos num total de quase um milhão de metros cúbicos que serão retirados só de dois trechos do rio São Francisco.

Um no estratégico ponto onde se faz a travessia em balsas do povoado Niterói, em Porto da Folha Sergipe a Pão de Açúcar em Alagoas, outro, no trecho entre Penedo, Alagoas, e Neopólis, Sergipe, uma das partes mais largas do rio.

O trabalho é efetuado pelo Ministério dos Transportes Portos e Aviação Civil. A passagem de Alagoas a Sergipe, entre Niterói e Pão de Açúcar, estava quase interrompida. Do lado alagoano o rio recuou mais de quinhentos metros. Há locais no meio do rio onde a profundidade não chega a um metro e meio.

Por esse baixo São Francisco, quando a vazão ultrapassava os dois mil metros cúbicos por segundo, passavam navios de carga e passageiros, canoas de tolda, vapores de roda, quase iguais aos que cruzavam o rio Teneesse. Hoje, a vazão anda em torno dos 550 m³ e com viés de baixa, o que, se acontecer, interromperá a ultima turbina em operação na hidrelétrica de Xingó, e fará o mar avançar ainda mais rio a dentro.

Há coisa de dois meses o governador de Alagoas Renan Filho, descia o rio desde Piranhas numa lancha que fazia variadas manobras para livrar-se dos baixios. Ia a bordo o empresário Manoel Foguete.

Na ocasião ele disse ao governador que tinha pronta quase toda a batimetria do baixo São Francisco, porque por ali navegam esforçadamente as suas escunas e catamarãs vindas dos estaleiros para operarem no lago de Xingó, nas alturas da barragem, onde chegam depois de complicadas operações envolvendo guindastes e carretas. Manoel Foguete listou para o governador alguns pontos críticos do rio que impediam a navegação e se ali fosse colocada de forma permanente uma draga simples, de pequeno porte, sugeriu,a navegabilidade poderia ser restabelecida para lanchas em toda a parte baixa do rio.
Fonte : Jornal do Dia - SE
Data: 04/12/2017

TEMER REÚNE LÍDERES DA BASE ALIADA EM JANTAR PROMOVIDO POR MAIA
Publicado em 12/04/2017 as 07:30 PM

A assessoria do Palácio do Planalto também confirmou um almoço, no Palácio da Alvorada, às 14h
Tribuna da Bahia, Salvador

O presidente da República, Michel Temer, reuniu-se ontem, às 19h, com líderes da base aliada, em jantar na residência do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. A assessoria do Palácio do Planalto também confirmou um almoço, no Palácio da Alvorada, às 14h. A começar por hoje, a semana será de reuniões e articulações da base para reunir os 308 votos de parlamentares necessários para aprovar a reforma da Previdência, na Câmara. Será uma semana é de “mobilização total”. O governo precisa trabalhar rápido, porque o último dia de atividades no Congresso, antes do recesso parlamentar, é 22 de dezembro.

O presidente de Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou, na semana passada, que faltam “muitos votos” para que seja possível aprovar a reforma da Previdência. “Estamos tentando construir o texto em cima dos 308 votos [apoio necessário para aprovação]. Mas a gente sabe que está muito longe disso ainda, muito longe mesmo”, disse Maia após evento, na última quinta-feira (30).

Para o jantar, são esperados os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marco Pereira; dos Transportes, Maurício Quintella; das Cidades, Alexandre Baldy; e da Casa Civil, Eliseu Padilha. O secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, também participará do almoço, segundo o Palácio do Planalto. Entre os presidentes de partidos, são aguardados no encontro os dirigentes do PMDB, PP, PSD, DEM, PRB, PTB, Solidariedade e PSC. O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também estão na lista de convidados.
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data: 04/12/2017

COMPANHIA DOCAS - EM POUCAS LINHAS
Publicado em 12/04/2017 as 07:29 PM

Quando a maré fica baixa, grande parte do navio Haidar, que afundou no porto de Vila do Conde, pode ser vista.

A retirada da embarcação do fundo rio fica cada vez mais difícil e cara. A CDP não tem recursos para a operação e o governo federal não se interessa pela questão.

Aliás, quando o porto de Belém era um dos melhores do país, vivia atracada no cais uma cábrea com capacidade para retirar o Haidar do fundo, restabelecendo todos os berços de Vila do Conde.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 04/12/2017

EMPRESAS COMO A VALE NÃO PODEM TER DÍVIDAS ELEVADAS, DIZ SCHVARTSMAN
Publicado em 12/04/2017 as 07:29 PM

Por Francisco Góes, Rodrigo Polito, Alex Ribeiro e Juliana Schincariol | Valor



RIO - (Atualizada às 12h27) Uma empresa de commodities como a Vale não pode ter dívidas elevadas, afirmou o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman. Ele disse que a Vale tem uma meta de reduzir a dívida líquida da companhia para US$ 10 bilhões. O número fica abaixo da última meta que havia sido colocada pela empresa no terceiro trimestre, que se situava entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões. A Vale terminou o último trimestre com dívida de US$ 21 bilhões.

Schvartsman afirmou que a tendência da empresa, a partir de uma maior geração de caixa, é ter uma elevação de sua nota de crédito.

“Minha preocupação é tornar a empresa previsível”, disse o presidente da Vale, que participou do seminário sobre reavaliação do risco do Brasil, na FGV, com apoio do Valor. Ele acrescentou que o caminho para a Vale é demonstrar, primeiro, que é capaz de entregar o retorno adequado dos investimentos realizados. Depois disso, pode fazer os investimentos que considerar apropriados.

Schvartsman reconheceu que a companhia investiu um valor “absurdo” no negócio de níquel sem ter o retorno esperado. Na visão dele, como empresa de commodities, a Vale não pode ter dívida e, com a geração de caixa que será gerada nos próximos anos, poderá vir a usar seu próprio capital para investir.

O executivo disse que, a partir da geração de caixa, a Vale passa a ter uma política deliberada de pagar dividendos elevados, mas a prioridade da empresa, a curto prazo, será mesmo a redução da dívida.

Política econômica

Schvartsman ressaltou ainda que os empresários brasileiros devem ser mais participativos nas discussões sobre a política econômica do país, observando, contudo, que essa participação não deve ser para impor algo, mas para contribuir para que as escolhas sejam conscientes.

“É histórico no Brasil que o empresariado se coloca pouco em questões políticas, por razões compreensivas, todos nós temos empresas para cuidar e gerir”, afirmou o executivo. “Procuro incentivar essa linha de ação que os empresários devem ser mais vocais nesse momento”, completou.

Segundo o dirigente da Vale, é importante que os empresários não deixem de “fazer valer as experiências difíceis” pelas quais têm passado devido à recessão econômica.  Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 04/12/2017

MERCADO VÊ SELIC CAIR A 7% NA ÚLTIMA REUNIÃO DO ANO
Publicado em 12/04/2017 as 07:29 PM

Por Lucinda Pinto | De São Paulo


Solange, da ARX: “Copom deve deixar em aberto qual será o próximo passo”

O mercado chega às vésperas da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) convencido de que a taxa Selic, hoje em 7,5%, deve marcar um novo piso histórico. E com grandes chances de haver cortes adicionais em 2018. De 39 economistas ouvidos pelo Valor, 37 dizem acreditar que o comitê reduzirá o juro básico em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, enquanto outros 2 esperam um corte menor, de 0,25 ponto, para 7,25% – nível que equivale à atual mínima histórica do juro, marcada em outubro de 2012.

Mas a eleição presidencial de 2018, que pode trazer volatilidade ao câmbio, é um elemento de risco citado pela maioria dos analistas, inclusive pelos que acreditam que a inflação dá espaço para uma taxa Selic abaixo de 7% no curto prazo.

Para 2018, há uma dispersão importante das projeções. Do total, 19 economistas contam com uma redução adicional da Selic no próximo ano. Outros 13 economistas afirmam que a taxa básica terminará o ano em 7%, enquanto sete contam com uma elevação do juro. Embora todos os consultados vejam riscos vindos do cenário político, a diferença de projeções para o juro neste momento se baseia no debate em torno de qual será o ritmo de recuperação econômica em 2018 e, consequentemente, de redução da ociosidade e seu efeito sobre a inflação.

Para Fabio Maciel Ramos, economista do UBS, a Selic deve cair a 7% e permanecer nesse patamar durante todo o ano de 2018 porque, nesse ponto, estará em nível estimulativo. Dessa forma, ao longo dos próximos meses o hiato do produto deve diminuir e a inflação convergir para a meta.

“Uma normalização da política monetária, somente a partir de 2019”, diz o economista, que conta com uma elevação de um ponto percentual do juro ao longo daquele ano. Uma queda adicional da taxa, segundo ele, não deve ser necessária porque, neste momento, já há sinais claros dos efeitos da política monetária sobre a economia e a inflação: o desemprego está diminuindo, a inflação atingiu um piso e os núcleos de inflação pararam de cair. “O Banco Central tem que olhar para frente e o que se vê é que a inflação e a atividade estão voltando a acelerar lentamente”, afirma Ramos.

Em um primeiro momento, observa o economista, o efeito de uma piora do humor doméstico vindo das eleições ou mesmo da frustração com as reformas pode ser desinflacionário, na medida em que eleve o juro de longo prazo, desestimule investimentos e abale a confiança. “O problema é que o juro estará baixo e com um diferencial muito menor em relação ao exterior”, observa. “Nessa situação, o BC pode ter que agir para controlar o juro de longo prazo, o que pode influenciar a condução da política monetária”, diz.

Já Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, diz acreditar que o Copom deve cortar o juro básico em 0,5 ponto nesta semana e fazer um ajuste adicional na primeira reunião de 2018, marcada para fevereiro.

“O Copom deve deixar em aberto qual será o próximo passo, se mais uma queda adicional de 0,25 ponto ou de 0,5 ponto, diante da incerteza quanto ao grau de retomada da economia e de uma inflação que vem surpreendendo para baixo”, afirma. Para a economista, no entanto, como existe uma chance real das expectativas de 2018 e 2019 reagirem significantemente até a primeira reunião de 2018, “seria mais prudente não fechar as portas para uma queda adicional, ainda que estejamos chegando bem próximo do fim do ciclo”. Mas a normalização da política monetária, em sua visão, deve começar já no próximo ano, levando a Selic para 7%.

Solange também alerta que, se o risco eleitoral aumentar consideravelmente, elevando a incerteza com a solvência fiscal de longo prazo, poderia haver uma depreciação mais expressiva do câmbio. Nesse cenário, as expectativas de inflação de curto e médio prazos poderiam ser desancoradas, o que forçaria o Banco Central a iniciar o processo de subida da taxa de juros antes do esperado.

Outra preocupação é que essas incertezas sobre o próximo governo ocorram num momento de reversão do ambiente positivo para emergentes. “O cenário externo favorável já dura muitos anos e em algum momento teremos uma reversão. Sem a menor garantia de que o próximo governo a ser eleito enfrentará a reforma da Previdência, estamos bem vulneráveis à reversão do humor externo”, afirma Solange.

O economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, já embute em seu cenário alguns riscos domésticos e externos que podem levar o juro de volta aos 8% no próximo ano – depois de tocar a mínima de 7% em dezembro.

“Nosso cenário básico é que os mercados irão passar a considerar de modo mais claro as estratégias de retirada de estímulos do Fed [o banco central americano], o que pode encontrar o Brasil mais vulnerável em função dos riscos fiscais e políticos”, afirma Padovani. “O resultado é uma maior pressão cambial, o que reforça nosso cenário para juros. Um quadro externo tranquilo, no entanto, permitiria juros estáveis.”

Na ponta mais otimista, está o sócio da 4E Consultoria, Juan Jensen, que trabalha com uma taxa Selic de 6% no fim de 2018. Esse cenário se sustenta diante da atividade econômica ainda lenta, que contribui para um nível de ociosidade muito elevado, quadro que tem pouca chance de ser revertido no próximo ano. Jensen admite, no entanto, existir o risco de haver um impacto mais forte sobre a taxa de câmbio por razões externas.

“Mas esse fenômeno deve ser encarado como um choque de oferta pelo Banco Central, fazendo com que a política monetária combata apenas os efeitos secundários desse choque e não seus efeitos primários. Assim, o impacto sobre política monetária seria pequeno”, afirma.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 04/12/2017

O QUE SE QUER DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA NO BRASIL?
Publicado em 12/04/2017 as 07:29 PM

Por Antonio Megale



Nas últimas semanas o futuro da indústria automobilística brasileira está em intensa discussão. Na pauta estão estímulos ao desenvolvimento, Inovar-Auto, Rota 2030 e o conceito de formação de política específica para um ou outro setor. Com todos esses temas em jogo, a pergunta que fica é: qual a indústria automobilística que queremos no Brasil?

Antes de responder diretamente é preciso apresentar alguns fatos. A indústria automobilística é responsável por 4% do PIB total brasileiro e 22% do PIB da indústria de transformação. Emprega direta e indiretamente 1,6 milhão de pessoas e gera aproximadamente R$ 40 bilhões de tributos diretos sobre veículos por ano – vale ressaltar que o veículo é um dos únicos produtos que recolhe impostos durante toda sua vida. São 65 unidades industriais localizadas em 10 Estados e 41 municípios.

É uma das cadeias produtivas mais extensas e com amplo efeito multiplicador na economia ao gerar emprego e renda, que são objetivos básicos de qualquer país. Basta ver o desenvolvimento socioeconômico que a indústria automobilística trouxe onde se instalou, traduzido pela ampliação do comércio local, qualificação da mão de obra, melhor qualidade do ensino com instalação de escolas técnicas e até faculdades, criação e desenvolvimento de sistemas básicos, como habitação e saúde, e evolução da infraestrutura como um todo.

O crescimento contínuo do nosso mercado atraiu as atenções das indústrias do mundo todo. E boa parte delas resolveu exportar para o Brasil. Quando a participação de importados chegou a quase um terço do total de vendas o Brasil reagiu com a criação do Inovar-Auto, uma política que trouxe inúmeros resultados positivos. Mais do que a chegada de novas fábricas, o programa trouxe um verdadeiro salto tecnológico nos veículos aqui produzidos e comercializados. A começar pela melhoria de 15,46% de eficiência energética, que em outras palavras representa economia de combustível para o consumidor.

Os avanços contemplam desde redução do tamanho do motor e do número de cilindros – muitas vezes com aumento de potência – até a adoção de blocos em alumínio, turbocompressores, injeção eletrônica direta de combustível, pneus “verdes”, novos materiais na construção da carroçaria, adoção do sistema start-stop em alguns modelos, transmissões que permitem regimes de trabalho mais econômicos, etc. Este salto de qualidade permitiu que aumentássemos nossas exportações, inclusive para países com mercado aberto, que recebem veículos de qualquer lugar do mundo.

De acordo com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, este progresso da eficiência energética representa uma economia de R$ 7 bilhões de gasto com combustível por ano, além de evitar o lançamento de 1 milhão de toneladas de gás carbônico na atmosfera – 7 milhões de árvores seriam necessárias para absorver essa quantidade de CO2.

Há que melhorar a competitividade antes da abertura total de mercado em um acordo com Mercosul e EU

Ainda segundo dados do Mdic, as empresas habilitadas ao Inovar-Auto investiram, na média, cerca de 3% de sua receita líquida em inovação, enquanto a indústria de manufatura investiu menos de 1%. Se a tal renúncia fiscal foi na ordem de R$ 1,3 bilhão por ano em razão dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, o volume total aportado pelas empresas no período do programa foi de R$ 40 bilhões. Em outra comparação, no ano de 2015, por exemplo, o Inovar-Auto foi responsável por apenas 0,5% do total de R$ 277 bilhões de renúncia fiscal no Brasil.

Mas muito mais além dos números, estamos gerando inovação e conhecimento genuinamente brasileiros, utilizando a competência e criatividade dos nossos engenheiros para usufruir das potencialidades do nosso país, como o etanol. Este biocombustível exemplifica bem a importância de ter uma indústria local com pesquisa, desenvolvimento e inovação. Em meados da década de 70 o Brasil criou o Proálcool, que viabilizou posteriormente a criação do veículo flex. Até hoje a tecnologia é a maior revolução mundial em termos de combustíveis renováveis e representa a plena utilização de uma característica brasileira.

Voltando à pergunta inicial, qual a indústria automobilística que queremos no Brasil? Queremos uma indústria automobilística que contribua para a evolução socioeconômica do país, gere inovação e conhecimento e melhore a vida das pessoas ao oferecer soluções para uma mobilidade urbana sustentável.

Com o Rota 2030 não estamos falando de benefícios ou renúncias fiscais, mas sim de um novo salto tecnológico e na melhoria contínua da competitividade brasileira. É nossa oportunidade de desenvolver a indústria para competirmos no mercado global, com veículos de ponta para o mercado interno e externo. Deixaremos de acompanhar o que é feito lá fora em termos de novas tecnologias, seja de propulsão ou de direção autônoma, para sermos protagonistas na criação. E, quem sabe, utilizando conhecimento brasileiro para termos um dia o híbrido com tecnologia flex e a célula de combustível abastecida com hidrogênio retirado do etanol.

A indústria automobilística não acabará se o Rota 2030 não sair. O potencial do Brasil é muito grande para as empresas – pelo menos a maioria delas – simplesmente saírem do país. Porém sem ele é possível que deixemos de receber investimento estrangeiro no desenvolvimento de produtos. Deixaremos de gerar conhecimento aqui. É isso que queremos? Ser meros importadores de veículos e tecnologias? Reduzir a geração de emprego e renda? Enfraquecer nossa cadeira de fornecedores?

Com certeza não é isso que queremos e nem o que precisamos. O Brasil precisa brigar por uma indústria forte e geradora de inovações, com o objetivo de concorrer no mercado global. Temos que melhorar nossa competitividade antes de partir para uma visão de abertura total de mercado em um acordo entre Mercosul e União Europeia. Essa é a meta do Rota 2030. E é por isso que ele precisar sair.

Antonio Megale é presidente da Anfavea.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 04/12/2017

EUA REJEITAM TRÉGUA NA GUERRA DO AÇO COM CHINA
Publicado em 12/04/2017 as 07:28 PM

Por Assis Moreira | De Genebra

Os Estados Unidos e a China podem acirrar uma guerra no comércio internacional de aço, com impacto sobre o Brasil, apesar do acordo alcançado pelas principais economias desenvolvidas e emergentes, na semana passada em Berlim.

Ao todo, 33 países, incluindo os membros do G-20, concordaram com princípios para lutar contra a origem do excesso de capacidade na indústria global de aço, que pesa US$ 900 bilhões por ano.

O acordo, que entrará em vigor no primeiro semestre de 2018, encoraja reestruturação no setor, remoção de subsídios e outras medidas que distorcem os mercados siderúrgicos e que estão na origem do excesso de capacidade.

Esse excesso alcançou 737 milhões de toneladas em 2016, o maior nível na história do setor siderúrgico – a produção brasileira, em comparação, é de 51 milhões de toneladas. O excesso global derruba preços, empregos, taxa de utilização da indústria e lucratividade das companhias, conforme o relatório aprovado pelos países.

Para José Ángel Gurría, secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), onde boa parte das negociações ocorrem, o acordo irá contribuir para um setor siderúrgico mais estável, reduzir distorções no comércio e melhorar relações comerciais em geral.

Mas bastou as negociações terminarem para o representante do governo de Donald Trump, Jamieson Greer, ameaçar com medidas unilaterais, alegando que a China se recusou a agir mais agressivamente para resolver o problema.

“O Fórum (Global contra Excesso de Capacidade) não fez progressos substanciais”, disse, alertando que os EUA, maior importador mundial de aço, não hesitarão em usar os instrumentos disponíveis para “responder firmemente às causas e consequências do excesso de capacidade de aço”.

A China produz quase metade de todo o aço no mundo e é o maior exportador global, vendendo a preços bem baixos que ameaçariam as indústrias nacionais. Washington queria que Pequim se comprometesse com maior corte de capacidade de produção.

A delegação chinesa ressaltou a meta de diminuir até 150 milhões de toneladas de capacidade até 2020, o que significaria realocação de milhares de empregados para outros setores a um custo elevado.

Pequim fez pressão para outros países também anunciarem metas de redução. Mas os parceiros alegaram que eram casos diferentes, pois respeitavam as regras de mercado. Além disso, argumentaram, no caso deles o governo não podia dizer para a empresa parar a produção, e a produção aumenta quando há demanda.

Pequim ainda alegou que uma frase, pela qual os países se comprometem em abolir as medidas que podem gerar excesso de capacidade, iria além das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Depois de resistências, Pequim aceitou uma linguagem no texto pelo qual os países na prática abrem mão de usar subsídio permitido pelas regras da OMC, para buscar novo equilíbrio na produção e comércio global de aço.

“Esse acordo tirou dos EUA a desculpa de que negociações multilaterais não dão resultado”, afirmou uma importante fonte, admitindo porém o risco de escalada de confronto no setor de aço.

Os EUA tinham 113 medidas de defesa comerciais aplicadas contra várias importações de ao, no final de março, limitando a entrada dos produtos. As exportações chinesas de aço – as mais visadas – caíram 72,8% para os EUA desde 2014.

A expectativa é de o governo Trump ampliar as sobretaxas e limitar quantidades importadas. A administração Trump pode usar uma lei comercial de 1962, pela qual o presidente tem o poder de impor sobretaxa ou cotas contra importações vistas como ameaças à segurança nacional americana.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 04/12/2017

INDÚSTRIA SIDERÚRGICA JÁ PROJETA CENÁRIO MELHOR PARA PRÓXIMO ANO
Publicado em 12/04/2017 as 07:28 PM

Por Bruno Villas Bôas

A indústria brasileira de aço já começa a trabalhar com números mais positivos para o ano que vem. O Instituto Aço Brasil divulgou ontem, durante evento de fim de ano, que as vendas ao mercado interno brasileiro devem crescer 4,1% em 2018, somando 17,41 milhões de toneladas. O consumo aparente deve subir 4,9%, para 20,1 milhões de toneladas. Não foram apresentadas previsões para a produção do setor em 2018.

Segundo Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, o melhor desempenho do setor no próximo ano será liderado pela demanda das montadoras brasileiras por aços planos e alguma recuperação da demanda do setor de construção.

As projeções apresentadas para 2018 apontam para um desempenho melhor mesmo após as revisões divulgadas ontem. Em julho, o Instituto Aço Brasil previa queda de 1,2% das vendas internas da indústria neste ano, frente a 2016. Na estimativa apresentada ontem, passou a prever crescimento de 1,2% das vendas internas de aço em 2017, para 16,72 milhões de toneladas.

Segundo o instituto, essa revisão é fruto da melhor expectativa das montadoras locais, cuja produção tem crescido em função do aumento das exportações. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) previa aumento de 11,9% na produção em junho deste ano. Essa projeção foi revisada para 25,2% em setembro.

Com a ajuda do setor automobilístico, a indústria de aço passou a prever um crescimento de 9,2% na sua produção em 2017, para 34,15 milhões de toneladas de aço bruto. Em julho, a expectativa era de um crescimento mais modesto, de 3,8%. Além das melhores vendas, o desempenho considera a participação da Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), de placas de aço, que é exportadora.

"Isso não significa que estamos vivendo um bom momento. De janeiro a outubro, o setor produziu 8,5% a mais de aço bruto frente ao mesmo período do ano passado. Sem a CSP, esse crescimento teria sido bem menor, de 3,4%", explicou Alexandre de Campos Lyra, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil.

Segundo o Instituto, com toda a expectativa de crescimento neste e no próximo ano, a indústria siderúrgica não recupera a queda de 32,2% das vendas internas no período de 2013 a 2016. A expectativa é de voltar ao patamar de vendas de 2013 somente em 2028.

Lopes disse que uma das saídas para manter um nível mínimo de operação tem sido a exportação. A expectativa é que elas cresçam 14,5% neste ano, em comparação a 2016. Mais uma vez, boa parte desse avanço também se deve à CSP.

O executivo defende que o governo corrija assimestrias competitivas, como os elevados custos financeiros e cumulatividade de tributos. Outra questão apontada como relevante é a elevação da alíquota do Reintegra, de 2,5% para 5%, de forma a ressarcir os resíduos tributários embutidos nas exportações. Esse resíduo estaria em 7%.

Neste quesito, o Instituto selecionou três escritórios de advocacia para acionar judicialmente a União. "Dia 14 de dezembro temos reunião para ultimar a elaboração do processo", disse Lopes.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 04/12/2017

MESMO SEM VOTOS, GOVERNO TENTA APROVAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA AINDA NESTE ANO
Publicado em 12/04/2017 as 07:28 PM

Autor:        Por Fabio Graner e Raphael Di Cunto | De Brasília

O governo iniciou ontem a ofensiva final para tentar votar em dezembro a proposta de reforma da Previdência, mesmo que nos bastidores já se reconheça como mais provável que o tema fique para o ano que vem.

Duas reuniões trataram do tema, um almoço com dirigentes partidários no Palácio da Alvorada e um jantar com deputados na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O primeiro encontro também foi marcado por uma articulação para unir o centro político em torno de um nome para as eleições de 2018.

Temer pediu aos dirigentes, entre eles os ministros Marcos Pereira (Mdic), Maurício Quintella (Transportes) e Gilberto Kassab (Comunicações), que busquem os votos necessários para aprovar a versão mais recente da reforma, que o governo entende que ajudará a melhorar a economia e fortalecerá eleitoralmente este grupo político. Na reunião inclusive foi mencionada estatística de que houve nas eleições anteriores maior índice de reeleição de políticos que votaram pelas reformas do que de contrários. Nova reunião ocorrerá na quarta-feira para contar os votos obtidos e verificar a chance de aprovação.

Os líderes prometeram buscar os votos sem novas alterações no texto. Segundo relatos, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, chegou a falar até em cortar o fundo partidário de quem for contra a reforma, posição contraposta por Kassab, que lembrou que até março os parlamentares podem mudar de partido.

O almoço contou com os comandantes dos partidos do chamado Centrão e Maia, representando o DEM. Não apareceram dirigentes do PSDB, mas à noite, o jantar teve a participação do presidente interino do partido, Alberto Goldman.

Apesar de as articulações estarem se intensificando, o governo sabe que está muito difícil a votação neste mês. Cresce a tese de que, dada a falta de votos, o melhor a fazer é manter o assunto vivo e esperar até fevereiro, na volta do recesso. Isso ajudaria inclusive a mitigar uma preocupação dos deputados, manifestada nas reuniões, de o Senado não votar, risco que Maia e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) tentaram afastar.

Fonte do governo diz que, nesse quadro, o adiamento para fevereiro não faria a economia sofrer, o que ocorreria caso a proposta fosse levada a voto agora e derrotada. Para este interlocutor, o mercado financeiro já está cauteloso, "com o dedo no gatilho", mas segue em posição que considera a aprovação. "A rejeição não está precificada", disse, explicando que investidores acham que descobrirão o momento de sair.

No jantar, a área econômica insistiu que a reforma será boa para a economia no curto e longo prazos e que a rejeição colocaria o país em risco de nova recessão, se não em 2018, com certeza em 2019, por conta do crescimento da dívida. "Sem a Previdência teremos problema com ou sem teto de gastos", diz uma fonte. Estiveram reunidos no jantar representantes de partidos com mais de 320 votos na Câmara, acima dos 308 necessários, o que exigiria altíssimo apoio ao projeto - o que não há. Maia avisou que decide até quinta-feira se pauta a votação na semana do dia 13 ou se fica para 2018.

A votação em fevereiro atrasa o cenário mais turbulento, mas também impede um reforço no clima positivo do mercado, que poderia se espalhar para a economia e acentuar o cenário de alta do PIB e melhora fiscal acima do que hoje projeta a área econômica.

A definição do PSDB é vista no governo como fator chave. Sem o apoio maciço dos tucanos, que decidirão na quarta-feira sobre o fechamento de questão, estima-se que não há como fazê-la avançar. Nesse sentido, a fala de sábado do governador Geraldo Alckmin, de que o que é bom para o país será apoiado pelo PSDB, agradou interlocutores de Temer. Mas vale ressaltar que, embora previsto, não houve encontro privado entre os dois em São Paulo.

Uma fonte ressalta que os tucanos continuam "em cima do muro", com Alckmin dando apoio à reforma, mas ao mesmo tempo salientando a divisão do partido. O governo sabe que a questão eleitoral pesa muito contra a reforma. Tanto pela possibilidade de que sua aprovação ajude a fortalecer a economia e a candidatura patrocinada pelo Planalto, como pela própria rejeição da população.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 04/12/2017

ANTAQ - RECUO LIMITADO
Publicado em 12/04/2017 as 07:25 PM

Autor:        Gisele Loeblein - gisele.loeblein@zerohora.com.br

O plantio da safra de arroz no Rio Grande do Sul chegará ao fim sem que uma das principais recomendações feitas pela Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz-RS) seja atendida.

A redução do espaço destinado à cultura deve ficar bem abaixo do preconizado pela entidade.

Com 95,4% da área estimada semeada, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) projeta recuo em torno de 2% na comparação com o ano passado.

- Haverá redução, mas não significativa - confirma Maurício Fischer, diretor técnico do Irga.

Apesar do mercado e dos preços desfavoráveis, muitos agricultores acabam mantendo o investimento no arroz pelo fato de terem contratos de arrendamento, tendo de pagar pelo uso da terra. Presidente da Federarroz-RS, Henrique Dornelles vê com preocupação a manutenção da área - a entidade indicava redução de 15% para a cultura no Mercosul. Diz que a consequência será preços nos patamares atuais, com depressão no período de safra, como é histórico.

- Estamos em plena entressafra de arroz e o preço não evoluiu. Se não está remunerando, quanto mais eu plantar, mais aumento o meu prejuízo – entende Dornelles.

A previsão é de que a semeadura possa ser concluída ainda nesta semana. Na sexta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União a prorrogação do calendário de plantio, que havia sido solicitada pelo Irga, em razão do atraso por conta do excesso de chuva na primavera.

A Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) deverá elaborar, ainda neste mês, termo de ajustamento de conduta para tentar destravar o uso do terminal de arroz no porto de Rio Grande. A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) havia determinado a desocupação do imóvel em setembro ao alegar o não pagamento de multa. Houve recurso do Estado.
Fonte : Zero Hora - RS
Data : 04/12/2017

ANTAQ - PORTO DE SANTOS RECEBE 27 MIL BOVINOS PARA EMBARQUE
Publicado em 12/04/2017 as 07:25 PM

Termina nesta segunda-feira (4), no Porto de Santos, o embarque de 27 mil bovinos vivos.

A carga será exportada para a Turquia. O embarque começou na quarta-feira (30/11), no navio "Nada", de bandeira panamenha. A última operação deste tipo - carga viva - foi registrada em 1996.

Além de técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a operação está sendo acompanhada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Receita Federal e Vigilância Agropecuária (Vigiagro)./ Agências
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 04/12/2017

GOVERNO APELA AO ‘CAOS’ PARA TENTAR CONVENCER PÚBLICO E PARLAMENTARES
Publicado em 12/04/2017 as 07:24 PM

Autor:        Abnor Gondim - abnor@dci.com.br / Brasília

Nova peça publicitária poderá ter como foco problemas decorrentes da não aprovação da recente versão da reforma previdenciária, comprometendo a retomada do desenvolvimento em 2018

As cúpulas do governo e da base aliada no Congresso vão intensificar nesta semana esforço concentrado para tentar convencer a opinião pública e os parlamentares resistentes a aprovar a reforma da Previdência nos próximos dias.

Vão reforçar o argumento do caos, de que o Brasil perderá a oportunidade de retomar o desenvolvimento em 2018, se não aprovar a matéria. Projeções com esse viés dramático foram disseminadas pelo governo e aliados, levando em conta as reações negativas do mercado sobre o adiamento da votação do texto, na semana passada.

Ontem (3), em almoço no Alvorada, o presidente Michel Temer deixou agendada nova reunião na quarta-feira (6), com presidentes de partidos e líderes da base, para reavaliação sobre as possíveis datas da votação, em primeiro e segundo turnos, como exige a PEC da reforma da Previdência, e com 308 votos nas duas votações.

Na semana que começa no dia 11, a dez dias do fim do ano legislativo, se houver condições, a ideia é pautar a proposta para ser votada na Câmara no dia 13, em primeiro turno. O segundo turno ocorreria no dia 20 de dezembro. Além do almoço, governo e aliados se reuniram em jantar, com "cardápio" semelhante, realizado na casa do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). Entre os participaram do almoço estavam os ministros Moreira Franco, da Secretaria-Geral; Maurício Quintella, dos Transportes; Marcos Pereira, da Indústria e Comércio; Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia; o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson e Rodrigo Maia. O PSDB não teve representantes no almoço. Inicialmente a votação da reforma estava prevista para esta quarta (6), mas foi adiada porque o governo "está muito longe" de conseguir os votos, segundo o próprio Rodrigo Maia.

A declaração acendeu o alerta vermelho no Planalto, que passou a apostar no reforço de ações a favor da matéria. Líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES), diz que o governo não jogou a toalha e vai consolidar os votos nesta semana. "Vamos trabalhar para ter uma convergência de possibilidade de voto", afirmou. Segundo Coimbra, o governo está aberto ao diálogo com os trabalhadores. "Ou tomamos alguma decisão, ou não teremos recursos para pagar a Previdência, e teremos aí uma discussão ou uma decisão muito mais dura com o novo governo em 2019", destacou.

No sábado (2), em agenda conjunta no interior paulista, Temer esteve com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Ao menos em público, não houve avanço na busca pelos votos dos tucanos.

Riscos à retomada
Previsões negativas sobre o futuro da economia, sem a reforma da Previdência, foram feitas também pelo próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na sexta (1). Ele sustentou que a rejeição da matéria prejudicará a expectativa da volta dos investimentos e, sem isso, o País não conseguirá crescer 2,5%, em 2018, como esperado pelo governo e por analistas econômicos.

Em uma série de mensagens no Twitter, o ministro Moreira Franco alertou sobre riscos à recuperação da economia. Em tom dramático, advertiu que sem a reforma o País vai quebrar. Em vídeo, o ministro apela à população para que cobre dos deputados o apoio à votação da reforma previdenciária.

Campanha na TV
Uma das prioridades do governo é o recurso a ser apresentado pela Advocacia Geral da União (AGU) contra decisão da Justiça Federal do Distrito Federal que, na quinta (30), suspendeu a propaganda do governo a favor da reforma da Previdência. Se a liminar não for cassada, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco, ambos integrantes de peso do núcleo duro do governo Temer, analisam a conveniência de formatar uma nova campanha, com um novo apelo para aprovar as novas regras da reforma previdenciária.

