DRAGAGEM EM SANTOS AFETA TRÁFEGO DE NAVIOS
Publicado em 07/19/2017 as 04:29 PM

Enquanto o porto de Santos (SP) deveria estar se capacitando para receber os navios da próxima geração, deu um passo para trás. No dia 29 de junho, o assoreamento no canal de navegação do porto, o principal do país, interrompeu a saída de dois navios – um da Maersk Line e outro da MSC, por risco de encalhe. O porto é administrado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), responsável pela contratação das dragagens de manutenção.

A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 para 12,3 metros, já parcialmente recuperada. Hoje, o calado máximo operacional está em 12,6 metros.

O resultado é que as maiores embarcações que frequentam Santos – responsável por um terço da balança comercial – não conseguem mais operar à plena capacidade. Isso significa perda entre 5 mil e 15 mil toneladas por navio de grande porte, dependendo da embarcação. Em termos de receita de frete marítimo, os armadores deixaram para traz o equivalente a US$ 23 milhões até sexta-feira.
“A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas”, afirma José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo.

Sem poder entrar à plena carga em Santos, porto inescapável para os navios de importação pelo fato de o centro comprador do país ser o Estado de São Paulo, alguns navios estão tendo de fazer uma parada extra em portos que não estavam na rotação para “aliviar” carga e se enquadrar no calado permitido do cais santista. É custo em cadeia.

De imediato, a carga fica para traz; no médio prazo, o armador tem de compensar valor do que é dispensado e tende a elevar o frete. No fim do dia, sobe o custo Brasil.

A alta taxa de assoreamento em Santos, um porto mais suscetível ao impacto de ressacas, já impõe um limite ao carregamento das embarcações. Os grandes navios têm de esperar a maré subir – o que adiciona um metro no calado máximo permitido – para saírem ou entrarem totalmente carregados. Situação que restringe a rotatividade no cais.

A perda de quase um metro na operação de uma só vez causou revolta em terminais portuários. Sobretudo porque a Codesp recolhe tarifas dessas empresas pela realização da dragagem.

A Codesp tem contrato com a empresa Dragabrás para a manutenção da profundidade do canal de navegação. Questionada, a estatal não explicou por que o calado foi reduzido já que a dragagem deveria ser contínua, nem quanto tempo o trecho que perdeu profundidade teria ficado sem receber o serviço.

“É um retrocesso. O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema em 2017”, diz o principal diretor da Maersk Line na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 Feus (contêiner de 40 pés) que deixam de ser carregados por cada navio que precisa operar com calado acima do atual limite. “Essa situação anualizada é insustentável”, afirma João Momesso, diretor de trade e marketing da companhia. A Maersk, como outros armadores, vem de uma sequência de anos de prejuízo, devido aos fretes baixos.

A perda de capacidade para as companhias de navegação seria maior se a próxima classe de navios, com oferta para 12 mil Teus (contêineres de 20 pés) e calados maiores, já estivesse em águas brasileiras. Só não chegaram porque os volumes de comércio exterior brasileiro ainda não se recuperaram a ponto de justificar a vinda dessas embarcações – mas também porque a profundidade de portos “inescapáveis” como Santos não permite.

“Se Santos é uma espécie de camisa de força para o armador na importação, o mesmo já não acontece na exportação. Há algum tempo os armadores já pulverizam a carga em outros portos do Sul. As prioridades do porto de Santos parecem ser mais políticas, relegando a segundo plano sua relevância no comércio exterior”, diz Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping e coordenador do curso de gestão de transportes da Fundação Instituto de Administração (FIA)

Principal armador no Brasil, a Hamburg Süd lamenta que Santos – cujos terminais têm investido em estrutura e equipamentos e num momento de volta das exportações – tenha de restringir capacidade de navio. No serviço para o Norte da Europa, o mais importante da empresa e onde estão alocados seus maiores navios, cerca de 8% dos carregamentos estão comprometidos. “É muito significativo. A primeira semana foi dramática, porque tivemos de tirar água de lastro, que é o que equilibra o navio. Desde então estamos fazendo um controle de booking”, afirma José Roberto Salgado, diretor de operação e logística.

Procurada, em nota, a Codesp informou ao Valor que está “atuando com a dragagem no trecho 1 para retomar a profundidade de projeto” e que uma nova batimetria (levantamento da profundidade real) vai ser apresentada à Capitania dos Portos para que seja “homologado o calado operacional adequado”.
Fonte : Portos e Navios
Data : 18/07/2017

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES APROVA INVESTIMENTOS DO TEAG
Publicado em 07/19/2017 as 04:29 PM

O Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá (Teag) pretende aumentar a movimentação da mercadoria no Porto de Santos em 70%, passando da capacidade atual de 3,2 milhões de toneladas por ano para 5,5 milhões toneladas.

A informação consta do Plano de Investimentos da empresa apresentado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTAPC) para a prorrogação antecipada do contrato de arrendamento que o Teag tem com a União. A aprovação preliminar foi dada pelo ministro Maurício Quintela e publicada na edição do Diário Oficial da União de ontem.

De acordo com a pasta, no plano, a empresa divide o ganho de capacidade em quatro etapas, de modo a permitir que o terminal capture o crescimento gradual projetado da demanda pelo açúcar a granel.

O investimento total previsto é de R$ 162,7 milhões e deve ser utilizado em todo o fluxo do terminal, que compreende recepção ferroviária e rodoviária, armazenagem e embarque.

Metade deste valor deve ser utilizado para ampliar o embarque da carga e cerca de R$ 45 milhões devem ser utilizados para as recepções ferroviárias e rodoviárias.

A validade da aprovação preliminar do Ministério fica ainda condicionada à manifestação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O terminal deve ainda enviar um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) atualizado, no prazo de 60 dias, para que a agência reguladora avalie a situação geral da empresa.

Procurado para falar sobre os investimentos previstos, o Teag não se manifestou até o fechamento desta edição.
Fonte : Portos e Navios
Data : 18/07/2017

ASSOREAMENTO JÁ ‘ESVAZIA’ NAVIO NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/19/2017 as 04:29 PM

O assoreamento do canal de navegação do Porto de Santos está obrigando os grandes navios de contêineres a operar com capacidade ociosa, devido ao risco de encalhamento. No dia 29 de junho, a saída de dois navios – um da Maersk e outro da MSC – teve de ser interrompida porque eles poderiam ficar retidos na entrada do porto.

A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 m para 12,6 m. Como resultado, as maiores embarcações que escalam o porto têm perda de 5 mil a 15 mil toneladas, dependendo do navio.

Com isso, os armadores já perderam cerca de US$ 23 milhões em receitas de frete entre o fim de junho e a sexta-feira passada. “A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas”, diz José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação do Estado de São Paulo (Sindamar).

“O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema”, critica o principal diretor da Maersk na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 TEUs (contêiner de 20 pés) que deixam de ser carregados por navio.
Fonte : Portos e Navios
Data : 18/07/2017

PORTO DE IMBITUBA PASSA A RECEBER NOVO SERVIÇO PARA A ÁSIA EM IMBITUBA A PARTIR DE AGOSTO
Publicado em 07/19/2017 as 04:29 PM

A Santos Brasil receberá, a partir de 1º de agosto, o serviço ASAS de longo curso para a Ásia em seu terminal de contêineres de Imbituba (SC). O volume adicional previsto com a nova linha é de 75 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo cerca de 70% das cargas de exportação e 30% de importação.

A joint venture, formada por cinco armadores, fará escala semanal na operação, que se apresenta como a melhor opção para atender os mercados de importação e exportação do sul do País. “Nosso terminal se destaca no cenário portuário por oferecer vantagens competitivas aos nossos clientes, como a capacidade de receber grandes navios, sem limitações para manobras e sem restrições meteorológicas”, destaca o diretor comercial da Santos Brasil, Marcos Tourinho.

O novo serviço que passa a escalar o terminal conta com 13 embarcações dedicadas, dentre elas está o Hyundai Loyalt, maior porta-contêineres a frequentar a costa brasileira atualmente. O navio possui capacidade para até 8,6 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 340 metros de comprimento, 45,6 metros de boca e calado máximo de 14,5 metros.
Fonte : Portos e Navios
Data : 18/07/2017

PORTO DO RIO IMPLANTA SISTEMA DE MONITORAMENTO
Publicado em 07/19/2017 as 04:28 PM

A Superintendência da Guarda Portuária do Porto do Rio iniciou a implantação de um projeto de modernização tecnológica. Trata-se de um novo sistema de monitoramento que auxilia o controle de acesso para o Porto do Rio.

A instalação dos equipamentos foi realizada na semana passada. Os dispositivos acompanham o porto 24 horas e gravam imagens de alta resolução.

O sistema possibilita a captação de imagens à noite, operando com qualquer tipo de visibilidade. As imagens captadas são direcionadas a uma central instalada na sala de controle da Guarda Portuária.

A iniciativa atende ao Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code). O superintendente da Guarda Portuária, coronel Beltrão Lessa, destaca a importância do projeto na administração da segurança no Porto do Rio: “Este é um incremento na qualidade da segurança para os usuários, clientes e funcionários do porto e representa uma garantia para as pessoas e para as cargas que circulam no ambiente portuário ” Explica.
Fonte : Portos e Navios
Data : 18/07/2017

LOG-IN ADQUIRE NOVO PORTA-CONTÊINER
Publicado em 07/19/2017 as 04:28 PM



A Log-In adquiriu no dia 26 de Junho de 2017 um novo navio porta-contêiner: batizado de Log-In Resiliente, a embarcação substitui o Log-In Amazônia, comercializado no início do mesmo mês, e faz parte da estratégia da empresa de homogeneizar a frota, por meio de navios com capacidade de transporte semelhantes.

Com tripulação brasileira, o Log-In Resiliente será capaz de transportar 2.700 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou cerca de 38 mil toneladas de porte bruto. O navio possui 210,92 metros de comprimento total e 32,26 metros de largura.



Segundo o diretor de operações, Maurício Trompowsky, a aquisição do novo navio representa ganhos significativos para a empresa. “O Log-In Resiliente possui maior capacidade de carga em relação ao Log-In Amazônia, que transportava 1,7 mil TEUs. Isso permite oferecer um serviço com menor custo por TEU transportado”, explica Trompowsky.

Além dos ganhos para o negócio de cabotagem da empresa, o Log-In Resiliente também reforça as vantagens ambientais da cabotagem. “Cada viagem do novo porta-contêiner equivale a retirar das estradas brasileiras cerca de 2,8 mil caminhões. Isso é possível devido a embarcação ser mais eficiente energeticamente e por ter uma grande capacidade de carga”, destaca Luis Godoi, gerente de Operações.

A Log-In utiliza atualmente seis navios para serviços de cabotagem. Além do novo Log-In Resiliente de 2,7 mil TEUs, a frota inclui o Log-In Jatobá, o Log-In Jacarandá (ambos com 2,8 mil TEUs), o Log-In Pantanal (1,7 mil TEUs) e os afretados Cordelia e Aldebaran (2,8 mil TEUs cada).

Números do Log-In Resiliente:

38 mil toneladas – porte bruto da embarcação

2.700 TEUs – capacidade de transporte

210,92 metros – comprimento total do navio

32,26 metros – largura total do navio
Fonte : Portos e Navios
Data : 19/07/2017

ANP PUBLICA EDITAL DA 14ª RODADA DE LICITAÇÕES
Publicado em 07/19/2017 as 04:27 PM

A ANP publicou nesta quarta-feira (19/07), no sítio eletrônico www.brasil-rounds.gov.br, o edital e o modelo de contrato da 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, que ocorrerá em 27 de setembro. Os documentos passaram por consulta e audiência públicas para recebimento de contribuições do mercado e da sociedade.

O edital da 14ª Rodada traz aprimoramentos com relação às rodadas anteriores. Entre eles, destacam-se: incentivo à atuação dos fundos de investimentos; adoção da fase de exploração única; retirada do conteúdo local como critério de oferta na licitação; royalties diferenciados para áreas de nova fronteira e bacias maduras com maiores riscos; redução do patrimônio líquido mínimo para não operadoras (investidores); e incentivos para o aumento da participação de pequenas e médias empresas.

A realização da 14ª Rodada pela ANP foi aprovada pela Resolução CNPE nº 06/2017, publicada no DOU em 20 de abril de 2017. Serão ofertados 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.
Fonte : Portos e Navios
Data : 19/07/2017

COMEÇA DISPARADA DE FRETES DOS GRÃOS
Publicado em 07/19/2017 as 04:27 PM

Os preços para transportar grãos pelo Brasil tendem a atingir, entre julho e setembro, patamares recorde para o período, próximos dos praticados em janeiro e fevereiro, na colheita de verão. Isso em decorrência da colheita recorde da segunda safra de milho, que terá de ser levada tanto para armazéns espalhados pelo país quanto para os portos.

Segundo levantamento do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog), em agosto o aumento em relação ao mesmo mês do ano passado na rota de referência entre Sorriso e Rondonópolis, em Mato Grosso, poderá superar 35%. Entre Jataí, em Goiás, e o porto de Santos, no litoral de São Paulo, a alta tende a atingir quase 14%, e dentro do Paraná - entre Toledo e o porto de Paranaguá -, é esperado um incremento de 74,2%.



"Esta supersafra de milho precisa sair dos campos e ir para os armazéns das cooperativas e indústrias. Mas a maior demanda será para transporte aos portos, para exportação. Não importa o preço do milho, o cereal terá que sair do país porque aqui não há demanda interna suficiente", diz Samuel da Silva Neto, pesquisador da EsalqLog.

A Conab estima que a safrinha do ciclo 2016/17 somará 65,63 milhões de toneladas, 61% mais que em 2015/16, quando a produção foi afetada por problemas climáticos. Já as exportações do grão colhido na primeira e na segunda safra deverá somar 28 milhões de toneladas, com crescimento de 48,1%.

A necessidade de destinar boa parte da safrinha de milho para fora do país é acentuada pelo fato de os produtores ainda não terem comercializado toda a safra de soja colhida em 2016/17, devido à queda nos preços. A estimativa é que 70% da produção da oleaginosa tenha sido vendida, ante 83% no mesmo período de 2015/16, conforme a consultoria AgRural.

Portanto, parte dos armazéns de cooperativas e grandes produtores ainda está ocupada com soja. "Vai ser preciso tirar o milho do Brasil até janeiro, quando começa a colheita de soja de 2017/18", diz Silva Neto.

O economista lembra que o atraso na comercialização de soja foi o grande responsável pela queda dos preços do frete entre março e abril. Por isso, a comparação dos atuais valores com os praticados naqueles meses também aponta para altas (ver gráficos). Entre Sorriso e Rondonópolis, o aumento supera 20%.

E os preços do transporte também deverão continuar mais elevados que no ano passado entre setembro e novembro, devido à concorrência com o transporte de açúcar. Resumindo, faltará caminhões.

Segundo Silva Neto, os valores cobrados pelos transportadores só não serão mais altos porque a entrega de fertilizantes e defensivos deverá coincidir com o escoamento da safra, permitindo o frete de retorno, que reduz custos. Diferentemente do que ocorreu em 2016, a expectativa é que a importação de fertilizantes aconteça mais perto do início do plantio da soja da safra 2017/18, em setembro.

Em entrevista ao Valor em maio, Marcelo Mello, consultor especializado em fertilizantes da INTL FCStone, afirmou que o comportamento de compra de adubos estava atípico neste ano, também por causa da queda dos preços dos grãos. Até aquele momento, o câmbio não era dos mais favoráveis - depois da delação dos executivos da JBS, a desvalorização do real favoreceu as exportações.

No começo de abril passado, eram necessárias quase 19 sacas de soja para comprar 1 tonelada de fertilizante - MAP, matéria-prima derivada do fosfato - em Paranaguá, sendo que em fevereiro eram 15 sacas, patamar que poderá voltar a ser alcançado no fim do ano.

Também do ponto de vista dos transportadores, a tendência é que não haja aumentos significativos de diesel no segundo semestre. Assim, a pressão por repasses para os valores de frete será menor, deixando os preços serem guiados apenas pela demanda. "Os estoques nacionais de diesel estão altos e as políticas internacionais para estimular o preço do petróleo não estão dando certo. Nos nossos modelos, prevemos reajuste de combustível de forma a impactar os custos dos transportadores só no ano que vem", conclui o pesquisador da EsalqLog.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

LOGUM RENOVA EMPRÉSTIMO DE R$ 1,1 BI COM BNDES
Publicado em 07/19/2017 as 04:26 PM

A Logum, responsável pela construção e operação do etanolduto que conecta regiões produtoras de etanol do interior do Centro-Sul até o litoral, renovou um empréstimo-ponte com o BNDES no valor de R$ 1,1 bilhão na semana passada. A renovação, que está em fase de assinatura, ocorre enquanto a empresa ainda não pode acessar um financiamento de longo prazo, o que depende da saída da Odebrecht Transport Participações e da Camargo Corrêa de seu quadro societário, apurou o Valor.

Segundo o banco, não é a primeira vez que o empréstimo-ponte à Logum é renovado. A operação venceu em 2013 e desde então a linha já foi renovada diversas vezes, informou. Desde o ano passado, o banco de fomento deixou de conceder novos empréstimos-ponte. Mesmo assim, a linha com a Logum foi renovada e nas mesmas condições do acordo anterior, com juros de 3,02% ao ano.

Há a expectativa entre os sócios e no banco de que a reestruturação societária seja resolvida em breve, apurou o Valor. Equacionada a participação de cada sócio, espera-se que o BNDES conceda um financiamento de longo prazo para o projeto. Além de Odebrecht e da Camargo Corrêa, são sócias na Logum a Copersucar, com 21,28% de participação, a Raízen, também com 21,28%, a Petrobras, com 15,51%, e a Uniduto Logística, com 10,64%.

A saída das duas empreiteiras do capital da Logum tornou-se uma necessidade para a empresa depois que as companhias envolvidas na Operação Lava-Jato tiveram piora em seu risco de crédito, impedindo a concessão de empréstimos de longo prazo. A Odebrecht Transport Participações tem 21,28% das ações da Logum e a Camargo Corrêa, 10%.

A Logum foi criada em 2011 para distribuir etanol aos mercados consumidores. Em novembro daquele ano, a companhia acertou um empréstimo-ponte com o BNDES de R$ 1,7 bilhão com carência de 5 anos e 7 meses e amortização em apenas um mês.

Afora os recursos do BNDES, a empresa tem recebido aportes dos sócios. No total, já foram investidos R$ 2 bilhões na construção do sistema dutoviário. Atualmente, o etanolduto sai de Itumbiara e passa por Uberaba, Ribeirão Preto, Paulínea, Barueri, Guarulhos, Guararema, Volta Redonda, Duque de Caxias, até o porto em Ilha D'Água, de onde o etanol é embarcado para ao Nordeste ou para o exterior.

Até a safra 2016/17, o trecho de Barueri a Duque de Caxias foi atendido de forma plena, enquanto os trechos entre Paulínea, Guarulhos e Volta Redonda eram operados ainda de forma parcial, conforme informações divulgadas pela Logum em recente evento do setor.

A empresa pretende agora expandir o duto para a região metropolitana de São Paulo - incluindo terminais em São Caetano do Sul, São José dos Campos e a ampliação do terminal de Guarulhos -, além da extensão da via até o porto de Santos em uma etapa posterior. Todo o projeto do etanolduto prevê investimentos de R$ 5 bilhões.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

VENDA DE AÇO NA DISTRIBUIÇÃO RECUA 11% NO 1º SEMESTRE
Publicado em 07/19/2017 as 04:26 PM

As vendas de aço no mercado brasileiro continuam em queda, refletindo a crise econômica do país e a produção fraca em indústrias que utilizam o insumo, como bens de linha branca, automotivo, máquinas e equipamentos e construção civil. As siderúrgicas locais, além disso, também enfrentam a concorrência de material importado, que neste ano vem crescendo mês a mês.

Ontem, os números do primeiro trimestre do mercado da distribuição de aço plano - um termômetro importante do setor neste segmento de produto - apontou recuo de 11% no período janeiro a junho, para 1,386 milhão de toneladas. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), que reúne uma rede de empresas distribuidoras no país - que inclui as próprias usinas e independentes.

Somente em junho, de acordo com os dados do Inda, a baixa foi de 14,7% na comparação anual, para 223,2 mil toneladas. Frente a maio, a queda foi de 7,4%.

Junto com os dados de junho, a entidade divulgou as projeções para o mês em curso. A entidade prevê crescimento de 2% nas vendas, na comparação com o mês passado, para 227,7 mil toneladas, e alta de 0,2% nos estoques, para 957,8 mil toneladas. As compras, por sua vez, devem permanecer estáveis em julho, em 229,6 mil toneladas.

As compras de aço junto às siderúrgicas locais, por sua vez, caíram 7,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 229,6 mil toneladas. Ante maio, a retração foi menor, de 0,8%. No semestre, houve retração de 4,1% nas compras de aços planos, para 1,44 milhão de toneladas.
Com isso, os estoques na rede associada ao Inda ao fim de junho estavam em 955,9 mil toneladas, alta de 0,7% frente a maio, e eram equivalentes a 4,3 meses. Um número confortável é entre dois e três meses de vendas.

Conforme o Inda, as importações de aços planos mostraram forte avanço em junho, com alta de 254,2% frente ao volume importado um ano antes, para cerca de 102,4 mil toneladas. No semestre, a expansão foi de 150%, a 581,4 mil toneladas.

No ano passado, as vendas da rede totalizaram 3,04 milhões de toneladas, com queda de 4% frente ao apurado em 2015. O desempenho foi ligeiramente melhor do que o projetado: a expectativa anunciada em novembro era de retração de 5%.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

MINÉRIO DE FERRO ALCANÇA MAIOR COTAÇÃO EM TRÊS MESES
Publicado em 07/19/2017 as 04:26 PM

Os preços do minério de ferro vão mantendo a trajetória de alta nesta semana, após a ligeira queda registrada na sexta-feira, e subiram ontem para quase US$ 69 por tonelada, segundo dados da publicação "Metal Bulletin. Com a valorização, a cotação da commodity atingiu a máxima em três meses e se afastou ainda mais da mínima do ano, de US$ 53,36 por tonelada, apurada em 13 de junho.

O minério com teor médio de 62% de ferro fechou ontem a US$ 68,84 por tonelada no porto chinês de Qingdao, equivalente a 3,04%, ou US$ 2,03, de ganho frente à última cotação. Essa é a maior cotação desde 11 de abril.

Neste mês, a matéria-prima acumula valorização de 6%. No ano, porém, o sinal ainda é negativo, com baixa de 12,7%, e analistas projetam queda para os próximos meses. Para o Morgan Stanley, o preço médio deve ficar em US$ 50 por tonelada no terceiro trimestre e em US$ 55 a tonelada nos três últimos meses do ano.

O impulso às cotações nesta semana veio principalmente do noticiário setorial. Uma das maiores mineradoras do mundo, a Rio Tinto reduziu a previsão de embarques de minério de ferro neste ano, após registrar desempenho mais fraco no primeiro semestre.

Agora, a mineradora projeta entregar cerca de 330 milhões de toneladas de minério ao longo deste ano, ante estimativa anterior de 330 a 340 milhões toneladas. No primeiro semestre, houve queda de 2% na produção da Rio Tinto, para 157 milhões de toneladas. Já as entregas recuaram 3%, para 154,3 milhões de toneladas.

Conforme a empresa, os embarques foram afetados pela aceleração de seu programa de manutenção ferroviária, após problemas climáticos nos três primeiros meses do ano. A nova projeção de embarques está condicionada à maior manutenção da malha no segundo semestre para melhorar as condições de transporte. A Vale divulga amanhã seu relatório de produção no segundo trimestre.

A commodity se beneficia ainda do ritmo de importação chinesa de minério, que deverá exceder 1 bilhão de toneladas neste ano, segundo nota da agência "Bloomberg". E o crescimento maior do que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) da China, maior consumidor da matéria-prima, também deu fôlego às cotações.

No segundo trimestre, a expansão do PIB chinês foi de 6,9%, ante expectativa de 6,8%. Já a produção industrial chinesa subiu 7,6% em junho, bem melhor do que a alta de 6,5% esperada pelo mercado.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

PETROBRAS E ODEBRECHT REVEEM ACORDO NA BRASKEM
Publicado em 07/19/2017 as 04:25 PM

As controladoras da Braskem, Odebrecht S.A. e Petrobras, deram início a negociações para revisão do acordo de acionistas da petroquímica, abrindo caminho para a provável venda da participação da estatal. A intenção de sair da Braskem já foi assumida pela Petrobras e um dos principais obstáculos ao negócio são os termos do atual acordo, que, na avaliação do mercado e da própria estatal, confere muitos poderes à Odebrecht e dificulta a chegada de um novo sócio.

Segundo apurou o Valor, as duas acionistas se aproximaram bastante nos últimos 30 dias, o que culminou na decisão formal de mudar o acordo. Antes mesmo do início da Operação Lava-Jato, as conversas entre Odebrecht e Petrobras se deterioraram e não havia ambiente para negociações dessa natureza - em determinado momento, segundo fontes, não houve evolução nem mesmo em tratativas mais corriqueiras. Com a mudança no comando da Petrobras, as relações foram gradualmente restabelecidas.

No ano passado, o presidente da estatal, Pedro Parente, disse que a venda da participação na Braskem deveria ser precedida pela discussão do acordo. Em fevereiro, o Valor informou que as sócias começariam a conversar em breve sobre os novos termos. Ontem à noite, em comunicados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as companhias limitaram-se a informar que o objetivo da revisão dos termos e condições do acordo é aprimorar o "relacionamento societário" e a "governança corporativa", com criação de valor a todos os acionistas da petroquímica.

"Cabe destacar que a Petrobras está em constante busca pela valorização de seu portfólio, o que inclui a avaliação de possíveis alterações nos acordos de acionistas por ela firmados, nas sociedades em que possui participação", informou a estatal. A participação na Braskem já foi incluída pela petroleira em seu plano de desinvestimentos, por meio do qual devem ser arrecadados US$ 21 bilhões até o ano que vem. Considerando-se o preço das ações da petroquímica na B3, no fechamento de ontem, a participação total da Petrobras vale R$ 9,6 bilhões, dos quais R$ 6,7 bilhões em papéis ON e R$ 2,9 bilhões em PNAs.

A Odebrecht detém 50,1% do capital votante da companhia e 23% das preferenciais (com 38% do total), enquanto a Petrobras tem 47% das ações ordinárias e 22% das preferenciais (36% do total). Em nota, a Odebrecht informou que "manterá os seus investimentos estratégicos no setor petroquímico."

Com prazo de 35 anos, contados a partir de 8 de fevereiro de 2010, o acordo atual dá à Odebrecht o direito de indicar o presidente da Braskem e do conselho de administração, cabendo à Petrobras a vice-presidência. Dos 11 conselheiros, 7 são indicados pela Odebrecht e 4 pela estatal. Hoje, dos 11 membros do conselho, 7 são considerados independentes - quatro da Braskem e três da Petrobras. Além disso, embora a estatal possa vetar investimentos ou a indicação de diretores, esses direitos não serão automaticamente transferidos para o futuro sócio - transferência dependeria de negociação prévia.

A Odebrecht tem ainda direito de preferência na compra da participação da Petrobras, mas diante de sua delicada situação financeira, agravada pela Lava-Jato, é improvável que exerça o direito. O acordo também confere à empresa direito de veto, sob determinadas circunstâncias, ao potencial comprador das ações da estatal.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

COM GIRO FRACO, IBOVESPA TEM ALTA MODERADA DE 0,19%
Publicado em 07/19/2017 as 04:25 PM

A ausência de notícias políticas e corporativas relevantes fez com que o Ibovespa atravessasse o pregão com pequenos movimentos de alta e de baixa. Em um dia de aumento da procura por ativos de risco – com a queda do dólar e aumento no preço das commodities -, o Ibovespa não se beneficiou do movimento, patinou e fechou com leve alta de 0,19%, para 65.338 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,4 bilhões, abaixo da média diária do ano, que é de R$ 6,1 bilhões.
De acordo com operadores, depois de subir 5% na semana passada o índice voltou a oscilar ao redor dos 65 mil pontos e aguarda novas diretrizes para testar outros patamares.

Entre os fatores que podem mexer com o patamar do Ibovespa estão o início da divulgação dos balanços do segundo trimestre – a Weg anuncia os resultados hoje -, a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Fed, banco central americano, na quarta-feira da próxima semana. A divulgação dos resultados financeiros vai permitir verificar se há uma retomada do crescimento econômico.

As apostas são de que o Copom reduza os juros em um ponto percentual, para 9,25% ao ano, o que favorece os investimentos em renda variável. Em relação à reunião do Fed a expectativa é que não haja mudança nos juros, que estão entre 1% e 1,25% ao ano. Mas os investidores aguardam a divulgação do comunicado após a reunião para obter detalhes sobre novas altas nos juros e a redução do balanço patrimonial.

No cenário político, as férias parlamentares esfriaram as discussões sobre o rumo do governo. Os investidores aguardam a análise pelo plenário da Câmara da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, no dia 2 de agosto. Temer é acusado de corrupção passiva e a denúncia já foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Entre as ações mais negociadas o destaque de alta ficou com os papéis da Suzano Papel e Celulose, que subiram 2,73%, após o aumento de preço da celulose de fibra curta na Europa e na China. No setor de commodities, as ações da Vale e da Petrobras tiveram desempenho inferior à alta dos produtos no mercado externo. Os papéis PNA da Vale ganharam 0,18% e as ações ordinárias tiveram alta de 0,61%, enquanto o minério de ferro subiu 3,04% para US$ 68,84 a tonelada. As ações preferenciais da Petrobras subiram 0,39% e as ordinárias ganharam 1,12%. Os contratos futuros de petróleo WTI subiram 0,96% a US$ 46,46 o barril.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

DÓLAR CAI PELO 8º PREGÃO E MERCADO AVALIA CHANCE DE NOVAS BAIXAS
Publicado em 07/19/2017 as 04:25 PM

O dólar completou o oitavo pregão seguido de baixa, o que não se via há seis anos. Mais uma vez, a trégua política doméstica permitiu que investidores se desfizessem da moeda americana sob a batuta do exterior, onde a divisa sofreu uma onda de vendas em meio ao enfraquecimento da perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos.

O dólar terminou a terça-feira em queda de 0,77%, a R$ 3,1567. É o menor patamar de fechamento desde a taxa de R$ 3,1313 do dia 17 de maio – última sessão antes dos áudios do empresário Joesley Batista, da JBS, contra o presidente Michel Temer. Nas últimas oito sessões, a cotação acumulou perda de 4,37%. A queda em julho chega a 4,76%, o que faz do real a moeda de melhor desempenho numa lista de 33 pares do dólar.

A série de baixas já é a mais longas desde a sequência também de oito quedas ocorrida entre 4 e 14 de outubro de 2011. Em toda a história do Plano Real, apenas em quatro ocasiões o dólar registrou sequência negativa mais duradoura. Isso sugere que a cotação está mais próxima de ajuste para cima, ainda que o viés de baixa possa continuar diante da combinação de exterior favorável a risco e cenário político doméstico mais calmo.

Outra métrica sugere que o ímpeto de queda da moeda deve experimentar alguma interrupção. O índice de força relativa – que mede quão rápido o preço de um ativo variou em relação a sua média de oscilações – caiu ontem a 28,50, menor patamar em cinco meses. Valores abaixo de 30 são comumente associados a um ativo que está excessivamente depreciado (no caso, o dólar), o que é visto como uma oportunidade de compra.

Um teste poderá vir na quinta-feira, quando o Banco Central Europeu (BCE) fará reunião de política monetária. Semanas atrás, declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, serviram de argumento para uma onda de vendas de moedas emergentes, por terem sido interpretadas como sinalização de corte de liquidez. Mas em seguida dados fracos nos EUA e a moderação de tom do próprio BCE acabaram reinjetando vigor no câmbio emergente. Uma cesta de moedas de países em desenvolvimento já flerta com máximas em 11 meses frente ao dólar.

“É difícil prever quanto o bom humor lá fora vai acabar, mas o fato é que a queda do dólar aqui está muito ligada ao movimento externo”, diz o gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, Roberto Serra. Apesar do bom desempenho neste mês, o gestor ainda vê o real mais depreciado até o fim do ano, afetado pela queda do diferencial de juros a favor do Brasil. “Uma taxa de R$ 3,50 seria razoável”, diz.

O novo dia de dólar fraco abriu espaço para que investidores tornassem a vender juros na B3. A taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2018 – o mais negociado ontem e atrelado às expectativas para a política monetária ao longo de 2017 – caiu a 8,64% ao ano, frente a 8,645% do ajuste anterior. A diferença entre os DIs de janeiro de 2019 e janeiro de 2018 – uma medida da expectativa do mercado para os movimentos da Selic durante 2018 – caiu mais e ficou negativa em 14,5 pontos-base, menor nível desde os -15 pontos do pregão de 17 de maio, pouco antes da eclosão da crise política.

A forte queda recente nos juros e incertezas à frente já levam investidores a atualizar estratégias. O BNP Paribas encerrou posição vendida em DI de janeiro de 2019, mas a equipe de estratégia do banco na América Latina passou a apostar no alívio dos juros entre os vencimentos de janeiro de 2020 e janeiro de 2021 da curva de taxa da B3. Já o estrategista de renda fixa da Renascença, Pedro Barbosa, chama atenção para posições vendidas em juro real embutido em títulos de inflação com vencimento em 2045, cujas taxas têm oscilado em torno de 5,5%. “Um patamar de 5% seria uma meta interessante neste momento”, diz.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

CONSIDERAÇÕES SOBRE A RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO
Publicado em 07/19/2017 as 04:24 PM

Está cada vez mais claro que uma eventual retomada no crescimento do PIB brasileiro em 2017, ainda que mínima, será primordialmente explicada por fatores externos. Resultados satisfatórios nos últimos meses, com destaque para recuperação da produção industrial, se tornaram possíveis graças à expansão na demanda externa. Em contrapartida, a demanda interna, composta pelo consumo privado, consumo do governo e investimentos, nem sequer interrompeu a trajetória descendente. Além destes tópicos conjunturais, quero aqui brevemente destacar um importante aspecto estrutural relativo ao processo de enfraquecimento do grau de encadeamento produtivo, acelerado ao longo do último ano.



As exportações brasileiras vêm reagindo frente a um melhor momento da economia mundial e, por conseguinte, do comércio internacional. Séries mensais elaboradas pelo Netherlands Bureau for Economic Policy Analysis indicam que, de janeiro a abril de 2017, as importações globais cresceram 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A título de comparação, esta mesma taxa calculada em 2016 era de apenas 0,8%.

Além do crescimento mais robusto de importantes economias avançadas, tais como EUA e Japão, a expansão das economias emergentes nos últimos meses, principalmente asiáticas e latino-americanas, vem chamando atenção. Se de janeiro a abril de 2016, as importações asiáticas cresciam, em termos interanuais, apenas 0,3%, em 2017 a expansão neste mesmo período já foi de 12,8%. É evidente que as importações asiáticas foram alavancadas pelo melhor desempenho da economia chinesa, que já dá sinais de que deverá crescer acima de 6,5% em 2017. Ainda dentre as emergentes, vale ressaltar que as importações da própria América Latina, outro destino importante das exportações brasileiras, também mostraram importante recuperação. A taxa interanual de crescimento de janeiro a abril passou de -3,8% em 2016 para 4,0% em 2017.



Não apenas os segmentos produtores das commodities, tradicionalmente favorecidos pelo aquecimento do comércio internacional puxado pelos asiáticos, mas também segmentos industriais importantes vêm sendo beneficiados. A Pesquisa Mensal da Indústria divulgada pelo IBGE mostra que de janeiro a maio a produção da indústria de transformação cresceu 1,3%, já descontados os efeitos sazonais. Na segmentação por categoria de uso verifica-se que este resultado está calcado nos desempenhos dos segmentos produtores de bens de capital e duráveis de consumo, cujas expansões foram de 9,9% e 9,3%, respectivamente.

Nesta mesma base de comparação, as demais categorias, de bens intermediários e não duráveis de consumo, registraram retrações de -0,1% e -2,6%, respectivamente. As séries mensais de volume das exportações disponibilizadas pela Funcex, também desagregadas nas categorias de uso, corroboram a importância da demanda externa para os resultados alcançados. Ambas exportações de bens de capital e duráveis de consumo cresceram surpreendentes 23% entre janeiro e maio. Já as exportações de bens intermediários cresceram significativamente menos, 5,7%, e dos não duráveis de consumo registraram -2,4%.

Ainda que uma recuperação da indústria apoiada em bens de consumo e de capital possa, em princípio, sugerir crescimento do consumo privado e do investimento, a demanda doméstica seguiu se deteriorando nos últimos meses. Dados da Serasa Experian mostram que de janeiro a abril o consumo privado e o investimento seguiram praticamente estagnados, enquanto o consumo do governo registrou queda de 1,3%.

Portanto, estão, no mínimo, incompletas as análises que conferem os créditos da recente recuperação da indústria ao êxito da política econômica, calcada na suposição de que a demanda voltaria a crescer como consequência "natural" do resgate da confiança a partir do ajuste fiscal, considerados imprescindíveis para a queda na taxa básica de juros. A política econômica atual não atacou as raízes fundamentais da recessão econômica brasileira, qual seja: a crise de endividamento de famílias e empresas não financeiras.

A redução nos juros básicos, embora contribua, é insuficiente para o necessário processo de desalavancagem financeira de famílias cujos membros continuam desempregados, e de empresas, que mesmo rebaixando preços, não conseguem alavancar suas vendas. Na realidade, cortes no consumo e no investimento públicos, priorizados pela atual política econômica, estão deprimindo ainda mais a já enfraquecida demanda doméstica.

De todo modo, não se pode negar que o atual governo vem contando com o "fator sorte". Além dos fatores climáticos extremamente favoráveis, que viabilizaram safras agrícolas recordes e contribuíram para uma significativa desaceleração da inflação de alimentos nos últimos meses, a retomada do comércio mundial estimula o crescimento da produção agropecuária, da extrativa mineral e da indústria de transformação. Como importante desdobramento desta conjuntura, o governo comemora o expressivo superávit comercial acumulado no primeiro semestre, de US$ 36,3 bilhões, 53,2% acima do saldo obtido no mesmo período em 2016.

Por fim, gostaria de destacar um aspecto de caráter mais estrutural e que diz respeito ao enfraquecimento no poder de alavancagem da produção de bens finais sobre a produção industrial como um todo. A retração na produção dos bens intermediários (insumos), a despeito do expressivo crescimento na produção dos bens de capital e consumo durável, é bastante emblemática deste enfraquecimento.

Em outras palavras, a produção destes bens localizados na ponta final das cadeias produtivas não está conseguindo estimular a produção de insumos associados a etapas produtivas precedentes. Este resultado decorre, em larga escala, do crescimento no peso de insumos importados, que minimiza os efeitos multiplicadores propagados nas cadeias produtivas. Este processo, diretamente vinculado à dinâmica da desindustrialização e que ocorre na economia brasileira há quase uma década, parece ter se acentuado no último ano.

Os últimos dados das Contas Nacionais Trimestrais sinalizam uma consistente e preocupante recuperação do volume de importações de março de 2016 a março de 2017 (9,8%), ao mesmo tempo em que os principais itens da demanda interna sofreram retrações (-3,7% dos investimentos e -1,9% do consumo privado). Estas transformações deverão limitar o potencial de expansão do PIB quando a demanda doméstica voltar efetivamente a crescer.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

BRASIL ESTÁ PARADO NO JOGO DO COMÉRCIO INTERNACIONAL
Publicado em 07/19/2017 as 04:24 PM

A proteção comercial às empresas brasileiras é contraproducente, aponta o relatório de avaliação sobre o Brasil preparado pela Organização Mundial do Comércio. Apesar da parafernália burocrática e de tarifas de importação, que fazem muita diferença para alguns setores - como veículos, dominado por multinacionais, por mais estranho que pareça - os produtos fabricados no país não eram, não são e não serão competitivos, se tudo continuar como está. A OMC deixa implícita a conclusão de que a política nacional de evitar a abertura comercial, mas privilegiar a atração de investimentos estrangeiros, deixa o caminho aberto para a conquista do mercado interno pelas empresas multinacionais e não permite um milímetro sequer de avanço dos produtos brasileiros nos mercados internacionais. O Brasil está fora das cadeias globais de valor e é um participante marginal no comércio internacional, conclui a OMC.

O relatório sobre revisão da política comercial brasileira, feito a cada 4 anos, aponta que o objetivo principal do Brasil tem sido o de proteger "indústrias nascentes", algo que deixou de fazer qualquer sentido ainda mais quando as escolhidas estão entre as mais tradicionais do mundo, como têxteis, calçados e, mais uma vez, a indústria de automóveis, que fazem jus à maior tarifa de importação, de 35%. Por vários ângulos de visão, aponta a OMC, o Brasil é um país voltado para si próprio, fechado e que favorece a produção local em detrimento do mercado externo, o único capaz de proporcionar um estímulo e um atalho para o aumento de competitividade.

A colcha de retalhos de incentivos, subsídios financeiros e creditícios, tarifas de importação, exigências de conteúdo local, margens de preferência nas concorrências para o fornecimento ao Estado e a malha de impostos carentes de racionalidade torna o Brasil um jogador lento e pesado no comércio global, com custos maiores do que deveria ter se estivesse realmente preocupado com o assunto.

O relatório da OMC dá a entender que os incentivos à exportação, que não são muitos, mas podem ser contestados, se destinam afinal a não mais que 500 empresas, que carregam consigo 93% do valor adicionado dos bens vendidos ao exterior. O poder competitivo brasileiro se firmou na última década em torno das commodities agrícolas, contra as quais existem barreiras de vários tipos nos países desenvolvidos. A OMC não se alonga, obviamente, sobre esse ponto.

Um aspecto importante para a OMC é que ao proteger o mercado interno o país "reduz os incentivos para elevar a eficiência, qualidade ou diferenciação de produtos, ao mesmo tempo em que impede os produtores domésticos de terem acesso a fornecedores de insumos de preços menores e qualidade maior". O relatório não faz menção à desnacionalização das indústrias brasileiras, o que seria prova do fracasso da intrincada rede de proteção.

Entre a última revisão e agora quase nada mudou, segundo a OMC, o que significa que o que já era ruim continuou sendo ruim ou piorou. O Brasil é objeto de duas ações relativas a incentivos específicos para a indústria, como o Inovar-Auto, tecnologia da informação e indústria farmacêutica. Em relação a práticas discriminatórias de acesso ao mercado doméstico, onde sobressaem diretamente as ações antidumping, e indiretamente a proibição de acesso estrangeiro a mercados como energia nuclear e aviação, sua extensão não é significativa. Elas afetam 1,06% do total de mercadorias importadas pelo país.

Como sabem os empresários nacionais, os inimigos internos têm papel fundamental na falta de competitividade, para a qual as barreiras de proteção são um motivo importante. A lista é conhecida: um sistema complexo, caro, desestimulante e imprevisível de impostos, um dos fatores mencionados com frequência pela OMC. Há outros: burocracia, infraestrutura inadequada, falta de mão de obra qualificada, pouco acesso a capital de longo prazo. Não há impulso externo que possa contrabalançar um pouco essa asfixia doméstica. A quantidade e peso dos acordos comerciais feitos pelo Brasil é pequena, e, com exceção do Mercosul, irrelevante.

A resposta brasileira às indagações que emergem do relatório da OMC é sensata, mas não serve de consolo - as condições que prejudicam o acesso das empresas estrangeiras ao mercado local e do mercado internacional a empresas brasileiras são as mesmas. Há décadas é assim e não há sinais de que esse panorama desolador vá mudar logo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

EQUADOR RENEGA OPEP E EXPORTARÁ MAIS PETRÓLEO
Publicado em 07/19/2017 as 04:23 PM

O Equador anunciou que ampliará a sua produção de petróleo neste mês, alegando que precisa do dinheiro. A decisão é um golpe para a unidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O cartel há anos trapaceia em seus próprios acordos, em especial quando os preços do petróleo não se recuperam após um corte de produção. Mas o Equador tomou a rara decisão de anunciar publicamente que ampliará a produção, impossibilitando o grupo de esconder a deserção.

O país não conseguirá cumprir o compromisso de reduzir a produção em 26 mil barris por dia, para 522 mil b/d, conforme acordado com a Opep no ano passado, disse o ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Pérez. "Há uma necessidade de recursos para o Tesouro, portanto tomamos a decisão de elevar gradualmente a produção."

A saída do Equador não afeta o mercado global de petróleo, já que o que o país concordou em reduzir representa menos de 25 segundos de consumo mundial diário.

Mas a decisão é um precedente perigoso na Opep. Outros produtores, talvez maiores, podem seguir o exemplo. "O anúncio não é importante para os balanços globais, mas mostra os desafios para os integrantes da Opep, considerando que os cortes não conseguiram elevar os preços", disse Amrita Sen, analista-chefe de petróleo da Energy Aspects, de Londres.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

EUA NÃO DESCARTAM SANÇÃO AO PETRÓLEO DA VENEZUELA
Publicado em 07/19/2017 as 04:23 PM

Os EUA preparam sanções contra a Venezuela na tentativa de impedir que o presidente Nicolás Maduro leve adiante o processo de Assembleia Constituinte, que deverá ser eleita no próximo dia 30. Apesar de fontes do governo americano não descartarem medidas contra o setor de petróleo da Venezuela e a estatal PDVSA, analistas acham mais provável sanções a autoridades venezuelanas.

O governo americano estuda sanções contra o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, e o número 2 do chavismo, Diosdado Cabello, por violações de direitos humanos, segundo fonte anônima da Casa Branca citada pela agência de notícias Reuters. As sanções poderiam seguir o padrão das anunciadas contra o vice-presidente Tareck El Aissami, congelando ativos nos EUA e proibindo negócios com americanos.

A fonte, porém, disse que "todas as opções estão sobre a mesa", inclusive retaliações ao setor petroleiro da Venezuela, barrando importações para os EUA.

A consultoria Eurasia diz que o governo de Donald Trump pode chegar a barrar importações de petróleo da Venezuela, mas acha improváveis sanções que atinjam empresas americanas do setor que atuam com a PDVSA. As sanções às importações, alerta, afetariam "o fluxo de caixa da PDVSA, aumentando o risco de default e minando o apoio interno a Maduro".

"Há um grande nível de incerteza porque a pressão por sanções está vindo diretamente da Casa Branca, em vez de órgãos mais tradicionais e institucionais, como os departamentos de Estado, Defesa ou Tesouro", diz Daniel Lansberg-Rodríguez, da Core Capital Management. "Trump não está apenas reagindo ao que acontece na Venezuela, mas também a derrotas políticas internas, que o levam a buscar um problema externo." Neste sentido, ele diz, a Venezuela é um alvo menos inseguro do que a Coreia do Norte ou o Estado Islâmico.
A Venezuela é a terceiro maior fornecedor de petróleo para os EUA, atrás de Canadá e Arábia Saudita. Em 2016, exportou para os EUA uma média de 741 mil barris diários. Sem o petróleo venezuelano, os EUA poderiam buscar importar mais de países como México e Colômbia. Sanções mais amplas contra o setor petroleiro, por sua vez, poderiam afetar empresas como a Halliburton e a Weatherford, que operam com a PDVSA.

Ao Valor, o deputado venezuelano de oposição Angél Alvarado disse que um embargo petroleiro significaria para a Venezuela a perda de 75% da receita que o país recebe por suas exportações. "Seria como deixar de receber US$ 11 bilhões anuais", estimou. A Venezuela poderia exportar mais para países como China e Rússia, mas o processo poderia demorar meses e levar a redução significativa do fluxo de caixa do governo. O petróleo responde por 96% das exportações totais da Venezuela.

Moisés Naím, ex-ministro do Comércio da Venezuela e hoje no Carnegie Endowment for International Peace, disse ao jornal "The Wall Street Journal", que um embargo petroleiro poderia ser um "maná político dos céus" para Caracas e a "desculpa perfeita para culpar os EUA pela crise" no país.

Ontem, a Venezuela prometeu rever a relação com os EUA. O chanceler, Samuel Moncada, disse que a postura de Washington é uma "brutal ameaça" e "violação ao direito internacional", e indicou que "nada nem ninguém" deterá a Constituinte. "O povo responderá unido ante à insolente ameaça feita por um império xenófobo e racista.". Pelo Twitter, o presidente Maduro anunciou a ativação do Conselho de Defesa da Nação para responder à "ameaça imperial".

A oposição prevê para amanhã greve geral e para sexta-feira a nomeação de juízes alternativos para o Tribunal Superior de Justiça. A estratégia, diz o analista venezuelano Luís Enrique Lander, é chamar atenção e encontrar mediadores para a crise. "A consulta popular de domingo que rejeitou a Constituinte teve repercussão. Agora a oposição espera mais pressão sobre Maduro e mais envolvimento da comunidade internacional."

"A Assembleia Constituinte deveria ser abandonada... O mundo inteiro está pedindo isso", disse o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo Twitter. Ele está em Havana, onde tentaria convencer Cuba a apoiar uma iniciativa diplomática na Venezuela.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

SALDO COMERCIAL DEVE CHEGAR A US$ 63,2 BI, PREVÊ AEB
Publicado em 07/19/2017 as 04:23 PM

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) revisou para cima a projeção de superávit da balança comercial do país para um recorde de US$ 63,2 bilhões em 2017. Se realizado, será o quinto maior saldo positivo do mundo, segundo a entidade. Em 2016, as exportações superaram as importações em US$ 47,693 bilhões.

Em dezembro, a entidade estimava superávit de US$ 51,647 bilhões. Esse aumento de 22% na estimativa do saldo comercial deve-se à revisão para cima no desempenho das exportações, em magnitude maior que a revisão nas importações.

Após cinco anos de quedas consecutivas, período em que acumulou retração de 27,7%, as exportações brasileiras devem crescer 12,8%, para US$ 209,217 bilhões neste ano. As importações devem aumentar 6%, para US$ 145,795 bilhões. A estimativa anterior era de aumento de 7,2% nas vendas e de 5,2% nas compras.

"O saldo será recorde e colocará o Brasil no top 5 mundial de superávits, superado apenas pela China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia", destacou, em nota, o presidente da entidade, José Augusto de Castro. Segundo ele, a atividade econômica ainda fraca será a responsável pelo crescimento de apenas 6% das importações, enquanto as commodities responderão pelo crescimento projetado de 12,8% das exportações.

As importações de bens de capital, indicador de investimento, devem cair 20% ante 2016, em vez do recuo de 3,6% anteriormente previsto.

O aumento das importações de bens de consumo foi revisto de 5,7% para 5%. A compra de bens duráveis deve subir 9,5%, em vez dos 10,1%. O aumento das exportações deve ser influenciado pela elevação dos preços do minério de ferro, petróleo e açúcar. A expressiva expansão das exportações de automóveis e caminhões para a Argentina é outro fator a beneficiar as vendas externas.

Segundo a AEB, os três principais produtos de exportação - soja em grão, minério de ferro e petróleo - vão representar 28,8% das exportações em 2017 (23% em 2016).

A soja, pelo terceiro ano consecutivo, será o principal produto de exportação do Brasil em 2017, graças ao incremento de 22% no volume embarcado. Até a primeira quinzena de julho foram exportados 47,4 milhões de toneladas de soja em grão, ou 75,2% dos 63 milhões de toneladas previstas para 2017.

Nos manufaturados, a Argentina será responsável por 50% do crescimento previsto de 6,8% (dado antes estimado em queda de 1,1%) em 2017, e os Estados Unidos, por 13%.

Segundo o relatório da AEB, a expansão de 12,8% nas exportações brasileiras, bem maior do que a alta de 2% prevista para o comércio mundial, permitirá ao Brasil elevar sua participação nas exportações mundiais para 1,21%, ante 1,09% em 2016. Com isso, o país deve passar do 25º para 24º lugar no ranking global de países exportadores.

O cenário da AEB contempla um câmbio entre R$ 3,15 e R$ 3,30 no segundo semestre, um nível que, segundo a entidade, não deve provocar reflexos nas exportações ou importações. Quanto ao quadro político-econômico a AEB considera que um eventual impacto seria apenas residual sobre as importações.

A corrente de comércio - exportações mais importações - estimada em US$ 354,812 bilhões neste ano, deve ser equivalente a 17,5% do PIB, 9,9% maior que em 2010, mas perto dos 17,4% de 2010.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

CHINA AGRADECE BRASIL POR SUPOSTO 'STATUS' DE ECONOMIA DE MERCADO
Publicado em 07/19/2017 as 04:22 PM



A China surpreendeu o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) ao agradecer por entender que o país decidiu tratar Pequim como economia de mercado, algo que fontes do governo dizem não ter ocorrido.

O tema é altamente sensível para a indústria nacional e no comércio global provoca tensões entre Pequim e vários parceiros. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que não existe reconhecimento automático da China como economia de mercado e que isso "agravaria a competição desleal com o Brasil".



Hoje, cerca de 35% das sobretaxas antidumping no Brasil são aplicadas contra mercadorias chinesa. Quando a China foi aceita na entidade, em 2001, os países obtiveram por 15 anos o direito de usar uma metodologia flexível para calcular dumping sobre produtos chineses, ou seja, considerando os preços deslealmente baixos. Essa metodologia sempre inflou o cálculo e significou taxação maior contra importações chinesas.

Essa cláusula expirou em 11 de dezembro do ano passado. Pequim entende que os outros 163 países-membros da OMC não podem mais usar preços e custos baseados em terceiros países para calcular dumping de produtos chineses. A interpretação aumenta a competitividade chinesa contra as indústrias locais.

EUA, União Europeia e Japão dizem que não têm como reconhecer a China como economia de mercado, diante da intervenção do Estado, dos enormes subsídios para as empresas e outras práticas.

O Brasil sempre sinalizou que esperaria para ver o resultado, por exemplo, de uma disputa aberta pela China contra a UE na OMC sobre reconhecimento de economia de mercado. O novo representante comercial do governo de Donald Trump, Robert Lighthizer, alertou que qualquer decisão da OMC para designar a China como economia de mercado teria consequência "cataclísmica" para a entidade.

Foi nesse contexto que, na segunda-feira, durante exame da política comercial do Brasil, o embaixador chinês junto à OMC, Zhang Xiangchen, saudou "recentes declarações do Brasil de que irá cumprir com as obrigações do Artigo 15 do Protocolo de Acessão da China" e não usará mais metodologia flexível em investigações antidumping contra produtos chineses.

Xiangchen aconselhou os outros mais de cem países-membros a copiarem o suposto gesto brasileiro. "A China acredita que todos os membros estão obrigados a cumprir a atual ordem econômica e política internacional sobretudo em face das incertezas globais para preservar a autoridade do sistema multilateral de comércio", disse.

Para Pequim, num cenário de crescente sentimento anticomércio e antiglobalização o Brasil mostra-se "firmemente comprometido em preservar e reforçar o sistema multilateral de comércio e reafirmar a relevância da OMC como um dos pilares da governança econômica global".

No entanto, o Valor apurou que o lado brasileiro foi surpreendido. O sentimento é que o embaixador chinês fez uma "extrapolação" do que ouviu em discussões bilaterais. Ou seja, mencionou o que gostaria de ter ouvido. Pode ser também nova pressão da China para obter o reconhecimento, prometido por Luiz Inácio Lula da Silva em 2004 e nunca cumprido.

Segundo fontes, o que o governo tem dito aos chineses é que a legislação brasileira não precisa ser modificada em razão da expiração da cláusula do acordo de entrada da China, para efeito de antidumping. Nenhuma investigação foi iniciada desde dezembro de 2016 contra os chineses. E a ideia, a partir de agora, como o Valor já publicou, é que a empresa brasileira que solicitar medida antidumping contra um produto chinês é que terá o ônus da prova.

Assim, é a indústria brasileira que terá de mostrar que um produto específico chinês não cumpriu com regras da economia de mercado. O produtor brasileiro precisa mostrar que o preço chinês não serve, por causa de manipulação do câmbio ou empréstimo subsidiado ou a fundo perdido, e pede a utilização de preço de um terceiro mercado. Para a indústria nacional, é algo bem mais difícil para obter proteção, mas uma forma de evitar confronto direto com os chineses na OMC.

A CNI considera a situação clara: "O Brasil vai cumprir o Protocolo de Acessão da China à OMC. Na visão da CNI, apoiada por parecer jurídico, o texto dá liberdade para os países usarem preço do produto comparativo de terceiros mercados nas investigações antidumping, se a China não mantiver as condições de mercado", afirma o diretor de desenvolvimento industrial da entidade, Carlos Abijaodi.

Conforme Abijaodi, de fato "a grande mudança é a inversão do ônus da prova. Não existe, portanto, reconhecimento automático da China como economia de mercado. O reconhecimento agravaria a competição desleal no Brasil".

Em seu discurso na OMC, o embaixador chinês reclamou do persistente uso de medidas antidumping pelo Brasil. Exemplificou que o Brasil iniciou a primeira investigação anti-subsídio contra o aço laminado a quente chinês, através de instrumentos, que "obviamente violam a legislação brasileira".

Ao mesmo tempo, ele não poupou entusiasmo com a parceria com o Brasil. Lembrou que a China continua a ser o maior parceiro comercial do país pelo oitavo ano consecutivo. Em 2016, o comércio bilateral alcançou US$ 67,7 bilhões e o investimento acumulado pela China no Brasil atingiu US$ 26,5 bilhões no fim de 2015. Para o representante de Pequim, nem "o vasto oceano Pacífico poderá frear o processo de trocas amigáveis" entre os dois países.
Fonte : Valor Econômico
Data : 19/07/2017

JUSTIÇA MANTÉM PRAZO PARA VALE E BHP NEGOCIAREM ACORDO SOBRE AÇÃO ENVOLVENDO SAMARCO
Publicado em 07/19/2017 as 04:21 PM

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O prazo concedido às mineradoras Vale e BHP Billiton para negociar um acordo para uma ação de 155 bilhões de reais decorrente do desastre da Samarco, em 2015, está mantido até 30 de outubro, afirmou em nota nesta quarta-feira o Ministério Público Federal (MPF).

Na véspera, a Vale publicou um fato relevante no qual afirmou que, em 17 de julho, "o juiz determinou por prazo indefinido a suspensão da ação movida pelo MPF".

Entretanto, a informação não está correta, de acordo com o esclarecimento do MPF.

Segundo o órgão, a decisão mencionada pela Vale foi proferida no âmbito de questão processual referente a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) de integrar a ação como co-autor.

"Conforme informado anteriormente (a ação) encontra-se com os trâmites suspensos SOMENTE até o dia 30 de outubro, em virtude de prorrogação, pelo Juízo da 12ª Vara Federal de Belo Horizonte, do prazo concedido para que sejam concluídas as negociações visando à celebração de um acordo definitivo entre as partes", disse o MPF.

Por volta de meio-dia esta quarta-feira, a Vale divulgou um esclarecimento, afirmando que "a suspensão anunciada pelo juízo por prazo indeterminado visa avaliar questões específicas da ação movida pelo MP e não afeta o prazo de 30 de outubro".

As ações da empresa abriram em alta nesta quarta-feira, com a notícia do dia anterior, mas o sinal inverteu e operava perto de uma estabilidade às 13:26. Vale e a BHP são donas da Samarco.
Fonte : Extra
Data : 19/07/2017

PETROBRAS REDUZ EM 0,5% PREÇO DA GASOLINA NAS REFINARIAS NA 5ª FEIRA; DIESEL SOBE 0,1%
Publicado em 07/19/2017 as 04:21 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou uma redução de 0,5 por cento nos preços da gasolina nas refinarias a partir da quinta-feira, enquanto o diesel terá alta de 0,1 por cento, segundo informações publicadas no site da companhia nesta quarta-feira.

O anúncio vem em meio a uma nova política de preços da Petrobras, que passou a prever reajustes até diários nos combustíveis na tentativa de evitar perda de participação no mercado.
Fonte : Extra
Data : 19/07/2017

FUTUROS DO MINÉRIO DE FERRO NA CHINA TÊM 3° DIA DE GANHOS COM OTIMISMO NO MERCADO
Publicado em 07/19/2017 as 04:21 PM

PEQUIM (Reuters) - Os futuros do minério de ferro na China subiram pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, tocando o maior nível em dois meses e meio, com especuladores realizando apostas altistas e vendidos cobrindo suas posições por temores de preços maiores em meio a uma alta demanda por usinas de aço.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em alta de 3,7 por cento, a 532 iuanes por tonelada, maior nível desde 3 de maio.

No aço, o contrato mais negociado do vergalhão na bolsa de Xangai fechou em alta de 1,8 por cento, a 3.679 iuanes por tonelada, após chegar a tocar 3.688 iuanes, maior nível desde dezembro de 2013.

"O mercado está otimista com a recuperação dos preços em produtos de aço", disseram analistas da Orient Futures em nota, ressaltando que os estoques de vergalhão de aço seguem baixos.

Os estoques de vergalhão mantidos por comerciantes chineses caiu 1 por cento, para 370,4 milhões de toneladas na segunda-feira, menor nível desde dezembro de 2016, segundo a consultoria SteelHome.
Fonte : Extra
Data : 19/07/2017

PETROBRAS DÁ PRIMEIRO PASSO PARA VENDER BRASKEM
Publicado em 07/19/2017 as 04:21 PM

Estatal negocia acordo de acionistas com a Odebrecht para valorizar sua participação

A Petrobras deu um importante passo para iniciar o processo de venda de sua participação acionária na Braskem, maior grupo petroquímico da América Latina controlado pela Odebrecht. Em fato relevante ao mercado divulgado ontem, a estatal informou que iniciou as negociações com a Odebrecht para revisão dos termos e condições do acordo de acionista entre as duas partes assinado em fevereiro de 2010.

De acordo com um executivo próximo às empresas, essa discussão é fundamental para a Petrobras obter um maior valor por suas ações quando elas forem postas à venda. A Petrobras tem 47% do capital votante da Braskem, e a Odebrecht, 50,1%.

— O objetivo é construir um novo acordo de acionistas entre as duas partes que permita dar maior valor ao ativo que a Petrobras vai colocar à venda. Foi importante a Odebrecht aceitar negociar esse acordo — destacou um executivo próximo às negociações.

PODER NO BLOCO DE CONTROLE

O acordo de acionistas atual concede à Petrobras poder no bloco de controle da Braskem, que não pode ser transferido ao futuro comprador. Desde o ano passado, a Petrobras já anunciou publicamente sua intenção de sair do setor petroquímico com a venda de sua fatia na Braskem.

No comunicado ao mercado, a Petrobras destaca que essa revisão no acordo de acionistas “busca aprimorar a governança corporativa da Braskem e o relacionamento societário entre as partes”.

A Braskem vem apostando pesado em sua ampliação no mercado americano. A empresa está investindo US$ 675 milhões para construir sua sexta fábrica de polipropileno nos Estados Unidos. No primeiro trimestre do ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016.

A venda da Braskem poderia impulsionar o programa de venda de ativos da Petrobras para o período 2017-2018, no qual a companhia pretende levantar US$ 21 bilhões para reduzir seu endividamento.
Fonte : O Globo
Data : 19/07/2017

ANP PODE AUTORIZAR EMPRESAS DO SETOR DE PETRÓLEO A ADOTAR NOVO PERCENTUAL DE CONTEÚDO LOCAL
Publicado em 07/19/2017 as 04:19 PM

ANP propõe reduzir exigência de conteúdo local em contratos desde 2005. Indústria deve ir à Justiça

Para destravar projetos de exploração e produção de petróleo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) colocou em consulta pública proposta que permite reduzir o conteúdo local — percentual exigido de compras de materiais, equipamentos e serviços produzidos no país — para contratos firmados a partir de 2005 (quando houve a 7ª Rodada). Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, existem cerca de 20 projetos de exploração e produção no período de 2017 a 2021 que poderiam sair do papel com a mudança. Eles envolvem investimentos de R$ 240 bilhões, com estimativas de instalação de 20 plataformas marítimas e perfuração de 900 poços de petróleo. A indústria de fabricantes de máquinas e equipamentos, porém, recebeu mal a notícia e promete entrar na Justiça para contestar a mudança, caso ela seja aprovada.

De acordo com a proposta, as empresas que assinaram contratos de concessão ou de partilha desde 2005 poderão escolher se pretendem permanecer com o nível de exigência previsto na época ou se querem adotar as regras de conteúdo local aprovadas neste ano para as próximas rodadas. De modo geral, as exigências se tornaram mais flexíveis. A alteração seria feita por meio de um aditivo aos contratos. Se a mudança for aprovada, pode afetar quase a totalidade das 94 petroleiras que atuam no país, nos cerca de 674 blocos concedidos no período.

A medida beneficiaria a Petrobras, que já pediu autorização à ANP para não cumprir o índice exigido de conteúdo local (o chamado pedido de waiver) no contrato de uma plataforma (FPSO) da gigantesca área de Libra e de uma plataforma em Sépia, ambas no pré-sal. As empresas locais teriam apresentado preços até 40% maiores do que a média do mercado. Procurada, a estatal não quis comentar o assunto.

220 PEDIDOS PARA NÃO CUMPRIR EXIGÊNCIA

Segundo Oddone, a resolução permitirá regulamentar o pedido de waiver. Nos últimos anos, os processos por não cumprimento do índice se multiplicaram na agência. Existem 220 pedidos que ainda serão julgados na agência. De acordo com o diretor-geral da ANP, as empresas que participam de qualquer processo que ainda não foi julgado podem, se assim quiserem, aderir à mudança.

Apesar dos efeitos positivos para a indústria de petróleo citados pela agência, como o potencial de atração de investimentos, advogados do setor avaliam que a mudança pode ser questionada na Justiça. Segundo Felipe Feres, advogado do escritório Mattos Filho, há dúvidas quanto à legalidade da medida já que, nos leilões de 2005 os até agora, índices de conteúdo local assumidos pelas petroleiras contavam na pontuação para a escolha dos vencedores.

— Tenho dúvidas quanto à legalidade da medida por causa da vinculação ao edital. Isso é um princípio gerador do direito administrativo, isso poderia mudar os resultados das licitações feitas no passado. Realmente, os índices eram muito elevados, inviáveis de serem executados — disse.

Carlos Maurício Ribeiro, advogado da Vieira Rezende Advogados, elogia a proposta que será colocada em consulta pública, mas avalia que insatisfeitos poderão recorrer à Justiça:

— A proposta é ótima. Um aditivo ao contrato pressupõe o entendimento entre as duas partes, portanto, não é possível falar em quebra de contrato. Mas quem se sentiu prejudicado por ter perdido uma área por causa do percentual de conteúdo local exigido ou aquele que pagou multa porque não cumpriu a exigência poderá recorrer na Justiça.



Para os fabricantes de equipamentos, a consulta pública é mais uma notícia negativa. O debate sobre revisão dos índices exigidos de conteúdo local colocou em campos opostos petroleiras e fabricantes de máquinas e equipamentos. O setor já havia manifestado seu descontentamento com a flexibilização de exigências para as próximas licitações. O percentual de itens comprados e produzidos no país no novo modelo é de 18% na fase exploratória e de 25% na etapa de desenvolvimento da produção. No modelo vigente nos contratos fechados antes da mudança, havia percentuais que chegavam a 55%.



O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, adiantou que, se a proposta for aprovada, os fabricantes de máquinas e equipamentos vão recorrer na Justiça.

— Não vamos aceitar nada que venha a ferir os contratos assinados no passado. Os contratos têm de ser respeitados. Além disso, em todos os pedidos de waiver, principalmente os da Petrobras, não foi provado, até agora, que a indústria nacional não é capaz de atender os índices de conteúdo local — afirmou Velloso.
Perguntado sobre o risco de judicialização, Oddone, da ANP, disse que o assunto foi bastante estudado na agência e que se trata de uma “evolução regulatória normal”.

ANP: PROJETO PARADO É PERDA PARA A SOCIEDADE

A resolução ficará em consulta pública a partir de hoje até o próximo dia 18 de agosto. A audiência pública está marcada para 1º de setembro. A ANP espera regulamentar o assunto até meados de setembro.

— O objetivo é regular a questão, beneficiando a sociedade e destravando o mais rapidamente possível investimentos em contratação de bens e serviços junto à indústria local. Com esses índices que estão agora nas rodadas deste ano, a gente acredita que vai ter mais flexibilidade para cumprimento das obrigações. O que está colocado na consulta pública é a possibilidade de as empresas optarem por manter as condições atuais dos contratos ou optarem pela adesão ao modelo atual de regras de conteúdo local — resumiu Oddone.

O diretor-geral destacou que projetos parados significam prejuízo para a sociedade e para os estados, que perdem arrecadação. Nos cálculos de Oddone, no caso de uma plataforma de produção no pré-sal de 150 mil barris por dia, com o petróleo a US$ 50 o barril, cada ano de atraso significa perda de R$ 2,6 bilhões em arrecadação de impostos.

Até o próximo dia 20, serão publicados o edital e o modelo do contrato de concessão para a 14ª Rodada de áreas no pós-sal para exploração e produção de petróleo prevista para 27 de setembro.
Fonte : O Globo
Data : 19/07/2017

DÓLAR CAI 4,7% NO MÊS, PARA R$ 3,15
Publicado em 07/19/2017 as 04:18 PM

Analistas já veem chance de a moeda americana cair abaixo de R$ 3,10



-SÃO PAULO- Uma combinação de fatores externos e internos — da derrota de Donald Trump no Senado americano à calmaria no ambiente político com o recesso do Legislativo brasileiro — fez o dólar comercial recuar ontem 0,75%, a R$ 3,158. No mês, a queda acumulada é de 4,7%. No mercado, já se fala na possibilidade de a moeda americana ficar abaixo de R$ 3,10 nas próximas semanas, mas esse patamar não deve se sustentar por muito tempo.



— O dólar está caindo para além do que os fundamentos econômicos indicam. A tendência é que, se a reforma da Previdência não passar ou demorar, essa euforia vá embora. Nossa crise é fiscal e não deixou de existir devido aos acontecimentos recentes — explicou Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor.

Contribuiu para a queda do dólar, no Brasil e no mundo, a derrota de Trump, que não conseguiu os votos necessários no Senado para acabar com o Obamacare, a reforma na saúde promovida por Barack Obama. Teme-se que Trump não tenha força política para aprovar outras promessas de campanha, como investimentos em infraestrutura e uma reforma fiscal. O Dollar Index, da Bloomberg, que mede o comportamento do divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, caía 0,51% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil. Em relação ao euro, o dólar atingiu o menor patamar em dez meses. IPO DO CARREFOUR BRASIL MOVIMENTA R$ 5,1 BI Ainda do ponto de vista externo, tem contribuído para a queda do dólar a indicação dos principais bancos centrais de que o processo de normalização monetária, que inclui alta dos juros e retirada de estímulos, irá ocorrer de forma lenta e gradual, mantendo elevada a liquidez nos mercados financeiros. Com mais dinheiro em circulação, aumentam os recursos destinados a economias emergentes como a brasileira.

Internamente, o recesso do Congresso logo após a aprovação da reforma trabalhista tranquilizou os ânimos dos investidores, já que a volatilidade tende a cair na ausência de novos fatos na política. Até a retomada dos trabalhos no Legislativo, mantém-se a expectativa de que é possível aprovar a reforma da Previdência.

Além disso, as quatro ofertas de ações em curso atraíram dólares para o país. A principal delas, do Carrefour, foi concluída ontem e movimentou R$ 5,1 bilhões. Parte desses recursos veio do exterior. Cada ação foi cotada a R$ 15, e a negociação na B3 (antiga Bovespa) começa amanhã. Foi o maior IPO desde o da BB Seguridade, em 2013.

Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do grupo Confidence, ressalta, porém, que alguns desses fatores são transitórios:
— Há espaço para uma queda um pouco maior e até para testar os R$ 3,10, mas qualquer fato novo negativo pode estressar os investidores — afirmou.

Alessie, da H.Commcor, lembra ainda que, mesmo que o movimento de queda ganhe força, o Banco Central (BC) pode começar a atuar para evitar um recuo mais forte. Uma ferramenta seria a redução da rolagem dos contratos de swap cambial. Ele ressalta que, em um patamar mais baixo, o dólar pode começar a prejudicar o desempenho do setor exportador.

Já para quem precisa da moeda estrangeira para viajar ou honrar os outros compromissos, o ideal é aproveitar o momento de baixa e comprar agora, já que qualquer vento desfavorável vai jogar o dólar para cima novamente:

— Esse patamar é uma boa oportunidade de compra, em especial se você analisar em termos relativos. É uma queda de 15 centavos em poucas semanas. Isso é bom e talvez não adiante esperar os R$ 3,10, por exemplo.
Fonte : O Globo
Data : 19/07/2017

PORTO DE IMBITUBA PASSA A RECEBER NOVO SERVIÇO PARA A ÁSIA EM IMBITUBA A PARTIR DE AGOSTO
Publicado em 07/18/2017 as 03:57 PM


CADE CONSIDERA 'COMPLEXO' ACORDO ENTRE ARCELORMITTAL E VOTORANTIM EM OPERAÇÕES DE AÇOS LONGOS
Publicado em 07/18/2017 as 03:57 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerou "complexa" a aquisição de controle da Votorantim Siderurgia pela ArcelorMittal Brasil e exigiu a realização de estudo quantitativo dos mercados envolvidos na operação, segundo despacho publicado no Diário Oficial desta segunda-feira.

Em 23 de fevereiro, as empresas fecharam um acordo em operações de aços longos, por meio do qual a Votorantim Siderugia passaria a ser subsidiária e a deter participação minoritária no capital da ArcelorMittal Brasil.

O Cade informou ainda que devido à complexidade do ato de concentração poderá posteriormente pedir prazo maior para análise do caso.

(Por Gabriela Mello)
Fonte : Extra
Data : 17/07/2017

USIMINAS AVALIA AUMENTO DE CHAPAS GROSSAS
Publicado em 07/18/2017 as 03:56 PM

A Usiminas estuda aumento de preços em chapas grossas para a distribuição, após divulgar na semana passada reajuste em laminados a quente. Segundo apurou o DCI, o movimento seria para compensar a falta de produtividade do laminador de Cubatão (SP).”Além do mercado em baixa, o laminador de Cubatão opera de maneira instável, com paradas rotineiras que derrubam a produtividade”, disse uma fonte.Conforme apurou o DCI, a siderúrgica estuda elevar os preços das chapas grossas, que são usadas basicamente em infraestrutura e óleo e gás.

“Assim como em laminados a quente, o reajuste de chapas grossas precisa ‘pegar’, ou seja, os concorrentes têm que acompanhar o aumento”, pondera uma fonte. Conjuntura Uma fonte na Usiminas observa que, diante da forte queda em chapas grossas no Brasil, será difícil avançar com o plano de reajuste se os concorrentes não acompanharem o movimento. “O aumento em laminados a quente já veio como um susto para nós.”Em nota, a Usiminas declarou que não há informações adicionais ao divulgado na semana passada quanto a aumento de preços.

O reajuste anunciado pela companhia na distribuição foi de 10,7%.Conforme apurou o DCI, o complexo santista enfrentaria ainda dificuldades para receber as placas para laminação que, em sua maioria, são compradas da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA).”Em Cubatão, falta placa constantemente. E como a planta não tem competitividade, trabalha sem plano definido. Tudo é motivo para economia”, explica uma fonte ligada à empresa. “E a falta de continuidade das operações é feita de maneira deliberada.”Em nota, a Usiminas esclarece que “a informação sobre problemas no recebimento de placas da CSA não é verdadeira.”

A siderúrgica acrescenta “que desde a paralisação das áreas primárias, a unidade de Cubatão tem operado em um novo modelo de negócios e está funcionando normalmente e em equilíbrio.” A empresa destaca ainda que “o programa de operação dos equipamentos é estabelecido pela demanda do mercado, considerando a otimização dos recursos que impactam na competitividade dos produtos.

”O dirigente do sindicato dos metalúrgicos da Baixada Santista, Claudinei Rodrigues, confirma as paradas no laminador a quente. “Na decapagem a produção está em franco crescimento, mas na laminação a quente há paradas de vez em quando.”Fontes ligadas à companhia afirmam que o laminador a quente em Cubatão é relativamente novo, mas o grande problema é a falta de ritmo de produção. “Quando o mercado retornar, a tendência é equalizar os processos e reduzir custos. Mas isso deve levar um tempo”, diz uma fonte.
Fonte : DCI – Diário Comercio Industria & Serviço - SP
Data : 18/07/2017

JAPONESES VISITAM A ZPE NO PECÉM
Publicado em 07/18/2017 as 03:56 PM

Representantes da Japan External Trade Organization (Jetro) e da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa (CCIJB) conhecem hoje (18) a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém.

O grupo, chefiado pelo vice-presidente da Jetro São Paulo, Yasushi Ninomiya, visita a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que já recebeu investimentos da ordem de US$ 5 bilhões e é considerado o projeto âncora da ZPE. O grupo também vai conhecer o Complexo Portuário do Pecém, terminal de cargas da região que ocupa uma retroárea de 13 mil hectares.

Após a visita, os japoneses vão receber um portfólio de oportunidades de investimento em Zonas de Processamento de Exportação brasileiras, voltado para o setor produtivo. A vinda da Jetro à ZPE do Pecém faz parte de uma intensa agenda de trabalhos do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, colegiado presidido pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Como explica a secretaria-executiva do Conselho, Thaíse Dutra, é importante que os investidores estrangeiros conheçam de perto um distrito alfandegado para entender as vantagens competitivas das Zonas de Processamento. "As empresas têm acesso a um conjunto de incentivos tributários, cambias e administrativos. São benefícios assegurados por um prazo de até 20 anos".

Trabalho intenso

Para Antonio Balhmann, secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, a vinda dos japoneses é resultado de um trabalho intenso de divulgação das oportunidades de investimento no Ceará.

"A Jetro já tinha manifestado interesse de fazer uma visita a ZPE. Isso é resultado de um esforço que fizemos de divulgação. Além disso, é também uma repercussão dos quatro prêmios que recebemos ano passado, entre eles, a de melhor ZPE da América Latina em infraestrutura".

Balhmann disse que a visita é também consequência de uma apresentação do Governo para a comunidade empresarial japonesa em São Paulo. "Este conjunto gerou o interesse. Os japoneses querem saber que tipo de espaço econômico tem de mais atraente para investir aqui. A vinda deles consolida na ambiência empresarial japonesa a ZPE como destino de investimento".
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 18/07/2017

MOVIMENTAÇÃO DOS PORTOS GAÚCHOS FECHA PRIMEIRO SEMESTRE COM ALTA
Publicado em 07/18/2017 as 03:56 PM

O sistema portuário gaúcho registrou um crescimento na movimentação de seus principais terminais no primeiro semestre deste ano.

Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre tiveram aumento no número de cargas movimentadas quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Somente pelo porto do Rio Grande já passaram mais de 19,9 milhões de toneladas, crescimento de 2,9%. Todos os segmentos de cargas tiveram acréscimo no porto rio-grandino. A carga geral, pelo segundo mês consecutivo, ultrapassou a barreira do milhão, chegando a 1,1 milhão de toneladas, quebrando o recorde do mês anterior. Os grãos seguem sendo o principal destaque do complexo, movimentando mais de 12,2 milhões de toneladas, com destaque para a soja grão e o trigo (alta de 2,6% e 25,4%, respectivamente). O granel líquido soma 2,3 milhões de toneladas no primeiro semestre.

"O semestre de movimentação da soja gaúcha foi muito favorável ao porto visto que tivemos volumes significativos desde o mês de janeiro, a safra vem transcorrendo de forma tranquila, e o porto vem demonstrando habilidade para o escoamento ágil, seguro e apto a transportar para os principais destinos do mundo", avalia o diretor superintendente do porto do Rio Grande, Janir Branco. China, Eslovênia, Coreia do Sul, Irã e Japão foram os principais destinos das mercadorias que saíram do porto do Rio Grande. Já as importações partiram, principalmente, de Argentina, Argélia, Estados Unidos, Rússia e Marrocos.

O porto de Pelotas movimentou em seis meses mais do que em todo o ano passado. No primeiro semestre, soma mais de 387 mil toneladas. O projeto que leva toras de madeira da região Sul à unidade da CMPC Celulose Rio Grandense mostra o potencial hidroviário gaúcho e a qualidade de nossos espaços logísticos. Em seis meses, o porto de Pelotas já supera em 39,2% toda a movimentação de 2016.

O porto da Capital teve, em junho, o melhor resultado em mais de 15 meses, movimentando mais de 172 mil toneladas entre trigo, componentes de fertilizantes e carga geral.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 18/07/2017

GUARDA-CORPO VAI SUBSTITUIR GRADES DA MARINHA NO PORTO
Publicado em 07/18/2017 as 03:56 PM

A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) divulgou, ontem, licitação para o fornecimento e instalação de guarda-corpos na Orla Luiz Paulo Conde, na zona portuária - a Orla Conde, também conhecida como Boulevard Olímpico.

O objetivo é garantir a segurança dos frequentadores sem prejudicar o projeto paisagístico.

A licitação acontece sete meses depois que a Marinha colocou grades por conta própria, o que limitou a circulação de visitantes numa das áreas de lazer mais concorrida da cidade. A iniciativa causou revolta entre arquitetos, urbanistas e frequentadores da zona portuária. O novo projeto prevê a utilização de estrutura de aço galvanizado e cabo de aço tensionado igual à implantada em outros trechos de obras do Porto Maravilha, como na proteção ao Cais do Valongo. A Orla Conde está localizada entre o Museu Histórico Nacional, na Praça 15, e o Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Os guarda-corpos serão colocados em um trecho de 360 metros, a um custo de R$ 131,6 mil. O prazo para a instalação dos guarda-corpos será de 120 dias após a assinatura do contrato. METRO RIO

R$ 131,6 mil é o custo dos guarda-corpos que serão colocados em um trecho de 360 metros no Boulevard Olímpico, na zona portuária.
Fonte : Metro
Data : 18/07/2017

TRANSPORTE MARÍTIMO: CRESCE A CONCENTRAÇÃO
Publicado em 07/18/2017 as 03:56 PM

Autor:        Milton Lourenço - Especial para OPINIÃO PÚBLICA

Quem acompanha o dia a dia do comércio exterior sabe que ocorre a nível mundial uma intensa concentração no mercado de transporte marítimo, deflagrada por uma nova onda de fusões e aquisições de uma empresa por outra, o que se tem dado especialmente entre as grandes armadoras que transportam contêineres.

Segundo dados da empresa de consultoria inglesa Drewry, a fusão entre K-Line, MOL e NYK, que resultou na nova Ocean Network Express (ONE), colocará este grupo em quinto lugar no ranking mundial de empresas transportadoras de contêineres, com capacidade para 1,7 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), à frente da Hapag-Lloyd, que se fundiu com a UASC, com 1,6 milhão de TEUs, e da Evergreen, com 1,3 milhão.

Embora a CMA CGM tenha adquirido a Mercosul Line, subsidiária brasileira da Maersk, esta armadora continua dominando o mercado, com 4,2 milhões de TEUS (ou 18,4% do total), seguida pela MSC, com 3,1 milhões de TEUs ( 13,5%). A CMA CGM, que vem expandindo seus negócios na América do Sul, ocupa a terceira colocação, com 2,4 milhões de TEUS (10,4% do mercado). A compra da Mercosul Line representou a décima segunda aquisição pela armadora desde 1996, quando a CMA comprou a estatal francesa CGM.

É de se lembrar que essas três armadoras, em 2005, detinham 26% do mercado global, mas hoje já controlam 42%. Em quarto lugar, está a chinesa CoscoCS, que se fundiu com a CSCL, com 1,8 milhão de TEUs. Ressalte-se ainda que a Maersk comprou a Mercosul Line há uma década, mas teve de deixá-la como concessão, negociando-a com a CMA CGM, para seguir com seus planos de adquirir a Hamburg Sud, que é líder no Norte da Europa e na América Latina e opera a armadora brasileira Aliança, líder no setor de cabotagem no Brasil e no continente sul-americano. Hamburg Sud e Aliança são responsáveis por 80% do serviço de cabotagem brasileiro, à frente da Log-In Logística.

Em resumo: as 25 maiores operadoras de carga em contêineres do mundo (incluindo subsidiárias, afiliadas e coligadas) controlam mais de 65% de todos os navios porta-contêineres disponíveis para uso em serviços comerciais. Desde já, o setor alega que esse é um preço a pagar, já que os seus clientes teriam se favorecido durante anos de fretes desvalorizados. Essa seria a razão pela qual as grandes companhias de navegação teriam buscado saída nas fusões e incorporações de concorrentes.

Em função dessa concentração que só cresce, é provável que haja neste segundo semestre de 2017 um melhor desempenho dessas empresas de navegação, mas não é preciso ser especialista para concluir que uma das consequências desse fenômeno é que haverá menores opções para os exportadores/importadores na hora de reservar espaços nos navios. E, com certeza, maiores custos, diante da falta de concorrência mais acirrada.

(Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br)
Fonte : Diário do Amanhã - GO
Data : 18/07/2017

COM REFORMA NO SETOR, ELETROBRAS PODE PRIVATIZAR ATÉ 14 USINAS HIDRELÉTRICAS
Publicado em 07/18/2017 as 03:55 PM

Operação deve reforçar caixa da estatal e elevar conta de luz



POR MANOEL VENTURA 18/07/2017 4:30
Amanhecer chuvoso em frente ao prédio da Eletrobras, no Centro do Rio (RJ) -   / Pedro Teixeira/O Globo

  
BRASÍLIA - A Eletrobras pode privatizar até 14 usinas hidrelétrica antigas pertencentes às subsidiárias Chesf, Furnas e Eletronorte, se a reforma nas leis do setor elétrico avançar da forma como o Ministério de Minas e Energia propôs no início deste mês. Esse movimento deve afetar as contas de luz de todos os brasileiros, mas tem potencial de reforçar o caixa da estatal e as contas do governo. Para diluir os aumentos e preparar o sistema elétrico para uma nova forma de comercializar a energia produzida pelas usinas, o governo avalia colocar todo esse volume à venda de maneira escalonada.

Juntas, essas usinas têm hoje capacidade instalada de 13.907,51 megawatts de energia e geram eletricidade suficiente para atender a de 20 milhões a 25 milhões de residências. As 14 usinas da Eletrobras que podem ser vendidas operam cobrando apenas os custos de operação e manutenção, com preços predefinidos, pelo chamado regime de “cotas”. No total, a estatal conta com 47 hidrelétricas.

Entre as principais hidrelétricas que podem entrar na lista para concessão ao setor privado estão o Complexo de Paulo Afonso (na Bahia) e Xingó (entre Alagoas e Sergipe), operadas pela Chesf; e usinas de Furnas, como Marimbondo e a Hidrelétrica de Furnas (ambas em Minas Gerais).

Caso prossigam as mudanças de regulação das elétricas, com a privatização, a estatal poderá trocar o modelo adotado nessas usinas, de preço fixo em cotas pelo preço de mercado, definido de acordo com a demanda.

MODELO PARA ATRAIR INVESTIDOR

Atualmente, a tarifa das cotas é de cerca de R$ 60 por megawatt-hora (MWh). Nos contratos do mercado regulado, firmados em leilões, por sua vez, a Eletrobras apurou a tarifa média de R$ 200/MWh em 2016. É daí que vem o aumento na conta de luz. Caso todas as usinas sejam privatizadas de uma só vez, o impacto previsto pelo próprio governo nas contas de luz de todos os brasileiros é de uma alta de até 7%.

Por isso, as hidrelétricas devem ser ofertadas ao mercado de maneira escalonada, tanto para reduzir os impactos nas tarifas, quanto para preparar as distribuidoras para a nova realidade do sistema.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 18/07/2017

BALANÇA TEM SUPERÁVIT DE US$ 2,3 BI
Publicado em 07/18/2017 as 03:55 PM

Com resultado da primeira quinzena deste mês, saldo do ano está em US$ 38,5 bi

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,367 bilhões nas duas primeiras semanas deste mês, resultado da diferença entre US$ 8,573 bilhões em exportações e US$ 6,206 bilhões em importações. No acumulado do ano, o saldo está positivo em US$ 38,583 bilhões. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Nas exportações, a média diária, de US$ 857,3 milhões, cresceu 10,3% em relação a julho de 2016, com destaque para petróleo em bruto, minério de ferro, soja em grão, carne bovina, semimanufaturados de ferro/aço e óleo de soja em bruto. Houve queda de 1,4% nas vendas de manufaturados, como gasolina, etanol, suco de laranja e produtos siderúrgicos.

Já a média diária importada, de US$ 620,6 milhões, aumentou 10,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, plásticos e obras, equipamentos eletroeletrônicos e automóveis.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :18/07/2017

DÓLAR INTENSIFICA A QUEDA E É NEGOCIADO A R$ 3,157; BOLSA CAI 0,19%
Publicado em 07/18/2017 as 03:55 PM

No exterior, moeda americana também perde força frente às principais divisas
POR JOÃO SORIMA NETO 18/07/2017 10:40 / atualizado 18/07/2017 13:27


Foto: Dado Ruvic/Reuters

SÃO PAULO - O dólar comercial intensifica o movimento de queda e agora recua 0,78% ante o real, cotado a R$ 3,157. Na véspera, a moeda americana se manteve praticamente estável e encerrou o pregão vendida a R$ 3,18. Na B3, o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro de ações, recua 0,19%, aos 65.085 pontos.

Em relatório divulgado a clientes, a corretora de câmbio Correparti avalia que, no cenário doméstico, a ausência de fatos novos na política, em função do recesso do Congresso Nacional, tira pressão da moeda americana.

No exterior, a moeda americana também se enfraquece frente às principais divisas diante de um revés da política de saúde que o presidente Donald Trump tenta aprovar no Senado americano. O “dollar index”, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de dez moedas, cai 0,64%.

— O dólar deve seguir seus viés de baixa, operando em queda nesta terça, acompanhando o movimento do exterior – disse Ricardo Gomes, da Correparti.

Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, quase todas estão em queda. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras recuam 0,15%, cotadas a R$ 12,87. No caso das ordinárias (ONs, com direito a voto), a desvalorização é de 0,22%, a R$ 13,42. Os bancos, de maior peso na composição do índice, também estão em terreno negativo. As preferenciais do Itaú Unibanco caem 0,16% e os papéis do Banco do Brasil caem 0,23%. A exceção é o Bradesco, que sobe 0,50%.

Ainda no mercado de ações, os investidores estão atentos à precificação do IPO (abertura de capital) do Carrefour Brasil. A demanda pelas ações da empresa, ontem, era de quase duas vezes a oferta. O preço mínimo do papel foi fixado em R$ 15 e o teto é de R$ 19.

“As bolsas recuam na Europa, e os investidores estão atentos à temporada de resultados corporativos, não só lá, mas também nos EUA. No Brasil, com Brasília em recesso, o dia traz precificação de IPOs, e governo tenta se alavancar com dados positivos do CAGED, e fala em reforma tributária”, escrevem os analistas da Guide Investimentos em relatório a clientes.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 18/07/2017

ELETROBRAS PODE VENDER 14 USINAS
Publicado em 07/18/2017 as 03:54 PM

O Globo - MANOEL VENTURA manoel.ventura@bsb.oglobo.com.br

Eletrobras pode privatizar até 14 usinas. Operação deve reforçar caixa da estatal e elevar conta de luz

“Os últimos anos foram ruins para a Eletrobras. Ao abrir mão de usinas, ela vai se tornar uma empresa menor, mais enxuta, com quadro mais adaptado, para se tornar uma empresa viável” Fernando Umbria Consultor da LPS Consultoria Energética

Aprovada a reforma do setor elétrico, a Eletrobras avalia vender 14 hidrelétricas das subsidiárias Chesf, Furnas e Eletronorte, informa MANOEL VENTURA. Boa para o caixa da estatal, a privatização pode elevar as contas de luz, admite o próprio governo. A Eletrobras pode privatizar até 14 usinas hidrelétrica antigas pertencentes às subsidiárias Chesf, Furnas e Eletronorte, se a reforma nas leis do setor elétrico avançar da forma como o Ministério de Minas e Energia propôs no início deste mês. Esse movimento deve afetar as contas de luz de todos os brasileiros, mas tem potencial de reforçar o caixa da estatal e as contas do governo. Para diluir os aumentos e preparar o sistema elétrico para uma nova forma de comercializar a energia produzida pelas usinas, o governo avalia colocar todo esse volume à venda de maneira escalonada.



Juntas, essas usinas têm hoje capacidade instalada de 13.907,51 megawatts de energia e geram eletricidade suficiente para atender a de 20 milhões a 25 milhões de residências. As 14 usinas da Eletrobras que podem ser vendidas operam cobrando apenas os custos de operação e manutenção, com preços predefinidos, pelo chamado regime de “cotas”. No total, a estatal conta com 47 hidrelétricas.

Entre as principais hidrelétricas que podem entrar na lista para concessão ao setor privado estão o Complexo de Paulo Afonso (na Bahia) e Xingó (entre Alagoas e Sergipe), operadas pela Chesf; e usinas de Furnas, como Marimbondo e a Hidrelétrica de Furnas (ambas em Minas Gerais).

Caso prossigam as mudanças de regulação das elétricas, com a privatização, a estatal poderá trocar o modelo adotado nessas usinas, de preço fixo em cotas pelo preço de mercado, definido de acordo com a demanda.

MODELO PARA ATRAIR INVESTIDOR

Atualmente, a tarifa das cotas é de cerca de R$ 60 por megawatt-hora (MWh). Nos contratos do mercado regulado, firmados em leilões, por sua vez, a Eletrobras apurou a tarifa média de R$ 200/MWh em 2016. É daí que vem o aumento na conta de luz. Caso todas as usinas sejam privatizadas de uma só vez, o impacto previsto pelo próprio governo nas contas de luz de todos os brasileiros é de uma alta de até 7%.

Por isso, as hidrelétricas devem ser ofertadas ao mercado de maneira escalonada, tanto para reduzir os impactos nas tarifas, quanto para preparar as distribuidoras para a nova realidade do sistema.

A mudança na forma como a energia dessas hidrelétricas é comercializada tem o objetivo de deixá-las mais atraentes para investidores. Dessa forma, a interpretação é que elas poderiam ser vendidas por preços maiores. O modelo representa o abandono das regras estabelecidas pela medida provisória (MP) 579, publicada no governo Dilma Rousseff, que criou o regime de cotas. Com essa MP, que mudou regras com a promessa de reduzir a conta de luz, a Eletrobras passou a receber apenas uma receita para operação e manutenção desses ativos, que representam cerca de um terço da sua capacidade instalada total.

