CAIS MAUÁ RECEBE LICENÇA PRÉVIA PARA REVITALIZAÇÃO
Publicado em 12/02/2016 as 01:38 PM

A revitalização do Cais Mauá, em um dos mais belos cartões postais da Capital, está mais próxima de se tornar realidade.

A prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), entregou no dia 17 de novembro a Licença Prévia (LP) para o empreendimento, o que atesta, além da sua concepção, a viabilidade ambiental. Na sequência operacional do processo, a Cais
Mauá do Brasil entregou os projetos arquitetônicos para a prefeitura, que deverão ser avaliados e aprovados, para que seja solicitada a concessão da Licença de Instalação (LI). Com a obtenção da LI, as obras vão iniciar. "É um projeto complexo e a lei exige o envolvimento e aprovação de muitos órgãos na prefeitura e de outros níveis de governo, o que torna o processo moroso", explica a presidente da Cais Mauá do Brasil S.A, Julia Costa.

A expectativa da Cais Mauá é de que até meados de janeiro de 2017 os projetos arquitetônicos já estejam aprovados e possa ser solicitada a concessão da licença de instalação. "Os recursos para as obras estão apartados e tão logo tenhamos todas as licenças e a aprovação, iniciaremos com as obras", informa a presidente.

A primeira fase compreende a revitalização dos 11 armazéns, localizados entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro. O investimento desta etapa inicial está estimado em R$ 100 milhões. O contrato da Cais Mauá garante arrendamento da área por 25 anos, podendo ser renovado por igual período. O projeto foi desenvolvido pela espanhola B720 Arquitetura do Brasil e Jaime Lerner Arquitetos Associados e respeita fielmente as concepções arquitetônicas dos armazéns que são tombados pelo patrimônio histórico.

Para o uso interno das áreas a previsão é de que o Pórtico Central e os Armazéns A e B sejam destinados a espaços culturais. Do A1 ao A6 serão ambientes ligados à gastronomia e ao varejo. O A6 está destinado a eventos. No armazém B1, haverá uma grande praça de alimentação. O armazém B2 estará voltado ao setor de serviços, pequenos comércios e conveniências. No B3, irá funcionar um terminal hidroviário com linhas de transporte e passeios de turismo pelas águas do Guaíba.

Nos espaços abertos entre cada armazém serão construídas 10 praças, em um total de mais de 11 mil m?2; de área completamente aberta ao lazer para o público em geral. O respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico são os balizadores deste projeto.

As obras seguem as determinações da Secretaria do Meio Ambiente, como previsto no EIA-RIMA, além das limitações e diretrizes do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), aprovado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB).
Fonte : Jornal do Comercio - RJ
Data : 02/12/2016

CASTANHÃO ATINGE VOLUME MORTO ATÉ FEVEREIRO
Publicado em 12/02/2016 as 01:38 PM

Autor:        por Honório Barbosa - Colaborador

A previsão é para o fim de fevereiro, enquanto o Orós deve atingir o volume morto no fim de janeiro

Jaguaribara. O Castanhão, maior reservatório do Ceará, está a 100 dias de atingir o volume morto, isto é, a reserva mais profunda. A partir desse nível, a liberação de água deixa de ser por gravidade e há necessidade de bombeamento para a transferência para o Rio Jaguaribe, Eixão das Águas e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), além do Complexo Portuário do Pecém.

Bombeamento

"A situação é muito grave e o sinal de alerta foi dado. Está em andamento o estudo para a instalação da unidade de bombeamento, mas o projeto ainda não foi concluído", disse o coordenador interino do Complexo do Castanhão, Fernando Pimentel.

Segundo Pimentel, a instalação e operação da estação de bombeamento é de responsabilidade da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) administra o complexo do Castanhão, que é federal, mas o gerenciamento e operacionalização do uso da água são feitos pela Cogerh.

O Castanhão acumula cerca de 5,3% do volume total que é de 6,7 bi de metros cúbicos. Atualmente está com 350 mi de m3. Quando chegar a 250 mi de m3 atingirá o volume morto. "É uma conta simples, direta, a barragem libera cerca de um mi de m3 por dia, logo, em cem dias chegará ao volume morto", explicou Fernando Pimentel.

O Castanhão deve atingir o volume morto no fim de fevereiro de 2017, mas como frisou Pimentel, caso não ocorra recarga no reservatório por meio de chuvas. A quadra chuvosa no Ceará (fevereiro a maio) está indefinida. Não há mais configuração do El Niño (aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico), mas o La Niña, fenômeno inverso, que favoreceria a ocorrência de chuvas no sertão cearense, perde forças. Outro indicador, o Oceano Atlântico Sul
Equatorial permanece com temperaturas neutras.

O presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio, disse anteontem, na abertura do Seminário de Avaliação da Seca de 2010 a 2016, no Semiárido Brasileiro, realizado, em Fortaleza, que a situação permanece indefinida. Somente na segunda quinzena de janeiro, a Funceme irá divulgar o primeiro prognóstico para a quadra chuvosa de 2017.

Desde setembro, o Açude Orós libera água para o Castanhão pelo Rio Jaguaribe. Em novembro, a vazão foi ampliada para 16m3/s. O Orós está com 16% da capacidade, de quase 2 bi de m3. No fim deste mês, deve chegar a 10% e no fim de janeiro ao volume morto.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 02/12/2016

INTERMODAL REDUZIRIA CUSTO EM MAIS DE 50%
Publicado em 12/02/2016 as 01:38 PM

Autor:        por Yohanna Pinheiro - Repórter

Além de qualificar as rodovias brasileiras, estudos demonstram que é preciso ampliar o uso de outros modais

Se arrasta por décadas o clamor do setor produtivo por mais investimentos em infraestrutura, de forma a proporcionar um transporte ágil e eficiente de bens e mercadorias dentro do País. Além de qualificar as rodovias brasileiras, que apresentam problemas de pavimentação ou sinalização em cerca de 60% da malha viária, estudos demonstram que a ampliação do uso de modais como marítimo, ferroviário e até aéreo podem reduzir em mais da metade os custos que as empresas têm hoje.

O tema foi tratado ontem em debate no 11º Seminário Internacional de Logística - Feira Nacional de Logística (Expolog). Conforme estudo apresentado por Elisângela Lopes, assessora técnica da Comissão de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), seria possível reduzir o custo da entrega de commodities no País em mais que pela metade, caso houvesse outras alternativas de vias férreas e marítimas, além de rodovias.

Considerando que o Ceará é, juntamente com Pernambuco, o estado que mais demanda milho no Nordeste, cerca de 1,4 milhão de toneladas cada, a assessora apresentou alternativas que reduziriam o custo do transporte do produto de Barreiras, na Bahia, para Fortaleza, como exemplo. Por meio rodoviário, pelo caminho mais curto possível, a tonelada (T) do milho sai atualmente por R$ 218.

"É possível observar que há uma barriga nesse trajeto, uma volta muito grande, e é a única alternativa. Mas nós notamos que há um trecho da BR-020, da Bahia até o Piauí (que tornaria o caminho uma linha mais reta), está planejada há cerca de 60 anos e, até agora, esse trecho de 800 quilômetros ainda não foi pavimentado. Se tivéssemos essa via pavimentada, o preço cairia para R$ 153/T", apontou Elisângela Lopes.

Considerando que um caminhão leva, em média, 40 toneladas de milho, a ligação terrestre possibilitaria uma economia de R$ 2.600 por veículo. "Esse é um valor que o produtor paga a mais somente por conta de um problema da infraestrutura", explicou.

Simulações

O estudo apresentou simulações também para verificar a viabilidade da entrega do produto à Capital cearense diretamente de Sorriso, em Mato Grosso. Pela rota atual, utilizando somente o meio rodoviário, a tonelada custaria R$ 478, em função da distância percorrida, de mais de 4 mil quilômetros. "Na primeira opção, que inclui a hidrovia, o valor já cairia pela metade, para R$ 230/T", destacou.

Outra alternativa simulou os custos utilizando a BR-163, no Mato Grosso, que, segundo a assessora, está com 75% de execução - o valor cairia a R$ 213/T. Há também a opção de mesclar a rodovia com a hidrovia, o que reduziria o preço a R$ 210/T. O melhor trajeto seria utilizando três modais: rodovia, ferrovia e hidrovia, com a tonelada a R$ 168. "É uma redução de 62% nos custos com o transporte, mostrando que é viável enviar o milho para o Nordeste, mas que é preciso investir na intermodalidade", disse Elisângela Lopes.

Transnordestina

Equipamento que interligará o Ceará ao Piauí e a Pernambuco, a Ferrovia Transnordestina está com as obras entre os trechos Missão Velha e Iguatu, ambas no interior do Estado, paralisadas por conta do atraso do repasse de verbas à empresa Marquise, responsável pela obra.

Para o ex-governador Ciro Gomes, que foi presidente da Transnordestina Logística, a obra poderá proporcionar um grande volume de investimento na Região quando pronta. Ele afirmou que o governo federal está inadimplente com os fluxos da Transnordestina, mesmo com quase R$ 400 milhões do Fundo de Investimentos do  Nordeste (Finor) e quase R$ 1 bilhão do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) que poderiam ser liberados e já estavam pactuados antes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo a Transnordestina, a obra encontra-se em execução somente no trecho que liga Eliseu Martins (PI) até Trindade (PE), com 829 trabalhadores mobilizados até outubro último. O orçamento atual do projeto é de R$ 11,2 bilhões, o qual já foi validado pelo Finor e atualmente está em fase de validação pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A empresa afirma que o atraso na liberação dos repasses, notadamente nos últimos dois anos, vem prejudicando o avanço da obra. "Neste momento, o projeto está em processo de repactuação junto ao governo e às instituições financiadoras, estando a Companhia Siderúrgica Nacional pronta para tornar a obra uma realidade dentro dos novos parâmetros da negociação, inclusive com a possibilidade de entrada de novos parceiros estratégicos no projeto".

Superada a repactuação em andamento e os detalhes do financiamento, a Transnordestina declarou que será possível concluir a ligação entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE) em 30 meses e a ligação até o Porto de Suape (PE) em mais 14 meses. Em relação à retomada do ritmo da obra, estima-se que em no máximo seis meses o projeto possa voltar a gerar cerca de 6,5 mil empregos diretos.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 02/12/2016

GOVERNO ATENDE INVESTIDORES E MUDA FORMA DE PAGAMENTO DE OUTORGA DE AEROPORTOS
Publicado em 12/02/2016 as 01:38 PM

O secretário de Política Regulatória de Aviação do ministério, Rogério Coimbra, disse que essa reformulação diminui o risco dos projetos.

O governo decidiu atender a um dos principais pedidos dos investidores interessados nos aeroportos brasileiros e mudou a forma de pagamento da outorga dos terminais. No próximo leilão, os concessionários terão que pagar 25% da outorga e 100% do ágio à vista, na data de assinatura dos contratos. Por outro lado, terão cinco anos de carência para começar a pagar o restante dos valores devidos.

De acordo com o secretário de Fomento para Ações de Transportes do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Dino Antunes, não haverá pagamento de outorga nos cinco primeiros anos de concessão. Do 6.º ao 10.º anos, os desembolsos serão crescentes. Do 11.º até o fim da concessão, os valores a serem pagos serão iguais. “Além disso, o resultado do ágio não vai alterar as obrigações ao longo da concessão, não vai gerar uma outorga mais alta nos próximos anos”, explicou.

O secretário de Política Regulatória de Aviação do ministério, Rogério Coimbra, disse que essa reformulação diminui o risco dos projetos. “Serão parcelas mais condizentes com a receita estimada para os aeroportos nos próximos anos. Haverá um esforço maior no início, mas, no restante da concessão, haverá um pagamento mais adequado ao fluxo de caixa esperado”, disse.

PDV

Antunes disse ainda que não houve redução no valor da outorga dos aeroportos, mas mudanças na forma de alocar os recursos. Em vez de pagar uma outorga mais alta, os concessionários terão de pagar despesas como a desocupação de áreas invadidas nos aeroportos e também os gastos da Infraero com o programas de demissão voluntária (PDV) da estatal.

Coimbra afirmou que os novos concessionários terão que pagar R$ 340 milhões à Infraero para bancar as despesas com o PDV da empresa. A estatal possui 1.270 funcionários nos quatro aeroportos que serão leiloados. Ele reiterou que a adesão ao programa é voluntária.

“A Infraero vai receber esses recursos para adequar o efetivo. A concessionária paga e se desonera de obrigações futuras”, afirmou Coimbra. “A regra nesse caso continua a mesma: a concessionária convida quem achar que deve para continuar a trabalhar no aeroporto. Aceita quem quiser. Quem não quiser, volta para a Infraero. E, quem quiser, pode aderir ao PDV.”

Antunes esclareceu que o concessionário não será responsável pelo PDV. “Ele vai pagar os recursos para a Infraero usar. Se as despesas com PDV forem maiores que o valor pago, isso será um problema da Infraero. Se forem menores, a Infraero devolverá os recursos para o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).”

Coimbra esclarece que a mudança no fluxo de recursos destinados à Infraero, passando diretamente dos concessionários para a estatal, era necessária para evitar a mudança de status da empresa. Antes, os concessionários pagavam os recursos para o FNAC, e o governo transferia o dinheiro para a Infraero.

Se continuasse a receber recursos do FNAC, a Infraero seria considerada uma empresa dependente (de recursos do Tesouro Nacional). Nesse caso, ela passaria a ser enquadrada como uma estatal que não possui receita própria, e todo o dinheiro arrecadado com taxas aeroportuárias deixaria de entrar no caixa da empresa e passaria a integrar o Orçamento da União. Com esse processo, a gestão de recursos pela estatal ficaria bem mais burocrática.Fonte : Gazeta do Povo - PR
Data : 02/12/2016

‘NÃO HÁ DECISÃO SOBRE CONCESSÃO DE CONGONHAS E SANTOS DUMONT’, DIZ MINISTRO
Publicado em 12/02/2016 as 01:37 PM

Nesta nova rodada, serão concedidos à iniciativa privada os aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC)

O governo ainda não decidiu se vai conceder os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) à iniciativa privada. De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o governo ainda está analisando a sustentabilidade econômico-financeira da Infraero como um todo. “Neste momento, esses dois aeroportos não podem ser discutidos de forma unitária”, afirmou.

Quintella disse que investidores estrangeiros têm manifestado a intenção em participar dos leilões de aeroportos marcado para março. Segundo ele, já informaram ter interesse investidores franceses, espanhóis, portugueses, alemães e suíços, além de brasileiros.

A despeito da intenção da China de reduzir os investimentos no exterior, Quintella disse que os chineses manifestaram interesse nas concessões de ferrovias do país. “Eles têm demonstrado bastante vontade de participar dos leilões. Temos expectativas de que eles possam participar”, afirmou, citando que os russos também têm manifestado interesse nas ferrovias brasileiras.

Projetos

De acordo com o secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, o leilão dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC) deve gerar 30 mil empregos diretos e indiretos. Segundo ele, os investidores terão um prazo de pouco mais de 100 dias entre a publicação do edital e a realização do leilão para analisar os documentos e viabilizar propostas.

“Antes, o prazo era exíguo”, afirmou, referindo-se à prática anterior do governo de publicar o edital 30 dias antes da licitação. Também segundo ele, as parcelas anuais que os concessionários deverão pagar ao governo ao longo da concessão já estarão nos editais. Na avaliação de Moreira Franco, isso facilita a obtenção de crédito no mercado. “Esperamos que os investidores se acostumem com essas práticas e que consigamos restabelecer a confiança interna e externa”, disse.

O secretário-executivo ressaltou que o governo está cumprindo o cronograma de concessões. “Estamos fazendo tudo sem nenhuma pirotecnia, com muita austeridade, cumprindo os prazos definidos no calendário”, afirmou.
Fonte : Gazeta do Povo - PR
Data : 02/12/2016

OS EFEITOS DA TENSÃOPÓS-PIB E PRÉ-DELAÇÃO
Publicado em 12/02/2016 as 01:37 PM

Autor:        Com Leonardo Vieceli - leonardo.vieceli@zerohora.com.br

Dados os sinais pré-PIB, já havia motivos para o humor azedo no mercado financeiro e na economia real.

Hesitações comprometedoras no Planalto, decisões equivocadas no Congresso haviam corroído algum capital simbólico da fase pós-enfaro geral na Nação com o poder. Mas o pós-PIB acentuou o odor de vinagre que se espalhou pelo país, elevado pela tensão pré-delação do fim do mundo.

É bom preparar o espírito para segunda-feira, quando o Banco Central divulgar sua habitual atualização do Boletim Focus: não apenas as projeções para 2016 serão profundamente revisadas, como as para 2017. Crescimento zero é o novo consenso para o próximo ano. Várias instituições financeiras e consultorias já estão revisando as estimativas.

Os principais sintomas da inquietação pós-PIB e pré-delação vieram ontem da cotação do dólar, que voltou a encostar em R$ 3,50 e fechou em R$ 3,47, com alta de 2,39%. O movimento foi tão brusco que só a lira turca rivalizou com a moeda brasileira na inglória disputa pelo pior desempenho do dia. E a bolsa deixou clara a decepção dos investidores ao despencar 3,88%, a 59.506 pontos, menor nível desde 11 de novembro. Na origem da reação negativa, um fator de peso é a preocupação com o cenário interno – do motim dos deputados contra as medidas anticorrupção à tentativa do Senado de seguir o mesmo caminho, passando pela fragilização do Planalto desenhada pela persistência e profundidade da recessão e pelo início das especulações sobre a delação da Odebrecht, que assinou ontem acordo de leniência das empresas do grupo – Braskem incluída – no valor de R$ 6,7 bilhões, para pagamento em 20 anos. De um lado, a assinatura permite que a empresa volte a contratar com o governo. De outro, a multa é grande o suficiente para despertar temores sobre a saúde financeira.

Outro sintoma é a alta dos títulos americanos, os Treasuries, que pressiona todos os emergentes, especialmente os que têm maior liquidez, como o Brasil. Nem a escolha de Steven Mnuchin, ex-Goldman Sachs, como futuro secretário do Tesouro dos Estados Unidos, ajudou a suavizar a expectativa de juro alto por lá. No câmbio, além do nervosismo com o Brasil e o cenário externo, a ausência do BC local do mercado deixou o dólar subir praticamente sem controle. Faltam 30 dias, contando os feriados. Coragem.

FOI POUCO, MAS ALGUM EFEITO FEZ: DEPOIS DOS DOIS CORTES DE 0,25 PONTO NO JURO BÁSICO, O BANRISUL REDUZIU, DE 10,8% PARA 10,5% AO ANO, AS TAXAS NAS LINHAS DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, QUE TAMBÉM TERÃO PERCENTUAIS DE FINANCIAMENTO MAIORES.

UNINDO OS CONTÊINERES
Quase deu confusão: a Maersk Line anunciou acordo para aquisição da Hamburg Süd, a companhia alemã de transporte de contêineres que também atua com a marca Aliança Navegação no Brasil. Para explicar: a Navegação Aliança, empresa gaúcha da Trevisa que atua apenas em cabotagem, não tem nada a ver com o negócio. É só uma quase homonímia.

Além do aspecto divertido de a Hamburg Süd fazer parte do grupo alemão Oetker – sim, o mesmo da gelatina e outros alimentos –, o negócio cria a maior empresa do segmento e concentra 18,6% da capacidade global de transporte por contêineres, com capacidade de cerca de 3,8 milhões de unidades equivalentes a 20 pés (TEUs, medida padrão do segmento).

A segunda maior, MSC, tem hoje 13,6% desse mercado. Em 2015, a Hamburg Süd foi a sétima maior operadora no segmento, com 2,9%, mas lidera o fluxo entre o Norte e o Sul, movimentando US$ 6,26 bilhões na atividade de transporte de cargas por esse tipo de equipamento padronizado.

A frota combinada das duas empresas terá 741 embarcações para transporte de contêineres. Em nota, as empresas afirmaram que Hamburg Süd e Aliança seguem operando com marcas separadas. A transação ainda está sujeita à aprovação dos reguladores e ao fechamento financeiro. A expectativa das duas empresas é de que a operação seja aprovada, no máximo, até o final de 2017. Até lá, seguirão separadas.

HEITOR MÜLLER ANUNCIOU ontem o nome de seu candidato para sucessão na presidência da Fiergs e do Ciergs. O escolhido é Gilberto Porcello Petry, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul desde 2005. A eleição será em maio do próximo ano, e a gestão 2017/2020 iniciará suas atividades em julho.

FUNDO DE INVESTIMENTOS COMPRA USAFLEX
O avanço no mercado e no design Usaflex, de Igrejinha, chamou a atenção do Axxon Group, gestor de private equity (participação em empresas). O fundo que fez a Mundo Verde crescer comprou 69% da indústria gaúcha. O valor não foi revelado. O novo CEO é o investidor Sergio Bocayuva. Criada há 18 anos, a empresa hoje tem 2,8 mil funcionários e sete fábricas no Estado, com capacidade de produção de 25 mil pares de calçados por dia, todos focados em “conforto e moda”. O negócio foi aprovado pelo Cade, sem restrições.

Os sócios atuais seguem com fatias da indústria: a família Lauck retém 10%, e a Buender, 21%. A intenção do Axxon é investir para dobrar o faturamento de R$ 300 milhões para R$ 750 milhões, em seis anos. Outro plano é transformar as atuais lojas chamadas de “fidelizadas” (cada uma tem um dono, mas vendem só Usaflex) em uma rede formal de 340 franquias. O que diferenciou a empresa e permitiu seu rápido crescimento foi a combinação entre conforto e design, com sapatos para quem tem joanetes, diabetes e até pares “hidratantes”.

SHOPPING SOBE AS PAREDES
Com algum atraso em relação ao cronograma previsto, o Iguatemi Porto Alegre apresentou ontem sua torre comercial Iguatemi Business, centro de negócios integrado a um complexo multiuso e de convivência. O prédio de 14 andares, com até 56 salas, tem acesso interno e direto ao mall, sistema de jardins irrigados com água da chuva e 250 vagas de estacionamento. Até agora, os primeiros inquilinos confirmados são escritórios de advocacia. No último andar, há um espaço de 183m² decorado, como nos prédios residenciais.

MAIOR IMOBILIÁRIA DO MUNDO NO RS
A rede de imobiliárias que se apresenta como a maior do mundo desembarca no Rio Grande do Sul. Fundada em Denver, Colorado (EUA), a Re/Max inaugura sua primeira unidade em Porto Alegre no dia 20, na Avenida Nilo Peçanha. Em cinco anos, planeja abrir 80 franquias no Estado. Para isso, a rede promete até 70% do valor total da comissão para corretores – no mercado, o percentual varia entre 30% e 40%. A estratégia inicial é converter imobiliárias de pequeno e médio portes para a bandeira.

– O foco é em imóveis prontos. Então, sofre menos com a sazonalidade. É menos impactada do que o mercado de lançamentos – avalia Túlio Marques, um dos dois franqueados no RS.

O sócio Thiago Medeiros sublinha que a rede oferece cursos online de aperfeiçoamento para os corretores, com base na plataforma Universidade Re/Max. No Brasil desde 2009, a empresa tem 184 franquias em 21 Estados. Está em mais de cem países, com cerca de 120 mil corretores.
Fonte : Zero Hora – RS
Data : 02/12/2016

GOVERNO DIZ QUE LANÇARÁ EDITAIS DE LEILÃO DE 4 AEROPORTOS
Publicado em 12/02/2016 as 01:37 PM

Leilão é dos terminais de Salvador, Florianópolis, Fortaleza e Porto Alegre

O secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, afirmou que o governo lançará na quarta (30) os editais para leilão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

O leilão desses quatro terminais, hoje administrados pela estatal Infraero, começou a ser planejado durante o governo de Dilma Rousseff. Em setembro, eles foram incluídos no programa de concessões e privatizações anunciado pelo governo do presidente Michel Temer. O leilão está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2017.

Na época do lançamento do plano de privatizações, Moreira Franco afirmou que o leilão desses aeroportos terá modelo diferente do previsto durante o governo Dilma. Uma das mudanças é que a Infraero deixará de ter papel de sócia obrigatória dos consórcios que disputarem as concessões.

O governo informou ainda que vai fixar* uma outorga (valor que o vencedor de um leilão paga ao governo pelo direito de explorar uma infra-estrutura pública) para cada aeroporto e cobrará o pagamento à vista de 25% dela. O vencedor do leilão de cada aeroporto será o grupo que oferecer o maior ágio (valor adicional) sobre essa cota de 25%. Além disso, o consórcio terá que pagá-la com recursos próprios, à vista.

Os outros 75% da outorga terão valor fixo e serão divididos em parcelas anuais a serem pagas ao governo ao longo do período de concessão -normalmente, de 20 a 30 anos. Os valores dessas parcelas já constarão dos editais e, segundo a área técnica do ministério, isso ajudará os consórcios a conseguir empréstimos.

Ajustes

No começo de novembro o coordenador de projetos do PPI, Tarcísio Freitas, havia dito que o governo publicaria o edital dos quatro aeroportos até o fim de novembro. Já o secretário de Política Regulatória do Ministério dos Transportes, Rogério Teixeira Coimbra, havia informado que os editais teriam alguns ajustes em relação ao texto que foi colocado em audiência pública.

No caso do aeroporto de Salvador, a proposta que foi para audiência previa a construção de uma nova pista antes da demanda atingir 130 mil movimentos anuais de aeronaves, ou até 31 de dezembro de 2021. Esse prazo será retirado e a construção deve ficar vinculada apenas ao gatilho de movimentação, ou seja, ao crescimento da demanda.

Já em Porto Alegre, o edital deve prever que ficará a cargo do futuro concessionário a responsabilidade da retirada das famílias da área invadida, que pertence ao aeroporto. Os novos editais também não devem contar com a previsão de que a Infraero conclua obras que estão em andamento.
Fonte: Diário do Amapá - AP
Data : 01/12/2016

AEROPORTOS PRIVADOS QUEREM MUDAR MP
Publicado em 12/02/2016 as 01:35 PM

Autor:        Por Daniel Rittner | De Brasília

As operadoras privadas de aeroportos entendem que a MP 752, medida provisória editada na semana passada, não resolve seus problemas e querem mudar a versão enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional.

Elas já levaram sua insatisfação ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e se juntam às concessionárias de rodovias, que também não gostaram do texto e prometem fazer um esforço com os parlamentares para alterá-la. "Externalizamos a necessidade de inclusão de um mecanismo para incluir uma nova curva no pagamento de outorga", observa o diretor-executivo da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (Aneaa), Douglas Rebouças.

Os consórcios que arremataram os seis aeroportos privatizados no governo da ex-presidente Dilma Rousseff pagam a outorga em parcelas fixas e anuais ao longo de todo o contrato de concessão. Diante da gravidade da crise econômica, que derrubou o volume de passageiros nos terminais, elas querem um alívio nas parcelas dos próximos anos. Em contrapartida, propõem um pagamento mais alto na reta final dos contratos, quando esperam ter recuperado a geração de caixa.

Pelo menos duas concessionárias apresentaram à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pedidos de reescalonamento da outorga: a Rio Galeão, responsável pelo terminal carioca, e a Aeroportos Brasil, que administra Viracopos (SP). O Valor apurou que a agência deve indeferir os pedidos.

A cúpula da agência reguladora avalia que a MP 752 não deu amparo jurídico para viabilizar esse tipo de mudança. Para os diretores da Anac, uma repactuação dos pagamentos não é permitida pelos atuais contratos de concessão e também não tem respaldo na legislação vigente.

Por isso, o colegiado se vê impedido de acatar os pedidos das concessionárias e só vê um caminho para a saída do impasse: a instalação de arbitragem extrajudicial para resolver o assunto.

O mecanismo da arbitragem para pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro, em caso de divergências entre a administração pública e concessionárias privadas, é uma das principais inovações da medida provisória.

Rebouças, da Aneaa, avalia que a arbitragem não é um instrumento adequado para resolver esse tipo de problema. Em uma versão anterior, a MP 752 dava sinal verde à Anac para aprovar o reescalonamento da outorga, mas essa autorização não vingou no texto final, apesar dos apelos feitos pelas operadoras de aeroportos. "O governo fez o que sempre faz. Chama para conversar e, na hora de soltar a medida para valer, não acata nada", lamenta.

Executivos das principais companhias aéreas brasileiras fizeram críticas abertas ao modelo de concessões de aeroportos no país. Segundo eles, os erros observados nas primeiras rodadas de privatização do setor estão sendo repetidos nos leilões de quatro terminais - Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis - que o governo fará em março de 2017.

Para o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, o sistema de leilões pelo maior pagamento de outorga gera aumento de custos para as companhias aéreas e resulta em tarifas mais altas para os clientes. "Isso incentiva aumento de custos e aumento de tarifas em busca de maior arrecadação para o governo", disse Neves, no "Aviation Day", evento organizado em Brasília pela Iata, a associação internacional das empresas aéreas.

Outro alvo de críticas pelo executivo da Azul é a alocação de riscos nos contratos. Ele ilustrou com um exemplo: se faltar energia elétrica no aeroporto e voos forem cancelados, a companhia aérea fica responsável pelas despesas de alimentação e hospedagem dos passageiros. "O risco está muito mal alocado", afirmou.

A presidente da Latam, Cláudia Sender, usou a experiência de aeroportos europeus que atraem voos de companhias "low cost" para exemplificar como o modelo brasileiro teria optado pelo caminho errado. Na Europa, esses terminais apostam na estratégia de baixar custos para as empresas e trazer grande volume de passageiros, enquanto geram receitas na oferta de serviços comerciais.

Aqui, segundo ela, houve um "círculo vicioso" nos aeroportos concedidos. Os vencedores dos leilões, que deram lances muito ousados, cobram aluguéis muito elevados dos prestadores de serviços como forma de pagar a conta. "E o que a gente vê são muitas lojas vazias porque o custo ficou proibitivo", notou a executiva.

"Deve haver um modelo mais eficaz, que ofereça a mesma infraestrutura e não onere tanto as companhias aéreas e os clientes", reforçou o presidente da Gol, Paulo Kakinoff. Ele apontou ainda problemas de regulação, como a franquia de bagagem obrigatória para todos os passageiros, como fatores que jogam contra a competitividade. "Estamos impedindo a livre concorrência."
Fonte: Valor Econômico
Data : 01/12/2016

BNDES DEVE USAR TJLP PARA FINANCIAR ATÉ 40% EM AEROPORTOS
Publicado em 12/02/2016 as 01:35 PM

Autor:        Por Rodrigo Polito, André Ramalho, Victoria Mantoan e Fernanda Pires | Do Rio e de São Paulo

O BNDES confirmou ontem que poderá financiar até 40% dos investimentos em novas concessões de aeroportos, em taxa de juros de longo prazo (TJLP).

Outros 40% também poderão ser financiados por meio de debêntures de infraestrutura. O detalhamento das condições de financiamento para concessões de aeroportos deverão ser divulgadas hoje pela instituição.

"Antes de todo leilão, o BNDES divulga uma carta com as condições [de financiamento]", disse a diretora de Infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos. "O de aeroportos, nós pretendemos até amanhã [hoje] divulgar [as condições]. Na verdade é um detalhamento das condições", completou.

De acordo com Marilene, o principal ponto a ser destacado no detalhamento das condições de financiamento para concessões de aeroportos tem a ver com a governança. "É uma exigência de governança com relação às partes relacionadas. Como não é proibido que participe do leilão um concessionário que também seja construtora, vamos exigir um certo nível de governança para dar garantia de que isso não afetará a concessão."

Segundo ela, com relação aos 40% do valor de investimento que poderão ser financiados via emissão de debêntures, o BNDES se compromete a adquirir esses papéis, juntamente com um consórcio de bancos liderados pelo Banco do Brasil, pelo menos na fase de implementação dos projetos, considerada de maior risco e que por isso não desperta tanto interesse do mercado financeiro.

Sobre a possibilidade de aquisição dessas debêntures pelo mercado, no futuro, Marilene disse que "os projetos, depois que eles performam, se tornam investimentos muito atrativos para o mercado".

O governo marcou para 16 de março o leilão de concessões de quatro aeroportos: Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza. O lance mínimo pelos quatro terminais é de R$ 3 bilhões e a expectativa de investimentos em obras de expansão, de R$ 6,6 bilhões.

A Inframérica Aeroportos, controlada pelo grupo argentino Corporación América, reiterou o interesse em disputar o leilão dos quatro aeroportos. "Temos interesse e iremos avaliar os quatro aeroportos, mas ainda é muito cedo para uma posição mais detalhada e específica", disse o diretor financeiro, Paulo Junqueira Filho. O grupo Corporación América tem a concessão dos aeroportos de Natal e Brasília e se posiciona como comprador de aeroportos no mundo. É considerado um competidor agressivo.

A companhia é dona da rede aeroportuária da Argentina, opera Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai, além de ter ativos no Equador, Peru e Europa. No ano passado disputou ativos na Grécia. O executivo disse recentemente ao Valor que o grupo está buscando um parceiro para os novos projetos no Brasil.

A Anac disponibilizou ontem no site o edital para o leilão dos quatro aeroportos. Na publicação final, o governo decidiu subir um pouco os valores das outorgas de Salvador e Fortaleza, de R$ 1,19 bilhão para R$ 1,24 bilhão e de R$ 1,39 bilhão para R$ 1,44 bilhão, respectivamente. São altas de R$ 53 milhões e R$ 51 milhões, cada. Segundo o Ministério dos Transportes, o ajuste ocorreu somente nos aeroportos do Nordeste justamente por envolver projetos na região, que se beneficiam de isenções fiscais da Sudene.

A contribuição do novo concessionário para custeio dos programas de adequação de efetivo da Infraero, criticada pelo mercado, também foi mantida. Quem arrematar o aeroporto de Porto Alegre terá de pagar R$ 117 milhões à estatal. No caso de Salvador, são R$ 108 milhões. Florianópolis, R$ 40 milhões e Fortaleza, R$ 69 milhões.
Fonte: Valor Econômico
Data : 02/12/2016

COLUNA - DIRETO DA FONTE
Publicado em 12/02/2016 as 01:35 PM

Autor:        SONIA RACY - estadão.com.br/diretodafonte

Acordo de leniência assinado ontem, delações na mesa, vai aqui quase direto da fonte: Marcelo Odebrecht, em sua delação premiada, livrou Dilma de crime mais grave ao declarar que a ex-presidente nunca pediu recursos para ela mesma.

Noves fora

Entretanto, ele foi claro ao afirmar que ela tinha, sim, conhecimento de todo o esquema da Petrobrás.

Noves fora 2

Assim, na avaliação de jurista conhecido, Dilma teria cometido prevaricação - e por isso poderia ser punida mesmo agora, como cidadã comum. Como presidente, poderia estar submetida ao art. 85 da Constituição - que, em seu inciso V, considera crime de responsabilidade “a improbidade na administração”.

Quase milagre

O novo terminal de passageiros do Aeroporto de Confins, perto de BH, será inaugurado dentro do... prazo previsto. Terça-feira que vem.

Construídos em doze meses pela Racional - contratada pelo consórcio CCR e Zurich Airport, que opera o aeroporto -os 50 mil metros quadrados encomendados também estão dentro do orçamento inicialmente previsto.

Saudável

Cobertor curto, São Paulo assinou ontem a primeira -poderão ser muitas - parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente e o setor privado para manutenção de parques. A Adidas, por meio de patrocínio, vai dar apoio ao Parque Villa Lobos.

Serão R$ 300 mil para investir, segundo o secretário Ricardo Salles, em serviço de escola de futebol e “chutelaria”, entre outros.

Saudável 2

A propósito, Andréa Matarazzo sugere uma saída para o falido Jockey Club paulista: transformá-lo em parque, descontando suas dívidas de IPTU ao calcular o pagamento da desapropriação. “Manteria a pista para corridas como atração.”

Bem como os prédios.

Ausência explicada

Renato Janine se diz “um dos

maiores interessados” no debate do ensino médio e conta que aceitou, sim, o convite da comissão da Câmara para discutir o tema. O ex-ministro só não compareceu- como informou a coluna - porque o dia foi trocado e a nova data, como avisou bem antes à comissão, era impossível para ele.

Eu, empresária

Chega a 81% o total de mulheres brasileiras que gostariam de abrir um negócio próprio - contra 19% que não gostam da ideia. E qual a grande vantagem de abri-lo? Para uma mãe, dizem 68%, é melhor ser dona do trabalho do que empregada. Entre outras, porque isso dá mais liberdade para cuidar de filhos.

A pesquisa, inédita, será apresentada hoje por Renato Meirelles, em seminário organizado pelo Instituto Locomotiva e o jornal El País.

‘Desmateriaf girl

O evento mais disputado da Art BaselMiami deste ano não acontecerá em nenhuma galeria de arte. Mas sim no palco montado hoje, no Hotel Faena, para show intimista, com 300 nomes aprovados previamente por... Madonna. Entre eles, os dos brasileiros Guilherme Torres e Beto Cocenza.

As mesas, cada uma com dez lugares, foram compradas por US$ 150 mil e os convites individuais vendidos por preços entre US$ 5 mil e US$ 15 mil.

‘Desmateriaf 2

Visando angariar fundos para sua ONG, Raising Malaui, a noite contará também com leilão de obras de arte da galeria de Madonna e ainda participações especiais de amigos - como Sean Penn, Ariana Grande e Cris Rock.

NA FRENTE

• Hoje tem sunset party na produtora Cine. A ideia é reunir as principais lideranças da comunicação no Brasil.

• O espetáculo Orpheus -com a Studio3 Cia. de Dança e a bailarina Vera Lafer - chega ao Teatro Cetip. Amanhã.

• Adriano Araújo lança, em parceria com Maurício Ribeiro, da Revitale Cosméticos, Falcon Beard Car.

• MuBE e MIS fazem atividades para crianças. Amanhã.

• De olho no barulho dos protestos de domingo, Rodrigo Maia estuda fazer um comunicado para tentar justificar as últimas votações polêmicas da Câmara.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 02/12/2016

COLUNA - CELSO MING
Publicado em 12/02/2016 as 01:35 PM

Autor:        CELSO MING - CELSO.MING@ESTADAO.COM

O que falta para a retomada? A economia continua perdendo fôlego e ainda não há sinais de que o fundo do poço tenha sido atingido.

Agenda positiva

Está errada a política econômica? O que o governo tem de fazer que já não tenha feito?

Não dá, por exemplo, para dizer que o governo Temer esteja parado. Falta pouco para arrancar do Congresso a PEC do Teto dos Gastos e, dentro de mais algumas semanas, será encaminhado projeto de reforma da Previdência Social. Isso, definitivamente, não é pouco. Mas é, de longe, insuficiente para completar o ajuste e para garantir a retomada da produção e da criação de renda.

Também não se pode dizer que a busca do equilíbrio das contas públicas não faça parte do processo de relançamento da economia. Mas falta aquilo que se convencionou chamar de agenda positiva. O presidente Michel Temer é reconhecido acochambrador, sabe, como ninguém, lidar com conflitos, mas não é nem um desbravador nem um apontador de rumos. Ninguém espere da administração Temer mais do que o início da arrumação da casa e, quem sabe, algum avanço nos projetos de desenvolvimento que estão nas prateleiras.

Embora pouca gente tenha notado, esta crise, ainda que profunda e persistente, não carrega três dos graves problemas que fizeram parte do quadro de quebra do Brasil nos anos 80.

Não há, por exemplo, fuga de dólares. As reservas internacionais são de US$ 370 bilhões e a área externa está saudável, a caminho do superávit na conta de Transações Correntes, a que acusa entrada e saída de moeda estrangeira no comércio e nos serviços (veja o gráfico). Também não há ameaça de estouro de bancos e todo o mercado financeiro ostenta excelente saúde, também ao contrário do que acontecia nos anos 80. E, finalmente, a inflação está sob controle, a caminho do centro da meta. Ou seja, o Brasil está longe de ser uma Venezuela ou uma Grécia, e isso ajuda muito.

Para sair da paradeira e do desemprego, os mais aflitos têm feito sugestões esdrúxulas. Há, por exemplo, os que pretendem que se tomem pelo menos US$ 100 bilhões das reservas para investimentos em infraestrutura e projetos de desenvolvimento. Seria um equívoco, porque, se levada a termo, uma operação como essa contribuiria para desfazer a blindagem do Brasil. Ademais, como estão em dólares, essas reservas teriam de ser vendidas no mercado interno, operação que derrubaria o câmbio e produziria inflação, via encarecimento dos produtos importados.

Outra dessas propostas descabidas é a redução do depósito compulsório que os bancos mantêm com o Banco Central. Poderia eventualmente ser uma solução, se o problema fosse falta de crédito. Tanto não falta crédito que o BNDES devolveu R$ 100 bilhões ao Tesouro, porque não tem tomador para esse dinheiro. Além disso, mais moeda na praça acabaria por exigir nova rodada de alta dos juros.

O que o governo tem a fazer é retomar as obras públicas e a formação de parcerias público-privadas (PPPs). Para isso, precisaria agilizar os leilões de concessão. Mas, convenhamos, nada contribuiria mais para o retorno dos investimentos, do emprego e do crescimento econômico do que a recuperação da saúde sustentável dos fundamentos da economia.

• A Opep age

O acordo da Opep fechado nesta quarta-feira para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris diários foi a mais consistente iniciativa nesse sentido desde a derrubada dos preços em 2014, quando pretendeu alijar do mercado os produtores de óleo de xisto dos Estados Unidos, que operam a custos mais altos. Esse objetivo não foi atingido. A recuperação dos preços dará mais condições de recuperação desse segmento.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 02/12/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 12/02/2016 as 01:35 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

O Tesouro Nacional avisou que vai fazer novo bloqueio nas contas do Estado do Rio, de R$ 155 milhões.

‘Cutucar a onça...’

Esse dinheiro estava reservado para pagar a comida dos presos.

Quem sabe em 2018?

O padre Omar, reitor do Santuário do Cristo Redentor, no Corcovado, foi convidado pela Liesa para ser jurado de carnaval. Avisou que adoraria ir, mas... estará em retiro nos dias de Momo. Seria um avanço. Em 1989, a Igreja proibiu, lembra-se?, uma imagem em alusão ao Cristo Redentor no desfile.

Doria é o homem

O paulista João Doria, 58 anos, foi escolhido para receber o troféu O Homem do Ano, no dia 16 de maio de 2017, em Nova York. É uma bela vitória para o empresário que passou a vida toda organizando — como no Fórum de Comandatuba, que realiza todo ano, na Bahia —, eventos para homenagear os outros.

Chico, ‘Anjo azul’

Vem aí mais um espetáculo em homenagem a Chico Buarque. Vai se chamar “Anjo azul” e deve ficar em cartaz no Rio por três meses.
A mineira Rei Bola Promoções e Eventos poderá captar R$ 2.360.150, pela Lei Rouanet, para produzir o musical. Como se sabe, o dinheiro não vai para o talentoso artista.

No mais

Clarice Lispector (1920-1977), nossa grande escritora, dizia que “amar não acaba”. Veja o caso de PT e PMDB. Viveram um caso de amor intenso, coisa de pele, entre 2003 e 2015. Um ano depois de uma separação litigiosa, os pombinhos se uniram na Câmara, sob a bênção de Rodrigo Maia, do matusalém DEM, e lideraram a votação contra a Lava-Jato. Devem ter suas razões... inconfessáveis.

LINDA, TÍMIDA E EMOTIVA

Renata Vasconcellos, 44 anos, a apresentadora do “Jornal Nacional”, diz para a revista “Cláudia” que chega hoje às bancas que é “uma mulher tímida e emotiva”. Conta ainda que, nas folgas, gosta de organizar o apartamento onde mora com o marido, o coleguinha Miguel Athayde, os dois filhos (frutos de seu primeiro casamento), Miguel e Antônio, e o enteado Rafael, no Rio: “Adoro o cheirinho de roupa lavada e passada e faço faxina se a empregada não vem.” Viva ela!

A Natureza vence

O último registro de uma planta como essa aí da foto foi feito há exatos... cem anos, em 1916. Mas, dia 24 agora, esta Pseuderanthemum corcovadense foi redescoberta, veja só, no meio da cidade do Rio — numa expedição pela Floresta da Tijuca, único lugar em que é conhecida — por alunos de pós-graduação da Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT) do Jardim Botânico, acompanhados do diretor da instituição, o pesquisador Vinicius Castro Souza.

À la Millôr

Um grupo de deputados — que cresce a cada dia — está se mobilizando para que seja fixado um limite de horário para as votações na Câmara. A ideia é que as sessões terminem, no máximo, à meia-noite.
É para evitar votações polêmicas, em plena madrugada, como a que desfigurou o pacote anticorrupção do MPF. Aliás, como dizia Millôr Fernandes (1923-2012): “Nas noites de Brasília, todos os gastos são pardos.”

Best-sellers

Sabe a escritora inglesa Jojo Moyes, fenômeno literário que vendeu dois milhões de exemplares só no Brasil? A Intrínseca lançará por aqui, em fevereiro, “Paris for one and other stories”, compilação de contos inédita no país.

A tragédia da cultura

Quatro anos depois de ter sido reaberto, o Museu Internacional de Arte Naïf (Mian), fundado por Lucien Finkelstein em 1985, no Cosme Velho, fechará as portas por tempo indeterminado.
Com o corte dos editais, não há dinheiro para fazer exposições e manter as seis mil obras de seu acervo.

Galo da madrugada

Ontem, por volta das 13h30m, em frente ao Fórum no Rio, um líder do Sindicato dos Serventuários da Justiça, pelo alto-falante, convocava os colegas a chegarem cedo ao protesto em frente à Alerj, na terça que vem, quando começa a votação dos projetos do governo Pezão:
— Todo mundo lá às oito horas da manhã, porque precisamos impedir que os deputados entrem na Assembleia.
Calma, gente!

Que feio, Facebook!

O Facebook foi condenado, pela 3ª Câmara Cível, a indenizar Giovanna Lancellotti, a Milena de “Sol nascente”, por danos morais.
É que a atriz havia pedido à rede que retirasse os perfis falsos com o seu nome. Mas o Facebook no Brasil se recusou. Alegou que apenas a matriz americana poderia remover o conteúdo.
Agora, a rede de Mark Zuckerberg terá de pagar R$ 55 mil à atriz.

ELA VAI VOLTAR À TELONA

Reconheceu a moça ao lado? Então, não é moça. Trata-se de Paulo Gustavo, o ator, 38 anos, caracterizado como Dona Hermínia, personagem dele no filme “Minha mãe é uma peça 2”, que estreia dia 22. Sucesso!

BASTIDOR CHEIO DE ALEGRIA

Reynaldo Gianecchini, 44 anos, e Cláudia Raia, 49, paparicam a figurinista de “A lei do amor”, Gogoia Sampaio, 46, num intervalo entre as gravações.

Ponto Final
Na última eleição carioca muitos não votaram sob alegação, errada, acho, que todo politico é igual. Agora, os três sem-voto se juntam para tentar dar razão ao eleitor, votando a favor a caça a juízes e promotores da Lava-Jato. Francamente!

Zona Franca

Pedro Paulo Malta e o Samba Bom recebem Monarco noTrapiche Gamboa, hoje, às22h. Teresa Cristina apresenta “Teresa canta Cartola”, hoje, às 21 h, no Centro Cultural João Nogueira, no Méier.
O escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello tirou o primeiro lugar na categoria Escritório Especializado em Propriedade Intelectual na “Análise Advocacia 500”.
A OHF Engenharia recebeu o habite-se para o residencial Alcácer Prata, em Campo Grande.
A Gumos, no Leblon e no CasaShopping, agora é Tanto Revestimentos.
Tânia Zagury, da Academia Carioca de Letras, lançará dois livros pela Rocco em 2017.
Hoje, Rildo Hora acompanha, no Cariocando, sua filha Patricia e o violonista Zé Carlos.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 02/12/2016

COLUNA - PANORAMA POLÍTICO
Publicado em 12/02/2016 as 01:34 PM

Autor:        Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

O STF usou o julgamento da denúncia contra Renan Calheiros para se defender da crítica de morosidade.

Tirar o peso das costas

O ministro Teori Zavascki revelou: dos cem inquéritos (Lava-Jato) que examina, 95 deles estão com PGR ou PF. “O STF não é culpado da demora”, disse. A presidente do STF, Cármen Lúcia, bateu na mesma tecla, e Ricardo Lewandowski ilustrou com o percurso da denúncia contra Renan.

As aparências

A decisão do STF atingiu em cheio a imagem do presidente do Senado, Renan Calheiros. Mas o processo contra ele não saiu do lugar, mesmo tendo se tornado réu. Um ministro do STF explica que a PGR só ganhou um novo prazo para encontrar as provas de peculato. Acrescenta que os votos do relator, Edson Fachin, e dos ministros (sete) que o acompanharam limitaram-se a dizer que havia indícios mínimos para que a PGR continuasse investigando em busca de provas.

“Duvido que esses 2 milhões de pessoas tivessem consciência disso, ou de provas ilícitas, lá no Viaduto do Chá. Não vamos canonizar iniciativas populares”
Gilmar Mendes, presidente do TSE e ministro do STF, afirmando que nem sempre as pessoas sabem o que estão assinando (sobre as medidas de combate à corrupção)

O MP pediu para votar e não levou

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem apanhado pela votação do projeto anticorrupção. Isso, devido às mudanças contrárias às posições do Judiciário. Mas um aliado diz que, se ele não colocasse para votar, também seria atacado.

Acerto de contas

Antes de o presidente do PSDB, Aécio Neves, chegar ao jantar de Eunício Oliveira, Renan Calheiros reclamou dele. Contam que disse que o tucano havia garantido que o PSDB votaria a favor da urgência para o pacote contra a corrupção. Nenhum tucano votou a favor, e Aécio ficou calado. Quando Aécio chegou, eles tiveram uma conversa individual.

Conferir

Analistas políticos avaliam que o estrago das novas revelações da Odebrecht será menor do que o imaginado. Alegam que os nomes de peso já são públicos e que as surpresas virão com a divulgação da raia miúda do Congresso.

Cruzada religiosa

A bancada evangélica promete ir para cima do STF, por este não considerar crime o aborto até o terceiro mês de gestação. O deputado (e homem de Deus) Sóstenes Cavalcante esbraveja: “Vamos para cima deles (ministros do Supremo). Agora, eles vão ver. Este Congresso é conservador.”

Garantir espaço

Senadores do PSB foram procurados para o lançamento de um candidato independente ao do líder do PMDB, Eunício Oliveira, à presidência do Senado. Os socialistas lembraram que fizeram isso, em 2015, e ficaram fora da Mesa da Casa.

Sinecura

Além da Secretaria da Transparência, está em curso na Câmara articulação para criar a Secretaria da Juventude, com direito a três secretários adjuntos. Os deputados mais novos estão de olho, para que tenham mais cargos.

O PDT não vai aderir a uma campanha pelo impeachment de Temer. Quer distância do PT. Mas pode mudar, se ela contagiar as ruas.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes - panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 02/12/2016

COLUNA - MERVAL PEREIRA -* A CENTRALIDADE DE UM RÉU
Publicado em 12/02/2016 as 01:34 PM

Autor:        MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

O dia político ontem girou em torno do (ainda?) presidente do Senado, Renan Calheiros, assim como terminara a quarta-feira, com a tentativa desesperada do mesmo Renan de aprovar a toque de caixa um pedido de urgência para analisar as medidas de combate à corrupção que a Câmara desfigurara na madrugada anterior.

Renan reuniu no Senado o juiz Sérgio Moro e o ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, para debater o projeto de lei que trata do abuso de autoridade, mesma designação que foi dada à emenda da Câmara que objetiva constranger a atuação da Justiça punindo supostos “abusos de autoridade” de magistrados e procuradores.

A presença de Gilmar a defender a proposta, que originalmente foi concebida por um grupo de trabalho do qual fazia parte, já era inusitada pela coincidência de datas. No mesmo dia, à tarde, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgou um processo contra o senador Renan Calheiros que acabou tornando-o réu por crime de peculato, colocando-o em posição moralmente questionável como veremos adiante.

A proximidade de ideias de Gilmar e Renan, que já ficara patente na discussão com o juiz Sérgio Moro sobre as medidas de combate à corrupção, prosseguiu no julgamento do STF, quando Gilmar foi dos três únicos juízes que livraram o presidente do Senado de todos os crimes de que era acusado: peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Os outros dois foram os ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Toffoli, por sinal, revelou com seu voto de ontem as razões profundas de seu pedido extemporâneo de vista de outro processo, aquele que define que políticos na linha de substituição do presidente da República não podem ser réus. Essa decisão já tem maioria em plenário, mas Toffoli pediu vista e, passadas nove sessões, não devolveu o processo, embora o regimento do STF seja expresso quando diz que o processo deve ser devolvido até a segunda sessão ordinária subsequente.

Como no Supremo, já houve casos em que um processo ficou anos sob a guarda de um dos ministros — não há possibilidade de que Toffoli libere o processo que afeta Renan Calheiros antes do recesso do Judiciário, permitindo que ele permaneça na presidência do Senado até o fim de seu mandato, em fevereiro. Às favas as questões morais.

Paralelamente, na Câmara, o deputado Miro Teixeira apresentou um projeto de lei que veda a candidatura a presidente e vice-presidente da República de alguém que seja réu em processos, o que, se aprovado, pode impedir muitas candidaturas, inclusive a de Lula.

As críticas feitas pelos três ministros à investigação da Procuradoria-Geral da República, que levou nada menos que 9 anos e não produziu, na visão deles, material consistente para a aceitação da denúncia, foi compartilhada por diversos outros ministros, que no entanto não foram tão rigorosos e viram indícios para que o processo prosseguisse.

A benevolência com que Gilmar Mendes, Toffoli e Lewandowski trataram as acusações contra o senador Renan Calheiros foi um ponto fora da curva no plenário do STF, pois nada menos que 8 dos 11 ministros aceitaram a denúncia por peculato, e vários aceitaram outras denúncias sem obter, porém, a maioria.

O senador Renan Calheiros, ao receber pela manhã o juiz Sérgio Moro para debater o projeto de abuso de autoridade, estava tão afoito quanto na véspera e fez questão de alfinetar o juiz, sempre ressalvando que a Operação Lava-Jato era “sagrada”, e que a atuação de Moro era importante e relevante, “um avanço civilizatório”.

O ambiente estava tão carregado contra Moro, embora com palavras macias, que deu margem a que um ofegante senador petista Lindbergh Farias avançasse o sinal e passasse a acusar Moro da tribuna de “abuso de autoridade”, pela condução coercitiva de Lula para depoimento na Polícia Federal e pela liberação das gravações de conversas entre a então presidente Dilma e Lula.

Ao juiz Sérgio Moro restou apenas constatar que, para o senador petista, e provavelmente vários outros, a aprovação do projeto de abuso de autoridade era uma oportunidade de criminalizar sua atuação nos julgamentos do Lava-Jato. Moro advertiu que esse talvez não seja o melhor momento para tratar dessa nova lei, que pode ser vista como uma tentativa de “tolher a magistratura”. E apelou para que seja colocada uma ressalva de que a interpretação, mesmo que equivocada, da lei não pode ser considerada crime de abuso de autoridade.

De todas as manobras do dia, ficou clara uma cumplicidade de ideias entre o ministro Gilmar Mendes, secundado pelo ministro Dias Toffoli e o (ainda?) presidente do Senado, Renan Calheiros, que pode render frutos políticos mais adiante nessa novela de nossa crise política.

Os pontos-chave

1- A proximidade de ideias do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do ministro Gilmar Mendes é clara

2- Gilmar, Toffoli e Lewandowski trataram com benevolência as acusações contra Renan

3- A aprovação do projeto de abuso de autoridade é a oportunidade de criminalizar a atuação de Moro
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 02/12/2016

COLUNA - PANORAMA ECONÔMICO - OS FATOS E A AMEAÇA
Publicado em 12/02/2016 as 01:34 PM

Autor:        MÍRIAM LEITÃO - miriamleitao@oglobo.com.br / COM ALVARO GRIBEL (DE SÃO PAULO)

As assinaturas do acordo de delação premiada e do acordo de leniência da Odebrecht acabaram acontecendo quando está em curso a mais forte reação dos políticos aos processos de investigação da corrupção no país.


Não é mera coincidência. Vários deles estão se sentindo ameaçados exatamente pelas revelações que os 77 executivos poderão fazer sobre os financiamentos eleitorais.

Quem tem alguma dúvida sobre a importância da Lava-Jato para o país deve conversar com diretores da Petrobras. Foi o que fiz ontem, em programa na Globonews. O diretor financeiro, Ivan Monteiro, disse que a Lava-Jato foi fundamental para a companhia porque ela tem instrumentos que a empresa não dispõe.

— A Petrobras não tem os instrumentos de investigação que a Justiça e o Ministério Público possuem, por isso jamais chegaria aonde a operação chegou. É importante que todos os valores subtraídos sejam devolvidos à companhia — diz Monteiro.

A Petrobras é assistente de acusação, e por isso está ao lado do Ministério Público interrogando os investigados e réus. Essa decisão tomada no ano passado foi fundamental, segundo o diretor financeiro, para a reputação da Petrobras junto aos órgãos de controle, o mercado, a própria Lava-Jato.

— Isso demonstra a nossa atitude. A Petrobras é vítima de um caso absurdo em que foram subtraídos valores indevidamente da companhia. É difícil saber quanto foi subtraído. Com esses instrumentos que a Lava-Jato possui, a gente identifica e pode, junto com os procuradores, cobrar dessas pessoas a devolução do que foi desviado. Até agora, recebemos R$ 660 milhões. Estar lá, ao lado do MP, demonstra a atitude da Petrobras de colaborar com as autoridades. E mesmo se todos os valores em dinheiro voltarem, há ainda o prejuízo de imagem que a companhia teve — disse o diretor financeiro.

O diretor de estratégia, Nelson Silva, acha que a Lava-Jato ajudou a Petrobras também em mudanças internas de gestão.

— Houve, a partir da Lava-Jato, o fortalecimento dos sistemas de controle. Aconteceu uma melhora bastante significativa na governança. Criamos um canal independente de denúncia. Foi estabelecido um sistema de decisões compartilhadas de investimento em que cada etapa do processo passa por um comitê e nenhum investimento depende de uma pessoa só. As grandes decisões vão aos conselhos.

A Lava-Jato está ajudando a recuperar valores para a maior empresa do país, propiciou modernização de gestão, uso de novos métodos de controle, e está permitindo a recuperação da reputação da companhia. Se fizesse só isso, já teria feito muito pelo país.

A Odebrecht vai pagar a maior indenização já paga por uma empresa, e começa, a partir de agora, a viver um outro momento, o pós-Lava-Jato. “É uma página virada”, disse um integrante da empresa. As vantagens para o país dessas mudanças estruturais na Odebrecht, e dos novos compromissos que a construtora assume a partir de hoje, são imensas.

Mesmo com todos esses benefícios, a Lava-Jato enfrenta o mais duro ataque dos políticos. Ninguém admite estar atacando a operação, mas é ela que está sob risco quando se ameaça procuradores.

Não era de se esperar que o pacote das dez medidas anticorrupção fosse aprovado na íntegra. Evidentemente, haveria mudanças, supressões e inclusões. O Congresso foi eleito com esse poder. O problema é que, das dez, oito foram rejeitadas, e o que foi incluído é exatamente o oposto da intenção do projeto. O ministro Gilmar Mendes disse que a “Câmara mandou bem”. Infelizmente, a Câmara mandou às favas os escrúpulos ao votar medidas tão claramente opostas ao que se queria quando o projeto foi enviado. Entre o que foi derrubado, está, por exemplo, a medida que torna crime o enriquecimento ilícito de agente público. Então o que querem os deputados? Que não seja crime? Os deputados aprovaram no projeto medidas que intimidam juízes e procuradores. Claramente. Em um dos absurdos está o de punir com prisão juiz ou procurador que “expressar por qualquer meio de comunicação juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças judiciais”. O país terá que escolher entre as conquistas do combate à corrupção ou esta lei com que deputados tentam intimidar seus investigadores e julgadores.

Os pontos-chave

1- Diretores da Petrobras dizem que a Lava Jato foi crucial e a empresa atua ao lado do MP

2- Reação dos políticos acontece exatamente quando a Odebrecht assina seu acordo delação

3- País terá que escolher entre o combate à corrupção ou a lei que tenta intimidar investigadores e julgadores
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 02/12/2016

MAERSK COMPRA HAMBURG E AVANÇA NA AMÉRICA LATINA
Publicado em 12/02/2016 as 01:34 PM

Autor:        Ramona Ordoñez, com agências internacionais

Operação depende de aval do Cade. Para analistas, empresas teriam, juntas, 80% do mercado no país

COPENHAGUE- A dinamarquesa Maersk Line, maior empresa de transporte marítimo do mundo, comprou a Hamburg Süd, que têm forte presença na América Latina e é líder no Brasil. A aquisição foi anunciada ontem, mas está sujeita à aprovação de órgãos reguladores, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No Brasil, a união das duas, dizem especialistas, pode criar grande concentração na navegação doméstica (cabotagem) e no exterior. Juntas, elas poderiam deter 80% do mercado do país.

Com os 130 navios para transporte de contêineres da alemã, a frota da Maersk passa para 741 unidades, e sua fatia no mercado mundial sobe de 15,7% para 18,6%. Em 2015, a área de contêineres da Hamburg Süd gerou US$ 6,26 bilhões.

O professor da FGV/Direito de São Paulo Clevelend Prates explicou que são necessárias muitas variáveis para o Cade tomar uma decisão. Segundo o professor, ex-conselheiro do órgão antitruste, se o novo grupo aumentar os preços de fretes, por exemplo, poderá atrair novos concorrentes:

— Tem variáveis a analisar, como a concorrência, se poderá aumentar a eficiência.

As empresas não revelaram o valor da aquisição. Mas, segundo o “Wall Street Journal”, o acordo é de cerca de US$ 4 bilhões, um dos maiores para empresas deste segmento. Soren Skou, diretor executivo da Maersk, disse que a transação será paga só em dinheiro e que a dinamarquesa não terá de vender outros ativos para prosseguir com o negócio. O anúncio fez as ações da Maersk subirem 6,17% ontem na Bolsa de Copenhague.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 02/12/2016

COLUNA - ARI CUNHA
Publicado em 12/02/2016 as 01:33 PM

Autor:        ARI CUNHA - aricunha@dabr.com.br / Circe Cunha - circecunha.df@dabr.com.br

Em nome de um modelo de democracia que parece interessar apenas a grupos como a CUT, MST, UNE e outros grupelhos que orbitam os partidos de esquerda — os mesmos que cuidaram de arruinar o Brasil na última década —, a Esplanada dos Ministérios, incluindo o Museu da República, a Biblioteca Nacional e a Catedral foram, mais uma vez, depredados e pichados por bandos de arruaceiros convocados em várias partes do país para, segundo querem fazer crer, protestar contra a PEC dos gastos públicos e a reforma do ensino médio.

Bandoleiros pela democracia

As manifestações violentas deixaram, além de um rastro de destruição material, com prejuízos de milhões de reais para o contribuinte, uma forte suspeita de que foram e estão sendo perpetrados ante as perspectivas desses mesmos grupos virem a perder o dinheiro farto, que, por muitos anos, inundou os cofres dessas entidades parasitas.

Além disso, esses e outros protestos do gênero escondem o fato de que, na verdade, buscam o caos , por meio da agitação das massas e da criação de um ambiente propício para uma convulsão social desenfreada.

(Abro aqui um parêntese para registrar o pulso do senador Renan Calheiros, que não permitiu que a baderna adentrasse pelas galerias da Casa. Viu que a professora Glaucia Morelli havia entrado com um senador da casa. Tentamos contato com o Sr. Weiller Diniz para confirmar que senador a havia acompanhado, mas não obtivemos sucesso sobre o parlamentar).

Dessa forma, por meio da desestabilização do Estado democrático de direito, o que esses agitadores pretendem de fato é enfraquecer o governo Temer e, na sequência, obrigar a convocação de novas eleições para, quem sabe, trazer de volta a mesma gente que infelicitou a grande maioria dos brasileiros e jogou o país nesse fosso instável.

Nessa nova investida dos vândalos contra o patrimônio que é de todos, foi usada uma nova estratégia que é a de atribuir a membros do próprio governo e a uma direita raivosa os atos de depredação e de enfrentamento com a polícia, de modo a lançar no colo alheio a insânia cometida contra a capital. A polícia, que, em casos como este, fica pisando em ovos, para não ser acusada de fabricar um mártir cadáver, deixou escapar a oportunidade de identificar cada um desses bárbaros e, entre outras providências legais, enviar para o endereço certo a conta total dos estragos, inclusive os danos morais sofridos por toda a população brasiliense.

A frase que não foi pronunciada
“É possível, sim, ser eleito sem dinheiro. É só fazer o que fala.”

Eleitor do Reguffe, que conquistou os votos pela ação.

Orgulho
» Entre os homenageados pela Câmara dos Deputados com o Mérito Legislativo
está Silvio Avelino da Silva, servidor da Câmara desde os 15 anos de idade. Ele entrou para a Casa por um programa para menores. Iniciou a carreira brilhante como mensageiro. Passou a datilógrafo e daí galgou sua vida profissional até chegar a secretário-geral da Mesa, um dos cargos mais importantes do Legislativo. Nosso reconhecimento e agradecimento pelo exemplo dado às próximas gerações.

Na bucha
» Em um dos depoimentos na Polícia Federal, apareceu a seguinte história. Alguém queria nomear um diretor na época em que José Eduardo Dutra era presidente da estatal. Ao ser questionado pelo então presidente Lula sobre a razão do tal diretor não ter sido nomeado, segundo Dutra, não fazia parte da tradição da Petrobras ficar trocando diretores. Ao que Lula sem pestanejar respondeu: “Se fosse pela tradição nem você seria presidente da estatal nem eu seria presidente da República”.

Consome dor
» A operadora de celular Claro fez mais de 34 ligações para um único cliente, do número 3130482700 em dois dias. Uma pessoa pergunta se o cliente está ouvindo e passa para uma gravação que oferece novos produtos.

História de Brasília
Finalmente, uma advertência. O governo novo se inicia sob um novo regime político, e sua base, seu sucesso, depende, também, da maneira como é tratada a coisa pública. (Publicado em 19/9/1961)
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 02/12/2016

COLUNA - NAS ENTRELINHAS
Publicado em 12/02/2016 as 01:33 PM

Autor:        Luiz Carlos Azedo - luizazedo.df@dabr.com.br

O choque entre o Congresso e o Judiciário teve mais um capítulo ontem. Depois de submeter o juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, a um verdadeiro pelourinho numa sessão do Senado para debater a nova lei do abuso de autoridade, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), virou réu por peculato, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

O choque de poderes

Votaram a favor do acolhimento dessa denúncia os ministros Edson Fachin, Teori Zawascki, Luís Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e Celso de Mello. Os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram contra. Cármem Lúcia, presidente do STF, que pautou a matéria, não precisou exercer o voto de Minerva.

Renan era acusado de prestar informações falsas, usar documentos falsos e desviar verbas públicas. Foi absolvido do crime de falsidade ideológica, por insuficiência de provas, mas vai responder à acusação de ter desviado verbas públicas. A denúncia surgiu de um escândalo revelado em 2007, a partir da suspeita de que um lobista da construtora Mendes Júnior pagava a pensão de uma filha de Renan Calheiros com a jornalista Mônica Veloso. O processo não tem relação com a Operação Lava-Jato, na qual o presidente do Senado é alvo de oito inquéritos, nem com a Operação Zelotes, que investiga a venda de medidas provisórias, na qual também está enrolado.

Mais cedo, no Senado, o ministro Gilmar Mendes, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia ironizado as ponderações de Sérgio Moro durante a sessão da Casa, na qual o juiz da Lava-Jato afirmou que o momento não era o mais adequado para o Senado apreciar a nova lei de abuso de autoridade. Para o ministro, não teria cabimento um período %u201Csabático%u201D do Congresso em razão da operação. Críticas de Mendes ao projeto de medidas contra a corrupção apresentado pelos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato, que acabou completamente desfigurado pela Câmara, encorajou os senadores investigados no escândalo da Petrobras a subirem o tom contra decisões de Moro, acusando-o de abuso de autoridade.

Numa discussão com o senador Lindeberg Faria (PT-RJ), que o acusou diretamente, Moro reagiu e disse que parte dos políticos querem utilizar o projeto de lei sobre abuso de autoridade para %u201Ccriminalizar%u201D a Operação Lava-Jato. %u201CParece-me claro que a intenção que subjaz, não digo em relação a todos, é de que o projeto de lei de abuso de autoridade seja utilizado especificamente para criminalizar condutas de autoridades envolvidas na Operação Lava-Jato. Para mim, ficou evidente, com o discurso do eminente senador, que o propósito é exatamente esse, ao afirmar aqui categoricamente que eu teria cometido atos de abuso de autoridade na condução dessa operação%u201D, disse. %u201CÉ essa a intenção do projeto ou não é? Se for essa a intenção do projeto, eu insisto na necessidade do adiamento, porque ela vai passar um recado errado para a população.%u201D

Delação premiada

Moro foi questionado também pelo relator do projeto de abuso de autoridade, senador Roberto Requião (PMDB-PR). Mas não perdeu a fleuma e reiterou que o projeto precisava garantir que investigadores, promotores e juízes não serão punidos por divergências de interpretação da lei. Para isso, apresentou formalmente ao Senado uma sugestão de emenda ao projeto e disse que a independência da magistratura estaria em risco. Para Moro, Lindbergh %u201Cafirmou categoricamente que eu teria cometido atos de abuso de autoridade na condução dessa Operação.%u201D

A proposta aprovada pela Câmara apresenta pelo menos dois dispositivos nesse sentido, ao prever crime de responsabilidade quando promotores e juízes procederem de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro do cargo e quando se expressarem sobre processo pendente de julgamento ou de atuação. O texto não traz parâmetro objetivo de conduta e pode servir para tentar intimidar juízes e promotores.

Ontem, finalmente, os acordos de delação premiada da empreiteira Odebrecht, encabeçados por Emílio Odebrecht, começaram a ser assinados. Cada um dos 77 executivos e ex-executivos da empreiteira assinará um termo de responsabilidade com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava-Jato, inclusive o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht, que está preso em Curitiba desde 2015. A empresa também assinou um acordo de leniência, no qual se compromete a pagar multa no valor de US$ 2,5 bilhões, ou seja, aproximadamente R$ 6,8 bilhões. O estresse no mundo político tem como pano de fundo esse acordo, pois toda a elite política do país está com a sobrevivência eleitoral ameaçada, independentemente de vir a ser condenada ou não, por ter recebido doações de caixa dois de empresa desde 2004. Cerca de 200 políticos estariam citados na delação.

A elite política do país está com a sobrevivência eleitoral ameaçada, independentemente de vir a ser condenada ou não, por ter recebido doações de caixa dois de empresas.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 02/12/2016

COLUNA - BRASÍLIA-DF
Publicado em 12/02/2016 as 01:33 PM

Autor:        Denise Rothenburg - deniserothenburg.df@dabr.com.br

Num encontro ontem com cinco senadores no qual o tema central foi economia, o presidente Michel Temer, professor de direito constitucional, comentou que considera corretas as emendas que o juiz Sérgio Moro sugeriu à lei de abuso de autoridade em tramitação no Senado, já apresentadas pelo futuro líder do PSDB, Ricardo Ferraço (ES).

Temer concorda com Moro

Uma delas explicita que mera divergência na interpretação da lei durante avaliação de fatos e provas não pode constituir crime. Afinal, um juiz tem de ter autoridade para interpretar a lei.

O presidente se disse ainda “aliviado”, porque, ao rejeitarem a urgência de votação das 10 medidas de corrupção, “vocês tiraram esse assunto do meu colo”. Afinal, se ele veta o texto, briga com o parlamento que o apoia. Se sanciona, briga com o povo que já não é lá muito amigo do governo.

Pressão sobre Toffoli

Com Renan réu no Supremo Tribunal Federal, aumenta a pressão para que o ministro Antonio Dias Toffoli entregue logo sua posição sobre réus na linha sucessória da Presidência da República. Ele pediu vistas e até hoje nada.

Preocupação suprapartidária

Não, pessoal, não é a lista da Odebrecht. O que preocupa para valer os senadores que estiveram ontem no Alvorada com Michel Temer é a situação da economia. Do PSDB, José Aníbal (SP), Ricardo Ferraço (ES) e Tasso Jereissati (CE). Do PPS, Cristovam Buarque (DF). Do PTB, Armando Monteiro Neto (PE), ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do governo Dilma e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Precisa mais

No encontro com Temer, os senadores disseram que o teto de gastos e a reforma previdenciária não serão suficientes para destravar a economia. Na semana que vem, eles vão se reunir com ministros para discutir propostas de redistribuição da atual carga tributária, de forma a aliviar a produção e os salários.

Paradinhos aí!

Os tucanos começam a puxar o tapete de Renan Calheiros. O deputado Luiz Carlos Hauly e Domingos Sávio sugerem que não se vote nada relativo a mudanças na lei de abuso de autoridade nem as medidas contra a corrupção enquanto não terminar a Lava-Jato. Falta combinar com o comando do Senado. Renan Calheiros é visto hoje como alguém que age para enquadrar a primeira instância e manter o foro privilegiado.

Em campanha/ O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), janta hoje com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. Será levado pelo deputado Heráclito Fortes (PSB-PI).

Rosso e Jovair/ Os deputados do PTB vão deflagrar uma pressão para que Rogério Rosso (PSD-DF) desista de concorrer à Presidência da Câmara para apoiar o líder petebista, Jovair Arantes. Arantes apoiou Rosso na disputa do mandato tampão. Agora, dizem os petebistas, é hora de retribuir.

Moral da história/ Os petistas ficaram em alerta total quando o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou do juiz Sérgio Moro as gravações de conversas telefônicas de Lula e d.Marisa Letícia, filho e nora — aquelas que vazaram, constrangendo o ex-presidente e seus familiares. Moro disse apenas que era magistrado e não comentaria processos pendentes. Para o PT, foi um recado claro de que o inferno astral de Lula (foto) não acabou.

Estresse na embaixada/ O cerimonial e a equipe francesa que preparou a tradicional festa de apresentação do Beaujolais Nouveau viveram dias de estresse. Os queijos vindos de Marseille para o evento de ontem ficaram cinco dias retidos na Alfândega e só foram liberados na véspera da recepção, na residência do embaixador Laurent Bili.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 02/12/2016

PARÁ NEGÓCIOS VAI MOVIMENTAR R$ 9 MI
Publicado em 12/02/2016 as 01:33 PM

EMPRESARIADO - Feira promovida pela ACP vai reunir empresários até o domingo, no Hangar

Com 200 expositores, previsão de R$ 9 milhões em negócios e um público estimado de 30 mil pessoas em quatro dias de funcionamento, a 5ª Pará Negócios foi aberta ontem à noite, no Hangar. A Feira é uma promoção da Associação Comercial do Pará (ACP) e pode ser visitada até este domingo, dia 4.

O público também pode conferir na Feira a Pará Pet Fair, a Pará Fashion Week, a Pará Estética 2016 e a Pará Beauty Hair. As Organizações Romulo Maiorana (ORM) foram representadas pelo gestor comercial de Jornais, Maurílio Macedo. Na abertura da programação, lidenças empresariais e gestores públicos participaram do lançamento do Movimento Pró-Logística do Pará, reunindo o Poder Público e a iniciativa privada para viabilizar ações de logística a projetos estruturais atrelada à geração de renda e empregos no Pará.

O presidente do Movimento, Eduardo Carvalho, enumerou como prioridades a serem trabalhadas pela entidade os seguintes tópicos: o acesso aos portos de Miritituba e de Vila do Conde, obras nas rodovias BR-222, 163 e 155; as estaduais a 150, 368 e algumas rodovias que se inserem no entorno de projetos de investimentos; as ferrovias que estão planejadas no Estado, principalmente, a Ferro Grão, a Fepará e parte da Ferrovia Norte-Sul, de Açailândia até Vila do Conde e também, a criação de uma estrutura de apoio de construção e reparo naval no Estado, junto com a UFPA e o setor naval.

Para o presidente da ACP, Fábio Lúcio Costa, "é na crise que aparecem os bons empreendedores". A Pará Negócios funciona como um mostruário do que os setores do comércio e de serviços desenvolvem e também serve como referência para o surgimento de novos empreendedores, contribuindo para a geração de empregos e renda diante da crise econômica no País. "A Feira estimula as vendas, a troca de experiência e incentiva o empreendedorismo, deixando a crise de lado e e levantando a economia do nosso Estado.

Daí, o lema da Feira ser 'Superação e Otimismo", enfatizou Fábio Costa. Antes de visitar os estandes da Pará Negócios, as autoridades presenciaram a entrega de plaquetas de reoconhecimento da ACP ao presidente da Federação da Indústrias do Pará (Fiepa), José Conrado Santos, e o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), José Fernando Gomes. "A Pará Negócios é uma oportunidade de gerar negócios em um momento tão difícil que o Brasil passa, e o Pará também está nesse contexto, mas está se superando", observou Conrado. José Fernando Gomes destacou que "a grande contribuição da Feira é mostrar a pujança, tudo o que está acontecendo no Estado do Pará, e é um evento que a cada ano se torna um sucesso".

O presidente da Alepa, deputado estadual Márcio Miranda afirmou que "quando um grupo de pessoas toma a iniciativa de realizar algo tão valioso para a economia do Pará é preciso todos, público e privado, deem a mão, prestigiem". Algumas das atrações na Pará Negócios são corredores de estandes com produtos e serviços variados, com os visitantes podendo desfrutá-los como amostra. Lojas do Clube do Remo e do Paysandu Esporte Clube estão presentes na Feira, que também conta com uma programação técnica e eventos culturais.

Logística e geração de emprego estão na pauta do evento
Fonte : O Liberal - PA
Data : 02/12/2016

ANTAQ - CONFIRMAÇÃO
Publicado em 12/02/2016 as 01:33 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Já estão confirmadas as presenças da deputada federal Janete Capiberibe, representante do estado do Amapá na Câmara e, do diretor-geral da Antaq-Agência Nacional de Transportes Aquaviários, engenheiro Adalberto Tokaski. A deputada Janete será agraciada com o Mérito da Navegação Fluvial em meio a festa do SINDARPA. Nota 10.
Confirmação
Fonte : O Liberal - PA
Data : 02/12/2016

EMPOSSADA A PRIMEIRA DIRETORIA DO MOVIMENTO PRÓ-LOGÍSTICA DO PARÁ TENDO COMO SEU PRIMEIRO PRESIDENTE O ECONOMISTA EDUARDO CARVALHO
Publicado em 12/02/2016 as 01:32 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Numa cerimônia muito prestigiada, que foi realizada ontem no HANGAR, tomou posse na presidência do Movimento Pró-Logística do Pará, apoiado por importantes entidades de nossa capital, o empresário e armador Eduardo Carvalho, que é, sem qualquer dúvida, uma das maiores expressões do setor.

Inteligência privilegiada e muito conhecido e estimado em todas as direções da Amazônia, ele, que aparece na foto com o ilustre Comandante da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental - CPAOR, Capitão-de-Mar e Guerra Aristide de Carvalho Neto e o jovem armador José Rebelo-III, presidente do SINDARPA-Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial Lacustre e das Agências de Navegação do Estado do Pará, e vice-presidente da FENAVEGA-Federação Nacional dos Transportes Aquaviários do Brasil, esta com sede em Brasília. Como vice-presidente do Movimento Pró-Logística do Pará, outra grande expressão do setor, empresário/ advogado Alexandre Carvalho, que também é presidente do SINDOPAR-Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Pará, onde, inclusive, realizou um grande trabalho. O evento foi muito prestigiado, por importantes autoridades, empresários e o nosso Governador Simão Jatene.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 02/12/2016

CONTÊINERES - MAERSK LINE CRIA GIGANTE DOS MARES
Publicado em 12/02/2016 as 01:31 PM

A Maersk Line e o Grupo Oetker chegaram a um acordo para que a Maersk Line compre a empresa de transporte marítimo de contêineres alemã, Hamburg Süd.
Da Redação - redacao@dci.com.br - São Paulo

A transação, que ainda depende de autorização de órgãos regulatórios, criará uma gigante para o transporte marítimo. A dinamarquesa Maersk tem hoje 15,7% de participação no mercado global de transporte marítimo, enquanto a, até então rival, Hamburg Süd conta com 2,9% de participação global. Com a junção das empresas, elas garantirão capilaridade no transporte Norte- Sul, mercado dominado pela Hamburg Süd. “Hoje é um novo marco na história da Maersk Line. Estou muito satisfeito de termos conseguido um acordo para a aquisição da Hamburg Süd, que complementa a Maersk Line e, juntos, podemos oferecer aos nossos clientes o melhor dos dois mundos, principalmente nas rotas entre Norte e Sul”, diz o CEO da Maersk Line e do Grupo Maersk, Soren Skou, citando que a previsão é que a compra seja aprovada até o final do próximo ano.

Operação da alemã

A Hamburg Süd opera hoje 130 navios de contêineres, conta com uma capacidade de 625 mil TEU (contêineres de 20 pés), possui 5.960 empregados em mais de 250 escritórios em todo o planeta. Ano passado, a empresa teve receita de US$ 6,726 bilhões. “Estamos orgulhosos de nos juntar à líder de mercado global Maersk Line. Além de ganharmos acesso a uma rede e sistemas superiores, continuaremos com a marca e com o modelo de negócios da Hamburg Süd, oferecendo soluções para nossos armadores e consignatários”, diz o Dr. Ottmar Gast, presidente do Conselho Executivo do Grupo Hamburg Süd. Em 22 de setembro de 2016, a Maersk Line havia anunciado que ampliaria seu market share organicamente e por meio de aquisições. “A aquisição da Hamburg Süd está em linha com nossa estratégia de crescimento e irá aumentar os volumes tanto da Maesk Line quanto da APM Terminals”, revelou Skou, por meio de comunicado ao mercado global.

COMPRA DA HAMBURG SÜD JÁ ERA AGUARDADA
Fonte : DCI  – SP
Data : 02/12/2016

COLUNA - PAINEL
Publicado em 12/02/2016 as 01:31 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

O ministro Henrique Meirelles tornou a virar alvo de críticas.

Nós aqui outra vez

A pressão para que a equipe econômica tire da cartola medidas para retomar o crescimento ganhou força após o decepcionante recuo de 0,8% do PIB no terceiro trimestre. Os investimentos caíram e provocaram uma onda de queixas ao presidente. Cobra-se mais criatividade da Fazenda. Uma frase resume o sentimento geral em Brasília: “A equipe dos sonhos não está conseguindo entregar os sonhos da equipe”.

Esperando Godot
Palacianos estão frustrados. Esperavam que a estabilização da atividade econômica tivesse se confirmado agora.

Geleia geral
Para o mercado, enquanto houver forte desarranjo institucional — Ministério Público brigando com Legislativo; Legislativo em guerra com Judiciário; Judiciário às turras com Executivo — os investimentos de longo prazo não chegarão.

Agora vai
O governo bateu o martelo. Reúne as centrais sindicais e os líderes do Congresso na segunda-feira (5) e apresenta a reforma da Previdência logo depois, possivelmente na terça (6).

Assim, sei lá
Com Geddel Vieira Lima fora e Eliseu Padilha se recuperando de uma crise de pressão alta, aliados notaram Temer um pouco “solitário” no Planalto.

Última ceia
O centrão vai se reunir na casa de Jovair Arantes (PTB-GO) na segunda à noite para apresentar os nomes das prévias e fazer uma tentativa derradeira de acordo pelo comando Câmara.

Com que roupa
A ala do centrão mais simpática a tolher os poderes da Lava Jato — praticamente todo o grupo — reparou: Rogério Rosso (PSD-DF), candidato ao posto, votou contra o abuso de poder de autoridades.

Gastei por conta
Garçons do Congresso comemoravam o artigo do projeto anticorrupção que criava recompensa para o reportante do bem. “Ficaremos ricos”, diziam eles pouco antes da votação que desfigurou a medida.

Péra lá
Temer sanciona nesta sexta (2) a medida provisória que transferiu para as faculdades parte das despesas do Fies. Há um único veto às alterações feitas no Congresso: o trecho que proibia a Justiça de obrigar o Ministério da Educação a abrir novos cursos por meio de liminar.

Já foi melhor, hein?
Renan Calheiros só decidiu pagar para ver e tentar aprovar a urgência do abuso de autoridade após caciques do PSDB e de partidos de esquerda darem o sinal verde. Só não contava que as bancadas não seguiriam o comando.

VIP
Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, enviou nesta quinta-feira (Io) um convite ao juiz Sérgio Moro para que ele participe da manifestação de domingo, na av. Paulista, a favor da Lava Jato.

Engrossa o caldo
Com o movimento da Câmara contrário ao pacote anticorrupção do Ministério Público, o protesto de domingo engrossou. Mais de 50 cidades aderiram ao ato em menos de 24 horas — ao todo já são 150 municípios no país inteiro.

Rir por último
Ninguém dirá publicamente, mas um dos objetivos da Lava Jato com a elevação de tom em direção ao Congresso era justamente ampliar a adesão aos atos do fim de semana.

À la Meirelles
A Executiva do PMDB implantou um ajuste fiscal próprio nas contas do partido: pelo segundo mês seguido, os diretórios estaduais receberam cerca de 15% a menos dos repasses do órgão nacional. A ideia é que o aperto venha para ficar.

Meritocracia
Geraldo Alckmin pretende usar secretarias estratégicas, como Cultura e Transportes, para acomodar futuros aliados. Pré-candidato a presidente, Alckmin ainda não definiu quem vai cuidar de sua comunicação. O posto deixado por Marcio Aith segue desocupado.

» com PAULO GAMA e THAIS ARBEX

tiroteio

"Não há plano B. O PSDB continuará apoiando o governo Temer porque o melhor para o Brasil é conduta transição."

DE AÉCIO NEVES (MG), presidente nacional do PSDB, sobre a notícia de que tucanos falam em eleição indireta de FHC caso Temer não termine o mandato.

contraponto

Plano de carreira

Na terça-feira (29), o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), concedeu palestra em um evento do banco JP Morgan.

Durante sua fala, Doria reafirmou a intenção de não disputar a reeleição para o comando da capital paulista.

Da plateia, um presidente de fundo de investimento internacional sediado no Rio de Janeiro soltou:

—        Então, daqui a quatro anos, vá para o Rio e dispute a eleição por lá!

O próprio investidor emendou, para deleite do tucano e de sua equipe:

—        Tenho certeza de que estaremos precisando.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 02/12/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 12/02/2016 as 01:31 PM

Autor:        MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br , FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

A desaceleração do crescimento do mercado de medicamentos genéricos começa a preocupar a indústria, que registrou sua segunda retração mensal consecutiva em outubro, segundo a Progenéricos, que representa o setor.

Queda na venda de genéricos preocupa setor

Em outubro, o faturamento com as vendas caiu 5,8% em relação a setembro, mês em que também houve queda de 2,8%, apontam dados do IMS Health.

Apesar das oscilações nos resultados mensais, a receita deste ano até outubro segue 8,3% maior que no mesmo período de 2015.

A desaceleração é um reflexo da economia fragilizada, e não de um esgotamento das migrações ao setor, avalia a presidente da associação, Telma Salles.

“A troca de medicamentos de referência por genéricos continua em alta, porém o mercado como um todo se retraiu.” O setor chegou, em outubro, à sua maior fatia de mercado do ano: 31,5% das unidades vendidas.

O vencimento de patentes na área de biossimilares é aguardado pelas empresas como um dos fatores que poderão impulsionar o mercado.

O processo, no entanto, sofre com a demora por parte do INPI (instituto de propriedade intelectual), diz ela.

“O órgão precisa de mais eficiência. São produtos que poderiam nos beneficiar a curto prazo, mas não temos previsão de quando isso deverá se concretizar.”

ESCRITÓRIOS

CARIOCAS

O segmento de escritórios de alto padrão do Rio de Janeiro deverá ter um de seus piores anos em 2017.

Entre agosto e outubro deste ano, a taxa de vacância ficou em 30,5%, mesmo nível do trimestre anterior, aponta a Cushman 8t Wakefield.

“No ano que vem, o pico negativo deverá ser maior que 40%”, diz Gustavo Garcia, gerente de pesquisa da consultoria para a América Latina.

Além da baixa demanda, cerca de 247 mil m2 deverão ser entregues até o fim de 2017, o equivalente a 20% do que existe na cidade.

A melhora deverá ser gradual. “Um equilíbrio de mercado, com vacância perto de 15%, só ocorrerá entre 2022 e 2023, num cenário otimista.”

Laranja De cem empresários brasileiros reunidos na câmara de comércio dos EUA, 71 dizem que a eleição de Trump terá impacto nos negócios.

Mais pano As vendas atacadistas de tecidos tiveram alta de 7,5% em novembro em comparação a outubro, segundo o sindicato do setor.

Alô criançada A Kidstok, de moda infantil, vai abrir três pontos no Rio de Janeiro em dezembro. O investimento é de R$ 15 milhões.

RUMO AO EXTERIOR

As vendas de revestimentos cerâmicos para o exterior cresceram 22% entre janeiro e outubro deste ano na comparação com 2015, aponta a Anfacer (associação do setor).

Outros países compram hoje cerca de 13% da produção brasileira e ajudaram a reduzir as perdas em 2016, segundo a entidade.

Empurrado pela alta do dólar no início do ano, o Grupo Fragnani, que teve queda de 6,1% na receita entre janeiro e outubro, dobrou o volume exportado em relação a 2015.

“Vendemos 5,1 milhões de m2 para fora, quase 15% da nossa produção, diz João Ribeiro, diretor da empresa.

A Portobello teve alta de 10% nas exportações até o terceiro trimestre. A variação é menor que o previsto inicialmente. “A oscilação do câmbio atrapalhou”, diz o diretor financeiro John Suzuki.

NOVOS SUPORTES

A Manserv, empresa de manutenção industrial, vai investir R$ 130 milhões para entrar nos mercados de redes de telecomunicações e de energia elétrica.

Do montante, a companhia já aportou R$ 50 milhões neste ano para dar início a dois projetos pilotos nas áreas — um deles, com a AES Eletro-paulo, para fazer a manutenção de parte da rede aérea da Grande São Paulo.

“São setores que tendem a crescer independente de crise econômica, e há muito espaço para modernização dos serviços, hoje feitos de forma pulverizada, por empresas regionais”, afirma o presidente, Donizete Santos.

O restante do valor será aplicado em 2017, na compra de equipamentos para acesso a regiões remotas, sistemas de monitoramento a distância e treinamento de equipe.

Outra estratégia será buscar consórcios que pretendem concorrer a Parcerias Público-Privadas, para prestar serviços em grandes projetos de infraestrutura.

Neste ano, a companhia prevê um crescimento de cerca de 20% em relação a 2015, quando faturou R$ 1,6 bilhão.

R$1,3 BILHÃO foi a receita neste ano até setembro, alta anual de 15,3%

22 MIL FUNCIONÁRIOS trabalham na empresa
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 02/12/2016

ALBRIGGS OFERECE SERVIÇO INÉDITO NO PORTO DO AÇU
Publicado em 12/02/2016 as 01:31 PM

Escrito por Notícia Corporativa

Sistema One-Stop Solution, realizado na base da Brasil Port, permite que embarcações encontrem diversos serviços em uma única parada

Em parceria firmada com Brasil Port, do grupo Edison Chouest, a aLBriggs oferece sistema inédito de serviços no Porto do Açu, em São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro. Juntas, as empresas possuem a maior e mais preparada estrutura física e tecnológica, para atender a eventuais emergências ambientais. O sistema One-Stop Solution permite que os armadores e empresas operadoras do mercado de Oil & Gas encontrem soluções sustentáveis para vazamento de óleo, logística e serviços especializados em uma única parada.

Recentemente, a Brasil Port ampliou sua área de operação no Terminal 2 (T2) no Porto do Açu, passando a ser maior base de apoio offshore do mundo, com 597.400 m². Ela também está construindo uma nova unidade de atracação que atenderá até 15 navios ao mesmo tempo, além de um estaleiro para reparo de suas próprias embarcações. A previsão é que a unidade movimente cerca de 10.800 navios por ano.

Operando desde Abril no Porto do Açu, a Brasil Port, busca soluções econômicas, sustentáveis e alinhadas às regulamentações nacionais e internacionais. Com o conceito de One-Stop Solution, onde todos os serviços necessários para embarcações e para a indústria offshore são oferecidos em um único local, ela oferece:

· Berços convencionais e "slips" cobertos com pontes rolantes operando 24 horas, 7 dias por semana em qualquer condição climática

· Pátios para armazenagem e comissionamento/montagem de equipamentos “oversize e overweight”

· Serviços de movimentação de carga, incluindo guindastes para cargas extraordinárias

· Fornecimento de fluidos e lama de perfuração, cimento, abastecimento de combustível com cercos preventivos e água potável

· Serviços de armazenamento e gestão de resíduos sólidos, líquidos e perigosos

· Logística integrada, escritórios, restaurantes e alojamento

· Serviços de reparos navais em dique seco

· Limpeza e higienização de tanques de água, lama, cimento, óleo e tubulações,

· Limpeza de sistemas de ar condicionados

O acordo operacional celebrado entre a aLBriggs e a Brasil Port permitirá a implantação de uma estrutura privilegiada para respostas a emergências ambientais (Nível 1, 2 e 3) do Brasil, atendendo plenamente ao PEI (Plano de Emergência Individual), além dos serviços de manutenção e reparo de barreiras de contenção e recolhedores de óleo (skimmers), equipamentos mandatórios dos navios tipo OSRV (OilSpill Response Vessel).

O maior diferencial dessa parceria é possibilitar manutenção e resposta imediata com a capacidade instalada de um inventario de equipamentos disponível, que permite reposição, liberando a embarcação para retornar as suas operações no menor tempo possível.

As equipes de apoio treinadas pela aLBriggs estarão de prontidão para atender qualquer emergência ambiental envolvendo derramamento de óleo no Porto do Açu e nas áreas de exploração de petróleooffshore. Além disso, equipes de apoio poderão se deslocar de maneira rápida e eficiente desde as bases mais próximas, localizadas em Arraial do Cabo-RJ e Niterói-RJ, Santos-SP e Paranaguá-PR.

“Estamos à frente das necessidades do mercado e a resposta a emergência é uma parte do nosso negócio. Oferecemos um sistema completo de serviços e soluções tecnológicas que atendem às exigências ambientais aplicadas desde às embarcações atracadas no Porto do Açu até às plataformas em alto mar”, conclui Marco Formicola, diretor executivo da aLBriggs.

“Estamos inovando em benefícios aos nossos clientes, que contarão com serviços completos em nosso terminal. Um único fornecedor para todos os serviços em um menor tempo de atracação, refletindo diretamente na redução dos custos operacionais com a marca e qualidade mundialmente reconhecida da Edison Chouest Offshore e aLBriggs”, comenta Luiz Fabris Gerente de QHSE da Edison Chouest Offshore.

Sobre aLBriggs - www.albriggs.com.br
A aLBriggsé a nova marca das empresas Alpina Ambiental e Alpina Briggs, pioneiras no Brasil no segmento de resposta a derramamento de óleo e líquidos perigosos. A empresa apresenta soluções completas e inovadoras para o mercado brasileiro.As tecnologias e serviços, oferecidos através de suas parcerias, são referências mundiais, com soluções personalizadas baseadas nas necessidades de cada cliente. São mais de 60 unidades distribuídas pela América Latina que operam 24 horas por dia, sete dias por semana, com mais de 800 profissionais treinados de acordo com padrões internacionais. Opera a base de atendimento da Brasil Port no Porto do Açu-RJ desde Abril de 2016, estrutura que conta com equipamentos de ponta para responder emergências ambientais.

Sobre a Edison Chouest - www.chouest.com
Empresa privada americana com 56 anos de sucesso. Sede em Galliano, estado da Louisiana nos Estados Unidos. Presença global que atinge 12 países além do Ártico e a Antártida. Pioneira na indústria offshore projetando, construindo e operando embarcações de tecnologia avançada. Reconhecida mundialmente como uma das mais diversas e dinâmicas empresas no transporte marítimo e prestação de soluções avançadas para indústria offshore. Com seus modernos estaleiros, instalações portuárias, sofisticados equipamentos de movimentação e controle de cargas fazem do Grupo Chouest líder em excelência na prestação de serviços para indústria de óleo e gás.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

AEROPORTOS À VENDA
Publicado em 12/02/2016 as 01:30 PM

Escrito por Editor Portogente

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta terça-feira (29/11) o Edital de Concessão dos aeroportos internacionais de Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e de Fortaleza (CE). O leilão ocorrerá na Bolsa de Valores de São Paulo, no dia 16 de março de 2017.

O pagamento inicial das outorgas dos quatro terminais (25% à vista sem considerar o ágio) será de R$ 754 milhões e o valor estimado a ser arrecadado com o pagamento das contribuições fixas anuais, ao longo da concessão, será de R$ 3,01 bilhões. Os concessionários também deverão pagar anualmente a contribuição variável de 5% das receitas obtidas em cada aeroporto, com arrecadação prevista de R$ 2,451 bilhões. Os investimentos são estimados em R$ 6,613 bilhões. Nesta rodada, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não será sócia dos aeroportos.

A oferta inicial no leilão deverá ser de no mínimo R$ 31 milhões para o aeroporto de Porto Alegre, de R$ 310 milhões para Salvador, de R$ 53 milhões para Florianópolis e de R$ 360 milhões para Fortaleza. Quanto ao prazo de concessão, Porto Alegre será concedido por 25 anos (prorrogável por mais cinco anos) e os demais serão por 30 anos (prorrogáveis por mais cinco anos).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

BRASILEIRO É O MELHOR MOTORISTA DE CAMINHÃO DA AMÉRICA LATINA
Publicado em 12/02/2016 as 01:30 PM

Escrito por Notícia Corporativa

O baiano Luis Carlos dos Santos derrotou outros 11 concorrentes e ganhou um caminhão Scania zero quilômetro; participaram do torneio competidores de Brasil, Argentina, Chile e Peru.
A maior competição de caminhões do mundo teve pela primeira vez uma final no continente americano; mais de 2 mil pessoas estiveram presentes ao evento, em São Paulo.

Luis Carlos dos Santos, de 31 anos, é o melhor motorista de caminhão da América Latina. Natural de Salvador, o profissional derrotou os outros 11 condutores classificados para a final latinoamericana do Scania Driver Competitions, e conquistou o tão desejado título. A disputa inédita contou com participantes de Brasil, Argentina, Chile e Peru. Santos levou pra casa um caminhão Scania Streamline R 440 6x2 zero quilômetro. As provas foram disputadas ontem (27) e no sábado (26), na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Cada um dos quatro países teve os três melhores motoristas classificados após meses de disputas em várias fases. No sábado, os 12 competidores fizeram quatro provas, entre elas teórica e de percurso. O domingo começou com o teste de manobra individual ao volante. A soma dessas cinco avaliações classificou oito motoristas dentre os 12. Curiosamente, apenas o vencedor nacional do Chile avançou, os outros sete foram segundos e terceiros colocados em suas nações. Esse cenário tornou imprevisível a decisão da competição. Os oito candidatos se enfrentaram em duplas, em provas eliminatórias de habilidade na condução do caminhão e corrida contra o tempo.

