LANÇADO EDITAL PARA PORTO DO RIO DE JANEIRO
Publicado em 07/29/2014 as 05:27 PM

A Secretaria de Portos da Presidência da República publicou nesta segunda-feira, 28 de julho, aviso de licitação para contratação de empresa para a execução de obras de dragagem por resultado do Complexo Portuário do Rio de Janeiro/RJ. O extrato foi publicado no Diário Oficial da União.

A licitação será feita pelo Regime de Contratação Integrada - RDC, previsto no artigo 9º da Lei 12.462/2011. O certame compreenderá a elaboração do projeto básico e executivo, a execução das obras de dragagem, além dos serviços de fornecimento e instalação de novos cabos submarinos de energia elétrica, incluindo instalação do Sistema de Geração de Energia em Emergência, fornecimento e instalação de novos alimentadores de energia elétrica e nova adutora de água potável.

O edital estará disponível a partir do dia 30/07/2014, no sítio da SEP/PR e no endereço SCN, Quadra 04, Sala 1102 – 11 andar – Brasília (DF), das 09h às 12h e de 14h às 17h. As propostas deverão ser apresentadas no dia 30/09/2014 às 10h, no endereço: SCN Quadra 04, 6º andar, sala 602- Auditório - Brasília – DF

Mais informações poderão ser encaminhadas para licitacao.engenharia@portosdobrasil.gov.br ou pelo telefone (61) 3411-3788.

As obras do Porto do Rio de Janeiro fazem parte da segunda fase do Plano Nacional de Dragagem (PND-2), instituído pelo novo marco regulatório do setor. O PND2, lançado em 2012 pela presidenta Dilma Rousseff, integra o Programa de Investimento em Logística – Portos.

A licitação para dragagem do Porto de Santos, cujas propostas foram apresentadas no dia 27 de junho, está em etapa de negociação com o primeiro colocado, uma vez que os valores apresentados estavam acima do proposto no edital. O resultado deverá ser anunciado até o mês de agosto.

Os próximos editais previstos no PND2 são para os portos de Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Mucuripe (CE) e Maceió (AL).
Fonte: SEP - Secretaria Especial de Portos - PR
Data : 29/07/2014

ENAEX 2014 DEBATERÁ PROPOSTAS PARA REDUÇÃO DE CUSTOS DO COMÉRCIO EXTERIOR
Publicado em 07/29/2014 as 05:27 PM

O Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2014), que acontece nos dias 7 e 8 de agosto, no Rio de Janeiro, debaterá propostas para redução dos custos de importação e exportação. Em sua 33ª edição, o evento abordará, entre outros temas, a complexidade do sistema tributário brasileiro e o excesso de burocracia prejudicando o comércio exterior do Brasil.

“O governo precisa focar em ações que gerem maior competitividade, elevando a produção e reduzindo o custo”, afirma o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. O evento reunirá empresários, executivos de empresas públicas e privadas, consultores, especialistas e autoridades discutindo os entraves e as potencialidades do comércio exterior brasileiro.

Durante o Enaex, a Câmara de Logística Integrada (CLI) da AEB promoverá, em parceria com a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (APTP), o workshop sobre o papel dos conselhos de autoridade portuária (CAPs) e a importância da gestão corporativa nos portos organizados nacionais. Na ocasião, será lançado o “Manual do CAP”, que destaca a importância dos membros do CAP na gestão dos portos brasileiros. O encontro reunirá os conselheiros dos 29 portos que contam com CAPs atuantes.
Fonte : Portal Portos e Navios (Da Redação)
Data : 29/07/2014

TAIWAN SUGERE QUE BRASIL REDUZA TARIFA DE IMPORTAÇÃO
Publicado em 07/29/2014 as 05:27 PM

A ilha de Taiwan, com 35 mil quilômetros quadrados, é menor do que o Estado do Rio de Janeiro. Tem 23,3 milhões de habitantes, mas seu fluxo anual de comércio é superior ao do gigante Brasil. Por ocasião de exposição pelo Brasil, o diretor do Centro de Comércio de Taiwan no Brasil, Krist Yen, informa que o segredo se baseia em investimento na educação, alta tecnologia e trabalho sério. A situação do país é controversa, pois não é estado chinês, como Hong Kong, nem independente, como Cingapura. Taiwan se considera livre, mas a China o vê como parte do país – o que, na prática, não ocorre.

– Hoje, somos 100% independentes, mas ninguém pode dizer qual será o futuro. Procuramos entendimentos, mas não posso antecipar se haverá unificação com a China – afirma Yen.

Embora Taiwan seja um país eficiente, ele disse que o mercado está em mudança e que, após o ressurgimento da China como potência, estão surgindo países que produzem a mais baixo custo do que os chineses, como Miamar e Camboja, e futuramente o Vietnã. Esses emergentes asiáticos obrigam todos a serem ainda mais eficientes. Para o Brasil, Taiwan vende produtos eletrônicos em geral, especialmente ligados à informática, itens químicos e tecidos. Informa que, na década de 50, Taiwan cresceu com base em capital e tecnologia do Japão e Estados Unidos, mas agora tem suas próprias marcas, todas com seus próprios centros de pesquisa. Ele se queixa das tarifas de importação no Brasil

– O Brasil é um dos mercados mais protecionistas do mundo. Nossos têxteis pagam 75% de imposto para entrar aqui. Isso é bom para vocês a curto prazo, mas ruim para médio e longo prazos, pois eleva o Custo Brasil – disse.

Yen também comentou que as empresas brasileiras estão habituadas a altas margens de lucros e que a falta de ferrovias é um problema, pois os produtos acabam se movimentado, internamente, quase que só por caminhão. Indagado sobre uma sugestão para o Brasil, diz que o país tem de fazer esforço para cortar seus custos e, ao mesmo tempo, diminuir as barreiras alfandegárias, para poder competir com o resto do mundo.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 29/07/2014

PRECAUÇÃO
Publicado em 07/29/2014 as 05:27 PM

Afinal, foi publicado edital para dragagem do Porto do Rio. Com isso, o presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Jorge Mello, pode abrir um belo sorriso. No entanto, observa o responsável pelo site de usuários desses serviços, André Seixas: “A notícia é boa, mas não é a solução dos problemas. Queremos plano permanente de dragagem dos portos brasileiros, seja para manutenção dos acessos, seja para ampliação. Os navios porta-contêineres não param de crescer e o Governo Federal precisa acompanhar essa evolução, de forma que os nossos portos estejam sempre atualizados e adequados para receber embarcações cada dia maiores”. Sem dragagem, o Brasil ficará ainda mais afastado dos grandes tráfegos, que se encontram no Hemisfério Norte.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Mota
Data : 29/07/2014

PRÉ-SAL IMPULSIONA RECORDES NA ENTREGA DE GÁS
Publicado em 07/29/2014 as 05:27 PM

A Petrobras bateu recorde na entrega diária de gás natural nacional ao mercado, atingindo a marca de 48,1 milhões de metros cúbicos (m³), no último dia 14 de julho. O volume equivale a 8,6 milhões de metros cúbicos a mais que a média fornecida no primeiro trimestre deste ano (39,5 milhões de m³/dia).

Recentemente, a companhia também atingiu a marca na produção mensal em dois meses consecutivos: 65,4 milhões de m³/dia em maio e 66,4 milhões m³/dia em junho. O destaque do mês foi o início do escoamento do gás produzido nas plataformas P-58, na área Norte do Parque das Baleias, no pré-sal da Bacia de Campos; e FPSO Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.

O escoamento do gás para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) de Cacimbas (P-58) e Caraguatatuba (Cidade de Paraty) permitiu a elevação não apenas da produção de gás, mas também dos líquidos, como Gás Liquefeito de Petróleo e C5+ (produto que dá origem à nafta, gasolina , entre outros) produzidos nessas Unidades de Processamento. O início do escoamento de gás dessas plataformas teve influência direta no novo recorde diário de entrega de gás natural nacional ao mercado.

O nível de aproveitamento do insumo foi dos mais altos já registrados pela empresa. No mês de junho, o índice chegou a 94,5% para fornecimento ao mercado, geração de energia nas plataformas ou ainda para reinjeção nos reservatórios com o objetivo de elevar a produção de petróleo. Se for considerado apenas o aproveitamento de gás do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, o índice chega a 97,7%.
Fonte: PetroNotícias
Data : 29/07/2014

ENCOMENDAS A ESTALEIROS E A CARTEIRA DE EMPREENDIMENTOS
Publicado em 07/29/2014 as 05:26 PM

"Em relação à matéria "Com carteira cheia, estaleiros têm incerteza sobre novas encomendas da Petrobras" publicada pelo Valor Pro, a Petrobras destaca que possui uma carteira de empreendimentos que irá garantir a demanda dos estaleiros nacionais para os próximos anos. A Petrobras entende como diferencial possuir uma indústria fornecedora capacitada e competitiva próxima às suas operações.

Na indústria naval, a demanda por embarcações offshore é sustentável no longo prazo, uma vez que o Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 da Companhia prevê investimento total direcionado para essa indústria da ordem de US$ 100,7 bilhões, até 2020. Esse investimento se refere à contratação de 38 plataformas, 28 sondas de perfuração, 88 navios petroleiros e 146 embarcações de apoio, gerando oportunidades para os diversos elos da cadeia de fornecimento do setor naval e offshore. Além disso, a manutenção da curva de produção em 4,0 milhões de barris por dia até 2030, segundo Plano Estratégico da Companhia, indica que a Petrobras continuará demandando a indústria naval brasileira e seus fornecedores, tanto para investimento em novas embarcações quanto para manutenção e reposição de equipamentos, com exigência de conteúdo local.

A carteira atual colocada pela Petrobras em estaleiros nacionais é composta pela construção de 8 cascos para os FPSO Replicantes, conversão de 4 cascos para os FPSO Cessão Onerosa, construção de módulos e integração de 18 plataformas, com conteúdo local entre 65% e 71%, quais sejam: FPSO Cidade Ilhabela (Sapinhoá Norte), FPSO Cidade Mangaratiba (Iracema Sul), FPSO Cidade Itaguaí (Iracema Norte), FPSO Cidade Maricá (Lula Alto), FPSO Cidade Saquarema (Lula Central), FPSO Cidade Caraguatatuba (Lapa), 4 FPSO Cessão Onerosa (P-74 – Búzios 1; P-75 – Búzios 2; P-76 – Búzios 3; P-77 – Búzios 4), 8 FPSO Replicantes (P-66 – Lula Sul; P-67 – Lula Norte; P-68 – Lula Extremo Sul e C.O. Sul de Tupi; P-69 – Lula Oeste; P-70 – Iara Horst; P-71 – Iara NW; P-72 – C.O. Nordesde de Tupi; P-73 – C.O. Entorno de Iara). Além das plataformas, os estaleiros nacionais têm em carteira 28 unidades que serão entregues entre 2015 e 2020, com conteúdo local crescente de 55%, 60% e 65%. Também possuem em carteira 42 navios da Transpetro e 61 embarcações de apoio do Prorefam, todos a serem entregues antes de 2020.

Ainda constante do Plano de Negócios e Gestão da Petrobras, outras 14 novas plataformas serão contratadas junto aos estaleiros nacionais. No horizonte 2020-2030, a previsão é de contratação de mais 41 plataformas que serão alocadas em Libra, no Excedente de Cessão Onerosa, em outros campos do pós-sal já concedidos, bem como em campos previstos oriundos de novas rodadas de licitação."
Fonte: PetroNotícias
Data : 29/07/2014

REESTRUTURAÇÃO DE DÍVIDAS CRESCE COM ECONOMIA LENTA
Publicado em 07/29/2014 as 05:26 PM

Daniel Wainstein, da americana Greenhill: algumas companhias brasileiras "entraram em endividamento caro"

A economia em ritmo lento e a falta de perspectivas de uma melhora significativa em 2015 têm aumentado a procura pelos serviços de reestruturação de dívidas prestados por butiques financeiras e bancos de investimentos. O movimento é encabeçado por empresas que se alavancaram nos últimos anos contando com projeções de mercado que não se concretizaram. Em muitos casos, são companhias que tiveram alta de custos e sentiram o baque da redução nas vendas.

"Há dois anos, não tínhamos clientes com esse objetivo. Agora, temos visto demanda de empresas procurando alongar dívidas e melhorar a estrutura de capital", afirma Marina Corrêa Lemos, responsável pela área de finanças corporativas na Capitânia Investimentos.

Esse também é o caso da butique financeira Greenhill, dos Estados Unidos, que abriu as portas no Brasil no ano passado. Embora o foco seja prestar assessoria a processos de fusões e aquisições, um dos mandatos conquistados por ela até agora é de uma empresa com necessidade de reestruturação. "As companhias brasileiras apostam na volta do mercado de capitais há um tempo. Algumas trouxeram investimentos de private equity, mas outras entraram em endividamento caro", afirma o presidente da Greenhill no Brasil, Daniel Wainstein.

A má notícia para as empresas é que a situação tende a piorar. "No segundo semestre, vai ter muita gente com aperto", estima Renato Carvalho, sócio da consultoria Íntegra Associados, especializada em reestruturação corporativa e que já atuou em casos de companhias como Parmalat, Daslu e Grupo Coimex. Carvalho afirma que o número de consultas começou a aumentar há cerca de quatro meses e tende a subir com o fim da Copa do Mundo e do período de férias. Segundo ele, a Íntegra está trabalhando em um processo e tem outros em negociação.

Para capturar uma parcela desse mercado, que cresce em momentos de atividade mais fraca, os bancos de investimento Brasil Plural e BR Partners estão montando equipes com foco em serviços de reestruturação.

Em entrevista recente ao Valor, o presidente do Brasil Plural, Rodolfo Riechert, disse que a menor oferta de crédito nos bancos abre oportunidades. A instituição planeja atuar em duas frentes. De um lado, prestando assessoria a empresas em dificuldades. De outro, montou um fundo que vai investir em ativos considerados "podres".

Na BR Partners, está prevista a contratação de três pessoas para atuar em reestruturação de dívida. O banco também tem apostado em estruturas como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e fundos de recebíveis (FIDCs) para oferecer aos clientes em meio a uma oferta de crédito menor.

Não há dados disponíveis sobre o mercado de assessoria a processos de reestruturação porque esse tipo de trabalho costuma ser sigiloso. Porém, o advogado Marcelo Ricupero, do Mattos Filho, diz que o número atual de casos é o maior da história do escritório. "É inegável que há uma demanda muito maior de empresas em situação de pré-insolvência ou insolvência por processos de reestruturação em geral", afirma.

Segundo Ricupero, isso se deve, em parte, à existência de mais recursos hoje - como a lei de recuperação de empresas - do que em outros momentos de baixa atividade econômica no Brasil. "As companhias sabem que estar em dificuldade não significa a morte", observa.

Ter à disposição o instrumento da recuperação judicial não significa, entretanto, que as companhias recorram a ele. Especialmente empresas de grande porte, mais profissionalizadas, têm recorrido a serviços de assessoria financeira justamente para evitar um processo na Justiça - que tende a ser demorado e pouco flexível.

Segundo dados da Serasa Experian, 414 empresas pediram recuperação judicial entre janeiro e junho deste ano, o que representa queda de 10% na comparação com igual período de 2013. A recuperação judicial tem sido usada com mais frequência por empresas de menor porte ou cujas dívidas não sejam garantidas por cessão fiduciária.

No caso das grandes, é um recurso para casos extremos, como os da petroleira OGX e do estaleiro OSX, em que houve estrangulamento de caixa e boa parte dos credores são detentores de bônus. As companhias de Eike Batista foram inicialmente assessoradas pelo BTG Pactual. Num segundo momento, as negociações foram assumidas pela Angra Partners, especializada em reestruturação de empresas.

Em grande medida, correr fora da raia judicial é possível porque os empréstimos bancários ainda são a esmagadora maioria do financiamento a empresas no Brasil. Representaram 81% do volume total no ano passado, segundo levantamento da Greenhill.

Não raramente, os próprios bancos preferem alongar prazos e renegociar as operações a empurrar a empresa para um processo de recuperação judicial, diz fonte de uma instituição financeira. Quando o caso vai parar na Justiça, os pagamentos são suspensos por seis meses e o banco tem de provisionar o crédito em seu balanço, acrescenta esse interlocutor.

A Lupatech, fabricante de equipamentos para o setor de petróleo, é um exemplo disso. A empresa e seus credores optaram por um processo de recuperação extrajudicial, que envolve um acordo formal mas sem a intermediação da Justiça. A estratégia da companhia é ceder seu controle acionário mediante a conversão de cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas, conforme plano apresentado no fim de novembro. Para representá-los, os credores contrataram a assessoria da butique americana BroadSpan Capital.

Outra companhia que tem sido bem-sucedida em seu processo de reestruturação financeira sem recorrer a uma recuperação judicial é a Marfrig. No ano passado, o frigorífico colocou em marcha um plano - que inclui venda de ativos e pré-pagamento de dívidas mais caras - para reduzir a alavancagem. Nesse processo, foi assessorada pelo Goldman Sachs, que não retornou os pedidos de entrevista.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

PARCERIA COM JAPONESES FAZ EAS MELHORAR DESEMPENHO
Publicado em 07/29/2014 as 05:26 PM

O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), lançado pela subsidiária da Petrobras há cerca de dez anos, é um exemplo das dificuldades enfrentadas na atual retomada da construção naval no Brasil. O Promef prevê a construção de 49 navios, mas só sete foram entregues até agora. O programa registrou atrasos nas obras e o João Cândido, primeiro navio encomendado ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), foi entregue com cerca de dois anos de atraso e custo 23% acima da média do contrato original, segundo estimativas de mercado.

Mas a avaliação da Petrobras e da Transpetro é que o programa está indo bem. "Até o momento três navios da série Suezmax foram produzidos e entregues para a Transpetro no EAS: João Cândido, Zumbi dos Palmares e Dragão do Mar. O João Cândido e o Zumbi dos Palmares apresentaram prazos de construção de 44 e 45 meses respectivamente o que revela índices de produtividade semelhantes. Já o Dragão do Mar foi construído e entregue em 39 meses o que indica evolução", disse a estatal em nota.

A melhora da produtividade no EAS é esperada à medida que novos navios do mesmo porte forem sendo produzidos em série pelo estaleiro, pois um dos fatores que impactam positivamente a produtividade do setor naval é a repetição dos projetos, afirmou a estatal.

Em 2013, um grupo de empresas japonesas comprou 33% do capital do estaleiro. Camargo Corrêa e Queiroz Galvão dividem meio a meio os restantes 66% da empresa. "A parceria com os japoneses tem gerado resultados positivos no que diz respeito à criação de programas voltados à otimização da produção, melhorando o desempenho do estaleiro desde o planejamento ao controle dimensional, na questão das soldas e na criação de melhores estratégias construtivas, garantindo maior velocidade e qualidade na construção das embarcações", afirmou o EAS.

O estaleiro disse que hoje o EAS é uma empresa com "perenidade e com capacidade de produção simultânea". Afirmou ainda que, além dos três navios tipo Suezmax concluídos, um quarto navio, o Henrique Dias, será entregue ainda este ano. "O EAS está trabalhando de forma simultânea em mais quatro petroleiros, além dos navios sonda, cada um em uma etapa distinta do processo construtivo. O EAS tem o compromisso de entregar 22 navios de forma escalonada até 2019", disse o EAS. O estaleiro tem contratos de US$ 5,2 bilhões para construir sete sondas para a Sete Brasil. O Valor apurou que o estaleiro foi autorizado a fazer parte do primeiro casco da sonda na IHI, uma das sócias japonesas.

Para a Transpetro, o Promef impulsionou o renascimento da indústria naval brasileira após uma crise de décadas, com investimento de R$ 11,2 bilhões na encomenda de 49 navios e 20 comboios hidroviários. "É natural que a busca pela competitividade internacional enfrente desafios e dificuldades e os cronogramas dos navios sejam ajustados. Mas os resultados obtidos comprovam que a indústria naval brasileira está no rumo certo." Os principais países construtores navais levaram 30 anos ou mais para chegar aos níveis atuais de produtividade. "Com os resultados alcançados até agora, a Transpetro estima que o Brasil levará tempo muito menor para atingir o objetivo de ter uma indústria naval mundialmente competitiva."

A empresa afirmou que, após o sistema Petrobras ter ficado 14 anos sem receber um único navio construído no Brasil, a Transpetro já recebeu sete novas embarcações nos últimos três anos, sendo três em 2013. "Atualmente, 14 navios estão em diferentes fases de construção por estaleiros nacionais, sendo cinco na fase de acabamentos."

Os contratos do Promef estipulam penalidades por atrasos não justificados. "Como parte do monitoramento e do controle da construção de seus navios, a Transpetro criou o Sistema de Acompanhamento da Produção (SAP). O SAP mapeia os fatores que possam prejudicar a execução das obras dos navios e faz os ajustes necessários. Com isso, os estaleiros apresentam ganhos consideráveis de produtividade. A Transpetro tem como procedimento o acompanhamento contínuo das obras de construção das suas embarcações em todos os estaleiros com os quais possui contratos vigentes."
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

COMPANHIAS INVESTEM EM TREINAMENTO
Publicado em 07/29/2014 as 05:25 PM

Por Francisco Góes e Cláudia Schüffner | Do Rio



Divulgação / DivulgaçãoEnseada enviou 102 funcionários para serem treinados no Japão pela Kawasaki

Três dos grandes estaleiros nacionais da nova geração - Enseada, EAS e ERG - vêm investindo em formação de mão de obra como forma de garantir melhores desempenhos de produtividade. O Enseada mandou três turmas de funcionários, em um total de 102 pessoas, para serem treinadas no Japão pela Kawasaki, sócia do estaleiro brasileiro. As turmas são formadas por empregados com origem na região onde o estaleiro está situado, no Recôncavo baiano.

O treinamento consiste em permanecer cerca de três meses nas instalações da Kawasaki. À medida que retornam ao Brasil, os empregados replicam o conhecimento que adquiriram no exterior. A expectativa é que o Enseada tenha 3,5 mil empregados quando estiver funcionando a plena carga. A partir de agosto, as equipes vão começar a assumir, de forma paulatina, as diferentes oficinas, as áreas de produção do estaleiro. A primeira sonda de perfuração encomendada ao Enseada terá que ser entregue em julho de 2016.

Para fazer frente aos serviços de construção das sondas enquanto o estaleiro está em obras, os sócios do Enseada arrendaram da Petrobras, por três anos, o canteiro de obras de São Roque, uma área vizinha com 400 mil metros quadrados. No local, estão sendo construídos os módulos da primeira sonda de perfuração. A expectativa do Enseada é que o treinamento dado aos empregados no Japão permita operar o estaleiro com uma produtividade adequada.

No Estaleiro Rio Grande (ERG), depois de greves e até interdições do Ministério do Trabalho, a fase mais crítica parece ter sido superada. O ERG levou engenheiros chineses e japoneses para treinar turmas em Rio Grande. O estaleiro quer que os funcionários vejam a indústria naval em um horizonte de longo prazo. O objetivo é criar um conceito de polo naval, semelhante ao da indústria automobilística, em que não só os trabalhadores, mas também os fornecedores se instalam no local e passam por treinamento. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) também investe em qualificação mão de obra.

Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), disse que na primeira etapa do ressurgimento da construção naval brasileira foi fundamental o retorno à atividade de profissionais experientes que estavam aposentados. O Sinaval defende a ampliação da formação de recursos humanos nos estaleiros e a absorção de formandos de cursos técnicos. Rocha negou que o setor passe por dificuldades.

"O que existe é a previsão de novas contratações de plataformas pela Petrobras que necessitam ser dimensionadas quanto à parcela que será construída no Brasil." Ele disse também que não há transferências de encomendas para outros países: "O que há é um movimento de contratação internacional de fornecimento de partes e blocos. A construção naval é uma indústria globalizada e no setor de offshore existem fornecedores muito competitivos na Ásia." Fonte da indústria disse que as petroleiras gostam de trabalhar com quem tem experiência e performance comprovada. "O mais importante [para as petroleiras] é que as encomendas sejam entregues no prazo para garantir a produção e pagar investimentos." A tendência é que os estaleiros no país se especializem em nichos.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

SEM NOVOS PEDIDOS, CRÉDITO A ESTALEIROS PODE FICAR RESTRITO
Publicado em 07/29/2014 as 05:25 PM

Empresários da construção naval estão preocupados com a possibilidade de uma eventual mudança na política de conteúdo nacional do setor uma vez que a Petrobras tem pressa no desenvolvimento de novos campos de petróleo no pré-sal. A companhia, segundo pessoas do setor, tem dado sinais seguidos de que pode colocar mais encomendas no exterior. "Já era, desde 2013, para ter mais encomendas da Petrobras para o setor, o que não tem se confirmado e preocupa, sobretudo em relação ao futuro, à continuidade da indústria", disse um executivo.

Em nota, a estatal negou que haja esse risco: "A Petrobras destaca que possui uma carteira de empreendimentos que irá garantir a demanda dos estaleiros nacionais para os próximos anos. A Petrobras entende como diferencial possuir uma indústria fornecedora capacitada e competitiva próxima às suas operações." A empresa também informou que vai continuar a demandar a indústria naval nacional com "exigência de conteúdo local".

O receio do estaleiros é que a falta de perspectivas de novas encomendas leve o sistema financeiro a restringir o crédito. Uma das principais fontes de financiamento para o setor é o Fundo da Marinha Mercante (FMM). Mas os estaleiros dependem também de capital de giro: "Já está havendo perda de capital de giro no nosso segmento", disse uma fonte.

O Estaleiro Rio Grande (ERG, controlado pela Engevix Construções Oceânicas (Ecovix), passa por momento de desafios. A Ecovix tem 30% de seu capital em mãos de consórcio japonês com participação da Mitsubishi Heavy Industries (MHI). No total, o ERG tem contrato de US$ 3,5 bilhões para construir para a Petrobras oito cascos de plataformas. Essas plataformas (P-66 até P-73) serão instaladas nas áreas de Lula e Iara, no pré-sal da Bacia de Santos.

O atraso de mais de um ano na construção da P-55, feita no ERG por outra empresa, levou a Ecovix a ter que recuperar prazos. E uma maneira de fazer isso foi "importar" mais serviços do exterior. A P-66 está em fase final de montagem em Rio Grande. Mas parte do casco da P-67, que está no ERG sendo montada, foi feita no estaleiro da Cosco, na China. A P-68 também terá parte do casco feita pelos chineses. Os módulos de acomodação e os de geração de energia para as oito plataformas também foram encomendados na China. A previsão é que a última das plataformas seja entregue no fim de 2016, com atraso sobre o cronograma original.

A Petrobras afirmou: "Em alguns dos projetos, a fim de garantir o cumprimento dos prazos acordados com a Petrobras, as empresas fornecedoras podem alterar a estratégia de condução das obras, inclusive com a subcontratação de produtos ou serviços no exterior, desde que devidamente acordado e autorizado pela Petrobras. Porém, essas alterações não implicam no descumprimento dos índices de conteúdo local acordados com a ANP [Agência Nacional do Petróleo], uma vez que grande parte dos serviços será executada nos estaleiros nacionais." A estatal não foi clara sobre a possibilidade de colocar novos serviços na China, a partir de 2014: "Eventuais transferências adicionais de escopo são analisadas, caso a caso, pela Petrobras, considerando os índices de conteúdo local e as datas de primeiro óleo estabelecidas no plano de negócios da companhia."

O ERG tem também contratos de US$ 2,4 bilhões para construir três sondas de perfuração encomendadas pela empresa Sete Brasil e que vão operar para a Petrobras. Uma parte do casco de uma das sondas está sendo feito na China. Já o Estaleiro Enseada Indústria Naval, em construção em Maragojipe (BA), está fazendo o primeiro casco das seis sondas que vai construir para a Sete Brasil no estaleiro da Kawasaki, no Japão.

O Enseada, controlado por Odebrecht, OAS e UTC, além da própria Kawasaki, que tem 30% do negócio, arrendou canteiro de obras existente ao lado do estaleiro onde está construindo módulos para a primeira sonda, batizada de Ondina. O contrato do Enseada para a construção das seis sondas soma US$ 4,8 bilhões. Parte do casco da segunda sonda também será feita no Japão, mas a partir da terceira unidade a expectativa é que os serviços sejam executados no Brasil. Para compensar a "importação" do Japão, o Enseada encomendou no Brasil itens que pretendia fazer no exterior, como o módulo de acomodação da primeira sonda.

A Petrobras afirmou: "A estratégia original [do Enseada] já contemplava que as frentes de obras de construção do estaleiro iriam conviver em paralelo com as obras de construção das sondas. Atualmente as obras de construção do estaleiro encontram-se com avanço superior a 75%."

Outro contrato do Enseada, a conversão de quatro cascos da cessão onerosa (P-74, P-75, P-76 e P-77) para a Petrobras, enfrentou desafio semelhante. Para três deles, há serviços sendo feitos no estaleiro da Cosco, na China. A Petrobras reconheceu que foi preciso mudar os trabalhos: "A alteração no planejamento inicial se deu por força dos serviços de revitalização do estaleiro Inhaúma [no Rio], em função da recuperação dos dois cais e da ocupação do dique seco [do estaleiro] pela P-74. Os prazos dos projetos estão mantidos."

A estatal afirmou que as fases de engenharia e suprimento das três sondas do ERG estão em estágio avançado e já existem contratos com os fornecedores "críticos". As atividades de construção das sondas do ERG estão em fase inicial. A companhia acrescentou: "É responsabilidade da Ecovix a definição da estratégia de condução e subcontratação do escopo, respeitando os conteúdos locais contratuais estabelecidos que, no caso das três sondas, situa-se na faixa de 55% a 60%." A Petrobras disse acreditar que os investimentos nos estaleiros ainda precisam de tempo para mostrar resultados.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

ESTALEIROS VEEM DEMANDA INCERTA
Publicado em 07/29/2014 as 05:25 PM

Campos, do Ipea: impostos sobre folha de pagamento elevam custo da mão de obra

Os estaleiros criados nos últimos anos no Brasil para atender a Petrobras vivem momento de incerteza. O cenário é marcado por atrasos em obras, transferência de serviços para China e Japão e dúvidas sobre a colocação de novas encomendas pela estatal. Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco; Enseada Indústria Naval, da Bahia; e Estaleiro Rio Grande, do Rio Grande do Sul, vêm trabalhando para melhorar a gestão e aumentar os índices de produtividade, inferiores aos dos concorrentes asiáticos. Juntos, esses três estaleiros investiram R$ 6,6 bilhões para criar parques industriais modernos. Mas enfrentam o desafio de se instalar e de melhorar a administração e a operação à medida que precisam cumprir contratos de entrega de navios, plataformas e sondas de perfuração para a Petrobras, o cliente único dos grandes estaleiros nacionais.

O que está em jogo é a sobrevivência de longo prazo e em condições competitivas da construção naval brasileira, cuja atividade foi retomada no começo dos anos 2000 por política impulsionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse contexto, a Petrobras passou a fazer encomendas de plataformas e navios no mercado doméstico seguindo regras de conteúdo nacional. Essa política foi importante para o ressurgimento da indústria naval, que havia nascido pelas mãos do presidente Juscelino Kubitschek, em meados dos anos 50, foi pujante na década de 70, mas sucumbiu à crise a partir dos anos de 80.

Agora, embora não viva uma crise, o setor passa por incertezas em relação à demanda futura, o que é negado pela Petrobras: "Na indústria naval, a demanda por embarcações offshore é sustentável no longo prazo, uma vez que o Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 da companhia prevê investimento total direcionado para essa indústria da ordem de US$ 100,7 bilhões, até 2020", afirmou a empresa, em nota. Segundo a Petrobras, esse investimento se refere à contratação de 38 plataformas, 28 sondas de perfuração, 88 navios petroleiros e 146 embarcações de apoio, o que gera "oportunidades" para os diversos elos da cadeia de fornecimento.

Segundo a Petrobras, a manutenção da curva de produção em 4 milhões de barris por dia até 2030, segundo seu plano estratégico, indica que a empresa continuará demandando a indústria naval brasileira e seus fornecedores, tanto para investimento em novas embarcações quanto para manutenção e reposição de equipamentos, com exigência de conteúdo local.

A estatal também garantiu que outras 14 novas plataformas serão contratadas de estaleiros nacionais até 2018. "No horizonte 2020-2030, a previsão é de contratação de mais 41 plataformas que serão alocadas em Libra, no excedente da Cessão Onerosa, em outros campos do pós-sal já concedidos, bem como em campos previstos oriundos de novas rodadas de licitação."

Os grandes estaleiros, porém, estão desconfiados que mais encomendas podem ir para o exterior. Esses estaleiros ainda lutam para melhorar o desempenho da mão de obra. Carlos Campos Neto, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), disse que o custo da mão de obra da construção naval no Brasil é elevado por força de impostos que incidem sobre a folha. Campos afirmou que a produtividade dos estaleiros ainda é baixa, mas mostrou-se otimista: "Achamos que haverá demanda por 25, 30 anos, que vai sustentar a indústria naval brasileira. Mas esse será um período em que terão que ser resolvidos problemas da curva de aprendizado, como produtividade, custo da mão de obra, gestão e domínio tecnológico, porque em algum momento as políticas de incentivo tenderão a ser reduzidas e a indústria terá que estar pronta para ser exposta ao mercado".
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

DE CARTEIRA CHEIA, ESTALEIROS VIVEM PERÍODO DE INCERTEZA
Publicado em 07/29/2014 as 05:25 PM

Os estaleiros brasileiros têm hoje uma das maiores carteiras do mundo em encomendas. São US$ 100 bilhões em pedidos da Petrobras, para entrega até 2020. Há ainda a perspectiva de novas encomendas de plataformas e barcos de apoio para o campo de Libra e para novas áreas da cessão onerosa no pré-sal. Houve forte expansão da mão de obra contratada no setor: de 12.651 empregados em 2004, o número passou para 78.136 em 2013.

Apesar dessa condição confortável, os estaleiros criados nos últimos anos para atender a Petrobras passam por momento de incertezas. O cenário é marcado por atrasos, transferência de serviços para China e Japão e dúvidas sobre a efetiva colocação de novas encomendas. Empresas como o Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco; Enseada, da Bahia; e Rio Grande, do Rio Grande do Sul, trabalham para melhorar a gestão e aumentar os índices de produtividade, inferiores aos dos concorrentes asiáticos. Juntos, os três estaleiros investiram R$ 6,6 bilhões para criar parques industriais modernos. Mas enfrentam o desafio de melhorar a administração e a operação ao mesmo tempo em que correm para fazer suas entregas.

Está em jogo a sobrevivência de longo prazo e em condições competitivas da construção naval brasileira, cuja atividade foi retomada no início dos anos 2000 com a política industrial do então presidente Lula. A Petrobras passou a fazer encomendas de plataformas e de navios no mercado doméstico, seguindo regras de conteúdo nacional na construção desses equipamentos.

Os grandes estaleiros, que atraíram parceiros estrangeiros, buscam melhorar a performance da mão de obra pouco experiente, ganhar produtividade e consolidar o domínio tecnológico. "Em algum momento as políticas de incentivo tenderão a ser reduzidas e a indústria terá que estar pronta para ser exposta ao mercado", diz Carlos Campos Neto, pesquisador do Ipea.

A Petrobras afirmou que vai assegurar as encomendas futuras. Mais 14 novas plataformas serão contratadas junto a estaleiros nacionais. Segundo a estatal, "no horizonte 2020-2030, a previsão é de contratação de mais 41 plataformas". Para a Petrobras, é "um diferencial possuir uma indústria fornecedora capacitada e competitiva próxima às suas operações".
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

ANDRADE GUTIERREZ VAI ASSUMIR ESTALEIRO DA IESA
Publicado em 07/29/2014 as 05:24 PM

A construtora Andrade Gutierrez concluiu as negociações para adquirir participação no estaleiro da Iesa Óleo e Gás em Charqueadas (RS), que tem contrato para fornecer módulos de compressão de gás para plataformas tipo FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga) da Petrobras, mas está com o cronograma atrasado devido a problemas financeiros. A empresa não deu detalhes do acordo, mas o Valor apurou que a construtora assumirá o controle do negócio e que o contrato deve ser assinado nesta semana.

"A Andrade Gutierrez informa que o acordo com a Petrobras e a Iesa para entrada no projeto do polo naval de Jacuí [onde fica o estaleiro] já encerrou sua fase de negociação. Dessa forma, a empresa só irá se pronunciar sobre o tema após a assinatura final do contrato", informou a construtora em nota, ontem. Procuradas, a Iesa e a Petrobras não se manifestaram.

A Iesa tem contrato para fornecer 24 módulos para a Petrobras por US$ 720 milhões, com opção para chegar a 32, o que elevaria a operação a US$ 911,3 milhões. Os seis primeiros deveriam ter sido ser entregues neste mês, o que não ocorreu devido às dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa desde 2013.

Os funcionários do estaleiro já fizeram duas greves neste ano devido a más condições de trabalho e a atrasos nos pagamentos de salários e benefícios. A primeira durou três dias em fevereiro e a segunda, quatro, em março. Conforme o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luiz de Carvalho, o estaleiro emprega 800 pessoas, sendo 500 na produção e 300 na administração.

Há duas semanas, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, tratou da crise com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), já que o governo gaúcho temia a transferência das encomendas para outras regiões do país. Em março a estatal informou que buscava alternativas para a manutenção do contrato com a Iesa e criou uma conta vinculada para fazer pagamento direto aos empregados, fornecedores e prestadores de serviços.

O presidente do sindicato recebeu a informação da entrada da Andrade Gutierrez no negócio com um misto de alívio e expectativa. "Ainda não recebemos a confirmação nem fomos procurados pela empresa, mas se a Iesa continuasse à frente do estaleiro o polo naval seria desativado", disse o sindicalista. Carvalho informou que na segunda-feira terá uma reunião com o secretário do Desenvolvimento do Estado, Mauro Knijnik, quando espera receber detalhes da operação.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/07/2014

DILMA MINIMIZA REJEIÇÃO EM PESQUISAS E DIZ QUE CAMPANHA ESTÁ NO INÍCIO
Publicado em 07/29/2014 as 05:24 PM

BRASÍLIA  -  (Ampliada às 16h48) A presidente Dilma Rousseff minimizou nesta segunda-feira em sabatina a veículos de comunicação a rejeição à sua candidatura nas pesquisas eleitorais mais recentes em razão do processo inicial da campanha eleitoral e sinalizou que apostará principalmente no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para divulgar as ações do governo federal, sobretudo em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e onde há forte rejeição a seu nome.

“Normalmente, em situação como estou, não há grau de conhecimento razoável sobre tudo que o governo federal fez em São Paulo”, disse a presidente. “Acredito na capacidade de explicar, colocar as coisas às claras, no horário eleitoral gratuito e em tudo que temos condições de debater em uma campanha”, completou.

Fidelidade do PR

Com relação a troca do titular no Ministério dos Transportes, a presidente disse que não se sentiu chantageada pelo PR ao trocar o ministro César Borges pelo seu antecessor na pasta, Paulo Sérgio Passos. Logo após fazer a substituição, o PR aceitou fazer parte da coligação de apoio à reeleição da petista.

"Eu tenho os dois em alta conta, eu só aceito ministros que tenho em alta conta". Segundo ela, o PR disse que se sentia melhor representado pelo Paulo Sérgio e Dilma concordou em remanejá-lo de volta ao posto. Em contrapartida, como considera Borges um bom quadro, acomodou-o na Secretaria de Portos, para tocar o projeto de concessão de arrendamentos.

"O que eu não fiz foi interromper a governabilidade na área de transportes". "Eu tenho orgulho de ter os dois no meu governo", afirmou.

Patrimônio

Sobre a declaração de patrimônio antes da campanha, Dilma rememorou o tempo em que foi perseguida durante a ditadura militar, quando chegou a ficar presa por três anos, ao comentar o total de R$ 152 mil em espécie declarado em sua relação patrimonial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro da candidatura à reeleição.

“Sete anos da minha vida vivi fugida, são coisas que você incorpora”, disse a presidente em uma das explicações apresentadas aos questionamentos feitos por jornalistas durante sabatina promovida nesta tarde por Folha de S.Paulo, UOL, Jovem Pan e SBT. A presidente chegou a fazer menção ao período em que dormia usando sapatos para uma eventual fuga emergencial, mas garantiu que atualmente não precisa fugir.

Dilma disse que “parte disso a gente deposita [em poupança] ao longo do ano” e também afirmou que outro montante desse recurso é dado para a sua filha, Paula, poder viajar. “Eu sou um pouco assim”, disse a presidente. “Já vivi com dinheiro, já vivi sem dinheiro”, completou.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/07/2014

EX-LLX DESISTE DE CONSTRUIR PORTO BRASIL, EM PERUÍBE
Publicado em 07/29/2014 as 05:24 PM

SÃO PAULO - A Prumo Logística, antiga LLX, informou que formalizou a decisão de não prosseguir com o Projeto Porto Brasil, localizado no município de Peruíbe, no litoral da São Paulo.

A companhia já havia feito provisões para a perda total do valor contábil desse ativo em junho de 2013, diante das “incertezas quanto à solução das pendências legais relacionadas à área do projeto”.

A LLX era a empresa de estaleiros e projetos portuários do grupo X, de Eike Batista. O controle da companhia foi vendido à americana EIG em meados do ano passado.

(Natalia Viri | Valor)
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/07/2014

ARMADORES BUSCAM FROTA MAIS EFICIENTE E MENOS POLUENTE
Publicado em 07/29/2014 as 05:23 PM

Por Fernanda Pires | De Santos

Leo Pinheiro/Valor / Leo Pinheiro/ValorMattos, da DNV GL: "Um navio de combustão convencional não consegue obedecer aos critérios estabelecidos para 2020"



A indústria da navegação está modernizando os navios para torná-los mais sustentáveis e eficientes. O movimento atende protocolos internacionais que limitam a poluição do ar pela navegação e busca reduzir custos. Em princípio, as novas tecnologias tentam diminuir a queima do combustível marítimo, um óleo pesado de origem fóssil e um dos maiores custos em uma viagem. No longo prazo, os armadores têm projetos mais ambiciosos que preveem, no limite, a substituição completa por fontes de energia mais limpas.

A iniciativa é encabeçada por companhias estrangeiras. Mas terá desdobramento no transporte marítimo no Brasil, já que nosso comércio exterior está nas mãos de armadores internacionais.

Alternativas renováveis têm sido pesquisadas desde 2009 pelo grupo japonês NYK. Na carteira de projetos está o Super Eco Ship 2030, um porta-contêineres que será movido a gás e energia solar e eólica. A estimativa da NYK é que haja redução na liberação de CO2 de 69% por contêiner carregado.

A Maersk Oil, do grupo Maersk, trabalha com a Universidade de Copenhague, na Dinamarca, no desenvolvimento de novas formas de recuperação de óleo. E está olhando para a nanotecnologia.

Para a DNV GL, especializada na classificação de navios e da cadeia offshore, a melhor solução para a navegação sustentável é o gás natural liquefeito (GNL). O grupo, que destina por ano 5% da receita bruta em pesquisa e desenvolvimento, faz a defesa do insumo.

"O GNL endereça o problema da poluição a um custo efetivo para um ambiente mais saudável. É para onde os regulamentos internacionais apontam", afirma Jonas Mattos, gerente de desenvolvimento de negócios para embarcações da DNV GL para América Latina. Com índices de poluição substancialmente menores, a tonelada do GNL chega a ser 80% mais em conta que a do óleo marítimo. "Um navio de combustão convencional não consegue obedecer aos critérios estabelecidos para 2020. Ou ele terá de incorporar vários filtros, o que encarece a operação, ou terá de trocar o combustível", diz.

Até 2013 havia 45 embarcações movidas a GNL no mundo. A maioria de pequeno porte, do tipo ferry (para o transporte de passageiros e carros), e embarcações de apoio. Nenhuma no Brasil. Especialistas entendem que a Vale e a Petrobras seriam adeptas potenciais do gás. A primeira, no transporte internacional de minério; a petrolífera, no apoio offshore.

Outras 47 embarcações estavam em construção com prazo de entrega até 2018. Figuravam na lista navios para o transporte internacional de contêineres e veículos. São pedidos de transportadores focados em tráfegos específicos no Norte da Europa e no Pacífico, entre os quais a Norlines e a Matson.

Mas alguns armadores são mais cautelosos. Para José Roberto Salgado, gerente de operações da alemã Hamburg Süd, a troca completa de propulsão por fontes como o gás não é para agora. "Hoje ainda não é comercialmente viável para longos percursos, como, por exemplo, entre Santos e Roterdã". Segundo a Maersk Line, a infraestrutura de fornecimento do gás em terra é limitada e a instalação de motores no navio é um investimento caro.

Enquanto isso, a aposta é em mudanças intermediárias. A Hamburg Süd aumentou a eficiência energética com um sistema inovador. O Becker Twisted Fin® é um tubo com um sistema de quilhas acoplado à hélice, que produz uma contra-turbulência no rastro de água. "A hélice passa a trabalhar com uma eficiência maior", diz Salgado. A tecnologia foi empregada na classe "Santa", uma das últimas gerações de porta-contêineres da empresa e que visita regularmente os portos brasileiros.

Outra iniciativa é a mudança do casco dos novos navios. A estrutura física - mais afunilada na proa - permite maior eficiência hidrodinâmica, diminuindo a resistência com a água. Assim, a embarcação usa menos combustível. As medidas buscam atingir a meta interna da Hamburg Süd de reduzir em 26% os lançamentos de CO2 até 2020, contando a partir de 2009.

As embarcações das famílias "Triple E" e "Sammax", da Maesrk Line, têm sistema de recuperação de calor, usado na produção de energia extra para mover o navio.

Na Hansa, dedicada a cargas super pesadas, o funcionamento do motor dos navios é controlado para minimizar a poluição atmosférica. Isso inclui redução de velocidade e uso de geradores de eixo para minimizar o número de máquinas durante a operação no porto, explica Gilberto Lima, diretor-executivo do armador no Brasil.

Contexto

As restrições à poluição do ar por navios entraram em vigor em 2005, dentro da convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (Marpol, na sigla em inglês). As regras estabelecem redução de emissões até 2020. Todos os navios com bandeiras de países que são signatários da Marpol - entre os quais o Brasil - estão sujeitos às regras, independentemente de onde navegam.

Em 2005 começaram a ser criadas grandes áreas de controle regional de emissão (ECAs, na sigla em inglês) com restrições mais rígidas. Hoje, as ECAs abrangem os mares Báltico, do Norte e o Canal da Mancha, na Europa, e as 200 milhas náuticas que banham os Estados Unidos e o Canadá, além do mar do Caribe.

Por exemplo, a permissão para a presença de enxofre no combustível dos navios que visitam essas regiões foi reduzida de 1,5% para 1% em 2010 e deverá cair para 0,1% em 2015. Fora das ECAs, o limite global saiu de 4,5% para 3,5% em 2012. Em 2020 deverá ser de 0,5%.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/07/2014

MACAÉ - À ESPERA DO LICENCIAMENTO
Publicado em 07/29/2014 as 05:22 PM

OBRAS DE INFRAESTRUTURA COMEÇAM A MUDAR A PAISAGEM DA CIDADE. NOVO PORTO E AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO SÃO DESTAQUES

Até dezembro de 2017, a prefeitura de Macaé espera que entre em operação o novo Terminal Portuário – Tepor, considerado fundamental para que a cidade garanta sua relevância no mercado de petróleo e pague sua dívida social com a população da cidade. Isso porque o terminal portuário
de Imbetiba - criado em 1979, pela Petrobras - embora seja o maior porto operado pela estatal no Brasil em volume de cargas, está saturado e, por ser localizado no Centro da cidade, compromete a mobilidade urbana.“O porto de Imbetiba tem seis berços e só consegue dar conta de 30% da demanda logística, os outros 70% estão sendo atendidos por outros portos do Rio de Janeiro. Então a necessidade de se construir um novo porto em Macaé é urgente.

O Tepor terá 14 berços, uma ponte de acesso de pouco mais de um quilômetro e será o terminal portuário mais moderno do mundo”, diz Vandré Guimarães, presidente do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Macaé - Fumdec e secretário de Indústria e Comércio do município. O novo terminal portuário será construído pelo consórcio Queiroz Galvão, Albar Logística e Grupo Meira Lins, em um  terreno de 800 mil m², numa área vizinha aos bairros do Barreto e do Lagomar. Terá capacidade para movimentar 4 milhões de toneladas anuais e receber 32 atracações/dia de supply boats de grande capacidade, inclusive as previstas para operar no pré-sal; calado operacional de 10 metros – suficiente para operação de todos os tipos de embarcações; retro-área imediata offshore e área de armazenagem onshore com ligação direta através de ponte de acesso aos berços.

Já foram realizadas duas audiências públicas - em 15 de janeiro e 16 de julho deste ano - e todos os questionamentos do Instituto Estadual de Ambiente (Inea), vinculado à Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, foram respondidos. “O Inea havia feito 25 questionamentos na primeira audiência. A população estava ressabiada e seus questionamentos foram importantes para aprimorar o projeto. Na segunda audiência foram respondidos todos os questionamentos do Inea e o EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente), que tinha 1.200 páginas na primeira audiência, foi aperfeiçoado e alcançou cinco mil páginas. E a maior parte das 1.100 pessoas presentes demonstraram querer o porto. Agora o Inea tem 60 dias para emitir a licença prévia”,diz Guimarães.

Obras viárias e nova ferrovia em gestação

Com localização privilegiada, a 182 quilômetros do Rio de Janeiro, Macaé tem uma boa infraestrutura de estradas, com ligação direta à BR-101, uma das principais do país. As ligações da cidade são feitas por duas rodovias e uma ferrovia, que está inoperante. Mas estão em curso várias intervenções na infraestrutura viária da cidade. A primeira é a duplicação da BR-101, obra conduzida pela concessionária Autopista Fluminense, que opera a rodovia no trecho que vai de Niterói até a divisa com o Espírito Santo. Segundo Delmo Pinho, subsecretário de Estado de Transportes, o governo estadual já está fazendo estudos para a construção da terceira faixa.

“Recebemos recursos do Banco Mundial para elaborar um plano de logística. A primeira coisa que estamos fazendo é um planejamento participativo em larga escala. Viemos a Macaé para conversar com todos os interessados e saber de suas necessidades. Estamos propondo começar a trabalhar já a terceira faixa da BR-101, embora a duplicação ainda nem esteja pronta”, diz Pinho. Outro projeto é a duplicação da rodovia estadual RJ–106. Também está em gestação a construção da Ferrovia Rio-Vitória, para transporte de cargas.

Aeroporto em expansão oferecerá transporte de carga

Criado em 1957, com uma pista de terra para pouso e decolagem, o Aeroporto de Macaé tornou-se a principal base de apoio da Bacia de Campos e já registra o maior número de pousos e decolagens de helicópteros na América do Sul. Diariamente são realizados cerca de 200 voos, responsáveis pela circulação de 1.300 passageiros.

Agora a Infraero está investindo R$ 56 milhões em obras de ampliação. Com mais estrutura, a oferta de voos deverá aumentar, incrementando, inclusive, o setor de turismo. O projeto prevê a construção de um novo terminal de passageiros, instalação de nova torre e radar, ampliação do estacionamento de 72 para 400 vagas, construção de um pátio maior e nova pista. A área total do aeroporto passará dos 400 mil m² para 3 milhões de m².

A meta da prefeitura é ampliar a pista para permitir voos regulares de transporte de carga para torná-lo um aeroporto industrial. Delmo Pinho, subsecretário de Estado de Transportes, defendeu que o aeroporto passe a abrigar também um porto seco para desembaraço alfandegário. Para que
a expansão pudesse ser realizada, a Prefeitura de Macaé doou terreno de 2,6 milhões de m² ao projeto. A previsão é de que as obras estejam concluídas até dezembro de 2015.

O Aeroporto de Macaé é o maior da América Latina em número de pousos e decolagens de helicópteros. Obras vão ampliar ainda mais a oferta de voos -+-

Campus da cidade universitária: um marco para Macaé

Macaé quer se tornar a capital nacional do conhecimento, com a consolidação da Cidade Universitária e a criação do Parque Científico e Tecnológico. Universidade pública municipal criada em 2001, a Faculdade Miguel Ângelo da Silva Santos (Fe- MASS) integra, em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), o campus da Cidade Universitária, um marco para a cidade. Com 17 cursos de graduação e mais dois de pós-graduação, circulam diariamente pelo campus quase quatro mil alunos. O local abriga, também, o Centro Municipal de Idiomas, com 400 alunos da rede pública que estudam inglês e espanhol. O governo municipal, por meio da Funemac, apoia o programa de concessões de bolsas, que vão desde bolsas de ensino, monitoria, iniciação científica e apoio ao estudante, até bolsas de pósgraduação stricto sensu de mestrado, de doutorado e de pesquisa.

Na trilha da integração e da inovação

A criação do Parque Científico e Tecnológico de Macaé tem por objetivo integrar a universidade, as empresas e as instituições em um plano mais amplo de desenvolvimento do município, que contempla projetos de infraestrutura, urbanismo, educação, cultura, ciência, tecnologia e inovação, visando ao aumento da qualidade de vida da população e à alavancagem dos negócios. A ideia é que os projetos sejam reunidos em um ambicioso empreendimento, liderado pela Prefeitura Municipal de Macaé, que visa a levar a cidade a desenvolver ciência, tecnologia e inovação. O projeto é resultado de um conjunto de iniciativas de grupos das diferentes universidades que atuam em Macaé e  demais instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa. Em 2013 foi incorporado ao programa de governo de Macaé e está sendo desenvolvido pela subsecretaria de Ciência e Tecnologia, com a participação de outras esferas do governo municipal. O Parque será instalado numa área de 386 mil metros quadrados, próximo à Cidade Universitária. Em paralelo, negociações estão sendo conduzidas com empresas globais de petróleo, visando a atrair empresas “âncoras” para a criação de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento tecnológico com universidades locais.
Fonte : O Globo
Data : 29/07/2014

MACAÉ - PARCERIAS DE FUTURO
Publicado em 07/29/2014 as 05:22 PM

Em iniciativa inédita, a Prefeitura de Macaé reuniu na cidade as entidades representativas da indústria do petróleo para discutir oportunidades e desafios futuros do município no seminário Um Novo Ciclo de Desenvolvimento, realizado dia 24. Desde que, em 1978, a Petrobras elegeu Macaé como sua base de apoio na Bacia de Campos, foram 40 anos de crescimento vertiginoso. Reconhecida como a capital nacional do petróleo, Macaé inicia um novo ciclo de desenvolvimento no momento em que a indústria petrolífera passa por transformações significativas, motivadas pelo présal, e impõe um ritmo muito forte, de extrema competitividade entre as empresas e de alta progressão tecnológica.

O Brasil compete com o mundo para a atração e fixação das empresas do setor e, internamente,  Macaé compete com outros estados para se consolidar como a base de apoio logístico do pré-sal. Por esta razão, o seminário foi saudado pelos participantes como uma iniciativa relevante para consolidar a posição do município como polo aglutinador da indústria de óleo e gás.

Na abertura do seminário, o prefeito Aluízio dos Santos Júnior destacou que Macaé, apesar de suas várias vocações, tem uma atividade concreta na indústria do petróleo para a qual não se pode fechar os olhos, pois é ela que, com seus impostos, sustenta a população. Mas reconheceu que a cidade ainda se ressente da necessidade de ampliar investimentos em serviços públicos de saneamento, transporte e infraestrutura.

“A gente só consegue reverter esse cenário com a participação de vocês. Apontem-nos o caminho, que vamos caminhar com vocês. Não podemos mais perder tempo. Há 40 anos estamos vivendo sob a égide do petróleo e agora, mais do que nunca, precisamos oferecer soluções”, afirmou o prefeito, conclamando a indústria para a adoção efetiva de um modelo de parceria para o desenvolvimento.

“Hoje damos um grito para a sociedade dizendo que somos importantes não só para o estado, mas também para o Brasil”, assinalou o prefeito, lembrando que cerca de 80% do petróleo produzido no Brasil saem do município. “É fundamental que Macaé tenha o melhor aeroporto, tenha um novo porto e um novo arco viário e se torne, de fato, a melhor cidade para se viver e se trabalhar.  E isso não vamos fazer sozinhos e sim, acima de tudo, ouvindo eentregando resultados”, ressaltou.

Vandré Guimarães, presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social – Fumdec, por sua vez, destacou que o município atua hoje por meio de uma visão integrada de desenvolvimento, com políticas públicas para micro e pequenas empresas e um novo modelo de relacionamento com a indústria. Por isso, buscou investimentos para um novo terminal portuário, para a ampliação da infraestrutura viária, para a ampliação do aeroporto e para a implantação de um Parque Tecnológico.

“Macaé cresce a uma taxa de 12,5% ao ano e é o destino natural da indústria do petróleo. Nós não precisamos fazer políticas públicas apenas para atrair as empresas mas também criar condições para retê-las”, observou Guimarães. Segundo ele, cerca de 45 empresas representam 83% da arrecadação de ISS, sendo que, desse total, 43% referem-se à Petrobras e apenas três dessas empresas não são do setor de óleo e gás.

Mais competitividade

Alfredo Renault, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) -  instituição que reúne as companhias de exploração, produção, refino, processamento, transporte e distribuição de petróleo e derivados – mostrou o impacto, para o setor, da lentidão na licitação de poços de petróleo. Ele lembrou que, depois de um período de rodadas anuais de leilões, entre 1999 e 2005, a 8ª rodada foi cancelada, em 2006 e, em 2007, na 9ª rodada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) excluiu as 41 áreas mais promissoras de exploração e produção. Em 2008 foram licitadas apenas áreas terrestres e somente em 2013 as rodadas foram  retomadas, mas em ritmo lento. “Estamos falando em praticamente oito anos sem muita coisa nova”, afirmou Renault.

Ainda que a Petrobras programe investimentos de US$ 220 bilhões para o período 2014-2018, na opinião de Renault a falta de leilões de novas áreas e a concentração de compromissos na estatal em detrimento da participação de outros operadores tornou o cenário delicado.

“A boa notícia é que as perspectivas são animadoras. Nossas reservas sairão dos atuais 15 bilhões de barris para 60 a 70 bilhões, o que será acompanhado por mudança na escala de produção, que é a alma de Macaé. A estimativa é de que haverá US$  11 bilhões anuais de gastos operacionais até 2020. Isso vai gerar o segundo ciclo de desenvolvimento de Macaé e a riqueza gerada dará musculatura para se pensar em atrair não só empresas de serviços, mas também da indústria”, assinalou.

O secretário executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo – Abespetro, Gilson Freitas Coelho, destacou que, das 52 empresas do setor, 44 estão instaladas em Macaé, gerando 40 mil empregos diretos e 120 mil indiretos. Mas alertou para a necessidade de se criar condições de competitividade para a cidade. A entidade originou-se de uma das subcomissões do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a Comissão de Companhias de Serviço Offshore e tem por objetivo representar os interesses comuns das empresas de serviço de petróleo.

“A política energética nacional depende de Macaé. As empresas aqui instaladas competem internamente com suas operações em outros países e a decisão de investimento é orientada para o local que oferece o melhor ambiente de negócios. Estamos nos reunindo com todos os partidos e temos uma reunião com a presidente Dilma para tratar da relevância do setor”, adiantou Coelho.

Capital do conhecimento

A importância de Macaé como polo de formação e geração de conhecimento também foi destaque no seminário. Gleison Guimarães, presidente da Fundação Educacional de Macaé (Funemac) - entidade criada em 1992 para gerir os convênios firmados entre a prefeitura e as instituições de ensino superior e responsável pela administração da Cidade Universitária - disse que Macaé pode ter uma missão ainda maior do que ser a capital do petróleo. “Queremos que Macaé se torne a capital nacional do conhecimento”, afirmou.

No que depender da gestão municipal, esse caminho já está sendo trilhado por meio dos projetos da Cidade Universitária e do Parque Científico e Tecnológico de Macaé. Para Anthony Cox, diretor regional da Associação Internacional das Empresas de Perfuração – IADC, entidade global com atuação local, que reúne mais de 1800 empresas e estabele critérios de ações para a indústria do petróleo no mundo todo, a capacitação profissional é uma das grandes demandas do setor. “A demanda é por mais 150 novas plataformas no mundo e precisamos de profissionais capacitados”, informou Cox.

Rogério Furtado, também integrante da IACD, ressaltou a importância do Brasil e de Macaé, em particular, lembrando que o município teve um crescimento vertiginoso, passando de 28 plataformas, em 2003, para 70 unidades, em 2012. E a previsão é de que entrem em operação 30 novas sondas de perfuração. “A gente vê com muito otimismo o governo municipal promovendo esse diálogo. Temos um passivo grande, mas essa abertura para discussão com o setor privado já é um caminho”, disse Furtado. Ele destacou que Macaé está muito bem posicionada para atender a Bacia de Campos e ao novo processo do pré-sal. Só que está competindo com outros estados e e com o mundo.

“Não interessa à indústria sair daqui, mas não é impossível. Essa indústria está no mar, flutuando, e se a eficiência for baixa, o custo for alto e não tiver um valor adequado mundialmente, ela levanta âncora. Esse primeiro ciclo de desenvolvimento aconteceu à revelia dos governos e o segundo também vai acontecer. O nosso papel é melhorar a eficiência para que esse novo ciclo venha mais rápido e seja menos doloroso”, concluiu. No encerramento do seminário, Delmo Pinho, subsecretário estadual de Transportes, anunciou que o governo estadual está preparando um plano de logística com recursos do Banco Mundial e apresentou as propostas de projetos de infraestrutura para Macaé. “Se tivermos eficiência e baixo custo, nenhuma empresa vai querer deixar a cidade. Pelo contrário, outras vão chegar”, finalizou Pinho.
Fonte : O Globo
Data : 29/07/2014

MACAÉ - UMA CIDADE QUE NÃO DORME
Publicado em 07/29/2014 as 05:22 PM

O prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, mais conhecido como Dr. Aluízio, inaugurou um estilo de gestão marcado pelo diálogo e pela busca permanente de soluções para o atendimento à enorme demanda gerada pela indústria do petróleo. Vem construindo, dessa forma, um ambiente propício à formação de parcerias, alinhando os interesses da sociedade e criando as condições necessárias para fazer frente a um novo ciclo de desenvolvimento do município. Segundo ele, a grande força de Macaé é a concentração geográfica de competências e de empresas que cooperam entre si. “Macaé não pretende ser um cluster, já é!”, diz. Nessa entrevista ele fala dos principais projetos em curso.

“A CIDADE TEM UMA RELAÇÃO DE SIMBIOSE COM O PETRÓLEO, HOJE A GENTE ADMITE ISSO DE FORMA MUITO CLARA”

ENTREVISTA ALUÍZIO DOS SANTOS JÚNIOR,
PREFEITO DE MACAÉ

Macaé é conhecida por causa do petróleo e do gás. Quais são as outras vocações da cidade?
Macaé é uma cidade muito diversificada em termos de vocação: turismo, pesca, agroindústria, pecuária. Mas o desenvolvimento econômico do município, há praticamente quatro décadas, está baseado no petróleo. Temos uma atividade pesqueira bastante significativa, mas alguns pescadores passaram a ter empresas de apoio à atividade offshore, investindo em barcos para o suprimentos das plataformas. Macaé tem uma das maiores bacias leiteiras do estado, mas o produtor rural prefere trabalhar com o petróleo. Temos uma atividade turística fundamental, oriunda da atividade do petróleo, que é o turismo de negócios, embora tenhamos atrativos expressivos, seja no espaço urbano, pelas praias, seja no espaço rural, pela serra.

Há alguma desvantagem no fato de a economia ser baseada predominantemente no petróleo?
Não. O petróleo é a grande atividade econômica do mundo. A grande fonte energética é o petróleo, e será enquanto ele existir. É claro que estamos buscando fontes alternativas como as energias solar e eólica, o biocombustível. Mas existe a predominância do petróleo e Macaé precisa saber aproveitá-la. A cidade é hoje a principal base logística de apoio à produção do petróleo. Quase 100% da produção de petróleo brasileira é offshore, ou seja, no mar. Cerca de 80% do petróleo produzido no Brasil têm Macaé como base logística. A cidade é uma grande retro-área: tudo o que embarca para a produção do petróleo, a 150 quilômetros mar adentro, parte de nosso município. Mas é uma atividade que se expande muito, precisa de muita gente trabalhando, precisa de porto, de um bom aeroporto, de uma extensa rede hoteleira.

Qual o tamanho da rede hoteleira de Macaé?
É a segunda maior do estado, são 12 mil leitos. Só perde para a capital.

Há um projeto de instalação de um cluster subsea no Estado do Rio de Janeiro. Macaé se candidataria a abrigar esse cluster?
Macaé já é um grande cluster de empresas da área de petróleo e gás, inclusive de subsea. E esse é o grande diferencial da cidade. Há uma interdependência entre as empresas. É muito difícil encontrar em outro espaço físico todo esse elenco. Essa é a grande força de Macaé: a cidade já tem a concentração geográfica de competências e de empresas que cooperam entre si. Macaé não pretende ser um cluster, já é!

Com todo esse crescimento, como fica a infraestrutura do município?
Há 40 anos acreditava-se que a indústria do petróleo se instalaria aqui e, depois de 30 anos, iria embora. Isso não aconteceu. Ela não saiu e nem vai sair. Agora existe uma relação de dependência: Macaé precisa do petróleo e o petróleo precisa de Macaé. A cidade tem uma relação de simbiose com o petróleo, hoje a gente admite isso de forma muito clara. Mas nós queremos que a atividade ocorra de forma sustentável e sustentada, pois claramente a infraestrutura do município não acompanhou todo esse crescimento.

Como estão os índices de universalização do saneamento?
Hoje temos um passivo de água. De uma população de mais de 200 mil pessoas, 40 mil não têm acesso à rede de água. Não dá para viver numa cidade como Macaé com restrição de água. Estamos investindo em rede na cidade toda, mas é preciso que a água chegue e passe por um centro de tratamento. A rede que está sendo construída é um investimento da Cedae em parceira com o município. Quanto ao esgoto, em um ano e meio conseguimos sair do zero, em termos de tratamento de esgoto, para mais de 10%. Com isso, o impacto na cidade é real: a Lagoa de Imboassica, um dos cartões postais de Macaé, já apresenta melhoria significativa na qualidade de sua água. Os esportes náuticos voltaram a ser praticados no local, e, de acordo com as medições do Inea, a praia da Lagoa está própria para banho. Nossa meta é entregar água para toda a população, nesse trabalho em parceria com a Cedae, e ter 100% do esgoto tratado até 2016.

E quanto ao atendimento na saúde?
Inauguramos um hospital novo que duplica a capacidade do Hospital Público Municial Dr Fernando Pereira da Silva - HPM. Toda a atenção básica de Macaé é municipalizada ou privada.

Onde são aplicados os recursos dos royalties?
Usamos para tudo o que gera sustentabilidade: saneamento básico, mobilidade, educação, saúde. Só não podemos usar para custeio de folha de pagamentos. O problema é que o petróleo é muito dinâmico, muito exigente e urgente demais. Tudo é muito rápido: os contratos são assinados e a empresa tem que estar com a base preparada para poder executar a atividade para a Petrobras. Isso gera para a cidade uma demanda incessante. Macaé é uma cidade que não dorme, todo dia, o tempo todo tem alguém trabalhando por conta do petróleo.

Como estão os planos de expansão do aeroporto?
Já estamos ampliando o aeroporto e agora queremos expandir a pista para que haja voos regulares de carga. Hoje já temos dois voos comerciais para o Rio, e também voos para Campinas e Belo Horizonte. Mas queremos que o aeroporto seja um aeroporto industrial. Estamos negociando recursos com o Governo Federal e buscando também parceria com a iniciativa privada.

Macaé terá um novo porto?
Já fizemos duas audiências públicas para a construção de um terminal portuário para atender exclusivamente à indústria de petróleo, que depende de logística da terra para o mar. O porto que temos em Macaé, de Imbetiba, é de uso exclusivo da Petrobras e, desde o fim da década de 1990, com a flexibilização do monopólio do petróleo, a atividade se expandiu muito em nosso município. Já existe um projeto executivo e a gente precisa estar com o porto pronto em 2017. Trata-se de um projeto do município com gestão privada.

E o que está sendo feito em relação à mobilidade urbana?
A política de mobilidade urbana vai desde a ênfase ao transporte público, com o programa Ônibus a a R$ 1, até as mudanças previstas para as rodovias. Duplicamos a Rodovia 106 no trecho que corta Macaé. Essa é a rodovia que dá acesso ao Parque dos Tubos e ao porto de Imbetiba, o terminal da Petrobras, localizado no Centro. Toda essa carga hoje circula pela cidade. A estrada de Santa Teresa vai resolver isso.

Quanto está sendo investido em obras de infraestrutura?
Pelo menos 10% do nosso orçamento estão sendo investidos em saneamento e infraestrutura. Temos obras do PAC Infraestrutura para a área de saneamento e do PAC Habitação e do Minha Casa Minha Vida. Estamos oferecendo 800 apartamentos para a população, inclusive para retirar moradores de áreas de risco.

E quais são os projetos na área ambiental?
Temos um grande projeto que é a recuperação do Rio São Pedro, um manancial fantástico que corta toda a região serrana. É uma água que pode ser aproveitada desde que a gente consiga torná-la novamente potável. Além disso, nossa meta de coletar e tratar, em nível terciário, todo o esgoto da cidade

Há planos de se fazer de Macaé uma cidade digital?
Sim, já temos dois bairros com acesso livre à internet e temos planos de estender o serviço por toda a cidade.
Fonte : O Globo
Data : 29/07/2014

MACAÉ - UM NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO
Publicado em 07/29/2014 as 05:21 PM

MACAÉ INAUGURA UM NOVO MODELO DE GESTÃO E BUSCA PARCERIAS COM A INDÚSTRIA DE ÓLEO E GÁS PARA SE CONSOLIDAR COMO A CAPITAL NACIONAL DO PETRÓLEO

Macaé já tem projeto para construção de um porto, capaz de atender à crescente demanda da indústria do petróleo. Atualmente, o único em funcionamento é o terminal portuário de Imbetiba, exclusivo da Petrobras

Desde que a Petrobras elegeu Macaé como sua principal base operacional na Bacia de Campos, em 1978, a cidade não para de crescer. Nesses quase 40 anos, a população foi multiplicada por dez - hoje são mais de 224 mil habitantes e uma população flutuante de cerca de 60 mil pessoas. Com uma expansão de 12,5% da economia em 2013, bem acima da média nacional, Macaé se prepara para um novo ciclo de desenvolvimento, com fortes investimentos em infraestrutura, capacitação e inovação.

Na pauta dos projetos prioritários está a ampliação do aeroporto, a construção de um terminal  portuário, a implantação de um Parque Científico e Tecnológico e importantes obras de saneamento e de tratamento de água. O município – considerado a capital nacional do petróleo, vem se diferenciando na forma de relacionamento com as mais de quatro mil empresas da cadeia de óleo e gás lá instaladas. O modelo de gestão adotado tem como foco de atuação a busca de parcerias para consolidar a posição da cidade como polo aglutinador da indústria do petróleo no Brasil. Nessa linha, a Prefeitura Municipal de Macaé vem abrindo espaço ao diálogopara encontrar soluções conjuntas que atendam às demandas atuais, ampliando a competitividade do setor, e sejam capazes de alavancar novos negócios na área do pré-sal.

Uma das iniciativas nessa direção foi a realização do seminário Um Novo Ciclo de  Desenvolvimento, no último dia 24, que reuniu as principais lideranças empresariais e de entidades representativas do setor para discutir o futuro do município. Há consenso de que poucas cidades brasileiras reúnem tantas condições para concentrar – e expandir – a indústria brasileira de óleo e gás. No rastro dessa indústria, crescem os segmentos de serviços e hotelaria – o segundo maior do estado do Rio -, que perde em número de unidades apenas para a capital. Nesta nova etapa, Macaé quer se tornar referência como centro de geração de conhecimento e inovação, assumindo novo papel como agente de fortalecimento da indústria petrolífera brasileira.

População  flutuante 60 mil pessoas
Crescimento populacional/ano 6%
70 Plataformas petrolíferas em 2012
2ª maior rede hoteleira do estado Área 1.216.846 km2
População 224 mil habitantes
IDH 0,764
Expansão do PIB 12,5% (2013)
103 escolas municipais
4.500 empresas do setor de óleo e gás
Densidade demográfica 166,89 hab/km
R$ 56 milhões para ampliação do aeroporto
Fonte : O Globo
Data : 29/07/2014

ANTAQ: OS TEMAS QUE SÃO DESTAQUES E MERECEM MAIOR ATENÇÃO DOS CANDIDATOS
Publicado em 07/29/2014 as 05:21 PM

Rio ficou de fora, mas para candidatos com disponibilidade de mudar de cidade, o concurso é uma boa oportunidade. Salários chegam a R$ 11.776
POR O GLOBO

Inscrições para o concurso da Antaq terminam no dia 13 de agosto – Arquivo

RIO — Provas longas e cansativas. É o que se pode esperar do concurso da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que vai preencher 143 vagas, sendo 69 em cargos de nível superior e 74 em nível médio. As inscrições se encerram em 13 de agosto e as oportunidades são para Brasília, Belém, Manaus, Paranaguá, Porto Velho, São Luís, Salvador, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Vitória. O Rio ficou de fora, mas, destaca Rodrigo Menezes, diretor do site Concurso Virtual, para os candidatos que têm disponibilidade de mudar de cidade, é uma boa oportunidade:

— O concurso proporciona remunerações atraentes. Para técnico administrativo, o salário é de R$ 5.791,25; e técnico em regulação, R$ 6.047,25. Para os analistas, R$ 10.916,90; e especialistas, R$ 11.776,90. Em todos os casos já se incluem os R$ 373 de auxílio-alimentação.

Conhecimentos específicos

Os cargos de nível superior são para analista administrativo — para quem tem formação em qualquer área e especificamente na área de TI (analistas de infraestrutura, de tecnologia da informação e de sistemas e negócios) — e para especialista em regulação de serviços de transportes aquaviários, também para quem tem formação em qualquer área e especificamente para quem é da área econômico-financeira. As vagas de nível médio são para técnicos administrativo e em regulação de serviços de transportes aquaviários.

— Em relação ao concurso de 2009, a estrutura dos testes se manteve, com provas objetivas, de 120 pontos, e discursiva, de 30 pontos. No entanto, a seleção de 2014 aboliu a categoria de “conhecimentos complementares”, dividindo-se em conhecimentos básicos, com 50 questões e específicos, com 70 questões. Na prova objetiva, o candidato deve ter atenção especial às disciplinas de conhecimentos específicos, cuja pontuação serve de critério de desempate — diz Fernando Bentes, diretor do site Questões de Concursos.

Ele lembra que as carreiras de nível superior ainda contabilizarão os títulos dos candidatos, que envolvem a pontuação pela experiência profissional e diplomas acadêmicos. Assim, Bentes recomenda que os documentos comprobatórios destes títulos sejam retirados com antecedência, porque geralmente os órgãos oficiais demoram muito tempo para emiti-los. A carreira de especialista ainda coloca o curso de formação como uma etapa classificatória e eliminatória.

Entre as matérias de conhecimento básico estão as jurídicas (como noções de administração pública, direito constitucional e tributário, orçamento, noções de ética e sobre agências reguladoras) e não jurídicas (português, inglês, informática, raciocínio lógico, gestão de pessoas , entre outras).

— É importante ressaltar que as matérias de conhecimento específico, como ciências contábeis e tecnologia da informação, entre outras, não possuem peso maior, porém, exigem uma pontuação mínima maior para a classificação do candidato. Por isso, sugiro balancear os estudos — afirma Gladstone Felippo, especialista em concursos, que lembra também do “macete” para realizar provas da banca Cespe/UnB. — As provas objetivas desta banca têm uma característica própria: uma questão errada anula uma certa. Assim, só marque se tiver certeza. Não arrisque. É preferível deixar em branco do que errar e anular uma questão correta.

Letícia Debon, professora do Gabarita Português, lembra também que a Cespe costuma elaborar provas de português “longas e cansativas”.

— Em relação aos conteúdos de gramática, é importante focar em verbos, crase, regência, concordância, pontuação, conjunções, orações, pronomes e vozes verbais. A dica é praticar a leitura de maneira a não perder muito tempo nos enunciados. Refazer as provas anteriores para se acostumar com o tipo de questão é de suma importância — diz Letícia.

Bentes ressalta que todas as matérias contidas no programa são tradicionais em concursos públicos e os candidatos já acostumados a uma rotina de estudos para concursos tendem a mostrar uma certa equivalência

— Para se destacar na pontuação, é preciso se dedicar às disciplinas específicas de cada cargo, que serão decisivas para a aprovação — aconselha o professor.

Cobrança mais aprofundada

Na prova discursiva, o Cespe tende a fazer questões muito elaboradas, complexas e difíceis, lembra Fernando Bentes, diretor do site Questões de Concursos. Por isso, é recomendável que os candidatos recorram a várias fontes de estudos, principalmente, livros clássicos e artigos científicos atualizados sobre os conhecimentos específicos de cada cargo.

Rodrigo Menezes, diretor do site Concurso Virtual, acrescenta que a banca exige do candidato um conhecimento menos superficial:

— O candidato não deve desprezar o conhecimento adquirido por meio de memorização, mas deve buscar um entendimento mais aprofundado dos temas, inclusive pelo fato de que muitas questões são elaboradas valendo-se de simulações de casos concretos.

Para as matérias relacionadas aos transportes aquaviários, Menezes recomenda a leitura do site da Antaq:

— Alguns candidatos devem estranhar essa disciplina, mas podem recorrer ao próprio site do órgão, onde são disponibilizados conteúdos que vão ajudar na hora da prova. A internet também é uma ótima fonte de pesquisas.
Fonte : O Globo
Data : 29/07/2014

AVIAÇÃO REGIONAL – SUBSÍDIO PARA TODOS OS LADOS
Publicado em 07/29/2014 as 05:20 PM

Governo lança programa que paga tarifa e parte de custos de voos, inclusive de rotas já existentes



Medida do governo deve beneficiar cem linhas rentáveis. Subvenção pode somar R$ 1 bi por ano
POR LINO RODRIGUES / GERALDA DOCA / DANIELLE NOGUEIRA / GLAUCE CAVALCANTI



“É uma nova etapa da aviação regional. O objetivo é garantir um aeroporto a cem quilômetros de distancia do outro”
Moreira Franco
Ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil

BRASÍLIA, SÃO PAULO e RIO - Um ano e meio após a presidente Dilma Rousseff anunciar um plano para disseminar os voos no país, foi publicada ontem, no Diário Oficial da União, a medida provisória (MP) 652, que cria o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR). A proposta, que ainda precisa ser regulamentada, autoriza a União a conceder subsídios às companhias aéreas para pagar parte dos custos dos voos em rotas regionais e todas as tarifas aeroportuárias nos terminais incluídos no programa. Na prática, o governo vai colocar dinheiro nas empresas para cobrir gastos operacionais das novas rotas e das já existentes entre aeroportos de capitais e cidades do interior, que movimentem até 800 mil passageiros por ano. Ou seja, mais de cem rotas rentáveis, que não necessitam da ajuda do governo para serem operadas regularmente, serão beneficiadas com o subsídio.

Nos bastidores, fontes do próprio governo criticam a proposta, alegando que não faz sentido subsidiar rotas já existentes, principalmente em municípios de fácil acesso, com boas rodovias, como nas regiões Sul e Sudeste.

— Vai facilitar a vida para a classe média, para quem já utiliza o avião. Esses recursos públicos poderiam ter outra destinação — disse uma fonte.

O montante a ser destinado à subvenção ainda será definido, devendo ficar na casa de R$ 1 bilhão por ano. Os recursos virão do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), que é abastecido com o dinheiro arrecadado com as concessões dos grandes aeroportos. O fundo encerrou 2013 com R$ 2,7 bilhões em caixa.

Deste total, R$ 1,2 bilhão é referente a outorgas das concessões de Cumbica e Viracopos, em São Paulo, e do aeroporto de Brasília. O programa será aberto a todas as empresas, e o valor do subsídio será proporcional ao tipo de avião utilizado, tamanho do terminal atendido, número de passageiros transportados e aos quilômetros voados. As companhias interessadas terão que assinar um contrato com a União e comprovar regularidade jurídica e fiscal, de acordo com a MP.

Em São Paulo, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, disse que os recursos também serão usados para melhorar a infraestrutura dos pequenos aeroportos do país, além de dar competitividade às empresas que fizerem voos regionais.

— É uma nova etapa da aviação regional. O objetivo é garantir aos passageiros um aeroporto a pelo menos cem quilômetros de distância do outro. Hoje, temos apenas cem aeroportos regionais operando voos comerciais. Queremos aumentar esse número e diminuir as distâncias para os passageiros — afirmou Moreira Franco.

'PROGRAMA DEVERIA COMPLEMENTAR VOO, NÃO EMPRESA'

A promessa é assegurar nessas rotas preços semelhantes aos das passagens de ônibus. Voos entre Brasília e Uberlândia, por exemplo, e vice-versa fazem parte do programa. Assim como voos do aeroporto Santos Dumont, no Rio, até Macaé ou Campos.

Segundo o governo, o objetivo é facilitar o acesso da população ao transporte aéreo regular, aumentar o número de frequências atuais, de municípios atendidos pelo serviço, além de integrar à malha comunidades isoladas. Para isso, a proposta é subsidiar a metade dos assentos da aeronave, limitados a 60 por voo, nas rotas regionais.

Os detalhes da implementação das medidas, como a forma de pagamento às empresas que aderirem ao programa, a fiscalização e a vigência, ainda serão definidos por decreto. A MP, basicamente, permite à União repassar recursos públicos às empresas e dita as linhas gerais da política de subvenção econômica ao setor.

A proposta do governo difere do plano desenhado no fim do mandato do ex-presidente Lula para estimular a aviação regional, em que o subsídio era restrito às rotas para municípios de difícil acesso, sem ligações por rodovias, principalmente da Região Norte e localizados nas fronteiras. O objetivo era incentivar as companhias a operarem rotas não lucrativas, mas importantes do ponto de vista da integração nacional, e não fomentar voos já existentes.

Além do subsídio, o atual plano de aviação regional contempla investimentos públicos em 270 aeroportos regionais, visando a preparar esses terminais para novos voos. Em dezembro de 2012, foram anunciados para este segmento R$ 7,3 bilhões, também originados do Fnac.

Segundo levantamento da SAC, cerca de 40 aeroportos já passaram por obras e outros estão em processo de licitação. Para executar o programa, a Secretaria contratou o Banco do Brasil (BB), que fez uma radiografia em todos os aeroportos incluídos no programa.

Nos próximos dias, será publicada portaria da SAC sobre o plano de outorgas, que vai definir o gestor dos aeroportos regionais que vão receber recursos públicos. O governo dará preferência aos estados. Somente municípios com Produto Interno Bruto (PIB) acima de R$ 1 bilhão poderão ficar com a administração de terminais.

Segundo especialistas, mais do que ajudar na criação de empresas regionais, o programa do governo pode funcionar como estímulo para que as grandes do setor aéreo operem no segmento. O professor Elton Fernandes, especialista em logística aeroportuária da Coppe/UFRJ, avalia que a concessão de benefícios a grandes companhias, inclusive para a operação de ligações já existentes, pode estar relacionada com o fato de as maiores dessa indústria estarem registrando prejuízos nos últimos anos:

— As grandes empresas, que operam o filé mignon das rotas aéreas, estão no vermelho. Por que escolheriam operar linhas deficitárias? O subsídio a linhas já existentes pode frear novos cortes em voos de baixa rentabilidade.

LACUNA NA GESTÃO DOS TERMINAIS

A sobrecarga nos aeroportos centrais levou companhias aéreas regulares a comprarem pequenas empresas para ocuparem mais slots (alocações de horários de chegadas e partidas de aviões) nesse terminais, afirma Fernandes.

Como a aviação regional usa uma rede de pequenos terminais aéreos, exige equipamentos de menor porte, elevando o custo por passageiro e reduzindo ganhos em escala. Combinada à fraca demanda, resulta em passagens mais caras e operação com saldo negativo.

— Seria importante que o programa contemplasse o voo, não a empresa. Ou vamos depender da criação de novas companhias — diz.

Para Carlos Campos, do Ipea, autor de estudos sobre o setor aéreo, subsídios são fundamentais para viabilizar a aviação regional. Mas ele critica a ambição de viabilizar, de uma só vez, 270 aeroportos e a lacuna quanto a quem vai gerir estes terminais:

— Começaria com cem, para ganhar experiência aos poucos. A maior parte dos terminais é gerida por municípios e estados, que não têm capacidade de alocar recursos. Há municípios que não conseguem sequer manter caminhão de bombeiros.

Renato Kloss, sócio do setor regulatório do Siqueira e Castro Advogados, afirma que o programa de aviação regional vai na linha do que é feito fora do país.

— É preciso criar uma cultura da viagem de avião em lugares onde não há, além de criar uma nova classe de consumidores. Isso só se consegue com subsídios.

Os especialistas dizem que o principal ponto da MP é justamente o mais vago, que trata dos subsídios para “pagamento de parte dos custos de voos nas rotas regionais”. Subentende-se que o governo dar algum auxílio financeiro para as operações propriamente ditas das empresas, mas não está claro como nem que custos serão subsidiados.

Nos custos operacionais, o principal é o combustível, responsável por 40% das despesas das aéreas. As tarifas aeroportuárias e de navegação aérea, que também serão subsidiadas de acordo com a MP, respondem por apenas 6% dos custos, nos cálculos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

AZUL E TAM TERIAM INTERESSE NO SEGMENTO

Para ele, muitos desses aeroportos terão que ser transferidos para o governo federal. Leia-se Infraero, o que deve agravar a situação da estatal, que vem se desfazendo dos aeroportos mais rentáveis.

No mercado, comenta-se que as duas empresas dispostas a investir com força na aviação regional são Azul e TAM. A Azul destaca que encomendou até 50 aeronaves à Embraer, com o objetivo de expandir sua atuação. Estudos da companhia aérea mostram que cem municípios, incluindo o interior do Estado do Rio — que atualmente são desprovidos de linhas de aviação regulares — têm potencial para ter esse serviço em sete a dez anos.

A TAM, que começou na aviação regional, avalia voltar ao segmento. Segundo fontes do setor, a TAM analisa três cenários: o renascimento da marca Pantanal — empresa que atuava na aviação regional comprada pela TAM em 2009 —, a possível compra de outra aérea regional (a Passaredo, que está em recuperação judicial), ou a compra de jatos para atuar no segmento regional sob a marca TAM.

Procurada, a TAM se limitou a dizer que “ confia no plano de desenvolvimento dos aeroportos regionais e continua estudando a possibilidade de atuar neste mercado no futuro”. A Gol, por sua vez, disse que “avaliará o plano para estudar a possibilidade de operar em outras localidades do interior do país”.

Segundo fontes, porém, a aviação regional não é prioridade para a Gol, que usa aviões grandes, com mais de cem lugares e que são incompatíveis com boa parte dos aeroportos regionais. Procurada, a Avianca não ligou de volta.

* Colaborou Eliane Oliveira
Fonte : O Globo
Data : 29/07/2014

EM TESTE PARA RIO-2016, MARINHA RESTRINGE TRÁFEGO NA BAÍA DE GUANABARA
Publicado em 07/29/2014 as 05:19 PM

Primeiro evento-teste para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, a Regata Internacional de Vela, que acontece de 2 a 9 de agosto, no Rio, levou a Marinha a restringir a circulação de embarcações na baía de Guanabara, local do evento, por motivo de segurança.

A organização do tráfego de embarcações se iniciou nesta segunda-feira (28) e, além da baía em si, também pega o trecho conhecido como Fora de Barra, próximo à região de Itaipu, em Niterói, segundo informou a Capitania dos Portos do Rio. Na terça (29) acontecerá o primeiro treino oficial da competição, que reunirá 320 atletas de 34 países e cerca de 215 barcos.

Durante os dias de regata, navios, embarcações de pesca e barcos de lazer não poderão circular pela parte sul da baía das 11h às 17h.

"Somente as barcas de passageiros que operam os trajetos entre o centro do Rio e Niterói, Ilha do Governador e Paquetá poderão transitar neste trecho da baía", informou a autoridade portuária, acrescentando que mesmo estas poderão sofrer pequenas alterações em seu trajeto, mas sem prejuízo de tempo aos usuários.



Imagem de lixo boiando na Baía de Guanabara, palco das provas de vela da Rio-2016

Maior competição de vela olímpica já organizada no Brasil, o primeiro evento-teste da Rio-2016 tem como objetivo testar apenas as cinco raias –Pão de Açúcar, Escola Naval, Ponte, Copacabana e Niterói– que serão usadas nos Jogos. Todas as dez classes olímpicas participarão do evento, que terá entre 10 e 12 regatas por classe, num total de 100 a 120 regatas.

A disputa tem início no domingo (3), um dia após a inspeção dos barcos, e acontece sempre entre 12h e 17h.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 29/07/2014

LEIA A TRANSCRIÇÃO DA SABATINA COM DILMA ROUSSEFF
Publicado em 07/29/2014 as 05:19 PM

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição em outubro, afirmou nesta segunda-feira (28) que o mesmo clima de "pessimismo inadmissível" que antecedeu a realização da Copa do Mundo no Brasil também afeta hoje a economia. "Isso é muito grave. É uma especulação contra o país", afirmou a petista durante sabatina da parceria entre Folha, UOL (ambos do Grupo Folha), SBT e rádio Jovem Pan.

Na sabatina, realizada no Palácio da Alvorada, Dilma disse ainda que houve "dois pesos e umas 19 medidas" nas investigações do mensalão do PT e do PSDB e classificou de "massacre" o que vem acontecendo na faixa de Gaza.

Ricardo Balthazar (Folha) - Boa tarde presidente. Muito obrigado por aceitar o nosso convite e por nos receber aqui no Palácio da Alvorada. Eu gostaria de começar com uma pergunta sobre economia. Se a senhora for reeleita, pretende manter o ministro da Economia, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ou vai buscar pessoas com perfis diferentes para conduzir a política econômica?
Dilma Rousseff - Sabe o que acontece? Estamos em plena campanha eleitoral. Não é bem a hora de discutir ministério. Na última vez que botaram os carros na frente dos bois, sentaram na cadeira do prefeito antes da eleição e perderam a eleição. Eu definitivamente não discuto meu ministério.

Ricardo Balthazar - Mas a senhora, pelo menos...
Até porque sou supersticiosa.

Ricardo Balthazar - Mas qual a avaliação que a senhora faz deles até aqui? O perfil para o próximo governo é diferente?
Eu não vou discutir o perfil de nenhum ministro, mas eu posso te dizer o que eu acho da economia no meu período de governo. Nós, a partir de 2010 e 2011, principalmente ao longo do meu mandato, tivemos uma piora da crise no que se refere aos emergentes. A crise começou em 2008, em 2009 ela é muito forte, está em seu momento mais fundo. Em 2010, você tem uma pequena recuperação de alguns países e, em alguns países, uma grande recuperação –é o nosso caso. Na sequência, a crise continua, atinge a Europa e, de fato, há uma mudança na situação econômica internacional inequívoca de 2011 a 2014. Nós estamos numa fase do ciclo econômico de recuperação.

Ricardo Balthazar - Mas vários países já se recuperaram, não é?
Nenhum país se recuperou. Inclusive, no início do ano eu estive em Davos e diziam que a recuperação agora era liderada pelos países desenvolvidos. O que está acontecendo com os países desenvolvidos? Uma modesta –modestíssima– recuperação. Uma situação muito difícil porque a economia americana cai -2,9% anualizado, no primeiro tri [mestre]. As taxas de crescimento estão desacelerando. O FMI inclusive pretende revisar todas as taxas de crescimento para baixo. Nós, ao contrário. Se você comparar no período 2011-2014, vai ver que o Brasil sempre esteve em uma taxa de crescimento acima da média internacional. A Europa, numa situação bastante difícil, crescendo pouco acima de zero, alguns países ainda com taxas negativas de crescimento. Não é uma situação como se esperava no início desse ano, de forte recuperação das economias desenvolvidas. O mesmo acontece com o Japão.

Com os emergentes ocorreu o que? Tanto a Índia como a China tiveram reduções bastante grandes da sua taxa de crescimento. A própria China, que crescia a uma média de 10%, está hoje próxima do que eles consideram que seja a taxa que zera a economia. A mesma coisa com a Índia. Nós crescemos ano passado 2,5%. Dos países do G20, nós devemos ser o sexto ou sétimo país que mais cresceu. O Brasil, neste período, enfrentou a crise, sem cair naquela que foi a pior situação em todos os países: enfrentando altas taxas de desemprego. De 2008 a 2014, são 60 milhões de desempregados. Nós, de 2008 a 2014, criamos 11,5 milhões de postos de trabalho, no meu período de governo, 5,7 milhões.

Josias de Souza (UOL) - Vou me permitir reproduzir uma frase que a senhora disse no seu discurso de posse: "já faz parte da nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer o nosso tecido econômico e a castigar as nossas famílias mais pobres". A senhora chega ao final de mandato com a inflação acumulada dos 12 meses acima um pouco do teto meta e a perspectiva de crescimento em torno de 1%. Na época do presidente Lula, ele recebeu a crise falando que era uma "marolinha". A senhora atribui parte dos nossos problemas à crise internacional. Não há uma parte dessa responsabilidade por esse quadro de degradação econômica? O que deu errado em relação ao discurso de posse?
Eu não concordo que deu algo errado em relação ao combate à inflação. O sistema de metas da inflação é de 1999. Tem quantos anos? 15. Em 12 desses 15 anos a inflação esteve acima do centro da meta e, em cinco, esteve acima do limite superior da banda –se você considerar esse limite superior 6,5%, porque já foi maior que isso. Nós estamos naquele momento, se você considerar a inflação anualizada, eu te asseguro que ela ficará abaixo do limite superior da meta. Sempre se mediu no Brasil a inflação anualizada...

Josias de Souza - Hoje não está, não é, presidente?
Hoje ela está 0,02% acima do centro da meta e numa trajetória decrescente. Este mês, o IPCS-15 [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15] deu 0,17. Nós sabemos que o comportamento da inflação no Brasil é assim: sobe no primeiro semestre e desce no segundo. Sempre foi assim. Tem 15 anos que se acompanha, por conta das metas da inflação, e é assim. Se você comparar os primeiros anos do presidente Lula, do presidente Fernando Henrique e os meus, vocês vão ver que os meus e os do presidente Lula se calibram. O meu um pouco menor, porque o presidente Lula pegou aquela taxa de inflação extremamente alta de 12,5% do Fernando Henrique Cardoso. Eu acho que usam dois pesos e duas medidas para julgar o meu governo. A inflação não está descontrolada, ela está no centro, ela está...

Ricardo Balthazar - No centro não está...
...absolutamente prevista para ficar no centro da banda, dada a banda.

Josias de Souza - Ela está no teto da banda.
Pois é, ela está no teto da banda. Nós vamos ficar nesse teto da banda. No Brasil, em apenas quatro anos ela esteve no centro da meta.

Josias de Souza - Sinceramente, a senhora acha que a economia vai bem?
Não, eu acho que nós estamos enfrentando da forma mais corajosa a mais grave crise econômica que o mundo passou desde...

Josias de Souza - O presidente Lula errou a avaliação que fez de que era uma marolinha?
Todos nós erramos porque não tínhamos ideia do grau de descontrole que o sistema financeiro internacional tinha atingido. Não fomos só nós que erramos. O mundo errou, porque saiu completamente do controle o sistema financeiro internacional. Tanto é que nós todos temos tido um trabalho danado para poder sair da crise. O que eu acho que nós fizemos certo? Impedir que o tradicional efeito da crise, que era desempregar, arrochar salário e fazer com que a população pagasse o pato da crise, nós impedimos que isso acontecesse. Nós minimizamos os efeitos da crise sobre a economia brasileira. Além disso, nós vínhamos num processo de razoável crescimento. Eu quero lembrar que apesar da "tempestade perfeita" que todo mundo anunciou que ia ocorrer em outubro...

Josias de Souza - A expressão é do deputado Delfim Netto, que é vosso consultor, não é?
Olha, meu querido, eu gosto muito do Delfim e continuarei consultando. Agora, divirjo integralmente, não acredito que foi só o Delfim, não. Toda a mídia encampou a tempestade perfeita e ela não ocorreu. Como ocorre a tempestade perfeita –que é uma crise cambial? O Brasil entraria em uma crise cambial e, com isso, a economia ia entrar em um processo caótico. Não aconteceu, porque um país que tem US$ 380 bilhões de reserva, que tem uma política monetária ativa, como a praticada pelo Banco Central, que vendeu swaps, que teve um processo bastante positivo em relação ao mercado, como esse país ia entrar em uma crise cambial dessa proporção? Não tem fundamentos sólidos.

Dos países do G20, me diz quem faz superávit primário? Eu respondo: seis. Um é o Brasil, o outro é a Arábia Saudita, o outro é a Itália, o outro é a Alemanha, Turquia e Coréia do Sul. E o FMI diz o seguinte: são cinco que farão o superávit novamente em 2014. Nós temos robustez fiscal, nós não temos descontrole fiscal, a dívida líquida do país caiu de 60% para 34%. Isso não é desequilíbrio fiscal.

Kennedy Alencar (SBT) - O mercado financeiro tem uma torcida grande contra a senhora. Em mensagem aos clientes, o banco Santander disse que a vitória da senhora faria uma piora na economia. O mercado financeiro tem essa visão. Eles argumentam que, em três anos e meio de governo, os juros estão mais altos do que quando a senhora assumiu, o crescimento está menor que o do governo Lula e a inflação está um pouco maior. A mensagem do Santander reflete uma análise de que houve um fracasso da política econômica, porque ela combinou frouxidão fiscal com uma tolerância alta com a inflação. Como a senhora avalia essa crítica?
Olha, eu não sei quem é que está fazendo a crítica. Não vou incorporar como do sujeito A, B e C, porque fica muito desagradável. Vou responder em geral.

Kennedy Alencar - Tem o Santander...
Depois eu falo do Santander. Economia é expectativa. A característica de vários segmentos é especular em período eleitoral. Sempre que especularam, não se deram bem. Ou seja, a conjuntura política passa e eles sofrem penalidades. Eu acho muito perigoso especular em períodos eleitorais. O Brasil tem uma experiência disso, que aconteceu com o presidente Lula na eleição de 2002 e não foi bem sucedida. É inadmissível para qualquer país, principalmente um país que é a sétima economia do mundo, aceitar qualquer nível de interferência de qualquer integrante do sistema financeiro, de forma institucional, na atividade eleitoral e política. Isso é inadmissível.

Kennedy Alencar - O Santander fez isso?
Eu falo sempre de pessoas. A pessoa que escreveu a mensagem fez isso sim, e isso é lamentável e inadmissível para qualquer candidato, seja eu ou qualquer outro.

Ricardo Balthazar - A senhora conversou com alguém do banco a esse respeito?
Ainda não.

Kennedy Alencar - A senhora vai processar o banco?
Eu vou conversar primeiro. Eu converso primeiro, sabe, Kennedy, em todas as atividades. Agora eu vou ter uma atitude bastante clara em relação ao banco.

Kennedy Alencar - Processar é uma alternativa.
Querido, eu não sei. Eu não vou antecipar o que farei. Porque eu não especulo sobre ações. Eu sou presidenta da República e eu tenho que ter uma atitude mais prudente.

Josias de Souza - O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o banco tinha pedido desculpas. Esse pedido não chegou à senhora, então?
Esse pedido de desculpas foi bastante protocolar.

Josias de Souza - O que é um pedido protocolar, presidente?
"Lamento o que aconteceu". Acho bastante protocolar.