O governo atual alega que a mudança é inevitável e que a Eletrobras vai ganhar com as privatizações. O baixo preço da energia vendida pelas 14 usinas é apontado como uma das causas do fraco desempenho financeiro da estatal nos últimos anos. Só no ano passado a empresa voltou a gerar lucros, após quatro anos seguidos de prejuízos (2012 a 2015), período em que acumulou perdas de R$ 30 bilhões.

A venda das usinas da Eletrobras não é unanimidade entre especialistas do setor elétrico, apesar de a notícia ter sido bem recebida pelo mercado. Roberto D’Araujo, diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina), avalia que as usinas da Eletrobras exercem funções sociais que vão além da geração de energia. Ele diz, também, que o impacto nas contas de luz ainda não está claro.

— A Eletrobras não é uma empresa de governo, é uma empresa do Estado brasileiro. Há um aumento de tarifa que não está sendo explicitado corretamente. Os R$ 60 são o que nós pagamos. Ali já tem imposto, tarifas de conexão de energia. O preço que realmente é vendido para as distribuidoras é muito mais baixo. Se ocorrer a venda, o aumento será monstruoso — disse o analista.

No Nordeste, a Chesf, por exemplo, é responsável por sistemas de irrigação que atendem a dezenas de produtores locais. Para Fernando Umbria, consultor da LPS Consultoria Energética, no entanto, a energia gerada por essas usinas precisa voltar a ser competitiva.

— O modelo sempre foi aquele que olha para geração de energia como um segmento competitivo, e não como um segmento regulado. A ideia é recuperar o modelo do setor e levantar recursos. Os últimos anos foram ruins para a Eletrobras. Ao abrir mão de usinas, ela vai se tornar uma empresa menor, mais enxuta, com quadro mais adaptado, para se tornar uma empresa viável — disse Umbria.

TESOURO PODE FICAR COM MAIS RECURSOS

Para aumentar o valor das usinas, o governo também deve recalcular a chamada garantia física das hidrelétricas antigas da Eletrobras antes de colocá-las à venda. A garantia física é o total de energia que as usinas podem negociar com o mercado de energia elétrica. Em alguns casos, a garantia assumida é calculada sem levar em conta o quanto a usina pode oferecer. Se a operação estiver superestimada, a hidrelétrica recebe mais dinheiro do que o necessário para operar. Caso contrário, a usina gera mais energia e recebe menos pelo que é produzido. Em todos os casos, os custos são repassados ao consumidor. A intenção, agora, é recalcular o quanto essas usinas podem vender ao mercado e deixá-las mais atraentes para investidores.

O governo, porém, ainda não tem estimativa de quanto poderia ser levantado com as outorgas, que poderiam superar R$ 30 bilhões. Esse valor já despertou atenção da equipe econômica. Por isso, o Ministério de Minas e Energia admite rever a proposta de dividir igualmente entre Tesouro, Eletrobras e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE, um fundo setorial) os recursos que seriam gerados com a venda dessas usinas.

Por pressão dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, a maior parte dos recursos pode ir para o Tesouro. Com necessidade de aumentar a arrecadação diante da queda nas receitas, a equipe econômica defende que a maior parte dos recursos arrecadados com a venda das usinas fosse destinada às contas públicas. Mesmo assim, as propostas foram colocadas em consulta pública com a divisão em partes iguais, o que pode ser revisto. Para a Eletrobras não sair perdendo, posteriormente a estatal receberia recursos por meio de aumento de capital por parte da União.

A consulta pública ficará aberta até agosto. A intenção é levar as mudanças ao Congresso Nacional, por medida provisória ou projeto de lei, em setembro. E, pelos planos dos técnicos do governo, tudo estará em vigor em janeiro de 2018.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :18/07/2017

REDUÇÃO DE CALADO É FALHA OPERACIONAL E DE GESTÃO
Publicado em 07/18/2017 as 03:54 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | De São Paulo

A redução do calado dos navios que operam em Santos é um problema de duas faces: operacional e de gestão.

A medida limita a movimentação de cargas no maior e mais importante do país, mas, sobretudo, desnuda falhas da administração do porto.

No início de junho a Codesp já tinha em mãos uma batimetria que apontava assoreamento na entrada do porto. Mas o resultado só teria sido informado no fim do mês, após a Praticagem, órgão responsável por manobrar os navios, ter constatado na prática a existência de assoreamento. Questionada, a Codesp não se manifestou.

A profundidade limitada combinada com as condições da maré no dia 29 de junho impediram os navios de zarparem à plena carga.

Ontem, em reunião extraordinária do conselho de administração da estatal, a diretoria foi cobrada para que faça uma fiscalização mais eficiente do contrato.

A Codesp tem dois contratos de dragagem. Um com a Dragabrás, para a manutenção da profundidade do canal de navegação e acessos a berços de atracação, e outro com a Dratec, para os berços. Ambos têm cláusula de rescisão relativa à entrada em operação do serviço contratado pela Secretaria Nacional de Portos, ligada ao Ministério dos Transportes.

O serviço foi licitado em 2015, mas não começou. O contrato com a vencedora da licitação teve de ser rescindido por "inadequações da empresa", informou o Ministério. A segunda colocada assumiu em fevereiro e recentemente foi dada a ordem de serviço para elaboração dos projetos básico e executivo.

A Lei dos Portos, de 2013, prevê a concessão do serviço à iniciativa privada por até dez anos. Mas o mercado não se mostrou aberto a um negócio tão longo devido à alocação de risco num contrato indexado. Paralelamente, há propostas para que operadores de terminais, em condomínio, toquem o serviço. São eles os primeiros interessados em que a dragagem não sofra interrupção para que os armadores, seus clientes, sejam bem atendidos. A pasta disse que "as propostas estão sendo analisadas."
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 18/07/2017

DRAGAGEM EM SANTOS AFETA TRÁFEGO DE NAVIOS
Publicado em 07/18/2017 as 03:54 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | De São Paulo

Enquanto o porto de Santos (SP) deveria estar se capacitando para receber os navios da próxima geração, deu um passo para trás.

No dia 29 de junho, o assoreamento no canal de navegação do porto, o principal do país, interrompeu a saída de dois navios - um da Maersk Line e outro da MSC, por risco de encalhe. O porto é administrado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), responsável pela contratação das dragagens de manutenção.

A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 para 12,3 metros, já parcialmente recuperada. Hoje, o calado máximo operacional está em 12,6 metros.

O resultado é que as maiores embarcações que frequentam Santos - responsável por um terço da balança comercial - não conseguem mais operar à plena capacidade. Isso significa perda entre 5 mil e 15 mil toneladas por navio de grande porte, dependendo da embarcação. Em termos de receita de frete marítimo, os armadores deixaram para traz o equivalente a US$ 23 milhões até sexta-feira.

"A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas", afirma José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo.

Sem poder entrar à plena carga em Santos, porto inescapável para os navios de importação pelo fato de o centro comprador do país ser o Estado de São Paulo, alguns navios estão tendo de fazer uma parada extra em portos que não estavam na rotação para "aliviar" carga e se enquadrar no calado permitido do cais santista. É custo em cadeia.

De imediato, a carga fica para traz; no médio prazo, o armador tem de compensar valor do que é dispensado e tende a elevar o frete. No fim do dia, sobe o custo Brasil.

A alta taxa de assoreamento em Santos, um porto mais suscetível ao impacto de ressacas, já impõe um limite ao carregamento das embarcações. Os grandes navios têm de esperar a maré subir - o que adiciona um metro no calado máximo permitido - para saírem ou entrarem totalmente carregados. Situação que restringe a rotatividade no cais.

A perda de quase um metro na operação de uma só vez causou revolta em terminais portuários. Sobretudo porque a Codesp recolhe tarifas dessas empresas pela realização da dragagem.

A Codesp tem contrato com a empresa Dragabrás para a manutenção da profundidade do canal de navegação. Questionada, a estatal não explicou por que o calado foi reduzido já que a dragagem deveria ser contínua, nem quanto tempo o trecho que perdeu profundidade teria ficado sem receber o serviço.

"É um retrocesso. O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema em 2017", diz o principal diretor da Maersk Line na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 Feus (contêiner de 40 pés) que deixam de ser carregados por cada navio que precisa operar com calado acima do atual limite. "Essa situação anualizada é insustentável", afirma João Momesso, diretor de trade e marketing da companhia. A Maersk, como outros armadores, vem de uma sequência de anos de prejuízo, devido aos fretes baixos.

A perda de capacidade para as companhias de navegação seria maior se a próxima classe de navios, com oferta para 12 mil Teus (contêineres de 20 pés) e calados maiores, já estivesse em águas brasileiras. Só não chegaram porque os volumes de comércio exterior brasileiro ainda não se recuperaram a ponto de justificar a vinda dessas embarcações - mas também porque a profundidade de portos "inescapáveis" como Santos não permite.

"Se Santos é uma espécie de camisa de força para o armador na importação, o mesmo já não acontece na exportação. Há algum tempo os armadores já pulverizam a carga em outros portos do Sul. As prioridades do porto de Santos parecem ser mais políticas, relegando a segundo plano sua relevância no comércio exterior", diz Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping e coordenador do curso de gestão de transportes da Fundação Instituto de Administração (FIA)

Principal armador no Brasil, a Hamburg Süd lamenta que Santos - cujos terminais têm investido em estrutura e equipamentos e num momento de volta das exportações - tenha de restringir capacidade de navio. No serviço para o Norte da Europa, o mais importante da empresa e onde estão alocados seus maiores navios, cerca de 8% dos carregamentos estão comprometidos. "É muito significativo. A primeira semana foi dramática, porque tivemos de tirar água de lastro, que é o que equilibra o navio. Desde então estamos fazendo um controle de booking", afirma José Roberto Salgado, diretor de operação e logística.

Procurada, em nota, a Codesp informou ao Valor que está "atuando com a dragagem no trecho 1 para retomar a profundidade de projeto" e que uma nova batimetria (levantamento da profundidade real) vai ser apresentada à Capitania dos Portos para que seja "homologado o calado operacional adequado".
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 18/07/2017

PORTO - ASSOREAMENTO JÁ 'ESVAZIA' NAVIO NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/18/2017 as 03:54 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | De São Paulo

O assoreamento do canal de navegação do Porto de Santos está obrigando os grandes navios de contêineres a operar com capacidade ociosa, devido ao risco de encalhamento.

No dia 29 de junho, a saída de dois navios - um da Maersk e outro da MSC - teve de ser interrompida porque eles poderiam ficar retidos na entrada do porto.

A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 m para 12,6 m. Como resultado, as maiores embarcações que escalam o porto têm perda de 5 mil a 15 mil toneladas, dependendo do navio.

Com isso, os armadores já perderam cerca de US$ 23 milhões em receitas de frete entre o fim de junho e a sexta-feira passada. "A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas", diz José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação do Estado de São Paulo (Sindamar).

"O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema", critica o principal diretor da Maersk na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 TEUs (contêiner de 20 pés) que deixam de ser carregados por navio. Página B1
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 18/07/2017

FLUXO DE IMPORTAÇÃO É INAUGURADO PELA MRS NA ROTA RJ-BH
Publicado em 07/18/2017 as 03:53 PM




Rota, já tradicional para exportação de produtos do segmento de Carga Geral, a RJ-BH agora é passagem também para trens no sentindo importação. O contrato, assinado com a Cofer (empresa líder no mercado de ferro e aço no estado de Minas Gerais), insere a MRS em mais uma cadeia intermodal de contêineres. Desta vez, carregados com telas e arames farpados.

“A RJ-BH é uma das nossas principais rotas de contêineres e, com carga da Cofer sendo levada do Sepetiba Tecon, em Itaguaí (RJ), ao terminal da Tora, em Contagem (MG), inauguramos um novo sentido de circulação com as caixinhas cheias. Além de termos um novo cliente, esta é uma operação importante para mostrar a possibilidade de explorarmos a rota em ambos os sentidos”, explica a assistente comercial Juliane Guedes.

A primeira entrega aconteceu entre os dias 12 e 20 de junho e foi dividida em duas etapas, uma em que o trem foi carregado com dez contêineres de 20 pés e outra em que o carregamento foi de cinco contêineres de 40 pés. Na unidade padrão para as caixinhas, o volume é de 20 TEUs*. O gerente de Industrializados e Granéis, Rodrigo Napoleão, reforça que o contrato garante volume na rota para os próximos meses.

“Já temos um novo carregamento da Cofer previsto para a próxima semana e, pelo planejamento que nos passaram, pelo menos mais cinco navios chegarão ao Porto de Itaguaí nos próximos meses, o que nos trará uma carga de aproximadamente 50 TEUs”, destaca Napoleão.

Depois de chegar, por navio, ao Porto de Itaguaí e seguir por trem até Contagem, a carga é transportada até a sede da Cofer, em Divinópolis (MG), por rodovia, encerrando a cadeia logística.

“Há tempos vínhamos estudando essa possibilidade. Entendemos que essa logística integrada junto à MRS irá nos proporcionar uma maior competitividade e, com isso, temos intenção em aumentar nosso volume de importação em 20%”, revela Ramisses Rodrigues, diretor da Cofer.

CARGA GERAL

O novo contrato com a Cofer está em linha com a estratégia, em pleno andamento, de alavancagem da Carga Geral na empresa. Nos últimos três anos, o transporte de contêineres, especificamente, teve crescimento superior a 60%. Em busca de otimizar custos e garantir uma maior confiabilidade, clientes de segmentos que não usavam a ferrovia revisaram suas premissas e procuraram os serviços da MRS. A segurança das cargas também se tornou um diferencial para a ferrovia, principalmente em um momento em que os casos de roubos a caminhões atingiram um pico, especialmente no estado do Rio de Janeiro.

*Twenty Feet Equivalent Unit, a unidade padrão do segmento, que corresponde a um contêiner de 20 pés
Fonte : Informativo Portuário - SC
Data :18/07/2017

SEMESTRE POSITIVO AOS PORTOS GAÚCHOS
Publicado em 07/18/2017 as 03:53 PM



O sistema portuário gaúcho registrou um crescimento na movimentação de seus principais terminais no primeiro semestre deste ano. Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre tiveram aumento no número de cargas movimentadas quando comparado ao mesmo período do ano passado. Somente pelo Porto do Rio Grande já passaram mais de 19,9 milhões de toneladas, crescimento de 2,9%, entre os mais variados produtos.

Todos os segmentos de cargas tiveram acréscimo no porto rio-grandino. A Carga Geral pelo segundo mês consecutivo ultrapassou a barreira do milhão, chegando a 1,1 milhões de toneladas, quebrando o recorde do mês anterior. No acumulado do semestre, demonstra um crescimento de 4,4% comparado a 2016. Já os grãos, seguem sendo o principal destaque do complexo movimentando mais de 12,2 milhões de toneladas. A soja grão e o trigo são os grandes destaques, com crescimento, respectivo de 2,6% e 25,4%. O granel líquido soma 2,3 milhões de toneladas no primeiro semestre.

“O semestre de movimentação da soja gaúcha foi muito favorável ao porto visto que tivemos volumes significativos desde o mês de janeiro, a safra vem transcorrendo de forma tranquila e o porto vem demonstrando habilidade para o escoamento ágil, seguro e apto a transportar para os principais destinos do mundo”, avalia o diretor superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco. China, Eslovênia, Coréia do Sul, Irã e Japão foram os principais destinos das mercadorias que saíram do Porto do Rio Grande. Já as importações, partiram principalmente da Argentina, Argélia, Estados Unidos, Rússia e Marrocos.

Pelotas

O Porto de Pelotas vive uma nova fase em sua história. Subutilizado por muitos anos, o porto pelotense já movimentou em seis meses mais do que em todo o ano de 2016. Nos seis primeiros meses deste ano, já se soma mais de 387 mil toneladas. O projeto que leva toras de madeira da região sul a unidade da CMPC Celulose Rio Grandense mostra o potencial hidroviário gaúcho e a qualidade de nossos espaços logísticos. Em seis meses, o Porto de Pelotas já supera em 39,2% toda a movimentação de 2016.

Porto Alegre

O porto da capital também passa por um importante momento de valorização. As boias para sinalização noturna do Guaíba já estão sendo entregues e devem entrar em operação ainda este ano, o que deve ampliar a capacidade operacional do Porto de Porto Alegre. Mesmo sem os equipamentos, o mês de junho foi o melhor em mais de 15 meses. Foram movimentadas apenas no mês de junho mais de 172 mil toneladas entre trigo, componentes de fertilizantes e carga geral. No acumulado do ano, os seis primeiros meses tiveram crescimento de 58,4% quando comparado ao mesmo período de 2016.

Valorização do sistema hidroportuário

O diretor superintendente do Porto do Rio Grande avalia que as medidas tomadas pelo Governo do Estado tem sido fundamentais para a ampliação do sistema hidroportuário. “A Secretaria dos Transportes, a Casa Civil e o Governador do Estado tem buscado a garantia da funcionalidade do porto, canalizando investimentos que são prioritários como a sinalização noturna do Guaíba e as dragagens de manutenção na hidrovia. A garantia de uma logística eficiente é fundamental para a atração de novas indústrias e projetos o que leva a geração de emprego e renda”, conclui Branco. Desde o mês de abril, a Superintendência do Porto do Rio Grande é o órgão gestor dos portos gaúchos e também do sistema hidroviário.
Fonte : Informativo Portuário - SC
Data :18/07/2017

UM ÍCONE E DOIS DESTINOS: QUAL O FUTURO DO ‘PROF. W. BESNARD’?
Publicado em 07/18/2017 as 03:53 PM

Navio histórico segue para Ilhabela para ser afundado ou transformar-se em museu temático
EGLE CISTERNA 17/07/2017 - 13:05 - Atualizado em 17/07/2017 - 14:04


Após incêndio, em 2008, o W. Besnard entrou em processo de deterioração (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Há mais de um ano em posse da Prefeitura de Ilhabela, o navio oceanográfico Prof. W. Besnard continua atracado no Porto de Santos, à espera de uma definição para o seu destino.

Existe a possibilidade da embarcação, um ícone da pesquisa marinha no País, virar um museu que conta a história da nau, ou ser afundada para se transformar em um recife artificial. A decisão final deve ser tomada, em agosto, pela Administração Municipal depois de uma audiência pública, prevista para o dia 10.

Pesam para a escolha a importância do navio, que, durante os mais de 40 anos em que permaneceu à disposição do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), navegou por seis vezes para a Antártida, transportou cerca de 50 mil amostras de organismos marinhos e funcionou durante 23 anos sem interrupções. Todo esse trabalho pioneiro no País está registrado em 68 diários de bordo que contam as inúmeras pesquisas e muitas histórias.

Uma das propostas apresentadas veio do Instituto do Mar (Imar), que propõe manter emersa a embarcação para utilização como um espaço cultural marítimo de visitação contínua. Neste caso, a implantação do projeto e a manutenção do espaço ficariam a cargo da entidade. Já a outra opção é de que o Prof. W. Besnard seja naufragado. O trabalho seria realizado pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), fundação ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

O secretário municipal de Meio Ambiente, Mauro de Oliveira, vai se reunir com o prefeito Márcio Batista Tenório para apresentar os dois projetos. O chefe da pasta deve aconselhar a Prefeitura a não colocar a decisão da escolha em votação durante a audiência pública, marcada para o dia 10 de agosto. “O ideal é que a opção seja feita levando em consideração a parte técnica. Na audiência, corre-se o risco, por exemplo, de um grupo favorável a uma proposta lotar a Câmara e fazer com que isso seja aprovado”.

Pesando a favor do afundamento do W. Besnard, em reunião no início do mês, o Conselho Municipal de Turismo de Ilhabela tomou a posição de apoiar a proposta do naufrágio. A decisão do colegiado deve ser levada à audiência pública.

Prazos

De acordo com Oliveira, se a escolha de Ilhabela for a do naufrágio, a retirada da embarcação de Santos pode levar, no mínimo, seis meses até que sejam feitos os trabalhos de descontaminação, reboque e afundamento, além da parte de licenciamento ambiental.

Para a proposta do Museu, a Prefeitura afirma que, neste caso, a transferência da posse do navio seria feita na sequência.

Destino

No ano passado, a Prefeitura de Ilhabela manifestou interesse no navio e, em julho, conseguiu oficialmente a doação por parte do IOUSP. A intenção inicial era de que a carcaça seria destinada ao naufrágio. Uma licitação para a contratação da empresa responsável pela descontaminação, reboque e afundamento chegou a ser feita, mas acabou impugnada pelo Tribunal de Contas do Estado. Com a mudança no comando do Executivo, antes de dar andamento ao destino do barco, a gestão atual resolveu promover audiências, ouvir todos os interessados e receber propostas.

Muitas propostas

Depois de passar por um incêndio, em 2008, dois anos depois da USP anunciar a aposentadoria da embarcação, e com a chegada dos navios de pesquisa Alpha Crucis e Alpha Delphini, na década de 2010, o W. Besnard ficou em completo desuso e começou seu processo de deterioração, parado na região dos armazéns 7 e 8.

Antes do interesse de Ilhabela, muitas propostas chegaram a ser feitas. A Prefeitura de Santos cogitou transformá-lo em um museu, mas a iniciativa não teve sucesso e foi descartada. O barco quase foi vendido ao Uruguai, onde seria reformado para auxiliar em pesquisas acadêmicas, o que também não se concretizou.

Naufrágio seria incentivo ao mergulho na cidade

A proposta para o naufrágio prevê que o W. Besnard seja afundado na região costeira ao norte do Município, próximo à Praia da Serraria. A embarcação ficaria a 30 metros de profundidade, numa área considerada ideal pelas características geomorfológicas e de qualidade de água, a profundidade, os tipos de sedimentos e os tipos de uso do espaço marinho.

Em seu projeto, além da questão da proteção da biodiversidade marinha, a FTDE defende a instalação do recife artificial como alternativa para a retomada do turismo. “A atividade de mergulho recreativo no Estado de São Paulo vem diminuindo nos últimos anos devido à redução de locais atrativos e à saturação dos pontos de mergulho existentes, fazendo com que o turista se desloque para o Estado do Rio de Janeiro (Paraty e Angra dos Reis) e de Pernambuco (Recife, “capital dos naufrágios”) para prática desta atividade”, justifica o relatório técnico.

Apenas para o diagnóstico ambiental do parque dos naufrágios, planejamento para adequação e posicionamento do navio, coordenação do afundamento com a empresa responsável pela limpeza do navio, acompanhamento da viagem até Ilhabela e vistoria subaquática após o naufrágio, a empresa pede no projeto R$ 388 mil.

Mais caro

Esses valores não incluem o trabalho de descontaminação ou do naufrágio. A Prefeitura de Ilhabela terá que contratar empresas especializadas para a realização deste serviço. “Não sabemos o valor total desta proposta. Ainda estamos pedindo orçamentos, mas, apenas a descontaminação pode chegar a R$ 3 milhões”, afirma o secretário do Meio Ambiente.

Imar quer manutenção da história

O objetivo principal do Instituto do Mar (Imar) é assumir a responsabilidade sobre o navio oceanográfico e transformá-lo em um espaço cultural de visitação contínua, integrado a uma marina pública.

De acordo com o projeto apresentado, depois de revitalizado, ele permaneceria atracado e aberto à visitação pública, como um espaço lúdico, com diversas atividades gratuitas ligadas à preservação da história do navio e ações de conscientização sobre a preservação do meio ambiente marítimo. Além de receber visitação de escolas, a embarcação realizaria palestras educativas sobre a preservação ambiental para o público em geral, exposição de imagens históricas e especialização de profissionais da área náutica. A história das expedições do W. Besnard e sua importância também seriam foco do museu.

A área escolhida pela entidade é um terreno público, no bairro Barra Velha, perto da entrada da balsa. Sem especificar no projeto a cargo de quem ficaria a implantação da marina ou orçamento necessário para a ideia, o instituto quer firmar parcerias com a iniciativa privada e buscar patrocínios por meio de leis de incentivo fiscal. “Nossa intenção é salvar o navio, que está em boas condições. Seria um pecado afundar algo com tanta importância histórica”, diz o presidente do Imar, o advogado Fernando Liberalli Simoni.

O detalhamento financeiro seria apresentado após uma análise técnica, que ocorreria caso o navio viesse a ser liberado para o instituto. Simoni acredita que para a implantação do projeto seja preciso captar cerca de R$ 3 milhões, além de ações de merchandising.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :17/07/2017

MERCADO REGIONAL - TERMINAL PORTUÁRIO - TECON IMBITUBA TEM NOVA LINHA
Publicado em 07/18/2017 as 03:53 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

A Santos Brasil receberá, a partir de de agosto, um novo serviço delongo curso para a Ásia em seu terminal de contei neres de Imbituba (SC).

O volume adicional previsto com a nova linha é de 75 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo cerca de 70% das cargas de exportação e 30% de importação. A joint venture, formada por cinco armadores, fará escala semanal na instalação. A linha conta com 13 embarcações, entre elas está o Hyundai Loyalt, maior porta-conteineres a frequentar a costa brasileira atualmente.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :18/07/2017

MERCADO REGIONAL - NAVEGAÇÃO MARÍTIMA - MANUTENÇÃO DE FARÓIS
Publicado em 07/18/2017 as 03:52 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

Com o objetivo de esclarecer sobre o funcionamento do Sistema de Tarifa de Utilização de Faróis (Sistuf) da Marinha do Brasil, membros da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) farão uma apresentação na sede do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sinda-mar) hoje. O encontro será às 9 horas e risa esclarecer a cobrança de taxas de manutenção dasinalização náutica. Também participarão do evento, integrantes do setor de despacho de navios da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). O auditório do Sindamar fica na Rua do Comércio, 55,1º andar, no Centro de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :18/07/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - GRUPO ÁRABE PRETENDE INVESTIR R$ 2 BI EM TERMINAL PORTUÁRIO
Publicado em 07/18/2017 as 03:52 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Empresários do Golfo têm interesse em viabilizar a construção do T-Green, às margens do Canal de Piaçaguera

Um grupo de empresários do Golfo Pérsico pretende investir R$ 2 bilhões na construção de um terminal de granéis sólidos e líquidos, na Ilha das Cobras, em Cubatão, às margens do Canal de Piaçaguera. Trata-se do T-Green (T-verde, na tradução do inglês), que é projetado para ter operações sustentáveis e deve gerar cerca de mil empregos na região. O prazo para implantação da instalação portuária é de quatro anos.

A intenção de investir no terminal portuário foi revelada pelo cônsul honorário do Sudão em São Paulo, Mohamed Hussein El Zoghbi, Segundo ele, que também é presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), o grupo empresarial interessado pela área já investe no Brasil e tem amplo conhecimento do mercado portuário e de granéis sólidos.

“Esse projeto nasceu há um bom tempo. Nós estivemos na Ilha das Cobras, vimos o potencial e começamos a trabalhar. O projeto tem um diferencial importante e houve interesse por parte de fundos e de empresas no Golfo”, destacou Zoghbi.

A preocupação em tornar o T-Green um terminal sustentável é o diferencial que atraí o grupo investidor. De acordo com o consultor da Portoconsult Negócios e Participações, Antonio Bernardo Neto, a nova instalação portuária contará com painéis para geração de energia solar e reutilização da água da chuva. Além disso, também serão implantadas fontes de energia alternativa para as operações dos navios, evitando a queima dos combustíveis dos cargueiros.

No entanto, segundo Zogbhi, há apenas uma restrição ao projeto. Para que o grupo do Golfo invista na área, é necessária a suspensão da abertura de cavas subaquáticas que servirão como depósito de material contaminado dragado no Canal de Piaçaguera. As restrições operacionais causadas por estas interferências e ainda a preocupação com o meio ambiente são os motivos dessa condicionante.

As cavas estão localizadas nas proximidades da Ilha das Cobras e estão sendo construídas no Canal de Piaçaguera para. Todos os sedimentos dragados nesta região do Porto de Santos serão depositados no local.

“Eu acho que nós avançamos muito e precisamos trabalhar para que esse projeto se concretize. Estamos trabalhando. Há interesse. Mas este é o único entrave”, destacou Zoghbi.

Além da geração de empregos na região, os responsáveis pela implantação do T-Green prometem compensações sociais e culturais.

PROJETO

O T-Green deve ser construído entre o Canal de Piaçaguera e o Rio Cubatão, no interior do Estuário de Santos, em frente à região da Alemoa. A área pertence ao empresário Sérgio Amaral Santos, responsável pela Ilha das Cobras Empreendimentos Imobiliários.

De acordo com o consultor da Portoconsult, as exportações de produtos agricolas devem girar em torno de 6 milhões de toneladas por ano no T-Green. A instalação contará com acesso ferroviário que ainda será implantado e, com isso, a expectativa é reduzir o tráfego de caminhões carregados com grãos nas cidades.

A previsão da Portoconsult é de que o T-Green tenha capacidade para armazenar até 300 mil toneladas de grãos. Além disso, estão previstos ainda 200 mil metros cúbicos de tancagem para combustíveis no novo terminal.

Com essas características, a expectativa é de que o empreendimento conte com certificação internacional de Porto Verde.

VISITA TÉCNICA

Na próxima sexta-feira, um grupo de investidores fará uma visita técnica à Ilha das Cobras. Por isso. a Portocorsult reservará uma escuna para os interessados em conhecer um pouco mais sobre o projeto do T-Green.

A vi sita será d estirada, principalmente.à entidades que atuam na proteção do meio ambiente. Ela acontecerá às 11 horas, mas as vagas são limitadas. É necessário reservar a presença através do e-mail salveailhadascobras@gmail.com.

CELEIRO

“Todos os países do Golfo estão preocupados com a questão da segurança alimentar. E o Brasil, queira ou não. é o celeiro do mundo. Hoje, nós precisamos explorar melhor esta questão"
Mohamed Hussein El zoghbi Cônsul honorário do Sudão em São Paulo
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :18/07/2017

ANTAQ - MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES APROVA INVESTIMENTOS DO TEAG
Publicado em 07/18/2017 as 03:52 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

O Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá (Teag) pretende aumentar a movimentação da mercadoria no Porto de Santos em 70%, passando da capacidade atual de 3,2 milhões de toneladas por ano para 5,5 milhões toneladas.

A informação consta do Plano de Investimentos da empresa apresentado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTAPC) para a prorrogação antecipada do contrato de arrendamento que o Teag tem com a União. A aprovação preliminar foi dada pelo ministro Maurício Quintela e publicada na edição do Diário Oficial da União de ontem.

De acordo com a pasta, no plano, a empresa divide o ganho de capacidade em quatro etapas, de modo a permitir que o terminal capture o crescimento gradual projetado da demanda pelo açúcar a granel.

O investimento total previsto é de R$ 162,7 milhões e deve ser utilizado em todo o fluxo do terminal, que compreende recepção ferroviária e rodoviária, armazenagem e embarque.

Metade deste valor deve ser utilizado para ampliar o embarque da carga e cerca de R$ 45 milhões devem ser utilizados para as recepções ferroviárias e rodoviárias.

A validade da aprovação preliminar do Ministério fica ainda condicionada à manifestação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O terminal deve ainda enviar um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) atualizado, no prazo de 60 dias, para que a agência reguladora avalie a situação geral da empresa.

Procurado para falar sobre os investimentos previstos, o Teag não se manifestou até o fechamento desta edição.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :18/07/2017

USIMINAS AVALIA AUMENTO DE CHAPAS GROSSAS
Publicado em 07/17/2017 as 04:50 PM

São Paulo – A Usiminas estuda aumento de preços em chapas grossas para a distribuição, após divulgar na semana passada reajuste em laminados a quente. Segundo apurou o DCI, o movimento seria para compensar a falta de produtividade do laminador de Cubatão (SP).

“Além do mercado em baixa, o laminador de Cubatão opera de maneira instável, com paradas rotineiras que derrubam a produtividade”, disse uma fonte.

Conforme apurou o DCI, a siderúrgica estuda elevar os preços das chapas grossas, que são usadas basicamente em infraestrutura e óleo e gás. “Assim como em laminados a quente, o reajuste de chapas grossas precisa ‘pegar’, ou seja, os concorrentes têm que acompanhar o aumento”, pondera uma fonte.

Conjuntura

Uma fonte na Usiminas observa que, diante da forte queda em chapas grossas no Brasil, será difícil avançar com o plano de reajuste se os concorrentes não acompanharem o movimento. “O aumento em laminados a quente já veio como um susto para nós.”

Em nota, a Usiminas declarou que não há informações adicionais ao divulgado na semana passada quanto a aumento de preços. O reajuste anunciado pela companhia na distribuição foi de 10,7%.

Conforme apurou o DCI, o complexo santista enfrentaria ainda dificuldades para receber as placas para laminação que, em sua maioria, são compradas da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA).

“Em Cubatão, falta placa constantemente. E como a planta não tem competitividade, trabalha sem plano definido. Tudo é motivo para economia”, explica uma fonte ligada à empresa. “E a falta de continuidade das operações é feita de maneira deliberada.”

Em nota, a Usiminas esclarece que “a informação sobre problemas no recebimento de placas da CSA não é verdadeira.” A siderúrgica acrescenta “que desde a paralisação das áreas primárias, a unidade de Cubatão tem operado em um novo modelo de negócios e está funcionando normalmente e em equilíbrio.” A empresa destaca ainda que “o programa de operação dos equipamentos é estabelecido pela demanda do mercado, considerando a otimização dos recursos que impactam na competitividade dos produtos.”

O dirigente do sindicato dos metalúrgicos da Baixada Santista, Claudinei Rodrigues, confirma as paradas no laminador a quente. “Na decapagem a produção está em franco crescimento, mas na laminação a quente há paradas de vez em quando.”

Fontes ligadas à companhia afirmam que o laminador a quente em Cubatão é relativamente novo, mas o grande problema é a falta de ritmo de produção. “Quando o mercado retornar, a tendência é equalizar os processos e reduzir custos. Mas isso deve levar um tempo”, diz uma fonte.
Fonte : DCI – Diário Comercio Industria & Serviço - SP
Data : 17/07/2017

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO DA PETROBRAS NO BRASIL EM JUNHO SOBE 0,6% ANTE MAIO
Publicado em 07/17/2017 as 04:50 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras reportou uma produção média de petróleo no Brasil em junho de 2,2 milhões de barris por dia (bpd), com alta de 0,6 por cento ante maio, segundo comunicado da estatal nesta segunda-feira, citando o retorno de unidades após paradas programadas nas bacias de Campos e de Santos.

A produção total de petróleo e gás natural da companhia em junho somou 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), dos quais 2,7 milhões boed produzidos no Brasil. A produção de gás natural no Brasil, excluído volume liquefeito, somou 80,3 milhões de metros cúbicos/dia, alta de 1,8 por cento frente a maio.

(Por Luciano Costa)
Fonte : Extra
Data : 17/07/2017

PROJETOS DE FERROVIA DISPUTAM A SAFRA DO CENTRO-OESTE
Publicado em 07/17/2017 as 04:50 PM

Investidores nacionais e estrangeiros estão se mobilizando para tirar do papel projetos ferroviários para o escoamento da soja do Centro-Oeste.

Anunciada como uma alternativa para levar a soja pela região Norte do País, a Ferrogrão, busca de sócios para sair do papel, ganhou um competidor. A Rumo ALL, do grupo Cosan, avalia fazer uma extensão de 600 km de sua malha em Mato Grosso – de Rondonópolis a Sorriso -, apurou a reportagem.

O Brasil é um dos principais produtores globais de grãos, mas apresenta uma enorme carência de infraestrutura para escoar sua produção até os portos. A BR- 163, que liga o Centro-Oeste ao Norte do País, é um poço de problemas. Em um trecho de quase 200 km sem asfalto, caminhões atolam durante o pico da safra, causando atrasos e prejuízos milionários.

Idealizada pelas tradings ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus e AMaggi, com a empresa nacional EDLP, a Ferrogrão é um projeto de R$ 12,6 bilhões apontado como a única alternativa eficiente para escoar a safra pelo Norte. A ferrovia, cuja consulta pública deverá ser feita entre agosto e setembro, deverá ser construída ao lado da BR-163, com a promessa de reduzir o custo do transporte dos grãos do cerrado pela metade.

“A Ferrogrão só depende de seus acionistas para dar certo”, diz Tarcísio Freitas, secretário de coordenação de projetos da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Freitas afirma que o governo criou uma linha de financiamento exclusiva do BNDES para a Ferrogrão, além da vantagem de o início da concessão passar a valer a partir da aprovação das licenças ambientais.

Para Paulo Sousa, diretor de commodities da Cargill, é preciso que o edital esteja pronto antes de as tradings decidirem se vão ser sócias ou apenas usuárias da Ferrogrão. Fundos de investimento, como o Brasil-China, e grupos estrangeiros estão sendo consultados para participar do projeto.

“Por ser uma concessão e exigir alto valor de investimentos, essa não é uma malha ferroviária típica”, diz Luciene Machado, superintendente da área de saneamento e transportes do BNDES. “Temos feito exercícios para equacionamento dos riscos de construção, da prestação de garantias e da carga potencial que vai se valer da ferrovia, entre outros.”

Com a manutenção dos prazos estabelecidos para o andamento das PPIs, apesar das crises política e econômica, o projeto tem boas perspectivas, diz ela. “A ferrovia tem méritos pela vantagem competitiva brasileira no agronegócio”, afirma. Ter uma segunda alternativa, como a extensão da Rumo ALL, por outro lado, não inviabilizaria a Ferrogrão. Batizada de Solução Sorriso, ela ainda não foi formalizada com o governo. Procurada, a Rumo ALL não se manifestou.

Plano B.

A reportagem apurou que o projeto Sorriso está orçado em R$ 7,6 bilhões e é uma extensão da malha da Rumo ALL, que escoa o grão do Centro-Oeste a Santos. Segundo Freitas, se efetivado, esse projeto não teria linhas exclusivas de financiamento. Antes de colocar o projeto em prática, a Rumo ALL ainda depende da renovação de suas concessões. A principal delas, a Malha Paulista, está prevista para sair até outubro, diz Freitas.

Procuradas, outras tradings não comentaram. O Fundo Brasil-China disse que é cedo para falar sobre investimentos.
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data :17/07/2017

PARANAGUÁ INVESTE FORTE PARA SUPERSAFRA DE GRÃOS
Publicado em 07/17/2017 as 04:50 PM

Autor:        CAMILA TURTELLI e CLARICE COUTO - coluna.broadcastagro@estadao.com

Turbinada. Investimento total deve chegar a R$ 2,2 bilhões

O porto de Paranaguá vai virar um canteiro de obras. Quatro empresas que operam terminais de grãos - Moinho Iguaçu, Diamond, Gencon e Gransol - vão construir armazéns que, juntos, ampliarão a capacidade em 340 mil toneladas. O total de investimentos é de R$ 450 milhões. Já a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) vai desembolsar R$ 190 milhões para aumentar o berço 201, que movimenta 1,7 milhão de toneladas de grãos por ano, para poder carregar 6 milhões de t/ano. As obras devem ser concluídas em 2019. A APPA também quer turbinar a capacidade do porto de receber fertilizantes. A Fospar, controlada pela Mosaic, já dispõe de R$ 160 milhões para investir em um novo berço e em um armazém que poderá receber 145 mil toneladas.

COLUNA BROADCASTAGRO
Fonte : O Estado de São Paulo – SP
Data :17/07/2017

CHINA INVESTIU MAIS DE US$ 20 BILHÕES EM PORTOS NO ANO PASSADO
Publicado em 07/17/2017 as 04:49 PM



A China faz crescer cada vez mais seus tentáculos sobre portos no exterior. Só em 2016, o país duplicou seus investimentos em projetos portuários, que ultrapassaram a marca dos US$ 20 bilhões. A medida, que torna a nação uma potência marítima, pretende viabilizar novas rotas de transporte por meio do círculo ártico.

Os portos estabelecidos para os investimentos chineses se agrupam em torno de três “passagens econômicas azuis”. Em junho, o país nomeou essas passagens como fundamentais para o sucesso do “One Belt One Road”, um grande esquema para conquistar aliados diplomáticos e mercados abertos em cerca de 65 países entre Ásia e Europa.

Um estudo do Grisons Peak — um banco de investimento sediado em Londres — descobriu que as empresas chinesas anunciaram planos para comprar ou investir em nove portos no exterior até junho de 2018, em projetos com valor total de US$ 20,1 bilhões. Além disso, estão em curso discussões para investimentos em vários outros portos — sem nenhum valor foi divulgado.

Tal nível de atividade representa uma aceleração dos investimentos, que foram de apenas US$ 9,97 bilhões em projetos portugueses chineses no exterior entre junho de 2015 e 2016, segundo estimativas do Financial Times.

— Este ano, a China anunciou todas suas três passagens econômicas azuis, por isso, não é nenhuma surpresa ver esse nível significativo de aumento do investimento em portos e transporte marítimo — disse Henry Tillman, presidente-executivo da Grisons Peak.

Ao todo, são quatro iniciativas separadas para a Malásia — com investimentos de US$ 7,2 bilhões no Melaka Gateway, US$ 2,84 bilhões no porto de Kuala Linggi, US$ 1,4 bilhão no porto Penang e US$ 177 milhões em projetos portuários no Kuantan, segundo anúncios da empresa.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :17/07/2017

‘JURO DEVERIA CAIR MAIS RÁPIDO COM DESEMPREGO ALTO’
Publicado em 07/17/2017 as 04:49 PM

O Globo - DANIELLE NOGUEIRA danielle.nogueira@oglobo.com.br

Professor da FGV e do Instituto de Matemática Pura Aplicada receia que, para cumprir a meta de inflação mais baixa, em 2019 e 2020, país tenha de recorrer a uma dose alta demais de juros e que haja impacto negativo sobre o custo fiscal

“Vai ter eleição ano que vem. Não sei como o mercado vai se comportar frente às alternativas que vão surgir. Até agora está tudo calmo, mas os riscos são iminentes. Os mecanismos para controlar a inflação ficam difíceis. Aí a tendência é subir o juro demais.”

Aloisio Araújo, da FGV, avalia que diante do desemprego elevado, país deveria acelerar redução da Taxa Selic O governo revisou para baixo a meta de inflação pela primeira vez em 14 anos. Passará a 4,25% em 2019 e 4% em 2020. Isso é factível?


MÁRCIA FOLETTO
Emergentes. Para Aloisio Araújo, países como Chile e México têm meta de inflação de 3% porque “não têm um Estado tão perdulário”

Tenho preocupação. A sociedade brasileira gosta de ter uma inflação mais baixa, e isso é desejável. Agora, para ter inflação mais baixa, temos que ter impacto fiscal compatível. A meta atual, de 4,5%, tem sido difícil de ser atingida, porque temos uma situação ruim do ponto de vista fiscal. Por que, ao baixar a meta, aumenta-se o custo fiscal?

Os juros reais têm sido muito elevados no Brasil e isso significa custo fiscal. Os mecanismos para conduzir a meta monetária não são tão precisos. Numa situação como a que estamos vivendo, fica muito difícil. Por exemplo, você teve a Lava-Jato. O quanto isso prejudica a economia? Teve a situação do dólar, que subiu muito e depois caiu. Quais os efeitos disso sobre a inflação? Teve uma crise política, um impeachment, estão discutindo um segundo... Os modelos não conseguem captar isso. Sou favorável a adotar uma posição de que não sabemos tanto assim, principalmente nessas épocas difíceis.

A incerteza levaria o Banco Central a ser mais conservador e, assim, elevar mais os juros para alcançar uma meta de inflação mais baixa? No primeiro governo Fernando Henrique, a taxa de juro real teve que ser de mais de 20% para recuperar credibilidade. Depois teve o segundo governo, e a meta de inflação funcionou bem. Aí veio a possível eleição do Lula. O risco-país subiu demais, a inflação subiu. Foi bem administrada ali. Depois veio uma política mais tradicional e baixou a inflação muito rápido, mas a taxa de juro continuou alta. Nessas situações que fogem muito do tradicional, é difícil ter um mecanismo adequado para atingir a meta.

E estamos vivendo uma situação não tradicional...

Vai ter eleição ano que vem. Não sei como o mercado vai se comportar frente às alternativas que vão surgir. Até agora está tudo calmo, mas os riscos são iminentes. Os mecanismos para controlar (a inflação) ficam difíceis. Aí a tendência é você subir o juro demais. Tem risco de credibilidade se a meta for baixada, porque o mercado pode entender que ela não será atingida? Nem digo agora porque a situação está muito boa.

Está boa mesmo com essa crise política toda?
O que quero dizer é que os indicadores do mercado estão tranquilos. Mas os riscos potenciais estão aí. Se algum fator político interno ou mesmo fora do Brasil, um efeito (Donald) Trump ou uma disparada do dólar, o mercado vai ter mais desconfiança com a meta reduzida. Tenho medo disso. E, se subirmos o juro para controlar a inflação, o mercado pode entender que não vamos conseguir subir tanto, porque o contexto é outro. Aí a inflação pode subir mais do que subiria se tivesse uma meta mais alta.

Há países emergentes, como Colômbia e Chile, com metas de inflação menores que a nossa...

Chile, México e Colômbia têm meta de inflação de 3%. Mas esses países têm gastos mais controlados, não têm um Estado tão perdulário. Eles têm idade mínima de aposentadoria há muito tempo, têm investment grade (grau de investimento, chancela de que o país é um lugar seguro para investir), têm relação dívida/PIB bem mais baixa. Todos têm carga tributária mais amena. Num eventual choque, têm espaço para elevar tributos e ampliar a receita. O Brasil tem carga tributária muito alta. Somos campeões ou vicecampeões de juros reais do mundo sistematicamente. Tivemos investment grade por poucos anos. Houve um boom de commodities, que nos proporcionou uma situação fiscal mais conveniente, mas que depois foi revertida. Não foi resultado de um esforço fiscal de longo prazo. Numa situação dessa, fica difícil pensar em uma meta de inflação tão baixa.

O senhor acredita que há espaço para a taxa de juros cair mais rápido?
Acho que o BC, mais recentemente, teve um comportamento assimétrico no seguinte sentido: como você não sabe direito o que vai acontecer, com Lava-Jato, dólar, joga de forma mais cautelosa. Mas ele já teve informação suficiente. Juro deveria cair mais rápido numa situação de desemprego tão alto. Não acho que isso seja razoável.

Como o senhor avalia o discurso de elevar os impostos para reduzir o décit fiscal?
Estamos no limite. Sufocaria muito a economia, o setor privado. Houve uma queda na carga tributária mais recentemente, em função de mudanças estruturais na economia. A indústria perdeu espaço, vieram mais serviços. Como elevar as receitas então? Por exemplo, poderia haver novas devoluções de recursos do BNDES (ano passado o banco antecipou o pagamento de R$ 119 bilhões ao Tesouro, reduzindo a dívida pública), desmobilização de ativos de empresas públicas. Não dá para reonerar agora. Quando melhorar o consumo, a arrecadação vai aumentar e terá uma sobra fiscal. Seria uma tentação para acabar com a PEC do teto (que congelou os gastos do governo por vinte anos).

A reforma trabalhista foi aprovada no Senado. Ela deve desafogar o Judiciário, mas qual será o efeito para o trabalhador?

Esse sistema foi criado numa época em que a maioria dos trabalhadores mal sabia assinar o nome. Hoje, a grande maioria tem segundo grau. A flexibilização do mercado de trabalho é boa. Agora, existe assimetria (entre patrão e empregado) porque você tirou o imposto sindical (dos trabalhadores), mas não tirou todo imposto da classe patronal, porque tem um pedaço da administração do Sistema S que vai para essas federações, que são muito atuantes. Mas a reforma da Previdência é a mais importante de todas. A PEC do teto perde o sentido sem ela. Se o governo não tiver força para passá-la de forma integral, que passe um pedaço. Depois fazemos outra adiante.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :17/07/2017

NEGÓCIOS DA CHINA NO RIO
Publicado em 07/17/2017 as 04:49 PM

O Globo - BRUNO ROSA bruno.rosa@oglobo.com.br RAMONA ORDOÑEZ ramona@oglobo.com.br

Projetos com maiores empresas do estado podem injetar R$ 32 bilhões na economia

Com a recessão econômica, Brasil ficou mais barato para estrangeiros


Depois de entrar no consórcio do Galeão e anunciar a aliança com a Petrobras para construir uma refinaria no Comperj, os chineses pretendem estender seus negócios no estado. O projeto de privatização da Cedae, a venda da Light, a injeção de capital na Oi e o término da construção da usina nuclear de Angra 3 estão na mira. Se forem concretizadas, essas transações podem resultar em pelo menos R$ 32 bilhões em investimentos, revelam BRUNO ROSA e RAMONA ORDOÑEZ.

O movimento é reflexo de um processo de internacionalização da China e da recessão que deixou os ativos mais baratos no Brasil e, em especial, no Rio. Os principais ativos no Rio de Janeiro hoje têm um personagem em comum: a China. O projeto de privatização da Cedae, o processo de recuperação judicial da Oi, a venda da Light e o término da construção da usina nuclear de Angra 3 contam com chineses na mesa de negociações, revelam fontes ouvidas pelo GLOBO. As estatais do país asiático já mostraram seu poder de fogo recentemente, com a compra de parte do aeroporto internacional do Galeão e a aliança estratégica com a Petrobras, que pode resultar na construção de uma refinaria no Comperj, em Itaboraí. Se concretizadas, essas transações podem significar pelo menos R$ 32 bilhões, entre aquisições acionárias e investimentos.

O movimento é reflexo de um processo de internacionalização das estatais chinesas mundo afora. Além disso, destacam os especialistas, os ativos do Rio estão ligados à infraestrutura, como saneamento, logística, telecomunicações e energia, os favoritos dos asiáticos por serem concessões e terem uma receita fixa, o que reduz o risco. Segundo o presidente de uma companhia brasileira, o governo chinês, ao injetar dinheiro através de um banco estatal, rentabiliza o investimento, com cláusulas que atrelam a contratação de fornecedores chineses.

— A intenção é fazer alianças baseadas em ganha-ganha, mas a China não é um Papai Noel. Há um interesse elevado pelos ativos do Rio, mas muitos deles ainda têm problemas a serem resolvidos. Vamos agora organizar um road

show na China para mostrar as oportunidades em saneamento e outros setores — destacou Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.

OI FARÁ ALIANÇA COM TELE CHINESA PARA 5G

Os asiáticos já estão de olho na Cedae, concessionária de água e esgoto do estado. De acordo com uma fonte, os chineses se reuniram com o governo estadual para buscar informações sobre a companhia e entender as perspectivas.

— É um consórcio chinês formado por um banco de fomento, uma empresa de construção e outra de equipamentos. Essa é a forma como eles se montaram para esse projeto da Cedae. Eles já avisaram para serem informados de quando será lançado o edital — disse uma pessoa próxima a negociação.

O interesse também só aumenta na Oi, que tem o China Development Bank (CDB) como um dos principais credores e a Huawei como uma de suas maiores fornecedoras. Os principais sócios da Oi já iniciaram conversas com teles chinesas para fazer uma aliança industrial, como a China Mobile. O objetivo é desenvolver iniciativas para a futura implantação da rede 5G. Em outra frente, os bancos Barclays e Modal têm feito a ponte entre executivos da Oi e estatais chinesas, como o CDB, a ZTE e o fundo de investimento de Hong Kong TGP.

— O projeto da ZTE com a TGP prevê a compra de equipamentos financiados em oito anos. A ideia é que esses investidores da China entrem no processo de capitalização que a Oi pretende fazer de R$ 8 bilhões. Eles poderiam entrar com uma boa parte desse valor, mas isso ainda não está fechado, pois vai depender se a Oi vai conseguir aprovar seu plano de recuperação judicial — disse uma fonte do setor.

Segundo Renato Kloss, sócio do setor regulatório do Siqueira Castro Advogados, o foco dos chineses é o longo prazo. O advogado diz ainda que a recessão econômica deixou os ativos em geral mais baratos no Brasil e em especial no Rio, que enfrenta ainda uma crise fiscal:

— A Cedae é o principal ativo do Rio e já passou por um saneamento financeiro e melhora em sua governança. Além disso, é uma empresa importante do ponto de vista de construção civil, pois há um pacote expressivo de obras a ser feito. A empresa tem um mercado cativo.

Na energia elétrica, os chineses da State Power e da China Three Gorges (CTG) participam da negociação envolvendo a Light, que é controlada pela mineira Cemig. Segundo uma fonte, o negócio está avaliado em R$ 2,2 bilhões. A Cemig ainda não decidiu como será a venda da Light, se inteira ou em blocos, separando os ativos de geração e distribuição. Isto porque, segundo esse executivo, as empresas chinesas estariam mais interessadas na geração.

— Mesmo que a distribuição de energia não seja o foco dessas empresas, os chineses buscam ativos com perspectivas de expansão futura do negócio — destacou uma fonte do setor.

Entre os aeroportos, a chinesa HNA está investindo R$ 4 bilhões no Galeão para indenizar a Odebrecht e assumir seu lugar no consórcio que administra o aeroporto do Rio de Janeiro. Com a Petrobras, a CNPC assinou um memorando de entendimentos para avaliar investimento em conjunto. Segundo fontes, um desses projetos é a construção de uma refinaria no Comperj, que deve custar entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões (cerca de R$ 12,8 bilhões).

— Após a atração de investidores estrangeiros para a China em meados dos anos 1970 e a busca de matérias-primas mundo afora, estamos hoje em uma terceira onda, com a internacionalização das estatais chinesas. Essas aquisições de empresas estão dentro do planejamento do governo chinês, e é ancorado pelo atual plano quinquenal de Pequim, que prevê taxas de crescimento de pelo menos 6,5% ao ano — disse Hsieh Yuan, diretor da consultoria Mazars Cabrera.

META É VENDER REATOR NUCLEAR

A energia nuclear também está na mira. A China Nacional Nuclear Corporation (CNNC) já manifestou interesse em participar da conclusão da polêmica Angra 3 (cujas obras foram iniciadas há 33 anos). Para terminar a usina, que está cerca de 70% pronta, mas com as obras paradas desde 2015, por conta da Operação LavaJato, são necessários investimentos de cerca de R$ 13 bilhões. Os chineses estão concorrendo com o consórcio franco-japonês Areva/Mitsubish e a russa Rosatom. Mas a China também está de olho no fornecimento de reatores nucleares para as usinas brasileiras no futuro.

— O objetivo é que esse parceiro entre com todos os recursos financeiros para concluir a obra, pois a Eletronuclear não tem dinheiro, independentemente da fatia que esse novo sócio terá na usina nuclear. Os chineses (CNNC) tem menos experiência nesse tipo de negócio de parceria em usinas fora da China, mas tem muito dinheiro. Sem parceria não tem a menor chance de a usina ser concluída. Já se gastou muito. Só nesta última fase foram R$ 10 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões foram financiados pelo BNDES — disse uma fonte.

De acordo com esse executivo próximo à Eletronuclear, a expectativa é que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tome uma decisão a respeito da continuidade das obras em setembro, quando seriam então iniciadas as negociações em busca de um sócio. Procurados, os acionistas das empresas não quiseram se manifestar sobre as negociações.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :17/07/2017

MOTORES DE RECUPERAÇÃO SALTO DE EXPORTAÇÕES
Publicado em 07/17/2017 as 04:48 PM

O Globo - GLAUCE CAVALCANTI Enviada especial glauce@oglobo.com.br

Setor automotivo e polo de moda íntima impulsionam recuperação da indústria fluminense

“Indica o início de um processo de recuperação para a economia do estado. Mesmo com o ciclo puxado pela exportação, traz ganhos e faz a roda voltar a girar” Guilherme Mercês Economista-chefe do Sistema Firjan

Enquanto o Rio de Janeiro já experimenta uma retomada de investimentos na área de óleo e gás — que foi por décadas a âncora econômica do estado —, dois segmentos já impulsionam a recuperação da indústria fluminense: o polo automotivo, no Sul Fluminense, e o de moda íntima, em Nova Friburgo. Com avanço em produção e vendas, amparado pelo câmbio favorável, eles já experimentam aumento na oferta de empregos.



Novo fôlego. A montadora japonesa Nissan abre amanhã o segundo turno em sua fábrica de Resende. Ela contratou 600 funcionários, e a expectativa é criar 1.800 postos indiretos

No polo automotivo, o motor dessa expansão é o salto nas exportações de veículos, que bateu 57,2% no primeiro semestre, ante janeiro a junho de 2016. O desempenho reflete também o resultado positivo — embora ainda tímido — em vendas dentro do país, de 3,7%. Já as empresas de lingerie se beneficiaram sobretudo da redução nas importações asiáticas feitas por grandes varejistas.

A reboque deste movimento, a japonesa Nissan abre, amanhã, o segundo turno em sua fábrica de Resende. Para iniciar a operação, contratou 600 funcionários, totalizando agora 2.400 empregados. A estimativa é que essa expansão colabore ainda para a criação de 1.800 postos de trabalho indiretos.

Já a MAN Latin America, divisão de ônibus e caminhões da Volkswagen e caminhões MAN, também em Resende, suspendeu, no último dia 10, a redução de salários e jornada dos 3.500 funcionários, que vigorava desde o início de 2015. Com isso, volta a operar cinco dias por semana, em vez de quatro, ampliando em 25% a produção. Enquanto a PSA Peugeot Citröen, na vizinha Porto Real, iniciou um ciclo de investimentos de R$ 1,5 bilhão em cinco anos, um aumento de 50% em relação ao ciclo anterior.

— O crescimento da indústria fluminense nos primeiros cinco meses do ano foi de 4,6%, o maior dentre os estados acompanhados pelo IBGE. Este aumento está sendo puxado pelo segmento extrativo (9,3%), com a retomada no setor de óleo e gás, e indústria de transformação (2,4%), com destaque para metalurgia (37,5%) e automotivo (23,4%). Estes dois últimos registram aumento expressivo das exportações. Nossa previsão é que a indústria do Rio cresça 3,3% este ano, acima da estimativa de 0,8% para a indústria do Brasil — explica Guilherme Mercês, economista-chefe do Sistema Firjan. O aumento da produção acompanhado da abertura de novos postos de trabalho, continua ele, é boa notícia:

— Indica o início de um processo de recuperação para a economia do estado. Mesmo com o ciclo puxado pela exportação, traz ganhos e faz a roda voltar a girar.

Adilson Dezoto, vice-presidente de produção e logística da MAN, comemora os ajustes para complementar a força de trabalho este ano:

— A indústria automotiva foi fortemente atingida pela crise. Em 2011, operamos perto do limite da capacidade de cem mil veículos, com 83.200 unidades produzidas. Em 2016, foram 19.550. Agora, há aumento concreto das exportações e já esperamos melhor demanda do mercado interno no segundo semestre, o que nos permite retomar o turno integral, ampliando a produção em 25% — diz, lembrando que a fábrica reduziu dois turnos entre 2012 e 2015.

A compra de caminhões, explica ele, está diretamente associada à atividade econômica. As vendas da companhia recuaram em linha com o mercado no primeiro semestre, em torno de 16%. Mas Dezoto prevê recuperar a perda até dezembro, encerrando o ano com expansão de 3%. De outro lado, é preciso atender às exportações, que subiram 34%, com alta de 30% em produção. A depender do aumento da demanda, a MAN poderá fazer hora extra ou contratar temporários, diz o executivo.

A situação no Sul Fluminense ficou mais difícil mesmo para quem conseguiu preservar seu emprego na crise.

— Trabalho há 20 anos na indústria automotiva, e estes dois últimos anos foram os mais críticos que já vivi. Eu e minha esposa conseguimos ajustar os gastos. Mas amigos com filhos passaram muito mais dificuldades — conta Joel Lourenço, analista de produção da MAN.

É o caso de Geisiane Laçalvia, que trabalha na linha de montagem da MAN:

— Com 20% do salário reduzidos, tive de parar a construção da minha casa, já que tenho um filho estudando. Agora, com o salário integral, espero recomeçar.

Morador de Barra Mansa, Bruno Luís Lobato, de 27 anos, está entre os recémcontratados pela Nissan:

— Estava há oito meses desempregado. Tive de fazer bicos em obras para ajudar nas despesas da família. Foi difícil. As amiguinhas das minhas filhas ganhavam grandes ovos de Páscoa, e as minhas, só os bem pequenininhos. Deixamos de sair para as contas não acumularem — lembra ele, há quatro meses na montadora. — Agora, retomamos nosso lazer aos sábados, podemos sair para tomar um açaí.

Érica Duarte, recém-contratada pela Nissan, é outra que sentiu alívio.

— Eu e meu marido estávamos desempregados. Tive de tirar minha filha do transporte escolar, do balé, cortamos muitos gastos — conta.

Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores, explica que a oscilação cambial beneficiou a indústria:

— Houve desvalorização cambial e, com o mercado interno enfraquecido, as empresas focaram na ampliação das vendas ao exterior. O movimento ganhou força em 2016, com expansão nas exportações e queda nas importações, o que amplia a demanda por compras dentro do país.

As exportações de veículos automotores no país saltaram 57,2% no primeiro semestre, para 372.563 unidades, segundo a Anfavea. Em valor, a expansão foi de 53%, batendo US$ 7,40 bilhões. Nesses seis meses, a produção do setor cresceu 23,3%, com 1,26 milhão de unidades.

Com esse movimento, a entidade revisou suas previsões para este ano, esperando alta de 21,5% em produção, para 2,61 milhões de unidades, contra estimativa anterior de 11,9%. A projeção atual é que as exportações devem crescer 35,6%. Antes, a expectativa era de alta de 7,2%.

Em operação desde 2014, a fábrica da Nissan começou a produzir o Kicks, principal responsável pela criação do segundo turno, que permitirá também ampliar a produção dos modelos March e Versa. A nova operação vai dobrar a capacidade da unidade para 129 mil veículos por ano. A estimativa do grupo para 2017 é alcançar 80 mil, ante 51,3 mil no ano passado.

‘CADA EMPREGO GERA NOVAS VAGAS’

Na montadora japonesa, o crescimento é alimentado também pelo mercado interno. No primeiro semestre, as vendas subiram 38%, batendo 34.154 veículos. Nos primeiros 12 meses de exportação, enviou dez mil carros para fora do país. A meta, diz o presidente da Nissan, Marcos Silva, é dobrar o volume no segundo ano:

— A retomada já é real, com crescimento em vendas no mercado interno e previsão de aumento neste ano e no próximo, independentemente do cenário político. Para abrir o segundo turno e fazer melhorias na fábrica, estamos investindo R$ 750 milhões. Cada emprego direto gera postos de trabalho em fornecedores e em outros setores.

Na PSA, as vendas para o exterior engordaram em 59% de janeiro a junho, sobretudo para a Argentina. Para atender à demanda, a empresa elevou em 24% a produção. A fatia que deixa o Brasil rumo a outros países cresce ano a ano, explica o diretor de comunicação, Fabricio Biondo, ficando em 50% em 2016. No Brasil, as vendas subiram 3% até junho, sinalizando retomada. A montadora francesa chegou a produzir 140 mil veículos em 2010. Em 2015, encolheu a 67 mil. Ano passado, alcançou 82.500 unidades, e a previsão é bater 90 mil este ano. Como suspendeu um turno de operação no início de 2014, a PSA não tem previsão de voltar a contratar.

A recuperação já existe, afirma Mercês, da Firjan, mas não será fácil nem rápida:


— O crescimento vai acontecer sobre níveis de produção historicamente muito baixos. A indústria terá o desafio de reduzir a capacidade ociosa para, num segundo momento, abrir vagas de trabalho. Em Nova Friburgo, moda íntima gera 81% das vagas do setor, na página 32.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :17/07/2017

EXPORTAÇÃO CRESCE, MAS SEU FUTURO ESTÁ SOB RISCO
Publicado em 07/17/2017 as 04:48 PM



Murguet, presidente da Renault: 'Exportação brasileira de veículos continua frágil'

Os dirigentes da indústria automobilística orgulham-se de seus novos contratos de exportação. Entre os mais recentes, caminhões fabricados pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo serão usados para transportar água em minas de Serra Leoa. Nas montadoras de automóveis, as equipes de vendas comemoram o fato de os chilenos, antes fiéis aos carros importados da Ásia, começarem a gostar também dos modelos brasileiros. O novo impulso da exportação, que já absorve quase 30% da produção de veículos no Brasil, levou a indústria a elevar projeções para o ano. Mas a falta de competitividade brasileira, alerta Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina, coloca em risco esse potencial.

Devido a essa debilidade no Brasil, a direção da Renault já começa a pensar em trocar parte da exportação feita hoje a partir da fábrica do Paraná pela de Medellín, na Colômbia. Da linha de produção que a Renault possui na cidade colombiana sai o Duster, veículo fabricado também no Brasil. Segundo Murguet, os cáculos mostram que exportar o Duster a partir de Medellín para alguns países latino-americanos abastecidos hoje pelo Brasil vai sair mais barato.

“Apesar de ter aumentado bastante, a exportação brasileira de veículos continua frágil. Perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em termos de impostos, logística e mão de obra”, destaca Murguet. Para o executivo, a capacidade de exportar está atrelada ao que acontece na atividade brasileira. “Somente a retomada econômica será capaz de garantir o aumento da produtividade que precisamos para manter a exportação”, diz. “Não se constrói um futuro para a indústria automobilística no Brasil só com exportação”, afirma.

Apesar do cenário pessimista traçado pelo dirigente, o mercado externo transformou-se numa espécie de tábua de salvação para compensar a súbita queda de demanda nas vendas internas. No primeiro semestre, as vendas da indústria de veículos a outros países somou um total de US$ 6,2 bilhões em divisas, o que representou um aumento de 57% na comparação com os seis primeiros meses de 2016.

Há pouco mais de uma semana, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aumentou de 7% para 35,6% a expectativa de exportações em 2017. Por conta do aumento do ritmo dos embarques, o setor espera agora também mais crescimento na produção. A projeção do início do ano era de aumento de 11,9% na produção de veículos em 2017. O novo cálculo indica que a expansão será de 21,5%, num total de 2,619 milhões de unidades. O volume está ainda distante da capacidade instalada, de cerca de 5 milhões de unidades.

Os fabricantes de veículos se agarraram ao mercado externo ao perceber que a crise da demanda doméstica não era passageira. A própria Renault, que hoje exporta 34% do que produz no Paraná, montou, há quatro anos, plano para aumentar as vendas na América Latina.

A MAN, fabricante dos caminhões Volkswagen, adotou estratégia semelhante. Ao perceber as vendas no Brasil minguarem, a montadora alemã elaborou no ano passado um programa de investimentos de R$ 1,5 bilhão, quase todo voltado à internacionalização das vendas. “Se nosso caminhão serve para o Brasil serve também em mercados parecidos, como Peru, Chile, Argentina e África”, afirma o presidente da empresa na América Latina, Roberto Cortes.

Em pouco tempo, as vendas externas na MAN saltaram de 15% para 30%. “O mercado interno vai voltar, mas de forma gradual”, diz o executivo. Para ele, manter a fatia externa em 30% seria saudável. Capacidade é o que não falta hoje na indústria de caminhões, ainda com ociosidade em torno dos 70%.

Na Mercedes-Benz, o mercado externo também ajudou a aliviar a crise interna. De janeiro a junho, a montadora embarcou 3,9 mil caminhões, 44,3% mais do que no mesmo período do ano anterior. As exportações de ônibus da marca avançaram 24,2%. O chamado setor de customização da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) ficou mais movimentado nos últimos meses. Os veículos que serão usados nas minas em Serra Leoa receberam tanques para armazenar água e pneus mais largos. Caminhões destinados ao Ministério de Defesa de Emirados Árabes receberam pintura de base para camuflagem.

No caso dos automóveis, colaborou para o avanço no mercado externo melhorias nos modelos fabricados no Brasil, que surgiram à esteira do Inovar-Auto, programa de benefícios fiscais criado pelo governo federal em 2012. Esse programa estabeleceu exigências de equipamentos de segurança, como airbags e freios ABS nos carros novos. O Chile, um mercado aberto e que havia se acostumado a importar veículos mais completos de países como a Coreia, passou a se interessar pelo produto brasileiro. Segundo a Anfavea, somente nos cinco primeiros meses do ano, as exportações de automóveis e comerciais leves para o mercado chileno aumentaram 218%. O Peru também passou a receber mais carros brasileiros. Hoje os volumes enviados aos peruanos estão 250% maiores do que há um ano.

“Com o Inovar-Auto, os padrões dos nosso carros melhoraram não apenas em segurança mas também em nível de eficiência energética”, destaca o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Segundo ele, algumas empresas, como a Volkswagen, reforçaram suas equipes dedicadas ao mercado externo. Somente nos cinco primeiros meses do ano, a Volks, montadora que mais exporta no país, elevou as vendas externas em 63%. O volume exportado pela Volks corresponde a quase um quarto de todos os embarques da indústria automobilística brasileira.

Apesar da conquista de novos mercados, a maior força externa para a produção de veículos no Brasil vem da Argentina. É para o mercado argentino, o segundo maior na América do Sul, que seguem 68% das exportações das montadoras instaladas no Brasil. O fim das restrições à entrada de produtos estrangeiros ajudou no incremento de 42% nas vendas de carros para o país vizinho este ano na comparação com um ano atrás.

A General Motors espera aumentar as vendas para o mercado argentino em mais de 50% este ano. Para o Chile, os embarques da GM vão crescer 180,6%.

Apesar da crise interna, o gigantismo do Brasil continua notável no mercado automotivo. Dos 5,5 milhões de veículos vendidos em toda a América Latina no ano passado, 36% saíram das fábricas brasileiras. Por isso, a demanda dos vizinhos chegou em boa hora. Para Murguet, a boa notícia é que essa indústria dá mostras de que pode exportar e a má é que ela perde quando confrontada em termos de competitividade. “Perceber que algo tem que mudar para tornar a exportação sustentável é o grande desafio”, diz.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 17/07/2017

ANTAQ - SANTOS BRASIL PAGARÁ R$ 9 MILHÕES A ADMINISTRADORA DE PORTO EM SC
Publicado em 07/17/2017 as 04:48 PM

Autor:        Por Paula Selmi | Valor

SÃO PAULO - A Santos Brasil informou nesta sexta-feira que chegou a um acordo com a administradora do porto de Imbituba, em Santa Catarina, a SCPAR, no qual pagará R$ 9 milhões referentes ao processo que discute o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de arrendamento do Tecon Imbituba.

O Ministério dos Transportes havia restabelecido no começo deste ano a obrigatoriedade de a Santos Brasil pagar pela movimentação mínima contratual de cargas no seu terminal de contêineres de Imbituba.

Com o acordo de hoje, que foi mediado pelo ministério e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Santos Brasil se comprometeu a pagar o montante de R$ 9 milhões em três parcelas iguais mensais e sucessivas, ficando em contrapartida, suspensa a exigibilidade do saldo do pagamento da movimentação mínima.

Segundo comunicado da Santos Brasil ainda, o acordo não implica a desistência do pedido de reequilíbrio financeiro pleitado pela companhia e tanto o Ministério dos Transportes como a Antaq continuarão com a análise do mérito do pedido.

(Paula Selmi | Valor)
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 17/07/2017

GOVERNO RETOMA AGENDA DO SETOR AÉREO
Publicado em 07/17/2017 as 04:48 PM

Autor:        Por Daniel Rittner | De Brasília


Dario Rais Lopes, secretário da Aviação Civil, diz que meta é ter agenda totalmente implementada ainda em 2017

O governo pretende retomar, em agosto, um conjunto de medidas de competitividade para o setor aéreo que ficaram emperradas com as delações do empresário Joesley Batista e de executivos da JBS.

A agenda tem pelo menos cinco iniciativas: um teto para alíquotas de ICMS sobre querosene, fim do limite ao capital estrangeiro nas empresas, o acordo de céus abertos Brasil- Estados Unidos, uma nova rodada de concessões de aeroportos e o início das atividades da "Asas" - subsidiária da Infraero, com 49% de participação da alemã Fraport, para prestar serviços na aviação regional.

"Nossa meta é ter essa agenda totalmente implementada ainda em 2017", disse o secretário nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, em entrevista ao Valor.

Avaliando que o presidente Michel Temer finalmente saiu da corda bamba, depois de vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), fontes no Palácio do Planalto já veem espaço para uma aceleração das medidas.

O destravamento das ações deve começar pela análise no Senado de um projeto de resolução que fixa em 12% o teto do ICMS aplicado sobre querosene. Vinte e um Estados praticam atualmente alíquotas superiores a esse percentual. São Paulo, a praça mais importante de abastecimento das aeronaves, cobra 25%.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), prometeu ao governo colocar o projeto como primeiro item na lista de votações em plenário tão logo acabe o recesso parlamentar. Sua aprovação requer maioria qualificada de dois terços dos senadores - 54 votos.

Se essa medida passar, as companhias assumiram o compromisso de criar 70 voos por dia saindo do Sudeste para destinos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. "Muitas operações ganham viabilidade econômica", argumenta o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. "Capitais que têm três voos diários podem ficar com seis ou sete. Cidades do interior que tiveram serviços interrompidos podem voltar ao mapa das rotas."

Eunício acena com a votação como uma forma de compensar o aumento de até R$ 200 milhões nos custos anuais das empresas. Esse é o impacto estimado pela Abear com a entrada em vigência da lei, aprovada na semana passada, que regulamenta as atividades dos aeronautas. Além de elevar o número mínimo de folgas mensais de pilotos e comissários de bordo, a nova legislação pode diminuir a jornada de trabalho.

O gasto com querosene representa mais de 30% das despesas operacionais das aéreas. Levantamento feito pela consultoria internacional Roland Berger em 383 aeroportos de todo o mundo aponta o preço do combustível em 41 terminais brasileiros no topo do ranking, com preço final entre US$ 4,29 e US$ 5,85 por litro (já contando com impostos).

Nos planos oficiais está ainda a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto que termina com o limite atual de 20% para o capital externo nas companhias aéreas. A proposta saiu do Palácio do Planalto com pedido de urgência, mas perdeu esse regime de tramitação no mês passado, diante das dificuldades de mobilizar a base aliada em meio à denúncia da PGR. O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), pretende votar a matéria no mês que vem.

Outra pauta importante para o setor que ficou congelada nos últimos meses é o acordo de céus abertos com os Estados Unidos. Sem entrar em vigência, fica intacto o limite de 301 frequências semanais a que cada lado tem direito de alocar às companhias aéreas de seus países. Atualmente, esse teto nem está tão perto de ser atingido, mas os americanos acreditam em uma recuperação no médio prazo e querem blindagem contra futuras barreiras.

A Casa Branca já tem 120 tratados do gênero assinados com outros países. O acordo com o Brasil foi firmado em 2011 pela ex-presidente Dilma Rousseff e já obteve sinal verde de três comissões na Câmara dos Deputados, mas sofre agora com uma ironia: partidos de esquerda, tendo o PT à frente, têm bloqueado insistentemente sua votação em plenário.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem adotado como praxe a apreciação de acordos internacionais somente às quintas-feiras. A oposição evita dar quórum para a análise de um tema ao qual tem se mostrado contrária. Uma possibilidade é mudar o dia de votação. "Não há óbice regimental. O problema é político, de conversações com líderes partidários", afirma o deputado Pedro Vilela (PSDB-AL), relator em uma das comissões, que é favorável ao acordo. "Seria uma medida benéfica para o consumidor brasileiro", opina.

Há um aspecto pouco comentado no acordo: o órgão antitruste dos Estados Unidos, equivalente ao Cade no Brasil, só analisa fusões de companhias aéreas americanas com empresas do setor cujos países de origem têm a política de céus abertos vigente com Washington. Isso pode representar eventuais obstáculos à unificação de operações, por exemplo, da Delta Airlines com a Gol - em caso de fim das restrições ao capital externo no Brasil.

Na aviação regional, que terá R$ 230 milhões para investimentos neste ano, um reforço anunciado desde 2012 vai finalmente sair do papel. No dia 25 de agosto, será assinado o contrato para a criação da Asas, uma parceria fechada entre a estatal Infraero (51%) e a operadora alemã Fraport (49%) para a prestação de serviços em aeroportos regionais.

Uma nova rodada de concessões de aeroportos também entrou no radar. O conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que não se reúne desde março, receberá do Ministério dos Transportes uma proposta de conceder à iniciativa privada dois blocos de terminais.

De acordo com o secretário nacional de Aviação Civil, um bloco seria formado por ativos no Mato Grosso - Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garça. Outro envolveria um conjunto de aeroportos em capitais do Nordeste. A dúvida é se Recife, o maior da região ainda mantido pela Infraero, faria parte do pacote. "A agenda de concessões foi prejudicada [pela crise], mas não está perdida", diz Dario Lopes.

Para ele, se lançar as próximas concessões até meados de agosto, ainda seria possível fazer os leilões e assinar contratos até o fim de 2018. "Se não, é melhor não fazer [uma nova rodada] do que fazer de modo apressado e mais sujeito a erros", argumenta.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 17/07/2017

PORTOS - SANTOS BRASIL CONQUISTA NOVA LINHA DE NAVEGAÇÃO
Publicado em 07/17/2017 as 04:48 PM

Autor:        Por Fernanda Pires | De São Paulo

A Santos Brasil, maior empresa brasileira de terminais de contêineres, vai crescer na região Sul do país.

O Tecon Imbituba (SC), terminal de contêineres do grupo, venceu a concorrência de um serviço de navegação para a Ásia que irá aumentar em 166% a movimentação de cargas na instalação, de 45 mil Teus (contêineres padrão de 20 pés) para 120 mil Teus por ano.

O serviço prevê a escala semanal de um navio do consórcio de armadores internacionais formado pelas empresas Hapag Lloyd, Hamburg Süd, NYK, Hyundai e Zim.

Esses armadores revezarão navios próprios na linha, mas outras companhias de navegação também atuarão por meio da compra de espaço nas embarcações.

O serviço começa a operar em 1º de agosto. O perfil das cargas será 70% de exportação e 30% de importação. Essa linha de navegação para a Ásia já existe e opera em outro terminal do Sul. Com a conquista do serviço, cujo contrato tem prazo de um ano, o Tecon Imbituba passará a ter dois serviços regulares semanais de contêineres - o outro é um de cabotagem (navegação doméstica) operado pela Aliança, empresa da Hamburg Süd.

Serão 13 embarcações, dentre elas a "Hyundai Loyalt", o maior porta-contêiner que atua regularmente em portos brasileiros e tem capacidade para transportar até 8,6 mil Teus. O navio tem 340 metros de extensão, 45,6 metros de largura e pode atingir um calado máximo de 14,5 metros, a depender do quão carregado estiver.

Diferentemente de outros portos na disputada região Sul, Imbituba tem capacidade para receber navios de grande porte. Por isso a Santos Brasil acredita que o terminal tem condições de atrair as próximas gerações de porta-contêineres que escalarão em poucos portos do país - necessariamente nos que reunirem infraestrutura aquaviária e volume de cargas. O foco de Imbituba é atrair as cargas do Norte do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.

"Quanto maior o tamanho dos navios, mais competitivo o terminal fica", afirmou ao Valor o diretor comercial da Santos Brasil, Marcos Tourinho. A companhia trabalha com um horizonte de conquistar mais um serviço ainda neste ano e outro em 2018.

Arrendado pela Santos Brasil em 2008, o Tecon Imbituba tem capacidade para movimentar 450 mil Teus por ano. São 207 mil metros quadrados de área total e 660 metros de cais acostável. Mas teve até aqui um desempenho muito abaixo do esperado, frustrado basicamente por três fatores.

São eles a transferência de linhas de navegação para terminais concorrentes controlados por empresas ligadas a armadores; a crise e a consequente redução de cargas; e a mudança do marco regulatório portuário, que retirou a barreira para terminais de uso privado operarem cargas de terceiros - o principal mercado dos terminais arrendados.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 17/07/2017

ECONOMIA ENCOLHE 0,51% EM MAIO, MAIOR QUEDA DESDE AGOSTO DO ANO PASSADO
Publicado em 07/17/2017 as 04:47 PM

Na contramão das expectativas e de alguns sinais de recuperação, a economia brasileira encolheu 0,51% em maio, nas contas do Banco Central. A maior queda desde agosto do ano passado surpreendeu os economistas, que esperavam uma alta de 0,3% do IBC-Br (o índice de atividade da autarquia). O dado reforça a avaliação que a retomada do crescimento será com altos e baixos e ao sabor dos próximos capítulos da crise política nacional.

Apesar de o índice ter sido pior que a projeção, analistas do mercado financeiro mantiveram a perspectiva para o segundo trimestre. A maioria espera estabilidade no resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB). Mas avaliam que a velocidade da retomada daqui para frente dependerá dos rumos políticos do país.

No ano, o IBC-Br ainda não mostrou reação. O índice da autoridade monetária está praticamente estável, acumulando uma queda de 0,05%.

RECUPERAÇÃO LENTA

Na visão do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio Leal, é tanta incerteza que a indefinição pode começar a contaminar as projeções de crescimento do ano que vem. Segundo o analista, o Brasil já deixou o fundo do poço desde meados do ano passado. O que preocupa é a velocidade de recuperação.

— O que é decepcionante é o ritmo da recuperação. É um ritmo muito baixo, dado o buraco em que a gente se enfiou — afirmou Leal.

Ele lembrou que, apesar de o mercado financeiro receber bem a vitória do presidente Michel Temer, as incertezas continuam, já que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara outras denúncias. E isso deve tumultuar ainda mais o cenário.

— Não sei a solução, mas tem de ser revolvido rápido. O que podemos esperar? Dia 2 de agosto deve vir outra denúncia — comentou o analista

O nível de confiança do consumidor brasileiro com a economia e com as próprias condições financeiras, por exemplo, despencou. Caiu de 41,5 pontos para 39,4 pontos em junho. O dado do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) está no patamar mais baixo já registrado.
Fonte : Jornal do Commercio - Recife – PE
Data : 17/07/2017

OPERAÇÃO EM PORTO DO PARÁ DEVE SER NORMALIZADA EM 4 DIAS, DIZ ASSOCIAÇÃO
Publicado em 07/17/2017 as 04:47 PM

As operações com grãos no terminal fluvial de Miritituba, no Pará, deverão ser normalizadas em até quatro dias, agora que foram suspensos bloqueios na BR-163, que liga o porto às áreas produtoras de Mato Grosso, disse à Reuters o gerente de Economia da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Daniel Amaral Furlan.

“Algumas empresas chegaram a parar, outras estavam na iminência disso. Não há um número preciso sobre o impacto, mas é possível dizer que parte significativa da operação ficou comprometida”, afirmou ele à Reuters, sem citar números.

Amaral acrescentou que foram, “realmente”, registrados cancelamentos ou remanejamento de embarques de grãos pelo porto de Barcarena, também no Pará. “Isso ocorreu com mais de uma empresa”, disse, sem dar mais detalhes.

A BR-163 foi liberada nesta sexta-feira após o presidente Michel Temer enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 17/07/2017

ECONOMIA COM NOVO JURO DO BNDES PODE CAIR APÓS PROPOSTAS DO CONGRESSO
Publicado em 07/17/2017 as 04:47 PM

A equipe econômica prevê que a mudança nos juros dos empréstimos do BNDES vai gerar uma economia de R$ 74 bilhões aos cofres públicos. Mas a cifra corre o risco de ficar menor caso o prazo de transição para a nova taxa, proposto pelo governo, suba de cinco para dez anos, como querem parlamentares.

Com isso, a economia prevista cairia para R$ 54 bilhões, uma redução de R$ 20 bilhões -quantia que ajudaria a bancar um ano de Bolsa Família, que custou R$ 28,5 bilhões em 2016.

A nova taxa, a TLP (Taxa de Longo Prazo), está em discussão no Congresso, já que a medida provisória que a criou vence em setembro.

Foram apresentadas 40 propostas de mudança -a maior parte sugerindo justamente que a transição da TLJP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para a TLP se amplie.

Embora a equipe econômica resista na defesa da proposta original, a troca é uma das menos duras entre as sugeridas por parlamentares para a nova taxa do BNDES.

EMPRÉSTIMOS DO BNDES – Em R$ bi

Outras emendas sugerem a fixação de um redutor, a ser acionado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), para baixar a taxa. O instrumento manteria subsídios a empresas que tomam crédito no BNDES, justamente o que a nova TLP busca eliminar.

Para Mário Bernardini, diretor da Abimaq (associação defabricantes de máquinas e equipamentos), o custo do crédito vai subir com a TLP.

“Ligar a taxa de juros do BNDES à dinâmica da dívida pública é fazer o custo do investimento ficar mais alto”, diz. “A tendência da dívida é de ascensão, não de queda, uma vez que o governo não consegue entregar nem crescimento nem ajuste fiscal.”

A relação entre a taxa cobrada pelo banco e a dívida pública se estabelece porque os juros do BNDES passam a ser calculados com base em um título de dívida emitido pelo governo, a NTN-B.

O objetivo é eliminar os subsídios nos empréstimos do banco, nem sempre explícitos no Orçamento. Neste ano, a previsão do governo é gastar R$ 43 bilhões com subsídios embutidos no crédito do BNDES. Isso porque o banco cobra das empresas que o acessam a TJLP, hoje em 7%, abaixo dos juros de mercado.

SUBSÍDIOS DO BNDES – Em R$ bi

Com a TLP, o juro do BNDES se aproximará gradualmente dos de mercado até convergirem em cinco anos.

TAXA NERVOSA

Diante de críticas que surgiram nos últimos dias, vocalizadas também pelo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, a equipe econômica informou que prepara uma regulamentação que sanará boa parte das dúvidas.

Paulo Rabello disse que a NTN-B, por ter variação diária, seria “nervosa” demais para guiar os empréstimos do banco. Já a TJLP é definida trimestralmente e varia bem menos.

Ela esteve em 7% em 2015, subiu para 7,5% em 2016 e voltou para 7% neste ano.

A regulamentação deixará claro que a nova taxa será formada pela média da NTN-B dos últimos três meses.

E os passivos do BNDES seguirão a mesma métrica, eliminando dúvidas sobre desequilíbrios no balanço.

Críticos diziam que a TLP poderia gerar descasamento entre a taxa cobrada pelos empréstimos -o ativo do banco- e a taxa pela qual o BNDES remunera seus financiadores, FAT e Tesouro.

Como a nova taxa varia mais que a TJLP e o banco faz desembolsos diários, o temor era que ativo e passivo oscilassem de modo diverso, levando o banco a ter que criar sistema custoso de proteção.

Com a nova taxa, o passivo do BNDES será corrigido por uma média: novos empréstimos serão pagos pela TLP, e antigos, pela TJLP, e, caso o dinheiro fique parado no caixa, terá que devolver o valor corrigido pela Selic.

Para Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro, a mudança corrige uma distorção que favorecia os lucros do banco e, dessa forma, elevava artificialmente dividendos pagos pelo BNDES ao Tesouro, melhorando a aparência das contas públicas.

Felipe Rezende, professor da universidade americana de Bard e do Levy Institute, diz que a discussão sobre colocar a economia para rodar a taxas de mercado, gerando maior eficiência, foi feita por países desenvolvidos na década de 1980, mas os subsídios não foram abandonados.

Nos EUA, os benefícios relacionados a juros representam 2,2% do PIB. Chegaram a 5% no pré-crise, em 2007.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 17/07/2017

SUSTENTABILIDADE NOS MARES
Publicado em 07/17/2017 as 04:46 PM

Editor Portogente

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá uma banana ao Acordo de Paris, a preocupação não é rasa nas grandes operadoras dos mares mundiais. A política de grandes empresas de navegação tem tratado com carinho a questão da sustentabilidade. Recentemente, a Hamburg Süd, uma das maiores empresas de navegação do mundo, recebeu o prêmio de Best Green Shipping Line (em português, o melhor armador ecológico) pela quinta vez em seis anos.

Segundo o gerente regional da empresa na Ásia-Pacífico, "a sustentabilidade é um item indispensável na filosofia corporativa da Hamburg Süd. Estamos muito satisfeitos pelo nosso compromisso contínuo nesta área ser reconhecido pela quinta vez consecutiva”. Outras empresas têm se pautado pela preocupação em reduzir a poluição causada pelo "trânsito" dos navioas cada vez maior em nossos oceanos. O desenvolvimento, já aprendemos a lição, não pode prescindir do respeito ao ambiente.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :17/07/2017

ITAPOÁ REGISTRA AUMENTO NO LONGO CURSO E NA CABOTAGEM
Publicado em 07/17/2017 as 04:46 PM

O Porto Itapoá, no litoral Norte de Santa Catarina, está completando seis anos de operação com dois recordes: a maior movimentação de contêineres em um único mês (34 mil unidades), registrada em junho último; e o maior volume de importações num semestre, registrado de janeiro a junho deste ano.

O forte aumento das importações no primeiro semestre representou um avanço de 34% em relação ao mesmo período de 2016. Também houve incremento de 12% nas exportações e de 24% no segmento de cabotagem em relação ao primeiro semestre de 2016.

Inaugurado em junho de 2011, o Porto Itapoá já é o sexto maior terminal brasileiro em movimentação de contêineres, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para o Diretor Comercial do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo, o aumento dos volumes movimentados em Itapoá, ano a ano, tem grande relevância.

"Do ponto de vista financeiro, esse incremento é obviamente significativo. Comercialmente, o aumento constante nas cargas de importação e exportação demonstra que o Porto Itapoá está consolidado como uma importante via logística de entrada e saída para a indústria brasileira”, ressalta Pandolfo.

O bom desempenho no primeiro semestre foi em grande parte resultado de uma operação especial, montada pelo Terminal, para atender à demanda dos clientes que enfrentavam dificuldades para movimentar suas cargas durante o período de chuvas no Estado de Santa Catarina.

Situado na Baía da Babitonga, com águas abrigadas, o Porto Itapoá oferece mais segurança para a navegação e as operações portuárias. Esse tem sido um importante diferencial para a cadeia logística de Santa Catarina que, mesmo em situações climáticas adversas, não precisa migrar suas operações para portos de outros Estados.

Obras de expansão
Somada à intensa movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2017, o Porto Itapoá está, em paralelo, desenvolvendo a ampliação de suas instalações. Com as obras de expansão, iniciadas no segundo semestre de 2016, sua capacidade de movimentação de cargas passará dos atuais 500 mil TEUs (medida padrão para contêiner de 20 pés) para 2 milhões de TEUs anuais.

Com investimentos que somam R$ 500 milhões, o projeto tem prazo de conclusão de até cinco anos. A área física do Porto passará dos atuais 150 mil m² para 450 mil m². O cais, que hoje tem 630 metros de comprimento, passará a ter 1,2 mil metros. Até maio de 2018, a previsão é de que pelo menos mais 100 mil m² de pátio e 170 metros de píer estejam prontos para a operação. Com isso, a capacidade de movimentação poderá ser de 1,2 milhões de TEUs/ano.
Fonte : Portal Porto Gente
Data :17/07/2017

MOVIMENTO DE CONTÊINERES NO PORTO DE ITAJAÍ CRESCE 3% NO PRIMEIRO SEMESTRE
Publicado em 07/17/2017 as 04:46 PM



As más condições climáticas nos últimos 60 dias interferiram na movimentação de cargas no Porto de Itajaí. O crescimento no volume de contêineres, que se mantinha na casa de 10% até abril desacelerou e fechou o semestre em 3%, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pela Gerência de Operações da Superintendência do Porto de Itajaí. Considerando os últimos 12 meses, no entanto, o porto manteve 10% de crescimento.

No terminal operado pela APM Terminals foram movimentados 99.410 TEU’s (Twenty-Foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) com 1.044.987 toneladas, registrando um crescimento efetivo de 7%. Já no terminal da Portonave foram 427.470 TEU’s com 4.677.451 toneladas, reagindo num crescimento de 2%, ambos comparados ao mesmo período do ano de 2016.

No total das cargas movimentadas 67% foram importações e 36% exportações. Esse índice se manteve estável em comparação com o mesmo período do ano passado.

O que colaborou para a manutenção do crescimento da movimentação do porto foi o reinício dos trabalhos de dragagem de recuperação de profundidade, possibilitando a retomada do calado necessário para a segurança das operações. “Apesar das adversidades que nós enfrentamos no final do mês de maio e inicio de junho, devido às chuvas intensas que ocorreram e que levaram ao fechamento da barra por mais de 20 dias o semestre foi positivo”, disse o superintendente do Porto, Marcelo Werner Salles.

De acordo com ele, quanto à tonelagem média das cargas, houve um crescimento de 9% em junho, que só foi possível por causa da operação de dragagem. “Mesmo com os berços comerciais do porto público interditados, a própria APM Terminals teve um acúmulo de 7% de crescimento nas cargas conteinerizadas”, continuou.

Os TUPs (terminais privativos) do complexo também registraram números positivos tanto para junho e consequentemente para o semestre, de acordo com suas movimentações de cargas e navios. Na Braskarne foram 14 escalas, 66.559 toneladas e crescimento de 18%. Na Teporti 16 escalas, 50.893 toneladas e crescimento de 74%. Na Poly Terminais, 4 escalas, 18.000 toneladas e crescimento de 100%). Na Portonave são 308 escalas, 4.368.035 toneladas e crescimento de 2%.. No semestre, a Portonave registrou ainda 81% da movimentação de contêineres no Complexo com 417.470 contêineres de 20 pés.

Com base nestes seis primeiros meses do ano, existe uma projeção mais otimista para o segundo semestre em movimentação de cargas do complexo. “Podemos estimar para os próximos 180 dias, agora com o anúncio do retorno dos serviços da linha Ásia ao porto público, que somados a estes 7%, projetamos números ainda maiores até o final deste ano. Diante da crise financeira que o país vem enfrentando, ficamos muito felizes com estes números, pois isso também se deve as pessoas envolvidas e empenhadas na comunidade portuária, que diariamente incrementam a movimentação”, continuou Salles.
Fonte : Informativo Portuário - SC
Data :17/07/2017

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL DA PETROBRAS ATINGE 2,81 MILHÕES DE BARRIS/DIA EM JUNHO
Publicado em 07/17/2017 as 04:46 PM



A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras , em junho, foi de 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Desse total, 2,70 milhões boed foram produzidos no Brasil e 113 mil boed no exterior. A produção média de petróleo no país foi de 2,20 milhões de barris por dia (bpd), volume 0,6% superior ao de maio.

O resultado se deve, principalmente, ao retorno à produção, após parada programada, da plataforma P-43 – localizada nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos- e do FPSO Cidade de Mangaratiba, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

Em junho, a produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 80,3 milhões de m³/d, 1,8% acima do mês anterior. Esse aumento decorre, principalmente, do retorno à produção do FPSO Cidade de Mangaratiba.

Pré-sal atinge novos recordes

Em junho, a produção de petróleo operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, atingiu dois novos recordes: o mensal, com a produção de 1,35 milhão bpd, e o diário, alcançado no último dia 19 de junho, de 1,42 milhão de barris. Além disso, a produção de petróleo e gás natural operada alcançou o novo recorde de 1,69 milhão de boed.