Na grande final, Santos enfrentou o argentino Hugo Armando Valdiviezo, de 35 anos. Ambos tinham algo em comum, pois ficaram em terceiro lugar na fase nacional de seus países. Ou seja, não chegaram como favoritos entre os 12. A difícil prova que valeu um caminhão consistia em fazer um circuito em Z, dirigindo de ré e depois de frente derrubando pinos com a máxima destreza e no menor tempo possível. O brasileiro errou logo no começo e teve de manter a calma para vencer o argentino, que ao cometer uma sequencia de falhas foi superado pela agilidade de Santos.

O terceiro colocado foi o brasileiro Ruy Hermes Gobbi, de 49 anos e natural de São José (SC). Valdiviezo ganhou um prêmio de R$ 25 mil, e Gobbi R$ 15 mil, para compras em rede conveniada. Com emoção e orgulho, os três representaram seus países acompanhados de suas famílias, e foram reconhecidos pelo excelente trabalho que realizaram.

“Agradeço a Scania e a todas as equipes que tornaram possíveis esta competição ser organizada pela primeira vez. Quero dar os parabéns pela valorização, reconhecimento e capacitação que a Scania dedica aos motoristas de caminhão. São presentes para a vida inteira”, afirma o campeão Luis Carlos dos Santos. “Dedico esta vitória à minha família, a todos os caminhoneiros e de forma especial ao meu pai, que já foi motorista e me inspirou. Agora, ao ganhar o caminhão, começo uma nova vida”.

Santos estava prestes a desistir da profissão, após seis anos de estrada. “Quando me credenciei para a final nacional 2016 e peguei o terceiro lugar, em outubro, repensei a decisão. Aconselho a todos os motoristas a valorizar sua profissão, a ter mais amor por ela. Quem está pensando em abandonar não faça isso. Nós movimentamos o Brasil.”

O diretor mundial do Scania Driver Competitions, Mikael Person, esteve no Brasil para acompanhar a primeira final América Latina. “É fundamental para a Scania reconhecer o condutor como uma peça chave no mercado e no desenvolvimento de um transporte sustentável. Estão de parabéns todos os quatro países pelo maravilhoso trabalho realizado com compromisso e qualidade”.

Depois das premiações no pódio, Celso Torii, vice-presidente de Vendas e Marketing da Scania na América Latina, entrou dirigindo o prêmio tão esperado, o R 440, e entregou ao vencedor. “A qualidade dos condutores de Argentina, Chile, Peru e Brasil é fantástica. A diferença nas provas foi decidida no controle dos nervos. São todos excelentes motoristas, e nos orgulhamos de poder organizar um evento que reconhece a dedicação e o profissionalismo dos caminhoneiros”, salienta Torii.

Sobre o Scania Driver Competitions

O número de participantes, no total dos quatro países, alcançou mais de 56 mil inscritos. Na Argentina foram 7.826, no Brasil 42.516, no Chile 3.163 e no Peru - país debutante na competição - outros 2.760 motoristas.O Scania Driver Competitions foi criado no ano de 2003 na Europa. Desde esta data, reuniu mais de 300 mil motoristas de quase 50 países. A competição foi propagada a nível mundial para ressaltar a importância dos conhecimentos e profissionalismo dos motoristas, além de aumentar a consciência de segurança nas estradas e meio ambiente. Na América Latina, o Scania Driver Competitions foi realizado pela primeira vez na Argentina e no Brasil no ano de 2005, e logo outros países foram se somando ao grupo. Em 2016, foi organizada a primeira final América Latina.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

TRANSPORTE SUSTENTÁVEL E SOBREVIVÊNCIA
Publicado em 12/02/2016 as 01:29 PM

Escrito por Alan Rubio



Alan Ballet Rubio é um profissional com 26 anos de experiência na área de logística e transporte. Formado em Administração de Empresas pela Anhanguera, com diversas especializações em logística reconhecidas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), atualmente é diretor de logística da CargoX

O modal rodoviário é a base do transporte de cargas do Brasil, sua representatividade supera os 60% e o valores transacionados alcançam a casa dos R$80 bilhões, entretanto recentes evoluções ocorridas na sociedade apresentaram a esse setor que aquilo feito até agora precisa seguir novos rumos, indicando que uma atuação mais sustentável precisa ser adotada, fazendo com que a categoria não seja vista de forma negativa.

Segundo dados da ONU - Organização das Nações Unidas - um maior investimento em transportes verdes, eficientes e sustentáveis pode ajudar a alcançar metas globais de sustentabilidade e proporcionar uma economia de US$70 trilhões até 2050. Levando como base essa informação, devemos observar esse movimento sob duas ópticas: as questões ambientais, onde deve-se pensar no impacto da malha rodoviária sobre o planeta, e o econômico, que faz com que o mercado se mantenha de forma estruturada. Elas se cruzam em diversos momentos, por isso, devem ser vistas como divisores para a sobrevivência, ou não, do setor.

Primeiro devemos analisar como o impacto ambiental pode ser amenizado, já que segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), atualmente, o modal rodoviário brasileiro responde por 42% de CO² lançado na atmosfera e a perspectiva é que exista um aumento acima dos 4% até 2020. Para que esse movimento seja revertido algumas tecnologias e soluções - que já começaram a ser apresentadas - precisam ganhar ainda mais força, como o caminhão elétrico e a otimização da capacidade dos veículos.

Os veículos elétricos, por exemplo, já fazem parte da rotina de diversas cidades, as maiores metrópoles do mundo já possuem esse modelo de carro em sua frota e essa possibilidade já começa a ser pensada para caminhões. Na questão econômica observa-se que o custo dos combustíveis atuais podem chegar a 40% do valor total dos fretes, uma fatia representativa, quando analisamos como isso impacta diretamente no valor final do produto. Na questão ambiental, representa a não emissão de milhares de m³ de poluentes na atmosfera, com a troca para uma nova possibilidade, a cadeia logística seria menos agressiva.

A definição sobre a capacidade dos veículos é bastante simples e pode ser resumida com a seguinte frase: caminhão que roda vazio é ruim para o bolso e para o meio ambiente. Por isso, a busca por completar um caminhão deve ser sempre o foco e a tecnologia tem ajudado com que isso ocorra. Já existem opções que localizam caminhoneiros e suas disponibilidades. Essas possibilidades auxiliam no combate a ociosidade, o que permite ao mercado ser mais sustentável.

No Brasil, a malha rodoviária roda 40% do tempo sem cargas, a quilometragem rodada dessa forma, em um ano, seria suficiente para dar a volta ao mundo 300 mil vezes. Ao utilizar a capacidade excedente disponível nos caminhões, evitando, assim, que eles rodem vazios, é possível reduzir as emissões de CO2 em até 15,6 milhões de toneladas por ano.

A tecnologia é outro ponto importante que deve ser contemplado nessa análise, sua presença pode ser identificada em questões simples, como na economia de combustível ou melhor performace do motor, até para a criação de situações inovadoras, como o caminhão autônomo, que vai permitir um novo modelo de transporte de cargas e vai de encontro com o movimento de transporte sustentável, já que economicamente o veículo terá um custo menor e ecologicamente será menos agressivo.

Por fim, não podemos deixar de falar das questões de segurança e qualidade das estradas. O primeiro se relaciona diretamente com economia, já que quando ocorre o extravio de um carga, diversas camadas são prejudicadas, desde o lojista que não recebe a mercadoria, até o produtor que precisará arcar com essa reposição. Já as rotas prejudicam não só a condição do caminhão, mas também dos produtos, principalmente os perecíveis, e quanto mais tempo o caminhão fica rodando mais poluentes ele emite e mais gastos possui.

Devemos seguir para um novo modelo de transporte, em sintonia com as questões ambientais e seguindo uma linha economicamente positiva. Desta forma, aquilo que está em volta do ecossistema logístico se mantém vivo junto com todo mercado.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

AEROPORTO SANTOS DUMONT COMPLETA 80 ANOS
Publicado em 12/02/2016 as 01:29 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

O Aeroporto Santos Dumont, no coração do Rio de Janeiro, completa 80 anos na próxima quarta-feira (30/11). Para comemorar a data, o aeroporto vai ganhar uma festa bem ao estilo carioca, com direito a escola de samba, Spotter Day - evento destinado a fotógrafos apaixonados por aviação -, e uma exposição de fotos sobre a história do terminal mais charmoso do Brasil.

Quem desembarcar às 10h30, vai ser recebido pela bateria da Escola de Samba Portela, que fará uma apresentação animada no terminal. Na parte da tarde, das 13h30 às 17h, será realizada a primeira edição do Spotter Day Infraero no Santos Dumont. Em seguida, para finalizar o dia de celebrações, será aberta, às 19h30, a exposição “Aeroporto Santos Dumont 80 anos”, com 70 fotos do acervo do jornal O Globo sobre o aeroporto, que fica em cartaz até o dia 30/12.

O terminal fluminense foi o primeiro aeroporto civil a operar voos comerciais no Brasil. Construído na década de 30, sobre um aterro à beira da Baía de Guanabara, o Santos Dumont tem localização privilegiada, situado a 2 quilômetros do centro do Rio de Janeiro e próximo dos principais hotéis e atrações turísticas da cidade. E se os viajantes e visitantes preferirem o conforto de um shopping, é só ir ao Bossa Nova Mall – o primeiro centro de compras brasileiro com hotel (Prodigy Hotel Santos Dumont) interligado a um aeroporto. O complexo ainda dispõe de um hotel, além de um centro de convenções com capacidade para 800 pessoas, e um business center com mais de 4 mil m².

Outro destaque do Aeroporto Santos Dumont é a moderna sala de embarque, a primeira no Brasil totalmente revestida de material transparente, que dá uma ampla visão para a Baía de Guanabara, onde é possível observar cartões-postais da cidade, como a Ponte Rio-Niterói, a Ilha Fiscal, local onde foi realizado o último baile do Império, o Museu de Arte Contemporânea, cujo projeto leva a assinatura de Oscar Niemeyer, a cidade de Niterói, a Escola Naval e o Pão de Açúcar.

"É uma data simbólica para Infraero e para o Brasil, considerando que o sistema aeroviário é o principal meio de integração nacional. No coração do Rio de Janeiro, o Santos Dumont também está no coração dos brasileiros", destaca o presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira.

Atualmente, quatro companhias aéreas operam voos no Santos Dumont – Latam, Gol, Avianca e Azul - que ligam o terminal a 19 destinos nacionais: Brasília (DF), São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Campinas (SP), Vitória (ES), Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Florianópolis (SC), Navegantes (SC), Porto Alegre (RS), Confins (MG), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Porto Seguro (BA), Porto Velho (RO), Campos dos Goytacazes (RJ) e Parauapebas (PA).

O Santos Dumont tem capacidade para receber 9,9 milhões de usuários por ano e é considerado um dos dez aeroportos mais movimentados do país. Somente no último ano passaram pelo aeroporto 9,6 milhões de passageiros, entre embarques e desembarques.

Quem chegar à capital carioca pelo Santos Dumont conta com empresas de táxis e quatro linhas de ônibus que seguem para vários pontos da capital fluminense. Além disso, em junho deste ano, foi inaugurada a primeira linha do Veículo Leve sobre trilho (VLT), que tem como uma de suas estações o aeroporto. Como novo meio de transporte, o Santos Dumont está interligado com o metrô – Estações da Cinelândia e Carioca.

Melhorias
A Infraero investiu cerca de R$ 80 milhões nos últimos cinco anos para aprimorar a infraestrutura do Santos Dumont e garantir mais comodidade aos passageiros que passam pelo terminal.

Entre as melhorias, está a reforma dos 75,3 mil m² do pátio de aeronaves, com o novo sistema de drenagem e pavimento mais resistente. A obra, entregue em fevereiro deste ano, envolveu a demolição do revestimento, base e sub-base do pavimento, a execução do novo sistema de drenagem, a recomposição do pavimento, a selagem das juntas e a pintura da nova sinalização horizontal do pátio de aeronaves, que conta com oito posições assistidas por pontes de embarque. Os trabalhos incluíram também a construção de uma nova posição remota, totalizando agora 14 posições remotas para aeronaves. Foram investidos R$ 46,5 milhões nessas melhorias, desenvolvidas em dez etapas – de modo a reduzir o impacto nas operações do aeroporto.

Outro investimento entregue no mês de fevereiro foi a ampliação da área comercial do aeroporto e uma nova área no terminal de embarque para lojas e restaurantes, cujos investimentos somaram R$ 11 milhões. A reforma do 2º piso da área de embarque possibilitará a ampliação da praça de alimentação do aeroporto.

Em janeiro de 2015, também foi concluída a aplicação de películas protetoras no terminal para reduzir os efeitos dos raios solares. Foram contempladas todas as áreas envidraçadas do terminal de passageiros, como o conector que compõe as salas de embarque e desembarque, portas, claraboias e janelas, sendo usados 11,2 mil m² de filme. O total do investimento foi de R$ 3,2 milhões.

Acesso para todos
Em 2014 o Santos Dumont recebeu o selo de participação no projeto Rio Acessível, com a classificação Diamante. O local foi o único, entre os 250 pontos analisados na capital fluminense a receber esta certificação - o que significa mais de 90% de acessibilidade em todo o aeroporto. A iniciativa faz parte do projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro que avaliou o nível de acessibilidade de pontos turísticos e museus, além dos locais de embarque e desembarque dos diferentes modais de transporte.

As instalações no Santos Dumont seguem os padrões de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O espaço conta com balcões de informações, bebedouros e sanitários adaptados, semáforo sonoro, telefones para surdo com teclado acoplado, rampas nas calçadas em frente aos terminais, pisos táteis - que vão desde da calçada até o balcão de informações, no terminal de embarque, e do balcão do terminal de desembarque até saída do aeroporto. Conta também com 55 balcões de check-in e 51 totens de autoatendimento adaptados, além das vagas exclusivas no estacionamento para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Para os que necessitam de atenção especial quando as pontes de embarque não estão disponíveis, o aeroporto carioca dispõe de dois ambulifts - equipamentos com plataforma elevatória que auxiliam o embarque e o desembarque nas aeronaves que estão estacionadas no pátio, além de ônibus e micro-ônibus 100% adaptados.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

COMÉRCIO EXTERIOR: PERSPECTIVAS PARA 2017
Publicado em 12/02/2016 as 01:29 PM

Escrito por Milton Lourenço

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC).

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra, mostram que a maior parte das compras e vendas entre nações é realizada por meio de acordos comerciais bilaterais ou por blocos. Isso significa que, apesar da leniência com que o assunto foi tratado pelos últimos governos brasileiros, ampliar a rede de acordos é fundamental para o Brasil. Só assim o País deixará o atual isolamento em que se encontra para participar ativamente do comércio global.

De 1991, quando se tornou membro do Mercosul, até 2013, o Brasil só havia assinado acordos de livre-comércio com Israel, Egito e Palestina, além de tratados de preferência tarifária limitados com Índia e África do Sul. Naquele mesmo período, como mostram os dados da OMC, houve no mundo uma explosão de acordos regionais ou bilaterais, ou seja, 543, do quais 354 ainda estão em vigor. Na América do Sul, os chilenos abriram o mercado para 21 países, enquanto os mexicanos assinaram 13 acordos. Peru e Colômbia seguiram caminho idêntico e selaram, respectivamente, 12 e 11 acordos de livre-comércio, incluindo Estados Unidos e União Europeia.

Para o Brasil, de relevante, só houve a participação no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Mas só agora, em outubro, em Nova Déli, o governo brasileiro assinou um conjunto de documentos que busca integrar o comércio e o desenvolvimento dos países do grupo. Os textos abrangem temas como desburocratização e facilitação de comércio, fomento do comércio de serviços, cooperação entre micro e pequenas empresas, promoção das exportações e maior coordenação das políticas comerciais dos cinco países. Nada mal, pois, afinal, os Brics representam um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 16 trilhões.

No âmbito da OMC, o Brasil assinou um Acordo de Facilitação de Comércio que permitirá uma redução de 40% nos prazos médios de exportação e importação, com impactos positivos sobre a competitividade das mercadorias e sobre o PIB. Com a implementação completa até o fim de 2017 do Portal Único de Comércio Exterior, que deverá desburocratizar os processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro, o governo espera um crescimento significativo nos números do intercâmbio com os Brics.

Outra porta que se abre para a ampliação dos números do comércio exterior brasileiro são os Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), que já foram assinados com Moçambique, Angola, México, Maláui, Colômbia, Chile e Peru e que estão com negociações concluídas com Índia e Jordânia. Todas essas iniciativas deverão ampliar as vendas ao exterior de produtos e serviços brasileiros, além de incentivar o fluxo de investimentos.

A expectativa que fica é com relação a diretrizes a serem adotadas a partir de janeiro pelo novo governo dos Estados Unidos, que são hoje o principal destino de exportações de manufaturados brasileiros. Em 2015, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e o Departamento de Comércio dos EUA assinaram um Memorando de Intenções sobre Normas Técnicas e Avaliação da Conformidade, que procura eliminar obstáculos, reduzindo a burocracia e custos e prazos no cumprimento de exigências técnicas necessárias à atividade exportadora. O que se espera é que esse entendimento venha a prospera
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

MPF REITERA PEDIDO DE LIMINAR PARA RESTRINGIR DRAGAGENS EM SANTOS
Publicado em 12/02/2016 as 01:28 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

Para a procuradoria, dragagens intensificam ressacas e também causam erosão em metade das praias da cidade
O Ministério Público Federal reiterou o pedido de liminar na ação civil pública na qual contesta o excesso de dragagens na Baía de Santos, no trecho I do canal de navegação do Porto de Santos. O pedido foi apresentado em caráter de urgência para a 3ª Vara Federal de Santos em razão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) ter reiniciado as escavações no local.

As escavações são feitas por draga que retira dezenas de milhares de toneladas de sedimentos da Baía de Santos por dia, descartando-os no oceano, em ponto distante das praias.

Desde o ano de 2010, quando foram iniciadas as dragagens para aprofundamento e alargamento do canal de acesso ao porto de Santos, começou um rápido processo de erosão das faixas de areia das praias de Santos, entre os bairros do Embaré e Ponta da Praia, o que compromete cerca de 40% das praias da cidade e praticamente já fez desaparecer a faixa de areia da Ponta da Praia.

Uma das consequências das dragagens é a intensificação e aumento do número de ressacas (ondas com mais energia). Antes restritas a, no máximo, quatro por ano, em 2010, primeiro ano das dragagens, o número de ressacas já saltou para 26, conforme apontam relatórios do Programa de Monitoramento do Perfil Praial contratado pela Codesp.

Após 2010, os efeitos de erosão e a perda do nível de areia das praias foram sentidos pela população, motivando um abaixo-assinado para proteção das praias, com 3.000 assinaturas, além de duas audiências públicas realizadas na Câmara Municipal.

A cada ano após o início das referidas dragagens na Baía de Santos, as ressacas atingem mais equipamentos públicos, derrubando muretas, ponto de ônibus, deixando expostas e sem sustentação, por falta de areia, raízes de coqueiros, cabos de iluminação dos postes, tubulação de água da Sabesp, que teve que ser transferida da faixa de areia para debaixo da ciclovia, além de causar prejuízos à população em geral.

Para o MPF, determinante para o problema são as falhas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) feito pela Codesp e aprovado pelo Ibama, que autorizou a dragagem na entrada do estuário de Santos. As praias, por exemplo, não foram consideradas áreas diretamente afetadas pelo empreendimento, não foram estudados os efeitos do aumento do canal de navegação sobre elas, mesmo seu traçado apontando diretamente para a direção das praias do Embaré e da Aparecida (entre os canais 4 e 6) e passando ao lado da Ponta da Praia, todas de Santos, e da praia do Góes, em Guarujá.

“O Eia-Rima cumpriu apenas seu papel formal, pois, na prática, tais relevantes efeitos nocivos à sustentabilidade ambiental não foram devida e previamente estudados e evitados”, afirma o procurador da República Antonio Daloia no documento em que reitera o pedido liminar. Consta da petição do MPF que a Codesp, o Ibama e a União “nada fizeram para evitar os efeitos erosivos da dragagem” depois de a ação ter sido proposta, em junho de 2015.

Para o MPF, é descabida a alegação da Codesp de que a construção dos Canais de Santos (de 1907), da Avenida da Praia (de 1940) e da Plataforma do Emissário Submarino (de 1973) são responsáveis pela acentuada erosão verificada ano após ano desde 2010, pois se tratam de “intervenções antrópicas existentes há muitos anos (de cem a quarenta anos atrás), consolidadas há décadas e que nunca tiverem o condão de causar a acelerada erosão ora em curso na Ponta da Praia e adjacências, conforme comprovam fotos de satélite comparativas da região” (veja as imagens na petição).

Ainda, sustenta o MPF, as alegações da Companhia Docas ignoram o fato de que a acelerada erosão e o aumento da intensidade e do número de ressacas iniciaram somente após fevereiro de 2010, quando começaram as dragagens na Baía de Santos para aprofundar e alargar o canal de navegação nela situado, o que permitiu a entrada de mais água no sistema hídrico da Baía de Santos, alterando os padrões hidrodinâmicos da região, nos termos de estudos de oceanógrafo do MPF e outros profissionais da área que instruem a ação.

Para o MPF, baseado em pareceres elaborados por peritos da instituição, a largura atual do canal de navegação, de 170 metros, é suficiente para a passagem e a navegação segura dos maiores navios que operam no Porto de Santos. A paralisação ou restrição da dragagem, portanto, não prejudicaria a operação do porto.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/12/2016

DRAGAGEM - JUSTIÇA FEDERAL
Publicado em 12/02/2016 as 01:28 PM

O pedido de antecipação de tutela apresentado pelo Ministério Público Federal afim de restringir o serviço de dragagem tramita na 3º Vara Federal de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 02/12/2016

MINISTÉRIO PÚBLICO VOLTA A PEDIR RESTRIÇÃO DA DRAGAGEM DO PORTO
Publicado em 12/02/2016 as 01:28 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO

Segundo procurador da República, medida é necessária pois obras no canal de navegação foram retomadas
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) reiterou o pedido de antecipação de tutela para a suspensão do alargamento do canal de navegarão do cais santista no Trecho 1, que vai da Entrada da Barra até o Entreposto de Pesca. A iniciativa ocorre por conta da retomada da dragagem do Porto de Santos e ainda pelos episódios de ressaca que foram verificados na Cidade nos últimos meses. O processo está em análise na Justiça Federal.

O alargamento do canal de navegação do Porto, que faz parte das obras de dragagem, c apontado pelo MPF como uma das principais causas do aumento da erosão nas praias de Santos. Ponta da Praia, Embaré e Aparecida são os bairros atingidos pelo problema.

Para o procurador da República Antonio José Molina Da-loia, as obras fazem com que correntes c ondas maiores c mais velozes impactem a faixa de areia, causando o problema. Em junho do ano passado, o MPF entrou com uma ação, em que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a União são citadas como rés.

Nessa ação, o MPF pediu, como tutela antecipada, a anulação parcial da licença ambiental concedida para o alargamento do Trecho 1 do canal. E solicitou à Docas e ao Governo Federal que mantivessem a largura do canal cm 170 metros (abandonando os 220 metros verificados em algumas áreas), adequando os projetos em andamento.

No último dia 16, o MPF reiterou o pedido à Justiça. O órgão destaca, em seu pedido, que tem caráter de urgência, que a Codesp, o Ibama e a União “nada fizeram para evitar os efeitos erosivos da dragagem, apesar do tempo já transcorrido desde a propositura da ação e também desde a audiência de 19 de agosto de 15 (mais de um ano e quatro meses), sendo que, a cada ano, em razão da erosão, está ocorrendo um rebaixamento da altura da faixa de areia das praias em relação ao passeio público e às muretas”.

Segundo a ação, o pedido foi motivado pela retomada das obras de dragagem, noticiadas por A Tribuna. Agora, a draga Pearl River é a responsável pelo serviço. Ela tem capacidade para armazenar 24.130 metros cúbicos de sedimentos cm sua cisterna. “De acordo com o site Marine Traffic (que mostra o movimento de embarcações), é possível constatar que a draga efetua mais de dez viagens por dia, ou seja, em um único dia, draga dezenas de milhares de toneladas de sedimentos da Baía de Santos e os descarta em ponto distante das praias e da baía'.

EROSÃO

De acordo com o MPF, desde 2010, quando foram iniciadas as dragagens para aprofundamento e alargamento do canal de acesso ao Porto, começou uma “grave erosão das faixas de areia das praias de Santos”, entre os bairros do Embaré e Ponta da Praia, o que compromete cerca de 40% das praias da cidade e “praticamente já fez desaparecer” a faixa de areia da Ponta da Praia.

O órgão aponta ainda que uma das consequências das obras de dragagem é a intensificação e o aumento do número de ressacas, ondas com mais energia. Antes restritas a, no máximo, quatro por ano, em 2010, primeiro ano da retirada de sedimentos, o número de ressacas saltou para 26, conforme apontam relatórios do Programa de Monitoramento do Perfil Praia contratado pela Codesp.

Para o MPF, determinante para o problema são as falhas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) feito pela Codesp e aprovado pelo Iba-ma, que autorizou a dragagem na entrada do estuário de Santos. O órgão aponta que as praias não foram consideradas áreas diretamente afetadas pelas obras e que não foram estudados os efeitos do aumento do canal de navegação sobre elas, mesmo seu traçado apontando direta-mente para a direção das praias do Embaré e da Aparecida (entre os canais 4 e 6) e passando ao lado da Ponta da Praia, todas de Santos, e da Praia do Góes, em Guarujá.

“O Eia-Rima cumpriu apenas seu papel formal, pois, na prática, tais relevantes efeitos nocivos à sustentabilidade ambiental não foram devida e previamente estudados e evitados”, afirma o procurador da República Antonio Daloia em seu pedido à Justiça Federal.

‘Papel formar

“O Eia-Rima (da dragagem) cumpriu apenas seu papel formal, pois, na prática, tais relevantes efeitos nocivos à sustentabilidade ambiental não foram devida e previamente estudados e evitados"

Antonio Daloia, procurador da República
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 02/12/2016

LIMITAÇÃO TRARÁ PREJUÍZOS DE ATÉ R$ 1,6 BI AO ANO, APONTA ESTUDO
Publicado em 12/02/2016 as 01:28 PM

A restrição ao alargamento do canal de navegação do Porto de Santos trará prejuízos às operações e poderá causar a falência do complexo marítimo.

O apontamento é de pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) contratados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Diante da ação judicial do Ministério Público Federal (MPF), a Codesp decidiu contratar a USP para analisar a dragagem e avaliar os impactos da restrição proposta às operações. Uma das conclusões dos pesquisadores é de que essa limitação pode causar prejuízos de RS 1,6 bilhão por ano aos usuários do complexo marítimo santista.

Segundo a Companhia Docas, são estudados dois cenários. O primeiro leva em conta a redução na largura do canal de acesso externo de 220 para 170 metros, no trecho retilíneo entre o cone de aproximação e a boia 1. Já o segundo é avaliado tendo todo o Trecho 1, da Barra de Santos até o Entreposto de Pesca, com 170 metros de largura.

Hoje, o navio-tipo do Porto de Santos (tipo de embarcação que escala com frequência no complexo e que foi considerado para o estudo) tem 306 metros de comprimento e 46 metros de boca (largura). Na análise do primeiro cenário, foi constatado que, com essa restrição, apenas embarcações de 250 metros de comprimento e 38 metros de boca poderiam atracar no cais santista. No segundo cenário, a limitação, ainda maior, impediria o tráfego de navios com mais de 240 metros de comprimento e 32 metros de boca.

No caso de navios especiais, de 336 metros, a restrição será de embarcações de 275 metros, no primeiro cenário, e 245 metros, no segundo. Hoje, é permitido o cruzamento de navios com menos de 190 metros no canal de navegação. Com as duas restrições, o limite passaria, então, a ser de 160 metros.

Na contabilização dos prejuízos, a quantidade de horas para a movimentação de mercadorias e a necessidade de investimentos para a manutenção da profundidade também são levadas em conta.

No primeiro cenário, com a restrição apenas do trecho retilíneo do canal, o cais santista continuaria com o calado atual, o que restringe o acesso de embarcações de maior porte. Neste caso, no próximo ano, os prejuízos seriam de R$ 403,7 milhões. Em 2020, saltariam para R$ 457,7 milhões e, em 2025, o déficit chegaria a RS 659,7 milhões. Em 2030, as perdas seriam de R$ 895,6 milhões.

No segundo cenário, a situação ficaria pior. De acordo com as estimativas, R$ 895,6 milhões podem deixar se ser gerados com as operações portuárias no ano que vem. Em 2020, o prejuízo chegaria a R$ 1 bilhão, cm 2026, a RS 1,3 bilhão, e, em 2030, as perdas seriam de R$ 1,6 bilhão.

Codesp aguarda Justiça

Questionada sobre o que pretende fazer diante da ação do MPF, a Codesp informou, em nota, que “já se manifestou junto ao poder judiciário e aguarda o respectivo pronunciamento judicial".

Ela lembrou que o primeiro pedido de liminar do MPF foi negado e que o atual pieito “não trouxe aos autos qualquer elemento técnico capaz de macular as conclusões dos estudos já constantes dos auto 5,elaborado 5 por equipes capacitadas da USP, inclusive os que demonstram as graves consequências decorrentes da eventual redução do canal e seus respectivos impactos econômico e social”. A Docas ainda destacou que “as ressacas não foram eventos limitados a Santos e sim verificados por todo a costa brasiieira, inclusive com forte impacto também em outros estados”.

Largura  220 metros é a atual largura da parte retilíneo do Trecho I do canal de navegação do Porto de Santos, entre O cone de aproximação e a boia 1, na Baía de santos, o Ministério Público Federal quer reduzir essa dimensão para 170 metros.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 02/12/2016

PORTO - OBRA NÃO É PRINCIPAL CAUSA, AFIRMA PROFESSOR DA USP
Publicado em 12/02/2016 as 01:28 PM

Para o professor titular em Obras Hidráulicas Fluviais e Marítimas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Paolo Alfredini, as obras de dragagem do Porto de Santos são responsáveis por menos de 4% das causas de ressacas na Cidade.

A conclusão foi destacada durante sua apresentação na edição deste ano do seminário Santos Export-Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, realizado pelo Grupo Tribuna em setembro passado, em Santos

Segundo O pesquisador, a intervenção urbana, iniciada na década de 1940, com a construção da Avenida Saldanha da Gama, e as mudanças da natureza, com o aumento do nível do mar, são os principais fatores que causam a erosão nas praias e a ressaca.

Diante desses dados, o MPF responde que a construção dos Canais de Santos, da avenida da praia e da Plataforma do Emissário Submarino têm entre cem e quarenta anos, que essas obras estão consolidadas há décadas “e que nunca tiverem o condão de causar a acelerada erosão ora em curso na Ponta da Praia e adjacências, conforme comprovam fotos de satélite comparativas da região”.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 02/12/2016

AEROPORTO DE FORTALEZA TEM OUTORGA DE R$ 1,4 BI
Publicado em 12/01/2016 as 04:34 PM

O titular da Seinfra, André Facó, explica que isso mostra que o aeródromo da Capital se destaca em potencial

O leilão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, renderá uma outorga mínima de R$ 1,440 bilhão ao governo federal. O valor deverá ser pago pela concessionária que comprará o equipamento, por meio do certame previsto para ocorrer no dia 26 de março de 2017, na Bolsa de Valores de São Paulo. De acordo com o edital divulgado e aprovado ontem (29), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o aeródromo da Capital cearense tem a maior outorga entre os aeroportos que participam do Edital de Concessão, que são: o equipamento de Salvador (outorga de R$ 1,240), Florianópolis (R$ 211 milhões) e Porto Alegre
(R$ 123 milhões). O documento será publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU).

O valor da outorga divulgado para o aeroporto de Fortaleza é maior do que o projetado anteriormente, de R$1,3 bilhão. Ao todo, o leilão dos quatro equipamentos, que fazem parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do governo federal, deverá render uma outorga mínima de R$ 3,01 bilhões.

O titular da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), André Facó, explica que o aumento do valor da outorga significa que o aeroporto de Fortaleza possui um potencial maior do que os outros três que participam do leilão. "O cálculo da outorga tem base a receita acessórios (dinheiro gerado por meio das vendas em lojas e praça de alimentação) e na aeroportuária (venda de passagens). O Pinto Martins tem uma potencialidade de geração de negócios maior que os outros, por isso a outorga é maior", explicou.

O economista Alex Araújo, ressalta que a divulgação do edital é importante, entretanto é apenas o primeiro passo para que de fato aconteça a privatização. "É importante que haja um incentivo para que muitas empresas participem do leilão, porque quanto maior for a concorrência, maior valorização terá", enfatizou.

25% à vista

O edital divulgado pela Anac, pontua que a empresa que vencer o leilão deverá pagar à vista 25% do valor da outorga, uma espécie de aluguel do aeródromo. No caso de Fortaleza, será equivalente a R$ 360 milhões, além de 100% do ágio oferecido na licitação.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, os quatro aeroportos vão exigir investimentos de R$ 6,613 bilhões ao longo dos anos de concessão. O prazo de concessão será de 30 anos, prorrogáveis por 5 anos.

Os concessionários terão que pagar ainda uma contribuição anual variável correspondente a 5% das receitas obtidas em cada aeroporto, cuja previsão de arrecadação é de R$ 2,451 bilhões.

Para participar do leilão, a empresa terá que comprovar operação de pelo menos cinco anos em aeroporto com ao menos 9 milhões de passageiros, para os terminais de Salvador e Porto Alegre, 7 milhões para Fortaleza e 4 milhões para Florianópolis. O prazo de concessão dos editais será de 25 anos para o aeroporto de Porto Alegre e de 30 anos para os demais.

Demissão voluntária

Outra mudança, é que a Infraero não irá mais participar da licitação, como aconteceu nos leilões de aeroportos realizados até agora. As concessionárias terão que pagar R$ 340 milhões para que a Infraero realize um Programa de Demissão Voluntária para os funcionários que hoje trabalham nesses quatro aeroportos.

Alex Araújo explica que a demissão de funcionários quando há privatização de equipamentos é uma medida comum, que aconteceu nas telefonias e nas companhias de energia do País, entretanto, novas oportunidades serão geradas, resultando no aumento do volume de negócios, conta ele. "Boa parte dos profissionais que atuam hoje no aeroporto é mão de obra especializada, que deverá ser mantida, além de novas oportunidades que serão geradas", concluiu.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 01/12/2016

MOBILIDADE
Publicado em 12/01/2016 as 04:34 PM

Autor:        Paulo César Norões - pcnoroes@diariodonordeste.com.br

Ex-ministro Ciro Gomes, há até pouco tempo diretor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), participa de talk show, hoje, na Feira Nacional de Logística (Expolog).

Falará sobre integração entre os modais rodoviário, portuário ferroviário e aeroviário. Há previsão do Governo Federal de injetar R$ 180 bilhões até 2018 no setor logístico, através do Programa de investimento Logístico.

''Impor à sociedade mudanças significativas, sem discussão prévia, confirma o caráter antidemocrático do governo em curso". Luizianne Lins, Deputada Federal (PT)
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 01/12/2016

AEROPORTO DE FORTALEZA SERÁ LEILOADO EM 16 MARÇO
Publicado em 12/01/2016 as 04:34 PM

Autor:        Lígia Costa - ligiacosta@opovo.com.br

Concessionário do terminal terá que pagar 25% da outorga e 100% do ágio à vista. Edital será publicado hoje

Os aeroportos internacionais de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis serão leiloados no dia 16 de março de 2017, na Bolsa de Valores de São Paulo. O edital de concessão à iniciativa privada, aprovado ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), será publicado hoje no Diário Oficial da União.

No intuito de ampliar a competitividade nos leilões, o Governo resolveu atender ao pedido de investidores interessados nos terminais e mudou a forma de pagamento da outorga - espécie de aluguel anual pela gestão. Agora, os concessionários deverão pagar os 25% da outorga e 100% do ágio (valor adicional cobrado sobre operação financeira) à vista, na data de assinatura do contrato. Em contrapartida, terão cinco anos de carência para começar a pagar o restante dos valores devidos, em parcelas progressivas. Segundo a Anac, o pagamento inicial das outorgas dos quatro terminais (sem o ágio) somará R$ 754 milhões.

A outorga mínima pelo Aeroporto de Fortaleza aumentou levemente, saindo de R$ 1,390 bilhão para 1,440 bilhão, e continua sendo a maior, em relação aos outros três. A outorga mínima pelo Aeroporto de Salvador também subiu de R$ 1,187 bilhão para R$ 1,240 bilhão; o de Porto Alegre, de R$ 122 milhões para R$ 123 milhões; e o de Florianópolis permaneceu na casa dos R$ 211 milhões.

A oferta inicial no leilão para o Aeroporto de Fortaleza também é o maior (R$ 360 milhões), seguido pela oferta de Salvador (R$ 310 milhões), Florianópolis (R$ 53 milhões) e Porto Alegre (R$ 31 milhões). A exigência de investimento para o equipamento da Capital cearense também subiu de R$ 1,37 bilhão para R$ 1,401 bilhão. O Aeroporto de Salvador continua com o maior valor de investimento exigido, de R$ 2,35 bilhões.

Conforme o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, as mudanças nos valores, tanto de outorga mínima, quanto no valor mínimo de investimento se devem ao próprio processo de mudança nas regras de pagamento, bem como ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) da Infraero, a ser repassado aos futuros concessionários. Quanto a Fortaleza possuir a maior outorga e maior oferta inicial no leilão, a pasta afirma que se deve ao fato de que o Pinto Martins não exigirá do operador uma responsabilidade maior, como construção de pista de pouso ou de um novo terminal de passageiros.

Os equipamentos serão concedidos por 30 anos, prorrogáveis por mais cinco, exceto o de Porto Alegre, que será concedido por 25 anos, prorrogável por mais cinco

Hub da Latam

O leilão irá definir o concessionário do Aeroporto Pinto Martins, o que torna mais viável a implantação de um hub pela Latam na Capital. É o que projeta Arialdo Pinho, secretário do Turismo do Estado, já que a companhia saberá com quem vai negociar. Para Arialdo, a concessão vai estabelecer “um novo patamar do turismo” no Estado, já que a concessão para a iniciativa privada vai sanar problemas e promover melhorias. “Temos vários problemas para voos internacionais: só uma sala, só um despacho de mala e isso condiciona muito. O avião fica quatro horas parado para descarregar”, critica, emendando que esta é “a melhor notícia” para encerrar 2016.

Procurada pelo O POVO, a Latam informou em nota que o estudo de viabilidade do projeto “segue no plano de investimentos do Grupo”. Porém, não definiu a data de anúncio da cidade escolhida. O hub é disputado por Fortaleza, Natal e Recife.

NÚMEROS

1,44bi de reais é o valor da outorga mínima pelo Aeroporto de Fortaleza

Saiba mais

Previsões contratuais estipuladas pela Anac

a) Melhorias dos banheiros e fraldários do aeroporto;

b) Revitalização das sinalizações de informação no Terminal de Passageiros;

c) Internet Wi-fi gratuita de alta velocidade;

d) Melhoria do sistema de iluminação das vias de acesso de veículos e de passageiros ;

e) Revisão dos sistemas de climatização, escadas rolantes, e esteiras para restituição de bagagens;

f) Correção de fissuras, infiltrações, manchas e desgastes na pintura de paredes, pisos e forros dos terminais de passageiros.
Fonte : O Povo - CE
Data : 01/12/2016

PORTUÁRIO - VIA PROGRESSO
Publicado em 12/01/2016 as 04:34 PM

Autor:        Eliomar de Lima - eliomar@opovo.com.br

O governador Camilo Santana (PT) assinou a duplicação da CE-155, que vai da BR-222, em Caucaia, até o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Atende a um pleito dos empresários lotados nesse polo industrial.
Fonte : O Povo - CE
Data : 01/12/2016

EDITAL PREVÊ R$ 1,9 BILHÃO EM OBRAS NO SALGADO FILHO
Publicado em 12/01/2016 as 04:33 PM

Autor:        MATHEUS SCHUCH*, RBS BRASÍLIA - matheus.schuch@gruporbs.com.br

INVESTIMENTOS NO AEROPORTO, como ampliação da pista, terão de ser feitos por grupo que assumir concessão. Leilão está marcado para março

O Diário Oficial da União de hoje trará o edital de concessão do Aeroporto Internacional Salgado Filho, prevendo investimento mínimo de R$ 1,9 bilhão. O valor é superior ao que se especulava, de R$ 1,6 bilhão. Entre as contrapartidas para a administração do terminal, estão a ampliação da pista e do pátio para aeronaves, além da reforma (também com ampliação) do terminal de passageiros. O leilão está marcado para 16 de março de 2017.

O anúncio do edital, que inclui os aeroportos de Florianópolis, Fortaleza e Salvador, foi feito na tarde de ontem, em Brasília, pelo secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e pelo ministro dos Transportes, Mauricio Quintella. A concessão já estava no horizonte do Planalto desde a gestão Dilma Rousseff.

Somados, os investimentos mínimos nos quatro terminais chegam a R$ 6,6 bilhões. Os interessados terão de pagar um valor de outorga ao governo para ter o direito de explorar as concessões por prazos que vão de 25 anos (no caso do Salgado Filho) até 30 anos (para os demais).

– O prazo de Porto Alegre é mais curto porque estudos mostraram que, futuramente, pode ser necessária a construção de um novo aeroporto – explicou o secretário de Política Regulatória do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Rogério Coimbra.

O leilão prevê que 25% do valor de outorga seja pago à vista, e o restante dividido em parcelas anuais com juro definido no contrato. A outorga mínima para o Salgado Filho é de R$ 123 milhões. O edital também estipula que concessionários paguem contribuição de 5% das receitas obtidas com a exploração de cada terminal.

– Se fizerem o que está programado, não tenha dúvida de que será melhor para o passageiro. Se for implementado o plano diretor da Infraero, o aeroporto Salgado Filho terá mais 50 anos de vida. O prazo de concessão poderia ser maior, no mínimo de 30 anos, e incluir a possibilidade de construção da segunda pista – avalia Claudio Candiota, um dos coordenadores do Comitê em Defesa do Salgado Filho.

Na opinião de empresários, que militavam pela ampliação da pista, a inclusão dessa medida aumentará a competitividade da indústria gaúcha.

– Ficou bem de acordo, era o que estávamos esperando. O valor da outorga vai para leilão e possivelmente vai ser bem maior do que isso. Como usuário industrial, acho fundamental o aumento da pista para aumentar a competitividade da indústria de alto valor agregado do RS, como eletrônicos, calçados, moda, joias, que usam aviões – afirma Ricardo Portella Nunes, coordenador do conselho de infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs).

A concorrência será aberta a investidores estrangeiros. Nesta primeira rodada do leilão, a Infraero não participará como sócia.

-Valor mínimo previsto para investimentos: R$ 1,9 bilhão.

-Valor mínimo de outorga: R$ 123 milhões (25% à vista).

-Prazo de concessão: 25 anos, prorrogáveis por cinco anos.

-Ampliação do número de passageiros transportados, de 8,4 milhões em 2015 para 22,8 milhões em 2042.

-Requisito para participar da concessão: experiência de no mínimo cinco anos com transporte de pelo menos 9 milhões de passageiros ao ano.

-Ampliação e modernização do terminal de passageiros (entre as medidas, melhorias nos banheiros e fraldários, disponibilização de Wi-Fi gratuito, verificação do sistema de ar condicionado e correção de eventuais fissuras e infiltrações, além de revisão na pintura interna e externa do terminal).

-Ampliação do pátio de aeronaves, aumentando para 14 pontes e oito posições remotas.

-Ampliação da pista em 920 metros, alcançando 3,2 mil metros, em até 52 meses.

-Ampliação do estacionamento para 4,3 mil vagas.

-Tarifas de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia têm
seus valores máximos estabelecidos no contrato e serão reajustadas anualmente
considerando-se a inflação do período (IPCA) mais a aplicação de fatores de
produtividade e de qualidade.

*Colaborou Juliano Rodrigues
Fonte : Zero Hora - RS
Data : 01/12/2016

HIDROVIA – EXPECTATIVA ZERO PARA 2017
Publicado em 12/01/2016 as 04:33 PM

Autor:        + ECONOMIA | Marta Sfredo

Depois do papelão do PIB no terceiro trimestre, o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, virou a página.

Afirma que o governo tem prazo limitado para realização de mudanças que ataquem o centro de problemas do país, e não questões “periféricas”. Para Nunes, o próximo ano será “mais austero” nas contas públicas:

– Projetamos crescimento neutro para a economia em 2017. Ficar no zero já é grande coisa.

Sobre os resultados da empresa em 2016, o presidente relata que a companhia conseguiu apresentar “margens de negócios”, apesar da queda no preço internacional. Segundo Nunes, a empresa atingirá capacidade de produção nominal neste ano (acima de 1,8 milhão de toneladas). Investiu R$ 20 milhões na revitalização do porto público de Pelotas para transportar celulose e madeira por hidrovia. Além disso, aplicou cerca de R$ 200 milhões em melhorias na antiga planta (linha um) em Guaíba.
Fonte : Zero Hora - RS
Data : 01/12/2016

DESTAQUE ESPECIAL PARA TRÊS GRANDES TIMONEIROS DA PRATICAGEM DA BARRA E DO RIO AMAZONAS CONDUZINDO OS GRANDES NAVIOS
Publicado em 12/01/2016 as 04:33 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Hoje a coluna faz um destaque muito especial para três “velhos” timoneiros, que relevantes serviços tem prestado não só para o desenvolvimento do estado do Pará, mas também de toda Amazônia.

São eles: o decano da Praticagem da Barra do Pará, Miguel de Jesus Salgado, conhecido, inclusive, como uma enciclopédia do setor, o cearense-filósofo Marcus Vinicius Gondim, também da Barra do Pará, que por sinal recebeu recentemente a Medalha de Amigo da Marinha e, o bom maranhense Linézio Junior, este da ZP-1, presidente da Cooperativa UNIPILOT, que no próximo dia 13 de dezembro estará recebendo a Medalha do Mérito Tamandaré, ele que já é portador do Mérito Naval. Aliás, observa-se hoje um relacionamento muitíssimo cordial, entre a secular Praticagem da Barra e ZP-1, esta ultima de singradura, atendendo os navios que demandam o rio Amazonas até Itacoatiara, área da sua jurisdição.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 01/12/2016

UMA EMPRESA DE NAVEGAÇÃO QUE TAMBÉM VEM SE DESTACANDO NOS SERVIÇOS DE TRAVESSIAS EM DIVERSOS MUNICÍPIOS DO PARÁ
Publicado em 12/01/2016 as 04:33 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

A empresa de navegação CAMILA, que vem se destacando nos serviços de travessias em nosso estado, transportando viaturas e passageiros, com elogios, inclusive das comunas de Santarém e Cametá, realizando ainda outros serviços ligados ao setor, dirigida por uma bela jovem armadora Priscila Pantoja, que aparece na foto com seu genitor empresário Benedito Pantoja, e o colunista.

Aliás, essa empresa, merecidamente foi uma das homenageadas quando da cerimônia de encerramento de mais um Programa de Segurança da Navegação da Amazônia - 2016, promovida pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental - CPAOR, cujo Diploma foi recebido pelo presidente do Grupo a que pertence a Camila, o bom caráter empresário e armador Benedito Pantoja.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 01/12/2016

PORTOS - OPERAÇÃO PORTUÁRIA
Publicado em 12/01/2016 as 04:33 PM

Autor:        PAULO OCTAVIO - po@redetribuna.com.br / COM A COLABORAÇÃO DE: Thama Boldrini

Com um total de sete portos espalhados pelos 417 quilômetros de litoral, o complexo portuário do Espírito Santo é o maior da América Latina em número de instalações.

Porém, entraves na infraestrutura logística prejudicam os capixabas. É o que explica Marcos Lopes, gerente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindiopes). “Problemas nas rodovias, no aeroporto e no sistema ferroviário deixam o Estado menos competitivo ”, garante.
Fonte : A Tribuna - ES
Data : 01/12/2016

INVESTIMENTO DE R$ 1,9 BILHÃO
Publicado em 12/01/2016 as 04:32 PM

Leilão está marcado para o dia 16 de março de 2017. Pagamento inicial será de R$754 milhões

O edital de concessão do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, que prevê investimento mínimo de R$ 1,9 bilhão, será publicado no Diário Oficial da União de hoje. O documento foi aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Entre os principais investimentos que deverão ser realizados pelos futuros operadores estão a ampliação e reforma dos terminais de passageiros, além da ampliação dos pátios de aeronaves e das pistas de pouso e decolagem. Também estão previstos o aumento do número de pontes de embarque e a ampliação dos estacionamentos de veículos.

O leilão está marcado para o dia 16 de março de 2017, na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). O pagamento inicial das outorgas dos quatro terminais (25% à vista sem considerar o ágio) será de R$ 754 milhões e o valor estimado a ser arrecadado com o pagamento das contribuições fixas anuais, ao longo da concessão, será de R$ 3,01 bilhões. Os concessionários também deverão pagar anualmente a contribuição variável de 5% das receitas obtidas em cada aeroporto, com a arrecadação prevista de R$ 2,451 bilhões. Os investimentos são estimados em R$ 6,613 bilhões. Nesta rodada, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não será sócia dos aeroportos.

O anúncio do edital, que também inclui os aeroportos de Florianópolis (Hercílio Luz), em Santa Catarina; Fortaleza (Pinto Martins), no Ceará; e Salvador (Luis Eduardo Magalhães), na Bahia, foi feito ontem à tarde, em Brasília, pelo secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella. A concessão do aeroporto já estava no horizonte do Planalto desde a administração da ex-presidente Dilma Rousseff.
Fonte : Correio do Povo - RS
Data : 01/12/2016

PORTUÁRIOS BLOQUEIAM BR
Publicado em 12/01/2016 as 04:32 PM

Vários trabalhadores do Porto de Rio Grande realizaram ontem protesto contra uma possível alteração na Lei dos Portos, envolvendo principalmente a parte sobre trabalho portuário.

Conforme o vice-presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Portuários Avulsos, Rogério Porto Veleda, em torno de 550 pessoas participaram. Das 4h às 15h50min, quatro pontos da BR 392, nos km 3, 9 e 1, em Rio Grande, foram bloqueados, sendo permitido passar somente veículos de emergência. “A ideia inicial era bloquear por 24 horas, mas por determinação judicial desbloqueamos a rodovia e a manifestação continua até as 7h desta quintafeira, em frente ao Terminal de Containers e no Porto”, relatou Veleda.

A categoria alega que o governo federal está sendo pressionado para alterar novamente a Lei dos Portos, o que daria liberdade para a contratação de qualquer trabalhador, sem precisar ter registro no Órgão Gestor de Mão de Obra. Além disso, os manifestantes também protestam contra a PEC 55 e a proposta de reforma da previdência.
Fonte : Correio do Povo - RS
Data : 01/12/2016

PARALISAÇÃO NACIONAL SUSPENDE ATIVIDADES EM PORTOS BAIANOS
Publicado em 12/01/2016 as 04:32 PM

Os trabalhadores do setor protestam contra o processo de privatização das gestões dos portos brasileiros

Uma paralisação nacional de 24 horas suspendeu hoje (30) as atividades nos portos de Aratu, Salvador e Ilhéus. Os trabalhadores do setor protestam contra o processo de privatização das gestões dos portos brasileiros.

“Essa privatização tira do governo o controle das faixas de embarque e desembarque de mercadorias dos portos e pode causar aumento de preços dos produtos para o consumidor. Lutamos também pelo pagamento do adicional de risco dos trabalhadores avulsos de todo o Brasil e pela discussão da renda mínima dos trabalhadores portuários”, afirma um dos diretores do Sindicato dos Portuários de Candeias (SPC/Ba), Gilmar Chagas.

Segundo o sindicalista, “a paralisação também é contrária à terceirização da guarda portuária, que vem a precarizar a segurança dos portos brasileiros e luta pela recuperação do Fundo de Pensão dos Trabalhadores (Fundo Portus) e a desestruturação da Secretaria Especial de Portos, criada no Governo Lula”. Recentemente, o Governo Federal anunciou que pretende realizar diversas privatizações em 2017 e 2018, e estão incluídos neste bojo os terminais portuários.

As concessões e privatizações pretendem atingir também aeroportos e ferrovias. Os portuários também protestaram contra a PEC 241, que limita os gastos do Governo por 20 anos, e as mudanças na Previdência.
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data : 01/12/2016

AEROPORTO DE SALVADOR SERÁ LICITADO EM 16 DE MARÇO
Publicado em 12/01/2016 as 04:32 PM

Autor:        Adilson Fonseca

Em Salvador, estão previstos investimentos de R$ 2,2 bilhões

Com quase um ano e meio de atraso – junho de 2015 – o Governo Federal apresentou ontem à tarde o edital de licitação para privatizar o Aeroporto Internacional de Salvador. Segundo as regras divulgadas, o leilão deverá ocorrer em 16 de março do ano e vai ser realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Devem ser concedidos ainda os terminais de Fortaleza (CE), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Em Salvador, estão previstos investimentos de R$ 2,2 bilhões, com o governo esperando arrecadar o mínimo de R$ 1,5 bilhão. O terminal baiano é o oitavo em movimento de usuários e aeronaves no Brasil, com um movimento anual de mais de nove milhões de passageiros.

Somando as quatro privatizações, os cofres da União devem receber aproximadamente R$ 3,1 bilhões, com investimentos de mais de R$ 6 bilhões pelas empresas. As concessões têm prazo que variam de 25 a 30 anos.

A empresa ou consórcio que vencer o leilão terá que pagar ao governo anualmente 5% das receitas obtidas em cada aeroporto, o que levou o governo a estimar um ingresso anual de R$ 2,451 bilhões nos cofres do tesouro Nacional. Já os investimentos previstos para a realização de melhorias e ampliações dos aeroportos serão da ordem de R$ 6,613 bilhões. Nesta rodada, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não será sócia dos aeroportos.

Dentre as melhorias obrigatórias a serem arcadas pelas empresas vencedoras do leilão, previsto para março do próximo ano, estão ampliação e construção de novas pistas e terminais de passageiros, pátios de aeronaves e estacionamentos para veículos. No caso do aeroporto de Salvador, a proposta previa inicialmente a construção de uma nova pista antes da demanda atingir 130 mil movimentos anuais de aeronaves, ou até 31 de dezembro de 2021. Esse prazo foi retirado e a nova pista será construída mediante o crescimento da demanda.

Leilão
Conforme a assessoria de comunicação do Ministério dos Transportes, em Brasília, as empresas participantes do leilão deverão fazer um lance mínimo R$ 31 milhões para o aeroporto de Porto Alegre, R$ 310 milhões para o de Salvador, R$ 53 milhões para o de Florianópolis e de R$ 360 milhões para aeroporto de Fortaleza.

Quanto ao prazo de concessão, Porto Alegre será concedido por 25 anos (prorrogável por mais cinco anos) e os demais serão por 30 anos (prorrogáveis por mais cinco. Atualmente, os quatro aeroportos que serão privatizados respondem por 11,6% do volume de passageiros transportados no Brasil, 12,6% das cargas transportadas e 8,6% do movimento de pouso e decolagem de aeronaves do tráfego aéreo brasileiro.

Superada a fase de publicação do edital de licitação, o Governo Federal terá um prazo máximo de 100 dias para realizar o leilão.Vencerá a empresa que oferecer um maior valor de contribuição ao sistema aeroportuário, ou seja, pagar o maior lance acima do valor mínimo estipulado pelo governo. A Infraero, que atualmente administra esses aeroportos, ficará com o máximo de 49% do capital social.

Ainda segundo o Ministério dos Transportes, o leilão vai permitir que um mesmo grupo econômico possa assumir o controle de mais de um aeroporto, desde que não estejam situados na mesma região. De acordo com as regras previstas na minuta do edital, o leilão dos quatro aeroportos ocorrerá simultaneamente, sendo o vencedor aquele que ofertar o maior valor de outorga (ou contribuição fixa inicial, que soma o valor mínimo do leilão e o ágio ofertado). Esse valor é pago na assinatura do contrato.

Um dos requisitos estabelecidos para a privatização, é que poderá ser admitida a soma das participações de até dois operadores, mas desde que cada um cumpra requisitos técnicos como a comprovação de operação durante pelo menos 5 anos, em um aeroporto com processamento mínimo de nove milhões de passageiros, em pelo menos um dos últimos 5 anos, para os aeroportos de Salvador (BA) e Porto Alegre (RS), de no mínimo sete milhões para o aeroporto de Fortaleza (CE), e de no mínimo quatro milhões para o aeroporto de Florianópolis (SC).
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data : 01/12/2016

CONCESSÃO DE CONGONHAS NÃO É CERTEZA, DIZ MINISTRO
Publicado em 12/01/2016 as 04:31 PM

Autor:        Anne Warth

O governo ainda não decidiu se vai conceder os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro) à iniciativa privada.

De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o Planalto ainda está analisando a sustentabilidade econômico-financeira da Infraero como um todo. “Neste momento, esses dois aeroportos não podem ser discutidos de forma unitária.” Quintella disse que investidores estrangeiros têm manifestado a intenção em participar dos leilões de outros quatro terminais (Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza), marcado para março. Segundo ele, já informaram ter interesse investidores franceses, espanhóis, portugueses, alemães e suíços, além de brasileiros.

A despeito da intenção da China de reduzir investimentos no exterior, Quintella disse que os chineses manifestaram interesse nas concessões de ferrovias do País. “Eles têm demonstrado bastante vontade de participar dos leilões. Temos expectativas de que eles possam participar."
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 01/12/2016

GOVERNO REDUZ VALOR PEDIDO POR AEROPORTOS
Publicado em 12/01/2016 as 04:31 PM

Autor:        Anne Warth / Brasilia

A pedido de investidores, valor de leilão de quatro terminais foi reduzido para R$ 3 bi

O governo decidiu reduzir para RS 3,01 bilhões o valor de venda dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). A estimativa anterior era de RS 4,108 bilhões. Por outro lado, os novos concessionários terão de assumir um volume maior de investimentos, além de gastos com o Programa de Demissão Voluntária (PDV) dos funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A licitação está marcada para o dia 16 de março.

A pedido dos investidores, o governo decidiu mudar a forma de pagamento da outorga dos aeroportos, ou seja, o valor mínimo que os concessionários terão de pagar ao governo pelo direito de explorar os quatro aeroportos. No próximo leilão, os concessionários terão que pagar 25% do valor à vista, mais 100% do ágio proposto, o que renderá pelo menos R$ 754 milhões aos cofres da União.

O restante da outorga será paga de forma equacionada. Não haverá pagamento anual nos cinco primeiros anos de concessão. Do sexto ao nono ano, os desembolsos serão crescentes. Do décimo até o fim do contrato, os valores serão iguais.

Essa alteração visa a evitar a repetição de um problema que afeta a concessionária Rio Galeão. A empresa arrematou o aeroporto por R$ 19 bilhões, um ágio de 294% sobre o valormínimo, de R$ 4,8 bilhões, e se comprometeu a pagar uma parcela anual de R$ 900 milhões por ano em outorga ao governo.

Liderada pela Odebrecht, em dificuldades financeiras em meio às investigações da Operação Lava Jato, a concessionária já anunciou que não tem condições de arcar com o valor e pediu para renegociar o cronograma de pagamentos.

O secretário de Política Regulatória de Aviação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Rogério Coimbra, disse que essa reformulação diminui o risco dos projetos. “Serão parcelas mais condizentes com a receita estimada para os aeroportos nos próximos anos. Haverá um esforço maior no início, mas, no restante da concessão, haverá um pagamento mais adequado ao fluxo de caixa esperado.”

Aportes. Os quatro aeroportos vão exigir investimentos de R$ 6,613 bilhões ao longo dos anos de concessão. Dessa vez, a Infraero não vai integrar as concessionárias. O prazo de concessão será de 30 anos, prorrogáveis por mais 5 anos, para Fortaleza, Salvador e Florianópolis. Para Porto Alegre, o prazo será de 25 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. Além da outorga, os concessionários terão que pagar uma contribuição anual variável correspondente a 5% das receitas obtidas.

Além disso, os investidores terão que pagar R$ 340 milhões à Infraero para bancar as despesas com o PDV da empresa. A estatal possui 1.270 funcionários nos quatro aeroportos que serão leiloados. Caso os novos concessionários decidam não aproveitar o quadro de funcionários, eles podem ser realocados pela Infraero ou aderir ao PDV. “A Infraero vai receber esses recursos para adequar o efetivo. A concessionária paga e se desonera de obrigações futuras”, afirmou Coimbra.

Consórcios. Um mesmo investidor poderá arrematar dois aeroportos na licitação, desde que eles não estejam na mesma região geográfica. Por exemplo: o consórcio poderá comprar os aeroportos de Salvador (BA) e Porto Alegre (RS), mas não Salvador e Fortaleza (CE).

Além disso, os atuais concessionários de aeroportos privados - Guarulhos (SP), Campinas (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Galeão (RJ) e Natal (RN) - poderão participar do leilão. O operador deverá deter uma participação mínima de 15% no consórcio licitante e pelos menos 5 anos de experiência na operação de aeroportos.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 01/12/2016

AGÊNCIAS REGULADORAS – TUDO COMO DANTES...
Publicado em 12/01/2016 as 04:31 PM

Autor:        ANDREZA MATAIS e MARCELO DE MORAES - COLUNADOESTADAO@ESTADAO.COM

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou a indicação do ex-deputado federal e ex-prefeito de São Bernardo William Dib para uma vaga na diretoria da Anvisa.

...No quartel de Abrantes. Havia a promessa do governo de evitar nomeações políticas para as agências reguladoras. Depois de ser expulso do PSDB por infidelidade, a nomeação de Dib seria da cota do PPS.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 01/12/2016

PORTUÁRIOS PARALISAM ATIVIDADES E FAZEM PROTESTO
Publicado em 12/01/2016 as 04:31 PM

Portuários de todo o país paralisaram as atividades nesta quarta-feira (30), em um movimento de protesto contra uma série de medidas em votação no congresso nacional.

No Pará, os trabalhadores realizaram duas manifestações, no porto do Miramar, em Belém, e em Vila do Conde, no município de Barcarena, no nordeste paraense.

“Nossa pauta é bem extensa, mas se foca principalmente nas questões macro, que envolvem trabalhadores de todos os setores do país”, afirmou Dalton Beltrão, diretor do Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindiporto). “Tem a questão da PEC 55 (que determina um teto no valor de investimentos em diversos setores), que afeta diretamente os investimentos nos portos, a mudança na previdência, que afeta nossa aposentadoria, mudanças na legislação trabalhista, o fim da validade de acordos coletivos vencidos. Tudo que irá acabar com nossos direitos conquistados”.

A paralisação deverá durar 24 horas e foi aprovada nacionalmente durante uma assembleia nacional da categoria. “A ideia foi manifestar nosso descontentamento com todas essas medidas que prejudicam o trabalhador”, continuou Dalton. “Agora, vamos agendar nova reunião para deliberar novos atos. Ainda em dezembro deveremos nos manifestar novamente”.
(DOL)
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 01/12/2016

VISITA
Publicado em 12/01/2016 as 04:30 PM

Autor:        Mauro Bonna

Viseu e Bragança recebem hoje dois ministros de estado, Helder Barbalho, da Integração Nacional, e Maurício Quintella, dos Transportes, juntamente com o deputado federal Lúcio Vale. Eles estarão em Viseu e Bragança para assinar a ordem de serviço da tão esperada pavimentação da BR-308, que finalmente saiu da gaveta.
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 01/12/2016

BR-308: DOCUMENTO PARA O ASFALTAMENTO É ASSINADO
Publicado em 12/01/2016 as 04:29 PM

Autor:        Luiza Mello/Diário do Pará

A população da região nordeste do Pará comemora uma das mais importantes conquistas: será assinada hoje a ordem de serviço que dará início às obras de pavimentação da BR-308, no trecho que liga as cidades de Bragança a Viseu.

As duas cidades recebem, hoje, a visita dos ministros da Integração Nacional, Helder Barbalho, e dos Transportes, Maurício Quintella, além do diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Cassimiro. O evento de assinatura acontece pela manhã, em Viseu. Na parte da tarde, será realizado em Bragança.

Atualmente, os moradores da região sofrem por causa do lamaçal e das inúmeras pontes de madeira que colocam em risco a vida das pessoas. A BR-308 é a única via de acesso de Viseu e de Augusto Corrêa ao restante do Pará.

“O asfalto vai permitir mais crescimento e desenvolvimento à região. É um sonho de muitos anos e hoje estamos comemorando essa importante ação do presidente Michel Temer pelo Pará”, destacou o ministro Helder Barbalho, que fez mobilização em Brasília para o asfaltamento da rodovia. Segundo o deputado federal Lúcio Vale (PR-PA), um dos responsáveis por essa conquista, a pavimentação é esperada há cerca de 40 anos pela população local, que começa a ver um sonho se tornar realidade com a chegada das primeiras máquinas. São cerca de 200 mil pessoas diretamente beneficiadas, que têm na rodovia a principal ligação com o restante do Pará.

PRAZO

Segundo ele, o prazo de execução da obra é de quase 2 anos. Essa é a única rodovia federal do nordeste do Pará que ainda não é asfaltada. Serão pavimentados 115,5 quilômetros em difíceis condições de tráfego. A BR-308 foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) em 2013. A pavimentação da rodovia é estratégica para o Estado porque vai encurtar o percurso entre Belém e São Luís (MA) em cerca de 106 quilômetros. Também farão parte da comitiva dos ministros ao Estado do Pará, o senador Jader Barbalho (PMDB) e a deputada federal Simone Morgado (PMDB), que também têm trabalhado pela melhoria de acesso à região.

Anteontem, o senador esteve, mais uma vez, com o presidente Michel Temer para confirmar a determinação do Governo Federal de fazer a duplicação da BR-316, entre Castanhal e Capanema. “É a região mais populosa do Pará. É onde está concentrada grande parte da produção pesqueira e agrícola do nosso Estado. Melhorar as vias de acesso é melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da população”, disse Simone
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 01/12/2016

LEILÃO DE AEROPORTOS PREVÊ RECEITA DE R$ 3 BI
Publicado em 12/01/2016 as 04:29 PM

Autor:        Por Rafael Bitencourt | De Brasília

O governo apresentou ontem os detalhes do edital de concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre com previsão de ser publicado hoje.

O leilão foi marcado para 16 de março de 2017. O preço mínimo das outorgas soma R$ 3,01 bilhões. O edital exige pagamento à vista de 25% do valor negociado no leilão. O governo poderá, então, garantir a receita de pelo menos R$ 754 milhões no ato de assinatura dos contratos.

Os vencedores do leilão, após desembolsar o montante à vista, contarão com o prazo de carência de cinco anos para iniciar o pagamento do saldo remanescente de 75%. Do sexto ao décimo ano, o desembolso será em parcelas anuais crescentes. Para os anos seguintes, será cobrado um valor fixo anual até o fim dos contratos.

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse ontem que o edital trouxe "inovações" importantes que estimularam a aceitação das regras pelo mercado. Ele destacou, como um dos principais pontos, a saída da Infraero da sociedade que será formada para assumir a administração dos aeroportos. Nos leilões anteriores, os vencedores eram obrigados a acomodar a estatal com uma participação de 49% da concessão.

Quintela ressaltou que a carência de cinco anos para pagamento da outorga tende a aliviar o caixa das empresas no momento de maior pressão por investimentos. Essa era outra queixa das atuais concessionárias que chegaram a procurar o governo para renegociar as condições de pagamento.

De acordo com as regras do edital, o grupo que arrematar uma dos quatro aeroportos poderá adquirir um segundo, desde que esse terminal não esteja localizado na mesma região do primeiro. Com essa restrição, o investidor será impedido de adquirir, ao mesmo tempo, os aeroportos de Salvador e Fortaleza ou Porto Alegre e Florianópolis. Não haverá barreira específica à participação das concessionárias que assumiram a administração de aeroportos nas rodadas de leilões anteriores.

No plano nacional, os quatro terminais respondem por 11,6% do fluxo de passageiros, 12,6% da movimentação de cargas e 8,6% do tráfego de aeronaves. Para o governo, os novos concessionários farão investimentos de R$ 6,613 bilhões. Entre as principais intervenções estão a ampliação de terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e das pistas de pouso e decolagem. Deverá haver ainda o aumento do número de pontes de embarque e da oferta de estacionamentos de veículos.

Segundo Quintela, empresas estrangeiras e brasileiras já demonstraram interesse no leilão. Questionados sobre os grupos estrangeiros, o ministrou mencionou que houve a sinalização de espanhóis, franceses, português, alemães e suíços. Ele disse que parte das conversas ocorreu durante a apresentação dos projetos de infraestrutura no exterior. Na área de ferrovias, por exemplo, investidores chineses e russos também procuraram o governo.

Para participar do leilão, os interessados precisarão comprovar a experiência mínima de cinco anos na operação com fluxo de passageiros equiparado ao da concessão de interesse oferecida no leilão. Os aeroportos de Salvador e Porto Alegre, por exemplo, exigem a experiência em terminais com movimentação de 9 milhões de passageiros por ano.

Ontem, os técnicos do governo explicaram que houve a redução nos valores de outorga em relação ao que havia sido divulgado anteriormente porque os novos concessionários vão assumir obrigações que seriam do governo. Entre elas está o custo do plano de demissão voluntária (PDV) dos funcionários da Infraero que hoje trabalham nos quatro terminais. No caso de Porto Alegre, o novo operador arcará com a remoção de famílias que moram de forma irregular em área que será usada para construir uma nova pista de pouso.

O secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, disse que o lançamento do edital foi um passo importante. "O programa deixa de ser mera expectativa e passa a ser realidade no primeiro trimestre de 2017."
Fonte: Valor Econômico
Data : 01/12/2016

COLUNA - ARI CUNHA
Publicado em 12/01/2016 as 04:29 PM

Autor:        Ari Cunha - aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha - circecunha.df@dabr.com.br

Durante os anos que antecederam a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder e mesmo ao longo dos primeiros anos do governo Lula, a imprensa, de um modo geral, vivia uma espécie de lua de mel com a legenda e com a maioria dos movimentos sociais de esquerda.

A imprensa livre como alvo
A coisa parecia natural, pois havia, por parte dos jornalistas mais jovens e mesmo pela geração dos anos de chumbo, uma relativa esperança de que, afinal, o Brasil resolveria, de vez, os graves e seculares problemas de desigualdade social.

A subida da rampa do Planalto pelos partidos de esquerda tinha sido aguardada e adiada desde os anos 1960. Durante o regime militar, esse sonho ficara guardado em segredo por muitos anos. Havia, portanto, uma grande expectativa com a vitória das esquerdas. Não se passaram nem cinco anos e as relações começaram a desandar. O ano de 2005 marca um ponto de viragem nesse romance.

Com a eclosão do escândalo do mensalão, começaram a aparecer as primeiras contradições dentro de um movimento que todos acreditavam e apostavam como moralizador e saneador do Estado. À medida que a imprensa livre investigava e passava a seguir as inúmeras pistas, aumentavam os sinais de fadiga, que levariam a uma espécie de rompimento forçado e definitivo.

A cada enxadada no solo, uma minhoca, a cada pena puxada, surgia uma galinha inteira. Contradições atrás de contradições, desmentidos constantes e, por fim, o divórcio litigioso opondo mídia livre de um lado e o PT e os movimentos sociais, de outro. Estabelecida a cizânia, restou ao partido no poder buscar na cartilha das táticas de guerrilha ou algo do gênero, a melhor estratégia para deter o avanço da imprensa sobre os fatos que não paravam de aparecer.

O ardil escolhido, aquele que parecia trazer melhores resultados para defender o partido das manchetes diárias escandalosas, foi, além da adoção de uma sistemática difusão de calúnias contra a imprensa, feita pelos chamados blogs sujos, custeados, obviamente, com dinheiro público, a colocação de boa parte dessa mesma imprensa como inimigo declarado do PT. Passou-se então a segunda fase desse estratagema, com a incitação aberta para que os simpatizantes que ainda permaneceram sob a órbita do partido atacassem e agredissem, sem tréguas, os profissionais de toda a imprensa hostil ao PT.

Alcunhada com o epônimo de mídia golpista, a ordem das lideranças do partido foi baixar o pau na imprensa, perseguir e espancar jornalistas, repórteres, cinegrafistas e fotógrafos e todos que ousassem criticar a legenda e seu líder máximo. No entanto, a tática de transformar a imprensa em alvo, como a maioria das decisões autocráticas desse partido, provocou um efeito contrário: quanto mais atacam a mídia, mais a população vai percebendo quanto risco todo o país correu, caso essa turma ficasse, como pretendia, décadas no poder.

A frase que não foi pronunciada
"Ao ouvir a opinião dos ministros do STF sobre o aborto, pensei logo. Imaginem se a mãe deles pensasse da mesma forma! Se as Excelências tiveram a chance de viver, não deveriam privar outros seres humanos da mesma oportunidade".
Dona Dita, lendo sobre o caso do aborto em Xerém.

Malhete
Inacreditável que, com o aparato tecnológico que temos hoje, depois de 200 mil anos de vida humana na Terra, os ministros da Suprema Corte brasileira nunca tenham assistido no YouTube vídeos retratando o pavor de um aborto. O Brasil só faz questão de se igualar aos países desenvolvidos no que é negativo. Isso é fato.

Desenvolvido
Por que o Brasil não imita os países desenvolvidos para proteger a população dos agrotóxicos, do sal e do açúcar? Por que não imita a mobilidade nas cidades modernas? Por que não adota a legislação contra a corrupção adotada no Japão? Por que não revê o direito penal e os procedimentos processuais para imitar os Estados Unidos?

Máxima Vênia
Disse a ministra Cármen Lúcia que criminalizar juiz é tática da ditadura. Mas e quando ministros da mais alta corte do país autorizam o cometimento de um crime? O que pensar? Permitir o aborto no primeiro trimestre da gravidez, matando um ser humano indefeso com a anuência do STF, é mais absurdo que a ditadura. Pelo menos as vítimas que sobreviveram nos anos de chumbo tiveram a chance de descrever o horror que sofreram.

Laqueadura
"É dominante, no mundo democrático e desenvolvido, a percepção de que a criminalização da interrupção voluntária da gestação atinge gravemente diversos direitos fundamentais da mulher, com reflexos visíveis sobre a dignidade humana", disse o ministro Barroso. Isso quer dizer que arrancar um filho do útero é postura digna? Então um conselho de notáveis toma a decisão de que interromper a gravidez é parte de um mundo democrático e fundamenta a defesa nos direitos da mulher e dignidade humana? Entende-se que o ventre da mãe está fora do espaço para a dignidade?

Inerente
"O tempo e as coisas não param. Os avanços alcançados pela sociedade são progressivos. Inconcebível, no campo do pensar, é a estagnação. Inconcebível é o misoneísmo." Na fala do ministro Marco Aurélio de Mello, fica a certeza de que ele não aproveitou o aparato tecnológico para assistir no YouTube um aborto com um mês de vida, dois ou em qualquer idade da criança. Sim. Porque não adianta dizer que um ser humano ainda não nascido não é ser humano.

História de Brasília
O fato de o senhor ser alto funcionário, e ter sob sua guarda um carro do Estado, não implica em que sua mulher, suas irmãs, sua namorada ou suas parentas aprendam a dirigir no carro que não lhe pertence. (Publicado em 19/09/1961)
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 01/12/2016

COLUNA - NAS ENTRELINHAS
Publicado em 12/01/2016 as 04:28 PM

Autor:        por Luiz Carlos Azedo luizazedo.df@dabr.com.br

“A Operação Lava-Jato é importante, mas ela sozinha não mudará nada”, dispara o sociólogo Luiz Werneck Vianna na última frase da entrevista que concedeu a Patricia Fachin para a revista do Instituto Humanitas, a propósito dos 80 anos de publicação de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda.

Tudo será como antes?

Nela, o professor e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica faz uma releitura dessa obra que ajuda a entender a crise pela qual o país está passando e, em particular, o choque frontal entre o Ministério Público Federal e o Congresso Nacional. Na madrugada passada, a Câmara desfigurou a proposta de 10 Medidas Contra a Corrupção e incluiu uma emenda contra o abuso de autoridade, que prevê punições para juízes e procuradores da Operação Lava-Jato.

Os procuradores reagiram duramente e ameaçaram renunciar aos cargos se a lei for aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente Michel Temer. A ameaça foi feita pelo procurador da República Deltan Dallagnol, da Lava-Jato. Seria uma dose dupla de ingenuidade, pois o Congresso é suscetível às pressões populares, mas não a esse tipo de ameaça. Tudo o que os parlamentares que aprovaram as medidas desejam é se livrar dos delegados, procuradores e juízes da operação. Foi ingenuidade acreditar que o Congresso endureceria uma legislação que já está sendo utilizada para punir duramente os políticos investigados.

O pacote de 10 medidas anticorrupção era um projeto de iniciativa popular, proposto pelo Ministério Público Federal, que reuniu assinaturas de cerca de 2,3 milhões de apoiadores antes de ser enviado ao Congresso. A punição a juízes, promotores e procuradores não estava no relatório aprovado na comissão especial da Câmara criada para transformar as 10 medidas em lei. A proposta foi tão desvirtuada que o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que seu relatório virou “picadinho”.

No fim da tarde de ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atropelou as comissões e os líderes da Casa e submeteu ao plenário um pedido de urgência para votar ontem a proposta aprovada na Câmara. Sofreu uma derrota acachapante. Senadores não se elegem com voto de legenda, precisam de voto majoritário. Diante da situação, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia, emitiu nota defendendo a independência do Judiciário. “A democracia depende de Poderes fortes e independentes. O Judiciário é, por imposição constitucional, guarda da Constituição e garantidor da democracia (...) Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça”, destaca a nota. Renan é réu em um processo que será julgado hoje pelo Supremo.

Ibéria ou América
A entrevista de Werneck sobre a obra de Sérgio Buarque contextualiza a Operação Lava-Jato no eixo da relação entre os conceitos de iberismo e americanismo, cordialidade e civilidade no Brasil. Destaca que os procuradores da Lava-Jato não são homens da catolicidade, mas da reforma. “Seus principais personagens são ligados à Igreja Batista, como é o caso do Dallagnol. Nesse sentido, eles fariam parte desse movimento americanista, uma categoria com a qual o Sérgio Buarque trabalha, que estariam em oposição à Ibéria.”

“Acho esse um dado interessante para ser analisado, e que mostra bem a contemporaneidade das análises de Sérgio Buarque (...) Cada geração vai relendo-a do seu modo, de tal forma que podemos entender a Lava-Jato como um canal através do qual o processo da civilidade se impõe sobre o da cordialidade. Eu diria que o alvo principal da Lava-Jato é esse de romper com o patrimonialismo, entre essas relações entre Estado e mercado, Estado e interesses, essas relações cordiais e não civis entre os empresários e os dirigentes políticos do Estado. Essas forças, ao que parece — está se mostrando agora —, tiveram um papel na montagem desse sistema.”

Werneck cita como exemplo o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e as relações pessoais com os empresários da construção civil. “Essa nossa dialética é complicada, porque nós nascemos da Ibéria e estamos numa trajetória em direção à América. Estamos fazendo, ao longo do tempo, essa trajetória, mas não em direção à América deles (norte-americana), mas à nossa América (...) E uma das nossas marcas de origem seria isso que chamamos de cordialidade, essas características de ações dominadas pelo afeto, pelo coração. O que não quer dizer que nós não devamos avançar no sentido de uma relação cada vez mais civil, de que a civilidade triunfe entre nós e que nós derrotemos o patrimonialismo. Mas nós não nascemos do mundo da reforma; o nosso mundo é o da catolicidade.”

Para Werneck, essa mudança não será catastrófica, mas um processo longo: “Nós estamos vivendo isso de forma atribulada e agora conhecemos esse atropelo da Operação Lava-Jato, que tem a intenção de nos afastar de vez da matriz da cordialidade, da matriz patrimonial. Como um empreendimento radical, isso é possível? Fica a pergunta. Isso não quer dizer que estou desqualificando essa intervenção. Ao contrário, eu a valorizo.”

O alvo principal da Lava-Jato é esse de romper com o patrimonialismo, entre essas relações entre Estado e mercado, Estado e interesses, essas relações cordiais e não civis entre os empresários e os dirigentes políticos do Estado.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 01/12/2016

COLUNA - BRASÍLIA-DF
Publicado em 12/01/2016 as 04:28 PM

Autor:        Denise Rothenburg - deniserothenburg.df@dabr.com.br

Depois das mazelas encontradas no Bolsa Família, o governo agora joga luz sobre a qualidade das obras do programa Minha Casa Minha Vida.

O pente-fino no Minha Casa Minha vida
A auditoria ainda está em curso, mas as informações preliminares que chegaram ao ministro da Transparência, Torquato Jardim, indicam que será mais um escândalo para estarrecer o contribuinte. “Surpreende pela má qualidade do material usado”, diz o ministro. Argamassa com mais areia do que cimento, tudo em quantidade inferior ao necessário, fiação elétrica e encanamentos defeituosos. Triste. Triste mesmo.

Caldo grosso
Com a reação de juízes e promotores contra as mudanças que a maioria dos deputados impôs às medidas contra a corrupção, começa a crescer no parlamento um movimento por uma nova CPI do Judiciário. Há 16 anos, foi uma comissão desse tipo, capitaneada pelo falecido senador Antonio Carlos Magalhães, a responsável pela prisão do juiz Nicolau e a cassação do então senador Luiz Estevão.

É natal!
Um grupo expressivo de senadores está irado com o líder do PMDB, Eunício Oliveira, partido que assinou o pedido de urgência para apreciação do projeto das medidas de combate à corrupção aprovado pela Câmara. Candidato a presidente da Casa, Eunício sequer estava no plenário na hora em que a proposta foi discutida. A torcida dos aliados de Eunício é que o jantar de ontem amenizasse esse climão.

Maia balança
Ao dizer não concordar com a responsabilização de juízes e promotores aprovada ontem na Câmara, mas acatar a decisão da maioria da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) perdeu pontos entre aqueles que fizeram dele presidente da Câmara para o mandato tampão. Jovair Arantes (PTB-GO), que já se lançou candidato, telefonou a vários colegas para tratar desse tema. No início da noite, Maia foi ao plenário e reforçou a posição dos deputados. Demorou.

Próximos!
A maioria dos deputados que aprovou a responsabilização de juízes e promotores não está nem aí para a ameaça de renúncia da força-tarefa da Lava-Jato. Eles dizem que, se os procuradores saírem, outros virão.

Chama o Exército!
Calma, pessoal. Apenas ontem o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, admitiu chamar o Batalhão de Engenharia para concluir as obras de transposição do São Francisco para reforçar o abastecimento de água no Ceará. A proposta é defendida pelo deputado Danilo
Forte desde agosto.

CURTIDAS
Novo líder/ Com o atual líder do PSD, Rogério Rosso (DF), lançado oficialmente candidato a presidente da Câmara, o partido elegerá seu novo comandante na próxima terça-feira. O favorito é o deputado Marcos Montes (MG), que disputará contra o deputado Irajá Abreu, que entrou só ontem na briga pela vaga.

Pendência/ Irajá Abreu tem um problema em relação a seus colegas: votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Afinal, a sua mãe, a senadora Kátia Abreu, era ministra da Agricultura.

Arrependido/ Numa reunião no gabinete de Rodrigo Maia para avaliar o cenário depois das votações da madrugada de ontem, o único deputado consternado era o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). Ao grupo, disse estar arrependido de ter feito de Onyx Lorenzoni relator das medidas contra a corrupção. Onyx é acusado de fechar um acordo com os deputados e, depois, recuar sem avisar aos líderes.

Black Friday parlamentar/ Entre uma votação e outra na noite de terça-feira, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) previu: “Aqui está com cara de que vai ter Black Friday: vote o teto de gastos e leve na bagagem o abuso de autoridade”.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 01/12/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 12/01/2016 as 04:28 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

Pesquisa feita com 24 mil brasileiras, logo após darem à luz, revela que 55,4% delas não tinham planejado engravidar.

Gravidez não planejada

O índice é maior do que a média mundial, de 40%. O levantamento “Nascer no Brasil”, da ENSP/Fiocruz, será divulgado hoje.
E, entre as 24 mil mulheres, 30% não queriam engravidar, nem agora, nem nunca.

Falando nisso...

Outra pesquisa, uma do Instituto Locomotiva, do Renato Meirelles, aponta que a maioria das mulheres brasileiras, 76%, diz que a licença dos papais deveria ter o mesmo tempo que a das mamães, para que o homem cuide do bebê tanto quanto a mulher.
Cartas para a Redação.

Perto do calote

Os usuários do Bilhete Único Intermunicipal podem ficar sem o benefício nos próximos dias. É que termina hoje o prazo que o governo combinou com as empresas de transporte para pagar os atrasados.
Há cinco milhões de cartões habilitados, atualmente, para o bilhete intermunicipal, no Rio.

‘Bye, bye, Brasil’

A Accessorize, a marca de acessórios femininos que é controlada pelo grupo inglês Monsoon e tem 20 lojas espalhadas pelo país, decidiu sair do Brasil.

No mais...

A decisão da Câmara dos Deputados de incluir no pacote anticorrupção a possibilidade de juízes e promotores responderem por crime de responsabilidade faz o nosso Nelson Motta parafrasear Tim Maia:
— No Brasil, traficante cheira, puta goza… bandidos querem julgar xerifes. Francamente...

‘RESPEITÁVEL PÚBLICO...’

Débora Falabella, a atriz, 37 anos, encarnou uma circense de luxo em ensaio para a edição de dezembro da revista digital “Absolut Mag”, do fotógrafo Danilo Borges. O cenário foi o tradicional Circo Stankowich, em São Paulo. Cá entre nós, a talentosa é um espetáculo à parte. Com todo o respeito.

Quem dá mais?

Serão leiloados, terça, 24 cartazes de antigas propagandas originais de produtos e lojas. Todas pintadas à mão. Entre os modelos à venda, está este (ao lado) da Joalheria Krause, que tinha uma portentosa loja na Copacabana dos anos 1950. O lance inicial, segundo o leiloeiro Miguel Haddad, será de R$ 500. Além do cartaz da Krause, há, entre outros, os da Água Mineral Salutaris e da Antarctica, única marca que permanece no mercado.

‘Boca de Ouro’

Fernanda Montenegro e Marco Nanini participarão de eventos na Cidade das Artes, no Rio, no dia 17.
A atriz fará uma leitura dramatizada de contos de Nelson Rodrigues, além de conversar com a plateia sobre seus muitos anos de amizade com o autor. Já Marco Nanini apresentará, em primeira mão, o texto de seu próximo espetáculo, “Ubu Rei”, baseado na obra de Alfred Jarry.

Novo cargo

Carlos Andreazza assume este mês o cargo de editor executivo da José Olympio, editora de livros como “Toda poesia”, de Ferreira Gullar. Ele acumulará a nova função com a de editor executivo de ficção nacional e não ficção da Record.

Salários do Rio

A 14ª Câmara Cível do do Rio determinou que Eduardo Paes divulgue no site da prefeitura, no prazo de 30 dias, os salários de todos os ocupantes de cargos.
A informação terá de incluir os auxílios e as vantagens, de forma individualizada, referentes ao mês atual e aos últimos 12 meses, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

Efeito Praça Mauá

A revitalização do Porto do Rio — com direito à estação de VLT quase na porta — fez a turma do Mosteiro, o tradicional restaurante carioca fundado há 52 anos ali perto, respirar aliviado.
Em julho, eles começaram a abrir nos fins de semana. Estão recebendo, em média, 300 clientes aos sábados e domingos. É o dobro do que recebem, em média, nos dias de semana.

Não dá mais

É oficial: o governo do Rio não patrocinará a Feira da Providência, criada em 1961 por Dom Helder Câmara, e cuja renda vai para os pobres.

Vida de madame

O cabeleireiro de um salão de bacanas na Rua Barão de Jaguaripe, em Ipanema, no Rio, disse a uma cliente que a crise afetou o estabelecimento.
O que houve, segundo ele, é que alguns clientes foram... presos. Mas as mulheres continuaram indo se embelezar. Afinal, “a vida continua”.

Zona Franca

A Câmara Administrativa de Solução de Conflitos do Rio, iniciativa da PGE e da Defensoria, começa a funcionar semana que vem. É para encontrar soluções consensuais.
Amanhã, Mario Sergio Conti recebe FH para em seu programa “Diálogos”, da GloboNews.
Ana Stewart lança, hoje, o livro Meninas do Rio na Maison de France.
O Centro de Medicina Nuclear da Guanabara inaugura hoje unidade em São Gonçalo.
Abre, dia 3, o salão Sebastian Guedes, no segundo piso do Shopping da Gávea.
Amanhã, Francisco Carmona participa do Simpósio Endometriose in Rio.
Instituto de Longevidade Mongeral Aegon participa hoje do II Congresso de Gerontologia da USP.
O Concurso Internacional BNDES de Piano começa hoje na Sala Cecilia Meireles.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 01/12/2016

COLUNA - MERVAL PEREIRA - O RONCO DAS RUAS
Publicado em 12/01/2016 as 04:27 PM

Autor:        MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

A ficha parece que está caindo, depois de uma madrugada insana em que deputados tramaram o constrangimento da atuação da Justiça como se estivessem aprovando medidas contra a corrupção.

Um acintoso golpe parlamentar de retaliação, uma autoproteção inaceitável.

Medidas que supostamente combateriam o abuso de poder dos membros de Judiciário e Ministério Público na verdade buscam cercear a atividade da Justiça, igualzinho ouvimos nas gravações clandestinas entre políticos que falavam em “estancar a sangria” provocada pelas delações da Lava-Jato.

Os senadores recusaram ontem à noite um golpe regimental orquestrado pelo (ainda) presidente do Senado, Renan Calheiros, para aprovar um requerimento de urgência para a votação das medidas aprovadas na madrugada anterior na Câmara. Por que tanta pressa?

Não é coincidência que para hoje esteja marcado o julgamento em plenário do STF de processo contra Renan, que poderá transformá-lo em réu. Neste caso, ele estará sujeito a ter que deixar a presidência da Casa antes do fim de seu mandato, dependendo apenas que o ministro Dias Toffoli libere o processo, que já tem maioria de votos favoráveis a que o político na linha de substituição do presidente da República não pode ser réu.

A crise institucional deflagrada pela aprovação por deputados de medidas punitivas contra juízes e procuradores pode ter desdobramentos políticos graves se o Senado não sustar o espírito de retaliação que prevaleceu na Câmara. A decisão dos procuradores de Curitiba de renunciar coletivamente à Lava-Jato se o projeto for aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Michel Temer é uma arma de pressão política válida, mesmo porque o presidente da República é parte integrante do processo legislativo, não sendo obrigado a seguir a decisão do Congresso. Portanto, pode ser pressionado politicamente, como qualquer outro agente desse processo.

Os procuradores, ou mesmo o juiz Sérgio Moro, podem desistir da Lava-Jato, mas cada um terá de conviver com a nova legislação, se ela prevalecer ao final do embate que apenas se inicia. E a investigação sobre a LavaJato prosseguirá em outros níveis. Alguns, como, especula-se, é o caso de Moro. Podem até mesmo escolher um ano sabático no exterior para estudar, mas outros ficarão por aqui se essa decisão da Câmara for aprovada pelo Senado e sancionada por Temer e, ao fim, for mantida pelo Supremo, o que é altamente improvável.

A desfiguração das dez medidas contra a corrupção, apresentadas pelos procuradores de Curitiba através de projeto popular, não seria um obstáculo intransponível às investigações, apenas representaria o desperdício de uma oportunidade para aperfeiçoar nossa legislação. Algumas propostas, no entanto, não deveriam mesmo ser aprovadas, ou mereciam melhor análise, como a validação da prova ilícita, o fim do habeas corpus, o polêmico “reportante do bem”, o teste de integridade. Outros temas retirados do texto seriam necessários ao aperfeiçoamento do combate à corrupção, como a criminalização do enriquecimento ilícito de funcionários públicos (como não aceitar?), o aumento do prazo de prescrição dos crimes, o acordo penal, e regras mais rígidas para a celebração de acordo leniência.

Nada disso, porém, inviabiliza as investigações, apenas demonstra que nossos políticos não querem aperfeiçoar o combate à corrupção. Mas incluir na nova legislação punição por “abuso de autoridade” a juízes e promotores é um abuso de autoridade do Legislativo.

Propositalmente vagas e amplas, as definições de condutas passíveis de punição levaria a que, no limite, réus pudessem abrir processos criminais contra seus julgadores ou acusadores, no caso do MP, subvertendo completamente o sistema judicial. É o que tentam, por exemplo, os advogados do ex-presidente Lula, sem consequências práticas. Os magistrados são submetidos a sistema de responsabilização administrativa pela Lei Orgânica da Magistratura e pelo Conselho Nacional de Justiça, assim como o MP tem seus próprios regulamentos. Estão sujeitos a condutas penais, como qualquer cidadão.

Provavelmente estão sendo vítimas da própria leniência com que se julgam, basta ver que a medida administrativa mais rigorosa a que estão submetidos é a aposentadoria compulsória, com vencimentos integrais. Há também a sensação de que o corporativismo os torna intocáveis em processos penais. Nada disso, porém, justifica esse ataque ao funcionamento da democracia. Parlamentares, que na sua grande parte responde a processos os mais diversos, parecem viver em outra dimensão, e apenas “a voz rouca das ruas”, como dizia Ulysses Guimarães, os obrigará a voltar à realidade.

Não aquela arruaça que vimos em Brasília na terçafeira, com mascarados e baderneiros defendendo seus interesses corporativos, mas a verdadeira expressão autônoma da cidadania exprimindo sua repulsa à velha política que tenta se manter no poder.

Os pontos-chave

1- Deputados tramaram o constrangimento da atuação da Justiça

2- A decisão dos procuradores de renunciar à Lava-Jato é uma arma de pressão válida

3- Desfigurar as dez medidas contra a corrupção não impedirá investigações
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 01/12/2016

COLUNA - PANORAMA ECONÔMICO - O ERRO DO CONGRESSO
Publicado em 12/01/2016 as 04:27 PM

Autor:        Míriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br / Com Alvaro Gribel (DE SÃO PAULO)

A crise escalou nas últimas horas. A Câmara aprovou medidas que ameaçam procuradores e juízes no meio da madrugada e ontem, em torno das 19h, o presidente do Senado, Renan Calheiros, comandava uma manobra vergonhosa para aprovar urgência e votar o projeto ontem mesmo na Casa, sem cumprir as mais mínimas etapas do processo legislativo.

Felizmente, a urgência foi rejeitada por 44 senadores contra 14, mas por alguns longos minutos o presidente do Senado, ensandecido, comandou um processo completamente sem sentido, tentando aprovar por voto simbólico algo dessa gravidade. Não houve sequer o cumprimento da praxe do encaminhamento a favor da urgência. Dois senadores falaram contra, outros dois teriam que falar a favor. Mas ninguém quis assumir que fazia parte de manobra tão vergonhosa. Foi sob gritos do plenário que Renan aceitou pôr em votação no painel, e assim, com a ajuda da transparência do voto nominal, a manobra foi afastada.

Com o painel indicando os nomes, foi possível saber quem defendia aquela votação apressada da medida que havia sido aprovada às quatro da manhã na Câmara. Foram os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Pastor Valadares (PDT-RO), Valdir Raupp (PMDB-RO), Vicentinho Alves (PR-TO), Zezé Perrella (PTB-MG), Benedito de Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Bezerra Coelho (PSBPE), Fernando Collor (PTC-AL), Hélio José (PMDBDF), Humberto Costa (PT-PE), Ivo Cassol (PP-RO), João Alberto Souza (PMDB-MA), Lindbergh Farias (PT-RJ). Seriam muito mais se eles estivessem recobertos pelo manto da votação simbólica.

É uma afronta a cada pessoa que assinou a proposta de iniciativa popular de combate à corrupção o que aconteceu no Congresso nas últimas horas com a Câmara, aprovando medidas que ameaçam procuradores e juízes. A presidente do Supremo, Carmen Lúcia, condenou o texto que saiu da madrugada da Câmara e os procuradores da LavaJato ameaçaram deixar em bloco a operação caso isso vire lei. A Câmara não tinha o direito de pegar uma proposta popular e virá-la do avesso. O Congresso não tem o poder de impor ao país a agenda oposta ao que a população escolheu. Aqui se quer combater a corrupção e não ameaçar juízes e procuradores com dispositivos legais com termos subjetivos.

Era para condenar corruptos que brasileiros se mobilizaram para colher as assinaturas. Foram para ruas e praças do Brasil convencendo umas às outras a assinar o que o Ministério Público chamou de as 10 medidas de combate à corrupção. Seis foram derrubadas, outras foram enfraquecidas, e o conjunto totalmente desvirtuado com artigos que constrangem a magistratura e o Ministério Público.

O dia ontem foi duro também na economia, que ficou de frente com mais um dado negativo: o sétimo trimestre em que o PIB encolhe. É um tempo difícil. Nele, a atividade cai e os empregos somem. As empresas e as famílias precisam de um mínimo de horizonte e não o têm. Os números falam por si, com queda em todos os setores, sob todas as formas de comparação feitas pelo IBGE. A taxa de investimento caiu a 16,5%, o menor percentual desde 2003.

A inflação continua acima do teto da meta e a eleição de Donald Trump elevou novamente o dólar. Por isso, o Banco Central reduziu a Selic ontem em apenas 0,25%. Essa queda mais lenta está levando à redução das projeções para o PIB do ano que vem.

Por trás dos números, há pessoas vivendo dramas pessoais cada vez mais agudos e uma vasta desesperança. A tudo isso se juntam as manifestações antitemer, como o panelaço de ontem e o protesto na Esplanada na terça-feira. Milhares foram para a Praça dos Três Poderes para gritar contra a PEC que tenta controlar os gastos, mas o ato acabou degenerando em violência com depredações de lugares públicos. Mas o que poderá ampliar protestos localizados é o ambiente econômico que permanece em recessão.

Um ingrediente que pode elevar ainda mais a tensão no país é a indignação contra as decisões e a atitude do Congresso. O Legislativo tem o poder, que lhe foi delegado pelo povo brasileiro, de votar as leis. Mas não para uma legislação exatamente contrária ao que o país quer. Que senadores e deputados não se enganem: aqui se quer combater a corrupção.

Os pontos-chave

1- É uma afronta ao país o Congresso votar um projeto oposto ao que foi pedido por iniciativa popular

2- Maioria do país quer o combate à corrupção e não ameaça a quem investiga e julga os crimes

3- Economia continua em crise, com nova queda do PIB, a sétima desde o começo de 2015
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 01/12/2016

PORTO - EFEITO PRAÇA MAUÁ
Publicado em 12/01/2016 as 04:27 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

A revitalização do Porto do Rio — com direito à estação de VLT quase na porta — fez a turma do Mosteiro, o tradicional restaurante carioca fundado há 52 anos ali perto, respirar aliviado.