Desta vez, o foco não será mais o ataque aos servidores públicos, mas sim o de assegurar o futuro do país. Há recursos para bancar a nova investida publicitária. Na quinta (30), o Diário Oficial da União publicou uma lei que abre crédito de quase R$ 7 bilhões, em favor da Presidência da República e de diversos ministérios, recursos que permitiriam as ações publicitárias.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 04/12/2017

FRANCISVAL MENDES PARTICIPA DE EVENTO SOBRE PRATICAGEM
Publicado em 12/04/2017 as 07:24 PM

Diretor da ANTAQ acompanha o 41º Encontro Nacional de Praticagem



Francisval Mendes (E) e o diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem, Gustavo Martins

O diretor da ANTAQ, Francisval Mendes, participou, em 28 de novembro, do 41º Encontro Nacional de Praticagem, que ocorreu em Belém. Mendes acompanhou as discussões sobre esse serviço e pôde trocar conhecimentos com outros participantes.

O evento contou com seis painéis, onde foram discutidos diversos temas, entre eles a navegação na Região Norte; a relação entre praticagem, meio ambiente e sinistralidade; logística; e o fator humano na navegação em águas restritas.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 30/11/2017
GOVERNO APELA AO ‘CAOS’ PARA TENTAR CONVENCER PÚBLICO E PARLAMENTARES

ANTAQ LANÇARÁ SISTEMA DE OUTORGA ELETRÔNICA
Publicado em 12/04/2017 as 07:23 PM

Em 5 de dezembro, inicia-se o módulo “Navegação”

No dia 5 de dezembro, a ANTAQ lançará o Sistema de Outorga Eletrônica, módulo Navegação Interior de Percurso Longitudinal Misto e Navegação de Apoio Marítimo, de Apoio Portuário, Cabotagem e Longo Curso. O evento acontecerá às 11h, na sede da Agência, em Brasília.


Outorga eletrônica: mais celeridade nos processos

A partir dessa data, os interessados em prestar o serviço poderão pedir autorização à ANTAQ por meio do sistema, que estará à disposição no portal (www.antaq.gov.br), juntamente com os manuais. Esses manuais trazem o passo a passo para que o interessado possa solicitar a outorga. Para ter acesso ao Sistema de Outorga Eletrônica, o interessado deverá se cadastrar primeiramente como “usuário externo”, quando receberá uma senha para entrar no sistema.

O principal objetivo da implantação do Sistema de Outorga Eletrônica é possibilitar aos interessados em solicitar autorização o envio de informações em ambiente virtual amigável para instrução do processo de outorga eletrônica no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O SEI é um sistema tipicamente de instrução processual, ambiente no qual todos os processos da ANTAQ devem estar pautados, inclusive os de outorga.

Com a implantação do Sistema de Outorga Eletrônica, que não excluirá o modelo antigo de solicitação de autorização, a ANTAQ espera reduzir em 50% o tempo de análise de outorga, que varia de acordo com o processo. Os testes estão sendo realizados pelos servidores da GAN e das unidades regionais. A Superintendência de Fiscalização e Coordenação das Unidades Regionais dará todo o apoio para que os servidores possam ajudar o usuário que esteja com dificuldade. Também ficará à disposição o telefone da GAN* para que o interessado esclareça suas dúvidas.

*Fone: (61) 2029-6810
ano que vem.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 01/12/2017

TEMER ANUNCIA NOVA REUNIÃO POR VOTOS
Publicado em 12/04/2017 as 07:23 PM

O presidente Michel Temer se reuniu ontem à noite com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o recebeu na residência oficial para um jantar para discutir a reforma da Previdência.
DE BRASÍLIA

Temer chegou acompanhado do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. No primeiro dos dois encontros que fez ontem, o presidente deixou acertado que fará uma nova reunião na quarta-feira, à noite, com presidentes de partidos e líderes da base, novamente no Palácio da Alvorada. Ele avaliará se será possível ou não colocar a PEC287 em votação na semana a partir do dia 11.

Presidente nacional do PSDB até o dia 9 de dezembro, Alberto Goldman e o ainda ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, foram os primeiros a chegar à residência oficial do presidente da Câmara. O secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, também foi ao jantar.

Os dois tucanos devem deixar seus postos em breve. Goldman deve entregar a presidência do partido no dia 9 ao governador Geraldo Alckmin, que vai concorrer à Presidência da República em 2018.

Imbassahy deve entregar o cargo em breve também para dar lugar ao peemedebista Carlos Marun. Também estavam presentes ao jantar o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; e dos Transportes, Maurício Quintella.

PROTESTOS

O policiamento em frente à casa de Maia foi reforçado por conta de um protesto organizado por representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras. Os manifestantes gritavam frases como “ô deputado, se tu votar, vamos acabar com o caviar”. (EC)
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

MACRI FARÁ PRONUNCIAMENTO SOBRE TRAGÉDIA DO SUBMARINO
Publicado em 12/04/2017 as 07:23 PM

Presidente argentino decretará três dias de luto no pelo desaparecimento do ARA San Juan


Último contato do submarino foi em 15 de novembro, às 7h30 (Foto: Armada/Divulgação)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, fará um pronunciamento em rede nacional e decretará três dias de luto no país pelo desaparecimento do submarino "ARA San Juan") e de seus 44 tripulantes no Atlântico Sul - informou o jornal "Clarín" neste domingo, citando um ministro.

Já o porta-voz da Marinha de Guerra, Enrique Balbi, disse ao jornal que a corporação explora indícios a 700 e a 950 metros de profundidade, depois de descartar no sábado que uma estrutura com dimensões parecidas com as do submarino encontrada a 477 metros de profundidade fosse o "ARA San Juan".

No último sábado (2) o mesmo porta-voz afirmou que "o ambiente extremo, o tempo transcorrido (18 dias) e a falta de qualquer evidência impedem sustentar um cenário compatível com a vida humana".

O último contato do submarino foi em 15 de novembro, às 7h30 (8h30, horário de Brasília), quando navegava pelo Atlântico Sul, a 450 quilômetros da costa
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

IRÃ INAUGURA PORTO QUE PERMITE UNIR A COSTA AFRICANA E ASIÁTICA À ÁSIA CENTRAL
Publicado em 12/04/2017 as 07:23 PM

A Tribuna

Primeiros carregamentos de trigo indiano com destino ao Afeganistão já chegaram ao complexo


Hassan considera que o porto possui uma localização estratégica (Foto: AFP)

O presidente iraniano, Hassan Rohani, inaugurou neste domingo (3) o novo porto de Chabahar, na fronteira entre o oceano Índico e o mar de Omã no sudeste do país, e que Teerã espera transformar em uma plataforma comercial regional.

"O porto tem uma localização estratégica" que permite "unir a costa africana e asiática à Ásia Central" pelo eixo viário e ferroviário NorteSul paralelo até sua fronteira com Irã e Afeganistão, o qual está sendo reforçado por Teerã, declarou Rohani, durante a cerimônia de inauguração transmitida pela televisão pública.

Os três primeiros carregamentos de trigo indiano com destino ao Afeganistão já chegaram a Chabahar, segundo o chefe da Direção de Portos do país, citado pela televisão.

O custo do novo porto chegou a US$ 1 bilhão, com US$ 235 milhões de aporte da Índia, de olho nos mercados de Irã, Afeganistão e dos países da Ásia Central, evitando o Paquistão, informou a imprensa local.

"Chabahar se transformará, em breve, em um importante polo comercial para o Irã", declarou o ministro dos Transportes, Abas Ajundi, na cerimônia.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

PARA PROFESSOR, CAVA SUBAQUÁTICA É SEGURANÇA TEMPORÁRIA
Publicado em 12/04/2017 as 07:23 PM

Segundo ele, material retirado pode ser utilizado na construção civil ou ainda em estradas
FERNANDA BALBINO

A construção de cavas subaquáticas que servirão como depósito de materiais dragados, no Canal de Piaçaguera, no Porto de Santos, em Cubatão, divide opiniões entre órgãos ambientais, a Justiça e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU)

Tratar o sedimento contaminado dragado no Canal de Piaçaguera é a melhor saída para que a dragagem não se torne um problema. O material retirado pode ser utilizado na construção civil ou ainda no recapeamento de estradas. No entanto, esta era uma decisão que deveria ter sido tomada durante a elaboração do projeto de aprofundamento da via marítima diante dos custos que a iniciativa representa.

A opinião é do especialista em Direito Ambiental Internacional Alexandre Machado, que também é professor da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Rubens Lara e da Pós-graduação de Direito Marítimo e Portuário da Universidade Católica de Santos (UniSantos). O profissional foi convidado pela Câmara Municipal de Santos para fazer uma análise independente sobre o projeto.

“A lei fala que eu tenho que dar a melhor destinação possível. E o que está sendo discutido hoje é que essa licença não é a melhor destinação possível. Você tem que fazer um tratamento nos sedimentos ou fazer aquelas bags, como foi feito em outras áreas, ou seja, tem outras técnicas que não essas. Isso, independentemente de outros negócios na região ou não”.

Segundo o especialista, em alguns países, a construção de cavas para a deposição de materiais contaminados restringe a quantidade do despejo para garantir a segurança. Isto acontece no Reino Unido e em alguns estados dos Estados Unidos, como Califórnia e Nova Iorque. Por outro lado, a prática ainda é bastante utilizada em países de terceiro mundo.

“É seguro o modelo que eles adotaram? É uma segurança temporária. Na verdade, fizeram um buraco, estão jogando os resíduos. Não é um simples buraco. Ele tem tecnologia, foi revestido, vai ser tampado. Mas, devido a água da chuva que vem da Serra, a descida de sedimentos, daqui a alguns anos, vou precisar fazer uma dragagem de manutenção e o que eu vou fazer com esses sedimentos? Um novo buraco, enterrar isso novamente? São essas questões que são levantadas”.



Confira a construção e o preenchimento das cavas (Arte: Mônica Sobral/AT)

Monitoramento

A deposição de material contaminado em cavas demanda monitoramento constante. Isto acontece por conta dos riscos de contaminação da água. “No Brasil, a gente sabe que é muito difícil se manter um monitoramento rígido. Talvez por parte da empresa seja um pouco mais fácil, mas por conta do órgão ambiental, a gente sabe que não tem trabalhador para ir lá toda hora e monitorar a água. Essa é realidade que a gente vive. Mas, também pode ser monitorado por uma equipe da empresa e ser repassado para o órgão ambiental. Não teria problema”
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

IMPLANTAÇÃO DE ESTALEIRO NO PORTO VIRA TEMA DE PESQUISA
Publicado em 12/04/2017 as 07:22 PM

Estudantes de Engenharia Civil analisaram demanda e viabilidade da instalação no complexo
FERNANDA BALBINO


Estaleiros atenderiam navios que precisam de serviços de manutenção e reparo (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A necessidade e a viabilidade da implantação de um estaleiro para a manutenção de navios, no Porto de Santos, são os temas de um trabalho de conclusão de curso (TCC) de estudantes de Engenharia Civil da Universidade Santa Cecília (Unisanta), no Boqueirão, em Santos. A ideia é que o local também possa ser utilizado por seguradoras para vistorias em embarcações durante passagem pela região.

Gustavo Grassi, Maximiliana Presutti, Nocolly Corea e Taynara dos Santos iniciaram essa pesquisa no primeiro semestre e já concluíram o trabalho. O material foi apresentado no Congresso Brasileiro de Iniciação Científica, no mês passado. Os estudantes são orientados pelo professor Adilson Gonçalves, pesquisador do Núcleo de Estudos Portuários e Marítimos (Nepomt), da Unisanta.

“O tema principal é o estaleiro de manutenção do Porto de Santos. E gente focou nesta questão porque muitos navios passam por acidentes no canal de acesso ou precisam de reparos ou manutenções preventivas e precisam se deslocar (para outros complexos marítimos). O Porto de Santos é o maior da América Latina e não dispõe ainda de um estaleiro de manutenção para navios de médio a grande porte”, destacou Gustavo.

Quando há alguma avaria ou necessidade de reparos e vistorias, os cargueiros são deslocados para o Rio de Janeiro, onde há oferta de estaleiros especializados. “As empresas, querendo ou não, têm um custo muito elevado e acabam perdendo muito mais tempo com o transporte e com a embarcação parada”.

Logo no início da pesquisa, em junho, quando o tema ainda estava sendo analisado pelo grupo, o navio graneleiro Tong Shun encalhou no cais dos armazéns 21 e 22 do Porto. Isto aconteceu após o carregamento de 30.850 toneladas de soja. Ele já havia embarcado quase 40 mil toneladas do grão em uma escala no Uruguai.

“O que constatou essa necessidade da construção de um estaleiro foi um acidente em que o navio ficou bastante tempo parado no Porto de Santos. Nós já estávamos interessados no tema, mas o acidente e a dimensão que ele tomou nos deram mais certeza de que estávamos no caminho certo”, explicou Maximiliana.

Localização

A partir daí, os universitários pesquisaram a viabilidade do empreendimento no cais santista. Para isso, passaram a buscar áreas que pudessem abrigar o estaleiro. Três pontos foram estudados.

O primeiro foi a Ilha dos Bagres, que acabou escolhida para a implantação da unidade. Ela conta com uma área disponível de 627 mil metros quadrados e fica em uma área do estuário com profundidades que variam de 11 a 12 metros.

“Lá, há a possibilidade de transporte de materiais e equipamentos pelos modais rodoviário e ferroviário até as futuras instalações, com posterior transbordo para o modal aquaviário”, afirmou Nocolly.

O grupo ainda cogitou a implantação do estaleiro de manutenção na Alemoa, na Margem Direita do cais santista, ao lado do Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa. Lá, a área disponível é de 321,9 mil metros quadrados.

Apesar da boa localização, a gleba fica em frente a um trecho do canal de navegação com baixa profundidade. Além disso, há a necessidade da criação de um novo acesso, já que há interferências e riscos em utilizar a mesma área de um terminal que movimenta líquidos inflamáveis.

Já a terceira opção estudada foi o Sítio Piaçaguera, com 424 mil metros quadrados e localizado na Margem Esquerda. Apesar da boa profundidade, a área é isolada, o que dificulta o acesso de colaboradores, aumentando os custos de contratação de mão de obra. Além disso, a gleba é particular.

“A pesquisa sobre o estaleiro mostra uma grande deficiência (do Porto). Para o complexo santista entrar no padrão mundial, só falta o estaleiro. Tem a questão da necessidade de manutenção (dos navios) e a parte de tratar avarias precisa ser próxima porque, às vezes, não dá para deslocar um navio para a Ásia, por exemplo”, destacou o professor Adilson Gonçalves.


Adilson Gonçalves orientou o projeto desenvolvido pelos estudantes (Foto: Alexander Ferraz/AT)

Projeto prevê construção de dique seco

O estaleiro projetado pelos estudantes de Engenharia Civil da Universidade Santa Cecília (Unisanta) deve ter uma área construída de 72 mil metros quadrados, um dique seco (local onde os navios são atendidos) e todos os equipamentos necessários para o reparo e a manutenção das embarcações.

“O dique deverá ficar disposto transversalmente à área, uma vez que (a gleba a ser ocupada pelo estaleiro) dispõe de uma boa extensão territorial à beira do mar, o que permite realizar manobras para a docagem. Sendo assim, descartando a necessidade de atividades como dragagem e ampliação do canal de acesso para a passagem das embarcações, visando a redução de custos e o tempo de construção”, destacaram Gustavo Grassi, Maximiliana Presutti, Nocolly Corea e Taynara dos Santos na pesquisa.

O grupo analisou o perfil dos navios que trafegam pelo Porto de Santos. As dimensões e a frequência das viagens ao cais santista foram levados em conta na hora de definir o local mais viável para a implantação do estaleiro.

Em seguida, os estudantes fizeram uma relação de tipos de serviços que o estaleiro deve oferecer às embarcações. Na área mecânica, revisões de bombas e testes de maquinários e equipamentos, além de trocas de óleo e manutenção de motores, estão na lista.

Revisões e pequenos reparos nas instalações elétricas também entram nessa relação, assim como a carpintaria, que inclui revisões de peças de madeira, como as da cabine e do convés e os dormentes. Serviços de pintura e manutenção de cascos também estão previstos, assim como reparos no encanamento das embarcações.

“Eles estudaram a viabilidade técnica e o potencial econômico (de se implantar um estaleiro na região). Os levantamentos de custos podem ser feitos em um segundo momento porque é uma planta industrial. Você tem (na pesquisa) toda a parte física, de equipamentos e tudo o que é necessário”, destacou o professor orientador Adilson Gonçalves.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

PESQUISADOR E AUTORIDADES AMBIENTAIS APROVAM PROJETO DE CAVA SUBAQUÁTICA
Publicado em 12/04/2017 as 07:22 PM

Construção servirá como depósito de materiais dragados, no Canal de Piaçaguera
FERNANDA BALBINO

A construção de cavas subaquáticas que servirão como depósito de materiais dragados, no Canal de Piaçaguera, no Porto de Santos, em Cubatão, é tema de polêmica que envolve órgãos ambientais, a Justiça e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

Para o pesquisador Guilherme Lotufo, do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (Usace), a construção das cavas e a deposição, nelas, de material contaminado são medidas seguras para o confinamento desses sedimentos. O especialista aponta ainda que apenas materiais com baixo índice de contaminação podem ser avaliados para uma possível reutilização. Segundo ele, tudo depende da relação custo-benefício do empreendimento.

“Uma vez construídas com base em projeto adequado, são consideradas extremamente seguras. Cavas construídas em locais de baixa energia em termos de correntes, como é o caso da cava construída no Projeto de Dragagem do Canal de Piaçaguera, resultarão em baixo risco de erosão”, destaca o pesquisador.

Lotufo aponta que existe amplo conhecimento sobre a segurança de cavas subaquáticas e a estabilidade a longo prazo das funções de isolamento e confinamento. “Um estudo de risco ecológico e de saúde humana associado à disposição de material dragado do Porto de Nova Iorque e Nova Jersey, nos Estados Unidos, demonstrou que confinamento em unidades subaquáticas está entre as opções de menor risco quando comparado com outras alternativas, incluindo confinamento terrestre”.


Geopotes 15 draga o Canal de Piaçaguera e cavas locais (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O especialista aponta que, após consolidação e capeamento, o material confinado em cava fica isolado e limitado pelo sedimento consolidado, que é impermeável. Por conta disso, a possibilidade de movimento lateral – ou seja, de uma fuga desses poluentes – é inexistente.

“Em geral, a construção de cavas submersas oferece segurança maior do que unidades de confinamento terrestres, que, devido ao potencial de fragilidade de diques elevados,ficam mais suscetíveis a colapsos durante eventos atmosféricos e geológicos extremos, quando não planejadas e construídas adequadamente”, explicou.

Monitoramento

De acordo com o pesquisador da Usace, após a disposição do material dragado, devem ser realizadas análises dos sedimentos dispostos no interior da cava. A ideia é verificar, ao longo do tempo, sua consolidação para que possa receber o material de cobertura, o capping.

“A cobertura deverá ser feita usando material de excelente qualidade ambiental, isento de contaminação, em espessura em torno de 1 metro. Desta forma, irá promover o isolamento total do sedimento disposto, deixando o ambiente com qualidade ambiental livre de qualquer contaminação”, diz Lotufo.

O pesquisador descarta a possibilidade de utilizar o material dragado contaminado na fabricação de material de construção, como concreto e tijolos. Isso ocorre apenas quando as qualidades geoquímicas são compatíveis.

“O custo associado a esta alternativa, com uso das tecnologias existentes e tecnicamente viáveis, é bastante elevado e não justificado economicamente na maior parte dos casos, sendo viável apenas para volumes menores de geração de material dragado contaminado. Este uso de material dragado é bastante raro nos Estados Unidos”.

Autoridades ambientais também aprovam projeto

A dragagem do Canal de Piaçaguera foi aprovada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) em 2005 e já previa a construção de cavas subaquáticas para a deposição de material contaminado. No entanto, a obra foi interrompida pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), pela segunda vez, na última quinta-feira (30). A medida foi suspensa na sexta-feira, por uma liminar da Justiça Federal obtida pela VLI.

A primeira decisão do órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, foi tomada após uma representação contra a construção de cavas para o depósito de material dragado naquela região. Já a segunda interdição aconteceu após a VLI, responsável pela obra, não apresentar a documentação pedida para a regularização do empreendimento no prazo estipulado pela SPU.

O aprofundamento daquela região também é tema de análise por parte do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema). Após denúncias, os órgãos apuram se há risco de contaminações já que o local dragado tem histórico de poluição por metais pesados.

No Gaema, o caso é conduzido pela promotora de Justiça Almachia Acerbi. Já no MPF, as investigações ficam a cargo do procurador da República José Molina Daloia.

De acordo com a VLI, o processo conta com todas as autorizações necessárias dos órgãos competentes. Entre eles, estão a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), além de análises favoráveis e anuências das prefeituras de Cubatão e Santos, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da extinta Secretaria de Portos (SEP), incorporada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MPTAC).
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

DP WORLD ADQUIRE PARTICIPAÇÃO DA ODEBRECHT NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 12/04/2017 as 07:22 PM

Acordo eleva para 100% a participação da operadorda de Dubai na Embraport
DA AGÊNCIA BRASIL


Embraport será rebatizada de DP World Santos (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A operadora de portos de Dubai DP World anunciou nesta segunda-feira (4) que completou a aquisição de uma fatia adicional de 66,67% da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), maior terminal portuário multi-modal privado do Brasil, que pertencia à Odebrecht Transportes.

O acordo eleva para 100% a participação da DP World na Embraport, que será rebatizada de DP World Santos. o valor da transação não foi divulgado.

A DP World Santos opera no Porto de Santos, que é o mais movimentado da América Latina. A Embraport também tem uma rede de terminais de contêineres no Peru, na Argentina, no Equador e em Suriname.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 04/12/2017

PORTOS - BRASIL E ALEMANHA DEVEM LIDERAR CONCLUSÃO DO ACORDO MERCOSUL-UE
Publicado em 12/01/2017 as 05:17 PM

Mercosul e União Europeia devem alcançar um bom acordo de livre comércio ainda neste ano. Foi o que defendeu a indústria brasileira durante o 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), realizado em Porto Alegre, no mês de novembro.. “O EEBA é o fórum em que a agenda de negócios dos dois países é discutida anualmente e nesta edição sentimos um clima mais favorável ao avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul. Isso reflete também as mudanças de governo no Brasil e na Argentina”, disse o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, referindo-se às negociações que já duram 17 anos.

Cotas europeias para importação de etanol e carnes estão entre as questões discutidas nas últimas semanas entre diplomatas de ambos os blocos. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, destacou o apoio dos setores privados de Brasil e Alemanha, as duas maiores economias dos blocos, para conclusão do tratado entre o Mercosul e União Europeia.

Côrte acompanhou o evento no período de 12 a 14 de novembro e participou da Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica, encontro que integra a programação do EEBA. “Os empresários alemães mantêm-se confiantes na recuperação da economia brasileira. Vários contatos foram feitos no âmbito da Investe SC, a agência mantida pela FIESC e pelo governo do Estado. Santa Catarina tem condições de ampliar o intercâmbio comercial com a Alemanha”, resumiu.

O EEBA é o maior evento da agenda bilateral brasileira e ocorre pela iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias Alemã (BDI), em parceria com a Associação das Câmaras de Comércio Alemãs no Brasil (AHK) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Nesta edição, o encontro abordou a “Parceria Brasil e Alemanha: novas oportunidades de cooperação” e reuniu mais de dois mil empresários e membros dos dois governos.

Acordo de tributação – A CNI avalia que a celebração de uma Convenção para evitar a dupla tributação da renda entre Brasil e Alemanha é medida prioritária, devido ao potencial de aumentar a segurança jurídica e a competitividade das empresas nos negócios bilaterais. De acordo com Robson Braga de Andrade, o momento atual, com a formalização do pedido de adesão à OCDE, apresenta oportunidades para negociar um novo acordo para evitar dupla tributação, ao permitir a rediscussão de cláusulas do modelo brasileiro, que deve aproximá-lo do alemão.

Entre os participantes da edição 2017 do EEBA estiveram o presidente do Conselho da Indústria Alemã para América Latina (LADW) e membro do Conselho Administrativo da Volkswagen AG, Andreas Renschler; o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira; o secretário-geral das Relações Exteriores das Ministério das Relações Exteriores, embaixador Marcos Galvão; o vice-ministro de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Matthias Machnig, o governador Rio Grande do Sul, Ivo Sartori e o presidente da FIERGS, Gilberto Petry.

O Encontro debateu oportunidades de parceria e cooperação sobre: internet das coisas e startups na área de manufaturados; eficiência energética industrial; infraestrutura e cidades inteligentes; segurança no trabalho; ambiente de negócios e facilitação de comércio e seus impactos para pequenas e médias empresas, saúde e educação. Ocupa um espaço de mais de 14 mil metros quadrados e terá mais de 80 expositores entre brasileiros e alemães.

Ainda no evento, 97 empresas alemãs e 532 empresas brasileiras participam de rodadas de negócios. A proposta é que ocorram mais de 400 reuniões empresariais, com expectativa de US$ 10 milhões. As empresas participantes são principalmente dos setores de alimentos, couro e calçados, energias renováveis, química e petroquímica, saúde e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O evento é realizado em parceria com a Rede Enterprise Europe Network (EEN), coordenada pela Comissão Europeia, e tem apoio da Apex-Brasil.
Fonte : Informativo dos Portos - SC
Data : 01/12/2017

BASE NORMATIVA DE PRODUTOS SANITÁRIOS SOFRERÁ MUDANÇAS PARA IMPORTAÇÃO
Publicado em 12/01/2017 as 05:16 PM




As alterações na Resolução de Diretoria Colegiada visam facilitar processos de importação e, consequentemente, movimentar a economia, em especial nos segmentos farmacêutico e de equipamentos para saúde

Após dez anos de sua criação, para acompanhar o contexto de grandes modernizações em diversos aspectos do comércio exterior, a RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) 81/08, que é responsável pela regulamentação dos produtos exportados e importados sob a anuência da ANVISA, está em processo de muitas mudanças. A reformulação acontece com o objetivo de acelerar a aprovação das licenças e também simplificar a interpretação da própria RDC, que é uma das mais longas de todo o quadro normativo sanitário, descomplicando assim a compreensão do importador.

As novas propostas, advindas de uma consulta pública, caminham para uma nova dinâmica de licenciamento de importação, com maior transparência e maior previsibilidade para processos de importação. Uma das metas iniciais do projeto é a redução drástica no tempo de concessão de licença para importação. Isso significa uma redução pela metade: estima-se que, em média, o tempo atual é de 10 dias úteis; a meta a longo prazo é que todos os trâmites sejam finalizados em 2 dias úteis.

“Uma nova estrutura para que os fiscais trabalhem remotamente está sendo implantada. Essa nova dinâmica será benéfica tanto para os importadores quanto para a própria ANVISA. O objetivo será distribuir o processo e os fiscais poderão fazer a análise remota. Ao fim do próximo ano, quando a RDC 81 completa 10 anos, o órgão poderá ter perdido dois terços de toda a sua mão de obra de fiscais sanitários devido a aposentadorias e vagas que não foram abertas. Chegamos a um patamar que a liderança precisou mudar e o trabalho precisou ser simplificado de alguma forma”, afirma Yuri da Cunha, Especialista em Processos de Comércio Exterior da NSI, companhia especializada em soluções para a cadeia logística de grandes indústrias importadoras e expo rtadoras e única com as soluções 100% web.

Em 2016, foram mais de 300 mil licenças de importação. Quando se trata de ANVISA, são diversas companhias impactadas em todo o país, que envolvem produtos farmacêuticos, insumos químicos e farmacêuticos, equipamentos para saúde, cosméticos, perfume e produtos para higiene pessoal, alimentos, entre outros. Deve-se destacar o recém criado formulário customizado da ANVISA para o peticionamento eletrônico para importação.

“A tendência é que a LI do Siscomex desapareça e que cada órgão crie seu formulário customizado. Seguindo essa lógica, esse peticionamento eletrônico seria um adianto e mais tarde os importadores já estarão habituados ao novo formulário, o que caracteriza uma grande vantagem ao comércio exterior. A ANVISA, hoje, tem o histórico de importações, entretanto tudo está em papel. O gerenciamento de tudo isso, sem a tecnologia, se torna uma missão impossível. O formulário eletrônico customizado permitirá exatamente a aplicação do gerenciamento de riscos”, explica o especialista.

Dentro de todas essas mudanças na RDC, espera-se que o resultado tenha mais facilidade de leitura e entendimento. A expectativa é que com um trabalho mais racional e otimizado, os fiscais sanitários desenvolvam outros projetos, tanto interno quanto de comunicação com o contribuinte. Já o setor privado vislumbra a perspectiva voltada para um operador econômico autorizado da ANVISA, integrado com a Receita Federal. Caso se concretize, essa nova dinâmica culminaria em redução no tempo de importação e geraria competitividade para todas as companhias, além de acarretar queda nos preços para o consumidor final.

“Agora é o momento ideal para companhias que desejam implantar alguma solução de apoio ao comércio exterior. A ANVISA está facilitando todo o processo, dando oportunidades de importar mais rápido e, consequentemente, as empresas conseguirão fechar mais negócios. O pensamento deve se manter em como conseguir intensa movimentação de mercadorias mantendo as importações organizadas e com fluxo de informações fluido e com alta conformidade. As ferramentas tecnológicas permitem que a empresa possa atuar de modo mais inteligente e focando seus esforços em novas oportunidades, não em digitação de informações ou controle de datas”, finaliza Yuri.

Sobre a NSI

Fundada em 1986, a NSI desenvolve aplicativos para otimização da gestão de processos de comércio exterior. Primeira empresa no Brasil a integrar seus aplicativos aos principais sistemas ERPs do mercado e a disponibilizar uma aplicação 100% WEB para gestão do comércio exterior. A companhia é integrante do Grupo Cassis, que conta com mais de 250 colaboradores e 3 mil clientes em todo o Brasil.
Fonte : Informativo dos Portos - SC
Data : 01/12/2017

TCP INAUGURA NOVA ROTA PARA PAÍSES DO MEDITERRÂNEO
Publicado em 12/01/2017 as 05:16 PM

A atracação do navio MSC Amalfi, com 299,91 metros de comprimento, no início de novembro, foi o marco inicial da nova linha

A empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, TCP, inaugurou uma nova linha no mês de novembro para países da região do Mediterrâneo, na Europa. A partir dessas rotas, o TCP agora vai abranger os portos de Las Palmas, Valência e Barcelona, na Espanha, e de Genoa, Livorno e Giona Tauro, na Itália.

O novo serviço – que também servirá os portos brasileiros de Suape, Salvador, Navegantes e Rio de Janeiro, contará com uma escala semanal e a expectativa é que sejam realizados entre 1.200 e 1.500 movimentos por semana.


Foto: Reprodução

A atracação do navio MSC Amalfi, com 299,91 metros de comprimento, no início de novembro, foi o marco inicial da nova rota. “Essa nova linha atende, principalmente, a importação no setor automotivo, carne, couro e madeira para exportação”, explica o diretor superintendente Comercial do TCP, Juarez Moraes e Silva.

O diretor ainda destaca que só a nova rota só foi possibilitada em função dos investimentos realizados nos últimos anos visando aumentar a capacidade operacional do Terminal. “Com a capacidade operacional e alta produtividade que o Terminal apresenta, Paranaguá é um destino seguro para que os armadores possam operar com seus serviços”, completa Juarez. A TCP vem realizando investimentos maciços nos últimos anos. Em 2016, por exemplo, a empresa investiu na implantação do sistema NAVIS N4, com foco no aumento da produtividade e eficiência do Terminal. Outro aporte está sendo feito no sentido de ampliar o cais, que hoje conta com 879 metros mas deve chegar a 1.099 metros até 2018.
Fonte : Teclilogística OnLine
Data : 01/12/2017

ANTAQ - MARES CONTROLADOS
Publicado em 12/01/2017 as 05:16 PM

Autor:        LYDIA MEDEIROS

Decisões tomadas pela Justiça Federal nesta semana reforçam o poder das agências reguladoras.

Duas ações questionavam normas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em relação ao mercado de cabotagem no Brasil: o limite de tonelagem e a necessidade de a empresa ter embarcação semelhante à fretada. Segundo José Dutra, advogado do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), se os pedidos tivessem prosperado, as agências perderiam poder de regular o mercado. A Justiça entendeu que os processos desequilibravam o setor e impediam a agência de exercer sua função.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 01/12/2017

EMBARCAÇÕES - FILA DE NAVIOS PARA EMBARQUE CAI QUASE 50%
Publicado em 12/01/2017 as 05:05 PM

O total de navios previstos para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu 49 por cento ao longo de novembro, segundo dados da agência marítima Williams Brazil, refletindo a menor disponibilidade do produto, já que a safra de cana no centro-sul do país está praticamente no fim.

Na semana encerrada em 29 de novembro, eram 23 embarcações já ancoradas, ao largo esperando atracação ou que devem chegar nos próximos dias. A quantidade é inferior às 31 embarcações observadas na semana anterior e quase 50% abaixo das 45 reportadas pela agência marítima no fim de outubro.

Essa retração é natural no fim do ano, com as usinas encerrando a colheita de cana. Além disso, nos últimos meses houve maior preferência pela produção de etanol.
O biocombustível passou a ser mais atrativo a partir de agosto, na esteira de altas tributárias maiores para a gasolina, concorrente direto do hidratado. Como consequência, na primeira quinzena de novembro a fabricação de álcool avançou mais de 15%, enquanto a de açúcar recuou 8%.

Segundo a Williams, os 23 navios devem embarcar 812,18 mil toneladas do adoçante pelo portos do Brasil, maior produtor e exportador da commodity, até meados de dezembro.

Desse total, 584,85 mil toneladas, ou 7%, serão escoadas pelo Porto de Santos. Outras 170,13 mil toneladas, 21%, serão exportadas por Paranaguá, e 30 mil (4%) e 27,20 mil (3 %) por Maceió e Recife, respectivamente. /Reuters
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 01/12/2017

AVANÇO DO SETOR DE AÇO SERÁ GRADUAL
Publicado em 12/01/2017 as 05:05 PM

São Paulo – O mercado siderúrgico brasileiro já apresenta sinais de retomada, porém, sem grandes saltos. Para 2018, o Instituto Aço Brasil (IABr) projeta alta de 4,1% das vendas internas sobre este ano, para 17,4 milhões de toneladas.

“Saímos da maior recessão da nossa história. Temos sinais nítidos de melhora da economia, mas o crescimento do nosso setor será gradual”, afirmou o conselheiro do IABr, Sérgio Leite, que também é CEO da Usiminas.

O presidente do conselho diretor da entidade e vice-presidente sênior do Grupo Vallourec na América do Sul, Alexandre Lyra, lembra que o pico de vendas de aço no mercado doméstico foi em 2013, quando os volumes atingiram 24,4 milhões de toneladas no País.