Josias de Souza - Mas para a senhora ou para o partido?
Eu conheço bastante bem o CEO do banco. Eu vou ver se é possível, se eu vou ter agenda, mas pretendo conversar a respeito.

Josias de Souza - Esse pedido de desculpas protocolar chegou ao partido ou à senhora?
Ele chegou a mim, mas foi encaminhado de várias formas.

Josias de Souza - E a senhora não considera adequada a forma.
Não. Achei muito protocolar.

Kennedy Alencar - A senhora acha que o mercado tem especulado contra a senhora?
Não, eu acho que há no Brasil um jogo de pessimismo inadmissível e vou dizer o porquê. Vamos discutir a Copa. Eu lembro que, no dia em que começou a Copa vocês botaram assim no jornal: "A Copa está resolvida nos gramados, e não está resolvida de forma alguma fora dos gramados". Houve gente que disse: "não tem aeroportos, a Copa vai ser um caos, nós não temos organização, o Brasil está aquém de tudo, devemos ter vergonha do país, vai fazer uma Copa absolutamente aquém do nosso potencial, não vai ter estádio decente, não vai ter aeroporto decente, a segurança vai ser um desastre, não tem estrutura de comunicação, vai haver um racionamento e, para não ter dúvida que vai ser o caos, também uma epidemia de dengue". Isso é muito grave. É uma especulação contra o país.

Ricardo Balthazar - A comparação não é das melhores, presidente...
Vou dizer como ela se dá ao nível da... ao nível, não, está errado. Detesto falar isso (risos).

Ricardo Balthazar - Mas a comparação com a economia não é das melhores, presidente. Os números da economia são bastante ruins.
No ano passado foi 2,5% o crescimento da economia. E no ano passado disseram que ia haver mais do que um apagão: ia ter um racionamento. Ou seja, a economia não ia ter como oferecer energia elétrica para nenhum consumidor empresarial. Nenhum.

Josias de Souza - A senhora acha que há uma má vontade generalizada contra o seu governo?
Não, eu acho mesmo pessimismo que ocorreu com a Copa está havendo com a economia brasileira. E você sabe que com a economia é mais grave, porque economia é feita de expectativa. Se alguém bota na cabeça que a situação está descontrolada... "vai ter racionamento", é isso que disseram do ano passado até recentemente no Brasil. Quando houve o racionamento na época do governo Fernando Henrique Cardoso entre 2000 e 2001, quanto é que caiu o PIB, alguém sabe? Eu era do setor elétrico, eu sei. Tinha gente que dizia que caiu de 1,5% a 2%. Se você considerar efeitos indiretos, foi bastante significativa a queda. Estava em processo, inclusive, de crescimento e teve uma queda de 2%. É isto que está previsto para o governo brasileiro. O governo brasileiro ia deixar a energia elétrica ser racionada. Receitaram o racionamento para mim todos os meses do ano. Todos, sem exceção. E a consequência é essa: queda de 2 pontos percentuais no PIB. Tempestade perfeita? Queda de 2% no PIB. Inflação descontrolada é queda no PIB. Nada disso ocorreu, pelo contrário. Sabe por que podemos passar pelo pior período de seca, pior do que o de 2000, 2001, e nós não vamos ter racionamento? Compara meus números com os números daquela época. No meu governo, no meu período, nós vamos fechar com os seguintes dados: nós fizemos 20 mil megawatts de geração nova. Nos oito anos do Fernando Henrique ele fez 21.

Kennedy Alencar - Mas o setor elétrico se queixa que está em crise e o Tesouro já fez aportes de recursos, as distribuidoras estão endividadas...
O setor elétrico reage para uma situação muito clara: o sistema elétrico brasileiro é hidrotérmico, porque eu não posso fazer reservatório em rios da Amazônia. Se eu não posso fazer reservatório, eu tenho que fazer térmica, e você não faz térmica para enfeitar a paisagem, você faz térmica para usar na necessidade. O custo de usar térmica é muito pequeno frente ao imenso e fantástico custo de um racionamento.

O que o setor elétrico sabe? Como a água é gratuita, uma hidrelétrica é muito barata, mais barata que uma térmica que usa ou gás –que você paga– ou carvão –que você paga– ou óleo diesel –que você paga.

Kennedy Alencar - A gente tem que rever o uso da Amazônia, presidente? Fazer reservatórios mais amplos?
Eu acho que em alguns lugares é possível, sim, fazer reservatórios. Em outros lugares da Amazônia não é, principalmente nas regiões de planície.

Manoel Lopes Ferreira (Leitor) - Nós estamos vendo que a indústria brasileira está indo para uma condição de descrédito total e passa por sérias dificuldades. A presidente pretende manter a política ou tem planos para motivar a indústria brasileira, que passa por sérias dificuldades?

José Maria Trindade (Jovem Pan) - Quero complementar: uma das âncoras do governo do Partido dos Trabalhadores é o emprego e o desemprego está crescendo.
Gente, primeiro, não tem desemprego, não é? Nós temos a menor taxa histórica de desemprego de todos os tempos. Até abril 4,9%, mas vamos supor que fosse 5,2%. A mais baixa.

Ricardo Balthazar - A senhora tem razão. Eu acho que ele estava se referindo às demissões que estavam começando a aparecer em alguns setores da indústria e, mesmo no caso do mercado de trabalho de maneira geral, muita gente deixou de entrar no mercado de trabalho por não ver oportunidade...
Aqui no Brasil não há indicação disso. Você está falando daquele fenômeno que existe nos Estados Unidos que as pessoas não buscam emprego por desalento. Isso é desemprego por desalento. Não se verifica isso no Brasil. Um setor que nós fizemos o maior empenho foi para a indústria. Eu acredito de uma forma bastante forte que o crescimento industrial no Brasil é condição para o país se desenvolver. Nós não podemos ser um país nem só agrícola nem só produtor de commodities. Nós temos que agregar valor. Eu acredito que nós mantivemos as conquistas sociais do período Lula e aprofundamos. Tiramos 22 milhões de pessoas da pobreza extrema. No caso dos empregos, nós mantivemos a economia empregando.

O que está havendo no Brasil? O Brasil, para dar o próximo salto e se preparar para o momento de retomada, precisa apostar em um novo ciclo, que vai ampliar a distribuição de renda e as conquistas sociais, mas é um ciclo que aposta na produtividade. Por exemplo: é sabido que é muito mais fácil você resolver o problema das rendas e é mais difícil o dos serviços públicos. Nós sabemos que temos que investir profundamente em infraestrutura. Infraestrutura social, rodovia, ferrovia, aeroporto e porto. Fizemos um imenso esforço. Acho que seremos, sem sombra de dúvida, ao fechar esse ano, o momento que mais se investiu em infraestrutura considerando proporcionalmente quatro anos.

Nós temos dado uma imensa força na formação profissional. O Pronatec vai formar esse ano oito milhões de pessoas. E inovação. Temos de apostar nesses três fatores, porque isso aumentará a produtividade sistêmica. Ao aumentar a produtividade sistêmica, contribui para a estabilidade econômica e distribuição de renda.

José Maria Trindade - Por que a indústria não entende isso?
Eu posso falar para você o que nós fizemos para a indústria? Olha aqui no [plano] Brasil Maior. Do PSI [Programa de Sustentação do Investimento], nós colocamos R$ 200 bilhões.

Ricardo Balthazar - A maior parte das metas definidas no Brasil Maior não foi cumprida.
Todas elas. Não sei se vocês lembram que teve candidato que dizia que nós tínhamos que parar de subsidiar a indústria.

Josias de Souza - A senhora está falando do Aécio Neves?
É, estou falando. Os juros do PSI eram de 3,5%, agora foram para 4,5%, abaixo da inflação. Nós fizemos um programa que é muito importante para a indústria: Margem de Preferência.

Ricardo Balthazar - Por que mesmo assim os investimentos da indústria não aumentaram mesmo assim? Incompreensão do empresário?
Não, nós estamos tentando impedir que ocorra no Brasil o que ocorre na indústria em todo o mundo. Vamos olhar um país muito industrializado. A Alemanha não é um país muito industrializado? É um país muito industrializado, com um padrão industrial de alta qualidade, com grande agregação de valor. Há sete meses o índice de confiança da indústria da Alemanha cai. Há sete meses.

Ricardo Balthazar - O pessimismo não é brasileiro, então?
Não, querido, você tem uma crise. A crise cria hoje um clima, mas nós tínhamos todas as condições para estar com um desempenho melhor. Tanto é que, no ano passado, quando todo mundo dizia que o Brasil estava indo para o pior caminho possível, nós crescemos 2,5%.

Kennedy Alencar - A senhora faz uma análise otimista da economia...
Não faço uma análise otimista, não, Kennedy, meu querido. Faço uma análise bem realista.

Kennedy Alencar - O slogan da campanha da senhora é "mais mudanças, mais futuro". Em conversas reservadas, muitos ministros disseram que, em avaliações internas, a senhora admite erros na política econômica e diz que fará correções e mudanças em um eventual segundo mandato. Objetivamente, a senhora admite ter cometido erros na economia? Quais seriam esses erros? Quais mudanças fará caso seja reeleita?
Kennedy, eu vou insistir contigo: você não faz mudança porque você errou. Você faz mudança porque você tem sempre de querer alterar e melhorar o que você fez. Vou dar um exemplo: eu acho o Bolsa Família um dos programas mais bem sucedidos do governo Lula. Tenho muito orgulho de ter participado do governo e ter levado esse programa à frente. Quando nós entramos, como já tínhamos uma experiência acumulada no Bolsa Família, resolvemos ampliar o Bolsa Família. Primeiro, focando em famílias com crianças até seis anos. E aí fomos. Foi assim que nós conseguimos tirar mais 22 milhões da pobreza extrema. Isso é uma mudança, mas não é uma autocrítica do passado.

Dou outro exemplo da área econômica: concessões de rodovias. Também nós aprendemos. Não era possível que se levasse 20 anos para construir uma rodovia, nem tampouco que se ficasse durante muito tempo cobrando pedágio sem fazer nenhum benefício. Então, o novo modelo de rodovia –que levou tempo para fazer as concessões– não é discutir a taxa interna de retorno de ninguém. Tinha de discutir o seguinte: a partir de agora, para cobrar o pedágio, você precisa ter 10% realizado.

Josias de Souza - Eu entendo sua preocupação em não admitir erro, mas a autocrítica às vezes é salutar. Nesse caso específico, não houve uma demora do governo? Porque se tivéssemos começado a fazer as concessões no início do seu governo, estaríamos em um processo mais adiantados do que estamos hoje, não é? Essa marcha só foi engatada no finalzinho.
Josias, aproveitando que estamos em ano de Copa: você lembra aquela conversa do Garrincha com Feola, que ele falou "temos de combinar com os russos"? Os russos, no caso das concessões, são os empresários. Você não pode sair dando a medida sem abrir um processo de discussão. Nós pedimos que fosse 10% de obra realizada para cobrar pedágio e, a segunda coisa, que toda ampliação da estrada fosse feita em cinco anos. Senão, você ficaria um tempão esperando o resultado da estrada para a economia brasileira.

José Maria Trindade - A oposição diz que é privatização, presidente.
Posso te explicar uma coisa que é um jogo político? O que é privatização? Você tem um baita patrimônio, você pega e vende. E aí o outro vai lá e administra o seu patrimônio. Por exemplo, a privatização da YPFB argentina. Eles venderam a YPFB por US$ 16 bilhões. Hoje ela vale mais de US$ 100 bilhões. Privatização é se você vende patrimônio feito. O que nós fizemos é concessão, ele tem prazo de devolver. É por isso que muitas vezes as pessoas se equivocam. Por exemplo, no setor elétrico sempre foi feito concessão. Vamos supor que o Josias tenha uma concessão. 35 anos é a concessão do Josias. Por que eu reduzi tarifa? No final... está no contrato, viu, Josias. O que queriam? Nos 35 anos eu pago o Josias, porque ele investiu. Ele tem direito a receber. Então, durante 35 anos, eu cobro tarifa do povo brasileiro e pago para o Josias. Aí acabou o contrato. É óbvio que o acionista quer continuar cobrando a tarifa e não devolvendo para o consumidor que já pagou e está no contrato que ele ia pagar nesse período. Concessão você devolve depois, ninguém pode achar que a concessão é da pessoa eternamente. Fim do prazo do contrato, ele me devolve a concessão. Quando eu vendo ou privatizo, eu não vou ter devolução.
*
Ricardo Balthazar - Boa tarde, estamos aqui de volta na sabatina com a presidente Dilma Rousseff. Presidente, gostaria agora de mudar um pouquinho de assunto e fazer uma pergunta de política para a senhora. As pesquisas têm mostrado que em nenhum lugar a desaprovação ao seu governo é tão alta como em São Paulo, que é o maior colégio eleitoral do país e um Estado chave nessa eleição. Metade dos eleitores, segundo as pesquisas mais recentes, dizem que jamais votariam na senhora em São Paulo. A que a senhora atribui uma rejeição tão alta?
Olha, nos estamos no início de um processo eleitoral. Nesse início do processo eleitoral, normalmente –principalmente numa situação como a que eu estou–, não há um grau de conhecimento razoável sobre tudo que o governo federal realizou em São Paulo. Por exemplo: nós criamos 1,2 milhão de vagas do Pronatec em São Paulo. Se você somar Prouni e Fies, dá 800 mil vagas só no meu período de governo. Minha Casa, Minha Vida: nós fizemos 600 mil casas em São Paulo. Nós estamos, obviamente, sempre em parceria no caso que vou dizer, fazendo o monotrilho. Porque todo mundo desconhece que o governo federal faz o monotrilho. Faz o Rodoanel, a hidrovia Paraná-Tietê. Além disso, nós temos, em relação a São Paulo, eu pelo menos tenho uma relação que eu conheço São Paulo. Eu sei as características de São Paulo. É um povo trabalhador, dedicado, empreendedor, que puxa muitas vezes a economia brasileira. Então, eu tenho certeza que quando eu tiver oportunidade, agora com o início dos programas de televisão, eu pretendo explicar bastante para São Paulo que tudo que nós fizemos...

Josias de Souza - Não é só São Paulo, né, presidente? Em São Paulo a taxa é um pouco maior, mas a rejeição é grande no país inteiro. Isso se deve à desinformação, é a sua impressão?
Não, eu acho que é essa fase. Você veja que, se comparar –vou pegar os outros presidentes recentes. Eles tinham taxas de rejeição bem parecidas nessa época da campanha eleitoral. Agora, eu acredito além disso que a gente tem mudanças e reversões muito rápidas no Brasil, porque tem um clima emocional certas coisas. Então, vou te dizer o seguinte: como é que a gente explica que 45 dias antes da Copa, mais de 70% dos brasileiros eram contrários à Copa? Achavam que ela seria um desastre. E, logo depois, um mês e meio depois, 80% achavam que não tinha sido uma boa Copa? Eu acredito na capacidade de você explicar, de você colocar as coisas às claras.

Josias de Souza - A senhora está colocando as fichas no horário eleitoral gratuito?
Não. No horário eleitoral gratuito e em tudo que durante uma campanha nós temos condições de expor e debater. Inclusive aqui. Aqui é uma oportunidade. Esse esforço que a imprensa brasileira faz para cobrir a eleição, dando oportunidade para os candidatos falarem, permite também que as pessoas façam a avaliação de quem é melhor.

José Maria Trindade - A senhora está falando diretamente para São Paulo aqui na Jovem Pan.
Pois é, por isso que eu fico muito feliz de estar aqui.

José Maria Trindade - Entre os pontos que provocam essa desconfiança está aquela história de Pasadena. A senhora divulgou uma nota dizendo que assinou porque não conhecia os detalhes do contrato, aqueles dois tópicos. A senhora mantém isso e admite que houve um desgaste muito grande com relação a esta compra?
Olha, do ponto de vista da minha situação, eu queria lembrar que o conselho de administração é um colegiado. Estavam presentes no conselho de administração naquele momento alguns empresários e pessoas de grande experiência na área de negócios. O doutor Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, o Fábio Barbosa, que hoje dirige o Grupo Abril, o Cláudio Haddad, que é reitor do Ibmec se não me engano, e várias outras pessoas. O que aconteceu conosco foi que não tivemos todos os dados. Tanto o TCU quanto o Ministério Público percebem as condições e eu fui afastada desse processo. Não tem como me condenar por Pasadena. Agora, acho que Pasadena tem de ter um certo cuidado no tratar dessa questão, porque ela foi objeto de um conflito judicial. O resultado de Pasadena decorre de um conflito judicial. Então, as condenações ocorrendo, as pessoas têm todo o direito de se defender, e o Tribunal de Contas é uma instância para elas. Eu não acho que estou sendo desgastada por Pasadena, pelo contrário. Eu acho que Pasadena mostra que eu sempre tive uma conduta muito decente no exercício dos meus cargos públicos.

Ricardo Balthazar - A senhora ainda estava no conselho de administração da Petrobras quando a empresa teve uma noção mais clara das cláusulas que eram prejudiciais a ela nessa negociação. Uma coisa que é difícil de entender até hoje é por que levou tantos anos para que o diretor responsável por esse parecer falho que orientou a aquisição da refinaria ser afastado. Ele poderia ter sido afastado no momento em que o conselho tomou conhecimento das falhas do parecer dele. Por que levou vários anos para ele ser afastado?
Sabe o que acontece? O conselho jamais aprovou a segunda fase. Não há. É só olhar as atas. O conselho aprovou a primeira fase da compra.

Ricardo Balthazar - Mas por que não afastou o diretor responsável naquela época?
No fim da primeira fase, eles levaram para o âmbito da disputa judicial. Ninguém condena ninguém antes do resultado judicial.

Kennedy Alencar - A senhora sabia que o Tribunal de Contas da União tiraria o conselho dessa responsabilidade?
Não tinha a menor ideia. Aliás, o relator do Tribunal de Contas em questão não é ligado ao meu partido, nem faz parte da minha base aliada no passado. Porque, como você sabe, os ministros do TCU são indicados ou pelo Senado, ou pela Câmara, ou muitas vezes também são membros técnicos do próprio TCU. Não há como dizer que o ministro relator tenha qualquer relação comigo.

Josias de Souza - Permita mudar um pouco de assunto, presidente, a senhora falou do horário eleitoral e me ocorreu de perguntar. No início do seu governo, no primeiro ano, sete ministros deixaram a Esplanada por vinculação com uma palavra que a senhora tem muito apreço por ela, que são os malfeitos. Vinculados com os malfeitos, eles foram afastados ou se afastaram, enfim. Teve-se a impressão, naquele instante, que a senhora estabeleceria novos padrões éticos para a administração pública. Ao longo do tempo, esta impressão foi-se flexibilizando, porque os mesmos partidos se mantiveram nas mesmas pastas, alguns com problemas reiterados. E agora na fase das coligações, houve um episódio que marcou muito nesse aspecto, que foi o episódio do Partido da República. Às vésperas da decisão deles de coligar-se a A ou a B, coligar-se à senhora ou ao candidato Aécio Neves, eles fizeram alguma coisa muito parecida com uma chantagem: ou a presidente afasta o ministro dos Transportes ou nós não nos coligaremos com o PT. E a senhora cedeu, a senhora afastou o ministro César Borges que, pelo o que consta, a senhora tinha boa avaliação. Por que a senhora cedeu a esta aparente chantagem?
Ao que consta, eu tinha uma ótima avaliação do Paulo Sérgio, que é o atual ministro dos Transportes e que tinha sido tirado do Ministério dos Transportes –aí era bom que vocês olhassem o que escreveram quando ele saiu–, e entrou o César Borges. Eu tenho os dois em alta conta. Eu só aceito ministros que eu tenho em alta conta. Eu posso equivocar. Agora, neste caso específico ao qual você se refere, só vou lembrar como é que aconteceu: o PR falou que se sentia melhor sendo representado pelo César Borges. E eu considerava o César Borges um nome muito bom. Um homem que tinha experiência como governador [da Bahia], que não tem nada que o desabone, que tem grande capacidade técnica, engenheiro civil, bastante adequado para a área de infraestrutura. Ele estava no Banco do Brasil, e eu trouxe-o para substituir o Paulo Sérgio. Como o Paulo Sérgio é da minha alta confiança, eu coloquei o Paulo Sérgio na EPL (Empresa de Planejamento e Logística) –antes eu ia colocar na agência, mas aí preferi botar na EPL porque a EPL cuidava da questão também das concessões. Então, foi assim. Mais tarde, voltaram a preferir o Paulo Sérgio, e não o César Borges. Mas como eu continuava preferindo o César Borges na área de infraestrutura, eu o coloquei numa área em que ele pode dar uma grande contribuição que é [a Secretaria de] Portos. O Paulo Sérgio conhece o Ministério dos Transportes como poucas pessoas.

Josias de Souza - Mas a senhora fez a mudança para atender ao PR.
Sim, mas o que eu não fiz foi interromper a governabilidade da área de transporte, colocar uma pessoa que não é inteiramente abonada, decente.

Josias de Souza - A senhora sabe que em matéria de política a estética conta muito. Neste caso específico, o PR é hoje um partido ainda controlado pelo Valdemar Costa Neto que é um mensaleiro preso. E esta recomendação, de troca do ministro, foi discutida na cadeia. E a presidente da República ceder a isto não tem um déficit estético aí?
Você está dizendo que foi discutida na cadeia. Comigo, foi discutida claramente no Palácio do Planalto. E eu aceitei porque não tenho nenhum fato que desabone o Paulo Sérgio, pelo contrário. Ele foi um grande, mas um grande ajudante.

Josias de Souza - A senhora não se sente chantageada, então?
Nem um pouco. Eu sentiria chantageada se eu botasse no Ministério dos Transportes uma pessoa na qual eu não confio e não conheço. Pelo contrário, eu confio e conheço o Paulo Sérgio. É interessante, porque na época, quando eu aceitei colocar o César Borges, disseram a mesma coisa. Só que agora, com o passar do tempo, estão dizendo do Paulo Sérgio. Nem um, nem outro. Eu tenho muito orgulho de ter os dois no meu governo. Inclusive, o César Borges, eu coloquei em Portos porque Portos vai entrar agora na fase da concessão de arrendamentos. Porque uma coisa é a autorização para os terminais de uso privativo, que são portos privados, outras coisas é arrendamento, que é concessão. Então coloquei o César Borges lá porque tenho certeza que ele vai fazer com rapidez. E o Paulo Sérgio já estava acompanhando todo o processo dos Transportes, sempre acompanhou.

Kennedy Alencar - Presidente, eu gostaria de ouvir da senhora qual que é a sua avaliação a respeito do impacto da corrupção nas taxas de avaliação do governo. O ministro Gilberto Carvalho disse que o PT deixou a sua imagem ser confundida com a corrupção. Inclusive ele disse que esses baixos índices de avaliação não são apenas da elite, mas também atingiram as classes de menor renda e de menor escolaridade. O PT fez uma campanha forte contra o ministro Joaquim Barbosa na época do julgamento do Mensalão. A Operação Lava-Jato da Polícia Federal desvendou uma série de suspeitas de corrupção na Petrobras, que resultou em CPIs que estão aí no Congresso Nacional. Em São Paulo, houve o caso do deputado estadual Luiz Moura, que era do PT e foi acusado de se reunir com traficantes do PCC. A senhora acha que o seu governo paga um preço, nas pesquisas, que se deve à confusão que o PT fez com a corrupção?
Olha, Kennedy, vou te falar uma coisa. Eu tenho uma vida política e pessoal. Eu não tolero, não compactuo, não aceito corrupção de nenhuma espécie. Agora, tenho algo a dizer sobre os governos do PT. Acredito que nesses governos do PT –e aí eu estou falando do presidente Lula e o meu– foram tomadas todas as medidas, porque os homens e as mulheres não são virtuosos. Quem tem que ser virtuosas são as instituições para impedir qualquer tentativa ou qualquer tentação. Então, melhorar instituições para combater a corrupção é essencial. Exemplo. Primeiro, nós transformamos a Controladoria-Geral da União em ministério. Demos autoridade para a CGU, demos todos os instrumentos para ela atuar. Depois, transformamos a prática da Polícia Federal, a prática investigativa, numa prática respeitada. E tratamos esta investigação como uma política de Estado. Terceiro, criamos o Portal da Transparência. Aprovamos a Lei de Acesso à Informação, aquela que se você ler lá o livro do [ex-primeiro ministro da Inglaterra] Tony Blair vai ver que ele se arrependia de ter criado no governo inglês. Ele falava que criava mais problema do que resolvia. Eu acho que resolve muito mais problema do que cria.

Josias de Souza - Tudo o que a senhora está dizendo é fato, agora
Não, "pera" lá. Nomeamos Ministério Público de forma independente. E fomos o único governo que na sua gestão teve pessoas condenadas. Então, dizer pra mim que nós enterramos por debaixo do tapete ou engavetamos processo, não concordo. Acho que nós tivemos situações muito difíceis nesse processo, mas enfrentamos com muita força.

Josias de Souza - Esse efeito a que o Kennedy está se referindo porque a senhora está dizendo e é fato: a Polícia Federal se aparelhou, a CGU se aparelhou, tudo isso muito bem. Mas a senhora pega um episódio como o Mensalão, por exemplo, em que a Polícia Federal investigou, os procuradores indicados pelo presidente Lula e depois indicados pela senhora denunciaram, o Supremo condenou –ministros indicados pelo presidente Lula majoritariamente, e pela senhora–, e depois do resultado consumado, o partido desmereceu o resultado, questionou o resultado o ex-presidente, vosso antecessor, disse que 80% do resultado era político. Então ele está pondo em dúvida a investigação que foi feita pela Polícia Federal dele, a denúncia que foi feita pelos procuradores que a senhora e ele indicaram... E a CGU também, o trabalho da CGU, para dar um exemplo, no Ministério do Trabalho foram feitos vários questionamentos em relação à gestão do ministro Lupi. Neste final de semana a senhora encontrou o ministro Lupi e o chamou de homem de bem, homem de bom coração. Essas coisas não confundem o eleitorado?
Deixa eu falar uma coisa.

Ricardo Balthazar - Não passa uma imagem de tolerância, até?
Veja bem. A Controladoria-Geral da União não investiga um ministério, não, investiga todos. Sugere e aponta inconformidades em vários ministérios. Não necessariamente todas as inconformidades são fruto de má gestão no sentido criminoso da palavra. Não necessariamente. Agora, algumas são, outras não. Eu quero te dizer que não há, em relação ao ministro Lupi, um quadro em que haja uma inconformidade fruto...

Kennedy Alencar - Foram encontradas irregularidades em convênios com pessoas do partido.
Querido, isso é uma inconformidade. Ou seja, ele pediu o afastamento porque ele pediu para se defender. E segundo porque enquanto ele estivesse no governo vocês sabem como é que funciona. A carga em relação a ele é muito grande. Me desculpa, mas não é minha prerrogativa responder por ele. Sugiro que vocês perguntem. Mas eu não vou concordar em chamar o ex-ministro Lupi de um cara que fez malfeitos. O ministério pode ter cometido falhas administrativas que vários ministérios –nem um, nem dois, nem três. E que são corrigidas. A Controladoria, inclusive, é para prevenir.

Kennedy Alencar - Havia um acúmulo de cargos públicos que a Comissão de Ética considerou irregular.
Sim, mas isso foi extra governo. Não é interno ao governo.

Josias de Souza - Presidente, eu próprio conversando com o ministro [da CGU Jorge] Hage, e mais recentemente quando houve mais problemas com o novo ministro do Trabalho, ele me disse –isso gravado, entrevista, foi veiculado– que há um problema reiterado no Ministério do Trabalho, porque a CGU aponta o problema, e o ministério renova os convênios com as ONGs que tiveram irregularidades apontadas nos convênios. Isso no tempo do Lupi, no tempo do novo ministro
Não, querido, você me desculpe, mas não foi assim, não. Nós fizemos uma regulamentação sobre convênios com ONGs. Como estava havendo problemas nessa área, nós fizemos toda uma nova tipificação administrativa. Porque as pessoas diziam: "Ah, mas não era assim antes. Ah, mas eu não sabia que ia ser assim". Então, o que nós fizemos? Para não ter dúvida, e não abrir espaço para isso, nós refizemos esse processo todinho. Tinha problemas que a CGU considerava não-conformidade. Porque o que é não-conformidade? É uma prática que está ocorrendo, mas não foi ainda regulada. Então, se enquadra ela: vai funcionar assim daqui pra frente e quem não funcionar assim está cometendo irregularidade grave. É isso. Não-conformidade é um momento. Eu só quero te falar mais uma coisa que você perguntou.

Josias de Souza - Isso é só se aquela avaliação que o PT e o presidente Lula fizeram do Mensalão não passam uma confusão.
Posso te falar uma coisa? Eu acho que nessa história, da relação com o PT, tem dois pesos e umas 19 medidas. Por quê? Porque o Mensalão foi investigado. Agora, o Mensalão Mineiro, não.

Josias de Souza - Foi investigado também, só não foi julgado, né? Passaram o julgamento para a primeira instância, é a isso que a senhora se refere, né?
E o que é que vai acontecer, hein, Josias?

Josias de Souza - Não, eu também não estou questionando, mas investigado foi.
O que vai acontecer Josias? O que eu quero dizer é o seguinte. O nosso caso, quando foi o nosso caso, nós tomamos todas as providências. Nós não tivemos nenhum processo de interromper a Justiça. Nós não pressionamos juiz, não falamos com procurador, não engavetamos processo.

Kennedy Alencar - O governo Fernando Henrique fez isso, na sua opinião, presidente?
Meu querido, você está dizendo.

Kennedy Alencar - Eu estou perguntando para a senhora, se a senhora acha que fez.
Pois é. Eu não vou julgar governo nenhum porque não é meu papel. Inclusive quero dizer o seguinte: todas as minhas avaliações a respeito –já me perguntaram muito, até me antecipo– sobre penalidades, punições, eu, como presidente da República, não me manifesto a respeito de decisão do Supremo Tribunal Federal. Nós temos três instâncias no país: judiciário, legislativo e executivo.

Ricardo Balthazar - A senhora testemunhou no processo a favor do ex-ministro José Dirceu. A senhora chegou a dizer, inclusive, que achava que ele era injustiçado, na época, como testemunha.
Meu querido, fiz isso quando era ministra. Como presidenta, eu não me manifesto sobre processo julgado pelo Supremo.

José Maria Trindade - Presidente, nós estamos trazendo aqui para a senhora algumas inquietações que é o debate da rua. A senhora tem ideia do grau de radicalização da campanha, como será? Como está o grau de debate aí fora? E talvez, na minha opinião, seja exatamente fomentado por esse tipo de sentimento, isso que nós estamos falando aqui. Uma luta de classes parecida de pobres contra ricos.
Acho que não é, não, sabe por quê? Não acho que é uma luta de classes de pobre contra rico, não. No Brasil de 2002, de cada quatro brasileiros, no mínimo dois eram pobres ou miseráveis. No Brasil de 2014, de cada quatro brasileiros, três estão na classe C, B ou A. Ou seja, se você for olhar, 175 milhões, ou 54%, estavam na classe D e E. Hoje você vai olhar e ver que 75% dos brasileiros, de 200 milhões, estão na classe C, A e B. Então, não acho que há uma guerra de pobres contra ricos. Mas eu posso dizer para você o seguinte: quem ganhou mais nesse período? Todo mundo ganhou, se você for olhar em termos de aumento da renda real. Mas é fato que os mais pobres ganharam mais. Agora, isso é muito importante. Um país que faz isso melhora muito, porque eleva gente que antes estava excluída do mercado para ter direitos que eles não tinham. Para ter acesso a bens de consumo que não tinham antes. Para ter acesso a serviço. Então, eu acho que tem gente que não gosta muito que ao lado no avião sente uma empregada doméstica ou uma secretária. Mas isso ocorreu no Brasil. Na chamada escada da ascensão social, muita gente entrou na escada. É muito mais fácil melhorar a renda com rapidez por um trabalho, por uma Bolsa Família, por mais oportunidades, do que melhorar toda uma estrutura de serviços que tinha vindo do passado sendo deteriorada. Educação, saúde, tudo isso, a partir deste momento, passa a ser objeto de disputa. O que nós estamos fazendo? Trabalhando para ampliar isso. Para que todos tenham acesso a uma saúde, a uma educação de qualidade.

Kennedy Alencar - Vamos falar um pouquinho de política externa, presidente. O Brasil criticou duramente os ataques de Israel na faixa de Gaza. Israel reagiu, dizendo que o Brasil é um "anão diplomático" e que aplica nas relações internacionais um relativismo moral. Que não teria, por exemplo, em relação ao Bashar al-Assad, da Síria, nem ao Vladimir Putin, da Rússia, o mesmo rigor para condenar eventuais interferências. Como o Putin fez na Ucrânia e o massacre que o Bashar al-Assad faz na Síria. O Aécio Neves, candidato do PSDB, diz que a sua política externa age dessa forma por alinhamento ideológico. Então, gostaria de perguntar para a senhora como a senhora responde a essa crítica e se a senhora concorda com a avaliação do chefe da sua Assessoria Especial, o Marco Aurélio Garcia, que disse em entrevista ao SBT que é há um "genocídio em curso" na faixa de Gaza.
Eu queria te dizer primeiro que, em relação a Israel, o Brasil tem uma posição bastante antiga de amizade. Fomos o primeiro país no mundo a reconhecer o Estado de Israel. Além disso, nós defendemos ali na região os dois Estados, o israelense e o palestino, como condição de direito dos palestinos e de segurança de Israel. Terceira questão: eu compareço todos os anos –acho que compareci em todos exceto em um– nas cerimônias a respeito do Holocausto. Então eu quero te dizer o seguinte: em relação a Israel e aos israelenses eu tenho grande consideração. Até porque eu acho que uma parte de nós brasileiros somos cristãos novos. Uma parte do que nós somos, na nossa herança portuguesa, é de cristãos novos. Acho que o que está ocorrendo na faixa de Gaza é uma coisa muito perigosa.

Kennedy Alencar - É genocídio?
Não, não acho que é genocídio. Agora, acho que é um massacre. Porque genocídio implica em você... Acho que não está sendo feito um genocídio. Acho que está havendo uma ação desproporcional. De fato, tem de acabar com aquela história de matar os três jovens israelenses. Mas não é possível matar crianças e mulheres de jeito nenhum. O embaixador foi chamado para prestar esclarecimento, porque nós tínhamos dúvidas a respeito de algumas coisas, e oportunamente vai voltar. Não tem aí nenhum momento de ruptura, nem nada. Lamento as palavras. Lamento as palavras. As palavras às vezes, inclusive do porta-voz, produzem um clima muito ruim. Acredito que nesse caso a gente tem que ser bastante prudente.

Josias de Souza - Vai haver consequências, a seu juízo?
Não. Acho que a ONU está completamente certa.

José Maria Trindade - Ele falou em nome do governo?
Quem?

José Maria Trindade - O porta-voz.
Não tenho a menor ideia. Eu não posso especular sobre se falou em nome do governo ou não. Não me cabe isso. Agora, eu acho que a decisão da ONU de exigir um cessar-fogo imediato é altamente bem-vinda. Porque é uma questão humanitária. Você não pode –é uma faixa muito pequena. E as pessoas estão em uma situação de muita insegurança, muito ameaçada, com muita criança morrendo e muita mulher. E a gente sabe que numa guerra desse tipo, que não é nem um estado de guerra, quem paga são os civis.

Ricardo Balthazar - Presidente, nós temos um pouquinho de tempo ainda para mais duas perguntas, uma do Kennedy e uma do Josias.

Kennedy Alencar - O candidato do PSDB, Aécio Neves, disse numa sabatina que ele não pretende aceitar as regras do governo cubano a respeito da remuneração dos profissionais que atuam no Mais Médicos, aquele convênio via Opas. Ao concordar com uma remuneração menor para esses médicos cubanos o Brasil não comete uma injustiça? Não aceita uma violação trabalhista no seu território? E não ajuda uma ditadura, como diz a oposição? São argumentos da oposição e eu queria que a senhora os comentasse, por gentileza.
Olha, primeiro eu quero te falar uma coisa. Acho que em pleno século 21, depois de tudo que passou, essa posição fundamentalista sobre Cuba é um despropósito. Eu acredito, inclusive em toda a América Latina, numa reunião da Celac, todos os países aprovaram o fim das restrições a Cuba –do bloqueio, de tudo. É uma pequena ilha. O que acontece no caso do Mais Médicos? O caso do Mais Médicos é o caso da atenção básica. Nós tínhamos dados de que havia 1,8 médico por 1.000 habitantes no Brasil, em média. Tinha lugar que era um pouco mais e tinha lugar que era muito menos. Então resolvemos fazer o Mais Médicos. O Mais Médicos, entre outras coisas, trata de levar de forma rápida médicos para essas populações. Onde elas estão? Se você for olhar no mapa, vê que tem, primeiro: o litoral tem mais médico que o interior. O Nordeste e o Norte têm menos médico que o resto do Brasil. As periferias das cidades, principalmente São Paulo –as grandes cidades, onde concentra muita gente–, quase não têm médico. Mas tem médico nos grandes centros.

Ricardo Balthazar - A pergunta é sobre Cuba.
É, mas eu tenho que explicar isso porque senão você não entende a importância do Mais Médicos e dos médicos cubanos.

Kennedy Alencar - A diferença na padronização, né, do salário.
Não é salário, pelo amor de Deus. Isso não é salário, é bolsa. Bom, então nós fizemos o Mais Médicos. Precisava de 14.400 e poucos médicos para cobrir 50 milhões de pessoas, porque segundo a OMS [Organização Mundial da Saúde], com um médico você cobre 3.500 pessoas, na média por ano. Fizemos primeiro o Revalida. O que é o Revalida? É o diploma de uma pessoa que não se formou no Brasil, revalidando aqui no Brasil. Entraram 1.800. Quantos formaram? Cento e nove. Quantos foram aprovados? Cento e nove, de 1.800. Bom, eu preciso de 14.400 médicos. Então, abrimos para os brasileiros que tivessem diploma e que quisessem. Veio mil e poucos. Abrimos para qualquer um que tivesse diploma fora do país, inclusive brasileiro, que quisesse participar. Aí vieram mais um tanto. Onze mil eram cubanos, porque nós fomos na Opas e negociamos isso. Como é que é a negociação? Nós pagamos aqui uma parte do salário, R$ 3.000, e eles ganham auxílio-alimentação, auxílio-moradia e auxílio-transporte. Ou seja, paga a moradia, alimentação e quando ele vai para um lugar mais distante, o transporte. O que acontece em Cuba? Em Cuba, eles depositam o salário que ele recebe. Então ele ganha aqui, e ganha lá. O que não vai dar certo? Esse programa é por um período no qual nós temos de formar médicos aqui. Nós temos de aumentar a oferta de médicos. Então, dentro do Mais Médicos, tem mais uma etapa, que é formar 11.500 médicos na graduação e dar especialidades para 12 mil, tá? Eu acho que nós vamos ter de aumentar o número. Porque está visível que se você não tiver uma quantidade a mais de médico, quando o médico aprova o diploma, não irá em hipótese alguma para um departamento de saúde indígena, não vai atender lá no interior do Nordeste, não vai atender na periferia de São Paulo. Aliás, tem uma coisa que eu vou te falar, sabe o que acontece, Kennedy? Sabe qual é o Estado que tem o maior pedido de médicos no Brasil? São Paulo. E não é por nada, é porque lá tem uma parte importantíssima da população. E o Mais Médicos é por isso: ninguém senta com a pessoa. Todas as descrições das pessoas são sobre a humanidade do atendimento. A pessoa pega no pulso, examina, olha com carinho. Então eu acho que vai ter outra coisa que os médicos cubanos trouxeram para o Brasil, uma prática de medicina de alto grau de humanidade.

Josias de Souza - Gente, eu vou fazer uma pergunta que comporta uma resposta rápida da senhora. Na sua declaração patrimonial, encaminhada à Justiça Eleitoral, a senhora informou que mantém em seu poder R$ 152 mil em espécie. O sistema bancário brasileira está relativamente sólido, não se espera que o seu governo faça nenhum confisco da poupança. O que leva a presidente da República a manter R$ 152 mil em dinheiro vivo em casa?
Olha, uma parte disso a gente deposita ao longo do ano.

Ricardo Balthazar - Deposita?
Eu deposito, eu boto na poupança.

Josias de Souza - Mas está em espécie.
Está em espécie depois eu boto na poupança.

Josias de Souza - A senhora guarda aqui, no Alvorada?
Não vou te contar, nem ver [risos]. Agora, vou te falar uma coisa. Sabe o que é isso, também? Sete anos da minha vida eu vivi fugida. As coisas que você incorpora. Por muito tempo, Josias, eu dormia de sapato. Ninguém vai acreditar, né, mas eu já dormi muito tempo de sapato. Porque é muito forte a experiência que você passa em determinados momentos. Eu tenho essa prática.

Ricardo Balthazar - Mas o que isso tem a ver com guardar o dinheiro?
Ah, porque eu dou dinheiro pra minha filha, porque depois eu dou dinheiro pra ela viajar.

Josias de Souza - Mas hoje tem o TED, tem a transferência bancária
É, mas eu gosto assim. Eu sou um pouco...

Kennedy Alencar - Uma coisa para se prevenir, presidente, essa coisa de dormir com o sapato, na época da ditadura militar?
Você sabe, eu fiquei presa três anos, na ditadura militar. Eu fiquei presa, no presídio Tiradentes, durante três anos. Então, naquela época eu vivia fugindo.

Josias de Souza - Presidente, mas a senhora não vai fugir agora, né, presidente?
Não, querido, não vou, não.

Ricardo Balthazar - Estamos de volta à democracia há quantas décadas, presidente?
Já me perguntaram isso, aí eu fiquei pensando: por que será que eu gosto de fazer isso? Eu acho que tem uma parte que é por isso. E porque eu sou uma pessoa, nessa área... Eu sou de outra geração, né? Pra mim, o sucesso não era isso. Nós vivemos uma época... Quantos anos você tem, Josias?

Josias de Souza - Eu tenho 52.
Ah, não, você é novo, então. Eu tenho 66. Na minha época, o valor era o seguinte. O valor fundamental era que a gente ia transformar o Brasil. Então, já vivi muito sem dinheiro, já vivi com dinheiro. Tenho essa mania com os meus R$ 150 mil que vocês não vão mudar.

Josias de Souza - Pode pôr na poupança que a senhora vai ganhar uns R$ 10 mil por ano.
O que que é R$ 10 mil?

Ricardo Balthazar - Obrigado, presidente. Infelizmente o nosso tempo acabou
Eu acho que R$ 10 mil é muito. É muito. Eu não jogo fora, nem ver. Porque também eu sou mineira.

Ricardo Balthazar - Muito obrigado, presidente. Queria agradecer novamente a sua participação. Está encerrada a sabatina.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 29/07/2014

BRASIL QUER ANTECIPAR "TARIFA ZERO" ENTRE MERCOSUL E ALIANÇA DO PACÍFICO
Publicado em 07/29/2014 as 05:19 PM

O Brasil quer antecipar os prazos de desgravação (eliminação total das tarifas) do Mercosul com Colômbia, Peru e Chile, mas a medida ainda depende de negociações individuais com esses países, disse ontem, segunda-feira (28) o chanceler Luiz Alberto Figueiredo.

"O Mercosul tem acordos com Chile, Colômbia e Peru que preveem um prazo de desgravação. Nossa parte já está muito avançada e queremos uma antecipação do prazo. Há uma boa vontade dentro do Mercosul. Agora, é necessário uma conversa com Chile, Colômbia e Peru para combinar essa antecipação de prazo", afirmou Figueiredo em Caracas, onde participou de encontro de chanceleres do bloco para preparar a reunião de cúpula desta terça (29).

O chanceler descartou que o anúncio de um acordo nesse sentido durante a cúpula em Caracas, mais restrita ao Mercosul. A presidente chilena, Michelle Bachelet, cancelou a participação nesta segunda, alegando compromissos internos.

Figueiredo explicou que, na prática, a medida significaria implantar tarifa zero no comércio entre os países o mais rápido possível. Pelos acordos atualmente em vigor, isso ocorreria até 2019.

"O benefício para o Brasil é muito grande. A liberalização comercial garante fluxo mais equilibrado, colocação dos nossos produtos em novos mercados. Essa diversificação do comercial internacional é fundamental para nós", disse o chanceler.

A proposta brasileira de antecipar a desgravação tarifária seria uma resposta à Aliança do Pacífico, bloco que inclui os três países sul-americanos e o México e que teria um perfil mais liberal do que o "esquerdista" Mercosul.

Assim, na visão do Itamaraty, a antecipação da "tarifa zero" entre o Mercosul e os países sul-americanos da Aliança do Pacífico serviria para diluir divisões ideológicas no continente.

Além dos mandatários dos cinco países do bloco, incluindo Dilma Rousseff, o presidente boliviano, Evo Morales, participará da cúpula. Seu país está em processo de formalização de ingresso ao Mercosul como membro pleno.
Fonte: Folha de São Paulo/FABIANO MAISONNAVE ENVIADO ESPECIAL A CARACAS
Data : 29/07/2014

INDÚSTRIA FERROVIÁRIA PARTICIPA DE ENCONTRO COM CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Publicado em 07/29/2014 as 05:19 PM

Nesta quarta-feira (30/07), em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoverá o evento “Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República”.

O encontro - coordenado pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade - terá a participação da presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, e dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Cada um terá um tempo de 1h25 para ouvir as prioridades da indústria, apresentar suas propostas e responder às perguntas dos empresários. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, estará presente no evento.

“Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República” será pautado pelos 42 estudos que a CNI organizou com a ajuda de líderes empresariais, especialistas e representantes das associações e federações da indústria. Reunidos no documento Propostas da Indústria para as Eleições 2014, os estudos traçam diagnósticos do cenário atual e trazem propostas de melhoria do ambiente de negócios brasileiro. Entre as ações estão o aperfeiçoamento da política de concessões em infraestrutura e a mudança dos currículos dos cursos de engenharia.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/07/2014

EX-MINISTRO PROPÕE PROJETO PARA INCENTIVAR TRANSPORTE DE CARGA EM RIOS
Publicado em 07/29/2014 as 05:18 PM

O ex-ministro dos Transportes nos governos Lula e Dilma, e senador Alfredo Nascimento (PR-AM) apresentou o Projeto de Lei 15/2014 que estabelece isenção de tributos para a venda ou importação de óleo diesel destinado ao transporte fluvial de cargas. A matéria aguarda parecer do relator Francisco Dornelles (PP-RJ) na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).



De acordo com a proposta, a isenção será da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Cofins-Importação. Todavia, para ter direito ao incentivo, a empresa terá de se cadastrar previamente na Receita Federal e ficará obrigada a destinar o combustível exclusivamente para o transporte fluvial de cargas. Caso contrário, deverá recolher as contribuições não pagas com juros e multa.

Na avaliação de Nascimento, o óleo diesel usado em embarcações que transportam carga em rios sofre alta carga de tributos, o que acaba por onerar o preço final das mercadorias e insumos transportados. Com a consequente diminuição do preço do frete fluvial, argumenta o parlamentar, o transporte hidroviário será incentivado, diminuindo o preço dos produtos e aumentando a oferta.

“Para a população brasileira, em especial a ribeirinha, a redução das contribuições sociais será muito vantajosa. Essa diminuição reduzirá o preço final de venda dos produtos aos consumidores, o que possibilitará o acesso a uma maior quantidade de mercadorias a preços mais razoáveis, estimulando o consumo. O aumento do consumo é positivo para a economia e para o próprio governo, que incrementará sua arrecadação tributária”, defende o senador.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 29/07/2014

MARINHA - COLÉGIO NAVAL ENCERRA INSCRIÇÕES NESTA SEGUNDA-FEIRA
Publicado em 07/29/2014 as 05:18 PM

Termina nesta segunda-feira o prazo de inscrição para o concurso público do Colégio Naval. Para concorrer a uma das 230 vagas, o candidato deve ser brasileiro, do sexo masculino, ter 15 anos completos e menos de 18 anos em janeiro de 2015, além de ter concluído o 9º ano do Ensino Fundamental ou estar em fase de conclusão.

As inscrições podem ser feitas através do site www.ingressonamarinha.mar.mil.br ou em um dos postos da Marinha. O valor da inscrição é de R$ 20,00. Informações podem ser obtidas através do número (21) 2104-6006.

A data das provas não foi definida ainda. Os candidatos serão submetidos a testes de matemática, estudos sociais, ciências, português e redação.

Escola Naval

As inscrições para a Escola Naval também estão abertas e prosseguem até a proxima quinta-feira. São 46 vagas e os interessados devem ter 18 anos e menos de 23 anos, além de já ter concluído o Ensino Médio ou estar em fase de conclusão.
Fonte: A Tribuna Digital
Data: 28/07/2014

GUARUJÁ - DRAGAGEM E INFRAESTRUTURA SERÃO DEBATIDAS NO SANTOS EXPORT 2014
Publicado em 07/29/2014 as 05:17 PM

O desafio do poder público para garantir maiores profundidades no canal de navegação do Porto de Santos, um dos fatores mais importantes para a eficiência do cais santista, será um dos temas de discussão do Santos Export 2014 - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que acontecerá nos próximos dias 12 e 13, em Guarujá. O seminário está com inscrições abertas e debaterá também a relação Porto-Cidade, além dos impactos do novo marco regulatório do setor.

Em sua 12ª edição, o Santos Export já ajudou a solucionar questões importantes para o desenvolvimento do complexo santista. O evento ainda traz a experiência internacional para a região, promovendo visitas de autoridades e empresários locais aos principais portos do mundo e apresentando exemplos das melhores práticas portuárias de outros países.

O seminário é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.

Após mais de um ano da promulgação da Lei nº 12.185, a nova Lei dos Portos, o cenário portuário ainda é de muita expectativa por novos investimentos. No entanto, problemas de infraestrutura, como acessos e a profundidade dos portos, ainda são considerados entraves para investidores.

“É preciso discutir infraestrutura, sempre tendo em mente um planejamento integrado e participativo, investimentos físicos tempestivos e otimizados e uma operação de classe mundial, o que exige uma coordenação exemplar de todos os atores no Porto de Santos”, destacou o presidente do Grupo Libra, Marcelo Araújo. O Grupo Libra é um dos principais operadores de contêineres do complexo santista, atuando também no setor de logística.

Para o diretor do Concais, administradora do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, de Santos, Flavio Brancato, planejamento é a palavra de ordem. “Acredito que devemos ser otimistas quanto ao futuro do Porto de Santos, mas precisamos ser muito realistas, analisar o cenário atual, agir para solucionar as prioridades e planejar as próximas etapas”.

O presidente da Praticagem do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio Barbosa, acredita que a superação dos grandes problemas que afetam o cotidiano do cais passa pela integração e pela colaboração entre os vários setores. “O caminho mais curto para o desenvolvimento do Porto de Santos é a eficiência, ao lado dos investimentos. Esses dois esforços têm feito com que a movimentação de cargas cresça constantemente, obtendo seguidos recordes, o que leva à constatação de que a comunidade portuária supera as dificuldades e desafios que surgem no cotidiano”.

O diretor comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado, garante que a discussão dos temas relacionados ao setor portuário é a saída para que soluções sejam encontradas e que se alcance a produtividade esperada. “Acreditamos no diálogo como ferramenta fundamental para o desenvolvimento. Por isso, participamos do evento desde a sua primeira edição e acompanhamos sua evolução”.

Mudanças

Apesar do novo marco regulatório do setor, o professor e consultor portuário Rodrigo More não viu solução ou mudança relevante nesse último ano, apenas paliativos. Licitação de dragagem, projeto de modernização da gestão e ações preliminares para o aumento de profundidade no canal foram algumas das tentativas do Governo.

More aponta a importância da adoção de operações hidroviárias no cais santista. “Há estudos técnicos que demonstram a viabilidade da obra. Uma hidrovia na Baixada Santista é uma solução inteligente e necessária, mas é apenas parte do conjunto de soluções de infraestrutura que precisam ser urgentemente implementadas no Porto de Santos, mas que enfrentam problemas principalmente de ordem política”.

Inscrições

As inscrições para o Santos Export 2014 já podem ser feitas pelo site www.unaeventos.com.br/forumsantosexport. Esta edição ocorrerá no Sofitel Jequitimar, na Avenida Marjory da Silva Prado, nº 1.100, na Praia de Pernambuco.
Fonte: A Tribuna Digital
Data: 28/07/2014

APPA PROMOVE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE NOVO COMPLEXO DE TURISMO
Publicado em 07/28/2014 as 10:49 AM

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) promove amanhã, segunda-feira, às 10 horas, uma audiência pública para apresentar o projeto arquitetônico do novo complexo de turismo e convivência do porto, no auditório do Centro Administrativo, em Paranaguá. A comunidade em geral – empresários, população, poder público, sociedade civil organizada e operadores – poderá opinar sobre o projeto, que integra as novas instalações do setor leste do terminal. “Nosso objetivo é mostrar o que estamos pensando e desenvolvendo em termos de modernização, ampliação e expansão do porto, principalmente no setor turístico”, afirma a diretora administrativo-financeira da Appa, Xênia Arnt. O novo setor leste será desenvolvido em parceria com a iniciativa privada. Além de um terminal de passageiros, o complexo terá novos centros Administrativo e Operacional.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)
Data : 28/07/2014

LOG-IN TERÁ SUPLEMENTAÇÃO DO FMM PARA CONSTRUÇÃO DO 'LOG-IN TUCUNARÉ'
Publicado em 07/28/2014 as 10:49 AM

O Conselho de Administração da Log-In - Logística Intermodal aprovou suplementação do contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, via recursos provenientes do Fundo da Marinha Mercante, no valor de R$ 8,8 milhões, destinado à construção do navio graneleiro "Log-In Tucunaré" de 80.100 tpb.

A embarcação, que utilizada no transporte de bauxita, está em construção pelo Eisa. Os custos financeiros e os prazos do contrato permanecem em 2,5% ao ano, denominados em dólar americano, e em 20 anos.

O "Log-In Tucunaré" está sendo construído para atender, conjuntamente ao "Log-In Tambaqui" em operação desde fevereiro de 2013, ao contrato de 25 anos com a Alunorte, com viagens consecutivas entre os portos de Trombetas e Vila do Conde, ambos no estado do Pará.

A operação movimentará em torno de 150 milhões de toneladas de minério de bauxita a granel no período. O contrato prevê volume de seis milhões de toneladas por ano, em condição de take or pay, com suas receitas dolarizadas e gatilho de gestão de oscilação das condições internacionais do preço do combustível.
Fonte : Portal Portos e Navios – Redação
Data : 28/07/2014

TCP ADQUIRE EQUIPAMENTO PARA OPERAR CONTÊINERES NA LINHA FERROVIÁRIA
Publicado em 07/28/2014 as 10:49 AM

O TCP acaba de adquirir um novo equipamento para seu recém-inaugurado cais de atracação e que será utilizado para a movimentação de contêineres em ferrovia. Único equipamento desse tipo em operação portuária no Brasil, o reachstacker modelo DRF450-75S5XS é um manipulador de contêineres com capacidade de carregar e descarregar contêineres de até 41 toneladas em altura máxima de 15,2 metros.

O reachstacker pesa 82,6 toneladas, tem 12,7 metros de comprimento e altura máxima de 18,4 metros da lança telescópica — braço hidráulico com alcance horizontal de 5,2 metros. Este alcance maior é o seu principal diferencial, pois permite operar nas duas fileiras de trem que passam dentro do terminal.
Fonte : Portal Portos e Navios – Redação
Data : 27/07/2014

LANÇADO EDITAL DE DRAGAGEM PARA PORTO DO RIO
Publicado em 07/28/2014 as 10:49 AM

A Secretaria de Portos da Presidência da República publica nesta segunda-feira (28) aviso de licitação para contratação de empresa para a execução de obras de dragagem por resultado do complexo portuário do Rio de Janeiro.

A licitação será feita pelo Regime de Contratação Integrada (RDC), previsto no artigo 9º da Lei 12.462/2011. O certame compreenderá a elaboração do projeto básico e executivo, a execução das obras de dragagem, além dos serviços de fornecimento e instalação de novos cabos submarinos de energia elétrica, incluindo instalação do Sistema de Geração de Energia em Emergência, fornecimento e instalação de novos alimentadores de energia elétrica e nova adutora de água potável.

O edital estará disponível a partir de quarta-feira (30), no sítio da SEP/PR.

As obras do porto do Rio de Janeiro fazem parte da segunda fase do Plano Nacional de Dragagem (PND-2), instituído pelo novo marco regulatório do setor. O PND2, lançado em 2012 pela presidenta Dilma Rousseff, integra o Programa de Investimento em Logística – Portos.

A licitação para dragagem do porto de Santos, cujas propostas foram apresentadas no dia 27 de junho, está em etapa de negociação com o primeiro colocado, uma vez que os valores apresentados estavam acima do proposto no edital. O resultado deverá ser anunciado até o mês de agosto.

Os próximos editais previstos no PND2 são para os portos de Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Mucuripe (CE) e Maceió (AL).
Fonte : Portal Portos e Navios – Redação
Data : 28/07/2014

ANTAQ PARTICIPA DE REUNIÃO ANUAL DA SBPC EM RIO BRANCO
Publicado em 07/28/2014 as 10:48 AM

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, participou, no último em 23 de julho, da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Rio Branco. O tema central do encontro, que se encerra em 27 de julho, é Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras. Tokarski palestrou sobre a importância, os desafios e a segurança da navegação fluvial na Amazônia.

Comparando com outros países, o diretor da ANTAQ ressaltou que o custo do transporte por água é mais barato e ambientalmente correto; as nações que investem no transporte por água são as mais desenvolvidas do mundo; os países do norte da Europa que mais investiram no transporte por água foram os primeiros a sair da crise mundial; e a Europa e os EUA incentivam a construção de terminais intermodais às margens dos rios sempre que possível com integração ferroviária.

Conforme a apresentação, entre 1995 e 2005, a Europa investiu 800 bilhões de euros no transporte, sendo 64% para o modal rodoviário; 32% para o ferroviário; 3% para o setor portuário e apenas 1% para hidrovias. “Mesmo assim, o crescimento no transporte hidroviário foi de 14,5%”, pontuou Tokarski. “Com estes dados da Europa, podemos, sim, crescer bastante o volume de produtos movimentados em nossos rios, até com um volume de recursos pequenos em relação a outros modais”, completou.

O diretor informou que a ANTAQ, em 2012, apontou que o Brasil possui 20.956km de vias economicamente navegadas. “Mas o potencial estimado da malha é de 40 mil quilômetros de vias interiores, necessitando obras de dragagem, transposição e canais.”

Tokarski lembrou também que a Agência, em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), elaborou o estudo Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica. “O estudo apresentou um diagnóstico das principais linhas de transporte fluvial de passageiros e cargas em embarcações mistas na Região Amazônica”, explicou o diretor. O trabalho está disponível no site da Agência. Além disso, uma segunda etapa foi contratada junto à UFPA para atualizar os levantamentos com um nível de detalhamento maior, tirando agora diagnósticos do que precisa-se fazer para melhorar a qualidade do serviço prestado aos passageiros.

Nas considerações finais, Tokarski afirmou que “o transporte hidroviário é, mundialmente, uma ótima solução para a diminuição de custos logísticos e, paralelamente, menos poluidor do que outros meios de transporte; o Brasil possui vasta malha de rios potencialmente utilizáveis para o transporte hidroviário; e que há um crescimento da utilização dos rios navegáveis disponíveis no território brasileiro, fato que deve demandar maior investimentos, visando transformar nossos rios em hidrovias stricto sensu.”

O diretor da ANTAQ disse também que as universidades brasileiras são e poderão ser mais ainda grandes repositórios de conhecimento, através de parcerias com órgãos federais, auxiliando o desenvolvimento do transporte fluvial e do Brasil.
Fonte : Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 28/07/2014

CARGAS MOVIMENTADAS NO PECÉM
Publicado em 07/28/2014 as 10:48 AM

O Porto do Pecém movimentou 3,5 milhões de toneladas de cargas no período de janeiro a maior deste ano – um aumento de 100% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou 1,7 milhão de (t). Esse número representa mais um recorde no transporte de mercadorias através do porto cearense. Nos cinco primeiros meses de 2014 foram movimentadas 520 mil t de carga solta, com destaque para os produtos siderúrgicos; 792 mil t de carga conteinerizada, liderada pela movimentação de cimento; 761 mil de granéis líquidos, destacando -se os combustíveis minerais e 1,4 milhão de t de granéis sólidos, também com destaque para o transporte de combustíveis minerais.

Frutas

Já a movimentação de frutas registrou um total de 12 mil t de melão, quatro mil de castanha de caju e 1,6 mil de melancia e também 1,6 mil de amêndoas. O Ceará contribuiu com 63% das frutas exportadas, enquanto o Rio Grande do Norte teve participação de 36%. Os destinos principais continuam sendo Grã Bretanha e Holanda, com participação de 26% cada um, Estados Unidos com 18%, Espanha com 12 e Itália com seis por cento.

Navios

Nos cinco primeiros meses deste ano o porto do Pecém recebeu as operações de 215 navios, com uma média mensal de 43 cargueiros. Segundo Erasmo Pitombeira, presidente da Cearáportos, empresa que administra o porto do Pecém, fica mais uma vez comprovada a necessidade da ampliação do terminal para dar vencimento ao permanente crescimento na movimentação de cargas. Segundo ele, as obras em curso cumprem o cronograma traçado para sua execução.

No rumo certo

A Petrobras já tem garantido um terreno localizado no perímetro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) para que seja implantada a área auxiliar de tancagem da refinaria Premium II, no município de Caucaia. O projeto de lei que autoriza o Estado a realizar essa cessão de uso foi aprovado no encerramento dos trabalhos na Assembleia Legislativa, na semana passada. Outras ações também estão sendo encaminhadas, por parte do Estado, para o empreendimento, como o desvio da CE-085, que deverá estar concluído no mês que vem.
Fonte: Ceará Agora
Data : 28/07/2014

NAVIO COSTA CONCORDIA CHEGA AO PORTO DE GÊNOVA
Publicado em 07/28/2014 as 10:48 AM

BRASÍLIA  -  O navio Costa Concordia, que naufragou em janeiro de 2012, deixando 32 mortos e dezenas de feridos na costa da Itália, chegou ao porto de Gênova na manhã deste domingo, onde será desmantelado. O navio deixou a Ilha de Giglio, local do naufrágio, na última quarta-feira (23) em direção ao porto italiano.

Os técnicos responsáveis pelas operações do Costa Concordia seguem com as manobras necessárias para atracar o navio, num processo que deve durar cerca de seis horas. A desmontagem total do navio será realizada em duas áreas dentro do porto e deve levar 22 meses.

A primeira fase do processo de recuperação do Concordia foi executada no último dia 14, depois que o navio foi trazido à superfície. A reflutuação foi conseguida depois que as equipes de resgate injetaram ar em 30 flutuadores fixados ao navio, que tem 300 metros de comprimento e 115 mil toneladas de peso.

O naufrágio ocorreu a 13 de janeiro de 2012, na ilha de Giglio, após o navio se chocar com um rochedo, provocando a morte de 32 pessoas e deixando dezenas de feridos entre os 4.229 passageiros. O capitão do navio, Francesco Schettino, foi o único membro da tripulação julgado por homicídio por imprudência, naufrágio e abandono da embarcação. O julgamento ainda está na fase de depoimentos. Os outros membros receberam penas menos duras após firmarem um acordo com o Ministério Público italiano e admitirem parte da culpa.
Fonte : Valor Econômico
Data : 27/07/2014

MODELO DE PARTILHA NA EXPLORAÇÃO DA ÁREA DO PRÉ-SAL ELEVA RISCO BRASIL
Publicado em 07/28/2014 as 10:48 AM

RIO - O modelo de partilha para a exploração e produção de petróleo e gás na área do pré-sal da Bacia de Santos, que obriga a Petrobras a ser operadora única dos blocos, aumenta o risco Brasil e diminui a atratividade do país em relação a outras regiões do mundo, no cenário petrolífero. A avaliação é do diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Eloi Fernandez y Fernandez.

"Ter um operador único é muito ruim. Ou essa questão será revista ou o Brasil vai perder concorrência para outros países [em atratividade de investimentos]. Os outros leilões [no modelo de partilha] devem tirar o operador único, que aumenta o risco Brasil", disse Fernandez, que participa de conferência sobre a área de Libra, promovida pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham).

Segundo Fernandez, sempre que a Petrobras participar de leilões do tipo, os resultados serão idênticos ao da licitação de Libra, com um único consórcio participante que vence oferecendo o valor mínimo.

O presidente da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), Oswaldo Pedrosa, porém, discorda da opinião da Onip. O executivo acredita que o fato de a Petrobras ser a operadora única não será um dificultador para os próximos leilões.

"Os próximos leilões [do pré-sal] não terão as características de Libra. A área de Libra é sem igual no mundo", disse Pedrosa. "Vejo um cenário altamente produtivo para o setor petrolífero brasileiro", completou ele.
Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito
Data : 27/07/2014

PRÉ-SAL TEM POTENCIAL DE RESERVAS DE 28 A 35 BILHÕES DE BARRIS
Publicado em 07/28/2014 as 10:48 AM

RIO - O presidente da Pré-sal Petróleo SA (PPSA), Oswaldo Pedrosa, afirmou nesta sexta-feira que a área do pré-sal tem potencial de reservas de 28 bilhões a 35 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE).

"O pré-sal aponta para 28 bilhões a 35 bilhões de barris de reserva", disse ele, que participa de debate sobre a área de Libra, promovido pela Amcham, no Rio de Janeiro.

O executivo não forneceu mais detalhes sobre esse potencial.

Contratação

Pedrosa informou ainda que apenas um terço da área do polígono do pré-sal está contratado, por meio de acordos de concessão, de partilha [área de Libra] e da cessão onerosa.

"Apenas um terço do polígono está coberto por áreas contratadas, seja por concessão, cessão onerosa ou área de partilha. Ainda há dois terços", afirmou o executivo, que participou de conferência sobre a área de Libra, promovido pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham).

Pedrosa também contou que a estatal assinou nas últimas semanas quatro contratos de confidencialidade com petroleiras para estudar a unitização de reservas que extrapolam os limites dos blocos exploratórios e para a área não licitada sob domínio da União. Os acordos preveem a troca de informações para a viabilização de um futuro contrato de unitização.

Segundo Pedrosa, os contratos assinados são relativos às áreas de Gato do Mato (bloco BM-S-54, da Shell e Total), Lula (Petrobras, BG e Galp), Sapinhoá (Petrobras, BG e Repsol) e Tartaruga-Mestiça (Petrobras).
Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito
Data : 28/07/2014

INFRAESTRUTURA - PORTO PRIVADO MAIS CARO DO PAÍS TRAVA NO IBAMA
Publicado em 07/28/2014 as 10:47 AM

O mais ambicioso projeto portuário do País travou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto Central de Presidente Kennedy (ES), que prevê investimentos de R$ 5 bilhões no litoral capixaba, aguardava sinal verde do instituto para a emissão da licença prévia ambiental, mas teve seus estudos reprovados pela equipe de técnicos do órgão.

Na prática, o relatório entregue pelos investidores terá de ser quase todo refeito, por cometer dezenas de falhas e apresentar itens classificados como superficiais. Ao todo, mais de 40 pedidos de revisão e detalhamento de informações foram feitos pela equipe técnica na conclusão do parecer. O revés ambiental atrasa ainda mais os planos de um grupo de empresários de logística do Espírito Santo, que conseguiu atrair para o negócio sociedade inédita com o Porto de Roterdã, companhia que pertence ao governo holandês e que é reconhecida como uma das principais operadoras portuárias do mundo.

Esclarecimentos

Na avaliação do Ibama,  itens básicos do relatório precisam de esclarecimentos, como a "titularidade da área do empreendimento e as possíveis desapropriações necessárias para sua implantação", ou seja, falta dizer exatamente que área será usada para as instalações e quem são os donos da terra. A lista de pedidos também inclui a necessidade de detalhar qual o alcance da infraestrutura do porto, suas rotas de acesso e operação.

Custo-nebefício

"O estudo também conclui pelo ‘custo-benefício amplamente favorável’ do projeto. No entanto, esta equipe técnica entende que tal afirmação não pode ser realizada, uma vez que não foi elaborado estudo específico sobre o custo-benefício do empreendimento", afirmam os analistas. A equipe ambiental conclui que o material, "tal como apresentado, impede análise adequada do estudo, bem como a manifestação quanto à viabilidade ambiental do empreendimento Porto Central".

O plano dos investidores capixabas é que a estatal holandesa Porto de Roterdã entre no negócio com fatia de 30% do empreendimento. Os outros 70% ficarão com a TPK Logística, empresa do Espírito Santo controlada pelo grupo Polimix, que atua no mercado de concreto.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 28/07/2014

PLATAFORMAS - ANDRADE GUTIERREZ E IESA FECHAM ACORDO PARA SALVAR CONTRATO DA PETROBRAS
Publicado em 07/28/2014 as 10:47 AM

As empresas Andrade Gutierrez e Iesa Óleo e Gás chegaram a um consenso para dar continuidade à produção de 24 módulos que serão usados em plataformas da Petrobras. O acordo salva um contrato de cerca de US$ 800 milhões firmado pela estatal inicialmente com a Iesa, que passa por uma crise financeira e precisou buscar um parceiro para o projeto no Polo Naval do Jacuí, na cidade gaúcha de Charqueadas.

O acerto, que vem sendo costurado há semanas, deve ser oficializado em breve. Fontes envolvidas na negociação confirmaram que Iesa, Andrade Gutierrez e Petrobras se reuniram na quinta-feira, no Rio de Janeiro, e definiram os detalhes da operação. “Há 99,9% de chances de que saia”, disse uma das fontes. “Falta a assinatura da estatal, esperada para os próximos dias”.

O acordo deve envolver uma associação entre Iesa e Andrade Gutierrez no Polo Naval do Jacuí, mas os detalhes são desconhecidos. Existe a possibilidade de que o número de módulos e o valor do contrato sejam revistos, para cima ou para baixo. Originalmente, havia a opção de ampliação da encomenda para 32 unidades, o que elevaria a cifra para US$ 911,3 milhões.

Procurada pela reportagem, a Petrobras ainda não se pronunciou sobre o assunto. Já a Andrade Gutierrez admitiu a conclusão das negociações, mas disse que só se posicionará “após a assinatura final do contrato”.

Em nota distribuída na sexta-feira à imprensa, o governo gaúcho comemorou o desfecho positivo da questão. “A entrada de um grupo com atuação internacional (Andrade Gutierrez) atesta a atratividade da indústria naval no Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik.

Há dez dias, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, se reuniu em Porto Alegre com o governador gaúcho, Tarso Genro, e pediu ajuda para acelerar a negociação entre Iesa e Andrade Gutierrez. O principal receio da Petrobras é de que o atraso na entrega dos módulos prejudique o cronograma de produção das plataformas do pré-sal.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 28/07/2014

PPSA ESTIMA QUE UM TERÇO DA ÁREA JÁ TENHA SIDO DESCOBERTO
Publicado em 07/28/2014 as 10:47 AM

Volume varia de 28 bilhões a 35 bilhões de barris de óleo equivalente. Limite de utilização de quatro localidades, estão sendo reavalidos por órgãos órgãos reguladores
» ANTONIO PITA / DA AGÊNCIA ESTADO

O presidente da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), Oswaldo Pedrosa, afirmou nesta sexta-feira, que as estimativas indicam que cerca de um terço de todo o pré-sal brasileiro já tenha sido descoberto, com volumes de 28 bilhões a 35 bilhões de barris de óleo equivalente. O volume já contempla as áreas contratadas sob regime de partilha, cessão onerosa e também por contratação direta, a exemplo das quatro áreas com volumes excedentes aos contratos de cessão onerosa da Petrobras.

"São números que apresentamos referentes ao que já foi descoberto e inclui todas as áreas contratadas", afirmou Pedrosa para uma plateia de empresários da cadeia de óleo e gás do Rio, durante a conferência "Libra: Repercussões para o mercado e o que esperar do novo modelo de partilha", realizada pela Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro (Amcham). "É um potencial incrível e os leilões que vierem a acontecer não serão como Libra, com poços perfurados anteriormente", ressaltou.

O executivo também comentou sobre o processo de unitização de áreas já contratadas. Atualmente, quatro áreas estão tendo seus limites debatidos pelos órgãos reguladores – Sapinhoá, Lula, Tartaruga Mestiça e Gato do Mato –, todas na Bacia de Santos. Os consórcios que operam essas áreas identificaram que há volumes que ultrapassam os limites do pré-sal pertencentes à União e por isso negociam as condições para rever seus contratos.

"Avançamos no acordo de confidencialidade para Gato do Mato e também em Lula e Tartaruga Mestiça. Assim, verificamos o que tem ali, o quanto se estende para áreas da União. Só depois fazemos um pré-acordo para avaliar os volumes e chegar à comercialidade", explicou Pedrosa, negando que haja demora na evolução dos acordos. "Ninguém faz isso num estalar de dedos”.

Agências

Pedrosa estima que haja nove áreas nesta situação, mas somente as quatro citadas têm avançado no trâmite com as agências reguladoras. As áreas em questão são operadas pela Petrobras, que também participa de diferentes consórcios, com parcerias com a BP, Repsol e Galp, nas mesmas concessões. Segundo Pedrosa, as áreas poderão ser alvo de novo leilão ou serem repassadas por contratação direta.

"Pode vir a leilão ou por contratação direta, se for a operadora da outra metade", afirmou o presidente, em referência à Petrobras. Pelo marco regulatório do pré-sal, somente a estatal pode ser contratada diretamente para a operação das áreas. Em junho, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a primeira contratação dessa modalidade, sem licitação, para as áreas de Entorno de Iara, Florim, Nordeste de Tupi e Búzios.

"É vantajoso para qualquer companhia. Toda companhia tem preocupação com a reposição das reservas. Petrobras tem situação ímpar, com reservas novas já contratadas. Poderá ter, agora, um esforço exploratório não tão agressivo", avaliou.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 28/07/2014

PORTO DO RIO - GOVERNO PUBLICA EDITAL DE LICITAÇÃO PARA DRAGAGEM
Publicado em 07/28/2014 as 10:45 AM


Obras se inserem no Plano Nacional de Dragagem (PND2), que, por sua vez, integra Programa de Investimento em Logística – Portos. Resultado do processo sai em agosto

Oaviso de licitação para contratação de empresa para executar as obras de dragagem no complexo portuário do Rio de Janeiro será publicado hoje, informou na sexta-feira a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP-PR). O extrato será publicado no Diário Oficial da União.

A contratação compreenderá a elaboração do projeto básico e executivo, a execução das obras de dragagem, além dos serviços de fornecimento e instalação de novos cabos submarinos de energia elétrica, incluindo instalação do sistema de geração de energia em emergência, fornecimento e instalação de novos alimentadores de energia elétrica e nova adutora de água potável. A partir de quarta-feira, o edital estará disponível no endereço www.portosdobrasil.gov.br , site da SEP na internet.

A licitação será feita pelo Regime de Contratação Integrada (RDC). Segundo o governo federal, esse sistema foi criado  para agilizar e modernizar os processos licitatórios, desburocratizando e diminuindo o custo dos projetos. No RDC, a definição do vencedor se dá pelo menor preço quando os concorrentes apresentam suas propostas e ofertas por meio de lances públicos.

Programa
A Secretaria de Portos explica que as obras do porto do Rio de Janeiro fazem parte da segunda fase do Plano Nacional de Dragagem (PND2), instituído pelo novo marco regulatório do setor. O PND2 integra o Programa de Investimento em Logística – Portos. Os próximos editais previstos no PND2 são para os portos de Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Mucuripe (CE) e Maceió (AL).

Além da decisão sobre o projeto no Rio de Janeiro, a SEP informou também que a licitação para dragagem do porto de Santos, cujas propostas foram apresentadas no dia 27 de junho, está em etapa de negociação com o primeiro colocado, uma vez que os valores apresentados estavam acima do proposto no edital. O resultado deverá ser anunciado até agosto.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 28/07/2014

SUSPENSA LICITAÇÃO PARA OBRAS NAS ECLUSAS DE TUCURUÍ
Publicado em 07/28/2014 as 10:45 AM

A licitação que prevê a retirada de uma corredeira de pedras da hidrovia do Tocantins, no Pará, emperrou mais uma vez. A situação, que trava a navegação no rio, mantém as eclusas da hidrelétrica de Tucuruí praticamente inutilizadas há quase quatro anos. No mês passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) teve de cancelar a sua mais recente tentativa de licitar a obra, depois de o edital ser questionado por empresas interessadas no projeto. O Tribunal de Contas da União (TCU) também pediu que fosse alterada a modalidade de contratação, que chegou a ter custo estimado em cerca de R$ 520 milhões.

Por meio de nota, o Dnit informou que está alterando itens do edital e que a republicação sairá em agosto. A licitação tem previsão de ocorrer 15 dias após a divulgação do novo edital.

Em março, a presidente Dilma Rousseff esteve em Marabá (PA) para lançar o edital da obra, com a promessa de acabar com a novela do chamado "Pedral do Lourenço", um trecho de 43 quilômetros que precisa ser removido do leito do rio.

O pedregulho é alvo de licitação do Dnit desde o fim de 2010, quando foram inauguradas as eclusas de Tucuruí. Desde então, o projeto esbarra em questionamentos de empresas, falhas de avaliação e burocracia. O atraso nas obras já fez a mineradora Vale colocar na geladeira um projeto de R$ 5,8 bilhões. As obras da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) chegaram a ser iniciadas em outubro de 2010, com execução de serviços de terraplenagem, e o empreendimento acabou suspenso pela empresa, por conta do impasse na hidrovia.

Perguntada sobre o empreendimento, a Vale informou que "o cronograma de implantação do projeto está em revisão, aguardando uma solução para a questão de infraestrutura logística da região entre outros pontos a serem endereçados".

A Confederação Nacional da Indústria estima que o País teria uma economia anual de R$ 650 milhões em logística, se a hidrovia estivesse operando.

A indiferença com que o transporte fluvial tem sido tratado aparece nas contas oficiais do governo. Em 2012, quando foi criado o Programa Transporte Hidroviário, foi autorizado um orçamento de R$ 619 milhões para o setor, mas apenas 2,9% desse valor foi efetivamente usado, apontam os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No ano passado, o orçamento foi reduzido para R$ 311 milhões, com execução de 31%. Neste ano, a cifra autorizada é ainda menor de R$ 262 milhões. Até julho, somente 9% desse montante havia sido utilizado.

"Os números demonstram que hoje a hidrovia é um modal de transporte praticamente abandonado", diz Carlos Campos, coordenador de infraestrutura do Ipea.
Fonte:O Estado de Sâo Paulo/AGÊNCIA ESTADO
Data : 28/07/2014

ÁREA DO ESTALEIRO CANECO VAI SER DESAPROPRIADA
Publicado em 07/28/2014 as 10:45 AM

Rio - Mais uma tentativa de colocar ponto final no processo de falência do estaleiro Caneco, no Caju, ocorrerá na próxima quinta-feira. O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) marcou para o dia 31 deste mês a data do leilão da área que fica na Zona Portuária. A falência ocorrida em outubro de 2006 prejudicou centenas de famílias.

No entanto, dois decretos publicados no Diário Oficial do Município do Rio no dia 18 podem, novamente, inviabilizar a batida do martelo.Assinados pelo prefeito Eduardo Paes, o primeiro, 338.955, declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, e em favor da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio (Codin), a área de 141 mil metros quadrados, na Rua Carlos Seidl, no Caju.

O local pertencente ao antigo Caneco, onde hoje funcionam as empresas Intercam e Grupo Rio Nave, ambas voltadas para a Indústria Naval. Já o segundo decreto (38.956), cria na mesma área o Distrito Industrial Naval do Município do Rio. Pelo artigo primeiro, o local fica destinado a empresas do segmento, sob forma onerosa (mediante pagamento), que ali desejarem se instalar. Cabe à Codin promover o processo de ocupação da área.

“A área é vocacionada para essa atividade. Transformar o Caneco em um distrito naval, onde já há outras empresas do setor em atividade, é garantir o desenvolvimento da Indústria Naval fluminense e brasileira”, destaca o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.

Segundo ele, a desapropriação do terreno do antigo estaleiro e a transformação em distrito naval são vitórias que vão garantir a segurança de que área continuará voltada para o seu segmento. Segundo Bueno, o leilão poderia não preservar empregos ou até mesmo manter baixo o investimento na área, caso não houvesse interessados em adquirir o espaço ou comprado por grupos de outras atividades econômicas.

O receio de Julio Bueno se justifica, já que não é a primeira vez que a 5ª Vara Empresarial da Capital, instância em que o processo de falência tramita, busca promover o leilão do terreno. A última tentativa ocorreu em 2012. Também o valor estipulado para o leilão, de R$ 371 milhões, pode afastar interessados. Além do terreno, fazem parte dos bens alienados os maquinários e os equipamentos como guindastes e pontes rolantes, entre outros.

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) apoia a desapropriação da área do antigo Caneco. Por meio de nota, o presidente da entidade, Ariovaldo Rocha, informou “considerar essencial para a Indústria da Construção Naval fluminense a manutenção integral das instalações produtivas do estaleiro, que há mais de dez anos integram o arranjo produtivo da Construção Naval no entorno da Baía da Guanabara”. Ariovaldo lembra que a Indústria Naval do Estado do Rio representa cerca de 37% do total de emprego direto gerado no setor, hoje de 80 mil no país. Atualmente, em todo o estado, há 18 estaleiros ativos.

Caxias abrigará polo de navipeças

Para incentivar a atração de empresas fornecedoras de equipamentos para estaleiros, o governo do estado criou o Polo Industrial, Logístico, Naval e Offshore (Polinavi), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A área total tem quatro milhões de metros quadrados, sendo dois milhões só de área útil.

O projeto prevê investimentos na ordem de R$ 250 milhões, recursos estaduais para adequar a área destinada a novas empresas. A expectativa é de que o polo atraia investimentos de R$ 1,5 bilhão e gere cerca de cinco mil empregos diretos assim que começar a ser implementado, a partir do próximo ano.

Com o polo de navipeças,empresas fornecedoras terão acesso marítimo aos 18 estaleiros instalados na Baia da Guanabara, para levar até eles carga e equipamentos, o que contribuirá para aliviar o tráfego na Região

Metropolitana do Rio de Janeiro. O polo vai atuar como se fosse um condomínio industrial, tendo como característica principal sua ênfase no modal hidroviário. Trata-se de iniciativa pioneira na América Latina no segmento naval.

Incentivo à indústria naval

Desde o ano 2000, a área do Caneco é ocupada sob regime de locação pelo Rio Nave, estaleiro de porte médio, com capacidade de processamento de 48 mil toneladas/ano. Uma parte menor do terreno é arrendada pela Intercam, fornecedora de peças para o segmento naval.

Presidente do Rio Nave, Mauro Campos também apoia a instalação de um distrito naval no local, para poder expandir ainda mais as operações do grupo que, segundo o empresário, estão represadas. Se no auge, nos anos 1990, o Caneco chegou a ter cinco mil trabalhadores, o Rio Nave funciona hoje com 1.500.

Nos últimos cinco anos, o grupo investiu no local R$ 15 milhões, além de capacitação de mão de obra e instalação de uma escola de solda. Hoje, a empresa tem em ciclo de produção US$300 milhões (R$660 milhões) em encomendas para construção de embarcações para armadores brasileiros. Entre os anos de 2009 e 2013, promoveu a construção de 13 embarcações (como empurradores, rebocadores e balsas) para clientes como Norsul, Aliança, Promar STX e a Transpetro.

De acordo com o secretário Julio Bueno, além do Rio Nave, o distrito pode abrigar mais duas ou três empresas complementares da indústria naval. Bueno aposta no desenvolvimento do setor, de fabricantes e subfornecedores de equipamentos submarinos para o estado, que é responsável por mais 80% da produção de petróleo e gás natural brasileiro.
Fonte: O Dia/AURÉLIO GIMENEZ
Data : 28/07/2014

ANP MULTA PETROBRAS EM R$ 5,6 MILHÕES POR FALHA NA MEDIÇÃO DE PRODUÇÃO
Publicado em 07/28/2014 as 10:44 AM

Segundo agência, irregularidades na plataforma Cidade de Angra dos Reis ocorreram em 2013
POR RAMONA ORDOÑEZ

RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou nesta segunda-feira, ter aplicado uma multa de R$ 5,55 milhões à Petrobras por irregularidades encontradas no sistema de medição da produção de petróleo no navio-plataforma (FPSO) Cidade de Angra dos Reis, em operação no campo de Lula, no pré-sal na Bacia de Santos.



A decisão da ANP foi tomada na reunião de diretoria realizada no último dia 16. Não cabe mais recurso administrativo da Petrobras.

Segundo a ANP, as irregularidades foram detectadas durante a inspeção feita pelo órgão entre os dia 1 a 3 de outubro do ano passado. A Petrobras tinha entrado com recurso administrativo junto à ANP que agora foi negado.

A Cidade de Angra dos Reis tem capacidade de produção de 100 mil barris diários de petróleo. A Petrobras ainda não se posicionou sobre o assunto.
Fonte : O Globo
Data : 28/07/2014

PREFEITURA PREVÊ TRÂNSITO DIFÍCIL NA ZONA PORTUÁRIA.
Publicado em 07/28/2014 as 10:41 AM

RIO — Primeiro dia útil após o fechamento da Avenida Rodrigues Alves no sábado, o trânsito na Zona Portuária passará por um teste de fogo nesta segunda-feira. A prefeitura prevê um dia de caos, sobretudo se o acesso ao Centro for feito de carro. Portanto, a recomendação é que se use o transporte público. Agentes de trânsito estarão nas ruas desde cedo para orientar os motoristas, e Metrô Rio e SuperVia vão alterar seus esquemas de tráfego para facilitar o deslocamento da população.

— Amanhã (hoje) será muito difícil. Teremos o primeiro dia útil das mudanças, um momento de adaptação. Volto a frisar e pedir para que as pessoas evitem ir ao Centro de carro. Usem barcas, trem e metrô — orientou o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, que estará na área do Porto a partir das 6h30m para acompanhar as alterações.


O diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, ressalta que o turno da manhã será o mais problemático, já que as vias alternativas terão que suportar todo o trânsito antes direcionado para a Rodrigues Alves:

— O nosso maior cuidado será com quem vier de Niterói.

Mudança em rotas de ônibus

O planejamento de trânsito, que vai durar até o segundo semestre de 2015, modificará o itinerário de 43 linhas de ônibus municipais e 149 intermunicipais. As municipais procedentes da Avenida Brasil, sentido Zona Portuária, além das intermunicipais que vão em direção à Praça Mauá, não passarão mais nos pontos da Avenida Brasil a partir da Passarela 3. Elas seguirão pelo Viaduto do Gasômetro e pegarão a Via Binário do Porto (Rua Equador), sentido Centro, onde haverá o novo ponto de ônibus, entre a Rua Cordeiro da Graça e Avenida Professor Pereira Reis. A exceção é a linha 265, que pegará a Rua Santo Cristo.

No sentido Avenida Brasil, os pontos serão na Rua General Luís Mendes de Morais, ao lado do Terminal Padre Henrique Otte. As linhas intermunicipais que vêm da Baixada pela pista lateral da Avenida Brasil vão fazer o retorno no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), deixando de ir até o Centro.

As linhas intermunicipais 1955B, 1956B e 2955B vão passar a circular pela Via Binário. As linhas 404, 445 e 483, sentido Zona Norte; e 750D, 751D, 1750D e 2750D, sentido Niterói, vão ter o itinerário modificado para o Elevado Trinta e Um de Março, Avenida Presidente Vargas (pista lateral), Avenida Francisco Bicalho (pista lateral) e Avenida Rio de Janeiro. O ponto dessas linhas será na Avenida Francisco Bicalho (pista lateral), próximo à quadra da Unidos da Tijuca.

Os horários dos trens com ar-condicionado da SuperVia serão antecipados. O Metrô adiantou que, durante a interdição, vai operar com a frota máxima de 49 trens, uma oferta de 1,2 milhão de lugares por dia útil.

Os acessos de táxis e carros de passeio à Rodoviária Novo Rio continuam pelo setor de embarque pela Francisco Bicalho. A chegada ao estacionamento será próximo ao desembarque; a saída, pela Rodrigues Alves, sendo que para acessar a Brasil ou a Ponte Rio-Niterói será necessário seguir até a Avenida Rio de Janeiro. Quem vai para Zona Sul ou Tijuca deve retornar pela Rio de Janeiro, Rua Eduardo Luís Lopes, Brasil e Francisco Bicalho.

A Rodrigues Alves foi interditada no sábado para a demolição dos 650 metros restantes do Elevado da Perimetral.
Fonte : O Globo
Data : 27/07/2014

TRAVESSIA EM ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL É DESAFIO A INVESTIDOR
Publicado em 07/28/2014 as 10:41 AM

Rússia também está de olho no canal, que pode ser rota para supernavios da vale

O canal da Nicarágua gera grande interesse geopolítico internacional. No mês passado, o país recebeu uma visita do presidente russo Vladimir Putin, sinalizando o interesse daquele país na futura ligação marítima. O canal deverá comportar os maiores navios existentes atualmente, como aqueles que levam minérios da Vale para China.

Na apresentação da rota, o HKND Group reconhece que atravessar áreas protegidas é inevitável, mas promete planos de mitigação e compensação. O lago da Nicarágua é rico em biodiversidade, e a movimentação de navios de porte gigantesco pode alterar significativamente o ecossistema.

Ferrovia no Brasil

O embaixador Sergio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), destaca que os investimentos agora promovidos pela China mundo afora, principalmente na América Latina, tem uma preocupação com a preservação do ambiente local, diferentemente de investimentos feitos no passado pelo país na África, que não deixaram retornos econômicos e socioambientais significativos para os moradores afetados.

— O que é impressionante no caso da China é a visão estratégica e a capacidade de realização. Estão criando alternativas para chegarem aos seus objetivos sem fazer ruídos — disse Amaral.

No caso da ferrovia Transcontinental, o governo brasileiro espera realizar ainda este ano o leilão da primeira obra desse traçado, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), com orçamento estimado em US$ 2,3 bilhões. A gigante China Railway Construction Corporation (CRCC) deverá participar dessa licitação em parceria com a Camargo Corrêa, embora o grupo ainda considere refazer todos os estudos do trecho, o que pode adiar o leilão, assim como o prazo para a conclusão, reconhece uma fonte do governo.

— Acredito que as parcerias em infraestrutura e agricultura ainda têm muito potencial para crescer, porque trazem benefícios aos dois povos — disse Sun Chenghai, diretor geral da Agência de Desenvolvimento Comercial do governo chinês, a uma plateia de empresários brasileiros durante a visita oficial do presidente Xi Jinping ao país neste mês.

Caminho pelo ártico

Com outro projeto de levar navios pelo Ártico em rotas que se abrem pelo aquecimento global, a China quer se firmar como operadora logística global, principalmente por meios marítimos. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), 90% do volume de negócios internacionais feitos no mundo em 2012 passaram pelos mares e oceanos.
Fonte : O Globo
Data : 27/07/2014

CHINA BUSCA ALTERNATIVA AO CANAL DO PANAMÁ
Publicado em 07/28/2014 as 10:40 AM

Para driblar influência dos EUA, país apoia projeto na Nicarágua que garantirá suprimento de grãos
POR DANILO FARIELLO

BRASÍLIA - O anúncio de investimentos bilionários em infraestrutura e crédito para o Brasil e para a América Latina, feito pelo governo chinês durante a visita do presidente Xi Jinping ao país, na reunião do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), há duas semanas, faz parte de um projeto maior da nação asiática para controlar grandes rotas logísticas no mundo e assegurar suprimento de minerais e alimentos.

A construção do canal da Nicarágua — que cortará o país numa rota alternativa ao Canal do Panamá — e da ferrovia Transcontinental, que atravessará o Brasil e o Peru, ligando Atlântico e Pacífico, fazem parte desse projeto.

Conheça ops projetos de interesse dos chineses. O canal da Nicarágua, projeto de US$ 40 bilhões, começará a ser construído no fim deste ano e tem entrega prevista para 2019. Deverá percorrer 278 quilômetros — quase quatro vezes o canal do Panamá, inaugurado há um século — passando por florestas, terras indígenas e o lago da Nicarágua, no interior do país.

O traçado foi definido há duas semanas pelo concessionário HKND Group. O empreendimento envolve também dois portos, uma zona de livre comércio, hotéis, um aeroporto e estradas. O tamanho da obra levou o governo da Nicarágua a aprovar leis e medidas em prol do projeto, com orçamento de quatro vezes o tamanho da economia do país.

Redução no frete

Apesar de o canal do Panamá ter capacidade disponível, a China apoia a iniciativa na Nicarágua porque não teria controle sobre as rotas logísticas no Panamá, devido à influência americana, que tem bases na região e é responsável por sua defesa militar.

— Para eles, faz muito sentido um segundo canal. A China é e continuará sendo um importador de matérias-primas. Tudo o que facilite e reduza fretes é positivo e se paga no longo prazo — disse Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios.
Fonte : O Globo
Data : 27/07/2014

UM TERÇO DO VOLUME DO PRÉ-SAL JÁ FOI DESCOBERTO
Publicado em 07/28/2014 as 10:40 AM

Segundo a Pré-Sal Petróleo S/A, o volume já contempla as áreas contratadas sob regime de partilha, cessão onerosa e também por contratação direta

As áreas do pré-sal já contratadas e descobertas contêm um volume de petróleo recuperável entre 28 bilhões e 35 bilhões de barris de óleo equivalente, segundo estimativas da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), estatal criada para gerir e fiscalizar as áreas pertencentes à União. Esse volume representa um terço do total estimado para as reservas de petróleo em águas profundas do País.

De acordo com o presidente da estatal, Oswaldo Pedrosa, o volume já contempla as áreas contratadas sob regime de partilha, cessão onerosa e também por contratação direta. Além disso, compõem as reservas áreas onde o óleo já foi identificado, mas situado em regiões que fogem ao escopo do contrato vigente. Elas são alvo de unitização, processo de revisão do contrato pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“São números que apresentamos referentes ao que já foi descoberto e inclui todas as áreas contratadas”, afirmou Pedrosa durante conferência realizada pela Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro (Amcham). “É um potencial incrível e os leilões que vierem a acontecer não serão como Libra, com poços perfurados anteriormente”, ressaltou.

Para efeito de comparação, a Petrobrás possui em reservas provadas cerca de 16 bilhões de barris. Somente a área de Libra, única do pré-sal que passou por um leilão, tem reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris recuperáveis e custou ao consórcio vencedor R$ 15 bilhões de bônus de assinatura.

Os volumes citados pelo executivo também compreendem os 5 bilhões do contrato de cessão onerosa nas áreas de Florim, Nordeste de Tupi, Entorno de Iara e Búzios. Em junho, a Petrobrás foi contratada diretamente, sem licitação, para operar volumes excedentes nessas mesmas áreas. Esse volume adicional está estimado em 9,8 bilhões e 15,2 bilhões de barris.

UNITIZAÇÃO - Ao todo, essas áreas já contratadas somam 32,2 bilhões de barris recuperáveis, segundo estimativas da ANP. Os volumes adicionais (2,8 bilhões de barris) estariam localizados em áreas já descobertas, mas ainda sem contratação específica.

Nesse volume adicional também estão compreendidas nove áreas da Bacia de Santos que passam por processo de unitização pela agência, como Sapinhoá, Lula, Tartaruga Mestiça, operados pela Petrobrás, e Gato do Mato, operado pela Shell. Nessas áreas, as operadoras identificaram óleo em reservas que excedem os limites estabelecidos na concessão, alcançando áreas ainda não licitadas.

Há casos em que as operadoras descobrem volumes também na camada do pré-sal, que pertence à União e possui marco regulatório específico. “Avançamos no acordo de confidencialidade para Gato do Mato e também em Lula e Tartaruga Mestiça. Assim, verificamos o que tem ali, o quanto se estende para áreas da União”, explicou Pedrosa.

Segundo ele, a primeira área a concluir o processo deverá ser Lula, operada pela Petrobras. Ainda não há uma definição sobre o destino final desse volume que excede os limites contratuais das áreas. “Pode vir a leilão ou por contratação direta”, afirmou o executivo. Pedrosa afirmou, porém, não ver necessidade de uma contratação direta da Petrobrás. Em junho, a estatal recebeu, sem licitação, os volumes excedentes das áreas de Entorno de Iara, Florim, Nordeste de Tupi e Búzios.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 28/07/2014

PORTO PRIVADO CENTRAL DE PRESIDENTE KENNEDY (ES)MAIS CARO DO PAÍS ESTÁ TRAVADO NO IBAMA
Publicado em 07/28/2014 as 10:40 AM

Porto privado mais caro do País está travado no Ibama

O mais ambicioso projeto portuário do País travou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto Central de Presidente Kennedy (ES), que prevê investimentos de R$ 5 bilhões no litoral capixaba, aguardava um sinal verde do instituto para a emissão da licença prévia ambiental, mas teve seus estudos reprovados pela equipe de técnicos do Ibama.

Na prática, o relatório entregue pelos investidores terá de ser quase todo refeito, por cometer dezenas de falhas e apresentar itens classificados como superficiais. Ao todo, mais de 40 pedidos de revisão e detalhamento de informações foram feitos pela equipe técnica na conclusão do parecer.

O revés ambiental atrasa ainda mais os planos de um grupo de empresários de logística do Espírito Santo, que conseguiu atrair para o negócio uma sociedade inédita com o Porto de Roterdã, companhia que pertence ao governo holandês e que é reconhecida como uma das principais operadoras portuárias do mundo.

DÚVIDAS - Na avaliação do Ibama, itens básicos do relatório precisam de esclarecimentos, como a “titularidade da área do empreendimento e as possíveis desapropriações necessárias para sua implantação”, ou seja, falta dizer exatamente que área será usada para as instalações e quem são os donos da terra.

A lista de pedidos também inclui a necessidade de detalhar qual o alcance da infraestrutura do porto, suas rotas de acesso e operação. “O estudo também conclui pelo ‘custo-benefício amplamente favorável’ do projeto. No entanto, esta equipe técnica entende que tal afirmação não pode ser realizada, uma vez que não foi elaborado estudo específico sobre o custo-benefício do empreendimento”, afirmam os analistas.

A equipe ambiental conclui que o material, “tal como apresentado impede uma análise adequada do estudo, bem como a manifestação quanto à viabilidade ambiental do empreendimento Porto Central”.

O plano dos investidores capixabas é que a estatal holandesa Porto de Roterdã entre no negócio com uma fatia de 30% do empreendimento. Os outros 70% ficarão com a TPK Logística, empresa do Espírito Santo controlada pelo grupo Polimix, que atua no mercado de concreto.

CRONOGRAMA - A previsão era obter a licença prévia do projeto neste mês, para buscar, até janeiro de 2015, a licença de instalação - documento que libera o início efetivo das obras. O imbróglio ambiental, no entanto, pode frustrar o cronograma.

O presidente do Porto Central, José Maria Novaes, minimizou os impactos da reprovação dos estudos e disse que um novo relatório já está em fase de conclusão. “Acabamos de receber esse parecer do Ibama e estamos analisando. Já vínhamos trabalhando na maior parte das solicitações que nos fizeram. Acredito que podemos apresentar um novo estudo em até 15 dias”, comentou.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 28/07/2014

UM MÊS APÓS ASSINADO, PETROBRAS RECEBE CONTRATO DE R$ 15 BI COM UNIÃO
Publicado em 07/28/2014 as 10:39 AM

Quase um mês depois de ter assinado com a União a contratação direta para explorar até 15 bilhões de barris adicionais de petróleo no pré-sal, ao valor de R$ 15 bilhões, a Petrobras apresentou os termos da negociação aos conselheiros da empresa, durante reunião mensal na última sexta-feira (18).