Em julho, eles começaram a abrir nos fins de semana. Estão recebendo, em média, 300 clientes aos sábados e domingos. É o dobro do que recebem, em média, nos dias de semana.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 01/12/2016

NOVO LEILÃO DE AEROPORTOS TERÁ OUTORGA DE R$ 3 BI
Publicado em 12/01/2016 as 04:27 PM

Autor:        GERALDA DOCA - geralda@bsb.oglobo.com.br

Governo marca para março concessão de quatro terminais. Investimento somará R$ 6,6 bi

BRASÍLIA- O governo marcou para 16 de março de 2017, na BM&FBovespa, o leilão da nova rodada de concessão do setor aeroportuário. Estão na lista os terminais de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis. O lance mínimo pelos quatro terminais é de R$ 3 bilhões, e, durante o prazo do contrato, os concessionários terão de investir R$ 6,6 bilhões em obras de expansão da capacidade de terminais de passageiros, pista e pátio de aeronaves.

Na tentativa de reduzir riscos nas concessões, o governo exigirá dos vencedores o pagamento à vista, durante a assinatura do contrato, de 25% do valor da outorga, além de todo o ágio. A medida vai incrementar o caixa da União em ao menos R$ 754 milhões na época do leilão.

De acordo com o edital, o restante da outorga será diluído ao longo do contrato, com carência nos primeiros cinco anos da concessão, quando os investimentos são mais pesados. Desta vez, não haverá qualquer restrição aos atuais concessionários de participar do certame, diferentemente do que ocorreu nas rodadas anteriores.

Vencerá a disputa quem oferecer o maior lance, podendo arrematar, no máximo, dois aeroportos, sendo um em cada região. Ou seja, quem arrematar Porto Alegre não pode levar Florianópolis.

INVESTIDOR PAGARÁ DEMISSÃO NA INFRAERO

Para minimizar os impactos para a Infraero — que ficará de fora da concessão dos quatro terminais —, o governo transferiu aos concessionários privados o custo com o plano de demissão voluntária dos funcionários da estatal no valor de R$ 340 milhões. A responsabilidade pela desapropriação de famílias, no caso de Porto Alegre, ficará com o investidor. A despesa está estimada em R$ 146 milhões.

Apesar da recessão e da crise política, o governo se diz otimista com as concessões. Segundo o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, há investidores interessados nos ativos. Ele citou alemães, espanhóis, franceses, suíços, portugueses, além de brasileiros.

O secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, destacou que as novas concessões representarão a criação de 30 mil empregos diretos e indiretos.

Os consórcios terão de ter a participação obrigatória de um operador estrangeiro de, no mínimo, 15%. Também será exigida experiência em aeroportos que movimentem entre quatro milhões e nove milhões de passageiros por ano.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 01/12/2016

COLUNA - PAINEL
Publicado em 12/01/2016 as 04:26 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou aos líderes de bancadas que fará, já na próxima terça-feira (6), a eleição que pode levar à recondução de Gustavo Rocha para o Conselho Nacional do Ministério Público — posto que só ficaria vago em junho do ano que vem.

Melhor prevenir

Rocha é o subchefe de assuntos jurídicos do Planalto, gravado em telefonema por Marcelo Calero no caso Geddel. Há receio de que a votação mais à frente comprometa a recondução ao cargo.

Veja bem
Rocha diz que a decisão de antecipar a votação em mais de seis meses tem como objetivo evitar que os postos fiquem vazios quando as vagas surgirem e que a votação antes do prazo estava definida há tempos.

Nem vem
A despeito da vontade de alguns integrantes da Comissão de Ética da Presidência de investigar Calero, o presidente do colegiado, Mauro Menezes, diz que não pretende colocar o caso em pauta na próxima reunião.

Longe daqui
Ele diz que o STF já considerou legal a gravação de conversas por um dos participantes e que os registros divulgados até aqui não mostram nenhuma matéria de segurança nacional ou que tenham causado prejuízo ao interesse público.

Sobrando
A aprovação de emendas ao projeto anticorrupção com quorum expressivo — acima de 308 votos — mostrou um dado incômodo para a Lava Jato: há deputados suficientes para passar qualquer PEC que imponha limites à força-tarefa.

Dono da bola
De Carlos Marun (PMDB-MS), sobre a ameaça de procuradores de abandonar a Lava Jato caso o texto passe pelo Senado: “Parecem guri de prédio, que quando está perdendo no futebol decide levar a bola embora para acabar com o jogo.”

Cinderela
Depois de a votação das medidas ter invadido a madrugada, Júlio Delgado (PSB-MG) propõe que o expediente no plenário se encerre às 23h. “Fora boate e casa de show, nada funciona bem depois da meia-noite.”

Diga não
Após o ato contra o governo Temer terminar em depredação, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) solicitou ao governo do Distrito Federal que fossem proibidos protestos na Esplanada. O governador Rodrigo Rollemberg negou o pedido.

Digo sim
O governo argumentou que as manifestações são permitidas há muitos anos e que as gestões do PT também tentaram impedi-las. Não faria sentido mudar de posição agora. Disse ainda que conta com a colaboração dos órgãos federais para monitorar e prevenir conflitos.

Culpa o mordomo
No jantar de Michel Temer com aliados no domingo (27), o presidente foi submetido a uma saraivada de críticas à comunicação do governo e ouviu conselhos para reforçar a equipe do Planalto.

Veja bem
Quase todos reprovaram a decisão do presidente de convocar uma entrevista em pleno domingo, transmitindo nervosismo em relação ao caso Calero. Apenas Moreira Franco apoiou a realização da coletiva.

Por mais vozes
Não pegou bem entre alguns ministros do STF o fato de a decisão determinando que aborto até o terceiro mês de gestação não é crime ter sido tomada pela turma da corte, não pelos 11 magistrados.

Não vale
Segundo esses críticos, definição de tema tão polêmico precisaria ser tomada pelo conjunto do Supremo.

Metralhadora
O ex governador Anthony Garotinho vai atirar para todos os lados. Fará acusações contra Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Fernando Cavendish e o desembargador Luiz Zveiter.

Hasta siempre
O governo cubano convidou José Dirceu para a cerimônia fúnebre de Fidel Castro. Como o petista está preso, o convite foi estendido à sua família.

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX

Tiroteio

"Essas emendas não são emendas, são encomendas para indispor todo o Congresso com a opinião pública."

DE ALOYSIO NUNES (PSDB-SP), líder do governo no Senado, sobre a Câmara aprovar emendas que desfiguraram o pacote anticorrupção do Ministério Público.

Contraponto

O tempo passa, o tempo voa

Em junho de 1998, o então presidente da Câmara, Michel Temer, defendeu a volta da inflação, desde que a manobra permitisse investimentos na área social.

—        A crítica que fazemos é que o social não está aparecendo. Valeria a pena pensar muito no social, mesmo que voltasse minimamente a inflação — disse Temer, re-ferindo-se à gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A proposta foi, imediatamente, contestada pelo líder tucano na Casa, deputado Aécio Neves:

—        Não vamos agir de forma inconsequente, deixar a inflação subir um ou dois pontos sem saber se depois vamos conseguir controlá-la.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 01/12/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 12/01/2016 as 04:26 PM

Autor:        MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br , FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

A publicação da Medida Provisória das Concessões, na sexta-feira (24), aumentou a expectativa da Rumo de obter a renovação do contrato da Malha Paulista, em que pretende investir cerca de R$ 8 bilhões.

Com MP de Concessões, Rumo prepara aporte de R$ 8 bi

A MP estabeleceu que concessionários de logística ferroviária podem prorrogar contratos que continham essa possibilidade, como é o caso da Rumo.

A companhia pediu a renovação antecipada para aportar o montante nos cinco primeiros anos da prorrogação, ainda na vigência do contrato atual.

“Em muitas concessões, perto da renovação, demora-se muito a ter uma decisão, as empresas param de investir e os ativos, que são da União, começam a se deteriorar”, diz Julio Fontana Neto, presidente da Rumo.


Os investimentos, como em compra de 2.300 vagões e 170 locomotivas, deverão gerar 20 mil empregos diretos, segundo um estudo enviado à ANTT (agência do setor).

“Com a renovação do contrato por mais 30 anos, a partir de 2028, a capacidade da companhia vai mais do que dobrar, de 30 milhões de toneladas, para 75 milhões de toneladas por ano [até 2021].” Fontana destaca que constará em contrato “o nível de serviços que se deve ter”.

O investimento será feito pela empresa, com funding de crédito de R$ 3,5 bilhões do BNDES e financiamentos de mercado. “A partir do final de 2018, teremos geração de caixa positivo.”

A Rumo estima que a ANTT abrirá a consulta pública sobre o pedido de renovação da empresa em duas semanas.

“O mais provável é que no final de janeiro o contrato vá para o TCU, e em poucos dias seja assinado”, afirma.

“A administração anterior judicializava as multas, o que mudamos. As pendências que existem não serão problema. Multas controversas vão se transformar em investimento, pelas novas regras.”

ENGRENAGEM ENFERRUJADA

O ano de 2016 deverá terminar como o pior da história para os importadores de máquinas industriais, segundo a Abimei (associação do setor).

Entre janeiro e outubro, o gasto com bens de capital estrangeiros foi de US$ 25,02 bilhões (R$ 84,69 bilhões), uma redução de 22,9% em relação ao mesmo período de 2015.

A previsão é que, até o fim deste ano, a queda seja de 27%. A maior retração já registrada foi de 25%, em 2015.

“No ano que vem, não deveremos ter piora, mas também não enxergamos perspectiva de crescimento”, afirma Paulo Castelo Branco, presidente da entidade.

O quadro está associado à falta de ação do governo para converter aumento de confiança em melhora na economia, diz o executivo.

OBRA NACIONAL

A Case, de escavadeiras hidráulicas e equipamentos para construção, e sua principal distribuidora, a Brasif, investiram R$ 46,5 milhões em linhas de produção e lojas.

A empresa, que pertence ao grupo CNH Industrial, nacionalizou a manufatura de cinco máquinas que não eram fabricadas aqui, diz o vice-presidente Roque Reis.

“Nós importávamos algumas escavadeiras, mas enfrentávamos variações cambiais.” O dinheiro (R$ 36,5 milhões) é próprio.

A Brasif, que vende as escavadeiras, quer aumentar as receitas com pós-vendas por meio de prestação de serviços.

Para isso, ampliaram em 80% o espaço de sua principal loja, em Jundiaí.

Ideia... A Unica, do setor alcooleiro, vai levar ideias à primeira reunião do Renova-Bio, projeto do governo para se adequar à COP 21.

...doce O encontro acontece no dia 13 de dezembro. A entidade vai sugerir a adoção de uma taxa baseada em emissões de carbono.

Noel O gasto médio com lembranças de Natal será de R$ 235,25, segundo a Fecomércio/RJ. Só 41% dos brasileiros deverão presentear.

Entrega Nas classes A, B e C, 43% pedem comida em casa ao menos uma vez por semana, aponta pesquisa do Ibope encomendada pelo iFood.

QUARTO VAZIO

Após a disparada de novos hotéis no Rio, a expectativa de ocupação de quartos em 2017 é de, no máximo, 60%, diz Alfredo Lopes, presidente da Abih-RJ (entidade hoteleira).

A Barra da Tijuca, área com a maior concentração de novos empreendimentos, é a que mais sofrerá com ociosidade, afirma. “A região é desconhecida pelos turistas.”

Os congressos técnico-científicos são apontados como uma das saídas para manter o movimento durante o ano.

Entre 2017 e 2020, há 75 eventos do gênero confirmados até agora —45% deles na Zona Oeste, onde fica a Barra. A receita potencial é calculada em cerca de R$ 1,53 bilhão.

Com a perspectiva de retomada da economia do país, porém, o volume deverá aumentar, avalia Lopes.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 01/12/2016

AGRICULTURA DEBATE ADICIONAL DE FRETE DA MARINHA
Publicado em 12/01/2016 as 04:26 PM

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realiza hoje audiência pública para debater o acordão nº. 1.717/16 do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o adicional de frete da Marinha Mercante e Fundo da Marinha Mercante elaborado em resposta à Proposta de Fiscalização e Controle 39/15 aprovada pelo colegiado.

O deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) solicitou o debate, lembrando que a comissão discutiu a cabotagem (marítima, fluvial e lacustre), a fim de propor medidas visando à redução do custo do frete e melhorar a competitividade da atividade.

"Na audiência surgiram questionamentos sobre a baixa transparência no volume e origem da arrecadação e na aplicação dos valores da taxa Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante AFRMM", destacou Souza, ao lembrar que, por esse motivo, a comissão aprovou a proposta de fiscalização encaminhada ao TCU. A intenção era que o tribunal apurasse qual o volume arrecadado com a cobrança da AFRMM nos últimos dez anos, e se a sua aplicação, por meio do Fundo da Marinha Mercante (FMM), atende o objetivo da legislação pertinente.

Em julho, o TCU encaminhou o acórdão à comissão. O deputado defendeu que da audiência participem órgãos ligados a cobrança e gestão da AFRMM, "para que a sociedade tome conhecimento do volume de recursos arrecadados, beneficiários, sua gestão e também possa contribuir para aperfeiçoar a legislação em vigor, a fim de melhorar a transparência e a relação custo e benefício da referida taxa de arrecadação".

Foram convidados:
- o secretário de Fiscalização de Infraestrutura Portuária, Hídrica e
Ferroviária do TCU, Uriel de Almeida Papa;
- o secretário de Fomento para Ações de Transporte do Ministério dos
Transportes, Portos e Aviação Civil, Dino Antunes Dias Batista;
- o consultor da Comissão de Logística e Infraestrutura da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil, Luiz Fayet; e
- o chefe do Departamento de Gás e Petróleo do BNDES, Luis André Sá d'Oliveira.

O debate ocorrerá no plenário 6 às 10 horas.

Íntegra da proposta:

PFC-39/2015

Da Redação - SC
Fonte : Agência Câmara Notícias – DF
Data : 01/12/2016

CMPC ESPERA LIBERAÇÃO DE COMPRA DE TERRAS POR ESTRANGEIROS EM 2017
Publicado em 12/01/2016 as 04:25 PM

Autor:        Patrícia Comunello

Não foi em 2016 que um antigo anseio da Celulose Riograndense, pertencente ao grupo chileno CMPC, conseguiu destravar a proibição da compra de terras no Brasil por estrangeiros.

A limitação atinge hoje principalmente companhias com sede no País, mas com capital majoritário ou 100% de acionistas do exterior. O presidente da empresa, com sede em Guaíba, Walter Lídio Nunes, projetou ontem que espera para 2017 uma solução, que seria a remoção da barreira existente desde 2010 e definida em um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU). O executivo traçou novos aportes na planta em Guaíba, queda dos preços internacionais da celulose e uso pleno da hidrovia Pelotas-Porto Alegre para transporte de madeira.

Sem mudança à vista na regra federal, o executivo comemora a alteração na legislação sobre licenciamentos e atribuições dentro do governo gaúcho. Mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa, nessa terça-feira, passaram as atribuições à pasta da Agricultura.

Segundo Nunes, há um equívoco na legislação no Brasil que compartilha silvicultura com meio ambiente. "Considera-se o plantio florestal como floreta, quando é uma atividade econômica como o cultivo de soja e milho", contrasta. "A mudança é um gesto de modernidade, sem se descuidar do meio ambiente, ao contrário, favorecendo o meio ambiente." Sobre a estrutura para avaliar os licenciamentos que a pasta de Agricultura terá de ter, Nunes espera que tudo seja organizado, mas admite que haverá um período de adaptação, podendo gerar demora nos processos.

Já a possibilidade de retomar a pauta das terras no governo federal surgiu com o gaúcho Fábio Medina Osório, que teve uma breve passagem pela AGU. Medina ficou quatro meses no cargo. "O assunto está em discussão no governo, está pautado, mas o governo tem uma agenda extensa e tem o atual ambiente político", ponderou o presidente da celulose. "Mas é uma pauta importante e prioritária. É uma agenda para o próximo ano."

Sobre as esperadas mudanças nas regras, Nunes disse que já propôs que se crie um conselho de terras, que agiria para aprovar projetos e evitar riscos de concentração de áreas e compra por investidores que possam oferecer ameaças, como fundos sobreanos, que são de nações. Ele lembrou que o parecer da AGU teria impedido que cerca de R$ 60 bilhões fossem investidos no País, o que envolveria projetos de plantas de celulose e outros ramos industriais. Entre critérios para aprovação de compras estariam, citou, o adensamento das cadeias produtivas, escala de produtores e disponibilidade de áreas para alavancar as regiões.

O interesse dos chilenos da CMPC em fazer mais investimentos no Estado, caso se destrave a regra sobre as terras, já foi admitido. "A companhia vai considerar a possibilidade dentro de planos de crescer no Rio Grande do Sul." O presidente do conselho de administração da companhia, Eliodoro Matte, já declarou ao Jornal do Comércio (JC) que tem esta intenção. O governador José Ivo Sartori afirmou, em maio, ao JC que confiava na remoção da barreira até o fim de 2016.

Enquanto não é feita a mudança, a empresa define novos investimentos, após a quadruplicação da planta que envolveu mais de R$ 5 bilhões. Nunes informa que, no próximo ano, estão previstos aportes de R$ 100 milhões para melhorias de eficiência no parque industrial, situado na área urbana da cidade e de frente para o lago Guaíba.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 01/12/2016

LEILÃO DOS AEROPORTOS TEM OUTORGA MÍNIMA DE R$ 3 BILHÕES
Publicado em 12/01/2016 as 04:25 PM

O leilão dos aeroportos de Porto Alegre (RS) Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC) deverá render uma outorga mínima de R$ 3,01 bilhões ao governo.

Desse total, 25%, o equivalente a R$ 754 milhões, deverá ser pago à vista, além de 100% do ágio oferecido na licitação. O leilão será realizado no dia 16 de março, na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). O edital será publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União.

A maior outorga será cobrada do aeroporto de Fortaleza, de R$ 1,440 bilhão. O concessionário terá que pagar R$ 360 milhões à vista. Para o aeroporto de Salvador, a outorga será de R$ 1,240 bilhão, sendo R$ 310 milhões à vista. O aeroporto de Florianópolis terá outorga de R$ 211 milhões, sendo R$ 53 milhões à vista. E o aeroporto de Porto Alegre terá outorga de R$ 123 milhões, sendo R$ 31 milhões à vista.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, os quatro aeroportos vão exigir investimentos de R$ 6,613 bilhões ao longo dos anos de concessão. O prazo de concessão será de 30 anos, prorrogáveis por cinco anos, para Fortaleza, Salvador e Florianópolis. Para Porto Alegre, o prazo será de 25 anos, prorrogáveis por mais cinco anos.

Os concessionários terão que pagar uma contribuição anual variável correspondente a 5% das receitas obtidas em cada aeroporto, cuja previsão de arrecadação é de R$ 2,451 bilhões. A Infraero não será sócia desses aeroportos.

O governo também decidiu flexibilizar as exigências sobre os investidores no leilão. Um mesmo investidor poderá arrematar dois aeroportos na licitação, desde que eles não estejam na mesma região geográfica. Por exemplo: um mesmo concessionário poderá comprar os aeroportos de Salvador (BA) e Porto Alegre (RS), mas não poderá arrematar Salvador e Fortaleza (CE).

Além disso, os atuais concessionários dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Galeão (RJ) e Natal (RN) poderão participar do leilão. Vencerá a disputa quem oferecer o maior valor de outorga ou contribuição inicial fixa (soma do valor mínimo do leilão mais o ágio ofertado). Esse valor deverá ser pago na data de assinatura do contrato.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 01/12/2016

ANTAQ - GOVERNO DÁ INÍCIO A PROGRAMA DE CONCESSÕES
Publicado em 12/01/2016 as 04:25 PM


Modestamente começaram nesta quarta-feira, 16, as concessões em infraestrutura do governo de Michel Temer com as assinaturas das prorrogações, por 25 anos, de dois contratos de arrendamentos de terminais portuários, um de contêineres em Salvador (BA) e um de fertilizantes em Paranaguá (PR).

Juntos, eles trarão investimentos adicionais de R$ 850 milhões e gerarão perto de 1,3 mil empregos.

"Estamos aqui para dizer que o programa começou", afirmou o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Wellington Moreira Franco. Ele acrescentou que o governo busca restabelecer a confiança, tanto no plano interno quanto no externo, e para isso procura dar previsibilidade aos empreendedores, sem recorrer a "pirotecnias".

"Essas entregas, mesmo modestas, significam um início", disse ele, acrescentando que os investimentos envolvidos "significam muito no ambiente em que vivemos."

Para comparar: a primeira edição do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado em 2012 pela presidente Dilma Rousseff, previa investimentos de R$ 133 bilhões. A segunda edição do programa, de 2015, previa R$ 198,4 bilhões e tinha na lista a Ferrovia Bioceânica.

Até 2018, o governo espera investimentos de R$ 20 bilhões em terminais portuários, informou o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa. A carteira em análise no governo prevê R$ 24 bilhões em 67 terminais privados e mais 20 antecipações de renovação de contrato, com investimentos adicionais de R$ 10 bilhões.

Mas nem tudo será concretizado em dois anos, reconheceu o ministro Lessa. No próximo dia 5 ele pretende apresentar propostas para desburocratizar e acelerar a análise para autorização de investimentos no setor portuário.

Com investimentos adicionais previstos de R$ 715 milhões, o terminal de contêineres da Wilson Sons no porto de Salvador terá sua capacidade ampliada em 75% e receberá obras como um novo cais e píer, além de obras de pavimentação e urbanização da área. O contrato vencia em 2025 e agora, com a prorrogação assinada ontem, irá até 2050.

O terminal de fertilizantes da Fospar no porto de Paranaguá receberá investimentos de R$ 134,5 milhões para permitir a atracação simultânea de navios. O terminal tem liderado a importação de fertilizantes no País nos últimos seis anos. Com a prorrogação, o contrato que se encerraria em 2023 vigorará até 2048.

Além desses empreendimentos, o governo Temer transferiu aos novos arrendatários duas áreas leiloadas no ano passado, ambas no porto de Santos (SP). Um deles permitirá a construção do Terminal Exportador de Santos, empreendimento da Cargill e da Louis Dreyfus para a movimentação de grãos.

Outro é um terminal da Fibria Celulose. Juntos, trarão investimentos de R$ 361 milhões. Além disso, para arrematar as áreas, as empresas pagaram outorgas de R$ 418 milhões ao governo.

Até o dia 28 serão publicados os editais de licitação de duas áreas para a construção de terminais de combustíveis em Santarém (PA), com investimentos estimados em R$ 30 milhões. Em meados de dezembro, há expectativa de ser publicado o edital para o terminal de trigo no Rio de Janeiro.

O governo ainda espera colocar em consulta pública outros três terminais portuários: um de celulose e outro para veículos, ambos em Paranaguá, e um para celulose em Itaqui (RS).M

Antaq publica o edital para o arrendamento de portos no Pará
Os editais de licitação dos terminais portuários em Santarém, no Pará, foram publicados na segunda-feira, informou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski. Os terminais STM04 e STM05 trabalham com movimentação e armazenagem de granéis líquidos de combustíveis. Ambos constam da primeira etapa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

Segundo Tokarski, a expectativa da Antaq é de que o edital do terceiro projeto da leva, o terminal de trigo do Rio de Janeiro, deixe o Tribunal de Contas da União (TCU) já na próxima semana, o que possibilitaria sua publicação ainda em 2016. "Tem grande chance, mas ainda não podemos garantir uma data", disse. Para o diretor-geral, os três leilões devem sair entre o primeiro e segundo trimestres de 2017.

Recentemente, o governo incluiu outros três terminais no PPI: um de madeira e celulose no porto de Itaqui (MA); um de celulose e um de veículos em Paranaguá (PR). Outras 23 áreas terão seus estudos de viabilidade atualizados pelo Ministério dos Transportes antes de entrar em audiência pública. Tokarski revelou ainda que está em estudo uma licitação simplificada para uma centena de áreas menores dentro dos portos públicos.

A ideia seria diminuir o prazo de concessão (hoje, são 25 anos prorrogáveis por mais 25), entre outras coisas. Ele citou a área da antiga Valesul no porto de Itaguaí (RJ), parada há dois anos, gerando gastos com manutenção. O levantamento das áreas foi encomendado. O terminal de combustíveis que será leiloado contará com investimentos estimados em R$ 30 milhões.

Até 2018, o governo federal espera investimentos da ordem de R$ 20 bilhões em terminais portuários, segundo afirmou o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, na semana passada. A carteira em análise no governo prevê R$ 24 bilhões em 67 terminais privados e mais 20 antecipações de renovação de contrato, com investimentos adicionais de R$ 10 bilhões. Mas nem tudo será concretizado em dois anos, reconheceu o ministro. Ainda neste ano, há expectativa de ser publicado um novo edital para a licitação do terminal de trigo no porto do Rio de Janeiro.

Santarém é um terminal estratégico de integração entre diferentes modais
O porto de Santarém está situado na Ponta do Salé, na cidade de Santarém, no Pará, à margem direita do rio Tapajós e a cerca de três quilômetros da confluência com o rio Amazonas. Fica a uma distância fluvial de 876 quilômetros de Belém. O porto começou a ser construído em dezembro de 1971 e foi entregue à administração da Companhia Docas do Pará (CDP) em fevereiro de 1974, através do antigo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (Dnpvn) do Ministério de Viação e Obras Públicas.

A política de governo era aumentar a participação da Amazônia na economia nacional iniciada no final dos anos 1940 com o processo de colonização intensificado a partir da metade da década de 1970 com a transferência de pessoas para a área de abrangência da BR-163, através da implantação do Plano de Integração Nacional (PIN), que previa a construção das rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho, cujo lema era "integrar para não entregar", e cujo objetivo era resguardar a soberania da Nação na região.

É um porto estratégico de integração entre os modais rodoviários e hidroviário para as cargas que escoam pela BR-163 e pelos rios Tapajós-Teles Pires, interligando os centros produtivos do Centro-Oeste ao porto de Santarém – que abrange uma área territorial de 498.370,89 m2. Seu território é constituído de vias de tráfego asfaltadas e iluminadas disponíveis à utilização para movimentação de cargas.

O porto possui oitos instalações acostáveis composta por píer, dolfins de atracação, cais fluvial, terminal de granéis sólidos, três terminais de granéis líquidos e rampa Ro-Ro.

O píer possui dois berços de atracação com 200 metros e 185 metros de extensão e preparados para receber navios de até 30.000 TPB, sendo destinados a realizar operações com carga geral e granel sólido.

O porto oferece ainda um conjunto de estruturas de quatro dolfins de atracação e um de amarração. Ele forma um berço com 185,6m de extensão, preparado com defensas para receber embarcações de até 55.000 TPB, destinado a realizar operações com granel sólido. Outro berço com as mesmas dimensões é destinado a operações com barcaças, porém não se encontra operacional.

O cais Fluvial, situado na área interna do píer, possui um berço de atracação preparado para receber embarcações fluviais mista de passageiros e cargas gerais, sendo composto por uma estrutura de contenção tipo muro de arrimo de flexão e de uma rampa com patamares executados em concreto armado.

O terminal de Granel Sólido, terminal arrendado a Cargil, situado à jusante do píer, está equipado com uma correia transportadora com 374m de comprimento que liga o continente a estrutura de acostagem a qual é composta por cinco dolfins de atracação e dois de amarração, sendo blocos assentes sobre estacas, executadas em concreto armado, destinadas às operações com navios e barcaças. Um berço é destinado a operações com navios de até 60.000 TPB, e o outro é destinado à realização de operações com barcaças graneleiras.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 01/12/2016

AURORA AMPLIA CAPACIDADE DE ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Publicado em 12/01/2016 as 04:24 PM

Escrito por Notícia Corporativa

A Cooperativa Central Aurora Alimentos – o terceiro maior grupo agroindustrial do País na área de carnes – está ampliando a capacidade de armazenamento de grãos na região do Brasil central, investindo 21,5 milhões de reais na construção de silos em São Gabriel do Oeste (MS).

A empresa constrói junto a planta industrial de suínos de São Gabriel quatro silos (de um conjunto de 10 projetados) que compõe a unidade de recebimento e armazenagem de grãos. Cada silo é estruturado em aço com fundo plano e tem capacidade estática de estocagem de 10.000 toneladas, permitindo um fluxo contínuo de 200 toneladas/hora.

Presidente Cooperativa Central Aurora Alimentos, Mário Lanznaster. Foto: Divulgação



Ali serão armazenados milho e soja adquiridos no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para consumo na base produtiva espalhada no oeste de Santa Catarina e no sudoeste do Paraná.

As obras iniciaram em abril deste ano, estão sendo executadas pela Ceraçá e estarão concluídas em 31 de janeiro de 2017. O financiamento é do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tendo como agente financeiro o Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE) através da linha de recursos do PCA – Programa de Construção e Ampliação de Armazéns.

O presidente Mário Lanznaster assinala que a Cooperativa Central Aurora Alimentos consome 90 mil sacas de milho por dia, o que equivale a 180 carretas/dia ou 120 mil toneladas por mês.

Essa gigantesca quantidade de matéria-prima é necessária para composição de rações que alimentam plantéis permanentes, no campo, formados por 34 milhões de frangos de corte e galinhas de postura e 1 milhão 250 mil suínos.

“A volatilidade do mercado de grãos exige uma rigorosa gestão de estoques”, enfatiza o dirigente, lembrando que muitas indústrias de processamento de aves e suínos foram inviabilizadas nos últimos anos, no sul do Brasil, em face do abrupto e insuportável encarecimento do milho. Assinala que o milho representa 70% do custo das rações e é o principal insumo da avicultura e da suinocultura industrial.

Para garantir estoques de segurança, a cooperativa vem ampliando fortemente a capacidade de armazenamento. Em 2015, por exemplo, concluiu a construção do conjunto de armazenamento composto por oito silos com capacidade para 1 milhão de sacas de grãos, no município de Cunha Porã (SC). O valor total do investimento foi de 27 milhões de reais. O empreendimento localiza-se no complexo da Fábrica de Rações da Aurora, onde foram construídos oito novos silos de concreto armado: dois de 4.000 toneladas e seis de 9.000 toneladas, totalizando uma ampliação de 62.000 toneladas. Com esses investimentos, a capacidade estática de armazenamento da unidade de Cunha Porã ficou em 90.000 toneladas ou 1 milhão e 500 mil sacas de grãos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 01/12/2016

DA INDÚSTRIA DE HOJE PARA A DO FUTURO
Publicado em 12/01/2016 as 04:24 PM

Escrito por Gabriel Lobitsky

Gabriel Lobitsky é Diretor de vendas para o Sul da América Latina

Outro dia resolvi comprar o carro dos meus sonhos. Já trabalhei bastante e acho que é hora de me presentear com este, que de tão especial e caro, é quase como uma jóia. Após a compra (encomenda, na verdade, pois ele será feito especialmente para mim), ganhei um smartwatch para acompanhar o processo de produção do carro e ser avisado, dali mesmo, direto do meu pulso, de cada uma das etapas do processo e de quando ele estivesse chegando. Mas, antes disso, o vendedor me colocou dentro de um scanner. Sim... é verdade. Tive o meu corpo inteiro scanneado para que o carro fosse construído pensando nas minhas necessidades, no meu tamanho, etc. Achei tudo aquilo surreal e muito interessante, e numa conversa com o vendedor descobri que a marca se vale de outras tecnologias para manter revendas envolvidas nestes e outros processos; e que dentro da fábrica, todas as “coisas e equipamentos se conversam” e emitem informações umas às outras.

É claro que essa é uma história fictícia, pois ainda estou um tanto quanto longe de poder “me dar a esse luxo”. Não fosse isso, eu já poderia encontrar no mercado uma indústria capaz de torná-la realidade. Temos conversado com companhias de manufatura dos segmentos mais diversos, no Brasil e em outros lugares do mundo, e projetos como esse já saíram do campo das ideias. Já estão em papéis, em fase de estimativas, provas de conceito, etc. É a tal da indústria 4.0, que promete fazer com que sistemas ciber-físicos monitorem processos, tomem decisões, se comuniquem e cooperem entre si e com humanos em tempo real, por meio de computação em nuvem, internet das coisas, realidade aumentada, inteligência artificial etc..

Por exemplo, empresas como a Ferrari, cliente da Infor, vão por esse caminho. Eles já adotaram o ERP, processos de Supply chain management, de manufatura e finanças que estão sendo consolidados com o middleware inovador Infor ION.

Se por um lado, o mercado tem discutido, e muito, os benefícios, impactos, montantes de investimento, viabilidade para que a indústria 4.0 se torne uma realidade; por outro vemos empresas que estão confusas, de olho em inovação, mas ainda deixando de fazer algumas coisas básicas como, por exemplo, olhar para os seus processos. Por isso, antes de investir numa série de tecnologias com o objetivo de transformar a sua indústria numa versão 4.0, analise-os. O histórico mostra que o empreendedor brasileiro, por exemplo, não vê valor no processo. A indústria utiliza, entre outros indicadores, o OEE (Overall Equipment Effectiveness) para análise da linha de produção. Mas se um equipamento está rodando a 75%, ele prefere trocar uma linha de produção inteira, ao invés de investir em inteligência para garantir que os equipamentos e sua eficiência voltem a funcionar em 100%.Soluções de scheduling optimization seria muito valiosas neste caso. Com isso, ele aumenta seu consumo em outras pontas, como água, energia, manutenção, pessoas, etc. Se a indústria tem um gargalo na parte produtiva, é preciso entender, com base no processo, aonde investir em tecnologia. E é nesse sentido, quando falamos em inteligência em pró de maior eficácia e eficiência operacional, que acredito que toda essa discussão em torno da indústria 4.0 comece a gerar valor.

Hoje muito se fala em big data, mas a análise de pequenos dados – small data - é mais valiosa para entender onde estão os principais desafios. Soluções de gestão de ativos, por exemplo, podem ajudar a medir a gestão das máquinas. A internet das coisas é capaz de conectar dados, comparar processos e identificar quais ações devem ser tomadas. A indústria precisa ter eficiência operacional a seu favor para que ela entregue ótimos serviços aos seus clientes. No Brasil, alguns segmentos já atuam com inovação, como o setor de bebidas, que mede 100% da sua linha de produção e consegue garantir o atendimento de ponta a ponta (da produção à entrega), em um tempo adequado, e de acordo com os níveis de consumo. Também vemos montadoras, ou empresas de entrega, que usam internet das coisas para despacho, monitoramento do custo, recebimento, etc.

Mas por trás de tudo isso, estão os processos. Por isso, esse é o convite que faço à todos aqueles que estão deslumbrados com a possibilidade de ver o mundo físico e virtual trabalhando juntos para garantir mais eficiência, menos tempo e menor custo – o mundo ideal para qualquer empresa de manufatura. A fábrica inteligente pode até ser uma realidade para alguns segmentos da indústria, mas a maior parte do mercado ainda tem um longo caminho a percorrer. E no final do dia, as modernas tecnologias da informação e da comunicação só trarão resultados para o negócio se estiverem atendendo às necessidades dos seus processos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 01/12/2016

EVOLUÇÃO CONSTANTE EM SOLUÇÕES VOICE
Publicado em 12/01/2016 as 04:23 PM

Escrito por Fernando Colletti

Fernando Colletti, especialista em Logística da Seal Sistemas

É fato que soluções operadas por voz estão cada vez mais comuns, tanto no uso pessoal quanto profissional. No uso cotidiano, finalmente o consumidor percebeu a vantagem de realizar atividades do seu dia a dia sem precisar ocupar mãos e olhos, uma das principais vantagens de qualquer tecnologia voice. O sucesso é tão grande que o Gartner estima que em 2020, 30% das sessões de navegação na web serão executadas por algum assistente via voz (Siri ou Alexa, por exemplo). Se para o Gartner nós iremos falar mais com bots do que com nossos familiares em 2020, como anda o uso corporativo dessas soluções?

Começando sua trajetória um pouco mais cedo no meio corporativo, as soluções de voz voltadas para a indústria e comércio estão disponíveis desde meados da década de 90, chegando no Brasil em 2003. Presente principalmente em verticais como a de logística de varejo, as soluções de voz apresentaram aos gestores uma possibilidade de aumento de produtividade por meio de uma operação mais efetiva, com maior controle e assertividade, tudo isso sem gerar grandes impactos de implantação. As aplicações de mercado que usam voz normalmente trabalham com um software que “conversa” com o colaborador, passando tarefas e recebendo respostas sobre o que já foi completado, gerando um canal de comunicação com os trabalhadores, e mais, tudo isso podendo ser acompanhado de perto por seu gestor.

Se as soluções de voz contam com uma caminhada de 13 anos e tiveram poucas alterações em sua forma de uso, como elas conseguem fazer parte de práticas tecnológicas atuais? A constante evolução nesse tipo de ferramenta é o que garante o sucesso dessas aplicações, promovendo ganhos em toda a cadeia logística e sistema de distribuição e reabastecimento varejista. Se no começo do século XXI a voz por trás dessas ferramentas era robotizada e de difícil entendimento, as recentes inovações fizeram o computador ficar mais “fluente”, melhorando o entendimento e a receptividade de colaboradores que não estavam habituados com a tecnologia em sua rotina diária. Além da voz mais humanizada, os softwares que estão por trás dessas soluções “entendem” as respostas dos colaboradores de forma rápida e precisa, conquistando até os usuários mais “analógicos”: hoje o que vemos em grandes centros de distribuição e varejistas são colaboradores experientes, com um perfil não tão receptivo a novas tecnologias, aceitarem o Voice Picking por exemplo, vendo todas as vantagens que a ferramenta agrega no seu dia de trabalho.

Reduzir custos e aumentar a produtividade do colaborador são resultados que andam lado a lado com as soluções de voz: isso só é possível devido a facilidade de uso da ferramenta, que usa a voz (principio humano básico) nos comandos, eliminando frameworks complexos e listas de papeis mal organizadas, dando uma maior ergonomia de trabalho para os colaboradores.

Além desse avanço técnico, o custo da solução caiu cerca de 50% desde a sua chegada, possibilitando que players médios e pequenos possam usufruir dessa ferramenta, não limitando o universo de uso apenas aos grandes grupos. O que se observa hoje é que independentemente do tamanho da empresa, o retorno sob o investimento dessas soluções é enorme. Se antes o fator custo e resistência do funcionário eram vistos como obstáculos para esse tipo de solução, hoje o mercado já reconhece as aplicações de voz como uma das melhores práticas disponíveis, colhendo resultados que impressionam: redução de custos nas operações de coleta e reabastecimento, visibilidade da operação e maior controle por parte dos gestores são os principais benefícios apontados pelos usuários.

Outro ponto importante para o crescimento desse tipo de solução no Brasil é a facilidade de instalação desses sistemas: hoje a grande maioria das soluções de Voz se adaptam a sistemas legados e softwares de retaguarda dos mais diversos fabricantes, facilitando a instalação. Além dessa facilidade, o treinamento dos colaboradores dura cerca de duas horas, tempo muito pequeno se compararmos com o treinamento para uso de coletores de dados por exemplo, que demandam treinamentos de até 44 horas.

Com uma história de 13 anos no Brasil, podemos dizer que hoje as soluções de Voz constroem um processo logístico e de distribuição mais simples e desburocratizado, tornando essas operações límpidas e eficazes.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 01/12/2016

SUAPE INVESTE EM TREINAMENTO E SEGURANÇA
Publicado em 12/01/2016 as 04:23 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

Investir em contínuos treinamentos e na melhoria da segurança portuária é fundamental para o bom funcionamento e para a prevenção de acidentes no Porto de Suape. Neste mês, a administração do Complexo comandou dois grandes simulados que aconteceram com a finalidade de preparar as equipes que trabalham no ancoradouro. O primeiro deles foi o 2° simulado anual do Plano de Emergência Individual (PEI – Suape), que aconteceu na área portuária e previu um cenário com acidentes de navegação envolvendo navios rebocadores. Já o segundo aconteceu dentro da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), sendo o 1º simulado de emergência realizado no empreendimento. O cenário abordado na Rnest simulou um incêndio no tanque de diesel, instalado na área de tancagem da refinaria.

A realização do PEI tem como objetivo testar a performance da Estrutura Organizacional de Resposta do Porto para casos de emergência. O Plano é uma exigência legal, por meio da “lei do óleo” (Lei Federal nº 9.966/2000) atendendo às diretrizes da Resolução Conama 398/2008. Para a realização do simulado foi criado um grupo de ação composto por vários profissionais de resposta imediata que atuaram na simulação de vazamento de óleo no mar de um rebocador após colisão e naufrágio durante manobras. Além da equipe de Suape, também estiveram presentes as equipes da Agencia Nacional de Transportes Aquaviarios (Antaq), Anvisa e Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

“A realização de exercício simulado é fundamental, pois permite aperfeiçoar nossas práticas de atendimento e agilidade na resposta a emergências”, pontuou Jorge Araújo, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Complexo de Suape. “A segurança é parte integrante dos valores fundamentais da nossa empresa. Estamos comprometidos com a manutenção de um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos os colaboradores e usuários das empresas e do porto”, comentou Jorge.

O segundo simulado realizado sob o comando de Suape aconteceu dentro da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). O Plano de Ajuda Mútua (PAM) foi coordenado pela Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade em parceria com a Rnest. Mais de 20 empresas que integram o PAM e 100 pessoas participaram da atividade. Outras instituições como o Corpo de Bombeiros, o Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual, o SAMU, e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) integraram a simulação. O simulado teve como cenário um incêndio no tanque de diesel, com 14 metros de altura e capacidade para armazenar 45.680 m³ do produto, instalado na área de tancagem da refinaria. Este foi o 3º simulado do PAM realizado neste ano. O PAM é determinado pela Norma de Segurança e Saúde Portuária (NR 29) e foi transformado em lei pelo Decreto Estadual 14.919/2013. O plano tem como intuito atuar cooperativamente e de forma organizada na prevenção, controle e atenuação de emergências ocorridas nas empresas ou em áreas comuns do porto.

ISPS Code
Suape marcou presença na 4º edição do Curso Nacional de Auditoria em Segurança de Instalação Portuária (CNA), promovido pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis – Conportos. O coordenador executivo do ISPS Code do Porto de Suape, Osvaldo Morais, participou do encontro e recebeu a certificação como Auditor Portuário. O Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code, na sigla em inglês) é uma norma internacional de segurança para controle de acessos e monitoramento. As medidas foram adotadas depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 01/12/2016

NOVAS LOCOMOTIVAS QUE CIRCULAM NO PARANÁ POLUEM MENOS
Publicado em 12/01/2016 as 04:22 PM

Escrito por Notícia Corporativa

Criadas especialmente para atender o mercado brasileiro, as locomotivas ES43BBi já fazem parte frota da Rumo. Com tecnologia de última geração adaptada à bitola métrica, utilizada na maior parte da malha ferroviária brasileira, são mais eficientes e poluem menos que outros modelos.

A ES43BBi conta com um sistema de tração de corrente alternada que fornece 38% mais capacidade de tração em comparação ao modelo de locomotiva que opera no mesmo trecho, que sai de Maringá ou Londrina com destino a Curitiba e Rio Negro.

Rumo Locomotivas 600



As novas locomotivas da frota da Rumo também são menos poluentes. O motor Evolution GEVO-12 utiliza melhor o combustível e possibilita uma redução de 26% em L/TKB (litros por tonelada bruta transportada) no consumo de diesel em relação às máquinas que fazem o transporte no Paraná. Reduzindo a emissão de gases da queima de combustível, a ES43BBi polui menos.

Com sistema operacional integrado de forma online à General Eletrics (GE), fabricante das máquinas, o modelo é chamado de locomotiva digital. Essa tecnologia faz um diagnóstico antecipado de anomalias, reduzindo o tempo que a locomotiva fica parada para eventuais diagnósticos.

Segundo Agnaldo Lopes, gerente de engenharia ferroviária, a ES43BBi ficou à frente dos modelos Dash9bb e SD-40 em todos os indicadores de disponibilidade e confiabilidade. “Além do resultado positivo nos indicadores, agora os intervalos de manutenção preventiva são semestrais e permitem um planejamento detalhado na parada da locomotiva em função do sistema integrado de telemetria”, acrescenta.

Atualmente, são 23 novas locomotivas em operação nos trechos que vão de Maringá a Curitiba, e de Londrina à capital ou a Rio Negro. Os trens operados hoje com a ES43BBi são de 105 Vagões com duas locomotivas, enquanto que com outras frotas eram necessárias de três a quatro locomotivas para fazer a mesma viagem.

Além dos ganhos para o transporte, os maquinistas também são beneficiados: a BBi tem maior conforto interno na cabine, é mais ergonômica e mais silenciosa, contribuindo para a satisfação do colaborador.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 01/12/2016

TRANSPARÊNCIA NAS CONCESSÕES FERROVIÁRIAS
Publicado em 12/01/2016 as 04:22 PM

Escrito por Editor Portogente

Em audiência pública realizada, na manhã do dia 29 de novembro último, na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados foi discutida a implantação do trem regional paulista para ligar São Paulo, Campinas e Americana, além da concessão em geral de ferrovias e seus prazos. O presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente), José Manoel Ferreira Gonçalves, participou da audiência, cobrando transparência por parte do governo na discussão das concessões ferroviárias, bem como suas renovações. “Precisamos de regramentos claros, feitos à luz do dia, em que se pese e se equilibre essas forças (empresas, governo e usuários)”, observou. E questionou: “Como renovar concessões onde os critérios são apenas produção e segurança e não se fala em momento algum em qualidade?”.

Para ele, a questão deve ser colocada na esfera de Estado, e não de governo. “O sistema como está montado cria o “dono” do trilho, um dono monopolista; mas o verdadeiro “dono” é a sociedade brasileira”, exortou. E completou: “O modelo atual dá uma forma particular ao que é público.”

Gonçalves se disse preocupado quando, ao invés de abrir um debate transparente com a sociedade, o governo edita uma medida provisória, e não um projeto de lei, antecipando concessões. “Cadê os editais, a concorrência? Jogamos no lixo a oportunidade de rediscutir esse modelo, mantendo o País 40 anos atrasado com relação às grandes ferrovias do mundo”, lamentou.

O presidente da Ferrofrente apresentou itens que poderiam nortear o debate sobre as ferrovias nacionais: modelo de concessões (prazos, níveis de serviço, modelo de remuneração); garantia ao direito de passagem; regras de funcionamento das agências reguladoras com papéis definidos e com menores possibilidades de neutralizar suas ações efetivas; e equilíbrio entre governo, empresa e usuários.

Confira vídeo da participação do presidente da Ferrofrente aqui.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 01/12/2016

SIMULAÇÃO DE INCÊNDIO NA ÁREA CINCO DO PORTO TERMINA ANTES DO PREVISTO
Publicado em 12/01/2016 as 04:21 PM

Os trabalhos deveriam ser realizados em cerca de 90 minutos, mas conseguiram realizar em 67
FERNANDA BALBINO 30/11/2016 - 16:51 - Atualizado em 30/11/2016 - 17:43

Foram necessários 10 minutos para a chegada das primeiras viaturas do Corpo de Bombeiros ao simulado de incêndio da área 5 do Porto de Santos, que engloba as instalações portuárias localizadas nas proximidades da Ponta da Praia. O exercício, inédito nesta região, aconteceu no Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Caramuru, no Corredor de Exportação. Os trabalhos deveriam ser realizados em cerca de 90 minutos, mas foram concluídos em 67 minutos.

Durante este período, foi realizado o atendimento da ocorrência pelo Corpo de Bombeiros, com o auxílio das brigadas de incêndio da própria empresa, de terminais vizinhos e da Guarda Portuária (Gport). Instalações portuárias localizadas em outras regiões do complexo santista também encaminharam apoio.

O objetivo do exercício foi avaliar o tempo de resposta da comunidade portuária e de outras autoridades durante uma ocorrência envolvendo a propagação de fogo. Situações como essa já aconteceram no cais santista. Em abril do ano passado, tanques do terminal da Ultracargo, na Alemoa, foram destruídos pelas chamas. O sinistro levou nove dias para ser controlado e foi considerado a maior ocorrência deste tipo no País. Em janeiro último, as chamas consumiram contêineres no terminal retroportuário da Localfrio, na Margem Esquerda, em Guarujá.



Cerca de 300 pessoas, 100 do Terminal XXXIX, participaram da atividade (Foto: Carlos Nogueira)



As respostas das empresas e das autoridades foram supervisionadas através do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Porto, coordenado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e que reúne terminais, prefeituras, o Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais.

Agora, os responsáveis pelo PAM vão avaliar os resultados do exercício. “A partir de agora, as pessoas que ficaram incumbidas de fazer as anotações e observações vão se reunir e dizer tudo o que foi bem feito e o que precisa de melhorias. Vamos fazer esse saldo e apresentar isso na próxima reunião, no dia 15 de dezembro”, destacou o gerente de Segurança do Trabalho da Codesp, Ernesto Henriques da Costa Júnior.

Cerca de 300 pessoas, sendo 100 do Terminal XXXIX, participaram da atividade. A ideia do PAM foi simular, em um terminal de grãos, um incêndio com as mesmas características de acidentes que já aconteceram no Porto, com a propagação das chamas a partir de correias transportadoras de grãos – no caso, farelo de soja.

Avaliação

Para o coordenador do PAM do Porto de Santos, Evandro Lourenço, o tempo de resposta da chegada do Corpo de Bombeiros ficou dentro do esperado, assim como os procedimentos adotados durante o resgate das vítimas. “A gente tem, em média, de 7 a 10 minutos para a chegada do Corpo de Bombeiros. O resgate das vítimas foi muito mais rápido porque foi feito através da brigada de incêndio da própria empresa”, explicou.

Segundo o 1º tenente João Carlos Carvalho, do Corpo de Bombeiros, as equipes sempre trabalham para reduzir o tempo de chegada nas ocorrências. Segundo ele, as viaturas deslocadas partiram da sede, que fica na Avenida Ana Costa, no Gonzaga, em Santos.

“O importante é a integração que está havendo entre brigadistas, Corpo de Bombeiros e a segurança do trabalho de todas as empresas. As pessoas estão se conhecendo e sabendo o que cada um faz na ocorrência. Está virando uma engrenagem e, cada vez mais, as pessoas estão trabalhando de maneira integrada. Assim, vai ser mais fácil quando tiver uma nova ocorrência, que a gente acredita que pode acontecer a qualquer momento. Estamos preparados”.

Durante o exercício, as equipes que atuaram no combate ao fogo testaram a possibilidade de passar mangueiras por dentro do armazém até atingir a correia transportadora. A medida foi bem avaliada pelos técnicos que acompanhavam o exercício.

Treinamento envolveu atendimento a 40 m de altura

O simulado do Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Caramuru no Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, foi iniciado com a propagação das chamas em uma das correias transportadoras de grãos da empresa. O equipamento fica a 40 metros de altura. A ideia dos organizadores do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) era reproduzir o cenário de terminais graneleiros que já sofreram incêndios semelhantes no Porto.

As correias transportadoras do terminal contam com sensores que indicam alterações no aquecimento, alinhamento ou ainda na movimentação das cargas. Por conta disso, o simulado começou com a visualização de um problema por um funcionário no centro de controle da instalação.

Em seguida, a informação foi transmitida para um outro operário, que trabalha no armazém. Ele seria a pessoa mais próxima das esteiras para confirmar o início das chamas. Esta foi uma das vítimas do simulado e precisou ser resgatado a uma altura de 30 metros porque teve uma mal súbito.

O outro funcionário removido foi encenado por um eletricista. O trabalhador teria passado mal durante a evacuação de uma outra estação de trabalho em uma esteira próxima. Ambos receberam os primeiros atendimentos de brigadistas do próprio terminal.

Em casos de acidentes em áreas portuárias, logo após a detecção do sinistro, são os brigadistas os primeiros a serem acionados. Em seguida, o Corpo de Bombeiros é informado, assim como a Guarda Portuária (Gport), responsável pelo acionamento do PAM.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 30/11/2016

PORTO - PARANAGUÁ
Publicado em 12/01/2016 as 04:20 PM

O Porto de Paranaguá, no Paraná, bateu o recorde de embarque de açúcar no berço 204, operado pela Pasa, em um único navio. Foram 54,5 mil toneladas no cargueiro Union Mariner, que tem como destino o porto de Cingapura.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 01/12/2016

ANTAQ - PORTOLOG ENTRA EM ATIVIDADE HOJE
Publicado em 12/01/2016 as 04:17 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Somente a fase inicial do projeto começará hoje. Terminais terão de agendar a chegada de caminhões com grãos ao Porto

Entra em vigor hoje a primeira etapa do projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente (Portolog), do Governo Federal, na região. Agora, o agendamento de caminhões carregados com granéis sólidos de origem vegetal e com destino ao cais santista deve ser feito pelos próprios terminais do Porto de Santos, em um sistema desenvolvido pela União.

Quando estiver totalmente implantado, o Portolog permitirá o acompanhamento das cargas das zonas produtoras até os terminais marítimos. Ele está sendo instalado em etapas. Além de áreas públicas do Porto, terminais e pátios, o programa cobre os corredores rodoviários do País. Para tanto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) participam da iniciativa.

Até ontem, os terminais encaminhavam à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, as planilhas com as previsões de recebimento de caminhões em janelas pré-definidas. A Codesp era responsável pelo controle e pela fiscalização do cumprimento dos prazos.

Agora, todos os terminais terão acesso ao sistema desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), sob a orientação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Na última terça-feira, um representante da pasta participou do Comitê de Logística do Porto de Santos para tirar dúvidas dos usuários do setor portuário.

A fiscalização desse procedimento não será alterada. Caberá à Docas conferir se o agendamento dos caminhões está sendo cumprido. O trabalho é feito com o auxílio de câmeras instaladas ao longo dos acessos ao Porto, além dos sites de acompanhamento de informações em tempo real, como o da Ecovias, concessionária que administra o sistema Ançhieta-Imigrantes (SAI).

De hora em hora, a situação dos pátios reguladores é avaliada, assim como a quantidade de caminhões que deixam essas instalações e seguem em direção aos terminais portuários. Em caso de descumprimento do agendamento, a informação é repassada para a Antaq, que é a responsável pela autuação da empresa infratora.

Por enquanto, esta fase do Portolog será implantada apenas para terminais de granéis sólidos. No próximo ano, está prevista a expansão do projeto para instalações de granéis líquidos e as especializadas em contêineres.

Também há a previsão da Codesp de, ainda neste mês, abrir uma licitação para a elaboração do projeto-executivo de mais uma etapa do Portolog. Trata-se da fase que engloba a implantação de gates (portões) para o acesso automatizado de caminhões às duas margens do Porto de Santos. A ideia é que o acesso ao complexo, em Santos e Guarujá, seja totalmente automatizado, como acontece em portos internacionais.

Licitações

Há dois anos, a Codesp tenta contratar uma empresa para implantar as antenas de radiofrequência do projeto Portolog na região. Mas, nas quatro tentativas, a licitação foi cancelada por questões administrativas. O plano era que a firma escolhida tivesse de elaborar o projeto do sistema e os softwares necessários.

As antenas terão sensores que vão ler as placas dos veículos de carga e as etiquetas eletrônicas (tags) a serem instaladas neles.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 01/12/2016

PORTOS - TRÊS MILHÕES DE TONELADAS NO PORTO DE VITÓRIA
Publicado em 11/30/2016 as 03:33 PM

Entre os principais portos organizados do País, o do Espírito Santo é o 10º em movimentação de cargas, com 3 milhões de toneladas no 1º semestre.

“Os dados mostram a relevância do setor portuário e seu papel para fortalecer a economia, principalmente na recessão. Com mais investimentos, o Estado se destacaria ainda mais ”, diz Marcos Lopes, do Sindiopes.

DIA A DIA - COM A COLABORAÇÃO DE RAFAEL GUZZO | diadia@redetribuna.com.br
Fonte : A Tribuna - ES
Data : 30/11/2016

ATUANTE DESDE JÁ
Publicado em 11/30/2016 as 03:33 PM

Autor:        Roberta Jungmann - roberta@folhape.com.br / Colaboração de GABRIELLA AUTRAN


O prefeito eleito de Jaboatão, Anderson Ferreira, nem tomou posse, mas já conseguiu a garantia do ministro dos Transportes, Maurício Quintela, a inclusão de duas alças viárias no projeto de requalificação da BR-101, próximo ao Fórum de Jaboatão. Ferreira foi mostrar o projeto ao presidente do TJPE, Leopoldo Raposo, por ser reivindicação de quem frequenta o fórum e dos motoristas que trafegam na área.

PERSONA
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 30/11/2016

CAMINHONEIROS PROTESTAM CONTRA LEI QUE TABELA PREÇO DO FRETE
Publicado em 11/30/2016 as 03:33 PM

Autor:        JOANICE DE DEUS - Da Reportagem

Grupos de caminhoneiros bloquearam, ontem, dois trechos da BR-163, um deles em Novo Mutum (242 quilômetros, médio norte de Cuiabá) e, o outro, em Sinop (503 quilômetros, ao norte da capital).

Eles cobram aprovação em caráter de urgência do Projeto de Lei nº 528/2015, que prevê a criação e aplicação de uma tabela mínima para o frete do transporte de cargas e aposentadoria aos 25 anos de contribuição.

O protesto no Estado faz parte da manifestação que ocorre em Brasília (DF), onde em torno de 250 caminhões de diversos Estados brasileiros realizam manifestações entre os Ministérios e a Avenida das Bandeiras, nas proximidades do Palácio do Congresso Nacional.

Apenas de Mato Grosso, o movimento contaria com a representação de 28 caminhões estacionados ao redor do Estádio Mané Garrincha, ponto de concentração da categoria, porém mais caminhões chegavam a todo o momento à cidade.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Concessionária Rota do Oeste, que administra a rodovia federal, o protesto teve início às 7h30. “Houve interdição total da pista, com barricadas de pneus ateado fogo”, informou a PRF. Até então, a informação era que de que os manifestantes estavam com ânimos exaltados.

Presidente Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Mato Grosso (Sindicam-MT), Roberto Pessoa Costa, informou que a entidade sindical apoia o protesto, embora não estivesse diretamente responsável pelos bloqueios na BR-163. “Os fretes estão com valores muito baixos. Não paga nem óleo diesel, a manutenção é cara e o óleo diesel só subindo de preço”, disse. “O momento é de muita dificuldade. Têm motoristas que mais de 30 dias parado”, acrescentou.

A PEC é idealizada pelo deputado Assis do Couto (PDT/PR). O texto determina que o Ministério dos Transportes regulamente, com base em proposta formulada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os valores mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado, consideradas as especificidades do tipo de carga.

A medida prevê ainda que o processo de definição dos preços mínimos deverá contar com a participação dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas, bem como de representantes das cooperativas do setor. Os preços mínimos serão fixados levando-se em conta, prioritariamente, a oscilação e a importância do valor do óleo diesel e dos pedágios na composição dos custos do frete.

Conforme Roberto Costa, a PEC encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados e estaria prevista para ser votada hoje. Os caminhoneiros também lutam pela adoção da aposentadoria especial, podendo usufruir desse direito após 25 anos de trabalhos.

No Estado, atuam cerca de 15 mil caminhoneiros, destes 70% a 80% são autônomos. Os manifestantes liberaram os dois pontos de rodovia no fim da manhã, voltaram a fechar durante à tarde e liberaram novamente às 17 horas.
Fonte : Diário de Cuiabá – MT
Data : 30/11/2016

LIVRE MERCADO
Publicado em 11/30/2016 as 03:32 PM

Autor:        Egídio Serpa - egidio@diariodonordeste.com.br

Abre-se hoje, às 9 horas, no Centro de Eventos do Ceará, a Expolog Feira Nacional de Logística.

Com o apoio do Diário do Nordeste, a Expolog realiza-se juntamente com o XI Seminário Internacional de Logística. Os dois eventos reúnem aqui empresários do setor, incluindo operadores portuários e exportadores, além de dirigentes de organismos públicos e privados que têm a ver com a logística. Tema da primeira palestra: Roubo de Cargas no Brasil. Faz sentido, pois no Brasil rouba-se de tudo.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 30/11/2016

TRANSNORDESTINA
Publicado em 11/30/2016 as 03:32 PM

Autor:        JOSÉ MARIA MELO - vaivem@diariodonordeste.com.br

Já o deputado Raimundo Gomes de Matos informou que a Comissão Externa de
Acompanhamento da Transnordestina será recebida, hoje, pelo ministro dos
Transportes , com quem conversará sobre o pedido de uma auditoria das obras da
ferrovia, bem como a aplicação dos recursos, a maioria deles oriundos do BNDES.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 30/11/2016

QUATRO LINHAS COMEÇARÃO A OPERAR EM DEZEMBRO
Publicado em 11/30/2016 as 03:32 PM

Quatro novas linhas de transporte hidroviário receberam autorização da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon) para operar nesta terça-feira (29).

As concessões são para as linhas de Óbidos a Santarém, de Belém a Portel e duas de Mocajuba a Cametá. O serviço poderá ser iniciado a partir de 1º de dezembro.

A linha Mocajuba-Cametá, como serviço diferenciado, realizando o percurso em menor tempo, será compartilhada pelas empresas J.N. Navegações e Céu do Brasil.

De Óbidos a Santarém, as viagens serão feitas pela Amaral Vip Navegação, que vai operar com duas embarcações.

A viagem entre Belém e Portel, que também é feita em 18 horas e com parada em Breves, será feita em 12 horas pela T. do Vale André Navegação.

(Com informações da Agência Pará)
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 30/11/2016

GOVERNO TERÁ QUE COBRAR R$ 123,5 MI DA PETROBRAS
Publicado em 11/30/2016 as 03:31 PM

Autor:        Beatriz Cavalcante

A determinação foi aprovada por unanimidade em sessão do pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE)

O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) determinou que o Governo do Ceará deve cobrar R$ 123,5 milhões da Petrobras pelos gastos que teve com a implantação a Refinaria Premium II no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em São Gonçalo do Amarante. A obra não chegou a ser feita porque a empresa desistiu de tocar o empreendimento. Fato que foi anunciado no plano de desinvestimento da Petrobras no dia 28 de janeiro de 2015.

A decisão do ressarcimento foi aprovada por unanimidade, ontem, em sessão do pleno do Tribunal. Serão R$ 75,79 milhões para gastos do Estado com a refinaria e R$ 47,7 milhões de bens imóveis em posse da empresa. A Secretaria de Controle Externo (Secex), do TCE-CE, fará monitoramento semestral das medidas adotadas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) visando ao ressarcimento dos prejuízos e à reversão dos bens imóveis de posse da Petrobras.

O Tribunal deu prazo de 30 dias, a partir da notificação, para a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e a Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) encaminharem cronograma visando ao término da contratação de serviços de vigilância armada e de manutenção de cercas e estradas de serviço, para garantir a integridade dos imóveis, caso a contratação ainda exista.

Serão apuradas possíveis irregularidades nas obras sem cobertura contratual na Reserva Indígena dos Anacés, em Caucaia, e irregularidades na adoção de projeto básico deficiente para licitação e execução das obras do Centro de Treinamento Técnico do Ceará Lauro Oliveira Lima. Em nota, a Seinfra informou que se pronunciará hoje, após tomar conhecimento do relatório do TCE.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 30/11/2016

TCU VÊ FRAUDE NA RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO
Publicado em 11/30/2016 as 03:31 PM

Autor:        Fábio Fabrini e André Borges / BRASÍLIA

Para ministro, renovação antecipada de trecho da BR-040 é lesiva ‘ao erário ‘ ao interesse público’

Cinco dias depois de o governo publicar uma medida provisória para permitir a renovação antecipada das concessões de rodovias, o Tribunal de Contas da União (TCU) votará em plenário processo no qual conclui ser “fraude” a mera hipótese de aventar esse tipo de prorrogação.

Em voto que será apresentado hoje na corte, o ministro Walton Alencar - relator do processo que trata da renovação antecipada de contrato da concessionária que atua na estrada Rio-Petrópolis - aponta uma série de irregularidades cometidas pelo Ministério dos Transportes e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ele sugere multas a vários diretores da agência reguladora.

O contrato da Concer, que detém a exploração da concessão da BR-040 do trecho Juiz de Fora (MG) - Petrópolis (RJ) pelo prazo de 25 anos, tem previsão de acabar em 2021. A construção da Nova Subida da Serra, entre os municípios de Duque de Caxias e Petrópolis, constava do Programa de Exploração Rodoviária (PER) como obrigação da concessionária. Não havia, porém, projeto ou orçamento para a obra, apenas dotação estimada em R$ 80 milhões a preços de 1995.

Mesmo assim, em 2011, a ANTT aprovou o projeto da obra. Depois de quase um ano, a Concer assinou um termo aditivo com a agência, no valor total de R$ 1,325 bilhão, a ser pago com recursos públicos ou por meio da prorrogação do contrato pelo prazo de 17 anos e meio.

A análise da unidade técnica do TCU e do Ministério Público com o tribunal concluiu que não houve nem sequer previsão de orçamento para quitar a dívida, além de a possibilidade de prorrogação não estar prevista no contrato original.

“Não há no contrato, nem no edital, previsão para a prorrogação pretendida, nem há, no processo de celebração do 12º termo aditivo, nenhuma justificativa para a inserção dessa cláusula, restando plenamente configurada a irregularidade”, declara o ministro em seu voto, conforme relatório ao qual o Estado teve acesso. “Considero, portanto, fraude aos termos do contrato e do edital a mera hipótese de aventar a prorrogação, absolutamente inviável ética e juridicamente,por lesiva ao erário e ao interesse público.”

Depois de ouvir as explicações da ANTT, o ministro propôs multa individual de R$ 54 mil, o máximo previsto nos normativos do TCU, a diversos diretores da agência, entre eles o diretor-geral, Jorge Luiz Bastos, a ex-diretora Natália Mar-cassa (atual subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil). Walton pede, ainda, que o desconto seja feito no contracheque dos responsáveis.

O governo vem defendendo a renovação antecipada do contrato como forma de retomar in-vestimentos. Procurados pela reportagem, os diretores não se posicionaram até o fechamento desta matéria.

• Responsabilização

“Considero, portanto, fraude a mera hipótese de aventar a prorrogação, absolutamente inviável ética e juridicamente.” Walton Alencar

MINISTRO E RELATOR DO PROCESSO NO TCU
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 30/11/2016

COLUNA - DORA KRAMER
Publicado em 11/30/2016 as 03:31 PM

Autor:        DORA KRAMER - DORA.KRAMER@ESTADAO.COM

O presidente do Senado, Renan Calheiros, vai fechando seu período no posto com chave que não é de ouro, mas de material a ele assaz familiar: o cinismo.

Os caras deslavadas

Aquele mesmo usado quando do rompimento com Fernando Collor, de quem havia sido líder na Câmara, procurando dar a impressão de que se afastava por razões éticas quando, na verdade, rompia em reação ao corte de recursos recebidos via Paulo César Farias para a campanha ao governo de Alagoas em 1990, depois que Collor deixou claro o apoio ao adversário, Geraldo Bulhões.

Daí em diante fez carreira nacional à custa da ingenuidade, da complacência e da cumplicidade alheias: foi ministro, note-se, da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, quatro vezes presidente do Senado, uma renúncia ao cargo para escapar da cassação e campeão na quantidade de inquéritos acumulados no Supremo Tribunal Federal, que amanhã examina o primeiro de uma série de 12. Está prestes a tornar-se réu na ação em que figura como receptor de propina de empreiteira e usuário de documentos falsos.

Pois nessa condição é que se faz (na ótica dele) porta-voz da defesa dos interesses nacionais. De um lado, partindo da correta premissa de que é necessário atualizar a legislação que responsabiliza civil, criminal e administrativamente atos de abuso de poder para atingir o torpe objetivo de mostrar aos órgãos de investigações quem é que manda. De outro, ontem partindo com truculência verbal para ataques ao sistema político, segundo ele, “fedido, falido, caquético, alvo de desconfiança da sociedade”.

Mesmo? Não fosse Renan Calheiros a dar o alerta continuaríamos a viver a ilusão de que o modelo pelo qual sua excelência e companhia se elegem, mandam e desmandam há anos seria cheiroso, florescente, vigoroso, objeto da mais absoluta confiabilidade na opinião do público. Determinados políticos quando fazem esse tipo de diagnóstico e defendem com veemência uma remodelação total nos meios e modos na política remetem à anedota do sujeito que rouba uma carteira e sai gritando “pega, ladrão”, no intuito de desviar de si as atenções.

Calheiros e demais mandachuvas do setor tiveram todo o tempo do mundo para consertar os defeitos que apontam. A começar pelas respectivas condutas. Não fizeram porque não quiseram. Uma reformulação virá, mas não nos moldes formais (e acanhados) propostos pelo Congresso.

Nascerá da incorporação na sociedade do sentido do primeiro artigo da Constituição: o poder emana do povo e, portanto, em seu nome deve ser exercido.

Como assim?. Não obstante a fama de cioso, Michel Temer não tem feito jus a ela em suas últimas declarações. No programa Roda Viva disse que eventual prisão de Lula causaria “instabilidade” no País; na conversa com Marcelo Calero, assentou que a “política tem dessas coisas” quando posto diante de uma tentativa de tráfico de influência; nesta semana, disse a empresários que “fatozinhos” não devem ser considerados, pois o País não tem instituições sólidas.

Registre-se, porém: os problemas surgidos em seu Ministério não são aceitos pela população como fatos menores, enquanto que os dois processos de impeachment presidenciais vividos pelo Brasil seguidos de substituições ao figurino constitucional, a atuação dos órgãos de investigação e independência do Judiciário demonstram o oposto à avaliação sobre as instituições feita pelo presidente, a cuja lista de expressões impróprias poder-se-ia acrescentar o “reajustamento institucional” anunciado por ele para retirar o apoio que havia dado à anistia aos usuários de caixa 2.

Mais bem posicionado Michel Temer teria ficado se tivesse tomado essa atitude antes da ordem dada pela “voz das ruas”.

Político condena ‘sistema’ como quem rouba carteira e sai gritando ‘pega, ladrão’
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 30/11/2016

COLUNA - DIRETO DA FONTE
Publicado em 11/30/2016 as 03:31 PM

Autor:        SONIA RACY - estadão.com.br/diretodafonte

Se prevalecer a vontade de pelo menos dois integrantes da Comissão de Ética Pública da Presidência, Marcelo Calero também deve ser investigado, a exemplo do que deverá acontecer com Geddel Vieira Lima.

Foco em Calero

Esses integrantes da comissão, segundo se apurou, defendem avaliar se cabe alguma medida punitiva por ter o ex-ministro da Cultura gravado conversas com dois ministros - Geddel e Eliseu Padilha - e Temer.

Calero 2

No episódio, que tirou Geddel e Calero do governo, este acusou o primeiro de pressioná-lo para obrigar o Iphan a autorizar a construção de um prédio residencial irregular em Salvador, em área tombada. Depois, Calero saiu de outro encontro, com Temer, dizendo que ele havia tentado “enquadrá-lo”.

O caso se agravou quando Calero levou as fitas e um relato de todo o episódio à PF.

Eu voltei

Álvaro de Souza volta ao ramo financeiro. O ex-presidente do Citi no Brasil e ex-vice presidente mundial do banco assumirá novo cargo no Santander Brasil.

Mais precisamente, o de presidente do conselho de administração, no lugar do espanhol Jesús Zabalza - que se aposenta mas pretende continuar morando no Brasil.

Souza, que praticamente vive a hoje em Lisboa, vai “morar”... na ponte aérea.

Carona

A tragédia de ontem com a Chapecoense fez aumentar o coro pela aprovação da nova Lei do Aeronauta. O PL, nada consensual, que tramita há cinco anos e passou na CCJ da Câmara, questiona as jornadas de trabalho.

O sindicato dos aeronautas quer que o Senado também agilize a votação.

Um a menos

Luiz Marinho, um dos preferidos de Lula para assumir a presidência do PT, vai contrariar seu padrinho. O prefeito de São Bernardo decidiu disputar o comando do diretório estadual do partido.

Águas passadas?

Gente muito próxima ao presidente da República lembrava, ontem, que na primeira eleição de Temer à Presidência da Câmara, em 1997, Hélio Bicudo foi decisivo.

Rompeu com o PT e ajudou a eleger o peemedebista.

Brasil brasileiro

Cena “musical” inesperada no depoimento do empresário Antonio Carlos Bellini à CPI da

Lei Rouanet, semana passada. Bellini contou que, para usar, em um projeto recente, músicas de Ary Barroso, o pessoal do MinC lhe teria pedido que apresentasse a autorização do autor.

Que morreu em... 1964.

Brasil 2

Por 23 projetos de Bellini que teriam captado cerca de R$ 11 milhões, a CPI pretende pedir a quebra de seu sigilo bancário.

Quatro patas

A situação do Jockey paulista vai de mal a pior. O clube está sem pagar salários há... cinco meses. Possibilidade de melhora? Pelo que se apurou, muito pequena. Adeterioração das finanças é galopante.

Quatro patas 2

Tem muito dono de haras brasileiro mandando cavalo disputar corrida em...Buenos Aires. Onde o turfe vai de bem a melhor.

365 dias

O Instituto Não Aceito Corrupção comemora um ano com caminhada no dia n dezembro. Saída da Praça Charles Miller.

NA FRENTE

• Tony Bellotto autografa São Paulo Noir, na Cultura do Conjunto Nacional, amanhã.

• A Perrier Jouet arma jantar da Confraria de Mulheres Inspiradoras. Amanhã, na Vila Nova Conceição.

• A Dryzun realiza pré-lança-mento e bate-papo com Helena Bordon para falar de sua coleção para joalheria. Hoje, no Shopping Iguatemi.

• Eduardo Moreira está entre os indicados para melhor economista de asset management, Troféu Benchmark. A premiaçâo acontece dia 15.

• A quem pergunta, Kátia Abreu confirma: a amizade com Dilma continua firme e forte, com direito a pelos menos uma conversa semanal.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 30/11/2016

GOVERNO APRESENTA EDITAL DE CONCESSÃO DE QUATRO AEROPORTOS
Publicado em 11/30/2016 as 03:30 PM

Por Valor, com Agência O Globo | Valor

BRASÍLIA - O governo federal apresentará nesta quarta-feira o edital de concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.


A proposta será apresentada em entrevista coletiva pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho.

Conforme previsão da Medida Provisória 752, publicada pelo governo na sexta-feira passada, as empresas que vencerem os leilões deverão pagar parte do programa de demissão voluntária que a Infraero deverá oferecer aos servidores dessas localidades.

Os investimentos previstos nos aeroportos são de R$ 6,53 bilhões, com outorgas mínimas somadas de R$ 2,91 bilhões. Os estudos oficiais do governo apresentam perspectiva de crescimento contínuo do fluxo de passageiros nos aeroportos, com médias entre 3,73% ao ano (Porto Alegre) e 4,79% (Fortaleza) até o fim das concessões.

Com a aprovação dos editais, o leilão dos aeroportos deverá ocorrer em março, para respeitar o prazo mínimo de cem dias entre as datas, conforme prevê a secretaria de PPI.
Fonte: Valor Econômico
Data : 30/11/2016

PROPOSTA DE EDITAL DE LEILÃO DOS AEROPORTOS SERÁ DIVULGADA HOJE
Publicado em 11/30/2016 as 03:30 PM

Autor:        Por Agência O Globo, de São Paulo

O governo federal apresentará hoje o edital de concessão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

A proposta será apresentada em entrevista coletiva pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho.

Conforme previsão da Medida Provisória 752, publicada pelo governo na sexta-feira, as empresas que vencerem os leilões deverão pagar parte do programa de demissão voluntária que a Infraero deverá oferecer aos servidores dessas localidades.

Os investimentos previstos nos aeroportos são de R$ 6,53 bilhões, com outorgas mínimas somadas de R$ 2,91 bilhões. Os estudos oficiais apresentam perspectiva de crescimento contínuo do fluxo de passageiros nos aeroportos, com médias entre 3,73% ao ano (Porto Alegre) e 4,79% (Fortaleza) até o fim das concessões. Com a aprovação dos editais, o leilão dos aeroportos deverá ocorrer em março.
Fonte: Valor Econômico
Data : 30/11/2016

REDUÇÃO DE CUSTOS LEVA EMPRESAS PARA BRASÍLIA
Publicado em 11/30/2016 as 03:30 PM

Autor:        Por Carlos Vasconcellos | Para o Valor, do Rio

Aberto em 1957, antes da inauguração da cidade, cujo plano-piloto foi inspirado no desenho de um avião, o Aeroporto Internacional de Brasília se tornou um dos principais hubs aéreos brasileiros.

A redução da alíquota do ICMS sobre o combustível de aviação de 25% para 12%, em 2013, está ligada ao crescimento do tráfego no aeroporto do Distrito Federal.

A queda dos custos atraiu mais companhias aéreas e trouxe novas rotas para Brasília, transformando a capital do país num importante centro de conexões. "Depois da redução, foram 56 novos voos no Distrito Federal em apenas 90 dias", diz Daniel Ketchibachian, presidente da concessionária Inframérica, que administra o aeroporto.

Com isso, Gol, Latam e Avianca instalaram seus hubs em Brasília. Um ano após a medida, 205 novos voos eram registrados e duas novas companhias aéreas passaram a operar no aeroporto, com 36 novas rotas internacionais passando pela cidade. A redução da alíquota sobre o querosene de aviação, um dos principais componentes de custo das empresas, também compensou para o Governo do Distrito Federal: o volume aumentou 75% e com isso, a arrecadação de imposto sobre o produto cresceu 23%.

Com isso, no período de 2012 a 2015, o movimento de passageiros cresceu 20%. Para acompanhar o aumento da demanda, no entanto, foi preciso investir na reforma e ampliação das instalações. Hoje, o Aeroporto de Brasília só perde para o de Guarulhos, em São Paulo, no número de passageiros atendidos no país. Desde 2012, quando assumiu a operação do aeroporto, a concessionária Inframérica investiu R$ 1,5 bilhão no aumento de capacidade de 16 milhões para 21 milhões de passageiros.

As novas salas de embarque, os Píeres Sul e Norte, foram concluídos em abril e maio de 2014, respectivamente. O Terminal passou de 60 mil m2 para 110 mil m2, um aumento operacional de 45%, e o número de posições para estacionamento de aeronaves aumentou 67%, chegando a 70, das quais 29 são pontes de embarque.

O concessionário agora planeja aproveitar o movimento gerado pelo hub. Com um investimento de R$ 3,5 bilhões, a empresa planeja construir um complexo de compras e entretenimento. "Vamos investir recursos próprios e financiar parte do projeto junto a bancos públicos e privados", diz Ketchibachian. O projeto é composto por seis empreendimentos imobiliários localizados na área do aeroporto: Office Park, Sun Park City Center, rede hoteleira, área de storage e self-storage, o Terminal JK e a ampliação da sala de embarque internacional.

A construção da nova sala de embarque internacional terá início em 2017 e previsão de entrega em 2019. Com um total de 9 mil m2, ela permitirá que o aeroporto aumente em 130% sua capacidade para receber passageiros internacionais, chegando a 1,5 milhão de por ano. O Terminal JK, por sua vez, fará parte da nova estrutura e será um centro comercial com 280 lojas, restaurantes, lanchonetes, além de um edifício garagem com capacidade para quatro mil vagas de estacionamento, dois hotéis, dois edifícios de escritórios, cinema, academia e áreas destinadas a descanso, num investimento de R$ 900 milhões. O Terminal JK será via de acesso à sala de embarque do Terminal 1 do aeroporto.

O aeroporto também ganhará mais cinco hotéis de 3,4 e 5 estrelas. Entre eles, estará o primeiro Hard Rock Hotel do país. As obras estão previstas para conclusão em 2018 e vão dar ao Aeroporto de Brasília mais 1,6 mil quartos à disposição dos turistas.

Expansões e aumento de demanda à parte, o Aeroporto de Brasília ainda luta para melhorar a qualidade do atendimento ao público. O aeroporto foi apontado no terceiro trimestre como o 9º no Ranking de Qualidade dos Aeroportos, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A pesquisa é realizada nos 15 terminais mais movimentados do país e avalia a opinião dos usuários a respeito de 38 itens e serviços do aeroporto, como preço da comida vendida, limpeza, tempo de espera nas filas de check-in e restituição de bagagem, entre outros.

Apesar do movimento em alta, a Inframérica depositou em juízo a parcela referente ao ano de 2016, no valor de R$ 245,681 milhões. "Estamos adimplentes", diz Ketchibachian. Segundo o presidente da Inframérica, a concessionária pede junto à Anac uma redução no valor, por ter realizado investimentos que não estariam previstos no contrato de concessão.
Fonte: Valor Econômico
Data : 30/11/2016

INFRAERO DEVE DEMITIR 400 ATÉ O FIM DESTE ANO
Publicado em 11/30/2016 as 03:29 PM

Autor:        Por Marcus Lopes | Para o Valor, de São Paulo

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) decidiu cortar na carne e pelo menos 400 empregados devem ser demitidos até o fim do ano.

Os desligamentos fazem parte do programa de ajuste para reverter a precária situação financeira da empresa, que até setembro acumulava prejuízo de R$ 50 milhões apenas em 2016.

As demissões deverão ocorrer por meio de programas de demissão voluntária patrocinados pela empresa, como o Programa de Incentivo à Transferência ou à Aposentadoria (PDITA) e o Desligamento Incentivado a Pedido (DIN). As 400 demissões devem se somar aos 2.379 empregados que já aderiram aos programas e deixaram a Infraero.

Atualmente, a empresa possui 11.158 empregados. Com os cortes e outras medidas, como a melhoria da eficiência administrativa, parcerias e readequação tarifária, a expectativa no governo federal é que, em 2017, a Infraero saia do prejuízo e comece a operar no azul, chegando ao final do próximo ano com um lucro de pelo menos R$ 250 milhões.

O cerco contra a Infraero aumentou após o Tribunal de Contas da União (TCU) dar um prazo de 90 dias para o governo federal tomar medidas práticas para diminuir as turbulências enfrentadas pela estatal desde que as concessões dos cinco principais aeroportos do país - Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas), Galeão (Rio de Janeiro), Confins (Belo Horizonte) e Brasília - retiraram grande parte do seu faturamento, mas não as despesas. Nos nove primeiros meses deste ano, segundo balanço divulgado pela Infraero, as receitas totais somavam R$ 2,20 bilhões, enquanto as despesas foram de R$ 2,25 bilhões.

De acordo com o relatório do tribunal, divulgado no dia 16 de novembro, a estatal sofreu redução de 53% nas receitas operacionais, mas as despesas diminuíram em apenas 34%. Além disso, concluíram os ministros do TCU, grande parte dos funcionários dos aeroportos concedidos optou por permanecer no quadro da estatal, provocando excesso de pessoal. Pelas regras de concessão, a Infraero detém 49% de participação nos terminais, enquanto as concessionárias ficam com os outros 51% de participação na sociedade.

"A nova gestão da Infraero trabalha para equilibrar as contas e redefinir sua estrutura de modo a torná-la mais eficiente e competitiva dentro de um cenário de crescente participação do setor privado", afirma o assessor especial do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Dario Rais Lopes. "Este conjunto de ações levará à retomada de sua sustentabilidade financeira operacional", completa Lopes.

Pelo lado dos trabalhadores, o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) acompanha a reestruturação. "Grande parte dos trabalhadores que estão aderindo ao PDV é de pessoas que já estão aposentadas", afirma o presidente do Sina, Francisco Luiz Xavier de Lemos. Segundo ele, as negociações com o sindicato para o enxugamento da Infraero começou em 2011 e uma das grandes vitórias da categoria foi a garantia de estabilidade até 2020 para todos que desejarem permanecer na empresa.

Para tentar fechar a conta e estancar o prejuízo, a participação estatal nos aeroportos deve ser cada vez menor. A Infraero, segundo Lopes, não vai participar da próxima rodada de leilões, que são os terminais de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. Dessa maneira, esses novos terminais devem ser 100% operados pela iniciativa privada. Atualmente, apenas o aeroporto de Natal (RN) é totalmente administrado pela concessionária privada, o Consórcio Inframerica. Os editais serão divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no final deste mês e o leilão está previsto para o primeiro trimestre de 2017.

Em relação às atuais concessões, o governo federal deve permanecer como sócio, pelo menos por enquanto. "A empresa permanece nas sociedades existentes", disse Lopes, sem dar maiores detalhes sobre o futuro das concessões, que podem ser alteradas com a Medida Provisória editada na quinta-feira (dia 24/11) pelo presidente Michel Temer.

Entre as mudanças previstas na MP, está a possibilidade de a Infraero realizar novo leilão quando a concessionária não cumprir as exigências contratuais da concessão. A medida atinge concessionárias em dificuldades financeiras por causa do envolvimento de empreiteiras na Operação Lava-Jato. No Galeão, entre as empresas que participam do consórcio está a Odebrech t. Em Viracopos, o consórcio formado para arrematar o aeroporto contava com a da UTC, que pertence ao empresário Ricardo Pessoa, um dos principais delatores da corrupção na Petrobras.
Fonte: Valor Econômico
Data : 30/11/2016

AVIAÇÃO REGIONAL TERÁ MENOS INVESTIMENTOS
Publicado em 11/30/2016 as 03:29 PM

Autor:        Por Paulo Vasconcellos | De São Paulo

O novo Programa Nacional de Aviação Regional enxugou de 270 para 176 a carteira de projetos de aeroportos que receberão investimentos de R$ 300 milhões e não mais de R$ 7,3 bilhões como previsto na versão original.

A seleção dos terminais, informa a assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, foi baseada em quatro critérios: socioeconômicos, para privilegiar polos de desenvolvimento regional, turismo, com atenção a destinos indutores do turismo, integração nacional, para atender municípios com baixo ou nenhum acesso por outros modais de transporte, e espacial, com o objetivo de cobrir todo o território nacional.

O novo formato é adequado ao cenário de recessão econômica e ajuste de gastos do governo, mas, de acordo com especialistas, ainda precisa compatibilizar leis e viabilidade econômica para garantir o desenvolvimento da aviação regional no país.

"Abandonou-se o sonho para fazer melhor com menos, mas ainda há incerteza quanto à demanda dos aeroportos regionais e em relação a quem fica com a conta se os terminais não forem economicamente viáveis. Não basta infraestrutura, se não se adequar os custos de operação", diz Luís Cláudio Campos, da EY. "Há requisitos para os voos regionais maiores do que para os voos internacionais. As medidas de combate a incêndio podem ser reduzidas. O Brasil botou no lixo a regra internacional que determina que a largura da faixa de pista pode variar de 150 metros a 300 metros e adotou a largura máxima", afirma o engenheiro aeronáutico Jorge Eduardo Leal, da Poli/USP.

O Brasil tem 5.570 municípios, mas apenas 170 são servidas por linhas aéreas. Já foram 450 nos anos 60. Ainda assim, 64,9% dos passageiros no transporte interestadual de longa distância viajam de avião, enquanto o setor rodoviário transporta 35,1%. O perfil era invertido há dez anos.

A falta de infraestrutura aeroportuária é o maior desafio da aviação regional. Construir um aeroporto custa caro. Há gasto elevado também com a compra de carros de bombeiros. O retorno é baixo, porque quase nunca há espaço para comércio e exploração de estacionamento de automóveis e a taxa de embarque é insuficiente para cobrir os custos. Mesmo em um aeroporto como o de Porto Seguro, que registrou 1,4 milhão de embarques e desembarques no ano passado, acredita-se que não compensaria fazer investimentos privados na infraestrutura.

A Bahia é um dos estados brasileiros com maior desenvolvimento da aviação regional. Nos últimos cinco anos, o governo estadual investiu ao redor de R$ 200 milhões na construção e modernização de aeroportos e aeródromos. As obras do terminal de passageiros do novo aeroporto de Vitória da Conquista - terceira maior cidade baiana, com cerca de 350 mil habitantes, no centro-sul do Estado -, por exemplo, já conta com R$ 30 milhões de recursos do Programa Nacional de Aviação de Regional.

O Estado da Bahia controla 80 terminais - todos dedicados à aviação regional. Nos oito principais, em uma lista que inclui Ilhéus e Feira de Santana, embarcaram e desembarcaram no ano passado mais de 2,5 milhões de passageiros. O Plano Aeroviário do Estado da Bahia identificou as regiões de maior desenvolvimento econômico e com maior capacidade de demanda para a expansão da aviação regional.

Além dos investimentos em infraestrutura, o governo estadual reduz progressivamente a alíquota do ICMS para 7% para as companhias aéreas com maior número de voos nos aeroportos regionais. "Isso ajudou muito a ampliar a aviação regional, estratégica para o crescimento da Bahia em virtude da dimensão e diversidade econômica do estado", diz Marcus Cavalcanti, secretário de Infraestrutura da Bahia.

A Gol, que transportou mais de 3,7 milhões de passageiros em voos regionais no ano passado, tem interesse no nicho de negócio. A companhia aérea atende 21 aeroportos regionais - da turística Fernando de Noronha, em Pernambuco, à industrial Joinville, em Santa Catarina.

Além das deficiências de infraestrutura de aeroportos e das exigências legais - questões levadas por representantes do setor aéreo à Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, em outubro - os desafios econômicos também preocupam dirigentes da companhia. "O Programa Nacional de Aviação Regional não mudou na essência, mas na definição de prioridades. A ideia do governo federal é começar pela Amazônia, com a implantação de infraestrutura, e a consulta às companhias aéreas para definir quem tem interesse em alguma rota. É um bom formato", diz Alberto Fajerman, diretor-executivo de assuntos corporativos da Gol.
Fonte: Valor Econômico
Data : 30/11/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 11/30/2016 as 03:28 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

Sérgio Moro decidiu tirar 30 dias de férias em janeiro para descansar.

Descanso do guerreiro

Ao menos no começo do ano, os investigados da Lava-Jato conseguirão passar um mês sem sustos.

O ermitão pop...

Veja só como a popularidade de Moro continua em alta. Depois da palestra “E agora, Brasil?”, do GLOBO, ontem, na Maison de France, o juiz teve de parar várias vezes para selfies com garçons, recepcionistas e a turma da cozinha que trabalhou no evento.
Logo ele que, durante a palestra, se definiu mais como um “ermitão”.

A hora do 13º

Entre os brasileiros que, neste fim de ano, receberão o 13º salário (39% da população), praticamente a metade (45%) usará a grana extra para... pagar dívidas.
Depois, vêm poupança (19%), produtos ou serviços (17%), lazer (8%) e reforma da casa (4%). Os dados são da Fecomércio RJ/Ipsos.

Jogos de azar

Veja quanto movimenta o jogo não regulamentado no Rio: o do bicho, R$ 419 milhões; bingo e máquinas caça-níqueis, R$ 821 milhões; e outros jogos, R$ 89 milhões.
Um total de R$ 1,3 bilhão — quase sete vezes mais que a Loterj, segundo uma pesquisa inédita da FGV.

No mais

Domingo à noite, serão projetados, no Cristo Redentor, no Rio, os rostos das vítimas do acidente com o avião que levava a Chapecoense.

ALINNE NÃO É ‘ESCRAVA DA BELEZA’

Alinne Moraes, 33 anos, a Diana de “Rock Story”, da TV Globo, estrela a capa da “Marie Claire” de dezembro, que chega hoje às bancas. À revista, a linda atriz, há 15 anos na TV Globo, revelou como lida com o próprio corpo: “Para mim, não existe isso de gastar uma hora malhando, depois mais uma hora na drenagem linfática, no cabeleireiro... Não sou escrava da beleza.” Maravilha!.

Trégua olímpica

Apesar da cizânia entre taxistas e motoristas do Uber, há um lugar no Rio em que eles convivem em paz. Aquela rua em frente ao Museu de Arte Moderna (MAM), Jardel Jércolis, virou... estacionamento dos amarelinhos e da turma do aplicativo.
A direção do museu já entrou em contato com a prefeitura para resolver o problema.

Luta contra a Aids

O Ministério da Saúde estima que 827 mil pessoas vivam com HIV/Aids no Brasil. Destas, cerca de 112 mil não sabem.
Do total estimado, 372 mil ainda não estão em tratamento e 260 mil já sabem que estão infectadas.
Os dados inéditos serão divulgados hoje, pelo ministro Ricardo Barros, em homenagem ao Dia Mundial de Combate à Aids.

De volta aos palcos

A atriz Drica Moraes voltará aos palcos em um espetáculo que foi um estrondoso sucesso, quando encenado por Fernanda Montenegro, em 1977. É a comédia “É...”, de Millôr Fernandes. Drica terá Fernando Eiras ao seu lado e a estreia será após o carnaval.

No fundo da Baía

O Atair, um iate raro de 1913 que vinha sendo reformado no Iate Clube do Rio, na Urca, afundou ontem de madrugada. Nos anos 1960, a embarcação chegou a ser da família Matarazzo, mas, há quase uma década, estava parada.
O iate, propriedade de um aposentado, vinha “fazendo água” há uns meses. Volta e meia aparecia alguém para acionar bombas e esvaziá-lo.

Diário de Justiça

O plenário do Tribunal Regional Federal do Rio decide, amanhã, se bloqueia ou não R$ 1,3 bilhão do Tesouro fluminense.
O montante é referente ao que deveria ser aplicado — e não foi — na saúde este ano, segundo o Ministério Público Federal, autor da ação.
O MPF sustenta que o governo do Rio não cumpriu, mais uma vez, a norma constitucional que o obriga a aplicar 12% de seu orçamento na saúde.

Só que...

Hoje, o cofre do Estado do Rio anda, como se sabe, um pouco vazio.

Arroz de pato

O tradicional restaurante Antiquarius, no Leblon, no Rio, deu o nome de Carlos Perico, seu fundador, que faleceu em junho, a um dos pratos mais conhecidos da casa: o arroz de pato. A homenagem ao português já consta do cardápio fixo do restaurante, fundado por ele em 1977. Custa R$ 110.

A VOLTA DA LIDADOR

A Lidador, tradicional casa de “líquidos e comestíveis finos”, está iniciando uma contagem regressiva para voltar ao número 65 da Rua da Assembleia, no Centro do Rio. É que, hoje, a Torre Lidador será inaugurada, pela Cope Engenharia. O edifício de 17 andares começou a ser construído há três anos no endereço que, por décadas, abrigou a “grife do sabor”, fundada em 1924. Nesse tempo, ela se transferiu para a Rua Primeiro de Março. Esta semana, Joaquim Cabral (foto), de 92 anos, sobrinho do fundador da Lidador, visitou o local com o filho Fernando, de 67. Foi conhecer o novo espaço, no térreo e com direito a subsolo, e ver se uma promessa havia sido cumprida pelos construtores: a de erguer um mezanino, como o da loja antiga: “Dali de cima eu fico vendo se todos estão sendo atendidos”, explica Joaquim. Os andares comerciais serão ocupados nos próximos dias, mas a loja da Lidador ainda enfrentará quatro meses de obras, segundo Fernando. Quando reabrir, terá espaço para degustações, um bar, além das tradicionais prateleiras até o teto. “O mercado mudou, mas continuamos oferecendo artigos difíceis de se encontrar. Os programas de TV com chefes de cozinha fazem as pessoas procurarem pelos ingredientes que eles usam. Não é em todo lugar que você acha alho em escamas, sal vermelho. Mas nós temos”, gaba-se Fernando. O número 65 da Rua da Assembleia é, hoje, um prédio moderno, mas, em breve, terá de volta o seu quê de Rio Antigo. Melhor assim.

Ponto Final

NO MAIS

Num país com tantos miseráveis, o futebol tem sido um meio de ascensão social. Ainda assim, a maioria dos que tentam este caminho fica para trás. Os jovens jogadores que estavam naquele avião tinham conseguido passar pelo filtro. O avião levava sonhos. Sonho — quem sabe? — de comprar uma casa para a mãe no interior. Sonho — quem sabe? — de jogar na Europa. Sonho — quem sabe? — de ser convocado por Tite. A vida não é justa. Quem sabe?

EM TEMPO...

Os sinos dobram também pelos coleguinhas que estavam no voo. A vida não tem sido fácil para o ofício. Mas é, para quem nela resiste, a melhor profissão do mundo. Um abraço no coração de suas famílias.

Zona Franca

João Pantoja é o novo diretor-geral do Hospital Copa Star no Rio de Janeiro. Foi convidado por Jorge Moll.
Beatriz Rabello faz show de lançamento do CD Bloco do Amor, com participação de Paulinho da Viola, hoje, no Theatro Net Rio.
Favela Vai Voando completa três anos com 90 novas agências e crescimento de 30% em 2016.
Maryse Müller e Ruth Bompet de Araújo lançam amanhã, na Travessa Ipanema, “Nossa voz, manual prático de treinamento vocal”.
Flavio Kauffmann lança o livro “O céu da Itália”, terça, na Travessa do BarraShopping.
As empresas aéreas proíbem somente o uso do Galaxy Note 7, da Samsung.
Denise Schittine lança “Ler e escrever no escuro”, hoje, na Travessa de Ipanema.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 30/11/2016

COLUNA - PANORAMA POLÍTICO
Publicado em 11/30/2016 as 03:28 PM

Autor:        ILIMAR FRANCO - ilimar@bsb.oglobo.com.br

A esquerda comemorou a manifestação de ontem contra a PEC do teto.

Dois protestos

Vê nela a primeira reação às reformas. Acredita que a violência da PM alimentará novos protestos. Já os governistas esperam que as cenas de violência levem ao isolamento de partidos e movimentos que patrocinaram a manifestação. Gostariam que aqueles que aprovam a agenda de reformas do governo também saiam às ruas.

O clima nas ruas e nos gabinetes

Na Esplanada protestos, confrontos, gás lacrimogênio, gás de pimenta, depredação e balas de borracha. A manifestação foi contra a aprovação da PEC do teto pelo Senado. Antes disso, no Congresso, senadores e deputados da oposição perguntavam: “Onde está o Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)?” O encontro debatia estratégias no caso de uma campanha pelo impeachment de Temer. Relatam que, ao falar da localização de Boulos, Lindbergh esclareceu: “Ele acabou de avisar que está invadindo o Ministério das Cidades e vem já.” Gargalhadas gerais.

“O que se vê hoje não é uma agenda de reformas. O que se vê é uma agenda de retrocesso”
Sérgio Moro - Juiz da Lava-Jato, sobre a lei do abuso de autoridade (Senado) e as resistências contra as dez medidas contra a corrupção (Câmara)

É mole!?

Na sabatina “E agora, Brasil?”, o juiz Moro disse que a legislação é generosa na “progressão das penas”. Citou Marcos Valério, condenado a 40 anos no mensalão. “No ano que vem, ele vai para regime semiaberto, para prisão domiciliar.”

A urna eletrônica

Quando esteve na Comissão da Reforma Política, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes (STF), defendeu a revisão da lei aprovada pelo Congresso em 2015 que exige a impressão de votos. O artigo foi aprovado por exigência do PSDB, após a derrota na eleição presidencial de 2014. Gilmar afirmou que as urnas são auditadas e verificadas.

Sem intermediários

Aos governistas com quem conversou nestes dias, o presidente Temer informou que ele fará diretamente a articulação política do governo com o Congresso e os aliados. A decisão reduz a pressão e a luta para a escolha do sucessor.

A roleta

A bancada do jogo deflagrou novo lobby no Congresso. Os parlamentares estão sendo procurados por lobistas carregando uma planilha nas mãos. Nela, dizem que o Brasil pode arrecadar R$ 37 bilhões anuais. E fazem as contas de quantos hospitais, salas de aula e casas podem ser construídos.