Contribuíram para esse resultado o início de produção da plataforma P-66, no campo de Lula, e a entrada em produção, ao longo deste ano, de novos poços produtores conectados aos FPSOs Cidade de Caraguatatuba, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema – todos instalados na Bacia de Santos.

Petróleo e gás no exterior

Em junho, a produção de petróleo nos campos do exterior foi de 65 mil bpd, volume 0,1% acima do mês anterior. A produção de gás natural foi de 8,1 milhões de m³/d, 13% abaixo do volume produzido em maio de 2017. Essa redução foi consequência, principalmente, da menor demanda de produção de gás na Bolívia e da redução da produção do campo de Hadrian South, nos EUA.
Fonte : Isto É Dinheiro
Data :17/07/2017

CRESCEM AS EXPORTAÇÕES DE GRÃOS EM PARANAGUÁ
Publicado em 07/17/2017 as 04:45 PM

Volume de grãos de junho deste ano foi 22% superior ao mesmo mês de 2016
DA REDAÇÃO 15/07/2017 - 14:04 - Atualizado em 15/07/2017 - 14:10


Foram 1,5 milhão de toneladas no mês passado e 1,2 milhão de toneladas em 2016 (Foto: Divulgação)

O volume de grãos que passaram pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (PR) em junho deste ano foi 22% superior ao mesmo mês de 2016. Ao todo, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas no mês passado, enquanto, no ano anterior, a marca foi de 1,2 milhão de toneladas. Já no primeiro semestre, foram movimentadas 8,61 milhões de toneladas de granéis. Na prática, isso é suficiente para preencher 148 navios.

O aumento foi puxado pela retomada das exportações de milho. Com a queda do preço no mercado interno, os produtores voltaram a embarcar o grão para outros países. Ao longo do mês, foram movimentadas 346 mil toneladas no Corredor de Exportação, quase seis vezes mais do que as 46 mil toneladas exportadas em junho do ano passado.

De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, não foi preciso desacelerar outros embarques. O complexo soja, por exemplo, se manteve praticamente estável, com 1,1 milhão de toneladas embarcadas.

“Tivemos um aumento na capacidade operacional que nos permite trabalhar desta forma”, disse. Segundo ele, dois investimentos fundamentais foram as trocas dos shiploaders, que aumentaram a produtividade de carregamento em 33% e as dragagens, que permitem que navios maiores atraquem no porto e saiam ainda mais carregados. Ao todo, já foram investidos R$ 624 milhões.

“A demanda é ditada pelo usuário do porto. Hoje temos um porto capacitado para trabalhar de acordo com o que o mercado precisa”, afirma o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :15/07/2017

HIDROVIAS SÃO ESTRATÉGICAS, DIZ PRESIDENTE DA ANTAQ
Publicado em 07/17/2017 as 04:45 PM

Executivo participou do Seminário Internacional Hidrovias do Mercosul na Câmara dos Deputados.
DA REDAÇÃO 15/07/2017 - 13:43 - Atualizado em 15/07/2017 - 14:04



3,3 milhões de toneladas de mercadorias foram transportadas pela Tietê Paraná (Foto:Divulgação/Alesp)
A Hidrovia Tietê-Paraná é ferramenta estratégica não só para o Brasil, como também para a integração dos países da América do Sul. A opinião é do presidente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski. O executivo participou do Seminário Internacional Hidrovias do Mercosul realizado na Câmara dos Deputados.

Apesar de contar com grandes bacias hidrográficas, o Brasil pouco utiliza os rios para transporte de cargas e pessoas se comparado com países vizinhos como Paraguai, Argentina e Uruguai. A Tietê-Paraná corta o coração da América do Sul. Parte do Centro-Oeste brasileiro e passa pela Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, até desaguar no Oceano Atlântico. No ano passado, 3,3 milhões de toneladas de mercadorias foram transportadas pela hidrovia.

Administrada pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), a infraestrutura da hidrovia Tietê-Paraná integra as regiões produtoras de grãos, cana-de-açúcar e etanol do Oeste de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul ao alto do Tietê. São 1.653 quilômetros de vias navegáveis, interligando cinco estados brasileiros. Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo são cortados pela Tietê-Paraná.

A maioria das cargas que chegam ao cais santista são desembarcadas em Pederneiras (SP), e seguem até o Porto de Santos por trens. O transporte hidroviário, de acordo com Tokarshi, é mais econômico do que o rodoviário, o mais difundido no País.

Durante o evento, promovido em conjunto pela Comissão de Viação de Transportes da Câmara e pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), Tokarski, afirmou que o uso do modal hidroviário no Brasil é irrisório e se limita a poucos produtos. Minério de Ferro e manganês respondem, por exemplo, por quase 90% das cargas transportadas na Hidrovia Paraguai-Paraná.

Segundo ele, o volume de cargas no trecho chegou a 7 milhões de toneladas em 2014, mas caiu para apenas 3 milhões de toneladas em 2016. Hoje, 9 em cada 10 embarcações que navegam na hidrovia têm bandeira paraguaia.  “Precisamos redefinir a política para as hidrovias para fomentar o uso desse tipo de transporte. É um caminho para o escoamento de grãos e outros produtos”, afirmou.

Há dez anos, o Brasil contava com 500 embarcações que faziam transporte hidroviário. Hoje, apenas 51 estão registradas na Antaq. O número é ainda mais preocupante quando comparado com os países vizinhos, segundo o diretor da Antaq. Paraguai tem 1.910 embarcações hidroviárias, enquanto que a Argentina conta com 850, Uruguai, 298, e Bolívia, 333.

“A posição do Brasil incomoda. Entendemos que a hidrovia tem que ser um eixo de desenvolvimento dos países”, disse.

Torarski observou que o custo logístico é muito maior ao enviar um contêiner do Mato Grosso para a Argentina por meio do Porto de Santos, passando por rodovias, do que seria por transporte fluvial.

Investimentos
A senadora paraguaia Mirtha Melgarejo e os deputados José Stédile (PSB-RS) e Hugo Leal (PSB-RJ) destacaram a importância estratégica das hidrovias para facilitar o comércio entre os países do continente. “Precisamos de investimentos para transformar essas hidrovias efetivamente em uma política de integração”, assinalou Leal, que solicitou o debate para que o assunto possa ser melhor discutido.

De acordo com o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Erick Moura Medeiros, o governo trabalha na dragagem e sinalização de hidrovias e avalia a possibilidade de transferir a operação de alguns trechos à iniciativa privada, por meio de concessão.

Incentivar o transporte aquaviário é uma preocupação do Ministério dos Transportes, garante o diretor.

Estudos
Para entender a dinâmica da Hidrovia Paraguai-Paraná, em fevereiro de 2015, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a Antaq e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para a elaboração de um estudo.

Entre os objetivos do trabalho, foram colocados fomentar o uso e o desenvolvimento da hidrovia e constituir uma base de dados para o desenvolvimento de estudos de eixos estratégicos de viabilidade. (Com informações da Agência Câmara).
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :15/07/2017

PORTOS - CAPITANIA DOS PORTOS EMITE ALERTA DE RESSACA NO LITORAL DE AL PELA 5ª VEZ SEGUIDA
Publicado em 07/14/2017 as 03:16 PM

Aviso abrange região entre a Bahia e o Rio Grande do Norte. As ondas podem chegar a 2,5 metros.

Mar está agitado no litoral de Alagoas (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

A Capitania dos Portos de Alagoas emitiu nesta sexta-feira (14) o quinto alerta de ressaca consecutivo para o litoral do Estado. Segundo o comunicado, o risco é em toda a extensão que fica entre a Bahia e o Rio Grande do Norte.

Desde o dia 26 do mês passado, a Capitania tem emitido alertas de mar agitado. Desta vez, as ondas podem chegar até 2,5 metros. A previsão é que as condições climáticas melhorem na terça-feira (18). O comunicado foi enviado pelo Centro de Hidrografia da Marinha.

Veja a previsão do tempo para o fim de semana

Segundo o meteorologista Vinícius Pinho, da Sala de Alerta da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), as condições climáticas continuam de instabilidade e isso afeta a maré. Ele informou que um sistema de alta pressão no mar é responsável pela ressaca.

"Estamos com ventos moderados no litoral e o mar deve fica mais agitado principalmente em alto mar", disse o meteorologista.

Orientações
A Capitania recomenda que as embarcações de pequeno porte evitem navegar no mar nestes dias, e que as demais redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.

Quer saber mais notícias do estado? Acesse o G1 AL.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 14/07/2017

EX-DIRETOR DOS DA ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA É PRESO, DIZ MP-PR
Publicado em 07/14/2017 as 03:16 PM

Operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi deflagrada nesta sexta-feira (14); mais duas pessoas também foram presas. Por G1 PR, Curitiba - 14/07/2017 10h24 Atualizado há menos de 1 minuto

Três pessoas foram presas nesta sexta-feira (14) em Antonina, no litoral do Paraná, por suspeitas de irregularidades no setor portuário, de acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR). Entre elas, um ex-diretor da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

O nome dele não foi divulgado pelo Operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela ação.

São duas prisões preventivas, ou seja, sem prezo previsto para deixar a prisão, e uma temporária – de cinco dias.

Os presos são suspeitos de crimes como corrupção ativa, passiva e associação a organização criminosa. Ainda foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos, segundo o Gaeco, no Terminal Portuário Ponta do Félix, em um escritório de advocacia, em uma empresa e em seis residências em Antonina, Pontal do Paraná, Paranaguá, Pinhais e Curitiba.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 14/07/2017

LEILÃO ELETRÔNICO DA RECEITA FEDERAL RECEBE PROPOSTAS
Publicado em 07/14/2017 as 03:15 PM

Os produtos em leilão foram apreendidos em operações da RF e estão armazenados em aeroportos e portos, como o do Itaqui, em São Luís

SÃO LUÍS - A Alfândega do Porto de Fortaleza recebe, entre 17 e 26 de julho, por meio do Sistema de Leilão Eletrônico (SLE), propostas de arrematação de produtos apreendidos em operações da Receita Federal e atualmente armazenados no Aeroporto Pinto Martins e nos portos do Mucuripe, do Pecém e de São Luís.

Os lotes contêm contrabaixo, bebidas, patinete elétrico, jogos para videogame, veículos, utilidades domésticas, artigos de vestuário, perfumes, variedades, cabos condutores de alumínio, entre outros produtos.

A lista completa das mercadorias pode ser conferida na página da Receita Federal na Internet, na seção Leilões, onde se encontram também o Manual e orientações gerais para participações em leilões eletrônicos.

Quem pode participar

É o segundo leilão eletrônico do ano, composto por 39 lotes, dos quais cinco são direcionados tanto para pessoas jurídicas quanto pessoas físicas portadoras de Certificação Digital. O certificado digital é obrigatório e deverá ser do próprio contribuinte ou, no caso da empresa, constar em nome do seu representante perante o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) ou de procurador autorizado.

Período para propostas e lances

Todo leilão eletrônico é dividido em duas etapas. A primeira delas a partir de 17 de julho, às 8h, quando os interessados passam a formular, através do Portal e-CAC, seção Leilões, da página da Receita Federal do Brasil na internet, no link Sistema de Leilão Eletrônico (SLE), suas propostas de compra, a partir do lance mínimo definido para o lote.

Com o final da primeira fase, em 26 de julho, às 18h, todas as propostas até 90% do valor máximo oferecido pelo lote seguem para a segunda etapa, denominada fase de lances, conforme data prevista no edital do leilão.

O Sistema de Leilão Eletrônico além de simplificar procedimentos e diminuir custos da administração pública, amplia a competitividade nos leilões promovidos pela Receita Federal, permitindo a participação a nível nacional.
Fonte : O Estado do Maranhão - MA
Data : 14/07/2017

AZUL INICIA VOOS REGULARES PARA JERI EM 28 DE JULHO
Publicado em 07/14/2017 as 03:15 PM

Inicialmente, a aérea vai operar duas frequências semanais saindo do Recife. Em agosto, serão quatro voos semanais

A Azul informou ontem (13) que recebeu aprovação das autoridades brasileiras para realizar voos regulares entre Recife e Jericoacoara a partir do dia 28 de julho e São Paulo (Campinas-Viracopos) e Jericoacoara a partir de 12 de agosto. Segundo a companhia, inicialmente, a aérea irá operar duas frequências semanais saindo do Recife e, em agosto, ampliará a oferta para quatro voos semanais, as quartas, sextas, sábados e domingos.

De Campinas, os voos sairão semanalmente, aos sábados. A Azul também informou que as passagens já estão disponíveis para compra em todos os canais com tarifas a partir de R$229,80 ou 7.000 pontos para os clientes TudoAzul.

A companhia afirmou que a ampla conectividade é um dos diferenciais da nova rota. "A partir da capital pernambucana, de São Paulo (Viracopos e Guarulhos) e de Belo Horizonte, clientes de várias regiões do País e do exterior poderão chegar rapidamente ao novo destino da empresa", informou a Azul.

Os voos serão cumpridos com o jato Embraer 195, de 118 assentos. "Estamos muito felizes com a aprovação dos voos entre Recife e Jericoacoara, pois passaremos a ofertar mais uma opção para os clientes chegarem a um dos locais mais paradisíacos do Brasil. Com a nossa malha no Recife, conectada a mais de 20 destinos diretos e o novo aeroporto de Jericoacoara, vamos encurtar as viagens dos turistas que vão a Jeri. Hoje, o trajeto pode durar até sete horas e, por via aérea, apenas uma hora e meia a partir de Recife", comenta Daniel Tkacz, diretor de Planejamento de Malha da Azul.

Aeroporto de Jeri

Ontem (13) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a certificação do equipamento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), necessária para que possam ser operados voos comerciais no Aeroporto de Jeri.

Com a certificação, outras empresas devem manifestar interesse em operar no terminal, de acordo com o assessor de infraestrutura aeroportuária do Departamento Estadual de Rodovias (DER), coronel Paulo Edson Ferreira. Ainda na tarde dessa quarta-feira, a Avianca entrou em contato para uma conversa inicial sobre a possibilidade de atuar nos aeroportos de Jericoacoara e também de Aracati, cuja solicitação de certificação já foi realizada junto à Anac.

O assessor de DER disse ainda que, agora, com a aprovação da Anac, "a conversa com as aéreas vai ser mais clara e mais técnica". "Ainda vamos trocar informações técnicas e vamos ver se a gente consegue implementar esses voos em Jeri e em Aracati".

A Latam Airlines também já havia manifestado interesse em atuar no Aeroporto de Jericoacoara. A revelação sobre a certificação foi feita ao governador Camilo Santana pelo ministro dos Transportes.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 14/07/2017

COMPANHIA DOCAS - O PRESIDENTE DA...
Publicado em 07/14/2017 as 03:15 PM

Autor:        JOSÉ MARIA MELO - vaivem@diariodonordeste.com.br

...Cia. Docas do Ceará, César Pinheiro, que está em Brasília, onde participa de reunião da Associação Brasileira de Portos, informando que na próxima temporada 17 de navios , com turistas, atracarão no Porto do Mucuripe, entre outubro deste ano e abril de 2018.
O presidente da...
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 14/07/2017

ZPE CEARÁ: LICITAÇÃO ATRAI 36 EMPRESAS
Publicado em 07/14/2017 as 03:15 PM

Lançado pelo governo estadual no último mês de maio, o edital de licitação que prevê a construção de cerca e via de serviço no Setor II da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará despertou o interesse de 36 empresas. Deste total, 34 foram habilitadas e duas inabilitadas para participar da concorrência pública, do tipo menor preço.

O valor estimado pelo governo para a construção das instalações é de R$ 1.341.950,96. O recurso virá da própria ZPE. A empresa vencedora deverá terminar a obra em até quatro meses, prazo contado a partir da assinatura do contrato.

Em breve, a empresa vencedora será anunciada, em data a ser definida pelo governo, durante sessão pública que ocorrerá no Centro Administrativo Bárbara de Alencar, no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. A expectativa inicial era que o vencedor do certame fosse conhecido no último dia 31 de maio.

Justificativa

Segundo o Governo do Estado, a cerca e a via de serviço do Setor II da ZPE, que possui área de 1.911,04 hectares, têm o objetivo de delimitar a nova área e garantir a segurança pessoal e patrimonial das futuras empresas, evitando invasões de pessoas, veículos não autorizados e animais. Conforme o Diário do Nordeste divulgou na edição do último dia 18 de maio, uma empresa do Grupo Imarf deverá ser a primeira a se instalar no Setor II Sul da ZPE. O investimento previsto para o empreendimento é de cerca de R$ 20 milhões.

Localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), entre os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia, a ZPE foi criada em junho de 2010 e inaugurada em agosto de 2013, sendo a primeira do Brasil a entrar em operação.

A expansão da área do empreendimento foi assinada pela ex-presidente Dilma Rousseff em maio de 2016. Com a decisão, a Zona de Processamento de Exportação passou de 4.271,4 para 6.182,4 hectares, incorporando espaço de 1.911,04 hectares. Integram a ZPE Ceará as seguintes empresas: Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Vale Pecém, White Martins e Phoenix do Brasil.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 14/07/2017

PORTOS DO CE MOVIMENTAM 10 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 07/14/2017 as 03:15 PM

Os portos do Ceará (Pecém e Mucuripe) registraram resultado positivo no primeiro semestre deste ano, movimentando, juntos, mais de 10 milhões de toneladas (t) de cargas. Somente no Porto do Pecém, de janeiro a junho deste ano, a movimentação atingiu 7.657.040 toneladas, um incremento de 79% em relação a igual período do ano passado. Desse volume total, 5.750.667 toneladas foram importadas e 1.906.373 toneladas foram exportadas.

Segundo o presidente de Cearáportos, Danilo Serpa, a expectativa é que o Porto do Pecém encerre o ano com cerca de 14 milhões de t movimentadas. "Esses números são resultado do apoio do Governador do Ceará, Camilo Santana, e do intenso trabalho de prospecção de novos negócios e investimentos para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)", diz. Conforme a Cearáportos, que administra o terminal, no primeiro semestre deste ano, o granel sólido continuou sendo a carga de maior relevância, com 58% do total de movimentação pelo Porto, seguido da carga geral solta (21%), carga conteinerizada (14%) e granel líquido (7%).

Em relação a tipo de navegação, apesar de o Pecém ser predominantemente importador, todas as categorias apresentaram crescimento. No que se refere a longo curso (transporte entre portos de diferentes países), na importação o incremento foi de 21%, e os principais destaques são o carvão mineral (2.472.753 t), gás natural (409.948 t), produtos siderúrgicos (142.737 t), pedras calcárias (55.032 t), coque de petróleo (50.132 t), enquanto as exportações cresceram 529%, destacando-se as placas de aço (1.276.192 t), gás natural (100.593 t), plásticos e suas obras (39.817 t), frutas (37.364 t), água de coco (24.474 t), granito (9.585 t) e calçados (7.336 t).

Cabotagem e safra

A cabotagem, movimentação entre portos brasileiros, também teve crescimento. As 2.741.718 de toneladas de produtos que o Porto do Pecém enviou e recebeu apresentou um incremento de 115% e, hoje representa 36% do total movimentado através do Porto do Pecém. A safra de frutas 2017/2018 começa em agosto e o terminal portuário, conhecido como maior exportador de frutas frescas do país, já apresenta crescimento. Até junho, de acordo com Danilo Serpa, o aumento foi de 26% TEUs (unidade equivalente a 20 pés).

"Este ano o resultado será ainda melhor, visto que contaremos com uma nova linha da MSC que irá atender o Norte da Europa, mais uma opção para os nossos clientes", destaca.

Mucuripe

O Porto de do Mucuripe movimentou no primeiro semestre de 2017, 2.372.016 t de mercadorias importadas e exportadas, entre granéis sólidos, líquidos, carga geral solta e conteinerizada. Esse volume representa uma alta de 16,51% em comparação a igual período de 2016.

No resultado, destaca-se o segmento de carga geral, com 415.544 de toneladas movimentadas, apresentando crescimento de 45,95% em relação a igual período de 2016. Neste setor, vale ressaltar que as exportações de cabotagem no período registraram crescimento da ordem de 70,3% e as exportações de longo curso, alta de 68,45%%.

Itens

Dentre os itens movimentados via Porto do Mucuripe, vale destacar os crescimentos registrados por sal, (64,23%,) couro bovino, (54,45%) cimento (100%), vergalhão (100%), tarugo (100%) e magnésio ( 123%) No tocante as importações de longo curso, o crescimento registrado foi de 381%, principalmente pelo incremento na importação de castanha de caju (105%), carvão mineral, (100%) arroz (125%), bobinas de papel (139%), entre outras.

No segmento de granéis sólidos, houve incremento no semestre de 43,32% em comparação a 2016. Os maiores responsáveis por isso foram a movimentação de trigo (612.178 t), escoria (106.532t), milho (97.001 t) e enxofre (36.530 t). O setor de granéis líquidos teve queda de 8,77%no semestre.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 14/07/2017

EXPORTAÇÃO DE TORAS TEM CRESCIMENTO RECORDE NO TECON RIO GRANDE
Publicado em 07/14/2017 as 03:14 PM

r /> No Terminal de Contêineres do Porto de Rio Grande, do Grupo Wilson Sons, as exportações de toras registraram crescimento recorde de 208% no primeiro semestre de 2017. Entre janeiro e junho deste ano, foram movimentados 1.303 contêineres (cntr), ante 423 cntrs no mesmo período de 2016. A mercadoria é vendida para países do Extremo Oriente (que abrange a China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão e Taiwan).

O diretor presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, explica que entre os fatores que impulsionaram esse crescimento está a implantação do projeto de estufagem de toras no ano passado. Ao chegar ao terminal, as toras são medidas e certificadas, passam por tratamento térmico de fumigação e, depois, são estufadas nos contêineres.

“Criamos uma solução completa em que gerenciamos todo o processo de execução, fornecendo suporte para o exportador”, afirma o diretor presidente do Tecon Rio Grande.  A localização do terminal, próxima a florestas de pinus e eucalipto, também foi um importante diferencial para atração das cargas, de acordo com Bertinetti.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data :14/07/2017

PORTO DE ITAJAÍ RETOMA OBRAS QUE VÃO PERMITIR ATRACAÇÃO DE MAIS NAVIOS
Publicado em 07/14/2017 as 03:14 PM


r /> A ordem de serviço para o início das obras de realinhamento e reforço do berço 3 e retomada dos trabalhos no berço 4 foi assinada nesta terça-feira, 11. A liberação de R$ 18 milhões liberados pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação (MT) no último dia 19 de junho possibilitou a retomada das obras, paralisadas há um ano. As obras vão beneficiar toda a cadeia logística da região, O porto terá condições de receber mais atracações, contribuindo para melhorar a economia de Santa Catarina.

Com 90% da obra concluída e paralisada em maio de 2016, os trabalhos do berço 3 devem começar em 30 dias e tem previsão de entrega em novembro. O berço 4, com 50% prontos, será entregue em maio de 2018. A empreiteira responsável pelo contrato é a Serveng Engenharia. Para execução dos serviços, serão utilizados dois flutuantes, um rebocador, um guindaste 250 toneladas e outro de 75 toneladas. No período de 120 dias também serão realizados estudos de perfuração de lajes no berço 4.

DRAGAGEM – Em janeiro, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, participou da assinatura do contrato de R$ 38 milhões para a dragagem do Porto de Itajaí (SC). A dragagem vai a restabelecer a capacidade operacional do porto para a profundidade normal de 14 metros e oferecer condições irrestritas de navegabilidade e operação para navios de até 300 metros de comprimento.

A execução da obra compreende os canais externo e interno, bacia de evolução e demais serviços e operações necessárias para readequação da geometria do canal de acesso aquaviário do porto.

Em maio, a draga chinesa Xin Hai Niu iniciou o desassoreamento do Rio Itajaí-açu para restabelecer a profundidade de 14 metros. Até outubro, serão dragados cerca de quatro milhões de metros cúbicos de sedimentos para recuperar o calado perdido durante as fortes chuvas de 2015.

*Com informações do Porto de Itajaí

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil
Fonte : Portal Portos e Navios
Data :14/07/2017

PORTO DO PECÉM: MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS PERMANECE CRESCENDO EM RITMO ACELERADO
Publicado em 07/14/2017 as 03:14 PM

O resultado dos seis primeiros meses de movimentação através do Porto do Pecém alcançaram as expectativas. O incremento foi de 79% em relação ao mesmo período de 2016. Ao todo, 7.657.040 toneladas foram importadas (5.750.667 t) e exportadas (1.906.373 t). Em relação à natureza de carga, o granel sólido continua sendo a de maior relevância, representando 58% do total de produtos movimentados por Pecém, seguido da carga geral solta (21%), carga conteinerizada (14%) e do granel líquido (7%).

Quando nos referimos a tipo de navegação, apesar de Pecém ser predominantemente importador, todas as categorias apresentaram crescimento. No que se refere a longo curso, na importação o incremento foi de 21%, e os principais destaques são o carvão mineral (2.472.753 t), gás natural (409.948 t), produtos siderúrgicos (142.737 t), pedras calcárias (55.032 t), coque de petróleo (50.132 t), enquanto as exportações cresceram 529%, destacando-se as placas de aço (1.276.192 t), gás natural (100.593t), plásticos e suas obras (39.817 t), frutas (37.364 t), água de coco (24.474 t), granito (9.585 t) e calçados (7.336 t).

A cabotagem, movimentação entre portos brasileiros, também cresceu. As 2.741.718 toneladas de produtos que o Porto do Pecém enviou e recebeu apresentou um incremento de 115% e, hoje representa 36% do total movimentado através do Porto do Pecém.

Safra de frutas

A safra de frutas 2017/2018 começa em agosto e o Porto do Pecém, também conhecido como maior exportador de frutas frescas do país, já apresenta crescimento. Até junho, de acordo com o presidente de Cearáportos, Danilo Serpa, o aumento foi de 26% TEUs. "Este ano o resultado será ainda melhor, visto que contaremos com uma nova linha da MSC que irá atender o Norte da Europa, mais uma opção para os nossos clientes", destaca.

Segundo Serpa, a expectativa é de que 2017 seja finalizado com cerca de 14 milhões de toneladas movimentadas, "Esses números são resultado do apoio do Governador do Ceará, Camilo Santana, e do intenso trabalho de prospecção de novos negócios e investimentos para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém - CIPP", destaca.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data :14/07/2017

NOVOS SISTEMAS AMPLIAM CAPACIDADE DO SILO PÚBLICO DO PORTO DE PARANAGUÁ
Publicado em 07/14/2017 as 03:13 PM


r /> O silo público do Porto de Paranaguá terá sua capacidade ampliada a partir da próxima semana quando entram em operação dois novos sistemas de descarga de caminhões (Foto: Divulgação/APPA)

O silo público do Porto de Paranaguá terá sua capacidade ampliada a partir da próxima semana quando entram em operação dois novos sistemas de descarga de caminhões. Os sistemas possuem dois grandes tombadores de carga, os primeiros instalados em silos públicos do País. O investimento é de R$ 22,2 milhões.

Com a nova estrutura, o processo fica mais rápido e automatizado. A capacidade de descarga de caminhões vai praticamente dobrar, passando de 400 para cerca de 700 veículos por dia no silo público do porto.

“Este é mais um investimento que moderniza a estrutura do porto, que agora conta com processos ágeis em todas as suas etapas desde o agendamento do caminhão até o embarque do produto”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino

SISTEMAS

– O investimento consiste em duas balanças de entrada, dois tombadores de 26 metros de comprimento, uma nova moega e duas balanças de saída, além de sistemas de despoeiramento, correias transportadoras e dois elevadores de canecas para o despejo dos grãos.
Antigamente, o silo público operava com apenas duas moegas e em cada uma delas cerca de cinco caminhões poderiam descarregar simultaneamente. A operação nas moegas, no entanto, dura de 12 a 20 minutos, dependendo do tipo de grão descarregado.
Agora, além da estrutura antiga, que continua operando, os caminhões terão à disposição uma nova moega e os dois tombadores – neste caso, a operação de descarga dura cerca de oito minutos.

INVESTIMENTOS

– Desde 2011, os Portos do Paraná receberam o maior pacote de investimentos públicos da história. São cerca de R$ 624 milhões em novos equipamentos e obras de reestruturação.

Além dos novos tombadores, os shiploaders (carregadores de navios) foram trocados, o cais foi reformado, foram instaladas novas balanças de acesso ao cais e campanhas de dragagem foram realizadas no canal de acesso e nos berços de atracação.
Fonte : Jornal do Oeste
Data :14/07/2017

RECESSÃO BRASILEIRA ESTÁ PERTO DO FIM, DIZ FMI
Publicado em 07/14/2017 as 03:13 PM

O Globo - UCIANNE CARNEIRO lucianne.carneiro@oglobo.com.br

Relatório do Fundo ressalta, porém, que incerteza política pode atrapalhar

Em seu relatório anual sobre a economia brasileira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a recessão brasileira parece estar próxima do fim, mas que o avanço da incerteza política pode comprometer o cenário. A avaliação é que há muitos sinais de estabilização da economia, mas que está mais incerta a capacidade de o governo concluir a reforma da Previdência, necessária para a sustentabilidade fiscal. O documento ainda reduz a projeção para o crescimento da economia em 2018 para 1,3%, ante a estimativa de abril de 1,7%, e eleva a expectativa para este ano de 0,2% para 0,3%.

“Embora o fim da recessão pareça estar à vista, um recente aumento da incerteza política trouxe uma sombra ao cenário. A habilidade de o governo promover a reforma da Previdência — passo necessário para assegurar a estabilidade fiscal — ficou mais incerta e, com as eleições de 2018, a janela para a ação legislativa está se fechando”, afirmou o relatório, divulgado ontem.

As projeções do Fundo para o desempenho da economia brasileira consideram um cenário de aprovação de “um conjunto suficientemente forte de medidas” que possam assegurar a sustentabilidade fiscal, o que inclui a reforma da Previdência. A estimativa do FMI é de uma “recuperação moderada”, com aumento de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano — ante 0,2% anteriormente — e de 1,3% em 2018 — abaixo do 1,7% previsto antes. A médio prazo, o crescimento atingiria 2%.

O cenário leva em consideração que serão aprovadas mudanças de algum tipo na Previdência até o ano que vem, mas também incorpora algum risco de saída do presidente Michel Temer, já que o documento foi concluído com as informações disponíveis até 20 de junho. A visita da equipe do FMI ao Brasil para a elaboração do estudo terminou pouco depois da divulgação da delação de Joesley Batista, da JBS, envolvendo Temer.

CENÁRIO APRESENTA DÚVIDAS

Por trás das revisões do FMI para o desempenho do PIB brasileiro, há duas razões. De um lado, a incerteza política compromete as decisões de investimentos e consumo. Do outro, há a interpretação de que, apesar de um crescimento maior do que o esperado no primeiro trimestre, seu perfil deixa dúvidas sobre o movimento seguinte. A leitura é que o resultado se deveu muito mais ao agronegócio e que investimentos e consumo permanecem fracos.
“Instabilidade política e desdobramentos da investigação de corrupção são grandes fontes de risco, que podem ameaçar a agenda de reformas e a recuperação. O principal risco político é que a reforma da Previdência seja diluída de forma severa ou adiada para o próximo governo, gerando uma reação adversa do mercado a curto prazo e exigindo medidas fiscais adicionais”, diz o documento.

A avaliação do FMI é que, quanto mais tempo demorar a aprovação da reforma da Previdência e quanto mais diluídas forem as mudanças, maior é a chance de uma reação mais forte do mercado.

A reforma trabalhista foi avaliada de forma positiva, especialmente por reduzir o excesso de processos na Justiça, mas também por trazer, a longo prazo, mais estímulos para a criação de empregos.

Apesar de se concentrar mais nos riscos internos, o FMI também citou os externos, como um aperto das condições financeiras globais e, com uma menor probabilidade, uma desaceleração significativa da China. A leitura, no entanto, é que esses riscos externos não são tão fortes.

O FMI ressaltou que assegurar a sustentabilidade fiscal é prioridade chave e que o governo está correto na sua estratégia. A situação da Previdência está em um “caminho insustentável”, segundo o FMI, e teria de ser solucionada mesmo que não houvesse um problema fiscal mais amplo. A despeito dos elogios ao teto de gastos, a interpretação dos diretores do FMI é que são necessários mais esforços para as metas fiscais serem atingidas:

“Diante dos desafios que a economia enfrenta, os diretores em geral apoiam o atual ritmo de ajuste fiscal, mas enfatizam que o esforço fiscal necessário terá de ser mais intenso à medida que a recuperação ocorra. Um arcabouço fiscal de médio prazo pode ajudar a clarear e atualizar o desenvolvimento de soluções duráveis em coordenação com os estados”.

A expectativa é que o pior momento da situação fiscal seja nos anos de 2022 e 2023, com um déficit de 9,3% do PIB, para só depois começar a desacelerar. O cálculo do FMI, no entanto, é feito por uma fórmula diferente da adotada pelo governo brasileiro.

O documento aponta que a política monetária tem sido “calibrada de forma apropriada” e sugere que se dê continuidade à redução das taxas de juros.

RIO: OUTRO PACOTE DE AJUDA

O Fundo dedicou parte do relatório a dois estados com a pior situação fiscal do país: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo o FMI, o pacote de ajuda acertado com o governo federal em janeiro não bastará para estabilizar as finanças do Rio: “Sem reformas para limitar o crescimento estrutural de salários e aposentadorias, permanecerá um grande déficit fiscal, e um novo pacote (de ajuda) será necessário em 2020.”

Sobre o Rio Grande do Sul, um empréstimo de curto prazo pode equilibrar as contas. Mesmo assim, diz o FMI, são necessários ajustes de longo prazo para garantir a sustentabilidade das finanças do estado.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :14/07/2017

MAIS TRANSPARÊNCIA COM NOVA TAXA DO BNDES
Publicado em 07/14/2017 as 03:12 PM

O Globo - ANIELLE NOGUEIRA danielle.nogueira@oglobo.com.br

Para economistas, com TLP, sociedade terá direito de decidir quem deve obter crédito mais barato

“Tem que estar escrito lá que o subsídio vai custar X milhões de reais. E que o Tesouro vai pagar isso, ou seja, todos nós. Por isso, o fórum mais apropriado para essa discussão é o Congresso. Não deve ser decisão de um burocrata do BNDES” Alexandre Schwartsman Ex-diretor do Banco Central “O que a Lava-Jato mostrou é que muitas das empresas beneficiadas (por empréstimos do BNDES) tinham proximidade com o governo” Gil Castelo Branco Fundador da ONG Contas Abertas “Como o empresário vai conseguir um empréstimo no banco a um juro próximo ao de mercado, o custo do projeto terá que ser compatível com seu retorno. Os maus projetos não vão vingar” Aloisio Araújo Economista da FGV

A possibilidade de mudança na taxa dos empréstimos do BNDES — para a chamada Taxa de Longo Prazo (TLP) — abriu um debate sobre se o crédito do banco ficará mais caro e se inviabilizará projetos de longo prazo, uma vez que a alteração vai reduzir o subsídio nas operações do banco. Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que a discussão vai além: por trás daquelas três letras, dizem, está a chance de o país tornar mais transparente e democrática a decisão de quem deve receber a subvenção, elevar a produtividade da economia e abrir espaço para a queda estrutural da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 10,25% ao ano.



Há dois tipos de subsídios embutidos em operações de crédito do BNDES. Os implícitos consistem na diferença entre o custo de captação do Tesouro Nacional e o custo de captação do BNDES, que é a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7% ao ano. Como o Tesouro empresta dinheiro para o banco, para que ele empreste a seus clientes a um custo inferior ao que ele capta no mercado, há um subsídio implícito nessa transação. A operação é tratada como um empréstimo, que não passa pelo Orçamento e tem impacto apenas sobre o endividamento. Em 2016, o custo desse subsídio para o governo federal foi de R$ 29 bilhões. O valor é equivalente ao previsto no projeto de Orçamento de 2017 para o Bolsa Família.

MAIS DO QUE O PREVISTO PARA EDUCAÇÃO

Há também os subsídios explícitos, aqueles que são lançados no Orçamento porque são tratados como despesa: o Tesouro arca com a diferença entre a taxa de mercado e o juro do empréstimo, é como se depositasse o dinheiro para o BNDES. É o caso do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), inaugurado em 2009 no bojo da crise econômica global, que chegou a ter juro de 2% ao ano. Em 2016, o subsídio explícito custou aos cofres públicos R$ 9 bilhões, segundo o Tesouro.

Só no ano passado, a subvenção total nos empréstimos do banco somou R$ 38 bilhões — mais do que todo o montante previsto no projeto de Orçamento de 2017 para a Educação, que era de R$ 33,7 bilhões, sem contabilizar pessoal.

A mudança na taxa de referência dos empréstimos do BNDES, como prevê a medida provisória (MP) 777, em tramitação no Congresso, deve fazer com que aquele primeiro tipo de subsídio praticamente acabe, dizem economistas. Isso porque o crédito do banco passaria a ser com base na nova TLP, que nada mais é que o custo de captação do Tesouro de cinco anos (a NTN-B) mais a inflação, superior aos 7% da TJLP atuais. Se a MP for aprovada, haverá uma transição gradual de cinco anos, até que a nova taxa — que inicialmente será igualada à TJLP — esteja valendo plenamente.

— Isso vai promover uma melhora institucional. A decisão de conceder ou não o subsídio tem que estar refletida no orçamento. Tem que estar escrito lá que o subsídio vai custar x milhões de reais. E que o Tesouro vai pagar isso, ou seja, todos nós. Por isso, o fórum mais apropriado para essa discussão é o Congresso. Não deve ser uma decisão de um burocrata do BNDES — afirma o ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman. — Vai ter mais lobby? Vai. Mas será um lobby às claras. A discussão será mais política do que técnica? Sim, mas não vejo problema nisso. Nós elegemos os parlamentares e temos de ter respeito pelas instituições.

Nos últimos anos, o BNDES foi duramente criticado por ter concedido empréstimos ou apoiado grupos por meio de compra de participações acionárias com o objetivo de formar os chamados “campeões nacionais”, empresas brasileiras capazes de competir internacionalmente. É o caso da JBS, cujas operações com o banco estão sob investigação da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

— O Brasil passa por uma crise fiscal. É o momento ideal para trazer esse debate à tona. São recursos públicos, logo, deve ser claro como é feito o uso dele. O BNDES disponibiliza as condições de financiamento de várias operações em seu site, mas não fica claro o porquê de um projeto receber crédito subsidiado, e outro, não. O que a Lava-Jato mostrou é que muitas das empresas beneficiadas tinham proximidade com o governo — diz Gil Castelo Branco, fundador da ONG Contas Abertas.

Além do efeito sobre a democratização da decisão de quem deve ou não ser beneficiado com subsídios, a TLP tem implicações positivas para a transparência das contas públicas, na avaliação de Schwartsman. Hoje, o subsídio implícito eleva a dívida bruta do governo federal, mas não afeta o resultado primário (diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo a economia para pagar juros). Assim, acabam “mascarando” as finanças públicas, diz o economista. O subsídio que é lançado no orçamento é contabilizado como gasto do governo.

Para o economista Aloisio Araújo, da FGV, a mudança nas taxas do BNDES vai promover aumento da produtividade .

— Como o empresário vai conseguir um empréstimo no banco a um juro próximo ao de mercado, o custo do projeto terá que ser compatível com seu retorno. Os maus projetos não vão vingar. E isso é importante para o bem de todos, pois deixarão de consumir recursos públicos, que são escassos — afirmou Araújo, ressaltando que o BNDES faz análise criteriosa de projetos.

Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do BC, aponta, ainda, a possibilidade de a TLP contribuir para o fortalecimento do mercado de capitais, já que o crédito subsidiado seria reduzido. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que isso aconteceu no primeiro semestre. As captações de empresas com emissões de ações e títulos de dívida aumentaram 30% em relação a igual período de 2016, num momento em que o BNDES tirou o pé do freio na concessão de financiamentos. Figueiredo frisa que a mudança nas taxas do banco podem tornar a política monetária “mais potente”:

— Se uma parte da sociedade tem acesso a juro baixo, a outra parte tem acesso a juro alto. Esse segmento que tem acesso a crédito a juros baixos é insensível à política monetária. Por isso, para controlar a inflação, a dose de remédio do BC tem que ser muito mais alta. Com a TLP, haverá espaço para a queda estrutural dos juros.

O economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, discorda. Para ele, a suposição de que a taxa de juros vai cair com a redução do subsídio pressupõe que a pressão sobre a inflação no Brasil é de demanda. Ele avalia que, com o crédito subsidiado, as empresas poderão investir mais e, assim ampliar a oferta de produtos e serviços. Com mais oferta, os preços tendem a cair, pressionando a inflação para baixo, argumenta:

— A TJLP é uma muleta necessária para atravessarmos esse período de crise — afirma Lacerda, que participou de audiência pública em Brasília esta semana para debater a MP 777.

‘EMPRESÁRIO VIVE CRISE DE ABSTINÊNCIA’

O economista questiona, ainda, o conceito de subsídio. Para ele, esta ideia está relacionada à prática de taxas de juros no Brasil inferiores à média internacional, o que não seria o caso da TJLP. Aponta também que, no cálculo do custo do subsídio, não está contabilizado o efeito multiplicador da contratação de fornecedores pela empresa que obteve o empréstimo subsidiado, o que eleva a arrecadação do governo. Tampouco estão no cálculo os dividendo pagos pelo BNDES ao governo federal, seu controlador.

Sergio Lazzarini, professor do Insper e autor do livro “Capitalismo de laços”, que aborda a relação entre Estado e o empresariado nacional, ressalta que os empresários estão mal acostumados:

— Estão em crise de abstinência. Era tanto capital público à vontade... Com a possível mudança nas taxas do BNDES, os setores menos produtivos vão sentir mais. Mas é o caminho que temos que seguir. Da forma como está, não é sustentável.

Os economistas não são contra o subsídio, desde que se entenda que o setor apoiado trará benefícios para a sociedade. Seria o caso de projetos de energia verde ou equipamentos para laboratórios em escolas. Mas esses setores teriam de disputar os recursos do Orçamento, ao lado de escolas e saneamento.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :14/07/2017

SEMINÁRIO PROPÕE INTENSIFICAR USO DAS HIDROVIAS NA INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL
Publicado em 07/14/2017 as 03:12 PM

Apesar de contar com grandes bacias hidrográficas, o Brasil pouco utiliza os rios para transporte de cargas e pessoas se comparado com países vizinhos como Paraguai, Argentina e Uruguai. Intensificar o uso das hidrovias na integração da América do Sul é o principal objetivo do Seminário Internacional “Hidrovias do Mercosul” realizado nesta quinta-feira (13) na Câmara dos Deputados.

Durante o evento, promovido em conjunto pela Comissão de Viação de Transportes da Câmara e pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, afirmou que o uso do modal hidroviário no Brasil é irrisório e se limita a poucos produtos. Minério de Ferro e manganês respondem, por exemplo, por quase 90% das cargas transportadas na Hidrovia Paraguai-Paraná.

Segundo ele, o volume de cargas no trecho chegou a 7 milhões de toneladas em 2014, mas caiu para apenas 3 milhões de toneladas em 2016. Hoje, 9 em cada 10 embarcações que navegam na hidrovia têm bandeira paraguaia.

– Precisamos redefinir a política para as hidrovias para fomentar o uso desse tipo de transporte. É um caminho para o escoamento de grãos e outros produtos – afirmou.

Há dez anos, o Brasil contava com 500 embarcações que faziam  transporte hidroviário. Hoje, apenas 51 estão registradas na Antaq. O número é ainda mais preocupante quando comparado com os países vizinhos, segundo o diretor da Antaq. Paraguai tem 1910 embarcações hidroviárias, enquanto que a Argentina conta com 850, Uruguai, 298, e a Bolívia, 333.

– A posição do Brasil incomoda. Entendemos que a hidrovia tem que ser um eixo de desenvolvimento dos países – disse.

Torarski observou que o custo logístico é muito maior ao enviar um contêiner do Mato Grosso para a Argentina por meio do Porto de Santos, passando por rodovias, do que seria por transporte fluvial.

De acordo com o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, Erick Moura Medeiros, o governo trabalha na dragagem e sinalização de hidrovias e avalia a possibilidade de transferir a operação de alguns trechos à iniciativa privada, por meio de concessão. Incentivar o transporte aquavirário é uma preocupação do Ministério dos Transportes, garante.

A senadora paraguaia Mirtha Melgarejo e os deputados José Stédile (PSB-RS) e Hugo Leal (PSB-RJ) destacaram a importância estratégica das hidrovias para facilitar o comércio entre os países do continente.

– Precisamos de investimentos para transformar essas hidrovias efetivamente em uma política de integração – assinalou Leal.
Fonte : Agência Senado - DF
Data : 14/07/2017

PROJEÇÃO DO GOVERNO PARA O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO DO CAMPO RECUA PARA R$ 536 BI
Publicado em 07/14/2017 as 03:12 PM

O Ministério da Agricultura reduziu sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2017. Sobretudo em virtude de correções para baixo em cálculos para cana, soja e milho, derivadas da deterioração de preços, e para as carnes bovina e de frango, que enfrentam conjuntura adversa no mercado doméstico, os técnicos do departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Pasta passaram a estimar o VBP em R$ 536 bilhões, R$ 7,3 bilhões a menos que o divulgado em junho mas montante, ainda recorde, 3,3% superior ao do ano passado.

De acordo com levantamento divulgado ontem, o VBP dos 21 produtos agrícolas que fazem parte da pesquisa foi redimensionado para R$ 367,6 bilhões em 2017, R$ 8,7 bilhões abaixo do estimado no mês passado mas resultado 9,8% maior que o de 2016. Independentemente das projeções mais baixas que as divulgadas em junho, o total agrícola continua puxado pela soja (R$ 115,6 bilhões, aumento de 1,9%), pela cana (R$ 73,7 bilhões, alta de 46,8%) e pelo milho (R$ 49,1 bilhões, alta de 20,7%).

Para o VBP dos cinco principais produtos da pecuária brasileira, a previsão do ministério recuou para R$ 168,4 bilhões, ante os R$ 170 bilhões estimados em março e os R$ 179,2 bilhões de 2016. No grupo, a liderança segue com os bovinos (R$ 66,6 bilhões, queda de 6,5% na comparação com a estimativa do ano passado), seguidos por frango (R$ 48 bilhões, baixa de 10,5% na mesma comparação) e leite (R$ 28 bilhões, aumento de 4,7%).
Na divisão do VBP por regiões do país, o Centro-Oeste, graças aos grãos, tende a liderar o VBP agrícola, com R$ 101,6 bilhões em 2017, 1,4% mais que no ano passado. Em seguida aparecem Sudeste (94,6 bilhões, queda de 1,1%) e Sul (R$ 85,6 bilhões, baixa de 5,6%). No ranking regional da pecuária a liderança deverá ficar com o Sul (R$ 56,9 bilhões, retração de 6,1%), seguido por Sudeste (R$ 42,3 bilhões, queda de 5,4%).
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 14/07/2017

‘PROFUNDA RECESSÃO DO BRASIL PARECE PRÓXIMA DO FIM’, DIZ RELATÓRIO DO FMI
Publicado em 07/14/2017 as 03:12 PM

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que o Brasil está saindo da recessão e terá uma expansão de 0,3% no PIB este ano. A expectativa é um pouco melhor do que a anterior, realizada em abril, quando a instituição estimou em 0,2% o crescimento da economia brasileira. “A profunda recessão do Brasil parece estar próxima do fim”, informou o FMI no relatório conhecido como artigo IV por ser este o capítulo do estatuto da instituição que prevê a realização de um diagnóstico da economia dos países membros.

Para 2018, a expectativa é a de que o PIB brasileiro chegue a 1,3%. Esse número é menor do que o previsto em abril, quando o FMI estimou a recuperação da economia em 1,7%.

O relatório sobre a economia brasileira foi realizado após visitas da equipe do FMI ao país entre 8 e 19 de maio passado. O Fundo considerou os efeitos da delação da JBS e a crise política que o país está atravessando, mas avaliou que as reformas econômicas estão caminhando no Congresso.

A expectativa da instituição é a de que a reforma da Previdência seja aprovada em algum momento até 2018. O FMI não estimou um prazo específico para tanto, mas advertiu que a trajetória dos gastos continua se elevando. Por outro lado, o ajuste fiscal proposto pelo governo foi visto como positivo.

“A recessão que foi desencadeada por desequilíbrios macroeconômicos e perda de confiança, foi exacerbada pela queda no comércio, condições financeiras mais apertadas e pela crise política”, diz o relatório. “Com o apoio do Congresso e do mercado, o novo governo perseguiu uma ambiciosa agenda de reformas”, continuou o documento. A reforma mais importante, na visão do FMI, é a da Previdência e o maior risco é justamente o de ela ser diluída ou atrasada para ser concluída após 2019.

“A instabilidade política e os efeitos de contágio das investigações de corrupção são as maiores fontes de riscos que podem ameaçar a agenda de reformas e a recuperação”, advertiu o FMI.

A delação da JBS fez com que o Fundo elevasse os fatores de risco doméstico na avaliação da economia brasileira. A incerteza política gerada pela delação foi incorporada no relatório pelos técnicos, apesar de a empresa não ter sido mencionada no documento, que foi divulgado ontem.

Quanto aos riscos externos ao Brasil, o Fundo avaliou que uma desaceleração chinesa seria prejudicial ao país, assim como o advento de condições financeiras mais apertadas por parte do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. No entanto, com o aumento gradual dos juros americanos, dentro de um ritmo esperado pelo mercado, esse risco não está se mostrando latente, diz o texto.

O pequeno aumento na previsão do PIB brasileiro pelo FMI foi realizado devido a algumas condições melhores na agricultura e na indústria. O Fundo não viu ainda uma recuperação efetiva no consumo nem na criação de empregos, mas acredita que o país está criando condições para tanto. Outro fator positivo está nos índices de inflação, que estão baixos, o que permite ao Banco Central reduzir a taxa básica de juros e, com isso, fornecer um ambiente melhor para a realização de investimentos.

O FMI considerou bastante positiva a aprovação da reforma trabalhista pelo Congresso. Na avaliação de técnicos da instituição, as novas regras para contratação vão reduzir os custos das empresas, diminuir os recursos à Justiça e os conflitos entre os trabalhadores e empregadores. Ao fim, o FMI entende que os negócios vão se tornar menos onerosos no Brasil, o que deverá impulsionar a criação de empregos.

Na visão dos técnicos, a reforma trabalhista fará com que a economia possa crescer em bases sustentáveis. Essa avaliação, no entanto, não foi acrescida no relatório que o Fundo divulgou sobre o Brasil, ontem, pois o documento foi feito com base em fatos anteriores à aprovação da reforma pelo Senado nessa semana.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 14/07/2017

QUEDA DE INFLAÇÃO NO BRASIL E EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
Publicado em 07/14/2017 as 03:11 PM

Guilherme Martins e Laura Pitta



A recessão no Brasil começou com características de um choque de oferta: deterioração da atividade econômica junto com pressões inflacionárias. Em 2015, o PIB recuou 3,8% e a inflação voltou para dois dígitos, atingindo 10,7%. Tanto a inflação quanto o PIB foram, entre outros fatores, afetados por ajustes de preços relativos (câmbio e preços administrados) que refletiram desalinhamentos acumulados até 2014, fruto das intervenções realizadas pelo governo Rousseff.

A partir do segundo semestre de 2016, a recessão passou a ter características de um choque de demanda. A contração do PIB e a alta do desemprego continuaram, mas a inflação passou a desacelerar rapidamente. Em 2016, a inflação encerrou o ano dentro do intervalo na meta de inflação, enquanto o PIB teve outra queda maior do que 3%.

Três fatores contribuíram para a transformação da recessão brasileira de ser típica de um choque de oferta para uma de demanda. Primeiro, os ajustes dos preços relativos terminaram. Segundo, a política econômica passou a buscar uma agenda de reformas, em particular, as fiscais, contribuindo para estabilizar a taxa de câmbio e reduzir o risco de pressões inflacionárias adicionais derivadas de repasse cambial. E, por último, o Banco Central, ao longo do segundo semestre de 2016, ancorou as expectativas de inflação na meta de 4,5% antes de iniciar cortes mais rápidos de juros esse ano. Com as expectativas ancoradas, o elevado hiato do produto passou a exercer papel predominante no processo de formação de preços e contribuiu para a queda acentuada da inflação.

Em uma recessão de demanda, em particular tão profunda quanto a brasileira, a inflação tende a cair bastante abaixo da meta. De fato, no Itaú, projetamos que o IPCA irá atingir um mínimo de 2,5% em agosto e irá encerrar 2017 em 3,3%, 1,2 pontos percentuais abaixo da meta de 4,5%.

Essa queda acentuada do IPCA no Brasil chama a atenção, e é atípica em nossa experiência, mas olhando evidências internacionais constatamos que esse movimento é normal em países que tiveram queda intensa do PIB. De acordo com a nossa amostra, depois do início da recessão, a inflação inicia uma trajetória de queda e alcança o valor mínimo após 25 meses, ficando por volta de 45% abaixo da meta de inflação estabelecida e continua por volta de 20% abaixo da meta nos meses seguintes. Essa forte queda da inflação é verificada tanto em países emergentes quanto em desenvolvidos.

No entanto, o ritmo de queda difere entre os dois grupos. Nos países emergentes, a inflação tende a ter um ritmo mais devagar de queda, provavelmente diante de choques de oferta que impactam a economia durante a recessão, como a depreciação da taxa de câmbio. Em economias desenvolvidas, por outro lado, o ritmo de queda da inflação é muito mais rápido. O comportamento atual da IPCA no Brasil está em linha com o comportamento nos demais países.

Consideramos alguns motivos para inflação ficar significativamente abaixo da meta em recessões profundas.

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Se o BC reduzir os juros para 7,5% até o fim de 2018, vai representar uma taxa de juros real em torno de 3,5%

Há uma defasagem da resposta da política econômica ao choque. Isso ocorre tanto por uma possível demora dos bancos centrais em terem um diagnóstico da magnitude choque, assim como devido a defasagens, bem documentadas na literatura econômica, na resposta da economia à redução dos juros.

Além disso, os bancos centrais lidam não apenas com cenário base, mas também com o balanço de riscos. Em muitos casos, as incertezas exigem cautela e reduzem o escopo para a adoção de políticas rápidas de redução de juros. Essa cautela é justificável e garante uma queda de juros mais segura à medida que choques não se materializam e/ou não revertem a trajetória de queda da inflação. A experiência brasileira, onde o banco central pôde continuar com corte de 1 p.p. na taxa Selic mesmo diante de um novo aumento da incerteza política, exemplifica como a cautela da autoridade monetária diante de riscos pode permitir uma continuidade sustentável do processo de flexibilização monetária.

Vale ressaltar também, que inflação abaixo da meta é típica de regimes de metas de inflação flexíveis, como o brasileiro. Nesses regimes, a inflação tende a ficar abaixo da meta estabelecida durante recessões e acima durante expansões. Aberrante teria sido se o banco central tivesse permitido que a inflação permanecesse acima da meta, mesmo em ambiente altamente recessivo.

Finalmente, a dificuldade que alguns bancos centrais enfrentaram ao levar as taxas de juros para perto de 0% não parece ser o principal motivo de a inflação ficar bem abaixo da meta durante as recessões. Primeiro, os bancos centrais utilizaram outros instrumentos para estimular a economia. Segundo, mesmo em países que não atingiram juros perto de 0%, a forte queda da inflação ocorreu do mesmo jeito, como na maioria dos países emergentes. Na Hungria, por exemplo, o PIB recuou 4,3%, a inflação ficou 100% abaixo da meta (3%) e o mínimo da taxa de política monetária alcançada foi de 1,4% na recessão que começou em 2012.

Por último, é importante ressaltar que, em recessões de demanda, com inflação significativamente abaixo de meta e o desemprego alto, a estratégia de política monetária recomenda levar os juros para abaixo do neutro estrutural. A experiência internacional ratifica esse ponto. No Brasil, as estimativas usuais de taxa de juros estrutural se encontram em torno de 5%-5.5%. No Itaú, esperamos que o Banco Central reduza os juros para 7,5% até o fim de 2018, o que irá representar uma taxa de juros real em torno de 3,5% – desde que as dificuldades enfrentadas pela agenda de reformas não ocasionem novo processo de depreciação cambial, o que poderia causar nova mutação do processo inflacionário

Guilherme Martins e Laura Pitta são economistas do Itaú.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 14/07/2017

ANTAQ PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE HIDROVIAS DO MERCOSUL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Publicado em 07/14/2017 as 03:11 PM


Diretor-geral da ANTAQ destacou a Hidrovia Paraguai-Paraná em sua apresentação

Tokarski: Hidrovia Paraguai-Paraná é importante para a logística do Mercosul

O diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, participou, nesta quinta-feira (13), do Seminário Internacional “Hidrovias do Mercosul”, que aconteceu na Câmara dos Deputados. Tokarski destacou a Hidrovia Paraguai-Paraná como ferramenta estratégica para a integração do bloco econômico. A via internacional corta o coração da América do Sul. Parte do centro-oeste brasileiro e passa pela Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, até desaguar no Oceano Atlântico.

O diretor-geral explicou que a navegação fluvial na hidrovia é regida pelo Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai-Paraná, assinado em 1992 e internalizado pelo Brasil por intermédio do Decreto no 2.716/98. “O acordo prevê a eliminação de todos os entraves e restrições administrativas, regulamentares e de procedimento para desenvolver o comércio e uma atividade fluvial eficiente, além de reafirmar o princípio da livre navegação nos rios”, citou Tokarski.

A partir de um estudo da prática regulatória, vantagens competitivas e oferta e demanda de carga, constatou-se que o volume de cargas de origem brasileira tem variado significativamente na Paraguai-Paraná:

2010 – 3,9 milhões de toneladas
2011 – 5,5 milhões de toneladas
2012 – 4,4 milhões de toneladas
2013 – 6 milhões de toneladas
2014 – 7,1 milhões de toneladas
2015 – 4,5 milhões de toneladas
2016 – 3,3 milhões de toneladas

Outra constatação é que, no trecho brasileiro, a carga transportada tem origem no Brasil e é composta, majoritariamente, por granéis minerais: minério de ferro (87,6%), manganês (11,4%) e outros produtos.

Para entender ainda mais a dinâmica da Hidrovia Paraguai-Paraná, em fevereiro de 2015, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a ANTAQ e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para a elaboração do estudo. Entre os objetivos do estudo, estão: fomentar o uso e o desenvolvimento da hidrovia; e constituir uma base de dados para o desenvolvimento de estudos de eixos estratégicos.

O estudo está com pesquisas em andamento com foco no mercado, onde estarão informações definitivas sobre os perfis exportador e importador, principais produtos, frota do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, entre outros dados.



Autoridades debatem como desenvolver as hidrovias do Mercosul

Entretanto, já há informações concluídas, como as condições gerais de navegação. Por exemplo, no trecho Corumbá (MS) e Assunção, a extensão é de 1.132km, o rio utilizado é o Paraguai e a profundidade mínima do canal navegável é de 3 a 3,20m.

Outro ponto destacado pelo diretor-geral da ANTAQ esteve relacionado à caracterização geográfica ambiental: “Em relação às unidades de conservação, existem no eixo da Hidrovia Paraguai-Paraná cerca de 460 unidades com algum grau de proteção, contemplando uma área aproximada de 410 mil quilômetros quadrados de superfície”, informou Tokarski, destacando que haverá seminários para a apresentação dos resultados finais do estudo.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 13/07/2017

SANTOS EXPORTA 87% DO CAFÉ BRASILEIRO NO PRIMEIRO SEMESTRE
Publicado em 07/14/2017 as 03:11 PM

12,9 mi de sacas foram embarcadas no complexo nos seis primeiros meses do ano
FERNANDA BALBINO 13/07/2017 - 13:23 - Atualizado em 13/07/2017 - 13:52


Café exportado no País chegou a 19,4 milhões de toneladas entre janeiro e junho (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Porto de Santos foi responsável por 87,1% das exportações de café brasileiro no primeiro semestre deste ano. No total, foram embarcadas mais de 12,9 milhões de sacas de 60 quilos da commodity no complexo santista. Já o volume total exportado no País chegou a 19,4 milhões de toneladas no período.

As informações fazem parte do relatório divulgado ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O material aponta ainda que 188 navios transportaram o café do Brasil, uma média de 31 embarcações por mês. Já quando se analisa o transporte da commodity por contêineres, o volume é de 41.347 TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés).

Com relação às exportações brasileiras do produto, no primeiro semestre deste ano, houve um decréscimo de 8,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, a receita obtida com as vendas do produto no primeiro semestre deste ano registrou um aumento de 8,2%, chegando a US$ 2,6 bilhões.

No primeiro semestre, o preço médio do café foi de US$ 173,50, um incremento de 18,1% na comparação com mesmo período em 2016, quando a média foi de US$ 146,88.

“Vale destacar a evolução do segmento, que nitidamente fica cada vez mais estruturado para o futuro. O Cecafé vai continuar a atuar para aprimorar cada vez mais as sinergias entre todos os segmentos do agronegócio do café, tendo em vista o respeito e pleno atendimento das necessidades e exigências do consumidor final, nosso objetivo primordial”, destacou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Além de Santos, o porto do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 9,2% dos embarques, cerca de 1,3 milhão de sacas. Já Paranaguá (PR) surge na terceira posição, com o escoamento de 229.914 sacas, o equivalente a 1,5% do café brasileiro.

Safra
No ano safra, que começou em julho do ano passado e terminou em junho último, o Brasil exportou cerca de 32,9 milhões de sacas de café. Como resultado, a receita obtida foi de US$ 5,6 bilhões, acréscimo de 5% em relação ao período anterior.

“Se somarmos esse volume às cerca de 20 milhões de sacas para consumo interno, temos um total de 53 milhões de sacas de café brasileiro, o equivalente a um terço do consumo total mundial. Neste momento, nossa atenção se volta para a entrada da safra 2017-2018, que deve recuperar a normalidade de performance do Brasil, principalmente ao longo dos próximos seis meses”, acrescenta

Os cafés diferenciados (especiais ou gourmet) atingiram 4,8 milhões de sacas no ano safra. Já no acumulado do ano civil, entre de janeiro e junho de 2017, esses cafés registraram 2,1 milhões de sacas.

Destinos
Neste período, os Estados Unidos mantiveram a liderança do consumo do café brasileiro com a compra de 6,4 milhões de sacas, correspondendo a 19,5% do total. Na sequência, a Alemanha aparece com 5,8 milhões de sacas importadas, o equivalente a 17,9% do produto exportado.

A lista ainda conta com a Itália, que adquiriu com 2,9 milhões de sacas do café brasileiro, 9,1% do total, com o Japão com 2,3 milhões de sacas compradas (7,1%), e Bélgica com 1,9 milhão de sacas (5,9%).
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :13/07/2017

PORTO - ITAPOÁ REGISTRA RECORDE EM JUNHO
Publicado em 07/14/2017 as 03:11 PM

O Porto Itapoá (SC), que é o sexto maior terminal do País, registrou a maior movimentação de contêineres em um único mês. Foram 34 mil unidades movimentadas em junho.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :14/07/2017

MERCADO REGIONAL – PORTO - FÉRIAS NA EMBRAPORT
Publicado em 07/14/2017 as 03:11 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercado regionalatribuna.com.br

A Embraport, instalada na Margem Esquerda do Porto de Santos, realiza, pelo quarto ano consecutivo, hoje e nos próximos dias 20, 21 e 26, o evento Férias na Embraport, voltado aos filhos dos colaboradores com faixa etária de 6 a 12 anos.

A ação risa ampliar a percepção dos filhos sobre a profissão dos país, além de possibilitar a aproximação entre os familiares dos funcionários e a empresa. No terminal, assistem a uma apresentação sobre o funcionamento do porto, os tipos de cargas movimentadas e os equipamentos utilizados na operação.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :14/07/2017

EM 15 DIAS, PORTO DE SANTOS PERDE R$ 73 MI COM REDUÇÃO DE CALADO
Publicado em 07/14/2017 as 03:10 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Pelo menos 10 mil contêineres deixaram de ser transportados por conta das limitações de profundidade no canal

Pelo menos 10 mil contêineres deixaram de ser carregados em navios que passaram pelo Porto de Santos desde a redução do calado operacional (fundura máxima que as embarcações podem atingir quando totalmente carregadas) do cais santista, há duas semanas. Com isso, os prejuízos já superaram a marca de US$ 23 milhões, o equivalente a R$ 73,8 milhões.

Até o último dia 30, o calado operacional do Porto de Santos era 13,2 metros. Mas, por contado assoreamento (deposição de sedimentos), no trecho 1 do canal de navegação, as autoridades portuária e marítima foram obrigadas a restringir a navegação para navios com até 12,3 metros de calado.

Uma semana depois, e após esforços de dragagem na região que vai da Barra de Santos até o Entreposto de Pesca, houve uma pequena recuperação da profundidade. Desde então, navios até 12,6 metros de calado estão autorizados a trafegar pelo canal de navegação.

A estimativa é dos prejuízos causados pela medida é do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sinda-mar), que leva em conta os conteineres que já estavam nos terminais e deixaram de ser embarcados.

Mas, segundo a entidade, os prejuízos podem ser ainda maiores, já que alguns armadores e exportadores não revelam o problema, por questões comerciais e estratégicas.

“Tivemos um navio que atracou em Itaguaí e Sepetiba e teve que efetuar 800 remoções para descarregar os contêineres de Santos, o que dobra o custo das despesas. Os navios de carga à granel, também, foram afetados e tiveram que reduzir os seus carregamentos”, destacou o diretor-executivo do Sindamar, José Roque.

Na última sexta-feira, após uma dragagem pontual, o calado passou de 12,3 metros para 12,6 metros. Mesmo assim, esses 30 centímetros não são suficientes para reduzir os prejuízos dos usuários do cais santista.

Segundo dados do Sindamar, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito contêineres. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 caixas metálicas ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

De acordo com Roque, por conta da passagem não prevista em outros portos, somam-se, ainda, custos extras com combustível, atracação, serviço de praticagem e rebocadores, onerando mais ainda as operações e elevando os prejuízos.

“Apesar dos elevados investimentos efetuados pelos armadores com novas gerações de navios maiores e modernos, pela limitação do calado, é necessário efetuar cortes nos carregamentos e rever as suas alocações de fechamentos de cargas, implicando em perda de receita do frete marítimo, bem como para os terminais”.

SOLUÇÃO
Para o representante das agências de navegação, o governo deveria investir em formas para garantir a continuidade da obra. Uma possibilidade apontada pelo executivo é a utilização do Fundo de Marinha Mercante para a aquisição de uma draga. Assim, a Autoridade Portuária ficaria livre de processos licitatórios para a contratação da dragagem.

“O Sindamar tem reclamado com frequência sobre a falta de autonomia no Porto de Santos, o que inibe qualquer ação dos gestores, já que as decisões estão centralizadas distantes do maior porto do Hemisfério Sul, e em muitas das vezes, sem o conhecimento dos problemas locais. Isso não se refere somente na dragagem, como também nos acessos terrestres e ferroviários”, destacou.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :14/07/2017

OPERAÇÃO DRAGA INVESTIGA FRAUDE EM DRAGAGEM DE ITAQUI
Publicado em 07/14/2017 as 03:10 PM

A Polícia Federal vasculhou, em São José dos Campos, a empresa Fotogeo e as residências de seus sócios.
DE SÃO PAULO

Já no Rio de Janeiro, o alvo é a empresa Jan de Nul. A suspeita é de que houve fraude na licitação para a contratação da dragagem do porto de Itaqui (MA).

Segundo a Polícia Federal, a obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui foi executada pela Empresa Jan de Nul de 18 de dezembro de 2014 a 13 de março de 2015, com o custo total de R$ 62.127.990,92. A fiscalização ficou a cargo da Empresa Fotogeo, com o custo de RS 1.528.658,36.

“A investigação teve início com as declarações de um ex-funcionário da Emap, empresa estadual que administra o Porto de Itaqui em São Luís. O ex-funcionário declarou que apesar de ocupar a função de gerente de Projetos, cargo no qual deveria acompanhar a execução da obra, o andamento da obra foi deliberadamente omitido do ex-funcionário, com o possível objetivo de ocultar fraudes afirmou a PF em nota.

“A responsabilidade pela execução dos contratos (execução da obra e fiscalização) coube ao coordenador de projetos, enquanto que o gestor do contrato foi o diretor de Engenharia da Emap. A fiscalização da execução da obra de dragagem se deu através do processo de bati-metria, que consiste na medição das profundidades dos mares e lagos por meio de referenciação por ultrassons”.

A PF afirma que “sem o processo de batimetria não é possível fiscalizar adequadamente a execução da obra, já que a análise envolve a topografia antes, durante e após a execução”. A realização do processo de bati-metria apenas após a execução, diz a investigação, não permite verificai- quantos metros cúbicos de sedimentos foram efetivamente dragados.

Segundo declarações do ex-funcionário e indícios colhidos durante a investigação, a Fotogeo não estava realizando a batimetria, mas apenas copiando os dados fornecidos pela própria empresa responsável pela execução da obra, Jan de Nul, e esses fatos eram de conhecimento do coordenador de projetos e diretor de engenharia.

Há indícios de fraudes na obra de dragagem, como a ausência de fiscalização (batimetria) pela empresa Fotogeo, a aparente manipulação durante a apuração dos fatos referentes a fiscalização e o sobrepreço dos custos de mobilização, desmobilização e da obra.

O custo de mobilização/ desmobilização da obra foi de R$ 32 milhões, enquanto que o custo da obra em si foi de R$ 28 milhões, ou seja, o custo da mobilização/desmobilização foi superior ao da própria obra.

DEFESAS
A Empresa M aranhense de Administração Portuária (Emap) informa que, na última quarta-feira, houve o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, referente ao processo de dragagem realizado pela empresa Jan De Nul do Brasil e serviço de batimetria realizado pela empresa Fotogeo. “A decisão judicial refere-se a fatos que remontam ao ano de 2009, ainda em debate administrativo no âmbito do Governo Federal”.

Os serviços foram concluídos e a batimetria foi homologada pela Marinha do Brasil. A Emap afirma que colabora com a investigação.

A Fotogeo afirma que “os serviços previstos no processo licitatório da Emap foram executados e concluídos, conforme especificações técnicas exigidas, em atendimento as necessidades previstas em projeto. Afirmamos também que a batimetria foi encaminhada para a Marinha do Brasil, a qual homologou o serviço executado”.

A Fotogeo também reitera que colabora com as investigações da operação Draga para que sejam prestados todos os esclarecimentos. (Estadão Conteúdo)
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :14/07/2017

PORTO RECEBERÁ INVESTIMENTO DE R$ 2,2 BI ATÉ 2018
Publicado em 07/13/2017 as 03:26 PM

Autor:        Clarice Couto - Agência Estado

São Paulo - O Porto de Paranaguá deve receber R$ 2,2 bilhões em investimentos até 2018, informou nesta terça-feira, 11, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

A informação foi divulgada pelo diretor presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, durante reunião com representantes de cooperativas na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba (PR). "Algumas obras já estão em andamento e os novos projetos vão contemplar armazéns, berços de atracação e equipamentos, toda a infraestrutura necessária para um melhor atendimento aos clientes", afirmou Dividino no evento, de acordo com a nota.

O dirigente destacou que o foco prioritário da Appa é o agronegócio. "Explicamos aos cooperativistas sobre os projetos que desenhamos para um cenário de 10 e 20 anos, cujo objetivo é transformar o porto numa plataforma que atenda de forma satisfatória ao setor agropecuário", declarou o diretor-presidente da Appa, de acordo com o comunicado.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 13/07/2017

UNIÃO QUER LICITAR 4 MIL QUILÔMETROS DE ESTRADAS
Publicado em 07/13/2017 as 03:26 PM

O governo federal planeja licitar até 4 mil quilômetros de rodovias em 2018. Para isso, deve enviar ao Congresso um novo pacote de concessões para o setor ainda neste segundo semestre.

O estudo de viabilidade que está em elaboração no ministério do Planejamento considera um modelo de contrato com prazos mais curtos de vigência, de até 10 anos e não prorrogável. Nas versões anteriores, as concessões valiam por mais de 20 anos, sempre com a possibilidade de serem renovados.

Outra mudança é que a prioridade nas licitações sejam estradas com problemas de manutenção e que, não necessariamente, tenham que ser duplicadas, por exemplo. De acordo com o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do ministério do Planejamento, Hailton Madureira de Almeida, além da solução de gargalos logísticos o novo pacote vai trazer alívio fiscal ao governo.

"É o modelo normal, só que tem rodovias que não precisam de investimento, mas precisa manter. O Tesouro gasta R$ 4 bilhões por ano pra manter. Estamos sem dinheiro", disse Almeida, durante seminário sobre concessões de rodovias, realizado em São Paulo. A expectativa é de que se chegue a um consenso ainda neste mês sobre os parâmetros da modelagem, o que permitiria o início da redação de um Projeto de Lei, ou Medida Provisória, sobre o tema.

O acordo entre representantes de vários setores do governo deverá contemplar também a definição dos trechos prioritários, as divisões de cada um deles em lotes, e também as contrapartidas a serem exigidas das concessionárias que vencerem as licitações. Almeida não esclareceu se os trechos a serem escolhidos poderão incluir concessões que podem ser retomadas pelo governo, por descumprimento dos termos previstos, ou mesmo contratos de trechos que já estejam próximos do enceramento.

Segundo Almeida, a ideia de reduzir os prazos para 10 anos está sendo considerada, porque assim permitirá que a concessão seja alterada. "Pode ser que, daqui a 7 ou 8 anos, precise fazer muito investimento. Aí, o contrato vence, e ele migra. O modelo predominante, hoje, são das concessões grandes, de até 30 anos", disse.

O secretário sinalizou ainda que a definição da tarifa de pedágio, em um primeiro momento, deverá levar em conta o padrão de qualidade da estrada e dos serviços já existentes. "Mas não tem um número ainda. Se tiver uma rodovia duplicada, a tarifa pode ser maior. Uma de pista simples, um pouco menor. Mesmo nível de serviço, mesma tarifa", explicou Almeida.

Hoje, 54 mil quilômetros de rodovias pavimentadas ainda estão sob a responsabilidade do governo. O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento não respondeu se os trechos já estão sob análise do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) ou se serão inéditos. Segundo o diretor do departamento de Concessões do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Fábio Luiz Lima de Freitas, são necessários R$ 5,5 bilhões para a manutenção de rodovias (de pista simples).

ANTT defende contratos de concessão por maior outorga

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, defende a concessão de rodovias pelo modelo de maior outorga e tarifa fixa, em detrimento do sistema de concessão pela menor tarifa, utilizado nos últimos leilões de rodovias, ao longo do governo PT. "Essa forma é a melhor para esses contratos, e com a outorga poderíamos financiar obras do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), de recuperação de pavimento", comentou.

Ele lembrou que o modelo de maior outorga também agrada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), tendo em vista que o sistema garantiria maior celeridade para o processo de concessão de financiamentos.

Ao questionar o modelo de menor tarifa e elogiar o de outorga, Bastos citou também o programa de concessões rodoviárias paulista. "São Paulo tem um programa que deu certo, e hoje tem uma quantidade de rodovias duplicadas que supera alguns países, tem mais rodovias duplicadas que a Califórnia", disse. "Quando vemos algo que está andando bem, precisamos considerar", disse.

A nova concessão da Rodovia Presidente Dutra pretende capturar o pagamento de pedágio por um número maior de usuários. Para isso, a ideia em estudo no governo é segregar a rodovia em relação às cidades pelas quais atravessa. "Hoje, somente 15% dos usuários da Dutra pagam tarifa de pedágio, a ideia é que façamos da Dutra uma rodovia em que o usuário que a utilize pague por isso", disse Bastos. "Teremos uma tarifa menor e mais justa, já que todo mundo que usar vai pagar."
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 13/07/2017

INVESTIMENTOS NO PORTO DE PARANAGUÁ PERMITEM ATRACAÇÃO DE NAVIOS DE MAIOR PORTE
Publicado em 07/13/2017 as 03:26 PM

De diferentes cores, tamanhos e bandeiras, os navios de carga que chegam ao Porto de Paranaguá impressionam pela diversidade de produtos que carregam e pela capacidade de armazenamento. Investimentos de R$ 624 milhões feitos desde 2011 pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) não apenas atraem mais importadores e exportadores, mas também permitem receber embarcações cada vez maiores e mais potentes.

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, conta que os resultados dos investimentos em infraestrutura são avaliados por meio de indicadores referentes ao aumento de produtividade e recordes, satisfação dos clientes e aumento de capacidade de recebimento, armazenamento e movimentação de cargas.

“Terminamos o primeiro semestre de 2017 com duas importantes marcas para o Porto de Paranaguá - o aumento no número de navios atracados no período, se comparado com o mesmo período do ano passado, e a passagem da maior embarcação de transporte de contêineres de toda a sua história”, disse Dividino.

Nos seis primeiros meses deste ano, 1.154 navios atracaram no local, enquanto em 2016 esse número foi de 1.125 no mesmo período. Entre os veículos de carga que passaram pelo Porto, está o navio Hyunday Loyalty, de Cingapura, que tem quase 340 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 8,6 mil contêineres de cargas variadas. Este é o maior já atracado na costa brasileira e chegou ao Porto em 17 de abril 2017, seguindo depois para o Uruguai.

“É a crescente procura pelos serviços dos portos do Paraná o que indica que estamos no caminho certo. Com as melhorias em toda a infraestrutura, a agilidade na prestação de serviços e as obras de dragagem, o Porto de Paranaguá se tornou referência nacional nos serviços de importação e exportação, permitindo que cargas e navios cada vez mais diversificados passem por aqui”, reforça Dividino.

VARIEDADE DE CARGAS

O Porto de Paranaguá é preparado para receber navios que movimentam diferentes tipos de cargas. Existem 20 berços de atracação e um dolphing – estrutura de concreto para atracação de navios RO-RO, usados para o transporte de veículos – em todo o cais público, que mede 4.232 metros.

No porto há berços específicos para descarga de fertilizantes, de carros, de líquidos, de cargas gerais, contêineres e para o carregamento de soja, farelo, milho, açúcar, celulose e, ainda, para carregamento de contêineres, cargas gerais e líquidos.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, pensar nas condições dos portos do Paraná representa a preocupação com o desenvolvimento de diferentes segmentos. “Todos têm a ganhar com os investimentos que têm sido aplicados, já que o crescimento da atividade portuária representa impactos positivos na economia do Estado e do País”, diz.

DE ONDE VÊM

A maior parte dos navios que atracam em Paranaguá possuem bandeira do Panamá. As bandeiras dos navios são determinadas pelo chamado registro de propriedade, mas isso não quer dizer que o navio foi fabricado naquele País ou que a sua tripulação deverá ter a mesma origem. Somente neste ano, 191 navios registrados no Panamá passaram pelo Porto.

Em segundo lugar, está a bandeira da Libéria, País da África Ocidental. Em 2017 ela estava presente em 178 navios que passaram por Paranaguá. A maioria dos que chegaram ao Paraná neste ano já haviam passado por outro porto do Brasil, mas vieram de outros países, como Estados Unidos (76), Singapura (68), Argentina (59) e Índia (47).
Fonte : Folha do Litoral – SC
Data : 12/07/2017

INDÚSTRIA SIDERÚRGICA CORRE O RISCO DE AMARGAR UMA NOVA QUEDA NESTE ANO
Publicado em 07/13/2017 as 03:26 PM

São Paulo – Com aproximadamente 70 unidades produtivas paralisadas, a indústria do aço no Brasil corre o risco de amargar uma nova queda das vendas neste ano. Mesmo trabalhando para elevar as exportações, o setor não enxerga uma retomada no curto prazo.

Em entrevista ao DCI, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, afirma que as projeções para o ano estão sob revisão. Até o momento, a entidade prevê um crescimento de apenas 1,3% das vendas domésticas.
“Estamos revendo os números para o ano. Diante do cenário atual, certamente vamos revisar as projeções para baixo”, pondera.

O dirigente explica que as medidas que o governo federal vêm tomando ainda não surtiram efeito, e que devem gerar impactos somente no curto e médio prazo.

Ele acrescenta ainda que os setores demandantes de aço – exceto o automotivo – continuam em queda. “A construção civil deve ter uma nova retração e a expectativa para máquinas e equipamentos é de estagnação.”

Para atravessar a crise, as siderúrgicas estão trabalhando para elevar as exportações. Contudo, diante da sobrecapacidade global de 800 milhões de toneladas, as empresas estão exportando prejuízo.

“Muitas vezes, as siderúrgicas só exportam para manter as linhas funcionando, porque as margens são muito pequenas”, relata. “E mesmo com a paralisação de dezenas de equipamentos, o setor ainda tem 40% de ociosidade.”

Neste cenário, o dirigente afirma que o governo precisa melhorar o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), que devolve parcial ou integralmente o resíduo tributário na cadeia de bens exportados. A lei permite devolução de até 5% da receita com exportações, mas a alíquota está em 2%.

“Estamos trabalhando com outros nove setores da indústria para melhorar as condições do Reintegra.”

O presidente do IABr relata que a situação da indústria siderúrgica é muito instável no mundo. “Temos 800 milhões de toneladas de excesso de capacidade global e mais da metade se encontra somente na China”, diz Lopes.

O dirigente observa ainda que o maior país consumidor de aço do mundo, os Estados Unidos, está fechando as suas portas para a importação.

“Por esses motivos o cenário internacional é tão complicado para o nosso setor”, pontua.

Instabilidade
Segundo o balanço mais recente do IABr, a produção de aço bruto atingiu 14,1 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a maio, um aumento de 14,2% quando comparado ao mesmo período de 2016.

No entanto, Lopes justifica que o crescimento se deve basicamente ao ramp up da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que começou a operar neste ano.

“Estamos atravessando uma crise sem precedentes. Há uma convergência de fatores conjunturais e estruturais, que impactam fortemente o desempenho do nosso setor.”

De janeiro a maio, as vendas internas atingiram 6,6 milhões de toneladas, recuo de 2,2% em relação ao mesmo período de 2016. “O PIB [Produto Interno Bruto] pífio registrado até o momento é decisivo para o quadro de retração do setor.”

Neste sentido, o dirigente do IABr afirma que a indústria não pode esperar para que as medidas tomadas pelo governo no âmbito econômico surtam efeito.

Lopes acrescenta ainda que, apesar da trajetória descendente dos juros, da inflação em queda e das reformas estruturais, a economia ainda se mostra estagnada.

“Nenhum dos segmentos industriais no Brasil tem uma situação tão perversa quanto a do aço. Para sobrevivermos no curto prazo, o governo precisa avançar com a melhoria do Reintegra”, complementa.

A indústria siderúrgica fatura R$ 66 bilhões e emprega, atualmente, cerca de 105 mil funcionários: desde janeiro de 2014, o setor demitiu 46.788 pessoas, segundo dados do IABr. Só no segundo semestre do ano passado, foram fechados aproximadamente 11 mil postos de trabalho.

“A situação é alarmante”, avalia Lopes. O dirigente declara não enxergar uma retomada efetiva do mercado no curto prazo. “A indústria do aço retrocedeu uma década.”
Fonte : DCI – Diário Comercio Industria & Serviço - SP
Data : 13/07/2017

MINÉRIO DE FERRO NEGOCIADO EM QINGDAO FECHA EM BAIXA DE 2,06% NA CHINA
Publicado em 07/13/2017 as 03:26 PM

O minério de ferro negociado no portode Qingdao com 62% de pureza, um dos mais acompanhados pelo mercado, recuou 2,06% nesta quarta-feira (12), encerrando o dia cotado a US$ 64,05 por tonelada.

Entretanto, os contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiram 0,20%, a US$ 72,04 por tonelada (489 iuanes), na expectativa por dados positivos da balança comercial chinesa de junho, que será publicada por volta de 01h00 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (13).

Na expectativa pelos dados chineses e na esteira dos contratos futuros de Dalian, às 09h26, horário de Brasília, os papéis de Rio Tinto e BHP Billitonnegociados em Londres sobem 0,40% e 1,50%, respectivamente.
Fonte : Infomoney
Data : 13/07/2017

ASSOREAMENTO DO CANAL DE SANTOS PROVOCA PREJUÍZO MILIONÁRIO NO PORTO
Publicado em 07/13/2017 as 03:25 PM

Navios de grande porte não estão conseguindo entrar no Porto de Santos, o que já causou prejuízo de US$ 20 milhões.
Soange Freitas - Santos -SP

Navios de grande porte não estão conseguindo entrar no porto de Santos, o que está causando prejuízos milionários. Os navios estão entrando e saindo do porto de Santos mais leves, com menos carga porque, see estivessem cheios, ficariam encalhados.

A profundidade do canal é de 15 metros. Com a movimentação da água há o acúmulo de sedimentos no fundo do mar. Em alguns pontos os sedimentos se acumularam tanto que a profundidade diminuiu em 90 centímetros.

O Sindicato das Agências de Navegação (Sindamar) diz que essa diminuição tão rápida na profundida indica que a dragagem, um importante serviço de manutenção, não foi feita corretamente. A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), que administra o porto, nega e diz que o problema foi causado por chuvas intensas e movimentação das marés.

Impacto na economia

O maior porto do país, que está batendo recordes de movimentação de cargas, deve apresentar números bem menores este mês. Desde o dia 30 de junho, quando o problema começou, mais de 10 mil contêineres não saíram do porto.
Cada navio que exporta grãos, deixa de embarcar dez mil toneladas. Os navios de importação também estão sendo muito prejudicados. Os armadores, donos de navios de cargas, dizem que já perderam mais de US$ 20 milhões.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 13/07/2017

PETROBRAS REDUZ PREÇO DO DIESEL EM 0,9% E SOBE O DA GASOLINA EM 1,7%
Publicado em 07/13/2017 as 03:25 PM

Por Juliana Machado | Valor

SÃO PAULO - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (13) uma redução de 0,9% no preço do diesel e um aumento de 1,7% para a gasolina nas refinarias. Os reajustes valem a partir de amanhã (14).

Ontem (12), a estatal havia anunciado elevação de 1,1% nos preços do diesel e redução de 0,1% na gasolina.

A Petrobras adota um novo formato na política de ajuste de preços dos combustíveis desde 3 de julho. Pela nova metodologia, os reajustes ocorrem com maior frequência, inclusive diariamente.

Desde o início dos novos procedimentos de reajuste, o preço do diesel acumula queda de 0,26% e, a gasolina, de 0,46%.
(Juliana Machado | Valor) Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/07/2017

BLOQUEIO DA BR-163 CAUSA PERDA DE R$ 150 MI A TERMINAIS DO ARCO NORTE
Publicado em 07/13/2017 as 03:25 PM

Por Fernanda Pressinnott | Valor

SÃO PAULO - O bloqueio da rodovia BR-163 nos últimos sete dias causou prejuízos de pelo menos R$ 150 milhões aos terminais portuários do Arco Norte, relacionados ao volume que deixou de ser transportado para esta região. O cálculo foi feito pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que reclama ainda de outros prejuízos recorrentes devido à falta de estrutura e manutenção da rodovia.

“Por meio de um levantamento realizado com nossas associadas, entre os meses de fevereiro e março, deste ano, as empresas tiveram que arcar com um prejuízo de mais de R$ 500 milhões devido à ausência de grãos que deveriam ser exportados pelo Arco Norte, decorrente dos problemas relacionados à falta de infraestrutura na BR-163”, diz a ATP. No começo do ano, devido à fortes chuvas, o rodovia ficou intransitável por semanas.

Agora, produtores, garimpeiros, madeireiros e moradores da região bloqueiam trechos diferentes a cada dia por causa do veto à Medida Provisória 756 (MP 756), que altera os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará.

Para a associação que representa as indústrias de grãos (Abiove), estes bloqueios já reduziram o fluxo de caminhões na rodovia em 75%. “O impacto é difícil de ser mensurado, mas já há cancelamentos de embarques e transportadoras se negando a levar produto pela rodovia”, disse ao Valor o gerente de economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

Segundo a ATP, existe uma liminar de processo (número 695-06.2017.4.01.3908), da justiça federal do Pará, para intervir e liberar a via para que os caminhões tenham livre acesso. Porém, até o momento, “apesar dos bloqueios serem pontuais e de conhecimento público, a liminar com data do dia 07 de julho de 2017, que autoriza, inclusive, a intervenção da Polícia Rodoviária Federal, não teve seu cumprimento iniciado sob a justificativa de falta de recursos para o envio do policiamento que dispersaria os poucos manifestantes que bloqueiam a via em cinco pontos pré-definidos, em dias alternados e de prévio conhecimento público”, diz a entidade.

“Enquanto isso, as empresas têm arcado com prejuízos diários devido à falta de segurança pública garantida pela liminar acima mencionada, pois não existe verba para garantir o livre acesso à rodovia”. A BR-163 é a única rota de acesso aos portos do Arco Norte (Miritituba e Santarém).Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/07/2017

CODESP INVESTIGARÁ PAGAMENTO À RODRIMAR
Publicado em 07/13/2017 as 03:25 PM

Por Fernanda Pires | De São Paulo

O conselho de administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto de Santos (SP), deve pedir uma auditoria independente sobre um pagamento de R$ 42,2 milhões para a empresa Rodrimar, apurou o Valor. O pagamento é fruto de um processo movido pela Codesp contra a Rodrimar mas que acabou se revertendo em favor do grupo privado. Em ação de 2000, a estatal questiona o valor pago pela Rodrimar pelo arrendamento de áreas no cais santista, onde concentra seus negócios.

O colegiado quer saber o que deu causa ao processo e quais medidas a estatal tomou para evitar que o desembolso chegasse ao montante de R$ 42,2 milhões. Mais de 99,9% das ações da Codesp estão nas mãos da União.

A medida causou estranheza entre conselheiros, que foram informados do pagamento somente após metade do valor já ter saído do caixa do porto. Não há previsão de anuência prévia do colegiado para pagamento de decisão judicial, mas o valor do desembolso é considerado alto e tem potencial de prejudicar o balanço do maior e mais importante porto do país, já combalido por dois anos seguidos de prejuízo - R$ 94,9 milhões e R$ 22,5 milhões em 2015 e 2016, respectivamente. Para este ano a previsão é que o porto feche novamente no vermelho, com prejuízo recorde de R$ 151,3 milhões, segundo o relatório de administração de 2016. Desde o fim de 2015 a companhia é comandada por indicados do PMDB do Pará.

Na última reunião do conselho, realizada em junho, o superintendente jurídico da Codesp, Gabriel Eufrásio, explicou que a ação já tinha transitado em julgado, passando à fase de execução. Nesta etapa, a executada é intimada a pagar a dívida em 15 dias, sob pena de penhora, acréscimo de 10% de multa e mais 10% de honorários advocatícios.

Também o conselho fiscal da Codesp pediu "detalhamento completo" da área jurídica sobre a ação "devido ao expressivo impacto no caixa da empresa".

A Rodrimar ganhou espaço no noticiário recentemente ao ser citada na delação de executivos da J&F, controladora da JBS. A sede da empresa em Santos foi alvo de busca e apreensão no âmbito da operação Patmos após seu diretor institucional, Ricardo Mesquita, ser flagrado em grampo telefônico tratando com o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) termos que constariam do Decreto dos Portos, matéria de interesse da empresa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer e Loures para investigar fatos relativos ao decreto, ato que "beneficiara diretamente a empresa", diz a PGR.

A Codesp informou, por meio de nota, que os créditos em favor da Rodrimar são resultado de ação transitada em julgado no fim de 2014 e que "a dívida objeto daquela sentença foi calculada em R$ 42,2 milhões". Questionada, não explicou se a própria decisão judicial estipulou esse valor ou se foi feito um acordo posterior à decisão para chegar ao montante.

A estatal informou que em setembro "as partes iniciaram entendimentos para pôr fim ao litígio" e estabeleceram o cronograma do pagamento: R$ 20 milhões em cinco parcelas, sendo a última em junho agora e o restante em abatimentos do valor de tarifas devidas pela Rodrimar à administradora do porto ao longo de 12 meses, finalizando em setembro. Segundo a Codesp, o acordo já foi contabilizado e havia provisão de parte         desses valores para fins de projeção do resultado da estatal neste ano. Questionada por que o conselho de administração só foi informado após os pagamentos começarem, não respondeu.

A Rodrimar informou que o pagamento resultou de uma ação em que a Justiça deu ganho de causa à empresa ao reconhecer que ela pagara valores além do devido.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/07/2017

CERTIFICAÇÃO DO AEROPORTO DE JERI SERÁ PUBLICADA HOJE
Publicado em 07/13/2017 as 03:25 PM

Ainda ontem, a Avianca entrou em contato com o DER para falar sobre a possibilidade de atuar em Jeri e em Aracati

Quase 20 dias após a chegada do primeiro voo - charter - ao Aeroporto Regional Comandante Ariston Pessoa, em Jericoacoara, mais um capítulo é escrito na história do terminal cearense recém inaugurado. Segundo revelou ontem (12) o governador do Estado, Camilo Santana, em sua conta no Facebook, a edição de hoje (13) do Diário Oficial da União (DOU) deve trazer, finalmente, a certificação do equipamento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), necessária para que possam ser operados voos comerciais.

Com a certificação, outras empresas devem manifestar interesse em operar no terminal, de acordo com o assessor de infraestrutura aeroportuária do Departamento Estadual de Rodovias (DER), coronel Paulo Edson Ferreira. Ainda na tarde dessa quarta-feira, a Avianca entrou em contato para uma conversa inicial sobre a possibilidade de atuar nos aeroportos de Jericoacoara e também de Aracati, cuja solicitação de certificação já foi realizada junto à Anac.

Gol, que fez o voo inaugural até o terminal aeroviário, e Azul, que recentemente adiou o seu primeiro voo fretado que fará o trecho Recife-Jericoacoara para o dia 23 deste mês, também já solicitou, ainda no início deste ano, permissão para operação regular no aeroporto.

"Sem o voo charter, o Aeroporto de Jeri só podia receber voo charter, sendo permitido apenas um por semana. Agora ele está totalmente preparado para receber os voos comerciais. A companhias, agora, não precisam mais esperar voos charter", destacou Paulo Edson Ferreira.

Interesse

O assessor de DER disse ainda que, agora, com a aprovação da Anac, "a conversa com as aéreas vai ser mais clara e mais técnica". "Ainda vamos trocar informações técnicas e vamos ver se a gente consegue implementar esses voos em Jeri e em Aracati". A Latam Airlines também já havia manifestado interesse em atuar no Aeroporto de Jeri.