Na semana em que o negócio foi fechado, no fim de junho, dois dos três conselheiros independentes haviam reclamado publicamente por não terem sido previamente informados sobre o negócio.

O conselho de administração é a instância máxima de decisão de uma Sociedade por Ações. O da Petrobras é formado por dez pessoas –sete indicados pelo governo, controlador. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, preside o grupo.

Há ainda dois representantes de acionistas minoritários e um dos trabalhadores.

A apresentação ao conselho foi conduzida pela gerente executiva Solange Guedes, e aconteceu na sala de reunião do Conselho, na sede da empresa em São Paulo.

CRÍTICAS

A Folha apurou que, depois da apresentação, os conselheiros Mauro Cunha, representantes dos donos de ações ordinárias, e Sílvio Sinedino, representante dos trabalhadores, reafirmaram as críticas pela não apresentação do negócio ao conselho previamente a sua assinatura, como eles defendem que deveria ter ocorrido.

O Estatuto Social da Petrobras estabelece que a diretoria executiva da empresa deve submeter à aprovação do conselho de administração "a celebração de convênios ou contratos com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, podendo fixar limites de valor para a delegação da prática desses atos pelo Presidente ou Diretores".

Especialista em governança corporativa ouvido pela Folha, que pediu para não se identificar, disse, porém, que o caso é controverso, uma vez que não está claro, de acordo com a lei, que o negócio deveria de fato ter passado pelo conselho.

A contratação da Petrobras para explorar e produzir até 15 bilhões de barris adicionais no pré-sal da Bacia de Santos foi anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética, órgão do governo.

NEGOCIAÇÃO

A negociação envolve quatro áreas já cedidas à Petrobras pela União em 2010, que desde então vêm sendo estudadas pela empresa.

Antes do novo contrato, a Petrobras tinha permissão de extrair até 5 bilhões de barris nessa área. Foi a forma como a União pagou pelas ações emitidas pela Petrobras no processo de aumento de capital. Por isso, é chamada de área de cessão onerosa.

Agora, a empresa vai antecipar à União, até 2018, o pagamento de R$ 15 bilhões para explorar o volume adicional. O mercado criticou duramente o negócio, entre outras razões, porque a empresa terá de antecipar à União o pagamento por petróleo que só será extraído depois de 2021.
Fonte: Folha de São Paulo/SAMANTHA LIMA DO RIO
Data : 28/07/2014

PODER - APÓS SOFRER INFARTO, DOLEIRO DA LAVA JATO VOLTA À PRISÃO NO PARANÁ
Publicado em 07/28/2014 as 10:39 AM

Vítima de um infarto, o doleiro Alberto Youssef voltou à carceragem da Polícia Federal em Curitiba no início da tarde deste sábado (26).

Youssef, que está preso desde março, havia sido internado num hospital privado na madrugada desta sexta-feira (25) após sentir dores no peito, segundo sua defesa. Passou por um cateterismo, ficou na UTI e teve alta por volta das 13h.

A Polícia Federal não divulgou informações sobre seu estado de saúde, ou se ele terá de ficar em condições especiais daqui para a frente.

Youssef é réu em cinco ações penais, abertas a partir da Operação Lava Jato. Ele é acusado de enviar dinheiro ilegalmente para o exterior e de lavar recursos desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em construção em Pernambuco.

Reprodução        
O doleiro Alberto Youssef, com equipamento que ele diz ter encontrado na cela, em abril deste ano
O doleiro Alberto Youssef, com equipamento que ele diz ter encontrado na cela, em abril deste ano
A PF o acusa de ter liderado o esquema, que movimentou R$ 10 bilhões.

O advogado de Youssef, Antonio Augusto Figueiredo Basto, disse que este é o terceiro infarto que ele sofre desde setembro. Na ocasião, ele chegou a ficar um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

"O estado do Alberto é complicado porque ele sofre de uma cardiopatia aguda", disse Figueiredo Basto à Folha.

Basto diz que vai pedir à Justiça que Youssef cumpra a prisão em casa. Na custódia da PF, o doleiro não tem acesso a uma dieta diferenciada porque, segundo o advogado, "isso poderia caracterizar privilégio".
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 27/07/2014

DEPOIS DA ÁFRICA, CHINA AVANÇA SOBRE OPORTUNIDADES NA AMÉRICA LATINA
Publicado em 07/28/2014 as 10:39 AM

Depois de "conquistar" a África com contratos bilionários de comércio e investimentos na produção de matérias-primas, a China está voltando sua atenção para outra região capaz de suprir os bens necessários para o seu crescimento: a América Latina.

Países com dificuldades financeiras, como Venezuela, Argentina e Cuba, foram destaque no giro que o premiê chinês, Xi Jinping, fez pela região na última semana, levando a tiracolo um 'pacote de bondades' financeiras.

Em um momento em que o setor de manufaturas "made in China" mostra sinais de declínio (ou talvez por causa disso), o fluxo de dinheiro do gigante asiático para a América Latina continua forte e poderoso.

Soja, minérios, petróleo e bens básicos são alvos de contratos bilionários de empréstimos e investimentos chineses na região - o que ajuda o gigante asiático a reforçar a sua influência internacional.

Um estudo das Nações Unidas prevê que até 2016 a China deve ultrapassar a União Europeia para se tornar o segundo maior parceiro comercial da América Latina, atrás apenas dos Estados Unidos.

E de acordo com um artigo publicado em janeiro na revista China Policy Review, em 15 anos a China ultrapassará até os EUA, tornando-se o principal sócio comercial da região.

PARCEIRO PRAGMÁTICO

Hoje, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, Chile e Peru, e o segundo parceiro do México, Argentina e Chile.

Pelos latino-americanos, o país é visto como um ator pragmático, mais interessado na economia do que na política –diferentemente dos EUA e de potências europeias–, como avaliaram, em um artigo recente, os pesquisadores Peter Hakim e Margaret Myers.

"Eles não estão preocupados se a China irá ampliar sua crescente influência na região para modificar políticas locais, recrutar parceiros para seus objetivos globais ou competir com os EUA por potenciais aliados", escreveram Hakim e Myers.

Ao mesmo tempo, "a América Latina é importante para a China, por duas razões principais: por seus recursos naturais e pelo potencial de se tornar um mercado importante para os produtos chineses", disse à BBC Joe Chi, diretor-executivo do Centro Comercial Sino-Latinoamericano, com sede em Miami.

Os contratos preferidos dos chineses na região são para compra de matérias-primas ou criação de joint ventures para a extração de matérias-primas.

Os acordos da China com a Venezuela, país com uma das reservas de petróleo mais volumosas do mundo, são os mais vistosos.

De acordo com um estudo da Universidade de Boston, o país de Nicolás Maduro recebeu cerca de US$ 50 bilhões em aportes chineses, dos quais US$40 bilhões seriam empréstimos a serem pagos com petróleo.

Em 2013, o governo venezuelano anunciou um investimento de US$ 14 bilhões da petroleira chinesa Sinopec para desenvolver um campo na bacía petrolífera do rio Orinoco, no leste da Venezuela, com capacidade de produção de 200 mil barris de petróleo.

Na Argentina, de quem a China compra soja, o comércio bilateral quadruplicou nos últimos anos, chegando a cerca de U$ 15 bilhões –e a balança se mantém desfavorável para o país sul-americano.

"Nós temos US$ 10 bilhões de exportações e US$ 5 bilhões de importações: ou seja, o saldo deficitário é de US$ 5 bilhões", explica o economista Luis Palma Cane.

LIBRA

No Brasil, o consórcio vencedor para explorar o campo de petróleo de Libra, um dos mais promissores do pré-sal, inclui duas empresas chinesas, a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e o fundo privado China National Petroleum Corp (CNPC).

Libra tem um volume estimado entre 8 e 12 bilhões barris de petróleo, e calcula-se que vá requerer um investimento entre US$ 200 bilhões e US$ 400 bilhões para exploração em 35 anos. Não se sabe quanto desse dinheiro virá da China.

Também em 2013, a PetroChina, uma subsidiária da CNPC, adquiriu todos os ativos da subsidiária peruana da Petrobras por US$ 2,6 bilhões.

O Chile, maior produtor de cobre do mundo, vende um terço da sua produção para o gigante asiático.

Além disso, em 2010, a China assinou um acordo com Cuba para financiar a expansão da refinaria de petróleo de Cienfuegos, que custará US$ 6 bilhões.

Para Alejandro Grisanti, chefe de pesquisa para América Latina do banco britânico Barclays, a China soube aproveitar o que ele considera "um declínio no interesse dos EUA pela região" nos últimos cinco anos.

"A China está buscando aumentar seus investimentos em matérias-primas e tem feito isso de maneira agressiva", diz o economista.

AMBIÇÕES MAIORES

Como se não bastassem esses números, o histórico aponta para uma evolução dos interesses chineses na América Latina para além do comércio de commodities.

"Eles agora também investem em infraestrutura, através de licitações ou de acordos privados entre os governos, com financiamento do governo chinês e participação de empresas chinesas", diz Luis Palma Cane.

"Obviamente, o que se busca é garantir trabalho para as empreiteiras chinesas, mas também há uma estratégia geopolítica (por trás dessas iniciativas), que envolve ter uma importância econômica na América Latina."

Na Nicarágua, por exemplo, a China está financiando a construção de um canal interoceânico que deve competir diretamente com o Canal do Panamá.

Especialistas acreditam que o projeto será crucial para a expansão do comércio da China com o resto do mundo.

Em junho de 2013, o governo do presidente Daniel Ortega anunciou a assinatura de um contrato de US$ 40 bilhões com o grupo HKND, do bilionário de Hong Kong, Wang Jing.

O montante garante à China uma concessão de 50 anos pelo direito de construir o canal e mais 50 anos para administrá-lo.

Chi explica que a China também tem interesse em construir fábricas na América Latina no futuro.

"Os custos de produção na China estão subindo lentamente e vai chegar um momento em que (a concentração da produção no país) não será mais sustentável", explica.

A presença chinesa na América Latina, de fato, é cada vez mais evidente: agora é comum encontrar executivos chineses andando pelas ruas de grandes cidades da região, por exemplo.

Nas grandes rodadas de negócios, há uma presença significativa de investidores chineses. E empresas chinesas estabeleceram escritórios em países latino-americanos.

Também estão começando a circular com mais frequência na região carros de fabricação chinesa.

De acordo com a consultoria AT Kearney, em 2015 as montadores chinesas de marcas como Chery, Foton, Geely e Yangtze exportarão cerca de 2 milhões de unidades (em comparação com meio milhão em 2011).

Na região, seus maiores mercados são Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru e Argentina.

O carros chineses são vendidos pela metade ou dois terços do valor de modelos de marcas americanas, europeias e japonesas já estabelecidas.

AMEAÇA E OPORTUNIDADE

Fabricados a custos menores por conta do valor ainda baixo de produção na China, os produtos chineses tiram o sono de muitas empresas latino-americanas - o que faz a relação com a China representar ao mesmo tempo uma ameaça e uma oportunidade para a região.

"Estamos constantemente competindo porque ninguém pode produzir sapatos com os preços da China", disse à BBC Micheline Grings Twigger, proprietária da fábrica de calçados brasileira Picadilly.

"Ao mesmo tempo, (a relação com os chineses representa) uma grande oportunidade, se considerarmos o tamanho do mercado do país. Seria loucura não olhar para a China como um grande mercado para nós.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 27/07/2014

COLUNISTAS - KÁTIA ABREU - O CAMINHO DAS ÁGUAS
Publicado em 07/28/2014 as 10:39 AM

Está faltando na nossa galeria de visionários populares um personagem como o inesquecível Vasco Moscoso do Aragão -capitão de longo curso, herói de Jorge Amado em "Os Velhos Marinheiros"- a que possamos recorrer emblematicamente para reconhecer um dos mais graves gargalos da política nacional de transportes: a navegação de cabotagem.

Surgiu outro dia, em meio a uma discussão sobre programa de hidrovias, a questão da cabotagem, navegação realizada entre portos ou pontos do nosso território, usando a via marítima ou as vias navegáveis interiores. E logo se enumeraram problemas e obstáculos típicos dos temas marginalizados.

O primeiro deles é justamente a falta de comandantes e marinheiros em número e qualificação, como nunca aconteceu no passado da frota dos "itas" –prefixo tupi-guarani que identificava a classe de navios mistos de cargas e passageiros que ligavam o Brasil de norte a sul, como Itaimbé, Itaipu, Itajubá, Itanagé, Itapagé... Pertenciam à Companhia Nacional de Navegação Costeira.

Por falta de uma rede contínua de rodovias e ferrovias, a solução eram os itas. Um tempo invocado na canção de Caymmi: "Peguei um Ita no norte e vim no Rio morar...". Por escassez da oferta de mão de obra e vantagens trabalhistas diferenciadas do mercado internacional, montar uma tripulação para cabotagem no Brasil custa o dobro do praticado no mercado internacional.

Na verdade, há um acúmulo de pegadinhas, defasagens e anacronismos legais, tributários e burocráticos que se acumulam ao longo de décadas e são típicos de atividades econômicas que saem do campo visual dos planejadores.

Caso exemplar é o tal AFRMM –o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante–, que poderia ser substituído por linhas de crédito, como faz o BNDES com outros setores, eliminando um significativo item do custo administrativo do setor.

Há também inexplicável injustiça na política de preços do combustível, isento de tributos para o transporte de longa distância e, no caso do caminhão, com uma política de preço fixo na bomba.

Na cabotagem, o preço flutua, acompanhando o mercado internacional. E há, ainda, a burocracia intransponível para habilitar o comandante de um navio que frequenta semanalmente o mesmo porto. Com isso, fica a necessidade de contratar a mão de obra de práticos, onerando ainda mais o custo do transporte.

A questão da cabotagem não pode ser tratada isoladamente, mas integrada a outros modais e com a padronização da documentação simplificada, como no transporte rodoviário. Precisamos fomentar os caminhoneiros do mar, dando tratamento diferenciado principalmente às cargas domésticas transportadas pelo sistema de cabotagem.

Nada, porém, supera a vantagem natural da extensão do litoral, uma via disponível para ir e vir de mais de 7.400 quilômetros de extensão –"do cabo Orange ao arroio do Chuí"– que dispensa investimentos de manutenção.

Talvez não existam mais os elementos lúdicos dos Velhos Marinheiros da fábula de Jorge Amado para atrair tripulações nem seja possível restabelecer o transporte de passageiros que pegavam "um Ita no norte". Como concorrer com a rapidez das linhas aéreas que já venceram até a competição tarifária com os ônibus?

Mas uma simples listagem das vantagens econômicas da cabotagem para transporte de cargas daria suporte a um grande projeto de sua reconstrução e ativação. Afinal, trata-se do meio de transporte de cargas que custa menos, oferece menor índice de acidentes e riscos de avarias, menor consumo de combustível e, consequentemente, menor poluição.

Se há muito proclamamos a riqueza verde da nossa floresta amazônica, falta desbravar o que a Marinha brasileira denomina Amazônia Azul, patrimônio inestimável em águas navegáveis, equivalente à metade do território nacional. É hora de fazer florescer nesse azul, por onde circulam 95% do nosso comércio exterior, a navegação de cabotagem.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 26/07/2014

NAVEGAÇÃO NA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ DEVE VOLTAR SÓ EM NOVEMBRO
Publicado em 07/28/2014 as 10:38 AM

A retomada do transporte na hidrovia Tietê-Paraná não deve ocorrer antes de novembro. Com a navegação interrompida desde maio por causa do volume insuficiente de água, o canal está começando a sofrer com erosões.

O setor de transporte prevê que o prejuízo decorrente da situação, inédita, supere R$ 200 milhões.

Segundo o governo do Estado de São Paulo, a situação é mais grave no canal de Pereira Barreto. Sem água, as margens estão cedendo e assoreando o leito do rio, o que, no futuro, exigirá obras e intervenções do Estado para retirar a terra excedente.

O DH (Departamento Hidroviário), ligado à Secretaria de Estado dos Transportes, diz que esse problema pode trazer mais prejuízos para quem oferece o transporte e para quem usa a hidrovia para escoar a produção.
Fonte: Folha de São Paulo/JOÃO ALBERTO PEDRINI DE RIBEIRÃO PRETO
Data : 28/07/2014

PORTO DO ITAQUI ACELERA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS E SE PREPARA PARA ATENDER AGRONEGÓCIO
Publicado em 07/28/2014 as 10:38 AM

Nos seis primeiros meses do ano de 2014, o Porto do Itaqui, no Maranhão, registrou aumento no volume de cargas de 11,5%, quando comparado ao mesmo período de 2013. Foram movimentadas cerca de 8 milhões de toneladas, com destaque para as cargas gerais, que impactaram aumento no volume em 124,5%. A meta traçada para 2014 é de 17 milhões de toneladas.

O mês de junho registrou movimentação de cargas em torno de 1,664 milhões de toneladas. Desde 2003, o Porto do Itaqui não registrava volume tão alto de cargas em um mês mes. Desse total de cargas movimentadas naquele ano (1,6 milhões de tons), 379.395 estavam relacionadas ao minério de ferro. Atualmente, tal volume não consta nas estatísticas do porto maranhense.

Dentre as cargas movimentadas pelo Itaqui constam as gerais, graneis sólidos e granéis líquidos. No primeiro semestre de 2014, entre as cargas gerais que elevaram a movimentação, estão o contêiner, com movimentação de 73% a mais que o registrado no mesmo período de 2013. Destaque também para a celulose, carga que o Itaqui começou a operar esse ano. Comparando a movimentação dessa carga nos últimos dois meses, registra-se um aumento de 70%.

Entre os graneis sólidos movimentados pelo Porto do Itaqui, destaque para o carvão e o milho. Ambos os produtos tiveram variação positiva de 162% e 100% respectivamente. Em análise aos graneis líquidos, o etanol e o GLP apresentaram aumento no percentual de movimentação em torno de 35% e 13%.

As informações são da assessoria de comunicação do Porto do Itaqui.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/07/2014

INVESTIMENTOS FEDERAIS NO RIO DE JANEIRO BENEFICIARAM INDÚSTRIA NAVAL
Publicado em 07/28/2014 as 10:37 AM

O presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais e de Offshore (CSEN) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Marcelo Campos, afirma que uma das causas para a desindustrialização nacional seria a falta de diálogo entre governo e indústria naval. Já a presidente Dilma Rousseff, em recente encontro político no Rio de Janeiro, celebrou o avanço da parceria com o governo do Estado do Rio de Janeiro, especialmente no que diz respeito à revitalização da indústria naval na região. Ela ressaltou que foi o investimento feito pela Petrobras na exploração do pré-sal que serviu de impulso para essa renovação. “Essa empresa foi mudada e cresceu”, destacou.

Ela credita esse crescimento, que impulsionou também o estado fluminense, em parte à política de conteúdo nacional, que exigiu que se comprasse no país o que pudesse ser comprado e não se exportasse para fora todo o potencial industrial e de emprego presente no país.

Segundo Dilma, o Rio de Janeiro sempre foi o estado dos estaleiros, com mais trabalhadores no setor e também na construção naval. Isso desapareceu depois de 1982 até que o estado deixou de ser um dos grandes produtores da indústria naval. Para a presidente, a política de conteúdo nacional permitiu ressuscitar a indústria naval fluminense. “Ela foi ressuscitada. Hoje o percentual de desemprego aqui no estado é um dos menores do Brasil, de 3,2%”, aposta Dilma.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 27/07/2014

EX-DIRETOR ILDO SAUER REPUDIA ILAÇÃO DE AÇÃO DANOSA À PETROBRAS
Publicado em 07/28/2014 as 10:37 AM

Em nota oficial, o ex-diretor da Área de Gás e Energia da Petrobras e hoje diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), Ildo Luís Sauer, repudia a vinculação do seu nome a ações ditas como danosas à companhia e afirma que tomará providências legais para a prevalência da verdade. Ele, que foi diretor de 2003 a setembro de 2007, diz que não cometeu qualquer ilegalidade e que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) é provisória e cautelar, mas “ilegal e viola direitos fundamentais”. Assevera que tudo será esclarecido pela Justiça, “pois os critérios econômicos demonstram o acerto da aquisição, os critérios jurídicos comprovam que a aquisição se pautou dentro de todos os critérios exigidos pela legislação”.

No dia 23 último, o tribunal aprovou o relatório do ministro José Jorge, relator do processo que investiga irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. Ele determinou a devolução de US$ 792,3 milhões aos cofres da empresa pelos prejuízos causados ao patrimônio da empresa, sendo que montante de US$ 580,4 milhões, deverá ser devolvido por membros da diretoria executiva da Petrobras, que aprovaram a ata de compra da refinaria, entre eles, além de Sauer, o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, Nestor Cerveró, Almir Barbassa, Paulo Roberto Costa, Guilherme Estrella, Renato Duque e Luís Carlos Moreira da Silva.

O ex-diretor destaca que “causa perplexidade que mais de sete anos após meu afastamento da Petrobras esta decisão do TCU seja tomada e divulgada sem que eu tenha sido notificado ou sido ouvido”. Ele explica que a decisão de internacionalização da Petrobras foi adotada como contrapartida à mudança da estrutura de organização empresarial e da política energética no Brasil, quando o mercado interno de petróleo foi aberto à competição internacional, com a quebra do monopólio exercido pela Petrobras, em todas as etapas, no Governo FHC. “A partir 2003 o plano estratégico manteve internacionalização e aquisição da refinaria de Pasadena situa-se neste contexto.”

Pedras no caminho

Todavia, observa Sauer, os efeitos posteriores à aquisição, como a redução das margens de refino no contexto de crise mundial de 2008-10, a não manutenção da autossuficiência de petróleo no Brasil, a crise do etanol atrelada à defasagem entre o preço ex-refinaria de derivados e seu preço competitivo, o aumento da demanda interna de derivados também associada à defasagem, e emergência do shale oil & gas nos EUA, assim como o anúncio da descoberta do pré-sal, fatores que alteraram o ambiente de negócios, não estavam no horizonte por ocasião do processo decisório de aquisição da participação na refinaria.

E finaliza sobre a decisão da aquisição da refinaria estadunidense: “A decisão sobre a aquisição, em fevereiro de 2006, foi a única do qual participei como membro da Diretoria Executiva, e que mantenho como coerente e a única possível na ocasião com base nos elementos disponíveis.”
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 28/07/2014

13 VAGAS - GRUPO LIBRA ABRE INSCRIÇÕES PARA PROGRAMA DE TRAINEES
Publicado em 07/28/2014 as 10:37 AM

O Grupo Libra, um dos principais operadores portuários e logístico do Brasil, está com inscrições abertas para seu Programa de Trainees 2014. São 13 vagas nas empresas do conglomerado – Libra Terminais, Libra Logística e Libra Aeroportos –, instaladas em Santos, São Paulo e Rio de Janeiro.

Podem se candidatar formados entre dezembro de 2011 até o próximo mês, com inglês avançado e mobilidade para viagens e mudanças. Iniciativa, determinação e flexibilidade são características de personalidade valorizadas. Os aprovados vão começar a trabalhar na empresa em outubro deste ano.

As inscrições estão abertas até o próximo dia 19. Elas devem ser feitas pelo site www.across.com.br/grupolibra. O processo seletivo envolve provas online, dinâmicas de grupo, entrevistas e painéis com o Comitê da Libra Infraestrutura.

“O programa é uma experiência muito rica para a empresa e para os trainees também. Estamos trazendo um grupo jovem, com uma belíssima formação e com um novo perfil e um novo olhar sobre nossas questões”, diz Claudia Falcão, diretora de Desenvolvimento Organizacional do Grupo Libra.
Fonte: A Tribuna Digital
Data: 25/07/2014

EXPANSÃO - CODESP PREVÊ CRESCIMENTO DE 13% EM OPERAÇÕES DE CONTÊINERES
Publicado em 07/28/2014 as 10:36 AM

Neste ano, 3,9 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) serão movimentados no Porto de Santos, projeta a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária). O total representa um aumento de 13,1% nas operações com caixas metálicas no cais santista, em relação ao resultado do ano passado, quando 3,448 milhões de TEU foram escoados pela região.

Em pontos percentuais, o crescimento previsto para o setor de contêineres será de quase 5 vezes o aumento esperado para a movimentação geral de cargas no complexo. Pelos cálculos da Docas, os terminais devem embarcar ou desembarcar 117,1 milhões de toneladas neste ano, 2,7% a mais do que os 114 milhões de toneladas do exercício passado.

Essa expansão é projetada em meio a grandes mudanças que o setor de contêineres do Porto sofre. A principal delas é a entrada em funcionamento de dois grandes terminais especializados no cais santista.

Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa, na Margem Direita, e Embraport, na Margem Esquerda, na Área Continental de Santos, iniciaram suas operações no segundo semestre do ano passado e forçaram uma redistribuição na movimentação de caixas metálicas no cais santista.

Comparando as operações de contêineres no primeiro semestre do ano passado e no mesmo período deste ano, constata-se um aumento de 8% na movimentação dos cofres. De janeiro a junho de 2013, 1,5 milhão de TEU foi operado. No mesmo período deste ano, foi de 1,7 milhão de TEU.

Mas analisando as operações de cada terminal, as quatro instalações que já operavam no primeiro semestre do ano passado – o Terminal de Contêineres (Tecon, administrado pela Santos Brasil na Margem Esquerda), a Libra Terminais (na Ponta da Praia), a Rodrimar e o Ecoporto Santos (ambos no Saboó) – registraram variações negativas, reflexo da distribuição de cargas ocorrida com a entrada em operação da BTP e da Embraport.

Terminais

De acordo com os dados da Codesp, no Tecon, de janeiro a junho do ano passado, 920.256 TEU foram movimentados. Já no primeiro semestre deste ano, foram 749.091 TEU, uma queda de 18,5%.

A Santos Brasil destacou que está em período de silêncio e, por isto, não poderá apresentar suas projeções de movimentação de cargas para 2014.

Nas duas instalações operadas pela Libra Terminais, o T35 e o T37, no primeiro semestre de 2013, o volume foi de 348.301 TEU. Já neste ano, a quantidade movimentada foi 22,5% menor e alcançou os 269.617 TEU.

Para este ano, as projeções da Libra apontam uma redução de 17% em suas operações em Santos. A estimativa é movimentar 536.468 TEU em 2014. A queda é atribuída aos novos terminais e também a uma desaceleração da economia global.

No Ecoporto Santos, os 246.459 TEU operados entre janeiro e junho do ano passado foram reduzidos em 32%. Com isso, neste ano, 167.565 TEU foram carregados ou descarregados no terminal.

Já na Rodrimar, a queda foi de 43,7%, segundo os dados da Docas. Enquanto no primeiro semestre no ano passado, 82.509 TEU foram operados na instalação, no mesmo período deste ano, o volume foi de apenas 46.451 TEU.

Ecoporto e Rodrimar foram procurados, mas não se posicionaram sobre suas projeções de movimentação.

Início de operações

No primeiro semestre deste ano, a Embraport operou 271.650 TEU. Como a instalação iniciou suas operações em julho de 2013, não há como comparar com o mesmo período do ano passado. O mesmo ocorre com a BTP, que inicou operações em novembro e, de janeiro a junho, movimentou 205.046 TEU. Os dois terminais não divulgaram suas projeções para este ano.
Fonte: A Tribuna Digital
Data: 25/07/2014

NAUFRAGOU EM 2012 - NAVIO COSTA CONCÓRDIA CHEGA A GÊNOVA, NA ITÁLIA, PARA SER DESMONTADO
Publicado em 07/28/2014 as 10:33 AM



Navio deixou a Ilha de Giglio na última quarta



O navio Costa Concordia, que naufragou em janeiro de 2012, deixando 32 mortos e dezenas de feridos na costa da Itália, chegou ao porto de Gênova na manhã deste domingo, onde será desmantelado. O navio deixou a Ilha de Giglio, local do naufrágio, na última quarta-feira em direção ao porto italiano.

Os técnicos responsáveis pelas operações do Costa Concordia seguem com as manobras necessárias para atracar o navio, num processo que deve durar cerca de seis horas. A desmontagem total do navio será realizada em duas áreas dentro do porto e deve levar 22 meses.

A primeira fase do processo de recuperação do Concordia foi executada no último dia 14, depois que o navio foi trazido à superfície. A reflutuação foi conseguida depois que as equipes de resgate injetaram ar em 30 flutuadores fixados ao navio, que tem 300 metros de comprimento e 115 mil toneladas de peso.

O naufrágio ocorreu a 13 de janeiro de 2012, na ilha de Giglio, após o navio se chocar com um rochedo, provocando a morte de 32 pessoas e deixando dezenas de feridos entre os 4.229 passageiros. O capitão do navio, Francesco Schettino, foi o único membro da tripulação julgado por homicídio por imprudência, naufrágio e abandono da embarcação. O julgamento ainda está na fase de depoimentos. Os outros membros receberam penas menos duras após firmarem um acordo com o Ministério Público italiano e admitirem parte da culpa.
Fonte: A Tribuna Digital
Data: 27/07/2014

COMPLEXO DE SUAPE GANHA PRIMEIRA FÁBRICA DE FLANGES ÉOLICAS DO BRASIL
Publicado em 07/24/2014 as 11:22 AM

Com investimento de R$ 70 milhões, produção da unidade fabril começa em 2015

A cadeia produtiva da indústria eólica de Pernambuco ganhará força com a primeira fábrica de flanges eólicas do Brasil, que começou a ser construída no Complexo Industrial Portuário de Suape. O empreendimento fabricará equipamentos que funcionam como anéis para unir os cilindros utilizados na estruturas das torres, onde são fixadas as pás. A produção vai abastecer a Gestamp, onde são produzidas as estruturas de sustentação e cuja demanda anual é de três mil flanges. O excedente deve ser fornecido para outras empresas no Brasil.

A operação da empresa Iraeta, ligada ao grupo espanhol Gonvarri, terá 5,5 mil metros quadrados e investimentos totais de R$ 70 milhões. O maquinário contará com equipamentos importados da Espanha. Em funcionamento, a fábrica vai produzir aproximadamente quatro mil flanges por ano e gerar 75 empregos diretos.

A fábrica de flanges do complexo será a terceira da empresa Iraeta no mundo, que está presente também na Espanha e na China. De acordo com o diretor de gestão portuária de Suape, Leonardo Cerquinho, a produção deve ser iniciada em 2015. “A fábrica vai fortalecer o Polo Eólico de Suape e a produção de grandes peças no complexo”, ressaltou.

Para prospectar novos negócios no setor, o porto foi o primeiro do Brasil a se tornar membro da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEeólica). Atualmente a indústria eólica em Suape reúne, além da Gestamp, a Impsa, que produz aerogeradores e a LM Wind Power, fabricante de pás eólicas. As três operações já em funcionamento somam investimentos de R$ 422 milhões e empregam 3,3 mil funcionários.
Fonte : Folha de Pernambuco – PE
Data : 24/07/2014

ABIMAQ: ENTRAVES TRIBUTÁRIOS DIFICULTAM INDÚSTRIA DE NAVIPEÇAS
Publicado em 07/24/2014 as 11:22 AM

"O setor de construção naval brasileiro tem grande potencial, mas seria ainda mais beneficiado em ampla escala e dentro de todas as suas possibilidades caso a carga tributária nacional não representasse um entrave ao desenvolvimento do segmento." Essa é a opinião do presidente da Câmara Naval e Offshore da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Marcelo Campos, para quem o volume de importações no segmento da construção naval sobrepõe-se à produção local e desestimula o mercado.

- O Brasil tem a mais alta carga tributária do mundo. Torna-se muito difícil competir com o fabricante internacional , principalmente porque os estaleiros precisam comprar pelo menor preço possível. O custo unitário dos produtos fabricados no país não é baixo e o resultado é a falta de investimentos nessa indústria uma vez que os fabricantes nacionais não têm garantia de demanda a médio e longo prazos - explica Campos.

A solução, segundo o representante da Abimaq, está nos investimentos em capacitação e em uma agenda comum entre governo, indústria e estaleiros, de forma a direcionar políticas sustentáveis para o setor para beneficiar toda a cadeia produtiva, pós pedidos do pré-sal.
Fonte : Monitor Mercantil
Data : 24/07/2014

ZPE CEARÁ PRECISA DE MAIS ÁREA
Publicado em 07/24/2014 as 11:20 AM







Quase toda a área já alfandegada da ZPE Ceará está ocupada pelas três empresas em implantação e a própria estrutura administrativa da Zona de Processamento de Exportação. A expansão é necessária para que novas empresas se instalem. A área alfandegada corresponde a 577,5 hectares. Com o espaço disponível para expansão, pode chegar a 989 hectares.

“Até temos área livre. Fizemos um levantamento e vimos que temos 100 hectares, mas que é reserva indígena, tem lagoa. Então não vale a pena”, diz César Ribeiro, presidente da ZPE Ceará.

Para a ampliação, é necessário investimento em infraestrutura. Mas, aí, existe um impasse. O Governo do Estado espera que as empresas confirmem implantação antes de aplicar recursos. Já os empresários querem ter a estrutura antes de começarem a investir. Segundo a ZPE, não é possível dizer o investimento necessário à ampliação, já que o tamanho dependerá da demanda das empresas.

Ele destaca que a instalação da CSP foi o que possibilitou a implantação da ZPE Ceará, a única em funcionamento no Brasil. “Uma existe em função da outra”.

Fernando Cirino, presidente da Durametal, explica que já comprou 11 hectares de área ao lado da ZPE para a implantação da empresa. Ele ainda não sabe se a planta será prioritariamente para exportação como exige o regime. Se sim, o terreno poderá ser incorporado pela Zona de Processamento de Exportação. E, para isso, ele depende do Estado.

“Com o câmbio como está, não tem valido a pena exportar. Há 10 anos, exportávamos 60% da produção. Hoje, só 5%”. Ele também ressalta que a planta de Maracanaú será mantida, outra condição para que se instale na ZPE.

A Durametal também depende da CSP para a implantação, já que comprará matéria prima da Siderúrgica. Ele diz que a decisão sobre a nova planta industrial será tomada até o final do ano.

Fernando diz que o tamanho da nova fábrica dependerá do quanto de insumo terá disponível, portanto afirma não poder precisar investimento e volume produção. No ano passado, a perspectiva era investir R$ 140 milhões na nova planta. (Nathália Bernardo)
O Povo – CE
Data : 24/07/2014

PLATAFORMA DE EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL SERÁ ENTREGUE ESTE ANO
Publicado em 07/24/2014 as 11:20 AM

Unidade flutuante de armazenamento e transferência Cidade de Ilhabela tem capacidade para armazenar até 1,6 milhão de barris

FPSO está com 95,7% das obras concluídas e pode armazenar até 1,6 milhão de barris de óleo
Itens relacionados

A unidade flutuante, que está sendo construída no estaleiro Brasa, localizado na cidade de Niterói (RJ); tem capacidade para armazenar até 1,6 milhão de barris de óleo e vai operar no pré-sal, no campo de Sapinhoá Norte, na Bacia de Santos.

O estaleiro tem em sua carteira de projetos até o primeiro trimestre de 2016 mais duas embarcações idênticas ao Cidade de Ilhabela, cada uma com capacidade para processar 150 mil barris de petróleo por dia. De acordo com a Petrobras, essas embarcações vão acrescentar 1 milhão de barris de petróleo na produção diária em 2017.

Localizado na Baia de Guanabara, em uma região estratégica, o estaleiro foi inaugurado em fevereiro de 2012, ocupa uma área de 45 mil metros quadrados e possui um cais que lhe permite realizar a integração de plataformas.

Módulos de processamento

O Brasa também está construindo os módulos de processamento de óleo, tratamento e compressão de gás natural e CO2, remoção de sulfato, injeção de água do mar e utilidades; além da torre do flare (chama do gás natural não aproveitado da plataforma) e do heliponto.

Serão construídos no Brasa, além da Ilhabela, parte dos módulos (injeção e tratamento de água, processamento de óleo e tratamento de gás) e integração das duas unidades, FPSO Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema, “gêmeas” do FPSO Cidade de Ilhabela.

As duas plataformas serão entregues no quarto trimestre de 2015 e primeiro trimestre de 2016, respectivamente. O Maricá está programado para operar no Campo de Lula Alto e o Saquarema, no Campo de Lula Central, ambos no pré-sal.

O conteúdo local previsto em contrato para cada uma das três unidades é de 65%. Conteúdo local é uma determinação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de que os bens e serviços usados na construção de uma unidade dessas sejam, em grande parte, de origem nacional e não importados. A previsão é de que as obras gerem mais de sete mil empregos.

Unidade flutuante de armazenamento e transferência

As Unidade flutuante de armazenamento e transferência (FPSO, em inglês, Floating production storage and offloading ) são unidades de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás.
Fonte: Agência Petrobras
Data : 24/07/2014

SECRETARIA DE PORTOS AUTORIZA TERMINAL DE USO PRIVADO DO ESTALEIRO ENSEADA NA BAHIA
Publicado em 07/24/2014 as 11:19 AM

O ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, César Borges, assinou nesta quarta-feira, 23/07, autorização para construção um Terminal de Uso Privado em Maragogipe, Bahia. O TUP faz parte do empreendimento Estaleiro Enseada Indústria Naval, localizado na margem direita do Rio Paraguaçu. O novo terminal terá uma área de aproximadamente 17 mil metros quadrados, com um investimento de R$ 850 milhões e movimentação estimada de 44 mil toneladas por ano de carga geral.

“Esse projeto é importante para a Bahia e para o Brasil. O Governo Brasileiro vem dando todo o apoio necessário para o desenvolvimento da indústria naval, e eu fico satisfeito com esse investimento em uma região da Bahia, o Recôncavo, que precisa de incentivos para gerar emprego e renda”, destacou o ministro.

O empreendimento como um todo ocupará uma área de aproximadamente 1,75 milhão de metros quadrados, e tem expectativa de investimentos de R$ 2,6 bilhões. As obras do estaleiro começaram em 2012 e devem ser concluídas em 2015. Ele vai desenvolver projetos complexos de engenharia naval e processar até 60 mil toneladas de aço por ano. Seis mil trabalhadores estão envolvidos nas obras.

Cesar Borges vem participando de desenvolvimento do projeto desde sua etapa inicial. “Como senador, trabalhei juntamente com a bancada da Bahia pela liberação da área da margem direita do Rio Paraguaçu. Como Vice-presidente do Banco do Brasil, acertamos os termos contratuais que permitiram o apoio o Banco do Brasil. E no Ministério dos Transportes, trabalhamos para que ele fosse contemplado com recursos Fundo da Marinha Mercante. Agora encerramos com assinatura de autorização do terminal aqui na Secretaria de Portos”, comemorou o ministro.

O presidente do Grupo Enseada Indústria Naval, Fernando Barbosa, destacou a utilização de tecnologia japonesa de ponta no empreendimento e o investimento na capacitação de trabalhadores da região. “Temos 72% das obras concluídas e uma terceira turma de jovens da região no Japão fazendo treinamento. Eles estão voltando e aplicando o que aprenderam lá”.

Além do TUP de Maragogipe/BA, outras 21 novas instalações de uso privado já foram autorizadas pela Secretaria de Portos a partir do novo marco regulatório do setor. A SEP também autorizou a expansão de outros dois TUPs já existentes. São R$ 7 bilhões em investimentos. Outras 50 solicitações de empreendimentos privados estão em andamento, num total estimado de R$ 17,2 bilhões em novos terminais.
Fonte : Secretária Especial de Portos
Data : 24/07/2014

OPINIÃO – PORTOS
Publicado em 07/24/2014 as 11:19 AM

Sobre o editorial "Concessão dos portos ainda esbarra em questões legais", publicado na edição de ontem, 23/7, a Secretaria de Portos da Presidência da República esclarece que já foram autorizadas 22 novas instalações de uso privado e dois projetos de expansão a partir do novo marco regulatório do setor, totalizando R$ 9 bilhões em investimentos. As demais 50 solicitações de empreendimentos privados em análise somam mais R$ 17,2 bilhões a serem investidos em novos terminais.

Patrícia Mesquita - Chefe da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Portos da Presidência da República
Fonte: Valor Econômico
Data : 24/07/2014

USIMINAS REVERTE PREJUÍZO E GANHA R$ 114 MILHÕES NO 2º TRIMESTRE
Publicado em 07/24/2014 as 11:19 AM

SÃO PAULO  -  (Atualizada às 8h50) Apesar da piora das condições do mercado de aço no país, a Usiminas registrou lucro líquido atribuível a controladores de R$ 114,4 milhões entre abril e junho. Um ano antes, porém, a siderúrgica registrou perdas de R$ 59,5 milhões.

Com uma demanda menor por seus produtos, contudo, e dificuldades em repassar reajustes de preços, a receita líquida do grupo somou R$ 3,11 bilhões, o que significou queda de 4,3%. Desse total, 87,6% veio do mercado interno.

Ao mesmo tempo, a Usiminas continuou tomando medidas para aumentar eficiência e tornar as operações mais rentáveis. Os custos foram cortados em 3,4%, para R$ 2,77 bilhões. Mesmo com a redução, o controle foi menor do que em outros trimestres, dado que o ritmo do recuo foi inferior ao do faturamento.

Enquanto isso as despesas operacionais caíram 43%, para R$ 133,8 milhões. A cifra foi sustentada pela venda de energia excedente das atividades no mercado livre, que trouxe ganhos de R$ 89 milhões na linha de outras receitas e despesas operacionais. No primeiro trimestre, a companhia já havia embolsado R$ 75 milhões com as negociações  de energia.

O lucro operacional correspondeu a R$ 202 milhões no segundo trimestre de 2014. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 25,6%, para R$ 538,1 milhões.

O lucro líquido só não subiu mais porque a companhia teve e pagar R$ 73,3 milhões em impostos sobre o resultado, sendo que havia lançado créditos fiscais de R$ 87,7 milhões há 12 meses.

A dívida líquida da Usiminas fechou o mês de junho em R$ 3,81 bilhões. O valor representa leve alta ante os R$ 3,74 bilhões observados em março. Com isso, a alavancagem da empresa, segundo o indicador que relaciona endividamento líquido e Ebitda, ficou estável em 1,7 vez.

No fim de junho, a composição da dívida por prazo de vencimento mostrava 23,6% no curto prazo e o restante no longo prazo. Do total,  64,5% está denominado em reais e o restante, em moeda estrangeira.

O enfraquecimento do cenário para o setor siderúrgico fez com que a Usiminas vendesse 7,4% menos aço nos três meses até junho, em comparação anual. O volume total ficou em 1,46 milhão de toneladas. Ao mesmo tempo, a produção recuou 8,6%, para 1,6 milhão de toneladas do insumo.

A divisão de minério de ferro, no entanto, impediu quedas maiores na receita novamente. As vendas da commodity chegaram a 1,46 milhão de toneladas entre abril e junho, o que significou aumento de 7,2%. Por outro lado, o volume  ficou menor do que nos três primeiros meses de 2014, em 18%.

O preço médio do minério de ferro foi de US$ 102,60 por tonelada no período, mostrando queda frente à cotação no começo de 2014.

O relatório da administração revela que a concorrência no Brasil realmente se intensificou. A Usiminas viu a participação do mercado interno nas vendas de aço cair de 91% para 85%. O volume diminuiu 13,5%, para 1,24 milhão de toneladas. Já as exportações cresceram 52,8%, para 220 mil toneladas, e passaram a representar 15% do total.

Com o cenário econômico mais deteriorado no país, a demanda pelo aço esfriou desde o início do ano. Por causa desse enfraquecimento, as siderúrgicas têm encontrado dificuldades para repassar reajustes de preços de seus produtos. Além disso, a valorização recente do real ante o dólar fez com que o aço importado ficasse mais barato por aqui, acirrando essa concorrência.
Fonte: Valor Econômico
Data : 24/07/2014

TRF ABSOLVE EX-DIRETORES DA CODESP E SANTOS BRASIL
Publicado em 07/24/2014 as 11:18 AM

A Justiça absolveu quatro ex-diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e um diretor da Santos Brasil por dispensa de licitação no repasse de uma área no porto de Santos, há 11 anos. A decisão é de segunda instância. Cabe recurso.

Em acórdão publicado ontem, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região rejeitou a ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal contra o ex-presidente da Codesp José Carlos de Mello Rego e os ex-diretores Arnaldo Barreto, Roldão Gomes Filho e Fabrizio Pierdomenico. O diretor econômico-financeiro e de relações com investidores da Santos Brasil, Washington Kato, réu na mesma ação, também foi absolvido.

Segundo a desembargadora federal Marli Ferreira, não há elemento "convincente" de prova de ilegalidade, fraude, dolo ou má-fé na decisão da Codesp. Para ela, a emergência na transferência da área foi "razoável juridicamente".

A área foi destinada à construção de um terminal dedicado à movimentação de veículos, o atual TEV. A indústria automotiva pedia à época que a Codesp, administradora do porto, ampliasse o espaço para movimentação de veículos. Como novas licitações portuárias estavam suspensas pelo governo, a Codesp decidiu conceder temporariamente o terreno à empresa que se dispôs a investir em um novo terminal, a Santos Brasil. O repasse foi feito por meio de um instrumento precário, um Termo de Permissão de Uso (TPU).

A Codesp se comprometeu a abrir processo licitatório para a exploração do futuro terminal quando possível. A disputa foi vencida pela própria Santos Brasil, em 2009.

Paralelamente à ação civil, os réus defendem-se em uma ação penal. Em março deste ano eles foram condenados em segunda instância a quatro anos de prisão.

Com duas decisões diferentes na mesma instância, a tentativa é fazer prevalecer o entendimento da desembargadora. "Se o processo administrativo foi regular, também não pode ter havido um crime de licitação. Sustentaremos que a decisão na ação criminal deve ser revista", disse Igor Tamasauskas, advogado dos ex-diretores da Codesp, na ação civil pública, e de Fabrizio Pierdomenico, na ação penal.

A Santos Brasil disse que o acórdão reitera decisões anteriores do TRF, "reconhecendo não ter havido dano ao erário e nenhuma ilegalidade na celebração do Termo de Permissão de Uso (TPU), que antecedeu a licitação do TEV".
Fonte: Valor Econômico
Data : 24/07/2014

TEREOS FORTALECE SUA ATUAÇÃO EM AMIDOS
Publicado em 07/24/2014 as 11:15 AM

Com investimentos de € 50 milhões, o Grupo Tereos, que no Brasil detém usinas de cana e produção de amidos, inaugurou ontem a primeira fase de sua primeira fábrica de processamento de milho do país. A unidade, localizada em Palmital, interior de São Paulo, vai processar 150 mil toneladas do grão por ano e dará condições para o grupo reforçar a disputa por uma fatia do mercado de amidos e derivados no país.

A fábrica foi instalada ao lado da planta de produção de amidos a partir de mandioca, cujo controle (70%) foi adquirido pelo grupo em 2011 da paulista Halotek-Fadel - também com capacidade para 150 mil toneladas anuais.

O diretor da unidade de Palmital, o francês Phillippe Roux, afirmou que o projeto, que deverá consumir mais € 50 milhões nos próximos anos, prevê a duplicação da fábrica de milho e a ampliação da linha de produtos. "O portfólio de amidos do grupo Tereos é de cerca de mil itens diferentes. Nessa primeira etapa, estamos produzindo apenas 50 deles em Palmital", justifica Roux.

Ainda não há data definida para a conclusão do projeto, esclarece o diretor da divisão Brasil do grupo Tereos, Jacyr Costa Filho. Será determinante na tomada de decisão, segundo ele, o comportamento do mercado. "Os amidos não são commodities. Você conquista cliente por cliente e cada um deles demanda um produto diferente, com uma especificação", explica.

O grupo Tereos, que registrou receita líquida de € 4,7 bilhões em 2013/14, não divulga sua expectativa de faturamento de curto prazo com o complexo de Palmital. Mas projeta que o montante vai alcançar R$ 350 milhões por ano quando a unidade de milho estiver operando com o dobro da capacidade atual.

O complexo de Palmital responde por 10% da capacidade de processamento de amidos que o grupo Tereos tem na Europa, onde ocupa o terceiro lugar nesse segmento. Roux explica que o município paulista é estratégico para a empresa, pois está tem a um raio de 100 quilômetros de uma oferta de mandioca superior a 800 mil toneladas anuais.

Além disso, explica o diretor da unidade, está na rota de escoamento de milho de Mato Grosso para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). "Isso nos permite aproveitar as melhores oportunidades de preços do grão. Distribuímos nossa compra de milho entre Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de São Paulo", destaca o diretor da unidade.

A companhia também vem se posicionando nesse mercado na Ásia. Em julho de 2012, anunciou a criação de uma joint venture com a multinacional de Cingapura Wilmar na construção de uma unidade de amidos na China.

Em abril de 2013, ampliou a parceria no mercado chinês com a Wilmar, ao comprar conjuntamente uma fábrica de amidos à base de milho. Em janeiro deste ano, anunciou uma parceria com a FKS, um dos principais grupos agroindustriais da Indonésia, com o qual comprou 50% da Redwood, única produtora de amidos do país asiático.
Fonte: Valor Econômico
Data : 24/07/2014

XISTO DOS EUA REDUZ AMEAÇA DE NOVA CRISE NO PETRÓLEO
Publicado em 07/24/2014 as 11:11 AM

O avanço da produção de petróleo na região de xisto de Eagle Ford, no Texas, ilustra o momento de empolgação que o setor atravessa nos Estados Unidos



Na modorrenta área agrícola do sul do Texas, perto da cidade-fantasma de Helena, as 18 reluzentes torres da usina de estabilização de petróleo da ConocoPhillips são uma paisagem dissonante. Há três anos, havia apenas campos aqui, mas brotaram usinas para processar a enxurrada de petróleo que jorra da região de xisto de Eagle Ford, ao sul e a leste de San Antonio. Estes são tempos empolgantes no setor petrolífero americano - e as novas unidades de processamento são a prova disso.

As perspectivas são brilhantes aqui e em uns poucos outros países, como o Canadá. Com o fortalecimento da oferta de petróleo bruto da América do Norte, os analistas previram que os preços despencariam e inaugurariam uma nova era de combustível barato. Mas isso não aconteceu.

A causa dessa reversão de expectativas é o fato de os grandes avanços do xisto americano terem coincidido com as convulsões políticas ocorridas em grandes países produtores de petróleo. A instabilidade política observada na Líbia, no Iraque e na Venezuela alimentou preocupações com cortes de fornecimento e com ameaças à oferta futura do produto. As sanções internacionais impostas ao Irã, além disso, reduziram a oferta mundial de petróleo, e o setor petrolífero da Nigéria está atormentado por episódios de roubo.

Não fosse a nova produção dos Estados Unidos, que reduziu significativamente as importações do país, estaríamos ouvindo falar de mais uma crise mundial de petróleo. Como fornecedor mundial de produtos energéticos, os EUA são, nas palavras da ex-secretária de Estado Madeleine Albright, "o país indispensável".

A ascensão de Eagle Ford foi espetacular. Os avanços da prospecção horizontal e da técnica da fratura hidráulica, ou "fracking" como é conhecida em inglês, empregadas inicialmente para extrair gás natural do xisto, foram aplicados no país nos últimos quatro anos para produzir petróleo, com resultados notáveis. Eagle Ford produziu apenas 15 mil barris de petróleo bruto ao dia em 2010, ante 838 mil barris dia nos quatro primeiros meses deste ano, segundo o órgão regulador estadual Railroad Commission of Texas.

Juntamente com a formação de Bakken do Estado de Dakota do Norte, Eagle Ford é um dos centros do renascimento petrolífero americano, o responsável por uma alta de mais de 60% da produção de petróleo bruto do país desde 2008.

"Na década de 1970, os EUA alcançaram o que foi chamado de o 'Pico do Petróleo'. Mas esse pico se resumiu ao petróleo convencional", diz Greg Leveille, diretor técnico da Conoco dos chamados recursos não convencionais, entre os quais se inclui o xisto. "Se examinarmos a queda que vimos na época, foi radical. E todo mundo previa que continuaria. Mas agora mudamos a trajetória da produção de petróleo dos EUA."

Apesar do surto de crescimento da produção petrolífera do Estado, os texanos não estão vivenciando uma grande queda dos custos do combustível. O preço médio da gasolina no Texas era de US$ 3,56 por galão (US$ 0,94 por litro) há duas semanas, segundo o Departamento de Informações Energéticas dos Estados Unidos, tão alto quanto o praticado no terceiro trimestre de 2011. O combustível só tinha sido mais caro do que isso em 2008, quando o petróleo bruto americano alcançou sua alta recorde de US$ 147 o barril. Toda vez em que enchem o tanque do carro, os americanos são lembrados de que o petróleo é parte de um mercado mundial, e não local.

As exportações de petróleo bruto americano são rigidamente limitadas por uma legislação que remonta à crise energética da década de 1970, quando foi imposta uma proibição a fim de sustentar as regulamentações de preços. As exportações de derivados de petróleo como gasolina e óleo diesel não sofrem, no entanto, as mesmas restrições, o que significa que as refinarias podem vendê-los aos preços mundiais. O petróleo tipo Brent, o referencial mundial de preços do produto, determina o valor pago pelos consumidores americanos, e ao longo dos últimos dois meses o Brent viveu um período de turbulência.

Em junho, o petróleo tipo Brent disparou para mais de US$ 115 o barril, uma vez que militantes do Estado Islâmico do Iraque e da Síria, conhecido como Isis, na sigla em inglês, assumiram o controle de boa parte do Iraque e pareciam estar prestes a tomar a capital, Bagdá. O Iraque é o segundo maior produtor da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), o cartel do petróleo, com uma produção de cerca de 3,3 milhões de barris/dia. A perda, pelos mercados mundiais, do petróleo exportado pelo Iraque faria os preços disparar. Desde essa época, o avanço do Isis parece ter estacionado e a produção de petróleo do Iraque se manteve, em grande medida, a mesma. Interessado em exportar maiores volumes de petróleo bruto, o Governo Regional do Curdistão, tomou dois campos de petróleo próximos da cidade de Kirkuk, no norte do país, e declarou que pretendia defender a infraestrutura do lugar. Em decorrência disso, o alarme do mercado em torno de um potencial corte do fornecimento do produto originário do Iraque perdeu força. O Brent caiu para pouco mais de US$ 104 o barril - sua baixa recorde de três meses - em julho, neutralizando todas as altas que registrou quando o Isis varreu o norte do Iraque.

A ideia de que os consumidores agora podem relaxar com relação ao Iraque representa um perigoso excesso de autoconfiança, no entanto. As condições continuam voláteis, e a fragilidade das forças militares do país sugere que a segurança de suas exportações de petróleo está longe de estar garantida. Mesmo se não houver corte imediato do fornecimento, o mais recente surto de instabilidade representa uma ameaça de longo prazo à produção do Iraque. A Agência Internacional de Energia (AIE), o órgão de vigilância mundial do setor, prevê que o Iraque será o país que mais contribuirá para o aumento da oferta de petróleo nos próximos cinco anos. O país deverá responder por cerca de 60% do crescimento da capacidade da Opep entre este ano e 2019. Para desempenhar esse papel, no entanto, ele precisa de investimentos externos sustentados para desenvolver seus campos petrolíferos.

Ed Morse, diretor mundial de pesquisa em commodities do Citibank, argumenta que, embora muitas empresas estrangeiras operem atualmente no Iraque, a recente violência tornará mais difícil atrair mais capital. Isso apesar da grande magnitude das reservas do país e da facilidade, do ponto de vista técnico, de aumentar sua produção. "Quando aumentou o grau de segurança da Colômbia, as empresas voltaram a correr ao país e a produção duplicou. Portanto, [o fator segurança] é impactante. É um impedimento real", diz ele.

A turbulência no Iraque teria sido menos alarmante se outros países tivessem capacidade de aumentar a oferta de petróleo para preencher qualquer lacuna. Mas os mercados mundiais de petróleo já são apertados.

A turbulência no Iraque teria sido menos alarmante se outros países tivessem capacidade de aumentar a oferta de petróleo para preencher qualquer lacuna. Mas os mercados mundiais de petróleo já são apertados.



Na Líbia a produção caiu e só agora começa a voltar a subir, após as exportações terem caído quase 90%, quando os rebeldes bloquearam os portos, há um ano. As sanções contra o Irã, motivadas por seu programa nuclear, reduziram as exportações do país, e a criminalidade que aflige a produção da Nigéria dá poucos sinais de arrefecer.

Poppy Allonby, codiretora de energia da gestora de fundos BlackRock, diz que as suspensões imprevistas da produção de petróleo aumentaram significativamente nos últimos três anos. "Nos cinco primeiros meses de 2014, 3,8 milhões de barris/dia deixaram de ser extraídos, comparados à média anual de 850 mil barris/dia entre 2008 e 2010", diz ela. "Oitenta por cento das suspensões de produção registradas até esta altura do ano ocorreram em Líbia, Irã, Síria, Iraque e Nigéria e, como tais, estão ligadas à instabilidade e à segurança regionais."

As agências e analistas especializados de previsões estão subestimando significativamente o potencial de corte do fornecimento, mesmo no âmbito da Opep, durante os próximos doze meses, aproximadamente. Nos últimos 15 anos, a segurança se tornou problema cada vez maior para as petrolíferas no mundo inteiro, segundo Andrew Gould, ex-principal executivo da empresa de serviços petrolíferos Schlumberger e atual presidente do conselho de administração da BG.

Antes de 2001, a Schlumberger adotou medidas de segurança em apenas dois países, Colômbia e Nigéria, disse ele em conferência do "Financial Times" em maio. Atualmente a empresa tem de realizar operações de segurança em pelo menos 20 países. "Eu pessoalmente sinto que, no momento, os órgãos e os analistas especializados em previsões estão subestimando significativamente o potencial de corte do fornecimento, mesmo no âmbito da Opep, ao longo dos próximos doze meses, aproximadamente", diz Gould.

Em seu mais recente relatório sobre o mercado de petróleo, divulgado este mês, a AIE defendeu argumento semelhante, ao advertir que "o risco que envolve a oferta da Opep continua alto".

Esses temores foram enfatizados no caso da Líbia pelo Departamento de Estado dos EUA, que emitiu comunicado, este mês, em que dizia que Washington estava "profundamente preocupado com a permanente violência e as atitudes de alto risco na Líbia, que poderão levar a um conflito generalizado no país". Embora a produção de petróleo da Líbia tenha voltado a operar e a previsão é que o país retome as exportações, o risco de novas suspensões continua. Muitos países do Oriente Médio e da África têm configuração geológica mais favorável que a dos Estados Unidos, ou seja, são dotados de petróleo fisicamente mais acessível, diz Amrita Sen, da consultoria Energy Aspects, mas a segurança tem sido seu calcanhar de aquiles.

"Vimos todo um grupo desses países, como o Iraque, que se abriram nos últimos anos, ao precisar das receitas de petróleo. Mas esses país não conseguiram garantir a segurança", diz ela.

A produção de petróleo em algumas áreas maduras, como a área do Mar do Norte ao largo do litoral britânico, está em queda vertical. No mundo inteiro, muitas companhias petrolíferas sofrem com as quedas de retornos sobre o capital, uma vez que a disparada dos custos restringiu a lucratividade.

O Barclays detectou que os gastos das petrolíferas do mundo inteiro em exploração deverão subir 6% este ano, para US$ 712 bilhões. No entanto, os grandes grupos internacionais de petróleo dos EUA e da Europa, entre os quais o ExxonMobil, o Royal Dutch Shell e o Total, têm relatado queda das taxas de retorno sobre seus investimentos. Em resposta a pressões de seus acionistas, eles diminuíram ligeiramente seus aportes este ano. Os analistas do Barclays argumentam que este "momento de menor investimento... levará a um período de subprodução e poderá causar um aumento estrutural dos preços internacionais do petróleo".

A produção a partir do xisto nos Estados Unidos é um recurso relativamente caro devido ao esforço necessário para tirar o petróleo do solo. Mas as empresas têm conseguido baixar esses custos, e os investimentos ainda estão crescendo. Poppy, do BlackRock, diz que, apesar de o aumento da produção americana ser resultado das tentativas das empresas privadas de maximizar os lucros, e não uma decisão estratégica do governo, ele teve efeito semelhante ao compensar as perdas de produção em outros países e ao estabilizar os preços.

"Em vista do volume do petróleo que deixou de ser produzido, o preço do petróleo seria provavelmente muito maior se não fossem os Estados Unidos", diz Poppy.

De 2005 a 2013, todo o aumento líquido da produção mundial de petróleo provém dos EUA. A perspectiva dos preços sempre é imprevisível, e um fator como uma significativa desaceleração da economia da China pode reduzi-los por algum tempo. No longo prazo, no entanto, a demanda dos emergentes por petróleo só vai crescer, o que exercerá pressão sobre a oferta e puxará preços para cima.

Sem o aumento da produção dos EUA, a pressão teria sido enorme. A revolução do xisto já teve um impacto dramático. Os países consumidores de petróleo do mundo inteiro fazem votos de que ela possa continuar. (Tradução de Rachel Warszawski) Fonte: Valor Econômico Data : 24/07/2014

OS OTIMISTAS DO BC E OS PESSIMISTAS DO MERCADO
Publicado em 07/24/2014 as 11:11 AM

Os economistas do mercado financeiro jogaram para baixo suas estimativas sobre o potencial de crescimento de longo prazo da economia brasileira. Alguns arriscam percentuais tão pequenos quanto 1,5%. O Banco Central não divulga seus cálculos, mas seus dirigentes já deram indicações de que esse percentual gira em torno de 3%.

O Banco Central é excessivamente otimista, e o mercado, pessimista? Na verdade, o BC vem mantendo mais ou menos constante a sua estimativa para o crescimento potencial da economia. Já a visão do mercado tem flutuado ao sabor dos ciclos econômicos.

O gráfico abaixo mostra a evolução, desde 2001, das projeções do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quatro anos a frente, colhidas pelo boletim Focus. Os números refletem basicamente a visão sobre o PIB potencial, pois, em tese, num horizonte tão longo as projeções estão livres de componentes cíclicos.

BC diz que ganhos de produtividade serão o novo motor do PIB

Em 2010, o PIB avançava numa velocidade de 7,5%, e as projeções de mercado para o PIB potencial subiram para 4,5%. Agora, com a economia ladeira baixo, recuaram para 2,93%. O resumo é que, quando a economia caminha bem no curto prazo, os analistas estão mais otimistas; quando vai mal, ficam pessimistas.

Em favor dos analistas econômicos, deve-se reconhecer que não é de hoje que a economia anda fraca. Sua expansão média entre 2011 e 2014 deve ficar em 1,8%, caso se confirme a projeção do mercado para o PIB deste ano (0,97%). Ou seja, mais do que fatores cíclicos, parece haver, sim, o esgotamento do modelo em que a economia é puxada pela formalização do trabalho e pela queda do desemprego.

O Banco Central defende a tese de que a economia está passando por uma transformação estrutural. Em vez do consumo e da incorporação de largos contingentes de brasileiros ao mercado de trabalho, agora os motores da economia seriam o investimento, as exportações e os ganhos de produtividade.

Uma expressão em inglês - "low hanging fruits" - entrou na moda dentro do Banco Central. Em tradução livre, ela significa "os frutos fáceis de colher" que podem ampliar o PIB potencial. No caso, as concessões, os investimentos em petróleo e novos marcos regulatórios, como o dos portos e da mineração. O pressuposto é que investimentos em infraestrutura trazem retornos mais elevados em países que ainda estão num estágio menos avançado de desenvolvimento, como o Brasil. "O resultado desses investimentos demora um pouco", disse ao Valor, há algumas semanas, uma fonte do BC. "Mas vai aparecer."

Outra aposta do Banco Central é que os trabalhadores brasileiros estão ficando mais produtivos porque passam mais tempo na escola e frequentam cursos de qualificação profissional, como o Pronatec. "O país está investindo um dinheirão em educação. Isso terá efeito."

A produtividade da economia também seria puxada por uma mudança na composição da demanda agregada. O consumo das famílias já perde força (avançou 2,5% nos quatro trimestres até março), e se espera que o mesmo ocorra com o consumo do governo. Investimentos ganhariam corpo e, com eles, novas tecnologias, que aumentam a produtividade. A recente desvalorização cambial puxaria a demanda externa e o segmento de bens comercializáveis, que é mais produtivo que os demais.

A argumentação do Banco Central tem sido recebida com ceticismo por analistas econômicos. Para muitos, seria mais um exercício de futurologia abrigado sob o manto "do horizonte relevante de política monetária", expressão muito usada nos documentos oficiais do Banco Central quando descreve cenários econômicos que afetam suas decisões de subir e de baixar a taxa de juros.

Até agora, o Banco Central ainda não publicou um estudo formal para embasar a sua visão. Quem fez isso no ano passado foi o corpo técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos documentos que deram base ao chamado relatório do artigo IV, que avalia a situação da economia de cada um de seus membros. O organismo calculou o PIB potencial brasileiro em 3,5% até 2020 e, para chegar lá, foi a fundo em cada um dos fatores citados pelo Banco Central.

No caso do aumento da educação, o FMI calculou que poderá contribuir em 0,9 ponto percentual (pp.) no PIB potencial. É um fator importante, mas não muito acima da contribuição dada por ele mesmo entre 2005 e 2009 (também 0,9 pp.) e entre 2010 e 2014 (0,6 pp.). Como bem nota o relatório do FMI, a escolaridade média dos brasileiros vem crescendo desde a década de 1970.

O grande fator que poderá puxar o PIB potencial - com uma contribuição positiva de 1,7 pp. -, diz o documento do FMI, são os ganhos de produtividade, sobretudo os ligados a projetos de infraestrutura e uma esperada reforma tributária. A grande incerteza, diz o FMI, é se o Brasil vai conseguir puxar a produtividade acima de sua média histórica, que avançou cerca de 1% entre 2000 e 2010. Se muito bem-sucedido, o PIB potencial pode chegar a 4% até 2020, mas, se falhar, pode deslizar a apenas 2,5%.

Alex Ribeiro é repórter especial. O titular da coluna, Ribamar Oliveira, está em férias

E-mail: alex.ribeiro@valor.com.br
Fonte : Valor Econômico
Data : 24/07/2014

BRASIL É AUTORIZADO A PESQUISAR E EXPLORAR O ‘PRÉ-SAL DA MINERAÇÃO’
Publicado em 07/24/2014 as 11:10 AM

Região no Atlântico Sul tem potencial de reservas de cobalto e níquel

BRASÍLIA- O Brasil recebeu anteontem, pela primeira vez, uma autorização da Autoridade  Internacional dos Fundos Marinhos (Isba, em inglês) para realizar pesquisa e exploração de minérios numa área no Atlântico Sul, localizada além das águas jurisdicionais do país. A região é vista por geólogos como um potencial “pré-sal da mineração”, tendo em vista sua capacidade exploratória, principalmente de cobalto, níquel, platina, manganês e tálio e telúrio, estes dois últimos da categoria terras-raras, mais valiosos.  Contudo, a exploração econômica de jazidas no fundo do mar ainda é cara e seu retorno, incerto, como era o próprio présal há alguns anos.

— A realidade da exploração efetiva da mineração de águas profundas é uma fronteira  tecnológica. Não se sabe quando começaremos, mas as produções de minério no mundo são quase todas no continente. No ritmo em que isso ocorre, você vai ter de procurar minério em algum momento no único lugar que restar, que é o fundo do oceano — disse Manoel Barreto, diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que enviou a proposta ao Isba.

INVESTIMENTO DE US$ 11 MILHÕES
Enquanto a atividade mineral não vira realidade, pedidos de registro servem literalmente para o país demarcar território. Além do Brasil, ganharam da Isba direito de explorar áreas internacionais Índia, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Ilhas Cook e Cingapura. O pedido tinha sido feito no fim do
ano passado pelo CPRM.

Com o aval do Isba, o Brasil poderá explorar uma área de três mil quilômetros quadrados — o maior tamanho possível de concessão — na Elevação do Rio Grande, a cerca de 1,5 mil quilômetro da costa brasileira. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, o plano é pioneiro no
Atlântico Sul e há a possibilidade de cooperação internacional. Na proposta enviada ao Isba, o Brasil se dispôs a investir US$ 11 milhões nos primeiros cinco anos da concessão, que tem duração de quinze anos.

— Temos a concessão para estudar o fundo do mar e podemos avaliar o ambiente, envolvendo água, minerais, seres vivos e não vivos. Não é só atividade de mineração que faremos, há biotecnologia a ser descoberta.

Segundo Barreto, o CPRM faz pesquisas também em região mais ao norte, além do arquipélago de São Pedro e São Paulo, para enviar outro pedido de exploração aos Isba. Antes da aprovação da área do Elevado do Rio Grande, o CPRM gastou cerca de R$ 60 milhões em pesquisas na região, desde 2009.

‘CUIDADOS COM A PREVENÇÃO’
David Zee, professor da faculdade de oceanografia da UERJ, diz que a exploração do fundo do Atlântico Sul pelo governo tem de ser acompanhada de um cuidado com a preservação do ambiente marinho e com atenção extrema à biodiversidade:

— O Brasil tem de construir tecnologia para chegar até lá e ao mesmo tempo ter cuidados com a prevenção, para que isso seja feito de maneira que não existam efeitos colaterais negativos.

Ele lembra que o acidente no campo de petróleo de Macondo, no Golfo do México, resultou num vazamento que durou cerca de um ano e afetou muito a biodiversidade da região, porque não havia tecnologia disponível para evitar o desastre.
Fonte : O Globo
Data : 24/07/2014

PRUMO LOGÍSTICA, EX-LLX, É A SEGUNDA EMPRESA A ADERIR À NOVA LEI DOS PORTOS
Publicado em 07/24/2014 as 11:10 AM

Companhia fechou contrato para instalar terminal de minérios de R$3,6 bi no Açu
POR DANILO FARIELLO

Novo terminal no Porto do Açu deve começar a operar em outubro
Foto: Divulgação/26-6-2013



BRASÍLIA - A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) firmou contrato com a Ferroport (antiga LLX Minas-Rio) para instalação de um terminal de minérios de R$ 3,6 bilhões no Porto do Açu (RJ). O contrato enquadra o porto nas regras da Lei 12.815 (nova lei dos portos). E a expectativa é que comece a operar em outubro. A adesão da Ferroport à nova lei dá mais segurança jurídica ao empreendedor — que passa a ter uma autorização com prazo de 25 anos para operar — e permitirá a ampliação de investimentos na região de São João da Barra, no Norte Fluminense.

Esse é o segundo terminal que adere à nova lei dos Portos, aprovada no ano passado. O primeiro foi um terminal da ADM, gigante mundial do agronegócio, no porto de Barcarena, no Pará. Outros 130 terminais ainda terão de ser adaptados à nova lei.

A Ferroport é uma joint venture formada pela Prumo Logística (que sucedeu a LLX, do empresário Eike Batista) ) e pela Anglo American, exploradora do minério que chegará ao terminal por meio de um minerioduto de 525 km de extensão desde Conceição do Mato Dentro (MG). O terminal deverá movimentar até 26 milhões de toneladas de ferro por ano.

Para se adaptar à nova lei, o terminal teve de passar por ajustes que o levaram a ter autorização para oferecer quase 1.900 metros quadrados de estrutura. Segundo nota da Prumo Logística, “as mudanças possibilitam maior oferta de infraestrutura e a melhoria na eficiência do setor, aumentando a segurança para os investidores”.

PRAZO PRORROGÁVEL

O prazo de 25 anos do contrato do terminal da Ferroport será prorrogável indefinidamente desde que a atividade seja mantida e a empresa promova investimentos para expansão e modernização das instalações em São João da Barra, segundo a Antaq.

A Prumo Logística ainda tem mais de 20% de seu capital nas mãos do empresário Eike Batista e o restante está distribuído entre investidores internacionais e acionistas na Bolsa.
Fonte : O Globo
Data : 24/07/2014

CREDOR DA OSX TENTA ‘BRECAR’ RECUPERAÇÃO
Publicado em 07/24/2014 as 11:08 AM

Sob risco de ficar no fim da fila para receber dinheiro, espanhola Acciona acusa companhia de ‘viciar’ votação

Foto: Antonio Heredia / Bloomberg/26-3-2014
Sede da Acciona, na Espanha: empresa quer barrr na Justiça o voto de credores com 63% da dívida de R$ 4,2 bilhões da OSX - Antonio Heredia / Bloomberg/26-3-2014



RIO - A espanhola Acciona, credora da OSX que atua no setor de construção e infraestrutura, questiona na Justiça a estratégia da empresa do ramo naval de Eike Batista para aprovar o plano de recuperação judicial. Em petição protocolada esta semana, ela pede que os credores da OSX Leasing, uma subsidiária no exterior, não votem na assembleia de credores no Brasil.

Essa subsidiária não entrou em recuperação judicial, mas detém os principais ativos da empresa — plataformas de exploração de petróleo — que serão usadas para pagar dívidas. Esses credores têm 63% da dívida de R$ 4,2 bilhões da OSX, segundo cálculos da Acciona. São fundamentais, portanto, para que o plano seja aprovado.

Pela lei de recuperação judicial, o plano tem que ser aprovado, cumulativamente, por cabeça e por volume de créditos. Ou seja, deve ser alcançada a maioria na votação tanto em número individual de credores como em volume de recursos devidos. Por isso, caso o juiz da 3ª Vara Empresarial, Gilberto Matos, responsável pelo processo de recuperação, aceite o pedido da Acciona, a chance de a OSX obter maioria dos votos diminui. Se o plano for rejeitado, a companhia vai à falência. A assembleia de credores deve ser realizada em agosto.

PLATAFORMAS AVALIADAS EM R$ 3,5 BI

Esse grupo de credores está sob a rubrica de créditos “por fiança, aval ou obrigação solidária”. A maior parte é de bancos e bondholders (detentores de títulos) que financiaram a construção de plataformas da OSX, como HSBC, Citibank e Santander. Procurados, os bancos não quiseram comentar ou não retornaram a ligação. A OSX também não se manifestou.

Como são credores de uma subsidiária da OSX na Holanda, eles poderiam ficar de fora do plano de recuperação da holding e cobrar o débito do braço estrangeiro da companhia, já que há plataformas que podem ser arrestadas. Mas optou-se por incluí-los no plano de recuperação da OSX, recorrendo à figura da solidariedade nas obrigações entre empresas do grupo, porque, juntos, têm poder de fogo para aprovar o plano, argumenta a Acciona.

— O objetivo é viciar a votação — diz o advogado da Acciona Leonardo Antonelli, do Antonelli & Associados, que assina a petição ao lado de André Moraes, do Alves e Veira Advogados.

A OSX pediu recuperação judicial em novembro de 2013. O pedido abrange três empresas: a holding OSX Brasil, da qual Eike tem 63%, e as subsidiárias OSX Construção Naval (dona do estaleiro em São João da Barra, Norte Fluminense) e a OSX Serviços (que atua na operação e manutenção de plataformas). Juntas, elas têm dívida de R$ 4,2 bilhões.

A OSX Leasing ficou de fora, mas é dela que virá a maior parte dos recursos para pagar os credores. No plano de recuperação, considera-se a venda de duas plataformas e duas unidades de perfuração sob sua propriedade que estão avaliadas em R$ 3,5 bilhões.

No entanto, o plano diz que “os recursos advindos da alienação dos ativos de leasing serão revertidos para pagamento das obrigações assumidas pela OSX Leasing junto a seus credores (...) Eventual saldo remanescente será revertido em favor da OSX para que ela, enquanto holding do grupo OSX, possa capitalizar as demais sociedades do grupo OSX e fazer frente a outros passivos”. Trocando em miúdos: os credores diretos da OSX Leasing receberão primeiro e, se sobrar dinheiro, este será usado para pagar os demais credores.

A Acciona — que tem R$ 300 milhões a receber e não tem garantia física ou fiança — é um dos credores que estão no fim da lista. Na hipótese de rejeição do plano e da consequente falência da OSX, os ativos da OSX Leasing seriam vendidos e o dinheiro seria rateado por todos os credores.

Por isso, é mais vantajoso para a companhia espanhola deixar a empresa ir à bancarrota do que aprovar o plano do jeito que está. Na petição, a Acciona pede que os credores da OSX Leasing não votem ou que os votos sejam computados em separado, para posterior avaliação de sua validade.

PRIORIDADE PARA PEQUENO CREDOR

A companhia espanhola acusa a OSX de tentar manipular a votação pelo critério de votação por cabeça ao priorizar o pagamento de pequenos credores, como publicou O GLOBO, em maio. Na proposta de recuperação judicial, a OSX prevê o pagamento dos créditos de até R$ 25 mil (no caso dos credores da OSX Brasil) e de até R$ 80 mil (no caso da OSX Construção Naval) em um ano após a homologação do plano. Os demais receberão em 25 anos.

Nas contas da Acciona, em ambos os casos, o número de credores minoritários que receberão integralmente seus créditos é superior a 50% dos credores, patamar suficiente para aprovar o plano. A companhia pede que estes também sejam excluídos da votação, apoiando-se em um artigo da Lei de Recuperação Judicial que diz que “o credor não terá direito a voto (...) se o plano não alterar o valor ou as condições originais de pagamento de seu crédito.”

Ivo Waisberg, do Instituto dos Advogados de São Paulo, diz, porém, que a priorização do pagamento integral do pequeno credor tem sido aceita, principalmente quando disso depende sua sobrevivência:

— Se o juiz entender que há um argumento social ou de simplificação do plano, ele pode permitir que esses credores votem na assembleia.

Alexandre Rosa Gomes, dono da pousada Porto de Canoas, em São João da Barra, que costumava hospedar executivos de um sócio coreano do grupo, já fez uma procuração para votar a favor do plano. Ele tem R$ 55.852 a receber.

— A empresa tem meu apoio.
Fonte : O Globo
Data : 24/07/2014

PRODUÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO DA VALE CRESCE 12,6% NO 2º TRI
Publicado em 07/24/2014 as 11:08 AM

Favorecido por clima, volume chegou a 79,448 milhões, informou a mineradora

RIO- A produção de minério de ferro da Vale atingiu 79,448 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, alta de 12,6% ante o mesmo período de 2013, favorecida pelo clima e pelo aumento na produção em Carajás e Conceição Itabiritos, informou a companhia nesta quinta-feira. A produção no primeiro semestre de 2014 totalizou 150,5 milhões de toneladas, 15,1 milhões de toneladas acima do primeiro semestre de 2013. De acordo com a Vale, o número reforça a meta anual de produzir 312 milhões de toneladas neste ano e vender 321 milhões de toneladas em 2014.

Segundo a empresa, a produção de pelotas cresceu devido ao aumento na produção atribuível à Samarco, que atingiu 3,0 milhões de toneladas ficando 34,7% acima do primeiro trimestre e 13,9% superior ao registrado no segundo trimestre de 2013. A recém-inaugurada planta de pelotização Samarco IV produziu 1,1 milhão de toneladas no trimestre. A produção de níquel foi de 61.700 toneladas no segundo trimestre de 2014, 8,6% menor que no trimestre anterior, refletindo principalmente o impacto da manutenção realizada na planta de ácido e nos fornos em Sudbury.
Fonte : O Globo
Data : 24/07/2014

PETRÓLEO - STJ DESBLOQUEIA RECURSOS PARA CONSTRUIR PETROLEIROS
Publicado em 07/24/2014 as 11:08 AM

Ministro suspende bloqueio de valores do Fundo da Marinha Mercante em contas de empresa que recebeu encomenda de navios da Transpetro no âmbito do Promef
DA REDAÇÃO

Está suspensa a decisão judicial que permitiu o bloqueio de valores nas contas bancárias em nome da empresa Eisa Petro Um S/A. O ministro Gilson Dipp, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendeu ao pedido de suspensão formulado pela Petrobras Transporte S/A (Transpetro). Os recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), financiados pelo BNDES, foram obtidos pela Transpetro com o propósito de encomendar navios petroleiros da Eisa Petro Um no âmbito do Programa Governamental de Modernização e Expansão da Frota (Promef), vinculado ao Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, o PAC.

Gilson Dipp liberou os recursos por entender que "a manutenção do bloqueio de valores destinados a esse programa inviabilizaria a conclusão de projeto do governo e poderia ocasionar grave dano à ordem pública e econômica. Ainda mais se destacadas a relevância e a importância estratégica desta parte da ação governamental voltada ao desenvolvimento do país e ao crescimento de sua economia, ocasionando prejuízo a toda a coletividade, afrontando, pois, o interesse público”, afirmou o ministro, na decisão.

Inicialmente, a Fazenda Nacional propôs execução fiscal perante a 5ª Vara Federal de Niterói contra o Estaleiro Mauá S/A. Além de recusar a garantia oferecida pelo executado, a Fazenda pediu a extensão da penhora aos bens das empresas Estaleiro Mauá Petro Um S/A, Eisa Estaleiro Ilha S/A, Eisa Montagem Ltda. e Eisa Petro Um S/A. Ponderou que a Eisa Estaleiro e a Eisa Montagem associaram-se e criaram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), a Petro Um, para a construção de navios para a Transpetro por tempo indeterminado.

O juízo da execução fiscal acolheu o pedido e determinou a constrição dos bens das empresas que seriam integrantes do Grupo Synergy, com a justificativa de que se comportam como uma única empresa. Foi feito então o bloqueio de dinheiro nas contas da empresa Eisa Petro Um. As quatro empresas ingressaram com embargos de terceiros, nos quais foi deferida liminar para o desbloqueio parcial dos valores contidos nas contas da Eisa Petro Um S/A com o intuito de que fossem quitadas despesas relativas à mão de obra da empresa.

PAC
A Transpetro pediu a suspensão da liminar ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), argumentando que o bloqueio atingiria valores do Promef – instituído pelo governo federal no âmbito do PAC – em grande parte oriundos do Fundo da Marinha Mercante, sobre os quais a Eisa Petro Um não teria livre disponibilidade. O presidente do TRF-2, deferindo em parte o requerimento, determinou a suspensão da decisão e o imediato desbloqueio de 82% dos valores penhorados nas contas vinculadas e contas correntes atingidas pela penhora. Diante disso, o juiz proferiu nova decisão determinando a liberação de todo o saldo remanescente depositado nas contas bancárias vinculadas a contratos do Promef e facultou a substituição por garantia idônea dos valores que permaneciam bloqueados em contas não vinculadas.

A Fazenda Nacional interpôs agravo de instrumento, pedindo a reforma da decisão proferida nos embargos para permitir a constrição judicial dos valores contidos nas contas bancárias vinculadas ao Promef, sob a alegação de que seria frustrada a recuperação de crédito público de montante elevado. O TRF-2 deu parcial provimento ao agravo para restabelecer o bloqueio judicial dos valores e acolheu o pedido da Transpetro como assistente litisconsorcial nos autos dos embargos de terceiros. Foi essa decisão que o ministro Gilson Dipp suspendeu, a pedido da Transpetro, sob o argumento de que o bloqueio das contas vinculadas colocaria em risco uma das finalidades mais importantes do Promef, que é a tentativa de reerguer os estaleiros brasileiros. (Com informações do STJ)

A manutenção do bloqueio de valores destinados a esse programa inviabilizaria a conclusão de projeto do governo e poderia ocasionar grave dano à ordem pública e econômica. Ainda mais se destacadas a relevância e a importância estratégica desta parte da ação governamental voltada ao desenvolvimento do país e ao crescimento de sua economia, ocasionando prejuízo a toda a coletividade, afrontando, pois, o interesse público”.

Gilson Dipp
Ministro do STJ
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 24/07/2014

OGPAR - AGÊNCIA APROVA PLANOS DE AVALIAÇÃO DE CINCO POÇOS
Publicado em 07/24/2014 as 11:07 AM

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) aprovou na última reunião de diretoria os Planos de Avaliação de Descoberta (PAD) da OGX, atual OGPar, em cinco poços  na Bacia do Parnaíba,localizada no Maranhão.A reguladora também estabeleceu os prazos para as próximas etapas do processo exploratório dos blocos,que poderá ter declaração de comercialidade até 2016.

Foram aprovados os planos para os poços de Araguaína, Fazenda Serrinha,Morada Nova, São Luís do Vale e Esperantinópolis. A agência determinou também as obrigações da companhia para
os poços, com a definição de perfuração firme e contingente até outubro de 2015 para os poços de Araguaína e Fazenda Serrinha.

Para os poços de Esperantinópolis, o prazo seria novembro do mesmo ano. Já em Morada Nova
e São Luís do Vale, as obrigações devem ser cumpridas até fevereiro de 2016. Somente após o cumprimento dessas etapas a empresa poderá apresentar avaliação sobre a perfuração de poços contingentes e de testes de formação, para então realizar a declaração de comercialidade.

Na região, a empresa possui participação em sete blocos, além do campo de Gavião Real, já em operação. Ela atua como sócia da empresa Parnaíba Gás Natural, com 36,36% de participação. A empresa também atua como operadora dos blocos, que foram arrematados em parceria com outras empresas, como a BPMB Paranaíba, Imetame,Delp e Orteng.

De acordo com a companhia, a área total sob concessão supera os 8 mil quilômetros quadrados. Em janeiro de 2013,entrou em operação o campo de Gavião Real, que atualmente produz cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás não associado.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 24/07/2014

PETRÓLEO & GÁS - ANP DÁ AVAL PARA GDF SUEZ ATUAR NA ÁREA DE EXPLORAÇÃO
Publicado em 07/24/2014 as 11:07 AM

Petroleira assumirá 20% do contrato de concessão de blocos na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. Com a definição, empresa será sócia de Petrobras e da BP Energy do Brasil

AGDF Suez recebeu o último aval para confirmar sua entrada na área de exploração e produção de petróleo no País. A empresa recebeu a aprovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para assumir participação de 20% no contrato de concessão referente aos blocos BT-PN-2 e BTPN- 3, ambos na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. A participação pertencia à Vale, que vendeu o ativo em novembro de 2013 como parte seu plano de desinvestimento. Os valores não foram revelados.

A aprovação da ANP era o último obstáculo à concretização do negócio, que já havia sido liberado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em janeiro. A agência reguladora deliberou sobre o tema na última reunião de diretoria, no dia 26 de junho.

Com a definição, a empresa passa a ser sócia da Petrobras e da BP Energy do Brasil no consórcio que venceu o leilão das áreas, em 2008. A BP possui 40%, a Petrobras e os demais  40% de participação, e cada uma é responsável pela operação em um dos poços.

Os blocos integraram a 9ª Rodada e compreendem uma área de cerca de 3 mil quilômetros quadrados cada uma. No prospecto encaminhado à agência, a previsão do consórcio era concluir até março deste ano a perfuração de um poço exploratório em cada uma das áreas.

A região tem alto potencial de gás natural e esse seria o principalobjetivo da companhia, visando reduzir seus custos de geração própria de energia. No comunicado divulgado à época, o presidente da GDF Suez no Brasil, Maurício Bähr, informou que “o acesso direto ao gás é um importante incremento na posição da GDF Suez no País”.

No último ano, o grupo investiu na 12ª Rodada da ANP, realizada também em novembro, adquirindo participação em consórcios de exploração e produção de seis blocos de gás natural na Bacia do Recôncavo, na Bahia. A companhia francesa tem participação de 25% nos blocos, que serão operados integralmente pela Petrobras, que possui participação de 40% nos consórcios.

O valor pago pelo bônus de assinatura das áreas chegou a R$ 6 milhões, com a previsão de investimento de R$ 20 milhões, de acordo com o programa exploratório mínimo apresentado à ANP. A companhia será parceira também da Ouro Preto Óleo e Gás, do ex-diretor da estatal Rodolfo Landim, que possui 35% de participação em cinco blocos (REC-T-225, 239, 240, 253 e 524). No bloco REC-T-268, a empresa é parceira da Cowan Petróleo e Gás, também com 35% de participação. Os contratos foram assinados em maio.

A visão da companhia é de que a geração termelétrica será cada vez mais demandada no País e por isso tem ampliado os investimentos nas áreas de gás. Atualmente, a GDF Suez é a maior produtora privada de energia elétrica do País, com 7% de participação na capacidade total de geração no País. A companhia controla a subsidiária Tractebel Energia, e possui, ao todo, 22 usinas geradoras e capacidade instalada de 8.630 MW.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 24/07/2014

PODER - OUTRO LADO - ESTATAL ALEGA QUE OPERAÇÃO NÃO TROUXE PREJUÍZO
Publicado em 07/24/2014 as 11:07 AM

A Petrobras alegou em sua defesa ao TCU que não houve prejuízo na aquisição de Pasadena e que o tribunal desconsiderou alguns dos relatórios de consultorias e bancos que apontavam para a regularidade da transação.

Procurada nesta quarta (23) pela Folha, a Petrobras informou que não comentaria a decisão do TCU.

O ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli avisou que não falaria sobre o caso.

Na leitura do processo, o advogado Edson Ribeiro, defensor de Nestor Cerveró, disse que seu cliente não vai ser "bode expiatório" e vai falar "tudo que tem que falar".

João Francisco Neto, advogado de Paulo Roberto Costa, disse que não há ainda "convicção definitiva do TCU" sobre o débito e que a defesa dele será apresentada.

A Petrobras informou ainda que os diretores Guilherme Barbassa, Renato Duque, Guilherme Estrella e Gustavo Tardin Barbosa, CEO da Petrobras América, não comentariam a decisão do tribunal.

Renato Tadeu Bertani, ex-CFO da Petrobras América, não deu retorno a recado e e-mail da Folha. Luiz Carlos Moreira da Silva, ex-gerente executivo da Área Internacional, não foi encontrado na empresa onde trabalha.

O telefone celular do ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer estava desligado.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 24/07/2014

PODER - COMPRA DE REFINARIA FAZ TCU CONDENAR DIRETORES DE ESTATAL
Publicado em 07/24/2014 as 11:06 AM

Atuais e ex-executivos da Petrobras devem devolver prejuízo de R$ 1,6 bi

Dilma e outros conselheiros foram inocentados de responsabilidade pela aquisição de Pasadena
DIMMI AMORA / DE BRASÍLIA

O TCU (Tribunal de Contas da União) condenou 11 diretores e ex-diretores da Petrobras a devolver US$ 792 milhões (R$ 1,6 bilhão) por prejuízos na compra da refinaria de Pasadena (EUA) em 2006.

Por unanimidade (oito votos), os ministros acolheraram o parecer do relator do processo, ministro José Jorge, e determinaram o bloqueio dos bens dos envolvidos por um ano. A indisponibilidade dos bens passa a valer assim que a decisão do TCU for publicada no "Diário Oficial".

Entre os condenados estão o ex-presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento preso em operação da Polícia Federal, acusado de lavagem de dinheiro.

Todos os citados podem recorrer da decisão e o prejuízo será cobrado em novo processo do tribunal em que os valores podem ser modificados e até mesmo desconsiderados se os ministros assim entenderem. De acordo com José Jorge, o processo deverá estar concluído até o fim do ano.

Conforme a Folha adiantou, os conselheiros da estatal, entre eles a presidente Dilma Rousseff, não foram responsabilizados pelos prejuízos. Como ministra da Casa Civil, Dilma presidia o conselho em 2006, época do negócio.

O relator aceitou o argumento apresentado pela presidente de que o conselho da estatal, à época da compra, não foi informado pela diretoria de algumas cláusulas que embasaram a compra.

Questionado se foi pressionado por parlamentares que queriam convocá-lo para depor numa CPI, Jorge disse que não sentiu pressão alguma e defendeu que não havia elementos para responsabilizar os conselheiros. "Não. [A ameaça de convocação] me deu até alegria", disse.

A proposta do relator responsabiliza os integrantes da diretoria executiva, diretores da área jurídica e da subsidiária Petrobras América por quatro irregularidades.

O principal problema, que causou prejuízo de US$ 580 milhões, foi a Petrobras ter avaliado a refinaria em US$ 766 milhões quando havia parecer de consultoria americana apontando que Pasadena valia US$ 186 milhões.

Outra irregularidade foi o pagamento de adiantamentos da Petrobras à então sócia belga Astra Oil que não foram compensados, causando US$ 39,7 milhões de perdas.

Segundo o relator, no total a estatal desembolsou R$ 1,25 bilhão para a compra da companhia, incorrendo nesses pagamentos em atos "ilegítimos" e baseados em "pressupostos inconsistentes".

Na sessão desta quarta (23), um dos advogados alegou suspeição do relator, pedido não aceito pelo tribunal. Segundo Edson Ribeiro, Jorge não poderia relatar o processo porque, entre 2000 e 2001, foi presidente do conselho da Petrobras e também aprovou, como os conselheiros do caso Pasadena, a compra de empresa que, depois, mostrou-se um mau negócio.

José Jorge afirmou que a compra foi regular, aprovada pelo próprio TCU antes de ele virar ministro.

A compra da refinaria de Pasadena trouxe constrangimentos para o governo Dilma e para a cúpula da estatal.

A oposição explorou o fato. Duas CPIs foram criadas no Legislativo.

Caso venha a ser confirmados nos valores atuais, a condenação pela compra de Pasadena será a maior do TCU em sua história.

Nesta quarta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também determinou o arquivamento de representação para que se apurasse o papel do conselho da Petrobras na compra de Pasadena.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 24/07/2014

SUAPE RECEBE A CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA FÁBRICA DE FLANGES EÓLICAS DO BRASIL
Publicado em 07/24/2014 as 11:06 AM

O Polo Eólico do Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, recebe a construção da primeira fábrica de flanges eólicas do Brasil. A empresa Iraeta, ligada ao grupo espanhol Gonvarri, iniciou, na última semana, as obras da unidade que vai ter 5,5 mil metros quadrados de área construída. O investimento total é de R$ 70 milhões. A fábrica ainda contará com máquinas importadas da Espanha e uma geração de aproximadamente 75 empregos diretos.

De acordo com o diretor do site do grupo Gonvarri em Suape, Paulo Coimbra, a produção será iniciada a partir de 2015, com a fabricação de aproximadamente quatro mil flanges por ano. As peças são os anéis responsáveis por unir os tramos (espécie de cilindros) que formam as torres eólicas e servirão para abastecer a demanda da Gestamp, fabricante de torres e primeira unidade do grupo no Complexo, cuja demanda anual é de cerca de três mil flanges. A expectativa é que o excedente seja fornecido para outras empresas no Brasil.

“Suape é o centro de desenvolvimento do polo eólico de Pernambuco e, com a chegada da Iraeta, fortalecemos a cadeia produtiva das grandes peças. É importante ressaltar que o trabalho de atração de investimentos para o setor também inclui a implantação de uma cadeia de suprimentos”, explica o vice-presidente do Complexo de Suape, Caio Ramos. Para prospectar negócios, Suape se tornou, em 2012, o primeiro porto membro da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEeólica). Além disso, marca presença nos principais eventos e feiras de energia eólica do mundo.

Além da Gestamp, o Polo Eólico de Suape é formado hoje por outras duas fábricas em operação: a argentina Impsa, que produz aerogeradores, e a dinamarquesa LM Wind Power, fabricante de pás eólicas. Juntas, as três indústrias instaladas somam investimentos de R$ 422 milhões e empregam 3.300 funcionários. A fábrica de flanges do Complexo será a terceira da empresa Iraeta no mundo, que está presente também na Espanha e na China.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/07/2014

GE TRANSPORTATION E CATERPILLAR EM APERTADA DISPUTA PELOS TRENS NO BRASIL
Publicado em 07/24/2014 as 11:06 AM

Pelo andar da locomotiva, não demora muito e a GE conseguirá uma proeza que até outro dia soava como inimaginável: perder a histórica liderança entre os fabricantes de equipamentos ferroviários no Brasil. Um a um, o gigantesco grupo norte-americano tem acumulado uma série de tropeços que podem lhe custar caro. De um lado dos trilhos, a sucessiva redução do volume e pedidos em carteira, que soma aproximadamente 20% nos últimos três anos; do outro, o aumento dos custos operacionais na fábrica de Contagem (MG).

A colisão entre estes dois comboios tem custado caro à companhia. A GE Transportation está revendo seus investimentos. O plano de expansão da fábrica mineira, o mais importante dos projetos, descarrilou. Os norte-americanos pretendiam atingir a marca de 120 vagões por ano. A produção de 2014, no entanto, não deve chegar a 50 unidades. Para este ano, o aporte de US$ 10 milhões, similar ao de 2013, está mantido. Mas, para 2015, a tendência é que a empresa baixe a cancela sobre seu caixa.

Enquanto a GE perde velocidade, a concorrência vem no seu encalço. A Caterpillar deverá entregar mais de 40 locomotivas ao longo de 2014. Um fato chama ainda mais a atenção: a companhia inaugurou sua fábrica de Sete Lagoas (MG) há apenas dois anos. Nessa toada, poderá assumir a dianteira do mercado brasileiro já em 2015. A posição da GE no mercado brasileiro é ameaçada também por grupos chineses que têm desembarcado no Brasil oferecendo locomotivas importadas a preços até 20% inferiores ao dos equipamentos nacionais.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/07/2014

COSTA CONCORDIA É REBOCADO RUMO AO DESMANCHE E FISCALIZAÇÃO EVITA DANOS AMBIENTAIS
Publicado em 07/24/2014 as 11:04 AM

Após ficar mais de 18 meses no local do naufrágio que matou 32 pessoas, o navio de cruzeiros Costa Concordia começou a ser rebocado nesta quarta-feira (23) até a cidade de Gênova, onde será desmontado. O choque da embarcação com rochas no litoral da ilha do Giglio repercutiu em todo o mundo. A expectativa é que o Costa Concordia chegue ao seu destino no dia 27 de julho, para virar sucata definitivamente.

A operação de transporte é bastante complexa. O Costa Concordia está sendo transportado com o auxílio de dois rebocadores e outros 12 navios que prestam assistência e supervisionam a viagem. Especialistas marítimos e organizações ambientais como o Greenpeace fazem análises periódicas da água para evitar qualquer tipo de contaminação do mar pelo vazamento de substâncias nocivas que se encontram a bordo da embarcação, como ácidos, sulfuretos e combustíveis.

Foto: Gregorio Borgia/AP

Operação de transporte do navio até Gênova requer muita atenção



Dessa forma, a operação de resgate é uma das maiores já feitas para recuperar um navio e tem custo total de 1,5 bilhão de euros. Em Gênova, o navio será desmanchado e reciclado. Os trabalhos de desmantelamento devem durar dois anos e empregar quase mil pessoas. Entre 40 mil e 50 mil toneladas de aço devem ser recicladas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 24/07/2014

GUARUJÁ - ECOVIAS PODERÁ CONSTRUIR PISTA PARA NOVO ACESSO AO CAIS SANTISTA
Publicado em 07/24/2014 as 11:03 AM

A pista de desaceleração na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, obrigatória para a abertura do novo acesso à Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos, poderá ser construída pela Ecovias, concessionária que administra aquele trecho da via. Ontem, a Agência Reguladora de Transporte de São Paulo (Artesp), iniciou a análise técnica e econômica da obra para entregá-la à empresa. Os estudos são feitos a pedido da Secretaria de Transportes do Estado e o resultado deverá sair em até 15 dias.

A análise da Artesp poderá colocar fim ao impasse para a abertura do acesso que promete desafogar a Rua Idalino Pinês (conhecida como Rua do Adubo). Ela foi iniciada na última terça-feira, quando o projeto da pista de desaceleração foi entregue para apreciação da Ecovias. A concessionária analisará as novas dimensões da obra, ajustadas após uma reunião realizada, na última semana em São Paulo, entre os empresários do Porto e o Estado.