Virando o jogo

Integrantes da CCJ da Câmara fizeram acordo para colocar no primeiro item da pauta de hoje o projeto que regulamenta o lobby. Autor do projeto inicial (Carlos Zarattini), o PT votará contra o relatório da deputada Cristiane Brasil (PTB).

Procura-se

Analistas políticos têm dito que há um vácuo de lideranças políticas no Congresso. Os mais experientes têm sua credibilidade questionada. Os novos não têm a liderança e a experiência necessárias para conduzir o Parlamento.

O LÍDER DO PMDB, Eunício Oliveira, vai turbinar seu tradicional jantar de fim de ano. Ele está em campo para assumir a presidência do Senado.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes - panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 30/11/2016

COLUNA - MERVAL PEREIRA – TEMPOS BICUDOS
Publicado em 11/30/2016 as 03:28 PM

Autor:        MERVAL PEREIRA - merval@oglobo.com.br

É um sinal dos tempos bicudos que vivemos a manifestação de ontem em frente ao Congresso ter sido contra a PEC do teto de gastos, e não contra a tentativa de anistiar o caixa dois eleitoral.

Sinal de que os valores estão trocados, de que já não há mais noção do que seja prioridade nacional, todos tratando de seus interesses particulares, aí incluídas corporações de funcionários públicos e até indígenas manipulados por organizações supostamente de esquerda que consideram o equilíbrio fiscal ferramenta de direita, mas não se incomodam com as manobras para livrar a cara de políticos corruptos de todos os matizes — que, afinal, são os responsáveis pela situação de penúria em que o país se encontra.

É sintomático que, em meio a essa crise generalizada, venha o ex-presidente Lula distorcer a realidade, acusando o governo de Michel Temer de ser o responsável pela taxa de desemprego de 12%. As falas de Lula sempre se caracterizaram por representarem uma versão da realidade que, na maioria das vezes, não corresponde ao que realmente aconteceu, mas, como líder carismático que é, Lula intuiu desde sempre que sua palavra tem o peso da verdade para seus seguidores.

Estava praticando na política a célebre norma ditada pelo famoso político mineiro Gustavo Capanema, segundo a qual o que vale é a versão, não o fato. Mais tarde, o dramaturgo Nelson Rodrigues resumiu assim a ideia central: se os fatos não confirmam minha versão, pior para os fatos.

Essa utilização da verdade pessoal na política se transformou nos últimos tempos, com o advento das novas tecnologias de comunicação, num fenômeno conhecido como pós-verdade, expressão escolhida pelo Oxford Dictionaries, departamento da Universidade de Oxford, como simbólica deste ano.

Usada pela primeira vez pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich, define a situação em que fatos têm menos influência na opinião pública do que emoções. Diante desse fenômeno global, potencializado pelos novos meios de comunicação, há quem tema que estejamos forjando uma cultura de pouca reflexão, com informações fragmentadas e desconexas, prevalecendo os sentimentos primários.

O país vive período de transição em que a velha política tenta se manter dominante, diante da avalanche de denúncias que indicam que o modelo está completamente desmoralizado. Como disse o presidente do Senado, Renan Calheiros, em uso precário da pós-verdade, o modelo político brasileiro está “caquético e falido”.

Logo ele, que é alvo de 11 processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e lidera uma ação para pressionar juízes e promotores com uma lei de abuso de autoridade que pode ter seus bons motivos para ser aprovada, mas nenhum deles está sendo levado em conta por Renan e seus acólitos.

O que eles querem mesmo, a exemplo do que na Câmara querem fazer com as dez medidas de combate à corrupção, é usar um bom projeto para atender a seus interesses próprios. No caso do Senado, constranger o Judiciário. Como bem denunciou a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, “criminalizar a jurisdição é fulminar a democracia”.

Nesse clima de fim de feira, onde cada corporação tenta salvar a própria pele diante da ânsia por uma nova política expressa pela sociedade brasileira, somente a pressão popular pode impedir os avanços contra a democracia, inclusive os de ontem, em que corporações e movimentos partidários simulam a defesa de interesses da sociedade para defenderem seus privilégios, utilizando até mesmo a violência física e a depredação do patrimônio público.

O governo, que permaneceu leniente diante da tentativa de anistia de crimes políticos de parlamentares, teve que vir a público, apoiado pelos presidentes da Câmara e do Senado, para garantir que está disposto a ouvir “a voz das ruas” e que não aceitará qualquer tipo de anistia indevida.

Bastava que, desde o início, ouvissem as próprias consciências, se consideravam mesmo inaceitável esse tipo de ação. Mas participaram do acerto político que visava aprovar a anistia, e o próprio Temer declarou que, se o Congresso aprovasse, não poderia vetar.

Depois, recuaram diante da pressão da opinião pública. Essa atitude ambígua dá margem a que as corporações e grupos opositores assumam a manifestação contra a PEC do teto dos gastos como se representassem a opinião pública, e o governo fica fragilizado por não ter uma posição firme para apoiar o que está certo, como o controle dos gastos públicos, e repudiar o que é inaceitável, como a anistia aos crimes de políticos.

Os pontos-chave

1- Sinal dos tempos o ato ontem em frente ao Congresso ter sido contra a PEC dos gastos, não contra a anistia ao caixa dois.

2- Não há mais noção do que seja prioridade nacional, todos tratando de seus interesses particulares.

3- O país vive transição em que a velha política tenta se manter dominante.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 30/11/2016

COLUNA - PANORAMA ECONÔMICO - FALTA AGENDA
Publicado em 11/30/2016 as 03:27 PM

Autor:        MÍRIAM LEITÃO - miriamleitao@oglobo.com.br / COM ALVARO GRIBEL (DE SÃO PAULO)

No dia em que o Brasil ficará de frente com mais um número ruim, da coleção que tem desfilado diante dos nossos olhos nos últimos meses — a sétima queda do PIB —, é preciso lembrar que falta um projeto para sair da crise.

O governo Temer tem propostas que são difíceis de serem aprovadas e são demoradas na tramitação. Mas a política econômica não pode se resumir a isso.

Um economista que tem chamado a atenção para a falta de ideias e ação do governo é o expresidente do Banco Central Gustavo Franco. Ele lembra que nem só de propostas de emenda constitucional pode viver a reorganização da economia. Há muitas medidas que não precisam passar pelo Congresso e que podem ser adotadas pela equipe econômica para tentar reativar a economia.

É claro que ele não está falando em algo que faça parte do receituário que levou ao colapso da economia, como as isenções fiscais para empresários, os projetos de intervenção nas regras econômicas. Quer apenas que o governo tenha uma agenda.

O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga em entrevista ao “Valor” também alertou que a dinâmica da dívida está “avassaladora” e que por isso é preciso repensar o mix de políticas, com mais ajuste fiscal, mesmo que seja pelo lado da receita, para que haja menos peso sobre a política monetária.

Os juros nominais caem muito lentamente, enquanto a taxa de juros real subiu nos últimos meses, como lembrou recentemente o economista José Roberto Mendonça de Barros. Ele alerta que a lentidão com que as medidas são tomadas no governo é muito grande. Ainda que considere que elas estejam na direção certa.

O economista Armando Castelar, do Ibre/FGV, acha que o governo está tentando fazer uma agenda micro, como a proposta das concessões em infraestrutura, os projetos do PPI e “uma nova postura do BNDES”.

De fato, no BNDES e na Petrobras há claramente nova direção. O banco mudou recentemente a orientação dos financiamentos na área de energia, atualizando seu papel de banco de desenvolvimento. A instituição não financiará projetos de alta emissão de carbono, como usinas a carvão e a óleo combustível, ao mesmo tempo em que ampliará o financiamento de energia solar. Isso sim é um movimento de política industrial modernizador.

O problema é que o governo é contraditório em outras partes. A decisão de defender o subsídio à indústria automobilística, que gera custos ao governo pela renúncia fiscal, mesmo após sua condenação na OMC, é um total despropósito. É a aceitação do lobby empresarial mais velho, e a manutenção de uma política equivocada do governo passado.

Castelar alerta que não é fácil ter uma agenda de aumento da competitividade quando se tem um custo de capital tão alto quanto no Brasil. Por isso ele acha importante que as medidas de ajuste fiscal sejam aprovadas para que o risco possa cair e, portanto, o custo.

O problema é que aprovar uma PEC nas duas votações na Câmara mais duas no Senado leva meses, e os efeitos da proposta do teto de gastos, por exemplo, não são imediatos. Como não serão os da reforma da Previdência. O país precisa tocar as grandes reformas, ao mesmo tempo em que faz alterações regulatórias ou burocráticas que melhorem o ambiente de negócios. Não tem que haver uma escolha.

A negociação do pacto fiscal com os estados exige do governo central mais liderança e definição do que não se pode transigir. Os empresários estão bombardeando a proposta de criação do Fundo de Estabilização Fiscal a ser montado com 10% dos incentivos fiscais concedidos. A proposta é mais do que razoável. Imagine que uma empresa tenha 80% de desconto nos impostos estaduais, mesmo com o FEF ficará com 72% de abatimento. Ainda assim, as empresas beneficiadas estão pressionando os governadores com argumento de que é quebra de contrato.

O Brasil vive uma emergência. Não faz sentido limitar gastos com educação e saúde, congelar salário de funcionários, aumentar a contribuição previdenciária e deixar algumas empresas com benefícios intocados. Essa agenda, de redução de abusivos subsídios ao capital, é não apenas necessária para o momento de crise, mas fundamental para o futuro do país.

Os pontos-chave

1- Política econômica não pode se resumir ao teto de gastos e à reforma da Previdência

2- Governo tem que tocar as reformas e fazer alterações regulatórias que melhorem o ambiente de negócios

3- Benefícios abusivos concedidos a setores precisam ser revistos para acelerar o ajuste fiscal
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 30/11/2016

ANAC APROVA EDITAL DE LICITAÇÃO DOS AEROPORTOS
Publicado em 11/30/2016 as 03:27 PM

Leilão ocorrerá dentro de 100 dias a partir da publicação do edital no Diário Oficial da União
por Geralda Doca

BRASÍLIA — A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou em reunião extraordinária nesta terça-feira o edital de licitação dos aeroportos que serão incluídos na nova rodada de privatização do setor. Serão leiloados Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis. O leilão ocorrerá dentro de 100 dias a partir da publicação do edital no Diário Oficial da União, previsto para quinta-feira.

Desta vez, a Infraero ficará de fora dos consórcios e vencerá o certame quem oferecer o maior lance. Pelos quatro aeroportos, o governo espera arrecadar no mínimo R$ 2,91 bilhões. O investimento total está estimado em R$ 6,53 bilhões.

Os detalhes da concessão serão esclarecidos pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella, pelo secretário-executivo do Programa de Parceira de Investimentos (PPI), Moreira Franco e pelo presidente da Anac, José Ricardo Botelho, nesta quarta-feira.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 30/11/2016

PORTOS - PROTESTO DE ESTIVADORES COMPLICA TRÂNSITO NO RIO
Publicado em 11/30/2016 as 03:27 PM

Devido ao ato na Avenida Rio de Janeiro, há reflexos em vários pontos da cidade

RIO - Cerca de 40 estivadores em greve fazem uma manifestação na Avenida Rio de Janeiro, na altura do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), na manhã desta quarta-feira. De acordo com a Polícia Militar, o grupo ocupa parte da pista em direção à Avenida Brasil. O ato complica o trânsito em vários pontos da cidade.

Segundo o Centro de Operações da prefeitura, há reflexos na Avenida Francisco Bicalho, sentido Avenida Brasil; Via Binário, sentido rodoviária; Praça da Bandeira, sentido Centro; Radial Oeste, sentido Centro; Rua São Francisco Xavier, altura do Viaduto da Mangueira, sentido Centro; Avenida Maracanã, sentido Centro; Avenida Professor Manoel de Abreu, sentido Centro; Avenida Paulo de Frontin, sentido Centro; e Rua Haddock Lobo.

Quem sai da Zona Norte com destino ao Centro pode optar pela Rua Visconde de Niterói, Rua Francisco Eugênio e Avenida Francisco Bicalho, sentido Centro.

Nesta terça-feira, o Sindicato dos Estivadores do Rio decidiu paralisar as atividades nos portos do Rio, Niterói e Itaguaí, por 24 horas. Os profissionais pedem a manutenção dos postos de trabalho, além de outras reivindicações trabalhistas. A PM acompanha o protesto.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 30/11/2016

COLUNA - ARI CUNHA
Publicado em 11/30/2016 as 03:26 PM

Autor:        ARI CUNHA - aricunha@dabr.com.br / Circe Cunha - circecunha.df@dabr.com.br

Com o advento e consolidação das novas tecnologias, como a internet, velhos sistemas organizacionais de trabalho sairão paulatinamente de cena.

Nova modalidade de trabalho para a velha CLT

Em substituição aos modelos vigentes, em que o empregado comparece todos os dias à repartição para desempenho de suas funções e para cumprir carga horária presencial, estão sendo testadas, em todo o mundo e no Brasil, novas propostas de trabalho para as mais diversas áreas que se confirmarem-se viáveis, revolucionarão totalmente o modo como entendemos não só o serviço público, mas todo e qualquer serviço burocrático.

Uma das maiores revoluções trazidas pela internet foi, sem dúvida, o estabelecimento do %u201Cnão lugar%u201D, ou seja, a existência de lugares físicos para o desempenho de determinadas funções deixou de ser uma condição sine qua non para a realização de um trabalho.

É comum hoje que profissionais liberais, como arquitetos e advogados, tenham como local de trabalho apenas o próprio laptop que carrega debaixo do braço, que armazena absolutamente todas as informações e ferramentas de que necessitam para o exercício de suas funções.

A adoção do chamado teletrabalho, em análise agora no Senado Federal, possibilitará que muitos servidores exerçam plenamente suas funções sem a necessidade de sair de casa, congestionar o trânsito, gastar combustível, perder tempo, economizar água, luz, papel, equipamentos e todo instrumental necessário para a realização do serviço, a começar pela necessidade de existir um espaço físico para seu trabalho diário.

De autoria do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), o projeto estabelece o trabalho regular no qual o trabalhador exerce suas funções fora do estabelecimento do empregador com o teletrabalho, também cumprido a distância, mas no qual são utilizados meios telemáticos e informatizados para sua execução.

Nessa nova modalidade, o trabalhador deverá, segundo o projeto, respeitar as normas de confiabilidade dos dados da empresa. No esquema de teletrabalho, o controle de frequência será substituído pelo instrumento da avaliação de metas a serem cumpridas. Um maior grau de autonomia do trabalhador e uma economia significativa para os cofres públicos é o que esperam aqueles que apostam nesta nova proposta.

Ficam de fora, por enquanto, o pagamento de horas extras, exceto nos casos em que o trabalhador for obrigado a comparecer às dependências do contratante em período inferior a seis dias úteis. O projeto estabelece ainda que o empregado terá direito ao ressarcimento com gastos extraordinários para a realização de suas funções, ficando assegurados também a metade do valor do vale-transporte e a integralidade do vale-alimentação. O próximo passo será a modificação para a adaptação das normas da Consolidação das Leis do Trabalho CLT de maio de 1943.

A frase que foi pronunciada
%u201CCada um dá o que tem!%u201D

Quintino Cunha, devolvendo uma braçada de rosas a quem lhe deu um chifre de presente de aniversário.

Release
» Uma beleza a homenagem a Sarah Abrahão %u2014 primeira mulher a assumir o cargo de secretária-geral da Mesa no Senado Federal. A Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho lançou ontem a biografia Memórias do Senado. O livro, com prefácio do ex-presidente José Sarney, narra fatos marcantes da história, desde quando se tentava manter o Congresso aberto durante a ditadura militar até os bastidores da Constituinte de 1988, conjugados à trajetória da biografada.

Merecido
» Foi condecorado como cidadão honorário pela Câmara Legislativa do DF, o oncologista Gustavo Fernandes, diretor médico do Hospital Sírio-Libanês na capital. O evento ocorreu durante uma sessão solene na Câmara Legislativa, por iniciativa do deputado Cláudio Abrantes.

Imperdível
» Concerto do Coro Sinfônico Comunitário da UnB, amanhã e dia 2, às 20h, no Colégio Militar de Brasília. Solistas Jean Nardoto e Aida Kellen sob a regência de David Junker. Entrada franca.

História de Brasília
Os senhores que têm sob sua guarda automóveis do Estado deviam agir com mais respeito, mais vergonha, mais zelo, mais cautela e mais dignidade. A ordem do governo anterior está transformada numa orgia de gasolina, sem que ninguém leve em conta que tudo aquilo pertence ao Estado, e só pelo Estado deve ser usado. (Publicado em 19/9/1961)
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 30/11/2016

COLUNA - NAS ENTRELINHAS
Publicado em 11/30/2016 as 03:26 PM

Autor:        Luiz Carlos Azedo - luizazedo.df@dabr.com.br

“Desde que recebera o panfleto, morrer passou a ter outro sentido, como se estivesse mais ligado à preocupação de continuar a viver do que à morte propriamente.

Os mortos permanecem jovens

Antes, a vida pesava-lhe como um fardo; somente em raras noites de domingo sentia algum prazer. O panfleto foi o primeiro apelo humano que lhe fora endereçado. Pela primeira vez, sentiu que alguém o solicitava com sofreguidão, precisava dele com urgência, de corpo e alma, alguém que não poderia viver sem ele. (...) Quando guardou o panfleto num bolso do uniforme, sabia ter encontrado, afinal, aquilo que procurava com inquietude e inconscientemente.”

Esse extrato do romance Os mortos permanecem jovens, de 1949, da escritora judia alemã Ana Seghers, ilustra o momento de tomada de consciência de um jovem soldado alemão sobre a violência do Estado e a guerra em plena trincheira da I Guerra Mundial. O livro é um manifesto pela paz, que correu o mundo durante a Guerra Fria. Não existe um herói no romance, apenas a necessidade do heroísmo para seguir vivendo, mesmo no isolamento dos que tentaram na Alemanha evitar a tragédia do nazifascismo em plena II Guerra Mundial. “Minha mãe, quantas vezes desejei voltar a esconder-me em teu ventre!”, exclama em outra estória, o jovem Hans, que tenta organizar um grupo dissidente dentro da Juventude Hitlerista.

As exéquias de Fidel estão pleno curso em Havana. É inevitável a comparação com Che Guevara, morto precocemente nas serras da Bolívia, o grande mito do herói revolucionário e ícone da juventude, não importa os erros ou até mesmo os crimes que tenha cometido. Nem de longe a imagem de Fidel, que morreu de morte morrida, tem o mesmo simbolismo. O julgamento de Che pela história foi feito com base na luta contra as ditaduras da América Latina; o de Fidel, ao contrário, será à luz do regime socialista à moda soviética que implantou em Cuba, a ferro e fogo. Che permaneceu jovem; Fidel morreu como um ancião.

Invoco a obra de Ana Seghers em razão dos incidentes de ontem na Esplanada dos Ministérios. Estudantes entraram em conflito com policiais militares durante protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos do governo pelos próximos 20 anos. Jogaram coquetéis molotov, viraram carros, fizeram barricadas com sanitários químicos, quebraram orelhões, enquanto a polícia usava spray de pimenta e jogava bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral num confronto que durou horas. Foi uma situação parecida com as de 2013, no Rio de Janeiro, nas proximidades do Maracanã, e em São Paulo, perto da Praça da República. Em ambos os casos, eram jovens estudantes que protestavam, a maioria secundaristas.

O protesto de ontem foi motivado pela votação da chamada PEC do teto dos gastos no Senado; o quebra-quebra começou quando o senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE) lia o seu parecer em plenário. A proposta em análise no Senado estabelece que as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. O texto é considerado pelo governo um dos principais mecanismos para garantir o reequilíbrio das contas públicas. Enfrenta, porém, oposição de estudantes e professores, principalmente. Pelo texto da PEC, se um Poder desrespeitar o limite de gastos, sofrerá, no ano seguinte, algumas sanções, como ficar proibido de fazer concurso público ou conceder reajuste a servidores.

Qual futuro?

Durante a sessão, Gláucia Moreli, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, invadiu o plenário, protestou contra o texto e foi retirada por seguranças, mas recebeu apoio dos senadores petistas Lindbergh Farias (RJ), Regina Sousa (PI) e Paulo Paim (RS). “Nós queremos as verbas da saúde, da educação. O orçamento da União ano passado foi destinado a banqueiros e só 5% para a saúde. Como vai ficar quem precisa de saúde e educação públicas? Ainda mais agora, com 13 milhões de desempregados”, disse Gláucia, após ser retirada do plenário. Essa narrativa é falsa, o teto não reduz os gastos com a educação e a saúde, pois os recursos destinados às duas áreas serão estabelecidos na discussão do Orçamento. Mas há uma grande verdade no que ela falou: o desemprego, que já atinge 30% dos jovens.

Talvez a imagem de Che Guevara motive muito mais os jovens radicais do que a PEC propriamente dita. Qual o futuro que está sendo oferecido a essa geração? Em crise de identidade, sem representação política à altura, num mundo que está de pernas para o ar por causa das mudanças tecnológicas e das guerras, esses jovens estão em busca do seu próprio protagonismo na história. Como o jovem médico argentino que virou guerrilheiro em Cuba. A política brasileira, infelizmente, tem muito pouco a oferecer a eles, em meio à crise ética e à desmoralização de suas principais lideranças. Com toda certeza, os incidentes de ontem alimentarão mais protestos. E não faltarão, entre os jovens que protestam, aqueles que, sem outra perspectiva, talvez desejem permanecer eternamente jovens. É esse o perigo.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 30/11/2016

COLUNA - BRASÍLIA - DF
Publicado em 11/30/2016 as 03:26 PM

Autor:        Denise Rothenburg - deniserothenburg.df@dabr.com.br

O governo tenta decifrar a raiz da desordem na manifestação que terminou por tomar conta da Esplanada dos Ministérios.

Pressão total

A suspeita de muitos é que a depredação de carros foi proposital para levar a Polícia Militar a reagir de forma enérgica. E que assim, de dentro do Congresso, os deputados oposicionistas pudessem reverberar que a atual gestão não suporta a democracia da voz rouca das ruas. Pode ser que esses governistas estejam exagerando na teoria da conspiração. Mas, em conversas reservadas, alguns parlamentares, especialmente da oposição, apostam numa onda no sentido de gerar mais instabilidade com o objetivo de forçar novas eleições. 2017 promete.

Maia em teste...

Antes de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, começar a sessão que deveria analisar ainda ontem as medidas contra a corrupção, alguns deputados comentavam à boca pequena que, se desse guarida ao deputado Onyx Lorenzoni, relator do texto, poderia esquecer o sonho de comandar a Casa por mais dois anos.

…No mar da falsidade

Em público, os deputados até poupam Onix, mas, nos bastidores, não o perdoam. Ele é acusado de fechar um acordo dentro da Casa e, depois, pressionado pelo Ministério Público, mudar o texto das 10 medidas contra a corrupção em favor dos procuradores. Para o público externo, Onix Lorenzoni é herói. Para o público interno, é carrasco.

Reunião ou conspiração?

Os líderes do Centrão se reuniram ontem numa churrascaria em Brasília. Tudo para acertar os ponteiros sobre as próximas votações, a sucessão da Câmara e a do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Há quem diga que é melhor lutar pela Presidência da Casa do que por um cargo no governo.

O suspense da hora

Peemedebistas ficaram meio desconfiados com as perguntas que Eduardo Cunha fez ao presidente Michel Temer. Muitos consideram que o ex-deputado está a um passo de tentar colocar o atual governo no epicentro da Lava-Jato. Ameaças somadas a manifestações de rua são de um poder de combustão incalculável.

Desigualdade

Os técnicos da Receita Previdenciária, carreira extinta em 2007, quando foi criada a Super-receita, tentam há nove anos conquistar a denominação de analistas concedida naquela época aos técnicos da Receita. Os auditores previdenciários viraram auditores da Receita, os técnicos da Receita viraram analistas, mas os da previdência, que fazem o mesmo trabalho, são apenas técnicos em seguro social. São 1.800 servidores que por esses dias percorrem os corredores do Congresso em busca de inserção na carreira.

Manhã tensa/ A segurança do Planalto estava com os nervos à flor da pele pela manhã, bem antes da quebradeira geral na Esplanada. O exagero da liturgia imposto pelo cerimonial da Presidência da República na premiação do Tribunal de Contas da União (TCU) obrigou até ministro a percorrer caminhos alternativos para acessar a garagem, porque o elevador foi bloqueado muito antes de o presidente Michel Temer sair.

E triste/ Os ministros da Transparência, Torquato Jardim; da Fazenda, Henrique Meirelles; do Trabalho, Ronaldo Nogueira; das Cidades, Bruno Araújo; e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, saíram em fila, conduzidos às escadas por um constrangido funcionário.

Barrados na festa/ Nem os servidores do TCU tiveram acesso ao auditório no próprio local de trabalho. Na chegada, até a esposa de um general passou pelo constrangimento de ser impedida de acompanhar o marido. Só conseguiu entrar depois que a assessoria do Tribunal de Contas intercedeu. Convidados que chegaram atrasados também tiveram dificuldades para entrar no auditório. A desculpa foi a de que a sala estava cheia. Porém, havia mais de meia fileira de cadeiras vazias.

Diagnóstico de especialista/ Convidado para falar na comissão especial de reforma política, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes (foto), soltou esta quando perguntado sobre as diferentes interpretações dos juízes eleitorais na hora de julgar candidatos: “A Justiça Eleitoral treina mesários, mas não treina os juízes”.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 30/11/2016

CERIMÔNIA DE FORMATURA NO CIABA-CENTRO DE INSTRUÇÃO “ALMIRANTE BRAZ DE AGUIAR” VAI SER BASTANTE PRESTIGIADA
Publicado em 11/30/2016 as 03:26 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Cerimônia de formatura no CIABA-Centro de Instrução “Almirante Braz de Aguiar” vai ser bastante prestigiada

A cerimônia de Troca de Platinas dos novos Praticantes Alunos da EFOMM-Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, do CIABA-Centro de Instrução “Almirante Braz de Aguiar”, que acontecerá no próximo dia 9 de dezembro, vai ser bastante prestigiada.

Já confirmaram presenças o Almirante-de-Esquadra Paulo Cesar de Quadros Kuster, Diretor Geral de Navegação-DGN da Marinha, o vice-almirante Wilson Pereira de Lima Filho, Diretor de Portos e Costas-DPC e o Contra-Almirante Alberto Lourenço, Comandante do CIAGA-Centro de Instrução “Almirante Graça Aranha”.

Da Marinha Mercante, os Comandantes José Menezes, da Transpetro e o Comandante Álvaro Almeida, presidente do Centro de Capitães da Marinha Mercante. Conforme já informamos anteriormente, o significativo evento vai ser presidido pelo vice-almirante Alípio Jorge Rodrigues da Silva, Comandante do 4º Distrito Naval e pelo Capitão-de- Mar e Guerra Fábio da Silva Andrade, Comandante do CIABA, que aparecem na foto.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 30/11/2016

ALAGAMENTO VOLTA A ATORMENTAR A VIDA DOS MORADORES DO CURIÓ-UTINGA
Publicado em 11/30/2016 as 03:26 PM

Com o retorno das pancadas de chuva, após um longo período de sol intenso em Belém, reaparecem também os alagamentos.
Da Redação

A chuva de aproximadamente 20 minutos que caiu sobre a capital paraense ontem foi suficiente para causar prejuízos aos motoristas e moradores da Avenida João Paulo II, próximo à Avenida Perimetral. Um rio de água escura e fétida se formou. Enquanto moradores foram obrigados a passar pela água suja, motoristas ficaram até com caminhões no prego.

O alagamento também deixou os motoristas confusos, gerando congestionamento no local. A cuidadora de idosos Regina Célia, 49 anos, estava voltando da igreja quando a chuva caiu e, sem opção, teve que Da Redação colocar os pés na água imunda. “Fico com medo de pegar uma leptospirose com esta água suja”, disse ela. Moradora do bairro do Curió-Utinga, Regina sempre conviveu com o problema dos alagamentos. “É uma situação que não é aceitável.

O poder público tem que fazer um trabalho nessa área. Enquanto o poder público não tiver a capacidade de ter um olhar humano para as pessoas que moram no Curió-Utinga nunca teremos respeito. E isto é para toda as regiões de Belém que tem vários locais na mesma situação”, apontou. O motorista Nelson Rocha, 46 anos, e a empresa distribuidora de gás de cozinha foram prejudicados com o rio que tomou conta da João Paulo.

Nem o veículo alto foi suficiente para atravessar a correnteza. A água entrou no motor de arranque e provocou pane no veículo. A equipe ainda não havia realizado nenhuma das entregas que estavam programadas. “Não conseguimos fazer nenhuma entrega. É o tempo todo isso aí. Nunca resolvem nada”, reclamou. A empresa decidia se enviaria um caminhão para pegar todos os botijões de gás ou se mandaria um reboque. Nelson não conseguia definir os sentimentos com palavras. “A gente não tem nem o que dizer. Não gosto nem de falar sobre isso, dá até desgosto na gente”, relatou.

A Prefeitura Municipal de Belém (PMB) esclareceu, por meio de nota, que já dispõe de projeto para melhorar o escoamento da água da chuva e acabar com alagamentos na Avenida João Paulo II, próximo da Passagem Elvira. Intervenções de limpeza e dragagem no Canal do Mártir já estão sendo realizadas, ainda segundo a administração municipal. A prefeitura garante, ainda, que a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) realiza obras de drenagem e pavimentação asfáltica em 65 vias de 18 bairros da cidade e distritos.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 30/11/2016

PORTOS - MANIFESTAÇÃO DE ESTIVADORES PERTO DA AVENIDA BRASIL COMPLICA TRÂNSITO NO RIO
Publicado em 11/30/2016 as 03:25 PM

De acordo com os manifestantes, o grupo decidiu paralisar as atividades nos portos do Rio, Niterói e Itaguaí, por 24 horas. Os profissionais pedem a manutenção dos postos de trabalho

Rio - Cerca de 50 estivadores, que estão em greve, protestam na manhã desta quarta-feira na Avenida Rio de Janeiro, perto do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Segundo a Polícia Militar, o grupo ocupa metade da pista em direção à Avenida Brasil. Por conta da manifestação, o trânsito está complicado em vários pontos do Rio.

Segundo o Centro de Operações do Rio, os motoristas enfrentam congestionamentos na Avenida Francisco Bicalho, no sentido Avenida Brasil; na Via Binário, no sentido rodoviária; na Praça da Bandeira, no sentido Centro. Os condutores também encontram problemas na Radial Oeste, no sentido Centro; na Rua São Francisco Xavier, na Tijuca, altura do Viaduto da Mangueira, sentido Centro. Encontram engarrafamento também na Avenida Maracanã, no sentido Centro; na Avenida Professor Manoel de Abreu, no sentido Centro; na Avenida Paulo de Frontin, no sentido Centro; e também na Rua Haddock Lobo.

O motorista que sair da Zona Norte, em direção ao Centro do Rio, deve usar a Rua Visconde de Niterói até a Rua Francisco Eugênio e acessar a Avenida Francisco Bicalho, no sentido Centro.

De acordo com o Sindicato dos Estivadores do Rio, o grupo decidiu paralisar as atividades nos portos do Rio, Niterói e Itaguaí, por 24 horas. Os profissionais pedem a manutenção dos postos de trabalho, além de outras reivindicações trabalhistas. A PM acompanha o protesto.
Fonte : O Dia - RJ
Data : 30/11/2016

COLUNA - DORA KRAMER
Publicado em 11/30/2016 as 03:25 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

Em um evento em Belo Horizonte, nesta segunda (28), Lula sinalizou pela primeira vez que pode assumir a presidência do PT.

Diga ao povo que...

O ex-presidente ainda resiste, “faz charme”, segundo um de seus mais próximos interlocutores, mas admite que talvez não tenha alternativa a não ser aceitar provisoriamente o posto para evitar um racha na sigla. A despeito da Lava Jato, Lula faz planos para sua candidatura presidencial. Seu entorno quer lançá-lo ao Planalto logo após o Carnaval.

Virou a chave
Lula abandonou o figurino “deprimido” e voltou a se “pintar para a guerra”. Diz um petista: “Não está mais triste. Encheu o saco de ficar na defensiva”.

Sonho meu
O ex-presidente retomou um hábito antigo: chamar economistas e comunicadores para reuniões internas. Está trabalhando em uma versão 3.0 de seu projeto econômico. Busca um modelo que reanime o PIB.

Ideia fixa
Com o pedido de impeachment de Michel Temer, a oposição fala em retomar a ideia de apresentar uma PEC por eleições diretas — o plano, porém, não foi adiante da primeira vez.

Focado
Um dos objetivos do governo no ano que vem é sacar a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, uma das mais importantes da Casa, das mãos do PT. O tucano Tasso Jereissati é visto com bons olhos para o posto.

Pinguela
O Ponte para o Futuro, espécie de plano de governo lançado pelo PMDB antes do impeachment, completa seu primeiro aniversário com a economia do país ainda nas cordas.

Ponte em obras
O secretário Moreira Franco (Investimento), mentor do documento, fará seminário em Brasília, em 14 de dezembro, para comemorar a data. Entre os debatedores estão os economistas Mansueto Almeida, Affonso Pastore, Marcos Lisboa e Armínio Fraga.

Pé no acelerador
Mendonça Filho (Educação) foi pessoalmente a Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, pedir que o colega agilize a tramitação da medida provisória do ensino médio.

Ponta do lápis
O ministro quer evitar que um agravamento da crise política faça o texto entrar no ano que vem sem ter sido votado pelo Congresso Nacional, o que atrasaria sua aplicação.

Ufa
O mercado financeiro respirou aliviado com o fato de as gravações de Marcelo Calero apenas confirmarem o que disse o ex-titular da Cultura, mas não avançarem contra o ministro Eliseu Padilha.

Ele não!
Dez de cada dez analistas de corretoras veem Padilha como arrimo político de Temer — posição vista como exagerada no PMDB, partido do chefe da Casa Civil.

Só um “fatozinho”
Pelo que disse se lembrar da conversa, segundo relatos, Padilha afirmou ter mostrado a Calero como levar o caso à AGU.

Aqui se paga
(on-line) Da senadora Kátia Abreu, sobre a saída de Geddel Vieira Lima: “Antigamente, o castigo vinha a cavalo. Agora é por e-mail mesmo, com o céu todo informatizado e cheio de sala da situação”, brinca.

Barrados no baile
Rivais reclamam que Rodrigo Maia não tem convidado outros possíveis candidatos à Câmara para reuniões que tratam da pauta da Casa.

Visita à Folha
Jerson Kelman, presidente da Sabesp, visitou a Folha nesta terça-feira (29), onde foi recebido em almoço. Estava com Rui de Britto Alvares Affonso, diretor económico-financeiro e de relações com investidores, e Adriano Stringhini, superintendente de comunicação.

Germano Silveira de Siqueira, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) visitou a Folha nesta terça (29). Estava acompanhado de Viviane Dias Maciel, assessora de imprensa.

» com PAULO GAMA e THAIS ARI

tiroteio

"Os protestos em Brasília e as galerias do Senado vazias mostram a falta de sintonia do governo e de sua base com os anseios do país."

DE HUMBERTO COSTA (PE), líder do PT no Senado, sobre as manifestações contra o governo Michel Temer e a votação da PEC do teto de gastos.

contraponto

“Faça o que eu falo, não faça o que eu faço”

Em maio, logo que assumiu o Ministério da Cultura, Marcelo Calero gravou depoimentos para o canal de comunicação interna do governo Michel Temer.

Em um vídeo de pouco mais de um minuto, Calero falava que a decisão do presidente de recriar a pasta acontecia “em boa hora”.

—        O presidente Temer esteve sensível ao apelo e ao simbolismo do Ministério da Cultura — disse.

Em seguida, o recém-empossado ministro emendou:

—        É aquilo que o presidente Temer fala: quando você comete um equívoco, você não tem que insistir no equívoco, tem que corrigi-lo.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 30/11/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 11/30/2016 as 03:25 PM

Autor:        MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br , FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

Will Landers, que administra US$ 2 bilhões em fundos dedicados à America Latina da BlackRock, diz que a gestora saiu de uma posição bem defensiva para uma das maiores em Brasil que já teve nos últimos anos.

CENÁRIOS: DOIS GESTORES

POSIÇÃO MENOS DEFENSIVA

“A direção nova no governo pode levar o país a um crescimento interessante em meados do ano que vem, mas, realmente em 2018.”

JUROS NO BRASIL

O Banco Central continuará cauteloso, mas a velocidade [de cortes] deverá aumentar em 2017. A economia segue fraca pelo que o governo Temer herdou. Esperamos corte [da taxa básica] de 25 pontos base nesta quarta-feira (30) e de 50 em janeiro. A qualidade da comunicação de BC, governo e estatais ajudou a Bolsa.

CÂMBIO

Depois de um pulo das moedas emergentes, o real achou equilíbrio em R$ 3,25 e R$ 3,40. Acho que ficará por aí até o fim deste ano e em 2017, se as coisas continuarem assim.

IMPACTO DE TRUMP

Acho que não será grande, o Brasil continua bem fechado. O país tem de consertar seus erros causados por governos anteriores, continuar o processo de reformas, com ajuste fiscal que ajude o BC a cortar juros mais rapidamente e trazer o consumo de volta.

JUROS NOS EUA

Vamos ver se alta vem em dezembro mesmo, após Trump. O mercado está balanceado para o FED [o BC dos Estados Unidos] mais ativo, mas nada desastroso. Há a expectativa de haver mais gastos, mas o investimento em infraestrutura é lento. Não esperamos desvalorização maior do real.

IPOS

Um apetite grande [para abertura de capital] ainda não se tem. Não houve fluxo grande de dinheiro novo voltando.

SETORES DA ECONOMIA

Estamos em posições maiores que o índice na maioria deles. Bancos muito bem posicionados, o de petróleo também positivo dadas as melhorias nas regras e flexibilidade de preços e na mineração pela primeira vez em muito tempo. Mas o consumidor será um dos últimos a se beneficiarem da recuperação econômica.

PIB

De menos 3,5 % este ano e talvez 1% no ano que vem, a diferença vai ser uma das maiores que teremos no mundo. Pode ser 2,5% ou 3% em 2018.

BURACO MAIS FUNDO

Luiz Fernando Figueiredo, sócio-diretor da Mauá e ex-diretor do Banco Central, diz que está com uma visão menos positiva em relação ao crescimento do país.

Esperava uma expansão de 2% para 2017.

“Ficou muito mais improvável. O PIB deve ser, sim, positivo, mas estávamos mais fundo nesse buraco do que pensávamos. Estamos, porém, surpresos em como o governo está avançando nas reformas.”

VISÃO DE BRASIL

Há dois ou três meses, não sabíamos se esse governo ia vingar. A lista do que já fez em seis meses, quatro como interino, é impressionante: a DRU [Desvinculação das Receitas da União], a questão do pré-sal, a emenda do teto, o marco do setor de energia. Precisamos ver daqui para a frente, mas já entregaram bastante.

JUROS NO BRASIL

O Banco Central foi muito claro no comunicado, ao afirmar que em novembro seria [corte de] 25 pontos. Ele pode comunicar depois que em janeiro, será de 50 pontos. A Selic deverá encerrar 2017, entre 11% e 10%. O BC quer trabalhar com segurança grande, o que significa taxa mais elevada. O BC anterior perdeu completamente a credibilidade e isso tem um custo.

PIORA DE INDICADORES

O que se imaginava é que este último trimestre já seria positivo em crescimento. A atividade está frustrando a todos. Vai demorar mais para se recuperar. A fraqueza da economia faz com que a visão de inflação seja mais amena e possibilite ao BC acelerar o passo.

CENÁRIO EXTERNO

Está uma grande confusão com Trump, mas num mundo menos globalizado, o comércio flui pior, e todos crescem menos. Já era uma tendência. Eleições na França, na Alemanha, o Referendo na Itália... o mundo está em um processo mais complexo.

CONCESSÕES

Sim, há interesse. O governo está fazendo com que marco regulatório dê segurança ao investidor — muito maior do que se teve até agora. A modelagem é muito boa.

PIB

Em 2017, deverá ser positivo, mas algo em torno de 0,5%. A recessão foi muito longa, e as empresas ficaram muito endividadas. Precisam da volta da demanda para investir. O governo deve tentar também uma agenda micro para o país ganhar competitividade.

Novo sistema de controle de bebida deve ficar pronto no início de 2017

O sistema de controle de bebidas que substituirá o Sicobe (atual mecanismo de monitoramento fiscal do setor) poderá ficar pronto no primeiro trimestre de 2017, segundo a Casa da Moeda do Brasil.

A plataforma, em desenvolvimento pelo órgão e pela Receita Federal, terá um teste oficial em uma cervejaria da Ambev no dia 8 de dezembro.

Uma fabricante de refrigerantes e outra, de cachaças, também receberam visitas, diz José Augusto Rodrigues da Silva, presidente-executivo da Abrabe (entidade do setor).

A expectativa, segundo ele, é que o custo seja inferior ao do Sicobe, que cobra uma taxa de R$ 0,03 por embalagem.

Além de controle e rastreabilidade de bebidas, o novo sistema prevê um aplicativo, ainda em estudo, que permitirá ao consumidor averiguar a origem dos produtos por meio de um código.

O Sicobe deixará de ser obrigatório às indústrias a partir do dia 13 de dezembro.

Ainda não se sabe de que forma a nova ferramenta, ainda sem nome oficial, se integrará ao chamado Bloco K, outro sistema de controle que informa aos órgãos fiscais estaduais e federal a movimentação de insumos e produtos.

Petróleo O Instituto de Pesquisas Tecnológicas inaugurou na terça (29) um sistema para testar peças usadas na ancoragem de navios e plataformas petroleiras. Petrobras e governo de SP aportaram, juntos, R$ 15,7 milhões no projeto.

On-line Cerca de 56,7% das lojas virtuais brasileiras deram descontos na Cyber Monday, segunda-feira que sucede a Black Friday. Em 2015, a adesão foi maior (63,5%), aponta a Big Data Corp e o Pay Pai.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 30/11/2016

ANTAQ - LEILÃO NO PARÁ SERÁ EM MARÇO
Publicado em 11/30/2016 as 03:25 PM

Duas áreas do porto de Santarém (PA) serão leiloadas no dia 23 de março de 2017, na BM&F BOVESPA, em São Paulo.
Da Redação - redacao@dci.com.br - São Paulo

As infraestruturas são destinadas à movimentação e à armazenagem de granéis líquidos no terminal. Os avisos de licitação estão publicados no Diário Oficial da União de ontem (29). Segundo o texto, as concessões terão prazo de 25 anos. Ao todo, deverão ser investidos R$ 29,9 milhões. Os recursos são para beneficiar a ampliação dos tanques de armazenamento (de gasolina, diesel e etanol) e atendimento a requisitos, entre eles o de segurança e o de prestação de serviço adequado. Segundo o texto “O leilão vai proporcionar a geração de 162 empregos diretos e 879 ind i re t o s”, afirma. Conforme a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), os terminais são de extrema relevância para a distribuição de combustíveis para a região norte do País.

Como participar?

Os editais podem ser obtidos no site da Antaq (www.Antaq. gov.br) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (www.transportes.gov.br), ou na sede da Agência em Brasília, no endereço SEPN Quadra 514, Conjunto "E", Edifício Antaq, na Asa Norte.
Fonte : DCI - SP
Data : 30/11/2016

NAVEGAÇÃO MARÍTIMA - RECURSOS DO MAR.
Publicado em 11/30/2016 as 03:24 PM

O Governo Federal publicou, no último dia 23, o Decreto n° 8.907/2016, que aprovou o IX Plano Setorial para os Recursos do Mar. O texto define diretrizes para a exploração dos recursos marítimos brasileiros no período de 2016 a 2019.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 30/11/2016

PORTO - CURTAS
Publicado em 11/30/2016 as 03:24 PM

Autor:        Vânia Augusto e Leopoldo Figueiredo - mercadoregional@atribuna.com.br
Greve I
A greve nacional dos trabalhadores portuários prevista para acontecer hoje não deve ter uma grande adesão no Porto de Santos.

Pelo menos, esta é a expectativa de sindicalistas que apontam o caráter político da paralisação como o fator que inibe a mobilização e a participação das categorias. Federações de trabalhadores do setor planejam uma paralisação de 24 horas em todo o País.

Greve II
De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, os trabalhadores vão protestar contra os planos do Governo para ampliara privatização do setor, inclusive do serviço da guarda portuária e o da dragagem.

A sinalização de mudanças na CLT são outro ponto a ser combatido, segundo a entidade. Os problemas enfrentados pelo Portos, o fundo de pensão dos portuários, também estão no foco do protesto, assim como os projetos de alteração das poligonais em todos os portos brasileiros. O temor é de que a medida prejudique as administrações portuárias, seus trabalhadores e os operadores portuários.

ESTIVADORES - Frase
"O Porto de Santos só para se três categorias resolverem parar: os estivadores, os operários e a administração portuária. No meu caso, eu só paro se a atracação aderir ao movimento e não é o caso"

EVERANDY CIRINO, PRESIDENTE DO SINDICATOS DOS EMPREGADOS NA ADMINISTR ÇÃO PORTUÁRIA (SINDAPORT)
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 30/11/2016

PORTUÁRIO - TREINAMENTO ENVOLVEU ATENDIMENTO A 40 M DE ALTURA
Publicado em 11/30/2016 as 03:24 PM

O simulado do Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Caramuru no Corredor de Exportação, na Pontada Praia, foi iniciado com a propagação das chamas em uma das correias transportadoras de grãos da empresa.

O equipamento fica a 40 metros de altura. A ideia dos organizadores do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) era reproduzir o cenário de terminais graneleiros que já sofreram incêndios semelhantes no Porto.

As correias transportadoras do terminal contam com sensores que indicam alterações no aquecimento, alinhamento ou ainda na movimentação das cargas. Por conta disso, o simulado começou com a visualização de um problema por um funcionário no centro de controle da instalação.

Em seguida, a informação foi transmitida para um outro operário, que trabalha no armazém. Ele seria a pessoa mais próxima das esteiras para confirmar o início das chamas. Esta uma das vítimas do simulado e precisou ser resgatado a uma altura de 30 metros porque teve um mal sübito.

O outro funcionário removido foi encenado por um eletricista. O trabalhador teria passado mal durante a evacuação de uma outra estação de trabalho em uma esteira próxima. Ambos receberam os primeiros atendimentos de brigadistas do próprio terminal.

Em casos de acidentes em áreas portuárias, logo após a detecção do sinistro, são os brigadistas os primeiros a serem acionados. Em seguida, o Corpo de Bombeiros é informado, assim como a Guarda Portuária (Gport), responsável pelo acionamento do PAM
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 30/11/2016

PORTOS - PORTO DE PARANAGUÁ BATE RECORDE NO CARREGAMENTO DE AÇÚCAR
Publicado em 11/29/2016 as 01:44 PM

O Porto de Paranaguá bateu o recorde de embarque de açúcar no berço 204, operado pela Pasa, em um único navio.

Foram carregadas 54,5 mil toneladas no navio de bandeira grega Union Mariner, que tem como destino o porto de Cingapura. O volume é 6% superior ao patamar carregado com açúcar anteriormente no berço.Paranaguá, 25/11/2016.Foto: Ivan Bueno/APPA O Porto de Paranaguá bateu o recorde de embarque de açúcar no berço 204, operado pela Pasa, em um único navio. Foram carregadas 54,5 mil toneladas no navio de bandeira grega Union Mariner, que tem como destino o porto de Cingapura. O volume é 6% superior ao patamar carregado com açúcar anteriormente no berço.

O carregamento também bateu um recorde de produtividade do berço ao embarcar 40 mil toneladas do produto em um intervalo de 24 horas, operando a mais de 1,5 mil toneladas por hora. No total, o navio demorou 35 horas para ser carregado.

Além disso, o Union Mariner é o maior navio que já atracou no berço 204 para embarcar açúcar, com 229 metros. Para se ter uma ideia, a última vez que esta embarcação passou por Paranaguá carregou grãos de soja no Corredor de Exportação, em um tipo de operação em que os volumes movimentados são maiores do que no carregamento de açúcar.

A operação, com este volume e nesta velocidade, só é viável atualmente por causa do pacote de investimentos realizados no Porto de Paranaguá visando ganhos em eficiência. “Só conseguimos isso por conta da reforma do cais e das dragagens de manutenção, que dão segurança para que navios cada vez maiores atraquem em Paranaguá”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

Foram investidos R$ 156,9 milhões na última campanha de dragagem de manutenção e a reforma do cais e dos seus berços foi realizada com um aporte de R$ 90 milhões.

“Este carregamento foi, certamente, um dos mais eficientes que a Pasa já realizou com açúcar, graças aos investimentos realizados pela Appa”, afirma o gerente de operações da Pasa, Eric de Souza.

CRESCIMENTO – Neste ano, o Porto de Paranaguá registra um crescimento na movimentação de açúcar. São 15% de aumento em relação ao ano passado. De janeiro a outubro deste ano, foram exportados 3,56 milhões de toneladas, 475 mil toneladas a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 3,09 milhões de toneladas.

O Porto de Paranaguá é o segundo no Brasil no ranking de movimentação de açúcar, com média de 4,5 milhões de toneladas embarcadas por ano.
Fonte: AEN - Agência de Notícias do Paraná – PR
Data : 29/11/2016

ANTAQ - INTEGRAÇÃO DE MODAIS E CUSTO LOGÍSTICO EM DEBATE
Publicado em 11/29/2016 as 01:44 PM

Evento realizado em Fortaleza a partir de amanhã também abordará o transporte com segurança

Diante de um cenário de retração econômica, em que as empresas buscam reduzir custos, o aumento da eficiência logística pode ser fundamental para manter ou até conquistar novos mercados. A busca por alternativas para redução de custos logísticos será um dos temas a serem discutidos durante o XI Seminário Internacional de Logística e a Expolog - Feira Nacional de Logística, que será realizada no Centro de Eventos do Ceará, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.

"Durante a Feira, nós temos que mostrar como se trabalha a crise e o que devemos fazer para sair dela. Vamos estar muito afinados com isso porque é nessas horas que a gente tem que mostrar força e ver o que pode ser superado", destacou Clóvis Nogueira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Ceará (Setcarce).

Um dos temas que serão destaque no evento é a importância da integração de modais (rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo) no transporte de cargas, além da infraestrutura intermodal do País e de desafios e oportunidades para o setor do agronegócio. O assunto será abordado por Fernando Fonseca, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Roberto Santana Matias Frota, coordenador de Carga Internacional e Logística do Aeroporto Internacional Pinto Martins; Elisângela Lopes, assessora técnica da Comissão de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dentre outros.

"A Expolog é um dos eventos do Brasil que mais trabalha a intermodalidade", diz Enid Câmara, gestora da Expolog. "Os principais setores da economia, como o do agronegócio, ainda perdem muito com o desperdício. E como um dos principais desafios do País é a redução de custos e a integração, teremos painéis para que a gente possa analisar como esses modais podem trabalhar integrados e quais são os gargalos".

Roubo de cargas

Hoje, uma das principais preocupações do setor de transporte é a segurança. A palestra de abertura da Expolog será proferida pelo coronel Paulo Roberto de Souza, assessor da NTC & Logística e um dos principais especialistas no assunto do País. "Hoje, no setor de transporte de cargas, nós temos um grande gargalo que é o roubo de cargas. Por isso estamos trazendo a maior autoridade sobre segurança nessa área", diz Clóvis Nogueira.

Ao todo, mais 2 mil pessoas já estão inscritas no evento, que terá 100 empresas expositoras e parceiras. A expectativa dos organizadores é que, durante os dois dias, mais de cinco mil pessoas passem pela Feira, que neste ano contará com uma área exclusiva para realização de negócios entre os participantes.

Mais informações

Expolog - Feira Nacional de Logística / XI Seminário Internacional de Logística, de 30 de novembro a 1º de dezembro, no Centro de Eventos do Ceará
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 29/11/2016

COLUNA - DIRETO DA FONTE
Publicado em 11/29/2016 as 01:44 PM

Autor:        SONIA RACY - estadão.com.br/diretodafonte

Ainda muito impactada pelo desastre ambiental da Samarco, a Vale, segundo se apurou, está tomando cuidado para não transformar em festa a inauguração, dia 15, do maior projeto de minério de ferro do mundo - orçado em US$ 14,3 bilhões.

Maior do mundo

A intenção é montar um evento simples em Carajás. Michel Temer e vários ministros já foram convidados.

Se todos forem, entretanto, será difícil manter a discrição do evento.

Maior 2

O projeto S11B da Vale terá novo nome: o de Eliezer Batista - uma homenagem ao empreendedor.

Triunvirato

Jorge Paulo Lemann, Marcei Telles e Beto Sicupira

não podem reclamar da vida. A credibilidade do trio é tamanha que a 3G captou, discretamente, nada menos que US$ 10 bilhões para seu quinto fundo de investimentos.

Detalhe: sem ter ainda projetos fechados.

O que circula, na praça, é que haveria demanda para algo como US$ 15 bilhões.

Esperança

Mario Covas Neto acredita que pode mudar a tendência da bancada de vereadores tucanos - que decidiu apoiar Milton Leite, do DEM, na disputa pela presidência da Câmara Municipal.

João Doria, segundo se apurou, não entrará no assunto.

Volta à origem

Apesar das ausências, ontem, de três ministros da Educação convocados - Fernando Haddad, Aloysio Mercadante e Renato Janine - a comissão que analisa a reforma do ensino médio manteve sua agenda.

Ou seja, o relator Pedro Chaves deve apresentar hoje à tarde o seu parecer. No qual vai incluir o ensino de artes e de educação física.

Alô Canadá

Com a vitória de Donald Trump nos EUA, quem também se beneficiou foi... o Canadá. Nas contas da consultoria One Immigration, aumentou em 500% a procura desse país para estudar, investir ou mesmo emigrar, após a vitória do novo presidente americano.

No Brasil, a alta procura levou a empresa a contratar novos consultores, segundo seu diretor, Renato Feldman.

Bom gosto

Quando Fidel esteve no Brasil, em 1959, foi jantar no... Fasano. Fabrizio Fasano, do alto dos seus 81 anos, se lembra da figura impactante. “Nunca conheci alguém tão carismático”, conta o fundador do grupo.

Curiosidade: Fidel mandou ligar para o restaurante para saber quantas pessoas estariam trabalhando na noite. Levou um charuto cubano para cada um e os distribuiu pessoalmente.

Leitura

No Brasil, dois títulos sobre o falecido líder cubano foram lançados pela editora Paralela nos últimos dois anos. A Vida Secreta de Fidel, de Juan Reinaldo Sánchez, em 2014, e Fidel e a Religião, de Frei Betto.

Barriga vazia

Seminário atrasado, plateia pronta para almoçar - já eram 14 horas - e o último palestrante da manhã, o vice-ministro da Pesca do Chile Jorge Chocair, perguntou do alto do púlpito, ontem: “Está acontecendo algo?”. Era visível a impaciência do ministro das Relações Exteriores do Líbano, Gebran Bassil, que estava na primeira fila.

“Estamos com fome...”, resumiu o principal convidado da conferência Potencial da Diáspora Libanesa. Com apoio da plateia.

NA FRENTE

• A ESPM dá hoje, a Roberto Duailibi, fundador da DPZ Propaganda, o título de Conselheiro Emérito.

• Rubens Decoussau Tilkian lança, hoje, Comentários à Lei de Mediação. Na Livraria da Vila do Shopping JK.

• A Febrasgo e a McCann Health lançam hoje a plataforma “ELA” para unir esforços pela saúde das mulheres.

• Osmar Santos abre exposição. Hoje, no Espaço Cultural Cristal.

• Luciano Martins e Marcio de Luca apresentam Crime e Castigo - Uma Vida para Raskolnikov. Na Livraria da Vila do JK Iguatemi, amanhã.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 28/11/2016

COMISSÃO DE TURISMO DEBATE CABOTAGEM AÉREA NESTA TERÇA-FEIRA
Publicado em 11/29/2016 as 01:43 PM

A Comissão de Turismo da Câmara realiza hoje (29), às 14h30, audiência pública para discutir o tema "cabotagem aérea e céu aberto". O debate foi proposto pelo deputado Herculano Passos (PSD-SP).

Voos de cabotagem são aqueles realizados por empresas de aviação nacionais com destino ao exterior e que passam, antes de sair do País, por pelo menos um aeroporto nacional, embarcando e desembarcando passageiros, ou voos provenientes do exterior, que, antes de chegar em seu destino final no País, passam por pelo menos um aeroporto nacional, também embarcando e desembarcando pessoas.

Foram convidados para a audiência:
- o ministro do Turismo, Marx Beltrão;
- o secretário de Política Regulatória de Aviação Civil do Ministério dos
Transportes, Portos e Aviação Civil, Rogério Coimbra;
- o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vinícius Lummertz;
- o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac), Ricardo Bisinotto Catanant;
- o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo
Sanovicz;
- o diretor da Associação Internacional de Transportes Aéreos no Brasil (IATA
Brasil), Carlos Ebner; e
- o diretor da Secretaria de Relações Institucionais do Sindicato Nacional dos
Aeronautas (SNA) José Adriano Ferreira.
- o presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de
Turismo (Fornatur), Nilo Sérgio.

A audiência ocorre no plenário 3 das comissões.

Da Redação - AP
Fonte : Agência Câmara Notícias -  DF
Data : 29/11/2016

MOVIMENTO QUER DESTRAVAR LOGÍSTICA HIDROVIÁRIA
Publicado em 11/29/2016 as 01:43 PM

O Pará possui 25 mil quilômetros de navegáveis. Pela importância do desenvolvimento de hidrovias para a logística do Estado, um grupo de empresários e especialistas no assunto lança em Belém, na próxima quinta-feira (1º), o Movimento Pró-Logística do Pará (MPLP). O evento será realizado no Hangar - Centro de Convenções, durante a feira Pará Negócios, promovida pela Associação Comercial do Pará (ACP).

“Queremos promover debates setoriais e tentar destravar a logística no Estado, com o objetivo de dar representatividade a este setor no Pará”, afirma o vice- presidente do MPLP e presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Pará (Sindopar), Alexandre Carvalho.

O diretor executivo do Movimento e especialista em MBA Logística, Alexandre Araújo, ressaltou a importância do grupo ser um agente de integração envolvendo diversos setores do Estado, como uma forma de garantir qualidade de vida melhor para a população paraense. “Se conseguirmos investir em hidrovias, teremos um desenvolvimento maior da região e, como consequência, um fomento na qualidade de vida das pessoas”, diz Alexandre Araújo.

PROJETO

O especialista destacou ainda que o movimento apresentará projetos e estudos com ações consideradas emergenciais. A ideia é que a rota paraense seja mais competitiva diante de outros Estados que já possuem tradição consolidada na exportação, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. “Serão de 18 a 20 ações divididas em infraestrutura à navegação, apresentadas em planilhas”, pontuou Alexandre Araújo.

HIDROVIAS E LOGÍSTICA

Em 2009, de toda a carga transportada no Brasil, 14% foi pelas hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos, segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT).

O transporte hidroviário foi considerado o meio de transporte de menor impacto sobre os ecossistemas, além de ser economicamente mais viável.

Logística é um ramo da gestão cujas atividades estão voltadas para o planejamento da armazenagem, circulação (terra, ar e mar) e distribuição de produtos.

SERVIÇO

Evento: Lançamento do Movimento Pró-Logística do Pará (MPLP)
Quando: 1º de dezembro, quinta-feira, às 17h.
Onde: Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, durante a
feira Pará Negócios.

(Wal Sarges/Diário do Pará)
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 29/11/2016

NAVEGAÇÃO FLUVIAL - REICON PREMIADA PELA CAPITANIA DOS PORTOS EM 1º LUGAR NO TRANSPORTE DE CARGAS QUANDO DO ENCERRAMENTO DO PSNA/2016
Publicado em 11/29/2016 as 01:43 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

A REICON tradicional empresa de navegação da Amazônia, mais uma vez foi premiada pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental - CPAOR, consignando o 1º Lugar no Transporte de Cargas Geral, tendo sido, inclusive, responsável por quase todos equipamentos destinados a construção da hidrelétrica de Belo Monte e, ainda mais, no decorrer de 2016 seguiu todas as normas recomendadas através do Programa de Segurança da Navegação na Amazônia-2016.

Aliás, a REICON detém no litoral de Belém, um dos melhores Terminais Fluviais, de calado até para embarcações de grande porte. Na foto, o Comandante da Capitania dos Portos, CMG Aristide de Carvalho Neto e o diretor da REICON armador José Rebelo III, que também é presidente do SINDARPA e vice-presidente da FENAVEGA. (Foto: Luis Celso).
Fonte : O Liberal - PA
Data : 29/11/2016

PARA 69% DOS BRASILEIROS, OBRAS PODEM IMPULSIONAR GERAÇÃO DE EMPREGOS
Publicado em 11/29/2016 as 01:42 PM

Por Alessandra Bellotto e Arícia Martins | De São Paulo

Apenas 2% dos brasileiros acreditam que o governo deveria eleger a infraestrutura como área prioritária. Contudo, 81% concordam que o país precisa de investimentos em infraestrutura para se desenvolver, assim como para 69% obras de infraestrutura incentivam a geração de emprego no país. É o que mostra a pesquisa "Investimentos pela lógica do cidadão", encomendada pelo Valor ao Instituto de Pesquisas Locomotiva.

Ainda de acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados acham que as condições atuais de infraestrutura no Brasil atrapalham o crescimento do país. Quando se trata de qualidade, a grande maioria (69%) tem avaliação ruim ou péssima, com destaque para rodovias e estradas. Só 9% avaliam esse item como ótimo ou bom.

Para 75% dos consultados, a infraestrutura do país precisa de muitos investimentos. Depois de rodovias, o segmento com mais necessidade de investimentos é energia elétrica, com 52% das respostas, seguido por ferrovias (52%), portos (41%), petróleo e gás (40%), mineração (38%) e aeroportos (32%).

Renato Meirelles, presidente do instituto de pesquisa, destacou que a população sabe que a situação fiscal é ruim e, por isso, há poucos recursos para obras. Entre os pesquisados, 64% acreditam que o governo tem muitas dívidas e 44%, que não há dinheiro público para investir em infraestrutura. Por isso, 68% concordam que o governo e o setor privado precisam unir forças para o país voltar a crescer. Segundo Meirelles, nesse contexto, as Parcerias Público Privadas (PPP) têm maior aceitação do que privatizações e concessões.

A pesquisa mostrou ainda que 95% dos brasileiros acreditam que o país está em crise, dos quais 56% consideram a situação muito grave. "Há uma sensação de que o desemprego está mais próximo, o que leva as pessoas a gastar menos. Pelo menos três quartos dos brasileiros conhecem alguém que perdeu o emprego no ultimo ano", afirma.

Dos entrevistados, 49% não estão satisfeitos com sua vida pessoal, uma queda relevante em relação à pesquisa anterior (76%). Em relação à renda, 23% estão satisfeitos. Na visão de Meirelles, a insatisfação do brasileiro está vinculada à sua capacidade de consumo.

Ainda segundo a pesquisa, que ouviu 1.157 pessoas acima de 16 anos em todo o país entre 11 e 16 de novembro, 73% julgam fundamental melhorar a qualidade do serviços públicos. Saúde (84%), educação (67%) e segurança (61%) são apontadas como prioridades.
Fonte: Valor Econômico
Data : 29/11/2016

STJ EXCLUI TAXA PORTUÁRIA DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO
Publicado em 11/29/2016 as 01:41 PM

Por Adriana Aguiar | De São Paulo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem consolidado o entendimento de que não entram na base de cálculo do Imposto de Importação as despesas com descarga, manuseio e conferência de mercadorias em portos ­ a chamada capatazia. Há decisões favoráveis aos contribuintes nas duas turmas de direito público (1ª e 2ª).



A discussão é importante principalmente para as grandes importadoras e pode gerar créditos milionários, a depender do volume de mercadorias importadas. Em geral, os custos com capatazia variam de acordo com o tipo, a especialidade e a fragilidade da carga envolvida. Em alguns casos, pode chegar a até 1% do valor da operação.

Em outubro, a 1ª Turma do STJ confirmou que a taxa de capatazia não deve integrar o conceito de "valor aduaneiro" para fins de composição da base de cálculo do Imposto de Importação. Em 2015, a 2ª Turma já tinha decisões no mesmo sentido. Porém, a Fazenda Nacional ainda tem esperanças de reverter esse posicionamento.

As importadoras entraram com ações judiciais após a publicação pela Receita Federal da Instrução Normativa nº 327, de 2003, que incluiu na base de cálculo do Imposto de Importação ­ que é o valor aduaneiro ­ as despesas com capatazia.

A decisão da 1ª Turma foi unânime. Os ministros entenderam que a instrução normativa da Receita Federal desrespeita os limites impostos pelo Acordo de Valoração Aduaneiro e o Decreto nº 6.759, de 2009. As normas estabelecem que somente devem ser computados no valor aduaneiro os gastos com carga, descarga e manuseio, associados ao transporte da mercadoria importada, até a chegada ao porto ou aeroporto.

Pela instrução normativa, porém, devem ser incluídos os valores desembolsados já em território nacional. "A realização de tais procedimentos de movimentação de mercadorias ocorre apenas após a chegada da embarcação, ou seja, após a sua chegada ao porto alfandegado", afirma na decisão o relator do caso, o ministro Benedito Gonçalves.

Na decisão, o ministro ainda cita precedentes da 1ª Turma e da 2ª Turma no mesmo sentido. Na 2ª Turma, o caso foi relatado pelo ministro Herman Benjamin. Os magistrados também entenderam que a instrução normativa da Receita Federal extrapola o que foi determinado pelo Acordo de Valoração Aduaneira e pelo Decreto nº 6759, de 2009.

O advogado Luis Augusto Gomes, do Tess Advogados, que defende importadoras e indústrias, afirma que, com as decisões das duas turmas que compõem a 1ª Seção do STJ, a tendência é que esse seja o entendimento consolidado. Na sua opinião, por se tratar de assunto abordado em norma infraconstitucional, são pequenas as chances de o Supremo Tribunal Federal (STF) admitir um recurso. "Mesmo assim, a Receita Federal, com base na instrução normativa, continua a cobrar o imposto com base de cálculo majorada", diz.

Para evitar maiores transtornos, o advogado tem recomendado aos seus clientes que paguem o imposto sobre importação com a base de cálculo majorada e entrem com uma ação judicial para discutir o tema com a intenção de cancelar cobranças futuras e pedir restituição do que foi pago nos últimos cinco anos.

"Recomendamos que as empresas aguardem o trânsito em julgado das ações judiciais [quando não cabe mais recurso], sem a utilização de medidas liminares, para evitar atrasos no procedimento de desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas", diz Gomes.

O advogado tributarista Eduardo Kiralyhegy, do Negreiro, Medeiros & Kiralyhegy, afirma que a jurisprudência consolidada no STJ "irradia efeitos para os demais tribunais e abre caminho para teses mais abrangentes". Entre elas, a exclusão da capatazia (assim como a taxa de utilização portuária ­ TUP) da base de cálculo de todos os tributos federais devidos na importação ­ além do imposto de importação, o IPI e o PIS e a Cofins Importação. Já existem decisões dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) nesse sentido.

Apesar dos julgados de turmas no STJ, Pedro Moreira, do CM Advogados, diz que seria muito importante que o STJ julgasse o tema sob o rito dos recursos repetitivos, "o que traria maior segurança jurídica para os importadores". Ele ressalta que mesmo com este entendimento favorável do STJ, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) julgou recentemente o tema de forma favorável ao Fisco. "O que contribui para a imprevisibilidade e falta de segurança jurídica que são característicos do sistema tributário brasileiro".

A Procuradoria­Geral da Fazenda Nacional (PGFN), porém, não acredita que a batalha judicial está perdida. Por nota, ressalta que há um julgado em andamento na 2ª Turma do STJ e que há dois votos favoráveis para o Fisco. Segundo a nota, "não se pode afirmar que o entendimento da 2ª Turma do STJ esteja definido. Além disso, não há precedente próprio da 1ª Seção, no sentido de que as despesas de capatazia poderiam ser subtraídas da base de cálculo do Imposto de Importação, tal como postulam os contribuintes". E acrescenta que, assim como ainda não existiria um entendimento pacífico no STJ, "não está a Receita Federal do Brasil autorizada a deixar de fazer as cobranças, nos termos expostos".
Fonte: Valor Econômico
Data : 29/11/2016

MINÉRIO SUPERA MARCA DE US$ 80
Publicado em 11/29/2016 as 01:40 PM

Por Renato Rostás | De São Paulo

A demanda maior pelo produto na indústria siderúrgica, uma demonstração de disciplina de oferta pelas mineradoras e a especulação financeira atuando como combustível desses fatores levaram o minério de ferro acima dos US$ 80 por tonelada pela primeira vez desde setembro de 2014. Ontem, a commodity com teor de 62% fechou cotada em US$ 80,83 no porto chinês de Qingdao, segundo a "Metal Bulletin" ­ maior nível em 2016 e em mais de 26 meses.

Para Carsten Menke, analista do banco suíço Julius Baer, apesar de essa cotação parecer insustentável, dada a pressão atual do excesso de oferta, o nível pode permanece alto por mais tempo do que se pensava. Ao Valor, Menke lembrou que o período sazonalmente mais fraco para a produção de aço na China já se iniciou, mas no início do ano a oferta também fica comprometida, por conta de questões climáticas no Brasil e na Austrália.

"Temos esses problemas de fornecimento todo início de ano. Isso pode prolongar a força do minério até por volta do fim do primeiro trimestre até começo do segundo de 2017", disse. "Mas ainda estou convencido de que estruturalmente o cenário é pior para a produção de aço na China e, consequentemente, para a demanda por minério."

A estimativa do banco é de US$ 65 por tonelada para a commodity nos próximos três meses. Em um horizonte de 12 meses, a expectativa é de US$ 50. Em relatório, o J.P. Morgan revelou na semana passada previsão de US$ 54 para a média do ano que vem. Analistas consultados pelo Valor calculam algo próximo a US$ 55.

"Alguns fatores contribuem com a alta, como a desvalorização do yuan [frente ao real], a perspectiva melhor para o setor como um todo, de consumo futuro mundial, mas uma das coisas que mais pesam é a decisão das grandes empresas de não colocar todo o volume disponível no mercado", afirma um especialista na área, que não quis se identificar. Ele cita, por exemplo, a curva de aprendizagem mais demorada de Roy Hill e Pilbara, na Austrália, além do próprio S11D, da Vale, cujo pico agora é esperado para 2019.

Em 2016, o minério já saltou 85,5%. Só no quarto trimestre até agora, a média de preços atingiu US$ 64,70, 30% acima do observado nos mesmos dias do ano passado. Se a Vale influenciou a tendência decidindo ser mais cautelosa no fornecimento, vai se beneficiar da valorização diretamente: em reais, a cotação média ultrapassa os R$ 200, ante R$ 190 em 2015. O ganho potencial na receita da empresa é de quase R$ 1 bilhão no trimestre.

Outra matéria­prima do aço que também subiu bastante recentemente, o carvão metalúrgico pode reforçar também o balanço da mineradora. O insumo chegou a cerca de US$ 320 por tonelada, ante US$ 80 no ano passado. Em reais, a diferença é de R$ 700, e em termos de faturamento, de quase R$ 1,5 bilhão.

É importante notar, contudo, que o preço médio das duas commodities vendidas pela Vale depende de outros fatores, como a média de concentração do material vendido e quanto foi comercializado no período ao preço à vista. Analistas esperam, porém, um trimestre de crescimento.

O carvão, indiretamente, também ajudou a impulsionar o minério. Para tentar se safar dessa inflação de custos, as usinas passaram a procurar insumo de melhor qualidade, tanto que o prêmio do produto com teor de 65% sobre o de 62%, que é a referência, foi de US$ 4 a US$ 14 em menos de seis meses, prevendo maior eficiência na produção.

"Isso até ajuda a tirar mineradoras chinesas [de maior custo] do sistema, mas por enquanto acreditamos que o movimento, em geral, é de curto prazo", comenta Felipe Beraldi, da Tendências Consultoria. "O que pode acontecer, se for esticado demais o prêmio, é que as siderúrgicas passem a achar mais interessante usar o minério por mesmo, ou o custo subirá demais", acrescenta. O analista vê a commodity chegando próximo a US$ 50 no segundo semestre do ano que vem.
Fonte: Valor Econômico
Data : 29/11/2016

MERCADO DEVE PROVER 'HEDGE' PARA INFRAESTRUTURA
Publicado em 11/29/2016 as 01:40 PM

Por Alessandra Bellotto | De São Paulo



O mercado brasileiro de derivativos, com instrumentos como opções, swap e futuros, é uma solução viável para prover hedge cambial aos projetos de infraestrutura, avalia Luiz Masagão, diretor de tesouraria do Santander. Além de regulamentação própria, diz, tem robustez, liquidez e prazo para oferecer proteção não só contra o risco cambial, mas também de inflação e taxa de juros, por 10 a 15 anos.

Em operações de financiamentos de projetos no exterior, o uso de derivativos é quase obrigatório, diz Masagão, até para melhorar a avaliação de crédito. O setor de infraestrutura no Reino Unido é um exemplo, com o uso de derivativos não só para mitigar os riscos financeiros dos projetos como para solucionar a falta de opção de financiamentos indexados à inflação.

Na expansão do aeroporto de Heathrow, na capital inglesa, exemplifica Masagão, o hedge foi condição requerida pelas agências para garantir um bom rating ao projeto. Os recursos foram tomados em libra a uma taxa fixa de 6%, com operação de swap junto a diferentes bancos para casar a receita indexada à inflação com o custo do financiamento. Para viabilizar a cobertura, contudo, credores permitiram o acesso dos provedores de hedge às garantias do projeto. É isso que falta no Brasil para que o mercado de hedge se torne viável, pontua Masagão.

"O provedor de hedge, um banco ou um sindicato de bancos, quer tratamento 'pari passu' ao dos demais credores", diz, uma vez que, ao entrar como contraparte de uma operação de hedge, também corre o risco de crédito do tomador caso esse falhe ao cumprir com suas obrigações contratuais.

Em relação à equação financeira, apontada como outro desafio pelo mercado, Masagão diz que o hedge é barato relativamente ao custo da dívida. O que pesa mais na busca por financiamento externo, na visão do executivo, é o spread de crédito cobrado pelo investidor estrangeiro.

Enquanto um investidor local aceita uma debênture de um nome conhecido com taxa de 104% do CDI, compara, fora, o estrangeiro vai cobrar um prêmio de 300 pontos acima do referencial.

Para Alexandre Bettamio, presidente do BofA para a América Latina, além da isenção fiscal para emissões em dólar, outra opção para baratear o custo de um hedge seria a captação por meio do instrumento híbrido de capital próprio e dívida, nos moldes de um bônus perpétuo. Ao ser contabilizada como "equity", a emissão só precisaria de hedge para pagamento dos juros. A alternativa depende, contudo, de aprovação de órgãos reguladores.

Outra discussão em curso é a vinculação de parcela pequena da receita dos projetos ao dólar. Não se trata de um tema pacífico, especialmente no governo. Para Bettamio, contudo, é razoável imaginar que há projetos que suportam tarifas em dólar, como nos casos dos setores de ferrovias e até portos, que transportam produtos indexados ao dólar, como minério de ferro e outros commodities.

Para Masagão, do Santander, o grande risco de permitir a dolarização de tarifas, ainda que para um percentual pequeno das receitas, é a volta da indexação efetiva da economia, além de repassar o problema a um terceiro, governo ou o consumidor.Fonte: Valor Econômico
Data : 29/11/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 11/29/2016 as 01:39 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com/ancelmo / Ana Cláudia Guimarães, Daniel Brunet e Tiago Rogero

Empresários brasileiros e franceses vão se unir para transformar uma favela carioca em... modelo de saneamento e infraestrutura.

Un modèle de favela

Trata-se de um acordo entre Eduardo Eugenio, presidente da Firjan, e a Medef, principal associação francesa de empresas. O projeto com sotaque francês começa no início de 2017 pelo, ao que tudo indica, Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.

Calicute II

A Operação Calicute, agora, vai mirar na segunda geração de políticos renomados do Rio. A conferir.

Só no papel

Uma auditoria da Petrobras investiga projetos sociais que foram pagos e jamais saíram do papel. Os responsáveis, em alguns deles, seriam parentes de funcionários da estatal.

Falando nela...

O MP do Trabalho, no Rio, recebeu denúncia do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Rio contra a Petrobras. Diz que uns 1,5 mil trabalhadores estão sendo coagidos por diretores: ou aceitam redução de salário de até 60% ou serão demitidos.

Virou herói

Sabe quem fez o maior sucesso, sábado passado, na missa das 19h da paróquia Santa Margarida Maria, na Lagoa? O ex-ministro Marcelo Calero.
Ao final da cerimônia, foi cercado por paroquianos e parabenizado por “não ter entrado no esquema”.

No mais

Veja a nova marchinha de João Roberto Kelly: “Ele não sabia de nada!/Ele não sabia de nada!/O circo pegando fogo,/a jaula arrombada,/ perguntaram pelo dono,/ele não sabia de nada!.” Trata-se de uma referência a... você sabe.

ISABELLA TEM ‘PÂNICO DE BAFO’
Isabella Santoni, de 21 anos, a Letícia de “A lei do amor”, da TV Globo, será capa da revista “Glamour” que chega amanhã às bancas. A bela, nascida em Nilópolis (RJ), foi fotografada em Paris; veja ao fundo a Torre Eiffel. À revista, a atriz revelou uma mania: “Escovo os dentes mil vezes por dia. Tenho pânico de bafo!”. Maravilha.

‘Tico-tico no fubá’

Veja como será a camiseta do bloco Mistura de Santa em 2017, cujo enredo é a Tropicália, que completará 50 anos. A arte, de Jô Oliveira e Rosanna Naccarato, traz o metaesquema, célula original da obra de Hélio Oiticica (1937-1980), um dos ícones do movimento cultural e que, se vivo estivesse, completaria 80 anos em 2017. Um trecho do samba: “Vamos cantar e misturar/carne-seca com cachaça e caviar,/poesia concreta e xaxado,/guitarra, tambor e ganzá/Essa mistura é tico-tico no fubá”.

Terras lusitanas

A 3ª Câmara Criminal do Rio determinou a transferência para Portugal do processo do advogado e político português Domingos Duarte Lima, acusado de matar Rosalina da Silva Cardoso Ribeiro, em 2009.
Duarte Lima era advogado de Rosalina, que desviou € 5 milhões do espólio de seu ex-companheiro Lúcio Tomé Feteira. E a grana era depositada numa conta de Lima. Em 2011, o MP do Rio acusou o português de matar Rosalina, em Saquarema (RJ).

Segue...

A relatora do caso, desembargadora Suimei Meira Cavalieri, considerou na decisão a perspectiva de impunidade, pois o réu fugiu para Portugal e não pode ser extraditado para o Brasil.

Histórias do ‘Magnata’

Magno Alves, do Fluminense, lançará sua biografia — quinta, no salão nobre do clube, em Laranjeiras —, “Magno Alves, o menino de Aporá que se tornou um dos maiores artilheiros da história”, escrita por Gustavo Penna. Num trecho, o artilheiro recorda-se de um acidente de carro, na Bahia, em que perdeu o melhor amigo.
Num momento de desespero, o jogador de 40 anos tentou se jogar da janela do prédio onde morava, em Botafogo. Foram amigos do Magnata que impediram a tragédia. Ainda bem!

Pediu para sair

Integrante de um grupo de WhatsApp com mais de 30 mães de alunos da Escola Britânica, no Rio, Adriana Ancelmo, a mulher de Sérgio Cabral, pediu para sair. É que, minutos antes, uma das mães mandou um “meme” em que, apontando para Lula, Cabral “dizia” ser o ex-presidente o próximo a ir para a cadeia.

Grande encontro

Esta, ao lado, é a capa do CD/DVD “Grande encontro: 20 anos”, com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Zé Ramalho, como se sabe, não topou participar do projeto. O álbum será lançado no dia 9, com duas músicas inéditas: “Só depois de muito amor”, de Geraldo e Abel Silva, e “Ciranda da traição”, composição de Alceu.

AVENTURAS DE UM REPÓRTER COM FIDEL: O IMORTAL CÍCERO SANDRONI
“Para minha surpresa, encontrei nas páginas do GLOBO de domingo, em caderno dedicado à primeira visita de Fidel Castro ao Rio, em 1959, uma foto onde apareço como papagaio de pirata, atrás de Fidel, Jango e JK. Repórter do jornal à época, eu recebera uma pauta do então chefe de reportagem, Alves Pinheiro, pedindo cobertura homem a homem do herói revolucionário. Entusiasmado com a missão, parti para o trabalho, mas, na entrevista coletiva que ele deu na ABI, ao lado de Herbert Moses, fui infeliz em uma pergunta e acusado, aos berros e murros na mesa, de ser agente provocador da CIA. Herbert Moses me salvou garantindo que eu era jornalista e estava ali a serviço do GLOBO, jornal do qual ele era diretor. Voltei para a Redação, escrevi meu texto e disse ao Pinheiro que era melhor mandar outro repórter. O baiano recusou-se e eu prossegui na cola de Fidel, ele desconfiado, a princípio, e ao fim, cordial. Na partida, na base militar do Galeão, quando pedi a última entrevista, ele colocou seu braço sobre meus ombros (foto) e, enquanto falava, rumava para o avião. Coisa assim parecida com o final de “Casablanca”, o início de uma grande amizade. O Pìero Fontapié fez várias fotos e, no dia seguinte, estava eu na primeira página do GLOBO abraçado pelo Comandante, fazendo anotações...”

Zona Franca

A pesquisadora Nísia Trindade Lima foi a candidata mais votada para o cargo de presidente da Fiocruz, com 59,7% dos votos. É a primeira mulher a comandar a instituição.
Mirian Goldenberg fala hoje, na ABL, sobre “A invenção de uma bela velhice”.
A advogada Ana Tereza Basilio estará hoje na Emerj. Ela vai falar sobre arbitragem.
Ophicina do Cabelo, no Shopping Leblon, festeja 10 anos.
Lúcia Araújo lança seu “Cozido Goiano”, hoje, às 19h, na Travessa do Leblon.
Alexei Bueno lança “Anamenese” hoje no Lamas.
Editora Monte Castelo Ideias lança hoje a biografia de Sebastião Menezes, na Argumento Leblon.
AfroReggae promove o II Seminário de Visibilidade Trans, hoje, na Lapa.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

COLUNA - PANORAMA POLÍTICO
Publicado em 11/29/2016 as 01:39 PM

Autor:        ILIMAR FRANCO - ilimar@bsb.oglobo.com.br

O MP e os juízes colocaram o Congresso no debate sobre a criminalização do caixa dois.

O Judiciário vem aí

A pressão indica que vencerão nas votações do abuso de autoridade e das medidas de combate à corrupção. O cenário é de importante articulador governista. Este prevê que a corporação do Judiciário vai chegar muito fortalecida no embate da reforma da Previdência.

Fechando o cerco

O PMDB e o PSDB estão fechados com a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara. O PP está só à espera de um agrado do Palácio do Planalto. O PT quer um cargo na Mesa proporcional ao tamanho de sua bancada. Alguma coisa como a primeira vice-presidência ou a primeira secretaria. Todo o cenário conspira a favor de Rodrigo Maia. O centrão está à beira do racha. Líder do PSD, Rogério Rosso andou conversando com o presidente Michel Temer. Mas o líder do PTB, Jovair Arantes, continua em campo. Ele tem batido à porta de gabinete por gabinete dos colegas, pedindo apoio.

“Que nojo, Aécio Neves! FH foi outro que se esmerou em nos fazer vomitar (ao dar declarações positivas sobre Fidel Castro)” Movimento Brasil Livre - Um dos líderes dos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff

Pé no freio

Uma parte do PT abandonou o grito de “Fora, Temer”. A palavra de ordem virou uma espécie de galhofa. Eles estão preocupados é com o que vem depois. Alguns deles chegam a afirmar que, agora, temem o “golpe do golpe”.

Sem pai

Ninguém quer assumir a responsabilidade pela escolha de Onyx Lorenzoni (DEM) para a relatoria das medidas contra a corrupção, após ele ter virado alvo da irritação dos colegas. Contam que Rodrigo Maia (DEM) joga a “culpa” para o líder do DEM, Pauderney Avelino (foto). E, quando é cobrado, Avelino diz que foi Maia quem elegeu o relator.

Devagar nessa hora

Líder do governo no Congresso, Romero Jucá diz que “o cargo de secretário de Governo não é de partido A ou B. É do presidente da República”. Recado: Temer não vai decidir de afogadilho.

Avisem ao Aécio Neves

Repercutiu mal na bancada do PSDB na Câmara a tentativa de aproximação do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao partido. Tucanos dizem que ele já traiu o PSDB uma vez, quando o trocou pelo PMDB, em 2007, e têm medo de que ele traga o desgaste do PMDB do Rio para a sigla.

Fórmula nova

A base aliada está de olho na diretoria da Anvisa. Dizem que o atual ocupante do cargo, Jarbas Barbosa, está no cargo pelas mãos do PT. Atribuem a indicação ao ex-ministro da Saúde Arthur Chioro. Querem que Temer o substitua.

Seguindo o exemplo

Prefeitos vão desembarcar em Brasília amanhã. Também na Justiça por mais recursos da repatriação, querem que o governo federal repita o que fez com os governadores e se sente à mesa para negociar.


AUTOCONFIANÇA. O Planalto e líderes estão tratando a entrevista de Marcelo Calero para o “Fantástico” como “seus 15 minutos de glória acabaram”.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes - panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

COLUNA MERVAL PEREIRA - OS DEFEITOS DO PMDB
Publicado em 11/29/2016 as 01:39 PM

POR MERVAL PEREIRA29/11/2016 08:00

Não há a menor possibilidade de o presidente Michel Temer vir a ser impedido pelo Congresso por causa do caso do apartamento do ex-ministro Gedel Vieira Lima, mas ele precisa urgentemente, se é que pode, se livrar das amarras que o prendem a seus companheiros de longa viagem do PMDB.

O que aconteceu nesse caso revela como funciona o compadrio na política nacional, contra os interesses da sociedade. Certamente seria encontrada uma saída para o caso da liberação da construção do monstrengo arquitetônico na Praia da Barra, em Salvador, se o ministério da Cultura estivesse ocupado por um dos muitos acólitos políticos do governo.

Mas o ministério estava ocupado por um novato político, que não entendeu a lição que lhe deu de graça Temer, um velho político acostumado às vicissitudes e benesses do poder. “A política tem dessas coisas, tem dessas pressões”, consolou-o o presidente da República. Ninguém é presidente do PMDB por tanto tempo, e três vezes presidente da Câmara, impunemente.

Não havia nenhuma controvérsia entre instituições públicas que justificasse a interferência da Advocacia-Geral da União (AGU). O que estava sendo questionada pelo ministro da Coordenação Política Gedel Vieira Lima era a recusa do Iphan nacional de aceitar a aprovação da construção do prédio pelo Iphan da Bahia. Uma questão interna de um órgão federal, que estava sujeita à arbitragem do ministro da Cultura, a quem é subordinado.

Usar a Advocacia-Geral da União (AGU) para encontrar uma saída que parecesse legal para defender interesse privado de um ministro, não foi uma mediação da disputa entre assessores, ou órgãos públicos, como quis dar a entender o presidente Michel Temer, mas o uso indevido de um ministério para fins particulares. É sintomático que Temer tenha dito a Calero que a questão estava lhe causando “problemas operacionais”, pois o ministro Gedel Vieira Lima estava irritado com a situação.

Nesse tipo de governo, em que as relações pessoais e políticas valem mais que as normas e os preceitos legais, um estranho no ninho, como era Calero e como também o advogado Fabio Medina Osório, primeiro ocupante da AGU, certamente se sente pressionado quando enfrenta um impasse desse nível.

Não há para onde escapar quando o Chefe do Gabinete Civil, Eliseu Padilha, membro do mesmo grupo político, também interfere no caso – como interferiu na saída de Medina Osório –, e o presidente da República está no conluio.

Calero só errou ao gravar o próprio presidente Michel Temer, pelo símbolo que representa, mesmo que a decepção pela atuação no caso o tenha levado a perder o respeito pelo homem por trás da faixa presidencial. O episódio, lamentável em todos os sentidos, reforça a idéia disseminada de que o PMDB que chegou ao poder levado pelo PT não está preparado para governar.

Os erros na área política são imensos e recorrentes, enquanto a equipe econômica comporta-se de maneira coerente com as necessidades do país no momento. Composta por figuras reconhecidas e respeitadas pela sociedade, e não por indicados de políticos, a equipe econômica tem autonomia de atuação e poder para resistir às pressões políticas vindas de uma base parlamentar corroída pela ilegitimidade de suas ações.

Quando Michel Temer diz a Calero que a política tem dessas pressões, está, paternalmente, dando um conselho a um novato que ele elevou ao primeiro plano nacional. Quando esse novato recusa a lição e age como agiu Calero, apesar do equívoco já ressaltado, está dando uma lição ao velho político.

Já não é aceitável esse tipo de política, os tempos estão mudando e é preciso que o comando do país  acompanhe essa mudança para que tenha legitimidade para levar adiante as reformas de que o país necessita.

Pode ser paradoxal, mas esse tipo de política que levou Temer à presidência da República, e seus principais aliados a dominarem o Palácio do Planalto, não responde mais aos anseios da sociedade. Ninguém colocou Temer lá pelas suas qualidades, mas devido aos defeitos inaceitáveis da antecessora, que quebrou o país por um misto de irresponsabilidade fiscal e aparelhamento da máquina pública em benefício dos seus acólitos.

Os erros de Temer, por mais graves que sejam, não absolvem Dilma Rousseff. Mas seria trágico se, em vez do DNA democrático do antigo MDB, prevalecessem os defeitos do atual PMDB, e confirmássemos em tão pouco tempo que o PT escolheu o PMDB para parceiro político por seus defeitos, justamente porque sabia com quem estava lidando.  

Os pontos-chave

1 Temer precisa se livrar das amarras que o prendem a seus companheiros de longa viagem do PMDB

2 Marcelo Calero só errou ao gravar o próprio presidente Michel Temer, pelo símbolo que representa

3 Os erros de Temer, por mais graves que sejam, não absolvem a ex-presidente Dilma Rousseff
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

COLUNA - PANORAMA ECONÔMICO - NOVA QUEDA DO PIB
Publicado em 11/29/2016 as 01:38 PM

Autor:        MIRIAM LEITÃO - miriamleitao@oglobo.com.br / Com Álvaro Gribel (de São Paulo)

PIB terá uma queda forte, e os juros, uma leve redução.

O Banco Central vai decidir amanhã a nova taxa de juros no mesmo dia em que o IBGE divulgará a sétima queda consecutiva do PIB. Hoje, o governo enfrentará o desafio de aprovar a PEC do teto de gastos no Senado no meio do agravamento da crise política. As projeções para o crescimento de 2017 voltaram a cair, e a alta do dólar freou a queda das estimativas da inflação. Há mais dúvidas sobre a recuperação.

Aagenda da semana está carregada de eventos importantes para a economia. As apostas para o corte de juros na reunião do Copom já foram de meio ponto percentual, mas agora virou praticamente consenso que a dose será menor, de 0,25. Ainda há dúvidas sobre a aprovação do ajuste fiscal pelo governo Temer, e a eleição de Donald Trump, nos EUA, deixou o cenário mais difícil para as economias que passam por dificuldades, como é o caso do Brasil.

Essa cautela em relação à queda dos juros está tendo impacto direto nas projeções do PIB do ano que vem. A estimativa do mercado medida pelo Boletim Focus chegou a 1,36% há algumas semanas, mas voltou a cair e ontem foi para 0,98%. O economista Raul Velloso avalia que a crise se agravou nos últimos tempos.

— Criou-se a expectativa de que a economia já teria batido no fundo do poço, mas agora se sabe que o buraco é mais profundo. Hoje, ninguém mais tem noção sobre qual será exatamente o trimestre em que o PIB voltará a crescer. Quem disser que sabe está mentindo — disse.
Velloso explica que a troca de governo reduziu as taxas de risco do Brasil, o que favorece os investimentos. O problema é que a Selic não caiu na velocidade desejada. O consumo continua fraco, por causa do desemprego e do endividamento, e a crise fiscal dos estados está se aprofundando.

É difícil saber por onde será retomado o crescimento. Como não é possível produzir uma nova onda de consumo, por todas as óbvias razões, o aumento do nível de atividade teria que ser decorrência de aumento de investimento. No setor privado, o investimento aconteceria se houvesse aumento da confiança na recuperação. No setor público, falta capacidade de investir e há insegurança em relação às regras.

— A forma mais rápida de crescer seria via investimentos em infraestrutura, em projetos que já estão concedidos. Mas o governo não está conseguindo renovar essas concessões, porque tem um receio muito grande do TCU. Somente a ampliação da Dutra poderia gerar R$ 3 bilhões em investimentos. Há vários outros casos que poderiam ajudar neste momento de dificuldade — disse Velloso.

Uma rara notícia boa foi o resultado das contas públicas em outubro. A receita da repatriação de ativos elevou o superávit primário para R$ 39,6 bilhões, recorde histórico. A questão é que, segundo o Itaú Unibanco, se essas receitas estivessem fora do conta o setor público consolidado teria tido um novo déficit, de R$ 5,4 bilhões. O problema é estrutural e as receitas atípicas apenas amenizaram o tamanho do buraco.

O Departamento de Estudos Econômicos do Bradesco estima que o PIB do terceiro trimestre, que o IBGE divulgará amanhã, terá uma retração de 0,9%. Se acontecer, será uma aprofundamento da queda, que foi de 0,4% no primeiro trimestre e 0,6%, no segundo. A indústria e os investimentos devem voltar a cair.

Em um momento como este, em que a inflação está em queda, e, portanto, a taxa de juros real está subindo, e em que a recessão não dá sinais de terminar, o Banco Central deveria reduzir mais fortemente as taxas de juros, mas ele não fará isso porque o país está dominado pela incerteza.

A crise do ex-ministro Geddel Vieira Lima aumentou a instabilidade do governo. A reação do presidente Temer no fim de semana, garantindo que o governo não patrocinará, nem ele sancionaria, a anistia ao caixa 2 eleitoral, é parte do esforço de afastar o clima de crise que ficou após o movimento na Câmara para a aprovação da anistia e da denúncia do ex-ministro Marcelo Calero.

Temer disse na entrevista de domingo que a economia não pode ter uma virada de uma hora para outra. É verdade. Mas a política pode azedar o ambiente rapidamente. Foi o que aconteceu desde que Calero acusou o governo, inclusive o presidente, de ter se mobilizado na defesa de interesses privados. É nesse clima difícil que o país viverá esta semana.

Os pontos-chave

1 Banco Central vai decidir a taxa de juros no mesmo dia em que o IBGE divulgará a sétima queda do PIB

2  Mercado previa um corte nos juros de meio ponto percentual, mas hoje aposta em apenas 0,25

3 Crise política ficou mais presente em um momento de piora das expectativas sobre a economia
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

GOVERNO TEMER ATRÁS DE UMA AGENDA POSITIVA
Publicado em 11/29/2016 as 01:38 PM

Assolado por crises, Planalto precisa tomar a iniciativa, com a base parlamentar, para superar a tensão política e garantir a aprovação de medidas essenciais

Pode haver quem veja por trás da sucessão de problemas internos no governo Temer um mau alinhamento dos astros, uma trapaça do destino. A saída de seis ministros em seis meses não é mesmo fato trivial. Tampouco o pano de fundo ético por trás de algumas demissões. Entre elas, a destituição do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do Planejamento, por ter sido gravado em conspiração contra a Lava-Jato, a primeira defenestração da série; e as duas últimas, de Marcelo Calero, ministro da Cultura, devido a pressões do colega Geddel Vieira, da poderosa Secretaria de Governo, para que resolvesse um problema privado seu no Iphan, e por isso ele também terminou fulminado pelo escândalo que patrocinou.

Só mesmo a total ausência de senso de responsabilidade pública faz um ministro jogar o peso do cargo na liberação de um projeto imobiliário visivelmente irregular, numa área tombada pelo patrimônio histórico em Salvador. A história ganhou fermento, porque Calero saiu atirando.

Contra Geddel, contra Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, e até o presidente Temer, responsabilizado por Calero por tentar que o ainda ministro montasse com a Advocacia Geral da União (AGU) uma “chicana”, a fim de atender o político baiano. Para tornar tudo ainda mais tenso, o exministro da Cultura admite ter feito gravações de conversas. Com o presidente, teria gravado o telefonema protocolar da entrega do cargo.

Na realidade, o governo não colhe efeitos do zodíaco ou de uma maré de azar. Ele tem sido vítima é de sua origem: um grupo do PMDB associado ao lulopetismo desde o segundo governo Lula, e com o qual compartilhou usos e costumes desses tempos. Daí o avanço da Lava-Jato tanto preocupar o Planalto e cercanias.

Por previsível, Temer deveria ter tomado certos cuidados na escolha dos ministros mais próximos. Resta agora tentar compensar os prejuízos já contabilizados e os que podem vir por aí com as delações de Marcelo Odebrecht e seus executivos. E as respostas não podem demorar, como tem acontecido.

É urgente o governo, e não só ele, criar uma agenda positiva, para se contrapor ao vendaval de más notícias causadas por deslizes internos. A base do governo no Congresso precisa, também, participar desta missão.

Nesse sentido, foi positiva a iniciativa de Temer e dos presidentes do Senado e da Câmara, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), de, em entrevista no domingo, se comprometerem, em respeito “à voz das ruas”, a barrar qualquer tentativa de anistiar crimes eleitorais. Como a que se encontra (ou se encontrava) em andamento na Câmara, no bojo do projeto anticorrupção formulado a partir de propostas encaminhadas pelo MP, com apoio de mais de dois milhões de assinaturas.

É um passo na direção correta, em defesa de uma imagem minimamente respeitosa do Legislativo, em um momento de grave crise econômica, cuja solução passa pelo Congresso, com a aprovação da PEC do teto e da reforma da Previdência, para começar.

Muita coisa séria está em jogo — por exemplo, recolocar no mercado de trabalho mais de 12 milhões de desempregados —, para que grupos de políticos manobrem no Congresso contra o desejo da sociedade de que a corrupção seja punida como deve ser. Desta agenda positiva precisa também fazer parte o adiamento do projeto contra abusos de autoridade posto para tramitar por Renan. A legislação sobre o tema é antiga e precisa ser atualizada, mas depois de ampla discussão. O momento é inadequado, por estar intoxicado pelas emoções desatadas na esteira da Lava-Jato. Nem Renan, com várias acusações enviadas ao Supremo e o risco iminente de ser réu em um desses processos, é o agente indicado a encaminhar propostas para conter juízes, promotores e policiais.
Notícia anterior
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

CENÁRIO POLÍTICO FAZ DÓLAR RECUAR 0,82%. VALE SALTA 7,3% E PUXA BOLSA DE SP
Publicado em 11/29/2016 as 01:38 PM

O GloboJULIANA GARÇON juliana.garcon@oglobo.com.br Colaborou Eduardo Barretto

Temer pede paciência a investidores e garante que país voltará a crescer

-RIO E BRASÍLIA- O alívio na cena política, com a expectativa de aprovação, hoje, da proposta de emenda constitucional (PEC) que estabelece um limite para os gastos públicos, deu alívio ao mercado financeiro. Com isso, o dólar comercial recuou 0,82%, a R$ 3,386. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a operar em queda pela manhã, encerrou com alta de 2,11%, a 62.855,49 pontos, puxada pelos papéis da Vale, com salto de 7,3%. Na semana passada, com o desgaste que se seguiu às denúncias do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, houve alguma preocupação com o ajuste fiscal.