No entanto, para este ano a previsão de vendas internas é de 16,7 milhões de toneladas, alta de 1,2% em relação a 2016, o que não compensa a retração acumulada entre os anos de 2013 e 2016 de 32,2%.

Por outro lado, a produção tem indicadores um pouco melhores. De acordo com o IABr, a projeção para o volume produzido de aço bruto em 2018 é de uma expansão de 9,2% sobre este ano, para 34,1 milhões de toneladas. Grande parte da produção, entretanto, deve ser destinada aos mercados externos.

“A exportação continua sendo a única saída para impulsionar as siderúrgicas no Brasil”, afirma o presidente- executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes.

Contudo, medidas protecionistas por parte dos Estados Unidos impactaram os embarques brasileiros de forma significativa. Segundo Lyra, o Brasil “exporta basicamente semi-acabados”, o que afasta o argumento do presidente norte-americano, Donald Trump, de que há uma invasão de aço de alta qualidade no país, prejudicando o emprego.

“Conseguimos sensibilizar o governo brasileiro para apoiar o nosso pleito para retirar essas barreiras.”

Lopes salientou o baixo nível de utilização da capacidade instalada pelo parque nacional. “A indústria local deveria operar a cerca de 80% da sua capacidade, mas operamos em 63% atualmente, o que é extremamente baixo”, pontua.

Entre as medidas para impulsionar o mercado doméstico, o IABr destaca uma coalizão entre entidades setoriais para promover o mercado da construção civil. “Devemos apresentar o tema à sociedade na próxima semana”, disse.

Acumulado do ano

Segundo balanço da entidade, de janeiro a outubro a produção de aço bruto cresceu 8,5% sobre o mesmo período do ano passado, para 28,5 milhões de toneladas. No entanto, se for retirado o desempenho da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) – que entrou em operação no ano passado -, o avanço foi de apenas 3,4%.

“Se excluirmos o efeito da CSP, o aumento da produção de aço bruto é bem menor”, complementa Lyra.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 01/12/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - VLI MOVIMENTA MAIS DE 5,5 MILHÕES DE TONELADAS DE GRÃOS
Publicado em 12/01/2017 as 05:05 PM

Volume registrado até outubro deste ano pelo Corredor Centro-Norte, supera em mais de 30% o ano de 2015, quando foram movimentadas 4,2 milhões

Mais de 5 milhões de toneladas de grãos foram movimentadas pela VLI no Corredor Centro-Norte, o volume correspondente a cargas de milho, soja e farelo transportadas até as operações do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) e do Terminal Portuário de São Luís para embarque com destino ao mercado internacional.

De acordo com informações da VLI, empresa de soluções logísticas que integra terminais, ferrovias e portos, esse volume movimentado corresponde ao período de janeiro a outubro deste ano e já supera em mais de 30% o que foi registrado em todo ano de 2015.

Toda a infraestrutura da VLI no Corredor Centro-Norte do país (terminais integradores em Porto Nacional e Palmeirante, ambos no Tocantins; e operações portuárias, no Maranhão) juntamente com a Ferrovia Norte-Sul somam um investimento de R$ 1,7 bilhão e têm como meta suportar o crescimento agrícola da região.

“A VLI investiu, acredita no potencial dessa região e está pronta para atender a demanda. Um sinal de que estamos na direção certa é o que o volume de grãos movimentado este ano já é superior aos dados dos anos anteriores”, ressaltou o gerente-geral de Portos Nordeste, Leonardo Paiva.

O contexto local é de fomento de novas cargas, parcerias e crescimento. A empresa aposta no desenvolvimento de novas demandas agrícolas nas regiões de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Nordeste do Mato Grosso, Sul do Pará e Norte de Goiás e na consolidação de outra rota de exportação para os produtos do país.

“Com a infraestrutura que oferecemos temos condições de equilibrar o escoamento da produção do país entre os portos do Norte e do Sul/Sudeste. Estima-se que cerca de 80% da produção do Centro-Norte do Brasil é escoado pelos portos do Sul e Sudeste. Por isso, estamos fomentando a criação dessa alternativa eficiente e integrada pensando em melhorar a logística dos produtores”, explica Leonardo Paiva.

Um exemplo desse trabalho de prospecção de cargas é a parceria da VLI com a Brinave, consórcio que opera balsas no rio Araguaia entre os estados de Pará e Tocantins. A rota, inaugurada em abril, é o caminho mais novo para o escoamento da produção de soja e milho do leste mato-grossense e sudeste paraense até o porto do Itaqui, via Ferrovia Norte-Sul. A infraestrutura atual pode receber seis caminhões do tipo bi-trens e oito do rodo-trens.

Sobre a VLI
A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no País, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Números

5,5 Milhões de toneladas de grãos foram movimentadas pela VLI no Corredor Centro-Norte entre janeiro e outubro

4,2 Milhões de toneladas de grãos movimentadas no ano de 2015 o recorde anterior registrado pela empresa VLI
Fonte: O Estado do Maranhão - MA
Data: 01/12/2017

EUA E CHINA MANTÊM RIVALIDADE APÓS SIDERÚRGICAS FAZEREM ACORDO PARA FIM DE SUBSÍDIOS DISTORCIVOS
Publicado em 12/01/2017 as 05:04 PM

Os dois maiores países produtores de aço do mundo concordaram em acabar com subsídios que distorcem o mercado, mas profundos desentendimentos ainda persistem, com a China pedindo mais ação de outros produtores e os Estados Unidos afirmando que há ainda muito mais a ser feito.

Falando durante a conclusão de uma cúpula promovida pelo governo alemão para discutir o excesso de capacidade global de aço, a ministra da Economia da Alemanha, Brigitte Zypries, afirmou que delegados concordaram com a necessidade de se acabar com subsídios e de melhorar o compartilhamento de informações sobre o processo de redução de capacidade.

Mas o ministro-assistente de Comércio da China, Li Chenggang, alertou para a situação na qual o seu país –maior produtor de aço do mundo–, promoveu duros esforços para reduzir a capacidade siderúrgica “enquanto o resto do mundo apenas observa”.

A China está sendo pressionada por outros países, especialmente pelos EUA, para cortar subsídios e encerrar mais capacidade em adição às 100 milhões de toneladas que já fechou. Mas Jamieson Greer, negociador-chefe dos EUA, afirmou durante a cúpula que “passos iniciais” foram dados, mas muito ainda precisa ser feito.
Fonte: Jornal Extra ·
Data: 01/12/2017

MINERVA FOODS EMBARCA 27 MIL BOIS VIVOS PARA A TURQUIA
Publicado em 12/01/2017 as 05:04 PM

Por Luiz Henrique Mendes

SÃO PAULO - A Minerva Foods, terceira maior empresa de carne bovina do Brasil e maior exportadora de gado vivo do país, está embarcando 27 mil cabeças de gado para a Turquia por meio do Porto de Santos. Tratase da primeira carga viva registrada no porto desde 1996, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

O embarque do rebanho bovino no Porto de Santos começou na última quarta-feira (dia 29 de novembro) e será concluído no próxima segunda-feira (4 de dezembro). De acaordo com a Codesp, o embarque é acompanhado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Receita Federal e Vigilância Agropecuária (Vigiagro)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 01/12/2017

BALANÇA COMERCIAL TEM SUPERÁVIT DE US$ 3,546 BILHÕES EM NOVEMBRO
Publicado em 12/01/2017 as 05:04 PM

Por Daniel Rittner e Rafael Bitencourt | Valor



BRASÍLIA - A balança comercial brasileria teve superávit de US$ 3,546 bilhões em novembro e já acumula saldo positivo de US$ 62 bilhões neste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (1º de dezembro) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No mês passado, as exportações atingiram US$ 16,688 bilhões e tiveram alta de 2,9% sobre igual período do ano anterior. As importações alcançaram US$ 13,142 bilhões e representaram um aumento de 7,8% sobre novembro do ano passado.

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, o crescimento é de 18,2% das exportações e de 9,6% das importações. No período de janeiro a novembro de 2016, o superávit havia sido de US$ 43,2 bilhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 01/12/2017

MINÉRIO CONFIRMA RESISTÊNCIA EM NOVEMBRO E SOBE 16%
Publicado em 12/01/2017 as 04:55 PM

O minério de ferro, depois de perder fôlego e cair por dois meses consecutivos, se recuperou no mês passado. Os preços do produto com pureza de 62% entregue no porto chinês de Qingdao – uma das principais referências do mercado – avançaram 16,4% em novembro, fechando em US$ 68,13 por tonelada, segundo a “Metal Bulletin”. Desde abril de 2016 não havia uma alta mensal tão forte.

Com isso, o insumo segue valendo mais do que os analistas calculavam. A maioria das projeções ainda aponta para nível de US$ 55 na média do último trimestre, mas esse patamar encontra-se atualmente em US$ 62,60.

Olhando a média anual, o desempenho é ainda melhor, de US$ 71,39. É a maior desde 2014, quando a cotação média foi de US$ 96,83, confirmando 2017 como o ano em que houve reversão da derrocada de preços das matérias-primas.

Mesmo assim, a commodity já esteve mais forte neste ano. Sobre o terceiro trimestre, a média de outubro e novembro representa queda de 12,4%, e na comparação anual, de 11,2%. Além disso, a baixa acumulada durante 2017 até agora ainda é de 13,6%.

Ao Valor, Hui Shan, vice-presidente do Goldman Sachs e especialista em commodities, disse que o preço deve seguir forte. Nos cálculos do banco, o minério fecha o ano em US$ 60. Os cortes de capacidade siderúrgica poluente na China têm feito as usinas locais operarem ao ritmo máximo para aproveitar o aço mais caro, consumindo minério de melhor qualidade.

“Em segundo lugar, a demanda e as expectativas de consumo futuro ainda estão sólidas, puxando os preços do minério e do aço”, acrescenta Shan. “Nosso caso básico é que no ano que vem os preços do minério de ferro fiquem menores, dada a desaceleração no crescimento da construção na China e o fim dos cortes de produção do aço.”

Em 12 meses, o banco acredita que a cotação cairá para US$ 50.

Os chineses são os maiores fabricantes de aço do planeta e o minério de ferro, sua principal matéria-prima. Sua economia, entretanto, está diminuindo o ritmo e, assim, a perspectiva é que haja uma demanda menor do que se esperava anteriormente. Ao mesmo tempo, é esperado aumento nas exportações do minério de Austrália e Brasil, os maiores produtores do mundo.

Por enquanto, a demanda continua dando sinais de resistência. O banco alemão Commerzbank lembra que mais uma vez a indústria acelerou a atividade em novembro. De acordo com a instituição, o aumento no Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da China, que subiu no mês passado, ajudou também a impulsionar o minério.

Para os metais não ferrosos, por outro lado, novembro foi negativo, devolvendo largos ganhos observados nos meses anteriores. Os contratos futuros de três meses do alumínio caíram 5% na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), para US$ 2.048 a tonelada, enquanto o cobre recuou 1%, para US$ 6.762, o níquel teve perdas de 6,4%, para US$ 11.110, e o zinco, desvalorização de 2,8%, para US$ 3.156.

Os analistas estão chamando esse movimento de baixa de uma correção. Os metais tiveram ganhos acima do que os analistas consideravam justificável pelos fundamentos econômicos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 01/12/2017

POSTADO POR ADMIN EM DEZ 1, 2017 EM INDÚSTRIA METALMECÂNICA E ELETROELETRÔNICA |
Publicado em 12/01/2017 as 04:55 PM

A produção brasileira de aço registrou um crescimento de 8,5% entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Instituto Aço Brasil, o aumento se deve à entrada em operação da Companhia Siderúrgica do Pecém, voltada para a exportação.

No acumulado do ano, a produção totalizou 28,513 milhões toneladas de aço bruto.

As exportações do produto até outubro aumentaram 14,3%, atingindo 12,569 milhões de toneladas, e as vendas internas subiram 0,9% (14,055 milhões). A previsão do instituto é que a produção deve crescer 9,2% em 2017 em relação ao ano passado e alcance 34,154 milhões.

Segundo a entidade, o crescimento da atividade econômica nacional ainda é lento e não foi suficiente para que a indústria do aço se recuperasse de sua pior crise.
Fonte: O Estado - CE
Data: 01/12/2017

EMBARCAÇÕES - CÂMARA APROVA TEXTO-BASE DE MP QUE INCENTIVA PETROLÍFERAS
Publicado em 12/01/2017 as 04:54 PM

A Câmara dos Deputados aprovou Medida Provisória que cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração, no desenvolvimento e na produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos.

A MP também propõe uma solução para litígios tributários relacionados ao imposto de renda incidente sobre afretamento de embarcações e plataformas flutuantes. O regime especial incentiva a importação de bens que terão permanência definitiva no País se destinados a essas atividades. Esses bens contarão com suspensão do Imposto de Importação (II), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS/Pasep-Importação e da Cofin s -Impo r t ação. Uma novidade do projeto de lei de conversão do deputado Julio Lopes (PP-RJ) é a proibição de uso desse regime para a importação de embarcações.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 01/12/2017

MEGAOPERAÇÃO NO PORTO DE SANTOS EMBARCA 27,5 MIL BOIS PARA A TURQUIA
Publicado em 12/01/2017 as 04:54 PM

Após mais de 20 anos, porto volta a exportar animais vivos
Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo - 01 Dezembro 2017 | 11h02

SÃO PAULO - Para quem está acostumado com os embarques de contêineres com açúcar, grãos e produtos industrializados, o cenário no Porto de Santos nesta semana é bem diferente: um navio boiadeiro está estacionado no local desde quinta-feira, 30, em uma megaoperação para embarcar 27,5 mil bois para a Turquia. É a primeira operação de exportação de cargas vivas desde 1996 no
porto.

+ Navio derrama 100 litros de óleo no mar do Porto de Santos

Os animais pertencem ao Minerva Foods, um dos maiores frigoríficos da América Latina e o pioneiro em exportar gado vivo. Desde que começou, em 2003, a companhia já embarcou 2,5 milhões de bovinos vivos. Segundo a empresa, a operação está sendo realizada em Santos porque o porto está mais próxima de onde há rebanhos com as características buscadas pelos compradores turcos.

Para o transporte, os bovinos chegam em caminhões que estacionam perto do navio e, então, um corredor metálico é instalado ligando o veículo à embarcação. Por ali passam os animais.

O navio que recebe os bovinos tem 201 metros de comprimento, 32 metros de largura e quase 47 mil toneladas. É a maior embarcação do mundo para transporte de animais vivos, de acordo com o site especializado Marine Traffic.

O procedimento ocorre no terminal Ecoporto, no cais do Saboó, e deve ser finalizado na segunda-feira, 3. A operação é acompanhada por técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Receita Federal e da Vigilância Agropecuária (Vigiagro).

O porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina, movimentou 113 milhões de toneladas de cargas em 2016. As importações representaram 32 milhões de toneladas e as exportações, 81 milhões. Os principais produtos exportados foram açúcar e derivados de soja. Já as importações mais relevantes foram de adubos e enxofre.

+ Governo concede licença ambiental para Porto de Santos

Cenário. Em 2016, o Brasil tinha cerca de 218 milhões de bovinos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com cerca de 20% do rebanho mundial. Naquele ano, o País foi o segundo maior produtor de carne bovina, responsável por 15,4% da produção global, atrás apenas dos EUA, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 01/12/2017

ANTAQ - TRANSPORTE MARÍTIMO ENTRE BRASIL E CHILE É ALTERADO
Publicado em 12/01/2017 as 04:54 PM

Problema apontado pelo setor exportador brasileiro, a reserva de mercado no transporte marítimo de cargas entre Brasil e Chile foi parcialmente quebrada esta semana, depois de 43 anos de existência.

Pelo prazo de um ano, esse serviço deixará de ser exclusivo das embarcações de bandeiras brasileira e chilena. A exceção abrange as cargas não transportadas em contêineres, como granéis e automóveis. Essa liberação atinge 10% das cargas do comércio bilateral, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Entendemos que havia uma reserva de mercado”, disse ao Estado a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Marcela Santos de Carvalho. Essa reserva, explicou ela, havia sido estabelecida em 1974 com o intuito de fortalecer a marinha mercante dos dois países. Porém, informou ela, estudos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Ministério das Relações Exteriores indicaram que os objetivos dessa política não foram alcançados.

Depois de meses de embate interno, o conselho de ministros da Camex decidiu, em julho, pelo fim do acordo a partir de 2020. Mas, até lá, continuaria a dificuldade para as empresas que exportavam cargas não “conteinerizadas”. Isso porque não existem embarcações brasileiras ou chilenas que transportem esse tipo de mercadoria nessa rota. Para driblar a falta de navios adequados e a reserva prevista no acordo marítimo, o que as exportadoras faziam era pedir uma exceção (“waiver”) à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para usar embarcações de outra bandeira para o Chile. Esse processo, além de levar semanas, representava uma burocracia e um custo adicional para as empresas, disse Marcela.

Um sinal dessa dificuldade é que 62% das exportações brasileiras para o Chile seguem pela via marítima. Para os demais destinos, o padrão é 85%. Nesta semana, seguindo decisão da Camex, a Antaq autorizou um waiver estendido pelo prazo de um ano. Ou seja, o pedido que era feito navio a navio agora está autorizado de forma geral nesse período. “Foi ótimo”, disse o gerente executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso. “Vai diminuir o frete e a burocracia para 10% do mercado. A agora esperamos a finalização do acordo em 2020 para beneficiar os outros 90%.”

“As empresas tomaram uma decisão que pode custar caro”, disse o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Luís Fernando Resano. Ele alertou que os exportadores podem simplesmente não encontrar transportadoras para o Chile, pois esse setor é “extremamente volátil” e atua onde o retorno é maior. Com isso, o risco é haver aumento no preço do frete. O executivo informou também que as empresas de navegação foram pouco ouvidas nesse debate.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas diz que, com o fim da reserva de mercado, haveria redução de 45% no frete e a exportação poderia crescer 8,4%. Um estudo do Ipea indica que as mercadorias brasileiras ficariam 5% mais competitivas sem o acordo.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 01/12/2017

SETOR DO AÇO ESTUDA ENTRAR NA JUSTIÇA POR CAUSA DO REINTEGRA
Publicado em 12/01/2017 as 04:53 PM

O Instituto Aço Brasil (IABr) estuda entrar na Justiça para fazer valer a ampliação da alíquota do Reintegra, programa do governo federal que devolve parte dos tributos cobrados na cadeia produtiva de produtos exportados, afirmou nesta quinta-feira, 30, o presidente-executivo da entidade empresarial Marco Polo de Mello Lopes. A entidade já está no processo de escolha do escritório de advocacia que cuidará da ação judicial.

A ampliação do Reintegra é colocada pelo IABr como medida emergencial para impulsionar a indústria siderúrgica, que está na maior crise de sua história, segundo Lopes. O executivo lembrou que a alíquota atual do Reintegra, de 2%, deveria subir para 3% e, “numa canetada”, o governo cancelou a elevação.

“A lei brasileira veda que se exporte impostos. O que a indústria brasileira vem fazendo é pedir que haja o ressarcimento do resíduo tributário que acaba por se acumular ao longo do processo produtivo”, afirmou Lopes, em entrevista coletiva para comentar as projeções do IABr para a indústria siderúrgica.

Segundo ele, o fato de a alíquota de 3% para 2018 já estar prevista em lei será um dos pontos questionados na Justiça. O outro é o fato de que, conforme Lopes, o governo não estar repassando os valores corretos para fazer a compensação dos impostos já pagos.

Outras medidas de emergência pleiteadas pelo IABr junto ao governo estão no campo do mercado externo. A entidade pede mais ações de acesso a mercados e que o governo seja mais efetivo nas negociações com os Estados Unidos para evitar que o mercado americano seja fechado às exportações saídas do Brasil.

Demanda
O IABr formará uma coalização com entidades empresariais para levar ao governo uma pauta de reivindicações relacionadas à indústria da construção civil. A primeira reunião entre as entidades será na próxima semana, em São Paulo, anunciou Mello Lopes.

Farão parte da coalizão as principais entidades empresariais do setor da construção civil, como a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“A construção civil, que está parada, com medidas muito pontuais pode ter um processo de recuperação muito grande”, afirmou Lopes, em entrevista coletiva para comentar as projeções do IABr para a indústria siderúrgica.

Questionado, Lopes evitou adiantar quais seriam as medidas pontuais que poderiam ter efeito no curto prazo. Segundo ele, mais informações serão divulgadas após a primeira reunião da coalizão.
Royalty

Mello Lopes criticou o aumento aprovado para o royalty da mineração, Cfem, pois, segundo ele, é mais um custo que prejudica o setor siderúrgico. “É outra medida que vai na contramão do razoável, tira a competitividade de quem quer exportar o minério e aumenta o custo da produção do aço”, afirmou.

O executivo disse não entender porque o setor de petróleo e gás natural ganha vantagens como o Repetro, cujo texto básico foi aprovado na quarta e estende por 20 anos benefícios aduaneiros para o setor de petróleo e gás, e o setor siderúrgico não consegue prioridade em suas demandas.

“Para a indústria do petróleo foram concedidas uma série de benefícios, inclusive o fim do conteúdo nacional, que prejudica a indústria siderúrgica”, avaliou o executivo. “O governo ignora essa colocação que estamos fazendo e ignora o efeito positivo que a indústria siderúrgica pode ter na economia brasileira”, disse após a divulgação dos números de outubro da indústria de aço.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 01/12/2017

PORTUÁRIO - RUMO AINDA NÃO RECEBEU OFERTA VINCULANTE PELA MALHA SUL
Publicado em 12/01/2017 as 04:53 PM

A gigante chinesa CCC mira o setor ferroviário brasileiro e disputa a concessão de um trecho de 2.039 km dentro do Estado de São Paulo
Renée Pereira e Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

A Rumo está conduzindo estudos e avaliando as oportunidades dentro do seu plano de negócios, mas ainda não recebeu qualquer oferta vinculante por sua participação na Malha Sul, informou a empresa de concessões de logística na noite de quinta-feira, 1.

O comunicado foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em resposta à reportagem de quarta-feira publicada pelo Estado de que a chinesa CCCC teria interesse em uma fatia de 55 a 60% da Malha Sul, embora não descartasse tornar- se acionista minoritária caso a Rumo recusasse abrir mão do controle da concessão.

Depois de adquirir a Concremat Engenharia e o projeto portuário de São Luís, no Maranhão, a gigante chinesa CCCC mira o setor ferroviário. Para fechar o negócio com a Rumo, um exército de profissionais da CCCC está trabalhando num processo de “due diligence” (auditoria) para avaliar as necessidades de investimentos na infraestrutura, que engloba os três Estados da região Sul. A proposta inicial envolve um aporte de R$ 2 bilhões e investimentos da ordem de R$ 6 bilhões num período de dez anos.

Mas não se trata de uma negociação fácil. A chinesa, que no Brasil é representada pelo Banco Modal, tem concorrência de peso na disputa pela concessão ferroviária. No páreo, estão as japonesas Mitsubishi e Sumitomo, de acordo com pessoas familiarizadas com as negociações. Todas as três empresas estão conversando separadamente com a Rumo, que está sendo assessorada pelo Bank of America Merrill Lynch. Além disso, a venda de participação da ferrovia
estaria atrelada ao processo de renovação da concessão da Malha Paulista.

O apetite da gigante chinesa no Brasil, entretanto, não se restringe à Malha Sul. A empresa também negocia a entrada no consórcio que quer construir a Ferrogrão, uma ferrovia de quase mil quilômetros de trilhos e R$ 8 bilhões de investimentos. O projeto, idealizado por grandes produtores, como Maggi, ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus, está em fase de audiências públicas e depois deverá ser encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU). As ferrovias Norte Sul, Oeste Leste e Transnordestina também estão no radar da chinesa./COM REUTERS
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 01/12/2017

ANTAQ - TRANSPORTE MARÍTIMO DE CARGAS ENTRE BRASIL E CHILE É ALTERADO
Publicado em 12/01/2017 as 04:53 PM

Autor:        Lu Aiko Otta / BRASÍLIA

Por 12 meses, reserva de mercado será quebrada; objetivo de fortalecer o setor dos dois países não teria sido alcançado

Problema apontado pelo setor exportador brasileiro, a reserva de mercado no transporte marítimo de cargas entre Brasil e Chile foi parcialmente quebrada esta semana, depois de 43 anos de existência. Pelo prazo de um ano, esse serviço deixará de ser exclusivo das embarcações de bandeiras brasileira e chilena. A exceção abrange as cargas não transportadas em contêineres, como granéis e automóveis. Essa liberação atinge 10% das cargas do comércio bilateral, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Entendemos que havia uma reserva de mercado”, disse ao Estado a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Marcela Santos de Carvalho. Essa reserva, explicou ela, havia sido estabelecida em 1974 com o intuito de fortalecer a marinha mercante dos dois países. Porém, informou ela, estudos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Ministério das Relações Exteriores indicaram que os objetivos dessa política não foram alcançados.

Depois de meses de embate interno, o conselho de ministros da Camex decidiu, em julho, pelo fim do acordo a partir de 2020. Mas, até lá, continuaria a dificuldade para as empresas que exportavam cargas não “conteinerizadas”. Isso porque não existem embarcações brasileiras ou chilenas que transportem esse tipo de mercadoria nessa rota.

Para driblar a falta de navios adequados e a reserva prevista no acordo marítimo, o que as exportadoras faziam era pedir uma exceção (“waiver”) à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para usar embarcações de outra bandeira para o Chile. Esse processo, além de levar semanas, representava uma burocracia e um custo adicional para as empresas, disse Marcela.

Um sinal dessa dificuldade é que 62% das exportações brasileiras para o Chile seguem pela via marítima. Para os demais destinos, o padrão é 85%.

Nesta semana, seguindo decisão da Camex, a Antaq autorizou um waiver estendido pelo prazo de um ano. Ou seja, o pedido que era feito navio a navio agora está autorizado de forma geral nesse período.

“Foi ótimo”, disse o gerente executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso. “Vai diminuir o frete e a burocracia para 10% do mercado. A agora esperamos a finalização do acordo em 2020 para beneficiar os outros 90%.”

“As empresas tomaram uma decisão que pode custar caro”, disse o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Luís Fernando Resano. Ele alertou que os exportadores podem simplesmente não encontrar transportadoras para o Chile, pois esse setor é “extremamente volátil” e atua onde o retorno é maior. Com isso, o risco é haver aumento no preço do frete.

O executivo informou também que as empresas de navegação foram pouco ouvidas nesse debate.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas diz que, com o fim da reserva de mercado, haveria redução de 45% no frete e a exportação poderia crescer 8,4%. Um estudo do Ipea indica que as mercadorias brasileiras ficariam 5% mais competitivas sem o acordo.

ALÍVIO

“Vai diminuir o frete e a burocracia para 10% do mercado. Agora, esperamos a finalização do acordo em 2010 para beneficiar os outros 90%.”

Wagner Cardoso
GERENTE EXECUTIVO DA CNI
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 01/12/2017

SUAPE TEM MELHOR OPERAÇÃO
Publicado em 12/01/2017 as 04:52 PM

De acordo com os dados registrados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Porto de Suape registrou, em outubro, a sua melhor movimentação histórica mensal. Foram 2.326.798 toneladas no período. Desde 2010, quando o órgão iniciou o processo de acompanhamento da movimentação de cargas dos portos públicos brasileiros, esta é a melhor marca alcançada pelo atracadouro pernambucano.

O recorde se deu, sobretudo, pela movimentação de granéis líquidos (combustíveis, álcool, óleos, gás e produtos químicos) e pelo aumento exponencial da circulação de veículos. Esses dois tipos de carga também tiveram a melhor marca já registrada pela Antaq em Suape. O crescimento da carga e descarga de contêineres foi outro fator que contribuiu.

Os granéis líquidos, principal carga movimentada em Suape, registrou um crescimento de 18,19%. Veículos registraram um aumento de 182% na movimentação de veículos em relação a outubro de 2016. Suape registrou a chegada e saída de 10.320 carros no período. As montadoras Jeep, GM, Toyota e Volkswagen utilizam o ancoradouro como porta de entrada e saída dos seus automó
Fonte : Jornal do Commercio - Recife - PE
Data: 01/12/2017

MOVIMENTAÇÃO RECORDE
Publicado em 12/01/2017 as 04:52 PM

O Porto de Suape registrou em outubro a melhor movimentação histórica mensal. Foram 2.326.798 toneladas no período. Esta é a melhor marca alcançada pelo atracadouro pernambucano desde 2010. O performance é atribuída, sobretudo, pela movimentação de granéis líquidos (combustíveis, álcool, óleos, gás e produtos químicos) e pelo aumento da circulação de veículos.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data: 01/12/2017

CONTÊINERES EM ALTA
Publicado em 12/01/2017 as 04:52 PM

O crescimento da carga e descarga de contêineres foi outro fator que contribuiu para a elevação dos números da movimentação em Suape. Neste caso, no acumulado do ano (janeiro a outubro), 379.466 TEUs foram movimentados. O aumento é de 19,5% em relação aos mesmos meses de 2016. Esta semana o navio de contêiner Diego Garcia atracou no Tecon Suape. A passagem marca a viagem inaugural do gigante que atualmente navega sob bandeira de Portugal. Daqui, o navio seguiu para Pecém.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data: 01/12/2017

SUAPE REGISTRA EM OUTUBRO MELHOR MOVIMENTAÇÃO MENSAL DE SUA HISTÓRIA
Publicado em 12/01/2017 as 04:52 PM

De acordo com os dados registrados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Porto de Suape registrou em outubro a sua melhor movimentação histórica mensal. Foram 2.326.798 toneladas no período. Desde 2010, quando o órgão iniciou o processo de acompanhamento da movimentação de cargas dos portos públicos brasileiros, esta é a melhor marca alcançada pelo atracadouro pernambucano.  

Essa recorde se deu, sobretudo, pela movimentação de granéis líquidos (combustíveis, álcool, óleos, gás e produtos químicos) e pelo aumento exponencial da circulação de veículos. Esses dois tipos de carga também tiveram a melhor marca já registrada pela Antaq em Suape.  O crescimento da carga e descarga de contêineres foi outro fator que contribuiu para a elevação dos números.

Os granéis líquidos, principal carga movimentada em Suape, responderam por 1.802.986 toneladas no mês de outubro. Na comparação com o mesmo período de 2016, quando 1.525.465 toneladas foram movimentadas, o crescimento percentual foi de 18,19%. No total, o porto já acumula 14.029.179 toneladas operadas desse tipo de carga em 2017, mantendo Suape na liderança nacional.

VEÍCULOS

Com crescimento percentual de 182% na movimentação de veículos em relação a outubro de 2016, Suape registrou a chegada e saída de 10.320 carros no período. No ano passado, o número alcançado foi de 3.657 unidades. A marca consolida o atracadouro como o hub port de veículos para o Norte/Nordeste do país. As montadoras Jeep, GM, Toyota e Volkswagen utilizam o ancoradouro como porta de entrada e saída dos seus automóveis, distribuindo para concessionárias da região ou exportando para países da América Latina. Ao longo de todo o ano, já passaram por Suape 63.931 unidades. De janeiro a outubro, a alta é de 54% em relação ao mesmo período do ano passado.

CONTÊINERES

A movimentação de contêineres no Porto de Suape se manteve na margem positiva em outubro. Foram 38.769 TEUs (unidade relativa a um contêiner de 20 pés) registrados, número maior que o apurado no mesmo mês de 2016 quando 37.944 TEUs foram calculados. No acumulado do ano (janeiro a outubro), 379.466 TEUs foram movimentados. O aumento é de 19,5% em relação aos mesmos meses de 2016.

ACUMULADO

No total, até outubro de 2017, o porto alcançou a movimentação de 19.041.578 de toneladas, mantendo a 5ª posição entre os portos públicos de maior destaque na movimentação nacional. As principais operações continuam sendo as de cabotagem, com 12.418.579 de toneladas, seguidas pelas importações com 5.314.381 de toneladas e as exportações com 1.308.619 de toneladas. No período, 1.339 atracações foram operacionalizadas no atracadouro.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data: 01/12/2017

GOVERNO FEDERAL LIBERA MAIS DE 13 MILHÕES PARA AS DOCAS DO PAÍS
Publicado em 12/01/2017 as 04:52 PM

O Governo Federal liberou um total de R$ 13,284 milhões para investimentos em favor das companhias Docas do Ceará (CDC), do Espírito Santo (Codesa), do Estado de São Paulo (Codesp), do Pará (CDP) e do Rio Grande do Norte (Codern). A liberação foi feita por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, dia 29.

De acordo com o texto, os recursos abertos ao orçamento de investimento para 2017, na forma de crédito especial, deverão atender à programação constante de anexo também publicado no DOU.

No caso da Companhia Docas do Ceará, serão R$ 3,677 milhões a serem utilizados para a construção de terminal de contêineres, no Porto de Fortaleza. Para a Codesa, serão R$ 1,132 milhão para implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no Estado do Espírito Santo.

Para a Codesp, foram liberados R$ 3,632 milhões para a implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no Estado de São Paulo. À Companhia Docas do Pará, serão R$ 1,3 milhão para planejamento do setor portuário e R$ 632,089 mil para implantação do programa de conformidade do gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos nos portos marítimos do estado.

Para a Companhia Docas do Rio Grande do Norte, foram R$ 1,31 milhão para estudos para o planejamento do setor portuário; outros R$ 967,255 mil para adequação de instalações gerais e de suprimentos no Porto de Natal; e R$ 632,089 mil para implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos.
Fonte: O Povo - CE
Data: 01/12/2017

PRUMO INFORMA QUE AÇU PETRÓLEO ASSINOU CONTRATOS COM A PETROGAL
Publicado em 12/01/2017 as 04:51 PM

A Prumo Logística comunicou, em fato relevante, que sua subsidiária Açu Petróleo assinou contratos com a Petrogal Brasil para a prestação de serviços de transbordo no terminal de petróleo do porto do Açu. O primeiro contrato prevê a realização de operações-teste até o final do primeiro trimestre de 2018, seguido de um acordo com prazo de 3 anos.

Segundo o comunicado, o volume médio da operação pode chegar a até 55 mil barris de petróleo/dia, “a depender das condições precedentes relacionadas à viabilização da operação de VLCCs (Very Large Crude Carriers)”. A primeira operação está prevista para dezembro de 2017.

Inicialmente, as operações de transbordo irão transferir petróleo a partir de navios aliviadores Suezmax com posicionamento dinâmico (DPST) para navios exportadores Suezmax convencionais, informou a Prumo.
Fonte: Jornal dp Comércio - RJ
Data: 01/12/2017

FATURAMENTO DA INDÚSTRIA DE MÁQUINAS CRESCE 10% EM OUTUBRO, DIZ ABIMAQ
Publicado em 12/01/2017 as 04:51 PM

Balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, mostra que o faturamento do setor subiu 10% em outubro, comparativamente a igual período de 2016. Frente a setembro, porém, as vendas, entre entregas domésticas e exportações, ficaram perto da estabilidade, com leve queda de 0,4%.

