EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO DO BRASIL EM JULHO JÁ É A MAIOR EM 19 MESES
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

No acumulado de julho, as exportações somam 2,797 milhões de toneladas



A Petrobras produziu média de 2,008 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no Brasil em junho



O ritmo das exportações brasileiras de petróleo acelerou em julho e, mesmo com o mês em andamento, o volume embarcado já é o maior desde dezembro de 2012, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) ontem, segunda-feira.

No acumulado de julho, as exportações somam 2,797 milhões de toneladas, atrás dos 3,3 milhões de toneladas em todo o mês de dezembro de 2012.

Os embarques diários do produto atingiram 200 mil toneladas por dia nas primeiras três semanas deste mês. O ritmo foi de 109 mil toneladas/dia em junho e 50,5 mil toneladas/dia um ano atrás.

A elevação nos embarques ocorre num momento de crescimento da produção da Petrobras, que domina a produção e as exportações brasileiras --outras companhias que atuam no Brasil também aumentaram a produção em 2014.

A Petrobras produziu média de 2,008 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no Brasil em junho, alta de 1,5 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado e de 1,7 por cento ante maio.

A empresa não registrava média mensal acima de 2 milhões de bpd no brasil desde dezembro de 2012, quando produziu 2,03 milhões de bpd.

Na semana passada, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estimou um aumento de quase 40 por cento no faturamento das exportações de petróleo do Brasil em 2014 ante 2013, o que deverá ajudar a evitar que o país registre um déficit na balança comercial este ano.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 22/07/2014

EMBARQUES DE SOJA DO BRASIL SEGUEM ACELERADOS; VENDA DE MILHO FICA AQUÉM DE 2013
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

Os embarques brasileiros de soja, principal produto da pauta de exportações agrícolas do país, recuaram um pouco em julho após recorde em abril, mas seguem acima do registrado um ano atrás, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) ontem, segunda-feira.

As exportações de milho, por sua vez, ainda não conseguiram ganhar ritmo, com um volume embarcado até o momento neste mês insuficiente para encher dois navios.

O ritmo diário de embarque de soja ficou em 271 mil toneladas por dia nas três primeiras semanas de julho, contra 345 mil toneladas/dia em junho e 246 mil toneladas/dia em junho de 2013.

O ano de 2014 vem sendo de embarques recordes de soja no Brasil, após a maior safra da história do país, colhida no primeiro semestre.

Em abril, por exemplo, foram embarcados pela primeira vez mais de 8 milhões de toneladas da oleaginosa.

MILHO

Já o milho, que registrou pesados embarques no segundo semestre de 2013, não consegue repetir o bom desempenho até o momento.

O ritmo de exportações está em 7,5 mil toneladas/dia, ante 4,4 mil toneladas/dia em junho, mas 76 por cento abaixo do volume verificado em julho de 2013 (32 mil toneladas/dia).

Nos primeiros 14 dias úteis do mês, o Secex registrou embarques de 105 mil toneladas do cereal, menos que o necessário para encher dois navios Panamax, embarcações que carregam entre 60 mil e 70 mil toneladas de grãos.

Especialistas dizem que o mercado brasileiro de milho deve viver um segundo semestre turbulento, com uma ampla oferta global provocando fragilidade nos preços e incerteza sobre volumes a serem exportados pelo país.

Os principais Estados produtores do Brasil estão começando a colher a segunda safra da temporada 2013/14 que, apesar de não ser recorde como a do ano passado, está muito perto disso.

No entanto, boa parte desse milho chegará ao mercado quase junto com uma safra recorde dos Estados Unidos, maior exportador e grande concorrente do Brasil.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 22/07/2014

CANAL DO PANAMÁ COMEÇA A INSTALAR COMPORTAS PARA DUPLICAR CAPACIDADE
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

A primeira comporta da ampliação do Canal do Panamá foi colocada na câmara inferior da eclusa próxima ao oceano Atlântico .

A peça metálica pesa mais de três mil toneladas e teve de ter transportada por rampas de concretos especialmente construídas.

As comportas e eclusas formam um sistema que permite aos navios cruzar o desnível geográfico e cortar caminho entre os continentes Atlântico e Pacífico

No Panamá já estão oito das 16 comportas que serão instaladas nas novas eclusas do canal.

As oito restantes devem chegar em dois grupos de quatro vindas do estaleiro italiano que está produzindo os equipamentos há um ano. As eclusas vão duplicar a capacidade de transporte pelo canal, com navios maiores, passando de  300 milhões para 600 milhões de toneladas anuais de carga.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 22/07/2014

TCU IDENTIFICA SOBREPREÇO EM PORTO NO RIO GRANDE DO NORTE
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou os esclarecimentos prestados pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte – Codern, empresa responsável pela construção do Terminal Salineiro de Areia Branca, no Estado do Rio Grande do Norte, também denominado Porto Ilha. As explicações solicitadas estão relacionadas às irregularidades verificadas em auditoria realizada anteriormente pelo tribunal, tais como sobrepreço de R$ 21,6 milhões e deficiências em projeto básico.

As deficiências constatadas no projeto básico da obra envolviam elementos essenciais, como ausência de estudos prévios de sondagens geológicas, de projetos arquitetônicos e de projetos complementares de instalações prediais. O relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, comentou que “o projeto básico tratava-se de trabalho datado de 1974, cuja adequabilidade, em termos de parâmetros geotécnicos então definidos, necessitaria ter sido reanalisada previamente à elaboração do projeto executivo, o que se deixou de fazer, entre outros motivos igualmente inaceitáveis, devido ao prazo de execução da obra e às limitações financeiras.”

Quanto ao sobrepreço, o ministro-relator comentou que “modificação tão relevante (550,6%) em um só item contratado deveria ter sido precedida de estudos de impacto sobre o equilíbrio econômico financeiro do contrato, devendo a citação por este dano ser dirigida não apenas ao consórcio executor, mas também a quem detinha competência para requerer tais estudos, seja ele o signatário do termo aditivo ou não”.  Após as explicações dadas pelos responsáveis, o sobrepreço verificado teve uma redução e passou a ser de R$ 19,6 milhões. O custo total da obra, contabilizados os aditivos e o consequente aumento de valor, foi de R$ 218,5 milhões.

O tribunal determinou a conversão do processo em tomada de contas especial para quantificação do débito, apuração dos fatos e identificação dos responsáveis, que deverão apresentar esclarecimentos pela aprovação dos serviços de elaboração do projeto básico com ausência de elementos essenciais.

A Codern é uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério dos Transportes.

Terminal Salineiro de Areia Branca (Porto Ilha de Areia Branca): é uma ilha artificial, retangular, construída em 1974 com areia e aço, em alto mar, e mede 92 metros de largura por 166 metros de comprimento. O aterramento foi realizado com material coralíneo tirado da região e coberto com um piso de sal para garantir a pureza do produto armazenado. Porto Ilha passou a ser o porto de escoamento de todo o sal produzido no Rio Grande do Norte.
Fonte: TCU – Tribunal de Contas da União
Data : 22/07/2014

CAIXA É PROTAGONISTA DA REVITALIZAÇÃO DO PORTO MARAVILHA
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

A Caixa é protagonista no projeto de revitalização do Porto Maravilha. Em junho de 2011, o FGTS autorizou o investimento e a Caixa arrematou 6,4 milhões de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da área de 5,5 milhões de m² incluída no projeto.

Conforme o edital do leilão, feito pela Prefeitura do Rio, o vencedor arcaria com todo o investimento, calculado em R$ 8 bilhões ao longo de 15 anos. Para compensar o risco de financiar sozinho o valor, tem prioridade na compra dos terrenos públicos da área, após serem desembaraçados pela Prefeitura.

A Caixa venceu o leilão pagando R$ 3,5 bilhões pelos Cepacs, títulos financeiros que equivalem ao pagamento de outorga por adicional de construção - valor que um empreendedor paga a mais para construir prédios com área superior ao permitido na legislação municipal.

O valor pago pelos Cepacs faz parte dos R$ 8 bilhões financiados pela Caixa. Os títulos são um ativo, têm valor no mercado e os incorporadores precisam adquiri-los para aprovarem seus projetos na Prefeitura.

Para gerir a operação financeira, a Caixa alocou os Cepacs e os terrenos comprados no Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FII PM), do qual sairão os recursos para as obras de infraestrutura.

Ontem, segunda-feira (21), o fundo tem patrimônio de R$ 4 bilhões. A aposta da Caixa é que o FII PM terá capacidade de arcar com cerca de R$ 8 bilhões porque o patrimônio crescerá, com a valorização dos Cepacs e, principalmente, com o retorno dos investimentos.

Desde o início, a estratégia do fundo tem sido, em vez de apenas vender os títulos, negociar sua troca por uma participação no empreendimento - para lucrar com o aluguel de escritórios ou com a venda dos imóveis para investidores.

Os impasses nas negociações com a Caixa giram em torno dos preços salgados de terrenos e dos Cepacs.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 22/07/2014

TRANSPETRO ENVIA ESCLARECIMENTOS SOBRE O EISA
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

A propósito de nota da coluna Primeira Linha sobre o Estaleiro Eisa, a Transpetro envia os seguintes esclarecimentos:

“1) A companhia não possui navios em construção no Estaleiro Ilha S/A (Eisa) nem contratos celebrados com a referida empresa; 2) A Transpetro possui contratos de compra e venda de navios vigentes com uma Sociedade de Propósito Específico, distinta do Estaleiro Ilha S/A (Eisa), criada para a construção dos navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) no Rio de Janeiro; 3) As obras de construção desses navios seguem normalmente, não tendo sido afetadas por nenhuma ocorrência relativa ao Estaleiro Ilha S/A (Eisa)”.

De acordo com a resolução 124, do Fundo de Marinha Mercante (FMM), consta a construção de 12 navios da Transpetro para o estaleiro Eisa Petro Um. Ao que se sabe, Eisa Petro Um é o novo nome do estaleiro Mauá, que, como o Eisa tradicional, pertence à empresa Sinergy, de German Efromovich.
Fonte: EcoFinanças / Sergio Barreto Motta
Data : 22/07/2014

ANTAQ E LLX CELEBRAM CONTRATO DE ADESÃO ADAPTADO À NOVA LEI
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

A União, por intermédio da ANTAQ, celebrou com a empresa LLX Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S.A. contrato de adesão adaptado à Lei 12.815. A assinatura aconteceu, na última quinta-feira (17), na sede da Agência, em Brasília. Participaram da solenidade o diretor-geral da Agência, Mário Povia, e os diretores Fernando Fonseca e Adalberto Tokarski. Os diretores da empresa, Alberto da Fonseca Guimarães, Luiz Fernando Nogueira e José Castanon, estiveram presentes.

Com a assinatura do contrato, a LLX fica autorizada a explorar a instalação portuária Terminal de Uso Privado Porto do Açu – Terminal de Minério, localizada em São João da Barra (RJ). A autorização compreende a movimentação e armazenagem de granéis sólidos (minério de ferro), destinados ou provenientes de transporte aquaviário. A área autorizada para exploração da instalação portuária corresponde a 1.893.406,10 metros quadrados.

Povia explicou que, ao sair do termo de autorização e migrar para o contrato de adesão, a LLX terá mais segurança jurídica e poderá captar mais investimentos. A autorização terá vigência por 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adesão. “Estabelece-se um horizonte de outorga definido”, ressaltou o diretor-geral da ANTAQ.

O prazo será prorrogável por períodos sucessivos desde que a atividade seja mantida e a empresa promova os investimentos necessários para a expansão e modernização das instalações portuárias. Vale destacar que a LLX deverá manifestar o interesse na prorrogação do contrato com antecedência mínima de 18 meses de sua expiração.

O diretor-presidente da LLX Minas-Rio, Alberto Guimarães, disse que o terminal deve iniciar suas operações até o final de outubro. “Essa é nossa expectativa”, afirmou o executivo, informando que a instalação portuária poderá movimentar até 26 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Guimarães ressaltou que o minério de ferro chegará ao terminal através de um minerioduto, que tem 525km de extensão, com origem em Conceição do Mato Dentro (MG).
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 22/07/2014

PRORROGAÇÃO POR MAIS 50 ANOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS CAUSA DISCUSSÃO E NOVOS DESAFIOS
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

Foi aprovada ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado em dois turnos, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC), que estende os incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) até 2073. Aguardada desde 2010, a prorrogação dos incentivos promete, a partir de agora, “virar o jogo” da economia amazonense, atraindo investimentos e garantindo mais emprego e renda para o Estado.

Entretanto, os próximos 50 anos implicam desafios que precisam ser solucionados em tempo hábil. Empresários, consultores e estudiosos ouvidos por A Crítica falaram sobre o assunto. Para eles, há que se comemorar a prorrogação, mas sabendo de que ela não é suficiente para ativar todo o potencial da economia amazonense.

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a prorrogação representa tempo suficiente para que o modelo amadureça e desenvolva outras matrizes econômicas de forma a desfazer a dependência do Estado em relação ao parque industrial. “Em paralelo, não podemos deixar de trabalhar questões que historicamente afetam nossa competitividade como infraestrutura, logística, comunicação e energia”, relacionou.

Outro ponto importante, segundo Périco, passa pelo resgate da autonomia e da autoridade da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), dando-lhe mais independência do Governo Federal.

Gestão

Já na avaliação do economista e consultor empresarial José Laredo, a solução, para não repetir os mesmo erros da primeira fase do projeto, é a modernização da gestão.

“A ZFM é uma grande empresa. É preciso estabelecer metas a cumprir por seus gestores, com sistemática, fiscalização e avaliação de resultados por meio, por exemplo, de um Conselho Especial Gestor Local que possa dar suporte com experiência e recomendações essenciais para redirecionar o modelo para os anos vindouros”, sugeriu.

Efeito prorrogação

A vitória da prorrogação deve impactar diversos setores da economia local em curto prazo. Os novos investimentos, por exemplo, “congelados” pela incerteza da permanência do modelo, começam a ser reativados. “Em breve vamos anunciar projetos de grande porte que estavam aguardando a confirmação obtida hoje (ontem)”, declarou o secretário de planejamento e desenvolvimento econômico do Amazonas, Airton Claudino.

No comércio, os efeitos também serão positivos. Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, com a prorrogação, a indústria acelera, gera empregos, aumenta o consumo e aquece o comércio. “Apostamos que em menos de um ano, estaremos colhendo os frutos dessa boa notícia”.
Fonte: A Crítica Manaus(AM)/JULIANA GERALDO
Data : 22/07/2014

MELHORIAS EM PORTO E GERAÇÃO DE EMPREGOS NO BAIRRO SÃO RAIMUNDO EM MANAUS
Publicado em 07/22/2014 as 10:28 AM

Diante de uma das vistas mais belas do Rio Negro, os moradores do bairro São Raimundo, na Zona Oeste, tem esperança que o local receba melhorias e se torne atrativo para o comércio. Se durante muito tempo a travessia para o município de Iranduba foi realizada pelas balsas do porto do São Raimundo, hoje, a desativação da travessia deixou a saudade do movimento de pessoas no local.

Segundo a comerciante Luziana Moreira de Souza, 76, que mantém um restaurante no porto, o movimento diário de pessoas e embarcações deixou de existir desde que a Ponte Rio Negro foi inaugurada e, agora, apenas pequenos barcos atracam no local. Luziana lembra que antes da desativação, muitas pessoas tinham lanches e restaurantes e o lucro era melhor do que é hoje. “Só restou o meu restaurante e o de outro senhor que ainda insistimos em ficar aqui”, disse a comerciante.

O ideal de acordo com Luziana era que o porto voltasse a receber balsas, barcos e que a população tivesse a opção de fazer a travessia pelo porto e pela ponte Rio Negro. Outra sugestão era que, além da travessia para o município de Iranduba, as pessoas pudessem usar o porto para ir à outras cidades mais distantes. “Mesmo sem espaço, todos os dias, há um intenso tráfego de pessoas no porto da Manaus Moderna e da Ceasa. Uma das alternativas era que parte daquelas embaracações pudessem atracar no São Raimundo, pois aqui tem público, muitos turistas que chegam procurando passeios e artesanatos”, acrescentou Luziana.

Enquanto não encontram uma solução para movimentar o porto, os poucos comerciantes que restam ali fazem o que podem para se manter no local.

Na avaliação do comerciante Aderbal Junior Silva, 67, o comércio no local vai de mal a pior. Segundo ele, se antes era possível vender dez refeições por dia, hoje não se vende metade por que as pessoas deixaram de freqüentar o local.

Aderbal diz que entende as mudanças e os benefícios para os motoristas. “É mais rápido ir pela ponte, entretanto, somente a paisagem do rio e o vento no rosto somente a travessia por balsa pode proporcionar”, comentou.

No ano passado foi cogitou-se a utilização do porto do São Raimundo, como base para a instalação da Rodoviária de Manaus, que voltou a ser administrada pela prefeitura. Duas reuniões foram realizadas entre Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos no Estado (Arsam) e as empresas de transporte rodoviário, mas até agora a notícia se confirmou.

O superintendente municipal de transportes urbanos, Pedro Carvalho, disse, à época, que uma equipe técnica chegou a fazer um levantamento técnico do local, para iniciar as supostas instalações da rodoviária.
Fonte: A Crítica Manaus (AM)/JÉSSICA VASCONCELOS
Data : 22/07/2014

OSX NEGOCIA COM A CAIXA PARA VOTAR PLANO EM AGOSTO
Publicado em 07/22/2014 as 10:28 AM

A OSX, empresa de Eike Batista, está em negociações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para tentar assegurar o apoio do banco à aprovação do plano de recuperação judicial da companhia. A expectativa é que o plano seja submetido à assembleia geral de credores da OSX, para ser aprovado, entre os dias 15 e 25 de agosto. A cerca de um mês da reunião ainda não está claro, porém, se a CEF vai votar a favor ou contra o plano. A Caixa é uma das maiores credoras da OSX, companhia que tem dívidas totais de US$ 2,7 bilhões.

O plano de recuperação judicial foi apresentado à 3ª Vara Empresarial da Comarca do Rio em 16 de maio e envolve três empresas do mesmo grupo: a OSX Brasil, a holding de capital aberto, a OSX Construção Naval, que tem direito de uso de 3,2 milhões de metros quadrados no porto do Açu (RJ), e a OSX Serviços. Esta empresa atende com tripulação a OSX Leasing, que tem três plataformas de petróleo (OSX1, OSX2 e OSX3). A OSX 1 e 3 atendem a OGPar, ex OGX. Já a OSX 2 está na Malásia à espera de cliente interessado em utilizá-la.

A OSX Leasing ficou de fora do processo de recuperação judicial e responde, sozinha, por cerca de US$ 1,3 bilhão em dívidas ou 48% do total dos débitos das empresas OSX. No plano, a OSX previu que se conseguir vender alguma dessas plataformas e o dinheiro obtido for maior do que a dívida dessas unidades com bancos e financiadores (detentores de bônus) a diferença será usada para antecipar o pagamento da dívida. O plano da OSX prevê o pagamento da dívida em 25 anos, com três anos de carência, e correção pelo IPCA.

No plano, a Caixa aparece como credora da OSX Construção Naval com um crédito de R$ 461,4 milhões relativo a um empréstimo de curto prazo. Está também listado outro crédito em favor da Caixa, mas classificado como "extraconcursal" de US$ 307,1 milhões. Este crédito refere-se a um empréstimo repassado pela Caixa à OSX Construção Naval com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), linha de longo prazo para o setor naval. O empréstimo conta com garantias fiduciárias e não foi incluído no plano de recuperação.

Mas a Caixa teria tentando levar esse crédito para dentro do plano para ter um peso ainda maior no processo de recuperação judicial. Juntos, os dois créditos da Caixa somam cerca de R$ 1,2 bilhão. Hoje, três credores detêm mais de 50% da dívida da OSX Construção Naval, que é de cerca de US$ 870 milhões, excluindo os US$ 307,1 milhões "extraconcursais" da Caixa. Além da Caixa, essa lista inclui a Acciona, com R$ 300 milhões, e o Banco Votorantim, com R$ 588,7 milhões. Procurado, o Votorantim não se pronunciou.

Um dos critérios para conseguir aprovar o plano é a OSX obter maioria por volume de crédito, daí a importância de ter o apoio desses três credores. Também é considerada a maioria por número absoluto de credores. Neste ponto, a OSX parece estar tranquila pois no plano anunciou que serão pagos até R$ 80 mil a todos os credores quirografários (sem garantias) da OSX Construção Naval e até R$ 25 mil a todos os credores quirografários da OSX Brasil, a holding.

A Caixa fez o pedido de inclusão do crédito "extraconcursal" no plano ao administrador judicial, o que não foi aceito. Apesar da negativa, a Caixa estaria insistindo no pedido. Procurada, a CEF disse, via assessoria, que só vai se manifestar nos autos do processo, deixando em aberto qual será sua posição.

Até ontem não podia-se descartar, portanto, uma eventual tentativa da Caixa de impugnar o plano de recuperação judicial da OSX, embora o diretor financeiro da OSX Brasil, Claudio Zuicker, não acredite nessa hipótese. O executivo afirmou que a empresa está refinando para a Caixa o plano de negócios que pretende implementar na OSX Construção Naval, no porto do Açu. No local, a OSX tem direito de uso de 3,2 milhões de metros quadrados por 40 anos, renovável. Pelo contrato, a OSX tem de pagar um valor por metro quadrado à Prumo Logística, antiga LLX, que é a dona da terra.

A Prumo também é credora da OSX, mas não poderá votar na assembleia de credores pois é parte relacionada uma vez que Eike Batista ainda tem participação acionária na companhia. Zuicker disse que, além dos investimentos já feitos no estaleiro do Açu, será preciso fazer um investimento adicional entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. A holding da OSX controla a unidade de Construção Naval com 90% e a Hyundai Hevay Industries tem 10%. A ideia é utilizar a área para desenvolver atividades de construção naval, alugando o terreno para empresas a partir de R$ 70 por metro quadrado.

Outra possibilidade seria que companhias investissem recebendo em troca descontos no aluguel. A receita de aluguel será usada para pagar a dívida com os credores. "Nosso esforço é mostrar que podemos pagar os credores de forma antecipada vendendo ativos (plataformas) e buscando uma reestruturação da Unidade de Construção Naval. Nesse trabalho, a OSX tenta acordo com a Prumo. No plano, a previsão é ter 100% da área ocupada até 2018.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 22/07/2014

INOVAÇÃO NO SÉCULO XXI
Publicado em 07/22/2014 as 04:41 PM



Há poucas semanas, a Vale, junto com outras 10 empresas globais, participou de um fórum sobre o futuro do sistema em que o conhecimento científico e tecnológico é transformado em inovação. Essa reunião, organizada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), tinha como objetivo garantir que o fluxo da inovação não fosse interrompido por conta de uma frágil articulação entre as partes.
O conceito clássico de inovação pressupõe que são as empresas nascentes (start-ups) as responsáveis pelas inovações. Essas inovações entram nas grandes empresas e ganham escala mundial de duas formas principais. Em um desses caminhos, a empresa nascente cresce, ganha mercado e torna-se uma grande empresa. Vários exemplos desse caminho surgiram no século XX, sobretudo, nas áreas de computação (tanto hardware como software). No segundo caso, mais frequente, a empresa nascente é comprada por uma grande empresa que, então, absorve a tecnologia e, assim, mantém ou amplia seu mercado.

Mas inovar não é tão trivial. Primeiro, é preciso ter um cliente, um consumidor disposto a pagar pela inovação. Antes disso, é preciso ter uma ideia e desenvolvê-la a ponto de torná-la um produto ou serviço com qualidade e custo adequados. Por fim, todas as inovações se forem interessantes serão sempre imitadas, mas podem sucumbir caso não sejam continuamente renovadas. A adoção das inovações pelas empresas de grande porte, desta forma, alimenta o fluxo, mantendo a integridade da cadeia de inovação e produção, barateando custos e ampliando o acesso do consumidor.

O fluxo vital entre conhecimento e riqueza é frágil, precisa ser nutrido e ter suas partes integradas

No painel organizado pelo MIT, estavam representantes de uma das maiores farmacêuticas do mundo, da maior produtora de software, da maior empresa no setor eletrônico e da Vale. O que fazia esse público tão díspar em uma reunião como essa? E o que fazia uma mineradora no meio dessas empresas tão intensivas em tecnologia? Entendermos a lógica de um mundo globalizado é a melhor explicação para essas perguntas..

Em um mundo cada vez menos unipolar, mais e mais os atores globais têm que agir globalmente. Em um mundo cada vez mais diversificado, mais e mais temos que entender nossos fornecedores (de tecnologia, por exemplo) e nossos clientes. Na reunião no MIT, buscou-se definir denominadores comuns para a inovação nas grandes empresas. Como aproximar a academia e as empresas nascentes das grandes empresas e, assim, obter desenvolvimento e inovação fundamentais para nossa existência enquanto espécie neste planeta? Saúde, telefones, carros, minérios, água e comida, bem como segurança, são produzidos em escala mundial e de amplo acesso graças a complexos sistemas de inovação e produção nos quais academia e indústria interagem.

Também foi alvo de discussão a contribuição fundamental de organizações industriais (Bell Laboratories, Sarnoff Laboratories, etc.), que, por razões diversas, deixaram de existir ou tiveram muito atenuadas suas funções. A contribuição desses grandes centros de pesquisa industrial era um elemento fundamental na cadeia de inovação. Instituições como essas nunca existiram no Brasil. Seus principais similares nacionais mais equivalem aos grandes centros de P&D que diversas grandes empresas têm ao redor do mundo.

Em nosso país e no mundo, a conversa entre academia e indústria ainda é difícil, com preconceitos de ambas as partes. Para a academia, a indústria é míope, imediatista e nem sempre quer resolver o problema na raiz. Para a indústria, a academia não tem compromisso com prazos e não se interessa pelas questões práticas. Assim, as diferentes dinâmicas e objetivos dessas organizações geram um descompasso e muitas vezes ressentimentos. Por outro lado, quando funciona adequadamente gera riqueza para a sociedade. Em alguns lugares onde esse sistema floresceu (Vale do Silício, Boston, Triangle Park) gerou riqueza, empregos, prosperidade. Ao redor do mundo as tentativas frustradas de imitar esse modelo são múltiplas.

Estudando os modelos (de interação academia/empresa) que fracassaram e os modelos de sucesso, em 2009, a Vale criou o Instituto Tecnológico Vale (ITV). Sua missão: criar opções de futuro por meio de pesquisa científica e desenvolvimento de tecnologias de forma a expandir o conhecimento e a fronteira dos negócios da empresa de maneira sustentável.

Por outro lado, as atividades que colocam a mineradora como um dos líderes globais em seu setor obrigam-na a ser eficiente em suas minas, portos e ferrovias. As inovações que geram esse resultado nascem tanto dos empregados, dos centros de P&D, como das parcerias com universidades e empresas de todo o mundo. Como deixou claro o painel do MIT, esse fluxo vital entre conhecimento e riqueza é frágil, precisa ser nutrido e ter suas partes adequadamente integradas. A priorização de setores competitivos da economia, como é o da mineração, deveria ser a principal alavanca para a inovação do país. O governo não deveria alavancar suas bases de inovação exclusivamente em setores de alta tecnologia. A inovação precisa das grandes empresas e, sobretudo, daquelas que são líderes globais.

Murilo Ferreira é diretor-presidente da Vale. Graduado em administração de empresas pela FGV/SP tem mais de 30 anos de experiência em mineração
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

GOLDMAN SACHS RECOMENDA COMPRA PARA ADRS DA VALE
Publicado em 07/22/2014 as 04:41 PM

O Goldman Sachs acredita que dificilmente o preço do minério de ferro no mercado à vista permanecerá muito abaixo dos US$ 100 por tonelada no longo prazo e decidiu na segunda-feira aumentar o preço-alvo sobre os ADRs da Vale, que são recibos de ações negociados em Nova York. Para os papéis ordinários (ON, com direito a voto), a elevação foi de US$ 17 para US$ 18,80; para os preferenciais (PN, sem direito a voto), de US$ 14,90 para US$ 16,40, segundo relatório da instituição americana.

A recomendação do banco americano para ambos os ativos é de compra. Além disso, os analistas Marcelo Aguiar, Humberto Meireles e Diogo Miura indicam no relatório também a compra das ações preferenciais da Bradespar, holding que possui fatia tanto na mineradora brasileira como na companhia CPFL Energia, e aumentaram o preço-alvo sobre esses papéis de R$ 27,90 para R$ 29,90.

O Goldman está otimista com o segundo semestre para a Vale. Enquanto a produção se intensifica por causa do início e expansão de projetos, a divisão de metais não ferrosos da companhia brasileira aponta para uma melhora nos resultados, o que pode sustentar a rentabilidade do grupo apesar da queda do preço do minério de ferro.

Além disso, o banco vê os principais fatores de pressão de baixa sobre a cotação internacional da commodity já chegando ao fim. Na opinião do trio de analistas do Goldman, a maior parte da oferta que iria inundar o mercado em 2014 já foi enviada aos clientes e está a caminho ou em estoques nos portos, o que limita novos movimentos de queda no mercado à vista.

A equipe econômica do Goldman também prevê que a atividade chinesa vá se intensificar na segunda metade do ano, o que pode aumentar a demanda pelo insumo - a China é a maior compradora de minério de ferro do mundo e a Vale, a maior produtora. Os descontos que as mineradoras estão dando para o minério de baixa qualidade também podem garantir o preço spot mais próximo de US$ 100 por tonelada, completa o relatório do banco.

Mesmo assim, o banco cortou suas projeções para o balanço da brasileira. A receita líquida de 2014 é aguardada agora em patamar 3% menor, de US$ 40,16 bilhões, e o lucro, em nível 2,4% inferior, para US$ 9,17 bilhões.

Parte do otimismo de Miura, Meireles e Aguiar reside no fato de que o preço das ações da Vale estaria muito descontado. Nas contas dos três analistas do Goldman, hoje a companhia é negociada em bolsa a uma cotação que equivaleria a um preço de US$ 71 por tonelada para o minério de ferro.
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

RUMO GARANTE ESPAÇO PARA CARGAS DE CONCORRENTES NA ALL
Publicado em 07/22/2014 as 04:41 PM

Ao notificar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a incorporação das ações da ALL, na tarde de ontem, a Rumo informou sobre a criação de um Comitê de Assessoramento para garantir o transporte de cargas de empresas concorrentes do grupo Cosan, que controla a companhia.

A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL. Essas medidas foram apresentadas pela própria Rumo na notificação do negócio ao órgão antitruste.

De acordo com a petição que o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a Rumo apresentou salvaguardas de modo a garantir o uso da ferrovia por empresas concorrentes. "Embora não haja qualquer risco de discriminação ou preferência às cargas operadas pelas empresas do grupo Cosan, a nova companhia resolveu adotar algumas salvaguardas", diz o texto apresentado ao Cade.

A principal salvaguarda foi a criação de um Comitê de Assessoramento. O órgão terá caráter estatutário e permanente. Será composto por três a cinco membros independentes do conselho de administração da nova companhia resultante da união entre a ALL e a Rumo. Um desses membros será necessariamente indicado pela BNDESPar.

"Qualquer manifestação negativa por parte do Comitê de Assessoramento com relação à determinada operação ou transação condiciona sua aprovação ao voto afirmativo de, no mínimo, 90% dos membros do Conselho de Administração, o que significa, praticamente, poder de veto por cada um dos acionistas representados no conselho", afirma a Rumo no texto apresentado ao Cade.

Segundo o documento, o Comitê vai "impedir que exista tratamento desigual nas transações" envolvendo a nova companhia e as empresas do grupo Cosan.

A Rumo enfatizou ainda que o total de cargas transportadas pela Cosan nos trilhos da ALL é muito pequena. "Além disso, em mercados onde o modal rodoviário tem custos competitivos, pela proximidade do Porto de Santos, as usinas das empresas do grupo Cosan estão, em média, mais próximas do porto em relação a outras usinas, de modo que não há racionalidade logística para privilegiar essas usinas no uso da ferrovia", destacou a companhia no documento.

Na petição ao Cade, a Rumo argumenta ainda que a operação de incorporação de ações da ALL "representa um passo fundamental na direção de um grande salto para desatar o nó da logística brasileira, que tanto tem dificultado o crescimento do país". O investimento na malha gerará a ampliação da capacidade para a ferrovia, o que, aliado ao projeto logístico para captação de cargas, já desenvolvido pela Rumo, significará maior acesso de produtores ao modal ferroviário, aumentando a concorrência nos mercados de produção agrícola e a competitividade do país nas exportações."

A partir da notificação feita na tarde de ontem, o caso será examinado primeiramente pela Superintendência-Geral do Cade. Esse órgão poderá aprovar o negócio ou encaminhar sugestões com condições a serem impostas às empresas pelo Tribunal do Cade. É no Tribunal que os conselheiros decidem pela aprovação ou não das fusões e aquisições no Brasil.

A união entre a Rumo e a ALL só vai valer de fato com o aval final do Cade. Ao apresentar salvaguardas que garantem o uso da ferrovia por concorrentes da Cosan, as empresas se anteciparam a eventuais condições a serem impostas pelos integrantes do órgão antitruste e sinalizaram a intenção de estabelecerem um diálogo para obterem a aprovação ao negócio.
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

BNDES DEVERIA FOCAR NOS CRÉDITOS DE RISCO MAIS ALTO, DIZ DIRETOR
Publicado em 07/22/2014 as 04:40 PM

Ferraz diz que é preciso ficar atento aos desafios: "A perspectiva que se tinha do investimento está caindo muito"

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua firme no objetivo de reduzir o volume de recursos desembolsados este ano, na comparação com 2013, quando as liberações foram recorde, R$ 190,4 bilhões. E mantém planejamento "muito forte" de abrir espaço para o setor privado de crédito.

Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, o diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, afirmou que as políticas operacionais do banco - alteradas em janeiro - já dão o norte para a mudança na composição dos financiamentos. Para Ferraz o "cenário ideal" para o futuro é ter maior participação do banco em financiamentos de risco mais elevado, e em áreas onde não há interesse do privado.

"Uma das fontes de solidez e efetividade do banco é o fato de ele ter porte e instrumentos variados de operação. Ter escala e escopo contam em qualquer indústria financeira, e devem ser mantidos. A composição do que nós fazemos é que vai mudar. Pode ser que onde os retornos são mais claros para o setor privado, nossa participação seja menor, e pode ser que a gente evolua, e acho que já está acontecendo isto, na crescente participação em infraestrutura", disse.

Segundo Ferraz, a evolução deve ocorrer dentro das áreas também. "Infraestrutura, de 2005 para cá, apoiava hidrelétricas, depois eólicas. A nova fronteira é a solar. Na logística, vai de rodovias, aeroportos e portos a ferrovias. Na infraestrutura urbana testamos saneamento, mas provavelmente mobilidade será maior para depois migrar para outras áreas", afirmou.

A mudança na composição dos financiamentos do BNDES é lenta, em função do porte do banco, e é influenciada pela conjuntura econômica. "Tínhamos planejamento muito forte de abrir espaço para o setor privado [de crédito]", afirmou Ferraz. "Continuamos com isso, mas não podemos nos negar a ver que o setor privado pode ter dificuldades, que [precisem ser mitigadas pelo banco] dado a ausência de outras fontes de apoio."

Sobre as operações diretas do banco, ele afirma que a maior parte das atividades do BNDES continua. "As áreas de operações diretas já estão contratadas, estou começando a olhar 2016. Mas é preciso estar atento em como mitigar os desafios que estão se colocando agora. A perspectiva que se tinha do investimento está caindo muito em relação ao início do ano", disse Ferraz.

"Isso acontece em um ambiente onde, dados os compromissos assumidos pelas autoridades de Brasília, da solidez do fiscal, da inflação, o banco está operando em um espaço limitado", afirmou o executivo, em alusão aos compromissos assumidos pelo governo e pelo Ministério da Fazenda de reduzir gastos.

Além do fator econômico, a mudança na composição do BNDES sofre influência do desenvolvimento brasileiro, um processo "cheio de tensões, desequilibrado". "Veja toda dificuldade para colocar de pé agenda de infraestrutura. As dificuldades não são só públicas, [e vêm] de um sistema democrático onde as operações têm que estar abertas, onde a dimensão ambiental, das minorias, as licenças de operação passam pelo escrutínio de instituições de naturezas diferentes, onde as empresas do setor privado têm um balanço que precisa ser fortalecido, e obviamente vão querer uma taxa mais alta com risco menor, e não querem dar garantia", observou.

Apesar da colocação, Ferraz está "tranquilo e esperançoso" em relação as concessões de infraestrutura que estão sendo realizadas pelo governo através do Programa de Investimentos em Logística (PIL). "Os sinais que temos são de taxas de crescimento importantes nos projetos, na demanda por financiamento e no apetite dos investidores pelas debêntures. Começa a haver um mercado secundário de compra e venda dos papéis [de infraestrutura]. Esta é uma agenda de 10, 15, 20 anos", afirmou.

Sobre os comentários de que o setor privado estava avaliando como baixos os retorno dos investimentos em infraestrutura, Ferraz minimizou. "Se você é um investidor, é óbvio que você vai querer a maior taxa de retorno e o menor nível de garantia", disse.

Sobre os bancos privados, afirmou que o desafio é de outra natureza. "Nós ainda dependemos de funding nas condições TLJP [taxa de juros de longo prazo, hoje em 5%] ou FGTS que amplamente são o que alimentam os bancos para que eles operem". O desafio, segundo ele, é como ampliar o lado passivo e ativo destes bancos, hoje "muito curtos". Ferraz afirma que isto vai começar a mudar quando cada um dos brasileiros sair da lógica do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI, referência para aplicações atreladas aos juros básicos).

Os repasses do BNDES para bancos privados financiarem infraestrutura também estão fluindo bem, afirma. "Apesar de estar em ano de eleição ainda foram lançadas algumas chamadas, o importante é manter ao longo do tempo". As debêntures de infraestrutura, segundo Ferraz, devem começar a entrar nos projetos do PIL já leiloados em uma fase mais avançada, "quando os investidores possam ver que os recebíveis estão próximos". "A gente ainda conseguiu desenhar esquemas de 'cross default', de vencimento cruzado, para minimizar os riscos de emissores de títulos. Há toda uma arquitetura sendo desenhada, do nível de participação em uma linha de crédito tradicional, ao desenho de fundos com previsibilidade de lançamento de dois ou três anos ou aos financiamentos de infraestrutura, para atrair o investidor privado", explicou.

Em sua avaliação as demandas por investimentos de risco ou de infraestrutura são tão reprimidas, que as taxas de retorno são muito atraentes. E citou a evolução da indústria de fundos, antes limitada a "equities" (ações), agora se diversificando para fundos de venture capital (capital de risco) e capital semente.

Em 26 de junho teve fim o prazo dado pelo BNDES para envio de propostas de gestão para Fundos de Investimento em Participação (FIP), para setores ligados a infraestrutura, base tecnológica, educação, saúde, economia criativa e fundo de fundos. O percentual máximo de participação da BNDESPar no patrimônio comprometido pela primeira emissão de quotas de cada fundo será de 40% para Venture Capital e 20% para Private Equity.

"Queremos ser gestores de fundos de inovação e infraestrutura onde a participação do BNDES seja pequena. Provavelmente nos fundos associados à inovação o BNDES terá que colocar mais recursos, e nos fundos com estrutura empresarial já feita, que vão investir em empresas que já têm contratos de longo prazo firmados, pode ser que o setor privado entre mais".
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

ANO SERÁ DE CRESCIMENTO NOS EMBARQUES PARA 71% DOS EXPORTADORES EM SC
Publicado em 07/22/2014 as 04:40 PM

Para a maior parte das empresas exportadoras catarinenses, o ano de 2014 deve terminar com alta de até 10% nos embarques. Esta elevação, no entanto, será limitada pelos baixos preços internacionais de sete dos dez principais itens da pauta de exportações do Estado. Estas conclusões integram a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2014, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento, que conta com a participação de 106 empresas ligadas ao comércio exterior no Estado, o crescimento nos embarques será de até 10% para 36,8% dos entrevistados, de 11% a 30% para 22,8%, de 31% a 50% para 7% e superior a 50% para 5,3% das entrevistadas. Para 24,6%, está prevista a estabilidade das vendas, enquanto 3,5% preveem redução. Os preços começaram 2014 em baixa, após forte redução no ano passado. As maiores quedas foram registradas na carne suína, que recuou 19%, e no compressor de ar, que encerrou o ano passado com valor 17% menor.

— A publicação faz parte da nossa estratégia de internacionalização das indústrias, principalmente das médias empresas. Estamos fazendo um esforço grande nas companhias deste porte que têm boa produtividade, que estão investindo em inovação e tecnologia, para que se integrem ao comercio internacional — disse o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

A entidade também analisa as fragilidades e oportunidades existentes no comércio internacional, principalmente em um momento em que a economia mundial apresenta indicadores de crescimento ainda muito tênues. Neste sentido, a Federação trabalha na elaboração do Mapa Estratégico do Comércio Exterior Catarinense, que prevê o incentivo à venda de produtos de média e alta tecnologia, a diversificação dos mercados de destino e a diversificação da base de empresas com atuação internacional.

O Mapa deve fomentar a exportação de produtos que apresentam maior dinamismo e participação expressiva nas exportações mundiais, mas que ainda têm pouca representatividade nos embarques feitos em Santa Catarina. Entre estes produtos, foram apontados circuitos integrados, circuitos impressos, ferramentas pneumáticas, aparelhos para colheita, papel cartão, e barris e cubas de madeira.

A previsão é de aceleração do comércio internacional em 2015. Os motivos apontados são o começo do fim da recessão na Zona do Euro, a continuidade da retomada dos Estados Unidos e uma aceleração na atividade econômica na Índia e na Rússia. A China, por sua vez, deve estabilizar seu crescimento.

Infraestrutura e burocracia pesam

A gerente-executiva de negócios internacionais da CNI, Soraya Rosar, disse que os principais entraves às exportações brasileiras são a infraestrutura para transportar as mercadorias e a burocracia para fazer os despachos aduaneiros.

— Isso tem um peso para as exportações e tem piorado. As condições das rodovias são péssimas. As ferrovias são inexistentes. Os portos ainda têm sérios problemas, apesar das legislações aprovadas nos últimos anos para melhorar os investimentos, que levam anos para serem feitos — disse.

Na opinião dela, a infraestrutura dos concorrentes é melhor, por isso, há produtos de outros países que chegam no Brasil a preços mais competitivos que os fabricados aqui. Apesar desses entraves, ela ressaltou que os exportadores não devem desanimar.

— Quando se ultrapassa as barreiras, o exportador traz para a empresa e para o mercado brasileiro novas tecnologias e formas de gestão que engrandecem o país como um todo. Uma empresa que atua no mercado interno e externo, em momentos de crise interna, tem capacidade de balancear e não fica presa só a um mercado — afirmou.
Fonte: Diário Catarinense
Data : 22/07/2014

PORTO DE FORTALEZA MOVIMENTA 2,3 MILHÕES DE TONELADAS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2014
Publicado em 07/22/2014 as 04:40 PM

O Porto de Fortaleza, na capital do Ceará, finalizou o primeiro semestre de 2014 com a marca de 2.396.230 toneladas de cargas movimentadas, mantendo o mesmo desempenho operacional registrado em 2013. A importação representou 94% deste montante (2.255.969 t) frente a 6% de exportação (140.261 t). Destaque para o crescimento de 10% na movimentação de cargas conteinerizadas, que registraram 45.160 TEUS.

Granel Líquido continua a principal carga no Porto de Fortaleza. Foram 1.332.700 toneladas neste primeiro semestre de 2014, crescimento de 4,23% em relação ao mesmo período do ano passado (1.278.633 t). Os principais destaques foram: gasolina, diesel, petróleo cru, GLP (gás de cozinha), asfalto, querosene de aviação, óleo de palma e álcool.

Em seguida vem o Granel Sólido com 673.657,05 toneladas movimentadas no primeiro semestre, crescimento de 7,86% em relação aos seis primeiros meses de 2013 (624.594 t). Os destaques do Granel Sólido foram: trigo, coque de petróleo, clinquer, enxofre e cloreto de potássio.

Já Carga Geral movimentou no primeiro semestre do ano o valor de 389.874,56 toneladas. Dentre as demais foi a única que apresentou queda (20%) em relação ao primeiro semestre de 2013. Os itens mais movimentados foram: arroz, sal, ladrilhos, banana, geradores de energia eólica, tambor de freio, granito, papel, castanha de caju e farinha de trigo.

Com informações da Companhia Docas do Ceará.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 22/07/2014

ACIDENTE NO PORTO - CARONA DO CARRO QUE CAIU NO CAIS MORREU AFOGADO, APONTA LAUDO
Publicado em 07/22/2014 as 04:17 PM

O técnico portuário Raul Serafim Campos, de 64 anos, que estava no carro que caiu no cais do Saboó, no Porto de Santos, há cerca de duas semanas, morreu afogado. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), recebido nesta segunda-feira, pela Polícia Civil, reforça a tese da investigação de que ele tentou ajudar o motorista do veículo, Claudio Xavier dos Santos, de 42 anos, possível vítima de um mal súbito. O resultado do exame do condutor deve ser divulgado nesta terça.

"Por enquanto, permanecemos com essa linha. De que Claudio sentiu-se mal", garante a delegada Juliana Buck, do Distrito Policial do Porto de Santos, ao mencionar a possibilidade do óbito do colega ter ocorrido durante uma tentativa de salvá-lo. O documento do IML descartou nesta etapa, portanto, que a morte tenha sido ocasionada por qualquer fator externo (substâncias químicas ou até mesmo ações criminosas).

Enquanto a Polícia Civil aguarda o resultado do exame do motorista, que era contratado por uma empresa terceirizada, e da perícia no próprio veículo, serão ouvidos, amanhã, os depoimentos das esposas das duas vítimas. Elas prestariam esclarecimentos aos investigadores no final da última semana, mas abaladas pelos acontecimentos, não puderam comparecer. "A ideia é saber como eles (os maridos) eram, se tinham algum problema de saúde".
Veículo foi içado do Estuário pelo Corpo de Bombeiros na manhã seguinte ao acidente



Acidente

A serviço da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), na noite do último dia 10, eles estavam dentro de um carro, que caiu no Canal do Estuário. O acidente ocorreu após ambos saírem da Unidade de Fiscalização de Operação (UFO) 1, localizada no Saboó, próximo ao Gate (portão) 4.

Imagens das câmeras de monitoramento, obtidas por A Tribuna, mostram o veículo, em baixa velocidade, aproximando-se do costado, que não possui mureta de proteção, pois é utilizado justamente para a atracação de navios. Em nenhum momento é possível notar as luzes dos freios serem acionadas. Em seguida, o carro cai com o teto virado para o mar, gerando um forte espirro de água.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 21/07/2014

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO AUMENTOU 1,7% EM JUNHO
Publicado em 07/21/2014 as 01:45 PM

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu em junho a média de 2 milhões e 8 mil barris/dia (bpd), superando em 1,7% a produção de maio, que foi de 1 milhão 975 mil bpd. Incluída a parcela operada pela Petrobras para seus parceiros no Brasil, o volume alcançou a marca de 2 milhões 135 mil bpd,  2,1% acima do volume produzido no mês anterior, que foi de 2 milhões e 92 mil bpd.

A produção de petróleo e gás natural da empresa no Brasil no mesmo mês foi de 2 milhões 426 mil barris de óleo equivalente por dia (boed),  indicando um  aumento de 1,6% em relação a maio (2 milhões 387 mil boed). Incluída a parcela operada pela Petrobras para as empresas parceiras no Brasil, o volume atingiu a marca de 2 milhões e 610 mil boed, 2,0% acima da produção alcançada em maio, que foi de 2 milhões 558 mil boed.

O crescimento da produção decorreu, principalmente, do aumento do volume produzido pela plataforma P-62, que começou a operar em maio no campo de Roncador (Bacia de Campos). Nos próximos meses serão interligados a essa unidade um total de 22 poços, sendo 14 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água. Do tipo FPSO (plataforma que produz, armazena e transfere petróleo, na sigla em inglês), essa unidade tem capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural.

Contribuiu, também, para o aumento da produção, a entrada em operação, desde o final do mês de maio, de um novo poço ligado à plataforma P-48, no campo de Caratinga, produzindo na camada pré-sal da Bacia de Campos. Contribuíram, também, para esse aumento, a volta à operação da plataforma P-51, no campo de Marlim Sul, na mesma bacia, após parada programada para manutenção, e o começo do Teste de Longa Duração (TLD) do FPSO-Dynamic Producer, na área de Iara Oeste, na Bacia de Santos. Esse TLD, primeiro realizado nessa área, permitirá a aquisição de importantes informações para o desenvolvimento dessa descoberta, ocorrida em 2008. A produção inicial do poço testado, de 29 mil barris de óleo por dia, é similar à que vem sendo obtida  nos poços já em produção comercial no pré-sal da Bacia de Santos, indicando, também, o bom potencial dessa área.

No total, oito novos poços offshore nas bacias de Santos e Campos iniciaram a produção em junho. Com eles, 30 novos poços submarinos entraram em operação no primeiro semestre do ano, o dobro da quantidade que entrou em produção no mesmo período do ano passado. Com o início de operação da embarcação do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel) Polar Onyx, em 24 de junho, e a chegada de mais seis unidades até o final de 2014, a capacidade de interligação de novos poços da companhia, no segundo semestre, será ainda maior.

O aumento de 6,7% na produção do pré-sal das bacias de Santos e Campos, em junho, em relação a maio, com um volume de 477 mil barris por dia (bpd), configurou novo recorde de produção mensal. No dia 24 de junho foi registrado, também, mais um recorde diário, no pré-sal, com uma produção de 520 mil bpd. Esses volumes incluem a parte operada pela Petrobras para seus parceiros.

Esses recordes são consequência natural da implantação de novos projetos na camada pré-sal, assim como dos elevados níveis de produção dos poços nos campos de Lula e Sapinhoá, onde a Petrobras vem atingindo, com frequência, vazões acima de 30 mil barris diários por poço.

Outro recorde importante no pré-sal foi a conclusão do primeiro poço perfurado e completado em apenas 92 dias, ocorrida no dia 30 de junho no poço 8-LL-38D-RJS, na área de Lula/Iracema Sul.

Outro destaque do mês foi o início do escoamento do gás produzido nas plataformas P-58, na área Norte do Parque das Baleias, no pré-sal da Bacia de Campos, e FPSO Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos. O escoamento do gás para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) de Cacimbas (P-58) e Caraguatatuba (Cidade de Paraty) permitiu a elevação não apenas da produção de gás, mas também dos líquidos produzidos nessas UPGNs, uma vez que o gás do pré-sal tem riqueza elevada. O início do escoamento de gás dessas plataformas permitiu à Petrobras bater novo recorde histórico de entrega de gás natural nacional ao mercado na última segunda-feira (14 de julho), alcançando o volume de 48,1 milhões de m³.

Produção de gás natural - A produção de 66,4 milhões metros cúbicos de gás, em junho, superou em 1,5% a produção do mês anterior, que foi de 65,4 milhões m³/d e representa o recorde histórico de produção mensal de gás da companhia. Se incluída a parcela operada pela Petrobras para as empresas associadas, o volume alcançou 75 milhões 540 mil m3/dia, 2,1% acima do volume de maio.

Vale ressaltar que 94,5% desse gás foi aproveitado, seja para fornecimento ao mercado, seja para geração de energia nas plataformas ou reinjeção nos reservatórios para elevar a produção de petróleo. O aproveitamento de gás do Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos atingiu 97,7%.

No exterior foram produzidos, no mês de junho, uma média de 206,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), representando 7,9% da produção da companhia, que totalizou 2 milhões 633 mil boed nesse mesmo período.

Essa produção média de 206,9 mil boed teve uma redução de 5,2% em relação aos 218,4 mil boed produzidos no mês anterior devido, principalmente, a uma intervenção programada e já concluída, realizada no gasoduto de exportação de gás do campo de Akpo, na Nigéria. Isso fez com que a produção de média de óleo em junho, de 113,8 mil barris de óleo por dia (bopd), ficasse 6,0% abaixo dos 121 mil bopd produzidos no mês anterior.

Já a produção média de gás natural no exterior foi de 15 milhões 828 mil m³/d, 4,3% abaixo do volume produzido no mês de maio, que foi de 16 milhões 547 mil m³/d. Essa queda deveu-se a uma menor produção no Lote 57 do campo de Kinteroni, no Peru, causada por menor demanda por exportação de GNL a partir desse país.

A produção total informada à ANP foi de 9.652.973 m³ de óleo e 2.378.157 mil m³ de gás em junho de 2014. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora.

Diesel - A Petrobras atingiu recorde de 105 mil metros cúbicos por dia de processamento de diesel em suas refinarias no Brasil. Este desempenho vem contribuindo para a redução das importações de diesel e é reflexo do aumento da eficiência operacional das unidades do refino e da gestão integrada da cadeia de suprimento.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 21/07/2014

ESTIVADORES LIBERAM O ACESSO AO TECON
Publicado em 07/21/2014 as 01:45 PM

Uma reunião entre Sindicato dos Estivadores do Rio Grande e representantes do Terminal de Contêineres (Tecon) acabou na tarde desta sexta (18) com a manifestação da categoria, que havia bloqueado o acesso de caminhões ao terminal a partir de quarta-feira (16). Eles estavam reivindicando a requisição, por parte do Tecon, para o trabalho de estiva nos navios ancorados, nos quatro horários da escala, o que alegaram que o terminal deixou de cumprir na terça-feira (15), utilizando mão de obra própria.

Baseado em informações da categoria, foi feita uma negociação entre o Tecon e o sindicato, na qual os estivadores já começariam a ser requisitados a partir das duas escalas da noite, nos horários das 18h35min e 20h20min. Pelo acordo, a categoria será chamada dentro de 10 dias para uma nova negociação.  

Enquanto durou a manifestação, mais de 500 caminhões carregados com contêineres aguardavam no pátio da Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) e por toda a extensão da Via 9, impedidos de entrar no terminal. Muitos estavam descontentes, principalmente os caminhoneiros autônomos, que já contabilizavam prejuízos, como no caso de Vergílio Ferreira Alves, que aguardava pela liberação do acesso ao Tecon desde as 8h de quarta-feira (16). "Eu estava agendado para descarregar entre 8h e 9h de quarta. Com essa parada, já perdi duas viagens", disse ele.  

O caminhoneiro Adão Luiz, contrário ao movimento, afirmou que transportadores de carga não tinham nada a ver com a paralisação dos estivadores. "Isso é problema deles e estão nos usando para conseguir o que querem", salientou. Fernando Silva, que estava há dois dias esperando, ressaltou:  "Os estivadores estão fazendo a parte deles, mas somos  nós que ficamos no prejuízo", enfatizou.
Fonte: Jornal Agora (RS)/Anete Poll
Data : 21/07/2014

TCU APURA SUPERFATURAMENTO NA FERROVIA NORTE-SUL
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

Mais uma vez, a ferrovia Norte-Sul é alvo de superfaturamento e uma série de outras irregularidades, como liquidação irregular da despesa, fiscalização e supervisão deficiente, projeto de engenharia desatualizado, entre outros.

A lista de problemas foi levantada por uma recente auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). No Lote 12 da Norte-Sul, entre os municípios de Aguiarnópolis e Palmas, no Estado de Tocantins, foi confirmado um superfaturamento de R$ 37,3 milhões em obras tocadas pela empreiteira SPA Engenharia. O contrato firmado em 2007 tem valor global de R$ 299,6 milhões. Depois de receber vários aditivos, saltou para R$ 372,7 milhões.

Numa primeira avaliação, o TCU já havia apontado superfaturamento de R$ 69,2 milhões. Depois de ouvir os argumentos da SPA, o tribunal revisou seus apontamentos, mas manteve a irregularidade em R$ 37,3 milhões.

Como as obras já foram 100% executadas e o valor total foi pago, o TCU determinou que seja instalado um processo de tomada de contas especial, para ressarcir o pagamento aos cofres da Valec, estatal responsável pela obra.

Em um segundo processo, o tribunal analisou outros cinco lotes de obras da ferrovia. Neles, também foram encontradas situações de superfaturamento, envolvendo casos como pagamento por serviços não executados e preços excessivos frente ao mercado. O TCU determinou a instauração de processos para cada lote, para quantificar o débito e identificar os responsáveis.

O jornal "O Estado de S. Paulo" procurou a SPA, mas a empresa informou que não tinha porta-voz disponível para comentar o assunto. Por meio de nota, a Valec afirmou que não foi ainda notificada oficialmente pelo TCU e que os apontamentos "dizem respeito aos gestores antigos da Valec". A estatal também afirmou que as decisões não impactam nas obras, "uma vez que já estão todas concluídas e em operação".

Recentemente, a Valec informou que concluiu um primeiro trecho de 855 km de extensão da Norte-Sul, que liga as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). A operação da malha tem previsão de ser licitada nos próximos meses. Em auditorias realizadas pelo TCU neste traçado, foram identificados erros que elevaram o custo da obra em R$ 430 milhões.

Atualmente, a Norte-Sul só opera no extremo Norte, um traçado de 719 km de extensão que liga Palmas a Açailândia, no Maranhão. A malha é utilizada pela mineradora Vale. Do lado Sul da ferrovia, que vai ligar Anápolis (GO) a Estrela D'Oeste, as empreiteiras aguardam a chegada dos trilhos para tocar as obras.
Fonte: Jornal do Commercio (POA)
Data : 21/07/2014

PORTOS BAIANOS BATEM RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA GERAL
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

O Complexo Portuário da Bahia fechou o primeiro semestre do ano com uma movimentação geral de cargas da ordem de 18,8 milhões de toneladas, a maior de todos os tempos para este período. Isoladamente, os portos públicos de Aratu-Candeias, Salvador e Ilhéus, administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), movimentaram cerca de 5,7 milhões de toneladas, 1 milhão a mais que nos seis primeiros meses de 2013.

Aratu-Candeias respondeu por 60% da movimentação registrada no semestre pelos portos públicos, com um aumento de 650 mil toneladas, em relação ao mesmo período do ano passado. Minérios de cobre e ferro, além dos granéis líquidos, sobretudo fertilizantes, se destacaram na pauta de produtos movimentados. Já o Porto de Salvador registrou um aumento de 15% em relação a 2013, movimentando 2 milhões de toneladas, reflexo do crescimento das operações de cargas conteinerizadas. Mas em termos percentuais, o melhor desempenho foi alcançado pelo Porto de Ilhéus, com um incremento de 50% em relação ao ano passado. A retomada das exportações de soja influenciou decisivamente para esse resultado.

Aliado aos portos públicos, a movimentação nos terminais de uso privado também apresentaram evolução, somando mais de 13 milhões de toneladas, com crescimento na ordem de 5% em relação ao primeiro semestre passado.

Na opinião do presidente da Codeba, o desempenho do Complexo Portuário poderia ter sido ainda mais positivo. A causa, segundo ele, é a crise econômica enfrentada por países com os quais a Bahia possui forte intercâmbio comercial, o que reduziu o volume de exportações. Em contrapartida, a “aposta da economia baiana na normalização do cenário econômico”, tem atraído mais investimentos para o Estado, ampliando as importações de máquinas, fertilizantes, minérios e derivados de petróleo.

“Além da ampliação do agronegócio, são novas unidades e complexos industriais, como o Estaleiro do Paraguaçu, impactando positivamente a nossa movimentação portuária”, destacou.

José Rebouças acredita que o segundo semestre deve manter a mesma tendência de crescimento da movimentação portuária, sinalizando para mais um possível recorde.

“O resultado neste primeiro semestre cria uma expectativa positiva em relação ao desempenho geral no final do ano, inclusive a possibilidade de estabelecermos novos recordes na movimentação de carga”, ressaltou o presidente da Codeba.
Fonte:SEP - Secretaria Especial de Portos – PR
Data : 21/07/2014

GOVERNO REGULARÁ PLANTIO DE 'SOJA SAFRINHA' NO BRASIL
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

A pedido de produtores de soja e fabricantes de defensivos agrícolas, o Ministério da Agricultura prepara, desde fevereiro, uma série de medidas para restringir o cultivo da segunda safra de soja (a chamada "soja safrinha"), devido aos riscos crescentes de incidência do fungo da ferrugem asiática, que pode inviabilizar plantações da cultura. A semeadura da oleaginosa na sequência da colheita da safra de verão ganhou força no ciclo 2013/14, como estratégia de ganho adicional de renda.

Em entrevista ao Valor, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Eduardo Rangel, explicou que a ideia é desestimular o plantio sequencial de soja (soja sobre soja) nos meses de entressafra da cultura, que pode variar de janeiro até julho - a depender da região produtora. Para isso, o governo defende restrição de crédito rural, ampliação do tempo exigido para vazio sanitário e, em último caso, encaminhar um projeto de lei federal para proibir o cultivo em alguns meses.

"A frequência do plantio da soja safrinha não é muito alta no país, mas do ponto de vista agronômico é tudo o que não se deve fazer", disse Rangel. Conforme o diretor, quanto maior o tempo que a soja fica no campo, maior a presença do fungo e a velocidade com que ele se prolifera, a ponto de não se conseguir o controle com fungicida. "Entendemos que não temos que proibir esse cultivo, mas sim incentivar o plantio de outras culturas", afirmou.

Os baixos preços do milho entre o fim de 2013 e início deste ano, época em que os agricultores se preparavam para plantar a segunda safra, fizeram com que 319 mil hectares que seriam originalmente destinados ao cereal fossem semeados com soja em Mato Grosso, no Paraná e em Tocantins este ano, nas contas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção totalizou 556,85 mil toneladas.

A área cultivada é pequena diante dos 14,4 milhões de hectares cultivados com a oleaginosa na primeira safra da temporada 2013/14 nesses três Estados, mas foi o suficiente para reacender as preocupações com o alastramento da ferrugem.

Rangel informou que o ministério já editou nota técnica recomendando a bancos públicos, principalmente o Banco do Brasil, que restrinjam a concessão de crédito para investimento em plantio de soja safrinha, mas reconheceu que os produtores podem driblar essa iniciativa, recorrendo a bancos privados.

Mesmo sem precisar a relação numérica entre o cultivo de soja na entressafra e as perdas econômicas, o diretor disse que já é possível constatar que os danos fitossanitários causados pela soja safrinha já provocam estragos no bolso do produtor. "Desde 2010, o agricultor brasileiro vem tendo despesas de cerca de US$ 2 bilhões com defensivos agrícolas e perdas trazidas pela praga, e a safrinha já começa entrar nessa conta", relatou Rangel.

O ministério também estuda incentivar as instituições financeiras privadas a facilitarem o empréstimo para o plantio de outras culturas no período de entressafra da soja. E, numa medida "mais complexa", como se refere Rangel, editar uma Instrução Normativa (IN) que regulamente a aplicação do manejo integrado com outras culturas em lavouras usadas sobretudo para soja.

Outra alternativa cogitada pelo Ministério é baixar uma Instrução Normativa definindo uma ampliação do prazo de vazio sanitário. Contudo, a regulamentação do vazio - intervalo de tempo em que se proíbe o cultivo de soja, para resguardar as lavouras da ferrugem - depende de legislação estadual. Em Mato Grosso e no Paraná, o vazio sanitário começa em 15 de junho e dura 90 dias. Outros dez Estados, mais o Distrito Federal, também instituíram a prática nos últimos anos.

"Normalmente, o produtor colhe a primeira safra [de verão] entre janeiro e março, e depois tira a safrinha do campo em maio, perto do início do vazio, em junho. É pouco tempo para ter segurança total", afirmou Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil. A entidade compõe o grupo que solicitou intervenção do governo no caso.

De acordo com Dalpasquale, o fungo da ferrugem pode sobreviver de 40 a 50 dias no ar, por isso a importância do intervalo para o resguardo das lavouras. Ele defende que seja instituído um conjunto de normas para serem seguidas pelo produtor que, ainda assim, quiser cultivar a oleaginosa na safrinha. O presidente da Aprosoja disse ainda que os produtores estão pensando só no lucro e deixando de lado as possíveis consequências desse plantio. "Pode ser tiro no pé, que vai custar caro lá na frente. Então, estamos tomando medidas preventivas para evitar problemas mais sérios com a ferrugem, como tivemos no passado", concluiu.
Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner | Do Rio/Cristiano Zaia e Mariana Caetano | De Brasília e São Paulo
Data : 21/07/2014

BNDES DISCUTE PAPEL DO SETOR PÚBLICO NA INOVAÇÃO
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar de evento em Londres para discutir o papel do setor público no investimento direcionado à inovação. O seminário, que começa amanhã, é coordenado pela economista Mariana Mazzucato, professora de política científica e tecnológica na Universidade de Sussex. Ela acredita que o Estado deve ter grande papel no incentivo e apoio à inovação.

"O Estado esteve presente em setores como internet, biotecnologia e nanotecnologia muito antes de serem interessantes para o mercado privado. Principalmente com a retração do mercado privado de crédito, a atuação do setor público torna-se mais necessária ", explicou ao Valor.

A conferência, Missão Orientada para o Financiamento da Inovação, terá participação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e do diretor de planejamento João Carlos Ferraz. Em entrevista ao Valor, Ferraz afirmou que a participação do banco é importante para alimentar o debate sobre o papel do financiamento de longo prazo na economia. E defendeu a rediscussão do papel dos bancos de fomento.

Mariana defende que os Estados saiam da posição de agir apenas em falhas de mercado, e adotem ação mais efetiva na promoção da inovação. E vai discutir, no evento, a criação de agenda com metas para atuação do setor público. A agenda vai auxiliar países a aumentarem a inovação.

"Já existem muitos países com setor público atuando ativamente, mas porque não tem estrutura adequada, ficam encurralados e param de atuar", explicou.

O desafio é que esta receita vai contra a ideia, muito difundida, de que o Estado deve ter papel menor na economia. "Já falei para ministros de diferentes países que na maioria das vezes a redução de impostos não surte efeito. O mais adequado é direcionar investimentos e saber onde as oportunidades do futuro estão. A retirada de impostos só funciona em países onde há muito investimento direcionado do setor público", disse.

Na avaliação de Ferraz já há grande participação do setor público nos investimentos e no fomento à inovação no Brasil. Falta é trazer o setor privado. "No Brasil a visão do governo sobre inovação é de alto nível. E as ferramentas que [o país] tem em ação, como o BNDES, são alinhadas com o governo central. [O positivo é que] quando um investimento em inovação gera retorno financeiro, ele, em tese, retorna à economia", disse Mariana. Para ela só o fato do país ter BNDES, Tesouro Nacional e ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência e Tecnologia (MCTI) alinhados "é 80% da batalha".
Fonte: Valor Econômico/Elisa Soares | Do Rio
Data : 21/07/2014

A RACIONALIDADE DO BANCO DOS BRICS
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

Na "velha ordem" do Banco Mundial, os burocratas esconderam nas gavetas da instituição, há mais de um ano, o projeto que deveria orientar a estratégia do banco para a Argentina. Sem isso, os técnicos não podem nem sequer cogitar algum projeto de financiamento ao país. Enquanto isso, em tempo recorde, aprovou-se pacote bilionário para a Ucrânia, nação em pedaços, sem estabilidade financeira e em guerra civil. Contradições como essa incomodam os chamados mercados emergentes independentes dos países desenvolvidos.

O recém-criado banco dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, dificilmente vai se abrir aos argentinos sem exigência de garantias ou compromissos sérios do governo local (pelo menos, os técnicos dos cinco países prometem uma instituição assentada em bases técnicas e de boa governança). Mas poderá permitir, por contraste, avaliar o quanto há de pura política "ocidental" (Japão incluído nesse Ocidente) nos procedimentos e decisões de bancos multilaterais, mascarados de racionalidade administrativa.

O capital do banco, de US$ 50 bilhões iniciais, a serem integralizados em cinco anos, ainda que esse valor possa ser multiplicado ao servir de base para captar mais recursos para empréstimos no mercado, mostra que essa será mais uma instituição entre muitas. A China já investe na constituição de um organismo financeiro semelhante, só com países asiáticos; o BNDES brasileiro emprestou, só no ano passado, mais de R$ 62 bilhões em projetos de infraestrutura no Brasil e R$ 58 bilhões para investimentos industriais no país, valor em dólares próximo ao capital do novo banco.

O novo banco é uma aposta financeira e política

O banco dos Brics e os recém-assinados acordos de cooperação entre bancos de desenvolvimentos dos cinco países não concorrerão com as instituições multilaterais tradicionais, mas vão aproximar governos que hoje desconhecem as oportunidades de negócio e financiamento entre si.

Como disse o Prêmio Nobel Joseph Stiglitz à agência Russia Today, "o que ele [o banco dos Brics] está dizendo realmente é que, apesar de todas as diferenças, os mercados emergentes podem operar juntos, de um modo mais efetivo do que operam os países avançados". Isso dependerá, é claro, do comportamento dos cinco sócios, que, no papel, têm o mesmo poder de decisão e de veto; basta a discordância de um país para barrar qualquer medida, o que contraria a tese de que, na prática, a instituição será um joguete nas mãos dos poderosos chineses.

O que fará e como será o Novo Banco de Desenvolvimento criado pelos Brics também depende de discussões cruciais nos próximos anos, enquanto o acordo assinado pelos cinco chefes de Estado, em Fortaleza, na semana passada, passa pela necessária aprovação do Poder Legislativo. O Brasil, por saber da importância desses primeiros passos, quis indicar o primeiro executivo a assumir o mandato de quatro anos na presidência da nova instituição. A primeira reunião dos técnicos para discutir o tema em Fortaleza, porém, foi interrompida com menos de dez minutos, quando os representantes da Índia disseram não aceitar nem a sede do banco fora de Nova Déli.

Os outros sócios mostraram-se dispostos a atender a China, fixando a sede do novo banco em Xangai - e acomodando os interesses da África do Sul com a criação de uma sede regional africana. Com a resistência indiana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a considerar a hipótese de adiar a decisão sobre sede e presidência do banco para a reunião dos ministros dos Brics às margens do encontro anual do FMI, em setembro. Foi a presidente Dilma Rousseff quem determinou que teria de haver acordo, com a cessão do primeiro mandato da presidência à Índia. Coube ao Brasil a presidência do conselho de diretores, que, pelas negociações anteriores, deveria ser um cargo acumulado com a presidência executiva do banco.

Na sequência, o governo passou a argumentar que a presidência executiva do banco não será tão relevante nos anos iniciais da nova instituição. Curiosamente, pouco se falou do fato de que, realmente, a presidência do Conselho detida pelo Brasil será fundamental para assegurar que o Novo Banco de Desenvolvimento tenha o formato defendido pelo governo brasileiro, capaz de apoiar projetos de desenvolvimento, como faz o BNDES, a partir de análises bem fundamentadas tecnicamente - ainda que com evidentes desdobramentos geopolíticos.

Enquanto o presidente indiano (com um vice brasileiro), instalado em Xangai, tomará as providências práticas para o dia a dia, é o Conselho de Diretores presidido pelo Brasil quem definirá a estrutura de funcionamento da nova instituição, os critérios para contratação "por mérito" de funcionários e dirigentes, as normas para receber e processar projetos e pedidos de financiamento.

O anúncio, em Brasília, da disposição em dar apoio financeiro chinês de até US$ 35 bilhões aos países latino-americanos mostra que a China não precisa do novo banco dos Brics para estender sua influência bem além da Ásia e da África. Até nas discussões bilaterais com o Brasil os chineses mostraram que não são tímidos ao mostrar seu poderio financeiro. Mas estão abertos a arranjos de todo tipo.

A anunciada venda de jatos da Embraer, por exemplo, será impulsionada com um inédito acordo entre Eximbank chinês e BNDES, do qual resultará uma linha especial de financiamento especificamente criada para apoiar a venda de aeronaves. Linhas similares estão em cogitação para outros ramos de exportação.

O Novo Banco de Desenvolvimento é uma aposta financeira e política, e mais que isso. As discussões, presididas pelo Brasil, para desenhar as futuras operações do banco mostrarão a capacidade dos Brics para, de fato, atuar coordenadamente em um modelo concorrente ao das tradicionais instituições financeiras internacionais.
Fonte: Valor Econômico/Sergio LeoFonte : Valor Econômico
Data : 21/07/2014

MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE SANTOS CRESCEU 5,4%, SOMANDO 9,8 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

Entre as cargas de exportação que movimentaram os maiores volumes estão soja e café

O Porto de Santos movimentou 9,8 milhões de toneladas no mês de junho, 5,4% a mais que o registrado no mesmo mês do ano passado (9,3 milhões de toneladas). Este é o melhor resultado para um mês de junho já registrado pelo porto. Houve aumento de 8,1% no volume de cargas exportadas, o que compensou a redução do volume de carga importada, que caiu 0,7% em relação a junho de 2013, segundo balanço divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). As cargas em contêineres cresceram 15,4%, totalizando 325,0 mil teu (medida utilizada equivalente a um contêiner de 20 pés).  

Entre as cargas de exportação que movimentaram os maiores volumes em junho estão o complexo soja (2,3 milhões de toneladas),  crescimento de 18,9% em relação a 2013; café em grãos (132 mil toneladas), com aumento de 47,2%; gasolina (146,8 mil toneladas), incremento de 50,6%;  e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais que no mesmo mês do ano passado.

Entre as cargas de importação, houve crescimento no volume das descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil toneladas), crescimento de 58,6%; e de nafta, um derivado de petróleo, (41,4 mil toneladas), que aumentaram 632% no período.

Na avaliação da movimentação de cargas no primeiro semestre de 2014 (52,9 milhões de toneladas) houve queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume de cargas conteinerizadas, que têm maior valor agregado, cresceu 8%, chegando a 1,7 milhão teu.

Os embarques no período somaram 36,7 milhões de toneladas (redução de 3,1% na comparação com o primeiro semestre de 2013) e as descargas, 16,1 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu significativamente para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27,0%). Os destaques do semestre entre as cargas exportadas foram o complexo soja (aumento de 8,7%), café em grãos (19,8%) e gasolina (15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão de toneladas), as de gás liquefeito de petróleo, que aumentaram 58,6% (462,4 mil de toneladas); as de trigo, que subiram 19,8% (772,1 mil de toneladas) e as de nafta, que aumentaram 111,9% (146,6 mil toneladas).
Fonte : Diário Comercial
Data : 21/07/2014

MOVIMENTAÇÃO DE CARGA É RECORDE NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

Exportação foi o principal fator que levou à alta em junho. Foram 6,950 milhões de toneladas transportadas, crescimento de 8,1% em comparação a junho de 2013
» WLADIMIR D'ANDRADE / DA AGÊNCIA ESTADO

O Porto de Santos bateu recorde de movimentação de carga em junho ao registrar 9,825 milhões
de toneladas, volume 5,4% acima do apurado no mesmo mês do ano passado, informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A autoridade portuária informou que a carga de exportação foi o principal fator que levou à alta em junho: 6,950 milhões de toneladas, um incremento de 8,1% em comparação com as cargas que deixaram o País em junho de 2013. A
carga de importação recuou 0,7% no mesmo período, para 2,875 milhões de toneladas.

O Porto de Santos movimentou 52,894 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2014, volume que representa queda de 1,6% em comparação ao primeiro semestre do ano passado. O resultado é determinado pela queda de 3,1% na movimentação de carga de exportação e alta de 1,9% na carga de importação - 36,717 milhões de toneladas e 16,176 milhões de toneladas, respectivamente.

A carga movimentada em contêineres aumentou 15,4% em junho deste ano ante igual mês de 2013, para 325 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). No acumulado de janeiro a junho o aumento dos contêineres chegou a 8%, com um total de 1,721 milhão de teus.

O fluxo de navios atracados no porto de Santos caiu 6,1% em junho, para 413 embarcações. No total do primeiro semestre o recuo chegou a 2%, para 2.549 navios.

Volumes
Entre a carga de exportação, em junho ante igual mês de 2013 houve expressivo aumento na movimentação de farelo e grãos de soja (18,9%), milho (25,4%), café em grãos (47,2%), gasolina (50,6%) e óleo combustível (85,1%). No sentido importação o destaque no mês ficou com gás liquefeito de petróleo (58,6% de alta) e nafta (632%).
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 18/07/2014

AEROPORTO MUDA DE DONOS E ALTERA SEU PERFIL
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

Para fazer valer o investimento de R$ 19 bilhões, consórcio, que assume no dia 12 de agosto, quer dobrar receitas comerciais com novas franquias e serviços
» ANTONIO PITA / DA AGÊNCIA ESTADO

Com a missão de modernizar infraestrutura e operações, o Consórcio Aeroporto Rio de Janeiro assume o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte, ainda sob supervisão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), no dia 12 de agosto. As obras que prometem ampliar a capacidade de voos e "reproduzir o life style (estilo de vida) carioca" só serão concluídas em 2016.

Até lá a concessionária terá o desafio de gerar mais receitas para fazer valer o investimento de R$ 19 bilhões de outorga pagos ao governo no ano passado. A meta é dobrar as receitas comerciais,
que hoje representam cerca de 25% do faturamento, com novas franquias e serviços.

Já no próximo mês, serão duas novas opções de alimentação. A ambiciosa estratégia comercial, ainda em elaboração, também estuda atrair grandes redes de varejo, hotel e até um centro de convenções no entorno do aeroporto. Para suportar tantas transformações, o consórcio – formado
por Odebrecht Transport, Changi Airports e Infraero – espera para setembro o desembolso de parte do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com valor superior a R$ 1 bilhão.

"No primeiro momento, é fundamental a estratégia comercial para, no curto e médio prazos, podermos alavancar mais as receitas", afirma o novo diretor comercial do aeroporto, Sandro Fernandes. "A equação é um composto de variáveis, um equilíbrio dinâmico entre as receitas comerciais e aeroportuárias", complementa o executivo, acrescentando que a meta do consórcio é chegar entre 40% e 50% em 20 meses.

A partir daí, quando o terminal deve inaugurar as primeiras reformas, com novas pontes e áreas de embarque, o foco será ampliar as operações de voos e rotas com as companhias aéreas. "São duas alavancas para brincar com a equação. A mais rápida é trazer mais comércio, mais serviços, mais opções de compra. O incremento de rota demora mais, mas quando você traz mais voos, essa equação começa a mudar", avalia Fernandes.

Franquias
Os primeiros movimentos começam com a nova operação do terminal. As franquias Café Suplicy e 365 Deli, rede peruana que já atua em Guarulhos, ocuparão cinco pontos de vendas nos dois terminais. O diferencial, para a concessionária, será o atendimento bilíngue, o perfil gourmet dos produtos e a agilidade, com tempo máximo de espera de 90 segundos. Cerca de 400 contratos atualmente em vigor poderão ser revistos para se adequar à nova configuração do aeroporto.

As mudanças serão implementadas de acordo com o cronograma das obras, que prevê ainda um prédio de estacionamentos e um novo pátio de aeronaves. As reformas foram iniciadas no último mês, segundo o consórcio. "O posicionamento do aeroporto terá duas vertentes: o life style carioca, que o mundo vem buscar e conhecer em Copacabana, Ipanema, Leblon. Mas com uma abertura global, sofisticado sem ser rígido ou elitista", elitista", explica Fernandes.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 18/07/2014

MERCADO - SOB PRESSÃO, PETROBRAS LEVA REFINO AO LIMITE
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

O esforço da Petrobras para aumentar a produção de combustíveis no país, a fim de evitar custo maior com importações, tem levado suas 12 refinarias ao limite.

O uso da capacidade de processar petróleo nas unidades chegou a 97% em 2013, maior índice desde 2006, ante 92% há apenas três anos.

No primeiro trimestre deste ano, a média foi de 96%.

O efeito colateral é o aumento do risco de acidentes, preocupam-se trabalhadores, que já acusam aumento no número de incidentes.

Novas refinarias -as polêmicas Abreu e Lima (PE) e Comperj (RJ), cujas obras têm sido alvo de devassa de órgãos de fiscalização por suspeita de corrupção- entrarão em funcionamento ao fim deste ano e em 2016, respectivamente, aliviando a excessiva exigência sobre as unidades existentes.

As duas unidades deveriam estar prontas desde 2012. "Enquanto as novas refinarias não entrarem, as atuais ficam sobrecarregadas para atender o aumento da demanda", disse Antônio Luiz Menezes, ex-diretor da estatal. O consumo interno cresceu quase 5% em 2013.

Por dia, a Petrobras precisa importa 300 mil barris de combustível e vender a um preço menor do que os praticados no exterior, por determinação do governo, que teme alta na inflação.

A defasagem da gasolina é da ordem de 18%, e a do diesel, de 11%. Sem reajuste, o impacto financeiro para a empresa pode ir a R$ 4,2 bilhões neste ano, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Assim, produzir domesticamente o máximo possível de derivados freia maiores custos com a importação.

A prática, no entanto, tem preço. Trabalhadores afirmam ter aumentado a frequência dos incidentes como resultado do que consideram pressão para produzir mais.

"Operar nesse nível atual sempre envolve um risco maior. Paradas para manutenção são adiadas, e o risco operacional é maior", afirma Menezes.

A solução, diz, só virá com as novas refinarias. "Enquanto elas não entrarem, as atuais ficam sobrecarregadas. O refino tem de acompanhar o consumo, o que não acontece hoje em razão do atraso dessas unidades."

No início do mês, dois dias depois de a empresa divulgar o recorde de 2,2 milhões de barris processados por dia em junho, um trabalhador feriu-se em explosão na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A empresa disse ter ocorrido uma "falha", sem explosão.

"Tanto houve explosão que um fragmento da peça, de ferro fundido, atingiu o trabalhador, que foi afastado", disse Simão Zanardi, presidente do Sindicato dos Petroleiros na cidade.

Os trabalhadores afirmam ter ocorrido, também na Reduc, um apagão em maio que deixou a refinaria parada por 24 horas. O incidente teve impacto na produção industrial do mês, que caiu 0,6% em relação a abril, em parte por causa da "queda no refino no Estado do Rio", segundo pesquisadores do IBGE.

A Reduc registrou, segundo o Sindipetro, incêndios em janeiro, fevereiro e março; explosões em novembro e dezembro e vazamentos.

Ainda de acordo com trabalhadores, a Refinaria do Paraná registrou dois incêndios em seis meses, em maio e novembro passados.

OUTRO LADO

A Petrobras informou que tem "o compromisso de abastecer o mercado nacional e reduzir as importações [de combustíveis]" e que a redução do uso das refinarias traria "prejuízos inexplicáveis".

Diz ainda que o uso das refinarias ocorre "dentro dos padrões de confiabilidade" e que o plano de manutenção é rigorosamente seguido.

A empresa nega haver correlação entre incidentes e nível maior de processamento das refinarias e afirma que o nível de eficiência das unidades aumentou de 95,2% para 97,2%, o que é "compatível com as melhores refinarias do mundo" e que reduziu as taxas de ocorrências.

PETROBRAS/2013
* faturamento R$ 304,9 bi
* ebitda R$ 63 bi
* funcionários 86,1 mil
* dívida líquida R$ 221,5 bi
* principais concorrentes Exxon, Shell, BP, Rosneft, Petrochin
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 20/07/2014

BR-101 SUL JÁ TEM TRECHOS DETERIORADOS
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

Cinco anos após a conclusão da duplicação dos primeiros lotes do trecho Sul da BR-101, a rodovia precisa com urgência de obras de conservação e melhoramentos. Segundo análise expedita feita pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), são necessárias, entre outras ações, reforços e alargamentos de pontes, recomposição de pavimentos, construção de passarelas e viadutos, substituições de defensas metálicas, ativação de sistemas de iluminação e conservação da faixa de domínio. "O trabalho mostra que a deterioração progressiva de lotes recentemente duplicados compromete os R$ 2 bilhões investidos pelo governo nas obras desde 2004", afirma o presidente da entidade, Glauco José Côrte. Ele acrescenta que uma rodovia com manutenção adequada aumenta a segurança dos usuários e reduz o preço dos fretes.

Côrte lembra também da Ponte Cavalcanti, em Tubarão, que ainda não está contratada e pode se transformar num gargalo. "O primeiro estudo da FIESC sobre a rodovia, em 2009, já chamava atenção para o fato de a ponte não estar contemplada em nenhum contrato de duplicação. Passados todos esses anos, a situação é a mesma", lembra. "Corremos o risco de terminar as demais obras e termos um ponto de estrangulamento que seguirá prejudicando o Sul de Santa Catarina", diz.

A partir da constatação da gravidade da degradação já em curso, o estudo levanta a questão da necessidade de buscar medidas urgentes para assegurar o início dos trabalhos de melhoramentos e conservação permanente. Conforme o engenheiro Ricardo Saporiti, autor do trabalho, feito com o apoio do CREA/SC, entre as alternativas estão a inclusão do trecho no Programa de Investimento em Logística (PIL) e nas consultas PMIs - Propostas de Manifestação de Interesse, do Ministério dos Transportes. Outra opção seria antecipar a concessão dos 307 quilômetros entre Paulo Lopes e Osório (RS) à iniciativa privada, que já mantém os demais 859 quilômetros do corredor São Paulo-Porto Alegre.

O estudo ressalta que devem ser observadas, entre outras questões, as condições de eficiência, conforto, segurança, fluidez do tráfego e modicidade das tarifas cobradas. Também deve ser assegurada a assistência permanente aos usuários da rodovia, por intermédio de serviços de atendimento pré-hospitalar e mecânico.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 21/07/2014

REDE SOCIAL DE LOGÍSTICA NA INTERNET AQUI
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

A Internet nos dá pleno acesso à informação antes detida por poucos. Temos na nossa experiência muitos modelos de organização que demonstram de que maneira o acesso aos canais de informação contribui para a eficiência e para atingir objetivos. A inovação é promovida por informações reunidas a partir de novas conexões, de redes ativas e cooperativas.

A web, a rede mundial de computadores, cresce e possibilita que a informação se mova em todas as direções ao mesmo tempo. Na outra ponta, essa informação é encontrada instantaneamente por quem precisa dela. Como proclamou Peter Drucker, "a emergência explosiva da Internet como importante, talvez o mais importante, canal de distribuição de bens, serviços e, surpreendentemente, empregos gerenciais e profissionais". E está mudando profundamente o mundo.

Tudo isso mostra que grandes mudanças estão acontecendo. Para se manter nesse novo mercado é necessário habitar na Internet, como o presidente Barack Obama. Nela a empresa encontra os suprimentos inovadores, os Primeiros Adotantes, escuta e fortalece as relações com seu mercado.

O Portogente criou um novo projeto, o Notícias Corporativas. É a criação de uma rede social logística de qualidade e com muita informação. Por ela, as empresas podem postar direto e totalmente gratuito suas notícias, que estarão visíveis para o mundo. Para participar do Notícias Corporativas a empresa deve se cadastrar aqui: portogente.com.br/entrar e seguir as instruções.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 19/07/2014

PORTO DE SANTOS TEM MOVIMENTAÇÃO RECORDE EM JUNHO
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

O Porto de Santos atingiu no mês de junho o maior movimento para o período já registrado, totalizando 9,8 milhões de toneladas, ficando 5,4% acima do apurado em junho do ano passado (9,3 milhões t - recorde anterior). O incremento de 8,1% verificado nas cargas de exportação (6,9 milhões t) contribuíram, significativamente, para esse resultado. As mercadorias de importação (2,8 milhões t) apresentaram redução de 0,7%.

As cargas conteinerizadas continuam apontando crescimento, que chegou a 15,4%, em junho, totalizando 325,0 mil teu.

Os destaques entre as cargas de exportação ficaram com o complexo soja (2,3 milhões t), crescimento de 18,9%, café em grãos (132,0 mil t), com aumento de 47,2%, gasolina (146,8 mil t), incremento de 50,6%, e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais.

Entre as cargas de importação ganharam relevância o crescimento de 58,6% nas descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil t) e 632,0% nas de nafta (41,4 mil t).

A queda no número de embarcações (6,1%) continua espelhando a chegada a Santos de embarcações de maior porte, graças ao aprofundamento que possibilitou a ampliação do calado operacional do Porto de Santos.

Acumulado no Semestre

Apesar da queda de 1,6% na movimentação de cargas no primeiro semestre (52,9 milhões t) em relação ao mesmo período do ano passado (53,7 milhões t), decorrente do desempenho das exportações nos meses de janeiro, abril e maio, o movimento de cargas conteinerizadas, que possuem maior valor agregado, continua a crescer, chegando a 8,0% (1,7 milhão teu).

Os embarques no período somaram 36,7 milhões t (-3,1%) e as descargas 16,1 milhões t (+1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu, significativamente, para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27,0%). Os destaques do semestre dentre as cargas exportadas foram o complexo soja (+8,7%) , café em grãos (+19,8%) e gasolina (+15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão t), o gás liquefeito de petróleo aumentou 58,6% (462,4 mil t), o trigo 19,8% (772,1 mil t) e a nafta 111,9% (146,6 mil t).

O movimento de navios mantém-se em queda (-2,0%), totalizando 2.549 embarcações.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Porto de Santos movimentou no primeiro semestre deste ano cargas no valor de US$ 57,2 bilhões, que representaram 25,3% das trocas comerciais brasileiras (US$ 226,0 bilhões). Desse total, US$ 28,6 bilhões foram no fluxo de exportação e US$ 28,6 bilhões no de importação. Fonte: Secretaria de Portos (SEP)
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 21/07/2014

DRAGAGEM - TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES É PARCIALMENTE INTERROMPIDO NO PORTO
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

Desta sexta-feira até a próxima quarta- feira, o canal de navegação do Porto de Santos será parcialmente interditado em períodos de seis horas. A interrupção no tráfego de grandes embarcações vai acontecer no trecho entre o Saboó e a Alemoa, por conta da continuidade das obras de dragagem no cais santista.

A região interditada é quase a mesma em que foi realizado o serviço de manutenção das profundidades em uma parte do trecho 4 do canal de navegação, entre o Armazém 6 e as proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa.

No entanto, as interdições que começam nesta sexta-feira serão feitas somente entre as proximidades desta instalação e o Ecoporto Santos, que fica no Saboó. As duas empresas doaram a dragagem de manutenção por conta da falta da obra.

Com ela, no último dia 4, a Marinha do Brasil homologou o calado operacional (distância máxima entre a linha d’água e o fundo da embarcação) de 12,6 metros (ou até 13,6 metros em períodos de maré alta) para os navios que trafegam naquela região.

A interdição só valerá para grandes embarcações. Lanchas, rebocadores e outros barcos menores poderão trafegar pelo canal.

Os trabalhos tiveram início nesta sexta-feira, no período entre 10 e 16 horas. Já no próximo sábado, o canal de navegação ficará interditado das 12 às 18 horas.

No domingo, os navios ficarão impedidos de trafegar das 13 às 19 horas, enquanto na próxima segunda-feira, a interdição acontecerá de madrugada, das 4 às 10 horas. Já na terça-feira, o canal ficará interditado das 15 às 21 horas e na quarta-feira, o período é entre 4 e 10 horas.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), as interdições servirão para dragagem em pontos onde não foram alcançadas as profundidades esperadas.Dragagem
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/07/2014

RISCO AO MEIO AMBIENTE - JUSTIÇA SUSPENDE LICENÇA PARA AMPLIAÇÃO DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO
Publicado em 07/21/2014 as 01:41 PM

A Justiça Federal suspendeu os efeitos da licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a ampliação do Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Para o juiz Ricardo de Castro Nascimento, “o início das obras pode representar dano irreparável ao meio ambiente, além do risco de desperdício de recursos públicos”. Uma audiência de conciliação está marcada para o próximo dia 12.

A decisão ressalta, entre outras questões, a necessidade de “apresentação de alternativas menos impactantes em relação ao manguezal do Araçá”, que será atingido pelo projeto de ampliação.

O magistrado também destaca a necessidade de retificação dos estudos apresentados pelo empreendedor para incluir a análise dos impactos cumulativos entre o empreendimento e a ampliação do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar).

Docas

A Docas de São Sebastião não foi notificada sobre a decisão porque o réu, neste caso, é o Ibama. Porém, como parte interessada no processo, reunirá argumentos técnicos que comprovem a rigidez dos estudos ambientais e do projeto de ampliação do porto, além de tomar as medidas cabíveis junto à justiça.

A obra prevê a ampliação da área portuária de São Sebastião dos atuais 400 mil m² para 800 mil m² e contempla a construção dos berços 2, 3 e 4, cada um com 300 metros de comprimento por 40 metros de largura e profundidade mínima de 16 metros.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/07/2014

9,8 MI DE TONELADAS - MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE SANTOS REGISTRA AUMENTO DE 5,4%
Publicado em 07/21/2014 as 01:41 PM

O Porto de Santos movimentou 9,8 milhões de toneladas no mês de junho, 5,4% a mais que o registrado no mesmo mês do ano passado (9,3 milhões de toneladas). Este é o melhor resultado para um mês de junho já registrado pelo porto. Houve aumento de 8,1% no volume de cargas exportadas, o que compensou a redução do volume de carga importada, que caiu 0,7% em relação a junho de 2013, segundo balanço divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). As cargas em contêineres cresceram 15,4%, totalizando 325,0 mil teu (medida utilizada equivalente a um contêiner de 20 pés).

Entre as cargas de exportação que movimentaram os maiores volumes em junho estão o complexo soja (2,3 milhões de toneladas),  crescimento de 18,9% em relação a 2013; café em grãos (132 mil toneladas), com aumento de 47,2%; gasolina (146,8 mil toneladas), incremento de 50,6%;  e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais que no mesmo mês do ano passado.

Entre as cargas de importação, houve crescimento no volume das descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil toneladas), crescimento de 58,6%; e de nafta, um derivado de petróleo, (41,4 mil toneladas), que aumentaram 632% no período.

Na avaliação da  movimentação de cargas no primeiro semestre de 2014 (52,9 milhões de toneladas) houve queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume de cargas conteinerizadas, que têm maior valor agregado, cresceu 8%, chegando a 1,7 milhão teu.

Os embarques no período somaram 36,7 milhões de toneladas (redução de 3,1% na comparação com o primeiro semestre de 2013) e as descargas, 16,1 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu significativamente para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27,0%). Os destaques do semestre entre as cargas exportadas foram o complexo soja (aumento de 8,7%), café em grãos (19,8%) e gasolina (15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão de toneladas), as de gás liquefeito de petróleo, que aumentaram 58,6% (462,4 mil de toneladas); as de trigo, que subiram 19,8% (772,1 mil de toneladas) e as de nafta, que aumentaram 111,9% (146,6 mil toneladas).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/07/2014

NAVIO OCEANOGRÁFICO SERÁ DOADO AO GOVERNO URUGUAIO
Publicado em 07/21/2014 as 01:39 PM


Sem utilização, danificado e gerando gastos, navio oceanográfico Prof. W. Besnard será doado ao Uruguai



Após quase meio século em atividade, o navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard, o primeiro com bandeira brasileira a realizar uma expedição na Antártida, está prestes a ser doado ao governo uruguaio. Sem mais poder contribuir para as pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), a embarcação, avariada por causa de um incêndio ocorrido há seis anos, permanece atracada no Porto de Santos e, consequentemente, gerando custos de manutenção à instituição, que passa por problemas financeiros.



Navio gera custos à Universidade de São Paulo



De acordo com o Instituto Oceanográfico (IO) da USP, o processo de transferência ao país vizinho está em fase de aprovação pelas instâncias acadêmicas - que deverão apreciar o caso nos próximos meses. A possibilidade de doação, admitida na última semana, foi adiantada em maio de 2012 por A Tribuna, em uma reportagem sobre o futuro da embarcação. Discutia-se, desde 2010, levá-la para o Rio Amazonas ou fazer um afundamento controlado, para torná-la um recife artificial.

Atualmente, a USP dispõe de R$ 825 mil anuais para realizar a manutenção periódica das cinco embarcações que possui. Além do Prof. Besnard, outras duas Alpha Crucis e Alpha Delphini estão no cais santista, atracados entre os Armazéns 7 e 8. Estima-se que os cuidados com Alpha Crucis (com registro de 2012, com maior autonomia e capacidade) seja responsável por pelo menos um terço de todo o orçamento do setor até dezembro.


A centralização das atividades (aulas, operações e expedições) do instituto nas duas embarcações mais recentes e mais modernas a Delphinié de 2013 motivaram a decisão. Ambas são fruto de um investimento de quase R$ 30 milhões, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapes).

A doação permitiria, entre outras possibilidade, a reativação do navio, cuja permissão de navegar foi revogada pela Marinha do Brasil. A Autoridade Marítima baseia-se no incêndio, proveniente de um curto-circuito do ventilador de um dos camarotes da embarcação, capaz de receber 37 pessoas, sendo 15 pesquisadores e 22 tripulantes.



Navio Prof. W. Besnard está denificado desde 2008, quando um incêndio destruiu um dos camarotes

Incêndio
As chamas, que perduraram por 12 horas, consumiram parte do navio enquanto ele estava fundeado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Após uma tempestade, ele retornaria para Santos, após expedição no litoral fluminense.

Parte do dinheiro (R$ 2 milhões) que seria investido na reforma do Prof. Besnard (que já estava ultrapassado) e no reparo nos motores foi destinado à aquisição das duas novas embarcações, que continuam operando normalmente.

Pesquisas seguem
Reportagem de A Tribuna esteve no cais onde estão atracadas as embarcações da Universidade de São Paulo (USP), no Porto de Santos. Alpha Delphini e Alpha Crucis serão os únicos navios responsáveis pelas pesquisas acadêmicas.



Alpha Crucis permanece em operação

O Professor W. Besnard (fabricado na Dinamarca), visivelmente, não recebe mais a manutenção necessária para continuar as atividades. Ele permanece com um marinheiro para garantir a sua segurança e com as ligações de água e energia elétrica conectadas ao atracadouro. Ferrugem e inúmeras avarias no casco, limo nos equipamentos e muita sujeira evidenciam a total inutilização.

Ao lado dele, o berço do Alpha Delphini, que estava em operação no mar, e o Alpha Crucis (comprado da Universidade do Havaí há dois anos). Atracado, recebia reparos de pintura e maquinário. Ambos têm, da Marinha, autorização para navegar. Este último, inclusive, será submetido neste semestre à Docagem (reparo quinquenal obrigatório).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 20/07/2014

INDÚSTRIA NAVAL SERÁ BENEFICIADA POR EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL, SEGUNDO PETROBRAS
Publicado em 07/17/2014 as 02:18 PM

A Petrobras informa que irá investir um montante de US$ 100 bilhões na indústria naval pelos próximos seis anos. Atualmente, existem dez estaleiros de médio e grande porte em atividade no Brasil e mais quatro em construção.

A expectativa da empresa é que a indústria apresente crescimento durante os próximos anos por conta do crescimento das atividades de exploração e produção, principalmente em função do desenvolvimento de campos do pré-sal.