— Agora, é preciso ver o placar da votação da PEC do teto de gastos, que mostrará a força, ou não, do governo — afirmou Leonado Monoli, sócio da Jive Asset Management.

As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Vale saltaram 7,3%, enquanto as preferenciais (PN, sem voto) ganharam 6,34%, devido a rumores de que hoje, em apresentação na Bolsa de Nova York, a mineradora informará que não precisará vender ativos e que pagará dividendos referentes aos resultados deste ano, explicou Adeodato Netto, chefe de mercado de capitais da Eleven Financial Research. Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações negociados em Nova York) avançaram 8%.

No fim do dia, após o fechamento dos mercados, a Vale divulgou nota informando que o Conselho de Administração aprovou o pagamento aos acionistas, no valor bruto de R$ 856,97 milhões. O pagamento será feito a partir de 16 de dezembro. A data de corte será 1º de dezembro, para quem tem ações negociadas na Bovespa, e 6 de dezembro, para detentores de ADRs negociados em Nova York e Paris.

Além disso, o minério de ferro avançou 1,5% na China. Na esteira da Vale, as ações da Bradespar, acionista da mineradora, subiram 5,03%.

Com o leilão da Celg confirmado para amanhã, os papéis ON da Eletrobras avançaram 2,92% ontem, e os PN, 2,23%. A expectativa é de que a privatização movimente R$ 1,79 bilhão, sendo que a estatal receberia, pelo menos, R$ 913 milhões.

‘LEVADO A SÉRIO TEM QUE SER O PAÍS’
Em Brasília, o presidente Michel Temer pediu paciência a investidores com a demora na retomada do crescimento. Em seminário com empresários, ele se queixou de que qualquer “fatozinho” abala as instituições.



— De vez em quando há uma certa instabilidade institucional. Como não temos instituições sólidas, qualquer fatozinho abala as instituições. Então, o investidor fica assustado — disse Temer, pedindo que o foco seja o Brasil. — Essas instabilidades são passageiras e não podem ser levadas a sério. Levado a sério tem que ser o país. O Estado brasileiro não os decepcionará. Nós vamos crescer.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

RECUPERAÇÃO SEM FÔLEGO
Publicado em 11/29/2016 as 01:37 PM

GABRIELA VALENTE, MARTHA BECK, ANA PAULA RIBEIRO, JOÃO SORIMA NETO E DAIANE COSTA economia@oglobo.com.br

Crise política e incerteza sobre reformas fazem projeção para PIB de 2017 cair abaixo de 1%

Mercado agora prevê expansão de apenas 0,98% do PIB no ano que vem. Em encontro com empresários, presidente prega otimismo e afirma acreditar que o país voltará a crescer

Economistas já preveem que o PIB de 2017 vá crescer menos de 1%. No auge do otimismo após o impeachment de Dilma Rousseff, a projeção era de uma expansão de 1,36% no ano que vem. A demora na aprovação das reformas e a recente crise política ampliam as incertezas. O governo tentará hoje aprovar em primeiro turno, no Senado, a proposta que cria um teto para os gastos públicos. Em discurso ontem a empresários, o presidente Temer pediu paciência e disse que o país voltará a crescer. “Como não temos instituições sólidas, qualquer fatozinho abala as instituições”, lamentou. -BRASÍLIA E SÃO PAULO- A esperada recuperação da economia depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff não chegou, e os efeitos da crise atual serão sentidos pelos brasileiros em 2017. Os economistas apostam que o Brasil não crescerá 1% no ano que vem, segundo a pesquisa semanal Focus do Banco Central (BC), divulgada ontem. No auge da euforia com a mudança do governo, em junho deste ano, as apostas eram de 1,36% de expansão. O otimismo foi maior do que a capacidade do governo de Michel Temer de recolocar rapidamente o país na trilha da recuperação econômica.

A melhora depende de reformas, afirmam analistas. O foco não é mais apenas a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria um teto para os gastos e que será votada em primeiro turno no Senado hoje. Está na mira o andamento das mudanças na Previdência. Há uma preocupação de que a atual crise política dificulte a aprovação da reforma no Congresso. Os analistas também se preocupam com os efeitos na popularidade do presidente Temer após o episódio da tentativa do Congresso de aprovar a anistia para o caixa dois em eleições passadas.

— Os riscos são fundamentalmente internos nessa nova rodada de crise política — disse o exdiretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, para quem o otimismo dos colegas na época do impeachment foi exagerado.

A avaliação, hoje, é que a influência negativa de 2016 sobre o próximo ano, o chamado carregamento (carry over), será pior que o esperado. A projeção para o crescimento em 2017 caiu de 1% para 0,98%, segundo a pesquisa do BC. Para 2016, a expectativa passou de uma recessão de 3,4% para 3,49%.

Já os investimentos, o principal vetor de crescimento esperado a partir de janeiro, voltarão em ritmo bem menor que o esperado, já que os juros também tendem a cair mais lentamente. Na rabeira, aparece o consumo, que ainda vai demorar para reagir em um ambiente de endividamento elevado das famílias e desemprego em ascensão.

Está certo para os economistas que a retomada da economia brasileira não será em “V”, ou seja, uma queda seguida de alta. A figura esperada para o futuro próximo é um “L”: uma estabilização da atividade com um tempo mais longo no patamar inferior. A demora ou não dependerá da volta do investimento. E para o empresário voltar a apostar no país, é preciso clarear algumas incertezas.

COPOM SE REÚNE HOJE
Ainda no radar de economistas e empresários está a possibilidade de o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar uma política mais protecionista. Essa incerteza pode não só aumentar o dólar e trazer inflação como adiar vários negócios, como a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e os aguardados leilões de infraestrutura. Um possível atraso nesses leilões afetaria ainda mais o caixa do governo, que conta com esse dinheiro para melhorar a saúde das contas públicas.

— Se há menos arrecadação que o previsto, claramente vai ter problema fiscal. (O governo) pode ter de aumentar impostos e retardar a queda dos juros — disse o economista-chefe da corretora INVX Global, Eduardo Velho.

É nesse clima que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reunirá hoje. Amanhã, os diretores decidirão se mantêm o ritmo de corte de juros de 0,25 ponto percentual da taxa básica (Selic), que está em 14% ao ano.

As perspectivas para o desempenho trimestral do Brasil também desabam com o fim do otimismo. Há um mês, os analistas apostavam que, no primeiro trimestre do ano que vem, a economia interromperia a queda, ficaria estável e voltaria a crescer no segundo trimestre. Atualmente, a expectativa é de uma queda de 0,52% nos três primeiros meses, com um crescimento bem mais lento em seguida.

A equipe econômica já reconheceu que o desempenho da economia ficará abaixo do esperado em 2017. Tanto que a estimativa oficial para o PIB do ano que vem foi reduzida de 1,6% para 1% na semana passada. Esse é o mesmo percentual que havia sido previsto pela equipe da ex-presidente Dilma Rousseff no início do ano.

Interlocutores da área econômica admitem que a demora do BC em reduzir as taxas de juros também contribuiu para a piora do cenário.

É consenso entre os economistas que, para tentar remediar a situação, o governo tem apenas uma arma que pode ser usada: a taxa de juros. No entanto, no BC, o discurso é que nada pode ser feito artificialmente, para não comprometer o controle inflacionário. Em 2012, a antiga diretoria levou a Selic para seu piso histórico, 7,25% ao ano, e a inflação explodiu, acelerada pela recomposição de tarifas bancárias, cuja alta foi represada pelo governo.

HERANÇA RUIM PARA O PRÓXIMO ANO
Para Gustavo Loyola, sócio da consultoria Tendências e ex-presidente do Banco Central, o PIB ainda deve apresentar uma queda de 0,6% no terceiro trimestre ante o segundo e, no quarto trimestre, crescer apenas 0,2%. Mesmo os economistas que estavam mais otimistas com o crescimento do PIB no ano que vem já admitem revisões para baixo. O Santander espera um crescimento de 2% para 2017, mas está esperando apenas a divulgação dos dados do terceiro trimestre para fazer as revisões.

— Estamos adiando o fim do ciclo recessivo. O crescimento esperado para o quarto trimestre talvez fique para o primeiro trimestre do ano que vem. Um recuo do PIB no quarto trimestre fará com que a taxa de carregamento, em vez de nula, seja negativa em 0,6 a 0,8 ponto percentual para 2017. Já vamos começar o ano com uma herança ruim — explicou Rodolfo Margato, economista do banco.

Para Thaís Marzola Zara, economista da Rosemberg Associados, essa demora na retomada é consequência de dois anos de economia fraca, com mercado de trabalho apontando para desemprego ainda em alta e grande capacidade ociosa das empresas, ou seja, não há motivo para consumo ou investimento. Patricia Krause, economista chefe da Coface para América Latina, lembra que, além da queda dos juros mais lenta, a perspectiva fiscal ainda é ruim.



— Esperamos uma melhora com a PEC dos gastos, mas ainda há uma instabilidade política que acaba frustrando as expectativas — avaliou.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 29/11/2016

COLUNA - ARI CUNHA
Publicado em 11/29/2016 as 01:37 PM

Autor:        ARI CUNHA - aricunha@dabr.com.br / Circe Cunha - circecunha.df@dabr.com.br

Numa democracia, em que o voto tem poder de fato, é comum observar que os candidatos que saem eleitos das urnas são exatamente aqueles que a população quis como representantes.

CLDF vive alheia em torno do próprio umbigo

Em eleições livres, a sociedade tem exatamente o poder de escolher os governantes que querem e almejam, sem pressões de qualquer tipo. Dito de outra forma, corruptos e malfeitores, eventualmente, alçados a representantes legais da população foram colocados nessa posição pelo do poder do voto popular livre e soberano.

Em 1811, o filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821) cunhou a frase que ainda hoje permanece válidapara entendermos um pouco sobre nosso sistema atual: “Cada povo tem o governo que merece”. Com base nessa constatação, é perfeitamente possível declarar que, os brasilienses têm os deputados distritais que livremente escolheram e, portanto, merecem. Mesmo aqueles que são constantemente vistos nas páginas de jornais reservadas a assuntos policiais e aos escândalos políticos, representam o eleitor.

De um lado e de outro das urnas, não existem inocentes. Formam, em nossa democracia, tanto no âmbito local quanto federal, uma espécie de corruptos de estimação dos eleitores, e seguem alojados no poder, anos após anos, sem serem incomodados, amealhando verdadeiras fortunas, sob o olhar de aprovação daqueles que franquearam, nas urnas, o caminho e as portas dos cofres públicos à sanha desses dilapidadores profissionais diplomados e com foro especial.

Nessa nova temporada de escândalos, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou, por duas vezes, os cinco distritais da Mesa Diretora por corrupção passiva, dentro dos desdobramentos da chamada Operação Drácon. Não bastassem as graves denúncias, surge agora a notícia de que a mesma presidente afastada da Casa teria, segundo gravações feitas com ex-senador Gim Argello, preso em Curitiba, recebido mesadas no valor de R$ 420 mil do Detran e participado de desvios de recursos de publicidade da própria CLDF.

Indiferentes não só ao vendaval da polícia que vasculha essas maracutaias, mas sobretudo à falência das finanças públicas do DF, as excelentíssimas autoridades encontraram tempo diante desse turbilhão de notícias para aumentar em 20% o orçamento da Câmara Legislativa para o ano que vem. Dizer o quê? Que os mandantes do assassinato da ética foram os eleitores?

A frase que foi pronunciada
“Por que sou um escorpião e esta é a minha natureza.”

Da fábula do escorpião e do sapo para o candidato e eleitor

Chegada
» Adib Abdouni, advogado criminalista e constitucionalista, desembarca hoje em Brasília para autografar o livro Operação Lava Lula, de sua autoria, na Livraria Cultura do Shopping CasaPark, às 19h30

A hora
» Indagado pelos colegas sobre a diferença de abordagem, Adib explica que chegou a ser filiado ao PCdoB, mas deixou o partido nas primeiras suspeitas de envolvimento do ex-presidente Lula com o esquema de corrupção na Petrobras que veio à luz com a Operação Lava-Jato.

De mudar
» São quase 600 páginas, nas quais o advogado reúne em linguagem acessível detalhes da explosiva delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, além de transcrever depoimentos prestados ao juiz Sérgio Moro e tecer comentários sobre todos os casos de encarceramento de presidentes e ex-presidentes do Brasil. Leitura obrigatória nas férias.

Release
» Hoje, o Ipea lançará publicação que consolida dados sobre ações de cooperação para o desenvolvimento internacional implementadas pelo governo federal. Em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o relatório Cooperação brasileira para o desenvolvimento internacional: 2011-2013 traz informações levantadas em 93 órgãos e instituições do governo federal que atuam em 159 países. “Essa pesquisa vai possibilitar ao governo brasileiro formular uma política de cooperação internacional que ainda não existe”, observou o editor da publicação, o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea João Brígido Bezerra Lima.

História de Brasília
Revoltante e lamentável o uso indevido de carros oficiais aos domingos. No Iate Clube, o recorde foi batido, numa demonstração de pouco caso para com a coisa pública, de falta de atenção para com o que não lhe pertence.
(Publicado em 19/9/1961)
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 29/11/2016

COLUNA - BRASÍLIA-DF
Publicado em 11/29/2016 as 01:36 PM

Autor:        Denise Rothenburg - deniserothenburg.df@dabr.com.br

Alguns senadores planejam aproveitar a proposta de emenda constitucional do teto de gastos para obter algum benefício do governo.

O toma lá dá cá no teto

Os três do Maranhão, por exemplo, Edison Lobão, João Alberto, ambos do PMDB, e Roberto Rocha, do PSB, fazem pressão pela substituição do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Gastão Vieira. O orçamento do fundo é da ordem de R$ 59 bilhões, a maioria comprometido com despesas obrigatórias.


O governo ainda não disse se cederá. Afinal, Gastão Vieira é ex-deputado, já foi do PMDB de José Sarney e hoje está numa legenda aliada ao Planalto. O pedido para substituí-lo foi feito há um mês e, como a troca não ocorreu, eles agora aproveitam para uma nova investida. O Planalto ainda não disse nem sim nem não. É o presidente Michel Temer no seu estilo de deixar estar para ver como é que fica a solução natural logo ali na frente.

O xis da tensão

O governo está realmente preocupado com as conversas que Marcelo Calero pode ter gravado, em especial se houver algo que comprometa o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o principal braço de Temer. Até agosto de 2015, ambos faziam a articulação política do governo Dilma. E, agora, fazem o mesmo trabalho com a obrigação de dar certo e tirar o país da crise econômica. Não é pouca coisa.

Maia no telhado...

Embora o governo acredite que há condições reais de fazer de Rodrigo Maia o presidente da Câmara para o próximo biênio, existe no Planalto quem já tenha ponderado ao presidente Michel Temer que a perspectiva de o caso parar no Supremo Tribunal Federal (STF) trará um desgaste desnecessário na base aliada, especialmente num ano em que o Executivo precisará de união para votar a reforma da Previdência.

...Mas com plano B

Se a escolha do futuro ministro da Secretaria de Governo demorar muito, é sinal de que o presidente Michel temer cogita guardar o cargo para abrigar Rodrigo Maia no fim de janeiro, quando o deputado deixará a Presidência da Câmara.

Por falar em Previdência…
O presidente Michel Temer também foi alertado sobre o perigo de mandar a reforma previdenciária esta semana, antes da manifestação de rua prevista para 4 de dezembro. É que, se o texto não agradar, pode engrossar o caldo dos protestos.

Fel
O monitoramento de redes sociais feito por especialistas em ferramentas de pesquisa indicam que a aprovação do governo, que já não anda lá essas coisas, caiu no período em que a crise envolvendo o hoje ex-ministro Geddel Vieira Lima entrou em cena. A aprovação nas redes era de 13,63% em 20 de novembro. No dia 27, estava em 11,08%. A reprovação, que era de 43,25%, subiu para 53,75% com o deslocamento expressivo do número de indecisos, ou seja, perfis que antes tinham comentários mais neutros a respeito do governo.

Serra no Planalto/ O presidente Michel Temer fará uma solenidade hoje à tarde para sancionar o projeto que flexibiliza a operação e novos investimentos na camada petrolífera do pré-sal, uma proposta do atual ministro de Relações Exteriores, José Serra (foto).

Enquanto isso, na Câmara.../ Deputados que sonhavam com a anistia estavam cabisbaixos ontem. Há um receio entre os líderes de que o fracasso da manobra respingue em algum projeto de interesse do governo.

Infiltrado?/ As redes de WhatsApp dos governistas foram bombardeadas com fotos de Marcelo Calero ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff e do prefeito Eduardo Paes, e também da líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ). Tudo para tentar espalhar que o objetivo do ex-ministro era desqualificar o governo.

Apelido/ Aliás, Marcelo Calero caiu na boca do mundo político. Aliados de Temer o chamavam ontem de “o novo Juruna”, o cacique indígena que virou deputado e, na década de 1980, andava de gravador em punho.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 29/11/2016

COLUNA - PAINEL
Publicado em 11/29/2016 as 01:36 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

Embora Michel Temer tenha abortado a anistia ao caixa dois, o Vem Pra Rua não vai tirar o tema da manifestação do dia 4.

Não passarão

“Independentemente da entrevista do presidente, manteremos o protesto contra a forma corrupta de se fazer política no Brasil”, diz Rogério Chequer. O grupo divulgará manifesto chamando às ruas “os brasileiros que ainda estão indignados”. “Quando governo e políticos agem apenas em interesse próprio, impedem o desenvolvimento do Brasil”, diz o texto.

Sentiu o golpe
Quem conhece Temer diz que, pela primeira vez desde que assumiu a Presidência, ele vê seu governo de fato vulnerável.

À la Ney Matogrosso
Um influente peemedebista fez o seguinte comentário: “Na política, o governo está derretendo. Na economia, não consegue abrir o paraquedas”.

Suspeito que sim
Gustavo Rocha, subsecretário de Assuntos Jurídicos da Presidência, desconfia ser um dos que tiveram conversas gravadas por Marcelo Calero.

O que disse
“Eu já havia dito que um eventual recurso seria de competência dele. Sugeri, então, que o enviasse para a AGU”, afirmou Rocha. “Desconheço se houve alguma interposição de recurso.”

Corujão
Varou a madrugada de segunda-feira (28) uma reunião com Michel Temer na casa de Renan Calheiros. Além dos dois, estavam no encontro o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o secretário-executivo Moreira Franco e os senadores Aécio Neves e Eunício Oliveira.

Bola pra frente
Foi consenso entre os convivas a avaliação de que o presidente precisa “virar a página Calero” e usar sua imagem para investir em pautas positivas. O encontro começou no domingo, após entrevista de Temer.

Espertinha
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Gleisi Hoffmann, incluiu na pauta de terça (29) a indicação de Calero à Autoridade Olímpica — o texto estava parado nos escaninhos há tempos.

Para tudo
O Planalto se apressou em mandar mensagem retirando a indicação.

Fica onde está
Jorge Picciani, presidente do PMDB no Rio, onde está o registro de Calero, diz não ver motivo para a expulsão: “Ele não feriu o código de ética do partido”.

Kamikaze
Apesar da entrevista de Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros, parte mais radical dos articuladores da anistia ao caixa dois ainda tenta forçar um afrouxamento da punição. A ideia é evitar o termo “anistia” na redação final e dizer que o pleito foi acatado.

Não usam black tie
Temer decidiu ir para a entrevista à imprensa no domingo (27) sem gravata. Maia teve de tirar a dele para não errar de novo no dress code — em jantar formal no Palácio da Alvorada, ele usou camisa pólo e os demais, paletó.

Me segura
O senador Eduardo Braga (PMDB) está revoltado com a mais recente controvérsia em seu Estado. “O dinheiro dos amazonenses foi aplicado em uma empresa no Rio, sem explicação nem garantia. Eu não sei por que o Estado fez isso.”

Tecla SAP
A Agência de Fomento do Amazonas aplicou R$ 20 milhões em cotas de um fundo de investimentos, o FIP Expert. A operação, considerada suspeita, entrou na mira da fiscalização local.

Melhor correr
Importante operadora do mercado vê uma “travessia complicada” para o governo em 2017 e recomenda pressa na reforma da Previdência. “Quanto mais rápido, mais distante fica das eleições presidenciais”, avalia a corretora.

Diz aí
O ministro Henrique Neves reverteu uma decisão anterior e determinou que o plenário do TSE defina se o prefeito eleito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), é ou não ficha-suja.

» com PAULO GAMA e THAIS ARBEX

tiroteio

"Não dá para exigir pacificação no país em que o presidente trabalha para que um ministro compre um apartamento de R$2,6 milhões."

DE RAIMUNDO BONFIM, coordenador da Central de Movimentos Populares, indicando reação de movimentos de esquerda ao caso Geddel Vieira Lima.

contraponto

Sem perder a ternura

Em março de 1990, durante sua segunda visita ao Brasil, Fidel Castro participou do programa “Roda Viva”, da TV Cultura. A entrevista foi gravada no Palácio do Horto Florestal, do governo paulista, onde estava hospedado.

Ao chegar para a gravação, o presidente da emissora à época, Roberto Muylaert, deparou-se com todas as câmeras no chão e desmontadas.

—        Não vamos mais fazer a entrevista. Os seguranças dele desmontaram tudo para ver se não estávamos escondendo armas — relatou, indignado, um funcionário.

—        Está louco? Quando teremos outra oportunidade como essa? Monte tudo e vamos à entrevista!
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 29/11/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 11/29/2016 as 01:36 PM

Autor:        FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

As investigações contra práticas desleais de comércio chinês cresceram no mercado de aço: no Brasil, há atualmente sete apurações em curso, todas iniciadas neste segundo semestre.

Crise na siderurgia acelera medidas contra China

Na segunda (28), outras duas medidas para punir essas práticas entraram em vigor —uma delas, provisória— levando a um total de nove produtos do setor vindos da China com sobretaxas.

O aumento de apurações no Brasil não é isolado, afirma Flávio Alves, diretor de siderurgia da Accenture.

“Há um movimento global de barreiras na indústria motivado pela capacidade ociosa e pela prática de preços mais baixos, em especial por parte da China, que detém 24% das vendas no mundo.” No mercado externo, o Brasil também tem sofrido sanções em países como Estados Unidos e México, destaca Benjamin Baptista Filho, presidente da Arcelor Mittal Brasil.

“No nosso caso, o maior risco são as investigações conduzidas hoje na Europa, que representa 20% das exportações de produtos planos.”

No Brasil, as investigações se aceleraram após a mudança no governo federal, avalia o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. “É uma reação tardia, mas bem-vinda.”

Apesar do efeito positivo, as sobretaxas não resolvem a crise do setor, diz Alves.

“É uma ação com efeito a curto prazo, mas que deve ser trabalhada com outras medidas, como o fomento à exportação, a revisão de impostos e a produtividade.”


Coop prevê aporte de R$ 100 mi em expansão no interior de SP

A Coop, cooperativa de consumo que possui 29 supermercados em São Paulo, vai ampliar sua presença no interior do Estado em 2017.

Serão ao menos duas novas lojas em Sorocaba e outra em Ribeirão Pires, além de quatro unidades reformadas, afirma Mareio Valle, diretor-presidente da cooperativa.

O investimento deverá girar em torno de R$ 100 milhões, um recorde em relação aos anos anteriores.

Neste ano, a previsão era um aporte de R$ 120 milhões, mas, devido ao atraso em obras, a estimativa é que o valor fique em R$ 90 milhões.

“Reduzimos custos em 2014 e agora colhemos os frutos. Por isso triplicamos os valores anuais de investimento que existiam até 2013”, diz Valle.

Só em dezembro deste ano, serão gastos R$ 17,5 milhões na renovação de duas lojas.

“Das nossas 29 unidades, revitalizamos sete. Vamos levar cinco anos para conseguir reformar todas as outras.”

R$ 1,98 BILHÃO foi a receita da Coop em 2015

1,7 MILHÃO é o número de cooperados

Valor... O TCU (Tribunal de Contas da União) premia nesta terça-feira (29) entidades públicas que recebem verbas do Governo Federal e as empregam bem, de acordo com padrões de governança.

...ao dinheiro Entre os vencedores estão o Banco Central,a Caixa Econômica, o Exército e o Ministério da Educação. O presidente Michel Temer é esperado para a cerimônia de premiação.

Natal redentor O emprego no varejo paulista caiu 2,6% em setembro, após dois meses de altas, segundo a FecomercioSP. A expectativa é que o fim de ano traga mais vagas temporárias que 2015.

A locomotiva... As exportações daqui para Cuba caíram 37% em 2016, mesmo com uma maior abertura comercial do país. As importações, que são menores, tiveram alta de 20%.

...da história O principal produto vendido é carne —por ano, são cerca de 77 mil toneladas de frango, na estimativa da ABPA (do setor).

ATRASO N0 CANTEIRO

Após uma tímida melhora em agosto, as condições do mercado imobiliário regrediram em setembro, segundo a Abrainc (do setor) e a Fipe.

A média geral, que vai de 0 a 10 e é baseada em 12 fatores, chegou a 2,2, pior nível da série iniciada em 2004.

Uma piora de 0,9 ponto no número de lançamentos na comparação com o mês anterior motivou o resultado. O único progresso foi na confiança, que subiu 0,6 ponto.

Em relação a setembro de 2015, houve melhora em cinco indicadores, mas piora de 1,3 pontos na média geral.

ESSA BARRA QUE É 2016

A indústria de aço revisou para baixo sua projeção para o consumo aparente do produto no país após as turbulências políticas vividas no último mês, diz o presidente da Arcelor Mittal Brasil, Benjamin Baptista Filho.

“Esperava-se que as medidas fiscais e reformas propostas pelo governo andariam mais rápido, mas, com o cenário atual, deverão caminhar mais lentamente.”

Em outubro, a perspectiva para 2017 era uma alta de 3,8% do consumo aparente de aço no país. O novo cálculo não foi revelado.

Os planos de expansão da empresa foram congelados.

“Neste setor, uma operação abaixo de 80% da capacidade não gera retorno suficiente para manter os investimentos, e estamos há tempos abaixo desse limiar.”

R$ 22,24 BILHÕES foi a receita líquida em 2015
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 29/11/2016

ANTAQ REALIZARÁ LEILÃO DE ÁREAS DE SANTARÉM NO DIA 23 DE MARÇO
Publicado em 11/29/2016 as 01:35 PM


Agência realizará leilão de duas áreas do Porto de Santarém

A ANTAQ realizará em 23 de março de 2017, na BM&F BOVESPA, em São Paulo, os leilões (07 e 08/2016) para arrendamento de duas áreas (STM 04 e STM 05) e infraestruturas públicas para movimentação e armazenagem de granéis líquidos, localizadas dentro do Porto Organizado de Santarém, no Pará. Os avisos de licitação podem ser conferidos no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

Os editais e seus anexos poderão ser obtidos a partir do dia 29 de novembro nos endereços eletrônicos da ANTAQ (www.antaq.gov.br) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil – MTPAC (www.transportes.gov.br), ou na sede da Agência em Brasília/DF, no SEPN Quadra 514, Conjunto "E", Edifício ANTAQ, na Asa Norte. Os requisitos e demais condições de participação estão definidos no editais dos leilões e seus anexos.

Para as áreas STM 04 e STM 05, os investimentos somam R$ 29,9 milhões e vão beneficiar a ampliação dos tanques de armazenamento (de gasolina, diesel e etanol) e atendimento a requisitos, entre eles o de segurança e o de prestação de serviço adequado. O leilão vai proporcionar a geração de 162 empregos diretos e 879 indiretos. Os terminais são de extrema relevância para a distribuição de combustíveis para a região norte do País.

O diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que “os avisos de licitação publicados no final de novembro e o leilão acontecendo apenas em março contribuirá para que os investidores analisem detalhadamente os editais e seus anexos, seguindo um padrão de, no mínimo 100 dias, que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) sugeriu. Esse padrão trará transparência e segurança jurídica para o setor privado e para os leilões, que são fundamentais para o desenvolvimento do setor portuário e para a logística nacional”.

A seguir, algumas informações sobre os arrendamentos:
STM 04
Prazo: 25 anos
Valor do contrato: R$ 82,38 milhões
Investimentos: R$ 18,9 milhões
Área: 28.827 m²
Demanda de carga média: 59,1 mil t/ano
Tanques: 8
STM 05
Prazo: 25 anos
Valor do contrato: R$ 199,41 milhões
Investimentos: R$ 11,0 milhões
Área: 35.097 m²
Demanda de carga média: 143,0 mil t/ano
Tanques: 8
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 28/11/2016

LIBERADAS OBRAS DA 101 EM ALAGOAS
Publicado em 11/29/2016 as 01:35 PM

Escrito por Editor Portogente

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a liminar que paralisava parte das obras de duplicação da BR 101 em Alagoas. Trata-se da principal obra do Governo Federal no estado, e os segmentos liberados eram os dois últimos que estavam paralisados por força de uma decisão judicial.

As obras estavam paradas desde 2013 e, em junho desse ano, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realizou a licitação. Porém, o processo foi judicializado por uma empresa que não foi declarada vencedora no certame e o contrato não pôde ser assinado.

Com a decisão do STJ, o DNIT já pode dar continuidade ao processo de contratação da empresa que vai duplicar a rodovia nos lotes 4 e 5, trechos que ligam as cidades de Rio Largo a São Miguel dos Campos, e esta a Teotônio Vilela.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/11/2016

PARANAGUÁ BATE RECORDE NO CARREGAMENTO DE AÇÚCAR
Publicado em 11/29/2016 as 01:35 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

O Porto de Paranaguá bateu o recorde de embarque de açúcar no berço 204, operado pela Pasa, em um único navio. Foram carregadas 54,5 mil toneladas no navio de bandeira grega Union Mariner, que tem como destino o porto de Cingapura. O volume é 6% superior ao patamar carregado com açúcar anteriormente no berço.

O carregamento também bateu um recorde de produtividade do berço ao embarcar 40 mil toneladas do produto em um intervalo de 24 horas, operando a mais de 1,5 mil toneladas por hora. No total, o navio demorou 35 horas para ser carregado.

Além disso, o Union Mariner é o maior navio que já atracou no berço 204 para embarcar açúcar, com 229 metros. Para se ter uma ideia, a última vez que esta embarcação passou por Paranaguá carregou grãos de soja no Corredor de Exportação, em um tipo de operação em que os volumes movimentados são maiores do que no carregamento de açúcar.

A operação, com este volume e nesta velocidade, só é viável atualmente por causa do pacote de investimentos realizados no Porto de Paranaguá visando ganhos em eficiência. “Só conseguimos isso por conta da reforma do cais e das dragagens de manutenção, que dão segurança para que navios cada vez maiores atraquem em Paranaguá”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

Foram investidos R$ 156,9 milhões na última campanha de dragagem de manutenção e a reforma do cais e dos seus berços foi realizada com um aporte de R$ 90 milhões.

Crescimento
Neste ano, o Porto de Paranaguá registra um crescimento na movimentação de açúcar. São 15% de aumento em relação ao ano passado. De janeiro a outubro deste ano, foram exportados 3,56 milhões de toneladas, 475 mil toneladas a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 3,09 milhões de toneladas.

O Porto de Paranaguá é o segundo no Brasil no ranking de movimentação de açúcar, com média de 4,5 milhões de toneladas embarcadas por ano.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/11/2016

GLOBALIZAÇÃO CHEGOU A PONTO DE FADIGA
Publicado em 11/29/2016 as 01:35 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação - Categoria: Comércio

Uma vez que o câmbio não é uma variável controlável, só resta ao Brasil se concentrar na variável custo para elevar o comércio exterior, alçado a força-motriz de sua recuperação econômica. O custo Brasil ainda é muito elevado, encarecendo as exportações brasileiras entre 30 e 35%. Para ser competitivo, o país precisa de reformas tributária, trabalhista, previdenciária e de elevar os investimentos em infraestrutura, principalmente na área portuária; sobretudo no atual momento, em que as importações vêm crescendo o dobro das importações.

A afirmação é do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, durante a abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016), no dia 23 último, no Rio de Janeiro. Ele acrescentou que o Brasil exporta 40% de manufaturados e 60% de produtos primários, precisando “rezar” para que a China continue comprando nossas commodities, principalmente agora que o Brexit e a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos devem reduzir o avanço do comércio mundial. "Qualquer mudança depende de nós mesmos, sendo necessário um melhor entrosamento entre os setores privado e governamental para que tenhamos um mundo melhor, sem depender da taxa de câmbio para exportar, sobretudo manufaturados, e crescer", destacou Castro.

Também participaram da solenidade de abertura o ministro interino do MDIC, Marcos Jorge de Lima; os embaixadores do Brasil Sergio Amaral, nos Estados Unidos, e Marcos Caramuru, na China; o vice-presidente da Firjan, Carlos Mariani Bittencourt; o presidente da CNA, Antônio Mello Alvarenga; e os ex-ministros Ernane Galvêas e João Paulo dos Reis Velloso.

Bittencourt disse que o Brasil é a nona economia mundial, mas apenas o 27º exportador, ressaltando que a Firjan prioriza o comércio exterior e reconhece o esforço que o Governo vem fazendo em prol da desburocratização do setor, mas lamenta que os ganhos obtidos nessa área estejam sendo anulados por dificuldades no desembaraço aduaneiro. "O comércio exterior não pode ser uma válvula de escape para a queda da demanda no mercado interno. Precisa ser uma política de Estado", afirmou.

Fadiga
Durante o segundo painel do dia "Estados Unidos e China: Mercados Especiais, Atenção Prioritária", o embaixador Sergio Amaral disse que a globalização chegou a um ponto de fadiga, tendo deixado de promover as compensações esperadas em termos de renda e emprego para as populações, o que explica em parte movimentos de isolamento e protecionismo, com o Brexit e a eleição de Donald Trump.

Para Amaral, ainda não é possível prever o que acontecerá no Governo Trump, e se as relações entre EUA e China serão conflituosas. "Ainda há uma incógnita sobre como será o Governo Trump. Os analistas políticos no momento viraram meros adivinhos. Trump terá de acender uma vela a Deus e outra ao Diabo.”

Sobre a relação norte-americana com o Brasil, Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Direx/Fiesp) e também da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acredita que o Brasil pode ser afetado apenas indiretamente pela eleição de Donald Trump. “A retórica protecionista americana poderá limitar o crescimento do comércio global, mas não deverá haver nenhuma ação específica contra o Brasil ou mesmo contra a Argentina, ao contrário do México. Para os EUA, o Brasil é ‘non issue’ (uma ‘não questão’, ou seja, não representa um problema). Além disso, os EUA têm superávit com o Brasil, e, em termos de manufaturas, o comércio entre os dois países se dá ‘intracompany’ (entre filiais e matrizes de uma empresa)”, destaca.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/11/2016

SISTEMA DE APROXIMAÇÃO DE PRECISÃO NO AEROPORTO DE BELO HORIZONTE
Publicado em 11/29/2016 as 01:34 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

Entrou em operação no Aeroporto de Belo Horizonte/Carlos Prates (MG) o Sistema Indicador de Rampa de Aproximação de Precisão (Papi). A homologação, pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, foi publicada em 17 de novembro último. Esse sistema de auxílio visual à navegação aérea é constituído por quatro aparelhos de iluminação, com focos calibrados, instalados ao lado esquerdo da cabeceira 09 da pista de pouso e decolagem. O objetivo é informar aos pilotos sobre a altitude ideal da aeronave na fase de aproximação para pouso.

Além disso, o funcionamento desses equipamentos reforça o nível de segurança às operações. Em cada uma das quatro caixas que integram o Papi há um sistema óptico de luzes que alternam entre o branco e o vermelho. De acordo com o ângulo de aproximação do avião, as luzes podem variar. Se estão acesas as quatro vermelhas, o avião está muito abaixo do percurso de aproximação (ângulo de descida baixo); se há três vermelhas e uma branca, o avião ainda está abaixo do percurso de aproximação. No caso de duas vermelhas e duas brancas, o avião está no percurso de aproximação correto (ângulo de descida ideal); uma vermelha e três brancas, o avião está acima do percurso de aproximação (ângulo de descida alto). Agora, quando as quatro brancas estão acesas, o avião está bastante acima do percurso de aproximação (ângulo de descida alto), no chamado sistema quatro luzes.

O Aeroporto de Carlos Prates é voltado apenas para aviação geral e conta com um elevado número de operações realizadas por alunos de escolas de aviação. Em média, são registrados 1.449 movimentos de pouso e decolagens de voos de instrução por mês.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/11/2016

EUFORIA X REALIDADE
Publicado em 11/29/2016 as 01:34 PM

Escrito por Redação Portogente

Fernando Pinho é economista e consultor financeiro da Prospering Consultoria

É indiscutível o fato de que houve uma melhora significativa no ânimo de empresários e consumidores, no tocante às recentes medidas tomadas pelo Governo Federal, objetivando ressuscitar a Economia.

A aprovação da PEC 241, a diminuição do preço da gasolina (apesar de ainda não ter chegado ao bolso do consumidor), a notícia de que o montante a ser arrecadado com multas no processo de regularização de ativos no exterior vai garantir o cumprimento da meta fiscal, a diminuição da Taxa SELIC e dos diversos índices inflacionários ajudaram a trazer alento.

Porém, isso é muito pouco para ajudar a voltar a aquecer a Economia, que está padecendo de um recorde absoluto em termos de: desemprego, infelicidade, inadimplência, cancelamento de planos empresariais, falências, recuperações judiciais e decréscimo permanente das receitas tributárias.

Sabe-se que o ajuste deverá ser gradual porém persistente, e, nesse aspecto, o cidadão tem em mãos uma oportunidade única de exercer pressão implacável sobre os políticos, para que votem as medidas necessárias à solução desses terríveis problemas. Pois, a equipe econômica nada poderá fazer, sem a ajuda do Congresso e do Senado.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/11/2016

QUEM PAGA A CONTA DAS EMISSÕES?
Publicado em 11/29/2016 as 01:34 PM

Escrito por José Luiz Tejon Megido

José Luiz Tejon Megido é conselheiro fscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e do Núcleo de Agronegócio da ESPM

O ministro Blairo Maggi colocou água na Conferência do Clima da ONU afirmando que o setor da agricultura não vai conseguir cumprir as metas da redução de emissão de gases do efeito estufa, pois não teremos dinheiro para isso.

Eu diria, até que enfim uma voz corajosa no Brasil diz o que o setor agropecuário não teve coragem para dizer. Afinal, quem vai pagar a conta das promessas do governo anterior com relação ao meio ambiente, não pode ser apenas a agricultura.

Isso não significa que o Brasil não deva ter as metas objetivadas e cumpridas. O que não pode é imaginar que isso seja feito exclusivamente nas costas dos produtores rurais.

E volto a explicar, quando escutamos a palavra agronegócio, não estamos falando apenas da agricultura e da pecuária, o dentro da porteira produtiva. Quando falamos em agronegócio, estamos traduzindo o agribusiness, estudo iniciado em Harvard nos EUA, que significa as cadeias produtivas. Então, simplificando: supermercado é agronegócio, alimento industrializado é agronegócio, caminhão que transporta é agronegócio, posto de etanol é agronegócio, restaurante, sementes, tratores, vacinas, bancos, roupas, bolsas, cosméticos, tudo é agronegócio.

E, nos estudos feitos sobre o impacto na sustentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva, a fazenda e o produtor rural significam apenas cerca de 20% no montante. Os demais 80% são representados desde as minas para extração de minerais, transporte, agroindústria, varejo, o que inclui o desperdício do consumidor, nas casas, feiras e fast foods.

Portanto, voltando ao início da discussão, o Ministro Blairo Maggi está correto em seu argumento. Ele disse, "reduzir emissões não é obrigação da agricultura, não queiram pendurar essa conta no setor agrícola sozinho".

Eu apenas consideraria que também é dever da agricultura, mas inimaginável pendurar essa conta apenas nas costas dos produtores rurais. Blairo Maggi nessa tem toda razão.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/11/2016

PORTO DE SANTOS ORGANIZA NOVO SIMULADO NAS PROXIMIDADES DA PONTA DA PRAIA
Publicado em 11/29/2016 as 01:32 PM

Em exercício, incêndio atingiu esteiras transportadoras de grãos que operam na região
DE A TRIBUNA ON-LINE 29/11/2016 - 09:45 - Atualizado em 29/11/2016 - 10:34

Simulado acontece em esteira transportadora de grãos que operam na região (Foto: Carlos Nogueira)


Um novo simulado de incêndio acontece na manhã desta terça-feira (29), no Porto de Santos. Desta vez, o exercício, que servirá para preparar e treinar as equipes do Porto para situações de emergência, acontece no Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Caramuru, no Corredor de Exportação, que fica na Ponta da Praia.  



Por volta de 9h30, um incêndio em uma das esteiras das transportadoras de grãos que operam na região foi relatado por um trabalhador portuário. O equipamento fica a uma altura de 40 metros. A escolha por simular um acidente neste local ocorreu porque, em mais de um episódio, esse tipo de esteira, feito de borracha, foi o local onde começaram incêndios que afetaram terminais graneleiros agrícolas na região nos últimos anos.

No exercício, funcionário sofreu mal súbito enquanto descia da esteira (Foto: Carlos Nogueira)


Na sequência, a Guarda Portuária foi acionada e uma equipe de socorro removeu do local um trabalhador, interpretado por um boneco, que sofreu um mal súbito. Na simulação, a vítima teria passado mal enquanto descia da esteira. Um posto de primeiros socorros foi montado no local e, às 9h45, o terminal começou a ser evacuado.

Ainda na primeira etapa do exercício, chegaram ao terminal dois caminhões de apoio ao combate de incêndio. Um deles é da Libra Terminais e outro da Archer Daniels Midland (ADM).

Na continuação do exercício, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o local do acidente, para dar continuidade ao combate às chamas e resgatar uma segunda vítima que, no exercício, passou mal após ficar preso em um túnel, em um espaço confinado.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 28/11/2016

PORTO DE SANTOS TERÁ NOVO SIMULADO DE INCÊNDIO NESTA TERÇA-FEIRA
Publicado em 11/29/2016 as 01:31 PM

Ação será no Corredor de Exportação da Caramuru, na Ponta da Praia, a partir das 9 horas
DA REDAÇÃO 28/11/2016 - 20:05 - Atualizado em 28/11/2016 - 20:08

O Porto de Santos será o cenário de mais um simulado de incêndio na manhã desta terça-feira (29). Desta vez, o exercício vai acontecer no Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Caramuru, no Corredor de Exportação, que fica na Ponta da Praia.

A iniciativa surgiu através do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Porto de Santos, coordenado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e que reúne terminais, as prefeituras da região, o Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais. Ele é acionado para o atendimento conjunto a ocorrências de emergência no complexo marítimo  e em áreas adjacentes que possam causar danos a pessoas, ao patrimônio e meio ambiente.

De acordo com a organização do simulado, por volta das 9 horas, um trabalhador portuário será o responsável pelo início do exercício, relatando um incêndio em uma das esteiras transportadoras de grãos que operam na região. O equipamento fica a uma altura de 40 metros. Em mais de um episódio, esse tipo de esteira, feito de borracha, foi o local onde começaram incêndios que afetaram terminais graneleiros agrícolas na região nos últimos anos.

Em seguida, o trabalhador, que será interpretado  por um boneco, terá um mal súbito e precisará ser removido pelas equipes de resgate. O exercício também vai simular a evacuação da instalação portuária e ainda de terminais vizinhos.

Além das instalações de grãos, a região da Ponta da Praia conta com terminais especializados na movimentação de contêineres e carga geral – o T-33, T-35 e T-37 do Grupo Libra. Além disso, fica ao lado de um bairro residencial, com grande trânsito de moradores.

O simulado vai contar com os  equipamentos que serão usados no caso de um novo incêndio durante operações no cais santista. O exercício servirá para preparar e treinar as equipes do Porto para as situações de emergência.

Simulado no dia 13 de setembro foi considerado o maior da história do Porto de Santos. Foto: Carlos Nogueira



Há dois meses, um treinamento deste tipo aconteceu no pátio do Terminal de Contêineres (Tecon), na Margem Esquerda do complexo, em Guarujá. No episódio, foi simulado  um vazamento de produto tóxico com princípio de incêndio em contêineres, seguido de explosão.

Equipes do Corpo de Bombeiros de três cidades da região, da Codesp, de órgãos ambientais e da própria instalação, administrada pela Santos Brasil, participaram do exercício, que também contou com o apoio da embarcação de combate a incêndio Governador Fleury. A ação contou com o envolvimento de 20 órgãos.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 28/11/2016

MAERSK PREVÊ RECUPERAÇÃO, COM UM FINAL DE ANO ‘LEVEMENTE MELHOR’
Publicado em 11/29/2016 as 01:30 PM

O otimismo é motivado pela “discreta” retomada na confiança de empresários e consumidores
DA REDAÇÃO 28/11/2016 - 13:46 - Atualizado em 28/11/2016 - 14:11

A companhia registra uma melhora nos embarques

(Foto: Carlos Nogueira)



Com boas perspectivas em relação às importações de produtos a serem comercializados no Natal, a armadora Maersk Line espera para este fim de ano um movimento levemente melhor do que nos anos anteriores. O otimismo é motivado pela “discreta” retomada na confiança de empresários e consumidores.

“Estamos finalmente vislumbrando um Natal levemente melhor, mas precisamos lembrar que as bases de comparação são bastante baixas, uma vez que passamos por cinco anos sucessivos de queda nos volumes”, destacou o diretor superintendente da armadora para o cluster da Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez.

Segundo o diretor de Trade e Marketing da Maersk Line na Costa Leste da América do Sul, João Momesso, a indústria vem tentando retomar os estoques que estavam baixos, diante da queda verificada nas importações nos últimos meses.

“Se você olhar por números absolutos, a gente estava em um patamar que caiu bastante, continuou caindo e agora parou de cair. Eu diria que é a análise mais realista. Se perguntar porque parou de cair, acho que é por conta da mistura de alguns fatores. Um é a expectativa, a confiança na economia que hoje, comparada com seis ou três meses atrás, é mais positiva. Outro fator que é realmente ligado com o que acontece nos mercados está principalmente no fim do primeiro trimestre, quando os importadores pararam de trazer as importações”, explicou João Momesso.

A companhia também registra uma melhora nos embarques. No terceiro trimestre, as exportações foram impulsionadas principalmente pela forte demanda asiática por produtos refrigerados, que tiveram uma alta de 28,4%. Em contrapartida, houve uma queda de 8% nas remessas para a Europa e de 7,4% para o Oriente Médio – mas um pequeno crescimento de 4,5% para a África.

“A história mais interessante que a gente tem para contar é a da carga refrigerada – carne, principalmente. Alguns mercados, nós estamos monitorando, como os Estados Unidos. Mas um dado concreto é a China. A gente viu volumes de exportação de carga refrigerada crescendo entre 10% e 15% crescendo neste ano em relação ao ano anterior”, destacou Momesso.

Para consolidar sua posição global no transporte de produtos refrigerados, a Maersk Line anunciou, em outubro, a compra de mais 14,8 mil contêineres refrigerados, após um investimento em outras 30 mil novas unidades em 2015 e 6 mil no início deste ano.

Próximo ano

A Maersk Line prevê um crescimento de apenas 1% no próximo ano. Em termos de comércio global, a companhia acredita que a demanda mundial por transporte de contêineres crescerá entre 1% e 2% em 2016.

“O Brasil está em transição pela segunda vez este ano, com as importações caindo menos e as exportações desacelerando, o que coloca o país em uma provável rota para reverter a tendência do segundo trimestre, quando as exportações ultrapassaram as importações e o Brasil tornou-se um exportador líquido em volume de contêineres. Tudo isso destaca como é crítica a necessidade de que o Brasil abra suas fronteiras, levante as restrições ao comércio, avance com as concessões, reduza a burocracia e estabeleça novos acordos bilaterais com países e blocos comerciais como o Reino Unido e a União Europeia”, diz o diretor superintendente, Antonio Dominguez.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 28/11/2016

PORTO REGISTRA ALTA DE 5% EM IMPORTAÇÕES NO MÊS DE OUTUBRO
Publicado em 11/29/2016 as 01:29 PM

O aumento atingiu 3 milhões de toneladas, mas o número anual apresenta queda
DA REDAÇÃO 28/11/2016 - 13:22 - Atualizado em 28/11/2016 - 13:44

As importações voltaram a crescer no Porto de Santos. Em outubro, o aumento deste tipo de operação foi de 5% e atingiu 3 milhões de toneladas. Mas no acumulado dos dez primeiros meses do ano, a marca chegou a 26,5 milhões de toneladas, um decréscimo de 4%. As exportações, que são o carro-chefe do cais santista, caíram 27,4%, chegando a 6,1 milhões de toneladas no mês passado. Neste ano, os embarques somaram 71.1 milhões de toneladas, uma queda de 1,6%.

Os dados fazem parte do levantamento mensal da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos. Em outubro, o cais santista alcançou a marca de 9,1 milhões de toneladas operadas. No acumulado do ano, são 97,67 milhões de toneladas, o que motivou a elevação da previsão de fechamento de 2016 para 114.1 milhões de toneladas.

As operações com contêineres mantiveram a tendência de queda com redução de 8% em outubro

(Foto: Carlos Nogueira)



Entre as cargas de destaque, está o trigo, que registrou uma alta de 403,3% em seus desembarques, totalizando 90,2 mil toneladas em outubro. As importações de adubo também registraram elevação, de 23,5%, e atingiram a marca de 377,9 mil toneladas.

Já entre as exportações, o complexo soja, que inclui grãos e farelos, registrou uma queda de 44% em outubro, com os embarques de 269,6 mil toneladas. Já o milho sofreu uma redução ainda maior, de 72,8% e somou 756 mil toneladas exportadas.

As operações com contêineres também mantiveram a tendência de queda, chegando a outubro com redução de 8% no mês e registrando 308,8 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No acumulado, foram 2,9 milhões de TEU, 7% a menos.

Balança comercial

Nos dados apurados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as cargas movimentadas por Santos tanto na importação como na exportação tiveram aumento na participação sobre o total nacional, chegando a 29%. O valor das cargas operadas na região atingiram US$ 77,5 bilhões.

EDITAIS DE LICITAÇÃO DE TERMINAIS DO PARÁ SAEM NESSA SEGUNDA-FEIRA (28)
Publicado em 11/29/2016 as 01:29 PM

Os terminais STM04 e STM05 contam na primeira etapa do programa de parcerias e investimentos
DA REDAÇÃO 28/11/2016 - 15:06 - Atualizado em 28/11/2016 - 15:18

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicará, na próxima segunda-feira, os editais de licitação de terminais portuários em Santarém, no Pará, informou o diretor-geral do órgão,  Adalberto Tokarski.

Os terminais STM04 e STM05 movimentam e armazenam granéis líquidos de combustíveis. E constam da primeira etapa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal.

Segundo Tokarski, a expectativa da Antaq é que o edital do terceiro projeto da leva, o terminal de trigo do Rio de Janeiro, deixe o Tribunal de Contas da União já na próxima semana, o que possibilitaria sua publicação ainda neste ano

Para o diretor-geral, os três leilões acima devem sair entre o primeiro e o segundo trimestres do próximo ano
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 28/11/2016

CURTA – ANTAQ - LICITAÇÃO.
Publicado em 11/29/2016 as 01:28 PM

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizará em 23 de março do próximo ano, na bm&f Bovespa, em São Paulo, os leilões para arrendamento de dois terminais de granáis líquidos do Porto de Santarém, no Pará.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 29/11/2016

PORTO - PORTO DE SANTOS ORGANIZA SIMULADO
Publicado em 11/29/2016 as 01:27 PM

Exercício acontecerá nesta manhã no Terminal XXXIX, nas proximidades da Ponta da Praia
DA REDAÇÃO

O Porto de Santos será o cenário de mais um simulado de incêndio na manhã de hoje. Desta vez, o exercício vai acontecer no Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Cara-muru, no Corredor de Exportação, que fica na Ponta da Praia.

A iniciativa surgiu através do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Porto de Santos, coordenado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) c que reúne terminais, as prefeituras da região, o Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais. Ele c acionado para o atendimento conjunto a ocorrências de emergência no complexo marítimo e em áreas adjacentes que possam causar danos a pessoas, ao patrimônio e meio ambiente.

De acordo com a organização do simulado, por volta das 9 horas, um trabalhador portuário será o responsável pelo início do exercício, relatando um incêndio em uma das esteiras transportadoras de grãos que operam na região. O equipamento fica a uma altura de 40 metros. Em mais de um episódio, esse tipo de esteira, feito de borracha, foi o local onde começaram incêndios que afetaram terminais graneleiros agrícolas na região nos últimos anos.

Em seguida, o trabalhador, que será interpretado por um boneco, terá um mal súbito e precisará ser removido pelas equipes de resgate. O exercício também vai simular a evacuação da instalação portuária e ainda de terminais vizinhos.

Além das instalações de grãos, a região da Ponta da Praia conta com terminais especializados na movimentação de contêineres e carga geral - o T-33, T-35 e T-37 do Grupo libra. Além disso, fica ao lado de um bairro residencial, com grande trânsito de moradores.

O simulado vai contar com os equipamentos que serão usados no caso de um novo incêndio durante operações no cais santista. O exercício servirá para preparar e treinar as equipes do Porto para as situações de emergência.

RISCOS
Há dois meses, um treinamento deste tipo aconteceu no pátio do Terminal de Contêineres (Tccon), na Margem Esquerda do complexo, em Guarujá. No episódio, foi simulado um vazamento de produto tóxico com princípio de incêndio em contêineres, seguido de explosão.

Equipes do Corpo de Bombeiros de três cidades da região, da Codesp, de órgãos ambientais e da própria instalação, administrada pela Santos Brasil, participaram do exercício, que também contou com o apoio da embarcação de combate a incêndio Governador FJeury. A ação contou com o envolvimento de 20 órgãos.

Mapeamento
Afim de aprimorar o mapeamento de riscos das operações do Porto de Santos, a coordenação do Plano de Auxilio Mútuo(PAM)dividiu, no semestre passado, o complexo marítimo em sete áreas. Em cada uma delas, foi feita uma análise de risco conforme as cargas operadas.

Para este trabalho, foram nomeados 13 coordenadores, todos funcionários de terminais locais. Cada área mapeada tem um representante e outros seis em funções administrativas.

Eles são responsáveis por informarão PAM quais os recursos humanos, equipamentos e treinamentos necessários em cada região para melhorar sua segurança.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 29/11/2016CURTA – ANTAQ - LICITAÇÃO.

PORTO - A ATUAÇÃO DO TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO NO CAIS
Publicado em 11/29/2016 as 01:27 PM

Atuar na operação de carga e descarga de mercadorias para empresas portuárias, mas sem vínculo empregatício.

Essa é a atividade do trabalhador portuário avulso (TPA), que pode ter várias funções. Essas atividades são intermediados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) e acontecem em terminais do complexo portuário.

O TPA que atua a bordo de navios, na operação de embarque e desembarque de mercadorias, é chamado de estivador. Também há o conferente, que registra as movimentações e coordena o carregamento e a descarga- o consertador, que arruma danos em estrados e sacos; os trabalhadores do bloco, que também atuam nas operações de carga; além do vigia, do arrumador e do pessoal de capatazia, que realiza as tarefas no cais e nos pátios dos terminais.

No caso dos estivadores, as cargas são movimentadas por esses profissionais deforma braçal ou com a utilização de guinchos (guindastes), tratores, empilhadeiras ou sistemas automatizados. Eles atuam cm escalas com rodízio, divididos em quatro turnos (manhã, tarde, noite e madrugada), elaborados conforme as requisições apresentadas pelos operadores portuários ou tomadores de serviço.

Já o manuseio da carga no cais fica sob a responsabilidade dos trabalhadores de capatazia. Eles ainda dirigem veículos no transporte interno da carga e operam os aparelhos movimentadores, como empilhadeiras, transtêineres (pórticos que operam contêineres entre o pátio e o costado), portêineres (aparelhos que movimentam a carga entre o navio e o cais), guindastes sobre rodas e shiploaders (equipamentos que carregam as embarcações).

Os serviços são requisitados pelos operadores, que solicitam ao Ogmo a quantidade de profissionais necessária para atender sua demanda. Os TPAs são selecionados e encaminhados para os terminais. A distribuição dos trabalhos ocorre nos postos de escalaçâo.

Para se tomar um TPA, é necessário ter uma vaga no Ogmo. Quando há alguma disponível, ela é anunciada pela entidade. Os interessados devem realizar uma previa habilitação profissional. Uma vez o processo concluído, o trabalhador obterá sua inscrição no órgão.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 29/11/2016

PORTOS - SEM APORTE IDEAL, CEARÁ PASSA A DEPENDER DE 4 AÇUDES EM 2017
Publicado em 11/28/2016 as 04:12 PM

Autor:        Lêda Gonçalves - Repórter

Para garantir água para RMF e Jaguaribe, o Canal passou a operar em sentido revertido Capital/Sertão

As perspectivas para 2017 em relação às chuvas ainda são de incertezas. Por enquanto, o cenário é bem ruim. O Ceará vai chegar a janeiro do próximo ano com menos de 6% das reservas nos 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), isso representa pouco mais de 500 milhões de metros cúbicos de água, dos 18,6 bilhões m3 da capacidade total.

E o pior, se não chover pelo menos na média histórica para março/abril, cerca de 200 mm/mês, o Estado passa a contar somente com quatro grandes reservatórios para a sobrevivência humana, animal e agricultura. São eles, o Orós, que já garante o Castanhão desde setembro passado, para Fortaleza e Região Metropolitana (RMF); Araras, para a região Norte; o Pedra Branca, Crateús, Quixadá, Quixeramobim; e o Arneiroz 2, para a região dos Inhamuns. A análise é do presidente da Cogerh, João Lúcio Farias.

Entre as ações emergenciais para assegurar o abastecimento para comunidades da RMF e Baixo Jaguaribe, informa ele, a Companhia já reverteu o sentido das águas do Canal do Trabalhador que passou a operar destino Capital/Sertão. "Ele foi construído em 1993 para garantir Fortaleza. Agora, com o Rio Jaguaribe praticamente seco, as populações por onde o canal passa só dependem dele agora para viver. São pelo menos 20 mil pessoas que precisam diretamente dessa água", afirma.

Segundo explica, o Rio Jaguaribe tem 160Km de extensão e atualmente a água só pereniza 100Km, chegando até Russas. "Foi preciso tomar essa decisão em benefício das famílias que moram dali até Pacajus. "Então, a água sai próxima de Fortaleza em direção ao sertão", informa.

Rotina

A dona de casa Sergiana Falcão, o agricultor Francisco Barros e o pescador Manuel Rodrigues de Lima sabem bem o que é isso. "Ando meia hora para buscar água no canal. Se não fosse ele, acho que a gente já teria morrido. Não falo nem no gado, esse coitado, todo dia morre um e não podemos fazer nada e isso doi muito", lamenta ela, moradora da comunidade Brito, município de Chorozinho.

Francisco Barros, da comunidade Cedro, critica a falta de desejo político para levar água do canal para a sua localidade. "São apenas três quilômetros. Estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe da água. E era só pouca coisa de tubulação para diminuir nosso sofrimento de todo dia andar a pé ou de carroça em busca da água. Tem gente comprando", desabafa.

Comportas

O pescador Manuel Rodrigues de Lima mora do distrito Antônio Laurino, conhecida como Beco do Sinal, em Cascavel. Para levar comida para casa e alimentar seus quatro filhos e esposa, ele percorre diariamente o canal e nas tentativas de jogar a tarrafa, conseguir o peixe tão necessário. "A água do canal baixou nos últimos tempos e nosso medo é que eles fechem as comportas. Se isso acontecer, ou vamos morrer ou arrumar dinheiro para comprar", lastima.

A possibilidade é descartada pelo presidente da Cogerh. Segundo ele, tudo está sendo feito em termos de gerenciamento hídrico para o Estado enfrentar 2017 num pior cenário. Entre as estratégias, o racionamento de água para Fortaleza, para fim de janeiro e início de fevereiro já é fato quase concreto.

Outra medida, essa também de maior impacto e que pode gerar críticas, é reduzir ainda mais o suprimento liberado destinado à agricultura, hoje em apenas 30%. "Além disso, investimos aquíferos subterrâneos, como o Campos de Dunas, entre Paracuru e Pecém; na Serra Grande, na Ibiapaba, com essa água sendo injetada na rede da Cagece ou dos sistemas municipais, os SAS. Somamos mais de duas mil ações, entre poços, instalação de dessensibilizadores e chafarizes", ressalta.

Na avaliação do professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Phd em Mudanças Climáticas Alexandre Costa, é preciso mais. É evidente, aponta, que algumas medidas drásticas precisam ser tomadas, o que inclui a suspensão do funcionamento das termelétricas, o estabelecimento de uma iniciativa para rápida diminuição das perdas e a revisão de todas as outorgas para grandes consumidores. "O que fica claro, quando o governo se recusa a adotar essas medidas, é uma violação flagrante das leis federal e estadual de recursos hídricos, já que esta prevê, em caso de escassez, a suspensão de outorgas sem indenização para salvaguardar a prioridade do abastecimento humano".

Alexandre endossa o que a Funceme e Secretaria dos Recursos Hídricos já adiantaram. Na ausência de um sinal forte no Pacífico, são as condições do Atlântico que predominam. Estas podem mudar rapidamente até mesmo dentro da estação chuvosa, o que aumenta a incerteza na previsão. "O ideal seria que o Atlântico se configurasse com temperaturas abaixo do normal ao norte e acima do normal ao sul, mas hoje estamos longe desse cenário", reitera.

Segundo ele, o alerta está ligado e cita a situação do Açude Castanhão. É o maior reservatório cearense e, se não fosse o Orós, já estaria seco, o que pode acontecer nos próximos meses. Atualmente, está com 5.3% de sua capacidade total.

Numa conjuntura, frisa, de lençol freático baixo, solo muito seco, rios e açudes quase sem água, mesmo se a quadra chuvosa, entre fevereiro e maio, registrar boas precipitações, a situação não vai melhorar imediatamente. Primeiro, explica, elas deverão molhar o solo, saturar o subsolo e então escoar para os corpos hídricos.

Opinião do especialista

Medidas emergenciais e gestão integrada garantem abastecimento

Francisco Teixeira - Titular da SRH

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) teve seu abastecimento garantido historicamente pelos açudes Pacoti, Riachão, Gavião, Pacajus e Aracoiaba. Com o crescimento das cidades e da demanda de água, cada vez mais a Grande Fortaleza tem precisado da água que vem da Bacia do Jaguaribe, principalmente do Açude Castanhão.

Essa água é aduzida por várias estações de bombeamento, e transportada através do Eixão das Águas (256Km) e do Canal do Trabalhador (102Km, chegando no Açude Gavião, onde fica localizada a Estação de Tratamento de Água da Cagece, que distribui água tratada para os municípios de Fortaleza, Eusébio, Caucaia, Horizonte, Chorozinho, Pacajus, Maranguape, Pacatuba e Maracanaú. No Açude Gavião existe ainda o bombeamento para o Distrito Industrial de Maracanaú e para o Trecho V do Eixão, que leva água para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Contudo, o caminho das águas para Fortaleza, não passa só pelos canais, estações de bombeamento e sifões. Passa também por um árduo e efetivo processo de gestão compartilhada que vem sendo desenvolvido desde a década de 1990, quando passou e a gerenciar os açudes de forma integrada, descentralizada e participativa.

Um marco importante desse processo ocorreu em 1994, com a realização do I Seminário dos Usuários das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, motivado pela situação crítica de acumulação de água dos açudes Orós e Banabuiú, responsáveis pela perenização dos respectivos vales.

Esta primeira experiência exitosa serviu como experiência para a formatação de uma metodologia, desenvolvida no Ceará, para a definição participativa das vazões liberadas pelos açudes, denominada de alocação negociada de água.

O processo de alocação negociada de água é promovido pela Cogerh, anualmente, ocorrendo sempre após a quadra chuvosa, quando é possível definir o volume de águas disponível de cada açude, em função da recarga de água recebida. A alocação negociada de água desenvolvida no Ceará se destaca porque põe em prática instrumentos e metodologias que propiciam uma efetiva participação social.

Ao longo do tempo foram sendo criados também os Comitês de Bacias Hidrográficas, colegiados compostos por representantes de instituições governamentais, usuários de água e sociedade civil, com o objetivo de deliberar sobre a gestão dos recursos hídricos. O Ceará vem atravessando uma das mais severas secas da sua história. Com isso, os volumes armazenados nos 153 açudes monitorados pela Cogerh, vem diminuindo ano a ano.

Atualmente os detém apenas 7,41% da capacidade total de acumulação que é de 18,6 bilhões de metros cúbicos de água. Diante dessa situação crítica, fica mais difícil o processo de alocação negociada de água que define a transferência hídrica. Tanto os açudes da RMF quanto os açudes da Bacia do Jaguaribe chegaram a níveis muito baixos.

Dessa forma, estão sendo desenvolvidas ações para reforçar o abastecimento urbano da RMF, como a utilização do Açude Maranguapinho, o aproveitamento do volume morto do Açude Pacajus e a exploração do Aquífero Dunas.

É fundamental que a população de Fortaleza tome conhecimento da complexidade e dos custos econômicos e sociais dos caminhos que nos trazem a água, e dessa forma possa colaborar de forma consciente para o uso racional da água, dando sua parcela nessa jornada.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 28/11/2016

MP DAS CONCESSÕES DESATA NÓS SEM DESRESPEITAR CONTRATOS ORIGINAIS
Publicado em 11/28/2016 as 04:12 PM

Por Victória Mantoan e Fernanda Pires | De São Paulo

A Medida Provisória (MP) nº 752, conhecida como MP das Concessões, publicada na sexta­feira, adiciona dispositivos importantes para desatar nós de concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos, mas não satisfaz parcela do mercado que desejava que o texto trouxesse soluções que extrapolassem os limites ou escopo dos contratos.

Na avaliação de especialistas, foram definições positivas, ainda que alguns interessados possam ter ficado insatisfeitos, como é o caso da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), que diz que, depois de ter sido convidada pelo governo a contribuir com suas percepções, o texto não contemplou as ponderações do setor.

A ABCR pleiteava para as concessões a partir de 2013 uma repactuação das condições dos contratos, o que não foi atendido. Embora mais recentemente já se ventilasse que essas demandas não entrariam na MP, havia uma expectativa inicial de que problemas como os dessas concessões pudessem ser resolvidos pelo texto.

Mas a percepção de advogados especializados é a de que o governo não quis dar um "cavalo de pau" nas regras previstas nas licitações de rodovias a partir de 2013. Agora que a MP vai tramitar no Congresso, há uma aposta de que esses problemas possam ser endereçados no Legislativo.

Outra expectativa inicial do mercado frustrada diz respeito aos contratos de rodovias antigos, que tentam negociar mais prazo com o governo em troca de investimentos. É o caso da Nova Dutra, concessão da CCR que liga Rio de Janeiro e São Paulo. A MP deixa claro que só podem ser prorrogadas as concessões que têm previsão expressa no contrato original e respectivo edital, o que não é o caso da Nova Dutra, um dos ativos mais rentáveis do grupo.

"A MP foi caprichosa para dizer que essas prorrogações antecipadas são permitidas só se os contratos originais expressarem isso", diz Luiz Felipe Valerim Pinheiro, sócio do escritório VPBG.

Isso não significa que as concessionárias de rodovias não possam tentar obter seus pleitos junto aos órgãos reguladores pelas vias tradicionais ­ para desequilíbrios no caso dos contratos pós 2013 e extensão de prazo em troca de novos investimentos, no caso da CCR.

Os atuais concessionários do segmento de ferrovias é que são considerados os grandes beneficiados pela MP. É o segmento cujas concessões atendem o requisito de previsão no contrato original para se enquadrar na alternativa de prorrogação.

Para Letícia Queiroz, sócia do escritório Queiroz Maluf, a prorrogação foi definida muito em função desse segmento. Ela destaca como positiva a possibilidade de esses contratos terem o prazo aumentado incluindo até mesmo investimentos que não estão dentro do escopo da concessão.

Isso não significa que todos estarão satisfeitos. Interessados em entrar no setor, segundo fontes, ficaram frustrados com a notícia de que as concessões não devem voltar ao mercado tão cedo.

Há ainda uma leitura de que a concessão da Malha Sul da Rumo Logística, que está bastante deteriorada, pode ter dificuldade para cumprir as metas de qualidade e de segurança dos contratos, uma das condições para se enquadrar na prorrogação. "A situação é crítica", disse um advogado que pede sigilo.

Segundo essa fonte, a Rumo tentou ao máximo flexibilizar essa condição no texto da MP. Já a Malha Paulista, que chega ao porto de Santos, não deve ter empecilhos para a prorrogação.

O tratamento da MP à possibilidade de relicitar ativos problemáticos também suscitou elogios de especialistas, mas eles ponderam que a volta de importantes projetos hoje com problemas ao mercado deve demorar e não pode ainda ser dada como certa. A sócia do TozziniFreire Advogados Cláudia Bonelli destaca que há um caminho longo ainda a ser percorrido antes de as devoluções se transformarem em novos leilões.

Primeiro, será preciso chegar a um acordo entre as partes sobre a decisão de devolver a concessão. A necessidade deverá ser avaliada pelo órgão competente. O contrato tem de ser qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A tramitação no Congresso ainda precisará normatizar a metodologia de cálculo das indenizações. Questões envolvendo essas indenizações deverão ser submetidas a arbitragem ou outro mecanismo privado de resolução de conflitos. Depois, será necessário estruturar o novo processo licitatório, com as especificidades de cada caso. "Para chegar a uma nova licitação, tem toda uma lição de cada
a se fazer", disse Cláudia.

"No todo, a MP vem para o bem. Mais ajuda do que atrapalha, estamos num cenário melhor", afirma o especialista.
Fonte: Valor Econômico
Data : 28/11/2016

NOVO LEILÃO DE AEROPORTOS GANHA SEGURANÇA JURÍDICA
Publicado em 11/28/2016 as 04:12 PM

Por Fernanda Pires e Victória Mantoan

Interessados em disputar o leilão dos quatro aeroportos federais de Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre avaliam que a Medida Provisória das Concessões, a MP nº 752, dá mais segurança jurídica à próxima rodada. Segundo eles, é positivo que a MP não fira as regras dos contratos atuais, que permita a arbitragem e, no limite, as relicitações das concessões malsucedidas.

"As rodadas anteriores tiveram muitas falhas. Agora os investidores vão saber onde estão pisando", disse André Soutelino, advogado especializado em direito aeroportuário.

Um dos pontos mais bem vistos foi o Executivo não ter aderido ao pleito de reprogramação do pagamento da outorga, feito por concessionárias como a Rio Galeão ­ controlada pela Odebrecht Transport e pela asiática Changi ­, que enfrenta dificuldade para honrar o compromisso. O que pode mudar na tramitação da MP no Congresso.

As empresas arremataram o aeroportos fluminense em 2013 por R$ 19 bilhões, com ágio de 294% em relação ao mínimo estabelecido pelo governo, um valor altíssimo que compromete a viabilidade da própria concessão.

"Se não houvesse a MP, a próxima rodada de concessões teria menos interesse", diz uma fonte que assessora um fundo de investimentos interessado no leilão dos aeroportos federais, cujos editais devem ser lançados ainda neste ano, segundo o governo. Essa mesma fonte diz, porém, que a falta de um marco regulatório para o setor e uma definição quanto a fatores essenciais, como o futuro da Infraero, ainda são dúvidas sem aceno sobre quando serão resolvidas.

Para Bruno Werneck, sócio de infraestrutura no escritório Mattos Filho, a possibilidade de ativos "complicados" ­ e joias da Coroa ­ serem relicitados pode tornar ainda mais atrativo o leilão dos quatro aeroportos de porte médio. "Existem muitos interessados no próximo leilão. Operadores internacionais grandes buscam consolidação para ter sinergias de mercado. É mais fácil negociar com companhias aéreas e fornecedores tendo mais de um ativo", afirma.

Contudo, Werneck argumenta que "a conta tem de fechar minimamente para as concessionárias" atuais optarem por devolver os ativos. Isso pode aumentar o tempo de eventuais relicitações.

Também há o entendimento de que a MP dá base jurídica à previsão ­ que já consta das minutas de editais dos quatro aeroportos que foram para consulta pública ­ de que o novo concessionário pode ter de indenizar a Infraero pelos custos de adequação de pessoal.
Fonte: Valor Econômico
Data : 28/11/2016

COLUNA - DIRETO DA FONTE
Publicado em 11/28/2016 as 04:11 PM

Autor:        SONIA RACY - estadão.com.br/diretodafonte

Professor da Faap acha que a vitória de Trump pode ser boa para o Brasil mas não vê ninguém, num cenário de rápidas transformações, refletindo a sério sobre o futuro do País,

‘A globalização cria novos desafios mas aqui só se pensa na próxima eleição’

No início de 2017 o professor Marcus Vinícius de Freitas se instala em Oxford, na Inglaterra, onde será, por breve temporada, visiting professor da Blavatnik School of Government da Oxford University. E por lá ele prepara, também, o lançamento do livro China and the Global South -fruto de seus dez anos como professor de Direito e Relações Internacionais na Faap -, no qual aborda os impactos do avanço chinês pelo planeta afora.

“Em 20 anos a China despejou no mercado de trabalho 400 milhões de pessoas”, diz o professor, “e o desemprego no Ocidente é um resultado disso”. Os chineses, ressalta, são hoje os principais parceiros comerciais de 120 países e planejam colocar o yuan no lugar do dólar como a moeda mais importante do mundo. Esse é um dos desafios futuros que ele aborda, nesta entrevista a Gabriel Manzano, na qual analisa também a vitória de Donald Trump nos EUA, as incertezas do Brexit na Europa e o que fazer com a enorme massa dos excluídos da globalização -, os desempregados.

A chegada de Trump, diz o professor, pode ser uma oportunidade para o Brasil, se a economia americana crescer de fato e passar a comprar mais. Mas o desafio brasileiro é outra ordem, destaca. “Não temos ninguém pensando nessas mudanças no planeta nem no nosso papel no longo prazo. A globalização aponta os desafios futuros mas para nossos governantes o futuro é só a próxima eleição.” A seguir, os principais trechos da entrevista.

• A cena internacional foi agitada, recentemente, pela vitória do Brexit, na Grã-Bretanha, e a de Donald Trump nos EUA. Quais as implicações desses dois fenômenos?

Tanto um como outro têm a ver com a questão do desemprego. Calcula-se que existam hoje, nos EUA, cerca de 96 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. O cenário é também preocupante na Europa. De onde se formou essa massa de desempregados? Da tecnologia, da integração das cadeias de produção nas empresas e da migração dos empregos para a China, que em 20 anos colocou mais de 400 milhões de pessoas no mercado de trabalho. Quando alguém compra uma tevê ou roupa barata, made in China, enfraquece o mercado local e os empregos somem. Tecnologia, modernização e a cultura digital não criaram novas oportunidades profissionais. E quem manteve o emprego hoje trabalha mais, ganha menos e viu piorar o seu padrão de vida.

• Quanta gente perdeu com isso?

Há estudos vários, alguns no Banco Mundial, onde estive há um mês, que calculam em algo como 1 bilhão de pessoas. Os excluídos da globalização.

• A ascensão de Trump e sua vitória têm algo a ver com isso?

Sim. Por que sua mensagem eleitoral foi o que milhões de americanos queriam ouvir. O que ele disse ao cidadão? Vamos baixar imposto das corporações, vamos rever os acordos comerciais e trazer o emprego de volta para os Estados Unidos. Isso é que foi decisivo.

• Alguma ideia, pela frente, de como ajudar esses excluídos?

O que vejo, pelo menos no Brasil, é uma agravante. A grande maioria das universidades não está preparando os alunos para esse mercado de trabalho. Não há uma conjugação minimamente adequada da atividade acadêmica com a necessidade real do mercado. E as escolas não estão sabendo o que ensinar a às novas gerações.

• O Brasil é parte desse cenário, com desemprego alto, educação ruim e serviços precários. Como essas mudanças vão afetá-lo? Comecemos pelo desemprego. Venha como vier uma futura reforma trabalhista, os atuais 13 milhões de desempregados não voltarão a ter emprego nos mesmos termos anteriores. Creio que a carteira de trabalho, como a temos, está com os dias contados. No quadro econômico que temos não conseguimos criar empregos nem para jovens nem para a terceira idade, cuja aposentadoria tende a demorar mais. Um dos motivos disso é que temos uma pobreza de pensadores, de gente refletindo sobre o mundo, e uma mesquinhez de pensamento. Pensamos curto.

• Pode explicar?

O Brasil tem um grande potencial, todas as condições para ser um país bem resolvido. Só que ficamos nos preocupando com coisas de menor importância, sem visão de longo prazo. Por exemplo, se você me perguntar qual a agenda do Itamaraty para os próximos 20 anos, eu diria que... não sei. Isso ocorre porque não temos a sociedade atuando junto. Nos EUA eles têm aqueles think tanks que planejam, antecipam como seria este ou aquele passo. Aqui não temos isso, nos tornamos imediatistas. Esses amplos processos de globalização apontam os desafios, mas o que você mais vê, nos altos escalões do poder, é todo mundo preocupado com a próxima eleição.

• Diante disso, Trump na Casa Branca ajuda ou atrapalha?

Ó que podemos fazer é avaliar cenários. O projeto dele é tornar os empregos mais competitivos e baixar impostos das empresas. Isso faz a economia crescer e pode haver uma alta de juros por lá, que vai atrair capitais do mundo todo. Mas também significa que vão importar mais, e o Brasil é um fornecedor importante de commodities e manufaturados. Ele poderia, então, se organizar e aproveitar o momento.

• Qual O impacto imediato de um governo Trump para a Europa?

Na Europa, começa por provocar um aumento nos gastos militares. Ele já disse que os EUA não vão “pagar sozinhos” os custos de manutenção das forças de segurança no Velho Continente. Isso vai complicar economias europeias, às voltas com desemprego e pouco investimento, que estavam “encostadas” nessa ajuda americana.

• O sr. está terminando um livro sobre a China e uma de suas visões é que a moeda deles, O yuan, vai substituir O dólar como padrão monetário mundial. Por que acha isso? Desde os anos 70, a China vem crescendo, por dentro e por fora, e já é, no momento, a principal parceira comercial de 120 países. Americanos, europeus, Brasil, Argentina... Para o futuro - e a noção de tempo, para os chineses, é uma coisa bem diferente da nossa - eles desenham uma economia em que o yuan vai ser a principal moeda do planeta, superando o dólar. Estão trocando reservas em alto ritmo. Veja, se o Brasil vende muito para a China e a Argentina também, os dois podem comerciar trocando suas reservas de yuan. Esse é um grande desafio daqui pra frente.

• Por falar em desafio, no que acha que vão dar as tensões entre europeus e a crescente parcela de imigrantes, principalmente muçulmanos?

Com o tempo, o Ocidente vê aumentar a dificuldade para “impor o pacote” de suas visões de mundo. Atuou na Tunísia e na Líbia sem preparar o dia seguinte e desestabilizou a região. Mas o grande motor de mudanças, neste caso, é a demografia, em especial na Europa. A taxa de natalidade entre europeus é baixa e por isso eles têm de importar mão de obra. Mas a taxa de natalidade dos imigrantes que lá chegam é alta. O que iso aponta? Que, no futuro, o eleitorado muçulmano será maior que o dos nacionais de várias nações e elegerá cada vez mais representantes. E na vida social há coisas a levar em conta. Grupos muçulmanos cuidam dos presos nas cadeias, por exemplo _ e estes saem de lá adeptos do islamismo.

• EUA fortes, China em alta, Rússia fraca, Europa dividida. Como vê os grandes blocos de poder daqui a 10 ou 20 anos?

Do ponto de vistas da defesa, a bipolaridade EUA-Rússia nunca deixou de existir, por causa do poder nuclear. Economicamente, creio que tende a se consolidar o atual sistema multipolar.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 28/11/2016

NAVEGAÇÃO MARÍTIMA - CURTA
Publicado em 11/28/2016 as 04:11 PM

Se a principal desvantagem do navio em relação ao avião é o tempo maior para vencer o trajeto entre Santana e Belém, as empresas de navegação investem em entretenimento para seus passageiros, ajudar a nem perceber as muitas horas. Boa comida, bar, camarote, deck com vista para a natureza, música ao vivo e muita área para atar redes.
Fonte : Diário do Amapá – AP
Data : 28/11/2016

EMBARCAÇÕES - POSSIBILIDADES PARA SE MODERNIZAR A FROTA
Publicado em 11/28/2016 as 04:11 PM

Há quem acredite no resgate do setor de navegação, especial mente na rota para Belém.

Gente como o empresário Caetano Soares Pinto, da Master Marine, uma das maiores fabricantes de iates de alto luxo em operação no país. Ele diz que o capital sempre corre atrás do mercado, então se o setor real mente passar por mudanças, logo virão também novas tecnologias. Ele lembra que houve iniciativas de colocar em operação embarcações mais modernas, chamadas de catamarã, na rota para Belém. “Essas embarcações são velozes, possuem sistema de segurança de navegação composto por equipamentos como radar, GPS, rádio VHF, AIS, que é um sistema de monitoramento similar ao de aviões, entre outros itens”, diz o especialista.

Mas os catamarãs acabaram não vingando por aqui, nos anos 90, pois o Rio Amazonas possui muitos obstáculos (naturais e artificiais), como lixo e restos de árvores, o que chegou a provocar alguns incidentes com as embarcações mais rápidas. Uma viagem nelas reduzia drasticamente o tempo para se chegara Belém, de 24 para apenas 8 horas. Em outros lugares deu certo, como no Rio de Janeiro, em substituição às velhas barcas da travessia Rio-Niterói.

CURIOSIDADES

-O custo médio de uma passagem de navio para um passageiro que viaja de rede é de R$ 130;

-Já um camarote para quatro pessoas sai em torno de R$ 600 segundo o Singtur-AP.

-Atualmente as empresas que operam na rota entre Santana (AP) e Belém (PA) oferecem quatro viagens semanais na rota, ou seja, partidas e chegadas dia sim, dia não.

24 horas Tempo de viagem de navio entre Santana e Belém.
Fonte : Diário do Amapá – AP
Data : 28/11/2016

AMAZONAS, DE NAVIO
Publicado em 11/28/2016 as 04:10 PM

Autor:        CLEBER BARBOSA - EDITOR DE TURISMO

TURISMO - O Diário do Amapá resgata uma das maiores tradições dos tempos do Território do Amapá: as viagens de navio na rota entre Santana e Belém. Há quem queira a volta.

A alta dos preços das passagens aéreas tem feito muita gente procurar a agenda e buscar os contatos de algumas empresas que (ainda) operam viagens de navio na rota entre Macapá e Belém. Na verdade as viagens partem mesmo é de Santana, principal entreposto portuário do estado. O fato é que quem optou por resgatar uma antiga tradição dos períodos de férias escolares - julho e dezembro-diz não ter se arrependido, pois ainda tem um certo charme passar quase 24 horas singrando o rio-mar a bordo de navios munidos de camarotes, deck panorâmico, música ao vivo e até um bom e velho chuveiro para matar o calor.

O presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Amapá (Singtur-AP), Claudomir Facundes, diz que por algum tempo essas viagens foram deixadas de lado, devido às facilidades que a aviação proporcionou, com maior oferta de voos e, por consequência, da diminuição do custo. “E claro que o avião é mais prático, afinal são apenas 35 minutos de voo até Belém, mas para quem está de férias ainda é uma boa opção de lazer viajar de navio sim”, diz o especialista.

Ele diz que especialmente turistas de outros estados e também estrangeiros ficam fascinados com a possibilidade de navegar pelo maior rio do mundo. “Sim, o Rio Amazonas ainda é a maior referência para os turistas, a fama dele corre o mundo e poder navegar nele é algo marcante para essa gente que vem de longe para ao menos molhar o pé no rio”, diz, descontraído, o guia de turismo.

Descontração

Se a principal desvantagem do navio em relação ao avião é o tempo maior para vencer o trajeto entre Santana e Belém, as empresas de navegação investem em entretenimento para seus passageiros, uma forma de ajudar a nem perceber as muitas horas. Boa comida, bar, camarote, deck com vista para a natureza, música ao vivo e muita área para atar uma rede são algumas dessas alternativas.

Nostalgia

Durante a semana, um grupo de amigos e familiares decidiu que nas próximas férias irão resgatar aquela velha tradição de viajar entre Belém e Santana de navio. “É que como não tínhamos faculdade aqui os jovens tinham que ir para outros estados estudar e na época de julho e dezembro todo mundo se encontrava nas viagens de navio”, recorda a professora Regina Nunes. Ela cita dois navios que pertenciam ao Governo do Território do Amapá, o Comandante Solon e o Comandante Idalino, como as grandes atrações das viagens de férias ou de volta pra casa.

Natureza. Uma das dicas para quem vai encarar muitas horas a bordo de um navio na rota entre Santana e Belém é ir para o deck panorâmico, pois a vista do rio-mar ajuda a passar o tempo, além das outras atrações a bordo.

"Não existe frete de Belém para Santana. Só os passageiros não cobrem os custos de uma viagem de navio."
Olavo Almeida, empresário

O resgate da charmosa viagem entre Macapá e Belém
Fonte : Diário do Amapá – AP
Data : 28/11/2016

ABASTECIMENTO DE ÁGUA ESTÁ GARANTIDO
Publicado em 11/28/2016 as 04:10 PM

Em menos de uma semana, a ação emergencial realizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) já garante o abastecimento de água nas cidades de Propriá, Telha, Cedro de São João e na Grande Aracaju, mesmo com a última redução da vazão do rio.

A informação é do superintendente regional da Codevasf em Sergipe, César Mandarino, que esteve no local onde estão sendo realizados os trabalhos, acompanhado dos gerentes regionais de Revitalização, Oscálmi Porto, e de Infraestrutura, Orlando Tavares. Iniciada no último sábado, dia 19, a ação conta com investimento de R$ 1,9 milhão em recursos do governo federal liberados à Codevasf pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional. Até o momento, a ação emergencial se concentrou nos serviços de desassoreamento e remoção de macrófitas no canal de captação de água que atende ao Sistema Integrado de Propriá e à Adutora do São Francisco. A obra já possibilitou o aprofundamento do canal, melhorando o fluxo de água e garantindo a captação de água em ambas as estações de bombeamento mesmo com a redução da vazão do Rio São Francisco de 800 para 750 m³ por segundo na última segunda-feira, 21. “Concentramos os esforços em solucionar os pontos mais críticos, o que já nos dá a garantia de que não vai haver interrupção no abastecimento de água. Ainda esta semana serão feitos a montagem da draga e os testes necessários para que o serviço de dragagem possa ser iniciado já na próxima segunda-feira”, afirmou César Mandarino.

Mitigar impactos

A obra visa mitigar os impactos negativos da redução de vazão do Rio São Francisco no ponto de captação no Rio São Francisco em Sergipe, garantindo a continuidade do atendimento dos usos múltiplos da água e beneficiando mais de 700 mil pessoas nos municípios atendidos pelo Sistema Integrado de Propriá e pela Adutora do São Francisco. A dragagem vai aprofundar o canal assoreado em 1,5 metro, viabilizando o funcionamento adequado do sistema de bombeamento mesmo com a redução da vazão do Rio São Francisco para 700 m³ por segundo. A obra é realizada em parceria com a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), responsável pelo projeto, cabendo à Codevasf o planejamento orçamentário e a execução dos serviços.

SUPERINTENDENTE REGIONAL DA CODEVASF EM SERGIPE ESTEVE NO LOCAL ONDE ESTÃO SENDO FEITOS AS OBRAS EMERGENCIAIS
Fonte : O Jornal da Cidade - SE
Data : 28/11/2016

ESTALEIRO - EM BUSCA DE OPORTUNIDADES NO EXTERIOR
Publicado em 11/28/2016 as 04:10 PM

BRASÍLIA- Como qualquer novo projeto de petróleo no litoral brasileiro leiloado em 2017 só deverá começar a contratar daqui a alguns anos, o governo quer importar da Noruega um modelo de negócios para tentar ocupar parte da capacidade ociosa existente.

Os focos principais são os estados do Rio, do Espírito Santo e de São Paulo. A ideia é aproximar as indústrias nacionais de estrangeiras, para que elas informem que tipos de contratações estão fazendo no exterior e em quais as empresas brasileiras poderiam ser competitivas, disse ao GLOBO o secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marcio Felix. A primeira experiência será feita entre as operadoras Shell e Statoil com empresas do Espírito Santo, estado onde Felix foi secretário e o único entre os três convidados a se apresentar à discussão com o governo federal.

— Queremos um atalho para a indústria achar um mercado maior do que o brasileiro — disse Felix, que considera promover novas políticas públicas para que a indústria brasileira concorra no exterior, como incentivos fiscais e financiamentos.

Segundo ele, em alguns setores, como equipamentos submarinos e motores de automação, há fornecedores brasileiros que poderiam ganhar mercado lá fora. Ele disse que já conversou com a Apex-Brasil e com o consulado de Houston (EUA), onde ocorre a maior feira anual do setor, para que, no próximo evento, em vez de petroleiras nacionais procurarem parceiros, os fornecedores brasileiros corram atrás de novos mercados.

Esse modelo já foi adotado pela Noruega que, após descobertas em águas profundas no Mar do Norte, passou a capacitar petroleiras (a Statoil é a maior) e fornecedores para atuarem em diversos países.

O ministro do Petróleo e da Energia da Noruega, Tord Lien, disse que a espinha dorsal das empresas norueguesas, que estão em praticamente todos os países do mundo onde há atividade petrolífera, é a competitividade internacional. Muitas delas, acrescentou ele, foram levadas por operadoras estrangeiras, como a Shell, para lugares tão distantes como Coreia do Sul ou Austrália.

— É melhor ter certeza de que o bolo é grande e depois discutir como dividi-lo, do que dizer que eu quero 80% do bolo e no final não ser um bolo, mas um — disse Lien.

FOTO: Em construção. Plataforma Saquarema, no estaleiro, antes de entrar em operação. Fornecedores temem novas regras
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 28/11/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 11/28/2016 as 04:09 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

Chico Buarque lançará um disco de inéditas, pela Biscoito Fino, no início de 2017.

Turnê de Chico

O artista, que já compôs sete novas canções, fará uma grande turnê pelo país.

E o PIB, hein!

Veja só: 98% dos brasileiros consideram que o Brasil precisa investir em infraestrutura para voltar a crescer. E mais da metade (52%) acredita que as instalações atuais atrapalham o país.
Os números, do Instituto Locomotiva, de Renato Meireles, serão apresentados hoje no Seminário de Infraestrutura, do “Valor Econômico”.

‘Vida de ex’

FH disse outro dia a Temer que adorou residir no Alvorada, mas que bom mesmo é a “vida de ex”.

Almoço de sábado

Celso Amorim, ministro por quase 12 anos dos governos Lula e Dilma, almoçava sábado, com a mulher e uma amiga, em um restaurante italiano de classe média em Copacabana. Estava lotado.
Discreto, foi cumprimentado por um dos comensais. Cada prato lá sai por uns R$ 35, e um vinho custa R$ 50. Amorim é um caso raro de ex-ministro longevo de governo petista que não é importunado à luz do dia.

No mais...

É como respondeu Churchill à rainha Elizabeth no terceiro episódio da série “The crown”, durante a primeira audiência oficial dos dois após a morte do rei: “O procedimento estabelecido por seu trisavô foi nos manter de pé, como conselheiros privados. Desperdiçar tempo é um problema grave. O que aprendi em 52 anos de serviço público é que não existe problema tão complexo nem crise tão grave que não possam ser resolvidos em 20 minutos.”
Ou seja: O Brasil tem jeito.

CALÇADA DE GRIFE

Veja só este, digamos, retrato da crise. A calçada em frente ao número 124 da Rua Garcia D’Ávila, endereço chique de Ipanema que por anos abrigou a Maison Elle Et Lui, agora serve de dormitório para a população de rua

Cinema Novo

Cacá Diegues e a mulher, Renata, fizeram um almoço em casa, sábado, para festejar os 60 anos do filme “Rio, 40 graus”, dirigido por Nelson Pereira dos Santos e considerado um marco do Cinema Novo. Estavam presentes os casais Nelson (o diretor) e Ivelise; Luiz Carlos Barreto e Lucy; Roberto Farias e Ruth; Ruy Guerra e Luciana; Zelito Viana e Vera, e Miguel Faria e Elena. A comemoração acabou às 22h com os “cinemanovistas bêbados e felizes”. Ai, que inveja!

Que Deus nos proteja

O número de internações por causa da Síndrome de Guillain–Barré (SGB), no Brasil, disparou desde que o vírus zika foi detectado em pacientes no Nordeste do país. A conclusão consta de um estudo feito por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade do Porto, em Portugal.
Veja só. De janeiro de 2008 a maio de 2015, a média de internações por SGB era de 27 por mês. De junho a outubro de 2015, o número passou para 75, crescimento de 177%. A doença — que atingiu a querida comentarista política Lucia Hippolito, lembra? — afeta o sistema nervoso, causa fraqueza muscular e pode matar.

E mais...

O estudo também identificou um aumento dos casos de encefalite no Brasil. De janeiro de 2008 a agosto de 2014, a média de internações era de 30 por ano. Entre setembro de 2014 e fevereiro deste ano, passou para 62.

Deus castiga

Ladrões encapuzados assaltaram a Paróquia São Francisco de Assis, no Rio Comprido, no último dia 18.
Levaram pertences de frades que estavam hospedados lá, inclusive uns italianos, além de R$ 2 mil da administração. Pior: amarraram todos, inclusive uma senhorinha que trabalha como secretária, e os obrigaram a ficar de joelhos.

Árvore da Lagoa

A árvore de Natal da Lagoa estará de volta em 2018. O patrocinador mudou: era o Bradesco; agora, será a Caixa Econômica Federal.

As lágrimas de Adriana

Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, foi à igreja Imaculada Conceição da Gávea, sábado passado.
Acompanhou a primeira comunhão de seu filho Matheus. Muito emocionada, chorou.

Efeito crise

De um camelô que vendia produtos “Louis Vuitton”, dia desses, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana: “Qualquer bolsa é R$ 50. Se for servidor do estado, paga só R$ 30!”

Por fim...

Luiz Edmundo Costa Leite, ex-secretário do Rio que morou em Cuba, lembrou-se de uma frase recorrente na ilha de Fidel: “No és que sea inmortal, pero la verdad és que és ‘imorrible’”.
É. Pode ser.

BELEZA RADICAL

Giovanna Lancellotti, 23 anos, posa toda-toda durante as gravações de “Sol nascente”. No início da novela, Milena, sua personagem, não tinha um pinguinho de vaidade. Tanto que Giovanna mal usava maquiagem nas gravações e nem fazia as sobrancelhas. Mas a jovem passou por uma mudança radical e deixou para trás o jeito menininha. Agora, usa um figurino “rock ’n’ roll” e maquiagem forte. Fica linda de qualquer jeito!

Ponto Final

Há um ditado meio batido na política, segundo o qual governo é igual violino: pega-se com a esquerda e toca-se com a direita, como ocorreu com Dilma. Só que com a eleição de Trump —e a de Doria em São Paulo —, vem acontecendo o contrário. Agora, governar é fazer como certos jogadores canhotos, que conduzem a bola com a direita e chutam com a esquerda. A conferir.

Zona Franca

Os advogados Pedro Trengrouse e Bruno Castello Branco foram aceitos pela Universidade de Nevada no curso sobre regulação de cassinos. Embarcam para Las Vegas esta semana.
Fernando Peregrino é o presidente do Confies.
Thera Regouin faz,amanhã, finissage da exposicão “Escapando do caos”, na CorMovimento.
Yvonne Bezerra de Mello lança o “Aprender para viver, viver para aprender”, dia 4, na Argumento.
Deltan Dallagnol e Thiago Bottino debatem o projeto das 10 medidas do MPF, hoje, na FGV.
Manoela Cesar promove jantar inspirado na rainha Vitória, hoje, no Sheraton Leblon.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 28/11/2016

PARA FUGIR DA CRISE
Publicado em 11/28/2016 as 04:08 PM

O Globo - ISABEL BRAGA JAILTON CARVALHO E DE opais@oglobo.com.br

Temer, Renan e Maia anunciam medidas e tentam diminuir desgaste de Executivo e Legislativo

Após saída de Geddel e de movimento na Câmara para perdoar crimes eleitorais, Planalto aposta em medidas para reativar economia, a começar pela votação do teto de gastos, mas não anuncia novas ações



AFP
Veto. Michel Temer na coletiva em Brasília, entre Renan Calheiros (à esquerda) e Rodrigo Maia: o presidente disse que seria impossível sancionar “matéria dessa natureza” (concessão de anistia a crimes vinculados a doações eleitorais)



O presidente Michel Temer anunciou que ele e os presidentes do Senado e da Câmara barrarão tentativas de anistiar crimes decorrentes de doações eleitorais. A declaração foi feita ao lado de Renan Calheiros e Rodrigo Maia, para tentar conter a crise política deflagrada após a denúncia de que Temer quis favorecer o exministro Geddel Vieira Lima. Os chefes do Executivo e do Legislativo prometeram ainda se esforçar para aprovar medidas que recuperem a economia, mas não divulgaram novas ações. -BRASÍLIA- Na tentativa de conter a crise política provocada pela demissão do ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, o presidente Michel Temer reuniu os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para anunciar que nenhum dos três permitirá aprovação de emenda que garanta anistia a qualquer crime associado a doações eleitorais, declaradas ou não. Dizendo estar atendendo ao novo clamor das ruas — e horas antes de ver seu nome mais uma vez envolvido em acusações feitas pelo exministro da Cultura Marcelo Calero em entrevista à noite, ao “Fantástico” —, Temer disse que fechou um acordo com os presidentes das duas Casas do Legislativo para barrar a proposta da anistia que iria desfigurar o projeto das dez medidas contra corrupção, cuja votação está marcada para amanhã no plenário da Câmara.

No comunicado que ocorreu durante uma inédita entrevista no Palácio do Planalto em pleno domingo, Temer, Maia e Renan asseguraram que não há espaço para permitir que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro sejam anistiados a partir do texto que tipifica o caixa dois nas campanhas eleitorais.