As fábricas de bens de capital mecânicos fecharam outubro com faturamento de R$ 5,79 bilhões, o que leva para R$ 55,93 bilhões o total faturado nos 10 primeiros meses do ano, ainda um recuo de 3,1%.

As exportações, que somaram US$ 897,4 milhões no mês passado, favoreceram o desempenho de outubro, com alta de 49,5% na comparação com o mesmo período de 2016.

Ainda na comparação interanual, o consumo interno de máquinas, que inclui as importações, segue em baixa, mostrando recuo de 5,3% no mês passado, quando totalizou R$ 7,07 bilhões. De janeiro a outubro, as compras de bens de capital no Brasil, um termômetro dos investimentos das empresas nas linhas de produção, registraram queda de 20,4%, para R$ 71,16 bilhões.

Comparativamente a outubro de 2016, as importações mostraram alta de 2,3% no mês passado, para US$ 1,14 bilhão. Por conta do avanço das exportações, o déficit comercial, de US$ 241 milhões em outubro, teve um recuo de 53% frente ao saldo negativo de um ano antes.

No acumulado de janeiro a outubro, o déficit comercial dos bens de capital foi de US$ 3,02 bilhões, 51,6% abaixo do montante negativo de um ano atrás. O número do acumulado do ano é resultado da queda de 19,9% das importações, que somaram US$ 10,62 bilhões nos 10 meses, combinada ao aumento de 13,1% das exportações, para US$ 7,36 bilhões.

O balanço da Abimaq revela, ainda, que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas chegou a 74,1% em outubro, acima dos 65,6% de um ano atrás. A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, caiu 3,8%. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 290,8 mil pessoas.
Fonte: Jornal dp Comércio - RJ
Data: 01/12/2017

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - DOCAS NO AZUL
Publicado em 12/01/2017 as 04:51 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

Pela primeira vez neste ano, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) fechou um mês com lucro.

Após nove meses no vermelho, a empresa conseguiu reverter seus déficits em outubro, quando seu balancete apontou um superávit de R$ 11,69 milhões. O levantamento considera os gastos (inclusive com impostos) e as receitas no acumulado do ano. Segundo o presidente da Codesp, José Alex Oliva, o aumento da movimentação, impulsionada pelas exportações de granéis agrícolas, garantiu o crescimento de receita necessário para o saldo positivo.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 01/12/2017

PORTO - PORTO VOLTARÁ A EXPORTAR GADO NO PRÓXIMO ANO
Publicado em 12/01/2017 as 04:51 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO - EDITOR

Atualmente, Santos embarca 27 mil bois

O Porto de Santos voltará a exportar gado no próximo ano, podendo consolidar a atividade como um novo nicho de mercado, Segundo autoridades e empresários do setor, há um novo embarque programado para janeiro e outros sete estão em negociação. E pelo menos mais uma empresa já estuda realizar seus carregamentos pelo principal complexo marítimo do País.

O potencial de Santos pai a esse tipo de operação está sendo comprovado desde a noite da última quarta-feira, quando teve início o embarque de 27 mil cabeças de gado para o Porto de Iskendemm, na Turquia. De propriedade da Minerva Foods, um dos grandes grupos pecuaristas do Brasil, os bois vêm em caminhões boiadeiros, que os trazem do Interior do Estado, e os descarregam no ponto 2 do Cais do Saboó, na Margem Direita do Porto.

Os animais - bois jovens, pesando 250 quilos, em média, denominados garrotes - não chegam a colocar as patas no costado. Eles saem dos caminhões direto para um corredor metálico, que os levam para bordo do navio boiadeiro Nada, de bandeira panamenha e que está atracado no local desde a última segunda-feira.

Como o embarque é imediato, os caminhões - cada um traz uma média de 90 cabeças de gado - têm de chegar aos poucos. São três por hora. Todo o carregamento, ininterrupto, deve durar pouco mais de quatro dias, devendo terminar na madrugada da próxima segunda-feira.

A operação é coordenada pelo Ecoporto Santos (Grupo Eco-rodovias), cujo terminal fica no Cais do Saboó, e acompanhada por equipes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e do posto local do Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Há 17 anos que o Porto de Santos não movimentava “cargas vivas”, como são chamados os carregamentos de animais. Mas o tempo não parece ter prejudicado a capacidade do complexo para atender esse mercado ou de atrair mais “mercadorias” como esta.

“Após esta operação, teremos mais uma em janeiro. Ejá estamos negociando mais sete ou oito (com a Minerva Foods). E agora que o mercado começa a ver que podemos atender essa carga, há outras empresas interessadas em embarcar seus bois por aqui”, afirmou o diretor comercial do Ecoporto Santos, Luiz Araújo, que acompanhava a operação na tarde de ontem.

Segundo o executivo, a ideia de embarcar gado em Santos surgiu durante visitas a novos clientes neste ano. Devido à crise financeira, o terminal estava com espaço ocioso e buscava novas cargas. “Foi quando encontramos a Minerva Foods”.

Segundo o gerente de Exportação de Bovinos da Minerva Foods, Gustavo Monaco, que também acompanhava o embarque ontem. Santos reúne “boas" características para essa operação. “Tem bons acessos e uma localização centralizada, o que reduz nossos custos e faz as viagens (de transporte dos animais) mais curtas”, afirmou.

Segundo o executivo, se não ocorresse no cais santista, a operação seria feita no Porto de Rio Grande. “Seria uma viagem mais cara e mais longa, o que é pior para o animal”, explicou.

Os trabalhos também eram observados pelo presidente da Codesp, Alex Oliva, e pelo diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Loffano. Ambos elogiaram a “nova” atividade do Porto. “Toda carga é bem-vinda, no tanto que o trabalho seja feito com qualidade e técnica", afirmou Oliva.

Durante a operação de embarque, o Ecoporto mantém uma equipe de limpeza para cuidar do costado, uma exigência da Docas para autorizar o trabalho.

Mas esses não são os únicos cuidados. Durante o embarque, agentes do Vigiagro colhem informações dos animais, verificando a documentação e as vacinas tomadas, explica o agente agropecuário do posto local do Mapa, Paulo Carvalho.

A bordo, os animais também contam com condições especiais pai a a viagem, que deve durar cerca de 15 dias. Há 60 profissionais para cuidar deles, ração suficiente para o triplo do período e espaço e água de sobra - o navio tem capacidade para 28.200 cabeças de gado. “E uma fazenda flutuante”, resume o representante da companhia de navegação do Nada, a Far Seas Shipping, Imad Itani.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 01/12/2017

COM CLIMA TENSO, AUDIÊNCIA DO ISS PORTUÁRIO TERMINA SEM CONCLUSÕES
Publicado em 12/01/2017 as 04:50 PM

Proposta de reajuste de 3% para 5% do ISS foi debatida na Câmara Municipal
DA REDAÇÃO

Manifestação de trabalhadores portuários interrompeu fala de convidados (Foto: A Tribuna)



Em um clima tenso e com muito bate-boca, a proposta de reajuste de 3% para a 5% da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) de atividades portuárias foi debatida na Câmara Municipal, ontem.

A audiência pública pedida pela vereadora Telma de Souza (PT) terminou sem que os vereadores fechassem questão sobre o tema.

As prefeituras de Santos e Guarujá encaminharam, a seus legislativos, projetos de lei para reajustar o ISS apenas para atividades portuárias. A matéria precisa ser aprovada até 31 de dezembro e, segundo as prefeituras, pode garantir uma receita anual de R$ 64 milhões e R$ 40 milhões aos municípios, respectivamente. No total, 320 empresas serão afetadas.

“Eu acho que está longe de ser uma questão apaziguadora. Ficou claro que vai haver evasão de cargas, desemprego, isso foi unânime. Eu acho devemos pensar muitas vezes porque a gente não foi chamado para discussão e isso é grave”, afirmou Telma.

De um lado, os empresários temem que, com o custo excedente, o Porto perca cargas e, assim, sua competitividade .Como consequência, eles apontam que a manutenção dos empregos dos trabalhadores portuários pode estar ameaçada.

“O Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo) repudia esse aumento porque ele vai impactar muito os custos operacionais e obviamente isso trará um desdobramento, inclusive no Custo Brasil, Apresentamos uma nota técnica para os vereadores, com todos os elementos para que eles possam analisar, julgar e votar com consciência. Se isso for feito, com certeza esse aumento não será dado”, destacou o diretor da entidade, José dos Santos Martins.

O presidente das câmaras setoriais da Associação Comercial de Santos (ACS), Mike Sealy, concorda com os apontamentos. Para ele, há, ainda, o risco de que investimentos privados propostos para os próximos dois anos no Porto não sejam realizados. ‘Temos previsão de investimentos dos terminais que estão na Alemoa correspondentes a R$ 400 milhões. E isso nós vamos parar porque o ISS vai causar um impacto enorme nos nossos custos e vamos perder carga para outros portos”, disse.

PREFEITURA

O secretário de Finanças de Santos, Maurício Franco, não crê que o reajuste do ISS cause a fuga de cargas do Porto. Segundo o executivo, a tomada de decisão de importadores e exportadores leva em conta outros fatores, além da tributação, como os custos com transporte e logística.

“Essa iniciativa (de reajuste do ISS) tem o objetivo de recuperação de capacidade de investimento de ambas as prefeituras e direcionamento de recursos para a área de infraestrutura, além de uma equalização de alíquota que já é cobrada nos maiores portos do Brasil”, destacou o secretário.

Franco destacou que 74% dos tributos cobrados do setor portuário são destinados à União, enquanto uma fatia de 20% vai para o Estado e apenas 6% para o município. Por conta disso, o secretário minimiza os impactos do ISS no setor.

O projeto de reajuste conta com o apoio de entidades ligadas aos trabalhadores. Após um bate-boca, os portuários se retiraram da audiência antes do término da sessão.

Para o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva os operadores ameaçam demitir por conta reajuste do ISS, mas vêm demitindo um grande número de portuários nos últimos anos. “Em nome dos trabalhadores do Porto de Santos, aprovem o projeto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa. Não vai fugir carga, não é isso que vai fazer com que o Porto perca sua força”, afirmou O sindicalista.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 01/12/2017

PORTO DE SANTOS VOLTARÁ A EXPORTAR GADO NO PRÓXIMO ANO
Publicado em 12/01/2017 as 04:49 PM

Cais santista tem novo embarque programado para janeiro e mais sete em negociação
LEOPOLDO FIGUEIREDO


Bois são embarcados por uma rampa isolada que os leva do caminhão até o navio (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Porto de Santos voltará a exportar gado no próximo ano, podendo consolidar a atividade como um novo nicho de mercado. Segundo autoridades e empresários do setor, há um novo embarque programado para janeiro e outros sete estão em negociação. E pelo menos mais uma empresa já estuda realizar seus carregamentos pelo principal complexo marítimo do País.

O potencial de Santos para esse tipo de operação está sendo comprovado desde a noite da última quarta-feira (29) , quando teve início o embarque de 27 mil cabeças de gado para o Porto de Iskenderum, na Turquia. De propriedade da Minerva Foods, um dos grandes grupos pecuaristas do Brasil, os bois vêm em caminhões boiadeiros, que os trazem do Interior do Estado, e os descarregam no ponto 2 do Cais do Saboó, na Margem Direita do Porto.

Os animais – bois jovens, pesando 250 quilos, em média, denominados garrotes – não chegam a colocar as patas no costado. Eles saem dos caminhões direto para um corredor metálico, que os levam para bordo do navio boiadeiro Nada, de bandeira panamenha e que está atracado no local desde a última segunda-feira.

Como o embarque é imediato, os caminhões – cada um traz uma média de 90 cabeças de gado – têm de chegar aos poucos. São três por hora. Todo o carregamento, ininterrupto, deve durar pouco mais de quatro dias, devendo terminar na madrugada da próxima segunda-feira.

A operação é coordenada pelo Ecoporto Santos (Grupo Ecorodovias), cujo terminal fica no Cais do Saboó, e acompanhada por equipes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e do posto local do Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Há 17 anos que o Porto de Santos não movimentava “cargas vivas”, como são chamados os carregamentos de animais. Mas o tempo não parece ter prejudicado a capacidade do complexo para atender esse mercado ou de atrair mais “mercadorias” como esta.

“Após esta operação, teremos mais uma em janeiro. E já estamos negociando mais sete ou oito (com a Minerva Foods). E agora que o mercado começa a ver que podemos atender essa carga, há outras empresas interessadas em embarcar seus bois por aqui”, afirmou o diretor comercial do Ecoporto Santos, Luiz Araújo, que acompanhava a operação na tarde de ontem.

Segundo o executivo, a ideia de embarcar gado em Santos surgiu durante visitas a novos clientes neste ano. Devido à crise financeira, o terminal estava com espaço ocioso e buscava novas cargas. “Foi quando encontramos a Minerva Foods”.

Segundo o gerente de Exportação de Bovinos da Minerva Foods, Gustavo Monaco, que também acompanhava o embarque ontem. Santos reúne “boas” características para essa operação. “Tem bons acessos e uma localização centralizada, o que reduz nossos custos e faz as viagens (de transporte dos animais) mais curtas”, afirmou.



Segundo o executivo, se não ocorresse no cais santista, a operação seria feita no Porto de Rio Grande. “Seria uma viagem mais cara e mais longa, o que é pior para o animal”, explicou.

Os trabalhos também eram observados pelo presidente da Codesp, Alex Oliva, e pelo diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Lofrano. Ambos elogiaram a “nova” atividade do Porto. “Toda carga é bem-vinda, no tanto que o trabalho seja feito com qualidade e técnica”, afirmou Oliva.

Durante a operação de embarque, o Ecoporto mantém uma equipe de limpeza para cuidar do costado, uma exigência da Docas para autorizar o trabalho.

Mas esses não são os únicos cuidados. Durante o embarque, agentes do Vigiagro colhem informações dos animais, verificando a documentação e as vacinas tomadas, explica o agente agropecuário do posto local do Mapa, Paulo Carvalho.

A bordo, os animais também contam com condições especiais para a viagem, que deve durar cerca de 15 dias. Há 60 profissionais para cuidar deles, ração suficiente para o triplo do período e espaço e água de sobra - o navio tem capacidade para 28.200 cabeças de gado. “É uma fazenda flutuante”, resume o representante da companhia de navegação do Nada, a Far Seas Shipping, Imad Itani
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 01/12/2017

DOCAS FECHA MÊS NO AZUL PELA PRIMEIRA VEZ NO ANO
Publicado em 12/01/2017 as 04:49 PM

Levantamento considera os gastos e as receitas no acumulado do ano
DA REDAÇÃO


Segundo Oliva, aumento da movimentação contribuiu para o resultado (Foto> Carlos Nogueira/AT)

Pela primeira vez neste ano, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) fechou um mês com lucro. Após nove meses no vermelho, a empresa conseguiu reverter seus déficits em outubro, quando seu balancete apontou um superávit de R$ 11,69 milhões.

O levantamento considera os gastos (inclusive com impostos) e as receitas no acumulado do ano. Segundo o presidente da Codesp, José Alex Oliva, o aumento da movimentação, impulsionada pelas exportações de granéis agrícolas, garantiu o crescimento de receita necessário para o saldo positivo.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 01/12/2017

PARÁ FIRMA ACORDO COM A CHINA PARA CONSTRUÇÃO DA FERROVIA PARAENSE
Publicado em 11/30/2017 as 05:29 PM

Pelo projeto, a ferrovia paraense cortará o estado de sul a norte em 1.312 km.
Por G1 PA, Belém

Governo do Estado firmou acordo com a china sobre a construção da ferrovia paraense

O Governo do Estado do Pará firmou acordo com a China para aprofundar estudos sobre a construção da ferrovia paraense. A assinatura ocorreu na embaixada da China em Brasília, com a presença do governador Simão Jatene, do secretário de desenvolvimento econômico e mineração, Adnan Demachki, e do senador Flexa Ribeiro, além dos representantes de empresas e da embaixada da China no Brasil.

A partir de agora, os chineses receberão documentos e projetos para promoverem os estudos e avaliação da participação na licitação que vai construir a ferrovia.

Segundo o secretário Adnam Demachki, já existem nove empresas com compromissos firmados para o transporte de 27 milhões de toneladas de carga pela ferrovia paraense. Pelo projeto, a ferrovia paraense cortará o estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, conectando-se com a ferrovia norte-sul. Com isso, vai percorrer 23 municípios e chegará até o porto de Barcarena.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da ferrovia e entrepostos de carga. A capacidade de carga estimada é de até 170 milhões de toneladas por ano.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 30/11/2017

SUAPE INVESTE EM PREVENÇÃO DE ACIDENTES E CAPACITAÇÃO AMBIENTAL NO PORTO
Publicado em 11/30/2017 as 05:20 PM




https://www.portosenavios.com.br/images/171129-simulado-suape.jpg

Como parte da sua política de prevenção de acidentes de trabalho e ambientais, a administração do Complexo Industrial Portuário de Suape executou, em parceria com as empresas Pandenor e Transpetro, mais um simulado do Plano de Controle e Emergência de Suape. O treinamento foi realizado na terça-feira (28), no Píer de Granéis Líquidos Nº 1 (PGL 1), localizado no Porto Organizado de Suape. Na ocasião, as equipes simularam um princípio de incêndio no local. No PGL 1 operam, de forma compartilhada, as empresas de combustíveis Transpetro, Pandenor, Ultracargo e Temape.

Toda a operação foi orquestrada pelas equipes técnicas de Suape, em parceria com equipes da Pandenor e da Transpetro, que devem agir de imediato nestes casos. O simulado foi iniciado às 14h. O cenário escolhido foi o de um princípio de incêndio no PGL 1, com evacuação de área, resgate de vítima e atividades de primeiros socorros.

A atividade ainda contou com o apoio da equipe de rebocadores da empresa Saam Smit, que resgatou as vítimas pelo mar e levou todos os envolvidos na simulação até o Cais 4. No cais, a vítima do treinamento foi atendida na ambulância de Suape e encaminhada até a unidade hospitalar, na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Cabo de Santo Agostinho.

Nesta edição, o simulado do plano de emergência teve como objetivo avaliar o fluxo de resposta ao combate de incêndio no PGL 1, onde navios descarregam cargas de granéis líquidos como diesel, gasolina, querosene de aviação e químicos como butadieno e paraxileno. Este tipo de simulado é um dos mais críticos cenários testados pelas equipes.

PLANO DE EMERGÊNCIA INDIVIDUAL (PEI)

Na última sexta-feira (23), as equipes de Suape em parceria com a empresa Decal, realizaram o Simulado Anual do Plano de Emergência Individual (PEI). O cenário foi de derramamento de óleo diesel no Píer de Graneis Líquidos N° 2 (PGL 2), onde, atualmente, operam as empresas Transpetro e Decal.

Participaram do PEI as equipes técnicas de Suape e da DECAL, o presidente de Suape, Marcos Baptista, e o Diretor de Gestão Portuária de Suape, Paulo Coimbra, além de representantes da CPRH, Marinha do Brasil, Ibama e Antaq. Toda a operação foi orquestrada pela empresa Hidroclean - Bravante, contratada tanto pelo Porto de Suape quanto pela Decal para agir nesses casos de derramamento.

SIPATMA

Em paralelo aos simulados e atividades de prevenção realizadas pelo Complexo de Suape nos últimos dias, a administração da empresa iniciou na segunda-feira (27), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) 2017. O tema desta edição é “Por que se arriscar? Segurança em primeiro lugar” e tem o objetivo de orientar e conscientizar sobre a saúde e a segurança no trabalho.

A palestrante Karla Júlia Marcelino, vice-presidente da Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman, ministrou a palestra de abertura da semana com o tema Ética na Gestão Pública, abordando assuntos como liderança, assédio moral e corrupção. Karla que foi responsável por implantar a Ouvidoria Geral do Estado e a Rede de Ouvidorias. O evento será encerrado na próxima sexta-feira (1º).
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 30/11/2017

CIPP PROPORCIONA DESENVOLVIMENTO E COLOCA CEARÁ NA ROTA INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS
Publicado em 11/30/2017 as 05:19 PM

Luciana Castro - Assessoria de Comunicação da CIPP S.A.



Na segunda matéria da série Ceará Transparente de novembro, vamos mostrar de que forma o Porto do Pecém atua no impulsionamento da economia e no desenvolvimento do Estado nos cenários nacional e internacional


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Ao completar 15 anos de fundação, o Porto do Pecém mantém sua essência de inovação e empreendedorismo ao passar por mais uma mudança e passar a agregar a zona industrial que se instalou na área por força do equipamento. Desde o dia 10 de outubro, a Cearáportos tornou-se Complexo Industrial e Portuário do Pecém S.A. (CIPP), responsável por administrar o Porto, a zona industrial adjacente e a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE).

Não é apenas o nome que muda, as atribuições e possibilidades também. Ao se tornar S.A., o CIPP tem autonomia maior e a gestão unificada facilita a atração de novos investimentos, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento da economia cearense.

Os resultados do Porto atestam o bom momento. Só até o mês de outubro a movimentação acumulada de 2017 cresceu 51% em relação ao mesmo período anterior, são mais de 13 milhões de toneladas movimentadas nesse período.

Desenvolvimento



Na ocasião da sanção da lei nº 8163/2017 o governador Camilo Santana destacou que as mudanças são necessárias para promover de maneira ainda mais efetiva o desenvolvimento econômico e social do Estado, tornando o CIPP um centro de conexão de cargas marítimas e atração de empresas para atuação em sua área industrial e ZPE. Outra mudança implantada com o novo objeto social e área de atuação foi a vinculação à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) que integra a Companhia, a ZPE, e a Adece.


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Avanço

O atual momento do CIPP é de avanço. A parceria com o Porto de Roterdã trará ainda mais possibilidades comerciais e de desenvolvimento. O equipamento holandês possui expertise de mais de 600 anos, é parceiro em diversos portos internacionais, o maior da Europa e considerado um dos principais do mundo em movimentação de cargas.

A associação com o CIPP tem o objetivo de gerar ainda mais crescimento ao complexo cearense por meio de uma maior sinergia, aumentando a eficiência operacional e econômica, além de assessorar na captação de novos investidores para o Ceará.

“Roterdã participará do negócio porém os ativos continuarão sendo do Governo do Ceará, mas a partir do momento em que eles integrarem a gestão do CIPP isso vai acelerar a atração de novos negócios e espertar o interesse de outras empresas mundiais além de contribuir com a experiência de décadas em operações integradas entre porto, área industrial e freezone”, conta Danilo Serpa, presidente da CIPP S.A.

Ter a única ZPE operando no Brasil destaca o CIPP em relação a outros portos do País. Atualmente a Zona abriga quatro indústrias ao todo, com destaque para a CSP, do setor siderúrgico. Com previsão de crescimento a partir da instalação de duas novas empresas, uma do setor termoelétrico e outra de rochas ornamentais. A variedade de segmentos estimula as movimentações internacionais de cargas, dando ainda mais notoriedade ao Ceará em diferentes cenários internacionais.

Ano de destaque

Com base no histórico dos resultados anuais do Porto do Pecém este deve ser o melhor ano da Companhia. “No Porto do Pecém não falamos em crise, nos últimos 10 anos tivemos um crescimento anual de 29% e devemos fechar 2017 com alta em torno de 50%”, destaca Danilo.

Os resultados de 2017 foram puxados pelo crescimento de todas as atividades desenvolvidas pelo Porto. A navegação de cabotagem (entre portos brasileiros) cresceu 71% de janeiro a outubro deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. O destaque entre as cargas é o minério de ferro vindo do Maranhão (62%) e do Espírito Santo (38%) e totalmente destinado à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

O fluxo de navios e embarcações que passam pelo Pecém também apresenta elevação, a média é de crescimento de 21% a cada mês. Este ano já atracaram mais de 460 navios.



Esquina do Atlântico

Nas transações internacionais os resultados impressionam ainda mais. As exportações cresceram 125% e as importações 37% (de janeiro a outubro de 2017, em comparação com igual período do ano anterior). Estar localizado na esquina do Atlântico é, sem dúvidas, um diferencial do Porto do Pecém. Com tempo de viagem menor à Europa e aos Estados Unidos, em relação aos outros portos nacionais e sulamericanos, o equipamento cearense se destaca em competitividade e eficiência, os números dão dimensão desse potencial.

Destaque nas exportações, as placas de aço produzidas pela CSP ocupam o primeiro lugar no ranking das cargas mais movimentadas na rota internacional. Os EUA são o principal destino, recebendo 37% desse material que sai pelo Pecém. Apesar de sazonal, a safra de frutas tem grande notoriedade pelo volume exportado, são quase 117 mil toneladas (até outubro), e pela quantidade de destinos, mais de 10 países; os que mais recebem os produtos são Holanda, EUA e Grã Bretanha.

Já nas importações o carvão mineral é a carga com maior volume, mais de 4 milhões toneladas (até outubro). Com origem principalmente da Colômbia (54%), além de outros 6 países, o material é destinado à CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém) e às 2 térmicas instaladas no Complexo.

Nos primeiros 10 meses deste ano a movimentação de contêineres cresceu 14% em comparação a 2016. A categoria dá a idéia da versatilidade do Porto do Pecém, já que nessa modalidade os clientes não precisam fretar um navio inteiro para transportar suas mercadorias.

O Pecém é reconhecido no meio portuário pelo atendimento aos contêineres, são 7 linhas de navegação. Um único navio chega a carregar mercadorias de mais de 8 mil clientes por viagem. É uma força de equilíbrio na logística por tornar mais fácil e segura a importação e exportação, por exemplo.


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Eficiência

Os resultados refletem a eficiência do Complexo. A localização, aliada à infraestrutura e aos equipamentos instalados no Porto do Pecém fazem a diferença para quem utiliza o terminal.

Hoje, o Porto tem capacidade para receber até 8 navios simultaneamente. Para operação das cargas há os descarregadores de carvão e minério, cada um com capacidade de descarga de 2.400 toneladas por hora e ambos acoplados às Correias Transportadoras, que saem do Porto e seguem até as áreas da CSP e Térmicas.

Outro diferencial são os 9 guindastes do tipo MHC (Móveis) com capacidade de içar 100 toneladas a cada movimento e 2 STS (guindastes específicos para transporte de contêineres), tecnologia de última geração, com capacidade de movimentar simultaneamente dois contêineres com 65 toneladas.

A rotina portuária não se limita à chegada e saída das embarcações. Além dos equipamentos de carga e descarga, a operação necessita ainda de todo um aparato para dar suporte a essa dinâmica. Aspectos também valorizados na estrutura do CIPP.

O Pátio de estocagem possui área útil de 380 mil m2 e tem potencial de armazenar 16 mil contêineres, 888 contêineres refrigerados e 250 mil toneladas de cargas não conteinerizadas, além de dois armazéns, um com 6,2 mil m2 e outro de 10 mil m2.

Para dar suporte aos avanços, nos últimos 4 anos foram investidos mais de 400 milhões de reais em equipamentos e infraestrutura que resultaram no crescimento de 84,86% no faturamento para o mesmo período.

Para o presidente do CIPP, o bom momento é fruto de um esforço conjunto da equipe do Complexo e do Governo do Ceará. “Os profissionais que fazem o Porto do Pecém têm se empenhado com destaque em suas atividades, seja comercial, operacional ou administrativa, para a obtenção desses resultados. Ao mesmo tempo em que o governador Camilo Santana tem trabalhado a imagem e as potencialidades do Porto nos cenários nacionais e internacionais”, afirma.

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Integrado

As cargas não têm o Porto como destino final, por isso a importância da integração com outros modais. O CIPP reúne também rodovias e ferrovia, criando uma facilidade operacional que permite maior acessibilidade das cargas e facilidade no transporte, reduzindo avarias e, principalmente, os custos na movimentação.

O ramal ferroviário de 22km de extensão interliga o Porto ao Maranhão e ao Piauí. Por ele são transportados principalmente as bobinas de aço importadas da Ásia. Com a conclusão das obras da nova Transnordestina, o Pecém estará interligado também ao Porto de Suape (PE), passando pelo interior do Ceará e também do Piauí.

Pelas rodovias são escoadas a maioria das cargas que chegam pelo mar. A CE 155 tem 22 km de extensão e passa por obras de duplicação para dar mais agilidade ao trânsito já que interliga o Terminal à BR 222, principal via de acesso ao Complexo.

Também para agilizar o trânsito interno e externo da área portuária está em fase de construção a Rodovia de Placas, uma via expressa destinada exclusivamente ao transporte de placas de aço produzidas pela CSP, ligando a siderúrgica ao Terminal.



Expansão

Do mesmo modo, o Porto também passa por um momento de expansão com a construção de mais um berço, aumentando a capacidade para até 9 navios simultaneamente, além de uma segunda ponte de acesso, maior que a primeira, proporcionando mais agilidade à operação.
Fonte: Governo do Estado do Ceará - CE
Data: 30/11/2017

CÂMARA APROVA TEXTO-BASE DE MP QUE REDUZ TRIBUTAÇÃO PARA SETOR DE PETRÓLEO E GÁS
Publicado em 11/30/2017 as 05:19 PM

Autor:        Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil / Brasília

Em uma sessão tumultuada, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (29), por 208 votos favoráveis a 184 contrários, o texto-base da Medida Provisória 795/17, que cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos.

A MP está em vigor desde agosto e precisa ser aprovada no Congresso até o dia 15 de dezembro para continuar valendo. A medida suspende os tributos cobrados a bens destinados a atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural que permanecerem no Brasil de forma definitiva. O mesmo vale para a importação ou aquisição no mercado interno de matérias-primas e produtos intermediários destinados à atividade.

Segundo o texto, ficam isentos o pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da contribuição para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/Pasep-Importação - e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins-Importação. A exceção fica para embarcações destinadas a navegações de apoio marítimo, portuário, de cabotagem e de percurso nacional, que, segundo a legislação, são restritas a equipamentos nacionais.

Quando enviada pelo governo, a proposta suspendia os tributos somente até 31 de julho de 2022. Ao relatar a matéria, porém, o deputado Júlio Delgado (PP-RJ) ampliou o prazo para 2040, mesmo ano para o qual foi prorrogada a vigência do Repetro.

Segundo a justificativa enviada pelo governo ao Congresso Nacional, o Imposto de Renda aplicado às remessas ao exterior, a título de afretamento ou aluguel de embarcações marítimas praticados no país, “apresentam um desequilíbrio econômico e não estão compatíveis com os percentuais adotados por outros países”. Dessa forma, o texto ajusta o percentual “para manter a segurança jurídica”.

A justificativa do Executivo também afirma que a MP estabelece que o parcelamento de débitos tributários (Refis) de IRRF nas remessas ao exterior para pagamento de frete de embarcações marítimas do setor de petróleo e de gás natural teve seu percentual alterado, pois “havia grande divergência de entendimento entre o Fisco e os contribuintes, o que gerava litígios administrativos e judiciais”.

Discussão

Durante mais de quatro horas, os deputados da oposição obstruíram a sessão por discordar dos incentivos tributários para o setor e a redução dos percentuais de conteúdo local exigido das petroleiras. A votação foi viabilizada após um acordo entre as lideranças para votação do texto-base. Dessa forma, os destaques apresentados ao texto do relator devem ser votados na próxima semana sem obstrução dos partidos de oposição.

Contrário à medida, o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP) disse que a MP pode gerar a perda de arrecadação, no prazo de 30 anos, de até R$ 1 trilhão. “O deputado Julio Lopes resolveu entrar no debate sobre o tamanho da perda da arrecadação. Podemos discutir aqui se é R$ 1 trilhão, se é R$ 800 bilhões ou R$ 600 bilhões. O fato é que o Brasil está abrindo mão da sua
arrecadação, da sua soberania, em troca do lobby da Shell, do lobby do Reino Unido”, disse.

Para o relator, deputado Julio Lopes, a proposta vai modernizar a legislação brasileira e recolocar o Brasil no cenário internacional de exploração de petróleo e gás. Segundo o deputado, “de forma alguma, a MP 795 representa prejuízo ao país”.
Fonte : Agência Brasil - DF
Data: 30/11/2017

HIDROVIAS - BOOM DE CARGAS REVELA O CUSTO DA ARRANCADA BRASILEIRA
Publicado em 11/30/2017 as 05:18 PM

A movimentação de cargas no país deve voltar já em 2018 ao volume anterior à crise. Poderia ser uma notícia melhor se não fosse o aumento dos custos
Por Flávia Furlan

Os negócios estão mais aquecidos para a transportadora paulista Fadel. A empresa prevê faturar 360 milhões de reais em 2017, um aumento real de 7% em comparação ao ano passado. Com mais carga para movimentar, a Fadel está comprando 100 novos caminhões para repor os mais velhos que serão aposentados na frota total de 1?000 unidades. A quantidade é o dobro da que foi comprada nos anos anteriores. O bom momento decorre do fato de que os clientes da Fadel são principalmente as indústrias de alimentos e bebidas, que atendem ao consumo das famílias, justamente o setor que está ajudando o país a sair da maior crise de sua história. Com os clientes batendo à porta, a Fadel está conseguindo repassar os aumentos de custos, algo que era praticamente impossível nos anos anteriores. “Os preços do óleo diesel e do caminhão subiram e não dá mais para absorver esses custos”, diz Ramon Alcaraz, sócio da transportadora. “Os contratos com nossos clientes estão sendo reajustados para cima.”

A Fadel é uma pequena peça da cadeia logística brasileira. Mas sua história mostra que, juntamente com a tão aguardada retomada da economia — uma boa notícia para o país —, está ocorrendo um aumento do custo logístico. Os desembolsos das empresas brasileiras com transporte, estoque e armazenagem vão chegar a 790 bilhões de reais neste ano, 40 bilhões de reais a mais do que em 2016, segundo dados do Ilos, o Instituto de Logística e Supply Chain, com sede no Rio de Janeiro. Os números representam uma piora de um problema que já é crônico. O Brasil tem um custo logístico que corresponde a 12% do produto interno bruto — para comparar, o índice é de 7,5% nos Es­tados Unidos. “Num primeiro momento, com a retomada, a logística vai ficar mais cara no país”, diz Maurício Lima, sócio do Ilos. “A partir de 2019, se o crescimento da economia brasileira passar a ser muito forte, poderá haver problema até de disponibilidade de serviços.”