“Com esse novo projeto, a obra custará, ao todo, R$ 860 mil”, garantiu o vice-prefeito de Guarujá, Duíno Verri Fernandes, que também é secretário de infraestrutura da cidade. A faixa, prevista em regulamento, e que visa a segurança de motoristas, ciclistas, pedestres e das empresas portuárias que ficam próximas, terá 320 metros de extensão e cinco metros de largura (faixa de rolamento de 3,5 metros, com mais 1,5 metro de recuo).

Inicialmente, de acordo com o vice-prefeito da cidade, a pista para a redução da velocidade deveria ter um quilômetro de comprimento e distância de seis metros entre os lados, conforme A Tribuna noticiou na última sexta-feira. No entanto, a agência reguladora informou que o projeto exigido desde o início era de que fossem construídos somente 320 metros, com cinco metros de largura – tamanho proporcional calculado com base nas dimensões do acesso.

Ainda segundo a Artesp, no prazo de 15 dias, caso seja definido que a obra ficará a cargo da Ecovias e se o projeto não precisar de maiores ajustes, será, então, negociada a construção da pista. A faixa passará à integrar o contrato da concessionária, mediante contrapartida ainda a ser definida.

Conforme apurado pela Reportagem, serão necessários cerca de 20 dias para a construção da faixa de desaceleração.

Procurada, a Ecovias destacou que aguarda a análise do projeto pela Artesp e não descartou a possibilidade de execução da obra.

Sem congestionamento

O novo acesso à Margem Esquerda do Porto, em Guarujá, deverá desafogar em até 25% a Rua do Adubo. Ele foi construído, em dois terrenos particulares, pelos empresários dessa região do cais ao custo de R$ 1,5 milhão. A ideia é reduzir os prejuízos causados pelos congestionamentos durante o período de escoamento da safra agrícola. A Companhia Docas de São Paulo (Codesp) ficou responsável por pagar aluguel de R$ 70 mil à Dow Química e à Fassina, as duas empresas que cederam suas áreas.

A nova via tem 600 metros de comprimento e 50 de largura. Ela interliga a Rodovia Cônego Domênico Rangoni à Avenida Santos Dumont e deverá ficar pronta na primeira quinzena de agosto.

No futuro, a via será integrada ao Trecho 2 da Avenida Perimetral. No entanto, somente será aberto o acesso à rodovia quando a faixa de desaceleração for construída. Caso a análise não tenha sucesso, os empresários prometem recorrer ao Governo Federal.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 23/07/2014

ANTAQ E USUÁRIOS DE PORTOS ABREM AGENDA POSITIVA
Publicado em 07/23/2014 as 02:03 PM

A Antaq e representantes de usuários de portos realizaram, em 14 de julho, a primeira reunião da Agenda Positiva, para tratar de temas que envolvem o interesse de embarcadores, terminais e armadores. Os debates serão ampliados com a realização em 11 de agosto, no Rio de Janeiro, do II Fórum Brasileiro dos Usuários de Portos (Usuportos), com a participação de entidades de usuários, Antaq e SEP.

Os diretores da Agência Mario Povia. Adalberto Tokarski e Fernando José de Pádua Fonseca participaram do primeiro encontro. A reunião contou também com as presenças do superintendente de Navegação Marítima e Apoio, Rogério de Abreu Menescal; do superintendente de Portos, José Ricardo Ruschel dos Santos; do gerente de Regulação de Portos, Luiz Osmar Scarduelli Júnior; e do superintendente de Fiscalização, Bruno de Oliveira Pinheiro.

Os usuários foram representados na primeira reunião da Agenda Positiva por Paulo Villa, da Usuport Bahia; André Seixas, do site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro; Osvaldo Agripino, da Usuport Santa Catarina; Ronaldo Taboada, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil; e Carlos Cardoso Filho, da Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais.

A primeira reunião serviu para delinear o trabalho e as prioridades da Agenda Positiva. As reuniões continuarão a acontecer periodicamente, com intervalos máximos de 45 dias.

— Apesar de louvarmos essa atitude inédita da diretoria da Antaq em acolher os usuários, que será de grande importância para a competitividade do comércio exterior brasileiro, os usuários ainda estão céticos quanto às mudanças que venham, efetivamente, trazer para a regulação setorial os que estão fora dela, em cumprimento ao marco regulatório — disse André Seixas. "Mas a diretoria da Agência vê que existe sim a necessidade de registrar os armadores estrangeiros e as suas embarcações, o que significa uma grande evolução para o setor", completou ele.

O foco inicial da Agenda Positiva será a regulação de armadores estrangeiros. Para os usuários, trata-se da mais relevante inovação regulatória do setor, sem a qual a falta os custos logísticos dos importadores e exportadores jamais serão reduzidos. Segundo os usuários, a Antaq tem resistência quanto à necessidade constitucional das outorgas de autorização, por uma interpretação do jurídico da Agência.

Veja aqui o programa do II Usuportos

II Fórum Brasileiro de Usuários dos Portos
11 de agosto de 2014
HOTEL SÃO FRANCISCO - Rua Visconde de Inhaúma, 95 - Centro, Rio de Janeiro.

08h40 – Abertura.

09h - Painel I – Melhoria da competitividade do país por meio dos portos (ações e estratégias de curto, médio e longo prazos, referentes à segurança jurídica, aumento do número de terminais e diminuição de custos portuários para exportadores e importadores brasileiros).

Antonio Henrique Pinheiro Silveira - secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República;

Ana Junqueira - diretora do Departamento de Competitividade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC;

Luiz Henrique de Vasconcellos Carneiro - diretor-presidente dos Terminais Portuários MultiRio e MultiCar;

Washington Barbeito - presidente da Transroll.
10h40 – Intervalo para café.

11h – Debates

12h30 – Intervalo para almoço (livre).

14h – Painel II – O papel das Associações de Usuários para a competitividade do país (como a força do associativismo pode contribuir para a quebra de paradigmas na logística do comércio exterior e o aumento da competitividade das exportadoras e importadoras – ações e estratégias).

Mário Povia - diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq;
Luiz Fayet - assessor de Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
Fernando Correia - diretor da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior - Funcex;
15h40 - Intervalo para café.

16h – Debates - participação especial de representantes de futuras associações de usuários.

17h30 – Encerramento – por José de Freitas Mascarenhas, presidente do Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria – CNI.

Realização:
Revista Portos e Navios

Apoio:
Associação de Usuários dos Portos da Bahia - Usuport
Associação de Usuários dos Portos de Santa Catarina - Usuport SC
UPRJ - Site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro
Fonte : Portal Portos e Navios - Da Redação
Data : 23/07/2014

EXPORTAÇÕES DE CARNE PELO PORTO DE PARANAGUÁ CRESCEM 23%
Publicado em 07/23/2014 as 02:03 PM

O volume de carne exportada pelo Porto de Paranaguá está maior. No primeiro semestre deste ano, foram 684 mil toneladas exportadas, 23% a mais que em semelhante período do ano passado. Em relação à carne bovina, este aumento foi ainda maior: 71,5%. No total, as exportações de carne do Porto de Paranaguá geraram uma receita cambial de quase US$ 1,47 bilhão – quase 18% a mais que a receita arrecadada no primeiro semestre de 2013.

De janeiro até junho, foram quase 63 mil toneladas de carne de boi, exportadas principalmente para Hong Kong (China), Venezuela, Egito, Rússia e Irã. Em 2013, no mesmo período, foram quase 36,7 mil toneladas. As exportações do produto geraram mais de US$ 279 milhões de receita.

No primeiro semestre deste ano, foram quase 557 mil toneladas de frango exportadas – 20,5% a mais que o volume do ano passado. O principal destino dessa carne foram países como Arábia Saudita, Japão, Hong Kong, China e Emirados Árabes.

Origem – A carne bovina exportada pelo Porto de Paranaguá, neste primeiro semestre, foi produzida em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Goiás, Minas, Santa Catarina e Bahia (respectivamente, segundo o volume).

Mais da metade do volume de frango exportado pelo terminal paranaense foi produzida principalmente no próprio Estado. O restante veio de estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas, Mato Grosso, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algum volume do Pernambuco, respectivamente.

Outras carnes – Além da carne bovina e de frango, também foram exportadas carne suína (mais de 25 mil toneladas), peru (14 mil toneladas), carne equina (488 toneladas) e de caprinos e outros animais (mais de 23 mil toneladas).

Da carne de cavalo, a mais exótica entre as exportadas pelo Porto de Paranaguá, os principais destinos foram a Rússia (477 toneladas) e a Itália (quase onze toneladas). Quase toda carne equina exportada é produzida no próprio estado. O volume exportado este ano, no primeiro semestre, foi quase 144% maior que o movimentado no mesmo período de 2013.
Fonte:Agência Estadual de Notícias
Data : 23/07/2014

OBRAS DA CSP ALCANÇAM 60%; US$ 1,7 BI JÁ FOI INVESTIDO
Publicado em 07/23/2014 as 02:03 PM

Apesar do histórico de paralisações devido às greves dos trabalhadores, a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) já está 60,27% concluída, segundo a Posco Engenharia e Construção do Brasil, responsável pelo serviço. Dos US$ 4,8 bilhões previstos para o empreendimento, cerca de US$ 1,7 bilhão já foi investido, de acordo com o engenheiro metalúrgico e responsável pelas relações institucionais da Posco, Francisco Buonafina. "Ainda estamos na parte de construção civil, mas em breve vamos iniciar a parte de montagem da estrutura", explica o executivo.

Mesmo com o avanço da estrutura, a empresa reconhece que o cronograma inicial da obra, com conclusão prevista para setembro de 2015, deverá ser alterado em função das paralisações ocorridas ao longo dos dois anos de serviço. "Não tem como a obra não atrasar, mas isso será acertado em comum acordo com as empresas envolvidas", afirma o engenheiro. Atualmente, segundo Buonafina, a obra emprega cerca de oito mil trabalhadores, número que deve subir para 12 mil até o fim do ano.

Negociações

Após a suspensão oficial, no último dia 10, da greve que já durava mais de um mês, os trabalhadores realizaram, ontem, mais uma assembleia para discutir as negociações de sua pauta.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral do Estado do Ceará (Sintepav-CE), Raimundo Nonato Gomes, a categoria estabeleceu uma agenda de negociações até o dia 5 de agosto, para discutir as horas "in itinere", que, nesse momento, são o ponto chave do acordo.

As horas "in itinere" correspondem ao período gasto no deslocamento entre a casa do funcionário e a empresa, levando em consideração apenas o trecho não coberto por transporte público. "Esperamos resolver essa situação", projeta Gomes. A Posco informou que vai receber auxílio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) para analisar as rotas de transporte público e calcular as horas "in itinere" dos trabalhadores. Segundo o presidente do Sintepav-CE, a Procuradoria Regional do Trabalho está atuando como mediadora das negociações entre a empresa e a categoria.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
Data : 23/07/2014

PORTO DE SANTOS TEM MOVIMENTAÇÃO RECORDE REGISTRADA NO MÊS DE JUNHO
Publicado em 07/23/2014 as 02:02 PM

O porto de Santos atingiu, no mês de junho, o maior movimento para o período já registrado, totalizando 9,8 milhões de toneladas, ficando 5,4% acima do apurado em junho do ano passado (9,3 milhões t - recorde anterior).

O incremento de 8,1% verificado nas cargas de exportação (6,9 milhões t) contribuiu significativamente para esse resultado. As mercadorias de importação (2,8 milhões t) apresentaram redução de 0,7%.

As cargas conteinerizadas continuam apontando crescimento, que chegou a 15,4%, em junho, totalizando 325 mil teu.

Os destaques entre as cargas de exportação ficaram com o complexo soja (2,3 milhões t), crescimento de 18,9%, café em grãos (132,0 mil t), com aumento de 47,2%, gasolina (146,8 mil t), incremento de 50,6%, e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais.

Entre as cargas de importação ganharam relevância o crescimento de 58,6% nas descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil t) e 632,0% nas de nafta (41,4 mil t).

A queda no número de embarcações (6,1%) continua espelhando a chegada a Santos de embarcações de maior porte, graças ao aprofundamento que possibilitou a ampliação do calado operacional do Porto de Santos.

Apesar da queda de 1,6% na movimentação de cargas no primeiro semestre (52,9 milhões t) em relação ao mesmo período do ano passado (53,7 milhões t), decorrente do desempenho das exportações nos meses de janeiro, abril e maio, o movimento de cargas conteinerizadas, que possuem maior valor agregado, continua a crescer e chegou a 8% (1,7 milhão teu).

Os embarques no período somaram 36,7 milhões t (-3,1%), e as descargas 16,1 milhões t (+1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu, significativamente, para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27%). Os destaques do semestre dentre as cargas exportadas foram o complexo soja (+8,7%), café em grãos (+19,8%) e gasolina (+15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão t), o gás liquefeito de petróleo aumentou 58,6% (462,4 mil t), o trigo 19,8% (772,1 mil t) e a nafta 111,9% (146,6 mil t).

O movimento de navios mantém-se em queda (-2%), totalizando 2.549 embarcações.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Porto de Santos movimentou, no primeiro semestre deste ano, cargas no valor de US$ 57,2 bilhões, que representaram 25,3% das trocas comerciais brasileiras (US$ 226 bilhões). Desse total, US$ 28,6 bilhões foram no fluxo de exportação e US$ 28,6 bilhões no de importação.
Fonte:Agência CNT de Notícias/Ana Rita Gondim/Com informações da Secretaria de Portos
Data : 23/07/2014

DEBATE MARÍTIMO
Publicado em 07/23/2014 as 02:02 PM

André de Seixas criou, há algum tempo, o site de Usuários do Porto do Rio, que levantou diversos temas nevrálgicos, como limitação de aumentos de tarifas de terminais, melhoria da dragagem no Porto do Rio, pagamento exagerado de taxa de manuseio de cargas e necessidade de que os armadores estrangeiros, responsáveis por 100% do transporte de contêineres no país, sejam regulados pelo governo.

No dia 11 de agosto, será realizado, no Rio, o II Fórum Brasileiro dos Usuários de Portos (Usuportos), coordenado por Osvaldo Agripino, pós-doutor em transporte pela universidade americana de Harvard. Em diversos estados já há conselhos de usuários e Seixas exorta os integrantes do setor marítimo a “saírem do armário” e participaram de debate franco sobre temas que ficaram intocados por décadas. “Agora é a hora. A omissão deve ser posta de lado”, diz.

O empresário Washington Barbeito vai defender sua tese de que uma ou mais empresas brasileiras devem ser criadas, para dar aos usuários a opção de disporem de armadores nacionais para seu transporte. Barbeito garante que para isso não serão necessários subsídios, apenas corte de ônus exagerados que hoje afetam companhias do país em relação às estrangeiras. O fórum é organizado por Portos & Navios.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 23/07/2014

BNDES ABRE ESPAÇO PARA SETOR PRIVADO
Publicado em 07/23/2014 as 02:02 PM

O BNDES mantém o objetivo de reduzir o volume de recursos desembolsados neste ano abaixo dos R$ 190,4 bilhões de 2013. E tem plano "muito forte" para abrir espaço ao setor privado de crédito. Em entrevista ao Valor PRO, o diretor do banco João Carlos Ferraz afirmou que o "cenário ideal" para o futuro é ter maior participação em financiamentos de risco mais elevado, onde não há interesse privado.
Fonte: Valor Econômico/Por Elisa Soares | Do Rio
Data : 23/07/2014

AÇÕES DE SIDERÚRGICA CAEM COM NOVAS PROJEÇÕES DAS DISTRIBUIDORAS
Publicado em 07/23/2014 as 02:02 PM

SÃO PAULO - As ações de siderúrgicas ampliaram as perdas no pregão desta terça-feira após os distribuidores de aços planos no Brasil, responsáveis por um terço da comercialização desse tipo de produto no mercado interno, reduzirem sua projeção de crescimento das vendas de 4% para 1% neste ano.

As ações preferenciais da Usiminas encerram o dia na segunda maior desvalorização do Ibovespa, com recuo de 2,17%, para R$ 8,12. As ações ordinárias fecharam em queda de 1,22%, para R$ 7,28.

Pelo modelo de análise do Goldman Sachs para a Usiminas, os preços de aço plano tendem a cair 3% no terceiro trimestre e 2% no quarto trimestre.

No setor siderúrgico brasileiro, a Gerdau é menos afetada pela queda de vendas internas por sua presença nos Estados Unidos, que oferece chances de melhora de demanda e rentabilidade no exterior. As ações preferenciais da Gerdau registraram desvalorização de 0,83%, para R$ 13,17, na mínima do dia.

Os papéis da Gerdau Metalúrgica, que chegaram a subir 0,7% na máxima do dia, encerram o pregão na quarta maior desvalorização do principal índice da bolsa brasileira, a R$ 16,17.

A CSN também pode sofrer os efeitos da queda de vendas e ter de ceder descontos de preços, diz o Goldman. As ações da siderúrgica caíram 1,2% nesta terça-feira, a R$ 11,56.

Segundo o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), as vendas de aços planos no Brasil atingiram 321,2 mil toneladas em junho, com recuo de 7,6% em relação a um ano antes e baixa de 12,8% ante maio.

Os números apresentados hoje indicam que a competição com os produtos internacionais aumentou e os estoques de aço avançaram em junho, na comparação com igual período de 2013.
Fonte: Valor Econômico/Tatiane Bortolozi e Renato Rostás
Data : 23/07/2014

CAMARGO ESPERA AJUSTES PARA ENTRAR EM LEILÕES DE FERROVIA
Publicado em 07/23/2014 as 02:01 PM

O grupo brasileiro Camargo Corrêa espera que a parceria firmada recentemente com a China Railway Construction Corporation (CRCC) para ferrovias seja um benefício não só por trazer a experiência da estatal chinesa em obras do setor como também pelo potencial de atração de capital daquele país aos projetos a serem disputados no Brasil. Mas a real participação das empresas nas licitações ainda depende de estudos e acertos na modelagem.

Dalton Santos Avancini, presidente da construtora Camargo Corrêa, diz que a empresa chinesa quer atuar além do papel de prestadora de serviços. "Ela não está vindo como simples construtora. Ela tem interesse em investimento também. Esse é um dos aspectos da nossa parceria. E outro fator importante é que ela pode atrair mais investidores com ela", diz. Pode haver novos sócios, ele explica, embora atualmente não esteja previsto nenhum, diz o executivo.

Além do potencial para levantar capital chinês, a Camargo conta com o conhecimento em ferrovias da nova parceira - apesar de já ter participado de vários projetos do setor no país. "Eles [chineses] têm uma escala muito maior do que a gente [em obras de ferrovias]. Isso fez com que eles desenvolvessem tecnologia."

O memorando de entendimentos assinado recentemente prevê que as empresas analisem em conjunto os trechos de ferrovia anunciados pelo governo federal no Plano de Investimentos em Logística (PIL, o pacote de concessões), anunciado há quase dois anos. Quando concluídos os estudos, as empresas vão decidir se preparam ou não propostas.

A Camargo e a CRCC, assim como qualquer interessado, podem fazer estudos para seis trechos de ferrovia. Esses levantamentos vão embasar as futuras licitações e trarão o detalhamento de investimentos para redução dos riscos de engenharia (por meio de estudos sobre geologia e terraplenagem, por exemplo). O prazo para os estudos varia de seis a oito meses, dependendo do trecho. Mais de uma empresa pode fazer os estudos, mas somente um deles será selecionado. Posteriormente, o responsável será remunerado pelo vencedor da concessão.

O lote de ferrovia mais adiantado, de Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), já tem estudos prontos e deve ser o primeiro a ser colocado, pelo governo, em disputa. A Camargo e a CRCC podem analisar esse lote também e decidir se é interessante o suficiente para receber uma oferta ou não. Mas essa linha está sendo alvo de discussões, informam os executivos, e pode ser alterada para uma licitação de construção convencional. "Ainda não há uma definição", diz Avancini.

De qualquer forma, ainda faltam ajustes no processo de concessão de ferrovias para que o real interesse dos investidores seja despertado. O principal deles é a garantia de receitas dos empreendimentos.

Pelo modelo do Planalto, a concessionária recebe sua remuneração da estatal Valec (que comprará toda a capacidade de movimentação em cada trecho). No primeiro momento, serão usados aportes do Tesouro Nacional. Depois, conforme espera o governo, a Valec fará os pagamentos usando a receita que receberá de operadores privados interessados em movimentar trens nos trechos. Esse foi o modo encontrado pelo governo para despertar a competição de operadores sobre a via, em vez do monopólio de uma empresa.

Mas a garantia de receitas desse modelo é o que mais desafia o interesse dos investidores, que temem, por exemplo, a interrupção dos pagamentos no futuro. O contrato dura 35 anos. "Há discussões a serem aprimoradas, como o detalhamento de como vai funcionar a garantia da Valec. Tem de ser indicado ao concessionário privado que haverá capacidade de pagamento daquelas tarifas [por parte da Valec], que viabilizarão tanto o repagamento dos financiamentos como o retorno sobre o capital investido. É essa a preocupação", diz Roberto Deutsch, diretor de novos negócios da Camargo Corrêa.

Segundo ele, há detalhes ainda não encaminhados sobre o assunto. "Existe uma percepção, por exemplo, de que a garantia funciona simultaneamente para todos os trechos. Ou seja, se você licita todos os trechos juntos e um deles consome essa garantia, como vai ser?", resume.

Uma das discussões caminha no sentido de definir o Tesouro como o garantidor dos pagamentos da Valec. Mesmo assim, há temores, compartilhados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre uma futura escassez de recursos públicos para subsidiar esses investimentos. "Não é que a gente olhe a situação do Tesouro como um risco real hoje. [Mas] estamos falando de 35 anos", diz Avancini.

De qualquer forma, os executivos dizem que há disposição do governo em aprimorar o assunto e as discussões estão evoluindo. "Está havendo um esforço grande para que se crie as condições de viabilidade. Isso nos anima a participar efetivamente", diz Avancini.
Fonte:Valor Econômico/Fábio Pupo | De São Paulo
Data : 23/07/2014

CONCESSÃO DOS PORTOS AINDA ESBARRA EM QUESTÕES LEGAIS
Publicado em 07/23/2014 as 02:01 PM

O programa de concessão de portos do governo brasileiro é um claro exemplo de como boas ideias e intenções podem esbarrar em erros de planejamento e de encaminhamento das propostas. A meta ambiciosa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado há um ano e meio pelo governo, é licitar a concessão de 159 terminais em portos de Norte ao Sul do país, em quatro blocos, atraindo investimentos estimados em R$ 54,6 bilhões. Até agora, porém, nada saiu do papel.

Para alguns analistas, o problema começou quando o governo resolveu mudar as regras dos portos apressadamente, por meio de medida provisória apresentada ao Congresso em abril do ano passado, sem um debate suficientemente amplo, apesar das questões polêmicas envolvidas. Se a intenção era reverter um quadro em que, em dez anos, apenas 11 licitações foram realizadas, o caminho utilizado não foi adequado.

A chamada MP dos Portos, de número 595, acabou recebendo o número recorde de 645 emendas, das quais nada menos do que 137 passaram; e foi aprovada após quase 23 horas de discussões, em meio a intensa barganha dos parlamentares com o governo. Em 5 de junho foi transformada na Lei 12.815, que substituiu regras que estavam em vigor há 20 anos.

A nova Lei dos Portos estabeleceu que os terminais com contratos anteriores à lei antiga, de 1993, não teriam mais direito à renovação da concessão. Já os estabelecidos depois de 1993, poderiam ser renovados. Houve forte resistência dos proprietários de concessões mais antigas, muitos dos quais passaram a operar garantidos por licenças provisórias ou liminares.

A situação precária e as incertezas jurídicas em relação à nova legislação derrubaram os investimentos na área. A consultoria Inter B estima que os investimentos em portos caíram 35% no ano passado, de R$ 7 bilhões em 2012 para R$ 4,5 bilhões.

As empresas com contratos passíveis de serem renovados foram, aos poucos, formulando suas propostas. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) acumula em seu guichê mais de 40 propostas de renovação, com investimentos estimados em R$ 10 bilhões e, há dois meses, aprovou as duas primeiras operações, envolvendo terminais de granéis líquidos, que vão investir R$ 215,5 milhões até 2017 no Porto de Santos.

Os novos terminais de uso privado, os TUPs, também começam a ganhar corpo. Logo após a aprovação da nova lei, 50 novos terminais foram anunciados, dos quais nove foram autorizados pela Secretaria Especial de Portos (SEP), somando investimentos pouco acima de R$ 4 bilhões.

Mas a expansão e modernização dos portos brasileiros está emperrando nas concessões dos terminais localizados em portos organizados. O primeiro bloco de terminais em portos organizados a ser leiloado englobava 52 áreas em Santos e nos portos de Belém, Miramar, Outeiro, Vila do Conde e Santarém, no Estado do Pará.

A expectativa era que o leilão ocorresse ainda no ano passado. O governo até melhorou as condições para atrair interessados, elevando a taxa interna de retorno de 7,5% para 8%, e o prazo de arrendamento foi ampliado de 10 para 25 anos, embora o número de áreas do leilão tenha sido reduzido para 29.

O processo parou, porém, em dezembro, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou 19 contestações ao estudo da SEP para a licitação e impediu o lançamento dos editais antes de ter as dúvidas esclarecidas. A SEP respondeu a 15 das 19 interpelações no fim de janeiro e recorreu das restantes, que se referiam ao critério de escolha do vencedor de algumas áreas pela maior movimentação de carga e não pelo valor da tarifa.

Apenas no fim de junho é que o TCU aceitou as explicações do governo e, no início deste mês, avaliou os recursos. O relator do processo, o ministro Aroldo Cedraz, aceitou os argumentos de definição do vencedor. No entanto, outro ministro, Raimundo Carreiro, pediu vistas do processo, o que adiou novamente o desfecho do caso.

Espera-se que o assunto volte à discussão no TCU nas próximas semanas, embora não haja um prazo certo. É grande a expectativa do governo, dos empresários operadores dos terminais e das empresas usuárias, que contam com a modernização e ampliação dos portos para melhorar a competitividade da economia brasileira.
Fonte : Valor Econômico
Data : 23/07/2014

GESTÃO E REVITALIZAÇÃO DO PORTO ATRAEM INVESTIMENTOS
Publicado em 07/23/2014 as 02:01 PM

Unidade já conseguiu apoio de duas empresas para reformar áreas ainda não beneficiadas

A mudança na administração do hospital e a revitalização da região do Porto também despertaram os investidores para o potencial do local. Levado para a unidade por seu pai (o ginecologista Ivan Lemgruber), o atual administrador do hospital, Sylvio Lemgruber, recebeu a missão de implantar uma gestão empresarial.

— Não existia uma estrutura básica. Criamos um setor de pessoal, uma tesouraria, e passamos a buscar dar as mínimas condições para o atendimento. Coisas fundamentais que não existiam — diz ele.

Os primeiros anos da década de 1990 foram estáveis, com o convênio com o Sistema Único de  Saúde (SUS). Mas, com a redução dos valores da tabela elaborada pelo governo, a sobrevivência do hospital passou a ficar ameaçada. Foi necessário firmar novas parcerias e cobrar por consultas e cirurgias.

— Hoje, trabalhamos de duas formas: através de agendamento feito pelo SUS, sobre o qual não temos gerência, e cobrando preços acessíveis. São valores de custo para um serviço de qualidade muitas vezes superior ao que se vê no sistema privado — afirma o diretor médico do hospital, Arthur Bastos.

NOVOS PROFISSIONAIS NA EQUIPE
Algumas das áreas do hospital, no entanto, não têm convênio com o SUS.

— Temos uma excelente área de ortopedia que não atende os pacientes da rede pública, porque ela já tem o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Em outras áreas, não há interesse nosso no convênio. Porém, em todas elas existe a preocupação de cobrar um valor que não faça o hospital perder, mas que seja viável para o paciente — diz o diretor.

As melhorias passaram a aparecer, e novos profissionais se juntaram a outros que já atuavam na unidade, como a família Niemeyer, que cuida da área de neurocirurgia, e os Lemgruber, que gerenciam a parte de ginecologia.

O cirurgião plástico Ivo Pitanguy é um dos últimos a fazer parte do time do hospital. O médico atuava na sede da Santa Casa da Misericórdia, mas, com a crise na instituição, passou a exercer suas atividades na Gamboa.

O departamento de dermatologia, coordenado por Sérgio Costa e Silva, do Instituto de Pós-Graduação Dermatológica, multiplicou o número de pacientes do setor no hospital.

— Quando desenvolvemos a parceria, só tínhamos um médico da área, que não atendia regularmente. Atualmente, é um dos setores com mais pacientes na unidade — afirma Lemgruber.

‘ESTA REGIÃO SERÁ UMA VITRINE’
Localizado ao lado da Cidade do Samba e em frente à Baía de Guanabara, agora sem o Elevado da Perimetral atrapalhando a vista, o hospital já se articula para se beneficiar da revitalização da região do Porto. Para quem visita a unidade, é notória a diferença entre os setores apadrinhados e outros, como a recepção e a administração, que não se encontram em bom estado. A ideia é reformar essas áreas. Para isso, o hospital já conseguiu o apoio de duas empresas, mas ainda precisa de uma terceira e continua em negociação. O projeto já está pronto, mas as obras, por enquanto, ainda não têm data para começar.

— A revitalização da área está atraindo diversos investidores. As pessoas passaram a ver que esta região será uma vitrine. Ficou mais fácil vender este renascimento do hospital junto com o renascimento do Porto. Estão vendo que está ruim, mas que este será “o lugar”— conta Lemgruber.

Quando o dinheiro sair, o projeto será tocado pela mesma equipe responsável pela restauração do Teatro Municipal e da Casa da Moeda.

Atualmente, o Hospital da Gamboa atende em 19 especialidades e não conta com serviço de emergência.
Fonte : O Globo
Data : 23/07/2014

MERVAL PEREIRA - ESTABILIDADE ENGANOSA
Publicado em 07/23/2014 as 02:01 PM

A boa notícia para a presidente Dilma que a pesquisa do Ibope Inteligência, feita a pedido da TV Globo e do Jornal O Estado de São Paulo, traz é a estabilidade da corrida presidencial, embora sua tendência de queda tenha sido registrada, assim como o crescimento da candidatura oposicionista de Aécio Neves, ambas dentro da margem de erro.

Os indícios de que o futuro não guarda boas notícias para a incumbente estão, porém, registrados na pesquisa, assim como o noticiário econômico reforça a idéia de que ela não tem boas notícias daqui até a eleição. O fato de o próprio governo já estar admitindo uma inflação mais alta, próxima do teto da meta de 6,5% no ano, e o crescimento mais baixo, de 1,9%, já indica que dificilmente a situação econômica ajudará o projeto de reeleição.

A perspectiva de que entremos em uma recessão técnica, com dois trimestres negativos, é uma realidade que o governo terá que enfrentar. Esses dados têm como conseqüência a má avaliação do governo Dilma, com apenas 31% dos eleitores considerando-o bom ou ótimo, quando as pesquisas mostram que dificilmente um candidato à reeleição consegue êxito se tem avaliação de ótimo e bom abaixo de 35%.

A situação para um eventual segundo turno, que a pesquisa do Ibope indica ser provável, mostra a presidente Dilma com uma distância pequena, mas consistente, contra seu principal adversário, o candidato tucano Aécio Neves.

Melhor situação que o empate técnico apontado pelas pesquisas do Datafolha e do Sensus, mas sendo reduzida ao longo da campanha. Todos os gráficos mostram um crescimento dos oposicionistas e um decréscimo da presidente Dilma. Ela é escolhida por 41% dos eleitores brasileiros, enquanto o candidato do PSDB recebe 33%. É sintomático que a presidente Dilma cresça apenas três pontos em relação ao primeiro turno, e que Aécio acrescente 11 pontos percentuais à sua escolha. Até o candidato do PSB Eduardo Campos, que não cresce na pesquisa do primeiro turno, na simulação de um segundo turno contra Dilma aumenta incríveis 20 pontos percentuais, enquanto Dilma fica nos mesmos 41%.

A resiliência da presidente Dilma, no entanto, é uma força de sua candidatura. Independentemente de em quem irão votar, o Ibope constatou que mais da metade dos eleitores brasileiros (54%) acredita na sua reeleição. Isso não impede, no entanto, que Dilma continue sendo a candidata mais rejeitada de todos os que concorrem à presidência da República. Tem 36% de rejeição, contra 16% de Aécio Neves e 8% do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A maneira como a presidente Dilma está governando o país é desaprovada por metade (50%) dos eleitores brasileiros, e aprovada por 44%. São números que mostram uma estabilidade enganosa, mas destacam também a dificuldade que os candidatos de oposição estão tendo para convencer que são capazes de realizar as mudanças desejadas por nada menos que 70% dos eleitores.

O tal mercado

A propósito da coluna que escrevi recentemente sobre a influência dos mercados na política e vice-versa, recebi do cientista político Nelson Paes Leme interessantes comentários que podem esclarecer melhor os leitores. “Mercado e democracia sempre andaram juntos desde os primórdios da civilização. Era no Ágora grego, no Século de Péricles, onde se discutiam as grandes questões econômicas, filosóficas e sociais. É tão forte essa relação entre democracia e mercado que esse fenômeno se intensifica depois nas praças medievais florentinas, genovesas e venezianas e avança pela Renascença.

Quem viaja a Bruges, no antigo condado de Flandres, atual Bélgica, ou a Fribourg, na Suíça, por exemplo, pode ainda visitar sempre a "praça do mercado", precursora das bolsas de valores e das assembléias legislativas, como em inúmeras outras cidades medievais da Europa.

Era lá, na praça, onde se discutia política, economia e finanças, simultaneamente com o pregão que depois vai, comportadamente, para dentro das bolsas de valores. Até hoje, no cantão de Appenzell, na Suíça, vota-se na praça as grandes questões administrativas, financeiras e econômicas cantonais.

Os termos "cheque desta praça" e "quebrar a banca" vêm desse momento muito rico. Neste último caso, o conjunto dos comerciantes e mercadores, com o placet popular, literalmente "quebravam", em público, a banca do comerciante que não cumpria com seus compromissos, como emblema de que ali, naquela praça, não mais poderia vender suas mercadorias. Daí vem o termo "quebrar" para designar "falir", utilizado até os nossos dias.
Fonte : O Globo
Data : 23/07/2014

JUSTIÇA MANTÉM CANCELAMENTO DE LEILÃO DE PETRÓLEO
Publicado em 07/23/2014 as 02:01 PM

A Justiça Federal do Rio manteve o cancelamento da 8ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), realizada em 2006 e suspensa porque ofereceu blocos localizados em áreas do pré-sal, cuja descoberta seria divulgada em 2007, informou nesta terça-feira, 22, o órgão regulador.

A rodada, sob regime de concessão, previa a oferta de 284 blocos exploratórios, mas foi suspensa após a realização de apenas dois leilões. Após a suspensão, uma das empresas consideradas vitoriosas processou a agência reguladora e a União exigindo a confirmação da vitória, o que foi negado pela 17ª Vara Federal, na última semana.

A italiana Ente Nazionale Idrocarburi S.p.A. (ENI) ofereceu bônus de assinatura de R$ 307 milhões no leilão para o Bloco S-M-857, localizado na Bacia de Santos. Na ação, a companhia alegou que já havia sido declarada vencedora quando a suspensão foi determinada, via liminar. Por isso, questionava a suspensão e reivindicava o direito ao contrato de concessão.

A área integra o chamado Polígono do Pré-sal, que posteriormente recebeu uma legislação específica para a realização de leilões, com modelo de partilha.

A decisão da Justiça Federal avalia que não há ilegalidade na resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) referente ao cancelamento da rodada. A resolução que permitiu o cancelamento da rodada foi aprovada em 2012, após a realização da 8ª Rodada e também depois da alteração da legislação sobre os modelos de leilões para o pré-sal.

Com a alteração no marco regulatório para as áreas do pré-sal, aprovado em 2010, a Petrobras se tornou a única empresa autorizada a operar os blocos localizados ali. A estatal também é obrigada a participar com pelo menos 30% dos consórcios que concorrem aos leilões de exploração dos blocos do pré-sal.

Em sua defesa, a ANP, via Advocacia-Geral da União (AGU), argumentou que "não existe direito adquirido até que sejam cumpridas todas as etapas da licitação", segundo comunicado divulgado pela agência. De acordo com a ANP, o bônus de assinatura não foi pago.

Na decisão, publicada na última semana, o juiz Eugênio Rosa de Araújo, rejeitou os argumentos da petroleira italiana e avaliou que a alteração nas legislações e a resolução do CNPE "foram devidamente motivadas por razões de interesse público".
Fonte: Portal A Tarde/Antonio Pita
Data : 23/07/2014

ENERGIA - SOCORRO ÀS DISTRIBUIDORAS SUBIRÁ PARA R$ 17,7 BILHÕES
Publicado em 07/23/2014 as 02:00 PM

Aneel confirma novo empréstimo às empresas, desta vez de R$ 6,5 bilhões, valor que se junta aos R$ 11,2 bilhões que já obtiveram para enfrentar os desequilíbrios registrados até abril.
DA REDAÇÃO

Odiretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, confirmou que o valor demandado pelas empresas de distribuição de energia para resolver o rombo do setor até o fim deste ano é de R$ 6,5 bilhões, valor que se junta ao empréstimo de R$ 11,2 bilhões que elas já obtiveram para enfrentar os desequilíbrios registrados até abril. Com isso, o socorro já vai para a casa do R$ 17,7 bilhões em 2014. “O valor demandado pelas empresas é mesmo de R$ 6,5 bilhões e esse valor, a princípio, resolve o problema até o fim do ano”, disse Rufino.

O pool de 13 bancos do primeiro socorro foi ampliado para 15 nesta ajuda adicional. Eles entrarão com R$ 3,5 bilhões e o Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES), com o restante.

Segundo Rufino, o BNDES pode entrar no pool de bancos que já foi responsável pelo primeiro empréstimo ou ter um contrato em separado com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que faz a ponte entre as instituições financeiras e as empresas de energia. “Se o BNDES participar, deve aderir à operação já desenhada. A ideia é que sejam as mesmas condições já acordadas”, afirmou. “As garantias dadas são muito robustas e fortes”, completou.

O diretor-geral lembrou que o empréstimo ainda está em negociação e disse esperar que o novo contrato possa ser firmado até o próximo dia 31, prazo até o qual parte da liquidação dos gastos de maio do setor foi adiada pela Aneel. “Mas se não sair o novo empréstimo até essa data, podemos adiar novamente a liquidação”, concluiu.

Copel
A Aneel aprovou ontem a redução, a pedido da Copel, do reajuste médio a ser aplicado nas tarifas da distribuidora paranaense para 24,86%, ante os 35,05% que haviam sido aprovados pela agência reguladora em junho. A diferença, que equivale a cerca de R$ 622,4 milhões, será incluída como componente financeiro nos próximos reajustes de tarifa da Copel, empresa controlada pelo governo do Paraná.

O governo paranaense já havia adotado posição semelhante, de não aplicar todo o reajuste aprovado pela Aneel, no ano passado. Quando a Aneel aprovou, em 24 de junho deste ano, o reajuste médio de 35,05%, o governo anunciou no mesmo dia a suspensão da aplicação dos novos valores até que se chegasse a uma solução – no caso, o diferimento de parte do reajuste.
(Com agências)
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 23/07/2014

SETOR ELÉTRICO: DÍVIDA DE R$ 3,4 BI
Publicado em 07/23/2014 as 02:00 PM

O governo segurou por todo o primeiro semestre o pagamento de R$ 3,4 bilhões devidos a empresas do setor elétrico para evitar um resultado ainda pior nas contas públicas. Esse dinheiro deveria ter sido transferido pelos fundos setoriais, administrados pela Eletrobrás e bancados pelo Tesouro Nacional, para pagar o combustível usado nas usinas térmicas em sistemas isolados da Região Norte e para subsidiar distribuidoras de energia que atendem diretamente consumidores rurais em todo o País.

Os pagamentos atrasados pelo governo serão regularizados entre agosto e setembro, segundo apurou a reportagem com empresas e fontes da equipe econômica. Este foi o compromisso assumido na sextafeira pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, em reunião com dirigentes do setor no Ministério da Fazenda.

De acordo com fontes da equipe econômica, a arrecadação federal deve crescer nestes dois meses auxiliada pelos recursos do Refis, o programa de parcelamento de débitos atrasados de empresas com o Fisco que será reaberto. Além disso, é esperado para setembro o pagamento do bônus de R$ 2 bilhões devido pela Petrobras pela exploração dos campos de pré-sal cedidos à estatal.

A retenção dos R$ 3,4 bilhões ocorreu em dois fundos setoriais, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Esses fundos são mantidos, desde 2013, majoritariamente com recursos do Tesouro, mas são administrados pela Eletrobrás. Até o início de 2013, esses fundos eram bancados pelos consumidores que pagavam a conta de luz. A retirada deles dessa conta diminuiu o preço da tarifa, mas aumentou os gastos do Tesouro.

Do total em atraso, R$ 1,7 bilhão deixou de ser pago às distribuidoras como parte do “subsídio cruzado” e outro R$ 1,7 bilhão deixou de ser repassado da CDE para a CCC e, assim, não foi para as térmicas do Norte. Esses gastos com subsídios cruzados são feitos pelo governo às distribuidoras que precisam cobrar uma tarifa menor de categorias especiais de consumidores rurais, como aquicultura e irrigação.

Desembolso
Até agora, somente as despesas com subsídios cruzados do mês de janeiro foram repassadas às concessionárias. Esse desembolso ocorreu apenas neste mês de julho e somou R$ 300 milhões. O governo ainda deve R$ 1,7 bilhão referentes a gastos de fevereiro a junho. Parte desse dinheiro retido nos cofres federais deve ser liberado somente em agosto, e, ainda assim, apenas as parcelas devidas pelo período de fevereiro a março.

A outra metade do dinheiro retido se refere à CCC, que paga os custos com o combustível utilizado pelas termelétricas que abastecem a Região Norte. A CCC era um encargo cobrado na conta de luz de todos os brasileiros até janeiro de 2013, mas foi extinta quando a presidente Dilma Rousseff reduziu a tarifa.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 23/07/2014

MOVIMENTAÇÃO DO TECON NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2014 É 21% MAIOR NO COMPARATIVO COM 2013
Publicado em 07/23/2014 as 02:00 PM

O Tecon Rio Grande, um dos principais terminais de contêineres da América Latina, fechou o primeiro semestre de 2014 com saldo positivo. O volume total de cargas movimentadas, 355,3 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), foi 21% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Este resultado se deu, essencialmente, pelo incremento em cabotagem – movimentação de cargas entre portos do mesmo país - e pelo crescimento de aproximadamente 150% no transbordo - especialmente de cargas oriundas da Argentina.

Entre os números de destaque do semestre e que alavancaram o crescimento estão a quebra de algumas marcas históricas em suas operações. Em maio, a cabotagem teve seu recorde registrado com 3.900 TEUs movimentados. Entre os produtos de destaque estiveram móveis, vinhos, conservas, leite em pó e, especialmente, arroz para o Nordeste. Já abril foi o melhor mês para as operações no Terminal desde o início das operações em 1997. Os 41.575 contêineres - 640 em média, por navio, foram responsáveis por este resultado histórico.
As principais cargas longo curso transportadas no semestre foram frango, resina, tabaco e carne suína para destinos como Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte e Sul. Além disso, o Tecon Rio Grande passou a operar novas cargas na primeira metade do ano.

Montadora Foton movimenta cargas pelo terminal
A chinesa Foton, uma das maiores fabricantes de caminhões do mundo e que está se instalando em Guaíba (RS), está movimentando cargas pelo Terminal. Peças, acessórios e até mesmo caminhões montados e adaptados ao mercado brasileiro estão desembarcando em Rio Grande. A previsão é que, até a conclusão da fábrica – prevista para o final de 2015 –, mais de 3 mil caminhões sejam movimentados no Terminal. Cargas como toras de madeira, entre outras, também se incorporaram, em maior volume às demais movimentadas pelo Tecon Rio Grande de janeiro a junho, contribuindo para a elevação do número.

Para o diretor comercial do Tecon Rio Grande, Thierry Rios, a produtividade das operações do terminal é o diferencial para o crescimento. “Oferecemos segurança, ótima infraestrutura e boas condições para diferentes segmentos da economia. Trabalhamos desde cargas agrícolas, alimentícias e de outros setores industriais, e contamos com estrutura montada para atender com excelência os atuais e novos clientes. O nosso calado, 40 pés, permite que trabalhemos com grandes navios, acompanhando o crescimento do segmento”, destaca.

Investimentios
Ainda no primeiro semestre, o Tecon Rio Grande investiu aproximadamente R$ 7 milhões na automação completa dos gates de entrada e saída do Terminal. Com o sistema OCR (Optical Character Recognition) é possível fazer a leitura eletrônica do caminhão ou trem que está entrando nas instalações do Terminal, bem como da numeração do contêiner – o que possibilita saber qual carga está sendo entregue. Não há, portanto, a necessidade de serviço manual para esse tipo de conferência, o que gera mais agilidade e rapidez na operação.

Para o segundo semestre, o Terminal planeja novas parcerias, projetos na busca de resultados positivos. “Nossa expectativa é manter o nível de crescimento verificado ao longo do ano. Apostamos, para isso, na qualificação dos nossos serviços, com novos investimentos e projetos, na fidelização dos atuais clientes e na atração de novos parceiros para o Tecon”, finaliza Rios.
Fonte: Jornal Agora (RS)
Data : 23/07/2014

PODER - EM PROCESSO DO TCU, RELATOR DO CASO DA REFINARIA DE PASADENA ISENTA DILMA
Publicado em 07/23/2014 as 02:00 PM

O relator do processo no TCU (Tribunal de Conta da União) que apura irregularidades na compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras vai propor que os conselheiros da empresa não sejam responsabilizados, entre eles a hoje presidente Dilma, pelas irregularidades na transação.

O relatório sugere a punição de diretores da estatal por irregularidades na operação, estimando um prejuízo de cerca de US$ 700 milhões (R$ 1,5 bilhão).

O processo que apura as irregularidades na aquisição tem previsão de ser votado amanhã e a proposta do ministro relator, José Jorge, poderá ser alterada por algum dos outros oito ministros do Tribunal de Contas.

Se a proposta do relator for a vencedora, a presidente e outras nove pessoas (entre elas seis ministros e ex-ministros) que participaram das reuniões como conselheiros aprovando as transações ficam isentas de punição no momento.

A proposta, contudo, abre a possibilidade para que eles sejam investigados caso novos elementos apareçam no processo que será aberto para cobrar os prejuízos na compra.

O relatório de José Jorge deve trazer um alívio para a campanha de Dilma, que temia uma decisão contrária à presidente. O tema foi explorado pela oposição, que acabou gerando a criação de CPIs no Legislativo, mas que não estão funcionando de fato.

O relator aceitou o argumento apresentado pela presidente Dilma Rousseff publicamente este ano de que o Conselho da estatal, nos anos de 2006 e 2007, não foi informado pela diretoria de algumas cláusulas dessa compra.

COBRANÇA

A decisão do relator será por confirmar as irregularidades na compra da refinaria, apontando um prejuízo de aproximadamente US$ 700 milhões (R$ 1,5 bilhão), sem considerar juros e multas, na compra feita pela Petrobras junto ao grupo belga Astra em 2006. Será a maior cobrança de valores desviados já feita pelo TCU, caso venha a ser confirmada.

De acordo com a proposta, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e outros 11 diretores e gerentes da companhia (entre eles os ex-diretores da área internacional Nestor Cerveró e de abastecimento Paulo Roberto Costa, preso preventivamente numa operação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro), terão ressarcir à Petrobras por esse prejuízo. Caso a decisão seja confirmada, ainda cabe recurso.

Para fazer a cobrança, será aberta uma TCE (Tomada de Contas Especial), que é um novo processo onde cada um dos responsabilizados poderá apresentar sua defesa individualizada. Nesse processo, o débito apontado poderá ser modificado ou até mesmo anulado pelo futuro julgamento do tribunal.

Os problemas na refinaria foram denunciados ao TCU em fevereiro de 2013 pelo procurador do tribunal, Marinus Marsico, e investigados ao longo de 15 meses. Após a análise de centenas de documentos da Petrobras, três técnicos do TCU apontaram que a Petrobras fez uma aquisição "antieconômica" da refinaria e dos estoques de óleo. De acordo com os técnicos houve "lesão ao erário, atos de gestão antieconômica e ilegítimos" nessa aquisição.

A Petrobras alegou em sua defesa que não houve prejuízo na aquisição de Pasadena e que o TCU desconsiderou alguns dos relatórios de consultorias e bancos que apontavam para a regularidade da transação. Os diretores da empresa também alegam, em depoimentos à diferentes comissões do Congresso, que não houve prejuízo na aquisição da refinaria americana.

HISTÓRICO

Em 2006, a Petrobras comprou do grupo belga Astra metade da refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões, incluídos estoques de petróleo. Os sócios brigaram por causa do custo da reforma que a Petrobras queria fazer na refinaria, que chegava a US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. Os belgas chegaram propor recomprar os 50% da Petrobras, que não aceitou.



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Divulgação        

Vista aérea da refinaria de Pasadena, no estado do Texas (EUA), cuja compra pela Petrobras virou alvo de investigação

A Petrobras então enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena, mas a Astra queria US$ 1 bilhão. Os sócios acabaram fazendo um acordo de US$ 788 milhões, mas sem aprovação do conselho da estatal brasileira ele não foi fechado, o que levou a uma disputa judicial nos EUA.

No final, após uma batalha judicial encerrada em 2012, a Petrobras acabou pagando US$ 885 milhões por 50% da refinaria. No total, a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005. Gabrielli diz que a Astra fez investimentos de US$ 360 milhões na refinaria após a aquisição de 2005 para defender o valor pago.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 22/07/2014

PODER - PF AFASTA 5 CARCEREIROS SUSPEITOS DE ENTREGAR CELULAR A DOLEIRO PRESO
Publicado em 07/23/2014 as 01:59 PM

A Polícia Federal no Paraná afastou nesta segunda-feira (21) cinco carcereiros que estão sendo investigados sob suspeita de terem fornecido um telefone celular para o doleiro Alberto Youssef quando ele já estava preso em Curitiba (PR). O doleiro está na custódia da PF desde 17 de março deste ano.

Os afastados são investigados sob suspeita de corrupção passiva –eles teriam recebido dinheiro para entregar o celular para o doleiro.

Dos afastados, apenas um era agente da PF. Os outros eram guardas municipais que estavam cedidos para a Polícia Federal. Cinco agentes da PF foram convocados para substituir os afastados.

O "Painel" da Folha revelou no último sábado que a PF abrira um inquérito para apurar a suspeita de que o doleiro falou com alguém depois de ter sido preso pela Operação Lava Jato, em 17 de março deste ano.



Reprodução

O doleiro Alberto Youssef, com equipamento que ele diz ter encontrado na cela, em abril deste ano

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O inquérito foi pedido pela delegada Érika Marena, que chefia a delegacia de crimes financeiros da PF em Curitiba. Entre outras medidas, ela determinou que a polícia apure se houve aumento de patrimônio dos carcereiros.

Uma das hipóteses investigadas pela PF é que Youssef teria mandado destruir documentos que o incriminariam ainda mais.

Ele é réu em cinco ações penais, sob acusação de ter participado da lavagem de dinheiro desviado de obras da Petrobras, entre outras acusações. A PF estima que o esquema de Youssef teria movimentado R$ 10 bilhões.

Na apuração sobre o uso do celular dentro da PF, os policiais já descobriram que Youssef tinha regalias quando esteve preso em 2003 no Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), da Polícia Civil do Paraná.

A doleira Nelma Kodama, também presa pela PF, relata em email apreendido que passava os fins de semana com Youssef dentro do Cope e que ele mantinha um escritório dentro da prisão. Uma das informações que a PF apura é que Youssef pagava R$ 30 mil por mês para ter esse tipo de privilégio.

O advogado de Youssef, Antonio Augusto Figueiredo Basto, diz que é "mentira" que seu cliente pagava por privilégios quando esteve preso em 2003.

Basto afirma que a suspeita do uso do telefone dentro da PF tem de ser apurada, mas ressalta que não há nenhum indício de que foi seu cliente que usou o celular: "Há outras pessoas na carceragem que podem ter usado o celular".
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 22/07/2014

PAINEL DO LEITOR - PETROBRAS CONTESTA REPORTAGEM SOBRE AUMENTO DA PRODUÇÃO NAS REFINARIAS
Publicado em 07/23/2014 as 01:59 PM

Em relação ao texto "Sob pressão, Petrobras leva refino ao limite", a companhia reafirma que suas refinarias atuam sob as melhores práticas nacionais e internacionais. A taxa de ocorrências foi de 8,3 em 2010 para 3,1 em 2014, e o nível de eficiência foi de 97,23% em 2014. O desempenho se deve ao cumprimento rigoroso do plano de manutenção e melhorias nos processos de gestão, que têm como resultado altos níveis de confiabilidade de equipamentos e unidades e garantia da integridade física dos trabalhadores.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 23/07/2014

PREFEITURA DOA TERRENO PARA IMPLANTAÇÃO DO PORTO SECO EM TERESINA
Publicado em 07/23/2014 as 01:59 PM

A prefeitura de Teresina doou o terreno para que a empresa Companhia de Terminais Alfandegados do Piauí (Porto-PI) possa implantar o porto seco da capital. O termo de doação do terreno foi assinado pelo prefeito Firmino Filho no último dia 18, e possibilita que a empresa dê prosseguimento ao processo de instalação da sua sede na capital.

O terreno doado pela Prefeitura pertence ao município e está instalado no Polo Empresarial Sul – Área de Expansão I. Ao todo, o terreno possui uma área 108.547,55 m². A doação do espaço foi regulamentada por decreto municipal. O documento de doação foi feito a favor da empresa Companhia de Terminais Alfandegados do Piauí (Porto – PI), destinado a construção e instalação de sua sede, em atendimento à política de incentivos fiscais do município de Teresina às empresas do segmento atacadista e logístico previsto em lei municipal número 4.527, aprovada em março deste ano.

Segundo o documento, o imóvel ora doado, reverterá sem ônus de espécie alguma, ao patrimônio do município, inclusive as benfeitorias e edificações nele existente, se dentro de dois anos contados a partir da data da escritura pública de doação, a entidade donatária não venha a desempenhar sua finalidade.

Com a doação do terreno, a Prefeitura amplia a atuação na concessão de benefícios para a instalação de empreendimentos empresariais que possibilitem o desenvolvimento do município e ainda a geração de emprego e renda aos teresinenses.
Fonte:Portal Cidade Verde.com
Data : 23/07/2014

GRUPO ESPANHOL GONVARRI INICIA CONSTRUÇÃO DE SEGUNDA FÁBRICA EM SUAPE
Publicado em 07/23/2014 as 01:59 PM

O polo de energia eólica em formação no Complexo Industrial Portuário de Suape ganha mais um reforço. A empresa Iraeta, ligada ao grupo espanhol Gonvarri, iniciou a construção da primeira fábrica de flanges eólicas do Brasil. A unidade terá 5,5 mil metros quadrados e receberá investimento de R$ 70 milhões. A previsão é de que a produção inicie no próximo ano. No local devem ser gerados 75 empregos diretos.


Ao ano devem ser produzidas quatro mil flanges, que são anéis responsáveis por unir os cilindros que foram as torres eólicas. Os equipamentos produzidos no complexo industrial atenderão a demanda da Gestamp, fabricante de torres e primeira unidade do grupo em Suape, que já está em operação. A demanda atual da Gestamp é de cerca de três mil flanges ao ano. A expectativa do grupo Gonvarri é de que a produção excedente seja destinada a outras empresas do setor.

Além da Gestamp, o polo eólico de Suape conta com duas fábricas em operação: a argentina Impsa, que produz aerogeradores, e a dinamarquesa LM Wind Power, fabricante de pás eólicas. Juntas, as três unidades em funcionamento somam investimentos de R$ 422 milhões e empregam 3.300 funcionários. A previsão é de que o Complexo de Suape abrigue também uma cadeia de suprimentos do setor. Para prospectar negócios, Suape se tornou, em 2012, o primeiro porto membro da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEeólica).
Fonte:Diário de Pernambuco(PE)/Rochelli Dantas
Data : 23/07/2014

PORTO DO RECIFE REGISTRA AUMENTO NO FATURAMENTO
Publicado em 07/23/2014 as 01:59 PM

O Porto do Recife aumentou o faturamento em 50% no primeiro semestre deste ano. O resultado foi superior a meta estabelecida pela diretoria no início do ano, que era de um incremento de 40% no período. Em janeiro do ano passado, o ancoradouro recifense trabalhava com o déficit de cerca de R$ 10 milhões. No mesmo período deste ano, o montante caiu para R$ 5 milhões.

"A cada mês nos aproximamos mais do objetivo principal que é voltar a ser uma empresa superavitária. O resultado só é possível porque mudamos as carcaterísticas dos negócios realizados pela empresa. Começamos, por exemplo, a atrair cargas de projeto, clientes em arrendamento de áreas e armazenamento de produtos", afirmou o presidente do Porto do Recife, Schebna Machado.

Entre os novos negócios conquistados está o Depósito Alfandegado Certificado (DAC) e de dois Entrepostos Aduaneiro. O DAC abrange uma área de 500 metros quadrados do pátio de estocagem. Além disso, o Armazém 5 (com 7.500 metros quadrados) e o pátio 5 (com 18.500 metros quadrados) viraram um entroposto. As áreas atendem ao projeto GE/Navalmare permitindo que a carga operada saia do Porto do Recife evirtualmente.

"Desde o final do ano passado, as empresas estão montando, com peças importadas via Porto do Recife os chamados skids, que são peças utilizadas pela Petrobras. Com a conquista do DAC, depois de montados os skids são exportados virtualmente para a Holanda e importados novamente para o Brasil, através do ancoradouro", explicou Machado. A operação gerou, de imediato, um aumento de R$ 176 milhões na arrecadação.
Fonte:Diário de Pernambuco(PE)/Rochelli Dantas
Data : 23/07/2014

PARCERIA COM MUNICÍPIOS GARANTE EXPANSÃO DO SETOR AEROPORTUÁRIO NO BRASIL
Publicado em 07/23/2014 as 01:58 PM

A implantação de um complexo aeroportuário precisa ser planejada de maneira ordenada para que as diretrizes de todos os envolvidos tanto das esferas governamentais, quanto do setor aeroportuário aconteçam em sinergia. Este é o consenso entre especialistas que lidam diariamente com a dinâmica relação entre aeroportos e as cidades localizadas em seu entorno.

O diretor comercial do aeroporto de Viracopos, Aluízio Margarido, acredita que a existência de um plano diretor é crucial para que o projeto de criação de um aeroporto se harmonize com o planejamento estruturado para a cidade na qual o complexo passará a existir. “É preciso ter regulamentações eficientes e harmônicas que pensem 30 anos à frente, garantindo, por exemplo, a acessibilidade ao aeroporto, a oferta de trabalho, entre várias outras questões que afetam a funcionalidade do complexo aeroportuário e a sua relação com a população que vive próxima a ele. Existe uma série de definições que temos que criar com os órgãos públicos para que isso possa acontecer ao longo dos anos”.

Outro ponto destacado pelo diretor é a localização onde o complexo será construído. Para que o aeroporto possa funcionar 24 horas, a área não pode ser próxima aos centros urbanos. Margarido também alerta para o fato que o aeroporto tem que congregar empresas e serviços de forma a criar um mix de receitas comerciais que permita não sobrecarregar as companhias aéreas com tarifas muito elevadas. “Além disso, a diversificação das receitas de um aeroporto, com a presença de diferentes empresas, tem impacto positivo no seu entorno porque gera mais empregos, negócios e divisas para toda a região”.

A importância dos complexos aeroportuários para os municípios já foi comprovada pela região de Campinas, que abriga o Aeroporto de Viracopos. As autoridades da cidade estão atentas as vantagens que este modal pode trazer e concentram seus esforços na criação de novos projetos capazes de identificar soluções para um crescimento ordenado. “A cidade está muito preocupada com isso, então tomamos diversas providências para que tudo aconteça de forma estruturada e organizada. O aeroporto traz muitos benefícios e o desenvolvimento é muito grande, por isso tivemos a iniciativa de encontrar ferramentas para trazer resultados bastante positivos para a região”, explica o Secretário de desenvolvimento econômico, Social e Turismo de Campinas, Samuel Rossilho.

Outro especialista que compartilha a opinião do diretor comercial de Viracopos é o presidente da Urban Systems, Thomaz Eduardo Barbosa Assumpção, que explica que os aeroportos passaram a ter um papel indutor e acelerador no desenvolvimento da cidade por ser um elemento de conectividade de negócios. “O Brasil precisa olhar para isso e aprimorar o modal como uma matriz do transporte. Esse papel é significativo e os municípios também precisam enxergar desta forma. O sistema aeroportuário é um diferencial competitivo de negócios e passa a ser uma chave importante porque integra todo o País”.

No dia 18 de setembro, o diretor comercial do aeroporto de Viracopos, Aluízio Margarido, o presidente da Urban Systems, Thomaz Eduardo Barbosa Assumpção e o secretário de desenvolvimento de Campinas, Samuel Rossilho, participarão do Painel Aeroporto Cidade – Aviação & Desenvolvimento Econômico, que acontece durante a 4ª edição da Airport Infra Expo & Aviation Expo, no Expo center Norte, em São Paulo. A feira internacional é dedicada à cadeia de fornecedores e equipamentos e serviços para o setor aeroportuário e aviação comercial.

As informações são da Assessoria de Imprensa - Airport Infra Expo & Aviation Expo 2014.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 23/07/2014

CONCURSO DA ANTAQ OFERECE 143 VAGAS COM BONS SALÁRIOS E TERÁ PROVA EM 15 ESTADOS
Publicado em 07/23/2014 as 01:58 PM

Um dos mais esperados entre os profissionais de transportes e navegação, o concurso público da Antaq foi oficialmente lançado com a publicação no Diário Oficial da União no último dia 18 de julho. São 143 vagas disponíveis para os cargos Especialista e Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários e Analista e Técnico Administrativo.

Os salários são atrativos, especialmente para os cargos de Analista Administrativo e Especialista em Regulação de Serviços de Transportes, variando de R$ 10.543,90 a R$ 11.403,90. Oara os cargos de Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários e Técnico Administrativo, as remunerações são de R$ 5.674,25 a R$ 5.418,25.

As provas serão realizadas no dia 28 de setembro nas seguintes localidades: Belém (PA), Brasília (DF), Corumbá (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Manaus (AM) Paranaguá (PR), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES). As inscrições se iniciam no dia 25 de julho no site do Cespe.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 23/07/2014

CONCURSO DA ANTAQ PREVÊ CURSO DE FORMAÇÃO ELIMINATÓRIO PARA ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO
Publicado em 07/23/2014 as 01:58 PM

O edital para o concurso público que será realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em 28 de setembro deste ano causou grande expectativa entre profissionais do setor e apresentou as regras do certamente que oferece 143 vagas. São oito as categorias de funções disponíveis, sendo seis de nível superior. Para um desse cargos, o de Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários, o concurso prevê um Curso de Formação Profissional de caráter eliminatório a ser ministrado em Brasília.

Leia também no:
http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Concurso/2014/ANTAQ_2014_ED_1_ABERTURA.pdf

Antes do curso, os candidatos serão examinados em provas objetivas e discursivas e terão seus títulos avaliados. Os aprovados serão convocados para o curso, que será realizado em turmas, segundo a ordem de classificação dos candidatos aprovados na primeira etapa do concurso.

A carga horária será de até 160 horas e as aulas serão presenciais, com atividades que poderão ser desenvolvidas nos turnos diurno e noturno, inclusive sábados, domingos e feriados.

Será eliminado do concurso o candidato que deixar de efetuar a matrícula no prazo determinado, não frequentar no mínimo 85% das horas de atividades ou obtiver nota final inferior a 60% dos pontos possíveis.

Durante o curso, o candidato receberá auxílio financeiro, na forma da legislação vigente, sobre o qual incidirão os descontos legais, ressalvado o direito de optar pela percepção do vencimento e das vantagens do cargo efetivo, em caso de ser servidor da Administração Pública Federal.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 23/07/2014

PORTO DE PARANAGUÁ: FRANGO LIDERA E CARNE BOVINA CRESCE NO PANORAMA DE EXPORTAÇÕES
Publicado em 07/23/2014 as 01:58 PM

O volume de carne exportada pelo Porto de Paranaguá está maior. No primeiro semestre deste ano, foram 684 mil toneladas exportadas, 23% a mais que o exportado no mesmo período do ano passado. Em relação à carne bovina, este aumento foi ainda maior: 71,5%. No total, as exportações de carne do Porto de Paranaguá geraram uma receita cambial de quase US$ 1,47 bilhão – quase 18% a mais que a receita arrecadada no primeiro semestre de 2013.

De janeiro até junho, foram quase 63 mil toneladas de carne de boi, exportadas principalmente para Hong Kong, Venezuela, Egito, Rússia e Irã. Em 2013, no mesmo período, foram quase 36,7 mil toneladas. As exportações do produto geraram mais de US$ 279 milhões de receita.

“As exportações da carne bovina aumentaram bastante, porém, em volumes, o destaque continua para as exportações do frango que, nos primeiros seis meses deste ano, geraram mais de um bilhão de dólares de receita cambial”, afirma o diretor comercial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese.

No primeiro semestre deste ano, foram quase 557 mil toneladas de frango exportadas – 20,5% a mais que o volume do ano passado. O principal destino dessa carne foram países como Arábia Saudita, Japão, Hong Kong, China e Emirados Árabes.

Origem
A carne bovina exportada pelo Porto de Paranaguá, neste primeiro semestre, foi produzida em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Goiás, Minas, Santa Catarina e Bahia (respectivamente, segundo o volume).

Mais da metade do volume de frango exportado pelo terminal paranaense foi produzida principalmente no próprio Estado. O restante veio de estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas, Mato Grosso, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algum volume do Pernambuco, respectivamente.

Outras carnes
Além da carne bovina e de frango, também foram exportadas carne suína (mais de 25 mil toneladas), peru (14 mil toneladas), carne equina (488 toneladas) e de caprinos e outros animais (mais de 23 mil toneladas).

Da carne de cavalo, a mais exótica entre as exportadas pelo Porto de Paranaguá, os principais destinos foram a Rússia (477 toneladas) e a Itália (quase onze toneladas). Quase toda carne equina exportada é produzida no próprio estado. O volume exportado este ano, no primeiro semestre, foi quase 144% maior que o movimentado no mesmo período de 2013.

Operações
As carnes (congeladas) são exportadas pelo Porto de Paranaguá em contêineres que chegam até o porto de duas maneiras: ou vêm já prontos para exportação (estufados e lacrados nas unidades produtoras) ou são estufados em armazéns locais. Neste segundo caso, o principal operador da carne congelada é a empresa Martini Meat Armazéns Gerais.

A estrutura da empresa, em Paranaguá, funciona como apoio logístico retroportuário, tanto na parte de armazéns (com capacidade de 27 mil toneladas), com habilitação para os principais mercados mundiais, quanto com pátio de contêineres com tomadas para os refrigerados, para servir de apoio ao exportador.

“Somos um serviço de retaguarda. Cuidamos do processo de pré-embarque, com armazenagem, ova e desova de contêineres, recuperação de frios, paletização e outros serviços, antes do produto partir para o efetivo embarque”, explica o diretor comercial, Marcelo Ostrowski.

De acordo com Ostrowski, nessa movimentação de carne, o Porto de Paranaguá vem se destacando entre os demais terminais, o que explica esse aumento na movimentação. “O Porto de Paranaguá está muito bem posicionado no mercado das exportações de carne. Tem uma série de facilidades que o torna bem atrativo e propício para essas movimentações. Além do Estado ser um dos principais produtores de frango e suíno, a gente consegue, dentro da área de influencia do Porto, trazer produtos vindos do centro-oeste, do Interior de São Paulo e de Santa Catarina”, afirma.

Ainda segundo o diretor comercial da Martini Meat, a inauguração e o início das operações no terceiro berço do Terminal de Contêineres também contribuíram. “O terminal conta com uma infraestrutura (de quase duas mil tomadas), preparada para atender linhas de navios para o mundo inteiro. Além disso, temos a presença do Ministério da Agricultura com estrutura e equipe aqui, para fiscalização e controle, que agiliza ainda mais as operações pelo Porto de Paranaguá”, conclui.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 23/07/2014

OS NOVOS CRITÉRIOS PARA A DRAGAGEM DOS PORTOS BRASILEIROS
Publicado em 07/23/2014 as 01:57 PM

Impossível fazer um omelete sem quebrar os ovos. Na atual conjuntura nacional, a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) estabeleceu um critério para execução da dragagem em um período longo, mas as condições efetivamente conhecidas são as do 1º ano. Por isso, os outros fatores de custo não conhecidos e sujeitos a variações futuras, são objetos de majoração para cobrir futuros e prováveis prejuízos.

Como cobrir futuros e prováveis prejuízos?
Por não se saber o quanto será dragado (avaliado a cada ano), os preços ofertados acabam sendo acrescidos de incertezas futuras tais como; tipos e dimensões das dragas; equipes e equipamentos mínimos necessários; produtividade e, sobretudo eficiência dos equipamentos empregados. No caso de assoreamento atípico num dos anos (dos dois em aberto) o trem de dragagem será obrigatoriamente revisto? Haverá ociosidade ou falta de equipamento? Como remunerar essa variável?

É óbvio que a concepção desse projeto torna impossível a sua condição de avaliação em termos de continuidade, o que fica concretamente demonstrado pelos insucessos dos Certames propostos pela SEP.

Como técnica de engenharia, a dragagem é uma matéria bem resolvida.

Inovar para garantir produtividade, com movimentação em escala de mercadorias nos portos brasileiros, significa mudar o atual paradigma de contrato de dragagem, integrando a sua função às demais atividades operacionais do porto.

Porque não privilegiar a infraestrutura aquaviária em detrimento aos serviços de dragagem? Continuar como está só vai aumentar a lama nos portos. Realmente é impossível fazer omelete sem quebrar os ovos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 23/07/2014

PLANEJAMENTO - CODESP INICIA ENTREVISTAS PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MESTRE
Publicado em 07/23/2014 as 01:57 PM

A partir desta terça-feira, todos os terminais do Porto de Santos e os envolvidos na atividade portuária, como prefeituras e associações, serão visitados e entrevistados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que vai analisar os planos do mercado para os próximos anos. A medida é o primeiro passo para a elaboração do Plano Mestre do cais santista. Ele será responsável por apontar a demanda de movimentação de cargas no complexo até 2030 e deverá ser concluído em cinco meses.

A elaboração de um novo planejamento do Porto de Santos foi iniciada na última segunda-feira, em uma reunião onde foram debatidos os primeiros passos para o estudo. Inicialmente, a previsão era de que o material fosse feito apenas no ano que vem, mas ele foi antecipado diante das necessidades do complexo santista.

Conforme A Tribuna publicou na última quarta-feira, o estudo será uma parceria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) com a Secretaria de Portos (SEP), e tem como objetivo identificar a vocação do complexo santista, seu direcionamento de cargas e os investimentos necessários para viabilizar a logística das cargas.

De acordo com o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Claudio Santana Montenegro, a ideia é que, após a conclusão do Plano Mestre, seja iniciado o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais santista.

“Entre o final de novembro e o começo de dezembro recebemos o produto, que é o Plano Mestre, como um presente de Natal. Em seguida, vamos iniciar o PDZ para definir o novo layout do Porto”.

Enquanto o plano mestre é um instrumento de planejamento, que inclui ações futuras, com base no crescimento do Porto e de suas atividades, o PDZ é operacional e se refere à distribuição e eficiência portuária. Ambos precisam estar alinhados, no entendimento da SEP, com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), amparado na Lei nª 12.815, a nova Lei dos Portos.

O objetivo dos estudos é melhor operacionalizar os portos brasileiros e garantir o escoamento de toda a produção nacional. A ideia é que, em Santos, o trabalho possa determinar não só o potencial de crescimento do cais e das instalações, mas também o tipo de carga a ser movimentada em cada região, nas duas margens do porto santista.

Integração

“Transporte não tem fim em si mesmo. Temos que ter a expectativa de demanda e construir o Porto. A expectativa é enxergar antes”, garante Montenegro. Para ele, o grande diferencial deste Plano Mestre é o alinhamento com o PNLP, que identificou a demanda de 36 categorias de produtos que são exportados pelo Porto de Santos.

Soja, aço e minério estão entre as cargas que já tiveram as suas projeções de produção e exportação feitas. Com base nesses dados, o governo pretende direcionar as mercadorias para cada porto brasileiro, garantindo uma logística eficiente e, consequentemente, reduções de custos. “O plano é casar a capacidade com a demanda projetada”, explica o executivo.

Atualização

O último estudo deste tipo foi realizado em 2010 e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre outras coisas, ele apontou uma demanda de 230 milhões de toneladas para 2024.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 22/07/2014

12 E 13 DE AGOSTO – FIM DOS GARGALOS NO PORTO SERÁ UM DOS TEMAS DO SANTOS EXPORT
Publicado em 07/23/2014 as 01:57 PM

A eliminação dos gargalos operacionais e de infraestrutura do Porto de Santos será um dos temas de debates durante o Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que será realizado nos próximos dias 12 e 13, em Guarujá. Em sua 12ª edição, o seminário também debaterá as mudanças planejadas pelo Governo Federal para o setor portuário após a lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos, além dos arrendamentos de áreas na região e os projetos de novos acessos à Baixada Santista.

O fórum reúne, todos os anos, especialistas, autoridades federais, estaduais e regionais em torno de temas estratégicos para o desenvolvimento do Porto de Santos. A expansão do complexo portuário mais importante do País e as medidas que devem ser tomadas para garantir seu desenvolvimento serão o principal tema de debates. O seminário é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.

A necessidade de investimentos nos acessos ao Porto de Santos, os projetos para o setor, que tem a exploração do transporte hidroviário como alternativa para deslocar as cargas entre os terminais e o sopé da Serra do Mar, além da remodelação da entrada de Santos, com a construção de novas pistas em direção à Margem Direita do Porto, serão discutidos em uma das mesas de debate, assim como a construção de um novo sistema rodoviário entre o Rodoanel e o Litoral.

Participarão da mesa o consultor do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente, Frederico Bussinger; o professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultor portuário, Rodrigo More, além do engenheiro civil e pesquisador do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sílvio dos Santos.

Além deste tema, para o diretor da Una Marketing de Eventos, Fabrício Julião, um dos destaques do encontro será a concorrência que a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) quer criar entre os portos públicos e os terminais privados.

“A proposta da SEP é aumentar a eficiência do setor em um mercado mais competitivo, para que os custos operacionais e logísticos sejam reduzidos. Para acirrar essa disputa, a legislação facilitou a abertura dos terminais privados e começa a estudar como melhorar o modelo de gestão das administrações portuárias”, explica.

Resultados

Para a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), o Santos Export é um fórum estratégico de discussão sobre as soluções dos desafios enfrentados pela comunidade portuária da Baixada Santista, cuja responsabilidade no impulsionamento do comércio exterior e da economia do Brasil é inquestionável.

“Esta edição, por sua vez, ganha ainda maior importância, tendo em vista o atual momento vivido pelo setor, diante da implementação do novo modelo de gestão portuária e do pacote de novas licitações nos portos organizados”, destaca o secretário-executivo da entidade, Matheus Miller.

O momento decisivo para o setor portuário também foi lembrado pelo diretor-presidente da Localfrio, Helio Vasone Junior. Para ele, esta é a hora da superação de muitos desafios, como o acesso ao porto, aumento das capacidades dos navios, terminais mais eficientes, entre outros.

“Como todos sabem, a nova Lei dos Portos mexeu significativamente no setor, e quem se adaptar rapidamente poderá oferecer novos serviço, destacando-se entre os concorrentes. O novo marco regulatório tem como principais objetivos trazer mais velocidade e qualidade ao setor portuário com custos mais competitivos, o que faz com que o Santos Export ganhe um peso extra neste ano de 2014”.

Inscrições

Estão abertas as inscrições do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. Elas podem ser feitas pelo site http://www.unaeventos.com.br/forumsantosexport/. Esta edição será realizada no Sofitel Jequitimar, na Avenida Marjory da Silva Prado, nº 1.100, na Praia de Pernambuco.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 22/07/2014

LICITAÇÃO - DOCAS ANALISA PROPOSTA PARA DRAGAGEM DE MANUTENÇÃO DO PORTO
Publicado em 07/23/2014 as 01:57 PM

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) iniciou na última segunda-feira a análise das planilhas de custos apresentadas pela firma dinamarquesa Rohde Nielsen. A empresa foi a primeira colocada no pregão eletrônico realizado há 10 dias para escolher a empresa responsável pela dragagem de manutenção dos trechos 2, 3 e 4 (do Entreposto de Pesca até a Alemoa) do Porto de Santos. Caso os valores sejam aprovados, ela será declarada vencedora do certame.

De acordo com a estatal, apesar do assunto ser tratado como prioridade, não há prazo, para que essa análise seja concluída. A Rohde Nielsen cobrou R$ 13,8 milhões pelo serviço e, conforme as regras de praxe, após concluída a etapa de apresentação de propostas, a de menor custo (primeira colocada) precisa comprovar os gastos em um prazo de 10 dias.

Durante esse período, o certame também pode ser suspenso, caso algum outro licitante se sinta prejudicado com o resultado da concorrência pública. Participaram da disputa a holandesa Van Oord, que apresentou a proposta de R$ 21 milhões, e a belga Jan de Nul, com o preço de R$ 22,3 milhões. Caso a primeira colocada não tivesse apresentado as planilhas de custo no prazo estabelecido, ela seria automaticamente substituída pelas demais interessadas.

Profundidade

O serviço contratado tem como objetivo garantir a profundidade do estuário até que a Secretaria de Portos (SEP) tenha sucesso na licitação para obra, que fracassou duas vezes. Os trabalhos visam manter a profundidade do Estuário que, devido à corrente das marés, sofre assoreamento.

Há duas semanas, a Marinha do Brasil identificou, inclusive, que o Trecho 2 (Entreposto de Pesca até as Torres de Energia) do Estuário perdeu 20 centímetros, uma vez que não houve dragagem de manutenção na área nos últimos meses.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 22/07/2014

INVESTIMENTO - EDIÇÃO DE INVERNO DO BOAT XPERIENCE COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA
Publicado em 07/23/2014 as 01:56 PM

Mais de R$ 60 milhões deverão ser comercializados na edição de inverno do Boat Xperience, o salão náutico que ocorre há nove anos em Guarujá. O evento começa nesta quinta-feira e deve reunir, pelo menos, 40 expositores, de estaleiros nacionais e estrangeiros. A novidade é a realização de cursos de qualificação, gratuitos aos visitantes, que visam a segurança de procedimentos e o entendimento de novas tecnologias na navegação.

Opções para todos os gostos. Esta é a promessa da organização, que espera receber pelo menos 10 mil pessoas ao longo dos quatro dias de exposição. Embarcações de R$ 40 mil a R$ 20 milhões, de 18 pés, o equivalente a 5 metros, a 80 pés, que correspondem a 25 metros.

“Nosso grande diferencial é o test-drive na hora e no mar. É como se a pessoa fosse até uma concessionária de automóveis e testasse o carro que gostaria de comprar”, explica o responsável pelo evento, Caio Ambrósio.

Entre as principais marcas, já confirmaram presença a Schaefer Yachts, Sessa Marine, Cimitarra, Chris Craft e Azimut Yachts. Todas terão embarcações disponíveis para a visitação e testes de pilotagem, inclusive para habilitados.

Inverno

Ao realizar um salão náutico fora do verão, estação mais propícia para movimentar embarcações de recreio e lazer, a intenção dos organizadores é atrair potenciais clientes que ficaram indecisos na hora da compra em outros eventos do gênero que acontecem, tradicionalmente, entre dezembro e janeiro.

“É mais uma opção para avaliar”, acredita o realizador. Por isso, há expectativa de bater os R$ 50 milhões e os 30 barcos comercializados na edição anterior.

No entanto, o valor não é totalmente movimentado durante a realização da feira, pois ainda acontece nos meses posteriores após o encontro inicial do comprador com o representante do estaleiro ou da marca. “A negociação começa lá (no salão náutico) e termina alguns meses depois. É um mercado que não está muito movimentado, por causa da economia. Mas está reaquecendo ao poucos, graças a oportunidades como essa”, diz Ambrósio.

Qualificação

Pela primeira vez, o Boat Experience vai oferecer cursos para os visitantes. Serão realizados sempre aos sábados e em horários alternados (divulgados no dia). Entre eles, haverá o de manipulação de material pirotécnico, que nas embarcações é usado como sinalização emergencial. Também haverá aulas de primeiros socorros, para casos de afogamentos ou outras eventualidades, e instruções para o uso de equipamentos de orientação, como o GPS (posicionamento global).

“Agora eles (os cursos) são obrigatórios e muitos ainda não os têm. É uma maneira de capacitarmos e atrairmos outro tipo de público”, garante o organizador da feira.

O evento será realizado em dois finais de semana: de 24 a 27 de julho e de 1º a 3 de agosto, das 11 às 19 horas no Porto Marina Astúrias (Guarujá). Tanto o estacionamento, quanto ingresso custam R$ 20,00. Maiores de 60 anos e criaças de até 12 anos são isentos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 23/07/2014

EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO DO BRASIL EM JULHO JÁ É A MAIOR EM 19 MESES
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

No acumulado de julho, as exportações somam 2,797 milhões de toneladas



A Petrobras produziu média de 2,008 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no Brasil em junho



O ritmo das exportações brasileiras de petróleo acelerou em julho e, mesmo com o mês em andamento, o volume embarcado já é o maior desde dezembro de 2012, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) ontem, segunda-feira.

No acumulado de julho, as exportações somam 2,797 milhões de toneladas, atrás dos 3,3 milhões de toneladas em todo o mês de dezembro de 2012.

Os embarques diários do produto atingiram 200 mil toneladas por dia nas primeiras três semanas deste mês. O ritmo foi de 109 mil toneladas/dia em junho e 50,5 mil toneladas/dia um ano atrás.

A elevação nos embarques ocorre num momento de crescimento da produção da Petrobras, que domina a produção e as exportações brasileiras --outras companhias que atuam no Brasil também aumentaram a produção em 2014.

A Petrobras produziu média de 2,008 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no Brasil em junho, alta de 1,5 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado e de 1,7 por cento ante maio.

A empresa não registrava média mensal acima de 2 milhões de bpd no brasil desde dezembro de 2012, quando produziu 2,03 milhões de bpd.

Na semana passada, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estimou um aumento de quase 40 por cento no faturamento das exportações de petróleo do Brasil em 2014 ante 2013, o que deverá ajudar a evitar que o país registre um déficit na balança comercial este ano.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 22/07/2014

EMBARQUES DE SOJA DO BRASIL SEGUEM ACELERADOS; VENDA DE MILHO FICA AQUÉM DE 2013
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

Os embarques brasileiros de soja, principal produto da pauta de exportações agrícolas do país, recuaram um pouco em julho após recorde em abril, mas seguem acima do registrado um ano atrás, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) ontem, segunda-feira.

As exportações de milho, por sua vez, ainda não conseguiram ganhar ritmo, com um volume embarcado até o momento neste mês insuficiente para encher dois navios.

O ritmo diário de embarque de soja ficou em 271 mil toneladas por dia nas três primeiras semanas de julho, contra 345 mil toneladas/dia em junho e 246 mil toneladas/dia em junho de 2013.

O ano de 2014 vem sendo de embarques recordes de soja no Brasil, após a maior safra da história do país, colhida no primeiro semestre.

Em abril, por exemplo, foram embarcados pela primeira vez mais de 8 milhões de toneladas da oleaginosa.

MILHO

Já o milho, que registrou pesados embarques no segundo semestre de 2013, não consegue repetir o bom desempenho até o momento.

O ritmo de exportações está em 7,5 mil toneladas/dia, ante 4,4 mil toneladas/dia em junho, mas 76 por cento abaixo do volume verificado em julho de 2013 (32 mil toneladas/dia).

Nos primeiros 14 dias úteis do mês, o Secex registrou embarques de 105 mil toneladas do cereal, menos que o necessário para encher dois navios Panamax, embarcações que carregam entre 60 mil e 70 mil toneladas de grãos.

Especialistas dizem que o mercado brasileiro de milho deve viver um segundo semestre turbulento, com uma ampla oferta global provocando fragilidade nos preços e incerteza sobre volumes a serem exportados pelo país.

Os principais Estados produtores do Brasil estão começando a colher a segunda safra da temporada 2013/14 que, apesar de não ser recorde como a do ano passado, está muito perto disso.

No entanto, boa parte desse milho chegará ao mercado quase junto com uma safra recorde dos Estados Unidos, maior exportador e grande concorrente do Brasil.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 22/07/2014

CANAL DO PANAMÁ COMEÇA A INSTALAR COMPORTAS PARA DUPLICAR CAPACIDADE
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

A primeira comporta da ampliação do Canal do Panamá foi colocada na câmara inferior da eclusa próxima ao oceano Atlântico .

A peça metálica pesa mais de três mil toneladas e teve de ter transportada por rampas de concretos especialmente construídas.

As comportas e eclusas formam um sistema que permite aos navios cruzar o desnível geográfico e cortar caminho entre os continentes Atlântico e Pacífico

No Panamá já estão oito das 16 comportas que serão instaladas nas novas eclusas do canal.

As oito restantes devem chegar em dois grupos de quatro vindas do estaleiro italiano que está produzindo os equipamentos há um ano. As eclusas vão duplicar a capacidade de transporte pelo canal, com navios maiores, passando de  300 milhões para 600 milhões de toneladas anuais de carga.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data : 22/07/2014

TCU IDENTIFICA SOBREPREÇO EM PORTO NO RIO GRANDE DO NORTE
Publicado em 07/22/2014 as 10:30 AM

O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou os esclarecimentos prestados pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte – Codern, empresa responsável pela construção do Terminal Salineiro de Areia Branca, no Estado do Rio Grande do Norte, também denominado Porto Ilha. As explicações solicitadas estão relacionadas às irregularidades verificadas em auditoria realizada anteriormente pelo tribunal, tais como sobrepreço de R$ 21,6 milhões e deficiências em projeto básico.

As deficiências constatadas no projeto básico da obra envolviam elementos essenciais, como ausência de estudos prévios de sondagens geológicas, de projetos arquitetônicos e de projetos complementares de instalações prediais. O relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, comentou que “o projeto básico tratava-se de trabalho datado de 1974, cuja adequabilidade, em termos de parâmetros geotécnicos então definidos, necessitaria ter sido reanalisada previamente à elaboração do projeto executivo, o que se deixou de fazer, entre outros motivos igualmente inaceitáveis, devido ao prazo de execução da obra e às limitações financeiras.”

Quanto ao sobrepreço, o ministro-relator comentou que “modificação tão relevante (550,6%) em um só item contratado deveria ter sido precedida de estudos de impacto sobre o equilíbrio econômico financeiro do contrato, devendo a citação por este dano ser dirigida não apenas ao consórcio executor, mas também a quem detinha competência para requerer tais estudos, seja ele o signatário do termo aditivo ou não”.  Após as explicações dadas pelos responsáveis, o sobrepreço verificado teve uma redução e passou a ser de R$ 19,6 milhões. O custo total da obra, contabilizados os aditivos e o consequente aumento de valor, foi de R$ 218,5 milhões.

O tribunal determinou a conversão do processo em tomada de contas especial para quantificação do débito, apuração dos fatos e identificação dos responsáveis, que deverão apresentar esclarecimentos pela aprovação dos serviços de elaboração do projeto básico com ausência de elementos essenciais.

A Codern é uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério dos Transportes.

Terminal Salineiro de Areia Branca (Porto Ilha de Areia Branca): é uma ilha artificial, retangular, construída em 1974 com areia e aço, em alto mar, e mede 92 metros de largura por 166 metros de comprimento. O aterramento foi realizado com material coralíneo tirado da região e coberto com um piso de sal para garantir a pureza do produto armazenado. Porto Ilha passou a ser o porto de escoamento de todo o sal produzido no Rio Grande do Norte.
Fonte: TCU – Tribunal de Contas da União
Data : 22/07/2014

CAIXA É PROTAGONISTA DA REVITALIZAÇÃO DO PORTO MARAVILHA
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

A Caixa é protagonista no projeto de revitalização do Porto Maravilha. Em junho de 2011, o FGTS autorizou o investimento e a Caixa arrematou 6,4 milhões de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da área de 5,5 milhões de m² incluída no projeto.

Conforme o edital do leilão, feito pela Prefeitura do Rio, o vencedor arcaria com todo o investimento, calculado em R$ 8 bilhões ao longo de 15 anos. Para compensar o risco de financiar sozinho o valor, tem prioridade na compra dos terrenos públicos da área, após serem desembaraçados pela Prefeitura.

A Caixa venceu o leilão pagando R$ 3,5 bilhões pelos Cepacs, títulos financeiros que equivalem ao pagamento de outorga por adicional de construção - valor que um empreendedor paga a mais para construir prédios com área superior ao permitido na legislação municipal.

O valor pago pelos Cepacs faz parte dos R$ 8 bilhões financiados pela Caixa. Os títulos são um ativo, têm valor no mercado e os incorporadores precisam adquiri-los para aprovarem seus projetos na Prefeitura.

Para gerir a operação financeira, a Caixa alocou os Cepacs e os terrenos comprados no Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FII PM), do qual sairão os recursos para as obras de infraestrutura.

Ontem, segunda-feira (21), o fundo tem patrimônio de R$ 4 bilhões. A aposta da Caixa é que o FII PM terá capacidade de arcar com cerca de R$ 8 bilhões porque o patrimônio crescerá, com a valorização dos Cepacs e, principalmente, com o retorno dos investimentos.

Desde o início, a estratégia do fundo tem sido, em vez de apenas vender os títulos, negociar sua troca por uma participação no empreendimento - para lucrar com o aluguel de escritórios ou com a venda dos imóveis para investidores.

Os impasses nas negociações com a Caixa giram em torno dos preços salgados de terrenos e dos Cepacs.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 22/07/2014

TRANSPETRO ENVIA ESCLARECIMENTOS SOBRE O EISA
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

A propósito de nota da coluna Primeira Linha sobre o Estaleiro Eisa, a Transpetro envia os seguintes esclarecimentos:

“1) A companhia não possui navios em construção no Estaleiro Ilha S/A (Eisa) nem contratos celebrados com a referida empresa; 2) A Transpetro possui contratos de compra e venda de navios vigentes com uma Sociedade de Propósito Específico, distinta do Estaleiro Ilha S/A (Eisa), criada para a construção dos navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) no Rio de Janeiro; 3) As obras de construção desses navios seguem normalmente, não tendo sido afetadas por nenhuma ocorrência relativa ao Estaleiro Ilha S/A (Eisa)”.

De acordo com a resolução 124, do Fundo de Marinha Mercante (FMM), consta a construção de 12 navios da Transpetro para o estaleiro Eisa Petro Um. Ao que se sabe, Eisa Petro Um é o novo nome do estaleiro Mauá, que, como o Eisa tradicional, pertence à empresa Sinergy, de German Efromovich.
Fonte: EcoFinanças / Sergio Barreto Motta
Data : 22/07/2014

ANTAQ E LLX CELEBRAM CONTRATO DE ADESÃO ADAPTADO À NOVA LEI
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

A União, por intermédio da ANTAQ, celebrou com a empresa LLX Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S.A. contrato de adesão adaptado à Lei 12.815. A assinatura aconteceu, na última quinta-feira (17), na sede da Agência, em Brasília. Participaram da solenidade o diretor-geral da Agência, Mário Povia, e os diretores Fernando Fonseca e Adalberto Tokarski. Os diretores da empresa, Alberto da Fonseca Guimarães, Luiz Fernando Nogueira e José Castanon, estiveram presentes.

Com a assinatura do contrato, a LLX fica autorizada a explorar a instalação portuária Terminal de Uso Privado Porto do Açu – Terminal de Minério, localizada em São João da Barra (RJ). A autorização compreende a movimentação e armazenagem de granéis sólidos (minério de ferro), destinados ou provenientes de transporte aquaviário. A área autorizada para exploração da instalação portuária corresponde a 1.893.406,10 metros quadrados.

Povia explicou que, ao sair do termo de autorização e migrar para o contrato de adesão, a LLX terá mais segurança jurídica e poderá captar mais investimentos. A autorização terá vigência por 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adesão. “Estabelece-se um horizonte de outorga definido”, ressaltou o diretor-geral da ANTAQ.

O prazo será prorrogável por períodos sucessivos desde que a atividade seja mantida e a empresa promova os investimentos necessários para a expansão e modernização das instalações portuárias. Vale destacar que a LLX deverá manifestar o interesse na prorrogação do contrato com antecedência mínima de 18 meses de sua expiração.

O diretor-presidente da LLX Minas-Rio, Alberto Guimarães, disse que o terminal deve iniciar suas operações até o final de outubro. “Essa é nossa expectativa”, afirmou o executivo, informando que a instalação portuária poderá movimentar até 26 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Guimarães ressaltou que o minério de ferro chegará ao terminal através de um minerioduto, que tem 525km de extensão, com origem em Conceição do Mato Dentro (MG).
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 22/07/2014

PRORROGAÇÃO POR MAIS 50 ANOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS CAUSA DISCUSSÃO E NOVOS DESAFIOS
Publicado em 07/22/2014 as 10:29 AM

Foi aprovada ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado em dois turnos, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC), que estende os incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) até 2073. Aguardada desde 2010, a prorrogação dos incentivos promete, a partir de agora, “virar o jogo” da economia amazonense, atraindo investimentos e garantindo mais emprego e renda para o Estado.

Entretanto, os próximos 50 anos implicam desafios que precisam ser solucionados em tempo hábil. Empresários, consultores e estudiosos ouvidos por A Crítica falaram sobre o assunto. Para eles, há que se comemorar a prorrogação, mas sabendo de que ela não é suficiente para ativar todo o potencial da economia amazonense.

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a prorrogação representa tempo suficiente para que o modelo amadureça e desenvolva outras matrizes econômicas de forma a desfazer a dependência do Estado em relação ao parque industrial. “Em paralelo, não podemos deixar de trabalhar questões que historicamente afetam nossa competitividade como infraestrutura, logística, comunicação e energia”, relacionou.

Outro ponto importante, segundo Périco, passa pelo resgate da autonomia e da autoridade da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), dando-lhe mais independência do Governo Federal.

Gestão

Já na avaliação do economista e consultor empresarial José Laredo, a solução, para não repetir os mesmo erros da primeira fase do projeto, é a modernização da gestão.

“A ZFM é uma grande empresa. É preciso estabelecer metas a cumprir por seus gestores, com sistemática, fiscalização e avaliação de resultados por meio, por exemplo, de um Conselho Especial Gestor Local que possa dar suporte com experiência e recomendações essenciais para redirecionar o modelo para os anos vindouros”, sugeriu.

Efeito prorrogação

A vitória da prorrogação deve impactar diversos setores da economia local em curto prazo. Os novos investimentos, por exemplo, “congelados” pela incerteza da permanência do modelo, começam a ser reativados. “Em breve vamos anunciar projetos de grande porte que estavam aguardando a confirmação obtida hoje (ontem)”, declarou o secretário de planejamento e desenvolvimento econômico do Amazonas, Airton Claudino.

No comércio, os efeitos também serão positivos. Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, com a prorrogação, a indústria acelera, gera empregos, aumenta o consumo e aquece o comércio. “Apostamos que em menos de um ano, estaremos colhendo os frutos dessa boa notícia”.
Fonte: A Crítica Manaus(AM)/JULIANA GERALDO
Data : 22/07/2014

MELHORIAS EM PORTO E GERAÇÃO DE EMPREGOS NO BAIRRO SÃO RAIMUNDO EM MANAUS
Publicado em 07/22/2014 as 10:28 AM

Diante de uma das vistas mais belas do Rio Negro, os moradores do bairro São Raimundo, na Zona Oeste, tem esperança que o local receba melhorias e se torne atrativo para o comércio. Se durante muito tempo a travessia para o município de Iranduba foi realizada pelas balsas do porto do São Raimundo, hoje, a desativação da travessia deixou a saudade do movimento de pessoas no local.

Segundo a comerciante Luziana Moreira de Souza, 76, que mantém um restaurante no porto, o movimento diário de pessoas e embarcações deixou de existir desde que a Ponte Rio Negro foi inaugurada e, agora, apenas pequenos barcos atracam no local. Luziana lembra que antes da desativação, muitas pessoas tinham lanches e restaurantes e o lucro era melhor do que é hoje. “Só restou o meu restaurante e o de outro senhor que ainda insistimos em ficar aqui”, disse a comerciante.

O ideal de acordo com Luziana era que o porto voltasse a receber balsas, barcos e que a população tivesse a opção de fazer a travessia pelo porto e pela ponte Rio Negro. Outra sugestão era que, além da travessia para o município de Iranduba, as pessoas pudessem usar o porto para ir à outras cidades mais distantes. “Mesmo sem espaço, todos os dias, há um intenso tráfego de pessoas no porto da Manaus Moderna e da Ceasa. Uma das alternativas era que parte daquelas embaracações pudessem atracar no São Raimundo, pois aqui tem público, muitos turistas que chegam procurando passeios e artesanatos”, acrescentou Luziana.

Enquanto não encontram uma solução para movimentar o porto, os poucos comerciantes que restam ali fazem o que podem para se manter no local.

Na avaliação do comerciante Aderbal Junior Silva, 67, o comércio no local vai de mal a pior. Segundo ele, se antes era possível vender dez refeições por dia, hoje não se vende metade por que as pessoas deixaram de freqüentar o local.

Aderbal diz que entende as mudanças e os benefícios para os motoristas. “É mais rápido ir pela ponte, entretanto, somente a paisagem do rio e o vento no rosto somente a travessia por balsa pode proporcionar”, comentou.

No ano passado foi cogitou-se a utilização do porto do São Raimundo, como base para a instalação da Rodoviária de Manaus, que voltou a ser administrada pela prefeitura. Duas reuniões foram realizadas entre Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos no Estado (Arsam) e as empresas de transporte rodoviário, mas até agora a notícia se confirmou.

O superintendente municipal de transportes urbanos, Pedro Carvalho, disse, à época, que uma equipe técnica chegou a fazer um levantamento técnico do local, para iniciar as supostas instalações da rodoviária.
Fonte: A Crítica Manaus (AM)/JÉSSICA VASCONCELOS
Data : 22/07/2014

OSX NEGOCIA COM A CAIXA PARA VOTAR PLANO EM AGOSTO
Publicado em 07/22/2014 as 10:28 AM

A OSX, empresa de Eike Batista, está em negociações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para tentar assegurar o apoio do banco à aprovação do plano de recuperação judicial da companhia. A expectativa é que o plano seja submetido à assembleia geral de credores da OSX, para ser aprovado, entre os dias 15 e 25 de agosto. A cerca de um mês da reunião ainda não está claro, porém, se a CEF vai votar a favor ou contra o plano. A Caixa é uma das maiores credoras da OSX, companhia que tem dívidas totais de US$ 2,7 bilhões.

O plano de recuperação judicial foi apresentado à 3ª Vara Empresarial da Comarca do Rio em 16 de maio e envolve três empresas do mesmo grupo: a OSX Brasil, a holding de capital aberto, a OSX Construção Naval, que tem direito de uso de 3,2 milhões de metros quadrados no porto do Açu (RJ), e a OSX Serviços. Esta empresa atende com tripulação a OSX Leasing, que tem três plataformas de petróleo (OSX1, OSX2 e OSX3). A OSX 1 e 3 atendem a OGPar, ex OGX. Já a OSX 2 está na Malásia à espera de cliente interessado em utilizá-la.