— Queremos fazer uma comunicação, por termos feito, o Executivo e o Legislativo, um ajustamento institucional com vistas a, se for possível, impedir a tramitação de qualquer proposta que vise à chamada anistia. Esse ajustamento institucional que estamos fazendo tem sido a regra da nossa conduta — disse Temer. — Conversamos com Rodrigo e Renan sobre isso e acordamos não patrocinar essa proposta. Isso desestimula qualquer movimento na Câmara e no Senado com vistas à tramitação dessa matéria.

Temer reiterou que seria “impossível” sancionar qualquer tipo de anistia. Destacou ainda que essa é uma reivindicação da sociedade.

— No tocante a anistia, há uma unanimidade dos dirigentes do Executivo e daqueles do Legislativo. Conversamos muito nos últimos dias e entendemos que é preciso atender à reivindicação que vem das ruas; o poder é do povo e, quando o povo se manifesta, a audiência há que ser tomada pelo Executivo e Legislativo. Estamos assistindo novamente ao movimento das ruas. Essa não é exatamente uma questão de governo. É uma questão da sociedade, tem que ser versada pelo Legislativo, mas eventualmente exige ação do Executivo — disse Temer.

O presidente observou que, se a proposta da anistia fosse aprovada e enviada a ele, seria obrigado a vetá-la:

— Nesse caso da anistia, em dado momento viria para a Presidência vetar ou não. Já disse na sexta-feira, em comentário: é impossível sancionar matéria dessa natureza.

A proposta de anistia a crime vinculado a doações eleitorais começou a ser discutida na semana passada. Num almoço na casa de Rodrigo Maia, foi apresentado um texto por líderes, mas nenhum deles queria assumir sozinho a paternidade dela. A estratégia seria apresentá-la na votação, no plenário da Casa, do projeto das dez medidas de combate à corrupção.

NA ECONOMIA, RESULTADOS POSITIVOS SÓ EM 2017
Num recado ao mercado, Temer voltou a falar da necessidade de aprovação de projetos para reduzir gastos públicos. Afirmou que o governo trabalha para reagir à profunda recessão econômica vivida pelo país e que um dos objetivos das medidas que vem tomando no ajuste fiscal é a redução de juros. Segundo Temer, o governo não está parado; ganha paulatinamente a confiança dos brasileiros e dos setores econômicos, mas eventuais resultados positivos só deverão vir a partir do segundo semestre de 2017.

— Não vamos ignorar, temos que amenizar a recessão. Propusemos a questão do teto, só gastar o que arrecadar, e na sequência vamos aprovar as reformas que farão com que o Brasil saia da recessão. (...) Eu sei que sempre se coloca em pauta a redução dos juros, houve uma pequena redução. É uma matéria em que a Presidência da República não entra diretamente porque isto faz parte de uma avaliação técnica do Banco Central. Mas evidentemente que o objetivo dessas medidas é a busca da eventual redução dos juros no país — disse Temer.

O presidente disse que assumiu interinamente o governo por quatro meses e que está definitivamente no cargo há dois meses e meio. Segundo ele, já foi possível avançar bastante, com a votação de matérias econômicas no Congresso, e novas medidas serão tomadas para que a confiança nas melhorias continue crescendo. Segundo Temer, seu governo nunca viveu “uma lua de mel” com setores da sociedade; pelo contrário, houve os que fizeram campanha contra ele:

— Estamos trabalhando para sair da recessão econômica. Eventuais resultados virão no segundo semestre do ano que vem. Ninguém diz que em janeiro está tudo resolvido porque sabe do fel que enfrentamos.

Na entrevista, Temer foi questionado sobre a demissão do ministro da Cultura e, pela primeira vez, se pronunciou sobre o tema. Criticou o ex- ministro por tê-lo gravado, o que chamou de ato “indigno”. Indagado sobre o acordo de delação premiada que ex-executivos do grupo Odebrecht estão prestes a fechar com o Ministério Público Federal, admitiu que o conteúdo preocupa o governo. Mas alegou que a preocupação era institucional, diante das notícias de que os mais de 70 executivos teriam indicado cerca de 130 deputados, senadores e ministros e 20 governadores e ex-governadores.

— Se eu dissesse que não há preocupação, eu estaria sendo ingênuo — afirmou o presidente.

Temer disse que aguardará a homologação dos acordos para decidir o que fazer em relação às denúncias. Os acordos foram fechados e deveriam ser assinados até a última quinta-feira. Mas divergência sobre o rateio da multa de mais de R$ 6 bilhões que a empreiteira deverá pagar a Brasil, EUA e Suíça forçou a interrupção dos trabalhos. As negociações para o acerto dos detalhes finais devem ser retomadas amanhã.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 28/11/2016

SETOR DE PETRÓLEO TERÁ INCENTIVO RENOVADO
Publicado em 11/28/2016 as 04:08 PM

O Globo - DANILO FARIELLO danilo.fariello@bsb.oglobo.com.br MARTHA BECK marthavb@bsb.oglobo.com.br

Governo vai prorrogar por 20 anos regime especial. Novas regras reduzirão exigência de conteúdo local

-BRASÍLIA- O governo anunciará nos próximos dias novas regras para exploração de petróleo e gás no mercado brasileiro. Uma das ações mais esperadas pelo setor é a prorrogação, por mais 20 anos, das regras do Repetro — regime aduaneiro especial que facilita a importação e a exportação de bens destinados à indústria petrolífera e que venceria em 2019. Além disso, o presidente Michel Temer vai sancionar amanhã a lei que retira da Petrobras a obrigação de atuar como operadora de todos os campos do pré-sal. Também está engatilhada a nova política de conteúdo local para o setor, já definida pelo governo e que será ratificada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no dia 14.

TCU APONTOU SOBREPREÇOS Pelas novas regras, o percentual de conteúdo local exigido nos empreendimentos deverá cair, mas o governo espera que o novo índice seja devidamente cumprido, o que não acontece hoje. A ideia é que a redução seja compensada por um aumento da atividade do setor. A indústria de fornecedores, porém, reclama porque não quer perder o que tem na mão, em troca de promessas futuras, com a redução das alíquotas.

No modelo atual, há exigências de até 65% de aquisição de bens e serviços produzidos no país, mas que são raramente são atendidas. Para o governo e as petroleiras, a redução do conteúdo local faz parte de um grupo de medidas para fazer o setor deslanchar no país. Com isso, espera-se que uma maior atividade no setor vá resultar em um aumento da demanda para a indústria de fornecedores brasileiros, mesmo que o percentual recue a menos de 50%.

Para a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), porém, a proposta vai na direção contrária do que vinha sendo aplicado e pune os fornecedores da cadeia de petróleo em detrimento das próprias petroleiras. A gerente de Petróleo e Gás da Firjan, Karine Fragoso, avalia que a proposta vem em momento inoportuno, uma vez que atividade no setor caiu a quase um terço dos R$ 45 bilhões por ano já movimentados.

— Com o mundo todo se fechando, a gente vai se abrir agora? Estamos na contramão. A atratividade do leilão é dada pela área que você tem e a qualidade do óleo e isso temos no pré-sal — disse ela.

A renovação da política é defendida por todos os lados, entre outros motivos, por ter levado a sobrepreços apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), problemas como o da Sete Brasil (empresa criada para fornecer sondas e que está em recuperação judicial) e um volume enorme de multas aplicadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por metas de conteúdo local não cumpridas. Mas a polêmica revisão colocou em lados diferentes a indústria de fornecedores e petroleiras.

O governo sugeriu, em consulta pública, simplificar as regras e criar um índice global de conteúdo local para os blocos, em vez de fazer exigências segmentadas, que asseguram mercados para toda a cadeia. Para Antonio Guimarães, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que reúne as petroleiras, a regra de conteúdo local tem de ser global e atrativa para que investidores se interessem pelo Brasil.

ÍNDICE GLOBAL DIVIDE OPINIÕES O gerente-executivo de política industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), João Emilio Gonçalves, reconhece que o modelo atual desagrada a todos. Porém, defende um “meio do caminho” entre o indicador global e o mais restrito de conteúdo local.

Para o diretor de Óleo e Gás da Abimaq (associação que reúne a indústria de máquinas), Alberto Machado, o indicador global permite que as petroleiras compensem a falta de conteúdo local em produtos tecnológicos e de valor agregado, com serviços mais triviais, como terraplenagem, o que prejudica a indústria local.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 28/11/2016

COLUNA - PAINEL
Publicado em 11/28/2016 as 04:07 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

Encabeçada pelo PT, a oposição prepara um combo de ações no intuito de evitar que a demissão de Geddel Vieira Lima esfrie a crise no Planalto.

Carne de pescoço

Nesta segunda (28), um grupo de parlamentares vai à PGR pedir que Rodrigo Janot investigue Michel Temer por três crimes comuns, a partir do que admitiu ter dito a Marcelo Calero: prevaricação, concussão (exigir vantagem indevida em razão do cargo) e advocacia administrativa (usar o cargo para patrocinar interesse privado).

Quero saber
O grupo também fará requerimento de informação aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Grace Mendonça (AGU) e Roberto Freire (Cultura) sobre os contatos entre as pastas relativos ao empreendimento.

Deu ruim
Parte do Ministério Público considerou a entrevista de Temer um desastre. A avaliação é que o presidente admitiu ter cometido advocacia administrativa.

Letras garrafais
Essa percepção indica o risco de o peemedebista se tornar, ao lado do ex-ministro Geddel Vieira Lima, alvo de um pedido de investigação ao Supremo.

Propagandea-la-ei
O governo fecha nesta semana campanha para tentar reduzir as resistências à reforma da Previdência. As peças publicitárias serão rodadas assim que a medida estiver pronta.

Alma do negócio
Sob slogan “reformar agora para garantir o amanhã”, o Planalto fará ofensiva também nas redes sociais. Temer e ministros concederão entrevistas para defender a proposta.

Engana que eu gosto
O Plano de caciques do Congresso é votar as dez medidas anticorrupção mais ou menos do jeito que estão e aprovar o crime de responsabilidade para juízes e procuradores na lei do abuso de autoridade que tramita no Senado.

Cabra marcado
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) virou alvo dos pares. Deputados articulam sua destituição da relatoria do projeto por achar que ele jogou para a plateia, alimentando a ira da opinião pública contra a Câmara.

Walking Dead
“Depois que as dez medidas passarem, ele vai ficar feito zumbi aqui”, diz um colega de Lorenzoni.

Fica a dica
O baixo clero não vai engolir facilmente a decisão do governo de abandonar a anistia ao caixa dois.

É o fim
Parada no STF há anos, a ação que pode colocar fim ao devedor contumaz vai ser julgada na quarta (30). A expectativa é que o Supremo declare constitucional o poder da Receita de fechar empresas sob regime especial de tributação que acumulam débitos fiscais milionários.

Nem vem
Os setores mais afetados pela ação dos empresários são os de combustíveis, cigarros e bebidas.

Tio Patinhas
Juntas, essas empresas devem mais de R$ 50 bilhões em tributos aos cofres públicos. Se o governo conseguir recuperar pelo menos parte desses recursos, terá um respiro nas contas.

Dor de cabeça
Mal foi instalado e o Conselhão já dá problemas ao Planalto. A Casa Civil recebeu e-mail de uma das representantes dos sindicalistas com queixas sobre o método de escolha do comitê gestor do órgão — espécie de direção do colegiado.

Guarda pra mim
Dos 96 integrantes, apenas seis vêm do meio sindical. “Isso nos deixa com muito poucas chances de integrar o comitê gestor”, escreveu Ruth Monteiro, pedindo que a chefia do Conselhão reserve uma das vagas aos trabalhadores.

Volta ao passado
Presidente da UGT e integrante do Conselhão, Ricardo Patah faltou ao primeiro encontro do grupo, na semana passada. Motivo: pegou caxumba.

Ctrl + Z
Dirigentes tucanos pressionam João Doria a rever a decisão de bancar Milton Leite (DEM) para a presidência da Câmara paulistana.

com PAULO GAMA e THAIS ARI

tiroteio

"Se os caras mais enrolados dizem que não querem e que vão vetar; então vou colocar minha bancada para votar contra a anistia."

DO DEPUTADO PAULINHO DA FORÇA (SD-SP), retirando apoio ao projeto de anistia ao caixa dois após Temer e os presidentes do Congresso ficarem contra.

contraponto

Tal pai, tal filho

Na sede do PSDB de São Paulo, os tucanos ainda festejavam o resultado da eleição municipal e a surpreendente vitória de João Doria à Prefeitura de São Paulo quando Tomás, 11, filho do vice Bruno Covas, foi abordado por um repórter de rádio.

—        O que achou do resultado? — indagou o jornalista.

Tomás nem precisou parar para pensar. Foi logo comparando o placar majoritário das urnas com o limite de velocidade fixado pelo petista:

—        Hoje o Haddad está multando o Doria porque ele passou de 50 — disse o menino, para deleite do pai, conhecido no tucanato pelo jeitão zombeteiro.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 28/11/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 11/28/2016 as 04:07 PM

Autor:        MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br, FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

Neste ano, o Banco do Nordeste concedeu empréstimos em projetos de infraestrutura aquém dos feitos no passado, mas, em 2017, o valor deverá ser um recorde positivo.

Banco do Nordeste planeja crescer em infraestrutura

A instituição tem planos de destinar R$ 6,3 bilhões a concessões de aeroportos, saneamento e tratamento de água, além de geradores de energia eólica, diz Francisco José Bezerra, superintendente de políticas de desenvolvimento.

“Até 2012, trabalhávamos muito com energia. Naquele momento, o BNDES não atuava nesse mercado. Foi quando o governo disse que o banco deveria se reposicionar e priorizar as pequenas empresas”, afirma Bezerra.

Nos últimos anos, o BNB atuou em infraestrutura de maneira marginal, segundo o executivo, mas agora “há sinalização positiva, e vamos voltar com força no setor.”

Parte dos aportes está comprometida: R$ 2,2 bilhões vão para projetos de energia que já venceram leilões.

“As concessionárias vão demandar R$ 7 bilhões de investimento. Nós capturamos R$ 2,2 bilhões, e outros atores, como o próprio BNDES, financiam outras partes.”

O dinheiro do Banco do Nordeste vem do FNE, um fundo de financiamento para a região, que foi estabelecido pela Constituição e é composto por parte do Imposto de Renda e do IPI.

As regiões Norte e Centro-Oeste também recebem verbas para desenvolvimento, mas a fatia que vai para o Nordeste é o triplo das demais — eles ficam com 1,8%, contra 0,6% das outras regiões.

POE NA TELA

A Helloo, de mídia em elevadores de edifícios residenciais, vai investir R$ 24 milhões para crescer em São Paulo e abrir franquias em outras capitais do país, afirma o fundador Felipe Forjaz, ex-CEO da Elemídia.

A nova companhia, que iniciou sua operação no início deste ano, atua hoje apenas na capital paulista.

Em 2017, a previsão é investir R$ 20 milhões em equipamentos para aumentar a atuação na cidade —a ideia é chegar a 5.000 prédios. Outros R$ 4 milhões serão destinados a uma base no Rio de Janeiro.

“O plano é ganhar escala nacional, para atrair grandes anunciantes. Também vamos abrir franquias em Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador.”

345 EDIFÍCIOS

residenciais em SP possuem hoje monitores da Helloo

Fronteiras... O número de apreensões de cigarros ilegais em 2016 deverá ser 30% menor que no ano passado, aponta o Idesf (instituto de desenvolvimento de fronteira).

...abertas Em 2015, mais de 6 bilhões de unidades foram confiscadas. O motivo, segundo a entidade, é a falta de investimento público na segurança das fronteiras.

Dinheiro... O salário-base é um dos maiores motivos de atração e retenção de funcionários no Brasil, aponta pesquisa da Willis Towers Wat-son, feita a cada dois anos.

...e tempo Uma novidade do levantamento deste ano foi a presença de fatores como o tempo deslocamento até o trabalho e bem-estar nas primeiras posições do ranking.

Decoração... A Saccaro, fabricante gaúcha de móveis, criou uma divisão para atender companhias internacionais. Hoje, um quarto da receita vem do exterior.

...exterior Em 2017, a empresa planeja abrir uma unidade na Colômbia e outras seis no Brasil. A previsão é faturar entre R$ 140 milhões e R$ 150 milhões no ano que vem.

SEM ESTREIAS

Depois de inaugurar uma fábrica e comprar uma floresta no Maranhão, a Suzano Papel e Celulose deve parar de investir em instalações, diz Marcelo Bacci, diretor-executivo de finanças.

“Não temos projeto de crescimento orgânico em curso porque não é algo que vai trazer valor para o acionista. A tendência é uma consolidação de mercado na América Latina”, afirma.

O setor deve passar por uma expansão de oferta nos próximos anos. Há previsão de início da produção de uma fábrica na Indonésia e outra da Fibria, no Brasil.

O mercado já precificou a entrada de volume de papel e celulose decorrente dessas unidades, e o preço caiu, segundo Bacci.

Esse é um dos motivos pelos quais a Suzano não deve fazer investimentos em capacidade no momento.

O executivo se encontrou com grupos de investidores institucionais na Inglaterra e nos Estados Unidos e foi abordado por interessados em potencial.

Os estrangeiros perguntaram mais pela situação do Brasil do que pela Suzano, que tem a maior parte da receita em dólares.

“O sentimento deles é que agora o país tem uma perspectiva, e que o governo diz para onde quer ir, mas eles querem ver mais ação.”

PROCURAM-SE TRIBUTARISTAS

Apesar da taxa de desemprego em torno de 12% no país, os escritórios de direito continuaram a contratar advogados da área tributária nos últimos meses.

E não foi só por causa da lei de regularização de ativos. Casos de tributos indiretos e ações no contencioso também têm dado trabalho a especialistas em impostos.

No BMA, três advogados tornaram-se sócios —de um total de cinco promoções— do tributário, que deverá crescer 20% neste ano em relação a 2015, segundo Paulo Bento, sócio-coordenador.

Outra fonte de demanda, para o Azevedo Sette, é o planejamento sucessório.

“Estamos com cerca de 18 planos de sucessão em andamento, de grupos familiares, empresas médias e grandes, de cinco Estados”, afirma Ordelio de Azevedo Sette, sócio do escritório que leva seu sobrenome.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 28/11/2016

RASTREABILIDADE DE GESTÃO DE RESÍDUOS
Publicado em 11/28/2016 as 04:07 PM

Escrito por Notícia Corporativa - Categoria: Meio Ambiente

A JBS Ambiental conta com uma tecnologia de ponta como importante aliada no gerenciamento de resíduos das plantas de suas unidades. Trata-se do Sistema de Rastreabilidade, que assegura a companhia no fornecimento de materiais recicláveis e não recicláveis aos seus clientes e parceiros. Por meio dessa iniciativa, toda a documentação da cadeia produtiva é catalogada em tempo real, o que garante a manutenção do histórico dos resíduos gerados e o acompanhamento de todas as movimentações, desde a origem até sua disposição final.

De acordo com Andressa de Mello, diretora da JBS Ambiental, o Sistema de Rastreabilidade é uma ferramenta essencial para a empresa acompanhar o destino dos resíduos, avaliar com antecedência o histórico legal de cada cliente e gerenciar o banco de dados com informações atualizadas sobre a movimentação de cargas. “O formato garante a destinação certa e segura de todos os resíduos gerados pela companhia. A administração deste sistema nos assegura de qualquer possível adversidade sobre os materiais retrabalhados”, afirma a executiva.

Para gestão de resíduos plásticos, a unidade trabalha com o Ciclo Fechado, processo que permite que os resíduos reciclados sejam inseridos novamente dentro da empresa na forma de outras matérias-primas ou produtos. Na JBS, esse procedimento tem como objetivo a criação de novos produtos como resinas plásticas, sacos de lixos industriais, lonas e sacolas plásticas. Além desse aproveitamento completo, a JBS Ambiental é atendida por empresas que utilizam resíduos para fabricar novos produtos reciclados, bem como possui parcerias com companhias que cobram para realizar a destinação de resíduos compostáveis, não recicláveis, perigosos e de saúde. Para uma avaliação precisa sobre o histórico legal de cada cliente ou prestador, a JBS Ambiental solicita Alvará de Funcionamento, Licença de Operação, Cadastro Técnico Federal do IBAMA e AVCB (Auto do Visto do Corpo de Bombeiros).

Os resíduos são classificados em classe 1 (baterias automotivas, baterias, pilhas, embalagens vazias de óleo, lâmpadas, óleo de cozinha, óleo lubrificante usado, vidro contaminado), compostáveis (cinza de caldeira, lodo de Estações de Tratamento de Esgoto - ETE), resíduos orgânicos (rúmen- resíduo orgânico proveniente dos bois abatidos) e terra fuller (resíduo orgânico proveniente do clareamento do sebo), eletrônicos, não recicláveis (resíduos sanitários, plástico PVDC), recicláveis (alumínio, bombonas plásticas, borra de estanho, contêineres, fio de cobre, fita de arquear, inox, papelão, plástico, resíduos de borracha e madeira, sucata de ferro, tambores e vidro) e resíduos de saúde (ambulatoriais).

Presente em dez plantas da JBS, a unidade de negócio de gestão de resíduos surgiu há 12 anos e sua matriz está localizada em Lins, interior de São Paulo, onde estão instalados os galpões que separam, higienizam, trituram e preparam o material reciclável. Os materiais que recebem destinação são descaracterizados, evitando riscos e mau uso dos mesmos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/11/2016

GESTÃO EM NUVEM AJUDA SETOR DE TRANSPORTE A SUPERAR CRISE
Publicado em 11/28/2016 as 04:07 PM

Escrito por Notícia Corporativa - Categoria: Transporte e Logística

Empresários do setor de transporte e logística vêm encontrando na plataforma em nuvem boa parte das respostas para superar os efeitos da crise econômica no Brasil. É o que demonstra um levantamento com 40 empresas do setor realizado pela Sky.One, especializada na migração de soluções de sistema de gestão (ERP) para a nuvem Amazon Web Services (AWS). Segundo os resultados obtidos pela amostragem, as empresas de transporte que migraram os sistemas de gestão conseguiram nos últimos 18 meses reduzir até 75% os custos com estrutura de TI. As companhias que fazem parte do levantamento utilizam o Globus Cloud, versão do ERP voltado para empresas de transporte e logística, desenvolvido pela BGMRodotec, maior desenvolvedora de softwares para o setor no Brasil.

“A migração possibilita reduzir significativamente gastos com servidores, licenças de software, hardware e energia, resultando em uma economia de mais de R$ 500 mil em algumas empresas”, afirma Ricardo Brandão, CEO da Sky.One. Segundo o executivo, a solução da Sky.One permite alocar sistemas de gestão e banco de dados em um ambiente virtual, possibilitando acesso direto pela internet, de qualquer dispositivo. Os componentes da Sky.One estão alocados em Virtual Private Clouds (VPCs) da AWS, o maior provedor de cloud do mundo. Além do setor de transporte, a empresa já possui mais de 400 clientes em diversos segmentos, como varejo, indústria e serviços.

A Sky.One fará demonstração da solução em nuvem durante a 11ª FetransRio, feira de produtos e serviços voltados à mobilidade urbana, que acontece de 23 a 25 de novembro, no espaço Riocentro, no Rio de Janeiro. A Sky.One estará no estande da BGMRodotec, seu principal parceiro no segmento de transporte e logística. Segundo Valter Silva, gerente comercial da BGMRodotec, a opção das empresas pelo cloud indica mudança significativa de mentalidade em um dos setores mais tradicionais da economia. “Para o futuro, esperamos incluir o Globus Cloud em dois de cada três contratos firmados”, estima o executivo.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/11/2016

COMO FAREMOS PARTE DO FUTURO CONECTADO?
Publicado em 11/28/2016 as 04:07 PM

Escrito por Reinaldo Affonso

Reinaldo Affonso é diretor de tecnologia da Intel para a América Latina

Nas últimas décadas nos acostumamos a dividir nosso cotidiano, nossos afazeres e, porque não, nossos mundos, em duas esferas: a real e a virtual. A primeira tem aspectos mais sólidos e palpáveis nas nossas vidas: casa, trabalho, relacionamentos. Já a segunda, enraizada em nossos dispositivos conectados à internet, ganha um papel cada vez mais proeminente na forma como nos relacionamos.

Contudo, percebemos que estamos caminhando cada vez mais para um cenário em que esses mundos se tornarão apenas um e onde as máquinas e dispositivos estarão completamente integrados, a partir da grande revolução que está se tornando a Internet das Coisas.

Analistas esperam que até 2020, mais de 50 bilhões de dispositivos estejam conectados à internet e entre si. Não estamos falando apenas de notebooks, smartphones ou tablets. Mas também de dispositivos vestíveis, automóveis autônomos, equipamentos agrícolas, sistemas de armazenamento, soluções voltadas para saúde e muito mais. A expectativa é que os sistemas de rede evoluam mais rapidamente nos próximos anos, assim como novas tecnologias de transmissão de dados sejam aperfeiçoadas, respondendo à demanda que estes dispositivos always-on terão.

Consequentemente, nos próximos quatro anos as pessoas verão a forma como se relacionam com a tecnologia se modificar completamente. Avanços como a interação da inteligência artificial e a integração da realidade virtual com a realidade aumentada, permitirão uma variedade inimaginável de facilidades e serviços, que estarão à disposição de forma rápida e simplificada, tanto na vida pessoal quanto no trabalho. O trânsito das grandes cidade e rodovias vai sofrer a maior mudança da história com o advento dos carros autônomos, mais seguros e sustentáveis, eliminando o erro humano. A Realidade Virtual se integrará à Realidade Aumentada, transformando-se na Realidade Combinada, uma imersão para diversos usos, não apenas o entretenimento.

É preciso acompanhar essa evolução rumo ao mundo conectado e inteligente. Um esforço conjunto entre a iniciativas privadas e público será determinante para evitar isto. A evolução do ecossistema tecnológico que temos no Brasil é um passo essencial, que depende, entre outros, de investimentos para melhorar na cobertura e qualidade da rede 4G já existente, assim como nos prepararmos para a chegada da tecnologia 5G nos próximos anos são essenciais, assim como o incentivo para cada vez mais pessoas e empresas tenham à sua disposição sistema de armazenamento em nem confiáveis e acessíveis.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/11/2016

REFORÇAR A EMPREGABILIDADE EM 2017
Publicado em 11/28/2016 as 04:06 PM

Escrito por Jacob Rosenbloom

Jacob Rosenbloom é da Emprego Ligado

O mercado de trabalho está passando por uma grande revolução e isso implica diretamente em como as pessoas estão se preparando para enfrentá-lo. Melhorar a empregabilidade, um conjunto de competências e habilidades de qualificação profissional, se tornou a busca de todos os trabalhadores que desejam desenvolver a própria carreira, se destacarem numa entrevista ou mesmo manter o emprego em um período conturbado para a economia.

Afinal, a questão do desemprego é uma preocupação de nível mundial, com estudos apontando para o Brasil com um dos piores cenários. Segundo estimativas da Organização Mundial do Trabalho (OIT), entre 2016 e 2017, quase um em cada cinco novos desempregados do mundo virá do Brasil.

Diante de uma economia volátil e complexa como a que estamos enfrentando, atualmente, é importante que o trabalhador esteja disposto a sair de sua zona de conforto e iniciar uma reflexão aprofundada sobre o que é preciso mudar e aquilo que é necessário incorporar ao seu portfólio de competências.

Evidentemente, para qualquer profissão, uma das maiores recomendações é se capacitar. Este é o diferencial fundamental e a exigência da maioria das empresas. Sem conhecimento específico da área pleiteada, dificilmente a vaga será conquistada. Sendo assim, invista na educação e aposte em cursos que lhe posicione à frente da concorrência.

Com as equipes cada vez mais enxutas, também é importante saber entregar mais com menos. As empresas estão cada vez mais pressionando os funcionários para que eles executem os serviços de forma rápida e correta. A grande disponibilidade de profissionais no mercado faz com que os recrutadores se interessem por aqueles que preencherão de fato as necessidades da companhia.

Outra dica fundamental é sobre a forma como o profissional é visto no ambiente de trabalho. É preciso ter autocontrole e saber lidar com as adversidades para não ser marginalizado pelos companheiros de trabalho. Além disso, os profissionais que se integram às diversas áreas estão mais aptos a receber promoções e benefícios.

E por último lembre-se de fazer a gestão das suas redes sociais. A internet conta com muitas ferramentas que ajudam a construir uma imagem de profissional empregável. Tente manter a descrição sobre a sua vida pessoal e opiniões muito contundentes. Atualmente, as empresas checam sempre os perfis virtuais e avaliam o comportamento do candidato.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/11/2016

BRASIL NA ENCRUZILHADA
Publicado em 11/28/2016 as 04:06 PM

Escrito por Editor Portogente

Os portuários de todo o Brasil ameaçam parar a movimentação nos portos no próximo dia 30. A pauta sindical contém dez itens, entre o cumprimento da Lei 12.815/2013 quanto à retomada dos trabalhos de fórum permanente sobre qualificação do trabalhador portuário; contra a extinção do fundo previdenciário da categoria, o Portus; contra a terceirização da Guarda Portuária e das administrações portuárias.

* Leia aqui documento dos sindicatos portuários do Pará

Os portos nacionais também se juntam à luta geral dos trabalhadores brasileiros contra o negociado sobre o legislado, a expansão da terceirização à atividade-fim, a alteração de direitos constantes na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a mudança nas regras da aposentadoria, como a implantação de idade mínima para receber o benefício aos 65 anos de idade para homens e mulheres.

O País, não há dúvida, não está pacificado depois de concluído o processo de impeachment. A cada dia novos escândalos são descobertos. O governo afasta-se da mesa de negociação com o setor sindical dos trabalhadores, tornando ainda mais difícil qualquer possibilidade de diálogo. A engenharia nacional reclama ter sido preterida de ter acento na reativação do chamado "Conselhão", que reúne apenas empresários e governo para tratar de desenvolvimento.

O Brasil está numa encruzilhada: ou trilha o caminho do desenvolvimento com justiça social, o que permite uma média de ganhos para todos, assim como entra de vez no mundo da ciência, da tecnologia e da inovação; ou terá uma triste volta ao passado, perdendo tudo o que conquistou até hoje.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/11/2016

MOVIMENTO EM OUTUBRO SUPERA PREVISÃO DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 11/28/2016 as 04:06 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

A movimentação de cargas no Porto de Santos registrou em outubro declínio de 2,3% no total acumulado do período, decorrente, principalmente, da expressiva queda das exportações no mês. Apesar da redução, outubro, com o total de 9.146.027 toneladas operadas, registrou crescimento em relação à previsão inicial da Companhia Docas do Estado de São Paulo – Codesp que estimava 9.019.608 toneladas para o mês, elevando a previsão de fechamento do ano para 114.171.433 toneladas.

Com redução de 27,4% das cargas embarcadas, o crescimento de 5% das importações em outubro não foi suficiente para conter a queda que atingiu 19,2% no total mensal, refletindo significativamente na diminuição de 2,3% do total acumulado no período.

O movimento de outubro atingiu quase 9,15 milhões de toneladas, elevando para 97,67 milhões de toneladas o acumulado no ano. Com uma participação de quase 72% no total geral do período, a acentuada queda de 27,4% das exportações no mês reverteu a tendência, verificada ao longo do ano, de crescimento nesse fluxo.

Complexa soja, milho e celulose foram as cargas que mais influíram para o desempenho negativo das exportações. Além da significativa queda (o milho, por exemplo, caiu 72,8%), a expressiva participação dessas mercadorias no fluxo de embarques potencializou o efeito negativo da redução. Somente o milho respondeu em outubro por quase 13% do total exportado. No total acumulado, milho e celulose tiveram impacto destacado, implicando na redução dos embarques no período, enquanto, mesmo com desempenho negativo no mês, o complexo soja ainda mantém tendência de crescimento.

Nas importações, o viés de baixa verificado no acumulado do período ao longo de todo este ano se manteve, apesar de vir, a partir do segundo semestre, apontar reação, mesmo mantendo índice negativo. No primeiro trimestre do ano, a queda era de 14,8%, chegando a setembro com 5,0% de redução. O impacto mais forte nas importações verificado no acumulado até outubro foi a diminuição de 12,3% nas descargas de enxofre, a segunda a carga de maior expressão neste fluxo.

As operações com contêineres também mantiveram a tendência de queda, chegando a outubro com redução de 8,0% no mês e de 7,0% no acumulado quanto ao total TEU’s movimentados.

Balança comercial
Nos dados apurados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as cargas movimentadas por Santos nos dois fluxos, a chamada corrente comercial, tiveram aumento na participação sobre o total nacional, chegando a 29,0%, a quinta maior participação no acumulado mensal desde 1995, reflexo da expressiva marca de US$77,5 bilhões em trocas comerciais através do complexo santista. Apesar da redução de 8,0% em relação a igual período do ano passado (US$ 84,3 bilhões), a queda ficou bem aquém do declínio de 13% no total nacional.

As exportações apontaram participação de 28,5% sobre o total brasileiro, correspondente a US$ 43,6 bilhões. China, Estados Unidos e Argentina foram, respectivamente, os principais países parceiros através de trocas comerciais com o Porto de Santos, respondendo por 32,7% do valor comercial das cargas embarcadas. O complexo soja, açúcar e café, respectivamente, foram os três itens de maior destaque na pauta de exportação do porto santista, representando 31,3% das mercadorias embarcadas.

As importações tiveram participação de 29,6% sobre o total nacional, correspondentes a US$ 33,9 bilhões no total acumulado. China, Estados Unidos e Alemanha, foram, nesta ordem, os principais exportadores de carga para Santos, representando, pelo valor comercial, 48,1% do total de cargas descarregadas no porto. Gasóleo, caixas de marchas (auto parte) e inseticidas foram as cargas mais importadas, participando com 4,6% sobre o total de cargas importadas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/11/2016

MERCADO QUESTIONA NOVA MEDIDA PROVISÓRIA
Publicado em 11/28/2016 as 04:06 PM

O governo federal, que prevê arrecadar bilhões de reais com projetos de infraestrutura com as novas diretrizes para concessões viu seu primeiro passo – a MP 752/2016 – ser questionada pelo mercado.
São Paulo

Na última sexta feira, o governo publicou a Medida Provisória 752/2016, que define critério para prorrogação e relicitação, fator que, em tese, facilitaria o processo. A medida, no entanto, não foi bem aceita pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) que sinalizou que a MP não corrige a maioria dos problemas que considera entraves para atração de mais investimentos, como as mudanças das condições de financiamento prometidas por bancos públicos nas licitações, os entraves na concessão de licenças ambientais e o aumento do preço do asfalto.

"Considerando a responsabilidade do governo em relação a tais fatos, é direito das concessionárias o reequilíbrio econômico e financeiro dos contratos", afirmou a ABCR, em nota. O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, previu que as medidas vão atrair R$ 15 bilhões em novos investimentos apenas para rodovias e ferrovias federais.

O texto da MP define que a renovação antecipada de contratos valerá apenas para concessões que já tiverem cumprido de 50% a 90% do prazo contratual original, e que as rodovias terão que ter executado pelo menos 80% das obras obrigatórias quando o concessionário pedir a renovação antecipada. A MP prevê ainda uso de arbitragem para solução de controvérsias com agências reguladoras, para tentar reduzir a judicialização de disputas.

Da Redação - redacao@dci.com.br
Fonte : DCI - SP
Data : 28/11/2016

OUTUBRO TEM QUEDA EM MOVIMENTAÇÃO DE CARGA
Publicado em 11/28/2016 as 04:06 PM

No mês de outubro, a movimentação de cargas no Porto de Santos registrou declínio de 2,3% no total acumulado do período, decorrente, principalmente, da expressiva queda das exportações no mês.

Contudo, apesar da redução, o mês de outubro, com o total de 9.146.027 toneladas operadas, registrou crescimento em relação à previsão inicial da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) que estimava 9.019.608 toneladas para o mês, elevando a previsão de fechamento do ano para 114.171.433 toneladas.

A redução de 27,4% das cargas embarcadas, fez com que o crescimento de 5% das importações em outubro não fosse suficiente para conter a queda que atingiu 19,2% no total mensal. Isso se refletiu na diminuição de 2,3% do total acumulado no período. O movimento de outubro atingiu quase 9,15 milhões de toneladas, elevando para 97,67 milhões de toneladas o acumulado no ano. Com uma participação de quase 72% no total geral do período, a acentuada queda de 27,4% das exportações no mês reverteu a tendência, verificada ao longo do ano, de crescimento nesse fluxo.

O complexo soja, milho e celulose foramas cargas que mais influíram para o desempenho negativo das exportações. Além da significativa queda (o milho, por exemplo, caiu 72,8%), a expressiva participação dessas mercadorias no fluxo de embarques ressaltou o efeito negativo da redução.

Só o milho respondeu em outubro por quase 13% do total exportado. Nas importações, o viés de baixa verificado no acumulado do período ao longo de todo este ano se manteve, apesar de vir, a partir do 2º semestre, apontar reação, mesmo mantendo índice negativo. No 1º trimestre, a queda era de 14,8%, chegando a setembro com 5,0% de redução. O impacto mais forte nas importações verificado no acumulado até outubro foi a diminuição de 12,3% nas descargas de enxofre, a segunda a carga de maior expressão neste fluxo.

Nos dados apurados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, essas cargas nos dois fluxos (corrente comercial), tiveram aumento na participação sobre o total nacional, chegando a 29,0%, a 5ª maior participação no acumulado mensal desde 1995, reflexo da expressiva marca de US$77,5 bilhões em trocas comerciais através do porto. As exportações apontaramparticipação de 28,5% sobre o total brasileiro (US$ 43,6 bilhões).

China, EUA e Argentina foram, respectivamente, os principais parceiros através de trocas comerciais com o Porto de Santos, respondendo por 32,7% do valor embarcado. As importações tiveram participação de 29,6% sobre o total nacional. China, Estados Unidos e Alemanha foram os principais exportadores. /Agências
Fonte : DCI - SP
Data : 28/11/2016

IMPORTANTE AUTORIDADE DA MARINHA - COMANDANTE DE OPERAÇÕES NAVAIS - ESTEVE EM RÁPIDA VISITA A CAPITAL PARAENSE
Publicado em 11/25/2016 as 03:18 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Almirante-de-Esquadra Sérgio Roberto Fernandes dos Santos, Comandante de Operações Navais da Marinha - CON, esteve em rápida visita a capital paraense, com a sua comitiva.

No auditório do CIABA-Centro de Instruções “Almirante Braz de Aguiar”, essa autoridade da Marinha, proferiu uma significativa palestra, com a presença de Comandantes das diversas Organizações Militares da Marinha sediadas em Belém. No final o Comandante do 4º Distrito Naval, vice- almirante Alípio Jorge Rodrigues da Silva, ofereceu um coquete, seguido de um almoço de longo curso, que contou também com a presença de numero restrito de soamarinos. Na ocasião o Almirante Alípio passou às mãos do destacado visitante uma significativa lembrança. Alguns flashes por Luiz Celso.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 25/11/2016

AEB ALERTA PARA BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS NO COMÉRCIO EXTERIOR
Publicado em 11/25/2016 as 03:18 PM

O empresário lembrou que pela primeira vez o tema foi tratado em uma edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) e mostrou que o setor precisa se preparar para o futuro

A sustentabilidade pode se tornar a próxima barreira não tarifária se o setor de comércio exterior não se preparar para novas práticas. A conclusão é do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. O empresário lembrou que pela primeira vez o tema foi tratado em uma edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) e mostrou que o setor precisa se preparar para o futuro. Especialmente no cuidado da produção de itens que esbarrem em regras de sustentabilidade mundial, embora alguns segmentos já estejam preparados como o de celulose.

“Isso vai ocorrer muito, principalmente em países desenvolvidos, que estão mais afeitos à sustentabilidade e têm mais cuidado com isso. Eles vão perguntar se utiliza água limpa ou suja, se teve que derrubar alguma árvore. Não adianta deixarmos para amanhã. Temos que tentar hoje para evitar que amanhã tenha o problema”, disse ele à Agência Brasil, antes do encerramento da 35ª edição do Enaex, no Centro de Convenções SulAmerica, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro.

Superavit
O presidente estimou, que em 2017, o Brasil deverá ter no máximo um superavit de US$ 35 bilhões, com exportações em torno de US$ 190 bilhões e importações de US$ 155 bilhões. “A nossa realidade é que 2017 será mais um ano muito difícil”, acrescentou.

Castro adiantou que no segmento de produtos manufaturados, que são exportados pelas empresas com projetos de engenharia, a notícia não é boa. Como em 2016 não foi aprovado nenhum projeto, a expectativa para o primeiro semestre de 2017 é manter esse movimento. Significa dizer, segundo ele, que em 2017 a exportação de bens manufaturados deve ter uma perda de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões. Então, a exportação de bens manufaturados tende a cair, no seu entender.

Para 2016, Castro estima que o superavit deve ficar em US$ 44 bilhões. O presidente da AEB destacou que o superavit na balança comercial, no entanto, não significará um dado positivo para o país, porque será alcançado após queda tanto na exportação como na importação. “Quando tem queda na exportação e na importação tem queda no nível de empregos, então, osuperavit é alto, mas não soma nada. A situação do setor é difícil”, ressaltou.

O empresário destacou que, infelizmente, o setor depende da taxa de câmbio, e isso pode ser contrário às necessidades do governo. “A taxa tem que atender simultaneamente ao governo, que quer controlar a inflação, e ao setor exportador. Para o governo, quanto menor a taxa, melhor; e para o setor exportador é quanto maior, melhor. É impossível essa taxa simultaneamente agradar os dois”, afirmou.

Medidas
José Augusto de Castro acrescentou que o momento é de discutir redução de custos e reformas estruturais que possam melhorar o horizonte da economia brasileira, como a tributária, previdenciária e trabalhista, além de investimentos na infraestrutura com recursos aplicados pela pelo setor privado. “O governo não tem recursos, mas o setor privado tem. Temos que reduzir custos de logística para que não dependamos mais da taxa de câmbio”, indicou.

O presidente da AEB revelou que o setor tem mantido contatos com o governo para buscar uma negociação de medidas que possam resolver alguns problemas do comércio exterior. Um dos pontos destacados por ele é a revisão do marco regulatório do setor portuário, para que a lei aprovada em 2013 entre em vigor, já que até agora isso não ocorreu. “Isso está ajudando, mas o resultado não é imediato. Qualquer medida de reforma estrutural, ou de investimentos em infraestrutura, demora no mínimo dois anos. Então, temos que viver esse período de dois anos”, afirmou.

Sobre os impactos de medidas que serão adotadas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, depois de janeiro de 2017, quando toma posse, Castro afirmou que a tendência é de que o novo governo norte-americano adote ações protecionistas, e isso não será bom para o comércio brasileiro, que pode ser atingido indiretamente, caso Trump queira reduzir odeficit comercial que os Estados Unidos têm com a China. Se isso ocorrer, o governo chinês passaria a comprar menos produtos brasileiros. “O protecionismo é ruim sob dois aspectos. O primeiro é que reduz o comércio, e segundo é que ele cria barreiras que impedem a exportação”, acrescentou.
Fonte : A Critica - AM
Data : 25/11/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 11/25/2016 as 03:18 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

Joaquim Levy, embora tenha ocupado a Fazenda por apenas 352 dias que abalaram o Brasil no governo Dilma, anda prosa.

Legado Levy

Festeja os R$ 50,9 bilhões que o governo abocanhou com a repatriação iniciada no seu tempo, e também porque Henrique Meirelles conseguiu o que ele tentou: fazer o BNDES devolver R$ 100 bi em ativos ao Tesouro.

Fora, Geddel

O pessoal também não deixa por menos. Quarta, na exibição do documentário chileno “Espaço modular”, que denuncia a construção ilegal de um edifício de luxo em Valparaiso, ouviram-se gritos na plateia de “Fora, Geddel”.
Foi no Archcine, no CCJF, no Rio.

Direito trabalhista

A 7ª Turma do TRT do Rio condenou a Candido Mendes a pagar os direitos trabalhistas do renomado cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, de 81 anos. Ele, durante muito tempo, comandou o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), da universidade.
Segundo Waldir Nilo Passos, advogado do mestre, o valor da indenização chega a R$ 3 milhões.

Velho Chico

Chico Alencar, 67 anos, um dos mais combativos deputados do país, passou, dia 18, por duas cirurgias no Hospital do Fundão, no Rio. Foi operado de hérnia e retirou a vesícula biliar, com 20 cálculos. Deu tudo certo, e o “velho” Chico se recupera bem.

4:20

A La Cucaracha, em Ipanema, loja de artigos para fumantes cujo dono é um dos organizadores da Marcha da Maconha, fará hoje, em alusão à Black Friday, a... Beque Friday. É que “beque”, como se sabe, é um dos apelidos da marijuana.

ATRIZ RETORNA À TV

Regiane Alves, 38 anos, está de volta à telinha em “A lei do amor”. Interpretará Beth, a mulher de Augusto (Ricardo Tozzi), que estava fora do país. A atriz retorna à TV depois de três anos e dois filhos. Seu último trabalho foi a novela “Sangue bom”, também de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Sucesso!

Cruzeiro restaurado

Inaugurado em 1874, pelo imperador D. Pedro II, este cruzeiro do Cemitério São João Batista acaba de ser restaurado. Projetado pelo arquiteto Francisco Joaquim Béthencourt da Silva (1831-1911), da Academia Imperial de Belas Artes, o monumento foi erguido em gnaisse facoidal, considerada uma das rochas mais antigas do mundo, tirada das pedreiras da Candelária e do Morro da Viúva.

Ensaio sobre a cegueira

Acredite. Há 26.475 pessoas, no Rio, na fila da rede pública para consulta com oftalmologista ou cirurgia nos olhos, como as de glaucoma. Entre as que esperam pelo procedimento cirúrgico, 4.596 são crianças. Esse total representa 62% dos que estão na fila dos 10 atendimentos mais procurados no Rio.

Segue...

Os dados foram coletados no Sisreg pela equipe de Marcelo Crivella, liderada pelo vereador Carlos Eduardo, cotado para ser secretário municipal de Saúde.
Para reduzir drasticamente a espera por uma cirurgia — que é, em média, de 133 dias —, uma das ideias em estudo é convocar a rede privada, em muitos casos ociosa, e pagar pela tabela do SUS.

Lá vem o Rio...

O Instituto de Desenvolvimento e Gestão-IDG anuncia hoje o aviso prévio dos 140 funcionários das Bibliotecas Parque na Rocinha, na Zona Sul, em Manguinhos, na Zona Norte, no Centro do Rio e em Niterói (RJ).
Sem receber de Pezão desde o ano passado, o prefeito Eduardo Paes vinha custeando a manutenção das bibliotecas. Só que, com a entrada de Crivella, o futuro a Deus pertence.

...descendo a ladeira...

Outubro foi o mês de pior desempenho em 13 anos nas vendas do comércio carioca, segundo pesquisa com 750 lojas feita pelo Clube dos Diretores Lojistas. Em relação a outubro de 2015, a queda das vendas foi de 5,8%.

E o Bilhete Único, também...

A crise afetará, antes do previsto, os usuários do Bilhete Único. É que, desde segunda passada, as concessionárias de transportes públicos (metrô, barca, trem e ônibus) não recebem o repasse financeiro para a manutenção do benefício.

Ocupação mantida

O desembargador Ricardo Perlingeiro, do TRF do Rio, negou pedido do MPF que queria a imediata desocupação dos campi do Colégio Pedro II, com o uso de força policial, se preciso.
Como se sabe, alunos e representantes do sindicato dos servidores do colégio permanecem nas unidades em protesto contra medidas propostas pelo governo federal.

TUDO GENTE BOA

Hamilton de Holanda fez participação especialíssima no show de Xande de Pilares, anteontem, no Vivo Rio. O sambista também recebeu Mariene de Castro e Roberta Sá. Maravilha.

POSSE EM ACADEMIA DE LISBOA

O acadêmico Merval Pereira foi empossado, ontem, em Lisboa, como membro da Academia das Ciências de Lisboa, fundada em 1779. Ao lado do coleguinha, os embaixadores Gonçalo Mourão e Luiz Alberto Figueiredo. Parabéns.

Ponto Final

Eu sei que o deputado Sílvio Costa, de um tal PT do B, não é muito levado a sério. Mas, ontem, passou da conta ao dizer que “nem na ditadura” ocorreu um fato tão grave como a prisão de Garotinho. Deveria, no mínimo, pedir desculpas aos filhos do ex-deputado Rubens Paiva (1929-1971, foto), torturado e morto na época. Ou estudar História para saber que, no regime militar, a Câmara chegou a ser fechada, e 173 parlamentares foram cassados por crime de opinião. Francamente.

Zona Franca

O escritório Rodrigo Fux consta, pela 1ª vez, na lista das bancas mais admiradas em três categorias: Petróleo e Gás, Regional Rio e Cível.

Aluisio Menezes e Carlos Mario Alvarez discutem a relação entre cinema e psicanálise em “O que é que o vento levou?”, no Leblon, dia 10.

Com regência de Isaac Karabtchevsky, a Opes apresenta concerto, hoje, no Teatro Municipal.
Vitor Marcelo Rodrigues assumiu a presidência da Comissão de Relações Institucionais da OAB-RJ.

Domicio Proença participa, hoje, do Jardim Literário LER Cesgranrio, no Píer Mauá, a convite de Carlos Alberto Serpa.

Fernando Leitzke faz o Canbombaile, amanhã, às 21h30m, no Sobrenatural, em Santa Teresa.
Thaís Gulin grava seu primeiro DVD no Teatro Tom Jobim dia 30.

Guaracy Bastos fala, hoje, na Aherj.
Leiloca Neves participa, hoje, às 14h, da campanha Paixão de Ler, no Rio Comprido.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 25/11/2016

COLUNA - PANORAMA POLÍTICO
Publicado em 11/25/2016 as 03:18 PM

Autor:        ILIMAR FRANCO - ilimar@bsb.oglobo.com.br

Os líderes dos principais partidos avaliam que a ampla maioria da Câmara votaria hoje pela sua aprovação.

Crime de Responsabilidade

Contam que lobistas do MP desfilam pela Casa dizendo que abrem mão de tudo para que a emenda não seja votada.

Mergulhar

Nada retrata o ambiente político como a frase “Quem não é visto não é lembrado”. A Odebrecht, em delação à Lava-Jato, tira o sono dos políticos. Só o fato de integrarem a lista, mesmo que não tenham feito nada errado, fará um estrago em sua imagem pública. Um ex-ministro dos governos Dilma e Temer costuma dizer que, quando há um escândalo, a população considera sinônimos: ser citado, ser investigado, ser denunciado, ser detido para averiguações, ser réu ou ser condenado. O político envolvido ficará à mercê dos adversários. Nas últimas eleições, muitos pediram votos dizendo que seu adversário seria preso.

“O fisiologismo no Brasil mudou de nome. Ele agora se chama governabilidade”
Reguffe
Senador - sem partido

Contando os votos

Contam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prefere que o governo apoie um projeto de lei para reformar o ensino médio em vez de uma medida provisória. Dizem que Maia age para ganhar o apoio da esquerda para sua reeleição.

Os dois lados

Festejado pela opinião pública, Onyx Lorenzoni está na mira da maioria dos deputados. Reclamam que ele não cumpre acordos. Relatam o acerto que fez com os líderes para atenuar alguns itens da lei contra a corrupção. Mas nada do combinado apareceu no seu relatório. Apesar disso, os governistas evitam atacar o colega para não cair na boca do povo.

Estão de serviço

Procuradores de vários estados têm percorrido os corredores da Câmara e batido à porta dos gabinetes dos deputados, em defesa do projeto de combate à corrupção. Muitos deles são de Brasília. O corpo a corpo é intenso.

Tirando leite de pedra

Um secretário do MEC explicava ontem a secretários estaduais de Educação um cronograma de recursos administrativos. A representante do Rio pulou da cadeira. “Recursos???”, perguntou, achando que eram verbas. Colegas riram: “O Rio está desesperado.”

Puxando a corda

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), desabafou ao defender o projeto para punir abuso de autoridade: “Como é que se denuncia alguém sem fundamento e o submete a julgamento, quatro, cinco, seis, dez anos depois?”

Copa e cozinha

Nos próximos oito meses ficarão vagos quatro cargos na diretoria da Anvisa. Eunício Oliveira, líder do PMDB do Senado e candidato à presidência da Casa, entrou em campo. Quer a recondução de Renato Alencar Porto, casado com sua sobrinha.

A TV CÂMARA deixou os telespectadores na mão. Ontem, durante a polêmica discussão sobre a anistia ao caixa dois, esteve sem áudio e com imagem ruim.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes - panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 25/11/2016

COLUNA - PANORAMA ECONÔMICO
Publicado em 11/25/2016 as 03:17 PM

Autor:        MÍRIAM LEITÃO - miriamleitao@oglobo.com.br / Com ALVARO GRIBEL (SÃO PAULO)

Volátil como a bolsa em dia nervoso, o início da assinatura do acordo de delação da Odebrecht passou a quarta-feira toda oscilando.

Tremores da delação

Havia momentos em que tudo parecia pronto, e em seguida surgia um novo impasse. Ontem de manhã já se sabia que seria novamente adiado. O que virá depois vai definir a sobrevivência econômica da maior empreiteira do país.

Nesse acordo de delação, o maior de que se tem notícia, com 77 delatores, ela pagará a maior multa do mundo corporativo. Tudo no caso Odebrecht tem escala tão inédita que é difícil medir as consequências, mas se na política é chamada de “delação do fim do mundo”, na economia pode ser a chance de recuperação da empresa, ainda que não seja agora, mas no futuro.

Após o fim da assinatura, a empresa divulgará nos maiores jornais um comunicado em que não poderá dizer que está celebrando o acordo de delação, porque ele não estará homologado, mas vai reconhecer erros, pedir desculpas à sociedade e estabelecer compromissos futuros. Um deles será o novo contrato de conformidade, com o qual a empresa pretende impedir que se repita o que quase a levou à destruição.

Hoje, concretamente, o estoque de projetos contratados da Construtora Odebrecht caiu 33%, de US$ 34 bilhões para US$ 22 bilhões em dois anos. O problema é que quase não há projetos entrando. A Moody’s tem um indicador que mede o fluxo de contratações sobre as obras em execução. E pela primeira vez há menos contratações do que obras sendo executadas, indicando que o fluxo de caixa deve continuar caindo.

O que adiou o assinatura no acordo de delação foi o impasse sobre quanto da multa vai para os Estados Unidos, onde a construtora também cometeu crimes. Apesar disso, recentemente, ela ganhou um pequeno contrato no país. É apenas um projeto de ampliação e melhoria no sistema de bagagens do Aeroporto Internacional de Miami, de US$ 180 milhões, mas foi em agosto, um ano depois da prisão de Marcelo Odebrecht, quando o mundo já havia desabado sobre a empresa.

— Mesmo com a crise, a Odebrecht continua sendo a maior empresa de engenharia e construção da América Latina. Dentro desses US$ 22 bilhões que a empresa tem de projetos contratados, 23% estão no Brasil, cerca de US$ 5 bilhões, o resto, em outros países — disse a analista sênior da Moody’s Cristiane Spercel.

A classificadora de risco dá à Odebrecht a nota Caa1, um dos piores níveis, e a empresa pode ser de novo rebaixada se os avaliadores considerarem que há novos riscos decorrentes do processo judicial. Se a empresa deixar de publicar os relatórios auditados anuais, pode haver uma aceleração da dívida, alerta um relatório da Moody’s. Ou seja, a dívida passa a ser cobrada em prazos mais curtos.

A Odebrecht vai continuar diminuindo e muitas ameaças ainda pairam sobre a companhia, mas ela pode, a partir desse acordo, começar a reestruturar suas atividades. Com a delação premiada e, principalmente, o acordo de leniência, a empresa tem esperanças de que o setor de Óleo e Gás possa voltar a disputar projetos na Petrobras, porque recentemente a Andrade Gutierrez teve sinal verde. As empresas do grupo que estão diretamente envolvidas na Lava-Jato são a Construtora Odebrecht e a Engenharia Industrial.

Os analistas de mercado avaliam que com o acordo ela bate no fundo do poço e tem uma chance de se recuperar, o que não havia antes quando a estratégia de defesa da companhia era apenas negar e confrontar a Justiça. Avaliam ainda que ela tem condições de pagar a multa. Mas consideram que o risco de novas ações judiciais no Brasil e em outros países permanece alto. Os problemas da empresa nos EUA impedem o acesso ao mercado de crédito, e no Brasil ela não fez qualquer contrato em quase dois anos. Como será a sua volta ao mercado de obras públicas? Por enquanto, a dúvida nem se coloca porque a recessão econômica e a crise fiscal paralisaram obras no Brasil.

O tremor maior na economia ocorreu no momento da prisão do presidente e herdeiro da empresa. O tremor maior na política vai acontecer a partir da divulgação do que contaram os 77 executivos sobre os crimes que cometeram em conluio com políticos e agentes públicos. Mesmo assim, a economia viverá os próximos meses em sobressaltos com as revelações.

Os pontos-chave

1- Na política, a delação da Odebrecht é o “fim do mundo”, na empresa, pode ser a chance do recomeço

2- Mercados viverão os próximos meses em sobressalto com os reflexos da delação na política

3- Construtora ainda é a maior da América Latina, com US$ 5 bi de projetos contratados no Brasil
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 25/11/2016

VISITA
Publicado em 11/25/2016 as 03:17 PM

Autor:        ALINE BRONZATI, CYNTHIA DECLOEDT E FERNANDA GUIMARÃES

Os ministros Moreira Franco, Fernando Coelho e Maurício Quintella se encontraram ontem, em evento organizado pelo Santander em Madri, com executivos de 20 grandes grupos europeus de infraestrutura, incluindo Dragados, Ferrovial, Cintra, Enel e Abertis. Aeroportos despertaram o maior interesse.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

CHINA COBRA DO BRASIL FIM DE BARREIRAS
Publicado em 11/25/2016 as 03:17 PM

A China está pressionando o governo brasileiro para que passe a tratar suas importações como faz com o resto do mundo e a considerar o país como economia de mercado.

A adesão de Pequim à Organização Mundial do Comércio (OMC) – e ao sistema multilateral do comércio – foi definida em 2001. O processo, previsto para durar 15 anos, termina no dia 11 de dezembro. A partir dessa data, a China entende que todos os seus parceiros comerciais precisam tratá-la como qualquer outro, o que significa menos chances de adotarem barreiras comerciais.

Há 11 anos, na esperança de conseguir que a China apoiasse o pedido do Brasil para fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, em 2016, a China seria considerada pelo Brasil uma economia de mercado. Mas o apoio de Pequim ao Brasil não foi dado na ONU.

Agora, o governo brasileiro tem outra interpretação sobre o que vai ocorrer. “No dia 11 de dezembro, não tem de acontecer nada. O Brasil não tem uma lista de quem é e de quem não é uma economia de mercado”, declarou ontem o ministro de Indústria e Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Ele esteve nesta semana na OMC e tratou do assunto com o diretor-geral da entidade, o brasileiro Roberto Azevêdo.

Nos bastidores, diplomatas chineses já deixaram claro que esperam do Brasil uma posição de “aliado”, principalmente diante dos compromissos assumidos por ambos no Brics. Reuniões têm ocorrido em Pequim e em Brasília. Com ou sem uma declaração explícita de economia de mercado, os chineses já avisaram o Brasil que não vão aceitar mais que seus produtos enfrentem determinadas barreiras.

Até agora, um país que se considerasse afetado por um dumping de produtos chineses poderia calcular uma taxa extra cobrada nos portos contra o bem importado. Para fazer esse cálculo, estavam autorizados a usar preços praticados em outras partes do mundo para demonstrar que os chineses estavam agindo de forma desleal.

A partir do dia 11, a China espera que essa regra mude e que os governos apenas comparem os preços chineses com outros do mesmo país. Na prática, impor uma barreira ficará mais difícil. “Vamos cumprir nossos compromissos com os organismos internacionais. Não temos de dizer nem que sim nem que não”, indicou o ministro, sem dar detalhes de como isso será feito.

No ano passado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou o governo que o Brasil não poderia mudar seu tratamento em relação à economia chinesa, sob risco de não conseguir competir com as importações chinesas. Hoje, 80% das medidas antidumping do Brasil são direcionadas contra a China. Pequim é o maior importador de bens brasileiros.

Segundo Pereira, “o setor industrial brasileiro está se preparando e se adaptando”. Ele disse que existem conversas para avaliar se novos mecanismos de proteção terão de ser criados. “Até o momento, não existe nenhuma portaria sendo desenhada.” Azevedo indicou que cabe a cada governo interpretar as leis estabelecidas. “Cada um deve lidar com isso de forma responsável”, defendeu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

COLUNA - CELSO MING
Publicado em 11/25/2016 as 03:17 PM

Autor:        CELSO MING - CELSO.MING@ESTADAO.COM

A título de justificativa para a anistia a práticas de crime de caixa 2 armada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados os políticos apresentam o pressuposto de que não pode ser condenado quem desconhecia que os recursos de financiamento de campanha provinham de corrupção.

Anistia e ‘não-sabismo’

Se essa anistia for aprovada, cerca de 70% - é a estimativa disponível -dos políticos apontados como beneficiários de práticas de propina se livrarão de processos contra eles. A maioria garante não ter conhecimento da origem desses recursos e que dinheiro de propina não vem com carimbo. Caso se empenhassem em saber, saberiam. Mas não se interessaram em saber.

Há muito o que dizer sobre essa operação abafa. Mas fiquemos aqui com a cultura do “não-sabismo”, sistema de enganação, usado como recurso destinado a garantir escapes de responsabilidades. Essa cultura, antiga no Brasil, tem como contrapartida hipócrita fechar os olhos para o que se passa, como se os próprios contratos das grandes obras não fossem redigidos propositalmente de maneira a garantir aditivos e captação de mais recursos destinados a cobrir desvios.

Vale relembrar fatos mais recentes em que prevaleceu a alegação de desconhecimento. O presidente Lula, por exemplo, nunca soube da corrupção que correu solta em seu governo; não sabia do mensalão; não sabia dos saques que se fizeram na Petrobrás, na Eletrobrás e em grande número de empresas estatais; não sabia que as despesas de sua chácara em Atibaia ou do apartamento do Guarujá estavam sendo bancadas com recursos de origens suspeitas, que tinham objetivos mais complexos do que os de puramente servir de “relações públicas” de certas empreiteiras.

A presidente Dilma também jurou ignorância sobre o que se passava na Petrobrás, mesmo no tempo em que era presidente do Conselho de Administração. Nem sequer imaginava a existência de superfaturamento na compra da Refinaria de Pasadena.

Desde os tempos da Grécia Antiga, o ser humano aprendeu que até mesmo os que desconhecem certos fatos importantes da vida não escapam das suas consequências. Édipo, por exemplo, não sabia que aquele que havia assassinado por motivos triviais - na verdade, numa briga de trânsito - era seu pai, Laio. Nem sabia que Jocasta, a mulher com quem se casara, era sua mãe. E, no entanto, nem por isso, a fome, a doença e outras desgraças provocadas pelos desregramentos do líder deixaram de cair sobre Tebas cujo trono ocupava.

Os próceres do “não-sabismo” detestam quem lhes aponta verdades e responsabilidades. Desprezaram Cassandra, amaldiçoaram os profetas que, dedo em riste, denunciavam os desmandos dos reis e, hoje, acusam o Ministério Público, a Justiça e a imprensa de perseguição e de práticas seletivas.

Essa operação abafa é uma tentativa de enterrar a oportunidade de um avanço civilizatório destinado a sanear a vida pública brasileira que vinha se degradando pela corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. É o novo efeito Berlusconi, que em 1994 desossou na Itália a Operação Mãos Limpas, agora reeditada nas cores verde e amarela.

As consequências não tardarão. O cavalo de troia desta ampla blindagem que os políticos tentam contrabandear junto com os projetos de lei das 10 medidas contra a corrupção corrói as esperanças de que sejam erradicadas velhas práticas patrimonialistas que continuam solapando a saúde moral dos brasileiros.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

COLUNA - DIRETO DA FONTE
Publicado em 11/25/2016 as 03:16 PM

Autor:        SONIA RACY - estadão.com.br/diretodafonte

Depois do entrave com as autoridades americanas em torno do valor da multa (US$ 2,5 bilhões) que lhes cabe, a delação gigante da Odebrecht deu uma recuada ontem, segundo fonte próxima às negociações.

Eu sozinho

Marcelo Odebrecht se recusa a atender à exigência dos procuradores para que seja responsável por eventuais omissões dos demais diretores.

O executivo tampouco quis assumir questões relacionadas a seu pai. O filho de Emílio não assinou ainda a delação - e os outros presos do Grupo também não.

Sozinho

O estado de Marcelo preocupa. Um dos advogados do numeroso time que atende aos 77 delatores chegou a confessar a um amigo que, por ele, deixaria o executivo... em Curitiba.

Bate-volta

Ex-diretores da Odebrecht que fizeram a delação premiada voltaram ontem a São Paulo e ficam de stand-by.

A previsão é que retornem a Brasília na terça-feira.

Anistia em dois atos

No debate sobre anistiar o caixa 2, o jurista Ary Oswaldo Mattos Filho chama a atenção para a “operação casada”: aprovar essa medida e, ao mesmo tempo, permitir que parentes de políticos possam repatriar recursos.

Se a lei passar nesses termos, explica o jurista, abre-se brecha interessante para um político que recebeu altos valores no passado, gastou parte em campanha eleitoral e o resto foi para a conta de um parente na Suíça.

Como era caixa 2 anterior à lei, não há como punir. E, dentro da nova regra, o parente pode repatriar recursos normalmente. O dinheiro volta ao País sem pecados.

Disposição

FHC pega voo hoje de manhã para Brasília. Vai participar do encontro de prefeitos eleitos do PSDB organizado por Aécio Neves e José Aníbal, do ITV.

Nova geração

O empresário Filipe Sabará aceitou convite de Doria para ser o segundo de Soninha Francine no Desenvolvimento Social. Para tanto, vai deixar a ONG Arcah, dedicada a resgatar moradores de ma. Em seu lugar, no comando, ficam Alex Seibel e Rodrigo Leite.

Sabará vai despedir-se também da presidência de suas quatro empresas.

De guerra

Foi dada a largada, esta semana, da operação descida, para o Guarujá, de uma luxuosa embarcação de 95 pés pertencente a um famoso empresário.

O iate - de 100 toneladas, fabricado pelo Inteimarine, foi desmembrado em duas partes e levará quatro dias para descer a serra.

Pedal

Ciclistas organizam, hoje, uma bicicletada na Praça do Ciclista, para protestar contra os impostos cobrados... sobre as magrelas. Segundo os organizadores do evento, os valores superam, proporcionalmente, os que são cobrados sobre automóveis.

2017

A Pinacoteca comemora: nos planos do museu, ano que vem, estão 14 exposições.

Entre Di Cavalcanti, Rodrigo Andrade e Mauro Restiffe.

Reivindicação

A Minha Sampa começou uma mobilização para impedir que a Controladoria Geral do Município perca seu status de secretaria durante a gestão Doria.

Que inclui enviar mensagens ao prefeito eleito pedindo que ele mantenha a CGM independente.

NA FRENTE

• Paulo Skaf reúne Gilmar Mendes, Arnold Wald,

Ives Gandra, Sydney Sanches e o juiz francês Dominique Hascher em debate sobre a Lei de Arbitragem, que completa 20 anos. Hoje, na Fiesp.

• Sérgio Motta, que foi ministro de FHC, é o homenageado, amanhã, no Memorial da Resistência.

• Abre amanhã, com curadoria de Luciana Garbin, a mostra Santos Dumont na Coleção Brasiliana Itaú.

No Itaú Cultural.

• Acontece, hoje, a segunda edição do prêmio Ecoera.

Na Casa Vogue Experience.

• O Museu de Arte Sacra exibe, amanhã, o documentário Restauro da Casa Pinhal no Cine-Debate e sorteia brindes no Dia de Doar.

• Na primeira fala após sua indicação, André Sturm comparou o número de secretários de Doria (22) a um time de futebol. Já o vice, Bruno Covas, usou o mesmo número para falar da Semana de 22 - que marcou a vida cultural de SP.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

GOVERNO TEMER PUBLICA MP DAS CONCESSÕES
Publicado em 11/25/2016 as 03:16 PM

Três pontos do texto final foram particularmente mal recebidos pelas empresas, todos ligados à relicitação de projetos
Lu Aiko Otta, Alexa Salomão e Luci Ribeiro,

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer editou a Medida Provisória 752/2016, que estabelece diretrizes gerais para a prorrogação e a relicitação dos contratos definidos dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário da administração pública federal. Conhecida como MP das Concessões, a matéria foi assinada ontem pelo presidente e está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU), depois de grande debate interno no governo, conforme o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, antecipou.

O texto final - a que o Broadcast e o Estado tiveram acesso com antecedência - desagrada, em parte, as concessionárias. Três pontos foram particularmente mal recebidos pelas empresas, todos ligados à relicitação de projetos.

O que mais incomodou é o fato de a concessionária que devolver o projeto, por falta de recursos para finalizá-lo, fica no "escuro". Não sabe qual será o valor da indenização antes de oficializar a devolução, mas depois de devolver, não pode voltar atrás. "Se não concordar com a indenização, pode até recorrer a um tribunal arbitral, mas aí a dor de cabeça já está contratada", disse uma fonte ligada uma das concessionárias que enfrenta problemas financeiros.

Outra questão: sócios de empresas com problemas que aderirem a relicitação, ainda que tenham condição financeira de ficar no projeto, não poderão permanecer, nem participar da nova licitação. A exclusão também vale para empresas que estão financeiramente bem, mas que venham a entregar a concessão por discordarem dos parâmetros iniciais do projeto, que foram definidos quando a economia ia bem e agora não valem na crise, como a demanda de usuários, que tende a cair quando a economia vai mal. Quem devolver por essa razão também não pode entrar na nova licitação.

No caso das rodovias, o problema é que a MP não trouxe nenhuma alternativa para viabilizar as concessões leiloadas no governo Dilma Rousseff, na primeira etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL). Desequilibradas pela falta de liberação do financiamento de longo prazo do BNDES, elas propuseram, por exemplo, realizar duplicações conforme o aumento da demanda - e não no prazo de cinco anos, como previsto. Mas o governo não cedeu.

"Na época dos leilões, prevíamos a economia crescendo a 4,5% e o BNDES financiando até 70% do investimento a TJLP mais 2% ao ano", disse ao Estado César Borges, que conduziu os leilões à época como ministro dos Transportes e hoje preside a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). "Isso mudou integralmente e o País é outro."

Com isso, diz ele, o governo deixa de oferecer uma solução a um conjunto de 5.000 km de rodovias concedidas, metade da malha federal em mãos do setor privado. Entre elas, estão dois trechos da BR-163, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, para o escoamento da safra.

O ex-ministro fez a crítica baseado nas informações que obteve às vésperas da assinatura do documento. A versão final, de fato, não contemplou o pleito da associação dos concessionários de rodovia.

O governo também excluiu da versão final da MP um artigo que permitia a reprogramação dos pagamentos da taxa de outorga. Esse ponto era de interesse da concessionária Rio Galeão, que queria mudar a forma de pagamento dos R$ 19 bilhões prometidos no leilão do aeroporto. Em vez de parcelas anuais na casa de R$ 900 milhões, ela queria reduzir os recolhimentos no início do contrato, quando há investimentos, e concentrá-los no final.

Essa reprogramação é um ingrediente chave nos planos da concessionária para viabilizar o negócio. Segundo fontes da área técnica, ela foi incluída no texto por sugestão do BNDES, por fazer sentido do ponto de vista financeiro. Porém, houve receio que as demais concessionárias exigissem o mesmo.

Haverá, ainda, reações das atuais concessionárias de ferrovias. Isso porque a MP, ao permitir a possibilidade de renovação antecipada da concessão, exigiu, por outro lado que elas façam investimentos. E esses não ocorrerão, necessariamente, nas malhas que elas controlam.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

ANTAQ - LICITAÇÃO DE PORTOS NO PARÁ ABRE NA 2ª FEIRA
Publicado em 11/25/2016 as 03:16 PM

Autor:        Mariana Durão / Rio

Os editais de licitação dos terminais portuários em Santarém, no Pará, serão publicados na próxima segunda-feira, informou ontem diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski.

Os terminais STM04 e STM05 trabalham com movimentação e armazenagem de granéis líquidos de combustíveis. Ambos constam da primeira etapa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

Segundo Tokarski, a expectativa da Antaq é que o edital do terceiro projeto da leva, o terminal de trigo do Rio de Janeiro, deixe o Tribunal de Contas da União (TCU) já na próxima semana, o que possibilitaria sua publicação ainda em 2016. “Tem grande chance, mas ainda não podemos garantir uma data”, disse após palestra no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2016.

Para o diretor-geral, os três leilões acima devem sair entre o primeiro e segundo trimestres de 2017. Recentemente o governo incluiu outros três terminais no PPI: um de madeira e celulose no Porto de Itaqui (MA); um de celulose e um de veículos em Paranaguá (PR). Outras 23 áreas terão seus estudos de viabilidade atualizados pelo Ministério dos Transportes antes de entrar em audiência pública.

Tokarski revelou ainda que está em estudo uma licitação simplificada para uma centena de áreas menores dentro dos portos públicos.

A ideia seria diminuir o prazo de concessão (hoje são 25 anos prorrogáveis por mais 25), entre outras coisas. Ele citou a área da antiga Valesul no Porto de Itaguaí (RJ) parada há dois anos, gerando gastos com manutenção. O levantamento das áreas foi encomendado.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

ESTALEIRO - ODEBRECHT CONSIDERA NOVAS ATIVIDADES PARA ESTALEIRO ENSEADA
Publicado em 11/25/2016 as 03:16 PM

Autor:        Por Graziella Valenti | Valor

SÃO PAULO - O Grupo Odebrecht informou em nota ao Valor que não há planos para encerramento das atividades do Estaleiro Enseada, que deveria construir seis das 28 sondas para a Sete Brasil que foram encomendadas pela Petrobras em 2011.

Está em análise o desenvolvimento de outros negócios no local.

De acordo a companhia, neste momento, há uma reestruturação do endividamento em andamento, em função dos problemas derivados da Sete Brasil. Especificamente sobre os contratos da Sete Brasil, a Odebrecht alega que continua em negociação com a empresa, mas “em função das cláusulas de confidencialidade que regem os contratos, a empresa Enseada não pode se pronunciar sobre o assunto”.

A Odebrecht ressaltou que busca conquistar novos contratos para a atuação naval offshore e, além disso, desenvolver “novas oportunidades que agreguem valor ao ativo existente a partir de estratégia de diversificação do negócio”.

O grupo afirma que o estaleiro representa “um importante ativo industrial” para dar sequência a sua atuação no mercado de construção naval e offshore. “Enseada também está plenamente capacitado a produzir navios para outros segmentos além daqueles estritamente ligados à indústria do petróleo”, informa a companhia na nota.

Conforme a nota, são avaliadas ainda oportunidades para usar a estrutura e o espaço do estaleiro para “atrair investidores de longo prazo” e desenvolver negócios na área logística para armazenagem de combustíveis, “em face do crescimento da demanda por combustíveis e da baixa perspectiva de aumento de oferta nacional”, e de outros produtos. O objetivo é “potencializar” a atividade portuária da Unidade Paraguaçu, dentro do estaleiro — terminais de uso privado, cais e área de armazenagem.

O grupo também considera usar a capacidade de fabricação e montagem do estaleiro — desenvolvida para navios — para fornecer soluções integradas de engenharia e construção para parques eólicos.

A respeito da construção de submarinos pela unidade de defesa do grupo, a Odebrecht afirma que “fica preservado o projeto dos submarinos, sob a gestão da sua subsidiária Itaguaí Construções Navais (ICN)”.
Fonte: Valor Econômico
Data : 25/11/2016

TEMER EDITA MP COM REGRAS PARA CONTRATOS EM INFRAESTRUTURA
Publicado em 11/25/2016 as 03:15 PM

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer editou medida provisória nº 752 para tratar das regras gerais para prorrogação e relicitação dos contratos de parceria público privada (PPI) nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário, como adiantado ontem pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

Segundo a MP, publicada nesta sexta-feira no “Diário Oficial da União” (DOU), o ministério setorial ou as agências reguladoras, na condição de órgão ou entidades competentes, adotarão nos contratos prorrogados ou relicitados as melhores práticas regulatórias, incorporando novas tecnologias e serviços e, conforme o caso, novos investimentos.

A MP explica que a prorrogação contratual deve ser entendida como uma alteração do prazo de vigência do contrato de parceria, admitida no respectivo edital ou no instrumento contratual original, realizada a critério do órgão ou da entidade competente e de comum acordo com o contratado, em razão do término da vigência do ajuste.

Já prorrogação antecipada é alteração do prazo de vigência do contrato de parceria, quando admitida a prorrogação contratual no respectivo edital ou no instrumento contratual original, realizada a critério do órgão ou da entidade competente e de comum acordo com o contratado, produzindo efeitos antes do término da vigência do ajuste.

A relicitação é procedimento que compreende a extinção amigável dos contratos de parceria e a celebração de novo ajuste negocial para o empreendimento, em novas condições contratuais e com novos contratados, mediante licitação promovida para esse fim.

No caso da prorrogação contratual e a antecipada dos contratos de parceria nos setores rodoviário e ferroviário poderão ocorrer por provocação de qualquer uma das partes do contrato de parceria, estando sujeitas à discricionariedade do órgão ou da entidade competente. Quando houver disposição contratual em contrário, os pedidos de prorrogação deverão ser manifestados formalmente ao órgão ou à entidade competente com antecedência mínima de 24 meses do término do contrato originalmente firmado.

Ainda de acordo com a MP, desde que já não tenham sido prorrogados anteriormente, os contratos de parceria poderão ser prorrogados uma única vez, por período igual ou inferior ao prazo de prorrogação originalmente fixado ou admitido no contrato.

A prorrogação antecipada ocorrerá por meio da inclusão de investimentos não previstos e poderá ocorrer apenas nos contratos de parceria em que o prazo de vigência encontrar-se entre 59% do prazo originalmente estipulado. Ela ainda estará condicionada à várias exigências, que variam conforme o setor.

O termo aditivo às prorrogações deverá conter o respectivo cronograma dos investimentos obrigatórios previstos e incorporar mecanismos que desestimulem eventuais inexecuções ou atrasos das suas obrigações, como o desconto anual de reequilíbrio e o pagamento de adicional de outorga. Será de responsabilidade do órgão ou entidade competente apresentar estudo técnico que fundamente a vantagem das prorrogações do contrato de PPI em relação à realização de uma nova licitação do empreendimento.

Nos contratos de parceria no setor ferroviário, o órgão ou a entidade competente poderá buscar a resolução de questões operacionais e de entraves logísticos para o setor. Por exemplo, poderá propor soluções para todo o sistema ou implementar medidas diferenciadas por contrato ou trecho ferroviário que considerem a reconfiguração de malhas, com vinculação ou desvinculação de trechos ferroviários, admitida a previsão, nos contratos de parceria prorrogados, de investimentos pelos contratados em malha própria ou naquelas de interesse da administração pública.

A MP informa ainda que, com o objetivo de assegurar a continuidade da prestação dos serviços, o órgão ou a entidade competente poderá realizar a relicitação dos contratos de parceria no setor rodoviário, ferroviário e aeroportuário cujas disposições contratuais não estejam sendo atendidas ou cujos contratados demonstrem incapacidade de adimplir as obrigações contratuais ou financeiras assumidas originalmente. A relicitação ocorrerá por meio de acordo entre as partes, nos termos e prazos definidos pelo Poder Executivo.

Cada órgão ou a entidade competente deverá avaliar a necessidade, a pertinência e a razoabilidade da instauração do processo de relicitação do objeto do contrato de parceria, tendo em vista os aspectos operacionais e econômico-financeiros e a continuidade dos serviços envolvidos.

O órgão ou a entidade competente promoverá os estudos necessários à relicitação dos contratos de parceria, visando a assegurar a sua viabilidade econômico-financeira e operacional.

A MP destaca ainda que, no caso de concessão à iniciativa privada de aeroportos atribuídos à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o edital e o respectivo contrato de concessão poderão prever o pagamento pela concessionária, diretamente à Infraero, de indenização pelos custos de adequação de efetivo de pessoal.

Segundo a MP, não há alteração na condução, pelo órgão ou pela entidade competente, no exercício das suas competências regulatórias, dos procedimentos de reequilíbrio econômico-financeiro instaurados em contratos não alcançados. Mas a MP não trata dos procedimentos de extensão do prazo contratual para fins de reequilíbrio econômico-financeiro, definida como a alteração do prazo de vigência do contrato de parceria destinada a compensar eventuais desequilíbrios econômico-financeiros sobre o ajuste, quando cabível, conforme regras contratuais.

Em casos em que houver estudo ou licitação em andamento para substituição de contrato em vigor e não haja tempo hábil para que o vencedor do certame assuma o objeto do contrato, o órgão ou a entidade competente fica autorizado a estender o prazo do contrato, justificadamente, por até vinte e quatro meses, a fim de que não haja descontinuidade na prestação do serviço.

A MP prevê que a União e outros entes da administração pública federal indireta compensem haveres e deveres de natureza não tributária com concessionários e subconcessionários dos serviços públicos de transporte ferroviário, oriundos inclusive de fatos causados pela devolução de trechos ferroviários considerados antieconômicos. Os valores poderão ser utilizados para o investimento, diretamente pelos respectivos concessionários, em malha própria ou naquelas de interesse da administração pública.
Fonte: Valor Econômico
Data : 25/11/2016

CONSOLIDAÇÃO DE HAMBURG SÜD E MAERSK CRIARIA CONCENTRAÇÃO NO BRASIL
Publicado em 11/25/2016 as 03:15 PM

A consolidação entre os transportadores de contêineres Hamburg Süd e Maersk Line, se levada a cabo, criará uma superconcentração na navegação brasileira - tanto nas linhas domésticas (cabotagem) quanto nas de longo curso. Na cabotagem o impacto é maior: a Aliança, da Hamburg Süd, e a Mercosul Line, do grupo Maersk, têm juntas 80% da capacidade total do mercado em Teus (contêiner padrão de 20 pés). O restante está nas mãos da Log-In.

Com menos competição para os embarcadores decidirem quem contratar, a aposta do mercado é que dificilmente o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove tamanha concentração sem restrições.

No transporte de longo curso, os dois grupos teriam juntos uma fatia de 36% no volume de cargas transportadas nos tráfegos com a Costa Leste da América do Sul, considerando o acumulado do ano até setembro. Somando as participações dos dois armadores seguintes no ranking - MSC e Hapag Lloyd -, significa que 70% dos volumes ficariam concentrados nos conveses de três companhias.

Nos últimos dias, a mídia internacional subiu o tom no sentido de que haveria uma negociação avançada entre a família Oetker, dona da Hamburg Süd - o braço de navegação do conglomerado alemão -, e a Maersk Line. A respeitada publicação "ShippingWatch", especializada no setor, publicou reportagem nesta semana informando que a compra da Hamburg Süd pela dinamarquesa Maersk Line está para acontecer "logo" e que o valor gira em torno de € 4 bilhões.

Apesar de Hamburg Süd e Maersk Line não comentarem o que classificam como especulações, nenhuma nega que haja uma negociação em curso. A Maersk Line é o maior armador do mundo em capacidade e a Hamburg Süd é o sétimo. No Brasil, a alemã lidera a movimentação da cabotagem, com a Aliança, e encabeça o ranking do longo curso. A Mercosul Line é a segunda no transporte doméstico e a Maersk Line é a quarta nos serviços internacionais.

Uma eventual venda ou fusão suscita questões também sobre como ficará a distribuição dos navios entre os terminais portuários onde hoje esses armadores operam.

"Em se confirmando, a grande questão vai girar em torno de como os volumes da Maersk e da Hamburg Süd serão reacomodados. Por exemplo, a BTP [onde a Maersk e a MSC atuam no porto de Santos] não teria capacidade para absorver volumes da Maersk, da MSC e mais da Hamburg Süd juntos", diz Leandro Barreto, especialista em transporte marítimo e sócio da consultoria Solve.

Ainda, destaca ele, no Sul do país, os terminais pertencentes a empresas dos mesmos grupos da Maersk e Hamburg Süd, nos quais elas escalam seus navios, têm limitações. "Um dos grandes objetivos do processo de fusão pelo qual a indústria passa é buscar ganhos de escala proporcionado por navios maiores. Contudo, nenhum dos terminais teria atualmente condições de operar plenamente os navios de 366 metros."

O atual contexto do setor é de consolidação, num ambiente em que a superoferta de navios e os sucessivos resultados negativos dos armadores deixam pouca margem de manobra. Recentemente foi anunciado o acordo para a fusão do negócio de contêineres das japonesas MOL, NYK e K-Line, em mais um capítulo desse processo.

Um negócio entre Hamburg Süd e Maersk Line criaria a chamada sinergia em rede, pois a alemã é uma empresa de nicho - focada no tráfego Norte-Sul. E, tal qual a Maersk Line, é forte no transporte de cargas refrigeradas, o que criaria uma potência na Costa Leste da América do Sul.
Fonte: Valor Econômico
Data : 25/11/2016

COLUNA - ARI CUNHA
Publicado em 11/25/2016 as 03:14 PM

Autor:        ARI CUNHA - aricunha@dabr.com.br - com Circe Cunha // circecunha.df@dabr.com.br

Entre o que deseja a sociedade e o que quer a classe política dominante no Brasil, existe uma distância imensurável e que parece aumentar a cada dia.

Muda Brasil, surda Brasil, cega Brasil

O fosso que vai se abrindo entre os representantes políticos e os cidadãos, ganhou maior amplitude com as investigações da Operação Lava-Jato.

No Brasil, como em parte do mundo Ocidental, sociedade e elite política vivem não só realidades diferentes, mas em mundos antagônicos. Qualquer pesquisa de opinião demonstra que a classe política é mal avaliada. Pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas, neste ano, mostrou que apenas 5% da população confia nos partidos políticos. Trata-se do mais baixo índice de todos os tempos. A falta de confiança nesse patamar contamina os mecanismos da própria democracia.

Vivemos num labirinto onde, para manter a aparência de Estado democrático de direito, somos obrigados a conviver com leis que não servem para a realidade. Uma lida na Constituição brasileira é uma viagem ao desconhecido. Como acreditar no Brasil quando um juiz aceita receber R$ 600 mil mensais como remuneração?

Com relação à organização política, o que a sociedade anseia é pelo fim dos privilégios, a começar pela prerrogativa de foro. Aqui em Brasília, a população assiste, a cada dia, à sequência ininterrupta de denúncias, envolvendo os deputados distritais nas mais cabeludas transações. A situação chegou a tal ponto que o Tribunal de Justiça do DF determinou o afastamento de toda a Mesa Diretora da Câmara Legislativa, a começar pela própria presidente da Casa. Acéfalo, os distritais tiveram que encontrar, às pressas, novos membros para comandar o Legislativo local, não sem antes se certificar de que os novos ocupantes da Mesa se manteriam fiéis aos colegas defenestrados pela Justiça.

Desde que foi fundada, a CLDF vem brindando a população de Brasília com escândalos de toda a ordem. Não surpreende, pois, que, duas décadas depois de sua criação, a Justiça venha determinar que polícia empreendesse buscas e apreensões dentro do Poder Legislativo, tal e qual é comumente realizado nos covis do crime organizado. É a desmoralização completa. Pior de tudo é a população constatar que as suspeitas da polícia são de que os recursos públicos foram desviados justamente da área de saúde, onde é comum encontrar cidadãos morrendo à míngua nas portas dos hospitais.

É preciso lembrar ainda que um ex-presidente dessa mesma Casa cumpre pena pesada num presídio de Curitiba. Os brasilienses já perceberam que, em termos de representação política, estão sós e entregues à própria sorte. O que parece mais estranho é a coragem de votar em figuras que mais adiante subtraem não só o que poderia estar na carteira, mas a própria dignidade.

A frase que foi pronunciada
“Se, por vezes, o juiz deixar vergar a vara da Justiça, que não seja sob o peso das ofertas, mas sob o da misericórdia.”

Miguel de Cervantes

Tristeza
» Asta Rose Alcade, a dama
da ópera de Brasília está hospitalizada. A cidade
está triste.

Alegria
» Ex-alunos do Colégio Rosário estão organizando um encontrão no local. Sábado, 10 de dezembro, durante todo o dia.

Release
» Na peça Infinito vazio, o universo feminino é trazido com sua delicadeza que nos ensina a ser mais afetuosos, explicam os diretores Valdeci Moreira e Ricardo César. Esse espetáculo poético-musical já passou por Goiás e Minas, estará em Ceilândia, hoje, e em Samambaia, em 1º e 2 de dezembro. A peça ganhou o Prêmio Sesc de Teatro 2013 e, agora, o projeto é patrocinado pelo FAC/DF, trazendo elenco formado apenas por oito mulheres.

Aposentadoria
» Solange Calmon apresenta o último programa INCLUSÃO transmitido pela TV Senado. Sábado, às 20h, e domingo às 8h e 16h. Com a sensação de missão cumprida, essa profissional da notícia coleciona na bagagem muitos amigos e gratidão profunda de tanta gente que teve espaço para se expresser depois de passar toda uma vida sem ter sido ouvida.

Agora vai
» A verba para o combate ao mosquito da dengue passaram de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão em 2015. Neste ano, o aporte foi de R$ 580 milhões, chegando a R$ 1,87 bilhão. Além disso, o Ministério da Saúde contou com apoio extra do Congresso Nacional, por meio de emenda parlamentar, no valor de R$ 500 milhões.

Consumidor
» Na lanchonete da escola do Sesc, não é permitido comprar um ou quatro pães de queijo. Só a porção estipulada. Isso pode, Arnaldo?

História de Brasília
Diversões e transportes são outros problemas. A população viver servida por apenas dois cinemas, enquanto a Concha Acústica, um espetáculo de obra, está abandonada, não utilizada. Os ônibus da TCB estão sempre ausentes, sempre que alguém os espera. (Publicado em 17/9/1961)
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 25/11/2016

COLUNA - BRASÍLIA - DF
Publicado em 11/25/2016 as 03:14 PM

Em agosto de 2015, dizia-se que a demora de Dilma Rousseff em tirar Aloizio Mercadante da Casa Civil terminaria por comprometer todo o organismo político de seu governo.

O Mercadante da hora

Da mesma forma, começa a se formar, em torno dos aliados do presidente Michel Temer, a ideia de que a permanência de Geddel Vieira Lima arrisca comprometer politicamente o governo Temer. É voz corrente na base que, se Temer tivesse afastado Geddel, ainda que apenas para aguardar o parecer da comissão de ética pública, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero não teria ido à Polícia Federal prestar o tal depoimento.

Agora, o presidente da República terminou obrigado a se explicar no episódio de tráfico de influência. E, para desgosto do governo e daqueles que lhe são simpáticos, Geddel nem pode pedir para sair, sob pena de passar a ideia de que sai para proteger o presidente. O governo Michel Temer vive a cada dia a sua aflição. A Geddel resta administrar o dia a dia.

E o relógio marca

É consenso entre empresários que a lua de mel com o presidente Michel Temer está chegando ao fim e, até agora, não há resultados contundentes na economia. O primeiro tempo do jogo está praticamente no fim, uma vez que 2018 é ano eleitoral, 2016 já foi, e a única janela para aprovar as reformas é 2017. O Congresso, porém, parece mais disposto a salvar a própria pele do que cuidar da economia. Assim como a área política do Planalto.

Um carrega o piano...

A proposta de anistia ao caixa dois de campanha fez estremecer as relações entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o primeiro secretário, Beto Mansur. Mansur presidiu a parte mais tensa da sessão, quando foi derrubada a proposta para que todas as deliberações relativas ao pacote de medidas contra a corrupção fossem votadas nominalmente. Maia chegou apenas para acalmar os ânimos e transferir a votação do texto para a semana que vem. Cansou de ficar com o desgaste.

...Outro fica com os louros

Alguns deputados reclamaram que Mansur deixou correr a votação simbólica a pedido de Maia. Feito isso, o presidente da Casa surgiu declarando, em sites de notícias, que era favorável à votação nominal e contra a anistia. Mansur não gostou. Agora, se os líderes quiserem qualquer manobra a respeito desse ou de outros temas polêmicos, que recorram ao próprio Maia ou ao vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão. Aquele… Que faz e, pressionado, desfaz.

Amin na lida

O deputado Esperidião Amin (PP-SC) vai defender a fixação de prazos para investigações de agentes públicos. “O culpado acha bom que demore, porque passa a vida dizendo que é inocente. Porém, quem é inocente prefere que julgue logo. Afinal, não dá para passar a vida com a nuvem sobre a cabeça”, diz ele.

Sensibilidade/ Quem conhece Geddel Vieira Lima e Aloizio Mercadante lembra uma diferença crucial entre os dois: Geddel tem humor e é leal aos amigos.

Por falar em humor.../ O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem se equilibrado entre o desejo dos colegas, de aprovar o caixa dois, e o da sociedade, de não permitir que isso ocorra. Age como um típico candidato a um novo mandato.

Guerra declarada/ Os parlamentares que desejam responsabilizar os procuradores por abuso de autoridade passaram o dia preocupados com a perspectiva de vazamento da delação de Marcelo Odebrecht. Agora, diante da suspensão da assinatura do acordo, esperam passar o fim de semana mais tranquilos.

Reguffe e os privilégios/ Em meio a tanta confusão na Câmara e no Senado, Reguffe (sem partido-DF) abraçou a campanha do #xôprivilégio lançada pelo Correio. Vai votar contra o foro privilegiado e ainda defende concurso público e mandato de cinco anos para ministros do Supremo Tribunal Federal.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 25/11/2016

COLUNA - NAS ENTRELINHAS
Publicado em 11/25/2016 as 03:13 PM

Autor:        Luiz Carlos Azedo - luizazedo.df@dabr.com.br

O ministro arrastou Temer para o olho do furacão da crise ética, num momento em que o Congresso está sobressaltado pelo acordo de delação premiada da Odebrecht

Pede pra sair, Geddel!

Uma das dificuldades do governo Temer é seu modus operandi político, “a transa”, principalmente no Congresso, cujo principal operador se tornou o maior problema do governo: o secretário de Governo, ministro Geddel Vieira Lima. Velho companheiro de jornada, desde a primeira eleição de Temer para a presidência da Câmara, ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco, Geddel faz parte do estado-maior do governo. Recebeu recado do presidente da República de que deveria se demitir, porém, disse ao interlocutor que não vai pedir para sair. Considera-se imexível!

O resultado foi a “bomba” do fim da tarde de ontem, quando a Polícia Federal encaminhou à Procuradoria-Geral da República o depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, no qual ele afirma que foi pressionado até por Michel Temer para resolver o problema de Geddel com sua pasta, ou seja, a liberação pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do empreendimento imobiliário La Vue Ladeira da Barra, em Salvador, embargado pelo órgão. Desde que saiu da pasta, o jovem diplomata está atirando. Calero se recusou a conversar com o sucessor, Roberto Freire (PPS-SP), e não foi à posse para fazer a transição do cargo; trocou o sapato de bico fino pelo tamanco na mão. Nos bastidores, corre a versão de que teria gravado o presidente, o que seria um espanto em se tratando de um ministro.

No momento, Geddel é o grande artífice de duas articulações em curso na Câmara: a operação para reeleger o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a aprovação da anistia ampla, geral e irrestrita do caixa dois eleitoral, para dar um basta à Operação Lava-Jato. Toda a movimentação feita por Geddel para permanecer no cargo, porém, desde a eclosão da crise, na sexta-feira passada, pôs mais lenha na fogueira e desgastou o governo. O amigo ministro arrastou Temer para o olho do furacão da crise ética, num momento em que o Congresso está sobressaltado pelo acordo de delação premiada feito por Marcelo e Emílio Odebrecht, o pai, e mais 78 executivos da empresa, no qual estariam denunciados mais de 200 políticos, entre os quais duas dezenas de governadores.

Na noite de quarta-feira, enquanto deputados da comissão que analisava as 10 medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público Federal (MPF) se digladiavam para aprovar o parecer do deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS), corria o boato de que a força-tarefa da Operação Lava-Jato preparava uma operação para prender 130 políticos, com autorização do ministro Teori Zavascki. A paúra foi grande. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), altas horas da noite, chegou a ligar para o presidente da Câmara para pedir que o projeto de anistia do caixa dois fosse votado ainda ontem, de maneira a permitir que o Senado aprovasse a medida na próxima semana.

A manobra fracassou porque houve resistência em plenário. Mesmo assim, a proposta de votação nominal do projeto chegou a ser derrotada. Segundo o relator, havia uma manobra para derrubar o projeto negociado na comissão e, depois, apresentar um substitutivo em plenário, aprovando a anistia. Rodrigo Maia resolveu encerrar os trabalhos e convocar nova sessão para terça-feira. Como o uso de caixa dois eleitoral era mais ou menos generalizado, apesar da forte reação da opinião pública, a tendência do plenário é aprovar a anistia. Na verdade, instalou-se uma corrida entre o Congresso e a força-tarefa da Lava-Jato, para votar a proposta antes da denúncia contra os políticos. O lobby da Odebrecht ainda é forte no Congresso; coincidentemente, a empresa adiou para segunda-feira a assinatura do acordo.

Sem rumo

A semana foi um desastre para o governo, ainda que o acordo feito com os governadores para aliviar a crise nos estados tenha reduzido a pressão da base sobre o Palácio do Planalto. Na economia, o governo emite sinais trocados: ao mesmo tempo que avança na direção da aprovação do teto de gastos públicos e anuncia a intenção de fazer a reforma da Previdência, o Ministério da Fazenda manteve uma política expansionista dos gastos. O dinheiro obtido com a repatriação dos dólares em contas externas não-declaradas mascarou o rombo nos gastos públicos. Na verdade, a despesa primária, que exclui juros da dívida pública e as amortizações, deverá crescer 12,9% em 2016. São mais R$ 143,4 bilhões em gastos na comparação com o ano passado.

Pode ser que seja uma estratégia do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para permitir um ajuste de longo prazo, em que os aumentos dos gastos públicos estarão limitados pela inflação do ano anterior, a chamada PEC do teto. Mas faltou combinar com os beques. A gestão da crise fiscal não responde às necessidades da sociedade, seja para geração de empregos, seja para viabilizar os investimentos. Resultado: começam a surgir dúvidas quanto à competência de Meirelles dentro do governo, além de inquietação nos meios empresariais. A reunião do Conselhão de segunda-feira passada, em vez de reduzir, aumentou essas dúvidas.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 25/11/2016

PORTOS - QUEM TEM MEDO DE DONALD TRUMP?
Publicado em 11/25/2016 as 03:13 PM

Autor:        AFRANIO BARBOSA DE SOUZA - afr.anio@partbank.com.br

Nossos políticos são mais prejudiciais ao Brasil que o protecionismo dos EUA

O nome da peça de Edward Albee “Qu e m tem medo de Virgínia Woof?” é o melhor título que encontramos para classificar a histeria que tomou conta da mídia mundial para a eleição do empresário Donald Trump. A vitória foi surpresa para todos nós. Não tenho simpatia pelo vencedor, mas este artigo não entrará no mérito dessa indiscutível vitoria. É o ponto de vista de um brasileiro sobre os efeitos para o Brasil.