Até o primeiro trimestre de 2018 estão na carteira do estaleiro Rio Grande 1 a construção de oito cascos para os FPSOs replicantes: P-66, P-67, P-68, P-69, P-70, P-71, P-72 e P-73. FPSOs replicantes são plataformas feitas como réplica, idênticas entre si, onde cada plataforma repete o projeto da anterior, permitindo ganhos de custos e de prazos na construção. O conteúdo local previsto para os oito navios é de 70% para a construção dos cascos, de 69,5 a 85,5 % para os módulos da planta de processo e de 74% para a integração.
Fonte:Agência de Notícias Petrobras
Data : 17/07/2014

TERMINAIS DA TRANSPETRO JÁ SOMAM 41 MILHÕES DE M³ POR DIA
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

A expansão das operações nos terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) da Transpetro vem sendo fundamental para garantir o avanço na oferta do produto no País. Com três terminais - Baía de Guanabara (RJ), Pecém (CE) e Bahia (BA) -, a regaseificação do GNL realizada pela Companhia já representa a segunda principal fonte em termos de capacidade instalada disponível ao mercado.

As três unidades somam 41 milhões de m³ por dia, acima dos 32 milhões de m³ por dia do gás boliviano, e atrás apenas da produção nacional, que gira em torno de 45 milhões de m³ diários.

Atualmente, a disponibilidade de gás natural no Brasil é dividida entre a produção nacional, o gás importado da Bolívia e da Argentina, e o GNL, que a Petrobras compra de outros mercados para ser regaseificado nos terminais operados pela Transpetro.

Nos três primeiros meses de 2014, a geração de energia elétrica foi a atividade que liderou a demanda pelo produto, com 46%. Outros 44,6% foram consumidos pela indústria, com os cerca de 10% restantes distribuídos em usos como automotivo, residencial e comercial.

Desenvolvido de forma pioneira pela Transpetro e pela Petrobras, o uso de navios regaseificadores no processo de armazenagem do GNL possibilitou maior flexibilidade para o atendimento pleno do mercado.

A inovação foi implementada em 2009, com a inauguração do Terminal de Pecém, com capacidade para regaseificar 7 de milhões de m³ por dia, e ampliada um ano depois, com a entrada em funcionamento da unidade do Terminal da Baía de Guanabara, com capacidade para regaseificar 20 milhões de m³ por dia.

As operações também se caracterizam pela constante evolução e adequação às necessidades do País, ampliando a segurança energética nacional. O Terminal de Regaseificação da Bahia, inaugurado em janeiro deste ano, com capacidade diária de 14 milhões de m³, representou aumento de mais de 50% na capacidade total de regaseificaação de GNL na Transpetro.

A unidade foi implantada com a configuração Side By Side, inovadora no Brasil, e que representa uma tecnologia ainda mais econômica em comparação às adotadas nos demais terminais.

Sobre o GNL

O Gás Natural Liquefeito (GNL) é o gás natural em estado líquido. Sua transposição de gasoso para líquido acontece com o resfriamento a uma temperatura de 162º C negativos, o que reduz seu volume cerca de 600 vezes, facilitando e viabilizando economicamente o transporte em navios especialmente construídos para este fim.

Chegando ao destino, o GNL é submetido à elevação da temperatura nos terminais de regaseificação, retornando, então, o gás natural liquefeito à sua forma gasosa, podendo ser transportado por gasodutos, para então ser direcionado para o mercado consumidor.
Fonte:Agência de Notícias Petrobras/por Portal Brasil
Data : 17/07/2014

OBRA DO PORTO DE VITÓRIA VAI SER ENTREGUE EM NOVEMBRO, DIZ CODESA
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

O prazo para o fim das obras de dragagem (retirada de sedimentos) e derrocagem (retirada de pedras e rochas) do Porto de Vitória foi anunciado para novembro deste ano. De acordo com a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), o custo total da intervenção vai ser de R$ 86 milhões. Com a retirada de rochas do fundo das águas, medida que vai ampliar a profundidade do porto, os navios poderão sair e chegar ao porto transportando mais carga que a capacidade atual.

A obra do porto estava entre as principais de infraestrutura, prometidas pelo governo federal e reivindicadas há anos pela população capixaba. Com início no mês de maio de 2012, a conclusão estava prevista para dezembro de 2013, o que não aconteceu. Após o término dos serviços, precisa ocorrer a homologação por parte da Capitania dos Portos.

“A obra consiste em serviço de dragagem e derrocagem de pedras, aprofundando o canal de

acesso, a bacia de evolução e o berço de atracação, para atingir profundidade máxima de 14 metros. Também estamos tendo alargamento do canal. Trechos que antes tinha largura de 80 metros, com as obras terão 120 metros. Isso garante maior segurança à navegação”, explicou o Coordenador de Obras e Manutenção da Codesa, Ednaldo Lepaus Baldan.

Ordem de serviço para obras em porto do ES é assinada, diz Dilma

Segundo a Codesa, para alcançar a profundidade de 14 metros, é necessário remover 115 mil metros cúbicos de pedras do fundo do mar. Até este mês de julho, cerca de 85% do volume previsto já foi retirado. Com a quantidade de pedras detonadas, é possível encher mais de 7.666 caminhões. Após ser explodido, o material é levado para locais com profundidade maior.

Ednaldo explicou que o aprofundamento do porto possibilita que uma maior parte das embarcações fique submersa, aumentando o chamado “calado” dos navios. Com isso, os barcos poderão transportar mais carga. “Vamos maximizar a capacidade do porto, garantir que um navio possa sair com sua carga completa, evitando que tenha necessidade de sair e completar a carga em outro terminal. Hoje, nosso calado está limitado a 10,67 metros e, com a obra, o calado vai poder chegar a 12 metros", disse.

As empresas que realizam a derrocagem e remoção das pedras informaram que a retirada está acontecendo em 29 áreas, em pontos diferentes da região submarina. Os pontos ficam ao longo do canal de acesso, na bacia de evolução e nos berços de atracação do Porto de Vitória.
Fonte: G1 – O Portal de Notícias do Globo - ES/Victoria Varejão e Naiara Arpini
Data : 17/07/2014

DUTRA É EMPECILHO À LOGÍSTICA FLUMINENSE
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

A presidente Dilma acertou, ao inaugurar o Arco Rodoviário Metropolitano: a obra veio com atraso e pela metade, mas, mesmo assim, era reivindicada há 40 anos. Agora, está aí, à disposição do público. É uma obra fantástica para boa parte do Brasil. Cargas vindas de Minas e Bahia, pela BR-040, não precisam mais passar pela Cidade Maravilhosa. Pegam a nova via e vão dar na Dutra. Do mesmo modo, cargas vindas de São Paulo – ou de todo o Mercosul – igualmente podem se dirigir para Minas diretamente, sem tocar em outras vias. Até agora, todos passavam por Avenida Brasil e Linha Vermelha.

Em breve, o Arco, além de ligar Dutra à Rio-Juiz de Fora (BR-040) vai também ter acesso direto a Itaboraí, onde ficará o pólo da Petrobras e é contato direto com a Região dos Lagos – o que inclui Macaé, base da Bacia de Campos – e Vitória. Nas proximidades da Dutra, fica o porto de Itaguaí, um terminal de águas profundas que está subutilizado, por causa do fraco acesso rodoviário e, pós-Arco, deverá explodir.

A BR-040 é precária, mas está em obras. A ritmo acelerado, a Concer está construindo túneis e viadutos para tornar a via moderna, com muitas faixas de rolamento e sem as curvas fechadas dos velhos tempos. Quando se abrir os olhos, em 2016, a nova Rio–Juiz de Fora estará pronta. O problema é a principal rodovia do país, a Dutra. Não se sabe exatamente por que razão, a concessionária CCR não devolve a concessão, não questiona sua remuneração na justiça, mas também não moderniza a descida da Serra das Araras. Nesse local, as curvas são tão íngremes que a velocidade máxima é de apenas 40km/h, algo inconcebível, em pleno século XXI.

Ao que sabe, o contrato da CCR, feito antes da criação da Agência Nacional de Transportes Terrestress (ANTT), prevê que o investimento para melhoria terá de sair dos cofres federais ou então ser adicionado à já alta taxa de pedágio – para uma estrada saturada. Há um impasse entre a ANTT e a CCR, mas quem sofre são os usuários de transporte. O Arco gera um fluxo especial de cargas e só em uma ponta há obras; na outra, permanece o silêncio. A situação da descida da Serra das Araras é tão grave que, além de impactar o tráfego, gera acidentes constantes, muitos com mortes.

Com a palavra, CCR, ANTT, entidades como Fecomércio-RJ e Firjan, o governador Luiz Fernando Pezão e candidatos ao governo fluminense. Verdade que se diga, quando prefeito de Nova Iguaçu, Lindbergh Farias (PT) adotou atitude radical, o que levou a Dutra a realizar obras de ampliação de faixas no Grande Rio.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 17/07/2014

TERMELÉTRICA VAI SE INSTALAR EM SUAPE
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

O Grupo gaúcho Bolognesi vai implantar uma térmica a gás natural e um terminal de regaseificação no Complexo Industrial e Portuário de Suape. O investimento será de R$ 3,5 bilhões. A Unidade Termelétrica Novo Tempo será instalada num terreno de 15,7 hectares e terá a capacidade de gerar 1,2 mil megawatts (MW).

Para se ter uma ideia, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) produz em média 6 mil MW médios e uma das suas grandes hidrelétricas, a de Sobradinho pode gerar 1,05 mil MW. “O terminal de regaseificação vai viabilizar a térmica. Temos uma oferta de gás limitada e a empresa poderá ofertar gás natural para outras companhias interessadas em comprá-lo, o que traz uma vantagem para o Estado”, argumenta o diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho.

Segundo ele, o Gás Natural Liquefeito (GNL) chegará a Suape em navios criogênicos, numa temperatura muito baixa. O combustível será importado. A empresa vai usar cerca de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. “Quando chegar aqui, o GNL será transportado numa tubulação criogênica. Depois será regaseificado e após essa etapa pode ser transportado num gasoduto normal”, conta.

A empresa Bolognesi comprou o terreno por R$ 11,9 milhões à estatal Suape. O resultado da licitação envolvendo a compra do terreno foi publicado ontem no Diário Oficial de Pernambuco.

O início das obras da térmica está condicionado a empresa conseguir vender energia nos leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A empresa comprou o terreno, porque precisava ter a propriedade para concorrer ao leilão”, explica Leonardo.

No setor elétrico, é muito comum as empresas conseguirem primeiro a venda da energia num leilão para depois implantar o empreendimento. Segundo informações de Suape, a térmica entra em operação em 2019, caso a empresa venda a energia que pretende produzir localmente.

A térmica vai gerar 120 empregos diretos de níveis técnico e superior, quando começar a funcionar. A estimativa é de que sejam gerados 160 empregos indiretos.

Geralmente, a energia produzida por uma térmica a gás natural é mais cara do que a gerada por hidrelétricas. No entanto, o País precisa desse tipo de empreendimento porque as térmicas são uma opção, quando diminui a quantidade de água nos reservatórios das hidrelétricas, como está acontecendo desde o final de 2012. Como a térmica vai usar o gás natural, é considerada uma energia limpa.

O grupo que está à frente da térmica é liderado por Ronaldo Bolognesi e atua nos setores imobiliário, construção pesada e concessões, além de ter empreendimentos na área de energia.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 17/07/2014

PORTOS: FALTA MANUTENÇÃO
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

SÃO PAULO - O trecho 1 do canal do estuário do Porto de Santos, que vai da Barra até o Entreposto de Pesca, na Ponta da Praia, voltou a ter 13,2 metros de calado, enquanto o trecho 2, que segue do Entreposto de Pesca até o Terminal de Passageiros, perdeu 20 centímetros, por decisão da Marinha do Brasil, responsável pela homologação dos limites. Isso significa que cada navio deixará de movimentar 140 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que quer dizer que seis mil toneladas deixarão de ser operadas nos terminais da região por embarcação.

No trecho 4, entre o Armazém 6 e a Alemoa, a situação é ainda pior: o calado foi homologado em 12,6 metros, apesar dos esforços das empresas que atuam no local, a Ecoporto Santos e a Brasil Terminal Portuário (BTP), que fizeram os serviços de dragagem a título de doação.

Tudo isso se dá porque, apesar do investimento feito pela Secretaria de Portos (SEP) no valor de R$ 1,6 bilhão por meio do primeiro Programa Nacional de Dragagem (PND-1), os resultados no geral não foram satisfatórios. O Porto de Santos, por exemplo, continua sem condições de receber a nova geração de navios construídos a partir de 2000, que exigem calado de 14,5 a 15 metros.

Em função disso, a SEP lançou o PND-2 que prevê investimentos estimados em R$ 3,8 bilhões. Até porque no desenvolvimento do PND-1 não houve muitos cuidados e muitos portos que não tinham cais reforçado acabaram sofrendo desmoronamentos. Ao mesmo tempo, faltou um trabalho permanente de manutenção para manter as distâncias conquistadas. Além disso, em alguns portos, há construções que beiram um século de existência e, feitas sobre bases empíricas para os dias de hoje, não suportam os efeitos do trabalho de dragagem.

No Porto de Santos, houve necessidade de se refazer o serviço de dragagem depois que uma ressaca assoreou o canal de acesso e reduziu a distância da lâmina d´água até a quilha do navio. O que se espera daqui para frente é que sejam evitados os contratempos que marcaram o PND-1, como quebra de contrato de manutenção em razão de serviços adicionais que surgiram no caminho e excessiva perda de tempo para se fazer nova licitação por parte da SEP.

Já no porto de Rio Grande-RS, os resultados da dragagem foram praticamente nulos e no de São Francisco do Sul-SC as obras não foram capazes de readequar a largura do canal nem de suavizar uma curva que dificulta a passagem de grandes cargueiros. Por isso, espera-se que os resultados do PND-2 sejam melhores não só em Santos como nos demais portos.
Fonte: Pravda.ru
Data : 17/07/2014

EM CRISE, EISA TENTA VOLTAR A OPERAR
Publicado em 07/17/2014 as 02:16 PM

O empresário Germán Efromovich e os administradores do Estaleiro Ilha S.A. (EISA) tentam encontrar uma saída para a grave crise financeira da empresa, dona de uma das mais tradicionais instalações da construção naval fluminense. A situação do EISA é delicada. O estaleiro, situado na Praia da Rosa, no bairro da Ilha do Governador, no Rio, está com as operações paralisadas há 30 dias e as perspectivas de retorno são incertas. No mercado, as informações são de que Efromovich, que controla o EISA via Synergy Group, estaria buscando compradores para o estaleiro.

Mas fonte próxima das discussões disse que qualquer negociação de venda neste momento é difícil. E que a saída para o EISA passaria por encontrar algum meio de obter capital de giro para voltar a operar. Essa solução poderia envolver participação de armadores que são também clientes do estaleiro. Os esforços buscam evitar uma quebra do EISA, situação não completamente descartada. A crise no EISA também deixa dúvidas no mercado sobre a competitividade da construção naval no país, indústria retomada como política de Estado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora tenha uma das maiores carteiras entre os estaleiros nacionais, com 26 contratos, o EISA tem problemas de produtividade e não investiu para atender a essa grande demanda. Josuan Moraes Junior, presidente do EISA, disse que o valor dos contratos em carteira no estaleiro soma US$ 1,6 bilhão. Moraes afirmou que o estaleiro não investiu porque houve "morosidade" de agente financeiro do Fundo da Marinha Mercante (FMM), linha de financiamento para o setor, em aprovar empréstimo para o estaleiro se modernizar. O Valor apurou que o EISA obteve em outubro de 2012 "prioridade" do FMM de R$ 208 milhões, mas essa autorização terminou cancelada em outubro de 2013 depois que o estaleiro não conseguiu aprovar o empréstimo junto à Caixa.

Um dos maiores interessados em uma solução para o EISA é a Log-In Logística Intermodal, que tem plano de investimentos de cerca R$ 1 bilhão envolvendo a construção de sete navios encomendados ao EISA. São cinco navios porta-contêineres e dois graneleiros para transporte de bauxita. Deste total, três embarcações (duas de contêineres e um graneleiro) foram entregues e um barco bauxiteiro tem previsão de ficar pronto até o fim do ano. Há ainda outros três navios de contêineres em construção cujas entregas foram reprogramadas a partir de meados de 2015 e até 2016.

Ontem a Log-In divulgou comunicado no qual disse que vai acompanhar os desdobramentos do caso e tomará as medidas necessárias com o objetivo de manter a construção das embarcações por meio de garantias contratuais e de assessoria técnica especializada para contínua identificação de alternativas estratégicas de longo prazo.

As embarcações da Log-In são financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES corre o risco da própria Log-In, que está em dia com as suas obrigações com o banco. Fonte do setor disse que os contratos de construção dos navios da Log-In contam com seguro-garantia que cobre uma parte do valor contratado. Caso o estaleiro não entregue os navios, seguradoras envolvidas na apólice poderiam ter de assumir a conclusão da obra. Procurada pelo Valor, a Log-in não quis se pronunciar.

Moraes, do EISA, disse ainda que alguns clientes ficaram inadimplentes com o estaleiro. Citou a PDVSA, que tem um navio-tanque no EISA, e a Astromarítima Navegação, da área de apoio marítimo, com três barcos com obras paralisadas. Procurada, a Astromarítima não retornou a ligação.

Alex Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, disse que a situação do EISA criou grande insegurança aos 3,2 mil trabalhadores do estaleiro. Eles foram colocados em licença remunerada, a qual foi prorrogada até 28 de julho. Hoje haverá uma manifestação dos empregados do EISA no centro do Rio. Santos avaliou que a crise do estaleiro se relaciona com problemas administrativos e de gestão. Disse que o estaleiro assumiu encomendas com prazos de entrega semelhantes, o que dificultou ainda mais a situação.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 17/07/2014

EFROMOVICH BUSCA SOLUÇÃO PARA CRISE EM SEU ESTALEIRO
Publicado em 07/17/2014 as 02:16 PM

O empresário German Efromovich e os administradores do Estaleiro Ilha (EISA), um dos mais tradicionais do Rio, tentam encontrar uma saída para a grave crise da empresa. O estaleiro está com as operações paralisadas há 30 dias e as perspectivas de retorno são duvidosas. No mercado, as informações são que Efromovich busca compradores para o estaleiro.

O Valor apurou que qualquer negociação de venda neste momento é difícil. A alternativa passaria por encontrar um meio de obter capital de giro e voltar a operar, solução que envolve a participação dos armadores. Um dos maiores interessados em uma saída é a Log-In Logística Intermodal, que tem um plano de investimentos de cerca R$ 1 bilhão envolvendo a construção de sete navios encomendados ao EISA.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 17/07/2014

TECON DE RIO GRANDE CRESCE 21% NO 1º SEMESTRE
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

A movimentação no Terminal de Contêineres (Tecon) do porto de Rio Grande (RS) encerrou o primeiro semestre com crescimento de 21% em comparação com o mesmo período de 2013. O volume chegou a 355,3 mil TEU, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés (6,1 metros) de comprimento, puxado principalmente pelas operações de transbordo ("transhipment") e também de cabotagem e importação.

Segundo o diretor comercial da empresa controlada pelo grupo Wilson Sons, Thierry Rios, as operações de transbordo somaram 60 mil movimentos, ante 20 mil no mesmo período de 2013 e 48 mil durante todo o ano passado. Cada contêiner transferido de um navio para outro conta como dois movimentos.

"São cargas originárias da Argentina, como maçã, kiwi e peixe congelado, que transbordam em Rio Grande antes de seguir para outros destinos", diz Thierry. O maior concorrente do Tecon neste segmento é o porto de Montevidéu, mas desavenças comerciais entre Argentina e Uruguai desviaram muitas rotas para o terminal gaúcho, explica o executivo.

O problema, conforme o diretor, é que este tipo de operação é sazonal, concentrado no primeiro semestre em função das colheitas de frutas na Argentina. Com isso, mais a queda das exportações e o crescimento modesto da cabotagem e da importação de janeiro a junho, o Tecon está "brigando" para repetir em 2014 os 647,9 mil TEU movimentados em 2013. "Precisamos que a economia brasileira dê uma acordada", afirma.

As exportações recuaram 10% no semestre, para 88,3 mil TEU, prejudicadas pelo atraso na comercialização do fumo e o fraco desempenho dos embarques de alimentos como carne de frango e suína e de resinas sintéticas. Já as operações de cabotagem avançaram 2,9%, para 18,3 mil TEU, beneficiadas pelos embarques de produtos como móveis, vinhos e arroz para outros portos brasileiros.

As importações cresceram 2,5% sobre o primeiro semestre de 2013 e alcançaram 45,2 mil TEU. Conforme Thierry, o real valorizado contribuiu para o desempenho. Em junho o Tecon também começou a receber materiais para a construção de uma fábrica da marca chinesa de caminhões Foton em Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, e em julho começaram a chegar os primeiros caminhões e componentes da linha para o mercado brasileiro. Até o início da produção local, prevista para o primeiro semestre de 2016, o Tecon espera importar 3 mil veículos da montadora.

Segundo Thierry, o terminal também começou neste ano a operar com novas cargas, como toras de madeira, que já somam embarques de 50 a 60 contêineres por mês para a Ásia. Também foram exportados 165 contêineres de soja em grão, aproveitando equipamentos que vêm carregados de manufaturados e retornariam vazios para a China.

"É um negócio de nicho, adequado para volumes menores, mas existe mercado para embarcar mil contêineres por mês", acredita o diretor. Cada contêiner de 20 pés tem capacidade para transportar 22 toneladas de soja.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

KEPLER WEBER CRIA SILO VOLTADO AO MERCADO AFRICANO
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

Há um ano, Oliver Colas visitou países da África e ficou chocado com a quantidade de grãos perdidos pelos agricultores familiares em países como Quênia, Uganda e Moçambique. Mais de 60% do total deixava de ser vendido apenas três meses depois, por apresentarem doenças fúngicas ou excesso de umidade. No retorno ao Brasil, o diretor vice-presidente da maior fabricante de sistemas de armazenagem no Brasil, a gaúcha Kepler Weber, decidiu que algo precisava ser feito e solicitou ao departamento de pesquisa e desenvolvimento da empresa que criasse um silo, que também fosse secador, com baixo custo para esse mercado.

No mês passado, o projeto ficou pronto e um protótipo criado na unidade de Panambi, no Rio Grande do Sul, foi apresentado em um seminário em Nairobi, capital do Quênia. O "Kikapu", como foi batizado o novo silo, é inovador porque tem um ventilador movido por uma célula fotovoltaica (painel solar) que seca os grãos durante a armazenagem. O modelo, desenvolvimento especialmente para a África subsaariana, é oferecido em dois tamanhos: 2,5 e 6 toneladas. Já o preço deverá variar entre US$ 4 mil e US$ 4,5 mil.

"Na pior das hipóteses, nossas simulações mostraram que os produtores vão perder 10% da colheita. Aumentando o volume negociado e o preço dos grãos, que não terão mais a qualidade comprometida, o preço do silo será pago em um ano e meio", diz Colas. Ele sabe, porém, que os agricultores familiares desses países africanos podem até fazer esse cálculo, mas que dificilmente têm condições de adquirir o silo/secador. Por isso, a Kepler Weber está conversando com organizações não governamentais, indústrias multinacionais e tradings para negociar o Kikapu.

"Pensamos em dois modelos. Ou a empresa simplesmente instala o silo para o agricultor e compra sua produção, ou a ONG (ou trading) faz um empréstimo para que o produtor pague com grãos". Na África, há um movimento forte liderado por ONGs para que as famílias permaneçam no campo, uma vez que não há empregos nas cidades e os países em geral precisam ampliar suas produções locais de alimentos para atender às suas demandas domésticas.

Até agora, a Kepler Weber não fechou efetivamente nenhum negócio com seu novo silo. Mas, segundo Colas, a apresentação em Nairobi foi muito positiva. "Algumas ONGs ficaram realmente satisfeitas". Se o projeto for um sucesso, a intenção da empresa é passar a montar o silo, produzido no Brasil, em algum país africano. "A chapa externa e o telhado continuariam sendo feitos aqui em Panambi, mas a estrutura onde ele repousa e os sistemas de segurança poderiam ser terceirizados lá, e isso é muito bem recebido pelos mercados locais. Se acontecer, os custos cairiam e o preço final também", afirma. O silo é montado e operado pelo próprio produtor.

Mas Colas não vê na novidade algo que vá alterar os resultados da companhia, pelo menos no curto prazo. O objetivo é ampliar a presença da Kepler Weber em outros mercados. De janeiro a março deste ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 23,8 milhões, 176,7% maior que o do mesmo período de 2013. Já a receita líquida consolidada aumentou 45%, para R$ 173,3 milhões.

O executivo também não vê o Brasil como uma opção para a comercialização do Kikapu, porque os menores produtores do país são maiores que os africanos e há políticas de financiamento para máquinas e equipamentos que permitem aos agricultores familiares adquirirem produtos maiores e mais potentes. A Kepler Weber já exporta para países africanos, dentre eles África do Sul, Angola, Moçambique, Egito, Uganda, Tanzânia, Nigéria, Etiópia, Cabo Verde, Quênia, Tunísia e Gana.
Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pressinott | De São Paulo
Data : 17/07/2014

RIO TINTO E FORTESCUE MANTÊM PRODUÇÃO EM ALTA
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

Dois dos maiores produtores de minério de ferro do mundo divulgaram grandes aumentos na produção, mostrando por que os preços da principal commodity usada na produção de aço se encontram sob pressão. A mineradora anglo-australiana Rio Tinto e a australiana Fortescue Metals estão correndo para concluir planos de expansão e aumento de produção de suas minas na Austrália Ocidental.

A Rio Tinto, segunda maior produtora de minério do mundo em volume, disse que suas remessas cresceram 20% nos primeiros seis meses do ano, para 142 milhões de toneladas, enquanto a produção aumentou 10%, para 139 milhões de toneladas. A mineradora prevê uma produção anual de 295 milhões de toneladas e pretende aumentar isso para 350 milhões de toneladas em poucos anos.

A Fortescue, quarta maior mineradora de minério em volume, disse que alcançou sua meta em 12 meses de 155 milhões de toneladas nos três meses encerrados em junho. Sua produção cresceu 28% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto as remessas aumentaram ainda mais, 55% sobre o mesmo período de 2013.

O crescimento das produtoras de minério da Austrália, incluindo a BHP Billiton, que deverá divulgar sua produção até o fim do mês, ajuda a pressionar o preço da commodity. As australianas estão apostando que os baixos custos de produção ajudarão a tirar do mercado outros produtores - principalmente na China, onde a maior parte do minério de ferro é usado. "A Fortescue acredita que o fornecimento voltará a se equilibrar no curto prazo, na medida em que os estoques dos portos forem diminuindo, as companhias siderúrgicas se reabastecem e o minério de ferro de produção mais cara sai do mercado", disse a companhia.

Mineradoras como a Rio Tinto também não estão dando importância aos temores de que a demanda chinesa por minério de ferro para a produção de aço poderá cair muito. Elas afirmam que a China deverá continuar investindo em infraestrutura, o que vai dar suporte à demanda por aço. Analistas da Numis dizem que a Rio Tinto está "claramente insistindo na expansão e produção de minério de ferro diante dos ventos contrários dos preços".

A Rio Tinto, que vem priorizando os investimentos em minério de ferro em detrimento de outras commodities, disse que suas expectativas de produção para este ano permanecem inalteradas. No entanto, a companhia aumentou a orientação para a quantidade de cobre que espera extrair após um crescimento de 23% nos primeiros seis meses do ano.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

IMPORTAÇÃO DE MILHO DA UE É TAXADA
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

A União Europeia passou a aplicar, desde ontem, uma tarifa de € 5,32 (US$ 7,2) por tonelada sobre suas importação de milho, sorgo e centeio, em virtude da queda dos preços desses produtos nos mercados internacionais. A informação foi divulgada no jornal oficial do bloco.

Operadores de mercado já esperavam que a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, pudesse impor tarifas depois que todo o volume de milho disponível sob a cota de importação da UE isenta de impostos aduaneiros para o segundo semestre deste ano foi comprado na semana passada.

O bloco aplicava tarifa zero de importação sobre as importações de milho desde agosto de 2010. Mas com as recentes quedas das cotações no mercado americano, o preço de referência utilizado pela Comissão Europeia para suas políticas tem ficado abaixo do piso estabelecido desde o fim do mês de junho.

A UE pode impor tarifas se seu valor de referência fica, em média, mais de € 5 abaixo do seu preço mínimo fixado em € 157,03 por um intervalo de dez dias. Essa referência é baseada no preço de exportação de milho do Golfo dos Estados Unidos acrescido do custo do frete para transporte até o porto de Roterdã, na Holanda.

A UE é um dos maiores importadores mundiais de milho, usado principalmente para alimentação animal. As tarifas vão permanecer até nova ordem, disse a comissão. Apesar de ter tido repercussão no mercado internacional, a decisão da UE não alterou a direção das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

PARA AWAZU, ECONOMIA SE APOIA EM MODELO SUSTENTÁVEL DE INVESTIMENTOS
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

BRASÍLIA  -  A economia brasileira tem fundamentos sólidos e se apoia num modelo sustentável de investimentos, a firmou o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu. “O Brasil mantém fundamentos econômicos sólidos e uma estratégia de desenvolvimento clara, que requer investimentos em infraestrutura e educação”, disse durante reunião do Conselho Empresarial Brasil-China, no Itamaraty.

Ele advertiu que não falaria de inflação, por conta da decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), de manutenção da Selic em 11% ao ano. Awazu afirmou apenas que o Brasil reagiu de forma tempestiva, com resiliência e robustez à crise internacional, recorrendo a políticas macroeconômicas clássicas, sem “excesso de otimismo ou de pessimismo”. "Nós adotamos antecipadamente medidas significativas de política monetária para enfrentar as pressões inflacionárias."

Awazu também relatou que a gestão macroeconômica está baseada em pilares tradicionais, citando o regime de metas para inflação, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e o regime de câmbio flexível. “Temos combinado esse tripé com atuação prudente e conservadora, regras de regulação prudenciais e comparáveis aos melhores padrões internacionais, estabelecidos em Basileia.”

Awazu observou que o Brasil se insere no grupo de países que mais rapidamente se recuperaram da crise internacional, junto da Coreia do Sul. Citou que o patamar de investimentos do Brasil está em torno de 18% do PIB, com US$ 60 bilhões a US$ 65 bilhões anuais, e apontou o país como o terceiro ou quarto maior destino de investimentos internacionais nos anos recentes. “Entre CEOs das grandes companhias internacionais, o Brasil é sempre lembrado depois da China, Estados Unidos e Alemanha”, afirmou.

Relatou que o sistema bancário do Brasil se relaciona com os mercados financeiros internacionais, mas a origem do funding do país é essencialmente o mercado doméstico. Awazu também apontou a “redução consistente da dívida líquida”, apesar da crise, em torno de 25% do PIB nos últimos dez anos. Ele destacou as políticas de inclusão social, que conseguiram reduzir a pobreza e a desigualdade nos últimos anos, gerando a “transformação social” que favoreceu o surgimento da nova classe média brasileira, com mais de 40 milhões de brasileiros acessando serviços e bens de consumo.

Por fim, sublinhou o agronegócio brasileiro e o programa de concessões que classificou de “ambicioso”, com foco em obras de rodovias, portos e aeroportos. “Algumas dessas concessões já estão em andamento, mas são investimentos ambiciosos que traduzem as respostas como a taxa de desemprego historicamente muito baixa”, disse.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

RIO ELIMINA BENEFÍCIO FISCAL PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE AÇO
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

A Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro revogou uma antiga norma que concedia benefício fiscal para a industrialização de aços planos no Estado. Desde ontem não está mais em vigor a Resolução Sefaz nº 2.734, de 1996, que trata de diferimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A revogação foi feita por meio da Resolução Sefaz nº 764, publicada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. A medida é fruto de estudos da Fazenda fluminense para evitar a sobreposição de benefícios fiscais.

De acordo com a antiga resolução, quando uma empresa fluminense encomendava a industrialização da aços planos no Estado, a indústria só era obrigada a recolher o ICMS depois de o encomendante vender o produto final. Agora, o imposto volta a ter que ser pago no momento em que a indústria devolve a mercadoria a quem o encomendou. O adiamento (diferimento) foi anulado.

Segundo nota da Fazenda do Rio de Janeiro, esse benefício estava se agregando a outros existentes para o setor ou regiões, como o instituído pela Lei nº 5.636, de 2010, que além de implementar uma forma diferenciada de apuração do ICMS, traz também outras concessões, como o diferimento do ICMS na importação e aquisição interna de insumos.

"Como pudemos observar, esses benefícios não desoneram apenas as empresas optantes, mas muitas vezes também seus fornecedores. A análise conjunta do setor nos levou a concluir que há uma "sobreposição" de benefícios fiscais que geram algumas distorções nesse segmento", diz a nota. A Fazenda vem realizando estudos para eliminar esse tipo de distorção.
Fonte: Valor Econômico/Laura Ignacio | De São Paulo
Data : 17/07/2014

MARINTEC SOUTH AMERICA - 11ª NAVALSHORE: PRIORIZAÇÃO DE CONTEÚDO NACIONAL PELOS ESTALEIROS IMPULSIONA NEGÓCIOS DA BALG
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Apontada como um dos grandes impulsionadores do novo momento da indústria naval no país, a nacionalização de conteúdo para suprir a demanda dos estaleiros já reflete positivamente em indústrias de médio porte. A carioca Balg, uma das líderes do mercado brasileiro na fabricação de juntas de expansão, ampliou sua participação no segmento naval atenta às necessidades do setor. Só em 2014, estão em construção ou contratadas no Brasil 18 plataformas, 28 sondas de perfuração e 43 navios-tanque para abastecer a Petrobras para a exploração do pré-sal.

"A demanda reflete positivamente nos resultados. Temos sido consultados por quase todos os estaleiros e subcontratantes e estamos fornecendo para diversos projetos", diz o sócio diretor da Balg, Bernardo Medina, que completa dizendo que "a expectativa para os próximos anos é a mesma, visto que o mercado possui mais de 50 embarcações por entregar até 2018, entre sondas e FPSO's".

Competitividade - Há 36 anos no mercado, a empresa, 100% nacional, é uma das expositoras da Marintec South America - 11ª Navalshore, que acontece em agosto no Rio de Janeiro, e levará para o pavilhão as novidades em soluções industriais de juntas de expansão de diversos materiais para aplicação na produção dos estaleiros.

A dificuldade para a contratação de mão de obra qualificada também se reflete na indústria de abastecimento. "Faltam profissionais qualificados no segmento de caldeiraria, tubulações e soldas", conta o sócio diretor da Balg, que chama atenção também para o quesito remuneração. "Quando o profissional se destaca, acaba recebendo mais de uma oferta de trabalho e seu salário dispara. Para pequenas e médias empresas é difícil oferecer remuneração e benefícios ofertados pelas grandes", explica, defendendo que é preciso aumentar a oferta de mão de obra. Segundo previsão da Abenav (Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore), em 2017 o mercado deve empregar 120 mil pessoas, 50 mil a mais do que o quadro atual.

A Balg é um das 380 marcas expositoras que estarão presentes no Centro de Exposições SulAmérica entre os dias 12 e 14 de agosto. "A Marintec South America – 11ª Navalshore é uma das mais importantes feiras do setor atualmente e oportuna para fazermos novos contatos e marcar presença no mercado", conclui Medina.
Fonte : Último Instante
Data : 17/07/2014

CHINESES E CAMARGO CORRÊA FECHAM PARCERIA
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Gigante do setor de ferrovias CRCC vai atuar junto com construtora brasileira

BRASÍLIA- A visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil já resultou em, pelo menos, um  acordo formal para investimentos de empresas chinesas no setor de infraestrutura do país. A gigante do setor de ferrovias China Railway Construction Corporations (CRCC) firmou com a construtora brasileira Camargo Corrêa um termo de acordo para promoverem estudos  de viabilidade em projetos de concessões nessa área.

Em evento com mais de cem chineses, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, indicou ontem que investimentos chineses em infraestrutura poderão reduzir o custo de exportações de commodities agrícolas e minerais, de grande interesse daquele país.

— A implantação de novas ferrovias em direção ao Norte do país significará um reordenamento da logística de grãos, permitindo uma significativa redução de fretes.

Ontem, havia ainda a expectativa de que os governos de Brasil e China assinassem um memorando de cooperação para ferrovias, o que teria estimulado a aproximação de Camargo e CRCC. Na semana passada, o Ministério dos Transporte prorrogou até o fim deste mês o prazo para inscrição de grupos interessados em oferecer estudos para instalação de ferrovias, permitindo, portanto, o ingresso desses novos parceiros no negócio.

Lançado em agosto de 2012, o programa de concessões de ferrovias é o único que ainda não deslanchou. Com um plano ambicioso de quase R$ 100 bilhões em 11 mil novos quilômetros de ferrovias, o governo federal ainda não conseguiu fazer um leilão sequer. Passos disse ontem que isso só ocorrerá quando o governo tiver certeza de que haverá interessados. Desde 2012, o governo vem fazendo ajustes no programa, cujo principal risco passa pela estatal Valec.

Os primeiros trilhos fornecidos pelos chineses para as ferrovias nacionais já embarcaram em direção aos portos de Santos (SP) e Ilhéus (BA). Segundo Passos, esses trilhos devem chegar ao Brasil na segunda quinzena de agosto. Boa parte dos trilhos a serem instalados na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do trecho sul da ferrovia Norte-Sul serão fornecidos pelo consórcio
envolvendo as empresas RMC, do Brasil, e a chinesa Pangang. O prazo inicial para início das entregas pela Valec era julho. O primeiro contrato foi para aquisição de 95,4 mil toneladas de trilhos, no valor total de R$ 402,4 milhões.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

CPI QUEBRA SIGILOS DE DOLEIRO E DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Além de Paulo Roberto Costa e Youssef, decisão abrange empresas ligadas aos dois
EDUARDO BRESCIANI
eduardo.bresciani@bsb.oglobo.com.br

BRASÍLIA- A CPI mista da Petrobras  aprovou ontem a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff, presos na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, além de parentes de Costa e de empresas ligadas aos dois. Por acordo, foram adiadas decisões sobre a adoção da mesma medida em relação a fornecedores da estatal, como as empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, todas grandes financiadoras de campanha.

Na CPI do Senado, o gerente Glauco Legati, responsável pela implementação da Refinaria Abreu e Lima, negou superfaturamento ou falha no projeto da obra, cujo orçamento passou de US$ 2,3 para mais de US$ 20 bilhões.

A reunião aconteceu após três tentativas fracassadas durante a Copa do Mundo e foi fruto de um acordo construído nos bastidores, de restringir os trabalhos aos alvos da PF. Foram aprovados 83 requerimentos. Boa parte, porém, refere-se a pedidos de documentações já recebidas pela CPI, como trechos de investigações da PF, da própria estatal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

As quebras de sigilo se restringiram aos personagens da Lava-Jato. Além de Costa e Yousseff, estão na lista as empresas MO Consultoria, GFD Investimentos, Costa Global, Sunset Global, Quality Holding e Tipuana Participações.

Entre os familiares de Costa, foi pedida a quebra de sigilo e aprovada a convocação de sua esposa, Marici, das filhas Ariana  e Shani, e dos genros, Humberto Mesquita e Márcio Lewkowicz.

AUDITORES DO TCU DEVEM DEPOR
O juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro, foi convidado, assim como os delegados que realizaram as investigações. Foram chamados ainda auditores do TCU que analisaram a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que, apesar da restrição, haverá avanços porque a quebra abrange período maior que o investigado pela PF:

— É pouco em relação ao que queremos, mas já é um avanço — avaliou.

Após o acordo, a base aliada esvaziou a sessão e impediu a convocação dos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Guilherme Estrella e Ildo Sauer, além do representante dos empregados no Conselho de Administração, Silvio Sinedino.

Na CPI do Senado, Legati, disse que não há “erro de projeto” na Abreu e Lima nem superfaturamento. Ele também isentou Paulo Roberto Costa de culpa pela evolução dos custos da obra. Costa foi presidente do Conselho de Administração da refinaria até 2012.

— O ex-diretor não é o responsável pelo aumento. Aumentou em função da evolução do projeto.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

CGU ADMITE DIFICULDADE PARA FISCALIZAR REFINARIA
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Setor que cuida de petróleo e gás conta apenas com três servidores
VINICIUS SASSINE E EDUARDO BRESCIANI
opais@oglobo.com.br

BRASÍLIA- Por falta de pessoal, a Controladoria Geral da União (CGU), vinculada à Presidência da República, tem encontrado dificuldades para fiscalizar um dos principais empreendimentos da Petrobras, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, segundo documento interno do próprio órgão, de janeiro deste ano. O orçamento da refinaria já saltou de R$ 2,3 bilhões para mais de R$ 20 bilhões.

O documento que retrata a escassez de pessoal foi feito para justificar o fato de o órgão não ter feito até então “trabalhos de fiscalização com foco específico em obras” da refinaria. A nota informativa frisa que a CGU tem só três servidores, incluindo o chefe da divisão, para cuidar exclusivamente das ações de controle da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Secretaria do Ministério de Minas e Energia que cuida de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis. Os três são ajudados por sete servidores da CGU que atuam no escritório no Rio — Petrobras e ANP têm sede no estado — e por outras unidades regionais.

O auxílio não permite uma atuação mais ostensiva por parte do órgão de controle vinculado à Presidência. “Ainda que, em um cenário de médio/longo prazo, se vislumbre a possibilidade de fortalecimento da equipe da CGU dedicada ao tema petróleo, a prioridade deve ser dada a empreendimentos do segmento Exploração e Produção (E&P), onde se concentra a maioria dos investimentos, e não nos empreendimentos do segmento abastecimento, como a Refinaria Abreu e Lima”, conclui o documento interno.

ÓRGÃO DIZ QUE FISCALIZA
A área técnica defende no relatório a realização de trabalhos em áreas “transversais”, enquanto não houver a ampliação do quadro de servidores. Auditorias nas obras de Abreu e Lima não são prioritárias, “em face de outras frentes já assumidas pela equipe reduzida da coordenação”. Somente a Petrobras é responsável por gerir R$ 676,9 bilhões, como cita o documento.

No caso de Abreu e Lima, um dos processos abertos chegou a ser arquivado. O Tribunal de Contas da União (TCU), por sua vez, já calculou que os principais contratos da refinaria foram superfaturados em mais de R$ 1,1 bilhão, o que é contestado pela Petrobras. Caberia à CGU arbitrar a disputa, mas os técnicos dizem não ter “todos os elementos de convicção” sobre o assunto.

Em resposta aos questionamentos do GLOBO, a CGU admitiu o problema. “A carência de pessoal na CGU é uma realidade e não se restringe à nossa divisão de petróleo, haja vista o deficit de cerca de 300 a 400 auditores em relação ao quadro de pessoal que tínhamos em 2008”. Sustenta, porém, que esse problema não compromete sua atuação. “Há trabalho de auditoria especial em curso sobre o tema, de forma que não é correto afirmar que sua fiscalização está prejudicada”, diz.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

MP DENUNCIA EX-DIRETOR DA PETROBRAS POR VIOLAR LICITAÇÃO
Publicado em 07/17/2014 as 02:13 PM

Segundo inquérito, Jorge Zelada agiu para favorecer a Odebrecht
VERÔNICA RANER
veronica.raner@oglobo.com.br



O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ofereceu denúncia à Justiça contra o ex-diretor internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, por alterar processo de licitação da empresa com relação a um projeto na área de SMS — segurança, meio ambiente e saúde —, com objetivos claros de favorecer a Construtora Norberto Odebrecht. A denúncia se baseia em auditoria interna da própria estatal, instaurada em 2013, para apurar supostas irregularidades.

“O MP-RJ recebeu um relatório da comissão de inquérito da Petrobras, que foi instaurada para apurar as denúncias veiculadas no ano passado’’, informou o promotor Alexandre Themístocles de Vasconcelos, que assina a denúncia com Cláudia Condack e Andrea Rodrigues Amin, promotores de Justiça da 1ª Central de Inquéritos do Rio de Janeiro.

MAIS OITO DENUNCIADOS
Além de Zelada, que renunciou em 2012 após suceder a Nestor Cerveró na Diretoria Internacional, também foram denunciados seis funcionários da companhia, o lobista João Augusto Rezende Henriques e o diretor da Odebrecht Marco Antônio Duran.

Com exceção de Duran, todos são acusados pela violação da lei de licitações. A pena é de dois a quatro anos de detenção, além de multa especificada em 2% do valor do contrato. A promotoria também pede a perda dos cargos públicos daqueles que ainda trabalham para a Petrobras.

Caso a Justiça aceite a denúncia, Duran deverá ser julgado em separado, uma vez que a acusação considerou não ter ocorrido crime por parte do diretor, mas somente tentativa.

De acordo com a promotoria, no começo de 2009, o setor técnico da área internacional da Petrobras levou à diretoria a necessidade de se fazer uma adequação na área de SMS da empresa. Durante a fase interna do processo de licitação, foi sugerida pelo setor uma contratação descentralizada, com duas empresas, ao custo estimado em R$ 6 milhões. O parecer com a recomendação técnica foi apresentado à Diretoria Internacional, mas foi ignorado por Zelada, que determinou que a contratação dos serviços se desse de forma centralizada, por intermédio de apenas uma empresa.

Oito empresas foram convidadas para o processo licitatório. Apenas três apresentaram propostas. A escolhida foi a Odebrecht. A promotoria chamou de “substancialmente viciada” a comissão de licitação, que optou pela contratação da construtora pelo valor aproximado de US$ 826 milhões. A auditoria constatou que membros do colegiado, apesar de assinarem ata e relatório da comissão, não participaram efetivamente das reuniões. De acordo com a denúncia, isso viria “de forma a conferir vantagens financeiras à Odebrecht”.

A comissão de contratação foi coordenada por um indicado de Zelada, e só se  reuniu uma vez, em fevereiro de 2010. A denúncia descreve que outro acusado já dispunha da minuta contratual com a Odebrecht, antes da instauração da comissão de licitação e frisa que, nesse mesmo período, esse acusado já havia sido visitado por Duran seis vezes.

CONSTRUTORA DESCONHECE DENÚNCIA
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Odebrecht afirmou desconhecer não só a denúncia apresentada pelo MP-RJ, mas também o relatório da auditoria interna da Petrobras. A construtora informou que “o contrato (com a Petrobras) foi resultado de licitação pública conquistado de forma legítima por menor preço, em total respeito à Lei”. A Odebrecht concluiu negando as alegações feitas à empresa e também ao diretor Marco Antônio Duran.

O GLOBO tentou, sem sucesso, entrar em contato com Zelada. Até o fechamento desta edição, a Petrobras também não havia se pronunciado.

A cota da denúncia também pede a investigação sobre outros casos envolvendo a Petrobras, incluindo a venda da Refinaria de San Lorenzo (projeto Atreu) e de 27,3% da participação indireta.
na Edesur, distribuidora de energia argentina.

“Como não há suporte mínimo de prova que viabilize o exercício da ação penal agora, essas investigações precisam ser aprofundadas. O MP providenciou a remessa de cópia da sindicância
para a Policia Civil, para que sejam investigados os fatos que não foram objetos dessa ação penal proposta”, informou o promotor.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

TCU FISCALIZA OBRAS DE AMPLIAÇÃO DO PORTO DE VILA DO CONDE/PA
Publicado em 07/17/2014 as 02:13 PM

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria na Companhia Docas do Pará (CDP) para fiscalizar as obras de ampliação do Porto de Vila do Conde, no Estado do Pará, o segundo maior porto do país em movimentação de cargas por navegação de cabotagem. O valor total de recursos fiscalizados foi de R$ 122,6 milhões.

A auditoria teve foco nos procedimentos de recebimento do empreendimento, nas inspeções posteriores à conclusão dos serviços e na responsabilidade pela reparação de possíveis erros de execução. A auditoria também foi realizada no processo licitatório.

O TCU verificou as seguintes irregularidades: a obra foi entregue sem estar devidamente concluída, não havia critérios de aceitabilidade de preços e a qualidade da execução dos serviços era deficiente.

O tribunal verificou que a CDP reteve os pagamentos devidos em decorrência de recomendação da Secretaria de Controle Interno da Secretaria Geral da Presidência da República (Ciset), após análise de processo administrativo. A Ciset identificou preços injustificadamente elevados para os serviços de “transporte, içamento e cravação das estacas”, o que originou sobrepreço de R$5,8 milhões.

Após a retenção de saldo pela CDP, no montante total do sobrepreço, a empresa descumpriu as obrigações e abandonou as obras sem prévia comunicação, o que causou inexecução dos serviços relacionados aos sistemas de defensas, no valor de R$1,4 milhão.

Diante desses fatos, o TCU emitiu determinações, recomendações e audiência de responsáveis. À CDP, caso a empresa contratada se recuse a dar continuidade às obras ou a arcar com os prejuízos decorrentes da paralisação unilateral, foram determinados o acionamento das garantias contratuais, a aplicação das penalidades previstas no art. 87 da Lei n. 8.666/1993 e a necessária correção dos defeitos detectados. Também foi determinado que a liberação da garantia do contrato fique condicionada à execução dos reparos dos defeitos detectados.

Porto de Vila do Conde: Localizado no município de Barcarena (PA), o Porto possui uma área de 3,9 milhões de m² e é administrado pela Companhia de Docas do Pará. O Porto de Vila do Conde é importante por representar 5,4% de toda a movimentação dos portos organizados no Brasil, além de servir de escoamento da produção de minerais da região, possibilitando uma integração hidroviária por meio do rio Pará. Para que as obras de ampliação fossem feitas, foi realizada concorrência pública para realização das obras de ampliação do Berço 302 e da construção dos Berços 401 e 402, além da ponte de acesso. Os berços são pontos de atracação das embarcações no cais.
Fonte: TCU – Tribunal de Contas da União
Data : 17/07/2014

EXPANSÃO - RIO TINTO ELEVA PRODUÇÃO DE MINÉRIO
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

A Rio Tinto divulgou um forte aumento na produção de minério de ferro na Austrália, em meio a uma agressiva expansão dos embarques da mineradora para a China, contando com seus baixos custos para tomar espaço de produtores chineses locais.

Grandes mineradoras como a Rio Tinto, a brasileira Vale e a BHP Billiton têm elevado a produção,
reduzindo os seus custos ainda mais, apesar das preocupações de um excesso de oferta diante do moderado crescimento da produção de aço na China.

A indústria chinesa é fragmentada, com mineradoras em regiões costeiras sofrendo com os maiores custos de produção do país, bem acima dos preços de importação de minério da Austrália e do Brasil.

A Rio Tinto, que compete com Vale, BHP e Fortescue pelo mercado internacional de minério de ferro, disse que está a caminho de produzir 295 milhões de toneladas do produto em 2014, ante 266 milhões no ano passado.

"Nossa expansão no minério de ferro continua a gerar crescimento com grandes margens, reforçando nossa posição de produtor de baixo custo", disse a Rio Tinto nesta quarta, em seu relatório de produção do segundo trimestre.

Os embarques de minério de ferro no último trimestre subiram 23% ante igual período do ano passado, para 75,7 milhões de toneladas, enquanto a produção aumentou 11% para 73,1 milhões de toneladas, disse a empresa.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 17/07/2014

ALL TEM GERAÇÃO DE CAIXA ESTÁVEL
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

A geração de caixa da América Latina Logística (ALL) ficou praticamente estável no segundo trimestre, com as operações ferroviárias afetadas por cenário de difícil demanda, o que prejudicou os volumes transportados.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado no segundo trimestre teve variação positiva de 0,2% na comparação com um ano antes, chegando a R$ 579,5 milhões, informou a ALL em sua prévia de resultado.

A companhia de logística afirmou que os resultados da operação ferroviária ficaram abaixo do inicialmente esperado, afetados pela difícil demanda, em meio ao cancelamento por parte da China de navios de grãos cuja atracação era esperada nos portos de Santos e Paranaguá.

Os volumes transportados nas ferrovias da ALL, medidos em TKU, subiram, 9% de abril a junho na comparação anual.

A ALL acrescentou que as chuvas de junho, consideradas excessivas, interromperam trechos ferroviários no Sul do País, restringindo as operações para os porto de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de dez dias.

No segmento Brado Logística, a ALL afirmou que o volume transportado teve crescimento de 17,9% no segundo trimestre, impulsionado por um aumento nos corredores de Bitola Larga e do Paraná, aos quais locomotivas e vagões foram adicionados para 2014. O Ebitda da Brado avançou 39,8% no segundo trimestre em comparação a igual período do ano anterior, alcançando R$ 15,5 milhões.

A Ritmo Logística apresentou queda de 33,9% nos volumes, afetada pelo mal desempenho das unidades Soluções Dedicadas e Negócios Intermodais.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 17/07/2014

TERMINAL DE PARANAGUÁ INAUGURA NOVO CAIS DE ATRACAÇÃO
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), considerado o segundo maior terminal de contêineres da América do Sul, inaugura nesta quarta-feira (25) o novo cais de atracação. A partir de agora o cais passa de 564 metros para 879 m, o que permite ao TCP receber simultaneamente até três dos maiores navios de contêineres que fazem o comércio internacional na América Latina.

Juntamente com o novo píer e seus equipamentos, como portêineres e transtêineres de última geração, o Terminal também inaugura três dolphins para a atracação exclusiva de navios destinados a operação com veículos.

O projeto faz parte de um dos maiores pacotes de investimentos privados do setor portuário no Brasil nos últimos três anos, com cerca de R$ 365 milhões em recursos.  Marca a transformação do TCP em um dos mais modernos e completos operadores logísticos do setor portuário brasileiro.

"A ampliação permite aumentar a capacidade do Terminal para 1,5 milhão de TEUs/ano", afirmou Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente do Terminal, acrescentando que a demanda atual é de aproximadamente 800 mil TEUs.

"Estamos preparados para o crescimento desse número para atender a demanda pelos próximos 10 anos", completou.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 17/07/2014

GRUPO DE TRABALHO COMEÇA A TRABALHAR AINDA ESTE MÊS
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

Como parte dos comandos previstos na Lei 12815/13 e no Decreto 8.033 (Nova Lei dos Portos), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira, 15 de julho, a Resolução nº 1, de 11 de Julho de 2014, que institui o Grupo de Trabalho (GT) para a implementação da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário. A Secretaria de Portos (SEP) é responsável pela coordenação do GT.

O grupo vai discutir temas relacionados à formação, qualificação e certificação profissional do trabalhador portuário; definir escopo, competências da execução e forma de financiamento das ações e elaborar proposta de Política de Qualificação do Trabalhador Portuário.

Além da SEP participam do grupo um representante do Ministério do Trabalho e Emprego, especificamente do Departamento de Qualificação da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego; do Ministério da Educação e do Comando da Marinha. O GT contará também com três representantes e respectivos suplentes das entidades empresariais e três representantes e respectivos suplentes da classe trabalhadora.

O Grupo de Trabalho deverá apresentar proposta de Plano de Trabalho ao plenário do Fórum Permanente para Qualificação do Trabalhador Portuário - FPQTP. Coordenado pelo MTE, o Fórum tem como objetivo promover com representantes das bancadas governamental, dos trabalhadores e dos empregadores a ampla discussão sobre as perspectivas de qualificação do trabalhador portuário.

O representante da SEP no GT é diretor de Revitalização e Modernização Portuária, Antonio Maurício Ferreira Netto. “O objetivo do GT é criar uma articulação entre os anuentes e com isso fomentar uma Política inclusiva e escrita para o coletivo. O Porto de Vitória hoje (15/07) deu um grande passo realizou sua primeira reunião com seu GT local, um dia para ser duplamente comemorado pela resolução e pelo passo de Vitória”, disse.

A primeira reunião do Grupo de Trabalho está prevista para o dia 28 de julho na sede da Secretaria de Portos, em Brasília.
Fonte:Secretaria Especial de Portos - SEP/PR
Data : 17/07/2014

SEP ALTERA PRAZO PARA ENTREGA DOS PDZS
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

O prazo para apresentação dos Planos de Desenvolvimento e Zoneamento – PDZ dos portos organizados foi alterado nesta última segunda-feira, 14/07, por meio da Portaria SEP/PR No. 206 (link) publicada no Diário Oficial da União. A mudança atende um pleito das autoridades portuárias, que solicitaram mais tempo para discutir e elaborar seus respectivos PDZs em conformidade com os estudos de demanda estabelecidos nos planos mestres (master plans) definidos pela Secretaria de Portos.

A Portaria SEP/PR No. 206 altera o Anexo I da Portaria SEP/PR No. 03, de 07 de janeiro de 2014 (link), que institucionalizou as diretrizes para elaboração e revisão dos instrumentos de planejamento do setor portuário que contemplam, além do PDZ, O Plano Nacional de Logística Portuária – PNLP e os respectivos planos mestres, além do Plano Geral de Outorgas.

Até a publicação da nova Lei dos Portos (12.815/2013), a Autoridade Portuária elaborava o planejamento do respectivo porto, contudo, sem garantir que esse planejamento estivesse integrado a uma programação nacional de investimentos. A partir do novo marco regulatório, coube à Secretaria de Portos (SEP) a missão de elaborar o planejamento setorial em conformidade com as políticas e diretrizes de logística integrada, abrangendo tanto acessos portuários quanto infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Para saber mais sobre os instrumentos de planejamento portuário clique aqui.
Fonte:Secretaria Especial de Portos - SEP/PR
Data : 17/07/2014

GERENTE DA PETROBRAS NEGA SUPERFATURAMENTO EM ABREU E LIMA
Publicado em 07/17/2014 as 02:11 PM

Em duas horas de explicações, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, negou qualquer erro de projeto ou superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, construída em Suape, Pernambuco. O depoimento foi colhido em audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga irregularidades na companhia petrolífera. Segundo ele, a unidade tem 88,5% de execução física e entrará em operação no fim deste ano, com capacidade para processar mais de 200 mil barris diários.

Investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a refinaria teve em 2005 o seu custo estimado em US$ 2,5 bilhões. Mas, segundo a Petrobras, até a conclusão deve sair por quase US$ 20 bilhões. A diferença, alega Legati, deveu-se a uma série de fatores, como aumento nos custos de contratos devido a alterações no projeto, variação cambial e juros de financiamentos. Para ele, o ponto de referência deve partir da fase 3 do empreendimento (conclusão do projeto básico), quando custo era de US$ 13,4 bilhões, e não das fases 1 e 2, que compreendem a identificação de oportunidade e projeto conceitual.
Gerente da Petrobras defende obra da refinaria de Suape e nega erros ou superfaturamento



“Os contratos e aditivos são negociados e nada é assinado que não passe por estimativa da área técnica e por pareceres das áreas jurídica e de desempenho. Não existe superfaturamento nos contratos da refinaria. Os custos estão adequados aos orçamentos feitos, e os preços são de referenciais de mercado. São compatíveis com uma obra de grande porte e complexidade”, observou Legati.

O gerente também negou a existência de erros de projeto, garantindo que nada foi "desmanchado" para ser refeito, nem construído além do previsto.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 17/07/2014

AEROPORTOS DO INTERIOR DO BRASIL RECEBEM CAMINHÕES PARA COMBATER INCÊNDIOS
Publicado em 07/17/2014 as 02:11 PM

Aeroportos localizados no interior do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil receberão da Secretaria de Aviação Civil (SAC) modernos caminhões de combate a incêndio. O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, participou, nesta terça-feira (15) pela manhã, de cerimônia de entrega dos primeiros 35 veículos, em São Bernardo do Campo (SP). Os veículos fazem parte dos investimentos que estão sendo feitos nos aeroportos do interior do país.

Do total, 24 caminhões já foram entregues e 11 serão enviados aos aeroportos nos próximos dias (clique aqui e veja a relação). Para somar à entrega, o ministro assinou ontem a autorização para contratação de mais 53 carros. O investimento referente a esta etapa ultrapassa R$75 milhões e vai beneficiar milhares de pessoas.

Os veículos contra incêndio aeroportuário (AP-2) estão entre os mais modernos do mercado. Cada um tem capacidade de armazenar 6,1 mil litros de água e 780 litros de espuma. O jato do canhão de teto lança, além de água e espuma, pó químico, e alcança uma distância de 70 metros. O canhão do pára-choque chega a 46 metros. O motor do veículo tem 440 cv, tração 4x4, e potência para atingir 80km/h em 35 segundos.

Depois da cerimônia, o ministro visitou as instalações da fábrica da montadora Lavrita, responsável por 33 desses 35 caminhões. Para ele, o investimento significa segurança do passageiro e às operações aeroportuárias. Além disso, potencializa o programa de desenvolvimento da aviação regional no Brasil.

"Com esses caminhões, mostramos que estamos melhorando a qualidade da gestão e garantindo um alto padrão de serviço para a população brasileira. Vimos os aeroportos que mais precisavam desses investimentos, como os aeroportos da Amazônia, que são fundamentais para o transporte da população devido às grandes distâncias. A nossa ideia é integrar o país para garantir novas oportunidades aos brasileiros", disse o ministro.

Aviação regional
Os aeroportos beneficiados com estes caminhões estão incluídos no Programa de Investimento em Logística: Aeroportos, que visa descentralizar a aviação das capitais e melhorar os terminais do interior do Brasil. A SAC investirá cerca de R$7,4 bilhões em 270 aeródromos distribuídos pelos 26 estados. A ideia é garantir que 96% da população esteja a 100 km de um aeroporto.

Até agora, 97 estão em fase de Estudo de Viabilidade Técnica e 45 em Estudo Preliminar.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 17/07/2014

SÃO SEBASTIÃO: JUSTIÇA SUSPENDE LICENÇA PRÉVIA EMITIDA PELO IBAMA
Publicado em 07/17/2014 as 02:10 PM

A Justiça Federal suspendeu os efeitos da licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) para ampliação do Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. A informação foi divulgada na noite desta quarta feira, 16, pelo Ministério Público Federal.

A decisão, em caráter liminar, é do juiz Ricardo de Castro Nascimento, da Justiça Federal em Caraguatatuba (SP). “O início das obras pode representar dano irreparável ao meio ambiente, além do risco de desperdício de recursos públicos”, fundamentou o juiz.

Nascimento atendeu a um pedido conjunto do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Estado.

Na liminar, datada de 11 de julho, o juiz demonstra preocupação com o que considera “real risco” ao ecossistema da região.

Ele ressalta que licenças prévias devem vir acompanhadas de medida compensatória proporcional ao dano ambiental causado, “mas a licença expedida pelo Ibama não é clara em relação a como se dará essa compensação”.

“No caso, a licença prévia não especificou a medida compensatória a ser adotada”, assinalou o juiz. Ele marcou para o dia 12 de agosto audiência preliminar de conciliação. “Considerando a complexidade da obra e o respectivo licenciamento ambiental, importante criar o espaço institucional necessário ao entendimento entre as partes”, prega o magistrado. “A autocomposição apresenta-se como a forma mais célere da solução do conflito.”

Segundo informação divulgada no site do Ministério Público Federal, a ação civil pública foi ajuizada em conjunto com o Ministério Público do Estado “contra o Ibama e a Companhia Docas de São Sebastião para tentar impedir o início das obras de ampliação do porto”.

A ação civil pública para proteção do meio ambiente pede à Justiça Federal que suspenda o processo de licenciamento ambiental do porto até que haja “uma conclusão segura sobre a viabilidade do empreendimento na região”.

Ao final do processo, o que se pretende é que seja anulada em caráter definitivo a licença prévia e que o Ibama não emita nova licença sem que os estudos sejam complementados.

O Ministério Público Federal e o Estadual sustentam que o licenciamento ambiental em andamento “está sendo feito com base em uma licença prévia expedida num contexto de inobservância clara às normas ambientais, baseando-se em EIA/Rima (Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos Ambientais) incompletos”.

De acordo com a ação, caso o processo de licenciamento ambiental não seja imediatamente suspenso, haverá “graves danos ao meio ambiente, de difícil reparação ou mesmo irreversíveis” – já que o passo seguinte é a expedição da licença de instalação, o que efetivamente vai permitir o início das obras.

A ação é subscrita pela procuradora da República em Caraguatatuba, Maria Rezende Capucci, e pelos promotores Tadeu Salgado Ivahy Badaró Junior, Alfredo Luiz Portes Neto e Paulo Guilherme Carolis Lima, do Grupo de Atuação Especial na Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo (Gaema).

O presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho, declarou que não existe paralisação de obras. “As obras que hoje estão em curso no porto público de São Sebastião estão atreladas às licenças ambientais atuais. Essas licenças não têm nada com a licença prévia da qual o magistrado (Ricardo de Castro Nascimento) está tratando.”

Carvalho ressaltou que as obras em andamento se localizam na área interna do porto, “dentro da área atual do porto”. Ele argumentou. “A partir do momento em que fazemos melhorias operacionais no porto nós otimizamos a armazenagem, carga e descarga, e para essas operações temos a licença.”

Sobre a ampliação do porto público, Carvalho observou. “Recebemos licença prévia para a ampliação de 400 mil metros quadrados para 800 mil metros quadrados. No início do ano recebemos a licença do Ibama que concede a ampliação. Isso representa as fases 1 e 2 das 4 fases que o projeto completo preconiza. Aumenta a capacidade operacional do porto, não existe intervenção no mangue do Araçá, aumenta a quantidade de berços (áreas de atracação de navios), diminuindo as filas de navios.”

A capacidade de movimentação poderá saltar para 2 milhões de toneladas/ano – hoje, esse desempenho está na casa do 1 milhão de tonelada/ano. Segundo Casemiro Tércio Carvalho, “a liminar (do juiz federal) alcança a licença prévia de ampliação do porto público de São Sebastião e não do porto da Petrobrás”.

Ele afirmou que a Companhia Docas “não é parte da ação”. “Tanto que não fomos nem citados, não fomos instados a nos manifestar, apenas o Ibama.” Carvalho disse que recebeu cópia da decisão do juiz nesta quarta feira, 16. “A gente não é réu, mas obviamente somos parte interessada porque acaba prejudicando tanto a Companhia Docas como o povo paulista. É a nossa visão. Vamos movimentar nossas equipes técnica e jurídica para tomarmos as medidas cabíveis no interesse da Companhia Docas.”

O presidente considera que a preocupação do juiz e do Ministério Público automaticamente serão afastadas a partir do momento em que a Companhia Docas elaborar o Plano Básico Ambiental (PBA). ”Se o PBA estiver claro a gente recebe licença de instalação”, declarou Carvalho. “A Companhia Docas não está fugindo das atribuições ambientais.”

A reportagem não localizou nenhum representante do Ibama na noite desta quarta feira, 16.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 17/07/2014

ANTT VAI RECEBER CONTRIBUIÇÕES SOBRE TRÁFEGO DE CAMINHÕES NA RODOVIA BR-040/DF/GO
Publicado em 07/17/2014 as 02:10 PM

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai promover audiência pública para colher sugestões sobre minuta de resolução com finalidade de restringir o tráfego de veículos de carga na Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek, na BR-040/DF/GO, no trecho entre Brasília/DF e Luiziânia/GO.

O período para envio de contribuições começa às 9h da próxima segunda-feira (21/07) até as 18h do dia 15 de agosto (horário de Brasília). A sessão presencial será dia 8 de agosto, das 14h às 18h, no edifício-sede da ANTT, em Brasília. Informações e orientações sobre o tema estarão disponíveis no site da ANTT a partir do dia 21 de julho.

Serviço
Evento: Sessão presencial da audiência pública para colher sugestões sobre minuta de resolução com finalidade de restringir o tráfego de veículos de carga na BR-040/DF/GO
Data: 8 de agosto de 2014
Horário: das 14h às 18h
Local: Auditório do edifício-sede da ANTT, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Trecho 3, Lote 10, Projeto Orla, Polo 8.
Fonte : ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres
Data : 17/07/2014

EXPANSÃO - PORTO DE SANTOS ATUALIZARÁ PLANO DE DESENVOLVIMENTO E ZONEAMENTO
Publicado em 07/17/2014 as 02:10 PM

Um novo planejamento para atender ao crescimento do Porto de Santos será iniciado, nos próximos dias, por um grupo formado por técnicos da Secretaria de Portos da Presidência de República (SEP) e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Trata-se da atualização do plano mestre do cais santista, que servirá de base para a elaboração de um novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) de todo o complexo portuário.

Enquanto o plano mestre é um instrumento de planejamento, que inclui ações futuras, com base no crescimento do Porto e de suas atividades, o PDZ é operacional e se refere à distribuição e eficiência portuária. Ambos precisam estar alinhados, no entendimento da SEP, com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), amparado na Lei nª 12.815, a nova Lei dos Portos.

O objetivo dos estudos é melhor operacionalizar os portos brasileiros e garantir o escoamento de toda a produção nacional. A ideia é que, em Santos, o trabalho possa determinar não só o potencial de crescimento do cais e das instalações, mas também o tipo de carga a ser movimentada em cada região, nas duas margens do porto santista.

De acordo com o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Claudio Santana Montenegro, o novo PDZ irá estabelecer novos critérios de acompanhamento sobre o desempenho das operações dos terminais arrendados.

Isto significa dizer que as instalações precisarão alcançar índices mínimos de produtividade. Caso contrário, a Autoridade Portuária será responsável por apontar as mudanças necessárias nas operações e nas estruturas.

Os dados obtidos serão utilizados para a concepção de um futuro conjunto de arrendamentos no porto santista, com base no novo zoneamento. “Com a confecção do plano mestre em conjunto, o PDZ ficará alinhado aos planos governamentais”, explica o diretor da Codesp.

Atualização

O último estudo deste tipo foi realizado em 2010 e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre outras coisas, ele apontou uma demanda de 230 milhões de toneladas para 2024.

Apesar disso, vigora ainda o PDZ realizado em 2006, elaborado por técnicos da Codesp, após a realização de audiências públicas envolvendo agentes portuários, governos municipais e estadual, além de demais setores da sociedade civil.

Nos anos posteriores, outros planos foram realizados, mas não vigoraram. Os documentos permanecem em trâmite na Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq) e na própria SEP.

A expectativa da Docas, no entanto, é de que essa atualização, prevista para ser concluída este ano, possa ser aprovada e implementada, principalmente para atender a demanda já prevista para os próximos anos no Porto de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 16/07/2014

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS DO PARANÁ CRESCE 7%
Publicado em 07/16/2014 as 01:55 PM

Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam o primeiro semestre deste ano com movimentação de 23 milhões e 400 mil de toneladas de cargas. O volume é 7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Entre os destaques, a soja segue liderando a alta de movimentação. Foram pouco mais de 6 milhões de toneladas exportadas do produto entre janeiro e junho, o que representou um aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2013. Outro produto que registrou alta significativa, de 10%, foi o farelo de soja, que atingiu 2 milhões e 700 mil toneladas exportadas. Por conta da movimentação de grãos pelo Corredor de Exportação, o número de caminhões que passaram pelo porto cresceu 10%, e 210 mil veículos chegaram ao Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá no primeiro semestre. Entre os produtos importados, os fertilizantes são destaque mais uma vez, com alta de 5% e 4 milhões e 800 mil de toneladas movimentadas. Da movimentação geral de fertilizantes registrada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, um milhão e meio de toneladas foram movimentadas no Porto de Antonina, que entre janeiro e junho alcançou a marca de 1 milhão de toneladas. No mesmo período do ano passado, o porto havia movimentado pouco mais de 780 mil toneladas do produto. (Repórter: Rodrigo Arend)
Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
Data : 16/07/2014

POLO NAVAL REALIZA SÉRIE DE AUDIÊNCIAS NO AMAZONAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:55 PM

As atividades para viabilizar a construção do Complexo Naval, Mineral e Logística do Amazonas (CNML-AM), devem ser retomadas até novembro de 2014

Paralisadas desde maio deste ano por ordem do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), as atividades para viabilizar a construção do Complexo Naval, Mineral e Logística do Amazonas (CNML-AM) – o polo naval – devem ser retomadas até novembro. A expectativa foi traçada nesta última segunda-feira (14) pelo coordenador do Grupo de Trabalho do Polo Naval e secretário executivo de planejamento e desenvolvimento econômico do Amazonas, César Peixoto.

Segundo ele, o grupo de trabalho se prepara para cumprir as solicitações do MPF-AM. As principais delas atingem etapas essenciais para a concretização do projeto, como licenciamento ambiental e regularização fundiária. Pela orientação do MPF, elas só podem ser realizadas após a execução adequada da fase de audiências públicas junto às comunidades tradicionais que vivem no entorno do local onde será erguido o complexo, .

Entre os dias 18 e 20 de agosto, segundo o secretário-executivo, serão realizadas reuniões preparatórias conduzidas pelo Ministério e envolvendo a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas (Seplan) e as 20 comunidades tradicionais do entorno da área. “Juntos, vamos elaborar conjuntamente o plano de consulta com as próprias comunidades e entidades parceiras para garantir a participação dos comunitários no processo de decisão”, argumentou.

Adaptação

De acordo com a assessoria do MPF-AM, em reunião realizada na última sexta-feira o plano original de consulta apresentado pela Seplan foi suspenso. Na ocasião, o órgão considerou a proposta irregular devido a não participação das comunidades durante o processo de elaboração, o que descumpre a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Após a reunião inicial e elaboração do plano, ainda segundo Peixoto, serão necessários mais dois meses para a execução das audiências públicas que devem abranger todos os comunitários afetados pela construção do complexo. “Ao final do processo, iremos recorrer ao Ministério Público Federal e pedir uma reavaliação para termos a suspensão revogada, que se não houver empecilhos, deve ocorrer até novembro”, afirmou.

Impasse

No dia 28 de maio, o MPF-AM suspendeu os efeitos do decreto que declarava a área de implantação do Complexo Naval, Mineral e Logístico, como de utilidade pública. Com a suspensão, que tem caráter liminar, todas as entidades envolvidas no projeto ficaram proibidas de prosseguir com estudos técnicos ou realização de novos editais.

O Ministério solicitou a suspensão à Justiça alegando que o Estado precisaria realizar consulta prévia às comunidades da região, antes de publicar o decreto que declarou o terreno no Purarequaquara – área destinada à construção -, como de utilidade pública. Na leitura do órgão, as consultas foram feitas depois e de forma inadequada.
Fonte:A Crítica(Manaus)/JULIANA GERALDO
Data : 16/07/2014

EISA NEGA ENCERRAR ATIVIDADES E PROMETE PAGAR SALÁRIOS ATRASADOS EM JULHO
Publicado em 07/16/2014 as 01:54 PM

A direção do Eisa (RJ) informou, nesta terça-feira (15), que pretende regularizar, até o final de julho, os salários e o ticket-alimentação de seus funcionários referentes a junho. Embora esteja com suas operações paralisadas, o estaleiro garantiu que não existe intenção de encerrar as atividades, sobretudo pela "carteira de encomendas robusta e bons clientes". De acordo com o Eisa, os funcionários estão de licença remunerada aguardando uma resolução do acionista quanto ao retorno de suas atividades.

A direção do Eisa ressaltou que está trabalhando junto a investidores para obter os recursos necessários e retomar suas operações nas próximas semanas. "O atraso no pagamento da folha, que até agora soma nove dias, deve-se à dificuldade momentânea de fluxo caixa do estaleiro, por conta principalmente da inadimplência de alguns armadores responsáveis por parte das encomendas ao Eisa", informou o estaleiro por meio de nota.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, cerca de três mil funcionários do Eisa estão de férias coletivas. A volta ao trabalho estava prevista para a última segunda-feira (14), mas o estaleiro adiou o retorno para o dia 28 de julho.

Na ocasião, uma manifestação dos trabalhadores do Eisa terminou com bombas lançadas pelo Batalhão de Choque. O sindicato informa que centenas de metalúrgicos caminhavam pela Estrada do Galeão, no bairro da Ilha do Governador, para denunciar o atraso no pagamento de salário, ticket-refeição e 1/3 de férias.

Para esta quarta-feira (16), o sindicato e trabalhadores do Eisa organizam uma manifestação no centro do Rio, com concentração a partir das 14 horas, na Candelária, de onde sairão em caminhada até o Ministério do Trabalho para cobrar um posicionamento da justiça.
Fonte : Portal Portos e Navios - (Da Redação)
Data : 16/07/2014

EAS LANÇA DEBÊNTURES PARA REDUZIR CUSTO DE DÍVIDAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:54 PM

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) aprovou a sua primeira emissão de debêntures simples para captar R$ 220 milhões com garantias de pagamento de suas sócias Queiroz Galvão S.A e Camargo Corrêa S.A. Aos detentores dos títulos, a empresa pagará juros da Taxa DI (Depósitos Interfinanceiros), que tem sua variação marcada pela Selic, hoje em 11% ao ano. Segundo a empresa, os recursos obtidos com a emissão serão destinados ao reforço de caixa “com vistas a atender os negócios de sua gestão ordinária e o reperfilamento de todas as dívidas de curto prazo da emissora contratadas junto ao Banco Santander (Brasil) S.A”.

Em assembleia de acionistas, a empresa também aprovou a contratação de financiamento à exportação no valor de até R$ 110 milhões no mercado financeiro nacional ou internacional. A EAS divulgou, ainda, que contraiu empréstimo junto ao Banco Itaú BBA S/A, na modalidade Capital de Giro, no valor de R$ 30 milhões. A empresa foi procurada, mas não quis se pronunciar.

Paralelamente, o EAS tenta aprovar o aporte de R$ 400 milhões junto ao Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), que investe em empresas de setores de infraestrutura, como portos.

Depois de entregar três navios, o João Cândido, o Zumbi dos Palmares (em 2013) e o Dragão do Mar (2014), o estaleiro ainda tem muita encomenda pela frente. Dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, a carteira de contratos ainda inclui 18 petroleiros (10 do tipo Suezmax, com capacidade para 1 milhão de barris, e oito do tipo Aframax, que transportam 800 mil barris). A empresa tem outro contrato para entregar sete navios-sonda de perfuração em águas ultraprofundas para a Sete Brasil, que serão arrendados pela Petrobras. Segundo relatório anual da Camargo Corrêa de 2013, o EAS apresentou uma recuperação significativa em sua geração de caixa, após as dificuldades iniciais de operação. Em 2013, fechou com receita líquida de R$ 731 milhões, num crescimento de 116% em relação ao ano anterior e um Ebtida (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 38 milhões, resultado quase 10 vezes melhor que o de 2012.

Em agosto do ano passado, a sociedade Japan EAS Investimentos e Participações passou a integrar o capital da empresa, com 33% de participação. Entre as metas para 2014, estão estudos para a ampliação da oferta de serviços do EAS e um acordo institucional de intercâmbio de profissionais para treinamento nos dois países.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)/Leonardo Spinelli
Data : 16/07/2014

CASO EISA: SINAVAL PROMETE CONVERSAR PARA VIABILIZAR SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:54 PM

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirmou ao Monitor Mercantil que vai conversar com a direção do Estaleiro Ilha S.A (Eisa) e seus trabalhadores para tentar viabilizar a solução dos problemas que estão afetando o estaleiro. O Sinval, segundo ele, até o último dia 14, não sabia dos problemas existentes no estaleiro.

Ainda de acordo com Rocha, a unidade fabril teve um problema de bloqueio de contas que afetou a produção e os contratos existentes. E frisou que, com essa iniciativa, ele acredita que não haverá as demissões, conforme vem sendo noticiado, cerca de 3 mil empregos diretos e algo em torno de 10 mil indiretos.

- Estamos trabalhando junto com a direção do Eisa, trabalhadores e clientes para solucionar esse problema e acho que teremos sucesso.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que no dia 14 se reuniu com a direção do Sinval reclamou da omissão do Estado.

- O que vejo de pior nessa situação é que o governo do Rio não sabia nada sobre essa crise. Como o governo não tem informação sobre o principal setor industrial do Estado? São 50 mil trabalhadores que. Esse estaleiro tem uma das maiores carteira de encomendas.
Fonte: Monitor Mercantil/Marcelo Bernardes
Data : 16/07/2014

EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO SUSTENTARÁ PEQUENO SUPERÁVIT COMERCIAL DO PAÍS, PREVÊ AEB
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

SÃO PAULO - Um salto esperado de quase 40 por cento nos embarques de petróleo do Brasil em 2014, na comparação com o ano passado, ainda deverá garantir um pequeno superávit da balança comercial do país neste ano, previu nesta terça-feira a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que reduziu fortemente suas expectativas.

A AEB revisou para baixo suas estimativas em meio à crise econômica na Argentina, que impactou nas previsões de exportações do Brasil ao país vizinho, atingindo o saldo comercial brasileiro, que agora deverá ficar em 635 milhões de dólares, ante projeção de um superávit de 7,22 bilhões de dólares elaborada em dezembro do ano passado.

A atual previsão de superávit do país representa uma queda de 75,2 por cento em relação a saldo comercial de 2013, em função de uma expectativa de queda nas exportações de plataformas do petróleo e vendas de produtos para a Argentina, especialmente no setor automobilístico.

As exportações totais do Brasil em 2014 foram estimadas em 228,24 bilhões de dólares, queda de 5,8 por cento ante 2013, contra expectativa de exportação de 239 bilhões na projeção anterior.

As importações foram previstas em 227,6 bilhões de dólares, queda de 5 por cento ante o ano passado, e também abaixo da projeção da AEB feita em dezembro, de 231,8 bilhões de dólares.

"É um superávit 'negativo', ele é obtido por quedas nas exportações e importações, este ano temos uma queda nas exportações maior do que (a queda) projetada nas importações", afirmou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à Reuters.

Esse superávit, entretanto, fia-se na expectativa de um aumento da produção da Petrobras, que deve avançar no segundo semestre, conforme previsão da empresa. Além disso, outras petroleiras que atuam no país estão expandindo a produção, disse Castro.

A queda na exportação total do país deste ano ante 2013 ocorrerá especialmente por uma redução nas vendas de plataformas da Petrobras. "Quem exporta é um estaleiro para a Petrobras no exterior, e essa subsidiária aluga a plataforma para a Petrobras no Brasil. Quando sai é uma exportação, quando volta é contratação de um serviço", afirmou o presidente da AEB.

Segundo ele, essa "exportação ficta" resultou em vendas externas do país de 7,7 bilhões de dólares em 2013. Este ano, devem somar 2,5 bilhões, ante expectativa inicial de 5 bilhões de dólares.

"O segundo fator é a Argentina, é um fator que não estava previsto no final do ano passado, e agora deve ter uma queda de 3 bilhões em relação ao previsto no final do ano passado, por causa da crise", afirmou.

O país vizinho enfrenta uma crise de dívida após ter sido condenado pela Justiça dos Estados Unidos a pagar valores bilionários a antigos credores.

Na área dos produtos básicos, que respondem por cerca de metade das exportações do Brasil, os embarques de petróleo deverão somar 18,1 bilhões de dólares, alta de 39,9 por cento ante 2013, favorecendo o superávit comercial do país, que deverá ser ajudado também por embarques de carne bovina recordes, que deverão somar mais de 6 bilhões de dólares, além do crescimento de 23,5 por cento das exportações de café, para 5,7 bilhões de dólares.

O crescimento nas exportações desses produtos básicos ajudará a compensar a queda nos embarques de minério de ferro (o principal da pauta de exportação do país), que deverá recuar 7,5 por cento este ano, segundo a AEB, para cerca de 30 bilhões de dólares.

Castro observou também que as importações de petróleo do país deverão cair ante 2013, em meio ao crescimento da produção, mas as compras externas de derivados ainda deverão subir ante o ano passado.
Fonte:ÚltimoIntante - Reuters/Por Roberto Samora
Data : 16/07/2014

PRAZO PARA ENTREGA DE PLANO DE ZONEAMENTO DE TERMINAIS PORTUÁRIOS É ALTERADO
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

O prazo para divulgação dos Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) dos portos organizados foi prorrogado. A decisão foi oficializada com a publicação de Portaria na edição de segunda-feira (14) do Diário Oficial da União.

A mudança atende um pleito das autoridades portuárias, que solicitaram mais tempo para discutir e elaborar seus respectivos PDZs em conformidade com os estudos de demanda estabelecidos nos planos mestres (master plans) definidos pela Secretaria de Portos.

Um total de 14 portos, incluindo os de Porto Alegre, Belém e Manaus, terão que entregar o PDZ até a data de 30 de novembro. Outros 23 terminais seguirão como prazo o período de 10 meses após a publicação do Plano Mestre no site da Secretaria de Portos.

O PDZ é um instrumento de planejamento operacional da Administração Portuária, que compatibiliza as políticas de desenvolvimento urbano dos municípios, do estado e da região onde se localiza o porto, visando, no horizonte temporal, o estabelecimento de ações e de metas para a expansão racional e a otimização do uso de áreas e instalações do porto.
Fonte:SEP - Secretaria Especial de Portos
Data : 16/07/2014

BNDES DÁ 37% DO CRÉDITO PARA INFRAESTRUTURA
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do BNDES. O montante de R$ 1,8 bilhão evidencia a política do banco de dar prioridade à infraestrutura. Dos 15 maiores contratos do banco no primeiro trimestre, nove foram para o setor. O segundo na lista é o aeroporto de Vira- copos, em Campinas (SP), que captou R$ 1,5 bilhão. O peso maior da infraestrutura na carteira é uma tendência de cerca de três anos. Em 2010, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos contra 31% da infraestrutura. Neste ano, o cenário se inverteu: infraestrutura tem 37% e a indústria, 26%.
Fonte: Valor Econômico/Fábio Pupo | De São Paulo
Data : 16/07/2014

VALE CRIARÁ ÍNDICE DE PREÇOS DE CARAJÁS
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

A Vale quer capturar o real valor do minério de ferro de alta qualidade produzido pela empresa. Com esse objetivo, a mineradora pretende criar um índice para precificar o minério de Carajás com maior teor de ferro. O índice está sendo chamado pela Vale de IOCJ 65%. "A Vale espera fornecer liquidez ao índice IOCJ 65% gerando credibilidade e transparência à referência de preços", afirmou a empresa em uma apresentação para analistas de bancos e corretoras feita, na sexta-feira, no Rio, pelo diretor-executivo de finanças da companhia, Luciano Siani.

Hoje a principal referência de preços para o minério de ferro vendido no mercado internacional é o Platts Iron Ore Index (Iodex). Esse índice se baseia em especificação padrão para os finos de minério com teor de ferro de 62%. O Iodex divulga diariamente prêmios que são pagos de acordo com pontos percentuais adicionais de teor de ferro. Esse prêmio situava-se, ontem, na faixa de US$ 1,75 por tonelada, mas já foi bem maior. Também são aplicados descontos para minérios com menor teor de ferro.

Com base nesses números, um minério de ferro com teor 65% teria um prêmio de US$ 5,25 por tonelada sobre o Iodex 62%. Mas em um mercado em que prevaleça no futuro o minério de ferro de maior qualidade, como o de Carajás, a Vale conseguiria assegurar prêmios ainda maiores pelo seu produto, segundo analistas ouvidos pelo Valor e que participaram do encontro com Siani, na sexta. Hoje o mercado tem oferta de produtos de menor qualidade, o que significa um desconto maior para minérios de menor teor de ferro.

"O aumento da oferta com baixo teor [58% de ferro] aliado a pressões ambientais vai fazer com que o prêmio do minério com maior concentração seja maior", disse a Vale na apresentação aos analistas. O Valor enviou perguntas à empresa tentando detalhar a proposta do IOCJ 65%, mas não teve retorno até o fechamento desta edição. A avaliação de mercado é que a ideia é "incipiente". Um analista disse que é preciso avaliar o que faz um índice ser referência de mercado. Depende de vários fatores como liquidez, participação de vários agentes e da existência de garantias para evitar eventuais riscos de manipulação, apontou.

Um analista disse que existem duas tendências que deveriam levar a um prêmio maior para minérios de alta qualidade. Há expansões de minas na Austrália de produtos de mais baixa qualidade e, ao mesmo tempo, pressões da China para reduzir a poluição. Com minério de ferro de maior qualidade, pode se usar menos carvão nos altos fornos das siderúrgicas, o que gera menos emissões de gases, afirmou.

Na apresentação, a Vale disse que o aumento esperado na qualidade do seu produto vai representar valor adicional ao minério de ferro produzido pela companhia. Esse valor irá variar dependendo do prêmio associado ao teor de ferro, afirmou a empresa.

De acordo com as informações divulgadas na apresentação, a Corretora Itaú BBA divulgou relatório no qual afirma que, em média, o minério de maior qualidade da Vale deve atingir um teor de ferro de 65% em 2018 - ante os 64% atuais. O aumento do percentual se relaciona com investimentos na Serra Sul de Carajás (mais 90 milhões de toneladas por ano) e em Minas Gerais (mais 26 milhões de toneladas por ano). Esse acréscimo de um ponto percentual no teor de ferro no minério de maior qualidade poderá se traduzir em US$ 1 bilhão adicional de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) para a companhia a partir de 2018.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 16/07/2014

PORTOS DO PARANÁ AUMENTAM EM 7% MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO 1º SEMESTRE
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

SÃO PAULO  -  Os Portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, fecharam o primeiro semestre deste ano com 23,4 milhões de toneladas movimentadas. O volume é 7% superior ao registrado no mesmo período de 2013, informou hoje a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Entre os destaques da movimentação dos portos paranaenses, a soja segue liderando, com 6,1 milhões de toneladas exportadas nos primeiros seis meses de 2014, o que representou um aumento de 39% em relação à primeira metade de 2013.

Outro produto que registrou alta significativa foi o farelo de soja, que atingiu 2,7 milhões de toneladas, alta de 10%, na mesma comparação, conforme a Appa.

Entre os produtos importados, o destaque mais uma vez fica com os fertilizantes, que totalizaram 4,8 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 5% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.

O porto de Antonina alcançou em junho alcançou a marca de um milhão de toneladas movimentadas. No mesmo intervalo de 2013, o porto havia movimentado pouco mais de 780 mil toneladas de produtos, principalmente de fertilizantes. Antonina tem trabalhado como um porto complementar ao de Paranaguá.

As melhorias logísticas – principalmente com a dragagem do canal de acesso a Antonina – permitiram que o porto atingisse essa marca, diz a Appa.

(Carine Ferreira | Valor)
Fonte: Valor Econômico\Rafael Rosas
Data : 15/07/2014

CONTROLE DO BANCO DO BRICS SERÁ DE FUNDADORES MESMO COM ENTRADA DE SÓCIOS, DIZ MANTEGA
Publicado em 07/16/2014 as 01:52 PM

Para ministro, presidência da instituição não tem ‘menor importância’, pois participação acionária será dividida entre os cinco países

POR LUCIANNE CARNEIRO, ELIANE OLIVEIRA E FERNANDA KRAKOVICS



O ministro Guido Mantega, ao lado da presidente Dilma Rousseff em reunião do Brics - Sara Maia / O Povo / Agência O Globo

http://og.infg.com.br/in/13272815-eb2-1bd/FT1086A/420/mantega.jpg

FORTALEZA - O controle do banco de investimentos do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) será dos fundadores da instituição mesmo com entrada de novos sócios, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O capital inicial do banco é de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões de cada um dos países-membros, podendo chegar a US$ 100 bilhões.

Ao detalhar a estrutura da instituição, na VI Cúpula do Brics nesta terça-feira, Mantega apontou que já há interessados em participar do banco:

- Já há vários países que demonstraram interesse e poderão ingressar no banco. Porém, os cinco membros fundadores terão sempre, no mínimo, 55% do capital e manterão o controle do banco.

O interesse dos países em desenvolvimento, explicou Mantega, está ligado à necessidade de capital para financiar projetos de infraestrutura. Hoje, há uma carência de recursos para essas áreas. As linhas de financiamento de instituições como o Banco Mundial não são suficientes para atender aos projetos do mundo, considerando países desenvolvidos e emergentes.

Uma das diferenças do novo banco de investimento do Brics e instituições como Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, apontou o ministro da Fazenda, é a divisão do poder. Enquanto nesses organismos o comando se divide entre americanos e europeus, no banco de fomento haverá divisão de poder igual entre os cinco países e um rodízio de quem vai comandar.

— Vocês estão olhando quem vai ser o primeiro presidente, o segundo presidente. Não tem a menor importância. A importância é a participação acionária. Nesse caso, o poder é dividido igual entre os cinco países. (...) A estrutura de poder é bastante democrática entre os cinco sócios — afirmou.

Mantega revelou a intenção do banco de ter uma boa classificação pelas agências de rating para auxiliar na captação de recursos e emissão de bônus. Além disso, destacou que a operação do banco e também o julgamento dos projetos a serem financiados será “totalmente profissional”. Para se credenciar a receber os financiamentos, disse Mantega, os países devem ter economia sólida e não serem inadimplentes.

Os países terão um prazo de sete anos a partir da criação do banco para aportar a contribuição inicial de US$ 10 bilhões cada. No Brasil, esses recursos terão como origem o Tesouro Nacional.

A Índia ocupará a primeira presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, enquanto a sede ficará em Xangai. O Brasil terá a presidência do Conselho de Administração, responsável por decisões de novos membros e investimentos, enquanto a Rússia ficou com a presidência do Conselho de Ministros, que é a instância política da instituição e cuida de questões estratégicas. A África do Sul, por sua vez, terá a primeira sede regional, Joanesburgo.

Nos bastidores, a informação é que o governo brasileiro tentou até o último momento ficar com a primeira presidência do banco de fomento, com mandato de cinco anos, mas acabou cedendo para se chegar a um consenso e evitar o fracasso.
Fonte : O Globo
Data : 16/07/2014

AUMENTO NA CONTA DE LUZ PODERÁ SER MAIOR SE NÃO HOUVER SOLUÇÃO PARA DÍVIDAS DAS EMPRESAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:52 PM

Reajustes da Celes, Celg e CEB correm o risco de ficarem acima do previsto
POR MÔNICA TAVARES



O diretor da Aneel, Romeu Rufino – Divulgação

http://og.infg.com.br/economia/12408517-4b0-94f/FT1086A/420/Rufino.jpg

BRASÍLIA - Os reajustes das contas de luz das tarifas das distribuidoras do mês de agosto, entre elas a Celes (SC), Celg (GO) e CEB (DF), poderão ficar muito acima do previsto, caso o governo não encontre uma solução para que as empresas paguem sua dívida com a compra de energia no mercado de curto prazo. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, logo depois de ter seu nome aprovado para recondução no cargo pela Comissão de Infraestrutura do Senado.

— No mês que vem tem um conjunto grande de empresas que passa pelo processo tarifário aquilo que não tiver uma solução de empréstimo ou qualquer outra fonte de recursos no processo tarifário será refletido — disse ele.

No último dia 9, a diretoria da Aneel aprovou para o fim deste mês, dia 31, a prorrogação do pagamento das distribuidoras de energia das operações de maio do mercado de curto prazo. Somente será prorrogado o valor de R$ 1,322 bilhão, que é apenas parte das dívidas das distribuidoras com o mercado em maio, no total de R$ 1,840 bilhão.

A prorrogação definida foi tomada na expectativa de que o governo federal chegue a uma nova solução financeira até o fim deste mês, que poderá ser um novo empréstimo — que poderia chegar a R$ 2 bilhões para as empresas poderem pagar dívidas referentes a julho e agosto — para as empresas. A nova fórmula está sendo discutida pelo Ministério da Fazenda.

A nova ajuda se soma aos aportes feitos pelo Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), no valor de R$ 8,8 bilhões em 2013 e R$ 9,9 bilhões em 2014, e ao financiamento tomado junto a bancos no valor de R$ 11,2 bilhões referente aos pagamentos de fevereiro a abril. O financiamento foi fechado a custo de CDI mais 1,9% ao ano, para ser quitado até outubro 2017.

Com o desequilíbrio financeiro no setor provocado pelas medidas impostas para forçar a queda de 20% nas tarifas, somado à operação a plena carga das termelétricas em decorrência da forte estiagem, os reajustes já aplicados nas contas de luz chegam a dois dígitos. De acordo com cálculos feitos pelas consultorias especializadas em energia Safira e Thymos, os aumentos médios nas contas de energia dos consumidores residenciais neste ano devem ficar entre 16% e 17%, o que praticamente anula a redução do ano passado. E em 2015 será pior: o reajuste ficará entre 21% e 25%.

E o consumidor já sente no bolso o custo da energia mais cara. De acordo com levantamento feito pelo GLOBO na base de dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), das 34 concessionárias que já tiveram os seus reajustes autorizados entre janeiro e 4 de julho deste ano, 31 aumentaram seus preços. Desse total, 27 distribuidoras tiveram altas acima de dois dígitos, com percentuais que variam de 11% a 36,54%. Isso significa que, até agora, cerca de 43,2 milhões de residências já pagam mais caro pela conta de luz. Até dezembro, ainda haverá reajuste em outras 30 distribuidoras de energia. A Light só deve divulgar seu reajuste em novembro.

Segundo a Aneel, os aumentos concedidos às distribuidoras estão atrelados aos “custos com compra de energia”. Por causa do baixo nível dos reservatórios, as usinas térmicas — que têm um megawatt/hora (MWh) mais caro em relação às hidrelétricas — vêm sendo acionadas desde o ano passado. Além disso, como algumas empresas de geração (Celesc, Cesp, Copel e Cemig) não aderiram ao processo de renovação das concessões, previsto na medida provisória 579, as distribuidoras ficaram com parte de sua energia descontratada, sendo obrigadas a recorrer ao mercado à vista, no qual os preços chegaram R$ 822 o MWh.

Cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que os custos de toda a desorganização no setor elétrico chegam a R$ 53,8 bilhões desde 2013. Desse total, R$ 35,3 bilhões serão pagos pelos consumidores de energia elétrica, nas suas contas de luz. Os outros R$ 18,5 bilhões serão pagos em impostos. Ou seja, por todos os contribuintes.
Fonte : O Globo
Data : 16/07/2014

COMO O BANCO DO BRICS PODE BENEFICIAR O BRASIL
Publicado em 07/16/2014 as 01:52 PM

A criação de um banco do Brics — grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, anunciada nesta terça-feira, é vista por especialistas como uma oportunidade para o país ampliar investimentos em infraestrutura e aumentar sua relevância internacional.

Além de lançar o Novo Banco de Desenvolvimento, que terá sede em Xangai, na China, o bloco oficializou a formação de um fundo de emergência contra crises de US$ 100 bilhões.

A novidade, divulgada durante a 6ª Cúpula do Brics, realizada em Fortaleza (CE), é a primeira ação significativa do grupo de países emergentes criado em 2006 em busca de uma maior influência global. Até então, os encontros eram pautados por muitos discursos e intenções comuns, sem grandes resultados práticos. Isso mudou nesta semana e, segundo especialistas consultados por ZH, pode trazer benefícios ao país e ao Estado em diferentes áreas — embora não imediatamente.

O banco, com capital inicial de US$ 50 bilhões que pode chegar ao dobro nos anos seguintes, terá de ser ratificado pelos parlamentos de cada país e poderá começar a emprestar dinheiro em 2016. Mas, para a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo Cristina Pecequilo, o simples anúncio da instituição já é significativo para o país.

— Trata-se de um marco para as relações internacionais contemporâneas por ser a primeira iniciativa de peso de países em desenvolvimento que busca solução para nações emergentes. Aumenta a responsabilidade econômica desse grupo, com o Brasil entre eles — analisa Cristina.