A certificação da Anac, no entanto, não significa aprovação imediata das frequências. De acordo com a Anac, os pedidos da Azul seguem em análise e não há um prazo específico para que a liberação ocorra. Conforme o órgão, isso também depende muito da entrega de toda a documentação necessária pela própria companhia aérea.

Procurada ontem pela reportagem, a Azul, por sua vez, preferiu esperar que a publicação saia para se posicionar sobre o assunto. A empresa aguarda a liberação do voo charter entre Recife, em Pernambuco, e Jericoacoara e também a aprovação de uma frequência regular entre Campinas, em São Paulo, e o destino turístico cearense.

A revelação sobre a certificação do equipamento foi feita ao chefe do executivo estadual durante reunião com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, ontem, em Brasília, aonde Camilo cumpriu agenda.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 13/07/2017

EXPORTAÇÕES DO ESTADO DEVEM ATINGIR US$ 2 BI
Publicado em 07/13/2017 as 03:24 PM

No primeiro semestre, o Estado exportou US$ 964 mi, mais do que o dobro obtido em igual período de 2016



Vendas externas do Estado ganharam mais força após a entrada em operação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP)
01:00 · 12.07.2017

Com o avanço da produção da Companhia Siderúrgica do Ceará (CSP), que já responde por metade das exportações do Estado, a expectativa do Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN) é de que as exportações cearenses cheguem ao patamar de US$ 2 bilhões neste ano, o que representará um recorde para o Estado. Até hoje, o melhor resultado foi obtido em 2014, quando o volume atingiu US$ 1,47 bilhão. Em 2016, o Estado exportou US$ 1,29 bilhão.

"Se nós mantivermos o crescimento observado nos seis primeiros meses deste ano, tudo indica que teremos um recorde das exportações, chegando a US$ 2 bilhões. A expectativa é dobrar as exportações", diz Ana Karina Frota superintendente do Centro Internacional de Negócios do Ceará, vinculado à Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). No primeiro semestre, as exportações cearenses somaram US$ 964,86 milhões, o que representou um crescimento de 104,13% em relação ao mesmo período do ano passado.

Déficit

Apesar do déficit na balança comercial do Estado de US$ 35,4 milhões em junho e de US$ 142,6 milhões no primeiro semestre, Karina Frota considera positivo o desempenho das transações comerciais cearenses neste ano, uma vez que a maior parte das importações foram de insumos para o setor produtivo. "Embora a nossa balança seja deficitária, não enxergamos esse resultado de forma negativa, porque a indústria tem importado muito", ela diz.

No primeiro semestre, a balança comercial do Estado apresentou um déficit de US$ 142,60 milhões. De janeiro a junho, as importações somaram US$ 1,10 bilhão, volume 49% inferior ao do primeiro semestre de 2016 (US$ 2,17 bilhões).

Participação

De janeiro a junho, o peso das vendas externas do Ceará na balança comercial do Nordeste avançou de 7,73% (2016) para 12,1% (2017). Já a participação das importações do Estado no resultado da região passou de 23,6% (2016) para 11,5% (2017). Em relação ao Brasil, o peso das exportações cearenses praticamente dobrou, passando 0,52% e 0,90% do acumulado nacionalmente. Enquanto do lado das importações, a participação caiu de 3,27% para 1,55%.

Ranking

No primeiro semestre, o Ceará ficou na 15ª colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros. No mesmo período, o Ceará apresentou o terceiro maior crescimento do País, com a alta de 104,1%, acima da média nacional de 19,3%. No lado das importações, o Ceará ficou na 14ª posição, com US$ 1,107 bilhão.

Municípios

No acumulado do ano, São Gonçalo do Amarante, onde fica o Porto do Pecém, foi o município com o maior volume de exportações, com US$ 522,1 milhões, representando mais da metade da pauta exportadora do Estado. As exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém têm destaque na série temporal do Ceará, repercutindo diretamente nas vendas externas do município. No período, Fortaleza exportou US$ 80 milhões.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 13/07/2017

USIMINAS ELEVA PREÇO DE LAMINADO
Publicado em 07/13/2017 as 03:24 PM

Aumento de 10,7% para a rede de distribuição deve desencadear onda de reajustes
Leonardo Francia



O preço da bobina a quente no mercado internacional subiu cerca de US$ 40 nos últimos 40 dias, impactando o valor das placas/Marcelo Coelho/ Divulgação

Após a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) confirmar um aumento de 10,7% no preço dos aços laminados a quente para a rede de distribuição, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) prevê uma nova onda de reajustes no preço do produto por outras usinas.

“Normalmente, sempre tem alguma siderúrgica que puxa a fila dos reajustes. O sentimento é que outras usinas devem acompanhar esse aumento e, se isso não acontecer, vai ficar difícil para a Usiminas emplacar e sustentar esse reajuste”, afirmou o presidente do Inda, Carlos Loureiro.

Segundo ele, o prêmio pago pelo aço laminado a quente importado caiu e a taxa de penetração desses produtos no mercado nacional também está baixa, em torno de pouco mais de 1% do consumo aparente. Para Loureiro, essa taxa de penetração não ameaça o mercado e viabiliza o aumento anunciado pela Usiminas. “Porém, as coisas podem ficar difíceis para a Usiminas se outras usinas não acompanharem o reajuste”, ponderou.

No caso da Usiminas, Loureiro acredita que o aumento também se deve ao fato de a companhia já estar a algum tempo comprando placas de terceiros. “O preço das placas varia de acordo com o preço da bobina a quente no mercado internacional, que subiu cerca de US$ 40 nos últimos 40 dias. Isso forçou a Usiminas a reajustar os preços para tornar a operação de Cubatão mais viável”, argumentou.

Em comunicado enviado ao mercado via B3, ontem, pela Usiminas, a companhia explica que reajuste, que deve entrar em vigor nos próximos dias, “é reflexo da recuperação de preços no mercado internacional, em razão do aumento da demanda de aços planos no exterior”.

Conforme já informado pelo Inda, as vendas de aços planos no mercado brasileiro em maio cresceram 12,8% frente a abril, atingindo 241 mil toneladas contra 213,7 mil toneladas. Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 275,1 mil toneladas, houve uma queda de 12,4%.

Importação – Por outro lado, as importações de aços planos alcançaram uma taxa de penetração de 14% em maio. No segmento de aços planos zincados, ou galvanizados, os desembarques desses produtos, majoritariamente originários da China, a taxa foi de 25%.

As importações de aços planos encerraram maio com alta de 53,5% em relação a abril, com a entrada de 111,9 mil toneladas do produto no mercado nacional. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (51,8 mil toneladas), o crescimento foi 116%, conforme o Inda.
Fonte : Diário do Comércio – MG
Data : 13/07/2017

BOIAS PARA SINALIZAÇÃO NOTURNA DO GUAÍBA CHEGAM À PORTO ALEGRE
Publicado em 07/13/2017 as 03:24 PM




As boias de sinalização noturna do canal do Guaíba começaram a chegar esta semana ncapital gaúcha. Foram adquiridas 40 boias BL2, que farão o balizamento entre o canal de Itapoã e o Porto de Porto Alegre , e quatro boias cegas que serão usadas no Jacuí. O primeiro lote entregue contempla 12 equipamentos.

As boias foram adquiridas pela Superintendência do Porto do Rio Grande (o processo licitário iniciou na extinta SPH) e devem ser investidos cerca de R$3 milhões entre compra e operacionalidade dos equipamentos, com a colocação das lanternas. “Essas boias irão possibilitar a navegação noturna tão esperada pelo mercado que permitirá o funcionamento da malha hidroviária nesse trecho em tempo integral. É uma maior segurança para a navegação”, afirma o diretor de hidrovias da SUPRG, Eduardo Alves.

A operação deve estar totalmente pronta até o final do ano. “O Governo do Estado tem trabalhado forte para o fortalecimento da hidrovia e este foi um projeto que a Secretaria dos Transportes sempre defendeu como fundamental para a melhoria da logística gaúcha” encerra o superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco. Os próximos lotes de equipamentos devem chegar ao longo dos próximos meses.
Fonte : Informativo Portuário - SC
Data :13/07/2017

TCP FECHA JUNHO COM RECORDE EM MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS REEFER
Publicado em 07/13/2017 as 03:24 PM




Terminal registrou 8.249 contêineres movimentados com destino à Ásia e Europa

A TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, bateu recorde de movimentação de cargas refrigeradas no mês de junho, ao contabilizar 8.249 contêineres embarcados. As cargas são originárias de cidades do interior do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e têm como principais destinos a Ásia e a Europa.

O volume de reefer foi o maior desde novembro de 2015, quando a TCP registrou 7.854 contêineres movimentados. “O recorde de junho deve-se à capacidade operacional da TCP, que consegue atender aos seus clientes sem qualquer tipo de restrição para recebimento de cargas, atracação de navios ou armazenagem”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial.

Com o maior parque de tomadas reefer da América Latina, o Terminal conta com 3.624 unidades e está apto para o recebimento de mercadorias 24 horas por dia, 7 dias por semana. “Mesmo com as mudanças climáticas típicas da época, o Terminal opera em total capacidade, o que garante o embarque das cargas dentro do prazo previsto, dando mais segurança comercial aos clientes. Isso é reflexo de constantes investimentos na estrutura física, equipamentos e das obras de dragagem que garantiram calado de 12,30 metros de profundidade na área do Terminal”, enfatiza.

Moraes acrescenta que além de toda a infraestrutura, o Terminal conta com recursos humanos de excelência e especializados na operação de cargas refrigeradas. “A TCP tem um time preparado para operar contêineres reefer, realizando a gestão do fluxo desde a saída da carga na planta do cliente até o embarque nos navios”, diz. “Somado a isso, contamos com a competente atuação dos órgãos intervenientes na área primária, realizando vistorias diárias e rápida liberação cargas. O tempo para a liberação das cargas é um diferencial ao exportador, principalmente, àqueles que negociam com mercados extremamente exigentes como o da Rússia”, finaliza.

Sobre a TCP

A TCP é a empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá – um dos maiores terminais de contêineres da América do Sul, e a empresa de serviços logísticos TCP Log.

A atuação do terminal é complementada pela TCP Log, que oferece serviços de integração da cadeia logística; como armazenagem, estrutura para carregamento e descarregamento de contêineres, pátio para contêineres e transporte do modal rodo ferroviário ao terminal em Paranaguá.
Fonte : Informativo Portuário - SC
Data :13/07/2017

A FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA NO PORTO
Publicado em 07/13/2017 as 03:23 PM

DA REDAÇÃO 12/07/2017 - 16:48 - Atualizado em 12/07/2017 - 16:51

O Porto de Santos responde por cerca de 30% do comércio exterior brasileiro, considerando o valor das mercadorias importadas ou exportadas. Essa movimentação estratégica para a economia do País é fiscalizada pelos agentes da Alfândega de Santos.

Os funcionários do órgão, ligado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, supervisionam a chegada de produtos do exterior ou sua partida para esse destino, acompanhando o recolhimento dos impostos cobrados nessas operações e verificando a veracidade das informações apresentadas pelos responsáveis pelos produtos.

Esses serviços de fiscalização são realizados através do sistema de controle do comércio exterior, o Siscomex, ou presencialmente, pelos agentes fiscais. Eles atuam a partir da entrada dos pedidos de despacho aduaneiro de uma mercadoria, quando seu proprietário (ou representante dele, como o despachante) requer a liberação do produto. Nesse momento, o Siscomex avalia se o pleito referente ao artigo será aceito ou alguma inspeção – documental ou presencial – será necessária.

Se alguma irregularidade for percebida o produto é apreendido. Em alguns casos, ele pode ser destruído ou acaba sendo leiloado.

Como o órgão aduaneiro atua no maior porto da América Latina, os sistemas e serviços implantados em Santos servem como referência para outros complexos portuários do País.

As alfândegas foram criadas no Brasil por uma solicitação do então rei de Portugal, Dom João III, de 1549, a fim de melhorar a cobrança dos impostos das capitanias hereditárias da então colônia. Um ano depois, foi instalada a Alfândega do Porto de Santos, a primeira a operar em solo brasileiro.

Em sua história, a Aduana santista funcionou em diversos prédios do Centro da Cidade. O edifício de três pavimentos, localizado na Praça da República, com 13 mil metros quadrados, seu atual endereço, começou a ser construído em 1930. Ele foi erguido pela Companhia Docas de Santos, empresa privada que explorava o Porto na época. A obra foi uma contra partida exigida pelo governo federal para autorizar a expansão do complexo marítimo.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :12/07/2017

PORTO - PF INVESTIGA FRAUDE NO PORTO DE ITAQUI
Publicado em 07/13/2017 as 03:23 PM

A Polícia Federal investiga fraudes na licitação da obra de dragagem de aprofundamento do Porto de itaqui (MA), ontem, foram cumpridos mandados de busca no Rio de Janeiro e em São José dos Campos (SP).
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :13/07/2017

SANTOS EXPORTA 87% DO CAFÉ BRASILEIRO
Publicado em 07/13/2017 as 03:23 PM

Autor:        FERNANDA B ALBINO - DA REDAÇÃO

No 1º semestre, 12,9 mí de sacas foram embarcadas no complexo

O Porto de Santos foi responsável por 87,1% das exportações de café brasileiro no primeiro semestre deste ano. No total, foram embarcadas mais de 12,9 milhões de sacas de 60 quilos da commodíty no complexo santista. Já o volume total exportado no Pais chegou a 19,4 milhões de toneladas no período.

As informações fazem parte do relatório divulgado ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O material aponta ainda que 188 navios transportaram o café do Brasil, uma média de 31 embarcações por mês. Já quando se analisa o transporte da commodity por contei neres, o volume é de 41.347 TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés).

Com relação às exportações brasileiras do produto, no primeiro semestre deste ano, houve um decréscimo de 8,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, a receita obtida com as vendas do produto no primeiro semestre deste ano registrou um aumento de 8,2%, chegando a US$ 2,6 bilhões.

No primeiro semestre, o preço médio do café foi de US$ 173,50, um incremento de 18,1% na comparação com mesmo período em 2016, quando a média foi de US$146,88.

“Vale destacar a evolução do segmento, que nitidamente fica cada vez mais estruturado para o futuro. O Cecafé vai continuar a atuar para aprimorar cada vez mais as sinergias entre todos os segmentos do agro negócio do café, tendo em vista o respeito e pleno atendimento das necessidades e exigências do consumidor final, nosso objetivo primordial", destacou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Além de Santos, o porto do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 9,2% dos embarques, cerca de 1,3 milhão de sacas. Já Paranaguá (PR) surge na terceira posição, com o escoamento de 229*914 sacas, o equivalente a 1,5% do café brasileiro.

SAFRA

No ano safra, que começou em julho do ano passado e terminou em junho último, o Brasil exportou cerca de 32,9 milhões de sacas de café. Como resultado, a receita obtida foi de US$ 5,6 bilhões, acréscimo de 5% em relação ao período anterior.

“Sc somarmos esse volume às cerca de 20 milhões de sacas para consumo interno, temos um total de 53 milhões de sacas de café brasileiro, o equivalente a um terço do consumo total mundial. Neste momento, nossa atenção se volta para a entrada da safra 2017-2018, que deve recuperar a normalidade de performance do Brasil, principalmente ao longo dos próximos seis meses”, acrescenta Os cafés diferenciados (especiais ou gourmet) atingiram 4,8 milhões de sacas no ano safra. Já no acumulado do ano civil, entre de janeiro e junho de 2017, esses cafés registraram 2,1 milhões de sacas.

DESTINOS

Neste período, os Estados Unidos mantiveram a liderança do consumo do café brasileiro com a compra de 6,4 milhões de sacas, correspondendo a 19,5% do total. Na sequência, a Alemanha aparece com 5,8 milhões de sacas importadas, o equivalente a 17,9% do produto exportado.

Alista ainda conta com a Itália, que adquiriu com 2% milhões de sacas do café brasileiro, 9,1% do total, com o Japão com 2,3 milhões de sacas compradas (7,1%), e Bélgica com 1% milhão de sacas (5,9%).

TRANSPORTE

De acordo com o Cecafé. 188 navios transportaram o café do Brasil, uma média de 31 embarcações por mês. Já quando se analisa o transporte da commodity por contêineres, o volume é de 41.347 TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés).
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :13/07/2017

ASSINADA A ORDEM DE SERVIÇO PARA REINÍCIO DAS OBRAS NOS BERÇOS DO PORTO DE ITAJAÍ
Publicado em 07/12/2017 as 04:16 PM




A ordem de serviço para conclusão das obras de realinhamento e reforço do berço 3 do Porto de Itajaí foi assinada nesta terça-feira (11) e deverá ser entregue até novembro. O documento inclui a retomada dos trabalhos no berço 4, com término previsto para maio de 2018.

Com 90% da obra concluída e paralisada desde maio de 2016, os reflexos positivos da conclusão do berço 3 poderão ser vistos desde a execução da obra.

Serão contratados cerca de 100 trabalhadores da mão de obra local para dar andamento à obra, atualmente 90% concluída. Além da imediata geração de empregos, o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, ressalta que toda a cadeia portuária, logística e do comércio exterior é diretamente beneficiada com as obras, uma vez que o porto terá condições de receber mais atracações. “Este é um dia que merece ser celebrado, pois em apenas seis meses conquistamos os recursos para essa tão esperada e importante obra para a economia de Itajaí e de Santa Catarina”, destaca.

Marintec
Com a liberação dos R$ 18,8 milhões pela Secretaria Nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, a primeira ação a ser desempenhada é a reforma de 10 defensas e 10 cabeços existentes, cuja finalidade é de absorver o impacto das embarcações na estrutura de concreto do costado, no momento das atracações e desatracações. Esta etapa dos trabalhos também contempla a fabricação de 150 metros cúbicos de concreto de paramentos pré-moldados.

Para execução dos serviços, serão utilizados dois flutuantes, um rebocador, um guindaste 250 toneladas e um guindaste de 75 toneladas. No período de 120 dias também serão realizados estudos de perfuração de lajes no berço 4.

O berço 4 está com aproximadamente 50% da obra concluída. Além da falta de recursos do governo Federal, outro agravante impossibilitou a continuidade das obras: lajes de concreto armado, com cerca de 40 centímetros de espessura, foram encontradas submersas fruto do desmoronamento que ocorreu na década de 1980. De acordo com a empreiteira, as lajes não podem ser retiradas e é necessária a realização de testes de perfuração para que se garanta a sustentação e a conclusão do berço 4.

O berço 3 tem em sua margem 210 metros de comprimento e o berço 4 segue um traçado retilíneo de 280 metros, totalizando 490 metros de cais.

Avanços portuários

Em maio, a draga chinesa Xin Hai Niu iniciou o desassoreamento do Rio Itajaí-açu para restabelecer a profundidade de 14 metros. Até outubro, serão dragados cerca de quatro milhões de metros cúbicos de entulhos para recuperar o calado perdido durante as fortes chuvas de 2015.

Com a conclusão da nova bacia de evolução, cujas obras da primeira etapa seguem em ritmo acelerado, será possível receber navios com até 366 metros – sendo que hoje o limite é de 306. O empreendimento representa um grande avanço de competitividade para o Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo Portuário.

O movimento de contêineres no porto de Itajaí também deve crescer cerca de 20% com a retomada das operações da Linha Ásia no cais operado pela APM Terminals. O volume pode chegar a quatro mil unidades a partir de abril do ano que vem, segundo estatística divulgada pela Autoridade Portuária. A linha de serviço estará em atividade na margem direita do porto público com 13 navios porta-contêineres dos armadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Sud, ZIM, UASC e HMM. As rotas passam pela Costa Leste da América do Sul, Malásia, Singapura, China e Coréia do Sul. Os serviços haviam sido paralisados há cerca de dois anos. A primeira atracação está prevista para o dia 9 de setembro.
Fonte: Ascom Porto de Itajaí
Data :12/07/2017

PARQUES EÓLICOS ATINGEM RECORDE DE PRODUTIVIDADE
Publicado em 07/12/2017 as 04:16 PM

A energia renovável chegou a abastecer mais da metade da energia demandada pelo Nordeste

Por: Raquel Freitas, da Folha de Pernambuco em 12/07/17 às 07H19, atualizado em 12/07/17 às 07H34


Ventos fortes, que foram registrados nos últimos meses fizeram com que os fatores de capacidade dos parques eólicos atingissem valores superiores a 70%
Foto: Divulgação

Ventos fortes e novas usinas eólicas operando no Sistema Interligado Nacional (SIN) virou a combinação perfeita para a fonte ganhar protagonismo no mercado das renováveis. É que, nos últimos meses, a entrada de fenômenos meteorológicos intensificou a ventania em alguns pontos e provocou as chamadas rajadas de ventos, que, em picos instantâneos, fez com que os fatores de capacidade dos parques eólicos atingissem valores superiores a 70%. Mais do que isso: a produção de energia por meio dos ventos chegou a atender mais da metade de toda energia demandada pela região Nordeste, de acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Segundo o presidente da Eólica Tecnologia, Everaldo Feitosa, a velocidade dos ventos ocorre sem precedente este ano. "É tanto que, na nossa base eólica, em Gravatá (Agreste), registramos um recorde de 40% a mais na incidência de ventos desde 2010, o que naturalmente repercute na geração das usinas", explicou. Na prática, as duas usinas da Eólica registraram aumento em sua produtividade. Atualmente, as plantas de Gravatá e de Macaparana, Zona da Mata, chegam a atender 70 mil habitantes.

Considerado um dos maiores complexos eólicos da América Latina, o Ventos do Araripe lll também vem sendo impactado positivamente pelo fenômeno, registrando velocidade média de 33 quilômetros por hora (km/h) ao longo do ano na Chapada do Araripe, onde está instalado. "No entanto, apesar dessa velocidade variar ao longo do dia, sendo maior durante a madrugada, os ventos mais fortes passam pela região agora, entre os meses de julho, agosto e setembro. Com isso, nos últimos dias de junho, o parque registrou seu fator de capacidade diário recorde: o complexo eólico gerou 92,5% de sua capacidade instalada, quando a média nacional fica em torno de 40%", informou a Casa dos Ventos, dona do empreendimento. O meteorologista da Apac, Roberto Pereira, classifica a situação como comum à época.

"Entretanto, há regiões em que a ocorrência fica mais forte e evidente em boa parte do período chuvoso, como nas áreas litorâneas, Zona da Mata e Agreste. Também foi possível perceber essa situação no Sertão”, detalhou.

Já na visão da presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, além dos ventos fortes, o bom desempenho do segmento se deve ao crescimento da fonte no País "que, por ano, cresce 2 Gigawatts (GW). Estamos com máquinas operando um total de 11,4 GW, enquanto ano passado estávamos com 9 GW.

Somos recorde todos os anos porque há uma tendência de crescimento". Para se ter ideia, a produtividade das usinas brasileiras ultrapassa as europeias, referências no mercado mundial. "Enquanto lá fora chega a 30%, aqui, atinge os 70%", ressaltou.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data :12/07/2017

AEROPORTO DO RECIFE É DESTAQUE NO NORDESTE
Publicado em 07/12/2017 as 04:16 PM


A movimentação de passageiros no terminal recifense foi a única a crescer entre os três maiores da Região



Depois de ser eleito o melhor do Nordeste de 2016, em pesquisa de qualidade realizada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre se destacou na movimentação de passageiros no acumulado de janeiro a maio deste ano. No pódio dos maiores nordestinos, Recife foi o único a crescer para o período considerado, na comparação com 2016 (+4,2%), enquanto Salvador e Fortaleza apresentaram quedas de, respectivamente, 5,7% e 1,5%. Os dados são da Infraero.

Salvador sustenta a posição de maior núdeo aeroportuário do Nordeste, tendo excedido os três milhões de passageiros na soma de embarques e desembarques em 2017, mas encolheu 10,28% no comparativo entre 2015 e o ano corrente, para os meses de j aneiro a maio. Gilberto Freyre, o segundo colocado da região, com pouco menos de três milhões de pessoas movimentadas este ano, teve crescimento de 5,4%para comparação dos mesmos períodos. Pelo aeroporto da capital cearense circularam 20,4% menos passageiros. Na rede Infraero (que exclui o carioca Galeão e o paulista no Guarulhos, por exemplo, entre outros entregues à iniciativa privada), o total de transeuntes aéreos caiu 7,6%. E para o Nordeste, o número foi de -2,7%.

No que se refere à variedade de destinos, Pernambuco também sai na frente de Fortaleza e Salvador. São 32 voos diretos a partir de Recife, contra 23 e 24 nas outras duas capitais. No ano passado, Pernambuco foi escolhido hub nordestino da Azul, além de ter captado seis novos destinos internacionais. Ainda no mês passado, o embaixador da França no Brasil Laurent Bill comentou a possibilidade de uma nova rota para Europa. Um voo direto entre Recife e Paris, via AirFrance em parceria com a GOL, ajudaria “o fluxo de pessoas que querem conhecer o Estado”, disse Bili à imprensa.

Segundo o Governo do Estado, o desempenho pernambucano é consistente com o trabalho de fortalecimento da malha aérea e de abertura de novos voos realizado pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer da gestão. “Tivemos a maior conquista de captação de voos na história da aviação no Estado, o que é muito importante, pois nesse cenário de crise, o turismo se tornou um grande vetor de crescimento”, comentou o secretário Felipe Carreras, em nota. Ainda segundo Carreras, os números devem continuar crescendo, como consequência das contínuas negociações com grandes companhias. “Com isso, iremos aumentar o número de turistas, desenvolver a cadeia produtiva do turismo e promover o incremento e a movimentação da economia”, concluiu.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data :12/07/2017

MERCADO JÁ ESPERAVA APROVAÇÃO: DÓLAR RECUA 0,21%, E BOLSA SOBE 1,27%
Publicado em 07/12/2017 as 04:14 PM

O Globo - ANA PAULA RIBEIRO ana.ribeiro@sp.oglobo.com.br

Para investidores, apesar da crise política, país manterá reformas

SÃO PAULO- Apesar da ação da oposição, que interrompeu a votação no Senado por cerca de sete horas, o mercado estava confiante na aprovação da reforma trabalhista. Isso, somado à valorização das commodities, fez com que o dólar comercial encerrasse em queda de 0,21%, a R$ 3,254, enquanto o Ibovespa, índice de referência da B3 (exBM&FBovespa), avançou 1,27%, aos 63.832 pontos — horas antes de o texto-base ser aprovado.


AILTON DE FREITAS
Aprovada. O placar da votação no Senado: 50 votos a favor da reforma trabalhista, 26 contra e uma abstenção

Segundo Bernard Gonin, analista e gestor da Rio Gestão de Recursos, o real tem registrado um desempenho melhor que o de outras moedas emergentes tanto por causa da valorização do petróleo e do minério de ferro, como por um cenário de menor risco.

— A reforma trabalhista deve ser aprovada, e, mesmo que o presidente Michel Temer venha a cair, Rodrigo Maia (presidente da Câmara) deve manter a atual equipe econômica, o que significa que o país, apesar dos solavancos, vai continuar no caminho das reformas econômicas — afirmou Gonin.

PETRÓLEO PUXA PETROBRAS

Com a perspectiva de continuidade, mesmo que lenta, das reformas, os investidores voltaram a ficar atraídos pelo Brasil. Há um fluxo de recursos entrando no país para participar das ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) em curso. Segundo Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio, já entraram cerca de US$ 400 milhões.

Na avaliação de Rogério Freitas, sócio da Teórica Investimentos, para os investidores prevalece a visão de que o Brasil está em um processo de recuperação econômica. Isso acaba se sobrepondo à incerteza política:

— A inflação em baixa abre espaço relevante para a continuidade de corte dos juros por parte do Banco Central. Estamos em um ponto de inflexão, e, a partir de agora, a expectativa é de recuperação. O mercado tenta antecipar isso.

Em meio a esse cenário, a alta do Ibovespa foi sustentada pelas ações da Petrobras. As preferenciais (PN, sem direito a voto) subiram 2,92%, a R$ 12,33, e as ordinárias (ON, com voto) tiveram alta de 2,91%, a R$ 13,07. Essa valorização refletiu a cotação do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent avançou 2,65%, a US$ 48,12.

Já os papéis da Vale foram puxados pela alta de 2,11% do minério de ferro, a US$ 66,40 a tonelada, na China. As ações PN subiram 1,41%, e as ON, 1,11%. A maior alta, porém, foi a da CSN: 6,46%.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data :12/07/2017

CVM DECIDE QUE PETROBRÁS NÃO TERÁ DE REFAZER BALANÇOS
Publicado em 07/12/2017 as 04:14 PM

Contabilidade da estatal em operações com câmbio era questionada em ação da xerife do mercado de capitais
Mariana Durão, O Estado de S.Paulo - 12 Julho 2017 | 09h23

RIO - Em decisão favorável à Petrobrás, o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu por maioria que a petroleira não terá que reapresentar seus balanços financeiros desde 2013. Contrariando a interpretação de sua área técnica, a instância máxima do órgão regulador do mercado de capitais considerou que as práticas adotadas pela estatal para proteger suas exportações futuras de variações cambiais, a chamada contabilidade de hedge, estão de acordo com as normas vigentes.


Petrobrás poderia ter de refazer seus balanços desde 2013 Foto: Fabio Motta/Estadão

O diretor relator do processo, Henrique Machado, refutou praticamente todos os pontos levantados contra a petroleira. Entre outras coisas, ele considerou ser incontroverso que uma companhia pode adotar instrumentos de hedge para a cobertura de exportações futuras altamente prováveis, independentemente de ser importadora ou exportadora líquida.

Machado considerou que o hedge natural das importações seriam as vendas de derivados no mercado doméstico. Resumindo, o repasse das altas do dólar e do petróleo para os preços dos combustíveis ao consumidor. O relator concluiu que, embora a Petrobrás revele preocupação com seu elevado endividamento na Nota Técnica em que justifica a adoção da contabilidade de hedge, não é possível concluir que ela desvirtuou a essência econômica das operações.

O caso veio a público no dia 8 de março, quando a Petrobrás informou ao mercado que a área técnica da CVM determinara "o refazimento, a reapresentação e a republicação" das demonstrações financeiras anuais completas de 2013, 2014 e 2015, além do refazimento e republicação dos respectivos formulários DFP e ITR. Segundo fato relevante divulgado naquele dia, a decisão visava contemplar os estornos dos efeitos contábeis decorrentes da aplicação da contabilidade de hedge.

Desde 2013 a Petrobrás adota a contabilidade de hedge para proteger suas exportações futuras projetadas dos efeitos da variação cambial com o uso de sua dívida líquida dolarizada. No mercado esse é o chamado hedge natural, por dispensar a utilização de derivativos. Analistas apontavam que caso fosse obrigada pela CVM a eliminar os efeitos da contabilidade de hedge de seus últimos balanços, a Petrobras poderia registrar lucro líquido em 2016 e, em função disso, ter que efetuar o pagamento de dividendos. O Itaú BBA chegou a estimar em R$ 4,6 bilhões a remuneração potencial aos acionistas referente ao exercício.

Após apreciar o recurso da estatal a Superintendência de Relações com Empresas (SEP) e a Superintendência de Normas Contábeis (SNC) ratificaram seu entendimento de que a norma contábil estava sendo usada de forma irregular pela petroleira. Os técnicos da CVM afirmavam que a petroleira desvirtuou a essência econômica da contabilidade de hedge, migrando de uma política de proteção de risco para um mecanismo de diferimento de perdas cambiais com as dívidas.

Em sua análise, a SNC e a SEP afirmavam que a verdadeira preocupação da companhia seria a de não refletir imediatamente no resultado financeiro as perdas cambias em função de seu endividamento em dólar. A SEP e a SNC questionavam também pontos como o uso de dívidas vencidas e de outras com prazo de vencimento superior ao das próprias relações de hedge como instrumento de proteção, a inversão entre objeto e instrumento de hedge.

O voto de Machado foi acompanhado pelo diretor Pablo Renteria, com a ressalva de que a documentação apresentada pela estatal a respeito da adoção da contabilidade de hedge poderia ser mais detalhadas. Ele considerou, entretanto, que como não houve distorções contábeis relevantes, uma falha formal não justificaria o refazimento das demonstrações financeiras.

Às vésperas de deixar a CVM, o presidente Leonardo Pereira foi voto vencido. Apesar de ter sido contrário ao recurso da Petrobrás, ele entendeu que diante do longo tempo decorrido desde a adoção dessa política de hedge pela companhia, a Petrobrás poderia realizar ajustes nas próximas informações financeiras a serem divulgadas em 2017, em lugar de ter que reapresentar todos os balanços desde 2013.
Fonte : O Estadão - SP
Data :12/07/2017

OPERAÇÃO DRAGA, DA PF, INVESTIGA FRAUDE EM LICITAÇÃO NO PORTO DE ITAQUI
Publicado em 07/12/2017 as 04:13 PM

Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão na capital maranhense, em São José dos Campos (SP) e no Rio de Janeiro
Julia Affonso e Fausto Macedo - 12 Julho 2017 | 11h06

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 12, a Operação Draga contra fraude em licitação, execução e fiscalização da obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui em São Luís, no Maranhão. Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão na capital maranhense, em São José dos Campos (SP) e no Rio de Janeiro.



Em nota, a PF informou que as ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Estadual – Central de Inquéritos e Custódia da Comarca da Ilha de São Luís. A operação contou com a participação de cerca de 40 policiais federais.

Os alvos de busca na capital maranhense são o Porto de Itaqui, a residência do coordenador de projetos da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) e a residência do diretor de Engenharia da EMAP. Também foi determinada pela Justiça a proibição de acesso ou frequência do Coordenador de Projetos e do Diretor de Engenharia à EMAP, e suspensão do exercício de sua função pública pelo prazo de 90 dias.

A PF vasculhou, em São José dos Campos, a empresa Fotogeo e as residências de seus sócios. No Rio, o alvo é a empresa Jan de Nul.

Segundo a Polícia Federal, a obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P- 104 do Porto de Itaqui foi executada pela Empresa Jan de Nul de 18 de dezembro de 2014 a 13 de março de 2015, com o custo total de R$ 62.127.990,92. A fiscalização ficou a cargo da Empresa Fotogeo, com o custo de R$ 1.528.658,36.

“A investigação teve início com as declarações de um ex-funcionário da EMAP, empresa estadual que administra o Porto de Itaqui em São Luís. O ex-funcionário declarou que apesar de ocupar a função de Gerente de Projetos, cargo no qual deveria acompanhar a execução da obra, o andamento da obra foi deliberadamente omitido do ex-funcionário, com o possível objetivo de ocultar fraudes”, afirmou a PF em nota.

“A responsabilidade pela execução dos contratos (execução da obra e fiscalização) coube ao coordenador de projetos, enquanto que o gestor do contrato foi o Diretor de Engenharia da EMAP. A fiscalização da execução da obra de dragagem se deu através do processo de batimetria, que consiste na medição das profundidades dos mares e lagos por meio de referenciação por ultrassons.”

A PF afirma que ‘sem o processo de batimetria não é possível fiscalizar adequadamente a execução da obra, já que a análise envolve a topografia antes, durante e após a execução’. A realização do processo de batimetria apenas após a execução, diz a investigação, não permite verificar quantos metros cúbicos de sedimentos foram efetivamente dragados.

Segundo declarações do ex-funcionário e indícios colhidos durante a investigação, a Fotogeo não estava realizando a batimetria, mas apenas copiando os dados fornecidos pela própria empresa responsável pela execução da obra, Jan de Nul, e esses fatos eram de conhecimento do coordenador de projetos e diretor de engenharia.

“A lancha, por exemplo, supostamente utilizada pela empresa Fotogeo para realizar a batimetria estava alocada para a Empresa Jan de Nul. Há também indícios de fraudes na obra de dragagem em si, como a ausência de fiscalização (batimetria) pela Empresa Fotogeo, a aparente manipulação na sindicância instaurada para apurar os fatos referentes à fiscalização e o sobrepreço dos custos de mobilização/desmobilização e da obra de dragagem em si”, afirma a PF.

O custo de mobilização/desmobilização da obra foi de R$ 32 milhões, enquanto que o custo da obra em si foi de R$ 28 milhões, ou seja, o custo da mobilização/desmobilização foi superior ao da própria obra.

A PF afirmou que há ‘indícios de sobrepreço do material dragado em comparação com obras similares’.

A reportagem fez contato com a Fotogeo. A empresa Jan de Nul não foi localizada.
Fonte : O Estadão - SP
Data :12/07/2017

ESTALEIRO PARANAENSE AUMENTA PRODUÇÃO EM 20% COM FABRICAÇÃO DE LANCHAS PREMIUM
Publicado em 07/12/2017 as 04:13 PM

Autor:        Jéssica Sant’Ana

Way Brasil começou a produzir lanchas da marca Fishing Raptor e deve entregar até o fim deste ano 30 unidades

Depois de começar a exportar barcos para a Argentina no ano passado, o estaleiro paranaense Way Brasil entra no mercado premium de lanchas. A fábrica começou a  roduzir lanchas da marca Fishing Raptor e deve entregar até o fim deste ano 30 unidades. O preços dos barcos varia de R$ 130 mil a R$ 2 milhões e a demanda fez a produção do estaleiro aumentar em 20%.

O estaleiro Way Brasil fica em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e desde o início dos anos 2000 produz barcos da marca Triton Yachts. São fabricadas, em média, 120 unidades por ano, grande parte vendida para clientes do Sul e Sudeste.

Mas, no ano passado, a empresa traçou algumas estratégias para driblar a crise que também afetou o mercado náutico. Uma dessas ações incluiu a conquista da conta da Fishing Raptor, marca brasileira de barcos premium que terceirizava a sua produção no interior de São Paulo.

Em meados do 2016, a Fishing Raptor fechou o contrato com o estaleiro paranaense. O diretor da marca, Fernando Assinato, afirma que a qualidade produtiva da Way Brasil motivou a mudança, já que o estaleiro tem fabricação própria dos componentes que vão em uma lancha, como madeira, acrílico e estofamento. As únicas exceções são os materiais de inox e vidro, que são comprados de terceiros.

A mudança de fabricante fez com a produção dos barcos Fishing fosse paralisada por alguns meses no ano passado. Neste período, foram trazidos para o Paraná os moldes para fazer cada um dos 15 modelos de barcos da marca e novos funcionários foram contratados e treinados.

Com a linha de produção já instalada na fábrica paranaense, a Way Brasil começou a produzir os 30 barcos Fishing Raptor encomendados por clientes do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns foram terminados e entregues neste ano, mas a maioria segue em processo de fabricação e deve ser entregue até o fim do ano. Eles custam até R$ 2 milhões e demoram de 20 dias a três meses para ficar prontos, dependendo do modelo.

Além de passar a fabricar as lanchas Fishing, o estaleiro paranaense começou a exportar barcos Triton Yachts para a Argentina no ano passado e se prepara para produzir lanchas da marca Armatti Yachts.
Fonte : Gazeta do Povo - PR
Data : 12/07/2017

TECNOLOGIA E O TRANSPORTE 4.0
Publicado em 07/12/2017 as 04:12 PM

Autor:        MARCELO DUARTE* - comunicacao@sinfra.mt.gov.br

Estradas com monitoramento em tempo real de congestionamentos, informando rotas alternativas aos condutores; a pesagem, em movimento, de carretas carregadas; e a gestão automatizada de todas as rodovias e das linhas de ônibus intermunicipais.

Estas são apenas algumas das ações que já estão em funcionamento na Coreia do Sul, melhorando a vida do cidadão.

Os sul-coreanos utilizam Sistemas Inteligente de Transporte (ITS, sigla em inglês), que são baseados nos pilares da chamada Revolução Industrial 4.0: internet das coisas, big data (armazenamento de dados), sistemas autônomos e a computação em nuvens (“cloud computing”). Entende-se por ITS a aplicação integrada de tecnologias avançadas utilizando sistemas, computadores potentes, sensores e a comunicação com o objetivo de melhorar a segurança e a eficiência do transporte.

As inovações tecnológicas, tão distantes da nossa realidade de Mato Grosso, temos que admitir, foram apresentadas em evento na capital Seul, durante o "Programa de Compartilhamento de Conhecimentos e Experiências do Desenvolvimento da Infraestrutura Coreana para Autoridades de Alto Nível", no qual participei a convite do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De fato, Mato Grosso precisa superar desafios - ainda básicos - antes de alcançarmos o nível de desenvolvimento sul-coreano. Por aqui, trabalhamos para tirar do papel a pavimentação de estradas. E temos obtido sucesso nesse quesito. Conseguimos concluir 1.7 mil km de asfalto - em pouco mais de dois anos e meio de gestão -, considerando as obras de construção e reconstrução do antigo pavimentado recebido deteriorado.

Planejamento - No entanto, ao ver a potência que se tornou a Coreia do Sul, vem à mente o seguinte questionamento: como um país tão pequeno, que possui o tamanho do Estado de Pernambuco e tem só 10% da extensão de Mato Grosso, conseguiu chegar a este nível? A resposta é simples: investimento em inovação tecnológica e planejamento. Além do alinhamento da política governamental com a atividade empresarial, com regras claras e objetivos comuns, como dissemos no artigo passado.

Em termos de infraestrutura logística, a Coreia do Sul tem, por exemplo, o Aeroporto Internacional de Incheon, um dos mais movimentados do Mundo. Desde 2015, o aeroporto é classificado, consecutivamente, como o melhor do mundo. Lá dentro é possível encontrar cassino, campo de golfe, dormitórios e jardins internos.

Em Mato Grosso, é bem verdade que estamos distantes disto. Mas acreditamos que estamos trabalhando no rumo certo. No próximo leilão federal, por exemplo, foi incluída a concessão do Aeroporto Marechal Rondon. Empresas europeias demostraram interesse em participar. Inovamos, neste caso, ao convencer o Governo Federal de aceitar que a empresa vencedora converta o dinheiro da outorga para obras em outros quatro regionais menores (Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop e Alta Floresta). Isso nunca foi feito no Brasil. Saímos na frente.

Comparar com a Coreia do Sul com o Brasil pode soar injusto. Afinal, o país asiático tem uma malha ferroviária, que inclusive conta com várias linhas de trem bala, possui mais de 100 mil km de rodovias, o que equivale a praticamente metade das rodovias do nosso país, além de modernos portos e um dos sistemas de transporte urbano mais eficientes do mundo.

Investimentos - Destaco que mesmo tendo uma infraestrutura invejável, certamente os sul-coreanos continuarão fazendo novos investimentos na sua ampliação. Mas uma das grandes áreas de investimentos que os asiáticos vêm fazendo na sua infraestrutura, nos últimos anos, não envolve asfalto, o aço ou cimento.

Além das possibilidades já citadas no artigo, destaco que em termos de ITS existem na Coreia do Sul a possibilidade de uso das informações coletadas nas rodovias, por meio dos sensores, para definição da necessidade de investimentos governamentais. Outro caso interessante diz respeito a gestão total do sistema de transporte urbano intermunicipal, com o pagamento eletrônico, contendo informações ao vivo da quantidade de passageiros em cada trem ou ônibus e detalhes da viagem.

Em tempos de recursos escassos para investimentos em infraestrutura, a adoção de sistemas inteligentes de transporte é uma solução muito interessante. Afinal, eles custam uma pequena fração dos investimentos em infraestrutura. Segundo os analistas coreanos, com os quais conversei, estes investimentos em inteligência de transporte representam somente 1% do custo da infraestrutura. Estes sistemas podem otimizar os investimentos já feitos, direcionar políticas públicas, além de melhorar a eficiência e a segurança das dos usuários das vias.

Teremos que vencer alguns obstáculos históricos para entrarmos definitivamente na era das tecnologias 4.0 no nosso setor de infraestrutura e logística. Primeiramente, ressalto que precisamos compreender melhor os dados que já possuímos, analisando-os e automatizando suas análises. Em segundo lugar, precisamos, com a ajuda do BID, que já se prontificou em coordenar, rever os planos de transporte intermunicipal em parceria com a Ager. Além disso, elaborar um Plano Estadual de Logística e Transportes para Mato Grosso.

A partir destes estudos, ficarão mais claras as necessidades do setor de transporte, mas também de contratação de sistemas e equipamentos, bem como a capacitação de pessoas para a implantação dos sistemas. Temos que ter este cuidado, pois não são raras às vezes que o poder público contrata algo superdimensionado, ou subdimensionado ou subaproveitado por falta de planejamento.

Visão de Estado - Importante dizer, com base na troca de experiências na Coreia do Sul, que estas transformações demandam uma visão única de estado – não de Governo. O planejamento e a continuidade foram fundamentais para os avanços em tão pouco tempo. Neste contexto, as recentes parcerias firmadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (Unops) são importantíssimas.

Estas instituições estão acreditando no Governo, mas também na capacidade do Estado construir soluções para avançarmos no setor de logística e infraestrutura também a médio e longo prazo, focando na melhoria não só da eficiência no transporte de cargas, mas também na humanização do transporte e na consequente recuperação da atividade econômica e da qualidade de vida da população. Acredito que, apesar das enormes diferenças, podemos, sim, aprender com exemplos inspiradores, como o da Coreia do Sul, que deixou o subdesenvolvimento nos últimos 30 anos e se tornou uma das maiores potencias econômicas do Mundo.

* MARCELO DUARTE é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), mestre pela Universidade de Lincoln (Nova Zelândia), com curso de gestão pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (EUA). É graduado em Administração pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Master in Business Administration (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Fonte : Diário de Cuiabá - MT
Data : 12/07/2017

CONCESSÃO DA BR-470 (1)
Publicado em 07/12/2017 as 04:12 PM

Autor:        PANCHO

Dia importante para o futuro da nossa principal rodovia federal, a BR-470.

Hoje integrantes do Fórum Parlamentar Catarinense – grupo formado por deputados federais e senadores de Santa Catarina – conhecerão os planos do governo federal para a concessão da rodovia que corta o Vale do Itajaí.

O coordenador do Fórum, deputado João Paulo Kleinübing (PSD), disse na semana passada que o encontro com diretores do Ministério dos Transportes, agendado para as 14h30min, será importante para tentar definir o que é uma tarifa de pedágio razoável. Feito isso, será possível distribuir os investimentos ao longo do tempo para atingir a quantia desejada.

O cálculo e a definição são importantes porque se a concessão fosse feita hoje o pedágio custaria mais de R$ 20 por cada 100 quilômetros de rodovia. Para Kleinübing é necessário, portanto, que os investimentos por parte do governo federal continuem por algum tempo até que o valor da concessão atinja pelo menos metade disso.

Um quarto disso, eu diria.

Concessão da BR-470 (2)

O senador Dalirio Beber (PSDB), que antecedeu Kleinübing na coordenação do grupo, diz que o ideal é tirar do governo federal o compromisso de continuar responsável pela duplicação nos quatro lotes já licitados, entre Navegantes e Indaial, mesmo depois da concessão. Só assim, na opinião dele, teríamos, de fato, um impacto positivo no valor do pedágio.

Saber quanto a União vai injetar na duplicação da rodovia com o lançamento do programa Avançar Brasil, programado para as próximas semanas, é o ponto de partida para todo esse cálculo. Se houver Avançar Brasil. Com o clima político desfavorável, é impossível prever o que vai acontecer nos próximos dias na capital federal.
Fonte : Jornal de Santa Catarina - SC
Data : 12/07/2017

REFORMA NO CAIS
Publicado em 07/12/2017 as 04:12 PM

Autor:        DAGMARA SPAUTZ

Foi assinada ontem a ordem de serviço para a retomada das obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4, que estavam paradas há mais de um ano por falta de verbas.

A obra é do governo federal, que autorizou o empenho de R$ 18 milhões por meio da Secretaria Nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Os trabalhos começam com a reforma das defensas, que recebem o impacto da atracação dos navios. Quando a obra estiver concluída, os quatro berços de atracação do Porto de Itajaí formarão uma estrutura linear, o que vai facilitar a atracação dos maiores navios recebidos pelo Complexo Portuário.
Fonte : Jornal de Santa Catarina - SC
Data : 12/07/2017

MOVIMENTAÇÃO NOS PORTOS BRASILEIROS CRESCE EM 2017
Publicado em 07/12/2017 as 04:12 PM

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) reforçaram nesta segunda-feira (10) a importância dos portos brasileiros para a recuperação da economia. De janeiro a maio, a movimentação total de cargas nos portos teve crescimento de 2,32% na comparação com o mesmo período do ano passado, com o aumento de dez milhões de toneladas a mais transportadas.

Segundo os dados, a maior parte da movimentação foi realizada nos terminais de uso privado (TUPs). Nesses empreendimentos, explorados pela iniciativa privada, foram movimentadas mais de 280 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses do ano – um aumento de cerca de 6% em relação ao mesmo período de 2016.

No período, 64,12% das movimentações foram de granel sólido (soja, farelo de soja, açúcar, milho trio, fertilizantes), 21,14% de granel líquido (óleos de soja, mamona, solventes, petróleo e derivados), 9,54% de contêiners e 5,20% de cargas soltas (madeira, bobina de papel, aço).
Fonte: Portal Brasil,
Data : 12/07/2017

FUNDO DA MARINHA MERCANTE FINANCIA CONSTRUÇÃO DE REBOCADORES
Publicado em 07/12/2017 as 04:11 PM

A operadora de serviços portuários Wilson Sons assinou contrato de financiamento com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a construção de seis novos rebocadores. Os rebocadores são barcos de menor porte projetados para realizar manobras delicadas como atracação e desatracação de embarcações como barcaças ou navios.

O documento, assinado na última semana de junho, garantiu os recursos de US$ 54 milhões, do Fundo da Marinha Mercante (FMM), para a construção das embarcações no estaleiro da operadora em Guarujá (SP).

Para esses novos seis rebocadores, o projeto prevê as instalações de sistema de propulsão azimutal, o que significa que o mecanismo que converte a potência do motor dos barcos e navios em impulso possibilitará a utilização da força total para a manobra da embarcação por meio de rotação de até 360º da parte subaquática.

Marintec
Em 2016, o FMM finalizou 2016 com R$ 3,5 bilhões de desembolsos de financiamentos e R$ 400 milhões em incentivos pagos. Em 2017, já foram desembolsados cerca de R$ 300 milhões de financiamentos e R$ 65 milhões em incentivos pagos, 29 embarcações foram entregues e finalizadas as obras em 3 estaleiros.

A atuação do FMM tem a finalidade de promover o investimento privado para o desenvolvimento da marinha mercante e da indústria de construção e reparação naval no País.
Fonte: Portal Brasil,
Data : 12/07/2017

INDÚSTRIA CRESCE 0,8% EM MAIO
Publicado em 07/12/2017 as 04:11 PM

O crescimento de 0,8% na produção industrial em maio reflete expansão no parque fabril em 10 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, ontem, os dados regionalizados da produção.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, o crescimento que se refere aos dados dessazonalizados teve como principal destaque o Estado do Ceará, onde a expansão chegou a 5,9%, representando 5,1 pontos percentuais acima do crescimento médio nacional da indústria e já divulgado na semana passada pelo IBGE, com índice de 0,8%.

Em seguida vem a Bahia, cuja expansão chegou a 3,6% e o Pará, com 3,1%.

No Rio Grande do Sul e em São Paulo a expansão foi 2,5%, em Santa Catarina (1,4%), no Paraná (1,4%), e na Região Nordeste (1,3%), todos com resultados acima da média nacional da indústria.

Com resultados positivos ficaram ainda Goiás, que registrou o mesmo avanço de 0,8% do crescimento da indústria para a totalidade do País, e Pernambuco, que apresentou resultado praticamente estável ao crescer apenas 0,1%.

Entre os quatro estados com resultados negativos ficaram o Amazonas, cuja indústria registrou a maior retração: de -3,6%, intensificando a queda de 0,6% verificada no mês anterior.
Fonte : Jornal do Commercio - Recife – PE
Data : 12/07/2017

PF APURA FRAUDE NA LICITAÇÃO DE OBRA NO PORTO DO ITAQUI EM SÃO LUÍS
Publicado em 07/12/2017 as 04:11 PM

PF cumpriu mandados no Porto de Itaqui, um na residência do coordenador de Projetos da Emap e na residência do diretor de Engenharia da Emap.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (12), a operação “Draga”. A operação tem o objetivo de apurar fraude na licitação, execução e fiscalização da obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui em São Luís.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís, São José dos Campos, no estado de São Paulo, e também na cidade do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela Justiça Estadual, por meio da Central de Inquéritos e Custódia da Comarca de São Luís. A operação contou com a participação de 40 policiais federais.

A PF cumpriu mandados no Porto de Itaqui, um na residência do coordenador de Projetos da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e um na residência do diretor de Engenharia da Emap, na capital. Além disso, foi determinada pela Justiça a proibição de acesso ou frequência do coordenador de Projetos e do diretor de Engenharia à EMAP, e suspensão do exercício de sua função pública pelo prazo de 90 dias.

A obra de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui foi executada pela Empresa JAN DE NUL DO BRASIL DRAGAGEM LTDA de 18/12/2014 a 13/3/2015, com o custo total de R$ 62.127.990,92. A fiscalização ficou a cargo da Empresa FOTOGEO, com o custo de R$ 1.528.658,36.

A investigação teve início com as declarações de um ex-funcionário da Emap, empresa estadual que administra o Porto de Itaqui na capital maranhense. Segundo a PF, o ex-funcionário declarou que apesar de ocupar a função de gerente de Projetos, cargo no qual deveria acompanhar a execução da obra, o andamento da obra foi deliberadamente omitido do ex-funcionário, com o possível intuito de ocultar fraudes.

Ainda de acordo com a investigação da Polícia Federal, a responsabilidade pela execução dos contratos (execução da obra e fiscalização) coube ao Coordenador de Projetos, enquanto que o gestor do contrato foi o diretor de Engenharia da Emap.

A fiscalização da execução da obra de dragagem se deu através do processo de batimetria, que consiste na medição das profundidades dos mares e lagos por meio de referenciação por ultrassons.

De acordo com as declarações do ex-funcionário e indícios colhidos durante a investigação, a Empresa FOTOGEO não estava realizando a batimetria, mas apenas copiando os dados fornecidos pela própria empresa responsável pela execução da obra, JAN DE NUL, e esses fatos eram de conhecimento do Coordenador de Projetos e Diretor de Engenharia. A lancha, por exemplo, supostamente utilizada pela Empresa FOTOGEO para realizar a batimetria estava alocada para a Empresa JAN DE NUL.

Há também indícios de fraudes na obra de dragagem em si, como a ausência de fiscalização (batimetria) pela Empresa FOTOGEO, a aparente manipulação na sindicância instaurada para apurar os fatos referentes à fiscalização e o sobrepreço dos custos de mobilização e desmobilização e da obra de dragagem em si.

O custo de mobilização e desmobilização da obra foi de 32 milhões de reais, enquanto que o custo da obra em si foi de 28 milhões, ou seja, o custo da mobilização e desmobilização foi superior ao da própria obra.

A Empresa belga JAN DE NUL já foi citada em colaborações premiadas no contexto da “Operação Lava Jato”, em fraudes similares pelo Brasil.
Fonte : G1 - O Portal de Notícias da Globo
Data : 12/07/2017

VEJA O QUE MUDA PARA EMPRESÁRIOS E EMPREGADOS COM A REFORMA TRABALHISTA
Publicado em 07/12/2017 as 04:10 PM

O Senado aprovou nesta terça-feira (11) a reforma trabalhista de Michel Temer, uma ampla revisão das leis que regem da contratação à demissão de pessoas.

O texto está pronto para ser sancionado pelo presidente. A vitória na aprovação de uma das principais bandeiras do governo foi um alívio para o peemedebista em meio à crise política deflagrada pela delação da JBS e que levou Temer a ser denunciado por corrupção pela Procuradoria-Geral da República.

As novas regras entram em vigor 120 dias após a publicação da lei no Diário Oficial da União.

Para sindicatos e associações de juízes, procuradores e advogados do trabalho, a reforma leva à precarização do mercado de trabalho ao aumentar a insegurança do de profissionais e retirar direitos estabelecidos na CLT. Eles afirmam também que o projeto tem uma série de previsões inconstitucionais.

Já as entidades patronais apoiam as mudanças. Para empresários, a reforma moderniza a legislação trabalhista ao promover maior flexibilidade nas modalidades de contratação e demissão, assim como ao dar mais poder para a negociação entre sindicato e empresa, que poderão a partir de agora se sobrepor à CLT.

Veja as principais mudanças para trabalhadores e empresas que devem ocorrer com a promulgação da reforma.

ACORDOS E CONVENÇÕES COLETIVAS
Negociação vai prevalecer sobre a CLT quando tratar de temas como jornada, intervalo para almoço e plano de cargos, salários e funções
Poderá ser negociado
> Organização da jornada de trabalho
> Banco de horas individual
> Intervalo intrajornada
> Plano de cargos, salários e funções
> Regulamento empresarial
> Representante dos trabalhadores no local de trabalho
> Teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente
> Remuneração por produtividade, gorjetas e remuneração por desempenho individual
> Modalidade de registro de jornada de trabalho
> Troca do dia de feriado
> Enquadramento do grau de insalubridade
> Prorrogação de jornada em ambientes insalubres sem licença prévia do Ministério do Trabalho
> Prêmios de incentivo em bens ou serviços
> Participação nos lucros ou resultados da empresa
Não poderá ser negociado
> Normas de identificação profissional e anotações na Carteira de Trabalho
> Direito a seguro-desemprego
> Salário-mínimo
> Remuneração adicional do trabalho noturno
> Valor nominal do décimo terceiro salário
> Repouso semanal remunerado
> Remuneração do serviço extraordinário superior à do normal em no mínimo 50%
> Número de dias de férias devido ao empregado
> Gozo de férias anuais remuneradas
> Licença-maternidade com a duração mínima de 120 dias e licença-paternidade
> Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, com mínimo de 30 dias
> Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho
> Adicional de remuneração para atividades insalubres, penosas ou perigosas
> Seguro contra acidentes de trabalho
> Restrições ao trabalho de crianças e adolescentes
> Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso
> Liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador
> Direito de greve
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Sindicatos fortes têm maior poder de negociação para adaptar regras da CLT ao que melhor lhes convier
Desvantagem: Em setores menos organizados, empresas podem obter mais vantagens
O que muda para a empresa
Vantagem: Empresas terão mais flexibilidade para negociar acordos e obter condições mais benéficas a elas, como jornadas maiores

JORNADA> JORNADA PARCIAL
É ampliada de 25 horas para 30 sem hora extra, ou 26 horas com 6 horas extras, o que diminui a diferença para a jornada integral
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Quem deseja passar mais tempo com os filhos e estudantes têm mais opções de jornada que se adaptem às suas rotinas
Desvantagem: Ganhará proporcionalmente menos
O que muda para a empresa
Vantagem: Empresas podem contratar funcionários para trabalhar por tempo menor, pagando um salário menor

> JORNADA 12 x 36
Jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, já adotada na área da saúde, por exemplo, é regulamentada
O que muda para o trabalhador
Desvantagem: Modalidade pode ser adotada em outras categorias sem necessidade de acordo coletivo
O que muda para a empresa
Vantagem: Prática ganha segurança jurídica contra questionamentos na Justiça, o que hoje em dia resulta em multa e indenização

TIPOS DE CONTRATO> HOME OFFICE
Chamado de “teletrabalho” pela legislação, passa a ser regulamentado
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Reforma dá segurança jurídica ao definir normas que contratos devem seguir
Desvantagem: Regras relativas a jornada, como horas extras, não se aplicam ao home office
O que muda para a empresa
Vantagem: Questões como responsabilidade por pagamento da internet deverão constar em contrato, evitando surpresas em processos

> TRABALHO INTERMITENTE
Prevê prestação de serviços por horas, dias ou meses, sem continuidade; medida provisória deve criar quarentena
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Pode ter carteira assinada com várias empresas, formalizando quem atualmente já trabalha fazendo bicos
Desvantagem: Ele terá pouco controle sobre sua rotina, como quando trabalhará e quanto ganhará
O que muda para a empresa
Vantagem: Poderá pagar funcionário apenas pelo tempo efetivamente trabalhado, apenas pelo período que precisar dele

> AUTÔNOMOS
Poderá fazer contrato com uma empresa para trabalhar em regime de exclusividade e continuidade, semconfigurar relação de emprego
O que muda para o trabalhador
Desvantagem: Trabalha como empregado regular, mas sem ter a carteira assinada; só há vínculo se houver subordinação
O que muda para a empresa
Vantagem: Modalidade é mais barata do que empregado com carteira assinada; ficará mais difícil para autônomo comprovar vínculo

DEMISSÃO> COMUM ACORDO
Profissional e empresa juntos podem rescindir contrato, o que dá direito a 50% da multa e do aviso prévio e a 80% do FGTS
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Quem quiser ser demitido sem perder a multa e o FGTS terá opção para rece-ber metade do devido ao demitido sem justa causa
Desvantagem: Empresa que deseja demitir sem pagar toda a indenização pode pressionar trabalhador a aceitar esse acordo
O que muda para a empresa
Vantagem: Poderá demitir trabalhador pagando metade da indenização prevista nos casos de desligamento sem justa causa

> HOMOLOGAÇÃO
Rescisão não precisa mais passar pelo crivo dos sindicatos
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Desburocratiza desligamento e acelera recebimento da indenização
Desvantagem: Entidades deixam de fazer pente fino nos termos de rescisão, e eventuais irregularidades poderão passar despercebidas
O que muda para a empresa
Vantagem: Desburocratiza processo de desligamento de empregados

SINDICATOS E REPRESENTAÇÃO
Imposto sindical deixa de ser obrigatório e passa a ser descontado do salário apenas de quem autorizar
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Poderá escolher se deseja ou não dar o dinheiro, o que pode motivar as enti-dades a mostrar serviço na defesa da categoria
Desvantagem: Pode enfraquecê-las por falta de financiamento
O que muda para a empresa
Vantagem: Contribuição para sindicatos patronais passa a ser voluntária, mas entidades como Fiesp e CNI não dependem da verba

JUSTIÇA> RESPONSABILIDADE
Sócio que deixou empresa só responde ação na ausência dos atuais donos e por até dois anos
O que muda para o trabalhador
Desvantagem: Ordem e prazo dificultam recebimento de direitos trabalhistas quando em-presa e sócios atuais não tiverem condições de pagar
O que muda para a empresa
Vantagem: Ex-sócios têm maior segurança de que não terão que arcar com obrigações trabalhistas dos negócios dos quais saíram

> RENDA
Teto para receber justiça gratuita sobe de R$ 1.874 para R$ 2.212 e concessão para quem alegar que custos do processo prejudicam sustento é eliminada
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Limite de renda para receber benefício é ampliado, o que é positivo para quem ganha menos
Desvantagem: Fim da concessão para quem não tem condições de arcar com os custos sem prejudicar a si ou à família dificulta acesso
O que muda para a empresa
Vantagem: Afunilamento das condições necessárias para ter direito à justiça gratuita tende a reduzir o número de processos

TERCEIRIZADOS> TRATAMENTO
Empresas deverão oferecer aos terceirizados os mesmos serviços de alimentação, transporte e atendimento médico oferecidos a seus funcionários
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Previsão antes opcional passa a ser obrigatória, o que beneficia terceirizado
O que muda para a empresa
Desvantagem: Passa a ser obrigada a ampliar serviços oferecidos para atender terceirizados, o que aumenta seus custos

> QUARENTENA
Demitido não pode ser recontratado como terceirizado nos 18 meses após o desligamento
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Medida busca evitar que empresas demitam empre-gados para recontratá-los como pessoas jurídicas, pagando menos
O que muda para a empresa
Desvantagem: A restrição diminui os ganhos que as empresas esperam obter com a terceirização
A terceirização de “serviços determinados e específicos” -incluindo atividade-fim da empresa- foi sancionada em 31 de março pelo presidente Michel Temer

HORAS EXTRAS
Banco de horas poderá ser negociado individualmente, fora do acordo coletivo
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Regra permite que profissionais negociem diretamente quando e como preferem compensar suas horas extras
Desvantagem: Se o poder de barganha for baixo, profissional terá que ceder às empresas
O que muda para a empresa
Vantagem: Negociação caso a caso permite alcançar acordos que se adequem às necessidades dos empregadores e dos funcionários

FÉRIAS
Poderão ser parceladas em até três vezes e não poderão começar a dois dias de feriados e fins de semana
O que muda para o trabalhador
Vantagem: Tem maior liberdade para definir férias e será protegido contra perda de dias em feriados
Desvantagem: Quem prefere um mês corrido pode ter que ceder e dividir o descanso
O que muda para a empresa
Vantagem: Maior flexibilidade para organizar as férias do seu quadro de empregados

MAIS MUDANÇAS
O governo negocia uma medida provisória com alterações no texto aprovado, como a criação da quarentena para a contratação em regime intermitente, a retirada gradual do imposto sindical e a suspensão de atestado para que grávidas e lactantes não trabalhem em atividade insalubre.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 12/07/2017

PARA EMPRESÁRIO, REFORMA VAI REDUZIR AÇÕES; SINDICATO VÊ QUEDA DE SALÁRIOS
Publicado em 07/12/2017 as 04:10 PM

Do lado favorável à aprovação da reforma trabalhista, entidades patronais afirmaram que as novas regras modernizam as relações entre empresas e empregados.

Já para sindicatos de trabalhadores, a mudança representa perda de direitos.

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Alexandre Furlan, afirma que a “força de lei” aos acordos entre empresas e funcionários vai reduzir as disputas na Justiça.

“Não se trata, de forma alguma, de perda ou redução dos direitos assegurados e alçados ao patamar constitucional”, afirma Furlan.

Para José Pastore, presidente do conselho de emprego e relações do trabalho da FecomercioSP, as mudanças vão permitir a retomada do crescimento da economia.

Reforma trabalhista – Confira os principais pontos que mudam com a reforma

“A lei, sozinha, não garante empregos. Entretanto, permite que o ambiente de trabalho se torne mais atrativo e sustentável. Com leis claras e existindo respeito ao pactuado, a oferta de emprego existirá”, afirma Pastore.

“A jornada parcial tratada no projeto é adequada e pretendida por considerável parcela de empregados em busca de recolocação e por empresas que não podem e não necessitam contar com o empregado em jornada integral. Isso resultará em competitividade e, consequentemente, em expansão”, diz.

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) considerou a aprovação “uma relevante contribuição para o país” e elogiou o Congresso, que, segundo a entidade, mostrou que as turbulências políticas não comprometeram as reformas.

Em nota, porém, a Anbima cobrou uma “agenda ainda mais ampla de reformas”. Além da Previdência, citou aspectos tributários e a necessidade de medidas para atrair investimentos.

contratos precários
Com posicionamento contrário à reforma, a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) criticou a aprovação do texto no Congresso.

“A reforma não gera empregos, não aumenta a segurança jurídica, não reduz a litigiosidade na Justiça do Trabalho. Catapulta os conflitos trabalhistas, fomenta a migração para contratos precários e induz à recessão”, diz em nota o presidente da Anamatra, o juiz do Trabalho Guilherme Feliciano.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, afirmou que a mudança na legislação “vai aumentar a rotatividade e rebaixar salários e que isso terá um efeito cascata sobre a economia nacional”.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, da Força Sindical, disse que houve uma “derrota anunciada”, mas que a possibilidade de veto e edição de medida provisória cria “uma prorrogação”.

O fim da contribuição sindical obrigatória é um dos pontos da reforma trabalhista. O governo do presidente Michel Temer sinalizou a sindicalistas a possibilidade de compensação por uma MP que regulamente a contribuição assistencial após negociação dos acordos coletivos.

Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma (sindicato que reúne indústrias farmacêuticas), afirma que a entidade se posiciona “fortemente a favor” do fim da contribuição sindical obrigatória.

“Os sindicatos precisam se manter pelo serviço que levam a seus associados, e não pelas benesses do governo. Temos 302 associados e eles pagam os nossos custos.”

Em pronunciamento após a aprovação da proposta, Temer disse que ela ajudará na retomada da geração de empregos e não tirará direitos dos trabalhadores. “Essa aprovação é uma vitória do Brasil na luta contra o desemprego e na construção de um país mais competitivo.”
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 12/07/2017

PORTO DE PARANAGUÁ RECEBERÁ INVESTIMENTO DE MAIS DE R$ 2,2 BI ATÉ 2018
Publicado em 07/12/2017 as 04:10 PM

O Porto de Paranaguá, no Paraná, uma das portas de saída mais importações para as exportações brasileiras do agronegócio, deverá receber investimentos públicos e privados de mais de R$ 2,2 bilhões até 2018.

Foi o que projetou hoje Luiz Henrique Dividino, presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em reunião com representantes de cooperativas paranaenses do Sistema Ocepar, em Curitiba.

“Algumas obras já estão em andamento e os novos projetos vão contemplar armazéns, berços de atracação e equipamentos, toda a infraestrutura necessária para um melhor atendimento aos clientes”, afirmou Dividino, conforme comunicado do Sistema Ocepar. Segundo ele, o agronegócio é prioridade para a empresa.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 12/07/2017

SETOR FINANCEIRO ARTICULA RELATÓRIO ALTERNATIVO PARA MP
Publicado em 07/12/2017 as 04:10 PM

Boa parte do mercado financeiro e das casas de advocacia que lidam com direito administrativo está preocupada com o andamento da medida provisória 784, que amplia os poderes punitivos do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CMV) e abre a possibilidade de acordos de leniência para os dois órgãos. Esses grupos começam uma articulação para apresentar um voto em separado, ou seja, um novo relatório distinto daquele que venha a ser apresentado pela relatora do tema na comissão.

Conforme antecipou o Valor, a relatoria da matéria ficou com senadora Lídice da Mata (PSB-BA), mesmo partido que já ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para derrubar a MP. A presidência está com o deputado Fabio Garcia também do PSB.

A tramitação na comissão é parte essencial na elaboração do texto final que vai virar lei e é trabalho do relator selecionar as emendas e ouvir as partes interessadas para apresentar um relatório que seja equilibrado tanto para o governo como para as partes envolvidas.

A estratégia por ora delineada, de apresentar um voto separado, pode ser a forma de emplacar mudanças de redação que o setor entende serem importantes. A preocupação de algumas entidades é com a redação de artigos da MP, que estariam “abertos” demais, permitindo interpretações diversas ou até mesmo revisão de punições por instâncias superiores.

Segundo um interlocutor do setor, não há preocupação com o tamanho das multas, que podem chegar a R$ 2 bilhões no caso do BC, mas sim buscar uma definição mais clara de punições e respectivas penas, bem como uma dosimetria mais explícita.

A MP foi lançada no começo de junho já envolta em polêmicas em função da delação da JBS e investigações de operações no mercado de capitais com informações privilegiadas por parte das empresas e controladores do grupo. O texto também chegou ao Congresso em meio às notícias de possíveis delações premiadas que poderiam respingar no setor financeiro.

Não bastasse o momento “delicado”, a previsão para BC e CVM fazerem acordos de delação premiada abriu uma agressiva disputa com o Ministério Público, que desde o momento da edição do texto critica duramente essa possibilidade, mesmo estando expresso no texto da MP que os acordos envolveriam apenas infrações administrativas. Em nenhum momento, BC e CVM deixariam de comunicar ao MPF a existência de condutas criminais nos segmentos financeiros e de mercado de capitais.

Na semana passada, as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF) que atuam nas áreas Criminal, Consumidor e Ordem Econômica e Combate à Corrupção (2CCR/3CCR/5CCR) se manifestaram contra a aprovação da MP 784. Em nota técnica, os procuradores questionam a constitucionalidade da medida e os acordos de leniência. O BC respondeu dizendo estar aberto ao debate.

Ainda de acordo com esse representante do setor, com a atual composição da comissão e relatoria, o esforço do governo e, principalmente do BC, para ver a matéria ir adiante sem ser desfigurada terá de ser fortemente ampliado.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 12/07/2017

ECONOMIA COMEÇOU A ESTABILIZAR NO BRASIL, DIZ THYSSENKRUPP
Publicado em 07/12/2017 as 04:09 PM

Um dos maiores grupos industriais da Alemanha, a Thyssenkrupp já percebe sinais de estabilização na economia brasileira. Com uma operação de € 1 bilhão no Brasil – em épocas mais auspiciosas, a receita local equivaleria a praticamente o dobro, ou 5% a 7% do total no mundo -, a Thyssen mantém seu plano de investimento, mas o ritmo dos desembolsos vai depender da velocidade de retomada econômica e da elevação do uso de capacidade no país, afirma o presidente da companhia, Heinrich Hiesinger, em entrevista exclusiva ao Valor.

“Eu enxergo o começo da estabilidade da economia com potencial de melhora no segundo semestre”, diz o executivo. “Estamos preparados para continuar investindo aqui, o Brasil é um país muito rico e com grande potencial de médio e longo prazos. Mas precisamos da volta do crescimento para investir mais.”

Assim como em outras indústrias nacionais, a Thyssen tem convivido com taxas de ocupação próximas a 50%. De acordo com Hiesinger, o orçamento das operações brasileiras precisou ser corrigido para níveis “mais críveis”, em linha com o atual momento da economia. “Nossos planos para o país são consistentes, mas precisamos de maior ocupação antes de pensar em novos investimentos, como ocorre no resto do mundo”, explica.

A Thyssenkrupp é um conglomerado industrial que teve receita líquida de € 20,34 bilhões no primeiro semestre de seu ano fiscal, findo em março, lucro operacional de € 501 milhões e resultado líquido positivo de € 58 milhões.

O grupo atua em cinco divisões de negócios – componentes, elevadores, soluções industriais, matérias-primas e siderurgia. As cifras excluem os números da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio, que está sendo vendida à Ternium, do grupo italiano Techint.

Em 2015, a perspectiva da Thyssen era investir aproximadamente R$ 2 bilhões no Brasil até 2020. Segundo Hiesenger, a perspectiva está mantida, mas ainda depende do andamento da economia. Além disso, o valor incluía a CSA. Nos últimos dois anos, o grupo inaugurou uma nova fábrica em Poços de Caldas (MG), uma nova linha de produção em Campo Limpo Paulista (SP), expandiu sua fábrica de elevadores em Guaíba (RS) e a planta de rolamentos em Diadema (SP).

Para o executivo, a situação política adversa no Brasil, com ondas de instabilidade, não se diferencia tanto das surpresas observadas em outros lugares do planeta. Ele cita o “Brexit” – Reino Unido saindo da União Europeia – e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Em sua opinião, são necessárias agilidade e flexibilidade a grandes grupos como o dele para responder a essa volatilidade, com foco nos planos de longo prazo.

Hiesinger prefere não arriscar um palpite sobre qual será o momento exato da retomada econômica substancial no Brasil, ou o tamanho dela. No ano que vem, com as eleições que serão realizados, o cenário ainda parece muito incerto. “A boa notícia é que já vemos estabilidade”, diz.

Em visita ao país para participar do fórum regional do grupo com lideranças locais, o presidente do grupo conta que o negócio mais resistente por aqui tem sido o de elevadores. Ao contrário de outras áreas, como o setor automotivo – que depende de lançamentos -, a carteira de clientes garante estabilidade nos serviços de manutenção. Além disso, cerca de 70% da produção na fábrica é exportada.

Instabilidade política do Brasil lembra surpresas no mundo – “Brexit” e Trump -, diz executivo da companhia alemã

Têm também posição privilegiada no portfólio da alemã no país as soluções para a indústria cimenteira e de mineração. As duas áreas, contudo, lembra Hiesenger, estão enfraquecidas – a primeira, pelo mau momento da construção imobiliária e obras de infraestrutura, e a segunda, pela desvalorização das commodities no mercado internacional.

“Mas, no geral, gostamos de nossa presença no Brasil exatamente porque nos permite exercer a diversificação dos nossos negócios”, diz o executivo.

Nos últimos anos, a Thyssen acelerou a transformação de seus negócios, com a redução da exposição à siderurgia e maior foco em engenharia e serviços. Como resultado, nos últimos cinco anos, os desembolsos em pesquisa e desenvolvimento têm crescido em média 10% ao ano, totalizando € 3,5 bilhões no período. Em novas fábricas, sobretudo na Ásia e nas Américas, o desembolso somou € 6,7 bilhões.

A nova orientação dos negócios foi ditada também pelo surgimento de novas tecnologias. Hoje, segundo Hiesinger, não é possível manter-se no jogo sem pensar em digitalização. Mas há o desafio inerente ao que é novo e a adesão à digitalização é feita na base da tentativa e erro. “É preciso testar [a digitalização], o que não é usual para grandes companhias”, admite.

O programa de eficiência e reestruturação, contudo, não foi suficiente. Com economia de € 800 milhões a € 1 bilhão em custos anuais, o grupo precisou anunciar, ontem, redução de 2.000 a 2.500 trabalhadores de seu efetivo na área administrativa, até 2020. Esse novo enxugamento pode reduzir despesas em aproximadamente € 400 milhões.

O menor interesse pela produção de aço também se refletiu no Brasil. Em fevereiro, a CSA, única remanescente da Thyssen na operação siderúrgica nas Américas, foi vendida para a Ternium, por € 1,5 bilhão. A previsão é que o negócio seja concluído até o fim de setembro.

“Já havíamos tentado vender a CSA em 2013, quando a laminadora do Alabama [EUA] foi comprada”, afirma o executivo, em referência à alienação da outra metade da Steel Americas. “Não conseguimos, então continuamos investindo em inovação e licenças, mas sempre deixando claro que uma proposta interessante ficaria com o ativo. Era impossível no cenário de hoje ficar com uma empresa que só produz placas, como a CSA.”

Esse cenário é o enorme excesso de capacidade que acomete a siderurgia mundial. Na Europa, a Thyssen também quer resolver essas dificuldades, após um plano de reestruturação ter elevado as margens do negócio. O grupo alemão está negociando atualmente com a indiana Tata Steel a fusão dos ativos de aço na Europa. Mas o processo, acrescenta Hiesinger, será longo, e ainda não há nada definido.

“Precisamos de uma liderança responsável em relação ao excesso de capacidade. Estamos abertamente buscando um parceiro para tocar a Steel Europe, em uma joint venture”, diz. “A questão é que, principalmente após a reestruturação dos negócios, a unidade dá lucro e gera caixa, mas o retorno de capital é muito baixo. Até quando teríamos que continuar fazendo planos de reestruturação?”
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 12/07/2017

APESAR DE PROTESTO, SENADO APROVA REFORMA TRABALHISTA
Publicado em 07/12/2017 as 04:09 PM

Foi aprovado no Senado e vai à sanção presidencial, por 50 votos a 26 e uma abstenção, o projeto de lei que modifica mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A sessão foi marcada por um protesto inédito, no qual senadoras de oposição fizeram uma ocupação, por mais de sete horas, da Mesa que comanda os trabalhos da Casa.

Logo após a rejeição dos destaques e a conclusão da votação, o presidente Michel Temer fez um discurso, comemorando a aprovação da reforma. Segundo o presidente, a nova legislação “criará relações trabalhistas adequadas à realidade atual”. Para Temer, a aprovação da reforma foi “a vitória na luta contra o desemprego”. E acrescentou: “A modernização trabalhista é a via rápida para novos empregos.”

Dentre as principais alterações promovidas pela reforma estão a permissão para que acordos entre as partes tenham prevalência sobre a legislação; a criação de novos tipos de contratos de trabalho, entre eles o trabalho intermitente, a ampliação da possibilidade de acordos individuais, entre eles a jornada de 12 horas por 36 horas de descanso e redução de intervalo intrajornada; a previsão de banco de horas para compensação de horas extras, sem necessidade de acordo coletivo. Além disso, o projeto dificulta e encarece o acesso à Justiça do Trabalho, exclui a obrigatoriedade de homologações de demissões por sindicatos, retira a obrigação de negociar com sindicatos demissões coletivas e acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical.

Após a votação, o líder do governo e relator da reforma trabalhista em plenário, Romero Jucá (PMDB-RR) reforçou a promessa do presidente Michel Temer de editar uma medida provisória com ajustes à reforma, além de vetar alguns pontos do texto. Serão alterados o artigo que versa sobre a jornada de 12 horas por 36 de descanso, para estipular que ela somente poderá ocorrer por acordo coletivo; o artigo que versa sobre danos extrapatrimoniais, para desvincular o valor das indenizações ao salário do trabalhador; o artigo que permite que gestantes e lactantes trabalhem em locais insalubres; e a figura do autônomo exclusivo será vetada.

Além disso, o governo mexerá no artigo que versa sobre o trabalho intermitente, para estipular uma quarentena de 18 meses para que os trabalhadores demitidos sejam contratados por esse regime. E ajustará a figura da comissão de empregados, criada pela reforma, para impedir que ela substitua o papel dos sindicatos em negociações coletivas.

“Temos compromisso de que esses pontos pactuados continuarão abertos pra receber sugestão até a véspera da MP”, disse Jucá. “Essa lei é moderna e vai gerar empregos”. Uma versão preliminar da medida provisória circulou entre senadores da base, com mudanças propostas em alguns artigos.

Sem apoios suficientes para derrubar a chamada reforma trabalhista, opositores do governo tentaram impedir que a proposta fosse a voto. Senadoras do PT e PCdoB – e depois outras de PDT, PSB e até a pemedebista Kátia Abreu (TO) – tomaram os lugares da presidência e dos integrantes da Mesa que conduziriam a sessão. O presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) mandou desligar as luzes e microfones do plenário e suspendeu a sessão.

As senadoras almoçaram no local às escuras. A ocupação da Mesa de trabalho estava combinada na oposição desde ontem, segundo uma fonte. Gleisi Hoffmann (PR) chegou a ser desaconselhada de participar, inclusive, já que é presidente nacional do PT. Mas acabou comandando a ocupação, estando durante todo o tempo com o celular na mão e transmitindo ao vivo o que se passava.

Negociações foram conduzidas durante toda a tarde. A oposição, contudo, exigia um acordo para aprovar um destaque à proposta, o que na prática forçaria o retorno da matéria para a Câmara dos Deputados, que era justamente o que o governo queria evitar.

Os governistas chegaram a cogitar realizar a sessão em outro espaço no Senado. Vice-presidente, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) recolheu assinaturas. Havia dúvidas, no entanto, sobre a validade regimental da mudança de local, que poderia ser contestada posteriormente.

Por fim, Eunício foi ao plenário e disse que, sem acordo, colocaria a matéria para votação de qualquer maneira, no plenário ou em qualquer outro lugar. “Estou profundamente chocado com o que estou vendo hoje. Já esperei por mais de sete horas. O problema não é o mérito da matéria. É a desmoralização da Casa. É a primeira vez que vejo isso na vida”, afirmou.

Eunício argumentou a oposição quebrou o acordo que previu várias sessões para discussão da proposta. “Podíamos ter votado essa matéria na terça-feira. Permiti quarta e quinta-feira microfone aberto para todos se manifestarem. Não fiz para a oposição fazer sua fala. O entendimento foi quebrado hoje”.

Sem acordo, Eunício primeiro sentou-se em uma cadeira lateral à Mesa anunciando que comandaria os trabalhos e, microfone na mão, iniciou os encaminhamentos. Como seria impossível passar a palavra às bancadas naquela situação, os opositores finalmente cederam e deixaram a Mesa.

Gleisi afirmou que a medida extrema foi tomada porque “não tinha outra coisa para fazer. Tempos de exceção exigem de nossa parte reações anormais”, justificou. O senador José Medeiros (PSD-MT) protocolou uma representação contra as senadoras por quebra de decoro parlamentar.

O PMDB teve apenas quatro votos contrários à reforma: Renan Calheiros (AL), Katia Abreu (TO), Roberto Requião (PR) e Eduardo Braga (AM). O senador Hélio José (PMDB-DF), que chegou a perder cargos no governo federal por vociferar contra a reforma, não apareceu para votar.

Já Ronaldo Caiado (DEM-GO), que chegou a se manifestar contra a impossibilidade de o Senado mexer no texto, votou pela aprovação. O ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) votou contra. Os dois senadores do recém-criado Podemos, Álvaro Dias e Romário, também se opuseram. A única abstenção foi da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO).
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 12/07/2017

ANTAQ - PORTO MANTÉM ATIVIDADE MESMO COM EMBARGO
Publicado em 07/12/2017 as 04:09 PM

Uma equipe de reportagem da TV Liberal registrou a movimentação de cargas e passageiros no Porto Brilhante, em Belém, mesmo após o empreendimento ter a interdição determinada pela Justiça no mês de junho.
Da Redação

A Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público do Pará (MPPA) e determinou no dia 21 de junho a interdição das atividades do porto, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Desde 2012, o MPPA recomendava que o porto adotasse medidas de segurança.

No local, a equipe da TV Liberal flagrou o embarque e o desembarque de passageiros ocorrendo normalmente. Um funcionário de uma empresa de materiais de construção disse à reportagem que continua fazendo entregas normalmente nas embarcações atracadas no porto.

Uma mulher que se identificou como responsável pelo porto disse à equipe da TV Liberal que a entrada de veículos e de carga está interditada e que passageiros também estão impedidos de entrar, assim como as embarcações de passageiros.

Por telefone, o proprietário do Porto Brilhante afirmou não estar descumprindo a determinação judicial e que o porto está totalmente interditado desde a semana passada.

Segundo o MPPA, pelo menos 200 portos foram notificados em todo o estado para que regularizem as atividades e cumpram normas básicas de segurança. As recomendações atendem a uma resolução nacional da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) que deve ser cumprida até outubro de 2017.

"Os órgãos públicos estão nos locais para garantir que se possa ter uma segurança na navegação. Por exemplo, a Capitania dos Portos verifica a questão dos coletes salva-vidas, se a embarcação pode navegar em determinadas águas", diz o promotor de justiça Marco Aurélio Nascimento.

Para o promotor, a situação dos portos é uma questão histórica. "Para construir um porto, para fazer uma reforma, não é da noite para o dia. Precisa de tempo e investimento. Isso é uma realidade que sempre houve em Belém e nós esperamos que mude", conclui o promotor.

As empresas também passam por fiscalização, de acordo com o diretor de normatização da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon), Karim Zaidan.

"As embarcações que utilizam esses portos são notificadas imediatamente e nós comunicamos a Capitania dos Portos e o MPPA para que notifique essas empresas, primeiro para que não utilize aquele porto irregular, procure a Arcon para que se regularize e, caso esse prazo não seja cumprido, para que suspenda suas atividades", disse Zaidan.
Fonte : O Liberal - PA
Data :12/07/2017

PORTO EM ALTA
Publicado em 07/12/2017 as 04:08 PM

A crise política é uma tragédia para a economia do País, mas tem sido indiretamente benéfica para o comércio exterior e para o Porto de Santos, O câmbio deveria ter se desvalorizado com força devido à facilidade para atrair dólares seja pelos investidores externos que aproveitam os juros altos, seja pela remuneração das exportações.

Porém, a instabilidade da política não deixa a moeda cair e ela até tem permanecido acima das previsões. Apesar de quase bater em R$ 3,50 em dezembro e R$ 3,40 em maio, o dólar está no mesmo patamar de há exato um ano, entre R$ 3,25 e R$ 3,30, sendo que alguns economistas previam queda abaixo de RS 3,00, quando se pensava que o presidente Michel Temer faria uma transição tranquila. Esse cenário de solavancos modestos, pelo menos na cotação, acaba por ajudar o Porto de Santos, cuja previsão de movimentação para este ano já foi revisado para cima pela Codesp.

De acordo com a gestora portuária, o Porto movimentaria 122 milhões de toneladas no ano, mas agora a aposta está em 123 milhões, com uma alta de 10 milhões (8,8%) sobre 2016. Essa expansão não está relacionada a uma recuperação da economia e sim ao vigor do agronegócio que, sozinho, participará com 55 milhões de toneladas (44,7%), considerando apenas soja, milho, açúcar e adubo (este último, importado), In dependentemente do País crescer ou não, o campo, além de terras amplas e baratas, tem tecnologia de ponta da Embrapa para aumentar a produtividade, capital para reinvestir, bons preços no mercado externo e um dólar comportado acima do que tinha sido planejado. E como se o setor fosse um outro país próspero cercado de outro no fundo do poço.

A projeção da movimentação de cargas em contêineres também foi elevada. A expansão sobre 2016 que se imaginava de 0,5% em 2017, agora é estimada em 2,5%. Neste caso, há um impacto maior da moeda americana, favorável às exportações e desanimadora para as importações, principalmente porque o mercado interno v ai de mal a pior. Com o consumo em baixa, muitas indústrias, mesmo que não tenham grande margem de lucro, se voltam para as exportações para os negócios não ficarem estagnados. O lado ruim disso, com exceção do agronegócio, é que o Brasil mantém sua característica de exportador só com o câmbio favorável. Caso contrário, a iniciativa privada não tem produtividade para competir com chineses e americanos.

Essa baixa produtividade tem um fator importante. Apesar do vigor do agronegócio, o País ainda não tem uma logística eficiente para escoar seu produtos. O produtor brasileiro tem um custo muito menor que o americano, mas quando se computa os gastos com transporte sai perdendo. Até agora não se encontrou uma forma de corrigir essa deficiência. Aliás, os investimentos em estradas e rodovias são demorados e encarecidos pela corrupção e falta de planejamento. Até quando o Brasil vai continuar refém desses males?
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :12/07/2017

MERCADO REGIONAL - PORTUÁRIOS
Publicado em 07/12/2017 as 04:08 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO -mercadoregional®atribuna.com.br

Assuntos Aduaneiros I
A Câmara de Assuntos Aduaneiros e Portuários da Associação Comercial de Santos (ACS) se reunirá, pela primeira vez, amanhã, na sede do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar).

De acordo com o coordenador da Câmara, Rodrigo Zanethi, além de membros da entidade, agentes de carga, de transportes e de navegação também participarão do evento. A ideia, segundo ele, é fazer com que a Câmara seja “um polo de discussão dos relevantes assuntos aduaneiros e portuários de Santos e da Região”.

Assuntos Aduaneiros II
Entre os temas que serão debatidos pela Câmara de Assuntos Aduaneiros e Portuários da Associação Comercial de Santos (ACS) estão consultas públicas propostas recente-mente pela Receita Federal do Brasil. Uma delas trata de alteração na instrução normativa que dispõe sobre o despacho aduaneiro de mercadorias destinadas à exportação. Já outra dispõe sobre a aplicação do regime de trânsito aduaneiro, enquanto uma terceira consulta propõe uma reforma do despacho de importação. O encontro será realizado a partir das 16 horas no auditório do Sindamar, que fica na Rua do Comércio 55,1º andar, no Centro de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :12/07/2017

PORTO - PARANAGUÁ RECEBERÁ INVESTIMENTO DE R$ 2,2 BI
Publicado em 07/12/2017 as 04:01 PM

O porto de Paranaguá (PR) deve receber R® 2,2 bilhões em investimentos até 2018. Os projetos vão contemplar reformas de armazéns e berços de atracação e compra de equipamentos.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :12/07/2017

PORTO - ALFÂNDEGA REDUZ EM DOIS DIAS PRAZO PARA LIBERAÇÃO DE CARGAS
Publicado em 07/12/2017 as 03:59 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Para isso, aduana alterou procedimentos e aumentou equipe de atendimento e análise de documentos

Mudanças nos procedimentos necessários para o desembaraço de cargas de importação no Porto de Santos podem agilizar em ate dois dias a liberação das mercadorias que desembarcam no cais santista. As novas regras entraram em vigor ontem, Agora, em cerca de três horas, os despachantes aduaneiros saberão se os produtos passarão por vistoria física ou apenas documental.

De acordo com o inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Santos, Cleiton Alves dos Santos João Simões, as alterações no procedimento foram definidas após estudos que tinham como objetivo agilizar a liberação de Declarações de Trânsito Aduaneiro (DTAs). O atendimento, que era feito por duas pessoas, foi ampliado e agora conta com dez servidores, que também atuam em regime de plantão durante a noite e aos finais de semana.

Antes, eram necessários cerca de três dias para a autorização de transporte das mercadorias. O pedido era feito pelos despachantes aduaneiros por meio de um envelope entregue na Alfândega. O material era analisado pelos fiscais e, em seguida, repassado aos terminais. Normal mente, segundo Simões, o repasse às instalações portuárias era feito ao final do dia, por malotes, Agora, este procedimento será feito de forma eletrônica.

“Trazendo a DTA, a equipe analisa a documentação e estando tudo ok, ela vai direto para o sistema, onde é indicado o canal de conferência imediatamente”, explicou o inspetor da Alfãndega.

A expectativa da aduana é de que, em casos em que a documentação tenha sido entregue corretamente, a carga possa ser retirada no mesmo dia dos terminais. “Acreditamos, também, que a quantidade de erros documentais pode diminuir, já que, se houver algum, a atendente o indicará na hora”, destacou Simões.

O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), Nívio Peres dos Santos, concorda que a medida será benéfica ao setor. “Vamos ter uma agilidade maior na liberação das cargas. Isso vai agilizar as operações e pode reduzir custos”.

CONFERÊNCIA

O pedido de liberação das cargas de importação ou das de exportação é registrado no Sistema de Controle do Comércio Exterior, o Siscomex. E ele, a partir de protocolos de análise de risco e do cruzamento de informações com outros bancos de dados federais, que determina qual o nível de fiscalização a ser aplicado em cada carregamento.

Na importação, as cargas são classificadas em quatro canais. São eles: o verde (o desembaraço dos artigos é automático e fiscalizações são dispensadas), o amarelo (o exame documental é feito e, se nenhuma irregularidade for percebida, a verificação do artigo é dispensada), o vermelho (os documentos devem ser apresentados e o fiscal tem de inspecionar o produto) e o cinza (são aplicados os mesmos critérios que no vermelho, além de ser exigido o exame preliminar do valor aduaneiro da carga).

Segundo o inspetor da Alfândega, além da classificação do sistema, os auditores fiscais também fazem uma análise de risco, que leva em conta a procedência das cargas, o tipo do produto importado e ainda a empresa importadora.

“Essa conferência de mercadorias também pode ser feita de forma remota através do nosso centro de monitoramento", explicou Simões.

AGILIDADE

“A nossa expectativa é de que, dando entrada n

Cleiton Alves dos Santos João Simões

inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Santos
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :12/07/2017

RETOMADA DA LINHA ÁSIA DEVE ELEVAR MOVIMENTO DO PORTO DE ITAJAÍ EM 20%
Publicado em 07/11/2017 as 05:18 PM




O volume de contêineres pode chegar a 4 mil unidades a partir de abril do ano que vem, segundo estatística divulgada pela Autoridade Portuária

O movimento de contêineres no porto de Itajaí deve crescer cerca de 20% com a retomada das operações da Linha Ásia no cais operado pela APM Terminals. O volume pode chegar a 4 mil unidades a partir de abril do ano que vem, segundo estatística divulgada pela Autoridade Portuária. A linha de serviço estará em atividade na margem direita do porto público com 13 navios porta-contêineres dos armadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Sud, ZIM, UASC e HMM. As rotas passam pela Costa Leste da América do Sul, Malásia, Singapura, China e Coréia do Sul. Os serviços haviam sido paralisados há cerca de dois anos. A primeira atracação está prevista para o dia 9 de setembro.