A OSX Leasing ficou de fora do processo de recuperação judicial e responde, sozinha, por cerca de US$ 1,3 bilhão em dívidas ou 48% do total dos débitos das empresas OSX. No plano, a OSX previu que se conseguir vender alguma dessas plataformas e o dinheiro obtido for maior do que a dívida dessas unidades com bancos e financiadores (detentores de bônus) a diferença será usada para antecipar o pagamento da dívida. O plano da OSX prevê o pagamento da dívida em 25 anos, com três anos de carência, e correção pelo IPCA.

No plano, a Caixa aparece como credora da OSX Construção Naval com um crédito de R$ 461,4 milhões relativo a um empréstimo de curto prazo. Está também listado outro crédito em favor da Caixa, mas classificado como "extraconcursal" de US$ 307,1 milhões. Este crédito refere-se a um empréstimo repassado pela Caixa à OSX Construção Naval com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), linha de longo prazo para o setor naval. O empréstimo conta com garantias fiduciárias e não foi incluído no plano de recuperação.

Mas a Caixa teria tentando levar esse crédito para dentro do plano para ter um peso ainda maior no processo de recuperação judicial. Juntos, os dois créditos da Caixa somam cerca de R$ 1,2 bilhão. Hoje, três credores detêm mais de 50% da dívida da OSX Construção Naval, que é de cerca de US$ 870 milhões, excluindo os US$ 307,1 milhões "extraconcursais" da Caixa. Além da Caixa, essa lista inclui a Acciona, com R$ 300 milhões, e o Banco Votorantim, com R$ 588,7 milhões. Procurado, o Votorantim não se pronunciou.

Um dos critérios para conseguir aprovar o plano é a OSX obter maioria por volume de crédito, daí a importância de ter o apoio desses três credores. Também é considerada a maioria por número absoluto de credores. Neste ponto, a OSX parece estar tranquila pois no plano anunciou que serão pagos até R$ 80 mil a todos os credores quirografários (sem garantias) da OSX Construção Naval e até R$ 25 mil a todos os credores quirografários da OSX Brasil, a holding.

A Caixa fez o pedido de inclusão do crédito "extraconcursal" no plano ao administrador judicial, o que não foi aceito. Apesar da negativa, a Caixa estaria insistindo no pedido. Procurada, a CEF disse, via assessoria, que só vai se manifestar nos autos do processo, deixando em aberto qual será sua posição.

Até ontem não podia-se descartar, portanto, uma eventual tentativa da Caixa de impugnar o plano de recuperação judicial da OSX, embora o diretor financeiro da OSX Brasil, Claudio Zuicker, não acredite nessa hipótese. O executivo afirmou que a empresa está refinando para a Caixa o plano de negócios que pretende implementar na OSX Construção Naval, no porto do Açu. No local, a OSX tem direito de uso de 3,2 milhões de metros quadrados por 40 anos, renovável. Pelo contrato, a OSX tem de pagar um valor por metro quadrado à Prumo Logística, antiga LLX, que é a dona da terra.

A Prumo também é credora da OSX, mas não poderá votar na assembleia de credores pois é parte relacionada uma vez que Eike Batista ainda tem participação acionária na companhia. Zuicker disse que, além dos investimentos já feitos no estaleiro do Açu, será preciso fazer um investimento adicional entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. A holding da OSX controla a unidade de Construção Naval com 90% e a Hyundai Hevay Industries tem 10%. A ideia é utilizar a área para desenvolver atividades de construção naval, alugando o terreno para empresas a partir de R$ 70 por metro quadrado.

Outra possibilidade seria que companhias investissem recebendo em troca descontos no aluguel. A receita de aluguel será usada para pagar a dívida com os credores. "Nosso esforço é mostrar que podemos pagar os credores de forma antecipada vendendo ativos (plataformas) e buscando uma reestruturação da Unidade de Construção Naval. Nesse trabalho, a OSX tenta acordo com a Prumo. No plano, a previsão é ter 100% da área ocupada até 2018.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 22/07/2014

INOVAÇÃO NO SÉCULO XXI
Publicado em 07/22/2014 as 04:41 PM



Há poucas semanas, a Vale, junto com outras 10 empresas globais, participou de um fórum sobre o futuro do sistema em que o conhecimento científico e tecnológico é transformado em inovação. Essa reunião, organizada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), tinha como objetivo garantir que o fluxo da inovação não fosse interrompido por conta de uma frágil articulação entre as partes.
O conceito clássico de inovação pressupõe que são as empresas nascentes (start-ups) as responsáveis pelas inovações. Essas inovações entram nas grandes empresas e ganham escala mundial de duas formas principais. Em um desses caminhos, a empresa nascente cresce, ganha mercado e torna-se uma grande empresa. Vários exemplos desse caminho surgiram no século XX, sobretudo, nas áreas de computação (tanto hardware como software). No segundo caso, mais frequente, a empresa nascente é comprada por uma grande empresa que, então, absorve a tecnologia e, assim, mantém ou amplia seu mercado.

Mas inovar não é tão trivial. Primeiro, é preciso ter um cliente, um consumidor disposto a pagar pela inovação. Antes disso, é preciso ter uma ideia e desenvolvê-la a ponto de torná-la um produto ou serviço com qualidade e custo adequados. Por fim, todas as inovações se forem interessantes serão sempre imitadas, mas podem sucumbir caso não sejam continuamente renovadas. A adoção das inovações pelas empresas de grande porte, desta forma, alimenta o fluxo, mantendo a integridade da cadeia de inovação e produção, barateando custos e ampliando o acesso do consumidor.

O fluxo vital entre conhecimento e riqueza é frágil, precisa ser nutrido e ter suas partes integradas

No painel organizado pelo MIT, estavam representantes de uma das maiores farmacêuticas do mundo, da maior produtora de software, da maior empresa no setor eletrônico e da Vale. O que fazia esse público tão díspar em uma reunião como essa? E o que fazia uma mineradora no meio dessas empresas tão intensivas em tecnologia? Entendermos a lógica de um mundo globalizado é a melhor explicação para essas perguntas..

Em um mundo cada vez menos unipolar, mais e mais os atores globais têm que agir globalmente. Em um mundo cada vez mais diversificado, mais e mais temos que entender nossos fornecedores (de tecnologia, por exemplo) e nossos clientes. Na reunião no MIT, buscou-se definir denominadores comuns para a inovação nas grandes empresas. Como aproximar a academia e as empresas nascentes das grandes empresas e, assim, obter desenvolvimento e inovação fundamentais para nossa existência enquanto espécie neste planeta? Saúde, telefones, carros, minérios, água e comida, bem como segurança, são produzidos em escala mundial e de amplo acesso graças a complexos sistemas de inovação e produção nos quais academia e indústria interagem.

Também foi alvo de discussão a contribuição fundamental de organizações industriais (Bell Laboratories, Sarnoff Laboratories, etc.), que, por razões diversas, deixaram de existir ou tiveram muito atenuadas suas funções. A contribuição desses grandes centros de pesquisa industrial era um elemento fundamental na cadeia de inovação. Instituições como essas nunca existiram no Brasil. Seus principais similares nacionais mais equivalem aos grandes centros de P&D que diversas grandes empresas têm ao redor do mundo.

Em nosso país e no mundo, a conversa entre academia e indústria ainda é difícil, com preconceitos de ambas as partes. Para a academia, a indústria é míope, imediatista e nem sempre quer resolver o problema na raiz. Para a indústria, a academia não tem compromisso com prazos e não se interessa pelas questões práticas. Assim, as diferentes dinâmicas e objetivos dessas organizações geram um descompasso e muitas vezes ressentimentos. Por outro lado, quando funciona adequadamente gera riqueza para a sociedade. Em alguns lugares onde esse sistema floresceu (Vale do Silício, Boston, Triangle Park) gerou riqueza, empregos, prosperidade. Ao redor do mundo as tentativas frustradas de imitar esse modelo são múltiplas.

Estudando os modelos (de interação academia/empresa) que fracassaram e os modelos de sucesso, em 2009, a Vale criou o Instituto Tecnológico Vale (ITV). Sua missão: criar opções de futuro por meio de pesquisa científica e desenvolvimento de tecnologias de forma a expandir o conhecimento e a fronteira dos negócios da empresa de maneira sustentável.

Por outro lado, as atividades que colocam a mineradora como um dos líderes globais em seu setor obrigam-na a ser eficiente em suas minas, portos e ferrovias. As inovações que geram esse resultado nascem tanto dos empregados, dos centros de P&D, como das parcerias com universidades e empresas de todo o mundo. Como deixou claro o painel do MIT, esse fluxo vital entre conhecimento e riqueza é frágil, precisa ser nutrido e ter suas partes adequadamente integradas. A priorização de setores competitivos da economia, como é o da mineração, deveria ser a principal alavanca para a inovação do país. O governo não deveria alavancar suas bases de inovação exclusivamente em setores de alta tecnologia. A inovação precisa das grandes empresas e, sobretudo, daquelas que são líderes globais.

Murilo Ferreira é diretor-presidente da Vale. Graduado em administração de empresas pela FGV/SP tem mais de 30 anos de experiência em mineração
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

GOLDMAN SACHS RECOMENDA COMPRA PARA ADRS DA VALE
Publicado em 07/22/2014 as 04:41 PM

O Goldman Sachs acredita que dificilmente o preço do minério de ferro no mercado à vista permanecerá muito abaixo dos US$ 100 por tonelada no longo prazo e decidiu na segunda-feira aumentar o preço-alvo sobre os ADRs da Vale, que são recibos de ações negociados em Nova York. Para os papéis ordinários (ON, com direito a voto), a elevação foi de US$ 17 para US$ 18,80; para os preferenciais (PN, sem direito a voto), de US$ 14,90 para US$ 16,40, segundo relatório da instituição americana.

A recomendação do banco americano para ambos os ativos é de compra. Além disso, os analistas Marcelo Aguiar, Humberto Meireles e Diogo Miura indicam no relatório também a compra das ações preferenciais da Bradespar, holding que possui fatia tanto na mineradora brasileira como na companhia CPFL Energia, e aumentaram o preço-alvo sobre esses papéis de R$ 27,90 para R$ 29,90.

O Goldman está otimista com o segundo semestre para a Vale. Enquanto a produção se intensifica por causa do início e expansão de projetos, a divisão de metais não ferrosos da companhia brasileira aponta para uma melhora nos resultados, o que pode sustentar a rentabilidade do grupo apesar da queda do preço do minério de ferro.

Além disso, o banco vê os principais fatores de pressão de baixa sobre a cotação internacional da commodity já chegando ao fim. Na opinião do trio de analistas do Goldman, a maior parte da oferta que iria inundar o mercado em 2014 já foi enviada aos clientes e está a caminho ou em estoques nos portos, o que limita novos movimentos de queda no mercado à vista.

A equipe econômica do Goldman também prevê que a atividade chinesa vá se intensificar na segunda metade do ano, o que pode aumentar a demanda pelo insumo - a China é a maior compradora de minério de ferro do mundo e a Vale, a maior produtora. Os descontos que as mineradoras estão dando para o minério de baixa qualidade também podem garantir o preço spot mais próximo de US$ 100 por tonelada, completa o relatório do banco.

Mesmo assim, o banco cortou suas projeções para o balanço da brasileira. A receita líquida de 2014 é aguardada agora em patamar 3% menor, de US$ 40,16 bilhões, e o lucro, em nível 2,4% inferior, para US$ 9,17 bilhões.

Parte do otimismo de Miura, Meireles e Aguiar reside no fato de que o preço das ações da Vale estaria muito descontado. Nas contas dos três analistas do Goldman, hoje a companhia é negociada em bolsa a uma cotação que equivaleria a um preço de US$ 71 por tonelada para o minério de ferro.
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

RUMO GARANTE ESPAÇO PARA CARGAS DE CONCORRENTES NA ALL
Publicado em 07/22/2014 as 04:41 PM

Ao notificar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a incorporação das ações da ALL, na tarde de ontem, a Rumo informou sobre a criação de um Comitê de Assessoramento para garantir o transporte de cargas de empresas concorrentes do grupo Cosan, que controla a companhia.

A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL. Essas medidas foram apresentadas pela própria Rumo na notificação do negócio ao órgão antitruste.

De acordo com a petição que o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a Rumo apresentou salvaguardas de modo a garantir o uso da ferrovia por empresas concorrentes. "Embora não haja qualquer risco de discriminação ou preferência às cargas operadas pelas empresas do grupo Cosan, a nova companhia resolveu adotar algumas salvaguardas", diz o texto apresentado ao Cade.

A principal salvaguarda foi a criação de um Comitê de Assessoramento. O órgão terá caráter estatutário e permanente. Será composto por três a cinco membros independentes do conselho de administração da nova companhia resultante da união entre a ALL e a Rumo. Um desses membros será necessariamente indicado pela BNDESPar.

"Qualquer manifestação negativa por parte do Comitê de Assessoramento com relação à determinada operação ou transação condiciona sua aprovação ao voto afirmativo de, no mínimo, 90% dos membros do Conselho de Administração, o que significa, praticamente, poder de veto por cada um dos acionistas representados no conselho", afirma a Rumo no texto apresentado ao Cade.

Segundo o documento, o Comitê vai "impedir que exista tratamento desigual nas transações" envolvendo a nova companhia e as empresas do grupo Cosan.

A Rumo enfatizou ainda que o total de cargas transportadas pela Cosan nos trilhos da ALL é muito pequena. "Além disso, em mercados onde o modal rodoviário tem custos competitivos, pela proximidade do Porto de Santos, as usinas das empresas do grupo Cosan estão, em média, mais próximas do porto em relação a outras usinas, de modo que não há racionalidade logística para privilegiar essas usinas no uso da ferrovia", destacou a companhia no documento.

Na petição ao Cade, a Rumo argumenta ainda que a operação de incorporação de ações da ALL "representa um passo fundamental na direção de um grande salto para desatar o nó da logística brasileira, que tanto tem dificultado o crescimento do país". O investimento na malha gerará a ampliação da capacidade para a ferrovia, o que, aliado ao projeto logístico para captação de cargas, já desenvolvido pela Rumo, significará maior acesso de produtores ao modal ferroviário, aumentando a concorrência nos mercados de produção agrícola e a competitividade do país nas exportações."

A partir da notificação feita na tarde de ontem, o caso será examinado primeiramente pela Superintendência-Geral do Cade. Esse órgão poderá aprovar o negócio ou encaminhar sugestões com condições a serem impostas às empresas pelo Tribunal do Cade. É no Tribunal que os conselheiros decidem pela aprovação ou não das fusões e aquisições no Brasil.

A união entre a Rumo e a ALL só vai valer de fato com o aval final do Cade. Ao apresentar salvaguardas que garantem o uso da ferrovia por concorrentes da Cosan, as empresas se anteciparam a eventuais condições a serem impostas pelos integrantes do órgão antitruste e sinalizaram a intenção de estabelecerem um diálogo para obterem a aprovação ao negócio.
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

BNDES DEVERIA FOCAR NOS CRÉDITOS DE RISCO MAIS ALTO, DIZ DIRETOR
Publicado em 07/22/2014 as 04:40 PM

Ferraz diz que é preciso ficar atento aos desafios: "A perspectiva que se tinha do investimento está caindo muito"

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua firme no objetivo de reduzir o volume de recursos desembolsados este ano, na comparação com 2013, quando as liberações foram recorde, R$ 190,4 bilhões. E mantém planejamento "muito forte" de abrir espaço para o setor privado de crédito.

Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, o diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, afirmou que as políticas operacionais do banco - alteradas em janeiro - já dão o norte para a mudança na composição dos financiamentos. Para Ferraz o "cenário ideal" para o futuro é ter maior participação do banco em financiamentos de risco mais elevado, e em áreas onde não há interesse do privado.

"Uma das fontes de solidez e efetividade do banco é o fato de ele ter porte e instrumentos variados de operação. Ter escala e escopo contam em qualquer indústria financeira, e devem ser mantidos. A composição do que nós fazemos é que vai mudar. Pode ser que onde os retornos são mais claros para o setor privado, nossa participação seja menor, e pode ser que a gente evolua, e acho que já está acontecendo isto, na crescente participação em infraestrutura", disse.

Segundo Ferraz, a evolução deve ocorrer dentro das áreas também. "Infraestrutura, de 2005 para cá, apoiava hidrelétricas, depois eólicas. A nova fronteira é a solar. Na logística, vai de rodovias, aeroportos e portos a ferrovias. Na infraestrutura urbana testamos saneamento, mas provavelmente mobilidade será maior para depois migrar para outras áreas", afirmou.

A mudança na composição dos financiamentos do BNDES é lenta, em função do porte do banco, e é influenciada pela conjuntura econômica. "Tínhamos planejamento muito forte de abrir espaço para o setor privado [de crédito]", afirmou Ferraz. "Continuamos com isso, mas não podemos nos negar a ver que o setor privado pode ter dificuldades, que [precisem ser mitigadas pelo banco] dado a ausência de outras fontes de apoio."

Sobre as operações diretas do banco, ele afirma que a maior parte das atividades do BNDES continua. "As áreas de operações diretas já estão contratadas, estou começando a olhar 2016. Mas é preciso estar atento em como mitigar os desafios que estão se colocando agora. A perspectiva que se tinha do investimento está caindo muito em relação ao início do ano", disse Ferraz.

"Isso acontece em um ambiente onde, dados os compromissos assumidos pelas autoridades de Brasília, da solidez do fiscal, da inflação, o banco está operando em um espaço limitado", afirmou o executivo, em alusão aos compromissos assumidos pelo governo e pelo Ministério da Fazenda de reduzir gastos.

Além do fator econômico, a mudança na composição do BNDES sofre influência do desenvolvimento brasileiro, um processo "cheio de tensões, desequilibrado". "Veja toda dificuldade para colocar de pé agenda de infraestrutura. As dificuldades não são só públicas, [e vêm] de um sistema democrático onde as operações têm que estar abertas, onde a dimensão ambiental, das minorias, as licenças de operação passam pelo escrutínio de instituições de naturezas diferentes, onde as empresas do setor privado têm um balanço que precisa ser fortalecido, e obviamente vão querer uma taxa mais alta com risco menor, e não querem dar garantia", observou.

Apesar da colocação, Ferraz está "tranquilo e esperançoso" em relação as concessões de infraestrutura que estão sendo realizadas pelo governo através do Programa de Investimentos em Logística (PIL). "Os sinais que temos são de taxas de crescimento importantes nos projetos, na demanda por financiamento e no apetite dos investidores pelas debêntures. Começa a haver um mercado secundário de compra e venda dos papéis [de infraestrutura]. Esta é uma agenda de 10, 15, 20 anos", afirmou.

Sobre os comentários de que o setor privado estava avaliando como baixos os retorno dos investimentos em infraestrutura, Ferraz minimizou. "Se você é um investidor, é óbvio que você vai querer a maior taxa de retorno e o menor nível de garantia", disse.

Sobre os bancos privados, afirmou que o desafio é de outra natureza. "Nós ainda dependemos de funding nas condições TLJP [taxa de juros de longo prazo, hoje em 5%] ou FGTS que amplamente são o que alimentam os bancos para que eles operem". O desafio, segundo ele, é como ampliar o lado passivo e ativo destes bancos, hoje "muito curtos". Ferraz afirma que isto vai começar a mudar quando cada um dos brasileiros sair da lógica do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI, referência para aplicações atreladas aos juros básicos).

Os repasses do BNDES para bancos privados financiarem infraestrutura também estão fluindo bem, afirma. "Apesar de estar em ano de eleição ainda foram lançadas algumas chamadas, o importante é manter ao longo do tempo". As debêntures de infraestrutura, segundo Ferraz, devem começar a entrar nos projetos do PIL já leiloados em uma fase mais avançada, "quando os investidores possam ver que os recebíveis estão próximos". "A gente ainda conseguiu desenhar esquemas de 'cross default', de vencimento cruzado, para minimizar os riscos de emissores de títulos. Há toda uma arquitetura sendo desenhada, do nível de participação em uma linha de crédito tradicional, ao desenho de fundos com previsibilidade de lançamento de dois ou três anos ou aos financiamentos de infraestrutura, para atrair o investidor privado", explicou.

Em sua avaliação as demandas por investimentos de risco ou de infraestrutura são tão reprimidas, que as taxas de retorno são muito atraentes. E citou a evolução da indústria de fundos, antes limitada a "equities" (ações), agora se diversificando para fundos de venture capital (capital de risco) e capital semente.

Em 26 de junho teve fim o prazo dado pelo BNDES para envio de propostas de gestão para Fundos de Investimento em Participação (FIP), para setores ligados a infraestrutura, base tecnológica, educação, saúde, economia criativa e fundo de fundos. O percentual máximo de participação da BNDESPar no patrimônio comprometido pela primeira emissão de quotas de cada fundo será de 40% para Venture Capital e 20% para Private Equity.

"Queremos ser gestores de fundos de inovação e infraestrutura onde a participação do BNDES seja pequena. Provavelmente nos fundos associados à inovação o BNDES terá que colocar mais recursos, e nos fundos com estrutura empresarial já feita, que vão investir em empresas que já têm contratos de longo prazo firmados, pode ser que o setor privado entre mais".
Fonte : Valor Econômico
Data : 22/07/2014

ANO SERÁ DE CRESCIMENTO NOS EMBARQUES PARA 71% DOS EXPORTADORES EM SC
Publicado em 07/22/2014 as 04:40 PM

Para a maior parte das empresas exportadoras catarinenses, o ano de 2014 deve terminar com alta de até 10% nos embarques. Esta elevação, no entanto, será limitada pelos baixos preços internacionais de sete dos dez principais itens da pauta de exportações do Estado. Estas conclusões integram a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2014, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento, que conta com a participação de 106 empresas ligadas ao comércio exterior no Estado, o crescimento nos embarques será de até 10% para 36,8% dos entrevistados, de 11% a 30% para 22,8%, de 31% a 50% para 7% e superior a 50% para 5,3% das entrevistadas. Para 24,6%, está prevista a estabilidade das vendas, enquanto 3,5% preveem redução. Os preços começaram 2014 em baixa, após forte redução no ano passado. As maiores quedas foram registradas na carne suína, que recuou 19%, e no compressor de ar, que encerrou o ano passado com valor 17% menor.

— A publicação faz parte da nossa estratégia de internacionalização das indústrias, principalmente das médias empresas. Estamos fazendo um esforço grande nas companhias deste porte que têm boa produtividade, que estão investindo em inovação e tecnologia, para que se integrem ao comercio internacional — disse o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

A entidade também analisa as fragilidades e oportunidades existentes no comércio internacional, principalmente em um momento em que a economia mundial apresenta indicadores de crescimento ainda muito tênues. Neste sentido, a Federação trabalha na elaboração do Mapa Estratégico do Comércio Exterior Catarinense, que prevê o incentivo à venda de produtos de média e alta tecnologia, a diversificação dos mercados de destino e a diversificação da base de empresas com atuação internacional.

O Mapa deve fomentar a exportação de produtos que apresentam maior dinamismo e participação expressiva nas exportações mundiais, mas que ainda têm pouca representatividade nos embarques feitos em Santa Catarina. Entre estes produtos, foram apontados circuitos integrados, circuitos impressos, ferramentas pneumáticas, aparelhos para colheita, papel cartão, e barris e cubas de madeira.

A previsão é de aceleração do comércio internacional em 2015. Os motivos apontados são o começo do fim da recessão na Zona do Euro, a continuidade da retomada dos Estados Unidos e uma aceleração na atividade econômica na Índia e na Rússia. A China, por sua vez, deve estabilizar seu crescimento.

Infraestrutura e burocracia pesam

A gerente-executiva de negócios internacionais da CNI, Soraya Rosar, disse que os principais entraves às exportações brasileiras são a infraestrutura para transportar as mercadorias e a burocracia para fazer os despachos aduaneiros.

— Isso tem um peso para as exportações e tem piorado. As condições das rodovias são péssimas. As ferrovias são inexistentes. Os portos ainda têm sérios problemas, apesar das legislações aprovadas nos últimos anos para melhorar os investimentos, que levam anos para serem feitos — disse.

Na opinião dela, a infraestrutura dos concorrentes é melhor, por isso, há produtos de outros países que chegam no Brasil a preços mais competitivos que os fabricados aqui. Apesar desses entraves, ela ressaltou que os exportadores não devem desanimar.

— Quando se ultrapassa as barreiras, o exportador traz para a empresa e para o mercado brasileiro novas tecnologias e formas de gestão que engrandecem o país como um todo. Uma empresa que atua no mercado interno e externo, em momentos de crise interna, tem capacidade de balancear e não fica presa só a um mercado — afirmou.
Fonte: Diário Catarinense
Data : 22/07/2014

PORTO DE FORTALEZA MOVIMENTA 2,3 MILHÕES DE TONELADAS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2014
Publicado em 07/22/2014 as 04:40 PM

O Porto de Fortaleza, na capital do Ceará, finalizou o primeiro semestre de 2014 com a marca de 2.396.230 toneladas de cargas movimentadas, mantendo o mesmo desempenho operacional registrado em 2013. A importação representou 94% deste montante (2.255.969 t) frente a 6% de exportação (140.261 t). Destaque para o crescimento de 10% na movimentação de cargas conteinerizadas, que registraram 45.160 TEUS.

Granel Líquido continua a principal carga no Porto de Fortaleza. Foram 1.332.700 toneladas neste primeiro semestre de 2014, crescimento de 4,23% em relação ao mesmo período do ano passado (1.278.633 t). Os principais destaques foram: gasolina, diesel, petróleo cru, GLP (gás de cozinha), asfalto, querosene de aviação, óleo de palma e álcool.

Em seguida vem o Granel Sólido com 673.657,05 toneladas movimentadas no primeiro semestre, crescimento de 7,86% em relação aos seis primeiros meses de 2013 (624.594 t). Os destaques do Granel Sólido foram: trigo, coque de petróleo, clinquer, enxofre e cloreto de potássio.

Já Carga Geral movimentou no primeiro semestre do ano o valor de 389.874,56 toneladas. Dentre as demais foi a única que apresentou queda (20%) em relação ao primeiro semestre de 2013. Os itens mais movimentados foram: arroz, sal, ladrilhos, banana, geradores de energia eólica, tambor de freio, granito, papel, castanha de caju e farinha de trigo.

Com informações da Companhia Docas do Ceará.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 22/07/2014

ACIDENTE NO PORTO - CARONA DO CARRO QUE CAIU NO CAIS MORREU AFOGADO, APONTA LAUDO
Publicado em 07/22/2014 as 04:17 PM

O técnico portuário Raul Serafim Campos, de 64 anos, que estava no carro que caiu no cais do Saboó, no Porto de Santos, há cerca de duas semanas, morreu afogado. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), recebido nesta segunda-feira, pela Polícia Civil, reforça a tese da investigação de que ele tentou ajudar o motorista do veículo, Claudio Xavier dos Santos, de 42 anos, possível vítima de um mal súbito. O resultado do exame do condutor deve ser divulgado nesta terça.

"Por enquanto, permanecemos com essa linha. De que Claudio sentiu-se mal", garante a delegada Juliana Buck, do Distrito Policial do Porto de Santos, ao mencionar a possibilidade do óbito do colega ter ocorrido durante uma tentativa de salvá-lo. O documento do IML descartou nesta etapa, portanto, que a morte tenha sido ocasionada por qualquer fator externo (substâncias químicas ou até mesmo ações criminosas).

Enquanto a Polícia Civil aguarda o resultado do exame do motorista, que era contratado por uma empresa terceirizada, e da perícia no próprio veículo, serão ouvidos, amanhã, os depoimentos das esposas das duas vítimas. Elas prestariam esclarecimentos aos investigadores no final da última semana, mas abaladas pelos acontecimentos, não puderam comparecer. "A ideia é saber como eles (os maridos) eram, se tinham algum problema de saúde".
Veículo foi içado do Estuário pelo Corpo de Bombeiros na manhã seguinte ao acidente



Acidente

A serviço da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), na noite do último dia 10, eles estavam dentro de um carro, que caiu no Canal do Estuário. O acidente ocorreu após ambos saírem da Unidade de Fiscalização de Operação (UFO) 1, localizada no Saboó, próximo ao Gate (portão) 4.

Imagens das câmeras de monitoramento, obtidas por A Tribuna, mostram o veículo, em baixa velocidade, aproximando-se do costado, que não possui mureta de proteção, pois é utilizado justamente para a atracação de navios. Em nenhum momento é possível notar as luzes dos freios serem acionadas. Em seguida, o carro cai com o teto virado para o mar, gerando um forte espirro de água.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 21/07/2014

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO AUMENTOU 1,7% EM JUNHO
Publicado em 07/21/2014 as 01:45 PM

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu em junho a média de 2 milhões e 8 mil barris/dia (bpd), superando em 1,7% a produção de maio, que foi de 1 milhão 975 mil bpd. Incluída a parcela operada pela Petrobras para seus parceiros no Brasil, o volume alcançou a marca de 2 milhões 135 mil bpd,  2,1% acima do volume produzido no mês anterior, que foi de 2 milhões e 92 mil bpd.

A produção de petróleo e gás natural da empresa no Brasil no mesmo mês foi de 2 milhões 426 mil barris de óleo equivalente por dia (boed),  indicando um  aumento de 1,6% em relação a maio (2 milhões 387 mil boed). Incluída a parcela operada pela Petrobras para as empresas parceiras no Brasil, o volume atingiu a marca de 2 milhões e 610 mil boed, 2,0% acima da produção alcançada em maio, que foi de 2 milhões 558 mil boed.

O crescimento da produção decorreu, principalmente, do aumento do volume produzido pela plataforma P-62, que começou a operar em maio no campo de Roncador (Bacia de Campos). Nos próximos meses serão interligados a essa unidade um total de 22 poços, sendo 14 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água. Do tipo FPSO (plataforma que produz, armazena e transfere petróleo, na sigla em inglês), essa unidade tem capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural.

Contribuiu, também, para o aumento da produção, a entrada em operação, desde o final do mês de maio, de um novo poço ligado à plataforma P-48, no campo de Caratinga, produzindo na camada pré-sal da Bacia de Campos. Contribuíram, também, para esse aumento, a volta à operação da plataforma P-51, no campo de Marlim Sul, na mesma bacia, após parada programada para manutenção, e o começo do Teste de Longa Duração (TLD) do FPSO-Dynamic Producer, na área de Iara Oeste, na Bacia de Santos. Esse TLD, primeiro realizado nessa área, permitirá a aquisição de importantes informações para o desenvolvimento dessa descoberta, ocorrida em 2008. A produção inicial do poço testado, de 29 mil barris de óleo por dia, é similar à que vem sendo obtida  nos poços já em produção comercial no pré-sal da Bacia de Santos, indicando, também, o bom potencial dessa área.

No total, oito novos poços offshore nas bacias de Santos e Campos iniciaram a produção em junho. Com eles, 30 novos poços submarinos entraram em operação no primeiro semestre do ano, o dobro da quantidade que entrou em produção no mesmo período do ano passado. Com o início de operação da embarcação do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel) Polar Onyx, em 24 de junho, e a chegada de mais seis unidades até o final de 2014, a capacidade de interligação de novos poços da companhia, no segundo semestre, será ainda maior.

O aumento de 6,7% na produção do pré-sal das bacias de Santos e Campos, em junho, em relação a maio, com um volume de 477 mil barris por dia (bpd), configurou novo recorde de produção mensal. No dia 24 de junho foi registrado, também, mais um recorde diário, no pré-sal, com uma produção de 520 mil bpd. Esses volumes incluem a parte operada pela Petrobras para seus parceiros.

Esses recordes são consequência natural da implantação de novos projetos na camada pré-sal, assim como dos elevados níveis de produção dos poços nos campos de Lula e Sapinhoá, onde a Petrobras vem atingindo, com frequência, vazões acima de 30 mil barris diários por poço.

Outro recorde importante no pré-sal foi a conclusão do primeiro poço perfurado e completado em apenas 92 dias, ocorrida no dia 30 de junho no poço 8-LL-38D-RJS, na área de Lula/Iracema Sul.

Outro destaque do mês foi o início do escoamento do gás produzido nas plataformas P-58, na área Norte do Parque das Baleias, no pré-sal da Bacia de Campos, e FPSO Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos. O escoamento do gás para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) de Cacimbas (P-58) e Caraguatatuba (Cidade de Paraty) permitiu a elevação não apenas da produção de gás, mas também dos líquidos produzidos nessas UPGNs, uma vez que o gás do pré-sal tem riqueza elevada. O início do escoamento de gás dessas plataformas permitiu à Petrobras bater novo recorde histórico de entrega de gás natural nacional ao mercado na última segunda-feira (14 de julho), alcançando o volume de 48,1 milhões de m³.

Produção de gás natural - A produção de 66,4 milhões metros cúbicos de gás, em junho, superou em 1,5% a produção do mês anterior, que foi de 65,4 milhões m³/d e representa o recorde histórico de produção mensal de gás da companhia. Se incluída a parcela operada pela Petrobras para as empresas associadas, o volume alcançou 75 milhões 540 mil m3/dia, 2,1% acima do volume de maio.

Vale ressaltar que 94,5% desse gás foi aproveitado, seja para fornecimento ao mercado, seja para geração de energia nas plataformas ou reinjeção nos reservatórios para elevar a produção de petróleo. O aproveitamento de gás do Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos atingiu 97,7%.

No exterior foram produzidos, no mês de junho, uma média de 206,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), representando 7,9% da produção da companhia, que totalizou 2 milhões 633 mil boed nesse mesmo período.

Essa produção média de 206,9 mil boed teve uma redução de 5,2% em relação aos 218,4 mil boed produzidos no mês anterior devido, principalmente, a uma intervenção programada e já concluída, realizada no gasoduto de exportação de gás do campo de Akpo, na Nigéria. Isso fez com que a produção de média de óleo em junho, de 113,8 mil barris de óleo por dia (bopd), ficasse 6,0% abaixo dos 121 mil bopd produzidos no mês anterior.

Já a produção média de gás natural no exterior foi de 15 milhões 828 mil m³/d, 4,3% abaixo do volume produzido no mês de maio, que foi de 16 milhões 547 mil m³/d. Essa queda deveu-se a uma menor produção no Lote 57 do campo de Kinteroni, no Peru, causada por menor demanda por exportação de GNL a partir desse país.

A produção total informada à ANP foi de 9.652.973 m³ de óleo e 2.378.157 mil m³ de gás em junho de 2014. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora.

Diesel - A Petrobras atingiu recorde de 105 mil metros cúbicos por dia de processamento de diesel em suas refinarias no Brasil. Este desempenho vem contribuindo para a redução das importações de diesel e é reflexo do aumento da eficiência operacional das unidades do refino e da gestão integrada da cadeia de suprimento.
Fonte: Monitor Mercantil
Data : 21/07/2014

ESTIVADORES LIBERAM O ACESSO AO TECON
Publicado em 07/21/2014 as 01:45 PM

Uma reunião entre Sindicato dos Estivadores do Rio Grande e representantes do Terminal de Contêineres (Tecon) acabou na tarde desta sexta (18) com a manifestação da categoria, que havia bloqueado o acesso de caminhões ao terminal a partir de quarta-feira (16). Eles estavam reivindicando a requisição, por parte do Tecon, para o trabalho de estiva nos navios ancorados, nos quatro horários da escala, o que alegaram que o terminal deixou de cumprir na terça-feira (15), utilizando mão de obra própria.

Baseado em informações da categoria, foi feita uma negociação entre o Tecon e o sindicato, na qual os estivadores já começariam a ser requisitados a partir das duas escalas da noite, nos horários das 18h35min e 20h20min. Pelo acordo, a categoria será chamada dentro de 10 dias para uma nova negociação.  

Enquanto durou a manifestação, mais de 500 caminhões carregados com contêineres aguardavam no pátio da Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) e por toda a extensão da Via 9, impedidos de entrar no terminal. Muitos estavam descontentes, principalmente os caminhoneiros autônomos, que já contabilizavam prejuízos, como no caso de Vergílio Ferreira Alves, que aguardava pela liberação do acesso ao Tecon desde as 8h de quarta-feira (16). "Eu estava agendado para descarregar entre 8h e 9h de quarta. Com essa parada, já perdi duas viagens", disse ele.  

O caminhoneiro Adão Luiz, contrário ao movimento, afirmou que transportadores de carga não tinham nada a ver com a paralisação dos estivadores. "Isso é problema deles e estão nos usando para conseguir o que querem", salientou. Fernando Silva, que estava há dois dias esperando, ressaltou:  "Os estivadores estão fazendo a parte deles, mas somos  nós que ficamos no prejuízo", enfatizou.
Fonte: Jornal Agora (RS)/Anete Poll
Data : 21/07/2014

TCU APURA SUPERFATURAMENTO NA FERROVIA NORTE-SUL
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

Mais uma vez, a ferrovia Norte-Sul é alvo de superfaturamento e uma série de outras irregularidades, como liquidação irregular da despesa, fiscalização e supervisão deficiente, projeto de engenharia desatualizado, entre outros.

A lista de problemas foi levantada por uma recente auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). No Lote 12 da Norte-Sul, entre os municípios de Aguiarnópolis e Palmas, no Estado de Tocantins, foi confirmado um superfaturamento de R$ 37,3 milhões em obras tocadas pela empreiteira SPA Engenharia. O contrato firmado em 2007 tem valor global de R$ 299,6 milhões. Depois de receber vários aditivos, saltou para R$ 372,7 milhões.

Numa primeira avaliação, o TCU já havia apontado superfaturamento de R$ 69,2 milhões. Depois de ouvir os argumentos da SPA, o tribunal revisou seus apontamentos, mas manteve a irregularidade em R$ 37,3 milhões.

Como as obras já foram 100% executadas e o valor total foi pago, o TCU determinou que seja instalado um processo de tomada de contas especial, para ressarcir o pagamento aos cofres da Valec, estatal responsável pela obra.

Em um segundo processo, o tribunal analisou outros cinco lotes de obras da ferrovia. Neles, também foram encontradas situações de superfaturamento, envolvendo casos como pagamento por serviços não executados e preços excessivos frente ao mercado. O TCU determinou a instauração de processos para cada lote, para quantificar o débito e identificar os responsáveis.

O jornal "O Estado de S. Paulo" procurou a SPA, mas a empresa informou que não tinha porta-voz disponível para comentar o assunto. Por meio de nota, a Valec afirmou que não foi ainda notificada oficialmente pelo TCU e que os apontamentos "dizem respeito aos gestores antigos da Valec". A estatal também afirmou que as decisões não impactam nas obras, "uma vez que já estão todas concluídas e em operação".

Recentemente, a Valec informou que concluiu um primeiro trecho de 855 km de extensão da Norte-Sul, que liga as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). A operação da malha tem previsão de ser licitada nos próximos meses. Em auditorias realizadas pelo TCU neste traçado, foram identificados erros que elevaram o custo da obra em R$ 430 milhões.

Atualmente, a Norte-Sul só opera no extremo Norte, um traçado de 719 km de extensão que liga Palmas a Açailândia, no Maranhão. A malha é utilizada pela mineradora Vale. Do lado Sul da ferrovia, que vai ligar Anápolis (GO) a Estrela D'Oeste, as empreiteiras aguardam a chegada dos trilhos para tocar as obras.
Fonte: Jornal do Commercio (POA)
Data : 21/07/2014

PORTOS BAIANOS BATEM RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA GERAL
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

O Complexo Portuário da Bahia fechou o primeiro semestre do ano com uma movimentação geral de cargas da ordem de 18,8 milhões de toneladas, a maior de todos os tempos para este período. Isoladamente, os portos públicos de Aratu-Candeias, Salvador e Ilhéus, administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), movimentaram cerca de 5,7 milhões de toneladas, 1 milhão a mais que nos seis primeiros meses de 2013.

Aratu-Candeias respondeu por 60% da movimentação registrada no semestre pelos portos públicos, com um aumento de 650 mil toneladas, em relação ao mesmo período do ano passado. Minérios de cobre e ferro, além dos granéis líquidos, sobretudo fertilizantes, se destacaram na pauta de produtos movimentados. Já o Porto de Salvador registrou um aumento de 15% em relação a 2013, movimentando 2 milhões de toneladas, reflexo do crescimento das operações de cargas conteinerizadas. Mas em termos percentuais, o melhor desempenho foi alcançado pelo Porto de Ilhéus, com um incremento de 50% em relação ao ano passado. A retomada das exportações de soja influenciou decisivamente para esse resultado.

Aliado aos portos públicos, a movimentação nos terminais de uso privado também apresentaram evolução, somando mais de 13 milhões de toneladas, com crescimento na ordem de 5% em relação ao primeiro semestre passado.

Na opinião do presidente da Codeba, o desempenho do Complexo Portuário poderia ter sido ainda mais positivo. A causa, segundo ele, é a crise econômica enfrentada por países com os quais a Bahia possui forte intercâmbio comercial, o que reduziu o volume de exportações. Em contrapartida, a “aposta da economia baiana na normalização do cenário econômico”, tem atraído mais investimentos para o Estado, ampliando as importações de máquinas, fertilizantes, minérios e derivados de petróleo.

“Além da ampliação do agronegócio, são novas unidades e complexos industriais, como o Estaleiro do Paraguaçu, impactando positivamente a nossa movimentação portuária”, destacou.

José Rebouças acredita que o segundo semestre deve manter a mesma tendência de crescimento da movimentação portuária, sinalizando para mais um possível recorde.

“O resultado neste primeiro semestre cria uma expectativa positiva em relação ao desempenho geral no final do ano, inclusive a possibilidade de estabelecermos novos recordes na movimentação de carga”, ressaltou o presidente da Codeba.
Fonte:SEP - Secretaria Especial de Portos – PR
Data : 21/07/2014

GOVERNO REGULARÁ PLANTIO DE 'SOJA SAFRINHA' NO BRASIL
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

A pedido de produtores de soja e fabricantes de defensivos agrícolas, o Ministério da Agricultura prepara, desde fevereiro, uma série de medidas para restringir o cultivo da segunda safra de soja (a chamada "soja safrinha"), devido aos riscos crescentes de incidência do fungo da ferrugem asiática, que pode inviabilizar plantações da cultura. A semeadura da oleaginosa na sequência da colheita da safra de verão ganhou força no ciclo 2013/14, como estratégia de ganho adicional de renda.

Em entrevista ao Valor, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Eduardo Rangel, explicou que a ideia é desestimular o plantio sequencial de soja (soja sobre soja) nos meses de entressafra da cultura, que pode variar de janeiro até julho - a depender da região produtora. Para isso, o governo defende restrição de crédito rural, ampliação do tempo exigido para vazio sanitário e, em último caso, encaminhar um projeto de lei federal para proibir o cultivo em alguns meses.

"A frequência do plantio da soja safrinha não é muito alta no país, mas do ponto de vista agronômico é tudo o que não se deve fazer", disse Rangel. Conforme o diretor, quanto maior o tempo que a soja fica no campo, maior a presença do fungo e a velocidade com que ele se prolifera, a ponto de não se conseguir o controle com fungicida. "Entendemos que não temos que proibir esse cultivo, mas sim incentivar o plantio de outras culturas", afirmou.

Os baixos preços do milho entre o fim de 2013 e início deste ano, época em que os agricultores se preparavam para plantar a segunda safra, fizeram com que 319 mil hectares que seriam originalmente destinados ao cereal fossem semeados com soja em Mato Grosso, no Paraná e em Tocantins este ano, nas contas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção totalizou 556,85 mil toneladas.

A área cultivada é pequena diante dos 14,4 milhões de hectares cultivados com a oleaginosa na primeira safra da temporada 2013/14 nesses três Estados, mas foi o suficiente para reacender as preocupações com o alastramento da ferrugem.

Rangel informou que o ministério já editou nota técnica recomendando a bancos públicos, principalmente o Banco do Brasil, que restrinjam a concessão de crédito para investimento em plantio de soja safrinha, mas reconheceu que os produtores podem driblar essa iniciativa, recorrendo a bancos privados.

Mesmo sem precisar a relação numérica entre o cultivo de soja na entressafra e as perdas econômicas, o diretor disse que já é possível constatar que os danos fitossanitários causados pela soja safrinha já provocam estragos no bolso do produtor. "Desde 2010, o agricultor brasileiro vem tendo despesas de cerca de US$ 2 bilhões com defensivos agrícolas e perdas trazidas pela praga, e a safrinha já começa entrar nessa conta", relatou Rangel.

O ministério também estuda incentivar as instituições financeiras privadas a facilitarem o empréstimo para o plantio de outras culturas no período de entressafra da soja. E, numa medida "mais complexa", como se refere Rangel, editar uma Instrução Normativa (IN) que regulamente a aplicação do manejo integrado com outras culturas em lavouras usadas sobretudo para soja.

Outra alternativa cogitada pelo Ministério é baixar uma Instrução Normativa definindo uma ampliação do prazo de vazio sanitário. Contudo, a regulamentação do vazio - intervalo de tempo em que se proíbe o cultivo de soja, para resguardar as lavouras da ferrugem - depende de legislação estadual. Em Mato Grosso e no Paraná, o vazio sanitário começa em 15 de junho e dura 90 dias. Outros dez Estados, mais o Distrito Federal, também instituíram a prática nos últimos anos.

"Normalmente, o produtor colhe a primeira safra [de verão] entre janeiro e março, e depois tira a safrinha do campo em maio, perto do início do vazio, em junho. É pouco tempo para ter segurança total", afirmou Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil. A entidade compõe o grupo que solicitou intervenção do governo no caso.

De acordo com Dalpasquale, o fungo da ferrugem pode sobreviver de 40 a 50 dias no ar, por isso a importância do intervalo para o resguardo das lavouras. Ele defende que seja instituído um conjunto de normas para serem seguidas pelo produtor que, ainda assim, quiser cultivar a oleaginosa na safrinha. O presidente da Aprosoja disse ainda que os produtores estão pensando só no lucro e deixando de lado as possíveis consequências desse plantio. "Pode ser tiro no pé, que vai custar caro lá na frente. Então, estamos tomando medidas preventivas para evitar problemas mais sérios com a ferrugem, como tivemos no passado", concluiu.
Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner | Do Rio/Cristiano Zaia e Mariana Caetano | De Brasília e São Paulo
Data : 21/07/2014

BNDES DISCUTE PAPEL DO SETOR PÚBLICO NA INOVAÇÃO
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar de evento em Londres para discutir o papel do setor público no investimento direcionado à inovação. O seminário, que começa amanhã, é coordenado pela economista Mariana Mazzucato, professora de política científica e tecnológica na Universidade de Sussex. Ela acredita que o Estado deve ter grande papel no incentivo e apoio à inovação.

"O Estado esteve presente em setores como internet, biotecnologia e nanotecnologia muito antes de serem interessantes para o mercado privado. Principalmente com a retração do mercado privado de crédito, a atuação do setor público torna-se mais necessária ", explicou ao Valor.

A conferência, Missão Orientada para o Financiamento da Inovação, terá participação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e do diretor de planejamento João Carlos Ferraz. Em entrevista ao Valor, Ferraz afirmou que a participação do banco é importante para alimentar o debate sobre o papel do financiamento de longo prazo na economia. E defendeu a rediscussão do papel dos bancos de fomento.

Mariana defende que os Estados saiam da posição de agir apenas em falhas de mercado, e adotem ação mais efetiva na promoção da inovação. E vai discutir, no evento, a criação de agenda com metas para atuação do setor público. A agenda vai auxiliar países a aumentarem a inovação.

"Já existem muitos países com setor público atuando ativamente, mas porque não tem estrutura adequada, ficam encurralados e param de atuar", explicou.

O desafio é que esta receita vai contra a ideia, muito difundida, de que o Estado deve ter papel menor na economia. "Já falei para ministros de diferentes países que na maioria das vezes a redução de impostos não surte efeito. O mais adequado é direcionar investimentos e saber onde as oportunidades do futuro estão. A retirada de impostos só funciona em países onde há muito investimento direcionado do setor público", disse.

Na avaliação de Ferraz já há grande participação do setor público nos investimentos e no fomento à inovação no Brasil. Falta é trazer o setor privado. "No Brasil a visão do governo sobre inovação é de alto nível. E as ferramentas que [o país] tem em ação, como o BNDES, são alinhadas com o governo central. [O positivo é que] quando um investimento em inovação gera retorno financeiro, ele, em tese, retorna à economia", disse Mariana. Para ela só o fato do país ter BNDES, Tesouro Nacional e ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência e Tecnologia (MCTI) alinhados "é 80% da batalha".
Fonte: Valor Econômico/Elisa Soares | Do Rio
Data : 21/07/2014

A RACIONALIDADE DO BANCO DOS BRICS
Publicado em 07/21/2014 as 01:44 PM

Na "velha ordem" do Banco Mundial, os burocratas esconderam nas gavetas da instituição, há mais de um ano, o projeto que deveria orientar a estratégia do banco para a Argentina. Sem isso, os técnicos não podem nem sequer cogitar algum projeto de financiamento ao país. Enquanto isso, em tempo recorde, aprovou-se pacote bilionário para a Ucrânia, nação em pedaços, sem estabilidade financeira e em guerra civil. Contradições como essa incomodam os chamados mercados emergentes independentes dos países desenvolvidos.

O recém-criado banco dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, dificilmente vai se abrir aos argentinos sem exigência de garantias ou compromissos sérios do governo local (pelo menos, os técnicos dos cinco países prometem uma instituição assentada em bases técnicas e de boa governança). Mas poderá permitir, por contraste, avaliar o quanto há de pura política "ocidental" (Japão incluído nesse Ocidente) nos procedimentos e decisões de bancos multilaterais, mascarados de racionalidade administrativa.

O capital do banco, de US$ 50 bilhões iniciais, a serem integralizados em cinco anos, ainda que esse valor possa ser multiplicado ao servir de base para captar mais recursos para empréstimos no mercado, mostra que essa será mais uma instituição entre muitas. A China já investe na constituição de um organismo financeiro semelhante, só com países asiáticos; o BNDES brasileiro emprestou, só no ano passado, mais de R$ 62 bilhões em projetos de infraestrutura no Brasil e R$ 58 bilhões para investimentos industriais no país, valor em dólares próximo ao capital do novo banco.

O novo banco é uma aposta financeira e política

O banco dos Brics e os recém-assinados acordos de cooperação entre bancos de desenvolvimentos dos cinco países não concorrerão com as instituições multilaterais tradicionais, mas vão aproximar governos que hoje desconhecem as oportunidades de negócio e financiamento entre si.

Como disse o Prêmio Nobel Joseph Stiglitz à agência Russia Today, "o que ele [o banco dos Brics] está dizendo realmente é que, apesar de todas as diferenças, os mercados emergentes podem operar juntos, de um modo mais efetivo do que operam os países avançados". Isso dependerá, é claro, do comportamento dos cinco sócios, que, no papel, têm o mesmo poder de decisão e de veto; basta a discordância de um país para barrar qualquer medida, o que contraria a tese de que, na prática, a instituição será um joguete nas mãos dos poderosos chineses.

O que fará e como será o Novo Banco de Desenvolvimento criado pelos Brics também depende de discussões cruciais nos próximos anos, enquanto o acordo assinado pelos cinco chefes de Estado, em Fortaleza, na semana passada, passa pela necessária aprovação do Poder Legislativo. O Brasil, por saber da importância desses primeiros passos, quis indicar o primeiro executivo a assumir o mandato de quatro anos na presidência da nova instituição. A primeira reunião dos técnicos para discutir o tema em Fortaleza, porém, foi interrompida com menos de dez minutos, quando os representantes da Índia disseram não aceitar nem a sede do banco fora de Nova Déli.

Os outros sócios mostraram-se dispostos a atender a China, fixando a sede do novo banco em Xangai - e acomodando os interesses da África do Sul com a criação de uma sede regional africana. Com a resistência indiana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a considerar a hipótese de adiar a decisão sobre sede e presidência do banco para a reunião dos ministros dos Brics às margens do encontro anual do FMI, em setembro. Foi a presidente Dilma Rousseff quem determinou que teria de haver acordo, com a cessão do primeiro mandato da presidência à Índia. Coube ao Brasil a presidência do conselho de diretores, que, pelas negociações anteriores, deveria ser um cargo acumulado com a presidência executiva do banco.

Na sequência, o governo passou a argumentar que a presidência executiva do banco não será tão relevante nos anos iniciais da nova instituição. Curiosamente, pouco se falou do fato de que, realmente, a presidência do Conselho detida pelo Brasil será fundamental para assegurar que o Novo Banco de Desenvolvimento tenha o formato defendido pelo governo brasileiro, capaz de apoiar projetos de desenvolvimento, como faz o BNDES, a partir de análises bem fundamentadas tecnicamente - ainda que com evidentes desdobramentos geopolíticos.

Enquanto o presidente indiano (com um vice brasileiro), instalado em Xangai, tomará as providências práticas para o dia a dia, é o Conselho de Diretores presidido pelo Brasil quem definirá a estrutura de funcionamento da nova instituição, os critérios para contratação "por mérito" de funcionários e dirigentes, as normas para receber e processar projetos e pedidos de financiamento.

O anúncio, em Brasília, da disposição em dar apoio financeiro chinês de até US$ 35 bilhões aos países latino-americanos mostra que a China não precisa do novo banco dos Brics para estender sua influência bem além da Ásia e da África. Até nas discussões bilaterais com o Brasil os chineses mostraram que não são tímidos ao mostrar seu poderio financeiro. Mas estão abertos a arranjos de todo tipo.

A anunciada venda de jatos da Embraer, por exemplo, será impulsionada com um inédito acordo entre Eximbank chinês e BNDES, do qual resultará uma linha especial de financiamento especificamente criada para apoiar a venda de aeronaves. Linhas similares estão em cogitação para outros ramos de exportação.

O Novo Banco de Desenvolvimento é uma aposta financeira e política, e mais que isso. As discussões, presididas pelo Brasil, para desenhar as futuras operações do banco mostrarão a capacidade dos Brics para, de fato, atuar coordenadamente em um modelo concorrente ao das tradicionais instituições financeiras internacionais.
Fonte: Valor Econômico/Sergio LeoFonte : Valor Econômico
Data : 21/07/2014

MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE SANTOS CRESCEU 5,4%, SOMANDO 9,8 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

Entre as cargas de exportação que movimentaram os maiores volumes estão soja e café

O Porto de Santos movimentou 9,8 milhões de toneladas no mês de junho, 5,4% a mais que o registrado no mesmo mês do ano passado (9,3 milhões de toneladas). Este é o melhor resultado para um mês de junho já registrado pelo porto. Houve aumento de 8,1% no volume de cargas exportadas, o que compensou a redução do volume de carga importada, que caiu 0,7% em relação a junho de 2013, segundo balanço divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). As cargas em contêineres cresceram 15,4%, totalizando 325,0 mil teu (medida utilizada equivalente a um contêiner de 20 pés).  

Entre as cargas de exportação que movimentaram os maiores volumes em junho estão o complexo soja (2,3 milhões de toneladas),  crescimento de 18,9% em relação a 2013; café em grãos (132 mil toneladas), com aumento de 47,2%; gasolina (146,8 mil toneladas), incremento de 50,6%;  e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais que no mesmo mês do ano passado.

Entre as cargas de importação, houve crescimento no volume das descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil toneladas), crescimento de 58,6%; e de nafta, um derivado de petróleo, (41,4 mil toneladas), que aumentaram 632% no período.

Na avaliação da movimentação de cargas no primeiro semestre de 2014 (52,9 milhões de toneladas) houve queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume de cargas conteinerizadas, que têm maior valor agregado, cresceu 8%, chegando a 1,7 milhão teu.

Os embarques no período somaram 36,7 milhões de toneladas (redução de 3,1% na comparação com o primeiro semestre de 2013) e as descargas, 16,1 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu significativamente para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27,0%). Os destaques do semestre entre as cargas exportadas foram o complexo soja (aumento de 8,7%), café em grãos (19,8%) e gasolina (15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão de toneladas), as de gás liquefeito de petróleo, que aumentaram 58,6% (462,4 mil de toneladas); as de trigo, que subiram 19,8% (772,1 mil de toneladas) e as de nafta, que aumentaram 111,9% (146,6 mil toneladas).
Fonte : Diário Comercial
Data : 21/07/2014

MOVIMENTAÇÃO DE CARGA É RECORDE NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

Exportação foi o principal fator que levou à alta em junho. Foram 6,950 milhões de toneladas transportadas, crescimento de 8,1% em comparação a junho de 2013
» WLADIMIR D'ANDRADE / DA AGÊNCIA ESTADO

O Porto de Santos bateu recorde de movimentação de carga em junho ao registrar 9,825 milhões
de toneladas, volume 5,4% acima do apurado no mesmo mês do ano passado, informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A autoridade portuária informou que a carga de exportação foi o principal fator que levou à alta em junho: 6,950 milhões de toneladas, um incremento de 8,1% em comparação com as cargas que deixaram o País em junho de 2013. A
carga de importação recuou 0,7% no mesmo período, para 2,875 milhões de toneladas.

O Porto de Santos movimentou 52,894 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2014, volume que representa queda de 1,6% em comparação ao primeiro semestre do ano passado. O resultado é determinado pela queda de 3,1% na movimentação de carga de exportação e alta de 1,9% na carga de importação - 36,717 milhões de toneladas e 16,176 milhões de toneladas, respectivamente.

A carga movimentada em contêineres aumentou 15,4% em junho deste ano ante igual mês de 2013, para 325 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). No acumulado de janeiro a junho o aumento dos contêineres chegou a 8%, com um total de 1,721 milhão de teus.

O fluxo de navios atracados no porto de Santos caiu 6,1% em junho, para 413 embarcações. No total do primeiro semestre o recuo chegou a 2%, para 2.549 navios.

Volumes
Entre a carga de exportação, em junho ante igual mês de 2013 houve expressivo aumento na movimentação de farelo e grãos de soja (18,9%), milho (25,4%), café em grãos (47,2%), gasolina (50,6%) e óleo combustível (85,1%). No sentido importação o destaque no mês ficou com gás liquefeito de petróleo (58,6% de alta) e nafta (632%).
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 18/07/2014

AEROPORTO MUDA DE DONOS E ALTERA SEU PERFIL
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

Para fazer valer o investimento de R$ 19 bilhões, consórcio, que assume no dia 12 de agosto, quer dobrar receitas comerciais com novas franquias e serviços
» ANTONIO PITA / DA AGÊNCIA ESTADO

Com a missão de modernizar infraestrutura e operações, o Consórcio Aeroporto Rio de Janeiro assume o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte, ainda sob supervisão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), no dia 12 de agosto. As obras que prometem ampliar a capacidade de voos e "reproduzir o life style (estilo de vida) carioca" só serão concluídas em 2016.

Até lá a concessionária terá o desafio de gerar mais receitas para fazer valer o investimento de R$ 19 bilhões de outorga pagos ao governo no ano passado. A meta é dobrar as receitas comerciais,
que hoje representam cerca de 25% do faturamento, com novas franquias e serviços.

Já no próximo mês, serão duas novas opções de alimentação. A ambiciosa estratégia comercial, ainda em elaboração, também estuda atrair grandes redes de varejo, hotel e até um centro de convenções no entorno do aeroporto. Para suportar tantas transformações, o consórcio – formado
por Odebrecht Transport, Changi Airports e Infraero – espera para setembro o desembolso de parte do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com valor superior a R$ 1 bilhão.

"No primeiro momento, é fundamental a estratégia comercial para, no curto e médio prazos, podermos alavancar mais as receitas", afirma o novo diretor comercial do aeroporto, Sandro Fernandes. "A equação é um composto de variáveis, um equilíbrio dinâmico entre as receitas comerciais e aeroportuárias", complementa o executivo, acrescentando que a meta do consórcio é chegar entre 40% e 50% em 20 meses.

A partir daí, quando o terminal deve inaugurar as primeiras reformas, com novas pontes e áreas de embarque, o foco será ampliar as operações de voos e rotas com as companhias aéreas. "São duas alavancas para brincar com a equação. A mais rápida é trazer mais comércio, mais serviços, mais opções de compra. O incremento de rota demora mais, mas quando você traz mais voos, essa equação começa a mudar", avalia Fernandes.

Franquias
Os primeiros movimentos começam com a nova operação do terminal. As franquias Café Suplicy e 365 Deli, rede peruana que já atua em Guarulhos, ocuparão cinco pontos de vendas nos dois terminais. O diferencial, para a concessionária, será o atendimento bilíngue, o perfil gourmet dos produtos e a agilidade, com tempo máximo de espera de 90 segundos. Cerca de 400 contratos atualmente em vigor poderão ser revistos para se adequar à nova configuração do aeroporto.

As mudanças serão implementadas de acordo com o cronograma das obras, que prevê ainda um prédio de estacionamentos e um novo pátio de aeronaves. As reformas foram iniciadas no último mês, segundo o consórcio. "O posicionamento do aeroporto terá duas vertentes: o life style carioca, que o mundo vem buscar e conhecer em Copacabana, Ipanema, Leblon. Mas com uma abertura global, sofisticado sem ser rígido ou elitista", elitista", explica Fernandes.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 18/07/2014

MERCADO - SOB PRESSÃO, PETROBRAS LEVA REFINO AO LIMITE
Publicado em 07/21/2014 as 01:43 PM

O esforço da Petrobras para aumentar a produção de combustíveis no país, a fim de evitar custo maior com importações, tem levado suas 12 refinarias ao limite.

O uso da capacidade de processar petróleo nas unidades chegou a 97% em 2013, maior índice desde 2006, ante 92% há apenas três anos.

No primeiro trimestre deste ano, a média foi de 96%.

O efeito colateral é o aumento do risco de acidentes, preocupam-se trabalhadores, que já acusam aumento no número de incidentes.

Novas refinarias -as polêmicas Abreu e Lima (PE) e Comperj (RJ), cujas obras têm sido alvo de devassa de órgãos de fiscalização por suspeita de corrupção- entrarão em funcionamento ao fim deste ano e em 2016, respectivamente, aliviando a excessiva exigência sobre as unidades existentes.

As duas unidades deveriam estar prontas desde 2012. "Enquanto as novas refinarias não entrarem, as atuais ficam sobrecarregadas para atender o aumento da demanda", disse Antônio Luiz Menezes, ex-diretor da estatal. O consumo interno cresceu quase 5% em 2013.

Por dia, a Petrobras precisa importa 300 mil barris de combustível e vender a um preço menor do que os praticados no exterior, por determinação do governo, que teme alta na inflação.

A defasagem da gasolina é da ordem de 18%, e a do diesel, de 11%. Sem reajuste, o impacto financeiro para a empresa pode ir a R$ 4,2 bilhões neste ano, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Assim, produzir domesticamente o máximo possível de derivados freia maiores custos com a importação.

A prática, no entanto, tem preço. Trabalhadores afirmam ter aumentado a frequência dos incidentes como resultado do que consideram pressão para produzir mais.

"Operar nesse nível atual sempre envolve um risco maior. Paradas para manutenção são adiadas, e o risco operacional é maior", afirma Menezes.

A solução, diz, só virá com as novas refinarias. "Enquanto elas não entrarem, as atuais ficam sobrecarregadas. O refino tem de acompanhar o consumo, o que não acontece hoje em razão do atraso dessas unidades."

No início do mês, dois dias depois de a empresa divulgar o recorde de 2,2 milhões de barris processados por dia em junho, um trabalhador feriu-se em explosão na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A empresa disse ter ocorrido uma "falha", sem explosão.

"Tanto houve explosão que um fragmento da peça, de ferro fundido, atingiu o trabalhador, que foi afastado", disse Simão Zanardi, presidente do Sindicato dos Petroleiros na cidade.

Os trabalhadores afirmam ter ocorrido, também na Reduc, um apagão em maio que deixou a refinaria parada por 24 horas. O incidente teve impacto na produção industrial do mês, que caiu 0,6% em relação a abril, em parte por causa da "queda no refino no Estado do Rio", segundo pesquisadores do IBGE.

A Reduc registrou, segundo o Sindipetro, incêndios em janeiro, fevereiro e março; explosões em novembro e dezembro e vazamentos.

Ainda de acordo com trabalhadores, a Refinaria do Paraná registrou dois incêndios em seis meses, em maio e novembro passados.

OUTRO LADO

A Petrobras informou que tem "o compromisso de abastecer o mercado nacional e reduzir as importações [de combustíveis]" e que a redução do uso das refinarias traria "prejuízos inexplicáveis".

Diz ainda que o uso das refinarias ocorre "dentro dos padrões de confiabilidade" e que o plano de manutenção é rigorosamente seguido.

A empresa nega haver correlação entre incidentes e nível maior de processamento das refinarias e afirma que o nível de eficiência das unidades aumentou de 95,2% para 97,2%, o que é "compatível com as melhores refinarias do mundo" e que reduziu as taxas de ocorrências.

PETROBRAS/2013
* faturamento R$ 304,9 bi
* ebitda R$ 63 bi
* funcionários 86,1 mil
* dívida líquida R$ 221,5 bi
* principais concorrentes Exxon, Shell, BP, Rosneft, Petrochin
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 20/07/2014

BR-101 SUL JÁ TEM TRECHOS DETERIORADOS
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

Cinco anos após a conclusão da duplicação dos primeiros lotes do trecho Sul da BR-101, a rodovia precisa com urgência de obras de conservação e melhoramentos. Segundo análise expedita feita pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), são necessárias, entre outras ações, reforços e alargamentos de pontes, recomposição de pavimentos, construção de passarelas e viadutos, substituições de defensas metálicas, ativação de sistemas de iluminação e conservação da faixa de domínio. "O trabalho mostra que a deterioração progressiva de lotes recentemente duplicados compromete os R$ 2 bilhões investidos pelo governo nas obras desde 2004", afirma o presidente da entidade, Glauco José Côrte. Ele acrescenta que uma rodovia com manutenção adequada aumenta a segurança dos usuários e reduz o preço dos fretes.

Côrte lembra também da Ponte Cavalcanti, em Tubarão, que ainda não está contratada e pode se transformar num gargalo. "O primeiro estudo da FIESC sobre a rodovia, em 2009, já chamava atenção para o fato de a ponte não estar contemplada em nenhum contrato de duplicação. Passados todos esses anos, a situação é a mesma", lembra. "Corremos o risco de terminar as demais obras e termos um ponto de estrangulamento que seguirá prejudicando o Sul de Santa Catarina", diz.

A partir da constatação da gravidade da degradação já em curso, o estudo levanta a questão da necessidade de buscar medidas urgentes para assegurar o início dos trabalhos de melhoramentos e conservação permanente. Conforme o engenheiro Ricardo Saporiti, autor do trabalho, feito com o apoio do CREA/SC, entre as alternativas estão a inclusão do trecho no Programa de Investimento em Logística (PIL) e nas consultas PMIs - Propostas de Manifestação de Interesse, do Ministério dos Transportes. Outra opção seria antecipar a concessão dos 307 quilômetros entre Paulo Lopes e Osório (RS) à iniciativa privada, que já mantém os demais 859 quilômetros do corredor São Paulo-Porto Alegre.

O estudo ressalta que devem ser observadas, entre outras questões, as condições de eficiência, conforto, segurança, fluidez do tráfego e modicidade das tarifas cobradas. Também deve ser assegurada a assistência permanente aos usuários da rodovia, por intermédio de serviços de atendimento pré-hospitalar e mecânico.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 21/07/2014

REDE SOCIAL DE LOGÍSTICA NA INTERNET AQUI
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

A Internet nos dá pleno acesso à informação antes detida por poucos. Temos na nossa experiência muitos modelos de organização que demonstram de que maneira o acesso aos canais de informação contribui para a eficiência e para atingir objetivos. A inovação é promovida por informações reunidas a partir de novas conexões, de redes ativas e cooperativas.

A web, a rede mundial de computadores, cresce e possibilita que a informação se mova em todas as direções ao mesmo tempo. Na outra ponta, essa informação é encontrada instantaneamente por quem precisa dela. Como proclamou Peter Drucker, "a emergência explosiva da Internet como importante, talvez o mais importante, canal de distribuição de bens, serviços e, surpreendentemente, empregos gerenciais e profissionais". E está mudando profundamente o mundo.

Tudo isso mostra que grandes mudanças estão acontecendo. Para se manter nesse novo mercado é necessário habitar na Internet, como o presidente Barack Obama. Nela a empresa encontra os suprimentos inovadores, os Primeiros Adotantes, escuta e fortalece as relações com seu mercado.

O Portogente criou um novo projeto, o Notícias Corporativas. É a criação de uma rede social logística de qualidade e com muita informação. Por ela, as empresas podem postar direto e totalmente gratuito suas notícias, que estarão visíveis para o mundo. Para participar do Notícias Corporativas a empresa deve se cadastrar aqui: portogente.com.br/entrar e seguir as instruções.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 19/07/2014

PORTO DE SANTOS TEM MOVIMENTAÇÃO RECORDE EM JUNHO
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

O Porto de Santos atingiu no mês de junho o maior movimento para o período já registrado, totalizando 9,8 milhões de toneladas, ficando 5,4% acima do apurado em junho do ano passado (9,3 milhões t - recorde anterior). O incremento de 8,1% verificado nas cargas de exportação (6,9 milhões t) contribuíram, significativamente, para esse resultado. As mercadorias de importação (2,8 milhões t) apresentaram redução de 0,7%.

As cargas conteinerizadas continuam apontando crescimento, que chegou a 15,4%, em junho, totalizando 325,0 mil teu.

Os destaques entre as cargas de exportação ficaram com o complexo soja (2,3 milhões t), crescimento de 18,9%, café em grãos (132,0 mil t), com aumento de 47,2%, gasolina (146,8 mil t), incremento de 50,6%, e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais.

Entre as cargas de importação ganharam relevância o crescimento de 58,6% nas descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil t) e 632,0% nas de nafta (41,4 mil t).

A queda no número de embarcações (6,1%) continua espelhando a chegada a Santos de embarcações de maior porte, graças ao aprofundamento que possibilitou a ampliação do calado operacional do Porto de Santos.

Acumulado no Semestre

Apesar da queda de 1,6% na movimentação de cargas no primeiro semestre (52,9 milhões t) em relação ao mesmo período do ano passado (53,7 milhões t), decorrente do desempenho das exportações nos meses de janeiro, abril e maio, o movimento de cargas conteinerizadas, que possuem maior valor agregado, continua a crescer, chegando a 8,0% (1,7 milhão teu).

Os embarques no período somaram 36,7 milhões t (-3,1%) e as descargas 16,1 milhões t (+1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu, significativamente, para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27,0%). Os destaques do semestre dentre as cargas exportadas foram o complexo soja (+8,7%) , café em grãos (+19,8%) e gasolina (+15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão t), o gás liquefeito de petróleo aumentou 58,6% (462,4 mil t), o trigo 19,8% (772,1 mil t) e a nafta 111,9% (146,6 mil t).

O movimento de navios mantém-se em queda (-2,0%), totalizando 2.549 embarcações.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Porto de Santos movimentou no primeiro semestre deste ano cargas no valor de US$ 57,2 bilhões, que representaram 25,3% das trocas comerciais brasileiras (US$ 226,0 bilhões). Desse total, US$ 28,6 bilhões foram no fluxo de exportação e US$ 28,6 bilhões no de importação. Fonte: Secretaria de Portos (SEP)
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 21/07/2014

DRAGAGEM - TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES É PARCIALMENTE INTERROMPIDO NO PORTO
Publicado em 07/21/2014 as 01:42 PM

Desta sexta-feira até a próxima quarta- feira, o canal de navegação do Porto de Santos será parcialmente interditado em períodos de seis horas. A interrupção no tráfego de grandes embarcações vai acontecer no trecho entre o Saboó e a Alemoa, por conta da continuidade das obras de dragagem no cais santista.

A região interditada é quase a mesma em que foi realizado o serviço de manutenção das profundidades em uma parte do trecho 4 do canal de navegação, entre o Armazém 6 e as proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa.

No entanto, as interdições que começam nesta sexta-feira serão feitas somente entre as proximidades desta instalação e o Ecoporto Santos, que fica no Saboó. As duas empresas doaram a dragagem de manutenção por conta da falta da obra.

Com ela, no último dia 4, a Marinha do Brasil homologou o calado operacional (distância máxima entre a linha d’água e o fundo da embarcação) de 12,6 metros (ou até 13,6 metros em períodos de maré alta) para os navios que trafegam naquela região.

A interdição só valerá para grandes embarcações. Lanchas, rebocadores e outros barcos menores poderão trafegar pelo canal.

Os trabalhos tiveram início nesta sexta-feira, no período entre 10 e 16 horas. Já no próximo sábado, o canal de navegação ficará interditado das 12 às 18 horas.

No domingo, os navios ficarão impedidos de trafegar das 13 às 19 horas, enquanto na próxima segunda-feira, a interdição acontecerá de madrugada, das 4 às 10 horas. Já na terça-feira, o canal ficará interditado das 15 às 21 horas e na quarta-feira, o período é entre 4 e 10 horas.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), as interdições servirão para dragagem em pontos onde não foram alcançadas as profundidades esperadas.Dragagem
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/07/2014

RISCO AO MEIO AMBIENTE - JUSTIÇA SUSPENDE LICENÇA PARA AMPLIAÇÃO DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO
Publicado em 07/21/2014 as 01:41 PM

A Justiça Federal suspendeu os efeitos da licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a ampliação do Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Para o juiz Ricardo de Castro Nascimento, “o início das obras pode representar dano irreparável ao meio ambiente, além do risco de desperdício de recursos públicos”. Uma audiência de conciliação está marcada para o próximo dia 12.

A decisão ressalta, entre outras questões, a necessidade de “apresentação de alternativas menos impactantes em relação ao manguezal do Araçá”, que será atingido pelo projeto de ampliação.

O magistrado também destaca a necessidade de retificação dos estudos apresentados pelo empreendedor para incluir a análise dos impactos cumulativos entre o empreendimento e a ampliação do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar).

Docas

A Docas de São Sebastião não foi notificada sobre a decisão porque o réu, neste caso, é o Ibama. Porém, como parte interessada no processo, reunirá argumentos técnicos que comprovem a rigidez dos estudos ambientais e do projeto de ampliação do porto, além de tomar as medidas cabíveis junto à justiça.

A obra prevê a ampliação da área portuária de São Sebastião dos atuais 400 mil m² para 800 mil m² e contempla a construção dos berços 2, 3 e 4, cada um com 300 metros de comprimento por 40 metros de largura e profundidade mínima de 16 metros.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/07/2014

9,8 MI DE TONELADAS - MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE SANTOS REGISTRA AUMENTO DE 5,4%
Publicado em 07/21/2014 as 01:41 PM

O Porto de Santos movimentou 9,8 milhões de toneladas no mês de junho, 5,4% a mais que o registrado no mesmo mês do ano passado (9,3 milhões de toneladas). Este é o melhor resultado para um mês de junho já registrado pelo porto. Houve aumento de 8,1% no volume de cargas exportadas, o que compensou a redução do volume de carga importada, que caiu 0,7% em relação a junho de 2013, segundo balanço divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). As cargas em contêineres cresceram 15,4%, totalizando 325,0 mil teu (medida utilizada equivalente a um contêiner de 20 pés).

Entre as cargas de exportação que movimentaram os maiores volumes em junho estão o complexo soja (2,3 milhões de toneladas),  crescimento de 18,9% em relação a 2013; café em grãos (132 mil toneladas), com aumento de 47,2%; gasolina (146,8 mil toneladas), incremento de 50,6%;  e óleo combustível (218,6 mil t), 85,1% a mais que no mesmo mês do ano passado.

Entre as cargas de importação, houve crescimento no volume das descargas de gás liquefeito de petróleo (84,7 mil toneladas), crescimento de 58,6%; e de nafta, um derivado de petróleo, (41,4 mil toneladas), que aumentaram 632% no período.

Na avaliação da  movimentação de cargas no primeiro semestre de 2014 (52,9 milhões de toneladas) houve queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume de cargas conteinerizadas, que têm maior valor agregado, cresceu 8%, chegando a 1,7 milhão teu.

Os embarques no período somaram 36,7 milhões de toneladas (redução de 3,1% na comparação com o primeiro semestre de 2013) e as descargas, 16,1 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%). A queda nas operações de açúcar (-14,8%), o produto de maior movimentação no Porto de Santos, contribuiu significativamente para a redução das exportações, bem como de milho (-52.5%) e celulose (-27,0%). Os destaques do semestre entre as cargas exportadas foram o complexo soja (aumento de 8,7%), café em grãos (19,8%) e gasolina (15,6%).

Nas importações, as descargas de adubo, principal mercadoria operada nesse fluxo, apresentaram índice de crescimento de 5,4% (1,3 milhão de toneladas), as de gás liquefeito de petróleo, que aumentaram 58,6% (462,4 mil de toneladas); as de trigo, que subiram 19,8% (772,1 mil de toneladas) e as de nafta, que aumentaram 111,9% (146,6 mil toneladas).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 18/07/2014

NAVIO OCEANOGRÁFICO SERÁ DOADO AO GOVERNO URUGUAIO
Publicado em 07/21/2014 as 01:39 PM


Sem utilização, danificado e gerando gastos, navio oceanográfico Prof. W. Besnard será doado ao Uruguai



Após quase meio século em atividade, o navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard, o primeiro com bandeira brasileira a realizar uma expedição na Antártida, está prestes a ser doado ao governo uruguaio. Sem mais poder contribuir para as pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), a embarcação, avariada por causa de um incêndio ocorrido há seis anos, permanece atracada no Porto de Santos e, consequentemente, gerando custos de manutenção à instituição, que passa por problemas financeiros.



Navio gera custos à Universidade de São Paulo



De acordo com o Instituto Oceanográfico (IO) da USP, o processo de transferência ao país vizinho está em fase de aprovação pelas instâncias acadêmicas - que deverão apreciar o caso nos próximos meses. A possibilidade de doação, admitida na última semana, foi adiantada em maio de 2012 por A Tribuna, em uma reportagem sobre o futuro da embarcação. Discutia-se, desde 2010, levá-la para o Rio Amazonas ou fazer um afundamento controlado, para torná-la um recife artificial.

Atualmente, a USP dispõe de R$ 825 mil anuais para realizar a manutenção periódica das cinco embarcações que possui. Além do Prof. Besnard, outras duas Alpha Crucis e Alpha Delphini estão no cais santista, atracados entre os Armazéns 7 e 8. Estima-se que os cuidados com Alpha Crucis (com registro de 2012, com maior autonomia e capacidade) seja responsável por pelo menos um terço de todo o orçamento do setor até dezembro.


A centralização das atividades (aulas, operações e expedições) do instituto nas duas embarcações mais recentes e mais modernas a Delphinié de 2013 motivaram a decisão. Ambas são fruto de um investimento de quase R$ 30 milhões, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapes).

A doação permitiria, entre outras possibilidade, a reativação do navio, cuja permissão de navegar foi revogada pela Marinha do Brasil. A Autoridade Marítima baseia-se no incêndio, proveniente de um curto-circuito do ventilador de um dos camarotes da embarcação, capaz de receber 37 pessoas, sendo 15 pesquisadores e 22 tripulantes.



Navio Prof. W. Besnard está denificado desde 2008, quando um incêndio destruiu um dos camarotes

Incêndio
As chamas, que perduraram por 12 horas, consumiram parte do navio enquanto ele estava fundeado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Após uma tempestade, ele retornaria para Santos, após expedição no litoral fluminense.

Parte do dinheiro (R$ 2 milhões) que seria investido na reforma do Prof. Besnard (que já estava ultrapassado) e no reparo nos motores foi destinado à aquisição das duas novas embarcações, que continuam operando normalmente.

Pesquisas seguem
Reportagem de A Tribuna esteve no cais onde estão atracadas as embarcações da Universidade de São Paulo (USP), no Porto de Santos. Alpha Delphini e Alpha Crucis serão os únicos navios responsáveis pelas pesquisas acadêmicas.



Alpha Crucis permanece em operação

O Professor W. Besnard (fabricado na Dinamarca), visivelmente, não recebe mais a manutenção necessária para continuar as atividades. Ele permanece com um marinheiro para garantir a sua segurança e com as ligações de água e energia elétrica conectadas ao atracadouro. Ferrugem e inúmeras avarias no casco, limo nos equipamentos e muita sujeira evidenciam a total inutilização.

Ao lado dele, o berço do Alpha Delphini, que estava em operação no mar, e o Alpha Crucis (comprado da Universidade do Havaí há dois anos). Atracado, recebia reparos de pintura e maquinário. Ambos têm, da Marinha, autorização para navegar. Este último, inclusive, será submetido neste semestre à Docagem (reparo quinquenal obrigatório).
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 20/07/2014

INDÚSTRIA NAVAL SERÁ BENEFICIADA POR EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL, SEGUNDO PETROBRAS
Publicado em 07/17/2014 as 02:18 PM

A Petrobras informa que irá investir um montante de US$ 100 bilhões na indústria naval pelos próximos seis anos. Atualmente, existem dez estaleiros de médio e grande porte em atividade no Brasil e mais quatro em construção.

A expectativa da empresa é que a indústria apresente crescimento durante os próximos anos por conta do crescimento das atividades de exploração e produção, principalmente em função do desenvolvimento de campos do pré-sal.

Até o primeiro trimestre de 2018 estão na carteira do estaleiro Rio Grande 1 a construção de oito cascos para os FPSOs replicantes: P-66, P-67, P-68, P-69, P-70, P-71, P-72 e P-73. FPSOs replicantes são plataformas feitas como réplica, idênticas entre si, onde cada plataforma repete o projeto da anterior, permitindo ganhos de custos e de prazos na construção. O conteúdo local previsto para os oito navios é de 70% para a construção dos cascos, de 69,5 a 85,5 % para os módulos da planta de processo e de 74% para a integração.
Fonte:Agência de Notícias Petrobras
Data : 17/07/2014

TERMINAIS DA TRANSPETRO JÁ SOMAM 41 MILHÕES DE M³ POR DIA
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

A expansão das operações nos terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) da Transpetro vem sendo fundamental para garantir o avanço na oferta do produto no País. Com três terminais - Baía de Guanabara (RJ), Pecém (CE) e Bahia (BA) -, a regaseificação do GNL realizada pela Companhia já representa a segunda principal fonte em termos de capacidade instalada disponível ao mercado.

As três unidades somam 41 milhões de m³ por dia, acima dos 32 milhões de m³ por dia do gás boliviano, e atrás apenas da produção nacional, que gira em torno de 45 milhões de m³ diários.

Atualmente, a disponibilidade de gás natural no Brasil é dividida entre a produção nacional, o gás importado da Bolívia e da Argentina, e o GNL, que a Petrobras compra de outros mercados para ser regaseificado nos terminais operados pela Transpetro.

Nos três primeiros meses de 2014, a geração de energia elétrica foi a atividade que liderou a demanda pelo produto, com 46%. Outros 44,6% foram consumidos pela indústria, com os cerca de 10% restantes distribuídos em usos como automotivo, residencial e comercial.

Desenvolvido de forma pioneira pela Transpetro e pela Petrobras, o uso de navios regaseificadores no processo de armazenagem do GNL possibilitou maior flexibilidade para o atendimento pleno do mercado.

A inovação foi implementada em 2009, com a inauguração do Terminal de Pecém, com capacidade para regaseificar 7 de milhões de m³ por dia, e ampliada um ano depois, com a entrada em funcionamento da unidade do Terminal da Baía de Guanabara, com capacidade para regaseificar 20 milhões de m³ por dia.

As operações também se caracterizam pela constante evolução e adequação às necessidades do País, ampliando a segurança energética nacional. O Terminal de Regaseificação da Bahia, inaugurado em janeiro deste ano, com capacidade diária de 14 milhões de m³, representou aumento de mais de 50% na capacidade total de regaseificaação de GNL na Transpetro.

A unidade foi implantada com a configuração Side By Side, inovadora no Brasil, e que representa uma tecnologia ainda mais econômica em comparação às adotadas nos demais terminais.

Sobre o GNL

O Gás Natural Liquefeito (GNL) é o gás natural em estado líquido. Sua transposição de gasoso para líquido acontece com o resfriamento a uma temperatura de 162º C negativos, o que reduz seu volume cerca de 600 vezes, facilitando e viabilizando economicamente o transporte em navios especialmente construídos para este fim.

Chegando ao destino, o GNL é submetido à elevação da temperatura nos terminais de regaseificação, retornando, então, o gás natural liquefeito à sua forma gasosa, podendo ser transportado por gasodutos, para então ser direcionado para o mercado consumidor.
Fonte:Agência de Notícias Petrobras/por Portal Brasil
Data : 17/07/2014

OBRA DO PORTO DE VITÓRIA VAI SER ENTREGUE EM NOVEMBRO, DIZ CODESA
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

O prazo para o fim das obras de dragagem (retirada de sedimentos) e derrocagem (retirada de pedras e rochas) do Porto de Vitória foi anunciado para novembro deste ano. De acordo com a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), o custo total da intervenção vai ser de R$ 86 milhões. Com a retirada de rochas do fundo das águas, medida que vai ampliar a profundidade do porto, os navios poderão sair e chegar ao porto transportando mais carga que a capacidade atual.

A obra do porto estava entre as principais de infraestrutura, prometidas pelo governo federal e reivindicadas há anos pela população capixaba. Com início no mês de maio de 2012, a conclusão estava prevista para dezembro de 2013, o que não aconteceu. Após o término dos serviços, precisa ocorrer a homologação por parte da Capitania dos Portos.

“A obra consiste em serviço de dragagem e derrocagem de pedras, aprofundando o canal de

acesso, a bacia de evolução e o berço de atracação, para atingir profundidade máxima de 14 metros. Também estamos tendo alargamento do canal. Trechos que antes tinha largura de 80 metros, com as obras terão 120 metros. Isso garante maior segurança à navegação”, explicou o Coordenador de Obras e Manutenção da Codesa, Ednaldo Lepaus Baldan.

Ordem de serviço para obras em porto do ES é assinada, diz Dilma

Segundo a Codesa, para alcançar a profundidade de 14 metros, é necessário remover 115 mil metros cúbicos de pedras do fundo do mar. Até este mês de julho, cerca de 85% do volume previsto já foi retirado. Com a quantidade de pedras detonadas, é possível encher mais de 7.666 caminhões. Após ser explodido, o material é levado para locais com profundidade maior.

Ednaldo explicou que o aprofundamento do porto possibilita que uma maior parte das embarcações fique submersa, aumentando o chamado “calado” dos navios. Com isso, os barcos poderão transportar mais carga. “Vamos maximizar a capacidade do porto, garantir que um navio possa sair com sua carga completa, evitando que tenha necessidade de sair e completar a carga em outro terminal. Hoje, nosso calado está limitado a 10,67 metros e, com a obra, o calado vai poder chegar a 12 metros", disse.

As empresas que realizam a derrocagem e remoção das pedras informaram que a retirada está acontecendo em 29 áreas, em pontos diferentes da região submarina. Os pontos ficam ao longo do canal de acesso, na bacia de evolução e nos berços de atracação do Porto de Vitória.
Fonte: G1 – O Portal de Notícias do Globo - ES/Victoria Varejão e Naiara Arpini
Data : 17/07/2014

DUTRA É EMPECILHO À LOGÍSTICA FLUMINENSE
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

A presidente Dilma acertou, ao inaugurar o Arco Rodoviário Metropolitano: a obra veio com atraso e pela metade, mas, mesmo assim, era reivindicada há 40 anos. Agora, está aí, à disposição do público. É uma obra fantástica para boa parte do Brasil. Cargas vindas de Minas e Bahia, pela BR-040, não precisam mais passar pela Cidade Maravilhosa. Pegam a nova via e vão dar na Dutra. Do mesmo modo, cargas vindas de São Paulo – ou de todo o Mercosul – igualmente podem se dirigir para Minas diretamente, sem tocar em outras vias. Até agora, todos passavam por Avenida Brasil e Linha Vermelha.

Em breve, o Arco, além de ligar Dutra à Rio-Juiz de Fora (BR-040) vai também ter acesso direto a Itaboraí, onde ficará o pólo da Petrobras e é contato direto com a Região dos Lagos – o que inclui Macaé, base da Bacia de Campos – e Vitória. Nas proximidades da Dutra, fica o porto de Itaguaí, um terminal de águas profundas que está subutilizado, por causa do fraco acesso rodoviário e, pós-Arco, deverá explodir.

A BR-040 é precária, mas está em obras. A ritmo acelerado, a Concer está construindo túneis e viadutos para tornar a via moderna, com muitas faixas de rolamento e sem as curvas fechadas dos velhos tempos. Quando se abrir os olhos, em 2016, a nova Rio–Juiz de Fora estará pronta. O problema é a principal rodovia do país, a Dutra. Não se sabe exatamente por que razão, a concessionária CCR não devolve a concessão, não questiona sua remuneração na justiça, mas também não moderniza a descida da Serra das Araras. Nesse local, as curvas são tão íngremes que a velocidade máxima é de apenas 40km/h, algo inconcebível, em pleno século XXI.

Ao que sabe, o contrato da CCR, feito antes da criação da Agência Nacional de Transportes Terrestress (ANTT), prevê que o investimento para melhoria terá de sair dos cofres federais ou então ser adicionado à já alta taxa de pedágio – para uma estrada saturada. Há um impasse entre a ANTT e a CCR, mas quem sofre são os usuários de transporte. O Arco gera um fluxo especial de cargas e só em uma ponta há obras; na outra, permanece o silêncio. A situação da descida da Serra das Araras é tão grave que, além de impactar o tráfego, gera acidentes constantes, muitos com mortes.

Com a palavra, CCR, ANTT, entidades como Fecomércio-RJ e Firjan, o governador Luiz Fernando Pezão e candidatos ao governo fluminense. Verdade que se diga, quando prefeito de Nova Iguaçu, Lindbergh Farias (PT) adotou atitude radical, o que levou a Dutra a realizar obras de ampliação de faixas no Grande Rio.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
Data : 17/07/2014

TERMELÉTRICA VAI SE INSTALAR EM SUAPE
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

O Grupo gaúcho Bolognesi vai implantar uma térmica a gás natural e um terminal de regaseificação no Complexo Industrial e Portuário de Suape. O investimento será de R$ 3,5 bilhões. A Unidade Termelétrica Novo Tempo será instalada num terreno de 15,7 hectares e terá a capacidade de gerar 1,2 mil megawatts (MW).

Para se ter uma ideia, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) produz em média 6 mil MW médios e uma das suas grandes hidrelétricas, a de Sobradinho pode gerar 1,05 mil MW. “O terminal de regaseificação vai viabilizar a térmica. Temos uma oferta de gás limitada e a empresa poderá ofertar gás natural para outras companhias interessadas em comprá-lo, o que traz uma vantagem para o Estado”, argumenta o diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho.

Segundo ele, o Gás Natural Liquefeito (GNL) chegará a Suape em navios criogênicos, numa temperatura muito baixa. O combustível será importado. A empresa vai usar cerca de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. “Quando chegar aqui, o GNL será transportado numa tubulação criogênica. Depois será regaseificado e após essa etapa pode ser transportado num gasoduto normal”, conta.

A empresa Bolognesi comprou o terreno por R$ 11,9 milhões à estatal Suape. O resultado da licitação envolvendo a compra do terreno foi publicado ontem no Diário Oficial de Pernambuco.

O início das obras da térmica está condicionado a empresa conseguir vender energia nos leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A empresa comprou o terreno, porque precisava ter a propriedade para concorrer ao leilão”, explica Leonardo.

No setor elétrico, é muito comum as empresas conseguirem primeiro a venda da energia num leilão para depois implantar o empreendimento. Segundo informações de Suape, a térmica entra em operação em 2019, caso a empresa venda a energia que pretende produzir localmente.

A térmica vai gerar 120 empregos diretos de níveis técnico e superior, quando começar a funcionar. A estimativa é de que sejam gerados 160 empregos indiretos.

Geralmente, a energia produzida por uma térmica a gás natural é mais cara do que a gerada por hidrelétricas. No entanto, o País precisa desse tipo de empreendimento porque as térmicas são uma opção, quando diminui a quantidade de água nos reservatórios das hidrelétricas, como está acontecendo desde o final de 2012. Como a térmica vai usar o gás natural, é considerada uma energia limpa.

O grupo que está à frente da térmica é liderado por Ronaldo Bolognesi e atua nos setores imobiliário, construção pesada e concessões, além de ter empreendimentos na área de energia.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
Data : 17/07/2014

PORTOS: FALTA MANUTENÇÃO
Publicado em 07/17/2014 as 02:17 PM

SÃO PAULO - O trecho 1 do canal do estuário do Porto de Santos, que vai da Barra até o Entreposto de Pesca, na Ponta da Praia, voltou a ter 13,2 metros de calado, enquanto o trecho 2, que segue do Entreposto de Pesca até o Terminal de Passageiros, perdeu 20 centímetros, por decisão da Marinha do Brasil, responsável pela homologação dos limites. Isso significa que cada navio deixará de movimentar 140 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que quer dizer que seis mil toneladas deixarão de ser operadas nos terminais da região por embarcação.

No trecho 4, entre o Armazém 6 e a Alemoa, a situação é ainda pior: o calado foi homologado em 12,6 metros, apesar dos esforços das empresas que atuam no local, a Ecoporto Santos e a Brasil Terminal Portuário (BTP), que fizeram os serviços de dragagem a título de doação.

Tudo isso se dá porque, apesar do investimento feito pela Secretaria de Portos (SEP) no valor de R$ 1,6 bilhão por meio do primeiro Programa Nacional de Dragagem (PND-1), os resultados no geral não foram satisfatórios. O Porto de Santos, por exemplo, continua sem condições de receber a nova geração de navios construídos a partir de 2000, que exigem calado de 14,5 a 15 metros.

Em função disso, a SEP lançou o PND-2 que prevê investimentos estimados em R$ 3,8 bilhões. Até porque no desenvolvimento do PND-1 não houve muitos cuidados e muitos portos que não tinham cais reforçado acabaram sofrendo desmoronamentos. Ao mesmo tempo, faltou um trabalho permanente de manutenção para manter as distâncias conquistadas. Além disso, em alguns portos, há construções que beiram um século de existência e, feitas sobre bases empíricas para os dias de hoje, não suportam os efeitos do trabalho de dragagem.

No Porto de Santos, houve necessidade de se refazer o serviço de dragagem depois que uma ressaca assoreou o canal de acesso e reduziu a distância da lâmina d´água até a quilha do navio. O que se espera daqui para frente é que sejam evitados os contratempos que marcaram o PND-1, como quebra de contrato de manutenção em razão de serviços adicionais que surgiram no caminho e excessiva perda de tempo para se fazer nova licitação por parte da SEP.

Já no porto de Rio Grande-RS, os resultados da dragagem foram praticamente nulos e no de São Francisco do Sul-SC as obras não foram capazes de readequar a largura do canal nem de suavizar uma curva que dificulta a passagem de grandes cargueiros. Por isso, espera-se que os resultados do PND-2 sejam melhores não só em Santos como nos demais portos.
Fonte: Pravda.ru
Data : 17/07/2014

EM CRISE, EISA TENTA VOLTAR A OPERAR
Publicado em 07/17/2014 as 02:16 PM

O empresário Germán Efromovich e os administradores do Estaleiro Ilha S.A. (EISA) tentam encontrar uma saída para a grave crise financeira da empresa, dona de uma das mais tradicionais instalações da construção naval fluminense. A situação do EISA é delicada. O estaleiro, situado na Praia da Rosa, no bairro da Ilha do Governador, no Rio, está com as operações paralisadas há 30 dias e as perspectivas de retorno são incertas. No mercado, as informações são de que Efromovich, que controla o EISA via Synergy Group, estaria buscando compradores para o estaleiro.

Mas fonte próxima das discussões disse que qualquer negociação de venda neste momento é difícil. E que a saída para o EISA passaria por encontrar algum meio de obter capital de giro para voltar a operar. Essa solução poderia envolver participação de armadores que são também clientes do estaleiro. Os esforços buscam evitar uma quebra do EISA, situação não completamente descartada. A crise no EISA também deixa dúvidas no mercado sobre a competitividade da construção naval no país, indústria retomada como política de Estado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora tenha uma das maiores carteiras entre os estaleiros nacionais, com 26 contratos, o EISA tem problemas de produtividade e não investiu para atender a essa grande demanda. Josuan Moraes Junior, presidente do EISA, disse que o valor dos contratos em carteira no estaleiro soma US$ 1,6 bilhão. Moraes afirmou que o estaleiro não investiu porque houve "morosidade" de agente financeiro do Fundo da Marinha Mercante (FMM), linha de financiamento para o setor, em aprovar empréstimo para o estaleiro se modernizar. O Valor apurou que o EISA obteve em outubro de 2012 "prioridade" do FMM de R$ 208 milhões, mas essa autorização terminou cancelada em outubro de 2013 depois que o estaleiro não conseguiu aprovar o empréstimo junto à Caixa.

Um dos maiores interessados em uma solução para o EISA é a Log-In Logística Intermodal, que tem plano de investimentos de cerca R$ 1 bilhão envolvendo a construção de sete navios encomendados ao EISA. São cinco navios porta-contêineres e dois graneleiros para transporte de bauxita. Deste total, três embarcações (duas de contêineres e um graneleiro) foram entregues e um barco bauxiteiro tem previsão de ficar pronto até o fim do ano. Há ainda outros três navios de contêineres em construção cujas entregas foram reprogramadas a partir de meados de 2015 e até 2016.

Ontem a Log-In divulgou comunicado no qual disse que vai acompanhar os desdobramentos do caso e tomará as medidas necessárias com o objetivo de manter a construção das embarcações por meio de garantias contratuais e de assessoria técnica especializada para contínua identificação de alternativas estratégicas de longo prazo.

As embarcações da Log-In são financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES corre o risco da própria Log-In, que está em dia com as suas obrigações com o banco. Fonte do setor disse que os contratos de construção dos navios da Log-In contam com seguro-garantia que cobre uma parte do valor contratado. Caso o estaleiro não entregue os navios, seguradoras envolvidas na apólice poderiam ter de assumir a conclusão da obra. Procurada pelo Valor, a Log-in não quis se pronunciar.

Moraes, do EISA, disse ainda que alguns clientes ficaram inadimplentes com o estaleiro. Citou a PDVSA, que tem um navio-tanque no EISA, e a Astromarítima Navegação, da área de apoio marítimo, com três barcos com obras paralisadas. Procurada, a Astromarítima não retornou a ligação.

Alex Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, disse que a situação do EISA criou grande insegurança aos 3,2 mil trabalhadores do estaleiro. Eles foram colocados em licença remunerada, a qual foi prorrogada até 28 de julho. Hoje haverá uma manifestação dos empregados do EISA no centro do Rio. Santos avaliou que a crise do estaleiro se relaciona com problemas administrativos e de gestão. Disse que o estaleiro assumiu encomendas com prazos de entrega semelhantes, o que dificultou ainda mais a situação.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 17/07/2014

EFROMOVICH BUSCA SOLUÇÃO PARA CRISE EM SEU ESTALEIRO
Publicado em 07/17/2014 as 02:16 PM

O empresário German Efromovich e os administradores do Estaleiro Ilha (EISA), um dos mais tradicionais do Rio, tentam encontrar uma saída para a grave crise da empresa. O estaleiro está com as operações paralisadas há 30 dias e as perspectivas de retorno são duvidosas. No mercado, as informações são que Efromovich busca compradores para o estaleiro.