Quando o banco começar a injetar dinheiro, segundo o economista Antonio Carlos Fraquelli, o Brasil e o Rio Grande do Sul poderão se beneficiar do fato de que um dos focos da instituição serão projetos de infraestrutura — um dos principais gargalos do Estado e do país para garantir crescimento econômico de forma planejada.

— O banco não vai atender somente aos Brics, mas pode garantir projetos de infraestrutura em setores como estradas, portos, ferrovias, entre outros por aqui. Essas áreas precisam de recursos pesados e há muito por fazer — sustenta Fraquelli.

Para o economista, o momento de criação do banco e do fundo de emergência também é apropriado. Quando o assunto começou a ser discutido, no auge da crise econômica deflagrada em 2008, a economia dos países emergentes ganhou relevância mundial diante da retração experimentada por superpotências como os Estados Unidos e a União Europeia. Agora, segundo Fraquelli, os líderes mundiais dão sinais de recuperação, e países como o Brasil registram PIBs mais tímidos.

— A economia chinesa está em desaceleração, a Rússia tem a crise na Ucrânia, Índia e Brasil enfrentam a inflação, então todos estão sob forte observação dos investidores — acrescenta o economista.

Há alguma desconfiança em relação ao fato de a sede do banco ser na China, e do primeiro presidente ser indiano, o que poderia simbolizar um papel secundário do Brasil. Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) André Reis da Silva, isso não diminui a importância da iniciativa.

— É quase natural a sede ser na China pela capacidade econômica do país, embora isso desperte certa preocupação na nossa diplomacia de que os chineses poderiam usar a instituição para interesses próprios — afirma Silva.

O professor pondera que o formato de gestão e as grandes decisões deverão se basear no consenso entre os membros, reduzindo as preocupações de uma eventual "hegemonia" de um país.

— O banco deverá seguir o formato colegiado que as cúpulas dos Brics têm mantido nos últimos anos — completa silva.

COMO A INICIATIVA PODE BENEFICIAR O BRASIL

Infraestrutura: um dos focos do "banco do Brics" será o apoio a projetos de infraestrutura — justamente um dos maiores gargalos de países emergentes como o Brasil para garantir crescimento adequado. O acesso facilitado aos recursos do banco pode estimular investimentos em estradas, portos, energia, entre muitas outras áreas que hoje carecem de melhorias.

Condições de empréstimo: os países emergentes dependiam do auxílio de instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional para tocar grandes projetos ou superar crises. Essas instituições exigem obediência a determinadas regras para liberar o dinheiro. Essas regras são determinadas segundo as políticas econômicas defendidas pelos países que controlam essas instituições, como os Estados Unidos. De acordo com o professor de Relações Institucionais André Silva, a instituição deve criar condições voltadas aos interesses dos emergentes, com potencial de interação com outros países em desenvolvimento na Ásia, na África e na América Latina.

Relevância política: um dos objetivos estratégicos do novo banco e do fundo de emergência é criar uma alternativa a instituições controladas pelas superpotências como o FMI. Há vários anos, o Brics tentava alterar a organização do FMI para aumentar o nível de poder dos emergentes na instituição. Como até agora os avanços foram limitados, o lançamento de seu próprio banco e de um novo fundo de emergência aumenta o peso político e econômico desses países no cenário internacional.

Estímulo a empresas: a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o lançamento do banco deverá fortalecer as empresas brasileiras no Exterior ao facilitar investimentos. Projetos em infraestrutura viabilizados pelo banco no Brasil também poderiam reduzir o custo da produção nacional, aumentando a competitividade do país.

Ajuda a outros países: além do banco, a criação de um fundo de emergência para economias emergentes pode ajudar não apenas diretamente o Brasil, mas indiretamente ao socorrer países com os quais os brasileiros mantêm fortes relações comerciais. Uma eventual ajuda à Argentina, por exemplo, ajudaria o setor calçadista gaúcho que exporta para o país vizinho, segundo o economista Antonio Carlos Fraquelli.
Fonte: Zero Hora/Marcelo Gonzatto
Data : 16/07/2014

OS PORTOS DO FUTURO
Publicado em 07/16/2014 as 01:51 PM

O porto projetado para Peruíbe, no Litoral Sul paulista, pelo grupo do empresário Eike Batista antes do malogro de suas empresas, que tantas críticas despertou não só entre ambientalistas, na
verdade, constituía uma ideia revolucionária e que prometia oferecer grandes resultados para a infraestrutura logística da região como alternativa para o Porto de Santos, que já não dispõe de muito espaço para crescimento.

Do projeto desse porto, o que ficou foi a sua concepção moderna, pois idealizado com base em experiências internacionais bem sucedidas, que já não procuram a utilização de abrigos naturais, mas de estruturas offshore ou flúvio-marítimas.

Dentro dessa concepção, pode-se citar o porto francês de Le Havre, que tem movimento inferior ao de Santos e área de expansão muito superior, mas que, no entanto, optou por construir o Porto
2000, uma estrutura marítima na desembocadura do rio Sena, obviamente distante das aglomerações urbanas.

Outro exemplo a ser citado é o de Roterdã, na Holanda, com área semelhante à do Porto de Santos, que construiu Maasvlakte, no Mar do Norte, nos anos 60, e desde 2008 constrói Maasvlakte II, aberto a operações em maio de 2013. Sem contar o novo terminal do porto de Xangai, na China, hoje o mais movimentado do mundo, que foi construído a 35 quilômetros da costa.

Todos esses exemplos servem para mostrar que a centralização federal da autonomia das companhias docas, com o esvaziamento dos Conselhos de Autoridade Portuária (CAP), estabelecida pela Lei nº 12.815/13, segue na contramão da tendência mundial.

Um exemplo dessa visão tecnocrata é a insistência da Secretaria de Portos (SEP) em manter os terminais graneleiros no bairro da Ponta da Praia, em Santos, embora o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto recomende desde 2006 a sua transferência para áreas mais afastadas, especificamente para a área continental, local de baixa densidade populacional.

É verdade que nessa região há espaço para duplicar a atual área portuária de Santos, mas essa também não é a tendência mundial. Há muito que as autoridades portuárias já deveriam ter pronto
para Santos uma alternativa offshore.

Insistir em ampliar ou reformar os terminais encravados em plena zona urbana é prova de insensibilidade com a população, que é afetada por graves problemas de saúde pela movimentação de fertilizantes. E não adianta argumentar que serão instalados equipamentos para diminuir os impactos ambientais, pois de antemão já se sabe que isso não passa de uma falácia.

O futuro dos portos passa mesmo pelas expansões offshore e flúvio-marítimas, que se mostram economicamente mais produtivas, além de oferecerem impactos ambientais menos significativos e
estarem distantes das aglomerações urbanas.

Além disso, exigem custos menores com obras de dragagem e assoreamento. E mais: construídas em águas profundas, podem receber os navios cada vez mais gigantescos que vêm por aí.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 16/07/2014

PODER - GERENTE DA PETROBRAS DIZ QUE EMPRESA ECONOMIZOU US$ 3 BI EM ABREU E LIMA
Publicado em 07/16/2014 as 01:51 PM

Em depoimento à CPI da Petrobras no Senado, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, afirmou que a companhia estatal economizou US$ 3 bilhões nos contratos para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Com custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), Abreu e Lima poderá custar US$ 18,5 bilhões (R$ 41,5 bilhões) quando ficar pronta. A previsão é que ela comece a operar em novembro. A Polícia Federal investiga suspeita de superfaturamento na obra.

Legati, que é responsável pela obra, negou qualquer possibilidade de superfaturamento na construção de Abreu e Lima e considerou normal as centenas de contratos e aditivos aprovados, que até mesmo a presidente da empresa, Graça Foster, em depoimento no parlamento, considerou com uma exemplo a não ser seguido.

"Temos demonstrado ao TCU que os preços estão aderentes e dentro dos referenciais do mercado. Os custos são compatíveis com a obra", afirmou o gerente.

Para justificar o atraso nas obras, que deveriam estar concluídas em 2011, Legati afirmou que a Petrobras teve que fazer novas licitações de vários contratos porque os preços pedidos pelas empresas estavam fora das margens de pagamento permitidas pela empresa. Segundo ele, a realização de novas concorrências fizeram com que a estatal pagasse US$ 3 bilhões a menos que as estimativas iniciais das companhias para os mesmos contratos.

"Esses processos [novas licitações] atrasaram a Refinaria mas tivemos resultados positivos, com economia de três bilhões de dólares entre as primeiras propostas e as propostas finais", afirmou Legati.

O engenheiro disse que tinha uma relação apenas profissional com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que presidia o conselho da empresa criada pela Petrobras para realizar a obra da refinaria.

Costa é investigado pela suspeita de superfaturamento da obra. O ex-diretor foi um dos 13 presos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro na estatal. As suspeitas dos policiais são de que o esquema teria movimentado através de doleiros R$ 10 bilhões com um desvio de até R$ 400 milhões.

Em entrevista à Folha no dia 1° junho, Costa afirmou que a Petrobras decidiu construir a refinaria de Abreu e Lima fazendo uma simples "conta de padeiro" e sem ter um projeto definido. Legati afirmou que a estatal fez o processo normal para a refinaria, fazendo primeiro um projeto básico e depois concluindo com um projeto mais elaborado, o que resultou nos valores mais altos para a construção.

HISTÓRICO

A oposição boicota a CPI exclusiva do Senado por considerá-la "chapa branca" e criou outra, a CPI mista, com a participação de deputados e senadores, para também investigar os negócios da Petrobras.

Nela, acreditava a oposição, haveria mais liberdade para investigar. A oposição acusou os parlamentares governistas de blindar a presidente da Petrobras, Graça Foster.

Ontem, apenas o senador José Pimentel (PT-CE), relator da comissão, fez perguntas ao depoente (pouco mais de 50). A sessão foi presidida pelo senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), que é vice-presidente da comissão. Além dele, apenas o senador Ciro Nogueira (PP-PI) passou na comissão, assinando a lista de presença e deixando o plenário minutos depois.
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 16/07/2014

LEIA A TRANSCRIÇÃO DA SABATINA COM EDUARDO CAMPOS
Publicado em 07/16/2014 as 01:51 PM

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira (15) que a disputa pelo poder central, ao lado de Marina Silva, coloca-se acima das polêmicas alianças que fez nos Estados com partidos rivais, como PT, PSDB e PMDB. Em sabatina, realizada pela Folha, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, o ex-governador de Pernambuco voltou a criticar a falta de controle da inflação por parte do governo federal e disse que "o Brasil vai tirar Dilma" do Planalto. Campos defendeu em público pela primeira vez o passe livre para estudantes e afirmou que não tem intenção de tentar eventual reeleição em 2018.

Acesse a página especial da sabatina da Folha com Eduardo Campos

Ricardo Balthazar - Bom dia. Essa é a sabatina com o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. Esse vai ser o primeiro de uma série de encontros com presidenciáveis organizados pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o UOL, com o SBT e a rádio Jovem Pan. Meu nome é Ricardo Bathazar, eu sou editor do caderno "Poder", da Folha de S.Paulo, e junto aqui comigo nesse encontro estão os jornalistas Josias de Souza, que é blogueiro do UOL, Kennedy Alencar, que é comentarista do SBT e Patrick Santos, repórter da rádio Jovem Pan. Obrigado a todos que nos acompanham ao vivo aqui no Teatro Folha, pelo site da Folha, pelo portal UOL e pela Jovem Pan. Eu lembro aqui ao público que a plateia vai poder fazer perguntas, elas serão recolhidas por uma equipe de apoio e trazidas até a mim e, se houver tempo, eu seleciono algumas aqui para fazer ao candidato. Antes de começar, só uma orientação básica: a duração prevista do encontro é de uma hora, nós teremos dois blocos de 30 minutos. Nós teremos um pequeno intervalo de dois minutos no meio, entre os dois. Antes de começar nós vamos ver um vídeo sobre a trajetória do candidato.

Ricardo Balthazar - Bom dia, candidato.
Eduardo Campos - Bom dia, Ricardo.

Ricardo Balthazar - Eu queria começar com uma pergunta de política. O senhor foi muito enfático na semana passada, numa entrevista que o senhor deu no Maranhão, sobre as diferenças que o separam dos outros candidatos da corrida presidencial. Eu vou citar um trecho da sua entrevista, o senhor disse assim sobre o PMDB, que "todo mundo sabe que esse PMDB está com o pé em duas canoas. A única canoa que ele não bota o pé é a nossa porque a nossa canoa é a da renovação política". E o senhor disse também nessa entrevista, sobre o seu adversário Aécio Neves, o candidato do PSDB, que o senhor tem uma visão política distinta dele. No entanto, o senhor apoia candidatos do PSDB ao governo estadual em São Paulo e no Paraná, o senhor está aliado ao PMDB em vários Estados e o senhor apoia um candidato do PT no Rio de Janeiro. PT, partido com o qual o senhor rompeu pra entrar na corrida presidencial. A minha pergunta é: como o senhor vai explicar pro eleitor a coerência das alianças que o senhor fez e como elas combinam com o discurso de renovação política que senhor tá lançando na campanha?
Bem, Ricardo, nós temos uma trajetória no campo democrático popular brasileiro de lutas junto do povo por direitos, por cidadania, uma luta pela reforma agrária, luta pela reforma urbana, pelos direitos dos estudantes, pela educação pública, essa é a minha caminhada. Como também a caminhada da Marina, que será nossa vice-presidenta. Nós entendemos que é chegado o momento no Brasil de dar ao povo brasileiro o direito da escolha, para que as pessoas possam ter, entre as candidaturas, um conjunto político que aposte na renovação política brasileira. E essa renovação não vai se dar destruindo o que existe. Pelo contrário. Nós sabemos que o novo não surge do nada, ele surge do que existe. E nós sabemos que a forma de renovar a política não é disputar Estado a Estado, palanque estadual a palanque estadual, é disputar o poder de Brasília, o poder central do Brasil. Por quê? Porque a federação brasileira concentra tantos recursos e tanto poder, que é ela quem alimenta nos Estados as velhas oligarquias e o velho jeito de fazer política. É pelo fisiologismo, pelo patrimonialismo, pela entrega de ministérios, pelo jogo das emendas parlamentares, pela ocupação dos órgãos públicos regionais, que esse conjunto político se sustenta e termina levando o Brasil a viver uma crise efetivamente de legitimidade das instituições democráticas. Eu, como um democrata, eu como alguém que lutou e viu a ausência de democracia na sua própria vida, sabe que para a gente resgatar a crença da população e da sociedade nas instituições, nós precisamos melhorar a política. Nós mesmos precisamos melhorar, fazer autocrítica, melhorar falhas. E eu acho que é isso que e Marina estamos tendo coragem de oferecer ao Brasil. Nós não queremos aqui estar falando mal de quem quer que seja. Nós queremos colocar pro Brasil o seguinte: há uma crise na democracia brasileira. A política não tem atraído novos quadros, nem tem encantado a sociedade. Há uma agenda que a sociedade colocou na rua. Essa agenda da educação de qualidade, da mobilidade, da saúde, do emprego de qualidade, da segurança, essa agenda só vai ser efetivada se o Brasil tiver um novo padrão político. E aí é preciso que alguém diga, como eu disse, com todo o respeito, é verdade que a velha política no Brasil e o PMDB dominante, esse que tá aí no governo da Dilma, ele tá com o pé em duas canoas, ele tem uma sublegenda, todo mundo sabe disso. Ele tá com um pé no PT e tem uma sublegenda na candidatura do Aécio, é isso.

Josias de Souza - Governador, afora esses aspectos regionais que o Balthazar mencionou, houve uma inflexão na sua candidatura. O seu partido percorria uma trilha tradicional. Teve filiado aqui em São Paulo, o Skaf, que hoje tá no PMDB. Grande empresário, foi filiado ao partido socialista brasileiro. Em Goiás, vocês tiveram a filiação do Júnior Friboi, grande empresário também filiado ao PSB. Antes da filiação democrática de Marina ao PSB, os senhores filiaram algumas pessoas que permanecem no partido. Os Bornhausen, em Santa Cantarina, Heráclito Fortes no Piauí. E antes também da entrada de Marina, o senhor percorria um caminho ainda mais tradicional, no âmbito federal, e não estadual. O senhor conversava com Roberto Jefferson, do PTB, o senhor conversava com Carlos Lupi, do PDT. Visava compor uma coligação mais tradicional do que isso, difícil antever. O PTB com todos os problemas, o PDT com problemas no Ministério do Trabalho. Houve aí uma inflexão e não houve uma autocrítica. Não faltou uma autocrítica?
O PSB na verdade vem, desde muito tempo, tentando se colocar na cena brasileira como uma opção do campo progressista. Nós fizemos isso desde 2002, quando tentamos uma candidatura, que tinha um candidato e um programa. O programa era até melhor do que o candidato. Nós tentamos fazer esse embate na associação ao presidente Lula, nós discutimos a candidatura própria em 2010. O partido, o cerco que foi dado às alianças regionais, os apelos feitos pelo próprio presidente Lula nos levaram a apoiar Dilma no primeiro turno em 2010, quando o partido discutiu durante todo o ano de 2009, até março de 2010, uma candidatura própria. E nós colocamos, com muita clareza, desde o final de 2011, as nossas críticas à condução feita pela presidenta Dilma ao país. Eu acho que a presidenta perdeu uma oportunidade extraordinária. Ela será a primeira Presidenta da República, do ciclo democrático do país, que vai entregar o país pior do que recebeu. O Itamar entregou o Brasil melhor do que recebeu do Sarney, o Fernando Henrique...

Nós não estamos falando de 2010, nós estamos falando de agora.
Mas pra chegar agora, talvez eu tenha que visitar 2010, para as pessoas acompanharem e entenderem. O Itamar entregou melhor do que recebeu do Sarney, o Fernando Henrique entregou ao Lula melhor do que recebeu do Itamar, o Lula entregou melhor o país do que recebeu do Fernando Henrique e a presidenta Dilma entregará pior. E nós, desde 2012, quando disputamos as eleições com o PT em várias capitais, em várias capitais, deixamos muito claro as nossas divergências com o governo. E conversamos com várias forças políticas sim, em torno de um programa. Eu venho de uma tradição e de uma militância progressista de esquerda de um Estado que tem uma tradição de fazer frente política. A frente do Recife está aí na história brasileira como a frente que efetivamente inspirou outros movimentos frentistas no Brasil. Agora, uma coisa é fazer frente com pensamento, com uma pauta que tem referência com a sociedade. Outra coisa é fazer um ajuntamento de pessoas, trocar ministério por tempo de televisão em véspera de eleição como a presidenta está fazendo. Nós não estamos fazendo isso. Claro que todo esse processo e sobretudo o que houve em junho nas ruas, colocaram as pessoas que têm inteligência, sensibilidade política, para pensar. E nós pensamos, e nós fizemos autocrítica sim. Que bom que a gente tem humildade pra fazer autocrítica. Que bom que a presidenta tivesse essa humildade pra lá naquele episódio de junho ela ter feito o que ela se comprometeu a fazer com o povo. Ela não fez e nós fizemos. O nosso encontro com Marina foi parte também de todo um processo de sobrevivência desse campo político que nós representamos. Porque eles tentaram garrotear a Rede de todo o jeito. Tentaram disputar o PSB por dentro de todo o jeito. E, pra chegar vivo aqui, você não imagine que foi fácil. Você não imagine que foi fácil. Foi preciso resistir. Foi preciso fazer alianças táticas. Agora, nós, na política brasileira, nunca transigimos entre a existência do novo, do que se liga à sociedade, do que é inovador, do que tem como referência o povo, nós sempre estivemos nessa luta, sempre. Nós nunca estivemos fora disso.

Kennedy Alencar - Governador, falando aí estrategicamente da sua candidatura do senhor à Presidência, no começo desse ano, o senhor fez uma rodada de conversas com empresários em São Paulo, foi muito bem recebido. O Aécio Neves, do PSDB, era criticado por não ser tão incisivo na campanha dele, inclusive nas críticas ao governo. De lá pra cá, o Aécio conquistou a preferência do empresariado, ele liderou a campanha pela CPI da Petrobras, ele faz um discurso mais oposicionista do que o senhor, porque o senhor sempre ataca mais a presidente Dilma e pouco o presidente Lula. Pergunto pro senhor: com 70% de sentimento mudancista no eleitorado, não é um erro tático ser um candidato que está tentando fazer o caminho do meio, ou seja, não tá claro que não há espaço pra terceira via e que a polarização PT-PSDB já impediu, por exemplo, a sua candidatura de ter sucesso nessa eleição, não tá difícil?
Não, de forma nenhuma, nós estamos completamente tranquilos do que o que nós estamos fazendo é o que a sociedade espera da nossa alternativa política, do nosso campo político. O que é que existe? Um desejo de mudança, é fato. Todas as pesquisas têm isso em comum. Entre 70, 75% da população deseja mudança no país. E existem dois projetos de mudança. Um projeto de mudança conservador, que já governou o país, que quando governou fez coisas que nós reconhecemos positivas, como a estabilização econômica, como todo o saneamento no sistema financeiro e, de outro lado, existe um projeto progressista, que entende que é fundamental unir o Brasil, preservar as conquistas sociais, não negar as conquistas que foram produzidas no Brasil nos últimos 12 anos. Isso não conciliar com o erro não. Isso é um dever de coerência.

Vocês não ficam no meio do caminho? Não vai tanto pra oposição, nem vai tanto ao governo, isso não é contraditório?
Eduardo Campos: Não, não é contraditório não, é verdadeiro. É verdadeiro. Porque a verdade se estabelece, Kennedy. Porque o que o Brasil não aguenta mais é essa disputa em que o PT diz que o PSDB não fez nada pelo Brasil, e isso não é verdade e o PSDB diz que o PT é um partido cheio de corrupto que não fez nada pelo Brasil. Isso é outra inverdade. A verdade é que o Brasil deseja mudar. O Brasil vai tirar Dilma porque esse modelo esgotou-se. Mas o Brasil quer botar alguém que vá levar o país pra um futuro, que preserve as conquistas, que interprete os valores que estão em disputa no mundo. O mundo pós-crise econômica, um mundo em crise ambiental, um mundo em busca de felicidade, é um mundo que precisa que as lideranças políticas tenham humildade para compreender que o que está disputando são valores muito diferentes da opção conservadora de mudança que se apresenta ao país. É uma hora de escolhas. Nós queremos ser a candidatura que diz assim: nós queremos desenvolvimento, mas desenvolvimento com sustentabilidade. Nós queremos inclusão, mas não é inclusão que gera dependência, é que liberta. Essa será dada com educação em tempo integral. Pra isso, tem muito estudante pobre que precisa ter passe livre. Aí a gente tem que fazer a escolha. Entre subsidiar os juros para as grandes empresas e arrumar a passagem pra um estudante de periferia chegar à escola, nós somos do time que vamos optar pela educação integral e pela passagem, pelo passe livre para aqueles estudantes.

Então, pra poder subsidiar o passe livre, os juros para empréstimo terão valores mais altos que os de hoje?
Nós somos do time que tem que fazer as escolhas. A hora que o Brasil precisa, o debate presidencial não é o debate do libelo acusatório, de tentar jogar lama nos outros, pedras nos outros, ou dizer assim: eu sou aqui, sou forte, tenho 12 minutos de televisão, vou ganhar porque tenho ponto na pesquisa. Eu já ganhei eleição que tinha muito menos ponto na pesquisa do que eu tenho hoje. Eu quero só te dizer o seguinte: nós precisamos fazer um debate presidencial elevado, respeitando uns aos outros, mas dizendo que nós vamos fazer escolhas diferentes da que Dilma fez e que Aécio fez.

Então a sua proposta pro passe livre é elevar os juros que se cobra dos bancos oficiais pelos empresários?
Não, não, não. A minha proposta... não. Eu tô dizendo o seguinte: nas escolhas, eu tô falando nas escolhas, na hora de fazer a escolha, nós estamos fazendo a escolha de chegar no orçamento da União, aprovaram agora o Plano Nacional de Educação. Tem que botar 10% na educação. Vai botar em quê? Nós vamos botar no ensino integral, porque isso muda a vida das pessoas, liberta. Tá aí o exemplo da Coreia, tá aí vários exemplos de educação bem sucedidos em municípios brasileiros, em escolas públicas estaduais brasileiras, nós queremos fazer exatamente esse foco. É uma questão de discutir quais são as escolhas. E quero te dizer: nós não somos terceira via não. Nós somos a via pra tocar o Brasil em frente, pra colocar o Brasil num ciclo de mudança pra melhor, é isso.

Patrick Santos - Agora, candidato, voltando um pouquinho à questão política, o senhor tem criticado a presidente Dilma e vem preservando o ex-presidente Lula, que inclusive fez um governo melhor que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Agora, se o ex-presidente Lula for candidato, é pouco provável mas não é impossível, o senhor matéria a candidatura? Não é meio incoerente defender o governo Lula e criticar a presidente Dilma?
Não, absolutamente. Eu participei do governo Lula, Marina participou do governo Lula. Nós votamos no Lula em 89, meu partido fez a frente popular PT-PCdoB-PSB quando perdemos em 89. Eu não vou negar minha caminhada e minha história. As divergência com o presidente Lula que tive, eu sempre afirmei com a maior tranquilidade, agora dizer que o governo Lula não foi muito melhor que esse governo de Dilma seria negar a realidade, é só sair aí e pesquisar, perguntar à população. Teve falhas, teve. E qual era nossa expectativa? Que a Dilma, durona, gerentona, que não ia transigir com a velha política, corrigisse as falhas que Lula efetivamente permitiu que ocorressem no seu governo. Que permitiu por situação política, outras por erro mesmo dele, mas o fato é o seguinte: quem tá disputando a eleição não é o presidente Lula. Por que é que eu vou fazer o debate com o presidente Lula? Eu vou fazer o debate com a presidenta Dilma. Se o PT tivesse escolhido o presidente Lula como candidato a Presidente da República, nós, eu e a Marina, estaríamos aqui, discutindo com ele com a maior tranquilidade do mundo, com respeito a ele, mas exercendo nosso papel democrático de dirigir e de oferecer ao país um outro caminho, só isso.

Mas pro eleitor não passa um pouquinho essa, essa...porque é o mesmo partido. Alguns escândalos, por exemplo, da Petrobras, vêm do governo Lula. Enfim, tem outras questões, a indústria, pouco funcionou no governo Lula. A Dilma vem tentando agora as privatizações, enfim, não é uma incoerência aí, por ser a mesma...
Não é uma incoerência, há uma questão fática. Quem é o candidato do Partido dos Trabalhadores a Presidente da República? Dilma Rousseff. Então, eu não posso disputar a eleição nem fazer a interlocução com outra pessoa porque não é ela que tá representando? Se o candidato fosse o presidente Lula, eu estaria aqui me dirigindo ao presidente Lula. Porque aí ele estaria respondendo na condição de candidato. Somente uma questão. Agora, você acha que eu vou entrar nessa do PSDB de ficar aqui fazendo debate com Lula? O PSDB, Aécio quando foi candidato a governador, vocês amanhã vão estar com ele aqui, ele fez comitê Aécio-Lula. Não é... você sabe qual que foi a atitude que o PSDB teve na eleição de 2002, na eleição de 2006. Então agora, nós vamos fazer um debate com quem não é candidato, é esse o projeto?

Ricardo Balthazar - Vamos abrir espaço agora para uma pergunta do internauta.

Internauta - O Aécio, no "Roda Viva", programa da TV Cultura, propôs o mandato de cinco anos. Quatro anos de trabalho, um ano de rescaldo de trabalho e eleição. Você é a favor dessa proposta, do fim da reeleição?
Sou a favor dessa proposta, meu partido é a favor dessa proposta, já falou sobre ela não agora que eu sou candidato, mas já falou sobre ela mais de cinco anos atrás, entre alguns pontos que sugerimos para iniciar uma reforma política, entre eles, mandato de cinco anos sem reeleição, com coincidência de eleições.

Ricardo Balthazar - Queria que o senhor qualificasse um pouco sua resposta. O senhor é a favor da reeleição já no seu mandato, quer dizer, quando chegar ao fim do seu mandato, o senhor não disputaria a reeleição?
Não tenho nenhum projeto de disputar a reeleição. Eu vou ser eleito Presidente da República e vou ser eleito não pensando em reeleição. Vou ser eleito pensando em fazer com que o Brasil viva um tempo de união em torno de uma pauta renovadora, de um ciclo de transição, de um tipo de governança que se esgotou nesse presidencialismo de coalizão para uma outra governança com programa. Não tenho nenhuma pretensão de ser candidato à reeleição pra Presidente da República.

Então o senhor abre mão de se candidatar à reeleição?
Sem nenhum problema, sem nenhum problema. Não é uma questão de um pleito pessoal, de uma busca pessoal. O que nós estamos tratando aqui é do futuro de 200 milhões de brasileiros, que olham pra Brasília e não veem naquela política mais nenhuma relação com a sua vida real. E nós estamos querendo resgatar, eu, que sei a importância da política, que vivo a política desde que nasci, sei os efeitos perversos desde que nasci, não sabia nem o que é que era o mundo, eu já tava sofrendo os efeitos da ausência da democracia. Então, entendendo a beleza e a importância da política, nós queremos resgatar a política da descrença que ela vive hoje. E eu acho que uma das formas de fazê-la foi exatamente esse encontro com Marina pra propor uma série de ideias pro Brasil que é possível fazer política de outro jeito. Inclusive, sem pensar em reeleição.

Josias de Souza - Nessa linha de fazer política de outro jeito, o senhor fala da descrença que hoje há em relação à política tradicional, há um ponto nessa trajetória que contribuiu pra essa descrença foi o mensalão. Na época do mensalão, o senhor integrava o governo e não se ouviu naquela ocasião nenhum reparo seu, nenhuma crítica sua. O senhor era ministro, deixou de ir ao Congresso supostamente pra ajudar na articulação do governo, o senhor foi testemunha de José Dirceu no processo do mensalão e recentemente, em abril, num encontro com empresários, havia uma frase do presidente Lula, dizendo em uma entrevista em Portugal, ele dizia que 80% do julgamento tinha sido político e 20% jurídico, no Supremo. O senhor foi instado a comentar isso e se esquivou de comentar, se me permite o termo. O senhor falou "não, 100% da sociedade já comentou sobre esse assunto, não há mais". Não lhe parece que é preciso deixar claro qual é a sua posição sobre esse tema, uma vez que o senhor fala tanto em renovação e tal, não é importante que as pessoas saibam exatamente o que o senhor pensa sobre o escândalo do mensalão?
É semelhante o que eu acho e o que eu penso sobre, por exemplo, o escândalo da compra de votos para a reeleição no governo Fernando Henrique Cardoso. Eu acho isso um horror. Eu nunca tive a ver nem com uma coisa, com a compra de votos pra reeleição do Fernando Henrique, nem pra o mensalão. Tanto que todos os processos de investigação foram feitos, eu fui líder no primeiro ano do governo do presidente Lula na Câmara do meu partido, quando votaram todas as mudanças importantes da chegada do governo e todos os líderes da oposição de governo sabem a minha atuação e sabem o que é que eu fiz lá. Todos aqui sabem, você escreveu sobre isso, que eu, dentro do governo participava num conjunto que tinha divergência com José Dirceu, explícitas. Ele defendia no meu Estado a aliança do PT com o principal adversário nosso. Divergência explícitas. Ele foi contra inclusive que entrasse no governo do presidente Lula em 2004. Todo mundo sabe disso. Tá escrito em tudo que é jornal. Agora, eu participava de um governo que foi construído legitimamente, que fez muita coisa boa para o Brasil, acertou ao ter humildade em continuar a política macroeconômica do presidente Fernando Henrique, fez avanços na área da ciência e da tecnologia, onde eu trabalhei, fez avanços na área ambiental, onde a Marina trabalhou, fez avanços na área social com o Bolsa Família e outros programas importantes e eu efetivamente naquele momento soube fazer o debate respeitoso dos interesses do país e sempre defendi a mais dura apuração desse processo e quando eu disse num debate aqui em São Paulo, no dia seguinte da declaração do presidente Lula, minha intenção era exatamente dizer: "tá julgado, não cabe mais debate político depois que a Suprema Corte de um país julgou que houve crime e apenou os envolvidos, não tem mais o que ficar discutindo. Porque nós defendemos a democracia, o Estado Democrático de Direito, os poderes constituídos, a Suprema Corte de um país diz que um conjunto de pessoas cometeu um crime, eu vou dizer agora como alguém que defende a democracia dizer que ela errou, fez política, que não há indício, que não há prova, não cabe. Num Estado Democrático de Direto, não cabe esse tipo de declaração.

Kennedy Alencar - O senhor tem dito que é possível chegar, após um mandato presidencial, a uma inflação de 3% ao ano. Hoje ela roda, o acumulado nos últimos 12 meses, em 6,5% ao ano, tá mais que o dobro. A presidente Dilma já deu declaração dizendo que o desemprego teria que chegar a 8% pra se atingir a meta de inflação que o senhor defendeu. Mas economistas conservadores, de todas as matizes, também falam que seria necessário elevar o desemprego e diminuir a renda. Pergunto pro senhor: é essa a receita que o senhor vai seguir pra diminuir a inflação?
De forma nenhuma. Essa é a receita equivocada que a presidente Dilma está fazendo com que o país tenha o menor crescimento de toda a história republicana, desde Deodoro da Fonseca, o juro real maior do mundo e a inflação maior que a média histórica dos últimos 12 anos. Ou seja, nós temos uma situação que precisa ser enfrentada. Primeiro, com transparência. Nós precisamos ter criatividade para deixar os números do Brasil transparentes à sociedade. Segundo: nós precisamos per uma narrativa de longo prazo, uma visão de planejamento estratégico. Qual é o país que nós queremos ser nesse século? Quais são as nossas potencialidades? Como é que nós vamos nos inserir no concerto internacional de maneira a abrir espaços para os nossos produtos industriais, produtos do setor primário. Quais são as bandeiras que o Brasil vai defender mundo afora no seu posicionamento? Agora, nós temos sim como tirar o Brasil dessa situação, desse atoleiro que ele se meteu. Para tirar o Brasil desse atoleiro, é preciso uma governança econômica responsável, é preciso ter compromisso com o centro da meta de inflação sim. 4,5% é a meta do próprio governo hoje. Eu disse que, ao cabo de um ciclo em que a inflação venha para o centro, num próximo governo, você pode ter como tem hoje o Chile, de 3%. Por que é que não podemos ter?

Agora, há uma ilusão de que esse será um caminho sem dor?
Não, eu não tô vendendo ilusão até porque eu tenho formação de gestor público, quem me conhece sabe que eu não costumo vender ilusão. Eu sou muito objetivo, eu transformo os programas de governo em projetos objetivos para serem implantados, vou buscar gente competente, séria, pra me ajudar a fazer acontecer. Eu tenho discutido com muitos economistas. Nós somos o único candidato que chamou a imprensa brasileira pra ver um conjunto de mais de 30 economistas conceituados, pessoas que já atuaram em Banco Central, em BNDES, em Ministério da Fazenda, que já participaram de movimentos muito bonitos, de políticas macroeconômicas que deram certo. Vocês fotografaram, viram que estão nos ajudando a pensar o atual momento e como nós sairmos disso. Eu tenho certeza que nós vamos chegar no final de 2015 muito melhor do que Dilma vai nos entregar no final de 2014 o país.

Ricardo Balthazar - Nós vamos ter que fazer agora um pequeno intervalo, daí a gente retoma em dois minutos.

Eleitor Julio César da Silva - Advogado: Em relação ao desempenho do governo da Dilma, qual é a sua opinião?
Eu acho que o Brasil torceu muito para que a Dilma desse certo. Os que votaram nela e até os que não votaram nela. Houve um determinado momento em que a gente via que havia uma grande expectativa positiva de que ela pudesse colocar em prática uma série de valores que já estavam sendo reclamados na vida brasileira e o fato, a história, vai contar esses quatro anos. Acho que ela jogou fora essa oportunidade ou não soube fazer ou não teve força para fazer ou não teve paciência... enfim, capacidade política de entender qual era o papel dela na história naquele momento. A meu ver, era exatamente preservar as conquistas que ela havia herdado, e ela sinalizou positivamente nisso quando ela sinalizava –inclusive com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que era uma coisa não habitual na matriz do PT– que ia colocar sua capacidade de gestora [à disposição], quando o próprio governo falava que ela seria a "faxineira". No final, o que a gente vê? Ela, que se dizia desenvolvimentista, vai nos legar o tempo de mais baixo crescimento. Ela, que nos dizia que ia baixar os juros, vai nos deixar os juros mais altos no tempo em que as famílias brasileiras estão mais endividadas. Ela, que dizia que ia baixar a energia elétrica, a energia foi lá para cima. Ela, que comandou a Petrobras durante o governo Lula como ministra das Minas e Energia e [depois] como presidenta da República, nos entrega uma Petrobras vulnerável, com metade do seu valor na Bolsa de Valores e quatro vezes mais endividada, metida em toda essa sorte de confusão. Ou seja, sinceramente, ela vai ficar reconhecida como a presidenta, como disse há pouco, que entregará, pela primeira vez no ciclo democrático, um país pior do que encontrou.

Ricardo Balthazar - O senhor tem repetido várias vezes que, se for eleito, vai mandar para a oposição as "raposas que já roubaram o que tinham que roubar". O senhor poderia dizer quem são as raposas, o que é que elas roubaram e por que o senhor não denunciou elas antes?
Eu tenho falado que é importante –e as ruas dizem isso, o sentimento da sociedade diz isso– a agenda que nós temos, que é dar conta de retomar desenvolvimento com sustentabilidade, cuidar de educação, cuidar da segurança pública –que hoje é algo que o governo federal não se envolve. A sociedade toda com medo, uma série de pessoas morrendo vítimas do crack, os assaltos aumentam e o governo não se envolve. Cuidar da saúde, não só da saúde do SUS, mas do papel fiscalizador do Estado brasileiro sobre a saúde privada, que ele não está exercendo. As reclamações sobre a qualidade da prestação de serviço sobre a saúde privada do Brasil é crescente...

Sim, governador, mas...
Toda essa agenda precisa de um outro padrão político. Se você quer ter a telefonia melhor que a de hoje no Brasil, você precisa ter uma Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] com gente competente e séria que não vai fazer jogo das raposas...

As raposas estão na Anatel, então. É isso?
Estão em todos esse ministérios. Vocês têm ouvido como é que as coisas têm sido feitas. Vocês viram a troca de ministérios acontecendo a 48 horas...

E quando o senhor estava no governo, nunca viu essas raposas?
Aonde essas coisas chegaram? Vocês estão vendo aonde essas coisas chegaram. É preciso renovar a política, inovar na política, é preciso ouvir os reclamos que vêm das ruas. Então, como alguém que anda na rua, como alguém que desenvolveu a capacidade de ouvir e de interpretar, eu estou dizendo aquilo que eu escuto nas ruas. Tem tanta gente em Brasília mandando e desmandando que continua roubando os sonhos do Brasil de ser um país justo, de ser um país aonde valha a pena ser sério, onde a competência seja efetivamente reconhecida, aonde no serviço público quem entrou pela porta da frente seja diretor de órgão, valorizar as carreiras no serviço público. Essa é a minha crença. Eu fiz isso como governador. Eu não estou dizendo uma coisa aqui e pratiquei outra, não. Eu fiz isso e deu certo. Eu creio nisso e vou fazer isso como presidente da República.

Josias de Souza - As ruas costumam ser mais diretas, não é, governador? "Fora Sarney", "Fora Renan". O senhor, aqui, tem dificuldade de dar os nomes, mas...
Eu não tenho dificuldade nenhuma. Eu já dei, Josias. Mas não é uma questão só de nomes. Porque há outros que fazem a mesma política que o Sarney faz e a gente não conhece. A gente precisa tirar [eles] também. É o tipo de política. É o tipo de padrão político. E, na minha cabeça, você só vai vencer isso em Brasília, porque é Brasília que alimenta em Alagoas a política atrasada. Porque é Brasília que alimenta lá no Maranhão a política atrasada de 50 anos do governo Sarney. É Brasília que alimenta no Rio de Janeiro a política atrasada, que tem ligação com o crime organizado, que tem ligação com o jogo, que tem ligação com tudo o que a gente não quer ver mais. Então, quem mais reclama por essa nova política é a imprensa brasileira, de forma legítima, cumprindo seu papel estratégico. E eu acho que a gente precisa propor um caminho que diga assim: "Nós não vamos governar com eles".

Eu tenho acompanhado sua movimentação pelo Nordeste e, em diferentes discursos, o senhor tem feito a crítica de que Dilma se elegeu com grandes votações na região e ela não deu a ela uma atenção compatível com a votação que ela teve. O senhor costuma dizer que agora o Nordeste tem um candidato e que ela não terá essa votação expressiva, algo que ainda não se materializou nas pesquisas. Ao elencar as obras que ela prometeu e não entregou, o senhor menciona a transposição do rio São Francisco, que é uma obra do ministério da Integração Nacional, cujo ministro era um indicado seu. O ex-ministro Fernando Bezerra estava lá até setembro do ano passado e saiu quando os senhores deixaram o governo. Por que o senhor não absorve parte da responsabilidade?
A responsabilidade das obras que não foram entregues é da presidenta da República.

E o ministro não tem responsabilidade?
Tem parte da responsabilidade. A responsabilidade política é dela. A responsabilidade da Transnordestina, que é uma obra financiada praticamente toda com recursos públicos, que nos últimos dias do governo do presidente Lula tinha mais de 10.000 trabalhadores fazendo essa estrada de ferro, estratégica para o semiárido nordestino. Essa obra foi paralisada. Completamente paralisada. É ela que dá a possibilidade de você ligar o semiárido aos portos de Pecem, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. Parada. A obra da Fiol [Ferrovia Oeste-Leste], lá na Bahia, [está] parada. Você vai ver os parque eólicos –alguns estão prontos– parados, sem gerar energia para a rede porque não há rede de ligação. Você vê a transposição, parada... quer dizer, não entregue, não funcional. Não há uma obra importante no Nordeste brasileiro iniciada e terminada no governo Dilma. Uma obra [sequer].

Mas o ministro não tem participação nisso?
Eu não estou falando... eu estou falando de vários ministérios, você vai ver estradas de ferro, portos...

Ricardo Balthazar - Mas a pergunta foi específica para o ministério que o seu partido controlava.
Sim, mas eu estou falando que não é uma questão só. Se fosse só essa obra, talvez o ministro tivesse uma responsabilidade maior, mas eu estou falando de várias obras que não terminam e que precisam terminar. Aqui em São Paulo, a presidenta disse: "Na Copa vamos ter o trem-bala". Vocês têm visto que o trem que o povo pega é outro. Quem sabe é quem pega o trem todo dia para vir trabalhar aqui.

Josias de Souza - Governador, o senhor vai me perdoar, mas se eu sou ministro de uma área, eu tenho que entregar uma obra e a obra não é entregue, eu peço o meu boné e [digo] "olha, sinto muito, a presidente não permite, não disponibiliza os recursos". Mas o seu ministro estava lá, ele estava satisfeito. Ele queria ficar, inclusive. Ele demorou em aceitar a ideia de deixar o ministério.
Essa é uma versão. A outra versão é a de que ele já queria sair em dezembro de 2012. A presidenta me chamou para conversar em janeiro, você publicaram, e ele depois pediu para sair. Agora, uma obra em um ministério setorial só ocorre se tiver orçamento, se tiver liberação de recursos, tiver os licenciamentos, tiver tudo. Não depende dele. Ele não tem o Tesouro do lado para colocar, não tem AGU [Advocacia-Geral da União] do lado. Tem uma série de questões que quem compreende de tocar a máquina sabe muito bem. Você pode ter um ministro e não ter o apoio do governo e a obra não ser prioridade. Não chega o dinheiro, não chega o orçamento, não chega a questão dos contratuais e tudo mais.

Patrick Santos - O senhor tem apenas 11% de intenções de votos no Nordeste. No índice geral o senhor tem 9%. Para quem governou Pernambuco e teve um índice de aprovação alto, é muito pouco. Os próprios aliados do senhor dizem isso. O senhor fala que a presidente Dilma deve a eleição dela ao Nordeste. Por que o senhor tem um fraco desempenho no Nordeste?
Porque a campanha não começou ainda, vocês estão fazendo a primeira sabatina. A campanha começou domingo passado e nós vamos ter um processo de campanha ainda. O Nordeste tem sim um processo de frustração com Dilma muito grande. Há, sim, claramente, os números indicam que os 12 milhões de votos que ela botou de frente...

Ela aparece com 55%...
Dos 12 milhões de votos que ela colocou no [José] Serra, 11 milhões vieram de lá, porque os números dela foram próximos de 70% na última eleição. A campanha vai começar. Nos estados vamos ver os debates, as pessoas vão tomar conhecimento de que eu sou candidato. Se você chegar no interior, até no interior de Pernambuco, tem muita gente que não sabe que eu sou candidato a presidente da República, tem muita gente que não está ligado na política.

O senhor acredita que vai haver um Nordeste politicamente unido?
Vai haver uma queda dela, como já está tendo. Ela começou o ano com 65%, 68% em muitos estados. Essa queda está levando ela para 55% e ela vai chegar a um padrão assemelhado ao padrão nacional. Não há nada que diferencie o Nordeste a não ser a campanha terrorista feita sistematicamente, que eu tenho denunciado, de que eu ou o Aécio iríamos acabar com o Bolsa Família se ganhássemos a eleição. É algo nefasto, atrasado, um tipo de política que sinceramente não se faz. E eu tenho confiança.

Eu conheço o Nordeste inteiro, conheço como a palma da minha mão. Quando chegar no final de agosto, a realidade no Nordeste será completamente diferente e, na medida em que ela [Dilma] cai sobem os indecisos, porque há uma dificuldade no Nordeste em votar numa opção do PSDB, por todas as lutas que foram travadas com o PSDB, com todas as imagens que foram se formando, e eu acredito que vou ganhar a eleição no Nordeste e que isso é muito importante para ganhar a eleição no Brasil.

Kennedy Alencar - As previsões mais pessimistas sobre a organização, segurança e infraestrutura da Copa do Mundo não se realizaram. Fora do campo, a Copa foi um sucesso. A oposição exagerou, errou na crítica que fez? E o senhor defende algum grau de intervenção do Estado no futebol brasileiro? Essa lei de responsabilidade fiscal do esporte tem que ser aprovada? Tem que haver uma agência reguladora do esporte?
Eu posso dizer com tranquilidade que, sobre essa questão da Copa, eu sou o único candidato que vai manter, durante todo o período, antes e depois da Copa, a mesma coisa que sempre disse.
Teve gente que mudou ao sabor da maré. Se a maré estava cheia, o discurso era um, se a maré estava baixa, outro. Meu discurso é o mesmo. Sempre foi. Só que a Copa passou e o povo agora está atrás de outra Copa, a Copa da vida real. A Copa da violência, infernizando a vida de todo mundo, a Copa dos ônibus lotados, da mobilidade. A Copa da educação, que precisa ser ganha pela juventude. A Copa da inclusão produtiva de muitas pessoas que estão perdendo o emprego porque a economia está aí rateando –todo mundo está vendo os empregos industriais desaparecendo. Essa é a Copa real.
Eu vou me manter neste debate, com o mesmo equilíbrio que tive no outro, sem mudar minha conversa ao sabor da maré, sem mudar a minha visão, a visão que eu compartilho porque tenho escutado muitas pessoas. Eu acho que agora é a hora de discutir o Brasil real, a pauta da sociedade, é essa a função das eleições, não é ver a pesquisa, vai ganhar ou não vai ganhar, é o debate das ideias, o debate do pensamento, como tirar o Brasil dessas situações e que valores devem estar presente nesse pensamento.

Os pessimistas erraram, então?
O valor do desenvolvimento com sustentabilidade, do respeito à vida, dos direitos humanos. Há uma política que enfrente a violência pactuando com o Brasil.

Ricardo Balthazar - O senhor não respondeu sobre lei de responsabilidade fiscal do futebol e se os pessimistas erraram.
Eu não sou um pessimista ou um otimista que não vê a realidade. Eu sou um realista que tem ânimo, fé e crença para vencer com objetividade, com base científica, com gente competente. Agora, para você vencer, você tem que dar exemplo. Cabe ao líder dar exemplo de e inspirar o país com atitudes que geram otimismo. Arrogância, falta de diálogo, intolerância à crítica não geram otimismo. Dividem o país. E tudo o que nós precisamos é unir o país em torno de um pensamento.
Acho, sim, que o Brasil precisa discutir, sem que o Estado interfira em questão de futebol. Mas é preciso ter regras para que haja também uma renovação no futebol brasileiro. Todo mundo sabe o que é que acontece no futebol brasileiro há muitos anos.
Falta uma atitude em relação a isso. Qual o marco legal que pode ser discutido em relação a isso? De preferência fora desse calor da eleição, para que todos possam se posicionar de maneira coerente, unindo o país num debate que pode ser consensual para renovar um esporte que é tão querido na vida dos brasileiros. Para que a gente tenha campeonato nacional e não campeonato com alguns estados participando, para que a gente tenha muitos talentos que são desperdiçados por conta dessas práticas no futebol aproveitados para a alegria dessas famílias e para a alegria de todo o povo brasileiro.

Josias de Souza - Em entrevistas, o senhor falou em trazer a meta da inflação para os 3%, em autonomia do Banco Central, em criar alíquotas de imposto de renda abaixo de 27,5% diferenciadas. Agora, na hora de levar isto em programa para o TSE, o senhor, que falou tanto com sua vice em questões programáticas, foi bem hermético naquilo que apresentou. Macroeconomia praticamente não existe naquele programa. Por quê? É difícil colocar no papel compromissos a serem assumidos depois?
Não, de forma nenhuma. É porque aquele documento está lá, dito com toda clareza, são as diretrizes.

Ricardo Balthazar - A capa do documento diz: programa de governo.
Sim, mas você abre a capa e lá estão colocadas as diretrizes e os seis eixos temáticos. Nós vamos entregar o programa até o final desse mês. Nele, todos esses pontos estão colocados.
É uma questão de tempo. Nós estamos fazendo um programa que não é fechado dentro de uma sala e não é um programa em que não estamos ouvindo as pessoas. Só de seminários regionais nós fizemos cinco que tiveram a participação presencial de mais de dez mil pessoas. Nós lançamos uma plataforma na internet que milhares de brasileiros sugeriram e criticaram.
Nós estamos ouvindo e discutindo setores. Estamos fazendo seminários específicos sobre áreas como saneamento, habitação, sustentabilidade, macroeconomia e vamos entregar um programa com esses pontos bem objetivamente colocados no final desse mês para que ele vá para a televisão. Para que, mesmo com pouco tempo de televisão, a gente possa usar esse tempo, usar as redes sociais, debates como esse para dizer: quero reafirmar nosso compromissos com a escola em tempo integral...

Josias de Souza - Isso não está reafirmado no documento, a propósito, não é?
Exatamente, porque não é naquele documento para ser colocado. Será no capítulo sobre educação do programa. Nós queremos reafirmar nosso compromisso com uma nova tabela do imposto de renda, compromisso com 4 milhões de casas populares. Esses compromissos estarão todos lá e serão cumpridos.

Ricardo Balthazar - No ano passado, o Congresso aprovou um projeto que destina o dinheiro do pré-sal à saúde e educação. No documento entregue ao TSE, o senhor defende que parte do dinheiro arrecadado pelo governo com a exploração do petróleo seja dirigido ao desenvolvimento de novas fontes de energia renovável. A lei já destina esses recursos para outras finalidades. O senhor está propondo uma nova. Como o senhor vai fazer: tirar da saúde, da educação ou dos dois?
Não, na verdade vou fazer uma discussão com o Brasil de que nos anos do governo de Dilma a matriz de energia brasileira piorou de qualidade...

Mas não é isso que está dito no programa. No programa está dito que o dinheiro do pré-sal será revertido para desenvolver energia limpa. Novas fontes de energia renovável.
Sim, sim, eu vou chegar lá. Não estou dizendo que o dinheiro será dos royalties, eu disse que o dinheiro seria do pré-sal. O pré-sal será uma oportunidade para que a Petrobras se capitalize e o governo brasileiro possa dar conta de uma matriz muito mais limpa do que temos hoje.
Nós temos potencial de energia solar que não está sendo aproveitado. A China está dando um show, US$ 60 bilhões por ano de investimento em energia solar. Nós temos um potencial de energia eólica que não está sendo aproveitado. Temos um potencial enorme em biomassa, nas usinas, que está sendo desperdiçado. Nós estamos desperdiçando mais do que uma Belo Monte em bagaço de cana quando o setor está quebrando pelos equívocos desse governo e nós queremos que a Petrobras ajude, ao mesmo tempo em que a Petrobras tem lá uma grande possibilidade em petróleo, que ela, capitalizada, ajude a desenvolver o etanol, a biomassa...

Josias de Souza - Os otimistas estimam que o pré-sal vai começar a produzir em escala comercial em 2018, os mais pessimistas em 2020. Quer dizer, se formos depender do dinheiro do pré-sal para melhorar a produção energética do país, será para o sucessor do presidente da República.
Não, não vamos esperar pelo pré-sal. Nós estamos anunciando que a nossa posição e o nosso pensamento é que a oportunidade do pré-sal tem que ser para educação e saúde, mas tem que ser para energia renovável também.

Patrick Santos - A energia térmica é fundamental, ainda mais nesse período de seca nos reservatórios. O senhor trabalha com algum prazo para inverter essa matriz energética por uma energia muito mais limpa? Porque o país vive basicamente da hidroeletricidade e das térmicas.
O prazo não é meu, o prazo é da institucionalidade brasileira. O Brasil tem, e não é de hoje, é desde os anos 70, o plano decenal de energia elétrica, que é aprovado pelo Conselho Nacional de Energia Elétrica, que não se reúne há um bocado de tempo.
O que o Brasil precisa é definir qual é a matriz que eu quero nos próximos dez anos, porque dessa forma nós vamos desenvolver inclusive a indústria de painéis solares e a eólica.

Mas isso na matriz ainda é muito pouco, não?
Veja, se você não tem planejamento fica como hoje. A presidenta anuncia de um dia para o outro que vai baixar a energia. Reúne todo mundo, mexe na lei, gera as situações que gerou nas empresas distribuidoras de energia, tira R$ 20 bilhões do Tesouro e bota lá. [Por isso] está faltando [dinheiro] na educação, na saúde, na segurança. Agora, [Dilma] manda as empresas tomarem dinheiro do sistema financeiro e promete às empresas um aumento –mas só depois da eleição, para não atrapalhar a eleição. Assim, você não organiza um setor como esse.
O que eu estou propondo é que a gente tenha um planejamento e fixe um roteiro: nós vamos ter "x" por cento de energia renovável. O Conselho Nacional de Política Energética vai definir: nos próximos dez anos, nosso roteiro é esse, nosso objetivo é esse. Com isso, você estrutura uma cadeia de pesquisa e financiamento a indústrias, faz leilões sincronizados, dá oportunidade a investidores externos e refaz o setor elétrico.
Se você diz que uma petroleira com uma grande possibilidade, que é o pré-sal, não tem nenhum compromisso com energia renovável, você não está querendo fazer energia renovável ou matriz limpa no país. O anúncio que nós queremos fazer é que a maior empresa do petróleo do país, a Petrobras, com o pré-sal, tem de ter o compromisso com a matriz renovável no mundo inteiro. O Brasil vai chegar a 2014 em Paris dizendo o que? Nós queremos chegar lá retomando a liderança que esse país já teve no debate ambiental. Então, nós temos que mandar os nossos recados nas diretrizes para a nossa empresa de petróleo.

Kennedy Alencar - Quando a senadora Marina Silva entrou no PSB e depois virou vice do senhor, o discurso é de que ela adensaria a chapa e transferiria os votos –ela obteve 20 milhões de votos em 2010. Até hoje isso não aconteceu. O senhor está com uma intenção de votos baixa na comparação com Aécio Neves e em relação à presidente Dilma.
Nós nunca falamos de transferência, nem Marina nem eu. Na verdade, os votos estão com os brasileiros. Eu tenho um voto, ela tem outro voto. E cada brasileiro tem um. O que nós fizemos foi um encontro em torno de um programa, de um pensar estratégico sobre o Brasil e para dar a possibilidade a esse país de não ficar na velha polarização. Para que as pessoas no Brasil pudessem sair da opção e ir para o estágio da escolha. Ou seja, não tendo que estar ali apenas para optar pelo que está posto.
Há uma nova força política que respeita as outras, que diverge das outras, que coloca o seu pensamento, que pactuamos de maneira clara um pensar sobre o país, sobre a economia, sobre a educação, sobre a saúde, sobre a questão ambiental.
Ninguém discutiu mais o programa do que nós, ninguém ouviu mais a academia do que a nossa candidatura. Reunimos jovens, estudantes, aposentados, pessoas que estavam descrentes na política que voltaram a crer com essa aliança. E nós vamos começar a andar o Brasil agora, vamos lançar essas ideias. E eu tenho certeza de que quando chegarmos ao final de agosto, a realidade será bem diferente do que a gente assiste agora.
Veja, a Marina, quando era candidata em 2010, a esta altura tinha menos do que eu tenho hoje. Nas vésperas da eleição ela tinha muito menos nas pesquisas do que teve nas urnas. Eu estou completamente tranquilo de que nós vamos para o segundo turno, vamos ganhar a eleição, vamos unir o Brasil e vamos fazer o Brasil viver um novo ciclo de desenvolvimento.

Ricardo Balthazar - Antes de encerrar, uma pergunta da plateia. Como podemos entender a nomeação da sua mãe, a Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União? Houve uma intensa mobilização do senhor, do próprio presidente Lula, do PSDB e de um monte de partidos que o senhor considera velhos. Como é que o senhor acha que o eleitor vai entender isso e conciliar com o discurso de renovação política que o senhor está insistindo?
Ana sempre foi uma militante política. Outro dia me perguntaram sobre nepotismo. Nepotismo que eu conheci foi na ditadura, quando as crianças da minha família tiveram que ser escondidas e exiladas para pagar por um crime que não tinham cometido. Ela era uma dessas adolescentes que tiveram que criar sete irmãos, se manter na militância política.
Foi eleita deputada pela oposição –nós não éramos governo– e teve um mandato respeitado no Congresso Nacional. Houve uma vaga no Tribunal de Contas, os deputados lançaram a candidatura dela e ela se elegeu no voto, na regra estabelecida pela Constituição e pela legislação brasileira. De forma limpa teve a maior votação e exerce suas funções. Ela é servidora pública concursada do Tribunal do Trabalho e chegou ao Tribunal de Contas pela regra que todos os outros entraram lá. Não imagino que só a ela, como brasileira, tinha que ser vetada a possibilidade de disputar e ganhar. Só não podia ela?
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 16/07/2014

ODEBRECHT ÓLEO E GÁS ANUNCIA NOVO PRESIDENTE
Publicado em 07/16/2014 as 01:50 PM

A Odebrecht Óleo e Gás, fornecedora de serviços a empresas de petróleo, anunciou ontem, terça-feira (15), que o executivo Roberto Simões assumiu a presidência da empresa, em substituição a Roberto Ramos.

Simões era vice-presidente da OOG desde 2012 e já havia ocupado outros cargos executivos no grupo Odebrecht.

Ramos, que presidia a empresa desde 2010, torna-se "senior advisor" no conselho da empresa.

A OOG espera faturar R$ 3,5 bilhões este ano, o que representa um crescimento de 59% sobre a receita de R$ 2,2 bilhões obtida em 2013. Hoje, a empresa responde por 2,2% da receita do Grupo Odebrecht.

NEGÓCIOS

Em parceria com a francesa Technip, a OOG pretende conquistar uma das duas encomendas para navios plataforma para os campos de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, e Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio de leilão que está sendo preparado pela Petrobras e deve ser realizado no próximo mês.

A OOG já fornece uma plataforma à Petrobras, a Cidade de Itajaí, na Bacia de Santos. Outra unidade opera no Mar do Norte.

A empresa do grupo Odebrecht é responsável pela construção de cinco sondas de perfuração de poços do total de 21 da carteira de encomendas da Petrobras feita à empresa Sete Brasil.

A empresa de serviços de petróleo também mira clientes no mercado externo, de onde, planeja a empresa, deverão vir entre 10% e 20% de sua receita no médio prazo.

Segundo Simões, a OOG vê com grande expectativa o crescimento dos negócios da Petrobras com o pré-sal e com o recente acordo assinado pela petroleira com a União, mas disse que a fornecedora vai olhar os projetos "de forma seletiva". "A quantidade de "bids" (leilões) a serem feitos pela Petrobras é enorme, mas vamos escolher as oportunidades que estão de acordo com nossa estratégia", disse.

No próximo ano, diz Simões, encerra-se o ciclo de investimentos de US$ 5,5 bilhões, iniciado em 2007. "Já estamos revendo este número para definir qual será o investimento na próxima fase da empresa". Esta revisão considerará as demandas da Petrobras.

A OOG também presta serviço para outras empresas de petróleo que atuam no Brasil, como Shell e Statoil.
Fonte: Folha de São Paulo/SAMANTHA LIMA DO RIO
Data : 16/07/2014

MERCADO - ALL TEM GERAÇÃO DE CAIXA ESTÁVEL NO 2º TRI COM RESULTADO FRACO EM FERROVIAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:50 PM

A geração de caixa da América Latina Logística (ALL) ficou praticamente estável no segundo trimestre, com as operações ferroviárias afetadas por cenário de difícil demanda, o que prejudicou os volumes transportados.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado no segundo trimestre teve variação positiva de 0,2% na comparação com um ano antes, chegando a R$ 579,5 milhões, informou a ALL em sua prévia de resultado.

A companhia de logística afirmou que os resultados da operação ferroviária ficaram abaixo do inicialmente esperado, afetados pela difícil demanda, em meio ao cancelamento por parte da China de navios de grãos cuja atracação era esperada nos portos de Santos e Paranaguá.

Os volumes transportados nas ferrovias da ALL, medidos em TKU, subiram 0,9% de abril a junho na comparação anual.

A ALL acrescentou que as chuvas de junho, consideradas excessivas, interromperam trechos ferroviários no Sul do país, restringindo as operações para os porto de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de dez dias.

No segmento Brado Logística, a ALL afirmou que o volume transportado teve crescimento de 17,9% no segundo trimestre, impulsionado por um aumento nos corredores de Bitola Larga e do Paraná, aos quais locomotivas e vagões foram adicionados para 2014. O Ebitda da Brado avançou 39,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 15,5 milhões.

A Ritmo Logística apresentou queda de 33,9% nos volumes, afetada pelo mal desempenho das unidades Soluções Dedicadas e Negócios Intermodais.
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 16/07/2014

EMPRESÁRIOS DO BRICS VÃO SUGERIR TROCA DIRETA DE MOEDA ENTRE PAÍSES DO BLOCO
Publicado em 07/16/2014 as 01:50 PM

Os empresários dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão apresentar, nesta terça-feira (15/7), na reunião de chefes de Estado do grupo, um documento com sugestões para aprimorar a economia do bloco.

Uma das propostas é permitir a troca direta de moedas entre os países, para facilitar e baratear os custos de transação. Segundo o presidente da sessão brasileira do Conselho Empresarial do Brics, Rubens De La Rosa, a transação deverá ser feita no âmbito do Banco de Desenvolvimento do Brics, que deve ter sua criação formalizada na reunião de amanhã.

“Isso vai permitir que, se eu tiver que fazer uma remessa à Índia, eu não tenha que converter [o valor] em dólares e depois em rupias, gerando custos de transação. Assim, teremos pequenas baixas que diminuirão o custo financeiro de operação. É uma medida simples e possível de ser feita no ambiente do banco”, explicou Rosa.

Para os empresários, a criação de um banco para o bloco irá acelerar o comércio, negócios e investimentos entre os países do Brics.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o banco será importante para todas as empresas dos cinco países, principalmente por permitir que investimentos entre eles tenham mecanismos de financiamento internacional com garantias dadas pelas matrizes das empresas. “É muito difícil para uma empresa fazer investimento lá fora simplesmente com seus próprios recursos. Então, esse mecanismo será fundamental para aumentar o número de empresas brasileiras com investimentos no exterior”, afirmou Andrade.

Os empresários vão sugerir também medidas para facilitar a emissão de vistos de negócios e a redução das barreiras não tarifárias, como restrições técnicas e fitossanitárias. “Hoje, as empresas brasileiras estão sujeitas a regras de agências reguladoras e, muitas vezes, os produtos importados não atendem às mesmas especificações, nem estão sujeitos às mesmas regras. O que queremos é que a empresa brasileira compita no mesmo ambiente, que os produtos importados tenham que atender às mesmas especificações dos produtos brasileiros”, ressaltou o presidente da CNI.

Na tarde de hoje, mais de 700 empresários dos países do bloco participaram do encontro organizado pela CNI, realizado paralelamente à 6ª Cúpula do Brics. Durante o evento, o Conselho Empresarial do Brics vai debater as expectativas econômicas e de integração do bloco. Para a noite de hoje, está prevista uma rodada de negócios, que deve reunir representantes de mais de 600 empresas dos cinco países e movimentar US$ 3,9 bilhões. Agência Brasil
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 14/07/2014

AGILIDADE PARA OS CLIENTES DE VESTUÁRIO ESBARRAM EM PORTOS INADEQUADOS NA ÍNDIA
Publicado em 07/16/2014 as 01:47 PM

A Índia está se tornando rapidamente um dos centros mais importantes do mundo no setor de vestuário. Diante desse cenário, muitas grandes marcas já estão produzindo no país asiático. Devido ao grande número de fábricas de exportação de vestuário que podem cumprir com os padrões internacionais, A Índia tem visto um crescimento permanente de suas exportações têxteis.

No entanto, questões como a infraestrutura precária, as condições climáticas inadequadas, a instabilidade social e as práticas do irregulares do governo podem fragilizar muitas das vantagens de aplicar a terceirização da produção na Índia. Para produtos de moda, o tempo de mercado é fundamental: um atraso de duas semanas pode fazer um item se tornar inútil para os varejistas. Rapidez e agilidade são, portanto, essenciais para o abastecimento de sucesso.



Fotos: Divulgação Maersk/Damco

Infraestrutura da Índia impõe muitos desafios para a movimentação de cargas



A melhoria da infraestrutura na Índia, em particular nas zonas portuárias, não acompanharam o ritmo do rápido crescimento do comércio exterior. Os congestionamentos, especialmente na época das monções, somado à desorganização do mercado de transportes prejudica a agilidade no desembaraço aduaneiro. Assim, a criação e a gestão de uma cadeia de fornecimento rápida e confiável fora da Índia pode revelar-se num verdadeiro desafio para as empresas que tentam superar esse desafio de forma individual.

A empresa Damco tem uma presença estabelecida na Índia, com mais de 500 especialistas logísticos espalhados por uma extensa rede de escritórios em todo o país. Esses especialistas buscam antecipar a maioria dos problemas que possam surgir. Junto a isso, a empresa se envolveu em parcerias estratégicas com operadores ferroviários privados - para reduzir a dependência do Indian Railways - e formou ligações estreitas com o mar e as transportadoras aéreas internacionais.

A Damco também construiu um forte relacionamento com fornecedores locais, especialmente nos segmentos de caminhões, armazenagem e tratamento aduaneiro. A longa experiência dos profissionais na Índia permitiu à Damco criar planos de continuidade para lidar com problemas regulares nos transportes, bem como outros tipos de perturbações.

Novos pontos de consolidação para vestuário, acessórios e carga de varejo

Garantir a continuidade dos negócios para os clientes não depende apenas dos conhecimentos, planos e parcerias de uma única empresa, mas também em dispor de uma infraestrutura física confiável. A Damco está presente há muitos anos no mercado de consolidação, em cidades indianas como Nova Delhi, Mumbai e Chennai, e é de longe o maior provedor de logística de terceiros no país. Para ser capaz de lidar com a cada vez maior volume de embarques, a Damco investiu recentemente em uma série de novos pontos de consolidação, como em Bangalore e em Tirupur. Esses locais estão mais próximos de centros de manufatura e permitem acesso a vários gateways, eliminando assim o risco de depender de uma única porta de entrada/saída.

Todos os centros estão equipados para oferecer soluções multimodais para que, mesmo quando sujeito a influências externas, a velocidade para o mercado seja afetado o mínimo possível. Em diferentes origens na Índia, a Damco tem dedicado equipes de especialistas aduaneiros que sabem tudo sobre o cancelamento de vestuário, artigos de decoração e acessórios. Eles também oferecem serviços in-house para auditoria de documentos para as fábricas e os clientes que querem fazer uso da experiência local dos profissionais da companhia.

Fruto disso, em 2013 a Damco Índia conseguiu movimentar 2,2 milhões de metros cúbicos de cargas das exportações da Índia. Desse total, 700 mil metros cúbicos foram movidos através dos DCCs da companhia, sendo o restante do volume tendo sido transportado diretamente das fábricas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

RESOLUÇÃO INSTITUI GRUPO PARA CRIAR POLÍTICA DE QUALIFICAÇÃO DO TRABALHADOR PORTUÁRIO
Publicado em 07/16/2014 as 01:47 PM

Foi instituído nesta terça-feira (15), por meio da Resolução 1 da Secretaria de Política Públicas de Emprego publicada no Diário Oficial da União, o Grupo de Trabalho para construção da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário. Os objetivos são definir escopo, competências e forma de financiamento, além de elaborar uma proposta concreta para a criação e execução da política pública.

O Grupo de Trabalho será composto por um representante e um suplente da Secretaria dos Portos, que será a pasta coordenadora do projeto, e também do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Educação e do Comando da Marinha do Brasil.

Poderão participar das atividades do Grupo especialistas e representantes de entidades públicas ou privadas que tenham capacidade de contribuir com os objetivos das reuniões.

Abaixo publicação do Diário Oficial.

SECRETARIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS
DE EMPREGO
FÓRUM PERMANENTE PARA QUALIFICAÇÃO
DO TRABALHADOR PORTUÁRIO

RESOLUÇÃO No- 1, DE 11 DE JULHO DE 2014

Institui o Grupo de Trabalho para construção da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário.

O COORDENADOR DO FÓRUM PERMANENTE PARA QUALIFICAÇÃO DO TRABALHADOR PORTUÁRIO, no uso das atribuições, resolve:

Art. 1º Instituir o Grupo de Trabalho para construção da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário.
Art. 2º São objetivos desse Grupo de Trabalho:
I - discutir temas relacionados à formação, qualificação e certificação profissional do trabalhador portuário;
II - definir escopo, competências da execução e forma de financiamento das ações;
III - elaborar proposta de Política de Qualificação do Trabalhador Portuário;
Art. 3º O referido Grupo de Trabalho será composto por:
I - um representante e respectivo suplente das seguintes instituições:
a) Secretaria dos Portos, que o coordenará;
b) Ministério do Trabalho e Emprego, especificamente do Departamento de Qualificação da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego;
c) Ministério da Educação;
d) Comando da Marinha.
II - três representantes e respectivos suplentes das entidades empresariais.
III - três representantes e respectivos suplentes da classe trabalhadora.
§1º A participação nas atividades do Grupo de Trabalho não será remunerada, sendo considerada prestação de serviço público relevante;
§2º Poderão participar das reuniões do grupo, a convite de sua coordenação, especialistas e
representantes de entidades públicas ou privadas que exerçam atividades relacionadas ao tema;
§3° Caso o representante titular esteja presente à reunião, o seu suplente poderá participar apenas como ouvinte;
§4° Perderá o mandato o membro do Grupo de Trabalho de que tratam os incisos II e III do
Artigo 3° que faltar, injustificadamente, a três reuniões consecutivas ou seis alternadas, assumindo a vaga o seu suplente até a efetivação de nova indicação.
Art. 4° O Grupo de Trabalho deverá prioritariamente apresentar proposta de Plano de Trabalho ao plenário do Fórum Permanente para Qualificação do Trabalhador Portuário - FPQTP.
Art. 5º Cabe ao Grupo de Trabalho elaborar a proposta de Política de Qualificação do Trabalhador
Portuário, por meio de consenso entre seus participantes, para apreciação dos integrantes do FPQTP.
Art. 6º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
SILVANI ALVES PEREIRA
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

HAMBURG SÜD É RECONHECIDA NA ÁSIA E RECEBE PRÊMIO POR AÇÕES AMBIENTAIS
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

As ações ambientais desenvolvidas pela Hamburg Süd renderam à empresa, pelo terceiro ano consecutivo, o Prêmio Asian Freight & Supply Chain na categoria “Melhor Provedor de Serviços Verde – Transporte Marítimo”, entregue pela CargoNews Asia. O evento ocorreu em Xangai, em junho, e contou com a presença de representantes de companhias asiáticas e internacionais nos setores de transporte e logística.

A empresa conquistou o reconhecimento disputando com outras cinco companhias de navegação. Entre os critérios avaliados destacaram-se a conformidade com os regulamentos e normais ambientais, investimentos em novas tecnologias e medidas para reduzir o consumo de combustível.

Foto: site oficial do Porto de Hamburgo

Navios da classe "Cap San" são rotineiramente vistos nos maiores portos do mundo



O prêmio foi recebido por Stefan Kirschner, diretor regional para Ásia-Pacífico da Hamburg Süd. A Hamburg Süd tem como meta reduzir, até 2020, em 26% as emissões de CO2 na atmosfera. Para isso, a empresa investe constantemente para se adequar às exigências ambientais vigentes. Comparando o modal rodoviário e marítimo, um caminhão emite 67,2 g/TEUkm (medida que equivale a um contêiner por quilômetro útil) enquanto um navio porta-contêineres libera 14,8 g/TEUkm.

A nova classe de porta-contêineres da companhia, denominada “Cap San”, é caraterizada por navios que apresentam capacidade para 9.600 contêineres, e foi construída utilizando os mais modernos conceitos de engenharia naval, com destaque para a tecnologia ambiental, projetada para uma velocidade de 21 nós. A otimização dos motores principais permite que a potência seja reduzida para 40.670 quilowatts, o que melhora o desempenho operacional, gerando um efeito positivo no consumo de combustível.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

GUARUJÁ - IMPASSE ATRASA LIBERAÇÃO DE NOVA VIA DE ACESSO AO PORTO
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

Previsto para ser entregue até a primeira quinzena do próximo mês, o novo acesso à Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos deverá ter a abertura ao tráfego de veículos atrasada. Isto porque, mesmo que a obra esteja pronta, ainda será necessário construir uma faixa de desaceleração na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O problema é que esta pista não estava prevista no orçamento da obra e, agora, não há quem queira ou possa custeá-la.

A alternativa de acesso ao cais, em Guarujá, custou R$ 1,5 milhão e surgiu da necessidade de eliminar as filas de caminhões que se formam, principalmente durante a safra de grãos, na Rua Idalino Pinês (conhecida como a Rua do Adubo) e na rodovia. Um acordo entre os terminais localizados nessa região do Porto permitiu que a obra, fosse paga pela iniciativa privada para agilizá-la. A intervenção é realizada no traçado futuro da fase 2 da Avenida Perimetral da Margem Esquerda.

“Agora, prestes a ser concluída, não podemos abrí-la inteiramente sem a construção dessa faixa”, explica o vice-prefeito Duíno Verri Fernandes, que também é secretário de Infraestrutura e Obras de Guarujá. Segundo ele, o valor para construir essa pista deverá ultrapassar a do novo acesso, uma vez que, obrigatoriamente, precisará ter no mínimo um quilômetro de extensão e seis de largura. “Não estávamos contando com isso”.

Foi a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) que condicionou a abertura da via à ligação da pista com a Domênico Rangoni. Por meio de nota, o órgão afirma que os responsáveis pela obra tinham pleno conhecimento da obrigatoriedade dessa faixa de desaceleração desde o início das tratativas. Inclusive, quando houve a aprovação do projeto funcional, em 7 de março, houve a ressalva da necessidade da construção.

A Agência Reguladora explica ainda que a exigência surge a partir de um parâmetro de segurança, que prevê que os caminhões reduzam a velocidade ao se aproximar de alguma ligação com vias urbanas, como é o caso do novo acesso. De acordo com a Artesp, no trecho há grande movimentação de veículos comerciais, pedestres e ciclistas. “Sem faixa adequada, haverá riscos de atropelamento para a entrada do acesso, de formação de fila e colisões”.

A alternativa, segundo o vice-prefeito, foi relembrar a ajuda prometida pelo Estado há cerca de um ano, quando os congestionamentos em direção ao cais bloqueavam a entrada da cidade. “Eles nos prometeram bancar a obra, mas como não foi preciso, pedi que pudessem fazer essa faixa”, explicou.

Oficialmente, a Secretaria de Transportes e Logística de São Paulo, informa que pode realizar apenas o projeto da faixa de redução. Já a Artesp sugeriu, para a redução de custos, que os responsáveis pelo novo acesso eliminassem uma faixa de rolamento da nova via (após o acesso da rodovia) para poder realizar a faixa de desacelera-ção. O órgão regulador afirmou ainda que a Ecovias, concessionária responsável pelo trecho, não é obrigada a bancar a obra, já que esse tipo de investimento não estava previsto no contrato inicial.

Novo acesso

A pista têm três faixas e ligará a Rodovia Cônego Domênico Rangoni à Avenida Santos Dumont, onde estão os terminais portuários da Margem Esquerda. Segundo estimativas, ela poderá retirar 25% do tráfego de caminhões da Rua do Adubo.

A intenção é que o novo acesso seja preferencial a caminhões que transportam granéis (líquidos e sólidos). No total, são 600 metros de comprimento e 50 metros de largura.

Cerca de 40% do terreno onde ela foi construída pertencem à Dow Química. O restante é de propriedade do Grupo Fassina. As duas empresas receberão cerca de R$ 70 mil de aluguel mensal, custeado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

13,4 MILHÕES DE SACAS - EXPORTAÇÃO DE CAFÉ CRESCE 13% NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

As exportações de café pelo Porto de Santos aumentaram em 13% no primeiro semestre deste ano, se comparadas com o volume movimentado no mesmo período de 2013. Ao todo, o cais santista embarcou 13.459.192 sacas, o que representada mais de 77% na participação da movimentação do produto em todo o País, conforme levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O balanço da entidade mostra também que o volume total do produto exportado no sexto mês de 2014 teve um aumento de 20,9% na comparação com junho do ano passado e alcançou 2.858.012 sacas.

Já a receita obtida com a venda da commodity apresentou uma alta de 37,3%, se comparada à registrada no mesmo mês em 2013, atingindo US$ 539,7 milhões, o equivalente a R$ 1,1 bilhão.

De acordo com o levantamento, no primeiro semestre deste ano, 83,7% do café exportado foi da variedade arábica, 9,5% de solúvel, 6,8% de robusta, além de 0,1% do tipo torrado e moído. Durante este período, os cafés diferenciados (arábica e conillon) tiveram participação de 24,3% nas exportações em termos de volume e de 32,5% na receita cambial.

O relatório aponta ainda que, de janeiro a junho de 2014, a Europa foi o principal mercado importador, responsável pela aquisição de 54% do total embarcado do produto brasileiro. A América do Norte comprou 25% do total de sacas exportadas, a Ásia, 15%, e a América do Sul, 3%.

Neste período, os Estados Unidos lideraram a lista de países importadores, com 3.623.025 sacas compradas, o equivalente a 21% do total exportado, seguido pela Alemanha, com 3.367.342 sacas importadas, 19% do total, e a Itália, que foi responsável pela aquisição de 1.358.958 sacas, 8% das vendas brasileiras. A Bélgica ocupou a quarta posição, com 1.148.099 sacas, 7% dos embarques, enquanto o Japão, que comprou 1.118.887 sacas, 6% das exportações brasileiras, ficou em quinto lugar.

Depois do Porto de Santos, os portos do Rio de Janeiro, escoaram 17,4% do total, o equivalente a 3 milhões de sacas. Já o Porto de Vitória (ES), por onde saiu 2,7% do total, 467.352 sacas, foi outra via de exportação do café no primeiro semestre deste ano.

Ano-safra

Em relação ao ano-safra, que vai de julho de 2013 até junho de 2014, os resultados foram 9,9% superiores em termos de volume e 11,6% menores em receita se comparados aos dos 12 meses anteriores. O número de sacas exportadas fechou em 33.971.542 e a receita registrada no período ficou em US$ 5,327 bilhões, o equivalente a R$11 bilhões..

“Com relação à receita, reflete o quadro de baixa continuada nos preços, que se observou até janeiro de 2014”, explica o diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

SECA - NAVEGAÇÃO NA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ DEVE SER NORMALIZADA EM NOVEMBRO
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

A normalização da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná só deve acontecer em novembro, de acordo com a expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O assunto foi novamente tema de debates entre diversos órgãos do governo, em Brasília.

Por conta da seca, o transporte de cargas pelas vias navegáveis do estado de São Paulo está prejudicado há dois meses e paralisado há mais de 20 dias. Por isso, representantes do Ministério dos Transportes, da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério de Minas e Energia se reuniram com as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Energia, além da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, destacou que as empresas de navegação que utilizam a hidrovia já estão demitindo seus funcionários. “Além disso, sem a navegação, há um aumento significativo no número de caminhões que são colocados nas estradas do País. Uma das consequências disso é a possibilidade de congestionamentos próximo aos portos de Santos e Paranaguá”, pontuou o diretor.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, propôs que o setor elétrico apresentasse uma alternativa para resolver a questão. As propostas apresentadas não foram divulgadas, mas elas foram consideradas insuficientes para solucionar o problema da paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná.

Para o ONS, é possível que o transporte de cargas na hidrovia volte a ser normalizado apenas em novembro. O órgão destacou que o setor elétrico, Cesp e ONS, principalmente, devem continuar trabalhando na busca de uma solução para o impasse existente.

O diretor-geral da Antaq, Mário Povia, disse que o transporte na Hidrovia Tietê-Paraná precisa ser restabelecido o mais rápido possível. “O sistema portuário necessita do transporte fluvial. A paralisação não deve continuar, pois prejudica nossa logística, nossa multimodalidade”, disse, cobrando uma resposta do setor elétrico.

“O uso múltiplo das águas deve ser respeitado e jamais hierarquizado. Representantes da Antaq, da Ana, do Ministério dos Transportes, do agronegócio, entre outros vêm trabalhando nos últimos anos para que o transporte hidroviário se torne mais confiável e seja mais utilizado, pois é mais seguro, mais econômico e mais ambientalmente amigável”, destacou Povia.

Ele enfatizou que os investimentos já feitos nas hidrovias, principalmente na Tietê-Paraná, não podem ser perdidos. “Cada setor aqui reunido precisa estar ciente de que é necessário ter uma cota de sacrifício. A paralisação na Tietê-Paraná não é uma questão econômica apenas. É uma questão de política pública”, afirmou.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

SEGURANÇA - MARINHA E GUARUJÁ ASSINAM ACORDO DE COOPERAÇÃO PARA FISCALIZAÇÃO
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

Guarujá é a quinta cidade da Baixada Santista a firmar um acordo de cooperação com a Marinha do Brasil. A partir de hoje, todo o trabalho de fiscalização da Autoridade Marítima terá o apoio da Guarda Civil municipal. O objetivo é reduzir o número de acidentes envolvendo banhistas e embarcações de recreio (esporte e lazer).

Ontem, uma cerimônia no paço municipal, marcou a assinatura do convênio. Participaram do encontro a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Liseo Zampronio, e o comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o capitão-de mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes.

Segundo a prefeita, nas próximas semanas, ao menos oito guardas municipais da cidade serão capacitados em cursos preparatórios ministrados pelos oficiais da Capitania dos Portos. A ideia é que, cientes das normativas, eles possam atuar na fiscalização náutica nas praias e marinas, entre outros lugares.

Para a chefe do Executivo guarujaense, a parceria possibilitará maior controle nos abusos e eficiência no cumprimento das regras de navegação na região no Canto do Tortuga, na Enseada. O lugar possui intenso movimento de embarcações de lazer (lanchas e motos aquáticas, por exemplo), tanto no verão, épocas de alta de temporada, como aos finais de semana.

“Poderemos ainda controlar a movimentação de motos aquáticas nas praia das Astúrias, onde elas têm se aproximado dos banhistas de forma perigosa”, destacou a prefeita. Ela garantiu que, até o verão, estabelecerá o plano de ordenamento costeiro, para delimitar restrições e embarque e desembarque de embarcações nas praias.

Esta orientação é importante, uma vez que poderá evitar acidentes semelhantes ao que vitimou mãe e filho, em maio deste ano, na Prainha Branca. Na ocasião, a lancha onde eles estavam virou, durante a aproximação da orla para o desembarque de turistas, que superlotavam a embarcação.

Por isso, além das sanções previstas em lei, o comandante da CPSP lembrou da importância da conscientização. “Antes de punir, precisamos orientar as pessoas para o que pode ser feito ou não”, destacou, ao afirmar que esse trabalho prévio será realizado.

Na região, as prefeituras de Santos, São Vicente, Bertioga e Praia Grande já firmaram essa parceria e qualificaram seus guardas municipais, com a intenção de aumentar a segurança no tráfego de embarcações em suas praias.

“Após a assinatura dos convênios, temos registrado cada vez menos acidentes. O balanço é muito positivo até agora”, complementou o comandante do 8º Distrito Naval.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

HIDROVIA, O CAMINHO DA AMAZÔNIA
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM




Um dos principais desafios para o Brasil é conhecer a Amazônia. Sua vocação eminentemente hídrica provocou, ao longo dos séculos, a necessidade do deslocamento de seus habitantes através dos rios. Muito antes da chegada dos colonizadores na Amazônia, os nativos já utilizavam canoas. Ainda hoje, grande parte da população amazônica vive da pesca, além disso, o deslocamento do ribeirinho se dá através da infinidade de rios que retalham a grandeza territorial.

Mas para conhecer a Amazônia de verdade é preciso entender sua posição estratégica para o país. E os rios são a chave para esse conhecimento. São as estradas que a natureza construiu em cujas margens se desenvolveram inúmeras populações.

Nos dias de hoje é quase impossível imaginar o imenso sacrifício dos primeiros aventureiros que adentraram o rio Amazonas, sofrendo com doenças, ataques de índios e todo o tipo de dificuldades que dizimavam suas tripulações. Mas estes aventureiros foram os re pelas instalações dos muitos fortes ao longo dos diversos rios, hoje transformados em comunidades.

Portanto, é impossível se pensar em Amazônia sem associar a importância que os rios têm para o desenvolvimento econômico e social. Eles devem ser vistos como o grande propulsor do desenvolvimento sustentável da região.

Hoje, a grande questão é: em que medida é possível conciliar-se o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente? A resposta está nas hidrovias.

Hidrovia é uma rota pré-determinada para o tráfego aquático. Há muito tempo o homem utiliza a água como estrada e a Amazônia é o maior exemplo disso.

O transporte por hidrovias apresenta grande capacidade de movimentação de cargas a grandes distâncias com baixo consumo de combustível, além de propiciar uma oferta de produtos a preços competitivos. A ampliação da utilização da hidrovia é uma tendência mundial por uma questão ambiental. Mais cedo ou mais tarde, ela se tornará obrigatória.

A viabilização de uma navegação segura no Rio Madeira, por exemplo, permite o escoamento da produção de grãos de Rondônia e Mato Grosso para o Amazonas e, daí, para o Atlântico. Isso cria um corredor de desenvolvimento integrado, com um transporte de alta capacidade e baixo custo para grandes distâncias, elimina um grave problema estrutural do setor primário com a redução significativa da dependência do modal rodoviário até os portos do Sudeste e representa mais uma opção de integração nacional, com a redução de trânsito pesado nas rodovias da região Centro Sul.

A Marinha do Brasil tem um papel fundamental no desenvolvimento do modal hidroviário, tanto com a produção de conhecimento, através dos Levantamentos Hidrográficos, quanto com a formação do profissional para atuar nessas hidrovias. Em 2013, por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval, a Marinha avançou com vários projetos voltados para a importância do tema. Inaugurou o Centro Técnico de Formação de Fluviários da Amazônia Ocidental (CTFFAO); promoveu o seminário “O Futuro Amazônico: Hidrovias 2014 a 2031”, na cidade de Manaus, com a participação de mais de 300 empresários do ramo da navegação; e iniciou a construção do Serviço de Sinalização Náutica do Noroeste (SSN-9), com previsão de inauguração ainda em 2014.

Uma outra etapa importante do trabalho da Marinha, feita em parceria com o Ministério dos Transportes, é a sinalização dessas hidrovias, de modo que os condutores saibam onde navegar. No entanto, para que isso ocorra, é necessário ao navegante uma boa formação profissional. Daí a necessidade da criação do CTFFAO. Nele são oferecidos diversos cursos, das diversas categorias subalternas das carreiras da Marinha Mercante. Essa mão de obra formada pela Marinha também garante que as normas de segurança sejam compreendidas e respeitadas.

A criação do SSN-9 vai garantir um aumento na capacidade de atualização cartográfica na região. Para isso, a Marinha do Brasil adquiriu dois novos navios para realização de Levantamentos Hidrográficos e um terceiro está sendo construído especificamente para essa tarefa de cobrir os vazios cartográficos da região amazônica. Esses navios são dotados de equipamentos e mão de obra qualificada para a realização de sondagens dos rios com o objetivo de produzir e manter constantemente atualizadas as cartas náuticas da região amazônica, garantindo assim a segurança da navegação pelos seus 22 mil km de hidrovias.
Vice-Almirante Domingos Savio Almeida Nogueira é Comandante do 9° Distrito Naval
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 15/07/2014

ANDRADE GUTIERREZ NEGOCIA PARA SE TORNAR SÓCIA NO POLO NAVAL DO JACUÍ
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

A esperança para a permanência no Rio Grande do Sul do contrato com a Petrobras para a produção de 24 módulos para uso em plataformas de petróleo, orçado em US$ 800 milhões, continua em uma associação esperada há quatro meses, até agora não confirmada e sem prazo para um desfecho. A solução aguardada é a entrada no negócio da empreiteira Andrade Gutierrez (AG), assumindo o compromisso da Iesa Óleo e Gás, empresa que atravessa uma grave crise financeira.

Depois de rápida passagem por Rio Grande, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, se reuniu nesta terça-feira à tarde com o governador Tarso Genro para tratar do impasse do polo naval do Jacuí, em Charqueadas, onde hoje trabalham cerca de 1,2 mil operários. Graça, porém, saiu do encontro sem dar declaração. Coube ao secretário estadual do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, dizer apenas que a expectativa é pela confirmação da parceria entre AG e Iesa.

— A Petrobras e a presidente Graça renovaram o apoio que têm dado para que o polo do Jacuí tenha continuidade. Agora cabe às empresas que estão negociando, AG e Iesa, acertarem os valores de troca ou venda entre eles — afirmou Knijnik.

Área atua com só um quarto da capacidade

Na tentativa de acelerar o acordo, Knijnik deve tentar acertar um encontro com a Andrade Gutierrez e a Iesa ainda nesta semana. A AG, que até agora não confirmava as tratativas, admitiu nesta terça em nota que "as negociações sobre a entrada da empresa no projeto do polo naval do Jacuí ainda estão em andamento, com a Petrobras e com a Iesa, mas ainda não há uma definição sobre o assunto".

Em razão das dificuldades financeiras da Iesa, o polo do Jacuí opera atualmente com um quarto de sua capacidade. A Petrobras também pediu à Metasa, principal fornecedora da Iesa, que suspendesse a produção das estruturas dos módulos.

— Quatro módulos deveriam ter sido entregues na metade do ano. Mas foi produzido só um, que ainda foi condenado — disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Silveira de Carvalho.

Entenda a crise

— A Iesa Óleo e Gás foi vítima da crise financeira do grupo controlador Inepar. O problema veio à tona em março.

— Para que as atividades fossem mantidas, a Petrobras criou uma espécie de conta vinculada para pagar funcionários e fornecedores da Iesa.

— A solução pensada foi buscar um sócio capitalizado que, na prática, assumisse o negócio, embora o contrato fosse mantido com a Iesa.

— Pressionada a aumentar a produção de petróleo de forma rápida, a Petrobras teria a opção de levar a encomenda para outro Estado ou país. A dúvida é se essa alternativa, com rompimento de contrato, não levará a uma demora ainda maior.

— Hoje, a Iesa tem cerca de 900 operários e, a Metasa, principal fornecedora da Iesa, outros 300.

— O polo tinha ainda a previsão, até agora não confirmada, da chegada de outras empresas, como UTC, Engecampo e Tomé Engenharia.
Fonte: Zero Hora
Data : 15/07/2014

ANTAQ DEBATE PARALISAÇÃO DA NAVEGAÇÃO NA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ NA ANA
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

Os diretores da ANTAQ, Mário Povia e Adalberto Tokarski, participaram, na última sexta-feira (11), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, de reunião para discutir a paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná. Além da ANTAQ e ANA, representantes do Ministério dos Transportes, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), do Ibama, do Ministério de Minas e Energia, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, entre outros, participaram da discussão.

A preocupação da Diretoria da ANTAQ é com a retomada da navegação na hidrovia, que está paralisada desde que as usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira passaram a gerar mais energia, reduzindo o nível dos seus reservatórios, que são interligados pelo Canal Pereira Barreto. O transporte de cargas na Tietê-Paraná está prejudicado há dois meses e há mais de 20 dias se encontra parado.

O diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, disse que o transporte na Hidrovia Tietê-Paraná precisa ser reestabelecido o mais rápido possível. “O sistema portuário necessita do transporte fluvial. A paralisação não deve continuar, pois prejudica nossa logística, nossa multimodalidade”, disse Povia, cobrando uma resposta do setor elétrico.


“O uso múltiplo das águas deve ser respeitado e jamais hierarquizado. Representantes da ANTAQ, da ANA, do Ministério dos Transportes, do agronegócio, entre outros vêm trabalhando nos últimos anos para que o transporte hidroviário se torne mais confiável e seja mais utilizado, pois é mais seguro, mais econômico e mais ambientalmente amigável. Não podemos deixar que os investimentos já feitos nas hidrovias, principalmente na Tietê-Paraná, sejam perdidos. Cada setor aqui reunido precisa estar ciente de que é necessário ter uma cota de sacrifício. A paralisação na Tietê-Paraná não é uma questão econômica apenas. É uma questão de política pública”, ressaltou o diretor-geral da ANTAQ.

O diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que as empresas de navegação, que utilizam a hidrovia, já estão demitindo seus funcionários. “Além disso, sem a navegação, há um aumento significativo no número de caminhões que são colocados nas estradas do país. Uma das consequências disso é a possibilidade de congestionamento próximo aos portos de Santos e Paranaguá”, pontuou o diretor.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, propôs que o setor elétrico apresentasse uma alternativa para resolver a questão. No entanto, as propostas apresentadas não foram consideradas suficientes para solucionar o problema da paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná. Para o ONS, é possível que o transporte de cargas na hidrovia só volte a ser normalizado em novembro. Acrescentou, ainda, que o setor elétrico, Cesp e ONS, principalmente, devem continuar trabalhando na busca de uma solução para o impasse existente.
Fonte: ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 15/07/2014

REUNIÃO DEBATE PARALISAÇÃO DA NAVEGAÇÃO NA TIETÊ-PARANÁ
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

Reunião promovida na sede da Agência Nacional de Águas, em Brasília, debateu a situação da hidrovia Tietê-Paraná. O empreendimento segue paralisada desde que as usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira passaram a gerar mais energia, reduzindo o nível dos seus reservatórios, que são interligados pelo Canal Pereira Barreto. Com isso, contabilizam-se dois meses em que o transporte de cargas na Tietê-Paraná se encontra comprometido.

Presente na reunião, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, cobrou o reestabelecimento do transporte na Hidrovia Tietê-Paraná: “O sistema portuário necessita do transporte fluvial. A paralisação não deve continuar, pois prejudica nossa logística, nossa multimodalidade.”

Segundo Adalberto Tokarski, também membro da diretoria da agência, as consequências da paralisação se fazem sentidas no quadro de funcionários das empresas de navegação que utilizam a hidrovia. Outro efeito lembrado por Tokarski é o "aumento significativo no número de caminhões que são colocados nas estradas do País. Uma das consequências disso é a possibilidade de congestionamento próximo aos portos de Santos e Paranaguá.”
Fonte: ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 15/07/2014

TECON RIO GRANDE IMPLANTA SISTEMA DE LEITURA NÃO INVASIVA DE CARGAS
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

O Tecon Rio Grande – um dos principais terminais de contêineres da América Latina – começou a operar o sistema de inspeção não invasiva de cargas. De acordo com a Portaria 26, de 23 de junho de 2014, da Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto do Rio Grande, obrigatoriamente todas as unidades de carga que seguirem via exportação, as importações (incluindo DTAs), além das especiais, perigosas, e todas solicitadas pela Receita Federal, deverão passar pelo escaneamento digital.

O sistema custou, ao Tecon Rio Grande, aproximadamente R$ 4,5 milhões para ser implantado e permite a identificação das cargas sem a necessidade da abertura dos contêineres. Desta forma, riscos como incidentes e avarias de cargas são reduzidos de forma significativa. O scanner realiza uma leitura óptica da carga, que resulta em imagens que são enviadas, em tempo real, para o COV (Centro Operacional de Vigilância), da Receita Federal, permitindo aos técnicos e fiscais saberem, antecipadamente, quais produtos estão contidos nos contêineres. O sistema funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia, todos os dias da semana, permitindo-se obter mais segurança e agilidade na entrada e saída de cargas do Terminal.

O Tecon Rio Grande é hoje um dos mais importantes terminais de contêineres da América Latina. Empresa do Grupo Wilson'Sons de Comércio Ltda, o Tecon está em atividade no Porto do Rio Grande desde 1997, quando venceu a licitação para administrar o terminal de contêineres. Neste período, vem operando as principais linhas de navegação que escalam o País. Tem cerca de 3 mil importadores e exportadores, tendo se tornado fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado.
Fonte:Jornal Agora (RS)
Data : 15/07/2015

PETROBRAS, ROSNEFT E HRT RENOVAM ESTUDOS SOBRE GÁS DO SOLIMÕES
Publicado em 07/15/2014 as 11:19 AM

RIO - A Petrobras e o Consórcio Solimões, formado pela companhia estatal russa Rosneft e pela empresa brasileira HRT, assinaram hoje um protocolo de entendimentos para continuidade dos estudos que avaliam a viabilidade econômica do aproveitamento do gás da Bacia do Solimões, na Região Amazônica.

Esses estudos, iniciados em outubro de 2012, terão, agora, foco em soluções voltadas para liquefação do gás ou geração de energia, podendo haver uma conjugação entre essas duas opções.

Na assinatura deste documento, a Petrobras foi representada pelo diretor da Área de Gás e Energia, José Alcides Santoro Martins; a Rosneft, pelo presidente do seu conselho de administração, Igor Sechin; e a HRT, pelo seu executivo-chefe, Milton Franke.