A volta da Linha Ásia marca o novo momento do Porto de Itajaí, que amanhã (11) retoma as obras dos berços 3 e 4, melhorando sua infraestrutura e inserção na econômica brasileira. “A volta de linha Ásia é extremamente importante neste processo de retomada do crescimento do Porto de Itajaí. Serão 13 navios entrando e saindo de nosso terminal, mais contêineres, mais produtos e mais recursos para a nossa cidade”, comemora o Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.

A parceria com a APM Terminals também é considerada importante, tendo em vista o relacionamento comercial realizado não apenas para a volta da linha, mas com armadores de todo mundo. “A APM Terminals Itajaí é um terminal altamente competitivo, eficiente nas operações de cais e com um elevado nível de satisfação dos clientes importadores e exportadores. Oferecemos soluções logísticas de alto valor agregado tanto para armadores, quanto para usuários”, destacou Ricardo Arten, Diretor Superintendente da APM Terminals no Brasil.

A expectativa é de que a retomada da linha e os investimentos em infraestrutura no porto tenham impacto significativo também na economia da cidade, elevando inclusive a movimentação econômica pela geração de oportunidades em terminais retroportuários e empresas transportadoras e pelo incremento das receitas públicas, segundo análise do superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles. “Isso é fundamental para o trabalhador portuário avulso, para os transportadores, para os terminais retro portuários e até incremento da atividade econômica do município, pois o ISS que isso gerará ficará aqui fomentando acréscimo de receita para a nossa cidade”, complementou. Segundo ele, a operação da nova linha se tornará semanal a partir da conclusão da primeira fase das obras da bacia de evolução, em abril do ano que vem.
Fonte : Folha do Litoral – SC
Data : 11/07/2017

PORTO - NORTE-SUL TERÁ MAIOR ACESSO AO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/11/2017 as 05:18 PM

Autor:        Por Fernanda Pires e Daniel Rittner | De São Paulo e Brasília

O governo fará uma mudança substancial nos termos da prorrogação da Malha Paulista, da Rumo, para viabilizar a concessão da Ferrovia Norte-Sul, no trecho de 1,5 mil km entre Estrela d'Oeste (SP) e Porto Nacional (TO), prevista para fevereiro.

A reserva de capacidade para transporte de cargas pela Malha Paulista, até o porto de Santos (SP), será elevada de até dois pares de trens diários para cinco no futuro. O objetivo é aumentar a atratividade da concessão para os potenciais interessados, que apontam o limite de acesso a Santos como o principal problema do projeto. Essa "reserva", no entanto, terá de ser paga à Rumo independentemente de sua utilização. Página B3
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/07/2017

ANTAQ - MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA
Publicado em 07/11/2017 as 05:18 PM

A movimentação de cargas pelos portos brasileiros subiu 2,32% no acumulado do ano até maio na comparação com o mesmo período de 2016, para 419,43 milhões de toneladas.

Destaques

Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A maior parte da movimentação foi realizada pelos terminais de uso privado (TUPs), localizados geralmente fora dos portos públicos.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/07/2017

ATRATIVO PARA VIABILIZAR LEILÃO DA NORTE-SUL
Publicado em 07/11/2017 as 05:17 PM

Por Fernanda Pires e Daniel Rittner | De São Paulo e Brasília

O governo decidiu fazer uma mudança substancial nos termos da prorrogação da Malha Paulista, da Rumo, para viabilizar a concessão da Ferrovia Norte-Sul, cujo leilão está previsto para ocorrer em fevereiro de 2018 e é a grande aposta de Brasília dentre os projetos de ferrovia.

A reserva de capacidade para transporte de cargas pela Malha Paulista, que tem a concessão do extremo sul da Norte-Sul até o porto de Santos (SP), será elevada de dois pares fixos de trens diários para cinco, no futuro, de forma escalonada.

Com isso, o ativo a ir a leilão tende a ficar mais atrativo para os potenciais investidores.

A previsão consta dos documentos que foram colocados em consulta pública pelo governo e, por isso, ainda podem sofrer alteração. Mas conforme o Valor apurou, o governo considera esse o patamar o mínimo, dados os resultados do estudo de demanda de cargas para a Norte-Sul.

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Ao regrar direito de passagem, concedente acena para investidores estrangeiros que viam o ativo com ceticismo
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O escalonamento da obrigatoriedade de reserva de espaço na Malha Paulista começará com 1,7 par de trem diário em 2020, quando a concessionária assumirá o trecho, até chegar aos cinco pares diários. O prazo de exploração da ferrovia será de 30 anos.

Antes de o estudo de demanda da Norte-Sul ficar pronto, as empresas interessadas em disputar a concessão já viam o limite de dois pares diários de trens como insuficiente para o transporte de cargas - e, por isso, a principal dúvida do projeto.

O compromisso de a Rumo garantir os cinco pares de trens por dia será a premissa da prorrogação antecipada do contrato da Malha Paulista por mais 30 anos, até 2058. Com isso, a minuta do aditivo que prevê adiantar a renovação - há meses em análise - e que fixa os dois pares de trens diários será revista.

O governo também não vê como abrir mão da previsão do modelo "take or pay" para o uso da Malha Paulista. Esse tipo de contrato estipula o pagamento por terceiros pelo uso do trecho já concessionado independentemente de o transporte ocorrer ou não. "Você não pode deixar de graça uma garantia de espaço que poderia estar sendo usado", disse fonte do governo que participa do processo.

Para assegurar a reserva adicional de espaço a quem arrematar a Norte-Sul, a Rumo terá de fazer investimentos extras na Malha Paulista. Esses aportes serão repactuados na outorga paga pela Rumo à União pela exploração da ferrovia.

O trecho da Ferrovia Norte-Sul que será concedido à iniciativa privada tem 1.537 quilômetros e conectará Estrela d'Oeste, no Estado de São Paulo, a Porto Nacional, em Tocantins. É o recheio de um "sanduíche" entre a Malha Paulista, ao Sul, e um trecho da VLI que vai de Porto Nacional até Açailândia, no Maranhão.

Portanto, quem arrematar a ferrovia não terá acesso direto a portos marítimos. No total, o trecho que vai a leilão depende de cinco operadores para alcançar o litoral ao Sul ou ao Norte. Além da Rumo e da VLI, é necessário usar as malhas da Transnordestina (da CSN), da Estrada de Ferro Carajás (da Vale) e da MRS (CSN, Vale, Usiminas e Gerdau).

Por isso a preocupação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) é reduzir ao máximo os riscos do empreendimento para o investidor de fora, que via com ceticismo a falta de garantia específica para o chamado direito de passagem nas "pontas".

O acesso à ponta Norte da ferrovia - a partir do qual operam VLI, Transnordestina e Vale - também terá uma garantia de espaço em aditivos contratuais para a passagem dos trens do novo concessionário. Mas esse tramo tem mais folga, sendo considerado subutilizado, por isso não é considerado um desafio de mesmo porte que o transporte pela Malha Paulista.

Com um regramento específico sobre o direito de passagem para a Norte-Sul, o governo busca consolidar a atração de grandes investidores internacionais que manifestaram interesse em disputar o ativo, tido como a espinha dorsal da logística brasileira. Destacam-se grupos asiáticos, como a China Communications Construction Company (CCCC), russos (RZD) e americanos.

A Norte-Sul será concessionada na modalidade de maior valor de outorga a partir do mínimo de R$ 1,679 bilhão. O projeto prevê investimento de R$ 2,76 bilhões. Como está em fase final de implantação, a maior parte dos investimentos a serem realizados será de compra de material rodante, o equivalente a 85,2% do que está previsto. Ao fim do período projetado, a ferrovia terá capacidade para captar uma demanda equivalente a 68,4 milhões de toneladas de cargas.

Por estar quase concluído - são dois subtrechos, um de Porto Nacional a Anápolis, em Goiás, com 100% da infraestrutura construída, e outro entre Ouro Verde de Goiás e Estrela d'Oeste, com mais de 90% finalizado -, o ativo deve despertar mais interesse da iniciativa privada do que a Ferrogrão. Essa ferrovia, que o governo pretende licitar na sequência, ainda precisa ser construída. Ligará Sinop, no Mato Grosso, a Miritituba, no Pará.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/07/2017

PRODUÇÃO INDUSTRIAL AVANÇA EM 10 DE 14 REGIÕES DO BRASIL EM MAIO
Publicado em 07/11/2017 as 05:17 PM

Ceará foi estado com maior aumento, de 5,9%
  
RIO - No melhor maio desde 2011 para o resultado do país, dez das 14 regiões brasileiras pesquisadas pelo IBGE registraram aumento da produção industrial no mês, frente a abril. Os estados de Ceará, Bahia e Pará foram os destaques positivos do mês, com crescimento de 5,9%, 3,6% e 3,1%, respectivamente. Com o desempenho, o Ceará teve a segunda alta seguida e acumula crescimento de 7,3% nos dois meses. Já a Bahia avançou 3,6%, após recuo de 0,7% em abril. O aumento do Pará reduziu a perda acumulada de 7,5% entre os meses de fevereiro e abril de 2017.

Na semana passada, o IBGE divulgou que a produção industrial no país cresceu 0,8% e teve o melhor mês de maio desde 2011, considerando a comparação com abril. Frente a maio de 2016, a produção avançou 4%. Com isso, o resultado acumulado no ano já acumula alta de 0,5%.

Com maior peso no cálculo da produção industrial, São Paulo registrou alta de 2,5% na passagem entre abril e maio. Por outro lado, os destaques negativos foram Amazonas, com queda de 3,6% — a mais intensa entre as regiões pesquisadas — e Rio de Janeiro, com perda de 1,6%.

SANTA CATARINA É REGIÃO COM MAIOR AVANÇO FRENTE A 2016

Na comparação com maio de 2016, dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE tiveram taxas positivas. Maio de 2017 teve um dia útil a mais que igual mês de 2016. O estado de Santa Catarina foi o que registrou alta mais intensa, de 9,5%, puxada pelos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (conjuntos de malha, vestuário e seus acessórios para bebês e camisas, blusas e semelhantes de malha de uso feminino), de metalurgia (artefatos e peças diversas de ferro fundido e tubos, canos e perfis ocos de aço com costura) e de produtos alimentícios (especialmente óleo de soja refinado).

Também tiveram aumento acima da média nacional de 4% os estados de Paraná (7,6%), Rio Grande do Sul (7,4%), Ceará (7,4%) e São Paulo (4,3%). Enquanto isso, Pará (2,9%), Rio de Janeiro (2,9%), Minas Gerais (2,5%), Região Nordeste (1,4%) e Espírito Santo (1,2%) avançaram também, mas com ritmo menor.

Pelo outro lado, as taxas negativas vieram de Mato Grosso (-3,5%) e Pernambuco (-3,2%). O resultado foi influenciado pelo comportamento negativo vindo de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, óleo de soja em bruto e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja) e produtos de madeira (madeira serrada, aplainada ou polida) — no caso de Mato Grosso — e de produtos alimentícios (produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de aves e margarina) e produtos de minerais não-metálicos (cimentos “Portland”) — no caso de Pernambuco. Outros estados com taxas negativas foram Bahia (-1,0%), Goiás (-0,6%) e Amazonas (-0,1%).
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/07/2017

DNIT, FENAVEGA E SOCIEDADE DE PORTOS E HIDROVIAS DEBATEM PONTOS CRÍTICOS DA DRAGAGEM DO RIO MADEIRA
Publicado em 07/11/2017 as 05:17 PM

Rafaela Schuindt

Durante reunião realizada na manhã desta terça-feira, 4, no Porto Público, os representantes da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Ibama e Hermasa Navegações assistiram a apresentação do Plano Conceitual de Dragagem da hidrovia do rio Madeira, elaborada pelo Dnit.

O plano consistiu em identificar 25 pontos críticos, sendo 14 deles com o maior volume de dragagem previsto. Antônio Acioli, técnico do Dnit, relatou que esses pontos passarão por nova investigação batimétrica. “Esta investigação adicional consiste na execução das linhas de uma a outra margem, bem como as linhas longitudinais, a fim de verificar se existe um traçado mais favorável para o canal navegável com intuito de diminuir os volumes de dragagem”, explicou Acioli.

Para o presidente da Fenavega, Raimundo Holanda, a viabilização da dragagem do rio Madeira deve ficar além do discurso e tornar a via navegável continuamente. “De alguns anos para cá, a implantação de hidrovias tornou-se uma questão de Estado, antigamente, só ouvíamos falar em rodovias para interligar o país. Além da navegabilidade do rio Madeira precisamos pensar em outros pontos como a transposição dos troncos que causam enormes prejuízos aos operadores, controle de fluxo do rio imposto pelos consórcios geradores de energia e outros pontos que serão debatidos no dia 18 de agosto, durante uma reunião de trabalho em Porto Velho proposta pela própria Fenavega”, ressaltou Raimundo.

O diretor presidente da Soph, Leudo Buriti, acredita que a apresentação do Plano Conceitual representa a concretização de uma briga antiga. “Rondônia é um Estado promissor, que compõe como personagem principal a rota comercial do Arco Norte e necessita da viabilização desta hidrovia, navegável os 365 dias/ano. Os números indicam isso. São transportados mais de 6 milhões de toneladas de grãos e outros 6 milhões de toneladas divididos em cargas gerais, derivados de petróleo e gás pelo rio Madeira. Está mais do que comprovado a necessidade desta via para atender também o mercado interno”, frisou Leudo.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 10/07/2017

NEGOCIAÇÕES CLIMÁTICAS DO TRANSPORTE MARÍTMO
Publicado em 07/11/2017 as 05:16 PM

Editor Portogente

Em 2017 ocorrem dois encontros para discutir como a navegação marítima internacional pode reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. O primeiro deles aconteceu, na última semana, na sede da Organização Marítima Internacional (IMO) em Londres, Reino Unido, onde 172 nações (uma lista completa de membros pode ser encontrada aqui), ONGs e lobistas da indústria discutiram como impedir a atual tendência de que as emissões da navegação subam de 50% a 250% até meados deste século, dependendo do cenário econômico e do avanço das tecnologias.

A demanda por transporte marítimo aumentou significativamente nas últimas décadas: navios transportam cerca de 90% do comércio mundial. As emissões dos gases de efeito estufa do setor tiveram crescimento igualmente impressionante: 70% desde 1990. Atualmente o setor é responsável por entre 2% e 3% da emissão global de gases de efeito estufa. Se as emissões da navegação fossem reportadas como se fossem de um único país, o transporte marítimo ocuparia um lugar entre o Japão e a Alemanha no ranking dos maiores emissores de CO2, respondendo por um volume maior do é emitido por todos os países da África juntos. Sem um esforço adicional significativo por parte da indústria marítima, o setor colocará em risco os compromissos do Acordo de Paris pela manutenção do aquecimento global bem abaixo dos 2°C sobre os níveis pré-industriais. Por isso, a IMO pretende lançar em 2018 uma estratégia inicial de redução de emissões de gases de efeito estufa, muito provavelmente envolvendo uma trajetória de longo prazo para a redução das emissões de CO2 e medidas práticas de curto, médio e longo prazos.

Antígua, Barbuda, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Kiribati, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Suécia, Tonga e Tuvalu estão entre os países que defendem que, para garantir a efetividade climática, é importante definir um alto nível de ambição de redução de emissões alinhado com o objetivo de temperatura do Acordo de Paris, e que este seja adotado o mais rapidamente possível, ou seja, em 2018, quando a estratégia inicial será adotada.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 11/07/2017

COMBATER AS QUEIMADAS NO BRASIL
Publicado em 07/11/2017 as 05:15 PM

Paulo Figueiredo

Paulo Figueiredo, consultor técnico de produtos da Husqvarna, líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes

Nos últimos dias, o mundo inteiro acompanhou as notícias sobre o incêndio florestal que devastou mais de 30 mil hectares e matou 64 pessoas em Pedrógão Grande, região central de Portugal. Embora tenha ocorrido em um país distante, a tragédia chama a atenção para um problema que também é muito frequente no Brasil: as queimadas.

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre o início de janeiro e o dia 5 de agosto de 2016, foram registrados mais de 53 mil focos de queimadas e incêndios florestais no país. O número representa um crescimento de 65% em relação ao mesmo período de 2015.

Em muitos estados, o inverno é marcado por ser um período de poucas chuvas e baixos índices de umidade. A junção desses elementos resulta em áreas de vegetação e pastagens mais secas e, consequentemente, qualquer fonte de calor pode dar início a um foco de incêndio. Entre os muitos fatores que podem gerar uma queimada, estão: soltar balões; lançar pontas de cigarros em canteiro de rodovias ou em áreas de vegetação seca; e até mesmo jogar um simples pedaço de vidro no chão, que pode sofrer uma altíssima incidência solar.

Para entender melhor o problema, é importante ressaltar que, em boa parte das vezes, o fogo é causado por ações provocadas pelo homem. Um exemplo é a queimada para conter o aumento do mato, iniciativa altamente perigosa e que dá a falsa sensação de crescimento de uma nova vegetação saudável – falsa sensação, pois, embora quebre a dormência de novas sementes e promova uma brotação mais rápida, ela faz com que área verde renasça sem nenhum nutriente, apenas com um aspecto bonito.

Existem pessoas que optam por arar e gradear o solo para evitar que o fogo ultrapasse o trecho delimitado, mas o risco dessa ação é que, quando volta o período de chuvas, ela provoca o assoreamento da área. A melhor saída para conter o problema é a confecção de aceiros, que são faixas ao longo das cercas, onde a vegetação é retirada por completo do solo. O processo evita que o fogo se alastre para a área de pasto ou de vegetação e, também, para perto de animais.

A forma mais indicada de realizar os aceiros é com o auxílio de uma roçadeira, equipamento ideal para deixar a vegetação baixa, manter os nutrientes do solo, segurar a erosão e fazer uma contenção de segurança. Para se ter uma ideia de sua eficiência nessa atividade, o operador de uma roçadeira consegue percorrer a parte interna de uma fazenda de até 2.500 metros de área em um único dia.

Um dos fatores que contribuem com o controle de incêndios é o avanço da tecnologia nesse segmento, pois indústrias como a Husqvarna investem fortemente no aprimoramento de seus equipamentos. Hoje, encontramos opções de máquinas leves, ajustáveis, ergonômicas e que garantem o resultado perfeito na retirada da vegetação para a confecção dos aceiros.

Conter as queimadas é um problema que envolve, principalmente, a conscientização do homem, pois grande parte dos incêndios ainda é provocada voluntariamente. Além disso, é necessário um trabalho de manutenção das áreas verdes, afinal os danos causados pelo fogo levam anos para serem apagados e prejudicam severamente a biodiversidade local.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 11/07/2017

CONTEÚDO LOCAL PODE FAVORECER MERCADO DE REPAROS NAVAIS
Publicado em 07/11/2017 as 05:13 PM

Um dos temas mais discutidos por especialistas e players da indústria naval nacional tem sido a política de conteúdo local (CL), que tem como objetivo principal incentivar o desenvolvimento cada vez maior do setor no País. No entanto, de acordo com Luiz Eduardo de Almeida, superintendente de um dos principais estaleiros de reparos navais do Brasil, o Renave, este é um mecanismo que, a princípio, beneficia em grande parte a cadeia de construção e nem tanto o mercado de reparos. Mas, segundo ele, se for algo bem planejado, pode favorecer o segmento também.


“Estabelecer uma política de conteúdo local para o mercado de reparos é mais complexo do que para o setor de construção. Na construção você tem um planejamento, uma lista de equipamentos e materiais, entre outras coisas, que te permitem saber o que vai fazer do início ao fim. No segmento de reparos, tendo em vista o dinamismo dessa atividade, não temos como saber exatamente tudo o que vamos precisar. Por isso, firmar uma política de CL específica requer tempo e planejamento. Mas a ideia é ótima” ressalta.

Almeida, porém, enaltece que, enquanto isso não é feito, há outras alternativas que podem ser adotadas mais rapidamente, garantindo resultados imediatos e proporcionando a retomada de fôlego inicial que o segmento precisa. Tratam-se dos casos envolvendo o reparo de embarcações construídas no país, financiadas pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) ou adquiridas com dinheiro proveniente da entidade, mas que muitas vezes são levadas para serem restauradas no exterior. “Esses navios deveriam ser proibidos de fazerem reparações no exterior. Se o Brasil pagou a construção ou a aquisição dessas embarcações, nada mais justo que os recursos utilizados para os reparos sejam revertidos para o próprio país”, finaliza.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 11/07/2017

UTC ENGENHARIA SUSPENDE SERVIÇOS EM 12 PLATAFORMAS DA PETROBRAS
Publicado em 07/11/2017 as 05:11 PM

A UTC Engenharia suspendeu serviços de manutenção em 12 plataformas da Petrobras, localizadas na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro. A empresa alega que a estatal decidiu não aditar os contratos de manutenção offshore, conforme previsão contratual, interrompendo assim as atividades de contratos que atendem as plataformas P18, P19, P20, P26, P33, P35, P37, P50, P52, P54, P55 e P62. Alguns trabalhadores da UTC afirmam que foram demitidos por telegramas, que teriam sido enviados para dois mil funcionários. A empresa não confirmou as demissões e, em nota, declarou que implantará um plano de desmobilização de seu contingente no local, caso a decisão da estatal seja mantida.

"Dentro do propósito de defender os interesses e os direitos trabalhistas de seu qualificado quadro de funcionários, a UTC continua tentando, junto à Petrobras, a regularização e aditamento dos contratos", informou a UTC. A companhia também comunicou que está e sempre esteve à disposição da Petrobras para encontrar uma solução que minimize o impacto social de tal medida. "A UTC informou que nunca houve atraso de salários em toda sua história", acrescentou a empresa.

Procurada pela Portos e Navios, a Petrobras afirmou que a decisão da empresa UTC de interromper a prestação de serviços de construção e montagem em plataformas na Bacia de Campos ocorreu de forma unilateral e após intensa tentativa de negociação por parte da Petrobras. Em nota, a estatal diz que não solicitou a desmobilização do efetivo da UTC, uma vez que os contratos de prestação de serviços ainda estão vigentes e as obrigações assumidas pela companhia estão sendo regularmente cumpridas.

A Petrobras acrescentou que antecipou, na última quarta-feira (5), os pagamentos à UTC previstos para o final do mês de julho. "Esta antecipação foi excepcionalmente aprovada após pedido da UTC e teria como objetivo garantir o pagamento dos salários de junho dos empregados da empresa. Ainda assim, a Petrobras foi surpreendida com a decisão da UTC de desmobilização do seu efetivo a bordo", alega.

De acordo com a Petrobras, as retenções parciais de recursos realizadas pela estatal em junho e julho de 2017 se referem a falhas da UTC na execução de serviços contratados, em 2011, com a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. O procedimento, segundo o comunicado, está de acordo com o previsto nos contratos celebrados entre as partes. "A Petrobras adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis em casos dessa natureza. Medidas contingenciais estão sendo tomadas para garantia da continuidade operacional e manutenção da segurança das instalações", encerra a nota.

Acordo de leniência

Na última segunda-feira (10), a UTC firmou acordo de leniência no valor de R$ 574 milhões com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU). O termo, baseado na Lei Anticorrupção (12.846/13), é o primeiro com uma das 29 empresas processadas administrativamente pela CGU no âmbito da Operação Lava Jato. Os valores a serem ressarcidos pela empresa envolvem os pagamentos de multa, dano e enriquecimento ilícito. O acordo estipula um prazo máximo de 22 anos para a empresa pagar o montante, mas uma cláusula obriga a UTC a quitar a dívida antes se as condições financeiras permitirem. Além disso, o valor será corrigido pela taxa Selic – o que pode fazer com que ele ultrapasse os R$ 3,1 bilhões ao final do prazo de pagamento.

A UTC também aceitou adotar um programa de integridade (compliance) para evitar a ocorrência de novas ilicitudes. As ações serão monitoradas pela CGU, que poderá fazer inspeções na construtora e solicitar acesso a quaisquer documentos e informações que sejam necessários. “Se não mudarmos o comportamento das empresas para o futuro, estaremos daqui a alguns anos discutindo os mesmos assuntos. Então não é só a punição da empresa e a recuperação dos recursos que são importantes, mas também a modificação do comportamento das empresas”, concluiu o ministro da Transparência, Wagner Rosário.
Por Danilo Oliveira
(Da Redação)
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 10/07/2017

GOVERNO PLANEJA PUBLICAR MEDIDA PROVISÓRIA PARA CONCESSÃO DE RODOVIAS
Publicado em 07/11/2017 as 05:08 PM

Afirmação é do secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento
DA ESTADÃO CONTEÚDO 10/07/2017 - 14:04 - Atualizado em 10/07/2017 - 14:16


Governo quer privatizar entre 3 mil e 4 mil quilômetros de rodovias (Foto: Carlos Nogueira/AT)
O governo federal trabalha intensamente para tentar chegar a um consenso sobre um programa de concessões para operação e manutenção das rodovias entre as diversas esferas envolvidas na questão ainda neste mês de julho. Dessa forma seria possível consolidar uma proposta de texto legal para permitir esse modelo, a ser apresentado por meio de Medida Provisória, ou um projeto de lei, num curto prazo, ainda este ano. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira de Almeida.

De acordo com ele, o tema já tem sido discutido com potenciais interessados, incluindo investidores, empresas e bancos. “Percebemos que existe interesse neste nicho que pode surgir e esperamos que em pouco tempo isso possa estar na rua para o bem dos usuários do sistema”, disse, durante evento Concessões de Rodovias: Nova Modelagem, Soluções e Financiamento, que aconteceu ontem, em São Paulo.

A meta do governo é conseguir transferir para a iniciativa privada já em 2018 entre 3 mil e 4 mil quilômetros de rodovias para operação e manutenção. Os trechos fazem parte dos cerca de 54 mil quilômetros de rodovias atualmente operados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No entanto, Almeida indicou que ainda não há definição dos trechos a serem concedidos, que precisarão ser objeto de estudos mais aprofundados, potencialmente a serem feitos por meio de parceria, com a contratação de consultorias.

O programa em estudo se diferencia das concessões de rodovias existentes atualmente. Isso porque prevê apenas a operação e manutenção do trecho concedido, sem a inclusão de muitas obras de expansão, e com prazo mais curto, de apenas 10 anos, em vez dos tradicionais 30 anos das concessões atuais.

“Não vai ter construção, ampliação, é uma concessão de manutenção, deve ter alguma obra de aclive, declive, correção de curva, terceira faixa, mas algo bem controlado”, explicou o diretor do departamento de Concessões da Secretaria de Fomento e Parcerias do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Fábio Luiz Lima de Freitas, também presente no evento.

Prazos

Almeida destacou que a ideia de uma concessão mais curta, e não prorrogável, está relacionada ao fato de que no horizonte de 10 anos pode surgir a necessidade de investimento maior, fazendo com que o trecho migre para o sistema de concessão tradicional numa nova licitação.

O executivo comentou que a proposta em discussão é de criação de uma espécie de câmara de compensação, propiciando um tipo de subsídio cruzado, em que, a partir de valores de tarifa quilométrica padrão para os usuários, variáveis conforme o nível de serviço, rodovias que teriam custo originalmente menor possam sustentar rodovias que teriam um pedágio muito elevado e impraticável. Os operadores desses diferentes trechos seriam investidores distintos. É justamente sobre este ponto que a nova proposta de lei deve se deter.
Fonte : O Estadão - SP
Data :10/07/2017

PORTO DE SANTOS AUMENTA CALADO OPERACIONAL APÓS DRAGAGEM
Publicado em 07/11/2017 as 05:07 PM

Limite que pode ser atingido por navios passa de 12,3 para 12,6 m
FERNANDA BALBINO 10/07/2017 - 13:50 - Atualizado em 10/07/2017 - 14:04


Aumento do calado afeta diretamente volume de cargas embarcadas no Porto (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Uma semana após a redução do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) do Porto de Santos de 13,2 para 12,3 metros, os esforços concentrados na dragagem do trecho 1 do canal de navegação surtiram efeito. Agora, embarcações com até 12,6 metros de calado poderão trafegar na região que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca.

De acordo com o capitão de mar e guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, que é comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), uma nova batimetria (levantamento de profundidade) foi entregue ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista.

“Com essa análise, conseguimos ampliar o calado para 12,6 metros. O ganho é pequeno, de 30 centímetros, mas é resultado dessa dragagem já realizada durante esta semana”, explicou o comandante.

Até o final de julho, a Dratec Engenharia, empresa contratada pela Codesp para a manutenção das profundidades do Porto de Santos, deve concentrar os trabalhos apenas no trecho 1 do canal de navegação. A ideia é evitar o assoreamento (deposição de sedimentos, que torna o canal mais raso) naquela região.

Durante toda esta semana, usuários do Porto de Santos tentaram minimizar as perdas causadas pela redução do calado operacional do cais santista. Mas, de acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, os custos extras foram inevitáveis.

Prejuízos

Em uma semana, cerca de 7 mil contêineres deixaram de ser movimentados no Porto de Santos, segundo o executivo. Isto representa um prejuízo de cerca de US$ 16,1 milhões em frete para os armadores, o equivalente a R$ 52,8 milhões.

“Conforme informações obtidas, há navios que efetuaram escalas extras em Itaguaí e Sepetiba (RJ) para descarga de contêineres de importação. Isto aconteceu para a redução do calado, por conta das restrições do Porto de Santos”, explicou.

De acordo com o executivo, por conta da passagem não prevista em outros portos, somaram-se custos extras com combustível, atracação, serviço de praticagem e rebocadores, onerando mais ainda as operações e elevando os prejuízos.

“Há casos de armadores que cortaram entre 6 mil e 15 mil toneladas de carga de exportação. Isso causa prejuízos imensuráveis com os lotes deixados para trás, causando descontentamento para os clientes e provocando desgaste comercial”, destacou Roque.

Segundo dados do Sindamar, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito contêineres. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 caixas metálicas ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

Procurada, a Codesp não se posicionou sobre a mudança do calado operacional do Porto de Santos até o fechamento desta edição.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :10/07/2017

IMPLANTAÇÃO DO VTMIS AVANÇA NA ILHA BARNABÉ
Publicado em 07/11/2017 as 05:06 PM


Primeira estação remota de monitoramento está sendo erguida no canal de navegação
EGLE CISTERNA 10/07/2017 - 13:18 - Atualizado em 10/07/2017 - 13:49



Sistema permite o monitoramento de riscos, como os ambientais (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A implantação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS, na sigla em inglês para Vessel Traffic Management Information System), que promete modernizar e trazer segurança marítima e aumentar a eficiência das operações do Porto de Santos, avança em mais uma frente. A primeira estação remota de monitoramento já está sendo erguida na Ilha Barnabé, no canal de navegação.

Depois de pronto, o local deve abrigar um radar, que possibilita o rastreamento de embarcações, câmeras de longo alcance e visão noturna e um transponder AIS (que identifica automaticamente navios que contam com esta tecnologia por meio de satélite).

“Já fizemos as fundações e estamos dando seguimento à parte civil. Com a torre levantada, o que deve acontecer até o final de agosto, vamos colocar a infraestrutura, como a parte de eletricidade e a de tecnologia”, explica o engenheiro Cristiano Alves, diretor de Operações de Transporte e Defesa da Indra do Brasil, empresa responsável pela implantação do VTMIS no complexo portuário santista.

Com o custo estimado de R$ 31 milhões, os trabalhos envolvem a reforma de estruturas, a aquisição e a instalação de equipamentos e estações remotas. Além da torre da Ilha Barnabé, serão instaladas outras três: uma na costa de Guarujá, outra na Ponta de Itaipu (Praia Grande) e a terceira nos arredores do terminal da Dow Química (na entrada do canal, em Guarujá).

E é justamente a liberação destas outras três áreas, que pertencem ao Exército e à Marinha, que podem atrasar o ritmo das obras. “Sem essa liberação, não conseguimos iniciar os trabalhos nestes pontos”, afirma Alves.

A estimativa do representante da Indra é de que, caso as áreas sejam liberadas agora, os radares estarão prontos para operar no final de novembro. “O ideal é de que, pelo menos, duas torres estejam em funcionamento para que o sistema do Centro de Controle Operacional (CCO) receba as informações. Para que uma torre fique pronta, com a parte de construção civil e de infraestrutura, levamos de 5 a 6 meses”, diz o engenheiro. A previsão é de que o VTMIS esteja em pleno funcionamento até o final de 2018.

Por nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informa que “o processo para liberação das áreas está em andamento, com a previsão de termos novas obras em andamento em até 90 dias”.

Benefícios da tecnologia

Com esse sistema de tráfego marítimo implantado é possível ter uma navegação mais segura, monitorar riscos, como os ambientais, além de otimizar todo o processo de atracações e desatracações no Porto.

A integração entre radares, câmeras de monitoramento e um transponder AIS possibilita o posicionamento exato das embarcações e permite garantir mais segurança dentro da área portuária.

“É como conduzir um avião que está pousando com baixa visibilidade. Com isso, esse sistema permite aumentar a produtividade. É possível, por exemplo, controlar a ordem de chegada, identificando automaticamente a embarcação, saber o tempo que um navio deve permanecer no berço”, diz Alves.

O CCO, que reunirá e coordenará as informações enviadas das torres, também conta com uma série de sensores, que analisam a maré, vento, pressão atmosférica, entre outros fatores que influenciam a navegação.

“O Centro consegue pegar todos os dados e gravar numa base de tempo. Com esse histórico, pode-se fazer uma avaliação de performance de risco de acidente”, conta o técnico. “Futuramente, pode ajudar até na homologação do calado para a dragagem, mostrando como se comportou a maré em um período histórico, a movimentação dos sedimentos. São dados que hoje não se tem um histórico para um acompanhamento e uma previsão”.

Integração com a cidade

Além de ajudar nos trabalhos portuários, o VTMIS também vai colaborar com os municípios do entorno. “Há uma série de dados que podem ser compartilhados com a comunidade que podem ajudar em vários aspectos, como a questão das ressacas ou bairros que são afetados pela maré”, finaliza o diretor da Indra.

Experiência em Vitória deve agilizar implantação em Santos


Sistema começou a funcionar na última semana no Porto de Vitória (Foto: INDRA /Divulgação)

No Porto de Vitória (ES), o VTMIS, que tem duas torres e também foi implantado pela Indra, começou a funcionar oficialmente na semana passada, trabalhando em operação assistida. Segundo o engenheiro Cristiano Alves, diretor de Operações de Transporte e Defesa da empresa, que esta experiência pode agilizar a implantação do sistema no Porto de Santos, principalmente pela superação das barreiras burocráticas.

“A experiência que tivemos lá com a questão de homologação dos processos junto à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a importação de equipamentos que exigem autorização do Exército vai facilitar a implantação em Santos”, considera.

O projeto do complexo capixaba foi orçado em R$ 22,9 milhões e a justificativa para que ele saia na frente de Santos é que no Espírito Santo a negociação dos terrenos foi mais fácil.

Além de Santos e Vitória, o projeto de inteligência logística portuária do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MPTAC), incluia também a implantação, na primeira fase do sistema, os portos do Rio de Janeiro, Itajaí (SC) e Salvador (BA).

“Apenas dois conseguiram ir adiante. Os demais, por questões técnicas, não conseguiram avançar nem em editais. O Ministério tem todo o interesse nisso. Mas os portos têm que ter disposição e interesse para levar esses projetos para frente”, destacou o diretor da Indra.

No ano passado, foram concluídos os estudos de implantação do VTMIS em outros 10 portos: Rio Grande (RS), São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba (SC), Fortaleza (CE), Itaqui (MA), Suape (PE), Belém e Vila do Conde (PA) e Manaus (AM).
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :10/07/2017

CONTÊINERES DEVEM TER ALTA DE 2,6%
Publicado em 07/11/2017 as 05:06 PM

A movimentação de cargas em contêineres também foi revista na nova projeção da Codesp.

A estimativa da estatal para a carga geral conteinerizada é atingir 3,66 milhões TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), subindo a projeção do início de 0,5% para 2,6% sobre o movimentado cm 2016, que foi de 3,56 milhões TEU.

A retomada do nível de atividade econômica no País é o fator apontado pela Docas para este crescimento. “Essa retomada aumenta a competitividade dos produtos brasileiros de maior valor agregado, e a importação de carga geral", afirma a estatal.

O aumento da safra de grãos também deve fazer o movimento de contêineres crescer no Porto de Santos, uma vez que parte dos embarques destes produtos é feito desta forma.

Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, essa movimentação não deve superar os 2%. Ele concorda que a avaliação da Autoridade Portuária tenha sido conservadora e acredita que o segundo semestre será um termômetros do comércio para a exportação. “E um período sempre melhor, pois é quando começam a chegar os produtos para o Natal. Vai depender muito desta expectativa comercial a recuperação econômica que pode influenciar na movimentação dos contêineres”, analisa.

De acordo com a Codesp, a participação na balança comercial brasileira se mantém acima dos 27% do total. Se considerados apenas os portos, a presença de Santos sobe para 35%.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :11/07/2017

MERCADO REGIONAL - TERMINAL PORTUÁRIO - VLI REALIZA PROJETO SOCIAL
Publicado em 07/11/2017 as 05:06 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

A VLI, que administra o Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), realizou uma oficina de cocriação para o projeto ‘"Escolas que Inovam”.

Ele visa melhorar a biblioteca de nove escolas de Santos, implantar núcleos tecnológicos e criar um espaço que ofereça a possibilidade de aliar a tecnologia ao aprendizado. A previsão é que mais de 8 mil alunos sejam alcançados. As ações fazem parte de um pacote, que prevê investimentos de R$ 6 milhões a serem aplicados nas áreas de Saúde e Educação, beneficiando ao todo 130 mil pessoas.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :11/07/2017

MERCADO REGIONAL - ANTAQ - ANTAQ DISCUTE DIVULGAÇÃO DE DADOS
Publicado em 07/11/2017 as 05:05 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

A VLI, que administra o Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), realizou uma oficina de cocriação para o projeto ‘"Escolas que Inovam”.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) discutiu, na semana passada, a aplicação do Decreto de Dados Abertos. Agora, a agência reguladora deverá criar um cronograma para a implantação do programa e ainda indicar quais servidores deverão ser capacitados para a elaboração do Plano de Dados Abertos. Tratam-se de informações que podem ser utilizadas, acessadas e redistribuídas livremente por qualquer pessoa. A Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) estabelece que os dados e informações dos órgãos e entidades públicas sejam divulgadas em seus respectivos sites oficiais, com a finalidade de promover a transparência.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :11/07/2017

MPF INVESTIGA DENÚNCIA DE CARTEL NO SETOR DE CABOTAGEM
Publicado em 07/11/2017 as 05:05 PM

Um inquérito instaurado pelo núcleo de combate à corrupção do Ministério Público Federal (MPF) apura se companhias de transporte marítimo e funcionários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) têm atuado em conjunto, comprometendo a competitividade do setor, que movimenta R$ 10 bilhões por ano.
DE BRASÍLIA

A acusação partiu da empresa carioca Posidonia Shipping. Ela denuncia que, desde que entrou em operação, em 2013, tem sido alvo constante de decisões anticompetitivas por parte da Antaq. Pela denúncia, a agência estaria privilegiando interesses de empresas associadas à Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac).

A Posidonia denunciou a publicação de uma resolução que mudou as regras de contratação temporária de navios estrangeiros por empresas brasileiras. A mudança mexeu com as exigências para o transporte de contêineres e cargas em geral.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) confirmou que a medida restringe a competição no setor e recomendou que o caso seja encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Antaq informou que não comenta fatos relacionados a processos que tramitam sob sigilo legal e que recebeu requisição de órgão representante do MPF para instauração de procedimento disciplinar, que foi atendida com instauração de processo para apuração, o qual encontra-se em andamento.

Já a Abac declarou que não tem interferência na atuação comercial dos seus associados, que atuam em regime de livre concorrência entre si. (Estadão Conteúdo)
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :11/07/2017

CODESP APONTA MOVIMENTAÇÃO DE 123 MI DE TONELADAS EM 2017
Publicado em 07/11/2017 as 04:42 PM

Projeções da Autoridade Portuária foram revistas e levam em conta o aumento das operações com grãos

A movimentação de cargas no Porto de Santos deve superar as previsões da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A estatal responsável pelo complexo portuário santista divulgou ontem uma nova projeção de crescimento para 2017, onde o agro negócio é apontado como a principal alavanca do setor. O volume transportado na região pode ultrapassar 123 milhões de toneladas.

A previsão aponta um crescimento de 10 milhões de toneladas em relação ao que foi movimentado em 2016. Essa diferença representa o fluxo de um mês no Porto. Na projeção anterior, feita em janeiro, a estimativa era de 122 milhões de toneladas movimentadas neste ano.

O novo levantamento foi feito pela equipe da Gerencia de Estatísticas da Docas, que afirma que a “expectativa é conservadora”, uma vez que não se levou em conta um cenário mais otimista da economia.

Boa parte da responsabilidade peia nova perspectiva e consequência do agro negócio. Juntos, soja, milho, açúcar e adubo devem somar mais de 55 milhões de toneladas. “Temos uma supersafra de soja e milho que vai fazer com que esse cenário se concretize”, analisa o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico.

A Codesp acredita que a soja deva ser a principal carga movimentada em 2017, superando o açúcar, que teve o maior volume no ano passado. A projeção e que o complexo soja, composto por farelo e grãos, cresça em tomo de 5,7% sobre o ano passado e atinja 19,9 milhões de toneladas.

Já o milho, que registrou queda no ano passado, promete retomar os índices de 2015, quando bateu recorde. O novo diagnóstico dos técnicos da Docas apontam para uma movimentação de 12,5 milhões de toneladas, com crescimento de 59,7% sobre 2016, tornando o commodity na 3ª posição de importações e exportações, depois da soja e do açúcar.

A principal carga de importação em quantidade, o adubo, registrou alta de 44,2% nos primeiros cinco meses do ano em relação ao período de 2016 e a perspectiva inicial de um crescimento em torno de 6,3% em 2017, chegando a 3,5 milhões foi ajustada para 3,9 milhões de toneladas.

QUEDA
E é o derivado da cana que contrasta com os demais produtos na análise, apresentando uma retração. Mesmo com um crescimento esperado de 3,8%, o açúcar teve uma queda em relação à projeção de janeiro, passando de 20 milhões de toneladas para 19,1 milhões de toneladas.

Um dos motivos da redução é o atraso de aproximadamente 16 milhões de toneladas no processamento da cana pelas usinas e a queda da safra.

Para o economista e especialista portuário Helio Hallite, essa movimentação independe dadas questões econômicas nacionais deste momento. “Agente tem uma rotina na dinâmica do agronegócio que não depende muito da economia interna. Quem está lá fora, vai continuar comprando açúcar, por exemplo”, afirma.

Sobre as interferências na logística da região, Hallite afirma que o Porto ainda tem problemas. “Se por um lado a indústria fez a sua parte, nós temos passivos importantes de logística e de acessos. Não fizemos a lição de casa e esse crescimento de movimentação no Porto pode evidenciar as questões que temos, tanto no calado quanto na dragagem. E essencial ter planejamento”.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :11/07/2017

PORTO - SUAPE CRESCE NA CONTRAMÃO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Publicado em 07/10/2017 as 05:20 PM

Autor:        PRISCILLA COSTA

É o que aponta um relatório elaborado pelas Organizações da Sociedade Civil lançado em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco

O Complexo Industrial Portuário de Suape, polo pernambucano que ocupa 13,5 mil hectares entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, é referência no movimento contrário aos princípios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). É o que revela um relatório elaborado pelas Organizações da Sociedade Civil Brasileiras, lançado em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco(Fundai). O estudo aponta que. se o Brasil continuar no ritmo atual, estará longe de cumprir as metas acordadas nos últimos dois anos.

A Agenda 2030, assinada por mais de 190 países durante uma conferência da ONU, em Nova Iorque, cria um modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas. O documento elenca 17 metas, os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a serem implantadas até os próximos 13 anos.

A análise sobre o Porto de Suape foi baseada no levantamento do Fórum Socioambiental de Suape, que acompanha, desde o início, a implantação do polo industrial e os impactos ambientais e sociais causados pelo empreendimento. Vale salientar, vendido pela gestão estadual como o ‘‘Eldorado Pernambucano”. “Mas, que não passou de uma ilusão. As cidades estão inchadas por não terem conseguido absorver a quantidade de pessoas que se instalaram na região em busca dessa promessa de prosperidade”, observa a advogada do fórum. Luisa Duque, dando como exemplo a Refinaria Abreu e Lima. “No auge da obra atraiu 40 mil operários que, depois, não tiveram condições de voltarem aos seus estados e permaneceram em Pernambuco, sendo que desempregadas, Esse crescimento desordenado é reflexo disso", aponta. Na ocasião, fotos mostraram a realidade dos mangues e florestas ainda preservados antes do processo de urbanização estimulado pelo Porto de Suape.

Na avaliação do economista e pesquisador da Fundai. Luis Henrique Romani, as consequências negativas geradas pelo empreendimento é reflexo do engessado modelo pelo qual a gestão estadual entende como “desenvolvimento”. Segundo ele, antes mesmo de pensar em geração de renda e emprego, é preciso colocar em prática um novo conceito de desenvolvimento, ou seja. O de sustentabilidade social. “Pensou-se em mão de obra para a construção do porto, mas não houve levantamento do perfil de cada um para, depois, encaixá-los em outras oportunidades de emprego. Muito pelo contrário. O conceito de desenvolvimento de Suape é outro”, afirma.

Denúncias

Entre as denúncias mais recorrentes apontadas pelo Fórum Socíoambiental de Suape estão a de casos de expulsão de moradores, seja com mandado judicial ou de forma arbitrária e a de que os seguranças de Suape trabalham em regime de milícia, destruindo lavouras, roubando materiais de construção e tratam os moradores com tons de ameaça, intimidando-os. Os números apontados pela gestão estadual, inclusive, são aquém da realidade. “O levantamento feito em 2009 das famílias a serem beneficiadas chegaram a 6.8 mil, mas vale lembrar que o processo de expulsão se deu muito antes do ano em que esse levantamento foi feito. Além disso, tivemos queda de 50% no estoque pesqueiro por conta das implosões para a instalação de estaleiros. Complexo portuário e de violações”, ironiza Luisa.

Em nota, a administração do Porto de Suape esclareceu que “não admite, conhece e tampouco incentiva qualquer ação violenta por parte de funcionários, sejam eles efetivos ou terceirizados, contra membros das comunidades" e que “todas as demandas foram devidamente apresentadas pelos lideres das comunidades e os encaminhamentos para resolução e averiguação foram iniciados”, Por fim, a nova gestão se mostrou aberta ao diálogo.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 10/07/2017

INDÚSTRIA PERDE COMPETITIVIDADE COM USO DE INSUMOS IMPORTADOS
Publicado em 07/10/2017 as 05:20 PM

A indústria brasileira passou por uma transformação estrutural nos últimos 15 anos, ampliando o uso de insumos importados em sua produção. Mas, na contramão das expectativas, a mudança não melhorou sua competitividade: o setor perdeu mercado externo e interno.

Essa é a conclusão de um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que será divulgado nesta segunda (10). O próximo passo é entender o que deu errado.

Segundo a pesquisa, o coeficiente de insumos importados —indicador do quanto do consumo da indústria é suprido por produtos do exterior— saltou de 16,5% para 25% entre 2003 e 2011.

No período, os segmentos de vestuário e acessórios, madeira, máquinas e equipamentos, móveis e produtos de metal mais que dobraram suas importações.

Por outro lado, a fatia da produção nacional exportada caiu de 19,7% em 2005 (maior valor desde 2003) para 12,1% em 2014. Reflexo desse movimento, a participação brasileira nas exportações mundiais de manufaturados caiu de 0,82% para 0,59%.

“No fim da década de 1990, o Brasil era uma plataforma de re-exportação. As empresas importavam muito e exportavam muito, se estabelecendo aqui para vender para o mercado doméstico e latino. Isso acabou”, afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisa e competitividade da CNI e um dos autores do estudo, ao lado de Samantha Cunha.

PIB 1º trimestre
A princípio, o movimento é contraditório: pesquisas apontam que aumento na importação de insumos leva à melhora na produtividade, supondo que esses produtos são mais variados, baratos e de melhor qualidade do que as opções nacionais.

O estudo aponta duas explicações para o aumento na presença de insumos importados: desvalorização do dólar entre 2002 e 2011 e a ampliação do mercado consumidor brasileiro, resultado das políticas de redistribuição de renda e acesso ao crédito.

A ascensão de uma massa voraz por consumo também pode ter impulsionado a indústria tanto a buscar insumos fora do país, após ter esgotado a oferta interna, quanto a priorizar esse público em detrimento do externo.

“O industrial vê o mercado aqui crescendo muito, sabe que tem uma dificuldade de competir lá fora e que tem o pessoal de fora tentando entrar aqui dentro. A empresa muda a estratégia para o mercado doméstico, porque aqui ele consegue competir melhor”, diz Fonseca.

Volatilidade do câmbio, burocracia alfandegária, falta de infraestrutura, sistema tributário e legislação trabalhista –questões frequentemente apontadas pela indústria para justificar o mal desempenho— são também apontadas como possíveis explicações para a perda de competitividade no período.

No entanto, Fonseca admite existir também um problema interno ao setor no Brasil: boa parte da indústria é mal gerida. Segundo o World Management Survey, projeto da London School of Economics que avalia a gestão de indústrias de 35 países, o Brasil está na 23ª posição.

Um projeto-piloto feito pela CNI com 23 empresas conseguiu um aumento de produtividade física de 40% a 60% apenas reorganizando a produção, “sem gastar um tostão com máquina”, diz o executivo da entidade.

Com a alta recente do dólar e a recessão, o setor tem se reorientado para o exterior, tentando suprir a queda na demanda nacional com a estrangeira. A virada tem ajudado a indústria a sobreviver à crise, mas não é suficiente —embora a fatia exportada tenha crescido desde 2014, isso acontece sobre uma produção menor.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 10/07/2017

SEM RECURSOS, PPP DO PORTO MARAVILHA AGONIZA
Publicado em 07/10/2017 as 05:19 PM

Por Rodrigo Carro | Do Rio

O esfriamento do mercado imobiliário do Rio asfixia o Porto Maravilha, segunda maior parceria públicoprivada do país - um contrato de R$ 8,3 bilhões para reurbanizar e prestar serviços públicos em área de 5 milhões de m2 na região portuária do Rio. O fundo de investimento que custeia o projeto, gerido pela Caixa Econômica Federal, está "ilíquido". A crise financeira do Estado piora o quadro de penúria de recursos.

O mais recente informe do FII-PM mostra que no fim de maio ele possuía R$ 10,55 bilhões em ativos. Só que desse total, mais de 80% (R$ 8,61 bilhões) são Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos emitidos pela prefeitura para custear as obras e que equivalem a uma quantidade de m2 a ser construída pelos empreendedores. Em 2015 não houve leilão de Cepacs e em 2016 nada foi comercializado.

A falta de recursos provocou uma disputa jurídica entre a prefeitura e a Concessionária Porto Novo - formada por OAS, Odebrecht Infraestrutura e Carioca Engenharia. Sem receber desde janeiro, ela cobra na Justiça R$ 68,69 milhões e parou de executar serviços, assumidos provisoriamente pela prefeitura. Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/07/2017

INVESTIDOR SEGUE ATENTO A CRISE E REFORMAS
Publicado em 07/10/2017 as 05:19 PM

A semana começa com os investidores atentos à evolução da crise institucional. O deputado Sergio Zveiter deve divulgar hoje o seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, que é acusado de corrupção passiva. Se a Câmara der seu aval, Temer será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deve ser afastado do cargo.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/07/2017

PETROBRAS CORTA PREÇO DA GASOLINA EM 2% E DO DIESEL EM 1,7%
Publicado em 07/10/2017 as 05:19 PM

Por Juliana Machado | Valor

SÃO PAULO - A Petrobras anunciou hoje uma redução de 2% nos preços da gasolina nas refinarias e de 1,7% nos preços do diesel, com validade a partir de amanhã.

O corte de preços para os combustíveis segue a nova política da estatal, que garante reajustes mais frequentes, a qualquer momento e inclusive diariamente.

O último anúncio foi feito na sexta-feira (7), quando a Petrobras havia cortado o preço do diesel em 0,2% e o da gasolina em 0,7%. Os novos procedimentos na política de preços da estatal foram anunciados em 30 de junho.
(Juliana Machado | Valor) Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/07/2017

CSN E MINISTÉRIOS PÚBLICOS DISCUTEM QUESTÃO AMBIENTAL
Publicado em 07/10/2017 as 05:18 PM




CSN informa que já investiu R$ 526 milhões relativos a compromissos firmados com órgãos ambientais do Estado do Rio

Os longos anos de embates com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), sem sucesso, para obter cumprimento das licenças ambientais de sua usina de aço em Volta Redonda (RJ) levaram o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a se juntar ao Ministério Público Federal para adotarem, juntos, uma estratégia diferente. Além de reparações com base na lei ambiental, os procuradores buscaram enquadrar a empresa nas regras do mercado de capitais, alertando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a veracidade das informações que prestava aos acionistas e ao mercado. Como resultado, a autarquia abriu processo administrativo sancionador para investigar a siderúrgica.

A base foi um ofício do MPRJ de março de 2016, no qual acusa a CSN de omitir nas informações ao mercado que a licença ambiental de operação das atividades desenvolvidas na usina Presidente Vargas estava vencida, na época, desde setembro de 2012. A CSN refuta a informação e informa que assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em abril de 2016, o terceiro em seis anos.

O Ministério Público, no entanto, acusa a CSN de ter omitido dos investidores que o TAC assinado em 2010 venceu e vinha sendo renovado. Foi com base nisso, diz o MPRJ, que a licença ambiental existente, de abril de 2016, foi concedida. O promotor Marcus Leal, do Grupo de Atuação Especializada do Meio Ambiente (Gaema), do MPRJ, diz que a estratégia de atuação conjunta foi tomada após as autoridades tentarem que a CSN cumprisse a legislação.

Marintec
"O que nós pretendíamos era dar a divulgação ao mercado financeiro que a empresa não dava informação de que operava com uma autorização precária concedida através de Termos de Ajustamento de Conduta sucessivamente renovados, sem que o passivo ambiental fosse de fato recuperado e compensado", afirma.

Agora, a CVM também vai investigar a responsabilidade do diretor de relações com investidores da CSN pela não divulgação de fato relevante sobre o TAC celebrado com os devidos órgãos. Entre 2015 e 2016 que ocupou o referido cargo foi Paulo Rogério Caffarelli. No caso, por infração à Instrução 358 da autarquia, que determina como empresas abertas devem tratar informações relevantes. Caffarelli deixou a CSN em junho de 2016 para presidir o Banco do Brasil.

Em resposta à CVM, a CSN declara que informou sobre a celebração do TAC de 2016 em três momentos: em comunicado ao mercado no dia 13 de abril de 2016, no Formulário de Referência 2016 divulgado em 31 de maio daquele ano, e em nota explicativa do relatório de informações trimestrais de 31 de janeiro de 2017.

A assessoria de Caffarelli esclarece que, como diretor de relações com investidores da CSN, cumpriu todas as regras exigidas pela CVM. E, ainda, que em 17 de maio deste ano "respondeu aos questionamentos sobre o tema em questão e permanece à disposição para qualquer outro esclarecimento".

Em ofício enviado em março do ano passado, o MPRJ alegou serem falsas as informações da CSN divulgadas na seção "perguntas frequentes" na página da siderúrgica na internet, já retirada do ar. Segundo o MP, ali a empresa respondia "de forma enganosa" perguntas como "a CSN cuida dos resíduos sólidos?", ou "a CSN possui licenças ambientais para suas operações?", entre outras. Para essas perguntas a resposta era "sim".

Júlio Araújo, do MPF, diz que "a CSN regulariza a situação via TACs, o que dá a ela uma aparência de regularidade"

O MP informou à CVM que um laudo do Instituto Estadual de Ambiente (Inea), de janeiro de 2016, apontou violações ao limite máximo de emissões atmosféricas previsto pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), e que a empresa vem assinando TACs e aditivos desde 1986, repetidos em 1987, 1994, 1996, 1998 e 2000.

Há um ano, o MPRJ enviou ofício para a CVM notificando a autarquia sobre veiculação, pela CSN, de publicidade institucional enganosa, bem como pela omissão de informação de fato relevante, ou divulgação de forma incompleta, falta ou tendenciosa", a investidores do mercado e à autarquia.

O gerente-geral de Meio Ambiente da CSN, Cláudio Graffunder, diz que os compromissos de 2010, somados aos assumidos em um aditivo ao TAC daquele ano previam a execução de 141 itens. E segundo ele, a empresa cumpriu 126 dos itens previstos. Os demais, afirmou, migraram para os TACs assinados posteriormente. "Nós não cumprimos alguns itens em função da sua complexidade e de alguma dificuldades do mercado até para contratar projetos e obras necessárias. Entre 2010 e 2013, o mercado estava muito aquecido, as empreiteiras de grande porte estavam ocupadas com outras obras e não estavam conseguindo atender a demanda do Brasil", alegou.

Conforme Graffunder, dos 15 itens que precisam ser cumpridos para que a CSN consiga uma licença de operação, um dos mais relevantes é o que prevê o fechamento do circuito de água de resfriamento do processo carboquímico. O outro é um estudo de avaliação do ruído provocado pela usina. Os dois ficarão prontos em agosto e setembro deste ano, afirma.

O executivo lembra que, desde 2010, a empresa investiu R$ 526 milhões relativos aos compromissos com órgãos ambientais do RJ. Desse total, R$ 348 milhões referentes às obrigações assumidas em 2010 e 2013. E no ano passado assumiu o compromisso de investir outros R$ 178,4 milhões.

"Se você perguntar se a empresa está em conformidade ambiental? [A resposta seria] Sim, plena e totalmente. A empresa tem uma licença vigente [Autorização Ambiental de Funcionamento] que foi dada ao se assinar o TAC 03 de 2016. E a empresa opera em plena conformidade legal através dessa licença", afirma Graffunder.

O procurador Júlio Araújo, do MPF em Volta Redonda, acusa a empresa de sistematicamente descumprir as obrigações ambientais. "Lógico que ela cumpre algumas coisas, mas outras não", diz. "A CSN regulariza a situação via TACs, que dá a ela uma aparência de regularidade. Mas o problema é que nem esses prazos ela obedece", observa. Em abril, Araújo pediu à Justiça a concessão de tutela de urgência para que a CSN seja obrigada a suspender as atividades nas unidades de sinterização 2, 3 e 4 da usina até que se adeque às exigências legais.

No relatório em que recomenda a abertura do processo sancionador, a área técnica da CVM observa que decisões relacionadas à possibilidade da paralisação de unidade de produção da companhia em razão do descumprimento de normais ambientais constituiriam fato relevante a ser divulgado.

No entendimento da empresa, "não cabe à CVM exigir a divulgação de informações adicionais e que não se enquadrem nos critérios de materialidade e relevância estabelecidos pela administração da CSN". E diz que os processos que possam influenciar a decisão do investidor referentes a riscos de imagem ou jurídicos são informados nos formulários de referência.

À parte essa questão com CVM, órgãos ambientais e ministérios públicos, a companhia está sem informar ao mercado de capitais os balanços auditados do quarto trimestre e ano de 2016 e do primeiro trimestre de 2017. A auditoria Deloitte, que avaliza as demonstrações financeiras, quer a publicação de certas informações que a direção da empresa não concorda.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/07/2017

PRODUTOS SIDERÚRGICOS JÁ SÃO 50% DAS EXPORTAÇÕES DO CEARÁ
Publicado em 07/10/2017 as 05:18 PM

No primeiro semestre, os produtos semimanufaturados de ferro ou aço foram responsáveis pela metade da pauta de exportação do Ceará, somando US$ 482,34 milhões. O valor é mais de dez vezes superior ao do segundo produto mais exportado pelo Estado no período, a castanha de caju, fresca ou seca, sem casca, que somou US$ 47,05 milhões.

Ao todo, as exportações cearenses somaram US$ 964,86 milhões nos primeiros seis meses de 2017. Isso representou um crescimento de 104,13% em relação a igual período do ano passado. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Na comparação com o segundo semestre de 2016 (US$ 178,27 milhões), o valor das exportações de semimanufaturados de ferro ou aço, que incluem a produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), tiveram crescimento de 170,5%.

Além dos produtos siderúrgicos e da castanha de caju, os principais produtos exportados pelo Ceará neste ano foram: calçados de borracha/plástico (US$ 41,91 milhões); sucos (sumo) de outras frutas (US$ 33,51 milhões); e outros calçados (US$ 32,41 milhões).

Apesar do avanço das exportações, a balança comercial do Estado apresentou um déficit de US$ 142,60 milhões no primeiro semestre. De janeiro a junho, as importações somaram US$ 1,10 bilhão, volume 49% inferior ao do primeiro semestre de 2016 (US$ 2,17 bilhões). Os principais produtos importados foram hulha betuminosa, não aglomerada (US$ 259,23 milhões); gás natural liquefeito (US$ 124,70 milhões); outros trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 75,20 milhões); outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas (US$ 27,98 milhões); e milho em grão, exceto para semeadura (US$ 23,71 milhões).

Junho
No resultado mensal, a balança comercial do Ceará registrou um déficit de US$ 35,42 milhões em junho, o quarto do ano.

O Estado registrou superávits apenas nos meses de fevereiro (US$ 48,47 milhões) e maio (US$ 23,76 milhões). Em junho, as exportações somaram US$ 140,6 milhões e as importações US$ 176 milhões, ambos os resultados inferiores aos constatados em maio, na ordem de 31,4% e 3,0%, respectivamente.

Na comparação com junho do ano passado, as exportações cresceram 79,6% e as importações tiveram queda de 87,8%.

Países
No primeiro semestre, o principal destino das exportações cearenses foram os Estados Unidos, com US$ 239,3 milhões, o equivalente a 24,81% do total. Em seguida, aparecem o México, com US$ 140,3 milhões (14,54%), Turquia, com US$ 71,07 milhões (7,37%), Argentina, com US$ 59,97 milhões (6,22%) e Itália, com US$ 55,31 milhões (5,73%).

Por outro lado, o país que mais enviou produtos com destino ao Ceará foi a China, com US$ 179,35 milhões, equivalente a 16,19% do total. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com US$ 140,7 milhões (12,71%), Colômbia, com US$ 122,72 milhões (11,08%), Austrália, com US$ 100,3 milhões (9,06%) e Argentina, com US$ 99,84 milhões (9,02%).
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 08/07/2017

APESAR DA CRISE, ECONOMIA COMEÇA A DAR SINAIS DE RECUPERAÇÃO
Publicado em 07/10/2017 as 05:17 PM

Especialistas dizem que atividade econômica já deixa pra trás seu pior momento.

Na área da economia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, procurou neste sábado (8) tranquilizar o mercado e disse que o Brasil vai continuar crescendo.

A economia não está bem, mas dá sinais de recuperação. A avaliação vem de fontes diferentes. Primeiro, do chefe da equipe econômica.

“Gostaríamos de transmitir para as pessoas, consumidores, agentes econômicos, uma mensagem de que podem continuar investindo, podem continuar consumindo que o país vai manter essa trajetória de crescimento e de recuperação da economia que tá saindo ou talvez, mais provavelmente, já tenha saído da maior recessão da história do brasil. Estamos construindo um caminho de um crescimento que vai perdurar pelos próximos anos”, disse Henrique Meirelles.

Economistas, como o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, também acreditam que a atividade econômica já começa a deixar para trás o pior momento.

“O crédito à pessoa física cresce há oito meses consecutivamente. A renda habitual média do trabalhador, onze meses. O fluxo de veículos pesado nas estradas, que é um indicador de excedente de atividade econômica, há sete meses. O varejo vem crescendo continuadamente há sete meses. E, portanto, todas as condições estão se formando para uma recuperação definitiva da economia ao longo deste ano”, explicou Maílson.

Para dar um exemplo, o Jornal Nacional foi até uma loja de materiais de construção, porque esse é um setor que tem um peso significativo no cálculo da inflação. E, quando a construção melhora, outros setores também melhoram como consequência direta.

A Associação dos Comerciantes desta área fez um levantamento que mostra que, se a gente olhar para os últimos 12 meses e comparar com o período anterior, as vendas ainda estão no negativo. Agora, se a gente olhar pros primeiros seis meses desse ano e comparar com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 4% nas vendas.

Ou seja, pra quem não via nem o túnel na frente, agora já dá para ver, pelo menos, uma luzinha no fundo do túnel.

"A gente já está tendo um pouco de confiança e dá para tirar o dinheiro da poupança e investir em alguma coisa na melhora da casa. Mas ainda com certo receio", disse o aposentado Hélio Rossi.

Seu Mário Hidaka está reformando a casa e a loja, mas acha que a economia ainda tem muito o que melhorar. "Se ninguém atrapalhar, ela melhora sozinha, na minha opinião, tá certo? Mas, o que nós precisamos é de estabilidade política", afirmou o comerciante.

E é justamente por causa da instanilidade política, que o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, faz um alerta. "Não se deve soltar rojão ainda, sobre a recuperação da economia brasileira. O PIB, de 2017 deve crescer, mas crescer pouco. Deve crescer em torno de 0,3%, 0,4%. É muito pouco. Mas, evidentemente, nós devemos sempre lembrar que estamos vindo de 2 anos de recessão. Infelizmente, a crise polítca vai atrasar a velocidade de recuperação, notadamente pela questão das reformas", disse Loyola.

O ex-ministro da Fazenda diz que o mercado financeiro defende a continuidade da equipe econômica. Ele acredita que as reformas serão aprovadas. “Há uma perspectiva generalizada entre analistas no país e no exterior, de que haverá uma aprovação da reforma trabalhista. Não é a reforma dos sonhos, não é a grande reforma de que o Brasil precisa, mas é um bom início”, disse Nóbrega.

"Temos que trabalhar, temos que fazer, não só as reformas macroeconômicas, alcançar o equilíbrio fiscal do país. Fazer com que o país, portanto, possa, primeiro retornar ao crescimento, e depois crescer mais e isso já está acontecendo", afirmou Meirelles.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 08/07/2017

ACORDO COM MERCOSUL DEVE SER FECHADO ESTE ANO
Publicado em 07/10/2017 as 05:16 PM

Para embaixador da UE, protecionismo é ‘receita para o desastre’ “O empresário europeu que investe no Brasil não está olhando para 2017, ele olha para um prazo mais amplo, de 5, 10 anos” João Cravinho Embaixador da UE no Brasil

Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho (foto) diz que problema é sistema de fiscalização sanitária O embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho, afirmou ainda, em entrevista ao GLOBO, que o acordo de livre comércio entre Mercosul e UE deve ser fechado até o fim deste ano. Ele enfatizou que as negociações, que transcorrem há 18 anos, finalmente começam a avançar.


JORGE WILLIAM

— Nos últimos seis a oito meses, avançamos muito. Já estamos trabalhando com textos únicos em cada capítulo — afirmou, completando que o protecionismo é uma “receita para o desastre”.

O embaixador lembrou que a UE não está parada e deve assinar nesta semana um acordo com o Japão. Os europeus também estão em vias de concluir a confecção de tratados de livre comércio com Austrália, Nova Zelândia e Cingapura.

— Ao contrário do que se passa nos Estados Unidos, a nossa perspectiva é de consolidação e intensificação do nosso posicionamento comercial com outras partes do mundo — comentou o embaixador.

De acordo com Cravinho, se de um lado, o Mercosul quer abrir o mercado europeu para itens do agronegócio; de outro, o bloco sul-americano precisa liberar setores como os de produtos industrializados, serviços e compras governamentais, além de fazer ajustes em sua legislação de propriedade intelectual.

— O povo brasileiro acaba sendo mal servido e por preços caros. Qualquer fornecedor, em qualquer parte do mundo, serve mal e a preços caros quando não há competição — disse Cravinho.

O acordo em negociação vai prever a liberação dos mercados dos dois blocos, com destaque para a queda das tarifas de importação. Mas haverá um cronograma, para que os setores mais sensíveis das economias possam se adequar à nova realidade.

CRISE POLÍTICA

Sobre a crise política interna, o embaixador observou que 60% a 65% dos investimentos estrangeiros no Brasil são da UE, ou seja, praticamente dois terços do total. Segundo Cravinho, isso significa, em primeiro lugar, que o investidor europeu confia no país.

— A situação política que o Brasil vive neste momento é delicada e complicada. E é instável. Não há maneira de escamotear essa realidade. Agora, o empresário europeu que investe no Brasil não está olhando para o resto de 2017, ele olha para um prazo mais amplo, de cinco, dez anos. E, nesse sentido, não sentimos grande preocupação em relação ao atual momento da vida política do país — afirmou.

Cravinho afirmou, ainda, que a UE vê com bons olhos a candidatura do Brasil a membro pleno da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Lembrou que, recentemente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversou com todos os embaixadores europeus sobre o assunto.

— Mas não compete a nós, aqui, tomarmos qualquer tipo de atitude em relação à candidatura. O Brasil, neste momento, é candidato a candidato — disse.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/07/2017

REFORÇO PRIVADO DE R$ 8,2 BI
Publicado em 07/10/2017 as 05:13 PM

O Globo - RAMONA ORDOÑEZ ramona@oglobo.com.br BRUNO ROSA bruno.rosa@oglobo.com.br

Estado do Rio volta a receber investimentos de olho na recuperação da indústria de petróleo

OS REFLEXOS DA PARADA DO COMPERJ Itaboraí sofre com falta de emprego glo.bo/2qpxaOC

De olho na recuperação da indústria do petróleo, empresas privadas programam investir mais R$ 8,2 bilhões em projetos na Região dos Lagos e no Norte Fluminense. Enquanto isso, Itaboraí já vive a expectativa de retomada do Comperj. A retração dos investimentos da Petrobras nos últimos três anos atingiu em cheio o Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo do país e onde se concentra o maior número de empresas do setor. Mas, depois de chegar ao fundo do poço, começam a surgir no estado projetos na área de petróleo e infraestrutura com investimentos privados que chegam a pelo menos R$ 8,2 bilhões.

FOTOS DE DIVULGAÇÃO



Expansão. O Parque Bellavista, em Macaé, no Norte Fluminense, está passando por uma ampliação que vai triplicar, até 2019, sua área para receber empresas do setor de óleo e gás

Além disso, a própria Petrobras dá sinais de reação. Semana passada, a estatal assinou um memorando de entendimentos para uma parceria estratégica com a chinesa CNPC para diversas áreas de óleo e gás. Segundo uma fonte, entre os projetos, está a retomada da construção de uma refinaria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, que vão demandar investimentos entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões.

Mas o total de investimentos pode aumentar ainda mais a médio e longo prazos com as rodadas de petróleo, dizem especialistas e governo. Em setembro e outubro, ocorrem dois leilões de petróleo em campos do pós e pré-sal, além de outros quatro até 2019. Segundo projeções da Agência Nacional do Petróleo, os novos certames podem gerar investimentos da ordem de US$ 30 bilhões somente para o desenvolvimento das áreas nos blocos situados no litoral do Estado do Rio.

— Há boas perspectivas, com a Petrobras fazendo sua arrumação interna, e as companhias privadas se posicionando. Já verificamos uma movimentação que vai ganhar força no ano que vem, com fundos de investimento interessados no setor de energia. Os próximos leilões de petróleo virão com uma mudança grande de postura dos investidores — comentou Marcelo Gomes, presidente da Alvarez & Marsal.

20 MIL EMPREGOS No Rio de Janeiro, os novos projetos privados estão concentrados na Região dos Lagos e no Norte Fluminense. A perspectiva de crescimento das atividades petrolíferas estimulou o planejamento dos Terminais de Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, entre Maricá e Saquarema, voltado a atender a indústria de óleo e gás com o desenvolvimento dos campos no pré-sal. O projeto da DTA Engenharia prevê investimentos de R$ 5,2 bilhões e a geração de 20 mil empregos diretos e indiretos em plena operação. Embora o projeto enfrente oposição do Ministério Público Estadual do Rio de janeiro (MPRJ), por supostamente afetar arenitos de praia (beach rocks), os executivos da DTA Engenharia acreditam receber em breve a licença de instalação pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para dar início às obras. O processo de licenciamento está em curso há cinco anos.

— Este é um projeto que tem zero de subsídio, de subvenção, de benefício fiscal. É 100% de capital privado, e temos parceiros interessados em formar consórcios no negócio — disse Fernando Siriani, diretor da DTA Engenharia.
Ele lembrou que a primeira etapa é a construção do terminal em si. Depois, haverá um parque de contêineres e uma base de apoio offshore. Assim, o TPN vai estar preparado para realizar operações de transferência de petróleo entre navios, destinados à exportação. No trecho onde o terminal será construído, a 500 metros da costa, a profundidade chega a 30 metros, o que permitirá a operação com navios petroleiros de grande porte sem a necessidade de dragagem. O Inea informou que o projeto está em fase final de análise pela área técnica.

Em São João da Barra, no Norte Fluminense, a Prumo Logística, que opera e desenvolve o Porto do Açu, vai investir R$ 3 bilhões na construção de uma usina térmica a gás e de uma estação de regaseificação (para transformar o gás em estado líquido em gasoso). O projeto deve gerar três mil vagas a partir do ano que vem, quando começam as obras, diz José Magela Bernardes, presidente da Prumo. A nova térmica vai contar ainda com a parceria da Siemens e da petroleira BP, que devem se tornar sócias da usina.

— Temos o gás do pré-sal. Estamos criando uma solução para evacuar o gás que vem associado ao petróleo. A térmica vai começar a operar em 2021. Desde 2014, já investimos R$ 5 bilhões para finalizar essas obras e outras, como o terminal de óleo e de minério de ferro — disse Magela.

O executivo explica que a térmica faz parte de um projeto maior, que prevê a construção de outras unidades. Se tudo sair do papel, o projeto vai consumir investimentos totais de R$ 15 bilhões e se tornar a maior área de térmicas do país:

— Mas é preciso ter o gás. Por isso, estamos conversando com todos os produtores de petróleo, pois existe a necessidade do escoamento de gás.

POLO INDUSTRIAL EM MACAÉ

Sem dúvida, o município de Macaé foi um dos que mais sentiram a forte retração dos investimentos não só da Petrobras, mas de toda a atividade do setor de petróleo nos últimos anos, não só por conta do impacto das revelações do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava-Jato, mas queda do preço da commodity.

Mas começam a ganhar corpo novos projetos no setor petrolífero em Macaé. É o caso do Parque Bellavista, um polo industrial privado onde estão instaladas 19 empresas do setor de petróleo, que vai triplicar de tamanho. Vai passar dos atuais um milhão de metros quadrados para três milhões de metros quadrados. Os investimentos estimados são de cerca de R$ 50 milhões.

O diretor do Parque Bellavista, Leonardo Dias, explicou que a ideia de expansão da área industrial surgiu em 2013, quando o setor de petróleo estava em franco crescimento. E mesmo com a chegada da crise, disse ele, o grupo não desistiu do projeto, acreditando na futura ampliação da produção de petróleo no pré-sal:

— Mesmo com a crise, optamos por continuar os investimentos e executar as obras de preparação dos terrenos para receber novas empresas. Sempre acreditamos na retomada do setor com o desenvolvimento do pré-sal.

A expansão total da área está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2019. No momento, cerca de um terço da obra já foi concluída. De acordo com o executivo, quatro novas empresas já se instalaram. Dias afirma ainda que, apesar da crise dos últimos anos, nenhuma empresa chegou a sair do parque industrial:

— São grandes empresas, que continuam com contratos em andamento. Houve redução do volume de contratos, demissões e há capacidade ociosa em algumas instalações, porém, as empresas continuam operando na expectativa de retomada do setor, que começa a dar os primeiros sinais.

Christino Áureo, secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio, disse que há uma perspectiva de retomada dos projetos no Rio. Mesmo diante das dificuldades de arrecadação, com a queda de 37% dos royalties e participação especial no ano passado, Áureo destaca a expectativa de assinatura do regime de recuperação fiscal nos próximos dias e a retomada do setor de petróleo com os novos leilões.

— Apesar da crise política, as empresas de petróleo demonstram confiança, já que os desembolsos serão apenas a partir de 2018. Estamos recebendo algumas consultas. Há muito apetite dos chineses. A China é a maior produtora de bens de capital e está em busca de oportunidades. Três anos depois de ver desaparecer mais de 30 mil empregos, a cidade de Itaboraí voltou a sonhar com a expectativa de retomada das obras do Comperj. Desde a notícia de que a Petrobras poderá reiniciar a construção de uma refinaria no complexo petroquímico em parceria com os chineses, antecipada pelo GLOBO na última terça-feira, mais de 300 extrabalhadores já foram atrás de informações e de uma vaga no sindicato da região.

É assim que a sede do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon), no Centro da cidade, vem se tornando ponto de encontro de ex-funcionários do Comperj. Com currículos nas mãos e muitas histórias tristes, as centenas de desempregados depositam agora suas esperanças nos chineses para esquecer os dias de bicos e venda de doces pelas ruas. A cidade tem hoje, segundo a prefeitura, cerca de 20 mil desempregados.

— A notícia da retomada das obras causou expectativa. Eles chegam no sindicato perguntando se já saiu alguma coisa no Comperj. O problema é que até começar uma obra demora, mas as pessoas acham que é rápido. É um desespero — comenta Paulo Cesar Quitanilha, presidente do Sintramon.

— As pessoas estão há três anos desempregadas. Mais de 300 ex-funcionários já vieram pedir informação e emprego após a reportagem da volta do Comperj — diz o vice-presidente do sindicato, Marcos Hartung.

600 PESSOAS NO COMPLEXO

Na última quinta-feira, Roberto Jordan da Silva, de 47 anos, foi uma das dezenas de homens que acordaram cedo para buscar informação na porta do sindicato. Ele é o retrato da cidade: trabalhou três anos no Comperj e está há quase dois anos sem emprego. Hoje, ele e sua família vivem da indenização trabalhista de R$ 300 mensais da Alusa, uma antiga prestadora de serviços da Petrobras.

—E é assim que estou sobrevivendo. Agora, estão todos falando que o Comperj vai voltar. Amém. Eu só quero um emprego. Tenho fé que isso vai acontecer — comenta Silva, que era encanador industrial no Comperj e já trabalhou na Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco.

O Comperj é considerado uma das obras mais polêmicas da Petrobras e foi alvo de corrupção entre construtoras e partidos políticos, em um esquema revelado na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF). Lá, a estatal gastou mais de US$ 13 bilhões e nada ficou pronto. Com a paralisação das obras a partir de 2014, os exfuncionários relatam que a parte interna do empreendimento sofre hoje com a ferrugem em diversos equipamentos e com a grama que cresce a cada dia entre as tubulações e nas vias, algumas sem pavimentação e com buracos. Atualmente, cerca de 600 pessoas ainda trabalham no Comperj, segundo a Petrobras.

— Eu sou técnico de edificação e, no Comperj, trabalhava com isolamento térmico. Estou atrás de notícias. Há dois anos estou sem emprego, vendendo pipoca e biscoito na rua para poder pagar as contas. Só não perdi minha casa porque estava no seguro — conta Antonio Couto, de 35 anos.

Nas ruas de Itaboraí, a esperança ainda não chegou. O comércio entrou em crise, postos de gasolina estão fechados e bancos já deixaram a cidade. Segundo Ricardo Pestana, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, há 700 lojas vazias que não resistiram à crise desencadeada com o fechamento do Comperj. Um exemplo é o Intercity, um complexo com lojas e salas comerciais. Com design moderno, está às moscas.



Aldo Roque Pereira, de 37 anos, veio da Bahia em 2011 para trabalhar no Comperj. Trabalhou cinco anos como encanador industrial até virar uma estatística da Petrobras. A esposa, uma técnica de enfermagem, também está sem emprego.
— Espero que as obras voltem — diz ele.



Quem anda por Itaboraí já se acostumou com os prédios, ainda no esqueleto, abandonados. Foram mais de 20 lançamentos residencias em um curto período de tempo, quando as obras do complexo estavam a pleno vapor. Investimentos que somaram R$ 1 bilhão. Bruno Serpa Pinto, diretor-geral da Brasil Brokers para o Leste Fluminense, lembra que a região não tem lançamentos há dois anos, e o estoque ainda é alto. Mas ressalta que, com a queda de 40% no preço do metro quadrado, as vendas subiram 20% no primeiro semestre deste ano em relação a 2016:

— Há pessoas que saíram de Niterói e São Gonçalo e foram morar em Itaboraí por uma questão de oportunidade, de morar em um apartamento maior e mais barato.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/07/2017

PETROBRAS PÕE À VENDA SUAS OPERAÇÕES NO PARAGUAI
Publicado em 07/10/2017 as 05:13 PM

O Globo - ramona@oglobo.com.br RAMONA ORDOÑEZ

Meta é arrecadar R$ 21 bi. Estatal já havia feito o mesmo com ativos na Argentina e no Chile

Depois da Argentina e do Chile, a Petrobras vai sair do Paraguai. A empresa informou ontem que iniciou a etapa de divulgação para a venda de seus ativos no país, soltando um aviso (teaser) a potenciais investidores interessados.

Em comunicado ao mercado, a companhia esclareceu que o objetivo é vender integralmente sua participação acionária nas empresas Petrobras Paraguay Distribución Limited (PPDL UK), Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL (PPOL) e Petrobras Paraguay Gas SRL (PPG). A Petrobras atua no Paraguai, por meio dessas companhias, no mercado de distribuição e comercialização de combustíveis, GLP e lubrificantes, e dispõe de 197 postos de revenda e 113 lojas de conveniência.

A empresa também está presente nos segmentos de aviação, com operação em três aeroportos, e de grandes consumidores (“B2B”), sendo a maior distribuidora de combustíveis no país. Na área de logística, a Petrobras tem um terminal próprio de distribuição na cidade de Villa Elisa. A Petrobras tem ativos de distribuição e venda de combustíveis no Paraguai desde 2006.

A meta com a venda de ativos é arrecadar US$ 21 bilhões entre este ano e em 2018. O teaser, que contém as principais informações sobre os ativos que serão vendidos, bem como os critérios objetivos para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/07/2017

MPF INVESTIGA DENÚNCIA DE FORMAÇÃO DE CARTEL NO SETOR DE CABOTAGEM
Publicado em 07/10/2017 as 05:12 PM

Inquérito apura se companhias de transporte marítimo e funcionários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) têm atuado em conjunto, comprometendo a competitividade do setor; segmento movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano

O setor de cabotagem, responsável pelo transporte de cargas entre portos brasileiros, entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF), que investiga denúncia de formação de cartel e atuação de servidores públicos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para atender pleitos de determinadas empresas.

O inquérito instaurado pelo núcleo de combate à corrupção do MPF apura se companhias de transporte marítimo e funcionários da agência têm atuado em conjunto, comprometendo a competitividade do setor, que movimenta ao menos R$ 10
bilhões por ano. Atualmente existem 41 empresas de cabotagem autorizadas pela Antaq. Em 2016, a movimentação de cargas no setor chegou a 212,5 milhões de toneladas. Nos últimos cinco anos, o crescimento médio anual da movimentação de cargas na cabotagem foi de 2%.

A acusação analisada pela Procuradoria da República no Distrito Federal partiu da empresa Posidonia Shipping. A companhia carioca denuncia que, desde que entrou em operação, em 2013, tem sido alvo constante de decisões anticompetitivas por parte da Antaq. Pela denúncia, a agência estaria privilegiando interesses de empresas associadas à Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac).

Mudança nas regras. Entre os episódios de atuação do suposto cartel narrados pela Posidonia e incluídos no inquérito, a principal queixa diz respeito à publicação de uma resolução pela Antaq em 2015, que mudou as regras de contratação temporária de navios estrangeiros por empresas brasileiras. A mudança mexeu com as exigências para o transporte de contêineres e cargas em geral, o que, segundo a denúncia, teria favorecido as empresas ligadas à Abac e retirado a Posidonia dessas operações.

O MPF enviou a acusação para a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, para que fossem analisados os reflexos da norma no mercado. A Seae confirmou que a medida restringe a competição no setor. O órgão afirma, em relatório obtido pelo Estado, que a resolução da Antaq “reduz, potencialmente, a concorrência nos setores de navegação de apoio portuário e de cabotagem”, por conta de restrições de afretamento de embarcações de outros países. A secretaria recomendou ao MPF que o caso seja encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para análise sobre a atuação das empresas e da suposta formação de cartel. O inquérito do MPF pede o afastamento preventivo de vários servidores da Antaq. Também orienta ao diretor-geral da agência, Adalberto Tokarski, que instaure procedimento disciplinar para apurar o caso.

A acusação de existência de cartel recai sobre seis empresas ligadas à Abac e outras duas que não são associadas. As investigações serão encaminhadas para o Cade e a Polícia Federal. Ao Estado, o presidente da Posidonia, Abrahão Salomão, disse que a empresa se cansou de ser prejudicada por práticas ilegais. “Vemos agentes públicos que deveriam preservar o interesse nacional, agindo na defesa de cartel formado por empresas estrangeiras travestidas de brasileiras, utilizando-se da presunção de legitimidade que seus cargos lhes conferem em prol de práticas irregulares, e benefícios próprios”, afirmou.

Apuração. A Antaq evitou comentar temas como a publicação de resoluções restritivas ao mercado de cabotagem ou mesmo a citação de diretores e funcionários da agência em denúncias de ligação com suposto cartel do setor, mas confirmou que apura as acusações feitas pela Posidonia. “Esta agência não comenta fatos relacionados a processos que tramitam na agência, no Judiciário e no MPF, sob sigilo legal. No entanto, confirma que recebeu requisição de órgão representante do MPF para instauração de procedimento disciplinar, que foi devidamente atendida com instauração de processo para apuração, o qual encontra-se em andamento”, afirmou.

A Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) declarou que “atua na defesa dos interesses comuns das empresas afiliadas, não tendo qualquer interferência na atuação comercial dos seus associados, que atuam em regime de livre concorrência entre si, dentro do que lhes é assegurado pela legislação vigente”. Segundo a associação, “é totalmente descabida” a acusação de que lidera um cartel no setor de cabotagem. “A Abac nunca recebeu qualquer notificação ou indicação da existência de um inquérito sobre o assunto mencionado, e se formos procurados pelo MPF, Cade, Polícia Federal, ou qualquer outro órgão governamental não teremos qualquer problema para prestar os esclarecimentos que forem demandados”, declarou.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 10/07/2017

CRISE POLÍTICA DERRUBA CENÁRIO PARA A ECONOMIA
Publicado em 07/10/2017 as 05:11 PM

O Brasil que os economistas viam no começo do ano não é mais o mesmo. Uma comparação entre previsões para 2017 divulgadas por bancos e consultorias em janeiro e fevereiro e as perspectivas mais recentes mostra que os desdobramentos da crise política que se abateu sobre o governo desde o anúncio da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, em maio, devem cobrar caro da já tímida recuperação do País.

No embalo da crise política, Itaú e Bradesco jogaram para baixo, no mês passado, suas expectativas para a economia. “A situação econômica mudou”, diz Fábio Salles, economista do Itaú. Das instituições ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o banco era o que tinha as expectativas mais otimistas, prevendo que o ano terminaria com alta de 1% do PIB. Agora, estima um crescimento de 0,3%.

“Não era otimismo em excesso. Quando prevíamos uma recuperação do País, sempre batíamos na tecla de que era importante fazer as reformas, as macro e as microeconômicas. O PIB teve aquela surpresa positiva no início do ano, com os resultados da agricultura, mas o nível de incerteza quanto ao rumo da economia levou a uma baixa das expectativas. Sem a garantia de que a reforma passe, o investidor deve ficar mais conservador”, diz Salles.

Boa parte do cenário previsto pelos economistas no início do ano de fato, se materializou: o dólar ficou estável, a inflação caiu e o Brasil caminha para uma Selic de um dígito. O que surpreendeu foi a dificuldade, até o momento, de aprovação da reforma da Previdência.

Paralisia
No início do ano, a previsão do mercado era de que a questão da Previdência estaria resolvida no terceiro trimestre. Julho chegou e o clima político deve paralisar o andamento da reforma no Congresso ou diluir muito a proposta original.

A análise é que como a crise política deve postergar a aprovação de uma reforma mais consistente para a Previdência, vai dificultar o ajuste fiscal, causando impacto na confiança de agentes econômicos, na retomada da economia, nos preços dos ativos e nas aplicações financeiras.

Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, disse que já havia uma pequena frustração de que a recuperação econômica não viria tão facilmente, mesmo antes da delação da JBS. “No momento de o País começar a colher os frutos do custo alto do ajuste, o cenário só ficou mais adverso. Os preços dos ativos ainda não refletem totalmente, mas o pessimismo aparece na expectativa do consumidor, da indústria e do comércio, o que acaba tendo impacto na retomada de investimentos. Assim, a capacidade de corte de gastos e cumprimento do teto começa a ser questionada. A economia tem dado sinais de recuperação, mas já poderia estar melhor.”

As previsões do Ibre são de que o PIB do segundo trimestre seja negativo. “Para o resto do ano, o fator incerteza pesará mais, a economia deve ficar perto da estagnação. Todo mundo sabia que seria um ano difícil, mas a instabilidade surpreende. Saímos de uma recessão severa, vimos um pouco de luz e agora a economia deu uma engasgada.”

Os analistas da XP não revisaram previsões após a delação da JBS. Para a consultoria, o PIB deve ficar entre zero e 0,5%. “Estamos mais perto de zero, mas o descolamento de economia e política deve se manter. Já não havia grandes expectativas de crescimento e o mercado está tranquilo. Claro, perdeu-se a chance de fazer uma reforma da Previdência de verdade”, avalia a economista-chefe, Zeina Latif.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 10/07/2017

PORTARIA N 537 DE 4 DE JULHO DE 2017
Publicado em 07/10/2017 as 05:11 PM

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA N 537 DE 4 DE JULHO DE 2017

O MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL, no uso da competência que lhe foi delegada nos termos do inciso II, art. 3 , do Decreto n 8.821, de 26 de julho de 2016, resolve:

Nomear DOMENICO ACCETTA, CPF n 491.166.497-53, empregado da Companhia Docas do Rio de Janeiro, para exercer o cargo de Coordenador-Geral do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, código DAS 101.4, da Secretaria Nacional de Portos deste Ministério.

MAURÍCIO QUINTELLA
Fonte : Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil - DF
Data : 10/07/2017

ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL ADIA PLANO DE DESCARBONIZAÇÃO DO SETOR PARA 2018
Publicado em 07/10/2017 as 05:10 PM




A Organização Marítima Internacional acaba de dar um tímido, porém fundamental passo para descarbonizar o setor de transportes marítimos. Em reunião em Londres, mais de 170 países chegaram a um esboço com sete passos que agora precisam ser desenvolvidos em um plano provisório, previsto para 2018.  Trata-se da base da primeira tentativa substancial da OMI de enfrentar a mudança climática, 20 anos após receber a primeira solicitação para tanto, feita ainda no âmbito do Protocolo de Quioto.

O organismo de transporte da ONU estabeleceu os principais elementos de uma estratégia provisória com o objetivo de descarbonizar o setor.  Embora tivesse recebido apoio expressivo, proposta solicitando que o setor de transporte marítimo adote objetivos climáticos alinhados ao Acordo de Paris e descarbonize suas operações na segunda metade do século não conseguiu alcançar o consenso.

China e a Índia expressaram forte apoio aos combustíveis alternativos de baixas emissões de carbono e uma coalizão das nações do Pacífico e da Europa evidenciam a urgência de tomar medidas no setor. Alguns países — entre elas, Brasil e Chile — expressaram preocupações sobre impactos potencialmente negativos das medidas de redução.

“Alguns progressos importantes foram feitos, mas é preciso mudar a marcha e começar a se concentrar na questão central de como reduzir profundamente as emissões dos navios no curto prazo”, alertou John Maggs, assessor sênior da Seas At Risk.

Atualmente o transporte marítimo responde por 2% a 3% das emissões dos gases de efeito estufa.

A próxima rodada de negociações climáticas da OMI ocorre em Londres em outubro.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 10/07/2017

INÍCIO PRODUÇÃO EM LIBRA AGUARDA RECUPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E LICENÇA, DIZ PETROBRAS
Publicado em 07/10/2017 as 05:09 PM




A ANP dá início hoje (7/7) à consulta pública sobre a revisão da Portaria ANP nº 206/2000, que estabelece os critérios para a fixação do preço de referência do petróleo, produzido mensalmente em cada campo, a ser adotado para fins de cálculo das participações governamentais. A revisão atende à Resolução CNPE nº 05/2017 e ao Decreto nº 9.042/2017.

A revisão da Portaria ANP nº 206/2000 começou a ser discutida internamente na Agência em 2014 e foi incluída na Agenda Regulatória de 2015, tendo sido aberta uma consulta pública no início de 2016. No âmbito da ação civil originária (ACO) 2865, no STF, foi permitida a extensão do prazo de consulta pública até a data da audiência pública realizada pela ANP para discutir a questão, em 10 de outubro de 2016.

As contribuições e sugestões enviadas pela sociedade na consulta e na audiência públicas foram analisadas pela Agência e encaminhadas ao Ministério de Minas e Energia e ao STF. Em 3 de maio, foi publicado o Decreto 9.042/2017, da Presidência da República, que definiu critérios para cálculo e cobrança das participações governamentais, e a Resolução nº 5/2017 do CNPE, que estabeleceu diretrizes para alteração da metodologia de cálculo do preço de referência o petróleo pela ANP.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 10/07/2017

CÂMBIO PARA FIM DE 2017 SEGUE EM R$ 3,35, PREVÊ FOCUS
Publicado em 07/10/2017 as 05:09 PM

O câmbio médio de 2017 permaneceu em R$ 3,26, ante R$ 3,22 de um mês antes

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (10), pelo Banco Central (BC), mostrou que a projeção para a cotação da moeda americana no fim de 2017 seguiu em R$ 3,35. Há um mês, estava em R$ 3,30. O câmbio médio de 2017 permaneceu em R$ 3,26, ante R$ 3,22 de um mês antes.

No caso de 2018, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio no fim do ano foi de R$ 3,40 para R$ 3 45. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,40. Já a projeção para o câmbio médio do Relatório Focus no próximo ano seguiu em R$ 3 40, ante os R$ 3,36 apontados quatro semanas atrás.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :10/07/2017

PETROBRAS COLOCA À VENDA PARTICIPAÇÃO NO CAMPO DE MAROMBA
Publicado em 07/10/2017 as 05:08 PM

A Chevron Brasil Petróleo detém de 30% e também coloca a venda sua participação
DA AGÊNCIA BRASIL 07/07/2017 - 16:40 - Atualizado em 07/07/2017 - 16:40

A Petrobras, prosseguindo no seu programa de desinvestimento, anunciou a venda total de sua participação no Campo de Maromba, na Bacia de Campos, no norte Fluminense, onde a estatal tem 70%. A Chevron Brasil Petróleo detém de 30% e também coloca a venda sua participação.