O Valor apurou que qualquer negociação de venda neste momento é difícil. A alternativa passaria por encontrar um meio de obter capital de giro e voltar a operar, solução que envolve a participação dos armadores. Um dos maiores interessados em uma saída é a Log-In Logística Intermodal, que tem um plano de investimentos de cerca R$ 1 bilhão envolvendo a construção de sete navios encomendados ao EISA.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 17/07/2014

TECON DE RIO GRANDE CRESCE 21% NO 1º SEMESTRE
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

A movimentação no Terminal de Contêineres (Tecon) do porto de Rio Grande (RS) encerrou o primeiro semestre com crescimento de 21% em comparação com o mesmo período de 2013. O volume chegou a 355,3 mil TEU, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés (6,1 metros) de comprimento, puxado principalmente pelas operações de transbordo ("transhipment") e também de cabotagem e importação.

Segundo o diretor comercial da empresa controlada pelo grupo Wilson Sons, Thierry Rios, as operações de transbordo somaram 60 mil movimentos, ante 20 mil no mesmo período de 2013 e 48 mil durante todo o ano passado. Cada contêiner transferido de um navio para outro conta como dois movimentos.

"São cargas originárias da Argentina, como maçã, kiwi e peixe congelado, que transbordam em Rio Grande antes de seguir para outros destinos", diz Thierry. O maior concorrente do Tecon neste segmento é o porto de Montevidéu, mas desavenças comerciais entre Argentina e Uruguai desviaram muitas rotas para o terminal gaúcho, explica o executivo.

O problema, conforme o diretor, é que este tipo de operação é sazonal, concentrado no primeiro semestre em função das colheitas de frutas na Argentina. Com isso, mais a queda das exportações e o crescimento modesto da cabotagem e da importação de janeiro a junho, o Tecon está "brigando" para repetir em 2014 os 647,9 mil TEU movimentados em 2013. "Precisamos que a economia brasileira dê uma acordada", afirma.

As exportações recuaram 10% no semestre, para 88,3 mil TEU, prejudicadas pelo atraso na comercialização do fumo e o fraco desempenho dos embarques de alimentos como carne de frango e suína e de resinas sintéticas. Já as operações de cabotagem avançaram 2,9%, para 18,3 mil TEU, beneficiadas pelos embarques de produtos como móveis, vinhos e arroz para outros portos brasileiros.

As importações cresceram 2,5% sobre o primeiro semestre de 2013 e alcançaram 45,2 mil TEU. Conforme Thierry, o real valorizado contribuiu para o desempenho. Em junho o Tecon também começou a receber materiais para a construção de uma fábrica da marca chinesa de caminhões Foton em Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, e em julho começaram a chegar os primeiros caminhões e componentes da linha para o mercado brasileiro. Até o início da produção local, prevista para o primeiro semestre de 2016, o Tecon espera importar 3 mil veículos da montadora.

Segundo Thierry, o terminal também começou neste ano a operar com novas cargas, como toras de madeira, que já somam embarques de 50 a 60 contêineres por mês para a Ásia. Também foram exportados 165 contêineres de soja em grão, aproveitando equipamentos que vêm carregados de manufaturados e retornariam vazios para a China.

"É um negócio de nicho, adequado para volumes menores, mas existe mercado para embarcar mil contêineres por mês", acredita o diretor. Cada contêiner de 20 pés tem capacidade para transportar 22 toneladas de soja.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

KEPLER WEBER CRIA SILO VOLTADO AO MERCADO AFRICANO
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

Há um ano, Oliver Colas visitou países da África e ficou chocado com a quantidade de grãos perdidos pelos agricultores familiares em países como Quênia, Uganda e Moçambique. Mais de 60% do total deixava de ser vendido apenas três meses depois, por apresentarem doenças fúngicas ou excesso de umidade. No retorno ao Brasil, o diretor vice-presidente da maior fabricante de sistemas de armazenagem no Brasil, a gaúcha Kepler Weber, decidiu que algo precisava ser feito e solicitou ao departamento de pesquisa e desenvolvimento da empresa que criasse um silo, que também fosse secador, com baixo custo para esse mercado.

No mês passado, o projeto ficou pronto e um protótipo criado na unidade de Panambi, no Rio Grande do Sul, foi apresentado em um seminário em Nairobi, capital do Quênia. O "Kikapu", como foi batizado o novo silo, é inovador porque tem um ventilador movido por uma célula fotovoltaica (painel solar) que seca os grãos durante a armazenagem. O modelo, desenvolvimento especialmente para a África subsaariana, é oferecido em dois tamanhos: 2,5 e 6 toneladas. Já o preço deverá variar entre US$ 4 mil e US$ 4,5 mil.

"Na pior das hipóteses, nossas simulações mostraram que os produtores vão perder 10% da colheita. Aumentando o volume negociado e o preço dos grãos, que não terão mais a qualidade comprometida, o preço do silo será pago em um ano e meio", diz Colas. Ele sabe, porém, que os agricultores familiares desses países africanos podem até fazer esse cálculo, mas que dificilmente têm condições de adquirir o silo/secador. Por isso, a Kepler Weber está conversando com organizações não governamentais, indústrias multinacionais e tradings para negociar o Kikapu.

"Pensamos em dois modelos. Ou a empresa simplesmente instala o silo para o agricultor e compra sua produção, ou a ONG (ou trading) faz um empréstimo para que o produtor pague com grãos". Na África, há um movimento forte liderado por ONGs para que as famílias permaneçam no campo, uma vez que não há empregos nas cidades e os países em geral precisam ampliar suas produções locais de alimentos para atender às suas demandas domésticas.

Até agora, a Kepler Weber não fechou efetivamente nenhum negócio com seu novo silo. Mas, segundo Colas, a apresentação em Nairobi foi muito positiva. "Algumas ONGs ficaram realmente satisfeitas". Se o projeto for um sucesso, a intenção da empresa é passar a montar o silo, produzido no Brasil, em algum país africano. "A chapa externa e o telhado continuariam sendo feitos aqui em Panambi, mas a estrutura onde ele repousa e os sistemas de segurança poderiam ser terceirizados lá, e isso é muito bem recebido pelos mercados locais. Se acontecer, os custos cairiam e o preço final também", afirma. O silo é montado e operado pelo próprio produtor.

Mas Colas não vê na novidade algo que vá alterar os resultados da companhia, pelo menos no curto prazo. O objetivo é ampliar a presença da Kepler Weber em outros mercados. De janeiro a março deste ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 23,8 milhões, 176,7% maior que o do mesmo período de 2013. Já a receita líquida consolidada aumentou 45%, para R$ 173,3 milhões.

O executivo também não vê o Brasil como uma opção para a comercialização do Kikapu, porque os menores produtores do país são maiores que os africanos e há políticas de financiamento para máquinas e equipamentos que permitem aos agricultores familiares adquirirem produtos maiores e mais potentes. A Kepler Weber já exporta para países africanos, dentre eles África do Sul, Angola, Moçambique, Egito, Uganda, Tanzânia, Nigéria, Etiópia, Cabo Verde, Quênia, Tunísia e Gana.
Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pressinott | De São Paulo
Data : 17/07/2014

RIO TINTO E FORTESCUE MANTÊM PRODUÇÃO EM ALTA
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

Dois dos maiores produtores de minério de ferro do mundo divulgaram grandes aumentos na produção, mostrando por que os preços da principal commodity usada na produção de aço se encontram sob pressão. A mineradora anglo-australiana Rio Tinto e a australiana Fortescue Metals estão correndo para concluir planos de expansão e aumento de produção de suas minas na Austrália Ocidental.

A Rio Tinto, segunda maior produtora de minério do mundo em volume, disse que suas remessas cresceram 20% nos primeiros seis meses do ano, para 142 milhões de toneladas, enquanto a produção aumentou 10%, para 139 milhões de toneladas. A mineradora prevê uma produção anual de 295 milhões de toneladas e pretende aumentar isso para 350 milhões de toneladas em poucos anos.

A Fortescue, quarta maior mineradora de minério em volume, disse que alcançou sua meta em 12 meses de 155 milhões de toneladas nos três meses encerrados em junho. Sua produção cresceu 28% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto as remessas aumentaram ainda mais, 55% sobre o mesmo período de 2013.

O crescimento das produtoras de minério da Austrália, incluindo a BHP Billiton, que deverá divulgar sua produção até o fim do mês, ajuda a pressionar o preço da commodity. As australianas estão apostando que os baixos custos de produção ajudarão a tirar do mercado outros produtores - principalmente na China, onde a maior parte do minério de ferro é usado. "A Fortescue acredita que o fornecimento voltará a se equilibrar no curto prazo, na medida em que os estoques dos portos forem diminuindo, as companhias siderúrgicas se reabastecem e o minério de ferro de produção mais cara sai do mercado", disse a companhia.

Mineradoras como a Rio Tinto também não estão dando importância aos temores de que a demanda chinesa por minério de ferro para a produção de aço poderá cair muito. Elas afirmam que a China deverá continuar investindo em infraestrutura, o que vai dar suporte à demanda por aço. Analistas da Numis dizem que a Rio Tinto está "claramente insistindo na expansão e produção de minério de ferro diante dos ventos contrários dos preços".

A Rio Tinto, que vem priorizando os investimentos em minério de ferro em detrimento de outras commodities, disse que suas expectativas de produção para este ano permanecem inalteradas. No entanto, a companhia aumentou a orientação para a quantidade de cobre que espera extrair após um crescimento de 23% nos primeiros seis meses do ano.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

IMPORTAÇÃO DE MILHO DA UE É TAXADA
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

A União Europeia passou a aplicar, desde ontem, uma tarifa de € 5,32 (US$ 7,2) por tonelada sobre suas importação de milho, sorgo e centeio, em virtude da queda dos preços desses produtos nos mercados internacionais. A informação foi divulgada no jornal oficial do bloco.

Operadores de mercado já esperavam que a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, pudesse impor tarifas depois que todo o volume de milho disponível sob a cota de importação da UE isenta de impostos aduaneiros para o segundo semestre deste ano foi comprado na semana passada.

O bloco aplicava tarifa zero de importação sobre as importações de milho desde agosto de 2010. Mas com as recentes quedas das cotações no mercado americano, o preço de referência utilizado pela Comissão Europeia para suas políticas tem ficado abaixo do piso estabelecido desde o fim do mês de junho.

A UE pode impor tarifas se seu valor de referência fica, em média, mais de € 5 abaixo do seu preço mínimo fixado em € 157,03 por um intervalo de dez dias. Essa referência é baseada no preço de exportação de milho do Golfo dos Estados Unidos acrescido do custo do frete para transporte até o porto de Roterdã, na Holanda.

A UE é um dos maiores importadores mundiais de milho, usado principalmente para alimentação animal. As tarifas vão permanecer até nova ordem, disse a comissão. Apesar de ter tido repercussão no mercado internacional, a decisão da UE não alterou a direção das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

PARA AWAZU, ECONOMIA SE APOIA EM MODELO SUSTENTÁVEL DE INVESTIMENTOS
Publicado em 07/17/2014 as 02:15 PM

BRASÍLIA  -  A economia brasileira tem fundamentos sólidos e se apoia num modelo sustentável de investimentos, a firmou o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu. “O Brasil mantém fundamentos econômicos sólidos e uma estratégia de desenvolvimento clara, que requer investimentos em infraestrutura e educação”, disse durante reunião do Conselho Empresarial Brasil-China, no Itamaraty.

Ele advertiu que não falaria de inflação, por conta da decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), de manutenção da Selic em 11% ao ano. Awazu afirmou apenas que o Brasil reagiu de forma tempestiva, com resiliência e robustez à crise internacional, recorrendo a políticas macroeconômicas clássicas, sem “excesso de otimismo ou de pessimismo”. "Nós adotamos antecipadamente medidas significativas de política monetária para enfrentar as pressões inflacionárias."

Awazu também relatou que a gestão macroeconômica está baseada em pilares tradicionais, citando o regime de metas para inflação, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e o regime de câmbio flexível. “Temos combinado esse tripé com atuação prudente e conservadora, regras de regulação prudenciais e comparáveis aos melhores padrões internacionais, estabelecidos em Basileia.”

Awazu observou que o Brasil se insere no grupo de países que mais rapidamente se recuperaram da crise internacional, junto da Coreia do Sul. Citou que o patamar de investimentos do Brasil está em torno de 18% do PIB, com US$ 60 bilhões a US$ 65 bilhões anuais, e apontou o país como o terceiro ou quarto maior destino de investimentos internacionais nos anos recentes. “Entre CEOs das grandes companhias internacionais, o Brasil é sempre lembrado depois da China, Estados Unidos e Alemanha”, afirmou.

Relatou que o sistema bancário do Brasil se relaciona com os mercados financeiros internacionais, mas a origem do funding do país é essencialmente o mercado doméstico. Awazu também apontou a “redução consistente da dívida líquida”, apesar da crise, em torno de 25% do PIB nos últimos dez anos. Ele destacou as políticas de inclusão social, que conseguiram reduzir a pobreza e a desigualdade nos últimos anos, gerando a “transformação social” que favoreceu o surgimento da nova classe média brasileira, com mais de 40 milhões de brasileiros acessando serviços e bens de consumo.

Por fim, sublinhou o agronegócio brasileiro e o programa de concessões que classificou de “ambicioso”, com foco em obras de rodovias, portos e aeroportos. “Algumas dessas concessões já estão em andamento, mas são investimentos ambiciosos que traduzem as respostas como a taxa de desemprego historicamente muito baixa”, disse.
Fonte : Valor Econômico
Data : 17/07/2014

RIO ELIMINA BENEFÍCIO FISCAL PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE AÇO
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

A Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro revogou uma antiga norma que concedia benefício fiscal para a industrialização de aços planos no Estado. Desde ontem não está mais em vigor a Resolução Sefaz nº 2.734, de 1996, que trata de diferimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A revogação foi feita por meio da Resolução Sefaz nº 764, publicada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. A medida é fruto de estudos da Fazenda fluminense para evitar a sobreposição de benefícios fiscais.

De acordo com a antiga resolução, quando uma empresa fluminense encomendava a industrialização da aços planos no Estado, a indústria só era obrigada a recolher o ICMS depois de o encomendante vender o produto final. Agora, o imposto volta a ter que ser pago no momento em que a indústria devolve a mercadoria a quem o encomendou. O adiamento (diferimento) foi anulado.

Segundo nota da Fazenda do Rio de Janeiro, esse benefício estava se agregando a outros existentes para o setor ou regiões, como o instituído pela Lei nº 5.636, de 2010, que além de implementar uma forma diferenciada de apuração do ICMS, traz também outras concessões, como o diferimento do ICMS na importação e aquisição interna de insumos.

"Como pudemos observar, esses benefícios não desoneram apenas as empresas optantes, mas muitas vezes também seus fornecedores. A análise conjunta do setor nos levou a concluir que há uma "sobreposição" de benefícios fiscais que geram algumas distorções nesse segmento", diz a nota. A Fazenda vem realizando estudos para eliminar esse tipo de distorção.
Fonte: Valor Econômico/Laura Ignacio | De São Paulo
Data : 17/07/2014

MARINTEC SOUTH AMERICA - 11ª NAVALSHORE: PRIORIZAÇÃO DE CONTEÚDO NACIONAL PELOS ESTALEIROS IMPULSIONA NEGÓCIOS DA BALG
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Apontada como um dos grandes impulsionadores do novo momento da indústria naval no país, a nacionalização de conteúdo para suprir a demanda dos estaleiros já reflete positivamente em indústrias de médio porte. A carioca Balg, uma das líderes do mercado brasileiro na fabricação de juntas de expansão, ampliou sua participação no segmento naval atenta às necessidades do setor. Só em 2014, estão em construção ou contratadas no Brasil 18 plataformas, 28 sondas de perfuração e 43 navios-tanque para abastecer a Petrobras para a exploração do pré-sal.

"A demanda reflete positivamente nos resultados. Temos sido consultados por quase todos os estaleiros e subcontratantes e estamos fornecendo para diversos projetos", diz o sócio diretor da Balg, Bernardo Medina, que completa dizendo que "a expectativa para os próximos anos é a mesma, visto que o mercado possui mais de 50 embarcações por entregar até 2018, entre sondas e FPSO's".

Competitividade - Há 36 anos no mercado, a empresa, 100% nacional, é uma das expositoras da Marintec South America - 11ª Navalshore, que acontece em agosto no Rio de Janeiro, e levará para o pavilhão as novidades em soluções industriais de juntas de expansão de diversos materiais para aplicação na produção dos estaleiros.

A dificuldade para a contratação de mão de obra qualificada também se reflete na indústria de abastecimento. "Faltam profissionais qualificados no segmento de caldeiraria, tubulações e soldas", conta o sócio diretor da Balg, que chama atenção também para o quesito remuneração. "Quando o profissional se destaca, acaba recebendo mais de uma oferta de trabalho e seu salário dispara. Para pequenas e médias empresas é difícil oferecer remuneração e benefícios ofertados pelas grandes", explica, defendendo que é preciso aumentar a oferta de mão de obra. Segundo previsão da Abenav (Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore), em 2017 o mercado deve empregar 120 mil pessoas, 50 mil a mais do que o quadro atual.

A Balg é um das 380 marcas expositoras que estarão presentes no Centro de Exposições SulAmérica entre os dias 12 e 14 de agosto. "A Marintec South America – 11ª Navalshore é uma das mais importantes feiras do setor atualmente e oportuna para fazermos novos contatos e marcar presença no mercado", conclui Medina.
Fonte : Último Instante
Data : 17/07/2014

CHINESES E CAMARGO CORRÊA FECHAM PARCERIA
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Gigante do setor de ferrovias CRCC vai atuar junto com construtora brasileira

BRASÍLIA- A visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil já resultou em, pelo menos, um  acordo formal para investimentos de empresas chinesas no setor de infraestrutura do país. A gigante do setor de ferrovias China Railway Construction Corporations (CRCC) firmou com a construtora brasileira Camargo Corrêa um termo de acordo para promoverem estudos  de viabilidade em projetos de concessões nessa área.

Em evento com mais de cem chineses, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, indicou ontem que investimentos chineses em infraestrutura poderão reduzir o custo de exportações de commodities agrícolas e minerais, de grande interesse daquele país.

— A implantação de novas ferrovias em direção ao Norte do país significará um reordenamento da logística de grãos, permitindo uma significativa redução de fretes.

Ontem, havia ainda a expectativa de que os governos de Brasil e China assinassem um memorando de cooperação para ferrovias, o que teria estimulado a aproximação de Camargo e CRCC. Na semana passada, o Ministério dos Transporte prorrogou até o fim deste mês o prazo para inscrição de grupos interessados em oferecer estudos para instalação de ferrovias, permitindo, portanto, o ingresso desses novos parceiros no negócio.

Lançado em agosto de 2012, o programa de concessões de ferrovias é o único que ainda não deslanchou. Com um plano ambicioso de quase R$ 100 bilhões em 11 mil novos quilômetros de ferrovias, o governo federal ainda não conseguiu fazer um leilão sequer. Passos disse ontem que isso só ocorrerá quando o governo tiver certeza de que haverá interessados. Desde 2012, o governo vem fazendo ajustes no programa, cujo principal risco passa pela estatal Valec.

Os primeiros trilhos fornecidos pelos chineses para as ferrovias nacionais já embarcaram em direção aos portos de Santos (SP) e Ilhéus (BA). Segundo Passos, esses trilhos devem chegar ao Brasil na segunda quinzena de agosto. Boa parte dos trilhos a serem instalados na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do trecho sul da ferrovia Norte-Sul serão fornecidos pelo consórcio
envolvendo as empresas RMC, do Brasil, e a chinesa Pangang. O prazo inicial para início das entregas pela Valec era julho. O primeiro contrato foi para aquisição de 95,4 mil toneladas de trilhos, no valor total de R$ 402,4 milhões.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

CPI QUEBRA SIGILOS DE DOLEIRO E DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Além de Paulo Roberto Costa e Youssef, decisão abrange empresas ligadas aos dois
EDUARDO BRESCIANI
eduardo.bresciani@bsb.oglobo.com.br

BRASÍLIA- A CPI mista da Petrobras  aprovou ontem a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff, presos na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, além de parentes de Costa e de empresas ligadas aos dois. Por acordo, foram adiadas decisões sobre a adoção da mesma medida em relação a fornecedores da estatal, como as empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, todas grandes financiadoras de campanha.

Na CPI do Senado, o gerente Glauco Legati, responsável pela implementação da Refinaria Abreu e Lima, negou superfaturamento ou falha no projeto da obra, cujo orçamento passou de US$ 2,3 para mais de US$ 20 bilhões.

A reunião aconteceu após três tentativas fracassadas durante a Copa do Mundo e foi fruto de um acordo construído nos bastidores, de restringir os trabalhos aos alvos da PF. Foram aprovados 83 requerimentos. Boa parte, porém, refere-se a pedidos de documentações já recebidas pela CPI, como trechos de investigações da PF, da própria estatal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

As quebras de sigilo se restringiram aos personagens da Lava-Jato. Além de Costa e Yousseff, estão na lista as empresas MO Consultoria, GFD Investimentos, Costa Global, Sunset Global, Quality Holding e Tipuana Participações.

Entre os familiares de Costa, foi pedida a quebra de sigilo e aprovada a convocação de sua esposa, Marici, das filhas Ariana  e Shani, e dos genros, Humberto Mesquita e Márcio Lewkowicz.

AUDITORES DO TCU DEVEM DEPOR
O juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro, foi convidado, assim como os delegados que realizaram as investigações. Foram chamados ainda auditores do TCU que analisaram a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que, apesar da restrição, haverá avanços porque a quebra abrange período maior que o investigado pela PF:

— É pouco em relação ao que queremos, mas já é um avanço — avaliou.

Após o acordo, a base aliada esvaziou a sessão e impediu a convocação dos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Guilherme Estrella e Ildo Sauer, além do representante dos empregados no Conselho de Administração, Silvio Sinedino.

Na CPI do Senado, Legati, disse que não há “erro de projeto” na Abreu e Lima nem superfaturamento. Ele também isentou Paulo Roberto Costa de culpa pela evolução dos custos da obra. Costa foi presidente do Conselho de Administração da refinaria até 2012.

— O ex-diretor não é o responsável pelo aumento. Aumentou em função da evolução do projeto.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

CGU ADMITE DIFICULDADE PARA FISCALIZAR REFINARIA
Publicado em 07/17/2014 as 02:14 PM

Setor que cuida de petróleo e gás conta apenas com três servidores
VINICIUS SASSINE E EDUARDO BRESCIANI
opais@oglobo.com.br

BRASÍLIA- Por falta de pessoal, a Controladoria Geral da União (CGU), vinculada à Presidência da República, tem encontrado dificuldades para fiscalizar um dos principais empreendimentos da Petrobras, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, segundo documento interno do próprio órgão, de janeiro deste ano. O orçamento da refinaria já saltou de R$ 2,3 bilhões para mais de R$ 20 bilhões.

O documento que retrata a escassez de pessoal foi feito para justificar o fato de o órgão não ter feito até então “trabalhos de fiscalização com foco específico em obras” da refinaria. A nota informativa frisa que a CGU tem só três servidores, incluindo o chefe da divisão, para cuidar exclusivamente das ações de controle da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Secretaria do Ministério de Minas e Energia que cuida de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis. Os três são ajudados por sete servidores da CGU que atuam no escritório no Rio — Petrobras e ANP têm sede no estado — e por outras unidades regionais.

O auxílio não permite uma atuação mais ostensiva por parte do órgão de controle vinculado à Presidência. “Ainda que, em um cenário de médio/longo prazo, se vislumbre a possibilidade de fortalecimento da equipe da CGU dedicada ao tema petróleo, a prioridade deve ser dada a empreendimentos do segmento Exploração e Produção (E&P), onde se concentra a maioria dos investimentos, e não nos empreendimentos do segmento abastecimento, como a Refinaria Abreu e Lima”, conclui o documento interno.

ÓRGÃO DIZ QUE FISCALIZA
A área técnica defende no relatório a realização de trabalhos em áreas “transversais”, enquanto não houver a ampliação do quadro de servidores. Auditorias nas obras de Abreu e Lima não são prioritárias, “em face de outras frentes já assumidas pela equipe reduzida da coordenação”. Somente a Petrobras é responsável por gerir R$ 676,9 bilhões, como cita o documento.

No caso de Abreu e Lima, um dos processos abertos chegou a ser arquivado. O Tribunal de Contas da União (TCU), por sua vez, já calculou que os principais contratos da refinaria foram superfaturados em mais de R$ 1,1 bilhão, o que é contestado pela Petrobras. Caberia à CGU arbitrar a disputa, mas os técnicos dizem não ter “todos os elementos de convicção” sobre o assunto.

Em resposta aos questionamentos do GLOBO, a CGU admitiu o problema. “A carência de pessoal na CGU é uma realidade e não se restringe à nossa divisão de petróleo, haja vista o deficit de cerca de 300 a 400 auditores em relação ao quadro de pessoal que tínhamos em 2008”. Sustenta, porém, que esse problema não compromete sua atuação. “Há trabalho de auditoria especial em curso sobre o tema, de forma que não é correto afirmar que sua fiscalização está prejudicada”, diz.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

MP DENUNCIA EX-DIRETOR DA PETROBRAS POR VIOLAR LICITAÇÃO
Publicado em 07/17/2014 as 02:13 PM

Segundo inquérito, Jorge Zelada agiu para favorecer a Odebrecht
VERÔNICA RANER
veronica.raner@oglobo.com.br



O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ofereceu denúncia à Justiça contra o ex-diretor internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, por alterar processo de licitação da empresa com relação a um projeto na área de SMS — segurança, meio ambiente e saúde —, com objetivos claros de favorecer a Construtora Norberto Odebrecht. A denúncia se baseia em auditoria interna da própria estatal, instaurada em 2013, para apurar supostas irregularidades.

“O MP-RJ recebeu um relatório da comissão de inquérito da Petrobras, que foi instaurada para apurar as denúncias veiculadas no ano passado’’, informou o promotor Alexandre Themístocles de Vasconcelos, que assina a denúncia com Cláudia Condack e Andrea Rodrigues Amin, promotores de Justiça da 1ª Central de Inquéritos do Rio de Janeiro.

MAIS OITO DENUNCIADOS
Além de Zelada, que renunciou em 2012 após suceder a Nestor Cerveró na Diretoria Internacional, também foram denunciados seis funcionários da companhia, o lobista João Augusto Rezende Henriques e o diretor da Odebrecht Marco Antônio Duran.

Com exceção de Duran, todos são acusados pela violação da lei de licitações. A pena é de dois a quatro anos de detenção, além de multa especificada em 2% do valor do contrato. A promotoria também pede a perda dos cargos públicos daqueles que ainda trabalham para a Petrobras.

Caso a Justiça aceite a denúncia, Duran deverá ser julgado em separado, uma vez que a acusação considerou não ter ocorrido crime por parte do diretor, mas somente tentativa.

De acordo com a promotoria, no começo de 2009, o setor técnico da área internacional da Petrobras levou à diretoria a necessidade de se fazer uma adequação na área de SMS da empresa. Durante a fase interna do processo de licitação, foi sugerida pelo setor uma contratação descentralizada, com duas empresas, ao custo estimado em R$ 6 milhões. O parecer com a recomendação técnica foi apresentado à Diretoria Internacional, mas foi ignorado por Zelada, que determinou que a contratação dos serviços se desse de forma centralizada, por intermédio de apenas uma empresa.

Oito empresas foram convidadas para o processo licitatório. Apenas três apresentaram propostas. A escolhida foi a Odebrecht. A promotoria chamou de “substancialmente viciada” a comissão de licitação, que optou pela contratação da construtora pelo valor aproximado de US$ 826 milhões. A auditoria constatou que membros do colegiado, apesar de assinarem ata e relatório da comissão, não participaram efetivamente das reuniões. De acordo com a denúncia, isso viria “de forma a conferir vantagens financeiras à Odebrecht”.

A comissão de contratação foi coordenada por um indicado de Zelada, e só se  reuniu uma vez, em fevereiro de 2010. A denúncia descreve que outro acusado já dispunha da minuta contratual com a Odebrecht, antes da instauração da comissão de licitação e frisa que, nesse mesmo período, esse acusado já havia sido visitado por Duran seis vezes.

CONSTRUTORA DESCONHECE DENÚNCIA
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Odebrecht afirmou desconhecer não só a denúncia apresentada pelo MP-RJ, mas também o relatório da auditoria interna da Petrobras. A construtora informou que “o contrato (com a Petrobras) foi resultado de licitação pública conquistado de forma legítima por menor preço, em total respeito à Lei”. A Odebrecht concluiu negando as alegações feitas à empresa e também ao diretor Marco Antônio Duran.

O GLOBO tentou, sem sucesso, entrar em contato com Zelada. Até o fechamento desta edição, a Petrobras também não havia se pronunciado.

A cota da denúncia também pede a investigação sobre outros casos envolvendo a Petrobras, incluindo a venda da Refinaria de San Lorenzo (projeto Atreu) e de 27,3% da participação indireta.
na Edesur, distribuidora de energia argentina.

“Como não há suporte mínimo de prova que viabilize o exercício da ação penal agora, essas investigações precisam ser aprofundadas. O MP providenciou a remessa de cópia da sindicância
para a Policia Civil, para que sejam investigados os fatos que não foram objetos dessa ação penal proposta”, informou o promotor.
Fonte : O Globo
Data : 17/07/2014

TCU FISCALIZA OBRAS DE AMPLIAÇÃO DO PORTO DE VILA DO CONDE/PA
Publicado em 07/17/2014 as 02:13 PM

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria na Companhia Docas do Pará (CDP) para fiscalizar as obras de ampliação do Porto de Vila do Conde, no Estado do Pará, o segundo maior porto do país em movimentação de cargas por navegação de cabotagem. O valor total de recursos fiscalizados foi de R$ 122,6 milhões.

A auditoria teve foco nos procedimentos de recebimento do empreendimento, nas inspeções posteriores à conclusão dos serviços e na responsabilidade pela reparação de possíveis erros de execução. A auditoria também foi realizada no processo licitatório.

O TCU verificou as seguintes irregularidades: a obra foi entregue sem estar devidamente concluída, não havia critérios de aceitabilidade de preços e a qualidade da execução dos serviços era deficiente.

O tribunal verificou que a CDP reteve os pagamentos devidos em decorrência de recomendação da Secretaria de Controle Interno da Secretaria Geral da Presidência da República (Ciset), após análise de processo administrativo. A Ciset identificou preços injustificadamente elevados para os serviços de “transporte, içamento e cravação das estacas”, o que originou sobrepreço de R$5,8 milhões.

Após a retenção de saldo pela CDP, no montante total do sobrepreço, a empresa descumpriu as obrigações e abandonou as obras sem prévia comunicação, o que causou inexecução dos serviços relacionados aos sistemas de defensas, no valor de R$1,4 milhão.

Diante desses fatos, o TCU emitiu determinações, recomendações e audiência de responsáveis. À CDP, caso a empresa contratada se recuse a dar continuidade às obras ou a arcar com os prejuízos decorrentes da paralisação unilateral, foram determinados o acionamento das garantias contratuais, a aplicação das penalidades previstas no art. 87 da Lei n. 8.666/1993 e a necessária correção dos defeitos detectados. Também foi determinado que a liberação da garantia do contrato fique condicionada à execução dos reparos dos defeitos detectados.

Porto de Vila do Conde: Localizado no município de Barcarena (PA), o Porto possui uma área de 3,9 milhões de m² e é administrado pela Companhia de Docas do Pará. O Porto de Vila do Conde é importante por representar 5,4% de toda a movimentação dos portos organizados no Brasil, além de servir de escoamento da produção de minerais da região, possibilitando uma integração hidroviária por meio do rio Pará. Para que as obras de ampliação fossem feitas, foi realizada concorrência pública para realização das obras de ampliação do Berço 302 e da construção dos Berços 401 e 402, além da ponte de acesso. Os berços são pontos de atracação das embarcações no cais.
Fonte: TCU – Tribunal de Contas da União
Data : 17/07/2014

EXPANSÃO - RIO TINTO ELEVA PRODUÇÃO DE MINÉRIO
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

A Rio Tinto divulgou um forte aumento na produção de minério de ferro na Austrália, em meio a uma agressiva expansão dos embarques da mineradora para a China, contando com seus baixos custos para tomar espaço de produtores chineses locais.

Grandes mineradoras como a Rio Tinto, a brasileira Vale e a BHP Billiton têm elevado a produção,
reduzindo os seus custos ainda mais, apesar das preocupações de um excesso de oferta diante do moderado crescimento da produção de aço na China.

A indústria chinesa é fragmentada, com mineradoras em regiões costeiras sofrendo com os maiores custos de produção do país, bem acima dos preços de importação de minério da Austrália e do Brasil.

A Rio Tinto, que compete com Vale, BHP e Fortescue pelo mercado internacional de minério de ferro, disse que está a caminho de produzir 295 milhões de toneladas do produto em 2014, ante 266 milhões no ano passado.

"Nossa expansão no minério de ferro continua a gerar crescimento com grandes margens, reforçando nossa posição de produtor de baixo custo", disse a Rio Tinto nesta quarta, em seu relatório de produção do segundo trimestre.

Os embarques de minério de ferro no último trimestre subiram 23% ante igual período do ano passado, para 75,7 milhões de toneladas, enquanto a produção aumentou 11% para 73,1 milhões de toneladas, disse a empresa.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 17/07/2014

ALL TEM GERAÇÃO DE CAIXA ESTÁVEL
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

A geração de caixa da América Latina Logística (ALL) ficou praticamente estável no segundo trimestre, com as operações ferroviárias afetadas por cenário de difícil demanda, o que prejudicou os volumes transportados.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado no segundo trimestre teve variação positiva de 0,2% na comparação com um ano antes, chegando a R$ 579,5 milhões, informou a ALL em sua prévia de resultado.

A companhia de logística afirmou que os resultados da operação ferroviária ficaram abaixo do inicialmente esperado, afetados pela difícil demanda, em meio ao cancelamento por parte da China de navios de grãos cuja atracação era esperada nos portos de Santos e Paranaguá.

Os volumes transportados nas ferrovias da ALL, medidos em TKU, subiram, 9% de abril a junho na comparação anual.

A ALL acrescentou que as chuvas de junho, consideradas excessivas, interromperam trechos ferroviários no Sul do País, restringindo as operações para os porto de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de dez dias.

No segmento Brado Logística, a ALL afirmou que o volume transportado teve crescimento de 17,9% no segundo trimestre, impulsionado por um aumento nos corredores de Bitola Larga e do Paraná, aos quais locomotivas e vagões foram adicionados para 2014. O Ebitda da Brado avançou 39,8% no segundo trimestre em comparação a igual período do ano anterior, alcançando R$ 15,5 milhões.

A Ritmo Logística apresentou queda de 33,9% nos volumes, afetada pelo mal desempenho das unidades Soluções Dedicadas e Negócios Intermodais.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 17/07/2014

TERMINAL DE PARANAGUÁ INAUGURA NOVO CAIS DE ATRACAÇÃO
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), considerado o segundo maior terminal de contêineres da América do Sul, inaugura nesta quarta-feira (25) o novo cais de atracação. A partir de agora o cais passa de 564 metros para 879 m, o que permite ao TCP receber simultaneamente até três dos maiores navios de contêineres que fazem o comércio internacional na América Latina.

Juntamente com o novo píer e seus equipamentos, como portêineres e transtêineres de última geração, o Terminal também inaugura três dolphins para a atracação exclusiva de navios destinados a operação com veículos.

O projeto faz parte de um dos maiores pacotes de investimentos privados do setor portuário no Brasil nos últimos três anos, com cerca de R$ 365 milhões em recursos.  Marca a transformação do TCP em um dos mais modernos e completos operadores logísticos do setor portuário brasileiro.

"A ampliação permite aumentar a capacidade do Terminal para 1,5 milhão de TEUs/ano", afirmou Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente do Terminal, acrescentando que a demanda atual é de aproximadamente 800 mil TEUs.

"Estamos preparados para o crescimento desse número para atender a demanda pelos próximos 10 anos", completou.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 17/07/2014

GRUPO DE TRABALHO COMEÇA A TRABALHAR AINDA ESTE MÊS
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

Como parte dos comandos previstos na Lei 12815/13 e no Decreto 8.033 (Nova Lei dos Portos), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira, 15 de julho, a Resolução nº 1, de 11 de Julho de 2014, que institui o Grupo de Trabalho (GT) para a implementação da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário. A Secretaria de Portos (SEP) é responsável pela coordenação do GT.

O grupo vai discutir temas relacionados à formação, qualificação e certificação profissional do trabalhador portuário; definir escopo, competências da execução e forma de financiamento das ações e elaborar proposta de Política de Qualificação do Trabalhador Portuário.

Além da SEP participam do grupo um representante do Ministério do Trabalho e Emprego, especificamente do Departamento de Qualificação da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego; do Ministério da Educação e do Comando da Marinha. O GT contará também com três representantes e respectivos suplentes das entidades empresariais e três representantes e respectivos suplentes da classe trabalhadora.

O Grupo de Trabalho deverá apresentar proposta de Plano de Trabalho ao plenário do Fórum Permanente para Qualificação do Trabalhador Portuário - FPQTP. Coordenado pelo MTE, o Fórum tem como objetivo promover com representantes das bancadas governamental, dos trabalhadores e dos empregadores a ampla discussão sobre as perspectivas de qualificação do trabalhador portuário.

O representante da SEP no GT é diretor de Revitalização e Modernização Portuária, Antonio Maurício Ferreira Netto. “O objetivo do GT é criar uma articulação entre os anuentes e com isso fomentar uma Política inclusiva e escrita para o coletivo. O Porto de Vitória hoje (15/07) deu um grande passo realizou sua primeira reunião com seu GT local, um dia para ser duplamente comemorado pela resolução e pelo passo de Vitória”, disse.

A primeira reunião do Grupo de Trabalho está prevista para o dia 28 de julho na sede da Secretaria de Portos, em Brasília.
Fonte:Secretaria Especial de Portos - SEP/PR
Data : 17/07/2014

SEP ALTERA PRAZO PARA ENTREGA DOS PDZS
Publicado em 07/17/2014 as 02:12 PM

O prazo para apresentação dos Planos de Desenvolvimento e Zoneamento – PDZ dos portos organizados foi alterado nesta última segunda-feira, 14/07, por meio da Portaria SEP/PR No. 206 (link) publicada no Diário Oficial da União. A mudança atende um pleito das autoridades portuárias, que solicitaram mais tempo para discutir e elaborar seus respectivos PDZs em conformidade com os estudos de demanda estabelecidos nos planos mestres (master plans) definidos pela Secretaria de Portos.

A Portaria SEP/PR No. 206 altera o Anexo I da Portaria SEP/PR No. 03, de 07 de janeiro de 2014 (link), que institucionalizou as diretrizes para elaboração e revisão dos instrumentos de planejamento do setor portuário que contemplam, além do PDZ, O Plano Nacional de Logística Portuária – PNLP e os respectivos planos mestres, além do Plano Geral de Outorgas.

Até a publicação da nova Lei dos Portos (12.815/2013), a Autoridade Portuária elaborava o planejamento do respectivo porto, contudo, sem garantir que esse planejamento estivesse integrado a uma programação nacional de investimentos. A partir do novo marco regulatório, coube à Secretaria de Portos (SEP) a missão de elaborar o planejamento setorial em conformidade com as políticas e diretrizes de logística integrada, abrangendo tanto acessos portuários quanto infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Para saber mais sobre os instrumentos de planejamento portuário clique aqui.
Fonte:Secretaria Especial de Portos - SEP/PR
Data : 17/07/2014

GERENTE DA PETROBRAS NEGA SUPERFATURAMENTO EM ABREU E LIMA
Publicado em 07/17/2014 as 02:11 PM

Em duas horas de explicações, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, negou qualquer erro de projeto ou superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, construída em Suape, Pernambuco. O depoimento foi colhido em audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga irregularidades na companhia petrolífera. Segundo ele, a unidade tem 88,5% de execução física e entrará em operação no fim deste ano, com capacidade para processar mais de 200 mil barris diários.

Investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a refinaria teve em 2005 o seu custo estimado em US$ 2,5 bilhões. Mas, segundo a Petrobras, até a conclusão deve sair por quase US$ 20 bilhões. A diferença, alega Legati, deveu-se a uma série de fatores, como aumento nos custos de contratos devido a alterações no projeto, variação cambial e juros de financiamentos. Para ele, o ponto de referência deve partir da fase 3 do empreendimento (conclusão do projeto básico), quando custo era de US$ 13,4 bilhões, e não das fases 1 e 2, que compreendem a identificação de oportunidade e projeto conceitual.
Gerente da Petrobras defende obra da refinaria de Suape e nega erros ou superfaturamento



“Os contratos e aditivos são negociados e nada é assinado que não passe por estimativa da área técnica e por pareceres das áreas jurídica e de desempenho. Não existe superfaturamento nos contratos da refinaria. Os custos estão adequados aos orçamentos feitos, e os preços são de referenciais de mercado. São compatíveis com uma obra de grande porte e complexidade”, observou Legati.

O gerente também negou a existência de erros de projeto, garantindo que nada foi "desmanchado" para ser refeito, nem construído além do previsto.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 17/07/2014

AEROPORTOS DO INTERIOR DO BRASIL RECEBEM CAMINHÕES PARA COMBATER INCÊNDIOS
Publicado em 07/17/2014 as 02:11 PM

Aeroportos localizados no interior do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil receberão da Secretaria de Aviação Civil (SAC) modernos caminhões de combate a incêndio. O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, participou, nesta terça-feira (15) pela manhã, de cerimônia de entrega dos primeiros 35 veículos, em São Bernardo do Campo (SP). Os veículos fazem parte dos investimentos que estão sendo feitos nos aeroportos do interior do país.

Do total, 24 caminhões já foram entregues e 11 serão enviados aos aeroportos nos próximos dias (clique aqui e veja a relação). Para somar à entrega, o ministro assinou ontem a autorização para contratação de mais 53 carros. O investimento referente a esta etapa ultrapassa R$75 milhões e vai beneficiar milhares de pessoas.

Os veículos contra incêndio aeroportuário (AP-2) estão entre os mais modernos do mercado. Cada um tem capacidade de armazenar 6,1 mil litros de água e 780 litros de espuma. O jato do canhão de teto lança, além de água e espuma, pó químico, e alcança uma distância de 70 metros. O canhão do pára-choque chega a 46 metros. O motor do veículo tem 440 cv, tração 4x4, e potência para atingir 80km/h em 35 segundos.

Depois da cerimônia, o ministro visitou as instalações da fábrica da montadora Lavrita, responsável por 33 desses 35 caminhões. Para ele, o investimento significa segurança do passageiro e às operações aeroportuárias. Além disso, potencializa o programa de desenvolvimento da aviação regional no Brasil.

"Com esses caminhões, mostramos que estamos melhorando a qualidade da gestão e garantindo um alto padrão de serviço para a população brasileira. Vimos os aeroportos que mais precisavam desses investimentos, como os aeroportos da Amazônia, que são fundamentais para o transporte da população devido às grandes distâncias. A nossa ideia é integrar o país para garantir novas oportunidades aos brasileiros", disse o ministro.

Aviação regional
Os aeroportos beneficiados com estes caminhões estão incluídos no Programa de Investimento em Logística: Aeroportos, que visa descentralizar a aviação das capitais e melhorar os terminais do interior do Brasil. A SAC investirá cerca de R$7,4 bilhões em 270 aeródromos distribuídos pelos 26 estados. A ideia é garantir que 96% da população esteja a 100 km de um aeroporto.

Até agora, 97 estão em fase de Estudo de Viabilidade Técnica e 45 em Estudo Preliminar.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 17/07/2014

SÃO SEBASTIÃO: JUSTIÇA SUSPENDE LICENÇA PRÉVIA EMITIDA PELO IBAMA
Publicado em 07/17/2014 as 02:10 PM

A Justiça Federal suspendeu os efeitos da licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) para ampliação do Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. A informação foi divulgada na noite desta quarta feira, 16, pelo Ministério Público Federal.

A decisão, em caráter liminar, é do juiz Ricardo de Castro Nascimento, da Justiça Federal em Caraguatatuba (SP). “O início das obras pode representar dano irreparável ao meio ambiente, além do risco de desperdício de recursos públicos”, fundamentou o juiz.

Nascimento atendeu a um pedido conjunto do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Estado.

Na liminar, datada de 11 de julho, o juiz demonstra preocupação com o que considera “real risco” ao ecossistema da região.

Ele ressalta que licenças prévias devem vir acompanhadas de medida compensatória proporcional ao dano ambiental causado, “mas a licença expedida pelo Ibama não é clara em relação a como se dará essa compensação”.

“No caso, a licença prévia não especificou a medida compensatória a ser adotada”, assinalou o juiz. Ele marcou para o dia 12 de agosto audiência preliminar de conciliação. “Considerando a complexidade da obra e o respectivo licenciamento ambiental, importante criar o espaço institucional necessário ao entendimento entre as partes”, prega o magistrado. “A autocomposição apresenta-se como a forma mais célere da solução do conflito.”

Segundo informação divulgada no site do Ministério Público Federal, a ação civil pública foi ajuizada em conjunto com o Ministério Público do Estado “contra o Ibama e a Companhia Docas de São Sebastião para tentar impedir o início das obras de ampliação do porto”.

A ação civil pública para proteção do meio ambiente pede à Justiça Federal que suspenda o processo de licenciamento ambiental do porto até que haja “uma conclusão segura sobre a viabilidade do empreendimento na região”.

Ao final do processo, o que se pretende é que seja anulada em caráter definitivo a licença prévia e que o Ibama não emita nova licença sem que os estudos sejam complementados.

O Ministério Público Federal e o Estadual sustentam que o licenciamento ambiental em andamento “está sendo feito com base em uma licença prévia expedida num contexto de inobservância clara às normas ambientais, baseando-se em EIA/Rima (Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos Ambientais) incompletos”.

De acordo com a ação, caso o processo de licenciamento ambiental não seja imediatamente suspenso, haverá “graves danos ao meio ambiente, de difícil reparação ou mesmo irreversíveis” – já que o passo seguinte é a expedição da licença de instalação, o que efetivamente vai permitir o início das obras.

A ação é subscrita pela procuradora da República em Caraguatatuba, Maria Rezende Capucci, e pelos promotores Tadeu Salgado Ivahy Badaró Junior, Alfredo Luiz Portes Neto e Paulo Guilherme Carolis Lima, do Grupo de Atuação Especial na Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo (Gaema).

O presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho, declarou que não existe paralisação de obras. “As obras que hoje estão em curso no porto público de São Sebastião estão atreladas às licenças ambientais atuais. Essas licenças não têm nada com a licença prévia da qual o magistrado (Ricardo de Castro Nascimento) está tratando.”

Carvalho ressaltou que as obras em andamento se localizam na área interna do porto, “dentro da área atual do porto”. Ele argumentou. “A partir do momento em que fazemos melhorias operacionais no porto nós otimizamos a armazenagem, carga e descarga, e para essas operações temos a licença.”

Sobre a ampliação do porto público, Carvalho observou. “Recebemos licença prévia para a ampliação de 400 mil metros quadrados para 800 mil metros quadrados. No início do ano recebemos a licença do Ibama que concede a ampliação. Isso representa as fases 1 e 2 das 4 fases que o projeto completo preconiza. Aumenta a capacidade operacional do porto, não existe intervenção no mangue do Araçá, aumenta a quantidade de berços (áreas de atracação de navios), diminuindo as filas de navios.”

A capacidade de movimentação poderá saltar para 2 milhões de toneladas/ano – hoje, esse desempenho está na casa do 1 milhão de tonelada/ano. Segundo Casemiro Tércio Carvalho, “a liminar (do juiz federal) alcança a licença prévia de ampliação do porto público de São Sebastião e não do porto da Petrobrás”.

Ele afirmou que a Companhia Docas “não é parte da ação”. “Tanto que não fomos nem citados, não fomos instados a nos manifestar, apenas o Ibama.” Carvalho disse que recebeu cópia da decisão do juiz nesta quarta feira, 16. “A gente não é réu, mas obviamente somos parte interessada porque acaba prejudicando tanto a Companhia Docas como o povo paulista. É a nossa visão. Vamos movimentar nossas equipes técnica e jurídica para tomarmos as medidas cabíveis no interesse da Companhia Docas.”

O presidente considera que a preocupação do juiz e do Ministério Público automaticamente serão afastadas a partir do momento em que a Companhia Docas elaborar o Plano Básico Ambiental (PBA). ”Se o PBA estiver claro a gente recebe licença de instalação”, declarou Carvalho. “A Companhia Docas não está fugindo das atribuições ambientais.”

A reportagem não localizou nenhum representante do Ibama na noite desta quarta feira, 16.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 17/07/2014

ANTT VAI RECEBER CONTRIBUIÇÕES SOBRE TRÁFEGO DE CAMINHÕES NA RODOVIA BR-040/DF/GO
Publicado em 07/17/2014 as 02:10 PM

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai promover audiência pública para colher sugestões sobre minuta de resolução com finalidade de restringir o tráfego de veículos de carga na Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek, na BR-040/DF/GO, no trecho entre Brasília/DF e Luiziânia/GO.

O período para envio de contribuições começa às 9h da próxima segunda-feira (21/07) até as 18h do dia 15 de agosto (horário de Brasília). A sessão presencial será dia 8 de agosto, das 14h às 18h, no edifício-sede da ANTT, em Brasília. Informações e orientações sobre o tema estarão disponíveis no site da ANTT a partir do dia 21 de julho.

Serviço
Evento: Sessão presencial da audiência pública para colher sugestões sobre minuta de resolução com finalidade de restringir o tráfego de veículos de carga na BR-040/DF/GO
Data: 8 de agosto de 2014
Horário: das 14h às 18h
Local: Auditório do edifício-sede da ANTT, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Trecho 3, Lote 10, Projeto Orla, Polo 8.
Fonte : ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres
Data : 17/07/2014

EXPANSÃO - PORTO DE SANTOS ATUALIZARÁ PLANO DE DESENVOLVIMENTO E ZONEAMENTO
Publicado em 07/17/2014 as 02:10 PM

Um novo planejamento para atender ao crescimento do Porto de Santos será iniciado, nos próximos dias, por um grupo formado por técnicos da Secretaria de Portos da Presidência de República (SEP) e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Trata-se da atualização do plano mestre do cais santista, que servirá de base para a elaboração de um novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) de todo o complexo portuário.

Enquanto o plano mestre é um instrumento de planejamento, que inclui ações futuras, com base no crescimento do Porto e de suas atividades, o PDZ é operacional e se refere à distribuição e eficiência portuária. Ambos precisam estar alinhados, no entendimento da SEP, com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), amparado na Lei nª 12.815, a nova Lei dos Portos.

O objetivo dos estudos é melhor operacionalizar os portos brasileiros e garantir o escoamento de toda a produção nacional. A ideia é que, em Santos, o trabalho possa determinar não só o potencial de crescimento do cais e das instalações, mas também o tipo de carga a ser movimentada em cada região, nas duas margens do porto santista.

De acordo com o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Claudio Santana Montenegro, o novo PDZ irá estabelecer novos critérios de acompanhamento sobre o desempenho das operações dos terminais arrendados.

Isto significa dizer que as instalações precisarão alcançar índices mínimos de produtividade. Caso contrário, a Autoridade Portuária será responsável por apontar as mudanças necessárias nas operações e nas estruturas.

Os dados obtidos serão utilizados para a concepção de um futuro conjunto de arrendamentos no porto santista, com base no novo zoneamento. “Com a confecção do plano mestre em conjunto, o PDZ ficará alinhado aos planos governamentais”, explica o diretor da Codesp.

Atualização

O último estudo deste tipo foi realizado em 2010 e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre outras coisas, ele apontou uma demanda de 230 milhões de toneladas para 2024.

Apesar disso, vigora ainda o PDZ realizado em 2006, elaborado por técnicos da Codesp, após a realização de audiências públicas envolvendo agentes portuários, governos municipais e estadual, além de demais setores da sociedade civil.

Nos anos posteriores, outros planos foram realizados, mas não vigoraram. Os documentos permanecem em trâmite na Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq) e na própria SEP.

A expectativa da Docas, no entanto, é de que essa atualização, prevista para ser concluída este ano, possa ser aprovada e implementada, principalmente para atender a demanda já prevista para os próximos anos no Porto de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 16/07/2014

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS DO PARANÁ CRESCE 7%
Publicado em 07/16/2014 as 01:55 PM

Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam o primeiro semestre deste ano com movimentação de 23 milhões e 400 mil de toneladas de cargas. O volume é 7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Entre os destaques, a soja segue liderando a alta de movimentação. Foram pouco mais de 6 milhões de toneladas exportadas do produto entre janeiro e junho, o que representou um aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2013. Outro produto que registrou alta significativa, de 10%, foi o farelo de soja, que atingiu 2 milhões e 700 mil toneladas exportadas. Por conta da movimentação de grãos pelo Corredor de Exportação, o número de caminhões que passaram pelo porto cresceu 10%, e 210 mil veículos chegaram ao Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá no primeiro semestre. Entre os produtos importados, os fertilizantes são destaque mais uma vez, com alta de 5% e 4 milhões e 800 mil de toneladas movimentadas. Da movimentação geral de fertilizantes registrada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, um milhão e meio de toneladas foram movimentadas no Porto de Antonina, que entre janeiro e junho alcançou a marca de 1 milhão de toneladas. No mesmo período do ano passado, o porto havia movimentado pouco mais de 780 mil toneladas do produto. (Repórter: Rodrigo Arend)
Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
Data : 16/07/2014

POLO NAVAL REALIZA SÉRIE DE AUDIÊNCIAS NO AMAZONAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:55 PM

As atividades para viabilizar a construção do Complexo Naval, Mineral e Logística do Amazonas (CNML-AM), devem ser retomadas até novembro de 2014

Paralisadas desde maio deste ano por ordem do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), as atividades para viabilizar a construção do Complexo Naval, Mineral e Logística do Amazonas (CNML-AM) – o polo naval – devem ser retomadas até novembro. A expectativa foi traçada nesta última segunda-feira (14) pelo coordenador do Grupo de Trabalho do Polo Naval e secretário executivo de planejamento e desenvolvimento econômico do Amazonas, César Peixoto.

Segundo ele, o grupo de trabalho se prepara para cumprir as solicitações do MPF-AM. As principais delas atingem etapas essenciais para a concretização do projeto, como licenciamento ambiental e regularização fundiária. Pela orientação do MPF, elas só podem ser realizadas após a execução adequada da fase de audiências públicas junto às comunidades tradicionais que vivem no entorno do local onde será erguido o complexo, .

Entre os dias 18 e 20 de agosto, segundo o secretário-executivo, serão realizadas reuniões preparatórias conduzidas pelo Ministério e envolvendo a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas (Seplan) e as 20 comunidades tradicionais do entorno da área. “Juntos, vamos elaborar conjuntamente o plano de consulta com as próprias comunidades e entidades parceiras para garantir a participação dos comunitários no processo de decisão”, argumentou.

Adaptação

De acordo com a assessoria do MPF-AM, em reunião realizada na última sexta-feira o plano original de consulta apresentado pela Seplan foi suspenso. Na ocasião, o órgão considerou a proposta irregular devido a não participação das comunidades durante o processo de elaboração, o que descumpre a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Após a reunião inicial e elaboração do plano, ainda segundo Peixoto, serão necessários mais dois meses para a execução das audiências públicas que devem abranger todos os comunitários afetados pela construção do complexo. “Ao final do processo, iremos recorrer ao Ministério Público Federal e pedir uma reavaliação para termos a suspensão revogada, que se não houver empecilhos, deve ocorrer até novembro”, afirmou.

Impasse

No dia 28 de maio, o MPF-AM suspendeu os efeitos do decreto que declarava a área de implantação do Complexo Naval, Mineral e Logístico, como de utilidade pública. Com a suspensão, que tem caráter liminar, todas as entidades envolvidas no projeto ficaram proibidas de prosseguir com estudos técnicos ou realização de novos editais.

O Ministério solicitou a suspensão à Justiça alegando que o Estado precisaria realizar consulta prévia às comunidades da região, antes de publicar o decreto que declarou o terreno no Purarequaquara – área destinada à construção -, como de utilidade pública. Na leitura do órgão, as consultas foram feitas depois e de forma inadequada.
Fonte:A Crítica(Manaus)/JULIANA GERALDO
Data : 16/07/2014

EISA NEGA ENCERRAR ATIVIDADES E PROMETE PAGAR SALÁRIOS ATRASADOS EM JULHO
Publicado em 07/16/2014 as 01:54 PM

A direção do Eisa (RJ) informou, nesta terça-feira (15), que pretende regularizar, até o final de julho, os salários e o ticket-alimentação de seus funcionários referentes a junho. Embora esteja com suas operações paralisadas, o estaleiro garantiu que não existe intenção de encerrar as atividades, sobretudo pela "carteira de encomendas robusta e bons clientes". De acordo com o Eisa, os funcionários estão de licença remunerada aguardando uma resolução do acionista quanto ao retorno de suas atividades.

A direção do Eisa ressaltou que está trabalhando junto a investidores para obter os recursos necessários e retomar suas operações nas próximas semanas. "O atraso no pagamento da folha, que até agora soma nove dias, deve-se à dificuldade momentânea de fluxo caixa do estaleiro, por conta principalmente da inadimplência de alguns armadores responsáveis por parte das encomendas ao Eisa", informou o estaleiro por meio de nota.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, cerca de três mil funcionários do Eisa estão de férias coletivas. A volta ao trabalho estava prevista para a última segunda-feira (14), mas o estaleiro adiou o retorno para o dia 28 de julho.

Na ocasião, uma manifestação dos trabalhadores do Eisa terminou com bombas lançadas pelo Batalhão de Choque. O sindicato informa que centenas de metalúrgicos caminhavam pela Estrada do Galeão, no bairro da Ilha do Governador, para denunciar o atraso no pagamento de salário, ticket-refeição e 1/3 de férias.

Para esta quarta-feira (16), o sindicato e trabalhadores do Eisa organizam uma manifestação no centro do Rio, com concentração a partir das 14 horas, na Candelária, de onde sairão em caminhada até o Ministério do Trabalho para cobrar um posicionamento da justiça.
Fonte : Portal Portos e Navios - (Da Redação)
Data : 16/07/2014

EAS LANÇA DEBÊNTURES PARA REDUZIR CUSTO DE DÍVIDAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:54 PM

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) aprovou a sua primeira emissão de debêntures simples para captar R$ 220 milhões com garantias de pagamento de suas sócias Queiroz Galvão S.A e Camargo Corrêa S.A. Aos detentores dos títulos, a empresa pagará juros da Taxa DI (Depósitos Interfinanceiros), que tem sua variação marcada pela Selic, hoje em 11% ao ano. Segundo a empresa, os recursos obtidos com a emissão serão destinados ao reforço de caixa “com vistas a atender os negócios de sua gestão ordinária e o reperfilamento de todas as dívidas de curto prazo da emissora contratadas junto ao Banco Santander (Brasil) S.A”.

Em assembleia de acionistas, a empresa também aprovou a contratação de financiamento à exportação no valor de até R$ 110 milhões no mercado financeiro nacional ou internacional. A EAS divulgou, ainda, que contraiu empréstimo junto ao Banco Itaú BBA S/A, na modalidade Capital de Giro, no valor de R$ 30 milhões. A empresa foi procurada, mas não quis se pronunciar.

Paralelamente, o EAS tenta aprovar o aporte de R$ 400 milhões junto ao Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), que investe em empresas de setores de infraestrutura, como portos.

Depois de entregar três navios, o João Cândido, o Zumbi dos Palmares (em 2013) e o Dragão do Mar (2014), o estaleiro ainda tem muita encomenda pela frente. Dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, a carteira de contratos ainda inclui 18 petroleiros (10 do tipo Suezmax, com capacidade para 1 milhão de barris, e oito do tipo Aframax, que transportam 800 mil barris). A empresa tem outro contrato para entregar sete navios-sonda de perfuração em águas ultraprofundas para a Sete Brasil, que serão arrendados pela Petrobras. Segundo relatório anual da Camargo Corrêa de 2013, o EAS apresentou uma recuperação significativa em sua geração de caixa, após as dificuldades iniciais de operação. Em 2013, fechou com receita líquida de R$ 731 milhões, num crescimento de 116% em relação ao ano anterior e um Ebtida (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 38 milhões, resultado quase 10 vezes melhor que o de 2012.

Em agosto do ano passado, a sociedade Japan EAS Investimentos e Participações passou a integrar o capital da empresa, com 33% de participação. Entre as metas para 2014, estão estudos para a ampliação da oferta de serviços do EAS e um acordo institucional de intercâmbio de profissionais para treinamento nos dois países.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)/Leonardo Spinelli
Data : 16/07/2014

CASO EISA: SINAVAL PROMETE CONVERSAR PARA VIABILIZAR SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:54 PM

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirmou ao Monitor Mercantil que vai conversar com a direção do Estaleiro Ilha S.A (Eisa) e seus trabalhadores para tentar viabilizar a solução dos problemas que estão afetando o estaleiro. O Sinval, segundo ele, até o último dia 14, não sabia dos problemas existentes no estaleiro.

Ainda de acordo com Rocha, a unidade fabril teve um problema de bloqueio de contas que afetou a produção e os contratos existentes. E frisou que, com essa iniciativa, ele acredita que não haverá as demissões, conforme vem sendo noticiado, cerca de 3 mil empregos diretos e algo em torno de 10 mil indiretos.

- Estamos trabalhando junto com a direção do Eisa, trabalhadores e clientes para solucionar esse problema e acho que teremos sucesso.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que no dia 14 se reuniu com a direção do Sinval reclamou da omissão do Estado.

- O que vejo de pior nessa situação é que o governo do Rio não sabia nada sobre essa crise. Como o governo não tem informação sobre o principal setor industrial do Estado? São 50 mil trabalhadores que. Esse estaleiro tem uma das maiores carteira de encomendas.
Fonte: Monitor Mercantil/Marcelo Bernardes
Data : 16/07/2014

EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO SUSTENTARÁ PEQUENO SUPERÁVIT COMERCIAL DO PAÍS, PREVÊ AEB
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

SÃO PAULO - Um salto esperado de quase 40 por cento nos embarques de petróleo do Brasil em 2014, na comparação com o ano passado, ainda deverá garantir um pequeno superávit da balança comercial do país neste ano, previu nesta terça-feira a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que reduziu fortemente suas expectativas.

A AEB revisou para baixo suas estimativas em meio à crise econômica na Argentina, que impactou nas previsões de exportações do Brasil ao país vizinho, atingindo o saldo comercial brasileiro, que agora deverá ficar em 635 milhões de dólares, ante projeção de um superávit de 7,22 bilhões de dólares elaborada em dezembro do ano passado.

A atual previsão de superávit do país representa uma queda de 75,2 por cento em relação a saldo comercial de 2013, em função de uma expectativa de queda nas exportações de plataformas do petróleo e vendas de produtos para a Argentina, especialmente no setor automobilístico.

As exportações totais do Brasil em 2014 foram estimadas em 228,24 bilhões de dólares, queda de 5,8 por cento ante 2013, contra expectativa de exportação de 239 bilhões na projeção anterior.

As importações foram previstas em 227,6 bilhões de dólares, queda de 5 por cento ante o ano passado, e também abaixo da projeção da AEB feita em dezembro, de 231,8 bilhões de dólares.

"É um superávit 'negativo', ele é obtido por quedas nas exportações e importações, este ano temos uma queda nas exportações maior do que (a queda) projetada nas importações", afirmou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à Reuters.

Esse superávit, entretanto, fia-se na expectativa de um aumento da produção da Petrobras, que deve avançar no segundo semestre, conforme previsão da empresa. Além disso, outras petroleiras que atuam no país estão expandindo a produção, disse Castro.

A queda na exportação total do país deste ano ante 2013 ocorrerá especialmente por uma redução nas vendas de plataformas da Petrobras. "Quem exporta é um estaleiro para a Petrobras no exterior, e essa subsidiária aluga a plataforma para a Petrobras no Brasil. Quando sai é uma exportação, quando volta é contratação de um serviço", afirmou o presidente da AEB.

Segundo ele, essa "exportação ficta" resultou em vendas externas do país de 7,7 bilhões de dólares em 2013. Este ano, devem somar 2,5 bilhões, ante expectativa inicial de 5 bilhões de dólares.

"O segundo fator é a Argentina, é um fator que não estava previsto no final do ano passado, e agora deve ter uma queda de 3 bilhões em relação ao previsto no final do ano passado, por causa da crise", afirmou.

O país vizinho enfrenta uma crise de dívida após ter sido condenado pela Justiça dos Estados Unidos a pagar valores bilionários a antigos credores.

Na área dos produtos básicos, que respondem por cerca de metade das exportações do Brasil, os embarques de petróleo deverão somar 18,1 bilhões de dólares, alta de 39,9 por cento ante 2013, favorecendo o superávit comercial do país, que deverá ser ajudado também por embarques de carne bovina recordes, que deverão somar mais de 6 bilhões de dólares, além do crescimento de 23,5 por cento das exportações de café, para 5,7 bilhões de dólares.

O crescimento nas exportações desses produtos básicos ajudará a compensar a queda nos embarques de minério de ferro (o principal da pauta de exportação do país), que deverá recuar 7,5 por cento este ano, segundo a AEB, para cerca de 30 bilhões de dólares.

Castro observou também que as importações de petróleo do país deverão cair ante 2013, em meio ao crescimento da produção, mas as compras externas de derivados ainda deverão subir ante o ano passado.
Fonte:ÚltimoIntante - Reuters/Por Roberto Samora
Data : 16/07/2014

PRAZO PARA ENTREGA DE PLANO DE ZONEAMENTO DE TERMINAIS PORTUÁRIOS É ALTERADO
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

O prazo para divulgação dos Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) dos portos organizados foi prorrogado. A decisão foi oficializada com a publicação de Portaria na edição de segunda-feira (14) do Diário Oficial da União.

A mudança atende um pleito das autoridades portuárias, que solicitaram mais tempo para discutir e elaborar seus respectivos PDZs em conformidade com os estudos de demanda estabelecidos nos planos mestres (master plans) definidos pela Secretaria de Portos.

Um total de 14 portos, incluindo os de Porto Alegre, Belém e Manaus, terão que entregar o PDZ até a data de 30 de novembro. Outros 23 terminais seguirão como prazo o período de 10 meses após a publicação do Plano Mestre no site da Secretaria de Portos.

O PDZ é um instrumento de planejamento operacional da Administração Portuária, que compatibiliza as políticas de desenvolvimento urbano dos municípios, do estado e da região onde se localiza o porto, visando, no horizonte temporal, o estabelecimento de ações e de metas para a expansão racional e a otimização do uso de áreas e instalações do porto.
Fonte:SEP - Secretaria Especial de Portos
Data : 16/07/2014

BNDES DÁ 37% DO CRÉDITO PARA INFRAESTRUTURA
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do BNDES. O montante de R$ 1,8 bilhão evidencia a política do banco de dar prioridade à infraestrutura. Dos 15 maiores contratos do banco no primeiro trimestre, nove foram para o setor. O segundo na lista é o aeroporto de Vira- copos, em Campinas (SP), que captou R$ 1,5 bilhão. O peso maior da infraestrutura na carteira é uma tendência de cerca de três anos. Em 2010, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos contra 31% da infraestrutura. Neste ano, o cenário se inverteu: infraestrutura tem 37% e a indústria, 26%.
Fonte: Valor Econômico/Fábio Pupo | De São Paulo
Data : 16/07/2014

VALE CRIARÁ ÍNDICE DE PREÇOS DE CARAJÁS
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

A Vale quer capturar o real valor do minério de ferro de alta qualidade produzido pela empresa. Com esse objetivo, a mineradora pretende criar um índice para precificar o minério de Carajás com maior teor de ferro. O índice está sendo chamado pela Vale de IOCJ 65%. "A Vale espera fornecer liquidez ao índice IOCJ 65% gerando credibilidade e transparência à referência de preços", afirmou a empresa em uma apresentação para analistas de bancos e corretoras feita, na sexta-feira, no Rio, pelo diretor-executivo de finanças da companhia, Luciano Siani.

Hoje a principal referência de preços para o minério de ferro vendido no mercado internacional é o Platts Iron Ore Index (Iodex). Esse índice se baseia em especificação padrão para os finos de minério com teor de ferro de 62%. O Iodex divulga diariamente prêmios que são pagos de acordo com pontos percentuais adicionais de teor de ferro. Esse prêmio situava-se, ontem, na faixa de US$ 1,75 por tonelada, mas já foi bem maior. Também são aplicados descontos para minérios com menor teor de ferro.

Com base nesses números, um minério de ferro com teor 65% teria um prêmio de US$ 5,25 por tonelada sobre o Iodex 62%. Mas em um mercado em que prevaleça no futuro o minério de ferro de maior qualidade, como o de Carajás, a Vale conseguiria assegurar prêmios ainda maiores pelo seu produto, segundo analistas ouvidos pelo Valor e que participaram do encontro com Siani, na sexta. Hoje o mercado tem oferta de produtos de menor qualidade, o que significa um desconto maior para minérios de menor teor de ferro.

"O aumento da oferta com baixo teor [58% de ferro] aliado a pressões ambientais vai fazer com que o prêmio do minério com maior concentração seja maior", disse a Vale na apresentação aos analistas. O Valor enviou perguntas à empresa tentando detalhar a proposta do IOCJ 65%, mas não teve retorno até o fechamento desta edição. A avaliação de mercado é que a ideia é "incipiente". Um analista disse que é preciso avaliar o que faz um índice ser referência de mercado. Depende de vários fatores como liquidez, participação de vários agentes e da existência de garantias para evitar eventuais riscos de manipulação, apontou.

Um analista disse que existem duas tendências que deveriam levar a um prêmio maior para minérios de alta qualidade. Há expansões de minas na Austrália de produtos de mais baixa qualidade e, ao mesmo tempo, pressões da China para reduzir a poluição. Com minério de ferro de maior qualidade, pode se usar menos carvão nos altos fornos das siderúrgicas, o que gera menos emissões de gases, afirmou.

Na apresentação, a Vale disse que o aumento esperado na qualidade do seu produto vai representar valor adicional ao minério de ferro produzido pela companhia. Esse valor irá variar dependendo do prêmio associado ao teor de ferro, afirmou a empresa.

De acordo com as informações divulgadas na apresentação, a Corretora Itaú BBA divulgou relatório no qual afirma que, em média, o minério de maior qualidade da Vale deve atingir um teor de ferro de 65% em 2018 - ante os 64% atuais. O aumento do percentual se relaciona com investimentos na Serra Sul de Carajás (mais 90 milhões de toneladas por ano) e em Minas Gerais (mais 26 milhões de toneladas por ano). Esse acréscimo de um ponto percentual no teor de ferro no minério de maior qualidade poderá se traduzir em US$ 1 bilhão adicional de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) para a companhia a partir de 2018.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Data : 16/07/2014

PORTOS DO PARANÁ AUMENTAM EM 7% MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO 1º SEMESTRE
Publicado em 07/16/2014 as 01:53 PM

SÃO PAULO  -  Os Portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, fecharam o primeiro semestre deste ano com 23,4 milhões de toneladas movimentadas. O volume é 7% superior ao registrado no mesmo período de 2013, informou hoje a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Entre os destaques da movimentação dos portos paranaenses, a soja segue liderando, com 6,1 milhões de toneladas exportadas nos primeiros seis meses de 2014, o que representou um aumento de 39% em relação à primeira metade de 2013.

Outro produto que registrou alta significativa foi o farelo de soja, que atingiu 2,7 milhões de toneladas, alta de 10%, na mesma comparação, conforme a Appa.

Entre os produtos importados, o destaque mais uma vez fica com os fertilizantes, que totalizaram 4,8 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 5% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.

O porto de Antonina alcançou em junho alcançou a marca de um milhão de toneladas movimentadas. No mesmo intervalo de 2013, o porto havia movimentado pouco mais de 780 mil toneladas de produtos, principalmente de fertilizantes. Antonina tem trabalhado como um porto complementar ao de Paranaguá.

As melhorias logísticas – principalmente com a dragagem do canal de acesso a Antonina – permitiram que o porto atingisse essa marca, diz a Appa.

(Carine Ferreira | Valor)
Fonte: Valor Econômico\Rafael Rosas
Data : 15/07/2014

CONTROLE DO BANCO DO BRICS SERÁ DE FUNDADORES MESMO COM ENTRADA DE SÓCIOS, DIZ MANTEGA
Publicado em 07/16/2014 as 01:52 PM

Para ministro, presidência da instituição não tem ‘menor importância’, pois participação acionária será dividida entre os cinco países

POR LUCIANNE CARNEIRO, ELIANE OLIVEIRA E FERNANDA KRAKOVICS



O ministro Guido Mantega, ao lado da presidente Dilma Rousseff em reunião do Brics - Sara Maia / O Povo / Agência O Globo

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FORTALEZA - O controle do banco de investimentos do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) será dos fundadores da instituição mesmo com entrada de novos sócios, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O capital inicial do banco é de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões de cada um dos países-membros, podendo chegar a US$ 100 bilhões.

Ao detalhar a estrutura da instituição, na VI Cúpula do Brics nesta terça-feira, Mantega apontou que já há interessados em participar do banco:

- Já há vários países que demonstraram interesse e poderão ingressar no banco. Porém, os cinco membros fundadores terão sempre, no mínimo, 55% do capital e manterão o controle do banco.

O interesse dos países em desenvolvimento, explicou Mantega, está ligado à necessidade de capital para financiar projetos de infraestrutura. Hoje, há uma carência de recursos para essas áreas. As linhas de financiamento de instituições como o Banco Mundial não são suficientes para atender aos projetos do mundo, considerando países desenvolvidos e emergentes.

Uma das diferenças do novo banco de investimento do Brics e instituições como Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, apontou o ministro da Fazenda, é a divisão do poder. Enquanto nesses organismos o comando se divide entre americanos e europeus, no banco de fomento haverá divisão de poder igual entre os cinco países e um rodízio de quem vai comandar.

— Vocês estão olhando quem vai ser o primeiro presidente, o segundo presidente. Não tem a menor importância. A importância é a participação acionária. Nesse caso, o poder é dividido igual entre os cinco países. (...) A estrutura de poder é bastante democrática entre os cinco sócios — afirmou.

Mantega revelou a intenção do banco de ter uma boa classificação pelas agências de rating para auxiliar na captação de recursos e emissão de bônus. Além disso, destacou que a operação do banco e também o julgamento dos projetos a serem financiados será “totalmente profissional”. Para se credenciar a receber os financiamentos, disse Mantega, os países devem ter economia sólida e não serem inadimplentes.

Os países terão um prazo de sete anos a partir da criação do banco para aportar a contribuição inicial de US$ 10 bilhões cada. No Brasil, esses recursos terão como origem o Tesouro Nacional.

A Índia ocupará a primeira presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, enquanto a sede ficará em Xangai. O Brasil terá a presidência do Conselho de Administração, responsável por decisões de novos membros e investimentos, enquanto a Rússia ficou com a presidência do Conselho de Ministros, que é a instância política da instituição e cuida de questões estratégicas. A África do Sul, por sua vez, terá a primeira sede regional, Joanesburgo.

Nos bastidores, a informação é que o governo brasileiro tentou até o último momento ficar com a primeira presidência do banco de fomento, com mandato de cinco anos, mas acabou cedendo para se chegar a um consenso e evitar o fracasso.
Fonte : O Globo
Data : 16/07/2014

AUMENTO NA CONTA DE LUZ PODERÁ SER MAIOR SE NÃO HOUVER SOLUÇÃO PARA DÍVIDAS DAS EMPRESAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:52 PM

Reajustes da Celes, Celg e CEB correm o risco de ficarem acima do previsto
POR MÔNICA TAVARES



O diretor da Aneel, Romeu Rufino – Divulgação

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BRASÍLIA - Os reajustes das contas de luz das tarifas das distribuidoras do mês de agosto, entre elas a Celes (SC), Celg (GO) e CEB (DF), poderão ficar muito acima do previsto, caso o governo não encontre uma solução para que as empresas paguem sua dívida com a compra de energia no mercado de curto prazo. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, logo depois de ter seu nome aprovado para recondução no cargo pela Comissão de Infraestrutura do Senado.

— No mês que vem tem um conjunto grande de empresas que passa pelo processo tarifário aquilo que não tiver uma solução de empréstimo ou qualquer outra fonte de recursos no processo tarifário será refletido — disse ele.

No último dia 9, a diretoria da Aneel aprovou para o fim deste mês, dia 31, a prorrogação do pagamento das distribuidoras de energia das operações de maio do mercado de curto prazo. Somente será prorrogado o valor de R$ 1,322 bilhão, que é apenas parte das dívidas das distribuidoras com o mercado em maio, no total de R$ 1,840 bilhão.

A prorrogação definida foi tomada na expectativa de que o governo federal chegue a uma nova solução financeira até o fim deste mês, que poderá ser um novo empréstimo — que poderia chegar a R$ 2 bilhões para as empresas poderem pagar dívidas referentes a julho e agosto — para as empresas. A nova fórmula está sendo discutida pelo Ministério da Fazenda.

A nova ajuda se soma aos aportes feitos pelo Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), no valor de R$ 8,8 bilhões em 2013 e R$ 9,9 bilhões em 2014, e ao financiamento tomado junto a bancos no valor de R$ 11,2 bilhões referente aos pagamentos de fevereiro a abril. O financiamento foi fechado a custo de CDI mais 1,9% ao ano, para ser quitado até outubro 2017.

Com o desequilíbrio financeiro no setor provocado pelas medidas impostas para forçar a queda de 20% nas tarifas, somado à operação a plena carga das termelétricas em decorrência da forte estiagem, os reajustes já aplicados nas contas de luz chegam a dois dígitos. De acordo com cálculos feitos pelas consultorias especializadas em energia Safira e Thymos, os aumentos médios nas contas de energia dos consumidores residenciais neste ano devem ficar entre 16% e 17%, o que praticamente anula a redução do ano passado. E em 2015 será pior: o reajuste ficará entre 21% e 25%.

E o consumidor já sente no bolso o custo da energia mais cara. De acordo com levantamento feito pelo GLOBO na base de dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), das 34 concessionárias que já tiveram os seus reajustes autorizados entre janeiro e 4 de julho deste ano, 31 aumentaram seus preços. Desse total, 27 distribuidoras tiveram altas acima de dois dígitos, com percentuais que variam de 11% a 36,54%. Isso significa que, até agora, cerca de 43,2 milhões de residências já pagam mais caro pela conta de luz. Até dezembro, ainda haverá reajuste em outras 30 distribuidoras de energia. A Light só deve divulgar seu reajuste em novembro.

Segundo a Aneel, os aumentos concedidos às distribuidoras estão atrelados aos “custos com compra de energia”. Por causa do baixo nível dos reservatórios, as usinas térmicas — que têm um megawatt/hora (MWh) mais caro em relação às hidrelétricas — vêm sendo acionadas desde o ano passado. Além disso, como algumas empresas de geração (Celesc, Cesp, Copel e Cemig) não aderiram ao processo de renovação das concessões, previsto na medida provisória 579, as distribuidoras ficaram com parte de sua energia descontratada, sendo obrigadas a recorrer ao mercado à vista, no qual os preços chegaram R$ 822 o MWh.

Cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que os custos de toda a desorganização no setor elétrico chegam a R$ 53,8 bilhões desde 2013. Desse total, R$ 35,3 bilhões serão pagos pelos consumidores de energia elétrica, nas suas contas de luz. Os outros R$ 18,5 bilhões serão pagos em impostos. Ou seja, por todos os contribuintes.
Fonte : O Globo
Data : 16/07/2014

COMO O BANCO DO BRICS PODE BENEFICIAR O BRASIL
Publicado em 07/16/2014 as 01:52 PM

A criação de um banco do Brics — grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, anunciada nesta terça-feira, é vista por especialistas como uma oportunidade para o país ampliar investimentos em infraestrutura e aumentar sua relevância internacional.

Além de lançar o Novo Banco de Desenvolvimento, que terá sede em Xangai, na China, o bloco oficializou a formação de um fundo de emergência contra crises de US$ 100 bilhões.

A novidade, divulgada durante a 6ª Cúpula do Brics, realizada em Fortaleza (CE), é a primeira ação significativa do grupo de países emergentes criado em 2006 em busca de uma maior influência global. Até então, os encontros eram pautados por muitos discursos e intenções comuns, sem grandes resultados práticos. Isso mudou nesta semana e, segundo especialistas consultados por ZH, pode trazer benefícios ao país e ao Estado em diferentes áreas — embora não imediatamente.

O banco, com capital inicial de US$ 50 bilhões que pode chegar ao dobro nos anos seguintes, terá de ser ratificado pelos parlamentos de cada país e poderá começar a emprestar dinheiro em 2016. Mas, para a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo Cristina Pecequilo, o simples anúncio da instituição já é significativo para o país.

— Trata-se de um marco para as relações internacionais contemporâneas por ser a primeira iniciativa de peso de países em desenvolvimento que busca solução para nações emergentes. Aumenta a responsabilidade econômica desse grupo, com o Brasil entre eles — analisa Cristina.

Quando o banco começar a injetar dinheiro, segundo o economista Antonio Carlos Fraquelli, o Brasil e o Rio Grande do Sul poderão se beneficiar do fato de que um dos focos da instituição serão projetos de infraestrutura — um dos principais gargalos do Estado e do país para garantir crescimento econômico de forma planejada.

— O banco não vai atender somente aos Brics, mas pode garantir projetos de infraestrutura em setores como estradas, portos, ferrovias, entre outros por aqui. Essas áreas precisam de recursos pesados e há muito por fazer — sustenta Fraquelli.

Para o economista, o momento de criação do banco e do fundo de emergência também é apropriado. Quando o assunto começou a ser discutido, no auge da crise econômica deflagrada em 2008, a economia dos países emergentes ganhou relevância mundial diante da retração experimentada por superpotências como os Estados Unidos e a União Europeia. Agora, segundo Fraquelli, os líderes mundiais dão sinais de recuperação, e países como o Brasil registram PIBs mais tímidos.

— A economia chinesa está em desaceleração, a Rússia tem a crise na Ucrânia, Índia e Brasil enfrentam a inflação, então todos estão sob forte observação dos investidores — acrescenta o economista.

Há alguma desconfiança em relação ao fato de a sede do banco ser na China, e do primeiro presidente ser indiano, o que poderia simbolizar um papel secundário do Brasil. Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) André Reis da Silva, isso não diminui a importância da iniciativa.

— É quase natural a sede ser na China pela capacidade econômica do país, embora isso desperte certa preocupação na nossa diplomacia de que os chineses poderiam usar a instituição para interesses próprios — afirma Silva.

O professor pondera que o formato de gestão e as grandes decisões deverão se basear no consenso entre os membros, reduzindo as preocupações de uma eventual "hegemonia" de um país.

— O banco deverá seguir o formato colegiado que as cúpulas dos Brics têm mantido nos últimos anos — completa silva.

COMO A INICIATIVA PODE BENEFICIAR O BRASIL

Infraestrutura: um dos focos do "banco do Brics" será o apoio a projetos de infraestrutura — justamente um dos maiores gargalos de países emergentes como o Brasil para garantir crescimento adequado. O acesso facilitado aos recursos do banco pode estimular investimentos em estradas, portos, energia, entre muitas outras áreas que hoje carecem de melhorias.

Condições de empréstimo: os países emergentes dependiam do auxílio de instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional para tocar grandes projetos ou superar crises. Essas instituições exigem obediência a determinadas regras para liberar o dinheiro. Essas regras são determinadas segundo as políticas econômicas defendidas pelos países que controlam essas instituições, como os Estados Unidos. De acordo com o professor de Relações Institucionais André Silva, a instituição deve criar condições voltadas aos interesses dos emergentes, com potencial de interação com outros países em desenvolvimento na Ásia, na África e na América Latina.

Relevância política: um dos objetivos estratégicos do novo banco e do fundo de emergência é criar uma alternativa a instituições controladas pelas superpotências como o FMI. Há vários anos, o Brics tentava alterar a organização do FMI para aumentar o nível de poder dos emergentes na instituição. Como até agora os avanços foram limitados, o lançamento de seu próprio banco e de um novo fundo de emergência aumenta o peso político e econômico desses países no cenário internacional.

Estímulo a empresas: a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o lançamento do banco deverá fortalecer as empresas brasileiras no Exterior ao facilitar investimentos. Projetos em infraestrutura viabilizados pelo banco no Brasil também poderiam reduzir o custo da produção nacional, aumentando a competitividade do país.

Ajuda a outros países: além do banco, a criação de um fundo de emergência para economias emergentes pode ajudar não apenas diretamente o Brasil, mas indiretamente ao socorrer países com os quais os brasileiros mantêm fortes relações comerciais. Uma eventual ajuda à Argentina, por exemplo, ajudaria o setor calçadista gaúcho que exporta para o país vizinho, segundo o economista Antonio Carlos Fraquelli.
Fonte: Zero Hora/Marcelo Gonzatto
Data : 16/07/2014

OS PORTOS DO FUTURO
Publicado em 07/16/2014 as 01:51 PM

O porto projetado para Peruíbe, no Litoral Sul paulista, pelo grupo do empresário Eike Batista antes do malogro de suas empresas, que tantas críticas despertou não só entre ambientalistas, na
verdade, constituía uma ideia revolucionária e que prometia oferecer grandes resultados para a infraestrutura logística da região como alternativa para o Porto de Santos, que já não dispõe de muito espaço para crescimento.

Do projeto desse porto, o que ficou foi a sua concepção moderna, pois idealizado com base em experiências internacionais bem sucedidas, que já não procuram a utilização de abrigos naturais, mas de estruturas offshore ou flúvio-marítimas.

Dentro dessa concepção, pode-se citar o porto francês de Le Havre, que tem movimento inferior ao de Santos e área de expansão muito superior, mas que, no entanto, optou por construir o Porto
2000, uma estrutura marítima na desembocadura do rio Sena, obviamente distante das aglomerações urbanas.

Outro exemplo a ser citado é o de Roterdã, na Holanda, com área semelhante à do Porto de Santos, que construiu Maasvlakte, no Mar do Norte, nos anos 60, e desde 2008 constrói Maasvlakte II, aberto a operações em maio de 2013. Sem contar o novo terminal do porto de Xangai, na China, hoje o mais movimentado do mundo, que foi construído a 35 quilômetros da costa.

Todos esses exemplos servem para mostrar que a centralização federal da autonomia das companhias docas, com o esvaziamento dos Conselhos de Autoridade Portuária (CAP), estabelecida pela Lei nº 12.815/13, segue na contramão da tendência mundial.

Um exemplo dessa visão tecnocrata é a insistência da Secretaria de Portos (SEP) em manter os terminais graneleiros no bairro da Ponta da Praia, em Santos, embora o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto recomende desde 2006 a sua transferência para áreas mais afastadas, especificamente para a área continental, local de baixa densidade populacional.

É verdade que nessa região há espaço para duplicar a atual área portuária de Santos, mas essa também não é a tendência mundial. Há muito que as autoridades portuárias já deveriam ter pronto
para Santos uma alternativa offshore.

Insistir em ampliar ou reformar os terminais encravados em plena zona urbana é prova de insensibilidade com a população, que é afetada por graves problemas de saúde pela movimentação de fertilizantes. E não adianta argumentar que serão instalados equipamentos para diminuir os impactos ambientais, pois de antemão já se sabe que isso não passa de uma falácia.

O futuro dos portos passa mesmo pelas expansões offshore e flúvio-marítimas, que se mostram economicamente mais produtivas, além de oferecerem impactos ambientais menos significativos e
estarem distantes das aglomerações urbanas.

Além disso, exigem custos menores com obras de dragagem e assoreamento. E mais: construídas em águas profundas, podem receber os navios cada vez mais gigantescos que vêm por aí.
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 16/07/2014

PODER - GERENTE DA PETROBRAS DIZ QUE EMPRESA ECONOMIZOU US$ 3 BI EM ABREU E LIMA
Publicado em 07/16/2014 as 01:51 PM

Em depoimento à CPI da Petrobras no Senado, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, afirmou que a companhia estatal economizou US$ 3 bilhões nos contratos para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Com custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), Abreu e Lima poderá custar US$ 18,5 bilhões (R$ 41,5 bilhões) quando ficar pronta. A previsão é que ela comece a operar em novembro. A Polícia Federal investiga suspeita de superfaturamento na obra.

Legati, que é responsável pela obra, negou qualquer possibilidade de superfaturamento na construção de Abreu e Lima e considerou normal as centenas de contratos e aditivos aprovados, que até mesmo a presidente da empresa, Graça Foster, em depoimento no parlamento, considerou com uma exemplo a não ser seguido.

"Temos demonstrado ao TCU que os preços estão aderentes e dentro dos referenciais do mercado. Os custos são compatíveis com a obra", afirmou o gerente.

Para justificar o atraso nas obras, que deveriam estar concluídas em 2011, Legati afirmou que a Petrobras teve que fazer novas licitações de vários contratos porque os preços pedidos pelas empresas estavam fora das margens de pagamento permitidas pela empresa. Segundo ele, a realização de novas concorrências fizeram com que a estatal pagasse US$ 3 bilhões a menos que as estimativas iniciais das companhias para os mesmos contratos.

"Esses processos [novas licitações] atrasaram a Refinaria mas tivemos resultados positivos, com economia de três bilhões de dólares entre as primeiras propostas e as propostas finais", afirmou Legati.

O engenheiro disse que tinha uma relação apenas profissional com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que presidia o conselho da empresa criada pela Petrobras para realizar a obra da refinaria.

Costa é investigado pela suspeita de superfaturamento da obra. O ex-diretor foi um dos 13 presos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro na estatal. As suspeitas dos policiais são de que o esquema teria movimentado através de doleiros R$ 10 bilhões com um desvio de até R$ 400 milhões.

Em entrevista à Folha no dia 1° junho, Costa afirmou que a Petrobras decidiu construir a refinaria de Abreu e Lima fazendo uma simples "conta de padeiro" e sem ter um projeto definido. Legati afirmou que a estatal fez o processo normal para a refinaria, fazendo primeiro um projeto básico e depois concluindo com um projeto mais elaborado, o que resultou nos valores mais altos para a construção.

HISTÓRICO

A oposição boicota a CPI exclusiva do Senado por considerá-la "chapa branca" e criou outra, a CPI mista, com a participação de deputados e senadores, para também investigar os negócios da Petrobras.

Nela, acreditava a oposição, haveria mais liberdade para investigar. A oposição acusou os parlamentares governistas de blindar a presidente da Petrobras, Graça Foster.

Ontem, apenas o senador José Pimentel (PT-CE), relator da comissão, fez perguntas ao depoente (pouco mais de 50). A sessão foi presidida pelo senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), que é vice-presidente da comissão. Além dele, apenas o senador Ciro Nogueira (PP-PI) passou na comissão, assinando a lista de presença e deixando o plenário minutos depois.
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 16/07/2014

LEIA A TRANSCRIÇÃO DA SABATINA COM EDUARDO CAMPOS
Publicado em 07/16/2014 as 01:51 PM

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira (15) que a disputa pelo poder central, ao lado de Marina Silva, coloca-se acima das polêmicas alianças que fez nos Estados com partidos rivais, como PT, PSDB e PMDB. Em sabatina, realizada pela Folha, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, o ex-governador de Pernambuco voltou a criticar a falta de controle da inflação por parte do governo federal e disse que "o Brasil vai tirar Dilma" do Planalto. Campos defendeu em público pela primeira vez o passe livre para estudantes e afirmou que não tem intenção de tentar eventual reeleição em 2018.

Acesse a página especial da sabatina da Folha com Eduardo Campos

Ricardo Balthazar - Bom dia. Essa é a sabatina com o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. Esse vai ser o primeiro de uma série de encontros com presidenciáveis organizados pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o UOL, com o SBT e a rádio Jovem Pan. Meu nome é Ricardo Bathazar, eu sou editor do caderno "Poder", da Folha de S.Paulo, e junto aqui comigo nesse encontro estão os jornalistas Josias de Souza, que é blogueiro do UOL, Kennedy Alencar, que é comentarista do SBT e Patrick Santos, repórter da rádio Jovem Pan. Obrigado a todos que nos acompanham ao vivo aqui no Teatro Folha, pelo site da Folha, pelo portal UOL e pela Jovem Pan. Eu lembro aqui ao público que a plateia vai poder fazer perguntas, elas serão recolhidas por uma equipe de apoio e trazidas até a mim e, se houver tempo, eu seleciono algumas aqui para fazer ao candidato. Antes de começar, só uma orientação básica: a duração prevista do encontro é de uma hora, nós teremos dois blocos de 30 minutos. Nós teremos um pequeno intervalo de dois minutos no meio, entre os dois. Antes de começar nós vamos ver um vídeo sobre a trajetória do candidato.

Ricardo Balthazar - Bom dia, candidato.
Eduardo Campos - Bom dia, Ricardo.

Ricardo Balthazar - Eu queria começar com uma pergunta de política. O senhor foi muito enfático na semana passada, numa entrevista que o senhor deu no Maranhão, sobre as diferenças que o separam dos outros candidatos da corrida presidencial. Eu vou citar um trecho da sua entrevista, o senhor disse assim sobre o PMDB, que "todo mundo sabe que esse PMDB está com o pé em duas canoas. A única canoa que ele não bota o pé é a nossa porque a nossa canoa é a da renovação política". E o senhor disse também nessa entrevista, sobre o seu adversário Aécio Neves, o candidato do PSDB, que o senhor tem uma visão política distinta dele. No entanto, o senhor apoia candidatos do PSDB ao governo estadual em São Paulo e no Paraná, o senhor está aliado ao PMDB em vários Estados e o senhor apoia um candidato do PT no Rio de Janeiro. PT, partido com o qual o senhor rompeu pra entrar na corrida presidencial. A minha pergunta é: como o senhor vai explicar pro eleitor a coerência das alianças que o senhor fez e como elas combinam com o discurso de renovação política que senhor tá lançando na campanha?
Bem, Ricardo, nós temos uma trajetória no campo democrático popular brasileiro de lutas junto do povo por direitos, por cidadania, uma luta pela reforma agrária, luta pela reforma urbana, pelos direitos dos estudantes, pela educação pública, essa é a minha caminhada. Como também a caminhada da Marina, que será nossa vice-presidenta. Nós entendemos que é chegado o momento no Brasil de dar ao povo brasileiro o direito da escolha, para que as pessoas possam ter, entre as candidaturas, um conjunto político que aposte na renovação política brasileira. E essa renovação não vai se dar destruindo o que existe. Pelo contrário. Nós sabemos que o novo não surge do nada, ele surge do que existe. E nós sabemos que a forma de renovar a política não é disputar Estado a Estado, palanque estadual a palanque estadual, é disputar o poder de Brasília, o poder central do Brasil. Por quê? Porque a federação brasileira concentra tantos recursos e tanto poder, que é ela quem alimenta nos Estados as velhas oligarquias e o velho jeito de fazer política. É pelo fisiologismo, pelo patrimonialismo, pela entrega de ministérios, pelo jogo das emendas parlamentares, pela ocupação dos órgãos públicos regionais, que esse conjunto político se sustenta e termina levando o Brasil a viver uma crise efetivamente de legitimidade das instituições democráticas. Eu, como um democrata, eu como alguém que lutou e viu a ausência de democracia na sua própria vida, sabe que para a gente resgatar a crença da população e da sociedade nas instituições, nós precisamos melhorar a política. Nós mesmos precisamos melhorar, fazer autocrítica, melhorar falhas. E eu acho que é isso que e Marina estamos tendo coragem de oferecer ao Brasil. Nós não queremos aqui estar falando mal de quem quer que seja. Nós queremos colocar pro Brasil o seguinte: há uma crise na democracia brasileira. A política não tem atraído novos quadros, nem tem encantado a sociedade. Há uma agenda que a sociedade colocou na rua. Essa agenda da educação de qualidade, da mobilidade, da saúde, do emprego de qualidade, da segurança, essa agenda só vai ser efetivada se o Brasil tiver um novo padrão político. E aí é preciso que alguém diga, como eu disse, com todo o respeito, é verdade que a velha política no Brasil e o PMDB dominante, esse que tá aí no governo da Dilma, ele tá com o pé em duas canoas, ele tem uma sublegenda, todo mundo sabe disso. Ele tá com um pé no PT e tem uma sublegenda na candidatura do Aécio, é isso.

Josias de Souza - Governador, afora esses aspectos regionais que o Balthazar mencionou, houve uma inflexão na sua candidatura. O seu partido percorria uma trilha tradicional. Teve filiado aqui em São Paulo, o Skaf, que hoje tá no PMDB. Grande empresário, foi filiado ao partido socialista brasileiro. Em Goiás, vocês tiveram a filiação do Júnior Friboi, grande empresário também filiado ao PSB. Antes da filiação democrática de Marina ao PSB, os senhores filiaram algumas pessoas que permanecem no partido. Os Bornhausen, em Santa Cantarina, Heráclito Fortes no Piauí. E antes também da entrada de Marina, o senhor percorria um caminho ainda mais tradicional, no âmbito federal, e não estadual. O senhor conversava com Roberto Jefferson, do PTB, o senhor conversava com Carlos Lupi, do PDT. Visava compor uma coligação mais tradicional do que isso, difícil antever. O PTB com todos os problemas, o PDT com problemas no Ministério do Trabalho. Houve aí uma inflexão e não houve uma autocrítica. Não faltou uma autocrítica?
O PSB na verdade vem, desde muito tempo, tentando se colocar na cena brasileira como uma opção do campo progressista. Nós fizemos isso desde 2002, quando tentamos uma candidatura, que tinha um candidato e um programa. O programa era até melhor do que o candidato. Nós tentamos fazer esse embate na associação ao presidente Lula, nós discutimos a candidatura própria em 2010. O partido, o cerco que foi dado às alianças regionais, os apelos feitos pelo próprio presidente Lula nos levaram a apoiar Dilma no primeiro turno em 2010, quando o partido discutiu durante todo o ano de 2009, até março de 2010, uma candidatura própria. E nós colocamos, com muita clareza, desde o final de 2011, as nossas críticas à condução feita pela presidenta Dilma ao país. Eu acho que a presidenta perdeu uma oportunidade extraordinária. Ela será a primeira Presidenta da República, do ciclo democrático do país, que vai entregar o país pior do que recebeu. O Itamar entregou o Brasil melhor do que recebeu do Sarney, o Fernando Henrique...

Nós não estamos falando de 2010, nós estamos falando de agora.
Mas pra chegar agora, talvez eu tenha que visitar 2010, para as pessoas acompanharem e entenderem. O Itamar entregou melhor do que recebeu do Sarney, o Fernando Henrique entregou ao Lula melhor do que recebeu do Itamar, o Lula entregou melhor o país do que recebeu do Fernando Henrique e a presidenta Dilma entregará pior. E nós, desde 2012, quando disputamos as eleições com o PT em várias capitais, em várias capitais, deixamos muito claro as nossas divergências com o governo. E conversamos com várias forças políticas sim, em torno de um programa. Eu venho de uma tradição e de uma militância progressista de esquerda de um Estado que tem uma tradição de fazer frente política. A frente do Recife está aí na história brasileira como a frente que efetivamente inspirou outros movimentos frentistas no Brasil. Agora, uma coisa é fazer frente com pensamento, com uma pauta que tem referência com a sociedade. Outra coisa é fazer um ajuntamento de pessoas, trocar ministério por tempo de televisão em véspera de eleição como a presidenta está fazendo. Nós não estamos fazendo isso. Claro que todo esse processo e sobretudo o que houve em junho nas ruas, colocaram as pessoas que têm inteligência, sensibilidade política, para pensar. E nós pensamos, e nós fizemos autocrítica sim. Que bom que a gente tem humildade pra fazer autocrítica. Que bom que a presidenta tivesse essa humildade pra lá naquele episódio de junho ela ter feito o que ela se comprometeu a fazer com o povo. Ela não fez e nós fizemos. O nosso encontro com Marina foi parte também de todo um processo de sobrevivência desse campo político que nós representamos. Porque eles tentaram garrotear a Rede de todo o jeito. Tentaram disputar o PSB por dentro de todo o jeito. E, pra chegar vivo aqui, você não imagine que foi fácil. Você não imagine que foi fácil. Foi preciso resistir. Foi preciso fazer alianças táticas. Agora, nós, na política brasileira, nunca transigimos entre a existência do novo, do que se liga à sociedade, do que é inovador, do que tem como referência o povo, nós sempre estivemos nessa luta, sempre. Nós nunca estivemos fora disso.