O prazo de vigência deste protocolo é de 12 meses, a partir da assinatura que aconteceu em Brasília, na presença da presidente Dilma Rousseff; e do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Fonte: Valor Econômico\Rafael Rosas
Data : 15/07/2014

BRASIL BATE RECORDE COM EMBARQUES DE CARNE BOVINA NO PRIMEIRO SEMESTRE
Publicado em 07/15/2014 as 11:19 AM

SÃO PAULO - O Brasil bateu novo recorde nos embarques de carne bovina no primeiro semestre de 2014, com uma receita de US$ 3,404 bilhões e volume negociado de 762 mil toneladas, informou nesta segunda-feira a Abiec, associação que representa as indústrias exportadoras do produto no país.

O faturamento no acumulado de janeiro a junho deste ano foi 13,3% superior ao mesmo período de 2013 — e o maior já registrado para um primeiro semestre. No que diz respeito ao volume, a alta foi de 12,7% no intervalo.

Conforme a Abiec, o crescimento se deve especialmente à maior demanda de Hong Kong e Rússia, que continuam liderando o ranking de mercados importadores de carne brasileira. “O Brasil também consolida sua posição como maior fornecedor no norte da África, com crescimento expressivo nos mercados do Egito, Líbia e Argélia”, disse em nota o presidente da Abiec, Antônio Camardelli.

Ainda de acordo com a entidade, a queda de 15,38% no volume exportado aos EUA é “um alerta” e indica que as barreiras em função dos resíduos de ivermectinas (vermífugos) no produto industrializado brasileiro continuam. O reflexo dessa restrição foi a queda de 2,51% nos embarques de industrializados no semestre, para 48,78 mil toneladas — e um faturamento de US$ 299,5 milhões.

Por outro lado, a carne bovina in natura registrou crescimento, tanto em volume quanto em receita, superior a 15% no período: para 604 mil toneladas e US$ 2,74 bilhões, respectivamente.

Em junho, a receita com os embarques de carne bovina do Brasil totalizou US$ 583,63 milhões, alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2013, conforme a Abiec. O volume vendido ao exterior cresceu 10,2%, para 123,97 mil toneladas, na mesma comparação.

Os principais destinos da carne brasileira no mês passado foram Hong Kong, com 31,30 mil toneladas e receita de US$ 134 milhões, seguido por Rússia, com 29,16 mil toneladas e US$ 129,44 milhões.
Fonte: Valor Econômico\Mariana Caetano
Data : 15/07/2014

EX-MPX CONCLUI VENDA DE 50% DE PECÉM II POR R$ 400 MILHÕES
Publicado em 07/15/2014 as 11:19 AM

SÃO PAULO - A Eneva (antiga MPX) concluiu hoje a venda de 50% da usina térmica de Pecém II para a DD Brazil Holdings, subsidiária da controladora E.ON, por R$ 400 milhões.

A operação, anunciada em maio, é parte de um conjunto de medidas anunciadas pela companhia — que tem o controle compartilhado entre a alemã E.ON e Eike Batista — para obter recursos adicionais e fortalecer sua estrutura de capital.

A Eneva está em processo de reestruturação de seu endividamento. Ao fim de março, a empresa de energia térmica tinha dívida líquida de R$ 6 bilhões contra apenas R$ 96,4 milhões em caixa.

A companhia está em meio a um aumento de capital que pode somar até R$ 1,5 bilhão, em duas etapas. Na primeira parte, que pode chegar a R$ 315,6 milhões, a E.ON garantiu R$ 120 milhões em recursos. A segunda etapa terá o valor restante, dos quais a controladora se comprometeu a subscrever mais R$ 450 milhões em ações.
Fonte: Valor Econômico\Natalia Viri
Data : 15/07/2014

PRUMO TEM MAIOR CONTRATO DE CRÉDITO DO BNDES NO ANO
Publicado em 07/15/2014 as 11:18 AM

A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, de acordo com balanço divulgado nos últimos dias pela instituição. O montante de R$ 1,8 bilhão, contratado em fevereiro, reforça a política da instituição de dar prioridade a infraestrutura. Mas o mercado e o próprio banco veem o financiamento dos investimentos no setor como um desafio nos próximos anos.

A campeã Prumo faz as obras de implantação do porto de Açu, no município de São João da Barra (RJ), dedicado à movimentação de cargas gerais (carvão mineral, produtos siderúrgicos, granito e contêineres) e a serviços de logística para o setor de óleo e gás na Bacia de Campos.

O empréstimo do BNDES aprovado para a Prumo se divide entre R$ 900 milhões de dívida nova e outros R$ 900 milhões destinados a uma renegociação de empréstimo detido anteriormente por um banco privado.



Ao todo, a Prumo contratou com o BNDES R$ 2,3 bilhões de empréstimo-ponte com garantia dos bancos Bradesco e Santander. Além disso, emitiu R$ 750 milhões em debêntures, distribuídas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros R$ 2 bilhões são capital próprio (chamado de "equity"). Segundo a Prumo, o montante de empréstimos se justifica pelo porto ser "um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em execução no país atualmente".

O novo empréstimo do BNDES vem após mudança de controle. Antes, a empresa era comandada pelo empresário Eike Batista, cujo conglomerado (o EBX) recebeu vários empréstimos do banco de fomento nos últimos anos - o que chegou a ser alvo de críticas do mercado. Hoje, o grupo americano EIG controla a Prumo (com 52% do capital) e Batista tem uma fatia minoritária de 11,6% da companhia.

A expectativa da Prumo é que os investimentos sejam terminados em maio de 2015, mas a operação já está ocorrendo com autorizações pontuais. "Esperamos, dentro de algumas semanas, obter todas as autorizações necessárias para o início da operação", diz nota enviada pela assessoria de imprensa da Prumo. Nove empresas já assinaram contrato para instalação no Açu - entre elas, Anglo American, BP e GE.

Além da Prumo, outros exemplos contribuem para a força da infraestrutura na carteira do BNDES. Dos 15 maiores contratos do banco no ano (a análise se baseia no relatório mais recente disponível, sobre o primeiro trimestre), nove estão relacionados ao setor. Entre os responsáveis por influenciar os números, estão as recentes concessões em logística.

O segundo colocado no ranking do BNDES é o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Foram dois contratos que somam R$ 1,5 bilhão. Outra concessionária, a do aeroporto de Brasília, obteve quase R$ 800 milhões para as obras de expansão. Ainda foram contempladas a concessionária da BR-101 no Espírito Santo e parte da Bahia (controlada pela EcoRodovias), que conseguiu R$ 267 milhões, e a concessionária de ferrovias MRS Logística (com R$ 114 milhões).

O peso maior da infraestrutura na carteira do banco no começo deste ano é uma tendência iniciada há cerca de três anos. Em 2010, por exemplo, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos, contra 31% da infraestrutura. Neste ano (dados até abril, os mais recentes), o cenário está invertido: a infraestrutura tem 37% de participação nos desembolsos, enquanto a indústria, 26%.

Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, vê como um movimento natural o fato de a infraestrutura ocupar mais espaço no cenário do banco - o que pode ser explicado também por uma baixa demanda de crédito da indústria. "A indústria está indo mal e o setor de comercio e serviços também não está 'bombando'. O que está acontecendo de maneira mais significativa são as obras de infraestrutura, impulsionada também por conta da Copa", diz.

Apesar de ainda haver crescimento de desembolso neste ano em relação a um ano antes, a preocupação do mercado com a falta de fôlego do banco continua. "Eu sou um pouco cético no ritmo de o banco sustentar esse desembolso. A grande questão é se é sustentável. Acho que o problema maior será em 2015, por causa do progressivo deterioração da situação fiscal do país", diz Frischtak. O economista se refere à preocupação sobre as contas públicas do país, já que o Tesouro Nacional tem feito repasses ao BNDES para garantir a liquidez da instituição.

Recentemente, foram mais R$ 30 bilhões repassados. Segundo Claudio Leal, superintendente de planejamento do BNDES, o montante foi "fundamental" para dar tranquilidade ao banco frente aos investimentos.

Leal afirma que é um desafio o volume de investimentos exigido pelas obras de infraestrutura no país, impulsionado pelas concessões. "É um desafio inclusive para o país. É preciso mecanismos alternativos e o desenvolvimento do mercado de capitais", diz.

Apesar de haver prioridade ao setor de infraestrutura, Leal esclarece que essa política se refere a melhores condições de apoio, como em maiores níveis de participação no financiamento, mais prazo e menos custos. "Jamais haveria uma opção do banco de reduzir empréstimo para a indústria, que é algo tão importante", diz.

Para Leal, a redução dos desembolsos para indústria reflete o momento econômico da atividade privada. "Os projetos de infraestrutura são definidos muito pelo calendário de licitações. Então o ritmo parte de definições regulatórias, ao contrário da definição privada da indústria de investir."
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/07/2014

DILMA AFIRMA QUE BRASIL TERÁ NOVA FASE DE CRESCIMENTO, A DESPEITO DO CENÁRIO MUNDIAL
Publicado em 07/15/2014 as 11:18 AM

Em entrevista à TV Al Jazeera, que foi ontem ao ar, a presidente Dilma Rousseff apontou sua fórmula para retomar o crescimento da economia brasileira. No pacote de entrevistas agendadas para turbinar a imagem positiva do Brasil como sede da Copa do Mundo, Dilma falou à emissora árabe por mais de 20 minutos sobre economia, a cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU e explicou por que merece ser reeleita: faz parte de um projeto que "transformou o Brasil".

A presidente disse que merece ser reeleita. "O povo brasileiro deve me dar a oportunidade de um novo período de governo porque fazemos parte de um projeto que transformou o Brasil", justificou. Dilma relatou que, em 2002, o Brasil tinha 54% de pobres e miseráveis. E hoje 75% da população vive nas classes A, B e C. "Nós transformamos a vida dessas pessoas", afirmou, ressaltando que isso ocorreu em plena democracia, "com os direitos de expressão, manifestação e divergência". Segundo Dilma, a "opção é simples" porque "quem fez sabe continuar fazendo, e quem - quando pode - não fez, não sabe fazer", disparou.

Dilma atribuiu o baixo crescimento da economia brasileira à crise financeira mundial. Segundo ela, os países desenvolvidos sofreram os seus impactos primeiro, a partir de 2008, mas somente a partir de 2011 ela atingiu os emergentes. "Ela fica mais séria agora", justificou.

Contudo, Dilma sustenta que o Brasil vai entrar em uma nova era de desenvolvimento. "Estamos numa fase de baixa do ciclo econômico, mas vamos entrar em outra fase e temos de nos preparar", afirmou. "Se não surgir [a nova fase de crescimento] pro resto do mundo, eu te asseguro que vai surgir para o Brasil", reforçou.

Para que o Brasil ingresse nesse novo ciclo, segundo a presidente, são necessárias quatro ações. Primeiro de tudo, investir em infraestrutura, como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O segundo requisito é mais educação para que os milhões de brasileiros que ingressaram na classe média não voltem para a pobreza.

Em terceiro, Dilma diz que é preciso dar um "salto de produtividade", eliminando a burocracia, para garantir um Estado mais "amigável para empresários, empreendedores e trabalhadores". Em quarto, cita investimentos em inovação e aponta o programa Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudo no exterior, como uma das medidas nesse sentido.

Sobre o banco de desenvolvimento dos Brics, Dilma confirmou que ele será concretizado porque "faz parte da consciência desses países" a necessidade de uma instituição para financiar projetos de infraestrutura, inclusive social. "É o que está previamente acordado", ressaltou. Ela apontou o banco como uma das grandes iniciativas dos blocos regionais, porque o "mundo multipolar" precisa ter diferentes estruturas e saber conviver com elas.

Questionada sobre a posição do Brasil diante do confronto entre Palestina e Israel, Dilma defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU como um instrumento de busca da paz. Segundo a presidente, é chegada a hora da comunidade internacional ter uma posição "mais enfática, mais forte" que propicie a abertura do diálogo.

"Nós estamos dispostos a participar de qualquer tentativa de conciliação, inclusive, neste momento fica visível a necessidade de se reformar o Conselho de Segurança da ONU", afirmou.

Por fim, sobre a espionagem americana, Dilma explicou que não basta um pedido de desculpas dos Estados Unidos, porque só teria sentido se viesse junto com as diretrizes da conduta futura. Ela reiterou que não atribui exclusivamente ao governo Barack Obama a prática da espionagem, e sim a uma estrutura preexistente.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/07/2014

NO PALÁCIO
Publicado em 07/15/2014 as 11:18 AM

Após ser recebido no Planalto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a presidente Dilma Rousseff assinaram um plano de ação para aumentar o comércio bilateral entre os dois países. Dilma disse que o Brasil quer investimentos russos nos setores de petróleo, portos e ferrovias.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/07/2014

NEGOCIAÇÃO ENGESSADA – ACORDO ENTRE MERCOSUL E EU FICA PARA 2015
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

FORTALEZA - Em encontro no Palácio da Alvorada no dia 15 de junho, a chanceler alemã Angela
Merkel disse à presidente Dilma Rousseff, de acordo com integrantes do governo brasileiro, que não tem como levar adiante nesse momento as negociações para um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

A justificativa de Merkel foi a vitória dos conservadores nas eleições para o Parlamento Europeu, em maio. Na França, a Frente Nacional de Marine Le Pen, de extrema direita, teve mais de 25% dos votos e se tornou a maior força do país naquele colegiado.

— Ela (Merkel) não vai conseguir politicamente. Não passa. Tem que passar pela França — disse Dilma a integrantes do governo.

Com isso, a zona de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, se de fato se concretizar, só sairá do papel no ano que vem, na melhor das hipóteses. Além da questão da troca de comissários europeus, haverá eleições presidenciais no Brasil, o que também pesa no adiamento. Para se ter uma ideia do novo engessamento do processo negociador, até mesmo a troca de ofertas entre os dois blocos, prevista para acontecer antes da Copa, não ocorreu. (Fernanda Krakovics, Eliane Oliveira, Lucianne Carneiro)
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

BRASIL E RÚSSIA TENTARÃO ELEVAR NÍVEL DE COMÉRCIO
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

Dilma e Putin assinam plano para setores de energia, inovação, tecnologia e agronegócio

Portas fechadas. Vladimir Putin e Dilma Rousseff falam à imprensa após encontro de quase duas horas, na qual discutiram negócios bilaterais e a criação do banco dos Brics

BRASÍLIA- A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem uma atuação coordenada entre Brasil e Rússia em organismos internacionais — sobretudo os econômicos, como o Fundo Monetário Internacinal (FMI) — após reunião bilateral com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo Dilma, os dois países discutiram a perspectiva de conclusão de acordos para a criação de um banco de desenvolvimento e um fundo de reservas emergenciais na VI Cúpula do Brics, que começou ontem em Fortaleza.

— Reiteramos ser essencial a atuação coordenada de nossos países na agenda do G-20: crescer e dar prosperidade a nossos povos. O mesmo ocorre no que tange à ação ativa de Brasil e Rússia em todas as instituições internacionais, em especial nas econômicas, única maneira de tornar, por exemplo, o FMI um mecanismo realmente multilateral e democrático — afirmou.

Rússia e Brasil assinaram oito acordos, entre os quais um plano para elevar o patamar de comércio bilateral, focado em áreas como agronegócio, energia, inovação e alta tecnologia, aeronáutica, indústria farmacêutica e turismo. Dilma e Putin concordaram em aumentar os negócios para chegar a US$ 10 bilhões anuais — em 2013, ficou em US$ 5,65 bilhões. Nos últimosdez anos, o comércio bilateral mais do que dobrou, lembrou Dilma.

BUSCA DE AUTONOMIA TECNOLÓGICA
Por sua vez, o russo disse que o Brasil é seu maior parceiro econômico na América Latina e que seu país tem interesse em desenvolver com os brasileiros projetos nas áreas de energia, produção de máquinas e equipamentos, farmacêutica, informática, construção de aviões e espacial. E ressaltou que seu governo criará “condições confortáveis para companhias brasileiras na Rússia”.

Ao celebrar as parcerias firmadas, como a aquisição de unidades do sistema russo de defesa antiaérea, Dilma disse que os dois países têm que buscar a autonomia científica e tecnológica.

— Nossos países estão entre os maiores do mundo e não podem se contentar, em pleno século XXI, com dependências de qualquer espécie. Os acontecimentos recentes demonstram ser essencial que busquemos, nós mesmos, nossa autonomia científica e tecnológica — disse Dilma à imprensa após o encontro reservado, de quase duas horas.

Putin foi recebido pela presidente e pelo chanceler Luiz Figueiredo na rampa do Palácio do Planalto, com honras de Estado. Ele passou a tropa brasileira em revista e, ao lado de Dilma, ouviu 21 tiros de canhão.

APROXIMAÇÃO PELO ESPORTE
Dilma cumprimentou o russo pela realização das Olimpíadas de Inverno, no início deste ano, e disse que a área esportiva será um tema de parceria, já que a próxima Copa do Mundo será na Rússia, em 2018, e em 2016 o Rio será a sede dos Jogos Olímpicos. Ela frisou que “na atual ordem multipolar, é necessário adotar resoluções pacíficas para os conflitos” e elogiou a postura da Rússia nas questões da Síria e do Oriente Médio.

Mais tarde, depois de almoçarem no Palácio do Itamaraty, Dilma destacou a empatia entre russos e brasileiros.

— Essa maior aproximação não é um fato circunstancial, mas é um imperativo no mundo multipolar. Nós somos países de extensos territórios e grandes populações. Somos detentores de substantivos recursos energéticos e minerais. Somos reconhecidos por nossa atuação autônoma no plano internacional em favor de um mundo mais justo, mais próspero e pacífico — disse Dilma, sem mencionar a crise na Crimeia.

Ela afirmou que, embora a Rússia se localize no extremo norte do planeta, considera-a enquadrada no eixo sul:

— Nessa conjuntura, nesse mundo complexo, nós brasileiros temos o seu país, presidente Putin, como geopoliticamente integrado ao sul do mundo. Vemos que esse sul reivindica a sua identidade e assina um mundo de paz, desenvolvimento e justiça social.

Dilma agradeceu a presença de Putin na Copa — ele assistiu à final — e no encontro do Brics. E
comemorou o fato de a Rússia suceder o Brasil como sede dos dois eventos. Putin disse que o Brasil elevou o nível da organização da Copa e que a Rússia terá de se esforçar para manter o patamar. E destacou o ardor da presidente ao falar de seus planos para o desenvolvimento do país:

— Neste ambiente informal, a presidente falou com tanto amor do seu país, Brasil, e com tanta paixão dos planos que deseja seguir desenvolvendo no Brasil, que não tenho dúvida alguma de que os planos todos serão realizados.
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

ENCONTRO DE EMERGENTES - _ DÚVIDAS NO BANCO DO BRICS
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

Países ainda não definiram quem ficará com sede nem com presidência da instituição
ELIANE OLIVEIRA, LUCIANNE CARNEIRO
E FERNANDA KRAKOVICS
Enviadas especiais
economia@oglobo.com.br

FORTALEZA- Na reta final para a criação do banco de desenvolvimento do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais dos cinco países não conseguiram, ontem, chegar a um acordo sobre onde será a sede da instituição e que país assumirá a primeira presidência do banco de desenvolvimento, que a partir de 2016 vai financiar projetos de infraestrutura de nações emergentes. A decisão terá de ser tomada hoje, durante a reunião de cúpula dos líderes do Brics na capital cearense.

— Não há nada definido. Muita gente quer — disse ao GLOBO Guido Mantega, ministro da Fazenda.

Até o último domingo, estava praticamente certo que Xangai, na China, sediaria o banco, e o Brasil seria o presidente. Porém, divergências marcaram os debates, na véspera da reunião de chefes de Estado do Brics, hoje. Índia, Rússia e África do Sul, que também se candidatam à sede, passaram a reivindicar a presidência da instituição caso percam a disputa para a China.

Apesar das dificuldades para se chegar a um acordo, a presidente Dilma Rousseff preparou um discurso citando o banco de desenvolvimento do Brics como um dos principais resultados do encontro de cúpula. Segundo uma fonte ligada ao Palácio do Planalto, Dilma dirá que a instituição é uma resposta às necessidades dos países emergentes, que continuam duplamente prejudicados pela falta de reformas em organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional, e a lenta recuperação das economias dos países desenvolvidos.

— Há uma preocupação com o lento processo de recuperação econômica, que continua a prejudicar os investimentos e o fluxo de comércio. As incertezas relacionadas ao crescimento e as respostas dos países desenvolvidos podem levar ao aumento da volatilidade dos mercados financeiros — disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e ComércioExterior, Mauro Borges.

DEMOCRACIA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO: FORA

Junto com o banco, que terá um capital inicial de US$ 50 bilhões para financiar projetos do Brics e de outros emergentes, será criado o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), com cerca de US$ 100 bilhões, que poderão ser usados em caso de problemas nos balanços de pagamentos dos cinco países.

Os líderes do Brics assinarão, hoje, um documento com 50 artigos, a Declaração de Fortaleza. Nele, além do banco e do ACR, serão firmados dois acordos de cooperação entre as agências de garantias de crédito à exportação e os bancos de fomento, o que inclui o BNDES. Como nas últimas reuniões de cúpula, a declaração não incluirá os termos “democracia” e “liberdade de expressão”. Haverá uma pequena evolução em direitos humanos, com uma lembrança de que os cinco países fazem parte do conselho que trata do assunto nas Nações Unidas.

— Esses princípios (democracia e liberdade de expressão) já são incorporados solidamente em nossa filosofia de vida. São valores que têm de ser perpetuados. Não devemos abrir mão de nossas posições, e cada um do Brics age como achar que deve agir — disse Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Gestão da Presidência da República.

A discussão sobre democracia ontem acabou virando uma gafe do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade. Perguntado sobre uma possível entrada da Argentina no Brics, disse que o país não se encaixava no conceito do bloco, que inclui não apenas crescimento econômico, mas segurança jurídica e democracia. Mais tarde, perguntado novamente sobre a participação da Argentina no bloco, por um jornalista daquele país, ele voltou atrás:

— Não falei que falta democracia nem segurança jurídica. A Argentina é um grande parceiro do Brasil e da indústria brasileira.

Em comunicado conjunto, os ministros de Comércio do Brics ressaltaram a preocupação com a situação econômica global e com a reação dos países desenvolvidos. O texto destaca ainda que o bloco busca o cumprimento de objetivos e prazos estabelecidos na Conferência de Bali (dezembro), a fim de retomar as negociações da Rodada de Doha, de liberalização do comércio global.

Artigo: Pode o Brasil sair da derrota na Copa para uma vitória no Brics?
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

COLUNA - MAURO LAVIOLA - MERCOSUL ÀS TRAÇAS
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

Para consolidar uma união aduaneira, teria sido necessário empreender a harmonização de políticas macroeconômicas e fiscais, algo jamais levado a sério

Engana-se quem supõe ser a atual crise do Mercosul unicamente fruto da suspensão do Paraguai em julho de 2012 na reunião de cúpula de Mendoza, com a consequente oficialização da Venezuela como membro pleno do bloco. Esse episódio simplesmente agravou, talvez inexoravelmente, os desacertos operacionais e institucionais que vêm se acumulando nos últimos 12 anos.

O advento do Protocolo de Ouro Preto, em dezembro de 1994, estabelecendo o marco inicial de estruturação da união aduaneira, foi concebido numa ordem anacrônica. De início negligenciou as flagrantes assimetrias existentes entre os quatro países que, mais tarde, viriam tornar inviável qualquer projeto de coordenação macroeconômica, condição imprescindível para o avanço do processo de plena integração sub-regional. Dos objetivos traçados naquele marco, logrou-se obter a estruturação da tarifa externa comum que atualmente está sensivelmente perfurada. Praticamente todos os demais compromissos para sedimentar a formação de uma união aduaneira foram rigorosamente descumpridos. Mais tarde, aprovou-se a Decisão CMC 32/2000, hoje considerada uma camisa de força bloqueando o Brasil no esforço para alcançar novos mercados comercialmente mais importantes.

Para consolidar uma união aduaneira, teria sido necessário empreender a harmonização de políticas macroeconômicas e fiscais, algo jamais levado a sério. A sistemática adotada para viabilizar projeto de tal envergadura pautou-se pelo exercício da intergovernabilidade, mediante decisões tomadas por consenso na presunção de que cada país teria o mesmo grau de responsabilidade e capacidade de honrar os compromissos assumidos. O resultado é que o Mercosul apresenta, atualmente, um inimaginável índice em torno de 50% de inadimplência na internalização dos atos comunitários nos respectivos ordenamentos jurídicos.

A década passada foi marcada por inúteis tentativas de “relançamento do Mercosul”, num ambiente de crises internacionais que intensificaram a adoção de políticas nacionais autárquicas, invalidando qualquer esforço coletivo. Nos três últimos anos as transações bilaterais entre Brasil e Argentina sofreram importantes baixas e se arrastam num emaranhado de medidas administrativas e cambiais adotadas por aquele país. Os sérios obstáculos que o governo argentino vem enfrentando na Justiça americana para saldar seu débito externo tendem a agravar o quadro recessivo do país e travar ainda mais seu comércio exterior.

No campo político, a Venezuela, além de não avançar nos compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul firmado em 2006, enfrenta séria crise econômica e política que arranha os compromissos democráticos que ela mesma invocou para influir na punição do Paraguai. Para engrossar o caldo, a Bolívia deverá ingressar oficialmente como o sexto integrante do bloco.

Permanece a dúvida de que qualquer decisão institucional e operacional adotada pelo bloco, a partir de julho de 2012, não tem validade jurídica em obediência ao Artigo 37 do Protocolo de Ouro Preto que reza: “As decisões dos órgãos do Mercosul serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados Partes.” Nada mais peremptório, o que, aparentemente, retarda por mais de um ano a reunião de cúpula e a assunção de nova presidência pro tempore.

Lamentavelmente as traças estão preparando uma linda festa e os barrados no baile serão os setores privados.

Mauro Laviola é vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

COLUNA - RICARDO GUERRA - ECONOMIA À MÃO
Publicado em 07/15/2014 as 11:16 AM

Transações bancárias via canais digitais já ocorrem em maior escala que as tradicionais

O cenário hoje é de proporcionar aos clientes em todos os setores, e em especial no setor financeiro, experiências nos dispositivos móveis que realmente façam sentido para facilitar as suas vidas. Esse contato via canais digitais deve ser amigável, não invasivo e com extrema inteligência e conveniência. O mercado já fornece diversas ferramentas e iniciativas que auxiliam na busca desse equilíbrio.

Neste contexto, ganham pontos positivos e imensuráveis junto ao consumidor as companhias que conseguem identificar as tendências de mercado, aplicando-as ao cotidiano do seu negócio e tendo o cliente como foco. Pouco adianta inovações que não vão chegar ao usuário final na prática cotidiana. Foco na inovação e inovação com foco são os caminhos a serem percorridos nessa estrada.

Um estudo feito pela consultoria Nielsen revela que os americanos já gastam 67% de seu tempo utilizando aplicativos em smartphones ou tablets. Outro levantamento, de autoria da empresa de pesquisa de mercado Flurry Analytics, indica que o uso de aplicativos cresceu 115% em 2013, puxado principalmente pelos aplicativos de mensagem. A segunda categoria que mais ampliou a base de usuários conectados, segundo esse mesmo estudo, foi a de plataformas de utilidade e produtividade, com 150% de alta.

Nessa categoria estão soluções que auxiliam as pessoas em suas atividades profissionais como, por exemplo, processadores de textos e tradutores. E, dentro dos apps de utilidade, alguns dos mais utilizados são aqueles desenvolvidos para os bancos de varejo.

No Brasil, as transações realizadas pelos clientes de bancos via canais digitais — incluindo internet e o chamado mobile banking — já ocorrem em maior escala do que pelos canais tradicionais, como agências, telefone e caixas eletrônicos. Este canal é utilizado para consultas a extratos e saldos, pagamentos, transferências, contratação de crédito e comunicação com gerentes e consultores das instituições financeiras. Em vez de se deslocar para uma agência bancária, por exemplo, o cliente hoje pode usar o celular para realizar um pagamento com a mesma facilidade de se tirar uma foto com o seu aparelho, em poucos segundos, na palma da mão.

De acordo com dados de 2013 da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as operações feitas nesses canais já representam 39% do total, sendo hoje o canal preferido pelos clientes bancários. O mobile banking representa algo em torno de 2,5%, segundo a Febraban, mas o crescimento desse canal tem sido em ritmo acelerado, com o usuário dos dispositivos móveis realizando em média três operações a mais do que os clientes em geral.

As empresas que souberem trabalhar esse conceito estarão na frente da concorrência e vão usufruir melhor das infinitas possibilidades de interação e oportunidades de negócios. Ao facilitar a vida dos usuários, naturalmente terão um reforço a mais em sua reputação e no grau de satisfação dos clientes.

Ricardo Guerra é diretor de canais de atendimento do Itaú Unibanco
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

PETROBRAS FEZ ADIANTAMENTO DE US$ 30 MILHÕES POR COMPRA DE PASADENA
Publicado em 07/15/2014 as 11:15 AM

TCU questiona pagamento antes da compra da refinaria e sem previsão de reembolso
POR EDUARDO BRESCIANI E VINICIUS SASSINE

Refinaria Pasadena, da Petrobras: Petrobras teria adiantado US$ 30 bilhões à empresa belga Astra Oil antes de concluir as negociações da compra Foto: Divulgação/ Agência Petrobras / Arquivo



BRASÍLIA — A Petrobras adiantou US$ 30 milhões à empresa belga Astra Oil antes de concluir as negociações da compra da primeira metade da refinaria de Pasadena, no Texas. Foram pagos US$ 10 milhões em maio de 2006 e US$ 20 milhões no primeiro dia do mês seguinte. Autorizado em fevereiro de 2006 pelo Conselho de Administração da Petrobras, presidido então por Dilma Rousseff, o negócio só foi oficializado em setembro daquele ano. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) questiona a antecipação de recursos e destaca que eles eram “não reembolsáveis”, caso o acordo fracassasse. No ano anterior, a Astra tinha adquirido a refinaria toda por US$ 42,5 milhões.

Os adiantamentos constam de documentos internos da Petrobras obtidos pelo GLOBO e de relatórios do TCU sobre a compra da refinaria. A justificativa é de que a negociação inicial previa a aquisição de 70% de Pasadena, mas o acordo acabou sendo fechado com a compra de 50%. Com isso, houve demora na preparação da documentação contratual, e a Petrobras estava obrigada pelo acordo anterior a antecipar os recursos para a futura sócia.

Segundo os documentos da Petrobras, o adiantamento de US$ 30 milhões foi descontado dos U$$ 360 milhões pagos pela compra da primeira metade da refinaria. A estatal, no entanto, pagou mais do que o valor anunciado porque “ajustes contratuais” consumiram US$ 71 milhões. A parceria com a Astra foi de curta duração e, após uma briga judicial iniciada em 2008, na qual a Petrobras sofreu seguidas derrotas, foi fechado um acordo para o pagamento de outros US$ 820 milhões. Com isso, o valor total pago por Pasadena foi de US$ 1,251 bilhão.

AUDITOR QUESTIONA CONTABILIDADE

Relatório do auditor do TCU Alberto Henriques de Araújo Pereira, de 4 de junho deste ano, questiona o adiantamento. Ele levanta dúvidas inclusive sobre se os US$ 30 milhões foram mesmo descontados no fechamento do negócio porque uma das memórias de cálculo enviadas pela estatal ao tribunal não trazia essa informação. Ele observou que mesmo o desconto deveria ter levado em conta a correção monetária, uma vez que os adiantamentos ocorreram até quatro meses antes da conclusão. Pereira ressaltou ainda que, como a Astra era a dona da companhia de forma solitária até setembro de 2006, a empresa belga pode ter incluído os recursos na contabilidade da refinaria e ter cobrado o valor da Petrobras nos ajustes finais do negócio.

“Há, igualmente, o risco de o montante dos adiantamentos ter sido indevidamente considerado pela Astra como sua parcela de despesas não-amortizadas de capital, uma vez que, em maio de 2006, a Astra ainda era a única proprietária e geria sozinha a refinaria”, ressaltou o auditor.

Procurada pelo GLOBO, a Petrobras disse que não se manifestaria sobre o adiamento. “A Petrobras informa que vem colaborando com todos os órgãos públicos (CGU, TCU, Ministério Público, entre outros), fornecendo informações sobre o processo de compra da refinaria, a fim de contribuir com as respectivas apurações. De modo a preservar o desenvolvimento dos trabalhos externos de apuração, a Petrobras não comentará o assunto”, registrou a assessoria da estatal.

A compra da refinaria de Pasadena já provocou um prejuízo contábil admitido pela Petrobras de US$ 530 milhões. Investigações em curso do TCU, porém, sugerem que os responsáveis pelos negócios devem ressarcir um valor ainda maior. O auditor Pereira sugeriu em seu relatório final que devem ser devolvidos US$ 873,1 milhões. Relatório mais recente, assinado pelo diretor Bruno Lima Caldeira, estima o montante em US$ 620,1 milhões.

Os dois técnicos têm visão divergente também sobre a responsabilidade pelo prejuízo. Pereira defende que os integrantes do conselho de administração, entre eles a presidente Dilma Rousseff, devem ser chamados a uma audiência pública para dar explicações sobre o caso. Caldeira, por sua vez, entende não haver como responsabilizar os conselheiros. Na sua visão, devem ser citados para explicar os prejuízos o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, preso desde julho, além de outros diretores e gerentes da estatal.
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

MERCADO - PETROBRAS BUSCA SOLUÇÃO PARA MANTER CONTRATO MILIONÁRIO NO RS
Publicado em 07/15/2014 as 11:15 AM

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reuniu-se nesta segunda-feira (14) com o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), para reforçar o interesse da estatal em manter a construção de equipamentos para plataformas do pré-sal no Estado, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik.

A construção dos equipamentos no polo naval é de responsabilidade da Iesa Óleo e Gás, que corre o risco de perder o contrato com a petroleira devido a problemas financeiros e atrasos na entrega dos materiais contratados.

A Iesa venceu licitação de US$ 720 milhões com a Petrobras para a construção de 24 módulos de compressão de gás para seis plataformas do pré-sal. O contrato tem ainda a opção de fornecimento de mais oito módulos para outras plataformas, o que elevaria o valor do acordo para US$ 911 milhões.

A Iesa iniciou a construção do polo naval do Jacuí, na cidade Charqueadas, onde vários subfornecedores se instalaram para atender a empresa. Agora, o Estado teme que o contrato seja cancelado e o projeto se mova para outro Estado.

"A presidente Graça Foster reiterou a importância do projeto ficar no Estado", afirmou Knijnik, que participou do encontro com a executiva da Petrobras.

Uma das opções estudadas, segundo Knijnik, seria a formação de uma parceria entre a Iesa Óleo e Gás e a construtora Andrade Gutierrez.

Procurada, a Andrade Gutierrez confirmou as negociações.

"A Andrade Gutierrez informa que as negociações sobre a entrada da empresa no projeto do Polo Naval de Jacuí ainda estão em andamento, com a Petrobras e com a Iesa, mas que ainda não há uma definição sobre o assunto", informou em nota.

MÓDULOS

Embora o primeiro pacote com seis módulos tivesse previsão para ser entregue neste mês, o presidente Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luiz de Carvalho, afirmou à Reuters que não há nenhum pronto.

Carvalho, que não participou da reunião, destacou que há mais de mil trabalhadores envolvidos na obra dos módulos, e a retirada do projeto do Rio Grande do Sul prejudicaria o Estado.

Procurada para se posicionar sobre a reunião, a Petrobras afirmou que o encontro foi fechado e que não havia informações sobre a agenda de discussões.

Em relação ao contrato, a empresa reiterou que desde o ano passado tem se empenhado, junto à Iesa, na busca de alternativas para manter a execução do contrato, "com objetivo de contornar as dificuldades oriundas da crise financeira do Grupo Inepar, do qual a Iesa Óleo e Gás faz parte".

A estatal também destacou que estão sendo realizados esforços para manter a execução dos serviços no Rio Grande do Sul.

"Para tal, soluções de longo prazo estão sendo identificadas e analisadas, tendo como prioridade o atendimento aos prazos do projeto de construção das plataformas", afirmou em nota.

A Iesa não foi encontrada para comentar a informação.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 15/07/2014

PODER - MUNDIAL CHEGA AO FIM COM 23 OBRAS INACABADASANDRÉ MONTEIRO
Publicado em 07/15/2014 as 11:15 AM

A Copa deixa como herança 23 obras que deveriam ter sido entregues entre 2011 e junho de 2014, mas que não ficaram prontas a tempo.

A maioria, dez intervenções, não tem prazo de entrega. Outras três estão prometidas para 2016, ano da Olimpíada no Rio. Segundo Estados e prefeituras, das dez obras restantes, cinco devem ser entregues até dezembro de 2014 e mais cinco em 2015.

As "sobras" da Copa consistem em obras nas áreas de mobilidade, aeroportos e portos, que ficaram pelo caminho por atrasos na licitação ou na execução, ou por questionamentos na Justiça.

Todas elas estão ou estiveram na matriz de responsabilidades, documento no qual os governos listaram o que fariam para a Copa.



Alexandre Rezende/Folhapress        
Obras no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais



As 23 ações tiveram custo inicial de R$ 8,8 bilhões; o preço atual está em R$ 11 bilhões, 25% a mais.

Será concluída em 2016, por exemplo, a ampliação do terminal de passageiros do aeroporto de São José dos Pinhais, que atende Curitiba.

A obra ficaria pronta em 2013, mas atrasou. Responsável por gerir o aeroporto, a Infraero então dividiu as ações em duas: para a Copa, reformou, modernizou e instalou pontes de embarque, por entender que o aeroporto dava conta do movimento.

A partir de agora, se dará a ampliação de fato, que elevará a capacidade do terminal de 8,5 milhões para 14,8 milhões de passageiros por ano.

Fracionar as obras em duas etapas –Copa e pós-Copa– foi estratégia do governo em outros sete aeroportos (Confins, Cuiabá, Fortaleza, Galeão, Manaus, Porto Alegre e Salvador), diante da constatação de que as obras não acabariam a tempo. A Infraero entende que todas as obras feitas atenderam à Copa.

Outra das ações que ficaram pelo caminho foi a Via 710, em Belo Horizonte, que deveria ter ficado pronta em 2012, o que não ocorreu.

Segundo a prefeitura, houve problemas com desapropriações e foi necessária a adequação de projetos. Uma nova licitação foi aberta, e as obras devem levar ao menos mais 18 meses.

As 23 intervenções por fazer integram 167 iniciativas que o governo se comprometeu a fazer desde 2010. Desse total, a maioria, 88 (53%), foi feita a tempo do Mundial.

O Ministério do Esporte afirma que todas as ações "fundamentais para a realização" da Copa no país "ficaram prontas a tempo" e que as demais estão em execução e serão concluídas como obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento].
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 15/07/2014

CHINA E ÍNDIA DISCUTEM INSTALAÇÃO DE PETROLÍFERA E ACORDO ANTITERRORISMO
Publicado em 07/15/2014 as 11:14 AM

O primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, estiveram reunidos ontem, segunda-feira (14), em Fortaleza para discutir um acordo bilateral que envolve a parceria econômica entre os países e uma ação conjunta contra o terrorismo.

O encontro reservado entre os dois líderes aconteceu um dia antes da reunião entre os cinco chefes de estado que representam os países na sexta cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorre amanhã, terça-feira (15), na capital cearense.

Em entrevista coletiva, Modi revelou que, durante o encontro de 1 hora e 20 minutos com Xi Xiping, ele pediu que uma das gigantes petrolíferas da China passasse a investir na Índia.

"Ele ficou de estudar esta questão", disse o primeiro ministro indiano, que ressaltou ainda que historicamente nas relações comerciais entre os dois países a balança tem sido desfavorável aos indianos.

Foram tratados também formas de aumentar o turismo entre os dois países, além de parcerias de serviço, comércio e indústria.

Modi disse ainda que recebeu um convite do presidente da China para visitar Pequim em novembro, quando acontece o encontro dos países que compõem o bloco Asio-Pacífico, entre eles EUA, Japão, China e México.

Um dos últimos pontos tratados entre os dois líderes foi um plano conjunto para se precaver do terrorismo, sobretudo islâmico. As ações sem parceria não foram detalhadas.

Nos últimos anos, o governo chinês tem intensificado as ações contra o terrorismo após atentados ocorridos no interior do país, mais precisamente na província de Xinjiang. Segundo o governo, há grupos extremistas que reivindicam a independência deste território com apoio tático dado por países como Afeganistão e Paquistão.
Fonte: Folha de São Paulo/ANDRÉ UZÊDA DE FORTALEZA
Data : 15/07/2014

PETROBRAS E ESTATAL RUSSA ASSINAM ACORDO PARA ESCOAR GÁS DA AMAZÔNIA
Publicado em 07/15/2014 as 11:14 AM

A petroleira estatal russa Rosneft assinou acordo com a Petrobras para buscar maneiras de vender o gás natural disponível em regiões remotas da selva amazônica, disseram as companhias nesta segunda-feira (14).

As empresas não deram detalhes do acordo, e limitaram-se a dizer a que é um "protocolo de intenções".

A Rosneft detém 51% de participação em blocos de petróleo e gás na bacia do Solimões, a oeste de Manaus, no Amazonas, em parceria com a HRT, que possui os outros 49%.

Os blocos contêm reservas contingentes estimadas em 542 milhões de barris de óleo equivalente, sendo que 83% deste volume é de gás natural, segundo a HRT.

As reservas contingentes são formadas por petróleo e gás que foram descobertos mas não têm todos fatores que garantam sua viabilidade comercial.

As reservas estimadas atualmente são equivalentes ao volume de petróleo que os Estados Unidos utilizam em um mês.

O acordo entre Rosneft e Petrobras foi assinado durante a visita do presidente russo Vladimir Putin ao Brasil.

Dois anos atrás, a HRT e a Petrobras assinaram um memorando de entendimento para estudar as opções de venda de gás na Amazônia. Apesar do acordo e de vários estudos, nenhuma solução foi encontrada.

Explorar gás na Amazônia é difícil devido à distância até grandes centros consumidores e à complexidade da construção de gasodutos no meio da selva.

Entre a região do gás e Manaus, centro consumidor mais próximo, há cerca de 900 km de floresta densa.

O gasoduto mais próximo, da Petrobras, foi construído para que a estatal brasileira possa escoar seu próprio gás produzido na região.

"Precisamos vender o gás e a Petrobras tem um sistema de transporte ao qual se poderia ter acesso, e nós iremos discutir estas questões", disse a repórteres o presidente da Rosneft, Igor Sechin, durante a visita de Putin no Brasil.
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 15/07/2014

EMPRESÁRIOS DO BRICS VÃO SUGERIR TROCA DIRETA DE MOEDA ENTRE PAÍSES DO BLOCO
Publicado em 07/15/2014 as 11:14 AM

Os empresários dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão apresentar, nesta terça-feira (15/7), na reunião de chefes de Estado do grupo, um documento com sugestões para aprimorar a economia do bloco.

Uma das propostas é permitir a troca direta de moedas entre os países, para facilitar e baratear os custos de transação. Segundo o presidente da sessão brasileira do Conselho Empresarial do Brics, Rubens De La Rosa, a transação deverá ser feita no âmbito do Banco de Desenvolvimento do Brics, que deve ter sua criação formalizada na reunião de amanhã.

“Isso vai permitir que, se eu tiver que fazer uma remessa à Índia, eu não tenha que converter [o valor] em dólares e depois em rupias, gerando custos de transação. Assim, teremos pequenas baixas que diminuirão o custo financeiro de operação. É uma medida simples e possível de ser feita no ambiente do banco”, explicou Rosa.

Para os empresários, a criação de um banco para o bloco irá acelerar o comércio, negócios e investimentos entre os países do Brics.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o banco será importante para todas as empresas dos cinco países, principalmente por permitir que investimentos entre eles tenham mecanismos de financiamento internacional com garantias dadas pelas matrizes das empresas. “É muito difícil para uma empresa fazer investimento lá fora simplesmente com seus próprios recursos. Então, esse mecanismo será fundamental para aumentar o número de empresas brasileiras com investimentos no exterior”, afirmou Andrade.

Os empresários vão sugerir também medidas para facilitar a emissão de vistos de negócios e a redução das barreiras não tarifárias, como restrições técnicas e fitossanitárias. “Hoje, as empresas brasileiras estão sujeitas a regras de agências reguladoras e, muitas vezes, os produtos importados não atendem às mesmas especificações, nem estão sujeitos às mesmas regras. O que queremos é que a empresa brasileira compita no mesmo ambiente, que os produtos importados tenham que atender às mesmas especificações dos produtos brasileiros”, ressaltou o presidente da CNI.

Na tarde de hoje, mais de 700 empresários dos países do bloco participaram do encontro organizado pela CNI, realizado paralelamente à 6ª Cúpula do Brics. Durante o evento, o Conselho Empresarial do Brics vai debater as expectativas econômicas e de integração do bloco. Para a noite de hoje, está prevista uma rodada de negócios, que deve reunir representantes de mais de 600 empresas dos cinco países e movimentar US$ 3,9 bilhões. Agência Brasil
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 14/07/2014

REGULAMENTO DE EXPLORAÇÃO DOS PORTOS DO PARANÁ
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

O Regulamento de Exploração dos Portos de Paranaguá e Antonina estabelece regras básicas de funcionamento e que devem ser obedecidas por todos que exercem suas atividades no âmbito das instalações sob gestão direta da Autoridade Portuária.

As instalações de uso privativo e público sob gestão privada, além de todos os serviços, as atividades e as fainas ligadas à guarda e à movimentação de cargas do comércio marítimo devem obedecer as regras listadas no Regulamento.

O texto foi ratificado pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) dos portos e publicado em 17 de setembro de 1998, ainda regido pelo então Lei de Modernização dos Portos (8.630/1993), posteriormente substituído pela nova regulamentção (12.815/2013).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

APPA APRESENTA REGULAMENTAÇÃO DA EMPRESA PÚBLICA À COMUNIDADE PORTUÁRIA
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) apresenta nesta quarta-feira (16) à comunidade portuária de Paranaguá detalhes sobre o decreto recém publicado que regulamenta a instituição da empresa pública que passará a gerir os portos paranaenses.

Participam da reunião operadores portuários, agentes de navegação, sindicatos, prefeitura, Câmara de Vereadores, além de representantes da Polícia e Receita Federal, Fiep e Faep.

A reunião é aberta para acompanhamento da imprensa. Após o encontro, o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, concederá entrevista coletiva sobre o tema.

Serviço
O que: Appa apresenta regulamentação da empresa pública à comunidade portuária e concede entrevista coletiva à imprensa

Quando: 16/07/14, às 9h30
Local: Auditório Emir Roth, na sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina

As informações são da Assessoria de Comunicação da Appa.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

PETROBRAS GARANTE SEQUÊNCIA DE ESTUDOS PARA O APROVEITAMENTO DO GÁS DA BACIA DO SOLIMÕES
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

O aproveitamento do gás disponível na Bacia do Solimões, na Região Amazônica do Brasil, está na pauta da Petrobras. A companhia assinou nesta segunda-feira (14) um protocolo de entendimentos com a estatal russa Rosneft e a HRT Petróleo para dar continuidade aos estudos que avaliam a viabilidade econômica que apontarão se a exploração será possível.

De acordo com comunicados emitidos pela Petrobras, os estudos terão foco em soluções voltadas para liquefação do gás ou geração de energia.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

CPI EXAMINARÁ QUEBRA DE SIGILO DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

A Agência Senado informa que a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa está entre os 395 requerimentos a serem analisados pelos parlamentares na próxima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que investiga denúncias de corrupção na estatal. O encontro está agendado para quarta-feira (16/7). É a terceira vez que a comissão de inquérito tenta votar a pauta, visto que em duas ocasiões anteriores não houve quórum.

Costa está preso preventivamente depois que a Operação Lava Jato da Polícia Federal concluiu que ele mantinha estreitos laços com o doleiro Alberto Yousseff num esquema de corrupção na companhia brasileira. A quebra de sigilo de dados do doleiro também está na pauta da comissão de inquérito.

O ex-funcionário da Petrobras já foi ouvido pela CPI da Petrobras do Senado. No depoimento aos senadores, ele negou as acusações, disse desconhecer o fato de Yousseff ser doleiro, mas admitiu ter feito um trabalho para ele, tendo recebido como pagamento um Land Rover blindado de R$ 300 mil.

Depoimentos
Também estão na pauta da reunião da CPI mista dezenas de pedidos para convocações e convites de testemunhas. Os parlamentares querem ouvir, por exemplo, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba, que aceitou denúncia do Ministério Público resultante da Operação Lava Jato, além de diretores da Petrobras que podem dar esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e a construção da Refinaria de Abreu e Lima. A CPI mista só ouviu duas pessoas até agora: o ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli e a atual presidente, Graça Foster.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

SECRETARIA DE PORTOS PROLONGA PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DOS PDZS DOS PORTOS ORGANIZADOS
Publicado em 07/15/2014 as 11:12 AM

O prazo para apresentação dos Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZs) dos portos organizados no Brasil foi prolongado nesta segunda-feira (14) por meio da Portaria SEP/PR 206, publicada no Diário Oficial da União. A mudança atende a um pleito das Autoridades Portuárias, que solicitaram mais tempo para discutir e elaborar seus respectivos PDZs em conformidade com os estudos de demanda estabelecidos nos planos mestres (master plans) definidos pela Secretaria de Portos.

14 portos, entre eles os dos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul, terão que apresentar o PDZ até 30 de novembro de 2014. Outros 23 portos, incluindo os de Santos, Suape, Pecém e Itajaí, têm estabelecido o prazo de 10 meses após a data de publicação do Plano Mestre no site da SEP. Clique aqui para ver a publicação no Diário Oficial.

Foto: Divulgação
Prazo maior para autoridades portuárias como a de Santos apresentarem o PDZ



A Portaria SEP/PR 206 altera o Anexo I da Portaria SEP/PR 03, de 07 de janeiro de 2014, que institucionalizou as diretrizes para elaboração e revisão dos instrumentos de planejamento do setor portuário que contemplam, além do PDZ, o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) e os respectivos planos mestres, além do Plano Geral de Outorgas.

Até a publicação da nova Lei dos Portos (12.815/2013), a Autoridade Portuária elaborava o planejamento do respectivo porto, contudo, sem garantir que esse planejamento estivesse integrado a uma programação nacional de investimentos. A partir do novo marco regulatório, coube à SEP a missão de elaborar o planejamento setorial em conformidade com as políticas e diretrizes de logística integrada, abrangendo tanto acessos portuários quanto infraestrutura e desenvolvimento urbano.
Com informações são da assessoria de comunicação da Secretaria de Portos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

ARGENTINA COTADA PARA ENTRAR NO BRICS. MAS ELA CABE?
Publicado em 07/14/2014 as 12:06 PM

A Argentina poderá ser o mais novo membro dos Brics, a convite da China. A declaração de Li Baorong, representante de Pequim para a América Latina e Caribe, no início da semana, abriu a discussão se a Argentina possui calibre para acompanhar o ritmo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O economista em Assuntos Internacionais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Agostinho Paschalicchio, para se manter no Brics, o país latino terá de mudar sua política externa, pagar a dívida junto aos credores estrangeiros e retomar a confiança dos investidores internacionais. “O curioso é que a Argentina chegou a ser uma nação desenvolvida, mas que aos poucos foi perdendo seu grau de desenvolvimento.”

Agostinho destaca que os pontos fortes da Argentina são a qualificação da mão de obra e o parque industrial (plásticos e automóveis) instalado. “As commodities também são diferenciais”, considera.

Para o especialista, a dívida externa não está nos padrões convencionais. “Os organismos internacionais deviam ter adotado medidas de pagamento menos rígidas e não uma penalidade ao país”, critica.

Complicadores
Mesmo com os fatores favoráveis aos vizinhos brasileiros, não agrada sua postura comercial comercial. “A Argentina gera entraves comerciais para o Mercosul, por causa do excesso de protecionismo”, destaca o economista Ricardo Eleutério. Para ele, a instabilidade financeira do país, além do distanciamento comercial com países da Europa e com os Estados Unidos, seriam fatores nocivos à saúde do Brics.

Além de uma possível relação intempestiva com os membros, a chegada da Argentina seria uma maneira de a China exercer maior influência na política internacional. “Tudo se trata de jogo político”, diz o professor em Economia Internacional da PUC-SP, Antônio Carlos dos Santos. Para ele, a Argentina no Brics disputaria a hegemonia da América do Sul com o Brasil.

Novos emergentes
A entrada de outros países emergentes no Brics representaria um maior poder de comércio para o grupo. Os mais cotados são Brics são Austrália, México, Tailândia e Indonésia. Somados, o Produto Interno Bruto desses países juntos alcançam US$ 3,7 trilhões.

Um diplomata do Itamaraty ouvido pelo O POVO, informou não ter deliberações para entrada de novos membros no Brics.
Fonte: O povo (CE)
Data : 14/07/2014

LÍDERES DO BRICS REÚNEM-SE EM FORTALEZA PARA UM NOVO CICLO
Publicado em 07/14/2014 as 12:05 PM

Mesmo com taxas de crescimento inferiores em relação aos último anos, a expectativa de contribuição conjunta de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados Brics, à economia mundial ainda é grande. Especialmente porque, neste ano, embora sendo alvo de várias projeções pessimistas, o desempenho desses países deverá continuar acima do esperado para as economias avançadas. E é em meio a esse clima que Fortaleza recebe hoje e amanhã o encontro anual dessas nações, onde são aguardadas aproximadamente três mil pessoas. O peso da VI Cúpula do Brics, na Capital cearense, pode ser medido por seus participantes, já que todos os chefes de Estado, acompanhados de ministros, empresários e lideranças, participam do evento. De prestígio e força crescentes no mundo, esses países tornaram-se parte indispensável na resolução dos principais temas internacionais, sobretudo em um momento de continuidade da crise econômica na Zona do Euro e nos Estados Unidos.

Juntos, os cinco integrantes estendem-se por cerca de 26% da área terrestre do planeta e abrigam 46% da população mundial. Em matéria de crescimento econômico, encontram-se à frente do prognóstico de 2001 (África do Sul ainda não incluída): detém 18% do PIB mundial, ante à previsão original do Banco Goldman Sachs, de 14,2%.

Estima-se que, adicionando a África do Sul, hoje, eles respondam por cerca de 25% da economia global. Detentores de imensas riquezas naturais, a participação do Brics nas exportações mundiais, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), também é expressiva, mais do que dobrando entre 2001 e 2011, passando de 8% para 16%. Nesses onze anos, o volume total de exportações cresceu mais de 500%, comparado com o crescimento de cerca de 195% do montante global de vendas externas.

Temática

Tais dimensões certamente deverão se traduzir na temática oficial da Cúpula - Crescimento Inclusivo: Soluções Sustentáveis -, bem como dos encontros bilaterais. Nesse contexto, destaca-se o setor financeiro, que é uma nova frente de cooperação. Nesse campo, encontram-se em estágio avançado as negociações para o estabelecimento de um banco de desenvolvimento, voltado ao financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável no Brics e em outros países em desenvolvimento, o que deverá sair já no encontro deste ano.

Do mesmo modo, deverá ser concluído o acordo com vistas à formação do Arranjo Contingente de Reservas, fundo com montante inicial de US$ 100 bilhões, ao qual os países emergentes poderão recorrer em momentos de dificuldade de liquidez. Um dos objetivos é contribuir para a estabilidade financeira internacional, ao oferecer uma linha de defesa adicional.

Dessa forma, a Cúpula de Fortaleza marcará a abertura de um novo ciclo do Brics. O Brasil tenciona dar continuidade ao processo para que o grupo venha a auferir ganhos incrementais com base na cooperação já existente. A intenção de conferir em Fortaleza ênfase particular às dimensões de inclusão social e de desenvolvimento sustentável também dará visibilidade às políticas públicas implementadas por esses países e à contribuição do crescimento econômico do Brics na redução da pobreza.

Para o Brasil, a importância do grupo surge na medida em que reúne cinco parceiros estratégicos, com expressiva articulação em suas regiões e crescente participação na economia global. A partir da Cúpula realizada na Capital cearense, o País assumirá a presidência de turno do Brics e liderará a implementação do Plano de Ação a ser aprovado na ocasião. Para marcar a abertura dessa Cúpula, o Diário do Nordeste preparou este especial, para que se tenha uma ideia da dimensão econômica, política e social de cada país-membro do Brics, assim como do que deverá ser tratado nesses dias de evento.
Fonte:Diário do Nordeste (CE)\Anchieta Dantas Jr.
Data : 14/07/2014

CHINA DEVE SER A LÍDER GLOBAL EM CINCO ANOS
Publicado em 07/14/2014 as 12:05 PM

Mesmo diante de um quadro de desaceleração, iniciado a partir de 2012, quando o país cresceu "apenas" 7,8% sobre o ano anterior, a China ainda possui atualmente uma das economias que mais avançam no mundo. A média de crescimento econômico chinês, na última década, foi de quase 9%. Taxa superior, inclusive, à das maiores potências mundiais. O seu Produto Interno Bruto (PIB) atingiu, naquele ano, US$ 8,28 trilhões, o que a colocou na posição de segunda maior economia global, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Seu peso chega, assim, a cerca de 15% de toda a economia do Planeta.

Mas as perspectivas positivas não param por aí. Apesar de redução nas projeções de crescimento econômico neste ano, ainda assim as estimativas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas no fim de maio último, apontam que em cinco anos a China deverá superar o país de Obama, tornando-se, em 2019, a maior economia do mundo, quando seu PIB alcançará US$ 22,4 trilhões pela paridade do poder de compra - US$ 300 bilhões superior ao norte-americano.

Liderança

Cálculo da agência de notação Moody's, entretanto, também anunciado em maio passado, e que usa os mesmos critérios, é bem mais otimista, apontando que a liderança chinesa deverá ocorrer em prazo ainda mais curto, já até o fim de 2014. Para que isso acontecesse, nos últimos 30 anos, principalmente a partir dos anos 1990, a China migrou de um sistema de planejamento centralizado e, em grande parte, fechado ao comércio internacional, para uma economia mais orientada ao mercado, com um setor privado em acelerado crescimento, sistema por ela denominado de "economia de mercado socialista".

Tanto que hoje, o país é um importante parceiro comercial para muitas nações, inclusive dos demais integrantes do Brics. Ao mesmo tempo, é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima. Tornou-se membro da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001, e participa do bloco econômico Apec (Asian Pacific Economic Cooperation), junto com o Japão, a Austrália, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Chile e dentre outros países.

Destaques

Maior produtor mundial de alimentos - 500 milhões de suínos e 450 milhões de toneladas de grãos -, detém a produção global de milho e arroz; possui uma agricultura altamente mecanizada, elevou os investimentos na área de educação, principalmente técnica; assim como incrementou a aplicação de recursos financeiros em infraestrutura, com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos. Além do que, investiu fortemente nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo.

Abertura econômica

Com a abertura da economia para a entrada do capital internacional, muitas empresas multinacionais se instalaram em território chinês e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão-de-obra abundante e mercado consumidor amplo.

Tais condições tornaram-se possíveis dado o controle governamental sobre os salários e regras trabalhistas. Com estas medidas as empresas chinesas têm um custo reduzido com mão-de-obra, fazendo dos produtos chineses os mais baratos do mundo. Este fator explica, em parte, os altos índices de exportação registrado pelo país. (ADJ)

O que desafia o crescimento chinês

A desaceleração no ritmo de crescimento da economia da China, na avaliação do professor Carlo Patti, pesquisador do Brics Policy Center, poderá trazer turbulências tanto internas como externas. "As falhas do estado chinês começam a aparecer", afirma. Ameaçada por protestos cada vez mais frequentes, especialistas apontam que o país não quer ver repetida a tragédia da Praça da Paz Celestial, de 1989. Tampouco quer a experiência da Primavera Árabe reproduzida em Pequim.

Atender à demanda da nova classe média por melhor saúde e de educação e pela criação da previdência pública tornou-se outra peça essencial entre os atuais desafios governamentais. Até porque o país quer se tornar líder mundial de inovação até o ano de 2035. E, para atingir tais metas, um pacote de reformas com 60 tópicos foi anunciado em novembro de 2013, quase ao mesmo tempo em que o governo lançou uma campanha de combate à corrupção.

De acordo com seus líderes, a China precisa dar um salto para a produção de alta tecnologia. Terá de deixar os setores intensivos em mão de obra e ajustar a sua produção aos salários que começam a aumentar. Mais complicado, no entanto, será abrir o setor financeiro e a conta de capitais e flexibilizar a política de câmbio desvalorizado.

No âmbito externo, chama a atenção Patti, o menor ritmo de crescimento repercuti em escala mundial e não deixa de fora os demais integrantes do Brics, seus grandes parceiros comerciais. O fato é que, conforme os analistas de mercado, o mundo já se ajusta à decisão da China de desacelerar seu crescimento. Taxas superiores a 10% ao ano não se repetirão enquanto Pequim estiver empenhada em deslocar o eixo da expansão da economia do binômio investimento-exportação para o consumo.

Neste ano, o país crescerá 7,5%. A taxa deverá cair até 2019 para 6,5%, quando mesmo com o crescimento contido, a China deverá superar os Estados Unidos como maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, "ela enfrenta tensões com seus vizinhos, e, em paralelo, com os Estados Unidos, mais um desafio a superar", diz Patti. (ADJ)

Poluição e inflação pesam

Entretanto, apesar de a economia chinesa ser a segunda maior do mundo na atualidade, ficando atrás apenas dos EUA, e avanços terem sido registrados após as reformas adotadas e sua abertura ao exterior, o país segue enfrentando dificuldades como a má distribuição de renda e níveis elevados de poluição. Em relação à renda, seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita ainda é equivalente ao de um país em desenvolvimento, inclusive se comparado ao do Brasil. Estudiosos apontam também que grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente nas áreas rurais.

Embora 16,5 milhões de chineses tenham deixado de viver abaixo da linha de pobreza em 2013, quase 82,5milhões de pessoas permanecem nessa situação, conforme anunciou no início deste ano o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. No conjunto, os habitantes que vivem com menos de 2.300 yuan (280 euros) por ano correspondem agora a 6% da população.

Já o rendimento anual disponível per capita entre a população urbana (53,73% do país) cresceu 7% no ano passado em relação a 2012, para 26.955 yuan (3.200 euros), indicou a mesma fonte. Nas zonas rurais, a subida foi maior (9,3%), mas o rendimento continua muito aquém do que se ganha nas áreas urbanas: apenas 8.896 yuan (1.060 euros).

No entanto, apesar desses avanços, a China continua a assumir-se como país em desenvolvimento, com um PIB per capita de cerca de US$ 6 mil, pouco mais do que a metade do alcançado pelo Brasil (US$ 11,34 mil). Outro agravante para esse quadro, expõem os especialistas, são os baixos salários.
Fonte: Diário do Nordeste(CE)\ADJ
Data : 14/07/2014

PETROBRAS PERDE US$ 145 MILHÕES APÓS SAÍDA DE RONCADOR
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

Alegando riscos operacionais, a companhia desconectou em março a plataforma FPSO Brasil do campo de Roncador, na Bacia de Santos - o mais produtivo do país

Mesmo pressionada para ampliar a produção, a Petrobras paralisou a operação de uma plataforma sem adotar as medidas compensatórias exigidas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Alegando riscos operacionais, a companhia desconectou em março a plataforma FPSO Brasil do campo de Roncador, na Bacia de Santos - o mais produtivo do País. A medida contrariou resolução que previa a "substituição imediata" da unidade. Nos dois meses seguintes à parada, a produção diária em Roncador caiu 23 mil barris em relação à média do mesmo período de 2013, com perdas em receitas que podem chegar a US$ 145 milhões.

A resolução da ANP, aprovada pela diretoria no dia 19 de março, se baseou em relatório técnico feito em novembro. A análise previa a realização de vistoria na FPSO Brasil e a execução dos "reparos necessários" ou a troca "por uma unidade de produção equivalente". Para a agência, estava "clara a necessidade de mais do que as quatro plataformas previstas para o campo de Roncador".

A inspeção foi realizada em janeiro e durou 16 dias, com a unidade paralisada. O procedimento indicou que, para reverter os problemas e garantir "continuidade operacional no longo prazo", seria necessário executar "obras de grande porte incompatível com uma unidade em operação offshore". A Petrobras, então, concluiu que a obra era "inviável técnica e economicamente" e que seria preciso "dar início imediato ao projeto original de remanejamento dos poços".

No dia 31 de março, a plataforma foi completamente desmobilizada. Para evitar sanções, a Petrobras entrou com recurso contra a resolução original, alegando riscos à segurança. Em junho, em nova reunião da diretoria, a agência acatou o recurso sem definir punições à estatal.

Pela nova resolução, a Petrobras deverá apresentar uma alternativa para a retomada da produção somente em dezembro, com a revisão do plano de desenvolvimento de Roncador. O documento determina que a empresa assegure "um incremento adicional de produção de um volume equivalente à produção de uma plataforma da capacidade do FPSO Brasil em 10 anos". A ANP estima, no período, um volume entre 243 e 290 bilhões de barris.

Produção

A Petrobras nega que a parada da plataforma tenha afetado sua produção. Em nota, a companhia informou que a operação da plataforma no campo tinha "caráter provisório" e sua desmobilização "já constava na previsão de produção" e no contrato de afretamento.

Na última segunda-feira, a ANP divulgou balanço de produção do País em maio. Os números indicam que o desempenho da Petrobras em Roncador caiu 5% na média de abril e maio, em comparação com o mesmo período de 2013, quando a unidade FPSO Brasil ainda estava em produção.

A baixa representa um volume de 23 mil barris por dia na produção. Considerando o valor médio de US$ 105 para o barril de petróleo no período, as perdas de receitas da empresa chegariam a cerca de US$ 145 milhões nos dois meses após a parada da unidade.

O balanço de produção de junho ainda não foi contabilizado. Segundo a agência reguladora, a produção em Roncador foi de 271 mil barris por dia em dezembro, antes das paradas para manutenção e inspeção. Naquele mês, a FPSO Brasil bateu recorde de produção, com 37 mil barris de óleo extraídos de quatro poços produtores.

Desde então, a partir das paradas de manutenção e inspeção da plataforma, a produção da estatal é decrescente em Roncador, chegando a 234 mil barris de óleo produzidos por dia, em abril. O volume representa uma diferença de 37 mil barris por dia. A média normal de produção diária da plataforma desligada era de 30 mil barris.

A partir de maio, entretanto, a produção no campo voltou a subir retornando ao patamar de 249 mil barris extraídos diariamente. A melhora aconteceu após a entrada de uma nova plataforma, a P-62. A unidade já estava prevista no plano de negócios da companhia como adição à produção. A plataforma ainda está operando abaixo da capacidade máxima, com mais 14 poços a serem conectados até o final do ano.

Outra plataforma, a P-52, atingiu em maio recorde operacional, compensando parte das perdas. A unidade adicionou quatro mil barris à produção do campo de Roncador somente naquele mês. A embarcação é uma das unidades que receberá os poços produtores originalmente ligados à FPSO Brasil, juntamente com a plataforma P-54. Juntas, elas já operam em 27 poços perfurados no campo e vão receber pelo menos outros quatro.

Segundo a Petrobras, "as ações que viabilizam o retorno dos poços estão em andamento e a produção será retomada até dezembro".

Com a desmobilização, o navio plataforma FPSO Brasil foi devolvido à proprietária, a empresa holandesa SBM Offshore. A afretadora é citada em denúncias de corrupção e pagamento de propina a funcionários da estatal. Auditoria interna da Petrobras, entretanto, não identificou irregularidades. Ainda assim, a estatal suspendeu temporariamente a participação da empresa em novas concorrências.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)/AGÊNCIA ESTADO
Data : 14/07/2014

CHINA DEVE ANUNCIAR INVESTIMENTOS NO BRASIL
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

A China deve anunciar investimentos nos setores de transportes, energia e alimentos durante a passagem do presidente Xi Jinping ao Brasil nesta semana, por ocasião do encontro do Brics, em Fortaleza. Os investimentos em projetos de infraestrutura, que podem incluir estradas de ferro, usinas de energia elétrica e exploração de petróleo, devem beneficiar ambas nações, de acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang.

"A China tem grande interesse nas commodities brasileiras, portanto, quer investir em estradas no Brasil para reduzir o custo do transporte", disse Tang. "É uma situação em que os dois lados ganham, porque o governo brasileiro quer atrair investimentos para a infraestrutura", disse.

Os líderes dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - também devem anunciar progressos relacionados ao banco de desenvolvimento e ao Arranjo Contingente de Reservas (CRA), um fundo para socorrer nações durante crises.

Mas o relacionamento do Brasil com a China deve ser o foco da vinda do líder chinês ao País. Após a conclusão do encontro dos Brics na quarta-feira, Xi permanecerá no Brasil para uma visita de Estado.

O ministro do Desenvolvimento e Comércio do Brasil, Mauro Borges disse que ambas nações estão em busca de um canal de interação econômica. O Brasil quer exportar mais produtos de maior valor agregado para a nação asiática. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, tendo importado US$ 21,8 bilhões do Brasil no ano passado, em sua maioria minério de ferro e soja.

"A China continuará a ser um parceiro importante" em commodities disse Borges, mas "queremos ampliar a pasta de nossas exportações" para o país asiático.

Os líderes chineses e empresas estatais vêm durante anos firmando acordos na área de recursos naturais no mundo, segundo a diretora do programa China e América Latina para a consultoria Inter-American Dialogue, Margaret Myers.

No passado, as companhias chinesas ingressaram em compras de terras, minas e outros ativos relacionados a recursos naturais, o que, por algumas vezes, alarmou alguns países preocupados com a segurança nacional. A reação negativa causada, que incluiu a imposição pelo Brasil de um limite nas compras por estrangeiros, mudou a tática chinesa, notou Margaret. As companhias chinesas estão agora adquirindo, por exemplo, fábricas de processamento, ao invés de adquirir fazendas produtoras de soja, diz a pesquisadora.

As companhias chinesas já têm um papel importante no desenvolvimento do pré-sal, o que a Petrobras não pode fazer sozinha. Em outubro, o Brasil vendeu o direito de exploração de um campo para o consórcio formado pelas duas maiores empresas de energia da China, a Cnooc e a China National Petroleum, pela Royal Dutch Shell, Total e Petrobras.

O ministro brasileiro disse que um contrato para a venda de aeronaves brasileiras para companhias áreas chinesas deve ser assinado durante a visita de Xi.
Fonte:Gazeta do Povo (PR)
Data : 14/07/2014

GUARUJÁ INTENSIFICA A FISCALIZAÇÃO DO TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

A prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, e a Marinha do Brasil assinarão Termo de Convênio para promover a fiscalização do tráfego de embarcações e dos equipamentos náuticos em geral que possam colocar em risco a integridade física dos cidadãos nas praias. O documento, que concretiza a cooperação técnica, será assinado nesta segunda-feira (14), às 10h, no Gabinete do Paço Moacir dos Santos Filho.

A fiscalização do tráfego de embarcações e dos equipamentos náuticos em geral visa ao cumprimento das Normas da Autoridade Marítima (Normam) e dos Planos de Uso e Ocupação do Solo, que disciplina a entrada e saída de embarcações, e de outras providências.

Com o convênio caberá à prefeitura de Guarujá informar à autoridade marítima, por meio da Capitania dos Portos, a ocorrência de fato ou acidente da navegação, bem como outras irregularidades; indicar os fiscais municipais a serem credenciados pela autoridade marítima; elaborar e implantar, com o auxílio da marinha, projeto de sinalização náutica para as praias do município e respectivas áreas adjacentes, entre outras medidas.

Com duração de dois anos, o convênio entra em vigor na data da assinatura, podendo ser renovado por igual período, mediante Termo Aditivo.
Fonte: G1 – O portal de Notícias da Globo / Santos
Data : 14/07/2014

INFRAESTRUTURA É UM DOS PILARES DO PROGRAMA MAISRN
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

Apontada como alavanca para o desenvolvimento econômico e também um dos principais gargalos hoje, no Rio Grande do Norte, na atração de investimentos e indústrias, a infraestrutura é um dos quatro eixos do MaisRN. “O desafio é ampliar a rede de transporte e logística, com a construção de equipamentos de alta capacidade, e investir nas redes de transmissão de energia, telefonia móvel e internet, atendendo às demandas dos produtores e atraindo novos investimentos produtivos e estruturantes”, observa o presidente da Fiern, Amaro Sales.

O programa apresenta potencialidades e metas. Entre elas, a ampliação da malha ferroviária dos atuais 56km para mais de 800km, implantando um sistema de transporte de alta capacidade para os produtores do Estado, e a construção de um porto multicarga com retroárea na região de Porto do Mangue que, somada a ampliação dos portos de Natal e Areia Branca, elevará a capacidade de processamento portuário de 2,6 para 10,6 milhões de toneladas/ano até 2035.

Para a infraestrutura aeroportuária, a ideia é dar condições para que a capacidade de processamento de cargas passe de 10 mil para 32 mil toneladas/ano, e o aumento do fluxo de passageiros de 5,8 milhões para 11 milhões de passageiros/ano em 2035, aproveitando todo o potencial do novo aeroporto em São Gonçalo do Amarante. A duplicação da área pavimentada no Estado e a melhoria das rodovias em condições precárias são algumas sugestões para o transporte rodoviário.

Competitividade

A ampliação da infraestrutura é um elemento essencial para o desenvolvimento da competitividade sistêmica no Estado, pondera Sales. “É preciso uma composição mista, que inclui a atração de investimentos privados, a implementação de projetos federais e a recuperação da capacidade de investimento pelo equacionamento fiscal”, avalia.

Entre as propostas que serão entregues ao poder público por meio da iniciativa privada estão a necessidade de estender a atual área irrigada no Estado de 55 para mais de 130 mil hectares, além de assegurar mecanismos de estímulo ao fortalecimento da rede de cidades, promovendo a integração territorial com base na prestação de serviços avançados e no desenvolvimento do comércio.
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal
Data : 14/07/2014

DÉFICIT COMERCIAL DA INDÚSTRIA DEVE SER RECORDE
Publicado em 07/14/2014 as 12:03 PM

A crise na Argentina e a perda de competitividade dos produtos brasileiros deve levar a indústria brasileira a registrar em 2014 o maior déficit comercial da história. No primeiro semestre desse ano, o saldo da balança de manufaturados foi negativo em US$ 56 bilhões, maior que os US$ 54,72 bilhões registrados de janeiro a junho de 2013. No período acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em junho, o déficit atingiu US$ 106,44 bilhões, superando o recorde batido no fechamento de 2013, quando as importações de produtos industrializados superaram as exportações desses itens em US$ 105 bilhões.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que as vendas externas de manufaturados somaram US$ 38,08 bilhões no primeiro semestre, uma queda de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Uma retração bem mais forte que das importações que somaram US$ 94,06 bilhões e tiveram uma queda de apenas 3,5% no período apesar do baixo crescimento da economia brasileira.

Parte da queda das vendas externas pode ser explicada pela exportação fictícia de duas plataformas de petróleo, no valor de US$ 2,43 bilhões, nos primeiros seis meses do 2013. Com isso, a base de comparação ficou desfavorável porque ainda não houve registro de plataformas neste ano. Ainda assim, analistas de comércio exterior afirmam que a situação é crítica e que não há solução de curto prazo.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que os itens com maiores quedas nas exportações são de automóveis de passageiro, partes e peças para veículos e tratores, motores e veículos de carga, reflexo direto da redução do comércio entre Brasil e Argentina. Esses produtos tiveram uma queda de US$ 1,58 bilhão em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Fonte:Jornal do Commercio(POA)
Data : 14/07/2014

CRESCIMENTO SERÁ PAUTA DO ENCONTRO DO BRICS
Publicado em 07/14/2014 as 12:03 PM

Depois da Copa do Mundo, o Brasil se prepara para jogar em outro campo, desta vez junto com os demais integrantes do Brics (sigla do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em encontro de cúpula de chefes de Estado e governo, que começa segunda-feira em Fortaleza (CE). Os “adversários do grupo” - ausentes do evento, mas no centro da pauta - são as nações desenvolvidas, devido à baixa importância dada pelas potências ocidentais aos países emergentes. As mudanças na política monetária da União Europeia e dos EUA, que na última quarta-feira anunciaram o fim das medidas de estímulo à economia em outubro, serão o principal tema da reunião.

Os líderes do Brics estão preocupados com o crescimento de seus países, a liberalização do comércio e a maior participação nas decisões econômicas mundiais. Essa preocupação estará expressa na declaração final que será negociada pelos sherpas - como são chamados aqueles que organizam previamente o encontro - até a primeira hora desta segunda-feira, quando passarão o bastão para os ministros da Economia e das Relações Exteriores do bloco. A Declaração de Fortaleza terá 50 artigos e será entregue aos chefes de Estado amanhã. Embora os países desenvolvidos não sejam citados no texto, eles serão criticados, especialmente, pela paralisação do processo de reformas no sistema de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A reunião de cúpula do Brics terá duas faces: a política, com a posição do grupo sobre temas delicados, como a situação no Oriente Médio e na Ucrânia; e a econômica, ponto forte do encontro. No segundo caso, os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais se reúnem segunda-feira, quando o desenho do banco de desenvolvimento será concluído.

A instituição entrará em funcionamento dentro de um ano, segundo o Ministério da Fazenda, mas é fundamental sua aprovação pelo Legislativo brasileiro. Até a noite de sexta-feira, a expectativa era que a sede do banco, disputada por todos os membros, à exceção do Brasil, e a presidência da instituição, desejada pelo governo brasileiro e pelos demais integrantes do bloco, só serão decididas pelos chefes de Estado.

Fora da agenda oficial, a China voltará a insistir com a entrada de novos membros no bloco, começando pela Argentina - que vive uma das mais duras crises econômicas de sua história. O Brasil resiste a essa possibilidade. Argumenta que ainda é preciso dar uma roupagem melhor ao bloco. Os chineses conseguiram emplacar a África do Sul em 2011, mas não tiveram o mesmo êxito com México e Indonésia.

Há interesse dos países desenvolvidos na reunião de cúpula do Brics. O banco de desenvolvimento e o fundo de reservas para ajudar os países com problemas no balanço de pagamentos (contas com o resto do mundo), que também será criado, são competidores diretos do Banco Mundial e do FMI. Com isso, o bloco quer reafirmar sua posição de ter alternativas para o sistema financeiro mundial, fortemente questionado pelo grupo. “Quanto mais competição, melhor”, disse uma fonte da área econômica.

O governo brasileiro aposta nas reuniões bilaterais entre Dilma e o restante do Brics para fazer bons negócios. No encontro que terá com o presidente da China, Xi Jiping, Dilma pretende acertar a venda de 60 aeronaves da Embraer ao mercado chinês. Com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, será assinado um plano de ação, a ser executado até o fim de 2015, que prevê investimentos em projetos de ferrovias, portos, energia nuclear, petróleo e gás, entre outros.

Brasil e África do Sul negociam, de um lado, a liberação do ingresso de vinho sul-africano no Brasil e, de outro, acabar com os entraves à carne brasileira. Com a Índia, a ideia é expandir o comércio bilateral de US$ 9,5 bilhões em 2013 para cerca de US$ 15 bilhões até o fim de 2015.

Para o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Sérgio Amaral, o Brics quer uma nova governança econômico-financeira, mas não se entende sobre a correção dos grandes desequilíbrios entre os países que exportam e têm superávits e os que importam e têm déficits. A superação desse obstáculo, afirmou Amaral, está relacionada à questão cambial, assunto que os integrantes do Brics não conseguem sequer discutir, porque a China não aceita incluí-la na agenda.

Conselho de empresários debaterá projetos internacionais de interesse comum

Pouco mais de um ano depois da criação do Conselho Empresarial do Brics, na V Cúpula do Brics, em Durban, empresários de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul conseguiram reunir mais de 200 áreas e projetos em que há interesse de expansão de comércio e investimentos. O levantamento é resultado de meses de trabalho entre 25 empresas dos países membros, sendo cinco de cada um.

O grupo se reúne hoje e amanhã no Centro de Convenções do Estado do Ceará, em Fortaleza, quando conclui um documento para levar aos cinco chefes de Estado e de governo com sugestões para o aprofundamento da integração econômica entre os cinco países.

“O Brics é um projeto inovador que vamos amadurecer ao longo do tempo. Pelas reuniões do Conselho, vimos que há muita boa vontade de todos, e o potencial é estimulante. Esse documento final será um retrato das conversas dos empresários desde o ano passado - diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi.

Criado em Durban em março de 2013, o Conselho Empresarial do Brics se reuniu em agosto em Johhanesburgo e, desde então, tem feito teleconferências mensais para discutir formas de ampliar os negócios entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Há uma empresa líder de cada país, mas as demais participantes também fazem parte das discussões.

“Queremos estreitar os laços de negócios entre os países. Há alguma dificuldade em negociar diante de tantos pontos de vista, mas tentamos caminhar pelos itens mais evidentes e conseguimos chegar a uma lista extensa de tópicos de possíveis áreas de colaboração. Todos estão colocando suas ambições e agora vamos traduzir em possibilidades”, afirma José Rubens de la Rosa, presidente da Marcopolo, que é a líder entre as cinco empresas brasileiras que participam do Conselho (Marcopolo, Vale, Weg, Banco do Brasil e Gerdau).

Os segmentos de interesse estão distribuídos em cinco áreas: infraestrutura, serviços financeiros, indústria, energia e economia verde, treinamento e desenvolvimento de parcerias. Entre os projetos, há desde uma rede de fibra ótica submarina, que ligaria os países do Brics sem passar pelos Estados Unidos, até uma linha de transmissão de energia entre o Norte e Sul da África com oito mil quilômetros de extensão.

Temas como eliminação dos obstáculos ao comércio e de subsídios à exportação na agricultura, aumento das transações em moedas locais, engajamento dos líderes para cuidar de questões como dumping e subsídios, redução de barreiras não tarifárias e facilitação de emissão de vistos para viajantes a negócios devem estar entre as recomendações dos empresários aos líderes dos países-membros do Brics.

“Preparamos uma agenda positiva, com medidas que acreditamos que podem acelerar o ambiente de negócios. Mas são sugestões e precisamos ver como serão tratadas pelos líderes”, diz o presidente da Marcopolo, empresa que tem 25% de sua produção de carrocerias de ônibus concentrada em Rússia, Índia, China e África do Sul.

Além do Conselho Empresarial, também haverá um Encontro Empresarial e uma rodada de negócios, na qual se espera uma movimentação de US$ 3,9 bilhões. Mais de 700 empresários devem participar do encontro em Fortaleza. “Queremos facilitar a comunicação entre os países e gerar oportunidades de negócios”, aponta Abijaodi.
Fonte:Jornal do Commercio(POA)
Data : 14/07/2014

RIO GRANDE DO SUL TENTA MANTER CONTRATO DE US$ 800 MILHÕES COM PETROBRAS
Publicado em 07/14/2014 as 12:03 PM

Autoridades do Rio Grande do Sul e representantes do setor industrial estão intensificando as conversas com a diretoria da Petrobras para salvar um contrato no valor de US$ 800 milhões da estatal para que a Iesa Óleo e Gás produza 24 módulos para plataformas no Polo Naval do Jacuí, na cidade gaúcha de Charqueadas. O negócio ficou em risco por causa da crise financeira enfrentada pela Iesa, que chegou a suspender temporariamente as atividades e atrasou a entrega dos equipamentos.

O Polo Naval do Jacuí foi lançado no ano passado. O governo ofereceu incentivos para as empresas se instalarem no local, e, sem o contrato da Petrobras, a iniciativa dificilmente sairá do papel. Ontem (quinta-feira, 10), o diretor de Engenharia da Petrobras, José Antônio Figueiredo, recebeu uma comitiva gaúcha formada, entre outras pessoas, pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gilmar Sossella (PDT), e pelo diretor da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) Marcus Coester.

Nesta sexta-feira, o governador gaúcho, Tarso Genro (PT), que está no Rio, pretendia se encontrar com a presidente da estatal, Graça Foster. Os planos mudaram porque Graça teria decidido vir ao Rio Grande do Sul na próxima segunda-feira. "Fomos avisados que ela vem (ao Estado) visitar plataformas no Polo Naval de Rio Grande e que, então, era melhor falar com o governador em Porto Alegre", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o chefe de gabinete de Tarso, Ricardo Zamora. A reunião está marcada para 15 horas, no Palácio Piratini. Procurada pelo Broadcast, a assessoria da Petrobras ainda não confirmou o encontro.

Há meses a Iesa tem encontrado dificuldade em tocar a construção dos 24 "pancakes" (estruturas metálicas que formam uma espécie de lastro nas plataformas) encomendados pela Petrobras. A empresa do grupo Inepar estaria deixando de pagar fornecedores e funcionários e adiando a entrega dos oito primeiros módulos.

A Petrobras, na tentativa de evitar efeito cascata no atraso na entrega das plataformas, passou a buscar um sócio para a Iesa, capaz de reequilibrar as contas da companhia e garantir a continuidade dos trabalhos. Mas, nas últimas semanas, começou a circular a informação de que a estatal poderia desistir da encomenda ao Polo Naval do Jacuí para conseguir os módulos de forma mais rápida em outro lugar, talvez no exterior.

Para o governo e para o setor industrial gaúcho, a desistência da Petrobras seria um desastre não só porque inviabilizaria o Polo Naval do Jacuí, mas porque os módulos da estatal seriam usados para equipar cascos replicantes que estão sendo construídos, em grande parte, no Polo Naval de Rio Grande, também no Rio Grande do Sul.

"No momento, a obra em Charqueadas está andando, mas no regime de conta vinculada. Significa que a Petrobras está participando de toda a administração do projeto com a Iesa, o que é trabalhoso. Tudo o que é pago pela estatal à Iesa já sai com destino. Está lento, mas andando", disse Marcus Coester, da Fiergs.

Segundo ele, que esteve no encontro de ontem, o "plano A" de todas as partes é dar seguimento ao projeto original. "Ouvimos da própria Petrobras que a linha preferencial deles é incorporar um sócio para aportar capital à Iesa e manter o contrato. É preciso acertar as variáveis como prazo, etc. O cancelamento é só o plano C", explicou Coester.

As negociações com esta outra empresa já estariam inclusive encaminhadas. Ele não revelou, no entanto, que empresa entraria no projeto para socorrer a Iesa.
Fonte:Jornal do Commercio(POA)
Data : 14/07/2014

CAI PROCURA POR RECURSOS DO INOVA PETRO 2
Publicado em 07/14/2014 as 12:02 PM

A dificuldade da indústria em identificar uma demanda fixa de conteúdo local de bens e serviços para a exploração do pré-sal pela Petrobras está levando o desempenho do Inova Petro 2, programa de inovação operado pelo BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a ficar abaixo do esperado. A segunda fase do programa completa seis meses com apenas R$ 470 milhões procurados pelas empresas.

Do total de 28 projetos inscritos, segundo informou o BNDES ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apenas 17 foram autorizados a formular um plano de negócios para acessar financiamento com juros subsidiados. Os recursos procurados não somam nem um terço do R$ 1,5 bilhão do Inova Petro 2 operado pelo banco estatal a pouco mais de um mês para o encerramento do prazo de inscrição de propostas (27 de agosto).

Em relação ao total de R$ 3 bilhões do programa operado pelo BNDES e a Finep, o desempenho de R$ 470 milhões representa apenas 13,9% do previsto para as três linhas de crédito criadas para o desenvolvimento de tecnologia de bens e serviços na cadeia produtiva do petróleo e gás natural, com apoio técnico da Petrobras. O crédito até agora liberado também está distante do executado na primeira versão do programa, lançado em 2012, que financiou 58 projetos, empenhando R$ 2,7 bilhões.

O desempenho modesto do programa em 2014, em meio a uma estimativa de investimentos no pré-sal de US$ 600 bilhões nas próximas três décadas, consolida a percepção do mercado de que o governo e a Petrobras falham em imprimir velocidade na instalação de um pátio fabril compatível com o desafio representado pelo pré-sal. "O que preocupa é que não há previsibilidade de demanda", observa o sócio do Centro de Energia e Recursos Naturais da consultoria Ernst & Young, Carlos Assis. "A grande preocupação do mercado é a sobrecarga operacional da Petrobras, porque isso gera atrasos em projetos."

De acordo com o executivo, o foco da Petrobras tem sido antecipar a exploração do primeiro óleo de campos no pré-sal para gerar caixa. Com isso, segundo Assis, o planejamento associado ao desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores nacionais consistente tem sido deixado de lado. "O médio fornecedor, por exemplo, fica com medo de se endividar para investir sem essa previsibilidade, que tem de estar presente e acontecendo no horizonte de planejamento dos vários integrantes da cadeia", conclui.

A falha no planejamento da cadeia é reconhecia pela própria Petrobras, ao comentar a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que definiu a concessão direta de quatro novas áreas do pré-sal à estatal, sem licitação e sob o regime de partilha. O CNPE reduziu o porcentual de conteúdo local de bens e serviços exigidos para a exploração dos campos de Búzios, entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. Em relação à cessão onerosa feita em 2010, na mesma região petrolífera, a redução varia entre seis e dez pontos porcentuais. A estatal classifica a mudança como "absolutamente coerente", em resposta a questionamento do Broadcast.

Essa diminuição ocorreu depois que a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, criticou o ritmo lento da indústria em acompanhar os investimentos da empresa e após 17 multas já aplicadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) por descumprimento, justamente, do uso mínimo de conteúdo local em concessões anteriores da Petrobras. Em março deste ano, Graça Foster afirmou, durante conversa com empresários da indústria naval, que o setor não consegue acompanhar o ritmo da estatal e que, por isso, a empresa não pretendia esperar sua evolução. A Petrobras, porém, garante que não pediu ao governo para reduzir os porcentuais dos novos campos.

A estatal, contudo, reconhece que os novos padrões de exigência de produtos nacionais para a exploração dos campos estão ajustados com "a potencialidade da indústria nacional de bens e serviços com base em certificados emitidos por empresas certificadoras acreditadas pela ANP".

A ANP, por sua vez, alega que "não formula a política de conteúdo local" e que apenas "fiscaliza o cumprimento dos porcentuais que constam dos contratos" de concessão de blocos e campos. Desde que iniciou a fiscalização, em 2008, até março de 2014, a agência realizou 155 vistorias em empresas concessionárias de reservas de petróleo e gás natural. A agência aplicou, neste período, 41 multas por não cumprimento do conteúdo local - sendo 17 contra a Petrobras.

Conteúdo local

A diferença de conteúdo local exigido da cessão onerosa e da concessão partilhada está na comparação das curvas de produção. Na cessão onerosa, realizada para capitalizar a Petrobras com uma reserva de 5 bilhões de barris, o teor de nacionalidade dos equipamentos e serviços deve ser 65% para a fase de desenvolvimento da produção a partir de 2019. O modelo previa 37% de itens produzidos no País na fase de exploração, 55% na produção do primeiro óleo até 2016, 58% a partir da produção, entre 2017 e 2018, até os 65% no ano seguinte.

Já no modelo de partilha dos novos campos, a relação de componentes nacionais foi fixada em 55% para os módulos de desenvolvimento que iniciarem a produção até 2021 e 59%, a partir de 2022. Esses porcentuais valerão para os quatro campos da Bacia de Santos, que o governo decidiu ceder à estatal sem licitação, sob partilha na qual a Petrobras pagará R$ 2 bilhões em dinheiro na assinatura do contrato e outros R$ 13 bilhões em barris de petróleo até 2018.

A redução, segundo a estatal, está alinhada com o perfil da concessão do Campo de Libra - arrematado em novembro de 2013, em leilão da ANP, pelo consórcio formado por Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC. "Não há relação entre os índices de conteúdo local relativos às quatro áreas excedentes concedidas à Petrobras e os índices constantes na cláusula 8ª do contrato da cessão onerosa celebrado em 2010. São regimes diferentes. Para a situação atual, como o regime escolhido para a produção é o de partilha, adotou-se os índices aplicados ao modelo de partilha, o que é absolutamente coerente", diz a empresa em nota.

O Ministério de Minas e Energia (MME) afirma, por meio de sua assessoria, que os novos porcentuais refletem o que é "tecnicamente" possível ao País. "Esses valores refletem, tecnicamente, o que se pode fazer no Brasil, considerando as especificidades das áreas do pré-sal", diz.
Fonte: Diário do Grande ABC
Data : 14/07/2014

EXPORTAÇÕES CHINESAS DECEPCIONAM
Publicado em 07/14/2014 as 12:02 PM

As exportações da China ficaram abaixo das previsões em junho. O desempenho decepcionante sugere que o apoio da demanda global será limitado num momento em que Pequim se esforça para cumprir a meta de crescimento de 7,5% neste ano.

Os embarques ao exterior tiveram uma alta de 7,2% na comparação com junho de 2013, de acordo com dados divulgados ontem pela administração alfandegária chinesa. A mediana das previsões dos analistas ouvidos pela agência Bloomberg era de avanço de 10,4%. As importações tiveram expansão de 5,5%. A balança comercial teve um saldo de US$ 31,6 bilhões - em maio havia sido de US$ 35,9 bilhões. Analistas esperavam que o superávit de junho ficasse em US$ 36,9 bilhões.

"A demanda externa pode impulsionar a economia chinesa, mas esse impulso não é forte", disse Chen Xingdong, economista-chefe para a China do BNP Paribas em Pequim. "Para fazer o crescimento da China avançar, ainda temos que contar com o mercado doméstico."

Em comunicado, a alfândega disse que as exportações chinesas vão acelerar neste trimestre. Segundo Zheng Yuesheng, um porta-voz da agência, ações de estímulo tomadas pelo governo contribuíram para aumentar a confiança dos exportadores. Segundo Zheng, há sinais de que as vendas externas de julho têm sido "muito boas" até o momento.

O governo chinês divulgará os números do Produto Interno Bruto do segundo trimestre na quarta-feira. Segundo a previsão de analistas, a expansão será de 7,4%, mesma alta do período janeiro-março.
Fonte:Valor Econômico\Bloomberg
Data : 14/07/2014

MANIFESTANTES FECHAM PORTO PETROLÍFERO NA LÍBIA
Publicado em 07/14/2014 as 12:01 PM

LONDRES - O porto petrolífero de Brega, no leste da Líbia, foi fechado por manifestantes, informou uma fonte do setor de petróleo neste sábado. A situação expõe a fragilidade da recuperação desse segmento naquele país.

Os preços do petróleo caíram para o menor nível em dois meses nos Estados Unidos após a reabertura de dois dos principais terminais e do maior campo de petróleo na Líbia.

Apesar de pequeno, com cerca de 90 mil barris diários de exportações, o movimento é significativo porque o porto de Brega permaneceu em atividade quando outros terminais ficaram fechados no ano passado.

Um porta-voz da estatal National Oil Co. disse que o porto foi fechado por guardas locais em disputa com o governo.

As exportações de Es Sider e Ras Lanuf, os maiores terminais que foram formalmente reabertos há cerca de uma semana, ainda têm de serem reiniciadas, acrescentou.

Após uma guerra civil que tirou Muamar Gadhafi em 2011, os campos de petróleo e os portos da Líbia passam por frequentes interrupções em razão de greves e ocupações armadas.
Fonte: Valor Econômico\Dow Jones Newswires
Data : 14/07/2014

QUÍMICA E BIORREFINARIA ANIMAM PÖYRY NO BRASIL
Publicado em 07/14/2014 as 12:00 PM

Um levantamento realizado pela Pöyry, multinacional de origem finlandesa que presta serviços de engenharia e consultoria, indica que o setor de químicos e de biorrefinarias pode movimentar cerca de € 500 milhões por ano em contratos de engenharia consultiva no país. Esse faturamento estimado leva em conta os investimentos anunciados ou planejados por sete diferentes indústrias, que envolvem algum tipo de processo químico, entre 2014 e 2016, com exceção de celulose e papel e mineração, que são atendidas por áreas específicas da Pöyry.

"A partir do 'capex' das empresas, conseguimos estimar qual é a parcela para os serviços de engenharia. Em geral, em químicos e biorrefinaria, os investimentos se concentram na faixa de € 25 milhões a € 50 milhões, com um ou outro projetos acima desse valor", explicou o diretor dessa área na Pöyry, Fabio Fonseca.

De olho nesse potencial, a multinacional estruturou no país, em outubro, uma área específica para atendimento desse setor, que compreende as indústrias alimentícia, de cosméticos, de tintas e vernizes, de agroquímicos, entre outras. Neste momento, há mais de 15 propostas na carteira de projetos da área, que até o fim de 2015 poderá se igualar ao segmento de mineração em peso no faturamento da Pöyry no Brasil - o principal negócio é o de celulose e papel.

O segmento de química, segundo Fonseca, reúne o maior potencial de negócios para a área de engenharia consultiva, com cerca de € 2 bilhões em investimentos programados até 2016 e € 200 milhões em possíveis contratos. Apesar da estatística, o setor não desperta otimismo imediato, lembrou o executivo, sobretudo se considerados os dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) que mostram queda na produção de 7% no até maio.

"Há intenção de investir, mas projetos têm sido postergados", ponderou Fonseca. Já as indústrias de agroquímicos, cosméticos e tintas e vernizes representam um potencial de € 140 milhões em engenharia consultiva - a maior parte está concentrada em cosméticos.

Em alimentos e bebidas, cujo potencial é de € 80 milhões para engenharia consultiva, também há perspectiva de execução de muitos projetos. Porém, alguns planos ainda estão no papel diante da incerteza quanto aos rumos da economia.

Em biorrefinarias, área em que a Pöyry já teve como clientes a Raízen e agora participa de um projeto com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para produção de 3 milhões de litros por ano de etanol de segunda geração, há potencial de € 25 milhões por ano.
Fonte:Valor Econômico\Stella Fontes | De São Paulo
Data : 14/07/2014

CLIMA CONTINUA A FAVORECER MOAGEM DE CANA E A AFETAR RENDIMENTO NO CENTRO-SUL
Publicado em 07/14/2014 as 11:59 AM

A moagem de cana-de-açúcar continua em ritmo acelerado na região Centro-Sul do país nesta safra 2014/15, iniciada em abril. De acordo com dados da Unica, entidade que representa as usinas sucroalcooleiras da região, o volume alcançou 44,053 milhões de toneladas na segunda quinzena de junho, quase 50% a mais que no mesmo período do ano passado. Em igual comparação, a produção de açúcar subiu 70,8% e atingiu 2,580 milhões de toneladas e a de etanol registrou alta de 46,3%, para 1,890 bilhão de litros.

Esses fortes incrementos derivam principalmente do clima mais seco que o normal - que facilita os trabalhos de colheita e de processamento, mas prejudica o rendimento das lavouras e tende a maximizar a quebra da produção na temporada. "Ainda não concluímos as estatísticas referentes à produtividade agrícola de junho, mas já podemos afirmar que ao final desta safra o resultado ficará aquém daquele inicialmente previsto, com prejuízo à oferta de cana-de-açúcar e possível antecipação do término da moagem em várias regiões produtoras", afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, em comunicado divulgado ontem.