Discursos de candidatos nas democracias, aqui e em qualquer lugar do mundo, são exagerados, mentirosos, demagógicos e todos os praticam tanto os que vencem como os que perdem. Após os resultados eleitorais os tons acalorados se esfriam e o vitorioso, que não precisa mais conquistar votos, torna- se racional. E isto está ocorrendo. Donald Trump candidato dizia que o casal Clinton deveria ser preso; Trump vencedor reconhece que teve uma grande concorrente e que irá buscar ouvir os conselhos do casal. E a senhora Hillary se dispõe a colaborar quando solicitada. Mas a mídia insiste em alertar para o que dito em campanha e a não escutar o que esta sendo falado agora.

Em relação ao Brasil, comenta-se que o discurso nacionalista e protecionista americano causará danos às nossas exportações. Ora meus compatriotas não me façam rir. Nunca o governo americano poderá ser mais protecionista que o Brasil. Nesta arte nós somos o primeiro mundo e eles os subdesenvolvidos. Se desejarem partir para este caminho deve nos pedir consultoria.

Deve aprender a fazer operação padrão que fazemos como ninguém. Ainda agora estamos sofrendo uma operação padrão suicida praticada em nossos portos que dificulta até as exportações. Se os americanos quiserem importar este protecionismo é só exportarmos alguns sindicatos de fiscais alfandegários para promover uma reivindicação salarial e paralisarão as importações americanas em todos os portos.

O ingênuo sistema americano não poderá mais impor que cabe aos sindicatos pagar os salários pelos dias parados por greves. Fazer greve assim não há graça nenhuma. Por isso as greves lá são raras e curtas. Vamos exportar nossa legislação trabalhista e cobrar caro por isso. Nossas exportações e importações são insignificantes para a balança comercial americana. E importamos mais que exportamos para aquele mercado. Não é bom nos cutucar. Podemos registrar que mesmo desejando virar a mesa do jogo político mundial, Trump presidirá uma democracia em que são muito fortes o congresso e a suprema corte. Terá maioria parlamentar, mas como se trata de um neófito na arte de convencer, embora forte no choque de vencer, terá que negociar. Vamos ensiná-lo que o sistema bipartidário é corrupto, mas não o suficiente.

Precisa implantar um sistema em que qualquer grupo deve criar seu próprio partido. Ele não quer ser nacionalista? Vamos entupir os Estados Unidos do jeitinho brasileiro. Não devemos nos preocupar com o protecionismo americano. Quem acredita que Donald Trump será capaz de causar maior dano ao Brasil que nossos políticos? Deputados, senadores, governadores e presidentes? Estes são os inimigos. Deles devemos ter medo.

*ADVOGADO DIRETOR DA PARTBANK
Fonte : DCI - SP
Data : 25/11/2016

BRADO INICIA TRANSPORTE POR CONTÊINER NO PAÍS
Publicado em 11/25/2016 as 03:13 PM

Autor:        Nayara Figueiredo - nayaraf@dci.com.br -  São Paulo

Estratégia pode ser de 10% a 15% mais competitiva para os clientes em relação ao modal rodoviário; transportes saem com produtos agropecuários e voltam com bens de consumo

A Brado Logística abre espaço para uma estratégia nova no mercado nacional que substitui o transporte de produtos agropecuários entre Mato Grosso e São Paulo de caminhões por trens, utilizando contêineres.

O agronegócio de Mato Grosso vinha utilizando o sistema logístico que envolve rodovias, ferrovias e terminais multimodais somente para escoar cargas destinadas à exportação. Processados de origem vegetal, frigorificados e grãos agora saem do município de Rondonópolis (MT) e seguem em contêineres até o terminal de Sumaré (SP), há 30 quilômetros de Campinas (SP) e há 120 quilômetros da capital paulista, o que favorece a distribuição.

Em contrapartida, produtos de higiene e bens de consumo fazem o caminho de volta para abastecer a demanda regional. De acordo com o diretor de operações e comercial da companhia, Marcelo Saraiva, a estratégia pode ser de 10% a 15% mais competitiva para os clientes em relação ao transporte rodoviário. “A margem que a gente atua no mercado interno é uma margem mais apertada do que a exportação, mas entendemos que o mercado necessita dessa logística e estamos entrando nesse fluxo para criar uma nova rota de mercado ferroviário”, disse o executivo ao DCI. De fato, o presidente da Câmara Setorial de Logística do Ministério da Agricultura e diretor executivo do Movimento Pró Logística, Edeon Ferreira, concorda que se trata de uma nova modalidade no Brasil. “Essa iniciativa pode fomentar novas entradas nesse tipo de logística, já que representa uma redução de custos comparado ao envio por caminhão”, afirma o especialista.

Para ele, os fornecedores – tradings – são os mais beneficiados na operação. “Não acredito que estejam repassando esse ganho ao consumidor, na ponta. Pode ser uma forma de se tornar mais agressivo”, diz. Sem revelar quem são os parceiros na operação, o diretor da Brado diz que há cinco empresas entre os setores de alimentos e bens de consumo. No entanto, sabe-se que na região mato-grossense de fornecimento estão localizadas unidades da Bunge e ADM produzindo óleos vegetais.

O fluxo de descida de 1,2 mil quilômetros carrega de 300 a 350 contêineres por mês, sendo 26 toneladas por contêiner. O tempo de transporte por caminhão seria de, em média, dois dias para uma rota. Por ferrovia, são em torno de dois dias e meio e também há fatores ambientais como a redução da emissão de CO² (pela redução no modal rodoviário).
Fonte : DCI - SP
Data : 25/11/2016

CABRAL, PEZÃO E JÚLIO LOPES TERÃO QUE EXPLICAR IRREGULARIDADES NA LINHA 4
Publicado em 11/25/2016 as 03:12 PM

Adriana Cruz e Wilson Aquino - Rio

Auditoria do TCE aponta um dano aos cofres públicos que atinge cerca de R$ 2,5 bilhões, decorrentes de superfaturamento e sobrepreços na obra


Rio - Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a construção da Linha 4 do Metrô é estarrecedora. As irregularidades apontam um dano aos cofres públicos que atinge cerca de R$ 2,5 bilhões (em valores reajustados), decorrentes de superfaturamento e sobrepreços na execução da obra, cujo custo final foi de R$10 bilhões. Entre as autoridades que terão que se explicar ao TCE, constam os nomes do ex-governador Sérgio Cabral (preso em Bangu 8, por conta da Operação Calicute), do atual, Luiz Fernando Pezão, e do ex-secretário de Transportes, deputado federal Júlio Lopes.

A auditoria determina a retenção imediata de créditos de R$ 139.443.947,65, referentes a empenhos que ainda não foram pagos este ano. Isso porque do valor de R$ 881.955.003,35 empenhado em 2016, já foram quitados R$ 742.511.055,70. “Queremos o bloqueio de R$ 1,2 bilhão das empreiteiras. E também o afastamento de todas as pessoas que participaram da fiscalização da obra do Metrô”, afirmou ao DIA o conselheiro José Graciosa. Ele também determinou a abertura de inquérito para investigar a atuação dos afastados.

O documento destaca que em diversas “situações encontradas”, observou-se incompatibilidade entre os serviços atestados e os realmente executados. É o caso do valor cobrado nas medições dos Trechos Sul e Oeste da obra, em que foram pagos indevidamente R$ 161 milhões (valores reajustados) sobre serviço de fornecimento e aplicação de concreto projetado. Outros R$ 592 milhões teriam sido pagos indevidamente “porque estavam em desconformidade com as especificações contratadas nos serviços de transporte de material para bota-fora” (local onde são descartados os materiais provenientes de obras de terraplenagem que envolvam escavação e remoção de terra). Outros R$ 41 milhões pagos indevidamente, nas medições do Trecho Oeste, pelo serviço não executado de “Adequação e Consolidação do Projeto Básico”.

O relatório foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros do TCE. Segundo o documento, Cabral tem 30 dias para se explicar sobre aditivos ao contrato de concessão celebrado em 21 de dezembro de 1998 e sobre “aditivos feito sem substituição à devida licitação para a Linha 4, que é uma nova obra, com outro traçado, nada tendo a ver com o de 1998”. O governador Pezão terá que apresentar justificativas sobre a celebração do Termo Aditivo 4, “acarretando a extrapolação do percentual de 25% do valor contratual original, contrariando a Lei 8666/93, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública.

Já o ex-secretário Júlio Lopes terá que explicar por que celebrou o 2º Termo Aditivo, “com cláusula de antecipação de pagamento, sem que tal procedimento seja tecnicamente justificável, e sem previsão no instrumento convocatório”.

TCE pedirá mandado de busca e apreensão documentos da obra

A procuradoria do Tribunal de Contas do Estado promete pedir hoje à Justiça um mandado de busca e apreensão de documentos na Companhia de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos), estatal responsável pela obra da Linha 4 do Metrô. “Essa medida é necessária porque houve muita resistência da estatal em mandar os documentos solicitados pela auditoria, em especial da presidente Tatiana Vaz Carius”, explicou o conselheiro José Graciosa.

Ele sustenta ainda que conseguir processos de pagamento e planilha de preços dos insumos são fundamentais para dar continuidade às investigações. Graciosa argumenta que os auditores pediram o processo administrativo relativo à Concessão da Linha 4 do Metrô 04/005.171/1998, mas a companhia informou que não detinha cópia nem sabia da localização. O pedido foi feito em setembro do ano passado. “Não é razoável levar adiante uma concessão, que beira os 10 bilhões de reais em investimentos, sem que pelo menos se tenha em mãos todas as condições que regeram a licitação”, escreveu José Graciosa em seu voto.

Na lista de documentos que o TCE quer conseguir por força de ordem judicial está o projeto executivo da obra, fichas de verificação do concreto usado, relação dos caminhões utilizados para o transporte de resíduos e dos areais e pedreiras para a execução do empreendimento. “Há muitas coisas que precisam ser apuradas”, afirmou Graciosa.

Detalhamento de obra em conjunto com o município

Uma nova frente de investigação, desta vez em parceria com o Tribunal de Contas do Município (TCM). Essa é a meta dos conselheiros do TCE que decidiram ontem enviar ofício ao órgão para pedir apuração sobre o investimento da Prefeitura do Rio de R$ 59.926.384,57 no sistema BRT Transoeste, na estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

“O trabalho pode ser feito em conjunto. Diante de tanta distorções que já encontramos, tem que se apurado se houve irregularidades na utilização dos valores disponibilizados pela Prefeitura do Rio”, esclareceu o conselheiro José Graciosa. Outra medida adotada é o encaminhamento do que a auditoria produziu até agora para o Ministério Público do estado. Os documentos serão encaminhados à 4ª Promotoria de Tutela Coletiva da Capital, que também vai apurar irregularidades na obra do metrô.

“É preciso saber o rombo de uma obra com essa magnitude nos cofres públicos”, disse Graciosa. Os conselheiros decidiram ainda que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) passe a acompanhar os contratos relacionados à obra e que também fique como a responsável pela fiscalização.
Fonte : O Dia - RJ
Data : 25/11/2016

DETALHAMENTO DE OBRA EM CONJUNTO COM O MUNICÍPIO
Publicado em 11/25/2016 as 03:12 PM

Uma nova frente de investigação, desta vez em parceria com o Tribunal de Contas do Município (TCM).

Essa é a meta dos conselheiros do TCE que decidiram ontem enviar ofício ao órgão para pedir apuração sobre o investimento da Prefeitura do Rio de R$ 59.926.384,57 no sistema BRT Transoeste, na estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. “O trabalho pode ser feito em conjunto.

Diante de tanta distorções que já encontramos, tem que se apurado se houve irregularidades na utilização dos valores disponibilizados pela Prefeitura do Rio”, esclareceu o conselheiro José Graciosa. Outra medida adotada é o encaminhamento do que a auditoria produziu até agora para o Ministério Público do estado.

Os documentos serão encaminhados à 4ª Promotoria de Tutela Coletiva da Capital, que também vai apurar irregularidades na obra do metrô. “É preciso saber o rombo de uma obra com essa magnitude nos cofres públicos”, disse Graciosa. Os conselheiros decidiram ainda que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) passe a acompanhar os contratos relacionados à obra e que também fique como a responsável pela fiscalização.
Fonte : O Dia - RJ
Data : 25/11/2016

ACUSADAS DE VENDA ABAIXO DO PREÇO, EMPRESAS DO BRASIL SOFREM COM BARREIRAS
Publicado em 11/25/2016 as 03:11 PM

RAQUEL LANDIM - DE SÃO PAULO

Os exportadores brasileiros se tornaram alvo de um ataque de medidas de defesa comercial ao redor do planeta. Somente neste ano foram implementadas 14 novas barreiras contra produtos feitos no Brasil e existem mais 20 investigações em curso.

O aumento expressivo de novos casos elevou o número de produtos nacionais afetados por sobretaxas para 31.

Em 2010, 9 itens sofriam barreiras, conforme o ministério da Indústria, Comércio Exyterior e Serviços (Mdic).

"O que estamos sentidno agora é apenas o início do processo 2017 e 2018 serão anos de intensa pressão contra os exprotadores brasileiros", diz Welber Barral, sócio do Barral MJorge Advogados, um dos escritórios mais atuantes no assunto.

Alto­forno da Usiminas; indústria do aço do Brasil é uma das afetadas por barreiras comerciais



As empresas brasileiras estão sendo investigadas e punidas por suposta prática de dumping - que é vender abaixo do preço praticado no mercado local - e por receber subsídios do governo.

As acusações se intensificaram depois que a recessão no Brasil derrubou as vendas domésticas, forçando as empresas a ir para o exterior. A desvalorização do real também favoreceu a exportação.

Os exportadores brasileiros, no entanto, encontraram um mercado extemamente competitivo e tiveram que baixar preços. De acordo com a OMC (Organização Mundial do Comércio) o comércio internacional vai crescer apenas 1,7% neste ano.

Dois anos atrás, antes da recessão local começar, a situação era muito diferente. As empressas pediam proteção ao governo contra a "invasão do mercado interno e o Brasil se tornou um dos países que mais aplicava tarifas antidumping no mundo.

As barreiras contra produtos brasileiros estão sendo adotadas por diversos países: Estados Unidos, Austrália, Tailândia, Índia, membros da União Europeia e até a vizinha Argrentina, entre outros.

"A medida argentina contra a cerâmica brasileira é eminentemente protecionista, porque a indústria local não consegue abastecer o mercado e está sucateada", diz Antonio Carlos Kieling, presidente da Anfacer, que reúne os fabricantes de azulejos e cerâmicas, um dos setores afetados por barreiras do sócio do Mercosul.

AÇO
Os setores prejudicados por medidas de defesa comercial vão desde produtos de consumo, como utensílios domésticos e papel, produtos agrícolas, como açúcar e camarão, atingindo até insumos industriais, como produtos químicos.

O aço, porém, é de longe o setor mais afetado. Por causa do crescimento da produção chinesa, a oferta de aço supera a demanda global em 800 milhões de toneladas.

Por questões estruturais, o setor também não consegue reduzir pouco a pouco a produção. Para não desligar um alto­forno, as siderúrgicas são forçadas a exportar a preços reduzidos, derrubando o preço global.

"Com esse excedente monumental, todos querem proteger o seu mercado. Estamos vivendo uma guerra comercial", explica Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, que reúne as siderúrgicas.

Segundo o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, o governo está oferecendo todo o suporte para que as empresas brasileiras se defendam, inclusive, questionando as medidas na OMC.

Neste mês, o Brasil iniciou consultas no órgão sobre barreiras contra produtos siderúrgicos criadas pelos Estados Unidos. O próximo passo será abrir um painel pedindo a retirada das sobretaxas.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 21/11/2016

EMPREITEIRA QUE SAIR DE AEROPORTO SERÁ EXCLUÍDA DE FUTURAS LICITAÇÕES
Publicado em 11/25/2016 as 03:10 PM

Autor:        VALDO CRUZ e JULIO WIZIACK

Regras definidas pelo governo excluem estatal Infraero e construtoras atingidas pela Lava Jato. Grupos estrangeiros que operam terminais privatizados por Dilma e acionistas com até 20% poderão participar
DE BRASÍLIA

As grandes empreiteiras atingidas pela Operação Lava Jato e a a estatal Infraero não poderão participar das futuras licitações de aeroportos se desistirem das atuais concessões por causa das dificuldades financeiras que enfrentam com os atuais contratos.

Serão autorizados a disputar os novos leilões apenas acionistas minoritários, com até 20% do capital votante, caso de alguns dos atuais operadores de aeroportos. O governo tem interesse em que eles continuem no Brasil.

A decisão foi tomada nesta quinta (24) pelo presidente Michel Temer, que assinou medida provisória que permite a prorrogação ou relicitação de concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos. Empresários reclamavam da demora na edição da medida, prometida desde setembro.

A medida afeta a Invepar, que tem a OAS como sócia e controla o aeroporto de Guarulhos (SP); Triunfo e UTC, sócias no aeroporto de Vira-copos, em Campinas (SP); a CCR, quem tem como sócias a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa e controla Confins (MG); a Odebrecht e sua sócia estrangeira Changi, que controlam o Galeão (RJ); e a argentina Inframérica, que administra dois aeroportos privatizados (Natal e Brasília).

Hoje, esses aeroportos estão em dificuldades financeiras porque as empreiteiras enfrentam problemas com a Lava Jato e a recessão frustrou as receitas —o movimento de passageiros caiu muito acima do esperado. O resultado é uma dívida de R$ 2 bilhões referente aos pagamentos em atraso das outorgas.

Essas empresas queriam renegociar os atuais contratos ou, pelo menos, devolver as atuais concessões e ter permissão para participar de nova licitação. O governo vetou.

Quem vencer os futuros leilões dos aeroportos também terá que assumir o compromisso de indenizar a Infraero por funcionários que forem eventualmente demitidos.

Como antecipou a Folha, a medida prevê tanto a prorrogação de prazos contratuais quanto a relicitação para aeroportos, ferrovias e rodovias, desde que essas concessões integrem o PPI (Programa de Parcerias em Investimentos).

No caso de rodovias e ferrovias, os pedidos de prorrogação deverão ser feitos com, no mínimo, dois anos de antecedência do fim do contrato. Os contratos só poderão ser prorrogados uma vez.

Será possível solicitar uma prorrogação antecipadamente desde que o contrato esteja em vigência por, no mínimo 50% e, no máximo, 90% do prazo. Nesse caso, a empresa terá de fazer novos investimentos, a serem definidos por órgãos competentes.

FERROVIAS

Para as rodovias, é ainda necessário que 80% das obras tenham sido executadas. No caso das ferrovias, o governo mudou de posição e definiu que as empresas deverão abrir sua malha para concorrentes somente “quando couber”. Na versão anterior, o fim dessa exclusividade era automático.

Quando as empresas, em comum acordo, decidirem devolver a concessão para uma nova licitação, serão indenizadas pelos investimentos realizados. O novo comprador poderá, caso as condições de financiamento sejam favoráveis, assumir as dívidas do antigo concessionário, mas os termos serão definidos no edital.

Os novos contratos serão submetidos ao TCU (Tribunal de Contas da União) e os casos de conflito serão resolvidos pelas agências reguladoras ou demais órgãos competentes. A arbitragem só será instituída se já houver previsão nos contratos anteriores.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

COLUNA - PAINEL
Publicado em 11/25/2016 as 03:10 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

Auxiliares diretos de Michel Temer confirmam, em caráter reservado, a versão de que Marcelo Calero procurou colegas de Esplanada antes de pedir demissão da Cultura e contou estar sendo pressionado por Geddel Vieira Lima (Governo) a interferir na aprovação do empreendimento em Salvador.

Falou e disse

Nas ocasiões em que buscou ajuda, o então ministro parecia estar “angustiado”, segundo os relatos. Teria ouvido conselhos para que levasse a história diretamente ao presidente.

Pororoca
Caciques de partidos aliados estão preocupados. Temem que a crise Calero se some à delação da Odebrecht e imponha ao presidente a árdua tarefa de ser obrigado a buscar estabilidade política no lugar de ir atrás da estabilidade econômica.

Às armas
O líder do PT na Câmara, Afonso Florence, e o colega Paulo Teixeira pedirão à PF a cópia do depoimento. Além de nova convocação do ex-ministro e de Geddel para prestar esclarecimentos, eles pretendem ir à Comissão de Ética.

Cartilha
A sigla já aponta o trecho da lei do impeachment que Temer teria violado: o que diz ser crime de responsabilidade “servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua”.

Anfitrião
Presidente do PSDB, Aécio Neves levará nesta sexta-feira (25) ao encontro de Temer governadores e prefeitos eleitos do partido.

Força da natureza
O objetivo é mostrar as credenciais. “Vamos apresentar o partido em carne e osso ao presidente da República e lembrar a eles o nosso tamanho”, sustenta um tucano.

Em pizza
Após a fracassada sessão que tentou aprovar a anistia ao caixa dois nesta quinta (24), aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ) começaram a temer pelo desgaste do atual presidente da Casa e os impactos que isso pode trazer para sua reeleição.

Veneno
Dizem que, ao lado da tentativa da repatriação no passado, é a segunda articulação errática conduzida por ele que acabou em água.

Déficit
A convocação às pressas para a sessão de ontem deu prejuízos aos cofres públicos: um deputado que teve de alterar a passagem gastou, sozinho, R$ 5.000.

Novo round
A divulgação da nota em que o juiz Sérgio Moro diz que a aprovação da anistia ao caixa dois impacta a integridade da democracia provocou imediata reação no meio jurídico.

Pegou no pé
Advogados da Lava Jato devem reagir e defender sanção a Moro. Baterão na tecla de que o juiz cometeu uma infração disciplinar ao se manifestar sobre a operação fora dos autos.

Atrás da orelha
Auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) estão inquietos com a possibilidade de Daniel Maia assumir a secretaria que cuidará das concessões do governo federal.

Passo a passo
Durante a gestão de Aroldo Cedraz na presidência do TCU, Maia, que é concunhado de seu filho, Tiago Cedraz, comandou a secretaria do setor elétrico.

A pão e água
Embora tenha marcado sua posse no Theatro Municipal, João Do-ria já avisou aos convidados que não servirá qualquer quitute. A cerimônia, segundo determinação do tucano, será “curta e cronometrada”.

Visita à Folha
José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, visitou a Folha nesta quinta (24). Estava acompanhado de Jorge Dias Cabral, embaixador de Portugal no Brasil, Paulo Lourenço, cônsul-geral em São Paulo, Hugo Gravanita, cônsul-geral adjunto, Ricardo Victoria, chefe de gabinete do secretário, João Pignatelli, conselheiro de imprensa e cultura da embaixada, e David Seromenho, assessor de imprensa.

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX

tiroteio

"Tentar votar uma emenda de quem não se emenda a toque de caixa — dois — extrapola todas as medidas possíveis."

DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre a tentativa frustrada da Câmara de tentar aprovar uma anistia a crimes correlatos ao caixa dois.

contraponto

Para deixar claro

Durante a reunião do centrão para definir a estrutura das prévias para a presidência da Câmara, um dos postulantes, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), soltou:

—        Lembrando que cada candidato vai poder fazer campanha pelos votos de colegas de outras bancadas.

Jovair Arantes (PTB-GO), que também concorre, concordou. Disse que não tinha como um candidato ser eleito sem apoio de outras bancadas. Foi quando Paulinho da Força (SD-SP) brincou:

—        Só não vale comprar voto!

Um silêncio invadiu a sala e por lá ficou. Até que Jovair chamou todos para o almoço.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 11/25/2016 as 03:10 PM

Autor:        MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br, FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

O processo de autorização da primeira seguradora digital do país, a Youse, controlada pela Caixa Seguradora, deverá ser retomado na semana que vem, afirma o superintendente da Susep (que regula o setor), Joaquim de Ataídes.

Agência definirá na próxima semana se seguradora digital da Caixa sofre sanções

O caso foi paralisado após denúncias de que a empresa estaria se apresentando como uma seguradora em suas peças publicitárias antes de receber uma autorização final da agência reguladora.

As queixas vêm de entidades de corretoras de seguros.

A ideia da companhia é comercializar seguros on-line, de forma que o cliente possa comprar apólices e fazer cotações no site, processo que não elimina a corretagem, mas reduz sua taxa.

“Não inventamos um novo modelo de negócios, o que muda é o acesso ao produto. Mas, como é novo, gera resistência”, afirma o presidente da Youse, Thierry Claudon.

A Susep não questiona o modelo digital, diz Ataídes. “O único problema é que foi dada uma licença prévia em fevereiro, e a empresa já transpareceu ao mercado que tinha uma autorização final, o que não era o caso.”

O superintendente pediu urgência na análise das denúncias. Na semana que vem, a agência vai definir se have rá punições, que podem ir de multas à sanções que “comprometam a autorização”, diz.

Legalmente, não há dúvidas de que o registro será concedido, avalia Claudon.

O maior temor é que um imbróglio judicial atrase a operação do negócio, no qual a Caixa Seguradora planeja investir R$ 500 milhões até 2018 —metade do valor, no mínimo, em publicidade.

VIDA PROTEGIDA
A expansão do mercado de seguro de pessoas se acelerou no terceiro trimestre e arrecadou 5,3% a mais em prêmios que no mesmo período de 2015, aponta a FenaPrevi, entidade do setor.

É o melhor resultado trimestral de 2016. No acumulado deste ano até setembro, porém, a alta é de 4,2%, inferior ao ritmo de aumento do mesmo período de 2015, de 9,5%.

“Começa a haver uma retomada. No ano que vem deveremos ter uma melhora, mas sem grandes acelerações”, diz o vice-presidente da federação, Luciano Snel.

A carteira de seguro de vida, a mais volumosa do setor, cresceu 6,7% no período.

O segmento de seguros prestamistas, atrelado aos empréstimos, freou a expansão: o total de prêmios recuou 4,3%.

HORA DA AULA
A alta do desemprego do fim de 2014 para cá impulsionou a demanda por cursos preparatórios para concursos públicos, segundo a Anpac, associação do segmento.

“O setor cresce puxado pelas grandes escolas, a uma taxa menor do que se houvesse mais vagas abertas”, afirma Marco Antonio Araújo Junior, presidente da entidade.

O número de alunos da Central de Concursos aumentou cerca de 30% neste ano, diz Jaime Kwei, diretor comercial da empresa.

“Há dois anos, fizemos uma pesquisa e percebemos que engenheiros não prestavam concurso, porque havia muita vaga na iniciativa privada.” Na rede Damásio, a demanda em 2016 foi 26% maior que a do ano passado.

O número de vagas disputadas pelos candidatos, porém, caiu cerca 30% entre 2015 e este ano: de 130 mil para 100 mil, estima a Anpac.

EXPANSÃO ÍNTIMA
A Hope, que fabrica e comercializa roupas íntimas, planeja acelerar sua expansão por franquias a partir de 2017, afirma Sandra Chayo, diretora da empresa.

No ano que vem, serão 35 novas lojas e, até 2022, um total de 400. “Queremos atingir cidades menores, que hoje não têm acesso a franquias.”

Para aumentar a produção, a empresa aguarda o aval da prefeitura de Maranguape (CE) para ampliar sua planta no município. O investimento não é divulgado.

165 UNIDADES tem a rede hoje; 25 delas inauguradas neste ano

Me liga Nove em cada dez empresas planejam contratar temporários para atender queixas de clientes na Black Friday deste ano, aponta a NeoAssist.

Mais quartos A San Diego Hotéis vai investir R$ 6 milhões em 2017 para abrir duas novas unidades, em Minas e São Paulo. Hoje, a rede tem 12 hotéis.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 25/11/2016

COMÉRCIO EXTERIOR: SÓ INCERTEZAS
Publicado em 11/25/2016 as 03:10 PM

Escrito por Milton Lourenço

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC).

A eleição do empresário Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos só serviu até agora para levar mais conturbação ao cenário econômico mundial, que já estava nebuloso desde que o Reino Unido decidira deixar a União Europeia, depois de consulta à própria população (Brexit). Para piorar, há mudanças políticas em curso na Itália, Holanda, França e Alemanha insufladas por um sentimento de xenofobia, forma de preconceito que se caracteriza pela aversão e discriminação dirigidas a pessoas de outras raças, culturas, crenças e grupos. Essa aversão pode desenvolver sentimentos de ódio, animosidade e preconceito contra tudo o que uma sociedade julga ser diferente, refletindo-se nos resultados das eleições nacionais.

Ainda que não tenha apresentado um programa formal de governo, Trump já deixou claro que pretende renegociar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), assinado em 1994 com Canadá e México. Como se sabe, o Nafta impõe tarifas de 35% às importações provenientes do México e de 45% aos produtos chineses. Além de prometer construir um muro na fronteira com o México, deportar imigrantes ilegais e aumentar o protecionismo comercial, o novo presidente já defendeu em discursos que os Estados Unidos rompam seus acordos comerciais com outros países e blocos.

Em função disso, além da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) com a União Europeia, que ainda não está em vigor, poderiam ser afetados acordos de livre-comércio que os Estados Unidos mantêm com mais de 20 países, nos quais existem compromissos de redução tarifária recíproca assim como de eliminação de barreiras comerciais.

Sem contar que, conforme deu a entender Trump, os Estados Unidos poderiam sair do Sistema Multilateral de Comércio, que é regulado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), dirigida pelo diplomata brasileiro Roberto de Azevêdo. Diante disso, se formalizadas essas rupturas, a XI Conferência Ministerial da OMC marcada para dezembro de 2017, em Buenos Aires, assume proporções decisivas para o futuro do comércio internacional.

É de se lembrar que a X Conferência Ministerial, realizada, em dezembro de 2015, em Nairóbi, no Quênia, já apresentou resultados que permitiram dar um passo importante na liberalização do comércio internacional de produtos agrícolas. Aliás, os resultados de Nairóbi mostraram a capacidade da OMC em alcançar conquistas relevantes num contexto multilateral e não discriminatório.

Diante de um crescimento exacerbado do protecionismo por parte dos Estados Unidos, só a OMC terá condições de dar respostas adequadas com reformas quepermitam maior acesso dos produtos dos países em desenvolvimento aos mercados internacionais, além de promover condições mais justas no comércio internacional.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/11/2016

ROUBO DE CARGAS: ITEM INALIENÁVEL DA AGENDA LOGÍSTICA
Publicado em 11/25/2016 as 03:09 PM

Escrito por Frederico Bussinger

Algumas manchetes, só dos últimos 30 dias, são autoexplicativas:

“Roubo de carga tem quase 6,5 mil casos registrados no Rio só este ano”. “Suspeitos fecham Dutra e sequestram segurança para comunidade na Zona Norte”. “Índices de Roubo de Carga aumentam no Rio de Janeiro (últimos 2 anos)”. “Rio de Janeiro registra um roubo de carga por hora em 2016”. “Com recessão, traficantes do Rio investem em roubo de carga”. “Com recessão, traficantes do Rio investem em novo negócio: roubo de carga”.

“Roubo e furto de cargas crescem em São Paulo”. “Número de roubos cresce pelo oitavo mês consecutivo no Estado de SP”. “Roubo e furto de cargas crescem 60% no Estado de São Paulo, em um ano”. “Estradas de SP estão entre as mais inseguras do mundo”.

“Roubos de carga têm aumento de 70% nas estradas da região (Vale do Paraíba)”. “Roubo de carga: aumento de 70% no Vale”. “Tentativa de homicídio e roubo de carga têm aumento em Mogi”. “Roubos de carga sobem 35% nas cidades do Alto Tietê, diz SSP”. “Roubos sobem 11,43% na Baixada Santista e Vale do Ribeira em setembro”.

“Roubos de carga têm aumento de 30% na Bahia”.

“Paraná tem três roubos de cargas por dia”. “Rodovia Curitiba-SP está entre as mais visadas para roubo de cargas”. “Policiais são atacados por índios que tentavam saquear carga na BR-376”.

“Saques de cargas crescem em rodovias do Sudeste do país”.

“A informação interessante é que a imensa maioria dos roubos e furtos acontece na região sudeste do país... Os assaltos acontecerem nestas regiões tem lógica... No raio de cem quilômetros em volta de São Paulo estão, além da Capital, Campinas, Santos, Sorocaba e São José dos Campos, ou seja, algumas das regiões mais ricas e industrializadas do país. E o mesmo se repete no Rio de Janeiro, e em Belo Horizonte, ainda que tendo um número menor de eventos desta natureza...

As cargas roubadas têm destino certo. Alimentam o mercado paralelo, camelôs e até lojas regularmente estabelecidas. O importante é que as mercadorias possam ser rapidamente retiradas dos caminhões originais e acondicionadas em outros veículos, mais de acordo com a finalidade do assalto.

Cigarros, medicamentos, telefones celulares normalmente são embarcados em veículos leves, que já fazem a entrega final, de acordo com o plano previamente traçado para a entrega. Pneus e carnes, pela natureza do produto, exigem desembaraço mais sofisticado, envolvendo pátios para descarga e veículos mais pesados.”

“Londres avalia roubo de cargas no Brasil (JCC Cargo Watchlist”). “Roubo de cargas coloca Brasil no mapa mundial das estradas mais perigosas”. “Relatório internacional coloca Brasil no mapa mundial das estradas mais perigosas”.

“Prejuízo com roubos de carga passou de R$ 1,2 bilhão no Brasil em 2015”.

“As transportadoras estão denominando as cargas dependendo do valor segurado e frequência de roubo. São catalogadas como Carga Ouro (valor transportado acima de R$ 700.000,00), Prata (R$ 400.000,00) e Bronze (valores entre R$ 100.000,00 e R$ 200.000,00). Algumas transportadoras estão aumentando os valores de seus fretes ou recusando levar as cargas ouro”.

“Onda de roubos de carga leva seguradoras a endurecer exigências”.

“Projeto Carga Segura já está em fase de implantação”.

“Roubo de carga é discutido em reunião com a ABTC, CNT e PRF”.

“PRF realiza I Seminário de enfrentamento a roubos de carga e a veículos de transporte de passageiros”.

As ricas matérias, lincadas, detalham as informações e o multifacetado tema de roubo de cargas. Este, se já é considerado nos arranjos e projetos operacionais, planos de prevenção e combate; certamente precisará passar a ser considerado, também, nos estudos de viabilidade e de viabilização de infraestruturas e sistemas logísticos no País.

Consultor. Foi presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), SPTrans, CPTM e Confea. Diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), do Departamento Hidroviário de SP e do Metrô de SP. Presidiu também o Conselho de Administração da CET/SP, SPTrans, Codesa (Porto de Vitória), RFFSA, CNTU e Comitê de Estadualizações da CBTU. Coordenador do GT de Transportes da Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC-SP). Membro da Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização e do Conselho Fiscal da Eletrobrás.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/11/2016

JUSTIÇA DÁ PARECER FAVORÁVEL A PESCADORES
Publicado em 11/25/2016 as 03:09 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

Depois de ignorados pela Justiça de Santos, os apelos dos pescadores atingidos pela tragédia ambiental decorrente do incêndio na Ultracargo em abril de 2015 foram acatados por grupo de juízes. Eles agora consideram necessária perícia ambiental para avaliar os danos e prejuízos à atividade. Desde abril de 2015 os profissionais não contemplam nenhum ressarcimento por até então os pedidos de produção de provas terem sido considerados desnecessários. “Foram dois recursos procedentes para que o impacto à pesca e ao meio ambiente sejam avaliados. Como são centenas de ações individuais, tomaremos as medidas necessárias para que todas sejam reanalisadas”, afirma Emerson Gomes, advogado dos pescadores.

São mais de 600 famílias que requerem ressarcimento e que não foram ouvidas nem consultadas pelos antropólogos contratados pela própria Ultracargo para avaliar as dimensões do prejuízo. Para Gomes, a questão agora não é somente indenizar os pescadores artesanais. “Trata-se de se respeitar o que prevê a Constituição, os direitos humanos e tratados internacionais. Protocolamos pedido frente ao MP para que todos os fatos sejam apurados e faremos o que for possível para que todos os processos voltem à fase inicial, respeitando o requerimento para avaliação do impacto”, frisa.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/11/2016

LONDRINA ABRE INSCRIÇÕES PARA 2ª EDIÇÃO DO SPOTTER DAY
Publicado em 11/25/2016 as 03:09 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

O Aeroporto de Londrina (PR) será palco, no dia 6 de dezembro, de mais uma edição do Spotter Day. Durante o evento, que é destinado a fotógrafos - amadores e profissionais - apaixonados por aviação, a Infraero abre seus aeroportos para que os entusiastas consigam os melhores ângulos de aeronaves, pousos, decolagens, além da infraestrutura aeroportuária.

As inscrições serão abertas nesta quinta-feira (24/11) por meio do hotsite da Infraero para o Spotter Day (www.spotterdayinfraero.com) e seguem até o preenchimento das 20 vagas disponíveis.

Spotter tira foto de uma aeronave de pequeno porte estacionada no pátio. Os spotters

A palavra spotter, em tradução literal, tem o significado de observador ou olheiro. Na aviação, o termo ganha uma variação: plane spotter, ou observador de aviões. O hobby do spotting é bastante praticado em diversos países e tem crescido também no Brasil. Os spotters podem tanto observar a movimentação das aeronaves quanto registrar por fotografias ou vídeo as operações que envolvem a aviação.

O termo surgiu na Segunda Guerra Mundial, quando alguns países que sofriam ataques de bombardeiros alemães começaram a encarregar cidadãos para observarem a movimentação de aeronaves, lançando um alerta no caso de aproximação de bombardeiros.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/11/2016

EXPANSÃO DO PORTO DO PECÉM (CE) É EMBARGADA PELO IBAMA
Publicado em 11/25/2016 as 03:09 PM

Escrito por Assessoria de Comunicação

O Ibama embargou na segunda-feira (21) área de expansão do Terminal Portuário do Pecém, no Ceará, que funcionava sem Licença de Operação (LO), e aplicou multa de R$ 1.500.500 à CearáPortos, responsável pelo empreendimento. Vistoria realizada dia 17 constatou a movimentação não autorizada de três navios e 635 contêineres nos berços de atracação 7 e 8, além de placas de aço, material para aerogeradores e produtos classificados como perigosos e inflamáveis.

Em junho, a empresa havia informado ao Ibama que, após a conclusão das obras do novo cais, daria início à fase de testes das instalações construídas, o que implicaria na atracação de embarcações e na movimentação de cargas. Na ocasião, o instituto respondeu por ofício que a operação das estruturas associadas à ampliação do Terminal Portuário não estava autorizada, mesmo em caráter de teste.

O fato de a CearáPortos ter sido comunicada previamente da negativa de autorização para movimentar cargas constitui agravante do crime ambiental constatado, aponta parecer produzido pelo Núcleo de Prevenção e Atendimento às Emergências Ambientais do Ibama no Ceará.

No início de setembro, a CearáPortos já havia sido autuada em R$ 150.500 pelo descumprimento de duas condicionantes do licenciamento.

As atividades de carga, descarga e testes nos berços 7, 8 e 9 permanecerão embargadas até que o empreendimento receba a licença de operação.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 25/11/2016

CURTAS
Publicado em 11/25/2016 as 03:08 PM

ANTAQ - Pará.

Os editais de licitação dos terminais portuários em Santarém, no Pará, serão publicados na próxima segunda-feira, informou ontem o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 25/11/2016

PORTO - PESQUISA ANALISA IMPACTO DE ACESSO FERROVIÁRIO A TERMINAL
Publicado em 11/25/2016 as 03:08 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Projeto elaborado por estudantes de Engenharia Civil da Unisanta estuda ganhos obtidos com nova infraestrutura

Analisar o Potencial da implantação de um acesso ferroviário a um terminal de contêineres do Porto de Santos é o objetivo de um trabalho de conclusão de curso (TCC) de dois alunos da Universidade Santa Cecília (Unisanta), de Santos. A ideia é verificar em quanto a nova estrutura reduz o tráfego de caminhões, minimiza os gargalos logísticos e conflitos na região da unidade , ainda, aumenta sua movimentação de cargas.

A instalação analisada fica na Margem Direita do complexo marítimo, em Santos.

Autores do TCC, Marco Antonio Abrão Mendes e Fabrícío Pereira da Silva vão concluir o curso de Engenharia Civil nas próximas semanas. A dupla é orientada pelo professor Adilson Luiz Gonçalves, do Núcleo de Estudos Portuários, Marítimos e Territoriais (Nepomt) da universidade.

“O terminal em estudo, quando foi projetado, não previa o acesso ferroviário, só rodoviário. Por conta disso, eles têm um grande pátio de caminhões para evitar a formação de filas. A gente sabe que existe o interesse dos operadores de ferrovias em aumentar a utilização, principalmente para contêineres, e esse terminal está com essa carência logística, podemos dizer assim”, destacou o professor orientador da pesquisa.

De acordo com Marco Antonio, o trabalho foi dividido em quatro etapas. Primeiro, os alunos se concentraram no estudo do traçado da demanda. As últimas fases avaliaram a implantação e a operação da futura linha férrea.

Nas proximidades da empresa, há outras instalações de contêineres e algumas interferências, como áreas residenciais, que foram analisadas pelos alunos. “Uma das possibilidades é passar por dentro desses terminais, o que serviria para o atendimento deles”, explicou Marco Antonio.

De acordo com o estudante, também é necessária uma análise dos riscos por conta da passagem das composições sobre os dutos locais que transportam produtos com potencial explosivo, como combustíveis. “A própria composição já é uma fonte de ignição. Teria que estudar todo um plano de operação por conta do contato da roda do trem com o trilho, que também gera uma faísca, para evitar esse risco”.

TRAÇADOS

A partir da situação encontrada, os alunos elaboraram o traçado de três ramais. O primeiro serviria para o acesso de vagões ao terminal portuário estudado, que tem foco na operação de contêineres. Mas, para uma operação viável, de acordo com Marco Antonio, o mais indicado seria a expansão da instalação.

“Com o remanejamento dos gates, poderíamos montar um novo layout do terminal para que as composições, de cerca de 900 metros, possam entrar. Há uma área já arrendada, de 50 mil metros quadrados, que também poderia ser utilizada”, explicou o estudante da Unisanta.

Já e segundo ramal atenderia a demanda dos depots do entorno, instalações especializadas no reparo e na armazenagem de contêineres vazios. “Com essa proposta, a gente cria uma solução de logística para esses terminais com uma nova logística”, explicou Marco Antonio Mendes.

Já e terceiro ramal possibilitaria o acesso a futuras instalações nessa região. “Daria para fazer um belo terminal, ou daria para fazer a pera ferroviária dando a volta e retornando. Estamos falando da possibilidade de aproveitamento daquela área não necessariamente com o traçado planejado”, destacou o orientador da pesquisa.

Segundo o estudante de Engenharia Civil, os custos para a implantação do projeto ferroviário não incluem somente a construção da via permanente, estimada em cerca de RS 1,6 milhão por quilômetro. “Haveria custo de remanejamento das linhas (de dutos) e isso poderia eventualmente fazer com que a parte econômica ficasse complicada”, explicou o professor orientador Adilson Luiz Gonçalves.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 25/11/2016

PORTO - RAMAL PERMITIRÁ AUMENTO DE 20% EM OPERAÇÕES
Publicado em 11/25/2016 as 03:08 PM

Os estudantes Marco Antonio Mendes e Fabrício Pereira da Silva, da Universidade Santa Cecília (Unisanta), avaliaram a movimentação de contêineres do terminal.

A expectativa é de que a unidade aumente suas operações em 20% graças ao novo acesso ferroviário. Com isso, em 2040, com sete composições sendo operadas por dia, a previsão é a retirada de até 1.050 caminhões das vias portuárias.

Mendes e Silva traçaram três cenários possíveis - um realista, um otimista e um pessimista - para a demanda da instalação portuária. Todos os estudos tiveram como base os números atuais do terminal e as projeções de movimentação de contêineres no Porto.

“Hoje, o acesso ferroviário não existe nessa região porque não há demanda. A própria concessionária já falou que, caso haja e seja economicamente interessante, eles podem retomar esse acesso. Só que nós estamos trabalhando no acesso para apenas um terminal. Ao invés de uma solução genérica, estamos direcionando para um cliente específico e evitando criar um conflito rodoferroviário”, destacou o professor Adilson Luiz Gonçalves, do Núcleo de Estudos Portuários, Marítimos e Territoriais (Nepomt) da universidade, que orienta a pesquisa.

OPERAÇÃO
Além das demandas, os estudantes avaliaram o tempo que será necessário para o recebimento e a expedição de contêineres no terminal. Para isso, eles simularam a utilização de guindastes empilhadores sobre trilhos (RMG).

“Fizemos uma estimativa de quanto tempo demoraria para descarregar e carregar o vagão. O tempo encontrado é de 29,8 minutos para três vagões”, explicou Marco Antonio. Para os universitários, o modelo operacional mais viável conta com três RMGs. Neste cenário, as operações de cada contêiner seriam realizadas em 0,81 minuto.

A próxima etapa da pesquisa inclui o estudo das mudanças que seriam necessárias no layout do terminal para a implantação do acesso ferroviário. Em seguida, o plano é levar o projeto à instalação de contêineres do Porto de Santos.

Cálculo
''Fizemos uma estimativa de quanto tempo demoraria para descarregar e carregar o vagão (no terminal)”

Marco Antonio Mendes, estudante de Engenharia Civil
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 25/11/2016

HIDROVIA - DE TRATADO
Publicado em 11/24/2016 as 02:22 PM

Autor:        EDUARDO GOMES - eduardo@diariodecuiaba.com.br

Nortão, 1980. Pé firme no freio.

A Chevrolet C-14 para. O motorista engata a primeira marcha puxando a alavanca pra baixo. Lentamente a camionete cruza a pequena ponte de madeira sobre o rio Azul, mas o faz engasgando. Aos trancos chega à vila de Santa Carmem. O remédio é procurar um mecânico. Um mecânico, não; o único do lugar, o jovem paranaense Aarão Avelino Pereira. O cliente era ninguém menos que Ênio Pipino, o dono da colonizadora Sinop.

Tímido, Aarão recebe Ênio Pipino e faz o diagnóstico mecânico. “É o platinado, seo Ênio. Mas, vou dar um jeito”. Num piscar de olhos a peça é lixada e o veículo está pronto. A oficina funcionava debaixo da copa de uma árvore, à base do improviso. O cliente pergunta a Aarão se ele não tinha um lote para se instalar. “Quem sou eu, seo Ênio!”, Aarão admite sua fraqueza.

Sem muita conversa Ênio Pipino doou ao mecânico um lote na avenida principal e sua oficina ali funcionou até 2015, quando baixou as portas, pois o mecânico perdeu parte da capacidade motora ao ser afetado por uma neuropatia, que o deixa preso a uma cadeira de rodas.

No sábado, 19 deste mês, estive com Aarão em sua casa, na fazendinha de sua família, ao lado de Santa Carmem. Na véspera ele completara 60 anos. Foi a segunda vez em que o vi. A primeira aconteceu em 1999, quando levantava material para uma série sobre os 500 anos do Brasil. A doença não o abateu e seu sonho é vencê-la e fazer aquilo que sempre fez e mais gosta: trabalhar na oficina.

Aarão é um dos personagens do meu livro “Nortão BR-163 – 46 anos depois”, que amanhã irá para a editora. O colonizador Ênio Pipino e muitas outras figuras estão nas páginas da obra que mostra uma das regiões importantes para a política de segurança alimentar mundial. As páginas narram a aventura do garimpo de ouro, tempo em que o chão dos cabarés era lavado com cerveja. Mergulha no ciclo da madeira. Revela boas malandragens de prefeitos em defesa de seus municípios. Mostra o vácuo do Estado em muitos setores. Critica o cadeado ambiental na Hidrovia do Teles Pires. Recapitula o escândalo Cooperlucas. Conta coisas do arco da velha, mas seu grande conteúdo é a alma da gente do Nortão. Não pensem que os políticos regionais foram excluídos do texto, pois eles estão presentes com suas fichas sujas ou não.

Ler o livro é conhecer o Nortão em sua plenitude. É se deparar com informações sobre a região mato-grossense com ares californianos e haitianos, que se conflitam.

A obra não tem apoio das leis de incentivo cultural e para reduzir seu preço de capa não será vendida em bancas. As vendas, pela internet, se encerram hoje. Nesta data será definida a tiragem, para que não haja encalhe. Agradeço aos que compraram exemplares e aos retardatários que certamente também o farão, agora. Tenham certeza: mais que um livro, o leitor terá em mãos um verdadeiro tratado sobre o Nortão!

*é jornalista
Fonte : Diário de Cuiabá - MT
Data : 24/11/2016

OPERAÇÃO GERA FILA DE CAMINHÕES NOS PORTOS
Publicado em 11/24/2016 as 02:21 PM

Como parte da greve que ocorre em todo o País, os auditores-fiscais da Receita Federal realizaram ontem operação padrão nos portos do Pecém e Mucuripe. A atividade gerou filas de caminhões nessas unidades aduaneiras. Apenas no Porto do Pecém, a operação padrão afetou mais de 50 caminhões.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 24/11/2016

EXPORTANDO
Publicado em 11/24/2016 as 02:21 PM

Autor:        Egídio Serpa - egidio@diariodonordeste.com.br

Informa Luiz Roberto Barcelos, sócio e diretor da Agrícola Famosa: a empresa exporta, por semana, 350 contêineres carregados de melão. Metade sai pelo porto de Natal, metade pelo de Pecém. Vai tudo para a Europa, Oriente Médio, Rússia, EUA e Canadá.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 24/11/2016

ESTALEIRO RIO GRANDE DEMITE CERCA DE 600 TRABALHADORES
Publicado em 11/24/2016 as 02:16 PM

Autor:        Jefferson Klein

A empresa Ecovix, que administra o Estaleiro Rio Grande, deverá concluir até a próxima semana o desligamento de cerca de 600 empregados do complexo.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte, Sadi Machado, a ação iniciou há cerca de um mês e não foi uma surpresa para os funcionários.

O dirigente comenta que as demissões faziam parte do cronograma da empresa e estão dentro da sazonalidade do setor naval, agora com perspectiva de redução da demanda. Machado especula que a medida seja consequência da iminência da conclusão dos serviços realizados no casco da plataforma de petróleo P-68. A estrutura, após deixar o Estado, seguirá para o Estaleiro Jurong, em Aracruz (ES), para início das práticas de integração.

Esse processo compreende basicamente a instalação sobre o casco e a interligação de todos os demais módulos e equipamentos da plataforma. O casco da P-68 pesa 353 mil toneladas, tem 288 metros de comprimento, 54 metros de largura e 31 metros de altura e é idêntico aos cascos da P-66 e P-67 já entregues pelo Estaleiro Rio Grande.

Machado calcula que, após as demissões, a Ecovix manterá ainda mais 3 mil a 3,5 mil trabalhadores no município. Somando-se a mão de obra dos outros estaleiros da região, EBR e QGI, o número de empregos chega a aproximadamente 6,5 mil. Se as atuais demissões não foram uma surpresa, o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte teme pelo futuro incerto do polo naval gaúcho. "Com o desmonte que está havendo da Petrobras, os estaleiros poderão ter que atender somente à iniciativa privada para fazer reparos e não mais novas plataformas", adverte Machado.

O dirigente comenta que muitos profissionais ligados ao segmento naval já estão procurando outras ocupações. O sindicalista recorda que no auge da atividade do polo naval, em 2013, chegou-se ao patamar de cerca de 24 mil postos de trabalho gerados. A reportagem do Jornal do Comércio não conseguiu entrar em contato com a Ecovix para comentar os cortes feitos pela companhia.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 24/11/2016

MINISTRO HELDER REBATE ACUSAÇÕES FALSAS
Publicado em 11/24/2016 as 02:16 PM

Ontem, o jornal O Liberal publicou reportagem afirmando que o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, seria “investigado por uso de aviões da FAB (Força Aérea Brasileira)”.

São vários os problemas do texto publicado pelo jornal. O maior e mais grave deles é que se trata de mentira. O ministro Helder não está sendo investigadopor motivo algum.

Outro problema é que a matéria original, produzida pela Agência Estado - conforme crédito incluído no próprio Liberal -, sequer menciona o nome de Helder Barbalho. Ou seja, para tentar atingir o ministro, o jornal local, mesmo mantendo o nome da Agência Estado na matéria, incluiu o nome de Helder no texto.

Para esclarecer o assunto o quanto antes, Helder telefonou, ontem mesmo, para o presidente da Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República, Mauro Menezes, e solicitou celeridade na apreciação do caso. A chefia de gabinete do Ministério da Integração também enviou ofício à CEP (veja ao lado), com as informações a respeito do uso de aeronaves da FAB pelo ministro da Integração Nacional, que comprova a regularidade dos procedimentos. “Quem não deve, não teme”, diz Helder,

Não é de hoje que o jornal Liberal tenta macular a imagem de Helder. Nem que para isso apele para artifícios rasteiros, como mentiras e manipulação dos fatos. Em abril do ano passado, o jornal acusou o então ministro da Pesca e Aquicultura de usar indevidamente aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

CALÚNIA

Uma simples checagem dos fatos derrubou a calúnia. Naquela ocasião, o ministro tinha vindo a Belém para um encontro com o governador Simão Jatene, fato amplamente divulgado pela imprensa. A audiência, na sede do Governo, discutiu o Licenciamento Ambiental da Aquicultura no Pará, além de questões para desenvolver a pesca na região. Em seguida, Helder foi convocado pela então presidente, Dilma Rousseff, para uma reunião, em Brasília.

Ou seja, o deslocamento com o avião fora a trabalho, o que é permitido pela FAB. Tanto é que a Comissão de Ética da Presidência declarou a legalidade da utilização da aeronave da FAB pelo ministro. O caso levou Helder a entrar com uma ação contra o Liberal, pedindo direito de resposta. O caso ainda não foi julgado.

VIAGENS EM AVIÕES DA FAB FORAM COMPROMISSOS OFICIAIS

Helder Barbalho tomou posse no Ministério da Integração Nacional em 12 de maio deste ano. Desde então, realizou 12 viagens oficiais. Todos os deslocamentos foram feitos como resultado de compromissos oficiais e, como estabelecido no Decreto nº 4.244 (22/05/2002), o ministro utilizou aeronaves da FAB. Os compromissos estão previstos na agenda oficial do ministro e divulgados pela assessoria de comunicação, no site do Ministério da Integração.

No dia 16 de junho, Helder fez um voo compartilhado com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, a quem coube à solicitação da aeronave da FAB, de acordo com as regras estabelecidas no Decreto nº 70.274. As duas autoridades cumpriram agenda oficial em Marabá, onde assinaram o contrato e a ordem de serviço para elaboração dos estudos, projetos básico e executivo para o derrocamento do Pedral do Lourenço.
Fonte : Diário do Pará – PA
Data : 24/11/2016

PORTOS - MAIORIA EM SC TEM COMO PAGAR O 13º
Publicado em 11/24/2016 as 02:16 PM

Autor:        ESTELA BENETTI

Enquanto é grande a choradeira em diversos Estados sobre a falta de recursos para pagar o 13º, tanto por parte do setor público quanto pelo setor privado, em Santa Catarina a situação é melhor.

Além do governo do Estado ter garantido o pagamento e das prefeituras confirmarem que terão recursos, a maioria das empresas também conseguirão quitar esse compromisso, cuja primeira parcela vence na próxima quarta-feira. É isso que apontam sondagens informais, tanto do Sebrae/SC quanto da Federação das Associações Empresariais do Estado, a Facisc. Segundo a coordenadora reginal do Sebrae/SC na Grande Florianópolis, Soraya Tonelli, a expectativa é de um cenário muito parecido com o do final do ano passado, quando uma pesquisa da instituição apurou que 95% das micro e pequenas empresas do Estado teriam recursos para pagar o 13o, média acima da nacional no período.

O levantamento não foi realizado este ano, mas poucos se queixam de dificuldades, observa a executiva. Situação semelhante é registrada na Facisc, observa o diretor-executivo da entidade, Gilson Zimmermann. Segundo ele, praticamente não há informação sobre esse problema na federação, mas são grandes as queixas sobre a paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal nos portos e aeroportos.

-Não há um cenário pessimista como em outros Estados. A gente não tem ouvido preocupações sobre isso. A maioria das empresas está honrando seus compromissos trabalhistas - afirmou Zimmermann.

Na avaliação de Soraya Tonelli, o problema de falta de recursos para o 13o salário é mais recorrente em microempresas, aquelas que faturam até R$ 360 mil por ano.

- Isso ocorre, normalmente, quando não há planejamento porque o 13º salário deve ser provisionado e incluído na formação do preço de venda - explica ela.

Conforme Soraya, muitas empresas apostam nas vendas maiores do final de ano quando faturam mais, para ter os recursos. Quando não há saída, o jeito é buscar crédito, mas é preciso pesquisar e optar pelos mais acessíveis, como as instituições de microcrédito ou em cooperativas de de crédito.

Greve nos portos

Para atender parte do movimento de cargas de importação e exportação, entidades empresariais como a Facisc e a Fiesc estão recorrendo à Justiça. Isto porque os grevistas precisam atender um movimento mínimo. O diretor da Facisc, Gilson Zimmermann, diz que o processo é rápido porque hoje é tudo eletrônico, mas há muito estresse e perdas ao setor produtivo. Advogados da entidade já conseguiram algumas centenas de liminares para liberar cargas. As empresas lamentam esse problema novamente. Essas constantes greves trazem prejuízos bilionários ao país e deveriam ser evitadas por quem tem estabilidade no emprego.
Fonte : Diário Catarinense - SC
Data : 24/11/2016

QUANDO A ESTRADA É O MAR
Publicado em 11/24/2016 as 02:15 PM

Autor:        Vinícius Castelli

Cheiro de mar, vento no rosto, vistas incríveis e passagens por cidades deliciosas, com conforto e longe das preocupações.

Tudo isso está no pacote de quem vai participar dos cruzeiros no Brasil. Está aberta a temporada 2016/2017 com sete navios que vão navegar pelo litoral do País até 18 de abril de 2017, seis deles com partidas de portos nacionais. Apesar do enorme enfraquecimento na oferta – na temporada 2010/2011 foram 20 embarcações no País e a cada ano o número diminui –, há novidade a ser comemorada: a chegada do Norwegian Sun.

Com capacidade para 1.936 passageiros atendidos por 935 tripulantes o Norewgian Sun terá partidas do Rio de Janeiro com destino a Buenos Aires (Argentina) e passagens por locais como Ilha Grande, Búzios, Angra dos Reis, Santos e Montevidéu (Uruguai). Há a possibilidade de embarcar em Santos. Quem quiser começar a viagem na capital argentina, com destino ao Rio de Janeiro também pode. Os trajetos têm durações de seis, sete, dez e até 14 noites, com preços a partir de R$ 925 por pessoa em cabine dupla www.ncl.com/br/pt). O Norwegian Sun conta com 15 restaurantes, 11 bares e salões, piscina, cassino e opções para prática de esportes. Os diferenciais deste cruzeiro são as refeições com horários livres e a informalidade nas vestimentas.

A expectativa da Cruise Lines International Association (Clia Brasil) é de que 381.694 brasileiros embarquem nesta temporada. Segundo Marco Ferraz, presidente da Associação, se o Brasil tivesse mais logística e embarques em outros locais, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e mais cidades do Nordeste, seria melhor para o mercado. “Um navio equivale a mais de 150 mil cruzeiristas por temporada. Isso gera um impacto de mais de R$ 460 por pessoa no local onde ele para. São 46 milhões em uma única cidade. Os passageiros descem, passeiam, almoçam e geram emprego. Tem também o consumo de combustível, as taxas. E tudo é muito importante”, reflete ele.

Outra opção para quem quer encarar um passeio em alto-mar são os navios da MSC. Dono de quatro piscinas, sete restaurantes – dois da rede Eataly – e teatro, o Preziosa, por exemplo, que pode acomodar 4.345 hóspedes, terá embarques feitos nos portos de Santos e Rio de Janeiro, e passará por locais como Salvador, Ilhéus,Ilha Grande e Búzios, com roteiros de três a oito noites. As tarifas custam a partir de R$ 2.197 por pessoa em cabine dupla.

Já o MSC Musica, que tem Santos como ponto de embarque e capacidade para levar 3.223 hóspedes, oferece tarifas a partir de R$ 2.751, fará roteiros de seis a oito noites e levará os turistas para para Punta Del Este e Montevidéu, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina. A empresa conta ainda com o MSC Orchestra, que oferecerá roteiros pelo Brasil a partir de Buenos Aires. (www.msccruzeiros.com.b).

A Costa Cruzeiros (www.costacruzeiros.com) conta com duas embarcações no Brasil. O Costa Fascinosa, com capacidade para 3.800 passageiros, tem quatro piscinas e cinco restaurantes, entre outros atrativos, e fará minicruzeiros de três e quatro noites, e cruzeiros de seis a oito noites pela Bahia e pela região do Prata (Argentina e Uruguai), alternadamente, com embarque sempre do porto de Santos. Entre os pontos visitados estão Recife, Maceió, Porto Belo, Ilhabela, Angra dos Reis, Salvador, Ilhéus e Montevidéu. Tarifa por pessoa em cabine dupla sai a partir de R$ 979.

Para Renê Hermann, diretor-geral da Costa Cruzeiros para a América do Sul, o setor de cruzeiros marítimos no Brasil está vivendo momento delicado. “A oferta geral de leitos diminuiu drasticamente, principalmente pelos altos custos operacionais e burocracia imposta às companhias marítimas”, diz ele.

Além do Fascinosa, a companhia conta também com o Costa Pacifica, que pode acomodar 3.780 passageiros e tem embarques a partir de R$ 2.634,15 por pessoa em cabine dupla. As saídas serão a partir do Rio de Janeiro, com minicruzeiros e roteiros de até nove noites por destinos como Salvador, Ilhabela, Búzios, Angra dos Reis, Porto Belo, Montevidéu e Buenos Aires. Conhecido como ‘navio da música’, presta homenagem a nomes como Mozart, Beethoven, Beatles, Frank Sinatra e Tom Jobim. “Nossa expectativa é sair com os cruzeiros 100% lotados”, afirma Hermann.

Outra opção é o transatlântico Soberano, com vendas exclusivas pela CVC (www.cvc.com.br) e bilhetes a partir de R$ 1.618 por pessoa em cabine dupla. O navio fará 24 saídas, sendo 19 de curta duração (minicruzeiros), quatro com roteiros de sete noites e, por fim, a travessia para Barcelona (Espanha) em março, quando deixa o País. Com capacidade para 2.733 passageiros, levará os cruzeiristas para locais como Rio de Janeiro, Búzios e Salvador.

DICAS
>Para quem desembarcar em Buenos Aires, capital da Argentina, não deixe de visitar o Teatro Colón e a Casa Rosada, sede do governo. Aos domingos há feira de rua em San Telmo, com comidas, tango, música e muita quinquilharia. Apaixonados por filmes vão se dar bem no transatlântico Costa Fascinosa, que conta com temática especial e homenageia obras como E o Vento Levou e Quem Quer Ser um Milionário.

> Quem passar por Salvador pode comprar lembrancinhas no Mercado Modelo, em frente ao famoso Elevador Lacerda.

> Há roteiro no Réveillon com parada para a queima de fogos em Copacabana, no Rio de Janeiro.

> Quem embarcar no Rio de Janeiro pode contar agora com o transporte público VLT.
Fonte : Diário do ABC - SP
Data : 24/11/2016

A NOSSA UNIVERSIDADE DO MAR
Publicado em 11/24/2016 as 02:15 PM

Autor:        Alyrio Sabbá - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

A nossa Universidade do Mar, que é o todo poderoso CIABA-Centro de Instrução “Almirante Braz de Aguiar”, já entrou em contagem regressiva, para entregar ao mercado novos oficiais mercantes, das especialidades de náutica e de máquinas, em cerimônia militar que será realizada no próximo mês de dezembro, presidida pelo vice-almirante Alípio Jorge Rodrigues da Silva e pelo seu Comandante, Capitão-de-Mar e Guerra Fábio. Como Praticantes- Alunos eles partirão para o estágio final de um ano a bordo dos navios mercantes brasileiros. A foto do arquivo do colunista lembra uma bonita cerimônia de formatura realizada pela nossa Universidade do Mar, homens e mulheres fascinados pela vida do mar, porque... navegar é preciso.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 24/11/2016

PORTOS - COMEÇA TEMPORADA 2016/2017
Publicado em 11/24/2016 as 02:15 PM

Novembro marca o início do período de cruzeiros marítimos no Brasil. Segundo o calendário da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Abremar), a temporada segue até 18 de abril de 2017.

Neste período, sete navios passarão por 13 portos nacionais com roteiros de duração mínima de três noites e máxima de 20 noites. São esperados mais de 381 mil cruzeiristas que aproveitarão 108 roteiros no País. A Clia Abremar representa os navios que navegam na costa brasileira. Entre os critérios para se enquadrar nessa categoria estão: ter operação feita por escritórios nacionais, ter uma equipe de bordo com, no mínimo, 25% de tripulantes brasileiros e permanecer, no mínimo, 31 dias na costa brasileira. “Com nosso vasto litoral, os cruzeiros marítimos são uma ótima opção para movimentar a economia. Temos ainda alguns desafios em áreas como infraestrutura, que estão sendo discutidos com todos os envolvidos para que o setor volte a crescer”, afirmou Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar. Há também os cruzeiros internacionais e os chamados Open Jaw, nos quais o embarque ocorre em um porto e o desembarque, em outro, porque já estão contempladas as passagens aéreas no pacote. Antes mesmo da abertura oficial da temporada, um navio de bandeira das Bahamas já aportou em Natal e Recife nos dias 17 e 18, respectivamente. Considerando os cruzeiros internacionais, a capital do Rio Grande do Norte espera receber 10 navios durante a temporada 2016/2017. De acordo com a Companhia das Docas do Rio Grande do Norte (Codern), a estimativa é de que o fluxo turístico gerado pelos cruzeiros marítimos movimentará cerca de R$ 3 milhões na economia local. Já o Porto de Recife calcula que receberá, pelo menos, 20 navios até abril.
Fonte : Correio do Estado – MS
Data : 24/11/2016

PORTOS - PROTESTO AUMENTA TEMPO E ENCARECE AS CARGAS PARADAS
Publicado em 11/24/2016 as 02:15 PM

Fiscalização. Caminhoneiro relata caso de veículo parado há 25 dias

Auditores fiscais em operação padrão não aceitam nova estrutura da Receita
DA REDAÇÃO

Auditores fiscais da Receita Federal fizeram ontem o Dia Nacional de Paralisação Aduaneira, realizando operação padrão em portos, aeroportos e zonas de fronteira. O movimento é protesto contra mudanças em um projeto de lei que está no Congresso e afeta a categoria, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional). Em dias normais, a fiscalização das cargas é feita por amostragem. Numa operação padrão, 100% são fiscalizadas. Assim, a liberação pela Receita demora mais, segundo o sindicato, além de aumentar os custos dos importadores com a armazenagem nos locais. Em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, os auditores fizeram paralisação ontem. Em resposta, caminhoneiros se aglomeraram em frente à Receita Federal na fronteira seca com o Paraguai. Segundo o caminhoneiro Paulo Radeke, 52,em entrevista ao portal G1, a classe está prejudicada pela da demora na liberação de cargas. “Fazíamos de cinco a seis viagens por mês, de São Paulo para Mato Grosso do Sul. Agora estamos conseguindo fazer só uma. Tem caminhão carregado de cerveja que está parado há 25 dias no pátio da Receita Federal e, enquanto isso, o motorista não recebe estadia e perde dinheiro esperando e dependendo dos auditores. Eles estão reivindicando melhores salários, mas no fim do mês eles recebem e a gente, que é dono de caminhão, está ficando sem salário porque somos comissionados”.

REVOLTADOS. O projeto que trata do reajuste e da reestruturação da Receita Federal foi aprovado anteontem pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, e ainda precisa ser discutido pelo Senado. Representantes dos auditores acusam acusa os deputados envolvidos na elaboração do relatório de enfraquecer a Receita ao equiparar suas atribuições às dos analistas fiscais. “A Receita hoje está completamente desorganizada e ingovernável. E isso pode ter reflexos, pode começar a partir desse projeto a ter interferência política nas nomeações de área estratégicas da Receita. O cargo de analista é apenas de apoio”, afirmou o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno. O texto prevê aumentos escalonados até janeiro de 2019,quando uma na lista tributário da Receita que estiver no último nível da carreira passará a ganhar R$ 16.276. Atualmente, o salário é de R$ 13.422. Auditores fiscais da Receita e do Trabalho terão salário final de R$ 23.755 na data de publicação da lei, e R$ 27.303 em janeiro de 2019. O atual é de R$ 22.516.(Com agências)
Fonte : O Tempo - MG
Data : 24/11/2016

EMBARCAÇÃO - CAPITANIA DOS PORTOS LANÇA HOJE CAMPANHA DE SEGURANÇA NO MAR
Publicado em 11/24/2016 as 02:14 PM

Autor:        FRANCO ADAILTON

PREVENÇÃO - Meta é conscientizar navegantes sobre cuidados para evitar acidentes com embarcações

A Capitania dos Portos da Bahia (CP-BA) lança hoje, às 19h, a 21ª edição da campanha Legal no Mar – Navegue com Segurança, cujo principal objetivo é promover a conscientização dos navegantes sobre os cuidados para evitar acidentes com embarcações ao longo dos 1.100 km da costa baiana. Segundo dados fornecidos pela Capitania, desde o início deste ano, o órgão registrou apenas um acidente com moto aquática. No ano passado, assim como em 2014, foram computados dois, enquanto 2013 acumulou três ocorrências nos mares da Bahia. A solenidade de lançamento ocorrerá na sede da instituição, no bairro do Comércio, na Cidade Baixa. A campanha é direcionada ao público que utiliza o ambiente marinho como fonte de trabalho, para lazer ou meio de transporte. De acordo com informações da Capitania dos Portos, cerca de 100 militares estarão envolvidos na campanha, nos pontos de maior concentração de embarcações, tanto na capital baiana quanto no interior do estado, em cidades como Ilhéus, Porto Seguro e Valença. Para alcançar o objetivo da campanha, a CP-BA deverá realizar 35 palestras na Bahia, nas colônias de pescadores, assim como nas entidades náuticas. Cerca de 37 mil navegantes amadores estão cadastrados na instituição, em todo o estado, juntamente com 27 mil embarcações.

Caráter educativo

Comandante da CP-BA, o capitão dos portos Ricardo Pinheiro ressaltou que a campanha temo caráter de, primeiro, educar a comunidade marítima. “A gente adotou uma postura de educar para, depois, cobrar a observância das normas determinadas pela autoridade marítima”, salientou. De acordo com Pinheiro, para alcançar o objetivo de conscientizar, além das palestras, a CP-BA produziu material publicitário para ser divulgado nos meios de comunicação. “Como rádio, TV, internet, jornais, com relacionado à segurança da navegação”, adiantou. Segundo informações da CP-BA, as peças são protagonizadas por personalidades de destaque em atividades executadas no mar, como o campeão mundial de moto aquática, Bruno Jacob, os velejadores Aleixo Belove Ivan Smarcevscki, o surfista Bernardo Mussi e o empresário Miguel Jacob. Artistas do cenário da música baiana também aderiram à campanha da CP-BA, sem cobrar cachê,a exemplo dos cantores Levi Lima, da banda Jammil, Léo Macedo, do grupo Estakazero, e Tomate, informa a nota enviada pela Capitania. O comandante Pinheiro avalia que a redução dos acidentes como os de motos aquáticas tem a ver com o trabalho de prevenção. “Acredito que, com o passar dos anos,aliadas ao trabalho de fiscalização, as campanhas educativas têm sido bem absorvidas pela comunidade marítima”, finalizou o capitão dos portos.

“Aliadas ao trabalho de fiscalização, as campanhas educativas têm sido bem absorvidas pela comunidade marítima” RICARDO PINHEIRO, COMTE. CP-BA
Fonte : A Tarde - BA
Data : 24/11/2016

CONTÊINERES - AUSÊNCIA FEDERAL
Publicado em 11/24/2016 as 02:14 PM

O Espírito Santo não pode mais depender de um único terminal portuário de contêineres, reclama a superintedente do Centrorochas, Olivia Tirello.

Ao comentar a greve no Terminal Portuário de Vila Velha, ela declarou: “Uma negociação entre empregadores e empregados paralisou a economia. O que falta é o governo federal tratar esse tema com prioridade.”

DIA A DIA - COM A COLABORAÇÃO DE RAFAEL GUZZO | diadia@redetribuna.com.br
Fonte : A Tribuna - ES
Data : 24/11/2016

TEMER FALA EM SALVAR O PAÍS
Publicado em 11/24/2016 as 02:14 PM

Ao dar posse para Roberto Freire como ministro da Cultura, o presidente Michel Temer o elogiou muito, disse que desde antes de assumir definitivamente a Presidência já tinha chamado o deputado federal para comandar o Ministério da Cultura (MinC) e falou que Freire salvará o Brasil.
BRASÍLIA

Freire assume o posto no lugar de Marcelo Calero, que se demitiu na semana passada e em seguida acusou o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) de tráfico de influência. Geddel não participou da cerimônia, que inicialmente estava prevista para ser um evento aberto ao público, mas, de última hora, foi restrita e a portas fechadas. “Nós temos hoje absoluta certeza de que o governo está ganhando muito. E se o governo foi bem até agora, a partir do Roberto Freire vai ganhar céu azul, vai ganhar velocidade de cruzeiro e vai salvar o Brasil ”, discursou Temer. Durante toda a sua fala, Temer não citou o nome de Calero. O novo ministro da Cultura também não mencionou seu antecessor. O Presidente disse que conhece e admira Freire de longa data e que quando chegou no Congresso, na Constituinte (1988), ele já estava lá. Pela primeira vez, Temer afirmou que havia chamado Freire para a Cultura cerca de dez dias antes do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, e que Freire havia colocado o cargo à disposição mesmo sem ser ministro. Isso porque na redução ministerial pretendida por Temer, a Cultura seria extinta.

GAFE

No começo do discurso, Freire cometeu uma gafe e, ao cumprimentar o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o chamou de Eliseu Resende, morto em 2011 e que foi ministro dos Transportes no governo de João Figueiredo, na ditadura militar.
Fonte : A Tribuna - ES
Data : 24/11/2016

COLUNA - CELSO MING
Publicado em 11/24/2016 as 02:14 PM

COLUNA - CELSO MING
Autor:        CELSO MING - CELSO.MING@ESTADAO.COM

Não será dessa vez que o buraco ficou maior do que o 1. N Brasil-suspirava em meados dos anos 60 o então ministro da Fazenda Otávio Gouvêa de Bulhões cada vez que saía de uma reunião do Conselho Monetário Nacional.

O buraco e o pacto

Mais agora suspiraria Bulhões diante do novo pacto assinado entre os governadores e o governo federal, porque também teria dúvidas sobre a confiabilidade dos senhores governadores.

A situação de calamidade dos Estados não atinge apenas os três Rios, o de Janeiro, o Grande do Sul e o Grande do Noite. Há pelo menos meia dúzia à beira do precipício. Não precisava ser assim. O Espírito Santo, por exemplo, vai razoavelmente bem de saúde, porque vem apresentando administração mais responsável e não tem agora que repassar contas amargas para a população.

As negociações do pacote começam com o vício de que não são precedidas pelo reconhecimento das autoridades de que os negócios públicos foram administrados de maneira leviana e irresponsável. E essa omissão levanta mais suspeitas sobre a verdadeira disposição de cumprir os novos compromissos aí assumidos.

Há, também, razões para acreditar em que os cerca de R$ 5 bilhões que virão das multas cobradas aos capitais repatriados não serão suficientes para resgatar o equilíbrio das finanças dos Estados.

Há pouco mais de três meses, o governo federal cedeu às pressões dos governadores e esticou o prazo de suas dívidas com o Tesouro Federal. E, no entanto, isso não foi suficiente. Tanto não foi que estão novamente passando o chapéu em Brasília.

O principal mérito desse acordo é o de que se costura certo consenso político de que não há saída senão adotar medidas de austeridade. Há apenas alguns meses isso parecia impossível. Prevalecia no País a mentalidade de que o equilíbrio fiscal é um mecanismo de extorsão de renda do trabalhador, montado por pura perversidade de ortodoxos e neoliberais. Em 2005, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, condenou o programa de contenção fiscal, defendido pelo ministro Antonio Palocci, como “rudimentar” e a política que se seguiu até 2015 foi a de que solidez fiscal era atraso e estorvo.

Um dos compromissos assumidos pelos governadores é o de que terão de aumentar a contribuição previdenciária dos funcionários públicos e de cortar salários de servidores comissionados e temporários.

O novo consenso tem consequências políticas, na medida em que cria ambiente mais favorável às reformas. Entre as cláusulas desse acordo está outro compromisso dos governadores de encaminhar às suas próprias assembleias legislativas projetos de emenda à Constituição dos Estados que incorporam as propostas de reforma previdenciária, que serão apresentadas nas próximas semanas. Até mesmo o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, chegou a propor cobrança de contribuição extra de 30% dos funcionários já aposentados.

O apoio dos governadores para a tomada de medidas sabidamente impopulares é de grande importância na medida em que têm forte ascendência sobre suas bancadas no Congresso.

O desafio está em como enfrentar a gritaria e o esperneio das corporações e dos sindicatos. As manifestações e as invasões como as que aconteceram na Assembleia do Rio tendem a crescer e procuram pressionar os deputados estaduais a bloquear quaisquer medidas saneadoras.

Outro aspecto negativo é o de que essas providências não contemplam as prefeituras, cuja situação continua igualmente ruim, como todos os dias os noticiários se encarregam de mostrar, sem que nenhum socorro seja providenciado. Revoltas e protestos tendem a crescer também nos municípios à medida que os prefeitos forem obrigados a suspender pagamentos a funcionários, serviços públicos e fornecedores.

A melhora das finanças públicas não vem contando com aumento da arrecadação. E a tendência nesse campo não ajuda. O governo federal j á reduziu o crescimento do PIB em 2017 de 1,6% para 1,0% e o mercado também já não enxerga mais do que isso, como mostrou a Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nessa segunda-feira. O desemprego assume proporções preocupantes, o desalento continua se espalhando, o endividamento das empresas com os bancos, a Receita Federal e o INSS é alto e isso sugere que a recuperação será ainda mais difícil.

O consolo é o de que desde antes de Bulhões o Brasil continua maior do que o buraco.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 24/11/2016

COLUNA - DIRETO DA FONTE
Publicado em 11/24/2016 as 02:14 PM

Autor:        SONIA RACY - estadão.com.br/diretodafonte

Emílio Odebrecht acompanhou ontem, de São Paulo, toda a movimentação dos acordos da Odebrecht.

Começo do fim...

Deve embarcar hoje para Brasília e encontrar os 77 funcionários e ex-funcionários do Grupo que fizeram delação premiada coordenados pelo advogado criminalista Theo Dias. E participa da assinatura do acordo com o MPF - que inclui Suíça, EUAe Brasil.

Multa? US$ 2,5 bilhões.

Fim 2

Papelada assinada, a Odebrecht volta a poder contratar com o poder público. Antes, porém, vai assumir publicamente a culpa pela adoção de práticas ilícitas, por meio de anúncios... amanhã.

Adeus, usina...

O Ibama indeferiu definitivamente a construção da hidrelétrica de Tijuco Alto, perto da fronteira entre SP e Paraná. Projeto da CBA, do Grupo Votorantim, a usina foi combatida durante... 28 anos por ONGs e moradores.

Ambientalistas, quilombo-las, ribeirinhos e caiçaras do Vale do Ribeira ganharam a briga. O projeto era o sonho do empresário Antonio Ermírio de Moraes.

... e viva o vento

José Roberto Ermírio de Moraes, da Votorantim, diz lamentar a decisão. “In-felizmente, foi uma perda. Mas, em compensação, no fim de 2017 vamos inaugurar um parque eólico com potência de 200 MW no Piauí”, contou ontem.

Custo do projeto? R$ 1.1bilhão.

Sinal amarelo

Uma das preocupações dos Detrans dos 27 Estados brasileiros, reunidos esta semana em Brasília, é descobrir como convencer a população de que Detrans, CETs e Cetrans “não têm como objetivo multar”. Mas, atenção. A pauta inclui debate sobre um... Sistema de Notificação Eletrônica de Infrações.

Quase acordo

Abancada paulista do PSDB na Câmara se reúne hoje para buscar “um nome de consenso pró-Alckmin” na disputa pela liderança da sigla. Em paralelo, aliados de Serra e de Aécio trabalham para impedir que isso aconteça.

Agenda Brasil

Rubens Barbosa reúne amanhã no IRICE, na Vila Olímpia, think tanks e movimentos como Brasil Competitivo, MBL e VPR para discutir temas como a PEC do Teto, reforma política e lei anticorrupçâo.

É público...

A ONG Parque Ibirapuera Conservação está de olho na remoção da obra Arrogation, que foi colocada no gramado integrado à Bienal - que acaba dia 11.

Como a instalação lembra uma pista de skate, a preocupação é que os skatistas ocupem o lugar. Para tanto, a ONG divulgou, em suas redes sociais, lista de pistas disponíveis na cidade.

...ou é privado?

Integrantes da ONG é afirmam que o parque é tombado, que a obra já danificou o local - pela quantidade de cimento que foi usada - e que aquele não é lugar para pistas de skate.

NOITE MAIS ENXUTA,MAS NÃO MENOS LUXUOSA

A demanda de projetos para melhorar o Brasil enviados para a BrazilFoundation dobrou comparada à do ano passado, discursou a CEO Patrícia Lobaccaro, no 3º gala em prol da instituição, anteontem, na Casa Fasano.

Paula Lima abriu a festa com a banda Bixiga 70, acompanhando o jantar light servido pelo buffet Fasano. Entre os pratos, o robalo com bottarga ralada na hora agradou às moças, que capricharam em seus looks de gala.

Em noite mais enxuta, mas não menos glamurosa, a ONG arrecadou quase R$ 800 mil. Os 300 convidados, que pagaram R$ 3 mil cada lugar, lotaram as 25 mesas decoradas com flores tropicais, como pedia o clima da festa. Jantar terminado, começa o leilão de oito lotes.

O leiloeiro, Mauro Zukerman, avisou, brincando: só tinha cinco minutos para anunciar todas as peças da noite. Tempo limitado, Edemir Pinto, presidente da BM8cFBovespa - um dos homenageados do evento - entrou na brincadeira. “Tenho tanto a dizer, mas me deram apenas um minuto para falar. Então, vou usar três...”

Os outros homenageados do evento foram Bei Santos Mayer, coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário, e o casal Johanna e Alexandre Birman - este recebeu um ‘beijo na boca’ mandado pelas filhas, Olga e Vera, por meio de vídeo que surpreendeu e divertiu os presentes.

Johanna é a segunda brasileira escolhida por Karl Lagerfeld para o posto de “fidèle” da Chanel. A primeira, a atriz Laura Neiva, também estava por lá. As duas papearam a noite toda ao lado de Sophie Charlotte, que não é “fidèle” mas também vestia roupas da marca francesa, principal patrocinadora da noite. Questionada pela coluna sobre quais conselhos daria à mais nova colega, Laura devolveu a bola: “Ela é que tem que me dar dicas!”.

Na disputa, dois lances deram muito que falar. Um deles, uma prancha de surfe usada por Gisele Bündchen em comercial da Chanel. Foi anunciado que haviam dois exemplares da peça. Marina Ruy Barbosa e Maythe Birman logo subiram ao palco para garantir as suas, por R$ 30 mil cada. Na sequência, descobriu-se que a informação estava errada: só havia um exemplar. Que ficou para a atriz global.

O grande lance da noite foi uma visita de nove dias ao Japão, com hospedagem no hotel The Ritz-Carlton e passagens de executiva pela Qatar Airways. Saiu por R$ 80 mil para um convidado que não quis se identificar. Na disputa pelo lance, sobrou até para o casal Laia Rudge e Bruno Khouri - os dois foram questionados se não queriam passar a lua de mel ano que vem no Japão... já que a experiência vale até outubro de 2017. Saia justa no ar. Logo passou.

Cauã Reymond, mestre de cerimônias ao lado de Julia Goldani Telles, mostrou sintonia com o pessoal da Brazil-Foundation. No fim do evento, mostrava fotos de sua filha, Sofia, a uma integrante americana da ONG, comprovando que seu inglês está em ótima forma, /sofiapatsch
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data : 24/11/2016

EMPRESÁRIOS ESPANHÓIS PEDEM REGRAS CLARAS PARA CONCESSÕES NO BRASIL
Publicado em 11/24/2016 as 02:13 PM

Autor:        Por Fernanda Godoy | Para o Valor

MADRI - O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, José Gasset Loring, afirmou que os empresários espanhóis esperam regras claras, segurança jurídica e financiamento local para participar das licitações para concessões de obras de infraestrutura do governo Michel Temer.

“As licitações, desde que tenham normas transparentes, com um marco regulatório claro e previsível, são vistas como oportunidades para as construtoras espanholas”, disse Gasset, que tem detectado um aumento no interesse das empresas locais, inclusive de grandes empreiteiras como a Ferrovial, por negócios com o Brasil.

Os ministros Wellington Moreira Franco, responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Maurício Quintella (Transportes), e Fernando Coelho (Minas e Energia), foram recebidos por um grupo de 60 empresários e executivos espanhóis para um café da manhã organizado pela Câmara de Comércio nesta quinta-feira na capital espanhola.

O dirigente elogiou a iniciativa anunciada pelo governo de incluir cláusula de arbitragem extrajudicial nas novas regras, a serem publicadas na MP das Concessões, cuja edição está pendente.

“O tema da segurança jurídica é muito importante e teremos que ver sinais de que isso efetivamente tem aplicação prática”, disse Gasset.

O presidente da Câmara de Comércio destacou a necessidade de financiamento local, preferencialmente do BNDES, para investimentos de longo prazo em infraestrutura.

“O aspecto financeiro é muito importante para um projeto com compromisso de investimento de 15 ou 20 anos. É fundamental ter financiamento local, em reais. Confiamos muito no BNDES para esse tipo de projeto”, afirmou Gasset.

A Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos, e as grandes empresas aportam 87% de um volume de US$ 80 bilhões em investimentos.

Os setores mais atuantes na Câmara são o bancário, o de telecomunicações, de energia, construtoras, seguradoras e serviços de segurança privada.

Para Gasset, o governo Temer está na fase de construção de confiança, e os empresários espanhóis estão dispostos a lhe dar uma margem de tempo.

“A expectativa mudou. O conjunto de medidas econômicas do governo é ‘business friendly’, o que ajuda muito no entendimento”, disse Gasset, que também é diretor de Relações Internacionais da Iberdrola, gigante espanhol do setor de energia.

A delegação brasileira foi liderada, em visita de três dias a Madri, pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra. Ainda hoje, os ministros participarão de almoço promovido pelo Santander. Serra embarcou de volta para o Brasil na manhã de hoje.

24/11/2016 08:57:31
Fonte : Valor Econômico – SP
Data : 24/11/2016

SENADO APROVA PROJETO DE LEI GERAL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS
Publicado em 11/24/2016 as 02:13 PM

Autor:        Por Fabio Murakawa | Valor

BRASÍLIA - A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei geral das agências reguladoras.

O substitutivo da relatora Simone Tebet foi aprovado em turno suplementar por 11 votos a zero. O PLS 52 não precisará ir a plenário no Senado, seguindo diretamente para apreciação da Câmara dos Deputados.

O texto propõe padronizar a gestão e a organização das dez agências reguladoras brasileiras. Também impõe um rigor maior na seleção dos indicados para a direção desses órgãos. Pelo projeto, a indicação de diretores será feita pelo Executivo com base em lista tríplice elaborada por uma comissão a ser instituída por decreto presidencial.

Os candidatos terão de comprovar ter ao menos dez anos de experiência profissional na área de atuação de cada agência, seja no setor público ou no privado. Ou, então, ter ao menos quatro anos em posições de chefia nas empresas reguladoras.

Além disso, a proposta estabelece um mandato fixo de cinco anos para os dirigentes da agências, sem possibilidade de recondução. Atualmente, o mandato é de quatro anos, com a possibilidade de recondução por mais quatro.

Outra mudança é a regra que estabelece um prazo de 60 dias para a indicação de novos diretores, uma vez que o cargo esteja vago. Essa norma visa evitar que os postos fiquem sem titular por um longo período de tempo.

A relatora acatou emenda do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) estipulando que o Plano de Gestão Anual das agências deverá especificar, no mínimo, as metas de desempenho administrativo, operacionais e de fiscalização a serem atingidas durante a sua vigência. Essas metas, diz o texto da emenda, devem ser “compatíveis com o Plano Estratégico e a estimativa dos recursos orçamentários e cronograma de desembolso dos recursos financeiros necessários ao alcance das metas definidas”.
Fonte : Valor Econômico – SP
Data : 24/11/2016

CHEGADA DE FREIRE 'SALVA O BRASIL', DIZ TEMER EM POSSE
Publicado em 11/24/2016 as 02:13 PM

Autor:        Por Andrea Jubé e Bruno Peres | De Brasília

Na solenidade de posse do novo ministro da Cultura, Roberto Freire, o presidente Michel Temer evitou citar o nome do ministro demissionário Marcelo Calero.

Em meio à polêmica provocada pelas acusações de Calero de ingerência política do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, a cerimônia ocorreu em uma sala fechada no 3º andar, à qual a imprensa não teve acesso. Temer afirmou que, com a chegada de Freire, o governo "vai ganhar céu azul, vai ganhar velocidade de cruzeiro e vai salvar o Brasil". Freire afastou-se da presidência do PPS para assumir o ministério.

À tarde, Temer prestigiou - ao lado do ex-presidente José Sarney (PMDB), - a inauguração da nova escola de formação e qualificação de quadros do Tribunal de Contas da União (TCU), quando voltou a afirmar que o Brasil está em recessão. Temer e o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, referiram-se à obra - orçada em mais de R$ 100 milhões - como uma construção "franciscana".

O evento reuniu boa parte dos políticos que participaram do almoço na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), há duas semanas: além de Temer e Sarney, o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e os ministros do TCU Vital do Rêgo Filho e Bruno Dantas.

"Estamos numa recessão, precisamos sair dela para alcançar o crescimento, e no crescimento gerar emprego, porque as coisas não se fazem num passe de mágica", disse o presidente. "É preciso uma conjugação de fatores para o combate à recessão, em seguida o combate ao desemprego", completou.

Fora da cena política - embora atuante nos bastidores, - o ex-presidente José Sarney reapareceu ontem no evento para elogiar Temer. Ele cumprimentou o correligionário pelo "trabalho que está fazendo, num momento difícil, arcando com as responsabilidades e suportando as dificuldades que um momento como esse exige".

A posse de Roberto Freire fugiu da tradição, que são as solenidades abertas à imprensa. Foi a segunda cerimônia fechada: a anterior foi a do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Temer evitou citar o nome do antecessor no cargo, que saiu atirando contra um de seus braços-direitos, o ministro Geddel Vieira Lima.

Durante o discurso, Temer relembrou que Roberto Freire havia sido inicialmente convidado para a pasta, que depois acabou extinta pela reforma ministerial. Contudo, depois dos apelos do setor cultural, Temer relatou que revisou o ato, mas já tinha um titular na então Secretaria da Cultura, que seria alçada ao status de ministério.

Nesse momento, Temer evitou citar o nome de Calero. "E foi imediatamente o que eu fiz mediante revisão desse ato [a extinção do Ministério da Cultura]", lembrou. "Mas a esta altura não possível levá-lo porque havia outro companheiro já ocupando a Secretaria da Cultura e as coisas assim se passaram", completou, sem citar o nome do antecessor de Freire.

Em sua manifestação, o novo titular da Cultura declarou apoio à Operação Lava-Jato. Segundo Freire, o momento requer "temperança, ousadia e apoio à Lava-Jato", para que seja possível superar essa etapa. Ele defendeu a necessidade do "diálogo" e a construção de consensos para superar as diferenças no ambiente político e econômico, "sem revanchismo".

Freire começou o seu discurso com um ato falho. Ao cumprimentar o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confundiu-se e referiu-se a ele como "ministro Eliseu Resende". Morto em 2011, Eliseu Resende foi ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, ministro dos Transportes no governo João Figueiredo, presidente de Furnas e senador pelo DEM de Minas Gerais.

Temer correu para minimizar o deslize. "Interessante, quando o Roberto se equivocou no nome do Padilha, falando "Eliseu Resende", ele quis significar, na verdade, o longo período de atuação política que teve em todos esses anos", contemporizou.

Temer ressaltou que Freire traz para o governo a "simbologia de quem tem um passado de lutas em favor do Brasil". Ambos atuaram juntos na Assembleia Constituinte.
Fonte : Valor Econômico – SP
Data : 24/11/2016

ESTALEIRO - SINAVAL QUESTIONA NA JUSTIÇA PEDIDO DE ISENÇÃO DA PETROBRAS
Publicado em 11/24/2016 as 02:13 PM

Autor:        Por Francisco Góes | Do Rio

A tentativa da Petrobras de obter da Agência Nacional do Petróleo (ANP) a isenção do cumprimento do conteúdo local para as plataformas de Libra e Sépia provocou a reação dos estaleiros, que consideram que a decisão da estatal prejudica a indústria nacional.

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) vai entrar, a partir de hoje, com uma ação na Justiça Federal contra a ANP. Os estaleiros querem que a agência informe quais são os argumentos da Petrobras para justificar o pedido de isenção ("waiver") do conteúdo local das unidades de Libra e Sépia.

O presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, criticou ontem, indiretamente, o presidente da Petrobras, Pedro Parente. "Quando um presidente de uma instituição, que reputo como sério, vai aos jornais dizer que nosso produto é 40% mais caro, ele [Parente] desconhece nossa verdade. Deveria visitar todos estaleiros, que estão abertos para recebê-lo." E acrescentou: "Como pode ser 40% mais caro se os operadores convidados [para afretar as unidades de Libra e Sépia à estatal] não pesquisaram nenhum estaleiro brasileiro?"

Fontes próximas da Petrobras dizem que a construção das unidades no Brasil representaria sobrepreço de 40% na unidade-piloto de Libra e de 60%, em Sépia em relação ao mercado internacional. As duas unidades estão previstas para entrar em produção em 2020. Libra vai operar no regime de partilha da produção e Sépia, na cessão onerosa. Procurada, a ANP disse que não iria comentar a decisão do Sinaval de ir para a Justiça.

No mercado, há avaliações que de que haveria restrições, além dos preços, para os operadores de plataformas contratarem os estaleiros nacionais. Uma dessas razões seria o envolvimento de sócios de parte dos estaleiros na Lava-Jato. Mas para o Sinaval esse argumento não é válido. "A indústria offshore no Brasil tem 35 anos e, nesse período, 60 sistemas [plataformas feitas no país] foram instalados", disse Fernando Barbosa, da Odebrecht.

A Petrobras protocolou na ANP pedidos de isenção de cumprimento de conteúdo local para a plataforma-piloto de Libra e para um navio-plataforma de Sépia. A ANP pediu à estatal o envio de informações complementares. A ANP já havia informado que o pedido de "waiver" de Libra passará por processo de audiência pública. Em relação à Sépia, o pedido de isenção de conteúdo local para a plataforma foi protocolado em 8 de novembro e ainda está sob análise da área técnica responsável. Para o Sinaval, não haverá tempo hábil de concluir a audiência pública uma vez que a entrega das propostas para a unidade de Libra está prevista para 16 de dezembro, disse Rocha. O Valor tentou confirmar a data com a Petrobras e ter um posicionamento da estatal sobre as críticas feitas pelo Sinaval, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Segundo Rocha, a ANP não pode conceder a dispensa do conteúdo local sem o cumprimento de uma série de etapas. "Somos contra a isenção do conteúdo local para Libra e Sépia. Falta uma consulta real aos fornecedores locais. A Petrobras argumenta que as plataformas de produção ficam 40% mais caras com o conteúdo local, mas não apresenta as informações que comprovem esse argumento", disse Rocha. Ele não deixou claro, porém, se o Sinaval poderá tentar obter liminar na Justiça para suspender a concorrência do afretamento do piloto de Libra.

Segundo Guilherme Ferreira Pinto, diretor de engenharia da Queiroz Galvão e integrante do Sinaval, a ação na Justiça vai buscar conhecer os argumentos que levaram a Petrobras a pedir "waivers" "extemporâneos". Ele afirmou que os estaleiros querem resguardar o que é de direito: os compromissos de conteúdo local acordados em contrato entre as petroleiras e a ANP, nos leilões de campos de petróleo e gás natural. "O que está sendo feito é o descumprimento de cláusula de contrato [previsto no leilão dos campos pela ANP]. E isso nos afeta porque ignora a indústria brasileira, com todos os investimentos que foram feitos", disse Pinto. O Sinaval afirma que as empresas do setor investiram mais de R$ 25 bilhões nos últimos anos.

O Sinaval afirmou ainda que as concorrências lançadas pela Petrobras para afretar plataformas para Libra e Sépia reduzem de forma drástica os índices de conteúdo local das duas unidades de produção. A entidade mostrou um comparativo dos índices de conteúdo local originais, pactuados para Libra quando do leilão do campo, e o conteúdo local atual, referente ao edital da concorrência lançado pela Petrobras. A ideia da Petrobras na concorrência, segundo os estaleiros, é convidar operadores internacionais que vão construir as plataformas para posterior aluguel à estatal. No caso de Libra, o edital prevê que o casco da plataforma, por exemplo tenha índice de conteúdo local zero, todo o casco será feito todo fora do Brasil. Pelo contrato original, o casco tinha índices de conteúdo local que variavam de 75% até 90%. Libra foi ganho por um consórcio formado por Petrobras, Total, Shell e as chinesas CNPC e CNOOC.

Pinto, da Queiroz Galvão, disse que os operadores que disputam as plataformas de Libra e Sépia preveem a construção dos cascos das duas unidades fora do Brasil. "Todos [os operadores convidados] declararam que iriam construir ou converter os cascos fora do Brasil", disse Pinto. O executivo disse que os estaleiros querem discutir, via administrativa e judicial, o descumprimento do conteúdo local. Os estaleiros nacionais têm condições de executar os serviços para Libra e Sépia, disse o Sinaval.
Fonte : Valor Econômico – SP
Data : 24/11/2016

ESTALEIRO - ESTALEIROS ACIONAM AGÊNCIA EM DEFESA DO CONTEÚDO LOCAL
Publicado em 11/24/2016 as 02:13 PM

Autor:        Por Francisco Góes | Do Rio

O Sindicato da Indústria da Construção Naval e Offshore inicia hoje na Justiça Federal uma ação contra a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para impedi-la de liberar a Petrobras de cumprir as exigências de conteúdo local para as plataformas de Libra e Sépia. Fontes da estatal dizem que a construção das unidades no país representaria sobrepreço de 40% e 60%, respectivamente. Página B3
Fonte : Valor Econômico – SP
Data : 24/11/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 11/24/2016 as 02:12 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

A Fazenda cria dificuldades para dar aval a um aditivo que apenas prorroga aquele contrato de 2012, de US$ 640 milhões, entre BID e Rio, para a despoluição da Baía de Guanabara.