Kennedy Alencar - Governador, falando aí estrategicamente da sua candidatura do senhor à Presidência, no começo desse ano, o senhor fez uma rodada de conversas com empresários em São Paulo, foi muito bem recebido. O Aécio Neves, do PSDB, era criticado por não ser tão incisivo na campanha dele, inclusive nas críticas ao governo. De lá pra cá, o Aécio conquistou a preferência do empresariado, ele liderou a campanha pela CPI da Petrobras, ele faz um discurso mais oposicionista do que o senhor, porque o senhor sempre ataca mais a presidente Dilma e pouco o presidente Lula. Pergunto pro senhor: com 70% de sentimento mudancista no eleitorado, não é um erro tático ser um candidato que está tentando fazer o caminho do meio, ou seja, não tá claro que não há espaço pra terceira via e que a polarização PT-PSDB já impediu, por exemplo, a sua candidatura de ter sucesso nessa eleição, não tá difícil?
Não, de forma nenhuma, nós estamos completamente tranquilos do que o que nós estamos fazendo é o que a sociedade espera da nossa alternativa política, do nosso campo político. O que é que existe? Um desejo de mudança, é fato. Todas as pesquisas têm isso em comum. Entre 70, 75% da população deseja mudança no país. E existem dois projetos de mudança. Um projeto de mudança conservador, que já governou o país, que quando governou fez coisas que nós reconhecemos positivas, como a estabilização econômica, como todo o saneamento no sistema financeiro e, de outro lado, existe um projeto progressista, que entende que é fundamental unir o Brasil, preservar as conquistas sociais, não negar as conquistas que foram produzidas no Brasil nos últimos 12 anos. Isso não conciliar com o erro não. Isso é um dever de coerência.

Vocês não ficam no meio do caminho? Não vai tanto pra oposição, nem vai tanto ao governo, isso não é contraditório?
Eduardo Campos: Não, não é contraditório não, é verdadeiro. É verdadeiro. Porque a verdade se estabelece, Kennedy. Porque o que o Brasil não aguenta mais é essa disputa em que o PT diz que o PSDB não fez nada pelo Brasil, e isso não é verdade e o PSDB diz que o PT é um partido cheio de corrupto que não fez nada pelo Brasil. Isso é outra inverdade. A verdade é que o Brasil deseja mudar. O Brasil vai tirar Dilma porque esse modelo esgotou-se. Mas o Brasil quer botar alguém que vá levar o país pra um futuro, que preserve as conquistas, que interprete os valores que estão em disputa no mundo. O mundo pós-crise econômica, um mundo em crise ambiental, um mundo em busca de felicidade, é um mundo que precisa que as lideranças políticas tenham humildade para compreender que o que está disputando são valores muito diferentes da opção conservadora de mudança que se apresenta ao país. É uma hora de escolhas. Nós queremos ser a candidatura que diz assim: nós queremos desenvolvimento, mas desenvolvimento com sustentabilidade. Nós queremos inclusão, mas não é inclusão que gera dependência, é que liberta. Essa será dada com educação em tempo integral. Pra isso, tem muito estudante pobre que precisa ter passe livre. Aí a gente tem que fazer a escolha. Entre subsidiar os juros para as grandes empresas e arrumar a passagem pra um estudante de periferia chegar à escola, nós somos do time que vamos optar pela educação integral e pela passagem, pelo passe livre para aqueles estudantes.

Então, pra poder subsidiar o passe livre, os juros para empréstimo terão valores mais altos que os de hoje?
Nós somos do time que tem que fazer as escolhas. A hora que o Brasil precisa, o debate presidencial não é o debate do libelo acusatório, de tentar jogar lama nos outros, pedras nos outros, ou dizer assim: eu sou aqui, sou forte, tenho 12 minutos de televisão, vou ganhar porque tenho ponto na pesquisa. Eu já ganhei eleição que tinha muito menos ponto na pesquisa do que eu tenho hoje. Eu quero só te dizer o seguinte: nós precisamos fazer um debate presidencial elevado, respeitando uns aos outros, mas dizendo que nós vamos fazer escolhas diferentes da que Dilma fez e que Aécio fez.

Então a sua proposta pro passe livre é elevar os juros que se cobra dos bancos oficiais pelos empresários?
Não, não, não. A minha proposta... não. Eu tô dizendo o seguinte: nas escolhas, eu tô falando nas escolhas, na hora de fazer a escolha, nós estamos fazendo a escolha de chegar no orçamento da União, aprovaram agora o Plano Nacional de Educação. Tem que botar 10% na educação. Vai botar em quê? Nós vamos botar no ensino integral, porque isso muda a vida das pessoas, liberta. Tá aí o exemplo da Coreia, tá aí vários exemplos de educação bem sucedidos em municípios brasileiros, em escolas públicas estaduais brasileiras, nós queremos fazer exatamente esse foco. É uma questão de discutir quais são as escolhas. E quero te dizer: nós não somos terceira via não. Nós somos a via pra tocar o Brasil em frente, pra colocar o Brasil num ciclo de mudança pra melhor, é isso.

Patrick Santos - Agora, candidato, voltando um pouquinho à questão política, o senhor tem criticado a presidente Dilma e vem preservando o ex-presidente Lula, que inclusive fez um governo melhor que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Agora, se o ex-presidente Lula for candidato, é pouco provável mas não é impossível, o senhor matéria a candidatura? Não é meio incoerente defender o governo Lula e criticar a presidente Dilma?
Não, absolutamente. Eu participei do governo Lula, Marina participou do governo Lula. Nós votamos no Lula em 89, meu partido fez a frente popular PT-PCdoB-PSB quando perdemos em 89. Eu não vou negar minha caminhada e minha história. As divergência com o presidente Lula que tive, eu sempre afirmei com a maior tranquilidade, agora dizer que o governo Lula não foi muito melhor que esse governo de Dilma seria negar a realidade, é só sair aí e pesquisar, perguntar à população. Teve falhas, teve. E qual era nossa expectativa? Que a Dilma, durona, gerentona, que não ia transigir com a velha política, corrigisse as falhas que Lula efetivamente permitiu que ocorressem no seu governo. Que permitiu por situação política, outras por erro mesmo dele, mas o fato é o seguinte: quem tá disputando a eleição não é o presidente Lula. Por que é que eu vou fazer o debate com o presidente Lula? Eu vou fazer o debate com a presidenta Dilma. Se o PT tivesse escolhido o presidente Lula como candidato a Presidente da República, nós, eu e a Marina, estaríamos aqui, discutindo com ele com a maior tranquilidade do mundo, com respeito a ele, mas exercendo nosso papel democrático de dirigir e de oferecer ao país um outro caminho, só isso.

Mas pro eleitor não passa um pouquinho essa, essa...porque é o mesmo partido. Alguns escândalos, por exemplo, da Petrobras, vêm do governo Lula. Enfim, tem outras questões, a indústria, pouco funcionou no governo Lula. A Dilma vem tentando agora as privatizações, enfim, não é uma incoerência aí, por ser a mesma...
Não é uma incoerência, há uma questão fática. Quem é o candidato do Partido dos Trabalhadores a Presidente da República? Dilma Rousseff. Então, eu não posso disputar a eleição nem fazer a interlocução com outra pessoa porque não é ela que tá representando? Se o candidato fosse o presidente Lula, eu estaria aqui me dirigindo ao presidente Lula. Porque aí ele estaria respondendo na condição de candidato. Somente uma questão. Agora, você acha que eu vou entrar nessa do PSDB de ficar aqui fazendo debate com Lula? O PSDB, Aécio quando foi candidato a governador, vocês amanhã vão estar com ele aqui, ele fez comitê Aécio-Lula. Não é... você sabe qual que foi a atitude que o PSDB teve na eleição de 2002, na eleição de 2006. Então agora, nós vamos fazer um debate com quem não é candidato, é esse o projeto?

Ricardo Balthazar - Vamos abrir espaço agora para uma pergunta do internauta.

Internauta - O Aécio, no "Roda Viva", programa da TV Cultura, propôs o mandato de cinco anos. Quatro anos de trabalho, um ano de rescaldo de trabalho e eleição. Você é a favor dessa proposta, do fim da reeleição?
Sou a favor dessa proposta, meu partido é a favor dessa proposta, já falou sobre ela não agora que eu sou candidato, mas já falou sobre ela mais de cinco anos atrás, entre alguns pontos que sugerimos para iniciar uma reforma política, entre eles, mandato de cinco anos sem reeleição, com coincidência de eleições.

Ricardo Balthazar - Queria que o senhor qualificasse um pouco sua resposta. O senhor é a favor da reeleição já no seu mandato, quer dizer, quando chegar ao fim do seu mandato, o senhor não disputaria a reeleição?
Não tenho nenhum projeto de disputar a reeleição. Eu vou ser eleito Presidente da República e vou ser eleito não pensando em reeleição. Vou ser eleito pensando em fazer com que o Brasil viva um tempo de união em torno de uma pauta renovadora, de um ciclo de transição, de um tipo de governança que se esgotou nesse presidencialismo de coalizão para uma outra governança com programa. Não tenho nenhuma pretensão de ser candidato à reeleição pra Presidente da República.

Então o senhor abre mão de se candidatar à reeleição?
Sem nenhum problema, sem nenhum problema. Não é uma questão de um pleito pessoal, de uma busca pessoal. O que nós estamos tratando aqui é do futuro de 200 milhões de brasileiros, que olham pra Brasília e não veem naquela política mais nenhuma relação com a sua vida real. E nós estamos querendo resgatar, eu, que sei a importância da política, que vivo a política desde que nasci, sei os efeitos perversos desde que nasci, não sabia nem o que é que era o mundo, eu já tava sofrendo os efeitos da ausência da democracia. Então, entendendo a beleza e a importância da política, nós queremos resgatar a política da descrença que ela vive hoje. E eu acho que uma das formas de fazê-la foi exatamente esse encontro com Marina pra propor uma série de ideias pro Brasil que é possível fazer política de outro jeito. Inclusive, sem pensar em reeleição.

Josias de Souza - Nessa linha de fazer política de outro jeito, o senhor fala da descrença que hoje há em relação à política tradicional, há um ponto nessa trajetória que contribuiu pra essa descrença foi o mensalão. Na época do mensalão, o senhor integrava o governo e não se ouviu naquela ocasião nenhum reparo seu, nenhuma crítica sua. O senhor era ministro, deixou de ir ao Congresso supostamente pra ajudar na articulação do governo, o senhor foi testemunha de José Dirceu no processo do mensalão e recentemente, em abril, num encontro com empresários, havia uma frase do presidente Lula, dizendo em uma entrevista em Portugal, ele dizia que 80% do julgamento tinha sido político e 20% jurídico, no Supremo. O senhor foi instado a comentar isso e se esquivou de comentar, se me permite o termo. O senhor falou "não, 100% da sociedade já comentou sobre esse assunto, não há mais". Não lhe parece que é preciso deixar claro qual é a sua posição sobre esse tema, uma vez que o senhor fala tanto em renovação e tal, não é importante que as pessoas saibam exatamente o que o senhor pensa sobre o escândalo do mensalão?
É semelhante o que eu acho e o que eu penso sobre, por exemplo, o escândalo da compra de votos para a reeleição no governo Fernando Henrique Cardoso. Eu acho isso um horror. Eu nunca tive a ver nem com uma coisa, com a compra de votos pra reeleição do Fernando Henrique, nem pra o mensalão. Tanto que todos os processos de investigação foram feitos, eu fui líder no primeiro ano do governo do presidente Lula na Câmara do meu partido, quando votaram todas as mudanças importantes da chegada do governo e todos os líderes da oposição de governo sabem a minha atuação e sabem o que é que eu fiz lá. Todos aqui sabem, você escreveu sobre isso, que eu, dentro do governo participava num conjunto que tinha divergência com José Dirceu, explícitas. Ele defendia no meu Estado a aliança do PT com o principal adversário nosso. Divergência explícitas. Ele foi contra inclusive que entrasse no governo do presidente Lula em 2004. Todo mundo sabe disso. Tá escrito em tudo que é jornal. Agora, eu participava de um governo que foi construído legitimamente, que fez muita coisa boa para o Brasil, acertou ao ter humildade em continuar a política macroeconômica do presidente Fernando Henrique, fez avanços na área da ciência e da tecnologia, onde eu trabalhei, fez avanços na área ambiental, onde a Marina trabalhou, fez avanços na área social com o Bolsa Família e outros programas importantes e eu efetivamente naquele momento soube fazer o debate respeitoso dos interesses do país e sempre defendi a mais dura apuração desse processo e quando eu disse num debate aqui em São Paulo, no dia seguinte da declaração do presidente Lula, minha intenção era exatamente dizer: "tá julgado, não cabe mais debate político depois que a Suprema Corte de um país julgou que houve crime e apenou os envolvidos, não tem mais o que ficar discutindo. Porque nós defendemos a democracia, o Estado Democrático de Direito, os poderes constituídos, a Suprema Corte de um país diz que um conjunto de pessoas cometeu um crime, eu vou dizer agora como alguém que defende a democracia dizer que ela errou, fez política, que não há indício, que não há prova, não cabe. Num Estado Democrático de Direto, não cabe esse tipo de declaração.

Kennedy Alencar - O senhor tem dito que é possível chegar, após um mandato presidencial, a uma inflação de 3% ao ano. Hoje ela roda, o acumulado nos últimos 12 meses, em 6,5% ao ano, tá mais que o dobro. A presidente Dilma já deu declaração dizendo que o desemprego teria que chegar a 8% pra se atingir a meta de inflação que o senhor defendeu. Mas economistas conservadores, de todas as matizes, também falam que seria necessário elevar o desemprego e diminuir a renda. Pergunto pro senhor: é essa a receita que o senhor vai seguir pra diminuir a inflação?
De forma nenhuma. Essa é a receita equivocada que a presidente Dilma está fazendo com que o país tenha o menor crescimento de toda a história republicana, desde Deodoro da Fonseca, o juro real maior do mundo e a inflação maior que a média histórica dos últimos 12 anos. Ou seja, nós temos uma situação que precisa ser enfrentada. Primeiro, com transparência. Nós precisamos ter criatividade para deixar os números do Brasil transparentes à sociedade. Segundo: nós precisamos per uma narrativa de longo prazo, uma visão de planejamento estratégico. Qual é o país que nós queremos ser nesse século? Quais são as nossas potencialidades? Como é que nós vamos nos inserir no concerto internacional de maneira a abrir espaços para os nossos produtos industriais, produtos do setor primário. Quais são as bandeiras que o Brasil vai defender mundo afora no seu posicionamento? Agora, nós temos sim como tirar o Brasil dessa situação, desse atoleiro que ele se meteu. Para tirar o Brasil desse atoleiro, é preciso uma governança econômica responsável, é preciso ter compromisso com o centro da meta de inflação sim. 4,5% é a meta do próprio governo hoje. Eu disse que, ao cabo de um ciclo em que a inflação venha para o centro, num próximo governo, você pode ter como tem hoje o Chile, de 3%. Por que é que não podemos ter?

Agora, há uma ilusão de que esse será um caminho sem dor?
Não, eu não tô vendendo ilusão até porque eu tenho formação de gestor público, quem me conhece sabe que eu não costumo vender ilusão. Eu sou muito objetivo, eu transformo os programas de governo em projetos objetivos para serem implantados, vou buscar gente competente, séria, pra me ajudar a fazer acontecer. Eu tenho discutido com muitos economistas. Nós somos o único candidato que chamou a imprensa brasileira pra ver um conjunto de mais de 30 economistas conceituados, pessoas que já atuaram em Banco Central, em BNDES, em Ministério da Fazenda, que já participaram de movimentos muito bonitos, de políticas macroeconômicas que deram certo. Vocês fotografaram, viram que estão nos ajudando a pensar o atual momento e como nós sairmos disso. Eu tenho certeza que nós vamos chegar no final de 2015 muito melhor do que Dilma vai nos entregar no final de 2014 o país.

Ricardo Balthazar - Nós vamos ter que fazer agora um pequeno intervalo, daí a gente retoma em dois minutos.

Eleitor Julio César da Silva - Advogado: Em relação ao desempenho do governo da Dilma, qual é a sua opinião?
Eu acho que o Brasil torceu muito para que a Dilma desse certo. Os que votaram nela e até os que não votaram nela. Houve um determinado momento em que a gente via que havia uma grande expectativa positiva de que ela pudesse colocar em prática uma série de valores que já estavam sendo reclamados na vida brasileira e o fato, a história, vai contar esses quatro anos. Acho que ela jogou fora essa oportunidade ou não soube fazer ou não teve força para fazer ou não teve paciência... enfim, capacidade política de entender qual era o papel dela na história naquele momento. A meu ver, era exatamente preservar as conquistas que ela havia herdado, e ela sinalizou positivamente nisso quando ela sinalizava –inclusive com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que era uma coisa não habitual na matriz do PT– que ia colocar sua capacidade de gestora [à disposição], quando o próprio governo falava que ela seria a "faxineira". No final, o que a gente vê? Ela, que se dizia desenvolvimentista, vai nos legar o tempo de mais baixo crescimento. Ela, que nos dizia que ia baixar os juros, vai nos deixar os juros mais altos no tempo em que as famílias brasileiras estão mais endividadas. Ela, que dizia que ia baixar a energia elétrica, a energia foi lá para cima. Ela, que comandou a Petrobras durante o governo Lula como ministra das Minas e Energia e [depois] como presidenta da República, nos entrega uma Petrobras vulnerável, com metade do seu valor na Bolsa de Valores e quatro vezes mais endividada, metida em toda essa sorte de confusão. Ou seja, sinceramente, ela vai ficar reconhecida como a presidenta, como disse há pouco, que entregará, pela primeira vez no ciclo democrático, um país pior do que encontrou.

Ricardo Balthazar - O senhor tem repetido várias vezes que, se for eleito, vai mandar para a oposição as "raposas que já roubaram o que tinham que roubar". O senhor poderia dizer quem são as raposas, o que é que elas roubaram e por que o senhor não denunciou elas antes?
Eu tenho falado que é importante –e as ruas dizem isso, o sentimento da sociedade diz isso– a agenda que nós temos, que é dar conta de retomar desenvolvimento com sustentabilidade, cuidar de educação, cuidar da segurança pública –que hoje é algo que o governo federal não se envolve. A sociedade toda com medo, uma série de pessoas morrendo vítimas do crack, os assaltos aumentam e o governo não se envolve. Cuidar da saúde, não só da saúde do SUS, mas do papel fiscalizador do Estado brasileiro sobre a saúde privada, que ele não está exercendo. As reclamações sobre a qualidade da prestação de serviço sobre a saúde privada do Brasil é crescente...

Sim, governador, mas...
Toda essa agenda precisa de um outro padrão político. Se você quer ter a telefonia melhor que a de hoje no Brasil, você precisa ter uma Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] com gente competente e séria que não vai fazer jogo das raposas...

As raposas estão na Anatel, então. É isso?
Estão em todos esse ministérios. Vocês têm ouvido como é que as coisas têm sido feitas. Vocês viram a troca de ministérios acontecendo a 48 horas...

E quando o senhor estava no governo, nunca viu essas raposas?
Aonde essas coisas chegaram? Vocês estão vendo aonde essas coisas chegaram. É preciso renovar a política, inovar na política, é preciso ouvir os reclamos que vêm das ruas. Então, como alguém que anda na rua, como alguém que desenvolveu a capacidade de ouvir e de interpretar, eu estou dizendo aquilo que eu escuto nas ruas. Tem tanta gente em Brasília mandando e desmandando que continua roubando os sonhos do Brasil de ser um país justo, de ser um país aonde valha a pena ser sério, onde a competência seja efetivamente reconhecida, aonde no serviço público quem entrou pela porta da frente seja diretor de órgão, valorizar as carreiras no serviço público. Essa é a minha crença. Eu fiz isso como governador. Eu não estou dizendo uma coisa aqui e pratiquei outra, não. Eu fiz isso e deu certo. Eu creio nisso e vou fazer isso como presidente da República.

Josias de Souza - As ruas costumam ser mais diretas, não é, governador? "Fora Sarney", "Fora Renan". O senhor, aqui, tem dificuldade de dar os nomes, mas...
Eu não tenho dificuldade nenhuma. Eu já dei, Josias. Mas não é uma questão só de nomes. Porque há outros que fazem a mesma política que o Sarney faz e a gente não conhece. A gente precisa tirar [eles] também. É o tipo de política. É o tipo de padrão político. E, na minha cabeça, você só vai vencer isso em Brasília, porque é Brasília que alimenta em Alagoas a política atrasada. Porque é Brasília que alimenta lá no Maranhão a política atrasada de 50 anos do governo Sarney. É Brasília que alimenta no Rio de Janeiro a política atrasada, que tem ligação com o crime organizado, que tem ligação com o jogo, que tem ligação com tudo o que a gente não quer ver mais. Então, quem mais reclama por essa nova política é a imprensa brasileira, de forma legítima, cumprindo seu papel estratégico. E eu acho que a gente precisa propor um caminho que diga assim: "Nós não vamos governar com eles".

Eu tenho acompanhado sua movimentação pelo Nordeste e, em diferentes discursos, o senhor tem feito a crítica de que Dilma se elegeu com grandes votações na região e ela não deu a ela uma atenção compatível com a votação que ela teve. O senhor costuma dizer que agora o Nordeste tem um candidato e que ela não terá essa votação expressiva, algo que ainda não se materializou nas pesquisas. Ao elencar as obras que ela prometeu e não entregou, o senhor menciona a transposição do rio São Francisco, que é uma obra do ministério da Integração Nacional, cujo ministro era um indicado seu. O ex-ministro Fernando Bezerra estava lá até setembro do ano passado e saiu quando os senhores deixaram o governo. Por que o senhor não absorve parte da responsabilidade?
A responsabilidade das obras que não foram entregues é da presidenta da República.

E o ministro não tem responsabilidade?
Tem parte da responsabilidade. A responsabilidade política é dela. A responsabilidade da Transnordestina, que é uma obra financiada praticamente toda com recursos públicos, que nos últimos dias do governo do presidente Lula tinha mais de 10.000 trabalhadores fazendo essa estrada de ferro, estratégica para o semiárido nordestino. Essa obra foi paralisada. Completamente paralisada. É ela que dá a possibilidade de você ligar o semiárido aos portos de Pecem, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. Parada. A obra da Fiol [Ferrovia Oeste-Leste], lá na Bahia, [está] parada. Você vai ver os parque eólicos –alguns estão prontos– parados, sem gerar energia para a rede porque não há rede de ligação. Você vê a transposição, parada... quer dizer, não entregue, não funcional. Não há uma obra importante no Nordeste brasileiro iniciada e terminada no governo Dilma. Uma obra [sequer].

Mas o ministro não tem participação nisso?
Eu não estou falando... eu estou falando de vários ministérios, você vai ver estradas de ferro, portos...

Ricardo Balthazar - Mas a pergunta foi específica para o ministério que o seu partido controlava.
Sim, mas eu estou falando que não é uma questão só. Se fosse só essa obra, talvez o ministro tivesse uma responsabilidade maior, mas eu estou falando de várias obras que não terminam e que precisam terminar. Aqui em São Paulo, a presidenta disse: "Na Copa vamos ter o trem-bala". Vocês têm visto que o trem que o povo pega é outro. Quem sabe é quem pega o trem todo dia para vir trabalhar aqui.

Josias de Souza - Governador, o senhor vai me perdoar, mas se eu sou ministro de uma área, eu tenho que entregar uma obra e a obra não é entregue, eu peço o meu boné e [digo] "olha, sinto muito, a presidente não permite, não disponibiliza os recursos". Mas o seu ministro estava lá, ele estava satisfeito. Ele queria ficar, inclusive. Ele demorou em aceitar a ideia de deixar o ministério.
Essa é uma versão. A outra versão é a de que ele já queria sair em dezembro de 2012. A presidenta me chamou para conversar em janeiro, você publicaram, e ele depois pediu para sair. Agora, uma obra em um ministério setorial só ocorre se tiver orçamento, se tiver liberação de recursos, tiver os licenciamentos, tiver tudo. Não depende dele. Ele não tem o Tesouro do lado para colocar, não tem AGU [Advocacia-Geral da União] do lado. Tem uma série de questões que quem compreende de tocar a máquina sabe muito bem. Você pode ter um ministro e não ter o apoio do governo e a obra não ser prioridade. Não chega o dinheiro, não chega o orçamento, não chega a questão dos contratuais e tudo mais.

Patrick Santos - O senhor tem apenas 11% de intenções de votos no Nordeste. No índice geral o senhor tem 9%. Para quem governou Pernambuco e teve um índice de aprovação alto, é muito pouco. Os próprios aliados do senhor dizem isso. O senhor fala que a presidente Dilma deve a eleição dela ao Nordeste. Por que o senhor tem um fraco desempenho no Nordeste?
Porque a campanha não começou ainda, vocês estão fazendo a primeira sabatina. A campanha começou domingo passado e nós vamos ter um processo de campanha ainda. O Nordeste tem sim um processo de frustração com Dilma muito grande. Há, sim, claramente, os números indicam que os 12 milhões de votos que ela botou de frente...

Ela aparece com 55%...
Dos 12 milhões de votos que ela colocou no [José] Serra, 11 milhões vieram de lá, porque os números dela foram próximos de 70% na última eleição. A campanha vai começar. Nos estados vamos ver os debates, as pessoas vão tomar conhecimento de que eu sou candidato. Se você chegar no interior, até no interior de Pernambuco, tem muita gente que não sabe que eu sou candidato a presidente da República, tem muita gente que não está ligado na política.

O senhor acredita que vai haver um Nordeste politicamente unido?
Vai haver uma queda dela, como já está tendo. Ela começou o ano com 65%, 68% em muitos estados. Essa queda está levando ela para 55% e ela vai chegar a um padrão assemelhado ao padrão nacional. Não há nada que diferencie o Nordeste a não ser a campanha terrorista feita sistematicamente, que eu tenho denunciado, de que eu ou o Aécio iríamos acabar com o Bolsa Família se ganhássemos a eleição. É algo nefasto, atrasado, um tipo de política que sinceramente não se faz. E eu tenho confiança.

Eu conheço o Nordeste inteiro, conheço como a palma da minha mão. Quando chegar no final de agosto, a realidade no Nordeste será completamente diferente e, na medida em que ela [Dilma] cai sobem os indecisos, porque há uma dificuldade no Nordeste em votar numa opção do PSDB, por todas as lutas que foram travadas com o PSDB, com todas as imagens que foram se formando, e eu acredito que vou ganhar a eleição no Nordeste e que isso é muito importante para ganhar a eleição no Brasil.

Kennedy Alencar - As previsões mais pessimistas sobre a organização, segurança e infraestrutura da Copa do Mundo não se realizaram. Fora do campo, a Copa foi um sucesso. A oposição exagerou, errou na crítica que fez? E o senhor defende algum grau de intervenção do Estado no futebol brasileiro? Essa lei de responsabilidade fiscal do esporte tem que ser aprovada? Tem que haver uma agência reguladora do esporte?
Eu posso dizer com tranquilidade que, sobre essa questão da Copa, eu sou o único candidato que vai manter, durante todo o período, antes e depois da Copa, a mesma coisa que sempre disse.
Teve gente que mudou ao sabor da maré. Se a maré estava cheia, o discurso era um, se a maré estava baixa, outro. Meu discurso é o mesmo. Sempre foi. Só que a Copa passou e o povo agora está atrás de outra Copa, a Copa da vida real. A Copa da violência, infernizando a vida de todo mundo, a Copa dos ônibus lotados, da mobilidade. A Copa da educação, que precisa ser ganha pela juventude. A Copa da inclusão produtiva de muitas pessoas que estão perdendo o emprego porque a economia está aí rateando –todo mundo está vendo os empregos industriais desaparecendo. Essa é a Copa real.
Eu vou me manter neste debate, com o mesmo equilíbrio que tive no outro, sem mudar minha conversa ao sabor da maré, sem mudar a minha visão, a visão que eu compartilho porque tenho escutado muitas pessoas. Eu acho que agora é a hora de discutir o Brasil real, a pauta da sociedade, é essa a função das eleições, não é ver a pesquisa, vai ganhar ou não vai ganhar, é o debate das ideias, o debate do pensamento, como tirar o Brasil dessas situações e que valores devem estar presente nesse pensamento.

Os pessimistas erraram, então?
O valor do desenvolvimento com sustentabilidade, do respeito à vida, dos direitos humanos. Há uma política que enfrente a violência pactuando com o Brasil.

Ricardo Balthazar - O senhor não respondeu sobre lei de responsabilidade fiscal do futebol e se os pessimistas erraram.
Eu não sou um pessimista ou um otimista que não vê a realidade. Eu sou um realista que tem ânimo, fé e crença para vencer com objetividade, com base científica, com gente competente. Agora, para você vencer, você tem que dar exemplo. Cabe ao líder dar exemplo de e inspirar o país com atitudes que geram otimismo. Arrogância, falta de diálogo, intolerância à crítica não geram otimismo. Dividem o país. E tudo o que nós precisamos é unir o país em torno de um pensamento.
Acho, sim, que o Brasil precisa discutir, sem que o Estado interfira em questão de futebol. Mas é preciso ter regras para que haja também uma renovação no futebol brasileiro. Todo mundo sabe o que é que acontece no futebol brasileiro há muitos anos.
Falta uma atitude em relação a isso. Qual o marco legal que pode ser discutido em relação a isso? De preferência fora desse calor da eleição, para que todos possam se posicionar de maneira coerente, unindo o país num debate que pode ser consensual para renovar um esporte que é tão querido na vida dos brasileiros. Para que a gente tenha campeonato nacional e não campeonato com alguns estados participando, para que a gente tenha muitos talentos que são desperdiçados por conta dessas práticas no futebol aproveitados para a alegria dessas famílias e para a alegria de todo o povo brasileiro.

Josias de Souza - Em entrevistas, o senhor falou em trazer a meta da inflação para os 3%, em autonomia do Banco Central, em criar alíquotas de imposto de renda abaixo de 27,5% diferenciadas. Agora, na hora de levar isto em programa para o TSE, o senhor, que falou tanto com sua vice em questões programáticas, foi bem hermético naquilo que apresentou. Macroeconomia praticamente não existe naquele programa. Por quê? É difícil colocar no papel compromissos a serem assumidos depois?
Não, de forma nenhuma. É porque aquele documento está lá, dito com toda clareza, são as diretrizes.

Ricardo Balthazar - A capa do documento diz: programa de governo.
Sim, mas você abre a capa e lá estão colocadas as diretrizes e os seis eixos temáticos. Nós vamos entregar o programa até o final desse mês. Nele, todos esses pontos estão colocados.
É uma questão de tempo. Nós estamos fazendo um programa que não é fechado dentro de uma sala e não é um programa em que não estamos ouvindo as pessoas. Só de seminários regionais nós fizemos cinco que tiveram a participação presencial de mais de dez mil pessoas. Nós lançamos uma plataforma na internet que milhares de brasileiros sugeriram e criticaram.
Nós estamos ouvindo e discutindo setores. Estamos fazendo seminários específicos sobre áreas como saneamento, habitação, sustentabilidade, macroeconomia e vamos entregar um programa com esses pontos bem objetivamente colocados no final desse mês para que ele vá para a televisão. Para que, mesmo com pouco tempo de televisão, a gente possa usar esse tempo, usar as redes sociais, debates como esse para dizer: quero reafirmar nosso compromissos com a escola em tempo integral...

Josias de Souza - Isso não está reafirmado no documento, a propósito, não é?
Exatamente, porque não é naquele documento para ser colocado. Será no capítulo sobre educação do programa. Nós queremos reafirmar nosso compromisso com uma nova tabela do imposto de renda, compromisso com 4 milhões de casas populares. Esses compromissos estarão todos lá e serão cumpridos.

Ricardo Balthazar - No ano passado, o Congresso aprovou um projeto que destina o dinheiro do pré-sal à saúde e educação. No documento entregue ao TSE, o senhor defende que parte do dinheiro arrecadado pelo governo com a exploração do petróleo seja dirigido ao desenvolvimento de novas fontes de energia renovável. A lei já destina esses recursos para outras finalidades. O senhor está propondo uma nova. Como o senhor vai fazer: tirar da saúde, da educação ou dos dois?
Não, na verdade vou fazer uma discussão com o Brasil de que nos anos do governo de Dilma a matriz de energia brasileira piorou de qualidade...

Mas não é isso que está dito no programa. No programa está dito que o dinheiro do pré-sal será revertido para desenvolver energia limpa. Novas fontes de energia renovável.
Sim, sim, eu vou chegar lá. Não estou dizendo que o dinheiro será dos royalties, eu disse que o dinheiro seria do pré-sal. O pré-sal será uma oportunidade para que a Petrobras se capitalize e o governo brasileiro possa dar conta de uma matriz muito mais limpa do que temos hoje.
Nós temos potencial de energia solar que não está sendo aproveitado. A China está dando um show, US$ 60 bilhões por ano de investimento em energia solar. Nós temos um potencial de energia eólica que não está sendo aproveitado. Temos um potencial enorme em biomassa, nas usinas, que está sendo desperdiçado. Nós estamos desperdiçando mais do que uma Belo Monte em bagaço de cana quando o setor está quebrando pelos equívocos desse governo e nós queremos que a Petrobras ajude, ao mesmo tempo em que a Petrobras tem lá uma grande possibilidade em petróleo, que ela, capitalizada, ajude a desenvolver o etanol, a biomassa...

Josias de Souza - Os otimistas estimam que o pré-sal vai começar a produzir em escala comercial em 2018, os mais pessimistas em 2020. Quer dizer, se formos depender do dinheiro do pré-sal para melhorar a produção energética do país, será para o sucessor do presidente da República.
Não, não vamos esperar pelo pré-sal. Nós estamos anunciando que a nossa posição e o nosso pensamento é que a oportunidade do pré-sal tem que ser para educação e saúde, mas tem que ser para energia renovável também.

Patrick Santos - A energia térmica é fundamental, ainda mais nesse período de seca nos reservatórios. O senhor trabalha com algum prazo para inverter essa matriz energética por uma energia muito mais limpa? Porque o país vive basicamente da hidroeletricidade e das térmicas.
O prazo não é meu, o prazo é da institucionalidade brasileira. O Brasil tem, e não é de hoje, é desde os anos 70, o plano decenal de energia elétrica, que é aprovado pelo Conselho Nacional de Energia Elétrica, que não se reúne há um bocado de tempo.
O que o Brasil precisa é definir qual é a matriz que eu quero nos próximos dez anos, porque dessa forma nós vamos desenvolver inclusive a indústria de painéis solares e a eólica.

Mas isso na matriz ainda é muito pouco, não?
Veja, se você não tem planejamento fica como hoje. A presidenta anuncia de um dia para o outro que vai baixar a energia. Reúne todo mundo, mexe na lei, gera as situações que gerou nas empresas distribuidoras de energia, tira R$ 20 bilhões do Tesouro e bota lá. [Por isso] está faltando [dinheiro] na educação, na saúde, na segurança. Agora, [Dilma] manda as empresas tomarem dinheiro do sistema financeiro e promete às empresas um aumento –mas só depois da eleição, para não atrapalhar a eleição. Assim, você não organiza um setor como esse.
O que eu estou propondo é que a gente tenha um planejamento e fixe um roteiro: nós vamos ter "x" por cento de energia renovável. O Conselho Nacional de Política Energética vai definir: nos próximos dez anos, nosso roteiro é esse, nosso objetivo é esse. Com isso, você estrutura uma cadeia de pesquisa e financiamento a indústrias, faz leilões sincronizados, dá oportunidade a investidores externos e refaz o setor elétrico.
Se você diz que uma petroleira com uma grande possibilidade, que é o pré-sal, não tem nenhum compromisso com energia renovável, você não está querendo fazer energia renovável ou matriz limpa no país. O anúncio que nós queremos fazer é que a maior empresa do petróleo do país, a Petrobras, com o pré-sal, tem de ter o compromisso com a matriz renovável no mundo inteiro. O Brasil vai chegar a 2014 em Paris dizendo o que? Nós queremos chegar lá retomando a liderança que esse país já teve no debate ambiental. Então, nós temos que mandar os nossos recados nas diretrizes para a nossa empresa de petróleo.

Kennedy Alencar - Quando a senadora Marina Silva entrou no PSB e depois virou vice do senhor, o discurso é de que ela adensaria a chapa e transferiria os votos –ela obteve 20 milhões de votos em 2010. Até hoje isso não aconteceu. O senhor está com uma intenção de votos baixa na comparação com Aécio Neves e em relação à presidente Dilma.
Nós nunca falamos de transferência, nem Marina nem eu. Na verdade, os votos estão com os brasileiros. Eu tenho um voto, ela tem outro voto. E cada brasileiro tem um. O que nós fizemos foi um encontro em torno de um programa, de um pensar estratégico sobre o Brasil e para dar a possibilidade a esse país de não ficar na velha polarização. Para que as pessoas no Brasil pudessem sair da opção e ir para o estágio da escolha. Ou seja, não tendo que estar ali apenas para optar pelo que está posto.
Há uma nova força política que respeita as outras, que diverge das outras, que coloca o seu pensamento, que pactuamos de maneira clara um pensar sobre o país, sobre a economia, sobre a educação, sobre a saúde, sobre a questão ambiental.
Ninguém discutiu mais o programa do que nós, ninguém ouviu mais a academia do que a nossa candidatura. Reunimos jovens, estudantes, aposentados, pessoas que estavam descrentes na política que voltaram a crer com essa aliança. E nós vamos começar a andar o Brasil agora, vamos lançar essas ideias. E eu tenho certeza de que quando chegarmos ao final de agosto, a realidade será bem diferente do que a gente assiste agora.
Veja, a Marina, quando era candidata em 2010, a esta altura tinha menos do que eu tenho hoje. Nas vésperas da eleição ela tinha muito menos nas pesquisas do que teve nas urnas. Eu estou completamente tranquilo de que nós vamos para o segundo turno, vamos ganhar a eleição, vamos unir o Brasil e vamos fazer o Brasil viver um novo ciclo de desenvolvimento.

Ricardo Balthazar - Antes de encerrar, uma pergunta da plateia. Como podemos entender a nomeação da sua mãe, a Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União? Houve uma intensa mobilização do senhor, do próprio presidente Lula, do PSDB e de um monte de partidos que o senhor considera velhos. Como é que o senhor acha que o eleitor vai entender isso e conciliar com o discurso de renovação política que o senhor está insistindo?
Ana sempre foi uma militante política. Outro dia me perguntaram sobre nepotismo. Nepotismo que eu conheci foi na ditadura, quando as crianças da minha família tiveram que ser escondidas e exiladas para pagar por um crime que não tinham cometido. Ela era uma dessas adolescentes que tiveram que criar sete irmãos, se manter na militância política.
Foi eleita deputada pela oposição –nós não éramos governo– e teve um mandato respeitado no Congresso Nacional. Houve uma vaga no Tribunal de Contas, os deputados lançaram a candidatura dela e ela se elegeu no voto, na regra estabelecida pela Constituição e pela legislação brasileira. De forma limpa teve a maior votação e exerce suas funções. Ela é servidora pública concursada do Tribunal do Trabalho e chegou ao Tribunal de Contas pela regra que todos os outros entraram lá. Não imagino que só a ela, como brasileira, tinha que ser vetada a possibilidade de disputar e ganhar. Só não podia ela?
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 16/07/2014

ODEBRECHT ÓLEO E GÁS ANUNCIA NOVO PRESIDENTE
Publicado em 07/16/2014 as 01:50 PM

A Odebrecht Óleo e Gás, fornecedora de serviços a empresas de petróleo, anunciou ontem, terça-feira (15), que o executivo Roberto Simões assumiu a presidência da empresa, em substituição a Roberto Ramos.

Simões era vice-presidente da OOG desde 2012 e já havia ocupado outros cargos executivos no grupo Odebrecht.

Ramos, que presidia a empresa desde 2010, torna-se "senior advisor" no conselho da empresa.

A OOG espera faturar R$ 3,5 bilhões este ano, o que representa um crescimento de 59% sobre a receita de R$ 2,2 bilhões obtida em 2013. Hoje, a empresa responde por 2,2% da receita do Grupo Odebrecht.

NEGÓCIOS

Em parceria com a francesa Technip, a OOG pretende conquistar uma das duas encomendas para navios plataforma para os campos de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, e Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio de leilão que está sendo preparado pela Petrobras e deve ser realizado no próximo mês.

A OOG já fornece uma plataforma à Petrobras, a Cidade de Itajaí, na Bacia de Santos. Outra unidade opera no Mar do Norte.

A empresa do grupo Odebrecht é responsável pela construção de cinco sondas de perfuração de poços do total de 21 da carteira de encomendas da Petrobras feita à empresa Sete Brasil.

A empresa de serviços de petróleo também mira clientes no mercado externo, de onde, planeja a empresa, deverão vir entre 10% e 20% de sua receita no médio prazo.

Segundo Simões, a OOG vê com grande expectativa o crescimento dos negócios da Petrobras com o pré-sal e com o recente acordo assinado pela petroleira com a União, mas disse que a fornecedora vai olhar os projetos "de forma seletiva". "A quantidade de "bids" (leilões) a serem feitos pela Petrobras é enorme, mas vamos escolher as oportunidades que estão de acordo com nossa estratégia", disse.

No próximo ano, diz Simões, encerra-se o ciclo de investimentos de US$ 5,5 bilhões, iniciado em 2007. "Já estamos revendo este número para definir qual será o investimento na próxima fase da empresa". Esta revisão considerará as demandas da Petrobras.

A OOG também presta serviço para outras empresas de petróleo que atuam no Brasil, como Shell e Statoil.
Fonte: Folha de São Paulo/SAMANTHA LIMA DO RIO
Data : 16/07/2014

MERCADO - ALL TEM GERAÇÃO DE CAIXA ESTÁVEL NO 2º TRI COM RESULTADO FRACO EM FERROVIAS
Publicado em 07/16/2014 as 01:50 PM

A geração de caixa da América Latina Logística (ALL) ficou praticamente estável no segundo trimestre, com as operações ferroviárias afetadas por cenário de difícil demanda, o que prejudicou os volumes transportados.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado no segundo trimestre teve variação positiva de 0,2% na comparação com um ano antes, chegando a R$ 579,5 milhões, informou a ALL em sua prévia de resultado.

A companhia de logística afirmou que os resultados da operação ferroviária ficaram abaixo do inicialmente esperado, afetados pela difícil demanda, em meio ao cancelamento por parte da China de navios de grãos cuja atracação era esperada nos portos de Santos e Paranaguá.

Os volumes transportados nas ferrovias da ALL, medidos em TKU, subiram 0,9% de abril a junho na comparação anual.

A ALL acrescentou que as chuvas de junho, consideradas excessivas, interromperam trechos ferroviários no Sul do país, restringindo as operações para os porto de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de dez dias.

No segmento Brado Logística, a ALL afirmou que o volume transportado teve crescimento de 17,9% no segundo trimestre, impulsionado por um aumento nos corredores de Bitola Larga e do Paraná, aos quais locomotivas e vagões foram adicionados para 2014. O Ebitda da Brado avançou 39,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 15,5 milhões.

A Ritmo Logística apresentou queda de 33,9% nos volumes, afetada pelo mal desempenho das unidades Soluções Dedicadas e Negócios Intermodais.
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 16/07/2014

EMPRESÁRIOS DO BRICS VÃO SUGERIR TROCA DIRETA DE MOEDA ENTRE PAÍSES DO BLOCO
Publicado em 07/16/2014 as 01:50 PM

Os empresários dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão apresentar, nesta terça-feira (15/7), na reunião de chefes de Estado do grupo, um documento com sugestões para aprimorar a economia do bloco.

Uma das propostas é permitir a troca direta de moedas entre os países, para facilitar e baratear os custos de transação. Segundo o presidente da sessão brasileira do Conselho Empresarial do Brics, Rubens De La Rosa, a transação deverá ser feita no âmbito do Banco de Desenvolvimento do Brics, que deve ter sua criação formalizada na reunião de amanhã.

“Isso vai permitir que, se eu tiver que fazer uma remessa à Índia, eu não tenha que converter [o valor] em dólares e depois em rupias, gerando custos de transação. Assim, teremos pequenas baixas que diminuirão o custo financeiro de operação. É uma medida simples e possível de ser feita no ambiente do banco”, explicou Rosa.

Para os empresários, a criação de um banco para o bloco irá acelerar o comércio, negócios e investimentos entre os países do Brics.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o banco será importante para todas as empresas dos cinco países, principalmente por permitir que investimentos entre eles tenham mecanismos de financiamento internacional com garantias dadas pelas matrizes das empresas. “É muito difícil para uma empresa fazer investimento lá fora simplesmente com seus próprios recursos. Então, esse mecanismo será fundamental para aumentar o número de empresas brasileiras com investimentos no exterior”, afirmou Andrade.

Os empresários vão sugerir também medidas para facilitar a emissão de vistos de negócios e a redução das barreiras não tarifárias, como restrições técnicas e fitossanitárias. “Hoje, as empresas brasileiras estão sujeitas a regras de agências reguladoras e, muitas vezes, os produtos importados não atendem às mesmas especificações, nem estão sujeitos às mesmas regras. O que queremos é que a empresa brasileira compita no mesmo ambiente, que os produtos importados tenham que atender às mesmas especificações dos produtos brasileiros”, ressaltou o presidente da CNI.

Na tarde de hoje, mais de 700 empresários dos países do bloco participaram do encontro organizado pela CNI, realizado paralelamente à 6ª Cúpula do Brics. Durante o evento, o Conselho Empresarial do Brics vai debater as expectativas econômicas e de integração do bloco. Para a noite de hoje, está prevista uma rodada de negócios, que deve reunir representantes de mais de 600 empresas dos cinco países e movimentar US$ 3,9 bilhões. Agência Brasil
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 14/07/2014

AGILIDADE PARA OS CLIENTES DE VESTUÁRIO ESBARRAM EM PORTOS INADEQUADOS NA ÍNDIA
Publicado em 07/16/2014 as 01:47 PM

A Índia está se tornando rapidamente um dos centros mais importantes do mundo no setor de vestuário. Diante desse cenário, muitas grandes marcas já estão produzindo no país asiático. Devido ao grande número de fábricas de exportação de vestuário que podem cumprir com os padrões internacionais, A Índia tem visto um crescimento permanente de suas exportações têxteis.

No entanto, questões como a infraestrutura precária, as condições climáticas inadequadas, a instabilidade social e as práticas do irregulares do governo podem fragilizar muitas das vantagens de aplicar a terceirização da produção na Índia. Para produtos de moda, o tempo de mercado é fundamental: um atraso de duas semanas pode fazer um item se tornar inútil para os varejistas. Rapidez e agilidade são, portanto, essenciais para o abastecimento de sucesso.



Fotos: Divulgação Maersk/Damco

Infraestrutura da Índia impõe muitos desafios para a movimentação de cargas



A melhoria da infraestrutura na Índia, em particular nas zonas portuárias, não acompanharam o ritmo do rápido crescimento do comércio exterior. Os congestionamentos, especialmente na época das monções, somado à desorganização do mercado de transportes prejudica a agilidade no desembaraço aduaneiro. Assim, a criação e a gestão de uma cadeia de fornecimento rápida e confiável fora da Índia pode revelar-se num verdadeiro desafio para as empresas que tentam superar esse desafio de forma individual.

A empresa Damco tem uma presença estabelecida na Índia, com mais de 500 especialistas logísticos espalhados por uma extensa rede de escritórios em todo o país. Esses especialistas buscam antecipar a maioria dos problemas que possam surgir. Junto a isso, a empresa se envolveu em parcerias estratégicas com operadores ferroviários privados - para reduzir a dependência do Indian Railways - e formou ligações estreitas com o mar e as transportadoras aéreas internacionais.

A Damco também construiu um forte relacionamento com fornecedores locais, especialmente nos segmentos de caminhões, armazenagem e tratamento aduaneiro. A longa experiência dos profissionais na Índia permitiu à Damco criar planos de continuidade para lidar com problemas regulares nos transportes, bem como outros tipos de perturbações.

Novos pontos de consolidação para vestuário, acessórios e carga de varejo

Garantir a continuidade dos negócios para os clientes não depende apenas dos conhecimentos, planos e parcerias de uma única empresa, mas também em dispor de uma infraestrutura física confiável. A Damco está presente há muitos anos no mercado de consolidação, em cidades indianas como Nova Delhi, Mumbai e Chennai, e é de longe o maior provedor de logística de terceiros no país. Para ser capaz de lidar com a cada vez maior volume de embarques, a Damco investiu recentemente em uma série de novos pontos de consolidação, como em Bangalore e em Tirupur. Esses locais estão mais próximos de centros de manufatura e permitem acesso a vários gateways, eliminando assim o risco de depender de uma única porta de entrada/saída.

Todos os centros estão equipados para oferecer soluções multimodais para que, mesmo quando sujeito a influências externas, a velocidade para o mercado seja afetado o mínimo possível. Em diferentes origens na Índia, a Damco tem dedicado equipes de especialistas aduaneiros que sabem tudo sobre o cancelamento de vestuário, artigos de decoração e acessórios. Eles também oferecem serviços in-house para auditoria de documentos para as fábricas e os clientes que querem fazer uso da experiência local dos profissionais da companhia.

Fruto disso, em 2013 a Damco Índia conseguiu movimentar 2,2 milhões de metros cúbicos de cargas das exportações da Índia. Desse total, 700 mil metros cúbicos foram movidos através dos DCCs da companhia, sendo o restante do volume tendo sido transportado diretamente das fábricas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

RESOLUÇÃO INSTITUI GRUPO PARA CRIAR POLÍTICA DE QUALIFICAÇÃO DO TRABALHADOR PORTUÁRIO
Publicado em 07/16/2014 as 01:47 PM

Foi instituído nesta terça-feira (15), por meio da Resolução 1 da Secretaria de Política Públicas de Emprego publicada no Diário Oficial da União, o Grupo de Trabalho para construção da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário. Os objetivos são definir escopo, competências e forma de financiamento, além de elaborar uma proposta concreta para a criação e execução da política pública.

O Grupo de Trabalho será composto por um representante e um suplente da Secretaria dos Portos, que será a pasta coordenadora do projeto, e também do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Educação e do Comando da Marinha do Brasil.

Poderão participar das atividades do Grupo especialistas e representantes de entidades públicas ou privadas que tenham capacidade de contribuir com os objetivos das reuniões.

Abaixo publicação do Diário Oficial.

SECRETARIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS
DE EMPREGO
FÓRUM PERMANENTE PARA QUALIFICAÇÃO
DO TRABALHADOR PORTUÁRIO

RESOLUÇÃO No- 1, DE 11 DE JULHO DE 2014

Institui o Grupo de Trabalho para construção da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário.

O COORDENADOR DO FÓRUM PERMANENTE PARA QUALIFICAÇÃO DO TRABALHADOR PORTUÁRIO, no uso das atribuições, resolve:

Art. 1º Instituir o Grupo de Trabalho para construção da Política de Qualificação do Trabalhador Portuário.
Art. 2º São objetivos desse Grupo de Trabalho:
I - discutir temas relacionados à formação, qualificação e certificação profissional do trabalhador portuário;
II - definir escopo, competências da execução e forma de financiamento das ações;
III - elaborar proposta de Política de Qualificação do Trabalhador Portuário;
Art. 3º O referido Grupo de Trabalho será composto por:
I - um representante e respectivo suplente das seguintes instituições:
a) Secretaria dos Portos, que o coordenará;
b) Ministério do Trabalho e Emprego, especificamente do Departamento de Qualificação da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego;
c) Ministério da Educação;
d) Comando da Marinha.
II - três representantes e respectivos suplentes das entidades empresariais.
III - três representantes e respectivos suplentes da classe trabalhadora.
§1º A participação nas atividades do Grupo de Trabalho não será remunerada, sendo considerada prestação de serviço público relevante;
§2º Poderão participar das reuniões do grupo, a convite de sua coordenação, especialistas e
representantes de entidades públicas ou privadas que exerçam atividades relacionadas ao tema;
§3° Caso o representante titular esteja presente à reunião, o seu suplente poderá participar apenas como ouvinte;
§4° Perderá o mandato o membro do Grupo de Trabalho de que tratam os incisos II e III do
Artigo 3° que faltar, injustificadamente, a três reuniões consecutivas ou seis alternadas, assumindo a vaga o seu suplente até a efetivação de nova indicação.
Art. 4° O Grupo de Trabalho deverá prioritariamente apresentar proposta de Plano de Trabalho ao plenário do Fórum Permanente para Qualificação do Trabalhador Portuário - FPQTP.
Art. 5º Cabe ao Grupo de Trabalho elaborar a proposta de Política de Qualificação do Trabalhador
Portuário, por meio de consenso entre seus participantes, para apreciação dos integrantes do FPQTP.
Art. 6º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
SILVANI ALVES PEREIRA
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

HAMBURG SÜD É RECONHECIDA NA ÁSIA E RECEBE PRÊMIO POR AÇÕES AMBIENTAIS
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

As ações ambientais desenvolvidas pela Hamburg Süd renderam à empresa, pelo terceiro ano consecutivo, o Prêmio Asian Freight & Supply Chain na categoria “Melhor Provedor de Serviços Verde – Transporte Marítimo”, entregue pela CargoNews Asia. O evento ocorreu em Xangai, em junho, e contou com a presença de representantes de companhias asiáticas e internacionais nos setores de transporte e logística.

A empresa conquistou o reconhecimento disputando com outras cinco companhias de navegação. Entre os critérios avaliados destacaram-se a conformidade com os regulamentos e normais ambientais, investimentos em novas tecnologias e medidas para reduzir o consumo de combustível.

Foto: site oficial do Porto de Hamburgo

Navios da classe "Cap San" são rotineiramente vistos nos maiores portos do mundo



O prêmio foi recebido por Stefan Kirschner, diretor regional para Ásia-Pacífico da Hamburg Süd. A Hamburg Süd tem como meta reduzir, até 2020, em 26% as emissões de CO2 na atmosfera. Para isso, a empresa investe constantemente para se adequar às exigências ambientais vigentes. Comparando o modal rodoviário e marítimo, um caminhão emite 67,2 g/TEUkm (medida que equivale a um contêiner por quilômetro útil) enquanto um navio porta-contêineres libera 14,8 g/TEUkm.

A nova classe de porta-contêineres da companhia, denominada “Cap San”, é caraterizada por navios que apresentam capacidade para 9.600 contêineres, e foi construída utilizando os mais modernos conceitos de engenharia naval, com destaque para a tecnologia ambiental, projetada para uma velocidade de 21 nós. A otimização dos motores principais permite que a potência seja reduzida para 40.670 quilowatts, o que melhora o desempenho operacional, gerando um efeito positivo no consumo de combustível.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

GUARUJÁ - IMPASSE ATRASA LIBERAÇÃO DE NOVA VIA DE ACESSO AO PORTO
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

Previsto para ser entregue até a primeira quinzena do próximo mês, o novo acesso à Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos deverá ter a abertura ao tráfego de veículos atrasada. Isto porque, mesmo que a obra esteja pronta, ainda será necessário construir uma faixa de desaceleração na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O problema é que esta pista não estava prevista no orçamento da obra e, agora, não há quem queira ou possa custeá-la.

A alternativa de acesso ao cais, em Guarujá, custou R$ 1,5 milhão e surgiu da necessidade de eliminar as filas de caminhões que se formam, principalmente durante a safra de grãos, na Rua Idalino Pinês (conhecida como a Rua do Adubo) e na rodovia. Um acordo entre os terminais localizados nessa região do Porto permitiu que a obra, fosse paga pela iniciativa privada para agilizá-la. A intervenção é realizada no traçado futuro da fase 2 da Avenida Perimetral da Margem Esquerda.

“Agora, prestes a ser concluída, não podemos abrí-la inteiramente sem a construção dessa faixa”, explica o vice-prefeito Duíno Verri Fernandes, que também é secretário de Infraestrutura e Obras de Guarujá. Segundo ele, o valor para construir essa pista deverá ultrapassar a do novo acesso, uma vez que, obrigatoriamente, precisará ter no mínimo um quilômetro de extensão e seis de largura. “Não estávamos contando com isso”.

Foi a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) que condicionou a abertura da via à ligação da pista com a Domênico Rangoni. Por meio de nota, o órgão afirma que os responsáveis pela obra tinham pleno conhecimento da obrigatoriedade dessa faixa de desaceleração desde o início das tratativas. Inclusive, quando houve a aprovação do projeto funcional, em 7 de março, houve a ressalva da necessidade da construção.

A Agência Reguladora explica ainda que a exigência surge a partir de um parâmetro de segurança, que prevê que os caminhões reduzam a velocidade ao se aproximar de alguma ligação com vias urbanas, como é o caso do novo acesso. De acordo com a Artesp, no trecho há grande movimentação de veículos comerciais, pedestres e ciclistas. “Sem faixa adequada, haverá riscos de atropelamento para a entrada do acesso, de formação de fila e colisões”.

A alternativa, segundo o vice-prefeito, foi relembrar a ajuda prometida pelo Estado há cerca de um ano, quando os congestionamentos em direção ao cais bloqueavam a entrada da cidade. “Eles nos prometeram bancar a obra, mas como não foi preciso, pedi que pudessem fazer essa faixa”, explicou.

Oficialmente, a Secretaria de Transportes e Logística de São Paulo, informa que pode realizar apenas o projeto da faixa de redução. Já a Artesp sugeriu, para a redução de custos, que os responsáveis pelo novo acesso eliminassem uma faixa de rolamento da nova via (após o acesso da rodovia) para poder realizar a faixa de desacelera-ção. O órgão regulador afirmou ainda que a Ecovias, concessionária responsável pelo trecho, não é obrigada a bancar a obra, já que esse tipo de investimento não estava previsto no contrato inicial.

Novo acesso

A pista têm três faixas e ligará a Rodovia Cônego Domênico Rangoni à Avenida Santos Dumont, onde estão os terminais portuários da Margem Esquerda. Segundo estimativas, ela poderá retirar 25% do tráfego de caminhões da Rua do Adubo.

A intenção é que o novo acesso seja preferencial a caminhões que transportam granéis (líquidos e sólidos). No total, são 600 metros de comprimento e 50 metros de largura.

Cerca de 40% do terreno onde ela foi construída pertencem à Dow Química. O restante é de propriedade do Grupo Fassina. As duas empresas receberão cerca de R$ 70 mil de aluguel mensal, custeado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

13,4 MILHÕES DE SACAS - EXPORTAÇÃO DE CAFÉ CRESCE 13% NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

As exportações de café pelo Porto de Santos aumentaram em 13% no primeiro semestre deste ano, se comparadas com o volume movimentado no mesmo período de 2013. Ao todo, o cais santista embarcou 13.459.192 sacas, o que representada mais de 77% na participação da movimentação do produto em todo o País, conforme levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O balanço da entidade mostra também que o volume total do produto exportado no sexto mês de 2014 teve um aumento de 20,9% na comparação com junho do ano passado e alcançou 2.858.012 sacas.

Já a receita obtida com a venda da commodity apresentou uma alta de 37,3%, se comparada à registrada no mesmo mês em 2013, atingindo US$ 539,7 milhões, o equivalente a R$ 1,1 bilhão.

De acordo com o levantamento, no primeiro semestre deste ano, 83,7% do café exportado foi da variedade arábica, 9,5% de solúvel, 6,8% de robusta, além de 0,1% do tipo torrado e moído. Durante este período, os cafés diferenciados (arábica e conillon) tiveram participação de 24,3% nas exportações em termos de volume e de 32,5% na receita cambial.

O relatório aponta ainda que, de janeiro a junho de 2014, a Europa foi o principal mercado importador, responsável pela aquisição de 54% do total embarcado do produto brasileiro. A América do Norte comprou 25% do total de sacas exportadas, a Ásia, 15%, e a América do Sul, 3%.

Neste período, os Estados Unidos lideraram a lista de países importadores, com 3.623.025 sacas compradas, o equivalente a 21% do total exportado, seguido pela Alemanha, com 3.367.342 sacas importadas, 19% do total, e a Itália, que foi responsável pela aquisição de 1.358.958 sacas, 8% das vendas brasileiras. A Bélgica ocupou a quarta posição, com 1.148.099 sacas, 7% dos embarques, enquanto o Japão, que comprou 1.118.887 sacas, 6% das exportações brasileiras, ficou em quinto lugar.

Depois do Porto de Santos, os portos do Rio de Janeiro, escoaram 17,4% do total, o equivalente a 3 milhões de sacas. Já o Porto de Vitória (ES), por onde saiu 2,7% do total, 467.352 sacas, foi outra via de exportação do café no primeiro semestre deste ano.

Ano-safra

Em relação ao ano-safra, que vai de julho de 2013 até junho de 2014, os resultados foram 9,9% superiores em termos de volume e 11,6% menores em receita se comparados aos dos 12 meses anteriores. O número de sacas exportadas fechou em 33.971.542 e a receita registrada no período ficou em US$ 5,327 bilhões, o equivalente a R$11 bilhões..

“Com relação à receita, reflete o quadro de baixa continuada nos preços, que se observou até janeiro de 2014”, explica o diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

SECA - NAVEGAÇÃO NA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ DEVE SER NORMALIZADA EM NOVEMBRO
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

A normalização da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná só deve acontecer em novembro, de acordo com a expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O assunto foi novamente tema de debates entre diversos órgãos do governo, em Brasília.

Por conta da seca, o transporte de cargas pelas vias navegáveis do estado de São Paulo está prejudicado há dois meses e paralisado há mais de 20 dias. Por isso, representantes do Ministério dos Transportes, da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério de Minas e Energia se reuniram com as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Energia, além da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, destacou que as empresas de navegação que utilizam a hidrovia já estão demitindo seus funcionários. “Além disso, sem a navegação, há um aumento significativo no número de caminhões que são colocados nas estradas do País. Uma das consequências disso é a possibilidade de congestionamentos próximo aos portos de Santos e Paranaguá”, pontuou o diretor.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, propôs que o setor elétrico apresentasse uma alternativa para resolver a questão. As propostas apresentadas não foram divulgadas, mas elas foram consideradas insuficientes para solucionar o problema da paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná.

Para o ONS, é possível que o transporte de cargas na hidrovia volte a ser normalizado apenas em novembro. O órgão destacou que o setor elétrico, Cesp e ONS, principalmente, devem continuar trabalhando na busca de uma solução para o impasse existente.

O diretor-geral da Antaq, Mário Povia, disse que o transporte na Hidrovia Tietê-Paraná precisa ser restabelecido o mais rápido possível. “O sistema portuário necessita do transporte fluvial. A paralisação não deve continuar, pois prejudica nossa logística, nossa multimodalidade”, disse, cobrando uma resposta do setor elétrico.

“O uso múltiplo das águas deve ser respeitado e jamais hierarquizado. Representantes da Antaq, da Ana, do Ministério dos Transportes, do agronegócio, entre outros vêm trabalhando nos últimos anos para que o transporte hidroviário se torne mais confiável e seja mais utilizado, pois é mais seguro, mais econômico e mais ambientalmente amigável”, destacou Povia.

Ele enfatizou que os investimentos já feitos nas hidrovias, principalmente na Tietê-Paraná, não podem ser perdidos. “Cada setor aqui reunido precisa estar ciente de que é necessário ter uma cota de sacrifício. A paralisação na Tietê-Paraná não é uma questão econômica apenas. É uma questão de política pública”, afirmou.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

SEGURANÇA - MARINHA E GUARUJÁ ASSINAM ACORDO DE COOPERAÇÃO PARA FISCALIZAÇÃO
Publicado em 07/16/2014 as 01:46 PM

Guarujá é a quinta cidade da Baixada Santista a firmar um acordo de cooperação com a Marinha do Brasil. A partir de hoje, todo o trabalho de fiscalização da Autoridade Marítima terá o apoio da Guarda Civil municipal. O objetivo é reduzir o número de acidentes envolvendo banhistas e embarcações de recreio (esporte e lazer).

Ontem, uma cerimônia no paço municipal, marcou a assinatura do convênio. Participaram do encontro a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Liseo Zampronio, e o comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o capitão-de mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes.

Segundo a prefeita, nas próximas semanas, ao menos oito guardas municipais da cidade serão capacitados em cursos preparatórios ministrados pelos oficiais da Capitania dos Portos. A ideia é que, cientes das normativas, eles possam atuar na fiscalização náutica nas praias e marinas, entre outros lugares.

Para a chefe do Executivo guarujaense, a parceria possibilitará maior controle nos abusos e eficiência no cumprimento das regras de navegação na região no Canto do Tortuga, na Enseada. O lugar possui intenso movimento de embarcações de lazer (lanchas e motos aquáticas, por exemplo), tanto no verão, épocas de alta de temporada, como aos finais de semana.

“Poderemos ainda controlar a movimentação de motos aquáticas nas praia das Astúrias, onde elas têm se aproximado dos banhistas de forma perigosa”, destacou a prefeita. Ela garantiu que, até o verão, estabelecerá o plano de ordenamento costeiro, para delimitar restrições e embarque e desembarque de embarcações nas praias.

Esta orientação é importante, uma vez que poderá evitar acidentes semelhantes ao que vitimou mãe e filho, em maio deste ano, na Prainha Branca. Na ocasião, a lancha onde eles estavam virou, durante a aproximação da orla para o desembarque de turistas, que superlotavam a embarcação.

Por isso, além das sanções previstas em lei, o comandante da CPSP lembrou da importância da conscientização. “Antes de punir, precisamos orientar as pessoas para o que pode ser feito ou não”, destacou, ao afirmar que esse trabalho prévio será realizado.

Na região, as prefeituras de Santos, São Vicente, Bertioga e Praia Grande já firmaram essa parceria e qualificaram seus guardas municipais, com a intenção de aumentar a segurança no tráfego de embarcações em suas praias.

“Após a assinatura dos convênios, temos registrado cada vez menos acidentes. O balanço é muito positivo até agora”, complementou o comandante do 8º Distrito Naval.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 15/07/2014

HIDROVIA, O CAMINHO DA AMAZÔNIA
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM




Um dos principais desafios para o Brasil é conhecer a Amazônia. Sua vocação eminentemente hídrica provocou, ao longo dos séculos, a necessidade do deslocamento de seus habitantes através dos rios. Muito antes da chegada dos colonizadores na Amazônia, os nativos já utilizavam canoas. Ainda hoje, grande parte da população amazônica vive da pesca, além disso, o deslocamento do ribeirinho se dá através da infinidade de rios que retalham a grandeza territorial.

Mas para conhecer a Amazônia de verdade é preciso entender sua posição estratégica para o país. E os rios são a chave para esse conhecimento. São as estradas que a natureza construiu em cujas margens se desenvolveram inúmeras populações.

Nos dias de hoje é quase impossível imaginar o imenso sacrifício dos primeiros aventureiros que adentraram o rio Amazonas, sofrendo com doenças, ataques de índios e todo o tipo de dificuldades que dizimavam suas tripulações. Mas estes aventureiros foram os re pelas instalações dos muitos fortes ao longo dos diversos rios, hoje transformados em comunidades.

Portanto, é impossível se pensar em Amazônia sem associar a importância que os rios têm para o desenvolvimento econômico e social. Eles devem ser vistos como o grande propulsor do desenvolvimento sustentável da região.

Hoje, a grande questão é: em que medida é possível conciliar-se o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente? A resposta está nas hidrovias.

Hidrovia é uma rota pré-determinada para o tráfego aquático. Há muito tempo o homem utiliza a água como estrada e a Amazônia é o maior exemplo disso.

O transporte por hidrovias apresenta grande capacidade de movimentação de cargas a grandes distâncias com baixo consumo de combustível, além de propiciar uma oferta de produtos a preços competitivos. A ampliação da utilização da hidrovia é uma tendência mundial por uma questão ambiental. Mais cedo ou mais tarde, ela se tornará obrigatória.

A viabilização de uma navegação segura no Rio Madeira, por exemplo, permite o escoamento da produção de grãos de Rondônia e Mato Grosso para o Amazonas e, daí, para o Atlântico. Isso cria um corredor de desenvolvimento integrado, com um transporte de alta capacidade e baixo custo para grandes distâncias, elimina um grave problema estrutural do setor primário com a redução significativa da dependência do modal rodoviário até os portos do Sudeste e representa mais uma opção de integração nacional, com a redução de trânsito pesado nas rodovias da região Centro Sul.

A Marinha do Brasil tem um papel fundamental no desenvolvimento do modal hidroviário, tanto com a produção de conhecimento, através dos Levantamentos Hidrográficos, quanto com a formação do profissional para atuar nessas hidrovias. Em 2013, por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval, a Marinha avançou com vários projetos voltados para a importância do tema. Inaugurou o Centro Técnico de Formação de Fluviários da Amazônia Ocidental (CTFFAO); promoveu o seminário “O Futuro Amazônico: Hidrovias 2014 a 2031”, na cidade de Manaus, com a participação de mais de 300 empresários do ramo da navegação; e iniciou a construção do Serviço de Sinalização Náutica do Noroeste (SSN-9), com previsão de inauguração ainda em 2014.

Uma outra etapa importante do trabalho da Marinha, feita em parceria com o Ministério dos Transportes, é a sinalização dessas hidrovias, de modo que os condutores saibam onde navegar. No entanto, para que isso ocorra, é necessário ao navegante uma boa formação profissional. Daí a necessidade da criação do CTFFAO. Nele são oferecidos diversos cursos, das diversas categorias subalternas das carreiras da Marinha Mercante. Essa mão de obra formada pela Marinha também garante que as normas de segurança sejam compreendidas e respeitadas.

A criação do SSN-9 vai garantir um aumento na capacidade de atualização cartográfica na região. Para isso, a Marinha do Brasil adquiriu dois novos navios para realização de Levantamentos Hidrográficos e um terceiro está sendo construído especificamente para essa tarefa de cobrir os vazios cartográficos da região amazônica. Esses navios são dotados de equipamentos e mão de obra qualificada para a realização de sondagens dos rios com o objetivo de produzir e manter constantemente atualizadas as cartas náuticas da região amazônica, garantindo assim a segurança da navegação pelos seus 22 mil km de hidrovias.
Vice-Almirante Domingos Savio Almeida Nogueira é Comandante do 9° Distrito Naval
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 15/07/2014

ANDRADE GUTIERREZ NEGOCIA PARA SE TORNAR SÓCIA NO POLO NAVAL DO JACUÍ
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

A esperança para a permanência no Rio Grande do Sul do contrato com a Petrobras para a produção de 24 módulos para uso em plataformas de petróleo, orçado em US$ 800 milhões, continua em uma associação esperada há quatro meses, até agora não confirmada e sem prazo para um desfecho. A solução aguardada é a entrada no negócio da empreiteira Andrade Gutierrez (AG), assumindo o compromisso da Iesa Óleo e Gás, empresa que atravessa uma grave crise financeira.

Depois de rápida passagem por Rio Grande, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, se reuniu nesta terça-feira à tarde com o governador Tarso Genro para tratar do impasse do polo naval do Jacuí, em Charqueadas, onde hoje trabalham cerca de 1,2 mil operários. Graça, porém, saiu do encontro sem dar declaração. Coube ao secretário estadual do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, dizer apenas que a expectativa é pela confirmação da parceria entre AG e Iesa.

— A Petrobras e a presidente Graça renovaram o apoio que têm dado para que o polo do Jacuí tenha continuidade. Agora cabe às empresas que estão negociando, AG e Iesa, acertarem os valores de troca ou venda entre eles — afirmou Knijnik.

Área atua com só um quarto da capacidade

Na tentativa de acelerar o acordo, Knijnik deve tentar acertar um encontro com a Andrade Gutierrez e a Iesa ainda nesta semana. A AG, que até agora não confirmava as tratativas, admitiu nesta terça em nota que "as negociações sobre a entrada da empresa no projeto do polo naval do Jacuí ainda estão em andamento, com a Petrobras e com a Iesa, mas ainda não há uma definição sobre o assunto".

Em razão das dificuldades financeiras da Iesa, o polo do Jacuí opera atualmente com um quarto de sua capacidade. A Petrobras também pediu à Metasa, principal fornecedora da Iesa, que suspendesse a produção das estruturas dos módulos.

— Quatro módulos deveriam ter sido entregues na metade do ano. Mas foi produzido só um, que ainda foi condenado — disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Silveira de Carvalho.

Entenda a crise

— A Iesa Óleo e Gás foi vítima da crise financeira do grupo controlador Inepar. O problema veio à tona em março.

— Para que as atividades fossem mantidas, a Petrobras criou uma espécie de conta vinculada para pagar funcionários e fornecedores da Iesa.

— A solução pensada foi buscar um sócio capitalizado que, na prática, assumisse o negócio, embora o contrato fosse mantido com a Iesa.

— Pressionada a aumentar a produção de petróleo de forma rápida, a Petrobras teria a opção de levar a encomenda para outro Estado ou país. A dúvida é se essa alternativa, com rompimento de contrato, não levará a uma demora ainda maior.

— Hoje, a Iesa tem cerca de 900 operários e, a Metasa, principal fornecedora da Iesa, outros 300.

— O polo tinha ainda a previsão, até agora não confirmada, da chegada de outras empresas, como UTC, Engecampo e Tomé Engenharia.
Fonte: Zero Hora
Data : 15/07/2014

ANTAQ DEBATE PARALISAÇÃO DA NAVEGAÇÃO NA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ NA ANA
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

Os diretores da ANTAQ, Mário Povia e Adalberto Tokarski, participaram, na última sexta-feira (11), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, de reunião para discutir a paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná. Além da ANTAQ e ANA, representantes do Ministério dos Transportes, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), do Ibama, do Ministério de Minas e Energia, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, entre outros, participaram da discussão.

A preocupação da Diretoria da ANTAQ é com a retomada da navegação na hidrovia, que está paralisada desde que as usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira passaram a gerar mais energia, reduzindo o nível dos seus reservatórios, que são interligados pelo Canal Pereira Barreto. O transporte de cargas na Tietê-Paraná está prejudicado há dois meses e há mais de 20 dias se encontra parado.

O diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, disse que o transporte na Hidrovia Tietê-Paraná precisa ser reestabelecido o mais rápido possível. “O sistema portuário necessita do transporte fluvial. A paralisação não deve continuar, pois prejudica nossa logística, nossa multimodalidade”, disse Povia, cobrando uma resposta do setor elétrico.


“O uso múltiplo das águas deve ser respeitado e jamais hierarquizado. Representantes da ANTAQ, da ANA, do Ministério dos Transportes, do agronegócio, entre outros vêm trabalhando nos últimos anos para que o transporte hidroviário se torne mais confiável e seja mais utilizado, pois é mais seguro, mais econômico e mais ambientalmente amigável. Não podemos deixar que os investimentos já feitos nas hidrovias, principalmente na Tietê-Paraná, sejam perdidos. Cada setor aqui reunido precisa estar ciente de que é necessário ter uma cota de sacrifício. A paralisação na Tietê-Paraná não é uma questão econômica apenas. É uma questão de política pública”, ressaltou o diretor-geral da ANTAQ.

O diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que as empresas de navegação, que utilizam a hidrovia, já estão demitindo seus funcionários. “Além disso, sem a navegação, há um aumento significativo no número de caminhões que são colocados nas estradas do país. Uma das consequências disso é a possibilidade de congestionamento próximo aos portos de Santos e Paranaguá”, pontuou o diretor.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, propôs que o setor elétrico apresentasse uma alternativa para resolver a questão. No entanto, as propostas apresentadas não foram consideradas suficientes para solucionar o problema da paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná. Para o ONS, é possível que o transporte de cargas na hidrovia só volte a ser normalizado em novembro. Acrescentou, ainda, que o setor elétrico, Cesp e ONS, principalmente, devem continuar trabalhando na busca de uma solução para o impasse existente.
Fonte: ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 15/07/2014

REUNIÃO DEBATE PARALISAÇÃO DA NAVEGAÇÃO NA TIETÊ-PARANÁ
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

Reunião promovida na sede da Agência Nacional de Águas, em Brasília, debateu a situação da hidrovia Tietê-Paraná. O empreendimento segue paralisada desde que as usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira passaram a gerar mais energia, reduzindo o nível dos seus reservatórios, que são interligados pelo Canal Pereira Barreto. Com isso, contabilizam-se dois meses em que o transporte de cargas na Tietê-Paraná se encontra comprometido.

Presente na reunião, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, cobrou o reestabelecimento do transporte na Hidrovia Tietê-Paraná: “O sistema portuário necessita do transporte fluvial. A paralisação não deve continuar, pois prejudica nossa logística, nossa multimodalidade.”

Segundo Adalberto Tokarski, também membro da diretoria da agência, as consequências da paralisação se fazem sentidas no quadro de funcionários das empresas de navegação que utilizam a hidrovia. Outro efeito lembrado por Tokarski é o "aumento significativo no número de caminhões que são colocados nas estradas do País. Uma das consequências disso é a possibilidade de congestionamento próximo aos portos de Santos e Paranaguá.”
Fonte: ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 3447-2737
FAX: (61) 3347-1040
E-mail: assc@antaq.gov.br
Data : 15/07/2014

TECON RIO GRANDE IMPLANTA SISTEMA DE LEITURA NÃO INVASIVA DE CARGAS
Publicado em 07/15/2014 as 11:20 AM

O Tecon Rio Grande – um dos principais terminais de contêineres da América Latina – começou a operar o sistema de inspeção não invasiva de cargas. De acordo com a Portaria 26, de 23 de junho de 2014, da Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto do Rio Grande, obrigatoriamente todas as unidades de carga que seguirem via exportação, as importações (incluindo DTAs), além das especiais, perigosas, e todas solicitadas pela Receita Federal, deverão passar pelo escaneamento digital.

O sistema custou, ao Tecon Rio Grande, aproximadamente R$ 4,5 milhões para ser implantado e permite a identificação das cargas sem a necessidade da abertura dos contêineres. Desta forma, riscos como incidentes e avarias de cargas são reduzidos de forma significativa. O scanner realiza uma leitura óptica da carga, que resulta em imagens que são enviadas, em tempo real, para o COV (Centro Operacional de Vigilância), da Receita Federal, permitindo aos técnicos e fiscais saberem, antecipadamente, quais produtos estão contidos nos contêineres. O sistema funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia, todos os dias da semana, permitindo-se obter mais segurança e agilidade na entrada e saída de cargas do Terminal.

O Tecon Rio Grande é hoje um dos mais importantes terminais de contêineres da América Latina. Empresa do Grupo Wilson'Sons de Comércio Ltda, o Tecon está em atividade no Porto do Rio Grande desde 1997, quando venceu a licitação para administrar o terminal de contêineres. Neste período, vem operando as principais linhas de navegação que escalam o País. Tem cerca de 3 mil importadores e exportadores, tendo se tornado fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado.
Fonte:Jornal Agora (RS)
Data : 15/07/2015

PETROBRAS, ROSNEFT E HRT RENOVAM ESTUDOS SOBRE GÁS DO SOLIMÕES
Publicado em 07/15/2014 as 11:19 AM

RIO - A Petrobras e o Consórcio Solimões, formado pela companhia estatal russa Rosneft e pela empresa brasileira HRT, assinaram hoje um protocolo de entendimentos para continuidade dos estudos que avaliam a viabilidade econômica do aproveitamento do gás da Bacia do Solimões, na Região Amazônica.

Esses estudos, iniciados em outubro de 2012, terão, agora, foco em soluções voltadas para liquefação do gás ou geração de energia, podendo haver uma conjugação entre essas duas opções.

Na assinatura deste documento, a Petrobras foi representada pelo diretor da Área de Gás e Energia, José Alcides Santoro Martins; a Rosneft, pelo presidente do seu conselho de administração, Igor Sechin; e a HRT, pelo seu executivo-chefe, Milton Franke.

O prazo de vigência deste protocolo é de 12 meses, a partir da assinatura que aconteceu em Brasília, na presença da presidente Dilma Rousseff; e do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Fonte: Valor Econômico\Rafael Rosas
Data : 15/07/2014

BRASIL BATE RECORDE COM EMBARQUES DE CARNE BOVINA NO PRIMEIRO SEMESTRE
Publicado em 07/15/2014 as 11:19 AM

SÃO PAULO - O Brasil bateu novo recorde nos embarques de carne bovina no primeiro semestre de 2014, com uma receita de US$ 3,404 bilhões e volume negociado de 762 mil toneladas, informou nesta segunda-feira a Abiec, associação que representa as indústrias exportadoras do produto no país.

O faturamento no acumulado de janeiro a junho deste ano foi 13,3% superior ao mesmo período de 2013 — e o maior já registrado para um primeiro semestre. No que diz respeito ao volume, a alta foi de 12,7% no intervalo.

Conforme a Abiec, o crescimento se deve especialmente à maior demanda de Hong Kong e Rússia, que continuam liderando o ranking de mercados importadores de carne brasileira. “O Brasil também consolida sua posição como maior fornecedor no norte da África, com crescimento expressivo nos mercados do Egito, Líbia e Argélia”, disse em nota o presidente da Abiec, Antônio Camardelli.

Ainda de acordo com a entidade, a queda de 15,38% no volume exportado aos EUA é “um alerta” e indica que as barreiras em função dos resíduos de ivermectinas (vermífugos) no produto industrializado brasileiro continuam. O reflexo dessa restrição foi a queda de 2,51% nos embarques de industrializados no semestre, para 48,78 mil toneladas — e um faturamento de US$ 299,5 milhões.

Por outro lado, a carne bovina in natura registrou crescimento, tanto em volume quanto em receita, superior a 15% no período: para 604 mil toneladas e US$ 2,74 bilhões, respectivamente.

Em junho, a receita com os embarques de carne bovina do Brasil totalizou US$ 583,63 milhões, alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2013, conforme a Abiec. O volume vendido ao exterior cresceu 10,2%, para 123,97 mil toneladas, na mesma comparação.

Os principais destinos da carne brasileira no mês passado foram Hong Kong, com 31,30 mil toneladas e receita de US$ 134 milhões, seguido por Rússia, com 29,16 mil toneladas e US$ 129,44 milhões.
Fonte: Valor Econômico\Mariana Caetano
Data : 15/07/2014

EX-MPX CONCLUI VENDA DE 50% DE PECÉM II POR R$ 400 MILHÕES
Publicado em 07/15/2014 as 11:19 AM

SÃO PAULO - A Eneva (antiga MPX) concluiu hoje a venda de 50% da usina térmica de Pecém II para a DD Brazil Holdings, subsidiária da controladora E.ON, por R$ 400 milhões.

A operação, anunciada em maio, é parte de um conjunto de medidas anunciadas pela companhia — que tem o controle compartilhado entre a alemã E.ON e Eike Batista — para obter recursos adicionais e fortalecer sua estrutura de capital.

A Eneva está em processo de reestruturação de seu endividamento. Ao fim de março, a empresa de energia térmica tinha dívida líquida de R$ 6 bilhões contra apenas R$ 96,4 milhões em caixa.

A companhia está em meio a um aumento de capital que pode somar até R$ 1,5 bilhão, em duas etapas. Na primeira parte, que pode chegar a R$ 315,6 milhões, a E.ON garantiu R$ 120 milhões em recursos. A segunda etapa terá o valor restante, dos quais a controladora se comprometeu a subscrever mais R$ 450 milhões em ações.
Fonte: Valor Econômico\Natalia Viri
Data : 15/07/2014

PRUMO TEM MAIOR CONTRATO DE CRÉDITO DO BNDES NO ANO
Publicado em 07/15/2014 as 11:18 AM

A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, de acordo com balanço divulgado nos últimos dias pela instituição. O montante de R$ 1,8 bilhão, contratado em fevereiro, reforça a política da instituição de dar prioridade a infraestrutura. Mas o mercado e o próprio banco veem o financiamento dos investimentos no setor como um desafio nos próximos anos.

A campeã Prumo faz as obras de implantação do porto de Açu, no município de São João da Barra (RJ), dedicado à movimentação de cargas gerais (carvão mineral, produtos siderúrgicos, granito e contêineres) e a serviços de logística para o setor de óleo e gás na Bacia de Campos.

O empréstimo do BNDES aprovado para a Prumo se divide entre R$ 900 milhões de dívida nova e outros R$ 900 milhões destinados a uma renegociação de empréstimo detido anteriormente por um banco privado.



Ao todo, a Prumo contratou com o BNDES R$ 2,3 bilhões de empréstimo-ponte com garantia dos bancos Bradesco e Santander. Além disso, emitiu R$ 750 milhões em debêntures, distribuídas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros R$ 2 bilhões são capital próprio (chamado de "equity"). Segundo a Prumo, o montante de empréstimos se justifica pelo porto ser "um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em execução no país atualmente".

O novo empréstimo do BNDES vem após mudança de controle. Antes, a empresa era comandada pelo empresário Eike Batista, cujo conglomerado (o EBX) recebeu vários empréstimos do banco de fomento nos últimos anos - o que chegou a ser alvo de críticas do mercado. Hoje, o grupo americano EIG controla a Prumo (com 52% do capital) e Batista tem uma fatia minoritária de 11,6% da companhia.

A expectativa da Prumo é que os investimentos sejam terminados em maio de 2015, mas a operação já está ocorrendo com autorizações pontuais. "Esperamos, dentro de algumas semanas, obter todas as autorizações necessárias para o início da operação", diz nota enviada pela assessoria de imprensa da Prumo. Nove empresas já assinaram contrato para instalação no Açu - entre elas, Anglo American, BP e GE.

Além da Prumo, outros exemplos contribuem para a força da infraestrutura na carteira do BNDES. Dos 15 maiores contratos do banco no ano (a análise se baseia no relatório mais recente disponível, sobre o primeiro trimestre), nove estão relacionados ao setor. Entre os responsáveis por influenciar os números, estão as recentes concessões em logística.

O segundo colocado no ranking do BNDES é o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Foram dois contratos que somam R$ 1,5 bilhão. Outra concessionária, a do aeroporto de Brasília, obteve quase R$ 800 milhões para as obras de expansão. Ainda foram contempladas a concessionária da BR-101 no Espírito Santo e parte da Bahia (controlada pela EcoRodovias), que conseguiu R$ 267 milhões, e a concessionária de ferrovias MRS Logística (com R$ 114 milhões).

O peso maior da infraestrutura na carteira do banco no começo deste ano é uma tendência iniciada há cerca de três anos. Em 2010, por exemplo, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos, contra 31% da infraestrutura. Neste ano (dados até abril, os mais recentes), o cenário está invertido: a infraestrutura tem 37% de participação nos desembolsos, enquanto a indústria, 26%.

Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, vê como um movimento natural o fato de a infraestrutura ocupar mais espaço no cenário do banco - o que pode ser explicado também por uma baixa demanda de crédito da indústria. "A indústria está indo mal e o setor de comercio e serviços também não está 'bombando'. O que está acontecendo de maneira mais significativa são as obras de infraestrutura, impulsionada também por conta da Copa", diz.

Apesar de ainda haver crescimento de desembolso neste ano em relação a um ano antes, a preocupação do mercado com a falta de fôlego do banco continua. "Eu sou um pouco cético no ritmo de o banco sustentar esse desembolso. A grande questão é se é sustentável. Acho que o problema maior será em 2015, por causa do progressivo deterioração da situação fiscal do país", diz Frischtak. O economista se refere à preocupação sobre as contas públicas do país, já que o Tesouro Nacional tem feito repasses ao BNDES para garantir a liquidez da instituição.

Recentemente, foram mais R$ 30 bilhões repassados. Segundo Claudio Leal, superintendente de planejamento do BNDES, o montante foi "fundamental" para dar tranquilidade ao banco frente aos investimentos.

Leal afirma que é um desafio o volume de investimentos exigido pelas obras de infraestrutura no país, impulsionado pelas concessões. "É um desafio inclusive para o país. É preciso mecanismos alternativos e o desenvolvimento do mercado de capitais", diz.

Apesar de haver prioridade ao setor de infraestrutura, Leal esclarece que essa política se refere a melhores condições de apoio, como em maiores níveis de participação no financiamento, mais prazo e menos custos. "Jamais haveria uma opção do banco de reduzir empréstimo para a indústria, que é algo tão importante", diz.

Para Leal, a redução dos desembolsos para indústria reflete o momento econômico da atividade privada. "Os projetos de infraestrutura são definidos muito pelo calendário de licitações. Então o ritmo parte de definições regulatórias, ao contrário da definição privada da indústria de investir."
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/07/2014

DILMA AFIRMA QUE BRASIL TERÁ NOVA FASE DE CRESCIMENTO, A DESPEITO DO CENÁRIO MUNDIAL
Publicado em 07/15/2014 as 11:18 AM

Em entrevista à TV Al Jazeera, que foi ontem ao ar, a presidente Dilma Rousseff apontou sua fórmula para retomar o crescimento da economia brasileira. No pacote de entrevistas agendadas para turbinar a imagem positiva do Brasil como sede da Copa do Mundo, Dilma falou à emissora árabe por mais de 20 minutos sobre economia, a cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU e explicou por que merece ser reeleita: faz parte de um projeto que "transformou o Brasil".

A presidente disse que merece ser reeleita. "O povo brasileiro deve me dar a oportunidade de um novo período de governo porque fazemos parte de um projeto que transformou o Brasil", justificou. Dilma relatou que, em 2002, o Brasil tinha 54% de pobres e miseráveis. E hoje 75% da população vive nas classes A, B e C. "Nós transformamos a vida dessas pessoas", afirmou, ressaltando que isso ocorreu em plena democracia, "com os direitos de expressão, manifestação e divergência". Segundo Dilma, a "opção é simples" porque "quem fez sabe continuar fazendo, e quem - quando pode - não fez, não sabe fazer", disparou.

Dilma atribuiu o baixo crescimento da economia brasileira à crise financeira mundial. Segundo ela, os países desenvolvidos sofreram os seus impactos primeiro, a partir de 2008, mas somente a partir de 2011 ela atingiu os emergentes. "Ela fica mais séria agora", justificou.

Contudo, Dilma sustenta que o Brasil vai entrar em uma nova era de desenvolvimento. "Estamos numa fase de baixa do ciclo econômico, mas vamos entrar em outra fase e temos de nos preparar", afirmou. "Se não surgir [a nova fase de crescimento] pro resto do mundo, eu te asseguro que vai surgir para o Brasil", reforçou.

Para que o Brasil ingresse nesse novo ciclo, segundo a presidente, são necessárias quatro ações. Primeiro de tudo, investir em infraestrutura, como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O segundo requisito é mais educação para que os milhões de brasileiros que ingressaram na classe média não voltem para a pobreza.

Em terceiro, Dilma diz que é preciso dar um "salto de produtividade", eliminando a burocracia, para garantir um Estado mais "amigável para empresários, empreendedores e trabalhadores". Em quarto, cita investimentos em inovação e aponta o programa Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudo no exterior, como uma das medidas nesse sentido.

Sobre o banco de desenvolvimento dos Brics, Dilma confirmou que ele será concretizado porque "faz parte da consciência desses países" a necessidade de uma instituição para financiar projetos de infraestrutura, inclusive social. "É o que está previamente acordado", ressaltou. Ela apontou o banco como uma das grandes iniciativas dos blocos regionais, porque o "mundo multipolar" precisa ter diferentes estruturas e saber conviver com elas.

Questionada sobre a posição do Brasil diante do confronto entre Palestina e Israel, Dilma defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU como um instrumento de busca da paz. Segundo a presidente, é chegada a hora da comunidade internacional ter uma posição "mais enfática, mais forte" que propicie a abertura do diálogo.

"Nós estamos dispostos a participar de qualquer tentativa de conciliação, inclusive, neste momento fica visível a necessidade de se reformar o Conselho de Segurança da ONU", afirmou.

Por fim, sobre a espionagem americana, Dilma explicou que não basta um pedido de desculpas dos Estados Unidos, porque só teria sentido se viesse junto com as diretrizes da conduta futura. Ela reiterou que não atribui exclusivamente ao governo Barack Obama a prática da espionagem, e sim a uma estrutura preexistente.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/07/2014

NO PALÁCIO
Publicado em 07/15/2014 as 11:18 AM

Após ser recebido no Planalto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a presidente Dilma Rousseff assinaram um plano de ação para aumentar o comércio bilateral entre os dois países. Dilma disse que o Brasil quer investimentos russos nos setores de petróleo, portos e ferrovias.
Fonte : Valor Econômico
Data : 15/07/2014

NEGOCIAÇÃO ENGESSADA – ACORDO ENTRE MERCOSUL E EU FICA PARA 2015
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

FORTALEZA - Em encontro no Palácio da Alvorada no dia 15 de junho, a chanceler alemã Angela
Merkel disse à presidente Dilma Rousseff, de acordo com integrantes do governo brasileiro, que não tem como levar adiante nesse momento as negociações para um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

A justificativa de Merkel foi a vitória dos conservadores nas eleições para o Parlamento Europeu, em maio. Na França, a Frente Nacional de Marine Le Pen, de extrema direita, teve mais de 25% dos votos e se tornou a maior força do país naquele colegiado.

— Ela (Merkel) não vai conseguir politicamente. Não passa. Tem que passar pela França — disse Dilma a integrantes do governo.

Com isso, a zona de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, se de fato se concretizar, só sairá do papel no ano que vem, na melhor das hipóteses. Além da questão da troca de comissários europeus, haverá eleições presidenciais no Brasil, o que também pesa no adiamento. Para se ter uma ideia do novo engessamento do processo negociador, até mesmo a troca de ofertas entre os dois blocos, prevista para acontecer antes da Copa, não ocorreu. (Fernanda Krakovics, Eliane Oliveira, Lucianne Carneiro)
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

BRASIL E RÚSSIA TENTARÃO ELEVAR NÍVEL DE COMÉRCIO
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

Dilma e Putin assinam plano para setores de energia, inovação, tecnologia e agronegócio

Portas fechadas. Vladimir Putin e Dilma Rousseff falam à imprensa após encontro de quase duas horas, na qual discutiram negócios bilaterais e a criação do banco dos Brics

BRASÍLIA- A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem uma atuação coordenada entre Brasil e Rússia em organismos internacionais — sobretudo os econômicos, como o Fundo Monetário Internacinal (FMI) — após reunião bilateral com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo Dilma, os dois países discutiram a perspectiva de conclusão de acordos para a criação de um banco de desenvolvimento e um fundo de reservas emergenciais na VI Cúpula do Brics, que começou ontem em Fortaleza.

— Reiteramos ser essencial a atuação coordenada de nossos países na agenda do G-20: crescer e dar prosperidade a nossos povos. O mesmo ocorre no que tange à ação ativa de Brasil e Rússia em todas as instituições internacionais, em especial nas econômicas, única maneira de tornar, por exemplo, o FMI um mecanismo realmente multilateral e democrático — afirmou.

Rússia e Brasil assinaram oito acordos, entre os quais um plano para elevar o patamar de comércio bilateral, focado em áreas como agronegócio, energia, inovação e alta tecnologia, aeronáutica, indústria farmacêutica e turismo. Dilma e Putin concordaram em aumentar os negócios para chegar a US$ 10 bilhões anuais — em 2013, ficou em US$ 5,65 bilhões. Nos últimosdez anos, o comércio bilateral mais do que dobrou, lembrou Dilma.

BUSCA DE AUTONOMIA TECNOLÓGICA
Por sua vez, o russo disse que o Brasil é seu maior parceiro econômico na América Latina e que seu país tem interesse em desenvolver com os brasileiros projetos nas áreas de energia, produção de máquinas e equipamentos, farmacêutica, informática, construção de aviões e espacial. E ressaltou que seu governo criará “condições confortáveis para companhias brasileiras na Rússia”.

Ao celebrar as parcerias firmadas, como a aquisição de unidades do sistema russo de defesa antiaérea, Dilma disse que os dois países têm que buscar a autonomia científica e tecnológica.

— Nossos países estão entre os maiores do mundo e não podem se contentar, em pleno século XXI, com dependências de qualquer espécie. Os acontecimentos recentes demonstram ser essencial que busquemos, nós mesmos, nossa autonomia científica e tecnológica — disse Dilma à imprensa após o encontro reservado, de quase duas horas.

Putin foi recebido pela presidente e pelo chanceler Luiz Figueiredo na rampa do Palácio do Planalto, com honras de Estado. Ele passou a tropa brasileira em revista e, ao lado de Dilma, ouviu 21 tiros de canhão.

APROXIMAÇÃO PELO ESPORTE
Dilma cumprimentou o russo pela realização das Olimpíadas de Inverno, no início deste ano, e disse que a área esportiva será um tema de parceria, já que a próxima Copa do Mundo será na Rússia, em 2018, e em 2016 o Rio será a sede dos Jogos Olímpicos. Ela frisou que “na atual ordem multipolar, é necessário adotar resoluções pacíficas para os conflitos” e elogiou a postura da Rússia nas questões da Síria e do Oriente Médio.

Mais tarde, depois de almoçarem no Palácio do Itamaraty, Dilma destacou a empatia entre russos e brasileiros.

— Essa maior aproximação não é um fato circunstancial, mas é um imperativo no mundo multipolar. Nós somos países de extensos territórios e grandes populações. Somos detentores de substantivos recursos energéticos e minerais. Somos reconhecidos por nossa atuação autônoma no plano internacional em favor de um mundo mais justo, mais próspero e pacífico — disse Dilma, sem mencionar a crise na Crimeia.

Ela afirmou que, embora a Rússia se localize no extremo norte do planeta, considera-a enquadrada no eixo sul:

— Nessa conjuntura, nesse mundo complexo, nós brasileiros temos o seu país, presidente Putin, como geopoliticamente integrado ao sul do mundo. Vemos que esse sul reivindica a sua identidade e assina um mundo de paz, desenvolvimento e justiça social.

Dilma agradeceu a presença de Putin na Copa — ele assistiu à final — e no encontro do Brics. E
comemorou o fato de a Rússia suceder o Brasil como sede dos dois eventos. Putin disse que o Brasil elevou o nível da organização da Copa e que a Rússia terá de se esforçar para manter o patamar. E destacou o ardor da presidente ao falar de seus planos para o desenvolvimento do país:

— Neste ambiente informal, a presidente falou com tanto amor do seu país, Brasil, e com tanta paixão dos planos que deseja seguir desenvolvendo no Brasil, que não tenho dúvida alguma de que os planos todos serão realizados.
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

ENCONTRO DE EMERGENTES - _ DÚVIDAS NO BANCO DO BRICS
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

Países ainda não definiram quem ficará com sede nem com presidência da instituição
ELIANE OLIVEIRA, LUCIANNE CARNEIRO
E FERNANDA KRAKOVICS
Enviadas especiais
economia@oglobo.com.br

FORTALEZA- Na reta final para a criação do banco de desenvolvimento do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais dos cinco países não conseguiram, ontem, chegar a um acordo sobre onde será a sede da instituição e que país assumirá a primeira presidência do banco de desenvolvimento, que a partir de 2016 vai financiar projetos de infraestrutura de nações emergentes. A decisão terá de ser tomada hoje, durante a reunião de cúpula dos líderes do Brics na capital cearense.

— Não há nada definido. Muita gente quer — disse ao GLOBO Guido Mantega, ministro da Fazenda.