Do início da safra até 1º de julho, a moagem de cana somou 202,937 milhões de toneladas, 11,1% mais que em igual intervalo do ciclo 2013/14. Nessa comparação, a produção de açúcar cresceu 15,5%, para 10,339 milhões de toneladas, e a de etanol aumentou 10,1%, para 8,452 bilhões de litros. Como era esperado, o avanço da produção de etanol tem sido puxado pelo anidro (misturado à gasolina), mas a oferta de hidratado (usado diretamente no tanque dos veículos) também é ascendente.
Fonte:Valor Econômico\Fernando Lopes | De São Paulo
Data : 14/07/2014

IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO DO IRAQUE AVANÇA 108% NO ANO
Publicado em 07/14/2014 as 11:58 AM

O Brasil aumentou em 108% a compra de petróleo bruto do Iraque neste ano, apesar de o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) não ter registrado qualquer importação do óleo cru do país em junho.

Mesmo com a guerra civil em andamento no Iraque, a Petrobras afirmou ao Valor que o comércio está regular e que os negócios não foram afetados até o momento pela instabilidade política. Analistas, por outro lado, acreditam que o percentual de crescimento das importações pode aumentar, já que é comum na balança de petróleo e derivados meses "zerados". Quando isso ocorre, os embarques do período geralmente aparecem no mês seguinte.

No primeiro semestre do ano, o Iraque foi o terceiro maior vendedor de petróleo ao Brasil mesmo com o ataque de rebeldes, no início do mês passado, à refinaria de Baiji, maior complexo petrolífero do país. No primeiro semestre do ano passado, o Iraque era o quinto maior fornecedor do Brasil. A Petrobras disse que não realizou importação em junho por uma decisão de mercado e que não houve necessidade de comprar petróleo iraquiano no último mês.

O esgarçamento das instituições políticas do Iraque, que hoje está dividido em três forças (sunitas, xiitas e curdos), por outro lado, deve fazer com que as exportações brasileiras ao Iraque sejam afetadas no médio prazo, segundo os mesmos analistas. As vendas totais cresceram 2,3% em junho, para US$ 24,5 milhões, ante o mesmo mês do ano passado. No ano, as exportações brasileiras ao país árabe somaram US$ 113 milhões, puxadas por ferro, aço e carnes.

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os conflitos no Iraque podem fechar um mercado importante no Oriente Médio. "A situação política e econômica do país está dificultando negócios na região e se agravando. A tendência é que, com a economia atingida, haja menos fôlego para importações em um mercado para o qual o Brasil exporta muita carne", diz.

As importações brasileiras do Iraque cresceram em um ritmo maior do que as exportações. No acumulado do ano até junho, ante o mesmo período de 2013, a importação brasileira dos iraquianos chegou a US$ 484 milhões, valor gasto exclusivamente em petróleo. Segundo Castro, o óleo cru, por ser uma commodity, é usado para influenciar a corrente de comércio. Para ampliar a entrada de alimentos e outros produtos brasileiros no mercado iraquiano, o país aumentou a compra do óleo iraquiano. "É normal usar o petróleo para isso, já que a importação dele é necessária independentemente de qual seja o país fornecedor", diz.

Mesmo no caso de uma redução da produção petrolífera iraquiana, a oferta no mercado mundial está alta, o que impede a instabilidade do governo local de afetar o suprimento da demanda brasileira. Nos dados abertos de junho do Mdic, o Brasil comprou mais petróleo cru da Nigéria e Arábia Saudita, tanto em relação a junho do ano passado quanto na comparação com maio deste ano. A cada quatro dólares gastos em petróleo pelo Brasil no último mês, quatro foram para as mãos de nigerianos e sauditas. Os dois países são os maiores fornecedores do país em 2014.

Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da GO Associados, acredita que o Brasil está procurando outros mercados para se abastecer. Ele pondera que até maio, último mês com dados disponibilizados pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), não houve recuo na produção petrolífera do Iraque, que ficou em 3,3 milhões de barris diários de petróleo. "Em junho, deve começar a aparecer algum recuo. Os conflitos se intensificaram no fim de maio e só depois começaram a afetar as refinarias", diz.

A maneira como é realizada a contabilização da balança de petróleo e derivados explica a ausência de importações de petróleo do Iraque em junho, na visão de Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da Barral M Jorge Consultores Asssociados. "As vezes, há prorrogação nos embarques, e entra tudo no mês seguinte, diferentemente do que ocorre com os outros produtos da balança comercial. É preciso esperar ainda alguns meses para saber se a situação política no Iraque vai influenciar a importação", diz.

O consultor acredita que a elevação da cotação do petróleo no mercado internacional não sofrerá grandes variações. O impacto maior deve acontecer no preço dos fretes do petróleo naquela região, que ficam mais caros por causa dos riscos causados pela instabilidade.
Fonte: Valor Econômico\Rodrigo Pedroso | De São Paulo
Data : 14/07/2014

BRICS, BRASIL E CHINA
Publicado em 07/14/2014 as 11:51 AM

Com a reunião de presidentes desta semana, no Ceará, o grupo dos Brics, formado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul, deixa definitivamente de ser um conceito para investidores, criado como sugestão de bons negócios pela Goldman Sachs, nos anos de forte crescimento econômico nas economias em desenvolvimento.

Se consolida como grupo político, de líderes regionais prestes a experimentar sua capacidade de ação conjunta, por meio de um banco próprio de desenvolvimento. O avanço não esconde, porém, que a China ainda é a maior prioridade para o Brasil, entre os países do grupo.

Brasileiros e chineses assinarão, durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil, cerca de 60 acordos, entre tratados, memorandos de entendimento e contratos entre empresas privadas. Espera-se, no governo brasileiro, que, entre esses entendimentos, esteja a solução para uma queixa frequente da China, sobre a burocracia para vistos de trabalho de chineses em território brasileiro - na semana passada, os dois governos finalizavam a discussão de um acordo sobre o tema dos vistos. Um acerto em torno da liberação de importações de carne de frigoríficos brasileiros também estava próximo.

Associação com os chineses é estimulada pelo governo brasileiro

A Camargo Corrêa será uma das primeiras empresas beneficiadas pelo memorando de entendimento a ser assinado entre Dilma e Xi Jinping para cooperação em transporte ferroviário. Ela já negociou com a chinesa China Railway Construction Corporation acordo para disputar a concessão do trecho vinculado à ferrovia Norte-Sul, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), negócio discutido há dez anos por empresários interessados nas oportunidades com os chineses. As autoridades da China estão particularmente animadas também com o leilão da ligação interoceânica entre o litoral maranhense e o porto de Ilo, no Peru, passando pela Bolívia.

Outra empresa que deve anunciar negócios com os chineses é a Brasil Foods, que já tem parceria com empresas chinesas para distribuição de produtos e planeja montar uma fábrica naquele país para processar carne de aves exportada do Brasil.

Para o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), embaixador Sérgio Amaral, os dois países atravessam um bom momento para ampliar a atuação das empresas brasileiras, com a redução dos atritos comerciais bilaterais.

"A relação entre Brasil e China é tão diversificada que sempre haverá setores ganhando muito e setores em dificuldades", minimiza o executivo. "Nosso esforço é criar mecanismos para resolver os problemas, que estão sendo resolvidos, em boa medida." O CEBC, que reunirá empresários dos dois países, em Brasília, durante a visita oficial de Xi Jinping, anunciará a criação de um mecanismo de revisão dos acordos entre os dois países, para identificar as dificuldades de execução dos acordos e as barreiras a negócios de lado a lado, e cobrar solução dos governos.

Ações tomadas pelo governo brasileiro reduziram, nos últimos meses, a pressão do setor privado no país contra a concorrência chinesa. A redução de impostos sobre exportação, para setores mais ameaçados, e o aumento no uso de medidas comerciais contra produtos da China - hoje o maior alvo de barreiras punitivas a vendas desleais - juntaram-se à reação pragmática dos próprios empresários, que converteram muitas de suas operações em importação de produtos chineses, em setores como utensílios de plástico e de aço e máquinas.

Há queixas como os recorrentes problemas da Embraer, que sofre com a burocracia e atrasos nos processos de compra de aeronaves pelos chineses. Há expectativa de que será anunciada a venda de mais 40 aviões da empresa, como antecipou à agência "Dow Jones", na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges. Fontes do governo afirmam tratar-se de jatos executivos Legacy.

Os acordos a serem assinados ampliam a crescente influência da China no mercado de commodities brasileiro. Maior mercado mundial para as exportações desses produtos pelo Brasil, o país asiático conquista, pouco a pouco, influência também na logística de exportação.

O governo brasileiro tem estimulado a associação com os chineses e espera ver o modelo de associação em ferrovias estendido a outras concessões, como energia e rodovias. É um movimento a ser acompanhado de perto, com reflexos futuros sobre os ganhos com a exportação de commodities pelo Brasil.

Assim como o estreitamento de laços com a China, a participação no grupo dos Brics extrapola eventuais preferências ideológicas. Embora apresentado frequentemente como uma contraposição aos países e organizações comandadas pelos ditos países "ocidentais" (conceito elástico, que costuma incluir o Japão e excluir países latino-americanos), o grupo mostra-se, a cada reunião, como uma alavanca política usada por seus membros para afirmar sua atuação autônoma nas decisões internacionais.

Prova de que não é uma declaração de confronto ao mundo dos países ricos, o arranjo contingente de reservas, para ajuda mútua em caso de problema no balanço de pagamentos, prevê que será necessário aval de uma instituição como o Fundo Monetário Internacional para retirada de quantias acima de determinado limite.

O Novo Banco de Desenvolvimento, nome do banco dos Brics, ainda percorrerá longo caminho para começar a operar: terá de ser aprovado pelos Congressos dos países e definir detalhes operacionais, como taxas a serem cobradas e exigências para eventual associação de outros países.

O Brasil quer nomear o primeiro dirigente máximo dessa nova instituição financeira. A decisão sobre quem será o presidente do banco não deve ser tomada agora, porém. Será reveladora do grau de entendimento entre o Brasil e seus amigos emergentes.

Sergio Leo é jornalista e especialista em relações internacionais pela UnB. É autor do livro "Ascensão e Queda do Império X", lançado em 2014. Escreve às segundas-feiras

E-mail: sergioleo.valor@gmail.com
Fonte: Valor Econômico
Data : 14/07/2014

GRUPO BRASILEIRO VENCE LICITAÇÃO DE TERMINAL NO PERU
Publicado em 07/14/2014 as 11:51 AM

Herranz preside o consórcio Tertium, composto pelas brasileiras Tucumann e Pattac e a espanhola Servinog, que vai operar um terminal de contêineres em Pisco

Os grupos paranaenses Tucumann e Pattac, em associação com a espanhola Servinog, estão chegando ao Peru para operar e administrar um terminal de contêineres no litoral do país. Por meio do Consórcio Paracas, o grupo venceu a licitação internacional, apresentando a melhor oferta para fazer a gestão e modernização do Terminal Portuário General San Martin, que fica na cidade de Pisco, 270 km abaixo da capital Lima.

A assinatura do contrato está marcada para o dia 21, em evento no palácio presidencial peruano, com a presença do presidente da República, Ollanta Humala, e de outras autoridades do país. O diretor de relações institucionais do grupo Tucumann, Guilherme Michaelis, diz que o consórcio já forneceu todas as garantias financeiras ao negócio e que, após esse ato, estará apto a assumir o terminal no prazo de 30 dias.

Tucumann, Pattac e Servinog, que já são sócios em outros negócios no Brasil na área de infraestrutura, participaram da concorrência peruana por meio da holding Tertium Participações. A Tertium detém 90% do Consórcio Paracas e a também brasileira Fortesolo, ficou com os 10% restantes.

Os três acionistas da holding Tertium são sócios no Terminal de Contêineres de Paranaguá, o TCP, que movimenta 1,5 milhão de unidades por ano e obteve faturamento de R$ 480 milhões em 2013. Juntos, eles detêm 23% do TCP. Cinco anos atrás venderam 50% do consórcio para o fundo de private equity Advent.

O prazo de concessão do terminal de Pisco é de 30 anos, com o compromisso de investimentos que somam US$ 230 milhões para modernizar o porto. O objetivo da agência peruana Proinversión, responsável pela licitação, é tornar o acanhado terminal apto a atender a futura demanda local e internacional, podendo receber navios de águas profundas. O alvo de operações visa basicamente a rota de cargas para a Ásia via os oceanos Pacífico e Índico.

Com o terminal de Paracas, como é conhecido por estar situado na baía do mesmo nome, os vencedores da licitação, que enfrentaram a gigante Maersk, pretendem compartilhar a área de influência do Porto de Callao, que fica na região metropolitana de Lima e é o maior do país. Lá já operam grandes empresas do setor, como a APM Terminals e a DW World, de Dubai.

À frente da Tertium foi escalado o espanhol David Simon Herranz, radicado no Brasil desde 1999 e que participou da gestão do TCP, criado em 1998, tendo como um dos acionistas uma empresa de Barcelona. A holding, formada em 2012 com 33,3% de cada sócio, terá como foco negócios em infraestrutura e logística.

Atualmente, além do terminal peruano, a Tertium tem dois ativos que são transitórios. A Itajaí Biogás e Energia, usina térmica instalada em um aterro sanitário de médio porte, e a EBCF, empresa dedicada à área de conservação de florestas privadas.

Segundo Herranz, nos primeiros três anos serão investidos US$ 150 milhões no terminal de Pisco. Os recursos serão usados na compra de equipamentos e em dragagem do porto, para atingir 16 metros de calado e receber grandes navios. Hoje tem porte médio, 700 metros de cais e é operado por uma estatal peruana. Movimenta basicamente carga geral, granéis e minérios.

O executivo diz que a operação de contêineres, considerada carga nobre, vai dar novo perfil ao terminal no prazo de três anos, quando concluir seu plano de modernização. Ele informa que o consórcio entrará com 30% dos recursos e 70% virão de financiamentos de instituições como o BID (Banco Interamerricano de Desenvolvimento), Corporacíon Andina, entre outras instituições financeiras.

A expectativa de receita do terminal de Paracas, quando estiver operando com contêineres, é de US$ 100 milhões ao ano, informa Herranz. A região, onde há presença de cultura de povo incaico, é uma grande produtora agrícola para exportação (uva, aspargo, pimentão e outras culturas).

O objetivo dos três sócios, diz o executivo, é que a Tertium atue em projetos portuários em várias regiões brasileiras, além do exterior. "Já temos alguns alvos em análise no Brasil e países da América Central, como Honduras e El Salvador", informa Herranz. A estratégia será desenvolver projetos e buscar parceiros financeiros e com expertise.

O grupo Tucumann, que tem como origem na área de engenharia e construção pesada, foi fundado em 1990 por duas famílias. A de José Maria Miller, um engenheiro que se firmou no mundo só negócios em Guarapuava e detém 87% do grupo. A outra família é a de João Glück, de origem alemã, dona dos 17% restantes.

A expansão do grupo, ao longo dos anos, centrou-se em infraestrutura portuária e aeroportuária e em obras industriais. Atualmente, além do TCP e Tertium, tem participações na concessão rodoviária Caminhos do Mar (no Paraná), em três concessões de parques (Cataratas do Iguaçú, EcoNoronha e Paineiras Corcovado), em entretenimento e turismo (projeto ÁguaRio, no Porto Maravilha), em mobilidade urbana (ETM Estacionamentos), na Via Oceânica, de Niterói, além da EBCF e Itajaí Biogás.

A divisão de engenharia e obras do grupo, no ano passado, faturou cerca de R$ 250 milhões, de acordo com diretor Guilherme Michaelis. O executivo está à frente da área institucional da Tucumann desde 2010.
Fonte: Valor Econômico
Data : 14/07/2014

SÓCIOS DO TCP ADMINISTRARÃO PORTO PERUANO
Publicado em 07/14/2014 as 11:51 AM

Os grupos paranaenses Tucumann e Pattac, em associação com a espanhola Servinog, venceram licitação internacional para fazer a modernização e gestão do Terminal Portuário General San Martin, na cidade de Pisco, no Peru. Sócios no Terminal de Contêineres de Paranaguá, o TCP, eles participaram da concorrência por meio da holding Tertium Participações.

O prazo de concessão do terminal de Pisco é de 30 anos, com compromisso de investimentos que somam US$ 230 milhões para modernizar o porto. O Peru quer capacitar o acanhado terminal para receber navios de grande porte, com a intenção de atrair cargas na rota para a Ásia pelos oceanos Pacífico e Índico.
Fonte: Valor Econômico
Data : 14/07/2014

CUSTO DA CRISE NO SETOR ELÉTRICO CHEGA A R$ 53,8 BI
Publicado em 07/14/2014 as 11:50 AM

Estudo da CNI aponta que ganhos da indústria já foram quase anulados
POR RAMONA ORDOÑEZ



Foto: Dado galdieri/Bloomberg News/18-10-2012

Linhas de transmissão em Foz do Iguaçu: para a CNI, recentes blecautes se deveram a falhas em subestações - Dado galdieri/Bloomberg News/18-10-2012

http://og.infg.com.br/in/13246292-701-afe/FT1500A/550/grid.JPG

RIO - Os custos de toda a desorganização no setor elétrico — depois da edição da medida provisória (MP) 579, de 2012, que tratou da renovação dos contratos de concessão de geração de energia, aliado à operação das térmicas — chegam a R$ 53,8 bilhões desde 2013. Desse total, R$ 35,3 bilhões serão pagos pelos consumidores de energia elétrica, nas suas contas de luz. Os outros R$ 18,5 bilhões serão pagos em impostos. Ou seja, por todos os contribuintes. Esses dados constam do documento “Setor elétrico: Uma agenda para garantir o suprimento e reduzir o custo de energia”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz parte de uma série de propostas do setor que foram entregues aos candidatos à Presidência da República.

SETOR PRECISA DE REFORMAS

O documento, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, destaca que os ganhos da indústria com a redução das tarifas em 2013 já foram quase que totalmente perdidos com os reajustes que as distribuidoras estão fazendo nas tarifas neste ano e em 2015. Segundo o estudo, as tarifas do ano que vem deverão voltar ao nível de dezembro de 2012, ou seja, ao patamar prévio à redução promovida pela MP 579. A CNI ainda destaca que os serviços de transmissão de energia têm se deteriorado e que os recentes blecautes que têm ocorrido no país foram causados por falhas nas subestações e não por atrasos nas obras de reforço na transmissão, apesar de sua importância.

Segundo Roberto Wagner, especialista em políticas e Indústria da CNI, o objetivo do estudo é propor aos presidenciáveis medidas de aperfeiçoamento do modelo do setor elétrico, essenciais para a redução das tarifas de energia industriais que beneficiará toda cadeia de fornecedores chegando também a todos os consumidores finais.

— Todas as propostas, na realidade, são para tarifas mais módicas para as indústrias, com vistas a aumentar a sua competitividade, tanto no mercado interno como no externo. E esses benefícios serão estendidos a toda a cadeia produtiva — disse Wagner.

São propostas como permitir a participação dos compradores do chamado mercado livre nos leilões de energia, hoje restritos ao mercado cativo; analisar a possibilidade de construir hidrelétricas com reservatórios em algumas regiões; e adotar medidas que estimulem a geração distribuída (pequenas usinas, cogeração, energia solar e eólica etc.), por meio de um retorno mais rápido do que for investido nesses projetos.

Para a economista e especialista em energia Paula Barbosa, a situação do setor elétrico é grave, pois a conta de R$ 53,8 bilhões se refere aos custos de descontratação da energia (incluindo térmicas) e subsídios de 2013. Apesar de considerar boas as propostas da CNI, Paula as classifica de amenas e diz que o modelo do setor elétrico precisa de uma profunda reformulação:

— As propostas da CNI para o setor elétrico são boas e necessárias, mas não são suficientes. Se esse modelo de precificação de energia elétrica ao consumidor final não for repensado, haverá uma conta alta para todos nós pagarmos em 2015 (a conta de 2013) e também em 2016 (a de 2014), e assim por diante — disse Paula. — Se nada for feito para mudar essa situação, teremos uma conta pesada e contínua para pagar.
Fonte : O Globo
Data : 10/07/2014

CONSELHEIRO PEDIU PROTEÇÃO A PATRIMÔNIO DA PETROBRAS
Publicado em 07/14/2014 as 11:50 AM

BRASÍLIA - No dia 3 de fevereiro de 2006, os conselheiros e diretores da Petrobras — entre eles, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da estatal — ouviram um alerta. Eram 14h20m, e o grupo estava na sede da empresa, no Rio de Janeiro, quando o conselheiro Fábio Barbosa pediu a palavra e ressaltou a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos para coibir “atos lesivos ao patrimônio da companhia”.

O assunto havia sido discutido nove dias antes, numa reunião do Comitê de Auditoria, presidido pelo conselheiro, e, na ocasião, ficara acertado que a Petrobras daria atenção prioritária a órgãos de controle, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). No encontro dos conselheiros, eles ouviram o diagnóstico de que a Petrobras tinha “baixo índice de respostas das diversas áreas para as deficiências nos controles internos e respectivos planos de remediação”.

No mesmo dia, na mesma reunião e com os mesmos presentes, o Conselho de Administração aprovou a compra de 50% da refinaria de Pasadena, no Texas, uma das mais rumorosas transações da Petrobras em gestões petistas. O empreendimento consumiu mais de US$ 1,25 bilhão somente na aquisição, US$ 685 milhões em investimentos básicos para funcionar e US$ 1,4 bilhão em empréstimos.

O negócio passou a ser investigado por CGU e TCU, ironicamente citados na reunião, e também por Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso. Mais de oito anos depois daquela reunião e em início de campanha pela reeleição, a presidente Dilma terá dor de cabeça sobretudo com o processo que está em curso no TCU.

Os primeiros relatórios técnicos citam a necessidade de responsabilizar a presidente por supostas irregularidades no negócio. Os últimos eximem Dilma. Caberá a um ministro de oposição no tribunal, José Jorge, ex-senador pelo PFL (hoje DEM), dar o encaminhamento que achar válido ao plenário. As auditorias mais recentes apontam um prejuízo de US$ 620,1 milhões e pedem que os ex-diretores-executivos restituam este valor aos cofres da estatal, caso as explicações não sejam convincentes.

Documentos com tarjas

As cinco páginas da ata da reunião de número 1.268 do Conselho de Administração, obtidas pelo GLOBO, permitem entender como transcorreram as três horas e 25 minutos do encontro do colegiado da Petrobras naquele 3 de fevereiro de 2006. A empresa vinha fornecendo aos órgãos de controle apenas o trecho referente à compra de Pasadena, com tarjas no conteúdo restante. O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, não concordou com a omissão. Pediu em ofício e e-mail enviados diretamente à presidente da companhia, Graça Foster, a retirada das tarjas. E foi atendido.

Dilma presidiu a reunião de 3 de fevereiro de 2006 na presença de mais cinco conselheiros: Antonio Palocci Filho, Cláudio Haddad, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira e José Sergio Gabrielli, então presidente da Petrobras. Três conselheiros, “por motivo justificado”, não participaram do encontro: Arthur Sendas, Jaques Wagner e Jorge Gerdau. Os integrantes da Diretoria Executiva estavam no encontro, entre eles Nestor Cerveró — responsável pelo “parecer falho” citado por Dilma como justificativa para a compra de Pasadena — e Paulo Roberto Costa, preso no Paraná por suspeitas de desviar recursos públicos empregados na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ao todo, 13 pessoas estavam na reunião.

Na primeira parte do encontro, houve a apresentação sobre a necessidade de desenvolver mecanismos para “coibir atos lesivos ao patrimônio da companhia”. Na segunda parte, foram feitas diferentes apresentações técnicas: sobre aquisições de novos negócios, estratégias para a Bacia de Santos e investimentos em gás natural, por exemplo. Coube a um gerente detalhar, naquele momento, a intenção de comprar uma refinaria de petróleo do Texas. Em seguida, os conselheiros debateram as apresentações.

Seis itens na pauta

A pauta propriamente dita veio em seguida. Tinha seis itens, dos quais quatro foram apresentados a pedido de Dilma e dois por solicitação de Gabrielli. O primeiro informou o tamanho das reservas de petróleo da estatal. O segundo, “por solicitação da presidente Dilma Vana Rousseff”, tratou da venda dos direitos minerários de potássio no Amazonas. O Conselho de Administração autorizou a venda, por meio de uma licitação internacional.

Logo em seguida, também a pedido de Dilma, Gabrielli relatou ao colegiado a iniciativa de a Petrobras renunciar aos direitos minerários de barita na Bahia e de areias especiais no Maranhão, o que também foi aprovado. O quarto item da pauta foi o plano de atividades de auditoria interna para aquele ano, introduzido na reunião a pedido de Dilma e validado pelos conselheiros.

O quinto e penúltimo ponto foi a compra de 50% da refinaria de Pasadena. Gabrielli pediu que Cerveró apresentasse a proposta — ele já havia falado sobre as reservas de petróleo. E os conselheiros aprovaram por unanimidade o negócio.

Por último, Dilma pediu que Gabrielli relatasse a intenção de compra de duas empresas: a El Paso Rio Claro Ltda. (Macaé Merchant) e a El Paso Rio Grande Ltda. Dilma encerrou a reunião às 17h45m.
Fonte : O Globo
Data : 10/07/2014

PRUMO LOGÍSTICA DIVULGA IMAGENS QUE PROJETAM OPERAÇÕES NO PORTO DO AÇU
Publicado em 07/14/2014 as 11:50 AM

O site da Prumo Logística Global divulgou neste início de mês imagens projetando como ficará o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, após a conclusão de obras de estrutura e o início de operações. O empreendimento foi iniciado pela empresa LLX, então do empresário Eike Batista, que precisou vender boa parte de suas posses devido à dívida que acumulou junto a investidores.

O Porto do Açu é um Complexo Portuário Privativo de Uso Misto, com dois terminais, um offshore e outro onshore, em construção em São João da Barra (RJ), próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil. Ele terá 17 km de píer e poderá receber até 47 embarcações.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 13/07/2014

PARA A PETROBRAS FICAR LONGE DO USO POLÍTICO
Publicado em 07/14/2014 as 11:49 AM

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) publicou um texto onde defende que a companhia petrolífera não seja, de forma alguma, utilizada para fins políticos. Por isso, a entidade comemora atitude do Governo Dilma sobre o excedente da cessão onerosa, de quatro campos de petróleo do pré-sal - Búzios (antigo campo de Franco), entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi - cuja capacidade de produção é avaliada de 10 a 15 bilhões de barris. “Este fato, por si só, deve ser comemorado por todos os que defendem a Petrobrás e a soberania nacional”, afirma a diretoria da associação.

E explica porquê: “É importante lembrar que, quando da capitalização da companhia, em 2010, por conta da Lei da cessão onerosa, o governo cedeu sete blocos para a Petrobras, que pagou R$ 84 bilhões por eles, e que incluía os campos acima, além do campo de Libra. A empresa deveria explorar e produzir uma reserva estimada em cinco bilhões de barris nesses blocos.”

O governo Dilma, ressalta a Aepet, realiza finalmente a sua obrigação legal e negocia o excedente da cessão onerosa dos quatro campos, mostrando respeito à Petrobras. Talvez seja um milagre motivado pelas próximas eleições, considera a entidade, todavia “aproveita para resolver seu problema de fechar as contas do superávit primário”.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 13/07/2014

CAUSAS DE ACIDENTE NO PORTO DEVEM SER ESCLARECIDAS EM 30 DIAS
Publicado em 07/14/2014 as 11:48 AM

As dúvidas sobre a queda de um Gol prata no Canal do Estuário do Porto de Santos, nesta quinta-feira, devem ser esclarecidas em 30 dias, prevê a Polícia Civil. O prazo está ligado à liberação dos resultados do exame necroscópico nos corpos das duas vítimas e da perícia do veículo. Inicialmente, trabalha-se com a hipótese de que o motorista tenha sofrido um mal súbito.

Morreram no acidente Claudio Xavier dos Santos, de 42 anos, contratado pela empresa Vila Rica (prestadora de serviços da Codesp), e o o técnico portuário Raul Serafim Campos, de 64 anos, que atuava há mais de 24 anos na Docas.

Imagens mostraram momento da queda do veículo, resgatado por volta das 11 horas



“A princípio, foi uma grande fatalidade. Trabalhamos com a possibilidade do condutor do carro ter passado mal”, explica a delegada Juliana Buck, da Delegacia da Polícia Civil do Porto, responsável pelas investigações.

Segundo ela, não há indícios de que meios externos (algum crime, por exemplo) tenham ocasionado o fato. No entanto, afirma que somente os laudos esclarecerão essas dúvidas. De acordo com a Codesp, o motorista Claudio Xavier dos Santos saiu da garagem, localizada no prédio da Codesp, às 2h30 para buscar o técnico portuário Raul Serafim Camposna Unidade de Fiscalização de Operação (UFO) 1, no Saboó, próximo ao gate (portão) 4. De lá, durante a madrugada, eles realizariam atividades nas proximidades.

Exatos 25 minutos depois, o acidente ocorreu. Imagens das câmeras de monitoramento, obtidas por A Tribuna, mostram o veículo, em baixa velocidade, aproximando-se do costado, que não possui mureta de proteção, pois é utilizado justamente para a atracação de navios. Em nenhum momento é possível notar as luzes dos freios serem acionadas. Em seguida, o carro cai com o teto virado para o mar, gerando um forte espirro de água.

“As imagens ainda não nos esclarecem os fatos. Além dos exames das vítimas, cujos corposestavam intactos quando foram resgatados, aguardamos a perícia realizada no veículo”, diz a delegada, ao lembrar que o desaparecimento de ambos foi percebido no início da manhã. Por volta das 7 horas, os operadores das câmeras da Codesp, conseguiram constatar o que realmente havia ocorrido e acionaram as equipes de resgate.

Por volta das 10 horas, mergulhadores do Corpo de Bombeiros conseguiram encontrar o veículo no fundo do berço de atracação, a uma profundidade de 14 metros. Uma hora depois, elefoi içado até a margem, onde constatou-se o óbito de Raul e de Claudio, que atuava na profissão por mais de uma década. Além da Guarda Portuária e da Polícia Científica, a Marinha do Brasil também prestou apoio à ocorrência.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 11/07/2014

DUAS EMPRESAS DISPUTAM CONTROLE DO TRÁFEGO MARÍTIMO NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/14/2014 as 11:48 AM

Duas empresas foram habilitadas a continuar na licitação para a implantação do programa de monitoramento de tráfego marítimo (VTMIS ou, na tradução do inglês, Sistema de Informações Gerenciais do Tráfego de Navios) do Porto de Santos. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), retomou o certame, que havia sido interrompido em razão de uma liminar expedida pela Justiça. Nesta etapa, oito concorrentes foram inabilitados. No entanto, dois já entraram com recursos administrativos, contestando a inabilitação.

De acordo com a estatal que administra o cais santista, o Consórcio Indra VTMIS Santos e a Atech - Negócios em Tecnologia S/A são os únicos licitantes que atenderam a todos os requisitos do edital. Ambos seriam submetidos à analise da planilha de custos, se não fosse um novo recurso apresentado por outras duas empresas concorrentes, que foram descartadas da disputa. A Codesp mantém os nomes em sigilo até a publicação no Diário Oficial da União (DOU), prevista para acontecer ainda nesta semana.

Caso a defesa apresentada pelas inabilitadas não vingue, a Docas, que não tem prazo estabelecido para analisá-las, poderá retomar, enfim, o certame, que está atrasado oficialmente há quase três meses. Em abril deste ano, a Autoridade Portuária foi impedida de abrir as 10 propostas oferecidas por consórcios e companhias interessadas. O motivo, na ocasião, foi uma decisão provisória, posteriormente suspensa, obtida pela Telefônica, que tinha interesse em participar, mas questionava os artigos do edital da licitação.

Segurança marítima

O Vessel Traffic Management Information System (VTMIS), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo e a Secretaria de Portos (SEP), possibilitará o monitoramento e o gerenciamento, em tempo real, das embarcações no Canal do Estuário e nas áreas de fundeio do Porto de Santos. Com isso, espera-se mais segurança, além de melhores níveis de eficiência em todo o complexo. A utilização do sistema permitirá o aprimoramento operacional das atividades de acesso marítimo.

Em Santos, haverá quatro pontos de monitoramento. Eles ficam na Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu, na região de Conceiçãozinha e na Ilha Barnabé. Eles abastecerão o Centro de Controle do VTMIS, a ser implantado na antiga Ponte de Inspeção Naval, na Ponta da Praia. O sistema terá radares, câmeras inteligentes de longo alcance e transponder AIS (Automatic Identification System), um programa de identificação automática de embarcações, além de sensores meteorológicos.

O radar vai auxiliar a navegação e complementará o AIS na detecção de embarcações menores ou outras que não emitam sinais de transponder. A intenção é também colaborar com as polícias Civil e Federal caso ocorra alguma ação criminosa em que os bandidos utilizem embarcações.

Conforme o edital da licitação para implantação do VTMIS, o sistema deve ser instalado e estar operacional em até 44 meses a partir da contratação da empresa (ou consórcio) vencedora.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 10/07/2014

PARA SINDIPETRO/RN, É PRECISO INVESTIR MAIS EM NOVOS POÇOS
Publicado em 07/09/2014 as 03:52 PM

Falta de investimentos na busca de petróleo novo em terra e na recuperação de poços que já atingiram seu estágio maduro. Esses são os motivos apontados pelo coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), José Araújo, para a queda na produção na bacia potiguar. Apesar de ver a queda no estado como pequena, Araújo defende que é preciso investir mais na exploração de novos poços. José Araújo reconhece que os investimentos já realizados vão contribuir para aumento na produção, mas afirma que ainda é preciso mais. “Foram concluídos três grandes projetos, o de injeção de vapor de Alto do Rodrigues, o de injeção de água em Canto do Amaro e agora, no dia 4 de junho, o de injeção de água em Ubarana. Juntos, eles deverão aumentar a produção”, admite.

Contudo, diz ele, mesmo tendo previsto uma média anual de R$ 1,5 bilhão até 2020 em investimentos no RN, a Petrobras precisa focar na busca de petróleo novo. “Em 2011, a Petrobras disse que teríamos 30 sondas de petróleo no RN. No ano passado, só tivemos três. A Petrobras não fez investimentos para a busca de petróleo e em virtude disso a produção caiu”, analisa.

Segundo o coordenador-geral, também é preciso investir mais na recuperação dos poços mais antigos, cuja produção já está em estágio maduro, ou seja, chegou a um limite em que é preciso injetar água e vapor para a viabilizar a retirada do óleo. “Ninguém até hoje conseguiu tirar todo o petróleo que tem no poço. Se tira 15% a 20% e se estima que existam 1 bilhão de barris aqui, debaixo da terra. É preciso mais investimentos em recuperação secundária”, avalia o coordenador-geral.

Ele acrescenta que essa falta de investimentos em terra se configurou na queda da produção não só do Rio Grande do Norte, mas também em estados como Bahia e Ceará.
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal
Data : 09/07/2014

TCU AUXILIA CONGRESSO NACIONAL NA FISCALIZAÇÃO DE OBRAS DA FERROVIA DE INTEGRAÇÃO OESTE-LESTE
Publicado em 07/09/2014 as 03:52 PM

O Tribunal de Contas da União (TCU) auxiliará a Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados na fiscalização da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A solicitação da CVT, atendida pelo TCU na última quarta-feira (2), prevê reuniões de trabalho com representantes do TCU, envio de cópia dos principais trabalhos de fiscalização realizados pelo tribunal e realização de visitas técnicas às obras da Fiol.

A solicitação da CVT aponta a necessidade de examinar com maior profundidade as atividades relativas à VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, quanto aos empreendimentos de ferrovias, em especial às obras da Fiol.

O TCU selecionou e encaminhou à CVT quinze processos realizados pelo tribunal desde 2010 nas obras da Fiol: treze relatórios de auditoria, uma representação e uma denúncia.

A Fiol é uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal, e ligará Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Estado do Tocantins. A ferrovia terá uma extensão total de 1.527 km, dos quais aproximadamente 1.100 km na Bahia, com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, e vai transformar-se no eixo ferroviário leste-oeste do país. Em Figueirópolis ela tem a previsão de se conectar com a Ferrovia Norte-Sul.

A VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. é uma empresa pública, sob a forma de sociedade por ações, vinculada ao Ministério dos Transportes.

O relator do processo foi o ministro Walton Alencar Rodrigues.
Fonte: TCU – Tribunal de Contas da União
Data : 09/07/2014

PRODUÇÃO NO CEARÁ RECUA 20,58%
Publicado em 07/09/2014 as 03:52 PM

A produção de petróleo e gás natural, em barris de óleo equivalente (boe), em maio último, foi de 2,721 milhões de barris por dia, volume 1,8% superior aos 2,67 milhões produzidos em janeiro de 2012 - o recorde anterior, e 10,34% maior do que os 2,464 milhões de boe, explorados nos 311 campos produtores no País, em maio de 2013. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio passado foram produzidos por dia, 2,189 milhões de barris de petróleo e 84,5 milhões de metros cúbicos (m³) de gás natural, no País.

No Ceará, porém, Estado que responde por apenas 0,3% da produção nacional de petróleo e 6,6% de gás, o volume explorado em maio último foi de 7.951 barris de óleo equivalente, quantidade 20,58% menor do que os 10.012 boe extraídos dos poços petrolíferos do Estado, em igual mês de 2013. Em maio deste ano, o Ceará produziu 7.346 barris de petróleo por dia e 96 mil m³, diários, de gás natural, volumes equivalentes a 78,2% dos 9.394 barris de petróleo e a 97,9%, dos 98 mil m³ de gás natural, produzidos em maio do ano passado, respectivamente.

Bacias petrolíferas

Em relação a maio de 2013, o aumento na produção nacional de petróleo, em número de barris, chega a 9,8%, e de gás natural a 12,9%. Em comparação ao mês anterior, o aumento foi 2% para os dois insumos. Ainda segundo boletim da ANP, divulgado ontem, a produção de 84,5 milhões de m³ de gás natural em maio foi recorde, superando a anterior, de 83,4 milhões, registrada em março deste ano.

De acordo com a ANP, 90,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras, sendo 92,2% da produção de petróleo e 72,7% da produção de gás natural extraídos de campos marítimos. Maior produtor do País, o Estado do Rio de Janeiro, responde por 67,7% de todo o petróleo explorado.

O Campo de Roncador, na Bacia de Campos (RJ), continua sendo o de maior produção de petróleo, com média diária de 249,2 mil barris. O maior produtor de gás natural foi o Campo de Leste de Urucu, na Bacia do Solimões, com média de 6,4 milhões de m³ por dia.

A maior unidade de produção continua sendo a plataforma P-52, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, que produziu, em 14 poços a ela interligados, cerca de 134,8 mil barris de óleo equivalente por dia. Atualmente, 24 empresas exploram petróleo e gás natural no País.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
Data : 09/07/2014

CONGRESSO EM ITAJAÍ DEBATE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PORTUÁRIO E AQUAVIÁRIO
Publicado em 07/09/2014 as 03:51 PM

O Ministério do Trabalho e Emprego, através da Fundacentro, e o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizam de 13 a 16 de outubro, em Itajaí (SC), o III Congresso Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário e Aquaviário. O evento, com apoio do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) e outras entidades do setor, tem como objetivo a troca de conhecimento e experiências a partir da publicação das normas NR-29 e NR-30.

Entre os temas abordados estarão: cargas perigosas, padronizações e procedimentos de segurança, gestão de segurança e saúde no trabalho, novas tecnologias e segurança em espaços confinados. Além de trabalhadores portuários e aquaviários, o congresso tem como público alvo operadores portuários, técnicos em segurança e saúde do trabalho e profissionais de entidades públicas e privadas ligadas ao setor. Mais informações pelo site da Fundacentro.
Fonte : Portal Portos e Navios (Da Redação)
Data : 09/07/2014

DESAFIOS NA ZONA DE EMBARQUE
Publicado em 07/09/2014 as 03:51 PM

Os principais portos do sul do país evoluíram bastante na última década. Mas ainda têm dificuldades para atender a toda a demanda dos exportadores da região

Por Andreas Müler, Emanuel Neves, Leonardo Pujol, Pedro Henrique Tavares Ricardo Lacerda e Robson Pandolfi

Porto-Rio-Grande-350A supersafra de grãos que o Brasil colheu em 2013 foi comemorada pelo governo, pelas empresas e pelos próprios produtores – que, apenas um ano antes, haviam sofrido com uma das mais violentas estiagens da história. O que ninguém comemorou foram os verdadeiros malabarismos que alguns produtores tiveram de fazer para transportar suas mercadorias até os compradores internacionais. As dificuldades não se resumiram à habitual precariedade das estradas, tampouco à escassez de opções em modais alternativos, cujo custo de frete é mais baixo. Dessa vez, o excesso de produção provocou um gargalo não apenas nas vias terrestres de acesso como também dentro dos portos. Operando no limite da movimentação, muitos deles registraram atrasos e filas de espera de navios em alto-mar, com prejuízos tanto para os produtores quanto para os transportadores. Sem opções, algumas cooperativas montaram grandes operações de remanejamento. A Coamo, por exemplo, teve de ir até Rio Grande, no extremo sul do país, para embarcar sacas de soja colhidas no interior do Mato Grosso do Sul. Tudo porque Paranaguá, àquela altura, estava com capacidade esgotada – com dificuldades por terra e mar.

E isso explica uma mudança importante no panorama portuário do sul do país: pela primeira vez desde 1994, o porto de Rio Grande voltou a ser a principal plataforma de escoamento de soja do sul do país, à frente de Paranaguá – no restante do Brasil, ainda perde para o Porto de Santos, líder absoluto em embarques de granéis e contêineres. No total, o terminal gaúcho movimentou 8,2 milhões de toneladas de grãos, com um aumento de 132,4% em relação a 2012. É bem verdade que a safra recorde do Rio Grande do Sul, de 12,7 milhões de toneladas, ajudou a inflar os números. Mas, além disso, o Porto de Rio Grande também foi impulsionado pelo recebimento de cargas oriundas de diferentes partes do país, como Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até Goiás.

Paulo Bertinetti, presidente do Sindicato dos Terminais Marítimos de Granéis Sólidos e Líquidos em Geral do Porto do Rio Grande (Sintermar), comemora a conquista com ressalvas. Para ele, o que ocorreu em 2013 foi mais um sintoma de uma velha moléstia: a infraestrutura insuficiente dos terminais portuários brasileiros – que sofrem para dar conta da demanda ao primeiro sinal de aumento na produção. “Vários portos do país têm uma movimentação graneleira muito forte, mas pouca estrutura para dar vazão ao que chega, especialmente da região centro-oeste do país”, conta ele. O resultado é que, com os investimentos certos, Rio Grande se projeta como uma opção de escoamento não só para os produtores gaúchos, mas para todos que param na fila dos demais portos brasileiros. “Alguns dos nossos terminais, como os da Bianchini, da Termasa, da Tergrasa e da Bunge Alimentos, estão bem aparelhados para fazer a movimentação graneleira”, conta Bertinetti, que também é superintendente do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Rio Grande.

Expansão necessária

Paranagua-350A estrutura dos portos brasileiros pode ser insuficiente para dar conta da demanda. Mas isso não significa que é precária. Paranaguá, por exemplo, já se consolidou como o grande terminal de movimentação de granéis do sul do país, com pelo menos 20 berços de atracação e um calado de 15 metros de profundidade – suficiente para navios de grande porte. Nos últimos anos, o complexo portuário recebeu R$ 470 milhões em investimentos do governo paranaense em obras de infraestrutura e desenvolvimento, como novas balanças comerciais, equipamentos e dragagem. A estrutura atual ainda opera no limite, mas é inegável que se expandiu. Nos últimos dez anos, por exemplo, a movimentação de contêineres mais que dobrou em Paranaguá, chegando a quase 263 mil toneladas em 2013 (o número desconsidera contêineres vazios). O desafio, agora, é ampliar ainda mais esses números. “Paranaguá está operando perto do limite de sua capacidade e precisa, com urgência, de novos projetos de expansão”, sustenta Paulinho Dalmaz, diretor técnico da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

A situação muda nos três principais portos de Santa Catarina – Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba. Com uma infraestrutura moderna, ideal para a movimentação de contêineres, os terminais catarinenses vêm se destacando como opções eficientes para as empresas que exportam produtos manufaturados e semimanufaturados. Um exemplo disso é o Porto de Itajaí. Em 2013, o complexo movimentou cerca de US$ 17,4 bilhões entre entradas e saídas – um valor pequeno se comparado ao de Santos (US$ 122,7 bilhões) ou de Paranaguá (US$ 33,8 bilhões). Mesmo assim, destacou-se por movimentar as cargas com maior valor agregado entre os dez principais portos do país, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os números mostram que, em média, cada quilo de carga embarcada por Itajaí em 2013 custava US$ 2,2. Em Santos, para se ter uma ideia, o valor médio de cada quilo não passou de US$ 1,3. Em Rio Grande, foi de US$ 1,1 e, em Paranaguá, de apenas US$ 0,8.

ESPECIAL_EXPORT.png“A nossa estrutura retroportuária para produtos secos está muito bem estruturada. Isso nos coloca no mercado com um diferencial”, acredita o engenheiro Antonio Ayres, superintendente do porto de Itajaí. Ele lembra que, atualmente, metade das mercadorias que saem pelo porto catarinense é de alimentos congelados, resultado direto de uma série de investimentos em câmaras frigoríficas com capacidade de comportar até 180 mil toneladas de carne. Além disso, destaca que Itajaí está mudando seu perfil de atuação. Até 2007, era um complexo portuário com vocação claramente exportadora – cerca de 90% dos produtos movimentados se destinavam ao exterior. Hoje, a situação é de equilíbrio: 51% das cargas são de importações e o restante, de exportações. “Com a mudança do perfil comercial do país ao longo dos anos, passamos a ter um investimento maior nas importações, o que nos deu equilíbrio no fluxo de mercadorias”, argumenta ele.

O equilíbrio entre exportações e importações é um fator importante de competitividade dos portos. No Tecon Rio Grande, por exemplo, cerca de 75% das cargas movimentadas são exportadas e apenas 25%, importadas. “Aqui tem muito contêiner vazio. Quanto existe importação e exportação meio a meio, a importação libera o contêiner que vai direto para a exportação, o que dá mais competitividade para qualquer porto”, explica Bertinetti. Ainda assim, a busca por melhores condições de atendimento para quem opera no terminal gaúcho é constante. Tanto que o Tecon está investindo na ampliação de seus três berços de atracação, de 300 para 400 metros cada, o que viabilizará a atracação de navios ainda maiores – que chegam a ter até 370 metros de comprimento. Estima-se que o aporte possa chegar à casa dos R$ 200 milhões.

Ao contrário de Santa Catarina, onde o aumento das importações na última década acabou equilibrando o fluxo dos portos, o Rio Grande do Sul mantém uma forte vocação exportadora. “Santa Catarina, assim como o Paraná, são Estados que tiveram coragem de liderar uma guerra fiscal, fazendo com que as suas indústrias crescessem e passassem a fazer negócios internacionais”, salienta Bertinetti. Nesse contexto, o executivo traz como exemplos o anúncio recente da vinda da BMW para Araquari (SC), os rumores sobre a chegada da Mercedes-Benz em solo catarinense e, ainda, o impacto positivo que a indústria automobilística vem causando no fluxo de comércio exterior do Paraná a partir do ano 2000. “Enquanto isso, o Rio Grande do Sul segue um Estado essencialmente exportador de produtos agrícolas, fumo, couro, madeira, cavaco etc”, lamenta.

Apesar de sua pequena costa, a menor entre os três Estados da região sul, Santa Catarina se consolidou como uma das principais plataformas de comércio exterior do Brasil nos últimos anos. O conjunto de cinco terminais – São Francisco do Sul, Itajaí, Imbituba, Portonave e Itapoá – registrou crescimentos exponenciais em 2013. Segundo Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), o porto de Itapoá, localizado do outro lado da baía de São Francisco do Sul, foi o que mais expandiu sua movimentação, saltando de 270 mil contêineres movimentados em 2012 para 465 mil em 2013. “É um porto novo e que já está com sua capacidade lotada, absorvendo cargas de todos os terminais de Santos para baixo”, explica Manteli. Ainda assim, os números da ABTP apontam como grande destaque da região sul no quesito movimentação de contêineres a Portonave, que integra o complexo de Itajaí. Em 2013, a movimentação no terminal chegou a 730 mil contêineres, com grande destaque para as cargas refrigeradas. Veja aqui os principais dados envolvendo os portos da região sul.

Desperdício costeiro

De qualquer forma, novos investimentos são necessários para desafogar a produção tanto do agronegócio como da indústria brasileira. Filinito Jorge Eisenbach Neto, professor de Logística da PUC do Paraná, entende que o Brasil aproveita pouco seu próprio potencial. Afinal, há mais de 7,4 mil quilômetros de costa, mas concentra suas exportações nos terminais do sul e do sudeste. Só o Porto de Santos fica com 42% de tudo que o Brasil movimenta no comércio exterior.

A superconcentração deixa os exportadores brasileiros sujeitos aos mais variados tipos de problemas. Entre eles, a falta de mão de obra especializada. Tal como ocorre com as indústrias, os portos também enfrentam dificuldades para encontrar e reter profissionais de nível operacional – como estivadores, auxiliares de manutenção, operadores de máquinas, entre outros. “O Brasil não tem mão de obra adequada e, logo, não tem competência técnica para competir lá fora. É um apagão”, expõe o professor.

Os portos também esbarram na falta de uma estrutura adequada de acesso. Recentemente, o governo brasileiro anunciou a intenção de investir R$ 54 bilhões nas melhorias dos portos do país até 2017. “Mas esse investimento só vai sanar os problemas do setor se vier acompanhado de um uso mais racional das rodovias, hidrovias e ferrovias, além de uma boa administração”, entende Dirceu Lopes, superintendente do Porto de Rio Grande. Que assim seja.

Um raio-X dos portos do sul
Os investimentos que estão atracando nos principais terminais da região

PARANÁ

Porto de Paranaguá
Responsável por movimentar 4,5% de tudo que passou pelos portos brasileiros em 2013, Paranaguá é, hoje, um dos principais polos exportadores de granéis sólidos do país. Conta com 20 berços de atracação e um calado com 15 metros de profundidade. Em setembro, o governo estadual anunciou que injetará mais R$ 175 milhões em obras de expansão e modernização do porto. A maior parte desse valor – R$ 115 milhões – será utilizada em obras de dragagem nos berços de atracação. Com a lei dos portos, porém, algumas iniciativas foram postergadas.

SANTA CATARINA

Porto de Itajaí
Nos dez últimos anos, recebeu mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos. Desse total, R$ 620 milhões vieram da União para o terminal público e outros R$ 750 milhões foram aportados pelos administradores dos terminais privados.

Porto de São Francisco do Sul
Conta com vários terminais privados. Um deles, o Tesc, prevê investimentos de R$ 150 milhões até 2015. Ao mesmo tempo, um consórcio de empresas estuda a possibilidade de construir um novo terminal de granéis, no valor de R$ 500 milhões.

Porto de Imbituba
Desde fevereiro, vem passando por novas obras de dragagem com o objetivo de elevar a profundidade do calado dos atuais 14 metros para 17 metros. O valor total do investimento é de R$ 36 milhões.

RIO GRANDE DO SUL

Porto de Rio Grande
Beneficiado pela supersafra de grãos e o esgotamento da capacidade de movimentação em outros portos, Rio Grande retomou o posto de principal plataforma de exportação de soja do sul do país – posição que não ostentava desde 1994. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de mais 12% na movimentação do grão. Possui 14 canais acostáveis com profundidades que variam de 5 a 12,8 metros. Em contêineres, tem como destaque o Tecon Rio Grande, com três berços de atracação de 300 metros cada – que devem ser expandidos para 400 metros até 2016.
Fonte: Amanhã
Data : 09/07/2014

ALL RECORRE DE MULTA DA JUSTIÇA DO TRABALHO
Publicado em 07/09/2014 as 03:51 PM

O grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) divulgou que vai recorrer da multa de R$ 250 mil aplicada pela Justiça do Trabalho. Segundo denúncia do Ministério Público, foram encontradas irregularidades relacionadas ao fornecimento de água a trabalhadores.

"A concessionária informa que fornece galões de água aos trabalhadores, compatíveis com as necessidades dos mesmos, cumprindo a exigência legal, já comprovando a entrega ao Ministério Público do Trabalho. A empresa irá recorrer da decisão", informou a ALL, por meio da assessoria de imprensa.

A ALL foi condenada pelo juízo da 1ª Vara do Trabalho de São Carlos ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 250 mil por deixar de fornecer água potável aos trabalhadores da empresa.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Rafael de Araújo Gomes instaurou inquérito contra a empresa em 2012, após fiscalização sobre condições de higiene e saúde no trabalho de funcionários da ALL nos municípios de São Carlos, Itirapina e Rio Claro.

De acordo com os fiscais, os empregados são obrigados a adquirir, por conta própria, garrafões térmicos para levar água nas viagens ao longo da linha férrea. Segundo o MPT, a empresa não os fornece gratuitamente
Fonte: Valor Econômico/Fábio Pupo | De São Paulo
Data : 09/07/2014

COM PREÇO DEFASADO, PETROBRAS DEIXA DE GANHAR R$ 104 BILHÕES EM 3 ANOS
Publicado em 07/09/2014 as 03:51 PM

O represamento dos preços do diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo adotado pelo governo para o mercado interno, deixando-os inferiores aos praticados no mercado internacional, teve um custo de oportunidade de R$ 104 bilhões para o caixa da Petrobras entre 2011 e 2013, valor próximo ao aumento da dívida líquida da estatal verificado no período.

Essa é a principal constatação de estudo sobre o tema liderado por Edmar de Almeida, do Grupo de Economia da Energia (GEE) da UFRJ, que coloca a defasagem de preços como um dos principais responsáveis pelo aumento da dívida da estatal no período e diz ser necessária outra política para os preços de derivados de petróleo.

O estudo utilizou três referências para analisar o desenvolvimento dos preços do diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo, já feita a conversão cambial mês a mês: o preço de realização interna dos combustíveis, o de referência no mercado internacional do Golfo do México e o efetivamente pago com as importações dos derivados de petróleo no período. Mesmo com seis reajustes no diesel e quatro na gasolina no mercado interno, os preços permaneceram abaixo do praticado no exterior durante o período. O gás não teve reajuste.

Apenas com as importações, a Petrobras teve um perda em valor presente de R$ 14,9 bilhões, causado pela diferença entre o valor pago pelos derivados no exterior e aquele praticado no mercado doméstico. O estudo mostra que, desde 2011, as importações de gasolina e diesel têm superado as exportações desses combustíveis, mas a maior perda para a empresa foi o custo de oportunidade. O valor presente foi calculado levando em conta uma taxa de retorno de 10% ao ano que a empresa teria, caso investisse o montante em uma aplicação financeira.

No período, levando em conta um cenário no qual a estatal praticasse preços similares ao patamar internacional, a estatal teria receitas maiores em R$ 66,3 bilhões com o diesel, R$ 34,9 bilhões com a gasolina e R$ 3 bilhões com o gás liquefeito de petróleo. Nos últimos três anos, a dívida líquida da companhia aumentou de R$ 103 bilhões para R$ 222 bilhões.

"Essa defasagem não só tem restringido o caixa da Petrobras, como aparece como um fator preponderante no aumento da fragilidade da empresa", afirma Almeida, que também chama a atenção para um efeito secundário da defasagem de preços no setor de petróleo e gás brasileiro. "Isso está acontecendo em um momento no qual se necessita de caixa elevado para os investimentos ligados à exploração do pré-sal."

Como consequência do que Almeida chama de "represamento de preços", o setor de refino de derivados de petróleo é considerado atualmente pouco atrativo para novos investimentos externos, o que aumenta a importância da saúde financeira da Petrobras no parque de refinarias do país. Hoje, a estatal é responsável por 90% do que o Brasil refina.

Uma alternativa aos reajustes concedidos pelo governo, segundo o pesquisador, é a criação de um fundo para amortecer grandes variações nos preços internacionais ou no câmbio. O dinheiro, que poderia vir do Tesouro, serviria como um colchão para resguardar a inflação sem afetar diretamente o caixa e o nível de investimentos da Petrobras.

"É legítima a preocupação do governo com a inflação, mas não se pode transferir os custos para a empresa, que precisa de mais liberdade para fixar seus preços", afirma Almeida.
Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Pedroso | De São Paulo
Data : 09/07/2014

GENERAL DEIXA DIRETORIA-GERAL DO DNIT
Publicado em 07/09/2014 as 03:50 PM

O general Jorge Fraxe, responsável pela "faxina" no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), deixou o comando do órgão federal e intensificou a disputa em torno de sua sucessão. Oficialmente, Fraxe se afastou em caráter temporário e por razões médicas, mas a tendência é que ele não volte mais.

A autarquia pretende investir até R$ 13 bilhões neste ano e é alvo de cobiça do PR, que a controlava politicamente até 2011, quando eclodiu o escândalo em torno do contraventor Carlinhos Cachoeira e da Delta Construções. Parte do governo resiste à pressão da legenda e prefere entregar o comando do Dnit - pelo menos interinamente - ao número 2 do órgão, Tarcísio Freitas, um ex-auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) dedicado à reorganização dos contratos de obras em rodovias federais nos últimos três anos. Freitas é bem avaliado no Palácio do Planalto. Seus defensores alertam que, caso haja uma nova indicação ao comando do Dnit, seria preciso esperar sua sabatina e apreciação no Senado - o que poderia, em plena campanha eleitoral, consumir meses.

O setor privado também prefere que a chefia do órgão federal seja exercida por Freitas. Para empresários que têm contratos com o Dnit, uma troca de comando agora pode paralisar a autarquia, que aumentou sua execução orçamentária em 44% nos cinco primeiros meses deste ano.

Freitas, braço-direito do general no Dnit, foi aprovado em concurso para a consultoria legislativa da Câmara dos Deputados e pretende tomar posse. O Valor apurou, no entanto, que isso não constitui obstáculo a uma licença imediata para ficar no Dnit.

Enquanto isso, o PR se move nos bastidores para expandir sua influência no Ministério dos Transportes. A bancada do partido na Câmara convenceu a presidente Dilma Rousseff a trocar o ministro César Borges por seu antecessor, Paulo Passos, considerado um interlocutor melhor com os políticos da legenda.

Gradualmente, nos últimos meses, o PR reconquistou parte do espaço perdido no início do governo Dilma. O ex-deputado e ex-presidente do partido no Pará, Anivaldo Juvenil Vale, foi nomeado para a secretaria-executiva do ministério - um cargo normalmente técnico. Superintendências regionais do Dnit, que passaram a ser ocupadas apenas por servidores do próprio quadro depois da "faxina" de 2011, foram recuperadas por funcionários de carreira indicados pelo PR. Foi o que aconteceu com as superintendências de Goiás e do Ceará.

Em troca de um minuto e oito segundos a mais como tempo de televisão, na campanha eleitoral, Dilma cedeu e aceitou a troca de Borges por Passos. A resistência do governo em dar mais cargos no segundo escalão se deve ao diagnóstico de que, após dois anos consumidos em um processo de arrumação geral, o Dnit finalmente voltou a andar bem: hoje praticamente não há mais trechos de estradas federais sem contratos de manutenção em andamento e algumas obras importantes - como a duplicação da BR-381 (MG) e a construção de uma nova ponte sobre o rio Guaíba (RS) - saíram da gaveta.

O PR está de olho ainda no comando da estatal Valec. O atual presidente, José Lúcio Lima Machado, foi indicado pelo ex-ministro César Borges, mas não é reconhecido como um nome do partido, e sim de sua cota pessoal.

Na dança das cadeiras no Ministério dos Transportes, outra mudança bastante discreta ocorreu no fim da semana passada: o engenheiro civil Josias Sampaio Cavalcante, que deu lugar a Machado na presidência da Valec, assumiu a chefia da Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

A EPL foi criada, em 2012, para planejar a infraestrutura logística do país e fazer estudos sobre novas concessões. O economista Bernardo Figueiredo, então xodó de Dilma e "pai" do programa de concessões lançado à época, ficou aproximadamente um ano no cargo. Depois, deu lugar a Passos, que havia saído do ministério justamente a pedido do PR.

Além de Cavalcante, outros dois técnicos - Hélio Mauro França e Miguel Masella - compõem a diretoria da EPL.
Fonte: Valor Econômico/Daniel Rittner e Rafael Bittencourt | De Brasília
Data : 09/07/2014

PROJETOS DE INFRAESTRUTURA DEMANDAM CRÉDITO PRIVADO
Publicado em 07/09/2014 as 03:50 PM

Os investimentos em infraestrutura programados pelo governo e pelo setor privado para os próximos cinco anos somam ao redor de R$ 1 trilhão, de acordo com diversas estimativas recentemente publicadas pelo Valor. Projeção feita pelo Itaú BBA relaciona R$ 922 bilhões em investimentos até 2018. Estimativa da Sociedade Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), que inclui a construção de habitações e indústrias, chega a R$ 1,2 trilhão.

Apenas o setor de óleo e gás vai concentrar 59% dos investimentos previstos pelo Itaú BBA e boa parte do total será injetado pelo setor privado na exploração e produção, por meio de plataformas de perfuração e navios de apoio, por exemplo. Os transportes ficam com uma fatia de 22%, divididos entre ferrovias e portos (6% cada um), rodovias e mobilidade urbana (4% cada) e aeroportos (2%). O setor de energia ficará com 18% para projetos de geração nas diversas modalidades (hidrelétricas, eólicas, térmicas e biomassa) e transmissão. Há ainda uma fatia de 1% para o saneamento.

Somente em concessões são esperados R$ 385,8 bilhões entre este ano e 2017 pelo próprio governo, entre projetos de energia (39%), telecomunicações (31%) e logística (30%) - será um valor bem superior à média de R$ 70 bilhões por ano investidos registrada nos três primeiros anos do governo de Dilma Rousseff.

O programa de concessões, especialmente o Programa de Investimento em Logística (PIL) levou um tempo para ser estruturado e demorou para pegar ritmo. Na prática, deslanchou mesmo a partir de meados de 2013, quando foram feitas mudanças nas regras do jogo de modo a melhorar o retorno dos empreendimentos. Em alguns casos, os projetos ainda não saíram da prancheta. Nos portos, há questionamento por parte do Tribunal de Contas da União (TCU); e, nas ferrovias, o modelo calcado no papel da Valec ainda não convenceu o próprio governo.

Mas os projetos que já estão sendo tocados ou estão no pipeline poderão alavancar o crescimento do país, que anda bem fraco. No último mês, a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central junto a cerca de 100 instituições financeiras e consultorias registrou a redução da previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,4% para 1,07%, na esteira da retração da produção industrial.

A expansão da infraestrutura também deverá aumentar a taxa de investimento, que está bem abaixo do desejável. Em 2013, foi equivalente a 18,4% do PIB; no primeiro trimestre deste ano, caiu para 17,7%. A expectativa é que os investimentos em infraestrutura levem a taxa para o patamar de 20%.

O investimento em infraestrutura é condição para o Brasil voltar a crescer, sem pressionar a inflação. Com energia, telecomunicações, rodovias, ferrovias, portos e aeroportos eficientes será possível ampliar a produção, alavancar a produtividade da mão de obra e as vendas externas, a custos competitivos no mercado internacional. Um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira, o agronegócio, perde todo ano muito dinheiro com as deficiências da infraestrutura.

Um problema porém é o financiamento dos projetos, que tem contado basicamente com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Somente para financiar os projetos de logística, o banco desembolsou R$ 8,8 bilhões no ano passado e deve liberar R$ 10 bilhões neste ano. O dobro será necessário em dois anos.

As tentativas do governo de montar modelos de financiamento ancorados no setor financeiro privado nem sempre decolaram, como é o caso das ferrovias. Mas têm sido bem-sucedidas as operações de project finance.

As debêntures de infraestrutura, lançadas em 2012 com o incentivo da isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas e investidores estrangeiros, somam R$ 7,5 bilhões até maio. O mecanismo de financiamento tem sido utilizado principalmente pelo setor de transporte (58,4%), cujo modelo de negócios é mais conhecido pelo investidor. Em menor escala pelas empresas de energia (33,6%) e pela aviação (8%).

Os crescentes problemas fiscais do governo limitam, porém, a atuação do BNDES e tornam urgente e necessária a maior participação do setor privado e do mercado de capitais. Caso contrário, a infraestrutura brasileira vai continuar marcando passo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 09/07/2014

MITSUBISHI TURBINA EXPANSÃO DA AGREX
Publicado em 07/09/2014 as 03:50 PM

Um ano depois de ter o controle adquirido pela japonesa Mitsubishi, a empresa agrícola brasileira Ceagro, rebatizada como Agrex, registrou incremento expressivo em seu faturamento já na safra 2013/14 e traça planos ambiciosos de expansão para os próximos cinco anos.

A companhia, que atua na produção e comercialização de grãos, estima que sua receita consolidada tenha alcançado R$ 1,5 bilhão no ciclo encerrado em 30 de junho, 25% acima da temporada anterior (R$ 1,2 bilhão). "Esse crescimento é reflexo da base financeira mais forte e estruturada que ganhamos com os japoneses", afirmou ao Valor Paulo Fachin, fundador da Ceagro e diretor-presidente da Agrex do Brasil.

A mudança na denominação da Ceagro, sediada em Goiás, tornou-se necessária na medida em que a expansão das operações criou um embate com empresas homônimas em várias regiões do país. "Estávamos numa disputa jurídica em que todo mundo tinha um certo direito sobre o nome", disse Fachin. O nome Agrex já era usado pela Mitsubishi em seus negócios de trading em países como EUA e China, e a mudança no Brasil foi oficializada em janeiro passado.

A Mitsubishi se aproximou da Ceagro no começo de 2012, com a compra de 20% do capital da empresa. Em junho de 2013, a múlti ampliou sua fatia para 80% ao adquirir as ações que eram do grupo argentino Los Grobo e da gestora de investimentos Vinci Partners, que controlavam a Ceagro desde 2010. O valor da transação não foi revelado, mas especulações à época a estimaram em cerca de US$ 500 milhões. Fachin permaneceu com sua fatia de 20%.

Criada em 1995 como uma revendedora de insumos em Balsas, no Maranhão, a Ceagro contava inicialmente com apenas dois funcionários. Em quase vinte anos, espalhou-se por sete Estados e viu seu quadro de contratados saltar para 550 pessoas. Nesse intervalo, a empresa diversificou significativamente sua atuação, mas pelo menos 70% da receita ainda está concentrada na venda de insumos e na comercialização de commodities.

Hoje como Agrex do Brasil, a companhia tem 14 lojas focadas na venda de defensivos, fertilizantes e sementes, e tem investimentos próprios nesses dois últimos segmentos. Em Goiatuba (GO), mantém uma unidade produtora de sementes, e planeja iniciar a construção de outra planta do gênero em Lagoa da Confusão (TO), a partir de investimentos da ordem de R$ 15 milhões.

No mercado de fertilizantes, atua por meio da Península Norte, joint venture com a paranaense Península Fertilizantes que mistura adubos em São Luís (MA) e atende o Mapito (confluência entre os Estados de Maranhão, Piauí e Tocantins) e o leste de Mato Grosso.

Mas foi no segmento de trading que o controle dos japoneses produziu reflexos mais imediatos, com metas turbinadas de originação (compra de produtos para exportação). O objetivo é chegar, nos próximos cinco anos, a 5 milhões de toneladas de soja e milho originadas do Brasil, ante as atuais 1,2 milhão de toneladas - das quais menos de 20% vêm de produção própria.

No momento, a maior parte das cerca de 10 milhões de toneladas de grãos movimentadas pela Mitsubishi no mundo são oriundas dos EUA, mas a expectativa é que em até dez anos haja um "equilíbrio maior" com a oferta do Brasil, conforme Fachin. Ele evita dar detalhes sobre as projeções globais, mas circula no mercado a informação de que o plano da gigante japonesa é negociar um total de 20 milhões de toneladas de grãos até o fim da década.

As novas metas, entretanto, vêm com um pacote de benefícios, entre eles o grande respaldo financeiro da controladora e o maior acesso aos mercados compradores. "A rede que a Mitsubishi tem na Ásia nos dá segurança de poder continuar crescendo na originação e ter mercado do outro lado do mundo", afirmou o executivo.

Nesse sentido, a Agrex do Brasil pretende ampliar a produção própria na próxima safra (2014/15), que começará a ser plantada em setembro. A expectativa é elevar em quase 35% a área com soja e milho, de 70 mil para 94 mil hectares. Esse aumento virá de áreas que a companhia abriu nos últimos anos em suas 24 fazendas, a maioria no Mapito.

A empresa planeja, ainda, estrear no plantio de algodão no oeste da Bahia este ano, com a semeadura de 1,3 mil hectares por meio de sua subsidiária Synagro, originalmente uma revenda de insumos. "Mas não temos um foco direcional no crescimento da produção própria. Crescemos mais quando surge uma boa oportunidade", pondera Fachin.

Do lado de fora da porteira, a Agrex tem reforçado os investimentos em logística e armazenagem, com aportes de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões por ano e foco na exportação pelo corredor do Norte do país. A empresa inaugurou na safra passada duas unidades de estocagem, em Querência (MT) e Gurupi (TO), que contribuíram para elevar a capacidade estática para cerca de 500 mil toneladas.

Além disso, a Agrex está construindo outro armazém com transbordo ferroviário às margens da ferrovia Norte-Sul, em Porto Nacional (TO), que absorveu aportes de R$ 25 milhões e deverá começar a operar em janeiro do ano que vem.

A obra foi estimulada por um contrato de longo prazo com a mineradora Vale na Norte-Sul, onde a Agrex já detém 105 vagões. A previsão da empresa é fechar 2014 com a movimentação de 500 mil toneladas. "Como temos crescido a taxas de 20% a 25% por ano, é fácil imaginar que chegaremos rapidamente a 1 milhão de toneladas nesse corredor", disse Fachin.
Fonte : Valor Econômico
Data : 09/07/2014

PORTO DE ANTONINA (PR) ULTRAPASSA 1 MILHÃO DE TONELADAS MOVIMENTADAS
Publicado em 07/09/2014 as 03:50 PM

SÃO PAULO -  A movimentação no porto de Antonina, no Paraná, onde opera a empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix, já passou de um milhão de toneladas, segundo informou a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O volume significa um aumento de quase 30% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou cerca de 780 mil toneladas movimentadas.

Durante todo o ano passado, foram movimentadas no porto de Antonina 1,5 milhão de toneladas de produtos, principalmente fertilizantes. Até o fim deste ano, a meta é chegar a 2 milhões de toneladas.  

“Na última segunda-feira, chegamos a quase 1,015 milhão de toneladas movimentadas. Em um semestre, estamos conseguindo alcançar a movimentação que tínhamos durante todo o ano, em 2011, por exemplo. Isso mostra que nossos investimentos e as melhorias operacionais implantadas pela Administração dos Portos do Paraná têm dado resultado”, afirma em nota o diretor do porto de Antonina, Luis Carlos Souza.

Segundo o diretor comercial e operacional da Ponta do Félix, Cícero Simião, a empresa tem melhorado a produtividade, o que tem refletido nos contratos fechados.

O volume movimentado no primeiro semestre, este ano, pela Ponta do Félix foi de fertilizantes, importados principalmente da Europa, Oriente Médio e América do Norte. O ganho de 30% em relação ao mesmo período do ano passado gera benefícios diretos para a região, que se torna mais atraente, de acordo com a Appa.

(Carine Ferreira | Valor)
Fonte : Valor Econômico
Data : 09/07/2014

PETRÓLEO - HRT VAI COMPRAR FATIA DA MAERSK NO CAMPO DE POLVO
Publicado em 07/09/2014 as 03:49 PM

Transação entre as companhias ainda está sujeita a determinadas condições, como a aprovação final da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
» MARCELLE GUTIERREZ / DA AGÊNCIA ESTADO

AHRT Participações em Petróleo, juntamente com sua subsidiária a HRT Oil & Gas, celebrou contrato de compra e venda com a Maersk para a aquisição de 40% de participação no Campo de Polvo, na Bacia de Campos.

A conclusão da transação ainda está sujeita a determinadas condições, como a aprovação final da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo fato relevante, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a HRT tem como plano a extensão de vida útil desse Campo através do aumento de produção a partir de reservas provadas não desenvolvidas.

"A aquisição dos 40% do Campo de Polvo ratifica a nossa confiança no potencial de produção deste campo. Decorridos seis meses da HRT como operadora, comprovamos o que já conhecíamos sobre o campo no passado e temos nele novas perspectivas para o desenvolvimento da produção. Esse é mais um marco importante em nossa estratégia de crescimento e sustentabilidade", destacou o diretorpresidente da HRT, Milton Romeu Franke.

A aquisição dos 40% do Campo de Polvo ratifica a nossa confiança no potencial de produção deste campo. Decorridos seis meses da HRT como operadora, comprovamos o que já conhecíamos sobre o campo no passado e temos nele novas perspectivas para o desenvolvimento da produção. Esse é mais um marco importante em nossa estratégia de crescimento e
sustentabilidade."
Milton Romeu Franke
Diretor-presidente da HRT

Baixa contábil
A Maersk Oil, petrolífera do conglomerado dinamarquês A.P. Moller-Maersk, anunciou que vai dar baixa contábil de US$ 1,7 bilhão em ativos no Brasil, como parte de uma nova estratégia para a região.

A empresa, porém, manteve sua projeção de lucro subjacente para o ano em cerca de US$ 4 bilhões. Para o grupo de modo geral, a Maersk prevê um resultado significativamente superior ao de 2013.

A Maersk Oil informou que não vai mais tentar expandir seus negócios no Brasil e que, como resultado da nova postura, vendeu sua participação majoritária no campo de Polvo para a operadora da área.

A empresa, que comprou fatias em três campos brasileiros por US$ 2,4 bilhões, em julho de 2011, optou pela baixa contábil após avaliações de perfuração que ficaram no nível mais baixo das expectativas e diante do aumento dos custos de desenvolvimento e do preço contido do petróleo.

Segundo a Maersk Oil, a expectativa é que seus parceiros nos dois outros campos brasileiros apresentem planos de desenvolvimento comercialmente viáveis.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 09/07/2014

INFRAESTRUTURA - PRAZO PARA INTERESSADOS EM TRECHOS DE FERROVIAS É AMPLIADO
Publicado em 07/09/2014 as 03:49 PM

» LUCIANA COLLET / DA AGÊNCIA ESTADO

O governo federal prorrogou o prazo para que interessados em elaborar estudos de viabilidade complementares de seis trechos ferroviários previstos no Programa de Investimentos em Logística (PIL) o façam. Agora, os interessados terão até o próximo dia 29 de julho para entregar ao Ministério dos Transportes o requerimento de autorização para a realização dos estudos.

Inicialmente, o governo deu prazo de 20 dias para os interessados se manifestarem, a partir da publicação do chamamento público, feita em 10 de junho. “A extensão do prazo deve-se à demanda de eventuais interessados”, informou o ministério.

Os estudos contemplam os trechos de ferrovias entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), com 457 quilômetros de extensão; Anápolis (GO) e Corinto (MG), com 775 quilômetros; Belo Horizonte (MG) e Guanambi (BA), com 845 quilômetros; Estrela D’Oeste (SP) e Dourados (MS), com 659 quilômetros; Sapezal (MT) e Porto Velho (RO), com 950 quilômetros, e Sinop (MT ) e Itaituba (PA), com 990 quilômetros de extensão.

A partir do recebimento da autorização, as empresas terão 180 dias corridos para apresentar os estudos. Uma comissão do Ministério do Transportes analisará os estudos e selecionará aquele a ser utilizado na futura licitação do projeto. Não há garantia de que os estudos serão usados e somente um servirá de base para o certame, sendo descartada a possibilidade de combinação de propostas. O interessado que tiver seu estudo selecionado terá direito a ressarcimento, que não poderá ultrapassar 2,5% do valor do investimento no empreendimento.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 09/07/2014

COPA AFETA PORTO DO RIO GRANDE
Publicado em 07/09/2014 as 03:49 PM

O Porto do Rio Grande encontra-se fechado há 17 dias, em decorrência de um deslocamento de bóias de sinalização. O fechamento foi homologado pelo capitão dos Portos, tendo em vista a falta de segurança para o tráfego de embarcações. O trabalho de restabelecimento da sinalização atrasou porque o navio da Marinha responsável pelo balizamento em Rio Grande havia sido deslocado para Porto Alegre, atendendo ao esquema especial de segurança da Copa do Mundo. Em substituição, uma lancha da Superintendência dos Portos está refazendo o sistema. Ainda não há previsão para conclusão do serviço.

Fontes ligadas aos armadores questionam: o que é mais importante, um navio fundeado em Porto Alegre para a Copa, ou garantia do fluxo do comércio exterior em segurança nos portos brasileiros? O fechamento de Rio Grande também provoca atrasos e cancelamentos de escalas em outros portos, num efeito-dominó que dificulta as operações. Neste momento, armadores avaliam, em conjunto com o Terminal de Contêineres (Tecon) de Rio Grande e Sindicato de Agências Marítimas local, que medidas podem ser tomadas para mitigar as consequências do fechamento prolongado da barra do porto.
Fonte:Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 09/07/2014

ARCO
Publicado em 07/09/2014 as 03:49 PM

Embora esteja incompleto, o Arco Metropolitano é uma grande obra. Quando pronto, juntará a BR-101, nas proximidades do pólo de Itaboraí da Petrobras, com a Rio-Juiz de Fora (BR-040) com a Dutra. Em razão das eleições, Dilma Rousseff e o governador Luiz Fernando Pezão vão inaugurar o Arco nos próximos dias, somente no trecho BR-040/Dutra. A ligação com o Comperj fica para depois.

É lamentável, no caso, a omissão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Na BR-040, a concessionária Concer está investindo em obras que devem ficar prontas em junho de 2016. Enquanto isso, a líder nacional no setor, a gigante CCR, não colocou um quilo de cimento na ligação. A descida da Serra das Araras está como há 50 anos, com curvas fechadas e velocidade máxima – coibida por pardais – de 40km/h. A ANTT deveria ameaçar a CCR com perda de concessão por manter a principal via do país nesse estado, no citado trecho.
Fonte:Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 09/07/2014

TOTAL MANTERÁ ESTRATÉGIA DE PERFURAÇÃO ATÉ O FIM DE 2014
Publicado em 07/09/2014 as 03:49 PM

O presidente-executivo da petroleira francesa Total estabeleceu como prazo até o fim do ano para descobrir petróleo em um grande novo campo em algum lugar do mundo antes de considerar se mudará de direção e cortará o orçamento de exploração.

A companhia baseada em Paris, que lançou uma estratégia de perfuração que classificou como de alto risco e alto retorno dois anos atrás, exibiu resultados desapontadores de exploração até o momento neste ano.

“Não é um sucesso em termos de resultados até o momento”, disse Christophe de Margerie. “Mas a exploração costuma levar mais de dois anos para dar resultados.”

Questionado se o grupo pode abandonar a estratégia, que representou uma mudança em relação à postura anterior e mais cautelosa da Total, ele disse: “Não antes do fim do ano; no fim do ano veremos se não conseguimos o bastante.”

“Se tivermos que mudar, o faremos, mas não haverá uma revolução em que paramos tudo para começar de novo”, disse o executivo, acrescentando que a companhia ainda tem que fazer perfurações em países como Angola, África do Sul e Bulgária.

Em todo caso, ele espera que o orçamento total de exploração caia no ano que vem em relação aos US$ 2,9 bilhões definidos para este ano, que representam um aumento de cerca de 12% na comparação com 2012. A Total, assim como outras gigantes do petróleo, tem enfrentado pressão dos acionistas para cortar custos e elevar dividendos.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 09/07/2014

TECON IMBITUBA APRESENTA NOVO SERVIÇO DE CABOTAGEM
Publicado em 07/09/2014 as 03:48 PM

A Santos Brasil fará um novo serviço regular da Hamburg Süd/Aliança no Tecon Imbituba, terminal de contêineres administrado pela Companhia em Santa Catarina. Trata-se de mais uma escala semanal de cabotagem, que fará o transporte de contêineres da região Sul para alguns dos principais portos do Norte e Nordeste do país.

De acordo com a empresa, com a novidade, três escalas semanais regulares passam a ser oferecidas a importadores e exportadores em Imbituba, ampliando a movimentação e participação deste terminal no mercado.

“Uma das principais vantagens do novo serviço é a redução do tempo de viagem, garantindo maior agilidade no atendimento às demandas de clientes e aumento da produtividade no Tecon”, disse em nota. Até então, as cargas da região eram transportadas aos portos de Salvador (BA), Suape (PE), Pecém (CE), Manaus (AM) e São Luís (MA), apenas após o transbordo no Porto de Santos - ou seja, precisava aguardar a troca de navios para seguir seu destino.

Além da linha que liga Imbituba aos portos do Norte e Nordeste, a unidade conta com outros dois serviços regulares da Hamburg Süd - o primeiro proveniente da região do Golfo do México e Caribe; e o segundo com destino ao Uruguai e Argentina (River Plate).Para o gerente comercial da Santos Brasil em Imbituba, Paulo Pegas, o Tecon é hoje uma alternativa viável para o transporte de cargas conteinerizadas de empresas dos estados da região Sul. “Com a ampliação do número de linhas de navegação, nosso terminal se torna uma opção altamente competitiva aos produtores e indústrias catarinenses e rio-grandenses, que contam com um terminal com tecnologia de ponta e de fácil acesso”, reforça.

O Tecon Imbituba possui capacidade de movimentação de 650 mil TEU/ano. Situado em uma enseada de mar aberto, tem calado de 15 metros de profundidade e está estrategicamente localizado no Sul de Santa Catarina, a 360 quilômetros de distância de Porto Alegre (RS) e de Curitiba (PR), com fácil acesso rodoviário pela BR-101 e à malha ferroviária regional.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 09/07/2014

BACIA DE SANTOS TEM VAZAMENTOS 400 VEZES MAIOR QUE CAMPOS
Publicado em 07/09/2014 as 03:48 PM

Rio de Janeiro - A atividade petrolífera na Bacia de Santos, responsável pela maior parte dos reservatórios gigantes do pré-sal, registrou índice de vazamentos de óleo 400 vezes maior do que Campos, bacia onde estão concentrados os poços mais antigos e boa parte da atual produção nacional, mostrou um estudo obtido com exclusividade pela Reuters.

O alto grau de poluição na bacia onde está grande parte do pré-sal e a falta de transparência nos dados sobre vazamentos preocupa especialistas, no momento em que o Brasil se prepara para elevar de forma relevante a produção, com o desenvolvimento de áreas de grande complexidade técnica.

Estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), com base em dados de 2008 a 2012, indicou que a Bacia de Santos jogou no mar um litro de óleo para cada 33,3 mil litros de petróleo produzidos.

Já a Bacia de Campos teve um litro vazado para cada 13,58 milhões de litros produzidos. A bacia, concentrada no litoral fluminense, é responsável hoje por 75 por cento do petróleo extraído no país, que ainda vem majoritariamente de reservatórios que não estão nas camadas do pré-sal.

A média nacional de vazamentos foi de um litro de óleo vazado para cada 349,6 mil litros produzidos no período.

O levantamento da Uerj foi feito com informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e considerou o despejo de qualquer óleo danoso ao meio ambiente, como petróleo, fluidos de perfuração, combustíveis e água oleosa, por toda a indústria de petróleo marítima.

Os dados coletados foram analisados de acordo com as coordenadas geográficas das bacias, sem atribuir os derramamentos à profundidade de extração. No entanto, a Bacia de Santos, a mais poluidora, teve em maio cerca de 75 por cento de sua produção proveniente do pré-sal.

O professor de oceonografia da Uerj David Man Wai Zee, que realizou o estudo com o aluno Flávio Silva, disse que a maior preocupação em relação ao futuro da produção de petróleo no Brasil é com o pré-sal, com características geológicas únicas.

"Quanto mais ousada for a exploração, maior o risco de ter acidentes perigosos e também (a dificuldade) de controlá-los", disse Zee à Reuters.

A distância entre os reservatórios do pré-sal e a superfície do mar é de até 7 mil metros, o que traz grande complexidade para a exploração e produção. Atualmente, toda a operação das plataformas no pré-sal brasileiro é feita pela Petrobras , sendo que 20 por cento do volume extraído fica com empresas sócias da estatal brasileira nessas áreas.

A primeira jazida do pré-sal foi descoberta em 2006, no Campo de Lula (ex-Tupi), em Santos. Cerca de dois anos depois, em setembro de 2008, a Petrobras iniciou a produção do primeiro óleo da camada pré-sal, no Parque das Baleias, parte capixaba da Bacia de Campos.

Para se ter ideia do grande potencial dessas áreas, a produção comercial na Bacia de Santos mais do que triplicou nos últimos três anos, para 313,4 mil barris por dia em maio, incluindo um pequeno volume produzido fora do pré-sal.

Por estar no foco da expansão da produção brasileira, grande parte da província do pré-sal está em fase de exploração, quando são feitas perfurações e análises para avaliar os reservatórios.

O estudo da Uerj indicou que é justamente na fase exploratória que ocorre a maior parte dos vazamentos de petróleo, entre 80 e 90 por cento do volume total. "Isso mostra que é preciso aprimorar a eficiência operacional nessa fase", afirmou Zee.

A Petrobras produziu em maio 1,93 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) no país, sendo que 447 mil bpd foram extraídos diariamente no pré-sal. Até 2018, a estatal pretende elevar sua produção total a 3,2 milhões de bpd, com o volume no pré-sal mais que triplicando para 1,66 milhão de bpd.

Procurada, a Petrobras afirmou que é "absolutamente improcedente a afirmação de que há mais vazamentos no pré-sal que nas demais áreas exploratórias da companhia" e disse que os volumes de vazamentos têm caído nos últimos anos.

"Neste ano de 2014, por exemplo, não houve um único vazamento de óleo na Bacia de Santos, onde se concentra a maior parte das atividades no pré-sal", afirmou a companhia.

A empresa também disse que ainda que houvesse mais vazamentos nas áreas do pré-sal, seria um equívoco vincular as ocorrências à camada geológica. Isso porque, segundo a Petrobras, os vazamentos em sua imensa maioria ocorrem em instalações de superfície, como plataformas e embarcações.

Prevenção

O estudo da Uerj identificou que quanto maior a produção em uma determinada bacia, maior é o número de incidentes.

Entretanto, os volumes despejados no mar variam bastante e estão relacionados à capacidade das empresas de evitar que o óleo tenha contato com o mar.

Para especialistas, os índices de vazamentos são fonte de preocupação, uma vez que não há planos eficientes para o caso de acidentes graves.

O ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) David Zylbersztajn ponderou que a indústria petrolífera mundial tem vazamentos com frequência e que o Brasil tem que estar preparado para prevenir e também para agir em casos de acidentes graves.

"O vazamento da Chevron serviu para mostrar que não há transparência", afirmou Zylbersztajn, referindo-se aos vazamentos no campo de Frade, em Campos, em novembro de 2011 e em março de 2012, quando foi derramado no mar do Rio de Janeiro o equivalente a mais de 560 mil litros.

Apesar de os volumes despejados não terem sido de grande proporção, na comparação com grandes desastres da indústria mundial, o episódio de Frade mostrou a fragilidade do Brasil para lidar com a situação, disse Zylbersztajn.

O professor da Uerj e co-autor do estudo, que foi contratado pela Polícia Federal como perito independente no caso do vazamento da Chevron, destacou que quase todo o petróleo derramado em Frade foi dissipado no mar.

A Bacia de Santos apresentou nos últimos anos indicadores piores até do que os dos Estados Unidos, onde o índice de vazamentos é maior que a média brasileira. Segundo pesquisa do Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês), entre 1999 e 2009, para cada litro vazado nos EUA foram produzidos 50 mil litros de petróleo, em média.

Diferentemente do estudo da Uerj, que avaliou apenas a atividade petrolífera no mar, o estudo do API levantou dados de toda a indústria de petróleo, incluindo as operações em terra, no mar e também de volumes de petróleo importados.

Procurada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disse que não iria comentar os dados do estudo da Uerj, por recolher dados distintos do Ibama. A autarquia destacou que fiscaliza a segurança de unidades de perfuração e de produção de petróleo e gás e só tem a atribuição legal de investigar derramamentos acima de 8 mil litros.

"É importante observar que na região da Bacia de Santos existe um intenso tráfego marítimo devido ao Porto de Santos. É sabido que os navios que utilizam este porto são responsáveis por derramamentos de óleo na região. Esse tipo de vazamento está fora da alçada da Agência", afirmou a ANP em nota.

Segundo o professor da Uerj, contudo, o estudo levou em conta apenas os vazamentos originados pela indústria de petróleo.

A Petrobras disse que trabalha com rigor na prevenção e, caso necessário, na mitigação de acidentes, ressaltando que em 2012 criou o Plano Vazamento Zero, com o objetivo de aprimorar ainda mais sua atuação frente esse tipo de ocorrência.
Fonte: Agência Petrobras
Data : 09/07/2014

INFLAÇÃO FORA DA META
Publicado em 07/09/2014 as 03:48 PM

IPCA recua em junho mas, em 12 meses, vai a 6,52%. Passagens e hotéis sobem com a Copa
CLARICE SPITZ
clarice.spitz@oglobo.com.br
HENRIQUE GOMES BATISTA
henrique.batista@oglobo.com.br

-RIO E BRASÍLIA- A inflação ficou menor em junho. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,40%, abaixo dos 0,46% do mês anterior. Mas a taxa menor não conseguiu evitar que a inflação em 12 meses ultrapassasse o teto da meta fixada pelo governo em 6,5%. No ano terminado em junho, a taxa chegou a 6,52% e deve seguir em alta até setembro. Pelas previsões, em setembro, mês anterior ao das eleições, a taxa deve chegar a 6,9% e depois começar a cair. O índice mais baixo no mês foi puxado pelos alimentos, que em média ficaram 0,11% mais baratos. O número poderia ter sido até menor se não fosse a Copa. A Alta em serviços como hotéis e as passagens aéreas respondeu por metade da taxa de 0,40%.

— A inflação mais alta (em 12 meses) tem efeito na renda, trazendo mais dificuldades para o trabalhador ter aumentos reais. Num cenário em que a ocupação está enfraquecida, isso acaba significando ganhos salariais mais modestos no segundo semestre e isso deve influenciar a eleição — afirma Fábio Romão, da LCA Consultores.

Ele estima que o rendimento do trabalho deve subir 1,3% no segundo semestre, menos da  metade do período anterior. Romão prevê inflação fechando 2014 em 6,46%, mas caindo no mês, para perto de 0,2%. A economista Adriana Molinari, da Tendências Consultoria Integrada, afirma que o resultado de junho veio dentro do esperado e mostrando que não há espaço para a absorção de novos choques de preços. Adriana estima que o IPCA fechará o ano em 6,3%

— Em setembro, a inflação em 12 meses deve chegar a 6,9%, quando o acumulado começa a baixar, mas sempre acima do teto até novembro — diz Adriana.

ALIMENTOS DEVEM CONTINUAR EM BAIXA
Depois de serem os responsáveis por altas expressivas da inflação, os alimentos ficaram mais baratos. Sem a redução de 0,11% no grupo de produtos, a inflação seria de 0,43%. Preços de produtos importantes nas cestas das famílias, como batata-inglesa, tomate e feijão, caíram. As boas perspectivas de safras contribuíram para o movimento. Segundo André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a deflação de alimentos ao consumidor é, em boa parte, explicada pelo preços agropecuários no atacado.

— Este resultado é bastante peculiar porque a maioria de grupos e produtos pesquisados perdeu fôlego em relação ao mês anterior. Sete dos grupos pesquisados recuaram em relação a maio. Só que temos dois itens que foram muito influenciados pela Copa do Mundo no Brasil. Foram as passagens aéreas e os hotéis que a demanda fez com aumentassem. Esses dois itens isoladamente foram responsáveis por metade do IPCA do mês — afirma Eulina Nunes dos Santos, gerente da pesquisa.

Para o economista Leonardo França Costa, da Rosenberg & Associados, os preços dos alimentos caíram mais que o esperado, e as despesas pessoais (alta de 1,57%) subiram acima de suas expectativas.

— Os alimentos podem contribuir para a redução da inflação no ano, depois de terem sido os  vilões no início de 2014. A queda nos preços internacionais das commodities agrícolas (produtos básicos com cotação global, como soja) confirma esta tendência de queda do preço dos alimentos. E parte da forte alta das despesas pessoais tem relação com a Copa, com o preço de hotéis, e isso deverá ser revertido nos próximos meses.

Em junho, as passagens aéreas subiram 21,95% e os hotéis, 25,33%. Segundo especialistas, os índices de preços não captaram as promoções de pacotes turísticos e bilhetes de avião que acabaram saindo mais baratos quando o Mundial começou (o preço das passagens é pesquisado no mês anterior para o mês seguinte). Outros serviços como aluguéis se mantiveram em alta, com avanço de 0,84%. Com isso, a inflação de serviços chegou a 9,20% em 12 meses, a maior taxa desde fevereiro de 2012. Para Romão, a alta em 12 meses se deve à pressão pontual de serviços ligados à Copa, e a tendência é esse índice recuar. Os serviços devem encerrar o ano em 8,4%, abaixo de 2013 (8,7%),segundo analistas.

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, diz que é possível que parte da inflação causada pela Copa seja devolvida nos próximos meses, mas ele lembra que da alta da energia elétrica, com o aumento de 18,66% nas tarifas da Eletropaulo.

PROMOÇÕES EM PACOTES
No Rio, o Mundial chutou para o alto as diárias na hotelaria e bilhetes aéreos, com expansões de 43,52% e 33,53%, respectivamente, devido à grande demanda pelo destino. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIHRJ) é chegar a 92% de ocupação no mês da Copa.

— O aumento médio está em 20% sobre as diárias do carnaval. É preciso lembrar que junho, tradicionalmente, é baixa temporada. Daí a expansão superior a 40% na comparação com maio. O que não quer dizer que não exista oferta de leitos e preços reduzidos em todo o país. As promoções vieram depois da devolução dos bloqueios de quartos pela Fifa — explica Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ.

A diária média subiu em todas as cidades-sede em junho sobre maio, mostra pesquisa do Trivago, comparador de preços de hotéis na internet. A alta chegou a 83% em Fortaleza. No Rio, subiu 46%.

A Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) diz que houve redução nos preços de pacotes para junho e julho deste ano, na comparação com 2013. Antônio Azevedo, presidente da entidade, informou que, como o IBGE apura os preços diretamente com hotéis e companhias aéreas, seu levantamento exclui pacotes promocionais oferecidos por agências de turismo. Segundo ele, o segmento se antecipou à queda nas viagens corporativas durante a Copa e está vendendo pacotes até 50% mais baratos que no ano passado.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, fez uma avaliação positiva do cenário para a inflação em 2014. Segundo ele, o IPCA de junho caiu em relação a maio, o que mostra que a alta dos preços vem perdendo fôlego. Ele minimizou o fato de a inflação em 12 meses ter superado 6,5%, lembrando que o regime de metas trabalha com o IPCA fechado no ano.

Colaboraram Glauce Cavalcanti , Rennan Setti e
Martha Beck
Fonte : O Globo
Data : 09/07/2014

SEM PALAVRAS - MIRIAM LEITÃO
Publicado em 07/09/2014 as 03:47 PM

Um espaço em branco. Sem palavras. E eu acordava assustada. Esse era o pesadelo que tinha há quase 30 anos quando comecei a ser colunista. Temia abrir o jornal e ver o espaço em branco. A de hoje, leitores, quase sai assim: sem palavras. Meu assunto é economia – posso me refugiar – mas em estado de choque, em que mais pensar? Nada nos preparou para esse placar.

Pode-se perder um jogo. Quantos perdemos? Foram 24 anos sem ganhar uma Copa depois de 1970.O Brasil sabe que tudo se pode esperar de uma Copa do Mundo. Glórias e derrotas. Euforia e tristeza. Mas humilhação como a de ontem é traumática, entra para a história.

Convenhamos, temíamos a derrota. Foi uma espera aflita, a de ontem. Entrar em campo, numa semifinal, como o azarão, o que tem menos chance, desfalcado e ferido é um sentimento estranho para um brasileiro. Amanhecemos nos apegando aos detalhes: mais estrelas no peito, menos peso sobre os ombros dos nossos jogadores já que a fatalidade nos atingiu. Ao mesmo tempo em que se preparava o coração das crianças avisando que nem sempre vencemos. Só não tínhamos avisado que existe uma coisa chamada goleada. E que ela pode acontecer contra nós, na nossa casa.

Vamos racionalizar, porque nada mais nos resta. Pelo menos não ouviremos novo silêncio no Maracanã. Aquele de 1950. Um silêncio que se carregou por 64 anos e que foi transmitido como trauma olímpico de geração a geração até entrar no DNA. O único povo que tem um silêncio impresso em seus genes. Foi o Maracanazo. Hoje ele parece pequeno porque conhecemos o sabor amargo do Mineiraço.

Quem analisava as chances, os jogos, os movimentos do treinador, os erros, as falhas, não acreditava numa vitória. Os alemães, que derrotamos em 2002, organizaram-se de forma metódica, paciente, disciplinada. Vieram para vencer. Nós, desorganizados, facilitamos. Amanhecemos ontem sabendo tudo sobre as vantagens, as táticas e o jogo do adversário e nada sobre o nosso próprio time. É desestabilizador.

O jeito desse meu pequeno time que faz coluna e blog foi olhar para a economia. Não falta serviço do lado econômico. O país estourou mais uma vez o teto da meta. Nesse campo, de novo, estamos fora do jogo da meta de inflação. Em junho o IPCA foi de 0,40% – exatamente a previsão feita aqui ontem pelo economista Luiz Roberto Cunha – e isso nos levou ao estouro do teto da meta.

Não foi um acaso. Nenhuma derrota o é. E acontece num momento em que os preços de alimentos estão ajudando, porque caíram após a alta do começo do ano. Mesmo assim, em 12 meses, a inflação estourou o teto da meta e continuará assim no mês que vem. Em julho do ano passado, a taxa foi de 0,07%. Isso dificilmente vai se repetir este ano, o que significa dizer que, quando for divulgado o IPCA de julho, a taxa anual vai subir mais ainda. A boa notícia é que há chance de cair no fim de 2014 porque em dezembro do ano passado o índice registrou 0,92%. Agora deve ser melhor.

Por que a inflação estourou o teto da meta? Fatalidade? Não. Certas derrotas são resultado de como se arma o jogo. E o governo, desde o começo, tem armado errado a sua estratégia nesse campo. No início, a equipe econômica considerava que uma inflação mais alta permitiria um crescimento maior. O governo chegou a declarar que não faria o combate à inflação à custa do crescimento. Essa tática jamais funcionou. A inflação não estimula o crescimento, ela faz o oposto. E pelo décimo primeiro mês a taxa fica acima do teto da meta no atual governo. Derrotas ensinam só se quisermos aprender.
Fonte : O Globo
Data : 09/07/2014

MERCADO - MAERSK OIL DESISTE DE OPERAR BLOCOS DE PETRÓLEO NA BACIA DE CAMPOS
Publicado em 07/09/2014 as 03:47 PM

O grupo dinamarquês A.P. Moller-Maersk decidiu que não irá mais operar nenhum dos três blocos de petróleo na Bacia de Campos nos quais possui participação.