Toque para ampliar

O que está por trás desse aumento de custos? Já no ano que vem a movimentação de cargas voltará aos níveis pré-crise. O volume de produtos em circulação deverá chegar a 1,68 trilhão de toneladas por quilômetro em 2018, o mesmo que foi transportado em 2014, quando a economia virou de sinal. Com isso, serão necessários mais galpões e um giro maior dos estoques. Mas os insumos para o transporte de cargas estão mais caros. Entre eles destaca-se o óleo diesel, que encareceu 6,2% em 12 meses até outubro deste ano. O item subiu na esteira da nova política de preços adotada pela Petrobras desde julho, de reajuste dos combustíveis conforme a variação cambial e a cotação do petróleo no mercado internacional.

O fato é que o aumento dos custos de logística vem de um item em particular: o transporte. Com a crise, os investimentos públicos e privados na infraestrutura para escoamento das cargas deram marcha a ré. Dados da consultoria carioca Inter.B mostram que, em 2018, deverão ser direcionados 36 bilhões de reais no Brasil para rodovias, ferrovias, aeroportos e hidrovias, 30% menos do que foi desembolsado em 2014. “É uma área que simplesmente está toda por fazer”, afirma José Roberto Mendonça de Barros, economista da consultoria MB Associados. “E esse é um dos principais fatores que precisam ser resolvidos para o país manter o crescimento econômico a partir de 2018.”

Com a queda dos investimentos nos últimos anos, a situação do transporte está mais precária. Um exemplo são as rodovias, principal meio de escoamento de cargas, com 63% de participação. No ano que vem, a movimentação pelas estradas já deverá voltar a crescer, mas os investimentos ainda estarão 14 bilhões de reais abaixo do nível pré-crise. O reflexo disso é um transporte demorado, perigoso e imprevisível, elevando os custos dos deslocamentos. Um estudo realizado pela Confederação Nacional dos Transportes aponta que, em média, o transportador brasileiro tem seu custo aumentado em 27% em decorrência de problemas nas vias. “Comparada a outras unidades da Lenovo, como a dos Estados Unidos, a brasileira gasta mais do que o dobro com logística”, afirma Ricardo Bloj, presidente da fabricante de computadores Lenovo no Brasil.

Como o transporte no Brasil passa principalmente pelas rodovias, acompanhar a frota de caminhões é um bom indicativo da situação. O licenciamento desses veículos, que caiu 70% desde 2011, começou a reagir — deverá ter um aumento de 20% no ano que vem. Porém, ainda é pouco para fazer a frota total voltar a crescer. A cada ano, precisam ser vendidas 70?000 unidades para a manutenção da frota, mas há três anos isso não ocorre (neste ano, as vendas deverão somar 41?000). Num primeiro momento, os transportadores estão colocando para rodar caminhões que estavam parados, aumentando a carga e trocando somente os mais velhos. “Há venda de caminhões para repor os que estão ficando menos rentáveis, mas não para ampliar a frota”, diz Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil. Com base nesse cenário, a montadora está percebendo a redução da ociosidade de suas fábricas em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e Juiz de Fora, em Minas Gerais, de 60% para 50%, mas ainda vai esperar sinais melhores da economia e do mercado de caminhões para abrir o segundo turno de produção.

Avanços

Os problemas do transporte de cargas destoam de outras áreas da logística em que — felizmente — o Brasil avançou. A principal delas é a armazenagem para o setor industrial e o de varejo. No caso dos galpões de alto padrão nas cidades, o estoque subiu de 14,3 milhões para 19,5 milhões de metros quadrados nos últimos três anos, um avanço de 36%, segundo a empresa de pesquisas imobiliárias Buildings. Além disso, há 1,2 milhão de metros quadrados em construção e outros 7,3 milhões em projetos. Por outro lado, há uma taxa de vacância de 25% nesses empreendimentos, que está apenas começando a cair. A multinacional de Singapura GLP, que desenvolve galpões no Brasil, está preparada para elevar a oferta. “Temos mais de 1 milhão de metros quadrados em projetos e, se sentirmos que a retomada está ganhando ritmo, podemos acelerar o desen­volvi­men­to”, diz Mauro Dias, presidente da GLP.

Centro de distribuição da Via Varejo: busca de eficiência na operação Alexandre Battibugli

Em meio a esse cenário de aumento de custos, ganha espaço a empresa que se preparou durante a crise para tornar suas cadeias de distribuição mais eficientes. Um exemplo é a Via Varejo, dona do Ponto Frio e da Casas Bahia. Nos últimos dois anos, a empresa descentralizou as operações — antes, 80% dos produtos passavam por um centro de distribuição em Jundiaí, no interior de São Paulo. Além disso, reforçou a estrutura de entrega no Nordeste, investiu numa plataforma de estoque única para 25 centros de distribuição e 1?000 lojas pelo país e integrou as atividades das lojas físicas e online. Um cliente que compra pela internet, por exemplo, pode retirar o produto numa loja mais próxima. Só essa providência permitiu, em 2016, uma economia de 120 milhões de reais. O resultado: menos risco de o cliente não receber um produto que comprou, por discrepâncias na distribuição. “Hoje, apenas no caso de 2% dos pedidos dos clientes não temos o produto disponível para entrega”, diz Marcelo Lopes, diretor de logística da Via Varejo. “Esse índice era de 14% na loja física e de 40% na internet há três anos.” Em outro exemplo, a americana Ingredion, produtora de ingredientes para a indústria alimentícia, passou os últimos anos implementando soluções para tornar a logística mais eficiente: passou a permitir a saída dos caminhões das fábricas apenas com a lotação total e a fazer o agendamento digital de cargas e descargas. Com isso, conseguiu ganhos de produtividade de até 7%. “O Brasil tem tudo para voltar a crescer a um ritmo de 3% ao ano, e a capacidade logística, que hoje sobra, pode acabar faltando devido à ausência de investimentos”, afirma Ernesto Pousada, presidente da Ingredion para a América do Sul.

Pois bastou o Brasil crescer um tiquinho para velhos problemas voltarem à tona. O governo está se mexendo para tentar resolver. A estatal Empresa de Planejamento e Logística elaborou um plano nacional na área, mirando um investimento de 136 bilhões de reais até 2025 em rodovias e ferrovias, principalmente com recursos do setor privado. “Com o plano, o custo total da logística de transporte será 8% menor, mas movimentaremos 6% mais carga até 2025”, diz José Carlos Medaglia Filho, presidente da EPL. Pensar no futuro tem sido uma tarefa relegada há décadas no país. “Falta consenso sobre as prioridades e uma visão de longo prazo”, diz o economista americano Thomas Trebat, diretor do Centro Global da Universidade Colúmbia no Rio de Janeiro. Pois é justamente esse ponto que faria a diferença para o Brasil arrancar de vez — e sem escalada de custos.
Fonte : Portal Exame
Data: 30/11/2017

CORREIOS REALIZAM AUDIÊNCIA PÚBLICA VISANDO MERCADO DE CABOTAGEM
Publicado em 11/30/2017 as 05:18 PM

Estatal atenderá inicialmente um grande cliente ligado ao governo federal e pretende abrir a licitação em meados do próximo ano

Os Correios realizaram na manhã desta quarta-feira, 29 de novembro, a quarta audiência pública para debater a entrada da estatal em novos nichos de mercado. A empresa pretende entrar na prestação de serviços de transporte de cargas nos modais marítimos de cabotagem e terrestre na modalidade porta-a-porta. A princípio serão atendidas as regiões metropolitanas de Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Manaus em um contrato com um grande cliente que não pode ser revelado.

Na audiência foram destrinchados alguns detalhes das operações iniciais, que terão certa complexidade e uma faceta de protótipo por conta da experiência ainda tímida dos Correios no segmento da cabotagem. “Os Correios praticamente não investem nesse sentido e a ideia é mudar isso. Vemos esse mercado com muito potencial, por isso queremos testar ele, fazer experimentos.” disse Carlos Henrique de Luca Ribeiro, um dos coordenadores do projeto, em entrevista à Tecnologística.

“Não só em termos econômicos, mas essa fase inicial também vai ser importante para fazermos uma análise operacional. Manaus, por exemplo, sofre muito com essa questão da entrega. É uma cidade que tem esse problema e por outro lado é um lugar estratégico, já que tem uma estrutura muito avançada”, explica Ribeiro.

Nesse projeto inicial, onde os Correios atenderão um grande cliente ligado ao Governo Federal, os produtos serão coletados num raio de 150 quilômetros a partir da Praça da Sé, marco zero da capital paulista. Será aberta então uma licitação para os transportadores do país que se interessarem em levar essa carga às praças citadas. “O que nós vamos fazer é colocar um contêiner nosso dentro do navio da empresa”, diz o executivo da estatal.

Contudo, segundo Ribeiro, as próximas operações podem envolver ainda mais praças e atingir um raio maior em relação às grandes cidades. “Vamos fazer estes testes e ver como nos saímos, somos um player novo nesse mercado, mas estamos com uma boa expectativa de aumento de carga e redução de custos”.

Os Correios, em linhas gerais, costumam abrir suas licitações, em termos de porcentagem, tanto para grandes empresas do setor, que realizam os processos de forma autônoma, como para os pequenos e médios operadores que terceirizam algumas partes, como a contratação de navios. Neste caso em específico, contudo, a estatal vai privilegiar as empresas médias para gerar mais desenvoltura no processo e estreitar as relações dos Correios com estas companhias.

Segundo Carlos Henrique, ainda não existe um prazo fixado para o lançamento do edital que vai permitir as inscrições das empresas no projeto, mas a ideia é que esteja tudo concretizado até julho de 2018.
Fonte : Revista Tecnilogistica - SP
Data: 30/11/2017

ESTADO LANÇA ATLAS DE ENERGIAS EÓLICA E SOLAR
Publicado em 11/30/2017 as 05:18 PM

De olho em investidores nacionais e internacionais, o governo de Pernambuco lançou, ontem, o Atlas Eólico e Solar do estado, ferramenta que deve ajudar na atração de recursos financeiros para o setor de energia. O documento, que está disponível para consulta pública, traz uma radiografia do potencial de geração dos modais eólico e solar no estado através de um compilado de informações que abrangem questões técnicas, meteorológicas, geográficas, entre outros.

“Qualquer projeto necessita de medições no local pretendido. Mas hoje o processo é feito por intuição, através de atlas nacionais e ferramentas imprecisas. Estamos dando uma precisão maior para os investidores”, explicou Luiz Cardoso Ayres, secretário executivo de Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado. Ele ressalta que o documento não garante, sozinho, a instalação de algum empreendimento, mas serve como norteador para o agente privado. “O atlas serve para direcionar os estudos (feitos pela empresa). Através dele, é possível ver quais as regiões que possuem maior potencial e, a partir daí, fazer as adequações necessárias”.

Com uma demanda de energia da ordem de 2,4 mil mega-watts (MW), o estado produz, atualmente, 4,2 MW, levando-se em consideração todos os modais existentes: eólico, solar, hidro e termelétrico. Devido à forte incidência solar, o potencial nesse modal é o que mais se destaca: 1,2 mil giga-watts (GW), enquanto que o setor eólico possui 100 GW. No entanto, a falta de linhas de transmissão faz com que as regiões apropriadas para a instalação de usinas solares seja bastante limitada.

“Com o atlas, a gente vai ter melhores condições de discutir essa questão. Nós já temos uma atuação integrada com a Celpe. E com essa ferramenta temos condições de influenciar no projeto de instalação de subestações”, disse Ayres. Na prática, através dos dados, o governo vai mostrar à companhia as áreas com maior incidência solar, mas que não possuem estrutura de integração ao sistema elétrico, fazendo com que a empresa possa até antecipar a instalação de subestações. A falta de linhas de transmissão é um dos grandes entraves para a consolidação da energia solar em todo o Nordeste.

Apesar de não haver uma projeção oficial, o governador Paulo Câmara ressaltou que espera um crescimento na participação da energia limpa na matriz energética do estado. “Quase 20% de nossa energia é limpa. Precisamos continuar nesse olhar de busca de oportunidades. A energia eólica já é uma realidade no nosso estado e a solar vem se mostrando competitiva a cada ano”, disse. O atlas foi desenvolvido durante três anos pela empresa Aeroespacial e está disponível para consulta através do endedeço www.atlaseolicosolar.pe.gov.br.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data: 30/11/2017

GOVERNO ABRE CRÉDITOS DO ORÇAMENTO PARA PRESIDÊNCIA E MINISTÉRIOS
Publicado em 11/30/2017 as 05:18 PM

Lorenna Rodrigues - Estadão Conteúdo

O governo federal abriu créditos do Orçamento da União para diversas pastas. Uma das leis publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 30, abre crédito suplementar de R$ 6,988 bilhões para a Presidência da República e os ministérios da Agricultura, Justiça, Saúde, Transportes, Portos e Aviação Civil, Esporte, Defesa, Integração Nacional, Turismo e Desenvolvimento Social e Agrário. Os recursos decorrem da anulação de outras previsões orçamentárias.

No caso da Presidência, R$ 99 milhões foram destinados à comunicação institucional. Também foram beneficiados projetos do Sistema Único de Saúde, de Defesa Agropecuária, irrigação e outros.

Os cancelamentos de recursos orçamentários, por sua vez, atingiram pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), projetos de Ciência e Tecnologia e de pesquisa espacial e contribuições a entidades Nacionais e Internacionais, entre outras despesas.
Fonte : A Tarde - BA
Data: 30/11/2017

UNIÃO LIBERA R$ 3,67 MI PARA PORTO DE FORTALEZAUNIÃO LIBERA R$ 3,67 MI PARA PORTO DE FORTALEZA
Publicado em 11/30/2017 as 05:17 PM

O Governo Federal liberou um total de R$ 13,284 milhões para investimentos em favor das companhias Docas do Ceará (CDC), do Espírito Santo (Codesa), do Estado de São Paulo (Codesp), do Pará (CDP) e do Rio Grande do Norte (Codern).

A liberação foi feita por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, dia 29.

De acordo com o texto, os recursos abertos ao orçamento de investimento para 2017, na forma de crédito especial, deverão atender à programação constante de anexo também publicado no DOU.

No caso da Companhia Docas do Ceará, serão R$ 3,677 milhões a serem utilizados para a construção de terminal de contêineres, no Porto de Fortaleza. Para a Codesa, serão R$ 1,132 milhão para implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no Estado do Espírito Santo.

Para a Codesp, foram liberados R$ 3,632 milhões para a implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no Estado de São Paulo. À Companhia Docas do Pará, serão R$ 1,3 milhão para planejamento do setor portuário e R$ 632,089 mil para implantação do programa de conformidade do gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos nos portos marítimos do estado.

Para a Companhia Docas do Rio Grande do Norte, foram R$ 1,31 milhão para estudos para o planejamento do setor portuário; outros R$ 967,255 mil para adequação de instalações gerais e de suprimentos no Porto de Natal; e R$ 632,089 mil para implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos.
Fonte: O Povo - CE
Data: 30/11/2017

PORTOS - PREFEITOS MARANHENSES BUSCAM APOIO DE RODRIGO MAIA
Publicado em 11/30/2017 as 05:17 PM

Gestores de municípios afetados pelo transporte de minério querem que a MP dos royalties da mineração seja sancionada pelo presidente da república

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, considera justo que os municípios afetados pelo transporte do minério de ferro recebam royalties da mineração e prometeu conversar com o presidente da República para que a MP 789/2017 seja sancionada.

Este foi o compromisso assumido por Maia com prefeitos maranhenses que compõem o Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM), durante reunião realizada na noite de terça-feira, 28, em Brasília, em seu gabinete. Na pauta da reunião, os prefeitos pediram que Maia interceda junto ao presidente da república, Michel Temer, para sancionar a MP 789/2017.

A MP 789/2017 foi aprovada semana passada na Câmara e no Senado, mas para entrar em vigor, precisa ainda ser sancionada pelo presidente da república. A mineradora Vale, que opera a Estrada de Ferro Carajás (EFC) no Maranhão, já faz pressão para o presidente vetar a medida, alegando que o repasse a estes municípios vai onerar a operação da empresa.

“Nossa pauta foi prontamente atendida e houve, da parte do presidente da Câmara, Rodrigo maia, o compromisso de conversar com o presidente Michel Temer em favor dos municípios em todos os sentidos por entender ser justa a compensação financeira pelos danos causados às cidades pelo transporte do minério de ferro”, disse a presidente do CIM, Karla Batista.

Participaram da reunião, além da presidente do CIM, Karla Batista (Vila Nova dos Martírios), os prefeitos que integram o consórcio: Fernando Coelho (Bom Jesus das Selvas), José Gomes Rodrigues (Buriticupu), Henrique Salgado (Pindaré Mirim), Vianey Bringel (Santa Inês), Gilsimar Ferreira Pereira (Pelezinha, de São Pedro da Água Branca), Didima Coelho (Vitória do Mearim) e o diretor executivo do CIM, Dilton Carvalho. O CIM é formado por 23 municípios da área de influência da EFC no Maranhão por onde é escoado o minério de ferro vindo de Carajás, no Pará.

Apoio

Os municípios maranhenses contam com o apoio da bancada parlamentar do estado que também esteve presente na reunião com o presidente da Câmara, por meio dos  deputados federais Juscelino Filho, Weverton Rocha, Rubens Pereira Júnior e André Fufuca.

Outro assunto discutido durante a reunião com Rodrigo Maia foi a participação da equipe técnica do CIM juntamente com técnicos da presidência para que sejam adotados critérios justos aos municípios. A luta dos municípios maranhenses para serem contemplados com royalties da mineração teve início em 2013, após a criação do Consócio.

De acordo com a MP 789/2017 aprovada, ficou estabelecido como alíquota da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) 3,5% do faturamento bruto, sendo que 15% deste, ficando destinado aos municípios brasileiros que são afetados pela mineração. Tais municípios afetados pela atividade mineradora geralmente estão no entorno dos municípios produtores, e por eles transitam minerodutos, ferrovias ou sediam-se portos.
Fonte: O Estado do Maranhão - MA
Data: 30/11/2017

OBRA DO AEROPORTO FICA MAIS CARA E CONTRATO É PRORROGADO
Publicado em 11/30/2017 as 05:17 PM

A Secretaria de Estado de Cidades (Secid), publicou no Diário Oficial de Contas que circulou ontem, dois aditivos à obra do Aeroporto Marechal Rondon.
Da Reportagem

A conclusão que está prevista para o próximo mês recebeu aditivos de valores e de prazo. Com o aumento, a obra passa a custar mais de R$ 86 milhões.

Uma das publicações é referente ao décimo nono termo aditivo nº 065/2012/01/19/Secopa/ Secid tendo como objeto a contratação de empresa para realização de obras e serviços de engenharia relacionados ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon. “Fica acrescido ao referido contrato o valor de R$ 1.445.428,87 e suprimido o valor de R$ 16.305,52, totalizando assim um reflexo positivo de R$ 1.429.123,35 (...) O preço contratual ajustado é de R$ 86.545.981,33”, confirma trecho.

Outro aditivo, que tem o mesmo objeto de contrato, acrescenta mais prazo a obra, neste quesito, já é o vigésimo aditivo. “O presente termo aditivo tem a finalidade de aditar o prazo de execução e vigência do Contrato nº 065/2012/00/00/ Secopa/Secid. Fica acrescido ao prazo de execução 61 dias, que se encerrará no dia 31/12/2017. Adita-se ao prazo de vigência 60 dias, cujo termino será em 28/02/2018”, destaca.

A obra vem sendo executada pelo Consórcio Marechal Rondon e deveria estar pronta para a Copa do Mundo de 2014. A promessa feita no mês passado pelo secretário de Estado de Cidades Wilson Santos é que cinco obras devem ficar prontas até dezembro. Dentre elas, o Aeroporto Marechal Rondon.

Concluído, o terminal aeroportuário deve ainda ser concedido à iniciativa privada. Oito empresas ou consórcios já estão autorizadas a apresentarem projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiarão a modelagem das concessões para expansão, exploração e manutenção do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e dos aeroportos regionais de Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Alta Floresta. A lista foi publicada pelo governo federal, no Diário Oficial da União (DOU) no início do mês.

O prazo para realização do estudo é de 120 dias. Após, o levantamento será entregue ao Ministério dos Transportes, Aviação Civil e Portos (MTPA). A intenção de concessionar as cinco unidades aeroportuárias mato-grossenses à iniciativa privada, por um período determinado, é melhorar a qualidade do atendimento aos usuários.

O aeroporto que figurava entre os piores do país, chegando a ser considerado o pior, já começa a ter resultados positivos. Em outubro passado, pesquisa de Satisfação do Passageiro realizada trimestralmente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Ministério dos Transportes mostrou o aeroporto subiu duas posições em relação a pesquisa do trimestre anterior, quando também havia melhorado o status e alcançado a 14ª colocação dos 15 terminais listados.

Na última pesquisa o Marechal Rondon figurou em 12º na lista, que é liderada pelo terminal de Viracopos (SP). O crescimento do terminal foi de 19% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o documento. Neste terceiro trimestre de 2017, aeroporto teve avaliação final em 4,22, sendo 5 a pontuação máxima. (AA)
Fonte: Diário de Cuiabá - MT
Data: 30/11/2017

FATMA FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE NOVO PORTO
Publicado em 11/30/2017 as 05:17 PM

Autor:        HASSAN FARIAS - hassan.souza@somosnsc.com.br

NO EVENTO FOI apresentado estudo sobre impacto ambiental da construção do Porto Brasil Sul em São Francisco do Sul

A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) realizou na última terça-feira audiência pública sobre a instalação do Porto Brasil Sul em São Francisco do Sul. A reunião durou cinco horas. Cerca de 1,6 mil pessoas participaram do evento. O objetivo foi apresentar à comunidade o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), além de esclarecer dúvidas sobre a construção da unidade na cidade.

O presidente da Fatma, Alexandre Waltrick, explicou que a audiência pública é o início do processo de licenciamento ambiental. É o momento que a população tem para falar o que pensa, fazer os questionamentos e tirar dúvidas. Segundo Waltrick, a equipe técnica da fundação vai começar a analisar os estudos a partir de agora. A legislação prevê a conclusão da análise em até um ano.

– A Fatma verá se há necessidade de solicitar mais estudos ou pedir outras audiências públicas. Importante que se destaque que não tem juízo de valor e nem licença dada ou negada – explica.

De acordo com Marcus Barbosa, diretor da WorldPort e responsável pelo projeto de instalação, foram feitas 174 reuniões com moradores, representantes de associações e autoridades.

A preocupação dos opositores ao projeto é o impacto ambiental que a instalação dos vários terminais vai causar na região do Sumidouro, entre as praias do Forte e do Capri. Segundo Barbosa, um projeto portuário sempre tem impacto ambiental, mas a empresa propõe compensações e planos ambientais para auxiliar no monitoramento.

– O Porto Brasil Sul vem com benefícios palpáveis e estamos mostrando os impactos por meio de uma empresa isenta contratada para apontá-los — disse.

Affonso Novello, representante da Tetra Tech, contratada pelo Porto Brasil Sul, apresentou as medidas previstas. Segundo o estudo da empresa, o empreendimento foi considerado ambientalmente viável, condicionado às medidas de controle e programas ambientais propostos.

MANIFESTAÇÕES A FAVOR E CONTRÁRIAS AO PROJETO

Quando a audiência abriu para perguntas, o público se manifestou a favor e contrário ao porto. Sobre a questão da mobilidade, por exemplo, o presidente do Porto Brasil Sul se comprometeu a fazer os acessos com dinheiro da empresa, sem isenções fiscais. A previsão é que sejam investidos R$ 80 milhões nessa obra.

O presidente da Associação de Moradores da Praia de Itamirim de Ubatuba (Ampiu), Luis de Almeida Gonçalves, é contra porque acredita que o porto não trará todos benefícios prometidos:

– Não sou contra o desenvolvimento, mas não podemos ter isso a qualquer custo para privar futuras gerações de uma vida mais saudável e de qualidade.

Por outro lado, a enfermeira Solange Pimpão, moradora do bairro Rocio Pequeno, é a favor da construção. Para ela, o Porto Brasil Sul vai movimentar a economia da cidade:

– Sou a favor de qualquer empreendimento que traga trabalho para o povo francisquense. Não posso admitir meia dúzia de pessoas contra o crescimento
Fonte: A Notícias - SC
Data: 30/11/2017

PORTOS - CHINA CONSTRUIRÁ FERROVIA PARA ESCOAR SOJA
Publicado em 11/30/2017 as 05:16 PM

Uma das maiores empresas ferroviárias do mundo, a CRCC (China Railway Construction Corporation) estuda liderar um consórcio para construir a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e integrá-la ao porto de Ilhéus (BA).

Hoje, a ferrovia tem um pequeno trecho em operação. A intenção dos chineses é clara: escoar soja (segundo principal produto que eles compram no país, atrás do minério de ferro) do Centro-Oeste até o porto baiano.

Mas também há um interesse geopolítico. Eles querem criar alternativas ao canal do Panamá, obra bancada pelos EUA no século passado e que os asiáticos veem ainda hoje sob controle dos norte-americanos. Para criar essa alternativa, a Fiol terá cerca de 1.500 quilômetros e cruzará com a FNS (Ferrovia Norte-Sul).

Hoje, os grãos precisam seguir de caminhões até o porto de Santos (SP) ou ser transportados até um entroncamento da Ferrovia Norte-Sul rumo ao porto de Itaqui, no Maranhão. No entanto existem dificuldades de passagem no trecho controlado pela mineradora Vale, único ponto de acesso até o porto do Nordeste.

O plano dos chineses inclui outro braço ferroviário, a partir da Ferrovia Norte-Sul, que seguirá de Campinorte (GO) até Lucas do Rio Verde (MT) e, de lá, até Porto Velho (RO). Essa linha continuará rumo ao Peru até um porto no oceano Pacífico. O projeto foi apresentado pelo grupo chinês a representantes do governo brasileiro durante a viagem do presidente Michel Temer à China, no final de agosto. Desde então, o governo da Bahia já contratou a consultoria Accenture para desenvolver o projeto.

Como a Fiol já é uma ferrovia prioritária da União, o governo baiano se comprometeu a transferir o projeto para o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) assim que estiver pronto.

A expectativa é que isso ocorra até o início do próximo ano para que a ferrovia seja licitada ainda no governo Temer. Pelas conversas iniciais, os chineses teriam de entrar no leilão, embora tenham manifestado a intenção de realizar a obra por conta própria desde que o governo desse autorização.

O apetite dos chineses não termina aí. Três outros grupos também se apresentaram para formar um consórcio e construir os 934 quilômetros da Ferrogrão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). O projeto está em consulta pública e deverá consumir cerca de R$ 12 bilhões. Dois são os motivos que levam as empresas chinesas a destinar recursos para infraestrutura no Brasil.

Nas conversas, o governo chinês deixou claro para os brasileiros seu interesse em ter a segurança de fornecimento de energia e alimentos. Por isso, não mede esforços nem recursos para investir em infraestrutura.

De janeiro a outubro, os chineses compraram US$ 19 bilhões em soja do Brasil, origem de 59% de todo o grão importado pelos asiáticos. No mesmo período, o país importou US$ 5,5 bilhões em petróleo do Brasil. Outra explicação é que o projeto permitiria à China uma alternativa ao canal do Panamá, que, segundo eles, é "controlado" pelos EUA.

O apetite chinês pelo Brasil vem aumentando especialmente depois da crise na Venezuela. De janeiro a outubro, o país recebeu US$ 10,8 bilhões do gigante asiático. A maior parte desses recursos foi destinada a fusões e aquisições, especialmente na área de energia e transporte. Entre os exemplos estão a compra de 45,36% da CPFL Energia pela State Grid Corp of China, por US$ 3,7 bilhões; e da hidrelétrica de São Simão, por

US$ 2,26 bilhões, pela State Power Investment Corporation.

O interesse chinês também levou Pequim a fechar um acordo com o Brasil e criar, em maio, um fundo de investimento de US$ 20 bilhões destinado a financiar projetos de infraestrutura no País que sejam considerados relevantes para ambas as partes. Investimentos em infraestrutura e na indústria no País seguem em queda nos próximos anos, reporta Felipe Montoro Jens.
Fonte: Jornal do Comércio – RS
Data: 30/11/2017

HIDROVIA - INEFICIÊNCIA LOGÍSTICA COMPROMETE A COMPETITIVIDADE NACIONAL
Publicado em 11/30/2017 as 05:16 PM

Entre os principais produtores de grãos do mundo, o Brasil é o único com tecnologia e terras disponíveis para ampliar a produção, mas esbarra nos gargalos de infraestrutura

Todo início de ano a história se repete. O começo da colheita da safra de grãos traz à tona os gargalos logísticos que se arrastam por décadas. A urgência de investimentos para o escoamento da produção brasileira ficou evidente no final de fevereiro. Nos dias que antecederam o Carnaval, mais de 2 mil caminhões atolaram na BR-163. A rodovia liga o Mato Grosso aos portos do Pará e é de fundamental importância para desafogar os portos das regiões Sudeste e Sul e aumentar a competitividade brasileira, uma vez que encurta o caminho da soja até a China, principal destino da oleaginosa nacional. “O problema é que os projetos não saem do papel”, diz José Hélio Fernandes, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Em 2012, Fernandes fez uma viagem em que saiu de Lucas do Rio Verde (MT) e foi pela BR-163 até Itaituba (PA), cidade do porto de Miritituba, às margens do rio Tapajós, que fica um pouco depois do trecho crítico (do km 537 até o km 574), onde os caminhões atolaram este ano, formando filas de 42 quilômetros nos dois sentidos.

“Eu fui conhecer o terreno em que seria construído o porto, e naquela época faltavam 200 quilômetros para terminar o asfaltamento da BR-163”, lembra o presidente da NTC&Logística. “Cinco anos depois, o porto está funcionando, e qual não foi minha surpresa quando o governo respondeu sobre aquele episódio dos caminhões, dizendo que só faltavam 200 quilômetros”, diz Fernandes.

Com o incidente do atolamento, 7 milhões de toneladas de soja tiveram que ser escoadas via portos do Sudeste e Sul do Brasil, o que compromete a competitividade dos produtores do Centro-Oeste, região que concentra 42% da produção nacional de grãos. Só para se ter uma ideia, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja) fez um cálculo da perda de renda da cadeia produtiva quando a soja da região é escoada via porto de Santos ou Paranaguá. O custo dessa rota, tendo a cidade de Sorriso (MT) como ponto de partida, é de 126 dólares por tonelada de soja. O mesmo volume, quando escoado via BR163 e porto de Miritituba/Belém, sai por 80

Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), apenas 12,5% da malha rodoviária brasileira é pavimentada. Nos EUA, a porcentagem é de 85% dólares. A diferença é de 46 dólares. Se toda a produção do Mato Grosso (28 milhões de toneladas em 2014, ano que a Aprosoja fez o estudo) tivesse sido transportada pela rota mais econômica, isso implicaria uma economia de 1,2 bilhão de dólares aos sojicultores do Estado naquele ano.

A infraestrutura nacional não acompanha a revolução tecnológica que acontece porteira adentro. Prova disso são os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam que o País deve fechar o ano com uma safra recorde de 240 milhões de toneladas de grãos, 30% maior que o ciclo anterior. “O Brasil há 50 anos era importador de comida, saímos de uma posição medíocre para ser o segundo maior exportador do agronegócio mundial”, diz Luiz Antônio Fayet, consultor de logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com o aumento da população mundial, cresceu a demanda por alimento e a produção de grãos no Brasil, outrora concentrada no Sul e Sudeste, começou a se expandir para o Centro-Oeste e Mapitoba, acrônimo de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. No entanto, essas novas regiões carecem de investimento em logística.

Não por acaso, as entidades representativas do agronegócio brasileiro vêm pleiteando que se priorize o Arco Norte, nome dado pela Câmara de Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a região acima do paralelo 16, que passa por Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Ilhéus (BA). Todos os portos acima dessa linha são definidos como portos do Arco Norte e contemplam as novas fronteiras agrícolas. “Como não há infraestrutura, estamos trazendo a produção do Mato Grosso para sair por Santos e Paranaguá em grande escala”, diz Fayet. “A soja tem um valor de referência nas mãos dos chineses, que é de 450 dólares por tonelada. Mas você tira entre 25 e 30 dólares da logística externa, do porto brasileiro até a China mais 126 dólares do deslocamento interno até Paranaguá; o custo da logística total é 1/3 do valor da soja”, diz o consultor. Esse valor é entre 3 e 4 vezes maior que os dos concorrentes EUA e Argentina. “Com isso, as novas fronteiras brasileiras estão deixando de produzir a cada ano um adicional de quase 5 milhões de toneladas de soja e milho”, diz o consultor da CNA.

A falta de uma boa gestão é a raiz dos problemas. Todo ano, o governo anuncia investimentos na infraestrutura de transporte (vide tabela na pág. X). Mas, no final de cada ano, há uma diferença significativa entre o total de recursos anunciado e o valor que, de fato, foi investido. “A conclusão da BR-163 era para ter acontecido há 8 anos, mas o governo é uma baderna”, diz Fayet. Na ocasião dos atoleiros, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) disse que a meta era asfaltar 60 quilômetros da rodovia este ano e concluí-la no ano que vem. Mas, segundo a assessoria de imprensa do órgão, apenas 10 quilômetros foram asfaltados.

OBRAS ESTRATÉGICAS

No momento, o Mapa está finalizando um programa de investimentos logísticos prioritários, que reúne 30 obras com potencial de destravar o escoamento da safra brasileira de grãos. O plano está sendo construído com o Ministério do Transporte e deve ser apresentado ao presidente Michel Temer até o final deste ano. A escolha dos projetos foi realizada com base num estudo encomendado pelo Mapa à Embrapa Monitoramento por Satélite. O Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da unidade fez um levantamento do trajeto percorrido, da área de produção de grãos até a de exportação, na safra 2014/2015. A partir desses dados, foi desenvolvido o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site), que oferece uma visão dinâmica da macrologística agropecuária.

A lista de obras prioritárias foi feita com projeções do Mapa para 2025, que indicam exportações de milho e soja de 182 milhões de toneladas. “Caso essa projeção se concretize e os portos do sistema Arco Norte não tenham novos investimentos além dos programados, haverá um déficit operacional de 6 milhões de toneladas, mesmo atuando com 100% da capacidade projetada”, explica Gustavo Spadotti, analista do Gite da Embrapa. Não por acaso, o chamado Arco Norte é o número 1 da lista dos projetos. A ampliação da participação dos portos de Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Barcarena/Vila do Conde (PA) e Itaqui (MA) é fundamental para reduzir o custo do frete e aumentar a rentabilidade do produtor. De acordo com o levantamento da Embrapa, na safra 2014/2015, das 85 milhões de toneladas de grãos exportadas, 81,5% escoaram via portos do Sudeste e sul, apenas 18,5% seguiram via Arco Norte.

No entanto, para atender às projeções do setor para 2025, os portos do Arco Norte precisam alcançar participação de 40%.

Para isso serão necessários investimentos em obras consideradas prioritárias.