A Petrobras informou que a transação representa uma oportunidade para desenvolver e monetizar (transformar em dinheiro) uma descoberta de óleo pesado em águas rasas, próxima aos campos em produção de Peregrino e Papa Terra.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data :10/07/2017

GOVERNO ESTUDA AUMENTAR ALÍQUOTA DO PIS/COFINS SOBRE COMBUSTÍVEIS
Publicado em 07/07/2017 as 05:08 PM

O Globo - GABRIELA VALENTE valente@bsb.oglobo.com.br

Arrecadação não precisaria ser dividida com estados e municípios

BRASÍLIA - Os sinais de que a economia começa a reagir ainda não se refletiram em aumento de arrecadação do governo. Com a crescente incerteza em relação ao cumprimento da meta de rombo das contas públicas, de R$ 139 bilhões, integrantes da equipe econômica avaliam que será preciso elevar impostos. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o primeiro passo será mexer na tributação da gasolina. Internamente, o Ministério da Fazenda começa a defender uma alta da alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis em vez de modificar a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide).

Na visão dos defensores de alterar o PIS/Cofins, a alternativa é melhor para a União porque não é necessário dividir a arrecadação com estados e municípios, ao contrário do que teria de ser feito com a Cide, de acordo com técnicos que falaram sob a condição de anonimato. Outra vantagem é que não é preciso o período de noventena (três meses) para que a alta entre em vigor.

No entanto, há pressões dentro do governo para que, se houver alta de tributos, a Cide seja escolhida como instrumento. Nesse caso, seria dado um incentivo para o setor alcooleiro. Na semana passada, o principal plano em estudo era criar uma alíquota flutuante para a Cide sobre a gasolina. Além de arrecadar mais com o tributo mais alto, ele teria um viés “verde” para estimular o uso de etanol em carros flex.

Se essa opção for escolhida, um novo mecanismo seria estabelecido: toda vez que a Petrobras aumentasse o preço da gasolina, a alíquota da contribuição diminuiria. No entanto, quando a estatal derrubasse o valor desse combustível, o imposto cairia, mas num patamar menor, o que deixaria o álcool mais vantajoso para o motorista.

— Não tem uma decisão tomada ainda. Há uma preferência da Fazenda pelo PIS/Confins para não ter de dividir com os estados — contou uma fonte.

IPO DO IRB É APROVADO

Apesar da possibilidade de a alta de tributos ganhar força, o governo admite internamente que a situação para criar receitas é mais difícil por causa do acirramento da crise política.

— Como falar para a sociedade que ela tem de pagar mais imposto enquanto há uma denúncia contra o presidente no Congresso. A comunicação tem de ser muito bem feita — lembrou um interlocutor do presidente Michel Temer.

Todas as frentes abertas para levantar recursos são bem-vindas. Uma delas é acelerar o lançamento inicial de ações (IPO, sigla em inglês) do IRBBrasil RE, o antigo Instituto de Resseguros do Brasil.

De acordo com fontes, os sócios aprovaram que o IPO seja feito ainda neste ano com uma condição: que a venda fique entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões. Foram autorizadas reuniões com possíveis investidores para sentir o apetite em relação a esses papéis. Se a venda for concretizada por R$ 10 bilhões, o impacto no caixa do governo será imediato. Só o pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) poderia render até R$ 4 bilhões à União.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 07/07/2017

DESEQUILÍBRIO NO TETO DE GASTOS
Publicado em 07/07/2017 as 05:04 PM

O Globo - BÁRBARA NASCIMENTO barbara.nascimento@bsb.oglobo.com.br

Executivo tem compensado despesas de órgãos do Legislativo e do Judiciário que ultrapassaram 7%

Com a forte queda da inflação, os gastos terão um limite de expansão ainda menor em 2018

O Executivo tem compensado gastos de outros órgãos que subiram acima do limite de 7% fixado para este ano. Na Defensoria, a alta foi de 19,6% até maio. Com dificuldades para cumprir a meta fiscal, o governo estuda elevar PIS/Cofins da gasolina.

BRASÍLIA - Com o orçamento engessado por gastos obrigatórios, sobretudo com a folha de pagamento, alguns órgãos do Legislativo e do Judiciário têm enfrentado dificuldades para fazer os ajustes necessários para cumprir o teto de gastos. Entre janeiro e maio, três órgãos estouraram o limite de crescimento de 7,2% das despesas previsto para 2017: Tribunal de Contas da União (TCU), com alta de 12,4% nas despesas; Defensoria Pública da União (DPU), com expansão de 19,6%, e Câmara dos Deputados, com aumento de 9,9%. Os órgãos dizem que o descontrole é reversível e será ajustado até o fim do ano. Mas, caso isso não ocorra, a conta vai recair sobre o governo federal que, por sua vez, está tendo dificuldades para cumprir a meta fiscal deste ano, de um déficit de R$ 139 bilhões.



A lei de teto de gastos, promulgada no fim do ano passado, prevê que as despesas totais dos Três Poderes só podem crescer no mesmo patamar da inflação do ano anterior. Até 2019, está previsto que o Executivo compense eventuais desrespeitos ao teto por outros poderes. Para este ano, o limite é de 7,2%. E, para 2018, o aperto será ainda maior. Com a forte queda da inflação, os gastos terão um limite de expansão menor. Hoje, será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado nas metas de inflação, de junho. O resultado acumulado em 12 meses do IPCA até junho que, estima-se, ficará em 3%, será o parâmetro para os gastos públicos do ano que vem.

CONTAS AJUSTADAS ATÉ 2020

Fontes do governo receiam que a possibilidade de o Executivo compensar os gastos de outros poderes até 2019, prevista na lei de teto de gastos, tenha deixado espaço para que alguns órgãos sejam mais frouxos na gestão de suas despesas e empurrem uma bola de neve para 2020. A partir desse ano, a lei não permitirá mais que a compensação seja utilizada, e todos os poderes terão que entregar as contas ajustadas.

Pela regra, os órgãos terão que apresentar, no fim de 2020, um crescimento dos gastos que seja menor ou equivalente à inflação acumulada desde 2016. Ou seja, a cada ano em que o teto é estourado, mais difícil ficará de cumpri-lo quando a compensação não for mais permitida.
De janeiro a maio de 2017, os gastos totais dos Três Poderes sujeitos ao novo regime fiscal ficaram controlados e cresceram 5,4%, num total de R$ 484,3 bilhões. O Executivo, no entanto, precisou manter o crescimento num nível baixo para compensar o desempenho de outros poderes. As despesas do Legislativo, por exemplo, cresceram 8,6% entre janeiro e maio. A Defensoria Pública da União (DPU), considerada à parte do Judiciário na tabela do Tesouro Nacional, teve um salto de 19,6%.

A dificuldade em manter o controle tem nome: gastos com pessoal. O GLOBO procurou os três órgãos que, de janeiro a maio, desrespeitaram o teto de gastos, segundo relatório fiscal divulgado pelo Tesouro Nacional: DPU, Tribunal de Contas da União (TCU) e Câmara dos Deputados. Eles apontam o crescimento da folha e os recentes reajustes salariais como os principais pesos no orçamento, difíceis de serem controlados.

A Câmara garantiu que, a partir de junho, o avanço das despesas começará a ser reduzido. O órgão legislativo estima que, no fechamento do semestre, o avanço em relação às despesas de 2016 terá sido de 6,68%. Abaixo do teto, portanto. Até maio, as despesas haviam crescido 9,9%. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, a alta nos primeiros meses do ano foi consequência de “peculiaridades na execução da despesa nos primeiros cinco meses de cada exercício”.

A DPU explica que está comprometida em cumprir rigorosamente a dotação orçamentária prevista para o órgão. O problema é que algumas previsões foram feitas antes da sanção da lei do teto e não necessariamente respeitam o crescimento das despesas previsto na norma. Até maio, a DPU teve um crescimento dos gastos de 19,6%.

“Justamente em virtude de já haver sido aprovado o orçamento de 2017 à época, o próprio regime do teto prevê constitucionalmente que ao longo de três anos (2017-2019) haverá um sistema de compensação de gastos pelo Poder Executivo”, pondera a DPU.

O TCU teve um crescimento de 12,4% nas despesas até maio e ressalta que há realidades financeiras distintas nos primeiros meses de 2016 e de 2017, sobretudo por causa do reajuste de pessoal aprovado para os servidores do órgão. O aumento só começou a entrar na conta em agosto do ano passado, mas afetará toda a folha de 2017. Além disso, as despesas de pessoal e encargos sociais apresentam uma alta nos primeiros meses do ano, que decorrem do grande número de pedidos de férias (antecipação do 13º, antecipação de férias e abono constitucional).

O PESO DO GASTO OBRIGATÓRIO

A assessoria de imprensa do tribunal destaca que, mesmo com essa realidade, está dentro dos limites da dotação orçamentária e “está observando o teto de gastos estabelecido pela EC nº 95, de 2016, tendo sido realizados até maio pagamentos que correspondem a 39,19% do total limite do teto de gastos de 2017, não computando-se o adicional de limite financeiro concedido pelo Poder Executivo”.

O especialista em contas públicas Raul Velloso ressalta que a necessidade de um tempo maior para que os órgãos dos demais poderes se ajustem ao teto é justa. Isso porque as despesas desses órgãos são compostas basicamente de pessoal. Ele ressalta, no entanto, que isso não pode virar um estímulo para que alguns órgãos optem por um ajuste mais leve das contas.

— Os outros poderes estão ganhando um tempo para fazer ajustes porque, para eles, o peso do gasto obrigatório é maior do que no Executivo. Em geral, é uma despesa rígida, porque é basicamente pessoal. Diferentemente do Executivo, que, bem ou mal, tem investimentos, que ele pode zerar. Uma possibilidade é que isso vire um estímulo para mandar “pau na máquina” e deixar o problema para quem estiver lá em 2020.

O GLOBO questionou aos órgãos as providências que estão sendo tomadas para controlar as contas. A DPU disse que a instituição já adotou diversas medidas de economia, como suspensão da instalação de novas unidades, redução progressiva de contratos de terceirização e vagas de estágio e dispensa de servidores requisitados a outros órgãos. O TCU e a Câmara não deram detalhes sobre essa questão.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 07/07/2017

EXECUTIVO BRASILEIRO ASSUME A PRESIDÊNCIA DA SCANIA NA AMÉRICA LATINA
Publicado em 07/07/2017 as 05:04 PM

A Scania anunciou ontem, terça-feira, 4, a chegada de Christopher Podgorski para o cargo de Presidente e CEO da fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, que é a segunda maior operação industrial da empresa no mundo.

Com isso, o executivo, que inicia seu 20.º ano de atuação junto à montadora, passa a ser o primeiro brasileiro no comando da Scania Latin America. Podgorski ficou cinco anos na Suécia como vice-presidente Sênior Global para Vendas & Marketing de Caminhões.

“Estou muito feliz por estar de volta, e honrado pela responsabilidade que me foi confiada, principalmente em um momento tão importante para a Scania. Hoje estamos em meio à introdução de novas tecnologias e soluções e passando por um excelente momento em território europeu. Além disso, temos forte atuação nos mercados constituintes do chamado BRIC, bem como em mercados importantes da América Latina, com desempenho destacado em países como Argentina, Chile e Peru”, afirma.
Em sua trajetória dentro da Scania, Christopher Podgorski ocupou, entre outros cargos, o de Diretor Geral da Scania Brasil. Agora, ele terá como objetivo atender a produção para a América Latina e outros 30 mercados globais.
“Aqui temos uma planta ’espelho’ da Suécia, ou seja, somos a única fora a matriz que contém todos os processos fabris e produz o veículo completo”, ressalta. Além disso, o complexo industrial de São Bernardo do Campo conta com uma área de Pesquisa & Desenvolvimento e um Laboratório de Desenvolvimento e Teste de Motores que trabalha em paralelo com a Europa.
Para o executivo, há muitas oportunidades na América Latina para avançar em eficiência energética, na eficácia e segurança da logística de transportes, além da utilização de combustíveis renovávei
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 07/07/2017

COM INVESTIMENTO ESTRUTURAL, BRADO REDEFINE LOGÍSTICA DE CONTÊINERES
Publicado em 07/07/2017 as 05:02 PM

Das Assessorias

Investimentos em terminais, máquinas e recursos humanos estão redefinindo a movimentação de contêineres no Brasil. Para fazer frente nessa tendência, a Brado já investiu R$ 16 milhões em sua estrutura de 2016 para cá, profissionalizou sua equipe e mantém serviços especializados para atender setores como o de exportação de alimentos.

“As exigências do mercado para cada setor são específicas. Por isso, investimos continuamente em qualificação dos profissionais da Brado, bem como de contratação de especialistas, para atendimento dos mercados mais exigentes do mundo”, conta Zuleica Melo, Gerente Executiva de Performance e Negócios da Brado.

Não são apenas os alimentos que exigem especialistas da área de engenharia à de sanidade. A madeira, por exemplo, segue uma série de padrões, do carregamento dos contêineres à logística de exportação. O algodão, que também vem ganhando espaço entre as cargas conteinerizadas, tem exigido soluções tecnológicas para manter a rastreabilidade do produto e das atividades da Brado em toda a rota de exportação, de Mato Grosso ao Porto de Santos.

“As cargas tradicionais e de maior valor agregado (como os frigorificados) saem ganhando com os investimentos nessa nova fase da logística de contêineres vivida no Brasil. A proteína animal (bovinos, suínos e aves) ganha espaço nas duas principais rotas de atuação da Brado: de Mato Grosso ao Porto de Santos (SP) e do interior do Paraná ao Porto de Paranaguá (PR). E o reforço da estrutura da Companhia melhora os serviços oferecidos ao setor”, assegura Marcelo Saraiva, diretor Comercial e de Operações da Brado.

Estrutura e serviços
Foram necessários investimentos na estrutura dos terminais para melhor atender aos armadores. A Brado ainda melhorou a área de recepção de contêineres com medidas como a instalação de mais tomadas para reefers (contêineres que carregam frigorificados), torres de energia, estações de tratamento de efluentes, área de PTI (pre-trip inspection). Cinco novas máquinas reach stackers foram adquiridas e os pórticos passaram por adaptações para melhor atender à demanda.

Os investimentos em infraestrutura logística permitiram avanço na capacidade operacional, mas a qualificação profissional mostra-se determinante na eficiência dos serviços, conforme Zuleica Melo. “São profissionais especializados que colocam em prática toda a eficiência operacional na execução dos serviços contratados”, explica.

Divulgação



Operações complexas tornam-se seguras com mais planejamento e previsibilidade.

Mercado exige serviços cada vez mais especializados

Sobre a Brado

Especializada em soluções logísticas inteligentes, a Brado atua em rotas estratégicas ligando as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul com os principais portos do País para exportação e importação, bem como no mercado interno, atendendo aos principais polos de produção e distribuição. Possui terminais, armazéns, escritórios e um porto seco, além da estrutura acessada por meio de parcerias estratégicas. A Companhia possui 13 locomotivas, 2,4 mil vagões e mais de 3 mil contêineres para de diferentes tipos de cargas. Conta ainda com uma frota de caminhões para transportar de congelados a grãos e artigos industrializados.
Fonte : Diário de Campos
Data : 07/07/2017

AQUINO PROPÕE PROJETO PILOTO PARA A DRAGAGEM DO PORTO
Publicado em 07/07/2017 as 05:01 PM

Proposta do presidente da FENOP é que trabalhos passem a ser administrados por um consórcio formado por arrendatários e operadores



Sérgio Aquino comparou dragagem a um sistema respiratório para o Porto e citou que ausência dos trabalhos causa prejuízo de até R$ 5 bilhões ao ano para o País
Foto: Matheus Tagé/DL

Operações de dragagem sendo controladas por um consórcio formado por arrendatários e operadores portuários. Essa é a proposta do presidente do presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (FENOP), Sérgio Aquino, para os problemas com os trabalhos no Porto de Santos.

A ideia da FENOP é a realização de um projeto piloto em Santos, para ser futuramente adotado em outras localidades. “Não dá mais para continuar a dragagem do jeito que está”, destacou.

A proposta foi apresentada na última terça-feira, durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, e que abordou futuro das Companhias Docas e as funções essenciais das Autoridades Portuárias para o desenvolvimento do setor portuário nacional.

O presidente da FENOP, comparou a dragagem a um “sistema respiratório do Porto” e que a centralização do sistema causou um grave problema. “Piorou o que antes tinha problemas pontuais, que vinham se avolumando. Deixou de ser problema pontual para ser o problema”, ­comentou.

Para exemplificar as dificuldades enfrentadas por causa da dragagem, Aquino citou que navios de contâineres não puderam deixar o Porto, na última semana, devido a profundidade do calado.

“Da noite para o dia, (navios de contâineres) receberam informação de que tinha um problema no canal e que não dava mais para sair. Tiveram que ficar parados. Navios de grãos tiveram que ter as suas programações de embarque revistas porque não iriam conseguir sair se carregassem totalmente. Isto é uma vergonha para um país que quer ser competitivo no comércio ­exterior”, disse.

O Porto de Santos perdeu profundidade e o limite de seu calado operacional) foi reduzido no trecho 1 do canal de navegação. Apenas embarcações com até 12,3 metros de calado podem trafegar na região que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca. Antes da redução, navios com até 13,2 metros de calado estavam autorizados a trafegar em condições normais de maré.

Com isso, navios deixam de ser totalmente carregados no Porto de Santos. No entanto, o valor do frete permanece, o que causa um sobrepreço. Aquino comparou a situação a de uma ­corrida de táxi.

“É como se fosse um taxímetro. O táxi vai cobrar a mesma coisa se tem um, dois ou três passageiros dentro. O custo do navio vai ser a mesma coisa se ele carregar 100%, 80% ou 70% da ­capacidade”, analisou.

De acordo com o representante da FENOP, para cada metro a menos de calado, são 700 toneladas, e pra cada centímetro, oito contêineres a menos que são possíveis carregar num navio.

“Isso representa frete mais caro. E para cada metro representa 7.500 toneladas a menos que um navio Panamax pode carregar de soja. Sabe o que significa, o preço do frete dessas 7.500 toneladas é distribuído pelas outras”, exemplificou.

Sérgio Aquino apontou que o Brasil desperdiça, por ano, R$ 5 bilhões devido ao sobrepreço em função da ausência de dragagem em portos do País. “Isto é ineficiência da administração portuária”, concluiu.
Fonte : Diário do Litiral - SP
Data : 07/07/2017

EXPORTAÇÃO COMO O CARRO-CHEFE
Publicado em 07/07/2017 as 05:01 PM

A produção de veículos entre janeiro e junho deste ano subiu 23,3% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 1,26 milhão – pouco mais do total produzido no ano passado (2,1 milhões). O motor da alta foram as exportações, que cresceram 57,2% na mesma base de comparação. Em termos absolutos, 372.563 automóveis produzidos no Brasil no semestre foram vendidos ao exterior.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data : 07/07/2017

IMPORTAÇÕES DE AÇO CHINÊS CRESCEM 19% NA AMÉRICA LATINA, APONTA ALACERO
Publicado em 07/07/2017 as 05:00 PM

Acumulando 3,3 milhões de toneladas entre jan/maio 2017, Nos primeiros cinco meses do ano, China exportou ao mundo 33,1 Mt de aço. Desse volume, 3,3 Mt chegaram na América Latina. O aço recebido por América Latina desde China aumentou 19% em comparação com jan-mai 2016. No mesmo período, o ?uxo para o mundo teve uma contração de 27%. A região atinge uma participação de 9,9% nas exportações chinesas de aço (vs. 6,0% de jan-maio de 2016.Santiago, Chile — No período janeiro-maio 2017, as exportações totais de aço chinês enviado ao mundo, —que inclui produtos laminados (longos, planos e tubos sem costura), e os aços derivados (fio de aço e tubos com costura)— diminuíram 27% versus jan-mai 2016, atingindo um total de 33,1 milhões de toneladas (Mt). Desse total, 30,5 Mt correspondem a produtos laminados e 2,6 Mt a produtos derivados.Por sua parte, América Latina representou o 9,9% do total das exportações, aumentando sua participação em 3,9 pontos percentuais com respeito à jan-mai 2016 (6,0%), situando-se no terceiro lugar como destino preferido pela China. Os destinos que precedem a região são: Coreia do Sul (5,7 Mt, com 17% do total mundial) e Vietnã (3,7 Mt, 11% do total). Entre jan-mai 2017, América Latina recebeu 3,3 Mt de aço da China, dos quais 2,9 Mt foram aços laminados e 360 mil toneladas, aços derivados. Este total é 19% maior a os 2,7 Mt (2,4 Mt de laminados e 315 mil toneladas de aços derivados) registradas em jan-mai 2016.Durante esse período, América Latina recebeu 360 mil toneladas de produtos derivados da China, sendo o principal destino no nível mundial para estes aços, 13,7% do total.

A região é seguida por filipinas (178 mil tons, 7% do total) e Coreia do Sul (156 mil tons, 6% do total). Em maio de 2017, América Latina recebeu 679 mil toneladas de aço da China, dos quais 597 mil toneladas corresponderam a produtos laminados e 81 mil toneladas a produtos derivados. Este total é 3% maior ao registrado no mês anterior quando ingressaram 661 mil toneladas (573 mil tons de laminados e 88 mil tons de derivados) e 41% superior que as 482 mil toneladas (425 mil tons de laminados e 57 mil tons de derivados) de maio 2016.Importações de aço laminado da China por destino— Os principais destinos latino-americanos para o aço chinês (laminados + derivados) durante jan-mai 2017 foram: América Central, 655 mil toneladas (20%); Chile, que recebeu 638 mil toneladas (20% do total da região); e Peru, 493 mil toneladas (15%). Nestes cinco meses, os países que aumentaram suas importações totais de aço chinês versus jan-mai 2016 foram: Brasil (71%), Equador (70%), Rep. Dominicana (64%), Argentina (+58%) e Costa Rica (46%). Por outro lado, os países que mais viram diminuir suas importações totais de aço da China em termos percentuais versus jan-maio 2016 foram: Cuba (-61%), Venezuela (-45%) e Paraguai (-15%).Importações da China por produtos

— O 66% do total de produtos de aço (laminados + derivados) importados pela América Latina desde China durante jan-mai 2017 foram planos, que atingiram 2,2 Mt. Entre estes, destacaram por seu volume: .folhas e bobinas de outros aços de liga (660 mil tons, 30% dos aços planos importados desde China); . Zincadas em quente (529 mil tons, 24%); . Bobinas em frio (356 mil tons, 16%); . Com relação aos aços longos, China exportou paraAmérica Latina 624 mil toneladas, concentradas principalmente em: . fio-máquina (307 mil tons, 49% dos aços longos); . Barras (250 mil tons, 40%); , Os tubos sem costura representaram o 4% das importações totais de aço chinês recebendo 112 mil toneladas.Por sua parte, os produtos derivados representaram o 11% das importações totais de aço chinês que ingressaram na região com um volume de 360 mil toneladas, onde: .Tubos com Costura (299 mil tons); . Arame (61 mil tons).Perfil da Asociación Latinoamericana del Acero (Alacero ) — é uma entidade civil sem fns lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço da América Latina para fomentar os valores de integração regional, inovação tecnológica, excelência em recursos humanos, responsabilidade empresarial e sustentabilidade sócioambiental. fundada em 1959, é formada por 49 empresas de 12 países, cuja produção é de aproximadamente 70 milhões anuais. Alacero é reconhecida como Organismo Consultor Especial para as Nações unidas e como Organismo Internacional Não Governamental por parte do Governo da República do Chile, país sede da Direcção Geral. | www.alacero.org.
Fonte : Reuters Brasil
Data : 07/07/2017

POLÍTICA ECONÔMICA DO PAÍS SERÁ MANTIDA, DIZ MEIRELLES
Publicado em 07/07/2017 as 05:00 PM

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desembarcou em Hamburgo mancando, quase um símbolo de como o Brasil, fragilizado pela crise política, participa do encontro de cúpula das maiores economias desenvolvidas e emergentes hoje e amanhã.

Ao chegar ao hotel, o ministro, driblando perguntas sobre a crise que ameaça o presidente Michel Temer, tratou de enfatizar que a política econômica deverá persistir e ser mantida no país.

Lembrado de que as indagações no exterior são cada vez mais sobre se Temer continuará no cargo, Meirelles preferiu falar “sobre minha área, que é econômica”. E tratou de martelar que “o país está se recuperando economicamente”.

Indagado se ele considerava que a economia descolou da política, o ministro retrucou: “A economia brasileira sempre reagiu em função de política econômica. Na medida em que existe confiança de que a atual política econômica deverá persistir e ser mantida no país, então isso aí tudo é algo que dá muita confiança aos agentes econômicos, não se espera uma reversão de politica econômica”.

Perguntado se isso persiste seja qual for o presidente da República, ele respondeu: “Não se espera uma reversão de política econômica”.

A mensagem que ele diz trazer ao G-20 é de que o Brasil está criando empregos em termos líquidos, o investimento começou a crescer, dados de alta frequência já no final de maio estão indicando crescimento de diversos indicadores.

Disse que o governo continua com a previsão de crescimento de 0,5% este ano em relação a 2016 e de algo entre 2% e 2,7% para o fim do ano – no acumulado entre janeiro e dezembro.

Perguntado sobre sua expectativa dos juros ao fim do julho, Meirelles respondeu que a inflação está bem, “expectativas estão convergindo para próximo de 3%, o BC está com estimativa um pouco superior ao mercado, que mede de 3% a 4%. Mas é uma trajetória virtuosa de inflação caindo, juro caindo, e economia crescendo, está bom”.

Sobre o confronto do aço entre EUA e China, que pode afetar o Brasil, o ministro da Fazenda constatou que “os EUA obviamente têm a política da nova administração, estão questionando todos os setores que entendem serem mais frágeis da economia americana”.

Observou que o Brasil tem relações intensas com os EUA, e sobretudo que os EUA têm alto volume de exportações para o Brasil – ou seja, não é um país alvo para a chamada reciprocidade que Washington está cobrando de parceiros como China, Alemanha ou México.

Indagado se Brasil e EUA conversam sobre a questão do aço, que está na agenda do G-20, Meirelles disse que Brasília tem diálogo com os americanos mas que não há nada de concreto ainda.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 07/07/2017

IPCA REGISTRA PRIMEIRA DEFLAÇÃO DESDE 2006, DIZEM ANALISTAS
Publicado em 07/07/2017 as 04:59 PM

A queda sazonal nos preços dos alimentos e a transição da bandeira vermelha para verde nas contas de energia elétrica devem ter levado junho a registrar a primeira deflação desde igual mês de 2006, quando o indicador teve contração de 0,21%. Segundo a média de 25 estimativas colhidas pelo Valor Data entre consultorias e instituições financeiras, o indicador registrou retração de 0,17% no mês passado, ante avanço de 0,31% em maio. Em junho de 2016, a alta havia sido ainda maior, de 0,35%.

As projeções para o dado que o IBGE divulga hoje variam de queda de 0,07% a 0,34%. Se confirmada a média das expectativas, a inflação acumulada em 12 meses cairá a 3,07%, abaixo dos 4% pelo segundo mês seguido e próximo da meta.

Uma nova queda do grupo de alimentação e bebidas – o de maior peso do IPCA, representando cerca de um quarto das despesas das famílias – deverá ser o fator mais relevante para a deflação em junho. O item registrou recuo de 0,35% em maio e deve acelerar a retração a 0,50% no mês seguinte, conforme estimativa da LCA Consultores.

“Esperamos quedas importantes de alguns itens ‘in natura’, como por exemplo, batata, tomate e frutas”, afirma Fabio Romão, economista da LCA. Além disso, a consultoria estima um recuo de 1,03% para as carnes, comparado a alta de 0,14% em maio.

Segundo Romão, boa parte desse movimento é explicada pela sazonalidade. “Junho costuma ser um dos meses com taxa mensal mais baixa em cada ano”, diz o economista, lembrando que 2015 e 2016 fugiram à regra, devido ao efeito do fenômeno climático El Niño. O clima neutro neste ano tem contribuído para a queda dos alimentos, enquanto o efeito defasado da recessão dos anos anteriores mantém controlados os reajustes na alimentação fora do lar.

“O grupo habitação também deve registrar deflação, liderada pela queda no item energia elétrica”, diz Rosenberg Associados, em relatório. A consultoria estima retração de 0,24% para o IPCA em junho, levando o índice acumulado em 12 meses a 2,99%. Para a energia, a LCA calcula queda de 6,05%, após a alta de 8,98% em maio.

A baixa nas contas de luz é explicada pela transição da bandeira tarifária vermelha, que vigorou em maio, para bandeira verde em junho, como resultado de chuvas acima da média nos reservatórios das hidrelétricas no período seco. Adotado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias repassa aos consumidores os gastos extras com o acionamento de térmicas no período menos chuvoso.

O grupo vestuário, que vinha se recuperando neste ano, registrou desaceleração em junho devido ao fim do efeito da entrada da coleção de inverno, diz Romão, da LCA. De forma semelhante, o reajuste de medicamentos anunciado ao fim de março tem o impacto diluído em junho, após afetar os preços dos produtos farmacêuticos em abril e maio.

Em julho, a trajetória de deflação não deverá se manter, acredita o economista, diante da expectativa de menor queda dos alimentos, reajuste das passagens aéreas e bandeira tarifária amarela nas contas de luz. O avanço neste mês, no entanto, deve ficar abaixo de igual período de 2016.

“Essa alta em julho não impede o IPCA de continuar desacelerando em 12 meses”, diz Romão, que espera que o ponto mais baixo da taxa acumulada deverá ser atingido em agosto, quando o IPCA em 12 meses deve cair a 2,60%, voltando a subir posteriormente, até fechar o ano em 3,7%, segundo a LCA. O consenso do mercado vê o IPCA em 3,46% ao fim de 2017, conforme o relatório Focus do BC.

O Haitong, que prevê queda de 0,19% para o IPCA em junho, avalia que o indicador reforçará o raciocínio do Conselho Monetário Nacional (CMN) para estabelecer metas de inflação mais baixas no médio prazo. “Tal dinâmica favorável é uma das condições para o afrouxamento monetário”, diz o economista-chefe Jankiel Santos. Ele avalia que o BC deve manter o atual ciclo de relaxamento monetário por mais algum tempo, devido ao cenário inflacionário positivo e da retomada vacilante da economia.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 07/07/2017

SINAIS DE APERTO MONETÁRIO INTRANQUILIZAM INVESTIDORES
Publicado em 07/07/2017 as 04:59 PM

A perspectiva de fim da acomodação monetária nos dois lados do Atlântico provocou um reajuste de preços dos ativos nervoso, embora ordenado. Em poucos dias, indicações do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, ata do BCE, sinais do Banco da Inglaterra e do Banco do Canadá, foram todos na direção de que a época de emergência da política monetária está perto do fim. É a estimativa de quão perto do fim isso está que deixou os investidores intranquilos. As bolsas, que vinham batendo recorde atrás de recordes, especialmente as americanas, iniciaram o caminho contrário, ainda que lentamente e sem oscilações muito fortes. Os bônus dos países da zona do euro subiram, com o juro do título alemão de 10 anos exibindo ontem seu maior valor em 18 meses, de 0,56%.

O Federal Reserve americano, o mais adiantado no processo de normalização monetária, resolveu manter seu rumo na última reunião de seu comitê de mercado aberto. O banco, salvo mudanças inesperadas da situação econômica, fará mais um aumento da taxa de juros, que a levará a 1,5%. Em 2018, repetirá a dose, colocando-a em 2,25% no fim do ano e 3% em 2019, quando deverá dar seu trabalho por concluído.

Esse cenário está longe de parecer brusco, mas os membros do Fed apontam riscos de desvio. A discussão dos efeitos da atual taxa de desemprego, de 4,3% – abaixo da taxa histórica – condensou os dilemas da autoridade monetária. Uma parte dos membros do Fomc considerou ser necessária a permanência desse nível de ocupação por tempo suficiente até que apareçam sinais evidentes de aumento de salários e alta da inflação para que se altere a atual política do Fed. Outros entenderam o contrário, isto é, um desemprego tão baixo produzirá mais inflação e em um ritmo que pode ser tão rápido quanto surpreendente, pegando o banco central “atrás da curva”.

Essas considerações diziam mais respeito ao início da redução do balanço do Fed, de US$ 4,5 trilhões, anunciado para este ano, mas que, para alguns membros, deveria se iniciar logo, em um par de meses. O Fed fará uma escada ascendente trimestral e se desfazer de US$ 50 bilhões ao mês, um ano após o início do programa – quantidade quase idêntica ao de suas aquisições de títulos para sustentar uma economia em crise.

Enquanto os salários estão se movendo muito devagar, a inflação recuou para 1,4% em maio nos EUA, por “fatores temporários”, segundo o Fed, que prevê que ela chegará na meta de 2% só em 2019. Assim, a taxa de desemprego continuará abaixo da natural por um bom tempo, o juro estrutural será menor do que já foi, enquanto que o crescimento potencial se reduziu. Para o Fed, a expansão de longo prazo é de 1,8%.

O paradoxo dos salários também intriga o BCE, que o mencionou em sua ata, a mesma que retirou a menção a cortes adicionais de juros. A perspectiva para a inflação foi reduzida a 1,5% este ano, a 1,3% em 2018 e a 1,6% em 2019, ao passo que a recuperação foi considerada generalizada, em ritmo ligeiramente superior ao previsto. A expectativa do crescimento foi elevada a 1,9% este ano. Esse é o paradoxo: alguns membros do BCE consideraram essa combinação “surpreendente, ainda mais porque a perspectiva de fechamento do hiato do produto no horizonte deveria se traduzir em maior pressão altista nos salários e nos preços”.

De qualquer forma, os mercados elevaram a atitude cautelosa do BCE um tom acima. Está claro que não há sinais visíveis e convincentes de alta da inflação, segundo a ata, é que a consecução da meta, perto mas inferior a 2%, será “condicionada a um grau bastante substancial de acomodação monetária”.

A ligeira mudança de ênfase elevou o preço dos bônus soberanos. Se a tendência prosseguir, esse será um problema para países altamente endividados, mas não para o Brasil, cuja dívida é em grande parte em reais e tem robustas reservas. Como as taxas dos bônus estavam no chão enquanto as bolsas reluziam, o movimento inverso agora, caso seja intenso, retirará o brilho das ações. Como a correlação com a bolsa de Nova York é alta, no caso da Bovespa, isto poderá murchar o índice e produzir mais saídas pelo câmbio financeiro, provocando alguma pressão na taxa.

Entretanto, isso pode não ser mais que uma acomodação passageira e nada mais. O problema é que, mesmo com as taxas de juros subindo nos EUA, e a proximidade maior do fim da liquidez excessiva, a aversão ao risco não diminuiu – imprevistos podem trazer sérios danos a investidores e mais instabilidade.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 07/07/2017

CONCESSIONÁRIA AUMENTA IMPORTAÇÃO DE TRILHOS
Publicado em 07/07/2017 as 04:58 PM

Redação Portogente

A concessionária de ferrovias Rumo aumentou a importação de trilhos para a manutenção das linhas férreas que administra. As importações de 2017 somam 41 mil toneladas de material, que junto com 28 mil toneladas previstas para 2018 totalizam 71 mil toneladas.

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Os trilhos - originários da Áustria, Rússia e Estados Unidos - são para ferrovias de bitola larga (1,6 metro de largura) e estreita (1 metro). O material vai beneficiar a Operação Norte - rota entre Rondonópolis (MT) e o Porto de Santos (SP) - e a Operação Sul, que atende toda a Região Sul do País.

As cargas chegam pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). O Porto de Santos recebeu 3 mil toneladas de trilhos norte-americanos no primeiro semestre e ainda descarregará mais duas remessas de 7 mil toneladas de trilhos austríacos.

O Porto de Paranaguá já descarregou duas cargas de 7 mil toneladas de trilhos austríacos e 5,8 mil toneladas de trilhos russos. Para dezembro está prevista nova carga de 7 mil toneladas de trilhos austríacos.
Além dessas remessas, mais quatro carregamentos são esperados para 2018: três para o Porto de Santos e um para o Porto de Paranaguá, cada um com 7 mil toneladas de trilhos.

A Rumo administra ferrovias nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 07/07/2017

PORTO DO AÇU PARTICIPA DE TREINAMENTO PARA ATUALIZAÇÃO DE MARÍTIMOS
Publicado em 07/07/2017 as 04:57 PM




Curso é ministrado por representante do Centro de Aperfeiçoamento Marítimo William Salomon, da Wilson Sons

Cerca de 30 marítimos que atuam na frota de rebocadores do Porto do Açu participaram de um curso de atualização, dividido em três aulas, ao longo desta semana. O objetivo dos encontros, que aconteceram no Terminal Multicargas (T-MULT), foi qualificar comandantes, marinheiros e chefes de máquinas da Wilson Sons. No treinamento, novas regras e diretrizes da Marinha foram transmitidas por um representante do Centro de Aperfeiçoamento Marítimo William Salomon, da própria Wilson Sons, e o Porto do Açu aproveitou o encontro para estreitar a relação com a equipe que atua a bordo.

No primeiro dia do curso, os comandantes receberam informações relacionadas à navegação, operação, rotinas a bordo e sobre o uso de equipamentos de comunicação e sinalização. Nos dias seguintes, o treinamento abordou os temas de combate a incêndio, responsabilidade social, primeiros socorros, sobrevivência pessoal e proteção de navio. Além do conteúdo obrigatório, os marítimos tiveram a oportunidade de entender o dia a dia da equipe que atua no monitoramento do tráfego marítimo do Porto, com quem dialogam rotineiramente.

“Além da atualização que os marítimos receberam, o encontro foi importante para promover a interação deles, que atuam a bordo, com o nosso pessoal. Tratou-se de um momento de troca, em que nós explicamos as nossas políticas e entendemos melhor as necessidades do grupo, pensando na maior sinergia entre terra e mar”, explicou o Comte. Joffre Villote, gerente de Operações do Porto do Açu.

“Foi a primeira vez que promovemos este curso dentro do Porto do Açu, possibilitando uma maior interação entre os participantes. O objetivo do treinamento foi atualizar e nivelar a nossa equipe e, ao mesmo tempo, fazer com que o pessoal de bordo tenha noção do que acontece no cais, e vice-versa”, afirmou Rodrigo Baiense, supervisor de rebocadores da Wilson Sons.

A Wilson Sons dedica uma frota composta por 5 rebocadores ao Porto do Açu, considerados os mais modernos do Brasil. Duas embarcações têm tração de 80 tbp (toneladas de bollard pull) e guinchos com função render. Todas estão aptas a realizar manobras em operações de entrada e saída de navios tipo Panamax, Aframax, Capezise, Suezmax, VLCC e LNGC, em lastro e carregados.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 07/07/2017

ESTALEIRO - ESTADO BUSCA DESTRAVAR RECURSOS PARA ESTALEIRO
Publicado em 07/07/2017 as 04:57 PM

Ainda tentando fomentar a indústria pernambucana, o governador Paulo Câmara vai hoje ao Rio de Janeiro para pleitear recursos para o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) junto com o presidente do BNDES, Paulo Rabello.

Ele será acompanhado pelo vice Raul Henry e pelo secretário estadual de Planejamento, Márcio Stefanni.

Segundo Henry, a reunião foi marcada porque o Estaleiro não estaria recebendo o financiamento já contratado com o BNDES para dar seguimento à construção de navios. “O Estaleiro tem encomendas asseguradas com a Transpetro até 2019. Por isso, vamos tentar segurar esses recursos”, falou Henry, dizendo que o problema do BNDES estaria relacionado às investigações da Policia Federal. Além disso, no entanto, o EAS mantém uma divida de R$ 1,3 bilhão com o banco de fomento.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 07/07/2017

NAVIO-ESCOLA BRASIL CHEGA AO PORTO DE SANTOS PARA VISITAÇÃO PÚBLICA NO DOMINGO
Publicado em 07/07/2017 as 04:55 PM

Embarcação está atracada entre os armazéns 27 e 29 do cais
DA REDAÇÃO 07/07/2017 - 11:45 - Atualizado em 07/07/2017 - 11:45


Áreas abertas e alguns ambientes internos poderão ser visitados no domingo. (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Navio-Escola Brasil, da Marinha, chegou na manhã desta sexta-feira (7) ao Porto de Santos e será aberto à visitação no domingo (9). A embarcação atracou por volta das 10h30 entre os armazéns 27 e 29 do cais.

O público poderá conferir o navio-escola das 14 às 17h15, mas o horário limite de acesso dos visitantes será às 17 horas. A entrada é franca. Os visitantes poderão conhecer as áreas abertas do navio, além de alguns ambientes internos. O local onde estão instalados os armamentos integram o roteiro.

O NE Brasil (U27, no código militar) é considerado um dos navios mais modernos da esquadra brasileira. Ele é usado como uma unidade de ensino prático para formar e capacitar oficiais recém-saídos da Escola Naval, que fica no Rio de Janeiro.

A tripulação é composta por oficiais, praças (corpo auxiliar) e servidores civis. Eles são os responsáveis por capacitar os recém-formados. Oficiais de nações amigas também costumam integrar a viagem.

Nessa passagem pelo Porto de Santos, o navio participa de treinamentos operacionais, cujo objetivo é a preparação para mais uma viagem de instrução de guardas-marinha.

Ela tem como propósito complementar, com ênfase na experiência prática, os conhecimentos teóricos adquiridos pelos guardas-marinha na Escola Naval durante o ciclo escolar. Além disso, também visa aprimorar a formação cultural dos futuros oficiais da Marinha do Brasil e de representar o País nos diversos portos visitados, promovendo o estreitamento dos laços com nações amigas.

Aulas

Durante a viagem, são ministradas aulas práticas de navegação, meteorologia, marinharia, operações navais, controle de avarias e administração naval. Também é conduzida a importante fase de adaptação dos guardas-marinha à vida de bordo.

Ao término da viagem, os guardas-marinha serão nomeados segundos-tenentes e distribuídos em organizações militares da Marinha do Brasil por todo o País.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 06/07/2017

PORTUÁRIOS - TREINAMENTO
Publicado em 07/07/2017 as 04:55 PM

Portuários que atuam em 12 terminais localizados em Paranaguá (PR) aprenderam técnicas para agilizar a atuação em caso de acidentes ambientais.

O curso, chamado de “On Scene Commander”, é dedicado aos profissionais que comandam ações de combate em acidentes com vazamentos de óleo. O objetivo é garantir a melhor interlocução entre empresas, coordenadores e os órgãos ambientais, fiscalizadores e de controle para promover uma resposta rápida, minimizando possíveis impactos ao meio ambiente.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/07/2017

MERCADO REGIONAL - FUNDO DA MARINHA MERCANTE
Publicado em 07/07/2017 as 04:53 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

Projeto visa repasse de tributos I
Alavancar o projeto que trata de reverter 50% da arrecadação do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) aos municípios portuários é o objetivo de um encontro que será realizado hoje, entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Prefeitura de Santas.

A proposta será feita através da Comissão de Direito Aduaneiro da OAB, com Peter Àlexandrakis e Jussara Delphim. O diretor da Associação Brasileira de Direito Marítimo (ABDM), Luiz Henrique Oliveira, e o líder sindical, Elias Carneiro Júnior também estarão presentes.

Projeto visa repasse de tributos II
Para ser colocada em prática, a proposta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) precisa apenas de uma alteração legislativa. Mas, para isso, é necessária a aprovação da Câmara dos Deputados. O Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) varia, pois é calculado através de uma porcentagem aplicada no valor do frete (pago pelos donos das cargas ou seus compradores). São cobrados 25% quando as cargas são movimentadas entre portos estrangeiros Gongo curso), 10%, na navegação de cabotagem (aquela realizada em uma costa, entre complexos marítimos nacionais) e 40%, no deslocamento fluvial ou lacustre.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/07/2017

CODESP CONCENTRA DRAGAGEM NO TRECHO 1 DO CANAL DE NAVEGAÇÃO
Publicado em 07/07/2017 as 04:51 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Medida vale a partir da manhã de hoje e foi anunciada durante reunião com autoridades e entidades do Porto

Autoridades e entidades do Porto de Santos se reuniram na tarde de ontem paia discutir a questão da dragagem do complexo portuário. Durante o encontro, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), órgão federal responsável pela administração do cais santista, informou que deve retomar, na manhã de hoje, a manutenção da profundidade no trecho 1 do canal de navegação.

Há uma semana, o limite do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando total mente carregados) foi reduzido. Até a última sexta-feira, era permitida a navegação de embarcações com até 13,2 metros de calado. Agora, a restrição e para navios de até 12,3 metros, em condições normais de maré.

Agora, a ideia da estatal é fazer uma dragagem regular na região que vai da entrada da Bana até o Entreposto de Pesca. Este é o local que apresentou assoreamento (deposição de sedimentos) na semana passada. Durante todo o mês de julho, os trabalhos devem ser concentrados apenas nesta área.

No último sábado, a Dratec Engenharia, contratada pela Codesp, chegou a realizai- dragagem neste ponto crítico, das 8 às 15 horas. O trabalho deveria ser retomado na quarta-feira, dentro da programação da empresa, mas não pode ser realizado devido a problemas de maré.

No setor, há a expectativa de que a análise da profundidade (batimetria), que está sendo realizada pela Docas, seja entregue ainda hoje à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

PORTAS FECHADAS

Durante a reunião de ontem, o presidente da Codesp, José Alex Oliva, explicou o andamento da obra e pediu o esforço conjunto para que se consiga resolver a questão.

"Por parte da Capitania, acordamos que, assim que tivermos uma nova batimetria, faremos esforços para dar toda a agilidade ao processo”, afirmou o comandante da CPSP, o capitão de mar e guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho.

Além da Codesp e Capitania, estavam presentes representantes da Praticagem de São Paulo e do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar).

Em seguida, Oliva se reuniu com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), ao final do dia. Por meio de nota, a entidade informou que “aguarda as providências que a Codesp está tomando para reestabelecer o mais rápido possível o calado oficial do Porto".

PREJUÍZOS

Enquanto a profundidade não é retomada, os usuários do setor adotam medidas para garantir as operações e cumprir contratos firmados antes da redução do calado.

Segundo dados do Sindamar, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito contêineres. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 caixas metálicas ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

Por conta da localização dos pontos de assoreamento, todas as instalações do cais santista foram afetadas. No início da mudança do calado, por exemplo, dois cargueiros, que atracaram nas instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), tiveram suas operações e prejudicadas e atrasadas por conta deste problema.

Apesar da redução da profundidade ter acontecido no final da última semana, a Praticagem já havia detectado o problema há cerca de três semanas.

Canal de navegação

A dragagem contratada pelo Governo Federal - e que terá inicio nos próximos meses -prevê deixar todo o canal de navegação e as bacias de evolução com uma profundidade variando de 15,4 a 15,7 m. A fundura dos berços ficará entre 7,6 e 15,7 m, dependendo do terminal.

ARTE MONICA SOBRAL/AT
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/07/2017

PORTO - ACS PEDIRÁ BATIMETRIAS MENSAIS
Publicado em 07/07/2017 as 04:50 PM

A redução do calado operacional do Porto de Santos e as complicações financeiras que a medida traz têm deixado inquietos agentes de navegação, armadores e representantes de terminais.

Para tentar tranquilizar o mercado e evitar que o problema volte a prejudicar a economia local, a Associação Comercial de Santos (ACS) deve pedir à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) que faça a batimetrias (medições de profundidade), pelo menos, uma vez por mês.

“O que aconteceu na semana passada tomou de surpresa o mercado e está causando uma série de prejuízos. O ideal é que todos estejam cientes, com frequência, de como está a situação”, afirma o coordenador da Câmara Setorial de Navegação da ACS, Mauro Sammarco.

Os integrantes da Câmara pedem que, além da análise mensal, estes resultados sejam públicos para que as empresas que trabalham no Porto consigam acompanhar a situação e planejar suas operações.

A intenção é que o pedido seja entregue oficialmente à Docas na próxima semana, durante a reunião do Conselho de Administração da Codesp (Consad).

“Vamos exigir providências à Codesp, pois acreditamos que houve irresponsabilidade administrativa. A Codesp tinha o resultado da batimetria, que apontava o assoreamento da área 1, o que causou o problema com os navios, que poderia ter sido bem pior. Hoje, o calado diminuiu, navios estão embarcando com menos carga, os que estão chegando não estão atracando”, diz Sammarco.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/07/2017

PORTO DE IMBITUBA: NOVO GUINDASTE COMPLEMENTA OPERAÇÕES
Publicado em 07/06/2017 as 04:45 PM

Notisul

Santa Catarina tem vocação para a atividade portuária, com cinco portos em operação. Porém, há uma necessidade latente de melhorias no setor de transportes para atender a diversidade da indústria catarinense, buscando a redução do custo logístico nas importações e exportações. Nesse setor, o Porto de Imbituba tem atuado como instrumento de desenvolvimento do Estado com melhorias na sua eficiência e custos competitivos. E para atender com maior eficiência a crescente demanda por movimentação de granéis sólidos, o Porto recebeu o novo guindaste da operadora Imbituba Logística Portuária (ILP).

O equipamento veio de Düsseldorf, na Alemanha, e representa um investimento de 3,2 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 12 milhões na infraestrutura portuária de Imbituba. Após a liberação dos órgãos intervenientes, o guindaste entrará em fase de testes com carga principalmente fertilizantes e sal para efetiva entrega pelo fabricante.

O porto do sul catarinense continua em expansão e já faz parte de um seleto grupo de portos da América Latina que recebe navios de contêineres do mercado asiático. Pesa para esta decisão o fato de Imbituba abrigar o porto público com maior profundidade das regiões Sul e Sudeste do Brasil e possuir condições climáticas favoráveis para a continuidade das operações. A previsão é de que os primeiros embarques iniciem no próximo mês. Este ano há uma projeção de aumento de 16% na movimentação, alcançando a marca de 5,6 milhões de toneladas.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 05/07/2017

WILSON SONS AGÊNCIA RECEBE CERTIFICAÇÃO ANTICORRUPÇÃO
Publicado em 07/06/2017 as 04:45 PM

A Wilson Sons Agência, empresa de agenciamento marítimo do Grupo Wilson Sons, conquistou em junho o selo da Trace International, uma das maiores certificadoras no mundo em anticorrupção e antissuborno. A certificação demonstra o compromisso da companhia com a transparência comercial, permitindo atuar como parceiro comercial valorizado por empresas multinacionais.

“Além de atender a todos os compliances com procedimentos corretos, a Wilson Sons Agência recebe uma chancela de uma organização reconhecida mundialmente e garante mais um diferencial no mercado. Com esta conquista, a empresa compromete-se com o alto nível de transparência”, diz o diretor executivo da Wilson Sons Agência, Christian Lachmann.

A conquista do selo é uma consequência da seriedade do trabalho realizado pela companhia. O Grupo Wilson Sons conta com duas importantes ferramentas para ajudar a orientar o comportamento de seus colaboradores: o Código de Conduta Ética e o Guia Anticorrupção, que disseminam os valores morais e éticos que norteiam seus negócios.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 05/07/2017

PREFEITURA DIZ QUE NÃO DISPÕE DE RECURSOS PARA MANUTENÇÃO DO PORTO DO RIO
Publicado em 07/06/2017 as 04:45 PM

RIO — A paisagem da área do Porto mudou ontem. Garis da Comlurb, com o tradicional uniforme laranja, e “verdinhos”, os operadores de trânsito da CET-Rio, tomaram as ruas da região após a concessionária Porto Novo suspender nesta quarta-feira os serviços de limpeza e controle de tráfego. Responsável por cuidar da área desde 2011, quando entrou numa parceria público-privada com o município, a concessionária vai agora cuidar apenas da operação dos túneis Rio450 e Marcello Alencar.

A Porto Novo suspendeu os serviços porque desde janeiro não recebe repasses para manter a área. A dívida chega a R$ 90 milhões. O município diz que não dispõe dos recursos e argumenta que a conta cabe à Caixa Econômica, que administra um fundo imobiliário vinculado à parceria público-privada. A instituição bancária alega que o fundo está sem liquidez e que caberia à prefeitura pagar a concessionária. Diante da queda de braço, a Porto Novo recuou, sem prazo para retomar suas atividades. A prefeitura teve que assumir as responsabilidades da concessionária:

— No caso dos garis, foi simples. A Comlurb já fazia a limpeza da região com um contrato particular com a concessionária Porto Novo. Usamos as mesmas equipes, que mudaram apenas de uniformes. Mas tivemos que deslocar, com apoio da CET-Rio, operadores de trânsito de outros pontos da cidade — disse o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), Antonio Barbosa.

MANUTENÇÃO PRECÁRIA

O presidente da Cdurp disse que, caso não haja uma solução rápida, terá que discutir alternativas, na semana que vem, com o prefeito Marcelo Crivella, que cumpre agenda oficial em Paris. Uma das preocupações é com a qualidade da manutenção da área, que, quando estava sob responsabilidade da Porto Novo, já vinha exibindo sinais de degradação. Nos últimos meses, era possível encontrar buracos no asfalto e bancos quebrados em vários trechos.

Nesta quarta-feira a concessionária Porto Novo não se pronunciou. No mês passado, o grupo entrou na Justiça e conseguiu uma liminar que determina que a prefeitura pague, no lugar da Caixa, a dívida acumulada. A Cdurp, no entanto, decidiu recorrer da decisão.
Fonte : Jornal Extra - RJ
Data : 06/07/2017

DEMANDA DA CHINA POR MINÉRIO DE FERRO PODE CAIR COM AUMENTO DA RECICLAGEM DE AÇO
Publicado em 07/06/2017 as 04:45 PM

MANILA/PEQUIM (Reuters) - A oferta de sucata de aço na China está aumentando, conforme antigos edifícios, pontes e carros produzidos ao longo de décadas de rápido crescimento econômico estão sendo derrubados, desmontados ou esmagados.

Isto deve fazer com que as siderúrgicas chinesas usem mais estes materiais nos próximos anos, potencialmente diminuindo a demanda pelo minério de ferro, matéria-prima do aço, no maior consumidor de metais do mundo.

A diminuição do apetite por minério de ferro pode atingir uma corda salva-vidas essencial para as gigantes mineradoras internacionais, que apostaram que a China continuaria usando centenas de milhões de toneladas da commodity a granel mais negociada.

"No médio a longo prazo, a sucata é a real ameaça ao minério de ferro, com certeza", disse o analista da corretora CLSA Daniel Meng, em Hong Kong.

"Acreditamos que em 2020 a substituição se tornará mais rápida e o risco que a sucata representa para o minério de ferro se tornará mais sério".

A China atualmente produz apenas cerca de 11 por cento de seu aço a partir da sucata, ante 70 por cento nos Estados Unidos, sugerindo que o país ainda pode ter muito a crescer na reciclagem do material.

(Por Manolo Serapio Jr e Muyu Xu)
Fonte : Jornal Extra - RJ
Data : 05/07/2017

VERGALHÃO DE AÇO NA CHINA TOCA MÁXIMA DE 3 ANOS COM TEMORES SOBRE OFERTA
Publicado em 07/06/2017 as 04:44 PM

Por Muyu Xu e Manolo Serapio Jr

PEQUIM/MANILA (Reuters) - Os preços futuros do vergalhão de aço na China subiram nesta terça-feira para uma máxima de mais de três anos, antes de recuarem no fechamento da negociação, uma vez que as preocupações com o fornecimento mais apertado alimentam apostas de alta em um mercado que já ganhou 26 por cento neste ano.

"Com o início da manutenção anual de equipamentos nas siderúrgicas, há preocupações do mercado quanto à falta de oferta, especialmente devido à repressão ao aço de baixa qualidade", disse um comerciante baseado em Fujian.

Em sua tentativa de combater a poluição atmosférica e o excesso de oferta em seu setor de aço, a China fechou todos os produtores de aço de baixa qualidade que usam fornos de indução no final de junho.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai SRBcv1> subiu até 3.448 iuanes, maior nível desde fevereiro de 2014, antes de cair 0,4 por cento para fechar a 3.360 iuanes (494 dólares) a tonelada. O preço do produto utilizado para a construção soma alta de 26 por cento neste ano.

A força do vergalhão impulsionou os futuros de minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOcv1> para uma alta de seis semanas no início do dia antes de recuar.

O contrato atingiu 493 iuanes por tonelada, o mais forte desde 23 de maio. No entanto, fechou com queda de 2,8 por cento a 465 iuanes.

(Por Muyu Xu em Pequim e Manolo Serapio Jr. em Manila)
Fonte : Jornal Extra - RJ
Data : 04/07/2017

DRAGAGEM DO PORTO DE VITÓRIA ATRASA MAIS UMA VEZ E FICA PARA AGOSTO
Publicado em 07/06/2017 as 04:44 PM

Quase duas décadas depois da assinatura do contrato, as obras de dragagem ainda não foram entregues.
Por Rafael Silva, A Gazeta



Porto de Vitória (Foto: Fernando Madeira/A Gazeta) Porto de Vitória (Foto: Fernando Madeira/A Gazeta)
Porto de Vitória (Foto: Fernando Madeira/A Gazeta)

A assinatura do contrato para aumentar a profundidade do Porto de Vitória completa 19 anos em dezembro. Ainda assim, quase duas décadas depois, as obras de dragagem ainda não foram entregues. Nesta terça-feira (4), o diretor-presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Luis Cláudio Montenegro, anunciou novo prazo para que a obra fique pronta: final de agosto.

O Porto de Vitória, contudo, só deverá estar pronto para receber navios de maior porte em dezembro. É que após o final da dragagem, será preciso realizar a batimetria - uma espécie de raio-x do fundo do mar - para constatar se os 13,5 metros de profundidade são mantidos por todo canal onde os navios deverão passar.

O prazo estimado por Montenegro é que a Marinha - órgão responsável pela autorização - homologue os novos limites do porto em três meses após o fim da obra.

Esta última etapa da dragagem foi iniciada em julho do ano passado e foi estabelecido um prazo para que o serviço fosse entregue em outubro de 2016. No entanto, a obra está parada desde abril, quando Montenegro afirmou que o contrato permitia que a empresa retirasse apenas mais 3,5 mil metros cúbicos da Baía de Vitória. O projeto total era da remoção de 1,8 milhões de metros cúbicos.

Como acabou sendo retirado mais do que previa o projeto, nos últimos três meses o diretor-presidente da Codesa e os gestores do consórcio português (formado pela Dratec/Etemar/Rohde Nielsen) negociaram os pontos em que seriam utilizados o restante dessa cota. As obras devem ser retomadas nos próximos dias, segundo Montenegro.

“Será um trabalho rápido pois é um volume pequeno. Resolvemos adequar o projeto para não ser necessário ter um aditivo no contrato. Está tudo sobre controle, temos recursos disponíveis e a obra deve ser entregue em 30 ou 40 dias”, contou.

Com as obras finalizadas, o calado do canal de acesso do porto passa para 14 metros, enquanto a bacia de evolução - onde o navio faz a manobra - chegará à cota de 13,5 metros, o que permitirá receber navios com até 70 mil toneladas, mais do que o dobro das 30 mil toneladas de carga - limite que está em vigor atualmente.

Montenegro revela ainda que existe um projeto para que uma nova dragagem seja feita a longo prazo, chegando aos 14 metros de calado também na bacia de evolução - como estava no projeto inicial, mas foi reajustado para 13,5 metros.

“É algo que estamos estudando no Ministério dos Transportes. Isso passará pela retirada de rochas próximas da Beira-Mar, por isso é algo pensado a longo prazo. Com essa mudança, o Porto teria capacidade para manobrar um navio de 280 metros, enquanto que hoje o limite é 242 metros”, explica.

O contrato em vigor foi fechado em 2012, com um valor inicial de R$ 85,6 milhões. No ano passado, após ficar quase um ano parado, a obra saltou para R$ 120 milhões, fora outras tentativas frustradas de aumentar a profundidade do porto.

Na ocasião, o argumento é de que foi encontrado no fundo do mar rochas de argila plástica, um material que exigia o uso de outro equipamento, daí o adicional no contrato com o consórcio.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 06/07/2017

GERDAU ANUNCIA DEMISSÕES E SUSPENSÃO DO SETOR DE LAMINAÇÃO EM DIVINÓPOLIS
Publicado em 07/06/2017 as 04:43 PM

Empresa diz que este foi o último recurso. Sindicado dos Metalúrgicos aponta que 22 trabalhadores serão demitidos e empresa diz que essa informação não está disponível.
Por Carina Lelles, G1 Centro-Oeste de Minas - 04/07/2017 17h43  Atualizado 04/07/2017 17h43


Sindicato afirma que 22 funcionários serão demitidos do setor de laminação (Foto: Reprodução/TV Integração)

O Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis anunciou na manhã desta terça-feira (4) que 22 funcionários da Gerdau serão demitidos. A empresa confirma as demissões, mas diz que não está disponível o número de trabalhadores que serão desligados. O setor de laminação terá as atividades suspensas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Anderson Willian, a Gerdau entrou em contato com o sindicato nesta segunda-feira (3) para anunciar os desligamentos de funcionários da empresa e informou que o sindicato não concorda com a decisão, alegando haver possibilidade de remanejamento dos profissionais para outros setores da empresa.

Em nota, a Gerdau confirma a paralisação da área de laminação da Usina Divinópolis e transferência da produção para outras usinas, mantendo o patamar atual de produção de laminados no Brasil e o atendimento aos clientes. A decisão é decorrente da necessidade de otimização de ativos em função do atual cenário econômico nacional, especialmente relacionado ao setor da construção civil e dos desafios da indústria do aço vivenciados no Brasil e no mundo.

Ainda de acordo com a nota enviada pela assessoria de comunicação da Gerdau, a usina de Divinópolis seguirá operando os altos-fornos e aciaria, assim como manterá as atividades das áreas administrativas. A produção remanescente será direcionada principalmente para as exportações.

Segundo Anderson, o setor que terá as atividades paralisadas tem 63 trabalhadores e a empresa vai demitir 22 deles. O sindicato disse, ainda, que tentará reverter as demissões, já que, segundo o presidente, desde 2008 a empresa tem feito deslocamento e demitido alguns trabalhadores. “Trinta funcionários deste mesmo setor tiveram os contratos suspensos no ano passado e retornaram às atividades em fevereiro deste ano”, acrescentou.

Sobre o número de demitidos, a empresa disse que essa informação não está disponível e que a redução de postos de trabalho, entretanto, foi o último recurso após a tomada de uma série de medidas para evitá-la.

Ainda segundo o presidente do sindicato, a demissão destes funcionários impacta na economia de outras empresas porque, com o setor de laminação parado, a Gerdau para de comprar gusa dos fornecedores. Além disso, os trabalhadores demitidos perdem poder aquisitivo, o que afeta o comércio local.

Nesta quarta-feira (5) deve acontecer uma reunião entre o Sindicato e a Gerdau para discutir a situação.

Setor Siderúrgico
Sobre o setor siderúrgico, Anderson denuncia que algumas empresas atrasam pagamentos de funcionários e não está sendo recolhido o Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS), além do não cumprimento de direitos trabalhistas. Ele ainda destacou que os trabalhadores estão em situação desconfortável com a crise econômica e que a ameaça de demissão é constante.

O G1 entrou em contato com o sindicato patronal para falar sobre as denúncias e aguarda posicionamento.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 06/07/2017

PIB DO ESTADO EM RECUPERAÇÃO
Publicado em 07/06/2017 as 04:42 PM

Após sete trimestres de quedas, o indicador de desempenho da economia apresentou sinais de melhora
Por: Marina Barbosa, da Folha de Pernambuco em 06/07/17 às 09H01, atualizado em 06/07/17 às 09H08



Estaleiros e outros empreendimentos em Suape contribuirão com a retomada mais rápida
Foto: Rafael furtado/arquivo folha

Após sete trimestres consecutivos de queda, a economia pernambucana enfim apresentou um resultado positivo. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado teve alta de 0,7% nos três primeiros meses deste ano, se comparado com o quarto trimestre de 2016. E a elevação foi ainda maior em relação ao mesmo período do ano anterior: 1,4%. Mesmo assim, a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas (Condepe/Fidem), que apresentou os números ontem, ainda não fala de crescimento, apenas recuperação.

“Pernambuco começou a cair menos que o Brasil a partir do segundo semestre de 2016. E essa desaceleração permitiu esta mudança de sinal agora. Paramos de cair e começamos a nos recuperar. Mas a recuperação ainda não foi suficiente para restaurar os padrões pré-crise. Então, não é crescimento, é o início da recuperação”, explicou o diretor de estudos e pesquisas socioeconômicas da Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães. Ele reconheceu, por sua vez, que os números apontam para uma tendência de recuperação e trazem otimismo.

Prova disso é a agência já projeta um PIB estadual positivo entre 0,5% e 1% para o fim de 2017 - expectativa mais elevada que a nacional: o Governo Federal calcula um PIB anual abaixo de 0,5% para o Brasil neste ano. Presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima explicou que Pernambuco tem uma base industrial que pode apresentar uma retomada mais rápida que a nacional devido aos grandes investimentos recebidos nos anos que antecederam a crise, como a Refinaria Abreu e Lima, os estaleiros e a Fábrica da Jeep. Mas, ainda não se sabe quando o Estado vai voltar a gerar empregos.

Mesmo assim, Lima destacou ainda que o resultado pernambucano se sobressai diante dos de outras unidades federativas. Afinal, estados como Bahia, Ceará e até São Paulo continuaram no campo negativo no início deste ano, com quedas de 1,1%, 1,4% e 1,9%, respectivamente. “Entre as três maiores economias do Nordeste, apresentamos o melhor resultado”, concluiu Lima, lembrando que Pernambuco também supera o Brasil quando o resultado do 1º trimestre de 2017 é comparado com o mesmo período de 2016.

O PIB brasileiro caiu 0,4% e o pernambucano cresceu 1,4%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, no entanto, o desempenho nacional foi melhor: 1% contra 0,7% de Pernambuco.

Outra boa notícia foi o início da recuperação do setor de construção civil, um dos que mais emprega trabalhadores em Pernambuco e vinha caindo há três anos, mas registrou alta de 2,8%. A recuperação ainda não vem dos grandes empreendimentos. "As grandes obras continuam paradas. É a construção imobiliária que começa a dar sinais de recuperação",explicou Guimarães.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 06/07/2017

ALTERNATIVA PARA FIM DE IMPOSTO
Publicado em 07/06/2017 as 04:42 PM

O presidente Michel Temer indicou em reunião com sindicalistas que o governo vê positivamente a ideia de uma nova contribuição sindical a ser paga pelos trabalhadores que participam dos acordos coletivos. A medida será a alternativa ao fim do imposto sindical previsto na reforma trabalhista. Em encontro realizado mais cedo, Temer reafirmou o compromisso de ajustar a reforma trabalhista em alguns pontos após eventual aprovação no plenário do Senado. A Força Sindical defende que haja livre negociação entre sindicatos e trabalhadores beneficiados por uma convenção.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data : 06/07/2017

GOVERNO SÓ DEVE LIBERAR R$ 3 BI DO BLOQUEIO DE R$ 39 BI DO ORÇAMENTO
Publicado em 07/06/2017 as 04:41 PM

O Globo - GERALDA DOCA geralda@bsb.oglobo.com.br

Comissão do Congresso adia fim da desoneração na folha de pagamentos

BRASÍLIA- Com o Orçamento no osso e risco de paralisação de atividades no setor público, o governo deve descontingenciar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões de um total de R$ 39 bilhões de recursos da União que estão bloqueados. A liberação da verba deverá ser antecipada para a próxima semana e não mais no dia 22 de julho, quando estava prevista a divulgação do terceiro relatório bimestral (maio e junho) de receitas e despesas.

CONTAS QUE NÃO FECHAM



Ontem, o governo sofreu uma derrota na Comissão Especial do Congresso, que aprovou a medida provisória (MP) 774, que trata da desoneração fiscal à folha de pagamento. A Comissão decidiu adiar o início da vigência da proposta para janeiro de 2018. A missão agora é reverter o resultado no plenário da Câmara dos Deputados, para manter a cobrança a partir deste mês, como previa o texto original — que estima ganho adicional de R$ 2,1 bilhões em 2017.

SERVIÇOS PÚBLICOS SUSPENSOS

Em reunião ontem pela manhã, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avisou ao presidente Michel Temer que haveria dificuldade para aprovar a proposta de reoneração da folha. Maia disse que já informou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que o assunto enfrentaria “dificuldades” no Congresso e questionou se a medida não vai prejudicar a economia já em crise, porque aumenta impostos:

— A reoneração é uma matéria polêmica, em um momento de crise. Tem que entender por que alguns setores foram beneficiados, e outros não. Às vezes tem explicação. A gente tem que entender, porque a crise ainda existe e é profunda. Isso vai gerar arrecadação, mas vai gerar desemprego também. Já disse ao ministro Meirelles.

O aperto no gasto começa a causar constrangimentos. Ontem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a redução de suas operações. Na semana passada, a Polícia Federal suspendeu a emissão de passaportes por falta de verba. O reajuste do Bolsa Família, de 4,6%, que seria incorporado na folha deste mês, foi suspenso na última hora.

O valor a ser descontingenciado na próxima semana está próximo aos R$ 3,1 bilhões liberados em maio. O corte orçamentário anunciado no início do ano foi de R$ 42 bilhões.

Segundo uma fonte graduada, o ideal seria desbloquear R$ 20 bilhões para permitir que os ministérios façam um planejamento financeiro. Os valores liberados a conta-gotas dão um fôlego de apenas dois meses. Mas a recuperação lenta da economia e da arrecadação federal impede que a equipe econômica dê um passo maior, para não passar ao mercado a imagem de frouxidão nas contas públicas e comprometer a meta fiscal.

META FISCAL EM RISCO

Economistas avaliam que a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para o governo central este ano pode não ser cumprida, pois está ancorada em receitas extraordinárias, concentradas no fim do período (entre setembro e outubro), como concessões, privatizações — o que pode não ocorrer. Nos bastidores, alguns economistas defendem que a equipe econômica deveria ser mais conservadora e revisar tanto a meta de 2017 como a de 2018, de R$ 129 bilhões.

— Esse número de R$ 139 bilhões é arriscado, porque vai depender do sucesso do governo na obtenção de receitas extraordinárias e de as receitas continuarem melhorando — diz a pesquisadora do Ibre/FGV, Vilma da Conceição Pinto.

Para José Fernando Cosentino Tavares, da consultoria de orçamento da Câmara dos Deputados, a crise política é outro agravante no cumprimento da meta fiscal que, “está perigando e corre o risco de não ser cumprida”. Colaboraram Manoel Ventura e Cristiane Jungblut
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 06/07/2017

PETROBRAS DEVE LEVANTAR MAIS US$ 5 BILHÕES COM CHINESES
Publicado em 07/06/2017 as 04:41 PM

O Globo - BRUNO ROSA bruno.rosa@oglobo.com.br

Estatal fez parceria com CNPC para construir refinaria no Comperj

Corte no Orçamento

Com dificuldade para cumprir a meta fiscal, o governo só deve liberar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões dos R$ 39 bilhões bloqueados do Orçamento. Comissão do Congresso adiou para janeiro a reoneração da folha de pagamento. A China está se tornando cada vez mais relevante para os negócios da Petrobras. A estatal deve receber uma linha de crédito de US$ 5 bilhões do China Development Bank (CDB) para financiar seus projetos nos próximos anos. As duas empresas já assinaram um termo de compromisso, de acordo com uma fonte envolvida nas conversas. Com esse valor, o total emprestado pelos chineses deve praticamente dobrar em relação aos US$ 6 bilhões que a empresa brasileira tem hoje disponíveis.

Na terça-feira, a Petrobras anunciou a formação de uma aliança estratégica com a chinesa CNPC para buscar oportunidades em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás. Conforme O GLOBO antecipou, faz parte dessa parceria a construção de uma refinaria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), projeto que, segundo fontes, exige investimentos de US$ 3,5 bilhões a US$ 4 bilhões e deve gerar pelo menos dez mil empregos diretos.

CRÉDITO MAIOR QUE O DO BNDES

A cúpula da Petrobras passou os últimos dias em Pequim para alinhar os acordos com os chineses. De acordo com uma fonte que não quis se identificar, esse novo volume de US$ 5 bilhões deve ser usado a partir do ano que vem, com o objetivo de financiar os projetos futuros de investimento, dentro de seu Plano de Negócios, que deverá passar por revisão.

— A Petrobras vem conseguindo uma boa relação com os chineses, que querem investir cada vez mais no Brasil. A atual administração da companhia vem conseguindo mostrar melhora nos indicadores financeiros, e os chineses vêm elogiando a redução de custos que vem sendo feita no Campo de Libra, onde são sócios da Petrobras junto com outros acionistas (Total e Shell) — afirmou essa fonte.

Atualmente, a Petrobras já tem US$ 5 bilhões em financiamento com o CDB. Há ainda, com o China Exim Bank, outro US$ 1 bilhão em financiamento disponível para fornecimento de equipamentos e serviços já firmados com fornecedores chineses. Para se ter uma ideia do peso chinês, o sistema Petrobras tem com o BNDES uma linha de crédito de US$ 3,720 bilhões, dos quais US$ 2,8 bilhões ainda estão disponíveis.

Parte dos recursos asiáticos deve ser usada para as obras do Comperj, observa a fonte. No complexo, a licitação para a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) está em andamento. O início das obras está previsto para o ano que vem, e o término, para 2020. Essa obra é estimada entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões. O Comperj como um todo consumiu mais de US$ 13 bilhões, já passou por diversas reformulações e foi um dos principais alvos de corrupção da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

VENDA FUTURA DE PETRÓLEO

Segundo fontes, a contrapartida exigida pelos chineses é uma maior participação em obras feitas pela estatal e a contratação de fornecedores do país asiático. Por exemplo, metade das oito plataformas próprias da Petrobras em construção está sendo feita por estaleiros chineses. É o caso da P-67, no estaleiro Cooec, além de P-77, P-70 e P-75, que estão no estaleiro Cosco. Já a P-69 tem o casco feito na China, mas será concluída em Angra dos Reis, no Rio.

— Os chineses são competitivos em seus preços e vêm conseguindo se destacar nas negociações. Além disso, parte das negociações envolve ainda a venda futura de petróleo, pois é uma garantia exigida pelos chineses. Serão 300 mil barris por dia até 2019, e cem mil barris diárias entre 2020 e 2026 — destacou uma fonte.

Procurada, a Petrobras disse que tomou um financiamento de U$$ 5 bilhões com o CDB em dezembro de 2016, mas não comentou sobre a nova linha
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 06/07/2017

DISPUTA DE EUA E CHINA PODE AFETAR O AÇO BRASILEIRO
Publicado em 07/06/2017 as 04:41 PM

China e EUA protagonizam, na preparação do G-20, novo confronto no comércio internacional de aço. Se a disputa prosperar, pode afetar o Brasil, segundo maior exportador do produto para os EUA. O Valor apurou que os americanos ameaçam com uma ação unilateral para barrar o aço chinês em seu mercado.

Acusada pelos EUA e Europa de vender aço a preços abaixo do custo, a China aceitou no ano passado reduzir sua produção de 150 milhões para 100 milhões de toneladas. Ocorre que Pequim, até agora, não concordou em fornecer informações sobre a capacidade de cada uma de suas usinas
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

REFORMA PROPÕE VENDA DE USINAS E AUMENTO DE TARIFA
Publicado em 07/06/2017 as 04:40 PM

Por Camila Maia, Daniel Rittner e Rodrigo Polito | De Brasília e do Rio

Mesmo na corda bamba, o governo deu início ontem à maior reforma do setor elétrico desde 2012, quando a ex-presidente Dilma Rousseff lançou um controverso plano de redução das contas de luz. Em um documento de 57 páginas, o Ministério de Minas e Energia propõe mudanças que serão discutidas com investidores antes do provável envio de uma medida provisória ao Congresso Nacional. A consulta pública, com propostas que praticamente desmontam o plano de Dilma, vai durar até 4 de agosto.



Fernando Coelho: ordem é evitar surpresas causadas pela polêmica MP 579

O esboço de reforma prevê alterações que atingem diversos pilares do marco legal. Usinas hidrelétricas da Eletrobras que tiveram suas concessões renovadas por 30 anos em 2012, com um corte em torno de 70% nos valores do megawatt-hora, devem ser privatizadas e poderão cobrar tarifa de mercado. Hoje elas são remuneradas apenas pelos custos de operação e manutenção.

O parque gerador que entrega atualmente energia por meio de cotas às distribuidoras totaliza 14 mil megawatts (MW) de potência instalada - o equivalente a quatro usinas de Jirau, no rio Madeira, situada em Rondônia.

Como receberão pela venda de energia a preços de mercado, os futuros compradores das usinas terão que pagar um bônus de outorga e ganharão o direito de explorar comercialmente esses ativos por mais 30 anos. De um lado, isso ajuda nas contas públicas e no caixa da Eletrobras. A proposta contempla a divisão do dinheiro obtido em três partes iguais: um terço para o Tesouro Nacional, um terço para a estatal e um terço para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A CDE é o "superfundo" responsável pelo pagamento dos subsídios no setor, como o Programa Luz para Todos, combustíveis para termelétricas nos sistemas isolados e subvenções para a tarifa social.



Considerando os valores de outorga definidos pelo governo na relicitação de usinas da Cemig, prevista para o fim deste ano, uma simulação feita pelo Valor indica que até R$ 53 bilhões poderiam ser obtidos em bonificações com a venda das hidrelétricas hoje operadas pela Eletrobras no sistema de cotas.



Essa estimativa, no entanto, não consta de nenhum documento oficial e depende de uma série de fatores - como o preço efetivo da energia, financiamento e a alocação do risco hidrológico (quando se produz menos eletricidade do que o compromisso firmado em contratos de fornecimento, por causa do esvaziamento dos reservatórios).

De outro lado, os consumidores não terão como escapar de uma alta nas contas de luz. Na nota técnica divulgada ontem, o ministério reconhece que esse movimento pode gerar repercussões na tarifa e oferece um aperitivo do impacto. Se todo o volume de cotas das hidrelétricas for descontratado de uma única vez e substituído por contratos com preço de R$ 200 por MWh, o reflexo seria uma alta em torno de 7%, já considerando o dinheiro que iria para a redução dos subsídios embutidos na CDE e as mudanças na alocação do risco hidrológico.

O preço efetivo da energia será conhecido apenas nos editais de privatização das hidrelétricas, mas esse valor não foi mencionado por acaso. A Eletrobras obteve, em média, R$ 205 por megawatt-hora no mercado regulado em 2016; a tarifa nas usinas que fornecem sua eletricidade por cotas ficou em meros R$ 60.

Essa está longe de ser a única mudança da reforma. Um dos pontos mais importantes é a retomada do cronograma de ampliação do mercado livre, que estava congelado desde 2002. Os critérios para a migração de consumidores do mercado regulado (distribuidoras) para o livre (onde têm liberdade de escolha no fornecimento) vão ser flexibilizados paulatinamente até 2028 - dos atuais 3 MW de demanda mínima, chegarão a até 75 kilowatts.

Outro aspecto é a possibilidade de rescisão dos contratos de térmicas "sujas", movidas a óleo e localizadas principalmente na região Nordeste, com custo de funcionamento muito alto. Estima-se que elas somem pelo menos mil MW de capacidade. A ideia é descontratá-las voluntariamente e abrir espaço para fontes limpas, como eólica e solar.

O governo promete ficar de ouvidos abertos para sugestões dos investidores. "Nada está escrito em pedra e o objetivo da consulta é justamente escutar todos, internalizando comentários e aprimorando [o texto]", diz o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso. Ele cita a disposição do ministro Fernando Coelho Filho em incorporar contribuições durante esse processo, evitando as surpresas causadas pela MP 579, a polêmica medida provisória assinada por Dilma.

"As mudanças não podem ser feitas correndo. É importante haver um cronograma", afirma o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, Nivalde de Castro. "A metodologia adotada é muito boa. Primeiro, foram lançados os princípios [no início da semana]. Nessa conjuntura política que o país passa, isso é positivo."
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

ROBOTIZADA, USINA REVELA NOVA CULTURA DA GERDAU
Publicado em 07/06/2017 as 04:39 PM

A temperatura está próxima de 1.565 graus Celsius e o local é fechado. Máquinas do tamanho de um edifício de dois andares conduzem do alto três gigantescas palhetas alaranjadas pelo fogo a um imenso tonel onde há milhares de pedaços de sucatas de aço. O choque das palhetas com as sucatas produz um show de faíscas. As descargas elétricas e o fogo ofuscam a visão até daqueles que estão usando óculos protetores. Os ruídos são tão intensos que é necessário usar um tapa-ouvido. O ar ganha diversos feixes nebulosos e mesmo com casacos elaborados com tecidos protetores é possível sentir ondas constantes de calor, como se as pessoas estivessem diante da grelha de uma churrasqueira gigante.

Muito próximo ao fogo, há um robô pronto para fazer ajustes no material resultante do contato da sucata com o fogo. Ele usa um imenso braço, com cumprimento equivalente a duas pessoas.

Antes da chegada do robô, eram três funcionários por turno de oito horas que faziam esse serviço. Até a década passada era difícil virar o ano sem a ocorrência de ao menos um acidente. Mas a chegada do androide faz parte de um processo de automação que tornou a usina de Petersburg, no interior do Estado da Virgínia, uma das cinco mais eficientes na siderurgia mundial. Os acidentes zeraram nos últimos anos e a produção aumentou.

Considerada uma joia da Gerdau, a usina tem capacidade para entregar 900 mil toneladas de aço por ano. De lá, saíram perfis estruturados que hoje estão no World Trade Center, em Nova York, no estádio Soldier Field, em Chicago, na ponte Cooper River, em Charleston, na Carolina do Sul, e no campus da Apple, em Cupertino, na Califórnia.

Sozinha, a unidade de Petersburg consome mais energia do que toda a cidade de Richmond, a capital da Virgínia, com mais de 200 mil habitantes. A conta supera US$ 2,5 milhões mensais. Em troca, a usina produz 150 tamanhos e formatos diferentes de vigas de aço. Apenas outras duas unidades nos Estados Unidos, na Pensilvânia e no Texas, conseguem fazer produtos em tamanhos e quantidades semelhantes. “É uma das usinas mais estruturadas dos Estados Unidos”, definiu Peter Campo, presidente da Gerdau no país. “Os perfis estruturados feitos lá são relativamente únicos no planeta.”

No mundo, Petersburg está numa lista restrita ao lado de outras quatro usinas no Japão, em Luxemburgo, na China e no Oriente Médio, capazes de produzir lâminas de aço de grande porte para vários usos. Algumas chapas têm formatos em “U” e outras em “I”. As diferentes dimensões permitem a utilização nas mais diversas obras, inclusive para a contenção de água e areia em grandes quantidades. “Elas funcionam para fazer obras na construção de metrôs e de barragens”, diz André Gerdau Johannpeter, presidente global do grupo. Algumas chapas de Petersburg estão no Canal do Panamá.

Digitalização da usina de Petersburg permitiu contratação de pessoal mais especializado e com salários melhores

A automação dessa usina faz parte da estratégia da Gerdau, nos últimos três anos, de fazer produtos diferentes de acordo com novas demandas do mercado. Isso envolve desenvolver sistemas com alto grau de sensibilidade e mecanismos digitalizados que serão utilizados dentro do ambiente inóspito das fábricas da indústria pesada.

Próximo ao forno de Petersburg, lâminas de aço com cores de lava e o cumprimento de um andar alto de um edifício são transportadas por linhas verticais por rolamentos especiais antes de ganhar os retoques finais. A manutenção do sistema de transporte das vigas alaranjadas pelo fogo é feita por um sistema desenvolvido pela GE para turbinas de aviões. Com ele, a usina não tem de parar a produção para ver se as máquinas correm o risco de quebrar pelo peso e pela temperatura alta das chapas. Um computador avisa eventuais avarias, os rolamentos são trocados e a usina funciona durante seis dias e meio por semana sem paralisações. No lado externo da unidade, uma área maior do que três campos de futebol está tomada por cilindros gigantes que tornam possível o rolamento das lâminas e são constantemente trocados.

A usina tem 300 funcionários e é a terceira maior da Gerdau América do Norte. A robotização retirou algumas vagas daqueles que ficavam próximos ao forno. Por outro lado, Petersburg passou a contratar pessoal mais especializado e com salários melhores. Alguns são engenheiros que surgem de programas desenvolvidos pela Gerdau. “Sempre que se puder remover uma pessoa de perto do forno é algo bom a se fazer”, disse Gustavo Rodrigues, um dos brasileiros que trabalha na usina. Há 20 anos no ramo, diz que Petersburg é a unidade mais moderna em que trabalhou. “A automação é o destino dessa indústria e a inovação também ajuda a evitar acidentes”, diz.

Os robôs que trabalham próximos ao forno foram adquiridos junto à companhia italiana BM, que atua especificamente no desenvolvimento de soluções para a indústria siderúrgica. A Gerdau está buscando outras parcerias para melhorar a eficiência de suas unidades.

André Gerdau contou ao Valor que está constantemente à procura de “startups” com ideias inovadoras para a produção e logística na indústria pesada. “Elas nos trazem soluções logísticas, de informação mais rápida, de estatísticas. São pessoas e empresas muito ágeis, que vivem de desafios e nos entregam resultados muito bons”, revelou.

Algumas dessas empresas já estão atuando dentro de usinas no Brasil, onde as unidades contam com mais de mil sensores digitais que, agora, deverão se espalhar pelos Estados Unidos a partir de novas parcerias, como a realizada com a GE. “É um novo ecossistema que surgiu com empresas ágeis, rápidas e com uma mentalidade diferente. Chamamos de contaminação positiva o fato de trazer ‘startups’ para dentro da Gerdau”, definiu o presidente.

Próximos aos fornos, os sensores ajudam a prevenir eventuais falhas no sistema na fabricação das lâminas, mantendo a continuidade da produção num processo de inteligência artificial que foi levado para dentro da indústria pesada. Os funcionários da unidade de Petersburg observam e monitoram os robôs ao lado do fogo com a clara visão de que eles são o futuro do setor de siderurgia.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

MEIRELLES DIZ QUE GOVERNO APRONTA NOVA LEI PARA RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Publicado em 07/06/2017 as 04:39 PM

Por Valor

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, utilizou sua conta no Twitter para afirmar que a equipe econômica está concluindo a proposta para uma nova lei de recuperação judicial.

Segundo ele, o objetivo das alterações é "facilitar o processo de retomada da atividade das empresas em dificuldade".

"Recuperação judicial mais rápida e segura permite que empresas voltem a operar e preservem os empregos de funcionários e de fornecedores", escreveu o ministro nesta quarta-feira.
(Valor) Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

GERAÇÃO POR FONTES LIMPAS CRESCE E BATE RECORDE
Publicado em 07/06/2017 as 04:39 PM

Por Rodrigo Polito | Do Rio



O Brasil registrou recorde de produção diária de energia eólica, na terçafeira, com um total gerado de 6.704 megawatts (MW) médios. O volume superou a marca anterior, ocorrida na segunda-feira, de 6.280 MW médios, que, por sua vez, tinha ultrapassado o recorde obtido em 6 de novembro de 2016, de 5.817 MW médios.

O total de energia eólica produzido na terça-feira equivale a 11,42% do total gerado pelo país no mesmo dia. De acordo com cálculos do consultor Humberto Viana Guimarães, o montante produzido por parques eólicos na terça-feira, se fosse destinado somente para consumidores residenciais, teria sido suficiente para abastecer mais de 20 milhões de residências por um mês.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, a expectativa é que novos recordes diários sejam registrados até o fim do ano. "De julho para a frente, a tendência é de novos recordes, porque estamos no período da 'safra' de ventos somada à entrada de novos projetos", afirmou a executiva.

Dos 6.704 MW médios de energia eólica produzidos na terça-feira, 5.274 MW médios (78,7%) foram gerados no Nordeste e 1.424 MW médios (21,2%) no Sul. Também foram produzidos 6 MW médios no Norte. Com relação ao Nordeste, a produção eólica representou 57% de toda a carga (consumo mais perdas elétricas) da região naquele dia.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estão operando no Brasil 440 parques eólicos, totalizando 10,7 mil MW de capacidade nominal instalada. Outros 153 projetos do tipo, somando 3,5 mil MW de capacidade, estão em construção. Existem ainda 166 parques, com 3,77 MW, com aprovação da agência, com obras ainda não iniciadas.

O Brasil deve receber investimentos de R$ 12,5 bilhões em geração solar até o fim de 2018, projeta a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), considera os parques de geração solar contratados em leilões nos últimos anos e que deverão entrar em operação até o fim de 2018.

Segundo a Absolar, a capacidade instalada de energia solar deverá atingir 3 mil MW no fim de 2018. Hoje são 235 MW. Este ano, investimentos de R$ 5 bilhões devem levar a capacidade para 1 mil MW.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

VALE ESPERA FECHAR ACORDO EM MOÇAMBIQUE NO 3º TRI
Publicado em 07/06/2017 as 04:38 PM

Por Francisco Góes | Do Rio

Embora as atenções do mercado sobre Vale estejam direcionadas para a operação de unificação de ações da companhia, a mineradora está em contagem regressiva para o fechamento de outra transação há muito tempo esperada, capaz de contribuir de forma relevante para a redução do endividamento da companhia a curto prazo.Trata-se da conclusão de uma operação bilionária de financiamento com um "pool" de bancos liderados pelo japonês JBIC para o empreendimento de carvão da empresa, em Moçambique, na África Subsaariana.

O financiamento se dá na modalidade "project finance" em que normalmente as receitas do empreendimento servem como garantia aos empréstimos dos bancos. "Estamos confiantes de que teremos a conclusão de tudo no terceiro trimestre deste ano. Estamos em contagem regressiva", disse ao Valor Luciano Siani Pires, diretorexecutivo de finanças e de relações com investidores da Vale.

No fim de março deste ano, a Vale recebeu US$ 733 milhões de um total de US$ 770 milhões a serem pagos pela japonesa Mitsui por uma fatia no negócio de carvão da mineradora em Moçambique. Pelo acordo, a Mitsui assumiu participações acionárias na mina de carvão de Moatize, no noroeste do país africano, e também no Corredor Nacala, malha logística integrada por ferrovia e porto.

Na ocasião, a Vale disse que a Mitsui iria desembolsar a diferença, para chegar aos US$ 770 milhões, quando da conclusão da operação do "project finance" com os bancos. A estimativa é que os bancos desembolsem um valor de até US$ 2,7 bilhões na operação de financiamento, conforme já divulgado pela própria Vale. Não fica claro hoje qual deve ser exatamente esse valor.

Um analista disse que a operação, quando concluída, será bem recebida pelo mercado uma vez que vai reforçar a estratégia de "desalavancagem" da Vale. A Vale vem trabalhando para reduzir a dívida líquida da companhia para um patamar entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões, número que poderia ser alcançado até o fim deste ano dependendo dos preços do minério de ferro. A dívida líquida da Vale no primeiro trimestre de 2017 situava-se em US$ 22,7 bilhões, abaixo dos US$ 25 bilhões do fim de 2016.

A operação de financiamento para o carvão de Moçambique é aguardada há pelo menos dois anos pelo mercado. Mas já houve frustração dos investidores pelos diversos adiamentos na conclusão dessa transação. A Vale justificou os atrasos dizendo tratar-se de transação complexa envolvendo diversos países e instituições financeiras multilaterais e comerciais. Há no mercado quem trabalhe com a expectativa de a operação do financiamento do carvão ser finalmente fechada no quatro trimestre.

Este mês a Vale vai divulgar os resultados operacionais relativos ao segundo trimestre e há expectativa de que a produção de carvão em Moçambique continue mostrando melhorias. No primeiro trimestre do ano, a produção da commodity da Vale no país africano totalizou 2,4 milhões de toneladas, aumento de 170% sobre igual período do ano passado.

Também há expectativas, entre fontes do setor, se poderá haver mudanças na estratégia da Vale para o carvão a partir do diagnóstico que está sendo feito nos negócios da companhia a pedido do novo presidente da mineradora, Fabio Schvartsman.

Esse diagnóstico deverá ser divulgado ao mercado pela empresa logo depois que ficar pronto e for apreciado pelos acionistas.

No quarto trimestre de 2016, a área de carvão da Vale deu uma "virada", registrando um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de US$ 156 milhões. No primeiro trimestre, o Ebitda da área foi de US$ 61 milhões. Os preços do carvão metalúrgico, usado como matéria prima pelas siderúrgicas, está em um patamar confortável para a Vale. Depois de atingir um pico de quase US$ 300 por tonelada no mercado à vista da Austrália em abril deste ano, as cotações se estabilizaram na faixa de US$ 150 por tonelada. "É um preço bom para nós", disse Siani.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

GOVERNO AVALIA FUTURO DA TRANSNORDESTINA
Publicado em 07/06/2017 as 04:38 PM

Autor:        Por Daniel Rittner | De Brasília

O futuro da Transnordestina deverá ser traçado em meados de agosto.

É quando um grupo de trabalho montado pelo governo - com representantes da Casa Civil, do Ministério dos Transportes e do Ministério de Planejamento - prevê concluir sua análise sobre as perspectivas de conclusão da ferrovia, que tem trajeto de 1.720 km e corta os estados de Pernambuco, Ceará e Piauí..

Para isso, as autoridades esperam uma atualização dos estudos de viabilidade econômica do projeto e das estimativas de demanda de carga. Controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch, a Transnordestina Logística (TLSA) está tocando diretamente esse trabalho. A estatal Valec tem 41% de participação na empresa.

A atualização dos estudos é uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou o congelamento de aportes do governo na ferrovia enquanto isso não acontecer. Além disso, a TLSA prometeu entregar nos próximos meses o projeto executivo de engenharia da obra, que nunca foi feito.

Para técnicos do governo, dificilmente a Transnordestina vai ser concluída sem a entrada de um novo sócio no empreendimento. A CSN sinalizou ao Palácio do Planalto que estava em tratativas com a gigante asiática China Communications Construction Company (CCCC), mas as conversas estavam em estágio inicial e não evoluíram como o esperado pela concessionária.