A empresa reviu suas projeções para a exploração de petróleo no Brasil e resolveu fazer baixa contábil de US$ 1,7 bilhão nos blocos que opera no país, por meio de sua controlada Maersk Oil.

A perda será incluída no resultado do segundo trimestre.

A Maersk espera que seus sócios nos empreendimentos brasileiros sejam capazes de entregar um plano comercialmente viável no futuro.

A companhia adquiriu fatia nos blocos BM-C-8, BM-C-30 e BM-C-32 da SK Energy em julho de 2011, por US$ 2,4 bilhões.

Os ativos compreendem participação no campo de Polvo e nas acumulações de Wahoo e Itaipu. Desde então, a parcela que controla em Polvo foi alienada para a HRT.

Segundo a dinamarquesa, os principais motivos pela revisão que levou à baixa foram a queda dos preços de petróleo desde a aquisição e a redução das perspectivas de volumes recuperáveis nos blocos. No patrimônio do grupo, agora os ativos valerão US$ 600 milhões.

"Esse investimento foi feito em uma época na qual as estimativas para o setor de petróleo eram mais positivas do que hoje e ainda tínhamos ambições de crescimento no Brasil", disse Nils Andersen, presidente do conglomerado. "Agora adaptamos nossa estratégia para a situação atual, claramente insatisfatória".

Mesmo com a baixa contábil, a Maersk decidiu manter suas projeções de lucro líquido para este ano em US$ 4 bilhões. Para os resultados em geral espera-se alta "significativa".
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/07/2014

MERCADO - ATRASOS NAS USINAS DE JIRAU E SANTO ANTÔNIO GERAM PREJUÍZO DE R$ 1 BILHÃO
Publicado em 07/09/2014 as 03:47 PM

Os atrasos nas entregas de 18 unidades de geração de energia das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no rio Madeira, em Rondônia, causaram um prejuízo próximo de R$ 1 bilhão às distribuidoras no mês de maio.

Caso a previsão para o início de operação dessas usinas se realize (em setembro), o prejuízo estimado será de R$ 5 bilhões.

As usinas estão deixando de entregar cerca de 1.300 megawatts por hora e, como possuem liminares que as isentam de honrar os compromissos comerciais, as distribuidoras de energia precisam comprar esse volume, equivalente a US$ 1 bilhão, no mercado de curto prazo para compensar o deficit.

As duas hidrelétricas foram as principais responsáveis pelo rombo de R$ 1,9 bilhão, em maio, que as distribuidoras terão de arcar no mercado de curto prazo.



Editoria de Arte/Folhapress        



É nesse mercado em que são contabilizadas as diferenças entre o volume de energia que as distribuidoras entregam aos consumidores e o que recebem das geradoras.

Nessa situação, na qual o consumo supera o que elas recebem, as distribuidoras precisam cobrir a diferença.

O restante do deficit de R$ 1,9 bilhão refere-se principalmente à chamada exposição involuntária, quando se encerraram contratos entre geradoras e distribuidoras em 2013 e que não foram repostos nos leilões organizados pelo governo.

Outros atrasos, nas linhas de transmissão que ligam parques eólicos aos centros consumidores, também têm influenciado no aumento do prejuízo das distribuidoras.

PREVISÃO ERRADA

O início da operação das usinas do Madeira deveria ter sido em maio, segundo comentário do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, em leilão realizado em 30 de abril deste ano.

Ele disse que a conclusão das obras dessas usinas ajudaria a tapar o rombo das empresas. No entanto, as usinas atrasaram novamente -o cronograma original previa a entrega em março de 2014.

FATURA

Os consórcios responsáveis por Jirau (Energia Sustentável do Brasil) e Santo Antônio (Santo Antônio Energia) deveriam arcar com a perda bilionária, mas possuem liminares que os isentam das obrigações comerciais.

Com isso, a conta sobra para as distribuidoras, que repassarão o custo às tarifas cobradas dos consumidores.

O consórcio Energia Sustentável do Brasil afirma que um incêndio causou os atrasos, mas que a empresa tomou medidas para reduzi-los.
Santo Antônio Energia está em período de silêncio devido ao período de divulgação de balanços.

Questionada sobre se alguma medida será tomada para reduzir os efeitos desses atrasos, a Aneel afirma que o rombo das distribuidoras diz respeito somente ao MME.

Já o ministério disse que atrasos em usinas são de competência da agência.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que contabiliza o mercado de curto prazo, por sua vez, não fala sobre agentes do setor.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/07/2014

MERCADO ABERTO - USINA INVESTE R$ 220 MILHÕES PARA PRODUZIR ENERGIA COM BAGAÇO DE CANA
Publicado em 07/09/2014 as 03:46 PM

A Destilaria Nova União, usina produtora de álcool localizada em Goiás, planeja investir R$ 220 milhões para ampliar a sua capacidade de moagem de cana-de-açúcar e diversificar o negócio.

A expansão permitirá à empresa, cuja planta fica em Jandaia (a 120 km de Goiânia), gerar energia elétrica para comercialização, a partir da queima do bagaço de cana.

Hoje, além da fabricação de etanol, a usina já produz eletricidade, mas apenas para o consumo próprio.

"Projetamos uma unidade de cogeração de energia com potencial de 40 megawatts", afirma Marcelo de Freitas Barbosa, diretor do grupo.

O aporte também elevará em aproximadamente 55% o volume de cana processado pela usina, hoje em cerca de 1,3 milhão de toneladas.

Parte dos recursos necessários para o projeto sairá de empréstimo do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), de acordo com o executivo.

A previsão é que as obras durem 18 meses. Com isso, a venda de energia deverá começar na safra de 2016.

Por enquanto, a usina não planeja iniciar a fabricação de açúcar. "É possível que isso ocorra mais para frente, após essa etapa atual de investimentos", afirma.

Fundada em 1982, a empresa tem aproximadamente 1.200 funcionários. O plantio de cana ocorre em uma área de 30 mil hectares.

*
Mãos ao alto

Empresas brasileiras dos setores de tecnologia, farmacêutico e de bens de consumo estão investindo entre 4% e 7% do faturamento para mitigar o risco de roubos de cargas, segundo um levantamento da consultoria e corretora de seguros Aon.

O assalto a cargas representa 14% dos sinistros dos transportadores segurados no país, de acordo com Ricardo Guirao, diretor da área de transportes da Aon.

"Acidente é a maior causa de sinistros em volume de eventos, mas não em valor, pois a exposição é maior na perda de cargas", afirma. "Cerca de 50% dos eventos da carteira da Aon decorrem de colisões e tombamentos."

A área representa 15% do faturamento total da empresa e projeta crescimento de 12% nesse ano.

"Algumas empresas chegam a gastar quase tanto para evitar roubos de cargas quanto desembolsam com os seguros", afirma.

"Seguradoras passaram a exigir dos embarcadores mais proteção para fechar seguros", diz.

Os principais investimentos das companhias são em rastreadores, iscas eletrônicas (colocadas em mercadorias para informar a sua localização), análise de plano de rotas e de como o motorista dirige e escoltas, inclusive aéreas.

120 são os países em que a empresa atua

66 mil é o total de colaboradores
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 09/07/2014

AGENDAMENTO - DOCAS ATUALIZA NORMAS PARA CONTROLE DE CAMINHÕES NO PORTO
Publicado em 07/09/2014 as 03:46 PM

Todo caminhão que chegar ao Porto de Santos dois dias antes ou dois dias depois do período agendado para carga ou descarga, será considerado um veículo infrator. Mas, neste caso, o terminal que impedir o ingresso deste veículo (aquele não esperado ou não apontado pelo sistema) em suas dependências, também não será responsabilizado pela sua permanência em vias públicas, quando comprovado.

Na prática, não será cobrada multa do terminal que comprovar que o caminhão burlou as regras de agendamento sem o seu conhecimento. Isto valerá para casos em que um caminhão não agendado for enviado à instalação ou ainda caso ele chegue mais de dois dias fora da janela estipulada.

Conforme resolução publicada no ano passado, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento e causar congestionamentos pode ser multado de R$ 1 mil a R$ 2 mil por caminhão irregular. A normativa também prevê ainda que as instalações arquem com multas que podem variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por veículo que interromper o trânsito portuário.

Essas são duas das atualizações que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) fez na resolução que estabelece o regramento para o acesso terrestre ao cais santista. A intenção da estatal é continuar evitando que os congestionamentos se formem e ocasionem prejuízos operacionais e ao tráfego urbano das cidades.

Entre as novidades, está ainda a obrigatoriedade de os Pátios Reguladores, credenciados pela estatal, informarem, no intervalo máximo de uma hora, a capacidade de recepção e de vagas de estacionamento por cada terminal.

Os caminhões não agendados deverão aguardar nos pátios, quando houver capacidade de recepção, até que ele seja autorizado a se deslocar até o Porto. Pela atualização, em vigor desde o mês passado, fica ainda estabelecido que tanto os pátios, como os terminais, deverão transmitir, em tempo real, os dados da leitura do sistema OCR (que identifica, automaticamente, as placas de todos os veículos), durante o controle nos portões de entrada e saída das instalações.

As informações deverão ser inseridas, separadamente, pelo Sistema de Gerenciamento de Tráfego de Caminhões (SGTC) da Codesp.

Intervalo

A estatal determinou, também, que a janela de agendamento para a entrada dos caminhões nos bolsões de estacionamento deverá ocorrer, no máximo, em até cinco horas em relação ao início do período do SGTC. Para a recepção dos veículos com carga solta ou conteineirizada, o período é de duas horas para a antecipação em relação ao início da janela ou mesmo período para o atraso.

No caso dos caminhões carregados com grãos, o intervalo de agendamento permanece o mesmo da primeira resolução (14, de 2014). É um período fixo de 6 horas, (das 0h01 às 6 horas, das 6h01 às 12 horas, das 12h01 às 18 horas e das 18h01 às 24 horas). Para a operação com contêineres e carga solta o período é de uma hora.

Os dados de alterações deverão ser informados à estatal, obrigatoriamente, entre uma hora e sete dias antes do início da janela de agendamento. Para a retira de contêineres vazios e Declaração de Trânsito (DT), essas informações poderão ser enviadas em até 15 minutos antes do período.

No caso de instalações que movimentam produtos no fluxo importação, o pré-agendamento poderá ser feito com 6 horas de antecedência. Para os que recebem granel sólido de origem vegetal, em trechos distantes a 300 quilômetros, será permitido a inserção no sistema com no mínimo 4 horas do início da janela.

A partir de então, todas as empresas também ficaram obrigadas a emitir o conhecimento de transporte, após a confirmação do SGTC, exceto na movimentação de contêineres amparados por outros documentos (GMCI, GMVI e Trânsito Aduaneiro).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 08/07/2014

INVESTIMENTO - EDIÇÃO DE INVERNO DO BOAT XPERIENCE ACONTECE NO FINAL DESTE MÊS, EM GUARUJÁ
Publicado em 07/09/2014 as 03:46 PM

Mais de R$ 60 milhões deverão ser comercializados na edição de inverno do Boat Xperience, o salão náutico que ocorre há nove anos em Guarujá. O evento acontece ao final deste mês e deve reunir, pelo menos, 40 expositores, de estaleiros nacionais e estrangeiros. A novidade é a realização de cursos de qualificação, gratuitos aos visitantes, que visam a segurança de procedimentos e o entendimento de novas tecnologias na navegação.

Opções para todos os gostos. Esta é a promessa da organização, que espera receber pelo menos 10 mil pessoas ao longo dos quatro dias de exposição. Embarcações de R$ 40 mil a R$ 20 milhões, de 18 pés, o equivalente a 5 metros, a 80 pés, que correspondem a 25 metros.

“Nosso grande diferencial é o test-drive na hora e no mar. É como se a pessoa fosse até uma concessionária de automóveis e testasse o carro que gostaria de comprar”, explica o responsável pelo evento, Caio Ambrósio.

Entre as principais marcas, já confirmaram presença a Schaefer Yachts, Sessa Marine, Cimitarra, Chris Craft e Azimut Yachts. Todas terão embarcações disponíveis para a visitação e testes de pilotagem, inclusive para habilitados.

Inverno

Ao realizar um salão náutico fora do verão, estação mais propícia para movimentar embarcações de recreio e lazer, a intenção dos organizadores é atrair potenciais clientes que ficaram indecisos na hora da compra em outros eventos do gênero que acontecem, tradicionalmente, entre dezembro e janeiro.

“É mais uma opção para avaliar”, acredita o realizador. Por isso, há expectativa de bater os R$ 50 milhões e os 30 barcos comercializados na edição anterior.

No entanto, o valor não é totalmente movimentado durante a realização da feira, pois ainda acontece nos meses posteriores após o encontro inicial do comprador com o representante do estaleiro ou da marca. “A negociação começa lá (no salão náutico) e termina alguns meses depois. É um mercado que não está muito movimentado, por causa da economia. Mas está reaquecendo ao poucos, graças a oportunidades como essa”, diz Ambrósio.

Qualificação

Pela primeira vez, o Boat Experience vai oferecer cursos para os visitantes. Serão realizados sempre aos sábados e em horários alternados (divulgados no dia). Entre eles, haverá o de manipulação de material pirotécnico, que nas embarcações é usado como sinalização emergencial. Também haverá aulas de primeiros socorros, para casos de afogamentos ou outras eventualidades, e instruções para o uso de equipamentos de orientação, como o GPS (posicionamento global).

“Agora eles (os cursos) são obrigatórios e muitos ainda não os têm. É uma maneira de capacitarmos e atrairmos outro tipo de público”, garante o organizador da feira.

O evento será realizado em dois finais de semana: de 24 a 27 de julho e de 1º a 3 de agosto, das 11 às 19 horas no Porto Marina Astúrias (Guarujá). Tanto o estacionamento, quanto ingresso custam R$ 20,00. Maiores de 60 anos e criaças de até 12 anos são isentos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 08/07/2014

32 HORAS - NEBLINA CAUSA PREJUÍZO DE R$ 4,4 MILHÕES AO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/09/2014 as 03:45 PM

Ao menos R$ 4,4 milhões. Este pode ser o prejuízo ocasionado pelo intenso nevoeiro que fechou o Porto de Santos por pouco mais de 32 horas no último fim de semana. Sem poder trafegar pelo Estuário, 48 cargueiros tiveram a programação alterada, aguardando a melhora na visibilidade. A Praticagem de São Paulo teve que mais que dobrar a média de manobras realizadas diariamente, nos intervalos em que o cais pode ser aberto, para recuperar o tempo perdido.

O cálculo do déficit é sugerido pelo Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Pelo valor trabalhado pelos agentes, o custo diário de paralisação de uma embarcação que transporta contêineres é de R$ 133 mil. Já para um navio graneleiro (sólidos e líquidos), um dia de atraso equivale a R$ 56 mil perdidos.

A formação de neblina no Porto de Santos começou na última sexta-feira e durou até o último domingo, o que causou a interrupção do tráfego de navios por 32 horas. No período, apesar de os terminais permanecerem abertos, as operações previamente programadas tiveram que ser atrasadas.

Segundo o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, para contabilizar o prejuízo é preciso que se leve em consideração também o impacto nas escalas subsequentes. “Ao sair de Santos com atraso, o navio tem que desenvolver a velocidade full speed, quando o custo do combustível é quase três vezes maior do que a velocidade de cruzeiro, conhecida com a eco speed (navegação econômica)”, explica.

Operação especial

Os práticos, profissionais responsáveis por auxiliar os oficiais das embarcações na navegação pelo Estuário, que trabalham no Porto de Santos, tiveram que realizar uma operação especial quando o Porto foi reaberto. Eles mais que dobraram a média de manobras realizadas somente no último sábado. No dia, foram feitas 34 manobras em um período de 12 horas. Em condições normais, ocorre uma por hora.

Situação semelhante ocorreu no último domingo. Os 10 navios que permaneciam em espera foram manobrados em um intervalo de quatro horas. Até as 23 horas, mais de 20 embarcações foram movimentadas, totalizando 30 ao longo de 12 horas. “Esta foi uma das situações passíveis de ocorrer, que demandam ações efetivas para reduzir, e muito, os prejuízos da cadeia produtiva do Porto”, disse o presidente da Praticagem, Paulo Barbosa.

Ainda de acordo com o órgão, foram consideradas todas as circunstâncias, como porte e calado dos navios, além das condições do mar, como marés, ondas e o local das manobras. O número de rebocadores e amarradores disponíveis também foi outro fator levado em conta na hora de minimizar os prejuízos causados pela neblina. A ideia foi realizar o máximo de manobras possíveis no menor tempo, diante da previsão de novos períodos de baixa visibilidade.

Sem Visão

A decisão para que o Canal do Estuário fosse fechado partiu da Capitania dos Porto de São Paulo (CPSP), órgão subordinado à Marinha do Brasil. Às 11h07 da última sexta-feira foi determinada a primeira interdição, devido ao forte nevoeiro que impedia a visibilidade das boias de sinalização localizada na Barra de Santos. Só no final da noite, foi possível reabri-lo ao tráfego.

Nos primeiros 30 minutos do último sábado até as 13h, também foi necessário fechar o Porto. No domingo, o bloqueio ocorreu entre as 2 e 10 horas, ambas ocasiões motivadas por nevoeiro.

“Quando não há visibilidade, o Porto de Santos tem que ser fechado”, garante o capitão-de-mar-e-guerra, Ricardo Gomes, comandante da CPSP. Segundo ele, diferentemente de aviões, que pousam com a ajuda de instrumentos, até mesmo em condições climáticas adversas, os navios possuem limitações. “O olhar humano é um fator determinante, mesmo que a embarcação tenha toda a tecnologia”.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 08/07/2014

PETROBRAS ESTÁ SOB PRESSÃO PARA ELEVAR PRODUÇÃO
Publicado em 07/07/2014 as 10:22 AM

RIO - Com alto endividamento, sem capitalização ou reajuste de preços, a Petrobrás enfrenta seu momento de maior pressão por ganhos de produção, tida como a única saída para aliviar seu caixa. A meta repetida como um mantra dentro da empresa é crescer 7,5% neste ano. Passado cinco meses, contudo, a média não passa de 0,1% no período. Mantido o ritmo, a Petrobrás só alcançaria o volume projetado - e imprescindível para seu plano de negócios - em 2019.

Uma cena prosaica descrita pela presidente da estatal, Graça Foster, retrata como uma das 20 mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes, sente o peso de sua posição. De seu apartamento na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, a executiva observa um morador de rua dormindo, alta madrugada, sobre a calçada. "Eu, com aquela cama boa, não consigo dormir. É a responsabilidade."

Atrás da sua mesa, na cobertura do edifício sede, um imenso painel atualiza os dados de produção da companhia. Os cálculos que tiram o sono da executiva indicam que nos últimos três anos, no governo Dilma, a média da produção é de queda de 1,5%, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

"Ainda que seja alcançada, a meta só retoma o nível de 2010. Minha percepção é que a empresa não cresce mais do que 5% e já pode soltar foguete", avalia o diretor do CBIE, Adriano Pires, também consultor da candidatura presidencial tucana. "Mais é inviável, a performance é muito ruim."
A queda nos últimos anos decorre de paradas de manutenção das plataformas, associada a um declínio nos campos maduros acima do previsto pela empresa. A situação é mais crítica na Bacia de Campos, que responde por 80% da produção do País. Segundo o diretor de exploração e produção da companhia, José Formigli, o declínio chega a 200 mil barris por dia, em média.

Na opinião do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar de Almeida, a empresa foi "negligente" com as áreas maduras ao não prever a real dimensão da queda na produtividade. Almeida avalia que crescer é "factível", mas não é a principal questão da empresa. "O que alivia o caixa é reajuste. Antes das eleições, isso dificilmente vai acontecer, mas depois, o governo deve discutir o alinhamento. Desde 2011, os preços aqui se distanciam do valor internacional."

Para o professor, a meta estabelecida tem efeito "simbólico". "O aumento de produção é importante para dar confiança ao mercado, a empresa está sob escrutínio do mundo." Um exemplo foi o evento da última terça-feira, cinco dias antes do início da campanha eleitoral, para marcar a produção de 520 mil barris por dia no pré-sal, parte em poços de outras empresas.

"Essa marca é natural do desenvolvimento das áreas. Se toda marca houver essa enorme propaganda, vira extravagância, um ufanismo sem fundamento", avalia o ex-diretor da estatal e consultor Wagner Freire. "O que deveria ser feito é o óbvio, vender combustível a preço de mercado. Ela tem assumido compromissos sem ter recursos para projetos já em curso. É lamentável."

Alternativas. A pressão pelo crescimento também parte do mercado. Relatório do Itaú BBA diz que há "incerteza" sobre se a Petrobrás "será efetivamente capaz de transformar esses barris em adição líquida à sua produção". Para o analista Pedro Galdi, da corretora SLW, a empresa não tem escolha. "Ela só tem essa saída: aumentar de forma rápida a produção de petróleo de baixo custo. Assim, exporta mais e alivia o caixa." A essa altura, para alcançar o volume projetado para este ano, é necessário adicionar uma média de 48 mil barris por dia até dezembro - uma média de crescimento de 2,45% ao mês. Em maio, segundo a Petrobrás, houve alta de 2,2% puxada pelo início da operação da plataforma P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A operação ainda está abaixo da capacidade.

Outra unidade prevista para este ano, a P-61, também em Campos, teve o primeiro óleo adiado para o segundo semestre. Em abril, a P-62 sofreu com atrasos por problemas nas vistorias e licenciamentos.

"Esse atraso já faz parte da rotina da empresa. Não há problema estrutural no curto prazo", avalia o professor Edmar de Almeida, da UFRJ. "Acelerar a entrada das unidades gera uma pressão sobre procedimentos. Se forçar demais, o risco é altíssimo. Se houver qualquer derramamento ou acidente o impacto é muito pior que um atraso".
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO - ANTÔNIO PITA
Data : 07/07/2014

MERCADO JÁ PAGA PRÊMIO POSITIVO PARA SOJA A SER EXPORTADA POR PARANAGUÁ
Publicado em 07/07/2014 as 10:21 AM

O plantio da próxima safra de soja ainda nem foi liberado e os operadores do produto no Porto de Paranaguá já começam a fechar os contratos para a exportação do grão, em 2015. O que tem contribuído para essa negociação antecipada é o prêmio que vem sendo pago pela soja comercializada, devido aos bons índices de produtividade do corredor de Exportação.

Segundo Alexandro Cruzes, gerente da Indústria de Óleo do Terminal Portuário, da Coamo, em Paranaguá, é um dos operadores que já começa a negociar. “Já vendemos FOB (embarcado), sendo que a produção é da região de atuação da Coamo, ou seja, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”, confirma.

Sobre o prêmio positivo pago pela soja de Paranaguá, ele afirma que além da volta da China ao mercado, as novas regras aplicadas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) colaboraram. “A diferença de preço com outros portos diminui bastante, pois as novas regras em Paranaguá ordenaram bem a chegada dos navios e o fluxo dos embarques, com diminuição da fila, o custo com espera foi reduzido e, consequentemente, melhorando os preços de venda da soja”, afirma Cruzes.

A Cotriguaçu também já começou a receber os contratos entre exportadores e importadores da soja do ano que vem. “Desde maio esses contratos já estão chegando e os compromissos já estão firmados. A procura pelos nossos serviços para a operação também já existe”, confirma o gerente do Terminal Portuário, em Paranaguá, Rodrigo Coelho.

AGILIDADE - De acordo com os operadores, os prêmios positivos pela soja exportada pelo porto paranaense vêm sendo pagos deste que a Ordem de Serviço 126 começou a valer. A ordem estabelece preferência de embarque em um dos três berços do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para os operadores de grãos que apresentarem melhores índices de produtividade.

“A melhora foi significativa. A OS-126 ordenou a chegada de navios, melhorou a produtividade, deu segurança para o farelo de soja com berço preferencial, sem que isso significasse perda de volume embarcado de soja em grão. Hoje o comprador não precisa mandar o navio com muita antecedência para garantir o lugar na fila, pois sabe que só entra no line-up o navio que tiver carga pronta para embarque”, garante o gerente da Coamo, em Paranaguá.

A medida, adotada no início deste ano, foi resultado de um estudo estatístico que mostrou que as melhores produtividades são conseguidas por navios que operam com três terminais com consignação mínima de 18 mil toneladas cada, exatamente o que a Ordem de Serviço estabelece como prioridade.

“Os exportadores garantem que o tempo de espera, que chamamos de ‘lay time’, está bem melhor que a média histórica, o que torna o Porto de Paranaguá mais competitivo em relação aos outros terminais”, completa o gerente da Cotriguaçu.

A configuração do Corredor de Exportação – que interliga nove terminais, sete privados e dois públicos, ao sistema de correias conectadas a seis shiploaders – permite que os navios operem cargas de todos os terminais existentes. No entanto, as paradas operacionais causadas para a troca de terminal acabavam atrasando a operação. Hoje, isso não ocorre mais.

“A liquidez das operações no Porto de Paranaguá, por esse formado do Corredor, permite mais margem de negociação aos exportadores, nos outros isso é mais limitado, têm apenas uma operação de terminal”, afirma Coelho.

SOJA – Como explica Marcelo Garrido Moreira, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura, a partir do próximo mês o mercado começa a divulgar mais informações sobre a comercialização da soja.

Enquanto isso, na lavoura, o plantio é liberado a partir do dia 15 de setembro, no Paraná, pois entre os dias 15/06 e 15/09 é o período de vazio sanitário, no qual é proibida a existência de qualquer planta viva de soja no campo.

“Técnicos do Deral no campo afirmam que apesar de ainda ser muito cedo para termos certeza, a tendência é manutenção e/ou um leve aumento na área de soja para a safra 2014/15, mas vamos ter que esperar um pouco mais para ter essa confirmação”, afirma o especialista.
Fonte: Agência Estadual de notícias do Paraná
Data : 07/07/2014

DEFINIDA RESPONSÁVEL POR DRAGAGEM EM PONTOS CRÍTICOS DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/07/2014 as 10:21 AM

A empresa Rohde Nielsen do Brasil Dragagem Ltda. foi a vencedora do pregão eletrônico para contratação de prestadora de serviços de dragagem nos pontos mais críticos de assoreamento nos trechos 2, 3 e 4 do canal de acesso e dos acessos aos berços de atracação no Porto de Santos.

O pregão foi iniciado às 10 horas com a abertura das propostas nessa primeira etapa sem identificar os concorrentes. A seguir, foi iniciada a etapa de lances, inicialmente com prazo estipulado pelo Pregoeiro e, após, com um prazo aleatório de até 30 minutos, estipulado pelo próprio sistema (encerramento aleatório).

Nessa etapa, não ocorreram novos lances sendo, então, acolhida como primeira colocada a proposta de R$ 13,8 milhões da Rohde Nielsen do Brasil Ltda. As demais propostas classificadas foram no valor de R$ 21 milhões, da Van Oord Serviços de Operações, e de R$ 22,3 milhões, da Jan de Nul do Brasil Dragagem.

O prazo até 10 de julho foi estabelecido para a primeira colocada enviar por via eletrônica as planilhas de preço com respectiva composição de custo. Além da pré-habilitação dos concorrentes no Comprasnet, também é necessária a apresentação de documentação complementar, conforme anunciado no edital.

Após o prazo de 10 de julho, a Codesp avalia e, em caso de aprovação, declara, também através do sistema, a primeira colocada como vencedora do certame. Após declarada a empresa vencedora, os demais concorrentes têm prazo de até 20 minutos para, também online, manifestar intenção de recorrer. Caso a Codesp acate esta intenção, será decorrido prazo de 3 dias úteis para apresentação do respectivo recurso, igual período para contra-razão, posterior decisão Codesp, sempre via eletrônica (Comprasnet).

O serviço previsto nesse certame visa garantir a profundidade do canal até que entre em operação a segunda fase do Programa Nacional de Dragagem (PND2), da Secretaria de Portos (SEP).
Fonte:Secretaria de Portos/por Portal Brasil
Data : 07/07/2014

ASSINADO CONTRATO PARA OBRAS DE MODERNIZAÇÃO DE 1.125 METROS DE CAIS DO PORTO NOVO
Publicado em 07/07/2014 as 10:21 AM

Na tarde desta última quinta-feira (03), ocorreu a assinatura para o início das obras de modernização de uma área de 1.125 metros no cais do Porto Novo. O contrato foi assinado pelo superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, pelo secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antonio Henrique Silveira; e pelo representante da empresa Cejen - Engenharia (vencedora do processo de licitação), Ceciliano José Ennes Neto.

De acordo com a assessoria da Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg), a nova estrutura permitirá o aprofundamento da área operacional e possibilitará que seus operadores portuários utilizem novos e maiores equipamentos de carga e descarga de mercadorias. O investimento será de R$ 97 milhões, com recursos do PAC. O projeto foi desenvolvido pela Suprg e licitado pela Secretaria de Portos (SEP).

De acordo com Lopes, para a elaboração do projeto, foi realizada uma pesquisa com toda a comunidade portuária. "Esse projeto é importante para que o Porto continue em desenvolvimento e sendo competitivo.", ressaltou Lopes, destacando que hoje, pelo Porto do Rio Grande, passa 95% da produção gaúcha e que neste primeiro semestre o porto movimentou entre 35 a 36 milhões de toneladas de cargas.

Dragagem

O superintendente do Porto anunciou ainda uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) para a realização de um estudo do estuário em relação à dragagem. "Vamos monitorá-lo por 10 anos seguidos. Não pode haver nenhuma dúvida de uma atividade sobrepor a outra", disse Lopes ao referir-se à atividade portuária e à atividade de turismo na praia do Cassino, em relação à deposição de lama.

O prefeito Alexandre Lindenmeyer, presente no evento de assinatura, destacou a importância do projeto como mais um investimento que potencializará o "nosso Porto".

O secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antonio Henrique Silveira, falou da importância do Porto do Rio Grande não só para a economia estadual, mas para a economia de todo o Brasil. "Essa obra certamente será um vetor de aumento da produtividade. Esperamos que isso tudo contribua para a redução das tarifas, trazendo competitividade", destacou Silveira parabenizando ainda a Superintendência do Porto pelo anúncio da parceria com a Furg. "É importante estudar os efeitos da dragagem. É preciso ter certeza", disse.

Com a assinatura do contrato, já na próxima semana deverá iniciar a montagem do canteiro de obras.
Fonte: Jornal Agora (RS)/Por Eduarda Toralles
Data : 07/07/2014

INDÚSTRIA NAVAL PRECISA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE, DIZ GERENTE DA PETROBRAS
Publicado em 07/07/2014 as 10:21 AM

Depois da construção de estaleiros em estados de norte a sul do país, o desafio da indústria naval é manter a revitalização do setor, com mais previsibilidade e ganhos na produtividade, de acordo com a gerente executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Cristina Pinho.

“A produtividade da indústria naval ainda está aquém daquilo que a gente precisa. Ainda temos atrasos significativos na entrega das unidades e ainda temos o que desenvolver em relação a alguns tipos de embarcações”, destacou hoje (3), durante palestra no seminário Rio Conferences, que teve como tema o setor de petróleo e gás, no Museu de Arte do Rio (MAR).

Para a gerente da estatal, a nova indústria naval tem que se abrir para o mundo. Além disso, segundo ela, o setor ainda precisa de estaleiros para reparos das embarcações. “Nós temos poucos estaleiros de reparos. Ainda temos problemas sérios que afetam a produção da Petrobras quando a gente tem que botar os barcos para passar por reparos fora do país ou em estaleiros longe do Rio de Janeiro”, explicou.

Cristina Pinho destacou também que, além de fabricar as embarcações, o setor precisa ter empresas com capacidade de prestar serviços de manutenção e suporte técnico. “Isso também traz uma riqueza grande para o estado e para o Brasil. Gera emprego muito fortemente”, analisou.

Segundo a gerente, a falta de infraestrutura de suporte à indústria naval ainda é um gargalo que não tem sido respondido a tempo pela iniciativa privada. “Infraestrutura com a iniciativa privada é um desafio enorme. Eu entro com a demanda, mas a resposta da inciativa privada ainda está muito lenta por uma série de questões: é muito dinheiro, são muitas licenças, são muitos constrangimentos. É a regulação, não estou dizendo que é certa ou errada, mas o processo é lento. Aeroporto, porto, base e dragagem ainda são problemas sérios de ser ultrapassados na indústria e nós precisamos muito disso”, avaliou.

Um exemplo, segundo ela, é o Porto do Rio, que tem uma “vocação espetacular” para atender ao pré-sal, mas não tem sistema de dragagem. “A Petrobras precisa do Porto do Rio e muito”, comentou, chamando atenção ainda para a falta de profissionais de gestão mais experientes. “As pessoas mais velhas se aposentaram e não deu tempo de formar gestores de projetos experientes. E na indústria de óleo e gás não tivemos como manter os profissionais sênior conosco. Talvez tenha faltado um pouco de habilidade para mantê-los enquanto formávamos os mais novos”, disse.
Fonte: EBC – Agência Brasil
Data : 07/07/2014

CODESP: NOVO MODELO DE GESTÃO
Publicado em 07/07/2014 as 10:20 AM

A nomeação de Angelino Caputo de Oliveira, ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República, para a direção da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), em substituição ao engenheiro Renato Barco, constitui mais um passo do processo de centralização administrativa da empresa que é resultado do disposto na nova Lei dos Portos (número 12.815/13).

Como se sabe, a nova legislação, em seu artigo 64, estabelece que as companhias docas firmarão compromisso de metas empresariais com a (Secretaria de Portos). Ou seja, se em determinados prazos o desempenho das empresas estatais não alcançar os resultados esperados, novas mudanças em sua diretoria podem ser anunciadas. O pretexto é que as empresas estatais atuem dentro da dinâmica maneira empresarial, comprometendo-se com resultados e não em dar abrigo a favorecimentos.

Por trás disso, porém, o que se vê é excessiva centralização administrativa dos portos – o que constitui, de certa forma, outra maneira de preservar favorecimentos político-partidários –, com a perda de autonomia de gestão. Isso preocupa porque, a rigor, as decisões estão cada vez mais centralizadas em Brasília. Em contrapartida, a comunidade portuária fica marginalizada dessas decisões.

É o caso do (Conselho de Autoridade Portuária), que passou a mero órgão consultivo, ainda que constitua importante espaço estratégico, já que reúne em sua composição diretores indicados pela prefeitura (50%), por empresários (25%) e trabalhadores (25%). Infelizmente, dentro do atual formato, suas sugestões ou reivindicações, dificilmente, são levadas em conta. O que se espera é que a troca do comando na estatal não comprometa esses objetivos. Pelo contrário. E que a proximidade do novo diretor-presidente da Codesp com a Presidência da República favoreça a agilização de processo que facilite a criação de armazéns na zona produtiva, que possam disciplinar o escoamento das safras.

É de reconhecer que a troca de comando na Codesp representa avanço em relação a práticas perniciosas do passado, quando as indicações eram meramente políticas e a empresa funcionava como moeda de troca no jogo político-partidário. Mas só isso não basta. É preciso que os resultados venham logo. Só assim será possível dizer que a Codesp e as demais empresas docas passarão a ser geridas dentro de novo modelo administrativo comprometido apenas com a eficiência.
Fonte: Diário do Grande ABC/milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional
Data : 07/07/2014

PETROBRAS NEGOCIA O VALOR DA CESSÃO ONEROSA
Publicado em 07/07/2014 as 10:20 AM

A presidente da Petrobras, Graça Foster, defendeu a aquisição de barris excedentes no pré-sal. Disse que eles são fundamentais para a companhia manter até 2030 uma produção estável de 4,2 milhões de barris de petróleo por dia. A produção do excedente ajudará a compensar a queda natural na produção do pré-sal, de 400 mil a 500 mil barris diários.

Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, a presidente da estatal disse que um aumento dos combustíveis pode ser feito rapidamente, enquanto a aquisição de reservas é muito mais difícil. "Com duas ligações, o preço do combustível sobe no Brasil. Mas eu não tenho ligação a fazer para aumentar as reservas. Vou ligar para quem?", disse Graça. No momento, ela renegocia com o governo o preço dos barris da cessão onerosa original. Se depender da Petrobras, não haverá custo adicional pela nova aquisição. "O nosso plano é pagar zero", afirmou.
Fonte: Valor Econômico/ Cláudia Schüffner | Do Rio
Data : 07/07/2014

COMMODITIES AGRÍCOLAS
Publicado em 07/07/2014 as 10:15 AM



Poucas negociações Os preços do açúcar refinado na bolsa de Londres recuaram na sexta-feira em um dia de poucas negociações e movimentações técnicas. Os contratos do produto com vencimento em outubro fecharam a US$ 468,10 a tonelada, baixa de 0,97%, ou US$ 4,60. A tendência do mercado londrino é repetir o comportamento do mercado do demerara em Nova York. Lá, os investidores liquidaram os contratos para julho às vésperas do vencimento em troca de papéis com prazos maiores, uma vez que os estoques estavam bem abastecidos, ressaltou Nick Penney, trader sênior da consultoria Sucden Financial, em relatório diário a clientes. O volume de negociações também foi pequeno na sexta-feira em função do feriado do Dia da Independência nos EUA, que afastou os investidores.



Estoques robustos As cotações do café robusta registraram perdas na sexta-feira na bolsa de Londres diante do aumento dos estoques do produto na Europa. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.056 a tonelada, recuo de 0,63%, ou US$ 13. Os investidores reduziram suas apostas no mercado de robusta após a Federação Europeia de Café reportar um aumento expressivo nos estoques de café do continente. Conforme a entidade, havia em maio passado 10,463 milhões de sacas de 60 quilos de café robusta nos armazéns dos portos europeus, alta de 1,09 milhão de sacas ou 11,6% na comparação mensal. No mercado interno, o indicador Cepea-Esalq para o café arábica ficou em R$ 386,79 por saca na sexta-feira, queda de 1,12% sobre o dia anterior. No mês, a queda é de 3,73%.



Pequena queda Os contratos futuros de cacau fecharam em queda na sexta-feira na bolsa de Londres em um dia de poucas negociações. Os papéis para setembro encerraram o dia negociados a 1.924 libras a tonelada, recuo de 0,16%, ou 3 libras. A perspectiva de déficit de oferta mundial até o fim da safra 2013/14 impediu que a desvalorização fosse maior. A produção, por sua vez, tem ficado além das expectativas no oeste da África diante do aumento das chuvas. Porém, a umidade tem se concentrado em Gana e Costa do Marfim. Na Nigéria, o tempo está mais seco no principal Estado produtor, Edo, dificultando o desenvolvimento da safra intermediária. O Estado produz cerca de 50 mil toneladas de cacau ao ano. A arroba do cacau negociado na Bahia ficou em R$ 105 na sexta-feira.



Com a bola toda O mercado do frango ganhou pontos nesta Copa do Mundo em decorrência da grande entrada de turistas no país. A demanda aquecida, em um momento de oferta ajustada, fez os preços do produto registrarem forte alta no mercado paulista em junho, segundo pesquisa do Cepea, da Esalq/USP. Entre 30 de maio e 30 de junho, o frango inteiro congelado subiu 7,6% no atacado da Grande São Paulo, com o quilo do produto encerrando o último mês a R$ 3,21. Já o frango inteiro resfriado subiu 7,2% e terminou junho em R$ 3,27 o quilo. Para os cortes, as maiores altas em junho foram para a asa de frango. No mesmo período, o produto resfriado subiu 13,2% para R$ 5,59 o quilo, e o congelado se valorizou em 9,3% para R$ 5,40 o quilo no atacado do Estado de São Paulo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/07/2014

ESTE MAR É MEU
Publicado em 07/07/2014 as 10:14 AM

Houve um tempo, há 200 milhões de anos, em que toda a terra do mundo era uma só. Lentamente, como todas as grandes mudanças geológicas que ocorrem no planeta, essa enorme massa foi se dividindo. As imensas fraturas originaram a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. Passaram-se outros muitos milhões de anos, América e África se separaram e, entre elas, surgiu o Oceano Atlântico. Esse mar, que ninguém sabia onde e se iria terminar, amedrontou e seduziu civilizações. Até que destemidos navegadores, entre os séculos XV e XVII, singraram essas águas. Depois de meses, viajando a bordo de precárias embarcações, encontraram aquele pedaço de terra que, havia milênios, se desprendera da África. Era um continente, a América. Na época, os países se envolveram em uma verdadeira corrida marítima para alcançar o território rico em ouro, pedras preciosas, outros minerais e recursos naturais.

Nas últimas décadas, uma nova competição nos oceanos se desencadeia entre as nações. Dessa vez, pelas riquezas de outra terra - aquela que está no fundo do mar. Nessa corrida, o Brasil poderá, ainda neste ano, desfraldar sua primeira bandeira em águas internacionais além do limite das 200 milhas náuticas (370 km). A partir desta sexta-feira, os integrantes da International Seabed Authority (ISA) - em português denominada de Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (Isba) - se reúnem em Kingston, na Jamaica, e dirão se aceitam o plano de trabalho para exploração e pesquisa de uma área do Atlântico Sul conhecida como Elevação do Rio Grande.

Se a permissão for concedida, o governo brasileiro ganha, por um período de 15 anos, o direito de pesquisar o potencial do território. Ele está a 1,5 mil quilômetros de distância da costa e recebeu o nome de elevação porque está a, aproximadamente, mil metros da superfície, numa região onde o oceano alcança quatro mil metros de profundidade. Nele já foi constatada a existência de cobalto, níquel, cobre e manganês e outros metais: zircônio, tântalo, telúrio, tungstênio, nióbio, tório, bismuto, platina, cério, európio, molibdênio e lítio essenciais para a indústria de alta tecnologia. Cientificamente, eles são chamados de nódulos polimetálicos.

Em outra etapa, o país poderá explorar e até extrair esse minério. "Além do caráter estratégico, a iniciativa brasileira permitirá o desenvolvimento de recursos humanos e desenvolvimento tecnológico", explica o diretor de Geologia e Recursos Minerais da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), um órgão governamental.

O plano de trabalho na Elevação, entregue à ISA no último dia de dezembro de 2013, foi movido pelo interesse econômico, mas principalmente estratégico. Se o Brasil não se capacitar e explorar essa riqueza, outros países o farão. Há também um item importante incluído na permissão: o país que detém o controle da região pesquisada pode usar suas Forças Armadas para protegê-la. "As nações descobriram o mar, desenvolveram pesquisas e tecnologia para uso em grandes profundidades e perceberam que ali há tanta riqueza ou mais do que existe no continente", diz o almirante Marcos Silva Rodrigues, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm), um colegiado com a participação de 16 ministérios.

"As nações descobriram o mar (...) e perceberam que ali há tanta riqueza ou mais do que existe no continente", diz o almirante Rodrigues

A Isba é uma organização internacional autônoma pertencente ao sistema das Nações Unidas. Por intermédio dela, 166 Estados partes organizam e controlam as atividades no mar, particularmente com vista à gestão de seus recursos minerais. Ela surgiu para aplicar as determinações da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, criada em dezembro de 1982 e em vigor desde julho de 1994. A lei maior da organização, como se fosse a sua Constituição, afirma que o leito marinho, além das jurisdições nacionais, passa a ser considerado a "Área". Todos os recursos que ali estiverem, inclusive os minerais, são patrimônio da humanidade. É como se houvesse uma linha na água demarcando o que é de cada um e o que pertence a todos. Procurada pelo Valor, a Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço do Ministério das Relações Exteriores preferiu não se pronunciar sobre o tema antes da reunião em Kingston.

No século XXI cresceu o interesse no mundo pela exploração mineral dos oceanos na chamada Área. A China já realizou prospecções na região e, não faz muito tempo, a China Ocean Mineral Resources Research and Development Association, estatal chinesa, anunciou a descoberta de depósitos hidrotermais (sinal da existência de minérios) no Atlântico Sul. Os chineses já mapearam os locais onde eles estão e vêm manifestando interesse em associar-se, em joint ventures, e cooperar com outros países com o objetivo de conseguir concessões da Autoridade.

A Elevação do Rio Grande tem sido visitada pela Alemanha e pela Rússia. O Instituto de Pesquisa Alemão IFM-Geomar anunciou que ainda neste ano fará uma expedição oceanográfica no Atlântico Sul para ampliar o conhecimento sobre possíveis minerais identificados por britânicos e chineses. A Rússia, que já faz pesquisas no Oceano Pacífico e no Atlântico Norte, quer marcar sua presença também no Atlântico Sul. "Se não investirmos, corremos o risco de ter um país estrangeiro extraindo riquezas ao lado das nossas fronteiras marítimas", diz Roberto Ventura, diretor do CPRM.

O valor dessas riquezas, por enquanto, é incomensurável. Mas os produtos que dependem desses minérios para existir são mais do que conhecidos. O cobalto é indispensável na produção de ligas metálicas na indústria de aviação; nos eletrodos das baterias elétricas dos chamados "carros verdes", movidos a eletricidade; e nos equipamentos que usam a radiação gama para os tratamentos de câncer.

Os depósitos de fosforita, que estão sendo mapeados nas bacias de Santos e Pelotas (RS), poderão fornecer esse mineral, imprescindível à indústria de fertilizantes. O Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes, mas responde por apenas 2% da produção mundial. O uso desses produtos aumentou de 3,1 milhões de toneladas em 1990 para 12,2 milhões de toneladas em 2012. Até 2017, acredita-se que o incremento será de 3,8% ao ano.

As principais culturas que dependem dos fertilizantes são: soja (34%), milho (18%), cana-de-açúcar (15%), café (7%), algodão (6%) e arroz (2%). "Considerando o volume de recursos que a mineração gera ao país e as perspectivas que se abrem com a exploração no mar, o governo precisa tratar desse assunto mais seriamente e aumentar essa discussão no Marco Regulatório da Mineração que tramita no Congresso", reclama o geólogo Agamenon Dantas, da consultoria Oceanis Mineral International.

A empresa trabalha com 40 profissionais da área que fazem diagnósticos e traçam perspectivas do setor para a iniciativa privada e governos. Um desses consultores é o geólogo Kaiser Gonçalves de Souza. Formado na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Souza é mestre e doutor pela Université de Paris VI em geologia marinha. Nascido no interior do Maranhão, registrado em Pernambuco - o pai pernambucano queria que o filho tivesse a mesma origem que ele -, Souza foi criado em Porto Alegre. Cedo se apaixonou pelo mar. Trabalhou na Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos e como diretor do Serviço Geológico do Brasil (CPRM - sigla advinda da razão social Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais).

Na década passada, com sua equipe, realizou aquele que é considerado o primeiro mapeamento da região submersa, agora requerido pelo governo brasileiro. O pedido informa a área pleiteada, cerca de 3 mil km2 no Atlântico Sul, e os investimentos, previstos em US$ 11 milhões nos primeiros cinco anos de contrato. "Não é muito, mas, nesse tipo de trabalho, o maior custo é com o aluguel de navios de outros países, porque não temos embarcações apropriadas para essa finalidade, e com as análises dos materias coletados", explica Souza, que acredita no sinal verde da Autoridade para o pedido.

Em 2011, foi fretado o navio de pesquisa Marion Dufresne, do Instituto Polar Francês. O CPRM contratou o navio com recursos financeiros do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério de Minas e Energia - aproximadamente R$ 60 milhões. No ano passado, uma parceria científica entre o Brasil e o Japão permitiu coletar amostras - a 4.200 metros de profundidade - das rochas na Elevação do Rio Grande. Isso foi feito com o minissubmarino Sinkai - um dos poucos no mundo capaz de enfrentar as condições de profundidade até 6.500 metros -, equipado com braços mecânicos e câmeras de altíssima resolução.

Essas expedições também serviram para corroborar outra tese dos cientistas brasileiros em defesa da propriedade da Elevação. Ela faria parte de uma das montanhas da cadeia que ficou submersa em todo o Atlântico Sul, com alturas que chegam a 3.200 metros a partir do leito do oceano. Ainda que localizada em águas internacionais, as rochas que foram encontradas demonstram que a região seria uma extensão das terras brasileiras inundadas pelo oceano, separando a margem continental brasileira das grandes profundidades oceânicas. "É como se um enorme pedaço de nosso continente tivesse sido coberto pela água. E, de fato, foi", afirma Ventura.

A busca por essa nova fronteira e seus recursos deu origem a mais do que um projeto: Levantamento da Plataforma Continental (Leplac), iniciado há duas décadas por cientistas; o Remplac, que avalia a potencialidade mineral da Plataforma Continental Jurídica Brasileira; e o Proarea (Programa de Prospecção e Exploração de Recursos Minerais do Atlântico Sul e Equatorial), onde está a pesquisa da Elevação do Rio Grande. "Eles são idênticos no objetivo, mas diferentes na área em que atuam. Um está na jurisdição brasileira e outro na zona internacional dos oceanos. Na Plataforma - uma extensão geológica, como se fosse um minicontinente - encontram-se as mesmas rochas que na terra", explica Kaiser Souza.

"Se comprovarmos que o continente submerso é parte do Brasil, isso pode mudar toda a dimensão atual de nosso mar territorial", acrescenta Lauro Calliari, professor e doutor em oceanografia geológica do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), um dos mais importantes centros de estudos brasileiros sobre o assunto.

O Levantamento da Plataforma foi entregue à ONU em 2004 e é uma das vertentes da Amazônia Azul. A expressão foi criada pelo ex-comandante da Marinha Roberto de Guimarães Carvalho com o objetivo de mostrar à população que o mar brasileiro era tão importante quanto a Amazônia. "A Marinha nunca teve a intenção de promover uma disputa para medir a importância de uma ou outra área. Ambas são estratégicas para nosso país", diz o almirante José Roberto Bueno Junior, diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha.

"Temos tradição de olhar o mar de maneira lúdica que precisa mudar. É necessário pensar no mar estrategicamente", diz Bueno, da Marinha

O Brasil tem cerca de 8,5 mil km de costa e uma área oceânica que totaliza quase 4,5 milhões de km2 sob sua jurisdição, divididos da seguinte forma: nas primeiras 12 milhas náuticas (22,2 km), o país tem a soberania total sobre a área, como se ela fosse uma extensão do continente; depois disso, nas outras 12 milhas subsequentes está a chamada Zona Contígua (de 12 a 24 milhas), onde as autoridades brasileiras têm a prerrogativa de fazer cumprir as legislações aduaneira, fiscal, sanitária ou imigratória. Essas duas áreas estão dentro da Zona Econômica Exclusiva. Ela é definida como o espaço marítimo onde o país é soberano para fins de exploração, conservação e gestão dos recursos ali existentes, como, por exemplo, os do pré-sal. Atualmente, 91% do petróleo brasileiro vem do mar e grandes depósitos de de gás natural foram encontrados na bacia de Santos e no litoral do Espírito Santo.

A Amazônia Azul - 4,5 milhões de quilômetros quadrados, que equivalem a 52% do território continental do país - engloba projetos e ações nas áreas econômica, ambiental, científica e de soberania. No mar, as fronteiras não existem fisicamente. Portanto, é a existência de formas de dissuasão que permitem a um país mostrar aos outros seu domínio sobre a região. "Temos uma tradição de olhar o mar de maneira lúdica que precisa mudar. É necessário pensar no mar estrategicamente. Só para citar um exemplo, podemos lembrar que mais de 95% das exportações brasileiras são transportadas pelo mar", observa Bueno.

Se tantas riquezas circulam e estão nessas águas, resguardar a soberania sobre elas é uma das grandes preocupações das autoridades. "Somos, sim, um país com muitas carências. Sabemos também que nossas Forças Armadas não podem ser maiores do que a capacidade do Brasil de mantê-las. Tudo isso, no entanto, não nos exime da obrigação de proteger a nação", afirma o secretário da Secirm, almirante Rodrigues. A Marinha desenvolve diversos projetos nesse sentido, como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que prevê a construção do submarino a propulsão nuclear e um sistema de vigilância e de monitoramento semelhante ao Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia).

Nem todos os desafios para iniciar a conquista do território marítimo além das atuais fronteiras estão encaminhados. Um deles é o de convencer a iniciativa privada a investir e a participar dos trabalhos na Elevação do Rio Grande, ainda que em etapas futuras. "Qualquer atividade no mar sempre será muito cara. A ciência fez já uma parte, identificando os minerais que ali estão. Agora a indústria brasileira, os grandes conglomerados de mineração, têm que participar também", afirma o professor Kaiser Souza.

Outro obstáculo a ser superado é o da proteção ambiental, que preocupa a comunidade científica. "Por mais que se trabalhe com projetos que busquem a sustentabilidade, sempre haverá algum impacto no ambiente marinho. Não é tão simples. Não é só ir até o fundo e tirar o minério", alerta o professor Calliari.

Edmo Campos, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, um dos assessores da comissão do Ministério da Ciência e Tecnologia que organiza a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidrovias, concorda com a posição de Calliari. Ele é especialista em oceanografia física e coordena a participação brasileira, financiada pela Fapesp, na análise da circulação de calor no Atlântico Sul, o Samoc (South Atlantic Meridional Overtuning Circulation). "Já foi comprovado que essa região não é completamente destituída de vida. Sabe-se que há muitos organismos vivos ali que nem sequer foram classificados. Machuca os ouvidos dos cientistas a possibilidade de que eles desapareçam sem ter sido conhecidos", afirma Campos.

Atividades de mineração em águas profundas, observa Campos, são passíveis de acidentes cujos danos podem até atingir a costa. "O Brasil deve fazer as pesquisas. Mas não pode levar isso adiante sem um estudo criterioso do impacto. Há uma série de perguntas sobre esses trabalhos que não foram respondidas ainda", adverte.

Responder a todas as perguntas sobre o que existe nas profundezas do mar, considerada a última fronteira do mundo, é tarefa para muitas gerações. Até que o homem chegue lá, as descobertas científicas deverão diminuir, aos poucos, o sem-fim dessas questões. Mas certamente não conseguirão impedir que os segredos ocultos no fundo das águas, por muito tempo ainda, atemorizem e estimulem a imaginação daqueles que tentam decifrá-los.
Fonte: Valor Econômico/Por Monica Gugliano | Para o Valor, de São Paulo
Data : 07/07/2014

LICENÇAS CUSTAM A SAIR E 'SAÍDA NORTE' TRAVA
Publicado em 07/07/2014 as 10:14 AM

A Associação dos Terminais Privados do Rio Tapajós (Atap) - formada por empresas de logística e tradings como Cargill, Bunge e Hidrovias do Brasil - se reunirá em caráter extraordinário no próximo dia 10, em Belém, para discutir uma ação conjunta que dê celeridade à liberação de licenças que permitirão o escoamento de parte dos grãos do Centro-Oeste pela chamada "saída Norte" do país.

O temor é que a demora generalizada nas liberações acabe fazendo com que as empresas percam a "janela hidrológica" da Amazônia - ou seja, o período de seis meses de seca necessário para avançar com as obras civis dos terminais de transbordo posicionados no rio Tapajós, que passarão a fazer o escoamento de soja e milho até os portos marítimos do Pará. "É quando chove cinco dias por mês, e não 25. Começar os trabalhos de terraplanagem e fundação na chuva certamente provocará custos adicionais à cadeira produtiva", diz Clythio Van Buggenhout, diretor nacional de portos da Cargill.

O atraso nas licenças tem atraído críticas do setor privado, que vê empatados não só investimentos bilionários previstos para a região mas também as projeções de redução de custos que a nova rota logística oferece. A "saída Norte" deverá representar fretes cerca de 30% mais baratos em relação ao escoamento pelos portos do Sul e Sudeste. Isso porque há ganhos de distância - mil quilômetros a menos, dependendo do ponto de partida - e meio de transporte. Pelo Norte, a safra do Médio-Norte do Mato Grosso percorrerá a BR-163 até o distrito de Miritituba, no oeste do Pará, onde haverá o transbordo da carga para barcaças que descerão o rio Tapajós até os portos marítimos de Santarém e Barcarena, no Pará, e de Santana, no Amapá.

A ideia, segundo Luiz Antonio Pagot, ex-presidente do Dnit e hoje representante da Atap, é agir conjuntamente, via associação, e não mais individualmente, como vem sendo feito até agora. Com isso, a expectativa é que os processos fluam mais facilmente nas diferentes esferas de governo. "É a essa resposta conjunta do setor privado que se tentará chegar na reunião desta semana", afirmou Pagot.

O início das obras é crucial porque ainda não começaram as chuvas na região - isso deve ocorrer apenas a partir de fim de setembro e por causa do escoamento da produção na safra 2015/16. Em geral, as instalações de um terminal fluvial de transbordo levam até um ano para ser finalizadas. Quanto mais tempo levar para começarem, portanto, menor o volume de soja que sairá pelo Pará.

Até o momento, apenas a Bunge está operando no novo corredor Norte. Todas as demais empresas - há pelo menos um dezena - aguardam a liberação de licenças de diversas autarquias. "Entre o 'nada a opor' e as demais licenças exigidas, são 18 documentos entre Marinha, Secretaria Especial de Portos, Secretaria de Meio Ambiente, etc", disse uma fonte ao Valor, sob condição de anonimato.

Outro fator que preocupa algumas empresas é uma possível paralisação dos trabalhos em ano eleitoral e de troca de cadeiras nos governos. Isso poderia ter impacto na liberação de licenças e também na conclusão do asfaltamento da BR-163, prometida pelo governo federal para ser concluído até o fim do ano que vem.

"São todos competentes e com muita boa vontade. Nós realmente vemos os esforços, mas a burocracia e a falta de técnicos travam tudo", diz Buggenhout, referindo-se especificamente à Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Pará.

A importância desses projetos no Pará pode ser medida pelos aportes previstos para os próximos anos - cerca de R$ 3 bilhões - e pretensões como canal de saída de matéria-prima do país. Conforme informou a Bunge, até o fim de 2015 o porto paraense será o segundo maior terminal exportador da Bunge Brasil, com capacidade de escoamento de 4 milhões de toneladas por ano, só atrás do TGG (Terminal de Granéis do Guarujá), em Santos (SP), que exportou cerca de 8 milhões de toneladas no ano passado.
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/07/2014

TEREX SE REESTRUTURA PARA AMPLIAR PRESENÇA NO PAÍS
Publicado em 07/07/2014 as 10:14 AM

A americana Terex está se reestruturando para aumentar a presença brasileira no total das receitas do grupo. Uma das maiores empresas de máquinas e equipamentos industriais e de infraestrutura atuantes no país, ela nomeou em outubro o argentino François Jourdan para comandar as operações da companhia na América Latina e fortalecer as suas marcas - Terex, Genie, Powerscreen e Demag -, principalmente no Brasil.

Apesar de considerar que os negócios estão difíceis no país, Jourdan diz ser paciente e acreditar no potencial do mercado local. "O início do ano não foi maravilhoso para os negócios. Mas como não tínhamos grandes expectativas, o início do ano foi alinhado com o que esperávamos. Abril foi um pouco melhor, mas a sensação é a de que o mercado está em modo de espera", afirmou, acrescentando que 2014 está mais difícil do que foi 2013.

A expectativa do executivo é de crescimento firme do setor no Brasil nos próximos anos. "A população está crescendo e há necessidade de infraestrutura. Há uma necessidade de infraestrutura, petroquímica e energia. O difícil é saber quando tudo o que se espera vai acontecer no Brasil. Mas acreditamos no futuro do mercado", diz.

Desde o fim do ano passado, Jourdan tem implementado reestruturações internas, com reorganização das áreas da companhia, e pretende abrir mais três filiais neste ano, elevando o número total para dez. Para alavancar o crescimento, diz que poderá fazer aquisições que possam complementar o portfólio ou a presença geográfica da empresa. "O maior crescimento é orgânico, mas somos uma empresa de aquisição e poderemos comprar empresas quando for estratégico", afirmou.

Hoje, a América Latina responde por 8% do faturamento global da empresa, que totaliza US$ 8 bilhões. Com sede em Westport, nos Estados Unidos, a Terex tem cerca de 40 fábricas no mundo. Na visão de Jourdan, o percentual da região pode saltar para até 15%. O Brasil, por enquanto, corresponde por cerca de 55% do total da América Latina, o que significa algo em torno de R$ 350 milhões. Oficialmente, a empresa não informa o valor. "Podemos chegar ao bilhão nos próximos anos. Globalmente, a empresa pode chegar a US$ 10 bilhões, se tudo der certo", afirmou.

As operações no mercado brasileiro estão divididas em cinco áreas: plataformas aéreas; guindastes; equipamentos portuários; manipulação e processamento de materiais; e utilitários e ferramentas. Entre seus concorrentes, estão a chinesa Sany e a alemã Libeherr. A estratégia da companhia, agora, está mais centrada no mercado de elevação de cargas, afirma o executivo. Na avaliação dele, a companhia já consolidou sua presença nos segmentos de equipamentos para portos, aéreos e guindastes.

Na divisão de pontes rolantes, a Terex começou a atuar após a compra da Demag, com uma fábrica em Cotia (SP), em 2012. No local, são fabricadas 400 unidades ao ano. Desde a aquisição, a Terex passou a ter duas fábricas e 1,2 mil funcionários no Brasil. A outra fábrica, em Betim (MG), foi absorvida com a compra da Ritz e produz equipamentos diversos. Os guindastes, equipamentos portuários e aéreos são importados.

Para alguns casos, a produção local é importante por causa das linhas de crédito mais baixas para equipamentos com pelo menos 60% de conteúdo local, com a linha da Finame, do BNDES. "Isso nos ajuda principalmente na venda de pequenos equipamentos", diz.
Fonte : Valor Econômico
Data : 07/07/2014

MINÉRIO DE FERRO SOBE 2% E AJUDA AÇÃO DA VALE
Publicado em 07/07/2014 as 10:14 AM

O minério de ferro subiu 1,9% ontem e foi negociado a US$ 96,50 por tonelada no mercado à vista da China. Foi a terceira alta seguida da commodity, que vem sendo puxada por dados mais positivos da indústria chinesa. No ano, o minério ainda acumula queda de 28%, mas vem em recuperação nas últimas semanas. Desde a mínima de 2014 - e também dos últimos 21 meses - de US$ 89 por tonelada, em 16 de junho, a commodity registra uma alta de 8%, ou US$ 7,5 por tonelada.

A melhora da cotação tem ajudado os papéis da Vale. Desde segunda-feira, o minério subiu 3%, e a ação preferencial da Vale teve valorização 5,43%. Ontem, os papéis subiram 2,13%, para R$ 27,78, e os ordinários avançaram 1,97%, para R$ 31,04. O Ibovespa subiu 1,59%.

A analista Melinda Moore, do Standard Bank, disse ontem em relatório que espera um rali no curto prazo, com o preço voltando ao patamar de US$ 100 a US$ 105 por tonelada, o que não acontece desde o início de maio. Ela afirma que um movimento sazonal de consumo de estoques em junho pode levar a uma melhora dos preços em julho e acrescenta que o mercado de minério de ferro tem mostrado um desempenho mais positivo do que o de aço na China.

Entre as notícias do mercado global de minério, teve destaque ontem o resultado das exportações da Austrália em maio. Autoridades do país informaram que os embarques atingiram 61,5 milhões de toneladas no quinto mês do ano, 2% acima das 60,4 milhões de toneladas em abril e 26% mais do que as 48,7 milhões em maio do ano passado.

Os dados confirmam as expectativa de aumento da oferta global transoceânica neste ano, o que vem ajudando a manter o preço do minério abaixo da média do ano passado, de US$ 135 por tonelada. Analistas estimam um volume adicional de aproximadamente 180 milhões de toneladas ao mercado em 2014.
Fonte: Valor Econômico/Olivia Alonso | De São Paulo
Data : 07/07/2014

MARINHA LANÇA ESGOTO NA BAÍA DE GUANABARA
Publicado em 07/07/2014 as 10:14 AM

Atrasadas, obras de ligação de dutos à rede oficial da Cedae só devem terminar em dezembro
POR EMANUEL ALENCAR



Poluição oficial. Vista aérea da Ilha das Cobra - Divulgação / Genilson Araújo

RIO - Complexo histórico ancorado na Ilha das Cobras, no Centro do Rio, o Arsenal de Marinha dá um péssimo exemplo quando o assunto é respeito ao meio ambiente. Diariamente, o esgoto produzido por cerca de dez mil pessoas que circulam na base militar contribuem para poluir mais a Baía de Guanabara. De acordo com a Marinha, a conclusão das obras de ligação das redes às tubulações da Cedae - orçadas em R$ 8,24 milhões - foi adiada para dezembro deste ano. Houve atraso de um ano no processo, segundo a Marinha, pelo fato de duas licitações anteriores não terem atraído interessados. A Cedae, por sua vez, garante que a ilha está localizada numa área com acesso à rede formal há quatro anos, faltando apenas a ligação para a poluição cessar.

A Marinha informou que apenas dois imóveis na ilha possuem estações de tratamento de esgoto próprias: o Hospital do Arsenal e o Edifício Almirante Gastão Mota, que abriga o gabinete do secretário-geral da Marinha no Rio. Todo o esgoto produzido por outras quatro unidades - onde funcionam o comando-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, o presídio e o serviço de documentação da Marinha, além de diretorias especializadas - acaba indo parar em fossas sépticas, ajudando a poluir a baía, que será palco de competições de vela nos Jogos Olímpicos de 2016.

O engenheiro químico e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gandhi Giordano, explica que o sistema de fossa séptica só consegue evitar que aproximadamente 30% da matéria orgânica poluam o ecossistema. A criação desse sistema de tratamento é atribuída ao francês Jean Louis Mouras, na segunda metade do século XIX.

- A fossa séptica consegue apenas reter alguns sólidos. É um tratamento básico, não aceitável nos dias atuais - destaca o engenheiro.

Como cada cidadão gera 50 litros de esgoto por dia, as dez mil pessoas que circulam pela Ilha das Cobras produzem aproximadamente 500 mil litros de dejetos diariamente. Por mês, isso representa 15 milhões de litros de esgoto despejados na Baía de Guanabara.

A história da Ilha das Cobras remete a 1624, quando foi montada a primeira estrutura defensiva no local, por iniciativa do governador do Rio, Martim de Sá (1623-32). Na ilha, foram detidos os marinheiros da Revolta da Chibata (1910), inclusive o seu líder, João Cândido. Doze anos depois, a Ilha das Cobras foi alvejada pela artilharia do Forte de Copacabana durante a revolta tenentista. Ela abriga a capela da antiga fortaleza, dedicada a São José e hoje anexa ao hospital. A fachada da igreja é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1952.

O deputado estadual Carlos Minc (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), afirmou que vai cobrar agilidade da Marinha nas obras de saneamento. Lembrou, entretanto, que a despoluição da Baía de Guanabara só avançará quando cinco milhões de pessoas tiverem rede formal de esgoto. Ex-secretário estadual do Ambiente, Minc diz que houve melhorias em saneamento desde 2007, com o aumento do percentual de tratamento de esgoto nos municípios do entorno da Baía, que passou de 16% para 44%:

- São nove milhões de pessoas morando no entorno da Baía, e cinco milhões ainda não estão com saneamento resolvido. Além dos erros dos municípios, das pessoas que jogam lixo nos rios, tivemos negligência dos governos passados. Durante 13 anos, as estações de tratamento estiveram secas. Temos um passivo enorme. Esse caso chama a atenção por ser a Marinha.

Há um mês, numa entrevista para a imprensa internacional, o prefeito Eduardo Paes disse lamentar que "nós não tenhamos usado os Jogos Olímpicos para limpar completamente a Baía de Guanabara". Destacou que "era algo que fazia parte do edital, e não conseguimos cumprir". Paes lembrou, porém, que as competições de vela serão realizadas em águas despoluídas, ora fora da Baía, ora na sua entrada.
Fonte : O Globo
Data : 07/07/2014

MERCOSUL PODE REVER ESTRATÉGIA COM AVANÇO DA ALIANÇA DO PACÍFICO
Publicado em 07/07/2014 as 10:13 AM

Economias do bloco devem crescer 3,3%. Para grupo do Brasil, estimativa é de 1,1%
POR ANDREA FREITAS / LUCIANNE CARNEIRO


Michelle Bachelet, presidente do Chile: a favor da aproximação entre Aliança do Pacífico e Mercosul - JIM WATSON / AFP

http://og.infg.com.br/in/13162169-33e-8ac/FT1500A/550/20140701113803155afp.jpg

Juntos, eles ganharam mais projeção e força, mas a pergunta que não quer calar é se a união de México, Chile, Peru e Colômbia, desde 2012, na Aliança do Pacífico, proporcionou ganhos ou foi só marketing, como disse o então chanceler brasileiro Antonio Patriota. Especialistas consideram que a união dos países permite que façam frente ao Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela).

É inegável que a união aduaneira liderada pelo Brasil está atenta aos movimentos do grupo do Pacífico e pode ter de rever algumas estratégias. Maria Regina Soares de Lima, pesquisadora sênior do Iesp/Uerj, destaca que a Aliança é uma união real, mas baseada em modelo distinto do do Mercosul, e tem o objetivo de acessar mercados principalmente fora da região latina.

— Enquanto a Aliança quer vender para fora, o Mercosul está mais próximo do modelo de integração clássico.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, já defendeu um diálogo com o Mercosul. Para Harold Trinkunas, da Brookings Institution, o Mercosul é visto como protecionista, e a Aliança, como mais favorável ao livre comércio.

— O Brasil tem algumas opções, como uma aproximação ou ação mais independente dos demais membros do Mercosul. E um caminho para isso é levar em frente a ideia chilena de abrir um diálogo entre os dois grupos.

PIB de US$ 2,22 trilhões

Com 200 milhões de pessoas e um PIB de US$ 2,22 trilhões, as economias da Aliança do Pacífico devem crescer 3,3% em 2014, enquanto as do Mercosul, juntas, devem ter expansão de, no máximo, 1,1% este ano, diz o BBVA. A Aliança tem cerca de 50% do que a América Latina exporta para o mundo, mas o comércio entre os quatro países representa 4% de suas exportações. Já o Mercosul tem mais de 40% das exportações da região e a fatia do comércio intrabloco é de 15%.

Sebastián Herreros, da Divisão de Comércio Internacional e Integração da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), diz que as semelhanças das economias de Chile, Peru e Colômbia restringem as possibilidades de integração.

— Seria estrategicamente interessante a aproximação com o Mercosul, que permitiria mais complementaridade da produção industrial — afirma.

Autor do estudo “Os Pumas do Pacífico”, o pesquisador Samuel George, da Bertelsmann Foundation, diz que, assim como os Tigres Asiáticos, o sucesso da Aliança do Pacífico está calcado em políticas macroeconômicas e integração global:

— Como os Tigres, investem no modelo de fronteiras abertas e mais comércio. E apostam mais na Ásia do que nos EUA.

A Aliança trouxe ao menos um avanço: zerou as tarifas de 92% no comércio de bens dentro do bloco. Porém, Herreros, da Cepal, diz a que cerca de 90% dos itens já tinham tarifa zero. Para ele, o que a Aliança tem feito é estender aos parceiros acordos que antes eram bilaterais. Para Lia Valls Pereira, pesquisadora do Ibre/FGV, o grupo do Pacífico não é uma contestação ao Mercosul:

— O Mercosul foi criado com a meta de se tornar união aduaneira e pretendia integração mais profunda, que apesar da retórica, não ocorreu na prática. A Aliança se coloca mais aberta a negociações sem que isso signifique perda de soberania.
Fonte : O Globo
Data : 07/07/2014

LOGÍSTICA - ESCOAMENTO DE MINÉRIO E SOJA TERÁ PARCELA
Publicado em 07/07/2014 as 10:13 AM

A China vai selar em Brasília, no dia 17, compromissos políticos de investir na melhoria da logística brasileira de escoamento de soja e de minérios ao exterior e de enviar uma parcela de seus fundos soberanos para engrossar a presença de suas empresas no País. Pequim quer mais empresas e negócios no Brasil. Ambos os temas estarãono comunicado final do encontro reservado entre os presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

O presidente Xi Jinping fará  sua visita de Estado ao Brasil entre os dias 17 e 18, mas estará no País desde o dia 13, quando deverá assistir à final da Copa, no Rio, ao lado de Dilma. Nos dias seguintes, participará da reunião de Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Fortaleza, e do encontro desse fórum com os países da União Sul-Americana de Nações (Unasul). Na manhã de 17, vai se reunir com os líderes do quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – Costa Rica, Cuba, Equador e Antíguas e Barbuda – mais México e Brasil.

Essa primeira vinda de Xi ao Brasil está em negociação desde sua posse, em novembro. “Essa visita terá uma simbologia própria porque se dará nos 40 anos da abertura de relação diplomática entre Brasil e China”, afirmou o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário-geral de Assuntos Políticos 2 do Itamaraty.

O governo chinês quer garantir a participação de suas companhias em projetos portuários e ferroviários que serão licitados pelo governo. Em especial, naqueles que fazem parte do projeto de integração física sul-americana e que permitirão o escoamento de minérios e de produtos agrícolas aos portos do Norte (mais próximos do Canal do Panamá) e dos países vizinhos banhados pelo Oceano Pacífico. O Peru será o alvo inicial, segundo o embaixador Francisco Mauro Brasil de Holanda, diretor do Departamento de Ásia e Oceania do Itamaraty.

O interesse da China tem clara motivação: o país precisa de alimentos e minérios mais baratos, em especial neste momento de esforço para elevar a participação do consumo interno no crescimento. A produção da zona hoje conhecida como Mapitoba – as fronteiras agrícolas do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia – e as reservas de minério de ferro do Norte brasileiro são os alvos preferenciais.Os projetos ferroviários abrirão à China as oportunidades adicionais de exportar bens e serviços de alta tecnologia ao Brasil.

Empresas
O comunicado trará a manifestação política de apoio da China e do Brasil à participação de empresas chinesas. Mas não indicará valores a serem investidos. Teor similar deverá constar do texto final da visita do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em 1º de agosto. "Não haverá reserva de mercado para nenhum país. Todos os que quiserem, terão suas empresas nas licitações", disse Holanda.
Fonte : Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
Data : 07/07/2014

RISCO - OI VAI PARA LISTA NEGATIVA DA S&P
Publicado em 07/07/2014 as 10:13 AM

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s voltou a incluir em sua lista “creditwatch” negativa o grupo de telecomunicações Oi, citando a polêmica criada em torno do investimento da
parceira Portugal Telecom no Grupo Espírito Santo.

A Portugal Telecom está em processo de fusão com a Oi e anunciou recentemente que tem 897 milhões de euros (cerca de R$ 2,7 bilhões) aplicados em papéis comerciais da Rio Forte, empresa
do Grupo Espírito Santo, que tem participação indireta na companhia brasileira.

“Em nossa visão, existe a possibilidade de a Portugal Telecom perder tais investimentos, cujos prazos de vencimento são 15 e 17 de julho de 2014, em função da potencial fragilidade financeira
do grupo português Espírito Santo”, informou a Standard & Poor’s em comunicado à imprensa.

A Oi havia saído da lista creditwatch – definição usada quando a agência acredita que há probabilidade de realizar uma ação de rating no prazo de 90 dias – em 26 de maio, quando manteve a nota da companhia em BBB, um degrau acima do grau especulativo.

Quando a agência retirou a Oi da lista, citou como motivo a certeza de fusão da companhia com a Portugal Telecom e sua posição competitiva favorável no mercado brasileiro.

Na sexta-feira, a agência informou que vai avaliar a potencial perda dos investimentos da Portugal Telecom “e seus efeitos no perfil de risco financeiro da Oi e na sua liquidez, uma vez que isso poderia fazer com que a Oi leve mais tempo para reduzir sua alavancagem em relação às nossas expectativas iniciais”.
Fonte : Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
Data : 07/07/2014

NOVO LEILÃO PODE INCLUIR BLOCOS DE SANTOS E CAMPOS
Publicado em 07/07/2014 as 10:12 AM

ANP enviou sugestão ao CNPE para a 13a rodada de licitações. Agência reguladora informa que tudo está sendo feito para que leilão seja realizado no primeiro semestre de 2015
» MARTA NOGUEIRA / DA AGÊNCIA REUTERS

A13ª rodada de licitações de blocos de petróleo poderá incluir áreas em novas fronteiras marítimas e terrestres, assim como áreas maduras e de elevado potencial, em águas rasas das bacias de Campos e Santos, disse à Reuters uma fonte do governo. A lista de áreas sugeridas foi enviada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no mês passado, disse a fonte.

A ata de uma reunião da ANP realizada em 4 de junho mostra que sugestões para a 13ª rodada foram enviadas ao CNPE, mas o documento disponível no site da autarquia não apresenta nenhum detalhe sobre essas áreas. Em evento na terça-feira, no Rio de Janeiro, o diretor da ANP Helder Queiróz disse que todos os trâmites devem ser realizados a tempo para que a 13ª rodada, sob o regime de concessão, aconteça no primeiro semestre de 2015.

Segundo a fonte, a próxima rodada de leilões poderá ter número de áreas “igual ou maior que a 12ª rodada”, que licitou blocos com potencial para gás natural, no fim do ano passado. Mas tudo dependerá de decisões estratégicas do governo federal, disse. “Em termos de resultado (arrecadação pelo governo), a expectativa é que fique entre a 11ª e a 12ª”, afirmou a fonte.

Os lances da 11ª rodada totalizaram R$ 2,82 bilhões e os da 12ª um montante aproximado de R$ 165 milhões. A avaliação da fonte, é que a 11ª rodada teve resultado recorde porque nos cinco anos anteriores não houve novas licitações.

A partir de agora, além das áreas ainda precisarem da aprovação do CNPE, também devem passar pelo crivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Não há prazo para que os blocos sejam definidos.

Previsibilidade
Um pedido frequente da indústria petrolífera é a previsibilidade de novos leilões de petróleo. O presidente da BP no Brasil, Guillermo Quintero, afirmou na semana passada que “não é bom para ninguém” que o governo demore muito tempo para anunciar novas rodadas no País.

Queiróz disse nesta quinta-feira que, quando a 13ª rodada for anunciada, deverá ser lançado também um calendário com a previsão de datas para novas licitações. “Do ponto de vista de conjunto de oportunidades, pode ter (rodadas de concessão) todo ano”, afirmou Queiróz.

Ele ponderou, no entanto, que a indústria tem que estar preparada e ter fôlego financeiro para investir nas licitações e atender o crescimento da demanda. Já as rodadas do présal, segundo Queiroz, devem acontecer a cada dois anos.

Ele estimou que uma nova rodada de áreas do pré-sal, sob regime de partilha, deve ser realizada apenas em 2016. Em 2013, no primeiro leilão deste gênero, o governo leiloou a área de Libra, arrematada pela Petrobras e outras quatro parceiras estrangeiras.
Fonte : Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
Data : 06/07/2014

MERCADO - SÓ HABITAÇÃO BATEU METAS PREVISTAS NA SEGUNDA FASE DO PAC
Publicado em 07/07/2014 as 10:11 AM

DIMMI AMORA / DE BRASÍLIA

A segunda etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será encerrada em dezembro com uma baixa taxa de execução das obras voltadas para melhorias nas regiões urbanas e áreas mais carentes do país.

A Folha comparou a previsão de gastos feita pelo governo no lançamento do PAC 2, em 2011, com os gastos em obras concluídas até abril deste ano, com base no balanço do programa divulgado no mês passado pelo Ministério do Planejamento.

As obras que foram concluídas nos setores de segurança pública, creches, saúde e quadras esportivas, por exemplo, correspondiam em abril a apenas 19,5% do que foi prometido há três anos.



Nos projetos de mobilidade urbana, saneamento, pavimentação de ruas o ritmo é ainda pior: apenas 15% do previsto para ser realizado até 2014 estava pronto em abril.

Nos projetos para levar água e luz às comunidades mais pobres, o índice de finalização das obras está próximo de 28% do total estimado no lançamento da segunda etapa do programa.

O ministério atribui o ritmo à periodicidade da seleção de projetos que receberão recursos e ao desempenho de Estados e municípios.

OUTRO RITMO

Em outros dois setores as obras do PAC andam melhor.

No segmento de transportes, onde estão incluídas obras de estradas, ferrovias, portos e aeroportos, os governos conseguiram até abril encerrar obras que correspondem a 59% do que estava previsto para ser gasto até dezembro deste ano.

No segmento de energia, que inclui obras no setor de petróleo e gás e eletricidade, o percentual de execução está em 50% do total.
Somente no setor de habitação o PAC tem desempenho melhor que o esperado.

Nesse segmento, que inclui o programa Minha Casa, Minha Vida -uma das bandeiras da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff-, o volume concluído até abril supera em 30% o que se previa em 2011.

A baixa execução do PAC está diretamente relacionada à ação dos governos. O programa anda bem onde os investimentos são privados ou realizados por estatais.

Somando todos os projetos previstos no programa, o volume executado até abril atingiu R$ 871 bilhões. Desse total, R$ 676 bilhões são obras já concluídas.
crédito abundante

Esse volume de dinheiro é inflado pelos financiamentos habitacionais, por meio dos quais os bancos emprestam dinheiro para compra e construção de imóveis, em geral voltados para as classes média e média alta.

Para esse programa, havia uma previsão em 2011 de gastar R$ 176 bilhões até 2014. Esse valor foi revisto e ampliado para R$ 285 bilhões -já alcançado em abril.

Para os programas de segurança pública, creches e saúde (agrupados no projeto Comunidade Cidadã), a previsão inicial era um gasto de R$ R$ 23 bilhões. O valor foi revisado para baixo, ficando em R$ 15,8 bilhões. Mesmo assim não deve ser alcançado: em 3 anos e 4 meses de programa, apenas R$ 4,5 bilhões foram executados.

OUTRO LADO

A ministra Miriam Belchior (Planejamento) apresentou dois motivos para explicar a baixa execução de obras públicas que haviam sido previstas nesta segunda edição do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Segundo ela, o governo federal seleciona os projetos que são enviados por Estados e municípios para receber os recursos.

Essas seleções são feitas por períodos, o que faz com que alguns projetos já estejam concluídos e outros ainda em andamento ou não iniciados.

"Podíamos ter feito toda a seleção na primeira metade do governo", disse Belchior.

"No entanto, achamos por bem deixar uma parte dos recursos para ser selecionados por novos prefeitos [eleitos em 2012]", afirmou a ministra do Planejamento.

O segundo motivo apontado pela ministra para o baixo desempenho é que a execução dessas obras é de responsabilidade de governadores e prefeitos.

Segundo ela, os governos ficaram "20 anos" sem fazer obras e, por isso, têm dificuldades técnicas para tocar projetos complexos, como, por exemplo, os do segmento de saneamento.

Mesmo com essas dificuldades, a ministra afirmou que o PAC tem resultados positivos, como o aumento de 19% no índice de tratamento de esgoto no país, fruto das obras previstas no programa lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Acreditamos que, como o governo federal, que também começou mais devagar e agora mostramos evolução cada vez maior, os Estados e municípios também estão trilhando o mesmo caminho", afirmou Belchior.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 06/07/2014

OPINIÃO - SERGIO AMARAL: O NOVO MOMENTO DAS RELAÇÕES BRASIL-CHINA
Publicado em 07/07/2014 as 10:11 AM

O presidente da China, Xi Jinping, chega ao Brasil no próximo domingo (13). Estará acompanhado por uma comitiva de 200 empresários. A visita, de uma semana, marca o momento em que as relações Brasil-China alcançam um patamar mais alto.

O comércio entre os dois países teve um crescimento espantoso e, em poucos anos, a China se tornou o primeiro mercado para as exportações brasileiras. Segundo um estudo do Conselho Empresarial Brasil China, os investimentos anunciados no período de 2007 a 2012 atingiram cerca de US$ 68 bilhões, a metade dos quais já está em execução.

De início, buscavam assegurar o suprimento de commodities como minério de ferro e petróleo. Em seguida, concentraram-se em empreendimentos em infraestrutura como energia e telecomunicações. Depois, voltaram-se para oportunidades do mercado consumidor brasileiro, como é o caso das montadoras de automóveis. Mais recentemente, expandiram-se ao setor de serviços, particularmente o financeiro, com a presença de três entre os principais bancos chineses, o ICBC, o Banco da China e o Banco da Construção.

O intercâmbio é sustentável e tem condições de continuar a crescer, porque está lastreado na complementaridade entre as duas economias. O Brasil tem uma disponibilidade de recursos naturais, água e terras aráveis, que fazem falta à China. Pode assim oferecer o que a China demanda e continuará a demandar por um bom tempo, ou seja, commodities metálicas e alimentos.

As relações deverão melhorar. Nos próximos anos, a expansão estará centrada na formação de parcerias em dois eixos: agronegócio e infraestrutura. Se quisermos agregar valor aos nossos produtos de exportação, temos de começar pelos setores em que somos mais competitivos, como o agronegócio. Empresas chinesas e brasileiras estão negociando parcerias para o processamento conjunto de commodities agrícolas, assim como para sua comercialização e distribuição na China.

Na infraestrutura, as empresas chinesas desenvolveram tecnologias, buscam mercados e dispõem de recursos para financiar parcerias com construtoras brasileiras. Esses projetos, particularmente no setor ferroviário, terão um sentido estratégico. É o caso da ferrovia Lucas do Rio Verde-Campinorte que, em seguida, se bifurcará em duas vias, para o escoamento da soja do Centro-Oeste nos portos do Pará e Espírito Santo. Caso o consórcio sino-brasileiro venha a vencer a licitação, as empresas chinesas terão uma participação em todas as etapas da exportação da soja: a originação do produto, a logística do escoamento, a comercialização e a distribuição na China.

A rapidez na expansão das relações suscita a cada passo novos desafios. Eles estão sendo resolvidos, em boa medida, por um mecanismo de alto nível, a Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação), que se tem mostrado hábil para antecipar dificuldades e encaminhar soluções. O Conselho Empresarial tem buscado dar a sua contribuição mediante a aproximação e identificação de oportunidades de negócio.

O desafio para o Brasil, além da maior competitividade do produto chinês, está na forma de operar dos dois países. Cerca de 90% das empresas chinesas no Brasil são estatais e atuam sob a orientação e supervisão da agência oficial Sasac, o que confere ao governo chinês uma visão de conjunto e capacidade de coordenação maiores do que as que nós temos. Outras vezes, o desafio está em questões operacionais relacionadas à implementação de decisões já tomadas, como a concessão de vistos a funcionários de empresas chinesas ou a formalização do acesso de produtos e investimentos brasileiros no mercado chinês.

É preciso superar as dificuldades para que o intercâmbio prossiga de modo desimpedido e assegure resultados mutuamente proveitosos. Que a visita de Xi Jinping contribua para avançar neste sentido.

SERGIO AMARAL, 70, é presidente do Conselho Empresarial Brasil China. Foi embaixador na França e no Reino Unido (governo Fernando Henrique Cardoso)
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 07/07/2014

LEILÃO DE NOVAS ÁREAS NO PRÉ-SAL SÓ DEVE OCORRER EM 2016, DIZ DIRETOR DA ANP
Publicado em 07/07/2014 as 10:11 AM

O diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) Hélder Queiroz disse que a oferta de novas áreas para exploração e produção no pré-sal "provavelmente" só vá acontecer em 2016.

Para 2015, a previsão é que ocorram leilões em áreas fora do pré-sal, sujeitas ao regime de concessão, e não de partilha.

"Ano que vem provavelmente não (haverá leilão para as áreas do pré-sal). Estamos trabalhando para que, no ano que vem, ocorram leilões nas áreas de concessão, o que deve acontecer até junho", disse, ao sair de painel sobre a indústria de petróleo e gás no evento Rio Conferences.

Este ano, diz Queiroz, não será mais possível realizar nenhuma rodada.

As áreas que serão oferecidas sob concessão, e se no mar ou em terra, ainda estão sendo estudadas pela ANP, e devem ser anunciadas ainda este ano.

As áreas do pré-sal, com potencial de produção de petróleo maior, são licitadas sob o regime de partilha, instituído em 2009.

Nesse modelo, a União é dona do petróleo, e as empresas que exploram as áreas são remuneradas pelo serviço e compensadas nos custos de exploração. Pela nova regulação, a Petrobras é obrigatoriamente sócia em todas as áreas licitadas no pré-sal, com participação mínima de 30%.

Apenas uma área foi licitada no pré-sal com este novo modelo –Libra, em outubro do ano passado, em que a Petrobras entrou com outras quatro empresas estrangeiras.

CONCESSÃO

O modelo de concessão era o único existente no país desde 1997, e passou a conviver com o de partilha quando foi descoberto o potencial do pré-sal. Vale hoje para áreas de potencial não tão grande quanto as do pré-sal.

Nesse modelo, a empresa é dona do petróleo encontrado, e pode extraí-lo durante um prazo determinado, pagando aos governos royalties e participações especiais como compensação.

A idéia da ANP, segundo Queiroz, é fazer leilões em áreas de concessão todos os anos e, no pré-sal, a cada dois anos.

"Para estabelecer o calendário, é importante acompanhar a capacidade financeiras das próprias empresas, se vão ter fôlego de participar", disse.

PETROBRAS

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Julio Bueno, criticou a decisão do governo de "(repassar à Petrobras)":

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/07/1479212-graca-aproveita-comemoracao-e-rebate-criticas-sobre-operacao-com-uniao.shtml o direito de produzir, a partir de 2021, petróleo em áreas no pré-sal em que a empresa já atua, pelo valor de R$ 18 bilhões a serem pagos até 2018.

"A gente dá à empresa predominante um encargo enorme sem que ela tenha meio para isso", disse.

Bueno defendeu ainda o reajuste dos combustíveis como forma de aliviar o caixa da Petrobras.

Hoje, a estatal precisa importar combustíveis para atender o mercado interno, mas é impedida pelo governo de repassar a alta do mercado externo aos seus preços.

O representante do governo do Rio disse também que os leilões de novas áreas de petróleo devem ser constantes e previsíveis. "Só assim vamos trazer novas empresas ao país para exercer essa oportunidade."
Fonte:Folha de São Paulo
Data : 07/07/2014

PORTO DE SANTOS ANUNCIA ELEVAÇÃO DO CALADO OPERACIONAL NOS TRECHOS 1, 2 E 4
Publicado em 07/07/2014 as 10:10 AM

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), divulgou nesta quinta-feira (03), sob a coordenação da Autoridade Marítima, os novos calados operacionais do Porto de Santos, que foram ampliados nos trechos 1, 2 e 4.

O calado operacional que era de 12,7 nos trechos 1, 2 e 3 do canal de navegação, foi elevado para 13,2 metros no trecho 1, no zero DHN, e 13,0 m no trecho 2. No trecho 4 o calado anterior de 11,2 m foi ampliado para 12,6 metros, até a Brasil Terminal Portuário (BTP). No Trecho 3 o calado é de 12,7 m. Os novos calados foram estabelecidos em função dos levantamentos batimétricos executados pela Codesp.

Os novos calados foram estabelecidos durante reunião com a presença de representantes das Autoridades Marítima e Portuária. É importante diferenciar calado de profundidade. O calado é a parte do navio que se encontra submersa e profundidade se estende da linha d’água até o fundo do estuário. Assim, entre os fundos do navio e do canal de navegação há uma margem de segurança para a navegação, que varia conforme as características do local.

“Com a nova profundidade, ampliada em relação à cota anterior, estima-se um ganho de capacidade no transporte de cargas em uma única embarcação”, afirma o diretor presidente da Codesp, Angelino Caputo. O presidente destaca o trabalho que vem sendo desenvolvido para restabelecer as profundidades no canal de navegação, mencionando a realização, na manhã de hoje, de um Pregão Eletrônico para contratar serviços de manutenção das profundidades nos trechos 2, 3 e 4. A empresa Rohde Nielsen do Brasil Dragagem Ltda foi a primeira colocada no certame, com a proposta de R$ 13,8 milhões. As demais propostas classificadas foram no valor de R$ 21 milhões, da Van Oord Serviços de Operações, e de R$ 22,3 milhões, da Jan de Nul do Brasil Dragagem.

Até 10 de julho a primeira colocada deve enviar, por via eletrônica (Comprasnet), as planilhas de preço com respectiva composição de custo. Além da pré-habilitação dos concorrentes no Comprasnet, também é necessária a apresentação de documentação complementar, conforme anunciado no edital.

Após o prazo de 10 de julho, a Codesp avalia e, em caso de aprovação, declara, também através do sistema, a primeira colocada como vencedora do certame. O serviço previsto nesse certame visa garantir a profundidade do canal até que entre em operação a segunda fase do Programa Nacional de Dragagem (PND2), da Secretaria de Portos (SEP).

As informações são da Assessoria de Comunicação Social da Codesp.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 06/07/2014

NOTÍCIAS CORPORATIVAS NUM MUNDO CADA VEZ MAIS PLANO
Publicado em 07/07/2014 as 10:10 AM

Em "O Mundo é Plano" (2006), Thomas L. Friedman destaca que as companhias atentas compreenderam que eram testemunhas do nascimento do "consumidor autodirigido", porque a Internet e todos os demais instrumentos da nova sociedade haviam criado um meio para que cada consumidor talhasse sob medida exata o preço, a experiência ou o serviço que desejava obter. E para lidar e ter sucesso com essa revolucionária realidade tecnológica, essas empresas criavam, na verdade, um buffet digital no qual os clientes se serviam.

Com a tecnologia criando extensões do humano, pessoas em qualquer lugar poderão comparar a si próprio e o seu modo de vida com o resto do mundo. Elas terão informações nunca vistas sobre como outras pessoas pensam, se comportam e aderem ou desviam dos padrões, tanto em casa como em qualquer sociedade do Planeta. A ideia central dessa concepção sistêmica e unificada da nova vida é a de que seu padrão básico de organização é a rede.

Como alerta o guru brasileiro, Vicente Falconi, o gerenciamento é, por sua natureza, focado nos fins e, portanto, na missão geral de qualquer organização, que é satisfazer necessidades de seres humanos. Nesse contexto, é oportuno perceber que na sociedade em rede, a web é um lugar onde as pessoas se reúnem em torno de assuntos que despertam seu interesse.
O Portogente criou um novo projeto, o Notícias Corporativas. Nossa ideia é criar uma rede social logística de qualidade e com muita informação. Com ele, as empresas podem postar suas notícias diretamente em nosso site, e essas informações serão visíveis para todos que acessam o portal. Para participar do Notícias Corporativas a empresa deve se cadastrar neste link e seguir as instruções.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 06/07/2014

DRAGAGEM NO PORTO DE SANTOS OU A MONTANHA QUE PARIU UM RATO
Publicado em 07/07/2014 as 10:10 AM

A dragagem, no Porto de Santos (SP), não lembra nem o parto da montanha. Se a montanha pariu um rato, a dragagem é uma natimorta. Confiabilidade, continuidade e custo, nessa ordem, são os três pontos que devem balizar um plano de dragagem que garanta acessibilidade aos terminais portuários.
Confiabilidade significa que as profundidades de projeto foram atingidas cabalmente. Continuidade garante que essas profundidades serão mantidas, permitindo, sempre, o acesso de navios ao porto, capazes de atenderem a demanda dos comércios nacional e mundial.

O custo, ora o custo! Será sempre aquele suportável pelos "agentes portuários", sejam eles privados (investidores, terminais, operadores, mercadores, navegadores, enfim todos os que fazem do Porto seu core business) ou governamentais, estes quando visam o desenvolvimento econômico e social do País. Aos “custos” se contrapõem os prejuízos gerados pela não efetivação dos negócios, pelas perdas logísticas, pela ineficiência dos transportes marítimos e operações portuárias e, no nosso caso, pelo malfadado custo Brasil.

Agora, para espanto geral, a dragagem, sendo realizada ou não, é paga pela Navegação à Autoridade Portuária embutida na Tabela I – Utilização da Infraestrutura Portuária. Parece ser esse o “enigma da esfinge” (ou de Brasília), estar nos acostumando a pagar por um serviço que não temos.

Portogente se lança no desafio de debater um modelo de contrato para a dragagem dos portos vinculado à garantia de profundidade para a navegação.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 06/07/2014

BAIXA VISIBILIDADE - NEBLINA IMPEDE TRÁFEGO DE MAIS DE 30 CARGUEIROS NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/07/2014 as 10:10 AM

Mais de 30 cargueiros deixaram de entrar ou sair do cais santista nesta sexta-feira, em razão da baixa visibilidade provocada pela formação de neblina no canal de navegação do Porto de Santos. O nevoeiro causou a interrupção do tráfego de embarcações durante todo o dia. Até a publicação desta reportagem, o trânsito de navios ainda estava interrompido.

Em menos de um mês, é a segunda vez que o Porto de Santos é fechado em virtude da neblina. No dia 12 de junho, o canal foi interditado durante a madrugada, por volta das 2h30. A liberação ocorreu apenas às 9h20.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), a baixa visibilidade foi informada pela Praticagem. Às 11h07, ele tomou a decisão de impedir o tráfego de embarcações.

Durante todo dia, lanchas da Autoridade Marítima trafegaram pelo canal para verificar as condições de visibilidade. Mas, até o período da noite, não haviam condições seguras de navegação no Porto de Santos.

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), entre 13 e 19 horas, 29 navios tinham atracação programada. Agora, o fluxo de navios deverá ser reprogramado após a reabertura do canal.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 04/07/2014

OPERAÇÃO ÁRTICO - MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA GRUPO POR FRAUDE NO PORTO
Publicado em 07/07/2014 as 10:09 AM

Um auditor fiscal que atua no Porto de Santos foi denunciado por corrupção passiva pelo Ministério Público Federal (MPF). Outras cinco pessoas também foram acusadas do pagamento de vantagens indevidas a servidores da Receita Federal. Entre elas, três são despachantes aduaneiros.

Os crimes foram descobertos durante a Operação Ártico, iniciada em 2009 pela Polícia Federal (PF). Ela investigou importações fraudulentas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Espírito Santo e Rondônia.

Além de corrupção passiva, o grupo, formado por seis pessoas, pode ser condenado pela prática dos crimes de cor-rupção ativa e falsificação de documentos. O autor da denúncia é o procurador da República Thiago Lacerda Nobre.

De acordo com o MPF, a ação do grupo ocorreu em julho de 2006, quando o auditor denunciado cobrou o pagamento de R$ 1 mil pela liberação de um carregamento que estava retido no cais santista. A carga era composta por dispositivos de videogame e o motivo da retenção era uma diferença de 38% entre a descrição dos produtos e o peso da mercadoria constatado na balança.

Após o pagamento da propina, o contêiner foi liberado. O crime foi comprovado pela PF a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Além disso, um dos envolvidos confessou o oferecimento ilegal do dinheiro.

No ano seguinte, em fevereiro, um dos despachantes se envolveu novamente com o pagamento de propina. Ele solicitou a um empresário, proprietário de um contêiner, que disponibilizasse US$ 4 mil, que seriam entregues aos auditores da Receita.

A ideia era elaborar a declaração de importação com dados falsos para que os produtos caíssem automaticamente nas mãos dos servidores corrompidos. Assim, eles fariam a liberação da carga.