Segundo a Embrapa, elas contemplam os três modais logísticos da região e incluem duplicação, asfaltamento e melhorias na sinalização das pistas, vias de contorno de cidades e acessos aos terminais portuários ou intermodais de quatro rodovias federais e de uma rodovia estadual (BR-163, BR-080, BR-364, BR-242 e MT-319). No corredor da BR-163, é urgente o término da pavimentação da rodovia, além de dragagem e sinalização do rio Tapajós. No corredor da BR-364, duplicação da rodovia que liga Mato Grosso a Porto Velho (RO) e dragagem do rio Madeira.

Só para se ter uma ideia, de acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), apenas 12,5% da malha rodoviária brasileira é pavimentada. Nos EUA, a porcentagem é de 85%. “As rodovias são precárias para os volumes de vazão.

Ainda temos estradas de chão fazendo grandes ligações com alto fluxo”, diz Roberto Leoncini, vice-presidente de Marketing & Vendas Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

“Existe muita quebra de caminhão, muita perda de grãos no meio do caminho. O custo logístico acaba ficando alto, porque não é uma commodity de muito valor agregado”, diz Osmar Hirashiki, diretor de vendas da IVECO, marca de caminhão do grupo CNH Industrial.

DÉCADA PERDIDA

Na parte ferroviária também não houve evolução nos últimos 10 anos. Embora dados

“Existe muita quebra de caminhão, perda de grãos no meio do caminho. O custo logístico acaba ficando alto, porque não é uma commodity de muito valor agregado”

OSMAR HIRASHIKI DIRETOR DE VENDAS DA IVECO, MARCA DE CAMINHÃO DO GRUPO CNH INDUSTRIAL da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontem que o transporte de carga por trilhos saltou de 389 mil toneladas (em 2006) para 503 mil (em 2016), se for descontado o minério de ferro dessa conta, os números são outros: 107 mil toneladas (em 2006) para 106 mil toneladas no ano passado. E ainda há um agravante. “Da malha da rede ferroviária federal, devemos ter 40% em operação. O resto foi abandonado, e as empresas não dão satisfação”, diz Fayet. O consultor ainda defende um novo modelo ferroviário, com direito de passagem, nos moldes da Europa, EUA, Canadá e Austrália. “O concessionário seria o gestor da linha, forneceria a locomotiva; e o transportador pagaria um pedágio e passaria”, explica. As entidades do agronegócio também pleiteiam a construção de uma nova ferrovia, a FerroGrão. Seria uma linha paralela à BR-163 para ajudar no escoamento dos grãos do Centro-Oeste até a hidrovia do rio Tapajós e, de lá, o milho ou soja seguiriam por barcaças até os portos de Belém (PA).

No âmbito dos portos, um dos problemas é a falta de definição do que é área pública e área privada. Para resolver essa questão, foi feita a revisão das poligonais (lei 12.815/2013) para dar segurança jurídica para iniciativa privada investir em terminais portuários. Essa lei foi regulamentada pelo decreto 8.033. “O decreto e a lei puxaram tudo para as mãos do governo federal.

Virou um grande balcão de negócios. Tudo se resolve em Brasília, diferentemente do que acontecia quando as coisas se resolviam nos portos públicos”, diz o consultor da CNA, que defende a descentralização e o fim das prorrogações dos contratos de concessão dos portos. A reivindicação é que tudo seja relicitado.

O Brasil é o único dentre os maiores produtores de grãos (EUA, Brasil e Argentina, nesta ordem) que tem terras para expandir as lavouras e suprir a demanda futura, sobretudo dos países emergentes. Mas o País precisa resolver de vez os gargalos logísticos. Não adianta ter área disponível e tecnologia de produção se faltam estradas, ferroviais, hidrovias e portos para escoar a safra de grãos.
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 30/11/2017

CÂMARA APROVA MP QUE CRIA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL PARA PETROLEIRAS
Publicado em 11/30/2017 as 05:16 PM

O texto permite a importação de equipamentos, principalmente plataformas, com isenção fiscal; os destaques serão apreciados na próxima semana
Daiene Cardoso, Anne Warth e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Em uma sessão tensa, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 29, o texto-base da Medida Provisória 795, que trata da extensão do regime fiscal aduaneiro Repetro para o período de 2020 a 2040. A MP foi aprovada por 208 votos - 184 parlamentares votaram contra. O texto permite a importação de equipamentos, principalmente plataformas, com isenção fiscal. Os destaques serão apreciados na próxima semana.

A oposição fez obstrução por mais de quatro horas, sob o argumento de que a renúncia fiscal proporcionada pelo regime aduaneiro especial de exportação e importação de equipamentos para o setor é "nefasta" para o País, beneficia as gigantes do petróleo, como a Shell, e acaba com a indústria naval brasileira. "Estarão entregando R$ 1 trilhão para indústria petroleira internacional. Não temos o direito de fazer isso", discursou a deputada Maria do Rosário (PT-RS), citando um valor estimado sobre a redução da receita tributária com o IRPJ e a CSLL. Mais tarde, o valor citado pela petista foi contestado pela Consultoria Legislativa da Câmara. "Essa MP é vendilhona da pátria", emendou Rosário.

"A vontade de ceder à pressão das petroleiras estrangeiras está enorme nesse governo", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), chamando a MP de "novo Refis". A oposição se revezou na tribuna com discursos acusando o governo de promover um "crime de lesa-pátria". "Não podemos entregar o nosso Brasil, gerar essa renúncia fiscal para atender os interesses das petroleiras", afirmou André Figueiredo (PDT-CE).

A MP, publicada em agosto, altera regras de taxação do setor, inclusive as que desoneram investimentos. Segundo as empresas, o Repetro torna a produção de petróleo viável no Brasil, dado o alto nível de tributação no País. A oposição sustentou que o governo Michel Temer está fazendo concessões a quem não precisa - as gigantes globais do petróleo.

Por meio do Repetro, as petroleiras afretam plataformas e adquirem equipamentos. A MP que prorrogou o regime especial de tributação foi aprovada em comissão especial em outubro, pouco antes do leilão do pré-sal, e precisa ser aprovada no Congresso até 15 de dezembro, prazo em que a medida caduca se a tramitação não estiver concluída nas duas Casas (Câmara e Senado).

Segundo o governo, a MP atualiza a legislação referente ao setor, traz transparência às regras e as aproximas dos padrões internacionais. A legislação, de acordo com as fontes, não estava preparada para as características específicas da exploração no pré-sal, que envolve mais gastos e um intervalo de cerca de sete anos entre início dos trabalhos e a retirada dos primeiros barris de petróleo.

A MP do Repetro prevê o parcelamento de dívidas tributárias em até 12 meses em 2018. As empresas ainda terão descontos. O governo, que cobrava impostos sobre uma parcela de 35% do valor global dos contratos de afretamento de plataformas, decidiu recolher tributos apenas sobre 10% deles, para dar fim aos litígios judiciais. Em troca, as companhias terão de abrir mão das ações na Justiça.

Segurança jurídica. A MP que permitiu a renovação do programa prevê que o parcelamento terá juros, mas que as multas serão anuladas. O texto foi editado para atrair mais investidores para o leilão do pré-sal e afastar a insegurança jurídica presente em leis anteriores.

Esse foi o argumento utilizado pelo deputado Fábio Garcia (sem partido-MT) para tentar convencer os deputados no plenário a votar a favor da MP. Segundo Garcia, além de dar garantia jurídica às empresas, o texto amplia a base de arrecadação de Imposto de Renda (de 15% para 30%). "Estamos atraindo novos investimentos ao Brasil e isso exige segurança jurídica para que eles (investimentos) se concretizem para a gente gerar empregos. Estamos aprimorando o Repetro", disse o deputado. Garcia refutou o discurso de venda do País para as empresas internacionais.

A sessão foi marcada por tumulto. O clima esquentou quando o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), atacou os apoiadores da MP. "Quem está votando essa matéria é ladrão. É ladrão mesmo", afirmou. A afirmação foi seguida de empurra-empurra entre deputados. A Polícia Legislativa interveio para acalmar os ânimos entre os parlamentares.

O governo prevê uma arrecadação de R$ 18,4 bilhões entre 2018 e 2020 com as mudanças previstas na MP do Repetro. Estudos realizados pela Consultoria Legislativa da Câmara, no entanto, estimaram uma renúncia fiscal de US$ 74,8 bilhões apenas no Campo de Libra./ COM REUTERS
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 30/11/2017

CONCESSIONÁRIAS QUEREM ADIAR OBRAS DE DUPLICAÇÃO DE ESTRADAS
Publicado em 11/30/2017 as 04:59 PM

Autor:        Lu Aiko Otta / BRASÍLIA

Empresas alegam dificuldades como recessão econômica e enxugamento de crédito; tarifas de pedágio não vão cair

Concessionárias de rodovias federais aproveitam possibilidade aberta pelo governo e vão pedir o adiamento para 2028 da conclusão das obras de duplicação que haviam se comprometido a entregar, originalmente, em 2019. Diante de uma série de contratos que dificilmente seriam cumpridos por causa da recessão, do enxugamento do crédito do BNDES e, em boa parte deles, da Lava Jato, o governo concordou em alongar o prazo de cinco para até 14 anos após a assinatura dos contratos. Pelo menos duas concessionárias, a Rota do Oeste e a MGO, confirmaram intenção de negociar novo cronograma. Concebra e MS Via também avaliam se vão pedir prazo maior. As tarifas de pedágio, cujos valores pressupõem duplicações em cinco anos, não cairão de imediato.

As concessionárias de rodovias federais vão pedir ao governo o adiamento, para 2028, da conclusão das obras de duplicação que estavam previstas para serem entregues em 2019. As empresas querem aproveitar uma brecha legal criada pelo próprio governo para negociar um novo cronograma. As tarifas de pedágio, no entanto, não vão cair de imediato, embora os valores atuais pressuponham as duplicações no prazo original de cinco anos. O desconto só chegará aos usuários depois que as obras forem realizadas.

Pelo menos duas concessionárias, a Rota do Oeste e a MGO, confirmaram ao Estado sua intenção de negociar o adiamento. A primeira administra um trecho da BR-163, uma das principais rotas de escoamento de grãos do País. A segunda, um trecho da BR-050, entre Goiás e Minas. Se elas conseguirem, ao menos 426 quilômetros de rodovias ficarão por mais uma década sem as obras de melhoria previstas no momento da concessão.

Outras duas concessionárias, a Concebra e a MS Via, também avaliam se vão pedir mais prazo. Juntas, elas têm compromisso de duplicar perto de 1,3 mil quilômetros.

Todas essas estradas federais passaram a ser administradas pela iniciativa privada na chamada Terceira Etapa de concessões, realizada na primeira gestão do governo Dilma Rousseff. As oito concessões previam a duplicação de todo o trecho recebido – um total de 3.174 km – no prazo de cinco anos, ao custo estimado de R$ 12 bilhões. Em troca, as empresas receberiam crédito, com taxas de juros subsidiadas do BNDES.

Mas esses negócios foram atingidos em cheio pela recessão, pelo enxugamento do crédito do BNDES e, em boa parte deles, pela Lava Jato. As grandes construtoras, alvos da operação, eram também as principais concessionárias.

Diante de um estoque de contratos que dificilmente seriam cumpridos, o governo cedeu à pressão das empresas e buscou uma solução paliativa. Concordou em alongar o prazo de cinco para até 14 anos após a assinatura dos contratos, a maior parte deles ocorrida em 2014.

Para dar base jurídica a esse arranjo, o governo Temer editou a Medida Provisória (MP) 800, que tramita no Congresso Nacional. Há duas semanas, o Ministério dos Transportes editou uma portaria detalhando a aplicação da MP, o que abriu espaço para as concessionárias formalizarem seus pedidos de alongamento. “A portaria esclareceu pontos indefinidos na MP”, avaliou a advogada Letícia Queiroz, do escritório Queiroz Maluf, especialista em concessões federais.

Resistência. Em discussão na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, a MP 800 é criticada pelo deputado Hugo Leal (PSB-RJ). Segundo ele, a medida permite alterar regras já pactuadas entre governo e empresas. “Ela rasga os contratos de concessão”, afirmou. Essa era também a crítica que se ouvia nos escalões técnicos do governo quando a medida estava em discussão. Houve muita resistência. Avaliava-se que seria um sinal ruim, do ponto de vista regulatório, abrir essa exceção para as rodovias.

“O importante é manter a concessão operando e garantir o investimento, mesmo com prazo maior”, defendeu o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), César Borges. Segundo ele, a alternativa seria esses trechos rodoviários voltarem para as mãos do governo, para serem administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), ou então serem novamente leiloadas. “São soluções que demandariam tempo, em detrimento do usuário.”

No texto explicativo da medida provisória, o governo diz que a reprogramação do investimento “é, sem dúvida, melhor do ponto de vista do interesse público.”

“O importante é manter a concessão operando e garantir o investimento, mesmo com prazo maior.”

César Borges
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE CONCESSIONÁRIAS
DE RODOVIAS (ABCR)

“Essa MP rasga os contratos de concessão.”

Hugo Leal
DEPUTADO (PSB-RJ)
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data: 30/11/2017

PIB BRASILEIRO DEVE TER CRESCIDO 0,3%
Publicado em 11/30/2017 as 04:59 PM

Ainda puxado pelo consumo das famílias, e desta vez também pelos investimentos, o PIB brasileiro deve ter registrado uma pequena aceleração no terceiro trimestre, ante o segundo. A média das estimativas de 26 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo ” Valor Data” indica crescimento de 0,3% no período entre julho e setembro, em relação aos três meses anteriores, quando a expansão foi de 0,2%, ante o primeiro trimestre, feitos ajustes sazonais.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

CARAMURU COMEÇA A EXPORTAR PELO NORTE
Publicado em 11/30/2017 as 04:59 PM

Por Fernando Lopes | De São Paulo


César Borges de Sousa: nova operação gera economia de até 20% com fretes

A Caramuru Alimentos, uma das maiores processadoras de grãos de capital nacional, deu início nesta semana às operações de embarque de proteína concentrada de soja para exportação em seus terminais portuários de Itaituba, no Pará, e Santana, no Amapá.

Segundo César Borges de Sousa, vice-presidente da companhia, os novos terminais absorveram investimentos da ordem de R$ 50 milhões. As obras começaram em meados de 2016 e foram concluídas há três meses. Por questões burocráticas, contudo, as licenças de operação só foram
emitidas agora.

Por Itaituba e Santana será escoada proteína (farelo de soja SPC) não transgênica produzida na fábrica da Caramuru em Sorriso, em Mato Grosso. O primeiro contrato na nova rota envolve 15 mil toneladas, mas o volume anual deverá chegar a 200 mil toneladas.

Essas exportações eram feitas pelo porto de Santos, no litoral paulista. Eram 18 dias de viagem de Sorriso a Santos, prazo que, pelo Norte, diminui para 15 dias. A distância percorrida cai de 12.207 para 9.695 quilômetros. A economia com frente é de 15% a 20%.



Segundo a Caramuru, agora o farelo sai de Sorriso e segue em caminhões pela BR 163 até Itaituba. No terminal, a carga é transferida para um comboio que percorre 850 quilômetros da hidrovia Tapajós-Amazonas até chegar a Santana, onde é transbordada para navios graneleiros e exportada.



No terminal de Itaituba, a companhia conta com dois silos, enquanto em Santana há três. Cada um dos cinco silos tem capacidade para armazenar 7 mil toneladas. O transporte hidroviário é realizado pela HP Logística e Navegação.

De acordo com Borges de Sousa, atualmente toda a proteína concentrada de soja não transgênica produzida pela empresa em Sorriso para exportação é destinada a clientes da Noruega e usada sobretudo em rações para peixes.

A Caramuru já vendeu farelo de soja SPC para o Chile, mas no momento esses negócios estão parados. Os chilenos compram, em geral, produto transgênico, mas como o prêmio pago pela proteína não transgênica na Noruega pode superar 15%, a depender das condições do mercado, a empresa concentrou o foco nos europeus.

Apesar de ser um negócio pequeno levando-se em conta que a Caramuru fatura, no total, R$ 4,2 bilhões por ano, a proteína concentrada de soja não transgênica é um dos produtos de maior valor agregado vendidos pela companhia, que tem procurado cada vez mais privilegiar margens em detrimento de volumes.

Em parte por causa dessa estratégia, a empresa viu seu lucro quase triplicar no ano passado, para R$ 69,4 milhões, e espera permanecer no azul. Nesse contexto, deixou inclusive a venda de seu controle em segundo plano.

Segundo Borges de Sousa, a Caramuru encerrou o contrato com o Morgan Stanley, que vinha prospectando interessados na empresa, cuja receita ainda é puxada por originação, processamento e exportações de grãos e pela produção de biodiesel.

"Chegamos a receber propostas, mas não gostamos", diz. A Caramuru é uma empresa de controle familiar presidida por Alberto Borges de Souza, irmão de César. Foi fundada por Múcio de Souza Rezende, pai de ambos, em 1964.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

CRÉDITO FAVORECE OBRAS DE LOGÍSTICA
Publicado em 11/30/2017 as 04:59 PM

Por Lívia Ferrari | Do Rio


Luiz de Souza Neto: Basa analisa R$ 1,5 bilhão em novos investimentos

Há quatro anos, o Brasil exportava pelo denominado Arco Norte cerca de três milhões de toneladas de grãos, no máximo. Em 2016, o volume saltou para 20 milhões de toneladas. Os embarques para o exterior foram viabilizados por novos empreendimentos em logística na região, que entraram em operação recentemente, e já mostram grandes resultados.

Um dos destaques é o projeto Hidrovias do Brasil, do Grupo Pátria, implantado no Pará, que envolve complexo sistema logístico de transporte de grãos produzidos na região Centro-Oeste e escoados pela nova rota do Norte. Com investimentos em torno de R$ 1,5 bilhão, o projeto inclui Estação de Transbordo de Cargas (ETC), em Miritituba, no município paraense de Itaituba, sistema de barcaças pelo rio Tapajós, e o Terminal de Uso Privado (TUP), em Vila do Conde. O comboio hidroviário conta com cinco embarcações principais, sete conjuntos de vinte barcaças, e empurradores auxiliares e para manobras portuárias.

A meta é movimentar 6,6 milhões de toneladas de grãos por ano até 2020, candidatando-se, assim, ao título de um dos maiores complexos logísticos da região Norte. "O sistema começou neste ano, já com um milhão de toneladas de carga transportada" afirma Fábio Schettino, vice-presidente de finanças da Hidrovias do Brasil.

"É a logística do momento. O Pará está na nova rota dos grãos", destaca o chefe do Departamento de Logística e Transporte (Delog) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Cleverson Aroeira, um dos financiadores do projeto, junto com consórcio de bancos público e privado, recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e do Fundo Constitucional do Norte (FNO).

A conjugação de diferentes instituições e instrumentos de financiamento é alternativa adotada para apoiar grandes projetos de infraestrutura, mitigar riscos e compartilhar garantias. Do montante de investimentos do projeto Hidrovias Brasil, coube ao BNDES financiamentos de R$ 520 milhões na linha Finem (investimentos) e repasses do FMM. Desse total, em fase de desembolsos, R$ 430 milhões são destinados à construção do terminal portuário de Vila do Conde, já em operação; e R$ 90 milhões à construção de embarcações. Um consórcio de bancos com Banco do Brasil e Itaú também está na estrutura financeira.

O Banco da Amazônia, gestor do FNO, participa da operação, com financiamentos de R$ 189 milhões à construção da estação de transbordo de Miritituba. "Um financiamento muito expressivo, principalmente em relação ao patrimônio do banco, de R$ 2,7 bilhões", observa o superintendente do Basa responsável pelo Pará e Amapá, Luiz Lourenço de Souza Neto. Ele ressalta o poder indutor do projeto. Tanto que o Basa tem em processo de análise cerca de R$ 1,5 bilhão em novos investimentos na região.

O Banco do Brasil, também com o BNDES, está presente no segmento de navegação do projeto Hidrovias Brasil, repassando, juntos, recursos de R$ 480 milhões do FMM. "São financiamentos à construção de 140 barcaças e sete empurradores", observa Aroeira, do BNDES, fazendo cálculos comparativos sobre eficiência do modal hidroviário: "Enquanto apenas uma barcaça transporta 2 mil toneladas, seriam necessários 18 vagões ferroviários ou 32 caminhões bi-trem para levar a mesma quantidade".

Para ampliar ainda mais as vantagens comparativas, o Pará, com localização estratégica e vários corredores fluviais, tem também projetos para implantação de terminais de granel líquido nos portos de Belém e Vila do Conde, e terminais de GLP, no porto de Miramar.

O chefe do Delog, do BNDES, lembra que projetos de logística com sistemas hidroviários são prioritários no banco e contam com financiamentos de até 80% em TJLP, a taxa de longo prazo do banco, hoje 7% ao ano. Em janeiro próximo, no entanto, entrará em vigor a TLP, a nova taxa de juros, que balizará toda a política operacional do BNDES. Mas os contratos em vigência e os firmados até o final deste ano conservarão as condições atuais.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

FINANCIAMENTOS DO BNDES SOMAM R$ 28,6 BILHÕES
Publicado em 11/30/2017 as 04:59 PM

Por Lívia Ferrari | Para o Valor, do Rio


Carla Primavera: compartilhamento de riscos com outros financiadores

O Pará é alvo de grandes investimentos em infraestrutura, que exigem complexa engenharia financeira para o financiamento de projetos de longo prazo. Somente em energia elétrica, a atual carteira de operações contratadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Estado soma R$ 28,6 bilhões, envolvendo desde a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu - o maior projeto já aprovado pelo banco de fomento, no valor de R$ 22,5 bilhões -, até usinas menores, linhas de transmissão de energia e planos de investimentos da Eletronorte (financiamento de R$ 743,3 milhões) e da Centrais Elétricas do Pará (R$ 863 milhões).

"Uma carteira bastante robusta ", destaca a superintendente da área de energia do BNDES, Carla Primavera, observando que as operações vão crescer ainda mais: a instituição analisa projeto de financiamento para construção da segunda linha de transmissão de energia de Belo Monte, da chinesa State Grid.

Este ano, o banco já havia aprovado financiamento de R$ 2,56 bilhões para implantação da primeira linha de transmissão da usina, que, com 2 mil quilômetros de extensão, trará energia para a Região Sudeste.

Carla Primavera explica que projetos vultuosos contam com compartilhamento de riscos com outros agentes financiadores.

"Nesses casos, todo nosso funding tem parcela indireta de financiamento. Na usina de Belo Monte, o cofinanciamento é com a Caixa Econômica Federal e o BTG Pactual. Na primeira linha de transmissão, também a Caixa é repassadora de parte do financiamento do BNDES", diz ela. Modelo de co-financiamento será adotado também no apoio à segunda linha de transmissão.

O BNDES tem ainda operações de R$ 955 milhões no programa Proinvest, para apoio a investimentos previstos no plano plurianual do governo paraense.

Também o Banco da Amazônia (Basa) , gestor do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), contratou este ano R$ 74,6 milhões a projeto de transmissão de energia da usina de Tucuruí (PA).

A meta é fechar 2017 com contratações pelo FNO de R$ 1,4 bilhão em projetos no Pará, Estado que lidera a carteira do Fundo", prevê o superintendente do Basa responsável pelo Pará e Amapá, Luiz Lourenço de Souza Neto.

No setor logístico, o Pará é alternativa estratégica para o escoamento de produtos pelo denominado Arco Norte, com integração de modais. Lá, empresas estão expandindo estruturas de exportação, com estações de transbordo e terminais portuários.

São investimentos privados, com diferentes instrumentos de apoio financeiro e fiscal. Entre eles, o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), com juros de 7,5% ao ano.

"O Fundo de Desenvolvimento da Amazônia aprovou este ano R$ 77 milhões para ampliação do terminal de grãos de Ponta da Montanha, em Barcarena (PA), projeto com investimentos de cerca de R$ 150 milhões", destaca o titular da Superintendência do Desenvolvimentos do Amazônia (Sudam), Paulo Roberto Correia. O terminal tem capacidade instalada para seis milhões de toneladas.

"O Pará conta também com incentivos fiscais em torno de R$ 800 milhões por ano", afirma Correia, referindo-se a reduções ou isenções do imposto de renda pessoa jurídica para projetos privados na região.

Para investimentos públicos, a Sudam oferece apoio por meio de convênios, com recursos de emendas parlamentares, de bancada ou de comissão, que deverão somar R$ 9,2 milhões este ano, com doze projetos (principalmente pavimentação de estradas) em municípios paraenses, prevê Adelson Modesto, chefe da assessoria de gestão da organização.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os portos do Norte responderam por 25% das exportações brasileiras de grãos em outubro. Contribuíram para isso onze novos terminais de transbordo em Miritituba, no rio Tapajós.

O fluxo de mercadorias impulsiona o Fundo da Marinha Mercante (FMM), que em 2017 aprovou R$ 191,8 milhões para projetos no Pará. São 112 embarcações com investimentos de R$ 379,6 milhões, além da construção de um terminal de apoio à movimentação de grãos.
        
Maior importadora de soja e minério de ferro brasileiros e já com grandes ativos no Brasil, a China também desenvolve mecanismos de apoio a investimentos no país. O recém lançado Fundo de Cooperação Brasil-China poderá viabilizar financiamento de até US$ 20 bilhões em projetos no Brasil, sobretudo em infraestrutura. Entre potenciais candidatos estão dois projetos ferroviários no Pará, ainda em estruturação: A Ferrogrão e a Ferrovia Paraense.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

PORTOS SE CONSOLIDAM PARA EXPORTAÇÃO DE GRÃOS
Publicado em 11/30/2017 as 04:58 PM

Por Lauro Veiga Filho | Para o Valor, de São Paulo

Nos dez primeiros meses deste ano, foram despachadas 9,81 milhões de toneladas de cargas pelos portos de Barcarena e Santarém destinadas pelo agronegócio ao mercado internacional. Esse volume representou 6,2% do total exportado pelo setor no país em igual período, de acordo com números do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Comparado aos 12 meses do ano passado, quando os terminais portuários do Pará registraram a exportação de 6,34 milhões de toneladas, representando pouco menos de 4,0% do volume total embarcado pelo setor, registrou-se um salto de 54,7%. Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

FERROVIA DE R$ 14 BI AINDA TRAZ INCERTEZAS
Publicado em 11/30/2017 as 04:58 PM

Por De Belém

O principal projeto de infraestrutura do Estado do Pará são os 1.312 quilômetros de trilhos da Ferrovia Paraense, que irão interligar 23 municípios, escoar a produção de metais e do agronegócio, além de transportar passageiros na região.

Com custo estimado em cerca de R$ 14 bilhões, o empreendimento interliga o complexo portuário de Barcarena, no leste do Estado, a Santana do Araguaia, no extremo sul.

Já foram firmados nove compromissos com empresas interessadas no escoamento de sua produção pela ferrovia, que o governo estadual promete licitar até o fim do primeiro semestre do próximo ano. Entre as interessadas, estão duas companhias chinesas, a Crec e a CCCC, e a russa RZD. "Esse é um projeto muito mais fácil de sair do que a Ferrogrão, o projeto do governo federal que corta áreas nativas de floresta, enquanto a Ferrovia Paraense transpõe uma área já com presença humana", afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico do Pará, Adnan Demachki.

Nos bastidores, o governo paraense procura apoio da União para o projeto. Em uma frente, buscam-se recursos da renovação antecipada das ferrovias. A União anunciou que as cinco concessionárias que administram da malha atualmente existente terão sua concessão renovada, desde que se comprometam em novos investimentos, estimados pelo governo federal em R$ 25 bilhões.

Uma das concessionárias é a Vale, que recentemente duplicou um trecho da Ferrovia Carajás para atender à expansão da exploração de minério de ferro em Carajás. O governo estadual estima que a Vale seria responsável pelo aporte de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões de novos investimentos na malha. Como já realizou a duplicação de Carajás, esses recursos poderiam ser revertidos para serem aplicados na malha ferroviária nacional.

Em carta endereçada ao governo federal na semana passada e em reunião com o governo, realizada nesta última semana de novembro, o governo paraense defendeu que esses recursos sejam aplicados na Ferrovia Paraense. "Isso reduziria os custos do projeto e a atratividade, agora se o governo federal quiser, o projeto pode ser licitado por eles", diz o secretário.

Com os recursos da renovação, o empreendimento poderia ser licitado como concessão ou por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Há preocupação de que os recursos possam ser usados pela ferrovia Transnordestina, prometida para ser entregue em 2010, mas que ainda permanece em obras e sem expectativa de prazo para a conclusão.

Com um trajeto de pouco mais de 1,7 mil quilômetros, a estrada de ferro interliga os portos de Pecém, no Ceará, a Suape, em Pernambuco. A CSN, concessionária, reluta em colocar mais dinheiro no empreendimento, enquanto o governo federal não tiver mais recursos. Uma ideia em consideração em Brasília seria usar o dinheiro da renovação antecipada da Vale para concluir o projeto, o que, no entanto, causa temor em Belém.

Em outra frente, o governo paraense busca mostrar ao governo federal que a obra da Ferrovia Paraense é mais fácil de ser licitada do que o projeto da União no Estado - a Ferrogrão.

Com previsão de contar com cerca de 900 quilômetros de trilhos entre a produção de soja no município de Sinop (MT) e os portos do Norte no Pará, a Ferrogrão se extende por uma área florestal praticamente toda preservada, com um custo estimado em R$ 11,5 bilhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

PACOTE DE MINERAÇÃO GANHA NOVA CARA E DESAGRADA EMPRESAS
Publicado em 11/30/2017 as 04:58 PM

Por Daniel Rittner e Raphael Di Cunto | De Brasília

O pacote de mudanças na indústria de mineração, lançado em julho por meio de três medidas provisórias, saiu do Congresso Nacional desfigurado. As alíquotas de royalties cobradas na exploração do minério de ferro ficaram mais altas do que o inicialmente previsto pelo governo, a nova agência reguladora saiu inchada e com aumentos salariais para os servidores da área, a MP que buscava modernizar 23 pontos do código em vigência há 50 anos caducou sem ser votada.

A bola agora está com o presidente Michel Temer, que tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar os textos aprovados. O aumento dos royalties deve se tornar uma queda de braço entre parlamentares e mineradoras. Deputados federais e senadores do Pará e de Minas Gerais foram ao Palácio do Planalto ontem mesmo, um dia após a aprovação da MP que tratava do assunto, iniciar sua pressão. Ao mesmo tempo, mineradoras protestam duramente contra a alíquota fixa de 3,5% sobre a receita bruta das jazidas de ferro.



"Isso entra na estrutura de custo das empresas e representa aumento da carga tributária", diz o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Walter Alvarenga. "Nós respeitamos as alterações decididas pelo Congresso, mas elas comprometem a competitividade, a geração de divisas e o plano de investimentos para o país. Peru, Argentina e Chile estão atraindo mais projetos do que o Brasil porque estimulam a atividade", acrescenta.

Atualmente os royalties cobrados sobre a exploração do minério de ferro são de 2% da receita líquida. A proposta do governo era de alíquotas que variavam conforme o preço internacional de mercado. Mesmo podendo alcançar 4% em caso de altas súbitas da commodity, a alíquota ficaria hoje em 2% do faturamento bruto.

Por ora, a tendência clara no Palácio do Planalto é manter a nova tabela da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), segundo apurou o Valor. Além de pagar a conta por votos favoráveis que recebeu nas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Temer tenta fazer acenos para conquistar apoios à reforma da Previdência e resolveu não comprar briga com as bancadas mineira e paraense.

A arrecadação da Cfem atingiu R$ 1,8 bilhão no ano passado e a estimativa era de um aumento próximo a 80%, que deve subir ainda mais. A maior parte vai para municípios e Estados, mas o Congresso incluiu uma pequena fatia dos royalties para prefeituras de cidades indiretamente impactadas - por exemplo, cortadas por ferrovias ou com portos.

Outra medida provisória, que criou uma nova agência reguladora no lugar do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), também mudou de cara no processo legislativo. O número de cargos comissionados passou de 252 para 384. Salários dos servidores foram equiparados aos outros órgãos reguladores e terão, em alguns casos, aumento superior a 30%. Os pré-requisitos para a escolha da futura diretoria colegiada ficaram menos rígidos.

A associação de servidores do DNPM enfatiza o fato de que os ajustes feitos pelo Congresso dispensam a necessidade de contratações temporárias na nova agência - fato que seria inédito, segundo a entidade, entre órgãos reguladores. Isso "permitirá continuar as operações sem onerar demais os cofres públicos, já implementando uma nova dinâmica de gestão com ganhos imediatos em celeridade processual e arrecadação".

Para o especialista em direito minerário Marcello Ribeiro Lima Filho, sócio do Lima Feigelson Advogados, houve uma "grande perda" na exclusão de parte dos critérios para a diretoria da agência. Esses critérios reproduziam a Lei de Responsabilidade das Estatais, exigindo pelo menos dez anos de experiência profissional dos indicados, por exemplo.

Mesmo com o enfraquecimento dos pré-requisitos originais, Lima elogia a medida. "Era uma discussão que se estendia por mais de 20 anos. Pelo menos foram mantidos alguns critérios, os diretores vão ter mandatos fixos, sem a possibilidade de recondução", afirma. Ele também achou positiva a derrubada da nova taxa de fiscalização das atividades minerárias, no valor de R$ 500 a R$ 5 mil por cada jazida, dependendo do estágio do empreendimento. A justificativa do governo era custear o funcionamento da agência. "Mas seria apenas uma mordida a mais."

Como a MP de reforma do código em vigência desde 1967 caducou, o Ministério de Minas e Energia avalia a conveniência de editar um novo texto na virada do ano legislativo. "Esse vaivém de medidas provisórias que perdem eficácia traz incertezas para o setor", completa o advogado.

Para piorar o grau de insegurança, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender, liminarmente, a validade de todas as MPs - incluindo os textos aprovados pelo Congresso
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

QUEDA DE INFLAÇÃO E JURO REDUZ ENCARGOS DA DÍVIDA
Publicado em 11/30/2017 as 04:58 PM

Por Alex Ribeiro e Eduardo Campos | De Brasília

A queda da inflação e os cortes dos juros básicos estão contribuindo para conter as despesas com juros da dívida pública. A melhora, porém, ainda não está explícita nos indicadores fiscais agregados, em virtude das oscilações nos ganhos e perdas nas operações do Banco Central no mercado futuro de dólar.

De janeiro a outubro, os gastos com juros da dívida pública da União, Estados, municípios e estatais somaram R$ 338,378 bilhões, o que representa 6,27% do PIB estimado para o período. Em valores nominais, houve aumento na despesa com juros em relação aos R$ 331,238 bilhões contabilizados de janeiro a outubro de 2016. Mas houve leve queda na proporção com o PIB, que foi de 6,42% nos dez primeiros meses do ano passado.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, diz que há uma tendência de queda das despesas com juros, favorecida pelo corte da Selic e baixa da inflação, mas ela só fica clara depois de excluídas as despesas com swaps cambiais.