Estimativas que chegaram ao Palácio do Planalto apontam a necessidade de investimentos da ordem de R$ 3 bilhões para concluir a ferrovia. Se esse dinheiro for realmente injetado, pode-se imaginar sua inauguração em 2020 - com dez anos de atraso em relação ao planejamento original. A ideia é priorizar o trecho entre o município de Salgueiro (PE) e o porto de Pecém (CE), visto como menos problemático do que o trecho Eliseu Martins (PI) a Suape (PE).

Uma possibilidade aberta com a conversão em lei da Medida Provisória 752, editada no fim do ano passado, é uma "devolução amigável" do projeto para o governo. Ainda não há negociações concretas em torno disso, mas a hipótese é considerada pelo governo como uma alternativa se a CSN não trouxer um novo sócio e nem demonstrar a viabilidade de continuar sozinha no empreendimento. Nesse caso, os atuais donos da Transnordestina receberiam uma indenização e a ferrovia seria relicitada.

Anteontem, Steinbruch deixou o conselho da ferrovia e indicou para seu lugar Pedro Brito, diretor de portos da CSN. A companhia não comenta as mudanças em análise no governo.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 06/07/2017

IRREGULARIDADES EM FERROVIA
Publicado em 07/06/2017 as 04:38 PM

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou diversas irregularidades na concessão da Ferrovia Transnordestina e deu prazo de 15 dias para que o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentem justificativas para terem permitido que o empreendimento tivesse tantas falhas.

Para o ministro relator Walton Alencar Rodrigues, faltaram informações vitais para a aprovação da obra.

Rodrigues questionou como a ANTT aprovou planilhas orçamentárias da concessionária Transnordestina Logística S/A, que apresentou, em agosto de 2014, um custo inicial de R$ 4,5 bilhões para a obra, valor que subiu para R$ 7,5 bilhões e, depois, para R$ 11,5 bilhões. “As planilhas apresentam muitas inconsistências”, disse o ministro.

O TCU observou ainda que, apesar de 90% do aporte na obra ter sido de capital público, a União tem apenas duas cadeiras no conselho de administração da concessionária, enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) tem sete. “Há uma absoluta desproporcionalidade. Além disso, a ANTT não cumpriu seu papel fiscalizador ao não verificar o andamento das obras”, disse.

Para o ministro, o poder público assumiu riscos que deveriam ser do concessionário. “Há cláusulas que aumentam os riscos para a União, regime de absoluta exceção para a concessionária”, resumiu. Questionado pelo Correio, o Ministério dos Transportes afirmou que, tão logo seja notificado, apresentará as explicações ao tribunal. A ANTT não se pronunciou até o fechamento desta edição. (SK)
Fonte : Correio Braziliense - DF
Data : 06/07/2017

MINISTÉRIOS LIBERAM R$ 6 MILHÕES PARA MACEIÓ
Publicado em 07/06/2017 as 04:37 PM

INFRAESTRUTURA. Recursos serão usados para obras emergenciais na capital por causa das chuvas
DA REDAÇÃO

Os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes vão liberar R$ 6 milhões para obras emergenciais em Maceió, além de discutir a repactuação de convênios para execução de obras de mobilidade urbana em vias federais na capital.

Em Brasília, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) se reuniu com os ministros da Integração Nacional, Hélder Barbalho, e dos Transportes, Maurício Quintella, em busca desses recursos para minimizar os danos causados pelas chuvas na capital.

“O ministro Hélder Barbalho nos garantiu a liberação inicial de R$ 6 milhões referentes a cinco áreas absolutamente críticas na cidade de Maceió. Ficamos de fechar outras 20 áreas e encaminhar o relatório, no final dessa semana, para o ministério. Vamos receber esses recursos para minimizar os danos causados pelas novas chuvas, pois precisamos eliminar as chances de novos deslizamentos, fazendo a contenção de encostas, restabelecimento do talude na barreira, e drenagem, o que vai minimizar os riscos nessas áreas, que são criticas”, disse Rui Palmeira.

No encontro com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, o prefeito lembrou que para a execução de obras nos principais corredores de transporte da cidade, Fernandes Lima e Menino Marcelo (Via Expressa), é necessária a repactuação de convênio com o governo federal, já que são rodovias federais.
Fonte : Gazeta de Alagoas - AL
Data : 06/07/2017

CAP DO PORTO DE IMBITUBA REALIZA 2ª REUNIÃO DE 2017
Publicado em 07/06/2017 as 04:37 PM

Assessoria de Comunicação

O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Imbituba (SC) reuniu, recentemente, representantes de diversos setores atuantes na relação Porto/Cidade para debater duas Normas Técnicas (NT.SSMA.11.04 e NT.SSMA.11.05), emitidas pela SCPar Porto de Imbituba. As normas visam prevenir acidentes, preservar o meio ambiente e promover a saúde e a integridade de todos que utilizam a área do porto organizado.

Na ocasião foram apresentadas as atualizações na Portaria PRE n.º 07, que dispõe sobre normas e procedimentos operacionais de prioridade, preferência de atracação e produtividade operacional.

A nova linha para Ásia, conquistada pelo Porto de Imbituba no último mês, foi mais um dos destaques da reunião. O porto do sul catarinense venceu a concorrência e passa a fazer parte de um seleto grupo de portos da América Latina que recebe navios de contêineres do mercado asiático.

Imbituba abriga o porto público com maior profundidade das regiões Sul e Sudeste do Brasil e possui condições climáticas favoráveis para a continuidade das operações. A previsão é de que os embarques da Ásia comecem em agosto.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 06/07/2017

AS AUTORIDADES PORTUÁRIAS
Publicado em 07/06/2017 as 04:36 PM

DA REDAÇÃO 05/07/2017 - 14:44 - Atualizado em 05/07/2017 - 14:57


no Porto de Santos, a Codesp, criada pela União, é a Autoridade Portuária (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

Fiscalizar ou executar as obras de construção, reforma, ampliação e melhoria das instalações em portos de todo o País estão entre as atribuições das autoridades portuárias. Elas são as responsáveis por administrar um complexo marítimo, zelando pela realização das atividades com regularidade, eficiência, segurança e respeito ao meio ambiente.

Com relação ao tráfego aquaviário, as autoridades portuárias têm a atribuição de autorizar a entrada, a saída e o trânsito de embarcações. Para isso, são ouvidas as demais autoridades do porto, como as capitanias dos portos.

No Porto de Santos, a União, criou uma pessoa jurídica específica para tal atividade, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A empresa iniciou sua atuação com as funções de administradora e operadora portuária, ou seja, cuidava da movimentação das cargas e da infraestrutura do cais, dos acessos aquaviário, rodoviário e ferroviário internos e dos serviços de abastecimento de água e energia.

Essas atividades continuaram até 1993, quando foi promulgada a Lei de Modernização dos Portos (nº 8.630), que permitiu a operação de mercadorias pela iniciativa privada e incentivou o arrendamento de áreas do complexo. Com isso, a Docas deixou a operação e se concentrou na fiscalização e na gestão do cais santista.

Suas funções só foram alteradas 20 anos depois, com a promulgação de um novo marco regulatório (Lei nº 12.815), que retirou as funções de fiscalização, planejamento e concessão (de áreas) da companhia. Essas atividades foram transferidas para a Secretaria Nacional de Portos da Presidência da República (pasta a que a Docas está subordinada) e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor).

Apesar de tradicionalmente chamada de estatal, ela é uma sociedade anônima. Seu principal acionista é o Governo Federal, que detém 99,97% de seus papéis e, por isso, tem o poder decisório.

Os 0,03% estão divididos entre mais de uma centena de acionistas. Entre eles, estão a Prefeitura de Santos, órgãos benemerentes da região, funcionários da companhia, ex-diretores, políticos, advogados, sindicalistas, empresários e representantes de entidades públicas.

As ações não são negociadas em bolsa. Elas foram adquiridas na época da criação da empresa, em 1980. Mas nesses 36 anos, alguns acionistas resolveram vendê-las ou doá-las, de modo a permitir que outras pessoas se tornassem acionistas.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 05/07/2017

ESTALEIRO - ALIANÇA BATIZA REBOCADOR
Publicado em 07/06/2017 as 04:36 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

A Aliança Navegação e Logística batizou, no Estaleiro Detroit Brasil, em Itajai (SC), o seu primeiro rebocador portuário, o Aliança Minuano.

Considerada de última geração e adequada para navios cada vez maiores, a embarcação com 32 metros de comprimento tem uma capacidade de tração estática de 70 toneladas. Até o final deste ano, o Estaleiro Detroit entregará dois outros rebocadores da mesma série: Aliança Aracati (setembro) e Aliança Pampeiro (dezembro). Mais quatro embarcações de uma série ainda mais moderna estarão disponíveis ao longo de 2019.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 06/07/2017

PORTO - ANVISA AMPLIA HORÁRIO DE ATENDIMENTO NO PORTO
Publicado em 07/06/2017 as 04:35 PM

Autor:        EAGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Restrição era uma reivindicação de despachantes aduaneiros e agentes de navegação

Desde o início desta semana, o posto portuário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou seu horário de atendimento. A unidade, que antes funcionava até as 16 horas, passa a fazer liberações dos certificados de Livres Práticas, todos os dias, das 7 às 19 horas, incluindo finais de semana e feriados.

A mudança aconteceu depois que o deputado federal João Paulo Papa (PSDB) fez uma solicitação ao Governo Federal. "É uma reivindicação justa e recorrente do pessoal que depende da Anvisa. E fundamental a agilidade deste órgão. Mostrei ao dirigente do órgão a diferença dos prazos de Santa Catarina e de Santos. A primeira liberava mercadorias em até 3 dias e aqui demorava 30. Insisti na direção nacional, pois Santos estava perdendo cargas para outros portos. Temos que competir em igualdade de condições”, explica.

“A Anvisa tinha uma inconstância grande, dependendo da época do ano. Em agosto, do ano passado, por exemplo, demorava entre 4 e 5 dias para a liberação. Depois, chegou a 35 dias, fez uma força tarefa e reduziu para 10 dias. Isso gerava um custo de armazenagem”, diz o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e região, Nívio Perez.

“O Sindamar e a Fenamar (sindicato e federação das Agências de Navegação Marítima) têm atuado fortemente em Brasília, já tem algum tempo, sobre as condições de atendimento do posto local, que possui um quadro subdimensionado para o número de escalas de navios nos últimos anos. Todas as vezes que um servidor tem que se ausentar do setor reflete na liberação das Livres Práticas e nas inspeções sanitárias de bordo”, conta o diretor geral do Sindamar, José Roque.

O representante dos despachantes aduaneiros acredita que a nova mudança seja o começo de uma melhora para o setor. “Vemos com bons olhos essa ampliação do horário e acreditamos que o atendimento deva melhorar. Teremos mais agilidade”, avalia.

Procurada para explicar o novo formato do funcionamento do posto em Santos, a Anvisa não respondeu à reportagem até o fechamento desta edição.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 06/07/2017

CODESP PREPARA BATIMETRIA DO TRECHO 1
Publicado em 07/06/2017 as 04:35 PM

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, prepara uma batimetria (levantamento de profundidades) no trecho 1 do canal de navegação.

Trata-se da região entre a entrada da Barra até o Entreposto de Pesca, que sofreu assoreamento e a consequente redução do limite do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando total-mente carregados).

A informação é do diretor de Engenharia da Docas, Hilário Gurjão. O trabalho, que e essencial para a retomada da profundidade na entrada do canal, deve ficar pronto nos próximos dias. Em seguida, os dados serão encaminhados à Capitania dos Portos de São Paulo.

Permitida a navegação de embarcações com até 13,2 metros de calado. Agora, a restrição é para navios de até 12,3 metros, em condições normais de maré.

Apesar de ser uma medida de segurança, a redução do calado trouxe prejuízos aos usuários do Porto. Além disso, navios com escala programada tiveram que rever suas operações.

Segundo o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito unidades. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 contêineres ou 5 mil toneladas de carga por viagem.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 06/07/2017

FUTURO DAS COMPANHIAS DOCAS E FUNÇÕES DAS AUTORIDADES PORTUÁRIAS SÃO TEMA DE DEBATE EM COMISSÃO
Publicado em 07/05/2017 as 05:33 PM

A Comissão de Viação e Transportes promove debate nesta terça-feira (4) sobre o futuro das Companhias Docas e sobre as funções essenciais das Autoridades Portuárias para o desenvolvimento do setor portuário nacional. O debate atende a pedidos dos deputados João Paulo Papa (PSDB-SP) e Alexandre Valle (PR-RJ).

O deputado João Paulo Papa explica que as Companhias Docas e as Autoridades Portuárias são responsáveis pela administração dos portos organizados, apoiadas pelo Conselho de Autoridade Portuária, órgão consultivo e com participação de representantes da classe empresarial, dos trabalhadores portuários e do poder público.

“É complexo este arranjo e sensível aos movimentos decorrentes do próprio desenvolvimento do País, como alterações na economia, nas leis, na política – por esse motivo, as questões relativas à administração dos portos devem ser permanentemente discutidas, visando o constante aprimoramento do setor”, afirma o parlamentar.

Foram convidados:
– o assistente de coordenação-geral de Desempenho e Tecnologia em Informações Portuárias, José Alfredo de Albuquerque e Silva;

– o secretário especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Adalberto Santos de Vasconcelos;

– o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Lirio Guterra;

– o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários, Sérgio Aquino;

– o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias, Cassemiro Tercio Carvalho;

– o diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wagner Moreira; e

– o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Adalberto Tokarski.
O debate será realizado às 10 horas, no plenário 11.
Fonte : Jornal Floripa
Data : 05/07/2017

CHINA CORTA 120 MI T EM CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DE AÇO DE BAIXA QUALIDADE NO 1° SEMESTRE
Publicado em 07/05/2017 as 05:33 PM

A China fechou mais de 600 usinas siderúrgicas que produziam aço de baixa qualidade na primeira metade do ano, reduzindo a capacidade em cerca de 120 milhões de toneladas, informou o veículo de mídia estatal China Economic Daily nesta terça-feira.

A China, maior produtora de aço do mundo, tem pressionado a produção de vergalhão de baixa qualidade com o objetivo de reduzir o excesso de oferta e ajudar a combater a poluição.
Os analistas estimam a capacidade total de produção de aço da China em cerca de 1,2 bilhão de toneladas, com um excesso anual de até 400 milhões de toneladas.

As autoridades planejam enviar equipes de inspeção em agosto para verificar os resultados dos esforços para interromper a produção de aço em pequenos fornos de baixa tecnologia e impedir a reabertura, afirmou a China Metallurgical News na semana passada.

A China pretende cortar 50 milhões de toneladas em capacidade de produção de aço em 2017 — não incluindo a capacidade de aço de baixo teor. O governo chinês disse no mês passado que já havia atingido em meados de junho 85 por cento da meta.
Fonte : Portal Uol Notícias
Data : 05/07/2017

CMA CGM VENDE 90% DO TERMINAL DE LOS ANGELES
Publicado em 07/05/2017 as 05:33 PM

A CMA CGM assinou um acordo com a EQT Infrastructure III e seu parceiro P5 Infrastructure em 1º de julho para venda de 90% de seu terminal Global Gateway South (GGS) em Los Angeles (EUA) por US $ 817 milhões.

Após a conclusão da transação, o CMA CGM continuará como acionista minoritário detentor de 10% do terminal GGS, que adquiriu no ano passado como parte da aquisição da Neptune Orient Lines (NOL) de Cingapura.

Os termos da transação preveem que a CMA CGM receba uma contraprestação adicional em dinheiro a depender do desempenho operacional e financeiro futuro da GGS.

A venda do GGS permite que a CMA CGM complete o plano de desalavancagem financeira comunicada em dezembro de 2015 após o anúncio da aquisição da NOL.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 05/07/2017

NOVO GUINDASTE DA ILP CHEGA AO PORTO DE IMBITUBA
Publicado em 07/05/2017 as 05:32 PM

O Porto de Imbituba recebeu na última sexta-feira (30/06) o novo guindaste da operadora Imbituba Logística Portuária (ILP). O equipamento, para granéis sólidos, veio de Düsseldorf, na Alemanha, e representa um investimento de 3,2 milhões de euros (aproximadamente 12 milhões de reais) na infraestrutura portuária de Imbituba.

Após a liberação dos órgãos intervenientes, o guindaste entrará em fase de testes com carga – principalmente fertilizantes, sal e coque – para efetiva entrega pelo fabricante.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 05/07/2017

PRESIDENTES DE PORTOS VISITAM O CENTRO DE CONTROLE DO VTMIS
Publicado em 07/05/2017 as 05:32 PM

Primeiro porto público do país a implantar o Sistema de Gerenciamento e Informatização do Tráfego de Embarcações (VTMIS – sigla em inglês), o Porto de Vitória recebeu, na manhã desta terça-feira (4), a visita técnica de participantes da 1ª Conferência Interferência de Portos, que acontece em Vitória. O grupo era formado por presidentes de portos públicos e arrendados, além de representantes de órgãos federais. O presidente da CODESA, Luis Claudio Montenegro, e a diretora Mayhara Chaves, acompanharam os visitantes ao Centro de Controle do VTMIS, localizado em Capuaba, Vila Velha.

Com dois potentes radares, localizados no Morro do Moreno e em Atalaia, Vila Velha, o VTMIS monitora a navegação e dá segurança ao tráfego de embarcações desde a área de fundeio, incluindo o canal de acesso ao Porto de Vitória, além dos portos de Tubarão e de Praia Mole. Seu funcionamento vai possibilitar, além da segurança, maior rapidez no fluxo de carga e ganho de tempo operacional. O sistema está integrado ao programa Porto Sem Papel (PSP) e, no mês que vem, a Marinha deve homologá-lo.

Coordenador da implantação do VTMIS no Porto de Vitória, Agostinho Sobral Sampaio explicou o funcionamento do sistema e sanou dúvidas dos visitantes. Já o presidente da CODESA fez um histórico da implantação do programa e dos modelos internacionais de uso desta tecnologia, abordando também quesitos sobre as vantagens para todos os atores que atuam no segmento portuário.

“É um processo que não tem mais volta. Estamos deixando um sistema arcaico para entrar numa nova era, digital e online, o que torna o Porto de Vitória ainda mais eficiente e seguro. Isso é inovação”, destacou Montenegro. “É um significativo avanço tecnológico para o Porto de Vitória, pois o VTMIS equipa os principais e mais movimentados terminais do mundo”, sublinhou.

No Brasil, após o Porto de Vitória, será a vez de Santos implantar o moderno sistema, o que deve acontecer no ano que vem, segundo o presidente do Porto de Santos, José Alex, que parabenizou o Porto de Vitória pelo pioneirismo entre os portos públicos do país. “A direção da CODESA está de parabéns por ser o primeiro na implantação do VTMIS. Isso é um estímulo para os portos brasileiros, pois o sistema é vital para a segurança da navegação. Santos está implantando o seu, mas as dificuldades são maiores, pois temos o triplo do tamanho do Porto de Vitória”, assinalou Alex.

Presentes ao Centro de Controle do VTMIS as seguintes autoridades: presidente das docas do RJ, Tarcísio Tomazoni; presidente das docas do Ceará, Mário Jorge; presidente do Porto de Imbituba (SC), Luiz Rogério Pupo; presidente do Porto de Itaqui (RS), Eduardo de Carvalho Lago; presidente do Porto de São Francisco do Sul (SC), Arnaldo São Thiago; Janir Souza Branco (Porto de Rio Grande-RS); Marcos Baptista (Suape-PE); José Alex e Raul Moura de Sá (Porto de Santos-SP); Mariana Pescatoria (Secretaria Nacional de Portos); diretor da ANTAQ, Francisval Mendes; assessora da ANTAQ, Jacqueline Wendpap; representantes do TCU, Alessandro Belo e Marcelo Gonçalves; Douglas Koeller (Receita Federal).

Após a visita, o grupo se dirigiu ao Hotel Golden Tulip, em Vitória, quando discutiram mais detalhes sobre a implantação do VTMIS no Porto de Vitória e em outros portos do país. No mesmo local acontece a 1ª Conferência Interferência de Portos, que foi aberta ontem (3) e termina nesta quarta-feira (5).
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 05/07/2017

CÂMARA DA AEB PROMOVE DEBATE SOBRE AÇÕES PARA INCREMENTO DA REGIÃO PORTUÁRIA E PORTO DO RIO
Publicado em 07/05/2017 as 05:31 PM




A Câmara de Logística Integrada da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) realizou, na sede da entidade, reunião em que as questões relacionadas ao incremento das atividades da região portuária e do Porto do Rio de Janeiro e a importância das ações inerentes a sua atividade para a economia da cidade e do estado do Rio de Janeiro foram os principais temas em pauta.

O encontro contou com a presença de Marcelo Rotemberg, superintendente Regional do Centro do Rio de Janeiro, que representou o prefeito Marcelo Crivella. Na ocasião, ele apresentou as propostas da Prefeitura para a região portuária, entre as quais está a de assumir a administração do Porto do Rio, que hoje é feita pela Cia. Docas.  Ele manifestou a posição do governo municipal de ter uma participação mais presente nas discussões e decisões relacionadas ao setor de comércio exterior.

“Estamos abertos ao diálogo. A Prefeitura quer ser parceira do setor exportador, pois as atividades do Porto do Rio são fundamentais para a recuperação econômica, não só da cidade, mas também do estado”, pontuou.

Marintec
A gerente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Auxiliadora Rego, abordou os aspectos positivos do Decreto 9.048/2017. De acordo com ela, a partir da assinatura do decreto, a expectativa é de que haja maior investimento privado, assim como maior flexibilidade às operações portuárias.

Ainda segundo a executiva, com o novo decreto haverá necessidade de revisão de algumas normas oriundas da antiga SEP e da Antaq, e esse é um dos desafios do órgão para oferecer maior agilidade ao segmento.

O coordenador de Estudos Econômicos do Rio de Janeiro da Firjan, Willian Figueiredo, Apresentou um panorama da situação econômica do estado e do município do Rio e os impactos para o comércio exterior brasileiro. Segundo Figueiredo, ambos têm papel fundamental para o setor, porém aspectos negativos da conjuntura têm abalado de sua economia.

“O estado do Rio é o terceiro em exportações e o segundo em importações no ranking nacional, graças a sua indústria bastante diversificada. Os produtos fluminenses entram e saem, sobretudo, por portos e aeroportos do Rio. Por isso a importância de se investir nesses modais, que têm papel fundamental para a economia do estado e do município”, destacou.

“Entre 2013 e 2016 houve uma queda de arrecadação de ISS na movimentação do Porto do Rio de 61%, passando de R$ 96 milhões para R$ 38 milhões”, frisou.

Eficiência logística e competitividade foi a tônica da apresentação do subscretário de Estado de Transportes, Delmo Pinho, que aproveitou a presença do representante da Prefeitura para levantar os problemas referentes ao bom funcionamento do Porto do Rio e citou problemas como os relacionados ao acesso e a falta de “truck center” para atender aos caminhoneiros.

Outro ponto negativo abordado por Pinho foi a da infraestrutura utilizada na nacionalização de cargas do Rio de Janeiro, que teve uma queda acentuada na comparação com outros estados da federação.

Ele sugeriu ainda uma ação junto à Prefeitura para discutir sobre como capturar cargas que entram pelo Porto de Santos, mas que tem como destino o Rio de Janeiro, tais como produtos químicos, por falta de terminais de armazenamento, e veículos blindados.

A criação do Distrito Logístico e Industrial do Caju foi a proposta apresentada pela advogada Gracília Portela, da Câmara Brasileira de Contêineres (CBC), segundo o estudo elaborado pela entidade. O documento apresenta uma proposta para o desenvolvimento do Porto do Rio e para a melhoria da qualidade de vida da população do bairro do Caju. De acordo com Gracília, a logística portuária no Rio de Janeiro é a maior arrecadadora de ICMS do estado e a terceira maior geradora do país.

A proposta aponta que os investimentos em infraestrutura totalizariam R$ 1,2 bilhão, com expectativas de aumento da atividade do setor para 25 mil toneladas anuais até 2018.

“Apenas a execução integrada dos projetos de valorização urbana de acessibilidade logística e de expansão da capacidade do porto evitará a ocorrência de conflitos entre os programas, garantindo que todos atinjam plenamente seus objetivos”, destacou.

“O Transporte de carga e sua conexão com o comércio, indústria e turismo” foi o tema da apresentação do assessor da presidência da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), Sérgio Vianna. Segundo ele, o modal rodoviário movimenta toda a riqueza do Brasil, participa com 15% do PIB do país. São 150 mil empresas, 1,5 milhão de caminhoneiros e 3,5 milhões de empregos. “Isso mostra a importância do setor, que no município do Rio necessita de mais investimentos. A Fetranscarga está atenta a essa necessidade e propõe tornar o Rio um centro de excelência em serviços e logística com a criação no município de uma Zona Internacional de Serviços-Logística”, sugeriu.

De acordo com a Fetranscarga, o ordenamento urbano da Região Portuária, obras de acesso ao Porto do Rio, o restabelecimento da segurança pública para evitar o grande número de roubo de cargas, assim como buscar o apoio dos governos estadual e municipal nos diversos temas voltados à área de infraestrutura logística de carga e de pessoas são alguns dos desafios a serem enfrentados para a efetivação do Rio como um polo internacional de logística.

O presidente da AEB, José Augusto de Castro, aproveitou a ocasião para convocar os presentes a participarem do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2017), dias 9 e 10 de agosto, no Rio. Manifestou também a necessidade urgente de aprovação das reformas em discussão pelo governo, principalmente a tributária, que será pauta da apresentação do deputado Luiz Carlos Hauly, relator do projeto que tramita no Congresso, que será o convidado especial do lançamento oficial do evento, dia 3 de julho, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Marcelo Hodge Crivella esteve presente ao encontro, que foi presidido pelo coordenador da CLI/AEB, Jovelino Pires, e propôs a criação de um grupo de trabalho junto à Prefeitura para discutir as diversas demandas para incrementar o setor de logística do município.

O vice-presidente da AEB, Carlos Portella, enfatizou a importância da participação de um representante da Prefeitura no Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto do Rio, como forma de fazer com que as demandas dos diversos agentes que compõem a estrutura portuária possam chegar mais rapidamente ao executivo municipal. O encontro aconteceu na sede da AEB e contou com a presença de cerca de 50 participantes.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 05/07/2017

ACIONISTAS DA CSN APROVAM COMPOSIÇÃO DO CONSELHO COM 7 MEMBROS
Publicado em 07/05/2017 as 05:31 PM

Em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada nesta segunda-feira, 3, os acionistas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) definiram que o conselho de administração da companhia será composto por sete membros.

Foram eleitos para o colegiado Fabiam Franklin, Benjamin Steinbruch, Fernando Perrone, Yoshiaki Nakano, Antonio Bernardo Vieira Maia, Léo Steinbruch e José Eduardo Lacerda Soares. Eles terão mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2019. (Estadão Conteúdo)
Fonte : Exame
Data : 05/07/2017

MINÉRIO DE FERRO ENFRENTARÁ VOLATILIDADE EXTREMA POR ALGUNS ANOS
Publicado em 07/05/2017 as 05:31 PM

Os mercados de minério de ferro terão um caminho muito irregular nos próximos anos, marcado por oscilações significativas de preço em meio à reestruturação da indústria siderúrgica da China, segundo a desenvolvedora de uma mina de US$ 3,7 bilhões planejada para a Austrália.

“A volatilidade extrema será uma característica do mercado por pelo menos um ou dois anos”, disse Andrew Stocks, diretor-gerente da Iron Road, que tem como parceira no projeto de mina, porto e ferrovia a China Railway Group, a segunda maior construtora de infraestrutura do mundo. “Não devemos ter medo disso, simplesmente é assim.”

O minério de ferro passou de bear market para bull market em três meses, recuperando-se da mínima anual de US$ 53,36 por tonelada registrada no mês passado com um aumento impulsionado pela ampliação das aquisições por usinas da China para reabastecer estoques, sendo que o minério de qualidade superior está em demanda. Essa volatilidade é o resultado da transição do mercado chinês para uma fase de produção mais limpa e enxuta, segundo Stocks, que projeta preços médios de cerca de US$ 70 por tonelada a longo prazo.

“Há uma quantidade considerável de minério de ferro pelo mundo”, disse ele em entrevista, em 29 de junho. Esse excesso de oferta gerou estoques recorde nos portos e usinas que poderão demorar um ano para voltar a um nível razoável, disse ele.

Na semana passada, a BHP Billiton disse esperar a suavização da volatilidade recente. A adição de oferta de baixo custo das rivais, incluindo o projeto S11D da Vale, provocará menos choques curtos e acentuados no preço, disse a mineradora. O Goldman Sachs afirma que os preços se dirigem para baixo e o Citigroup prevê queda de volta à casa dos US$ 40.

O minério com 62 por cento de teor ferroso entregue em Qingdao subiu cerca de 20 por cento em relação ao menor patamar do ano, registrado no mês passado, e é negociado perto do nível mais elevado visto desde o início de maio. Os preços estavam em US$ 64,29 a tonelada na segunda-feira, segundo a Metal Bulletin.

A Iron Road está negociando com o Banco de Desenvolvimento da China, com o Industrial and Commercial Bank of China e com o China Construction Bank o fornecimento de até US$ 3 bilhões em financiamento para o projeto, que produzirá cerca de 20 milhões de toneladas por ano de concentrado de ferro, um produto de qualidade superior, por pelo menos 25 anos. A decisão pode ser tomada em seis a nove meses, disse Stocks. (Versão em português: Fernando Travaglini/Bloomberg)
Fonte : InfoMoney
Data : 05/07/2017

COM ALTA GENERALIZADA, INDÚSTRIA TEM MELHOR RESULTADO PARA MAIO EM 6 ANOS
Publicado em 07/05/2017 as 05:30 PM

Postado por admin em jul 5, 2017 em Indústria Metalmecânica e Eletroeletrônica Comentários desativados em Com alta generalizada, indústria tem melhor resultado para maio em 6 anos

A produção da indústria brasileira cresceu 0,8% em maio, na comparação com o mês anterior, informou nesta terça (4) o IBGE. Foi o melhor resultado para o mês desde 2011 e o segundo consecutivo de alta —em abril, segundo dado revisado pelo instituto, a indústria cresceu 1,1%.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 4%. Nos cinco primeiros meses de 2017, a produção industrial acumula alta de 0,5%.

“Há claramente um predomínio de taxas positivas e todas as categorias econômicas registraram crescimento”, afirmou o coordenador da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, André Macedo, destacando que maio de 2017 teve o perfil mais disseminado de crescimento da indústria brasileira desde julho de 2014.


Ele disse, porém, que é preciso ter cautela com o resultado, destacando que a indústria brasileira ainda está no patamar de fevereiro de 2009 e que o crescimento acumulado no ano se dá sobre uma queda de 9,3% no mesmo período do ano anterior.

“É claro que, com dois meses seguidos de crescimento e com espalhamento pelas atividades, dá um alívio, mas está longe de garantir que seja uma trajetória de crescimento sustentável para o setor industrial”, comentou.

Entre as categorias, a maior alta na comparação com o mês anterior se deu nos bens de consumo duráveis (6,7%), com forte impacto da produção de automóveis, que já vem registrando resultados positivos desde o primeiro trimestre, motivado pelas exportações.

A menor, nos bens intermediários (0,3%). A categoria de bens de capital, que é um indicador do investimento no país, registrou alta de 3,5%, puxada pela produção de caminhões e máquinas agrícolas.

Entre os 24 ramos pesquisados pelo instituto, 17 registraram alta no mês, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 9%.

Também tiveram contribuição positiva os segmentos de produtos alimentícios (2,7%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e higiene pessoal (4%), sempre na comparação com o mês anterior.

Já do lado negativo, contribuíram os segmentos de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,6%). Os dois segmentos havia crescido em abril.

Na comparação anual, houve crescimento em 18 dos 26 ramos pesquisados, com alta na produção de 59% dos 805 produtos, o maior número desde abril de 2013.

As maiores contribuições, nesta base de comparação, foram novamente veículos automotores, com alta de 27,9%, máquinas e equipamentos (8,9%), indústrias extrativas (2,8%) e produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (25,9%, puxado por televisores e celulares).

Macedo frisou, porém, que o comportamento da produção industrial ainda é “errática” e se dá sobre uma base deprimida no ano passado.

“Permanece um ambiente de incerteza no campo político que traz também incertezas no ambiente econômica principalmente quando se fala em decisões de investimento e no consumo das famílias”, afirmou.

No acumulado de 12 meses, produção industrial brasileira ainda registra queda, de 2,4%. O valor, porém, é menor do que o verificado em meses anteriores. Em maio, pela primeira vez desde 2014, a produção de bens de capital e de bens de consumo duráveis atingiram taxas positivas em 12 meses.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 05/07/2017

PORTO - PREFEITURA ASSUME SERVIÇOS NO PORTO
Publicado em 07/05/2017 as 05:29 PM

Autor:        JONATHAN FERREIRA - jonathan.ferreira@odia.com.br

Concessionária que cuidava da conservação na região cobra do município dívida que totaliza R$ 68 milhões

A Prefeitura do Rio assume hoje parte dos serviços até então sob responsabilidade da concessionária Porto Novo, formada pelas construtoras OAS, Odebrecht Infraestrutura e Carioca Engenharia.

A medida foi tomada após a concessionária anunciar, na segunda-feira, que deixaria de prestar os serviços de conservação, de coleta de lixo, de construção de novas infraestruturas, de limpeza das vias e de ordenamento de trânsito na Região Portuária, por conta de uma dívida da prefeitura referente a um atraso nos repasses mensais entre os meses de janeiro e junho deste ano, totalizando R$ 68 milhões. A Porto Novo, que cobra o valor na Justiça, declarou que em acordo firmado nos últimos dias da gestão de Eduardo Paes (PMDB), em dezembro de 2016, o então prefeito teria assinado um aditivo contratual com a empresas e comprometendo a destinar a ela R$ 13 milhões mensais.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), Antonio Carlos Barbosa, afirmou que a assinatura do documento por Paes foi crime de responsabilidade. "O ex-prefeito não podia deixar para a administração seguinte uma despesa não orçamentada. O contrato foi assinado no dia 28 de dezembro, ou seja, no final de sua gestão", reclamou.

Barbosa afirmou, ainda, que a dívida com a Porto Novo é do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, que é administrado pela Caixa Econômica Federal. O banco adquiriu, por meio de um leilão, o direito de negociar os Certificados do Potencial Adicional de Construção (Cepacs), que são títulos emitidos pelo município e vendidos a investidores interessados na construção de prédios na região portuária acima da metragem quadrada de seus terrenos.

Os valores recolhidos com a venda dos Cepacs são revertidos para o fundo administrado pelo banco. No entanto, alegando falta de liquidez, a Caixa suspendeu os repasses à concessionária que seriam oriundos desse fundo. "A obrigação de gerar liquidez financeira para o negócio é da Caixa. O banco está fugindo de sua responsabilidade", reclamou.

A Porto Novo afirma que só manterá a operação dos túneis Marcello Alencar e Rio 450.
Fonte : O Dia - RJ
Data : 05/07/2017

INDÚSTRIA CRESCE 0,8%, COM AVANÇO NA MAIORIA DOS SETORES
Publicado em 07/05/2017 as 05:29 PM

O Globo - MARCELLO CORRÊA marcello.correa@oglobo.com.br

Aumento da produção fica mais disseminado, alcançando 59% das atividades

Setor avança 0,8% em maio, com alta disseminada pela maioria das atividades. A indústria brasileira deu sinais de que se recupera com um pouco mais de fôlego, mas a incerteza política pode colocar essa trajetória em risco. Em maio, o setor registrou alta de 0,8%, frente a abril — segundo avanço consecutivo nesse tipo de comparação e o melhor resultado para o mês desde 2011. Em relação ao ano passado, a alta foi de 4%. Os dados vão além do sobe e desce que caracteriza o setor nos últimos meses, principalmente porque, aos poucos, os resultados positivos começam a aparecer em mais atividades. Em maio, 59% dos 805 itens pesquisados pelo IBGE tiveram alta de produção na comparação com o ano anterior, a maior abrangência desde abril de 2013. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem pelo instituto.



A disseminação de resultados positivos foi observada nos dois principais tipos de cálculo, tanto em relação a abril, como na comparação com maio do ano passado. Frente a abril, 17 dos 24 ramos acompanhados registraram alta. Foi a maior proporção de segmentos em crescimento desde julho de 2014, quando 19 grupos registraram avanço. A análise das chamadas grandes categorias econômicas também reforça essa tendência: todos os quatro grandes setores da indústria — bens de capital, intermediários, duráveis e semi e não duráveis — avançaram, tanto frente a abril como em relação a maio de 2016.

Para analistas, esse perfil reforça a expectativa de que a indústria, após três anos de queda, fechará 2017 em alta.

— O dado de maio mostrando mais uma alta, com a maior parte das atividades econômicas em crescimento e o avanço dos bens duráveis e de capital, já permite falar em uma recuperação mais disseminada. O sinal que observamos dos dados de abril e maio é uma recuperação da indústria — avalia Artur Manoel Passos, economista do Itaú Unibanco.

ALTA PUXADA PELA PRODUÇÃO DE AUTOMÓVEIS
Apesar da alta mais generalizada, os números de maio foram influenciados principalmente pelo desempenho da fabricação de automóveis. A produção de veículos avançou 9% na comparação com abril. Em relação a maio do ano passado, o segmento também se destacou como a principal alta, de 27,9%. Por trás dos números, estão fatores como aumento das exportações e tímida melhora no mercado interno, na avaliação de Passos, do Itaú.

— O setor de automóveis tende a ser mais prócíclico, contrai mais forte na recessão e cresce mais forte na recuperação. Ele pode continuar a ter desempenho superior aos demais setores. Mantendo-se essa retomada, supondo que não haja impacto relevante da crise política, o setor de automóveis pode continuar vindo forte — destacou o economista.

Eé acrise política a principal incógnita apontada por analistas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), a confiança da indústria recuou 2,8 pontos em junho, para 89,5 pontos. A sondagem é uma das bases por trás da expectativa negativa de analistas para junho. O Itaú estima que a produção industrial recuou 0,7% no mês passado, frente a maio. Já aLCA Consultores calcula queda de 0,8%, na mesma base de comparação.

Parte dessa retração da confiança está associada ao efeito JBS. O dado de junho será o primeiro após a divulgação da delação do empresário Joesley Batista, que envolveu o presidente Michel Temer nas investigações da Operação Lava-Jato. As acusações vieram à tona em 17 de maio e, portanto, não influenciaram completamente os dados daquele mês.

— Esse resultado de maio é de um contexto diferente do que estamos vivendo agora. Em junho, já veremos o peso da delação. E não foi só a expectativa que piorou. A ociosidade aumentou, o estoque piorou, e a confiança caiu de forma disseminada — destaca Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV.

Os riscos ao setor vão além dos desdobramentos da turbulência política. Analistas também destacam pontos fracos, como o fato de que o crescimento acumulado entre abril e maio, de 1,9%, é praticamente anulado pela queda de 1,6% em março. “Esse desempenho traz consigo um conjunto de pontos fortes e fracos, que sugere que a recuperação industrial ainda é um jogo que está sendo jogado e que nada está garantido quanto ao crescimento industrial deste ano”, destacou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Já o gerente da coordenação da indústria do IBGE, André Macedo, lembrou que o setor ainda opera em patamares baixos.

— É claro que é uma melhora de ritmo. Mas é preciso relativizar esse crescimento em função da queda importante no mês de março e das perdas acentuadas que o setor teve no passado. E, quando observamos o patamar de produção, o setor ainda está em fevereiro de 2009. Em termo de distanciamento do seu ponto mais elevado na série histórica, em junho de 2013, a diferença é de 18,5% — avalia Macedo.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 05/07/2017

PEQUENAS EMPRESAS DO PAÍS ESPERAM IMPACTOS DA INFLAÇÃO PARA INVESTIR
Publicado em 07/05/2017 as 05:28 PM

São Paulo – Apesar de mais otimistas, os proprietários de pequenos negócios ainda estão cautelosos e esperam pelos reflexos mais positivos da inflação na economia. A perspectiva é que, em meio à incerteza e à ociosidade, investimentos nos negócios venham apenas em 2019.

O Índice de Confiança do Pequeno e Médio Empresário (IC-PMN) do centro de estudos em negócios do Insper, com apoio do Santander, registrou 65,2 pontos (quanto mais próximo de 100, maior a confiança) para este terceiro trimestre, leve alta de 0,2% em relação ao observado de abril a junho.

De acordo com o professor e pesquisador responsável pelo indicador do Insper, Gino Olivares, o resultado sugere uma “estabilidade” na atividade econômica, reflexo do compasso de espera do pequeno e médio empresário.

“O mercado financeiro sofreu com o ambiente político, mas o impacto na economia real é bem menor”, afirma Olivares. “Para esses empresários são outros fatores, como inflação e desemprego, que ditam o sentimento de confiança”, disse ao DCI.

Ele reforça que, além da menor projeção de inflação para 2017 (3,8% contra os 4% de antes), os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também mostraram a segunda queda consecutiva no desemprego no mês de maio.

“São esses fatores que influenciam a tomada de decisão dos empresários e o que explica os números mais surpreendentes em relação a investimento”, pondera Olivares.

Ainda segundo o Insper, a maioria (49,9%) dos empreendedores não pretendem investir em seus negócios nos próximos três meses. Em segundo lugar, porém, vem a alta intenção de expansão dos negócios, com 30,5% dos casos.

“É difícil falar um único fator de impacto porque a economia é dinâmica, mas é importante que os micro e pequenos empresários estejam cautelosos”, avalia a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Marcela Kawauti.

“Este ano está melhor do que 2016, mas ainda não vimos uma recuperação sólida o suficiente. Esse cuidado a mais garante que nenhuma expectativa seja frustrada em um ambiente sem margem de manobra”, acrescenta Kawauti.

Na mesma linha, o indicador de confiança do micro e pequeno empresário do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), embora tenha recuado 5,8% em junho ante maio (de 49,8 pontos para 46,9 pontos), apresentou um aumento de 9,3% em relação a igual mês de 2016 (42,9 pontos).

“Seria melhor se não tivéssemos as questões políticas, mas isso ainda não impactou definitivamente a percepção dos pequenos empreendedores”, pondera Olivares, e acrescenta que, como os benefícios da inflação e dos juros ainda não apareceram, “agora é esperar para ver o que vai acontecer”.

“Farol baixo”
Ainda em relação às projeções para as micro e pequenas empresas, os especialistas entrevistados pelo DCI declaram que esse meio termo entre otimismo e cautela são porque o mercado não é completamente insensível ao noticiário doméstico e, caso a crise política se estenda, essa confiança pode, sim, ser abalada.

“Antes de estourar as delações em maio, a crença era que o segundo semestre traria o começo de melhora, mas quando o empresário enxerga que isso foi postergado pelo cenário político, a confiança acaba caindo”, observa Kawauti, economista-chefe do SPC.

Tanto que, mesmo com o indicador do birô de crédito apontando que 53% dos entrevistados declaram que houve piora nos negócios, 41% ainda estão confiantes no futuro da economia e 40% acredita que seu faturamento irá crescer nos próximos seis meses.

Da outra ponta, o índice do Insper mostra que a categoria Empregados demonstrou o maior otimismo, com alta de 2,1% ao somar 58,13 pontos. Em seguida vieram Lucro (+1,3% para 69,9 pontos); Investimento (+0,8% para 61,7 pontos) e Faturamento (+0,6% para 70,8 pontos).

Além disso, quando separados por região, o indicador do Insper revela que a maior alta da confiança foi no Centro-Oeste (+4,7% para 67,8 pontos), enquanto Sudeste foi a única que demonstrou queda (-2,5%, para 64,1 pontos).

“A evolução do emprego e do investimento dão fôlego, mas o pequeno empresário ainda deve trabalhar com farol baixo, porque a recuperação, quando acontecer, não será exuberante”, diz Olivares.
“Existem fatores positivos, mas ainda corremos o risco de começar o próximo emendando a crise política e o período de eleição presidencial. É difícil marcar data de recuperação”, conclui Marcela, do SPC.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 05/07/2017

TCU VÊ SOBREPREÇO E BAIXA QUALIDADE EM OBRA DO PORTO FLUVIAL DE EIRUNEPÉ
Publicado em 07/05/2017 as 05:28 PM

A construção de terminal fluvial em Eirunepé, cidade às margens do rio Juruá, no EstadodoAmazonas, teve sobrepreço de R$ 7,3 milhões, o que equivale a, aproximadamente, 25% do valor da obra, que foi orçada em R$ 27,1 milhões. Além do sobrepreço, o Tribunal de Contas da União (TCU) também verificou que o projeto executivo da obra estava desatualizado e os serviços foram executados com qualidade deficiente.

A obra é um convênio firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Estado do Amazonas, e tem como intermediária a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). O terminal se destina à atracação de embarcações para o transporte de mercadorias, cargas e pessoas. Do valor original de R$ 27,1 milhões, R$ 838 mil são de contrapartida estadual e o restante, utiliza recurso federal. O empreendimento já teve, anteriormente, recomendação de paralisação pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os trabalhos foram divididos em dois serviços principais. No estaleiro de Manaus será construído um cais flutuante, com estruturas de acesso. Em Eirunepé, será implantado um terminal de passageiros. O TCU constatou irregularidades como sobrepreço, projeto executivo deficiente ou desatualizado e execução de serviços com qualidade deficiente. O sobrepreço identificado foi decorrente tanto de preços excessivos frenteao mercado, em R$ 5,8 milhões, quanto de quantitativos inadequados, no valor de R$1,5 milhão. Os preços acima de mercado foram praticados em itens como beneficiamento e aquisição de aço naval, pintura de tanques de flutuabilidade e tratamento de estruturas metálicas navais.

Já o sobrepreço por quantidades é decorrente do cálculo utilizado para contabilizar o tempo gasto no transporte aquaviário de insumos e equipamentos entreManaus eEirunepé. O projeto considerou, para fins orçamentários, que uma viagem de ida e volta tomaria 38 dias, entre vazantes e cheias. Para o TCU, o orçamento básico, no entanto, deveria ter considerado a média ponderada dos tempos de duração do deslocamento em ambas as épocas.
Fonte : Diário do Amanonas - AM
Data : 05/07/2017

INFLAÇÃO MENOR AINDA NÃO AFETA NEGÓCIOS DE PEQUENAS EMPRESAS
Publicado em 07/05/2017 as 05:28 PM

A queda de quase três pontos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro até maio – que desacelerou de 6,29% para 3,6% no período – ainda não foi percebida pela maioria de pequenas e médias empresas como um fator positivo para suas atividades. É o que mostra o Índice de Confiança do Pequeno e Médio Empresário (IC-PMN), elaborado pelo Insper em parceria com o Santander e divulgado com exclusividade ao Valor.

Entre 1.292 gestores do comércio, indústria e serviços entrevistados em junho, 39,2% afirmaram que a perda de fôlego da inflação não tem efeito sobre os negócios. Na média, 20% avaliam que os preços mais comportados resultarão em redução de custos, enquanto para 18,7% dos pesquisados o movimento implica estabilidade dos negócios. As duas respostas menos citadas foram aumento nas vendas (13,5%) e possibilidade de investimentos e empréstimos (6,7%).

A proporção elevada de companhias de pequeno e médio porte que julgam não serem afetadas pela inflação menor foi uma surpresa, diz Gino Olivares, professor do Insper e responsável pelo indicador. “Esperávamos uma resposta mais positiva”, afirmou, o que pode não ter ocorrido ainda, segundo ele, porque a desinflação foi recente e rápida. “A surpresa favorável com a inflação foi grande e num período curto. Não podemos chegar à conclusão que a inflação não afeta os negócios dessas empresas.”

Segundo Olivares, o primeiro benefício direto da descompressão inflacionária é o aumento do poder de compra da população, com a recomposição de renda que ocorre mesmo com os reajustes nominais mais contidos. Os dados mais recentes de mercado de trabalho já mostram essa tendência, que, se continuada, vai se transformar em maior nível de consumo.
Na edição de junho da pesquisa, 14,5% das firmas do ramo do comércio disseram esperar vendas maiores como resultado da inflação mais comedida. Nos serviços e na indústria, essa fatia foi mais reduzida, de 12,3% e 12,2%, respectivamente. Para o professor do Insper, o resultado faz sentido. “O comércio vai sentir primeiro os ganhos reais de salário, que terão impacto positivo sobre as vendas.”

Outro efeito favorável da inflação mais baixa, de acordo com Olivares, é a redução de custos, mais mencionada por empresários do ramo industrial (25,2%). Embora a pergunta sobre inflação se refira ao índice ao consumidor, ele observa que os Índices Gerais de Preços (IGPs), que indexam contratos e contêm a evolução dos custos ao produtor, estão em terreno negativo. Nos 12 meses até junho, o IGP-M acumula recuo de 0,78%.

Olivares acrescenta que a inflação em declínio abre espaço para juros menores, o que contribui positivamente com o nível de atividade em um segundo momento. Ainda assim, ele acredita que a recuperação da economia está longe de ser consolidada, porque a capacidade ociosa é muito alta.

Entre a edição de março e a de junho da enquete, o IC-PMN subiu 0,2%, para 65,2 pontos, comportamento que o Insper avalia como sinal de estabilização da economia. “Podemos interpretar esse resultado como uma pausa que o pequeno e médio empresário está fazendo para analisar com mais calma a evolução do cenário econômico”, comentou Olivares.

Para o professor, a crise política desencadeada após as delações da JBS, envolvendo o presidente Temer, deve ter menos impacto na “economia real” do que nos preços de ativos. “A atividade parou de piorar, e o evento de 17 de maio não mudou muito esse quadro.”
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 05/07/2017

PARA BC, NOVA META DE INFLAÇÃO JÁ SE REFLETE NAS EXPECTATIVAS
Publicado em 07/05/2017 as 05:28 PM

O Banco Central (BC) destaca que a nova meta de inflação, fixada em 4,25% para 2019 e 4% para 2020, já se refletiu nas expectativas do mercado. Em seu mailing chamado “Conexão Real”, a autoridade monetária aponta que após o anúncio das metas, na quinta-feira da semana passada, as expectativas de mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020, captadas pela Pesquisa Focus, foram revisadas, passando de 4,25% para 4,0%. Para 2019, as estimativas já estavam em 4,25% desde o começo abril.

Na prática, diz o BC, a revisão das projeções indica que os analistas do mercado financeiro acreditam que o Banco Central conduzirá a inflação de 2020 para os 4%, como definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Na avaliação do chefe-adjunto no Departamento de Política Econômica do BC, Renato Baldini, os agentes econômicos têm percebido o compromisso do BC em conter a inflação, o que explica o efeito sobre as expectativa.

“Não se trata de um simples anúncio. O sistema de metas e a comunicação transparente do BC com o público diminuem as incertezas quanto ao futuro da inflação e indicam aos agentes o alvo a ser perseguido”, diz Baldini.

Ainda de acordo com Baldini, é muito importante balizar e coordenar as expectativas futuras de acordo com as ações realizadas no presente, porque elas influenciam a própria inflação.
“À medida que são projetadas taxas de inflação mais baixas para o futuro, o mercado passa a trabalhar com essas expectativas para os seus próprios negócios.”

Baldini explica que um empresário, por exemplo, que precisa equilibrar constantemente suas receitas e despesas, tende a reajustar os preços dos serviços e produtos com base nas expectativas de inflação.

“Se os empresários, trabalhadores e a sociedade como um todo acreditam que a inflação terá um nível mais baixo no futuro, isso ajuda de fato a ocorrer”, define. “Embora muito importante, esse não é o único fator. Além disso, para que as expectativas se cumpram, é preciso que as políticas monetárias e fiscais sejam bem conduzidas”, ressalta.

Para o BC, a redução da meta deve possibilitar inflação e juros nominais mais baixos. Com taxas menores de inflação, têm-se efeitos diretos e positivos para o crescimento econômico, como maior previsibilidade, ampliação dos horizontes de planejamento dos investidores e principalmente a preservação do poder de compra da população em geral.

“O impacto social de uma inflação controlada é relevante. As classes com renda mais baixa se beneficiam mais da queda da inflação, pois não conseguem se proteger num cenário com inflação”, destaca Baldini.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 05/07/2017

PARA BARRAR PROCESSO, TEMER RECEBE 7 SENADORES E 27 DEPUTADOS FEDERAIS
Publicado em 07/05/2017 as 05:27 PM

Autor:        Por Andrea Jubé e Bruno Peres | De Brasília

O presidente Michel Temer cumpriu ontem uma agenda com dezenas de encontros com parlamentares, sendo 27 deputados federais, incluindo líderes, e 7 senadores.

Nos últimos dias, Temer também se reuniu com presidentes de partidos e ministros que exercem influência sobre suas bancadas. O presidente articula a rejeição da denúncia apresentada contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva, na Câmara dos Deputados, que deve ser votada na semana que vem pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e ainda este mês em plenário.

Entre os recebidos esteve o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que é irmão do ex-ministro da secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, preso na tarde de segunda. Temer também se encontrou com os deputados Paulo Maluf (PP-SP) e Luiz Fernando Faria (PP-MG), integrantes da CCJ. O primeiro compromisso de ontem, às 8 horas, foi com o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), outro titular da Comissão que votará o relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) sobre o mérito da denúncia. Ele tinha encontros previstos até 21h30.

Ao todo, Temer reuniu-se com seis titulares da CCJ: Evandro Gussi (PV-SP), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Darcísio Perondi (PMDB-RS), além de Maluf, Faria e Fonseca. E com os suplentes Beto Mansur (PPS-SP), Carlos Marun (PMDB-MS), Lelo Coimbra (PMDB-ES), Roberto de Lucena (PV-SP) e Rogério Mendonça Peninha (PMDB-SC).

Ainda ontem, no âmbito das articulações que também miram o enfraquecimento político de seu acusador, o procurador geral da República Rodrigo Janot, o presidente reuniu-se com o relator do parecer sobre a indicação para substitui-lo da subprocuradora-geral da República Raquel Dodge no Senado, Roberto Rocha (PSB-MA). O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), quer votar a indicação de Raquel Dodge antes de 17 de julho.

Eunício assume a Presidência da República na ausência de Temer, que embarca amanhã para a reunião de líderes do G-20 na Alemanha. Como o segundo na linha sucessória, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), viaja para a Argentina no mesmo período, caberá ao presidente do Congresso assumir o comando do Executivo.

Temer avoca para si as negociações, sem intermediários. É por meio do corpo-a-corpo com os deputados que pretende garantir os votos necessários para o arquivamento da peça acusatória. Simultaneamente recorre aos tradicionais expedientes de presidentes em dificuldades: a liberação de emendas parlamentares e a distribuição de cargos.

Há duas linhas de articulação em andamento. De um lado, Temer tem o capital político pessoal de ter sido três vezes presidente da Câmara - Casa que irá julgá-lo. O outro argumento é de que se tornou "vítima" de uma ofensiva acusatória do "Partido da Justiça", que teria como alvo toda a classe política.

Ainda na agenda de ontem, Temer recebeu o coordenador da bancada de São Paulo, deputado Luiz Lauro Filho, da ala do PSB leal ao governo. A bancada paulista é a maior da Câmara, com 70 integrantes. E comandou reunião sobre o Avançar - o novo programa de infraestrutura -, com cinco líderes governistas.

Temer deu início à ofensiva de articulação desde a apresentação da denúncia. O governo quer apressar a votação, para que seja realizada antes do recesso. Contudo, não há garantia de que a CCJ vá acelerar a tramitação da matéria.

Nos últimos dias, ele se reuniu com presidentes de partidos e com o ex-deputado Valdemar Costa Neto, comandante de fato do PR, que cumpriu pena após o julgamento do mensalão, e o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, que foi líder da bancada na Câmara. Temer recebeu o presidente do PTB, Roberto Jefferson, outro sentenciado pelo mensalão, junto com a filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que é titular da CCJ.

Na quarta-feira, Temer comandou reuniões com líderes e presidentes de frentes parlamentares que, juntos, representam mais de 300 deputados.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 05/07/2017

DEPUTADOS E REPRESENTANTES DO SETOR PORTUÁRIO DEFENDEM DESCENTRALIZAÇÃO DA GESTÃO DOS PORTOS PÚBLICOS
Publicado em 07/05/2017 as 05:27 PM

O argumento é que a administração deve ficar por conta das respectivas Companhias Docas e autoridades portuárias nos estados e municípios.

Uma das reclamações é que a Lei dos Portos (12.815/13) enfraqueceu as Docas, tirando delas uma série de tarefas e transferindo-as para o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

“A descentralização traz um conceito de eficiência, de aproximação com a comunidade que abriga o porto”, defendeu o deputado João Paulo Papa (PSDB-SP), um dos parlamentares que sugeriram o debate realizado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

Conflitos urbanos
O deputado Milton Monti (PR-SP) também vê com preocupação a concentração das decisões em Brasília. “Centralizar e isolar a manifestação dos que estão no dia a dia dentro da operação portuária é um grande equívoco. Em alguns locais, você tem questões relacionadas a conflitos urbanos. É preciso ouvir inicialmente as pessoas”, disse. Monti preside uma subcomissão da Comissão de Viação e Transportes dedicada aos portos, a Subporto.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, disse que o governo já está estudando a questão da descentralização, para voltar com algumas competências para as Docas, a partir de uma regulação da Antaq. “Por exemplo, é possível as Docas fazerem o processo de licitação ou até um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental”, listou.

Em todo caso, Tokarski destacou ser necessário avançar na gestão portuária, em razão de existirem portos públicos com gestão portuária deficiente. “São milhões de prejuízos, e quem paga é a sociedade.”

A favor da privatização
Outra preocupação dos participantes da audiência diz respeito a uma possível privatização das Docas, ou seja, da administração de portos públicos. O diretor de Programas da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, Diogo Piloni, admitiu que o governo estuda a participação privada eventual na administração portuária, principalmente depois de prejuízos contínuos nos últimos anos.

“É um debate que se inicia. Há convicção que uma eventual concessão de porto não é solução geral que atenda a todas as realidades, mas é preciso iniciar essa discussão”, afirmou.

Segundo Piloni, a privatização traria a possibilidade de uma gestão mais eficiente e a prestação de melhores serviços, com atrativos para investidores internacionais. “A gente tem ainda a possibilidade de liberar recursos para áreas mais prioritárias, como saúde e educação, e a de gerar caixa para a União com a outorga da concessão”, exemplificou.

Conforme Piloni, a privatização seria feita por meio de concessão por tempo determinado. “Não estamos falando de entrega de ativos eternamente para entes privados, porque são ativos importantes.”

Contra a privatização        
O presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, manifestou-se contrariamente à ideia. O Brasil, segundo ele, não pode perder o controle dos portos, importantes para a economia do País e cujas atividades podem ser classificadas como de Estado. “Não é privatizando as Docas que os portos vão melhorar, e sim com uma gestão competente, de preferência sem interferências políticas”, criticou.

Também para o deputado Milton Monti, a administração portuária deve ser pública, com operadores privados. “A administração, a normatização, as regras principais devem ficar na mão do governo. A operação, isso sim, deve estar na iniciativa privada.”

O presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários, Sérgio Aquino, acrescentou que mundialmente a administração portuária é pública, porém com conceitos da iniciativa privada. Na avaliação dele, no entanto, no Brasil essa gestão acaba sendo política, quando os portos deveriam ser encarados como instrumentos de Estado, e não de governos.

Qualquer que seja a decisão do governo, segundo João Paulo Papa, deverá encontrar a Câmara preparada. “Nós temos a Subporto. Os deputados que compõem essa subcomissão têm interesse e a obrigação de entender bem aquilo que o governo sinaliza nesse momento.”

O Brasil conta hoje com 37 portos públicos organizados com administração exercida pela União, no caso das Companhias Docas, ou delegada a municípios, estados ou consórcios públicos.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Newton Araújo
Fonte : Agência Câmara Notícias
Data : 05/07/2017

ANVISA AMPLIA ATENDIMENTO PARA LIBERAÇÃO DE CERTIFICADOS NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/05/2017 as 05:27 PM

Antiga reclamação dos operadores portuários foi atendida com ajuda de deputado federal.

O posto da Anvisa do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, passou a efetuar liberações dos certificados de Livres Práticas, diariamente, das 7h às 19h, incluindo finais de semana e feriados, desde segunda-feira (3).

Os operadores portuários reclamavam que a limitação do horário de inspeção dos navios na barra de Santos dificultava as operações no Porto, pois elas aconteciam até 16h, o que gerava um efeito cascata já que o navio ficava mais tempo atracado, pagando mais taxas e o custo subia.

O problema foi levado ao deputado federal João Paulo Papa (PSDB-SP) pelos presidentes dos sindicatos dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), Nívio Peres, e das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque.

Após conversar com os representantes dos sindicatos no escritório político de Santos, o deputado levou o pleito à Anvisa, que acolheu o pedido do deputado.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 05/07/2017

LEI AUTORIZA GOVERNO DO RJ A TRANSFORMAR ARMAZÉM 18 EM ESTAÇÃO DAS BARCAS
Publicado em 07/05/2017 as 05:26 PM

Novas linhas de barcas podem ligar, por exemplo, a Zona Portuária à Baixada Fluminense, São Gonçalo e Itaboraí.
Por Bom Dia Rio - 04/07/2017 06h51  Atualizado 04/07/2017 06h55



Armazém pode se transformar em nova estapção das barcas (Foto: Reprodução / TV Globo)

Uma lei publicada no Diário Oficial desta segunda (3) autoriza o governo estadual a transformar o armazém 18, em frente à rodoviária Novo Rio, em uma estação das barcas. Esse armazém pode atender novas linhas de barcas, ligando, por exemplo, a Zona Portuária à Baixada Fluminense, São Gonçalo e Itaboraí.

A lei também permite a construção de uma linha de VLT do armazém até a Praça da Bandeira, em uma plataforma em cima do canal do Mangue, na Avenida Francisco Bicalho.

A Secretaria Estadual de Transportes disse que o projeto é uma proposta da assembleia legislativa para abrigar as possíveis novas linhas que devem ser incluídas na nova licitação do sistema de transporte Aquaviário do Rio. O edital será divulgado no mês que vem.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 05/07/2017

WISETECH GLOBAL (GRUPO GLOBAL DE SOFTWARE PARA LOGÍSTICA) ADQUIRE A MAIOR FORNECEDORA DE SOLUÇÕES ADUANEIRAS DO BRASIL, A BYSOFT
Publicado em 07/05/2017 as 05:25 PM

A WiseTech Global (grupo global de software para logística) anunciou hoje a aquisição da Bysoft Soluções em sistemas para comércio exterior, a Bysoft), maior empresa fornecedora de soluções aduaneiras automatizadas para a indústria de logística no Brasil. Com sede em São Paulo, a Bysoft fornece soluções e software para desembaraço aduaneiro automatizado e agenciamento de carga para aproximadamente 750 empresas incluindo empresa como Affinity Logística, DHL, Grupo Nelson Heusi, Pibernat, Schenker, Tito Cadermatori e UPS.

O CEO da WiseTech Global, Richard White, afirmou que “Dada a posição de liderança da Bysoft em soluções aduaneiras automatizadas no Brasil, e sendo o País o maior mercado logístico da América do Sul, recebemos com satisfação a equipe da Bysoft na família WiseTech Global. A respeito da Bysoft, damos valor à sua liderança, ao seu conhecimento técnico e desenvolvimento do produto. Conhecemos bem a Bysoft, com quem mantemos relacionamento de parceiro comercial Wise de longa data. A aquisição da fornecedora líder de mercado de software aduaneiro no Brasil nos dá sustentação muito forte para nossa expansão na América do Sul”.

“A WiseTech Global foca em melhoria de produtividade, qualidade, rapidez, visibilidade e capacidade de gerenciamento na indústria logística e possui enfoque bem articulado em serviços aduaneiros altamente produtivos e observância aduaneira (compliance). Pela alta complexidade e pelos desafios transfronteiriços de logística no Brasil, acreditamos que a combinação poderosa da WiseTech Global com a Bysoft trará benefícios significativos aos fornecedores de logística da América do Sul e às multinacionais no mundo todo”.

A CEO da Bysoft, Edneia Chebabi, afirmou que “com a força global da WiseTech agora presente no Brasil, a Bysoft acelerará o setor de inovação e desenvolvimento de produtos, promovendo a integração com a plataforma CargoWise One, e aumentará a produtividade e a capacidade de compliance de nossos clientes brasileiros e globais. Estamos empolgados com esta união, que fornecerá soluções expandidas aos nossos clientes no futuro”. Permanecendo sob a liderança da CEO Edneia Chebabi, as operações da Bysoft serão integradas dentro do grupo WiseTech Global. A Bysoft continuará fornecendo seus produtos líderes de mercado no Brasil, agora juntamente com a plataforma de execução logística poderosa global da WiseTech, CargoWise One. Em 125 países, a plataforma CargoWise One permite que os fornecedores de serviços de logística executem operações altamente complexas em áreas como agenciamento de carga, despacho aduaneiro, armazenagem, embarque, transporte terrestre e compliance para gerenciar suas operações em uma base de dados com muitos usuários, funções, países, idiomas e moedas.

Sobre a WiseTech Global  

A WiseTech Global é desenvolvedora e fornecedora líder de soluções de software para a indústria de execução logística em nível mundial. Seus clientes incluem mais de 6.000 empresas mundiais de logística em mais de 125 países. O principal produto da WiseTech, o CargoWise One, forma uma conexão integral na cadeia de suprimento global e executa mais de 34 bilhões de operações de dados anualmente. As soluções inovadoras de software da WiseTech são reconhecidas por sua poderosa produtividade, extensa funcionalidade, abrangente integração, profunda capacidade de observância e real alcance global.

Os Parceiros WiseBusiness são autorizados a vender o CargoWise One em mercados específicos. Os Parceiros WiseBusiness entendem a indústria regional profundamente e os desafios de observância. Os Parceiros WiseService fornecem serviços de treinamento e consultoria para o CargoWise One por meio de Profissionais de Serviços Certificados com experiência e conhecimento técnico nos produtos e serviços da WiseTech Global.

Para mais informações sobre a WiseTech Global, visite www.wisetechglobal.com

Sobre a Bysoft

Fundada em 1991, a Bysoft Soluções em Sistemas Para Comercio Exterior Ltda (Bysoft) é a maior fornecedora de software de soluções aduaneiras para a indústria logística no Brasil. Com sede em São Paulo e uma equipe de mais de 50 pessoas, as soluções da Bysoft abrangem corretagem aduaneira, soluções de observância governamental e agenciamento de carga e seus clientes incluem a Schenker, Dascher, C.H. Robinson, Pibernat, Grupo Nelso Heusi, DHL, Yusen, C.H. Robinson, Expeditors, Agility, Nippon Express, FedEx e UPS.

As soluções líderes de mercado da Bysoft incluem o I-Traffic, I-Broker, I-Import, I-Portal e BySisco. Desde abril de 2015, a Bysoft é Parceira Comercial Wise, fornecendo acesso ao CargoWise One aos seus clientes.

Para mais informações sobre a Bysoft, visite http://bysoft.com.br/
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 05/07/2017

HAMBURG SÜD É ELEITA TRANSPORTADORA MARÍTIMA TOP 2017
Publicado em 07/05/2017 as 05:24 PM



Empresa é homenageada pela Agriculture Transportation Coalition (AgTC)

A Hamburg Süd acaba de ser homenageada como “Transportadora Marítima Top” pelo segundo ano consecutivo pela Agriculture Transportation Coalition (AgTC), maior associação de importadores e exportadores de produtos agrícolas e florestais nos Estados Unidos.

O prêmio é o resultado da pesquisa Ocean Carrier Performance Survey, realizada pelas empresas associadas da AgTC em abril e maio de 2017. Ao concorrer com um total de 17 companhias, a Hamburg Süd obteve as maiores classificações nas 18 categorias avaliadas pelos membros. “Somos, há muitos anos, um parceiro confiável e de alto desempenho para as empresas americanas de produtos agrícolas e florestais. Este reconhecimento  reforça nossa qualidade de atendimento, além de ser um incentivo importante para aprimorar, ainda mais, o nosso serviço”, afirmou Jürgen Pump, vice-presidente sênior da Hamburg Süd na América do Norte.

As categorias avaliadas incluem: Booking (reserva de espaço), serviço de pré-vendas, serviço e disponibilidade de intermodalidade (porta a porta), precisão na classificação de embarque, embarque e tempo de entrega, serviço oferecido nos portos, disponibilidade de equipamentos, documentação, serviços de envio postal, horários de embarcações / transit time eserviços gerais oferecidos ao cliente.

A cerimônia de premiação contou com um jantar para mais de 400 pessoas durante o encontro annual da AgTC no Hotel Queen Mary, em Long Beach, na Califórnia (EUA). Caso queira acessar fotos, clique aqui:www.hamburgsud.com/photos (Category: Events).

Sobre a Hamburg Süd
A Hamburg Süd está entre as dez maiores empresas de transporte de contêineres em todo o mundo. Com 130 navios de contêineres, capacidade física para mais de 600.000 TEUs e cerca de 50 serviços de linha, a empresa conta com cerca de 6.000 funcionários em 250 escritórios espalhados por todo o globo, garantindo que os clientes recebam soluções logísticas sob medida para suas necessidades específicas. O transporte de produtos frescos é uma competência essencial do grupo de transporte de cargas. A Hamburg Süd é um dos 5 maiores transportadores frigoríficos e está entre os líderes de mercado nas rotas comerciais Norte-Sul. Desde o final de 2014, a empresa também vem operando nas rotas comerciais Leste-Oeste. Fundada em 1871, a companhia de transporte de cargas faz parte do Grupo Oetker. Com sua subsidiária brasileira, Alian&cced il;a, e sob a marca CCNI (Compañía Chilena de Navegación Interoceánica), a Hamburg Süd possui presença global como uma transportadora de alta qualidade. Na categoria de transporte marítimo de cargas não regular (tramp shipping), a empresa opera graneleiros e petroleiros sob os nomes Rudolf A. Oetker (RAO), Furness Withy Chartering e Aliança Bulk (Aliabulk). Além de elevados padrões de qualidade, a atuação sustentável é uma parte fundamental da filosofia corporativa da Hamburg Süd. Para obter mais informações on-line, visitehamburgsud.com
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 05/07/2017

PORTO DE ITAJAÍ RECUPERA LINHA DA ÁSIA
Publicado em 07/05/2017 as 05:21 PM




A APM Terminals recuperou para o Porto de Itajaí o serviço ASIA, que liga semanalmente a costa leste da América do Sul a portos asiáticos na Malásia, Singapura, China e Coreia do Sul. O ASIA é parte do antigo serviço ASAS, que em 2015 deixou o Porto de Itajaí e passou a operar na Portonave. Na época a mudança reduziu pela metade a movimentação no terminal e agravou a crise de arrecadação na cidade.

De lá para cá, a linha se dividiu em duas: uma parte operada pela CMA CGM e armadores parceiros, e o serviço ASIA, com 13 navios porta-contêineres dos operadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Sud, ZIM, UASC e HMM.

A primeira atracação do novo serviço está prevista para o dia 9 de setembro. Até abril do ano que vem serão atracações quinzenais — isso porque seis dos 13 navios operados pela linha ASIA têm mais de 305 metros de comprimento e ainda não podem ser manobrados no Complexo Portuário do Itajaí. Assim que a primeira fase da bacia de evolução for concluída, o que deve ocorrer em abril de 2018, as atracações passam a ocorrer toda semana.

Cada navio do serviço ASIA  movimenta de 700 a mil contêineres, o que deve aumentar em até 20% os volumes em Itajaí.

O terminal já opera outro serviço semanal que conecta a costa leste da América do Sul à Ásia, o qual é servido pela Maersk Line, Mol e MSC, através de um sistema de double call — no qual os navios atracam em ambos os terminais do Complexo.

A Portonave não se manifestou sobre a negociação.

Bacia de evolução

As negociações do serviço ASIA levaram em conta o andamento das obras da nova bacia de evolução e a promessa de que a primeira etapa será concluída no primeiro quadrimestre do ano que vem.

Manter a velocidade da obra é essencial para os novos contratos que estão em negociação, sob o risco de perdas irreparáveis para Santa Catarina.

Fôlego

A recuperação do serviço traz fôlego novo à APM Terminals em Itajaí. A empresa, que há anos aguarda autorização do governo federal para extensão do prazo de contrato, previsto para terminar em 2022, já havia tido uma injeção de ânimo em maio, com a mudança no marco regulatório dos portos. A alteração aumentou a possibilidade de êxito no pleito da arrendatária.

Pontos extras

Trazer o Asia de volta a Itajaí deve fazer a APM Terminals ganhar pontos importantes com a prefeitura — e, quem sabe, alterar os rumos das negociações para operação de cargas no berço 3, cujas obras serão retomadas este mês. Na última sexta-feira, em reunião com o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB) e representantes dos sindicatos dos Trabalhadores Portuários, a Superintendência do Porto de Itajaí se comprometeu em priorizar a operação de contêineres no berço 3.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 05/07/2017

FRANCISVAL MENDES PARTICIPA DE CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PORTOS
Publicado em 07/05/2017 as 05:18 PM


Evento acontece em Vitória



Francisval Mendes (C): as políticas públicas devem propiciar um ambiente positivo

O diretor da ANTAQ, Francisval Mendes, participou da mesa de abertura da 1ª Conferência Internacional de Portos no dia 3 de julho em Vitória. O evento segue até 5 de julho. Mendes destacou que eventos como este traduzem a necessidade de novos tempos, com a indispensável participação das autoridades portuárias nas decisões sobre a gestão dos portos organizados.

Durante seu discurso, Mendes ressaltou que as autoridades portuárias devem estar na vanguarda do processo de auxílio eletrônico à navegação, promovendo monitorização do tráfego aquaviário, e dessa forma ampliando a segurança da vida humana no mar, a segurança da navegação e a proteção ao meio ambiente.

O diretor disse, ainda, que “numa economia que se quer menos frágil e mais aberta à verdadeira cultura empresarial, as políticas públicas devem propiciar um ambiente positivo, com segurança jurídica, possível de atrair e encorajar mais empresas a investir a sua riqueza e experiência, para garantir o crescimento da economia”.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 04/07/2017

COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DEBATE FUTURO DAS COMPANHIAS DOCAS
Publicado em 07/05/2017 as 05:16 PM

debate futuro das companhias docas


A audiência reuniu entes públicos e privados do setor portuário. Fotos: ASC/ANTAQ

O diretor-geral da ANTAQ defendeu o aprimoramento da gestão das autoridades portuárias para tornar os portos mais eficientes e competitivos

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados realizou na manhã desta terça-feira (04), em Brasília, audiência pública para debater o futuro das companhias docas e as funções essenciais das autoridades portuárias para o desenvolvimento do setor portuário nacional.

A iniciativa atendeu requerimento do deputado João Paulo Papa (PSDB-SP) e reuniu representantes dos diversos entes do setor portuário, como Secretaria Nacional de Portos (SNA/MTPAC), Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Associação Brasileira das Entidades Portuárias Hidroviárias (ABEPH), Federação Nacional dos Portuários (FNP) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ.

Em pauta, a descentralização das atividades do setor portuário e o aprimoramento da gestão das companhias docas

Em sua fala, na audiência pública da CVT, o diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, lembrou que a ANTAQ, sob a coordenação do PPI, vem trabalhando nas licitações de três áreas, duas no Porto de Paranaguá e uma no Porto do Itaqui, e que no próximo dia 18 será iniciada uma consulta pública para licitação do terminal de cavaco de madeira, do Porto de Santana, no Amapá.

Com relação aos terminais de Paranaguá e Itaqui, Tokarski informou que está sendo dada entrada de toda documentação no TCU, e que a intenção é licitar os três arrendamentos ainda neste semestre. “Isto é só o começo. Existem outras vinte áreas para as quais estão sendo feitos os estudos, visando novas licitações”, disse.

O diretor-geral da ANTAQ lembrou ainda que, após a instituição da nova lei dos portos, foram aprovados mais de vinte bilhões de reais em processos de reequilíbrio e prorrogação antecipada de contratos de arrendamento em todo o Brasil.

Com relação às autoridades portuárias, Tokarski defendeu a adoção de iniciativas para aprimorar a gestão dessas administrações. “No Brasil, temos portos com boa gestão e outros nem tanto, que precisam melhorar sua gestão para se tornarem mais eficientes e competitivos”, apontou.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
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Data : 04/07/2017

COMPANHIA DOCAS - PORTO DE VITÓRIA É O PRIMEIRO DO PAÍS A IMPLANTAR O VTMIS
Publicado em 07/05/2017 as 05:16 PM

O Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS, na sigla em inglês) do porto de Vitória (ES) entrou em operação ontem.
DA REDAÇÃO

Com isso, o complexo portuário capixaba se toma o primeiro a implantar o controle de navios em todo o País. A implantação foi feita pela Indra, a mesma empresa responsável pela tecnologia no Porto de Santos, que deve ficar pronta só em dezembro de 2018.

“É um processo que não tem mais volta. Estamos deixando um sistema arcaico para entrar numa nova era, digital e online, o que torna o porto de Vitória ainda mais eficiente e seguro. Isso é inovação”, destacou diretor-presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Luis Claudio Monténégro. “E um significativo avanço tecnológico para o Porto de Vitória, pois o VTMIS equipa os principais e mais movimentados terminais do mundo”.

O projeto foi orçado em R$ 22,9 milhões. Ele contempla a implantação do sistema, que contribui para melhorar a segurança marítima e aumenta a eficiência das operações portuárias.

O sistema reúne em uma única plataforma tecnológica as informações procedentes de diferentes sistemas, tanto das instalações portuárias como também de dentro das embarcações. Sensores, marégrafos, radares, câmeras de última geração fazem parte da estrutura.

Deste modo, o VTMIS oferece ao operador uma visão clara do cenário marítimo, facilitando a identificação e acompanhamento dos navios. Além disso, o sistema auxilia a navegação, a vigilância marítima e o gerenciamento de alarmes.

Segundo a Indra, com o sistema, é possível analisar a situação ambiental da região, podendo ofertar dados valiosos aos municípios vizinhos.

O sistema conta com dois radares, localizados no Morro do Moreno e em Atalaia, Vila Velha. Seu funcionamento vai possibilitar, além da segurança, maior rapidez no fluxo de carga e ganho de tempo operacional. O sistema está integrado ao programa Porto Sem Papel (PSP) e, no mês que vem, a Marinha deve homologá-lo.

AGILIDADE

“Ao se obter um monitoramento preciso do tráfego de embarcações, a rotatividade da entrada de cargueiros no cais do Porto de Vitória será maior graças ao abreviamento do intervalo entre uma atracação e outra, aumentando a frequência do tráfego de navios no canal”, destacou o diretor de Operações de Transporte e Defesa da Indra no Brasil, Cristiano Alves.

O porto de Vitória ocupa a posição numero 10 no ranking de portos brasileiros e em 2016 movimentou 6 milhões de toneladas nos seus 14 berços de atracação.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 05/07/2017

COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DEBATE FUTURO DAS COMPANHIAS DOCAS
Publicado em 07/05/2017 as 05:15 PM

        Autor:        EAGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Parlamentares vão encaminhar sugestões de melhoria das administrações de portos ao Governo Federal

No momento em que o Governo Federal avança com estudos para a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a Câmara dos Deputados abre espaço para se discutir o futuro e as funções das empresas estatais que administram os portos do País. A descentralização foi um dos pontos defendidos por boa parte dos participantes do debate.

O primeiro encontro dos envolvidos no setor aconteceu ontem, durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados. A ideia é que as sugestões apresentadas durante o encontro transformem-se em um documento que deve ser encaminhado para o Governo.

“Foi um encontro longo, mas foi bom, pois tivemos tempo para ouvir Governo, trabalhadores, operadores, todos os segmentos que atuam nos portos”, avalia o deputado João Paulo Papa (PSDB), que organizou o encontro.

A descentralização da gestão foi citada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarsky. “O decreto 9.048 era uma necessidade, mas tem que ser complementado para que as atividades portuárias sejam retomadas para as autoridades do setor. Na hora que se centraliza isso é uma burocracia a mais. Mas isto já está sendo visto pelo Governo", afirmou.

Tokarsky ainda alertou sobre os problemas nos acessos ao Porto de Santos e à Cidade. “Há 3 anos estamos trabalhando para viabilizar mais eficiência nas ferrovias. Temos uma agenda para tratar destes acessos ferroviários aos portos brasileiros", conclui.

Ampliar debates

“E preciso trazer novos elementos pai a essa discussão. Podemos debater alterações no comando das companhias. Porém, defendo que é necessário ampliar a participação de estados e municípios nesse trabalho de gestão”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias, Casemiro Tercio Carvalho.

O representante da Secretaria Nacional de Portos, José Alfredo de Albuquerque e Silva, falou do trabalho de modernização da gestão portuária, com o programa Portos Eficientes. “Se as Companhias Docas não forem competitivas, vai existir a tendência de discutir seu desempenho, sua performance”.

Para o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, a eficiência dos portos não é uma questão de opção para os gestores, mas de sobrevivência. “Quem define o rumo dos portos são as embarcações que, com sua tecnologia e modernização, forçam as adequações dos portos. Ou resolvemos isso ou não há futuro”, sentencia o especialista.

PRIVATIZAÇÕES

Entre os convidados da audiência estava o representante do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Diogo Piloni, que apresentou uma análise do setor. “Há necessidade de ampliarmos os investimentos nos portos públicos, pois a demanda vem crescendo. Isso nos motivou a realizar estudos, que estão em andamento e abertos para receber as contribuições de quem vive o dia a dia do setor, buscamos alternativas de gestão”, diz.

O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, tem restrições sobre privatizar as áreas portuárias. “Não podemos perder o controle dos nossos portos. A questão não é meramente econômica, é de gestão. Devemos focar na qualificação de quem está no dia a dia, trabalhando no setor”.

O diretor da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wagner Moreira, é favorável à privatização. “Mas também é necessário aprimorar os modelos de concessão e analisarmos essas questões de forma ampla. Não há um modelo único para as Docas em todo o País”.

FUTURO

“Quem define o rumo dos portos são as embarcações que, com sua tecnologia e modernização, forçam as adequações dos portos. Ou resolvemos isso ou não há futuro".
Sérgio Aquino, presidente da Federação Nacional dos operadores Portuários (Fenop)
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 05/07/2017

COMPANHIA DOCAS - PORTO DE VITÓRIA É O PRIMEIRO DO PAÍS A IMPLANTAR O VTMIS
Publicado em 07/05/2017 as 05:14 PM

O Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS, na sigla em inglês) do porto de Vitória (ES) entrou em operação ontem.
DA REDAÇÃO

Com isso, o complexo portuário capixaba se toma o primeiro a implantar o controle de navios em todo o País. A implantação foi feita pela Indra, a mesma empresa responsável pela tecnologia no Porto de Santos, que deve ficar pronta só em dezembro de 2018.

“É um processo que não tem mais volta. Estamos deixando um sistema arcaico para entrar numa nova era, digital e online, o que torna o porto de Vitória ainda mais eficiente e seguro. Isso é inovação”, destacou diretor-presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Luis Claudio Monténégro. “E um significativo avanço tecnológico para o Porto de Vitória, pois o VTMIS equipa os principais e mais movimentados terminais do mundo”.

O projeto foi orçado em R$ 22,9 milhões. Ele contempla a implantação do sistema, que contribui para melhorar a segurança marítima e aumenta a eficiência das operações portuárias.

O sistema reúne em uma única plataforma tecnológica as informações procedentes de diferentes sistemas, tanto das instalações portuárias como também de dentro das embarcações. Sensores, marégrafos, radares, câmeras de última geração fazem parte da estrutura.

Deste modo, o VTMIS oferece ao operador uma visão clara do cenário marítimo, facilitando a identificação e acompanhamento dos navios. Além disso, o sistema auxilia a navegação, a vigilância marítima e o gerenciamento de alarmes.

Segundo a Indra, com o sistema, é possível analisar a situação ambiental da região, podendo ofertar dados valiosos aos municípios vizinhos.

O sistema conta com dois radares, localizados no Morro do Moreno e em Atalaia, Vila Velha. Seu funcionamento vai possibilitar, além da segurança, maior rapidez no fluxo de carga e ganho de tempo operacional. O sistema está integrado ao programa Porto Sem Papel (PSP) e, no mês que vem, a Marinha deve homologá-lo.

AGILIDADE

“Ao se obter um monitoramento preciso do tráfego de embarcações, a rotatividade da entrada de cargueiros no cais do Porto de Vitória será maior graças ao abreviamento do intervalo entre uma atracação e outra, aumentando a frequência do tráfego de navios no canal”, destacou o diretor de Operações de Transporte e Defesa da Indra no Brasil, Cristiano Alves.

O porto de Vitória ocupa a posição numero 10 no ranking de portos brasileiros e em 2016 movimentou 6 milhões de toneladas nos seus 14 berços de atracação.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 05/07/2017

ANTAQ - DESCENTRALIZAÇÃO DA GESTÃO PORTUÁRIA É DISCUTIDA NA CÂMARA
Publicado em 07/05/2017 as 05:14 PM

Autor:        EAGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Parlamentares vão encaminhar sugestões de melhoria das administrações de portos ao Governo Federal

No momento em que o Governo Federal avança com estudos para a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a Câmara dos Deputados abre espaço para se discutir o futuro e as funções das empresas estatais que administram os portos do País. A descentralização foi um dos pontos defendidos por boa parte dos participantes do debate.

O primeiro encontro dos envolvidos no setor aconteceu ontem, durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados. A ideia é que as sugestões apresentadas durante o encontro transformem-se em um documento que deve ser encaminhado para o Governo.

“Foi um encontro longo, mas foi bom, pois tivemos tempo para ouvir Governo, trabalhadores, operadores, todos os segmentos que atuam nos portos”, avalia o deputado João Paulo Papa (PSDB), que organizou o encontro.

A descentralização da gestão foi citada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarsky. “O decreto 9.048 era uma necessidade, mas tem que ser complementado para que as atividades portuárias sejam retomadas para as autoridades do setor. Na hora que se centraliza isso é uma burocracia a mais. Mas isto já está sendo visto pelo Governo", afirmou.

Tokarsky ainda alertou sobre os problemas nos acessos ao Porto de Santos e à Cidade. “Há 3 anos estamos trabalhando para viabilizar mais eficiência nas ferrovias. Temos uma agenda para tratar destes acessos ferroviários aos portos brasileiros", conclui.

Ampliar debates

“E preciso trazer novos elementos pai a essa discussão. Podemos debater alterações no comando das companhias. Porém, defendo que é necessário ampliar a participação de estados e municípios nesse trabalho de gestão”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias, Casemiro Tercio Carvalho.

O representante da Secretaria Nacional de Portos, José Alfredo de Albuquerque e Silva, falou do trabalho de modernização da gestão portuária, com o programa Portos Eficientes. “Se as Companhias Docas não forem competitivas, vai existir a tendência de discutir seu desempenho, sua performance”.

Para o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, a eficiência dos portos não é uma questão de opção para os gestores, mas de sobrevivência. “Quem define o rumo dos portos são as embarcações que, com sua tecnologia e modernização, forçam as adequações dos portos. Ou resolvemos isso ou não há futuro”, sentencia o especialista.

PRIVATIZAÇÕES

Entre os convidados da audiência estava o representante do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Diogo Piloni, que apresentou uma análise do setor. “Há necessidade de ampliarmos os investimentos nos portos públicos, pois a demanda vem crescendo. Isso nos motivou a realizar estudos, que estão em andamento e abertos para receber as contribuições de quem vive o dia a dia do setor, buscamos alternativas de gestão”, diz.

O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, tem restrições sobre privatizar as áreas portuárias. “Não podemos perder o controle dos nossos portos. A questão não é meramente econômica, é de gestão. Devemos focar na qualificação de quem está no dia a dia, trabalhando no setor”.

O diretor da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wagner Moreira, é favorável à privatização. “Mas também é necessário aprimorar os modelos de concessão e analisarmos essas questões de forma ampla. Não há um modelo único para as Docas em todo o País”.

FUTURO

“Quem define o rumo dos portos são as embarcações que, com sua tecnologia e modernização, forçam as adequações dos portos. Ou resolvemos isso ou não há futuro".
Sérgio Aquino, presidente da Federação Nacional dos operadores Portuários (Fenop)
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 05/07/2017

TERMINAL MARÍTIMO DE GUARUJÁ SOFRE PRINCÍPIO DE INCÊNDIO
Publicado em 07/05/2017 as 05:03 PM

Segundo a Codesp, torre 802 foi atingida pelas chamas no último domingo (02)
DA REDAÇÃO 04/07/2017 - 14:33 - Atualizado em 04/07/2017 - 14:47


Bombeiros foram acionados, mas quando chegou ao local as chamas já haviam sido eliminadas (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Um princípio de incêndio atingiu as instalações do Terminal Marítimo de Guarujá (Termag), na Margem Esquerda do Porto de Santos, na noite de domingo. De acordo com a empresa, o fogo começou na carga de enxofre e foi combatido pela brigada interna do próprio terminal.

Segundo informações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, por volta das 23h50, a torre 802 que sustenta as dalas de transporte de produtos do terminal foi atingida pelas chamas.

Como protocolo, o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local as chamas já haviam sido eliminadas. A Docas informou ainda que o veículo autobomba da Brigada de Incêndio da Autoridade Portuária se deslocou ao local.

No entanto, o caminhão não chegou a ser acionado, uma vez que o princípio de incêndio já estava sob controle. Não houve vítimas
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 04/07/2017

BANCOS PRIVADOS BRASILEIROS E BNDES DISPENSAM USIMINAS DE TROCAR NOTAS COM VENCIMENTO EM 2018
Publicado em 07/04/2017 as 03:31 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas informa que os bancos privados brasileiros e o BNDES a dispensaram da obrigatoriedade de realizar oferta de troca das notas com vencimento em 2018 emitidas pela subsidiária Usiminas Commercial, segundo fato relevante nesta segunda-feira.

Já os bancos japonesas e os debenturistas, diz a empresa, estenderam até 31 de agosto o prazo para oferta de permuta, a fim de avaliar se concedem também a dispensa definitiva da obrigatoriedade da operação.

Em 23 de junho, a siderúrgica mineira havia informado que decidiu suspender a operação por não ser "vantajosa nas atuais condições de mercado", após consentimento preliminar de bancos brasileiros.

Como parte das obrigações previstas na renegociação de dívidas da empresa, a Usiminas havia se comprometido a pagar 50 por cento do valor das notas em janeiro de 2018 e a renegociar o restante por meio da oferta de troca.

(Por Gabriela Mello)
Fonte : Jornal Extra – RK
Data : 04/07/2017

GERDAU VENDE METADE DE PARTICIPAÇÃO DE UNIDADE NA COLÔMBIA PARA FORMAR JOINT VENTURE
Publicado em 07/04/2017 as 03:31 PM

O grupo siderúrgico Gerdau anunciou nesta sexta-feira a venda de 50 por cento de sua participação na Gerdau Diaco, na Colômbia, para a Putney Capital Management, formando uma joint venture no país.

O valor da operação não foi informado. As empresas já são sócias na República Dominicana.

“Esse movimento está alinhado ao processo de otimização de ativos da companhia, com foco em rentabilidade e na redução de sua alavancagem financeira”, afirmou a Gerdau em comunicado. (Reuters)
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 04/07/2017

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO PAÍS AUMENTA 4,5% EM MAIO
Publicado em 07/04/2017 as 03:31 PM

Por André Ramalho | Do Rio

A produção nacional de petróleo cresceu 4,5% em maio, ante abril, informou ontem a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao todo, foram produzidos, no mês retrasado, 2,653 milhões de barris por dia, o que representa crescimento de 6,7 % em relação a maio de 2016.

Também foram produzidos, em maio, 105 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, o que significa uma alta de 2,1% frente abril e de 5% na comparação anual. A queima totalizou 3,7 milhões de m3 /dia, o que representa um aumento de 4,3% se comparada a abril e de 1% em relação a maio de 2016.

A produção total de petróleo e gás, por sua vez, cresceu 4% ante abril e 6,32% na comparação anual, para 3,312 milhões de barris de óleo equivalente por dia (BOE/dia). Desse total, 1,572 milhão de BOE/dia, ou 47,5%, foram produzidos no pré-sal.

A produção na camada abaixo do sal, oriunda de 75 poços, foi de 1,265 milhão de barris/dia de petróleo e 49 milhões de m3 /dia de gás natural.

A ANP divulgou também os dados de consumo de combustíveis. Em maio, as vendas cresceram 1,52%, ante igual período do ano passado, mas ainda acumulam uma retração de 1,8% no ano. Ao todo, foram comercializados, no mês retrasado, 11,366 bilhões de litros.

Depois de caírem 9,3% em abril, as vendas de diesel voltaram a subir em maio. O consumo do derivado totalizou, no mês retrasado, 4,613 bilhões de litros, o que representou um aumento de 2,5% ante igual período do ano passado. No ano, contudo, o diesel acumula uma queda de 2%.

O consumo de gasolina, por sua vez, subiu 10,35% em maio, na comparação anual, para 3,783 bilhões de litros, e acumula uma alta de 6,5% nos cinco primeiros meses do ano. As vendas do derivado têm deslocado parte do consumo de etanol hidratado, que recuou 21% em maio e 19,7% no acumulado do ano, e ajudado a sustentar o crescimento do mercado de veículos leves.

Ao todo, o consumo entre veículos do ciclo Otto (que rodam com motores a gasolina e/ou etanol) acumula uma alta de 1,42% no ano, em volumes de gasolina equivalente.Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 04/07/2017

PETROBRAS ASSINA MEMORANDO QUE PREVÊ PARCERIA COM A CHINESA CNPC
Publicado em 07/04/2017 as 03:31 PM

Por Rodrigo Rocha | Valor

SÃO PAULO - A Petrobras informou nesta terça-feira (4), em comunicado, que assinou um memorando de entendimentos com a estatal petrolífera chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC) para iniciar tratativas referentes a uma parceria estratégica.

A partir do memorando, as companhias pretendem avaliar, conjuntamente, “oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo”.

Entre os benefícios, a Petrobras destaca as capacidades e experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás, incluindo potencial estruturação de financiamento.

“Para a Petrobras, a realização de parcerias é uma estratégia importante do Plano de Negócios e Gestão 2017- 2021. As parcerias estratégicas têm como benefícios potenciais o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa”, afirma a empresa na nota.

O acordo foi assinado hoje, em Pequim, entre o presidente da Petrobras, Pedro Parente, o vice-presidente da CNPC e presidente da PetroChina, Wang Dongjin.