Favela Henrique Meirelles

A União alega ser uma nova dívida. O deputado André Corrêa, que deixou a Secretaria de Ambiente, está indignado com a possível paralisação das obras. É que trechos, como um em São Gonçalo, correm o risco de serem invadidos: “Como a terraplanagem já foi concluída, parar a obra é um convite à ocupação. Se isto ocorrer, faço questão de batizar a nova favela com o nome do ministro Henrique Meirelles.”
Faz sentido.

Agora é com o Supremo

A pedido da Procuradoria Geral do Estado do Rio, o juiz Leonardo Ferreira Chaves não concedeu, ontem, ordem de sequestro de dinheiro do Estado do Rio, com base na decisão tomada na véspera, pelo STF, que avocou para si esta função.
Titular da 8ª Vara de Fazenda Pública, o juiz havia autorizado, antes da decisão do Supremo, vários sequestros como este para pagamento de pessoal.

Câncer infantil

Profissionais do Inca e do Ministério da Saúde apresentam, hoje, um estudo que ainda não havia sido feito no Brasil. Mostra que, de cada dez crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) brasileiros que tiveram câncer, seis conseguiram vencer a doença.
O índice é mais alto nas regiões Sul e Sudeste, e mais baixo em Norte e Nordeste.

Segue...

Ainda segundo a pesquisa, o câncer já é hoje a primeira causa de morte por doença de crianças e adolescentes. E a segunda de óbitos em geral, atrás somente de acidentes e mortes violentas.

A LINDONA DE ‘SOL NASCENTE’

Carol Nakamura, a linda atriz, 33 anos, que vive a Hirô, de “Sol nascente”, da TV Globo, aparece aqui, digamos, provocante. A bonita está toda feliz com o sucesso de sua personagem, seu primeiro papel em novelas. Viva ela.

Império, 70 anos

Veja só como será a capa da nova edição de “Serra, Serrinha, Serrano”, o clássico livro de Rachel e Suetônio Valença, de 1981, que a Editora Record relançará em fevereiro do ano que vem.
A escola — de Silas de Oliveira, João Bosco, Zuenir Ventura, Ruy Castro, Wilson das Neves, Carlos Andreazza e Quitéria Chagas — completa 70 anos, em março. Vida longa.

Gil e a Lava-Jato

O querido Gilberto Gil ficou chateado com notícias na internet dizendo que ele teria criticado Sérgio Moro: “Isso é coisa de algum blog de garagem. O juiz merece respeito, e é bom para o país que a Justiça combata a corrupção.”
Valeu, Gil.

Lei Maria de Penha

Lembra a nota, que saiu aqui, dando conta de que o Iate Clube do Rio proibiu oficialmente a entrada de uma mulher a pedido do ex-marido dela, que é conselheiro do clube?
A juíza Tula Mello, do 5º Juizado de Violência Doméstica, estipulou multa de R$ 4 mil ao comodoro do Iate e de mil reais ao clube por cada vez que a mulher for impedida de entrar lá. E a multa ao ex-marido será de R$ 6 mil.

Mar à vista

A 6ª Câmara Cível do Rio cancelou, em decisão unânime, todas as licenças municipais para a construção do Gávea Green, em São Conrado. O caso começou em 2007, quando moradores de prédios vizinhos reclamaram que o Green iria acabar com a vista para o mar, prometida na época em que compraram o imóvel.
A ação é do deputado Otavio Leite.

Calma, gente!

Adriana Ancelmo foi hostilizada, terça passada, na Escola Britânica, em Botafogo, onde estuda um filho.

Não ‘tá’ fácil para ninguém

Com o salário atrasado há um mês, os músicos da OSB farão greve. Eles suspenderam o concerto previsto para hoje, na Cidade das Artes, na Barra.

Etanol batizado

Ricardo Magro, preso em junho acusado de desviar R$ 90 milhões dos fundos de pensão Petros e Postalis, garante que não manteve negócios com o empresário Ludovico Giannattasio, da Usina Canabrava. É a tal usina suspeita de ter fornecido etanol batizado a Shell, BR e Ipiranga.

O luxo de Grace

A cantora jamaicana Grace Jones, que se apresentou na Cidade das Artes, foi com o amigo brasileiro Tarcio Cardo, também cantor, ao Village Mall, na Barra, terça-feira.
Fez compras na Lenny Niemeyer e na Diesel. Gastou mais de R$ 10 mil.

HISTÓRIAS DE UMA BARONESA

O ator e sambista Haroldo Costa, 86 anos, posa aqui com Helena Cardoso, 76, no lançamento da biografia dela, no Rio, escrita pela coleguinha Vera Lucas. Conta a história da ex-vedete que, após uma infância pobre, se casou com um barão alemão e viajou pelo mundo.

MÚSICA NA ZONA NORTE

Moacyr Franco, 80 anos, aqui ao lado de Silvio César, 77, ficou feliz da vida com os dois shows, ontem, no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Méier.

Ponto Final

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, terça, suspender — por falta de licitação — a ocupação das duas salas que o MP do Rio comprou, em Brasília, por R$ 5 milhões — dinheiro meu, seu, nosso —, para instalar uma representação sua na capital do país. Gente, o MP realiza um esplêndido trabalho, mas, com o Rio falido, não é hora de ir às compras. A insensibilidade lembra Maria Antonieta (1755-1793), que chegou até a mandar o povo faminto trocar o pão pelo brioche. Com todo o respeito.

Zona Franca

Sérgio Besserman é o novo presidente do Conselho de Liderança da SDSN Brasil, que debate hoje a transformação urbana sustentável, na Biblioteca Parque Estadual.
Michelle Azambuja lança, amanhã, às 16h, “Infância e cultura digital, diálogo com gerações” no Unilassale.
Amanda Seiler abre a exposição “A sereia e o sapo”, hoje, no Centro Cultural da Justiça Federal.
Marcia Rissato promove, hoje, o II Circuito de Yoga no Frontera e no Nirvana.
Sandra Teixeira participa de debate, hoje, após sessão de “Nefelibato”, na Laura Alvim.
Fatima Bahia será membro da Comissão Científica do 3° Congresso Científico em SP.
Marcelo Bonfá toca, hoje, no Teatro Solar.
O Prodigy Hotel Santos Dumont prepara réveillon no N6 —Terraço.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 24/11/2016

COLUNA - PANORAMA POLÍTICO
Publicado em 11/24/2016 as 02:11 PM

Autor:        ILIMAR FRANCO - Ilimar@bsb.oglobo.com.br

A vida não se resume à Lava-Jato. Esse é o argumento que deputados e senadores usam para aprovar a lei do abuso de autoridade.

Ofensiva contra o Judiciário

E a que submete juízes e promotores a uma lei por crime de responsabilidade. Nesse caso, seriam julgados pelo Parlamento. Alegam que defendem o cidadão comum, que seria vítima da violência e dos maiores abusos.

“Surgiu o PTemer no Senado. O PT chama quem votou pelo impeachment de golpista, mas se une ao PMDB para aprovar o projeto sobre abuso de autoridade”
Cristovam Buarque, senador (PPS)

No reduto de Lula

Nos primeiros dez dias de dezembro, o presidente Temer planeja uma incursão pelo Nordeste. A intenção é ir a Pernambuco, do PSB, e ao Ceará, de Ciro Gomes (PDT). Nitroglicerina! Pretende inaugurar obras, autorizar novas e anunciar as regras para a renegociação das dívidas dos agricultores. Para cuidar dessa delicada agenda, Temer reuniu-se ontem com os ministros Helder Barbalho (Integração) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Definiram que a inauguração do Eixo Leste da Transposição do São Francisco não será mais este ano. Deverá ficar para fevereiro, quando a água chegar e estiver passando pelo canal.

Fez que ia e não foi

No grupo de WhatsApp do PSB foi anunciado que o partido não assinaria a carta de apoio ao ministro Geddel Vieira Lima. Palmas, confete e serpentina. Depois, o líder Tadeu Alencar resolveu dizer que tinha assinado. Decepção, velório e luto.

Liderando

A plataforma Ctrl+X, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, que mapeia as ações judiciais de MPE, políticos e partidos para remover informações da internet, registrou 51 ações nestas eleições no Rio. Os pedidos de censura prévia foram 97. Só o prefeito reeleito de Niterói, Rodrigo Neves, entrou com dez pedidos de censura prévia.

Precaução

O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) está segurando, desde a posse de Temer, a mudança na diretoria do BB. Temia que a substituição poderia criar resistências ao fechamento de agências e demissão voluntária de funcionários.

No seu lugar

A preocupação do PT é evitar o isolamento na sociedade, na política e no Congresso. Nem na Câmara nem no Senado ele disputará a presidência. “Não vamos dar a chance de nos isolarem”, diz Paulo Rocha. A esquerda tem uma bancada de 15 senadores e de 120 deputados.

Bandeira comum

Os governadores Geraldo Alckmin e Marconi Perillo foram no mesmo avião, anteontem, para São Paulo, após reunião de governadores. Contam que conversaram sobre as prévias para escolher o candidato do PSDB à Presidência em 2018.

Mamata

Deputados costuram a criação de nova secretaria: a de Transparência. Luiza Erundina diz que o grupo quer apenas ter mais cargos à disposição para distribuir entre seus aliados. A Casa já tem uma Comissão de Legislação Participativa.

PRESIDENTE da Frente Parlamentar da Agropecuária, (bancada ruralista), o deputado Marcos Montes será o novo líder do PSD a partir do ano que vem.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes - panoramapolitico@oglobo.com.br
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 24/11/2016

COLUNA - PANORAMA ECONÔMICO
Publicado em 11/24/2016 as 02:11 PM

Autor:        Miriam Leitão - miriamleitao@oglobo.com.br / COM ALVARO GRIBEL (DE SÃO PAULO)

Os erros do governo Temer vão minando a pouca confiança que reapareceu logo após o fim do governo Dilma.

Lista dos erros

O caso do ministro Geddel Vieira Lima mostra falta de entendimento básico. Ninguém pode usar um cargo público para tratar de questões de seu interesse pessoal. É simples, não é novo, é crime tipificado e faz parte do conjunto de comportamentos de autoridades que está atormentando a vida do país.

Um ministro que gasta mais tempo se explicando e pedindo que o avalizem não tem condições de conduzir a espinhosa articulação com o Congresso. Ele foi apanhado em um caso de tráfico de influências e demonstrou sequer ter entendido o que fez de errado. Aliás, essa dificuldade cognitiva foi geral. Presidentes da Câmara e do Senado saíram em socorro do ministro Geddel com argumentos que zombam da nossa inteligência. Um deles é o de que o ex-ministro Marcelo Calero não teria entendido a conversa. Entendeu sim e explicou muito bem ao país. Líderes dos partidos da base assinaram manifesto em favor de Geddel. Diante de tanto prestígio o governo afirmou que o assunto estava superado. Com isso, desautorizou a Comissão de Ética Pública. Se está superado, o que faz a Comissão de Ética? Depõe contra o governo o argumento de que como a solução acabou sendo técnica o problema não existe. Se é preciso explicar, a essa altura, que isso é tráfico de influências, fica realmente complicado.

Outro erro começa a ser ensaiado na proposta de nova lei da repatriação. O senador Romero Jucá eliminou a proibição de que parentes dos políticos possam fazer parte do programa. A vedação foi incluída na lei por motivos tão óbvios e cristalinos que também não precisam ser explicados.

O governo Temer despachou o ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, para Genebra, para defender os incentivos fiscais aprovados pelo governo Dilma para a indústria automobilística brasileira. Essas isenções e benefícios fazem parte do conjunto de políticas desastradas que exauriu os cofres públicos. Uma das medidas é a que dá ao exportador 3% do valor exportado. O país está cortando gastos essenciais e quer brigar na OMC pelo direito de dar dinheiro a exportador de carro? Francamente.

Desde que começou a fase interina do governo, as autoridades têm falado que enviarão ao Congresso uma reforma da Previdência, mas a comunicação oficial parece seguir o roteiro sobre como fazer para ela fracassar. Todas as más notícias foram antecipadas a conta-gotas, sem qualquer esforço para convencer o país da necessidade dessas mudanças. Com o aviso prévio dos interesses que serão feridos, a coalizão da resistência vai aumentando. Até agora a reforma não foi enviada ao Congresso. As autoridades que estão no comando desse processo se aposentaram precocemente. Geddel acumula a aposentadoria de deputado com o salário de ministro e ganha acima do teto constitucional, mas disse que não abrirá mão disso porque seria “um simbolismo ruim”. Ele inverteu a lógica. Simbolismo ruim é um ministro que ganha acima do teto constitucional comandar a articulação política para aprovar teto para as despesas públicas.

As reações contra a reforma da Previdência sempre ocorrem quando o assunto surge, mas a dinâmica populacional do país é incompatível com a idade com que grande parte dos brasileiros se aposentou ou planeja se aposentar. A reforma da Previdência não é de direita, nem de esquerda, é uma imposição da vida. As pessoas vivem mais, há proporcionalmente menos jovens e crianças e a equação tem que ser refeita. Serão várias reformas nas próximas décadas.

O equilíbrio das contas públicas exige o combate às vantagens concedidas a certas categorias ou corporações profissionais. O Brasil terá que escolher o que fazer com o dinheiro público, por isso precisa de cada vez mais transparência sobre que destino será dado aos impostos pagos pelos contribuintes. Essa é uma agenda inescapável, mas que fere interesses. Por isso é normal que se questione a coerência da autoridade que está propondo a mudança. A herança deixada pelo governo Dilma foi pesada, mas só será enfrentada se o governo Temer não se perder no seu próprio labirinto. E é o que começa a acontecer.


Os pontos-chave

1- Erros do governo Temer estão minando o aumento de confiança que o país viveu após a saída de Dilma

2- Geddel não tem condições de fazer articulação política depois de ser pego em caso de tráfico de influência

3- Ajuste fiscal é doloroso, e por isso o país exige coerência das autoridades que conduzem o processo
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 24/11/2016

RIO E MAIS 3 ESTADOS BUSCAM AJUDA EXTRA
Publicado em 11/24/2016 as 02:09 PM

O GloboGERALDA DOCA geralda@bsb.oglobo.com.br MARTHA BECK marthavb@bsb.oglobo.com.br

Governadores querem o aval do governo federal para tomar empréstimos emergenciais

Rio, Rio Grande do Sul, Minas e Rio Grande do Norte tentam negociar com o governo um socorro emergencial. -BRASÍLIA- Capitaneados pelo Rio de Janeiro, os estados em pior situação financeira ainda tentam negociar com o governo federal uma ajuda adicional para fechar as contas de 2016. O grupo, também formado por Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, precisa de mais do que os R$ 5 bilhões da multa obtida com a repatriação que a União prometeu repassar aos governadores até o fim do ano em troca de um duro ajuste fiscal.

ANDRE COELHO

Pedido de socorro. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, chega para a reunião com o ministro da Fazenda



O formato da ajuda emergencial não está definido, e várias hipóteses estão em análise, segundo fontes envolvidas nas discussões. Uma das propostas dos estados seria o governo federal abrir exceções na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para permitir que eles tomem empréstimos emergenciais, dando como garantias ativos como receitas de royalties e de securitização.

— Eles estão vendo como ajudar emergencialmente os estados em situação de calamidade. Até o fim desta semana, devemos ter solução mais clara — disse um interlocutor dos estados.

A equipe econômica ainda resiste e quer acertar primeiro uma solução geral de ajuste fiscal para todos os governadores. Os técnicos acreditam que, para a maioria, a multa da repatriação será suficiente para encerrar o ano.

Em entrevista ao Portal Planalto, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu o ajuste dos estados. Para receber a multa, além de medidas de contenção de gastos, os governadores se comprometeram a apoiar a proposta de emenda constitucional (PEC) que fixa um teto para os gastos públicos, a reforma da Previdência e o projeto de lei que fixa um teto remuneratório para os servidores públicos.

Mas, no caso do Rio, a avaliação do governo fluminense é que os recursos serão insuficientes. Ontem, em reunião com Meirelles, o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, afirmou que, se não tiver ajuda da União para pagar o décimo terceiro salário, não vai conseguir aprovar na Assembleia Legislativa o pacote exigido pelo governo federal. TETO DE GASTOS POR DEZ ANOS Segundo um participante do encontro, o governador teria dito que o estado precisa “de algum conforto para fazer a travessia de 2016 para 2017”. Com a folha mensal atrasada, o pagamento do décimo terceiro dos servidores do Rio pode ficar para 2017.

Além de Pezão, secretários de Fazenda passaram a tarde com a equipe econômica para definir os termos no novo programa de ajuste. Depois de quase quatro horas de reunião, os dois lados acertaram que os estados vão propor às assembleias legislativas a fixação de um teto para os gastos, prevendo que, por dez anos, as despesas só cresçam com base na inflação.

— Vai ser fechado um novo regime, um teto de gastos. Em vez de 20 anos (como propõe a União), seriam dez, com possibilidade de mudança a partir do sétimo ano — disse o secretário de Fazenda do Ceará, Mauro Benevides Filho.

Também será proposto um aumento da contribuição previdenciária permanente mínima para 14% a partir de 2017, respeitando a regra de estados que já aprovaram essa elevação de forma progressiva. Na reforma da Previdência, principal problema das contas estaduais, os governadores se comprometeram com um projeto que define 65 anos como idade mínima para aposentadoria — deixando PMs e bombeiros para um segundo momento. Não haverá regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45.

Também foi acertada a implementação de regras que já haviam sido combinadas no âmbito do Confaz, como a criação de um fundo que reduz em 10% o tamanho dos incentivos fiscais. Assim, uma empresa que é beneficiada por uma redução de imposto estadual passa a ter de depositar o equivalente a 10% do incentivo recebido no fundo. Isso vale por um prazo de dez anos. Também há compromisso de aprovar um convênio que vede a concessão de novos benefícios fiscais.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 24/11/2016

JANELA DE OPORTUNIDADES
Publicado em 11/24/2016 as 02:09 PM

O GloboRONALDO D’ERCOLE, JOÃO SORIMA NETO ROBERTA SCRIVANO E economia@oglobo.com.br

Empresas pouco endividadas aproveitam recessão para abocanhar concorrentes

“Essa é uma crise muito séria, mas, assim mesmo, acreditamos no Brasil” Thierry Fournier Presidente da Saint-Gobain na América do Sul

Grandes empresas e fundos do exterior, como a francesa SaintGobain, a canadense Brookfield e a chinesa State Grid, aproveitam a crise para ampliar presença no Brasil. -SÃO PAULO- Um seleto grupo de empresas está se valendo da crise para ir às compras. Dados da consultoria PwC comprovam que há apetite para aquisições, apesar de a economia ainda estar com o freio puxado. Até outubro, foram feitas 281 compras de empresas no Brasil, número 4% superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando foram fechadas 270 operações. Empresas pouco endividadas aproveitam o cenário para ganhar musculatura e abocanhar as operações de concorrentes.

Segundo a PwC, a participação de estrangeiros é relevante. Do total de aquisições registradas até outubro, 214 envolvem capital estrangeiro, com destaque para empresas dos Estados Unidos, França e Reino Unido, que respondem por 49% das transações. De acordo com analistas, o movimento ainda deve se intensificar e ganhar fôlego no setor de varejo.

Um dos exemplos dessa expansão em série é o conglomerado francês Saint-Gobain — que atua no setor de material de construção, com produtos que vão desde tubulações para água e esgoto, telhas, vidros, entre outros, e que completará 80 anos no Brasil em 2017. O grupo está prestes a fechar a compra de uma rede de varejo de materiais de construção, a Tumelero, com 29 lojas no Rio Grande do Sul, que deve encorpar a rede de 41 lojas da Telhanorte, braço do SaintGobain no setor. A compra será a quinta operação realizada somente neste ano. O negócio depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

— Até 2014, investíamos em capacidade. Agora, em produtividade e inovação. Com essas aquisições, além de capacidade, ganhamos market share. Essa é uma crise muito séria, mas, assim mesmo, acreditamos no Brasil — diz Thierry Fournier, presidente da Saint-Gobain na América do Sul.

VAREJO DEVE TER NOVA ONDA DE FUSÕES Com fama de “papa-tudo” na infraestrutura, a gestora de ativos canadense Brookfield arrematou recentemente 70% da Odebrecht Ambiental, do setor de saneamento, por cerca de R$ 2,5 bilhões, e a divisão de gasodutos do Sudeste da Petrobras por cerca de R$ 16,6 bilhões. As transações colocam os canadenses entre os grandes players dos setores de energia e saneamento.

O Grupo Ultra, que atua na distribuição de combustíveis, mostrou vigor ao comprar a rede de postos Ale por R$ 2,17 bilhões por meio da Ipiranga. Neste mês, arrematou a Liquigás, da Petrobras, por R$ 2,8 bilhões. “A transação permitirá que a estratégia de diferenciação e a excelência operacional da Ultragaz, além da sua capacidade de investimento, combinados com os ativos e com a qualidade da rede de revendas da Liquigás, proporcionem importantes ganhos de eficiência”, disse a empresa, em comunicado, no qual anunciava a aquisição.

No setor de energia elétrica, os chineses foram os que fizeram os lances mais ousados e bilionários. Com acesso a financiamentos baratos e estímulo do governo chinês para projetos no exterior, as empresas aproveitam a vantagem do câmbio, ignoram a crise e fazem planos de longo prazo. Como faz a State Grid, que depois de integrar o consórcio vencedor da concessão do linhão de Belo Monte, em leilão no início do ano, desembolsou R$ 5,85 bilhões, em junho, por 23% do capital da CPFL Energia, que pertenciam à construtora Camargo Corrêa. E, para analistas, os chineses não param aí: o grupo estaria negociando a compra dos ativos da espanhola Abengoa, que está em recuperação judicial e paralisou a construção de projetos de transmissão. Procurada, a State Grid não se pronunciou.

Também dos chineses da China Three Gorges (CTG) veio um lance de R$ 3,8 bilhões por 100% dos ativos brasileiros da americana Duke Energy, em outubro. A compra fez da CTG a maior geradora privada de energia do Brasil. “Nossa decisão de entrar no mercado brasileiro foi baseada em uma visão de longo prazo do potencial do país para projetos de geração em grande escala e já estamos comprometidos com o país em concessões para os próximos 30 anos”, diz a empresa, em nota.

No setor tecnologia, o grupo brasileiro Stefanini, cuja receita este ano chega a R$ 3 bilhões, também segue investindo em fusões no país para ampliar seu portfólio de serviços, estratégia que repete no exterior na busca de novos mercados. Este ano foram três negócios, incluindo uma compra na Colômbia e uma joint venture em Israel. Em 2015, tinham sido seis movimentações, entre joint ventures e fusões.

— No Brasil, usamos capital próprio para os negócios e, no exterior, tomamos empréstimos, já que o juro é mais baixo — diz Marco Stefanini, presidente da empresa.

Rogério Gollo, sócio da PwC Brasil, explica que a crise econômica brasileira abriu uma grande janela de oportunidade para empresas que têm liquidez, que não estão endividadas e querem ampliar sua participação no mercado.

— A crise reduz o valor dos ativos porque os lucros e o valor de mercado das empresas caem. Esta é a janela de oportunidade tanto para os que têm visão de curto prazo, que são os fundos de investimentos, como para quem pensa no longo prazo, que são as empresas — explicou o especialista em fusões e aquisições.

Ele cita que grandes negócios nos setores de energia elétrica, gás e açúcar e álcool são bons exemplos de vendas que só ocorreram este ano por causa da crise, que afetou as empresas desses ramos e tiveram de se desfazer de ativos por preços mais baixos. Segundo Gollo, o setor varejista é o próximo em que haverá uma onda de aquisições, já no próximo ano. O endividamento da população e a retração do crédito, explica, atingiram em cheio o setor de varejo. Para se manter no mercado, muitas empresas terão de recorrer a fusões, que dão maior poder de barganha na negociação com fornecedores e ampliam a presença no mercado.

No segmento educacional, Gollo diz que as incertezas sobre o Fies (programa do governo de financiamento educacional) foi o fator que impulsionou aquisições este ano. Caso da gigante do setor educacional Kroton, que, em julho, comprou a carioca Estácio em operação estimada em R$ 5,5 bilhões. Segundo um executivo da Kroton, a transação era vantajosa por fatores como o preço mais baixo do ativo em razão da crise, o volume menor de recursos do Fies e a possibilidade de aumentar market share.

Marcos Boscolo, sócio da KPMG, destaca ainda o setor de saúde. Entre os principais negócios concluídos neste ano está a venda do Hospital Samaritano, de São Paulo, à rede Amil. O preço para a aquisição da unidade hospitalar foi de R$ 1,3 bilhão.

— A Amil fez essa compra para reforçar sua posição no mercado paulista — afirmou.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 24/11/2016

COLUNAS - ARI CUNHA
Publicado em 11/24/2016 as 02:09 PM

Autor:        Ari Cunha - aricunha@dabr.com.br / com Circe Cunha - circecunha.df@dabr.com.br

Em 2017, o Paranoá será contemplado com a instalação de uma unidade do Comunidades de Aprendizagem do Brasil.

Comunidade de aprendizagem

Trata-se de um modelo de escola que utiliza métodos inovadores de ensino, em que jovens e adultos, em interação com a comunidade, aprendem uns pelos outros. O modelo se baseia no conceito de bairro-escola, território educativo e de cidade educadora. De acordo com o Centro de Referências em Educação Integral (EI), o conceito de comunidades de aprendizagem engloba projetos educativos que extrapolam os limites da escola, envolvendo toda a comunidade no processo de formação de seus indivíduos.

O Comunidades de Aprendizagem traz uma proposta de transformação social e cultural que envolve alunos, professores, pais e demais cidadãos locais na construção de um projeto educativo e cultural próprio, para educar a si, suas crianças, seus jovens e adultos. Desenvolvido pela Universidade de Barcelona, na Espanha, em 1995, o modelo veio como tentativa de superar o fracasso do ensino tradicional, com seus baixos índices de aprendizagem e altos índices de evasão escolar. O problema com o modelo tradicional, concebido em séculos passados, é que ele não foi capaz de acompanhar as significativas mudanças que a sociedade passou a experimentar no alvorecer do século 21.

A metodologia, segundo os criadores, tem foco tanto no aspecto instrumental do saber quanto nos laços da comunidade com a escola. Para a pesquisadora do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (Niase) da Universidade de São Carlos, em São Paulo, Roseli de Mello, “as comunidades de aprendizagem são aquelas onde há diversificação de interações e atividades e intensificação dos tempos de aprendizagem”, e o foco está na aprendizagem dos alunos e no envolvimento de familiares e membros da comunidade em um ambiente de diálogo igualitário, no qual todos são responsáveis, todos aprendem e todos ensinam. Em entrevista à jornalista Julia Chaib (20/11, no caderno Brasil), o educador e fundador da Escola da Ponte em Portugal, José Pacheco, disse que “é preciso passar da área da pedagogia para a dimensão da ética”. Em sua avaliação, não é possível mais “insistir num modelo educacional do século 19, com professores do século 20 ensinando para alunos do século 21”.

A frase que não foi pronunciada
“— Por que sinto tanta vergonha quando vejo um pai de família, que ocupa um cargo público, preso por corrupção?”
“— O nome dessa vergonha é caráter meu filho.”

Conversa na classe média

Futuro
»Em poucos anos, as reuniões realizadas na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado serão parte importante da história trabalhista do Brasil. Iniciou-se o processo de discussão sobre o teletrabalho. A transformação na área dará mais autonomia e mais responsabilidade aos funcionários. Mundialmente, essa tem sido a solução para o crescimento do setor terciário.

Teletrabalho
»A base da discussão foi o Projeto de Lei 3.26/13, de autoria do senador sergipano Eduardo Amorim. Ele prevê a produtividade como parâmetro da relação com o empregado e não o controle de jornada. Bem-estruturado, o projeto prevê as possibilidades da localização para execução das tarefas, confidencialidade, autonomia, pagamentos, ressarcimentos, vales, seguro, entre outros detalhes. A relatoria foi cumprida pelo senador Requião.

Ética
»Colocar o país adiante da amizade é tarefa para poucos. Um caso que deve ser sempre lembrado ocorreu na presidência de Itamar Franco. Poderoso e com a simplicidade de sempre, Hargreaves era o ministro da Casa Civil. Com pouco mais de um ano no cargo, acusações começaram a aparecer com a possibilidade de desvio de verbas públicas levantadas pela CPI do Orçamento. Conhecendo o próprio caráter com a mesma propriedade de quem conhece os inimigos políticos, Hargreaves fez o que todo homem honesto faria: entregou o cargo para preservar o presidente. Em poucos meses voltou à Casa Civil, já que as acusações não tinham o menor fundamento. Sofreu muito, à época, mas até hoje é uma das poucas figuras públicas lembradas pelos cidadãos com o respeito merecido.

História de Brasília
Cidades-satélites. Há apenas a planificação para as cidades satélites. Em todas elas, entretanto, a vida é insuportável, e todo os problemas de ordem humana têm que ser enfrentados com possível solução. (Publicado em 17/9/1961)
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 24/11/2016

COLUNAS - NAS ENTRELINHAS
Publicado em 11/24/2016 as 02:09 PM

Autor:        Luiz Carlos Azedo - luizazedo.df@dabr.com.br

Quem já estava achando que a Lava-Jato havia ultrapassado os limites, que se prepare: o strike vem agora

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos

Tomo emprestado o título da coluna do livro de Rubem Fonseca sobre um cineasta sem nome, escolhido para fazer um filme inspirado no romance A Cavalaria Vermelha, de Isaac Bábel. O personagem vai se degradando ao longo da narrativa e se aproximando cada vez mais de uma moral marginalizada, até atingi-la por completo. É uma história completamente tresloucada, na qual se misturam cinema e literatura, sonho e realidade. Para mostrar a decadência moral do protagonista/narrador, o escritor utilizou todos os seus dotes de ensaísta, contista, romancista e roteirista. Ex-comissário de polícia e ex-professor de psicologia da Fundação Getulio Vargas, Rubem Fonseca bem que poderia escrever um romance sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a Operação Lava-Jato.

Ontem, o Ministério Público Federal anunciou o acordo de delação premiada de Marcelo Odebrecht, que se encontra preso, e mais 78 executivos da empresa. Fala-se em cerca de 200 políticos denunciados, dos quais seriam 20 governadores. “Passarinho que come pedra sabe o fiofó que tem”, diz o ditado popular. Há um clima de desespero no Congresso, uma vez que tal fato pode aniquilar a elite política do país. É uma espécie de efeito Orloff, no qual os políticos com mandato imaginam o próprio destino a partir dos colegas que estão presos porque perderam o foro privilegiado: José Dirceu, Antônio Palocci, Delcídio do Amaral, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, todos foram muito poderosos e são dignos de um romance de Rubem Fonseca.

Cada político reage de uma maneira, não existe um padrão de “gerenciamento de crise” para a Lava-Jato. O maior especialista no assunto, o jornalista Mario Rosa, foi um dos que viram a carreira desmoronar porque alguns de seus melhores clientes foram levados de roldão pelo escândalo e ele próprio se viu diante da necessidade de dar explicações sobre seu trabalho com eles. Agora, conta os bastidores dos escândalos que gerenciou num boletim eletrônico. O que será que se passa na cabeça dos políticos citados na delação? Embora seus nomes não tenham sido divulgados, sabem o que fizeram nos verões passados. Onde termina o caixa dois eleitoral e começa a lavagem de dinheiro e o enriquecimento ilícito?

Nos bastidores de Brasília, alguns atores já não conseguem esconder a depressão com essa situação. Diante da decadência moral, não estão apenas mergulhados, estão em crise pessoal, a ponto de preocupar os amigos. Por uma dessas coisas que só acontecem no Brasil, até agora, ninguém morreu. Não houve assassinatos de investigadores, promotores e juízes como na Itália. Não houve até agora nenhuma queima de arquivo, ninguém tentou o suicídio. “Isso é coisa da antiga, não existe mais isso”, ironiza um velho criminalista. Quem já estava achando que a Lava-Jato havia ultrapassado os limites, que se prepare: o strike vem agora.

Como reagirão os políticos diante de tudo isso? Os mais enrascados articulam uma anistia ao caixa dois eleitoral de carona nas 10 medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva partiu para o ataque frontal contra o juiz federal Sérgio Moro. Como seu prestígio eleitoral é cadente, faz uma campanha internacional com relativo sucesso, mas não a ponto de as autoridades da Suíça e dos Estados Unidos deixarem de subsidiar os procuradores brasileiros com a rota da grana desviada da Petrobras e das obras públicas.

O outro a encarar a situação é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que pretende votar em regime de urgência o seu projeto de nova lei de abuso de autoridade. “Nenhum agente de Estado, de nenhum poder, está autorizado a usar suas atribuições legais para ofender, humilhar, agredir quem quer que seja”, argumenta. Renan quer revogar a legislação sobre abuso de autoridade em vigor, que é de 1965, e cria uma nova lei, com penas mais rígidas. A resposta veio do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja presidente, ministra Cármem Lúcia, pautou o julgamento de Renan para a semana que vem. O presidente do Senado é acusado de receber dinheiro de empreiteira para pagar a pensão da filha fora do casamento.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 24/11/2016

COLUNAS - BRASÍLIA-DF
Publicado em 11/24/2016 as 02:08 PM

Autor:        Denise Rothenburg - deniserothenburg.df@dabr.com.br

Com a Odebrecht em pleno movimento de delação premiada, o Congresso trabalha com um olho no gato e outro no peixe, ou seja, nos projetos para ver se consegue impor limites aos investigadores e, ao mesmo tempo, acompanhando as notícias que vêm do Supremo e do Ministério Público.

A queda de braço do momento

Nesse contexto, virão destaques em plenário para tentar fazer a anistia ao caixa 2 de campanha. Alguns parlamentares fizeram as contas e descobriram que isso deve ajudar um terço dos deputados enroscados nas delações em curso. Não é nada, não é nada, já é alguma coisa.

E dê-lhe gesso...
Os elogios do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) ao ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, é um preventivo. Pré-candidato a presidente da Câmara, Jovair quer evitar que Geddel, caso recupere força e prestígio, interceda em favor de Rodrigo Maia na briga pelo comando da Casa.

...e dívida
A avaliação de muitos é a de que, depois de levar a base a rejeitar o pedido para que Geddel fosse à Câmara prestar esclarecimentos, restará ao ministro atender tudo o que os deputados pedirem. Sem pestanejar.

O jogo de Aécio Neves
Que ninguém espere muito empenho do presidente do PSDB, Aécio Neves, nas duas disputas nesta virada de ano: a liderança do partido na Câmara e a presidência da Casa. A ordem do comandante tucano é guardar energia para a presidência do partido, no ano que vem.

Não está bom para ninguém
Tanto o governo quanto a oposição suspenderam praticamente todas as conversas sobre perspectivas de futuro político. Enquanto o furacão da Lava-Jato não perder força, salvo raríssimas exceções, ninguém colocará seu bloco na rua.

A aposta sobre ela
Quem esteve com Marina Silva acredita que ela concorrerá a um mandato parlamentar em 2018 e não à Presidência da República. Tudo para permitir que a Rede amplie sua bancada e ganhe uma tribuna para se fortalecer.

Tempo & razão/ Em junho do ano passado, quando foi preso, Marcelo Odebrecht descartava a delação premiada e dizia que não havia nada de errado com sua empresa. Hoje, sabe-se que a Odebrecht tinha um departamento dedicado ao pagamento de propina. Por essas e outras é que a população apoia o modus operandi da Lava-Jato.

A visão deles/ Os deputados reclamam em conversas reservadas que o deputado Onyx Lorenzoni não defende os próprios colegas: “Ele sofreu da síndrome de Estocolmo e se apaixonou pela causa dos procuradores”, diz um governista.

Cenários em debate/ Com tantas incertezas sobre 2017, a Arko Advice resolveu reunir seus clientes e especialistas num seminário, Brasil futuro, no próximo dia 28 em Brasília, com direito a palestra de abertura do presidente Michel Temer e ainda do ministro da Transparência, Torquato Jardim (foto). O evento é gratuito, mas restrito a convidados.

O monstro do Paranoá/ Os adeptos do kitesurf bem que tentaram continuar, mas esta semana se renderam. Não dá mais para praticar o esporte no lago. As algas azuis já chegaram à orla da Península dos Ministros, onde os surfistas se reuniam. Um deles viu inclusive um rato morto boiando no lago. Em tempo de tanta gente presa por desvio de dinheiro público, é bom reforçar que qualquer semelhança é mera coincidência.
Fonte : Correio Braziliense – DF
Data : 24/11/2016

COLUNA - PAINEL
Publicado em 11/24/2016 as 02:08 PM

Autor:        NATUZA NERY - painel@grupofolha.com.br

O ex-ministro Marcelo Calero prestou depoimento à Polícia Federal sobre as acusações, feitas em entrevista à Folha, de que Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) usou o cargo para pressioná-lo a liberar a construção de um empreendimento imobiliário em Salvador.

Mudou de patamar

Até então, o caso estava restrito à Comissão de Ética da Presidência, que viu indícios de conflito de interesse na atuação do articulador político de Michel Temer. Procurado, Calero disse que não falaria com a imprensa.

Com licença
Temer, por pouco, não arrumou mais um problema com a Comissão de Ética. Roberto Freire, o novo titular da Cultura, é presidente do PPS. O acúmulo dos cargos contraria o colegiado.

Pode passar
Em 2007, a comissão chegou a ver “falta grave” de Carlos Lupi, que manteve a dupla função. Freire informou ter pedido licença do partido já na terça (22).

A galope
Depois de trabalhar para incluir nas dez medidas contra a corrupção a anistia ao caixa dois e o crime de responsabilidade para procuradores e magistrados, congressistas já se preparam para o troco da Lava Jato.

Ação e reação
A força-tarefa nunca perdoou tentativas de cercear a operação ou aliviar a vida dos políticos. Desta vez não deve ser diferente.

Ano que não acabou
Figurões do mercado financeiro ficaram alarmados com a notícia da assinatura da delação da Odebrecht. Pelo cronograma, as operações que resultarão do acordo, se homologado, seriam deflagradas no primeiro semestre de 2017.

Encavalou
O cenário conturbado coincidiria com a tramitação da reforma da Previdência, dificultando a aprovação de mudanças profundas.

Plano de metas
O prefeito eleito João Doria negocia a atuação de consultorias de gestão nacionais e internacionais em seu governo. 0 tucano definiu as áreas: educação, saúde e desburocratização de abertura de empresas e emissão de alvarás.

Terceirização
As conversas estão avançadas com as consultorias Falconi, Mc-Kinsey e Accenture. A ideia é que atuem separadamente. Doria busca empresas e fundações privadas para pagar o serviço dessas instituições.

Fui!
A bancada paulistana do PSDB decidiu seguir a orientação de Doria e apoiar Milton Leite (DEM) à presidência da Câmara, sacramentando o rompimento do presidente municipal da sigla, Mario Covas Neto, que queria o posto, com o novo prefeito.

Águas passadas
O futuro secretário de Educação, Alexandre Schneider, publicou nas redes sociais quando Doria foi eleito: “Espero que reveja sua proposta de mudança da velocidade nas vias. Assim como não dê um passo atrás nas ciclovias”.

Pelas tampas
Interlocutores contam que Gilmar Mendes está incomodado com a pressão de advogados sobre o TSE. Nas conversas, o ministro cita Cesar Asfor Rocha como autor de investidas para acelerar a análise do processo de cassação do governador José Melo (AM).

Parlatório
Desafetos declarados, Eduardo Cunha e Anthony Garotinho podem acabar se encontrando em 2017. A Justiça Federal marcou para abril uma audiência de conciliação de uma ação em que o ex-presidente da Câmara acusa o ex-governador de calúnia e difamação.

Na-na-ni-na-não
“Não vou admitir aqui [no TSE] pressões como as que são feitas sobre o STJ”, disse Mendes, segundo relatos. Asfor Rocha, por meio de sua assessoria, negou tais pressões.

Visita à Folha
Alcebíades Athayde Junior, presidente da farmacêutica Libbs, visitou a Folha nesta quarta-feira (23). Estava acompanhado de Márcia Martini Bueno, diretora de relações institucionais, e Adélia Chagas, assessora de imprensa.

com PAULO GAMA e THAIS ARBEX

Tiroteio

"E absolutamente surreal o Congresso decidir pegar carona em uma lei contra a corrupção para aprovara anistia ao caixa dois."

DO DEPUTADO ALESSANDRO MOLON (REDE-RJ), sobre articulação de deputados para votar a anistia no meio do pacote de medidas de combate à corrupção.

Contraponto

O romance e a Lei de Acesso à Informação

O ministro da Transparência, Torquato Jardim, esbarrando em Gaudêncio Torquato, consultor político e amigo de Michel Temer, exclamou:

—        Oi, xará, dividi com você o título de cupido — disse o Torquato ministro para o Torquato assessor, contando que um grupo de amigos ouviu o presidente da República narrar ter conhecido sua mulher, Marcela, a partir de um e-mail enviado por ela ao escritório de Gaudêncio, anos atrás.

—        Meus amigos editaram a fala, cortaram o Gaudêncio e deixaram o Torquato. Fui gozado por ser cupido e por faltar com transparência!
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 24/11/2016

COLUNA - MERCADO ABERTO
Publicado em 11/24/2016 as 02:08 PM

Autor:        MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br, FELIPE GUTIERREZ, TAÍS HIRATA e IGOR UTSUMI

Uma nova norma da Aneel (agência de energia) determina que os investimentos em fiação subterrânea não podem ser divididos por todos os clientes da distribuidora e que os valores devem ser discriminados nas tarifas.

Regra dá transparência a aterramento elétrico

A regra, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (23), determina que se uma cidade ou um condomínio decidem aterrar a rede, só eles devem pagar por isso, e o custo não pode ser pulverizado por toda a base.

A mudança torna o ambiente mais propício ao aterramento, segundo Nelson Leite, presidente da Abradee (associação das distribuidoras). “As empresas precisavam dessa clareza”, afirma.

A rede subterrânea, no entanto, depende de outros fatores, como a disposição dos clientes para gastar —o investimento em fiação embaixo da terra é, em média, dez vezes mais alto que a aérea.

Em um momento de crise fiscal, dificilmente os municípios vão optar por ela, lembra Leite. “A administração pública tem tido déficits orçamentários”, afirma.

A nova regra traz justiça tributária, diz Sidney Simonag-gio, vice-presidente de assuntos regulatórios da AES Ele-tropaulo, mas é preciso haver harmonia entre diferentes entes para a expansão.

“Não é a Eletropaulo que diz ‘vou aterrar’. A decisão precisa ser das operadoras de telecomunicação e das prefeituras também.”

Sam Zell vende participação em incorporadora do Paraná

O fundo Equity, do investidor norte-americano Sam Zell, revendeu sua fatia da incorporadora Thá, do Paraná, aos donos originais, a família cujo sobrenome batiza o grupo empresarial.

O valor da transação não foi revelado, mas a coluna apurou que os Thá desembolsaram US$ 10 milhões (cerca de R$ 35,5 milhões) para voltar a ter controle do negócio.

Em 2012, o Equity ficou com 80% do conglomerado, que inclui incorporação, engenharia e venda de imóveis.

Os investidores estrangeiros precisavam vender suas ações, pois esse aporte era de um fundo que tinha prazo para realizar os lucros e fechar.

No ano passado, a construtura Thá teve uma queda de 27% do faturamento. No ranking da Cbic (câmara do setor), ela ficou em 32° lugar — uma posição acima de 2014.

Zell ficou famoso por ter investido no Brasil antes do bom momento econômico do país, na década passada.

O Equity ainda tem uma fatia de uma empresa de armazenagem brasileira e, neste ano, fez um aporte de R$ 400 milhões na Estapar.

O fundo e a família foram procurados pela coluna, mas não se pronunciaram.

PLANALTO CENTRAL

Para aumentar sua presença nas regiões Norte e Centro-Oeste, o grupo Gazin, varejista de móveis e eletrodomésticos, vai investir R$ 33 milhões em 2017.

A verba será destinada à abertura de seis lojas e à aquisição de veículos usados em entregas, diz Osmar Delia Valentina, presidente do grupo.

Com 236 unidades, a empresa também tem seis fábricas de colchões e vende por atacado para o resto do país.

Neste ano, R$ 38 milhões foram gastos no treinamento de funcionários e na abertura de 18 unidades.

“Nossa meta é, anualmente, investir pelo menos 1% do faturamento, com foco no varejo”, afirma o empresário.

O alto nível de inadimplência atrapalhou os negócios, mas o objetivo de igualar o resultado de 2015 foi superado, diz ele. A projeção é que o faturamento seja de R$ 3,2 bilhões, alta de 3% em relação ao ano passado.

“Não fechamos lojas e nem cortamos funcionários durante a crise. Agora já vemos uma estabilização do mercado”, aponta Delia Valentina.

VAREJO EM OBRAS

O grupo Záffari, de supermercados e shopping centers, planeja investir R$ 100 milhões no ano que vem somente em reformas e ampliações.

O aporte servirá para aumentar a central de distribuição da empresa em Porto Alegre e para renovar lojas da rede. Hoje são 34 operações no varejo e nove shoppings, localizados no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Além desse investimento, outros R$ 120 milhões foram destinados a unidades com abertura planejada para 2017.

Um supermercado na capital gaúcha está previsto para fevereiro e um hipermercado em Canoas deve ficar pronto no segundo semestre.

SEXTA NEGRA

Apenas 14% das empresas de eletrônicos projetam um aumento de vendas na Black Friday e no Natal deste ano, segundo a Abinee, que ouviu fabricantes ligadas à associação na última semana.

Para 57% das companhias, o desempenho neste fim de ano ficará no mesmo patamar do de 2015, e 30% delas projetam um resultado pior.

A Black Friday foi apontado pela maioria (56%) dos empresários como o evento mais importante do ano, acima do Natal (44%).

Entre as companhias que acreditam que as vendas vão subir no período, a maioria (67%) não planeja ampliar sua produção.

“E um sinal de pessimismo em relação a 2017. As fabricantes não devem repor seus estoques até que sintam mais confiança em uma recuperação”, avalia o presidente da entidade, Humberto Barbato.

O resultado indica o esgotamento de uma onda de otimismo na indústria, que ocorreu entre maio e setembro deste ano, diz ele. “Esperamos uma retomada só no segundo semestre de 2017.”

EXPANSÃO NA NUVEM

A Odata, empresa de data center que recebeu aporte do Pátria Investimentos, vai investir cerca de R$ 150 milhões no ano que vem para completar seu primeiro centro de dados, em Santana de Parnaíba (SP).

O valor será aplicado em equipamentos e em subestações de energia para a unidade, afirma o presidente, Ricardo Alário.

Em 2017, a companhia ainda prevê iniciar a construção de um centro na Colômbia, e adquirir terrenos no Rio de Janeiro e no Nordeste —Fortaleza e Recife são possíveis destinos.

“A expansão dependerá da demanda dos clientes, mas o plano de negócios inicial prevê cinco unidades.”

No Chile, outro mercado latino onde a empresa pretende se instalar, o planejamento ainda está em estágio menos avançado, diz.

13,5 MIL M2

é a área total do centro paulista da empresa, que ficará pronto em março de 2017

Na... O faturamento do comércio eletrônico brasileiro caiu 20,2% na comparação entre a segunda e a primeira semana de novembro.

...expectativa A redução de R$ 996 milhões para R$ 795 milhões está associada à proximidade da Black Friday, segundo a Ebit.

Comida O grupo de franquias EMS vai investir R$ 10 milhões em 2017 para abrir sorveteria e restaurante próprios em São Paulo, além de uma fábrica de sorvetes no Nordeste ou Centro-Oeste.
Fonte : Folha de São Paulo – SP
Data : 24/11/2016

COMITÊ BUSCA SOLUÇÕES LOGÍSTICAS PARA O PORTO DE SANTOS
Publicado em 11/24/2016 as 02:08 PM

Escrito por Editor Portogente

O Comitê de Logística do Porto de Santos volta a se reunir no próximo dia 29 de novembro, às 14h30, no auditório do edifício-sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), para debater questões relativas à logística do Complexo Portuário Santista.

Amanhã (22), às 09 horas, o Comitê se reúne com entidades do setor portuário, prefeituras, Ecovias, Polícia Rodoviária, entre outros, na sede da estatal, para montar uma pauta com as questões prioritárias a serem debatidas no dia 29. Entre os temas estão as obras viárias do Saboó, Canal 4-Ponta da Praia, os problemas verificados na Avenida Plínio de Queiroz, em Cubatão, e as medidas em andamento para equacionar as questões levantadas.

Segundo o coordenador do Comitê de Logística, Eng. Osvaldo Freitas Vale Barbosa, Superintendente de Operações Portuárias da Codesp, foi enviado convite ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para que indique um representante para tratar de questões relacionadas aos projetos logísticos, como o Portolog.

As reuniões do Comitê foram restabelecidas no último dia 8 deste mês e terão periodicidade quinzenal.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

IBL AMPLIA ESTRUTURA LOGÍSTICA NO CEARÁ
Publicado em 11/24/2016 as 02:07 PM

Escrito por Notícia Corporativa

Referência no setor de transporte e armazenamento de cargas em todo o país, a IBL Logística está ampliando a atuação no Nordeste, a fim de atender a grande demanda da região e continuar crescendo. Na contramão da crise, a empresa investiu na expansão de sua filial, que agora está localizada em um dos maiores centros logísticos da capital, no interior de um condomínio fechado, com segurança 24 horas.

A nova instalação, que comporta o dobro do volume anterior, também conta com duas áreas dedicadas e gradeadas, ambientes específicos para acomodação de fármacos, além de espaços refrigerados para mercadoria perecível. Estrutura que a torna completa e diferenciada no mercado, já que dispensa a terceirização de serviços, prática comum no segmento.

"O cliente que armazena ou embarca está em busca de um processo ágil e o menos fragmentado possível, e é isso que estamos oferecendo. Os últimos investimentos permitem que a IBL atue de forma independente, integrada e muito mais eficiente", explica o gerente da filial, Flávio Monteiro.

Setores internos de gerenciamento de risco e recursos humanos, certificações específicas para medicamentos, além de autonomia de fiel depositário no estado do Ceará, cedido pela Secretaria da Fazenda, também estão entre os diferenciais da empresa, que duplicou a operação no estado, onde atua principalmente na logística de produtos farmacêuticos, eletrônicos e calçados.

Com sede em Guarulhos (SP), a IBI Logística opera desde 1999 no segmento de logística, oferecendo soluções para transporte, armazenamento e distribuição de carga. A empresa conta com frota própria de caminhões com baú blindado, além de parcerias com companhias aéreas e marítimas para garantir o transporte de produtos com rapidez e segurança em todo o território nacional. A sua infraestrutura inclui ainda dez unidades de armazenamento e mais de 100 docas espalhadas pelo país, equipadas com um dos mais modernos sistemas de segurança com rastreamento, para atender as necessidades das indústrias de alimentos, higiene e limpeza, eletroeletrônicos, lubrificantes embalados, tecelagem, motopeças, entre outros.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

DESAFIOS DO SETOR DE TRANSPORTE DE MEDICAMENTOS NO BRASIL
Publicado em 11/24/2016 as 02:07 PM

Escrito por Notícia Corporativa

O setor de transporte de medicamentos é importante para a economia brasileira, causando impacto positivo sobre o PIB. Ele cria milhares de empregos no país ano após ano, porém encara desafios ligados à infraestrutura de transportes, regulamentação e mão de obra. É o que aponta a mais recente pesquisa “Transporte de Medicamentos no Brasil – Cenário Atual e Futuro do Setor”, encomendada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC) à Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que acaba de ser revelada.

“Este importante estudo indica a relevância do segmento farmacêutico no Brasil e no panorama internacional, assim como a importância do setor de transporte de medicamentos e questões relacionadas”, avalia o empresário Fernando Luft, sócio-fundador da Luft Logistics, uma das empresas que colaboraram com o estudo.

De acordo com a pesquisa, a contribuição do setor de transporte, armazenagem e correios foi de R$ 213,2 bilhões em 2015. No transporte de medicamentos, o segmento farma investiu R$ 765 milhões ao longo do ano, criando 18 mil empregos diretos e indiretos. Este valor corresponde a 0,36% dos R$ 213,2 bilhões, que correspondem à contribuição do segmento para o Produto Interno Bruto (PIB). O montante equivale também a 0,5% da receita operacional bruta do setor de transportes de carga rodoviária, estimado em R$ 142 bilhões.

O estudo foi aprofundado por meio de levantamento de informações públicas e também consultas aos representantes de toda a cadeia de transporte de medicamentos – entidades associativas, transportadoras, indústrias farmacêuticas, farmácias, distribuidoras e seguros, com a meta de identificar as particularidades, avanços e desafios do transporte nacional de medicamentos.

Questões do setor
A fim de alcançar maior eficiência no setor de transporte rodoviário no Brasil, além de qualificação dos transportadores e qualidade dos equipamentos, a pesquisa da FGV mostra que é fundamental a presença de infraestrutura adequada. Ela aponta que os investimentos federais na área foram decrescentes nas últimas décadas. Em 1975, um total de 1,84% do PIB era destinado à infraestrutura de transportes, em comparação a 0,29% em 2014.

Ainda segundo a pesquisa, no Brasil, somente 12,4% da malha rodoviária é pavimentada – aquém da média latino-americana (26%) e mundial (57%). Aproximadamente 57,3% da malha viária pavimentada está qualificada como “regular”, “ruim” ou “péssima”. Este cenário gera consequências graves, como mais acidentes, mais tempo na realização de viagens, mais emissão de gases nocivos ao meio ambiente, mais custos de transporte e maior necessidade de manutenção dos veículos.

O estudo apontou ainda dificuldades na contratação de mão de obra (86% dos entrevistados), principalmente devido à carência de qualificação, como também por causa dos elevados encargos sociais e da escassez de cursos específicos.

Outra questão do setor, segundo a pesquisa, é a regulamentação imprecisa em relação ao transporte de medicamentos e necessidade de fiscalização mais rígida pelos órgãos responsáveis. A indefinição dos tipos de veículos necessários para o transporte de medicamentos a longas distâncias é uma delas; nestas situações, os veículos isotérmicos são inadequados, já que mantêm a temperatura por tempo limitado. Nestes casos, a solução ideal são os veículos refrigerados.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

EMPRESÁRIOS BUSCAM INOVAÇÃO E CONHECIMENTO EM MISSÃO TÉCNICA À ITÁLIA
Publicado em 11/24/2016 as 02:07 PM

Escrito por Editor Portogente

Empresários associados à Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e à Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec) participam de uma missão técnica a Trento, na Itália. A iniciativa é promovida pela ACIC em parceria com a Unochapecó e com a Fondazione Bruno Kessler (FBK). O grupo embarcou na última sexta-feira (18) e retorna neste domingo (27).

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da ACIC, Nelson Akimoto, a intenção é conhecer as potencialidades da região de Trento e da Fondazione Bruno Kessler para estabelecer parcerias.

Nesta semana, foi firmado um convênio entre a Unochapecó e a FBK que permitirá a mobilidade de estudantes, pesquisadores e professores, que poderão passar um período na Fondazione. Também será desenvolvido um projeto de pós-graduação para empresários com estágio final na Itália e com apoio de pesquisadores italianos, nas diversas áreas do conhecimento. Assinaram o convênio o reitor da Unochapecó, Cláudio Jacoski, o presidente da Fundeste, Vincenzo Mastrogiacomo, e o secretário geral da FBK, Andrea Simoni.

“Estamos visitando várias empresas de tecnologia de diversos segmentos em busca de conhecimentos e parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento das empresas de Chapecó”, ressaltou Akimoto. Segundo ele, alguns empresários já têm parcerias com organizações da região de Trento e participam da missão para fortalecer os negócios.

“A intenção é aprimorar conhecimentos sobre o sistema inovativo e a sinergia entre instituições de ensino, empresas e investimento público e privado em diversos setores. Trento é uma das regiões mais ricas da Itália e mais indicada para negócios. A Fundação Bruno Kessler tem a missão de alinhar projetos de pesquisa com real utilização pela sociedade como um todo, pessoas e empresas”, acrescentou o integrante da missão, Darlan Segalin.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

O FUTURO DAS EMPRESAS E A BIODIVERSIDADE
Publicado em 11/24/2016 as 02:07 PM

Escrito por Ulisses Sabará

Ulisses Sabará é presidente da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais

Apostar no uso da biodiversidade como forma de valorização dos negócios é uma realidade cada vez mais próxima das empresas, principalmente no Brasil, um país repleto de riquezas naturais e com 60% de seu território cobertos por vegetação. No entanto, para investir nessa tendência, é preciso saber aproveitar os recursos da natureza de maneira sustentável. Em outras palavras, para manter a competitividade, é preciso estar alinhado à necessidade do consumidor, a cada dia mais atento a transparência, ética e respeito ao meio ambiente.

Aliás, essa é uma questão que foi abordada recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao apresentar o estudo “Retrato do uso sustentável de recursos da biodiversidade pela indústria Brasileira”. A análise ouviu 120 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias.

Entre os pontos apresentados, chama a atenção o fato de que 86,7% dos gestores brasileiros enxergam que a importância atribuída ao uso da sustentabilidade aumentou nos últimos cinco anos. Para eles, isso ocorre devido à maior conscientização das pessoas, ao aumento de campanhas ligadas ao tema e também ao fato de os empresários estarem mais atentos ao uso sustentável da biodiversidade.

A análise ainda apontou que, nos últimos dois anos, 52,5% das empresas investiram em produtos que utilizam recursos da biodiversidade. Além disso, no mesmo período, 48% das companhias de grande porte investiram em ações ou projetos voluntários de conservação ambiental.

Os resultados mostram que o país está muito mais comprometido com o respeito ao meio ambiente do que há alguns anos. Muitos já enxergam que a biodiversidade tem o poder de tornar os negócios mais competitivos. E a meta é que, com o passar dos anos, novas companhias se inspirem e invistam em modelos de negócios mais transparentes, com cadeias de produção comprometidas com o bem-estar das gerações atuais e futuras.

Afinal, existe um interesse crescente da população mundial por produtos eficazes e que tenham uma história verdadeira de sustentabilidade por trás deles. E é nisso que a Beraca aposta ao trabalhar com produtos de origem não madeireira, como frutos e sementes da biodiversidade brasileira. O modelo de negócio adotado pela empresa garante não somente a preservação dos biomas naturais, mas também a criação de uma cadeia de valor, capaz de estimular a preservação ambiental e promover uma melhoria na qualidade de vida das famílias extrativistas.

Esse é apenas um exemplo. O importante é mostrar que, para uma mudança sustentável, é preciso investir na criação de sistemas, processos e políticas. Certamente, com ações capazes de recuperar e tratar o solo e preservar as florestas e as plantações, será possível resgatar o valor das riquezas naturais e ampliar ainda mais o poder da nossa biodiversidade. Essa é uma iniciativa capaz de transformar o meio ambiente e a nossa economia.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL!
Publicado em 11/24/2016 as 02:06 PM

Escrito por Sarah Leicester

Sarah Leicester é Marketing Manager, Magic UK

Não há como escapar disso, a transformação digital tem sido divulgada em um ritmo cada vez maior ao longo do último ano, ou quase isso. Mas, será que realmente sabemos o que significa?

Participei de uma conferência onde todos foram divididos em grupos e todos tinham de dar suas próprias definições sobre essa frase. Ninguém realmente se esforçou para dar sua própria interpretação, e as definições variaram muito. Alguns sugeriram que é sobre o uso de tecnologia digital para trabalhar de forma mais colaborativa, alguns disseram que é sobre a integração de ferramentas para um processo empresarial simplificado e um deles até sugeriu que o conceito de ser 'offline' vai se tornar obsoleto.

Eu acho que é evidente que estamos todos confortáveis dando algum tipo de explicação sobre transformação digital e todos nós estamos cientes (em diversos graus), de que essa é uma parte fundamental do futuro dos processos de negócios. Afinal de contas, a indústria está falando muito sobre transformação digital e nós não gostaríamos de parecer tolos na frente de nossos pares ... certo? Mas, qual seria a nossa compreensão de sua real importância para nossas empresas? Talvez não o suficiente.

Então, o que estamos realmente falando quando pronunciamos essas “palavras imortais”? Altimeter define transformação digital como "o realinhamento ou novos investimentos em tecnologia e modelos de negócios para envolver, de forma mais eficaz, os clientes digitais em cada ponto de contato no ciclo de vida experiência do cliente". Agora que temos uma definição comum, a sua organização precisa considerar o que ela precisa, a fim de ser "digitalmente transformada", mantendo-se, assim, competitiva e, finalmente, oferecer o melhor serviço aos seus clientes. "Para realizar sua transformação digital você precisa de um fluxo livre de informações em todos os aspectos de seus processos de negócios."

Para fazer isso você precisa garantir que todos os seus aplicativos de sistema (CRM, ERP etc) estejam integrados. Plataformas de integração permitem conectar aplicações diferentes de forma rápida e eficiente para fornecer uma visão de 360 graus de seu cliente, ajudando se comunicar melhor com seus clientes e melhor atendê-los em todas as fases do ciclo de vida do relacionamento com eles.

A empresa líder em análise Ovum, afirma, "a necessidade de agilidade e melhor colaboração e governança de fluxo de dados irá conduzir a modernização da infraestrutura de integração B2B." Felizmente para você, está nas mãos dos fornecedores de integração manter suas plataformas relevantes para garantir que você seja capaz de manter seus processos de negócios ágeis e eficientes.

]Uma coisa importante: com o advento da Internet das Coisas (IoT), os projetos de integração também devem considerar a comunicação das “coisas” com os sistemas de gestão.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

ACORDO PARA HIDROVIA BRASIL-URUGUAI
Publicado em 11/24/2016 as 02:06 PM

Escrito por Editor Portogente

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se uniu ao Serviço Oceanográfico da Armada Nacional uruguaia para elaborar o XI Acordo da Secretaria Técnica da Hidrovia Brasil-Uruguai. Entre os dias 9 e 11 de novembro, em Montevidéu, houve reuniões dos grupos de trabalho de Cartografia e de Regulação, que também foram integrados por membros do Ministério das Relações Exteriores e da Marinha do Brasil.

Durante o evento foi feita vistoria técnica na região da Lagoa Mirim, quando a delegação pode conhecer os projetos portuários, do Rio Tacuari, a Ponte Barão de Mauá, sobre o Rio Jaguarão. “Apresentamos o plano de ação do DNIT para melhorar a atuação no setor, com todas as obras necessárias ao pleno desenvolvimento da hidrovia”, contou o engenheiro da Coordenação de Operações Aquaviárias, Georges Ibrahim Andraos Filho. O próximo passo será a criação de um plano de metas e de um foro do setor privado para a região.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/11/2016

COMITÊ DE LOGÍSTICA DO PORTO VAI DEBATER PÁTIOS E OBRAS VIÁRIAS
Publicado em 11/24/2016 as 01:59 PM

Pauta foi definida em reunião ontem, na sede da Codesp
DA REDAÇÃO 23/11/2016 - 14:46 - Atualizado em 23/11/2016 - 15:34

O Comitê de Logística do Porto de Santos definiu ontem os temas prioritários que deverá debater. Foram apontadas questões como a implantação de pátios, a necessidade de investimentos no sistema viário do Porto e a os acessos rodoviários à região.

Esses assuntos começarão a ser discutidos na próxima reunião do colegiado, no dia 29 deste mês, às 14h30, na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O órgão, organizado pela Autoridade Portuária, reúne empresas e autoridades do complexo marítimo.

A pauta do comitê foi decidida em reunião na manhã de ontem. Participaram entidades do setor portuário, prefeituras da região, a Ecovias (concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes) e a Polícia Rodoviária.



Em relação ao sistema viário do Porto e aos acessos ao complexo, foram citadas a continuação das obras das avenidas perimetrais de Santos e Guarujá e a regularização do tráfego na Avenida Plínio de Queiroz, em Cubatão.

Orgão reuniu representantes de empresários e autoridades do setor (Fotos:Carlos Nogueira)



Segundo o coordenador do Comitê de Logística, o superintendente de Operações Portuárias da Codesp, Osvaldo Freitas Vale Barbosa, foi enviado convite ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para que indique um representante para tratar de questões relacionadas aos projetos logísticos, como o Portolog, no comitê. O Portolog é o sistema em implantação no complexo marítimo com o objetivo de monitorar a vinda de caminhões carregados das áreas produtoras do Centro-Oeste até a zona do cais.

De acordo com a assessoria da Companhia Docas, as reuniões do Comitê, que foram restabelecidas no último dia 8, serão realizadas quinzenalmente.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 23/11/2016

CURTAS
Publicado em 11/24/2016 as 01:59 PM

Autor:        Vânia Augusto e Leopoldo Figueiredo - mercadoregional@atribuna.com.br

ANTAQ - Energia
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) recebeu autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para alterar a forma de cobrança de seu serviço de fornecimento de energia no Porto.

Atualmente, o consumidor tem uma tarifa se receber a eletricidade em baixa tensão (R$ 0,49 por kwh) e outro valor se for alta tensão (R$ 0,33 por kwh). A Antaq aprovou que o usuário do serviço passe a pagar R$ 0,08 por kwh, independente da tensão. A autorização foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. Ela consta da Resolução m 5.106 do órgão.

PORTOS - Costa Concordia
O grupo de pesquisa Direito Marítimo, Portos e Zona Costeira da Universidade Católica de Santos (UniSantos) promove palestra sobre o naufrágio do navio de cruzeiros Costa Concordia, a ser proferida pelo professor Matusalém Pimenta hoje, às 18 horas, na sala 303 do Campus Boqueirão. A entrada é franca.

A organização pede, se possível, a doação de produtos de higiene para recém- nascidos, artigos que serão destinados a famílias carentes da região.

PORTOS - Alfândega.
Auditores fiscais da Receita Federal fizeram ontem o Dia Nacional de Paralisação Aduaneira em portos, aeroportos e zonas de fronteiras de todo o País. O movimento é contra o Projeto de Lei 5864/2016, que tramita na Câmara dos Deputados desde março.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 24/11/2016

USP PESQUISARÁ COMO PROTEGER SANTOS DO AUMENTO DAS RESSACAS
Publicado em 11/24/2016 as 01:58 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO

Equipe da universidade foi contratada pela Codesp, que irá custear o estudo, anunciou o presidente da Docas
DA REDAÇÃO

Nos próximos seis meses, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) vão estudar as ações necessárias para minimizar os efeitos das ressacas que atingem a Ponta da Praia, em Santos. Isso será possível graças à assinatura de um aditivo no contrata que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) mantém com a instituição de ensino. A construção, na Cidade, de um novo modelo físico reduzido do Estuário de Santos, com as instalações do Porto, também está prevista para ocorrer neste período.

Essas medidas foram anunciadas pelo diretor-presidente da Companhia Docas, José Alex Oliva, ontem, durante o lançamento do projeto Por Dentro do Porto 2017, da TV Tribuna, na sede da emissora, no Centro de Santos. Segundo ele, o aditivo foi assinado na tarde da última terça-feira.

Há 11 meses, a Codesp decidiu contratar a USP para analisar, por dois anos, os efeitos da dragagem na região e, ainda, os impactos de uma eventual restrição no alargamento do canal de navegação às operações portuárias. Essa limitação foi proposta pelo Ministério Público Federal, que aponta a obra como a principal causa da erosão nas praias de Santos.

Os professores da universidade já apresentaram um primeiro relatório, com conclusões iniciais. O texto, em análise na Autoridade Portuária, destaca que a restrição do alargamento trará prejuízos às operações e poderá causar a falência do complexo marítimo.

Conforme um dos pesquisadores da USP, o professor Paolo Alfredini, apenas 4% da erosão na Ponta da Praia é causada pela dragagem. Os outros 96% se referem à urbanização da Cidade e ás mudanças climáticas globais.

A equipe da universidade ainda continuará nessas pesquisas e, agora, passará também a analisar como reduzir os efeitos das ressacas, cada vez mais frequentes, na região. De acordo com Oliva, a estatal incluiu esse tema no contrato com a instituição de ensino a partir de um pedido da Prefeitura de Santos. A Docas custeará a nova pesquisa. Mas o executivo não revelou quanto será investido nesta tarefa.

“Não tem como evitar a maré. Não tem como evitar ondas maiores com o aumento do nível do mar. O que precisa fazer para minimizar esses efeitos? É isso que o estudo vai identificar. Podem propor ações em termos de obras hidráulicas, engordamento de praias ou outras opções”, destacou o diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva.

O professor Alfredini já defendeu a construção de molhes guias-correntes, uma espécie de quebrainar implantado a partir do calçadão da Ponta da Praia. A estrutura protegeria a faixa de areia nas praias da região das correntes marítimas, reduzindo a erosão. Para o especialista, esta também pode ser uma maneira de conter as ressacas, além de reduzir o assoreamento no Trecho 1 do canal de navegação, que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca. Este é o trecho onde há maior registro de deposição de sedimentos, principalmente no período de inverno, de abril a novembro, quando as ressacas são mais constantes,

MODELO FÍSICO DO PORTO

O aditivo contratual ainda prevê que os pesquisadores da USP vão implantar, em um imóvel da Docas, um novo modelo físico do Porto em escala reduzida. O plano é que ele se torne um centro de pesquisas.

Segundo Oliva, para a construção de um modelo em escala do complexo marítimo, serão necessários cerca de 2,5 mil metros quadrados. A expectativa é de que um dos armazéns desativados do cais santista seja utilizado para o empreendimento. O local ainda não foi escolhido, “O primeiro (armazém) que tínhamos definido tem muitos pilares e, na hora de fazer o modelo, esses pilares iriam interferir na geometria do modelo. Por isso, ainda vamos estudar com o pessoal e vamos definir o melhor local”, destacou o diretor-presidente da Codesp.

2ª temporada

A TV Tribuna lançou ontem a segunda temporada do projeto Por Dentro do Porto, série de programas que explica ao público as operações, os desafios e as curiosidades do Porto de Santos, suas empresas e trabalhadores. A primeira temporada foi ao ar de abril a setembro deste ano. A segunda será apresentada no próximo ano. A cerimônia de lançamento reuniu empresários e autoridades do setor, além de diretores do Grupo Tribuna.

Durante o evento, houve u m d e bate com o tema Perspectivas do Porto de Santos para o próximo ano, com a participação do presidente da codesp, Alex Oliva, e do consultor portuário Fabrizio Pierdomenico.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 24/11/2016

MINISTÉRIO IRÁ REORGANIZAR SETOR
Publicado em 11/24/2016 as 01:58 PM

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) prepara a reorganização de seu setor portuário.

O novo organograma deve ser definido ainda nesta semana. A expectativa é de que seja publicado um decreto com a definição da nova estrutura e a nomeação de um novo secretário nacional para o segmento.

A informação foi anunciada pelo diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, ontem, no lançamento do projeto Por Dentro do Porto 2017, no auditório TV Tribuna, em Santos. Segundo o executivo, também ontem, uma reunião extraordinária tratou do tema, na sede do MTPAC, em Brasília.

Em maio, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff(PT), o Governo Federal extinguiu diversas pastas, entre elas a Secretaria dos Portos (SEP), que era vinculada à Presidência da República e tinha status de ministério. O segmento, então, ficou sob a responsabilidade do então Ministério dos Transportes que, além dos portos, passou a tratar também da aviação civil.

A partir daí, surgiu a preocupação do setor com a ausência de um representante governamental único dos portos para a tomada de decisões, mesmo que subordinado ao ministro Maurício Quintella.

Atualmente, o MTPAC conta com a Secretaria de Políticas Portuárias (SPP), que está sob o comando de Luiz Fernando Garcia da Silva, e a Secretaria de Infraestrutura Portuária (SIP), capitaneada por Daniel Maciel de Menezes Silva. Ambas dividem a atenção e os recursos da pasta com outras seis secretarias, três relacionadas à aviação e três de políticas de transporte.

Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, o setor aguarda uma definição do Governo Federal, principalmente em um momento em que estão sendo discutidas renovações de contratos e autorizações para exploração de áreas.

“Os empresários querem saber as regras do jogo, para onde vão os processos e quem toma as decisões. Falta de decisões atrapalha investimentos”, afirmou.

Demanda

“Os empresários querem saber as regras do jogo, (...) quem toma as decisões”
Fabrizio Pierdomenico
Consultor Portuário
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 24/11/2016

OPERAÇÕES VÃO CRESCER EM 2017
Publicado em 11/24/2016 as 01:58 PM

As expectativas para a movimentação de cargas no Porto de Santos em 2017 são de crescimento.

Mas os índices são discretos. Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, a previsão é de 2% de aumento nas operações do cais santista. Já as projeções do diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, apontam para um incremento de 3,5%.

Neste ano, a Autoridade Portuária estima que 114 milhões de toneladas devem passar pelo Porto de Santos, entre embarques e desembarques. Esta previsão leva em consideração a movimentação de cargas realizada entre janeiro e setembro e ainda as projeções para o último trimestre. Na comparação com as operações realizadas no ano passado, o volume tende a ser 4,9% menor.

Para o próximo ano, Pierdomenico aposta em uma projeção mais conservadora, levando em consideração o cenário econômico do País. Neste caso, ele aponta o crescimento de 2,5% nas operações com granéis sólidos, enquanto a carga geral deve cresce crescer 1,6% e o transporte de líquidos, 0,8%. “2017 será um bom ano. Melhor do que 2016, Mas a alta projetaria do PIB (Produto Interno Bruto) é pouco para uma economia como a nossa”, destacou o consultor portuário.

Por outro lado, Oliva segue otimista e espera um melhor desempenho das operações. “Eu estou trabalhando com 3,5% de crescimento para 2017. Vamos ver quem ganha. Faço votos que seja eu”, afirmou. Pela expectativa do executivo, a movimentação de cargas no cais santista deve atingir 117,9 milhões de toneladas no ano que vem.

O diretor-presidente da Codesp leva em conta os sucessivos recordes de movimentação de cargas registrados nos seus últimos 11 meses de gestão. Além disso, ele aponta“o potencial e a capacidade” que o complexo santista tem de vencer dificuldades, diante de todos os problemas que foram enfrentados em 2016

Perspectiva

“Eu estou trabalhando com 3,5% de crescimento para 2017”

Alex oliva,

presidente da Codesp
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 24/11/2016

SEM PRAZO PARA RETOMADA
Publicado em 11/23/2016 as 02:58 PM

Autor:        DAGMARA SPAUTZ

O Ministério dos Transportes cumpriu o acordo e liberou este mês o que ainda faltava dos recursos atrasados para a obra dos berços 3 e 4, no Porto de Itajaí. No entanto, a construtora Serveng, responsável pelos trabalhos, ainda não retomou a empreitada.

Segundo a superintendência do Porto de Itajaí, a empresa só vai mobilizar o canteiro de obras depois que o governo federal assinar um aditivo de contrato, com mais prazo para conclusão dos trabalhos e recursos extras. A verba liberada pelo ministério este mês, cerca de R$ 4 milhões, cobriu apenas o saldo dos serviços executados entre outubro e novembro do ano passado.

A obra, que já deveria ter terminado, chegou a ter 300 pessoas empregadas e foi paralisada em junho por falta de pagamentos. Para retomar os trabalhos a construtora ainda terá que recontratar mão de obra.

A reforma dos berços é importante porque vai garantir que, ao invés de quatro berços separados, o porto tenha um grande cais de atracação com mais de mil metros de extensão, espaço suficiente para receber os maiores navios cargueiros que atuam na costa brasileira.

No caso do berço 3, terminar as obras será rápido, já que falta apenas a instalação de defensas. Já o berço 4 tem um desafio pela frente: uma laje submersa que não constava no projeto inicial. Esse entrave levou a adequações que elevaram em R$ 26 milhões o orçamento da obra.

Depois de pronta, a obra terá que passar por concessão – o que promete ser outra novela. A APM Terminals, atual arrendatária do terminal, quer incorporar o espaço ao seu contrato. O prefeito eleito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB), entretanto, defendeu durante a campanha eleitoral um outro modelo de operação, voltado para cargas gerais.
Fonte : Jornal de Santa Catarina - RS
Data : 23/11/2016

CEARÁPORTOS TENTA REVERTER MULTA APLICADA AO PECÉM
Publicado em 11/23/2016 as 02:58 PM


Após o Ibama embargar os berços 7, 8 e 9 do Porto do Pecém, sob a alegação de que foram realizadas atividades de carga e descarga sem licença de operação, O diretor-presidente da Cearáportos, Danilo Serpa, se reuniu, ontem, em Brasília, com o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, para tartar da ação do órgão ambiental.

Além do embargo, o Ibama aplicou uma multa de R$ 1,5 milhão ao porto.

Segundo a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), à qual está vinculada a Cearáportos, na ocasião "foram discutidos alguns encaminhamentos, que devem ser aprofundados em uma próxima reunião com participação do Ibama", prevista para esta semana.

"A Cearáportos ainda precisa cumprir com algumas pendências do licenciamento ambiental do porto. Mas eles estavam operando os berços 7 e 8 sem a licença de operação. Então o embargo só será suspenso após eles apresentarem toda a documentação necessária", disse Ivan Mota, chefe da divisão técnica da superintendência do Ibama no Ceará. De acordo com a Seinfra, a operação faz parte da fase de comissionamento (testes) dos berços, que ainda estão em processo de batimetria (procedimento, que mede a profundidade dos pontos de atracação).

"O Governo do Estado sempre colaborou com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, disponibilizando toda a documentação solicitada, sendo a última remessa enviada no dia 31 de outubro passado", afirmou o órgão. Ontem, 14 navios aguardavam para atracar no porto, sendo a maior parte com carvão destinado à CSP e às usinas termelétricas.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 23/11/2016

TERMINAL DE CONTÊINERES DE PARANAGUÁ CONSEGUE R$ 588 MILHÕES NO MERCADO PARA OBRAS DE AMPLIAÇÃO
Publicado em 11/23/2016 as 02:57 PM

Autor:        Lucas França - Especial para a Gazeta do Povo

Recursos foram obtidos com emissão de debêntures

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) receberá R$ 588 milhões em investimentos no início de 2017 para obras de ampliação de sua estrutura. O cais de atracação do terminal – que hoje tem 880 metros – será aumentado em 220 metros, passando para 1.100 metros de extensão. Outra obra planejada é a construção de dolphins exclusivos para a atracação de navios que fazem transporte de veículos.

Além disso, a retroárea do terminal (área de armazenagem) será ampliada de 320 mil m?2; para 500 mil m?2;. Com as obras, o TCP aumentará a capacidade de atender 1,5 milhão de contêineres por ano (TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para 2,5 milhões de contêineres por ano, estando pronto para atender o volume de mercado dos próximos 30 anos.

Segundo Luiz Antônio Alves, CEO da TCP, empresa concessionária do terminal, o objetivo principal não é, apenas, aumentar o volume de carga atendido. “O ponto principal dessas obras é melhorar a nossa produtividade e a qualidade do serviço que oferecemos aos clientes. Poderemos atender navios maiores e fretes mais competitivos, podendo trabalhar com custos menores”, comenta.

Hoje, o Terminal de Contêineres de Paranaguá atende 70 navios por mês e 2 mil caminhões por dia, além de duas composições ferroviárias. A previsão é que as obras criem uma oferta de 3 mil empregos na região. “Além disso, um terminal de grande porte como esse trará um ótimo impacto para todos os exportadores e importadores da região”, completa Alves.

Recursos

Os recursos foram obtidos através da emissão de 588 mil debêntures (títulos de dívidas) simples para investidores no mercado de capitais, não conversíveis em ações. O valor nominal unitário foi mil reais, com prazos de três, cinco e seis anos.

Para o CEO da TCP, o sucesso da emissão das debêntures é um marco importante na história da empresa. “Esta foi a primeira vez que acessamos o mercado de capitais e o resultado superou nossas expectativas, já que o interesse consideravelmente foi maior do que inicialmente imaginávamos”, afirma.

O valor alcançado com as ordens de compras – emitidas pelo banco BTG Pactual e pela XP Investimentos, responsáveis pela operação – ultrapassou os R$ 700 milhões (apenas 588 mil títulos foram emitidos).

As obras de ampliação, que estão previstas para terminar no final de 2018, são a contrapartida da renovação do contrato, que arrenda o terminal à concessionária TCP por mais 25 anos. O primeiro contrato foi assinado em 1998.
Fonte : Gazeta do Povo - PR
Data : 23/11/2016

MATO GROSSO POR INTEIRO
Publicado em 11/23/2016 as 02:57 PM

Autor:        JOSÉ ANTONIO L. DOS SANTOS - joseantoniols2@gmail.com *

O encontro em Cuiabá no dia 14 passado do governador com o ministro das Relações Exteriores um dia poderá ser considerado um marco na história do desenvolvimento de Mato Grosso, extrapolando a região de Cáceres, foco principal da reunião.

Os assuntos tratados abrangeram um conjunto de temas que podem ser sintetizados numa ambiciosa política de integração continental através da Hidrovia Paraguai-Paraná, tendo como ponto de partida a Princesinha do Paraguai. Mais importante, vai reintegrar o Mato Grosso platino ao desenvolvimento estadual, reforçando a unidade geopolítica do estado ameaçada pelo projeto de isolamento ferroviário da Grande Cuiabá.

O porto e a ZPE de Cáceres são assuntos discutidos há décadas, mas parece que agora é para valer pela abrangência da abordagem, envolvendo questões de logística, segurança, comércio e relações com os países vizinhos, inclusive com a programação de um grande encontro em Cáceres, para o qual já estariam convidados os ministros da Justiça, do Desenvolvimento, da Defesa e o próprio ministro das Relações Exteriores. José Serra também convidou o governador para uma reunião em Brasília com ministros do Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile, específica sobre a grave questão da segurança nas fronteiras comuns. Destaco a tese de que o desenvolvimento do Mato Grosso platino está amarrado à solução da questão da segurança na fronteira, e vice-versa. Uma coisa depende da outra.

Da parte do desenvolvimento a reativação do porto de Cáceres com a implantação da ZPE é um ótimo começo. O porto será uma das principais portas de saída para os produtos mato-grossenses, muitos processados na própria ZPE, e será também a entrada para o desenvolvimento com as cargas trazidas pelo rio.

Porém estes projetos demandam a criação da logística complementar, rodoviária, ferroviária e aeroviária. Aí entra então a retomada da ferrovia, hoje em Rondonópolis, passando por Cuiabá para chegar até Cáceres e Nova Mutum e daí aos portos do Pará e Pacífico, somando-se à Fico. Entram também a reativação do aeroporto de Cáceres, bem como, a consolidação do Aeroporto Marechal Rondon com a criação de voos internacionais, a começar pela prometida ligação com Santa Cruz de la Sierra.

O aeroporto em Várzea Grande é a interface de globalização de Mato Grosso, poderosa ferramenta de desenvolvimento. Ao desenvolvimento regional ainda é fundamental que o gasoduto seja levado a sério dando-lhe confiabilidade como elemento propulsor da economia do porto, da ZPE e da Região Metropolitana do Cuiabá com vantagens econômicas e ambientais. Esse conjunto de fatores positivos viabilizaria a Região Metropolitana como um polo de verticalização da produção primária mato-grossense utilizando a mão de obra disponível em indústrias de vestuário, produtos em couro e beneficiamento de carnes, por exemplo.

Mas não se pode pensar em desenvolvimento sem resolver a grave questão da segurança na fronteira, inviabilizada pelo poder da mais poderosa e cruel das armas inventadas pelo homem, a droga, ramificada em outros nefastos tráficos como o de veículos e armas. O Brasil vem sendo bombardeado por essa arma através da fronteira mato-grossense, arremessada em fardos por pequenas aeronaves em voos que escapam aos radares de segurança do espaço aéreo nacional. Por que não instalar em Cáceres uma Base Aérea aproveitando a pista de pouso asfaltada ali existente e ociosa? No controle da extensa fronteira, por mais zelosas que sejam as ações em terra, estas dificilmente alcançarão êxito sem um apoio ostensivo aéreo, com aviões de verdade, portadores do intimidador e vitorioso emblema da gloriosa Força Aérea Brasileira.

* JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU-MT
e professor universitário
Fonte : Diário de Cuiabá - MT
Data : 23/11/2016

PATRIMÔNIO DE ÓRGÃOS
Publicado em 11/23/2016 as 02:57 PM

Autor:        FÁBIO SCHAFFNER* - fabio.schaffner@zerohora.com.br

PIRATINI AGUARDA VOTAÇÃO na Assembleia para definir destino de estruturas em vias de extinção

Além de economizar cerca de R$ 190 milhões por ano com a extinção de 12 órgãos da administração, o Piratini pretende vender o patrimônio dessas instituições para fazer caixa. Prédios e terrenos poderão ser repassados à iniciativa privada em troca de vagas no sistema carcerário ou em área construída. Já máquinas e equipamentos serão leiloados.

– Todos os bens móveis e imóveis serão revertidos para o Estado. Ainda vamos definir como fazer isso – afirma o secretário-geral de Governo, Carlos Búrigo.

Um dos principais idealizadores do pacote anunciado na segunda-feira, Búrigo ainda não fez o cálculo do montante a ser arrecadado com a liquidação do aparato estatal. O secretário diz que precisa aguardar a apreciação dos projetos de lei protocolados ontem na Assembleia antes de partir para a ação. Assim que os deputados aprovarem a extinção das estruturas, irá requisitar inventário de cada órgão. Esse levantamento não foi realizado com antecedência para não gerar pânico entre os servidores atingidos, nem antecipar mobilizações sindicais, explica Búrigo.

Além da venda, outra alternativa em estudo é usar alguns desses prédios hoje ocupados pelas empresas em vias de extinção para abrigar servidores de órgãos que não têm sede própria. A expectativa é de reduzir os gastos com aluguel, que consomem R$ 50 milhões por ano. Todos esses procedimentos só serão definidos em 180 dias. Nesse período, o governo também pretende redesenhar o arcabouço administrativo. Por enquanto, o Piratini decidiu que o trabalho de algumas fundações, como FEE, Fepagro e Fepps, terão continuidade por considerar as pesquisas desenvolvidas relevantes. Contudo, a ideia é de que os estudos passem a ser conduzidos por equipes reduzidas, dentro de departamentos vinculados a secretarias.

Em pelo menos seis órgãos, a projeção é de encerramento das atividades. TVE-FM Cultura, Zoobotânica, FDRH, Corag e Cientec são consideradas completamente desnecessárias pelo governo. A avaliação é que a penúria financeira não permite a manutenção. Alguns programas da Cientec serão tocados pela Secretaria de Desenvolvimento. As estruturas da Zoobotânica serão repassadas à iniciativa privada ou a alguma universidade. TVE e FM Cultura devem reproduzir a programação de emissoras públicas enquanto seus equipamentos não forem leiloados. A Superintendência de Portos e Hidrovias será absorvida pela administração do porto de Rio Grande. Outros três órgãos sofrerão drástico esvaziamento: Metroplan, Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore e AGDI.

– Vamos fazer um enfrentamento. De um lado quem quer o Estado do jeito que está, do outro quem deseja fazer a despesa caber dentro da receita e garantir recursos para o que é essencial: saúde, segurança, educação, infraestrutura e assistência social – justifica Búrigo, diante da resistência dos funcionalismo às mudanças anunciadas.

*Colaborou Juliano Rodrigues
Fonte : Zero Hora - RS
Data : 23/11/2016

PORTOS - TECON SALVADOR TEM ALTA DE 10% NAS IMPORTAÇÕES EM OUTUBRO
Publicado em 11/23/2016 as 02:57 PM

O Tecon Salvador, terminal de contêineres administrado pelo Grupo Wilson Sons na capital baiana, registrou crescimento de 10,4% nas importações no mês de outubro, em relação ao mesmo período de 2015.

A alta foi impulsionada pelas descargas do setor de Energia Fotovoltaica (solar). O segmento representou 17% do volume de importação do terminal e a tendência é que os números continuem em alta até dezembro. Outros setores também se destacaram na importação com crescimentos expressivos no terminal. Entre eles, estão Eletrônicos, com aumento de 169% em relação a outubro de 2015; Fertilizantes, 41%; e Polímeros, 15%. Para o diretor executivo do Tecon Salvador, Demir Lourenço, as perspectivas continuam boas para os próximos meses de operação do teminal. / Da Redação
Fonte : DCI - SP
Data : 23/11/2016

CURTAS - CONTÊINERES - TECON APOIA PEQUENO NEGÓCIO
Publicado em 11/23/2016 as 02:56 PM

O Tecon Salvador participa hoje, no Shopping Bela Vista, de Encontro de Negócios com cerca de 15 empresas de micro e pequeno portes do estado, que fornecem bens e serviços para o setor industrial. Os pequenos negócios participantes foram selecionados previamente pelo Programa da Cadeia Produtiva de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae Bahia, de acordo com a sua capacidade de atendimento de demandas do terminal de contêineres.
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data : 23/11/2016

CRUZEIROS TRARÃO 155 MIL TURISTAS À CAPITAL BAIANA
Publicado em 11/23/2016 as 02:56 PM

PM montará uma base nas imediações do Porto e reforçará segurança nos locais de
visitação
por Adilson Fonsêca

Somente no próximo mês, a expectativa é que 40 mil turistas cheguem pelo porto a Salvador, em 13 navios vindos de outros estados e do exterior. Ao todo, segundo estimativas da Secretaria de Turismo no estado, o número de turistas deverá chegar a 155 mil na temporada que vai até após o Carnaval, 5% a mais do que na temporada 2015/2016.

De acordo com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), empresa pública federal que administra o porto de Salvador, 58 navios de cruzeiro devem fazer parada na capital até o fim da temporada.

Por causa do aumento do fluxo de turistas na capital, um forte esquema de segurança foi montado pela Polícia Militar nos principais roteiros e locais de visitação turística, desde a presença ostensiva em áreas do centro da cidade, como nas imediações do Porto de Salvador. Policiais bilíngües e com treinamento receptivo ao turista foram disponibilizados nos locais de maior aglomeração, orientando não só os visitantes, mas também baianos que circulam por esses locais.

Ontem à tarde, com a chegada do transatlântico MSC Orchestra, com 3.173 passageiros, ao Porto de Salvador , vindo de Recife, o reforço do policiamento foi testado antes e durante a estadia dos turistas, que embarcaram de volta por volta das 18 horas. Segundo informou a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar, as ações são voltadas à prevenção e reforço da segurança, com policiais bilíngues do Batalhão Especializado de Polícia Turística (Beptur) atuando na área do porto e com o apoio do Esquadrão de Polícia Montada.

Aeroporto
Batizada de Operação Porto Seguro, a PM montará uma base móvel nas imediações do Porto de Salvador e com os destacamentos de Motociclistas Águia da Corporação e Esquadrão da Polícia Montada, fará a escolta de veículos que se dirijam em passeios para pontos turísticos, como a Lagoa do Abaeté, Pelourinho e Farol da Barra. Pelourinho e Lagoa do Abaeté. Os policiais ainda farão rondas e abordagens na Praça da Inglaterra, Terminal da França e Avenida Contorno.

A chegada por via área de turistas a Salvador também ganha reforço no policiamento. Segundo o que informou a Polícia Militar, as ações de proteção ao turista, visando a garantir maior segurança serão realizadas durante todo o período da alta estação em Salvador, compreendendo também o receptivo no Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, principalmente no período do Carnaval.

Segundo a PM, o Batalhão Especializado de Polícia Turística (Beptur) da PM desenvolve diuturnamente ações de policiamento ostensivo 24 horas por dia e duplas de policiais militares da operação Corredor Trafego de Salvador (CTS), que atuam nos pontos de ônibus e nas imediações de embarque e desembarque dos passageiros. A unidade conta também com posto da PM, localizado no saguão do aeroporto, com PMs bilíngues que orientam baianos e turistas no local.

Outras regiões importantes como a Praça Deodoro da Fonseca, o Elevador Lacerda, Mercado Modelo e o Museu de Arte Moderna (MAM) recebem o reforço constate da Operação Corredores de Tráfego de Salvador (CTS), com abordagens preventivas em pontos de ônibus e veículos em geral. Estão previstas ainda 13 atracações no mês de dezembro, 15 em janeiro, 12 em fevereiro e 12 em março.

Até 16 de maio do próximo ano, quando se encerra a temporada de cruzeiros marítimos pela costa brasileira, 57 transatlânticos deverão atracar no Porto de Salvador com turistas nacionais e estrangeiros. Os dias com maior movimento serão 03, 15 e 26 de dezembro. No próximo dia 03, três navios devem trazer 8,5 mil passageiros. Já no dia 15, mais dois navios deverão desembarcar 5,2 mil turistas. No dia 26 serão mais quatro navios com mais de 11 mil passageiros.
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data : 23/11/2016

COLUNA - ANCELMO GOIS
Publicado em 11/23/2016 as 02:56 PM

Autor:        Ancelmo Gois - www.oglobo.com.br/ancelmo / COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET E TIAGO ROGERO

‘Tá’ todo mundo nervoso

Com o mercado financeiro estressado desde a eleição de Trump, o economista Ilan Goldfajn disse que a semana passada foi a pior desde que assumiu o comando do Banco Central, em maio.

Garotinho não cresce

Na eleição de 2004, a PF apreendeu, na sede do PMDB, em Campos (RJ), R$ 318 mil em espécie, levantando a suspeita de que seriam usados na compra de votos. Garotinho disse, também àquela época, ser vítima da, sempre ela, Justiça local. No caso, da juíza Denise Appolinária.

Tudo pelo econômico

No fim daquela reunião de Temer com os 96 integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, segunda, o fundador da ONG AfroReggae, José Júnior, já rouco de tanto escutar, questionou: “Eu só ouvi falar de economia e nada de social.”

Imobiliária Geddel

Os interesses do ministro Geddel Vieira Lima no ramo imobiliário não se limitam ao apartamento de um prédio vetado pelo Iphan.
O deputado foi um dos padrinhos da indicação do tesoureiro do PMDB na Bahia, Alexsandro Freitas Silva, para o comando da Superintendência do Patrimônio da União. A SPU cuida, como se sabe, dos imóveis federais.

Tempos de Trump

Disponível no Netflix, o aclamado documentário “Réquiem para o sonho americano”, do filósofo e ativista Noam Chomsky, 87 anos, ganhará uma versão impressa em 2017. Em março, chega às livrarias a edição americana, e, ainda no primeiro semestre, o livro será lançado por aqui pela Bertrand.

Crise que segue

Dornelles anda meio recluso.

A FAMÍLIA TODA É QUERIDA

Taís Araújo, 37 anos, a mãe de João Vicente, de 5 anos, e de Maria Antônia, de 1 ano e 10 meses, é capa da “Quem” que chega hoje às bancas. Para a revista, ela fala da parceria com o marido, Lázaro Ramos. Eles comemoram o sucesso da peça “O topo da montanha” e de “Mister Brau”, na TV Globo. Aliás, sobre Lázaro ela diz: “Não sou ciumenta. Mas prefiro fazer o papel da maluca do que da otária. Se acho que tem alguma coisa, vou na pessoa e falo, vou nele e falo. Exponho todo mundo. Daí dizem: ‘Ih, a mulher dele é maluca’.” Um beijão!

‘Hoje, é um novo dia...’

A mensagem de fim de ano da TV Globo é sobre gente que teve atitudes positivas em 2016. O elenco foi estimulado a convidar uma pessoa que tenha feito a diferença em sua vida neste ano, para cantarem, juntos, a música “Um novo tempo”. José Mayer, 67 anos, escolheu Georgeana Tavares, mais conhecida como Jô (veja eles na foto), responsável pela limpeza dos camarins e pelo cafezinho dos atores durante os intervalos de gravação de “A lei do amor”. Fofo!

3.000.000.000

O Comitê Olímpico Internacional fechou as contas. Nada menos do que metade da população mundial (mais de 3 bilhões de pessoas) acompanhou os Jogos do Rio. Somando a programação de todos os 500 canais que transmitiram a Olimpíada pelo mundo, foram 350 mil horas de televisão — 200 mil a mais do que em Londres.

E ainda...

Já o balanço geral ocorrerá em Tóquio, entre segunda e quarta da semana que vem, no tal debriefing, com as presenças de Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman.
Mas já se sabe que o custo da Olimpíada brasileira, veja só, foi o principal destaque: apesar dos pesares, foram os Jogos mais baratos da História.

SPC no SPC

A 50ª Vara Cível do Rio condenou o SPC a indenizar uma consumidora em R$ 30 mil, por danos morais.
É que o nome dela foi indevidamente incluído na lista de inadimplentes.
Se o SPC não pagar em até 15 dias, seu nome será incluído no... SPC.

Camarada Modesto

Considerado o advogado que mais defendeu presos políticos no período da ditadura, Antônio Modesto da Silveira, que morreu ontem, aos 89 anos, tinha uma legião de amigos.
O compositor Noca da Portela, 83 anos, que militou com o advogado no velho Partidão, compôs, logo que soube da morte, uma música dedicada a ele, “esse grande brasileiro e camarada”.

Viva Cazuza!

Esta estátua de Cazuza, assinada por Christina Motta, será instalada na praça que leva o nome do compositor — morto em 1990 —, no Baixo Leblon, em 1º de dezembro, agora, Dia Mundial de Combate à Aids. Também será reinstalado no local o antigo móbile do artista de Helio Pelegrino, que foi restaurado.

PARA LAVAR A ALMA

Julianne Trevisol, 33 anos, estará em “Saideira”, série que o Gshow, o site da Rede Globo, lança em janeiro. Ela viverá Mariana, a garçonete do... purgatório, que, no seriado, será um bar para onde vai, depois de morrer, o personagem de Felipe de Paula

ALEGRIA PELA ESTREIA
Olha aí a turma de “Lúcia McCartney”, a minissérie do GNT: Daniela Mignani, diretora do canal, a atriz Antonia Morais e o diretor José Henrique Fonseca

Ponto Final

Temer não vê razão para tirar Geddel

Só faltou completar: às favas com todo escrúpulos éticos. Com todo Respeito

Zona Franca
Aconseg-Rio homenageia hoje o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes.
Amanhã, José Haddad tomará posse na Academia Fluminense de Letras.
Aristóteles Drummond gravou para o seriado “Os herdeiros de Vargas", no Copa Praia Hotel.
O advogado Vanildo José da Costa Jr. representa o casal de Botafogo que obteve habeas corpus para plantar maconha em casa e não ser preso.
Augustana e Mabo participam de loja pop-up no Fashion Mall.
Roberta do Rio lança coleção Poem no Cavist.
Madero lança no Instagram o seu Post Premiado. H
oje, José Maurício Machline recebe Roberta Sá e Lenine no “Por acaso", no Teatro Rival.
O criminalista Cario Luchione é sócio do Instituto Brasileiro de Compliance.
Fonte : O Jornal O Globo - RJ
Data : 23/11/2016

COLUNA - PANORAMA POLÍTICO
Publicado em 11/23/2016 as 02:55 PM

Autor:        Ilimar Franco - ilimar@bsb.oglobo.com.br

Foi o presidente Temer quem convocou os líderes para prestar solidariedade ao ministro Geddel Vieira Lima. Temer também deu uma chamada em Moreira Franco.

Psiu, Moreira

Ontem, em Paris, depois de ter insinuado (anteontem) que Geddel era um risco, pediu para virar o disco. Contam que ele andou ligando para o Planalto, dizendo que não tinha sido “bem assim”.

O manual antiboato do Senado

Em tempos de troca de a