Até o último domingo, estava praticamente certo que Xangai, na China, sediaria o banco, e o Brasil seria o presidente. Porém, divergências marcaram os debates, na véspera da reunião de chefes de Estado do Brics, hoje. Índia, Rússia e África do Sul, que também se candidatam à sede, passaram a reivindicar a presidência da instituição caso percam a disputa para a China.

Apesar das dificuldades para se chegar a um acordo, a presidente Dilma Rousseff preparou um discurso citando o banco de desenvolvimento do Brics como um dos principais resultados do encontro de cúpula. Segundo uma fonte ligada ao Palácio do Planalto, Dilma dirá que a instituição é uma resposta às necessidades dos países emergentes, que continuam duplamente prejudicados pela falta de reformas em organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional, e a lenta recuperação das economias dos países desenvolvidos.

— Há uma preocupação com o lento processo de recuperação econômica, que continua a prejudicar os investimentos e o fluxo de comércio. As incertezas relacionadas ao crescimento e as respostas dos países desenvolvidos podem levar ao aumento da volatilidade dos mercados financeiros — disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e ComércioExterior, Mauro Borges.

DEMOCRACIA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO: FORA

Junto com o banco, que terá um capital inicial de US$ 50 bilhões para financiar projetos do Brics e de outros emergentes, será criado o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), com cerca de US$ 100 bilhões, que poderão ser usados em caso de problemas nos balanços de pagamentos dos cinco países.

Os líderes do Brics assinarão, hoje, um documento com 50 artigos, a Declaração de Fortaleza. Nele, além do banco e do ACR, serão firmados dois acordos de cooperação entre as agências de garantias de crédito à exportação e os bancos de fomento, o que inclui o BNDES. Como nas últimas reuniões de cúpula, a declaração não incluirá os termos “democracia” e “liberdade de expressão”. Haverá uma pequena evolução em direitos humanos, com uma lembrança de que os cinco países fazem parte do conselho que trata do assunto nas Nações Unidas.

— Esses princípios (democracia e liberdade de expressão) já são incorporados solidamente em nossa filosofia de vida. São valores que têm de ser perpetuados. Não devemos abrir mão de nossas posições, e cada um do Brics age como achar que deve agir — disse Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Gestão da Presidência da República.

A discussão sobre democracia ontem acabou virando uma gafe do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade. Perguntado sobre uma possível entrada da Argentina no Brics, disse que o país não se encaixava no conceito do bloco, que inclui não apenas crescimento econômico, mas segurança jurídica e democracia. Mais tarde, perguntado novamente sobre a participação da Argentina no bloco, por um jornalista daquele país, ele voltou atrás:

— Não falei que falta democracia nem segurança jurídica. A Argentina é um grande parceiro do Brasil e da indústria brasileira.

Em comunicado conjunto, os ministros de Comércio do Brics ressaltaram a preocupação com a situação econômica global e com a reação dos países desenvolvidos. O texto destaca ainda que o bloco busca o cumprimento de objetivos e prazos estabelecidos na Conferência de Bali (dezembro), a fim de retomar as negociações da Rodada de Doha, de liberalização do comércio global.

Artigo: Pode o Brasil sair da derrota na Copa para uma vitória no Brics?
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

COLUNA - MAURO LAVIOLA - MERCOSUL ÀS TRAÇAS
Publicado em 07/15/2014 as 11:17 AM

Para consolidar uma união aduaneira, teria sido necessário empreender a harmonização de políticas macroeconômicas e fiscais, algo jamais levado a sério

Engana-se quem supõe ser a atual crise do Mercosul unicamente fruto da suspensão do Paraguai em julho de 2012 na reunião de cúpula de Mendoza, com a consequente oficialização da Venezuela como membro pleno do bloco. Esse episódio simplesmente agravou, talvez inexoravelmente, os desacertos operacionais e institucionais que vêm se acumulando nos últimos 12 anos.

O advento do Protocolo de Ouro Preto, em dezembro de 1994, estabelecendo o marco inicial de estruturação da união aduaneira, foi concebido numa ordem anacrônica. De início negligenciou as flagrantes assimetrias existentes entre os quatro países que, mais tarde, viriam tornar inviável qualquer projeto de coordenação macroeconômica, condição imprescindível para o avanço do processo de plena integração sub-regional. Dos objetivos traçados naquele marco, logrou-se obter a estruturação da tarifa externa comum que atualmente está sensivelmente perfurada. Praticamente todos os demais compromissos para sedimentar a formação de uma união aduaneira foram rigorosamente descumpridos. Mais tarde, aprovou-se a Decisão CMC 32/2000, hoje considerada uma camisa de força bloqueando o Brasil no esforço para alcançar novos mercados comercialmente mais importantes.

Para consolidar uma união aduaneira, teria sido necessário empreender a harmonização de políticas macroeconômicas e fiscais, algo jamais levado a sério. A sistemática adotada para viabilizar projeto de tal envergadura pautou-se pelo exercício da intergovernabilidade, mediante decisões tomadas por consenso na presunção de que cada país teria o mesmo grau de responsabilidade e capacidade de honrar os compromissos assumidos. O resultado é que o Mercosul apresenta, atualmente, um inimaginável índice em torno de 50% de inadimplência na internalização dos atos comunitários nos respectivos ordenamentos jurídicos.

A década passada foi marcada por inúteis tentativas de “relançamento do Mercosul”, num ambiente de crises internacionais que intensificaram a adoção de políticas nacionais autárquicas, invalidando qualquer esforço coletivo. Nos três últimos anos as transações bilaterais entre Brasil e Argentina sofreram importantes baixas e se arrastam num emaranhado de medidas administrativas e cambiais adotadas por aquele país. Os sérios obstáculos que o governo argentino vem enfrentando na Justiça americana para saldar seu débito externo tendem a agravar o quadro recessivo do país e travar ainda mais seu comércio exterior.

No campo político, a Venezuela, além de não avançar nos compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul firmado em 2006, enfrenta séria crise econômica e política que arranha os compromissos democráticos que ela mesma invocou para influir na punição do Paraguai. Para engrossar o caldo, a Bolívia deverá ingressar oficialmente como o sexto integrante do bloco.

Permanece a dúvida de que qualquer decisão institucional e operacional adotada pelo bloco, a partir de julho de 2012, não tem validade jurídica em obediência ao Artigo 37 do Protocolo de Ouro Preto que reza: “As decisões dos órgãos do Mercosul serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados Partes.” Nada mais peremptório, o que, aparentemente, retarda por mais de um ano a reunião de cúpula e a assunção de nova presidência pro tempore.

Lamentavelmente as traças estão preparando uma linda festa e os barrados no baile serão os setores privados.

Mauro Laviola é vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

COLUNA - RICARDO GUERRA - ECONOMIA À MÃO
Publicado em 07/15/2014 as 11:16 AM

Transações bancárias via canais digitais já ocorrem em maior escala que as tradicionais

O cenário hoje é de proporcionar aos clientes em todos os setores, e em especial no setor financeiro, experiências nos dispositivos móveis que realmente façam sentido para facilitar as suas vidas. Esse contato via canais digitais deve ser amigável, não invasivo e com extrema inteligência e conveniência. O mercado já fornece diversas ferramentas e iniciativas que auxiliam na busca desse equilíbrio.

Neste contexto, ganham pontos positivos e imensuráveis junto ao consumidor as companhias que conseguem identificar as tendências de mercado, aplicando-as ao cotidiano do seu negócio e tendo o cliente como foco. Pouco adianta inovações que não vão chegar ao usuário final na prática cotidiana. Foco na inovação e inovação com foco são os caminhos a serem percorridos nessa estrada.

Um estudo feito pela consultoria Nielsen revela que os americanos já gastam 67% de seu tempo utilizando aplicativos em smartphones ou tablets. Outro levantamento, de autoria da empresa de pesquisa de mercado Flurry Analytics, indica que o uso de aplicativos cresceu 115% em 2013, puxado principalmente pelos aplicativos de mensagem. A segunda categoria que mais ampliou a base de usuários conectados, segundo esse mesmo estudo, foi a de plataformas de utilidade e produtividade, com 150% de alta.

Nessa categoria estão soluções que auxiliam as pessoas em suas atividades profissionais como, por exemplo, processadores de textos e tradutores. E, dentro dos apps de utilidade, alguns dos mais utilizados são aqueles desenvolvidos para os bancos de varejo.

No Brasil, as transações realizadas pelos clientes de bancos via canais digitais — incluindo internet e o chamado mobile banking — já ocorrem em maior escala do que pelos canais tradicionais, como agências, telefone e caixas eletrônicos. Este canal é utilizado para consultas a extratos e saldos, pagamentos, transferências, contratação de crédito e comunicação com gerentes e consultores das instituições financeiras. Em vez de se deslocar para uma agência bancária, por exemplo, o cliente hoje pode usar o celular para realizar um pagamento com a mesma facilidade de se tirar uma foto com o seu aparelho, em poucos segundos, na palma da mão.

De acordo com dados de 2013 da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as operações feitas nesses canais já representam 39% do total, sendo hoje o canal preferido pelos clientes bancários. O mobile banking representa algo em torno de 2,5%, segundo a Febraban, mas o crescimento desse canal tem sido em ritmo acelerado, com o usuário dos dispositivos móveis realizando em média três operações a mais do que os clientes em geral.

As empresas que souberem trabalhar esse conceito estarão na frente da concorrência e vão usufruir melhor das infinitas possibilidades de interação e oportunidades de negócios. Ao facilitar a vida dos usuários, naturalmente terão um reforço a mais em sua reputação e no grau de satisfação dos clientes.

Ricardo Guerra é diretor de canais de atendimento do Itaú Unibanco
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

PETROBRAS FEZ ADIANTAMENTO DE US$ 30 MILHÕES POR COMPRA DE PASADENA
Publicado em 07/15/2014 as 11:15 AM

TCU questiona pagamento antes da compra da refinaria e sem previsão de reembolso
POR EDUARDO BRESCIANI E VINICIUS SASSINE

Refinaria Pasadena, da Petrobras: Petrobras teria adiantado US$ 30 bilhões à empresa belga Astra Oil antes de concluir as negociações da compra Foto: Divulgação/ Agência Petrobras / Arquivo



BRASÍLIA — A Petrobras adiantou US$ 30 milhões à empresa belga Astra Oil antes de concluir as negociações da compra da primeira metade da refinaria de Pasadena, no Texas. Foram pagos US$ 10 milhões em maio de 2006 e US$ 20 milhões no primeiro dia do mês seguinte. Autorizado em fevereiro de 2006 pelo Conselho de Administração da Petrobras, presidido então por Dilma Rousseff, o negócio só foi oficializado em setembro daquele ano. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) questiona a antecipação de recursos e destaca que eles eram “não reembolsáveis”, caso o acordo fracassasse. No ano anterior, a Astra tinha adquirido a refinaria toda por US$ 42,5 milhões.

Os adiantamentos constam de documentos internos da Petrobras obtidos pelo GLOBO e de relatórios do TCU sobre a compra da refinaria. A justificativa é de que a negociação inicial previa a aquisição de 70% de Pasadena, mas o acordo acabou sendo fechado com a compra de 50%. Com isso, houve demora na preparação da documentação contratual, e a Petrobras estava obrigada pelo acordo anterior a antecipar os recursos para a futura sócia.

Segundo os documentos da Petrobras, o adiantamento de US$ 30 milhões foi descontado dos U$$ 360 milhões pagos pela compra da primeira metade da refinaria. A estatal, no entanto, pagou mais do que o valor anunciado porque “ajustes contratuais” consumiram US$ 71 milhões. A parceria com a Astra foi de curta duração e, após uma briga judicial iniciada em 2008, na qual a Petrobras sofreu seguidas derrotas, foi fechado um acordo para o pagamento de outros US$ 820 milhões. Com isso, o valor total pago por Pasadena foi de US$ 1,251 bilhão.

AUDITOR QUESTIONA CONTABILIDADE

Relatório do auditor do TCU Alberto Henriques de Araújo Pereira, de 4 de junho deste ano, questiona o adiantamento. Ele levanta dúvidas inclusive sobre se os US$ 30 milhões foram mesmo descontados no fechamento do negócio porque uma das memórias de cálculo enviadas pela estatal ao tribunal não trazia essa informação. Ele observou que mesmo o desconto deveria ter levado em conta a correção monetária, uma vez que os adiantamentos ocorreram até quatro meses antes da conclusão. Pereira ressaltou ainda que, como a Astra era a dona da companhia de forma solitária até setembro de 2006, a empresa belga pode ter incluído os recursos na contabilidade da refinaria e ter cobrado o valor da Petrobras nos ajustes finais do negócio.

“Há, igualmente, o risco de o montante dos adiantamentos ter sido indevidamente considerado pela Astra como sua parcela de despesas não-amortizadas de capital, uma vez que, em maio de 2006, a Astra ainda era a única proprietária e geria sozinha a refinaria”, ressaltou o auditor.

Procurada pelo GLOBO, a Petrobras disse que não se manifestaria sobre o adiamento. “A Petrobras informa que vem colaborando com todos os órgãos públicos (CGU, TCU, Ministério Público, entre outros), fornecendo informações sobre o processo de compra da refinaria, a fim de contribuir com as respectivas apurações. De modo a preservar o desenvolvimento dos trabalhos externos de apuração, a Petrobras não comentará o assunto”, registrou a assessoria da estatal.

A compra da refinaria de Pasadena já provocou um prejuízo contábil admitido pela Petrobras de US$ 530 milhões. Investigações em curso do TCU, porém, sugerem que os responsáveis pelos negócios devem ressarcir um valor ainda maior. O auditor Pereira sugeriu em seu relatório final que devem ser devolvidos US$ 873,1 milhões. Relatório mais recente, assinado pelo diretor Bruno Lima Caldeira, estima o montante em US$ 620,1 milhões.

Os dois técnicos têm visão divergente também sobre a responsabilidade pelo prejuízo. Pereira defende que os integrantes do conselho de administração, entre eles a presidente Dilma Rousseff, devem ser chamados a uma audiência pública para dar explicações sobre o caso. Caldeira, por sua vez, entende não haver como responsabilizar os conselheiros. Na sua visão, devem ser citados para explicar os prejuízos o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, preso desde julho, além de outros diretores e gerentes da estatal.
Fonte : O Globo
Data : 15/07/2014

MERCADO - PETROBRAS BUSCA SOLUÇÃO PARA MANTER CONTRATO MILIONÁRIO NO RS
Publicado em 07/15/2014 as 11:15 AM

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reuniu-se nesta segunda-feira (14) com o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), para reforçar o interesse da estatal em manter a construção de equipamentos para plataformas do pré-sal no Estado, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik.

A construção dos equipamentos no polo naval é de responsabilidade da Iesa Óleo e Gás, que corre o risco de perder o contrato com a petroleira devido a problemas financeiros e atrasos na entrega dos materiais contratados.

A Iesa venceu licitação de US$ 720 milhões com a Petrobras para a construção de 24 módulos de compressão de gás para seis plataformas do pré-sal. O contrato tem ainda a opção de fornecimento de mais oito módulos para outras plataformas, o que elevaria o valor do acordo para US$ 911 milhões.

A Iesa iniciou a construção do polo naval do Jacuí, na cidade Charqueadas, onde vários subfornecedores se instalaram para atender a empresa. Agora, o Estado teme que o contrato seja cancelado e o projeto se mova para outro Estado.

"A presidente Graça Foster reiterou a importância do projeto ficar no Estado", afirmou Knijnik, que participou do encontro com a executiva da Petrobras.

Uma das opções estudadas, segundo Knijnik, seria a formação de uma parceria entre a Iesa Óleo e Gás e a construtora Andrade Gutierrez.

Procurada, a Andrade Gutierrez confirmou as negociações.

"A Andrade Gutierrez informa que as negociações sobre a entrada da empresa no projeto do Polo Naval de Jacuí ainda estão em andamento, com a Petrobras e com a Iesa, mas que ainda não há uma definição sobre o assunto", informou em nota.

MÓDULOS

Embora o primeiro pacote com seis módulos tivesse previsão para ser entregue neste mês, o presidente Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luiz de Carvalho, afirmou à Reuters que não há nenhum pronto.

Carvalho, que não participou da reunião, destacou que há mais de mil trabalhadores envolvidos na obra dos módulos, e a retirada do projeto do Rio Grande do Sul prejudicaria o Estado.

Procurada para se posicionar sobre a reunião, a Petrobras afirmou que o encontro foi fechado e que não havia informações sobre a agenda de discussões.

Em relação ao contrato, a empresa reiterou que desde o ano passado tem se empenhado, junto à Iesa, na busca de alternativas para manter a execução do contrato, "com objetivo de contornar as dificuldades oriundas da crise financeira do Grupo Inepar, do qual a Iesa Óleo e Gás faz parte".

A estatal também destacou que estão sendo realizados esforços para manter a execução dos serviços no Rio Grande do Sul.

"Para tal, soluções de longo prazo estão sendo identificadas e analisadas, tendo como prioridade o atendimento aos prazos do projeto de construção das plataformas", afirmou em nota.

A Iesa não foi encontrada para comentar a informação.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 15/07/2014

PODER - MUNDIAL CHEGA AO FIM COM 23 OBRAS INACABADASANDRÉ MONTEIRO
Publicado em 07/15/2014 as 11:15 AM

A Copa deixa como herança 23 obras que deveriam ter sido entregues entre 2011 e junho de 2014, mas que não ficaram prontas a tempo.

A maioria, dez intervenções, não tem prazo de entrega. Outras três estão prometidas para 2016, ano da Olimpíada no Rio. Segundo Estados e prefeituras, das dez obras restantes, cinco devem ser entregues até dezembro de 2014 e mais cinco em 2015.

As "sobras" da Copa consistem em obras nas áreas de mobilidade, aeroportos e portos, que ficaram pelo caminho por atrasos na licitação ou na execução, ou por questionamentos na Justiça.

Todas elas estão ou estiveram na matriz de responsabilidades, documento no qual os governos listaram o que fariam para a Copa.



Alexandre Rezende/Folhapress        
Obras no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais



As 23 ações tiveram custo inicial de R$ 8,8 bilhões; o preço atual está em R$ 11 bilhões, 25% a mais.

Será concluída em 2016, por exemplo, a ampliação do terminal de passageiros do aeroporto de São José dos Pinhais, que atende Curitiba.

A obra ficaria pronta em 2013, mas atrasou. Responsável por gerir o aeroporto, a Infraero então dividiu as ações em duas: para a Copa, reformou, modernizou e instalou pontes de embarque, por entender que o aeroporto dava conta do movimento.

A partir de agora, se dará a ampliação de fato, que elevará a capacidade do terminal de 8,5 milhões para 14,8 milhões de passageiros por ano.

Fracionar as obras em duas etapas –Copa e pós-Copa– foi estratégia do governo em outros sete aeroportos (Confins, Cuiabá, Fortaleza, Galeão, Manaus, Porto Alegre e Salvador), diante da constatação de que as obras não acabariam a tempo. A Infraero entende que todas as obras feitas atenderam à Copa.

Outra das ações que ficaram pelo caminho foi a Via 710, em Belo Horizonte, que deveria ter ficado pronta em 2012, o que não ocorreu.

Segundo a prefeitura, houve problemas com desapropriações e foi necessária a adequação de projetos. Uma nova licitação foi aberta, e as obras devem levar ao menos mais 18 meses.

As 23 intervenções por fazer integram 167 iniciativas que o governo se comprometeu a fazer desde 2010. Desse total, a maioria, 88 (53%), foi feita a tempo do Mundial.

O Ministério do Esporte afirma que todas as ações "fundamentais para a realização" da Copa no país "ficaram prontas a tempo" e que as demais estão em execução e serão concluídas como obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento].
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 15/07/2014

CHINA E ÍNDIA DISCUTEM INSTALAÇÃO DE PETROLÍFERA E ACORDO ANTITERRORISMO
Publicado em 07/15/2014 as 11:14 AM

O primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, estiveram reunidos ontem, segunda-feira (14), em Fortaleza para discutir um acordo bilateral que envolve a parceria econômica entre os países e uma ação conjunta contra o terrorismo.

O encontro reservado entre os dois líderes aconteceu um dia antes da reunião entre os cinco chefes de estado que representam os países na sexta cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorre amanhã, terça-feira (15), na capital cearense.

Em entrevista coletiva, Modi revelou que, durante o encontro de 1 hora e 20 minutos com Xi Xiping, ele pediu que uma das gigantes petrolíferas da China passasse a investir na Índia.

"Ele ficou de estudar esta questão", disse o primeiro ministro indiano, que ressaltou ainda que historicamente nas relações comerciais entre os dois países a balança tem sido desfavorável aos indianos.

Foram tratados também formas de aumentar o turismo entre os dois países, além de parcerias de serviço, comércio e indústria.

Modi disse ainda que recebeu um convite do presidente da China para visitar Pequim em novembro, quando acontece o encontro dos países que compõem o bloco Asio-Pacífico, entre eles EUA, Japão, China e México.

Um dos últimos pontos tratados entre os dois líderes foi um plano conjunto para se precaver do terrorismo, sobretudo islâmico. As ações sem parceria não foram detalhadas.

Nos últimos anos, o governo chinês tem intensificado as ações contra o terrorismo após atentados ocorridos no interior do país, mais precisamente na província de Xinjiang. Segundo o governo, há grupos extremistas que reivindicam a independência deste território com apoio tático dado por países como Afeganistão e Paquistão.
Fonte: Folha de São Paulo/ANDRÉ UZÊDA DE FORTALEZA
Data : 15/07/2014

PETROBRAS E ESTATAL RUSSA ASSINAM ACORDO PARA ESCOAR GÁS DA AMAZÔNIA
Publicado em 07/15/2014 as 11:14 AM

A petroleira estatal russa Rosneft assinou acordo com a Petrobras para buscar maneiras de vender o gás natural disponível em regiões remotas da selva amazônica, disseram as companhias nesta segunda-feira (14).

As empresas não deram detalhes do acordo, e limitaram-se a dizer a que é um "protocolo de intenções".

A Rosneft detém 51% de participação em blocos de petróleo e gás na bacia do Solimões, a oeste de Manaus, no Amazonas, em parceria com a HRT, que possui os outros 49%.

Os blocos contêm reservas contingentes estimadas em 542 milhões de barris de óleo equivalente, sendo que 83% deste volume é de gás natural, segundo a HRT.

As reservas contingentes são formadas por petróleo e gás que foram descobertos mas não têm todos fatores que garantam sua viabilidade comercial.

As reservas estimadas atualmente são equivalentes ao volume de petróleo que os Estados Unidos utilizam em um mês.

O acordo entre Rosneft e Petrobras foi assinado durante a visita do presidente russo Vladimir Putin ao Brasil.

Dois anos atrás, a HRT e a Petrobras assinaram um memorando de entendimento para estudar as opções de venda de gás na Amazônia. Apesar do acordo e de vários estudos, nenhuma solução foi encontrada.

Explorar gás na Amazônia é difícil devido à distância até grandes centros consumidores e à complexidade da construção de gasodutos no meio da selva.

Entre a região do gás e Manaus, centro consumidor mais próximo, há cerca de 900 km de floresta densa.

O gasoduto mais próximo, da Petrobras, foi construído para que a estatal brasileira possa escoar seu próprio gás produzido na região.

"Precisamos vender o gás e a Petrobras tem um sistema de transporte ao qual se poderia ter acesso, e nós iremos discutir estas questões", disse a repórteres o presidente da Rosneft, Igor Sechin, durante a visita de Putin no Brasil.
Fonte: Folha de São Paulo\DA REUTERS
Data : 15/07/2014

EMPRESÁRIOS DO BRICS VÃO SUGERIR TROCA DIRETA DE MOEDA ENTRE PAÍSES DO BLOCO
Publicado em 07/15/2014 as 11:14 AM

Os empresários dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão apresentar, nesta terça-feira (15/7), na reunião de chefes de Estado do grupo, um documento com sugestões para aprimorar a economia do bloco.

Uma das propostas é permitir a troca direta de moedas entre os países, para facilitar e baratear os custos de transação. Segundo o presidente da sessão brasileira do Conselho Empresarial do Brics, Rubens De La Rosa, a transação deverá ser feita no âmbito do Banco de Desenvolvimento do Brics, que deve ter sua criação formalizada na reunião de amanhã.

“Isso vai permitir que, se eu tiver que fazer uma remessa à Índia, eu não tenha que converter [o valor] em dólares e depois em rupias, gerando custos de transação. Assim, teremos pequenas baixas que diminuirão o custo financeiro de operação. É uma medida simples e possível de ser feita no ambiente do banco”, explicou Rosa.

Para os empresários, a criação de um banco para o bloco irá acelerar o comércio, negócios e investimentos entre os países do Brics.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o banco será importante para todas as empresas dos cinco países, principalmente por permitir que investimentos entre eles tenham mecanismos de financiamento internacional com garantias dadas pelas matrizes das empresas. “É muito difícil para uma empresa fazer investimento lá fora simplesmente com seus próprios recursos. Então, esse mecanismo será fundamental para aumentar o número de empresas brasileiras com investimentos no exterior”, afirmou Andrade.

Os empresários vão sugerir também medidas para facilitar a emissão de vistos de negócios e a redução das barreiras não tarifárias, como restrições técnicas e fitossanitárias. “Hoje, as empresas brasileiras estão sujeitas a regras de agências reguladoras e, muitas vezes, os produtos importados não atendem às mesmas especificações, nem estão sujeitos às mesmas regras. O que queremos é que a empresa brasileira compita no mesmo ambiente, que os produtos importados tenham que atender às mesmas especificações dos produtos brasileiros”, ressaltou o presidente da CNI.

Na tarde de hoje, mais de 700 empresários dos países do bloco participaram do encontro organizado pela CNI, realizado paralelamente à 6ª Cúpula do Brics. Durante o evento, o Conselho Empresarial do Brics vai debater as expectativas econômicas e de integração do bloco. Para a noite de hoje, está prevista uma rodada de negócios, que deve reunir representantes de mais de 600 empresas dos cinco países e movimentar US$ 3,9 bilhões. Agência Brasil
Fonte : Jornal do Commercio – Rio de Janeiro
Data : 14/07/2014

REGULAMENTO DE EXPLORAÇÃO DOS PORTOS DO PARANÁ
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

O Regulamento de Exploração dos Portos de Paranaguá e Antonina estabelece regras básicas de funcionamento e que devem ser obedecidas por todos que exercem suas atividades no âmbito das instalações sob gestão direta da Autoridade Portuária.

As instalações de uso privativo e público sob gestão privada, além de todos os serviços, as atividades e as fainas ligadas à guarda e à movimentação de cargas do comércio marítimo devem obedecer as regras listadas no Regulamento.

O texto foi ratificado pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) dos portos e publicado em 17 de setembro de 1998, ainda regido pelo então Lei de Modernização dos Portos (8.630/1993), posteriormente substituído pela nova regulamentção (12.815/2013).
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

APPA APRESENTA REGULAMENTAÇÃO DA EMPRESA PÚBLICA À COMUNIDADE PORTUÁRIA
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) apresenta nesta quarta-feira (16) à comunidade portuária de Paranaguá detalhes sobre o decreto recém publicado que regulamenta a instituição da empresa pública que passará a gerir os portos paranaenses.

Participam da reunião operadores portuários, agentes de navegação, sindicatos, prefeitura, Câmara de Vereadores, além de representantes da Polícia e Receita Federal, Fiep e Faep.

A reunião é aberta para acompanhamento da imprensa. Após o encontro, o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, concederá entrevista coletiva sobre o tema.

Serviço
O que: Appa apresenta regulamentação da empresa pública à comunidade portuária e concede entrevista coletiva à imprensa

Quando: 16/07/14, às 9h30
Local: Auditório Emir Roth, na sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina

As informações são da Assessoria de Comunicação da Appa.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

PETROBRAS GARANTE SEQUÊNCIA DE ESTUDOS PARA O APROVEITAMENTO DO GÁS DA BACIA DO SOLIMÕES
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

O aproveitamento do gás disponível na Bacia do Solimões, na Região Amazônica do Brasil, está na pauta da Petrobras. A companhia assinou nesta segunda-feira (14) um protocolo de entendimentos com a estatal russa Rosneft e a HRT Petróleo para dar continuidade aos estudos que avaliam a viabilidade econômica que apontarão se a exploração será possível.

De acordo com comunicados emitidos pela Petrobras, os estudos terão foco em soluções voltadas para liquefação do gás ou geração de energia.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 15/07/2014

CPI EXAMINARÁ QUEBRA DE SIGILO DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS
Publicado em 07/15/2014 as 11:13 AM

A Agência Senado informa que a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa está entre os 395 requerimentos a serem analisados pelos parlamentares na próxima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que investiga denúncias de corrupção na estatal. O encontro está agendado para quarta-feira (16/7). É a terceira vez que a comissão de inquérito tenta votar a pauta, visto que em duas ocasiões anteriores não houve quórum.

Costa está preso preventivamente depois que a Operação Lava Jato da Polícia Federal concluiu que ele mantinha estreitos laços com o doleiro Alberto Yousseff num esquema de corrupção na companhia brasileira. A quebra de sigilo de dados do doleiro também está na pauta da comissão de inquérito.

O ex-funcionário da Petrobras já foi ouvido pela CPI da Petrobras do Senado. No depoimento aos senadores, ele negou as acusações, disse desconhecer o fato de Yousseff ser doleiro, mas admitiu ter feito um trabalho para ele, tendo recebido como pagamento um Land Rover blindado de R$ 300 mil.

Depoimentos
Também estão na pauta da reunião da CPI mista dezenas de pedidos para convocações e convites de testemunhas. Os parlamentares querem ouvir, por exemplo, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba, que aceitou denúncia do Ministério Público resultante da Operação Lava Jato, além de diretores da Petrobras que podem dar esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e a construção da Refinaria de Abreu e Lima. A CPI mista só ouviu duas pessoas até agora: o ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli e a atual presidente, Graça Foster.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

SECRETARIA DE PORTOS PROLONGA PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DOS PDZS DOS PORTOS ORGANIZADOS
Publicado em 07/15/2014 as 11:12 AM

O prazo para apresentação dos Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZs) dos portos organizados no Brasil foi prolongado nesta segunda-feira (14) por meio da Portaria SEP/PR 206, publicada no Diário Oficial da União. A mudança atende a um pleito das Autoridades Portuárias, que solicitaram mais tempo para discutir e elaborar seus respectivos PDZs em conformidade com os estudos de demanda estabelecidos nos planos mestres (master plans) definidos pela Secretaria de Portos.

14 portos, entre eles os dos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul, terão que apresentar o PDZ até 30 de novembro de 2014. Outros 23 portos, incluindo os de Santos, Suape, Pecém e Itajaí, têm estabelecido o prazo de 10 meses após a data de publicação do Plano Mestre no site da SEP. Clique aqui para ver a publicação no Diário Oficial.

Foto: Divulgação
Prazo maior para autoridades portuárias como a de Santos apresentarem o PDZ



A Portaria SEP/PR 206 altera o Anexo I da Portaria SEP/PR 03, de 07 de janeiro de 2014, que institucionalizou as diretrizes para elaboração e revisão dos instrumentos de planejamento do setor portuário que contemplam, além do PDZ, o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) e os respectivos planos mestres, além do Plano Geral de Outorgas.

Até a publicação da nova Lei dos Portos (12.815/2013), a Autoridade Portuária elaborava o planejamento do respectivo porto, contudo, sem garantir que esse planejamento estivesse integrado a uma programação nacional de investimentos. A partir do novo marco regulatório, coube à SEP a missão de elaborar o planejamento setorial em conformidade com as políticas e diretrizes de logística integrada, abrangendo tanto acessos portuários quanto infraestrutura e desenvolvimento urbano.
Com informações são da assessoria de comunicação da Secretaria de Portos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/07/2014

ARGENTINA COTADA PARA ENTRAR NO BRICS. MAS ELA CABE?
Publicado em 07/14/2014 as 12:06 PM

A Argentina poderá ser o mais novo membro dos Brics, a convite da China. A declaração de Li Baorong, representante de Pequim para a América Latina e Caribe, no início da semana, abriu a discussão se a Argentina possui calibre para acompanhar o ritmo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O economista em Assuntos Internacionais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Agostinho Paschalicchio, para se manter no Brics, o país latino terá de mudar sua política externa, pagar a dívida junto aos credores estrangeiros e retomar a confiança dos investidores internacionais. “O curioso é que a Argentina chegou a ser uma nação desenvolvida, mas que aos poucos foi perdendo seu grau de desenvolvimento.”

Agostinho destaca que os pontos fortes da Argentina são a qualificação da mão de obra e o parque industrial (plásticos e automóveis) instalado. “As commodities também são diferenciais”, considera.

Para o especialista, a dívida externa não está nos padrões convencionais. “Os organismos internacionais deviam ter adotado medidas de pagamento menos rígidas e não uma penalidade ao país”, critica.

Complicadores
Mesmo com os fatores favoráveis aos vizinhos brasileiros, não agrada sua postura comercial comercial. “A Argentina gera entraves comerciais para o Mercosul, por causa do excesso de protecionismo”, destaca o economista Ricardo Eleutério. Para ele, a instabilidade financeira do país, além do distanciamento comercial com países da Europa e com os Estados Unidos, seriam fatores nocivos à saúde do Brics.

Além de uma possível relação intempestiva com os membros, a chegada da Argentina seria uma maneira de a China exercer maior influência na política internacional. “Tudo se trata de jogo político”, diz o professor em Economia Internacional da PUC-SP, Antônio Carlos dos Santos. Para ele, a Argentina no Brics disputaria a hegemonia da América do Sul com o Brasil.

Novos emergentes
A entrada de outros países emergentes no Brics representaria um maior poder de comércio para o grupo. Os mais cotados são Brics são Austrália, México, Tailândia e Indonésia. Somados, o Produto Interno Bruto desses países juntos alcançam US$ 3,7 trilhões.

Um diplomata do Itamaraty ouvido pelo O POVO, informou não ter deliberações para entrada de novos membros no Brics.
Fonte: O povo (CE)
Data : 14/07/2014

LÍDERES DO BRICS REÚNEM-SE EM FORTALEZA PARA UM NOVO CICLO
Publicado em 07/14/2014 as 12:05 PM

Mesmo com taxas de crescimento inferiores em relação aos último anos, a expectativa de contribuição conjunta de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados Brics, à economia mundial ainda é grande. Especialmente porque, neste ano, embora sendo alvo de várias projeções pessimistas, o desempenho desses países deverá continuar acima do esperado para as economias avançadas. E é em meio a esse clima que Fortaleza recebe hoje e amanhã o encontro anual dessas nações, onde são aguardadas aproximadamente três mil pessoas. O peso da VI Cúpula do Brics, na Capital cearense, pode ser medido por seus participantes, já que todos os chefes de Estado, acompanhados de ministros, empresários e lideranças, participam do evento. De prestígio e força crescentes no mundo, esses países tornaram-se parte indispensável na resolução dos principais temas internacionais, sobretudo em um momento de continuidade da crise econômica na Zona do Euro e nos Estados Unidos.

Juntos, os cinco integrantes estendem-se por cerca de 26% da área terrestre do planeta e abrigam 46% da população mundial. Em matéria de crescimento econômico, encontram-se à frente do prognóstico de 2001 (África do Sul ainda não incluída): detém 18% do PIB mundial, ante à previsão original do Banco Goldman Sachs, de 14,2%.

Estima-se que, adicionando a África do Sul, hoje, eles respondam por cerca de 25% da economia global. Detentores de imensas riquezas naturais, a participação do Brics nas exportações mundiais, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), também é expressiva, mais do que dobrando entre 2001 e 2011, passando de 8% para 16%. Nesses onze anos, o volume total de exportações cresceu mais de 500%, comparado com o crescimento de cerca de 195% do montante global de vendas externas.

Temática

Tais dimensões certamente deverão se traduzir na temática oficial da Cúpula - Crescimento Inclusivo: Soluções Sustentáveis -, bem como dos encontros bilaterais. Nesse contexto, destaca-se o setor financeiro, que é uma nova frente de cooperação. Nesse campo, encontram-se em estágio avançado as negociações para o estabelecimento de um banco de desenvolvimento, voltado ao financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável no Brics e em outros países em desenvolvimento, o que deverá sair já no encontro deste ano.

Do mesmo modo, deverá ser concluído o acordo com vistas à formação do Arranjo Contingente de Reservas, fundo com montante inicial de US$ 100 bilhões, ao qual os países emergentes poderão recorrer em momentos de dificuldade de liquidez. Um dos objetivos é contribuir para a estabilidade financeira internacional, ao oferecer uma linha de defesa adicional.

Dessa forma, a Cúpula de Fortaleza marcará a abertura de um novo ciclo do Brics. O Brasil tenciona dar continuidade ao processo para que o grupo venha a auferir ganhos incrementais com base na cooperação já existente. A intenção de conferir em Fortaleza ênfase particular às dimensões de inclusão social e de desenvolvimento sustentável também dará visibilidade às políticas públicas implementadas por esses países e à contribuição do crescimento econômico do Brics na redução da pobreza.

Para o Brasil, a importância do grupo surge na medida em que reúne cinco parceiros estratégicos, com expressiva articulação em suas regiões e crescente participação na economia global. A partir da Cúpula realizada na Capital cearense, o País assumirá a presidência de turno do Brics e liderará a implementação do Plano de Ação a ser aprovado na ocasião. Para marcar a abertura dessa Cúpula, o Diário do Nordeste preparou este especial, para que se tenha uma ideia da dimensão econômica, política e social de cada país-membro do Brics, assim como do que deverá ser tratado nesses dias de evento.
Fonte:Diário do Nordeste (CE)\Anchieta Dantas Jr.
Data : 14/07/2014

CHINA DEVE SER A LÍDER GLOBAL EM CINCO ANOS
Publicado em 07/14/2014 as 12:05 PM

Mesmo diante de um quadro de desaceleração, iniciado a partir de 2012, quando o país cresceu "apenas" 7,8% sobre o ano anterior, a China ainda possui atualmente uma das economias que mais avançam no mundo. A média de crescimento econômico chinês, na última década, foi de quase 9%. Taxa superior, inclusive, à das maiores potências mundiais. O seu Produto Interno Bruto (PIB) atingiu, naquele ano, US$ 8,28 trilhões, o que a colocou na posição de segunda maior economia global, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Seu peso chega, assim, a cerca de 15% de toda a economia do Planeta.

Mas as perspectivas positivas não param por aí. Apesar de redução nas projeções de crescimento econômico neste ano, ainda assim as estimativas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas no fim de maio último, apontam que em cinco anos a China deverá superar o país de Obama, tornando-se, em 2019, a maior economia do mundo, quando seu PIB alcançará US$ 22,4 trilhões pela paridade do poder de compra - US$ 300 bilhões superior ao norte-americano.

Liderança

Cálculo da agência de notação Moody's, entretanto, também anunciado em maio passado, e que usa os mesmos critérios, é bem mais otimista, apontando que a liderança chinesa deverá ocorrer em prazo ainda mais curto, já até o fim de 2014. Para que isso acontecesse, nos últimos 30 anos, principalmente a partir dos anos 1990, a China migrou de um sistema de planejamento centralizado e, em grande parte, fechado ao comércio internacional, para uma economia mais orientada ao mercado, com um setor privado em acelerado crescimento, sistema por ela denominado de "economia de mercado socialista".

Tanto que hoje, o país é um importante parceiro comercial para muitas nações, inclusive dos demais integrantes do Brics. Ao mesmo tempo, é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima. Tornou-se membro da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001, e participa do bloco econômico Apec (Asian Pacific Economic Cooperation), junto com o Japão, a Austrália, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Chile e dentre outros países.

Destaques

Maior produtor mundial de alimentos - 500 milhões de suínos e 450 milhões de toneladas de grãos -, detém a produção global de milho e arroz; possui uma agricultura altamente mecanizada, elevou os investimentos na área de educação, principalmente técnica; assim como incrementou a aplicação de recursos financeiros em infraestrutura, com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos. Além do que, investiu fortemente nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo.

Abertura econômica

Com a abertura da economia para a entrada do capital internacional, muitas empresas multinacionais se instalaram em território chinês e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão-de-obra abundante e mercado consumidor amplo.

Tais condições tornaram-se possíveis dado o controle governamental sobre os salários e regras trabalhistas. Com estas medidas as empresas chinesas têm um custo reduzido com mão-de-obra, fazendo dos produtos chineses os mais baratos do mundo. Este fator explica, em parte, os altos índices de exportação registrado pelo país. (ADJ)

O que desafia o crescimento chinês

A desaceleração no ritmo de crescimento da economia da China, na avaliação do professor Carlo Patti, pesquisador do Brics Policy Center, poderá trazer turbulências tanto internas como externas. "As falhas do estado chinês começam a aparecer", afirma. Ameaçada por protestos cada vez mais frequentes, especialistas apontam que o país não quer ver repetida a tragédia da Praça da Paz Celestial, de 1989. Tampouco quer a experiência da Primavera Árabe reproduzida em Pequim.

Atender à demanda da nova classe média por melhor saúde e de educação e pela criação da previdência pública tornou-se outra peça essencial entre os atuais desafios governamentais. Até porque o país quer se tornar líder mundial de inovação até o ano de 2035. E, para atingir tais metas, um pacote de reformas com 60 tópicos foi anunciado em novembro de 2013, quase ao mesmo tempo em que o governo lançou uma campanha de combate à corrupção.

De acordo com seus líderes, a China precisa dar um salto para a produção de alta tecnologia. Terá de deixar os setores intensivos em mão de obra e ajustar a sua produção aos salários que começam a aumentar. Mais complicado, no entanto, será abrir o setor financeiro e a conta de capitais e flexibilizar a política de câmbio desvalorizado.

No âmbito externo, chama a atenção Patti, o menor ritmo de crescimento repercuti em escala mundial e não deixa de fora os demais integrantes do Brics, seus grandes parceiros comerciais. O fato é que, conforme os analistas de mercado, o mundo já se ajusta à decisão da China de desacelerar seu crescimento. Taxas superiores a 10% ao ano não se repetirão enquanto Pequim estiver empenhada em deslocar o eixo da expansão da economia do binômio investimento-exportação para o consumo.

Neste ano, o país crescerá 7,5%. A taxa deverá cair até 2019 para 6,5%, quando mesmo com o crescimento contido, a China deverá superar os Estados Unidos como maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, "ela enfrenta tensões com seus vizinhos, e, em paralelo, com os Estados Unidos, mais um desafio a superar", diz Patti. (ADJ)

Poluição e inflação pesam

Entretanto, apesar de a economia chinesa ser a segunda maior do mundo na atualidade, ficando atrás apenas dos EUA, e avanços terem sido registrados após as reformas adotadas e sua abertura ao exterior, o país segue enfrentando dificuldades como a má distribuição de renda e níveis elevados de poluição. Em relação à renda, seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita ainda é equivalente ao de um país em desenvolvimento, inclusive se comparado ao do Brasil. Estudiosos apontam também que grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente nas áreas rurais.

Embora 16,5 milhões de chineses tenham deixado de viver abaixo da linha de pobreza em 2013, quase 82,5milhões de pessoas permanecem nessa situação, conforme anunciou no início deste ano o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. No conjunto, os habitantes que vivem com menos de 2.300 yuan (280 euros) por ano correspondem agora a 6% da população.

Já o rendimento anual disponível per capita entre a população urbana (53,73% do país) cresceu 7% no ano passado em relação a 2012, para 26.955 yuan (3.200 euros), indicou a mesma fonte. Nas zonas rurais, a subida foi maior (9,3%), mas o rendimento continua muito aquém do que se ganha nas áreas urbanas: apenas 8.896 yuan (1.060 euros).

No entanto, apesar desses avanços, a China continua a assumir-se como país em desenvolvimento, com um PIB per capita de cerca de US$ 6 mil, pouco mais do que a metade do alcançado pelo Brasil (US$ 11,34 mil). Outro agravante para esse quadro, expõem os especialistas, são os baixos salários.
Fonte: Diário do Nordeste(CE)\ADJ
Data : 14/07/2014

PETROBRAS PERDE US$ 145 MILHÕES APÓS SAÍDA DE RONCADOR
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

Alegando riscos operacionais, a companhia desconectou em março a plataforma FPSO Brasil do campo de Roncador, na Bacia de Santos - o mais produtivo do país

Mesmo pressionada para ampliar a produção, a Petrobras paralisou a operação de uma plataforma sem adotar as medidas compensatórias exigidas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Alegando riscos operacionais, a companhia desconectou em março a plataforma FPSO Brasil do campo de Roncador, na Bacia de Santos - o mais produtivo do País. A medida contrariou resolução que previa a "substituição imediata" da unidade. Nos dois meses seguintes à parada, a produção diária em Roncador caiu 23 mil barris em relação à média do mesmo período de 2013, com perdas em receitas que podem chegar a US$ 145 milhões.

A resolução da ANP, aprovada pela diretoria no dia 19 de março, se baseou em relatório técnico feito em novembro. A análise previa a realização de vistoria na FPSO Brasil e a execução dos "reparos necessários" ou a troca "por uma unidade de produção equivalente". Para a agência, estava "clara a necessidade de mais do que as quatro plataformas previstas para o campo de Roncador".

A inspeção foi realizada em janeiro e durou 16 dias, com a unidade paralisada. O procedimento indicou que, para reverter os problemas e garantir "continuidade operacional no longo prazo", seria necessário executar "obras de grande porte incompatível com uma unidade em operação offshore". A Petrobras, então, concluiu que a obra era "inviável técnica e economicamente" e que seria preciso "dar início imediato ao projeto original de remanejamento dos poços".

No dia 31 de março, a plataforma foi completamente desmobilizada. Para evitar sanções, a Petrobras entrou com recurso contra a resolução original, alegando riscos à segurança. Em junho, em nova reunião da diretoria, a agência acatou o recurso sem definir punições à estatal.

Pela nova resolução, a Petrobras deverá apresentar uma alternativa para a retomada da produção somente em dezembro, com a revisão do plano de desenvolvimento de Roncador. O documento determina que a empresa assegure "um incremento adicional de produção de um volume equivalente à produção de uma plataforma da capacidade do FPSO Brasil em 10 anos". A ANP estima, no período, um volume entre 243 e 290 bilhões de barris.

Produção

A Petrobras nega que a parada da plataforma tenha afetado sua produção. Em nota, a companhia informou que a operação da plataforma no campo tinha "caráter provisório" e sua desmobilização "já constava na previsão de produção" e no contrato de afretamento.

Na última segunda-feira, a ANP divulgou balanço de produção do País em maio. Os números indicam que o desempenho da Petrobras em Roncador caiu 5% na média de abril e maio, em comparação com o mesmo período de 2013, quando a unidade FPSO Brasil ainda estava em produção.

A baixa representa um volume de 23 mil barris por dia na produção. Considerando o valor médio de US$ 105 para o barril de petróleo no período, as perdas de receitas da empresa chegariam a cerca de US$ 145 milhões nos dois meses após a parada da unidade.

O balanço de produção de junho ainda não foi contabilizado. Segundo a agência reguladora, a produção em Roncador foi de 271 mil barris por dia em dezembro, antes das paradas para manutenção e inspeção. Naquele mês, a FPSO Brasil bateu recorde de produção, com 37 mil barris de óleo extraídos de quatro poços produtores.

Desde então, a partir das paradas de manutenção e inspeção da plataforma, a produção da estatal é decrescente em Roncador, chegando a 234 mil barris de óleo produzidos por dia, em abril. O volume representa uma diferença de 37 mil barris por dia. A média normal de produção diária da plataforma desligada era de 30 mil barris.

A partir de maio, entretanto, a produção no campo voltou a subir retornando ao patamar de 249 mil barris extraídos diariamente. A melhora aconteceu após a entrada de uma nova plataforma, a P-62. A unidade já estava prevista no plano de negócios da companhia como adição à produção. A plataforma ainda está operando abaixo da capacidade máxima, com mais 14 poços a serem conectados até o final do ano.

Outra plataforma, a P-52, atingiu em maio recorde operacional, compensando parte das perdas. A unidade adicionou quatro mil barris à produção do campo de Roncador somente naquele mês. A embarcação é uma das unidades que receberá os poços produtores originalmente ligados à FPSO Brasil, juntamente com a plataforma P-54. Juntas, elas já operam em 27 poços perfurados no campo e vão receber pelo menos outros quatro.

Segundo a Petrobras, "as ações que viabilizam o retorno dos poços estão em andamento e a produção será retomada até dezembro".

Com a desmobilização, o navio plataforma FPSO Brasil foi devolvido à proprietária, a empresa holandesa SBM Offshore. A afretadora é citada em denúncias de corrupção e pagamento de propina a funcionários da estatal. Auditoria interna da Petrobras, entretanto, não identificou irregularidades. Ainda assim, a estatal suspendeu temporariamente a participação da empresa em novas concorrências.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)/AGÊNCIA ESTADO
Data : 14/07/2014

CHINA DEVE ANUNCIAR INVESTIMENTOS NO BRASIL
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

A China deve anunciar investimentos nos setores de transportes, energia e alimentos durante a passagem do presidente Xi Jinping ao Brasil nesta semana, por ocasião do encontro do Brics, em Fortaleza. Os investimentos em projetos de infraestrutura, que podem incluir estradas de ferro, usinas de energia elétrica e exploração de petróleo, devem beneficiar ambas nações, de acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang.

"A China tem grande interesse nas commodities brasileiras, portanto, quer investir em estradas no Brasil para reduzir o custo do transporte", disse Tang. "É uma situação em que os dois lados ganham, porque o governo brasileiro quer atrair investimentos para a infraestrutura", disse.

Os líderes dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - também devem anunciar progressos relacionados ao banco de desenvolvimento e ao Arranjo Contingente de Reservas (CRA), um fundo para socorrer nações durante crises.

Mas o relacionamento do Brasil com a China deve ser o foco da vinda do líder chinês ao País. Após a conclusão do encontro dos Brics na quarta-feira, Xi permanecerá no Brasil para uma visita de Estado.

O ministro do Desenvolvimento e Comércio do Brasil, Mauro Borges disse que ambas nações estão em busca de um canal de interação econômica. O Brasil quer exportar mais produtos de maior valor agregado para a nação asiática. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, tendo importado US$ 21,8 bilhões do Brasil no ano passado, em sua maioria minério de ferro e soja.

"A China continuará a ser um parceiro importante" em commodities disse Borges, mas "queremos ampliar a pasta de nossas exportações" para o país asiático.

Os líderes chineses e empresas estatais vêm durante anos firmando acordos na área de recursos naturais no mundo, segundo a diretora do programa China e América Latina para a consultoria Inter-American Dialogue, Margaret Myers.

No passado, as companhias chinesas ingressaram em compras de terras, minas e outros ativos relacionados a recursos naturais, o que, por algumas vezes, alarmou alguns países preocupados com a segurança nacional. A reação negativa causada, que incluiu a imposição pelo Brasil de um limite nas compras por estrangeiros, mudou a tática chinesa, notou Margaret. As companhias chinesas estão agora adquirindo, por exemplo, fábricas de processamento, ao invés de adquirir fazendas produtoras de soja, diz a pesquisadora.

As companhias chinesas já têm um papel importante no desenvolvimento do pré-sal, o que a Petrobras não pode fazer sozinha. Em outubro, o Brasil vendeu o direito de exploração de um campo para o consórcio formado pelas duas maiores empresas de energia da China, a Cnooc e a China National Petroleum, pela Royal Dutch Shell, Total e Petrobras.

O ministro brasileiro disse que um contrato para a venda de aeronaves brasileiras para companhias áreas chinesas deve ser assinado durante a visita de Xi.
Fonte:Gazeta do Povo (PR)
Data : 14/07/2014

GUARUJÁ INTENSIFICA A FISCALIZAÇÃO DO TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

A prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, e a Marinha do Brasil assinarão Termo de Convênio para promover a fiscalização do tráfego de embarcações e dos equipamentos náuticos em geral que possam colocar em risco a integridade física dos cidadãos nas praias. O documento, que concretiza a cooperação técnica, será assinado nesta segunda-feira (14), às 10h, no Gabinete do Paço Moacir dos Santos Filho.

A fiscalização do tráfego de embarcações e dos equipamentos náuticos em geral visa ao cumprimento das Normas da Autoridade Marítima (Normam) e dos Planos de Uso e Ocupação do Solo, que disciplina a entrada e saída de embarcações, e de outras providências.

Com o convênio caberá à prefeitura de Guarujá informar à autoridade marítima, por meio da Capitania dos Portos, a ocorrência de fato ou acidente da navegação, bem como outras irregularidades; indicar os fiscais municipais a serem credenciados pela autoridade marítima; elaborar e implantar, com o auxílio da marinha, projeto de sinalização náutica para as praias do município e respectivas áreas adjacentes, entre outras medidas.

Com duração de dois anos, o convênio entra em vigor na data da assinatura, podendo ser renovado por igual período, mediante Termo Aditivo.
Fonte: G1 – O portal de Notícias da Globo / Santos
Data : 14/07/2014

INFRAESTRUTURA É UM DOS PILARES DO PROGRAMA MAISRN
Publicado em 07/14/2014 as 12:04 PM

Apontada como alavanca para o desenvolvimento econômico e também um dos principais gargalos hoje, no Rio Grande do Norte, na atração de investimentos e indústrias, a infraestrutura é um dos quatro eixos do MaisRN. “O desafio é ampliar a rede de transporte e logística, com a construção de equipamentos de alta capacidade, e investir nas redes de transmissão de energia, telefonia móvel e internet, atendendo às demandas dos produtores e atraindo novos investimentos produtivos e estruturantes”, observa o presidente da Fiern, Amaro Sales.

O programa apresenta potencialidades e metas. Entre elas, a ampliação da malha ferroviária dos atuais 56km para mais de 800km, implantando um sistema de transporte de alta capacidade para os produtores do Estado, e a construção de um porto multicarga com retroárea na região de Porto do Mangue que, somada a ampliação dos portos de Natal e Areia Branca, elevará a capacidade de processamento portuário de 2,6 para 10,6 milhões de toneladas/ano até 2035.

Para a infraestrutura aeroportuária, a ideia é dar condições para que a capacidade de processamento de cargas passe de 10 mil para 32 mil toneladas/ano, e o aumento do fluxo de passageiros de 5,8 milhões para 11 milhões de passageiros/ano em 2035, aproveitando todo o potencial do novo aeroporto em São Gonçalo do Amarante. A duplicação da área pavimentada no Estado e a melhoria das rodovias em condições precárias são algumas sugestões para o transporte rodoviário.

Competitividade

A ampliação da infraestrutura é um elemento essencial para o desenvolvimento da competitividade sistêmica no Estado, pondera Sales. “É preciso uma composição mista, que inclui a atração de investimentos privados, a implementação de projetos federais e a recuperação da capacidade de investimento pelo equacionamento fiscal”, avalia.

Entre as propostas que serão entregues ao poder público por meio da iniciativa privada estão a necessidade de estender a atual área irrigada no Estado de 55 para mais de 130 mil hectares, além de assegurar mecanismos de estímulo ao fortalecimento da rede de cidades, promovendo a integração territorial com base na prestação de serviços avançados e no desenvolvimento do comércio.
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal
Data : 14/07/2014

DÉFICIT COMERCIAL DA INDÚSTRIA DEVE SER RECORDE
Publicado em 07/14/2014 as 12:03 PM

A crise na Argentina e a perda de competitividade dos produtos brasileiros deve levar a indústria brasileira a registrar em 2014 o maior déficit comercial da história. No primeiro semestre desse ano, o saldo da balança de manufaturados foi negativo em US$ 56 bilhões, maior que os US$ 54,72 bilhões registrados de janeiro a junho de 2013. No período acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em junho, o déficit atingiu US$ 106,44 bilhões, superando o recorde batido no fechamento de 2013, quando as importações de produtos industrializados superaram as exportações desses itens em US$ 105 bilhões.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que as vendas externas de manufaturados somaram US$ 38,08 bilhões no primeiro semestre, uma queda de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Uma retração bem mais forte que das importações que somaram US$ 94,06 bilhões e tiveram uma queda de apenas 3,5% no período apesar do baixo crescimento da economia brasileira.

Parte da queda das vendas externas pode ser explicada pela exportação fictícia de duas plataformas de petróleo, no valor de US$ 2,43 bilhões, nos primeiros seis meses do 2013. Com isso, a base de comparação ficou desfavorável porque ainda não houve registro de plataformas neste ano. Ainda assim, analistas de comércio exterior afirmam que a situação é crítica e que não há solução de curto prazo.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que os itens com maiores quedas nas exportações são de automóveis de passageiro, partes e peças para veículos e tratores, motores e veículos de carga, reflexo direto da redução do comércio entre Brasil e Argentina. Esses produtos tiveram uma queda de US$ 1,58 bilhão em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Fonte:Jornal do Commercio(POA)
Data : 14/07/2014

CRESCIMENTO SERÁ PAUTA DO ENCONTRO DO BRICS
Publicado em 07/14/2014 as 12:03 PM

Depois da Copa do Mundo, o Brasil se prepara para jogar em outro campo, desta vez junto com os demais integrantes do Brics (sigla do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em encontro de cúpula de chefes de Estado e governo, que começa segunda-feira em Fortaleza (CE). Os “adversários do grupo” - ausentes do evento, mas no centro da pauta - são as nações desenvolvidas, devido à baixa importância dada pelas potências ocidentais aos países emergentes. As mudanças na política monetária da União Europeia e dos EUA, que na última quarta-feira anunciaram o fim das medidas de estímulo à economia em outubro, serão o principal tema da reunião.

Os líderes do Brics estão preocupados com o crescimento de seus países, a liberalização do comércio e a maior participação nas decisões econômicas mundiais. Essa preocupação estará expressa na declaração final que será negociada pelos sherpas - como são chamados aqueles que organizam previamente o encontro - até a primeira hora desta segunda-feira, quando passarão o bastão para os ministros da Economia e das Relações Exteriores do bloco. A Declaração de Fortaleza terá 50 artigos e será entregue aos chefes de Estado amanhã. Embora os países desenvolvidos não sejam citados no texto, eles serão criticados, especialmente, pela paralisação do processo de reformas no sistema de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A reunião de cúpula do Brics terá duas faces: a política, com a posição do grupo sobre temas delicados, como a situação no Oriente Médio e na Ucrânia; e a econômica, ponto forte do encontro. No segundo caso, os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais se reúnem segunda-feira, quando o desenho do banco de desenvolvimento será concluído.

A instituição entrará em funcionamento dentro de um ano, segundo o Ministério da Fazenda, mas é fundamental sua aprovação pelo Legislativo brasileiro. Até a noite de sexta-feira, a expectativa era que a sede do banco, disputada por todos os membros, à exceção do Brasil, e a presidência da instituição, desejada pelo governo brasileiro e pelos demais integrantes do bloco, só serão decididas pelos chefes de Estado.

Fora da agenda oficial, a China voltará a insistir com a entrada de novos membros no bloco, começando pela Argentina - que vive uma das mais duras crises econômicas de sua história. O Brasil resiste a essa possibilidade. Argumenta que ainda é preciso dar uma roupagem melhor ao bloco. Os chineses conseguiram emplacar a África do Sul em 2011, mas não tiveram o mesmo êxito com México e Indonésia.

Há interesse dos países desenvolvidos na reunião de cúpula do Brics. O banco de desenvolvimento e o fundo de reservas para ajudar os países com problemas no balanço de pagamentos (contas com o resto do mundo), que também será criado, são competidores diretos do Banco Mundial e do FMI. Com isso, o bloco quer reafirmar sua posição de ter alternativas para o sistema financeiro mundial, fortemente questionado pelo grupo. “Quanto mais competição, melhor”, disse uma fonte da área econômica.

O governo brasileiro aposta nas reuniões bilaterais entre Dilma e o restante do Brics para fazer bons negócios. No encontro que terá com o presidente da China, Xi Jiping, Dilma pretende acertar a venda de 60 aeronaves da Embraer ao mercado chinês. Com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, será assinado um plano de ação, a ser executado até o fim de 2015, que prevê investimentos em projetos de ferrovias, portos, energia nuclear, petróleo e gás, entre outros.

Brasil e África do Sul negociam, de um lado, a liberação do ingresso de vinho sul-africano no Brasil e, de outro, acabar com os entraves à carne brasileira. Com a Índia, a ideia é expandir o comércio bilateral de US$ 9,5 bilhões em 2013 para cerca de US$ 15 bilhões até o fim de 2015.

Para o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Sérgio Amaral, o Brics quer uma nova governança econômico-financeira, mas não se entende sobre a correção dos grandes desequilíbrios entre os países que exportam e têm superávits e os que importam e têm déficits. A superação desse obstáculo, afirmou Amaral, está relacionada à questão cambial, assunto que os integrantes do Brics não conseguem sequer discutir, porque a China não aceita incluí-la na agenda.

Conselho de empresários debaterá projetos internacionais de interesse comum

Pouco mais de um ano depois da criação do Conselho Empresarial do Brics, na V Cúpula do Brics, em Durban, empresários de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul conseguiram reunir mais de 200 áreas e projetos em que há interesse de expansão de comércio e investimentos. O levantamento é resultado de meses de trabalho entre 25 empresas dos países membros, sendo cinco de cada um.

O grupo se reúne hoje e amanhã no Centro de Convenções do Estado do Ceará, em Fortaleza, quando conclui um documento para levar aos cinco chefes de Estado e de governo com sugestões para o aprofundamento da integração econômica entre os cinco países.

“O Brics é um projeto inovador que vamos amadurecer ao longo do tempo. Pelas reuniões do Conselho, vimos que há muita boa vontade de todos, e o potencial é estimulante. Esse documento final será um retrato das conversas dos empresários desde o ano passado - diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi.

Criado em Durban em março de 2013, o Conselho Empresarial do Brics se reuniu em agosto em Johhanesburgo e, desde então, tem feito teleconferências mensais para discutir formas de ampliar os negócios entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Há uma empresa líder de cada país, mas as demais participantes também fazem parte das discussões.

“Queremos estreitar os laços de negócios entre os países. Há alguma dificuldade em negociar diante de tantos pontos de vista, mas tentamos caminhar pelos itens mais evidentes e conseguimos chegar a uma lista extensa de tópicos de possíveis áreas de colaboração. Todos estão colocando suas ambições e agora vamos traduzir em possibilidades”, afirma José Rubens de la Rosa, presidente da Marcopolo, que é a líder entre as cinco empresas brasileiras que participam do Conselho (Marcopolo, Vale, Weg, Banco do Brasil e Gerdau).

Os segmentos de interesse estão distribuídos em cinco áreas: infraestrutura, serviços financeiros, indústria, energia e economia verde, treinamento e desenvolvimento de parcerias. Entre os projetos, há desde uma rede de fibra ótica submarina, que ligaria os países do Brics sem passar pelos Estados Unidos, até uma linha de transmissão de energia entre o Norte e Sul da África com oito mil quilômetros de extensão.

Temas como eliminação dos obstáculos ao comércio e de subsídios à exportação na agricultura, aumento das transações em moedas locais, engajamento dos líderes para cuidar de questões como dumping e subsídios, redução de barreiras não tarifárias e facilitação de emissão de vistos para viajantes a negócios devem estar entre as recomendações dos empresários aos líderes dos países-membros do Brics.

“Preparamos uma agenda positiva, com medidas que acreditamos que podem acelerar o ambiente de negócios. Mas são sugestões e precisamos ver como serão tratadas pelos líderes”, diz o presidente da Marcopolo, empresa que tem 25% de sua produção de carrocerias de ônibus concentrada em Rússia, Índia, China e África do Sul.

Além do Conselho Empresarial, também haverá um Encontro Empresarial e uma rodada de negócios, na qual se espera uma movimentação de US$ 3,9 bilhões. Mais de 700 empresários devem participar do encontro em Fortaleza. “Queremos facilitar a comunicação entre os países e gerar oportunidades de negócios”, aponta Abijaodi.
Fonte:Jornal do Commercio(POA)
Data : 14/07/2014

RIO GRANDE DO SUL TENTA MANTER CONTRATO DE US$ 800 MILHÕES COM PETROBRAS
Publicado em 07/14/2014 as 12:03 PM

Autoridades do Rio Grande do Sul e representantes do setor industrial estão intensificando as conversas com a diretoria da Petrobras para salvar um contrato no valor de US$ 800 milhões da estatal para que a Iesa Óleo e Gás produza 24 módulos para plataformas no Polo Naval do Jacuí, na cidade gaúcha de Charqueadas. O negócio ficou em risco por causa da crise financeira enfrentada pela Iesa, que chegou a suspender temporariamente as atividades e atrasou a entrega dos equipamentos.

O Polo Naval do Jacuí foi lançado no ano passado. O governo ofereceu incentivos para as empresas se instalarem no local, e, sem o contrato da Petrobras, a iniciativa dificilmente sairá do papel. Ontem (quinta-feira, 10), o diretor de Engenharia da Petrobras, José Antônio Figueiredo, recebeu uma comitiva gaúcha formada, entre outras pessoas, pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gilmar Sossella (PDT), e pelo diretor da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) Marcus Coester.

Nesta sexta-feira, o governador gaúcho, Tarso Genro (PT), que está no Rio, pretendia se encontrar com a presidente da estatal, Graça Foster. Os planos mudaram porque Graça teria decidido vir ao Rio Grande do Sul na próxima segunda-feira. "Fomos avisados que ela vem (ao Estado) visitar plataformas no Polo Naval de Rio Grande e que, então, era melhor falar com o governador em Porto Alegre", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o chefe de gabinete de Tarso, Ricardo Zamora. A reunião está marcada para 15 horas, no Palácio Piratini. Procurada pelo Broadcast, a assessoria da Petrobras ainda não confirmou o encontro.

Há meses a Iesa tem encontrado dificuldade em tocar a construção dos 24 "pancakes" (estruturas metálicas que formam uma espécie de lastro nas plataformas) encomendados pela Petrobras. A empresa do grupo Inepar estaria deixando de pagar fornecedores e funcionários e adiando a entrega dos oito primeiros módulos.

A Petrobras, na tentativa de evitar efeito cascata no atraso na entrega das plataformas, passou a buscar um sócio para a Iesa, capaz de reequilibrar as contas da companhia e garantir a continuidade dos trabalhos. Mas, nas últimas semanas, começou a circular a informação de que a estatal poderia desistir da encomenda ao Polo Naval do Jacuí para conseguir os módulos de forma mais rápida em outro lugar, talvez no exterior.

Para o governo e para o setor industrial gaúcho, a desistência da Petrobras seria um desastre não só porque inviabilizaria o Polo Naval do Jacuí, mas porque os módulos da estatal seriam usados para equipar cascos replicantes que estão sendo construídos, em grande parte, no Polo Naval de Rio Grande, também no Rio Grande do Sul.

"No momento, a obra em Charqueadas está andando, mas no regime de conta vinculada. Significa que a Petrobras está participando de toda a administração do projeto com a Iesa, o que é trabalhoso. Tudo o que é pago pela estatal à Iesa já sai com destino. Está lento, mas andando", disse Marcus Coester, da Fiergs.

Segundo ele, que esteve no encontro de ontem, o "plano A" de todas as partes é dar seguimento ao projeto original. "Ouvimos da própria Petrobras que a linha preferencial deles é incorporar um sócio para aportar capital à Iesa e manter o contrato. É preciso acertar as variáveis como prazo, etc. O cancelamento é só o plano C", explicou Coester.

As negociações com esta outra empresa já estariam inclusive encaminhadas. Ele não revelou, no entanto, que empresa entraria no projeto para socorrer a Iesa.
Fonte:Jornal do Commercio(POA)
Data : 14/07/2014

CAI PROCURA POR RECURSOS DO INOVA PETRO 2
Publicado em 07/14/2014 as 12:02 PM

A dificuldade da indústria em identificar uma demanda fixa de conteúdo local de bens e serviços para a exploração do pré-sal pela Petrobras está levando o desempenho do Inova Petro 2, programa de inovação operado pelo BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a ficar abaixo do esperado. A segunda fase do programa completa seis meses com apenas R$ 470 milhões procurados pelas empresas.

Do total de 28 projetos inscritos, segundo informou o BNDES ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apenas 17 foram autorizados a formular um plano de negócios para acessar financiamento com juros subsidiados. Os recursos procurados não somam nem um terço do R$ 1,5 bilhão do Inova Petro 2 operado pelo banco estatal a pouco mais de um mês para o encerramento do prazo de inscrição de propostas (27 de agosto).

Em relação ao total de R$ 3 bilhões do programa operado pelo BNDES e a Finep, o desempenho de R$ 470 milhões representa apenas 13,9% do previsto para as três linhas de crédito criadas para o desenvolvimento de tecnologia de bens e serviços na cadeia produtiva do petróleo e gás natural, com apoio técnico da Petrobras. O crédito até agora liberado também está distante do executado na primeira versão do programa, lançado em 2012, que financiou 58 projetos, empenhando R$ 2,7 bilhões.

O desempenho modesto do programa em 2014, em meio a uma estimativa de investimentos no pré-sal de US$ 600 bilhões nas próximas três décadas, consolida a percepção do mercado de que o governo e a Petrobras falham em imprimir velocidade na instalação de um pátio fabril compatível com o desafio representado pelo pré-sal. "O que preocupa é que não há previsibilidade de demanda", observa o sócio do Centro de Energia e Recursos Naturais da consultoria Ernst & Young, Carlos Assis. "A grande preocupação do mercado é a sobrecarga operacional da Petrobras, porque isso gera atrasos em projetos."

De acordo com o executivo, o foco da Petrobras tem sido antecipar a exploração do primeiro óleo de campos no pré-sal para gerar caixa. Com isso, segundo Assis, o planejamento associado ao desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores nacionais consistente tem sido deixado de lado. "O médio fornecedor, por exemplo, fica com medo de se endividar para investir sem essa previsibilidade, que tem de estar presente e acontecendo no horizonte de planejamento dos vários integrantes da cadeia", conclui.

A falha no planejamento da cadeia é reconhecia pela própria Petrobras, ao comentar a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que definiu a concessão direta de quatro novas áreas do pré-sal à estatal, sem licitação e sob o regime de partilha. O CNPE reduziu o porcentual de conteúdo local de bens e serviços exigidos para a exploração dos campos de Búzios, entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. Em relação à cessão onerosa feita em 2010, na mesma região petrolífera, a redução varia entre seis e dez pontos porcentuais. A estatal classifica a mudança como "absolutamente coerente", em resposta a questionamento do Broadcast.

Essa diminuição ocorreu depois que a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, criticou o ritmo lento da indústria em acompanhar os investimentos da empresa e após 17 multas já aplicadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) por descumprimento, justamente, do uso mínimo de conteúdo local em concessões anteriores da Petrobras. Em março deste ano, Graça Foster afirmou, durante conversa com empresários da indústria naval, que o setor não consegue acompanhar o ritmo da estatal e que, por isso, a empresa não pretendia esperar sua evolução. A Petrobras, porém, garante que não pediu ao governo para reduzir os porcentuais dos novos campos.

A estatal, contudo, reconhece que os novos padrões de exigência de produtos nacionais para a exploração dos campos estão ajustados com "a potencialidade da indústria nacional de bens e serviços com base em certificados emitidos por empresas certificadoras acreditadas pela ANP".

A ANP, por sua vez, alega que "não formula a política de conteúdo local" e que apenas "fiscaliza o cumprimento dos porcentuais que constam dos contratos" de concessão de blocos e campos. Desde que iniciou a fiscalização, em 2008, até março de 2014, a agência realizou 155 vistorias em empresas concessionárias de reservas de petróleo e gás natural. A agência aplicou, neste período, 41 multas por não cumprimento do conteúdo local - sendo 17 contra a Petrobras.

Conteúdo local

A diferença de conteúdo local exigido da cessão onerosa e da concessão partilhada está na comparação das curvas de produção. Na cessão onerosa, realizada para capitalizar a Petrobras com uma reserva de 5 bilhões de barris, o teor de nacionalidade dos equipamentos e serviços deve ser 65% para a fase de desenvolvimento da produção a partir de 2019. O modelo previa 37% de itens produzidos no País na fase de exploração, 55% na produção do primeiro óleo até 2016, 58% a partir da produção, entre 2017 e 2018, até os 65% no ano seguinte.

Já no modelo de partilha dos novos campos, a relação de componentes nacionais foi fixada em 55% para os módulos de desenvolvimento que iniciarem a produção até 2021 e 59%, a partir de 2022. Esses porcentuais valerão para os quatro campos da Bacia de Santos, que o governo decidiu ceder à estatal sem licitação, sob partilha na qual a Petrobras pagará R$ 2 bilhões em dinheiro na assinatura do contrato e outros R$ 13 bilhões em barris de petróleo até 2018.

A redução, segundo a estatal, está alinhada com o perfil da concessão do Campo de Libra - arrematado em novembro de 2013, em leilão da ANP, pelo consórcio formado por Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC. "Não há relação entre os índices de conteúdo local relativos às quatro áreas excedentes concedidas à Petrobras e os índices constantes na cláusula 8ª do contrato da cessão onerosa celebrado em 2010. São regimes diferentes. Para a situação atual, como o regime escolhido para a produção é o de partilha, adotou-se os índices aplicados ao modelo de partilha, o que é absolutamente coerente", diz a empresa em nota.

O Ministério de Minas e Energia (MME) afirma, por meio de sua assessoria, que os novos porcentuais refletem o que é "tecnicamente" possível ao País. "Esses valores refletem, tecnicamente, o que se pode fazer no Brasil, considerando as especificidades das áreas do pré-sal", diz.
Fonte: Diário do Grande ABC
Data : 14/07/2014

EXPORTAÇÕES CHINESAS DECEPCIONAM
Publicado em 07/14/2014 as 12:02 PM

As exportações da China ficaram abaixo das previsões em junho. O desempenho decepcionante sugere que o apoio da demanda global será limitado num momento em que Pequim se esforça para cumprir a meta de crescimento de 7,5% neste ano.

Os embarques ao exterior tiveram uma alta de 7,2% na comparação com junho de 2013, de acordo com dados divulgados ontem pela administração alfandegária chinesa. A mediana das previsões dos analistas ouvidos pela agência Bloomberg era de avanço de 10,4%. As importações tiveram expansão de 5,5%. A balança comercial teve um saldo de US$ 31,6 bilhões - em maio havia sido de US$ 35,9 bilhões. Analistas esperavam que o superávit de junho ficasse em US$ 36,9 bilhões.

"A demanda externa pode impulsionar a economia chinesa, mas esse impulso não é forte", disse Chen Xingdong, economista-chefe para a China do BNP Paribas em Pequim. "Para fazer o crescimento da China avançar, ainda temos que contar com o mercado doméstico."

Em comunicado, a alfândega disse que as exportações chinesas vão acelerar neste trimestre. Segundo Zheng Yuesheng, um porta-voz da agência, ações de estímulo tomadas pelo governo contribuíram para aumentar a confiança dos exportadores. Segundo Zheng, há sinais de que as vendas externas de julho têm sido "muito boas" até o momento.

O governo chinês divulgará os números do Produto Interno Bruto do segundo trimestre na quarta-feira. Segundo a previsão de analistas, a expansão será de 7,4%, mesma alta do período janeiro-março.
Fonte:Valor Econômico\Bloomberg
Data : 14/07/2014

MANIFESTANTES FECHAM PORTO PETROLÍFERO NA LÍBIA
Publicado em 07/14/2014 as 12:01 PM

LONDRES - O porto petrolífero de Brega, no leste da Líbia, foi fechado por manifestantes, informou uma fonte do setor de petróleo neste sábado. A situação expõe a fragilidade da recuperação desse segmento naquele país.

Os preços do petróleo caíram para o menor nível em dois meses nos Estados Unidos após a reabertura de dois dos principais terminais e do maior campo de petróleo na Líbia.

Apesar de pequeno, com cerca de 90 mil barris diários de exportações, o movimento é significativo porque o porto de Brega permaneceu em atividade quando outros terminais ficaram fechados no ano passado.

Um porta-voz da estatal National Oil Co. disse que o porto foi fechado por guardas locais em disputa com o governo.

As exportações de Es Sider e Ras Lanuf, os maiores terminais que foram formalmente reabertos há cerca de uma semana, ainda têm de serem reiniciadas, acrescentou.

Após uma guerra civil que tirou Muamar Gadhafi em 2011, os campos de petróleo e os portos da Líbia passam por frequentes interrupções em razão de greves e ocupações armadas.
Fonte: Valor Econômico\Dow Jones Newswires
Data : 14/07/2014

QUÍMICA E BIORREFINARIA ANIMAM PÖYRY NO BRASIL
Publicado em 07/14/2014 as 12:00 PM

Um levantamento realizado pela Pöyry, multinacional de origem finlandesa que presta serviços de engenharia e consultoria, indica que o setor de químicos e de biorrefinarias pode movimentar cerca de € 500 milhões por ano em contratos de engenharia consultiva no país. Esse faturamento estimado leva em conta os investimentos anunciados ou planejados por sete diferentes indústrias, que envolvem algum tipo de processo químico, entre 2014 e 2016, com exceção de celulose e papel e mineração, que são atendidas por áreas específicas da Pöyry.

"A partir do 'capex' das empresas, conseguimos estimar qual é a parcela para os serviços de engenharia. Em geral, em químicos e biorrefinaria, os investimentos se concentram na faixa de € 25 milhões a € 50 milhões, com um ou outro projetos acima desse valor", explicou o diretor dessa área na Pöyry, Fabio Fonseca.

De olho nesse potencial, a multinacional estruturou no país, em outubro, uma área específica para atendimento desse setor, que compreende as indústrias alimentícia, de cosméticos, de tintas e vernizes, de agroquímicos, entre outras. Neste momento, há mais de 15 propostas na carteira de projetos da área, que até o fim de 2015 poderá se igualar ao segmento de mineração em peso no faturamento da Pöyry no Brasil - o principal negócio é o de celulose e papel.

O segmento de química, segundo Fonseca, reúne o maior potencial de negócios para a área de engenharia consultiva, com cerca de € 2 bilhões em investimentos programados até 2016 e € 200 milhões em possíveis contratos. Apesar da estatística, o setor não desperta otimismo imediato, lembrou o executivo, sobretudo se considerados os dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) que mostram queda na produção de 7% no até maio.

"Há intenção de investir, mas projetos têm sido postergados", ponderou Fonseca. Já as indústrias de agroquímicos, cosméticos e tintas e vernizes representam um potencial de € 140 milhões em engenharia consultiva - a maior parte está concentrada em cosméticos.

Em alimentos e bebidas, cujo potencial é de € 80 milhões para engenharia consultiva, também há perspectiva de execução de muitos projetos. Porém, alguns planos ainda estão no papel diante da incerteza quanto aos rumos da economia.

Em biorrefinarias, área em que a Pöyry já teve como clientes a Raízen e agora participa de um projeto com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para produção de 3 milhões de litros por ano de etanol de segunda geração, há potencial de € 25 milhões por ano.
Fonte:Valor Econômico\Stella Fontes | De São Paulo
Data : 14/07/2014

CLIMA CONTINUA A FAVORECER MOAGEM DE CANA E A AFETAR RENDIMENTO NO CENTRO-SUL
Publicado em 07/14/2014 as 11:59 AM

A moagem de cana-de-açúcar continua em ritmo acelerado na região Centro-Sul do país nesta safra 2014/15, iniciada em abril. De acordo com dados da Unica, entidade que representa as usinas sucroalcooleiras da região, o volume alcançou 44,053 milhões de toneladas na segunda quinzena de junho, quase 50% a mais que no mesmo período do ano passado. Em igual comparação, a produção de açúcar subiu 70,8% e atingiu 2,580 milhões de toneladas e a de etanol registrou alta de 46,3%, para 1,890 bilhão de litros.

Esses fortes incrementos derivam principalmente do clima mais seco que o normal - que facilita os trabalhos de colheita e de processamento, mas prejudica o rendimento das lavouras e tende a maximizar a quebra da produção na temporada. "Ainda não concluímos as estatísticas referentes à produtividade agrícola de junho, mas já podemos afirmar que ao final desta safra o resultado ficará aquém daquele inicialmente previsto, com prejuízo à oferta de cana-de-açúcar e possível antecipação do término da moagem em várias regiões produtoras", afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, em comunicado divulgado ontem.

Do início da safra até 1º de julho, a moagem de cana somou 202,937 milhões de toneladas, 11,1% mais que em igual intervalo do ciclo 2013/14. Nessa comparação, a produção de açúcar cresceu 15,5%, para 10,339 milhões de toneladas, e a de etanol aumentou 10,1%, para 8,452 bilhões de litros. Como era esperado, o avanço da produção de etanol tem sido puxado pelo anidro (misturado à gasolina), mas a oferta de hidratado (usado diretamente no tanque dos veículos) também é ascendente.
Fonte:Valor Econômico\Fernando Lopes | De São Paulo
Data : 14/07/2014

IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO DO IRAQUE AVANÇA 108% NO ANO
Publicado em 07/14/2014 as 11:58 AM

O Brasil aumentou em 108% a compra de petróleo bruto do Iraque neste ano, apesar de o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) não ter registrado qualquer importação do óleo cru do país em junho.

Mesmo com a guerra civil em andamento no Iraque, a Petrobras afirmou ao Valor que o comércio está regular e que os negócios não foram afetados até o momento pela instabilidade política. Analistas, por outro lado, acreditam que o percentual de crescimento das importações pode aumentar, já que é comum na balança de petróleo e derivados meses "zerados". Quando isso ocorre, os embarques do período geralmente aparecem no mês seguinte.

No primeiro semestre do ano, o Iraque foi o terceiro maior vendedor de petróleo ao Brasil mesmo com o ataque de rebeldes, no início do mês passado, à refinaria de Baiji, maior complexo petrolífero do país. No primeiro semestre do ano passado, o Iraque era o quinto maior fornecedor do Brasil. A Petrobras disse que não realizou importação em junho por uma decisão de mercado e que não houve necessidade de comprar petróleo iraquiano no último mês.

O esgarçamento das instituições políticas do Iraque, que hoje está dividido em três forças (sunitas, xiitas e curdos), por outro lado, deve fazer com que as exportações brasileiras ao Iraque sejam afetadas no médio prazo, segundo os mesmos analistas. As vendas totais cresceram 2,3% em junho, para US$ 24,5 milhões, ante o mesmo mês do ano passado. No ano, as exportações brasileiras ao país árabe somaram US$ 113 milhões, puxadas por ferro, aço e carnes.

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os conflitos no Iraque podem fechar um mercado importante no Oriente Médio. "A situação política e econômica do país está dificultando negócios na região e se agravando. A tendência é que, com a economia atingida, haja menos fôlego para importações em um mercado para o qual o Brasil exporta muita carne", diz.

As importações brasileiras do Iraque cresceram em um ritmo maior do que as exportações. No acumulado do ano até junho, ante o mesmo período de 2013, a importação brasileira dos iraquianos chegou a US$ 484 milhões, valor gasto exclusivamente em petróleo. Segundo Castro, o óleo cru, por ser uma commodity, é usado para influenciar a corrente de comércio. Para ampliar a entrada de alimentos e outros produtos brasileiros no mercado iraquiano, o país aumentou a compra do óleo iraquiano. "É normal usar o petróleo para isso, já que a importação dele é necessária independentemente de qual seja o país fornecedor", diz.

Mesmo no caso de uma redução da produção petrolífera iraquiana, a oferta no mercado mundial está alta, o que impede a instabilidade do governo local de afetar o suprimento da demanda brasileira. Nos dados abertos de junho do Mdic, o Brasil comprou mais petróleo cru da Nigéria e Arábia Saudita, tanto em relação a junho do ano passado quanto na comparação com maio deste ano. A cada quatro dólares gastos em petróleo pelo Brasil no último mês, quatro foram para as mãos de nigerianos e sauditas. Os dois países são os maiores fornecedores do país em 2014.

Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da GO Associados, acredita que o Brasil está procurando outros mercados para se abastecer. Ele pondera que até maio, último mês com dados disponibilizados pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), não houve recuo na produção petrolífera do Iraque, que ficou em 3,3 milhões de barris diários de petróleo. "Em junho, deve começar a aparecer algum recuo. Os conflitos se intensificaram no fim de maio e só depois começaram a afetar as refinarias", diz.

A maneira como é realizada a contabilização da balança de petróleo e derivados explica a ausência de importações de petróleo do Iraque em junho, na visão de Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da Barral M Jorge Consultores Asssociados. "As vezes, há prorrogação nos embarques, e entra tudo no mês seguinte, diferentemente do que ocorre com os outros produtos da balança comercial. É preciso esperar ainda alguns meses para saber se a situação política no Iraque vai influenciar a importação", diz.

O consultor acredita que a elevação da cotação do petróleo no mercado internacional não sofrerá grandes variações. O impacto maior deve acontecer no preço dos fretes do petróleo naquela região, que ficam mais caros por causa dos riscos causados pela instabilidade.
Fonte: Valor Econômico\Rodrigo Pedroso | De São Paulo
Data : 14/07/2014

BRICS, BRASIL E CHINA
Publicado em 07/14/2014 as 11:51 AM

Com a reunião de presidentes desta semana, no Ceará, o grupo dos Brics, formado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul, deixa definitivamente de ser um conceito para investidores, criado como sugestão de bons negócios pela Goldman Sachs, nos anos de forte crescimento econômico nas economias em desenvolvimento.

Se consolida como grupo político, de líderes regionais prestes a experimentar sua capacidade de ação conjunta, por meio de um banco próprio de desenvolvimento. O avanço não esconde, porém, que a China ainda é a maior prioridade para o Brasil, entre os países do grupo.

Brasileiros e chineses assinarão, durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil, cerca de 60 acordos, entre tratados, memorandos de entendimento e contratos entre empresas privadas. Espera-se, no governo brasileiro, que, entre esses entendimentos, esteja a solução para uma queixa frequente da China, sobre a burocracia para vistos de trabalho de chineses em território brasileiro - na semana passada, os dois governos finalizavam a discussão de um acordo sobre o tema dos vistos. Um acerto em torno da liberação de importações de carne de frigoríficos brasileiros também estava próximo.

Associação com os chineses é estimulada pelo governo brasileiro

A Camargo Corrêa será uma das primeiras empresas beneficiadas pelo memorando de entendimento a ser assinado entre Dilma e Xi Jinping para cooperação em transporte ferroviário. Ela já negociou com a chinesa China Railway Construction Corporation acordo para disputar a concessão do trecho vinculado à ferrovia Norte-Sul, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), negócio discutido há dez anos por empresários interessados nas oportunidades com os chineses. As autoridades da China estão particularmente animadas também com o leilão da ligação interoceânica entre o litoral maranhense e o porto de Ilo, no Peru, passando pela Bolívia.

Outra empresa que deve anunciar negócios com os chineses é a Brasil Foods, que já tem parceria com empresas chinesas para distribuição de produtos e planeja montar uma fábrica naquele país para processar carne de aves exportada do Brasil.

Para o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), embaixador Sérgio Amaral, os dois países atravessam um bom momento para ampliar a atuação das empresas brasileiras, com a redução dos atritos comerciais bilaterais.

"A relação entre Brasil e China é tão diversificada que sempre haverá setores ganhando muito e setores em dificuldades", minimiza o executivo. "Nosso esforço é criar mecanismos para resolver os problemas, que estão sendo resolvidos, em boa medida." O CEBC, que reunirá empresários dos dois países, em Brasília, durante a visita oficial de Xi Jinping, anunciará a criação de um mecanismo de revisão dos acordos entre os dois países, para identificar as dificuldades de execução dos acordos e as barreiras a negócios de lado a lado, e cobrar solução dos governos.

Ações tomadas pelo governo brasileiro reduziram, nos últimos meses, a pressão do setor privado no país contra a concorrência chinesa. A redução de impostos sobre exportação, para setores mais ameaçados, e o aumento no uso de medidas comerciais contra produtos da China - hoje o maior alvo de barreiras punitivas a vendas desleais - juntaram-se à reação pragmática dos próprios empresários, que converteram muitas de suas operações em importação de produtos chineses, em setores como utensílios de plástico e de aço e máquinas.

Há queixas como os recorrentes problemas da Embraer, que sofre com a burocracia e atrasos nos processos de compra de aeronaves pelos chineses. Há expectativa de que será anunciada a venda de mais 40 aviões da empresa, como antecipou à agência "Dow Jones", na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges. Fontes do governo afirmam tratar-se de jatos executivos Legacy.

Os acordos a serem assinados ampliam a crescente influência da China no mercado de commodities brasileiro. Maior mercado mundial para as exportações desses produtos pelo Brasil, o país asiático conquista, pouco a pouco, influência também na logística de exportação.

O governo brasileiro tem estimulado a associação com os chineses e espera ver o modelo de associação em ferrovias estendido a outras concessões, como energia e rodovias. É um movimento a ser acompanhado de perto, com reflexos futuros sobre os ganhos com a exportação de commodities pelo Brasil.

Assim como o estreitamento de laços com a China, a participação no grupo dos Brics extrapola eventuais preferências ideológicas. Embora apresentado frequentemente como uma contraposição aos países e organizações comandadas pelos ditos países "ocidentais" (conceito elástico, que costuma incluir o Japão e excluir países latino-americanos), o grupo mostra-se, a cada reunião, como uma alavanca política usada por seus membros para afirmar sua atuação autônoma nas decisões internacionais.

Prova de que não é uma declaração de confronto ao mundo dos países ricos, o arranjo contingente de reservas, para ajuda mútua em caso de problema no balanço de pagamentos, prevê que será necessário aval de uma instituição como o Fundo Monetário Internacional para retirada de quantias acima de determinado limite.

O Novo Banco de Desenvolvimento, nome do banco dos Brics, ainda percorrerá longo caminho para começar a operar: terá de ser aprovado pelos Congressos dos países e definir detalhes operacionais, como taxas a serem cobradas e exigências para eventual associação de outros países.

O Brasil quer nomear o primeiro dirigente máximo dessa nova instituição financeira. A decisão sobre quem será o presidente do banco não deve ser tomada agora, porém. Será reveladora do grau de entendimento entre o Brasil e seus amigos emergentes.

Sergio Leo é jornalista e especialista em relações internacionais pela UnB. É autor do livro "Ascensão e Queda do Império X", lançado em 2014. Escreve às segundas-feiras

E-mail: sergioleo.valor@gmail.com
Fonte: Valor Econômico
Data : 14/07/2014

GRUPO BRASILEIRO VENCE LICITAÇÃO DE TERMINAL NO PERU
Publicado em 07/14/2014 as 11:51 AM

Herranz preside o consórcio Tertium, composto pelas brasileiras Tucumann e Pattac e a espanhola Servinog, que vai operar um terminal de contêineres em Pisco

Os grupos paranaenses Tucumann e Pattac, em associação com a espanhola Servinog, estão chegando ao Peru para operar e administrar um terminal de contêineres no litoral do país. Por meio do Consórcio Paracas, o grupo venceu a licitação internacional, apresentando a melhor oferta para fazer a gestão e modernização do Terminal Portuário General San Martin, que fica na cidade de Pisco, 270 km abaixo da capital Lima.

A assinatura do contrato está marcada para o dia 21, em evento no palácio presidencial peruano, com a presença do presidente da República, Ollanta Humala, e de outras autoridades do país. O diretor de relações institucionais do grupo Tucumann, Guilherme Michaelis, diz que o consórcio já forneceu todas as garantias financeiras ao negócio e que, após esse ato, estará apto a assumir o terminal no prazo de 30 dias.

Tucumann, Pattac e Servinog, que já são sócios em outros negócios no Brasil na área de infraestrutura, participaram da concorrência peruana por meio da holding Tertium Participações. A Tertium detém 90% do Consórcio Paracas e a também brasileira Fortesolo, ficou com os 10% restantes.

Os três acionistas da holding Tertium são sócios no Terminal de Contêineres de Paranaguá, o TCP, que movimenta 1,5 milhão de unidades por ano e obteve faturamento de R$ 480 milhões em 2013. Juntos, eles detêm 23% do TCP. Cinco anos atrás venderam 50% do consórcio para o fundo de private equity Advent.

O prazo de concessão do terminal de Pisco é de 30 anos, com o compromisso de investimentos que somam US$ 230 milhões para modernizar o porto. O objetivo da agência peruana Proinversión, responsável pela licitação, é tornar o acanhado terminal apto a atender a futura demanda local e internacional, podendo receber navios de águas profundas. O alvo de operações visa basicamente a rota de cargas para a Ásia via os oceanos Pacífico e Índico.

Com o terminal de Paracas, como é conhecido por estar situado na baía do mesmo nome, os vencedores da licitação, que enfrentaram a gigante Maersk, pretendem compartilhar a área de influência do Porto de Callao, que fica na região metropolitana de Lima e é o maior do país. Lá já operam grandes empresas do setor, como a APM Terminals e a DW World, de Dubai.

À frente da Tertium foi escalado o espanhol David Simon Herranz, radicado no Brasil desde 1999 e que participou da gestão do TCP, criado em 1998, tendo como um dos acionistas uma empresa de Barcelona. A holding, formada em 2012 com 33,3% de cada sócio, terá como foco negócios em infraestrutura e logística.

Atualmente, além do terminal peruano, a Tertium tem dois ativos que são transitórios. A Itajaí Biogás e Energia, usina térmica instalada em um aterro sanitário de médio porte, e a EBCF, empresa dedicada à área de conservação de florestas privadas.

Segundo Herranz, nos primeiros três anos serão investidos US$ 150 milhões no terminal de Pisco. Os recursos serão usados na compra de equipamentos e em dragagem do porto, para atingir 16 metros de calado e receber grandes navios. Hoje tem porte médio, 700 metros de cais e é operado por uma estatal peruana. Movimenta basicamente carga geral, granéis e minérios.

O executivo diz que a operação de contêineres, considerada carga nobre, vai dar novo perfil ao terminal no prazo de três anos, quando concluir seu plano de modernização. Ele informa que o consórcio entrará com 30% dos recursos e 70% virão de financiamentos de instituições como o BID (Banco Interamerricano de Desenvolvimento), Corporacíon Andina, entre outras instituições financeiras.

A expectativa de receita do terminal de Paracas, quando estiver operando com contêineres, é de US$ 100 milhões ao ano, informa Herranz. A região, onde há presença de cultura de povo incaico, é uma grande produtora agrícola para exportação (uva, aspargo, pimentão e outras culturas).

O objetivo dos três sócios, diz o executivo, é que a Tertium atue em projetos portuários em várias regiões brasileiras, além do exterior. "Já temos alguns alvos em análise no Brasil e países da América Central, como Honduras e El Salvador", informa Herranz. A estratégia será desenvolver projetos e buscar parceiros financeiros e com expertise.

O grupo Tucumann, que tem como origem na área de engenharia e construção pesada, foi fundado em 1990 por duas famílias. A de José Maria Miller, um engenheiro que se firmou no mundo só negócios em Guarapuava e detém 87% do grupo. A outra família é a de João Glück, de origem alemã, dona dos 17% restantes.

A expansão do grupo, ao longo dos anos, centrou-se em infraestrutura portuária e aeroportuária e em obras industriais. Atualmente, além do TCP e Tertium, tem participações na concessão rodoviária Caminhos do Mar (no Paraná), em três concessões de parques (Cataratas do Iguaçú, EcoNoronha e Paineiras Corcovado), em entretenimento e turismo (projeto ÁguaRio, no Porto Maravilha), em mobilidade urbana (ETM Estacionamentos), na Via Oceânica, de Niterói, além da EBCF e Itajaí Biogás.

A divisão de engenharia e obras do grupo, no ano passado, faturou cerca de R$ 250 milhões, de acordo com diretor Guilherme Michaelis. O executivo está à frente da área institucional da Tucumann desde 2010.
Fonte: Valor Econômico
Data : 14/07/2014

SÓCIOS DO TCP ADMINISTRARÃO PORTO PERUANO
Publicado em 07/14/2014 as 11:51 AM

Os grupos paranaenses Tucumann e Pattac, em associação com a espanhola Servinog, venceram licitação internacional para fazer a modernização e gestão do Terminal Portuário General San Martin, na cidade de Pisco, no Peru. Sócios no Terminal de Contêineres de Paranaguá, o TCP, eles participaram da concorrência por meio da holding Tertium Participações.

O prazo de concessão do terminal de Pisco é de 30 anos, com compromisso de investimentos que somam US$ 230 milhões para modernizar o porto. O Peru quer capacitar o acanhado terminal para receber navios de grande porte, com a intenção de atrair cargas na rota para a Ásia pelos oceanos Pacífico e Índico.
Fonte: Valor Econômico
Data : 14/07/2014

CUSTO DA CRISE NO SETOR ELÉTRICO CHEGA A R$ 53,8 BI
Publicado em 07/14/2014 as 11:50 AM

Estudo da CNI aponta que ganhos da indústria já foram quase anulados
POR RAMONA ORDOÑEZ



Foto: Dado galdieri/Bloomberg News/18-10-2012

Linhas de transmissão em Foz do Iguaçu: para a CNI, recentes blecautes se deveram a falhas em subestações - Dado galdieri/Bloomberg News/18-10-2012

http://og.infg.com.br/in/13246292-701-afe/FT1500A/550/grid.JPG

RIO - Os custos de toda a desorganização no setor elétrico — depois da edição da medida provisória (MP) 579, de 2012, que tratou da renovação dos contratos de concessão de geração de energia, aliado à operação das térmicas — chegam a R$ 53,8 bilhões desde 2013. Desse total, R$ 35,3 bilhões serão pagos pelos consumidores de energia elétrica, nas suas contas de luz. Os outros R$ 18,5 bilhões serão pagos em impostos. Ou seja, por todos os contribuintes. Esses dados constam do documento “Setor elétrico: Uma agenda para garantir o suprimento e reduzir o custo de energia”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz parte de uma série de propostas do setor que foram entregues aos candidatos à Presidência da República.

SETOR PRECISA DE REFORMAS

O documento, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, destaca que os ganhos da indústria com a redução das tarifas em 2013 já foram quase que totalmente perdidos com os reajustes que as distribuidoras estão fazendo nas tarifas neste ano e em 2015. Segundo o estudo, as tarifas do ano que vem deverão voltar ao nível de dezembro de 2012, ou seja, ao patamar prévio à redução promovida pela MP 579. A CNI ainda destaca que os serviços de transmissão de energia têm se deteriorado e que os recentes blecautes que têm ocorrido no país foram causados por falhas nas subestações e não por atrasos nas obras de reforço na transmissão, apesar de sua importância.

Segundo Roberto Wagner, especialista em políticas e Indústria da CNI, o objetivo do estudo é propor aos presidenciáveis medidas de aperfeiçoamento do modelo do setor elétrico, essenciais para a redução das tarifas de energia industriais que beneficiará toda cadeia de fornecedores chegando também a todos os consumidores finais.

— Todas as propostas, na realidade, são para tarifas mais módicas para as indústrias, com vistas a aumentar a sua competitividade, tanto no mercado interno como no externo. E esses benefícios serão estendidos a toda a cadeia produtiva — disse Wagner.

São propostas como permitir a participação dos compradores do chamado mercado livre nos leilões de energia, hoje restritos ao mercado cativo; analisar a possibilidade de construir hidrelétricas com reservatórios em algumas regiões; e adotar medidas que estimulem a geração distribuída (pequenas usinas, cogeração, energia solar e eólica etc.), por meio de um retorno mais rápido do que for investido nesses projetos.

Para a economista e especialista em energia Paula Barbosa, a situação do setor elétrico é grave, pois a conta de R$ 53,8 bilhões se refere aos custos de descontratação da energia (incluindo térmicas) e subsídios de 2013. Apesar de considerar boas as propostas da CNI, Paula as classifica de amenas e diz que o modelo do setor elétrico precisa de uma profunda reformulação:

— As propostas da CNI para o setor elétrico são boas e nec