A CNPC é a maior companhia integrada de óleo e gás da China e está presente em 70 países.Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 04/07/2017

INDÚSTRIA VOLTOU A CRESCER EM MAIO, DIZEM ANALISTAS, MAS CRISE POLÍTICA AINDA AMEAÇA
Publicado em 07/04/2017 as 03:31 PM

Com a segunda expansão seguida na comparação mensal, a indústria seguiu dando sinais de estabilização em maio, mas a crise política pode colocar essa trajetória em risco, avaliam economistas. Segundo a estimativa média de 26 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, a produção industrial cresceu 0,7% de abril para maio, feitos os ajustes sazonais, depois de alta de 0,6% na medição anterior.

As projeções para a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, a ser divulgada hoje pelo IBGE, vão de expansão de 0,2% até 2%. Na comparação com igual mês do ano passado, a expectativa é que a atividade do setor tenha subido 3,4%.

O comportamento dos indicadores que antecedem a variação da produção foi bastante positivo em maio, afirma Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria. Medida pela Anfavea, entidade que reúne as montadoras, a produção de veículos ficou 9% maior entre abril e maio, com ajuste sazonal. Também dessazonalizada, a expedição de papelão ondulado subiu 2,4%, enquanto o fluxo pedagiado de veículos pesados cresceu 2,7%, segundo a ABCR.

Xavier estima que a atividade avançou 1,1% no mês, mas ainda não vê movimento de recuperação consistente, mesmo com a alta relativamente forte. Da expansão de 0,6% na produção em abril, cerca de 0,4 ponto veio do segmento farmacêutico, diz, e junho ainda é uma incógnita, devido aos efeitos da piora do ambiente político. “Não há segurança de que os próximos resultados sejam positivos.”

Único indicador antecedente disponível para o mês passado, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV caiu 2,8 pontos ante maio, para 89,5 pontos. Também medido pela FGV, o nível de utilização da capacidade instalada (diminuiu 0,5 ponto no período, para 74,2%, outro indício negativo para a atividade do segmento.

Depois da recente rodada de turbulências políticas, afirma a equipe econômica do BNP Paribas em relatório, o crescimento pode ser afetado por incertezas nessa seara. Mesmo assim, os economistas do banco afirmam que a economia brasileira está num ponto de inflexão. “As próximas divulgações devem confirmar a expectativa de tendência de alta”. Para o BNP, a produção cresceu 0,7% em relação a abril, e 3,4% ante maio de 2016.

Também com estimativa de avanço de 0,7% para o indicador em maio, a MCM Consultores avalia que a variação positiva será observada na indústria de transformação e no setor extrativo mineral. “No primeiro caso, todos os indicadores coincidentes tiveram bom desempenho no mês, com destaque para a produção de veículos. No segundo caso, a alta decorrerá da produção de minério de ferro”, diz a consultoria.

O comportamento mais forte da indústria extrativa, a reação nas exportações de veículos e o bom desempenho da indústria de alimentos devem garantir que a indústria cresça na média de 2017, diz Xavier, da Tendências. Mesmo assim, a consultoria pode rever para baixo a previsão atual para o ano, de alta de 2,4% do índice.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 04/07/2017

GERDAU CONFIRMA INDICAÇÕES POLÍTICAS NA PETROBRAS
Publicado em 07/04/2017 as 03:30 PM

Por Agência O Globo, de São Paulo



O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que integrou o conselho de administração da Petrobras durante 13 anos, entre 2001 e 2014, afirmou que os conselheiros sabiam que havia orientação política nas indicações para a diretoria da estatal, mas não tinham detalhes do vínculo dos executivos com os partidos políticos.

Gerdau, que depôs ao juiz Sergio Moro na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que não havia preocupação por parte dos conselheiros porque a maioria dos nomes apresentados para a diretoria executiva da Petrobras vinha das áreas técnicas e tinham 20 anos, 30 anos de casa. "[Eu] Sabia que vinha com orientação política, mas não qual era o tipo de vínculo. Eram nomes de pessoas de carreira dentro da Petrobras, com 20, 30 anos de casa", disse o empresário, acrescentando que a pré-seleção tinha participação do governo, que era o controlador da empresa, mas não caracterização "de qual e tal partido".

O conselho da Petrobras é responsável pela escolha da diretoria da estatal. Gerdau, que participou dele durante três governos - Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff -, confirmou que os diretores Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e Renato Duque foram eleitos por unanimidade pelos conselheiros, incluindo o representante dos sócios minoritários.

Confirmou ainda que a Petrobras tinha sistemas de auditoria interna e externa e que foi criado, inclusive, um comitê de auditoria dentro do conselho de administração.

Moro citou a troca do diretor Nestor Cerveró por Jorge Zelada, na diretoria internacional, e perguntou se havia alguma explicação para a substituição. "Não houve nenhuma explicação, não me recordo. Com o histórico profissional, não havia preocupação; qualquer currículo vinha com um histórico de profissionalismo bastante importante, não havia motivo para estranhar a troca", afirmou o empresário.Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 04/07/2017

UNIÃO QUER FIM DA INFRAERO
Publicado em 07/04/2017 as 03:30 PM

A reestruturação da Infraero, a estatal dos aeroportos, deve ser definida nesta semana.

O Ministério dos Transportes defende a privatização dos 56 aeroportos da estatal até 2018. A venda seria feita em blocos, combinando aeroportos lucrativos com outros menores e deficitários. A estatal seria extinta.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 04/07/2017

PORTO DE ITAJAÍ RECUPERA LINHA DA ÁSIA
Publicado em 07/04/2017 as 03:29 PM

Autor:        DAGMARA SPAUTZ

A APM Terminals recuperou para o Porto de Itajaí o serviço ASIA, que liga semanalmente a Costa Leste da América do Sul a portos asiáticos na Malásia, Singapura, China e Coreia do Sul.

O serviço é parte do antigo ASAS, que em 2015 deixou o Porto de Itajaí e passou a operar na Portonave – o que na época reduziu pela metade a movimentação no terminal e agravou a crise de arrecadação na cidade.

De lá para cá a linha se dividiu em duas: uma parte operada pela CMA CGM e armadores parceiros, e o serviço ASIA, com 13 navios porta-contêineres dos operadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Sud, ZIM, UASC e HMM.

O diretor-superintendente da APM Terminals no Brasil , Ricardo Arten, que esteve à frente das negociações, disse que a retomada é uma prova da competitividade do terminal.

– Entregamos uma alta performance por equipamento e temos ao nosso lado o alto nível de satisfação dos clientes importadores e exportadores – afirma.

A primeira atracação do novo serviço está prevista para o dia 9 de setembro. Até abril do ano que vem serão atracações quinzenais – isto porque seis dos 13 navios operados pela linha ASIA têm mais de 305 metros de comprimento e ainda não podem ser manobrados no Complexo Portuário do Itajaí. Assim que a primeira fase da bacia de evolução for concluída, o que deve ocorrer em abril de 2018, as atracações passam a ocorrer toda semana.

Cada navio do serviço ASIA movimenta de 700 a mil contêineres, o que deve aumentar em até 20% os volumes em Itajaí.

O terminal já opera outro serviço semanal que conecta a Costa Leste da América do Sul à Ásia, o qual é servido pela Maersk Line, Mol e MSC, através de um sistema de double call – no qual os navios atracam em ambos os terminais do Complexo.

A Portonave não se manifestou sobre a negociação.

Bacia de evolução

As negociações do serviço ASIA levaram em conta o andamento das obras da nova bacia de evolução e a promessa de que a primeira etapa será concluída no primeiro quadrimestre do ano que vem.

– O futuro da atividade portuária na região de Itajaí depende da obra da nova bacia de evolução. O serviço da Ásia é a prova de que navios de 335 metros são uma realidade na costa brasileira e este número aumentará consideravelmente nos próximos anos – completou Arten.

Manter a velocidade da obra é essencial para os novos contratos que estão em negociação, sob o risco de perdas irreparáveis para Santa Catarina.

Fôlego

A recuperação do serviço traz fôlego novo à APM Terminals em Itajaí. A empresa, que há anos aguarda autorização do governo federal para extensão do prazo de contrato, previsto para terminar em 2022, já havia tido uma injeção de ânimo em maio, com a mudança no marco regulatório dos portos. A alteração aumentou a possibilidade de êxito no pleito da arrendatária.

Pontos extras

Trazer o ASIA de volta a Itajaí deve fazer a APM Terminals ganhar pontos importantes com a prefeitura – e, quem sabe, alterar os rumos das negociações para operação de cargas no berço 3, cujas obras serão retomadas este mês. Na última sexta-feira, em reunião com o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB), e representantes dos sindicatos dos Trabalhadores Portuários, a Superintendência do Porto de Itajaí se comprometeu em priorizar a operação de contêineres no berço 3.
Fonte : Jornal de Santa Catarina - SC
Data : 04/07/2017

MERCADO FINANCEIRO JÁ ESPERA INFLAÇÃO MENOR NOS PRÓXIMOS ANOS
Publicado em 07/04/2017 as 03:29 PM

O Globo - GABRIELA VALENTE valente@bsb.oglobo.com.br ANA PAULA RIBEIRO ana.ribeiro@sp.oglobo.com.br

Boletim Focus mostra reflexos da decisão do governo de reduzir meta

BRASÍLIA E SÃO PAULO- A sinalização dada pela equipe econômica de que há a intenção de fazer com que o país tenha inflação ainda mais baixa a longo prazo surtiu efeito. Os analistas do mercado financeiro já ajustaram as previsões para os próximos anos. O anúncio do Conselho Monetário Nacional (CMN) de que criou metas para três anos à frente — com números ainda mais baixos que os atuais — foi suficiente para ancorar as expectativas dos especialistas.

Na semana passada, o CMN fixou metas de inflação de 4,25% para 2019 e de 4% para 2020. Para 2018, a meta está mantida em 4,5%.

De acordo com o boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a projeção para a inflação para 2020 caiu de 4,25% para 4%, como prevê o CMN. Essa é a mesma expectativa para 2021, que, até a semana passada, era de 4,25%.

Essa ancoragem rápida tem um motivo, segundo economistas ouvidos pelo GLOBO: a credibilidade da equipe econômica. A dúvida, agora, é se a linha de política econômica será mantida depois das eleições de 2018.

— Agora, tudo depende da próxima gestão — frisou o exdiretor do BC e economistachefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.

A inflação, que foi um grande problema econômico nos últimos anos, já não incomoda, devido à recessão e à mudança de equipe econômica no ano passado. As perspectivas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) são cada vez menores. Para este ano, a aposta caiu pela quinta semana seguida e está em 3,46%. Para o ano que vem, mesmo com a manutenção da meta em 4,5%, a previsão está em 4,25%. Os economistas avaliam que não dá mais tempo de cortar os juros tão rapidamente para mirar o centro do alvo.

Com isso, os analistas diminuíram a projeção para os juros no fim de 2018. A aposta para a taxa básica (Selic) caiu de 8,5% para 8,25% ao ano.

Para 2019, a estimativa ficou na meta de 4,25%. Essa é mais uma mostra, segundo o mercado financeiro, da credibilidade da equipe econômica. Ela é contraponto da atual crise política e da possibilidade de abertura de processo contra o presidente Michel Temer.

PRISÃO DE GEDDEL AFETA MERCADO

Renato Nobile, economistachefe da Bullmark Financial Group, avalia que o fato de o campo político atrapalhar o andamento das reformas estruturais do país não influencia as expectativas para a inflação, porque o cenário é benigno. No entanto, ainda é cedo para garantir o controle inflacionário no longo prazo, diz ele:

— Para o mercado financeiro, incerteza é um horror.

O resultado do Focus chegou a pesar nos mercados pela manhã, mas o movimento se inverteu com os investidores concentrando as atenções no cenário político, visto como menos pessimista para Temer, e principalmente para o andamento das reformas econômicas. Isso fez o dólar comercial cair e também contribuiu para um dia de ganhos no mercado acionário local. A moeda americana recuou 0,24% ante o real, cotada a R$ 3,306 — na mínima do pregão, chegou a R$ 3,2950. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3 (exBM&FBovespa e Cetip), subiu 0,60%, aos 63.279 pontos.

— O mercado percebe um fortalecimento de Temer com a decisão do STF em relação a Aécio Neves, que é favorável à permanência do PSBD na base do governo. O mercado prefere um presidente impopular, mas reformista e com uma equipe econômica de qualidade, a um novo governo — disse Cleber Alessie, operador da corretora H.Commcor.

No entanto, a prisão do exministro Geddel Vieira Lima, que ocorreu meia hora antes do fechamento, ajudou o dólar a se distanciar dos patamares mínimos do pregão, segundo Guilherme França Equelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio:

— Meia hora antes do encerramento da sessão regular, a notícia de que Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer, foi preso pela Polícia Federal, dentro da operação Cui Bono, acabou fazendo preço, ajudando o dólar comercial a fechar menos desvalorizado.

Hoje, o mercado americano não opera devido ao feriado do Dia da Independência, o que deve reduzir o volume dos negócios globalmente.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/07/2017

CANDIDATURA À OCDE AJUDARÁ NA ABERTURA DA ECONOMIA BRASILEIRA
Publicado em 07/04/2017 as 03:28 PM

O Globo - Elianeo@bsb.oglobo.com.br

Entrar no grupo tornaria país mais atraente para investidores



ELIANE OLIVEIRA
MICHEL FILHO/29-6-2017
Proposta. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, entregou a carta à OCDE

BRASÍLIA - Candidato a fazer parte do clube de 35 países que compõem a Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil terá de retomar o processo de abertura comercial, interrompido no início dos anos 2000, se quiser ser aprovado como membro do gigantesco organismo internacional que tem sede em Paris. Segundo integrantes do governo e analistas, além de deixar de ser uma das economias mais fechadas do mundo, o Brasil também terá de se adequar a regras de investimentos e à não discriminação de empresas estrangeiras em compras governamentais. Por outro lado, receberá uma espécie de “selo de qualidade” que o tornará mais atraente para investidores.

Segundo dados do Banco Mundial, em 2015 o grau de abertura do Brasil (o fluxo de comércio do país como proporção do Produto Interno Bruto, PIB) era de de 27%, enquanto México e Chile, os dois únicos países latino-americano na OCDE, registram 73% e 60%, respectivamente. No Brics, a África do Sul tem grau de abertura de 72%; a Rússia, de 49%; a Índia, de 42%; e a China, de 40%.

Abrir o mercado brasileiro não será fácil. À exceção do agronegócio, boa parte dos setores industriais brasileiros é tida como sensível aos importados e, por isso, tem tarifas de importação elevadas, de até 35%. São exemplos as áreas automotiva, eletroeletrônica e de bens de capital. Para o ex-presidente do Banco Central e atual diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Langoni, o Brasil tem um histórico de protecionismo exagerado e duradouro.

Segundo Langoni, o custo-benefício da adesão é plenamente favorável. O Brasil teria que arcar com algo em torno de US$ 15 milhões por ano, quantia que, a seu ver, cabe plenamente no Orçamento, levando-se em conta a importância do projeto.

— A entrada na OCDE significa que o Brasil vai entrar nas melhores práticas internacionais no que se refere à governança corporativa e pública. O risco Brasil cai. Se um país é da OCDE, ganha um selo de qualidade. É como um investment grade (grau de investimento, classificação concedida pelas agências de risco) — disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão.

AGRONEGÓCIO PREOCUPA CRÍTICOS

Com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Estevão entregou uma carta à OCDE, no início de junho, pedindo a entrada do Brasil no organismo, que reúne, em sua maioria, países ricos, como Estados Unidos e Japão. De acordo com o secretário, não é possível saber quando sairá a resposta. O Chile, por exemplo, demorou três anos para entrar. Antes do Brasil, quatro países solicitaram entrada na OCDE: Argentina, Peru, Bulgária e Romênia.
Para ser aceito, o Brasil terá que adotar ou renegociar 270 instrumentos (recomendações, decisões, declarações). Um ponto a favor é que o país já participa de 23 comitês da OCDE.
Alex Agostini, economistachefe da Austing Rating, elogia a iniciativa, por ver muitas vantagens para o Brasil:

— Se há alguma desvantagem, é que o Brasil precisa compartilhar com os demais membros suas experiências de sucesso nos diversos campos da economia. Para alguns críticos, isso pode ser um prejuízo. O principal destaque para esses críticos é que o Brasil é o maior exemplo mundial de produtividade no agronegócio. Mas eu vejo como maior vantagem comparativa do Brasil suas condições climáticas e disponibilidade de terra, fato que não tem como ser transferido.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/07/2017

BALANÇA COMERCIAL TEM MAIOR SUPERÁVIT DESDE 1989
Publicado em 07/04/2017 as 03:27 PM

O Globo - MANOEL VENTURA manoel.ventura@bsb.oglobo.com.br

Alta de exportações puxa resultado de US$ 36,2 bi no primeiro semestre

BRASÍLIA - Com as exportações subindo a taxas maiores que as importações, a balança comercial brasileira registrou, no primeiro semestre deste ano, um superávit de US$ 36,2 bilhões. O número representa o melhor resultado comercial para o período desde 1989, quando teve início a série histórica do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).


MARCOS ALVES/8-6-2017
Exterior. Saldo positivo em junho também foi recorde: US$ 7,2 bilhões

br /> Em junho, a balança também registrou um superávit recorde, de US$ 7,2 bilhões. As exportações somaram US$ 19,8 bilhões, alta de 23,9%, ante junho de 2016. As importações brasileiras encerraram o mês em US$ 12,6 bilhões, aumento de 3,3% na comparação anual.
O saldo comercial positivo nos seis primeiros meses deste ano foi puxado por uma alta de 19,3% nas exportações, que fecharam o período em US$ 107,7 bilhões. As importações subiram menos e encerraram o semestre em US$ 71,5 bilhões, avanço de 7,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Diante do resultado recorde do saldo comercial, o governo aumentou a previsão de superávit da balança para este ano. Agora, a expectativa é a de um saldo positivo de US$ 60 bilhões, contra uma previsão inicial de US$ 55 bilhões. Se esse valor se confirmar, será o maior superávit da história do país, superando os números registrados em 2016 (US$ 47,5 bilhões).

EXPORTAÇÃO DE CARNE CAI

Em meio à crise provocada pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que abalou a confiança da carne brasileira no mercado internacional, a quantidade de carne exportada pelo Brasil no primeiro semestre do ano caiu 6,5%, na comparação com os seis primeiros meses de 2016.

Nessa conta, estão todos os tipos de carne — fresca ou industrializada, de frango, suína e bovina. Apesar do recuo no volume embarcado, o preço das exportações aumentou 4,3%. Ou seja, os exportadores brasileiros venderam uma quantidade menor, mas com preços maiores, em relação ao ano passado.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/07/2017

PORTO DO RIO ESTÁ SEM CONCESSIONÁRIA
Publicado em 07/04/2017 as 03:25 PM

por Lauro Jardim

A concessionária Porto Novo, responsável por administrar o porto do Rio de Janeiro, comunicou à Prefeitura que interrompeu seus serviços devido aos atrasos de pagamento desde que Marcelo Crivella assumiu.



A empresa está na Justiça para tentar receber.

A Porto Novo é responsável, entre outras atividades, por pavimentação de ruas, limpeza, iluminação pública e sinalização do trânsito da região.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/07/2017

DRONES E CÂMERAS DE ALTA TECNOLOGIA VÃO COMEÇAR A SER USADOS NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/04/2017 as 03:16 PM

Autor:        Por Mariane Rossi, G1 Santos

Novo diretor de Operações Logísticas acredita que novos aparelhos vão começar a ser utilizados até o fim do ano.

Novos aparelhos tecnológicos que prometem trazer mais eficiência logística começarão a ser utilizados no Porto de Santos, o maior da América Latina, que fica no litoral de São Paulo. A administração portuária irá investir em câmeras de longo alcance e visão noturna. A maior novidade é o emprego de drones para o controle e auxilio do movimento portuário.

O trabalho de implantação dos novos aparelhos está sob o comando do novo diretor de operações logísticas da Codesp, Carlos Henrique Poço. Ele assumiu o posto em maio deste ano após indicação do Governo Federal. Formado em gestão de tecnologia, Poço é bacharel em Direito e, desde agosto, já fazia parte da Codesp, como superintendente de tecnologia da informação.

A implantação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System - VTMIS) no Porto de Santos é uma das metas de sua gestão. O sistema possibilitará o monitoramento em tempo real do fluxo de embarcações no Porto de Santos e será referência mundial em complexos portuários.

“Hoje só existem equipamentos de servidores. Temos câmeras que focam nos caminhões, mas para o controle da navegação ainda não. Hoje, as câmeras são analógicas. Elas vão se trocadas para digitais. São 425 câmeras. O projeto conta com o total de seis câmeras de longo alcance e visão noturna, sendo duas com alcance de 12 milhas náuticas (24km aproximadamente) e quatro com alcance de 3 milhas náuticas (6km aproximadamente)”, explicou.

As câmeras serão instaladas no Forte Itaipu, no Forte dos Andradas, na Ilha Barnabé e na área particular ao lado do Grupamento de Bombeiros do Guarujá e no CCVTMIS (Centro de Controle do VTMIS).

Além das câmeras, 16 drones devem começar a operar 24 horas no Porto de Santos. Ainda na época em que era superintendente, Poço já estava a frente do projeto. Ele e sua equipe realizaram uma pesquisa durante seis meses para avaliar qual a melhor maneira de utilizar esses equipamentos no cais santista.

“A gente pretende usar em três frentes: para a fiscalização, monitoramento ambiental e também para a segurança, que é a Guarda Portuária. Vamos contratar o serviço porque, com o passar do tempo, os drones ficam obsoletos e também gera um gasto grande de treinamento de pessoal”, explicou.

Segundo Poço, a ideia é que os drones sejam utilizados sob demanda, sempre que necessário. “Se tem um chamado, aciona um operador e manda o drone. No caso do incêndio na Ultracargo, poderíamos mandar um drone. Seria mais rápido. Até o final do ano vamos colocá-los na rua”, afirmou.

O gestor também quer reduzir ao máximo a quantidade de papel gasto no Porto de Santos, deixando o porto totalmente digital. Segundo ele, cerca de 30% do que estava no arquivo morto da Codesp já foi digitalizado e os documentos foram colocados em uma área específica para o armazenamento. Porém, ainda há muito trabalho pela frente.

“Hoje é muito alta a tramitação de papel. Quase tudo é feito por papel. Os novos documentos que entram já vão se tornar digitais. Não vai gerar mais nenhum papel. Por exemplo, tem as empresas que fazem a coleta de resíduos sólidos dos navios. Estamos desenvolvendo um sistema que as empresas vão fazer um cadastramento online e pronto. Não tem tramitação de papel”, disse.

Por ser um dos maiores da América, o porto de Santos sempre encontrou dificuldades nas operações logísticas. Poço entende que, para melhorar, é preciso aumentar a eficiência do porto por meio da tecnologia. “O Porto de Santos é o maior, mas também tem que ser o mais eficiente. Vamos aumentar isso”, afirmou.

Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 04/07/2017

DIRIGENTE DE SUAPE MINISTRA PALESTRA EM SÃO PAULO
Publicado em 07/04/2017 as 03:16 PM

Assessoria de Comunicação

Os portos públicos brasileiros estão cada vez mais perto de reconquistar sua autonomia. A intenção do Governo Federal, de regionalizar as administrações dos portos, delegando as competências do Poder Concedente às Autoridades Portuárias pode se tornar uma realidade a qualquer momento. Este assunto, que chama atenção de toda a cadeia produtiva do setor portuário, foi o tema da palestra “A descentralização das atividades portuárias”, ministrada pelo vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcelo Bruto, durante o Workshop de Logística e Transporte “Perspectivas do Setor Portuário e o novo Decreto nº9.048/2017”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FISP), no dia 27 último.

O workshop reuniu mais de 120 especialistas do setor para discutir os novos investimentos na área e as prováveis soluções em relação às questões regulatórias, abordando a visão do Governo Federal, das administrações portuárias, dos operadores portuários e dos usuários. “A possibilidade de conduzir projetos para o desenvolvimento do Complexo de Suape com autonomia é a meta que queremos alcançar”, pontuou, Marcelo Bruto.

No encontro também foi discutido a recente publicação do Decreto nº 9.048/2017, que trouxe inovações importantes para o setor. O decreto visa desburocratizar e destravar investimentos do setor portuário. Para os portos organizados, o documento estabelece regras de prorrogação antecipada condicionada à realização de novos investimentos, além de estender prazo dos novos contratos para 35 anos, prorrogáveis até o limite de 70 anos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 04/07/2017

LOGÍSTICA DIANTE DO CENÁRIO ECONÔMICO ATUAL
Publicado em 07/04/2017 as 03:15 PM

Assessoria de Comunicação


Este foi o tema escolhido para o 1º Encontro de Logística promovido pela Associação das Empresas do Distrito Industrial de Campo Grande (Adedi), do Rio de Janeiro, juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O encontro foi realizado no dia 22 de junho último, onde estiveram presentes diversos empresários da região que puderam refletir sobre este importante tema.

log

Hélio Meirim (CEO HRM Logística) foi um dos palestrantes e, destacou os principais desafios logísticos dos dias atuais, trazendo também algumas sugestões de como minimizá-los. Questões relacionadas a planejamento da demanda, gestão de estoques, aquisição e negociação com fornecedores, armazenagem, transportes, logística no e-commerce, mobilidade urbana, visibilidade de informações e logística reversa foram alguns dos temas abordados durante a palestra.

Meirim destacou ainda, que ainda existem muitas oportunidades para as empresas que entendem as possibilidades proporcionadas pelo uso da logística de forma integrada, pois muitas ainda atuam de forma fragmentada.

Jorge Barros, trouxe para o público, em sua palestra, um tema de grande relevância. Ele abordou as questões relacionadas a legislação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e como as empresas estão se posicionado quanto a Logística Reversa.

Ao término do evento, os participantes puderam conversar sobre os temas abordados, trocar experiências, pensar em possibilidades de projetos em conjunto e já pensar nos temas para o 2o. encontro de logística.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 04/07/2017

VLI ABRE PROCESSO SELETIVO PARA PROGRAMA DE TRAINEE 2018
Publicado em 07/04/2017 as 03:15 PM

Seleção é voltada para graduados em engenharia; inscrições vão até 27 de julho

A VLI, empresa de soluções logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, está com processo seletivo aberto para o programa Trainee VLI 2018. A companhia tem o compromisso de criar valor para seus clientes e busca jovens engenheiros e engenheiras com alto potencial de desenvolvimento e que queiram ser protagonistas do movimento de transformação da logística no Brasil. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de julho pelo site www.99jobs.com/vli.

A VLI foi eleita em 2016, pela segunda vez, uma das 150 melhores empresas do Brasil para se trabalhar pela revista Você S/A e também foi escolhida pelo anuário Época Negócios 360º como a melhor empresa do país no setor de infraestrutura. Os aprovados no processo seletivo da empresa farão parte de um time de mais de 7 mil pessoas distribuídas por 10 Estados e o Distrito Federal empenhadas em pensar grande, superar desafios e transformar a logística do país.

Para participar, é preciso ter graduação concluída entre dezembro de 2015 e dezembro de 2017, conhecimentos avançados em inglês e informática, além de disponibilidade para mudanças. Os selecionados atuarão em áreas de planejamento, manutenção e operação que englobam as operações ferroviárias, portuárias e de terminais da empresa. Todas as oportunidades da VLI se aplicam a profissionais com deficiência.

O programa tem duração de 12 meses e um dos seus diferenciais é a capacitação. Um dos principais objetivos da VLI é ter os melhores profissionais trabalhando e crescendo com a empresa. Os trainees selecionados passarão por um treinamento introdutório e, por meio do “Mochilão VLI”, irão conhecer as principais operações da companhia nos portos, ferrovias e terminais pelo Brasil.

Eles também terão a oportunidade de realizar um curso de especialização em engenharia ferroviária ou engenharia de portos e terminais em instituições de renome. Durante o programa, além de desenvolverem um projeto técnico de melhoria para as áreas em que serão alocados, os jovens também recebem treinamentos em temas variados relacionados à carreira com o objetivo de desenvolver competências alinhadas ao seu perfil e aos valores da companhia.

Após o fim do programa, o profissional participa no ano seguinte do pós-trainee, um modelo de workshop de carreira, que visa dar orientação para o desenvolvimento de competências na vida dos jovens profissionais.

Seleção

Os candidatos devem ter concluído a graduação entre dezembro de 2015 e dezembro de 2017 nos cursos de engenharia (Produção, Mecânica, Processos, Minas, Transporte, Eletrônica, Elétrica, Civil, Metalúrgica, Materiais, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Controle e Automação, Telecomunicações, Energia, Química, Ambiental, Mecatrônica e Ferroviária).

O processo seletivo é composto pelas etapas de inscrição, testes on-line, workshop de desenvolvimento e entrevistas, teste oral de inglês, painel com executivos da VLI e, por fim, encontro com o diretor-presidente da empresa.

A VLI oferece salário compatível com o mercado, além de benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, participação nos lucros, assistência-médica e odontológica, seguro de vida e previdência privada.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 04/07/2017

NAVIO COM CAPACIDADE DE 11 MIL TEUS ATRACA NA TCP
Publicado em 07/04/2017 as 03:14 PM




Cape Sounio é o maior navio em capacidade já atracado em Paranaguá

A TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu no último dia 13, o navio Cape Sounio. Operado pela armadora Zim, o navio pode transportar até 11 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e é o maior em capacidade de contêineres já atracado na costa paranaense.

O navio integra o serviço Ásia 2 e conta com 330,3 metros de LOA (comprimento) e 48 metros de boca. “Trata-se de navio de grandes dimensões e que utilizou o Porto de Paranaguá pela primeira vez na rota Sul, . A vinda dele para Paranaguá comprova a capacidade operacional do Terminal, que está entre os maiores da América Latina”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial. Em Paranaguá, foi registrada a movimentação total de 856 contêineres, com produtos de importação como químicos e automotivos.

A tendência, explica Moraes e Silva, é que navios ainda maiores, com até 368 metros de LOA, possam atracar no Terminal nos próximos anos. “Além das obras de expansão e modernização que a TCP realiza para a expansão do cais, por exemplo, a região da Baia de Paranaguá passa por obras de dragagem, que irão garantir aumentar a profundidade do canal, bacia e berços, proporcionando um calado operacional de 13,30 metros para o Porto”, enfatiza.

Hoje, o cais da TCP conta com 879 metros e passará por um processo de ampliação e modernização, ganhando mais  220 metros de berços, totalizando 1.099 metros de extensão. O projeto de expansão,  previsto na renovação antecipada do contrato de arrendamento por mais 25 anos a partir de 2023, prevê a construção de dolfins exclusivos para a atracação de navios que fazem o transporte de veículos; e a ampliação da retroárea do terminal, que hoje conta com 320 mil m2 e que será ampliada para cerca de 477 mil m2.

Sobre a TCP

A TCP é a empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá – um dos maiores terminais de contêineres da América do Sul, e a empresa de serviços logísticos TCP Log.

A atuação do terminal é complementada pela TCP Log, que oferece serviços de integração da cadeia logística; como armazenagem, estrutura para carregamento e descarregamento de contêineres, pátio para contêineres e transporte do modal rodo ferroviário ao terminal em Paranaguá.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 04/07/2017

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - CÂMARA DEBATE FUTURO DAS DOCAS
Publicado em 07/04/2017 as 03:14 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercado regionalÈfatribuna.com.br

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados realiza, hoje, em Brasília, uma audiência pública para discutir o futuro das companhias docas e as funções essenciais das autoridades portuárias para o desenvolvimento do setor, A reunião contará com a presença de especialistas e do Governo e será às 10 horas.

Para o deputado federal João Paulo Papa (PSDB), que propôs o debate, o momento é propício para a discussão, pois avançam as tratativas de políticas de investimento por meio de parcerias com o setor privado. Uma delas é a concessão da dragagem para a iniciativa privada, Hoje, ela é uma atribuição das autoridades portuárias.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 04/07/2017

MARINHA DO BRASIL - TONG SHUN DEIXA O PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/04/2017 as 03:14 PM

O navio graneleiro TongShun, que encalhou no Porto de Santos no último dia 9, foi autorizado pela Marinha a deixar o complexo santista. A embarcação seguiu para Cingapura às 3 horas.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 04/07/2017

PORTO - REDUÇÃO DE CALADO CAUSA PREJUÍZOS A USUÁRIOS DO PORTO
Publicado em 07/04/2017 as 03:14 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Custo extra pode chegar a US$ 1,6 milhão por navio porta-contêiner, segundo o Sindamar

A redução da profundidade máxima e do limite cio calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) no Porto de Santos, confirmada na última sexta-feira, trouxe preocupação e indignação aos usuários do complexo santista. O prejuízo pode chegar a US$ 1,6 milhão por navio. Para os agentes marítimos, sobrou a tarefa de rever embarques de cargas já programados, tanto no transporte de produtos a granel, quanto de contêineres.

“Uma coisa é certa: já estamos tendo prejuízos”, afirma José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Ele se refere à redução calado operacional na entrada do Porto. Antes, a regia permitia a navegação de embarcações com até 13,7 metros. Agora, a restrição é para navios de até 12,3 metros, em condições normais de maré.

A entidade estima que nos navios de contêineres, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito unidades. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 contêineres ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

De acordo com os cálculos do Sindamar, com o frete médio a US$ 2.300, o prejuízo fica em torno de US$ 1.6 milhão por navio. No caso das cargas de granéis, com 90 centímetros a menos, as embarcações deixam de transportar 9 mil toneladas, perdendo O frete de US$ 27 mil, além do exportador, no caso da soja, deixar de vender o equivalente a US$ 324 mil.

“Embora a Codesp tenha informado que a draga Pearl River já esteja programada para realizar a dragagem do trecho compreendido entre a Barra e o Entreposto de Pesca, até ser concluída a dragagem, os usuários do Porto de Santos enfrentarão enormes dificuldades e transtornos em suas logísticas operacionais", afirma representante do Sindamar.

Entre outras implicações, ele aponta impactos comerciais com compradores internacionais pelos compromissos assumidos, que podem resultar em multas ou até no cancelamento de contrato firmado e não cumprido.

ARMAZENAGEM

A limitação do calado também pode provocar outros gastos aos agentes que atuam no complexo portuário santista, pois para atender essa nova profundidade reduzida, são obrigados a ter despesas com armazenagem, zarpando com os navios com a sua capacidade de carregamento prejudicada na alocação das cargas.

“Isso traz um resultado negativo na balança comercial devido à limitação no carregamento. Resultado: exporta-se menos com esse calado”, avalia Roque.

Procurada para comentar sobre as alterações ocorridas depois da redução do calado, a Codesp informou, por meio de nota que a “programação dos navios permanece normal e os trabalhos de dragagem acontecem dentro da programação prevista”.

Na última sexta-feira, após reclamações determinais portuários e da detecção de três pontos de assoreamento (deposição de sedimentos) na entrada do Porto, a Codesp deslocou a draga para o local que necessitava de dragagem.

No entanto, a Autoridade Portuária também não informou quando esta frente de trabalho concluída e nem quando será realizada uma nova batimetria (levantamento de profundidades) para avaliar se houve ampliação na profundidade do canal do Porto.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 04/07/2017

DOCAS DEVE INFORMAR SOBRE GASES ATÉ O DIA 20
Publicado em 07/04/2017 as 03:13 PM

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos, ganhou mais tempo para dar explicações sobre o que fará com 115 cilindros de gases tóxicos que estão armazenados em instalações na área do Valongo, em Santos.
DA REDAÇÃO

Agora, o órgão federal tem até o dia 20 para informar o destino do produto.

O prazo inicial, que terminou ontem, e que já havia sido prorrogado anteriormente, foi estipulado pelo Ministério Público de Guarujá. A ideia da Codesp era incinerar o material na Base Aérea de Santos, em Vicente de Carvalho, o que fez com que a Prefeitura se manifestasse contra o transporte dos cilindros no município, pois isso poderia representar risco aos moradores da Cidade.

Na semana passada o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) abriu inquérito para investigar a destinação dos produtos. “Solicitei que fossem analisadas outras hipóteses, que podem incluir outras cidades da região e até alto-mar”, explica a promotora Almachia Zwarg Acerbi.

Por entender que se trata de um problema regional, o MP do Guarujá entrou em entendimento com o Gaema para que a equipe leve o assunto a diante.

RISCOS

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), sete cilindros contêm gases explosivos e 108, gases inflamáveis. Por isso, a maneira mais segura de descartar as mercadorias seria a queima dos componentes. Entre as cargas, está a fosfina (outra denominação do hidreto de fósforo), que é altamente tóxica e usada para erradicar pragas.

Os produtos foram descobertos em um armazém há cerca de dois anos por técnicos da área de Meio Ambiente da Codesp. A estimativa é que de os cilindros estejam no local há 20 anos.

Mesmo aparentando bom estado, pelo tempo que permaneceram esquecidos, os cilindros perderam a garantia de controle de suas válvulas.

Procurada para falar das opções de locais para a queima dos 115 cilindros de gases tóxicos, das questões de segurança do espaço, a Codesp limitou-se a informar, por meio de nota, que “assim que tiver novidade, informaremos a imprensa”.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 04/07/2017

TERMAG SOFRE PRINCÍPIO DE INCÊNDIO
Publicado em 07/04/2017 as 03:13 PM

Um princípio de incêndio atingiu as instalações do Terminal Marítimo de Guarujá (Termag), na Margem Esquerda do Porto de Santos, na noite de domingo.
DA REDAÇÃO

De acordo com a empresa, o fogo começou na carga de enxofre e foi combatido pela brigada interna do próprio terminal.

Segundo informações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, por volta das 23h50, a torre 802 que sustenta as da-las de transporte de produtos do terminal foi atingida pelas chamas.

Como protocolo, o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local as chamas já haviam sido eliminadas. A Docas informou ainda que o veículo autobomba da Brigada de Incêndio da Autoridade Portuária se deslocou ao local.

No entanto, o caminhão não chegou a ser acionado, uma vez que o princípio de incêndio já estava sob controle. Não houve vitimas.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 04/07/2017

MAERSK DIZ QUE OPERAÇÕES PARA CLIENTES DEVERÃO VOLTAR AO NORMAL ATÉ 2A-FEIRA
Publicado em 07/03/2017 as 05:22 PM

COPENHAGE (Reuters) - A gigante dinamarquesa de logística A.P. Moller-Maersk espera que as operações voltadas para clientes voltem ao normal até segunda-feira e está retomando as entregas de contêineres em seus principais portos, após um ataque digital ocorrido na terça-feira.

"Esperamos que, na segunda-feira, voltemos a algo que se parece muito mais com um estado de negócios normalizado", disse Vincent Clerc, diretor comercial da unidade de transporte da empresa Maersk Line, à Reuters, por telefone.

"Nós recuperamos primeiro os principais sistemas operacionais para terminais Maersk Line e APM e depois trabalhamos em outras aplicações que não têm impacto direto nos clientes", afirmou.

A APM Terminals, que opera 76 terminais de contêineres em todo o mundo, retomará as operações normais nos terminais de Los Angeles e Newark, nos EUA, na sexta-feira, enquanto ainda trabalha em uma solução para recuperar o terminal em Roterdã, na Holanda, disse Clerc.

A Maersk disse que vem recebendo novas encomendas de clientes desde quinta-feira.

"Estamos vendo reservas e pedidos aumentando, mas ainda não estamos em um nível normal para nós. Esperamos receber uma boa parcela de pedidos que não recebemos esta semana", disse Clerc, acrescentando que ainda é muito cedo para quantificar o impacto financeiro causado pelo ataque digital.

(Por Jacob Gronholt-Pedersen)
Fonte : UOL Economia
Data : 30/06/2017

ALIANÇA BATIZA SEU PRIMEIRO REBOCADOR PORTUÁRIO, O ALIANÇA MINUANO
Publicado em 07/03/2017 as 05:21 PM




A Aliança Navegação e Logística batizou na última sexta-feira (23), no Estaleiro Detroit Brasil, em Itajai - Santa Catarina, seu primeiro rebocador portuário, o "Aliança Minuano". Considerada de última geração e adequada para navios cada vez maiores, a embarcação com 32 metros de comprimento tem uma capacidade de tração estática de 70 toneladas bollard pull.

Até o final deste ano, o Estaleiro Detroit entregará dois outros rebocadores da mesma série: "Aliança Aracati" (setembro) e "Aliança Pampeiro" (dezembro). Mais quatro embarcações de uma série ainda mais moderna estarão disponíveis ao longo de 2019. Todos os rebocadores serão operados diretamente pela Aliança.

Segundo José Roberto Salgado Sobrinho, diretor da Aliança Navegação e Logística, o mercado demanda rebocadores de maior porte e há oportunidades interessantes para expandir no Brasil. “Como é uma área em que não atuamos diretamente, a Aliança está trabalhando em acordos operacionais com empresas já estabelecidas no mercado, na comercialização dos serviços destas embarcações”, explica o executivo.

Marintec
Os três rebocadores da Aliança, que estarão disponíveis até o final do ano, custarão R$ 90 milhões.

Batismo

O "Aliança Minuano" foi batizado pela funcionária Dalva Negretti, coordenadora na Aliança Navegação e Logística. Ela atua na empresa há 35 anos e foi indicada pela diretoria como uma homenagem à dedicação da funcionária, que se aposenta em outubro.

Os demais rebocadores também serão batizados por funcionárias com mais tempo de casa e com histórias que servem de inspiração para toda a empresa.
Fonte : Portos e Navios
Data : 30/06/2017

CRISE DE ESTALEIROS PARALISA OBRAS DE US$ 6 BI NO RIO DE JANEIRO
Publicado em 07/03/2017 as 05:21 PM

Pelo menos uma vez por semana, trabalhadores do Estaleiro Mauá, na região metropolitana do Rio, precisam usar uma bomba para retirar dos tanques de um navio atracado no cais água que entra por uma fissura no casco.

Ainda inacabada, a embarcação está com as obras paralisadas há dois anos, desde que o Mauá fechou as portas em 3 de julho de 2015, e sofre com a falta de reparo do problema e de manutenção.

“A cada dia em que o navio fica parado, é mais um dinheiro que vai ter que ser gasto na sua recuperação depois”, lamenta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha.

Apenas no Mauá, são três navios inacabados, parte de uma lista de esqueletos gerados pela falência da indústria naval do país, após a descoberta do esquema de corrupção montado na Petrobras.

Levantamento feito pela Folha mostra que, como eles, existem outros três navios, sete sondas, um casco de plataforma e quatro comboios hidroviários —formados, cada um, por quatro barcaças e um empurrador– parados em estaleiros no país, em diferentes estágios de construção.
Juntas, essas encomendas somam US$ 6 bilhões e esperam pela solução de problemas contratuais ou judiciais.

Além do fechamento de vagas com a suspensão das obras, a paralisia aumenta o custo de embarcações, que já haviam sido contratadas a preços superiores aos praticados no mercado internacional.

Os navios da Transpetro no Mauá foram contratados por US$ 87 milhões, cada. São parte de uma encomenda de quatro embarcações, uma das quais foi entregue antes da suspensão das obras.
“São barcos praticamente prontos e enferrujados”, diz o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Construção e Reparo Naval (Sinaval), Sérgio Bacci. “Para concluir, vai ter que gastar mais dinheiro.”

Controlado pelo mesmo dono do Mauá, o empresário German Efromovich, o Estaleiro Ilha (Eisa) tem outros três navios inacabados, que foram encomendados pela Log-In, única empresa privada a apoiar o programa de retomada da indústria naval.

Nos dois casos, os estaleiros alegaram não ter mais dinheiro para tocar as obras e logo depois pediram recuperação judicial, recorrendo à Justiça em busca de proteção para negociar com credores.

As sondas estão distribuídas em três estaleiros —Brasfels, Jurong Aracruz e Estaleiro Atlântico Sul— e tiveram as obras paralisadas por falta de pagamento da Sete Brasil. Criada com apoio do governo em 2010 para ser a principal fornecedora da Petrobras no pré-sal, a empresa também está em recuperação judicial.

O casco da plataforma P-71 está no Rio Grande do Sul, enquanto a Petrobras e o estaleiro Ecovix discutem a rescisão do contrato. Já os comboios hidroviários estão parados no rio Tietê, em Araçatuba (SP), desde que a Justiça Federal determinou a suspensão do contrato assinado pela Transpetro, por suspeita de fraude nas licitações.

FILME REPETIDO
A situação remete à primeira grande falência da indústria naval brasileira, no final dos anos 1980, quando problemas financeiros provocaram paralisações em obras. O último navio entregue naquela época, o Livramento, por exemplo, demorou dez anos para ser construído.

Na época, empresários do setor naval foram acusados de embolsar dinheiro do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e deixar os estaleiros sem recursos para concluir as embarcações. O sindicato da indústria rechaça a comparação. Diz que, desta vez, a paralisação reflete a mudança na estratégia do governo e da Petrobras. “O problema é que o contratante mudou de ideia”, afirma Sérgio Bacci.

BNDES
O Sindicato da Indústria de Construção Naval e Offshore (Sinaval) se reuniu na última semana com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para pedir a formação de um grupo que avalie medidas para destravar obras e fomentar novas encomendas.

O vice-presidente da entidade, Sergio Bacci, argumenta que o banco tem grande exposição ao setor e poderia sofrer com calotes de estaleiros e armadores. Em dezembro, a carteira do BNDES de financiamentos atrelados ao Fundo de Marinha Mercante somava R$ 19 bilhões.

“A Petrobras diz que tem que reduzir sua dívida e prefere contratar mais barato. Mas não dá para resolver o problema da Petrobras e quebrar o país”, diz Bacci, citando que 50 mil trabalhadores já foram demitidos no pós-crise.

O BNDES afirmou que está acompanhando com cuidado a situação do setor de construção naval.
A Transpetro diz que não há previsão para a retomada das obras dos petroleiros do Mauá e que, “na qualidade de vítima”, colabora com as autoridades na apuração relativa aos contratos do Rio Tietê.

A Sete Brasil tenta negociar os contratos com a Petrobras para dar andamento ao seu plano de recuperação judicial —na semana passada, a estatal autorizou a reabertura das conversas sobre o tema.

Procuradas, a Log-In não comentou o assunto e a KPMG, responsável pela recuperação judicial dos estaleiros de Efromovich, não respondeu aos pedidos de entrevista.

Empregos nos estaleiros – Em quantidade (em 2016, apenas até novembro)
Estaleiro Atlântico Sul (Ipojuca, PE)
Obras paradas
Quatro sondas da Sete Brasil em diferentes estágios de acabamento
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de sete sondas, a US$ 662 milhões cada
Situação
Contratos cancelados pelo estaleiro em 2015 diante dos atrasos no pagamento
Jurong (Aracruz, ES)
Obras paradas
Uma sonda da Sete Brasil, com 85% da obra concluída
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de seis sondas, a cerca de US$ 804 milhões, cada
Situação
Sem receber desde novembro, estaleiro entrou em processo de arbitragem contra a Sete
Estaleiro Ilha SA (Rio de Janeiro, RJ)
Obras paradas
Três porta contêineres da Log-In, em diferentes estágios de acabamento
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de cinco porta contêineres, a US$ 66 milhões cada
Situação
Alegando falta de dinheiro para prosseguir as obras, estaleiro fechou as portas e pediu recuperação judicial em 2015
Mauá (Niterói, RJ)
Obras paradas
Três navios petroleiros para a Transpetro, subsidiária da Petrobras, em diferentes fases de acabamento
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de quatro navios do tipo Panamax, a US$ 87 milhões cada
Situação
Navios foram contratados a uma SPE chamada Eisa Petro Um, que parou a obra em julho de 2015, depois de ter negado pedido de aditivos pela Transpetro
Brasfels (Angra dos Reis, RJ)
Obras paradas
Duas sondas da Sete Brasil, em diferentes estágios de conclusão
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de seis sondas, a cerca de US$ 816 milhões cada
Situação
Obras suspensas pelo estaleiro em fevereiro de 2016 por falta de pagamento do contratante
Estaleiro Rio Tietê (Araçatuba, SP)
Obras paradas
Quatro comboios hidroviários, formados por um empurrador e quatro barcaças cada um, já concluídos
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de 20 comboios, a US$ 12 milhões cada
Situação
Contrato suspenso pela Justiça por suspeitas de fraude na licitação
Ecovix (Rio Grande, RS)
Obras paradas
Casco da plataforma P-71, da Petrobras, com 50% das obras concluídas
Valor do contrato
Parte de uma encomenda de oito cascos, a US$ 425 milhões cada Situação
Projeto foi retirado do planejamento estratégico da Petrobras e obras foram suspensas em dezemb
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 03/07/2017

INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL RECUA AO MENOR NÍVEL DESDE 2000
Publicado em 07/03/2017 as 05:20 PM

A longa recessão em que o Brasil mergulhou há quase três anos derrubou os investimentos para o nível mais baixo desde a virada do século, principalmente por causa da retração do setor privado.

Do ponto mais alto dos últimos anos, em 2013, a taxa de investimento de empresas e famílias caiu de 19% para 13,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em dezembro de 2016, o pior nível desde 2000, de acordo com estimativas do Cemec (Centro de Estudos do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) para a Folha.

Investimentos são recursos aplicados na aquisição de máquinas e equipamentos, na construção civil e no desenvolvimento de novos produtos. Quanto maior a taxa de investimento, maior será a capacidade da economia de crescer de forma sustentável.

As incertezas criadas pela crise que o país atravessa e o esforço que empresas e famílias têm feito para reduzir suas dívidas explicam parte da retração dos investimentos.

Mas o estudo do Cemec sugere que o desequilíbrio crescente das contas do governo é parte do problema. Os dados mostram que o setor privado está poupando como nunca, mas boa parte dos recursos tem servido para financiar o governo em vez de comprar máquinas ou erguer fábricas.

Em meio ao cenário econômico instável, os juros pagos para financiar a dívida pública garantem retorno superior às possibilidades oferecidas às empresas por investimentos produtivos.

MOTORES
Essa dinâmica é muito ruim para a economia num momento em que, para reagir, ela precisa de outros motores além do consumo, que sofre com a falta de crédito e o elevado nível de desemprego —fora as incertezas criadas pela turbulência na política.

Em linha com a deterioração das contas do governo, a taxa de investimento do setor público, que já era baixa, caiu para 1,8% do PIB em 2016, o menor nível desde 2004, segundo os cálculos do Cemec.

A queda do investimento privado é brutal e mais evidente. Entre 2013 e 2016, mostra o estudo, o setor privado respondeu por 84% da redução da taxa de investimento global da economia brasileira.

Por isso, o investimento somado, do setor público e do setor privado, encerrou 2016 na sua pior marca desde 2000. No primeiro trimestre deste ano, essa taxa subiu um pouco, mas nada que possa ser considerado uma reação.

Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre investimentos só separam as contribuições do governo e do setor privado com dois anos de defasagem. As estimativas do Cemec levam em consideração os números do IBGE e estatísticas de outras fontes.

Carlos Antonio Rocca, diretor do Cemec e autor do estudo, diz que, para sustentar expansão da atividade econômica de 3% a 4% ao ano, a taxa de investimento deveria girar em torno de 20% do PIB.

Algo próximo de países como Chile, Peru, México e Colômbia, que, em percentual do PIB, investem respectivamente, 21,7%, 22,8%, 23,2% e 25,4%, segundo o FMI.

POUPANÇA
A taxa global de poupança doméstica —o dinheiro disponível para investimentos— encerrou 2016 no menor nível desde 2001 (13,9% do PIB).

Mas a poupança do governo assumiu trajetória diferente da observada no setor privado. O setor público não poupa. Empresas e famílias poupam, mas investem cada vez menos no setor produtivo.

O setor privado tem economizado em níveis acima da média histórica, ao mesmo tempo em que o governo “despoupa” —ou seja, apresenta deficit em suas contas.

A taxa de poupança do setor privado alcançou 19,9% do PIB em dezembro, maior patamar atingido desde 2007 e acima da média de 18,9% do PIB registrada desde 2000.

Já o governo saiu de uma taxa de poupança baixa, mas positiva, de 0,6% do PIB em 2012, para uma negativa de 6,1% em dezembro passado —o pior resultado desde 2000 e um sinal do profundo agravamento das contas públicas.

A redução dos investimentos do setor privado não é um fenômeno novo, mas tem se agravado nos últimos anos, diz Samuel Pessôa, pesquisador associado do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e colunista da Folha.

A combinação do desequilíbrio fiscal estrutural com uma taxa de poupança pública muito baixa, diz Pessôa, resulta em taxas de juros reais elevadas, que encarecem investimentos e inibem o financiamento do setor privado.

Para Pessôa, a melhor forma de enfrentar a questão seria equacionar o desequilíbrio das contas do governo, elevando a poupança do setor público e abrindo espaço para a queda dos juros reais.
Sem o ajuste fiscal, diz Rocca, e mantida a taxa atual de investimento na economia, além do baixo crescimento da produtividade, o potencial de crescimento do país hoje não passaria de 1,5% a 2% ao ano. A crise política e as dúvidas sobre a recuperação econômica podem reduzir ainda mais esse número, afirma.


Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 03/07/2017

NAVIOS DE CONTÊINERES FICAM PRESOS NO PORTO DE SANTOS POR FALTA DE PROFUNDIDADE
Publicado em 07/03/2017 as 05:19 PM

Praticagem irá tentar sair com um dos navios ainda nesta sexta-feira (30).
Por Mariane Rossi, G1 Santos


Navio está preso no Porto de Santos (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Dois navios que estão atracados no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, não conseguiram deixar o terminal como estava previsto pela praticagem. Segundo o Brasil Terminal Portuário (BTP), onde as embarcações estão atracadas, os navios não conseguem sair do local por falta de profundidade no canal santista. Uma nova tentativa está prevista para a tarde desta sexta-feira (30).

O navio de contêineres Maersk Laguna veio de Paranaguá e atracou no Porto de Santos, na última quarta-feira (28). Ele chegou com 2812 contêineres, embarcou 1156 contêineres para exportação e descarregou 427, ficando com 3.541 contêineres a bordo. A previsão era que o navio deixasse o Porto de Santos nesta quinta-feira (29), por volta das 17h, com destino a África do Sul.

Porém, a Praticagem de Santos informou à BTP que o navio não poderia deixar o terminal por conta do calado que teria atingido os 14,20 metros, que fica além do limite de profundidade do trecho 1. A Praticagem diz que o limite é de 13,70 metros. Já Codesp fala que o trecho tem 14,50 metros. Os práticos não quiseram fazer a manobra por conta dos riscos que a atividade pode oferecer à embarcação.

"Não poderia sair o Porto porque tinha 4 centímetros a mais do que permitido, segundo a praticagem. Não podemos fazer nada. Temos que deixar o navio no cais. Os navios que estão lá fora não podem entrar. Isso traz prejuízos para muita gente. Pra gente do terminal, para os armadores que tem navio parado lá fora esperando, para a prefeitura que não arrecada o ISS e, naturalmente, para os exportadores", disse Antonio Passaro, diretor-presidente da BTP.

A Praticagem programou uma nova tentativa de retirada do navio Maersk Laguna para essa sexta-feira, às 17h, com a certeza de que as condições da maré irão melhorar. Caso essa alternativa fracasse, a opção seria retirar contêineres do navio para que a embarcação fique mais leve e consiga deixar o cais santista com menos mercadoria. O destino do Maersk Laguna são os portos da Europa.

A previsão é que o MSC Azov, que está ao lado do navio Maersk Laguna, também não consiga sair do Porto de Santos. A embarcação chegou de Itajaí (SC) com 2342 contêineres a bordo, nesta quinta-feira (29). O navio ainda está sendo carregado e a previsão é que deixe o cais às 19h. Porém, a BTP estima que, se estiver completamente cheio, a embarcação atinja os 14,20 metros de profundidade. Com isso, o navio não conseguiria sair do cais santista.

A BTP estuda se continuará carregando o navio MSC Azov ou se vai colocar apenas uma parte dos contêineres para que a embarcação possa sair do Porto e seguir em direção a Espanha, que é o seu próximo destino. Depois, outro navio da mesma linha iria retirar o restante dos contêineres.

De acordo com Passaro, esse problema vem ocorrendo em outros terminais do Porto de Santos. Para ele, isso é o resultado de uma má administração portuária. "A BTP e o Sopesp têm feito pedidos há três anos sobre a dragagem. Nesse momento, sabemos que a Libra tem o problema igual ao nosso. Precisamos de uma boa e eficiente gestão e manutenção das profundezas do Porto de Santos, o que a Codesp não tem sido capaz de fazer. A única forma de fazer isso é dar para a iniciativa privada", afirmou ele.

Em nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que está tomando todas as providências em relação à dragagem do trecho 1 do canal de navegação e dos berços de atracação do Porto de Santos. A empresa aguarda definição da Capitania dos Portos sobre o assunto.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 03/07/2017

PRINCÍPIO DE INCÊNDIO EM ESTEIRA MOBILIZA EQUIPES DE EMERGÊNCIA NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/03/2017 as 05:18 PM

Incidente ocorreu em terminal da margem esquerda do cais, em Guarujá.
Por G1 Santos


Princípio de incêndio atinge terminal na margem esquerda do Porto de Santos, SP (Foto: G1 Santos)

Um princípio de incêndio atingiu uma das torres de transporte de produtos de um terminal marítimo do Porto de Santos, na noite deste domingo (2). O incidente foi controlado rapidamente pelas equipes brigadistas da instalação e da Guarda Portuária.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que o sinistro de pequeno porte ocorreu na torre 802. A estrutura sustenta as calhas de transporte de produtos do Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), na margem esquerda do cais.

Assim que identificado, sirenes de alerta foram disparadas. O som foi ouvido por moradores das duas cidades. As equipes de emergência foram mobilizadas e conseguiram conter as chamas em menos de uma hora. Ninguém ficou ferido.

Localizado no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, o Termag movimenta enxofre e fertilizantes. A autoridade portuária não informou se havia operação de embarque em navios no momento do incidente. O Plano de Auxílio Mutuo (PAM) não precisou ser acionado.
Fonte : G1 – O Portal de Notícias do Globo
Data : 03/07/2017

IBOVESPA SOBE COM VALE E DÓLAR CAI A R$ 3,301
Publicado em 07/03/2017 as 05:17 PM


Dados positivos na China reduzem aversão ao risco
POR ANA PAULA RIBEIRO 03/07/2017 12:43 / atualizado 03/07/2017 14:22


Painel eletronico da Bovespa - Pedro Kirilos / Agência O Globo

SÃO PAULO - A menor aversão ao risco em escala global e um cenário político com ausência de novidades contribuem para que o dólar comercial perca valor e os negócios com ações operem em terreno positivo. A moeda americana cedia 0,39% ante o real, cotada a R$ 3,301. Já o Ibovespa, principal índice do mercado acionário da B3 (ex-BM&FBovespa e Cetip) tem alta de 0,42%, aos 63.166 pontos.

Contribuem para esse cenário positivo no exterior a divulgação de dados econômicos na China. O PMI do setor industrial de junho ficou em 50,4 pontos, ante 49,6 pontos no levantamento de maio. Entretanto, Guilherme França Equelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio, lembra que o feriado nos Estados Unidos na terça-feira pode pressionar os negócios internamente. “Deveremos ter uma sessão de dólar pressionado, acompanhando o desempenho externo, lembrando que o feriado amanhã americano deverá limitar a liquidez em nosso mercado”, avaliou, a analistas.

No exterior, o dólar ganhar força. O “dollar index”, que mede o comportamento da divisa frente a uma cesta de dez moedas, avança 0,56%.

Na B3, a alta do Ibovespa é sustentada pelo desempenho das ações da Vale. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) registram alta de 2,04% e as ordinárias (ONs, com direito a voto) sobem 1,93%.

Os papéis da Petrobras até iniciaram os negócios em alta, mas as PNs começaram a cair. O recuo é de 0,24%, cotadas a R$ 12,34. Já as ONs têm alta de 0,53%, a R$ 13,27. No exterior, o petróleo tem alta de 1,27%, com o barril do tipo Brent cotada a US$ 49,39.

Apesar da aparente calmaria, os investidores seguem de olho no cenário político e os sinais de recuperação da economia. O boletim Focus, do Banco Central, as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,10% para 2%. “Sem uma definição clara sobre o andamento das reformas da economia, em meio ao cenário político turbulento que o país atravessa, o mercado revisou, para baixo, as projeções para o crescimento da economia no próximo ano”, avaliou, em relatório, os analistas da Socopa Corretora.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 03/07/2017

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO CRESCE EM MAIO PELA PRIMEIRA VEZ NO ANO
Publicado em 07/03/2017 as 05:16 PM

Total chegou a 2,653 milhões de barris por dia, alta de 4,5% ante abril



RIO - A produção de petróleo no Brasil atingiu 2,653 milhões de barris por dia (bpd) em maio, alta de 4,5% ante abril, no primeiro aumento ante o mês anterior neste ano, com o início da produção de uma nova plataforma no pré-sal da Bacia de Santos, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

A produção nos primeiros meses do ano havia sido afetada por um grande número de paradas para manutenção da Petrobras, segundo informações da própria petroleira, depois do país registrar em dezembro um recorde de produção.

Em 17 de maio, a Petrobras iniciou a produção de sua plataforma P-66, a sétima em operação no campo de Lula, o maior produtor do país.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve uma alta de 6,7% da produção, impulsionada principalmente pelo desenvolvimento das áreas no pré-sal ao longo do último ano.

A produção de gás natural em maio, por sua vez, somou 105 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), alta de 2,1 % ante abril e avanço 5% se comparada ao mesmo mês de 2016.

A produção total de petróleo e gás natural no país em maio foi de aproximadamente 3,312 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

Do montante total, o pré-sal foi responsável por 47,5%, com a produção de 1,265 milhão bpd e 49 milhões de m³/d de gás natural, totalizando 1,572 milhões de boe/d, alta de 5,1% em relação ao mês anterior.

A Petrobras produziu em maio, segundo os cálculos da ANP, 2,067 milhões de bpd, alta de 4% ante abril.

Além da entrada em operação da nova plataforma, a empresa informou anteriormente que o avanço da produção deveu-se ainda à entrada de um novo poço produtor no campo Marlim Sul, na Bacia de Campos, além do retorno de plataformas após parada para manutenção em Marlim e no campo de Lula.

Já a anglo-holandesa Shell, segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil e sócia da Petrobras em áreas do pré-sal, produziu em maio 296,762 mil bpd, alta de 3,9% ante o mês anterior, segundo cálculos da agência reguladora.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 03/07/2017

MERCADO REDUZ PREVISÃO DE JUROS PARA 2018, DIZ FOCUS
Publicado em 07/03/2017 as 05:15 PM

Mercado projeta Selic em 8,25 para ano que vem, contra 8,50% anteriormente
Banco Central do Brasil - Ailton de Freitas / Agência O Globo

RIO - A perspectiva para a taxa de juros em 2018 recuou em meio a um cenário de inflação mais baixa no Brasil e depois que o governo fixou metas menores para a alta dos preços em 2019 e 2020.



Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira reduziram a estimativa para a taxa básica Selic em 2018 a 8,25%, contra 8,50% anteriormente.

Para este ano, permanece a expectativa de que a taxa básica de juros, atualmente em 10,25%, terminará a 8,5%, com corte de 0,75%l na reunião de julho do Comitê de Política Monetária.

Já o grupo que mais acerta as previsões, o chamado Top-5, reduziu seu cenário para ambos os anos, vendo a Selic a 8,13%, de 8,38%, em 2017; e a 8%, de 8,25%, em 2018.

Isso em meio a um cenário de inflação que perde força a cada semana no Focus. A projeção para a alta da inflação neste ano agora é de 3,46%, contra 3,48% anteriormente.

Com isso, o dado se aproxima da faixa mais baixa de tolerância para a meta, que é de 4,5% com margem de 1,5%.

Para 2018, a inflação foi estimada em 4,25%, contra 4,30% no levantamento anterior.

Na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou para 2019 o centro da meta de inflação a 4,25% pelo IPCA e, para 2020, a 4%, nos dois casos com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A medida é um esforço para mostrar a continuidade de uma política econômica mais austera.

As contas para a atividade econômica, por sua vez, mostraram manutenção da estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano crescerá 0,39%. Mas, para 2018, houve piora, com a expansão estimada em 2%, de 2,10% antes.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 03/07/2017

MERCADO VÊ INFLAÇÃO MENOR EM 2017 E EM 2018, TRAZ
Publicado em 07/03/2017 as 05:15 PM

SÃO PAULO - (Atualizada às 9h19) As estimativas dos analistas do mercado financeiro para a inflação deste ano e do próximo continuam a cair, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central (BC). A aposta para o juro ao fim de 2017, contudo, segue intacta.

A mediana das projeções para o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2017 saiu de 3,48% para 3,46%, e a de 2018 passou de 4,30% para 4,25%. A previsão de 12 meses à frente foi ajustada para cima, de 4,37% para 4,46%.

Para o IPCA de junho, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na sexta-feira, os analistas mantiveram a expectativa de deflação de 0,15%, que, se confirmada, será a primeira em 11 anos.

No caso da Selic, atualmente em 10,25%, a taxa deve terminar o ano em 8,50%, estimativa que se mantém há 12 semanas. O juro do fim de 2018 foi revisto de 8,50% para 8,25%.

Os analistas Top 5 de médio prazo não mexeram na projeção para o avanço do IPCA deste ano (3,48%) e do próximo (3,98%), mas ajustaram a previsão do juro para baixo, de 8,38% para 8,13% e de 8,25% para 8%, respectivamente.

Quanto à atividade, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 continuou em 0,39%, mas para 2018 foi revista de 2,10% para 2%, a sexta revisão para baixo seguida nessa estimativa.

Inflação à frente
As expectativas para o IPCA dos anos 2019, 2020 e 2021 continuam em 4,25%, posição mantida desde o início de abril, de acordo com o sistema de expectativas de mercado do BC.

Na quinta-feira passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) cortou a meta de inflação, após 14 anos, para 4,25% em 2019 e 4% em 2020. Também estabeleceu que a definição para a meta será feita para três anos seguintes e não dois, como era até então. De forma geral, a redução foi bem recebida pelos analistas. Alguns deles, contudo, alertaram para o risco fiscal e o impacto sobre variáveis como o risco-país e o câmbio, que podem afetar a inflação. Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

ESCOAMENTO DE GRÃOS PELOS PORTOS DO PARANÁ SEGUE EM FORTE ALTA
Publicado em 07/03/2017 as 05:15 PM

O escoamento de produtos agrícolas pelos portos do Paraná deverá crescer 76% no terceiro trimestre, prevê a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) a partir de uma estimativa feita junto aos terminais que movimentam grãos principalmente em Paranaguá. São esperadas 2,97 milhões de toneladas de cargas entre junho e agosto, ante 1,69 milhão no mesmo período do ano passado

Segundo a estimativa, 1,1 milhão de toneladas serão de soja, 650 mil toneladas de farelo de soja e 1,2 milhão de toneladas de milho. “A diferença de um ano para o outro se dá, principalmente, na escolha do produtor em voltar a exportar o milho. E é isso que temos buscado aqui, manter o Porto de Paranaguá pronto para atender à demanda do seu usuário, seja ela qual for”, afirma em nota o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

A colheita da safra de verão da temporada 2016/17 no Paraná terminou neste mês com 25 milhões de toneladas colhidas, 23% a mais que no ciclo anterior. O Porto de Paranaguá é a porta de saída por praticamente todo o volume escoado para o exterior.

No primeiro trimestre, o Porto de Paranaguá bateu recorde histórico de movimentação com 11,67 milhões de toneladas, mas não apenas de grãos.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

COMPRA DA CSA ABRIRÁ MERCADOS À TERNIUM
Publicado em 07/03/2017 as 05:15 PM

Por Juliano Basile | De Nova York

A compra da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) permitirá a reinvenção da Ternium, afirmou o presidente da empresa, Daniel Novegil. “Com a CSA, poderemos ir a diferentes direções. É algo que estamos considerando agora”, afirmou durante evento direcionado a investidores, em Nova York.

Novegil explicou que a CSA tem capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de aço. Desse montante, 2 milhões devem ir para os EUA, onde a CSA tem acordo de fornecimento para a Calvert – contrato que vale até outubro de 2019. Um milhão de toneladas poderá ser vendido no Brasil e mais 2 milhões ao México. A aquisição dobrou a capacidade de produção de chapas de aço da Ternium, o que permite maior flexibilidade para olhar para outros mercados, inclusive a Argentina. “A CSA nos dá a possibilidade de reinventar a companhia”, enfatizou Novegil.

O executivo demonstrou, no entanto, respeito ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que irá julgar a operação. “Nós estamos aguardando a posição das autoridades antitruste”.

Novegil disse estar otimista com a retomada do crescimento da economia no Brasil. Na sua avaliação, quando o país deixar a recessão, a recuperação será mais rápida, pois o setor de infraestrutura deverá trazer novas demandas à indústria. “Eu estou otimista”.

Ele afirmou que está buscando acordo com a Nippon Steel sobre o controle da Usiminas. “Continuamos trabalhando para tentar encontrar uma solução para as discrepâncias que tivemos sobre a governança na companhia”, ressaltou. Ele disse estar otimista com isso. “Mais cedo ou mais tarde nós vamos encontrar uma solução.”
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

MERCADO DE TRABALHO DÁ SINAIS DE ESTABILIZAÇÃO
Publicado em 07/03/2017 as 05:15 PM

A redução do desemprego de 13,6% para 13,3% entre abril e maio interrompeu uma sequência de 35 meses de alta da taxa na série dessazonalizada, diz o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs. Por essa medida, a diminuição foi de 13,2% para 13%. Para ele, o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostra que o mercado de trabalho dá “sinais antecipados de estabilização”.

Ramos ressalva que, diante do desempenho fraco da economia, que não dá sinais de que atingirá no curto prazo o nível mínimo de crescimento para absorver a expansão natural da força de trabalho, em média de 1,2% ao ano, o mercado de trabalho deve continuar distendido, sem uma geração de vagas mais expressiva.

A expectativa é que a estabilização continue neste segundo semestre e que uma recuperação se inicie no fim do ano. O risco no cenário, diz o economista, é a crise política, que, à medida que aumenta a incerteza, pode ter impacto negativo sobre a economia e sobre as contratações.

A boa notícia, ele acrescenta, é que os salários reais continuam avançando, na esteira da desaceleração da inflação. No trimestre até maio, a alta foi de 2,3% sobre o mesmo período do ano passado.

A queda da taxa de desemprego ocorreu mesmo diante de uma maior procura por emprego. O volume de novos empregos avançou 0,5%, enquanto a força de trabalho cresceu 0,2%. “A melhora da taxa de desocupação decorre de genuíno aumento da população ocupada. Bom sinal para a recuperação da atividade econômica”, destaca a equipe da consultoria Rosenberg Associados.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

BC ESCLARECE CONCEITO DE TAXA NEUTRA DE JURO EM REUNIÕES COM O MERCADO
Publicado em 07/03/2017 as 05:14 PM

Uma parte dos analistas e operadores do mercado financeiro está confusa sobre a definição precisa da taxa neutra, que o Banco Central diz que será fundamental para determinar até onde a Selic – hoje em 10,25% ao ano – cairá no atual ciclo de distensão monetária.

O BC percebeu que há mal-entendidos, por isso tem procurado esclarecer o conceito nos encontros que faz com o mercado. Na sua definição, taxa neutra é aquela que mantém a inflação estável na meta e a economia operando em plena capacidade. Essa definição implica que, se a inflação está abaixo da meta e a economia opera com capacidade ociosa, o Banco Central deve reduzir os juros abaixo da taxa neutra.

No mercado, não é incomum analistas definirem a taxa neutra de juros como aquela que “vai colocar” a inflação na meta e eliminar a capacidade ociosa. Esse conceito, porém, já embute o fato de a inflação estar abaixo da meta e de que a economia opera com capacidade ociosa.

Em uma recente reunião no Rio, economistas do setor privado disseram a autoridades do Banco Central que a taxa neutra caiu recentemente porque as perspectivas de retomada da economia ficaram mais sombrias depois da crise política causada pela delação da JBS, que tende a derrubar a inflação ainda mais abaixo das metas.

Essa definição é um pouco estranha, mas de vez em quando é usada também em outros países. A presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, parece ter usado algo parecido há alguns meses, quando disse que a taxa neutra deve subir no ano que vem.

O BC tem dito a analistas do mercado que o importante é conhecer o conceito que está sendo usado para entender os seus limites. Por exemplo, quando se admite o conceito de taxa neutra como aquela que vai levar a inflação para a meta e eliminar a capacidade ociosa da economia, perde sentido dizer que o BC deverá colocar a Selic abaixo dessa taxa neutra.

Para diferenciar a taxa neutra desse conceito contaminado pelo ciclo econômico, o Banco Central tem preferido chamar a taxa neutra em seus documentos oficiais de taxa estrutural.

Embora estrutural, a taxa neutra muda ao longo do tempo, mesmo no curto prazo, o que adiciona um pouco mais de confusão sobre a sua definição. Essas variações podem até depender de fatores conjunturais, mas não de variáveis cíclicas, como inflação e capacidade ociosa.

Em 2011, quando era economista-chefe do Itaú, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, escreveu um estudo sobre como os juros neutros (também conhecidos como taxa natural e juro de equilíbrio) mudam de acordo com fatores estruturais e conjunturais – o texto, escrito com o economista Aurélio Bicalho, tem o título “A Longa Travessia para a Normalidade: os Juros Neutros no Brasil”.

Os fatores estruturais que mudam o juro neutro incluem o aumento da produtividade da economia e a preferência da população entre poupar e consumir. Já os conjunturais são, por exemplo, a variação do risco país ou do crescimento mundial.

A crise política tende a elevar os juros neutros porque o risco país aumentou. O BC, até agora, não divulgou estimativas sobre os possíveis impactos, nem mesmo admitiu que a taxa neutra tenha de fato aumentado. O que tem dito é que, nesse ambiente de incerteza, fica mais difícil a taxa neutra cair e até mesmo estimar o seu nível atual.

No mercado, porém, economistas têm estimado que, por enquanto, a crise tenha adicionado cerca de 0,3 ponto na taxa neutra, que até então estaria perto de 5%. Alguns deles dizem, porém, que a crise representa uma força desinflacionária tão forte que o BC terá de cortar a taxa Selic em movimento maior do que a majoração da taxa neutra.

O BC tem insistido na necessidade de, apesar da crise, tocar as reformas para baixar a taxa neutra. Algumas delas, vem repetindo, devem aumentar a produtividade da economia, reduzindo a taxa neutra. Hoje nos Estados Unidos essa relação entre produtividade e taxa neutra é diferente. Economistas têm afirmado que a queda da produtividade derrubou a taxa neutra por lá.

A diferença são os canais por onde a produtividade afeta os juros. A alta da produtividade aumenta o retorno dos investimentos e também a demanda por capital, pressionando juros. Esse canal vale para EUA e Brasil. Mas o aumento da produtividade eleva a perspectiva de crescimento da economia e fortalece a posição fiscal dos países, derrubando os prêmios de risco. Esse canal é preponderante no Brasil, um país emergente, e desprezível nos Estados Unidos, que emitem uma moeda de reserva.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

IBOVESPA OPERA COM VALORIZAÇÃO; PETROBRAS RECUA E JBS AVANÇA
Publicado em 07/03/2017 as 05:14 PM

SÃO PAULO - A bolsa de valores brasileira opera em alta nesta segunda-feira, embalada principalmente pelas empresas do setor de commodities. O Ibovespa subia 0,40% às 11h28, para 63.152 pontos.

Entre as maiores altas, apareciam Gerdau Metalúrgica, com elevação de 2,82%, JBS, com valorização de 2,14%, e Marfrig, com avanço de 1,92%.

Na outra ponta, entre as principais baixas, se destacavam Petrobras PN, com recuo de 0,57%, e Cosan ON, com baixa de 1,01%.
(Denyse Godoy | Valor)Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

PRÓXIMOS PASSOS DO PPI NAS CONCESSÕES
Publicado em 07/03/2017 as 05:13 PM

Autor:        Por Rosane Menezes e João Toledo

Na terça-feira, 6 de junho, a Medida Provisória nº 752, publicada em novembro de 2016 e responsável por regular a possibilidade de prorrogação e relicitação de concessões no setor de logística, foi convertida na lei nº 13448/2017.

A lei versa sobre o destino de concessões de serviços públicos atualmente vigentes que estejam em fase de execução, na qual não há mais investimentos previstos no contrato, ou que tenham perdido a sustentação financeira.

Quando esses últimos contratos foram firmados, o Brasil vivia período de crescimento econômico com projeções animadoras. As concessionárias aeroportuárias, por exemplo, estimaram demandas altas que se mostraram frustradas especialmente no cenário de crise. A contratação de financiamento com bancos públicos e a taxa de juros reduzida também se tornou menos acessível. Somado a isso, a realização de modelagens insatisfatórias e os escândalos de corrupção arrematam o cenário já dramático, levando à inviabilidade das concessões em suas configurações originais.

Ciente da situação e sensível à necessidade de alavancar a retomada do crescimento no país, o governo federal editou a MP nº 752 com o intuito de promover novos investimentos e garantir aqueles já em curso, assegurando e expandindo os serviços públicos logísticos. Nesse sentido, a lei abrange os setores ferroviário, rodoviário e aeroportuário, trazendo dois mecanismos de reorganização das concessões vigentes: a prorrogação (contratual ou antecipada) e a relicitação dos contratos, sendo que em qualquer dos casos os projetos devem ser aprovados no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos - PPI.

A prorrogação, aplicável apenas aos setores ferroviário e rodoviário, corresponde à dilatação do prazo do contrato de concessão em contrapartida à realização de novos investimentos pela concessionária. Os aeroportos, como ainda são contratos novos, ficaram afastados dessa possibilidade. Ainda assim, a resistência à devolução dos ativos levou a criação de outro mecanismo, a reprogramação do cronograma de pagamento das outorgas, constante da MP 779 e da Portaria nº 135/17 do Ministério dos Transportes.

A relicitação, por sua vez, contempla os três setores e significa a devolução amigável de uma concessão, mediante indenização e compromisso de renúncia dos integrantes da concessionária à participação da nova licitação do projeto, que poderá conter modificações em relação ao contrato original. O novo contratado poderá ser o responsável por arcar com indenizações eventualmente devidas à concessionária anterior, inclusive pelos valores devidos aos financiadores em decorrência da extinção antecipada da concessão. Ou poderá ser obrigado a assumir os financiamentos vigentes - desde que os bancos concordem com as novas condições de crédito. Nesse aspecto, a relicitação traz liquidez para a devolução da concessão, especialmente quando comparada com a caducidade, que costuma ser traumática para todas as partes envolvidas.

A lei nº 13.448 ainda traz outras interessantes modificações na legislação vigente, seja aprimorando dispositivos de aplicação geral, seja buscando ajustar antigas pendências setoriais, especialmente no modal ferroviário, merecedor de grande atenção, já que as concessões ferroviárias poderão ser renegociadas e reconfiguradas.

A lei, sob esse contexto, permite, por exemplo, a extinção dos contratos de arrendamento de ativos públicos e a alienação, pelas próprias concessionárias, dos ativos hoje de titularidade do Dnit. Há a previsão, ainda, da inclusão de ramais e a extensão de algumas linhas férreas no próprio âmbito das prorrogações. Por fim, o aspecto talvez mais esperado e arrojado da nova legislação é a previsão do "investimento cruzado" em distintas malhas, o que permitirá que os valores pagos em contrapartida à extensão dos contratos sejam utilizados para a expansão e a melhoria do próprio setor, seja pela construção de novos trechos, seja pela eliminação de gargalos logísticos (como o acesso a portos), que afetam a qualidade dos serviços ferroviários de maneira sistêmica.

Outras disposições, como a menção expressa à não incidência, sobre as concessões, dos limites para as alterações dos contratos previstos na lei nº 8666, e a flexibilidade da regra que garantia, necessariamente, a exclusividade nos contratos de concessão rodoviária e ferroviária (mecanismo alterado para se permitir o compartilhamento de infraestrutura, em especial no segmento ferroviário), não podem ser esquecidos. Essas duas mudanças, embora aparentemente simples, são de extrema relevância para toda a infraestrutura nacional.

É possível prever que esses mecanismos terão de ser aplicados com base em diálogo aberto e estruturado entre o poder concedente e as concessionárias, diferentemente do que se deu, por exemplo, no setor elétrico, em que as prorrogações foram impostas de forma unilateral.

Ainda assim, por serem complexas, a prorrogação e a relicitação podem ensejar discussão entre as partes. Por isso, a legislação reforça a sujeição das concessões à arbitragem, de maneira extremamente positiva. A arbitragem é um mecanismo célere que permite a discussão precisa sobre temas que não são corriqueiros ao Poder Judiciário, como os de infraestrutura, muito técnicos e complexos. Por isso, a arbitragem é um caminho natural para solucionar tais entraves, assegurando maior celeridade e especialidade para a solução de divergências.

Pelas inovações e pelos aprimoramentos que traz, acreditamos que a lei nº 13.448 foi juridicamente bem construída. Ela endereça alguns equívocos pretéritos e fornece soluções factíveis e bem amarradas para o futuro. O que todos esperamos, agora, é que as ferramentas criadas possam contribuir para equacionar as pendências nos setores tratados e sejam utilizadas no curto prazo para permitir que o Brasil volte a olhar para frente. O PPI segue sendo um sinal otimista de melhora do cenário da infraestrutura brasileira, o qual ainda precisa da contribuição de todos os agentes interessados.

O PPI segue sendo um sinal otimista de melhora do cenário da infraestrutura brasileira

Rosane Menezes e João Toledo são, respectivamente, sócio das áreas de Infraestrutura e Contecioso/Arbitragem do Madrona Advogados.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 03/07/2017

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO PAÍS CRESCE 4,5% EM MAIO, MOSTRA ANP
Publicado em 07/03/2017 as 05:13 PM

A produção de petróleo no Brasil totalizou 2,653 milhões de barris por dia (bbl/d) em maio de 2017 ante abril, o que representa um crescimento de 4,5% na comparação com o mês anterior e de 6,7 % em relação ao mesmo mês em 2016, informou nesta segunda-feira, 3, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção de gás natural, por sua vez, foi de 105 milhões de metros cúbicos por dia, superando em 5 % a produção do mesmo mês em 2016 e em 2,1% a de abril. A produção total de petróleo e gás natural no País foi de aproximadamente 3,312 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Pré-sal

Segundo a ANP, a produção do pré-sal em abril totalizou aproximadamente 1,572 milhão de barris de óleo equivalente por dia. A produção, oriunda de 75 poços, foi de aproximadamente 1,265 milhão de barris de petróleo por dia e 49 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, um aumento de 5,1% em relação ao mês anterior. A produção do pré-sal correspondeu a 47,5% do total produzido no Brasil.

Queima de gás

O aproveitamento de gás natural no mês alcançou 96,5%, informa a agência. A queima de gás em maio foi de 3,7 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 4,3% se comparada ao mês anterior e de 1% em relação ao mesmo mês em 2016.

Campos produtores

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural em maio. Produziu, em média, 697 mil bbl/d de petróleo e 30,1 milhões de m3/d de gás natural.

Os campos marítimos produziram 95,2% do petróleo e 84% do gás natural em maio. A produção ocorreu em 8.306 poços, sendo 748 marítimos e 7.558 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,2% do petróleo e gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.112. Dom João Mar, na Bacia do Recôncavo, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62.

A FPSO Cidade de Itaguaí, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 6 poços a ela interligados, 185,0 mil boe/d e foi a Unidade Estacionária de Produção (UEP) com maior produção.

Concessões

A ANP informa ainda que em maio de 2017, 298 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 81 são concessões marítimas e 217 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras seis são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.
Fonte : IstoÉ
Data : 03/07/2017

FUTURO DAS COMPANHIAS DOCAS E FUNÇÕES DAS AUTORIDADES PORTUÁRIAS SÃO TEMA DE DEBATE EM COMISSÃO
Publicado em 07/03/2017 as 05:13 PM

A Comissão de Viação e Transportes promove debate nesta terça-feira (4) sobre o futuro das Companhias Docas e sobre as funções essenciais das Autoridades Portuárias para o desenvolvimento do setor portuário nacional.

O debate atende a pedidos dos deputados João Paulo Papa (PSDB-SP) e Alexandre Valle (PR-RJ).

O deputado João Paulo Papa explica que as Companhias Docas e as Autoridades Portuárias são responsáveis pela administração dos portos organizados, apoiadas pelo Conselho de Autoridade Portuária, órgão consultivo e com participação de representantes da classe empresarial, dos trabalhadores portuários e do poder público.

“É complexo este arranjo e sensível aos movimentos decorrentes do próprio desenvolvimento do País, como alterações na economia, nas leis, na política - por esse motivo, as questões relativas à administração dos portos devem ser permanentemente discutidas, visando o constante aprimoramento do setor”, afirma o parlamentar.

Foram convidados:
- o assistente de coordenação-geral de Desempenho e Tecnologia em Informações Portuárias, José Alfredo de Albuquerque e Silva;
- o secretário especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Adalberto Santos de Vasconcelos;
- o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Lirio Guterra;
- o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários, Sérgio Aquino;
- o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias, Cassemiro Tercio Carvalho;
- o diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wagner Moreira; e
- o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Adalberto Tokarski.

O debate será realizado às 10 horas, no plenário 11.

Da Redação - RL
Fonte : Agência Câmara Notícias
Data : 03/07/2017

AVALIAÇÃO DE SIMULADO DE ACIDENTE AMBIENTAL DE PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/03/2017 as 05:13 PM

A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), autoridade portuária do Porto de Santos, vai se reunir no próximo dia 10 de julho com a Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Defesa Civil de Santos. As entidades, juntamente com a Capitania dos Portos e as empresas participantes do Plano de Área do Porto de Santos e Região (PAPS), vão avaliar os resultados do exercício simulado de atendimento a derramamento de óleo no estuário. O evento ocorreu no dia 21 de junho último na Embraport, terminal que fica na área continental do Porto de Santos.

O acidente fictício simulou o vazamento de 200 metros cúbicos de óleo no estuário do Porto de Santos, em uma área próxima a manguezais. O exercício mobilizou equipes da Embraport, da Codesp e das demais empresas do PAPS, além dos orgãos ambientais.

As principais ações do combate foram o cercamento do navio atingido com barreiras de contenção. Também foram protegidas com barreiras áreas sensíveis do ambiente, como a proximidade dos mangues, e pontos estratégicos do estuário para evitar a dispersão do óleo.

Foi testado também o atendimento de emergência à fauna potencialmente atingida pelo derramamento de óleo. Uma equipe especializada na captura e tratamento de animais vítimas de acidentes ambientais participou da ação, com o uso de bonecos de aves e repteis.

A avaliação vai aferir, a partir dos dados coletados e das anotações dos observadores, a quantidade de material mobilizado, número de pessoas e recursos envolvidos no atendimento e tempos de resposta ao acionamento das equipes. Pontos fortes e situações que exigem melhoria serão apontados em relatório que vai ser produzido pela coordenação do PAPS.

O exercício simulado na Embraport foi o primeiro envolvendo todo o Plano de Área do Porto de Santos na mobilização de pessoas e equipamentos ao local. O objetivo da ação é treinar as equipes de emergência para o caso de um acidente real. A Codesp é a responsável pela gestão do PAPS, para atendimento a acidentes com poluição por óleo que venham a atingir as águas do Estuário e da baía, desde a Fortaleza da Barra até o Canal de Piaçaguera, em Cubatão.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 03/07/2017

PORTONAVE VENCE MAIS UM PRÊMIO EMPRESA CIDADÃ DA ADVB/SC
Publicado em 07/03/2017 as 05:11 PM



A Portonave foi uma das empresas vencedoras do Prêmio Empresa Cidadã, realizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina – ADVB/SC, na categoria preservação ambiental. O case vencedor é “Troca inteligente: Portonave adapta equipamentos e reduz emissão de CO²”.

O projeto diz respeito à eletrificação dos equipamentos Rubber Tired Grane (RTG na sigla em inglês), guindastes que fazem o movimento do contêiner do caminhão para o pátio de armazenagem e vice-versa. Com a implantação do sistema Busbar System [barramento de transporte de energia], os 18 equipamentos do Terminal passaram a ser alimentados com energia elétrica e não mais com geradores a diesel. O Terminal investiu R$ 25 milhões no projeto. O principal ganho é ambiental. Com o projeto foi observado uma redução anual em torno de 87% das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE) relativas e em torno de 32% das emissões absolutas da Portonave. Desta forma a empresa mostra seu compromisso com a economia de baixo carbono, a partir de atitudes sustentáveis para a geração de energia, diminuindo a emissão de gases, especialmente o dióxido de carbono (CO²).

O prêmio Empresa Cidadã da ADVB/SC reconhece iniciativas de empresas e instituições catarinenses nas áreas de Preservação Ambiental, Desenvolvimento Cultural e Participação Comunitária. A Portonave já conquistou sete troféus do Empresa Cidadã. A premiação deste ano acontece dia 20 de julho, em Chapecó.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 03/07/2017

PORTO DO AÇU RECEBE VISITA DE EMBAIXADOR DA CHINA E DE EMPRESÁRIOS CHINESES
Publicado em 07/03/2017 as 05:10 PM



Encontro abordou as oportunidades de negócios e parcerias com os visitantes

O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, acompanhado de uma comitiva de cerca de 20 empresários chineses, foi recebido pelo Porto do Açu, durante visita ao empreendimento, nesta sexta-feira. Dando seguimento a um primeiro encontro, realizado em São Paulo, no início de junho, os empresários estiveram “in loco” para conferir os potencias e as possibilidades de negócios do Complexo Portuário do Açu.

A comitiva foi recebida pelo presidente da Prumo Logística, José Magela, e pelos diretores Fernando Henrique Schuffner e Marcelo Veloso. No encontro, Magela reforçou os benefícios que ambos os países podem ter com a maior sinergia entre o Porto e a China.

“O Complexo Portuário do Açu reúne todas as condições para se tornar o Porto da China no Brasil. Temos localização privilegiada, área disponível e podemos receber embarcações de grande porte. A China é um dos principais parceiros estratégicos do Brasil, e tenho certeza que o Porto do Açu pode oferecer uma série de oportunidades de investimentos para as empresas chinesas”, garantiu Magela.

Durante a visita, a comitiva percorreu os terminais de Minério de Ferro (Ferroport), de Petróleo (Açu Petróleo) e Multicargas (T-MULT), além do Parque Industrial, onde ficam as empresas instaladas no Complexo Portuário. Um dos pontos destacados no encontro foi a localização estratégica do Porto do Açu para a indústria de O&G, além da capacidade do empreendimento de absorver novas indústrias de grande porte, de receber grandes embarcações e de movimentar variados tipos de carga, como petróleo, granéis sólidos em geral e carga de projeto.

Outro diferencial do empreendimento abordado no evento é o desenvolvimento de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), uma área de livre comércio, destinada à instalação de empresas com 80% de sua produção voltada para a exportação.  Instalada na retroárea do Porto, a ZPE será uma alternativa para empresas chinesas se instalarem no Porto do Açu e escoarem seus produtos para as Américas.

O embaixador da China no Brasil falou sobre as oportunidades de negócios que o Porto do Açu apresenta.

“Nós ficamos muito impressionados com a dimensão do Porto do Açu. O empreendimento avançou muito rápido se comparado a outros portos do mundo. A visita de hoje foi importante para estreitarmos os nossos laços e tratarmos as possibilidades de cooperação entre as empresas chinesas e o Complexo Portuário. Tenho certeza de que temos potencial para futuros negócios”, afirmou Li Jinzhang.

Operacional desde outubro de 2014, o Porto do Açu já recebeu cerca de R$ 12 bilhões em investimentos realizados pela Prumo e pelas empresas que operam no local.
Fonte : Informativo dos Portos - MS
Data : 03/07/2017

PORTO BATE RECORDE HISTÓRICO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
Publicado em 07/03/2017 as 05:09 PM

Complexo atingiu marca de 11,39 milhões de toneladas no mês de maio
LEOPOLDO FIGUEIREDO 30/06/2017 - 13:15 - Atualizado em 30/06/2017 - 13:49


Aumento nas exportações é a principal razão para o recorde (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Porto de Santos bateu seu recorde de movimentação de cargas no mês passado, quando escoou 11,39 milhões de toneladas. O resultado é 0,3% maior do que a marca anterior, de 11,36 milhões de toneladas, obtida em agosto do último ano. O crescimento se deve, principalmente, ao aumento nas exportações, em especial as das cargas agrícolas, consequência da safra recorde registrada pelo País.

Considerando o total de cargas operadas nos primeiros cinco meses do ano, o complexo marítimo movimentou 50 milhões de toneladas, 4,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Analisando apenas o transporte de contêineres, em tonelagem, houve uma queda de 2,2% no mês, que fechou com 3,53 milhões de toneladas. Em quantidade, a redução é menor, de 0,8%, com 308,4 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No acumulado de janeiro a maio, porém, houve um crescimento de 7,9% em peso (16,87 milhões de toneladas) e de 4,5% em quantidade (1,45 milhões de TEU).

Esses dados integram o balanço operacional do Porto de Santos em maio e foram divulgados na manhã de ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa controlada pelo Governo Federal e que administra o complexo marítimo.



De acordo com o levantamento, no último mês, as exportações do cais santista chegaram a 8,54 milhões de toneladas, 12,8% a mais do que em maio de 2016. A maior parte era do complexo soja (grãos e farelo), que somou 3,38 milhões de toneladas, com uma alta de 17,3%. Em seguida, está o açúcar (tanto em contêineres como a granel), com 2,26 milhões de toneladas, 25,7% a mais.

As importações cresceram 1,1% em maio, em relação ao mesmo mês de 2016, atingindo 2,85 milhões de toneladas. Entre as cargas desembarcadas, os destaques foram o óleo diesel e o gasóleo, com 242,3 mil toneladas (85,8% a mais), e o adubo, que registrou 219,6 mil toneladas, uma queda de 31,7%, segundo os dados mensais da Codesp.

Em relação ao movimento de navios escalando no Porto em maio, o levantamento da Companhia Docas aponta que 406 embarcações estiveram no complexo, três a mais (0,7%) do que nesse mês, no ano passado. No acumulado do ano, porém, houve uma queda de 28 cargueiros (1,4%). Foram 1.969 neste exercício, contra 1.997 em 2016.

Essa queda e o aumento na movimentação mostram que, em média, os navios que vem a Santos estão carregando mais cargas por viagem.


Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 02/07/2017

PORTO DE SANTOS REDUZ PROFUNDIDADE E LIMITE DE SEU CALADO OPERACIONAL
Publicado em 07/03/2017 as 05:08 PM

Profundidade máxima cai de 13,2 para 12,3 metros, afetando terminais
FERNANDA BALBINO 02/07/2017 - 15:02 - Atualizado em 02/07/2017 - 15:31