Nos dez primeiros meses de 2016, o BC teve um ganho de R$ 75,6 bilhões nas operações com swaps cambiais, enquanto que em igual período deste ano essa receita foi de R$ 7,6 bilhões. Excluindo os swaps cambiais, a despesa com juros da dívida caiu R$ 61 bilhões entre um período e outro. Além das oscilações do câmbio, outras três forças têm impacto relevante para determinar a despesas com juros: o crescimento da dívida, a taxa básica de juros e a inflação.

Neste ano, a dívida líquida do setor público aumentou 14%, passando de R$ 2,892 trilhões em dezembro de 2016 para R$ 3,299 trilhões em outubro passado. Na proporção com o PIB, o indicador aumentou 4,5 pontos percentuais, de 46,2% para 50,7%. De setembro para outubro, porém, houve leve recuo, de 50,9% do PI para 50,7% do PIB, em virtude da desvalorização cambial no período, que reduz o valor contabilizado em reais das reservas internacionais

A dívida bruta do governo também teve alta expressiva neste ano, de 10,5%, passando de R$ 4,378 trilhões (69,9% do PIB) em dezembro de 2016 para R$ 4,837 trilhões (74,4% do PIB) em outubro de 2017. De setembro para agosto, a alta foi de 0,5 ponto do PIB.

A impacto do aumento da dívida foi contrabalançado pela queda dos dois dos seus mais importantes indexadores. A inflação medida pelo IPCA recuou de 6,3% em 2016 para 2,7% nos 12 meses até outubro. De outubro do ano passado para cá, o BC cortou a Selic de 14,25% ao ano para 7,5% ao ano.

Em termos absolutos, a despesa com juros na parte da dívida vinculada ao IPCA caiu R$ 24,449 bilhões, passando de R$ 101,881 bilhões de janeiro a outubro de 2016 para R$ 76,670 bilhões em período equivalente de 2017. Em parte, essa queda se deve à redução na participação relativa do IPCA como indexador da dívida, que passou de uma média de 20,9% nos dez primeiros meses de 2016 para 19,9% médios em igual período de 2017.

Na parte da dívida vinculada à Selic, houve redução de R$ 23,760 bilhões, saindo de R$ 214,111 bilhões no período janeiro-outubro de 2016 para R$ 190,351 bilhões em igual período de 2017.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

PRIMEIROS SINAIS SUSTENTAM RETOMADA NO 4º TRI
Publicado em 11/30/2017 as 04:58 PM

Por Arícia Martins | De São Paulo

Os principais indicadores antecedentes dos meses de outubro e novembro já divulgados sinalizam que a retomada da economia prossegue no 4º trimestre, avaliam os economistas. A tendência é que a alta do Produto Interno Bruto (PIB) esperada para o terceiro trimestre seja repetida, ou perca apenas um pouco de fôlego nos últimos três meses do ano, confirmando a tendência de retomada gradual. Segundo a estimativa média de 16 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o PIB cresceu 0,4% de outubro a dezembro em relação aos três meses anteriores, feitos os ajustes sazonais.

André Muller, economista da AZ Quest, trabalha com expansão de 0,3% da economia de julho a setembro, variação que deve ser praticamente mantida nos últimos três meses de 2017, quando o PIB deve crescer 0,2%. “Não temos elementos para prever uma aceleração mais forte no quarto trimestre”, afirma o economista, que se diz mais otimista com a trajetória do crescimento de 2019 em diante. “Estamos saindo de uma crise longa.”

Medido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências Consultoria, o fluxo pedagiado de veículos pesados nas estradas, que é um bom termômetro do comportamento da indústria, caiu 1,2% de setembro para outubro. O movimento de veículos leves, que tem maior correlação com as vendas do varejo, também diminuiu em igual período (-1%).

Calculada pela Anfavea (entidade que reúne as montadoras) e dessazonalizada pela Tendências, a produção de veículos ficou 2,5% menor. As vendas de papelão ondulado, medidas pela associação de empresas do setor e também com ajuste da consultoria, recuaram 0,7%. Por representar a emissão de embalagens, esse índice é um bom antecedente da produção de bens de consumo e do comércio.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a expedição do material aumentou 8,5%, desempenho considerado forte por Gabriella Michelucci, presidente da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO). Nas expectativas da entidade, as vendas vão subir 4,8% no quarto trimestre, em relação ao mesmo período de 2016. Segundo Gabriella, até julho, o crescimento do setor foi impulsionado pelos alimentos industrializados. “A partir de agosto outros bens de consumo passaram a ter também crescimento, vestuário, produtos plásticos, químicos e derivados”, diz.

“Os indicadores sinalizam alguma devolução da alta anterior da indústria”, que foi de 0,2% em setembro, diz Thiago Xavier, economista da Tendências. Do lado do varejo, ele menciona as vendas de automóveis e comerciais leves medidas pela Fenabrave (associação das concessionárias), que encolheram 1,6% em outubro, e a atividade no comércio de supermercados apurada pelo indicador da Serasa Experian, que teve retração de 2,3% na passagem mensal. “Esses dados não preocupam”, afirma. “Vemos um quadro positivo nos condicionantes macroeconômicos”.

Segundo Xavier, isso vale principalmente para o consumo das famílias, que se beneficia da recuperação na geração de empregos formais, da redução da inflação e da melhora na oferta de crédito. Por conta principalmente do desempenho do consumo, ele reviu para cima, de 0,2% para 0,4%, a estimativa para a expansão do PIB entre e o segundo e o terceiro trimestres. No quarto trimestre, o desempenho tende a se manter nesse ritmo, diz.

Os indicadores que antecedem o comportamento da indústria vieram mais fracos em outubro, concorda Rodrigo Nishida, da LCA Consultores, mas seguem em aceleração na comparação com iguais meses do ano anterior. Além disso, oscilações são normais em índices de alta frequência, pondera. Por ora, a previsão é de alta de 0,3% da produção industrial entre setembro e outubro, mas essa estimativa tem viés de baixa devido ao refino de petróleo, que recuou no mês.

“Isso não é alarmante, mesmo que tenhamos um número mais baixo na margem, com queda”, afirma o economista. A LCA também estima alta de 0,4% para o PIB no terceiro trimestre e espera alguma desaceleração nesse ritmo nos últimos três meses do ano.

No Polo Industrial de Manaus (PIM), o aquecimento da atividade no fim do ano ficou aquém do esperado, relata Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam). O faturamento das empresas está em alta em função de questões não relacionadas ao nível de atividade, diz, como a migração do sistema de transmissão analógica nos televisores para o digital. Por conta disso, os fabricantes do setor estão conseguindo desovar estoques.

“Teremos um fim de ano melhor do que o de 2016, mas o ano passado foi muito ruim”, disse.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

GESTORES DISCUTEM TESES DE INVESTIMENTO PARA 2018
Publicado em 11/30/2017 as 04:57 PM

Por Adriana Cotias | De São Paulo



Gordon, da GTI: se país atravessar eleição sem ruptura e retomar as reformas, país pode reconquistar o grau de investimentos

Se o Brasil conseguir atravessar o processo eleitoral sem rupturas e retomar a agenda de reformas, como a da Previdência, num período de dois anos o país pode reconquistar o grau de investimentos. “Não que isso vá representar algo. Se isso acontecer, é hora de vender, porque o mercado estará inflado e os preços voltam aos níveis normais. O mercado é sempre mais rápido do que as agências de rating”, disse André Gordon, da GTI Investimentos, em sua apresentação no “Value Investing Brasil”, ontem, em São Paulo.

Convidado para falar de oportunidades de valor sob a perspectiva das eleições de 2018, Gordon avaliou que, mesmo que um embate no segundo turno resulte na chegada de Jair Bolsonaro à Presidência, na prática o candidato não deve ser rejeitado pelo mercado, pois o parlamentar tem dados sinais de aproximação de uma agenda liberal, como o recente encontro com o economista Paulo Guedes. “Nada mais liberal do que o Paulo Guedes na Fazenda”, comentou. O preferido, porém, seria o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Passada a corrida eleitoral, a economia brasileira teria condições de ter de quatro a oito anos de estabilidade. Um eventual “bull market” beneficiaria setores como o de investimento imobiliário (“properties”), com BR Malls como um dos exemplos; infraestrutura, casos de Usiminas ou Wilson Sons; concessionárias de serviços públicos, como Sabesp ou CPFL; bem como o varejo discricionário, grupo em que coloca Guararapes.

Já um desfecho que reconduzisse Lula ao Planalto, as concessionárias de serviços públicos, como Sabesp, seriam opções defensivas, além de seguradoras e empresas financeiras, como SulAmérica, BB Seguridade ou Cielo. Sem a reação do PIB, haveria alternativas no varejo não discricionário, em serviços como Valid ou laboratórios Fleury. Com a depreciação do real, Wilson Sons seria uma escolha em infraestrutura, além das exportadoras Embraer, Vale ou Fibria.

Na defesa de casos de valor, BB Seguridade foi uma das empresas citadas por Luiz Constantino, da Opportunity Asset Management. Para o gestor, ter acesso ao canal de distribuição das agências do Banco do Brasil ainda é uma das principais vantagens da companhia.

Embora do lado operacional BB Seguridade tenha sofrido no último ano e meio, com queda na venda de seguros de vida e prestamista e menor captação na previdência complementar, o retorno sobre o capital consolidado segue entre 45% e 50%. “Em previdência, o BB é líder de reservas, com 30% de participação de mercado”, comentou.

Com nível alto de retorno, o braço segurador do banco federal teria condições de crescer sem reter capital. Por essa razão, prosseguiu Constantino, um múltiplo preço/lucro (P/L) de 14 vezes (ante 18 a 20 do passado) e um retorno com dividendos (“dividend yield”) abaixo de 6% para 2018 parecem um desconto excessivo.

Com apenas 3% de caixa no fundo de ações e 45% de posição direcional no fundo long biased, Constantino disse ainda que a Opportunity tem posições no setor de varejo, caso de Lojas Americanas. O cenário mais positivo também poderia beneficiar B3 e os bancos pela melhora do crédito.

A bolsa brasileira pode parecer cara quando se olha para a média histórica de múltiplos como o P/L, mas, ao se considerar os ciclos econômicos e a normalização de margens, há potencial de valorização dos ativos, disse Fabiano Rios, sócio-gestor da Absolute. Apesar de não se considerar dos mais otimistas com o crescimento, o especialista avalia que os preços atuais permitem entrar no mercado. “À medida que as empresas usarem mais capacidade ociosa, sem necessidade de investir em produtividade, é reforçada a visão de que a bolsa não está tão cara quanto as pessoas costumam dizer”, disse.

O gestor, que tem como método selecionar ativos partindo do cenário macro, passando pela avaliação setorial para então filtrar ações com maior potencial de retorno, disse que o fluxo externo na bolsa dá pistas de que esse capital ainda não voltou para o Brasil. Conforme citou, o Ibovespa andou colado ao investidor estrangeiro que trouxe neste ano cerca de US$ 3 bilhões para o pregão. “Foi a sobra da sobra dos fluxos para emergentes”, disse. “Se esse bolso gigante voltar a olhar para o Brasil, pode ser que a bolsa suba bastante.” Para ele, é isso que move investimento em portfólio no Brasil já que não há poupança local suficiente para mover o mercado de ações.

O gestor expôs dois casos de investimentos que a Absolute tem no portfólio. Um deles é Iguatemi, papel sensível a taxa de juros que, talvez junto com Multiplan, sofra menos se ele estiver errado quanto à recuperação econômica, porque atua no segmento de alta renda, mais resistente a crises.

Nos últimos anos, porém, ao se comparar o desempenho das ações da empresa de shopping centers ao de uma NTN-B 50, o resultado seria o mesmo. Olhando à frente, porém, Rios diz que os papéis do Iguatemi tendem a ter performance melhor que o título público atrelado à inflação. “A exposição da dívida da empresa ao juro é grande, e a nossa convicção é que a Selic vai cair mais do que está previsto no mercado de juros.”

No setor de energia, Constantino, da Opportunity, expôs o caso de Equatorial Energia, a maior posição do fundo, que aparece como segundo maior acionista. Para o gestor, a empresa é eficiente na execução operacional e faz boa alocação de capital. Consegue combater, por exemplo, perdas de energia em distribuição ao mesmo tempo que tem aproveitado os leilões para crescer em transmissão.

Daniel Gewehr, do Santander Global Banking, disse gostar também do setor elétrico, com Equatorial e Energisa na carteira. Com atuação significativa no Centro-Oeste, o especialista citou que a Energisa se vale do crescimento do agronegócio na região. Apesar de não vê-la como boa pagadora de dividendos, como é comum no setor, o especialista diz ver a companhia como uma potencial consolidadora.

Rodrigo Fonseca, da Vertra Capital, desenvolveu o caso de Ser Educacional. Para o gestor, a empresa tem três possíveis avenidas de crescimento: a expansão do ensino presencial, dobrando o número de campi, a educação à distância, flexibilizada pelo MEC, bem como por meio de fusões e aquisições.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

HIDROVIA - PLANO PARA INSTALAR SIDERÚRGICA EM MARABÁ GANHA PESO COM A VALE
Publicado em 11/30/2017 as 04:57 PM

Autor:        Por Domingos Zaparolli | De Belém

O plano do governo paraense de instalar uma siderúrgica em Marabá, no sudeste do Estado, ganhou novo capítulo nesta semana.

Executivos da Vale apresentaram ao governador Simão Jatene (PSDB) um estudo de viabilidade para uma siderúrgica com capacidade para produzir um milhão de toneladas de chapa de aço por ano. "A ideia é abastecer as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma Adnan Demachki, secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

Segundo o secretário, Marabá tem vantagens competitivas que ajudam a viabilizar o projeto. O município está a menos de 200 quilômetros de Canaã dos Carajás, a principal província de minério de ferro da Vale, com a qual está interligada por meio da Estrada de Ferro Carajás, que se liga à ferrovia Norte-Sul em Açailândia (MA).

A logística de Marabá ainda conta com a hidrovia do Tocantins e também é cortada pela rodovia Transamazônica. "A cidade é um ponto de encontro de modais logísticos", diz Demachki.

A siderúrgica paraense se beneficiaria do alto custo para o transporte de aço das siderúrgicas brasileiras, concentradas principalmente no Sul e Sudeste do País. Por causa deste custo, atualmente as regiões Norte e Nordeste são abastecidas principalmente por aço proveniente da China.

A Vale tem um compromisso assinado com o governo paraense para apoiar a instalação de uma siderúrgica no Estado onde se propõe a fornecer minério de ferro com preços mais competitivos, reduzindo o custo de produção, além de fornecer o projeto técnico da usina, o licenciamento e o terreno para a instalação.

A viabilização do projeto depende da atração de um parceiro para a construção e operação siderúrgica. Uma possibilidade é reabrir negociações com a argelina Cevital. A companhia tinha planos de erguer em Marabá um complexo para produzir três milhões de toneladas anuais voltadas ao mercado externo. A proposta envolvia a instituição, pelo governo federal, de uma zona de processamento de exportação no município. A Cevital desistiu do projeto em agosto, após a sul-coreana Posco, sua parceira siderúrgica, concluir que a produção em Marabá voltada ao mercado externo não traria retorno atrativo para o investimento.

O projeto inicial de implementar uma siderúrgica no local, a Aços Laminados do Pará (Alpa), previa que o investimento seria da Vale - atendendo uma solicitação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva- mas o conselho de administração da Vale optou por não levar adiante o investimento com recursos próprios.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

HIDROVIA - CARAMURU COMEÇA A EXPORTAR PELO NORTE
Publicado em 11/30/2017 as 04:57 PM

Autor:        Por Fernando Lopes | De São Paulo

A Caramuru Alimentos, uma das maiores processadoras de grãos de capital nacional, deu início nesta semana às operações de embarque de proteína concentrada de soja para exportação em seus terminais portuários de Itaituba, no Pará, e Santana, no Amapá.

Segundo César Borges de Sousa, vice-presidente da companhia, os novos terminais absorveram investimentos da ordem de R$ 50 milhões. As obras começaram em meados de 2016 e foram concluídas há três meses. Por questões burocráticas, contudo, as licenças de operação só foram emitidas agora.

Por Itaituba e Santana será escoada proteína (farelo de soja SPC) não transgênica produzida na fábrica da Caramuru em Sorriso, em Mato Grosso. O primeiro contrato na nova rota envolve 15 mil toneladas, mas o volume anual deverá chegar a 200 mil toneladas.

Essas exportações eram feitas pelo porto de Santos, no litoral paulista. Eram 18 dias de viagem de Sorriso a Santos, prazo que, pelo Norte, diminui para 15 dias. A distância percorrida cai de 12.207 para 9.695 quilômetros. A economia com frente é de 15% a 20%.

Segundo a Caramuru, agora o farelo sai de Sorriso e segue em caminhões pela BR 163 até Itaituba. No terminal, a carga é transferida para um comboio que percorre 850 quilômetros da hidrovia Tapajós-Amazonas até chegar a Santana, onde é transbordada para navios graneleiros e exportada.

No terminal de Itaituba, a companhia conta com dois silos, enquanto em Santana há três. Cada um dos cinco silos tem capacidade para armazenar 7 mil toneladas. O transporte hidroviário é realizado pela HP Logística e Navegação.

De acordo com Borges de Sousa, atualmente toda a proteína concentrada de soja não transgênica produzida pela empresa em Sorriso para exportação é destinada a clientes da Noruega e usada sobretudo em rações para peixes.

A Caramuru já vendeu farelo de soja SPC para o Chile, mas no momento esses negócios estão parados. Os chilenos compram, em geral, produto transgênico, mas como o prêmio pago pela proteína não transgênica na Noruega pode superar 15%, a depender das condições do mercado, a empresa concentrou o foco nos europeus.

Apesar de ser um negócio pequeno levando-se em conta que a Caramuru fatura, no total, R$ 4,2 bilhões por ano, a proteína concentrada de soja não transgênica é um dos produtos de maior valor agregado vendidos pela companhia, que tem procurado cada vez mais privilegiar margens em detrimento de volumes.

Em parte por causa dessa estratégia, a empresa viu seu lucro quase triplicar no ano passado, para R$ 69,4 milhões, e espera permanecer no azul. Nesse contexto, deixou inclusive a venda de seu controle em segundo plano.

Segundo Borges de Sousa, a Caramuru encerrou o contrato com o Morgan Stanley, que vinha prospectando interessados na empresa, cuja receita ainda é puxada por originação, processamento e exportações de grãos e pela produção de biodiesel.

"Chegamos a receber propostas, mas não gostamos", diz. A Caramuru é uma empresa de controle familiar presidida por Alberto Borges de Souza, irmão de César. Foi fundada por Múcio de Souza Rezende, pai de ambos, em 1964.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data: 30/11/2017

PORTOS ESPERAM POR INVESTIMENTOS BILIONÁRIOS E NOVAS CONCESSÕES
Publicado em 11/30/2017 as 04:55 PM

A expectativa de investimentos em logística não existe só entre grupos que administram a malha ferroviária.

Empresas ligadas ao setor de portos também fazem planos para ampliar a capacidade e modernizar operações.

Os modais são interdependentes. Se o volume de cargas nos trens aumentar, os portos precisarão se adequar.

A integração é tão importante que o leilão da Norte-Sul, previsto para o segundo semestre, só deve acontecer em 2018 porque o governo precisou garantir uma saída da carga transportada para o mar e entrar em acordo com concessionárias que conectam a ferrovias a portos para avançar com o processo.

O PPI, programa federal para fomentar investimentos em infraestrutura, tem 10 projetos portuários em andamento. Do total, com previsão de R$ 5,819 bilhões de investimentos, oito foram concluídos com o equivalente a R$ 1,32 bilhão.

O setor deverá investir em torno de R$ 23 bilhões nos próximos cinco anos entre modernização, ampliação e novos projetos, segundo José Di Bella, diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários.

“A relação entre ferrovias e portos é umbilical, é quase um sistema único, em especial quando se fala em exportações”, explica.

Fabrizio Pierdomenico, sócio da consultoria Agência Porto, lembra que pode haver descompasso entre crescimento de ferrovias e capacidade dos portos se não houver celeridade na publicação dos editais para novas concessões e na renovação de contratos. “Investimentos bilionários devem sair do papel assim que a parte burocrática for resolvida”.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 30/11/2017

MÁS CONDIÇÕES DE VIAS EM OUTRAS REGIÕES FAZ SP CONCENTRAR PORTOS SECOS
Publicado em 11/30/2017 as 04:55 PM

Mais da metade do transporte de cargas no país -cerca de 60%- é feito por rodovias, segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte). O dado demonstra o desequilíbrio entre modais, que gera gargalos e precisa de soluções como condomínios logísticos e portos secos em pontos estratégicos.

Contudo, a localização desses polos estratégicos é irregular no Brasil. De acordo com dados do IBGE, o Estado de São Paulo concentrava em 2014 a maioria dos portos secos, com 28 dos 62 existentes em todo o Brasil.

Havia apenas quatro nas regiões Nordeste e Norte, localizados em Recife, Salvador, Belém e Manaus.

No caso dos condomínios logísticos, a concentração maior também está em São Paulo, com 59% dos espaços.

Apesar da Zona Franca, apenas 12% estão em Manaus, enquanto Pernambuco se limita a 1% do total. Os dados, referentes ao quarto trimestre de 2016, foram divulgados pela consultoria Colliers International.

A explicação para a desigualdade passa pelas condições das rodovias. Os principais eixos de ligação do Sudeste são compostos por estradas pedagiadas, que oferecem melhores condições para as centrais logísticas se instalarem, apesar do custo.

“Ainda que os pedágios, em geral, sejam caros, os benefícios surgem com diminuição dos custos de manutenção dos veículos, principalmente os de cargas”, afirma Mauro Schlüter, professor de transporte da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, afirma que as concessões são positivas, mas não devem ser o único caminho para melhorar as condições das estradas brasileiras. “É um bom remédio, mas não pode ser a solução para todos os males.”

OPORTUNIDADES

A má distribuição dos centros logísticos se transforma em oportunidade de negócio para empresas do setor, que têm registrado expansão média de 10% ao ano de acordo com Colliers International.

A Syslog-Inteligência Logística planeja investir pelo menos R$ 500 milhões nos próximos anos para a construção de centros logísticos para locação. O objetivo é chegar a 500 mil metros quadrados de galpões Brasil afora, com forte penetração nas regiões Norte e Nordeste.

Os centros que integram modais também se modernizam para servir de pontes entre os extremos do país.

A fabricante de painéis MDF Guararapes, de Santa Catarina, conseguiu chegar ao Nordeste por meio do Centro de Distribuição de Suape, em Pernambuco, em operação conjunta com a Wilson Sons Logística.

A carga segue de caminhão até o Porto de Itajaí e de lá embarca para o Porto de Suape -cerca de 2,6 mil quilômetros de distância marítima. A expectativa é reduzir em até 80% o tempo de entrega.

ACIDENTES

A expansão de empreendimentos logísticos nas áreas menos atendidas se baseia também na redução dos acidentes graves em rodovias.

Houve queda de 27% das mortes em estradas federais entre 2011 e 2016. O índice faz parte do Atlas de Acidentalidade no Transporte, divulgado em agosto pela Volvo, com base no banco de dados da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo a polícia, os principais fatores que levaram à queda foram aumento da fiscalização, legislação mais dura com infratores, obras concluídas e policiamento reforçado em trechos críticos.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 30/11/2017

CONTÊINERES - INTERMODAL COMEÇA A OPERAR EM DEZEMBRO
Publicado em 11/30/2017 as 04:55 PM

Autor:        Anna Maria Ferreira - anna.ferreira@dci.com.br / Bauru

O mês de dezembro marcará a estreia do novo Terminal Intermodal de Jundiaí (Tiju), área construída junto à malha da MRS Logística, concessionária que opera a chamada Malha Regional Sudeste da Rede Ferroviária Federal S. A.

O local ocupa uma área de 75 mil metros quadrados e terá capacidade para movimentar 70 mil TEU (Twenty Feet Equivalent Unit), unidade padrão do segmento, que corresponde a um container de 20 pés por ano. O terminal irá beneficiar as regiões de Jundiaí e Campinas, municípios do interior paulista, no transporte de carga para exportações, importações e logística doméstica via ferrovia até o Porto de Santos.

A Contrail - empresa que realiza transporte de containeres para a MRS Logística vaioperar toda a gestão do transporte feito por meio do terminal, desde o porto até a porta do cliente. E, ao longo de 2018, o Intermodal de Jundiaí também deve operar cargas com origem ou destino no Rio de Janeiro, por meio da malha ferroviária da MRS que é de 480 km no trecho.

Investimentos
A operação intermodal pode beneficiar especialmente indústrias ligadas à importação (de insumos) ou exportação (de bens acabados), localizadas na região como é o caso de Cajamar, Louveira, Vinhedo, Valinhos, Itupeva, Salto, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itu, Amparo e Itatiba.

Para o gerente geral de Negócios e Carga, Guilherme Alvisi, este resultado é fruto de investimentos contínuos em duplicações, melhorias na via férrea, novos terminais e desenvolvimento de material rodante. "A MRS investiu R$ 450 milhões, nos últimos cinco anos, em projetos como a Segregação Leste, aquisição de locomotivas especiais (Stadlers) para a transposição da Serra do Mar, duplicação do trecho Perequê-Santos, ampliação do pátio de Santos, entre outros projetos estruturantes para a Baixada Santista."

Volumes
O movimento de cargas por ferrovia no Porto de Santos cresce significativamente: de 15,1 milhões de toneladas em 2008 para 113 milhões de toneladas em 2016 (importação e exportação). Hoje, a participação do modal ferroviário no porto é de 27% do volume total movimentado e deve chegar a 40% nos próximos dez anos.

Somente no primeiro semestre de 2017, o volume das ferrovias no Porto de Santos cresceu 14%, se comparado ao mesmo período do ano passado. A movimentação de containeres é um dos destaques na malha da MRS: com um aumento de 64% nos últimos três anos, o volume chegou a 79 mil TEU em 2016. Para 2017, a expectativa é de que o total chegue a 85 mil TEU.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 30/11/2017

MARINHA DO BRASIL - PRÁTICOS DA REGIÃO NORTE ENFRENTAM DESAFIOS LOGÍSTICOS E AMBIENTAIS
Publicado em 11/30/2017 as 04:55 PM

"A praticagem tem que conhecer os desafios logísticos e ambientais que devem ser superados para que a gente possa efetivamente transportar toda a safra de grãos que está prevista para a região Norte".

A afirmação é do diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), o prático Gustavo Martins. Ele ministrou palestra ontem durante programação do 41º Encontro Nacional de Praticagem, promovido pelo Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), em Belém. Temas como segurança da navegação, capacitação, logística e infraestrutura portuária foram assuntos da programação que teve a participação de representantes da Marinha, de universidades e dos próprios práticos, responsáveis pelo assessoramento dos comandantes das embarcações em manobras em águas restritas. "O primeiro propósito deste evento é trazer as experiências dos diversos práticos no Brasil inteiro para a discussão. Importante numa praticagem colaborativa como a nossa que haja essa troca de experiência", acrescentou.

Um segundo momento do encontro foi a apresentação de novos temas para a discussão. "E o foco principal deste evento está exatamente na perspectiva de crescimento da movimentação do tráfego marítimo na Amazônia, tanto na área do rio Pará quanto do rio Amazonas - ou seja, a logística brasileira, principalmente na exportação da safra, está vindo para o Norte. E a praticagem tem que conhecer os desafios logísticos e ambientais que devem ser superados para que a gente possa efetivamente transportar toda a safra de grãos que está prevista para vir pra cá", completou.

Ao ser perguntado se a praticagem está preparada para esse novo momento, Gustavo Martins respondeu: " Não posso dizer que ela está completamente preparada, mas a gente está estudando, conhecendo os desafios. Existe um esforço todo concentrado não só da praticagem, mas também da Marinha do Brasil, para buscar as soluções, maior conhecimento, para que se possa ter o máximo de eficiência e garantindo o máximo de segurança nessa movimentação". Ainda sobre o encontro, ele afirmou que o principal é a troca de informações. "Que a gente aprenda, em Belém, as principais dificuldades que vamos enfrentar, de tal modo que os práticos do Brasil todo possam contribuir na busca de soluções, para que, em breve, a gente possa dizer: a praticagem está completamente pronta a apoiar a previsão de movimentação de carga para esta região", afirmou.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 30/11/2017

EMBARCAÇÕES - FALHA TENTATIVA COM EMPURRADOR
Publicado em 11/30/2017 as 04:55 PM

A operação de içamento do empurrador CXX, da empresa de transportes Bertolini, do fundo do Rio Amazonas, e resgate dos corpos de nove desaparecidos, em Óbidos, oeste do Pará, parou os trabalhos ontem por volta das 15h, sem ter conseguido desvirar a embarcação, como pretendia a Smit, empresa responsável pela execução do plano de salvatagem.

De acordo com informações da TV Tapajós, em Óbidos, o ponto para onde o empurrador foi arrastado na terça-feira, 28, embora seja mais raso [20 metros de profundidade], tem muita correnteza, o que dificultou o trabalho e frustrou as tentativas de desemborcar a embarcação. A balsa com os equipamentos da Smit foi estacionada e os trabalhos só serão retomados na manhã de hoje. O plano de trabalho da Smit, a partir de quando o empurrador for colocado em nova posição, é estender uma rede sobre ele, com o apoio da garra. Depois, serão feitas amarrações com cabos que serão presos no guindastes. Antes disso, a cábrea vai para sua balsa de apoio, onde será feita a retirada da garra e a amarração por cabos. E somente depois, ocorrerá o içamento da embarcação. Familiares dos desaparecidos seguem em Óbidos, acompanhando a operação para içamento do empurrador.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 30/11/2017

MAIOR AUTORIDADE DA MARINHA VEM PRESTIGIAR FORMATURA DOS MERCANTES PELO NOSSO CIABA
Publicado em 11/30/2017 as 04:54 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Na mesa do colunista um original convite do vice-almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho, para um Rodízio de Pizza no próximo dia 4 de dezembro, a partir das 20:00 horas, no Salão Social do Espadarte Clube na Vila Naval, com a presença do excelentíssimo Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira - Comandante da Marinha.

Conforme já anunciamos essa Autoridade Maior da Marinha do Brasil está vindo a Belém para prestigiar, no dia 5, a cerimônia militar alusiva a formatura pelo CIABA-Centro de Instrução “Almirante Braz de Aguiar”de novos Oficiais de Náutica e de Máquinas para a Marinha Mercante Brasileira, ele muito estimado na capital paraense. Na foto o Almirante Leal Ferreira com o colunista quando foi homenageado pela SOAMAR na sua última visita a Belém.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 30/11/2017

COMPONENTES DA TURMA- 1978 DA EFOMM CONVIDA O CIABA PARA A FESTA DE FORMATURA DOS 40 ANOS
Publicado em 11/30/2017 as 04:54 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Foto documenta a entrega de oficio ao Comandante do CIABA, CMG-Fábio Andrade, convidando aquela Universidade do Mar e seu representante para o Evento de 40 anos de Formatura da Turma EFOMM - CIABA 1978 (TEC 1978-40 Anos) que será realizada no próximo ano, período de 17 a 19 de outubro de 2018 - com extensa agenda de comemorações, onde estão inseridos os Docentes e Oficiais Mercantes que faziam parte da estrutura de formação daquele Centro de Instrução à época.

Nessa turma destacam- se diversos capitães-de-longo-curso e chefes-de-máquinas que continuam atuando nas grandes empresas de navegação marítima do Brasil dentre outros seguimentos ligados ao setor, inclusive, a praticagem do Rio Amazonas. Destacam-se, ainda, representantes de entidades sindicais, associações e do centro de capitães, empresários, profissionais liberais da área do direito, segurança industrial, entre outras categorias relevantes.
Fonte : O Liberal - PA
Data: 30/11/2017

ANTAQ RECEBE REPRESENTANTES DA FENOP
Publicado em 11/30/2017 as 04:54 PM

O presidente da entidade, Sérgio Aquino, fez uma apresentação sobre a proposta de revisão legal do sistema de treinamento do trabalho portuário


O presidente da Fenop durante audiência hoje (29) na sede da ANTAQ. Fotos: ASC/ANTAQ.

Os diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Adalberto Tokarski (diretor-geral) e Mário Povia, receberam na tarde de hoje (29), na sede da Autarquia, em Brasília, representantes da Federação Nacional dos Operadores Portuários – Fenop. Durante a audiência, o presidente da entidade, Sérgio Aquino, fez uma apresentação sobre a proposta de revisão legal do sistema de treinamento do trabalho portuário.

Segundo o presidente da Fenop, o documento já está nas mãos do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e a expectativa é que seja encaminhado proximamente ao Congresso Nacional, por meio de Medida Provisória ou Projeto de Lei.

A proposta prevê a transferência da gestão dos recursos, que são recolhidos da folha de pagamento das empresas que atuam no sistema portuário, da Marinha do Brasil, atual gestora, para o Serviço Nacional de Aprendizagem Portuária, com gestão pela iniciativa privada. A proposta também encaminha a criação do Serviço Social dos Portuários nos moldes do Sistema S da indústria, comércio e transportes (Sesi, Sesc e Senat).

De acordo com Aquino, a iniciativa conta com o apoio das três federações de trabalhadores do setor e também da Marinha do Brasil, desde que esta não tenha mais que se responsabilizar pelo treinamento dos portuários, mantendo apenas a responsabilidade sobre o treinamento dos marítimos.

“Com essas mudanças, esperamos um grande avanço da qualidade do trabalho, bem como no atendimento social dos trabalhadores do setor, pois os recursos arrecadados serão integralmente investidos no treinamento dos portuários, sem qualquer forma de contingenciamento”, observou Aquino.

O presidente da Fenop observou que a ideia é criar centros regionais de treinamento e utilizar equipamentos móveis de treinamento, como simuladores sobre carretas. Ainda segundo o presidente da Federação dos Operadores Portuários, o objetivo é garantir que, no mínimo, 60% das aplicações em treinamentos sejam direcionados para o porto ou região onde foram gerados, com os 40% restantes podendo ser aplicados em outros portos ou regiões com baixa arrecadação.