Os investigadores flagraram diálogos entre o empresário, uma auxiliar e o despachante, em que os três tratavam da fraude. Somente o empresário não foi denunciado porque faleceu no ano passado.

Dois outros despachantes participaram da liberação irregular de carga em março de 2007, quando ofereceram US$ 3 mil para que um auditor liberasse dois carregamentos de bolsas femininas de material sintético.

Os importadores enfrentavam problemas devido ao sistema de checagem dos produtos, mas conseguiram a facilitação do trâmite ao subornar o servidor. Ele também não consta da denúncia porque faleceu ainda em 2007.

Receita Federal

Procurada, a Receita Federal no Porto de Santos ainda não se pronunciou sobre a denúncia.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 04/07/2014

R$ 13,8 MILHÕES - EMPRESA DINAMARQUESA VENCE PREGÃO PARA DRAGAGEM DOS TRECHOS 2, 3 E 4
Publicado em 07/07/2014 as 10:09 AM

A companhia dinamarquesa Rohde Nielsen foi a primeira colocada no pregão eletrônico realizado ontem para escolher a empresa responsável pela dragagem de manutenção nos trechos 2, 3 e 4 (do Entreposto de Pesca até a Alemoa) do Porto de Santos. Em 10 dias, a firma, que cobrou R$ 13,8 milhões pelo serviço, deverá oficializar a proposta à Autoridade Portuária, que, então, poderá declarará-la a vencedora do certame.

Participaram ainda da disputa a holandesa Van Oord, que apresentou a proposta de R$ 21 milhões, e a belga Jan de Nul, com o preço de R$ 22,3 milhões. Caso a primeira colocada não apresente as planilhas de custo, será automaticamente substituída pelas demais interessadas.

O serviço contratado tem como objetivo garantir a profundidade do estuário até que a Secretaria de Portos (SEP) licite a obra.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 04/07/2014

DRAGAGEM - MARINHA ALTERA CALADO DE TRÊS TRECHOS DE CANAL DE NAVEGAÇÃO
Publicado em 07/07/2014 as 10:09 AM

Emergencialmente submetido à dragagem para recuperar a profundidade, o Trecho 1 (da Barra de Santos até ao Entreposto de Pesca) do canal de navegação do Porto de Santos voltou a ter 13,2 metros de calado (distância máxima entre a linha d’água e o fundo da embarcação). A decisão foi tomada ontem pela Marinha do Brasil.

Apesar da conquista da seção inicial do Estuário, o Trecho 2 (do Entreposto de Pesca ao Terminal de Passageiros), perdeu 20 centímetros do calado, segundo o capitão dos portos de São Paulo, capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Gomes. Ou seja, um navio cargueiro movimentará 140 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou 6 mil toneladas a menos durante as operações nos terminais daquela região.

O motivo para que ocorresse a redução é o mesmo que, no último semestre, fez com que a Autoridade Marítima reduzisse o índice a 12,7 metros na Barra de Santos (condicionando o restante do canal): a falta dragagem de manutenção. A quebra do contrato de manutenção e a espera da licitação promovida pela Secretaria de Portos (SEP), retardaram o início dos trabalhos.

A expectativa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é de que o trecho volte a ter 13,2 metros, após o serviço contratado, ontem, também de maneira urgente. “O objetivo é manter a profundidade. Mas só a dragagem de aprofundamento (da SEP) poderá ampliar”, explicou o presidente da estatal, Angelino Caputo.

Ampliação

Parte do calado do Trecho 4 (entre o Armazém 6 e a Alemoa) foi homologado em 12,6 metros, devido à dragagem realizada, a título de doação, pelo Ecoporto Santos e Brasil Terminal Portuário (BTP). “Estamos confiantes de que a Codesp está com firme propósito de levar todo o canal à profundidade compatível ao Trecho 1”, afirmou o presidente da BTP, Henry Robinson.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 04/07/2014

PETROBRAS GASTARÁ US$ 1 BILHÃO PARA DELIMITAR NOVAS ÁREAS
Publicado em 07/02/2014 as 12:29 PM

A Petrobras vai gastar US$ 1 bilhão para perfurar poços e delimitar as reservas recém-contratadas pela União, sem licitação, explicou o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, em entrevista coletiva concedida ontem, terça-feira (1), ao lado da presidente da estatal, Graça Foster. Segundo ele, a partir do conhecimento mais detalhado das quatro áreas do pré-sal da Bacia de Santos - Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi -, a Petrobras conseguirá determinar a reserva com mais precisão. Atualmente, a previsão é de um potencial de reserva de 9,8 bilhões de boe/dia a 15,2 bilhões/boe.

Formigli informou ainda que a estatal precisará de dez plataformas de produção nas quatro áreas. No entanto, se a produção se mostrar mais promissora, novas unidades poderão ser contratadas.

PAGAMENTO - Graça Foster informou que espera que até dezembro do ano que vem a União se decida sobre as condições de pagamento pela Petrobras pelas quatro áreas do pré-sal contratadas diretamente à estatal. Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevê duas possibilidades de pagamento.

A primeira condição estabelece porcentuais de pagamento ao governo de parte dos ganhos, o lucro-óleo previsto no contrato de partilha, à medida que os projetos forem avançando. A segunda condição prevê porcentuais menores que os primeiros de pagamento à União, mas com a antecipação de desembolsos em moeda corrente, no período de 2015 a 2018, antes mesmo que o óleo seja extraído.

Em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o secretário-executivo de Petróleo e Gás da Petrobras, Marco Antônio Almeida, informou que a posição do governo será pela antecipação do pagamento.
Fonte: Jornal do Comercio (PE)
Data : 02/07/2014

CARGA CONTEINERIZADA É DESTAQUE NA MOVIMENTAÇÃO DE MAIO DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/02/2014 as 12:29 PM

As cargas de importação foram o destaque no volume de mercadorias movimentadas durante o mês de maio no Porto de Santos (2,8 milhões t), ficando 4,0% acima da quantidade operada no mesmo período do ano passado (2,7 milhões t). As cargas conteinerizadas ganham destaque nos dois fluxos, mantendo o crescimento verificado ao longo dos últimos anos, que em maio atingiu 4,2%, somando 300 mil teu.

O total de mercadorias movimentadas nos dois fluxos no mês de maio foi de 8,8 milhões t, 10,1% a menos do que o registrado nesse período em 2013, em função da queda de 15,6% nas cargas de exportação.

O fluxo de comércio pelo Porto de Santos totalizou US$ 47,3 bilhões de janeiro a maio, representando 25,0% do total do país (US$ 189,8 bilhões).

As cargas exportadas através de Santos tiveram como principais destinos a China (19,6%), os Estados Unidos (11,4%) e Países Baixos (6,2%). Na importação destacaram-se os volumes procedentes da China (20,1%), Estados Unidos (15,8%) e Alemanha (9,5%).
Fonte:Diário do Litoral
Data : 02/07/2014

ARCO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO É ABERTO AO TRÁFEGO PELA PRESIDENTA E MINISTRO DOS TRANSPORTES
Publicado em 07/02/2014 as 12:29 PM

Ontem, terça-feira(1º/7), a presidenta Dilma Rousseff e o ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos abriram o tráfego no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, em cerimônia realizada pela manhã. O arco interliga as principais rodovias federais do Grande Rio, atravessando a Baixada Fluminense e contornando a cidade do Rio. A obra irá desafogar as vias expressas de entrada e saída do Rio, como a Ponte Rio-Niterói, Avenida Brasil e as linhas Vermelha e Amarela. “Não há dúvida de que o Arco abre oportunidade econômica e social para o Rio de Janeiro e Baixada”, afirmou a presidenta.

O trecho inaugurado do Arco Metropolitano possui 71 quilômetros e liga a BR-040, em Duque de Caxias, até à BR-101 Sul, em Itaguaí, próximo ao porto daquele município. A construção, que integra o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), também é constituída, por 22 quilômetros da BR-116, entre a BR-040 e a localidade de Santa Guilhermina, em Magé; um trecho já duplicado de 26 quilômetros da BR-101 Sul e 25 quilômetros da BR-493 até a BR-101 Norte, em Itaboraí, cuja obra de duplicação já foi contratada.

O ministro Paulo Passos ressatou que “esta obra exigiu investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão, com participação de R$ 1,2 bilhão do governo federal, em uma parceria com o governo do Rio de Janeiro, naquilo que podemos dizer, uma verdadeira parceria de resultados. A partir dele, um conjunto imenso de cidades se beneficiarão com a presença do arco. Devemos destacar a importância do ponto de vista do sistema produtivo, que prevê a ligação com o corredor sudeste, com a possibilidade de atender a região do Vale do Paraíba e conexão direta com o Porto de Itaguaí. A obra terá um efeito igualmente positivo na Avenida Brasil. A Arco irá separar o tráfego de interesse local do tráfego de média e longa distância, o que, sem dúvida nenhuma, irá contribuir para as operações de circulação de veículos e pessoas”.

O ministro dos Transportes enfatizou ainda que o Arco Metropolitano integrará importantes rodovias federais, como a BR-101, a BR-116, a Dutra, a BR-040, Washington Luís, além dos trechos rodoviários das RJs 085, 093 e 111. Economia - Segundo o governo do Rio de Janeiro, também haverá ganhos para a economia do estado, uma vez que o Arco Metropolitano tem atraído novos empreendimentos para a região. As principais cidades beneficiadas pelo Arco Metropolitano foram divididos em três áreas e a primeira concentra Itaguaí, Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica. Já são dois mil empregos gerados com R$ 280 milhões em investimentos anunciados.Já Itaguaí é considerado o principal foco dos grandes investimentos por causa do porto instalado no município.
Fonte: Portal Portos e Navios – Informação - Secretaria de Comunicação da Presidência da República e governo do estado do Rio de Janeiro
Data : 02/07/2014

MAIS DE METADE DA PRODUÇÃO NACIONAL DE PETRÓLEO SAIRÁ DO PRÉ-SAL JÁ EM 2018
Publicado em 07/02/2014 as 12:29 PM

O petróleo da camada pré-sal deve responder por 52% da produção da Petrobras até 2018, previu hoje (1º) a estatal, que comemorou a marca de 500 mil barris de petróleo por dia provenientes do pré-sal. Em 2020, quando a produção for o dobro da atual, 53% devem sair do pré-sal. De acordo com o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, no ano passado, 7% do petróleo da estatal veio do pré-sal, e, em maio deste ano, o patamar subiu para 22%.

"Quando a gente fez as descobertas, muito se falou sobre dificuldades e a inviabilidade técnica do pré-sal. A Petrobras entendeu que tínhamos uma excelente oportunidade", disse Formigli.

Até 2020, a estatal planeja atingir a produção de 4,2 milhões de barris por dia, o que, segundo a presidenta Graça Foster já é uma realidade contratada. Nesse quadro, o pré-sal contribuiria com mais de 2,2 milhões de barris.

A marca dos 100 mil barris por dia foi ultrapassada em 2010, e dobrada em 2012. Em fevereiro de 2013, se chegou a 300 mil barris, e um ano depois, a 400 mil. A velocidade do crescimento foi destacada pela Petrobras, que comparou o período de oito anos com os 31 anos que a companhia levou, desde sua fundação, para atingir uma produção diária de 500 mil barris, dispondo de mais 4,1 mil poços, dos quais só 25 na camada pré-sal.

Formigli explicou que parte desses 500 mil barris tem compensado o declínio de 200 mil barris por ano da produção na Bacia de Campos, o que leva a certa estabilidade na evolução da produção da companhia. Em maio, no entanto, a produção de petróleo da Petrobras cresceu 4,4% sobre o mesmo mês do ano anterior, e a produção conjunta, de petróleo e gás, aumentou 5,3%.

De acordo com a presidenta da empresa, Graça Foster, a produção da Petrobras deve se manter em torno de 4 milhões de barris por dia entre os anos de 2020 e 2030: "É administrar bem a companhia para que ela continue a realizar os investimentos em exploração e produção, termine os investimentos do downstream (refino do petróleo, tratamento do gás natural, transporte e comercialização/distribuição de derivados) e comece a usufruir dessa receita".

Sem especificar quando, a presidenta afirmou que haverá reajuste no preço dos combustíveis, pois "quem tem política de preços é a Petrobras, e não o governo". Graça reconheceu que as ações da companhia estão baixas para o que ela entrega, em termos de produção, mas afirmou que o que pode fazer é cumprir o que promete e anuncia.

"Não há nenhuma dúvida de que as ações sofrem uma pressão bastante grande. Não se justifica que uma companhia que produz 2 milhões de barris de petróleo por dia, que refina 2,2 milhões de barris de petróleo, que entrega gás, atende ao setor de petróleo, tem 100% do mercado e é tao eficiente esteja com suas ações tao desvalorizadas", disse ela, e considerou que esse problema será contornado em uma questão de tempo com o cumprimento das projeções anunciadas.
Fonte: Jornal do Commercio (POA)/Agência Brasil
Data : 02/07/2014

MMX PADECE COM PREÇOS EM BAIXA E CAIXA AJUSTADO
Publicado em 07/02/2014 as 12:29 PM

Uma combinação negativa de fatores contribuiu para a ação da MMX Mineração e Metálicos, empresa ainda controlada por Eike Batista, registar na segunda-feira a maior queda do Ibovespa. O MMXM3 fechou o dia cotado a R$ 2,03, com queda de 6,88%. Do começo do ano até ontem, a ação acumulou queda de 51,67%, segundo o "Valor Data". A mineradora vem tentando achar comprador para seus ativos, mas a queda nos preços do minério de ferro dificulta a operação. A empresa também trabalha com situação apertada de caixa.

Uma fonte disse que a desvalorização da ação, ontem, se relacionou com o difícil momento vivido pela empresa, embora o papel esteja sujeito à volatilidade. "A ação [da MMX] não responde a determinados fundamentos de mercado", afirmou a fonte. O papel da empresa vem renovando as mínimas históricas desde a última semana. Ontem, após abrir com leve queda de 0,9%, a R$ 2,16, as ações chegaram a recuar 5,5% e ampliaram a queda no fim do pregão.

A MMX vem tentando vender os ativos minerais da companhia desde o ano passado. O principal deles é a mina de Serra Azul, no Quadrilatéro Ferrífero de Minas Gerais. O presidente da companhia, Carlos Gonzalez, chegou a mostrar otimismo, em teleconferência, no começo do ano, sobre a possibilidade de fechar acordo com um parceiro ainda no primeiro semestre. Mas a transação é dificultada, no momento, pela situação de mercado do minério de ferro, cujos preços estão em queda este ano.

Embora a MMX esteja vendendo toda a sua produção de minério de ferro no mercado doméstico, a companhia sofre, indiretamente, os efeitos da redução da commodity no mercado internacional por força de uma demanda menor da China, principal consumidor mundial do produto. Além disso, a companhia de Batista tem uma situação muito ajustada de caixa. Ao fim do primeiro trimestre de 2014, a receita líquida da MMX era de R$ 110 milhões. O Valor apurou, porém, que não está nos planos da administração da empresa entrar com um processo de recuperação judicial neste momento.

No primeiro trimestre, a empresa produziu 1,3 milhão de toneladas de minério de ferro, com queda de 10% sobre igual período do ano passado. No passado recente, a empresa chegou a prever uma produção de 29 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, número depois reduzido para 15 milhões de toneladas, o que exigiria investimentos de cerca de US$ 1,4 bilhão. Mas o projeto de expansão da mina de Serra Azul está paralisado enquanto a empresa não encontra um investidor que tenha interesse em desenvolver o projeto.

A perspectiva é que a MMX tenha um ano difícil em 2014, tentando sobreviver nesse cenário que combina a tentativa de chegar a um acordo com um eventual investidor, preços do minério de ferro em queda e caixa ajustado. Mas em 2015, se conseguir se recuperar, a companhia poderá ter uma situação mais confortável se houver uma recuperação dos preços da commodity.

A MMX também poderá se beneficiar da entrada em operação, ainda este ano, do Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), do qual detém 35% do capital. Os restantes 65% foram vendidos, em operação fechada este ano, para a trading Trafigura e para Mubadala, de Abu Dhabi. O Porto Sudeste vai garantir à MMX custo mais competitivo de logística para a exportação de minério de ferro. Ontem, a MMX depende de "janelas" (espaços) que são abertas nos terminais portuários da CSN e da Vale no porto de Itaguaí para conseguir exportar. Essas "janelas" são abertas, normalmente, no segundo semestre de cada ano.

Se não conseguir fechar um acordo com um investidor, a MMX tem outras alternativas na manga. Elas incluem a venda de equipamentos já comprados para a expansão da mina em Minas Gerais. E a venda de ativos, incluindo as minas da empresa em Corumbá (MS) e até mesmo a participação dos restantes 35% que a mineradora tem no porto Sudeste, embora até hoje a empresa não tenha admitido essa hipótese publicamente.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 02/07/2014

TERMINAL DE FERTILIZANTE DE PARANAGUÁ COMEÇA A OPERAR NOVO EQUIPAMENTO
Publicado em 07/02/2014 as 12:28 PM

SÃO PAULO  -  A Fospar, empresa que movimenta fertilizantes pelo berço 200 do porto de Paranaguá (PR) e controlada pela multinacional americana Mosaic, já opera um novo guindaste, ampliando a capacidade de descarga dos produtos importados, segundo comunicado enviado hoje pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

O equipamento foi produzido especialmente para este terminal portuário, com investimento de R$ 14 milhões.

Segundo o gerente de porto da Mosaic Fertilizantes, Ronaldo Sapateiro, esta compra está inserida nos projetos de expansão e investimento da Mosaic no Brasil. “A empresa está investindo US$ 300 milhões em melhorias, revitalizações e novas parcerias pelos próximos cinco anos. O investimento em expansões e melhorias na operação de Paranaguá segue o mesmo princípio, tendo já investido R$ 14 milhões na instalação deste novo guindaste em 2014 e já com outros projetos para ampliação da retroárea”, disse Sapateiro em nota.

O equipamento tem capacidade de içamento de 33,8 toneladas de fertilizantes para um raio de operação de 32 metros, conforme a Fospar. Assim, a Fospar padronizará seus dois guindastes de descarregamento de navios, além de contar com equipamentos especialmente projetados para a operação portuária, com maior segurança em suas operações, conforme a empresa.  

Nos primeiros cinco meses deste ano, a Fospar descarregou 960 mil toneladas de fertilizantes pelo porto de Paranaguá. As principais origens do produto foram Estados Unidos e Canadá. A expectativa, até o fim de 2014, é movimentar cerca de dois milhões de toneladas de fertilizantes.

O porto de Paranaguá é o principal ponto de descarga de fertilizantes no Brasil. No terminal da Fospar atracam de sete a dez navios por mês, sendo que cada embarcação transporta em média 30 mil toneladas de fertilizantes. Em fevereiro deste ano, a Fospar anunciou a chegada do milésimo navio ao seu terminal, diz o comunicado da Appa.
Fonte : Valor Econômico
Data : 01/07/2014

LOGÍSTICA - CRESCE CAPACIDADE DA FOSPAR EM PARANAGUÁ
Publicado em 07/02/2014 as 12:28 PM

Com um novo guindaste, a Fospar, que movimenta fertilizantes pelo berço 200 do porto de Paranaguá (PR) e é controlada pela americana Mosaic, ampliou sua capacidade de descarga dos produtos importados, de acordo com comunicado enviado ontem pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2014

TERMINAL DE GRÃOS GERA DISPUTA NO MARANHÃO
Publicado em 07/02/2014 as 12:24 PM

Por Bettina Barros e Francisco Góes | De São Paulo e do Rio
"Queremos poder escolher o porto que quisermos, o volume vai para onde tem preço", diz Van Buggenhout, da Cargill



Nem começou a operar e o novo Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), construído no Porto de Itaqui, já é alvo de contestação pela Vale e grandes empresas de agronegócios que operam na região.

Em questão está, inicialmente, mais de meio milhão de toneladas de soja que passarão a ser obrigatoriamente embarcadas pelo novo terminal por determinação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o que tem causado "desconforto" entre as tradings, que alegam restrição concorrencial, e na Vale, hoje a única operadora de grãos por Itaqui. Na outra ponta está o consórcio que ganhou a licitação do Tegram e investiu R$ 600 milhões no projeto, que considera que a contestação configuraria um perigoso rompimento de contrato.

A determinação em pauta consta da resolução nº 1914 da Antaq, de dezembro de 2010, que permitiu que a Vale expandisse os armazéns de grãos na área de seu terminal privativo em Ponta da Madeira, em São Luís, para embarque de farelo e soja pelo berço 105, que fica no porto público vizinho de Itaqui.

Ao mesmo tempo, a medida limitou a movimentação da mineradora a 2,4 milhões de toneladas de soja e a 90 mil toneladas de farelo de soja por ano pelo mesmo berço. De acordo com o texto, o volume excedente terá de ser desviado para o Tegram a partir do momento em que ele entrar em operação - o que deverá ocorrer na primeira quinzena de setembro -, salvo quando o novo terminal não conseguir absorver a demanda.

Segundo a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a movimentação de soja por Itaqui fechou 2013 em 2,97 milhões de toneladas e vem crescendo gradativamente, à medida em que a fronteira agrícola se expande para o Norte e novos investimentos em logística são realizados. Se o Tegram já estivesse em operação, isso significaria que quase 600 mil toneladas de soja seriam escoadas pelo consórcio formado por Nova Agri (empresa da P2), CGG Trading, Glencore e Consórcio Crescimento (joint venture da Amaggi e Louis Dreyfus).

"Isso contraria os direitos de usuários de portos públicos. Queremos poder escolher o porto que quisermos, o volume vai para onde tem [melhor] preço. Não cabe essa limitação", disse Clythio Van Buggenhout, diretor de portos da Cargill, que responde por boa parte da soja movimentada no Maranhão.

Cargill, Bunge, Ceagro e Algar, pesos-pesados na comercialização de grãos no país, enviaram em novembro uma solicitação à Antaq para que a agência fizesse uma revisão dos volumes máximos de movimentação de soja e farelo no Maranhão. Em nota, a Bunge afirmou que a resolução implica "condições desiguais e privilegiadas de mercado" aos operadores nos terminais adjacentes. "Em um cenário onde o país possui carência de estrutura portuária e alta demanda para uso dos terminais, a empresa considera pertinente e urgente a revisão desses limites". A VLI, braço logístico da Vale, também confirmou, por meio de e-mail, ter protocolado um pedido de revisão junto ao órgão.

A celeuma criada em torno da resolução 1914 da Antaq é considerada um despropósito "impensável" pelas empresas consorciadas do Tegram: a determinação foi apresentada em audiência pública e constava no edital de licitação do futuro terminal, informação pública a quem pudesse interessar.

"Queremos apenas o que foi combinado, sob pena de quebra de contrato", disse Luiz Claudio Santos, representante do consórcio. "Acreditamos que [a revogação] não vai acontecer, mas vamos buscar nossos direitos", acrescentou ele, sem entrar em detalhes.

A diretoria da Antaq deverá julgar o mérito do processo no próximo dia 17. O diretor-geral da entidade, Mário Povia, preferiu não adiantar a decisão da agência sobre o caso. "A agência vai defender o interesse público", afirmou.



Do ponto de vista jurídico, uma eventual reversão na regra traria mais insegurança ao processo licitatório no país, dizem fontes familiarizadas com a discussão. Além disso, todos os estudos de viabilidade técnica e econômica (EVTE) do negócio foram baseados no redirecionamento de parte da carga da VLI ao Tegram. "Itaqui não teria o Tegram se não houvesse tal atrativo", disse uma fonte, que preferiu não ter seu nome identificado.
Ellen Brissac, diretora interina de desenvolvimento e planejamento da Emap, acredita que a "ajuda" inicial é necessária até que o Tegram atinja seu ponto de equilíbrio. "O projeto precisa de um tempo de maturação. Além do mais, não fazia sentido a Vale ampliar seus armazéns para grãos quando um novo terminal estava sendo concebido pelo Estado", disse ela, por telefone, ao Valor. "Foi um processo público por meio de licitação, com regras definidas no edital e aprovação tanto pela agência reguladora quanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU)".

De acordo com ela, o berço 105 movimenta quase 5 milhões de toneladas por ano, entre ferro-gusa, cobre, soja em grão e farelo. "O desvio de 500 mil toneladas não é um valor tão grande para a Vale, sobretudo quando há previsão de elevação nos embarques de cobre da companhia. Mas para o Tegram haveria um impacto significativo no escalonamento de grãos".

Se a restrição imposta pela resolução 1914 cair, o limite de movimentação pelo berço 105, operado pela VLI, será definido pela capacidade do próprio terminal em termos de embarque. Isso significa que o volume movimentado poderia, em tese, ser ainda maior. "Como resultado, poderia haver uma redução nos volumes projetados de movimentação de soja no Tegram. Se confirmada, essa situação alteraria as condições contratuais do Tegram, já que as empresas que entraram na licitação para construir e operar o terminal o fizeram com base nos riscos de um determinado cenário", afirmou outra fonte.

Para as tradings, a obrigação reduz a margem de manobra nas negociações para o preço do frete. "Não somos contrários ao Tegram, mas as negociações com eles seriam muito melhores se não houvesse a obrigatoriedade. Com a limitação, pode haver algum prejuízo", disse Buggenhout, da Cargill. "Nós somos só usuários do porto".

Povia, da Antaq, disse que a resolução foi publicada em um momento em que havia restrições para que terminais privativos criassem estruturas para movimentar carga de terceiros. A nova Lei dos Portos, de 2013, acabou com as restrições. "Foi nesse contexto que a Vale foi autorizada pela Antaq a construir armazéns em Ponta da Madeira para movimentar soja e farelo. Mas, como havia a perspectiva de licitação do Tegram, a agência impôs a restrição de volume como forma de manter a competitividade futura do novo projeto".

O Tegram deverá suprir a demanda de produtores de grãos dos Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e do nordeste do Mato Grosso. O empreendimento é composto por quatro armazéns graneleiros com capacidade estática de 125 mil toneladas cada - um para cada empresa consorciada. O primeiro armazém deverá ser inaugurado em setembro e os demais até o final de 2014. Na primeira fase, o terminal terá capacidade de movimentar 5 milhões de toneladas por ano, e até 2019 deverá chegar a 10 milhões.

Para alguns players do mercado, o que está em discussão é, na verdade, uma briga de foice entre as tradings pela participação de mercado no escoamento da soja pelo Norte, que começa no campo e termina no navio. "O porto", afirmaram, "é só a porta de entrada para nova concorrência na região".
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2014

ESTÍMULO À PRODUÇÃO NO 'MAPITOBA'
Publicado em 07/02/2014 as 12:24 PM

Os investimentos em novos canais de escoamento de grãos para o exterior deverão alavancar a produção no Centro-Norte do país. O novo terminal de grãos no Porto de Itaqui, no Maranhão, terá impacto direto em sua área de influência - Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia ("Mapitoba") e no nordeste de Mato Grosso.

Segundo André Debastiani, sócio-analista da Agroconsult, a área total destinada à soja hoje no "Mapitoba" é de 3,5 milhões de hectares. Considerando um cenário internacional positivo e os investimentos em logística previstos para a região - portos, ferrovias, mais opções de armazenamento -, há um potencial de se atingir entre 5,5 milhões e 6,5 milhões de hectares plantados com soja no período de dez anos contados a partir da safra passada. "Com isso, a expectativa é que o porto de Itaqui se torne bastante competitivo, movimentando cerca de 14 milhões de toneladas de soja por ano".

Para atingir esse patamar, porém, ele diz que será necessário contar com a soja do leste de Mato Grosso. "'Mapitoba', sozinho, não bastará para Itaqui. Tem que pensar maior", afirma Debastiani. Isso porque a base de plantio na região é baixa. No Piauí, por exemplo, a área plantada com soja foi de 630 mil hectares em 2013/14, e a colheita rendeu 1,7 milhão de toneladas. Em Mato Grosso, foram 8,6 milhões de hectares e 27,4 milhões de toneladas. "Há também um crescimento limitado no Mapitoba, por razões de chuva e solo. Já o potencial de expansão em Mato Grosso é maior", acrescenta ele.

Nas estimativas da consultoria, as regiões norte e nordeste do Mato Grosso deverão atingir 13,6 milhões de hectares com soja em uma década. "Sem os novos canais logísticos, a gente não chegaria a esses números", afirma o analista.

"O avanço da agricultura sempre veio antes da logística. O que nós estamos vendo hoje é uma inversão, com a chegada de novos corredores, hidrovias, que acabam mudando essa dinâmica. A logística está impulsionando a agricultura", observa.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2014

OPOSIÇÃO EM PERNAMBUCO DESAFIA DISCURSO DE SUSTENTABILIDADE DE CAMPOS
Publicado em 07/02/2014 as 12:24 PM

Depois de governar Pernambuco quase sem oposição durante sete anos e três meses, o presidenciável Eduardo Campos vê crescer em seu quintal um movimento que o desafia a legitimar não apenas o discurso do desenvolvimento sustentável que ele - ao lado da ex-senadora Marina Silva (PSB) - diz representar, mas também a unidade de seu grupo político.

A ocupação, na segunda-feira, do hall de entrada da Prefeitura do Recife é o capítulo mais recente das dores de cabeça que o grupo Direitos Urbanos vem causando no ex-governador. Um acampamento permanente de manifestantes em sua porta era tudo o que o PSB não queria em seu ano eleitoral mais importante.

Aglutinado pelas redes sociais, o Direitos Urbanos se notabilizou como a principal voz crítica ao governo de Pernambuco nos dois últimos anos da gestão Campos. Formado majoritariamente por advogados, professores e estudantes universitários, o grupo questiona a viabilidade urbanística e ambiental de empreendimentos em curso na capital pernambucana. O principal alvo é o projeto Novo Recife, que prevê a construção de 12 torres de 40 andares na região do Cais José Estelita, no centro da cidade.

Orçado em R$ 800 milhões, o projeto Novo Recife pertence a três tradicionais grupos empresariais de Pernambuco: Queiroz Galvão, Moura Dubeux e GL Empreendimentos. Todos contribuíram financeiramente com o PSB nas eleições municipais de 2012, quando o partido tirou o PT da Prefeitura do Recife após três mandatos consecutivos.

De acordo com as prestações de contas oficiais, a Queiroz Galvão doou R$ 300 mil para a campanha do atual prefeito, Geraldo Julio (PSB), e outros R$ 4 milhões para o comando nacional do PSB. O partido também recebeu R$ 500 mil da Moura Dubeux e outros R$ 500 mil do empresário Gerson Lucena, dono da GL Empreendimentos.

Com atuação nacional, a Queiroz Galvão também fez doações relevantes para outros partidos. Já a Moura Dubeux concentrou as contribuições no PSB, com exceção de uma doação de R$ 50 mil para o diretório nacional do PSDB. Já Gerson Lucena doou R$ 150 mil para o diretório nacional do PT.

O terreno onde se pretende erguer o empreendimento pertencia ao governo federal e foi comprado pelos empreiteiros em leilão realizado em 2008. Nas poucas vezes em que falou sobre o assunto, Campos se limitou a responsabilizar o governo petista, responsável pela venda da área. Evitou, entretanto, abordar o mérito do projeto, que é a razão de ser do #OcupeEstelita, movimento surgido dentro dos Direitos Urbanos a partir dos questionamentos ao caráter supostamente excludente da obra, contestada na Justiça e atualmente embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Descaracterização do centro histórico e impacto sobre a mobilidade urbana estão entre os principais pontos contestados pelo #OcupeEstelita, que ao lado do Ministério Público de Pernambuco também questiona a legalidade do leilão de venda do terreno e a inclusão do projeto no Plano Diretor do município. Todo o processo de aprovação ocorreu durante a gestão do PT na prefeitura.

Grupo de advogados, professores e estudantes questiona viabilidade urbanística e ambiental de empreendimentos

O consórcio de empreiteiras garante que toda a documentação está regularizada. Os investidores são representados judicialmente pelo escritório Norões, Azevedo e Advogados Associados, que tem entre os sócios o procurador-geral do Estado de Pernambuco, Thiago Norões Arraes de Alencar, primo de Campos. Ao Valor, ele informou que está licenciado do escritório desde que foi nomeado e disse não se sentir desconfortável com a situação.

Ciente da polêmica em torno do projeto Novo Recife, o prefeito, ao assumir, convenceu os investidores a dobrar o valor das contrapartidas do empreendimento, que prevê a construção de um parque público e de outras obras mitigadoras. Mas os manifestantes acusam Geraldo Julio de não ter aberto a discussão sobre as melhorias solicitadas.

Pressionado após a ocupação do terreno, o prefeito assumiu a mediação das negociações entre manifestantes, Ministério Público e empreiteiras. O diálogo, no entanto, acabou na madrugada do dia 17 (data do jogo entre Brasil e México na Copa do Mundo), quando o Batalhão de Choque da Polícia Militar usou bombas de gás e balas de borracha na reintegração de posse do terreno.

Na esteira da Copa do Mundo, que trouxe consigo jornalistas estrangeiros ansiosos por manifestações no Brasil, o #OcupeEstelita ganhou repercussão nacional e internacional, com menções em veículos como Al Jazeera, "Los Angeles Times" e "El País". A ação violenta também reforçou os já existentes focos de intransigência dos manifestantes, tornando um acordo ainda mais distante.

Entre os que correram da polícia no dia da desocupação estava Sérgio Xavier, que foi secretário de Meio Ambiente na gestão Campos e é a principal liderança do Rede Sustentabilidade em Pernambuco. "Minha avaliação é de que houve um erro muito grande. Eu mesmo, como ex-secretário, tentei falar com um policial, mas tive que me afastar pra evitar o pior", confidenciou ao Valor.

No mesmo dia, Marina Silva condenou a ação policial por meio de sua conta em uma rede social. "A ação violenta da polícia é inaceitável, desnecessária e está em desacordo com todo o processo que vinha sendo construído nas últimas semanas", disse a candidata a vice-presidente, que mencionou que muitos militantes do Rede integram o #OcupeEstelita.

A operação policial escancarou uma crise no PSB de Pernambuco. Responsável pelo envio do Batalhão de Choque, o sucessor de Campos, João Lyra (PSB), foi criticado publicamente pelo prefeito, que tinha se comprometido a avisar os ativistas com antecedência em caso de reintegração do terreno. Na nota em que criticou a ação policial, Geraldo Julio disse não ter sido informado previamente sobre a ação.

No entanto, uma pessoa do círculo íntimo de Campos garantiu que o prefeito fora avisado da ação pelo procurador-geral. Ao Valor, Norões negou ter sido ele o mensageiro, mas disse ter a informação de que o prefeito soube previamente da ordem para desocupação. Procurada, a assessoria de imprensa de Geraldo Julio reiterou a posição de que o prefeito foi surpreendido com a ação policial.

Recentemente, o ex-presidente do PSB em Pernambuco Milton Coelho assumiu uma defesa enfática do #OcupeEstelita, com críticas severas ao projeto Novo Recife e à especulação imobiliária na cidade. A posição do dirigente, que participa da coordenação da campanha presidencial de Campos, foi vista com desconfiança pelo movimento e com ironias pelos investidores.

Manifestantes acusam o prefeito Geraldo Julio de não ter aberto a discussão sobre as melhorias solicitadas

Sob condição de anonimato, um representante das construtoras acusou a mudança de postura do PSB. "O pessoal ficou com pavor de que esse tipo de movimento pudesse atingi-los em pleno ano de campanha presidencial. Todos conhecem o modelo de gestão do PSB em Pernambuco, que sempre teve boa relação com os grandes construtores locais. Agora querem se afastar da encrenca", disse a fonte.

Já o professor universitário Leonardo Cisneiros, um dos principais porta-vozes do #OcupeEstelita, disse que os apoios são bem vindos, desde que acompanhados de ações e não apenas de palavras. "Nossa oposição é às ações sistemáticas e não ao PSB em si. Contra uma política de aversão à participação popular, de muita dificuldade de diálogo", reclamou.

Após muito barulho, o Direitos Urbanos conseguiu engavetar um projeto, defendido por Campos, de construção de viadutos sobre uma das principais avenidas do Recife. O grupo também aponta falta de licenciamento ambiental na dragagem do rio Capibaribe e critica o passivo social resultante do grande crescimento do porto de Suape, no sul do Estado. "Dizer que Eduardo Campos é sustentável é uma piada", ironiza Cisneiros.

Homem de confiança de Campos, Milton Coelho critica as empreiteiras donas do Novo Recife, que segundo ele "buscam dinheiro nos bancos públicos para fazer projetos 'tipo Miami', que não representam nada de estruturador para a cidade". Ao Valor, ele esclareceu que não fala em nome do PSB, mas garantiu que muitas de suas posições são muito parecidas com o que Campos pensa sobre o assunto.

O presidenciável evita o tema. Questionado após a ação da polícia de Pernambuco - que obteve o melhor desempenho do país em redução dos índices de violência nos últimos anos -, Campos foi sucinto. "A questão que está posta não é simplesmente a da reintegração, que o governo deve apurar os atos de violência, se eles ocorreram, no cumprimento de uma ordem judicial. Mas a questão central é a da busca de construir uma cidade mais humana, uma cidade com planejamento e o olhar da cidadania", disse em uma entrevista.

A aliados, o presidenciável tem dito que não quer se envolver demais no imbróglio, pois entende que qualquer possibilidade de aproximação com o movimento é "causa perdida". No último carnaval, integrantes do Direitos Urbanos se fantasiaram de prédios e perseguiram Campos, bloqueando sua caminhada. O nome do bloco resume a visão do grupo sobre a verticalização da cidade: "Empatando Sua Vista".
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2014

MÚLTIS BRASILEIRAS EMPREGAM, MAS FUTURO É INCERTO
Publicado em 07/02/2014 as 12:23 PM

Por Francisco Góes | De Nacala-à-Velha (Moçambique)



Francisco Góes/Valor / Francisco Góes/ValorUsseme Essemela, trabalhador da OAS nas obras da Vale em Nacala-à-Velha



O moçambicano Usseme Essemela, 48 anos, pai de 17 filhos, viu sua vida melhorar ao ser contratado para as obras que a brasileira OAS faz para a Vale em Nacala-à-Velha, Província de Nampula, no norte do país. Muçulmano, Essemela conseguiu construir duas casas de alvenaria, uma para cada mulher, com o salário de chefe de uma equipe de corte e dobra de ferro. Ele soube da vaga de emprego pelo rádio, apresentou os documentos e foi selecionado em novembro de 2012. Mas o futuro de Essemela parece incerto.

"Não sei o que vai acontecer depois que a obra for concluída. Por enquanto, o que sei é que a OAS e a Vale estão ajudando os moçambicanos que não tinham emprego, como eu, que estava sentado em casa há um tempo", disse Essemela. Até o fim deste ano a OAS deve concluir as obras que faz para a Vale na região de Nacala-à-Velha, que incluem trecho de ferrovia e a parte terrestre de um terminal portuário. E haverá, como resultado, desmobilização de mão de obra.

A história de Essemela mostra como os projetos do setor extrativo trouxeram esperança de geração de renda e de emprego para os moçambicanos. Empresas globais como Vale e Rio Tinto desenvolvem a exploração de grandes reservas de carvão na Província de Tete. A Vale constrói ampla infraestrutura logística, incluindo ferrovia e porto, para escoar a produção de carvão de Tete. Esses projetos demandam milhares de trabalhadores na fase de implantação, mas um número bem menor de funcionários na operação. Moçambique aposta ainda na exploração de gás natural na bacia do Rovuma, no norte, perto da Tanzânia, em projetos nos quais estão envolvidas grandes petroleiras como a americana Anadarko e a italiana Eni.

O governo prevê que esses recursos naturais poderão colocar Moçambique em outro patamar de desenvolvimento. "Vamos ter ganhos e pensamos que em 10 ou 20 anos Moçambique será um país diferente usando receitas da mineração para desenvolver o país e investindo em infraestrutura e energia", disse Eduardo Alexandre, diretor nacional de minas do Ministério dos Recursos Minerais.

Mas na sociedade civil há dúvidas se esse potencial poderá se transformar em melhoria de vida para os moçambicanos. "As receitas do setor extrativo ainda não trazem tudo aquilo que têm potencial de trazer", disse Fátima Mimbire, pesquisadora do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não governamental com sede em Maputo. Fátima cita o caso do primeiro projeto de gás natural de Moçambique, os campos de Pande-Temane, na Província de Inhambane, explorados pela empresa sul-africana Sasol.

O gás nessa região foi descoberto nos anos de 1960, mas só na década de 1990 a produção comercial tornou-se uma opção. Fátima diz que ao longo dos primeiros oito anos o projeto gerou para o Estado moçambicano receitas bem inferiores às previstas. Caso semelhante é o da fabricante de alumina Mozal que, apesar do alto investimento, gera relativamente poucos empregos, disse Hipólito Hamela, assessor econômico da Confederação das Associações Econômicas de Moçambique (CTA).

A CTA foi criada com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios em Moçambique, país cuja história recente, após a independência de Portugal em 1975, esteve muito ligado ao socialismo, à intervenção do Estado na economia, incluindo a regulação de preços. "De 1997 a 2007 fomos bem-sucedidos [na CTA] em criar condições legais para fazer o empresariado florescer em Moçambique. Mas, a partir de então, começaram novos desafios e a velocidade das reformas diminuiu", disse Hamela.

Ele avalia que o ambiente de negócios no país tem que melhorar para setores com mão de obra intensiva e para micro, pequenas e médias empresas em geral. Afirma que a legislação trabalhista, relativamente nova, não tem sido suficientemente competitiva para atrair investimentos em setores intensivos em mão de obra como o de confecções. "Houve uma tentativa de investidores das Ilhas Maurício de se instalar em Moçambique na área de confecções, mas terminaram desistindo", afirmou.

Hamela questiona se a exploração de recursos minerais será suficiente para permitir um maior desenvolvimento do país. "Nós pedimos ao governo que não reduza o ritmo com o qual temos estado a fazer as reformas pela impressão de que o país está bem e, por isso, recebe um nível de investimento elevado", disse Hamela. Segundo ele, há três requisitos para atrair investimentos: a presença de recursos naturais, a garantia de grandes mercados consumidores para os produtos do país e a estabilidade política. Mas há outros fatores que também contam, como a existência de um sistema judicial forte, a redução dos custos de transação e o combate à corrupção.

Dados do "Doing Business", publicação da International Finance Corporation (IFC) e do Banco Mundial (Bird), mostram que Moçambique ocupa a 139ª posição em uma lista de 185 países quando se analisa o impacto de regulamentações sobre a atividade empresarial. "Outras melhorias no clima de investimento, infraestrutura e capacidade de construção seriam essenciais para atrair mais negócios sustentáveis e investimentos para Moçambique, bem como permitir aos moçambicanos se beneficiarem do desenvolvimento econômico que irá ocorrer [no país]", disse a IFC ao Valor.

Otávio Pereira de Magalhães, superintendente da OAS em Moçambique, disse que as obras da empresa representaram oportunidade de formação de mão de obra para 3.000 pessoas. "As pessoas saem do aspecto tribal-extrativista para se tornarem profissionais de mercado", disse Magalhães. Ele afirmou que trabalhadores treinados podem se mudar para outras cidades do país em busca de novas oportunidades. Um destino promissor pode ser a Província de Cabo Delgado, no norte, onde serão desenvolvidos os campos de gás em alto-mar da bacia do Rovuma, os quais exigirão infraestrutura logística, como terminais portuários, para escoamento.

Apesar das incertezas, Essemela mantém o otimismo. Disse que ganhou experiência profissional e dois dos 17 filhos estão sendo treinados pela OAS. O primogênito, de 32 anos, decidiu trabalhar como policial em Nampula, uma das maiores cidades moçambicanas depois de Maputo. O caçula de Essemela tem 4 anos, o que significa que o pai ainda vai precisar trabalhar por um bom tempo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/07/2014

INDÚSTRIA BRASILEIRA ACUMULA PERDA DE 4,5% EM OITO MESES
Publicado em 07/02/2014 as 12:23 PM

Fraco desempenho do setor de automóveis é a principal influência
POR LUCIANNE CARNEIRO

RIO – A produção industrial brasileira acumula perda de 4,5% desde outubro do ano passado, apontam os dados do IBGE. Foi nesse mês que iniciou o período mais marcado de quedas da indústria, segundo o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo:

— No conjunto, esse comportamento da redução da atividade industrial não é só de maio nem só dos últimos três meses. Após o soluço de agosto e setembro, há um comportamento de queda bem marcado na indústria. Nesses últimos oito meses o saldo da indústria está negativo como um todo em 4,5%.

A indústria se encontrava, em maio, em patamar 5,5% abaixo de seu pico de produção, atingido em maio de 2011. Em maio, a indústria recuou 0,6% frente a abril, na terceira queda seguida.

A maior influência para o desempenho da indústria tem sido o setor de veículos automotores, embora haja disseminação de taxas negativas em diferentes setores de atividade. A produção do segmento caiu 3,9% em maio, após recuo de 0,7% em abril e 6,5% em março, considerando a comparação com o mês anterior.

— O setor de veículos automotores exerce a principal influência negativa não só pela magnitude do recuo, como pelo peso na indústria. Mas há um predomínio de taxas negativas — disse Macedo.

Redução de exportações, com destaque para Argentina, e demanda interna mais fraca, com efeito de crédito mais caro e comprometimento da renda das famílias, são alguns dos fatores que contribuem para esse cenário, segundo ele. Macedo reconhece também que pode haver um certo esgotamento da demanda.

O recuo de veículos automotores afeta a produção de bens de consumo duráveis e de bens de capital. Em bens de consumo duráveis, a produção tem sido afetada por automóveis e também pela redução no ritmo de alta de eletrodomésticos. O crescimento, que tinha sido de 23,8% entre janeiro e março, passou a 17,4% entre janeiro e maio.

Esse segmento vinha sendo sustentado principalmente pela linha marrom, com alta por causa das televisões sendo produzidas para a Copa do Mundo, mas passou a mostrar arrefecimento em maio. O produto responde por 85% da linha marrom. A taxa de crescimento da linha marrom em maio foi de 9,8%, frente a maio do ano passado, após taxas de 20,9% em abril e 41,9% em março.

Já o segmento de móveis – que teve prorrogação na alíquota reduzida do IPI – caiu 9,1% em maio, 14,4% em abril e 10,9% em março, sempre na comparação com igual mês do ano anterior.

— Embora tenha ainda redução de IPI e o programa Minha Casa Melhor, isso não vem surtindo muito efeito para o setor (de móveis) ou é muito menor que no passado. Há predominância de resultados negativos — afirmou.

IMPACTO DA GREVE NO IBGE É PEQUENO

Segundo André Macedo, a greve dos funcionários do IBGE tem algum impacto no processo de trabalho, mas a pesquisa da indústria tem um componente diferente, já que os questionários são respondidos por via eletrônica pela maioria das empresas. Assim, a falta de informações está dentro da média histórica, entre 3% e 4%.

— Claro que todo movimento de greve tem impacto no processo de trabalho, mas nada que tenha impedido fazer a divulgação com a qualidade que a gente sempre divulgou.
Fonte : O Globo
Data : 02/07/2014

BARBOSA: STF NÃO É LUGAR PARA DEFENDER GRUPOS
Publicado em 07/02/2014 as 12:22 PM




“Saio com a alma leve, e, o que é fundamental, com o sentimento de cumprimento de dever”
-----
“A prática do Direto no Brasil está se tornando um vale-tudo. O sujeito perde nos argumentos e quer levar no grito”

Joaquim Barbosa
Em sua despedida como ministro do STF
  
No último dia como presidente do Supremo tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que ontem pediu aposentadoria, afirmou que oJudiciário não pode ser usado para fins partidários. Fugindo ao protocolo, Barbosa sequer deu oportunidade aos colegas de fazerem a despedida formal e deixou o plenário antes do fim da sessão. Se não fez discurso no tribunal, abriu o verbo do lado de fora. Em entrevista, criticou os advogados dos mensaleiros e avisou que o STF não é lugar para quem quer defender grupos. Também se mostrou aliviado e disse que sai da Corte com a alma leve e o sentimento de dever cumprido:

- Aqui (no STF) não é lugar para pessoas que chegam com vínculos a determinados grupos. Não é lugar para privilegiar determinadas orientações – afirmou. -Essa visão, aquilo que falei da constante quebra de braço, da tentativa de utilização da jurisdição para fins partidários, de fortalecimento de grupos, de certas corporações, isso é extremamente nocivo, em primeiro lugar, à credibilidade do tribunal, e também à institucionalidade do nosso país.

Barbosa disse que o embate há três semanas com o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende José Genoino, foi o momento mais chocante de seus 11 anos na Corte, e afirmou que alguns buscam transformar a prática do Direito em vale-tudo.

- Com relação a agressões de advogados à minha pessoa e à figura do Supremo tribunal Federal, foi a coisa mais chocante durante estes 11 anos que passei aqui. Na verdade, o que se tem é que a prática do Direito no Brasil está se tornando um vale-tudo, uma constante quebra de braço, o sujeito perde nos argumentos e quer levar no grito, agredir, desmoralizar a autoridade – afirmou. – No momento em que há conivência, complacência, dentro do Judiciário, com esse abuso cometido por certas pessoas, todo o edifício democrático rui.

A aposentadoria de Barbosa dependerá ainda de trâmites burocráticos no Executivo, que começam pelo Ministério da Justiça. Ele espera que tudo esteja concluído até o fim de julho, mês em que o Judiciário estará de recesso:

- Saio tranquilo, com a alma leve, e, o que é fundamental, com o sentimento de cumprimento de dever.

Perguntado se não houve muita turbulência na sua passagem pelo tribunal, reagiu:

- O período foi turbulento só para a imprensa. Para mim, nem um pouco.

O presidente do STF disse que não partirá para uma carreira política e afirmou não ter interesse na política do dia a dia:

- A partir do dia que for publicado o decreto da minha aposentadoria, exoneração, serei um cidadão como outro qualquer, absolutamente livre para tomar as posições que entender adequadas e apropriadas, e no momento devido. Aqueles que acompanham a minha atuação aqui há anos saberão com certeza o que vou fazer e o que evitarei fazer.

Barbosa falou ainda sobre as qualidades que deseja ver em seu substituto. Fazendo a ressalva de que não buscava dar conselhos à presidente Dilma Rousseff, a quem cabe a escolha, disse que é preciso ser um estadista e ter um bom caráter.

Barbosa afirmou que espera levar uma vida normal.

- Poder caminhar livremente pelas ruas, entrar em um bar com amigos na maior tranquilidade.

Questionado se sua alta popularidade não incentivaria uma carreira política, minimizou:

- Pode ser uma mera impressão momentânea. Conheço bem o povo brasileiro e sei o quanto ele é, às vezes, mutante, cambiável.

No seu último dia como presidente, evitou despedida formal, fez apenas uma referência de que estava deixando a Corte e saiu da sessão antes de seu término – e sem apresentar um balanço de seus feitos no cargo, uma praxe nessas ocasiões. Os colegas, surpreendidos, sequer puderam se manifestar sobre sua saída. Enquanto ocorria a sessão, o ministro deu entrevista do lado de fora do prédio.

- Sou Low profile . Não gosto de homenagens – explicou.

Marco Aurélio critica Barbosa>

Ainda no plenário, mas já na ausência de Barbosa, o ministro Marco Aurélio Mello, que protagonizou alguns bate-bocas com o presidente do STF, dirigiu-se ao colega Ricardo Lewandowski, que passará a presidir a Corte. Marco Aurélio disse ser necessário resgatar a liturgia do cargo, numa crítica à condução de Barbosa.

- Vossa Excelência vai assumir a presidência do Poder Judiciário. Estamos numa quadra em que precisamos resgatar os valores quanto a essa mesma chefia – afirmou Marco Aurélio.

Após a sessão, Marco Aurélio subiu o tom:

- O resgate da liturgia precisa ser observada. As instituições crescem quando nós proclamamos valores, quando observamos a necessidade de manter o alto nível. Precisamos voltar ao padrão anterior, que não é só da Fifa, mas que deve ser também o das instituições brasileiras. E esse padrão ficou arranhado na última gestão.

Após o fim da sessão, o ministro Luiz Fux deu um rápido depoimento sobre o amigo:

- O ministro Joaquim Barbosa fez muito pela magistratura, guardando três características muito importantes que se exigem: a nobreza de caráter, sua elevação moral e sua independência olímpica. Quero deixar consignado isso, não apenas como ministro que fui presidido por ele, mas como alguém que tem um apreço pessoal por ele.

Outros ministros elogiaram a atuação de Barbosa à frente do tribunal e associaram sua passagem pela Corte à relatoria do processo do mensalão.

- O ministro Joaquim Barbosa se tornou um bom símbolo contra o status quo, contra a improbidade. O Brasil estava precisando de bons símbolos – disse Roberto Barroso.

Gilmar Mendes também elogiou o papel de Barbosa no processo:

- Foi um julgamento muito difícil, muito tumultuado. Por causa dessa confusão, dessa pressão externa, tentativas para não ouvir, embargos infringentes… Tivemos dois colegas (Ayres Britto e Cezar Peluso) que foram tirados do julgamento. Tudo contribuiu para certa agitação, assim como o temperamento do ministro Joaquim Barbosa – disse Gilmar.
Fonte : O Globo
Data : 02/07/2014

PRÉ-SAL - RECORDE ALCANÇADO EM 24 DE JUNHO
Publicado em 07/02/2014 as 12:22 PM

A Petrobras anunciou ontem o recorde na produção de petróleo em áreas do pré-sal, que atingiu 520 mil barris diários no último dia 24 de junho.De acordo coma Petrobras, a marca foi alcançada com a perfuração em 25 poços nas bacias de Campos e Santos. Cerca de 406 mil barris representam produção própria da Petrobras, ou 78% do volume produzido naquele dia. O restante foi obtido por outras empresas que operam nas áreas do pré-sal.

Com o resultado, o volume do pré-sal passa a representar 22% do total produzido pela Petrobras. A meta da empresa é passar a 52% em 2018, com o volume de 3,2 milhões de barris por dia. Segundo a empresa, o resultado será possível com a entrada em operação de 19 unidades de produção, sendo duas plataformas ainda este ano. Atualmente, são nove plataformas produzindo no pré-sal.

O pré-sal foi descoberto em 2006.No período, a Petrobras contabiliza uma produção acumulada de 360 milhões de barris de óleo equivalente produzidos em áreas do pré-sal.

Iara
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, destacou os “excelentes resultados” dos primeiros testes de longa duração na área de Iara, na Bacia de Santos.De acordo  com o diretor, no último dia 21 os testes foram iniciados com resultado de 29 mil barris  produzidos.

“É mais uma área com bastante potencial que se junta às outras acumulações do pré-sal”, afirmou
Formigli. “Ter conseguido marca tão expressiva em um intervalo de tempo curto é algo para comemorar”, afirmou.

O resultado na área de Iara foi obtido com a perfuração no bloco BM-S-11, a cerca de 300 quilômetros da costa, na área da Bacia de Santos. Segundo Formigli, o resultado foi obtido pela plataforma itinerante que realiza diversos testes na região do pré-sal. Além dela, outras nove unidades estão em produção.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 02/07/2014

PETRÓLEO E GÁS - APÓS ESTAGNAÇÃO,PRODUÇÃO DA PETROBRAS VOLTA A CRESCER
Publicado em 07/02/2014 as 12:21 PM

Crescimento foi de 5,3% em maio, passando para 2,387 milhões de barris de óleo equivalente por dia. No pré-sal, comemoração pela marca de 520 mil barris por dia
DA AGÊNCIA ESTADO

Adiretoria da Petrobras aproveitou ontem uma cerimônia com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, para reforçar uma agenda positiva para a estatal. Graça Foster, presidente da petroleira, anunciou um aumento na produção de petróleo e gás natural em maio depois de um período de estagnação. Comparado a igual mês do ano passado, o crescimento foi de 5,3%. A produção passou de 2,267 milhões de barris de óleo equivalente por dia para 2,387 milhões de barris/dia. Frente ao mês anterior, a alta foi de 2,2%.

O anúncio ocorreu em evento de comemoração pela marca de 520 mil barris por dia de produção de petróleo atingida exclusivamente no pré-sal, exatamente uma semana após a divulgação ao mercado de que a Petrobras seria contratada diretamente pela União, sem que fosse promovida licitação, para operar quatro áreas no pré-sal da Bacia de Santos – Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. O mercado financeiro reagiu mal ao contrato, por considerar que a Petrobras não teria caixa suficiente para dar conta dos investimentos.

Graça Foster, no entanto, voltou a defender a contratação direta da estatal pelo governo para a produção dos volumes excedentes da cessão onerosa do pré-sal. Segundo a executiva, a produção representa “a materialidade do planejamento estratégico da empresa”. “Estamos colocando planejamento estratégico em marcha, em ritmo. Estamos dando materialidade ao nosso plano estratégico”, afirmou.

A executiva também ressaltou que não há previsão para nova capitalização da empresa até 2030, “mantidas as premissas do Plano de Negócio e Gestão”. “Não há impacto material para os indicadores de financiabilidade nesse período e no período seguinte porque nossa produção aumenta”, reforçou. Segundo Graça, o tema foi aprovado no conselho de administração pela diretriz de “produzir em média 4 bilhões por dia, sob titularidade da Petrobras, adquirindo o direito de exploração de áreas, tanto no Brasil quanto no exterior”.

Graça informou ainda que o reajuste dos combustíveis continua no radar da estatal, mas disse também que não antecipará a data de quando isso ocorrerá, o que poderia atrapalhar o desempenho das ações da companhia, segundo ela.

Na mesma solenidade, a presidente Dilma Rousseff usou o seu discurso para exaltar o papel da Petrobras. “Estamos comemorando um recorde, um  novo marco vivido no ciclo da Petrobras”, disse. Segundo a presidente, nos últimos dez anos, e também em todas as projeções de futuro, o desempenho da Petrobras é positivo. “São nítidos bons resultados, solidez e perspectivas cada vez maiores da Petrobras”, afirmou.

A presidente disse ainda que as conquistas e os avanços estratégicos da empresa “só podem ser entendidos quando vistos da perspectiva de médio e longo prazos”. Sem citar o caso da compra da refinaria de Pasadena pela estatal, Dilma afirmou que “não será um ou outro fato isolado” que vai abalar a credibilidade e a imagem da empresa.

Segundo a presidente, mesmo que baseado em dados tecnicamente sólidos, questões falsas foram levantadas contra a Petrobras. “Mas, em apenas oito anos, a Petrobras fez com que nossas plataformas, trabalhando a 300 quilômetros da costa, mostrassem aos incrédulos que o pré-sal é uma riqueza palpável e tangível e acima de tudo pertence ao povo brasileiro.”

Dilma voltou a defender a contratação da companhia para explorar, sem licitação, o óleo excedente em quatro áreas do pré-sal. “Com eles, chegamos a 20 bilhões de barris equivalentes de petróleo. Dificilmente não dá para supor que isso seja uma riqueza inigualável.O recorde do pré-sal e a contratação dos quatro campos tornam irreversível o grande papel estratégico da Petrobras.”, completou.

A presidente disse que a Petrobras tem um “grande papel em novo ciclo de desenvolvimento do País” e provou que é capaz de explorar essa região, cedida pelo governo, com 10 bilhões a 14 bilhões de barris equivalentes, “talvez 15 bilhões de barris”. “Essas riquezas se transformarão em benefícios para o povo brasileiro”.

Na mesma linha, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu a exploração do pré-sal, as decisões do governo em relação a essa nova fronteira exploratória e a própria estatal. Com um tom político, lembrou que o pré-sal foi alvo de desconfiança no passado e que, agora, os “pessimistas de sempre” voltam a fazer críticas em relação à Petrobras.

“Chegamos à conclusão no passado de que não poderíamos tratar o pré-sal como outra área qualquer. Parecia-nos evidente que estávamos diante de uma área que merecia tratamento especial”, disse Lobão, ao relembrar as razões que levaram o governo a decidir pela implantação do sistema de partilha da produção no Brasil.

“Hoje podemos comprovar o acerto da decisão tomada naquela época. A produção no pré-sal já ultrapassa o patamar de 500 mil barris por dia e isso é apenas o começo dessa grande província petrolífera que pertence ao povo brasileiro”, salientou Lobão.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 02/07/2014

FERROVIA - ANTT AVALIA CONCESSÃO DE TRECHO ENTRE SÃO PAULO E TOCANTINS
Publicado em 07/02/2014 as 12:21 PM

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu audiência pública para receber contribuições a respeito das minutas de edital, contrato e estudos preliminares sobre a concessão do trecho ferroviário entre Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP). O projeto faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado pelo do governo federal em 2012.

O período para o envio de sugestões começou ontem e vai até 11 de julho. Haverá duas sessões presenciais da audiência pública: uma em Brasília, no dia 8, e outra em São Paulo, no dia 10.

O PIL foi lançado com objetivo de ampliar investimentos públicos e privados em infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária, portuária e aeroportuária. No âmbito do modal ferroviário, o programa prevê investimentos de R$ 91 bilhões, em 10 mil quilômetros de vias, sendo R$ 56 bilhões a serem gastos nos primeiros cinco anos. O objetivo é expandir a capacidade de transporte da malha ferroviária do País e resgatar a ferrovia como alternativa logística, reduzindo o custo dos fretes. Até agora, porém, nenhum projeto foi licitado.

A principal dificuldade em tirar as obras do papel é que o modelo proposto, o chamado open access, é diferente do atual modelo de concessão, que funciona como um monopólio. A intenção é acabar com o sistema verticalizado e separar a construção da infraestrutura e a operação ferroviária. A capacidade de transporte das ferrovias será adquirida pela estatal Valec, que posteriormente revenderá as janelas de passagem (slots) de trens ao mercado, assegurando o direito de passagem dos trens em toda a malha.

Pela minuta do edital, a subconcessão de exploração da ferrovia, compreendendo a construção, operação, manutenção, monitoração e gestão terá prazo de 35 anos. O leilão será feito pelo critério da menor tarifa.

Os interessados apresentarão proposta econômica, com os valores da Tarifa Básica de Geração, da Tarifa Básica de Manutenção e da Tarifa Básica de Fruição. Além dessas tarifas, a remuneração da concessionária virá da exploração de operações complementares (como manobras, abastecimento e guarda de material rodante) e de receitas extraordinárias.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 02/07/2014

PODER - DILMA USA EVENTO DA PETROBRAS PARA ATACAR ADVERSÁRIOS
Publicado em 07/02/2014 as 12:21 PM

No ato, estatal comemorava o fato de a produção do pré-sal ter ultrapassado marca de 500 mil barris diários

Petista voltou a ironizar tentativa do PSDB, em 2000, de mudar o nome da empresa para 'Petrobrax'
SAMANTHA LIMA / PEDRO SOARES / DO RIO

A presidente Dilma Rousseff aproveitou cerimônia promovida pela Petrobras para comemorar o fato de a produção de petróleo do pré-sal ter ultrapassado a marca de 500 mil barris por dia para voltar a criticar o PSDB pela tentativa de mudar o nome da empresa para Petrobrax.

"A cada avanço, volto a ouvir o alarido das vozes que queriam que a empresa fizesse um papel menor. São as mesmas que quiseram tirar o bras' do nome da empresa e colocar um brax' estrangeiro", disse, sem citar o PSDB.

Na semana passada, em evento em Brasília, Dilma já havia citado o episódio para alfinetar o partido.

Em 2000, a Petrobras, com aval do então presidente Fernando Henrique Cardoso, chegou a anunciar a mudança de seu nome para "Petrobrax", sob a justificativa de que isso facilitava a internacionalização da empresa. A estatal acabou voltando atrás dias depois, diante da forte reação contrária à mudança.

Aécio Neves, do PSDB, é hoje o principal rival de Dilma na disputa ao Planalto, segundo pesquisas.

A cerimônia ocorreu no mesmo dia em que a Petrobras revelou ter atingido, em maio, média de produção diária de 1,975 milhões de barris no Brasil. Com o resultado, a média diária, em 2014, aponta alta de 0,2% em relação a 2013. A meta é crescer 7,5%.

Os 520 mil barris extraídos no pré-sal não foram suficientes para empurrar a produção diária da empresa além do patamar de 2 milhões de barris, em que está desde 2009, devido ao declínio da produção na Bacia de Campos.

No governo Dilma, considerando a média diária de 2011 confrontada com os primeiros meses de 2014, a produção de petróleo no Brasil caiu 0,9%.

"Quem olhar o que aconteceu com a Petrobras nos últimos dez anos e projetar para o futuro, conclui que fizemos um grande ciclo. Eu estive presente em todos os momentos", disse.

Para Dilma, a credibilidade da empresa não é abalada pelo que ela considera "fato isolado" e "tendência momentânea" --referências a recentes escândalos em torno da Petrobras.

Em março, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa foi preso pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro. Ele está detido no Paraná.

A Petrobras é investigada pela PF, pela Controladoria-Geral da União, pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público Federal por suspeitas relacionadas à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ao possível superfaturamento em construções de refinarias e ao fechamento de contratos com a fornecedora SBM Offshore entre 2007 e 2011.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/07/2014

PODER - PROGRAMA DE DILMA EXCLUI PROPOSTAS POLÊMICAS DO PT
Publicado em 07/02/2014 as 12:21 PM

Nova versão abandona teses sobre mídia, reforma política e Lei da Anistia

Plataforma para a campanha à reeleição dará ênfase a sistema que estimula criação de conselhos populares
ANDRÉIA SADI / DE BRASÍLIA

A coordenação da campanha da presidente Dilma Rousseff excluiu do programa de governo da sua candidatura à reeleição bandeiras tradicionais do PT, como a democratização da mídia e a adoção do financiamento público de campanhas políticas.

Por outro lado, o texto promete a adoção de medidas de "aprofundamento da democracia", que irão se somar à polêmica decisão do Planalto de vincular decisões de órgãos do governo federal à opinião de conselhos populares.

A primeira versão do programa de Dilma, à qual a Folha teve acesso, ainda será analisada pela presidente e pode passar por modificações antes de ser entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até o fim da semana, quando ela registrar sua candidatura.

O documento em que o PT apresentou suas diretrizes para o programa de Dilma, aprovado em maio pela cúpula do partido, incluía o "compromisso" de discutir a democratização dos meios de comunicação em um eventual segundo mandato. Na versão do programa concluída na segunda-feira (30), o compromisso foi eliminado.

No texto aprovado há dois meses, os petistas sugeriam que, num segundo mandato, o governo discutisse ações para impedir "práticas monopolistas" da mídia, "sem que isso implique qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdo". O trecho também foi cortado.

Segundo relato de participantes da reunião de segunda, apesar de defendido pelos petistas, o tema não é consenso entre os demais partidos que compõem a coligação e, por isso, não foi incorporado.

Ministros de Dilma como o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, defenderam a retirada do trecho. O tema divide opiniões na campanha. O presidente do PT, Rui Falcão, e o ex-ministro Franklin Martins defendem o ataque aos monopólios da mídia.

Os auxiliares da presidente também retiraram do documento pontos da reforma política que têm respaldo do PT, como o financiamento público de campanhas e a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para aprovar a reforma política.

"A proposta que a presidente Dilma e o PT submetem à sociedade é que seja convocado um plebiscito. A população teria a oportunidade, então, de se manifestar sobre os pontos considerados fundamentais para transformar e recuperar a credibilidade do sistema político brasileiro", afirma o documento.

A campanha eliminou trecho que tratava de voto em listas partidárias, aumento da participação feminina na política e o fim de coligações para as eleições proporcionais.

O plebiscito foi proposto por Dilma em resposta às manifestações de junho do ano passado. Ela chegou a propor a criação de uma Assembleia Constituinte para a reforma política, mas depois recuou.

O programa de governo também não faz menção à revisão da Lei de Anistia, citada no documento de maio.

Em uma sinalização na mão inversa, a versão acordada pela equipe de campanha defende que a participação popular na avaliação de decisões de governo deve ser transformada em uma "cultura de gestão'', a ser mantida pelos governos futuros, no espírito do polêmico decreto sobre conselhos populares baixado por Dilma em junho.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/07/2014

DILMA CRITICA ADVERSÁRIOS DA PETROBRAS E REAFIRMA COMPROMISSO COM INDÚSTRIA NACIONAL
Publicado em 07/02/2014 as 12:21 PM

Em discurso pontuado pelo embate político que toma o cenário brasileiro, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância da Petrobras e seu papel cada vez mais central para o País, criticando os “adversários” que questionaram o pré-sal anos atrás, e reiterando o compromisso com a política de conteúdo nacional. Ela fez estimativas grandiosas para os recursos gerados pelo petróleo para ás áreas de saúde e educação, previstos para somarem R$ 1,3 trilhão em 35 anos, e disse que a Petrobrás não poderia ser enfraquecida por fatos isolados, em referência a onda de acusações envolvendo a estatal. O discurso foi feito durante a cerimônia de comemoração do recorde de produção de 500 mil barris por dia no pré-sal, na sede da petroleira, no Rio de Janeiro.

“Sei que em muitos momentos esses 500 mil barris foram considerados uma ilusão. Mas, em apenas oito anos, a Petrobrás (…) mostrou aos incrédulos que o pré-sal é uma riqueza palpável e tangível”, disse, complementando a fala do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que fez longo discurso sobre o processo de criação do marco regulatório do pré-sal e sobre as críticas recebidas nos últimos anos.

Dilma ressaltou a importância da política de conteúdo local, lembrando que ela estabelece que mais de 60% de todos os equipamentos, bens e serviços para a exploração e produção sejam produzidos no Brasil.

“Vale aqui sublinhar: esses bens precisam ter suas partes e peças produzidas, e não apenas montadas, no Brasil. Isso não significa que haverá uma restrição às importações. Pelo contrário, haverá uma complementação de produtos, bens e serviços importados, mas o que fica claro aqui é que tudo que puder ser produzido no Brasil, será produzido no Brasil”, completou.

Cessão Onerosa

Sobre a contratação direta da Petrobrás para a exploração do excedente aos 5 bilhões de barris da Cessão Onerosa, a presidente destacou que, levando-se em conta as melhores estimativas, as áreas garantem à Petrobrás quase 20 bilhões de barris de óleo equivalente (a conta prevê os 5 bilhões do contrato inicial, mais a previsão mais otimista da ANP para Florim, Entorno de Iara, Nordeste de Tupi e Búzios, que somadas teriam até 15,2 bilhões de barris).

A presidente criticou os investidores que buscam lucros no curtíssimo prazo, relembrando a criação da empresa e a campanha que a precedeu, afirmando que a história do petróleo no Brasil é uma “história de mobilização popular contra a descrença, o pessimismo e o atraso”.

“Como vem ocorrendo invariavelmente ao longo da nossa história, a cada avanço da Petrobrás, volta o alarido das vozes dos que sempre quiseram que ela tivesse um papel menor. Dos que quiseram tirar do seu nome o ‘Bras’ de Brasil e colocar um ‘Brax’ estrangeiro. Ou daqueles que querem que a sua rentabilidade de curtíssimo prazo prevaleça sobre o fortalecimento a médio prazo da empresa. Mas isso não nos intimida e nem vai mudar o sentimento dos brasileiros com a Petrobrás”, disse.

Ao final, Dilma citou Nelson Rodrigues, que dizia ser a seleção “a pátria de chuteiras”, para parodiá-lo em relação à petroleira, dizendo que a Petrobrás é a pátria com as mãos sujas de óleo, e terminou o discurso em tom eleitoral:

“As vozes dos que querem diminuir a importância da Petrobrás no cenário do petróleo brasileiro e internacional se perderão mais uma vez no deserto. Aliás, serão enterradas na imensidão dos mares, cujas riquezas pertencem, mais que nunca, ao povo brasileiro”.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/07/2014

PRATICAGEM AUXILIA SALVAMENTO NO AMAPÁ
Publicado em 07/02/2014 as 12:20 PM

Uma pequena embarcação com três tripulantes virou durante a travessia do fundeadouro de Fazendinha deixando uma vítima, no último domingo (30/6), no Amapá.

Os gritos e pedidos de socorro dos sobreviventes foram ouvidos pelo prático Leônidas Craveiro da Silva, a bordo do navio Three Saskian subindo o Rio Amazonas, que acionou a estação de praticagem Atalaia informando a posição do acidente. O resgate foi realizado por marinheiros da Unipilot e Nortepilot.

O Presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falcão, afirma que a qualificação profissional dos práticos e atenção a todos os detalhes e acontecimentos das zonas portuárias tem grande colaboração para o sucesso dos resgates. “Além de garantir a condução segura de navios nos portos marítimos e estuários dos rios, os práticos tem ainda a importante missão de cooperar com os serviços de socorro e salvamento marítimo, o que engrandece ainda mais a nossa profissão”.

Riscos diários

Os práticos atuam no Brasil há mais de 200 anos com eficiência. Segundo a Associação Internacional de Clubes de Proteção Mútua dos Armadores, o índice de acidentes com práticos a bordo no país é de apenas 0,002%, situação similar a dos Estados Unidos, apesar da inferioridade brasileira em relação à infraestrutura portuária.

Manter toda essa segurança nas zonas portuárias brasileiras exige do prático um vasto conhecimento, inclusive sobre os riscos que corre no exercício de sua atividade. “O prático acaba por assumir riscos cada vez maiores, com manobras arriscadas capazes de assegurar o perfeito funcionamento dos portos 24 horas por dia, 7 dias da semana e 365 dias do ano”, avalia Ricardo Falcão.

Em 20/6, quando desembarcava do navio NT “Lavras”, o praticante Gerson Tortori Gitirana sofreu, durante sua fase de qualificação, uma queda quando passava da escada de quebra-peito para a enxárcia da lancha da Praticagem, causando uma ruptura de um tendão do braço esquerdo. O profissional foi submetido a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, com previsão de dois a três meses de recuperação. O processo para se tornar prático demanda a execução de 660 manobras e leva de um a dois anos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 02/07/2014

DIRETORA DA ANP FALARÁ SOBRE SEGURANÇA EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO EM CPI
Publicado em 07/02/2014 as 12:20 PM

A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, vai falar à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras nesta quarta-feira (2), às 10h15, sobre a segurança das plataformas nos campos de exploração brasileiros. A presença da executiva foi solicitada pelo senador Anibal Diniz (PT-AC), que lembrou os relatos de acidentes ambientais e com trabalhadores.

“Em 2001, o Brasil assistiu atônito ao naufrágio da P-36, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. Com custo estimado de US$ 350 milhões, a plataforma tirou a vida de 11 trabalhadores. Mais recentemente, outros acidentes ocorreram nas plataformas PUB-3, no Rio Grande do Norte; PCM-9, em Sergipe; e SS-53, no Rio de Janeiro”, afirma o senador em requerimento.

A CPI deve abordar também a situação da P-62, lançada ao mar em janeiro deste ano. Pouco antes de a unidade entrar em operação, houve um acidente no estaleiro, que atrasou a conclusão do projeto. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) reivindicou melhores condições de segurança, e o Ministério do Trabalho e Emprego chegou a a interditar a plataforma, que é do tipo FPSO (embarcação que produz, armazena e transfere óleo).

A ANP é uma autarquia criada em 1998 para regular as indústrias do petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil. Além de estabelecer instruções e resoluções para o funcionamento do setor, a entidade é a responsável por fiscalizar as atividades da área, por isso os senadores querem ouvir a dirigente da agência.

A segurança nas plataformas é um dos quatro eixos de investigação da comissão que investiga irregularidades na Petrobras. Os senadores investigam também a compra da refinaria de Pasadena, negócio que deu prejuízo à estatal brasileira; acusações de superfaturamento na construção de refinarias; e denúncias de pagamento de propina a funcionários pela companhia holandesa SBM Offshore.
Fonte : Agência Senado
Data : 02/07/2014

ARRENDAMENTOS - NOVO CHEFE DA SEP QUER ACELERAR LEILÕES DO SETOR PORTUÁRIO
Publicado em 07/02/2014 as 12:20 PM

O ministro dos Portos, César Borges, espera contar com a sorte e com a experiência dos leilões das rodovias para ultrapassar um dos principais desafios do momento no setor portuário. Trata-se da liberação, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), do edital para o arrendamento de áreas nos portos de Santos e do Pará.

Esta é uma das prioridades do Governo Federal desde a promulgação da lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos. Apesar da pressa do segmento, o processo está atrasado há mais de dez meses. Amanhã, em sessão plenária do TCU está prevista a liberação dos certames.

“Espero que eu traga para cá (SEP) a mesma sorte dos leilões de rodovias. Meu objetivo é acelerar todos os processos, contando com a colaboração do Antonio Henrique Silveira, de forma que possamos somar esse esforço e deslanchar os arrendamentos portuários”.

Ele garantiu que vai tentar acelerar os processos, mas não deu previsões. “Temos órgãos controladores, como o TCU, que estão na Constituição, e o que tiver que ser feito será. Vamos, estrategicamente, escolher os caminhos para avançar”.

O ministro comparou a atual meta de realizar os arrendamentos portuários ao das concessões das ferrovias. “A esse desafio soma-se a necessidade de o País de avançar na sua logística, para uma logística do século 21, dando suporte ao crescimento econômico”.

Ele observou que seu conhecimento político e sua experiência no setor público deram ânimo para que pudesse suceder Silveira “uma pessoa que eu já conhecia como articulador do Ministério da Fazenda”.

Ao relembrar sua trajetória na pasta dos Transportes, Borges destacou a importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa de Investimentos em Logística (PIL), que abriu o caminho para as concessões no setor. Segundo ele, o modelo adotado nos seis leilões de rodovias já feitos, em um total de mais de 5 mil quilômetros, garantiu a modicidade tarifária para as rodovias.

A substituição ocorre no momento em que a presidenta Dilma Rousseff constrói alianças com partidos para a disputa da reeleição. Tanto Passos como Borges são filiados ao PR. Porém, ele disse que não tem ressentimento nem mágoa com a troca de ministério. Ele não quis, porém, comentar seu futuro no partido. “Estou no PR, mas se vou ficar ou não, não sei exatamente, pois não sei quais as decisões políticas do partido”.

Transportes

Paulo Sérgio Passos, que volta ao cargo de ministro dos Transportes, destacou o desafio de continuar as concessões de rodovias e de ferrovias no País.

“Temos imenso desafio na área ferroviária, com as PMIs (propostas de manifestação de interesse) e os chamamentos aos empreendedores. Isso vai custar muito trabalho e empenho de cada um de nós”.

O PIL previa investimentos de R$ 99,6 bilhões em construção e melhoramentos de 11 mil quilômetros de ferrovias, mas nenhum leilão foi realizado até agora.

Passos, que já ocupou o comando do Ministério dos Transportes três vezes, brincou com o retorno à pasta. “Volto a ocupar o comando do ministério pela quarta vez, talvez seja um recordista, tanto nos Transportes como em toda a Esplanada (dos Ministérios). Desconheço caso que se assemelhe”.

Em 2013, Passos deixou a vaga para César Borges, que passou a ocupar o cargo de ministro da SEP. Ele lembrou que quando assumiu o Ministério de Transportes encontrou um trabalho de recuperação da pasta. Na época, eram muitas as denúncias de corrupção no setor.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/07/2014

OPORTUNIDADE - MARINHA ABRE SEIS MIL VAGAS PARA 13 PROGRAMAS DE FORMAÇÃO NA ÁREA PORTUÁRIA
Publicado em 07/02/2014 as 12:20 PM

Trabalhadores avulsos do Porto de Santos terão à disposição mais de 6 mil vagas de capacitação profissional, totalmente gratuitas, no próximo semestre. São pelo menos 13 cursos que integram o Programa de Ensino Marítimo (Prepom), da Marinha do Brasil, em parceria com o Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Diferentemente dos outros anos, duas entidades, especializadas no preparo de trabalhadores da categoria, serão responsáveis por ministrar os cursos: o Instituto de Capacitação Técnica Profissional (Incatep) e o Centro de Excelência Portuária (Cenep), ambos homologados pelo Departamento de Portos e Costas (DPC) da Autoridade Marítima.

A mudança no processo do Prepom em Santos ocorre com o intuito de qualificar ainda mais o serviço, que é aberto a todos os trabalham no cais. “Chegamos a devolver parte do recurso financeiro disponível por não conseguirmos preencher todas as vagas”, explica o capitão-de-mar-e-guerra, Ricardo Gomes, que é comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Ao todo, mais de R$ 2,7 milhões, provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Profissional Marítimo (FDEPM), serão repassados à CPSP para bancar os custos de cada aula. Isto inclui o pagamento de professores, equipamentos e outras despesas, assim como o uma bolsa auxílio ao trabalhador e a alimentação do aluno.

Os benefícios são oferecidos uma vez que o estudante, muitas vezes, deixará de ser escalado para participar da capacitação.
Portanto, caberá ao Ogmo de Santos, a partir do próximo semestre, designar os trabalhadores, previamente cadastrados pelo órgão, que farão os cursos disponibilizados.

“Assim, cumprimos também o nosso outro papel na comunidade, que é manter a segurança de operação, por meio do conhecimento”, destacou o capitão dos portos.

Ainda é esperada para este ano, a formação de uma banca examinadora do Prepom. Ela funcionará como avaliadora dos portuários que já possuem conhecimento do trabalho que exercem, mas que ainda não possuem uma certificação. Ainda sem data para início, ela valerá para, por exemplo, aqueles que operam determinadas empilhadeiras.

Mais capacitação

Além do Prepom, a Marinha, por meio da CPSP, mantém, em Santos, cursos de formação de aquaviários, voltados à toda comunidade - portanto, não só a portuária. As inscrições ocorrem, tradicionalmente, nos primeiros meses do ano. Só em 2014, quase 400 pessoas já foram capacitadas nas mais diversas áreas de atuação.

Entre elas, destacam-se marinheiro auxiliar de convés, moço de convés e moço de máquinas. Cursos de conscientiza-ção sobre proteção de navio, prático de ecobatímetro, prático de GPS (para identificação de posicionamento via satélite) e prático de VHF (para operadores de rádio das embarcações) também fazem parte dos programas de capacitação da Marinha na Cidade. Nesses casos, a carga horária média é de 4 horas diárias por um mês.

Excepcionalmente, os cursos de pescador profissional terão novas inscrições a partir de setembro. Isso acontece porque todas as vagas não foram preenchidas no início do ano.

Os interessados devem acessar o site da Capitania, no endereço eletrônico www.mar. mil.br/cpsp. As aulas são ministradas na unidade da Avenida Conselheiro Nébias.

“Como temos comunidades pesqueiras muito distante de Santos, como em Cananeia, é comum isso ocorrer pela distância”, explica o capitão de capitão de corveta, Rogério Roque, chefe do departamento de ensino profissional na CPSP, ao destacar a importância do curso de formação.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/07/2014

BALANÇO - PORTO DE SANTOS REGISTRA QUEDA DE 15,6% NAS EXPORTAÇÕES EM MAIO
Publicado em 07/02/2014 as 12:19 PM

Com queda de 15,6% nas exportações, o equivalente a mais de 1 milhão de toneladas, o Porto de Santos registrou, em maio, o embarque de apenas 6 milhões de toneladas de mercadorias. Cargas de destaque como açúcar, celulose e milho tiveram redução de mais de 30% no escoamento. Já volume total movimentado no mês registrou queda de 10,1%.

A soma de todas as cargas movimentadas durante o ano também registra pequena queda de 3,1%. Das 44,4 milhões de toneladas movimentadas de janeiro a maio no ano passado, apenas 43 milhões de toneladas passaram pelo complexo no mesmo período deste ano.

No acumulado do ano, o total exportado pelo cais santista também foi reduzido, na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. Neste caso, a queda foi de 5,4%. Das 31,4 milhões de toneladas embarcadas de janeiro a maio de 2013, apenas 29,7 milhões de toneladas foram escoadas pelo Porto no mesmo período deste ano.

Já nas importações, o desempenho do cais santista teve discreto aumento de 4% no mês de maio e registrou o desembarque de 2,8 milhões de toneladas. O volume fica pouco acima dos 2,7 milhões de toneladas que entraram no País pelo Porto de Santos no quinto mês do ano passado.

Na análise das importações acumuladas durante o ano, o aumento é ainda menor. Enquanto de janeiro a maio de 2013 foram importadas 12,9 milhões de toneladas, no mesmo período deste ano, o volume é de 13,3 milhões de toneladas. Neste caso, o aumento é de apenas 2,5%.

A redução nas exportações e a discreta melhora das importações forçaram uma queda de 10,1% no total movimentado no Porto de Santos em maio. Foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas de mercadorias no quinto mês deste ano, enquanto em 2013, o volume foi de 9,8 milhões de toneladas no mesmo mês.

Cargas

A queda nas exportações foi determinada pela redução nos embarques de cargas de destaque no Porto de Santos. O açúcar teve redução de 35,9% no mês, o equivalente a cerca de 600 mil toneladas.

Em maio, foram embarcadas 1 milhão de toneladas de açúcar. A redução nos embarques do mês também forçou uma queda de 18% no total acumulado do ano. Isto porque, nos cinco primeiros meses de 2014, 5,3 milhões de toneladas da commodity foram exportadas pelo cais santista. Já no mesmo período de 2013, o volume foi de 6,5 milhões de toneladas.

Outras mercadorias também registraram quedas no mês que refletiram no acumulado do ano. É o caso do álcool, que caiu 43,4% em maio e mais de 10% nos cinco primeiros meses deste ano. A celulose também segue no mesmo ritmo, com queda de 37,7% no mês e 26,7% no ano.

O movimento de navios no Porto de Santos cresceu 0,9% em relação a maio de 2013. De 425 embarcações, a quantidade de atracações no cais santista passou para 429 navios.

Contêineres

Na contramão da redução da movimentação de cargas, os contêineres registraram alta 4,2% na movimentação. Um total de 300.971 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) foram movimentados em maio no cais santista. No mesmo período do ano passado, o total operado nos terminais especializados foi de 288.904 TEUs.

No acumulado do ano, o crescimento é de 6,4%. Todos os embarques e desembarques de contêineres entre janeiro e maio somam 1,39 milhão de TEUs, enquanto nos cinco primeiros meses do ano passado, 1,31 TEUs passaram pelo cais santista.

Balança Comercial

O fluxo de comércio pelo Porto de Santos totalizou US$ 47,3 bilhões de janeiro a maio. O montante representa 25% do total produzido no País, que soma US$ 189,8 bilhões.

As cargas exportadas através do cais santista tiveram como principais destinos a China, que adquiriu 19,6% do total, os Estados Unidos, com a compra de 11,4% das mercadorias, e os Países Baixos, com o equivalente a 6,2% de vendas externas.

Na importação destacaram-se os volumes procedentes da China, 20,1% dos produtos que desembarcaram no cais santista, dos Estados Unidos, com 15,8% das compras e Alemanha, com o equivalente a 9,5% de todas as cargas que chegaram ao complexo.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 01/07/2014

EXPEDIÇÃO MONITORA INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA PORTUÁRIA EM SANTARÉM
Publicado em 07/01/2014 as 02:18 PM

A Expedição Safra, que monitora a produção de grãos no Brasil e no mundo, esteve em Santarém, oeste do Pará, entre quarta-feira (25) e sábado (28), para avaliar a infraestrutura logística portuária em relação à exportação de grãos para outros estados do Brasil e outros países. O porto de Miritituba, em Itaituba, também foi visitado.

De acordo com o coordenador da expedição, Gilson Ferreira, Santarém é fundamental na estratégia logística do agronegócio nacional, principalmente porque deve aumentar a capacidade de escoamento. “Santarém teve problemas ambientais, diminuindo de 90 mil para 20 mil hectares. Depois de os problemas resolvidos pelo controle de governo e ONGs, a cidade deve recuperar parte da área. Hoje, já estamos com 70 mil hectares, respeitando todas as regras”, informou. Os números correspondem, segundo Ferreira, aos municípios de Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra. “A gente acredita que Santarém vai recuperar e passar os 90 mil", completa.

Equipe apresenta mapa logístico da Expedição Safra no Brasil em reunião com diretoria da Cargill, no Porto de Santarém (Foto: Gilson Ferreira)

De acordo com Ferreira, a equipe acredita que, em 10 anos, entre Santarém e Miritituba devem passar mais de 20 milhões de toneladas de grãos vindos de outros estados, da produção brasileira para exportação.

Pesquisa técnico-jornalística

A Expedição Safra ampliou a sondagem de campo e desembarcou no chamado 'Arco Norte', região que é formada pelos estados do Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Maranhão, e que concentra importantes obras logísticas que impactam diretamente o agronegócio do Brasil.

Técnicos e jornalistas conferem o potencial de exportação e verificam a evolução das obras de ampliação e construção de novos terminais de embarque. O ponto de partida foi o Pará, onde os técnicos e jornalistas acompanharam os embarques em Santarém e Miritituba, localidades em que as mercadorias são transportadas em barcaças pelos rios Tapajós e Amazonas.

Do Pará, a equipe seguiu para Manaus e Itacoatiara, no Amazonas, onde visitam áreas de produção de grãos. “O destaque é Roraima. O estado do extremo Norte cumpre o mesmo calendário agrícola dos Estados Unidos, ao contrário do restante do Brasil”, lembra o coordenador.

Roteiro extraordinário

A viagem ao extremo Norte faz parte de roteiros extraordinários do projeto, que confere de perto desde 2006 importantes obras logísticas para a produção agrícola do país. A Expedição Safra acompanha a evolução dos trilhos da ferrovia Norte-Sul desde 2008 e já visitou o Porto de Itaqui, no Maranhão, e no ano passado desembarcou pela primeira vez em Rondônia para visitas técnicas em Porto Velho.

No ciclo 2012/13, as equipes também cruzaram a divisa de Mato Grosso com o Pará para conferir as obras de pavimentação da BR-163, conhecida como Santarém-Cuiabá, principal via de escoamento do Centro-Oeste do país para o Norte.

A Expedição Safra está na 8ª edição e percorreu, nesta safra, mais de 60 mil quilômetros em 14 estados brasileiros, nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e Uruguai. A última etapa será uma visita a África, em um roteiro especial que investigará potencial e demanda do continente.
Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Globo - Santarém
Data : 01/07/2014

NAVEGAÇÃO
Publicado em 07/01/2014 as 02:18 PM

José Augusto de Castro concorda com a tese de criação de uma empresa brasileira no comércio exterior, levantada pelo empresário Washington Barbeiro, e que conta com apoio do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval) e do deputado Edson Santos, presidente da Frente Parlamentar da Indústria Marítima.

– Em termos econômicos, é inaceitável que todo comércio seja feito em navios estrangeiros. Em termos de soberania, isso é igualmente reprovável.

No entanto, Castro cita que os custos nacionais de operação são o dobro dos internacionais. Assim, para se criar uma frota nacional, o governo teria de criar condições para redução do custo. Admite que o governo participe de forma minoritária de uma ou outra empresa de navegação, para impulsionar o setor, mas não deseja ver uma estatal de volta.

– As intenções eram as melhores possíveis com o Lloyd Brasileiro, mas a empresa virou cabide de empregos e fonte de prejuízos.
Fonte: Monitor Mercantil\Sergio Barreto Motta
Data : 01/07/2014

AEB PREVÊ QUEDA NO FLUXO DE COMÉRCIO PARA ESTE ANO
Publicado em 07/01/2014 as 02:17 PM

O Brasil terá modesto saldo no comércio exterior, este ano, mas não por aumento das exportações. É que, com juros de 11% ao ano e fraca atividade econômica, a importação irá cair. No ano passado, o Brasil apurou exportações de US$ 242 bilhões – incluindo sete plataformas da Petrobras, que foram saída apenas contábil, pois estão no país – e importações de US$ 239 bilhões. As estimativas são do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, que destaca que a revisão oficial da entidade será anunciada a 15 de julho. Castro lamenta a queda no fluxo, estimada em 5%, em relação a 2013.

– A imprensa foca muito no saldo ou déficit no comércio, mas é o fluxo intenso que gera ativação da economia e, este ano, infelizmente, a corrente de comércio deverá cair 5% – diz, informando que espera um saldo modesto, comparável ao do ano passado, que foi de apenas US$ 2,56 bilhões. Estes problemas serão analisados, dias 7 e 8 de agosto, no Rio, na 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). Afirma que, a curtíssimo prazo, os exportadores gostariam de contar com desvalorização do real, mas, a médio prazo, o país precisa é de reforma tributária e reforma trabalhista; frisa que esta última não seria para reduzir salários, mas para cortar ônus sobre a folha de pagamentos.

Este ano, além da baixa expansão da economia, o número de plataformas a serem contabilmente exportadas pela Petrobras cairá de sete para duas. O principal produto de exportação, o minério de ferro, também vai impactar, pois a tonelada do minério caiu de US$ 108, em dezembro, para US$ 77, atualmente. No caso da soja, o preço caiu 5% e os bons números se devem a antecipação de exportações e não a alta no volume ou no preço. Diz Castro que os impostos dificultam a venda de manufaturados, pois os exportadores não conseguem se ressarcir dos gastos feitos com a compra de insumos tributáveis, e, com isso, o Brasil é “exportador de peso”, ou seja, comercializa produtos a granel e também aí é afetado, pela fraca infra-estrutura. Cita que o plano de ferrovias continua no papel, em estradas houve pouca evolução e que os investimentos em portos estão suspensos, pois os empreendedores questionam a regulamentação da lei dos portos.

Sobre a troca de ministros em Transportes e Portos (SEP), considerou-a deplorável, por não perseguir objetivos de eficiência, mas puramente políticos. “Não gosto de falar de política, mas essa troca mostra que o comércio exterior é irrelevante para o governo – declarou, lembrando que, como 96% da exportação são feitas por mar, os portos deveriam ser prioritários. Cita que a Lei dos Portos é de 2012 e, de lá para cá, nada ocorreu. Além disso, gerou polêmicas e bastaria o governo ter atualizado a lei de 1993.”

Comenta Castro, com algum pessimismo: “Hoje, temos expectativas, mas não perspectivas. Vamos ver se, em 2015, o governo parte para realizar reformas inadiáveis, cuja falta eleva o Custo Brasil a patamares cada vez maiores. E, levantando um pouco o cordato tom de voz, declara: “Temos 22 órgãos de governo atuando no comércio exterior, o que é absurdo”. O saldo comercial vem caindo. Em 2011 foi de US$ 29,7 bilhões, de US$ 19,3 bilhões em 2012 e US$ 2,56 bilhões em 2013. Para 2014, o saldo, segundo Castro, ficará próximo do de 2013 e ainda se dará junto com queda no volume de exportações e importações.
Fonte: Monitor Mercantil\Sergio Barreto Motta
Data : 01/07/2014

PROGRAMA CONCLUIU 22 EMPREENDIMENTOS EM PORTOS ATÉ ABRIL
Publicado em 07/01/2014 as 02:17 PM

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) atingiu a execução de R$ 871,4 bilhões até 30 de abril de 2014, o que representa 84,6% do orçamento previsto para o período 2011/2014. Conforme o Ministério do Planejamento, que apresentou nesta sexta-feira, 27 de junho, o 10º balanço do programa, as ações concluídas atingiram R$ 675,8 bilhões em obras dos seis eixos do PAC 2, 95,5% do total previsto até o final de 2014.

No eixo Transportes, que inclui rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e aeroportos, foram concluídos R$ 58,9 bilhões em empreendimentos.

Em portos, o PAC 2 concluiu 22 empreendimentos, como a recuperação do Berço 201 do Porto de São Francisco do Sul (SC), a Margem Esquerda da Avenida Perimetral Portuária – 1ª Fase do Porto de Santos (SP), a construção da nova área para Terminal de Passageiros do Porto de Recife (PE) e a recuperação e ampliação do cais comercial do Porto de Vitória (ES).

Nesse semestre, foram entregues também obras como Terminal Internacional de Passageiros em Manaus (AM), Terminal Marítimo de Passageiros em Fortaleza (CE) e o alinhamento do Cais de Outeirinhos do Porto de Santos.

Durante o balanço, o ministro Antonio Henrique Silveira apresentou um resumo das ações do Programa de Investimento em Logística (PIL-Portos), composto por três vetores principais: as autorizações para novas instalações portuárias privadas; o Programa de Arrendamentos Portuários; e o reequilíbrio financeiro dos contratos de arrendamentos firmados após a edição da antiga Lei dos Portos (8.630/1993).

Destacou que foram autorizados 22 empreendimentos (20 novos contratos e dois aditivos), entre Terminais de Uso Privado (TUP) e Estações de Transbordo de Carga (ETC), com previsão de R$ 9,1 bilhões em investimentos em todas as regiões. “Em termos de capacidade é simular ao Porto de Santos”, comparou Silveira.

Ele ressaltou que o novo marco regulatório (Lei 12.815/2013) liberou a movimentação de carga de terceiros nos TUPs, medida que estabeleceu um melhor ambiente de competição no setor. Outros 42 empreendimentos estão em análise, totalizando mais de R$ 5 bilhões de investimentos.

Com relação ao Programa de Arrendamentos Portuários, que inclui a licitação de 159 áreas dentro dos portos organizados divididas em quatro blocos, lembrou que o primeiro bloco continua em fase de avaliação final no Tribunal de Contas da União (TCU).

“Após isso, poderemos prosseguir com o processo do Bloco I e refazer as consultas públicas do Bloco II, que envolvem áreas em Paranaguá (PR), portos da Bahia e São Sebastião (SP). Os Blocos III e IV estão concluídos e aguardando os passos dos dois primeiros”.

Sobre a terceira via de ampliação dos investimentos portuários, Silveira destacou que os pedidos de reequilíbrio dos contratos pós-93 é uma demanda antiga do setor. “Existem 40 pedidos em análise pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários, englobando 18 portos e com previsão de R$ 8 bilhões em investimentos. Trata-se de investimento novo e rápido”. A expectativa é de que as duas primeiras renovações antecipadas, que são arrendamentos no Porto de Santos, sejam autorizadas em julho.
Fonte:SEP – Secretária Especial de Portos
Data : 01/07/2014

MINERADORAS TÊM AUMENTO DE CARGA TRIBUTÁRIA
Publicado em 07/01/2014 as 02:17 PM

A Secretaria da Fazenda de Minas Gerais publicou uma nova norma para orientar a fiscalização sobre a cobrança de ICMS das mineradoras do Estado. A Instrução Normativa Sutri nº 1, publicada no Diário Oficial do Estado de quinta-feira, acolheu o conceito de produto "industrializado" do governo do Estado.

Com a aplicação desse conceito, a carga tributária das mineradoras deve subir. Isso porque, antes, as empresas podiam considerar como "primários", produtos que agora o Fisco vai caracterizar como industrializados. A base de cálculo do ICMS dos produtos industrializados é maior.

A IN interpreta a Lei estadual nº 21.016, de 20 de dezembro de 2013, consolidando o que diz a legislação e as instruções normativas da Fazenda sobre o assunto.

Segundo a norma, os produtos industrializados são os listados na tabela do IPI como tributáveis e que se submeteram a processos que resultem em alteração da composição química ou da estrutura cristalográfica do minério. Exemplos de tratamentos que o torna industrializado: ustulação sulfatante e cloretante; clinquerização da qual resulte o cimento não pulverizado; calcinação do calcário, da qual resulte a cal; e calcinação da bauxita ou óxido de alumínio puro, que gere o coríndon artificial.

"A IN é positiva por esclarecer o conceito de produto industrializado especificamente para o setor de mineração", afirma o advogado Marcelo Jabour, presidente da Lex Legis Consultoria Tributária.

A IN determina também que a base de cálculo do ICMS de minérios nas transferências interestaduais é "o preço corrente no mercado atacadista do estabelecimento remetente", e não o seu preço de custo. A Lei 21.016 já determinava isso. "Minas deverá arrecadar mais com a venda desses produtos", diz Jabour.

O advogado Paulo Honório de Castro Júnior, do William Freire Advogados Associados, explica que, com base na IN, a fiscalização do Estado deve cobrar a diferença de ICMS das mineradoras que tiverem vendido a mercadoria para outro Estado com base no seu preço de custo.

"Há fiscais que aguardavam a IN para aplicar as autuações", afirma Castro Júnior. Segundo ele, a alíquota de ICMS do minério é de 18% em geral.

A IN ainda assegura às mineradoras o uso de créditos de ICMS obtidos com as despesas com energia elétrica para quitar débitos do imposto. E também reitera que os efeitos do entendimento do Fisco sobre o ICMS das mineradoras são retroativos. "Assim, ao aplicar eventuais autuações com base na IN, o Fisco poderá cobrar o ICMS supostamente devido em relação aos últimos cinco anos, a contar da intimação do contribuinte", diz Castro Júnior.

O conceito de produto primário consta do artigo 2º da instrução normativa.
Fonte:Valor Econômico\Laura Ignacio | De São Paulo
Data : 01/07/2014

COM DILMA, PETROBRAS COMEMORA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO PRÉ-SAL
Publicado em 07/01/2014 as 02:17 PM

RIO  -  Com a presença da presidente Dilma Rousseff, a Petrobras comemora a produção de 500 mil barris de petróleo extraídos da camada pré-sal por dia em evento na sede da empresa, no Rio. De acordo com a estatal, a marca foi atingida no dia 24 de junho e hoje está em 515 mil barris por dia.

A cerimônia ocorre uma semana depois de a Petrobras anunciar ter fechado acordo com o governo para extrair volumes adicionais de petróleo em área do pré-sal já explorada pela empresa, mas que ainda não produz petróleo.

A operação recebeu críticas pelo fato de a estatal ter de desembolsar R$ 15 bilhões até 2018 em momento em que o caixa está pressionado com dívidas, programa de investimento e defasagem no preço dos combustíveis. A produção nessas novas áreas autorizadas pelo governo só trará receita à companhia em 2021, quando for iniciada.

O volume de produção de petróleo atingido no pré-sal representa, de acordo com a Petrobras, 22% da produção total da empresa no Brasil.

Da produção diária no pré-sal, 78%, ou 406 mil barris, pertencem à companhia. O resto corresponde à participação das sócias da Petrobras nos reservatórios.

Em nota, a Petrobras ressalta que "a contribuição do pré-sal será decisiva para alcançar as metas estabelecidas em seu plano de negócios e gestão para o período de 2014 a 2018". Lembra que duas novas plataformas entrarão em operação ainda neste ano no pré-sal da Bacia de Santos, com capacidade para produzir 150 mil barris cada.

Segundo a estatal, foram necessários 21 anos para a produção na Bacia de Campos atingir este patamar. Na província do pré-sal, passaram-se oito anos desde a descoberta do primeiro grande reservatório no pré-sal, em 2006.

(Folhapress)
Fonte : Valor Econômico
Data : 01/07/2014

PLANO DA PETROBRAS NÃO PREVÊ NOVAS CAPTAÇÕES, REFORÇA GRAÇA
Publicado em 07/01/2014 as 02:16 PM

RIO  -  A presidente da Petrobras, Graça Foster, voltou a afirmar hoje que o plano estratégico da companhia até 2030 não prevê novas captações. Ela garantiu que a companhia tem condições de fazer frente aos investimentos previstos, que passam a incluir, desde a semana passada, áreas excedentes da cessão onerosa.

Durante evento comemorativo da produção dos 500 mil barris por dia no pré-sal, na sede da Petrobras, e na presença da presidente Dilma Rousseff; do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; e do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), Graça afirmou que estão mantidas as premissas do plano de negócios e do planejamento estratégico 2030 da companhia. "Teremos, sim, o resultado econômico esperado com os excedentes da cessão onerosa", garantiu.

Segundo ela, a incorporação da cessão onerosa é “material" e garante excepcional potencial de produção.

Também no evento, o diretor de Exploração e Produção da companhia, José Miranda Formigli, afirmou ainda que a companhia tem condição de sustentar o crescimento da produção. "Não vamos parar na produção de 520 mil barris por dia no pré-sal. Temos mais poços a serem interligados a plataformas existentes e mais plataformas para entrar em operação. Serão 24 plataformas para entrar em operação até 2020 só no pré-sal", afirmou.

Formigli disse também que a expectativa é fechar a terça-feira com produção de 515 mil barris no pré-sal. E repetiu que a produção do pré-sal representa 22% do total da companhia.

Graça afirmou, ainda, que a produção de 4,2 milhões de barris por dia está garantida e acrescentou que faltam apenas cinco plataformas que serão contratadas até o início de 2015 para atingir esta meta.

Pela manhã, a Petrobras enviou comunicado detalhando que tem perfurado poços no pré-sal em tempo cada vez menor. O tempo médio de perfuração de poços no pré-sal nos campos de Lula e Sapinhoá passou de 126 dias, em 2010, para 60 dias em 2013, o que corresponde a uma redução de 55%, informou a empresa.

“Com essa redução, a companhia está conseguindo considerável economia de recursos, devido à diminuição dos dias em operação de sondas. Como o custo médio de perfuração de um poço é de aproximadamente US$ 1 milhão por dia, a Petrobras está economizando, em média, US$ 66 milhões na atividade de perfuração por poço no pré-sal”, informou a petroleira, em seu comunicado.

A companhia detalhou ainda, em seu informe, que, nos próximos cinco anos, serão investidos cerca de US$ 70 bilhões na construção de poços exploratórios e de desenvolvimento da produção no Brasil, montante que corresponde a 32% dos investimentos globais da companhia previstos em seu plano de negócios; e a 46% dos investimentos programados para a área de exploração e produção no Brasil, detalhou a companhia.
Fonte : Valor Econômico
Data : 01/07/2014

METAIS DEVEM TER SEGUNDO SEMESTRE MELHOR
Publicado em 07/01/2014 as 02:15 PM

O segundo semestre começa com expectativas melhores do que no início do ano para os principais metais não ferrosos. Em geral, o sentimento é mais positivo com as economias chinesa, americana e europeia, o que favorece as commodities metálicas.

"Embora os dados de comércio de metais na China não estejam notavelmente bons, o sentimento em relação à economia tornou-se cada vez mais favorável", diz em relatório Stephen Briggs, analista do BNP Paribas. Walter de Wet, analista do Standard Bank, concorda. As medidas de "mini-estímulo" à economia chinesa, combinadas a uma melhora do cenário global melhoraram o sentimento econômico, afirma.

No primeiro semestre, os metais tiveram desempenhos bastante diversos. Em média, subiram 5,7%, sendo que o níquel subiu 35% e puxou o índice. Cobre, estanho e chumbo ainda têm queda no ano.



Em junho, os comportamentos também foram mistos. Os metais tiveram alta de 0,53%, em média, sendo que o níquel devolveu parte dos ganhos dos meses anteriores. O estanho também puxou o grupo para baixo com queda de quase 5%. Enquanto isso, alumínio, cobre, zinco e chumbo subiram, impulsionados principalmente por dados mais positivos da indústria na China e nos Estados Unidos.

Com estoques mais baixos e cortes de produção em alguns países, o alumínio subiu 1,6% em junho e tem alta de 4,1% no ano. Recentemente, começou a aparecer entre as apostas positivas. Os analistas do banco francês Natixis acreditam que a tendência é de continuidade da queda dos estoques do metal e comentam que o mercado está mudando para uma situação de déficit, após anos de superávit global. Eles acrescentam que estão em curso na China políticas para evitar o excesso de capacidade de produção.

O cobre, que ainda acumula baixa de 6% em 2014, divide opiniões. Os estoques do metal caíram pela metade na China desde dezembro, para 280 mil toneladas, mas é possível que tenham apenas saído dos armazéns das bolsas de metais para os galpões de empresas, diz Bruno Rezende, da Tendências Consultoria.

Também permanecem as dúvidas sobre o impacto das investigações no porto de Qingdao sobre as importações chinesas do metal, após empresas terem usado cobre indevidamente como garantias em operações financeiras.

Para Rezende, tanto para alumínio quanto o cobre, o fim do ciclo de baixa está próximo.

Mas, neste mês, as atenções se voltam principalmente para o níquel, com expectativas em relação às eleições da Indonésia. O mercado espera uma sinalização do novo governo do país sobre a proibição da exportação de minérios. A medida ajudou o níquel a subir neste ano e, se for mantida, pode dar um novo fôlego ao metal. Até agora, o mercado de níquel ainda não está deficitário. "Em parte, isso é resultado do aumento sazonal da oferta de minério de níquel das Filipinas", diz o Natixis em relatório. Caso a exportações sigam proibidas na Indonésia, o mercado ficará em situação deficitária no ano que vem, informa o banco francês.

Já o estanho, cujo preço está no nível mais baixo desde 2012, teve a maior queda no mês, de 4,7%, mas tem bons fundamentos. O mercado está em situação de deficit e deve continuar no ano que vem. O BNP Paribas prevê ainda para este ano um preço de US$ 24.500 por tonelada, 9% acima do preço atual.
Fonte : Valor Econômico
Data : 01/07/2014

MMX PADECE COM PREÇOS EM BAIXA E CAIXA AJUSTADO
Publicado em 07/01/2014 as 02:15 PM

Uma combinação negativa de fatores contribuiu para a ação da MMX Mineração e Metálicos, empresa ainda controlada por Eike Batista, registar ontem a maior queda do Ibovespa. O MMXM3 fechou o dia cotado a R$ 2,03, com queda de 6,88%. Do começo do ano até ontem, a ação acumulou queda de 51,67%, segundo o "Valor Data". A mineradora vem tentando achar comprador para seus ativos, mas a queda nos preços do minério de ferro dificulta a operação. A empresa também trabalha com situação apertada de caixa.

Uma fonte disse que a desvalorização da ação, ontem, se relacionou com o difícil momento vivido pela empresa, embora o papel esteja sujeito à volatilidade. "A ação [da MMX] não responde a determinados fundamentos de mercado", afirmou a fonte. O papel da empresa vem renovando as mínimas históricas desde a última semana. Ontem, após abrir com leve queda de 0,9%, a R$ 2,16, as ações chegaram a recuar 5,5% e ampliaram a queda no fim do pregão.

A MMX vem tentando vender os ativos minerais da companhia desde o ano passado. O principal deles é a mina de Serra Azul, no Quadrilatéro Ferrífero de Minas Gerais. O presidente da companhia, Carlos Gonzalez, chegou a mostrar otimismo, em teleconferência, no começo do ano, sobre a possibilidade de fechar acordo com um parceiro ainda no primeiro semestre. Mas a transação é dificultada, no momento, pela situação de mercado do minério de ferro, cujos preços estão em queda este ano.

Embora a MMX esteja vendendo toda a sua produção de minério de ferro no mercado doméstico, a companhia sofre, indiretamente, os efeitos da redução da commodity no mercado internacional por força de uma demanda menor da China, principal consumidor mundial do produto. Além disso, a companhia de Batista tem uma situação muito ajustada de caixa. Ao fim do primeiro trimestre de 2014, a receita líquida da MMX era de R$ 110 milhões. O Valor apurou, porém, que não está nos planos da administração da empresa entrar com um processo de recuperação judicial neste momento.

No primeiro trimestre, a empresa produziu 1,3 milhão de toneladas de minério de ferro, com queda de 10% sobre igual período do ano passado. No passado recente, a empresa chegou a prever uma produção de 29 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, número depois reduzido para 15 milhões de toneladas, o que exigiria investimentos de cerca de US$ 1,4 bilhão. Mas o projeto de expansão da mina de Serra Azul está paralisado enquanto a empresa não encontra um investidor que tenha interesse em desenvolver o projeto.

A perspectiva é que a MMX tenha um ano difícil em 2014, tentando sobreviver nesse cenário que combina a tentativa de chegar a um acordo com um eventual investidor, preços do minério de ferro em queda e caixa ajustado. Mas em 2015, se conseguir se recuperar, a companhia poderá ter uma situação mais confortável se houver uma recuperação dos preços da commodity.

A MMX também poderá se beneficiar da entrada em operação, ainda este ano, do Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), do qual detém 35% do capital. Os restantes 65% foram vendidos, em operação fechada este ano, para a trading Trafigura e para Mubadala, de Abu Dhabi. O Porto Sudeste vai garantir à MMX custo mais competitivo de logística para a exportação de minério de ferro. Hoje, a MMX depende de "janelas" (espaços) que são abertas nos terminais portuários da CSN e da Vale no porto de Itaguaí para conseguir exportar. Essas "janelas" são abertas, normalmente, no segundo semestre de cada ano.

Se não conseguir fechar um acordo com um investidor, a MMX tem outras alternativas na manga. Elas incluem a venda de equipamentos já comprados para a expansão da mina em Minas Gerais. E a venda de ativos, incluindo as minas da empresa em Corumbá (MS) e até mesmo a participação dos restantes 35% que a mineradora tem no porto Sudeste, embora até hoje a empresa não tenha admitido essa hipótese publicamente.
Fonte : Valor Econômico
Data : 01/07/2014

BARBOSA QUEBRA TRADIÇÃO E DEIXA SESSÃO DO STF SEM DESPEDIDA
Publicado em 07/01/2014 as 02:14 PM

Por Juliano Basile e Maíra Magro | Valor



BRASÍLIA  -  (Atualizada às 12h35) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, abandonou a sessão de encerramento do semestre da Corte nesta terça-feira antes do fim, evitando dessa forma o tradicional discurso de despedida e as homenagens de colegas, já que ele está se aposentando.

O ministro, que presidia a sessão, simplesmente pediu ao vice-presidente, Ricardo Lewandowski, que comandasse os trabalhos em seu lugar e deixou discretamente o plenário, sem explicações.

“Não gosto de homenagens”, justificou Barbosa depois, a jornalistas. “Bem ‘low profile’ [de perfil discreto], como foi no Conselho Nacional de Justiça”, acrescentou o ministro, que também não fez qualquer discurso de saída na última sessão do conselho.

Segundo Barbosa, a partir de agora, ele pretende “poder caminhar livremente pelas ruas, entrar em um bar com amigos, na maior tranquilidade”. Ele repetiu que decidiu se aposentar precocemente do cargo porque “chegou a hora”, depois de 11 anos exercendo a função. “É hora, sobretudo, de fazer outras coisas, enfim, ter uma vida diferente.”

Questionado se abandona o cargo magoado com a postura exercida por alguns advogados de defesa do processo do mensalão, a quem acusou de atuação política, ele disse que não se sente afetado por isso. “Mas foi uma das coisas mais chocantes que vi durante esses 11 anos que passei aqui”, declarou.

Segundo Barbosa, a prática do direito no Brasil está se tornando “um vale-tudo”. “O sujeito perde nos argumentos mas quer levar no grito, quer agredir, quer desmoralizar a autoridade. Ora, o Judiciário é o poder cuja força está na sua credibilidade, ele não dispõe do dinheiro, da bolsa, das armas, ele dispõe da credibilidade.”

De acordo com ele, “no momento em que há complacência dentro do próprio Judiciário com esses abusos cometidos por certas pessoas, certas organizações, todo o edifício democrático rui”.

Barbosa afirmou ainda deixar a Corte sem pensar em carreira política. “A partir do dia em que for publicado o decreto da minha aposentadoria, de minha exoneração, serei cidadão como outro qualquer, absolutamente livre para tomar posições que entender necessárias e apropriadas”, disse o ministro que participou nesta terça-feira de sua última sessão no Supremo.

Questionado se pretende se candidatar no futuro ou se vai apoiar algum candidato nessas eleições, Barbosa afirmou não acreditar nessa hipótese. “A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudo e reflexão”, continuou o ministro.

Ele disse crer numa “política de senso bem elevado, examinada pela ótica das relações entre os Estados e as nações”. “Não tenho esse apreço todo pela política no dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim”, disse.
Fonte : Valor Econômico
Data : 01/07/2014

ESTRAGANDO A FESTA - POR MÍRIAM LEITÃO
Publicado em 07/01/2014 as 02:13 PM

A estabilização corre riscos. Não há risco de haver uma inflação descontrolada amanhã, mas as bases que sustentam a moeda vêm sendo minadas nos últimos anos. A conta de erros na economia sempre acaba chegando. Para se ter uma ideia, se fosse corrigir no ano que vem todo o preço de energia que ficou reprimido nos últimos dois anos, o reajuste teria que ser de 30%.

O governo fez, nas últimas horas, uma comemoração às avessas do plano que derrotou a hiperinflação no Brasil. Na véspera de o Plano Real fazer 20 anos divulgou-se que, em maio, houve um rombo histórico nas contas públicas, um déficit primário de R$ 11 bilhões. Isso significa que, mesmo sem contar o que pagou de juros da dívida, o governo teve um desequilíbrio dessa magnitude. É o maior desde que essa série começou.

O ministro da Fazenda anunciou ontem mais subsídio a empresários, que é renúncia fiscal, ou seja, uma forma de gasto. O governo teve queda de arrecadação e, mesmo assim, decidiu novamente distribuir a alguns setores vantagens tributárias. Isso já foi feito várias vezes nos últimos anos e não deu certo.

Outro fator desestabilizador é o da inflação reprimida dos preços administrados. Se fossem corrigidos em 2015 todos esses preços com atraso, o IPCA iria para 7,8%, pelas contas da equipe do Modal Asset.

De acordo com Alexandre de Ázara, sócio e economista-chefe do Modal, os administrados precisam subir 13,8% em 2015 para recompor o que ficou represado nos últimos anos. A energia elétrica tem uma alta atrasada de 30%; os ônibus urbanos, 20%; e a gasolina, 15%. Além disso, há defasagens em itens como remédios, telefonia, água, esgoto e gás.

Uma lição aprendida com os planos que fracassaram foi não manipular preços. Quando os preços foram congelados, ou houve reajustes artificiais dos bens e serviços que o governo controla, a inflação acabou subindo mais no período seguinte. O Modal fez contas para a coluna que mostram esse desequilíbrio:

— De 2003 a 2010, os preços administrados subiram em média 5,5%, no mesmo patamar do IPCA, que foi 5,4%. Entre 2011 e maio de 2014, no entanto, eles foram usados pelo governo para evitar que a inflação estourasse o teto da meta. Os administrados subiram apenas 3,8%, enquanto o IPCA foi de 6,2% em média. Para corrigir isso, será preciso que eles subam 13,8% no ano que vem, o que levaria a inflação oficial para 7,8% — disse Alexandre de Ázara.

Preços reprimidos são um perigo, mas o maior fator desestabilizador é a gastança. De janeiro a maio deste ano, a receita do Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central) cresceu 0,5% enquanto as despesas primárias, que não incluem o pagamento de juros, subiram 4,8%, segundo a consultoria Rosenberg & Associados. Para piorar, houve adiamento de gastos obrigatórios, como, por exemplo, com precatórios e a Conta de Desenvolvimento Energético. As despesas de custeios tiveram um aumento de 12,8% nos cinco primeiros meses do ano.

Outra lição aprendida foi não fabricar dinheiro através de engenhocas contábeis como as contas de movimento. Como tudo foi há muitos anos, é preciso explicar. No governo militar fabricava-se dinheiro através de uma conta conjunta entre Banco do Brasil e Banco Central. O primeiro recebia do segundo fundos ilimitados para cobrir seus rombos.

No atual governo, foi recriada essa ciranda. O Tesouro se endivida no mercado e manda dinheiro ao BNDES, que, de vez em quando, envia dinheiro para o Tesouro nos momentos em que as contas estão em nível muito ruim. Na semana passada, o governo anunciou que vai mandar mais um cheque de R$ 30 bilhões ao BNDES, e o Tesouro cobrou do banco R$ 1 bilhão de juros de antigos empréstimos para ajudar na melhoria do desempenho fiscal. Aliás, essa montanha de dinheiro enviada ao BNDES virou um esqueleto gigante.

Estabilizar não é apenas num dia fazer a mágica de trocar uma moeda por outra. O trabalho é árduo e longo. Na área fiscal, foi preciso tirar muito esqueleto do armário, ou seja, dívidas não contabilizadas adequadamente, até ser possível ter uma Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi preciso entender as razões dos fracassos dos vários planos para não repeti-los. O que o país não pode agora é cometer erros conhecidos. E é exatamente isso que o atual governo tem feito.
Fonte : O Globo
Data : 01/07/2014

PRÉ-SAL ATINGE A MARCA RECORDE DE 500 MIL BARRIS DE ÓLEO POR DIA
Publicado em 07/01/2014 as 02:13 PM

Com 9 plataformas operando, produção já representa 25% do total da Petrobras
POR RAMONA ORDOÑEZ

FPSO Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, no pré-sal - Agência O Globo



RIO - Vinte e nove anos depois de o país ter alcançado a produção recorde de 500 mil barris por dia de petróleo, a Petrobras comemora ter atingido a produção recorde de 500 mil barris diários somente nos campos do pré-sal nas bacias de Santos e Campos. A produção atinge esta marca recorde apenas oito anos depois de ter sido anunciada a descoberta de reservas gigantescas de petróleo no pré-sal. A produção no pré-sal, que em abril foi de 412 mil barris diários, já havia atingido o pico de 470 mil barris em 11 de maio.

A marca dos 500 mil barris no pré-sal foi atingida no dia 24 de junho (quando a produção chegou a 520 mil barris diários) graças à interligação de mais um poço na semana passada, com produção de 30 mil barris diários. Esse poço fica no Campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos. A produtividade média por poço no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos alcançou 28 mil barris de petróleo por dia, um volume significativo, considerando que a média dos poços em Campos varia de 3 mil barris a 10 mil barris.

Com esse volume, a produção no pré-sal já representa cerca de 25% do volume total da Petrobras, que está em cerca de 1,98 milhão de barris por dia. Em abril, a produção atingiu 1,93 milhão de barris diários, sendo 412 mil no pré-sal. Atualmente, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 1º de julho, a produção estava no patamar de 515 mil barris diários.

Também contribuiu para o recorde na produção nos campos do pré-sal o fato de a Petrobras ter conseguido colocar em operação no ano passado nove novos sistemas de produção, três dos quais na Bacia de Santos.

Ao todo estão em produção em campos do pré-sal nas bacias de Santos e Campos nove plataformas. A meta da Petrobras — que a presidente da estatal, Graça Foster, faz sempre questão de reforçar — é a de aumentar a produção em 7,5% neste ano, atingindo em torno de 2 milhões de barris por dia.

A solenidade dos 500 mil ocorre uma semana depois de o governo anunciar ter concedido para a Petrobras, sem leilão, o direito de explorar os excedentes dos campos do pré-sal da cessão onerosa além dos 5 bilhões de barris concedidos em 2010. As novas áreas têm reservas estimadas entre 10 bilhões e 15 bilhões de barris.
Fonte : O Globo
Data : 01/07/2014

APÓIS DISPUTA COM A ASTRA, BANCO NÃO REWNOVOU FINANCIAMENTO
Publicado em 07/01/2014 as 02:13 PM

BNP exigiu pagamento de empréstimo US$ 350 milhões

Um outro documento interno da Petrobras enviado à Controladoria Geral da União mostra que um empréstimo no valor de US$ 350 milhões serviu para financiar as atividades da comercializadora dos estoques da refinaria de Pasadena e para cobrir “necessidades de caixa”. A falta de capital de giro, inclusive, se deu em razão da liquidação do empréstimo com o banco francês BNP Paribas – a estatal era garantidora de US$ 156 milhões e a então sócia em 2008, a Astra Oil, de outros US$ 156 milhões.

O documento cita que a Astra passou a não honrar os pagamentos do financiamento com o banco, o que levou a companhia brasileira a entrar com um processo arbitral nos Estados Unidos. Logo depois, a empresa belga exerceu o direito de venda de sua parte no empreendimento, a chamada cláusula de put option.

Diante da disputa, o banco não concordou em renovar a linha de crédito e exigiu o pagamento dos valores devidos. Como a refinaria não tinha dinheiro em caixa, foi feito um empréstimo junto à Petrobras “em caráter emergencial”. A Diretoria Executiva da estatal aprovou, em 2008, tanto o pagamento da linha de crédito junto ao BNP quanto o empréstimo dos US$ 350 milhões à refinaria, dinheiro destinado à compra de matéria-prima.

A reportagem do GLOBO enviou à assessoria de imprensa da Petrobras questionamentos sobre os empréstimos de US$ 1,382 bilhão à refinaria e sobre as cobranças feitas pela CGU. O pedido da CGU no último dia 11, inclusive, é a reiteração de um ofício que já havia sido enviado em 16 de abril. A Petrobras não respondeu às perguntas até o fechamento desta edição. A compra da refinaria de Pasadena é investigada também pelo Tribunal de Contas da União, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e por duas CPIs.
Fonte : O Globo
Data : 01/07/2014

CGU APURA EMPRÉSTIMOS À REFINARIA DE PASADENA DE US$ 1,4 BILHÃO
Publicado em 07/01/2014 as 02:13 PM

Órgão cobrou da Petrobras explicações sobre valores que, segundo balanço, foram para o empreendimento
POR VINICIUS SASSINE



Refinaria Pasadena, da Petrobras: CGU apura empréstimos à refinaria de US$ 1,4 bilhão - Divulgação/ Agência Petrobras / Arquivo



BRASÍLIA — A Controladoria Geral da União (CGU) pediu à Petrobras que explique empréstimos no valor de US$ 1,382 bilhão à refinaria de Pasadena, no Texas, quantia que não se confunde com gastos de US$ 1,3 bilhão com a compra e os litígios envolvendo o empreendimento, como consta no ofício da CGU obtido pelo GLOBO. O documento foi remetido à presidente da estatal, Graça Foster, no último dia 11, e deveria ter sido respondido até o dia 17. A cobrança por explicações faz parte da auditoria instaurada para apurar supostas irregularidades na compra da refinaria.

Os auditores da CGU reproduziram no ofício um balanço apresentado em reunião do Conselho de Administração da Petrobras, em junho de 2012, com os números relacionados à refinaria, referentes ao mês anterior. Em maio de 2012, conforme esse balanço, os valores eram os seguintes: US$ 490 milhões com a aquisição da refinaria; US$ 753 milhões gastos em razão do litígio com a Astra Oil, ex-sócia da Petrobras no empreendimento; US$ 67 milhões com "solução de outros litígios, despesas judiciais e perdas"; e US$ 1,382 bilhão com “empréstimos da PAI (Petrobras América, subsidiária da estatal) para PRSI/PRST (siglas da refinaria e da empresa dos estoques do empreendimento)”. O balanço dos recursos referentes à aquisição e à operação da refinaria somou todos esses valores, que chegam a US$ 2,692 bilhões.

A CGU cobrou, então, a discriminação de todos os empréstimos que somaram US$ 1,382 bilhão. Além disso, o órgão de controle da Presidência da República pediu cópias de documentos com os registros da entrada de recursos nas contas das refinarias, num período entre junho e setembro de 2008, "necessários para cumprir compromissos urgentes, imperiosos e, inclusive, para inibir riscos de acidentes".

Os auditores já sabem que um financiamento no valor de US$ 500 milhões foi firmado junto ao banco francês BNP Paribas, destinado à compra de matéria-prima e a outras despesas operacionais da refinaria. A responsabilidade pelo empréstimo era tanto da Petrobras quanto da Astra.

BNP EXIGE PAGAMENTO DA DÍVIDA

No último dia 4, a área jurídica da estatal informou à CGU que a Astra se recusou a prorrogar a linha de crédito. O BNP exigiu o pagamento da dívida. Em novembro de 2008, os dois sócios, ainda segundo a área jurídica da Petrobras, pagaram o que estava sendo cobrado, US$ 312 milhões, ou US$ 156 milhões cada um.

A equipe da CGU fez três questionamentos em relação a essa linha de crédito. O ofício direcionado a Graça questiona se o financiamento foi utilizado para custear outras despesas; se houve custos relativos à garantia do empréstimo; e se, além dos US$ 312 milhões, houve outros pagamentos ao BNP.
Fonte : O Globo
Data : 01/07/2014

PETROBRAS INICIOU TESTE EM POÇO NA ÁREA DE IARA
Publicado em 07/01/2014 as 02:12 PM

A Petrobras informou que em 21 de junho iniciou o Teste de Longa Duração (TLD) na área de avaliação conhecida como Iara, no bloco BM-S-11, a cerca de 300 km da costa e em lâmina d’água de aproximadamente 2.200m. O teste faz parte do Programa de Avaliação da Descoberta, aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a estatal, o teste está sendo realizado no poço 3-BRSA-1132-RJS (RJS-706), na área oeste do Plano de Avaliação de Iara, utilizando o FPSO Dynamic Producer. A produção inicial do poço, de 29 mil barris de óleo por dia, é similar à que vem sendo obtida nos poços já em produção comercial no pré-sal da Bacia de Santos, indicando o "excelente potencial" dessa área.

"Esse TLD, o primeiro realizado em Iara, permitirá a aquisição de importantes informações para o desenvolvimento desta descoberta, ocorrida em 2008." A Petrobras é a operadora do consórcio (65%), tendo como parceiras a BG E&P Brasil Ltda (25%) e a Petrogal Brasil S.A (10%).
Fonte : Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
Data : 01/07/2014

BRASKEM CONSTRUIRÁ PLANTA NOS EUA
Publicado em 07/01/2014 as 02:12 PM

A Braskem anunciou a construção de uma planta de Polietileno de Ultra-Alto Peso Molecular (PEUAPM), na cidade de La Porte, estado do Texas, nos Estados Unidos. Conhecida comercialmente como Utec, a resina conta com tecnologia 100% brasileira e têm aplicações em diversas indústrias, como extração de petróleo, artigos militares e construção civil.

As obras da fábrica devem ser iniciadas brevemente, a partir do terceiro trimestre deste ano. A construção tem duração prevista de 18 meses, com a conclusão prevista para a primeira metade de 2016. A planta nos Estados Unidos complementará a capacidade da linha já existente no Brasil de Utec, localizada no polo petroquímico de Camaçari, na Bahia.

"Estamos bastante otimistas porque acreditamos que ele reforça a dedicação da Braskem para o desenvolvimento da cadeia do plástico e na relação com clientes e mercado", disse Fernando Musa, vice-presidente dos negócios da Braskem nos Estados Unidos e Europa. "Trata- se de um passo lógico para o nosso negócio, uma vez que a comercialização da Utec já existe há mais de 10 anos nos Estados Unidos. A iniciativa permitirá, potencialmente, à Braskem ampliar e intensificar sua atuação estratégica no cenário internacional", complementa.

Com um peso molecular cerca de 10 vezes maior que as resinas de Polietileno de Alta Densidade
(Pead), a Utec tem excelentes propriedades mecânicas como elevada resistência à abrasão, resistência ao impacto, leveza e baixo coeficiente de atrito. Autolubrificante, o material é aplicado em produtos semiacabados nos seguintes setores: agricultura, automotivo, têxtil, papel e celulose, alimentos e bebidas, carvão e mineração, fibras de alta performance, separadores de baterias e no tratamento de águas residuais.

A Braskem tem 36 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos.
Fonte : Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
Data : 01/07/2014

PRODUÇÃO MÉDIA DIÁRIA DO PRÉ-SAL CHEGA A 500 MIL BARRIS EM OITO ANOS
Publicado em 07/01/2014 as 02:12 PM

A Petrobras comemora nesta terça-feira (1º) a produção de 500 mil barris por dia de petróleo e gás natural na região do pré-sal da Bacia de Santos. A cerimônia contará com a presença da presidenta Dilma Rousseff e da presidenta da estatal, Graça Foster, e será realizada no edifício-sede da estatal, no centro do Rio de Janeiro.

O patamar é atingido oito anos após a primeira descoberta, e mais rápido do que o desenvolvimento de outros campos em águas ultraprofundas no mundo. No Golfo do México, por exemplo, foram necessários 19 anos para se chegar a esse nível de produção; no Mar do Norte, nove.

A província do pré-sal como um todo, incluindo as bacias de Santos e Campos, tem 149 mil quilômetros quadrados e equivale a três vezes o tamanho do estado do Rio. Em 2020, o pré-sal será responsável por cerca de 50% da produção da Petrobras, que deverá atingir 4,2 milhões de barris por dia.

As reservas provadas de óleo e gás da Petrobras no Brasil, apropriadas em dezembro de 2013, são 16 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) que, somados ao volume potencial recuperável de 11,4 bilhões de petróleo equivalente, alcançam 27,4 bilhões de barris, dos quais 15,7 bilhões são de óleo e gás descobertos no pré-sal.

O potencial brasileiro para exploração e produção de petróleo e gás natural em águas ultraprofundas, no entanto, vai além do pré-sal das bacias de Santos e Campos. Outras duas áreas com potencial têm apresentado resultados significativos: a Bacia Sergipe-Alagoas (na Região Nordeste) e a chamada Margem Equatorial (próxima às regiões Norte e Nordeste). Os resultados alcançados até agora já permitem a companhia planejar a produção do primeiro óleo da Bacia de Sergipe. (Agência Brasil)
Fonte : Jornal do Commercio - Rio de Janeiro
Data : 01/07/2014

ODEBRECHT E ENAGÁS GANHAM LICITAÇÃO PARA GASODUTO DE US$ 4 BI NO PERU
Publicado em 07/01/2014 as 02:11 PM

Um consórcio formado pela brasileira Odebrecht e a espanhola Enagás venceu nesta segunda-feira (30) uma licitação para construir e operar um gasoduto que demandará investimentos de até US$ 4 bilhões no Peru.

O projeto é o maior do ramo de energia no país e fundamental para o governo do presidente Ollanta Humala.

O Proinversión, órgão estatal que promove o investimento privado no Peru, concedeu o projeto ao grupo denominado Gasoduto Sur Peruano, no qual a construtora Odebrecht tem uma participação de 75% e Enagás de 25%.

O GASODUTO

O gasoduto com cerca de 1 mil quilômetros se estenderá desde a reserva de gás natural de Camisea, localizada no sul da selva do Peru, e cruzar a Cordilheira dos Andes para a região costeira de Moquegua, onde operam grandes mineradoras.

"Os recursos de Camisea, que têm contribuído para o desenvolvimento nos últimos 10 anos, vão chegar desta vez aos mercados do sul e permitirão sustentar o crescimento, que é o único caminho viável para combater a pobreza em nosso país", disse a jornalistas o ministro de Minas e Energia, Eleodoro Mayorga.

O prazo para a construção do gasoduto é de 56 meses, a contar da assinatura do contrato de concessão, de acordo com a agência estatal.

ECONOMIA PERUANA

A concessão do projeto ocorre num momento em que a economia do Peru vem perdendo força por conta de uma menor demanda pelos minérios que o país exporta para a China, principal consumidor global.

O Proinversión disse que a Odebrecht e Enagás venceram a licitação ao ofertar US$ 7,329 bilhões, incluindo investimentos entre US$ 3,6 bilhões e US$ 4 bilhões para construir o gasoduto e as despesas administrativas que serão geradas durante os 34 anos de concessão do projeto.

A agência estatal rejeitou a proposta técnica do outro grupo interessado no projeto, composto pela francesa Suez, a norte-americana Sempra, a argentina Techint e a colombiana TGI.
Fonte: Folha de São Paulo/DA REUTERS
Data : 01/07/2014

PODER - APÓS TER EXIGÊNCIA ATENDIDA, PR DEFINE APOIO À DILMA
Publicado em 07/01/2014 as 02:11 PM

A executiva nacional do PR anunciou nesta segunda-feira (30) apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. A entrada na chapa do PT se deu após o partido ter pressionado e conseguido a troca de comando do Ministério do Transporte. A sigla contribuirá com 1 minuto e 8 segundos no tempo de propaganda política de Dilma no rádio e na televisão.

Na semana passada, a presidente trocou o ex-ministro Cesar Borges por Paulo Sérgio Passos. A mudança foi uma condicionante imposta pelo PR para garantir apoio nas eleições. A sigla reclamava que o ex-ministro não atendia aos deputados da legenda. Borges foi transferido para a Secretaria de Portos.

"A troca no Ministério dos Transportes ajudou [o PR]. O gesto do governo de afastamento [de Cesar Borges] colocando outro ministro, que também não é indicação nossa, fez com que o partido entendesse a boa vontade do governo e fizesse a opção por apoiá-la", afirmou Alfredo Nascimento, presidente do PR. "O que estabeleceu essa diferença na relação entre a base do PR no Congresso e o governo era a relação com o ministro dos Transportes", disse.

Dos 24 dirigentes, apenas o deputado Bernardo Santana (MG) votou pelo apoio à Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência. Ele não participou da reunião realizada em um hotel de Brasília, mas enviou uma procuração com o seu voto.

Apesar de o PR ter esticado a corda com o governo, Dilma classificou a troca como uma "pequena reorganização no time que toca infraestrutura logística do governo". Na cerimônia de posse dos ministros, a presidente desconstruiu as críticas de que sacrificou uma equipe elogiada pelo setor privado para ceder a chantagens políticas e garantir tempo de TV no programa eleitoral.

A decisão sobre o apoio à Dilma ficou para o último dia porque o partido, em sua convenção nacional, decidiu delegar à executiva a definição devido ao racha interno. Parte da legenda queria embarcar na candidatura de Aécio e alguns poucos defendiam até a coligação com o PSB, de Eduardo Campos. A sigla também aproveitou o tempo extra para pressionar o governo.

Apesar de aliado, o PR deu trabalho ao governo Dilma. No início do mandato da presidente, em 2011, bancada no Senado se declarou "independente" nas votações no Congresso e no início desse ano, o partido na Câmara integrou o chamado "blocão", um grupo de partidos da base aliada que se rebelou e causou algumas derrotas ao governo na Casa.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 30/06/2014

QUEDA NO FRETE DO TRANSPORTE DE AÇÚCAR PARA O PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/01/2014 as 02:10 PM

“O frete de transporte de açúcar para o porto ficou mais competitivo”, assim afirmou Plinio Nastari, presidente da DATAGRO, indicando que em maio o frete médio para transporte de açúcar no estado de S.Paulo para o Porto de Santos registrou queda de 8% comparado ao mês anterior, e queda de 7,8% em relação ao preço praticado no mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 84,35 por tonelada.

A redução foi possível, entre outros fatores, por causa das melhorias no Porto de Santos que refletiram na logística do transporte de açúcar. Entre as medidas adotadas este ano, para o maior porto do Brasil, um dos destaques foi o agendamento da chegada de veículos aos terminais, que contribuiu para diminuir o congestionamento na região periférica do porto. Segundo Nastari, “como resultado, o tempo médio de espera de um caminhão caiu de 9 horas para cerca de 5,5 horas”.

Outro fator que influenciou foi a redução das chuvas, o que aumentou a eficiencia do escoamento e diminuiu o congestionamento no pátio do porto.

O frete entre Ribeirao Preto e Santos atingiu em maio R$ 82,07 por tonelada, uma redução de 8,5% em relação ao mês de abril deste ano, completou Nastari.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 30/06/2014

RESPONSÁVEIS POR NAVIOS - AGENTES MARÍTIMOS LUTAM POR MAIOR PARTICIPAÇÃO NO SETOR PORTUÁRIO
Publicado em 07/01/2014 as 02:10 PM

Um profissional que lida com grande quantidade de informações e que, necessariamente, deve falar outras línguas. Está preocupado com o cargueiro e até mesmo com as necessidades da tripulação que ali está embarcada - inclusive, no que diz respeito à alimentação. Mais do que isso, também deve gerenciar a movimentação de mercadorias, negociar com terminais marítimos e estar atento às atualizações de normativas portuárias e do comércio exterior.

Com uma grande carga de responsabilidade, os agentes marítimos agora buscam uma maior representatividade no setor. A participação nas discussões do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) é um dos anseios da categoria.

Em um contexto amplo, este é o agente marítimo, que tem papel fundamental para a eficiência dos portos - e das relações comerciais realizadas nesses complexos - em todos os países. No mês em que se comemorou o dia do profissional, celebrado na última terça-feira, a categoria destaca o papel nesse mercado, cada vez mais competitivo, além de buscar a garantia de cada vez mais presença nas discussões que nortearão o futuro.

“Somos o representante do armador (empresa proprietária do navio) no porto. Temos que atendê-lo em tudo o que necessita e ainda garantir o embarque e desembarque das cargas”, explica o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), Marcelo Neri, que é proprietário da Alphamar. Para ele, o grande desafio do agente marítimo hoje é, com equilíbrio, conseguir lidar com o volume de informação trabalhado.

Neri conta que o profissional do ramo é o responsável por contatar todos os elementos responsáveis por fazer o Porto funcionar. A exemplo de Santos, ele remete à obrigatoriedade de estabelecer comunicação direta com os terminais marítimos, com a Praticagem (responsável pela movimentação dos navios no canal de navegação), com a Receita Federal, com os órgãos sanitários, como a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com transportadores de carga, entre tantos outros.

“Dizemos que informação é dinheiro. Se algo sai errado, muitos são envolvidos, o prejuízo pode ser grande, e isso requer atenção em dobro”, ressalta. Por essa razão, Neri lembra a necessidade de a categoria sempre estar atualizada, ciente das regras e normativas comerciais internacionais - que têm um processo de atualização constante, além de estar presente nas discussões que permeiam o futuro das operações portuárias e relações comerciais entre países.

Representatividade

Os agentes marítimos possuem uma cadeira na Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos). “Mas devemos estar em outros lugares para discutir, como no CAP”, acredita o presidente do sindicato.

Para ele, é de extrema importância essa participação da categoria, não somente pela representatividade, mas pela possibilidade de compartilhar dados e informações diárias, principalmente por estarem em contato com todas - ou a maioria - das entidades envolvidas no funcionamento do Porto.

Marcelo Neri mantém expectativa positiva para o mercado dos agenciadores marítimos, mesmo com o crescimento da presença de escritórios locais dos armadores - fato que tem se tornado mais comum nas últimas duas décadas. “A tecnologia nos deixou mais ágil, ao mesmo que tempo que a cobrança e as responsabilidades aumentaram. O nosso mercado mudou, cresceu e se globalizou, mas nós sempre estaremos presentes em todos os Portos”.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/06/2014

AGENTE MARÍTIMO - AO LONGO DO TEMPO, MUITAS MUDANÇAS NA PROFISSÃO
Publicado em 07/01/2014 as 02:10 PM

“Os tempos são outros. Vivemos na era da tecnologia e da rapidez. Por isso, posso até dizer que o glamour da profissão pode até não existir mais”, conta, em tom nostálgico, o diretor financeiro e administrativo da agência Grieg, Jorge Mariano. Ele, que acumula quase meio século na profissão, lembra, com saudade, de como era o trabalho exercido pelo agente marítimo e como, ao longo dos anos, ela foi se adequando aos mercados que surgiam.

Mariano explica que há quase 30 anos, ainda sem os avanços da internet, o trabalho era manual, inclusive dentro dos navios. “Nessa época, ainda com o início do comércio exterior no Brasil, tínhamos um contato mais próximo com a própria tripulação. Algumas vezes, nós íamos a bordo. Os comandantes ingleses até mesmo faziam chá da tarde para nós”, diz, ao garantir que esse era o charme de quem escolhia a carreira. “Hoje, o navio não fica mais de um dia no cais”.

Quando havia algum problema, relata do diretor da Grieg, companhia que completa este ano 84 anos de funcionamento, o agente tinha que, muitas vezes correndo, sair da embarcação e, em um único telefone no cais, utilizado para realizar chamadas para o exterior, tentar contatar algum escritório da empresa, maioria das vezes em outro País. “Hoje, um e-mail, da própria cabine da tripulação, resolve qualquer questão. E nós, pela internet, acompanhamos tudo”, garante, ao afirmar que algumas necessidades permanece: como a de saber outras línguas.

Apesar dessas mudanças, Jorge, que um dia sonhou em ser jornalista, mas que a vida o fez se apaixonar pela contabilidade, conta que nas últimas duas décadas o perfil do mercado mudou. “Um armador comprou o outro e hoje eles tornaram grandes empresas totalmente globalizadas”, diz, ao se referir à abrangência mundial das companhias que operam, na maioria, para vários portos do mundo. “Antigamente, existia um armador para cada rota”.

Feliz com o caminho que escolheu, Jorge Mariano, assim como o colega Maurício Neri, acredita que a profissão ainda tem muito para crescer e cada vez mais tornar-se representativa diante das demais e da concorrência entre os próprios armadores. “Somos o porto seguro dos armadores. Eles confiam em nós, assim como as empresas, em terra, que dependente do nosso trabalho para a carga seguir viagem com segurança e eficiência”.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/06/2014

BALANÇO - LEI DOS PORTOS ATRAI R$ 37,4 BILHÕES EM INVESTIMENTOS
Publicado em 07/01/2014 as 02:09 PM

Embora tenha sido substituído no comando da Secretaria de Portos (SEP), o ex-ministro Antônio Henrique da Silveira apresentou os números do setor no 10º balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), realizado na última sexta-feira, em Brasília. Segundo ele, a nova Lei de Portos, aprovada pelo Congresso no ano passado, pode trazer um adicional de investimento no setor de até R$ 37,4 bilhões.

Silveira destacou que já existem 20 contratos de concessão prontos para serem assinados e outros quatro termos de adesão, além de 22 autorizações para operação portuária já emitidas e outras 42 em andamento. Esse conjunto representa um aporte global de R$ 5,4 bilhões.

De acordo com o ex-ministro, existem também 40 pedidos de modernização de portos registrados na Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), depois da Lei dos Portos de 2013.

“Esses pedidos conformam mais de R$ 18 bilhões em investimentos. Isso é extremamente importante porque traz investimento em terminais que precisam de modernização”, disse.

A maior parte dos projetos em andamento é diferente do perfil anterior dos terminais portuários do País, concentrados em produtos específicos como grãos e minério. “A nova Lei de Portos abriu possibilidade de transporte de carga livre e isso exerceu uma pressão positiva. Colocando apetite grande por esses terminais (para produtos variados). Só agora estão começando a aparecer projetos integrados”, afirmou o ex-ministro. “Agora começam a surgir conversas sobre projetos de portos maiores”.

Entre as novas investidas, está a construção de um porto central em Vitória (ES). “Existe uma conversa entre interessados, o governo do Espírito Santo e a Secretaria de Portos”, disse.

Ele destacou que outras 117 áreas privadas têm contrato vencendo em 2017 e, a partir da Lei dos Portos, podem investir mais R$ 14 bilhões para adicionar 259 milhões de toneladas à capacidade de carga portuária do País. Esses recursos, somados aos demais, podem atingir R$ 37,4 bilhões no total de aportes previstos.

Aval do TCU

Todos esses investimentos, contudo, dependem do aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que questionou projetos e aplicação de recursos públicos em portos concedidos à iniciativa privada.

“Aguardamos que o ministro Aroldo Cedraz (do TCU) leve a exame na próxima semana. Uma vez dado sinal do TCU, vamos prosseguir no prazo de autorização, que a partir da decisão é de 30 dias (para fazer chamada pública de operadores)”, indicou.

Silveira destacou que o PAC2 prevê o investimento de R$ 9,1 bilhões para o setor. Segundo ele, nos últimos sete meses os portos do País adicionaram capacidade equivalente a do Porto de Santos. Ao final, ele agradeceu o período como ministro.

“Queria aproveitar o pouco tempo que me resta, tanto aqui (na apresentação do PAC2) quanto no cargo, para agradecer a presidente Dilma pelos oito meses que passei à frente do Ministério”, concluiu.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/06/2014

PELA SEGUNDA VEZ - LICITAÇÃO PARA DRAGAGEM DE MANUTENÇÃO DO PORTO TERMINA SEM UM VENCEDOR
Publicado em 07/01/2014 as 02:04 PM

Pela segunda vez, a Secretaria de Portos (SEP) não conseguiu contratar uma empresa para a execução das obras de dragagem de manutenção do canal de navegação (calha central), das bacias de acesso e dos berços do Porto de Santos. Isto porque três empresas apresentaram propostas acima do limite estabelecido pela pasta para o pagamento do serviço. Agora, uma nova rodada de negociações de preço acontecerá na próxima terça-feira.

Três participantes encaminharam propostas para a licitação promovida pela SEP, na manhã de ontem. No entanto, os consórcios Dragagem Santos, Dragabras e Etesco-Tulipa apresentaram ofertas acima do valor orçado pelo governo para a execução da obra.

A licitação da dragagem no Porto de Santos é feita por Regime Diferenciado de Contratação (RDC). Ele permite a negociação dos preços quando eles estão acima da proposta feita em edital.

Antes do certame, a SEP estipulou um valor máximo para o pagamento do serviço. No entanto, este valor não é conhecido pelas concorrentes. Após a análise dos documentos, cada consórcio apresentou o seu preço.

O valor mais alto, R$ 640,9 milhões, foi cobrado pelo consórcio Dragabras Serviços de Dragagem. Em seguida, a segunda melhor oferta foi a do consórcio Etesco-Tulipa, que apresentou R$ 579 milhões como lance.

Já o consórcio Dragagem Santos - Van Oord e Boskalis cobrou R$ 545 milhões para a execução do serviço. A partir daí, as três propostas foram encaminhadas para a segunda fase, a de disputas verbais, quando há a reavaliação dos lances. Mas, todos os concorrentes declinaram.

Diante do resultado, a comissão de licitação se reunirá com a intenção de encontrar alternativas para solucionar as divergências de custo. O mesmo aconteceu em abril, quando a SEP realizou o primeiro certame, também sem vencedor.

Na ocasião, devido ao insucesso da licitação, a SEP realizou reuniões com as empresas de dragagem para identificar as dúvidas que poderiam ter motivado o aumento dos custos do projeto. Os questionamentos foram encaminhados e a pasta adaptou alguns pontos no edital que foi relançado no dia 20 de maio.

Obra

O serviço de dragagem a ser licitado envolve a retirada de sedimentos e a manutenção da profundidade obtida do canal de navegação (trecho central do estuário), das bacias de acesso (a área entre o canal de navegação e os berços, onde os navios podem ser manobrados antes de atracar) e dos berços de atracação (pontos rentes ao cais onde permanecem os navios) do Porto. O canal e as bacias de acesso terão de apresentar entre 15,4 e 15,7 metros de fundura, enquanto os pontos de atracação, de 7,6 a 15,7 metros, dependendo do local.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 30/06/2014

TROCA DE MINISTROS MOSTRA DESPREZO POR PORTOS
Publicado em 06/27/2014 as 11:07 AM

Charles De Gaulle, quando presidia a França, disse não ser o Brasil um país sério. Em certos aspectos, tem razão. Vejam a Secretaria Especial de Portos (SEP). Foi criada não por ser necessária, mas porque Lula queria retribuir o apoio do PSB, na época, de Ciro Gomes. Assim, Ciro obteve a nomeação de seu conterrâneo Pedro Brito que, por acaso – exclusivamente por acaso – foi um excelente executivo.

Com Dilma, Brito saiu, mas outro cearense, do mesmo PSB, virou o titular da SEP: Leônidas Christino. Embora engenheiro, era ex-prefeito de Sobral e pouco conhecia de portos. Ao deixar o cargo, em outubro de 2013, a Folha de São Paulo publicou que, nesse ano, Christino não gastou sequer um centavo da verba de investimentos. Nesse período, Dilma lançou a MP dos Portos, a pretexto de gerar investimentos nos portos e que causou muita polêmica.

Em seguida, veio Antonio Henrique Pinheiro Silveira. De início, todos temiam que fosse radical, por ser indicação do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, considerado petista ferrenho, defensor de intervenções estatais. Com o passar do tempo, no entanto, os interlocutores empresariais começaram a destacar a disposição de diálogo de Silveira. Apesar disso, em razão da centralização criada pela nova lei dos portos, o setor ficou paralisado.

No dia 14 de maio último, esta coluna destacava: “Investimentos nos portos estão totalmente parados”. Eram citadas como fontes a Associação Brasileira de Terminais Portuários (Abtp), o consultor Elias Gedeon, da empresa Notre Dame e Nélson Carlini, presidente da Logz. Os três informavam que o primeiro bloco de licitações pós lei dos portos – incluindo áreas de Santos – estava sendo reexaminado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Já o segundo bloco – incluindo Paranaguá (PR) e Salvador(BA) – teria de ser totalmente refeito. Além disso, os empresários reclamavam que a regulamentação da lei estava sendo burocratizada, desestimulando investimento.

Pois, nesse ambiente – com centralização excessiva em Brasília e investimentos paralisados – a presidente Dilma resolve mudar o controle da SEP. Dilma pode trocar ministros quando desejar, mas não poderia anunciar que essa alteração teria sido feita para dar eficiência ao setor. Na verdade, o PR pediu a cabeça de César Borges nos Transportes. O político baiano foi afastado de sua pasta e transferido para a SEP, onde pouco poderá realizar, pois mal terá tempo de conhecer as particularidades da SEP. Quanto a Paulo César Passos – de novo nos Transportes – conhece tudo nessa área, mas pouco fará, em fim de festa.

No Governo Lula, se dizia que a preocupação com portos era tão grande que o governo tinha criado a “Agenda Portos”, pois o tema seria debatido diariamente no Planalto. No entanto, desde a criação da SEP, o que se vê é a prevalência da política sobre qualquer preocupação técnica com o setor. Recentemente, empresários denunciaram que as dragagens dos portos de Rio e Santos estavam atrasadas e, como todos sabem, os navios estão aumentando de tamanho, e as nações desenvolvidas se preparam para receber embarcações cada vez maiores, em portos sempre mais modernos. Porto não é prioridade, é massa de manobra política.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 27/06/2014

PORTOS NA AL DESACELERAM EM 2013
Publicado em 06/27/2014 as 11:07 AM

A desaceleração do comércio exterior da América Latina e do Caribe continuaram a afetar a atividade portuária, no final de 2013, quando foi registrado um crescimento de 1,7%, segundo dados divulgados pela Comissão Econômica para a América Latina eo Caribe (Cepal). A entidade informa que este número confirma o declínio da atividade nos portos de vários países da região. Em 2010 e 2011 o aumento foi de 14% ao ano e 5,9% em 2012.

O ranking de movimentação de contêineres detalha a atividade de 80 terminais na região, cujas operações em 2013 chegaram a 46,6 milhões de TEUs. Os dados foram coletados diretamente das autoridades portuárias locais e nacionais. Os primeiros 30 portos do ranking, com níveis de atividade na faixa de 500 mil a três milhões de TEUs, representam cerca de 82% das operações de contêineres na região.

O declínio da atividade nos anos anteriores foi determinado principalmente pelos portos em cinco países da Bacia do Caribe: Colômbia, com um declínio anual de 6,9%, Jamaica (-8,2%), Venezuela (-8,2%), Panamá (-4,1%) e República Dominicana (-21,7%). Em contraste, terminais cinco países da América do Sul e um da América Central mantiveram o seu nível de crescimento, apesar do contexto global de desaceleração. Este é o caso da Argentina, de 9,8% em relação a 2012, o Brasil (6,2%), Uruguai (9,7%), Chile (6%), Equador (3,9%) e Costa Rica (37,5%).

De acordo com a análise da Cepal, o comportamento dos portos em 2013 era muito heterogênea e existem diferenças significativas entre os terminais dos países. Por exemplo, os portos chilenos de Angamos, Arica, Coronel e San Antonio tiveram um crescimento positivo devido ao sucesso de seus projetos e gestão de negócios. Os portos de Freeport (Bahamas) e Havana (Cuba) são os únicos terminais de contêineres que mostraram aumentos na região do Caribe, enquanto no Brasil os portos com maior expansão foram Itapoá (72,1%) e Chibatão (32, 6%).

O porto com o maior crescimento da região em 2013 foi o de Caldera, na Costa Rica, com alta na movimentação de carga superior a 246%. As maiores quedas foram registradas por terminais de Puerto Plata e Santo Domingo na República Dominicana, com reduções de 83,2% e 58,5%, respectivamente, e São Francisco do Sul, Brasil (-37,2%).
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação
Data : 27/06/2014

NAVIO DE PASSAGEIROS ATRACA EM PARANAGUÁ
Publicado em 06/27/2014 as 11:07 AM

O navio "Monarch" atracou nesta quinta-feira (26) no porto de Paranaguá, trazendo a bordo 568 passageiros chilenos. Afretada pela Royal Caribbean e operada pela Crucero Mundial SA/ (Pullmantur), a embarcação chegou de madrugada e permanece no Litoral do Paraná até esta sexta-feira (27).

De acordo com a operadora de turismo do navio, apesar de o Chile ter avançado na Copa do Mundo da Fifa, os passageiros não devem permanecer para o jogo. Segundo a Pullmantur, eles deixam o navio e seguem direto ao aeroporto, de onde devem retornar ao Chile.

Para atender este navio, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) montou um esquema especial, no berço 208, em frente ao portão principal do porto. A área permanece limpa e isolada e o acesso (mediante cadastro prévio) de ônibus e vans foram liberados para pegar os passageiros logo em frente à embarcação.

“Com essa estrutura improvisada ainda damos conta de atender, com o mínimo de conforto e segurança, os passageiros que chegam aqui no Porto de Paranaguá. O que nos alegra é que estamos cada vez mais próximos de termos o nosso terminal de passageiros. Afinal, o projeto arquitetônico ficou pronto esta semana e está disponível para que os interessados se manifestem para parceria com o Estado para execução do empreendimento. Estamos ansiosos para alavancar, ainda mais, o turismo em nossa região”, afirma o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese.

Esta é a primeira vez que a Fertimport, agência marítima responsável pela operação, atende uma embarcação de passageiros pelo porto de Paranaguá. Contando passageiros e tripulantes, são 1.335 pessoas a bordo do navio Monarch.
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação
Data : 27/06/2014

TECON SALVADOR ADOTA TECNOLOGIAS PARA INSPEÇÃO CARGAS
Publicado em 06/27/2014 as 11:07 AM

Neste mês, entraram em operação no Terminal de Contêineres de Salvador – administrado pelo Grupo Wilson Sons – novas tecnologias que vão otimizar as operações de inspeção de contêineres e registrar informações dos veículos que acessam o terminal. Ao todo, foram investidos R$ 7,4 milhões na aquisição de um scanner e do software OCR (Optical Character Recognition; em português, Reconhecimento Óptico de Caracteres).

Os equipamentos atendem à portaria da Receita Federal nº 3.518, que determina a inspeção de todos os contêineres de importação e das unidades indicadas pela fiscalização aduaneira, além de prever a automatização das informações dos veículos que entram no Tecon.

O scanner, equipamento de inspeção não invasiva, contribui para redução do tempo de desembaraço aduaneiro e evita o manuseio das cargas, diminuindo o risco de incidentes e avarias. Já a tecnologia OCR, instalada nos portões de entrada e saída, converte os dados dos veículos diretamente para o sistema do terminal de forma ágil e automatizada.

“Ao adotarmos esses procedimentos, daremos mais agilidade no atendimento às cargas inspecionadas, reduzindo o tempo de espera dos contêineres na área do terminal. Isso se refletirá em mais competitividade para os clientes”, cita Patricia Iglesias, gerente comercial do Tecon Salvador.
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação
Data : 27/06/2014

NAVIO DE CONTÊINERES INAUGURA OPERAÇÕES NO BERÇO 1 DA APM TERMINALS ITAJAÍ
Publicado em 06/27/2014 as 11:07 AM

O "Aldebaran", navio de contêineres com capacidade nominal de 2,8 mil TEUs e de bandeira maltense, foi o primeiro cargueiro a operar no novo berço 1 da APM Terminals, no porto de Itajaí, em 26 de junho. Foi a primeira operação na nova estrutura, reconstruída após ser afetada pela enchente de 2011. Na época, as correntezas do rio Itajaí-Açu provocaram forte erosão e comprometeram o cais.

As obras foram concluídas e simbolicamente inauguradas em abril pelo ministro dos Portos, Antônio Henrique Pinheiro Silveira, e desde então o berço aguardava testes estruturais e de equipamentos para começar a receber navios. Ricardo Arten, diretor superintendente da APM Terminals no Brasil, explica que foram investidos R$ 80 milhões na reconstrução. “O investimento vai assegurar maior flexibilidade operacional e aumento da produtividade dos navios”, diz ele.

De acordo com informações da empresa responsável pela recuperação do berço, foi necessária a utilização de engenharia especial, como a instalação de uma cortina de estacas-prancha provisória para dar mais estabilidade à estrutura durante a reconstrução. A cortina foi removida após a concretagem do berço. Na reconstrução, foram utilizadas 167 estacas tubulares que variam de 28 a 50 metros de profundidade, diferença que se explica pelos diferentes tipos de solo encontro no leito do rio.

A construtora instalou ainda um sistema de mantas geotêxteis e blocos de concreto de 20 centímetros de altura no fundo do rio a 16 metros de profundidade. O investimento extra foi necessário para que o cais resista a eventos excepcionais como as correntezas da enchente de 2011. Esta obra de reforço, semelhante a um colchão de proteção, tem como objetivo evitar a erosão e a exposição das estruturas do cais em situações semelhantes no futuro.
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação
Data : 27/06/2014

ZPE DO PECÉM É VISADA POR 3 SETORES
Publicado em 06/27/2014 as 11:06 AM

Contando com quatro empreendimentos assegurados, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém está sendo visada pelos segmentos de telecomunicações, granito e confecções. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de ZPEs (Abrazpe), Helson Braga, empresas desses setores devem, até dezembro próximo, elaborar projetos de instalação e, no próximo ano, dar início a novas companhias na área da ZPE.

Conforme Braga, a instalação dessas empresas depende, entretanto, da ampliação da ZPE, a partir de obras de infraestrutura no lado sul da zona de processamento. Atualmente, aponta, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e os empreendimentos utiliza a maior parte da estrutura existente no local, incluindo os acessos à ZPE.

A capacidade atual das vias que levam à área, destaca, é quase toda utilizada pela CSP. "Se você permitir que outras empresas utilizem os acessos usados hoje pela CSP, pode haver um congestionamento que chegaria a atrapalhar o funcionamento da siderúrgica", ilustra.

A ampliação da estrutura atual da ZPE, complementa, ficaria sob responsabilidade do Governo do Estado, que estuda como executará o serviço. O presidente da Abrazpe informa que representantes do governo e das empresas interessadas deverão se reunir, no próximo mês, para discutir como pode ser viabilizada a instalação das empresas. A expectativa, frisa, é que os serviços sejam feitos pelo poder público ao mesmo tempo em que as empresas elaboram os projetos.

Ele ressalta ainda que, embora seja positiva a existência da siderúrgica como um projeto âncora no local, também é preciso diversificar o perfil da ZPE.

Projeto

De acordo com Helson Braga, a instalação de uma empresa de telecomunicações na ZPE do Pecém depende também da aprovação do projeto de lei 5957/2013, que tramita no Congresso. Entre as mudanças trazidas pela proposta, explica, está a possibilidade de as ZPEs - que hoje só recebem indústrias - poderem abrigar empresas do setor de serviços. A proposta também reduz, de 80% para 60%, o percentual de produção que as empresas instaladas em uma zona desse tipo precisam exportar.

Para o presidente da Abrazpe, a aprovação do projeto deverá alavancar o potencial de atratividade das ZPEs brasileiras, sobretudo por conta da redução do total a ser exportado pelas companhias. "E 60% é um número ainda alto", pontua, acrescentando que, na maioria dos países com maior experiência em instrumentos desse tipo, não existe a obrigação de exportar uma determinada fatia da produção.

A previsão do presidente da Abrazpe é que o projeto de lei seja aprovado ainda neste ano. Com a possibilidade de instalação de companhias do setor de serviços, indica, as ZPEs poderão receber desde empresas de tecnologia da informação, por exemplo, até hospitais e universidades, assim como acontece em outros países.

Atraso

Conforme Braga, o Brasil ainda "está muito atrasado", em comparação com outros países, quanto ao funcionamento das ZPEs. Entretanto, frisa, as 24 zonas de processamento de exportação que o Brasil possui representam um número adequado para o momento. "Até 30, acredito que é ainda um número que está de bom tamanho", comenta.

Além da CSP, a ZPE cearense conta com outros três empreendimentos. Um deles, a Vale Pecém será responsável por enviar minério de ferro beneficiado à siderúrgica e já possui equipamentos localizados na área.

Já a Durametal, que produzirá peças automotivas e peças para geradores de energia eólica, ainda está definindo sua localização, junto à Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece). A terceira indústria é a White Martins, subsidiária de uma das maiores companhias de gases industriais e medicinais do mundo, a Praxair.

Privatização deverá ser caminho para as áreas

Embora a maioria das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) brasileiras seja gerenciada pelo poder público, a Associação Brasileira de ZPEs (Abrazpe) pretende incentivar a privatização das unidades já existentes - como a do Pecém - e das que ainda irão se concretizar. "A experiência que a gente tem, no resto do mundo, é que as ZPEs privadas são mais eficientes e mais ágeis", afirma o presidente da Abrazpe, Helson Braga. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), sete das 24 ZPEs brasileiras são administradas por empresas privadas. Conforme Braga, grande parte dos investidores - principalmente entre os estrangeiros - prefere se instalar em zonas de processamento privadas. "Eles se sentem mais confortáveis. Acham que o privado conversa melhor com o privado", frisa.

Dificuldades

Ele ressalta que, apesar do incentivo à privatização, algumas unidades têm dificuldade para se manter no início do empreendimento, quando as receitas não cobrem os custos. (JM)
Fonte: Diário do Nordeste(CE)\João Moura
Data : 27/06/2014

TCP AMPLIA CAPACIDADE OPERACIONAL DE PARANAGUÁ
Publicado em 06/27/2014 as 11:06 AM

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) inaugurou nesta quarta-feira, 25 de junho, seu novo cais de atracação, novos equipamentos e dolphins. O ministro da Secretaria de Portos, Antonio Henrique Silveira, participou da solenidade.

Com a obra do TCP, o cais passa de 574 metros para 879 metros e receberá simultaneamente até três navios de contêineres no Porto de Paranaguá. A capacidade operacional do terminal será de 1,5 milhão de TEUs/ano, um incremento de 25% em relação aos 800 mil teus/ano atuais.

Além da ampliação do novo cais, o terminal adquiriu portêineres e transtêineres, entre outros equipamentos, e inaugurou três dolphins para a atracação exclusiva de navios destinados a operações com veículos.

As mudanças no TCP fazem parte de um pacote de investimentos privados do governo do Estado realizados nos últimos três anos. São quase R$ 2,5 bilhões em projetos e melhorias já efetivadas ou em andamento nos portos do Paraná.

Durante a solenidade, o ministro Antonio Henrique Silveira disse que a iniciativa é convergente com a intenção do governo de autuar para promover a expansão da atividade portuária.

“Converge para a visão de evolução do sistema portuário. O empreendimento é compatível com o novo marco regulatório do setor na medida em que aumenta a eficiência e a concorrência não só no âmbito de Paranaguá e Antonina como de todo o Estado do Paraná”, completou.

Silveira destacou que Paranaguá está contemplado no Programa de Arrendamentos Portuários, que prevê investimentos da ordem de R$ 17,2 bilhões até 2017.

Lembrou ainda do recado que recebeu da presidenta Dilma Rousseff ao assumir a Secretaria de Portos, em outubro de 2013. “Presta atenção nos vetores da balança comercial brasileira”.

Silveira enfatizou que, ao estabelecer as áreas passíveis de arrendamento no Porto de Paranaguá, a SEP discutiu intensamente com representantes do agronegócio paranaense, principal cliente do terminal.

O governo prevê a licitação de 25 áreas no Porto de Paranaguá, que integra o Bloco II do Programa de Arrendamentos.

O ministro observou que continuam as tratativas com o Tribunal de Contas da União (TCU) para dar início às primeiras licitações de áreas nos portos organizados, começando por Santos e portos do Pará.

Ainda sobre investimentos portuários, citou a possibilidade de prorrogação antecipada de contratos assinados com os terminais privados após a edição da antiga Lei dos Portos (8.630/1993).

Com relação aos novos Terminais de Uso Privado (TUPs), enfatizou que foram autorizados, até maio, 22 novos empreendimentos privados em todo o País, totalizando R$ 9,1 bilhões em investimentos. Para esse ano, outros 42 empreendimentos estão em andamento, somando pouco mais de R$ 5 bilhões.

O ministro falou ainda sobre a importância da articulação entre os governos federal, estadual e municipal para viabilizar os acessos portuários de forma a evitar o conflito na relação porto-cidade, especialmente no que se refere à formação de filas ao longo das rodovias.

“Paranaguá é um exemplo de gestão e em Santos, após um esforço conjunto nas várias esferas de governo, conseguimos evitar formação de filas durante o escoamento da safra de soja”.

Silveira salientou ainda que a SEP mantém conversas com o Ministério dos Transportes no sentido de viabilizar projetos conjuntos de acessos portuários.
Fonte:SEP – Secretária Especial de Portos
Data : 27/06/2014

DILMA EMPOSSA NOVO MINISTRO DA SECRETÁRIA DE PORTOS
Publicado em 06/27/2014 as 11:06 AM

A presidenta Dilma Rousseff empossou ontem, quinta-feira, 26 de junho, no Palácio do Planalto, os novos ministros da Secretaria de Portos, César Borges, e do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Borges assume a SEP no lugar de Antônio Henrique Silveira, que será o secretário-executivo da pasta, e Passos deixa a presidência da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) para ser novamente titular dos Transportes.

“Nesse momento nós estamos fazendo uma pequena reorganização no time que toca a infraestrutura logística no governo. Eu estou realocando as melhores pessoas em funções diferentes, ainda que semelhantes na essência e nos princípios”, disse a presidenta durante a cerimônia.

Dilma ressaltou a experiência e a competência dos três servidores no exercício de suas respectivas funções. Com relação ao novo ministro da SEP, disse que César Borges levará para a secretaria a sua experiência na condução de projetos de infraestrutura na área dos transportes, em especial a implementação da primeira fase do Programa de Investimento em Logística (PIL).

“Neste período, nós fizemos as concessões de quase 4.900 quilômetros de rodovias federais de forma a garantir a realização das obras e não onerar os usuários excessivamente. Houve competição e deságio significativo nas tarifas dos pedágios”, lembrou.

Destacou que sob a gestão de César Borges no Ministério dos Transportes o governo federal aprimorou o novo modelo de concessões ferroviárias, que está pronto para ser iniciado. Lembrou que o governo concluiu o trecho Palmas-Anápolis da Ferrovia Norte-Sul e deu início a várias outras obras, entre as quais, a segunda ponte do Rio Guaíba, a duplicação da BR-381 de Minas Gerais e o derrocamento do Pedral do Lourenço, que vai possibilitar o funcionamento da Hidrovia Araguaia-Tocantins.

Com relação ao ex-ministro Silveira, Dilma destacou que ele auxiliou o governo no desenho da nova modelagem da concessão das rodovias e também dos portos públicos. “Eu conheço o trabalho dedicado e de qualidade que o Antonio Henrique desempenhou à frente da Secretaria de Portos num período em que estávamos implantando um modelo voltado para elevar a eficiência dos serviços portuários, garantir a participação privada e, enfim, melhorar a governança no setor”.

A presidenta enfatizou que o governo, com apenas um ano do novo marco regulatório (Lei 12.815/2013), autorizou 22 novas instalações portuárias privadas a operarem no país, com investimentos previstos de R$ 9,1 bilhões.

Frisou ainda que o modelo de arrendamentos portuários está em fase final de aprovação pelo Tribunal de Contas da União e acrescentou que a união das experiências e empenhos de Borges e Silveira permitirá ao governo acelerar os investimentos em logística portuária.
Fonte:SEP – Secretária Especial de Portos
Data : 27/06/2014

SEINFRA ANALISA PROJETO DE PPP NO PECÉM
Publicado em 06/27/2014 as 11:06 AM

Nova infraestrutura de tancagem vai levar granéis líquidos do Porto do Mucuripe para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIEP). Em um mês será definida viabilidade da PPP

A secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra-CE) já analisa o Projeto de Manifestação de Interesse (PNI) da Andrade Gutierrez para o terminal de tancagem no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). A empresa ganhou a licitação para apresentar um modelo financeiro de constituição da da Parceria Público Privada (PPP) que vai construir a infraestrutura do terminal de tancagem.

“A gente teve uma reunião com a empresa (Andrade Gutierrez). A PPP está em análise no Estado. Decidido que vai ser uma PPP, aí vai para a licitação”, afirmou o diretor de Infraestrutura da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Eduardo Neves.

Conforme a legislação, uma empresa pode apresentar um projeto por interesse próprio, arcando com todos os custos. Caso seja aprovado, passa para a fase de licitação. A própria empresa pode participar do processo licitatório. Se outra empresa ganhar, aquela que fez o projeto recebe o dinheiro que investiu da vencedora. Se ganhar, não recebe o dinheiro de volta, mas vai gozar da viabilidade econômica da PPP.

“Tem que fazer as tubulações para entregar às empresas. Essa estrutura vai ser feita por meio dessa licitação”, adiantou Eduardo. A nova estrutura vai receber empresas que armazenam granéis líquidos na retroárea do Porto do Mucuripe. Uma delas, a principal, é a Petrobras.

O diretor ressalta ser ordem do próprio governador que os processos caminhem de forma célere. “Deveremos ter uma definição da próxima etapa em 25 dias”.

Há empresas do setor de tancagem com protocolos de intenções assinado para se instalarem no CIPP, entre elas a SP Indústria e Distribuidora de Petróleo Ltda; Agemar Transportes e Empreendimentos Ltda; Temape; Superverde e Bahia Distribuidora de Gás (Grupo Ultra). O investimento chega à soma de R$ 375 milhões, com a geração de 1888 empregos diretos e indiretos.

A proposta de mudar a tancagem do Mucuripe para o Pecém não é nova, mas tem sido tocada mais recentemente. Para o secretário do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Cede), Alexandre Pereira, os desdobramentos do projeto poderiam estar caminhando com um pouco mais de velocidade.

“O processo está mais lento do que gostaríamos, porque houve alguns problemas com a PPP. A previsão se mantém para 2017”, destacou.

Tanto Alexandre Pereira quanto Eduardo Neves participaram ontem da entrega de um prédio que vai servir à uma fábrica de calçados em Tauá com investimento estimado em R$ 40 milhões. Foi um dos cinco galpões de que terá a disposição a Melbros Indústria e Comércio de Calçados
Nova termelétrica
A Adece, está prospectando uma nova termelétrica para ser instalada no Ceará, revelou o diretor de Atração de investimentos da Adece, Cláudio Frota. O nome da empresa ainda está sob sigilo, mas trata-se de um ex-executivo do empresário Eike Batista que está tocando uma empresa do ramo energético.

“Tudo só começa depois que ganha um leilão. As tratativas da localização só ocorrem depois que tem o contrato de compra e venda de energia”, explicou Cláudio.
NÚMEROS
375 milhões de reais é o investimento de empresas para o setor de tancagem
2017 é a previsão para transferência da tancagem do Mucuripe para o Pecém
Fonte: O Povo (CE)\Andreh Jonathas
Data : 27/06/2014

FILA DE NAVIOS PARA EMBARCAR AÇÚCAR SOBE PARA 39 NA ÚLTIMA SEMANA
Publicado em 06/27/2014 as 11:06 AM

SÃO PAULO -  O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros subiu de 36 para 39 na semana encerrada em 25 de junho, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil.

Foi agendado o carregamento de 1,47 milhão de toneladas de açúcar, sendo que a maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 1 milhão de toneladas, ou 68% do total. Paranaguá responderá por 25%, com 366,7 mil toneladas, enquanto Maceió por 4% (52,1 mil toneladas) e Recife por 3% (47,7 mil toneladas).  

A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP - açúcar bruto de alta polarização -, com 1,45 milhão de toneladas a granel. O restante será do tipo cristal B-150.

(Fernanda Pressinott | Valor)
Fonte : Valor Econômico
Data : 27/06/2014

PRESIDENTE EMPOSSA MINISTROS EM ATO ESVAZIADO
Publicado em 06/27/2014 as 11:05 AM

Em uma solenidade sóbria e rápida, que durou menos de 15 minutos, a presidente Dilma Rousseff empossou ontem os novos ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e da Secretaria Especial de Portos, César Borges. A mudança foi promovida às pressas para atender à pressão do PR e garantir mais um minuto de televisão da sigla para a campanha petista à reeleição. Nenhum integrante da cúpula do PR compareceu à cerimônia, embora os empossados sejam filiados à legenda.

O atual ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira - um técnico de carreira do Ministério da Fazenda - foi remanejado para a secretaria-executiva da pasta. Dilma tentou justificar as mudanças, afirmando que está fazendo "uma pequena reorganização do time que toca a infraestrutura e logística do governo". "Estou realocando as melhores pessoas em funções diferentes", completou.

O troca-troca foi promovido para segurar o PR na base aliada e garantir o seu tempo de TV para a campanha dilmista. O partido ameaçou desembarcar do governo para apoiar um dos adversários de Dilma, Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB).

O desconforto com a solenidade, marcada às pressas, era notório. A cerimônia ocorreu na sala de audiências do 3º andar, que comporta poucas pessoas. Geralmente as posses de ministros ocorrem em um dos amplos salões do 2º andar do palácio. Estavam presentes alguns ministros, mas nenhum da área política. Em rara exceção, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante - um dos protagonistas na negociação com o PR - faltou ao evento.

Dilma abriu seu discurso observando que as solenidades de posse tendem a "criar interrogações", mas não neste caso, porque ninguém deixa o governo, apenas muda de posições, "semelhantes na essência e no princípio".

Dilma reforçou que o trio Passos-Borges-Silveira forma a "linha de frente" de seu governo na área de infraestrutura, para modernizar o país. E vão garantir que a logística tenha papel de destaque. Dilma ponderou que o Brasil vivencia "grandes investimentos em logística", mas que ainda levam um ou dois anos "para maturar".

A presidente fez um pequeno balanço das realizações de cada um no cargo. Relatou que César Borges, no comando dos Transportes, promoveu mais de 4,9 mil quilômetros de concessões rodoviárias. Afirmou que o novo modelo de concessões não onerou os usuários de forma excessiva, garantiu a competitividade e a cobrança de pedágio apenas a partir de 10% da obra realizada.

Paulo Sérgio Passos assume os Transportes pela terceira vez, desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma destacou que ele volta para uma função que "conhece como poucos" e ressaltou que ele conduziu obras do PAC 1 e 2.

A presidente Dilma ressaltou que Antônio Henrique Silveira conduziu, à frente dos Portos, a implantação do novo marco regulatório do setor. Afirmou que ele conduziu as autorizações para 22 terminais de uso privado (TUP), que resultarão em investimentos de cerca de R$ 9 bilhões.
Fonte : Valor Econômico
Data : 27/06/2014

UM PLANO INACABADO
Publicado em 06/27/2014 as 11:02 AM


Lula Marques/FolhapressO presidente Itamar Franco e o ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, em 1994, no dia do anúncio do Plano Real



As pesquisas eleitorais revelam o desapontamento da população com os resultados do combate à inflação. Segundo o Ibope/CNI, divulgado na semana passada, 71% dos entrevistados avaliam muito mal o controle da inflação por este governo.

Passadas duas décadas do mais bem-sucedido e engenhoso programa de estabilização - que derrubou a inflação anual de 2.477,15% em 1993 para 22,41% em 1995 e 1,65% em 1998, o seu menor nível -, esse é o retrato do Plano Real. Uma iniciativa heterodoxa, de convivência temporária com duas moedas, que deveria ter sido levada com determinação a índices mais neutros de inflação, mas ficou a meio caminho.

É claro que os preços, hoje, não crescem a dois dígitos ao mês como antes do Real. Em junho de 1994, às vésperas da circulação da nova moeda, a variação do IPCA foi de 47,4%. Mas uma inflação que ronda os 6% ao ano desde 2010, com os preços dos alimentos subindo mais de 10% ao ano, é motivo de preocupação e não de comemoração. A estabilidade de preços ainda não é uma sólida conquista da sociedade brasileira.

Debelar a hiperinflação, após tantas tentativas fracassadas, era o primeiro passo para construir uma economia mais eficiente, competitiva e um país menos desigual. O aumento generalizado e consistente dos preços no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990 encobria as ineficiências e corrompia as informações sobre a real situação tanto do setor privado quanto das contas públicas federal, estaduais e municipais.

Ao derrubar a inflação, as mazelas começaram a aparecer a partir, inclusive, da perda das receitas inflacionárias. Os Estados, na sua maioria, estavam quebrados. Falimentar também era a situação dos bancos públicos - estaduais e federais - e de algumas instituições privadas. Mas só às vésperas da reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em setembro de 1998 - quando o Banco Central (BC) travava um embate com o mercado para segurar o câmbio -, foi que o governo se convenceu da necessidade de encerrar a farra fiscal. No fim daquele ano, reeleito para um segundo mandato, FHC se comprometeu com um duro ajuste nas contas públicas, no âmbito de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para socorrer o balanço de pagamentos. Na sequência, o governo conseguiu, em 2000, a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Só às vésperas da reeleição de Fernando Henrique, em 1998, o governo se convenceu da necessidade de encerrar a farra fiscal

A partir da quebra dos monopólios estatais, as privatizações ganharam fôlego em setores-chave, como os de telecomunicações, energia, siderurgia e financeiro. Bancos estaduais foram vendidos e dois federais, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, foram capitalizados pelo Tesouro Nacional. O programa foi levado adiante, sobretudo entre 1996 e 1999, e a venda das estatais rendeu cerca de US$ 78 bilhões aos cofres públicos. Essa arrecadação, entretanto, não foi suficiente para estancar a crescente dívida líquida do setor público, que passou de R$ 147 bilhões em junho de 1994 para quase R$ 563 bilhões em dezembro de 2000, em valores correntes. Havia, mais do que discussão ideológica, pelo menos dois motivos para vender as empresas nos anos 1990: as companhias não tinham recursos suficientes para bancar os investimentos necessários e o governo precisava de reais e dólares para fechar suas contas internas e externas.

A privatização, por mais polêmica que possa ter sido, deu um salto na oferta de serviços públicos, sobretudo de telefonia. Antes telefone era um bem de luxo, um ativo a ser declarado no Imposto de Renda. Havia fila e demorava anos para se conseguir uma linha telefônica da Telebras. Hoje a compra e a habilitação de um celular tomam poucas horas.

Privatização mediante concessões foi o caminho encontrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, a partir de 2012, por Dilma Rousseff, para viabilizar os necessários e urgentes investimentos em infraestrutura - rodovias, portos, aeroportos e ferrovias. Leilões de rodovias foram realizados no ano passado, mas as obras não começaram, enquanto as de seis aeroportos concedidos ao setor privado avançaram.

Em 1998, o Banco Central gastou boa parte das reservas internacionais para sustentar o regime de câmbio administrado. Câmbio valorizado foi um instrumento importante para conter o processo inflacionário pós-Real, ao baratear as importações para suprir a demanda interna. Levada por tempo demais, a apreciação da moeda gerou grandes tensões até que, em janeiro de 1999, FHC trocou o comando da autoridade monetária, mudou a política cambial em meio a uma crise que se aprofundou com a troca de Gustavo Franco por Chico Lopes na presidência do BC e a adoção da banda diagonal endógena.

Em fevereiro daquele ano, Armínio Fraga assumiu o comando do BC e instituiu o regime de taxas flutuantes para o câmbio. No mesmo ano, a política monetária passou a ser calcada no sistema de metas para inflação e o governo começou a cumprir as metas de superávit primário. Estava criado o tripé macroeconômico.

A primeira meta fiscal de FHC foi um superávit primário (que exclui os gastos com os juros da dívida) de 3,1% do PIB, percentual que oscilou para cima e para baixo nos anos seguintes, inclusive durante o mandato de Lula. Dilma Rousseff cumpriu a meta de 3,1% do PIB no seu primeiro ano de governo, em 2011, mas logo depois o governo optou por uma trajetória de afrouxamento fiscal que levou o resultado para 1,89% do PIB em 2013, ainda assim com bilhões em receitas extraordinárias. Para este ano a meta é de 1,9% do PIB. A medida real das condições fiscais, porém, é a do déficit nominal (que inclui os juros), que atualmente está na casa dos 3% do PIB.



O regime fiscal é importante para dar sustentabilidade à dívida pública como proporção do PIB - principal indicador de solvência do país - e para apoiar a política monetária. De pouco adiantam taxas de juros elevadas para controlar a inflação se o gasto público é crescente e aumenta a demanda agregada da economia. Políticas monetária e fiscal não podem ser dissonantes sob o risco de deixar o BC enxugando gelo e a inflação em descontrole.

O tripé vigorou por todo o segundo mandato de FHC. Lula assumiu em janeiro de 2003, no rescaldo de um forte ataque especulativo às vésperas das eleições, e fez um ajuste considerável no primeiro ano de governo, mantendo-se fiel às bases da política econômica de FHC. Nos três primeiros anos do mandato do novo presidente predominou a visão liberal na política econômica, com bons resultados. A partir de 2006/2007, ela começou a assumir contornos "desenvolvimentistas", na esteira do escândalo do mensalão. Instituiu-se uma política de aumentos reais do salário mínimo, dos investimentos públicos em infraestrutura (o PAC), do crédito e do consumo, além dos programas de transferência de renda e reajustes salariais para o funcionalismo público. Foi, também, o período de substancial acumulação de reservas cambiais, com as pressões fiscais decorrentes da esterilização das reservas.

Lula pegou bons ventos externos que o ajudaram no crescimento econômico, com o "boom" das commodities. A inflação caiu de 12,5% em 2002 para 3,14% em 2006. O crescimento econômico foi de 3,5% em média nos quatro primeiros anos de Lula e de 4,62% no segundo mandato, sendo que em 2010 chegou a insustentáveis 7,5% - ano da eleição de Dilma Rousseff -, mas não sem deixar uma herança de problemas para a sua sucessora.

O início do governo Dilma Rousseff foi de ajuste, com aumento do superávit primário e dos juros. Em meados de 2012, porém, a política econômica começou a tomar outro rumo, com a execução de uma "nova matriz econômica" fundamentada em taxa de juros baixa; câmbio competitivo e "consolidação fiscal amigável ao investimento", na definição do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, em entrevista ao Valor em dezembro de 2012. Naquela época o governo estava convicto de que o país experimentaria uma expansão forte dos investimentos. Não houve.

O compromisso com a meta de inflação de 4,5%, àquela altura, já era totalmente frouxo. "Inflação mais alta é algo relativo. Hoje, os economistas sabem que é bom tomar cuidado com inflação muito baixa. Porque taxas muito baixas levaram os bancos centrais a ter taxas de juros muito baixas, que, por sua vez, geraram estímulos à formação de bolhas de ativos. Esse tema, sobre qual é a taxa de inflação ideal, é controverso", argumentava Holland na ocasião.

Havia, assim, a percepção de que a inflação em torno de 6%, onde se situa há quatro anos, tinha um caráter "civilizatório", fruto da distribuição da riqueza em curso no país, que teve início na gestão Lula, e esse patamar seria bem tolerado pela população. Foi o abandono do tripé em nome de um modelo que teve curta duração.

Em meados de 2012, a política econômica passou a tomar outro rumo, com a execução de "uma nova matriz econômica"

A acelerada expansão do crédito, que sustentou taxas de crescimento mais exuberantes, encerrou seu ciclo com o aumento da inadimplência. A retração dos bancos privados levou o governo a estimular as instituições públicas a avançar na oferta de crédito para o consumo. As famílias, endividadas, estão mais cautelosas e os bancos públicos respondem, hoje, por metade do crédito no país.

A transição para substituir o consumo pelo investimento como motor do crescimento econômico esbarrou na perda de confiança de empresas e consumidores no governo e no atraso das concessões de serviços públicos para o setor privado. A economia, que pelos prognósticos oficiais deveria crescer 4% desde o início da gestão Dilma Rousseff, não deslanchou.

É fato que o mundo que tanto ajudou Lula não colaborou com Dilma - desde a crise de 2008/09 a economia mundial cresce pouco e acabou o "boom" das commodities. Mas não há como atribuir toda a decepção ao resto do mundo, como tenta agora justificar o governo. Há responsabilidade interna, independente dos restos da crise externa, sobre o desânimo que se disseminou na produção e no consumo domésticos. Caso contrário o Brasil não estaria no último lugar em uma lista de mais de 40 países, de acordo com pesquisa global sobre o Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). O país foi para o fim da fila por conta própria.

Do lado externo, a situação também deixou de ser confortável. De 2003 e 2007 o país acumulou superávits nas transações correntes do balanço de pagamentos, mas de 2008 para cá a situação se reverteu. O déficit em conta corrente em maio era de 3,61% do PIB, ou US$ 81,9 bilhões. De exportador de capitais o Brasil passou a ser importador, mas isso também não se converteu em aumento do investimento. O quadro externo não chega a ser dramático, mas não é muito prudente diante da perspectiva de aumento futuro dos juros internacionais.

No primeiro trimestre deste ano o Brasil sofreu um rebaixamento da agência Standard and Poor's no rating, mas ainda mantém o "grau de investimento", conquistado a duras penas em abril de 2008. O corte na nota do país decorreu da deterioração das contas do governo central e das incertezas em relação à política fiscal. Desde as estripulias contábeis do Tesouro Nacional, em 2012, e os sucessivos arranjos dependentes de receitas extraordinárias, dividendos das estatais ou renegociação de débitos tributários (Refis), os dados fiscais passaram a ser olhados com lupa e desconfiança.



Nunca foi fácil para a classe política compreender que há limites ao crescimento das despesas públicas e que o Estado não produz dinheiro, mas apenas o recolhe da sociedade sob a forma de impostos e o redistribui.

Soma-se à deterioração das contas públicas o endividamento do Tesouro para emprestar aos bancos federais, sobretudo ao BNDES. A União transferiu mais de R$ 400 bilhões para o banco estatal emprestar a juros subsidiados a empresas privadas sem que elas tenham aumentado a taxa de investimento. Resultado: os juros implícitos da dívida líquida do setor público são crescentes e muito acima da taxa Selic.

Dilma assumiu com taxa Selic de 10,75% ao ano, que subiu para 12% com o objetivo de combater a inflação no primeiro ano do governo, foi reduzida a 7,25% e hoje é de 11% ao ano. Juros baixos e câmbio competitivo eram objetivos acalentados pelo Palácio do Planalto e concebidos na nova matriz econômica.

A curta experiência de juro baixo, que em termos reais chegou em alguns momentos a ser de 2% ao ano, decorreu do excesso de liquidez internacional, de juros reais negativos nos países desenvolvidos e de uma crise nos países da zona do euro. A combinação da redução da expansão monetária nos Estados Unidos com o aumento da inflação no Brasil demandou elevação da Selic a um patamar superior ao encontrado por Dilma. Com um agravante que não houve nos governos passados: o atraso nos preços da gasolina e da energia elétrica que contaminou as expectativas inflacionárias para 2015 e ainda debilitou a Petrobras.

No último ano do governo Dilma, candidata à reeleição, os dados do primeiro trimestre são desalentadores. A economia cresceu 0,2%, a taxa de investimento (o estoque) caiu de 18,2% em igual período do ano passado para 17,7% do PIB, a taxa de poupança de 12,7% foi a mais baixa desde o ano 2000. O mercado considera provável uma retração no segundo trimestre, mas o governo não.



A permanência de mecanismos de indexação - estendidos ao salário mínimo por Lula - e experimentalismos em busca de atalhos que levassem da estabilidade de preços para o crescimento sustentado de forma indolor deixaram o Plano Real inacabado.

Chegou-se a trabalhar, em 2011, em propostas ambiciosas de desindexação da economia que abarcariam desde os investimentos financeiros indexados ao DI (juros médios das operações interbancárias) a preços que teriam uma indexação "oculta" - ou seja, preços que, embora livres, não obedecem aos ciclos econômicos e trazem algum mecanismo de correção automática.

Um grupo de técnicos do governo traçou uma detalhada radiografia do que teria que ser feito nos preços administrados e livres para desatrelá-los da inflação passada. Boa parte dos administrados, responsáveis por 30% do IPCA, são regidos por contratos com reajustes anuais atrelados a índices gerais de preços e 70% dos preços livres também são corrigidos por algum mecanismo que leva em conta a inflação passada. Um exemplo disso são as negociações salariais que tomam como piso o percentual de aumento do salário mínimo. O assunto morreu.

Com um persistente aumento real dos salários superior aos ganhos de produtividade, o mercado de trabalho em pleno emprego e o salário mínimo indexando as aposentadorias do INSS, o seguro-desemprego, o abono salarial, seria muito difícil conter a inflação.

Uma economia que não cresce ou cresce pouco, porém, perde as condições de reduzir as desigualdades e fica sob risco de queda do emprego. Os dados de ocupação na indústria divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho são inquietantes. Houve um movimento generalizado de fechamento de vagas na indústria de transformação em maio e, em 12 meses, o saldo de vagas abertas é de apenas 3.618.

Consolidou-se, no setor privado, a desconfiança no governo. A piora dos índices de confiança que precedem a desaceleração ou mesmo recessão econômica tem sido contínua e as tentativas do governo de reverter esse cenário foram malsucedidas.

A transição para substituir o consumo pelo investimento como motor do crescimento esbarrou na perda de confiança no governo

Por 12 anos a meta de inflação no Brasil está estacionada em 4,5% ao ano com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo para acomodar choques de oferta. Foi curta a tentativa de progredir no processo de desinflação e a meta está estabelecida para até 2016. De 26 países que adotam o regime de metas, em apenas 3 - Gana, Indonésia e Turquia - o índice de preços ao consumidor supera a alta de 6,4% registrada pelo IPCA nos 12 meses até maio. Países da América Latina têm objetivos mais restritivos. No Chile, na Colômbia e no México a meta de inflação é de 3% e no Peru, de 2%. As bandas de flutuação para acomodar eventuais choques, nesses países, é de um ponto percentual.

São várias as explicações para o Brasil ter inflação mais elevada do que os outros países que adotam o regime de metas, da inércia à elevação da renda que pressionou os preços dos serviços, passando ainda pela desconfiança na autonomia do Banco Central do Brasil para combater a alta dos preços com elevação dos juros. Em nenhum outro país se acumulou, também, uma defasagem de preços e tarifas públicas como aqui, afetando negativamente as expectativas pela perspectiva de reajuste maior da gasolina e energia a partir do próximo ano.

Ideal para a economia brasileira seria ter uma taxa de inflação mais próxima da que têm os principais parceiros comerciais do país. Há quem estime como adequada uma meta de inflação de 3% ao ano, que seria uma taxa mais neutra para as decisões econômicas e menos prejudicial para a competitividade externa.

Quando do início do regime de metas, o Conselho Monetário Nacional, em 2001, fixou como alvo para 2003 um IPCA de 3,25%. Foi a última tentativa de desinflação. Em 2007 houve um intenso debate no governo sobre a possibilidade de estabelecer uma inflação menor como meta, já que o IPCA de 2006 havia sido baixo, de 3,14%, e as expectativas do mercado estavam até abaixo da meta. Mas venceu quem foi contra, desperdiçando uma oportunidade ímpar.

De 2005 para cá, ao perenizar a meta de 4,5%, buscou-se privilegiar o crescimento econômico. O país ficou sem os dois.

Às vésperas das eleições presidenciais de outubro o Brasil se vê diante de duas possibilidades: retomar o caminho da restrição fiscal e colocar um teto para a expansão do gasto público, corrigir os preços represados, administrar a política monetária para levar a inflação à meta de 4,5%, reduzir os subsídios ao crédito público; ou prosseguir no atual caminho.

Tudo será tão mais fácil quanto maior for o voto de confiança da sociedade no novo governo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 27/06/2014

TRÊS ANOS APÓS 'FAXINA', INVESTIMENTOS DECOLAM
Publicado em 06/27/2014 as 11:00 AM

Os investimentos na malha rodoviária federal, após dois anos de complicações, voltaram a decolar. A execução orçamentária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) disparou nos cinco primeiros meses de 2014 e parece ter deixado a lentidão nos gastos desde a "faxina ética" que atingiu o órgão no início do governo Dilma Rousseff.

De janeiro a maio, conforme números do Ministério dos Transportes, o volume de pagamentos do Dnit alcançou R$ 4,165 bilhões (incluindo restos a pagar), um aumento de 44% na comparação com o mesmo período do ano passado.



Esse valor ultrapassa a própria meta interna com que a autarquia vinha trabalhando e praticamente se iguala aos investimentos verificados em 2011, quando eclodiu o escândalo em torno da Delta Construções e houve uma espiral de problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU), detonando uma reformulação no Dnit.

O diretor-geral da autarquia, Jorge Fraxe, afirma que a meta neste ano é ter "zero buraco" nas estradas federais e investir "em torno" de R$ 13 bilhões. Segundo ele, a malha rodoviária está 100% coberta por contratos de manutenção. "Quando chegamos aqui, tínhamos 30 mil quilômetros de Crema 2 (maior programa de manutenção do Dnit) na prateleira", lembra Fraxe, um general do Exército nomeado por Dilma para moralizar o órgão, em meio à "faxina" de 2011.

Algumas intervenções importantes, como a pavimentação da BR-163 até Santarém (PA), têm ganhado fôlego. Em maio, a presidente também deu ordem de serviço para a duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares (MG), um dos principais investimentos do Dnit nos próximos anos. Outras obras de grande porte, como a construção da nova ponte sobre o rio Guaíba (RS), já foram licitadas com sucesso. "Estamos vivendo agora a fase da colheita", avalia Fraxe.

Para o ex-ministro dos Transportes, César Borges, a recuperação dos investimentos do Dnit deveria ter ocorrido no ano passado. Acabou sendo adiada por causa da greve, de mais de dois meses, de servidores do órgão. Com a paralisação, houve atraso nas medições de obras em andamento e as empreiteiras deixaram de receber.

Borges enfatiza a nova dinâmica adotada em 2014. "Quisemos começar o ano com todo o gás", disse o ministro, antes do anúncio de sua transferência para a Secretaria de Portos, enfatizando a necessidade de mudar a postura recorrente no setor público de apertar o cinco nos primeiros meses e abrir o cofre no segundo semestre, quando costuma haver mais folga na área fiscal. Ele garante que a equipe econômica tem compreendido essa estratégia e liberado recursos suficientes para dar fluxo aos pagamentos. "Não tenho do que reclamar da Fazenda ou do Tesouro."

O presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro, mantém visão cautelosa. Lembra que cerca de 40% das obras em andamento hoje pelo Dnit são pelo regime diferenciado de contratações (RDC) e, como esse mecanismo ainda é relativamente novo, não se pode descartar que surjam problemas no meio do caminho. "Não podemos esquecer que ainda não temos nenhuma obra entregue pelo RDC."
Fonte : Valor Econômico
Data : 27/06/2014