Para o diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, a iniciativa representa um avanço, com ganhos para o setor portuário e para sociedade em geral. O diretor Mário Povia também acredita que a mudança deverá garantir uma maior qualidade dos serviços portuários, beneficiando usuários e consumidores do sistema portuário brasileiro.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 29/11/2017

ANTAQ REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS
Publicado em 11/30/2017 as 04:49 PM

Prazo de contribuição se iniciará em 30 de novembro e se encerrará em 29 de dezembro



A ANTAQ realizará, entre os dias 30 de novembro e 29 de dezembro de 2017, consulta e audiência públicas (nº 7) para obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta de norma que dispõe sobre a autorização para a construção e exploração de terminal de uso privado, de estação de transbordo de carga, de instalação portuária pública de pequeno porte e de instalação portuária de turismo.


Acontecerá audiência presencial no dia 20 de dezembro

As minutas jurídicas e os documentos técnicos relativos a esta audiência estarão disponíveis no seguinte endereço eletrônico: http://www.antaq.gov.br/Portal/AudienciaPublica.asp.

Serão consideradas pela Agência apenas as contribuições, subsídios e sugestões que tenham por objeto as minutas colocadas em consulta e audiência públicas. As contribuições poderão ser dirigidas à ANTAQ até às 23h59 do dia 29/12/2017, exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico disponível no site www.antaq.gov.br, não sendo aceitas contribuições enviadas por meio diverso.

Será permitido, exclusivamente por meio do e-mail: anexo_audiencia72017@antaq.gov.br, mediante identificação do contribuinte e no prazo estipulado no aviso desta audiência pública, anexar imagens digitais, tais como mapas, plantas, fotos, etc. Já as contribuições em texto, deverão ser preenchidas exclusivamente nos campos apropriados do formulário eletrônico.

Será realizada audiência pública presencial no dia 20 de dezembro de 2017, no Auditório da Sede da ANTAQ, localizado à Sepn Quadra 514, conjunto E, edifício ANTAQ, CEP: 70760-545, com início às 15h e término quando da manifestação do último credenciado, sendo 18h o seu horário limite. (O credenciamento será realizado no local supracitado, das 14h30 às 15h30).
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 29/11/2017

PORTO - PORTO DE SANTOS E AGRONEGÓCIO
Publicado em 11/30/2017 as 04:48 PM

Foi muito positiva a movimentação de cargas no Porto de Santos nos dez primeiros meses deste ano.

Em outubro houve recorde operacional, sendo atingida a marca de 11,4 milhões de toneladas, e o acumulado de 2017 chegou a 109,1 milhões de toneladas. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) ampliou sua projeção para o ano: a expectativa agora é fechar 2017 com 126,8 milhões de toneladas, que, se confirmado, será a maior movimentação já registrada no Porto, superando em 5,8% a marca máxima, de 2015.

Comparando a quantidade de cargas operada em outubro de 2017 com o mesmo mês do ano passado, o avanço é expressivo: 11,6%, e também superior em 9,1% ao registrado em outubro de 2015, que era até agora a melhor marca para esse período. O crescimento confirma o processo de recuperação econômica em curso no País, e deixa para trás os números mais negativos de 2016.

A análise mais detida dos produtos movimentados revela, porém, que o êxito está diretamente relacionado ao excelente desempenho do agronegócio brasileiro neste ano, quando safra recorde de grãos foi colhida. A exportação foi responsável direta pelo crescimento, com 35,2% a mais, quando comparado os meses de outubro de 2016 e 2017- O milho foi o destaque: no acumulado janeiro-outubro deste ano, a quantidade embarcada chegou a 10,6 milhões de toneladas, com quase 50% de acréscimo sobre o mesmo período de 2016.

O complexo soja não ficou atrás. Embora o crescimento percentual tenha sido menor(13,3% na mesma comparação), foram 20,7 milhões de toneladas exportadas (com avanço de 66,3% no mês de outubro em relação ao mesmo mês de 2016). O açúcar, não obstante ter aumento menor (3,6% nos dez primeiros meses de 2017), registrou a exportação de 17,8 milhões de toneladas. Vale destacar que essas três commodities agrícolas - soja, milho e açúcar -responderam, neste ano, por 62% do total embarcado no Porto de Santos.

Nas importações, que representaram 27% do total, a alta foi menor (12% no ano; 2,3% quando se comparam os meses de outubro de 2016 e 2017). Nota-se que houve elevação expressiva em adubos (20,5% no acumulado do ano, com 3,2 milhões de toneladas), o item mais relevante da pauta de importações, relacionado com a produção agrícola, além de óleo diesel, que cresceu 40,4%, com 2,1 milhões de toneladas.

O transporte de contêineres também aumentou, com mais 7,2% de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados neste ano, que é indicador de cargas de maior valor agregado. O fluxo de navios também foi maior, com 4.043 navios atracados no ano, contra 3.978 em 2016.

Permanece, porém, uma realidade: a relação direta da movimentação no Porto de Santos com a exportação de grãos. Como a safra atual deverá ser menor, os bons resultados atuais podem sofrer alteração em 2018.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

PORTO - PORTO PASSA DE 20 TONELADAS RECOLHIDAS EM DOIS ANOS
Publicado em 11/30/2017 as 04:48 PM

Em dois anos, foram mais de 20 toneladas de cocaína interceptadas no Porto de Santos pela fiscalização da Receita Federal, em parceria com a Polícia Federal (PF).

A última ocorreu no início deste mês, quando foi descoberta uma carga de 1.098 quilos de cocaína, o que frustrou a tentativa de envio do entorpecente para o exterior.

Conforme informações da Receita, toda a droga estava escondida dentro de três grandes sacolas que faziam parte de um carregamento de 32 unidades contendo leveduras, tendo como destino o porto de Antuérpia (Bélgica).

Foi a maior apreensão da droga deste ano no Porto e o 23º recolhimento no período, somando 10,604 toneladas em 2017- Em outubro, já haviam sido apreendidos 936 quilos de cocaína.

No ano passado, o total ficou em 10,622 toneladas. Quadrilhas que atuam no tráfico internacional de cocaína no Brasil mantêm o Porto de Santos na rota de embarque da droga para o exterior, principalmente para a Europa, mesmo com apreensões sucessivas.

Investigações da PF mostram que a cocaína é comprada na fronteira do Brasil com a Bolívia e entra no País em pequenos aviões, que pousam em São Francisco do Sul (SC). Depois, a droga é encaminhada por transporte terrestre ao Porto.

Apuração mostra que várias organizações criminosas têm o acesso à área portuária santista facilitado por trabalhadores do setor, incluindo funcionários de empresas terceirizadas.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

PORTO - PORTO VAI EMBARCAR 27 MIL CABEÇAS DE GADO
Publicado em 11/30/2017 as 04:48 PM

Autor:        *LEOPOLDO FIGUEIREDO

Operação teve início ontem no Ecoporto Santos, no Cais do Saboó, com a chegada dos primeiros bois, vindos do Interior de São Paulo

Acostumado com embarques e desembarques de contêineres, granéis agrícolas, líquidos, veículos e peças industriais, o Porto de Santos ampliou seu rol de mercadorias na noite de ontem. Após 17 anos, o principal complexo marítimo do País voltou a trabalhar com “cargas vivas”.

Nessa quarta-feira, por volta das 21h30, teve início o embarque de 27 mil cabeças de gado, momento registrado com exclusividade por A Tribuna. Os bois são carregados no navio boiadeiro Nada, atracado desde a última segunda-feira no ponto dois do Cais do Saboó, na Margem Direita do complexo marítimo.

O destino dos animais será o porto turco de Iskenderum, às margens do Mar Mediterrâneo. De lá, irão para fazendas do países para serem engordados.

A operação é coordenada pela equipe do Ecoporto Santos, terminal portuário do Grupo Ecorodovias localizado nessa região do cais.

A última vez em que o Porto de Santos movimentou “cargas vivas” (nome dado a carregamentos de animais) foi em 24 de fevereiro de 2000, quando um lote de 647 avestruzes, vindos da Espanha, foi descarregado no cais do Armazém 11, na região do Paquetá.

Quase 20 anos depois, o cais santista retoma esse tipo de operação, abrindo um novo nicho comercial e atraindo “cargas” tradicionalmente embarcadas em portos como São Sebastião (Litoral Norte do Estado) e os complexos do Norte.

Conforme A Tribuna apurou, os bois embarcados são, na verdade, garrotes, denominação dos touros jovens, com um peso médio de 250 kg. Eles são trazidos em caminhões especiais para este tipo atividade, os boiadeiros, e vêm de fazendas localizadas nas cidades de Altinópolis (nas proximidades de Ribeiro Preto, no norte do Estado, a 380 quilômetros da Capital) e Sabino (no noroeste paulista, próximo a Araçatuba, a 470 quilômetros de São Paulo). As propriedades são da Minerva Foods, um dos principais exportadores de carne bovina e gado vivo do País.

Em média, cada caminhão leva 900 cabeças de gado. Os carregamentos não vão vir todos de uma vez para o Porto de Santos. Serão, em média, três caminhões por hora chegando no terminal do Ecoporto Santos. No total, toda a “carga” levará entre quatro e cinco dias para vir. E o embarque é imediato.

O carregamento ocorre com o auxílio de um corredor de metal que será acoplado nos caminhões e conduz os animais abordo. Um piso especial foi instalado no cais e equipes de limpeza foram contratadas para manter a higiene no local durante toda a operação.

O navio Nada já estava preparado para a operação, Na última segunda-feira, ele recebeu forragens (alimentos) para o gado.

Os trabalhos são acompanhados por equipes do posto local do Serviço de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade do Porto de Santos).

*EDITOR
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

PORTO - CARREGAMENTO DE BOIS DEVE LEVAR ATÉ 5 DIAS
Publicado em 11/30/2017 as 04:48 PM

Os caminhões trazendo as 27 mil cabeças de gado vão chegar gradualmente ao Porto de Santos, ao longo de cinco dias. O embarque dos animais será imediato.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

PORTO - AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE ALTA DO ISS
Publicado em 11/30/2017 as 04:47 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Câmara de Santos promove sessão para analisar os benefícios do aumento na arrecadação e os impactos nos custos do Porto

Os impactos do reajuste de 3% para 5% da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) a ser cobrado das atividades portuárias serão debatidos na tarde de hoje, em uma audiência pública na Câmara Municipal de Santos. O evento acontece a partir das 14h30 e abordará os benefícios do aumento de arrecadação e a possibilidade de fuga de cargas e perda da competitividade do Porto.

As prefeituras de Santos e Guarujá encaminharam, a seus legislativos, projetos de lei para reajustar o ISS apenas para atividades portuárias. A matéria precisa ser aprovada até 31 de dezembro e, segundo as prefeituras, pode garantir uma receita anual de R$ 64 milhões e R$ 40 milhões aos municípios, respectivamente. No total, 320 empresas serão afetadas.

De acordo com a Administração Municipal de Santos, levando em conta o faturamento anual, o impacto do reajuste no caixa dos operadores portuários será de 0,02%. O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) destacou, ainda, que a medida não incidirá sobre os despachos aduaneiros, o transporte de mercadorias e as atividades de manutenção no Porto.

Para o chefe do Executivo santista, o plano das prefeituras prevê, apenas, uma equiparação das cobranças. Isto porque, em outros municípios portuários como Itajaí (SC), Suape (PE), Imbituba (SC), São Francisco do Sul (SC), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Salvador (BA), a alíquota do ISS é de 5% para essas operações.

Barbosa aponta, ainda, o fato de que o valor arrecadado com os ISS será utilizado no pagamento do empréstimo de R$ 290 milhões feito para custear obras na entrada da Cidade, que também irão favorecer o acesso ao cais santista. O Estado investirá R$ 265 milhões em sua etapa dos trabalhos. Já a União, até agora, não se manifestou sobre os investimentos, já que seus projetos ainda não foram concluídos.

CONTRA
Logo após o anúncio, a iniciativa privada reagiu contra o plano de reajuste do ISS. Representantes do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), da Associação Comercial de Santos e do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) criticaram a decisão e apontaram o risco de prejuízos e até de demissões no setor.

Para os empresários, o aumento do tributo não é compensado com as obras de infraestrutura, necessárias para a operação portuária, como a dos acessos rodoviários. Além disso, a iniciativa privada alega que o aumento do ISS portuário vai onerar a corrente de comércio e encarecer as trocas comerciais, com possibilidade de perda de competitividade em relação aos outros portos brasileiros.

ANDAMENTO
Antes de ser pautada em plenário, a proposta da Prefeitura de Santos tem de ser analisada em três comissões permanentes da Câmara Municipal - Justiça, Redação e Legislação Participativa (CJRLP), Finanças e Orçamento (CFO) e Assuntos Portuários e Marítimos (CAPM).

Cada uma conta com três integrantes, que, regimentalmente, possuem até dez dias para emitir seu parecer - se todos utilizarem o limite do prazo, não haverá tempo para a matéria ser apreciada em plenário, já que a última sessão ordinária do ano ocorre no próximo dia 14.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

PORTO - O CUSTO DO PORTO PARA A CIDADE
Publicado em 11/30/2017 as 04:47 PM

Autor:        *FERNANDO WAGNER CHAGAS

Não precisa ser secretário de Finanças ou consultor financeiro de grandes empresas portuárias para saber o quanto o Porto de Santos impacta na vida da Cidade.

Diariamente, cerca de 10 mil caminhões circulam pelo viário urbano causando danos no asfalto, quebrando calçadas e espalhando grãos e farelos pelas vias públicas. Sem falar dos constantes congestionamentos em razão da histórica ausência de obras estruturantes.

É óbvio que o Porto tem fundamental importância para a economia local, com a geração de milhares de empregos e a arrecadação de tributos e a movimentação da cadeia produtiva. Porém, as cidades portuárias pagam um preço muito alto. Sem os necessários investimentos em infraestrutura e obras viárias, continuaremos a sofrer as consequências dessa relação conflituosa.

Diferente do que pensa um ex-secretário na década de 90, que reduziu o imposto das grandes empresas portuárias, defendo o reequilíbrio da relação Porto-Cidade. A Prefeitura já faz o seu papel bancando parte do custo das obras na entrada da Cidade, avaliadas em R$ 750 milhões. O Município contraiu empréstimo financeiro de R$ 290 milhões para tirar do papel um projeto discutido há mais de duas décadas. Até agora a União não fez a sua parte que lhe cabe no projeto.

Depois de concluídas, as intervenções vão eliminar os transtornos das filas quilométricas de caminhões no acesso portuário. Também vai possibilitar a atração de mercadorias de maior valor agregado ao Porto de Santos, que nos últimos anos praticamente dobrou a sua capacidade de operação com a construção de novos terminais.

Como medida compensatória a esse investimento público, a Prefeitura propôs retomar a alíquota original de 5% do ISS. A estimativa é de que, nas 320 empresas portuárias beneficiadas, a elevação comprometa apenas 0,02% da arrecadação anual. O ISS santista será o mesmo praticado em outras cidades portuárias, como Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ), São Sebastião, Cubatão, Suape (PE), Vitória (ES) e Fortaleza (CE). Guarujá também busca o mesmo caminho.

Além de viabilizar o custeio das obras na entrada da Cidade, o recurso vai reforçar as áreas da educação e saúde, conforme previsto em lei. O dinheiro do imposto do Porto é fundamental para manter o atendimento nos setores que atendem a população mais carente, justamente as pessoas que mais sofrem com o desemprego. Respeitamos todas as críticas, inclusive as de natureza pessoal e política. Se a proposta fosse de reduzir o imposto, com certeza os críticos de plantão iriam nos acusar de favorecer os grandes grupos econômicos. Porém, como igualamos o ISS ao que se pratica em quase todo o País, falam em fugas de cargas... vai entender.

É uma decisão corajosa do prefeito Paulo Alexandre Barbosa em defesa dos interesses dos santistas. Reeleito com quase 80% dos votos válidos, a sua responsabilidade é ainda maior para conduzir a Cidade no caminho certo.

A medida, que ainda será avaliada pela Câmara, tem o intuito promover a justiça fiscal e o equilíbrio dessa relação, sempre pensando no cidadão. Temos o desafio de unir o desenvolvimento urbano ao exercício da atividade empresarial, sem abrir mão da devida contrapartida social do Porto para a Cidade.

Além de viabilizar o custeio das obras na entrada da Cidade, o recurso vai reforçar as áreas da educação e saúde, conforme previsto em lei. O dinheiro do imposto do Porto é fundamental para manter o atendimento nos setores que atendem a população mais carente

*JORNALISTA E SECRETÁRIO ADJUNTO DE FINANÇAS DA PREFEITURA DE SANTOS
ARTIGOS
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

SPU SUSPENDE DRAGAGEM NOVAMENTE
Publicado em 11/30/2017 as 04:47 PM

Pela segunda vez em pouco mais de um mês, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) determinou a imediata suspensão da dragagem do Canal de Piaçaguera, no Largo do Casqueiro, região próxima à Ilha das Cobras, em Cubatão.
DA REDAÇÃO

O órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão também estipulou o prazo máximo de dez dias para a regularização do serviço.

O Canal de Piaçaguera é dragado para melhorar o acesso de navios ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), instalação da VLI localizada nessa via náutica, no Porto de Santos. A empresa coordena a obra e trabalha na construção de cavas subaquáticas na via de navegação, onde serão depositados sedimentos contaminados dragados.

Os trabalhos já haviam sido suspensos no final do mês passado. De acordo com a SPU, na ocasião, foi dado um prazo para a apresentação, pela VLI, dos documentos que atestam a legalidade do serviço.

“Como a determinação não foi cumprida, a dragagem foi novamente suspensa e só será retomada após a comprovação da regularidade. O Ministério Público foi comunicado da notificação”, destacou a SPU, em nota, informando que a VLI tem 10 dias para regularizar a obra.

A decisão do órgão foi tomada após a representação do assistente social Jeffer Castelo Branco, que é contra a construção de cavas para o depósito de material dragado naquela região.

Procurada, a VLI destacou que o método de confinamento de sedimentos em cava subaquática foi aprovado por todos os órgãos ambientais e é a melhor solução para a dragagem do Canal de Piaçaguera. A empresa afirma que irá prestar os esclarecimentos no prazo.

“O método, validado por técnicos nacionais e internacionais especializados, é reconhecido internacionalmente e utilizado com sucesso em países como Austrália, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Noruega, Reino Unido e Hong Kong”, informou.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - INVESTIMENTO NA DOCAS
Publicado em 11/30/2017 as 04:46 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO E LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

O Governo Federal liberou R$ 3,63 milhões para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), para a implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no complexo santista.

O recurso foi disponibilizado por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem. O texto repassa R$ 13,28 milhões para investimentos em companhias docas. Além da Codesp, foram beneficiadas as companhias Docas do Ceará (CDC, R$ 3,677 milhões), do Espírito Santo (Codesa, R$ 1,132 milhão), do Pará (CDP, R$ 1,93 milhão) e do Rio Grande do Norte (Codern, R$ 2,9 milhões).
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - NOVO ESTATUTO SOCIAL
Publicado em 11/30/2017 as 04:46 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO E LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) reúne seus acionistas nesta manhã, em uma assembleia geral extraordinária, para aprovar a nova versão de seu estatuto social.

O texto passou por alterações a fim de adaptá-lo à Lei nº 13.303, a Lei das Estatais, sancionada no ano passado, e ao Decreto n° 8.945, que a regulamentou e também foi publicado em 2016. Entre as mudanças impostas por essa legislação, está a criação de um comitê de elegibilidade (que avalia as indicações para cargos na empresa) e a adoção de novos mecanismos de controle para essas nomeações, exigindo dos candidatos experiência comprovada na área.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

COMPLEXO SANTISTA DESEMPENHA PAPEL ESTRATÉGICO PARA A BALANÇA COMERCIAL
Publicado em 11/30/2017 as 04:46 PM

Porto atende ao maior mercado consumidor do país e serve ao parque industrial paulista
DA REDAÇÃO


,Nos primeiros 10 meses do ano, soja açucar e café lideraram embarcações (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

O Porto de Santos desempenha um papel estratégico para a economia brasileira. E os motivos são vários. Um deles é atender ao maior mercado consumidor do País, o da Grande São Paulo. Além disso, suas operações servem ao parque industrial paulista (um dos principais da Nação) e às zonas agrícolas do Estado e da região Centro Oeste. que lideram as produções de várias commodities.

Esse desempenho leva o complexo marítimo a se destacar na balança comercial brasileira. Considerando os valores das cargas movimentadas nos primeiros dez meses do ano, tanto na importação como na exportação, Santos registrou participação de 28,2% sobre o total nacional, chegando a US$ 86,9 bilhões, 12,13% a mais do que no mesmo período de 2016. As vendas ao exterior totalizaram 27,3% do número nacional, atingindo US$ 50,1 bilhões, com alta de 14,9%. As importações representaram 29,4% da soma brasileira, respondendo por US$ 36,7 bilhões, com incremento de 8,25%.

Em relação ao valor comercial, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), nesse período, na pauta de exportações, soja, açúcar e café foram as cargas mais embarcadas.

Ainda segundo dados da Codesp, a China foi o principal importador das mercadorias embarcadas em Santos.

Quanto às importações, se destacaram (quanto ao valor comercial) o gasóleo, as caixas de marchas e os inseticidas. E, mais uma vez, os portos chineses são a principal origem dos produtos recebidos nos terminais locais. Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 29/11/2017

DECRETO LIBERA R$ 13,2 MI EM INVESTIMENTOS PARA COMPANHIAS DOCAS DE 5 ESTADOS
Publicado em 11/30/2017 as 04:46 PM

Para a Codesp, foram liberados R$ 3,632 milhões
DA ESTADÃO CONTEÚDO



3,6 mi serão destinados para Gerenciamento de Resíduos sólidos e Efluentes Líquidos (Foto: Alberto Marques/AT

O governo federal liberou um total de R$ 13,284 milhões para investimentos em favor das companhias Docas do Ceará (CDC), do Espírito Santo (Codesa), do Estado de São Paulo (Codesp), do Pará (CDP) e do Rio Grande do Norte (Codern). A liberação foi feita por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, dia 29.

De acordo com o texto, os recursos abertos ao orçamento de investimento para 2017, na forma de crédito especial, deverão atender à programação constante de anexo também publicado no DOU.

Para a Codesp, foram liberados R$ 3,632 milhões a implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no Estado de São Paulo.

No caso da Companhia Docas do Ceará, serão R$ 3,677 milhões a serem utilizados para a construção de terminal de contêineres, no Porto de Fortaleza. Para a Codesa, serão R$ 1,132 milhão para implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos, no Estado do Espírito Santo.

À Companhia Docas do Pará, serão destinados R$ 1,3 milhão para estudos para o planejamento do setor portuário e outros R$ 632 089 mil para implantação do programa de conformidade do gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos nos portos marítimos do Estado do Pará.
Para a Companhia Docas do Rio Grande do Norte, foram destinados R$ 1,310 milhão para estudos para o planejamento do setor portuário; outros R$ 967,255 mil para adequação de instalações gerais e de suprimentos no Porto de Natal; e R$ 632,089 mil para implantação do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos nos Portos Marítimos.Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 29/11/2017

DRAGAGEM DO CANAL DE PIAÇAGUERA É SUSPENSA NOVAMENTE PELA SPU
Publicado em 11/30/2017 as 04:46 PM

Trabalho já havia sido suspenso há menos de um mês, para apresentação de documentos
DA REDAÇÃO


Empresa responsável tem 10 dias para regularizar a obra (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Empresa responsável tem 10 dias para regularizar a obra (Foto: Carlos Nogueira/AT) Pela segunda vez em pouco mais de um mês, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) determinou a imediata suspensão da dragagem do Canal de Piaçaguera, no Largo do Casqueiro, região próxima à Ilha das Cobras, em Cubatão. O órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão também estipulou o prazo máximo de dez dias para a regularização do serviço.

O Canal de Piaçaguera é dragado para melhorar o acesso de navios ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), instalação da VLI localizada nessa via náutica, no Porto de Santos. A empresa coordena a obra e trabalha na construção de cavas subaquáticas na via de navegação, onde serão depositados sedimentos contaminados dragados.

Os trabalhos já haviam sido suspensos no final do mês passado. De acordo com a SPU, na ocasião, foi dado um prazo para a apresentação, pela VLI, dos documentos que atestam a legalidade do serviço.

“Como a determinação não foi cumprida, a dragagem foi novamente suspensa e só será retomada após a comprovação da regularidade. O Ministério Público foi comunicado da notificação”, destacou a SPU, em nota, informando que a VLI tem 10 dias para regularizar a obra.

A decisão do órgão foi tomada após a representação do assistente social Jeffer Castelo Branco, que é contra a construção de cavas para o depósito de material dragado naquela região.

Procurada, a VLI destacou que o método de confinamento de sedimentos em cava subaquática foi aprovado por todos os órgãos ambientais e é a melhor solução para a dragagem do Canal de Piaçaguera. A empresa afirma que irá prestar os esclarecimentos no prazo.

“O método, validado por técnicos nacionais e internacionais especializados, é reconhecido internacionalmente e utilizado com sucesso em países como Austrália, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Noruega, Reino Unido e Hong Kong”, informou.
Fonte: A Tribuna Digital – SP
Data: 30/11/2017

PORTO DO PECÉM AUMENTA CAPACIDADE DE OPERAÇÃO COM NOVA BATIMETRIA
Publicado em 11/29/2017 as 04:55 PM

Foi realizada nesta segunda-feira, 27, na sede da Capitania dos Portos, a cerimônia de assinatura da portaria de definição dos calados operacionais do Porto do Pecém. Participaram do evento o Capitão de Mar e Guerra Leonardo Salema e o presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém – CIPP, Danilo Serpa.

A nova definição dos calados foi realizada após um processo de atualização da batimetria (medição da profundidade do calado) com o objetivo de estabelecer novos índices operacionais para todos os oito berços do Porto do Pecém. O processo foi homologado pela Autoridade Marítima à pedido da autoridade Portuária.

“As tecnologias atuais permitem realizar uma medição mais precisa das profundidades. Com a batimetria homologada conseguimos utilizar todos os berços em sua capacidade máxima em termos de tamanho e peso dos navios. A portaria agiliza ainda a operação, pois já estabelece quais navios podemos atender e em quais condições”, afirma o presidente.

Para chegar ao valor operacional de cada berço o levantamento considera também aspectos como a geografia, a interferência dos ventos e a variação das marés. O estudo foi realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Hidrográficas (INPH) e pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). Com a homologação das profundidades o Porto do Pecém ganha em capacidade operacional.

De acordo com a Capitania dos Portos houve um ganho muito grande, já que cada 10cm a mais de calado representa o aumento médio de capacidade em cerca de 5 mil toneladas de carga por navio. Há locais em que o Pecém obteve uma atualização de até 3 metros, que equivale a poder receber navios com capacidade de carregar até 150 mil toneladas a mais do que já é operado.

“Com isso o Porto do Pecém pode receber navios maiores, tanto de capacidade, como de tamanho. Tudo com profundidade natural, sem nenhum tipo de dragagem. As características da região são muito favoráveis. E nós da Capitania dos Portos temos um grande prazer em concluir esse trabalho que traz ganhos significativos para o estado do Ceará, fomenta a economia e toda a cadeia num ciclo de crescimento”, declara Leonardo Salema, Capitão de Mar e Guerra.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 29/11/2017

PORTO ITAPOÁ INAUGURA PÁTIO DE 60 MIL METROS QUADRADOS
Publicado em 11/29/2017 as 04:55 PM

O Porto Itapoá, no litoral Norte de Santa Catarina, concluiu fase importante da primeira etapa de suas obras de ampliação, com a inauguração de uma área de 60 mil metros quadrados, que foi acrescida ao seu pátio de manobras.

Até maio de 2018, outros 40 mil metros quadrados serão acrescidos ao pátio, que assim passará a ter 250 mil metros quadrados. Também até maio, está prevista a conclusão da obra de extensão do píer de atracação, que passará dos atuais 630 metros para 800 metros.

Com essas obras, que tiveram início há um ano sob a responsabilidade da construtora Piacentini Tecenge do Brasil (Piatec), estará concluída a primeira etapa do projeto de expansão, permitindo ao terminal aumentar a sua capacidade de movimentação de carga dos atuais 500 mil TEUs para 1,2 milhão de TEUs/ano.

As demais etapas da expansão levarão mais quatro anos. O investimento total, incluindo todas as fases, é de R$ 500 milhões.

O processo de licenciamento junto ao Ibama dos 60 mil metros quadrados acrescidos ao pátio já foi iniciado. Também foi feito o pedido de alfandegamento da nova área pela Receita Federal. Da mesma forma, o terminal protocolou no Ibama a solicitação para a retificação da Licença de Operação, para a inclusão do novo pátio.

Todas as autorizações de controle de segurança e de operação definitiva, emitidas, respectivamente pela Conportos e pela Angência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), estão sendo pedidas, a fim de que o Porto Itapoá possa utilizar o mais rapidamente possível a nova área expandida.

Inaugurado em junho de 2011, o Porto Itapoá é hoje o sexto terminal brasileiro em movimentação de contêineres, de acordo com a Antaq. É também considerado um dos terminais mais eficientes do país pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, organismo das Nações Unidas.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 29/11/2017

DESPACHANTES DEBATEM DEFESA DA PROFISSÃO EM ITAJAÍ
Publicado em 11/29/2017 as 04:55 PM

O Fórum Nacional dos Despachantes Aduaneiros reunirá pela segunda vez os despachantes aduaneiros de todo o Brasil, para discutir ações para a defesa da profissão e a necessidade de modificação na legislação.

O evento será realizado no dia 2 de dezembro em terá entrada gratuita.

Local: Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Itajaí (SC), localizado na Avenida MInistro Victor Konder, 303, Centro
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 29/11/2017

TERMINAL INTERMODAL IMPULSIONA NEGÓCIOS ATÉ O PORTO DE SANTOS
Publicado em 11/29/2017 as 04:55 PM

As indústrias da Região de Jundiaí vão passar a contar, a partir da segunda quinzena de dezembro, com uma alternativa a mais para exportações, importações e logística doméstica via ferrovia até o Porto de Santos. Operado pela Contrail Logística, junto à linha férrea da MRS Logística, o Terminal Intermodal de Jundiaí (Tiju), que será lançado oficialmente hoje, terá capacidade para movimentar 70 mil contêineres de 20 pés por ano.

De acordo com a Contrail Logística, a operação intermodal deve beneficiar especialmente indústrias ligadas à importação (de insumos) ou exportação (de bens acabados), nas sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), além da Região de Campinas. “Atualmente, a participação do modal ferroviário no Porto de Santos é de 27% do volume total movimentado e deve chegar a 40% nos próximos dez anos”, declara Rodrigo Paixão, CEO presidente da Contrail.
Ele informa que a previsão inicial para o Tiju é operar com dois trens por semana, com capacidade para 84 contêineres de 20 pés, porém o objetivo é aumentar para um trem por dia nos próximos dois ou três anos.

“Estamos bastante otimistas com o início das operações, que possibilitará uma competitividade maior com o transporte rodoviário, além de desafogar as rodovias e dar mais segurança às mercadorias”, destaca.

O Terminal Intermodal de Jundiaí ocupa uma área de 75 mil metros quadrados e está localizado na avenida Antonio Frederico Ozanan, próximo à estação de trem de Jundiaí.

*Novos negócios*
Com o início das operações do Terminal Intermodal de Jundiaí, a expectativa entre os empresários do AUJ é grande, segundo o diretor de comércio exterior do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp Jundiaí), Marcio Ribeiro Junior. “Este terminal irá melhorar o gargalho do transporte rodoviário que enfrentamos hoje no Porto de Santos”, destaca.

Para o diretor de Fomento à Indústria da Prefeitura de Jundiaí, Gilson Pichioli, o retorno das operações de um terminal intermodal na cidade contribuirá para a economia do município. “Com a economia retomando o crescimento, a tendência é que as empresas produzam mais. A volta do transporte ferroviário de cargas tende a contribuir para as empresas que já estão instaladas e atrair outras novas”, declara.

O novo terminal de Jundiaí irá iniciar com 20 a 30 funcionários, entre operadores de empilhadeiras, conferentes de cargas e assistentes logísticos. As contratações estão sendo feitas por meio do Posto de Atendimento do Trabalhador (PAT) e também por meio de agências de emprego de Jundiaí.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 29/11/2017

PORTO DE CABEDELO TERÁ MOVIMENTAÇÃO INTENSA EM DEZEMBRO
Publicado em 11/29/2017 as 04:54 PM

A Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB) já tem programada para o mês de dezembro uma intensa movimentação no Porto de Cabedelo, com previsão de atracação de oito navios, sendo cinco com cargas importadas e a saída de três navios para exportação.

Somente os oito navios vão movimentar mais de 85 mil toneladas de produtos, sendo que esta previsão ainda não contabiliza a chegada de navios com derivados de petróleo, uma das cargas que mais passam pelo porto.

Ao todo, três carregamentos de trigo chegarão da Argentina: o primeiro no dia 4, com a previsão de desembarque de 11 mil toneladas. Já no dia 7, serão 12 mil toneladas e no dia 11 desembarcam mais 10 mil toneladas do produto.

O malte também é outra carga que chegará para abastecer o mercado cervejeiro. Nove mil toneladas do produto está prevista para chegar no dia 11, procedente do Uruguai.

Ainda vai chegar, no dia 20 de dezembro, 8,1 mil toneladas de bentonita procedente dos Estados Unidos.

Exportação – Também estão programadas saídas de três navios com carregados: no dia 4 de dezembro, seguiram viagem 20 mil toneladas de ilmenita para a Ucrânia; no dia 18, 3.500 toneladas de granito serão enviadas para a Itália e, no dia 28, mais 12 mil toneladas de ilmenita serão exportadas para a Europa.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 29/11/2017

SUAPE RECEBE REPRESENTANTES DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES PARA ATUALIZAR PLANO MESTRE
Publicado em 11/29/2017 as 04:54 PM

Representantes do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil iniciaram, nesta terça-feira (28), uma série de reuniões e visitas técnicas para atualizar o Plano Mestre do Complexo Industrial Portuário de Suape. O documento é um instrumento de planejamento estratégico de Estado voltado à unidade portuária e é parte integrante do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) do governo federal. O intuito é direcionar as ações, melhorias e os investimentos de curto, médio e longo prazo no porto e em seus acessos.

O grupo estará em Suape até a próxima sexta-feira (1º). A abertura da agenda aconteceu na manhã desta terça, no Prédio da Autoridade Portuária (PAP), com a presença do presidente Marcos Baptista e de membros da diretoria.

Durante toda a semana, o grupo realizará entrevistas e percorrerá algumas áreas específicas do complexo para verificar in loco, questões como infraestrutura portuária, desempenho operacional, produtividade, fluxo operacional, capacidade de cais e armazenagem, entre vários outros itens. Nas visitas, também serão observados pontos como acessos aquaviário, rodoviário e ferroviário dentro da área de Suape. Já nas reuniões, serão debatidos temas como análise de mercado, projeção de demanda, a relação porto-cidade, além de d